SlideShare uma empresa Scribd logo
1 de 10
“Avaliação de Gestão do Conhecimento e da Inovação no
Governo do Estado de São Paulo”
Introdução
O projeto que promoveu a avaliação das práticas de Gestão do Conhecimento e da
Inovação - GCI do governo paulista, realizado de maio à dezembro de 2006,
abrangendo as 21 Secretarias de Estado de São Paulo, foi desenvolvido a partir da
consciência de que a existência de uma GCI efetiva é condição indispensável para
que o setor público promova políticas públicas adequadas e melhore a qualidade dos
serviços entregues ao cidadão.
É fundamental, mormente em tempos de mudanças aceleradas e demandas sociais a
cada dia mais complexas, buscar o domínio de todo o ciclo da criação e disseminação
do conhecimento, desafio que vai muito além do que simplesmente distribuir
computadores, softwares e sistemas de última geração. Choques tecnológicos feitos
em processos obsoletos impactam muito pouco na melhoria no poder de coordenação
do setor público e na qualidade dos serviços ofertados. Sem tecnologia não há
governo eficiente, só com tecnologia também não.
Do ponto de vista metodológico, a avaliação do grau de prontidão do setor público
paulista para a inovação, inovação esta entendida como o conjunto de novas idéias,
implementadas e avaliadas, foi feita através de um Modelo de Maturidade de GCI
desenvolvido pelo Dr. José Cláudio C. Terra. Este modelo conta com seis diferentes
dimensões: Governança, Cultura Organizacional, Gestão da Informação, Redes
de Colaboração, Aprendizados e Métricas. Cada uma destas dimensões apresenta
cinco graus de maturidade. Como todo modelo de maturidade, o objetivo do mesmo é,
sobretudo, a facilitação de discussões estruturadas e o desenvolvimento de diretrizes
de ação que se auto-reforçam e se complementam.
Situação-problema / Oportunidade
Após mais de dez anos de significativos gastos em tecnologia da informação, os
avanços na área de governo eletrônico paulista, com raras exceções, ficaram abaixo
das expectativas. Ainda é muito baixo o grau de oferta de serviços mais abrangentes e
integrados disponibilizados ao cidadão, pouco se atingiu em termos de transações on-
line e é absolutamente insignificante o avanço da integração aberta com a sociedade,
ou seja, a e-democracia.
Em outras palavras, a população – o cidadão – não dispõe hoje de um elenco de
serviços on-line compatível com os investimentos feitos. Acreditamos que prometemos
mais do que realmente conseguimos entregar. Segundo nosso sentimento, essa
situação evidencia que o gasto em tecnologia, como mencionado antes, é apenas uma
parte do problema. Tal cenário, ainda que sombrio, deve ser considerado, também,
uma oportunidade de melhoria. Ele nos obriga a examinar e tentar compreender a
importância de outras dimensões, nem sempre evidenciadas, para a modernização de
fundo e não apenas de fachada do setor público paulista, vetores estes enumerados
na introdução deste projeto.
Cada uma das dimensões do Modelo de Maturidade foi avaliada pelos participantes
dos grupos formados para cada uma das 21 Secretarias consideradas. Os referenciais
de avaliação indicados por números inteiros de 1 a 5 representam níveis diferenciados
de maturidade conforme cada uma das dimensões. O processo de avaliação
possibilitou mapear com clareza situações-problema a serem atacadas para a
efetivação da Gestão do Conhecimento e da Inovação no Governo. São elas:
1) Falta de diretrizes e responsabilidades claras relativas à Gestão do
Conhecimento e à Inovação;
2) A cultura predominante não privilegia o compartilhamento de conhecimentos, a
interação estruturada entre órgãos, as iniciativas de melhorias ou a
colaboração em redes;
3) Esforços ainda embrionários de disseminação de aprendizados, práticas e
melhorias;
4) Iniciativas isoladas no governo no que diz respeito a GCI:
5) Falta de métricas de avaliação relacionadas à criação, compartilhamento e
aplicação do conhecimento, visando à eficácia e à inovação.
Este quadro a ser superado, foi obtido a partir da análise dimensão à dimensão, cujos
resultados sintetizamos a seguir::
Governança
Média da Avaliação do Governo do Estado de São Paulo: 2,3
Significado da nota - O tema Gestão do Conhecimento e da Inovação (GCI) começa a
aparecer em comunicados e documentos oficiais e/ou em projetos ou processos
isolados.
Cultura Organizacional
Média da Avaliação do Governo do Estado de São Paulo: 2,3
Significado da nota - Algumas ações de compartilhamento e formas de aprendizado
além da “sala de aula” são apoiadas pela organização.
Gestão da Informação
Média da Avaliação do Governo do Estado de São Paulo: 2,8
Significado da nota - Há processos contínuos para a Gestão de Conteúdo e de
Documentos adotados em algumas áreas.
Redes de Colaboração
Média da Avaliação do Governo do Estado de São Paulo: 2,4
Significado da nota - Existem algumas redes e comunidades estabelecidas na
organização para troca de informações e experiências.
Aprendizado
Média da Avaliação do Governo do Estado de São Paulo: 2,0
Significado da nota - Aprendizado é estruturado a partir de modelo de competências,
combinando sala de aula e outras atividades.
Métricas
Média da Avaliação do Governo do Estado de São Paulo: 1,5
Significado da nota - Avaliações de desempenho são informais e sem regularidade.
Aprendizagem, compartilhamento de conhecimentos e inovação não são
considerados.
Solução
O abrangente diagnóstico realizado em todas as secretarias de governo do Estado de
São Paulo, nos permitiu isolar algumas ações fundamentais para acelerar o ciclo de
criação de conhecimento dentro do governo e com isso promover a necessária
reinvenção do governo com vista a sintonizá-lo com a complexidade dos dias de hoje.
Para cada uma das dimensões estudadas, propõe-se a adoção das seguintes ações:
- Governança
 Criar Comitê e Grupos Setoriais de Inovação para discutir questões de Inovação e
aprovar novos projetos;
 Criar “Laboratório de Inovação” em Gestão Pública, para suporte às ações dos
grupos setoriais. A oportunidade de se criar e testar novos processos, novas
abordagens, novos serviços, entre outras inovações, deve ter disponibilidade de
espaço, esforços e recurso na gestão pública;
 Criar “Fábrica de Inovação” na prestação de serviços e nas atividades da gestão
pública. A criação e o teste de inovações, quando bem sucedidos, necessitam de
uma estrutura, procedimentos e responsabilidades que garantam a efetivação da
inovação na gestão.
- Cultura
 Incentivar o estabelecimento de um ambiente de trabalho que valorize o indivíduo,
estimule o desenvolvimento de suas potencialidades e possibilite uma situação de
risco controlado para se inovar. Contribuições e idéias devem ser estimuladas e
recompensadas sem que o risco de inovar atue como inibidor do potencial dos
servidores;
 Fomentar projetos e processos que privilegiem o compartilhamento de
conhecimento, o trabalho em equipe e a aprendizagem coletiva, estimulando a
valorização e envolvimento dos servidores em processos de aprendizagem e
transformação. As oportunidades de compartilhar, criar, executar e aprender em
equipe devem ser percebidas como benéficas para os servidores e para a gestão;
 Registrar a trajetória de evolução dos servidores públicos com a criação do
“Memorial do Servidor”. O conhecimento que os servidores acumulam e não
formalizam para a gestão pública merecem uma maneira de serem registrados,
valorizados e aproveitados;
 Elaborar e divulgar estudos de caso. Usar os casos como forma de valorizar,
divulgar e incentivar a continuidade das boas iniciativas de GCI;
- Gestão da Informação
 Desenvolver um ambiente virtual que possibilite o acesso, a coleta e o
compartilhamento de informações e práticas (Intranets, Portais, padrões abertos,
integração de bases, Interoperabilidade). Informações devem ser compartilhadas e
obtidas de fontes externas de maneira integrada, efetiva e confiável pelos diversos
órgãos de modo a se aperfeiçoar os esforços de GCI;
 Propor e implementar políticas de organização e gestão de conteúdos e
documentos nos processos críticos de cada secretaria, envolvendo diversas áreas
além da Tecnologia da Informação. Áreas relacionadas aos processos e às
informações respectivas devem participar do esforço de transformar informação
em conteúdo organizado;
 Treinar equipes em métodos de taxonomia, arquitetura de informação e
usabilidade. O governo deve ter entre seus servidores profissionais habilitados
para melhorar processos e compartilhamento de informações através de práticas
focadas no usuário e na necessidade do mesmo.
- Redes de Colaboração
 Criar condições para o acesso, a interação e colaboração no serviço público,
inclusive por meio de meios eletrônicos (banda larga e e-mail para todos
servidores). O acesso eletrônico para o contato virtual entre participantes de uma
rede deve ser considerado como condição para possibilitar redes atuantes na
abrangência do Estado de São Paulo.
 Valorizar o papel exercido por moderadores de comunidades e redes formais e
informais. Moderadores devem ser reconhecidos e recompensados de alguma
maneira por exercer um papel crucial na manutenção das redes.
 Incentivar a criação de redes com foco em inovação em assuntos transversais aos
diversos órgãos do estado. As necessidades de inovação e de integração,
consideradas na mesma situação, devem fazer com que o estabelecimento de
redes seja o principal modo de se viabilizar uma solução desejada.
- Aprendizado
 Capacitar equipes para a produção de novos conteúdos de educação à distância.
Deve-se garantir a existência de servidores capacitados para viabilizar a
disponibilização de conteúdo próprio para o auto-aprendizado.
 Capacitar servidores para o uso de ferramentas de colaboração e de educação à
distância. A existência de ferramentas de educação à distância deve estar alinhada
com a capacitação dos usuários.
 Valorizar e reconhecer os esforços de auto-aprendizado contínuo por parte dos
servidores. Os servidores que estiverem se desenvolvendo de maneira autônoma
e contínua, utilizando-se dos meios disponibilizados pela FUNDAP, devem ser
recompensados de alguma maneira na gestão pública.
 Articular as escolas setoriais de governo para atuação em rede, visando a
implantação do conceito de “Educação para a Gestão Pública”. As diversas
escolas que oferecem cursos a servidores estaduais devem garantir que estão
otimizando seus recursos para atender as demandas e os desafios futuros de
inovação e aprendizagem. Propiciando um processo permanente de formação e
atualização dos gestores públicos.
- Métricas
 Abrir espaço, verba orçamentária e indicadores específicos para diretrizes,
programas, projetos e ações de inovação no PPA. O esforço de Inovação deve ser
viabilizado e especificamente acompanhado na sistemática de planejamento do
Governo.
 Aplicar técnicas de benchmarking interno e externo de forma sistemática. As
ações de GCI devem ser comparáveis e frequentemente comparadas com outras
referências.
 Desenvolver mecanismos de monitoramento e consolidação de ganhos de
eficiência e eficácia com aprendizagem e inovação. Os ganhos alcançados com
GCI devem ser passíveis de quantificação e divulgação.
 Implementar sistemática de monitoramento continuado. Indicadores e mecanismos
de monitoramento devem fornecer uma visão da evolução da GCI ao longo do
tempo
Inovação e Ineditismo
A questão tecnológica dentro do setor público tem sido tratada, grosso modo, sob um
enfoque equivocado que faz com que seu impacto transformador fique limitado mais
das vezes à melhoria das operações de governo. Isto é muito pouco, a tecnologia
deve estimular mudanças organizacionais, gerenciais e culturais profundas, que
marquem o fim de uma forma de pensar segmentada, fruto de uma era industrial que
não mais responde às complexas demandas deste início de século XXI.
Este projeto se propõe a enfocar a tecnologia sob outro modelo mental, afinado com a
emergente “sociedade do conhecimento”, onde o amanhã será ditado,
fundamentalmente, pela ruptura com o passado, pela mudança e não pela
perpetuação de soluções que “brilharam” no passado. É preciso entender que onde
predomina a incerteza, cabe a experimentação. O imprevisto nunca estará
contemplado nos manuais, peças de pouca utilidade para o trato de novos problemas
e desafios. O mapa da “mina” nunca estará pronto; ao contrário, estará sempre em
construção. Criatividade, inovação, trabalho em equipe, liderança e integração são
fundamentais para impedir que o “barco vire” e “afunde”.
O governo, como qualquer organização, ou percebe essa transformação, ou vai,
certamente, perder a corrida. E o que significa, para um governo, “perder a corrida”, se
ele não vai à falência, não fecha suas portas? Para o setor público, perder a corrida
significa ficar à margem das mudanças, significa perder legitimidade, perder
autoridade.
Se perdermos essa batalha, teremos um setor público sucateado, pouco
representativo dos anseios da cidadania, colocando em risco a própria democracia. O
governo que gostaríamos de ver construído está centrado na priorização da produção
e uso do conhecimento organizacional, com vistas a promover melhorias dos
processos de governo e a valorizar a inovação como prática de trabalho. Inovação
entendida, aqui, como a idéia mais a sua implementação, mais a aferição de
resultados.
Esse esforço deve ocorrer em todos os escalões, em todos os setores. Nas
organizações do passado, só alguns especialistas – “gênios” – podiam criar, inventar e
inovar. Aos demais cabia executar as ordens e seguir os processos definidos. Hoje,
nas organizações do conhecimento, o que se espera é que todos sejam “gênios”,
tenham idéias a serem implantadas para gerar resultados.
Nesse quadro complexo e mutante, a visão não pode mais ser tecnocentrada.
Computadores e sistemas de informação de alta estruturação são apenas a “ponta do
iceberg” da efetiva modernização. Trabalhar somente nessa dimensão irá conduzir
sempre a uma errônea e custosa percepção de que velhas estruturas podem ser
arejadas com a simples descarga de novidades tecnológicas. Pode ser bonito, mas
não resolve.
A visão tem de ser compreensiva – todas as dimensões devem ser devidamente
integradas para que, juntas, possibilitem a criação e a repercussão do conhecimento,
riqueza maior da organização moderna, pública ou privada.
Princípios, estrutura organizacional, pessoas, processos e tecnologia fazem parte de
um todo, inseparável. Deixar de lado qualquer dessas facetas pode ser até
confortável, pode dar menos trabalho, mas o resultado será sempre a frustração.
Princípios devem sempre nortear as ações de governo. A ética, a transparência, o foco
na cidadania, a orientação para qualidade e a universalização do serviço público são
atitudes que, se deixadas de lado, transformam a tecnologia em simples embalagem
moderna para procedimentos nem sempre “saudáveis".
Estruturas organizacionais rígidas e cheias de níveis hierárquicos devem ser
substituídas pelo trabalho em equipe, favorecendo a criatividade e o desenvolvimento
de novas competências individuais, a atribuição de responsabilidades e a agilidade na
gestão dos processos. O trabalho está cada vez mais associado à montagem de
redes.
As pessoas são a “chave” para trazer o governo para a era do conhecimento. Para
tanto, elas devem ser estimuladas para a reflexão e para o exercício do espírito crítico,
o que só pode ser obtido por meio de um intenso, contínuo e ousado programa de
capacitação para o servidor público. Essa providência deve estar articulada aos
esforços de profissionalização do governo, em que o mérito passe a ser critério
incontestável e ingerências políticas sejam rejeitadas. Com preocupações desse tipo,
teremos um governo, progressivamente com menos “chefes” e mais líderes de
projetos complexos.
A revisão, a simplificação e a integração dos processos básicos do governo
constituem o momento de colocar idéias na prática, de fazê-las funcionar, de acabar
com duplicidades, de entregar novos serviços à população. Processos inovadores não
surgem ao acaso e não possuem fórmulas preestabelecidas, concebidas por técnicos
que nada sabem sobre serviços de governo e que, muitas vezes, são colocadas
“goela” abaixo dos servidores. O ato de modernizar processos é um caso típico em
que a indispensável “inspiração”, sem a qual não se inova, deve conviver com a
“transpiração”, o que implica ouvir muitas pessoas de distintos saberes e diferentes
setores que tenham, no entanto, como amálgama o conhecimento do problema e a
vontade de construir uma sociedade melhor.
Por fim, a tecnologia, sem a qual os esforços anteriores não ganham volume,
velocidade e distância necessários. A tecnologia deve estar sempre submetida às
prioridades de governo, e seu uso deve ser instigador de inovações que superem a
burocracia e as hierarquias rígidas, ajudando a derrubar muralhas e a fortalecer a
noção de um só governo, operando em rede, voltado para o atendimento à cidadania,
24 horas por dia, sete dias por semana. Deve permitir, ainda, a criação de um governo
multicanal, que se comunique com a população usando, a favor desta, toda
potencialidade que a convergência digital nos oferece abreviando prazos e
melhorando serviços.
Público Alvo
A implantação de um governo centrado na criação e disseminação do conhecimento
com vistas a promoção da inovação tem como público alvo direto toda a administração
pública paulista, algo como setecentos mil servidores. O diagnóstico elaborado
abrangeu todas as secretarias de estado e a solução proposta se espraia por todas
elas. Como mencionamos antes, no entanto, a melhoria da máquina pública nunca
deve ser vista com uma finalidade. Ao melhorarmos o setor público devemos ter
sempre em mente o papel do estado, que consiste em resumo em conceber e
implantar políticas públicas efetivas e melhorar a qualidade dos serviços entregues ao
cidadão. Sem essa visão ampliada investimentos transformam-se em gastos e a
modernização fica limita a aspectos pictóricos.
Relevância para o interesse público
Dentre os principais fatores que motivam a Implementação de GCI em órgãos públicos
merecem destaque 1
:
1. Melhoria de eficiência do trabalho e produtividade;
2. Aumento da transparência: agilidade no compartilhamento externo de
informações;
3. Aumento da horizontalidade e descentralização de autoridade;
4. Promoção do conceito de “lifelong learning” (aprendizado continuado);
5. Melhoria dos relacionamentos e confiança dentro da organização e entre
diferentes organizações;
6. Tornar as organizações públicas mais atrativas para talentos.
Ainda conforme mesmo estudo, os principais resultados observados com a
implementação de práticas de GCI foram:
1. Melhoria no acesso à informação;
2. Maior contribuição e uso de informações;
3. Melhor qualificação e agilidade na tomada de decisões;
4. Ganhos de produtividade e eliminação de duplicidades;
5. Acordos e compartilhamento de procedimentos entre diversos órgãos com
atividades similares, com maior interação entre as pessoas.
Além dos benefícios citados, existem outros especialmente importantes quando a
inovação e o aprendizado dos servidores públicos são fatores críticos para o sucesso
da gestão pública. Esses fatores assumem um caráter duplo: como benefícios e
condições para uma efetiva GCI, devendo ser continuamente perseguidos como
resultados desejados:
1. Vincular a GCI aos desafios do Governo do Estado de São Paulo: justificar e
utilizar a GCI como forma de facilitar a superação dos desafios;
2. “Saber o que o governo sabe”: identificar o conhecimento escondido e/ou não
utilizado em órgãos específicos do governo;
3. Capturar o conhecimento tácito: garantir que o conhecimento existente nas
pessoas e na organização de maneira não formalizada possa ser mantido no
governo quando as pessoas deixam o serviço público ou mudam de órgão;
4. Aprendizagem com os casos de sucessos e falhas: aproveitar as experiências
como forma de aprendizado (“a verdadeira experiência não é aquilo que se fez,
mas sim o que se faz com aquilo que se fez”).
Viabilidade técnica, financeira e política/organizacional
Tão logo foram concluídos os trabalhos referentes a este projeto, a Fundap promoveu
uma reunião realizada em seu auditório central, que contou com a presença de
técnicos das 21 Secretarias de Estado, que colaboraram na feitura do mesmo. Nesta
oportunidade, foram foram apresentados os pontos principais do trabalho e as
recomendações para que as medidas propugnadas venham, de fato, a serem
implantadas.
1
Segundo estudo da OCDE sobre Gestão do Conhecimento no Setor Público: KM Practices in 140
government organizations; Ministries/Departments/Agencies of Central Government), OECD, GOV/PUMA
(2003), 27th Session of the Public Management Committee, 3-4 April, 2003
Em linhas gerais, os principais passos, neste sentido, são os seguintes:
- Apresentação de vídeos com relatos de casos de sucesso, ou seja, ações de
forte impacto inovador, selecionadas em cada uma das seis dimensões
consideradas no projeto:
Governança: Planejamento e Acompanhamento de Ações e Programas;
Cultura: Ações Integradas InCor;
Gestão da Informação: Portal Agência STM;
Redes: Comunidade dos Amarelinhos;
Aprendizagem: Educação Corporativa na Polícia Militar;
Métricas: Relógio da Economia.
Para atingir os objetivos do projeto, os relatos de caso foram estruturados da seguinte
forma:
Objetivo: utilização em processos de aprendizagem e sensibilização, tais como o Programa de
Desenvolvimento Gerencial da Fundap;
Conteúdo: abordar contexto, desafios, solução proposta, evolução do projeto/processo, resultados
obtidos;
Formato: estilo “storytelling”, relatando o caso com linguagem acessível, estrutura envolvente,
contemplando aspectos humanos, subjetivos e não-convencionais, com versatilidade para aplicação em
estudos mais rápidos ou discussões mais aprofundadas;
A estrutura de cada caso é composta por cinco partes principais:
Contexto: No Contexto são caracterizados a situação do cidadão/sociedade, o cenário sócio-econômico-
político, descrição da secretaria ou entidade envolvida e o papel das lideranças.
Desafios: Os Desafios trazem o problema ou oportunidade específica, os obstáculos e as restrições
internas e/ou externas.
Solução (ou proposta): Na parte da Solução caracteriza-se a concepção e desenvolvimento do projeto,
o envolvimento das pessoas e fatores críticos.
Evolução: A Evolução traz ações, desdobramentos, imprevistos, contingências, caracterizando a
evolução do caso.
Resultados: Por fim os Resultados apresentam benefícios tangíveis e intangíveis, mudanças,
adequações, inovações e o impacto sócio-econômico-político da Gestão do Conhecimento e de Inovação
no contexto do caso relatado.
- Promoção de um ciclo mensal de palestras sobre Gestão do Conhecimento e
Inovação, efetuado em diversos auditórios governamentais, localizados no centro de
São Paulo, coordenado pela Fundap e com o apoio institucional da Sociedade
Brasileira de Gestão do Conhecimento – SBGC. programado a ser iniciado em abril de
2007.
- Inserção das recomendações antes apontadas nos programas, projetos e ações
constantes do PPA - Plano Plurianual do Estado de São Paulo para o período 2008-
2011.
- Inserção dos recursos necessários nos orçamentos anuais das Secretarias de
Estado.
Facilidade de reprodução
O projeto proposto centra-se na expansão e radicalização de experiências inovadoras
já existentes. O setor público já dispõe de ilhas de excelência, com profissionais de
alta categoria, profundos conhecedores do serviço público e com vontade de montar
um estado moderno afinado com as demandas da sociedade. O modelo de
maturidade, aqui apresentado pretende servir de conector entre estas ilhas, o que se
fará, fundamentalmente, pela facilitação de discussões estruturadas e continuadas
sobre o tema, pelo desenvolvimento de diretrizes de ação e, o mais importante, pela
inserção da questão do conhecimento e da inovação na agenda política do governo, o
que, voltamos a ressaltar depende do descarte de jargões tecnológicos e a adoção de
uma visão compreensiva de governo, o governo em rede, intersetorial e
multidisciplinar.
Ambiente de Hardware e Software:
Coerente com a visão expressa nos tópicos anteriores este projeto usa a
tecnologia mas não se limita a ela. Nenhum ambiente tecnológico irrealista é
propugnado. Nosso foco está nas demais dimensões. Como requisitos
tecnológicos consideramos que a continua atualização do parque e a
incorporação de novas tecnologias, como já vem sendo feito nos últimos 10
anos e o prosseguimento da montagem da rede de governo, denominada
Intragov, formem a base tecnológica necessária para promover uma revolução
no setor público paulista, revolução que não prescinde da tecnologia mas não
se limita a ela.
- Inserção das recomendações antes apontadas nos programas, projetos e ações
constantes do PPA - Plano Plurianual do Estado de São Paulo para o período 2008-
2011.
- Inserção dos recursos necessários nos orçamentos anuais das Secretarias de
Estado.
Facilidade de reprodução
O projeto proposto centra-se na expansão e radicalização de experiências inovadoras
já existentes. O setor público já dispõe de ilhas de excelência, com profissionais de
alta categoria, profundos conhecedores do serviço público e com vontade de montar
um estado moderno afinado com as demandas da sociedade. O modelo de
maturidade, aqui apresentado pretende servir de conector entre estas ilhas, o que se
fará, fundamentalmente, pela facilitação de discussões estruturadas e continuadas
sobre o tema, pelo desenvolvimento de diretrizes de ação e, o mais importante, pela
inserção da questão do conhecimento e da inovação na agenda política do governo, o
que, voltamos a ressaltar depende do descarte de jargões tecnológicos e a adoção de
uma visão compreensiva de governo, o governo em rede, intersetorial e
multidisciplinar.
Ambiente de Hardware e Software:
Coerente com a visão expressa nos tópicos anteriores este projeto usa a
tecnologia mas não se limita a ela. Nenhum ambiente tecnológico irrealista é
propugnado. Nosso foco está nas demais dimensões. Como requisitos
tecnológicos consideramos que a continua atualização do parque e a
incorporação de novas tecnologias, como já vem sendo feito nos últimos 10
anos e o prosseguimento da montagem da rede de governo, denominada
Intragov, formem a base tecnológica necessária para promover uma revolução
no setor público paulista, revolução que não prescinde da tecnologia mas não
se limita a ela.

Mais conteúdo relacionado

Mais procurados

Gestão da Inovação com Sustentabilidade e Conectividade
Gestão da Inovação com Sustentabilidade e ConectividadeGestão da Inovação com Sustentabilidade e Conectividade
Gestão da Inovação com Sustentabilidade e ConectividadeAngela Iara Zotti
 
Gesto de projetos_sociais
Gesto de projetos_sociaisGesto de projetos_sociais
Gesto de projetos_sociaisLuciana Maia
 
Gestão estratégica da qualidade na Administração Pública
Gestão estratégica da qualidade na Administração PúblicaGestão estratégica da qualidade na Administração Pública
Gestão estratégica da qualidade na Administração PúblicaJosé Claudio Dos Santos Júnior
 
Redes De Cooperacao
Redes De CooperacaoRedes De Cooperacao
Redes De CooperacaoJoão Lima
 
+ Inovação Pública: aprendizados mapeamento inovacao brasil
+ Inovação Pública: aprendizados mapeamento inovacao brasil+ Inovação Pública: aprendizados mapeamento inovacao brasil
+ Inovação Pública: aprendizados mapeamento inovacao brasilTellus
 
Reinvenção do Trabalho na Era da Comunicação em Rede
Reinvenção do Trabalho na Era da Comunicação em RedeReinvenção do Trabalho na Era da Comunicação em Rede
Reinvenção do Trabalho na Era da Comunicação em RedeUSP e Plexus
 
SBGC: Transformando Conhecimento em Valor
SBGC: Transformando Conhecimento em ValorSBGC: Transformando Conhecimento em Valor
SBGC: Transformando Conhecimento em ValorinovaDay .
 
Implementação de PMO em LISARB
Implementação de PMO em LISARBImplementação de PMO em LISARB
Implementação de PMO em LISARBMarco Coghi
 
Relatório de Atividades do Instituto Unibanco - 2010
Relatório de  Atividades do Instituto Unibanco - 2010Relatório de  Atividades do Instituto Unibanco - 2010
Relatório de Atividades do Instituto Unibanco - 2010Instituto Unibanco
 
Comunicação digital: Do Fascínio das Novas Tecnologias a Combinação Específic...
Comunicação digital: Do Fascínio das Novas Tecnologias a Combinação Específic...Comunicação digital: Do Fascínio das Novas Tecnologias a Combinação Específic...
Comunicação digital: Do Fascínio das Novas Tecnologias a Combinação Específic...Carla Azevedo
 
Apresentação Capacitação Gsi2009
Apresentação Capacitação Gsi2009Apresentação Capacitação Gsi2009
Apresentação Capacitação Gsi2009inovaDay .
 
Comunidade de prática e GC
Comunidade de prática e GCComunidade de prática e GC
Comunidade de prática e GCNeusa Andrade
 
Oficina municipal 09 12-2011
Oficina municipal 09 12-2011Oficina municipal 09 12-2011
Oficina municipal 09 12-2011Zbmed
 
Palestra redes sociais congresso aberje - dr. josé cláudio c. terra
Palestra redes sociais   congresso aberje - dr. josé cláudio c. terraPalestra redes sociais   congresso aberje - dr. josé cláudio c. terra
Palestra redes sociais congresso aberje - dr. josé cláudio c. terraJose Claudio Terra
 
Modelo de Responsabilidade Organizacional e a Transformação Digital
Modelo de Responsabilidade Organizacional e a Transformação DigitalModelo de Responsabilidade Organizacional e a Transformação Digital
Modelo de Responsabilidade Organizacional e a Transformação DigitalGuttenberg Ferreira Passos
 

Mais procurados (18)

Gestão da Inovação com Sustentabilidade e Conectividade
Gestão da Inovação com Sustentabilidade e ConectividadeGestão da Inovação com Sustentabilidade e Conectividade
Gestão da Inovação com Sustentabilidade e Conectividade
 
Gesto de projetos_sociais
Gesto de projetos_sociaisGesto de projetos_sociais
Gesto de projetos_sociais
 
Gestão estratégica da qualidade na Administração Pública
Gestão estratégica da qualidade na Administração PúblicaGestão estratégica da qualidade na Administração Pública
Gestão estratégica da qualidade na Administração Pública
 
Redes De Cooperacao
Redes De CooperacaoRedes De Cooperacao
Redes De Cooperacao
 
+ Inovação Pública: aprendizados mapeamento inovacao brasil
+ Inovação Pública: aprendizados mapeamento inovacao brasil+ Inovação Pública: aprendizados mapeamento inovacao brasil
+ Inovação Pública: aprendizados mapeamento inovacao brasil
 
Reinvenção do Trabalho na Era da Comunicação em Rede
Reinvenção do Trabalho na Era da Comunicação em RedeReinvenção do Trabalho na Era da Comunicação em Rede
Reinvenção do Trabalho na Era da Comunicação em Rede
 
SBGC: Transformando Conhecimento em Valor
SBGC: Transformando Conhecimento em ValorSBGC: Transformando Conhecimento em Valor
SBGC: Transformando Conhecimento em Valor
 
Implementação de PMO em LISARB
Implementação de PMO em LISARBImplementação de PMO em LISARB
Implementação de PMO em LISARB
 
tcc escopoooo
tcc escopooootcc escopoooo
tcc escopoooo
 
Relatório de Atividades do Instituto Unibanco - 2010
Relatório de  Atividades do Instituto Unibanco - 2010Relatório de  Atividades do Instituto Unibanco - 2010
Relatório de Atividades do Instituto Unibanco - 2010
 
Comunicação digital: Do Fascínio das Novas Tecnologias a Combinação Específic...
Comunicação digital: Do Fascínio das Novas Tecnologias a Combinação Específic...Comunicação digital: Do Fascínio das Novas Tecnologias a Combinação Específic...
Comunicação digital: Do Fascínio das Novas Tecnologias a Combinação Específic...
 
Apresentação Capacitação Gsi2009
Apresentação Capacitação Gsi2009Apresentação Capacitação Gsi2009
Apresentação Capacitação Gsi2009
 
Comunidade de prática e GC
Comunidade de prática e GCComunidade de prática e GC
Comunidade de prática e GC
 
Oficina municipal 09 12-2011
Oficina municipal 09 12-2011Oficina municipal 09 12-2011
Oficina municipal 09 12-2011
 
Palestra redes sociais congresso aberje - dr. josé cláudio c. terra
Palestra redes sociais   congresso aberje - dr. josé cláudio c. terraPalestra redes sociais   congresso aberje - dr. josé cláudio c. terra
Palestra redes sociais congresso aberje - dr. josé cláudio c. terra
 
Relatório Lancamento CRGSI
Relatório Lancamento CRGSIRelatório Lancamento CRGSI
Relatório Lancamento CRGSI
 
Modelo de Responsabilidade Organizacional e a Transformação Digital
Modelo de Responsabilidade Organizacional e a Transformação DigitalModelo de Responsabilidade Organizacional e a Transformação Digital
Modelo de Responsabilidade Organizacional e a Transformação Digital
 
Redes de cooperação
Redes de cooperaçãoRedes de cooperação
Redes de cooperação
 

Destaque (9)

Os Governos no Século 21
Os Governos no Século 21Os Governos no Século 21
Os Governos no Século 21
 
O Setor Público na Era do Conhecimento - CONSAD 2014
O Setor Público na Era do Conhecimento - CONSAD 2014O Setor Público na Era do Conhecimento - CONSAD 2014
O Setor Público na Era do Conhecimento - CONSAD 2014
 
I-Gov- O futuro é inovação CLAD 2006
I-Gov- O futuro é inovação CLAD 2006I-Gov- O futuro é inovação CLAD 2006
I-Gov- O futuro é inovação CLAD 2006
 
Radar da Inovação - O Que os Governos Precisam Enxergar - CONSAD 2015
Radar da Inovação - O Que os Governos Precisam Enxergar - CONSAD 2015Radar da Inovação - O Que os Governos Precisam Enxergar - CONSAD 2015
Radar da Inovação - O Que os Governos Precisam Enxergar - CONSAD 2015
 
Os Novos Desafios dos Governos
Os Novos Desafios dos GovernosOs Novos Desafios dos Governos
Os Novos Desafios dos Governos
 
Investment Thesis Fundamentals (April 2016)
Investment Thesis Fundamentals (April 2016)Investment Thesis Fundamentals (April 2016)
Investment Thesis Fundamentals (April 2016)
 
Five Things to Look for in Food
Five Things to Look for in FoodFive Things to Look for in Food
Five Things to Look for in Food
 
What happens online every 60 seconds
What happens online every 60 seconds What happens online every 60 seconds
What happens online every 60 seconds
 
2016 Content Marketing Playbook
2016 Content Marketing Playbook2016 Content Marketing Playbook
2016 Content Marketing Playbook
 

Semelhante a Avaliação da Gestão do Conhecimento no Governo de SP

Características da inocação em tic no setor público brasileiro
Características da inocação em tic no setor público brasileiroCaracterísticas da inocação em tic no setor público brasileiro
Características da inocação em tic no setor público brasileiroCTG SUNY Albany and UFPR Curitiba
 
Programa Cidadãos Ativos
Programa Cidadãos AtivosPrograma Cidadãos Ativos
Programa Cidadãos AtivosBruno Portelada
 
Workshop gestao publica desafios e solucoes para entrega de melhores result...
Workshop gestao publica   desafios e solucoes para entrega de melhores result...Workshop gestao publica   desafios e solucoes para entrega de melhores result...
Workshop gestao publica desafios e solucoes para entrega de melhores result...EloGroup
 
20120623 mapeamento inovação internacional
20120623 mapeamento inovação internacional20120623 mapeamento inovação internacional
20120623 mapeamento inovação internacionalVivian Costa
 
20120623 mapeamento inovação internacional
20120623 mapeamento inovação internacional20120623 mapeamento inovação internacional
20120623 mapeamento inovação internacionalVivian Costa
 
Módulo IV Aula 7
Módulo IV Aula 7Módulo IV Aula 7
Módulo IV Aula 7CETUR
 
Programa Cidadãos Ativ@s
Programa Cidadãos Ativ@sPrograma Cidadãos Ativ@s
Programa Cidadãos Ativ@sBruno Portelada
 
20120623 mapeamento inovação internacional
20120623 mapeamento inovação internacional20120623 mapeamento inovação internacional
20120623 mapeamento inovação internacionalVivian Costa
 
20120623 mapeamento inovação internacional
20120623 mapeamento inovação internacional20120623 mapeamento inovação internacional
20120623 mapeamento inovação internacionalMarina Amaral Cançado
 
+ Inovação pública: mapeamento inovação internacional
+ Inovação pública: mapeamento inovação internacional+ Inovação pública: mapeamento inovação internacional
+ Inovação pública: mapeamento inovação internacionalTellus
 
INOVAÇÃO NO GOVERNO DO ESTADO DE SP
INOVAÇÃO NO GOVERNO DO ESTADO DE SPINOVAÇÃO NO GOVERNO DO ESTADO DE SP
INOVAÇÃO NO GOVERNO DO ESTADO DE SPmrbaires
 
Gerencia deprojeos modulo_1_final_
Gerencia deprojeos modulo_1_final_Gerencia deprojeos modulo_1_final_
Gerencia deprojeos modulo_1_final_Marcelo Aires
 
Grupo de reflexão eSkills (Fórum da Arrábida - APDSI)
Grupo de reflexão eSkills (Fórum da Arrábida - APDSI)Grupo de reflexão eSkills (Fórum da Arrábida - APDSI)
Grupo de reflexão eSkills (Fórum da Arrábida - APDSI)Luis Borges Gouveia
 
Guia Ideação - Chevening innovators in government
Guia Ideação - Chevening innovators in government Guia Ideação - Chevening innovators in government
Guia Ideação - Chevening innovators in government DUCO
 

Semelhante a Avaliação da Gestão do Conhecimento no Governo de SP (20)

Capacitação 360°: Da cultura inovadora a aplicação - Sumário Executivo
Capacitação 360°: Da cultura inovadora a aplicação - Sumário ExecutivoCapacitação 360°: Da cultura inovadora a aplicação - Sumário Executivo
Capacitação 360°: Da cultura inovadora a aplicação - Sumário Executivo
 
Projeto 22 Doc
Projeto 22 DocProjeto 22 Doc
Projeto 22 Doc
 
Características da inocação em tic no setor público brasileiro
Características da inocação em tic no setor público brasileiroCaracterísticas da inocação em tic no setor público brasileiro
Características da inocação em tic no setor público brasileiro
 
Programa Cidadãos Ativos
Programa Cidadãos AtivosPrograma Cidadãos Ativos
Programa Cidadãos Ativos
 
Workshop gestao publica desafios e solucoes para entrega de melhores result...
Workshop gestao publica   desafios e solucoes para entrega de melhores result...Workshop gestao publica   desafios e solucoes para entrega de melhores result...
Workshop gestao publica desafios e solucoes para entrega de melhores result...
 
20120623 mapeamento inovação internacional
20120623 mapeamento inovação internacional20120623 mapeamento inovação internacional
20120623 mapeamento inovação internacional
 
20120623 mapeamento inovação internacional
20120623 mapeamento inovação internacional20120623 mapeamento inovação internacional
20120623 mapeamento inovação internacional
 
Módulo IV Aula 7
Módulo IV Aula 7Módulo IV Aula 7
Módulo IV Aula 7
 
Programa Cidadãos Ativ@s
Programa Cidadãos Ativ@sPrograma Cidadãos Ativ@s
Programa Cidadãos Ativ@s
 
20120623 mapeamento inovação internacional
20120623 mapeamento inovação internacional20120623 mapeamento inovação internacional
20120623 mapeamento inovação internacional
 
20120623 mapeamento inovação internacional
20120623 mapeamento inovação internacional20120623 mapeamento inovação internacional
20120623 mapeamento inovação internacional
 
+ Inovação pública: mapeamento inovação internacional
+ Inovação pública: mapeamento inovação internacional+ Inovação pública: mapeamento inovação internacional
+ Inovação pública: mapeamento inovação internacional
 
INOVAÇÃO NO GOVERNO DO ESTADO DE SP
INOVAÇÃO NO GOVERNO DO ESTADO DE SPINOVAÇÃO NO GOVERNO DO ESTADO DE SP
INOVAÇÃO NO GOVERNO DO ESTADO DE SP
 
Consad 2009 GCI
Consad 2009 GCIConsad 2009 GCI
Consad 2009 GCI
 
Gerencia deprojeos modulo_1_final_
Gerencia deprojeos modulo_1_final_Gerencia deprojeos modulo_1_final_
Gerencia deprojeos modulo_1_final_
 
Premio Igov SP
Premio Igov SPPremio Igov SP
Premio Igov SP
 
Grupo de reflexão eSkills (Fórum da Arrábida - APDSI)
Grupo de reflexão eSkills (Fórum da Arrábida - APDSI)Grupo de reflexão eSkills (Fórum da Arrábida - APDSI)
Grupo de reflexão eSkills (Fórum da Arrábida - APDSI)
 
Guia Ideação - Chevening innovators in government
Guia Ideação - Chevening innovators in government Guia Ideação - Chevening innovators in government
Guia Ideação - Chevening innovators in government
 
Conhecimento e Inovação em Governo
Conhecimento e Inovação em GovernoConhecimento e Inovação em Governo
Conhecimento e Inovação em Governo
 
Capacitação 360°: Da cultura inovadora a aplicação
Capacitação 360°: Da cultura inovadora a aplicaçãoCapacitação 360°: Da cultura inovadora a aplicação
Capacitação 360°: Da cultura inovadora a aplicação
 

Mais de Secretaria de Governo do Estado de São Paulo

Mais de Secretaria de Governo do Estado de São Paulo (20)

GCI SEFAZ SC
GCI SEFAZ SCGCI SEFAZ SC
GCI SEFAZ SC
 
Os Governos no Século 21 - A Difícil Transição
Os Governos no Século 21 - A Difícil TransiçãoOs Governos no Século 21 - A Difícil Transição
Os Governos no Século 21 - A Difícil Transição
 
Capacitação 360°: Da Cultura Inovadora à Aplicação - CONSAD 2013
Capacitação 360°: Da Cultura Inovadora à Aplicação - CONSAD 2013Capacitação 360°: Da Cultura Inovadora à Aplicação - CONSAD 2013
Capacitação 360°: Da Cultura Inovadora à Aplicação - CONSAD 2013
 
Por que Os Governos Precisam Inovar
Por que Os Governos Precisam InovarPor que Os Governos Precisam Inovar
Por que Os Governos Precisam Inovar
 
Conhecimento e Inovação no Setor Público
Conhecimento e Inovação no Setor PúblicoConhecimento e Inovação no Setor Público
Conhecimento e Inovação no Setor Público
 
Últimas Tendências em Inovação em Governo - A Implantação do igovLab
Últimas Tendências em Inovação em Governo - A Implantação do igovLabÚltimas Tendências em Inovação em Governo - A Implantação do igovLab
Últimas Tendências em Inovação em Governo - A Implantação do igovLab
 
Projeto Transparência - Como melhorar o ambiente de negócios no Estado de São...
Projeto Transparência - Como melhorar o ambiente de negócios no Estado de São...Projeto Transparência - Como melhorar o ambiente de negócios no Estado de São...
Projeto Transparência - Como melhorar o ambiente de negócios no Estado de São...
 
Governos - A hora do Choque de Conhecimento
Governos - A hora do Choque de ConhecimentoGovernos - A hora do Choque de Conhecimento
Governos - A hora do Choque de Conhecimento
 
Edgar Morin Podemos Reformar A Administração Pública
Edgar Morin  Podemos Reformar A Administração PúblicaEdgar Morin  Podemos Reformar A Administração Pública
Edgar Morin Podemos Reformar A Administração Pública
 
Como Formar Servidores para o Governo do Século XXI
Como Formar Servidores para o Governo do Século XXIComo Formar Servidores para o Governo do Século XXI
Como Formar Servidores para o Governo do Século XXI
 
Gestão do Conhecimento e Inovação no Setor Público
Gestão do Conhecimento e Inovação no Setor PúblicoGestão do Conhecimento e Inovação no Setor Público
Gestão do Conhecimento e Inovação no Setor Público
 
Gestão Inovadora Para Empresas Públicas
Gestão Inovadora Para Empresas PúblicasGestão Inovadora Para Empresas Públicas
Gestão Inovadora Para Empresas Públicas
 
Novos Tempos, Novos Desafios
Novos Tempos, Novos DesafiosNovos Tempos, Novos Desafios
Novos Tempos, Novos Desafios
 
Inovar é Preciso, Senhores Prefeitos
Inovar é Preciso, Senhores PrefeitosInovar é Preciso, Senhores Prefeitos
Inovar é Preciso, Senhores Prefeitos
 
10 Dicas para Construir uma Cidade Inovadora
10 Dicas para Construir uma Cidade Inovadora10 Dicas para Construir uma Cidade Inovadora
10 Dicas para Construir uma Cidade Inovadora
 
Capacitação 360°: Da cultura inovadora a aplicação
Capacitação 360°: Da cultura inovadora a aplicaçãoCapacitação 360°: Da cultura inovadora a aplicação
Capacitação 360°: Da cultura inovadora a aplicação
 
O Governo no Século XXI
O Governo no Século XXIO Governo no Século XXI
O Governo no Século XXI
 
Mídias Sociais e Inovação em Governo
Mídias Sociais e Inovação em GovernoMídias Sociais e Inovação em Governo
Mídias Sociais e Inovação em Governo
 
Acesso a Informação e Inovação em Governo
Acesso a Informação e Inovação em Governo Acesso a Informação e Inovação em Governo
Acesso a Informação e Inovação em Governo
 
Palestra Prêmio ESEG de Gestão
Palestra Prêmio ESEG de GestãoPalestra Prêmio ESEG de Gestão
Palestra Prêmio ESEG de Gestão
 

Último

655444444444444444444444444444444265.pdf
655444444444444444444444444444444265.pdf655444444444444444444444444444444265.pdf
655444444444444444444444444444444265.pdfLEANDROSPANHOL1
 
10 Ideias de Propostas de plano de governo para Candidatos a Prefeito
10 Ideias de Propostas de plano de governo para Candidatos a Prefeito10 Ideias de Propostas de plano de governo para Candidatos a Prefeito
10 Ideias de Propostas de plano de governo para Candidatos a PrefeitoRogério Augusto Ayres de Araujo
 
O OCIDENTAL E O ABSOLUTISMO OS INDIGENAS E OS DEUSES DA POLINESIA E DA FILIPI...
O OCIDENTAL E O ABSOLUTISMO OS INDIGENAS E OS DEUSES DA POLINESIA E DA FILIPI...O OCIDENTAL E O ABSOLUTISMO OS INDIGENAS E OS DEUSES DA POLINESIA E DA FILIPI...
O OCIDENTAL E O ABSOLUTISMO OS INDIGENAS E OS DEUSES DA POLINESIA E DA FILIPI...ignaciosilva517
 
Resolução Forças Armadas - direitos Humanos e 1964.pdf
Resolução Forças Armadas - direitos Humanos e 1964.pdfResolução Forças Armadas - direitos Humanos e 1964.pdf
Resolução Forças Armadas - direitos Humanos e 1964.pdfRevista Sociedade Militar
 
Normas planejamento familiar exercito 2024.pdf
Normas planejamento familiar exercito 2024.pdfNormas planejamento familiar exercito 2024.pdf
Normas planejamento familiar exercito 2024.pdfRevista Sociedade Militar
 

Último (6)

655444444444444444444444444444444265.pdf
655444444444444444444444444444444265.pdf655444444444444444444444444444444265.pdf
655444444444444444444444444444444265.pdf
 
10 Ideias de Propostas de plano de governo para Candidatos a Prefeito
10 Ideias de Propostas de plano de governo para Candidatos a Prefeito10 Ideias de Propostas de plano de governo para Candidatos a Prefeito
10 Ideias de Propostas de plano de governo para Candidatos a Prefeito
 
O OCIDENTAL E O ABSOLUTISMO OS INDIGENAS E OS DEUSES DA POLINESIA E DA FILIPI...
O OCIDENTAL E O ABSOLUTISMO OS INDIGENAS E OS DEUSES DA POLINESIA E DA FILIPI...O OCIDENTAL E O ABSOLUTISMO OS INDIGENAS E OS DEUSES DA POLINESIA E DA FILIPI...
O OCIDENTAL E O ABSOLUTISMO OS INDIGENAS E OS DEUSES DA POLINESIA E DA FILIPI...
 
CALDAS Marinha DEFESA apresentada ao STF
CALDAS Marinha DEFESA apresentada ao STFCALDAS Marinha DEFESA apresentada ao STF
CALDAS Marinha DEFESA apresentada ao STF
 
Resolução Forças Armadas - direitos Humanos e 1964.pdf
Resolução Forças Armadas - direitos Humanos e 1964.pdfResolução Forças Armadas - direitos Humanos e 1964.pdf
Resolução Forças Armadas - direitos Humanos e 1964.pdf
 
Normas planejamento familiar exercito 2024.pdf
Normas planejamento familiar exercito 2024.pdfNormas planejamento familiar exercito 2024.pdf
Normas planejamento familiar exercito 2024.pdf
 

Avaliação da Gestão do Conhecimento no Governo de SP

  • 1. “Avaliação de Gestão do Conhecimento e da Inovação no Governo do Estado de São Paulo” Introdução O projeto que promoveu a avaliação das práticas de Gestão do Conhecimento e da Inovação - GCI do governo paulista, realizado de maio à dezembro de 2006, abrangendo as 21 Secretarias de Estado de São Paulo, foi desenvolvido a partir da consciência de que a existência de uma GCI efetiva é condição indispensável para que o setor público promova políticas públicas adequadas e melhore a qualidade dos serviços entregues ao cidadão. É fundamental, mormente em tempos de mudanças aceleradas e demandas sociais a cada dia mais complexas, buscar o domínio de todo o ciclo da criação e disseminação do conhecimento, desafio que vai muito além do que simplesmente distribuir computadores, softwares e sistemas de última geração. Choques tecnológicos feitos em processos obsoletos impactam muito pouco na melhoria no poder de coordenação do setor público e na qualidade dos serviços ofertados. Sem tecnologia não há governo eficiente, só com tecnologia também não. Do ponto de vista metodológico, a avaliação do grau de prontidão do setor público paulista para a inovação, inovação esta entendida como o conjunto de novas idéias, implementadas e avaliadas, foi feita através de um Modelo de Maturidade de GCI desenvolvido pelo Dr. José Cláudio C. Terra. Este modelo conta com seis diferentes dimensões: Governança, Cultura Organizacional, Gestão da Informação, Redes de Colaboração, Aprendizados e Métricas. Cada uma destas dimensões apresenta cinco graus de maturidade. Como todo modelo de maturidade, o objetivo do mesmo é, sobretudo, a facilitação de discussões estruturadas e o desenvolvimento de diretrizes de ação que se auto-reforçam e se complementam. Situação-problema / Oportunidade Após mais de dez anos de significativos gastos em tecnologia da informação, os avanços na área de governo eletrônico paulista, com raras exceções, ficaram abaixo das expectativas. Ainda é muito baixo o grau de oferta de serviços mais abrangentes e integrados disponibilizados ao cidadão, pouco se atingiu em termos de transações on- line e é absolutamente insignificante o avanço da integração aberta com a sociedade, ou seja, a e-democracia. Em outras palavras, a população – o cidadão – não dispõe hoje de um elenco de serviços on-line compatível com os investimentos feitos. Acreditamos que prometemos mais do que realmente conseguimos entregar. Segundo nosso sentimento, essa situação evidencia que o gasto em tecnologia, como mencionado antes, é apenas uma parte do problema. Tal cenário, ainda que sombrio, deve ser considerado, também, uma oportunidade de melhoria. Ele nos obriga a examinar e tentar compreender a importância de outras dimensões, nem sempre evidenciadas, para a modernização de fundo e não apenas de fachada do setor público paulista, vetores estes enumerados na introdução deste projeto. Cada uma das dimensões do Modelo de Maturidade foi avaliada pelos participantes dos grupos formados para cada uma das 21 Secretarias consideradas. Os referenciais
  • 2. de avaliação indicados por números inteiros de 1 a 5 representam níveis diferenciados de maturidade conforme cada uma das dimensões. O processo de avaliação possibilitou mapear com clareza situações-problema a serem atacadas para a efetivação da Gestão do Conhecimento e da Inovação no Governo. São elas: 1) Falta de diretrizes e responsabilidades claras relativas à Gestão do Conhecimento e à Inovação; 2) A cultura predominante não privilegia o compartilhamento de conhecimentos, a interação estruturada entre órgãos, as iniciativas de melhorias ou a colaboração em redes; 3) Esforços ainda embrionários de disseminação de aprendizados, práticas e melhorias; 4) Iniciativas isoladas no governo no que diz respeito a GCI: 5) Falta de métricas de avaliação relacionadas à criação, compartilhamento e aplicação do conhecimento, visando à eficácia e à inovação. Este quadro a ser superado, foi obtido a partir da análise dimensão à dimensão, cujos resultados sintetizamos a seguir:: Governança Média da Avaliação do Governo do Estado de São Paulo: 2,3 Significado da nota - O tema Gestão do Conhecimento e da Inovação (GCI) começa a aparecer em comunicados e documentos oficiais e/ou em projetos ou processos isolados. Cultura Organizacional Média da Avaliação do Governo do Estado de São Paulo: 2,3 Significado da nota - Algumas ações de compartilhamento e formas de aprendizado além da “sala de aula” são apoiadas pela organização. Gestão da Informação Média da Avaliação do Governo do Estado de São Paulo: 2,8 Significado da nota - Há processos contínuos para a Gestão de Conteúdo e de Documentos adotados em algumas áreas. Redes de Colaboração Média da Avaliação do Governo do Estado de São Paulo: 2,4 Significado da nota - Existem algumas redes e comunidades estabelecidas na organização para troca de informações e experiências. Aprendizado Média da Avaliação do Governo do Estado de São Paulo: 2,0 Significado da nota - Aprendizado é estruturado a partir de modelo de competências, combinando sala de aula e outras atividades. Métricas Média da Avaliação do Governo do Estado de São Paulo: 1,5 Significado da nota - Avaliações de desempenho são informais e sem regularidade. Aprendizagem, compartilhamento de conhecimentos e inovação não são considerados.
  • 3. Solução O abrangente diagnóstico realizado em todas as secretarias de governo do Estado de São Paulo, nos permitiu isolar algumas ações fundamentais para acelerar o ciclo de criação de conhecimento dentro do governo e com isso promover a necessária reinvenção do governo com vista a sintonizá-lo com a complexidade dos dias de hoje. Para cada uma das dimensões estudadas, propõe-se a adoção das seguintes ações: - Governança  Criar Comitê e Grupos Setoriais de Inovação para discutir questões de Inovação e aprovar novos projetos;  Criar “Laboratório de Inovação” em Gestão Pública, para suporte às ações dos grupos setoriais. A oportunidade de se criar e testar novos processos, novas abordagens, novos serviços, entre outras inovações, deve ter disponibilidade de espaço, esforços e recurso na gestão pública;  Criar “Fábrica de Inovação” na prestação de serviços e nas atividades da gestão pública. A criação e o teste de inovações, quando bem sucedidos, necessitam de uma estrutura, procedimentos e responsabilidades que garantam a efetivação da inovação na gestão. - Cultura  Incentivar o estabelecimento de um ambiente de trabalho que valorize o indivíduo, estimule o desenvolvimento de suas potencialidades e possibilite uma situação de risco controlado para se inovar. Contribuições e idéias devem ser estimuladas e recompensadas sem que o risco de inovar atue como inibidor do potencial dos servidores;  Fomentar projetos e processos que privilegiem o compartilhamento de conhecimento, o trabalho em equipe e a aprendizagem coletiva, estimulando a valorização e envolvimento dos servidores em processos de aprendizagem e transformação. As oportunidades de compartilhar, criar, executar e aprender em equipe devem ser percebidas como benéficas para os servidores e para a gestão;  Registrar a trajetória de evolução dos servidores públicos com a criação do “Memorial do Servidor”. O conhecimento que os servidores acumulam e não formalizam para a gestão pública merecem uma maneira de serem registrados, valorizados e aproveitados;  Elaborar e divulgar estudos de caso. Usar os casos como forma de valorizar, divulgar e incentivar a continuidade das boas iniciativas de GCI; - Gestão da Informação  Desenvolver um ambiente virtual que possibilite o acesso, a coleta e o compartilhamento de informações e práticas (Intranets, Portais, padrões abertos, integração de bases, Interoperabilidade). Informações devem ser compartilhadas e obtidas de fontes externas de maneira integrada, efetiva e confiável pelos diversos órgãos de modo a se aperfeiçoar os esforços de GCI;  Propor e implementar políticas de organização e gestão de conteúdos e documentos nos processos críticos de cada secretaria, envolvendo diversas áreas além da Tecnologia da Informação. Áreas relacionadas aos processos e às informações respectivas devem participar do esforço de transformar informação em conteúdo organizado;  Treinar equipes em métodos de taxonomia, arquitetura de informação e usabilidade. O governo deve ter entre seus servidores profissionais habilitados para melhorar processos e compartilhamento de informações através de práticas focadas no usuário e na necessidade do mesmo.
  • 4. - Redes de Colaboração  Criar condições para o acesso, a interação e colaboração no serviço público, inclusive por meio de meios eletrônicos (banda larga e e-mail para todos servidores). O acesso eletrônico para o contato virtual entre participantes de uma rede deve ser considerado como condição para possibilitar redes atuantes na abrangência do Estado de São Paulo.  Valorizar o papel exercido por moderadores de comunidades e redes formais e informais. Moderadores devem ser reconhecidos e recompensados de alguma maneira por exercer um papel crucial na manutenção das redes.  Incentivar a criação de redes com foco em inovação em assuntos transversais aos diversos órgãos do estado. As necessidades de inovação e de integração, consideradas na mesma situação, devem fazer com que o estabelecimento de redes seja o principal modo de se viabilizar uma solução desejada. - Aprendizado  Capacitar equipes para a produção de novos conteúdos de educação à distância. Deve-se garantir a existência de servidores capacitados para viabilizar a disponibilização de conteúdo próprio para o auto-aprendizado.  Capacitar servidores para o uso de ferramentas de colaboração e de educação à distância. A existência de ferramentas de educação à distância deve estar alinhada com a capacitação dos usuários.  Valorizar e reconhecer os esforços de auto-aprendizado contínuo por parte dos servidores. Os servidores que estiverem se desenvolvendo de maneira autônoma e contínua, utilizando-se dos meios disponibilizados pela FUNDAP, devem ser recompensados de alguma maneira na gestão pública.  Articular as escolas setoriais de governo para atuação em rede, visando a implantação do conceito de “Educação para a Gestão Pública”. As diversas escolas que oferecem cursos a servidores estaduais devem garantir que estão otimizando seus recursos para atender as demandas e os desafios futuros de inovação e aprendizagem. Propiciando um processo permanente de formação e atualização dos gestores públicos. - Métricas  Abrir espaço, verba orçamentária e indicadores específicos para diretrizes, programas, projetos e ações de inovação no PPA. O esforço de Inovação deve ser viabilizado e especificamente acompanhado na sistemática de planejamento do Governo.  Aplicar técnicas de benchmarking interno e externo de forma sistemática. As ações de GCI devem ser comparáveis e frequentemente comparadas com outras referências.  Desenvolver mecanismos de monitoramento e consolidação de ganhos de eficiência e eficácia com aprendizagem e inovação. Os ganhos alcançados com GCI devem ser passíveis de quantificação e divulgação.  Implementar sistemática de monitoramento continuado. Indicadores e mecanismos de monitoramento devem fornecer uma visão da evolução da GCI ao longo do tempo Inovação e Ineditismo A questão tecnológica dentro do setor público tem sido tratada, grosso modo, sob um enfoque equivocado que faz com que seu impacto transformador fique limitado mais
  • 5. das vezes à melhoria das operações de governo. Isto é muito pouco, a tecnologia deve estimular mudanças organizacionais, gerenciais e culturais profundas, que marquem o fim de uma forma de pensar segmentada, fruto de uma era industrial que não mais responde às complexas demandas deste início de século XXI. Este projeto se propõe a enfocar a tecnologia sob outro modelo mental, afinado com a emergente “sociedade do conhecimento”, onde o amanhã será ditado, fundamentalmente, pela ruptura com o passado, pela mudança e não pela perpetuação de soluções que “brilharam” no passado. É preciso entender que onde predomina a incerteza, cabe a experimentação. O imprevisto nunca estará contemplado nos manuais, peças de pouca utilidade para o trato de novos problemas e desafios. O mapa da “mina” nunca estará pronto; ao contrário, estará sempre em construção. Criatividade, inovação, trabalho em equipe, liderança e integração são fundamentais para impedir que o “barco vire” e “afunde”. O governo, como qualquer organização, ou percebe essa transformação, ou vai, certamente, perder a corrida. E o que significa, para um governo, “perder a corrida”, se ele não vai à falência, não fecha suas portas? Para o setor público, perder a corrida significa ficar à margem das mudanças, significa perder legitimidade, perder autoridade. Se perdermos essa batalha, teremos um setor público sucateado, pouco representativo dos anseios da cidadania, colocando em risco a própria democracia. O governo que gostaríamos de ver construído está centrado na priorização da produção e uso do conhecimento organizacional, com vistas a promover melhorias dos processos de governo e a valorizar a inovação como prática de trabalho. Inovação entendida, aqui, como a idéia mais a sua implementação, mais a aferição de resultados. Esse esforço deve ocorrer em todos os escalões, em todos os setores. Nas organizações do passado, só alguns especialistas – “gênios” – podiam criar, inventar e inovar. Aos demais cabia executar as ordens e seguir os processos definidos. Hoje, nas organizações do conhecimento, o que se espera é que todos sejam “gênios”, tenham idéias a serem implantadas para gerar resultados. Nesse quadro complexo e mutante, a visão não pode mais ser tecnocentrada. Computadores e sistemas de informação de alta estruturação são apenas a “ponta do iceberg” da efetiva modernização. Trabalhar somente nessa dimensão irá conduzir sempre a uma errônea e custosa percepção de que velhas estruturas podem ser arejadas com a simples descarga de novidades tecnológicas. Pode ser bonito, mas não resolve. A visão tem de ser compreensiva – todas as dimensões devem ser devidamente integradas para que, juntas, possibilitem a criação e a repercussão do conhecimento, riqueza maior da organização moderna, pública ou privada. Princípios, estrutura organizacional, pessoas, processos e tecnologia fazem parte de um todo, inseparável. Deixar de lado qualquer dessas facetas pode ser até confortável, pode dar menos trabalho, mas o resultado será sempre a frustração. Princípios devem sempre nortear as ações de governo. A ética, a transparência, o foco na cidadania, a orientação para qualidade e a universalização do serviço público são atitudes que, se deixadas de lado, transformam a tecnologia em simples embalagem moderna para procedimentos nem sempre “saudáveis".
  • 6. Estruturas organizacionais rígidas e cheias de níveis hierárquicos devem ser substituídas pelo trabalho em equipe, favorecendo a criatividade e o desenvolvimento de novas competências individuais, a atribuição de responsabilidades e a agilidade na gestão dos processos. O trabalho está cada vez mais associado à montagem de redes. As pessoas são a “chave” para trazer o governo para a era do conhecimento. Para tanto, elas devem ser estimuladas para a reflexão e para o exercício do espírito crítico, o que só pode ser obtido por meio de um intenso, contínuo e ousado programa de capacitação para o servidor público. Essa providência deve estar articulada aos esforços de profissionalização do governo, em que o mérito passe a ser critério incontestável e ingerências políticas sejam rejeitadas. Com preocupações desse tipo, teremos um governo, progressivamente com menos “chefes” e mais líderes de projetos complexos. A revisão, a simplificação e a integração dos processos básicos do governo constituem o momento de colocar idéias na prática, de fazê-las funcionar, de acabar com duplicidades, de entregar novos serviços à população. Processos inovadores não surgem ao acaso e não possuem fórmulas preestabelecidas, concebidas por técnicos que nada sabem sobre serviços de governo e que, muitas vezes, são colocadas “goela” abaixo dos servidores. O ato de modernizar processos é um caso típico em que a indispensável “inspiração”, sem a qual não se inova, deve conviver com a “transpiração”, o que implica ouvir muitas pessoas de distintos saberes e diferentes setores que tenham, no entanto, como amálgama o conhecimento do problema e a vontade de construir uma sociedade melhor. Por fim, a tecnologia, sem a qual os esforços anteriores não ganham volume, velocidade e distância necessários. A tecnologia deve estar sempre submetida às prioridades de governo, e seu uso deve ser instigador de inovações que superem a burocracia e as hierarquias rígidas, ajudando a derrubar muralhas e a fortalecer a noção de um só governo, operando em rede, voltado para o atendimento à cidadania, 24 horas por dia, sete dias por semana. Deve permitir, ainda, a criação de um governo multicanal, que se comunique com a população usando, a favor desta, toda potencialidade que a convergência digital nos oferece abreviando prazos e melhorando serviços. Público Alvo A implantação de um governo centrado na criação e disseminação do conhecimento com vistas a promoção da inovação tem como público alvo direto toda a administração pública paulista, algo como setecentos mil servidores. O diagnóstico elaborado abrangeu todas as secretarias de estado e a solução proposta se espraia por todas elas. Como mencionamos antes, no entanto, a melhoria da máquina pública nunca deve ser vista com uma finalidade. Ao melhorarmos o setor público devemos ter sempre em mente o papel do estado, que consiste em resumo em conceber e implantar políticas públicas efetivas e melhorar a qualidade dos serviços entregues ao cidadão. Sem essa visão ampliada investimentos transformam-se em gastos e a modernização fica limita a aspectos pictóricos.
  • 7. Relevância para o interesse público Dentre os principais fatores que motivam a Implementação de GCI em órgãos públicos merecem destaque 1 : 1. Melhoria de eficiência do trabalho e produtividade; 2. Aumento da transparência: agilidade no compartilhamento externo de informações; 3. Aumento da horizontalidade e descentralização de autoridade; 4. Promoção do conceito de “lifelong learning” (aprendizado continuado); 5. Melhoria dos relacionamentos e confiança dentro da organização e entre diferentes organizações; 6. Tornar as organizações públicas mais atrativas para talentos. Ainda conforme mesmo estudo, os principais resultados observados com a implementação de práticas de GCI foram: 1. Melhoria no acesso à informação; 2. Maior contribuição e uso de informações; 3. Melhor qualificação e agilidade na tomada de decisões; 4. Ganhos de produtividade e eliminação de duplicidades; 5. Acordos e compartilhamento de procedimentos entre diversos órgãos com atividades similares, com maior interação entre as pessoas. Além dos benefícios citados, existem outros especialmente importantes quando a inovação e o aprendizado dos servidores públicos são fatores críticos para o sucesso da gestão pública. Esses fatores assumem um caráter duplo: como benefícios e condições para uma efetiva GCI, devendo ser continuamente perseguidos como resultados desejados: 1. Vincular a GCI aos desafios do Governo do Estado de São Paulo: justificar e utilizar a GCI como forma de facilitar a superação dos desafios; 2. “Saber o que o governo sabe”: identificar o conhecimento escondido e/ou não utilizado em órgãos específicos do governo; 3. Capturar o conhecimento tácito: garantir que o conhecimento existente nas pessoas e na organização de maneira não formalizada possa ser mantido no governo quando as pessoas deixam o serviço público ou mudam de órgão; 4. Aprendizagem com os casos de sucessos e falhas: aproveitar as experiências como forma de aprendizado (“a verdadeira experiência não é aquilo que se fez, mas sim o que se faz com aquilo que se fez”). Viabilidade técnica, financeira e política/organizacional Tão logo foram concluídos os trabalhos referentes a este projeto, a Fundap promoveu uma reunião realizada em seu auditório central, que contou com a presença de técnicos das 21 Secretarias de Estado, que colaboraram na feitura do mesmo. Nesta oportunidade, foram foram apresentados os pontos principais do trabalho e as recomendações para que as medidas propugnadas venham, de fato, a serem implantadas. 1 Segundo estudo da OCDE sobre Gestão do Conhecimento no Setor Público: KM Practices in 140 government organizations; Ministries/Departments/Agencies of Central Government), OECD, GOV/PUMA (2003), 27th Session of the Public Management Committee, 3-4 April, 2003
  • 8. Em linhas gerais, os principais passos, neste sentido, são os seguintes: - Apresentação de vídeos com relatos de casos de sucesso, ou seja, ações de forte impacto inovador, selecionadas em cada uma das seis dimensões consideradas no projeto: Governança: Planejamento e Acompanhamento de Ações e Programas; Cultura: Ações Integradas InCor; Gestão da Informação: Portal Agência STM; Redes: Comunidade dos Amarelinhos; Aprendizagem: Educação Corporativa na Polícia Militar; Métricas: Relógio da Economia. Para atingir os objetivos do projeto, os relatos de caso foram estruturados da seguinte forma: Objetivo: utilização em processos de aprendizagem e sensibilização, tais como o Programa de Desenvolvimento Gerencial da Fundap; Conteúdo: abordar contexto, desafios, solução proposta, evolução do projeto/processo, resultados obtidos; Formato: estilo “storytelling”, relatando o caso com linguagem acessível, estrutura envolvente, contemplando aspectos humanos, subjetivos e não-convencionais, com versatilidade para aplicação em estudos mais rápidos ou discussões mais aprofundadas; A estrutura de cada caso é composta por cinco partes principais: Contexto: No Contexto são caracterizados a situação do cidadão/sociedade, o cenário sócio-econômico- político, descrição da secretaria ou entidade envolvida e o papel das lideranças. Desafios: Os Desafios trazem o problema ou oportunidade específica, os obstáculos e as restrições internas e/ou externas. Solução (ou proposta): Na parte da Solução caracteriza-se a concepção e desenvolvimento do projeto, o envolvimento das pessoas e fatores críticos. Evolução: A Evolução traz ações, desdobramentos, imprevistos, contingências, caracterizando a evolução do caso. Resultados: Por fim os Resultados apresentam benefícios tangíveis e intangíveis, mudanças, adequações, inovações e o impacto sócio-econômico-político da Gestão do Conhecimento e de Inovação no contexto do caso relatado. - Promoção de um ciclo mensal de palestras sobre Gestão do Conhecimento e Inovação, efetuado em diversos auditórios governamentais, localizados no centro de São Paulo, coordenado pela Fundap e com o apoio institucional da Sociedade Brasileira de Gestão do Conhecimento – SBGC. programado a ser iniciado em abril de 2007.
  • 9. - Inserção das recomendações antes apontadas nos programas, projetos e ações constantes do PPA - Plano Plurianual do Estado de São Paulo para o período 2008- 2011. - Inserção dos recursos necessários nos orçamentos anuais das Secretarias de Estado. Facilidade de reprodução O projeto proposto centra-se na expansão e radicalização de experiências inovadoras já existentes. O setor público já dispõe de ilhas de excelência, com profissionais de alta categoria, profundos conhecedores do serviço público e com vontade de montar um estado moderno afinado com as demandas da sociedade. O modelo de maturidade, aqui apresentado pretende servir de conector entre estas ilhas, o que se fará, fundamentalmente, pela facilitação de discussões estruturadas e continuadas sobre o tema, pelo desenvolvimento de diretrizes de ação e, o mais importante, pela inserção da questão do conhecimento e da inovação na agenda política do governo, o que, voltamos a ressaltar depende do descarte de jargões tecnológicos e a adoção de uma visão compreensiva de governo, o governo em rede, intersetorial e multidisciplinar. Ambiente de Hardware e Software: Coerente com a visão expressa nos tópicos anteriores este projeto usa a tecnologia mas não se limita a ela. Nenhum ambiente tecnológico irrealista é propugnado. Nosso foco está nas demais dimensões. Como requisitos tecnológicos consideramos que a continua atualização do parque e a incorporação de novas tecnologias, como já vem sendo feito nos últimos 10 anos e o prosseguimento da montagem da rede de governo, denominada Intragov, formem a base tecnológica necessária para promover uma revolução no setor público paulista, revolução que não prescinde da tecnologia mas não se limita a ela.
  • 10. - Inserção das recomendações antes apontadas nos programas, projetos e ações constantes do PPA - Plano Plurianual do Estado de São Paulo para o período 2008- 2011. - Inserção dos recursos necessários nos orçamentos anuais das Secretarias de Estado. Facilidade de reprodução O projeto proposto centra-se na expansão e radicalização de experiências inovadoras já existentes. O setor público já dispõe de ilhas de excelência, com profissionais de alta categoria, profundos conhecedores do serviço público e com vontade de montar um estado moderno afinado com as demandas da sociedade. O modelo de maturidade, aqui apresentado pretende servir de conector entre estas ilhas, o que se fará, fundamentalmente, pela facilitação de discussões estruturadas e continuadas sobre o tema, pelo desenvolvimento de diretrizes de ação e, o mais importante, pela inserção da questão do conhecimento e da inovação na agenda política do governo, o que, voltamos a ressaltar depende do descarte de jargões tecnológicos e a adoção de uma visão compreensiva de governo, o governo em rede, intersetorial e multidisciplinar. Ambiente de Hardware e Software: Coerente com a visão expressa nos tópicos anteriores este projeto usa a tecnologia mas não se limita a ela. Nenhum ambiente tecnológico irrealista é propugnado. Nosso foco está nas demais dimensões. Como requisitos tecnológicos consideramos que a continua atualização do parque e a incorporação de novas tecnologias, como já vem sendo feito nos últimos 10 anos e o prosseguimento da montagem da rede de governo, denominada Intragov, formem a base tecnológica necessária para promover uma revolução no setor público paulista, revolução que não prescinde da tecnologia mas não se limita a ela.