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Princípios de Aprendizado GELP

Personalize

Colabore

Foco nos interesses e
envolvimento do
aluno, apropriação do
aprendizado

Crie tempo para que
os adultos
reformularem o
ensino e aprendizado

Integre
Priorize projetos
integrados com a vida
real

Seis princípios
para planejar
a educação

Evolução
Revolução

Conecte

3.0

use a comunidade
criando
permeabilidade entre
ambos os lados

Co-crie

Empodere

libere o potencial
latente dos alunos como
co-planejadores e de
apoio horizontal

Deixe que a
tecnologia liberte a
ambição e apoie a
colaboração
As aulas de 45 a 60 minutos tiveram seu reinado supremo por um muito
tempo nos sistemas escolares em todo o mundo, forçando os professores a
executarem o plano de aula com precisão militar. Não importa se os alunos
não absorveram completamente o conteúdo antes de tocar o sinal, afinal, o
tempo não espera por ninguém. No entanto, as escolas estão se afastando
cada vez mais do conceito de aula como uma unidade rígida de tempo com
uma matéria específica que acontece entre as quatro paredes de uma sala
de aula. Estão adotando a idéia de que uma aula pode ser muitas coisas.
Orgânica ou estruturada. Longa ou curta. Com base nas premissas da
escola ou fora delas. E conforme a estrutura das aulas se diversifica, o
papel do professor também acompanha.
Nas salas de aula tradicionais os alunos se sentam em fileiras em mesas
individuais virados para o professor. Há um bom motivo para que seja
assim: desta forma o professor pode passar a informação para os grupos
de alunos de forma eficiente. Isto fazia sentido enquanto o professor era a
fonte de informação mais acessível para os estudantes. Mas, numa época
onde a internet sem fio faz com que estejamos literalmente rodeados por
informação, não precisamos mais que os alunos estejam em fila olhando
para o professor. A busca das capacidades do século 21 (resolução
colaborativa de problemas, TI, literacia em informação e economia)
requerem métodos de ensino do século 21. O papel dos professores não
pode mais ser transmitir conhecimento, mas sim guiar, discutir
e, claro, avaliar o progresso dos alunos para que eles saibam quando
precisam de mais apoio. Hoje em dia as escolas inovadoras estão
concebendo salas de aula preparadas para a busca e não para a
transmissão do conhecimento ou até mesmo abolindo-as completamente.
Na Inglaterra, quando falamos que uma criança tem “necessidades
educacionais especiais” estamos nos referindo a uma criança que tem
problemas de aprendizagem diagnosticados. No entanto, o fato é que todos
temos “necessidades educacionais especiais”: Abordamos os problemas da
nossa própria maneira, absorvemos conceitos no nosso ritmo e
respondemos de formas diferentes a diferentes tipos de feedback. Os bons
professores sempre levaram isso em conta, mas a estrutura da escola
convencional limita o quanto podemos personalizar o aprendizado. Na
maioria das escolas todos estudam as mesmas coisas, ao mesmo tempo e
da mesma maneira. O que geralmente se personaliza é a expectativa do
quanto o aluno vai compreender. Isso acontece porque quando um
professor está apresentando a matéria para um grupo grande e está
aferindo pessoalmente que parcela do conteúdo cada aluno sabe
aplicar, não há tempo suficiente para dar um curso personalizado para cada
um. Contudo, isto está começando a mudar parcialmente (não totalmente)
devido às tecnologias digitais.
Imagine que você recebeu uma tarefa urgente para fazer no trabalho que
requer um pouco de pesquisa. Infelizmente, você só tem uma hora de
acesso ao computador agendada e ainda faltam quatro horas para o seu
horário. Você tem um smartphone, mas não pode usá-lo dentro do prédio.
O que você faz? Parece óbvio que qualquer trabalho profissional
produzido neste contexto vai carecer de escopo e precisão. A tecnologia
revolucionou a nossa relação com a informação no mundo real e damos
por certa a possibilidade de acessá-la em qualquer lugar a qualquer
momento. Isto é ainda mais pronunciado nos jovens que cresceram com
tecnologia como parte integrante e de presença constante em suas vidas.
Os alunos de hoje são investigadores, pesquisadores e sintetizadores
naturais de informação. Estas habilidades podem ter um uso poderoso em
sala de aula: os dias que tecnologia da informação era ensinada como
uma disciplina separada e em horários específicos estão contados.
Hoje em dia, um número crescente de jovens está aprendendo ao realizar
projetos que requeiram pesquisas que superam fronteiras das
disciplinas, criando um produto de qualidade profissional que demande vários
rascunhos e apresentá-los publicamente aos colegas, à família e a todo o
mundo.
Os projetos mais eficazes compartilham estas características e incluem
oportunidades frequentes de criticarem os trabalhos uns dos outros. Quando
projetos bem planejados são desenvolvidos desta forma, com contribuições e
feedbacks provenientes de diversas fontes, permitem que o aluno adquira as
mesmas competências que os empregadores buscam nos recémformados, como comprometimento, solução de problemas e adaptabilidade.
Também ultrapassam as fronteiras entre as disciplinas, entre o aprendizado
“acadêmico” e “vocacional”, entre o mundo dos adultos e dos alunos.
O trabalho do professor é desafiante, abrangendo um amplo leque de
papéis e responsabilidades. Mas isto não significa que os professores
possuam qualidades e habilidades que pertençam exclusivamente a eles.
Os alunos também informalmente inspiram, aconselham, apóiam e
escutam seus amigos e colegas de classe. As escolas estão começando a
reconhecer este potencial e aproveitando e desenvolvendo este potencial
para ajudar os alunos a trabalharem em caminhos complementares com
os professores, permitindo que participem mais ativamente na da
formação da sua própria educação e na dos colegas.
Os desafios do século 21 demandam que os jovens sejam bons aprendizes.
Precisam ser aprendizes resilientes, capazes de errar e aprender com seus
próprios erros. Têm que ser independentes e flexíveis, se apropriar do
aprendizado, prontos para usar diferentes estratégias de aprendizado para
poder navegar e se adaptar ao mundo em constante mudança. Se os alunos
precisam chegar a este ponto, eles devem ter “professores de aprendizado”
eficazes, que compreendem totalmente o processo de aprendizado. E o
melhor jeito de conseguí-lo é que os professores também sejam alunos.
Avaliações são importantes. O que você escolhe avaliar inevitavelmente define
o que é ensinado. E como avaliamos influencia em como ensinamos.
Conseqüentemente a pergunta que todo sistema educacional deve fazer é:
“estamos avaliando o que queremos que os alunos sejam capazes de fazer
quando eles terminarem a escola?” Se queremos que os alunos saiam da
escola preparados para a vida adulta, precisamos nos certificar que eles
experimentaram e dominam as habilidades que precisarão num contexto que
reflita o mundo fora dos muros da escola com precisão.
É amplamente reconhecido que envolver os pais na educação dos filhos é
crucial: há uma forte associação entre o envolvimento da família e o
desempenho do aluno. Muitas escolas estão reconhecendo a necessidade
de trabalhar com os pais de várias maneiras para ajudar os alunos a
darem o melhor de si. Algumas escolas estão indo além encontrando
abordagens holísticas e inovadoras eu formam pontes entre a escola e a
comunidade.
“A voz do aluno”, isto significa dar aos estudantes a oportunidade de opinar em
questões que lhes afetam, já percorreu um longo caminho desde as
experiências de algumas escolas radicais nos anos 70. Muitas escolas hoje em
dia dispõem de conselhos escolares liderados pelos alunos, por exemplo, e
pode-se argumentar que os alunos têm mais poder sobre sua própria educação
que jamais tiveram. No entanto, permanece o caso de que poucos alunos
estão envolvidos em decisões estratégicas importantes na escola e ainda
menos estudantes participam e em âmbito regional e nacional. Mas cada vez
mais os educadores estão concordando que isto tem potencial para mudar a
experiência tanto dos alunos quanto de todo o sistema educacional.
High Tech High é um grupo de escolas livres em San Diego, Califórnia. As
práticas e ambientes das escolas High Tech High são desenhados para
inspirar uma cultura de aprendizado sustentável e inter-geracional: os alunos
aprendem através de projetos longos, multidisciplinares e os professores
também aprendem na escola de pós graduação em educação criada pela
High Tech High. As escolas são reconhecidas em todo o mundo pelos
projetos na vida real que sempre terminam com uma exibição pública onde
toda a comunidade está envolvida.
O planejamento do currículo centrado no aluno e a Tecnologia da
Informação avançada fizeram da Ørestad a escola com maior número de
matrículas na Dinamarca. O currículum é formulado com um cluster de
universidades e especialistas de mídia. Oferece matérias opcionais
focadas no futuro incluindo biotecnologia, mídias digitais, globalização e
inovação. A escola que se constrói é pensada para que tenha máxima
flexibilidade, com variedade de espaços sociais e ambientes de
aprendizado.
Na Lumiar, os papéis da equipe são divididos entre tutores que apóiam e
orientam os alunos e os “mestres” em habilidades específicas que preparam
projetos e ajudam os alunos a desenvolver habilidades. A primeira escola
lumiar foi criada em São Paulo em 2002 pela fundação SEMCO. A escola foi
fundada como particular mas aproximadamente 50% dos alunos recebem
apoio financeiro e 25% recebem bolsa integral. Hoje há três escolas
Lumiar, sendo que uma delas é pública e pertence ao município de Santo
Antonio do Pinhal e oferece educação gratuita aos alunos.
A Matthew Moss está situada numa região carente na Grande Manchester e
trabalha com o princípio que os alunos devem ter participação no próprio
aprendizado. Afinal, se você não é o dono do seu aprendizado, porque você
deveria se preocupar com ele? Os alunos passam o primeiro ano na escola
empenhados num projeto chamado “Meu Mundo”. O engajamento e o
aprendizado aprofundado são guiados pelos interesses dos alunos: eles
escolhem o próprio caminho através de projetos longos para os quais têm o
poder de usar o orçamento da escola para conseguir os materiais
necessários.
Criada a partir da crença que a escola e a comunidade local possuem um
forte laço, na Big Picture os alunos passam dois dias por semana
aprendendo fora da escola em estágios e a comunidade local participa em
projetos e aulas de educação de adultos. Os alunos são apoiados por
pequenos grupos de aconselhamento e trabalham com seu conselheiro
para desenvolver seu próprio programa personalizado. Foi fundada em
Rhode Island com 50 alunos em 1995, a rede Big Picture Learning
atualmente inclui 131 escolas em cinco países, principalmente em áreas
urbanas muito carentes.
Na Kunskapsskolan, a maior rede de escolas livres da Suécia, uma mistura
de tempo de aula e não-aula e diversos especialmente espaços planejados
mantém os alunos envolvidos e oferecem escolhas do que e quando eles
aprendem. Um programa de 1 laptop por aluno e uma interface virtual
permitem que os alunos monitorem o próprio aprendizado e facilita a
comunicação entre alunos, professores e pais. As matérias mais importantes
são dadas em cursos com aproximadamente 35 etapas, onde os alunos
trabalham no seu próprio ritmo. Os cursos são temáticos e multidisciplinares.
Fundado em 1980 para alunos excluídos de outras escolas, o Colegio
Cardenal de Cracovia trabalha numa região extremamente carente em
Santiago do Chile. Para envolver os alunos geralmente difíceis, a escola se
reconstituiu como uma “república independente” com um governo liderado
pelos alunos. A escola tem um aluno-presidente eleito, um “Departamento de
Educação” liderado por um aluno e um estudante que trabalha como “Ministro
da Justiça”. A Cracovia equilibra a ênfase em disciplina e comportamento
responsável com a defesa de uma recreação construtiva e auto-expressão
Na Quest to Learn, o currículo é desenvolvido por designers de videogames
usando os princípios de jogos para envolver e desafiar os alunos. Os
estudantes têm “missões” individuais (pequenos projetos ou desafios) e
terminam os níveis de chefão (projetos longos e colaborativos) que possuem
um produto final em conjunto. A Quest to Learn recentemente iniciou uma
adaptação do modelo em Chicago e criou o Mission Lab onde os fundadores
estão trabalhando com os alunos para reformular o currículo
constantemente, criando novos programas e jogos que desenvolvem as
competências do século 21.
A Discovery 1 foi criada em 2001 por um grupo de pais e professores
baseada no princípio que os alunos devem ter a maior autonomia e
responsabilidade possível. O dia de aula na Discovery 1 é estruturado em
núcleos “obrigatórios” de alfabetização e habilidades com números e
workshops “opcionais”. As aulas optativas são geralmente concebidas e
realizadas por pais, e outras pessoas da comunidade local. Há poucas
atividades obrigatórias e os alunos podem escolher entre um grande
número de atividades eletivas ou utilizar o tempo para pesquisas
independentes.
Em 2010, a School of One foi implementada como um programa de
matemática em tempo integral em três escolas de Nova Iorque. Os alunos
trabalham em computadores que monitoram o progresso e produzem
diariamente “playlists” individuais de trabalho. Estes planos de aula
personalizados permitem que cada aluno trabalhe no seu próprio ritmo e
nível. Para as aulas em grupo, os professores desenvolvem atividades
aprofundadas que exploram conceitos como design de
arquitetura, desenvolvimento de produtos e investimentos
financeiros, preparando os alunos para aplicar o que aprenderam para as
situações do mundo real.
Princípios de Aprendizado GELP

Personalize

Colabore

Foco nos interesses e
envolvimento do
aluno, apropriação do
aprendizado

Crie tempo para que
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reformularem o
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integrados com a vida
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para planejar
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Revolução

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Princípios da educação 3 0

  • 1. Princípios de Aprendizado GELP Personalize Colabore Foco nos interesses e envolvimento do aluno, apropriação do aprendizado Crie tempo para que os adultos reformularem o ensino e aprendizado Integre Priorize projetos integrados com a vida real Seis princípios para planejar a educação Evolução Revolução Conecte 3.0 use a comunidade criando permeabilidade entre ambos os lados Co-crie Empodere libere o potencial latente dos alunos como co-planejadores e de apoio horizontal Deixe que a tecnologia liberte a ambição e apoie a colaboração
  • 2. As aulas de 45 a 60 minutos tiveram seu reinado supremo por um muito tempo nos sistemas escolares em todo o mundo, forçando os professores a executarem o plano de aula com precisão militar. Não importa se os alunos não absorveram completamente o conteúdo antes de tocar o sinal, afinal, o tempo não espera por ninguém. No entanto, as escolas estão se afastando cada vez mais do conceito de aula como uma unidade rígida de tempo com uma matéria específica que acontece entre as quatro paredes de uma sala de aula. Estão adotando a idéia de que uma aula pode ser muitas coisas. Orgânica ou estruturada. Longa ou curta. Com base nas premissas da escola ou fora delas. E conforme a estrutura das aulas se diversifica, o papel do professor também acompanha.
  • 3. Nas salas de aula tradicionais os alunos se sentam em fileiras em mesas individuais virados para o professor. Há um bom motivo para que seja assim: desta forma o professor pode passar a informação para os grupos de alunos de forma eficiente. Isto fazia sentido enquanto o professor era a fonte de informação mais acessível para os estudantes. Mas, numa época onde a internet sem fio faz com que estejamos literalmente rodeados por informação, não precisamos mais que os alunos estejam em fila olhando para o professor. A busca das capacidades do século 21 (resolução colaborativa de problemas, TI, literacia em informação e economia) requerem métodos de ensino do século 21. O papel dos professores não pode mais ser transmitir conhecimento, mas sim guiar, discutir e, claro, avaliar o progresso dos alunos para que eles saibam quando precisam de mais apoio. Hoje em dia as escolas inovadoras estão concebendo salas de aula preparadas para a busca e não para a transmissão do conhecimento ou até mesmo abolindo-as completamente.
  • 4. Na Inglaterra, quando falamos que uma criança tem “necessidades educacionais especiais” estamos nos referindo a uma criança que tem problemas de aprendizagem diagnosticados. No entanto, o fato é que todos temos “necessidades educacionais especiais”: Abordamos os problemas da nossa própria maneira, absorvemos conceitos no nosso ritmo e respondemos de formas diferentes a diferentes tipos de feedback. Os bons professores sempre levaram isso em conta, mas a estrutura da escola convencional limita o quanto podemos personalizar o aprendizado. Na maioria das escolas todos estudam as mesmas coisas, ao mesmo tempo e da mesma maneira. O que geralmente se personaliza é a expectativa do quanto o aluno vai compreender. Isso acontece porque quando um professor está apresentando a matéria para um grupo grande e está aferindo pessoalmente que parcela do conteúdo cada aluno sabe aplicar, não há tempo suficiente para dar um curso personalizado para cada um. Contudo, isto está começando a mudar parcialmente (não totalmente) devido às tecnologias digitais.
  • 5. Imagine que você recebeu uma tarefa urgente para fazer no trabalho que requer um pouco de pesquisa. Infelizmente, você só tem uma hora de acesso ao computador agendada e ainda faltam quatro horas para o seu horário. Você tem um smartphone, mas não pode usá-lo dentro do prédio. O que você faz? Parece óbvio que qualquer trabalho profissional produzido neste contexto vai carecer de escopo e precisão. A tecnologia revolucionou a nossa relação com a informação no mundo real e damos por certa a possibilidade de acessá-la em qualquer lugar a qualquer momento. Isto é ainda mais pronunciado nos jovens que cresceram com tecnologia como parte integrante e de presença constante em suas vidas. Os alunos de hoje são investigadores, pesquisadores e sintetizadores naturais de informação. Estas habilidades podem ter um uso poderoso em sala de aula: os dias que tecnologia da informação era ensinada como uma disciplina separada e em horários específicos estão contados.
  • 6. Hoje em dia, um número crescente de jovens está aprendendo ao realizar projetos que requeiram pesquisas que superam fronteiras das disciplinas, criando um produto de qualidade profissional que demande vários rascunhos e apresentá-los publicamente aos colegas, à família e a todo o mundo. Os projetos mais eficazes compartilham estas características e incluem oportunidades frequentes de criticarem os trabalhos uns dos outros. Quando projetos bem planejados são desenvolvidos desta forma, com contribuições e feedbacks provenientes de diversas fontes, permitem que o aluno adquira as mesmas competências que os empregadores buscam nos recémformados, como comprometimento, solução de problemas e adaptabilidade. Também ultrapassam as fronteiras entre as disciplinas, entre o aprendizado “acadêmico” e “vocacional”, entre o mundo dos adultos e dos alunos.
  • 7. O trabalho do professor é desafiante, abrangendo um amplo leque de papéis e responsabilidades. Mas isto não significa que os professores possuam qualidades e habilidades que pertençam exclusivamente a eles. Os alunos também informalmente inspiram, aconselham, apóiam e escutam seus amigos e colegas de classe. As escolas estão começando a reconhecer este potencial e aproveitando e desenvolvendo este potencial para ajudar os alunos a trabalharem em caminhos complementares com os professores, permitindo que participem mais ativamente na da formação da sua própria educação e na dos colegas.
  • 8. Os desafios do século 21 demandam que os jovens sejam bons aprendizes. Precisam ser aprendizes resilientes, capazes de errar e aprender com seus próprios erros. Têm que ser independentes e flexíveis, se apropriar do aprendizado, prontos para usar diferentes estratégias de aprendizado para poder navegar e se adaptar ao mundo em constante mudança. Se os alunos precisam chegar a este ponto, eles devem ter “professores de aprendizado” eficazes, que compreendem totalmente o processo de aprendizado. E o melhor jeito de conseguí-lo é que os professores também sejam alunos.
  • 9. Avaliações são importantes. O que você escolhe avaliar inevitavelmente define o que é ensinado. E como avaliamos influencia em como ensinamos. Conseqüentemente a pergunta que todo sistema educacional deve fazer é: “estamos avaliando o que queremos que os alunos sejam capazes de fazer quando eles terminarem a escola?” Se queremos que os alunos saiam da escola preparados para a vida adulta, precisamos nos certificar que eles experimentaram e dominam as habilidades que precisarão num contexto que reflita o mundo fora dos muros da escola com precisão.
  • 10. É amplamente reconhecido que envolver os pais na educação dos filhos é crucial: há uma forte associação entre o envolvimento da família e o desempenho do aluno. Muitas escolas estão reconhecendo a necessidade de trabalhar com os pais de várias maneiras para ajudar os alunos a darem o melhor de si. Algumas escolas estão indo além encontrando abordagens holísticas e inovadoras eu formam pontes entre a escola e a comunidade.
  • 11. “A voz do aluno”, isto significa dar aos estudantes a oportunidade de opinar em questões que lhes afetam, já percorreu um longo caminho desde as experiências de algumas escolas radicais nos anos 70. Muitas escolas hoje em dia dispõem de conselhos escolares liderados pelos alunos, por exemplo, e pode-se argumentar que os alunos têm mais poder sobre sua própria educação que jamais tiveram. No entanto, permanece o caso de que poucos alunos estão envolvidos em decisões estratégicas importantes na escola e ainda menos estudantes participam e em âmbito regional e nacional. Mas cada vez mais os educadores estão concordando que isto tem potencial para mudar a experiência tanto dos alunos quanto de todo o sistema educacional.
  • 12. High Tech High é um grupo de escolas livres em San Diego, Califórnia. As práticas e ambientes das escolas High Tech High são desenhados para inspirar uma cultura de aprendizado sustentável e inter-geracional: os alunos aprendem através de projetos longos, multidisciplinares e os professores também aprendem na escola de pós graduação em educação criada pela High Tech High. As escolas são reconhecidas em todo o mundo pelos projetos na vida real que sempre terminam com uma exibição pública onde toda a comunidade está envolvida.
  • 13. O planejamento do currículo centrado no aluno e a Tecnologia da Informação avançada fizeram da Ørestad a escola com maior número de matrículas na Dinamarca. O currículum é formulado com um cluster de universidades e especialistas de mídia. Oferece matérias opcionais focadas no futuro incluindo biotecnologia, mídias digitais, globalização e inovação. A escola que se constrói é pensada para que tenha máxima flexibilidade, com variedade de espaços sociais e ambientes de aprendizado.
  • 14. Na Lumiar, os papéis da equipe são divididos entre tutores que apóiam e orientam os alunos e os “mestres” em habilidades específicas que preparam projetos e ajudam os alunos a desenvolver habilidades. A primeira escola lumiar foi criada em São Paulo em 2002 pela fundação SEMCO. A escola foi fundada como particular mas aproximadamente 50% dos alunos recebem apoio financeiro e 25% recebem bolsa integral. Hoje há três escolas Lumiar, sendo que uma delas é pública e pertence ao município de Santo Antonio do Pinhal e oferece educação gratuita aos alunos.
  • 15. A Matthew Moss está situada numa região carente na Grande Manchester e trabalha com o princípio que os alunos devem ter participação no próprio aprendizado. Afinal, se você não é o dono do seu aprendizado, porque você deveria se preocupar com ele? Os alunos passam o primeiro ano na escola empenhados num projeto chamado “Meu Mundo”. O engajamento e o aprendizado aprofundado são guiados pelos interesses dos alunos: eles escolhem o próprio caminho através de projetos longos para os quais têm o poder de usar o orçamento da escola para conseguir os materiais necessários.
  • 16. Criada a partir da crença que a escola e a comunidade local possuem um forte laço, na Big Picture os alunos passam dois dias por semana aprendendo fora da escola em estágios e a comunidade local participa em projetos e aulas de educação de adultos. Os alunos são apoiados por pequenos grupos de aconselhamento e trabalham com seu conselheiro para desenvolver seu próprio programa personalizado. Foi fundada em Rhode Island com 50 alunos em 1995, a rede Big Picture Learning atualmente inclui 131 escolas em cinco países, principalmente em áreas urbanas muito carentes.
  • 17. Na Kunskapsskolan, a maior rede de escolas livres da Suécia, uma mistura de tempo de aula e não-aula e diversos especialmente espaços planejados mantém os alunos envolvidos e oferecem escolhas do que e quando eles aprendem. Um programa de 1 laptop por aluno e uma interface virtual permitem que os alunos monitorem o próprio aprendizado e facilita a comunicação entre alunos, professores e pais. As matérias mais importantes são dadas em cursos com aproximadamente 35 etapas, onde os alunos trabalham no seu próprio ritmo. Os cursos são temáticos e multidisciplinares.
  • 18. Fundado em 1980 para alunos excluídos de outras escolas, o Colegio Cardenal de Cracovia trabalha numa região extremamente carente em Santiago do Chile. Para envolver os alunos geralmente difíceis, a escola se reconstituiu como uma “república independente” com um governo liderado pelos alunos. A escola tem um aluno-presidente eleito, um “Departamento de Educação” liderado por um aluno e um estudante que trabalha como “Ministro da Justiça”. A Cracovia equilibra a ênfase em disciplina e comportamento responsável com a defesa de uma recreação construtiva e auto-expressão
  • 19. Na Quest to Learn, o currículo é desenvolvido por designers de videogames usando os princípios de jogos para envolver e desafiar os alunos. Os estudantes têm “missões” individuais (pequenos projetos ou desafios) e terminam os níveis de chefão (projetos longos e colaborativos) que possuem um produto final em conjunto. A Quest to Learn recentemente iniciou uma adaptação do modelo em Chicago e criou o Mission Lab onde os fundadores estão trabalhando com os alunos para reformular o currículo constantemente, criando novos programas e jogos que desenvolvem as competências do século 21.
  • 20. A Discovery 1 foi criada em 2001 por um grupo de pais e professores baseada no princípio que os alunos devem ter a maior autonomia e responsabilidade possível. O dia de aula na Discovery 1 é estruturado em núcleos “obrigatórios” de alfabetização e habilidades com números e workshops “opcionais”. As aulas optativas são geralmente concebidas e realizadas por pais, e outras pessoas da comunidade local. Há poucas atividades obrigatórias e os alunos podem escolher entre um grande número de atividades eletivas ou utilizar o tempo para pesquisas independentes.
  • 21. Em 2010, a School of One foi implementada como um programa de matemática em tempo integral em três escolas de Nova Iorque. Os alunos trabalham em computadores que monitoram o progresso e produzem diariamente “playlists” individuais de trabalho. Estes planos de aula personalizados permitem que cada aluno trabalhe no seu próprio ritmo e nível. Para as aulas em grupo, os professores desenvolvem atividades aprofundadas que exploram conceitos como design de arquitetura, desenvolvimento de produtos e investimentos financeiros, preparando os alunos para aplicar o que aprenderam para as situações do mundo real.
  • 22. Princípios de Aprendizado GELP Personalize Colabore Foco nos interesses e envolvimento do aluno, apropriação do aprendizado Crie tempo para que os adultos reformularem o ensino e aprendizado Integre Priorize projetos integrados com a vida real Seis princípios para planejar a educação Evolução Revolução Conecte 3.0 use a comunidade criando permeabilidade entre ambos os lados Co-crie Empodere libere o potencial latente dos alunos como co-planejadores e de apoio horizontal Deixe que a tecnologia liberte a ambição e apoie a colaboração