Redes De Cooperacao

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Redes De Cooperacao

  1. 1. Redes de Cooperação entre Centros Novas Oportunidades 5 Etapas de Construção RVCC 2009
  2. 2. Introdução <ul><li>Um dos maiores desafios da Iniciativa Novas Oportunidades, na sua vertente para resposta à qualificação de Adultos, está na consolidação de projectos individuais, colectivos, locais e em contexto social e económico, encontrando um enquadramento entre as necessidades dos adultos individualmente e as necessidades de articulação destas mesmas necessidades com o contexto local. Vencer este desafio passa, cada vez mais, por uma resposta integrada, cooperativa/colaborativa e construtiva entre Centros Novas Oportunidades. Esta apresentação tem como objectivo dar a conhecer um conjunto de etapas para a criação/implementação de uma rede entre centros com o objectivo de dar uma resposta integrada ao público-alvo que hoje acorre aos centro em busca da conclusão de um determinado percurso de qualificação. </li></ul>
  3. 3. Rede de Cooperação <ul><li>Definimos como “Rede de Cooperação CNO” o trabalho realizado entre vários Centros Novas Oportunidades com o objectivo de criar uma resposta integrada e consolidada em objectivos conjuntos, assente num trabalho colaborativo entre equipas técnico-pedagógicas e entidades cooperantes a estas associadas, com vista a promover uma resposta em contexto para os públicos-alvo que procuraram a conclusão de um percurso de qualificação por via das ofertas de Educação e Formação de Adultos promovidas pelos centros (do RVCC a Cursos EFA, passando por Formações Modulares e outras ofertas). </li></ul>
  4. 4. Etapas <ul><li>A criação de um conjunto de etapas para a implementação de uma “Rede de Cooperação CNO” tem como objectivo ser um ponto de partida para a organização de uma rede de trabalho colaborativo entre pessoas e entre instituições, diferentes nos objectivos e nas metodologias de trabalho. É por isso um modelo aberto e adaptável. É por isso também, uma estratégia flexível e moldável para cada um dos casos em função dos objectivos estratégicos a definir e as características das equipas envolvidas. </li></ul>
  5. 5. 1.ª Etapa: Ponto Comum <ul><li>A criação de uma rede de trabalho colaborativo tem que fazer sentido, quer pelo contexto, quer pela finalidade. Assim, o primeiro passo é o de encontrar o elemento comum. Geralmente este elemento está relacionado com a proximidade geográfica entre centros. No entanto, nem sempre assim o é. Podem existir outras razões para a criação de uma rede de cooperação. O tipo de público-alvo, a mobilidade, o enquadramento social ou outros factores podem levar à criação de redes de partilha que são, na sua essência, distintas das redes de cooperação. As rede de partilha, quer de documentos, recursos ou metodologias, assim como, de informações, não se centram num contexto concreto mas sim num objectivo concreto. As redes de cooperação são sustentadas pelo factor: intervenção. Isto é, é pela capacidade de mobilizar uma intervenção concreta e definida em torno de objectivos operacionais claro e em contexto que surge logicamente a colaboração entre equipas. Assim, o ponto comum deve estabelecer-se em função de um objectivo operacional de curto prazo (por exemplo, dar resposta a um grupo de adultos para alfabetização) ou de médio/longo prazo (por exemplo, promover uma resposta de qualificação para o emprego local). </li></ul>
  6. 6. 2.ª Etapa: Os Parceiros <ul><li>A construção de uma “Rede de Cooperação CNO” assenta, num primeiro momento, na identificação dos parceiros a integrar. Nem sempre a lógica de convidar todos os centros numa determinada região ou em torno de um determinado objectivo operacional faz sentido. A construção da rede pode e deve, em muitos casos, ser feita ponderadamente e sequencialmente. Por exemplo, pode uma rede inicialmente ser composta apenas por centro integrados em escolas públicas e depois alargado a todos os outros parceiros privados. Pode também acontecer o contrário. O ponto de partida da construção desta rede deve assentar na co-construção de uma identidade inicial e confiança de trabalho. Muitas vezes, esses factores surgem de um modelo de identificação pelo modelo organizacional das entidades. No entanto, o alargamento a outros parceiros nunca deve ser posto de lado. O enriquecimento da rede e das práticas de trabalho nasce exactamente da integração de parceiros com estruturas organizacionais diferentes e práticas de trabalho, assim como, de metodologias distintas. Quanto maior a diversidade de tipologias de parceiros mais rica é a rede de cooperação. </li></ul>
  7. 7. 3.ª Etapa: (Re)Conhecimento <ul><li>Considerar um Centro Novas Oportunidades apenas como uma entidade é, não só um erro, como não potenciar o que de melhor este é. Uma equipa de pessoas, qualificadas, com o objectivo de gerir processos de Educação e Formação de Adultos. Nunca nos podemos esquecer que as equipas técnico-pedagógicas são pessoas que, na sua essência, trabalham em prol de um objectivo concreto. Assim, o primeiro passo é o (re)conhecimento mútuo. Entre equipas, mas principalmente, entre pessoas. Consideramos fundamental a existência de uma reunião, um primeiro momento, mais ou menos formal, para a identificação das pessoas que foram as equipas. Neste mesmo momento, a partilha inicial do modelo de trabalho do Centro Novas Oportunidades como organização pode ser apresentado de forma simples e partilhada. O reconhecimento conjunto de dúvidas, dificuldades, sucessos e práticas é um bom ponto de partida para o trabalho colaborativo que se irá construir conjuntamente. </li></ul>
  8. 8. 4.ª Etapa: Os Objectivos <ul><li>A implementação de uma rede de cooperação pode nascer de um objectivo operacional concreto, antecedente à sua criação ou surgir após a criação dessa mesma rede. Assim, quer numa, quer noutra situação existe uma necessidade de definição de um ou de um conjunto de objectivos concretos e operacionais que tenham em conta: </li></ul><ul><li>A integração geográfica da Rede de Cooperação. </li></ul><ul><li>O reconhecimento social dos Centros Novas Oportunidades envolvidos na rede junto dos actores individuais, colectivos, locais e/ou regionais. </li></ul><ul><li>A capacidade de trabalho e especificidade organizacional e metodológica das equipas. </li></ul><ul><li>A urgência e definição temporal para cumprimento dos objectivos. </li></ul><ul><li>A lógica e coerência do trabalho a desenvolver para a concretização dos objectivos operacionais. </li></ul><ul><li>O modelo de avaliação de impacto a realizar. </li></ul>
  9. 9. 5.ª Etapa: A Rede <ul><li>Só podemos afirmar que uma rede de cooperação está implementada quando o trabalho de operacionalização dos objectivos se encontra definido em conjunto com todos os actores. Destacamos a necessidade de existir um ou mais elementos que possam assumir os papeis de moderadores e motivadores nesta mesma rede. Esse papel pode passar pela promoção da participação dos elementos das equipas, assim como, de indicação/identificação dos desafios. Aqui, quer o Avaliador Externo, quer uma pessoa nomeada pelos diversos elementos da equipa, naturalmente ou por votação, pode e deve assumir esse papel. Uma rede cooperação vive da definição de metas e objectivos para a sua própria estruturação. Estes são tão importantes como os próprios objectivos para a qual foi criada. A dinamização de actividades, a moderação nas relações entre os participantes, a regulação da informação e identificação de pontos a explorar pode caber a todos os participantes, mas em caso de articulação fundamental entre equipas a existência desse moderador/regulador é fundamental. </li></ul>
  10. 10. O Suporte <ul><li>A dificuldade de gestão do tempo e do trabalho colaborativo pode ser diminuída pela utilização de ferramentas das Tecnologias da Informação e Comunicação, nomeadamente, as redes sociais on-line. Da Ning ao Facebook, muitas ferramentas permitem a partilha e comunicação em tempo real com os elementos das diferentes equipas. Estas plataformas servem, não só para essa partilha, como para a criação de uma identidade da própria rede de cooperação. </li></ul>
  11. 11. Conclusão <ul><li>Mais do que um desafio a criação de redes de cooperação entre Centros Novas Oportunidades surge como uma necessidade actual e emergente. A fase do trabalho isolado entre centros terminou. A resposta organizada, integrada e estruturada para o cumprimento de um determinado objectivo é um caminho a fazer, por todos, para bem dos adultos que procuram uma resposta para a sua qualificação, mas que, cada vez mais procuram uma orientação para a sua situação face ao emprego, escola e formação. Essa resposta não passa só pelo processo de RVCC e muito menos por uma resposta de uma só entidade. Passa por um trabalho articulado entre entidades para um reconhecimento social da Aprendizagem ao Longo da Vida, caminho esse ainda a ser feito por todos, para uma efectiva resposta de qualidade. </li></ul>
  12. 12. FIM

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