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Proposta Pedagógica
    Ensino Fundamental




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Proposta Pedagógica                                                               Ensino Fundamental




                            © EMEB PROFª MARIA BARBOSA MARTINS, 2012.


            É Permitida a reprodução ou transmissão desta obra por qualquer meio, sem a prévia
                            Autorização do autor, desde que preservada a fonte.
                       Direitos reservados para a autora, protegidos pela Lei 9610/98.
       A originalidade dos artigos e as opiniões emitidas são de inteira responsabilidade de sua autora.




                    Embm.
                                  MARTINS, EMEB Maria Barbosa.
                                      Proposta Pedagógica Ensino Fundamental
                           Distrito de Bonsucesso. Várzea Grande-MT, 2012.


                                  1.Proposta Pedagógica. 2. Educação
                                         Ensino fundamental .




                                          José Wilson Tavares
                                                Diretor

                                               Eliane Winck
                                          Coordenadora Pedagógica

                                           Azuil Marcio Bastos
                                            Presidente do CCDE

                                          Sandra Regina Nunes
                                             Secretária Escolar

                                       Tatiane Pinheiro da Silva
                             Professora comunitária Programa Mais Educação

                                   Adnilse de Souza Santos Siqueira
                                              Articuladora

                                       Pagina na Internet:
                               www.emebmariabarbosamartins.blogspot.com
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                      Distrito de Bonsucesso – Várzea Grande - MT
                                          2012
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Apresentação




           Este documento tem como finalidade apresentar as proposta de trabalho
a ser desenvolvida na EMEB PROFª MARIA BARBOSA MARTINS, cujo trabalho
apóia-se na perspectiva de uma educação de qualidade, buscando, para atender
esse objetivo, ações voltadas para melhores condições de trabalho; uma prática
pedagógica em consonância com o contexto atual de modo a formar cidadãos
críticos e conscientes do seu papel social; como também, a integração da escola
com a comunidade, tendo em vista que a participação desta última torna-se
primordial no desenvolvimento do cidadão que almejamos. Para compor a Proposta
Pedagógica foi feito um novo levantamento do Histórico da Escola e Comunidade
onde pudemos conhecer nossa clientela e os profissionais envolvidos por meio do
Diagnóstico da Situação Presente. Traçamos objetivos e metas a serem alcançados
durante o ano letivo baseado nos Princípios Norteadores que regem a Educação
Pública.
           Contempla-se no conteúdo desta, a Organização Curricular, bem como,
Projetos Especiais que poderão propiciar a contextualização e interdisciplinaridade
das habilidades e competências a serem trabalhadas. Definimos os valores
fundamentais em torno dos quais se constrói a escola os quais descrevem como
esta Unidade de Ensino pretende atingir sua missão. As estratégias foram traçadas
para englobar a maneira pela qual se pretende alcançar os objetivos. Em coerência
com os pressupostos citados acima, propomos instrumentos que possibilitem um
acompanhamento e controle que forneçam subsídios reais, concretos e adequados
à comunidade do trabalho aos níveis de manutenção e redimensionamento da
educação. A elaboração, aplicabilidade e o sucesso desta Proposta Pedagógica
contaram com o empenho coletivo dos membros desta Instituição. Mas é de
consciência dos que o produziram de que está aberto a todo e qualquer tipo de
sugestão e encaminhamentos, contemplando, assim, o que consideramos ser
essencial no processo educativo: o fazer e refazer das ações pedagógicas no “ritmo”
do movimento da história.
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              Nossas reflexões pedagógicas têm como referencial, os escritos da
brasileira e literária Ruth rocha, assim transcrevemos um trecho do seu livro: A
Quando a Escola é de Vidro:
                     Eu ia à escola todos os dias de manhã e quando chegava, logo, logo, eu tinha que
                     me meter no vidro. É no vidro! Cada menino ou menina tinha um vidro e o vidro
                     não dependia do tamanho de cada um, não! O vidro dependia da classe em que a
                     gente estudava. Se você estava no primeiro ano, ganhava um vidro de um
                     tamanho. Se você fosse do segundo ano, seu vidro era um pouquinho maior. E
                     assim, os vidros iam crescendo à medida que você ia passando de ano. Se não
                     passasse de ano era um horror. Você tinha que usar o mesmo vidro do ano
                     passado. Coubesse ou não coubesse. Aliás, nunca ninguém se preocupou em
                     saber se a gente cabia nos vidros. E para falar a verdade, ninguém cabia direito.
                     Uns eram gordos, outros eram muito grandes, uns eram pequenos e ficavam
                     afundados no vidro, nem assim era confortável. A gente não escutava direito o que
                     os professores diziam, os professores não entendiam o que a gente falava, e a
                     gente nem podia respirar direito... A gente só podia respirar direito na hora do
                     recreio ou na aula de educação física. Mas aí a gente já estava desesperada de
                     tanto ficar preso e começava a correr, a gritar, a bater uns nos outros1.


A Metáfora do Vidro


              O hábito de ficar dentro dos vidros acaba se tornando cômodo para
algumas crianças, elas se adaptam à forma do vidro e acabam se sentindo até
desconfortáveis fora dele. Quanto mais elas se moldam ao vidro menos trabalho dá
aos adultos. Outras, porém, sofrem porque são diferentes e esta diferença não é
levada em conta; elas não recebem nenhum tipo de ajuda e de estímulo. Mas será
que é isso que se quer do processo educacional? Todo mundo pensando iguale
fazendo tudo igual? O vidro filtra o que o professor fala e também o que fala o aluno.
              A comunicação e,portanto as relações entre eles não são espontâneas.
Ouvir é diferente de escutar ativamente, é muito diferente! Em se tratando de
crianças e adolescentes, há que se fazer um esforço extra para entender
exatamente o que eles querem dizer! Mesmo assim, com todo nosso esforço e
atenção, quantas perguntas deixaram de ser formuladas e quantas outras deixaram
1
 ROCHA, Ruth nasceu em São Paulo em 1931. Tem formação em sociologia e atuou na área de educação. É
escritora brasileira, especializada em livros infantis. Faz parte da Academia Paulista de Letras. É mais conhecida
no ramo literário por ter escrito "Marcelo Marmelo Martelo", livro que vendeu mais de 1 milhão de cópias.
Escreveu na Revista Cláudia, voltada para o público feminino. Escreveu também na revista Educação.
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de ser respondidas! As crianças que ficaram tempo demais dentro de vidros adoram
as aulas de educação física.
           O corpo do aprendiz faz parte dele, é através do corpo que ele fala, que
expressa seus sentimentos e que ele aprende. Assim, há muitas maneiras de
aprender e todas elas devem ser colocadas à disposição do aprendiz. Um dia
teremos a revolução dos vidros, e a diferença, não mais a mesmice, será valorizada!
A Psicopedagogia lida essencialmente com a aceitação dessas diferenças, tentando
entendê-las. É através da busca de novos caminhos que ela pretende dar um novo
significado à aprendizagem.
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Introdução




           A apresentação deste documento tem por finalidade, viabilizar uma
proposta de plano de trabalho a ser desenvolvida pela EMEB PROFª “MARIA
BARBOSA MARTINS“. Esta proposta deverá ser aperfeiçoada posteriormente por
meio da participação efetiva de todos os segmentos da escola. Entende-se também
que se deve considerar toda realidade e problemáticas enfrentadas pela
comunidade.
           A Educação é Sistema isto é um conjunto e conseqüentemente é escola,
cabendo a esta, desenvolver um trabalho onde considere toda a legislação
pertinente, sem deixar de lado as opiniões e experiências de toda comunidade
escolar para a elaboração, execução e avaliação de um plano de trabalho, em busca
de uma Escola Pública de excelência no exercício pleno da cidadania, é o resultado
final é a promoção escolar, que resultou de vários fatores, normas, conceitos e
zelos de cada um que fez a sua parte dentro do Sistema o todo maior.
            Compete também a todos os funcionários em educação, o resgate do
papel afetivo, social e cognitivo e também o resgate dos valores culturais, religiosos,
cívicos e sociais. Todas as indicações apresentadas neste Plano de Trabalho serão
discutidas, ampliadas e avaliadas por todos os segmentos da Escola, com o intuito
de estabelecer um ambiente de democracia plena. “Informação, educação e cultura
são alicerces de uma sociedade justa e desenvolvida, tanto no aspecto econômico,
científico e tecnológico quanto social e humanístico... E o ponto de partida deste
processo é o conhecimento...
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Justificativa




           Foram iniciadas as atividades atendendo alunos da Educação infantil e do
Ensino Fundamental anos iniciais e Finais, numa visão em que a escola é um todo
e este todo é a soma de um grupo que monitora, colabora, faz e soma para
chegar ao resultado final, a oferta de uma educação de qualidade e que norteia o
cidadão ao pleno exercício da cidadania.
           A Oferta e a disponibilização dos Serviços educacionais é a celebração
das   funções     sociais   da   escola, quando     boa   soma   quando      ruim e não
desenvolve o seu papel, fica parada no tempo e não celebra resultado algum.
           A Unidade de Ensino tem na comunidade o cerne da diversidade de
costume, lemas, tradições e conceitos de vida coletiva, ela esta inserida neste
meio e precisa superar os obstáculos, para atende alunos de todo o seu entorno,
próximo e longínquo, e cada uma traz as suas experiências vivida no meio onde
fixou residência junto aos seus familiares e coletivos.
           As    disparidades    geográficas   da   comunidade     escolar    a tendida,
apresentam uma situação social e econômica definida, nelas residem pessoas
menos favorecidas social e economicamente. Nossa comunidade discente comporta
uma grande porcentual de crianças e adolescentes, que vivem situações adiversas
as normas e exigências legais do processo educacional, os quais geram conflitos,
diantes das situações de desajustes familiares e conseqüentemente, dificuldades
de aprendizagem e problemas de disciplina, refletem no coletivo da sala de aulas e
no interior da unidade como um todo.
           A situação presente mostra-se grave devido ao grande número de
ocorrências diárias de brigas na maioria das vezes geradas por situações ocorridas
fora da escola, falta de hábitos e disciplinas que deveriam ser formadas em casa, no
interior da família. Esta situação evidencia o pouco compromisso dos genitores ou
responsáveis coma formação de seus tutelados.
           Os Fatores mais sentidos são os que têm afetado a unidade no seu
coletivo, em curto e médio prazo, como:
    Baixa pontualidade;
    Ausência de assessórios e materiais escolares básicos;
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     Baixa freqüência as aulas e programas;
     Ausência da família na escola;
     Falta de co-responsabilidade na formação de seus filhos, diante da falta
       de realização das atividades extraclasse e no contra turno;
           Segundo Basil Bernstein2(1947), a aprendizagem e a ação social fazem-
se vital a orientação cognitiva e prática do homem, regulado, por um controle
simbólico adquirido nas instituições pedagógicas oficiais e locais, tais como na
escola e na família. Em síntese, a aprendizagem e o desempenho escolar para
Bernstein, dependem primeiramente da inter-relação entre mãe e filho, e
posteriormente, entre professor e aluno. Diante do exposto este plano de trabalho
visa possibilitar, a todos os alunos, incentivo á permanência na escola; o
aprendizado para a vida, privilegiando os valores humanos, cristãos e tecnológicos,
contribuindo na formação de pessoas conscientes e éticas, comprometidas com a
solidariedade e responsáveis em suas ações, capazes e criativos para enfrentar o
mundo do trabalho; elevar o nível de aprendizagem e compreensão para
desenvolver habilidades e dominar competências.




2
   BEMSTEIN, Basil - nasceu em Londres, filho de uma família de imigrantes judeus. Em 1947 foi
estudar Ciências Sociais na London School of Economics, curso trocado depois pelo de Sociologia.
Sua teoria sobre os impedimentos sociais no aprendizado e sobre o papel que a comunicação
lingüística desempenha em uma sociedade estruturada em classes, sua obra teve grande influência
na reforma educacional de países como Chile e México
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Objetivos



Geral


Promover a formação do cidadão, a medida que chegue a alçar condições de
apropriação de novos conhecimentos sem que precise buscar somente ter na
escola a referencia de novas     conquistas do saber, mas as suas práticas e
experiências vividas.




Específicos




a) Elevar o índice geral de aprovação;
b) Elevar o IDEB da escola
c) Reduzir o índice de evasão;
d) Desenvolver o hábito e o gosto pela leitura;
e) Proporcionar acesso a meios tecnológicos;
f) Estabelecer estratégias para aquisição e formação de hábitos e atitudes/valores;
g) Promover ações que busquem a integração da comunidade no contexto escolar;
h) Fortalecer e dinamizar o Conselho Escolar;
i) Favorecer a transparência na prestação de contas, relativas aos recursos
    repassados à Instituição Educacional, bem como daqueles diretamente
    arrecadados;
j) Oferecer instrumentos pedagógicos para a Avaliação Institucional;
k) Viabilizar maior espaço para o lúdico no ambiente escolar;
l) Desenvolver ações que favoreçam a melhoria dos hábitos de higiene pessoal;
m) Oportunizar aos alunos atividades extraclasse, onde possam vivenciar valores
    culturais;
n) Promover mecanismos que concretizem a integração dos alunos com
    necessidades educacionais especiais;
o) Reduzir a indisciplina dos alunos no ambiente escolar;
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p) Conscientizar aos alunos sobre a importância dos recursos naturais e o
     ambiente em que vivem.




Metas



a. Aumentar o índice de aprovação das séries finais em 10% ao final de 2011;
b. Diminuir em 10% a evasão escolar dos alunos do Ensino Fundamental;
c. Diminuir o número de atendimentos disciplinares dos alunos do Ensino
     Fundamental na direção em 15%, durante o ano letivo de 2012;
d. Oportunizar aos alunos do Ensino fundamental a leitura de no mínimo um livro
     por bimestre;
e. Promover a utilização dos computadores do laboratório de informática por
     professores e alunos das séries finais, no decorrer do ano letivo de 2012;
f. Resgatar      valores,   trabalhando   mensalmente      temas    a   serem definidos
     coletivamente;
g. Propor pelo menos duas atividades culturais durante o ano;
h. Promover reuniões ordinárias com a comunidade local para efetivar a função do
     Conselho Escolar;
i. Apresentar as contas e balancetes bimestralmente para apreciação da
     comunidade e aprovação do Conselho Escolar;
j.   Utilizar os dois dias pré-definidos no calendário escolar de 2012 para avaliação e
     auto- avaliação de todos os segmentos da instituição;
k. Adquirir materiais esportivos e recreativos no decorrer do ano letivo de 2012,
     para o uso dos alunos das séries iniciais e finais;
l. Acrescentar em 10% os jogos pedagógicos da Ludoteca; disponibilizados aos
     alunos;
m. Trabalhar diariamente a formação de hábitos de higiene com todos os alunos
     das séries finais;
n. Realizar pelo menos quatro visitas com os alunos das séries finais, a locais que
     promovam cultura no decorrer do ano letivo de 2012;
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o. Inserir todos os alunos com necessidades educacionais especiais nas atividades
    da escola no decorrer do ano letivo de 2012;
p. Desenvolver o senso crítico e a conscientização dos cuidados com o ambiente
    escolar e da comunidade em que residem em 2011.




Estratégicas



a) Implantação e prosseguimento das políticas públicas de governo em
    consonância com a proposta pedagógica da unidade escolar;
b) Fortalecimento do planejamento coletivo garantindo os rumos, anseios, ideais
    que darão vida ao currículo;
c) Encontro de parcerias junto à comunidade e a Secretaria de Educação para
    garantir o intercâmbio entre escola e família;
d) Implementação do projeto de leitura com elaboração de oficinas literárias,
    promovendo concursos e eventos para fins editoriais ( Jornal Escolar, Blogs);
e) Oferecimento de ambiente especial que favoreça o desenvolvimento do prazer
    pela leitura e lazer; por meio de oficinas pedagógicas e sarau de literatura;
f) Promoção de encontros de interesse da comunidade envolvendo a Orientação
    Educacional; por meio de reuniões, questionários e entrevistas;
g) Realização de eventos para participação e integração da comunidade no
    contexto escolar;
h) Implementação        de   reuniões   com   os     membros   do   Conselho    Escolar
    oportunizando a efetiva participação dos mesmos no dia-a-dia da escola;
i) Estabelecimento de instrumentos eficazes de avaliação que meçam o
    desempenho de todos os segmentos da instituição educacional;
j) Aquisição de diversos materiais que possibilitem a valorização do lúdico como
    mediador no processo de ensino-aprendizagem, por meio da aplicação dos
    recursos financeiros;
k) Implantação de projeto pedagógico para permanente valorização de hábitos
    adequados de higiene pessoal e do ambiente, envolvendo todos os segmentos
    da instituição educacional;
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l) Promoção de aulas-passeio a museus, teatro, cinema, órgãos públicos, etc.;
    com a finalidade de favorecer a formação cultural dos alunos.
m) Envolver por meio de projetos pedagógicos todos os alunos com Necessidades
    Educacionais Especial nas atividades curriculares da escola;
n) Promoção de palestras que valorizem a convivência social entre os alunos,
    visando à construção de regras disciplinares entre os alunos, através de jogos
    recreativos. O trabalho docente deverá atuar em prol da pedagogia de projetos;
o) Estruturação e execução de projetos ambientais contemplados na proposta
    pedagógica
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Avaliação




           Buscando a excelência na qualidade da educação, objetivamos buscar a
cada etapa do trabalho um feedback dos métodos e ações, instituindo em conjunto
com todos os segmentos da Instituição Educacional mecanismos de avaliação
pautados em instrumentos eficazes. O universo da avaliação escolar é simbólico e
instituído pela cultura da mensuração, legitimado pela linguagem jurídica dos
regimentos escolares, que legalmente instituídos, funcionam como uma vasta rede e
envolvem totalmente a escola. (Lüdke; André, M. 1986) Avaliar exige, antes que se
defina aonde se quer chegar, que se estabeleçam os critérios, para, em seguida,
escolherem-se os procedimentos, inclusive aqueles referentes à coleta dedados,
comparados e postos em cheque com o contexto e a forma em que foram
produzidos.
                 “A avaliação deve ser encarada como reorientação para uma aprendizagem
                 melhor e para a melhoria do sistema de ensino"(grifo nosso), resume Mere
                 Abramowicz, da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. Daí a importância
                 de pensar e planejar muito antes de propor um debate ou um trabalho em grupo. É
                 por isso que, no limite, você pode adotar, por sua conta, modelos próprios de
                 avaliar os estudantes, como explica Mere. “Felizmente, existem educadores que
                 conseguem colocar em prática suas propostas, às vezes até transgredindo uma
                 sistemática tradicional”. Em qualquer processo de avaliação da aprendizagem, há
                 um foco no individual e no coletivo.
           Para Hadji (2001), a passagem de uma avaliação normativa para a
formativa, implica necessariamente uma modificação das práticas do professor em
compreender que o aluno é, não só o ponto de partida, mas também o de chegada.
Seu progresso só pode ser percebido quando comparado com ele mesmo: Como
estava? Como está? As ações desenvolvidas entre as duas questões compõem a
avaliação formativa.


             Para Cipriano Carlos Luckesi, professor de pós-graduação em
Educação da Universidade Federal da Bahia, lembra que a boa avaliação envolve
três passos:

      Saber o nível atual de desempenho do aluno (etapa também conhecida como
       diagnóstico);
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      Comparar essa informação com aquilo que é necessário ensinar no processo
       educativo (qualificação);
      Tomar as decisões que possibilitem atingir os resultados esperados (planejar
       atividades, seqüências didáticas ou projetos de ensino, com os respectivos
       instrumentos avaliativos para cada etapa).

"Seja pontual ou contínua, a avaliação só faz sentido quando leva ao
desenvolvimento do educando"(grifo nosso), afirma Luckesi. Ou seja, só se deve
avaliar aquilo que foi ensinado. Não adianta exigir que um grupo não orientado sobre
a apresentação de seminários se saia bem nesse modelo. E é inviável exigir que a
garotada realize uma pesquisa (na biblioteca ou na internet) se você não mostrar
como fazer. Da mesma forma, ao escolher o circo como tema, é preciso encontrar
formas eficazes de abordá-lo se não houver trupes na cidade e as crianças nunca
tiverem visto um espetáculo circense.

           Segundo Libâneo, (1994, p.204) A avaliação institucional contribui
significativamente para que a Escola repense suas práticas administrativas, técnicas,
educativas e sociais, ao mesmo tempo em que reflete o seu papel na sociedade
como produtora e socializadora de um saber capaz de compreender e transformar a
realidade. Uma instituição que se proponha viver um processo de Avaliação
Institucional precisará planejar as etapas deste processo a fim de alcançar sucesso,
sendo estas: preparação; Elaboração do projeto; de organização do processo; de
condução do processo; resultados e informes; validação; plano de ações e tomada
de decisões em uma lógica permanente.
           O pensador e educador Dr. Luiz Cagliari, em seu texto a avaliação e
Promoção, quando de sua contribuição no Jornal do Alfabetizador, Ano VIII - nº 46
PP 10-12. São Paulo - Agosto de 1997, assim se expressa em suas mais de 10
laudas de escrita, quanto a posição no que se refere a avaliação e Promoção
escolar
                 A escola não é um lugar onde se aprende apenas a lição da matéria. É um lugar
                 de formação, de educação para a vida, e isto implica mais que uma prova ou uma
                 nota, implica a formação de um caráter, de uma cultura, de um modo de se
                 comportar, enfim, de uma filosofia de vida.
                 Afinal, quando um aluno é reprovado isso significa um fracasso, e quando o aluno
                 aprende e progride, é uma vitória. Esses fracassos e vitórias pertencem, em
                 primeiro lugar, ao professor e ao aluno e, em seguida a todos os que estão ligados
                 à atividade escolar. A própria comunidade depende do bom desempenho dos
                 alunos e dos professores para poder manter uma cultura e a mão-de-obra
                 adequada para sua vida e desenvolvimento.
Proposta Pedagógica                                                     Ensino Fundamental



                 A maneira tradicional de avaliar está ligada a promoção dos alunos. Toda nota que
                 eles ganham é computada para julgamento de promoção no final do ano. Uma
                 análise séria, profunda e honesta de como as notas funciona nas escolas revela
                 que o professor não leva em conta o progresso do aluno, quando atribui
                 determinada nota a ele, mas apenas o desempenho do aluno em tarefas cuja
                 avaliação de certo/errado o professor pode traduzir em notas.
                 A promoção é condição de o aluno poder ver coisas novas, participar de novas
                 atividades educacionais e, conseqüentemente, somar experiências novas à sua
                 vida. A repetição de ano, fazendo o aluno tentar de novo um mesmo caminho para
                 ver se apresenta melhores resultados nas suas tarefas de avaliação, é uma forma
                 de trilhar um novo caminho para se apreender na vida escolar, e na vida, de modo
                 geral. Praticamente, cada pessoa encontra-se num caminho diferente de
                 aprendizagem. Por isto, pré-fixar um único modo de aprender é um absurdo, como
                 é igualmente um absurdo esperar que todas as pessoas sejam iguais.
                 A educação chegou a esta aberração por culpa própria, por causa da ênfase
                 equivocada que dá à nota e à promoção escolar. Esta atitude escolar é sua marca
                 registrada, um dos estereótipos escolares mais típicos na nossa cultura: para tudo
                 que se quer avaliar ( concursos, competição, etc.) faz-se uma prova, um teste,
                 etc., à moda da escola, ou simplesmente se dá uma nota de zero a dez. Até para
                 os constituintes que elaboraram a nova Constituição do país (1988) foram
                 atribuídas notas, de acordo com o desempenho de cada um nas votações. Isto
                 prova, mais uma vez, que a sociedade pensa e age, em grande parte, em função
                 do que a escola ensina e de como faz isto.
                 A avaliação como processo metodológico na prática pedagógica do professor,
                 deve incidir sobre a aprendizagem que o aluno desenvolve sobre suas atitudes.
                 Aqui, a avaliação é uma análise do progresso que cada aluno desenvolve. Tudo o
                 que o aluno faz serve para o professor avaliar, adaptar seu ensino a situação real
                 da sala de aula e mostrar ao aluno qual é o passo seguinte que ele deverá dar
                 para progredir. Esta atitude deverá estar presente em todas as aulas de todas as
                 séries.
                 A educação constrói-se pela reflexão antes de tudo e pelos resultados em
                 segundo lugar. Por isto, a avaliação deve estar voltada, em primeiro lugar, para a
                 reflexão e, secundariamente, para o resultado. Escola é lugar de se aprender, e
                 aprender inclui errar. Errar faz parte do processo pedagógico e por isto o aluno
                 não pode ser punido por algo que faz parte de sua vida como aprendiz. Na vida,
                 os resultados assumirão um papel prioritário, mas não necessariamente na escola.
                 Infelizmente, temos uma escola exigente demais com relação aos resultados, o
                 que acaba tirando a reflexão e a substituindo por truques de memorização e
                 subterfúgios para enganar o professor, com o único objetivo de obter um bom
                 resultado nas tarefas de avaliação, uma nota que faça o aluno passar de ano.
Proposta Pedagógica                                                     Ensino Fundamental



                 Obviamente, a escola não é o único lugar do mundo onde alguém pode estudar e
                 aprender. Mas, certamente, é um lugar muito especial. Se for para alguém
                 aprender em casa, o que qualquer um poderia fazer, em princípio, não haveria
                 mais necessidade de escola. Se o aluno quer a aprovação escolar, deve ser um
                 aluno presente na escola. A escola não é um lugar onde se aprende apenas a
                 lição da matéria. É um lugar de formação, de educação para a vida, e isto implica
                 mais do que uma prova ou uma nota, implica a formação de um caráter, de uma
                 cultura, de um modo de se comportar, enfim, de uma filosofia de vida.
           Assim, nossa       proposta      é que     sigamos        e utilizemos        conceitos
modernos d e Avaliação do discente, focando seu desempenho, no cotidiano da
escola, superando desafios        como indisciplina, dificuldade educacionais, falta de
estrutura que dificulta as atividades, superação de desafios pela ausência de
pais e/ou responsáveis, mas que forme e promova com equidade o aluno, sem
rotulação, tratamento pejorativo que macula o estudante e                  submeta a sarjeta
da   sala de aulas.      A interação, aluno, sala de aulas              docente e        Gestores,
caminharam de lado a lado na soma de condições de promoção muito mais
que promover e taxar como um marca de “gado” no aluno com um NÚMERO...
           A vivencia     e a execução do processo de               ensino e      aprendizagem
caminharão na superação deste tradicionalismo, levando a avaliação a ser um
momento d e conquista d e valores e responsabilidade com a apropriação pessoal
de conhecimentos e que          irei para a próxima etapa ou ano educacional com a
consciência de que      eu posso e eu vou conquistar novos saberes e horizontes
do conhecimento acadêmico.
Proposta Pedagógica                                         Ensino Fundamental



Duração: Inicio e Fim do Processo




           O Cronograma! Teria esta proposta um marco de inicio e finalização?
Esta   pergunta fez-se a    equipe    gestora e ao quadro de colaboradores, como
método de reflexão conjunto do processo de construção deste documento. Não e
não! Assim precisou ser o inicio do pensamento conjunto, diante dos desafios que
o processo ensino aprendizagem oferece a cada membro de uma equipe
escola e seus segmentos pais e alunos. No conjunto dos trabalhos e cada ao
seu tempo requer que estejamos sempre iniciando um trabalho e ao mesmo
tempo dando continuidade a outros já iniciados e o seu fim não é marcado pelo
encerramento de uma etapa, uma vêz que temos sempre           desde a educação
infantil com o inicio da vida escolar de cada discente atendido o começo de uma
nova etapa de vida na escola e na vida da família deste discente, e encerramos
varias etapas quando promovemos os discentes que lá atrás, reiniciando com
sua promoção ao ensino médio e a vida acadêmica em nível superior. É nossa
proposta é uma trajetória que soma em valores, apropriação de conhecimentos,
momentos de dúvidas e de vivencia que levamos para sempre seja na ainda na
vida estudantil ou já nas práticas profissionais que cada um de nossos discentes
ao longo de suas vidas irá trilhar.
           Portanto, não podemos      começa somente hoje e terminar ao final de
cada ano letivo em curso, mas uma constante prática educacional que inicia e
termina ao mesmo tempo, num processo de renovação dos personagens dentro
da unidade de ensino.
           A reflexão nos busca        repensar sempre que necessário a nossa
caminhada com as experiências          e vivencia que o discente nos traz para
somar as experiências docentes vivida no interior da Escola e entre seus
pares. Portanto, não concebemos uma proposta que        tem começo e fim em sua
Genesis, mas sim um documento em perfeita harmonia com o inicio e o fim de
etapas de formação e promoção, e em constante mutação como é o homem no
processo de suas vidas, nas práticas sociais e produzindo sempre        mudanças
no meio onde vivi se somando e até destruindo em momentos difíceis de sua
Proposta Pedagógica                                                 Ensino Fundamental



caminhada. Estes desafios são aqueles em que                se deseja   desistir de tudo,
deixar de lado, mas a escola precisa         inovar e ser a referencia no caminhar
desta sua comunidade e sempre ser e no conjunto fazer a diferença para que
mudanças ocorram e esta aberta a estas inovações que o processo pedagógico
sempre requer.
           Uma escola fechada, tradicionalista, é uma escola que não deixa, não
promove uma proposta pedagógica que se possa abrir a qualquer momento para
o novo, e deste novo tirar o útil para a superação dos obstáculos que sempre
se fazem presente na caminha de ensino, apropriação de conhecimentos novos
e   por fim     a     promoção para   novas etapas    da     vida   educacional de       sua
comunidade discente.
              A Produção de novos saberes, requer um posicionamento e para isto
é preciso sempre estar continuamente em processo de ouvir, parar e agir! Agir
quando for necessário, parar para avançar. E este avanço não pode ser
somente o gestor, mas o conjunto, uma vez que cada cidadão que compõem a
equipe    em seu todo       tem   o seu papel,   e   os papeis      e   responsabilidades
individuais que depois se somaram           são de importância impar para que o
resultado seja      completo. A co-responsabilização é a busca por um resultado
superior a cada ciclo de trabalho, ensino e execução de projetos ou oficinas que
nascem das experiências da comunidade escolar dentro de um período letivo,
bimestre, semestre e ano. Neste ciclo, podemos deparar com os fracassos e o
que devem representar os fracassos, par ao conjunto da vida escolar não devem
jamais ser motivos de desistência, e sim motivos de reflexão e promoção de
mudanças correção de rotas desta proposta, extraindo deles e desta sempre o
que de positivo constrói e não sirvam os pontos fracos de               reflexão e revisão
do conjunto      diante    da   caminha   realizada, para     avançar     no conjunto de
resultados cada vez mais positivo e menos negativos.
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Processo Histórico e Identidade da Unidade Escolar




                                                                  Na             imagem,
                                                    registra-se           a    Patronese
                                                    Professora       Maria       Barbosa
                                                    Martins, descerrando Placa
                                                    de   Inauguração           do     Novo
                                                    Prédio Escolar, pós-enchente
                                                    de    1974,       na       qual    fora
                                                    totalmente        destruído        por
                                                    completo o antigo prédio.

                                                                 A        história      da
                                                    educação         em       Bonsucesso
está inteiramente ligada a criação da primeira escola com o nome de Escola Mista
de Bonsucesso nesta localidade em 1908, tendo como primeiro educador o
professor Miguel José da Silva, porém em 1915 foi transferida para Capão Grande.

           Em seu lugar foi criada em outra escola pelo Decreto lei nº 511-A, no
governo de D. Aquino Correa, sendo instalada neste local em 16 de março de 1920,
a qual veio transferida da localidade de Sucuri, sendo denominada Escola Mista
Rural. Com a enchente do Rio Cuiabá em 1974, a escola foi totalmente destruída e,
sendo reconstruído pelo governo Municipal de Várzea Grande, que a partir de
então assumiu a gestão de ensino da Unidade dentro do Sistema Municipal de
Educação que até então era mantida pelo governo de Mato Grosso. O governo
municipal através do Decreto nº 163/76 de 23 de Junho de 1976 a denomina:
Escola Municipal de 1º Grau Professora Maria Barbosa Martins. Com o Advento da
nova LDB a Lei de Diretriz da Educação Nacional nº 9.394 de 20 de Dezembro
de    1996,    no cumprimento da legislação vigente a sua nova denominação
promovida pela Lei Municipal    nº 2.389 de 22 de Novembro de 2001 – sendo
promovida a: Escola Municipal de Educação Básica Profª Maria Barbosa
Martins. No correte ano letivo de 2012, nossa Unidade de Ensino atende a 204
alunos do Pré-escolar a 9º Ano do Ensino Fundamental, com gestão Plena dos
Proposta Pedagógica                                              Ensino Fundamental



Programas: Programa Mais Educação para 165 alunos em seis Oficinas no contra
turno e o Programa de Erradicação do trabalho Infantil, atendendo a 40 famílias na
Vila Sede Distrital de Bonsucesso; através de Convenio com a Prefeitura Municipal
de Várzea Grande via Secretaria Municipal de Promoção e Assistência Social –
governo Federal       - Ministério de Desenvolvimento e       Social – MDS, em que o
colegiado escolar é o agente Jurídico executor de todos os recursos recebidos
pela Unidade de Ensino, numa Co-responsabilidade – Gestor Escolar e Diretoria
Executiva do CCDE. Ressaltamos que o Programa PETI, faz-se necessário e esta
em funcionamento desde 2004, uma vez que no distrito havia uma grande situação
grave de     exploração do    trabalho infantil. Assim,   a    Unidade   de   Ensino e
Colegiado Escolar, diante do esfacelamento das organizações comunitárias e sua
situação irregular, assumiram, e esta cumprindo a sua função na execução das
metas do programa e garantindo as famílias o recebimento da Bolsa Peti,
através da freqüência dos discentes cadastrados e atendidos em contra turno.

           A Secretaria Municipal de Educação       em parceria com o Governo do
Estado de mato Grosso – Secretaria de Estado de Educação, através da Escola
Estadual Luiz Pedroso e Silva,       atende   no período       noturno, 156 alunos da
Educação de Jovens e Adultos e do Ensino Médio – em Salas anexas. Toda a
comunidade discente atendidos em nosso Prédio Escolar tem origem nos diversos
bairros que fazem parte da Região do Distrital de Bonsucesso.



Missão



           A presente proposta foca sua Missão, na qual          a escola torna-se um
espaço privilegiado na construção do saber, onde cada indivíduo envolvido tenha
direito de interagir no processo de desenvolvimento e transformação dentro e fora do
ambiente escolar. O Centro de Ensino Fundamental 08 de Sobradinho prioriza uma
educação fundamentada nos princípios de liberdade e da qualidade de vida,
conduzindo os educando e educadores ao exercício da cidadania. A nossa missão é
alavancar ações que promovam a valorização do ser humano, que favoreça a
construção do conhecimento contextualizado deforma que os educando possam
Proposta Pedagógica                                             Ensino Fundamental



adquirir habilidades e competências fundamentais para o seu sucesso e
desenvolvimento integral permitindo a compreensão para a construção de um
mundo melhor. Para que isso ocorra o CEF08 baseia-se nos cinco pilares da
construção do aprender (DELOR’S): aprender a conhecer aprender a fazer, aprender
a conviver aprender a ser e aprender a aprender, pois partimos do princípio de que
escola não é apenas um veículo para a formação acadêmica, mas é, também, um
espaço para a formação de opinião, é um instrumento para o desenvolvimento do
ser humano total que uma vez tendo acesso aos conhecimentos social e
historicamente construídos possam desenvolver competências e habilidades
permeadas pelo respeito aos direitos e deveres que estabelecem a vida cidadã.
Nessa perspectiva, a escola tem como missão:
    Estimular o desenvolvimento de competências e habilidades para a vida
       futura no que diz respeito à prática de atitudes positivas em relação a si
       mesmo, ao próximo, ao meio ambiente e a uma carreira de estudos
       posteriores e profissionais.
    Proporcionar experiências na escola as quais permitam aos educandos a
       relação com os fatos reais da comunidade no que diz respeito aos aspectos
       políticos, sociais, econômicos, culturais, éticos e morais que vivenciam.
    Instigar os alunos a refletirem e a se posicionarem sobre os fatos atuais de
       interesses locais, nacionais e mundiais.
    Compartilhar, de forma contextualizada, os conhecimentos científicos e
       culturais já construídos pela humanidade.
    Estimular a formação da consciência autônoma, crítica e reflexiva dos
       educandos.
    Proporcionar o desenvolvimento do espírito investigador e científico dos
       alunos e a buscarem a integração dos conhecimentos adquiridos na utilização
       da vida prática, na solução de problemáticas que possam apresentar na
       comunidade.
    Buscar favorecer espaços de diálogo e convivência para que o aluno possa
       valorizar a própria cultura, vivenciar e respeitar as diversidades étnicas e
       culturais dos demais, como também buscar a superação a qualquer tipo de
       discriminação. Buscas por melhorias estruturais continuaram, e mais do que
       nunca,    voltadas para    a   aquisição    de recursos tecnológicos como:
       computadores para o laboratório de informática, informatização da sala de
Proposta Pedagógica                                         Ensino Fundamental



       leitura, data show, aparelhos portáteis de som, aparelhos de DVDs (estes
       voltados para o enriquecimento do trabalho pedagógico); Desde o ano de sua
       fundação que a Proposta Pedagógica vem sendo construída e propondo
       estratégias para a construção de uma escola dinâmica e em sintonia com o
       que a nossa comunidade exige.
           Assim, tornar o fazer pedagógico, a construção do conhecimento e a
função social da escola, requerem uma reflexão contínua por parte de todos os
envolvidos no processo educativo. Reflexão esta baseada no exercício pedagógico
cotidiano, tendo por base os referenciais teóricos voltados para uma práxis
comprometida com uma escola pública de qualidade. Daí a necessidade de
informatizar a escola; estimular a pesquisa por parte dos alunos; incentivar a
formação continuada dos professores e professoras; investir em ações que
promovam a interação da família na escola; desenvolver atividades de integração
entre alunos e professores, no sentido de também promover a satisfação de ambos
no ambiente escolar e de trabalho, respectivamente; e a avaliação em todas as
ações desenvolvidas.
Proposta Pedagógica                                           Ensino Fundamental



Diagnóstico




           A EMEB Profª “MARIA BARBOSA MARTINS atende a uma comunidade
discente, onde a diversidade cultura é bem acentuada e tem marcas profundas
numa tradição, com raízes familiares, de origem ainda no século XIX. Levando-se
em conta que boa parte da população é oriunda de diversas localidades ribeirinha
do Cuiabá e de outros estados brasileiros, do ponto de vista socioeconômico, pode-
se constatar que o perfil das famílias apresenta baixo poder aquisitivo, sendo assim,
os alunos enfrentam problemas de toda ordem como desemprego dos pais, a baixa
escolaridade destes, acarretando na falta de acompanhamento dos mesmos na
realização das atividades extraclasse dos seus filhos. Apresentam, também, baixo
poder aquisitivo, uma vez que se observa que as maiorias das famílias são
assistidas com os benefícios dos programas assistenciais do governo Federal,
fazendo destas as únicas rendas da família. Observa-se, ao mesmo tempo, que há
indícios de desestrutura familiar da maioria dos lares dos alunos, refletindo nos
desvios de comportamento e no processo de aprendizagem dos educandos. A
escola atende alunos de bairros circunvizinhos que para terem acesso a escola,
utiliza transporte coletivo ou o escolar, mantido pela secretaria. Boa parte destes
alunos reside em vilas e chácaras das proximidades.
           Observa-se, pelo histórico de matrícula, que há uma relevante rotatividade
no número de alunos matriculados, sejam que pedem transferências para outras
escolas (geralmente por motivo de mudança da família para outra cidade). Os
professores desta escola, em sua maioria, são conscientes da realidade da vida dos
alunos, e buscam ações que possam vir a ajudar essa clientela, não só do ponto de
vista do desenvolvimento cognitivo, mas também do ponto de vista social. Orientam
as crianças e jovens a trilharem um caminho com vistas à superação das
problemáticas, utilizando a escola como um instrumento de ascensão social. Os
educadores buscam ações pedagógicas que destaque o respeito, considerando as
individualidades e trabalhando o resgate ou a construção da auto-estima dos
educandos.
Proposta Pedagógica                                            Ensino Fundamental



Anos Letivos de: 2007, 2008, 2009, 2010 e 2011.




  a) Evidenciou-se melhora considerável no processo pedagógico como um todo,
     devido ao investimento na formação continuada dos professores, pela
     utilização dos recursos tecnológicos disponíveis, pelo bom aproveitamento das
     horas de coordenação pedagógica para o planejamento das atividades, porém
     fora ressaltado, também, que precisa haver um            maior envolvimento e
     compromisso de todo o corpo docente na participação dos projetos previstos
     na proposta Pedagógica.
  b) Observou-se que as habilidades relativas à leitura e ao desenvolvimento do
     raciocínio lógico-matemático, bem como o desenvolvimento de um projeto
     “disciplinar” devem ser as prioridades dos projetos da escola;
  c) Foi passado como aspecto negativo o pouco envolvimento das famílias no
     acompanhamento aos educandos quanto à atenção aos mesmos na realização
     das atividades extraclasse, bem como quanto ao comparecimento dos mesmos
     nas reuniões ou quando solicitados na escola; observou-se que o rendimento
     acadêmico e o comportamento dos alunos cujos pais são mais presentes na
     escola, seus resultados são melhores. Para o ano letivos de 2012, daremos
     prioridade       aos projetos que   desenvolvam as habilidades de leitura,
     interpretação e o desenvolvimento do raciocínio lógico-matemático e a
     integração da escola/família. Quanto à integração da família com a escola e os
     problemas “disciplinares” dos alunos, esperamos alcançar êxitos e com a
     busca de parcerias externas seja oferecendo palestras à comunidade ou
     alternativas que possam estar em consonância com a demanda da
     comunidade escolar.
           Usando das informações especificas e Ano Letivo, base de 2010, apurado
em reunião pedagógica, apresentado e em 2011. Como base a situação
diagnosticada em anos anteriores, o corpo docente elaborou o presente registro, no
qual detectam deficiências pontuais, quanto à leitura, escrita, produção de texto e
raciocínio lógico matemático dos educandos e os aspectos formativos, quanto ao
comportamento, atitudes. Entre outros, foram abordados questões do ponto de vista
da organização do trabalho administrativo e pedagógico:
Proposta Pedagógica                                           Ensino Fundamental



1 - Aspectos positivos Identificados




  a) A aquisição de recursos pedagógicos para a escola;
  b) A presença do Diretor e do coordenador pedagógico em sala de aula para
     conversar com os alunos em situações de desvio de comportamento.
  c) A flexibilidade da direção ao fazer acordos de trabalho com o corpo docente.
  d) As novas instalações da escola como um fator de mudança positiva para o
     desenvolvimento das atividades pedagógicas como salas ventiladas e bem
     iluminadas, quadro de giz de boa qualidade, espaço para realização de
     atividades diversas, quadra adequada para a realização de Educação Física,
     etc. Aspectos Negativos
  e) A falta de interação e participação dos professores na concretização dos
     projetos da escola.
  f) Falta de controle da disciplina em sala de aula por parte de alguns professores.
     Sugestões
  g) Discutir, em reunião pedagógica, como ponto de partida para buscar soluções
     para os problemas que interferem no fazer pedagógico da escola.
  h) Buscar ponto de equilíbrio entre os componentes da escola
  i) Maior envolvimento dos professores nos projetos pedagógicos.
  j) Que o coordenador não trabalhe como professor substituto.
  k) Cumprimento das regras pré-estabelecidas por professores/direção.
  l) Limpeza precisa.
  m) Melhorar Fazer reuniões mais objetivas, no sentido de não deixar assuntos
     pendentes. Vem traçando propostas de ações que visam contemplar as
     expectativas de todos os segmentos da comunidade escolar. Em reunião
     pedagógica, na avaliação do próprio trabalho os professores destacaram
     alguns fatores a serem considerados na avaliação geral dos alunos:
  n) A escola recebe alunos provenientes das escolas vizinhas. Em diagnóstico
     inicial observou-se que as habilidades de leitura, interpretação e escrita, bem
     como as de raciocínio lógico-matemático e de coordenação motora fina estão
     abaixo do esperado para a série.
Proposta Pedagógica                                              Ensino Fundamental



  o) Recebem alunos para o 6º ano provenientes, também, de escolas classe
     vizinhas e da área rural;
  p) Os alunos da 6º ano apresentam dificuldades de adaptação à dinâmica dos
     horários de aula, bem como, dificuldades em leitura, interpretação e em
     matemática;
  q) Foi observado que os alunos, principalmente das 6 º ano apresentavam
     dificuldades na adaptação quanto às normas e à organização da escola.
  r) Dificuldades de relacionamento de alunos/alunos ou alunas/alunas e vice-
     versa;
  s) Tendência de alguns alunos a depredarem o patrimônio escolar. Com base
     nessas reflexões e nas conversas com os alunos no dia-a-dia, ou observando-
     os nas atividades pedagógicas e avaliações os professores e direção
     detectaram.


2 - Fatores que podem ter contribuído para o rendimento insatisfatório
dos alunos


    a) A falta ou o pouco acompanhamento dos familiares na educação escolar dos
       seus filhos;
    b) As habilidades de leitura, interpretação e raciocínio lógico dos alunos
       incompatíveis com a série que se encontravam;
    c) Falta de motivação dos alunos e professores;
    d) Número excessivo de alunos por sala;
    e) Recursos humanos insuficientes no apoio aos alunos para atividades na sala
       de leitura;
    f) A insuficiência de títulos para pesquisa na sala de leitura;
    g) A inviabilidade de um projeto de leitura com um profissional da área de Língua
       Portuguesa;
    h) Desvio de comportamento dos alunos;
    i) O não cumprimento de atividades extraclasse por parte dos alunos.
Proposta Pedagógica                                                Ensino Fundamental



3 . Habilidades diagnosticadas abaixo do esperado


    a) Leitura e interpretação;
    b) Raciocínio lógico matemático;
    c) Pouca abstração em situações problema, envolvendo questões matemáticas;
    d) Dificuldades para resolução das quatro operações matemáticas;
    e) Diferenciar e produzir tipos diversos de textos;
    f) Restrições ortográficas;
    g) Depois das reflexões, anteriormente citadas, o corpo docente, núcleo
       pedagógico e a direção da escola citaram algumas propostas de trabalho que
       possam melhorar o desempenho dos alunos, tornarem o espaço escolar mais
       agradável e melhorar a convivência:
    h) Desenvolver projetos que estimulem a leitura e valorizem a utilização e
       conservação da sala de leitura;
    i) Estimular a criação textual e dramatizações;
    j) Atividades que estimulem o desenvolvimento do raciocínio lógico-matemático
       (jogos como dama, xadrez
    k) Projetos no laboratório de informática que incentivem a pesquisa e o
       desenvolvimento do raciocínio lógico e crítico reflexivo;
    l) Continuar incentivando a prática dos torneios interclasse (com jogos
       diversos);
    m)Comemorar a semana do estudante e das crianças;
    n) Desenvolver competências e habilidades de modo que os conteúdos sejam
       associados à vivência dos alunos, trabalhados criticamente;
    o) Incentivar a participação dos alunos na conservação e manutenção da escola,
       do patrimônio, por meio de atividades lúdicas, da feira cultural, e do debate do
       Regimento Escolar;
    p) Incentivar a valorização de todos os segmentos da escola.
    q) Ações que promovam a satisfação dos professores no trabalho;
    r) Desenvolver projetos para a formação de valores;
    s) Promover ações solidárias (projeto idoso);
    t) Promover passeios educativos (museus, teatro, zoológico, etc)
Proposta Pedagógica                                          Ensino Fundamental



    u) Reunião bimestral com os professores dos dois turnos para avaliar o trabalho
       desenvolvido. Limpeza precisa melhorar;
Proposta Pedagógica                                               Ensino Fundamental



Filosofia da Escola




                          “Propiciar ao Educando a formação necessária para seu
desenvolvimento com espírito crítico e transformador, assegurando seus direitos e o
cumprimento de suas obrigações como cidadão consciente”. Inserindo no contexto
escolar as propostas do PDE – Plano de Desenvolvimento Escolar, como:



Nossos Valores

“Valorizar nosso alunado oferecendo qualidade nos serviços educacionais...”


Nossa Visão de Futuro

“Buscar ser uma escola que prime pela excelência de seus serviços, na cooperação entre os
segmentos da comunidade e poder público...”



Nossa Missão

“Preparar cidadãos que sejam comprometidos com as transformações sociais, críticos e
capazes trilhar novos valores ÉTICOS...”



Nossos Objetivos Estratégicos
   1. Aprimorar a Qualidade de Ensino – Aprendizagem;
   2. Fortalecer o Trabalho da Gestão Escolar.




Objetivo Geral



Propiciar aos educandos o contato com outras realidades, visando a ampliação dos
conhecimentos gerais e específicos de cada área, integrando o aluno às
comunidades afins para que se desenvolva sua visão crítica e ele adquira
capacidade de julgamento e emita opinião própria acerca do que ele vivenciou.
Proposta Pedagógica                                          Ensino Fundamental




Objetivos Específicos


   1- Estimular e promover atividades culturais e sociais extraclasse envolvendo
       outras comunidades.
   2- Estimular as práticas corporais e esportivas.
   3- Qualificar os profissionais da educação.
   4- Propiciar momentos de reflexão aprimorando senso crítico.
   5- Melhoria do espaço físico da escola.




Metas


   1- Envolvimento das comunidades em atividades educacionais e sociais
       realizadas pela escola;
   2- Envolver os alunos nas atividades esportivas sociais realizadas pela escola e
       também por outros Órgãos Públicos e Privados;
   3- Proporcionar palestras, seminários, oficinas, treinamentos, pesquisas, jogos e
       intercâmbios culturais a comunidade escolar;
   4- Promover cursos de capacitação para os profissionais da educação;
   5- Consolidar a posição de referencia a comunidade escolar interna e externa.
Proposta Pedagógica                                                       Ensino Fundamental



Princípios Norteadores



           A educação é um processo dinâmico e deve acompanhar a evolução dos
tempos modernos para que não se torne obsoleta e deixe de cumprir o seu
importante papel na formação do cidadão crítico e participativo no que diz respeito
às questões políticas, sociais e culturais. Com base nessas considerações,
adotaremos como princípios norteadores:
    1. A lei de Diretrizes e Base da Educação Nacional (LDB) (Lei nº 9394/96);
    2. Os Parâmetros curriculares Nacionais (PCN);
    3. O Parecer nº 04 da Câmara de Educação Básica referente às Diretrizes
        Curriculares Nacionais para o Ensino Fundamental; e os Quatro Pilares da
        Educação – UNESCO:

           “Segundo Delors (1996), a prática pedagógica deve preocupar-se em desenvolver quatro

           aprendizagens fundamentais, que serão para cada indivíduo os pilares do conhecimento:

           aprender a conhecer (grifo nosso) indica o interesse, a abertura para o conhecimento,

           que verdadeiramente liberta da ignorância; aprender a fazer (grifo nosso) mostra a

           coragem de executar, de correr riscos, de errar mesmo na busca de acertar; aprender a

           conviver (grifo nosso) traz o desafio da convivência que apresenta o respeito a todos e

           o exercício de fraternidade como caminho do entendimento; e, finalmente, aprender a

           ser (grifo nosso), que, talvez, seja o mais importante por explicitar o papel do cidadão e

           o objetivo de viver”.
           A Lei de Diretrizes e Base da Educação Nacional (Lei nº9394/96) A LDB
consolida e amplia o dever do poder público para com a educação em geral e em
particular para com o ensino fundamental, assegurando aos educandos “a formação
comum indispensável para o exercício da cidadania e fornecer-lhes meios para
progredir no trabalho e em estudos posteriores”, fato que confere ao ensino
fundamental, ao mesmo tempo, um caráter de terminalidade e de continuidade.
           Os Parâmetros Curriculares Nacionais constituem um referencial de
qualidade para a educação básica em todo o país. Sua função é garantir o respeito
às diversidades culturais, regionais, étnicas, religiosas e políticas que atravessam
uma sociedade múltipla, estratificada e complexa. O conjunto das proposições
expressa nos PCN’s, respondem às necessidades de referenciais a partir dos quis o
Proposta Pedagógica                                            Ensino Fundamental



sistema educacional do país se organize para que a educação possa atuar,
decisivamente, no processo de construção da cidadania.
             Diretrizes Curriculares Nacionais (parecer º 04 da Educação Básica) As
Diretrizes Curriculares Nacionais (29/01/1198) são conjuntos de definições
doutrinárias sobre princípios, fundamentos e procedimentos na Educação Básica,
que orientarão a escola na organização, na articulação, no desenvolvimento e na
avaliação de sua Proposta Pedagógica.
             A Proposta Pedagógica da Escola se alicerça no compromisso de ter
como centro de interesse o aluno, levando em consideração suas experiências e
acrescentando novas aprendizagens significativas e contextualizadas. Com base
nestas considerações, nos comprometemos em criar condições para que o aluno,
além disso, goste da escola; sinta que é respeitado, para poder respeitar; sinta que é
estimulado em suas capacidades; possa se expressar e se manifestar com
confiança.     O Currículo das Escolas Publica do município é um documento
compatível com “um novo tempo da educação”. A elaboração desse currículo
pressupõe o respeito a alguns princípios básicos e importantes para o alcance dos
objetivos traçados pelo Principio da Interdisciplinaridade – Trata os componentes
curriculares de forma integrada para que ao aluno entenda um mesmo fenômeno,
sob diferentes pontos de vista:
a) Princípio da Contextualização – Tem como ponto de partida a experiência dos
    educandos, o contexto onde estão inseridos, gerando a partir daí as
    aprendizagens significativas.
b) Valores e atitudes – Permeiam o currículo em sua totalidade. São determinantes
    no que diz respeito à conduta e a postura do educando em relação a si próprio.
    Neste contexto, no planejamento das atividades docentes do, incluem-se as
    estratégias que favoreçam a formação de valores e atitudes em seus alunos.
c) O desenvolvimento de competências – Compreende a capacidade dos alunos
    em executar ações e operações mentais que atuem junto aos conhecimentos e
    experiências adquiridas, desenvolvendo habilidades, isto é, o saber fazer.
d) Avaliação – Deve ser centrada nas aprendizagens significativas e no progresso
    do aluno. Essa avaliação deverá caracterizar-se como diagnóstica, processual,
    contínua, cumulativa e participativa. Os Quatro Pilares da Educação - UNESCO
    O relatório de Jacques DELOR’S, publicado pela UNESCO em 1996, depois de
Proposta Pedagógica                                           Ensino Fundamental



    muitas discussões, chegou a conclusão de que pelo menos quatro eixos
    fundamentais deveriam nortear a educação no século XXI:
e) Aprender a apreender;
f) Aprender a fazer;
g) Aprender a conviver juntos;
h) Aprender a ser. “Esses quatro pilares estão presentes na filosofia da EMEB
    Profª MARIA BARBOSA MARTINS “, contribuindo para a melhoria da qualidade
    da educação e abrangendo o ser nos aspectos cognitivo ao ético, estético ao
    técnico e, do imediato ao transcendente.
Proposta Pedagógica                                           Ensino Fundamental



Princípios Epistemológicos



           A escola está inserida num contexto, onde a mudança necessária a
melhorias do processo de ensino aprendizagem ocorre num ritmo cada vez mais
acelerado, cujas características são determinadas pelos avanços tecnológicos, pelas
informações, tendo como veículos de propagação as diversas mídias, em especial a
televisão (por ser este o recurso tecnológico dos mais acessíveis à grande maioria
das pessoas). É também marcado pelo apelo ao comportamento empreendedor,
pensamento criativo, poder de iniciativa e de decisão, ao desenvolvimento do
raciocínio crítico e reflexivo, enfim, exigindo das pessoas uma visão do todo, em se
tratando de uma realidade globalizada.
           Nesse contexto, a escola, testemunha de uma grande contradição social
e econômica (em nível de Brasil) como também dos conflitos políticos, econômicos e
culturais mundiais, questiona-se como desenvolver a prática educativa que possa
corresponder às necessidades desse contexto? Um modelo de escola em que
predomina a visão de transmitir conhecimentos, alheia aos fenômenos naturais de
mudanças e construções de novos valores sociais, nega também a construção do
saber, pois não existe conhecimento sem a consideração do meio e as
interferências que ele promove no processo ensino e aprendizagem. Quanto ao
posicionamento da escola, Morin (2000, pg.13), atribui as “cegueiras do
conhecimento”: o erro e a ilusão, em que critica o conhecimento fragmentado,
descontextualizado.
           “A era planetária necessita situar tudo no contexto e no complexo
planetário. O conhecimento do mundo como mundo é necessidade ao mesmo tempo
intelectual e vital (...). Para articular e organizar os conhecimentos e assim
reconhecer e conhecer os problemas do mundo é necessário a reforma do
pensamento” (Id. Pg. 35). A educação passou por várias mudanças no decorrer dos
tempos. Novos rumos eram traçados, quando colocados em questão os aspectos
relacionados ao processo ensino e aprendizagem. Quando estes não iam bem
quanto a sua intenção e eficácia, novas formas de atuação da escola eram
buscadas. Na atualidade se percebe essa busca como um processo dinâmico no
contexto escolar, busca pautada nas exigências do contexto atual, fundamentada
Proposta Pedagógica                                          Ensino Fundamental



nos princípios da educação de qualidade, motivadora e que além de despertar o
interesse do educando, permita-lhe satisfação pessoal na busca da própria
formação. Essa busca por melhorias é um esforço que deve ser coletivo e isso
implica na quebra paradigmática de um conjunto de ações relacionadas à prática
educativa. De acordo Lück (1995) não basta mudar um ou outro aspecto da ação
educativa, tendo em vista seus resultados isoladamente, sugere que se deve rever a
visão conjunta de todos os aspectos orientada pelo seu paradigma. Essa mudança,
ainda segundo a autora, implica em ações correspondentes, interativa e
interdisciplinar, as quais devem ser orientadas pela visão conjunta de seus
desdobramentos.
           Lück afirma que o mundo oferece uma gana de possibilidades aos
educandos e a escola trabalha orientada de acordo a ótica convencional e
pragmática, às vezes até mostrando a realidade, mas sem permitir tocá-la ou
experimentá-la, e, nesse caso, estará referendando a proposição de vitrine e
explicando o mais e o maior pelo menos, e o menor. É justamente essa condição
que torna o processo ensino e aprendizagem, desmotivador, enfadonho e irrealistico
para o aluno. Partindo desse pressuposto podemos identificar que um dos inimigos
da prática educativa reside na ótica reducionista e fragmentada do conhecimento.
“Para que a educação se transforme em um processo estimulante de formação do
aluno e promotor de aprendizagens significativas é necessário adotar uma ótica que
esteja em acordo com os fundamentos e princípios de que o papel da educação é o
de levar o aluno a conhecer o mundo e a conhecer-se no mundo de modo
participativo e atuante como sujeito desse processo” (Id. 1995). Segundo Morin
(2000), a reforma do pensamento, da educação é uma questão paradigmática.
            “A esse problema universal confronta-se a educação do futuro, pois
existe inadequação cada vez mais ampla, profunda e grave entre, de um lado, os
saberes desunidos, divididos, compartimentados e, de outro, as realidades ou
problemas cada vez mais multidisciplinares, transversais, multidimensionais,
transnacionais, globais e planetários”. (Id. Pg. 36). Para que o conhecimento seja
pertinente, a educação deverá tornar evidente: o contexto, o global, o
multidimensional e o complexo, ainda na visão de Morin. A interdisciplinaridade não
representa o remédio para todos os males da educação. Ela corresponde a uma
ótica que deve ser refletida sempre, é uma orientação para um trabalho que
possibilite renovar a motivação de professores e alunos.
Proposta Pedagógica                                            Ensino Fundamental



           Trabalhando sob a orientação e focados na interdisciplinaridade requer
por parte dos educadores a visão de que a finalidade do ensino não é só a de
transmitir conhecimentos, ela vai além, pois é de responsabilidade da escola a
formação do ser humano para a vida, para que ele seja capaz de tomar iniciativas e
decisões para a resolução de problemas, que lhe possibilite o conhecimento
científico para a compreensão da realidade, permitindo-lhe condições para dela
participar. Atuar numa proposta interdisciplinar defende Lück (1995), exige visão ao
mesmo tempo aberta, abrangente e de futuro, que permita ver o todo em projeções
futuras, perspectiva interativa, capacidade de ação como sujeita dos processos
sociais. A autora exemplifica que no caso da educação, deve-se ter clara uma
imagem da dinâmica da escola, de si próprio nessa escola e nessa dinâmica, de seu
trabalho, de seus resultados, de seus alunos, de hoje e daqui a alguns anos;
ressalta que se deve procurar compreender as diferenças culturais dentro da escola
e a sua interatividade na prática pedagógica e na formação da sua dinâmica; que o
professor deve perceber-se como um agente capaz de promover transformações na
vida do educando e da própria escola e tudo isso demanda uma visão conjunta e
interativa com o meio. A prática interdisciplinar não é obtida estabelecendo relações
entre conhecimentos considerados de modo desvinculado da realidade que
representam.
           A problematização e a resolução de problemas constituem a base da
prática interdisciplinar e a construção de conhecimentos se dá a partir de estágios de
maturação de consciência. Daí resulta a construção da consciência pessoal
globalizadora, capaz de compreender complexidades cada vez mais amplas. (LÜCK,
1995). O Referencial Curricular da Educação Básica do Ensino Fundamental – anos
iniciais e finais - das Escolas Públicas      municipais    privilegia construção de
competências e habilidades e aponta a necessidade de se trabalhar os Temas
Transversais, defendendo uma aprendizagem significativa e interdisciplinar.
            “A escola está inserida num contexto social no qual atua, modifica e do
qual sofre influências; ela não pode fugir às discussões relativas a essa sociedade: é
necessário que trate das questões que interferem na vida dos alunos e com os quais
eles se vêem confrontados no seu dia-a-dia”. (...) “Uma orientação didático-
pedagógica pertinente é a indicação da pedagogia de projetos para se trabalhar os
Temas Transversais, pois ela não só considera as necessidades dos alunos como
Proposta Pedagógica                                               Ensino Fundamental



também edifica a aprendizagem a partir de um contexto significativo e da
interdisciplinaridade”. (DISTRITO FEDERAL, BRASIL, 2002).
           Nessa perspectiva a buscamos uma ação educativa centrada na
construção de aprendizagens significativas e o desenvolvimento de competências,
norteando-se pelos princípios éticos e morais em que estão consolidadas as
relações sociais, as do mundo do trabalho e as de convivência com o meio
ambiente, numa abordagem interdisciplinar dos temas já previstos no Currículo do
Ensino Fundamental das Escolas Públicas do município. A atenção dessa unidade
de ensino está na formação do ser humano, para que possa enfrentar os desafios
emocionais e profissionais que encontrará ao longo da vida. Por isso é tão
importante trabalharmos valores como respeito, esperança, solidariedade, justiça,
amizade, honestidade, união, dedicação e a vontade de aprender e de construir um
mundo de paz. A escola não é colocada aqui apenas como um espaço formal de
aprendizagem, mas sim onde se adquire o conhecimento por meio de experiências
vividas. Nosso objetivo, portanto, é educar para a vida, fazendo com que o aluno
cresça em todos os sentidos. Os educadores desta escola se empenham tanto em
construir conhecimentos, quanto em ensinar valores que são a base para que, no
futuro, o aluno seja um adulto feliz, capacitado e consciente de seu papel na
sociedade. Trabalha-se com o foco na descoberta do potencial do aluno e, em
contrapartida, atende ao desenvolvimento de estratégias eficazes de aprendizagem
dos alunos com defasagens (dificuldades de aprendizagem) ou com altas
habilidades, adotando o portfólio como recurso para diagnóstico.
           (Renzulli, 1997), diz que para alcançar os objetivos propostos, o estudo
das diversas áreas do conhecimento tem como acepção o desenvolvimento de
habilidades tais como: de criar, de refletir, de construir, de aprender, de participar, de
expressar e, principalmente de compreender o mundo com suas complexidades, de
modo que o educando possa fazer a relação destes conceitos com os conteúdos
que “ganham vida” ao estabelecer significado no que aprende, ou seja, na conexão
da teoria com o mundo real.
           Considerando que esta Unidade de Ensino atende alunos do Ensino
Fundamental - anos iniciais e finais entenderam que os conteúdos das diferentes
áreas de ensino deverão referir à construção das capacidades intelectuais dos
alunos, o pensamento autônomo, a construção da própria identidade e a consciência
crítica, para que possam compreender e participar ativamente da vida social dando
Proposta Pedagógica                                            Ensino Fundamental



continuidade aos seus estudos. Durante o processo pedagógico, estabelecemos
condições para que o educando vá adquirindo de forma sistemática os conteúdos
escolares, através de uma ação educativa que não esteja restrita somente ao
conteúdo, nem aos elementos que a criança apresenta espontaneamente. Optamos
por uma ação pedagógica que possibilita desenvolver no aluno uma forma de entrar
em relação com o conhecimento enfatizando a curiosidade, o questionamento e a
reflexão.
            Os alunos de 5º, 6º, 7º, 8º e 9º ano - apresentam uma faixa etária na qual
a maior parte deles já se encontra na adolescência. O corpo docente procura
trabalhar compreendendo esta fase da vida, direcionando seus propósitos e projetos
para esta pessoa em construção, através do trabalho consciente, que une currículo
e ética, que procura pensar nas dimensões humanas e plurais, despertando no
jovem a sensibilidade para atender à necessidade de pensar a Justiça, a Igualdade,
a Liberdade, a Humanidade a Solidariedade, valores universais que levam ao
diálogo, que buscam a dignidade humana.
Proposta Pedagógica                                              Ensino Fundamental



Organização Curricular




           As Diretrizes Curriculares Nacionais colocam a escola como agente
principal da definição do currículo. A escola deve elencar habilidades/competências
de forma interligada por área (interdisciplinaridade) para que os educandos
adquiram conhecimentos capazes de torná-los cidadãos críticos, versáteis e hábeis
para continuar aprendendo e se adaptando às constantes exigências do mundo
globalizado. Concebemos um currículo que permita ao educando a criar, inovar e
não somente a reproduzir ou desempenhar atividades que não sejam significativas.
Propomos um currículo que contemple os temas e preocupações mundiais e que se
baseie, também, no contexto sócio-histórico, nos valores culturais da população
brasileira. Tal currículo deve privilegiar o processo de ensino e aprendizagem
centrado no contexto, permeado por uma visão crítica, tanto da parte do professor
quanto do aluno. Sua Matriz Curricular norteia              por Área de Conhecimento
acadêmico, focado em três Pilares:


       Área de Conhecimentos                      Componentes Curriculares

                                       L. Port. Alfabetização
                                       Língua Portuguesa
 Linguagens                            Artes
                                       Língua Estrangeira Moderna Espanhol
                                       Educação Física
                                       Matemática
 Ciências da Natureza e Matemática
                                       Ciências
                                       História
 Ciências Humanas                      Geografia
                                       Educação Religiosa
           A coordenação pedagógica é o momento em que todo o corpo docente,
os coordenadores pedagógicos e a direção definem uma linha de trabalho comum
(planejamento coletivo), onde são definidos os fins que se pretendem alcançar e os
meios necessários para que esses fins sejam realmente atingidos. Nosso foco
principal é, a partir do estabelecimento de um vínculo de confiança, ajudar criança e
Proposta Pedagógica                                          Ensino Fundamental



o adolescente na promoção do seu amadurecimento como ser humano e como
aluno. Estamos de portas abertas para acolher, ouvir, atender, orientar e
acompanhar os processos educacionais.
           Assim, enfatizando e otimizando a vida e o amor que temos de ter pelas
pessoas, além do respeito ao outro e às diferenças entre todos, como preconiza a
educação. Com esse intuito e formato de trabalho, lidamos diariamente com
possibilidades e, também, limites sempre buscando preparar nosso aluno para a
vida, dando oportunidade a situações de protagonismo com a tomada de decisão.
Entendemos que, além dos conhecimentos de que o aluno se apropria, os valores
éticos, de convivência social e espiritual são fundamentais a serem desenvolvidos.
Organizamos as lideranças de sala de aula e cooperamos com projetos que dão
oportunidade ao estudante de se sentir sujeito, de ser um protagonista. Também,
participamos, juntamente com os professores, coordenações e equipe diretiva, do
Conselho de Classe – processo que tem como objetivo avaliar o desenvolvimento do
aluno e encontrar, em conjunto, alternativas para resolução de problemas e
dificuldades dos alunos e das turmas. Outro desafio         é qualificar as ações
pedagógicas, processo em que as famílias serão chamadas a colaborar, mantendo,
assim, uma parceria contínua e mútua com a intenção de melhorar o
desenvolvimento do estudante. Atuamos diretamente com pais,             professores
especialistas que acompanham os nossos alunos, nas áreas cognitiva, afetiva e
social, visando à promoção do crescimento frente às limitações apresentadas. O
firmamento de parcerias com outras instituições     tais como, Centros de Saúde,
garante a extensão de ações que fortalecem a saúde física e mental dos educandos.
Promover a cultura de paz e enfrentamento da violação dos direitos humanos.
Acreditamos na superação das dificuldades e no crescimento global.
           A implantação das partes diversificadas na organização curricular do ano
letivas presente se dará através de projetos, que têm como meta à interação do
corpo estudantil às necessidades que encontrarão em sua vida social e cultural;
portanto, os projetos contemplarão às necessidades dos educandos. Neste espaço
da elaboração dos projetos, serão levantados pela equipe pedagógica da escola,
professores e pais de alunos, os temas relevantes se de interesse para a
comunidade a qual a escola atende. Tais projetos serão contemplados em três
áreas: Códigos e linguagens Ciências e Matemática. Os projetos desenvolvidos na
Parte Diversificada considerarão a interdisciplinaridade e a contextualização dos
Proposta Pedagógica                                           Ensino Fundamental



temas a serem desenvolvidos com os demais componentes curriculares. Tais
Projetos Interdisciplinares envolverão assuntos da vida real dos educandos para que
possam buscar significado entre as áreas do conhecimento e se prepararem para o
exercício da cidadania, para a vida do trabalho e a construção de uma existência
mais feliz e humana. A cada bimestre serão desenvolvidos projetos, escolhidos a
partir das necessidades reais da comunidade escolar.
           Para estar em consonância com as demandas sociais emergentes, faz-se
necessário que a escola trate em suas ações pedagógicas de questões que
interferem na vida dos alunos e com as quais se vêem confrontados no seu dia adia.
A nossa proposta sugere o tratamento transversal de temáticas sociais na escola
como forma de contemplá-las na sua complexidade, sem restringi-las a abordagem
de uma única área. Tal abordagem fundamenta-se na a Lei Federal nº 9394/96, em
seu artigo 27, inciso I, na qual destaca que os conteúdos curriculares da educação
básica deverão observar a “difusão de valores fundamentais ao interesse social, aos
direitos e deveres dos cidadãos, de respeito ao bem comum e a ordem
democrática”.
           Nessa perspectiva, as problemáticas sociais em relação à ética,
cidadania, meio ambiente, saúde, orientação sexual e prevenção às drogas são
integradas na proposta educacional como Temas Transversais. Os temas escolhidos
partiram de uma urgência que a comunidade, a qual a escola atende, demanda.
Desenvolver um trabalho pedagógico baseado na transversalidade pressupõe um
tratamento integrado das áreas e um compromisso com as relações interpessoais no
âmbito da escola, pois os valores que ser quer transmitir, os experimentos na
vivência escolar e a coerência entre eles devem ser claros para desenvolver as
capacidades dos alunos de intervir na realidade e transformá-la, tendo essa
capacidade relação direta com o acesso ao conhecimento acumulado pela
humanidade. O conjunto de documentos de temas transversais discute a
necessidade de a escola considerar valores gerais e unificadores que definam seu
posicionamento em relação à dignidade da pessoa, a igualdade de direitos, a
participação e co-responsabilidade de trabalhar pela efetivação do direito de todos à
cidadania. A proposta pedagógica, portanto, fundamenta-se na prática da
interdisciplinaridade e transversalidade, por considerar que ambas formam uma teia
de relações no tratamento às questões a serem trabalhadas na escola.
Proposta Pedagógica                                             Ensino Fundamental



           A perspectiva interdisciplinar alimenta a transversalidade e vice-versa, na
medida em que, ambas buscam inter-relação dos campos do conhecimento e a
significação/relação dos mesmos com as questões da vida real do educando e de
sua transformação, exigindo, para isso, o rompimento com uma perspectiva
disciplinar rígida, segmentada no tratamento das áreas do conhecimento. O conjunto
de documentos de temas transversais discute a necessidade de a escola considerar
valores gerais e unificadores que definam seu posicionamento em relação à
dignidade da pessoa, a igualdade de direitos, a participação e a co-responsabilidade
de trabalhar pela efetivação do direito de todos à cidadania.
           A proposta desta Unidade de Ensino é que a ética expressa na
construção dos princípios de respeito mútuo, paz, justiça, zelo, cidadania,
sinceridade, responsabilidade seja reflexão sobre diversas atuações humanas e que
a escola considere o convívio escolar como base para a aprendizagem, não
havendo descompasso entre “o que diz” e “o que se faz”. Partindo dessa
perspectiva, o tema transversal ÉTICA traz a proposta de que a escola realize um
trabalho que possibilite o desenvolvimento da autonomia moral, a qual depende
mais de experiências de vida favoráveis do que de discursos e repressão. No
convívio escolar, o aluno pode aprender a resolver conflitos em situações de diálogo,
pode aprender a ser solidário ao ajudar e ao ser ajudado, pode aprender a ser
democrático quando tem a oportunidade de dizer o que pensa, submeter suas idéias
ao juízo dos demais e saber ouvir as idéias dos outros com respeito.
            Meio ambiente: A formação de uma mentalidade consciente e respeitosa
em relação ao meio ambiente é compromisso.
Proposta Pedagógica                                           Ensino Fundamental



Referencia Bibliográfica




CAGLIARI, Luiz Carlos. Alfabetizando sem o bá-bé-bi-bó-bu. São Paulo: Scipione, 1999.
CHALITA, Gabriel – Pedagogia do amor: a contribuição das histórias universais para
a formação de valores das novas gerações – São Paulo: Editora Gente, 2003.
CURY, Jamil. Parecer sobre a Educação de Jovens e Adultos.
FREIRE, Paulo. Pedagogia do Oprimido. Rio de Janeiro, 1982. GOMES, C.A. (org.).
Qualidade, Eficiência e Eqüidade na Educação Básica. Brasília: IPEA, 1992.
HADJI, Charles. A avaliação desmistificada. Porto Alegre: Artmed, 2001.
HOFFMANN, Jussara Maria Lerch – Avaliação: mito e desafio: uma perspectiva
construtiva – Porto Alegre: Editora Mediação, 2003, 32ª Ed.BRASIL.
LEI DE DIRETRIZES E BASE DA EDUCAÇÃO BRASILEIRA. – Nº 9.394/96.
LIBÃNEO, J. C. Organização e gestão da escola: teoria e prática. Goiânia:
Alternativa, 2004.
LUCK, Heloísa. Pedagogia interdisciplinar: fundamentos teórico-metodológicos. 2ª
ed. Vozes, Petropolis-RJ - 1995.
MARINHO, Claisy. Contribuições Teóricas. Mimeo. (s/d).MORIN, Edgar. Os sete
saberes necessários à Educação do Futuro. S. Paulo. Ed. Cortez, 2000.
NOVA ESCOLA. PCN – Parâmetros Curriculares Nacionais – Fáceis de entender. 1ª
à 4ª Série. Edição especial. Ed. Abril.
______________. PCN – Parâmetros Curriculares Nacionais – Fáceis de entender.
5ª à 8ª Série. Edição especial. Ed. Abril.
PECXEI, Aurélio e IKEDA, Daisaku. Antes que seja tarde demais. Rio de Janeiro,
Record, 1984.
PERRENOUD, P. Avaliação: da excelência à regulação das aprendizagens -
ARTMED, Porto Alegre - 1999.
SECRETARIA DE EDUCAÇÃO DO DISTRITO FEDERAL – Educação de Jovens e
Adultos – Currículo da Educação Básica do Distrito Federal. 2000.

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  • 1. Proposta Pedagógica Ensino Fundamental 1
  • 2. Proposta Pedagógica Ensino Fundamental © EMEB PROFª MARIA BARBOSA MARTINS, 2012. É Permitida a reprodução ou transmissão desta obra por qualquer meio, sem a prévia Autorização do autor, desde que preservada a fonte. Direitos reservados para a autora, protegidos pela Lei 9610/98. A originalidade dos artigos e as opiniões emitidas são de inteira responsabilidade de sua autora. Embm. MARTINS, EMEB Maria Barbosa. Proposta Pedagógica Ensino Fundamental Distrito de Bonsucesso. Várzea Grande-MT, 2012. 1.Proposta Pedagógica. 2. Educação Ensino fundamental . José Wilson Tavares Diretor Eliane Winck Coordenadora Pedagógica Azuil Marcio Bastos Presidente do CCDE Sandra Regina Nunes Secretária Escolar Tatiane Pinheiro da Silva Professora comunitária Programa Mais Educação Adnilse de Souza Santos Siqueira Articuladora Pagina na Internet: www.emebmariabarbosamartins.blogspot.com
  • 3. Proposta Pedagógica Ensino Fundamental Proposta Pedagógica Ensino Fundamental Distrito de Bonsucesso – Várzea Grande - MT 2012
  • 4. Proposta Pedagógica Ensino Fundamental Apresentação Este documento tem como finalidade apresentar as proposta de trabalho a ser desenvolvida na EMEB PROFª MARIA BARBOSA MARTINS, cujo trabalho apóia-se na perspectiva de uma educação de qualidade, buscando, para atender esse objetivo, ações voltadas para melhores condições de trabalho; uma prática pedagógica em consonância com o contexto atual de modo a formar cidadãos críticos e conscientes do seu papel social; como também, a integração da escola com a comunidade, tendo em vista que a participação desta última torna-se primordial no desenvolvimento do cidadão que almejamos. Para compor a Proposta Pedagógica foi feito um novo levantamento do Histórico da Escola e Comunidade onde pudemos conhecer nossa clientela e os profissionais envolvidos por meio do Diagnóstico da Situação Presente. Traçamos objetivos e metas a serem alcançados durante o ano letivo baseado nos Princípios Norteadores que regem a Educação Pública. Contempla-se no conteúdo desta, a Organização Curricular, bem como, Projetos Especiais que poderão propiciar a contextualização e interdisciplinaridade das habilidades e competências a serem trabalhadas. Definimos os valores fundamentais em torno dos quais se constrói a escola os quais descrevem como esta Unidade de Ensino pretende atingir sua missão. As estratégias foram traçadas para englobar a maneira pela qual se pretende alcançar os objetivos. Em coerência com os pressupostos citados acima, propomos instrumentos que possibilitem um acompanhamento e controle que forneçam subsídios reais, concretos e adequados à comunidade do trabalho aos níveis de manutenção e redimensionamento da educação. A elaboração, aplicabilidade e o sucesso desta Proposta Pedagógica contaram com o empenho coletivo dos membros desta Instituição. Mas é de consciência dos que o produziram de que está aberto a todo e qualquer tipo de sugestão e encaminhamentos, contemplando, assim, o que consideramos ser essencial no processo educativo: o fazer e refazer das ações pedagógicas no “ritmo” do movimento da história.
  • 5. Proposta Pedagógica Ensino Fundamental Nossas reflexões pedagógicas têm como referencial, os escritos da brasileira e literária Ruth rocha, assim transcrevemos um trecho do seu livro: A Quando a Escola é de Vidro: Eu ia à escola todos os dias de manhã e quando chegava, logo, logo, eu tinha que me meter no vidro. É no vidro! Cada menino ou menina tinha um vidro e o vidro não dependia do tamanho de cada um, não! O vidro dependia da classe em que a gente estudava. Se você estava no primeiro ano, ganhava um vidro de um tamanho. Se você fosse do segundo ano, seu vidro era um pouquinho maior. E assim, os vidros iam crescendo à medida que você ia passando de ano. Se não passasse de ano era um horror. Você tinha que usar o mesmo vidro do ano passado. Coubesse ou não coubesse. Aliás, nunca ninguém se preocupou em saber se a gente cabia nos vidros. E para falar a verdade, ninguém cabia direito. Uns eram gordos, outros eram muito grandes, uns eram pequenos e ficavam afundados no vidro, nem assim era confortável. A gente não escutava direito o que os professores diziam, os professores não entendiam o que a gente falava, e a gente nem podia respirar direito... A gente só podia respirar direito na hora do recreio ou na aula de educação física. Mas aí a gente já estava desesperada de tanto ficar preso e começava a correr, a gritar, a bater uns nos outros1. A Metáfora do Vidro O hábito de ficar dentro dos vidros acaba se tornando cômodo para algumas crianças, elas se adaptam à forma do vidro e acabam se sentindo até desconfortáveis fora dele. Quanto mais elas se moldam ao vidro menos trabalho dá aos adultos. Outras, porém, sofrem porque são diferentes e esta diferença não é levada em conta; elas não recebem nenhum tipo de ajuda e de estímulo. Mas será que é isso que se quer do processo educacional? Todo mundo pensando iguale fazendo tudo igual? O vidro filtra o que o professor fala e também o que fala o aluno. A comunicação e,portanto as relações entre eles não são espontâneas. Ouvir é diferente de escutar ativamente, é muito diferente! Em se tratando de crianças e adolescentes, há que se fazer um esforço extra para entender exatamente o que eles querem dizer! Mesmo assim, com todo nosso esforço e atenção, quantas perguntas deixaram de ser formuladas e quantas outras deixaram 1 ROCHA, Ruth nasceu em São Paulo em 1931. Tem formação em sociologia e atuou na área de educação. É escritora brasileira, especializada em livros infantis. Faz parte da Academia Paulista de Letras. É mais conhecida no ramo literário por ter escrito "Marcelo Marmelo Martelo", livro que vendeu mais de 1 milhão de cópias. Escreveu na Revista Cláudia, voltada para o público feminino. Escreveu também na revista Educação.
  • 6. Proposta Pedagógica Ensino Fundamental de ser respondidas! As crianças que ficaram tempo demais dentro de vidros adoram as aulas de educação física. O corpo do aprendiz faz parte dele, é através do corpo que ele fala, que expressa seus sentimentos e que ele aprende. Assim, há muitas maneiras de aprender e todas elas devem ser colocadas à disposição do aprendiz. Um dia teremos a revolução dos vidros, e a diferença, não mais a mesmice, será valorizada! A Psicopedagogia lida essencialmente com a aceitação dessas diferenças, tentando entendê-las. É através da busca de novos caminhos que ela pretende dar um novo significado à aprendizagem.
  • 7. Proposta Pedagógica Ensino Fundamental Introdução A apresentação deste documento tem por finalidade, viabilizar uma proposta de plano de trabalho a ser desenvolvida pela EMEB PROFª “MARIA BARBOSA MARTINS“. Esta proposta deverá ser aperfeiçoada posteriormente por meio da participação efetiva de todos os segmentos da escola. Entende-se também que se deve considerar toda realidade e problemáticas enfrentadas pela comunidade. A Educação é Sistema isto é um conjunto e conseqüentemente é escola, cabendo a esta, desenvolver um trabalho onde considere toda a legislação pertinente, sem deixar de lado as opiniões e experiências de toda comunidade escolar para a elaboração, execução e avaliação de um plano de trabalho, em busca de uma Escola Pública de excelência no exercício pleno da cidadania, é o resultado final é a promoção escolar, que resultou de vários fatores, normas, conceitos e zelos de cada um que fez a sua parte dentro do Sistema o todo maior. Compete também a todos os funcionários em educação, o resgate do papel afetivo, social e cognitivo e também o resgate dos valores culturais, religiosos, cívicos e sociais. Todas as indicações apresentadas neste Plano de Trabalho serão discutidas, ampliadas e avaliadas por todos os segmentos da Escola, com o intuito de estabelecer um ambiente de democracia plena. “Informação, educação e cultura são alicerces de uma sociedade justa e desenvolvida, tanto no aspecto econômico, científico e tecnológico quanto social e humanístico... E o ponto de partida deste processo é o conhecimento...
  • 8. Proposta Pedagógica Ensino Fundamental Justificativa Foram iniciadas as atividades atendendo alunos da Educação infantil e do Ensino Fundamental anos iniciais e Finais, numa visão em que a escola é um todo e este todo é a soma de um grupo que monitora, colabora, faz e soma para chegar ao resultado final, a oferta de uma educação de qualidade e que norteia o cidadão ao pleno exercício da cidadania. A Oferta e a disponibilização dos Serviços educacionais é a celebração das funções sociais da escola, quando boa soma quando ruim e não desenvolve o seu papel, fica parada no tempo e não celebra resultado algum. A Unidade de Ensino tem na comunidade o cerne da diversidade de costume, lemas, tradições e conceitos de vida coletiva, ela esta inserida neste meio e precisa superar os obstáculos, para atende alunos de todo o seu entorno, próximo e longínquo, e cada uma traz as suas experiências vivida no meio onde fixou residência junto aos seus familiares e coletivos. As disparidades geográficas da comunidade escolar a tendida, apresentam uma situação social e econômica definida, nelas residem pessoas menos favorecidas social e economicamente. Nossa comunidade discente comporta uma grande porcentual de crianças e adolescentes, que vivem situações adiversas as normas e exigências legais do processo educacional, os quais geram conflitos, diantes das situações de desajustes familiares e conseqüentemente, dificuldades de aprendizagem e problemas de disciplina, refletem no coletivo da sala de aulas e no interior da unidade como um todo. A situação presente mostra-se grave devido ao grande número de ocorrências diárias de brigas na maioria das vezes geradas por situações ocorridas fora da escola, falta de hábitos e disciplinas que deveriam ser formadas em casa, no interior da família. Esta situação evidencia o pouco compromisso dos genitores ou responsáveis coma formação de seus tutelados. Os Fatores mais sentidos são os que têm afetado a unidade no seu coletivo, em curto e médio prazo, como:  Baixa pontualidade;  Ausência de assessórios e materiais escolares básicos;
  • 9. Proposta Pedagógica Ensino Fundamental  Baixa freqüência as aulas e programas;  Ausência da família na escola;  Falta de co-responsabilidade na formação de seus filhos, diante da falta de realização das atividades extraclasse e no contra turno; Segundo Basil Bernstein2(1947), a aprendizagem e a ação social fazem- se vital a orientação cognitiva e prática do homem, regulado, por um controle simbólico adquirido nas instituições pedagógicas oficiais e locais, tais como na escola e na família. Em síntese, a aprendizagem e o desempenho escolar para Bernstein, dependem primeiramente da inter-relação entre mãe e filho, e posteriormente, entre professor e aluno. Diante do exposto este plano de trabalho visa possibilitar, a todos os alunos, incentivo á permanência na escola; o aprendizado para a vida, privilegiando os valores humanos, cristãos e tecnológicos, contribuindo na formação de pessoas conscientes e éticas, comprometidas com a solidariedade e responsáveis em suas ações, capazes e criativos para enfrentar o mundo do trabalho; elevar o nível de aprendizagem e compreensão para desenvolver habilidades e dominar competências. 2 BEMSTEIN, Basil - nasceu em Londres, filho de uma família de imigrantes judeus. Em 1947 foi estudar Ciências Sociais na London School of Economics, curso trocado depois pelo de Sociologia. Sua teoria sobre os impedimentos sociais no aprendizado e sobre o papel que a comunicação lingüística desempenha em uma sociedade estruturada em classes, sua obra teve grande influência na reforma educacional de países como Chile e México
  • 10. Proposta Pedagógica Ensino Fundamental Objetivos Geral Promover a formação do cidadão, a medida que chegue a alçar condições de apropriação de novos conhecimentos sem que precise buscar somente ter na escola a referencia de novas conquistas do saber, mas as suas práticas e experiências vividas. Específicos a) Elevar o índice geral de aprovação; b) Elevar o IDEB da escola c) Reduzir o índice de evasão; d) Desenvolver o hábito e o gosto pela leitura; e) Proporcionar acesso a meios tecnológicos; f) Estabelecer estratégias para aquisição e formação de hábitos e atitudes/valores; g) Promover ações que busquem a integração da comunidade no contexto escolar; h) Fortalecer e dinamizar o Conselho Escolar; i) Favorecer a transparência na prestação de contas, relativas aos recursos repassados à Instituição Educacional, bem como daqueles diretamente arrecadados; j) Oferecer instrumentos pedagógicos para a Avaliação Institucional; k) Viabilizar maior espaço para o lúdico no ambiente escolar; l) Desenvolver ações que favoreçam a melhoria dos hábitos de higiene pessoal; m) Oportunizar aos alunos atividades extraclasse, onde possam vivenciar valores culturais; n) Promover mecanismos que concretizem a integração dos alunos com necessidades educacionais especiais; o) Reduzir a indisciplina dos alunos no ambiente escolar;
  • 11. Proposta Pedagógica Ensino Fundamental p) Conscientizar aos alunos sobre a importância dos recursos naturais e o ambiente em que vivem. Metas a. Aumentar o índice de aprovação das séries finais em 10% ao final de 2011; b. Diminuir em 10% a evasão escolar dos alunos do Ensino Fundamental; c. Diminuir o número de atendimentos disciplinares dos alunos do Ensino Fundamental na direção em 15%, durante o ano letivo de 2012; d. Oportunizar aos alunos do Ensino fundamental a leitura de no mínimo um livro por bimestre; e. Promover a utilização dos computadores do laboratório de informática por professores e alunos das séries finais, no decorrer do ano letivo de 2012; f. Resgatar valores, trabalhando mensalmente temas a serem definidos coletivamente; g. Propor pelo menos duas atividades culturais durante o ano; h. Promover reuniões ordinárias com a comunidade local para efetivar a função do Conselho Escolar; i. Apresentar as contas e balancetes bimestralmente para apreciação da comunidade e aprovação do Conselho Escolar; j. Utilizar os dois dias pré-definidos no calendário escolar de 2012 para avaliação e auto- avaliação de todos os segmentos da instituição; k. Adquirir materiais esportivos e recreativos no decorrer do ano letivo de 2012, para o uso dos alunos das séries iniciais e finais; l. Acrescentar em 10% os jogos pedagógicos da Ludoteca; disponibilizados aos alunos; m. Trabalhar diariamente a formação de hábitos de higiene com todos os alunos das séries finais; n. Realizar pelo menos quatro visitas com os alunos das séries finais, a locais que promovam cultura no decorrer do ano letivo de 2012;
  • 12. Proposta Pedagógica Ensino Fundamental o. Inserir todos os alunos com necessidades educacionais especiais nas atividades da escola no decorrer do ano letivo de 2012; p. Desenvolver o senso crítico e a conscientização dos cuidados com o ambiente escolar e da comunidade em que residem em 2011. Estratégicas a) Implantação e prosseguimento das políticas públicas de governo em consonância com a proposta pedagógica da unidade escolar; b) Fortalecimento do planejamento coletivo garantindo os rumos, anseios, ideais que darão vida ao currículo; c) Encontro de parcerias junto à comunidade e a Secretaria de Educação para garantir o intercâmbio entre escola e família; d) Implementação do projeto de leitura com elaboração de oficinas literárias, promovendo concursos e eventos para fins editoriais ( Jornal Escolar, Blogs); e) Oferecimento de ambiente especial que favoreça o desenvolvimento do prazer pela leitura e lazer; por meio de oficinas pedagógicas e sarau de literatura; f) Promoção de encontros de interesse da comunidade envolvendo a Orientação Educacional; por meio de reuniões, questionários e entrevistas; g) Realização de eventos para participação e integração da comunidade no contexto escolar; h) Implementação de reuniões com os membros do Conselho Escolar oportunizando a efetiva participação dos mesmos no dia-a-dia da escola; i) Estabelecimento de instrumentos eficazes de avaliação que meçam o desempenho de todos os segmentos da instituição educacional; j) Aquisição de diversos materiais que possibilitem a valorização do lúdico como mediador no processo de ensino-aprendizagem, por meio da aplicação dos recursos financeiros; k) Implantação de projeto pedagógico para permanente valorização de hábitos adequados de higiene pessoal e do ambiente, envolvendo todos os segmentos da instituição educacional;
  • 13. Proposta Pedagógica Ensino Fundamental l) Promoção de aulas-passeio a museus, teatro, cinema, órgãos públicos, etc.; com a finalidade de favorecer a formação cultural dos alunos. m) Envolver por meio de projetos pedagógicos todos os alunos com Necessidades Educacionais Especial nas atividades curriculares da escola; n) Promoção de palestras que valorizem a convivência social entre os alunos, visando à construção de regras disciplinares entre os alunos, através de jogos recreativos. O trabalho docente deverá atuar em prol da pedagogia de projetos; o) Estruturação e execução de projetos ambientais contemplados na proposta pedagógica
  • 14. Proposta Pedagógica Ensino Fundamental Avaliação Buscando a excelência na qualidade da educação, objetivamos buscar a cada etapa do trabalho um feedback dos métodos e ações, instituindo em conjunto com todos os segmentos da Instituição Educacional mecanismos de avaliação pautados em instrumentos eficazes. O universo da avaliação escolar é simbólico e instituído pela cultura da mensuração, legitimado pela linguagem jurídica dos regimentos escolares, que legalmente instituídos, funcionam como uma vasta rede e envolvem totalmente a escola. (Lüdke; André, M. 1986) Avaliar exige, antes que se defina aonde se quer chegar, que se estabeleçam os critérios, para, em seguida, escolherem-se os procedimentos, inclusive aqueles referentes à coleta dedados, comparados e postos em cheque com o contexto e a forma em que foram produzidos. “A avaliação deve ser encarada como reorientação para uma aprendizagem melhor e para a melhoria do sistema de ensino"(grifo nosso), resume Mere Abramowicz, da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. Daí a importância de pensar e planejar muito antes de propor um debate ou um trabalho em grupo. É por isso que, no limite, você pode adotar, por sua conta, modelos próprios de avaliar os estudantes, como explica Mere. “Felizmente, existem educadores que conseguem colocar em prática suas propostas, às vezes até transgredindo uma sistemática tradicional”. Em qualquer processo de avaliação da aprendizagem, há um foco no individual e no coletivo. Para Hadji (2001), a passagem de uma avaliação normativa para a formativa, implica necessariamente uma modificação das práticas do professor em compreender que o aluno é, não só o ponto de partida, mas também o de chegada. Seu progresso só pode ser percebido quando comparado com ele mesmo: Como estava? Como está? As ações desenvolvidas entre as duas questões compõem a avaliação formativa. Para Cipriano Carlos Luckesi, professor de pós-graduação em Educação da Universidade Federal da Bahia, lembra que a boa avaliação envolve três passos:  Saber o nível atual de desempenho do aluno (etapa também conhecida como diagnóstico);
  • 15. Proposta Pedagógica Ensino Fundamental  Comparar essa informação com aquilo que é necessário ensinar no processo educativo (qualificação);  Tomar as decisões que possibilitem atingir os resultados esperados (planejar atividades, seqüências didáticas ou projetos de ensino, com os respectivos instrumentos avaliativos para cada etapa). "Seja pontual ou contínua, a avaliação só faz sentido quando leva ao desenvolvimento do educando"(grifo nosso), afirma Luckesi. Ou seja, só se deve avaliar aquilo que foi ensinado. Não adianta exigir que um grupo não orientado sobre a apresentação de seminários se saia bem nesse modelo. E é inviável exigir que a garotada realize uma pesquisa (na biblioteca ou na internet) se você não mostrar como fazer. Da mesma forma, ao escolher o circo como tema, é preciso encontrar formas eficazes de abordá-lo se não houver trupes na cidade e as crianças nunca tiverem visto um espetáculo circense. Segundo Libâneo, (1994, p.204) A avaliação institucional contribui significativamente para que a Escola repense suas práticas administrativas, técnicas, educativas e sociais, ao mesmo tempo em que reflete o seu papel na sociedade como produtora e socializadora de um saber capaz de compreender e transformar a realidade. Uma instituição que se proponha viver um processo de Avaliação Institucional precisará planejar as etapas deste processo a fim de alcançar sucesso, sendo estas: preparação; Elaboração do projeto; de organização do processo; de condução do processo; resultados e informes; validação; plano de ações e tomada de decisões em uma lógica permanente. O pensador e educador Dr. Luiz Cagliari, em seu texto a avaliação e Promoção, quando de sua contribuição no Jornal do Alfabetizador, Ano VIII - nº 46 PP 10-12. São Paulo - Agosto de 1997, assim se expressa em suas mais de 10 laudas de escrita, quanto a posição no que se refere a avaliação e Promoção escolar A escola não é um lugar onde se aprende apenas a lição da matéria. É um lugar de formação, de educação para a vida, e isto implica mais que uma prova ou uma nota, implica a formação de um caráter, de uma cultura, de um modo de se comportar, enfim, de uma filosofia de vida. Afinal, quando um aluno é reprovado isso significa um fracasso, e quando o aluno aprende e progride, é uma vitória. Esses fracassos e vitórias pertencem, em primeiro lugar, ao professor e ao aluno e, em seguida a todos os que estão ligados à atividade escolar. A própria comunidade depende do bom desempenho dos alunos e dos professores para poder manter uma cultura e a mão-de-obra adequada para sua vida e desenvolvimento.
  • 16. Proposta Pedagógica Ensino Fundamental A maneira tradicional de avaliar está ligada a promoção dos alunos. Toda nota que eles ganham é computada para julgamento de promoção no final do ano. Uma análise séria, profunda e honesta de como as notas funciona nas escolas revela que o professor não leva em conta o progresso do aluno, quando atribui determinada nota a ele, mas apenas o desempenho do aluno em tarefas cuja avaliação de certo/errado o professor pode traduzir em notas. A promoção é condição de o aluno poder ver coisas novas, participar de novas atividades educacionais e, conseqüentemente, somar experiências novas à sua vida. A repetição de ano, fazendo o aluno tentar de novo um mesmo caminho para ver se apresenta melhores resultados nas suas tarefas de avaliação, é uma forma de trilhar um novo caminho para se apreender na vida escolar, e na vida, de modo geral. Praticamente, cada pessoa encontra-se num caminho diferente de aprendizagem. Por isto, pré-fixar um único modo de aprender é um absurdo, como é igualmente um absurdo esperar que todas as pessoas sejam iguais. A educação chegou a esta aberração por culpa própria, por causa da ênfase equivocada que dá à nota e à promoção escolar. Esta atitude escolar é sua marca registrada, um dos estereótipos escolares mais típicos na nossa cultura: para tudo que se quer avaliar ( concursos, competição, etc.) faz-se uma prova, um teste, etc., à moda da escola, ou simplesmente se dá uma nota de zero a dez. Até para os constituintes que elaboraram a nova Constituição do país (1988) foram atribuídas notas, de acordo com o desempenho de cada um nas votações. Isto prova, mais uma vez, que a sociedade pensa e age, em grande parte, em função do que a escola ensina e de como faz isto. A avaliação como processo metodológico na prática pedagógica do professor, deve incidir sobre a aprendizagem que o aluno desenvolve sobre suas atitudes. Aqui, a avaliação é uma análise do progresso que cada aluno desenvolve. Tudo o que o aluno faz serve para o professor avaliar, adaptar seu ensino a situação real da sala de aula e mostrar ao aluno qual é o passo seguinte que ele deverá dar para progredir. Esta atitude deverá estar presente em todas as aulas de todas as séries. A educação constrói-se pela reflexão antes de tudo e pelos resultados em segundo lugar. Por isto, a avaliação deve estar voltada, em primeiro lugar, para a reflexão e, secundariamente, para o resultado. Escola é lugar de se aprender, e aprender inclui errar. Errar faz parte do processo pedagógico e por isto o aluno não pode ser punido por algo que faz parte de sua vida como aprendiz. Na vida, os resultados assumirão um papel prioritário, mas não necessariamente na escola. Infelizmente, temos uma escola exigente demais com relação aos resultados, o que acaba tirando a reflexão e a substituindo por truques de memorização e subterfúgios para enganar o professor, com o único objetivo de obter um bom resultado nas tarefas de avaliação, uma nota que faça o aluno passar de ano.
  • 17. Proposta Pedagógica Ensino Fundamental Obviamente, a escola não é o único lugar do mundo onde alguém pode estudar e aprender. Mas, certamente, é um lugar muito especial. Se for para alguém aprender em casa, o que qualquer um poderia fazer, em princípio, não haveria mais necessidade de escola. Se o aluno quer a aprovação escolar, deve ser um aluno presente na escola. A escola não é um lugar onde se aprende apenas a lição da matéria. É um lugar de formação, de educação para a vida, e isto implica mais do que uma prova ou uma nota, implica a formação de um caráter, de uma cultura, de um modo de se comportar, enfim, de uma filosofia de vida. Assim, nossa proposta é que sigamos e utilizemos conceitos modernos d e Avaliação do discente, focando seu desempenho, no cotidiano da escola, superando desafios como indisciplina, dificuldade educacionais, falta de estrutura que dificulta as atividades, superação de desafios pela ausência de pais e/ou responsáveis, mas que forme e promova com equidade o aluno, sem rotulação, tratamento pejorativo que macula o estudante e submeta a sarjeta da sala de aulas. A interação, aluno, sala de aulas docente e Gestores, caminharam de lado a lado na soma de condições de promoção muito mais que promover e taxar como um marca de “gado” no aluno com um NÚMERO... A vivencia e a execução do processo de ensino e aprendizagem caminharão na superação deste tradicionalismo, levando a avaliação a ser um momento d e conquista d e valores e responsabilidade com a apropriação pessoal de conhecimentos e que irei para a próxima etapa ou ano educacional com a consciência de que eu posso e eu vou conquistar novos saberes e horizontes do conhecimento acadêmico.
  • 18. Proposta Pedagógica Ensino Fundamental Duração: Inicio e Fim do Processo O Cronograma! Teria esta proposta um marco de inicio e finalização? Esta pergunta fez-se a equipe gestora e ao quadro de colaboradores, como método de reflexão conjunto do processo de construção deste documento. Não e não! Assim precisou ser o inicio do pensamento conjunto, diante dos desafios que o processo ensino aprendizagem oferece a cada membro de uma equipe escola e seus segmentos pais e alunos. No conjunto dos trabalhos e cada ao seu tempo requer que estejamos sempre iniciando um trabalho e ao mesmo tempo dando continuidade a outros já iniciados e o seu fim não é marcado pelo encerramento de uma etapa, uma vêz que temos sempre desde a educação infantil com o inicio da vida escolar de cada discente atendido o começo de uma nova etapa de vida na escola e na vida da família deste discente, e encerramos varias etapas quando promovemos os discentes que lá atrás, reiniciando com sua promoção ao ensino médio e a vida acadêmica em nível superior. É nossa proposta é uma trajetória que soma em valores, apropriação de conhecimentos, momentos de dúvidas e de vivencia que levamos para sempre seja na ainda na vida estudantil ou já nas práticas profissionais que cada um de nossos discentes ao longo de suas vidas irá trilhar. Portanto, não podemos começa somente hoje e terminar ao final de cada ano letivo em curso, mas uma constante prática educacional que inicia e termina ao mesmo tempo, num processo de renovação dos personagens dentro da unidade de ensino. A reflexão nos busca repensar sempre que necessário a nossa caminhada com as experiências e vivencia que o discente nos traz para somar as experiências docentes vivida no interior da Escola e entre seus pares. Portanto, não concebemos uma proposta que tem começo e fim em sua Genesis, mas sim um documento em perfeita harmonia com o inicio e o fim de etapas de formação e promoção, e em constante mutação como é o homem no processo de suas vidas, nas práticas sociais e produzindo sempre mudanças no meio onde vivi se somando e até destruindo em momentos difíceis de sua
  • 19. Proposta Pedagógica Ensino Fundamental caminhada. Estes desafios são aqueles em que se deseja desistir de tudo, deixar de lado, mas a escola precisa inovar e ser a referencia no caminhar desta sua comunidade e sempre ser e no conjunto fazer a diferença para que mudanças ocorram e esta aberta a estas inovações que o processo pedagógico sempre requer. Uma escola fechada, tradicionalista, é uma escola que não deixa, não promove uma proposta pedagógica que se possa abrir a qualquer momento para o novo, e deste novo tirar o útil para a superação dos obstáculos que sempre se fazem presente na caminha de ensino, apropriação de conhecimentos novos e por fim a promoção para novas etapas da vida educacional de sua comunidade discente. A Produção de novos saberes, requer um posicionamento e para isto é preciso sempre estar continuamente em processo de ouvir, parar e agir! Agir quando for necessário, parar para avançar. E este avanço não pode ser somente o gestor, mas o conjunto, uma vez que cada cidadão que compõem a equipe em seu todo tem o seu papel, e os papeis e responsabilidades individuais que depois se somaram são de importância impar para que o resultado seja completo. A co-responsabilização é a busca por um resultado superior a cada ciclo de trabalho, ensino e execução de projetos ou oficinas que nascem das experiências da comunidade escolar dentro de um período letivo, bimestre, semestre e ano. Neste ciclo, podemos deparar com os fracassos e o que devem representar os fracassos, par ao conjunto da vida escolar não devem jamais ser motivos de desistência, e sim motivos de reflexão e promoção de mudanças correção de rotas desta proposta, extraindo deles e desta sempre o que de positivo constrói e não sirvam os pontos fracos de reflexão e revisão do conjunto diante da caminha realizada, para avançar no conjunto de resultados cada vez mais positivo e menos negativos.
  • 20. Proposta Pedagógica Ensino Fundamental Processo Histórico e Identidade da Unidade Escolar Na imagem, registra-se a Patronese Professora Maria Barbosa Martins, descerrando Placa de Inauguração do Novo Prédio Escolar, pós-enchente de 1974, na qual fora totalmente destruído por completo o antigo prédio. A história da educação em Bonsucesso está inteiramente ligada a criação da primeira escola com o nome de Escola Mista de Bonsucesso nesta localidade em 1908, tendo como primeiro educador o professor Miguel José da Silva, porém em 1915 foi transferida para Capão Grande. Em seu lugar foi criada em outra escola pelo Decreto lei nº 511-A, no governo de D. Aquino Correa, sendo instalada neste local em 16 de março de 1920, a qual veio transferida da localidade de Sucuri, sendo denominada Escola Mista Rural. Com a enchente do Rio Cuiabá em 1974, a escola foi totalmente destruída e, sendo reconstruído pelo governo Municipal de Várzea Grande, que a partir de então assumiu a gestão de ensino da Unidade dentro do Sistema Municipal de Educação que até então era mantida pelo governo de Mato Grosso. O governo municipal através do Decreto nº 163/76 de 23 de Junho de 1976 a denomina: Escola Municipal de 1º Grau Professora Maria Barbosa Martins. Com o Advento da nova LDB a Lei de Diretriz da Educação Nacional nº 9.394 de 20 de Dezembro de 1996, no cumprimento da legislação vigente a sua nova denominação promovida pela Lei Municipal nº 2.389 de 22 de Novembro de 2001 – sendo promovida a: Escola Municipal de Educação Básica Profª Maria Barbosa Martins. No correte ano letivo de 2012, nossa Unidade de Ensino atende a 204 alunos do Pré-escolar a 9º Ano do Ensino Fundamental, com gestão Plena dos
  • 21. Proposta Pedagógica Ensino Fundamental Programas: Programa Mais Educação para 165 alunos em seis Oficinas no contra turno e o Programa de Erradicação do trabalho Infantil, atendendo a 40 famílias na Vila Sede Distrital de Bonsucesso; através de Convenio com a Prefeitura Municipal de Várzea Grande via Secretaria Municipal de Promoção e Assistência Social – governo Federal - Ministério de Desenvolvimento e Social – MDS, em que o colegiado escolar é o agente Jurídico executor de todos os recursos recebidos pela Unidade de Ensino, numa Co-responsabilidade – Gestor Escolar e Diretoria Executiva do CCDE. Ressaltamos que o Programa PETI, faz-se necessário e esta em funcionamento desde 2004, uma vez que no distrito havia uma grande situação grave de exploração do trabalho infantil. Assim, a Unidade de Ensino e Colegiado Escolar, diante do esfacelamento das organizações comunitárias e sua situação irregular, assumiram, e esta cumprindo a sua função na execução das metas do programa e garantindo as famílias o recebimento da Bolsa Peti, através da freqüência dos discentes cadastrados e atendidos em contra turno. A Secretaria Municipal de Educação em parceria com o Governo do Estado de mato Grosso – Secretaria de Estado de Educação, através da Escola Estadual Luiz Pedroso e Silva, atende no período noturno, 156 alunos da Educação de Jovens e Adultos e do Ensino Médio – em Salas anexas. Toda a comunidade discente atendidos em nosso Prédio Escolar tem origem nos diversos bairros que fazem parte da Região do Distrital de Bonsucesso. Missão A presente proposta foca sua Missão, na qual a escola torna-se um espaço privilegiado na construção do saber, onde cada indivíduo envolvido tenha direito de interagir no processo de desenvolvimento e transformação dentro e fora do ambiente escolar. O Centro de Ensino Fundamental 08 de Sobradinho prioriza uma educação fundamentada nos princípios de liberdade e da qualidade de vida, conduzindo os educando e educadores ao exercício da cidadania. A nossa missão é alavancar ações que promovam a valorização do ser humano, que favoreça a construção do conhecimento contextualizado deforma que os educando possam
  • 22. Proposta Pedagógica Ensino Fundamental adquirir habilidades e competências fundamentais para o seu sucesso e desenvolvimento integral permitindo a compreensão para a construção de um mundo melhor. Para que isso ocorra o CEF08 baseia-se nos cinco pilares da construção do aprender (DELOR’S): aprender a conhecer aprender a fazer, aprender a conviver aprender a ser e aprender a aprender, pois partimos do princípio de que escola não é apenas um veículo para a formação acadêmica, mas é, também, um espaço para a formação de opinião, é um instrumento para o desenvolvimento do ser humano total que uma vez tendo acesso aos conhecimentos social e historicamente construídos possam desenvolver competências e habilidades permeadas pelo respeito aos direitos e deveres que estabelecem a vida cidadã. Nessa perspectiva, a escola tem como missão:  Estimular o desenvolvimento de competências e habilidades para a vida futura no que diz respeito à prática de atitudes positivas em relação a si mesmo, ao próximo, ao meio ambiente e a uma carreira de estudos posteriores e profissionais.  Proporcionar experiências na escola as quais permitam aos educandos a relação com os fatos reais da comunidade no que diz respeito aos aspectos políticos, sociais, econômicos, culturais, éticos e morais que vivenciam.  Instigar os alunos a refletirem e a se posicionarem sobre os fatos atuais de interesses locais, nacionais e mundiais.  Compartilhar, de forma contextualizada, os conhecimentos científicos e culturais já construídos pela humanidade.  Estimular a formação da consciência autônoma, crítica e reflexiva dos educandos.  Proporcionar o desenvolvimento do espírito investigador e científico dos alunos e a buscarem a integração dos conhecimentos adquiridos na utilização da vida prática, na solução de problemáticas que possam apresentar na comunidade.  Buscar favorecer espaços de diálogo e convivência para que o aluno possa valorizar a própria cultura, vivenciar e respeitar as diversidades étnicas e culturais dos demais, como também buscar a superação a qualquer tipo de discriminação. Buscas por melhorias estruturais continuaram, e mais do que nunca, voltadas para a aquisição de recursos tecnológicos como: computadores para o laboratório de informática, informatização da sala de
  • 23. Proposta Pedagógica Ensino Fundamental leitura, data show, aparelhos portáteis de som, aparelhos de DVDs (estes voltados para o enriquecimento do trabalho pedagógico); Desde o ano de sua fundação que a Proposta Pedagógica vem sendo construída e propondo estratégias para a construção de uma escola dinâmica e em sintonia com o que a nossa comunidade exige. Assim, tornar o fazer pedagógico, a construção do conhecimento e a função social da escola, requerem uma reflexão contínua por parte de todos os envolvidos no processo educativo. Reflexão esta baseada no exercício pedagógico cotidiano, tendo por base os referenciais teóricos voltados para uma práxis comprometida com uma escola pública de qualidade. Daí a necessidade de informatizar a escola; estimular a pesquisa por parte dos alunos; incentivar a formação continuada dos professores e professoras; investir em ações que promovam a interação da família na escola; desenvolver atividades de integração entre alunos e professores, no sentido de também promover a satisfação de ambos no ambiente escolar e de trabalho, respectivamente; e a avaliação em todas as ações desenvolvidas.
  • 24. Proposta Pedagógica Ensino Fundamental Diagnóstico A EMEB Profª “MARIA BARBOSA MARTINS atende a uma comunidade discente, onde a diversidade cultura é bem acentuada e tem marcas profundas numa tradição, com raízes familiares, de origem ainda no século XIX. Levando-se em conta que boa parte da população é oriunda de diversas localidades ribeirinha do Cuiabá e de outros estados brasileiros, do ponto de vista socioeconômico, pode- se constatar que o perfil das famílias apresenta baixo poder aquisitivo, sendo assim, os alunos enfrentam problemas de toda ordem como desemprego dos pais, a baixa escolaridade destes, acarretando na falta de acompanhamento dos mesmos na realização das atividades extraclasse dos seus filhos. Apresentam, também, baixo poder aquisitivo, uma vez que se observa que as maiorias das famílias são assistidas com os benefícios dos programas assistenciais do governo Federal, fazendo destas as únicas rendas da família. Observa-se, ao mesmo tempo, que há indícios de desestrutura familiar da maioria dos lares dos alunos, refletindo nos desvios de comportamento e no processo de aprendizagem dos educandos. A escola atende alunos de bairros circunvizinhos que para terem acesso a escola, utiliza transporte coletivo ou o escolar, mantido pela secretaria. Boa parte destes alunos reside em vilas e chácaras das proximidades. Observa-se, pelo histórico de matrícula, que há uma relevante rotatividade no número de alunos matriculados, sejam que pedem transferências para outras escolas (geralmente por motivo de mudança da família para outra cidade). Os professores desta escola, em sua maioria, são conscientes da realidade da vida dos alunos, e buscam ações que possam vir a ajudar essa clientela, não só do ponto de vista do desenvolvimento cognitivo, mas também do ponto de vista social. Orientam as crianças e jovens a trilharem um caminho com vistas à superação das problemáticas, utilizando a escola como um instrumento de ascensão social. Os educadores buscam ações pedagógicas que destaque o respeito, considerando as individualidades e trabalhando o resgate ou a construção da auto-estima dos educandos.
  • 25. Proposta Pedagógica Ensino Fundamental Anos Letivos de: 2007, 2008, 2009, 2010 e 2011. a) Evidenciou-se melhora considerável no processo pedagógico como um todo, devido ao investimento na formação continuada dos professores, pela utilização dos recursos tecnológicos disponíveis, pelo bom aproveitamento das horas de coordenação pedagógica para o planejamento das atividades, porém fora ressaltado, também, que precisa haver um maior envolvimento e compromisso de todo o corpo docente na participação dos projetos previstos na proposta Pedagógica. b) Observou-se que as habilidades relativas à leitura e ao desenvolvimento do raciocínio lógico-matemático, bem como o desenvolvimento de um projeto “disciplinar” devem ser as prioridades dos projetos da escola; c) Foi passado como aspecto negativo o pouco envolvimento das famílias no acompanhamento aos educandos quanto à atenção aos mesmos na realização das atividades extraclasse, bem como quanto ao comparecimento dos mesmos nas reuniões ou quando solicitados na escola; observou-se que o rendimento acadêmico e o comportamento dos alunos cujos pais são mais presentes na escola, seus resultados são melhores. Para o ano letivos de 2012, daremos prioridade aos projetos que desenvolvam as habilidades de leitura, interpretação e o desenvolvimento do raciocínio lógico-matemático e a integração da escola/família. Quanto à integração da família com a escola e os problemas “disciplinares” dos alunos, esperamos alcançar êxitos e com a busca de parcerias externas seja oferecendo palestras à comunidade ou alternativas que possam estar em consonância com a demanda da comunidade escolar. Usando das informações especificas e Ano Letivo, base de 2010, apurado em reunião pedagógica, apresentado e em 2011. Como base a situação diagnosticada em anos anteriores, o corpo docente elaborou o presente registro, no qual detectam deficiências pontuais, quanto à leitura, escrita, produção de texto e raciocínio lógico matemático dos educandos e os aspectos formativos, quanto ao comportamento, atitudes. Entre outros, foram abordados questões do ponto de vista da organização do trabalho administrativo e pedagógico:
  • 26. Proposta Pedagógica Ensino Fundamental 1 - Aspectos positivos Identificados a) A aquisição de recursos pedagógicos para a escola; b) A presença do Diretor e do coordenador pedagógico em sala de aula para conversar com os alunos em situações de desvio de comportamento. c) A flexibilidade da direção ao fazer acordos de trabalho com o corpo docente. d) As novas instalações da escola como um fator de mudança positiva para o desenvolvimento das atividades pedagógicas como salas ventiladas e bem iluminadas, quadro de giz de boa qualidade, espaço para realização de atividades diversas, quadra adequada para a realização de Educação Física, etc. Aspectos Negativos e) A falta de interação e participação dos professores na concretização dos projetos da escola. f) Falta de controle da disciplina em sala de aula por parte de alguns professores. Sugestões g) Discutir, em reunião pedagógica, como ponto de partida para buscar soluções para os problemas que interferem no fazer pedagógico da escola. h) Buscar ponto de equilíbrio entre os componentes da escola i) Maior envolvimento dos professores nos projetos pedagógicos. j) Que o coordenador não trabalhe como professor substituto. k) Cumprimento das regras pré-estabelecidas por professores/direção. l) Limpeza precisa. m) Melhorar Fazer reuniões mais objetivas, no sentido de não deixar assuntos pendentes. Vem traçando propostas de ações que visam contemplar as expectativas de todos os segmentos da comunidade escolar. Em reunião pedagógica, na avaliação do próprio trabalho os professores destacaram alguns fatores a serem considerados na avaliação geral dos alunos: n) A escola recebe alunos provenientes das escolas vizinhas. Em diagnóstico inicial observou-se que as habilidades de leitura, interpretação e escrita, bem como as de raciocínio lógico-matemático e de coordenação motora fina estão abaixo do esperado para a série.
  • 27. Proposta Pedagógica Ensino Fundamental o) Recebem alunos para o 6º ano provenientes, também, de escolas classe vizinhas e da área rural; p) Os alunos da 6º ano apresentam dificuldades de adaptação à dinâmica dos horários de aula, bem como, dificuldades em leitura, interpretação e em matemática; q) Foi observado que os alunos, principalmente das 6 º ano apresentavam dificuldades na adaptação quanto às normas e à organização da escola. r) Dificuldades de relacionamento de alunos/alunos ou alunas/alunas e vice- versa; s) Tendência de alguns alunos a depredarem o patrimônio escolar. Com base nessas reflexões e nas conversas com os alunos no dia-a-dia, ou observando- os nas atividades pedagógicas e avaliações os professores e direção detectaram. 2 - Fatores que podem ter contribuído para o rendimento insatisfatório dos alunos a) A falta ou o pouco acompanhamento dos familiares na educação escolar dos seus filhos; b) As habilidades de leitura, interpretação e raciocínio lógico dos alunos incompatíveis com a série que se encontravam; c) Falta de motivação dos alunos e professores; d) Número excessivo de alunos por sala; e) Recursos humanos insuficientes no apoio aos alunos para atividades na sala de leitura; f) A insuficiência de títulos para pesquisa na sala de leitura; g) A inviabilidade de um projeto de leitura com um profissional da área de Língua Portuguesa; h) Desvio de comportamento dos alunos; i) O não cumprimento de atividades extraclasse por parte dos alunos.
  • 28. Proposta Pedagógica Ensino Fundamental 3 . Habilidades diagnosticadas abaixo do esperado a) Leitura e interpretação; b) Raciocínio lógico matemático; c) Pouca abstração em situações problema, envolvendo questões matemáticas; d) Dificuldades para resolução das quatro operações matemáticas; e) Diferenciar e produzir tipos diversos de textos; f) Restrições ortográficas; g) Depois das reflexões, anteriormente citadas, o corpo docente, núcleo pedagógico e a direção da escola citaram algumas propostas de trabalho que possam melhorar o desempenho dos alunos, tornarem o espaço escolar mais agradável e melhorar a convivência: h) Desenvolver projetos que estimulem a leitura e valorizem a utilização e conservação da sala de leitura; i) Estimular a criação textual e dramatizações; j) Atividades que estimulem o desenvolvimento do raciocínio lógico-matemático (jogos como dama, xadrez k) Projetos no laboratório de informática que incentivem a pesquisa e o desenvolvimento do raciocínio lógico e crítico reflexivo; l) Continuar incentivando a prática dos torneios interclasse (com jogos diversos); m)Comemorar a semana do estudante e das crianças; n) Desenvolver competências e habilidades de modo que os conteúdos sejam associados à vivência dos alunos, trabalhados criticamente; o) Incentivar a participação dos alunos na conservação e manutenção da escola, do patrimônio, por meio de atividades lúdicas, da feira cultural, e do debate do Regimento Escolar; p) Incentivar a valorização de todos os segmentos da escola. q) Ações que promovam a satisfação dos professores no trabalho; r) Desenvolver projetos para a formação de valores; s) Promover ações solidárias (projeto idoso); t) Promover passeios educativos (museus, teatro, zoológico, etc)
  • 29. Proposta Pedagógica Ensino Fundamental u) Reunião bimestral com os professores dos dois turnos para avaliar o trabalho desenvolvido. Limpeza precisa melhorar;
  • 30. Proposta Pedagógica Ensino Fundamental Filosofia da Escola “Propiciar ao Educando a formação necessária para seu desenvolvimento com espírito crítico e transformador, assegurando seus direitos e o cumprimento de suas obrigações como cidadão consciente”. Inserindo no contexto escolar as propostas do PDE – Plano de Desenvolvimento Escolar, como: Nossos Valores “Valorizar nosso alunado oferecendo qualidade nos serviços educacionais...” Nossa Visão de Futuro “Buscar ser uma escola que prime pela excelência de seus serviços, na cooperação entre os segmentos da comunidade e poder público...” Nossa Missão “Preparar cidadãos que sejam comprometidos com as transformações sociais, críticos e capazes trilhar novos valores ÉTICOS...” Nossos Objetivos Estratégicos 1. Aprimorar a Qualidade de Ensino – Aprendizagem; 2. Fortalecer o Trabalho da Gestão Escolar. Objetivo Geral Propiciar aos educandos o contato com outras realidades, visando a ampliação dos conhecimentos gerais e específicos de cada área, integrando o aluno às comunidades afins para que se desenvolva sua visão crítica e ele adquira capacidade de julgamento e emita opinião própria acerca do que ele vivenciou.
  • 31. Proposta Pedagógica Ensino Fundamental Objetivos Específicos 1- Estimular e promover atividades culturais e sociais extraclasse envolvendo outras comunidades. 2- Estimular as práticas corporais e esportivas. 3- Qualificar os profissionais da educação. 4- Propiciar momentos de reflexão aprimorando senso crítico. 5- Melhoria do espaço físico da escola. Metas 1- Envolvimento das comunidades em atividades educacionais e sociais realizadas pela escola; 2- Envolver os alunos nas atividades esportivas sociais realizadas pela escola e também por outros Órgãos Públicos e Privados; 3- Proporcionar palestras, seminários, oficinas, treinamentos, pesquisas, jogos e intercâmbios culturais a comunidade escolar; 4- Promover cursos de capacitação para os profissionais da educação; 5- Consolidar a posição de referencia a comunidade escolar interna e externa.
  • 32. Proposta Pedagógica Ensino Fundamental Princípios Norteadores A educação é um processo dinâmico e deve acompanhar a evolução dos tempos modernos para que não se torne obsoleta e deixe de cumprir o seu importante papel na formação do cidadão crítico e participativo no que diz respeito às questões políticas, sociais e culturais. Com base nessas considerações, adotaremos como princípios norteadores: 1. A lei de Diretrizes e Base da Educação Nacional (LDB) (Lei nº 9394/96); 2. Os Parâmetros curriculares Nacionais (PCN); 3. O Parecer nº 04 da Câmara de Educação Básica referente às Diretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino Fundamental; e os Quatro Pilares da Educação – UNESCO: “Segundo Delors (1996), a prática pedagógica deve preocupar-se em desenvolver quatro aprendizagens fundamentais, que serão para cada indivíduo os pilares do conhecimento: aprender a conhecer (grifo nosso) indica o interesse, a abertura para o conhecimento, que verdadeiramente liberta da ignorância; aprender a fazer (grifo nosso) mostra a coragem de executar, de correr riscos, de errar mesmo na busca de acertar; aprender a conviver (grifo nosso) traz o desafio da convivência que apresenta o respeito a todos e o exercício de fraternidade como caminho do entendimento; e, finalmente, aprender a ser (grifo nosso), que, talvez, seja o mais importante por explicitar o papel do cidadão e o objetivo de viver”. A Lei de Diretrizes e Base da Educação Nacional (Lei nº9394/96) A LDB consolida e amplia o dever do poder público para com a educação em geral e em particular para com o ensino fundamental, assegurando aos educandos “a formação comum indispensável para o exercício da cidadania e fornecer-lhes meios para progredir no trabalho e em estudos posteriores”, fato que confere ao ensino fundamental, ao mesmo tempo, um caráter de terminalidade e de continuidade. Os Parâmetros Curriculares Nacionais constituem um referencial de qualidade para a educação básica em todo o país. Sua função é garantir o respeito às diversidades culturais, regionais, étnicas, religiosas e políticas que atravessam uma sociedade múltipla, estratificada e complexa. O conjunto das proposições expressa nos PCN’s, respondem às necessidades de referenciais a partir dos quis o
  • 33. Proposta Pedagógica Ensino Fundamental sistema educacional do país se organize para que a educação possa atuar, decisivamente, no processo de construção da cidadania. Diretrizes Curriculares Nacionais (parecer º 04 da Educação Básica) As Diretrizes Curriculares Nacionais (29/01/1198) são conjuntos de definições doutrinárias sobre princípios, fundamentos e procedimentos na Educação Básica, que orientarão a escola na organização, na articulação, no desenvolvimento e na avaliação de sua Proposta Pedagógica. A Proposta Pedagógica da Escola se alicerça no compromisso de ter como centro de interesse o aluno, levando em consideração suas experiências e acrescentando novas aprendizagens significativas e contextualizadas. Com base nestas considerações, nos comprometemos em criar condições para que o aluno, além disso, goste da escola; sinta que é respeitado, para poder respeitar; sinta que é estimulado em suas capacidades; possa se expressar e se manifestar com confiança. O Currículo das Escolas Publica do município é um documento compatível com “um novo tempo da educação”. A elaboração desse currículo pressupõe o respeito a alguns princípios básicos e importantes para o alcance dos objetivos traçados pelo Principio da Interdisciplinaridade – Trata os componentes curriculares de forma integrada para que ao aluno entenda um mesmo fenômeno, sob diferentes pontos de vista: a) Princípio da Contextualização – Tem como ponto de partida a experiência dos educandos, o contexto onde estão inseridos, gerando a partir daí as aprendizagens significativas. b) Valores e atitudes – Permeiam o currículo em sua totalidade. São determinantes no que diz respeito à conduta e a postura do educando em relação a si próprio. Neste contexto, no planejamento das atividades docentes do, incluem-se as estratégias que favoreçam a formação de valores e atitudes em seus alunos. c) O desenvolvimento de competências – Compreende a capacidade dos alunos em executar ações e operações mentais que atuem junto aos conhecimentos e experiências adquiridas, desenvolvendo habilidades, isto é, o saber fazer. d) Avaliação – Deve ser centrada nas aprendizagens significativas e no progresso do aluno. Essa avaliação deverá caracterizar-se como diagnóstica, processual, contínua, cumulativa e participativa. Os Quatro Pilares da Educação - UNESCO O relatório de Jacques DELOR’S, publicado pela UNESCO em 1996, depois de
  • 34. Proposta Pedagógica Ensino Fundamental muitas discussões, chegou a conclusão de que pelo menos quatro eixos fundamentais deveriam nortear a educação no século XXI: e) Aprender a apreender; f) Aprender a fazer; g) Aprender a conviver juntos; h) Aprender a ser. “Esses quatro pilares estão presentes na filosofia da EMEB Profª MARIA BARBOSA MARTINS “, contribuindo para a melhoria da qualidade da educação e abrangendo o ser nos aspectos cognitivo ao ético, estético ao técnico e, do imediato ao transcendente.
  • 35. Proposta Pedagógica Ensino Fundamental Princípios Epistemológicos A escola está inserida num contexto, onde a mudança necessária a melhorias do processo de ensino aprendizagem ocorre num ritmo cada vez mais acelerado, cujas características são determinadas pelos avanços tecnológicos, pelas informações, tendo como veículos de propagação as diversas mídias, em especial a televisão (por ser este o recurso tecnológico dos mais acessíveis à grande maioria das pessoas). É também marcado pelo apelo ao comportamento empreendedor, pensamento criativo, poder de iniciativa e de decisão, ao desenvolvimento do raciocínio crítico e reflexivo, enfim, exigindo das pessoas uma visão do todo, em se tratando de uma realidade globalizada. Nesse contexto, a escola, testemunha de uma grande contradição social e econômica (em nível de Brasil) como também dos conflitos políticos, econômicos e culturais mundiais, questiona-se como desenvolver a prática educativa que possa corresponder às necessidades desse contexto? Um modelo de escola em que predomina a visão de transmitir conhecimentos, alheia aos fenômenos naturais de mudanças e construções de novos valores sociais, nega também a construção do saber, pois não existe conhecimento sem a consideração do meio e as interferências que ele promove no processo ensino e aprendizagem. Quanto ao posicionamento da escola, Morin (2000, pg.13), atribui as “cegueiras do conhecimento”: o erro e a ilusão, em que critica o conhecimento fragmentado, descontextualizado. “A era planetária necessita situar tudo no contexto e no complexo planetário. O conhecimento do mundo como mundo é necessidade ao mesmo tempo intelectual e vital (...). Para articular e organizar os conhecimentos e assim reconhecer e conhecer os problemas do mundo é necessário a reforma do pensamento” (Id. Pg. 35). A educação passou por várias mudanças no decorrer dos tempos. Novos rumos eram traçados, quando colocados em questão os aspectos relacionados ao processo ensino e aprendizagem. Quando estes não iam bem quanto a sua intenção e eficácia, novas formas de atuação da escola eram buscadas. Na atualidade se percebe essa busca como um processo dinâmico no contexto escolar, busca pautada nas exigências do contexto atual, fundamentada
  • 36. Proposta Pedagógica Ensino Fundamental nos princípios da educação de qualidade, motivadora e que além de despertar o interesse do educando, permita-lhe satisfação pessoal na busca da própria formação. Essa busca por melhorias é um esforço que deve ser coletivo e isso implica na quebra paradigmática de um conjunto de ações relacionadas à prática educativa. De acordo Lück (1995) não basta mudar um ou outro aspecto da ação educativa, tendo em vista seus resultados isoladamente, sugere que se deve rever a visão conjunta de todos os aspectos orientada pelo seu paradigma. Essa mudança, ainda segundo a autora, implica em ações correspondentes, interativa e interdisciplinar, as quais devem ser orientadas pela visão conjunta de seus desdobramentos. Lück afirma que o mundo oferece uma gana de possibilidades aos educandos e a escola trabalha orientada de acordo a ótica convencional e pragmática, às vezes até mostrando a realidade, mas sem permitir tocá-la ou experimentá-la, e, nesse caso, estará referendando a proposição de vitrine e explicando o mais e o maior pelo menos, e o menor. É justamente essa condição que torna o processo ensino e aprendizagem, desmotivador, enfadonho e irrealistico para o aluno. Partindo desse pressuposto podemos identificar que um dos inimigos da prática educativa reside na ótica reducionista e fragmentada do conhecimento. “Para que a educação se transforme em um processo estimulante de formação do aluno e promotor de aprendizagens significativas é necessário adotar uma ótica que esteja em acordo com os fundamentos e princípios de que o papel da educação é o de levar o aluno a conhecer o mundo e a conhecer-se no mundo de modo participativo e atuante como sujeito desse processo” (Id. 1995). Segundo Morin (2000), a reforma do pensamento, da educação é uma questão paradigmática. “A esse problema universal confronta-se a educação do futuro, pois existe inadequação cada vez mais ampla, profunda e grave entre, de um lado, os saberes desunidos, divididos, compartimentados e, de outro, as realidades ou problemas cada vez mais multidisciplinares, transversais, multidimensionais, transnacionais, globais e planetários”. (Id. Pg. 36). Para que o conhecimento seja pertinente, a educação deverá tornar evidente: o contexto, o global, o multidimensional e o complexo, ainda na visão de Morin. A interdisciplinaridade não representa o remédio para todos os males da educação. Ela corresponde a uma ótica que deve ser refletida sempre, é uma orientação para um trabalho que possibilite renovar a motivação de professores e alunos.
  • 37. Proposta Pedagógica Ensino Fundamental Trabalhando sob a orientação e focados na interdisciplinaridade requer por parte dos educadores a visão de que a finalidade do ensino não é só a de transmitir conhecimentos, ela vai além, pois é de responsabilidade da escola a formação do ser humano para a vida, para que ele seja capaz de tomar iniciativas e decisões para a resolução de problemas, que lhe possibilite o conhecimento científico para a compreensão da realidade, permitindo-lhe condições para dela participar. Atuar numa proposta interdisciplinar defende Lück (1995), exige visão ao mesmo tempo aberta, abrangente e de futuro, que permita ver o todo em projeções futuras, perspectiva interativa, capacidade de ação como sujeita dos processos sociais. A autora exemplifica que no caso da educação, deve-se ter clara uma imagem da dinâmica da escola, de si próprio nessa escola e nessa dinâmica, de seu trabalho, de seus resultados, de seus alunos, de hoje e daqui a alguns anos; ressalta que se deve procurar compreender as diferenças culturais dentro da escola e a sua interatividade na prática pedagógica e na formação da sua dinâmica; que o professor deve perceber-se como um agente capaz de promover transformações na vida do educando e da própria escola e tudo isso demanda uma visão conjunta e interativa com o meio. A prática interdisciplinar não é obtida estabelecendo relações entre conhecimentos considerados de modo desvinculado da realidade que representam. A problematização e a resolução de problemas constituem a base da prática interdisciplinar e a construção de conhecimentos se dá a partir de estágios de maturação de consciência. Daí resulta a construção da consciência pessoal globalizadora, capaz de compreender complexidades cada vez mais amplas. (LÜCK, 1995). O Referencial Curricular da Educação Básica do Ensino Fundamental – anos iniciais e finais - das Escolas Públicas municipais privilegia construção de competências e habilidades e aponta a necessidade de se trabalhar os Temas Transversais, defendendo uma aprendizagem significativa e interdisciplinar. “A escola está inserida num contexto social no qual atua, modifica e do qual sofre influências; ela não pode fugir às discussões relativas a essa sociedade: é necessário que trate das questões que interferem na vida dos alunos e com os quais eles se vêem confrontados no seu dia-a-dia”. (...) “Uma orientação didático- pedagógica pertinente é a indicação da pedagogia de projetos para se trabalhar os Temas Transversais, pois ela não só considera as necessidades dos alunos como
  • 38. Proposta Pedagógica Ensino Fundamental também edifica a aprendizagem a partir de um contexto significativo e da interdisciplinaridade”. (DISTRITO FEDERAL, BRASIL, 2002). Nessa perspectiva a buscamos uma ação educativa centrada na construção de aprendizagens significativas e o desenvolvimento de competências, norteando-se pelos princípios éticos e morais em que estão consolidadas as relações sociais, as do mundo do trabalho e as de convivência com o meio ambiente, numa abordagem interdisciplinar dos temas já previstos no Currículo do Ensino Fundamental das Escolas Públicas do município. A atenção dessa unidade de ensino está na formação do ser humano, para que possa enfrentar os desafios emocionais e profissionais que encontrará ao longo da vida. Por isso é tão importante trabalharmos valores como respeito, esperança, solidariedade, justiça, amizade, honestidade, união, dedicação e a vontade de aprender e de construir um mundo de paz. A escola não é colocada aqui apenas como um espaço formal de aprendizagem, mas sim onde se adquire o conhecimento por meio de experiências vividas. Nosso objetivo, portanto, é educar para a vida, fazendo com que o aluno cresça em todos os sentidos. Os educadores desta escola se empenham tanto em construir conhecimentos, quanto em ensinar valores que são a base para que, no futuro, o aluno seja um adulto feliz, capacitado e consciente de seu papel na sociedade. Trabalha-se com o foco na descoberta do potencial do aluno e, em contrapartida, atende ao desenvolvimento de estratégias eficazes de aprendizagem dos alunos com defasagens (dificuldades de aprendizagem) ou com altas habilidades, adotando o portfólio como recurso para diagnóstico. (Renzulli, 1997), diz que para alcançar os objetivos propostos, o estudo das diversas áreas do conhecimento tem como acepção o desenvolvimento de habilidades tais como: de criar, de refletir, de construir, de aprender, de participar, de expressar e, principalmente de compreender o mundo com suas complexidades, de modo que o educando possa fazer a relação destes conceitos com os conteúdos que “ganham vida” ao estabelecer significado no que aprende, ou seja, na conexão da teoria com o mundo real. Considerando que esta Unidade de Ensino atende alunos do Ensino Fundamental - anos iniciais e finais entenderam que os conteúdos das diferentes áreas de ensino deverão referir à construção das capacidades intelectuais dos alunos, o pensamento autônomo, a construção da própria identidade e a consciência crítica, para que possam compreender e participar ativamente da vida social dando
  • 39. Proposta Pedagógica Ensino Fundamental continuidade aos seus estudos. Durante o processo pedagógico, estabelecemos condições para que o educando vá adquirindo de forma sistemática os conteúdos escolares, através de uma ação educativa que não esteja restrita somente ao conteúdo, nem aos elementos que a criança apresenta espontaneamente. Optamos por uma ação pedagógica que possibilita desenvolver no aluno uma forma de entrar em relação com o conhecimento enfatizando a curiosidade, o questionamento e a reflexão. Os alunos de 5º, 6º, 7º, 8º e 9º ano - apresentam uma faixa etária na qual a maior parte deles já se encontra na adolescência. O corpo docente procura trabalhar compreendendo esta fase da vida, direcionando seus propósitos e projetos para esta pessoa em construção, através do trabalho consciente, que une currículo e ética, que procura pensar nas dimensões humanas e plurais, despertando no jovem a sensibilidade para atender à necessidade de pensar a Justiça, a Igualdade, a Liberdade, a Humanidade a Solidariedade, valores universais que levam ao diálogo, que buscam a dignidade humana.
  • 40. Proposta Pedagógica Ensino Fundamental Organização Curricular As Diretrizes Curriculares Nacionais colocam a escola como agente principal da definição do currículo. A escola deve elencar habilidades/competências de forma interligada por área (interdisciplinaridade) para que os educandos adquiram conhecimentos capazes de torná-los cidadãos críticos, versáteis e hábeis para continuar aprendendo e se adaptando às constantes exigências do mundo globalizado. Concebemos um currículo que permita ao educando a criar, inovar e não somente a reproduzir ou desempenhar atividades que não sejam significativas. Propomos um currículo que contemple os temas e preocupações mundiais e que se baseie, também, no contexto sócio-histórico, nos valores culturais da população brasileira. Tal currículo deve privilegiar o processo de ensino e aprendizagem centrado no contexto, permeado por uma visão crítica, tanto da parte do professor quanto do aluno. Sua Matriz Curricular norteia por Área de Conhecimento acadêmico, focado em três Pilares: Área de Conhecimentos Componentes Curriculares L. Port. Alfabetização Língua Portuguesa Linguagens Artes Língua Estrangeira Moderna Espanhol Educação Física Matemática Ciências da Natureza e Matemática Ciências História Ciências Humanas Geografia Educação Religiosa A coordenação pedagógica é o momento em que todo o corpo docente, os coordenadores pedagógicos e a direção definem uma linha de trabalho comum (planejamento coletivo), onde são definidos os fins que se pretendem alcançar e os meios necessários para que esses fins sejam realmente atingidos. Nosso foco principal é, a partir do estabelecimento de um vínculo de confiança, ajudar criança e
  • 41. Proposta Pedagógica Ensino Fundamental o adolescente na promoção do seu amadurecimento como ser humano e como aluno. Estamos de portas abertas para acolher, ouvir, atender, orientar e acompanhar os processos educacionais. Assim, enfatizando e otimizando a vida e o amor que temos de ter pelas pessoas, além do respeito ao outro e às diferenças entre todos, como preconiza a educação. Com esse intuito e formato de trabalho, lidamos diariamente com possibilidades e, também, limites sempre buscando preparar nosso aluno para a vida, dando oportunidade a situações de protagonismo com a tomada de decisão. Entendemos que, além dos conhecimentos de que o aluno se apropria, os valores éticos, de convivência social e espiritual são fundamentais a serem desenvolvidos. Organizamos as lideranças de sala de aula e cooperamos com projetos que dão oportunidade ao estudante de se sentir sujeito, de ser um protagonista. Também, participamos, juntamente com os professores, coordenações e equipe diretiva, do Conselho de Classe – processo que tem como objetivo avaliar o desenvolvimento do aluno e encontrar, em conjunto, alternativas para resolução de problemas e dificuldades dos alunos e das turmas. Outro desafio é qualificar as ações pedagógicas, processo em que as famílias serão chamadas a colaborar, mantendo, assim, uma parceria contínua e mútua com a intenção de melhorar o desenvolvimento do estudante. Atuamos diretamente com pais, professores especialistas que acompanham os nossos alunos, nas áreas cognitiva, afetiva e social, visando à promoção do crescimento frente às limitações apresentadas. O firmamento de parcerias com outras instituições tais como, Centros de Saúde, garante a extensão de ações que fortalecem a saúde física e mental dos educandos. Promover a cultura de paz e enfrentamento da violação dos direitos humanos. Acreditamos na superação das dificuldades e no crescimento global. A implantação das partes diversificadas na organização curricular do ano letivas presente se dará através de projetos, que têm como meta à interação do corpo estudantil às necessidades que encontrarão em sua vida social e cultural; portanto, os projetos contemplarão às necessidades dos educandos. Neste espaço da elaboração dos projetos, serão levantados pela equipe pedagógica da escola, professores e pais de alunos, os temas relevantes se de interesse para a comunidade a qual a escola atende. Tais projetos serão contemplados em três áreas: Códigos e linguagens Ciências e Matemática. Os projetos desenvolvidos na Parte Diversificada considerarão a interdisciplinaridade e a contextualização dos
  • 42. Proposta Pedagógica Ensino Fundamental temas a serem desenvolvidos com os demais componentes curriculares. Tais Projetos Interdisciplinares envolverão assuntos da vida real dos educandos para que possam buscar significado entre as áreas do conhecimento e se prepararem para o exercício da cidadania, para a vida do trabalho e a construção de uma existência mais feliz e humana. A cada bimestre serão desenvolvidos projetos, escolhidos a partir das necessidades reais da comunidade escolar. Para estar em consonância com as demandas sociais emergentes, faz-se necessário que a escola trate em suas ações pedagógicas de questões que interferem na vida dos alunos e com as quais se vêem confrontados no seu dia adia. A nossa proposta sugere o tratamento transversal de temáticas sociais na escola como forma de contemplá-las na sua complexidade, sem restringi-las a abordagem de uma única área. Tal abordagem fundamenta-se na a Lei Federal nº 9394/96, em seu artigo 27, inciso I, na qual destaca que os conteúdos curriculares da educação básica deverão observar a “difusão de valores fundamentais ao interesse social, aos direitos e deveres dos cidadãos, de respeito ao bem comum e a ordem democrática”. Nessa perspectiva, as problemáticas sociais em relação à ética, cidadania, meio ambiente, saúde, orientação sexual e prevenção às drogas são integradas na proposta educacional como Temas Transversais. Os temas escolhidos partiram de uma urgência que a comunidade, a qual a escola atende, demanda. Desenvolver um trabalho pedagógico baseado na transversalidade pressupõe um tratamento integrado das áreas e um compromisso com as relações interpessoais no âmbito da escola, pois os valores que ser quer transmitir, os experimentos na vivência escolar e a coerência entre eles devem ser claros para desenvolver as capacidades dos alunos de intervir na realidade e transformá-la, tendo essa capacidade relação direta com o acesso ao conhecimento acumulado pela humanidade. O conjunto de documentos de temas transversais discute a necessidade de a escola considerar valores gerais e unificadores que definam seu posicionamento em relação à dignidade da pessoa, a igualdade de direitos, a participação e co-responsabilidade de trabalhar pela efetivação do direito de todos à cidadania. A proposta pedagógica, portanto, fundamenta-se na prática da interdisciplinaridade e transversalidade, por considerar que ambas formam uma teia de relações no tratamento às questões a serem trabalhadas na escola.
  • 43. Proposta Pedagógica Ensino Fundamental A perspectiva interdisciplinar alimenta a transversalidade e vice-versa, na medida em que, ambas buscam inter-relação dos campos do conhecimento e a significação/relação dos mesmos com as questões da vida real do educando e de sua transformação, exigindo, para isso, o rompimento com uma perspectiva disciplinar rígida, segmentada no tratamento das áreas do conhecimento. O conjunto de documentos de temas transversais discute a necessidade de a escola considerar valores gerais e unificadores que definam seu posicionamento em relação à dignidade da pessoa, a igualdade de direitos, a participação e a co-responsabilidade de trabalhar pela efetivação do direito de todos à cidadania. A proposta desta Unidade de Ensino é que a ética expressa na construção dos princípios de respeito mútuo, paz, justiça, zelo, cidadania, sinceridade, responsabilidade seja reflexão sobre diversas atuações humanas e que a escola considere o convívio escolar como base para a aprendizagem, não havendo descompasso entre “o que diz” e “o que se faz”. Partindo dessa perspectiva, o tema transversal ÉTICA traz a proposta de que a escola realize um trabalho que possibilite o desenvolvimento da autonomia moral, a qual depende mais de experiências de vida favoráveis do que de discursos e repressão. No convívio escolar, o aluno pode aprender a resolver conflitos em situações de diálogo, pode aprender a ser solidário ao ajudar e ao ser ajudado, pode aprender a ser democrático quando tem a oportunidade de dizer o que pensa, submeter suas idéias ao juízo dos demais e saber ouvir as idéias dos outros com respeito. Meio ambiente: A formação de uma mentalidade consciente e respeitosa em relação ao meio ambiente é compromisso.
  • 44. Proposta Pedagógica Ensino Fundamental Referencia Bibliográfica CAGLIARI, Luiz Carlos. Alfabetizando sem o bá-bé-bi-bó-bu. São Paulo: Scipione, 1999. CHALITA, Gabriel – Pedagogia do amor: a contribuição das histórias universais para a formação de valores das novas gerações – São Paulo: Editora Gente, 2003. CURY, Jamil. Parecer sobre a Educação de Jovens e Adultos. FREIRE, Paulo. Pedagogia do Oprimido. Rio de Janeiro, 1982. GOMES, C.A. (org.). Qualidade, Eficiência e Eqüidade na Educação Básica. Brasília: IPEA, 1992. HADJI, Charles. A avaliação desmistificada. Porto Alegre: Artmed, 2001. HOFFMANN, Jussara Maria Lerch – Avaliação: mito e desafio: uma perspectiva construtiva – Porto Alegre: Editora Mediação, 2003, 32ª Ed.BRASIL. LEI DE DIRETRIZES E BASE DA EDUCAÇÃO BRASILEIRA. – Nº 9.394/96. LIBÃNEO, J. C. Organização e gestão da escola: teoria e prática. Goiânia: Alternativa, 2004. LUCK, Heloísa. Pedagogia interdisciplinar: fundamentos teórico-metodológicos. 2ª ed. Vozes, Petropolis-RJ - 1995. MARINHO, Claisy. Contribuições Teóricas. Mimeo. (s/d).MORIN, Edgar. Os sete saberes necessários à Educação do Futuro. S. Paulo. Ed. Cortez, 2000. NOVA ESCOLA. PCN – Parâmetros Curriculares Nacionais – Fáceis de entender. 1ª à 4ª Série. Edição especial. Ed. Abril. ______________. PCN – Parâmetros Curriculares Nacionais – Fáceis de entender. 5ª à 8ª Série. Edição especial. Ed. Abril. PECXEI, Aurélio e IKEDA, Daisaku. Antes que seja tarde demais. Rio de Janeiro, Record, 1984. PERRENOUD, P. Avaliação: da excelência à regulação das aprendizagens - ARTMED, Porto Alegre - 1999. SECRETARIA DE EDUCAÇÃO DO DISTRITO FEDERAL – Educação de Jovens e Adultos – Currículo da Educação Básica do Distrito Federal. 2000.