Prefeitura do Município de São Bernardo do Campo
                                Secretaria de Educação
                       Departamento de Ações Educacionais
                   SE.11 - Divisão de Ensino Fundamental e Infantil




I – IDENTIFICAÇÃO DA UNIDADE ESCOLAR                                  4
1. Histórico da Escola                                                               5
2. Biografia da Patrona da Unidade Escolar                                           6
3. Quadro de Identificação dos Funcionários                                          7
4. Quadro de Organização das Modalidades                                             9

II – CARACTERIZAÇÃO E PLANO DE AÇÃO PARA OS SEGMENTOS DE
ATUAÇÃO DA ESCOLA                                                                    10
1. Concepção Pedagógica                                                              10
2. Caracterização da Comunidade                                                      11
3. Comunidade Escolar                                                                12
       3.1. Caracterização                                                           12
       3.2. Avaliação da comunidade sobre o trabalho realizado pela escola em 2011   13
       3.3. Plano de Ação para Comunidade Escolar                                    14
       3.4. Avaliação                                                                15
4. Equipe Escolar                                                                    15
       4.1. Caracterização                                                           15
       4.1.1. Quadro de Identificação dos Professores e Auxiliares em Educação       17
       4.1.2. Plano de Formação do Professor e Auxiliar em Educação                  18
       4.1.3. Avaliação do Plano de Formação 2012                                    20
       4.1.4. Avaliação do Plano de formação 2011                                    21
       4.2. Funcionários                                                             22
       4.2.1. Caracterização                                                         22
       4.2.2. Quadro de Identificação dos Funcionários de Apoio                      23
       4.2.3. Plano de Formação dos Funcionários de Apoio                            24
       4.2.4. Avaliação do Plano de Formação                                         24
5. Conselho de Escola                                                                24
       5.1. Caracterização                                                           24
       5.2. Plano de Ação do Conselho de Escola                                      25
       5.3. Avaliação do Plano de Formação                                           26
6. Associação de Pais e Mestres                                                      26
       6.1. Caracterização                                                           26
       6.2. Plano de Ação Associação de Pais e Mestres                               26
       6.3. Plano de aplicação de Recursos Financeiros                               27
       6.4. Avaliação do Plano de Formação                                           27

III – ORGANIZAÇÃO E DESENVOLVIMENTO DO TRABALHO PEDAGÓGICO                           27
1. Objetivos                                                                         27
       1.1.Objetivo da Educação Básica                                               27
       1.2. Da Educação Infantil                                                     27
2. Levantamento de Objetivos Gerais e Específicos                                    28
3. Levantamento dos Objetivos e Conteúdos por Área do Conhecimento                   31
4. Avaliação das Aprendizagens dos Alunos                                            82
       4.1. Educação Infantil                                                        82

                                                                                          2
5. Acompanhamento dos Instrumentos Metodológicos                     83
5.1. Planejamento                                                    83
5.2. Registro                                                        83
5.3. Organização dos registros da ação formativa da equipe gestora   83

6. Reunião com pais e Período de adaptação                           83
  6.1. Reunião com pais                                              83
  6.2. Acolhimento                                                   85

7. Atendimento Educacional Especializado (A.E.E)                     86

8. Projetos Coletivos da Unidade Escolar                             87
8.1. Baú de histórias                                                87
8.2. O Nordeste também é aqui!                                       89
8.3. Mostra Cultural e Dia da Família                                90

IV. REFERÊNCIAS                                                      91

V. ANEXOS                                                            91
   1. Descrição da Estrutura Física da Escola                        91
   2. Materiais Pedagógicos e Equipamentos                           92
   3. Calendário Escolar Homologado                                  94




I- Identificação da Unidade Escolar


                                                                          3
Escola Municipal de Educação Básica “MARIANA BENVINDA DA COSTA”
Rua Aureliano de Souza, 01
Bairro.Ferrazópolis – São Bernardo do Campo - Cep: 09781-120
Tel. 4127-3997 / 4339-5459
E-mail: mariana.benvinda@saobernardo.sp.gov.br
CIE: 077525
Equipe Gestora: Diretora – Priscila de Brito
                 Coordenadora Pedagógica – Andréa Cristiane de Oliveira
                 PAD (Professor de Apoio à direção) – Circe Guarnieri Ruocco
Orientadora Pedagógica: Mara Lúcia Finocchiaro da Silva
Modalidade de Ensino: Educação Infantil
Períodos e horários de funcionamento da escola: Manhã das 7h30 às 11h30
                                                Tarde das 13h00 às 17h00
Horário de atendimento da secretaria: 7h30 as 17h00




   1. Histórico da Escola


                                                                               4
As instalações dos Centros de Convivência refletem a concepção de Política Educacional
da Secretaria de Educação e Cultura em 1989. Concebidos como um espaço integrado de
educação, lazer e cultura, foram construídos o Centro de Convivência D. Jorge, no Areião; o
Centro Convivência do Battistini e a nossa escola, Mariana Benvinda da Costa, no
Ferrazópolis.
      A escola foi inaugurada em 23 de fevereiro de 1992, atendendo à demanda popular,
recebendo        essa        denominação       por       escolha      da        comunidade.




       Nos anos de 1994, 1995, 1996, a quadra de esportes foi utilizada para instalar as
famílias de pessoas desse e de outros bairros, desabrigadas pelas enchentes. A situação
prejudicou muito o funcionamento da EMEB, se por um lado, nos dois primeiros anos nos levou
a produzir projetos educativos discutindo questões do meio ambiente, tipos de moradia, formas
de melhorar a vida do bairro, por outro, acomodou o poder público durante 06 meses. Ao longo
de todo o ano de 1996 foram abrigadas cerca de 200 pessoas e os transtornos inumeráveis.
       Em 2003 a quadra de esportes foi reformada pela Secretaria de Esportes e constitui um
espaço importante para a comunidade que tem atividades desenvolvidas por professores que
lecionam várias modalidades esportivas para os jovens, crianças e ginástica feminina. No início
de 2005 o espaço da quadra foi ocupado novamente para o alojamento de desabrigados pelas
chuvas. As famílias foram levadas para um novo alojamento provisório a partir de abril e a
quadra foi reformada novamente.
       Na trajetória pedagógica da escola, observamos que a partir de 1999 começamos a
elaborar com a denominação de Projeto Pedagógico Educacional o novo norteador para o
trabalho a ser desenvolvido na escola junto a seu entorno. Até então, produzíamos o Plano de
Trabalho Anual no qual constavam aspectos legalmente determinados para o funcionamento da
escola e nos amparávamos pedagogicamente na Proposta Curricular da Rede produzida em
1989. Ressaltamos, ainda, que desde os planos de trabalho produzidos em 1993 registramos


                                                                                             5
no grupo de educadores uma forte disposição em participar nos momentos de formação - na
época restritos às reuniões pedagógicas – e nas discussões que norteavam nossas ações.
       Todo ano em nosso PPP apontamos, a partir da avaliação da comunidade e da equipe
escolar, um projeto coletivo a ser desenvolvido nas diferentes turmas durante o ano e que
culminará na “Mostra Cultural” da Unidade em meados do último trimestre. Nossa primeira
mostra Cultural foi em 1993 “A escola e sua importância em nossa vila”, e na sequencia “A
construção da casinha” (94), “Os povos do mundo e as diferentes culturas” (95), “Arte na pré-
escola – Os pintores” (95), “O supermercado” (96), “Música” (97), “Feira: Da produção a
venda” (Semi 98), “Livro de poesia” (98), “Livro da mãe” (98), “Folhetos com as brincadeiras
favoritas da turma” (98), “Lojinha entre classes” (98), “Uma viagem pelo corpo humano” (99),
“Arteiros e artistas” (2000), “A diminuição do lixo: Uma proposta de reutilização e reciclagem”
(2001), “Diferentes povos das diferentes culturas do mundo” (2002), “Comunicando,
comunicação” (2003), “A Melhora do Meio Ambiente” (2004) , “Aprender e Criar é só
começar”(2005), “Sons, Cores e Histórias que acontecem no Mariana Benvinda ” (2006),
“Sensações e Emoções: quem vier sentirá” (2007), “Diversidade é que é legal!” (2008); Ciranda,
cirandinha vamos todos cirandar...brincar...cantar...desenhar...pintar...cozinhar (2009); Um
mergulho no mar de aventuras: brincadeiras, artes, animais, corpo humano, quadrinha e horta
(2010); Explorando a vida no planeta Mariana: nossos saberes, sabores, ceres, cores, formas e
brincadeiras (2011);

   2. Biografia da Patrona da Unidade Escolar

                                   Mariana Benvinda da Costa era filha de Francisco Benvindo
                                   da Costa e Maria Teresa de Jesus. Era casada com
                                   Francisco de Assis Gomes, com o qual teve sete filhos: Maria
                                   Gerciana Gomes, José Gercion Gomes, Antônia Gernecir
                                   Gomes, Francisco Genival Gomes. Expedito Geneplides
                                   Gomes, Maria das Dores Gomes e Antonia Gildenea Gomes.
                                   Veio do Ceará para São Paulo em agosto de 1972. Como
                                   todos os nordestinos, à procura de melhores condições de
                                   vida. Chegando aqui, entrou logo na comunidade da Igreja,
                                   que já era preferida como entidade de luta, desde os tempos
                                   do Ceará.
Em 1981, filiou-se ao partido dos trabalhadores e a partir daí começou a participar das lutas,
reivindicando melhorias para a Vila Ferrazópolis, principalmente na parte
Luta por escolas, asfalto, ônibus, entre outras. /foi uma das fundadoras do Posto de leite de
Ferrazólis, participando da Comissão de mulheres. Foi e ainda é muito conhecida e amada por
todos. Mãe exemplar, tendo nascido em 30 de janeiro de 1933 e falecido em 18 de fevereiro de
1985.




                                                                                             6
2. Quadro de Identificação dos Funcionários

Nome                                      Matrícula      Cargo                     Horário        Férias
Priscila de Brito                         25.869-0       Diretora                  7h15 – 17h15   Janeiro
Andréa Cristiane de Oliveira              35.350-3       Coordenadora Pedagógica   8h – 17h       Janeiro
Circe Guarnieri Ruocco                    9.571-3        PAD                       8h30 – 17h30   Janeiro
Laudemir Carlos Ribeiro                   30.518-6       Oficial de escola I       7h30 - 16h30   Junho
Aline Barbosa                             31.130-5 (M)   Professora                7h30 - 11h30   Janeiro
Aline Barbosa                             32.658-6 (T)   Professora                13h - 17h      Janeiro
Camila Morpanini                          37.240-6       Professora                7h30 – 17h     Janeiro
Cristiane Aparecida P. Gonçalves          37.196-3       Professora                7h30 – 17h     Janeiro
Cristiane da Silva Lima                   37.194-7       Professora                7h30 – 17h     Janeiro
Elaine Neves de Andrade                   26.631-6       Professora                7h30 - 11h30   Janeiro
Eliana Naldi de Assis Leal                31.188-4       Professora                7h30 - 11h30   Janeiro
Fátima Cristina Gastaldo                  33.974-9       Professora                13h - 17h      Janeiro
Joesilvia da Silva Vigatto                31.740-8       Professora                7h30 - 11h30   Janeiro
Joyce Rodrigues da Costa                  61.758-5       Professora                7h30 – 17h     Janeiro
Karen Cristina M. S. de Lima              37.300-4       Professora                7h30 – 17h     Janeiro
Katia de Almeida Benites da Costa         31.095-1       Professora                7h - 15h       Janeiro
Leilane Fernandes                         35.159-3       Professora                13h - 17h      Janeiro
Maria do Socorro de Figueiredo            61.784-4       Professora                13h - 17h      Janeiro
Maria Juciana Bezerra Moura               37.235-9       Professora                7h30 – 17h     Janeiro
Sandra Cistina G. da Cunha                33.341-8       Professora                7h30 - 11h30   Janeiro
Socorro Keille N. de Souza                33.489-6       Professora                13h - 17h      Janeiro
Tatiana Rodrigues Celian dos Santos       18.367-1       Professora                7h30 – 11h30   Janeiro
Ana Lucia Ferraz da Silva                 61.524-0       Professora AEE            13h – 17h      Janeiro
Roberta Giubilato de Paula                34.336-4       Professora AEE            7h30 – 11h30   Janeiro
Daniele Cristina Viotto                   34.323-3       Auxiliar em educação      7h30 – 16h30   Janeiro
Priscilla Lucena Felippe Vendruscolo      34.548-9       Auxiliar em educação      7h30 – 16h30   Janeiro

                                                                                                            7
Ana Cristina de Sousa                  77.002-0    Estagiária em pedagogia   13h - 17h      Janeiro
Bárbara Ane Ferreira Gomes             77.653-9    Estagiária em pedagogia   13h – 15h      Janeiro
Camila Aparecida Mioto Lopes           77.251-9    Estagiária em pedagogia   7h - 11h30     Janeiro
Elaine Cristina L. de Oliveira         77.663-6    Estagiária em pedagogia   7h - 12h       Janeiro
Aureni Batista da Silva                COAN        Merendeira                6h30 – 16h18   Janeiro
Silvana Rodrigues dos Santos           COAN        Merendeira                7h – 16h48     Janeiro
Suzana Brito Felipe de Oliveira        COAN        Merendeira                7h – 16h48     Janeiro
Andreia Quaresma dos Santos            61.262-4    Auxiliar de limpeza       6h30 – 15h30   Janeiro
Edileusa Nunes da Silva                61.302-8    Auxiliar de limpeza       8h – 17h       Fevereiro
Lucielia Nascimento Barros             62.338-0    Auxiliar de limpeza       6h30 – 15h30   Maio
Marlene de O. Silva Lindovino          60.914--4   Auxiliar de limpeza       6h30 – 15h42   Janeiro
Silvana Aparecida da S. Perigo         61.033-9    Auxiliar de limpeza       8h30 – 17h30   Janeiro
Suellen Barreto Peranovich             35.323-6    Aux Biblioteca            8h – 17h       Abril
Edna Aparecida Valeriano               Projeto     Contadora de histórias    8h – 12h       Janeiro
Luíz Fernandes da Silva                10.495-8    Vigilante                 Noturno        A definir
Nelson Feliciano Silva                 22.177-0    Vigilante                 Noturno        A definir




   3. Quadro de Organização das Modalidades

                                                                                                        8
Período     Agrupamento     Turma             Professora                             Apoio              Total de alunos por      Total de alunos por
               Termo                                                                                           turma                   período
           Infantil – II    3A      Tatiana Rodrigues Celian dos        Priscilla Lucena F. Vendruscolo 23
                                    Santos
           Infantil – II    3B      Kátia de Almeida Benites            Daniele Cristina Viotto           23
Manhã                               Joyce Rodrigues da Costa (Subst.)
           Infantil – III   4A      Elaine Neves de Andrade                                               24                            186
8 turmas   Infantil – III   4B      Cristiane Aparecida P.                                                21
                                    Gonçalves
           Infantil – IV    5A      Joesilvia da Silva Vigatto                                            23
           Infantil – IV    5B      Cristiane da Silva Lima             Elaine Cristina L. de Oliveira    23
           Infantil – V     6A      Aline Barbosa (M)                   Camila Aparecida Mioto Lopes      25
           Infantil – V     6B      Sandra Cristina G. da Cunha                                           24
           Infantil – II    3C      Eliana Naldi de Assis Leal          Daniele Cristina Viotto           23
           Infantil – III   4C      Maria Juciana Bezerra Moura         Priscilla Lucena F. Vendruscolo   24
           Infantil – III   4D      Karen Cristina M. S. de Lima                                          25
 Tarde     Infantil – IV    5C      Camila Morpanini                    Bárbara Ane Ferreira Gomes        25
           Infantil – IV    5D      Leilane Fernandes                                                     28                            205
           Infantil – V     6C      Socorro Keille N. de Sousa                                            28
8 turmas
           Infantil – V     6D      Aline Barbosa (T)                   Ana Cristina de Sousa             24
           Infantil – V     6E      Fátima Cristina Gastaldo                                              28
                                                                                                               Total de alunos
    Total de turmas          16                                                                                 atendidos pela
                                                                                                                        escola          391




                                                                                                                                                 9
II – CARACTERIZAÇÃO E PLANO DE AÇÃO PARA OS SEGMENTOS DE ATUAÇÃO
DA ESCOLA
    1. Concepção Pedagógica

Criança
A criança é sujeito de direito, ativa em seu processo de
aprendizagem, interage com o meio interpretando e
apreendendo o mundo a partir de suas vivências e de
características próprias peculiares do seu processo de
desenvolvimento.
Todos são capazes de aprender, observando o princípio da
inclusão e das necessidades individuais de cada criança.
O aluno é considerado como centro do processo de
aprendizagem, portanto é a partir de seus conhecimentos e das
características de sua faixa etária, que elencamos os objetivos e
propostas a serem desenvolvidos durante o ano letivo.
Ensino
       O ensino é concebido considerando a criança como sujeito de direitos e como tal é
respeitada no seu direito a aprender, no seu estágio de desenvolvimento, nos
conhecimentos e cultura que traz consigo, nos seus interesses e necessidades de
aprendizagem.
       A instituição de Educação Infantil deve oferecer às crianças condições de
aprendizagens que ocorrem nas brincadeiras e aquelas advindas de situações
pedagógicas intencionais ou aprendizagens orientadas pelos adultos.
       A intencionalidade educativa deve nortear as ações do professor na escola. Para
que as aprendizagens se efetivem, é necessário o respeito às necessidades e
possibilidades de cada um, observando o princípio da diversidade.
       A construção do vínculo entre educador e aluno requer do educador que esteja
comprometido com o outro, com suas necessidades e confiante na capacidade de
aprendizagem dos alunos. Todas as pessoas que trabalham na escola devem ser
entendidas como educadoras.
Aprendizagem
                             A aprendizagem se dá na interação do sujeito com o meio a
                             partir de sua necessidade, interesse e estímulo. A criança
                             aprende vivenciando experiências significativas da sua cultura.
                             Quanto mais ricas forem as experiências proporcionadas a ela
                             melhor será a qualidade de sua aprendizagem.
                                    No ambiente escolar essa aprendizagem não ocorre de
                             forma espontaneísta. É preciso criar situações de
                             aprendizagem nas quais os alunos coloquem seus
                             conhecimentos em xeque, relacione o que sabe com os novos
                             desafios apresentados pelo professor, em um movimento de
                             desconstrução e reconstrução de saberes.

                                                                                         10
2. Caracterização da Comunidade

       As casas mais próximas da escola são de alvenaria, muitas delas sobrados;
servidos por rede de água, esgoto e eletricidade. As mais afastadas, localizadas no Jardim
Limpão, têm infra-estrutura precária, pois o local é uma comunidade que está passando
por um processo lento de urbanização. Muitos barracos estão em áreas de risco e a rede
de serviço de saneamento ainda é muito reduzida.
        O Bairro conta com uma pequena estrutura de serviços, esporte e cultura.
         No terreno localizado atrás da escola, existe uma Quadra de Esportes da
Prefeitura que oferece algumas atividades para crianças e adultos sob coordenação de
professores como ginástica, escolinha de futebol e outros esportes como basquete e
voleibol
       Há uma Sociedade Amigos do Bairro e as benfeitorias conseguidas resultam, em
grande parte, das ações organizadas da Sociedade, responsável direta pelo asfaltamento,
iluminação das ruas, criação de escolas, compras comunitárias... e comércios em geral
(sacolão, açougue, farmácia, mini-mercados...).
       A população do bairro também conta com uma Unidade Básica de Saúde (com
atendimento diário de pediatras e tratamento odontológico para as crianças. A psicóloga
destina um dia no mês para o agendamento das sessões para atendimento da
população), um Posto Policial e várias linhas de transporte coletivo realizado pelas
empresas: Transbus, SBC Trans, Viação Riacho Grande e Viação ABC.
       Em relação aos serviços educacionais públicos prestados à comunidade temos as
EMEBs Antônio José Mantuan e Manuel Torres de 0 a 3 anos; Di Cavalcanti, Hygino
Batista de Lima, Mariana Benvinda da Costa e Maurício Caetano de Castro de 3 a 6 anos;
André Ferreira, José Luiz Jucá e Mário Martins de Almeida, ensino fundamental, Escola
Municipal de Iniciação Profissional Miguel Arraes de Alencar e as Escolas Estaduais Luiza
Collaço e Maria Cristina S. Miranda, a partir do 5º ano.
       O bairro dispõe apenas dos serviços de Bibliotecas Escolares Interativas situadas
nas EMEBs: Di Cavalcanti, Hygino Batista de Lima, Mariana Benvinda da Costa, André
Ferreira, José Luiz Jucá e Mário Martins de Almeida, que realizam o atendimento à
comunidade uma vez por semana.
       Cabe ressaltar que o atendimento à comunidade nas Bibliotecas Interativas nas
EMEBs, é realizado por um auxiliar de biblioteca.
       Atualmente o atendimento à Comunidade nesta unidade é realizado às segundas –
feiras, das 8h00 as 16h30 onde são realizados empréstimos e uso para leitura dos
periódicos e acervo.




                                                                                       11
3. Comunidade Escolar
            3.1. Caracterização

        Pelos dados estatísticos, temos aproximadamente sessenta por cento das famílias
provenientes da região sudeste, com predominância de São Paulo, aproximadamente
trinta e sete por cento da região nordeste e o restante das demais regiões. A média de
idade dos pais está entre 20 e 30 anos. Esse dado sobre a origem das famílias demonstra
uma mudança nos últimos anos, pois estas eram oriundas em sua maioria da região
nordeste.
        Outro dado relevante sobre a mudança de vida das pessoas é o grau de
escolaridade. Em anos anteriores a escolaridade chegava às séries iniciais. Atualmente
a maioria possui o ensino fundamental e médio completo, sendo que a segunda
modalidade tem maior representatividade entre as famílias do que a primeira, diminuindo
progressivamente os que não finalizaram seus estudos nessas modalidades.
        A maioria dos pais e mães          está no mercado de trabalho, sendo que
aproximadamente setenta e quatro por cento tem carteira assinada, fato esse que
representa uma migração da economia informal para formal. Em algumas famílias o
sustento advém de outros membros como avós, tios e primos. A proporção entre mães e
pais trabalhadores praticamente se equipara.
        A média de pessoas que moram junto com a criança na casa é de três a quatro. Na
ausência dos pais durante o período que estão trabalhando e as crianças não estão na
escola quem fica com as mesmas em sua maioria é a mãe, avó, irmãos, pai, tias, vizinhos
e babá, nessa ordem de prioridade que estão citados.
        As famílias possuem como lazer as visitas às casas dos parentes, a participação
nos cultos religiosos, passeios a parques públicos e ocasionalmente a cinemas e
shoppings, sendo que         esses dois últimos itens representam uma minoria dos
pesquisados.
        Quanto à escolha religiosa um quarto dos pesquisados são evangélicos e a maioria
se declara católico.
        Em relação ao acesso aos meios de comunicação, a televisão ainda é a forma mais
acessível de informação e lazer, seguida do rádio e internet, que ocupam a mesma
entrada nas casas. O jornal e revista embora apareçam, são os meios menos utilizados.
Telejornais, seguidos de novelas e filmes são os mais vistos pelos adultos enquanto os
programas dos canais abertos como Bom dia e companhia, Tv Globinho, Maisa, Xuxa,
Chaves e Chapolim são os de preferência das crianças. A TV cultura mesmo que
timidamente aparece nas pesquisas.
        Quanto ao acesso das crianças em relação aos diferentes periódicos e materiais
gráficos, as famílias apontam que as crianças têm acesso a livros e revistas para colorir
além de materiais como lápis de cor, giz de cera e canetas.
        Os portadores textuais que circulam na comunidade são panfletos de
supermercado, pizzaria, religiosos, planos de saúde, padaria e mercadinho, nesta ordem
em que estão citados.


                                                                                      12
Quanto às manifestações artísticas a comunidade aponta o artesanato como o
meio cultural mais conhecido. Menos da metade dos entrevistados dizem ter acesso ao
guia cultural da cidade.
      Quanto a APM e Conselho de escola e associações de bairro a maioria diz não
poder participar por motivos de trabalho e falta de tempo. Também dizem não saber quais
são os assuntos tratados nessas reuniões.
      Quando consultados quanto à preferência em relação ao horário da reunião de pais
e mestres, a maioria informa que tem preferência para o período em que a criança está na
escola.
      A caracterização da comunidade incide diretamente na forma de como a escola
pensa seu planejamento. A pesquisa sobre as manifestações culturais e a origem das
famílias veio ao encontro às propostas pensadas pela equipe escolar nas primeiras
reuniões pedagógicas do ano letivo.
      Embora os pais de nossos alunos sejam em grande parte de São Paulo, a influência
nordestina ainda é muito forte na comunidade, visto que os avós dessas crianças são
oriundos dessa região. Nosso eixo de trabalho para esse ano incidirá sobre a valorização
da cultura local. Os saberes da comunidade, suas vivências e conhecimentos serão
considerados e inseridos como etapas dentro das propostas pedagógicas e no Projeto
Coletivo da Unidade Escolar, que terá como foco o Centenário de Luiz Gonzaga e a
Cultura Nordestina.
      Em relação aos portadores textuais que as famílias disseram ter acesso na
comunidade, obtivemos dados que nos auxiliarão em             nossa formação com os
professores. Nossa reflexão será acerca das concepções que envolvem o letramento
dentro da escola e melhores propostas para trazermos as diferentes leituras e
conhecimentos sobre o mundo letrado que as crianças possuem para dentro escola e
substituirmos gradativamente as atividades escolarizadas e sem contextualização que
muitas vezes aparecem em nossas rotinas.


   3.2 - Avaliação da comunidade sobre o trabalho realizado pela escola em 2011

      Aspectos positivos:
      - Brincadeiras e desenvolvimento das crianças;
      - A responsabilidade de todos para com as crianças;
      - Criatividade e diversidade das atividades;
      - Oficina de artes, Mostra cultural e peça de teatro;
      - Forma de avaliar as crianças;
      - Dedicação, carinho, e compreensão dos professores em relação às crianças;
      - Desenvolvimento, socialização, independência;
      - A escola está de parabéns;
      - Uma escola ótima, em relação a todo aprendizado, lazer, educação, a cada ano
      que passa vem melhorando;
      - A prender a compartilhar;
      - Tudo foi bom, principalmente o atendimento para comunidade;
      - Os momentos de acolhimento em que precisou da escola;


                                                                                       13
- Apreciação das oficinas e mostra cultural;
      - Os passeios realizados;
      - Professores maravilhosos;
      - O filho se expressa melhor, mais companheiro;
      - Tranquilidade em deixar o filho na escola;
      - Clareza nas ações da escola;
      - Ótimo relacionamento entre professores e alunos;
      - Limpeza e organização da escola;
      - Conhecimento transmitido às crianças.

      Aspectos a serem melhorados?
      - Algumas professoras não verificam a lista de pessoas autorizadas na hora da
      saída, gerando problemas de segurança às famílias;
      - Mais passeios;
      - Priorizar os cuidados com as perdas das roupas das crianças, que mesmo com
      nome acabam se misturando;
      - Transporte escolar devido ao transito da rua, problemas com atropelamento;
      - Volta do período integral;
      - Reforma das salas de aula;
      - Ao invés do lanche deveria ser almoço;
      - Horário das reuniões, pois em todas as escolas é o mesmo horário;
      - Oferta da merenda deveria ser melhor;
      - Mais frutas na merenda;
      - Limpeza das salas, passar pano úmido para tirar o pó, a limpeza deixa a desejar.
      - Melhorar o parque, acrescentar mais brinquedos;
      - Atualização de métodos de ensinamento;
      - Melhorar a oferta de material escolar;
      - A integração dos pais no acompanhamento dos filhos dentro da instituição de
      ensino;
      - Ter festas: de aniversário, festa junina;
      - O chão deve ser trocado;
      - Entrega dos uniformes muito atrasada;
      - Muro do parque muito baixo, com perigo de outras crianças ou adultos entrarem
      na escola;
      - Tempo de chuvas de verão abrir os portões mais cedo para que as crianças não
      cheguem em casa molhadas;
      - Troca constante de professoras;
      - Participação dos pais nos passeios;
      - Melhorar a circulação dos GCM’s na escola;
      - Os eventos só aos sábados dificultou a participação de alguns pais.


            3.3. Plano de Ação para Comunidade Escolar

Justificativa: Considerando a caracterização do bairro e da comunidade escolar;
juntamente a importância da escola como espaço de vivência cultural e valorização dos
vínculos, a escola além dos momentos formativos em reunião de pais, Reuniões de
Conselho de Escola e APM, planejará dois sábados com atividades de integração
família/escola, sendo ambos focados no Projeto Político Pedagógico da Unidade Escolar.

                                                                                       14
O primeiro como disparador sobre a temática e o segundo culminado em uma mostra
cultural para compartilhar com as famílias o trabalho desenvolvido ao longo do ano. Outra
ação da Unidade é a divulgação dos eventos culturais desenvolvidos na escola, no bairro
e na cidade, assim como um boletim informativo bimestral sobre as ações do conselho de
escola e APM.

Objetivos:
Socialização entre as famílias;
Estreitar o vínculo com a equipe escolar;
Interagir com o espaço escolar;
Compartilhar o trabalho desenvolvido pela escola;
Contribuir para o processo de ensino e aprendizagem

Ações propostas:
- Compartilhar com os pais o trabalho desenvolvido com os alunos através de murais,
exposições, mostra cultural, apresentações, Reuniões de pais, entre outros;
- Reuniões de pais formativas;
- Divulgação dos eventos culturais da Unidade Escolar, do bairro e da cidade;
- Boletim informativo bimestral com as ações desenvolvidas pela APM e Conselho de
Escola;

Responsáveis: Equipe de gestão, professores e funcionários

             3.4. Avaliação

A avaliação será realizada durante o desenvolvimento das atividades, onde valorizaremos
a participação, interesse, observações e comentários da comunidade. Em alguns
momentos pontualmente e outros através de espaços como reuniões com pais, reuniões
da APM e Conselho e outro momento específico planejado pela equipe de gestão com
pesquisas e registros ao término do plano de ação.

      4. Equipe Escolar
            4.1. Caracterização

       A remoção de trouxe um novo quadro de professores para Unidade Escolar, dos
dezesseis que aqui estavam em 2010, oito permaneceram e os demais ingressaram
nesse ano em nossa EMEB. Em 2012, tivemos a chegada de cinco novas professoras de
40h oriundas do último concurso, assim como a troca das professoras substitutas.

      Desses professores que estão em nossa Unidade, sete possuem magistério, sendo
que dois deles como formação prioritária e os demais deram continuidade a sua formação
em nível superior, sendo onze em pedagogia, dois superior normal e um em direito.
Temos dois professores que concluíram a especialização nas áreas de educação inclusiva
e educação infantil.

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A forma buscada pela maioria dos professores para a atualização profissional são
cursos, livros, reportagens e troca entre parceiros. Os cursos em horário apareceram com
menos freqüência, acreditamos que isso se deva em partes, devido a quantidade de
cursos oferecidos pela secretaria de educação.
         Tratando-se de atualização via periódicos, os professores apontaram como
interesse a revista nova escola. Pensando na utilização deste material como fonte de
formação, estamos compartilhando em HTPC, como objeto de reflexão sobre os temas
abordados, textos não só desta revista, mas também periódicos como Avisalá, Pátio, Nova
Escola Gestores, entre outras, além de textos retirados de livros e materiais de divulgação
Educacional. Esta é uma forma de problematizarmos e estabelecermos relação entre o
que o professor está lendo e sua prática, além de construirmos um olhar crítico a respeito
das reportagens lidas.
       São professores com experiência na educação, cinco destes possuem até cinco
anos de docência de 4 a 6 anos, seis possuem de cinco a dez anos de experiência.
Quanto a educação de 0 a 3 anos seis professores possuem experiência inferior a 6 anos.
       Um percentual significativo de nossos docentes, dez professores, possuem
experiência também no ensino fundamental, do primeiro ao quarto anos, quatro
professores são ingressantes na educação infantil e possuem três anos ou menos na
modalidade, o que nos remete a uma demanda formativa focada nas aprendizagens e
necessidades para essa faixa.
       Quanto aos eventos culturais, todos os professores relatam que tem acesso aos
mesmos, no entanto a periodicidade é maior ao cinema, sendo que teatro, exposições,
shows, livrarias e bibliotecas a regularidade é escassa.
       Em relação às expectativas do grupo, as questões pertinentes a atualização e
aprimoramento estão entre as mais citadas a curto e médio prazo. Alguns anseiam cursar
a pós-graduação, uma segunda especialização e até mesmo o mestrado. As condições
salariais e a valorização fazem parte das aspirações da maioria dos professores, assim
como o investimento por parte da secretaria na formação continuada. Alguns professores
desejam a longo prazo atuar na gestão escolar assumindo outras funções dentro da
escola.
       A inclusão também é fator preocupante para os professores que almejam melhores
condições de atendimento às crianças, formação apropriada, acompanhamento específico
e redução do número de alunos.
         Os HTPCs são realizados às 3ª feiras, das 18he 15min às 20h e 15min contando
com a participação de todo o grupo. Estão organizados de forma a atender às
necessidades formativas da equipe previstas no Plano de Formação e temas vinculados
às diretrizes da SE. Nesse ano nosso plano de formação visa a discussão sobre a
concepção de criança e aprendizagem voltada para o sujeito autor e co-autor na
construção da cultura na qual está inserido. Os demais encontros serão destinados a
planejamento, relatório e demanda da S.E.




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4.1.1. Quadro de Identificação dos Professores e Auxiliares

              Nome                        Sit.                         Escolaridade                     Tempo na    Tempo na               Observação
                                       Funcional    Graduação                     Pós Graduação          PMSBC        EMEB
Aline Barbosa (M)                     Estatutário   Letras e Pedagogia            Supervisão escolar    8 anos     7 anos
Aline Barbosa (T)                     Estatutário   Letras e Pedagogia            Direito educacional   5 anos     5 anos
Ana Cristina de Sousa                 Estagiária    Ensino médio                                        2 anos     1 ano
Ana Lúcia Ferraz da Silva             CLT           Pedagogia                                           5 anos     1 mês       Apoio AEE
Andréa Cristiane de Oliveira          Estatutário   Pedagogia                     Esp. Educ.Infantil    3 anos     2 anos
Bárbara Ane Ferreira Gomes            Estagiária    Ensino médio                                        2 meses    1 mês
Camila Aparecida Mioto Lopes          Estagiária    Ensino médio                                        1 ano      1 ano
Camila Morpanini                      Estatutário   Psicopedagogia                                      1 ano      4 meses
Circe Guarnieri Ruocco                Estatutário   Pedagogia e Artes Plásticas                         25 anos    16 anos
Cristiane Aparecida P. Gonçalves      Estatutário   Ensino médio                                        9 meses    2 meses
Cristiane da Silva Lima               Estatutário   Pedagogia                                           3 anos     4 meses
Daniele Cristina Viotto               Estatutário   Ensino médio                                        3 anos     1 ano
Elaine Cristina L. de Oliveira        Estagiária    Ensino médio                                        1 mês      1 mês
Elaine Neves de Andrade               Estatutário   Ensino médio / Magistério                           13 anos    4 anos      EMEB Profª Ana Henriqueta C. Marim
Eliana N. de Assis Leal               Estatutário   Normal Superior (PEC)         Adm. Escolar          10 anos    6 anos      EMEB Profª Ermínia Paggi
Fátima Cristina Gastaldo              Estatutário   Pedagogia e Direito           Esp. Ens.Fundam.      4 anos     4 anos      EMEB Profº André Ferreira
Joesilvia da Silva Vigatto            Estatutário   Pedagogia                                           10 anos    7 anos
Joyce Rodrigues da Costa              CLT           Pedagogia                     Esp. Ens.Infantil     4 anos     3 meses
Karen Cristina M. S. de Lima          Estatutário   Pedagogia                     Gestão escolar        1 ano      4 meses
Katia de Almeida Benites da Costa     Estatutário   Pedagogia                                           8 anos     1 ano       LTS
Leilane Fernandes                     Estatutário   Pedagogia                     Esp. Ens.Infantil     6 anos     1 ano
Maria do Socorro de Figueiredo        CLT           Pedagogia                                           6 anos     1 ano
Maria Juciana Bezerra Moura           Estatutário   Pedagogia                                           1 ano      4 meses
Priscila de Brito                     Estatutário   Pedagogia                     Educação Especial     12 anos    1 ano
Priscilla Lucena F. Vendruscolo       Estatutário   Pedagogia                                           3 anos     1 ano
Roberta Giubilato de Paula            Estatutário   Pedagogia                     Psicopedagogia        3 anos     2 meses     Apoio AEE
Sandra Cristina G. da Cunha           Estatutário   Ensino médio / Magistério                           4 anos     1 ano
Socorro Keille Nogueira de Souza      Estatutário   Magistério e Pedagogia                              11 anos    4 anos
Tatiana Rodrigues Celian dos Santos   CLT           Pedagogia                                           8 anos     1 mês




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4.1.2. Plano de Formação do Professor e Auxiliar em Educação

          “A criança como autora de sua produção e construção de saberes”

Justificativa
A criança que chega hoje à escola traz consigo muitos saberes, pois é ativa em seu
processo de aprendizagem, vive num meio e interage com ele aprendendo muitas coisas.
Cabe à escola ampliar esses saberes, tornando-os mais ricos e elaborados, oferecendo
um espaço rico em possibilidades onde ela possa aprender mais e desenvolver-se, um
espaço onde ela possa criar, descobrir, brincar, imaginar, escolher, decidir, opinar..., onde
ela possa aprender sem deixar de ser criança.
As primeiras reuniões com a equipe escolar suscitaram questionamentos e dúvidas a
respeito de boas práticas pedagógicas que priorizem a autoria e a autonomia no processo
construtivo de descobertas das crianças. Pensando nessa necessidade, em 2011
elaboramos uma pesquisa para levantarmos as expectativas do grupo em relação ao plano
de formação. No resultado dessa pesquisa aparecem as seguintes questões como foco de
interesse e necessidade: Artes (oficina de percurso, desenho, meios e suportes,
interferência gráfica), jogos como estratégia em matemática, Alfabetização e letramento na
educação infantil, diversificada. Tendo em vista as expectativas formativas apontadas pelo
grupo e as observações realizadas pela equipe gestora, vimos a necessidade em abarcar
os conteúdos formativos tendo como viés o princípio da criança autora e produtora de
cultura, por acreditarmos que esse princípio traduz a concepção de criança e ensino
explicitados acima. O processo formativo do professor e do aluno é algo complexo e
dinâmico e que sofre, cotidianamente, influência do meio social, da cultura e das vivências
e experiências dos sujeitos envolvidos. Desta forma o plano de formação de 2011 foi
alterado em virtude das necessidades surgidas, avaliadas pelo grupo como mais urgentes,
tendo continuidade em 2012, porém foram acrescentados novos temas, também surgidos
das demandas do grupo tendo em vista o princípio da criança autora da sua construção de
conhecimento.
Tal princípio nos fez pensar numa criança que observa, que questiona, que levanta
hipóteses , que testa, compara, confirma ou refuta suas hipóteses, que faz relações, que
busca respostas para suas perguntas e curiosidades, que tem muitos conhecimentos –
científicos e/ou cotidianos. A criança é naturalmente curiosa e animada frente às
descobertas do mundo, dessa forma o papel da escola é manter esse encantamento em
aprender e descobrir o mundo que a cerca ao longo da vida, já que a aprendizagem é algo
contínuo e permanente. Tanto os conteúdos de ciências quanto aos procedimentos
científicos garantem que a criança aprenda a ter autonomia no seu processo de
aprendizagem, aprendendo a aprender, tendo prazer e confiança na sua capacidade.
Percebemos que as práticas voltadas para o ensino de ciências revelam uma experiência
na área deficitária, baseada na exposição e memorização de informações que não
privilegiavam as curiosidades normais das vivências do cotidiano. É nesse contexto que
emerge a necessidade da formação em Ciências, tendo como viés os procedimentos
científicos..


                                                                                          18
Outro tema avaliado como necessário e urgente diz respeito à integridade e aos direitos da
criança quanto à sua segurança, seu bem estar, sua confiança em aprender e se
desenvolver de forma tranquila e prazerosa. Por isso se justifica o aprofundamento nas
discussões sobre o Estatuto da criança e do adolescente. Observa-se no grupo uma
necessidade de compreender práticas mais efetivas e respeitosas de resolver conflitos
envolvendo as crianças e ensiná-las a fazê-los também tendo em vista os princípios da
autonomia e da autoria da criança. Educá-las e ensiná-las num ambiente de respeito, de
diálogo, de compreensão, de igualdade e de justiça, onde elas possam compreender e
respeitar regras de convívio social, que possam se expor e participar na resolução de
problemas identificando, discutindo e sugerindo formas de resolução, sentindo-se seguras,
confiantes, capazes e acolhidas.
Nessa Unidade os auxiliares em educação participam conjuntamente com os professores
do momento de HTPC, portanto não temos a necessidade de desmembrarmos a
formação, que será conjunta em dia e horário com os professores.


Duração: fevereiro a novembro

Objetivos
     Utilizem o     Projeto Político Pedagógico como norteador de sua prática,
    planejamento e propostas;
     Planejem a partir dos levantamentos prévios dos conhecimentos e vivencias sociais
    trazidos pelos alunos, trabalhando em parceria com familiares, aproveitando e
    fazendo ligação entre o que alunos trazem de casa, conteúdos propostos na sala de
    aula e acervo cultural;
     Reconheçam a criança como sujeito potencial e formador de cultura, respeitando
    sua forma de pensar e agir sobre o mundo;
     Valorizem as produções e autoria das crianças nas diferentes linguagens e formas
    de expressão;
     Estabeleçam relações entre os temas trabalhados em HTPC’s e sua prática
    pedagógica, refletindo e modificando suas propostas e intervenções frente aos novos
    conhecimentos adquiridos;
     Tragam para dentro da sala de aula os aspectos da cultura nas quais as crianças
    estão inseridas;
     Compreendam a leitura de mundo como fator imprescindível para aprendizagem,
    transpondo as atividades “escolarizadas” para atividades cuja               função,
    intencionalidade e significação estão no dia-a-dia das crianças;

Conteúdos
1º semestre
“Instrumentos metodológicos: subsídios para reflexão e autoria na prática pedagógica do
professor” – Registro, Planejamento, Plano e relatório individual de desenvolvimento;
“O jogo: seu papel na interação e construção de conceitos matemáticos”

                                                                                       19
“Descobrindo o mundo com olhos de cientista” - aprendizagem dos fenômenos naturais
através dos procedimentos científicos”
ECA – Estatuto da criança e do adolescente
Projeto coletivo da Unidade Escolar: “

2º semestre
 “Olhos pra que te quero ver: lendo o mundo ao meu redor” - Propósitos comunicativos da
leitura e escrita;
Continuidade do projeto coletivo da Unidade Escolar

Estratégias
    Leituras como aporte teórico que subsidiem a prática e suscitem reflexões acerca
      dos temas tratados;
    Vivências e experimentações práticas realizadas pelo professor e alunos;
    Análise e discussão sobre as produções dos alunos;
    Apreciação das produções dos professores;
    Acompanhamento individual com o professor através de conversas, análise e
      discussão sobre seu plano de ação, propostas, registros, relatórios entre outros
      instrumentos metodológicos;
    Indicação de leituras individuais para cada professor, de acordo com os projetos
      que estão desenvolvendo com as turmas, suas dúvidas e necessidades formativas;
    Nutrição semanal nos HTPC’s e Reuniões Pedagógicas, como forma de suscitar
      reflexões e sensibilizar sobre o conteúdo ou ampliar o universo cultural dos
      professores;
    Leitura quinzenal do plano de ação do professor com devolutivas reflexivas acerca
      do trabalho desenvolvido;
    Observação de sala de aula com pauta de observável compartilhada e antecipada à
      professora;
    Devolutivas e encaminhamentos individuais após a observação de sala de aula;
    Proposta de atividades desenvolvidas em sala de aula entre professor e C.P, para
      subsidiar a prática reflexiva do professor;
    Revisitar o PPP da Unidade Escolar ao final de cada tema trabalhado, para
      reavaliarmos sua escrita frente aos novos aprendizados do grupo e sistematização
      dos conhecimentos obtidas. Encontros entre professora e C.P para devolutiva
      individual com vistas à discussão, formação, reflexão e orientações sobre o trabalho
      pedagógico, com periodicidade mensal

              4.1.3. Avaliação do Plano de Formação
   •   A avaliação será contínua, sendo realizada a cada encontro através de instrumentos
       avaliativos;
   •    Elaboração de um portfólio com produções/vivências, falas dos professores, textos
       trabalhados, aprendizagens do grupo, avaliações e orientações didáticas acerca do
       tema trabalhado, que ficará na Unidade Escolar como um compilado de reflexões e
                                                                                       20
discussões para a consulta e no referido ano letivo e encaminhamentos para o
       próximo ano subsidiando novos professores que chegam à escola. Retomaremos
       esses registros em acompanhamentos individuais, como sugestão de leitura,
       formações em pequenos grupos, em devolutivas individuais e como suporte para
       reescrita do PPP.
   •    Reescrita do PPP a partir dos temas desenvolvidos nos HTPC’s e dos novos
       conhecimentos adquiridos pelo grupo.
   •   Observação, acompanhamento e intervenções nas práticas escolares e atividades
       propostas;
   •   Conversas e reflexões com a equipe escolar;
   •   Avaliação oral ou escrita individual sobre o desenvolvimento do plano no fim do
       primeiro semestre e ao término;

   4.1.4 – Avaliação do Plano de Formação 2011


                                             Os professores avaliam que não há
                                        dificuldades na compreensão dos princípios e
                                        concepções      pedagógicas       abordadas    nas
                                        formações. Localizam que a dificuldade está na
                                        execução e prazos na realização dos instrumentos
                                        metodológicos.
                                             Apontam que a formação trouxe ampliação de
                                        conhecimentos, aprimoramento e reflexão sobre as
                                        práticas e acréscimo no conhecimento individual
                                        dos professores.
       Consideram que o tempo para trocas e socialização de boas práticas foi insuficiente.
Indicam a continuidade da formação bem como momentos de tematização da prática e
trocas.
      O grupo retoma que o dia do planejamento mensal no HTPC tem que ser garantido,
  para além dos planejamentos de mostra cultural, atividades coletivas, entre outras.
  Apenas os informes imprescindíveis serão levados para pauta, os demais serão enviados
  por email e colocados na pasta suspensa que se encontra no refeitório.
      Em relação ao levantamento das dificuldades encontradas no trabalho em sala de
  aula, os professores colocam que o trabalho com animais vivos (observação, contato,
  exploração, entre outros procedimentos do saber científico) constitui um grande desafio a
  ser vencido.
      Outra dificuldade está no trabalho em fazer estudo do meio aos arredores da
  Unidade Escol, a comunidade não possui locais culturais para visitação. A sugestão da
  equipe gestora é a elaboração de projetos integrados de pesquisa, entrevista, coleta de
  dados, organização de dados, publicação dos dados e para isso utilizar o mercadinho do
  bairro, o corpo de bombeiros, a UPA, as EMEB’s próximas, o comércio que também são
  fontes de estudo e projetos.
      O trio gestor avalia, que temos enquanto equipe, um longo trajeto a percorrer com os
  professores para que as discussões de HTPC cheguem efetivamente na sala de aula.
  Essa avaliação surge do acompanhamento dos planejamentos, cadernos, atividades e
  propostas observadas nas diferentes turmas.

                                                                                        21
Partilhamos com a equipe escolar a necessidade de romper com a concepção de
 que o aprendizado acontece do conhecimento mais simples para o mais complexo, com
 informações fragmentadas e descontextualizadas. Romper com a “aplicação” de
 atividades como escrita de numerais fora do contexto, cópia de letras, trabalhos com
 crepom e pontilhados para fixação do alfabeto, conjuntos, entre tantas outras atividades
 escolarizadas e sem sentido para nossos alunos.
      Faz-se necessário que repensemos projetos
 enraizados no ambiente escolar, como: corpo
 humano, nome, animais e tantos outros que
 perpetuam de ano a ano, de escola para escola É
 preciso colocar a criança em foco com suas
 curiosidades, dúvidas e formas de ver, estar e
 pensar sobre o mundo, e que essas observações
 se sobressaiam sobre um planejamento estático e
 perpetuado ano a ano.


   4.2. Funcionários
            4.2.1. Caracterização

        Os funcionários da Unidade Escolar, apoio à limpeza e cozinha, atuam em média
três anos nesta prefeitura no cargo que estão atualmente.
         Anteriormente ao ingresso em nossa rede trabalhavam nas mais diversas funções
como ajudante geral, marcenaria, padaria, vendas, casa lotérica, comércio e Educação.
        A maioria possui o ensino médio completo, sendo um com formação em nível
superior em nutrição e outro cursando letras.
        Possuem como opção de lazer a casa de parentes, parques, shopping, cinema e
igreja. Alguns apontam o teatro como uma das opções possíveis de diversão e cultura.
        Os meios de comunicação a que fazem uso são jornais, revistas, TV e internet, que
acessam de sua casa, da casa de parentes, escola e lanhouse, ficando os dois primeiros
como os meios de mais fácil acesso.
        Os telejornais, novelas, filmes e documentários são os programas mais assistidos
dentro da programação disponível na T.V.
        As expectativas apontadas referem-se à continuidade nos estudos, aprovação em
concursos públicos em outras funções, ter um emprego que consideram melhor e bem
remunerado.




                                                                                      22
4.2.2. Quadro de Identificação dos Funcionários de Apoio

Nome                              Situação        Escolaridade         Tempo     Tempo     Observação
                                  Funcional Graduação      Pós         na        na
                                                           Graduação   PMSBC     EMEB
Laudemir Carlos Ribeiro           Estatutário   Ensino médio           9 anos    6 anos
Aureni Batista da Silva           CLT Coan      Ensino médio           15 anos   2 anos
Silvana Rodrigues dos Santos      CLT Coan      Ens. Fundamental       5 anos    2 anos
Suzana Brito Felipe de Oliveira   CLT Coan      Ensino médio           9 anos    1 ano
Andreia Quaresma dos Santos       CLT           Ens. Fundamental       5 anos    1 ano
Edileusa Nunes da Silva           CLT           Ensino médio           5 anos    1 ano
Lucielia Nascimento Barros        CLT           Magistério     e       3 anos    2 anos
                                                Letras
Marlene de O. Silva Lindovino     CLT           Magistério     e       6 anos    3 anos
                                                Nutrição
Silvana Aparecida da S Perigo     CLT           Ensino médio           5 anos    2 meses
Suellen Barreto Peranovich        Estatutário   Direito                2 anos    2 anos    Aux Biblioteca
Edna Aparecida Valeriano          Temporário    Ensino médio           1 ano     1 ano     Contadora de história




                                                                                                                   23
4.2.3. Plano de Formação dos Funcionários

Justificativa: Tendo em vista que a equipe de funcionários participa da maioria das
reuniões pedagógicas, cujo eixo de trabalho será o resgate da cultura Nordestina e suas
contribuições para o Projeto Coletivo da Unidade Escolar, além da formação continuada
voltada para formação social da criança.

Objetivos:
- Ampliar o universo cultural dos funcionários de apoio;
- Valorizar os conhecimentos advindos da vivência profissional, pessoal e de formação;
- Promover a reflexão sobre o papel que desempenham no ambiente escolar e sua
colaboração para a formação social da criança.

 Estratégias:
- Leituras acerca da temática proposta;
- Nutrições relacionadas aos temas abordados: música, poemas, vídeos, entre outros;
- Discussões e reflexões sobre o papel da equipe de apoio na formação da criança e seu
desenvolvimento no espaço escolar;
- Participação efetiva nas atividades desenvolvidas com as crianças e famílias;
- Participação e conhecimento da rotina desenvolvida na Educação infantil;
- Registro fotográfico dos momentos em que a equipe de apoio auxilia no trabalho
pedagógico também como um elemento formador e interventor da ação pedagógica.

Responsáveis: Equipe Gestora

            4.2.4. Avaliação do Plano de Formação

- Presença dos funcionários (quantitativa)
- Avaliações individuais e pontuais sobre a formação
- Observação e registro do responsável pela formação
- Acompanhamento da rotina escolar

      5. Conselho de Escola
            5.1. Caracterização

Os conselheiros manifestam desejos e expectativas de boa qualidade no ensino, de
participar na organização de festas e eventos realizados na escola, que a SE execute
reformas no prédio escolar troca de todo piso, reforma dos banheiros feminino e
masculino, reforma dos banheiros para alunos com NEE e dos funcionários, distribua
cochinhos em torno da escola, pintura predial e reforme a área de serviço).
Em nossa Reunião de maio, esses pontos elencados acima serão revisitados pelos
membros do conselho, para redigirmos um documento a ser enviado a Secretaria de
Educação apontando nossa necessidades de reforma predial.

                                                                                    24
5.2. Plano de Ação do Conselho de Escola
    O Conselho de Escola é constituído por um grupo de pessoas participantes de uma
comunidade escolar, escolhidos através de voto, para discutir, decidir e deliberar ações
envolvidas na Unidade Escolar. Tem a função de aprimorar o processo de construção da
autonomia da escola, fortalecendo a gestão democrática.
    O Conselho de Escola tem natureza deliberativa, cabendo-lhe adequar para o âmbito
da escola formas de organização, funcionamento e relacionamento com a comunidade,
compatíveis com o Projeto Pedagógico da Escola e com as orientações e diretrizes da
política educacional da Secretaria de Educação e Cultura do município, participando
coletivamente na implantação de suas deliberações.
    As atribuições do Conselho de Escola são definidas em função das reais condições da
Escola, da organização e participação da comunidade escolar e das competências dos
profissionais em exercício na Unidade Escolar.
    O Conselho de Escola é formado por representantes de pais, alunos, professores,
funcionários e direção da escola. Os participantes são escolhidos por seus pares, através
de voto secreto, respeitando-se as disposições legais quanto à sua composição e
proporção.
    Temos como objetivo continuar garantindo espaços de formação aos membros do
Conselho de Escola visando ampliar os níveis de participação na vida da escola em
consonância com o nosso Projeto Pedagógico Educacional, elaborar o Regimento Interno
do Conselho Escolar.
    Os Conselhos Escolares contribuem de maneira decisiva para a criação de um novo
cotidiano escolar, no qual a escola e a comunidade se unem para a resolução de
problemas que permeiam a vida escolar.
    Ações a serem desenvolvidas no período de um ano:
    - Administrar os recursos de repasse de verba, visando garantir todas as necessidades
da Unidade Escolar;
    - Acompanhar o desenvolvimento do Plano de Trabalho a ser executado com o repasse
de verba;
    -Deliberar quanto à contratação de serviços a serem realizados na Unidade Escolar
    - Acompanhar, supervisionar os serviços (reformas, adequações de espaços,
manutenção do prédio) realizados na Unidade Escolar;
    - Efetuar levantamento de preços, pesquisas para aquisição de equipamentos e
mobiliários;
    - Analisar e deliberar sobre orçamentos apresentados para execução de serviços;
    - Participar das reuniões de formação;
    - Elaborar pautas e registros das reuniões;
    - Planejar, decidir sobre a realização de eventos junto à comunidade;
    - Acompanhar a construção do Projeto Pedagógico Educacional da Unidade Escolar;
    - Decidir e participar da elaboração do Calendário Escolar;
    - Construir o Regulamento do Conselho de Escola;
    - Decidir quanto ao número e horário de reuniões;

                                                                                      25
- Participar dos encontros de formação.

            5.3. Avaliação do Plano de Formação

- Presença e participação (quantitativa)
- Avaliações individuais e pontuais sobre a formação
- Observação e registro do responsável pela formação


      6. Associação de Pais e Mestres
            6.1. Caracterização

     Os membros da APM juntamente com os conselheiros manifestam desejos e
expectativas de boa qualidade no ensino, de participar na organização de festas e eventos
realizados na escola, que haja pontos de entrega do uniforme nos bairros para não
tumultuar o ambiente escolar, que efetuem e cumpram com eficiência o planejamento em
quantidade e data organizados pela SE, que a SE execute reformas em prédios escolares
(troca de todo piso, reforma dos banheiros feminino e masculino, reforma dos banheiros
para alunos com NEE e dos funcionários, distribua cochinhos em torno da escola; que
mure a escola e reforme a área de serviço.


               6.2. Plano de Ação Associação de Pais e Mestres
Gestão 01/04/2012 a 31/03/2013
    Constituída sob a forma de associação, de prazo indeterminado de duração, com
objetivos sociais e educativos, sem fins econômicos, sem caráter político, racial ou
religioso, com domicílio e foro no Município e Comarca de São Bernardo do Campo.
        Os principais objetivos da Associação de Pais e Mestres são:
    1. Auxiliar a direção da escola na consecução de seus objetivos educacionais;
    2. Representar, junto à direção do estabelecimento, as aspirações da comunidade,
constituída de pais, alunos e professores;
    3. Participar na elaboração e desenvolvimento do Projeto Pedagógico Educacional;
    4. Programar o uso dos espaços da Unidade Escolar, pela comunidade;
    5. Elaborar plano anual de atividades, integrado com o plano escolar;
    6. Participar de comemorações cívicas, campanhas comunitárias, promoções de
natureza cultural, esportiva e assistencial, e outras atividades em que se empenhe a
escola;
    7. Realizar campanhas, em conjunto com a direção da Unidade Escolar, destinadas a
melhorar as condições de funcionamento da escola.
        A ser desenvolvido no período de 01 de abril de 2012à 31 de março de 2013.
    - Deliberar sobre a atividade da Associação de Pais e Mestres, tendo em vista a
consecução de seus fins;
    - Elaborar o plano anual de atividades, com previsão da receita e aplicação de
recursos;

                                                                                      26
- Participar das reuniões agendadas;
    - Elaborar pautas e registros das reuniões;
    - Participar da construção do Projeto Pedagógico Educacional da Unidade Escolar;
    - Participar das Reuniões Pedagógicas;
    - Decidir quanto ao número e horário das reuniões Ordinárias;
    - Decidir, planejar e acompanhar a utilização dos recursos financeiros;
    - Planejar, decidir e acompanhar a realização de eventos junto à comunidade;
    - Acompanhar e avaliar o Projeto Pedagógico Educacional da Unidade Escolar;


             6.3. Plano de Aplicação de Recursos Financeiros

•   Manutenção de equipamentos;
•   Manutenção e conservação do imóvel;
•   Serviços de contabilidade;
•   Despesas com cartório;
•   Locação de transporte para fins pedagógicos;
•   Aquisição de material de consumo e material didático;
•   Aquisição de materiais para desenvolvimento de projetos;
•   Aquisição de periódicos para a biblioteca interativa;

             6.4. Avaliação do Plano de Formação

- Presença e participação (quantitativa)
- Avaliações individuais e pontuais sobre a formação
- Observação e registro do responsável pela formação

III – ORGANIZAÇÃO E DESENVOLVIMENTO DO TRABALHO PEDAGÓGICO
       1. Objetivos
             1.1. Objetivo da Educação Básica

LDB: Título V – Dos Níveis e das Modalidades de Educação e Ensino
Capítulo II
Seção I
Das Disposições Gerais
  “Art. 22º. A educação básica tem por finalidade desenvolver o educando, assegurando-
lhe a formação comum indispensável para o exercício da cidadania e fornecer-lhe meios
para progredir no trabalho e em estudos posteriores”.




Seção II
             1.2. Da Educação Infantil

                                                                                       27
Proposta Curricular Vol l
A educação infantil deverá se organizar de forma que os alunos construam as seguintes
capacidades:

  ∙ Brincar, ampliando suas capacidades expressivas e simbólicas, reelaborando
  significados sobre o mundo, sobre os contextos e as relações entre os seres humanos;

  ∙ Ampliar o conhecimento sobre seu próprio corpo, suas possibilidades de atuação no
  espaço, bem como desenvolver e valorizar hábitos de cuidado com a saúde e bem
  estar;

  ∙ Construir uma imagem positiva de si, com confiança em suas capacidades, atuando
  cada vez mais de forma autônoma nas situações cotidianas;

  ∙ Conhecer diferentes manifestações culturais como constitutivas de valores e
  princípios, demonstrando respeito e valorizando a diversidade;

  ∙ Construir e ampliar as relações sociais, aprendendo a articular seus interesses e
  pontos de vista com os demais, respeitando as diferenças e desenvolvendo atitudes
  cooperativas;

  ∙ Valorizar e desenvolver atitudes de preservação do meio ambiente, reconhecendo-
  se como integrante, dependente e agente transformador do mesmo;

  ∙ Construir e apropriar-se do conhecimento organizado nas diferentes linguagens
  (corporal, musical, plástica, oral e escrita), utilizando-as para expressar suas idéias,
  sentimentos, necessidades e desejos, ampliando sua rede de significações;

  ∙ Aprender a buscar informações de forma autônoma, exercitando sua curiosidade
  frente ao objeto de conhecimento.

   2. Levantamento dos Objetivos Gerais e Específicos

 Objetivo Geral da Escola
∙ Propiciar situações de cuidados, brincadeiras e aprendizagens orientadas de forma
integrada, que contribuam para o desenvolvimento das capacidades de apropriação e
conhecimento das potencialidades corporais, emocionais, sociais, cognitivas, éticas e
estéticas das crianças, colaborando para que sejam autônomos, críticos, solidários e
participativos.
∙ Garantir situações educativas planejadas para que as crianças exercitem suas
capacidades de pensar, sentir e atuar, ampliando as suas hipóteses acerca do mundo ao
qual pertencem.



                                                                                       28
∙ Estabelecer com os pais uma relação de parceria, de co-responsabilidade, construindo
vínculos com as famílias através da participação nas discussões da escola, construindo
uma relação de confiança, respeito e colaboração baseada na reciprocidade.

∙ Envolver a equipe escolar na construção do Projeto Político Pedagógico, proporcionando
momentos de reflexão coletiva para que se apropriem dos assuntos tratados, incorporando
os conteúdos dentro da rotina

∙ Cuidar para que o grupo se constitua enquanto equipe, valorizando o profissional nas
relações que estabelece no coletivo escolar.

Objetivos da Educação Infantil – 0 a 3

A definição dos objetivos visa ampliar a possibilidade de concretização das intenções
educativas, uma vez que as capacidades se expressam por meio de diversos
comportamentos e as aprendizagens que convergem para ela podem ser de naturezas
diversas. Ao estabelecer objetivos nesses termos, o professor amplia suas possibilidades
de atendimento à diversidade apresentada pelas crianças, podendo considerar diferentes
habilidades, interesses e maneiras de aprender no desenvolvimento de cada capacidade.
Embora as crianças desenvolvam suas capacidades de maneira heterogênea, a educação
tem por função criar condições para o desenvolvimento integral de todas as crianças,
considerando, também, as possibilidades de aprendizagem que apresentam nas diferentes
faixas etárias. Para que isso ocorra, faz-se necessário uma atuação que propicie o
desenvolvimento de capacidades envolvendo aquelas de ordem física, afetiva, cognitiva,
ética, estética, de relação interpessoal e inserção social.
       A descrição a seguir esclarece as dimensões de aprendizagem mais
detalhadamente, porém, todas elas que se intercambiam, se entrelaçam e se associam
nas relações que os sujeitos estabelecem com o mundo. Desta forma, as capacidades de
imaginar, criar, inventar, pensar, agir, sentir, expressar-se se associam às demais
dimensões didaticamente separadas.

             “As crianças pequenas solicitam aos educadores uma pedagogia sustentada nas
             relações, nas interações e em práticas educativas intencionalmente voltadas para suas
             experiências cotidianas e seus processos de aprendizagem no espaço coletivo,
             diferente de uma intencionalidade pedagógica voltada para resultados individualizados
             nas diferentes áreas do conhecimento. Para evitar o risco de fazer da educação infantil
             uma escola “elementar” simplificada, torna-se necessário reunir forças e investir na
             proposição de outro tipo de estabelecimento educacional. Um estabelecimento que
             tenha como foco a criança e como opção pedagógica ofertar uma experiência de
             infância potente, diversificada, qualificada, aprofundada, complexificada,
             sistematizada, na qual a qualidade seja discutida e socialmente partilhada, ou seja,
             uma instituição aberta à família e à sociedade.”
                                Parágrafo do texto (da UFRGS) que subsidiou as diretrizes nacionais


                                                                                                 29
As capacidades de ordem física estão associadas à possibilidade de apropriação e
conhecimento das potencialidades corporais, ao auto conhecimento, ao uso do corpo na
expressão das emoções, ao deslocamento com segurança.
As capacidades de ordem cognitiva estão associadas ao desenvolvimento dos recursos
para pensar, o uso e apropriação de formas de representação e comunicação envolvendo
resolução de problemas.
As capacidades de ordem afetiva estão associadas à construção da auto-estima, às
atitudes no convívio social, à compreensão de si mesmo e dos outros.
As capacidades de ordem estética estão associadas às possibilidades de produção
artística e apreciação desta produção oriundas de diferentes culturas. As capacidades de
ordem ética estão associadas à possibilidade de construção de valores que norteiam a
ação das crianças.
As capacidades de relação interpessoal estão associadas às possibilidades de
estabelecimento de condições para o convívio social. Isso implica aprender a conviver com
as diferenças de temperamentos, de intenções, de hábitos e costumes, de cultura etc.
As capacidades de inserção social estão associadas à possibilidade de cada criança
perceber-se como membro participante de um grupo de uma comunidade e de uma
sociedade. (RCNEI,1998).


Objetivos da Educação Infantil – 4 a 5

Os objetivos devem garantir que as crianças desenvolvam as seguintes capacidades:
    Desenvolver uma imagem positiva de si, atuando de forma cada vez mais
      independente, com confiança em suas capacidades e percepção de suas
      limitações;
    Descobrir e conhecer progressivamente seu próprio corpo, suas potencialidades e
      seus limites, desenvolvendo e valorizando hábitos de cuidado com a própria saúde
      e bem- estar;
    Estabelecer vínculos afetivos e de troca com adultos e crianças, fortalecendo sua
      auto-estima e ampliando gradativamente suas possibilidades de comunicação e
      interação social;
    Estabelecer e ampliar cada vez mais as relações sociais, aprendendo aos poucos a
      articular seus interesses e pontos de vista com os demais, respeitando a
      diversidade e desenvolvendo atitudes de ajuda e colaboração;
    Observar e explorar o ambiente com atitude de curiosidade, percebendo-se cada
      vez mais como integrante, dependente e agente transformador do meio ambiente e
      valorizando atitudes que contribuam para sua conservação;
    Brincar, expressando emoções, sentimentos, pensamentos, desejos e
      necessidades;
    Utilizar as diferentes linguagens (corporal, musical, plástica, oral e escrita) ajustadas
      às diferentes intenções e situações de comunicação, de forma a compreender e ser
      compreendido, expressar suas idéias, sentimentos, necessidades e desejos e

                                                                                           30
avançar no seu processo de construção de significados, enriquecendo cada vez
     mais sua capacidade expressiva;
    Conhecer algumas manifestações culturais, demonstrando atitudes de interesse,
     respeito e participação frente a elas e valorizando a diversidade.

           (RCN)

3. Levantamento dos Objetivos e Conteúdos por Área do Conhecimento

Áreas de Conhecimento e Temas – Educação infantil


      Língua Portuguesa
      Matemática
      Corpo e Movimento
      Ciências e Educação Ambiental
      Artes Visuais e Música
      Brincar




                                                                                31
LÍNGUA PORTUGUESA – ORALIDADE

OBJETIVO                                 CONTEÚDOS                                 ESTRATÉGIAS                                 AVALIAÇÂO
-    ampliar    gradativamente   suas    - uso da linguagem oral para conversar, - organizar situações e disparadores de       - amplia seu vocabulário, descreve
possibilidades de comunicação e          brincar, comunicar e expressar desejos, diálogos       para    que    as   crianças   características, narra situações e fatos,
expressão,      interessando-se    por   opiniões,       idéias,     preferências, conversem, tais como, rodas de              argumenta, opina, expressa-se.
conhecer vários gêneros orais        e   necessidades e sentimentos e relatar conversa ou brincadeiras de faz -de-             - incorpora novas expressões .
escritos e participando de diversas      suas vivências nas diversas situações conta.                                          - percebe quando o professor está lendo
situações de intercâmbio social nas      de interação presentes no cotidiano.      - cantar, declamar poesias, dizer           ou falando.
quais possam contar suas vivências,      - elaboração de perguntas e respostas parlendas, contar fatos, descrever              - reconhece o tipo de leitura que o
ouvir as de outras pessoas, elaborar e   de acordo com os diversos contextos de ações, dizer textos de brincadeiras            professor está fazendo.
responder perguntas.                     que participa.                            infantis etc., aproximando-a mais dos       - consegue se comunicar dentro de um
                                         - participação em situações que aspectos formais da língua.                           contexto social.
                                         envolvem a necessidade de explicar e            - jogos de contar em situações de     - consegue transmitir recados.
                                         argumentar suas idéias e pontos de parceria com o adulto; jogos de                    - consegue esperar a sua vez e escutar
                                         vista.                                    perguntar: o adulto inicialmente assume     o “outro” dando seqüência à conversa.
                                         - relatos de experiências vividas e a condução dos relatos, estimulando a             - tem interesse em fazer o reconto das
                                         narração de fatos em seqüência seguir as perguntas e respostas                        histórias escutadas.
                                         temporal e causal.                        propiciando a alternância entre os
                                         - reconto de histórias conhecidas com a sujeitos falantes e outras estratégias que
                                         aproximação às características da propiciem               exposições,    narrações,
                                         história original no que se refere à argumentações e descrições.
                                         descrição de personagens, cenários e          - elaborar entrevistas
                                         objetos, com ou sem            ajuda do - apresentações orais ao vivo, de textos
                                         professor.                                memorizados, nas quais as crianças
                                         - conhecimento e reprodução oral de reproduzam os mais diferentes gêneros,
                                         jogos     verbais     como    parlendas, como histórias, poesias etc., em
                                         adivinhas, quadrinhas, poemas e situações que envolvem o público.
                                         canções.                                  - preparar fitas de áudio ou vídeo para a
                                                                                   gravação de poesias, músicas, histórias
                                                                                   etc.




                                                                                                                                                               32
LINGUA PORTUGUESA - LEITURA

OBJETIVO                                      CONTEÚDOS                              ESTRATÉGIAS                             AVALIAÇÃO
- familiarizar-se com a escrita por meio      - Participação nas situações em que os - Situações onde o educador lê diversos observar se a criança:
do manuseio de livros, revistas e outros      adultos lêem textos de diferentes             gêneros textuais e também situações que      - pede que o professor leia
portadores de texto e da vivência de          gêneros, como contos, poemas, notícias        as crianças lêem.                            - procura livros de história ou outros
diversas situações nas quais seu uso se       de jornal, informativos, parlendas, trava-    - Ler para os alunos poesias, trava-         textos no acervo
faça necessário.                              língua etc.                                   línguas, jogos de palavras, memorizados      - considera as ilustrações ou outros
- interessar-se por escrever e ler palavras   - Participação em situações que as            e repetidos, ressaltando aspectos            indícios para antecipar o conteúdo dos
e textos ainda que não de forma               crianças leiam, ainda que não o façam         sonoros da linguagem como ritmo e            textos, utilizando diferentes estratégias
convencional aproximando-se, cada vez         convencionalmente. Esta “leitura” realiza-    rimas.                                       de leitura.
mais, da compreensão de como funciona         se de duas formas: pelo ajuste da leitura     - Leitura pelo professor de um mesmo         - realiza comentários sobre o que leram
a escrita convencional;                       do texto que sabe de cor aos segmentos        gênero, destacando as características        ou escutaram.
- Escutar textos lidos, apreciando a          escritos    e    pela   combinação       de   próprias deste.                              - compartilha com os outros o efeito que
leitura feita pelos professores.              estratégias de antecipação (a partir de       -    O     professor   poderá    comentar    a leitura produziu.
- Reconhecer seu nome escrito, sabendo        informações obtidas no contexto, por          previamente o assunto do qual trata o        - recomenda a seus companheiros a
identificá-lo nas diversas situações do       meio de pistas), com índices providos         texto; fazer com que as crianças             leitura que os interessou.
cotidiano.                                    pelo próprio texto.                           levantem hipóteses a partir do título;       - tem interesse em folhear e ler o seu
- Escolher os livros para ler e apreciar      - Observação e manuseio de materiais          oferecer informações que situem a            caderno de textos.
                                              impressos, como livros, revistas, histórias   leitura; criar um certo suspense; lembrar    - acompanha a leitura com o dedo,
                                              em     quadrinhos     etc.,   previamente     de outros textos conhecidos.                 ajustando a fala à escrita.
                                              apresentados ao grupo.                        - Criar situações nas quais as próprias      - tem um repertório de palavras estáveis
                                              - Valorização da leitura como fonte de        crianças leiam, como, por exemplo, com       e procura auxílio em textos conhecidos
                                              prazer e entretenimento.                      textos memorizados, nos quais elas           para escrever outras palavras.
                                                                                            tentam localizar onde estão escritas
                                                                                            determinadas palavras ou situações nas
                                                                                            quais precisam descobrir o significado do
                                                                                            texto apoiando- se nos mais diversos
                                                                                            elementos,      como     as   figuras,   a
                                                                                            diagramação, no conhecimento sobre as
                                                                                            características próprias do gênero etc.
                                                                                            - reconto de história pelas crianças: elas
                                                                                                podem contar histórias conhecidas
                                                                                                com a ajuda do professor.


                                                                                                                                                                      33
LINGUA PORTUGUESA – ESCRITA

OBJETIVO                                  CONTEUDOS                                  ESTRATÉGIAS                                  AVALIAÇÃO
- Favorecer o contato da criança com a    - participação em situações cotidianas     -Produzir oralmente textos com destino       - tem interesse por escrever seu nome e o de
leitura e escrita a partir da             nas quais se faz necessário e              escrito, tendo o professor como              outras pessoas.
intermediação com um parceiro mais        significativo o uso da escrita             escriba.                                     - recorre à escrita ou propõe que se recorra
experiente;                               - escrita do próprio nome em situações     - testemunhar a utilização que se faz        quando tem de se dirigir a um destinatário
- Compreender que o que se fala pode      em que isso é necessário.                  da        escrita      em       diferentes   ausente; revela conhecimentos sobre outras
ser escrito;                               - produção de textos individuais e / ou   circunstâncias,       considerando      as   situações escritas usadas socialmente.
- Familiarizar-se com a escrita através    coletivos    ditados    oralmente    ao   condições nas quais é produzida: para        - contribui para a produção de texto coletivo e
de diferentes portadores;                  professor para diversos fins.             que, para quem, onde e como.                 faz comentários pertinentes.
- Refletir acerca da língua escrita       - prática de escrita de próprio punho,     -     reelaborar     textos    produzidos    - escreve do seu “jeito” com desenvoltura.
voltada para o sistema alfabético de      utilizando o conhecimento de que           coletivamente, com o apoio do                - busca utilizar expressões mais adequadas
escrita, refletindo sobre a quantidade,   dispõem, no momento, sobre o sistema       professor                                    tornando o texto melhor.
qualidade das letras, reflexão do         de escrita em língua materna.                   - realizar ditados entre pares: uma
sistema, suas regularidades;              - respeito à produção própria e alheia.    criança dita e a outra escreve.
Reconhecer a função social da escrita                                                - Propor atividades que evidenciem o
através da leitura de portadores                                                     caráter social da escrita: escrever listas
conhecidos pela comunidade,                                                          com alguma finalidade (de compra,
divulgados dentro do espaço escolar e                                                de brinquedos que gostam, de amigos
no município;                                                                        para a festa de aniversário, de coisas
- Produzir textos convencionais                                                      que precisam para um passeio etc.),
(professor como escriba) ou não                                                      cartazes para informar algo, bilhetes
convencionais inseridos em contexto                                                  para os pais para avisá-los quanto a
de uso social (passeios, discussões,                                                 alguma coisa, cartões de felicitações
pesquisa e os ficcionais como um                                                     etc.
bilhete para cinderela, a receita da                                                        - atividades cujo desafio seja o
vovó da chapeuzinho vermelho, etc... )                                               como escrever: lacunados, forca, caça-
                                                                                     palavras, etc.




                                                                                                                                                                      34
Práticas de leitura e escrita




Justificativa

        As parlendas e adivinhas são excelentes gêneros para o trabalho de Leitura e
Escrita por serem textos facilmente memorizados pelas crianças, que os repetem com
prazer em situações de brincadeiras. Uma vez memorizados, as crianças realizam a leitura
utilizando estratégias de antecipação através de indícios (pistas que favorecem a leitura e
a interpretação do portador e seu conteúdo escrito). Nas propostas de escrita trazem
excelentes resultados, já que a criança não precisa preocupar-se com a produção do texto
(com o que escrever), mas, sim com sistema de escrita (como escrever).


Orientações Didáticas

   a) Sempre que iniciar o trabalho com um gênero, fazer com as crianças um
      levantamento sobre o que elas sabem sobre eles. Em roda de conversa, dar
      exemplos incentivando-as a dizer outros que sejam do seu conhecimento.

   b) Produzir com as crianças uma lista de parlendas (ou adivinhas) conhecidas por elas.
      Deixar essa listagem afixada em local visível para ser acompanhada por todos.

   c) Envolver a família enviando para casa uma pesquisa na qual os pais escrevam uma
      parlenda ou adivinha conhecida por eles. Ao propor a pesquisa deve-se ter o
      cuidado de ilustrar com exemplo, informando sobre o trabalho que será


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desenvolvido com os alunos. É importante esclarecer que a participação da família
   dá um significado maior ao trabalho.

d) Ler todas as pesquisas devolvidas, lembrando e incentivando tanto a criança como
   a família a participar. É importante incluir na listagem as parlendas/adivinhas
   diferentes daquelas trazidas na roda de conversa pelos alunos.

e) Memorizar é essencial para que todos possam trabalhar com o texto. Por isso
   devemos repetir os textos em diferentes situações: durante a entrada coletiva no
   salão, nos momentos de brincadeiras, no Corpo e Movimento, nas movimentações
   dentro da escola, no parque, na sala de aula, na roda de música...

f) Uma vez memorizado, passamos para a escrita do texto, que pode ser feita em
   cartaz, tendo a professora como escriba, e os alunos como relatores. Nessa etapa é
   importante que a professora faça comentários sobre o processo de escrita e as
   diferenças com o falar: “Ditem mais devagar, pois eu demoro mais para escrever do
   que vocês para falar”; “Vou deixar um espaço, pois agora vou escrever outra
   palavra”; “Agora é ponto, vou para a linha de baixo”; etc. Fazer a leitura do texto no
   cartaz, com os ajustes de fala à escrita, Esta é uma orientação importante porque
   dará condições para que a criança faça a leitura.

g) É importante que cada criança tenha seu texto impresso com a letra maiúscula em
   bastão, com tamanho e espaços apropriados, pois isso facilita a leitura e o
   reconhecimento das palavras e das letras. Para que continuem tendo contato com
   os textos, os alunos devem colá-los em seus cadernos de textos, fazendo assim
   uma coletânea que pode ou não conter ilustrações.

h) A professora deve acompanhar as crianças durante a leitura, observando, sugerindo
   estratégias, questionando e encorajando-as a ler. Depois da primeira leitura, é
   importante variar as propostas: em duplas, em grupos de mesinha, só de meninas,
   etc.

i) Problematizar nas leituras seguintes, perguntando, por exemplo, depois de ter
   trabalhado no texto algumas palavras escolhidas pelo grupo: “começa igual ao
   nome de Fernando”, “é legal porque adoro pastéis”; etc, relacionando o texto a algo
   mais próximo e significativo da criança estabelecendo relações entre o texto e os
   conhecimentos vividos. Numa próxima leitura, trazer questões como: “onde está
   escrito pastéis? Vamos ler a parlenda para encontrar?” Brincar de STOP, ler o texto
   com o apoio do dedo e quando a professora fala “stop” todos param com o dedo ou
   ditado cantado com canções escritas, tendo o mesmo procedimento investigativo
   com as crianças. Depois todos verificam se acertaram, primeiro através de pista
   (começa com a letra P de Paulo, tem 7 letras ,etc) depois comparando com a
   palavra apontada pela professora no cartaz socializando suas justificativas e
   refletindo sobre a língua escrita.

                                                                                      36
j) É importante que as atividades de escrita sejam realizadas alternadamente: em
      grupo, em duplas e individualmente. A diversidade de conhecimentos e do processo
      de desenvolvimento de cada um na escrita e leitura colabora para o
      desenvolvimento de todos. É muito positivo ter o cuidado de agrupá-los segundo o
      princípio da zona proximal de conhecimento, o que propiciará avanços em suas
      hipóteses.

   k) Durante a escrita do texto, não se deve esquecer de incentivar as crianças a
      escrever como pensam e a pesquisar nos materiais disponíveis. Andar pela sala
      desafiando-as é muito importante, pois, é função de quem ensina estar atento para
      que as crianças avancem. Neste momento, nunca é demais desmistificar o
      certo/errado e enaltecer a tentativa em si, a participação, a vontade e o esforço de
      cada criança em aprender.

   l) Outras possibilidades podem ser planejadas, como a investigação de textos sem a
      prévia memorização, destacando a estrutura, os aspectos gráficos, índices,
      elementos de gêneros que podem ser suscitados na exploração do texto.

                              Prática de produção de texto

Justificativa

                 É muito importante que além das atividades de reflexão sobre o sistema
alfabético da língua escrita, as crianças conheçam diferentes portadores de diferentes
gêneros, e possam criar textos nos gêneros estudados tendo a professora ou outra pessoa
como escriba. Sem a preocupação com o código que ainda não dominam, as crianças
podem também escrever de acordo com suas hipóteses, dentro de um determinado
gênero: cartaz, bilhete, etc. Aqui o objetivo é o letramento das crianças, para que possam,
além de decodificar textos, tornarem-se usuárias competentes da língua escrita.

Orientações Didáticas

a) As crianças podem aprender a escrever produzindo oralmente textos com destino
escrito. Nessas situações o professor é o escriba.

b) A criança pode aprender a escrever fazendo-o da forma que sabe, escrevendo de
próprio punho segundo suas hipóteses. Para isso é importante que o professor planeje
momentos em que a criança possa escrever dessa forma.

c) É necessário que o aluno tenha acesso à diversidade de textos escritos, testemunhando
a utilização que se faz da escrita em diferentes circunstâncias, considerando as condições
nas quais foram escritos: para quê, para quem, por quem, onde e como.


                                                                                        37
d) O trabalho com produção de textos deve se constituir em uma prática continuada, na
qual se reproduzem contextos cotidianos em que escrever tem sentido.

e) Deve-se buscar a maior similaridade possível com as práticas de uso social, como
escrever para não esquecer, escrever para enviar uma mensagem, escrever para que a
mensagem atinja um número grande de pessoas, etc.

f) Ditar um texto para a professora ou outro colega é uma forma de viabilizar a produção de
textos antes das crianças saberem grafá-las (é em atividades desse tipo que elas iniciam a
participação no processo de produção de texto, construindo conhecimentos sobre essa
linguagem antes mesmo de conseguirem escrever autonomamente.)

g) A professora pode chamar a atenção dos alunos sobre a estrutura do texto, negociar
significados e propor a substituição do uso excessivo de “e”. “aí”, “daí”, por conectivos mais
adequados à linguagem escrita e de expressões como “de repente”, “um dia”, “muitos anos
depois”, etc.

h) A reelaboração dos textos produzidos, realizada coletivamente com o apoio da
professora, leva a criança a perceber a escrita como processo.

i) As crianças e o professor podem melhorar o texto acrescentando, retirando, deslocando
ou transformando alguns trechos com o objetivo de torná-lo mais legível, mais claro ou
mais agradável ao leitor.

j)A atividade de reescrita deve ser feita em vários momentos distintos, em dia consecutivos
ou alternados. A produção final só estará pronta quando todos concordarem.




                                                                                           38
MATEMÁTICA – NÚMEROS E SISTEMA DE NUMERAÇÃO
OBJETIVO                                  CONTEUDOS              ESTRATÉGIAS              AVALIAÇÃO
- Utilizar os conhecimentos               Seqüência numérica oral;                - Dizer diretamente o anterior e o        Observar se a criança:
matemáticos para resolver problemas       - Quantificações numéricas ou           seguinte de um número sem recitar a       - realiza contagem em seqüência numérica
do seu cotidiano ou nas situações de      contagens;                              série desde o início;                     (regularidades de 1 em 1, 5 em 5, 10 em 10).
aprendizagem relacionadas à               - Relações entre quantidades;           - Registrar de forma espontânea e         - faz correspondência biunívoca ou deixa de
quantificação e à exploração do           - Ordenação e operações                 convencional os números;                  contar algum objeto, ou conta um objeto mais
espaço;                                   (a natureza das quatro operações)       - Tenha êxito nas quantificações,         de uma vez.
- Reconhecer e valorizar a matemática     -Cálculos mentais e estimativas         relacionando o número à quantidade;       - utiliza a contagem na resolução de situações
como uma ferramenta necessária ao         - Notação numérica: produção e          - Continuar a série oralmente, a partir   problemas, como por exemplo na distribuição
seu cotidiano;                            interpretação de escritas numéricas e   de um número dado, em um sentido ou       de materiais;
- Desenvolver estratégias próprias para   características da numeração falada e   em outro;                                 - usa e expressa posições relativas a pessoas
resolver problemas do seu interesse e     escrita.                                - Ler números que estejam ordenados       e objetos (número ordinais/noção de ordem).
curiosidade com a matemática;             -Situações-problemas desafiadoras       na série numérica e posteriormente à      - reconhece o antecessor e o sucessor sem
- Utilizar a linguagem oral para          onde as crianças possam levantar e      escrita de números isolados;              recitar a série desde o início.
comunicar hipóteses processos e           socializar hipóteses ampliando suas     - Dizer onde há um número maior ou        - continua a série oralmente a partir de um
resultados, desenvolvidos em              estratégias de resolução;               menor de objetos nas diferentes           número dado em ordem crescente ou
contextos matemáticos;                    - Ler, escrever, comparar, operar,      coleções possibilitando estimativas e     decrescente.
- Identificar e utilizar elementos da     ordenar números aprendendo as           usando a contagem como estratégias        - resolve situações problemas em relação à
linguagem matemática ou próximo           regularidades do sistema de             para a resolução de problemas;            comparação de quantidades de objetos e
desta, tais como: símbolos numéricos      numeração.                              - Contar de 2 em 2, 5 em 5, 10 em 10,     outras situações em que coloque em jogo os
ou marcas e signos alternativos para                                              como apoio fundamental para o             seus saberes, explicitando as próprias
registro de quantidades, sinais de                                                cálculo;                                  estratégias.
operações, representação de figuras e                                             - Conhecimento dos diferentes             Registro: observar se a criança
formas;                                                                           portadores numéricos escritos (como       - diferencia número de letras.
                                                                                  estão organizados, para que servem)       - usa desenho ou marcas.
                                                                                                                            - desenha o próprio objeto.
                                                                                                                            - se utiliza de numerais.
                                                                                                                            - utiliza um único numeral para representar o
                                                                                                                            total de objetos ou escreve a ordem numérica
                                                                                                                            até o número total.
                                                                                                                            - faz uso de algum portador numérico como
                                                                                                                            ponto de apoio para registrar quantidades.
                                                                                                                            Portadores numéricos: observar se a criança
                                                                                                                            ⇒ reconhece a função social e diferencia os
                                                                                                                               vários portadores trabalhados-
                                                                                                                            - Observa regularidades do sistema numérico

                                                                                                                                                               39
MATEMÁTICA – GRANDEZAS E MEDIDAS


OBJETIVO                                CONTEUDOS                                ESTRATÉGIAS                                AVALIAÇÃO
- considerando a construção de noções   Comparação de grandezas;                 - Utilizar as medidas padrões              - Conhece e compreende os procedimentos de
de medida e relações simples de         - Noções de medidas: comprimento,        convencionais, utilizando-se dos           medir explorando estratégias pessoais e
grandezas e medidas em situações        peso, volume, tempo;                     instrumentos de forma correta;             instrumentos convencionais;
                                                                                                                            - Compara grandezas e medidas explorando
cotidianas; aprender a lidar com        - Experiências com dinheiro através de   - Realizar experiências com medidas
                                                                                                                            diferentes procedimentos convencionais e não
dinheiro; comparar grandezas; marcar    brincadeiras.                            não convencionais (palmos, palitos,        convencionais;
e construir a noção de tempo.           - Relação parte-todo                     etc.);                                     - Estabelece relações entre grandezas e
                                                                                 - Utilizar a balança de dois pratos para   medidas       utilizando    de     estratégias
                                                                                 perceber a relação de peso entre           convencionais e não convencionais;
                                                                                 diferentes elementos (pedras, livros,      - Compreende que o todo pode ser dividido em
                                                                                 etc.)                                      partes menores;
                                                                                 - Realizar experiências com a noção
                                                                                 de capacidade de volume observando
                                                                                 as outras formas de medidas não
                                                                                 padronizadas.
                                                                                 - Realizar corretamente (de acordo
                                                                                 com a classe) a marcação no
                                                                                 calendário;
                                                                                 - Conhecer e se familiarizar com
                                                                                 instrumentos utilizados para medir o
                                                                                 tempo (relógios, cronômetros, etc.)




                                                                                                                                                               40
MATEMÁTICA – ESPAÇO E FORMA


OBJETIVO                                    CONTEUDOS                                 ESTRATÉGIAS                              AVALIAÇÃO
- ter confiança em sua capacidade           - Representar e construir objetos a       - Explorar o espaço ao seu redor,        - Verbaliza posições em relação a objetos e
para lidar com situações matemáticas        partir de um modelo;                      conseguindo assim maior coordenação      pessoas.
desconhecidas                  utilizando   - Criar um objeto a partir dos            de movimento, organizando                - explicita e representa a posição de pessoas e
conhecimentos prévios.                      conhecimentos previamente                 mentalmente seus deslocamentos,          objetos tendo um ponto de referência.
- situar-se e deslocar-se no espaço, a      adquiridos;                               antecipando-os;                          - situa-se e desloca-se no espaço a partir de
partir de pontos de referência;             - Reconstruir objetos divididos em        - Representar e construir figuras        pontos de referência.
- explicitar e representar a posição de     partes;                                   geométricas tridimensionais e            - Descreve e representa pequenos trajetos
pessoas e objetos, tendo um ponto de        - Localizar-se no tempo e espaço,         bidimensionais;                          observando pontos de referência.
referência;                                 tendo a noção do espaço que seu           - Utilizar argila ou massa de modelar,   - Identifica propriedades geométricas de
- explorar e identificar propriedades       corpo necessita tendo como referência     para construção de figuras               objetos e figuras.
geométricas de objetos e figuras;           outro objeto;                             tridimensionais;
- representar objetos;                      - Representação de posições com           - Representar utilizando suportes e
- descrever e representar pequenos          vocabulário pertinente em diversas        meios, formas geométricas dos
percursos e trajetos, observando            situações;                                objetos;
pontos de referência;                       - Identificação de propriedades           - Observar, comparar e nomear as
                                            geométricas de objetos e figuras;         diferenças e semelhanças entre
                                            - Representações bidimensionais e         objetos;
                                            tridimensionais de objetos;               - Resolver problemas em variadas
                                            - Identificação de pontos de referência   situações cotidianas envolvendo
                                            para situar-se e deslocar-se no           percursos e trajetórias;
                                            espaço;                                   - Elaborar, interpretar, representar e
                                            - Representação de pequenos               apropriar-se de símbolos como
                                            percursos e trajetos.                     elemento indicador do progresso do
                                                                                      seu pensamento geométrico.




                                                                                                                                                                   41
Jogos com regras / sistema de numeração




Justificativa

              Os jogos de construção e de regras são atividades que auxiliam no trabalho
com a área de matemática. Para tanto, é preciso ter intencionalidade e planejamento por
parte da professora. O desenvolvimento nos jogos depende da autonomia da criança. É
importante que em todo o tempo didático o aluno tenha oportunidade de iniciativa e
tomada de decisão para que ao jogar, desenvolva a capacidade de coordenar pontos de
vista com outras crianças e criar estratégias para ganhar. Quando a criança aprende a
jogar as intervenções se modificam após as crianças terem aprendido as regras do jogo,
cabendo à professora elaborar perguntas e propostas que aumentem os desafios
oferecidos às crianças, pois, à professora cabe estimular o pensamento. Para tanto, é
preciso garantir que o aluno saiba falar (ao falar a criança elabora o que fez).

Algumas orientações didáticas são importantes para melhorar o trabalho com jogos.


Jogos com regras

Orientações didáticas

a) Introduzir o jogo de maneira clara e breve. Levantar os conhecimentos prévios das
crianças sobre o jogo.

b) Observar as crianças e seus saberes de forma a fazer intervenções apropriadas às suas
necessidades.

c) A professora poderá jogar com os alunos e depois observá-los a fim de intervir.

d) Observar se o aluno está jogando de modo intuitivo, espacial ou lógico intervindo para
que o aluno avance construindo conhecimentos e aprendizagens significativas.
                                                                                      42
e) Incentivar e enriquecer a troca entre as crianças, favorecendo a socialização das
descobertas, possibilitando aos alunos defender ou corrigir seu ponto de vista.

f) É mais indicado priorizar jogos durante o ano para que sejam bem trabalhados.
Existem muitos jogos apropriados para as diferentes faixas etárias e as crianças também
podem criá-los.

g) Elencar jogos que possibilitem o uso de estratégias e não só aqueles que dependem de
sorte/azar. Conhecer os jogos e definir quais conteúdos podem ser trabalhados com eles,
de forma a planejar ações com os mesmos, escalonando desafios em sequencias
didáticas.

b) Ouvir o que as crianças têm a dizer sobre como estão jogando ou porque jogam
   daquela maneira. Isso faz saber em que etapa elas estão e como podemos desafiá-la.
   Conhecer as crianças para desafiá-las com novas propostas.

c) Pensar em parcerias onde alguns jogam bem e outros não, para que exista cooperação
   cognitiva.

d) Usar estratégias de jogos anteriormente trabalhados para ensinar novos jogos.

e) Estimular a jogarem cada vez melhor. É interessante que as crianças inventem seus
   próprios jogos depois de terem jogado bastante.

f) Respeitar e socializar o conhecimento que as crianças trazem de casa sobre como
   jogar, como registrar, as estratégias para ganhar e etc.

g) Propor o jogo em um momento tranqüilo, observando em que momento da rotina se
   desenvolverá.

h) Organizar o espaço com as próprias crianças, tanto antes quanto depois da brincadeira.
   Com isso são trabalhados conteúdos procedimentais e atitudinais.

i) Conduzir as atividades de jogos de modo que os alunos sintam a necessidade de
   registro.

j) Propor situações de registro para que haja avanços para as formas mais elaboradas e
   convencionais.




                              Sistema de numeração


                                                                                      43
Orientações didáticas

   a) Propor atividades que criem a necessidade de uso do sistema de numeração
      escrita.

   b) Criar situações que envolvam problemas numéricos nos quais as crianças sejam
      incentivadas a buscar estratégias próprias de resolução, socializando-as e
      ampliando possibilidades.

   c) Organizar situações significativas de aprendizagem que considerem as hipóteses
      das crianças sobre os números.

   d) Favorecer e incentivar as crianças a buscarem diferentes materiais e recursos para
      a solução dos desafios que lhes são lançados.

   e) Aproximar as propostas de trabalho na escola, das práticas sociais reais,
      organizando diferentes espaços na rotina nos quais as crianças se coloquem como
      usuárias do sistema de numeração: brincadeiras simbólicas, jogos, etc.

   f) Organizar diferentes agrupamentos para a realização das atividades (duplas, trios,
      subgrupos, coletivos), com o objetivo de favorecer a circulação de informações e de
      conhecimentos matemáticos entre as crianças.

   g) Validar sempre no grupo a construção de conhecimentos socializando e registrando
      as conquistas da classe.

   h) Considerar e valorizar as respostas das crianças solicitando que justifiquem seus
      conhecimentos e produções, respeitando a lógica própria do seu pensamento.

   i) Socializar as diferentes estratégias utilizadas pelas crianças na solução dos
      problemas numéricos, propiciando trocas, comparações e reformulações de
      hipóteses.

   j) Definir o objetivo que se deseja atingir em cada etapa do trabalho para que a
      aprendizagem possa ser avaliada e para que possam ser lançados novos desafios.

   k) Os problemas lançados às crianças precisam promover novos conhecimentos e não
      só fazê-las usar aqueles que já possuem.




                                                                                      44
CORPO E MOVIMENTO
OBJETIVO                                   CONTEUDOS                             ESTRATÉGIAS                                       AVALIAÇÃO
- Ampliar as possibilidades expressivas    - Utilização expressiva intencional do      - Jogos e brincadeiras com fantasias a      Observar se a criança:
do próprio movimento, utilizando           movimento nas situações cotidianas e        fim de que as crianças assumam              - consegue adequar os gestos e movimentos
gestos diversos e o ritmo corporal nas     em suas brincadeiras.                       papéis, e se vejam em espelhos.             às     necessidades       (força,     velocidade,
suas brincadeiras, danças, jogos e         - Percepção de estruturas rítmicas          - Jogos de interação, de imitação e o       resistência, ritmo);
demais situações de interação.             para expressar-se corporalmente por         reconhecimento do corpo                     - tem um bom repertório de movimentos;
- Explorar diferentes qualidades           meio da dança, brincadeiras e outros        - Reconhecimento dos sinais vitais do       - apresenta uma postura de equilíbrio em
dinâmicas do movimento, como força,        movimentos.                                 corpo e de suas alterações, como a          atividades de percurso ou outras que exijam o
velocidade, resistência, flexibilidade,    - Valorização e ampliação das               respiração, os batimentos cardíacos, as     mesmo;
conhecendo gradativamente os limites       possibilidades estéticas do movimento       sensações de prazer,                        - se expressa através da dança e do
e as potencialidades de seu corpo.         pelo conhecimento e utilização de           - Exercício de imaginação e criatividade    movimento       conforme     diferentes    ritmos
- Controlar gradualmente o próprio         diferentes modalidades de dança.            representando experiências vividas por      apresentados;
movimento,        aperfeiçoando     seus   - Percepção das sensações, limites,         meio do movimento, por exemplo,             - realiza os movimentos: subir/descer,
recursos de deslocamento e ajustando       potencialidades,     sinais   vitais    e   balançar como uma folha, derreter           escorregar,          pendurar-se,        rastejar,
suas      habilidades    motoras    para   integridade do próprio corpo.               como um sorvete, etc.                       abaixar/levantar, etc., de acordo com a
utilização em jogos, brincadeiras,         - Participação em brincadeiras e jogos      - Danças, brincadeiras de roda,             habilidade exigida pela atividade;
danças e demais situações.                 que envolvam correr, subir, descer,         cirandas, oportunizando à criança a         - apresenta uma postura adequada às
- Utilizar os movimentos de preensão,      escorregar, pendurar-se, movimentar-        realização de movimentos de diferentes      diferentes solicitações das brincadeiras e jogos
encaixe, lançamentos etc., para            se, dançar etc., para ampliar               qualidades expressivas e rítmicas.          (se segue os “comandos”);
ampliar     suas     possibilidades   de   gradualmente o conhecimento e o             Brincadeiras de lutar, correr, saltar,      - possui noção de orientação espacial,
manuseio dos diferentes materiais e        controle sobre o corpo e movimento.         dançar, subir e descer de árvores ou        reconhecendo as diferentes dimensões do
objetos.                                   - Utilização dos recursos de                obstáculos, jogar bola, rodar bambolês      espaço (altura, largura e profundidade) e saiba
- Apropriar-se progressivamente da         deslocamentos e das habilidades de          etc.                                        se localizar no mesmo (lateralidade);
imagem global de seu corpo,                força, velocidade, resistência e            - Pesquisa sobre os diferentes modos        - acata as regras dos jogos e brincadeiras e
conhecendo e cada vez mais uma             flexibilidade nos jogos e brincadeiras      de brincar, dançar, pular corda,            sendo competitiva, aceita a relação de ganhar
atitude de interesse e cuidado com o       dos quais participa.                        considerando diferentes qualidades de       e perder;
próprio corpo.                             - Valorização de suas conquistas            movimento.                                  - transfere suas conquistas e conhecimentos
                                           corporais.                                  - Jogos de regras e mesmo                   para as atividades do dia a dia;
                                           - Manipulação de materiais, objetos e       competições, cuidando para que              - tem interesse pelas atividades de corpo e
                                           brinquedos         diversos          para   ocorram de modo saudável e dentro           movimento.
                                           aperfeiçoamento de suas habilidades         das possibilidades do próprio corpo da
                                           manuais.                                    criança.
                                                                                       - Jogos e brincadeiras de roda, circuitos
                                                                                       motores etc.

                                                                                                                                                                          45
Ciências e Educação Ambiental

OBJETIVO                                CONTEUDOS                                  ESTRATÉGIAS                             AVALIAÇÃO
- Possibilitar às crianças formular     - Participação em atividade que                                                    Observar e avaliar:
questões, buscar respostas, imaginar    envolvam histórias, brincadeiras, jogos                                            - as atitudes da criança frente ao conteúdo
soluções,     formular   explicações,   e canções que digam respeito às                                                    trabalhado.
expressar opiniões, interpretações e    tradições culturais de sua comunidade                                              - o nível de interesse e curiosidade que a
concepções de mundo, confrontando       e de outras;                                                                       criança demonstra pelo assunto.
seu modo de pensar com as demais        - Conhecimento de modos de ser, viver                                              - se as questões levantadas pela criança são
crianças e adultos, relacionando os     e trabalhar de alguns grupos sociais do                                            pertinentes ao tema abordado.
seus conhecimentos e idéias a           presente e do passado;                                                             - se a criança ao confrontar suas hipóteses
contextos mais amplos, construindo,     - Identificação de alguns papéis sociais                                           com o conhecimento culturalmente produzido,
portanto, conceitos cada vez mais       existentes em seus grupos de convívio,                                             elabora novas conclusões.
elaborados.                             dentro e fora da instituição;                                                      - se a criança expressa seus conhecimentos
                                        - Valorização do patrimônio cultural do                                            com coerência através de relatos orais,
                                        seu grupo social e interesse por                                                   desenhos, gráficos, registro escrito, etc.
                                        conhecer diferentes formas de                                                      -    se     generaliza     os    procedimentos
                                        expressão cultural                                                                 desenvolvidos durante os estudos como
                                                                                                                           pesquisas (livros, revistas, jornais, mapas,
                                        Organização dos grupos e seu                                                       vídeo, etc), experimentos, observação direta e
                                        modo de ser, viver e trabalhar                                                     registro,    utilizando-os    na    busca   de
                                                                                                                           conhecimentos sobre qualquer outro tema
                                        - curiosidade pelo mundo social e          - Pesquisas e entrevistas com pais,     dessa área.
                                        natural, formulando perguntas,             parentes e pessoas relacionadas à       - se percebe os processos de transformação
                                        imaginando soluções para                   história do bairro, ou cidade, para     dos seres e dos objetos através de
                                        compreendê-lo, manifestando opiniões       contextualizar a aprendizagem,          experiências e observação.
                                        próprias sobre os acontecimentos,          partindo do que é próximo à criança;
                                        buscando informações e confrontando        - Tematizar hábitos e costumes que as
                                        idéias;                                    crianças vivenciam no seu dia a dia,
                                        - relações entre o modo de vida            como alimentação, vestimenta, música,
                                        característico de seu grupo social e de    jogos e brincadeiras, para que as
                                        outros grupos;                             crianças estabeleçam relações entre
                                        - relações entre o meio e as formas de     suas vivências e de outros grupos ou
                                        vida que ali se estabelecem,               gerações

                                                                                                                                                              46
valorizando sua importância para a          - Jogos e brincadeiras do repertório
preservação das espécies e para a           cultural e folclórico: brincadeiras de
qualidade da vida humana.                   pegar, esconder, de roda, etc.
Os lugares e suas paisagens:                Roda de conversa com utilização de
- Observação da paisagem local (rios,       fotos, cartões postais de paisagens
vegetação, construções, florestas,          locais ou distantes;
campos, dunas, açudes, mar,                 - Observação de locais próximos e
montanha, etc.);                            seus elementos, utilizando binóculos,
- Utilização com a ajuda dos adultos,       máquinas fotográficas, ou registrando
de fotos, relatos e outros registros para   com desenhos, etc.;
a observação de mudanças ocorridas          - Trabalhar com textos informativos,
nas paisagens ao longo do tempo;            literários, músicas, documentários e
- Valorização de atitudes e                 filmes que façam referências a outras
preservação dos espaços coletivos e         paisagens;
do meio ambiente.                           - Entrevistas com pessoas da
                                            comunidade sobre as mudanças dos
                                            locais próximos;
                                            - Atividades com representações como
                                            plantas de rua, mapas, globos, croquis,
                                            etc para reconhecimento da função
                                            social desses portadores;
                                            - Brincadeiras de pistas como caça ao
                                            tesouro, e seus registros para que a
                                            criança represente graficamente o
                                            espaço.

Objetos       e      processos       de
transformação:
- Participação em atividades que            - Atividades de confecção de
envolvam processos de confecção de          brinquedos e jogos com diferentes
objetos;                                    materiais (sucata, madeira, tecido,
- Reconhecimento de algumas                 papel, etc.)
características de objetos produzidos       - Oferecer diferentes materiais e propor
em diferentes épocas e por diferentes       a resolução de problemas com a
grupos sociais;                             construção de uma ponte, cabana, e
- Conhecimento de algumas                   experimentos diversos;
                                                                                       47
propriedades dos objetos: refletir,      - Pesquisas em livros, enciclopédias e
ampliar ou inverter imagens, produzir,   documentários sobre diferentes objetos
transmitir ou ampliar sons,              construídos pela humanidade e sua
propriedades ferromagnéticas etc.:       transformação ao longo das épocas;
- Cuidados no uso dos objetos do         - Investigação através de
cotidiano, relacionados à segurança e    experimentos, montagem e
prevenção de acidentes, e à sua          desmontagem de objetos do interesse
conservação.                             das crianças (ex: brinquedos à pilha,
-exploração das transformações físicas   engrenagem do relógio, etc.)
ou químicas de alimentos e materiais     -transformações de materiais,
diversos                                 ingredientes, alimentos, etc. e
                                         observação e registro pelas crianças.


Seres vivos
- Estabelecimento de algumas relações    - Criação e cultivo de pequenos
entre diferentes espécies de seres       animais e plantas, para observação,
vivos, suas características e suas       comparação e estabelecimento de
necessidades vitais;                     relações;
- Conhecimento dos cuidados básicos      - Roda de conversa sobre animais que
de pequenos animais e vegetais por       as crianças têm em casa e os cuidados
meio da sua criação e cultivo;           que se deve ter com eles;
- Conhecimento de algumas espécies       - Atividades para reconhecimento do
da fauna e da flora brasileira e         próprio corpo, suas limitações e
mundial;                                 cuidados;
- Percepção dos cuidados necessários     - Pesquisa em livros e enciclopédias
à preservação da vida e do ambiente;     sobre as características dos seres
- Valorização da vida nas situações      vivos e suas relações com o meio
que impliquem cuidados prestados a       ambiente (habitat, alimentação, cadeia
animais e plantas;                       alimentar, etc);
- Percepção dos cuidados com o           - Nas atividades de rotina trabalhar
corpo, à prevenção de acidentes e à      com os cuidados do corpo, saúde e
saúde em geral;                          bem estar
- Valorização de atitudes relacionadas   - mapear interesses e possibilidades
à saúde e ao bem estar individual e      de trabalho considerando as crianças,
coletivo.                                suas histórias, experiências e
                                                                                  48
- Realizar procedimentos de pesquisa,     potencialidades.
como formulação de questões a partir
do que os alunos revelem interesse em
aprender, levantando suas hipóteses,
busca, localização e seleção de
informações e socialização da
pesquisa.

Fenômenos da Natureza                     - Observação de fenômenos da
- Estabelecimento de relações entre os    natureza que ocorrem no dia a dia: sol,
fenômenos da natureza de diferentes       chuva, arco-íris, etc;
regiões (relevo, rios, chuvas, secas,     - Pesquisa em livros, revistas, jornais e
etc.) e as formas de vida dos grupos      enciclopédias alguns fenômenos
sociais que ali vivem;                    ocorridos em outras regiões como, por
- Participação em diferentes atividades   exemplo, neve, furacão, vulcões, etc,
envolvendo a observação e a pesquisa      assim como de fenômenos
sobre a ação de luz, calor, som, força    relacionados à astronomia;
e movimento.                              - Atividades culinárias envolvendo
                                          experimentos com o calor (fogo);
                                          - Jogos e experimentos com luz e
                                          sombra, fontes sonoras, força e
                                          movimento, onde haja observação e
                                          registro das conclusões.




                                                                                      49
Artes Visuais e Música
                                                                                     MÚSICA
OBJETIVO                                CONTEUDOS                                    ESTRATÉGIAS                             AVALIAÇÃO
- Explorar e identificar elementos da   -    Reconhecimento       e     utilização   Jogos de diferenciação entre o barulho Observar se a criança
                                                                                                                          se
música para se expressar, interagir     expressiva, em contextos musicais das        e música, que levem a criança a - tem prazer em participar de fato das atividades
com os outros e ampliar seu             diferentes características geradas pelo      entender a música como interferência propostas
conhecimento do mundo.                  silêncio e pelos sons: altura (graves e      intencional que organiza som e silêncio - reconhece em diferentes contextos musicais as
- Perceber e expressar sensações,       agudos), duração (curtos e longos),          e que comunica. (Jogo de estátua)       características dos sons.
sentimentos e pensamentos, por meio     intensidade (fortes e fracos) e timbre       - Valer-se das vozes dos animais, sons - participa de jogos e brincadeiras que envolvam
de improvisações, composições e         (característica   que     distingue      e   dos objetos e máquinas, dos dança ou improvisação musical.
interpretações musicais.                personaliza cada som).                       instrumentos musicais, do próprio - tem um bom repertório de músicas (memória
                                        - Reconhecimento e utilização das            corpo em contextos de situações musical)
                                        variações de velocidade e densidade          musicais.                               - tem interesse em produzir sons com objetos,
                                        na organização e realização de               - Utilizar-se de instrumentos musicais se cria nas oficinas de instrumentos.
                                        algumas produções musicais                   tocados de maneiras diferentes, como,
                                        - Participação em jogos e brincadeiras       por exemplo, um tambor.                 Apreciação musical: observar se a criança
                                        que envolvam a dança e/ou a                  - Jogos de imitação com ritmo, sempre - tem interesse em escutar música de gêneros,
                                        improvisação musical.                        tomando o cuidado de observar como estilos ou épocas diferentes.
                                        - Repertório de canções para                 as crianças percebem a proposta e - tece comentários sobre a música proposta ou
                                        desenvolver a memória musica.                não insistindo se elas não conseguem estabelece relações com outras já apreciadas.
                                        - Escuta de obras musicais de diversos       fazer com precisão.                     - percebe qual é o tema da música ou a frase
                                        gêneros, estilos, épocas e culturas, da      - Fazer gestos e movimentos corporais musical que se repete.
                                        produção musical brasileira e de outros      pois o corpo traduz em movimentos os - reconhece algum instrumento nos momentos
                                        povos e países.                              diferentes      sons     que  percebe. de escuta das músicas,
                                        - Reconhecimento de elementos                Movimentos de flexão, balanceio, - diferencia nas melodias cantadas os tipos de
                                        musicais básicos: frases, partes,            torção, e de locomoção como saltitar, vozes ( feminina, masculina, coral).
                                        elementos que repetem etc. (a forma).        correr,     etc.,estabelecem  relações
                                        - Informações sobre as obras ouvidas         diretas com os diferentes gestos
                                        e sobre seus compositores para iniciar       sonoros.
                                        seus conhecimentos sobre a produção          - Jogos de improvisação a partir de
                                        musical.                                     roteiro extra musical, como por
                                        - produção e reflexão sobre os               exemplo, nas histórias que as crianças
                                        contextos sonoros criados pelas              tocam com suavidade para não
                                        crianças.                                    acordar      ninguém      que   dorme,
                                                                                     produzem impulsos sonoros imitando a
                                                                                                                                                                50
chuva, realizam ritmos de galope
representando o tratar dos cavalos etc.
- Jogos de improvisação que
estimulam a memória auditiva e
musical assim como a percepção da
direção do som no espaço.
- Criação de pequenas canções tendo
como base a experiência musical das
crianças, como por exemplo, num
trabalho com rimas, as crianças
poderão fazer pequenas canções
tendo como base os seus próprios
nomes, dos amigos, de frutas, cores
etc.
- Oficina de instrumentos musicais
criados pelas crianças , podendo fazer
música a seguir.
Escutar      músicas      sem       texto,
apresentando composições ou peças
breves, danças e aquelas criadas para
a apreciação musical infantil.
- Escutar músicas de outros países,
regiões bem como da música
tradicional popular.
- Completar a escuta da obra musical
apresentando informações relativas ao
contexto histórico de sua criação,
época, seu compositor, intérpretes, etc.
- Fazer o registro musical utilizando
outras formas de notação musical que
não a     escrita convencional, como
por exemplo, desenhos ou códigos que
possam ser lidos e
decodificados pelo grupo (sons curtos
ou longos, fortes ou fracos, etc.)


                                             51
Artes Visuais
                                                                                                            MÚSICA
OBJETIVO                                              CONTEUDOS                                             ESTRATÉGIAS                                       AVALIAÇÃO
Ampliar os conhecimentos de mundo que                 Quanto ao Fazer artístico                             Desenho livre, sem intervenções diretas, Observar se avaliação:
possuem, manipulando diferentes objetos e             - Criação de desenhos, pinturas, colagens,            explorando diversos materiais e utilizando de
materiais, explorando suas características,           modelagens a partir de seu próprio repertório e       suportes de diferentes tamanhos e texturas, - Falar em avaliação para Artes pode parecer utópico ou
propriedades e possibilidades de manuseio e           da utilização de elementos da linguagem das           como papéis, cartolina, lixa, areia etc.           pouco provável dada a dificuldade de mensuração. O que é
entrando em contato com formas diversas de            Artes Visuais: ponto, forma, cor, volume, espaço,     - A partir dos desenhos das crianças, que elas certo ou errado no fazer artístico? Como seria então possível
expressão.                                            textura etc.                                          façam o mesmo desenho em escala maior ou estabelecer critérios em se tratando de algo tão subjetivo?
- Utilizar diversos materiais gráficos e plásticos    -    Exploração      e   utilização    de    alguns   menor, possibilitando que ela reflita sobre o seu
sobre diferentes superfícies para ampliar suas        procedimentos necessários para desenhar,              desenho e organize de maneira diferente os O processo avaliativo passa por três etapas e o professor
possibilidades de expressão e comunicação.            pintar, modelar etc.                                  pontos, traçados e espaços do papel.                poderá:
- Interessar-se pelas próprias produções, pelas       -     Exploração      e    aprofundamento       das   - Desenhos utilizando papéis com algum tipo de
de outras crianças e pelas diversas obras             possibilidades     oferecidas     pelos    diversos   intervenção, como por exemplo, um risco, um No âmbito individual:
artísticas (regionais, nacionais ou internacionais)   materiais, instrumentos e suportes necessários        recorte, uma colagem de parte de uma figura percurso criador da criança;
com as quais entram em contato, ampliando os          para o fazer artístico.                               etc.                                            forma que a criança utiliza os materiais,
seu conhecimento do mundo e da cultura.               - Exploração dos espaços bidimensionais e             - Desenho a partir da observação de diversas
                                                                                                                                                      procedimentos, atitudes e avanços apresentados.
       - Produzir trabalhos de arte, utilizando a     tridimensionais na realização de seus projetos        situações, cenas, pessoas e objetos. Um
linguagem do desenho, da pintura, da                  artísticos.                                           exemplo seria o desenho de alguma parte do Em grupo
modelagem, da colagem, da construção,                 - Organização e cuidados com os materiais no          corpo vista pela criança, observando as => observar se socializam as boas idéias;
desenvolvendo o gosto, o cuidado e o respeito         espaço físico da sala e em outros espaços.            características comuns a todas as pessoas e o forma das produções e as soluções encontradas, sempre se
                                                                                                                                                             a
pelo processo de produção e criação.                  - Respeito e cuidado com os objetos produzidos        que particulariza o seu; observar movimentos que foi combinado antes.
- Participar de situações coletivas de                individualmente e em grupo.                           corporais tentando representá-lo.
organização do espaço, em sala de aula, no            - Valorização das produções de diferentes             - Que desenhem livremente colocando diversos Na auto avaliação:
ateliê, em espaços expositivos dentro e fora da       grupos sociais – arte infantil, arte indígena, arte   materiais e auxiliar as crianças para que => observar como comparam suas próprias soluções com as
escola.                                               popular, artes de diferentes épocas e imagens         desenvolvam as suas próprias propostas, dos outros colegas.
- Praticar ações de cuidados com os materiais         do cotidiano, de suas próprias produções, das de      indicando materiais mais adequados para cada ⇒ a roda da conversa pode ser um espaço adequado
gráficos e plásticos sobre diferentes superfícies     outras crianças e da produção de arte em geral.       uma delas.                                             para avaliação quando contempla a apreciação dos
para ampliar suas possibilidades de expressão e                                                             - Produções tridimensionais em várias etapas,          trabalhos de todos (socialização).
                                                                                                            pois elas exigem diversas
comunicação.                                                                                                                                                  ⇒     outro observável é o envolvimento da criança naquilo
- Sentir prazer na realização de trabalhos            Quanto à apreciação                                   ações como colagens, pintura etc.                      que está fazendo, seu empenho e interesse.
artísticos.                                           - Conhecimento da diversidade de produções            - Organizar exposições dos trabalhos das          - cabe também ao professor observar como o aluno
- Participar de rodas de apreciação das mais          artísticas, como desenhos, pinturas, esculturas,      crianças em conjunto com a turma, facilitando a   sintetizou as experiências vividas durante o processo,
variadas imagens, das suas próprias e dos             construções, fotografias, colagens, ilustrações,      cada aluno a percepção do seu processo            envolvendo a percepção, a emoção e o pensamento.
colegas.                                              cinema etc.                                           evolutivo e do desenrolar das etapas de           - é fundamental também reconhecer os valores estéticos dos
- Explorar os mais variados movimentos gestuais       - Apreciação das suas produções, das dos              trabalho.                                         alunos. A produção final é o término de um caminho, mas é,
para produzir desenhos e pinturas.                    outros e de diferentes grupos sociais por meio        - Leitura de imagens elaborando perguntas que     também, o provável início de um outro, uma vez que pode
- Utilizar, conhecer e diferenciar diversos meios,    da observação e leitura de alguns elementos da        instiguem a observação, interesse e descoberta    tornar o estímulo gerador de um novo processo.
suportes e instrumentos.                              linguagem plástica.                                   das crianças como “ Como o artista consegui
- Descobrir diferentes possibilidades e               - Observação dos elementos constituintes da           essas cores?”, “O que você acha que foi mais
experimentar combinações na utilização dos            linguagem visual: ponto, linha, cor, forma,           difícil ele pintar?”, “Como você acha que ele
materiais plásticos nos planos bi e                   volume, contrastes, luz, texturas.                    conseguiu esse efeito na tela?”,
tridimensionais.                                      - Leitura de obras de arte a partir da observação,    - Rodas de apreciação de obras, a descrição
                                                                                                                                                                                                         52
- Exercitar escolhas de materiais e modalidades      narração, descrição e interpretação de imagens   daquilo que está sendo observado, auxiliando-as
artísticas.                                          e objetos.                                       nas verbalizações e permitindo que sejam
- Conhecer e comparar diferentes modalidades         -    Apreciação    das     Artes    Visuais  e   autoras das próprias interpretações.
artísticas – desenho, pintura, escultura, colagem    estabelecimento de correlação com experiências   - Observação de imagens figurativas fixas ou em
,entre outras.                                       pessoais.                                        movimento e de produções abstratas.
- Entrar em contato com elementos da                                                                  - Que falem sobre as suas próprias criações e
linguagem visual – linha, cor, forma, textura, luz                                                    escutem as observações dos colegas sobre seus
e sombra, volume.                                                                                     trabalhos.




                                                                                                      Brincar
OBJETIVO                                             CONTEUDOS                                        ESTRATÉGIAS                                       AVALIAÇÃO
                                                                                                                                                                    53
- Agrupar-se em pequenas equipes             Brincar com papéis ou faz de conta   Criação de brincadeiras compostas de           - representar papéis como se fora um adulto,
criando um enredo ou tema, brincando,                                              vários papéis, assumidos durante o            outra criança, um boneco, um animal, etc. e
comunicando-se          e       atribuindo                                         processo, que se organizam e que              brincar com os companheiros de forma
significados diversos a ações e                                                    interagem em torno de um enredo               complementar.
objetos.                                                                           comum, tais como circo, a casinha, o          - manipular e dirigir objetos ou bonecos tais
- Interagir através da utilização de uma                                           casamento,            uma           viagem    como fantoches ou figuras representativas de
linguagem simbólica explicitada pelo                                               interplanetária, o posto de saúde, a          histórias ou enredos televisivos para os quais
uso verbal diferenciado ou de sinais e                                             livraria, a pescaria, etc.                    são atribuídas características singulares.
gestos corporais próprios ao brincar.                                             - Inclusão de objetos reais cujo               - utilizar-se de objetos substitutos ou
- Interagir com base na ajuda mútua,                                               significado é modificado em função dos        brinquedos       atribuindo-lhes     significados
atento às ações dos colegas e                                                      enredos com os quais se brinca como           diferentes em função do enredo da brincadeira.
respeitando as diferentes idéias                                                   por exemplo , na utilização de uma            - participar de jogos coletivos corporais ou de
criadas durante a brincadeira.                                                     mesa virada de pernas para cima               jogos de tabuleiro que impliquem no respeito
- Imitar e representar as interações                                               fazendo de conta que é um barco;              de algumas regras.
presentes na sociedade na qual vivem,                                             - Inclusão de trajes e acessórios para         =>conhecer e participar de alguns jogos e
escolhendo papéis que lhe sejam mais                                               caracterização dos papéis, tais como          brincadeiras
interessantes.                                                                     fantasias, chapéus, luvas, panos,
- Brincar de forma alternada com                                                   carteiras, vestidos, calças, colares, etc.
papéis que representem o bem e o                                                  - Organização dos espaços em função
mal, a força e a fraqueza, a coragem e                                             dos espaços nos quais se brinca,
a covardia, o homem e a mulher, a                                                  criando cenários particulares tais como
criança e o adulto, a bela e a fera, etc.                                          circo, palco para cavalo, salão de
- Aceitar a liderança e ser líder quando                                           cabeleireiros, guichê de correio, etc.
necessário.                                                                       - Manipulação de pequenos bonecos e
- Explicitar sentimentos, alternando a                                             ou fantoches e marionetes para
representação        de       papéis     e                                         criação de brincadeiras imaginadas;
manipulando         os       pares      de                                        - Construção de objetos, brinquedos,
ausente/presente,               bom/mau,                                           marionetes para brincadeira;
feio/bonito, grande/pequeno,etc.                                                  - Imitação de situações complexas e
- Questionar e refletir sobre os                                                   mais próximas das situações reais, tais
assuntos trabalhados em outras áreas,                                              como o brincar de fazer uma peça de
acionando a memória voluntária para                                                teatro, organizar uma venda, brincar de
estabilizar     seus      conhecimentos                                            casar, etc.
prévios.                                                                          -     Discussão      sobre      brincadeira,
- Respeitar regras, mudando-as e                                                   efetuando          autocrítica         para
negociando-as de comum acordo com                                                  aperfeiçoamento dos papéis e dos
                                                                                                                                                                       54
seus colegas.                                                                enredos criados;
- Resolver os conflitos surgidos através                                     - Agrupamentos baseados na ajuda
do diálogo com os colegas ou pedir                                           mútua e na complexidade de ações
ajuda para o educador de forma a                                             simbólicas reais.
manter a continuidade da brincadeira.




                                                                             - Conhecimento e denominação das
                                           Brincar    com   materiais   de    diferentes formas de peças de matéria
                                           construção                         plástica, madeira, etc, tais como
                                                                              placas, pequenas vigas, ladrilhos,
                                                                              cilindros, cubos, prismas e arcos,
                                                                              utilizados em atividades de construção
                                                                              no plano tridimensional.
                                                                             - Familiarização com placas diferentes
                                                                              segundo a forma e dimensões:
                                                                              compridas e curtas, largas e estreitas,
                                                                              quadradas e retangulares, grandes e
                                                                              pequenas, etc, de maneira a que as
                                                                              crianças possam estabelecer relações
                                                                              de equivalência entre elas e utiliza-se
                                                                              destas para construir formas que
                                                                              desejam, como por exemplo, construir
                                                                              um cubo com dois primas triangulares
                                                                              ou aumentar uma superfície desejada
                                                                              mediante a união de várias peças
                                                                              planas de igual espessura.

                                                                             - Conhecimento e utilização dos
                                                                             materiais   mais   adequados  para
                                                                             construir partes desejadas de suas
                                                                                                                        55
construções, tal como utilizar peças
                     para fazer paredes ou janelas e portas
                     de um castelo ou peças determinadas a
                     para a construção de uma cerca de um
                     pequeno galinheiro;
                     - Utilização do material para construção
                      de cenários temáticos de brincadeiras,
                      tais, como um pequeno curral, a
                      casinha de bonecas, uma nave
                      espacial, uma cama de ursinhos, uma
                      gaiola para passarinhos, um avião, etc.


                     - Utilização de regras em brincadeiras
Brincar com regras    de perseguir, procurar e pegar tais
                      como Dona Polenta, Ajuda-Ajuda, Gato
                      e Rato, Elefante Colorido, Morto-Vivo;
                      jogos de atirar como Amarelinha, Pião,
                      jogos de correr como Corrida de
                      Bastão, Chicote Queimado, etc.
                     - Utilização de regras em jogos de
                      adivinhas, de pegas e parlendas;
                     - Conhecimento e participação em
                      jogos tradicionais de transmissão oral:
                      brincadeiras de roda, jogos com bolas,
                      etc;
                     - Inclusão de acessórios adequados
                      para jogar: brinquedos tradicionais ou
                      materiais esportivos tais como cordas,
                      bolas, pião, pipa, etc.
                     - Participação em momentos de
                      discussão e definição do espaço e
                      número de participantes em função do
                      tipo de jogo utilizado.
                     - Determinação do tempo e do espaço
                      a ser utilizado.
                                                                56
- Conhecimento e utilização de jogos
 de tabuleiro baseados em regras de
 estratégia como Batalha Naval, Fecha-
 Caixa, jogos de percurso, etc.
- Participação na definição de critérios
 para ganhadores e perdedores.




                                           57
Orientações Didáticas




                 O brincar é uma das atividades fundamentais para o desenvolvimento e a
educação das crianças pequenas. Nas brincadeiras são dadas condições para que as
crianças desenvolvam capacidades importantes tais como a atenção, a imitação, a
memória e a imaginação. Amadurecem também algumas competências para a vida
coletiva, através da interação e utilização de experiência de regras e papéis sociais.

  a)        Observar o brincar oferecendo materiais adequados, espaços estruturados
     permitindo o enriquecimento das competências imaginativas e organizacionais dos
     alunos.
  b)        Permitir que as crianças escolham entre as diferentes opções oferecidas, a fim
     de que elas possam elaborar de forma independente e pessoal os seus
     conhecimentos e seu próprio estilo de trabalho futuro.
  c)       Estimular a imaginação das crianças, induzindo-as a raciocinar, e a buscar
     procedimentos para dar solução aos seus problemas através da comparação, da
     contraposição, tirando suas próprias conclusões.
  d)        Levar em conta que determinados temas que as crianças trazem revelam suas
     impressões, preocupações, dúvidas, angústias e fantasias sobre a vida que levam e
     que precisam entender; garantindo o espaço da vivência e da troca simbólica de
     experiências difíceis para as crianças. A oferta de materiais tais como fantasias,
     brinquedos organizados em cantos na sala, a leitura de contos assim como a
     intervenção verbal e gestual, no auxílio da criação de personagens e enredos e na
     discussão de regras pelas crianças são fundamentais.
  e)       Os educadores podem compartilhar da brincadeira das crianças, fornecendo-
     lhes espaço, tempo e material à medida em que são solicitados ou sugeridos.
  f)        A participação do educador nas situações de brincar, deve orientar-se pela
     escuta, observação e solicitação de ajuda das crianças, cabendo também

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intervenções para ensinar a brincar, a convidar e inserir colegas, materiais e até
   participar diretamente em alguns momentos.
g)         O educador pode participar diretamente da brincadeira cumprindo um papel
   determinado pelas crianças ou indiretamente fazendo algumas perguntas dirigidas a
   uma ou duas crianças, colocando-lhes novos problemas e hipóteses a serem
   solucionados.
h)       O brincar exige do educador a elaboração de um programa claro e organizado
   da rotina diária, do espaço, do tempo, das atividades e dos materiais que são
   propostos, pois isso evidencia o seu papel educativo.
i)       Para que a brincadeira torne-se uma prática cotidiana, o educador pode
   organizar em sua sala um canto separado por uma cortina ou biombo, no qual
   algumas crianças poderão se esconder, fantasiar-se, brincar sozinhas ou em grupo,
   brincar de casinha, etc.
j)       Organizar os materiais dentro de uma lógica, por exemplo, as maquiagens
   próximas ao espelho, as panelinhas próximas ao fogão e à pia, etc.
k)       É importante que as crianças possam participar da organização do material
   depois de brincar.
l)       Organizar situações nas quais as crianças poderão conversar sobre suas
   brincadeiras, lembrar-se dos papéis assumidos por si e pelos colegas, dos materiais e
   dos brinquedos usados assim como do enredo e da seqüência de ações. Nesses
   momentos, lembrar-se sobre o que, com quem e com o quê brincaram poderá ajudar
   as crianças a organizarem seu pensamento e emoções, criando condições para o
   enriquecimento do brincar, garantindo também momentos de planejamento da
   próxima brincadeira com as crianças, organizando espaço e materiais.
m)         É importante que o educador mantenha a atividade de construção na rotina
   permanente, desenvolvendo-a várias vezes na semana.
n)        Nos jogos de construção o educador poderá sugerir a criação de novas formas,
   e ampliar para todas as crianças a descoberta ou produção de uma ou outra criança,
   refazendo os passos necessários para sua elaboração.
o)        Não usar os jogos de construção apenas sobre as mesas. Fazer combinados
   para que as crianças espalhem os materiais pelo chão da sala possibilitando a
   construção de cidades, pontes, parques, rios etc.
p)         O educador poderá planejar projetos utilizando os materiais de construção,
   como por exemplo, na elaboração de um cenário para determinada brincadeira, ou a
   construção de maquete sobre algum assunto pesquisado em outras áreas do
   conhecimento.
q)       Os jogos com regras implicam em repetições de gestos e ações cujas
   regularidades são inicialmente compartilhados e gradativamente disputados com
   adultos e outras crianças. Deve ser organizado pelo educador de maneira a que todos
   se sintam capazes de brincar, estimulados para dar o máximo de si.
r)         Ensinar brincadeiras compostas de movimentos corporais regulares como no
   caso do Serra-Serrador, ou Bamba-la lão, por exemplo, de forma a que as crianças
   possam compreender, fazer antecipações e coordenar ações para mais tarde ter
   condutas estratégicas em jogos mais elaborados. Exercitar regras e regularidades

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ajuda as crianças a desenvolverem sua auto-estima, descobrindo seus limites e
     possibilidades.
  s)       Os jogos que envolvem disputa demandam um clima de respeito e ajuda mútua
     entre as crianças e entre elas e os educadores, de maneira a que compreendam que
     saber ganhar e perder está associado a competências, habilidades, capacidades de
     atenção e compreensão das próprias regras que podem ser aprendidas e que não são
     inatas. Nessa perspectiva, a competição deve ser trabalhada como uma característica
     da vida coletiva e não como um estímulo ao individualismo.
  t)        Manter vários jogos de regras e materiais para brincadeiras tradicionais à
     disposição das crianças, para que elas utilizem os recursos em momentos livres ou
     organizados em atividades permanentes e fixas durante determinados dias da
     semana.
  u)       Pode-se desenvolver projetos com brincadeiras tradicionais, envolvendo a coleta
     do acervo da comunidade, pesquisando junto aos pais e familiares, em livros e junto a
     especialistas, brincadeiras antigas, de outras civilizações ou países.
  v)       Desenvolver projetos de comparação das regras de jogos diferentes,
     constatando-se regularidades e pequenas mudanças que definem classes de jogos.


4. Rotina

      “A rotina representa, também, a estrutura sobre a qual será organizado o tempo
  didático, ou seja, o trabalho educativo realizado com as crianças. A rotina deve envolver
  os cuidados, as brincadeiras e as situações de aprendizagem orientadas” (RCN Vol. 1
  p.54).


   Ao longo dos anos construímos uma rotina que leva em conta momentos coletivos - da
sala e da escola - e individuais – da sala e dos alunos.
   A rede municipal de ensino de São Bernardo do Campo propõe que o trabalho
pedagógico de uma unidade escolar seja organizado em diferentes modalidades, que
citaremos a seguir.


PROJETOS

       “Conjunto de atividades que trabalham com conhecimentos específicos construídos
a partir de um dos eixos de trabalho ao redor de um produto final que se quer obter.” (RCN
Vol. 1 p. 57).
       Sendo de interesse da turma, num contexto de uso social, aprofundando conteúdos
de uma área de conhecimento, desenvolvendo procedimentos de pesquisa, comparação,
etc.




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ATIVIDADES SEQUENCIADAS

        “São planejadas e orientadas com objetivo de promover uma atividade específica e
definida. São seqüenciadas com intenção de oferecer desafios com graus diferentes de
complexidade para que as crianças possam ir paulatinamente resolvendo problemas a
partir de diferentes proposições.” (RCN Vol. 1 p. 56)
        Contemplando as áreas de conhecimento não trabalhadas em projetos específicos
ou em atividades mais dirigidas pelo professor.



ATIVIDADES PERMANENTES

      “São aquelas que respondem às necessidades básicas de cuidados, aprendizagens
e de prazer para as crianças, cujos conteúdos necessitam de constância. A escolha dos
conteúdos que definem o tipo de atividades permanentes a serem realizados com
freqüência regular diária, semanal, quinzenal ou mensal em cada grupo de crianças,
depende das prioridades elencadas a partir da proposta curricular”. (RCNs Vol. 1 p. 55).
      Cada professora elaborou uma proposta de grade que norteará seus trabalhos,
apontando qual a rotina e periodicidade das atividades permanentes.
      O trabalho pedagógico com intencionalidade educativa requer o planejamento
cuidadoso do educador, a fim de que tenha significado para criança, não ocorrendo de
forma estanque ou ainda espontânea.

a) Entrada e Saída

       O portão é aberto no início dos períodos (7h30 às 7h40 e 13h às 13h10) pela equipe
de apoio e as crianças se encaminham sozinhas para as salas de aula. As professoras
recebem seus alunos nas salas, muitas vezes com o espaço organizado com atividades
diversificadas. O portão é aberto às 11h20 e às 16h50 e os responsáveis buscam as
crianças nas portas externas das salas de aula. Esse é um momento em que os pais
conversam com as professoras.


b) Parque

       Dada a importância desse momento para as crianças tivemos o cuidado de garantir
que seja uma atividade diária para todos. Como o espaço do parque só comporta uma
turma de alunos por vez o tempo é reduzido em algumas turmas de 6 anos e para o
integral no período da tarde.

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c) Refeições

Lanche servido na escola para todos os alunos.
      Almoço e Colação – (leite com bolacha ou sucrilhos ou pão com margarina)
somente para o semi.
        No espaço de refeitório existem mesas (acompanhadas pelas cadeiras
necessárias) e 02 turmas lancham ao mesmo tempo.
       O recheio dos lanches é preparado pelas merendeiras e em cada mesa é colocado
num pote. Dependendo do recheio são utilizadas pazinhas ou colheres. As crianças se
encaminham para a mesa de escolha com a caneca plástica e um guardanapo de papel,
itens que são disponibilizados em uma mesa de apoio, que fica no centro do refeitório.
Servem-se nas quantidades que desejam e ao término do lanche, depositam as canecas
vazias na mesa de apoio. As crianças são acompanhadas pelas merendeiras e
professoras, cabendo prioritariamente à professora a realização das intervenções
necessárias à formação pessoal e social da criança nesse momento.
       O cardápio da escola e seus respectivos ingredientes vêm determinados pela Seção
de Merenda Escolar da prefeitura; o que inviabiliza a alteração do mesmo. A Avaliação
Mensal sobre a merenda e sua aceitação pelas crianças da escola é encaminhada para a
SEC 3. A partir das discussões sobre a necessidade de oferecer opções de escolha para
as crianças neste momento, a SEC 3 nos autorizou a servir pão com margarina para
aquelas que não gostam do recheio do dia, e bolacha nos dias que o cardápio prevê
canjica e arroz doce.
       Faz parte das estratégias o professor propiciar momentos de experimentação para
além da hora do lanche, nos quais as crianças possam experimentar diferentes sabores,
texturas, novos alimentos e redescobrir gosto de alimentos já conhecidos, mas nunca
experimentados, socializar troca de impressões sobre o alimento, entre outras ações que
incentivem as crianças se aventurarem pelo mundo da degustação.
       Também é importante que a professora como junto com as crianças, atentando-se
para a importância de ser um bom modelo e referencial para os alunos. Temos por

                                                                                    62
principio o incentivo e nunca a imposição. Caso a criança não queira aquele lanche outra
opção poderá lhe ser oferecida, como sugerido no parágrafo acima.
       A turma do integral recebe a refeição preparada pelas merendeiras e tem a mesma
organização dos restaurantes de “self-service”. Na avaliação de todo o grupo, esse modelo
tem sido excelente para as crianças que utilizam os talheres apropriados – facas, garfos e
colheres – servindo-se nas quantidades que julgam satisfazê-las e sendo incentivadas a
experimentar verduras e legumes do cardápio.
       A rotina e a organização do tempo didático são objetos de reflexão contínua no
grupo da escola e nos planos de aula as professoras consideram as características de
suas turmas e os diferentes tempos das crianças. Nos acompanhamentos dos
instrumentos metodológicos das educadoras, no caso, do planejamento, sempre trazemos
como questionamento a importância da Rotina para a construção da autonomia da criança.




d) Cuidados

Justificativa

       Este é um dos conteúdos que integra os RCNs no eixo da Formação Pessoal e
Social da Criança. Já tivemos época na Educação Infantil onde os cuidados eram o foco
central do trabalho na escola, entendida como local de cuidados e espaço compensatório
das deficiências quanto às orientações das famílias. Vivemos mais recentemente a idéia
de que os cuidados caberiam exclusivamente à família não sendo vistos como conteúdo
de excelência pedagógica. Acreditamos que a criança nesta faixa etária precisa ser
orientada



                                                                                       63
e cuidada pelos professores, uma vez que não têm autonomia suficiente para realizar as
várias atividades que envolvem os cuidados consigo mesmas. Esses cuidados não
precisam ser executados pelo professor, mas são imprescindíveis a orientação constante e
o seu acompanhamento próximo. Certamente, se cuidadas e orientadas de forma
respeitosa as crianças desenvolverão mais rapidamente as habilidades e atitudes
referentes a esse conteúdo, tornando-se mais autônomas.


Orientações didáticas

    Alguns procedimentos (que se traduzem em orientação didática) tomados por parte
     do professor, se fazem necessários para que os alunos, tanto do regular como do
     integral, possam ter na rotina escolar, momentos agradáveis em relação aos
     cuidados com a higiene do corpo como um todo. Afinal, passar horas em outro local,
     que não seja a nossa casa, prevê que os adultos que a rodeiam tomem certas
     atitudes em prol do seu bem estar.

    Orientar os alunos quanto às condições do tempo (frio/ calor). A criança necessita
     ser avisada para pôr ou tirar o agasalho em muitos momentos do dia.

    Acompanhar a hora da escovação dos dentes. Procedimentos básicos como:
     encher o copo e fechar a torneira; pouco creme dental na escova; repor escovas
     que ficam gastas; não engolir o creme dental; não usar a escova do amigo pois a
     mesma é de uso pessoal.

    O uso dos sanitários também necessita de muita orientação: lavar as mãos após o
     uso dos mesmos; apertar a descarga; cuidar para não molhar o chão e a roupa; uso
     do papel higiênico; etc.

    As crianças do integral precisam de cuidados em relação ao corpo mais específicos
     por estarem um maior número de horas na escola. O repouso logo após o almoço, é
     indispensável para quebrar a rotina de um período para outro. Mesmo que a criança
     não durma, o fato de deitar e ouvir música provoca uma sensação de relaxamento.
     Com o passar do tempo as crianças vão se apropriando dos hábitos, atribuindo
     significado as suas ações tornam-se, portanto, mais autônomas. Antes de deitar as
     meninas se preocupam em tirar da cabeça tiaras, prendedores, etc. para melhor
     repousar. Quando uma determinada roupa não é adequada para o repouso, sugere-
     se que seja tirada. Quando retornam para as outras atividades estão com mais
     disposição e concentração. A ausência do repouso os deixa irritados, sem paciência
     e acabam por adormecer no final do período em meio às atividades.

    Outros aspectos são relevantes em relação ao integral: a troca dos tênis por
     chinelos e de roupas após o regular oferece aquela sensação que se tem quando se

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chega em casa. A atenção deve ser redobrada em se tratando dos períodos de mal
   estar físico como: febres, tosses, vômitos e outras indisposições passageiras. Às
   vezes, é preciso ministrar remédios prescritos pelo médico também em função do
   período que permanecem na escola.

 Nas situações de pequenos acidentes, como tombos com joelhos esfolados, galos
  na cabeça, etc., cabe ao professor providenciar o conforto para criança, além de
  lavar o machucado lavando o local com água e sabão. Tomar cuidado com crianças
  alérgicas a medicamentos convencionais e conversar com elas sobre essa questão
  (conscientizá-las). Acidentes mais graves necessitam dos pais bem como de
  providências mais rápidas, nesses casos a forma de comunicação com as famílias é
  feita por telefone.

 O corpo manifesta através dos gestos, da temperatura, dos movimentos suas
  necessidades e precisa ser atendido. A criança em idade pré-escolar precisa ser
  respeitada em relação às suas necessidades de movimentar-se através das várias
  atividades que proporcionamos. É importante prever no planejamento momentos de
  contenção e expansão, sempre alternados, pois um compensa o outro.

 A preparação para saída deve receber uma atenção especial, pois é um momento
  de fechamento do dia, onde a criança precisa estar com seus pertences para
  esperar a pessoa que vêm buscá-las e deve ser um momento tranqüilo. Já as
  crianças que ficarão também devem ser preparadas para continuar na escola de
  maneira produtiva e prazerosa.

 Devemos nos lembrar sempre que os cuidados referem-se tanto aos aspectos
  relacionais que envolvem a dimensão afetiva quanto aos aspectos biológicos do
  corpo a qualidade da alimentação e saúde.




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e) Brinquedoteca



Justificativa

       No jogo simbólico as crianças constroem uma ponte entre a fantasia e a realidade
buscando imitar, imaginar, representar e comunicar o que está ao seu redor. Brincar de
“faz –de- conta” promove o desenvolvimento físico-cognitivo-afetivo-social e lingüístico da
criança além de estimular a criatividade e revelar ao professor a interpretação que ela faz
da realidade. Sendo assim as crianças através do jogo simbólico têm a oportunidade de
expressar seus sentimentos. Através do lúdico a criança re-significa situações do seu
cotidiano lidando melhor com as mesmas e tornam-se autoras de seus papéis, escolhendo
elaborando e colocando em prática suas fantasias e conhecimentos.




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Orientações didáticas

    Brincar nesse espaço tem finalidade em si mesmo. Não pode ser estratégia para
     outra coisa. A criança decide como vai brincar.

    O modo de organização dos materiais no espaço tem relação direta com o tempo de
     duração e a qualidade da brincadeira proposta pelo professor. Pense nisto
     considerando o seu planejamento e horários.

    Reconhecer as brincadeiras e jogos como um espaço de investigação e construção
     de conhecimentos sobre diferentes aspectos do meio social e cultural em que as
     crianças vivem.

    Levar em conta a capacidade de compreensão das crianças em relação às regras.

    O trabalho com cantos simbólicos é mais apropriado do que o famoso baú de
     brinquedos onde está tudo misturado.

    Tornar a brincadeira mais elaborada é incrementá-la com novos objetos e/ou fazer
     intervenções.

    O espaço tem que convidar para brincar. Deve também proporcionar a interação
     entre as crianças e delas com o conhecimento. Por isso precisa ser planejado pelo
     professor.




                                                                                   67
 É importante considerar os “cantos” e a quantidade de crianças que brincarão nos
     espaços, mediando situações de conflito nas quais um número maior de crianças
     disputam um mesmo objeto.

    É importante conhecer as preferências das crianças para montar os “cantos” e
     brinquedos para enriquecer a brincadeira. É fundamental como informar a crianças
     quais os objetos que existem em cada canto.

    O melhor espaço para brincadeira é aquele na qual as crianças podem transformar
     o arranjo dos objetos pois, do contrário, o material oferecido vira um entrave e
     empobrece a brincadeira, por exemplo: a casa não pode estar “pronta” conforme o
     sonho de casa ideal do adulto outra sugestão é elencar os itens para mobília para
     depois construírem juntos

    A melhor intervenção na brincadeira é aquela na qual o professor entra no jogo
     como parte integrante dele compreendendo a sua lógica segundo o pensamento
     infantil.



    Quando os brinquedos são mais próximos do real permitem às crianças que
     vivenciem personagens e situações a partir das suas experiências pessoais.

    Na brincadeira a criança se apropria de outras formas de situações do seu cotidiano
     e amplia o seu conhecimento pessoal.



    Inicialmente procure informar o que existe em cada canto e seus vários objetos, pois
     os objetos são semelhantes e podem confundir muito as crianças no momento de
     guardá-los.

    É importante avisar os alunos alguns minutos antes que a brincadeira está no fim e
     que logo os brinquedos serão guardados. Deste modo, considere no seu horário o
     tempo necessário para mostrar o espaço para as crianças antes de iniciar a
     brincadeira para que elas possam organizá-lo ao término do horário.

    É essencial que as crianças aprendam a cuidar dos brinquedos. Esse é um
     conteúdo atitudinal e procedimental que deve ser ensinado e estimulado pela
     professora.


f) Atividades diversificadas




                                                                                      68
Justificativa
      Segundo os RCNs, o exercício da cidadania é um processo que se inicia desde a
  infância, quando se oferecem oportunidades de escolha e auto-governo. Quanto mais
  pudermos propiciar às crianças situações em que possam escolher entre vários
  materiais e atividades a serem realizadas, maior será a capacidade de tomada de
  decisão, que ocorrerá com tranqüilidade e segurança. A atividade diversificada vem ao
  encontro desse objetivo, uma vez que visa, na rotina, um momento de escolha e prazer,
  visto que a criança se envolve em uma atividade com a qual tem afinidade. É também
  um espaço para que o professor, através da observação, conheça melhor seus alunos,
  suas preferências, o que consegue realizar sem esforços, e o que necessita de ajuda
  para fazer.

Orientações Didáticas


        Primeiramente, a criança tem que conhecer a proposta da atividade como
         também os combinados para escolha e permanência nos grupos. A roda de
         conversa é uma boa estratégia para tanto.


        O professor também tem que ter o cuidado de selecionar os materiais para que
         todos sejam do interesse das crianças.

        Possibilitar às crianças que participem da seleção e organização dos materiais e
         propostas.


        Observar a necessidade de substituir os materiais (ou a proposta) quando
         esgotar o interesse das crianças.


        Ao propor um jogo, acompanhar um grupo de crianças para construir regras,
         estimular a formação de estratégias e proporcionar confronto entre pontos de
         vista diferentes.


        Garantir que as crianças tenham momentos de livre escolha.
                                                                                      69
 Observar o tempo de duração das atividades.


        O professor pode organizar as atividades de modo a contemplar alguns
         conteúdos das áreas de conhecimento que entenda importante para o grupo,
         como por exemplo: Canto da Leitura, da escrita, da Matemática, dos Kits de Arte,
         etc.

        Esse momento permitirá a observação mais apurada das professoras nos grupos
         menores de alunos que estiverem desenvolvendo uma atividade que necessite
         da sua intervenção mais cuidadosa.


        Organizar o espaço de modo a atender a atividade que o grupo está realizando,
         podendo agrupar mesinhas, delimitar o espaço no chão e movimentar o
         mobiliário.


        Respeitar a escolha do aluno sempre que possível, pois a sua intervenção está
         na seleção dos materiais e propostas, ao ensinar um jogo e a usar um material
         novo, por exemplo de artes, a ensinar e ampliar as possibilidades de brincar e
         usar os matérias e no cumprimento dos combinados.


   a) Combinar com os alunos como será as escolhas, movimentação do grupo,
      participação, por exemplo: ”a gente pode mudar de atividade escolhida no mesmo
      dia?”, “como nós vamos fazer se todos quiserem fazer a mesma atividade no
      mesmo dia?, “se eu não quiser participar de nenhuma atividade o que poderei
      fazer?”, etc.


g) Roda de música


Justificativa

Segundo os RCNs o trabalho com música na educação infantil envolve o fazer musical e a
apreciação musical. O fazer musical se dá através da exploração de materiais sonoros
convencionais ou confeccionados pela própria criança, a fim de reconhecer e utilizar as
características do som (altura, duração, intensidade e timbre), e ampliar o repertório de
canções desenvolvendo a memória musical.

A apreciação musical possibilita ampliar o repertório de músicas nacionais, instrumentais,
de outras épocas e de diferentes culturas, conhecendo compositores e suas obras,
reconhecendo instrumentos e melodias.
                                                                                       70
É importante que o professor reconheça a música como linguagem expressiva e se
disponibilize em trabalhar de forma intencional para que a criança construa conhecimentos
a respeito desta arte.

Na Roda de Música, que ocorre semanalmente, é necessário que o professor priorize um
dos aspectos a ser trabalhado em música, sabendo, entretanto, que também é necessário
garantir na rotina outros momentos intencionais do trabalho com música.

Orientações Didáticas

a) Conheça bem a música antes de ensiná-la. Tanto a letra quanto a melodia precisam ser
   dominadas pelo professor, pois só conseguimos ensinar aquilo que conhecemos bem.

b) Explore várias formas de apresentar o texto e a melodia da música. Para tornar o
   aprendizado melhor fale o texto com ritmo, cante uma frase e peça às crianças que a
   repitam em eco, etc.

c) Cante usando como recursos materiais bonecos ou fantoches.

d) Use uma tonalidade adequada para a voz da criança.

e) Cuide da voz da criança. Não lhe peça que cante “mais alto”, forçando a voz aos berros.

f) Acrescente um instrumento para dar colorido à música. Comece com o corpo, que é um
   excelente instrumento sonoro. Utilize palmas, batidas dos pés, estalos nos dedos, as
   palmas nas coxas, etc.. Outros instrumentos como o tambor, o triângulo, os guizos e o
   pandeiro, podem enriquecer a música.

g) Escolha sempre um repertório de boa qualidade, propiciando a escuta de gêneros,
   estilos e ritmos variados, tendo o cuidado de não oferecer somente músicas do
   repertório “infantil”.

h) Sempre que possível, identifique os instrumentos utilizados na obra ouvida, para
   enriquecer e ampliar os conhecimentos referentes à produção musical.

i) Nas rodas de apreciação você pode observar as vozes como instrumentos. “Elas são
   masculinas ou femininas?”, “Só uma pessoa está cantando ou há mais de uma
   pessoa?”, “A música é só cantada (à capela)?”, “Há frases cantadas por uma só voz? É
   um coral?” “ Há vozes de crianças? “,etc.

j) Proponha a escuta de músicas sem texto (só instrumental) para que as crianças sejam
   guiadas pela sensibilidade, imaginação e sensações que as músicas possam lhes
   sugerir.

                                                                                        71
k) Traga para a escuta a produção musical de várias regiões do país, a fim de resgatar e
   aproximar as crianças dos valores musicais de sua cultura maneiras de interpretar o
   mundo.

l) Garanta a presença da música na rotina diária, escuta e canto, de forma permanente.

m) Informe as crianças sobre o contexto da obra: época, compositor, intérpretes, enfim,
  aquilo que julgar importante para a ampliação do conhecimento dela.

n) Alie à música outras formas de expressão (por exemplo, a dança, desenho, artes
   visuais, etc.).

o) Promova oficinas de construção de instrumentos.

p) Atente para os conhecimentos da criança - veja o que ela é capaz de fazer.

q) Propicie a participação ativa das crianças nas decisões de sonorização dos improvisos.

r) Todo o conteúdo deve ser trabalhado em situações expressivas e significativas para as
   crianças - forma lúdica.

s) Escolha e prepare o ambiente no qual a atividade musical se desenvolverá, pois ela
   exige concentração e silêncio para a escuta.

t) Use jogos de atenção, memória auditiva e musical, discriminando e classificando os
   sons.

u) Dê exemplo cantando e falando com as crianças.

v) As atividades musicais devem ser permanentes, duas a três vezes por semana, ou na
   realização de projetos.

w) É interessante utilizar os jogos musicais da cultura infantil: acalantos, parlendas, rodas
   cantadas e brincadeiras que utilizem a música ( por ex. a dança das cadeiras).

x) Repita a brincadeira várias vezes, pois isso colabora para que progressivamente a
   criança se aproprie da estrutura/gestual e textual da brincadeira. Isso favorece a criação
   de padrões que contribuirão para que ela desenvolva sua própria musicalidade.

y) A repetição contribui também que ela se aproprie da brincadeira aumentando sua auto-
   estima.



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h) Ateliê




Justificativa

Artes Visuais são uma das formas mais importantes se expressão e comunicação humana,
e que, por si só, justifica sua presença no contexto da educação infantil em particular.
Sendo assim todos os seus conteúdos se tornam mais elaborados e significativos quando
utilizamos um espaço adequado à altura e à disposição das crianças. O espaço do Ateliê
deixou de existir com essa estrutura desde 2002. Entretanto, mantivemos as mesas e
armários com os materiais de Artes no galpão para o desenvolvimento do fazer artístico
com as crianças de acordo com os R.C.Ns para educação infantil. Entregamos também
para as professoras toalhas de plástico para revestir as mesas nas atividades planejadas
com meios úmidos. Cada professora recebe um Kit de materiais de artes para a utilização
tanto nas mesas que servem de bancadas no espaço do galpão, quanto nas próprias salas
de aula (meios secos). Adquirimos carrinhos de meios úmidos (01 para cada agrupamento
de 3 salas), 03 carrinhos de secagem e um armário para meios secos. Como os carrinhos
têm rodas podem ser deslocados até as salas de aula, que têm seus espaços
reorganizados mediante a necessidade de movimento e criação dos alunos.
As Artes Visuais são uma das formas mais importantes de expressão e comunicação
humana, e que, por si só, justifica sua presença no contexto da educação infantil em
particular. Sendo assim todos os seus conteúdos se tornam mais elaborados e
significativos quando utilizamos um ambiente adequado com pias, bancadas, cavaletes,
armários e estantes com materiais adequados ‘a altura e ‘a disposição das crianças. É
interessante um local para exposição e secagem e mesmo apreciação das produções das
crianças. O espaço do Ateliê deixou de existir com essa estrutura desde o ano passado.
Entretanto, mantivemos as mesas e o armário com os materiais de artes no galpão para o
desenvolvimento do fazer artístico com as crianças conforme os RCN’s.




                                                                                     73
Orientações Didáticas




a) Ter clareza dos objetivos ao propor uma atividade de artes visuais.

b) Proporcionar o envolvimento da turma através de atividades significativas.

c) Partir do levantamento de hipóteses que a criança tenha a respeito da atividade, do
   material, procurando criar situações desafiadoras de pesquisa e descoberta.

d) Apresentar boas imagens para as crianças, usando da linguagem técnica específica do
   estilo em estudo para que as crianças se apropriem de seu uso adequadamente. A
   interferência planejada do educador é essencial para que a criança conheça conteúdos
   de história da arte, apreciação estética e criação (produção individual ou coletiva).

e) O professor deve estar atento quanto à adequação dos materiais (meios e suportes) nas
   propostas de produções das crianças procurando selecioná-los a partir da linguagem
   com a qual se pretende trabalhar.

f) Produzir e realizar releituras de obras com as crianças, intervindo a partir de
   observáveis próprios de artes como as linhas, posições das figuras, cor, massa, cor
   quente, fria, figura central, fundo, luz, sombra, etc.

g) Socializar o uso de diferentes materiais criando espaço para que a socialização das
   informações ocorra no grupo tanto no momento da produção quanto depois dela. Rodas
   de conversa para a socialização constituem uma excelente proposta para tanto.

h) Propor a realização de trabalhos tanto individuais quanto em grupo atentando para a
   socialização das observações e comentários feitos pelos alunos.

i) Planejar a organização do espaço e dos materiais de modo a favorecer o movimento e a
   autonomia dos alunos, utilizando diferentes espaços da escola (internos e externos).


                                                                                     74
j) Ensinar procedimentos e desenvolver atitudes tais como: cuidar dos materiais, usá-los
   de modo adequado, como e onde guardá-los depois de usados e como deixar o espaço
   ao término da atividade.

k) O espaço deve garantir a exposição das produções das crianças, para que possam ser
   re-significadas em outros momentos em que forem apreciados.

l) É importante que a criança respeite a sua produção e a de seus colegas da mesma
   forma que a sua produção deve ser respeitada pelo professor.

m)Na organização do tempo didático a professora deverá considerar a capacidade de
  concentração e domínio corporal da criança no planejamento.

n) No tempo da atividade devem ser considerados os momentos de arrumação (cuidados)
   do espaço pelas crianças sob a orientação direta do professor (conteúdos
   procedimentais e atitudinais).

o) A avaliação da professora não pode se ater à categorização dos alunos em “criativos”,
   “pouco criativos”, ou “dotados e não dotados”. A avaliação é processual, sistemática e
   cumpre a finalidade de subsidiar as observações dos professores para que sejam feitas
   as intervenções mais adequadas ao desenvolvimento de cada aluno.

p) A professora deve criar oportunidade para que o aluno reflita a partir da proposta de
   trabalho sobre o seu próprio processo, sobre o resultado final e das demais produções.




i) Caderno de desenho




                                                                                      75
Justificativa

Embora todas as modalidades artísticas devam ser contempladas pela professora a fim de
diversificar a ação das crianças na experimentação de materiais, o desenho destaca-se no
fazer artístico e na construção das demais linguagens visuais. O desenvolvimento
progressivo no desenho implica mudanças significativas que no início dizem respeito à
passagem dos rabiscos iniciais da garatuja para construções cada vez mais elaboradas.
Essa passagem é possível graças às interações da criança com o ato de desenhar, com
os desenhos de outras crianças e também da apreciação de obras de arte. O Caderno de
Desenho é um portador de excelência para registrar essa trajetória. É importante que a
criança fale com seus colegas e com a professora sobre suas produções, explicando o quê
fez e como o fez. Nesse momento o professor pode intervir incentivando a criança a falar e
pensar sobre novas formas do fazer artístico.


Orientações Didáticas

   a) A professora deve ter uma boa proposta de trabalho para o uso desse portador em
      especial.


                                                                                       76
b) O uso do caderno de desenho requer o ensino de conteúdos atitudinais e
   procedimentais próprios, tais como: o manuseio ao folheá-lo, cuidados com a
   organização (uma folha em seguida da outra, folha de guarda), limpeza,
   lateralidade, etc.

c) Devem ser propostos tipos diferentes de desenho: desenho de observação, iniciado,
   livre, com meios diferentes (principalmente secos), com carbono, etc.

d) É importante que a criança tenha a oportunidade de fazer seu trabalho em mais de
   um dia.

e) A criação da criança é livre, mas com isso não queremos dizer que a professora não
   possa propor temas.

f) Ao observar a criança durante a atividade a professora pode intervir sugerindo
   meios ou suportes mais adequados à idéia que ela pretende desenvolver.

g) Observe o uso adequado dos materiais oferecidos de modo a não gerar
   desperdício. Este é um conteúdo procedimental importante.

h) As Rodas de Apreciação das produções das crianças são espaços didáticos
   importantes, pois nelas conversam sobre o que fizeram e observam as soluções
   dadas pelos amigos. A professora pode problematizar soluções que julgar mais
   interessantes para as aprendizagens.

i) As produções das crianças devem ser expostas para apreciação. A professora deve
   prever essa etapa no seu planejamento.

j) É mais fácil iniciar no caderno com meios secos (giz, lápis, etc.) e depois propor
   meios aquosos (cola, guache, etc.), colagens e outras linguagens, pois o portador
   não favorece a mobilidade que esses meios podem requerer.

k) A organização do espaço, inclusive visualmente, é fundamental. Os materiais
   devem estar bem localizados e distribuídos esteticamente pelo espaço de modo que
   as crianças tenham acesso e localizem facilmente o que querem utilizar.

l) A intervenção didática promove o avanço no processo de criação do aluno. Para
   tanto, é preciso que a professora observe as crianças durante a atividade e não
   apenas se detenha ao produto final.

m) É importante oferecer à criança momentos de apreciação e reflexão sobre seus
   próprios trabalhos e os de seus amigos, deixe que ela folheie seu caderno,
   converse com o amigo ao lado sobre o que fez, participe das rodas de apreciação
   etc.

                                                                                  77
j) Roda de história




Justificativa

Como propõe o Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil, nós educadores,
devemos organizar nossa prática de forma a promover, em Linguagem oral e Escrita,
algumas capacidades nas crianças. Dentre elas estão:

 “Ampliar gradativamente suas possibilidades de comunicação e expressão, interessando-
se por conhecer vários gêneros orais e escritos e participando de diversas situações de
intercâmbio social, nas quais possa contar suas vivências, ouvir as de outra pessoa,
elaborar e responder perguntas”.

“Familiarizar-se com a escrita por meio do manuseio de livros, revistas, e outros portadores
de textos e da vivência de diversas situações nas quais seu uso se faça necessário.”

“Escutar textos lidos, apreciando a leitura feita pelo professor” (ou outro leitor);

“Escolher os livros para ler e apreciar”.

Nos R.C.N. os conteúdos de Língua Portuguesa estão separados em três blocos: Falar e
escutar, Práticas de leitura e Práticas de escrita. Desses blocos, dois tem conteúdos que
contemplam os objetivos supra- citados. São eles “Falar e Escutar” e “Práticas de leitura”.

Em falar e escutar encontramos: “Reconto de Histórias conhecidas, com aproximação às
características da história original no que se refere à descrição de personagens, cenários e
objetos, com ou sem ajuda do professor”. Em Práticas de Leitura, os conteúdos são:
“Participar de situações em que os adultos lêem textos de diferentes gêneros, como
contos, poemas, notícias de jornais, informativos, etc.”, “Observação e manuseio de
materiais impressos, como livros, revistas, histórias em quadrinhos, etc., previamente
apresentados ao grupo”, “ Valorização da leitura como fonte de prazer e entretenimento.”.

                                                                                         78
Acreditando na importância que o alcance desses objetivos tem para o acesso ao mundo
letrado pelas crianças, e para garantir os conteúdos citados, o grupo de educadores desta
escola estabeleceu em sua rotina dois momentos específicos: “A Roda de História”, com
freqüência diária, e a “Biblioteca Circulante”, realizada quinzenalmente alternando com os
empréstimos da BEI. Esta alternância deve-se ao fato de mantermos um acervo
considerável para as diferentes atividades desenvolvidas na BEI ou através dela, sem que
haja prejuízo nas contações e projetos desenvolvidos na U.E.

Nas Rodas de História, o professor prepara uma seqüência, que pode ser: por gênero,
autor, temas, personagem, etc. Aqui o aluno tem acesso à boa literatura, pois dispomos de
um excelente acervo de livros da BEI adquiridos pela APM da escola..


Orientações Didáticas

   a) Oferecer textos de boa qualidade literária.

   b) Criar um ambiente agradável que convide à escuta e mobilize as expectativas das
      crianças.

   c) Ler a história selecionada com antecedência, pois conhecer o enredo não é o
      bastante para garantir a realização da leitura pelo professor com ritmo e entonação -
      condições essenciais para que a história “ouvida” seja interessante.

   d) Garantir que as crianças possam ouvir a história tal qual está escrita, sem
      simplificações que infantilizem o texto, imprimindo ritmo à narrativa e dando uma
      idéia correta do que significa ler, atribuindo assim significado e compreensão ao
      texto.

   e) Ler o texto sem interrupções, ainda que as crianças não decifrem todas as palavras,
      pois muitas vezes o contexto          dará conta do significado das palavras
      desconhecidas.

   f) Permitir que as crianças olhem para o texto e para as ilustrações enquanto a
      história é lida.

   g) Repetir a história mais vezes para as crianças, se elas pedirem, pois além de
      favorecer as atividades de leitura e escrita, ouvi-la novamente constitui um prazer
      legítimo para a criança.

   h) Antes de iniciar a leitura da história, fazer combinados de respeito à professora e
      aos colegas, de silêncio e participação nesse momento, para não interrompê-la a
      todo instante.

                                                                                        79
k) Biblioteca Circulante


Orientações Didáticas


a)       Dispor de um acervo na sala com livros de literatura infantil de boa qualidade para
     as turmas do infantil II.

b)      Proporcionar às crianças a escolha dos livros para levar para casa.

c)      Favorecer a troca de sugestões na escolha dos livros entre as crianças.

d)       Garantir espaço no retorno dos livros para que a criança possa expressar seus
     sentimentos em relação à história (se gostou ou não, se quer recontar, enfim, sua
     opinião deve ser respeitada e ouvida na medida em que expressar essa necessidade).

e)       No desenvolvimento da atividade, buscar aproximá-la ao máximo possível da prática
     social.

f) Manter a regularidade semanal no empréstimo dos livros.

g)      Cuidar dos livros, mostrando com se faz ao ler, o modo de folhear, de não sujar as
     páginas etc.

h)      Buscar o envolvimento dos pais na atividade, pedindo que leiam as histórias para os
     seus filhos.

Obs : Segue o texto afixado na parte interna da pasta de biblioteca de cada criança.

                      EMEB MARIANA BENVINDA DA COSTA – 2012


                ORIENTAÇÕES SOBRE O EMPRÉSTIMO DOS LIVROS DA
                 BIBLIOTECA ESCOLAR INTERATIVA “LUIZ GONZAGA”

AO PAI / MÃE OU RESPONSÁVEL

      ÀS 6ªs feiras os alunos levarão um livro da nossa biblioteca. É muito importante
       que a história seja lida ou contada para a criança.




                                                                                         80
 O livro deverá ser devolvido sempre às 2ª feiras. Caso haja algum imprevisto e
     não possa devolver na 2ª feira, faça o mais rápido possível. Caso contrário o
     empréstimo será suspenso.

    Você também poderá ser nosso parceiro ajudando no trabalho com a biblioteca,
     orientando a criança sobre os cuidados que devemos ter com os livros: não
     rasgar, não cortar, nem rabiscar. Manusear com as mãos limpas e secas. Guardar
     em local apropriado.

    Caso o livro seja danificado de alguma forma, devolver mesmo assim e comunicar à
     professora. Se extraviado comunique também.

    A pasta que servirá para transportar o livro também deve ser cuidada, pois será
     utilizada o ano todo, semanalmente.

    Contamos com a sua colaboração e parceria como parceiros nesta atividade tão
     importante.

ALUNO_______________________________________

PROFª.___________________ Infantil____________

l) BIBLIOTECA INTERATIVA

O espaço já está integrado na rotina escolar desde abril de 2005. A partir de 2007, quando
tivemos pessoal do programa REBI na escola, iniciamos o empréstimo sistemático do
acervo para os alunos. A Auxiliar da BEI, Suelen trabalha dois dias da semana em nossa
escola: às 2ª feiras atende a comunidade durante todo o dia, às 6ª feiras atende aos
alunos/equipe escolar para a realização do empréstimo semanal .




                                                                                       81
4. Avaliação das Aprendizagens dos Alunos
            4.1. Educação Infantil

         A avaliação do desenvolvimento e aprendizagens dos alunos é processual e
contínua. Aos professores, cabe tornar a proposta cada vez mais desafiadora,
possibilitando aos alunos a construção de novos conhecimentos, contribuindo para o seu
desenvolvimento emocional e social.
        0s professores observam, registram e planejam o trabalho desenvolvido com os
alunos. São dois relatórios de avaliação individual das aprendizagens produzidos pelas
professoras onde constam além das aprendizagens, intervenções e encaminhamentos. Os
relatórios são lidos nas reuniões de pais e, em sendo documento, permanecem na escola

                                                                                   82
Os relatórios de avaliação das turmas de 6 anos são enviados com portfólios atividades/
avaliações (de língua portuguesa, matemática, artes...) no final do ano letivo para as
escolas em que nossos alunos cursarão 1º ano. As famílias tem acesso à todas as
atividades que as crianças desenvolvem e ao final do ano, algumas dessas são
selecionadas para compor o portifólio.

   5. Acompanhamento dos Instrumentos Metodológicos

5.1- Planejamento

Destinamos mensalmente um HTPC para planejamento ou relatórios, as professoras se
reúnem por faixa etária e organizam a rotina através do planejamento semanal ou
quinzenal baseados nos projetos, atividades seqüenciadas e permanentes, tendo o PPP
como referência.

5.2- Registro

Com o planejamento as professoras entregam um registro contando sobre os conteúdos
trabalhados, a organização estrutural da aula, a intencionalidade, o foco de trabalho, a
relação dos alunos, atividades realizadas, aprendizagens dos alunos, intervenções,
dificuldades dos alunos e da professora, sua reflexão sobre o assunto abordado
subsidiando o replanejamento.
Esses registros são acompanhados pela coordenadora pedagógica através de leitura e
devolutiva, encaminhamento ou intervenção quinzenalmente.
As professoras fazem um registro individual dos alunos com observáveis das
aprendizagens para terem subsídios para a produção dos relatórios no final de cada
semestre.

5.3- Organização dos registros da ação formativa da equipe gestora:

As sínteses dos encontros dos HTPCs e Reuniões Pedagógicas são registrados em livros
ata específico por uma professora que é lido e assinado por todos os presentes.

   6. Reunião com Pais e Adaptação
6.1 – Reunião com pais
       A parceria família / escola é fundamental para o acompanhamento e                 o
desenvolvimento da criança. Assim, entendemos as reuniões de pais como sendo
oportunidades muito favoráveis para firmarmos esse vínculo que é construído diariamente.
       Durante o ano letivo são realizadas quatro reuniões de pais. Na primeira reunião os
pais são recebidos no refeitório onde toda a equipe escolar é apresentada. Posteriormente
cada família dirige-se a sala de aula de seu filho (a) para a reunião com a
professora/auxiliares de educação quando for ao caso.



                                                                                       83
A primeira reunião de pais prioriza o acolhimento de todos, os pais devem se sentir
bem-vindos na escola, reconhecendo nesse espaço um momento de troca, confiança e
parceria.
        O planejamento deste primeiro momento visa contemplar um espaço para
apresentação dos pais entre si e da professora para esse novo grupo. O espaço escolar
deve ser apresentado a todos para que se familiarizem com os ambientes e com as
opções educacionais existentes na Unidade Escolar. É importante conversar sobre as
expectativas dos pais quanto o trabalho da escola bem como um convite inicial à
participação do conselho de escola
        As reuniões coletivas devem assumir um caráter formativo para os pais. Cada turma
escolherá um tema de acordo com o projeto didático ou necessidade pedagógica da sala.
Para tanto é feito um planejamento, pensando em introdução/acolhimento,
desenvolvimento da reunião e objetivos, avaliação e recursos utilizados. O registro da
reunião poderá ser feito pelo professor da classe ou por algum pai presente e tem por
objetivo elencar as principais discussões, encaminhamentos e temas para a próxima
reunião.
        As reuniões individuais ocorrem no final de cada semestre e os pais têm a
oportunidade de ouvir sobre o desenvolvimento de seu filho em um encontro individual.
        Cada educador (professor e auxiliar em educação) fica em um espaço disponível
atendendo aos pais em horário agendado. O atendimento dura em média 15 minutos para
cada pai e é usado como apoio o relatório individual feito pelos educadores no final de
cada semestre. Nesse relatório aparece o desenvolvimento global de cada criança, bem
como as interferências feitas e sugestões pedagógicas para o avanço do aluno.
        Acreditamos que os pais consigam a partir dessas reuniões acompanharem o
desenvolvimento de seu filho (a), fazendo ligações entre o que a criança está aprendendo
na escola e dar sua contribuição no processo ensino-aprendizagem.
        No final de 2011 realizamos uma reunião com as famílias dos alunos novos para
apresentarmos as dependências da escola e o PPP da Unidade Escolar. Ficamos felizes
com o número de participantes, que foi em torno de 120 entre pais/responsáveis.
        Expusemos através de Power point parte das atividades desenvolvidas na escola,
tendo como foco as rotinas realizadas pelas turmas em 2011. Explicamos os primeiros dias
da adaptação, a primeira reunião de pais e abrimos para dúvidas trazidas pelas famílias.
        Entre as dúvidas apresentadas estava a questão de uso de fralda, chupeta e
mamadeiras, se os pais poderiam acompanhar os primeiros dias das crianças na escola no
período de adaptação, quando seria a vinda do uniforme, cardápio servido para as turmas,
quem seria a professora da classe e a gratuidade do transporte escolar.




                                                                                        84
6.2 - Acolhimento
     O acolhimento do inicio do ano é um momento especial para escola, criança e família.
 Porque é inicio de um vinculo de relações. O acolhimento da criança e de sua família
 precisa ser muito planejado, sobretudo no ingresso da criança pequena no Infantil II e III
 que muitas vezes está deixando o convívio familiar pela primeira vez e vindo para a vida
 escolar.
          Na primeira reunião de pais, fazemos apresentação dos educadores, dos
 funcionários, dos espaços e fazemos combinados para que adultos e crianças se sintam
 menos angustiados com essa nova realidade.
     O choro faz parte desse processo, já que são muitos os sentimentos envolvidos e
 muitas das crianças não conseguem ainda dizer o que sentem. Portanto, nossa sugestão é
 o número de crianças e permanência delas no espaço escolar vá aumentando
 gradativamente para que o educador e as crianças tenham esse contato inicial de forma
 mais fácil e tranqüila. Assim a criança não irá se assustar com tanto movimento e os
 educadores podem dar colo ou lhe dar outro tipo de apoio. Contamos também com a
 parceria dos pais que nos dão “dicas” nos tratos ou nos enviam objetos de apego para
 acalmar as crianças.
    O conhecimento do espaço físico, introdução da rotina irá ocorrer aos poucos, quando a
 criança utilizar as áreas externas, o banheiro, o refeitório e principalmente a sala de aula e
 objetos contidos nela.
     Para as crianças do infantil IV e V esse período também vem acompanhado do choro e
 insegurança. Este deve ser um momento que priorize a recepção de todos os alunos, pois
 independente da idade as crianças muitas vezes estão frente a um novo grupo e nova
 professora.
     Pensar em atividades de exploração dos espaços da escola, ludicidade, prazer,
 reconhecimento do grupo e da equipe escolar pode garantir o bem estar da criança nesse
 novo espaço bem como um vinculo de confiança e afetividade.
    É através da organização das atividades acima relatadas que o professor observa às
 relações que são desenvolvidas no grupo, as afinidades, os saberes, os interesses e
 outros aspectos imprescindíveis para o planejamento do início do ano letivo.
     Esses momentos são fundamentais para conhecermos melhor as famílias e mostrarmos
o trabalho que realizamos com seus filhos.
     A característica de nossa comunidade é gostar de participações interativas, portanto
nosso planejamento está voltado para atividades significativas e que representem parte do
universo da rotina que temos com nossos pequenos.

                                                                                            85
Avaliamos que as propostas realizadas em sala de aula, nem sempre dão conta da
necessidade de espaço para serem desenvolvidas, portanto teremos que ter esse cuidado
ao planejarmos essas atividades, visto que a possibilidade de ampliação física não é algo
possível.
    É preciso replanejarmos atividades pensando no espaço que temos, propormos mais
salas com as mesmas atividades e explorarmos mais o refeitório e brinquedoteca.
    Em 2012 a organização desse período aconteceu da seguinte forma:
    Para as turmas de Infantil II e III:
    - No período de 06/02/2012 a 10/02/2012 as turmas foram divididas em dois
    agrupamentos, sendo o primeiro das 7h30min às 9h30min e o segundo das 9h30min às
    11h30min e à tarde das 13h às 15h e das 15h às 17h;
    - Na semana de 13/02/2012 a 17/02/2012 e nos dias 23/02/2012 e 24/02/2012 todas as
    crianças fizeram o horário das 7h30min às 9h30min e das 13h às 15h, ficando o horário
    das 9h30min às 11h30min e das 15h às 17h para entrevistas individuais e escalonadas
    com as famílias;
    - Nos casos em que se fez necessário uma pessoa da família pode acompanhar os
    primeiros momentos da rotina com a criança para que a mesma pudesse sentir-se
    segura no espaço escolar.
    Para as turmas de IV e V:
    - Fizemos o acolhimento de todas as crianças no período de 6/02/2012 a 10/02/2012,
     com horário das 7h30min às 9h30min e das 13h às 15h, ficando o horário das 9h30min
    às 11h30min e das 15h às 17h para entrevistas individuais e escalonadas com as
    famílias;
    - A semana de 14/02/2012 a 18/02/2012 foi destinada para continuidade do período de
    adaptação apenas para os alunos cujas famílias e escola sentirem necessidade;
      Na     Reunião pedagógica de março/2012 com enfoque                     no PPP, tiramos
    encaminhamentos para a adaptação 2013, cujos apontamentos foram:
    - A Entrada/saída tanto dos perueiros como dos pais e responsáveis acontecerá pela
    porta do lado externo das salas de aula;
    - Antes do início das aulas a equipe gestora realizará uma reunião com os
    transportadores para orientações e combinados gerais;
    - Faremos uma conversa com as famílias para evitarmos que as crianças,
    principalmente do transporte, iniciem as aulas sem o crachá de identificação;
    - No caso da adaptação das turmas de infantil II e III, faz-se necessário haver intervalo
    de 10 minutos entre um agrupamento;
    - Diferenciar os horários de entrada do transporte e dos pais;
    - Self servisse acontecerá desde o primeiro dia para as turmas de infantil IV e V, para as
    turmas de infantil II e III o lanche será servido pronto até o final da adaptação;
    - As fichas de saída que não forem preenchidas na primeira semana deverão ser
    entregues para equipe gestora, para que providenciemos contato telefônico com as
    famílias.


              7. Atendimento Educacional Especializado (A.E.E)

    “O princípio de equiparação de oportunidades entre pessoas com ou sem deficiência
 significa que as necessidades de todo o indivíduo devem ser levadas em conta com o



                                                                                           86
mesmo grau de importância. Todos os recursos devem ser empregados de maneira que
garantam iguais oportunidades de participação de todas as pessoas.”
                                                        (Poéticas da diferença – p. 14)

    O trabalho realizado pelo A.E.E, conduzido por professor especializado, possui serviço
de natureza pedagógica, para atender alunos com deficiências, transtornos globais de
desenvolvimento e altas habilidades / superdotação.
    Este atendimento, visa favorecer a aprendizagem do aluno, considerando a proposta
curricular de sua faixa etária, buscando e investigando o interesse e necessidades dos
mesmos. É organizado de forma a oportunizar intervenções mais individualizadas e
constantes do professor.
     O professor de A.E.E fará um trabalho compartilhado com o professor em sala de aula,
planejando e desenvolvendo propostas junto a turma. Também poderá construir materiais
adaptados de acordo com as necessidades e fará intervenções pontuais junto ao professor
para auxiliá-lo no trabalho com o aluno.
    Juntamente com o coordenador pedagógico fará atendimento às famílias, para
conhecermos o histórico do aluno, seus atendimentos, a melhor forma de trabalharmos em
parceria com a família x Escola.
    Todos os atendimentos, encaminhamentos, e discussões devem estar registradas na
ficha R.A.E.
         “Se uma criança não pode aprender da maneira ensinada, é melhor ensiná-la da
      maneira que pode aprender.”
                                                                        (Marion Welchmann)
   8. Projetos coletivos da Unidade Escolar
 8.1 - Baú de histórias: Temas: Contos de fadas e circo

                                        O Baú de histórias chegou à nossa escola com o
                                     intuito de revitalizar a contação de histórias através do
                                     imaginário infantil. Longo o caminho que ainda temos
                                     para trilhar e atingirmos os objetivos a que nos
                                     propusermos. Para o próximo ano temos como desafio
                                     a escolha de novas temáticas, o uso social do caderno
                                     de registros que conta a história desse grupo com
                                     esse projeto, a manutenção e cuidados com




                                   o acervo construído, a passagem
                                   do uso apenas como brinquedo
para o uso nas diferentes linguagens artísticas, oral e escrita. Os profes

                                                                                           87
sores sugerem que o uso seja quinzenal e o tema modificado a cada
trimestre.
                                   BAÚ LITERÁRIO

 OBJETIVOS PARA O PROFESSOR:
 • Possibilitar a escuta de diferentes tipos de textos, acerca da mesma temática, autor,
 coleção, editora, etc.;
 • Utilizar a diversidade de objetos como meio enriquecedor do contar e ouvir,
 possibilitando ao aluno ampliar seu universo imaginário;
 • Propiciar a exploração, dramatização, recontos, a partir dos objetos contidos na caixa,
 desenvolvendo com o aluno um elo entre a história e os mesmos;
 • Compartilhar histórias, livros, opiniões e sentimentos, tornando a leitura uma
 experiência significativa.

 TEMA: O Baú literário terá um tema diferenciado trimestralmente. A proposta é conciliar a
 leitura em torno de um assunto e proporcionar o encontro da criança com diferentes
 elementos ligados a este universo temático.

 DURAÇÃO / FREQUÊNCIA:
      Cada turma ficará duas horas com o baú em um dia da semana, tempo suficiente
 para contar / ler histórias e deixar as crianças se aproximarem dos elementos que contém
 no baú, garantindo assim a magia de interagir em um tempo determinado com os objetos
 da caixa, não perdendo o encantamento e interesse por esses elementos.
      Cada educador irá definir a melhor hora do seu período de uso do baú para levar
 para sala.

 CONFERÊNCIA:
       Dentro da caixa existe uma lista com todos os pertences. É necessário, a
 conferência junto ao grupo antes de devolver o baú para a BEI a fim de preservarmos em
 equipe a quantidade de itens.
 PRESERVAÇÃO:
       Faz-se necessário dividir com as crianças procedimentos de cuidado com os
 enfeites do baú e seus pertences.

 RETIRADA / DEVOLUÇÃO:
      Cada turma é responsável pela busca e devolução do baú temático na BEI, que
 será sua guardiã.

  REGISTRO
       O Baú possui um caderno, cuja finalidade é documentar as experiências vividas
  com o mesmo.
    Nele poderão ser registradas indicações de leituras para outras turmas, impressão dos
alunos em relação as histórias ouvidas e uso dos objetos, convite entre turmas para uma
contação compartilhada, desenhos das crianças sobre o que mais gostaram nessa
experiência, fotos das atividades desenvolvidas, entre outras propostas.
    O professor será o escriba da turma, registrando as falas das crianças e suas
intencionalidades e importância na comunicação.

 ALGUMAS ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS / POSSIBILIDADES DE TRABALHO:
 1. Apresentação do Projeto, objetivos e explicação do que contém a caixa;
                                                                                       88
2. Roda de conversa para levantar com os alunos as hipóteses sobre tipos de histórias
 dentro do baú;
 3. Apresentação dos livros: escolher com os alunos e registrar em uma lista quais e
 quantos livros serão lidos a cada encontro;
 4. Tipos de Leitura / Reconto (Tanto para o professor como o aluno): A partir do livro,
 Livro e objetos, Contação com objetos, Fantasiar-se para contar, etc.
 5. O professor precisa se familiarizar com os livros do baú, sobretudo os que serão lidos
 / contados;
 6. Planejar momento para leitura e exploração dos livros contidos na caixa;
 7. Socialização das histórias lidas pelas crianças;
 8 Propor uma mesa na diversificada para exploração dos livros e objetos;
 9. Propor as crianças que para o próximo encontro tragam livros / objetos relacionados
     ao tema;
 10. Deixar bilhetinhos no baú para próxima turma (indicação de livro, comentários,
   impressões, etc.);
 11. Dramatizar a história preferida da turma utilizando os objetos como recursos da arte
   cênica;
 12. Escolher um livro entre vários e perguntar aos alunos através de uma charadinha
   qual é o livro;
 13. Pela capa do livro a professora pergunta aos alunos quais objetos poderia usar ou
   fantasiar-se;
 14. Convidar pais / responsáveis para uma apresentação / leitura / dramatização da(s)
   história(s) escolhida(s);
 15. Convidar outra turma para leitura compartilhada (leitura em dupla ou uma turma
   apresenta o livro para outra)




8.2 – O Nordeste também é aqui!
Justificativa
       No ano de 2011 realizamos uma pesquisa com as famílias sobre o local de origem,
grau de escolaridade, hábitos culturais, expectativas para o ano letivo, entre outras
importante informações, que estão organizadas nesse documento no item caracterização
da comunidade Escolar.
       Essas pesquisas nos trouxeram a informação que a maioria dos pais de nossos
alunos, são oriundos do próprio ABC, mas que seus avós em grande parte são da região

                                                                                       89
nordestina e como a própria equipe escolar vivencia, nos meses de julho de dezembro,
recesso e férias escolares, muitos alunos vão visitar seus parentes em Pernambuco,
Bahia, Recife entre tantos outros. Assim foram pensadas ações valorizando a cultura local,
dando lugar a saberes culturais da comunidade.
       Outra informação importante a compor nosso olhar foi a questão da acessibilidade
ao lazer, muitas famílias tem como opção a visita a casa de parentes, igreja, assistir
televisão e frequentar parques públicos, reduzindo muito o acesso a cultura.
       Juntamente ao acesso a essas informações fomos contagiados com a com o
centenário de Nascimento de Luiz Gonzaga, patrono de nossa Biblioteca Interativa.
       Com tantos bons motivos a equipe gestora propôs ao grupo de professores um
estudo/projeto sobre a cultura nordestina com vários vieses, que atendessem as

Objetivos
- Conhecer a cultura nordestina, costumes, música, pintura, artesanato;
- Socializar entre as turmas e com a comunidade os estudos pelas crianças;

Conteúdos
- Cultura nordestina;
- Manifestações em múltiplas linguagens;
- Saberes da comunidade a serem socializados durante o projeto;

Etapas
- Apresentação do projeto à equipe escolar em reunião pedagógica, para apreciação e
deliberação sobre a temática;
- Nutrição com a apresentação dos vídeos: O Coronel e o Lobisomem e Pavão Misterioso;
- Apresentação do acervo inicial sobre a temática, coletado pela equipe gestora e Suellen
da Biblioteca;
- Pesquisa realizada pelos professores sobre a temática para socialização em Reunião
pedagógica;
- Escrita dos projetos em parceria entre as turmas
- Foco de trabalho de cada turma:
Infantil II –
Infantil III – Conhecendo o Nordeste através de Luiz Gonzaga
Infantil IV – Cantigas de roda da cultura Nordestina
Infantil V – O retrato do Nordeste através da poesia e da arte
- Dia da família: 23/06/2012 –
                   08/12/2012- Mostra Cultural sobre a temática

8.3. Mostra Cultural e dia da família
                      Esses momentos são fundamentais para conhecermos
                 melhor as famílias e mostrarmos o trabalho que realizamos
                 com seus filhos.
                      A característica de nossa comunidade é gostar de
                 participações interativas, portanto nosso planejamento está
                 voltado para atividades significativas e que representem
                 parte do universo da rotina que temos com nossos
                 pequenos.
                      Avaliamos que as propostas realizadas em sala de aula,
                 nem sempre dão conta da necessidade de espaço para
                 serem desenvolvidas, portanto teremos que ter esse


                                                                                       90
cuidado ao planejarmos essas atividades, visto que a
                  possibilidade de ampliação física não é algo possível.
                       É preciso replanejarmos atividades pensando no espaço
                  que temos, propormos          mais salas com as mesmas
                  atividades e explorarmos mais o refeitório e brinquedoteca.
                       A equipe avalia como positiva a realização da Mostra
                  Cultural em outubro,            tempo suficiente para o
                  desenvolvimento dos projetos e evita o desgaste dos últimos
                  meses do ano em que todos estão mais cansados.
                       Apontam a dificuldade que temos para armazenarmos
                  as produções das crianças e também a necessidade de um
                  tempo maior para organizarmos a exposição (arrumação
                  das salas/espaços)
                       Fica aqui uma reflexão para o próximo ano: Será que os
                  projetos prioritariamente necessitam de grandes produções
                  bi e tridimensionais para atingirmos os objetivos propostos
                  no PPP? Exposições são a única forma de apresentação de
                  nossos projetos à comunidade? Que outras linguagens
                  podem ser envolvidas no desenvolvimento de projetos e
                  organização da Mostra Cultural?
                       Em 2012 será comemorado o centenário de nascimento
                  de Luis Gonzaga. A gestão lançou como proposta,
                  pensarmos nesse tema, visto que em homenagem ao cantor
                  nossa BEI leva seu nome e também seria uma excelente
                  oportunidade para pensarmos em linguagens pouco
                  exploradas por nós!
                       Outro ponto a nos debruçarmos em 2012 é a questão
                  da autoria das crianças nas produções. Temos por objetivo
                  nos desligarmos dos desenhos estereotipados, desenhos
                  para modelo, pintar e reproduzir.
                       Para o próximo ano os projetos prioritariamente deverão
                  apontar para as perguntas que as crianças fazem sobre o
                  mundo em que vivem, a forma como representam esse olhar
                  e o respeito a seu jeito de se expressar e estar no mundo.
                       Os professores apontam que é preciso pensar nas
                  atividades relacionando-as com os espaços que temos na
                  disponíveis Unidade Escolar, para que não nos frustremos
                  com o resultado de nossos projetos. Que é preciso diminuir
                  o uso de papéis e outros materiais e pensar em atividades
                  interativas com famílias e alunos.




IV. REFERÊNCIAS

- Proposta Curricular PMSBC - Vol. I
- Proposta Curricular PMSBC - Vol. II (Ed. Infantil)
- Referencial Curricular Nacional (Ed. Infantil)


V. ANEXOS


                                                                                 91
1. Descrição da Estrutura Física da Escola

  No prédio dispomos dos seguintes espaços:
  o    08 salas de aula (comportam 28 alunos de acordo com a legislação)
  o    01 sala de diretoria
  o    01 sala de secretaria
  o    02 banheiros grandes infantis para meninos e meninas
  o    02 banheiros sociais (masculino e feminino)
  o    01 sala de professores
  o    01 almoxarifado
  o    01 brinquedoteca (espaço adaptado e transformado quando necessário em palco)
  o    01 refeitório que comporta 02 turmas por refeição
  o    01 galpão anexo ao refeitório
  o    01 biblioteca interativa
  o    02 banheiros infantis próximos à biblioteca (masculino e feminino)
  o    01 banheiro adaptado próximo à biblioteca
  o    01 almoxarifado para a biblioteca interativa
  o    01 área de serviço
  o    01 cozinha e 01 despensa
  o    02 banheiros com chuveiro (masculino e feminino)
  o    01 parque com areia e brinquedos cercado por um alambrado, comportando o
espaço 01 turma por vez
  o    02 espaços externos livres - 01 na frente e outro na lateral direita do prédio
  o    01 pequena área coberta anexa ao parque.
  o    01 casa com morador (antiga zeladoria).

   Embora a área construída seja aparentemente grande, temos uma enorme dificuldade
quanto às áreas externas disponíveis. Isso exige de nossa parte grande flexibilidade para
transformar os espaços internos comuns galpão/ palco de acordo com as necessidades
previstas na rotina e outras atividades propostas no calendário escolar.




  2. Materiais Pedagógicos e Equipamentos

   Temos adquirido equipamentos e demais bens ao longo dos anos com recursos
próprios da APM e com os recursos provenientes do repasse de verba dos Convênios (de
2000 a 2008). Nos últimos dois anos, adquirimos bens permanentes que julgamos
necessários com recursos próprios da APM.


                                                                                      92
Para uso diário da escola, contamos com:

   - Mesas de trabalho na diretoria, secretaria e sala dos professores;
   - Armários de aço e revestidos de fórmica para uso na secretaria, sala dos professores,
banheiros, salas de aula, almoxarifado, galpão, etc;
   - Computadores, impressoras e mesas para atendimento na Secretaria, na BEI e sala
dos professores;
   - Rádio gravador CD para uso na BEI, em sala de aula e na brinquedoteca;
   - Televisão de 29’ com tela plana;
   - Microsystem para uso na BEI;
   - Amplificador e caixas acústicas;
   - Microfones;
   - Retroprojetor e tela;
   - Projetor de Slides;
   - Filmadora;
   - Câmera fotográfica digital;
   - Gravador de voz,
   - MP-3
   - Filmadora;
   - Copiadoras para uso em atividades internas(Minolta e Kyocera);
   - Mimeógrafo;
   - Refiladoras de papel e guilhotina;
   - Mesas e cadeiras infantis revestidas de fórmica em todas as salas de aula;
   - Mesas de professora e cadeira para adulto nas salas de aula;
   - Mesas com 4 lugares e cadeiras infantis para as crianças nas refeições feitas no
galpão;
   - Mesas de 3mx 0,70cm para uso no refeitório (apoio para o self-service);
   - Armários para meios secos e úmidos - material de artes.
   - Carrinhos de secagem;
   - Quadros murais;
   - Mobiliário e um excelente acervo de livros (3964 títulos), DVDs (135 unidades),
CDs(137 títulos) e CD-ROM(41) na BEI;
   - Mobiliário da Brinquedoteca de acordo com a proposta do Programa;
   - Tanquinho;
   - Centrífuga de roupas;
   - Fogão industrial, geladeiras, liquidificador industrial e doméstico, processador de
alimentos, batedeira doméstica, balança de cozinha, forno elétrico, forno microondas,
   - Parque infantil com escorregadores, teia de aranha, casa do tarzan gangorras e
balanças;
   - Ventiladores de teto no galpão e portáteis para uso eventual em outros espaços;
   - Materiais para atividades de corpo e movimento: banco sueco, plinto, colchões;
   - Cavaletes infantis para pintura;
   - Aparelho de Telefone/ Fax e aparelhos telefônicos para utilização na Secretaria,
Diretoria e na BEI;

                                                                                       93
- Pen-drive para uso na BEI;
  - Máquina de lavar tipo WAP;
  - Enceradeiras industriais;
  - Escadas de alumínio;
  - Filtro central de água e filtros de purificação de água no coxinho dos alunos e na
cozinha;
  - dois ventiladores de parede na brinquedoteca
  - uma refresqueira




                                                                                   94
3.Calendário Escolar




                       95

Ppp 2012

  • 1.
    Prefeitura do Municípiode São Bernardo do Campo Secretaria de Educação Departamento de Ações Educacionais SE.11 - Divisão de Ensino Fundamental e Infantil I – IDENTIFICAÇÃO DA UNIDADE ESCOLAR 4
  • 2.
    1. Histórico daEscola 5 2. Biografia da Patrona da Unidade Escolar 6 3. Quadro de Identificação dos Funcionários 7 4. Quadro de Organização das Modalidades 9 II – CARACTERIZAÇÃO E PLANO DE AÇÃO PARA OS SEGMENTOS DE ATUAÇÃO DA ESCOLA 10 1. Concepção Pedagógica 10 2. Caracterização da Comunidade 11 3. Comunidade Escolar 12 3.1. Caracterização 12 3.2. Avaliação da comunidade sobre o trabalho realizado pela escola em 2011 13 3.3. Plano de Ação para Comunidade Escolar 14 3.4. Avaliação 15 4. Equipe Escolar 15 4.1. Caracterização 15 4.1.1. Quadro de Identificação dos Professores e Auxiliares em Educação 17 4.1.2. Plano de Formação do Professor e Auxiliar em Educação 18 4.1.3. Avaliação do Plano de Formação 2012 20 4.1.4. Avaliação do Plano de formação 2011 21 4.2. Funcionários 22 4.2.1. Caracterização 22 4.2.2. Quadro de Identificação dos Funcionários de Apoio 23 4.2.3. Plano de Formação dos Funcionários de Apoio 24 4.2.4. Avaliação do Plano de Formação 24 5. Conselho de Escola 24 5.1. Caracterização 24 5.2. Plano de Ação do Conselho de Escola 25 5.3. Avaliação do Plano de Formação 26 6. Associação de Pais e Mestres 26 6.1. Caracterização 26 6.2. Plano de Ação Associação de Pais e Mestres 26 6.3. Plano de aplicação de Recursos Financeiros 27 6.4. Avaliação do Plano de Formação 27 III – ORGANIZAÇÃO E DESENVOLVIMENTO DO TRABALHO PEDAGÓGICO 27 1. Objetivos 27 1.1.Objetivo da Educação Básica 27 1.2. Da Educação Infantil 27 2. Levantamento de Objetivos Gerais e Específicos 28 3. Levantamento dos Objetivos e Conteúdos por Área do Conhecimento 31 4. Avaliação das Aprendizagens dos Alunos 82 4.1. Educação Infantil 82 2
  • 3.
    5. Acompanhamento dosInstrumentos Metodológicos 83 5.1. Planejamento 83 5.2. Registro 83 5.3. Organização dos registros da ação formativa da equipe gestora 83 6. Reunião com pais e Período de adaptação 83 6.1. Reunião com pais 83 6.2. Acolhimento 85 7. Atendimento Educacional Especializado (A.E.E) 86 8. Projetos Coletivos da Unidade Escolar 87 8.1. Baú de histórias 87 8.2. O Nordeste também é aqui! 89 8.3. Mostra Cultural e Dia da Família 90 IV. REFERÊNCIAS 91 V. ANEXOS 91 1. Descrição da Estrutura Física da Escola 91 2. Materiais Pedagógicos e Equipamentos 92 3. Calendário Escolar Homologado 94 I- Identificação da Unidade Escolar 3
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    Escola Municipal deEducação Básica “MARIANA BENVINDA DA COSTA” Rua Aureliano de Souza, 01 Bairro.Ferrazópolis – São Bernardo do Campo - Cep: 09781-120 Tel. 4127-3997 / 4339-5459 E-mail: mariana.benvinda@saobernardo.sp.gov.br CIE: 077525 Equipe Gestora: Diretora – Priscila de Brito Coordenadora Pedagógica – Andréa Cristiane de Oliveira PAD (Professor de Apoio à direção) – Circe Guarnieri Ruocco Orientadora Pedagógica: Mara Lúcia Finocchiaro da Silva Modalidade de Ensino: Educação Infantil Períodos e horários de funcionamento da escola: Manhã das 7h30 às 11h30 Tarde das 13h00 às 17h00 Horário de atendimento da secretaria: 7h30 as 17h00 1. Histórico da Escola 4
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    As instalações dosCentros de Convivência refletem a concepção de Política Educacional da Secretaria de Educação e Cultura em 1989. Concebidos como um espaço integrado de educação, lazer e cultura, foram construídos o Centro de Convivência D. Jorge, no Areião; o Centro Convivência do Battistini e a nossa escola, Mariana Benvinda da Costa, no Ferrazópolis. A escola foi inaugurada em 23 de fevereiro de 1992, atendendo à demanda popular, recebendo essa denominação por escolha da comunidade. Nos anos de 1994, 1995, 1996, a quadra de esportes foi utilizada para instalar as famílias de pessoas desse e de outros bairros, desabrigadas pelas enchentes. A situação prejudicou muito o funcionamento da EMEB, se por um lado, nos dois primeiros anos nos levou a produzir projetos educativos discutindo questões do meio ambiente, tipos de moradia, formas de melhorar a vida do bairro, por outro, acomodou o poder público durante 06 meses. Ao longo de todo o ano de 1996 foram abrigadas cerca de 200 pessoas e os transtornos inumeráveis. Em 2003 a quadra de esportes foi reformada pela Secretaria de Esportes e constitui um espaço importante para a comunidade que tem atividades desenvolvidas por professores que lecionam várias modalidades esportivas para os jovens, crianças e ginástica feminina. No início de 2005 o espaço da quadra foi ocupado novamente para o alojamento de desabrigados pelas chuvas. As famílias foram levadas para um novo alojamento provisório a partir de abril e a quadra foi reformada novamente. Na trajetória pedagógica da escola, observamos que a partir de 1999 começamos a elaborar com a denominação de Projeto Pedagógico Educacional o novo norteador para o trabalho a ser desenvolvido na escola junto a seu entorno. Até então, produzíamos o Plano de Trabalho Anual no qual constavam aspectos legalmente determinados para o funcionamento da escola e nos amparávamos pedagogicamente na Proposta Curricular da Rede produzida em 1989. Ressaltamos, ainda, que desde os planos de trabalho produzidos em 1993 registramos 5
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    no grupo deeducadores uma forte disposição em participar nos momentos de formação - na época restritos às reuniões pedagógicas – e nas discussões que norteavam nossas ações. Todo ano em nosso PPP apontamos, a partir da avaliação da comunidade e da equipe escolar, um projeto coletivo a ser desenvolvido nas diferentes turmas durante o ano e que culminará na “Mostra Cultural” da Unidade em meados do último trimestre. Nossa primeira mostra Cultural foi em 1993 “A escola e sua importância em nossa vila”, e na sequencia “A construção da casinha” (94), “Os povos do mundo e as diferentes culturas” (95), “Arte na pré- escola – Os pintores” (95), “O supermercado” (96), “Música” (97), “Feira: Da produção a venda” (Semi 98), “Livro de poesia” (98), “Livro da mãe” (98), “Folhetos com as brincadeiras favoritas da turma” (98), “Lojinha entre classes” (98), “Uma viagem pelo corpo humano” (99), “Arteiros e artistas” (2000), “A diminuição do lixo: Uma proposta de reutilização e reciclagem” (2001), “Diferentes povos das diferentes culturas do mundo” (2002), “Comunicando, comunicação” (2003), “A Melhora do Meio Ambiente” (2004) , “Aprender e Criar é só começar”(2005), “Sons, Cores e Histórias que acontecem no Mariana Benvinda ” (2006), “Sensações e Emoções: quem vier sentirá” (2007), “Diversidade é que é legal!” (2008); Ciranda, cirandinha vamos todos cirandar...brincar...cantar...desenhar...pintar...cozinhar (2009); Um mergulho no mar de aventuras: brincadeiras, artes, animais, corpo humano, quadrinha e horta (2010); Explorando a vida no planeta Mariana: nossos saberes, sabores, ceres, cores, formas e brincadeiras (2011); 2. Biografia da Patrona da Unidade Escolar Mariana Benvinda da Costa era filha de Francisco Benvindo da Costa e Maria Teresa de Jesus. Era casada com Francisco de Assis Gomes, com o qual teve sete filhos: Maria Gerciana Gomes, José Gercion Gomes, Antônia Gernecir Gomes, Francisco Genival Gomes. Expedito Geneplides Gomes, Maria das Dores Gomes e Antonia Gildenea Gomes. Veio do Ceará para São Paulo em agosto de 1972. Como todos os nordestinos, à procura de melhores condições de vida. Chegando aqui, entrou logo na comunidade da Igreja, que já era preferida como entidade de luta, desde os tempos do Ceará. Em 1981, filiou-se ao partido dos trabalhadores e a partir daí começou a participar das lutas, reivindicando melhorias para a Vila Ferrazópolis, principalmente na parte Luta por escolas, asfalto, ônibus, entre outras. /foi uma das fundadoras do Posto de leite de Ferrazólis, participando da Comissão de mulheres. Foi e ainda é muito conhecida e amada por todos. Mãe exemplar, tendo nascido em 30 de janeiro de 1933 e falecido em 18 de fevereiro de 1985. 6
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    2. Quadro deIdentificação dos Funcionários Nome Matrícula Cargo Horário Férias Priscila de Brito 25.869-0 Diretora 7h15 – 17h15 Janeiro Andréa Cristiane de Oliveira 35.350-3 Coordenadora Pedagógica 8h – 17h Janeiro Circe Guarnieri Ruocco 9.571-3 PAD 8h30 – 17h30 Janeiro Laudemir Carlos Ribeiro 30.518-6 Oficial de escola I 7h30 - 16h30 Junho Aline Barbosa 31.130-5 (M) Professora 7h30 - 11h30 Janeiro Aline Barbosa 32.658-6 (T) Professora 13h - 17h Janeiro Camila Morpanini 37.240-6 Professora 7h30 – 17h Janeiro Cristiane Aparecida P. Gonçalves 37.196-3 Professora 7h30 – 17h Janeiro Cristiane da Silva Lima 37.194-7 Professora 7h30 – 17h Janeiro Elaine Neves de Andrade 26.631-6 Professora 7h30 - 11h30 Janeiro Eliana Naldi de Assis Leal 31.188-4 Professora 7h30 - 11h30 Janeiro Fátima Cristina Gastaldo 33.974-9 Professora 13h - 17h Janeiro Joesilvia da Silva Vigatto 31.740-8 Professora 7h30 - 11h30 Janeiro Joyce Rodrigues da Costa 61.758-5 Professora 7h30 – 17h Janeiro Karen Cristina M. S. de Lima 37.300-4 Professora 7h30 – 17h Janeiro Katia de Almeida Benites da Costa 31.095-1 Professora 7h - 15h Janeiro Leilane Fernandes 35.159-3 Professora 13h - 17h Janeiro Maria do Socorro de Figueiredo 61.784-4 Professora 13h - 17h Janeiro Maria Juciana Bezerra Moura 37.235-9 Professora 7h30 – 17h Janeiro Sandra Cistina G. da Cunha 33.341-8 Professora 7h30 - 11h30 Janeiro Socorro Keille N. de Souza 33.489-6 Professora 13h - 17h Janeiro Tatiana Rodrigues Celian dos Santos 18.367-1 Professora 7h30 – 11h30 Janeiro Ana Lucia Ferraz da Silva 61.524-0 Professora AEE 13h – 17h Janeiro Roberta Giubilato de Paula 34.336-4 Professora AEE 7h30 – 11h30 Janeiro Daniele Cristina Viotto 34.323-3 Auxiliar em educação 7h30 – 16h30 Janeiro Priscilla Lucena Felippe Vendruscolo 34.548-9 Auxiliar em educação 7h30 – 16h30 Janeiro 7
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    Ana Cristina deSousa 77.002-0 Estagiária em pedagogia 13h - 17h Janeiro Bárbara Ane Ferreira Gomes 77.653-9 Estagiária em pedagogia 13h – 15h Janeiro Camila Aparecida Mioto Lopes 77.251-9 Estagiária em pedagogia 7h - 11h30 Janeiro Elaine Cristina L. de Oliveira 77.663-6 Estagiária em pedagogia 7h - 12h Janeiro Aureni Batista da Silva COAN Merendeira 6h30 – 16h18 Janeiro Silvana Rodrigues dos Santos COAN Merendeira 7h – 16h48 Janeiro Suzana Brito Felipe de Oliveira COAN Merendeira 7h – 16h48 Janeiro Andreia Quaresma dos Santos 61.262-4 Auxiliar de limpeza 6h30 – 15h30 Janeiro Edileusa Nunes da Silva 61.302-8 Auxiliar de limpeza 8h – 17h Fevereiro Lucielia Nascimento Barros 62.338-0 Auxiliar de limpeza 6h30 – 15h30 Maio Marlene de O. Silva Lindovino 60.914--4 Auxiliar de limpeza 6h30 – 15h42 Janeiro Silvana Aparecida da S. Perigo 61.033-9 Auxiliar de limpeza 8h30 – 17h30 Janeiro Suellen Barreto Peranovich 35.323-6 Aux Biblioteca 8h – 17h Abril Edna Aparecida Valeriano Projeto Contadora de histórias 8h – 12h Janeiro Luíz Fernandes da Silva 10.495-8 Vigilante Noturno A definir Nelson Feliciano Silva 22.177-0 Vigilante Noturno A definir 3. Quadro de Organização das Modalidades 8
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    Período Agrupamento Turma Professora Apoio Total de alunos por Total de alunos por Termo turma período Infantil – II 3A Tatiana Rodrigues Celian dos Priscilla Lucena F. Vendruscolo 23 Santos Infantil – II 3B Kátia de Almeida Benites Daniele Cristina Viotto 23 Manhã Joyce Rodrigues da Costa (Subst.) Infantil – III 4A Elaine Neves de Andrade 24 186 8 turmas Infantil – III 4B Cristiane Aparecida P. 21 Gonçalves Infantil – IV 5A Joesilvia da Silva Vigatto 23 Infantil – IV 5B Cristiane da Silva Lima Elaine Cristina L. de Oliveira 23 Infantil – V 6A Aline Barbosa (M) Camila Aparecida Mioto Lopes 25 Infantil – V 6B Sandra Cristina G. da Cunha 24 Infantil – II 3C Eliana Naldi de Assis Leal Daniele Cristina Viotto 23 Infantil – III 4C Maria Juciana Bezerra Moura Priscilla Lucena F. Vendruscolo 24 Infantil – III 4D Karen Cristina M. S. de Lima 25 Tarde Infantil – IV 5C Camila Morpanini Bárbara Ane Ferreira Gomes 25 Infantil – IV 5D Leilane Fernandes 28 205 Infantil – V 6C Socorro Keille N. de Sousa 28 8 turmas Infantil – V 6D Aline Barbosa (T) Ana Cristina de Sousa 24 Infantil – V 6E Fátima Cristina Gastaldo 28 Total de alunos Total de turmas 16 atendidos pela escola 391 9
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    II – CARACTERIZAÇÃOE PLANO DE AÇÃO PARA OS SEGMENTOS DE ATUAÇÃO DA ESCOLA 1. Concepção Pedagógica Criança A criança é sujeito de direito, ativa em seu processo de aprendizagem, interage com o meio interpretando e apreendendo o mundo a partir de suas vivências e de características próprias peculiares do seu processo de desenvolvimento. Todos são capazes de aprender, observando o princípio da inclusão e das necessidades individuais de cada criança. O aluno é considerado como centro do processo de aprendizagem, portanto é a partir de seus conhecimentos e das características de sua faixa etária, que elencamos os objetivos e propostas a serem desenvolvidos durante o ano letivo. Ensino O ensino é concebido considerando a criança como sujeito de direitos e como tal é respeitada no seu direito a aprender, no seu estágio de desenvolvimento, nos conhecimentos e cultura que traz consigo, nos seus interesses e necessidades de aprendizagem. A instituição de Educação Infantil deve oferecer às crianças condições de aprendizagens que ocorrem nas brincadeiras e aquelas advindas de situações pedagógicas intencionais ou aprendizagens orientadas pelos adultos. A intencionalidade educativa deve nortear as ações do professor na escola. Para que as aprendizagens se efetivem, é necessário o respeito às necessidades e possibilidades de cada um, observando o princípio da diversidade. A construção do vínculo entre educador e aluno requer do educador que esteja comprometido com o outro, com suas necessidades e confiante na capacidade de aprendizagem dos alunos. Todas as pessoas que trabalham na escola devem ser entendidas como educadoras. Aprendizagem A aprendizagem se dá na interação do sujeito com o meio a partir de sua necessidade, interesse e estímulo. A criança aprende vivenciando experiências significativas da sua cultura. Quanto mais ricas forem as experiências proporcionadas a ela melhor será a qualidade de sua aprendizagem. No ambiente escolar essa aprendizagem não ocorre de forma espontaneísta. É preciso criar situações de aprendizagem nas quais os alunos coloquem seus conhecimentos em xeque, relacione o que sabe com os novos desafios apresentados pelo professor, em um movimento de desconstrução e reconstrução de saberes. 10
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    2. Caracterização daComunidade As casas mais próximas da escola são de alvenaria, muitas delas sobrados; servidos por rede de água, esgoto e eletricidade. As mais afastadas, localizadas no Jardim Limpão, têm infra-estrutura precária, pois o local é uma comunidade que está passando por um processo lento de urbanização. Muitos barracos estão em áreas de risco e a rede de serviço de saneamento ainda é muito reduzida. O Bairro conta com uma pequena estrutura de serviços, esporte e cultura. No terreno localizado atrás da escola, existe uma Quadra de Esportes da Prefeitura que oferece algumas atividades para crianças e adultos sob coordenação de professores como ginástica, escolinha de futebol e outros esportes como basquete e voleibol Há uma Sociedade Amigos do Bairro e as benfeitorias conseguidas resultam, em grande parte, das ações organizadas da Sociedade, responsável direta pelo asfaltamento, iluminação das ruas, criação de escolas, compras comunitárias... e comércios em geral (sacolão, açougue, farmácia, mini-mercados...). A população do bairro também conta com uma Unidade Básica de Saúde (com atendimento diário de pediatras e tratamento odontológico para as crianças. A psicóloga destina um dia no mês para o agendamento das sessões para atendimento da população), um Posto Policial e várias linhas de transporte coletivo realizado pelas empresas: Transbus, SBC Trans, Viação Riacho Grande e Viação ABC. Em relação aos serviços educacionais públicos prestados à comunidade temos as EMEBs Antônio José Mantuan e Manuel Torres de 0 a 3 anos; Di Cavalcanti, Hygino Batista de Lima, Mariana Benvinda da Costa e Maurício Caetano de Castro de 3 a 6 anos; André Ferreira, José Luiz Jucá e Mário Martins de Almeida, ensino fundamental, Escola Municipal de Iniciação Profissional Miguel Arraes de Alencar e as Escolas Estaduais Luiza Collaço e Maria Cristina S. Miranda, a partir do 5º ano. O bairro dispõe apenas dos serviços de Bibliotecas Escolares Interativas situadas nas EMEBs: Di Cavalcanti, Hygino Batista de Lima, Mariana Benvinda da Costa, André Ferreira, José Luiz Jucá e Mário Martins de Almeida, que realizam o atendimento à comunidade uma vez por semana. Cabe ressaltar que o atendimento à comunidade nas Bibliotecas Interativas nas EMEBs, é realizado por um auxiliar de biblioteca. Atualmente o atendimento à Comunidade nesta unidade é realizado às segundas – feiras, das 8h00 as 16h30 onde são realizados empréstimos e uso para leitura dos periódicos e acervo. 11
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    3. Comunidade Escolar 3.1. Caracterização Pelos dados estatísticos, temos aproximadamente sessenta por cento das famílias provenientes da região sudeste, com predominância de São Paulo, aproximadamente trinta e sete por cento da região nordeste e o restante das demais regiões. A média de idade dos pais está entre 20 e 30 anos. Esse dado sobre a origem das famílias demonstra uma mudança nos últimos anos, pois estas eram oriundas em sua maioria da região nordeste. Outro dado relevante sobre a mudança de vida das pessoas é o grau de escolaridade. Em anos anteriores a escolaridade chegava às séries iniciais. Atualmente a maioria possui o ensino fundamental e médio completo, sendo que a segunda modalidade tem maior representatividade entre as famílias do que a primeira, diminuindo progressivamente os que não finalizaram seus estudos nessas modalidades. A maioria dos pais e mães está no mercado de trabalho, sendo que aproximadamente setenta e quatro por cento tem carteira assinada, fato esse que representa uma migração da economia informal para formal. Em algumas famílias o sustento advém de outros membros como avós, tios e primos. A proporção entre mães e pais trabalhadores praticamente se equipara. A média de pessoas que moram junto com a criança na casa é de três a quatro. Na ausência dos pais durante o período que estão trabalhando e as crianças não estão na escola quem fica com as mesmas em sua maioria é a mãe, avó, irmãos, pai, tias, vizinhos e babá, nessa ordem de prioridade que estão citados. As famílias possuem como lazer as visitas às casas dos parentes, a participação nos cultos religiosos, passeios a parques públicos e ocasionalmente a cinemas e shoppings, sendo que esses dois últimos itens representam uma minoria dos pesquisados. Quanto à escolha religiosa um quarto dos pesquisados são evangélicos e a maioria se declara católico. Em relação ao acesso aos meios de comunicação, a televisão ainda é a forma mais acessível de informação e lazer, seguida do rádio e internet, que ocupam a mesma entrada nas casas. O jornal e revista embora apareçam, são os meios menos utilizados. Telejornais, seguidos de novelas e filmes são os mais vistos pelos adultos enquanto os programas dos canais abertos como Bom dia e companhia, Tv Globinho, Maisa, Xuxa, Chaves e Chapolim são os de preferência das crianças. A TV cultura mesmo que timidamente aparece nas pesquisas. Quanto ao acesso das crianças em relação aos diferentes periódicos e materiais gráficos, as famílias apontam que as crianças têm acesso a livros e revistas para colorir além de materiais como lápis de cor, giz de cera e canetas. Os portadores textuais que circulam na comunidade são panfletos de supermercado, pizzaria, religiosos, planos de saúde, padaria e mercadinho, nesta ordem em que estão citados. 12
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    Quanto às manifestaçõesartísticas a comunidade aponta o artesanato como o meio cultural mais conhecido. Menos da metade dos entrevistados dizem ter acesso ao guia cultural da cidade. Quanto a APM e Conselho de escola e associações de bairro a maioria diz não poder participar por motivos de trabalho e falta de tempo. Também dizem não saber quais são os assuntos tratados nessas reuniões. Quando consultados quanto à preferência em relação ao horário da reunião de pais e mestres, a maioria informa que tem preferência para o período em que a criança está na escola. A caracterização da comunidade incide diretamente na forma de como a escola pensa seu planejamento. A pesquisa sobre as manifestações culturais e a origem das famílias veio ao encontro às propostas pensadas pela equipe escolar nas primeiras reuniões pedagógicas do ano letivo. Embora os pais de nossos alunos sejam em grande parte de São Paulo, a influência nordestina ainda é muito forte na comunidade, visto que os avós dessas crianças são oriundos dessa região. Nosso eixo de trabalho para esse ano incidirá sobre a valorização da cultura local. Os saberes da comunidade, suas vivências e conhecimentos serão considerados e inseridos como etapas dentro das propostas pedagógicas e no Projeto Coletivo da Unidade Escolar, que terá como foco o Centenário de Luiz Gonzaga e a Cultura Nordestina. Em relação aos portadores textuais que as famílias disseram ter acesso na comunidade, obtivemos dados que nos auxiliarão em nossa formação com os professores. Nossa reflexão será acerca das concepções que envolvem o letramento dentro da escola e melhores propostas para trazermos as diferentes leituras e conhecimentos sobre o mundo letrado que as crianças possuem para dentro escola e substituirmos gradativamente as atividades escolarizadas e sem contextualização que muitas vezes aparecem em nossas rotinas. 3.2 - Avaliação da comunidade sobre o trabalho realizado pela escola em 2011 Aspectos positivos: - Brincadeiras e desenvolvimento das crianças; - A responsabilidade de todos para com as crianças; - Criatividade e diversidade das atividades; - Oficina de artes, Mostra cultural e peça de teatro; - Forma de avaliar as crianças; - Dedicação, carinho, e compreensão dos professores em relação às crianças; - Desenvolvimento, socialização, independência; - A escola está de parabéns; - Uma escola ótima, em relação a todo aprendizado, lazer, educação, a cada ano que passa vem melhorando; - A prender a compartilhar; - Tudo foi bom, principalmente o atendimento para comunidade; - Os momentos de acolhimento em que precisou da escola; 13
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    - Apreciação dasoficinas e mostra cultural; - Os passeios realizados; - Professores maravilhosos; - O filho se expressa melhor, mais companheiro; - Tranquilidade em deixar o filho na escola; - Clareza nas ações da escola; - Ótimo relacionamento entre professores e alunos; - Limpeza e organização da escola; - Conhecimento transmitido às crianças. Aspectos a serem melhorados? - Algumas professoras não verificam a lista de pessoas autorizadas na hora da saída, gerando problemas de segurança às famílias; - Mais passeios; - Priorizar os cuidados com as perdas das roupas das crianças, que mesmo com nome acabam se misturando; - Transporte escolar devido ao transito da rua, problemas com atropelamento; - Volta do período integral; - Reforma das salas de aula; - Ao invés do lanche deveria ser almoço; - Horário das reuniões, pois em todas as escolas é o mesmo horário; - Oferta da merenda deveria ser melhor; - Mais frutas na merenda; - Limpeza das salas, passar pano úmido para tirar o pó, a limpeza deixa a desejar. - Melhorar o parque, acrescentar mais brinquedos; - Atualização de métodos de ensinamento; - Melhorar a oferta de material escolar; - A integração dos pais no acompanhamento dos filhos dentro da instituição de ensino; - Ter festas: de aniversário, festa junina; - O chão deve ser trocado; - Entrega dos uniformes muito atrasada; - Muro do parque muito baixo, com perigo de outras crianças ou adultos entrarem na escola; - Tempo de chuvas de verão abrir os portões mais cedo para que as crianças não cheguem em casa molhadas; - Troca constante de professoras; - Participação dos pais nos passeios; - Melhorar a circulação dos GCM’s na escola; - Os eventos só aos sábados dificultou a participação de alguns pais. 3.3. Plano de Ação para Comunidade Escolar Justificativa: Considerando a caracterização do bairro e da comunidade escolar; juntamente a importância da escola como espaço de vivência cultural e valorização dos vínculos, a escola além dos momentos formativos em reunião de pais, Reuniões de Conselho de Escola e APM, planejará dois sábados com atividades de integração família/escola, sendo ambos focados no Projeto Político Pedagógico da Unidade Escolar. 14
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    O primeiro comodisparador sobre a temática e o segundo culminado em uma mostra cultural para compartilhar com as famílias o trabalho desenvolvido ao longo do ano. Outra ação da Unidade é a divulgação dos eventos culturais desenvolvidos na escola, no bairro e na cidade, assim como um boletim informativo bimestral sobre as ações do conselho de escola e APM. Objetivos: Socialização entre as famílias; Estreitar o vínculo com a equipe escolar; Interagir com o espaço escolar; Compartilhar o trabalho desenvolvido pela escola; Contribuir para o processo de ensino e aprendizagem Ações propostas: - Compartilhar com os pais o trabalho desenvolvido com os alunos através de murais, exposições, mostra cultural, apresentações, Reuniões de pais, entre outros; - Reuniões de pais formativas; - Divulgação dos eventos culturais da Unidade Escolar, do bairro e da cidade; - Boletim informativo bimestral com as ações desenvolvidas pela APM e Conselho de Escola; Responsáveis: Equipe de gestão, professores e funcionários 3.4. Avaliação A avaliação será realizada durante o desenvolvimento das atividades, onde valorizaremos a participação, interesse, observações e comentários da comunidade. Em alguns momentos pontualmente e outros através de espaços como reuniões com pais, reuniões da APM e Conselho e outro momento específico planejado pela equipe de gestão com pesquisas e registros ao término do plano de ação. 4. Equipe Escolar 4.1. Caracterização A remoção de trouxe um novo quadro de professores para Unidade Escolar, dos dezesseis que aqui estavam em 2010, oito permaneceram e os demais ingressaram nesse ano em nossa EMEB. Em 2012, tivemos a chegada de cinco novas professoras de 40h oriundas do último concurso, assim como a troca das professoras substitutas. Desses professores que estão em nossa Unidade, sete possuem magistério, sendo que dois deles como formação prioritária e os demais deram continuidade a sua formação em nível superior, sendo onze em pedagogia, dois superior normal e um em direito. Temos dois professores que concluíram a especialização nas áreas de educação inclusiva e educação infantil. 15
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    A forma buscadapela maioria dos professores para a atualização profissional são cursos, livros, reportagens e troca entre parceiros. Os cursos em horário apareceram com menos freqüência, acreditamos que isso se deva em partes, devido a quantidade de cursos oferecidos pela secretaria de educação. Tratando-se de atualização via periódicos, os professores apontaram como interesse a revista nova escola. Pensando na utilização deste material como fonte de formação, estamos compartilhando em HTPC, como objeto de reflexão sobre os temas abordados, textos não só desta revista, mas também periódicos como Avisalá, Pátio, Nova Escola Gestores, entre outras, além de textos retirados de livros e materiais de divulgação Educacional. Esta é uma forma de problematizarmos e estabelecermos relação entre o que o professor está lendo e sua prática, além de construirmos um olhar crítico a respeito das reportagens lidas. São professores com experiência na educação, cinco destes possuem até cinco anos de docência de 4 a 6 anos, seis possuem de cinco a dez anos de experiência. Quanto a educação de 0 a 3 anos seis professores possuem experiência inferior a 6 anos. Um percentual significativo de nossos docentes, dez professores, possuem experiência também no ensino fundamental, do primeiro ao quarto anos, quatro professores são ingressantes na educação infantil e possuem três anos ou menos na modalidade, o que nos remete a uma demanda formativa focada nas aprendizagens e necessidades para essa faixa. Quanto aos eventos culturais, todos os professores relatam que tem acesso aos mesmos, no entanto a periodicidade é maior ao cinema, sendo que teatro, exposições, shows, livrarias e bibliotecas a regularidade é escassa. Em relação às expectativas do grupo, as questões pertinentes a atualização e aprimoramento estão entre as mais citadas a curto e médio prazo. Alguns anseiam cursar a pós-graduação, uma segunda especialização e até mesmo o mestrado. As condições salariais e a valorização fazem parte das aspirações da maioria dos professores, assim como o investimento por parte da secretaria na formação continuada. Alguns professores desejam a longo prazo atuar na gestão escolar assumindo outras funções dentro da escola. A inclusão também é fator preocupante para os professores que almejam melhores condições de atendimento às crianças, formação apropriada, acompanhamento específico e redução do número de alunos. Os HTPCs são realizados às 3ª feiras, das 18he 15min às 20h e 15min contando com a participação de todo o grupo. Estão organizados de forma a atender às necessidades formativas da equipe previstas no Plano de Formação e temas vinculados às diretrizes da SE. Nesse ano nosso plano de formação visa a discussão sobre a concepção de criança e aprendizagem voltada para o sujeito autor e co-autor na construção da cultura na qual está inserido. Os demais encontros serão destinados a planejamento, relatório e demanda da S.E. 16
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    4.1.1. Quadro deIdentificação dos Professores e Auxiliares Nome Sit. Escolaridade Tempo na Tempo na Observação Funcional Graduação Pós Graduação PMSBC EMEB Aline Barbosa (M) Estatutário Letras e Pedagogia Supervisão escolar 8 anos 7 anos Aline Barbosa (T) Estatutário Letras e Pedagogia Direito educacional 5 anos 5 anos Ana Cristina de Sousa Estagiária Ensino médio 2 anos 1 ano Ana Lúcia Ferraz da Silva CLT Pedagogia 5 anos 1 mês Apoio AEE Andréa Cristiane de Oliveira Estatutário Pedagogia Esp. Educ.Infantil 3 anos 2 anos Bárbara Ane Ferreira Gomes Estagiária Ensino médio 2 meses 1 mês Camila Aparecida Mioto Lopes Estagiária Ensino médio 1 ano 1 ano Camila Morpanini Estatutário Psicopedagogia 1 ano 4 meses Circe Guarnieri Ruocco Estatutário Pedagogia e Artes Plásticas 25 anos 16 anos Cristiane Aparecida P. Gonçalves Estatutário Ensino médio 9 meses 2 meses Cristiane da Silva Lima Estatutário Pedagogia 3 anos 4 meses Daniele Cristina Viotto Estatutário Ensino médio 3 anos 1 ano Elaine Cristina L. de Oliveira Estagiária Ensino médio 1 mês 1 mês Elaine Neves de Andrade Estatutário Ensino médio / Magistério 13 anos 4 anos EMEB Profª Ana Henriqueta C. Marim Eliana N. de Assis Leal Estatutário Normal Superior (PEC) Adm. Escolar 10 anos 6 anos EMEB Profª Ermínia Paggi Fátima Cristina Gastaldo Estatutário Pedagogia e Direito Esp. Ens.Fundam. 4 anos 4 anos EMEB Profº André Ferreira Joesilvia da Silva Vigatto Estatutário Pedagogia 10 anos 7 anos Joyce Rodrigues da Costa CLT Pedagogia Esp. Ens.Infantil 4 anos 3 meses Karen Cristina M. S. de Lima Estatutário Pedagogia Gestão escolar 1 ano 4 meses Katia de Almeida Benites da Costa Estatutário Pedagogia 8 anos 1 ano LTS Leilane Fernandes Estatutário Pedagogia Esp. Ens.Infantil 6 anos 1 ano Maria do Socorro de Figueiredo CLT Pedagogia 6 anos 1 ano Maria Juciana Bezerra Moura Estatutário Pedagogia 1 ano 4 meses Priscila de Brito Estatutário Pedagogia Educação Especial 12 anos 1 ano Priscilla Lucena F. Vendruscolo Estatutário Pedagogia 3 anos 1 ano Roberta Giubilato de Paula Estatutário Pedagogia Psicopedagogia 3 anos 2 meses Apoio AEE Sandra Cristina G. da Cunha Estatutário Ensino médio / Magistério 4 anos 1 ano Socorro Keille Nogueira de Souza Estatutário Magistério e Pedagogia 11 anos 4 anos Tatiana Rodrigues Celian dos Santos CLT Pedagogia 8 anos 1 mês 17
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    4.1.2. Plano deFormação do Professor e Auxiliar em Educação “A criança como autora de sua produção e construção de saberes” Justificativa A criança que chega hoje à escola traz consigo muitos saberes, pois é ativa em seu processo de aprendizagem, vive num meio e interage com ele aprendendo muitas coisas. Cabe à escola ampliar esses saberes, tornando-os mais ricos e elaborados, oferecendo um espaço rico em possibilidades onde ela possa aprender mais e desenvolver-se, um espaço onde ela possa criar, descobrir, brincar, imaginar, escolher, decidir, opinar..., onde ela possa aprender sem deixar de ser criança. As primeiras reuniões com a equipe escolar suscitaram questionamentos e dúvidas a respeito de boas práticas pedagógicas que priorizem a autoria e a autonomia no processo construtivo de descobertas das crianças. Pensando nessa necessidade, em 2011 elaboramos uma pesquisa para levantarmos as expectativas do grupo em relação ao plano de formação. No resultado dessa pesquisa aparecem as seguintes questões como foco de interesse e necessidade: Artes (oficina de percurso, desenho, meios e suportes, interferência gráfica), jogos como estratégia em matemática, Alfabetização e letramento na educação infantil, diversificada. Tendo em vista as expectativas formativas apontadas pelo grupo e as observações realizadas pela equipe gestora, vimos a necessidade em abarcar os conteúdos formativos tendo como viés o princípio da criança autora e produtora de cultura, por acreditarmos que esse princípio traduz a concepção de criança e ensino explicitados acima. O processo formativo do professor e do aluno é algo complexo e dinâmico e que sofre, cotidianamente, influência do meio social, da cultura e das vivências e experiências dos sujeitos envolvidos. Desta forma o plano de formação de 2011 foi alterado em virtude das necessidades surgidas, avaliadas pelo grupo como mais urgentes, tendo continuidade em 2012, porém foram acrescentados novos temas, também surgidos das demandas do grupo tendo em vista o princípio da criança autora da sua construção de conhecimento. Tal princípio nos fez pensar numa criança que observa, que questiona, que levanta hipóteses , que testa, compara, confirma ou refuta suas hipóteses, que faz relações, que busca respostas para suas perguntas e curiosidades, que tem muitos conhecimentos – científicos e/ou cotidianos. A criança é naturalmente curiosa e animada frente às descobertas do mundo, dessa forma o papel da escola é manter esse encantamento em aprender e descobrir o mundo que a cerca ao longo da vida, já que a aprendizagem é algo contínuo e permanente. Tanto os conteúdos de ciências quanto aos procedimentos científicos garantem que a criança aprenda a ter autonomia no seu processo de aprendizagem, aprendendo a aprender, tendo prazer e confiança na sua capacidade. Percebemos que as práticas voltadas para o ensino de ciências revelam uma experiência na área deficitária, baseada na exposição e memorização de informações que não privilegiavam as curiosidades normais das vivências do cotidiano. É nesse contexto que emerge a necessidade da formação em Ciências, tendo como viés os procedimentos científicos.. 18
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    Outro tema avaliadocomo necessário e urgente diz respeito à integridade e aos direitos da criança quanto à sua segurança, seu bem estar, sua confiança em aprender e se desenvolver de forma tranquila e prazerosa. Por isso se justifica o aprofundamento nas discussões sobre o Estatuto da criança e do adolescente. Observa-se no grupo uma necessidade de compreender práticas mais efetivas e respeitosas de resolver conflitos envolvendo as crianças e ensiná-las a fazê-los também tendo em vista os princípios da autonomia e da autoria da criança. Educá-las e ensiná-las num ambiente de respeito, de diálogo, de compreensão, de igualdade e de justiça, onde elas possam compreender e respeitar regras de convívio social, que possam se expor e participar na resolução de problemas identificando, discutindo e sugerindo formas de resolução, sentindo-se seguras, confiantes, capazes e acolhidas. Nessa Unidade os auxiliares em educação participam conjuntamente com os professores do momento de HTPC, portanto não temos a necessidade de desmembrarmos a formação, que será conjunta em dia e horário com os professores. Duração: fevereiro a novembro Objetivos  Utilizem o Projeto Político Pedagógico como norteador de sua prática, planejamento e propostas;  Planejem a partir dos levantamentos prévios dos conhecimentos e vivencias sociais trazidos pelos alunos, trabalhando em parceria com familiares, aproveitando e fazendo ligação entre o que alunos trazem de casa, conteúdos propostos na sala de aula e acervo cultural;  Reconheçam a criança como sujeito potencial e formador de cultura, respeitando sua forma de pensar e agir sobre o mundo;  Valorizem as produções e autoria das crianças nas diferentes linguagens e formas de expressão;  Estabeleçam relações entre os temas trabalhados em HTPC’s e sua prática pedagógica, refletindo e modificando suas propostas e intervenções frente aos novos conhecimentos adquiridos;  Tragam para dentro da sala de aula os aspectos da cultura nas quais as crianças estão inseridas;  Compreendam a leitura de mundo como fator imprescindível para aprendizagem, transpondo as atividades “escolarizadas” para atividades cuja função, intencionalidade e significação estão no dia-a-dia das crianças; Conteúdos 1º semestre “Instrumentos metodológicos: subsídios para reflexão e autoria na prática pedagógica do professor” – Registro, Planejamento, Plano e relatório individual de desenvolvimento; “O jogo: seu papel na interação e construção de conceitos matemáticos” 19
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    “Descobrindo o mundocom olhos de cientista” - aprendizagem dos fenômenos naturais através dos procedimentos científicos” ECA – Estatuto da criança e do adolescente Projeto coletivo da Unidade Escolar: “ 2º semestre “Olhos pra que te quero ver: lendo o mundo ao meu redor” - Propósitos comunicativos da leitura e escrita; Continuidade do projeto coletivo da Unidade Escolar Estratégias  Leituras como aporte teórico que subsidiem a prática e suscitem reflexões acerca dos temas tratados;  Vivências e experimentações práticas realizadas pelo professor e alunos;  Análise e discussão sobre as produções dos alunos;  Apreciação das produções dos professores;  Acompanhamento individual com o professor através de conversas, análise e discussão sobre seu plano de ação, propostas, registros, relatórios entre outros instrumentos metodológicos;  Indicação de leituras individuais para cada professor, de acordo com os projetos que estão desenvolvendo com as turmas, suas dúvidas e necessidades formativas;  Nutrição semanal nos HTPC’s e Reuniões Pedagógicas, como forma de suscitar reflexões e sensibilizar sobre o conteúdo ou ampliar o universo cultural dos professores;  Leitura quinzenal do plano de ação do professor com devolutivas reflexivas acerca do trabalho desenvolvido;  Observação de sala de aula com pauta de observável compartilhada e antecipada à professora;  Devolutivas e encaminhamentos individuais após a observação de sala de aula;  Proposta de atividades desenvolvidas em sala de aula entre professor e C.P, para subsidiar a prática reflexiva do professor;  Revisitar o PPP da Unidade Escolar ao final de cada tema trabalhado, para reavaliarmos sua escrita frente aos novos aprendizados do grupo e sistematização dos conhecimentos obtidas. Encontros entre professora e C.P para devolutiva individual com vistas à discussão, formação, reflexão e orientações sobre o trabalho pedagógico, com periodicidade mensal 4.1.3. Avaliação do Plano de Formação • A avaliação será contínua, sendo realizada a cada encontro através de instrumentos avaliativos; • Elaboração de um portfólio com produções/vivências, falas dos professores, textos trabalhados, aprendizagens do grupo, avaliações e orientações didáticas acerca do tema trabalhado, que ficará na Unidade Escolar como um compilado de reflexões e 20
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    discussões para aconsulta e no referido ano letivo e encaminhamentos para o próximo ano subsidiando novos professores que chegam à escola. Retomaremos esses registros em acompanhamentos individuais, como sugestão de leitura, formações em pequenos grupos, em devolutivas individuais e como suporte para reescrita do PPP. • Reescrita do PPP a partir dos temas desenvolvidos nos HTPC’s e dos novos conhecimentos adquiridos pelo grupo. • Observação, acompanhamento e intervenções nas práticas escolares e atividades propostas; • Conversas e reflexões com a equipe escolar; • Avaliação oral ou escrita individual sobre o desenvolvimento do plano no fim do primeiro semestre e ao término; 4.1.4 – Avaliação do Plano de Formação 2011 Os professores avaliam que não há dificuldades na compreensão dos princípios e concepções pedagógicas abordadas nas formações. Localizam que a dificuldade está na execução e prazos na realização dos instrumentos metodológicos. Apontam que a formação trouxe ampliação de conhecimentos, aprimoramento e reflexão sobre as práticas e acréscimo no conhecimento individual dos professores. Consideram que o tempo para trocas e socialização de boas práticas foi insuficiente. Indicam a continuidade da formação bem como momentos de tematização da prática e trocas. O grupo retoma que o dia do planejamento mensal no HTPC tem que ser garantido, para além dos planejamentos de mostra cultural, atividades coletivas, entre outras. Apenas os informes imprescindíveis serão levados para pauta, os demais serão enviados por email e colocados na pasta suspensa que se encontra no refeitório. Em relação ao levantamento das dificuldades encontradas no trabalho em sala de aula, os professores colocam que o trabalho com animais vivos (observação, contato, exploração, entre outros procedimentos do saber científico) constitui um grande desafio a ser vencido. Outra dificuldade está no trabalho em fazer estudo do meio aos arredores da Unidade Escol, a comunidade não possui locais culturais para visitação. A sugestão da equipe gestora é a elaboração de projetos integrados de pesquisa, entrevista, coleta de dados, organização de dados, publicação dos dados e para isso utilizar o mercadinho do bairro, o corpo de bombeiros, a UPA, as EMEB’s próximas, o comércio que também são fontes de estudo e projetos. O trio gestor avalia, que temos enquanto equipe, um longo trajeto a percorrer com os professores para que as discussões de HTPC cheguem efetivamente na sala de aula. Essa avaliação surge do acompanhamento dos planejamentos, cadernos, atividades e propostas observadas nas diferentes turmas. 21
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    Partilhamos com aequipe escolar a necessidade de romper com a concepção de que o aprendizado acontece do conhecimento mais simples para o mais complexo, com informações fragmentadas e descontextualizadas. Romper com a “aplicação” de atividades como escrita de numerais fora do contexto, cópia de letras, trabalhos com crepom e pontilhados para fixação do alfabeto, conjuntos, entre tantas outras atividades escolarizadas e sem sentido para nossos alunos. Faz-se necessário que repensemos projetos enraizados no ambiente escolar, como: corpo humano, nome, animais e tantos outros que perpetuam de ano a ano, de escola para escola É preciso colocar a criança em foco com suas curiosidades, dúvidas e formas de ver, estar e pensar sobre o mundo, e que essas observações se sobressaiam sobre um planejamento estático e perpetuado ano a ano. 4.2. Funcionários 4.2.1. Caracterização Os funcionários da Unidade Escolar, apoio à limpeza e cozinha, atuam em média três anos nesta prefeitura no cargo que estão atualmente. Anteriormente ao ingresso em nossa rede trabalhavam nas mais diversas funções como ajudante geral, marcenaria, padaria, vendas, casa lotérica, comércio e Educação. A maioria possui o ensino médio completo, sendo um com formação em nível superior em nutrição e outro cursando letras. Possuem como opção de lazer a casa de parentes, parques, shopping, cinema e igreja. Alguns apontam o teatro como uma das opções possíveis de diversão e cultura. Os meios de comunicação a que fazem uso são jornais, revistas, TV e internet, que acessam de sua casa, da casa de parentes, escola e lanhouse, ficando os dois primeiros como os meios de mais fácil acesso. Os telejornais, novelas, filmes e documentários são os programas mais assistidos dentro da programação disponível na T.V. As expectativas apontadas referem-se à continuidade nos estudos, aprovação em concursos públicos em outras funções, ter um emprego que consideram melhor e bem remunerado. 22
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    4.2.2. Quadro deIdentificação dos Funcionários de Apoio Nome Situação Escolaridade Tempo Tempo Observação Funcional Graduação Pós na na Graduação PMSBC EMEB Laudemir Carlos Ribeiro Estatutário Ensino médio 9 anos 6 anos Aureni Batista da Silva CLT Coan Ensino médio 15 anos 2 anos Silvana Rodrigues dos Santos CLT Coan Ens. Fundamental 5 anos 2 anos Suzana Brito Felipe de Oliveira CLT Coan Ensino médio 9 anos 1 ano Andreia Quaresma dos Santos CLT Ens. Fundamental 5 anos 1 ano Edileusa Nunes da Silva CLT Ensino médio 5 anos 1 ano Lucielia Nascimento Barros CLT Magistério e 3 anos 2 anos Letras Marlene de O. Silva Lindovino CLT Magistério e 6 anos 3 anos Nutrição Silvana Aparecida da S Perigo CLT Ensino médio 5 anos 2 meses Suellen Barreto Peranovich Estatutário Direito 2 anos 2 anos Aux Biblioteca Edna Aparecida Valeriano Temporário Ensino médio 1 ano 1 ano Contadora de história 23
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    4.2.3. Plano deFormação dos Funcionários Justificativa: Tendo em vista que a equipe de funcionários participa da maioria das reuniões pedagógicas, cujo eixo de trabalho será o resgate da cultura Nordestina e suas contribuições para o Projeto Coletivo da Unidade Escolar, além da formação continuada voltada para formação social da criança. Objetivos: - Ampliar o universo cultural dos funcionários de apoio; - Valorizar os conhecimentos advindos da vivência profissional, pessoal e de formação; - Promover a reflexão sobre o papel que desempenham no ambiente escolar e sua colaboração para a formação social da criança. Estratégias: - Leituras acerca da temática proposta; - Nutrições relacionadas aos temas abordados: música, poemas, vídeos, entre outros; - Discussões e reflexões sobre o papel da equipe de apoio na formação da criança e seu desenvolvimento no espaço escolar; - Participação efetiva nas atividades desenvolvidas com as crianças e famílias; - Participação e conhecimento da rotina desenvolvida na Educação infantil; - Registro fotográfico dos momentos em que a equipe de apoio auxilia no trabalho pedagógico também como um elemento formador e interventor da ação pedagógica. Responsáveis: Equipe Gestora 4.2.4. Avaliação do Plano de Formação - Presença dos funcionários (quantitativa) - Avaliações individuais e pontuais sobre a formação - Observação e registro do responsável pela formação - Acompanhamento da rotina escolar 5. Conselho de Escola 5.1. Caracterização Os conselheiros manifestam desejos e expectativas de boa qualidade no ensino, de participar na organização de festas e eventos realizados na escola, que a SE execute reformas no prédio escolar troca de todo piso, reforma dos banheiros feminino e masculino, reforma dos banheiros para alunos com NEE e dos funcionários, distribua cochinhos em torno da escola, pintura predial e reforme a área de serviço). Em nossa Reunião de maio, esses pontos elencados acima serão revisitados pelos membros do conselho, para redigirmos um documento a ser enviado a Secretaria de Educação apontando nossa necessidades de reforma predial. 24
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    5.2. Plano deAção do Conselho de Escola O Conselho de Escola é constituído por um grupo de pessoas participantes de uma comunidade escolar, escolhidos através de voto, para discutir, decidir e deliberar ações envolvidas na Unidade Escolar. Tem a função de aprimorar o processo de construção da autonomia da escola, fortalecendo a gestão democrática. O Conselho de Escola tem natureza deliberativa, cabendo-lhe adequar para o âmbito da escola formas de organização, funcionamento e relacionamento com a comunidade, compatíveis com o Projeto Pedagógico da Escola e com as orientações e diretrizes da política educacional da Secretaria de Educação e Cultura do município, participando coletivamente na implantação de suas deliberações. As atribuições do Conselho de Escola são definidas em função das reais condições da Escola, da organização e participação da comunidade escolar e das competências dos profissionais em exercício na Unidade Escolar. O Conselho de Escola é formado por representantes de pais, alunos, professores, funcionários e direção da escola. Os participantes são escolhidos por seus pares, através de voto secreto, respeitando-se as disposições legais quanto à sua composição e proporção. Temos como objetivo continuar garantindo espaços de formação aos membros do Conselho de Escola visando ampliar os níveis de participação na vida da escola em consonância com o nosso Projeto Pedagógico Educacional, elaborar o Regimento Interno do Conselho Escolar. Os Conselhos Escolares contribuem de maneira decisiva para a criação de um novo cotidiano escolar, no qual a escola e a comunidade se unem para a resolução de problemas que permeiam a vida escolar. Ações a serem desenvolvidas no período de um ano: - Administrar os recursos de repasse de verba, visando garantir todas as necessidades da Unidade Escolar; - Acompanhar o desenvolvimento do Plano de Trabalho a ser executado com o repasse de verba; -Deliberar quanto à contratação de serviços a serem realizados na Unidade Escolar - Acompanhar, supervisionar os serviços (reformas, adequações de espaços, manutenção do prédio) realizados na Unidade Escolar; - Efetuar levantamento de preços, pesquisas para aquisição de equipamentos e mobiliários; - Analisar e deliberar sobre orçamentos apresentados para execução de serviços; - Participar das reuniões de formação; - Elaborar pautas e registros das reuniões; - Planejar, decidir sobre a realização de eventos junto à comunidade; - Acompanhar a construção do Projeto Pedagógico Educacional da Unidade Escolar; - Decidir e participar da elaboração do Calendário Escolar; - Construir o Regulamento do Conselho de Escola; - Decidir quanto ao número e horário de reuniões; 25
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    - Participar dosencontros de formação. 5.3. Avaliação do Plano de Formação - Presença e participação (quantitativa) - Avaliações individuais e pontuais sobre a formação - Observação e registro do responsável pela formação 6. Associação de Pais e Mestres 6.1. Caracterização Os membros da APM juntamente com os conselheiros manifestam desejos e expectativas de boa qualidade no ensino, de participar na organização de festas e eventos realizados na escola, que haja pontos de entrega do uniforme nos bairros para não tumultuar o ambiente escolar, que efetuem e cumpram com eficiência o planejamento em quantidade e data organizados pela SE, que a SE execute reformas em prédios escolares (troca de todo piso, reforma dos banheiros feminino e masculino, reforma dos banheiros para alunos com NEE e dos funcionários, distribua cochinhos em torno da escola; que mure a escola e reforme a área de serviço. 6.2. Plano de Ação Associação de Pais e Mestres Gestão 01/04/2012 a 31/03/2013 Constituída sob a forma de associação, de prazo indeterminado de duração, com objetivos sociais e educativos, sem fins econômicos, sem caráter político, racial ou religioso, com domicílio e foro no Município e Comarca de São Bernardo do Campo. Os principais objetivos da Associação de Pais e Mestres são: 1. Auxiliar a direção da escola na consecução de seus objetivos educacionais; 2. Representar, junto à direção do estabelecimento, as aspirações da comunidade, constituída de pais, alunos e professores; 3. Participar na elaboração e desenvolvimento do Projeto Pedagógico Educacional; 4. Programar o uso dos espaços da Unidade Escolar, pela comunidade; 5. Elaborar plano anual de atividades, integrado com o plano escolar; 6. Participar de comemorações cívicas, campanhas comunitárias, promoções de natureza cultural, esportiva e assistencial, e outras atividades em que se empenhe a escola; 7. Realizar campanhas, em conjunto com a direção da Unidade Escolar, destinadas a melhorar as condições de funcionamento da escola. A ser desenvolvido no período de 01 de abril de 2012à 31 de março de 2013. - Deliberar sobre a atividade da Associação de Pais e Mestres, tendo em vista a consecução de seus fins; - Elaborar o plano anual de atividades, com previsão da receita e aplicação de recursos; 26
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    - Participar dasreuniões agendadas; - Elaborar pautas e registros das reuniões; - Participar da construção do Projeto Pedagógico Educacional da Unidade Escolar; - Participar das Reuniões Pedagógicas; - Decidir quanto ao número e horário das reuniões Ordinárias; - Decidir, planejar e acompanhar a utilização dos recursos financeiros; - Planejar, decidir e acompanhar a realização de eventos junto à comunidade; - Acompanhar e avaliar o Projeto Pedagógico Educacional da Unidade Escolar; 6.3. Plano de Aplicação de Recursos Financeiros • Manutenção de equipamentos; • Manutenção e conservação do imóvel; • Serviços de contabilidade; • Despesas com cartório; • Locação de transporte para fins pedagógicos; • Aquisição de material de consumo e material didático; • Aquisição de materiais para desenvolvimento de projetos; • Aquisição de periódicos para a biblioteca interativa; 6.4. Avaliação do Plano de Formação - Presença e participação (quantitativa) - Avaliações individuais e pontuais sobre a formação - Observação e registro do responsável pela formação III – ORGANIZAÇÃO E DESENVOLVIMENTO DO TRABALHO PEDAGÓGICO 1. Objetivos 1.1. Objetivo da Educação Básica LDB: Título V – Dos Níveis e das Modalidades de Educação e Ensino Capítulo II Seção I Das Disposições Gerais “Art. 22º. A educação básica tem por finalidade desenvolver o educando, assegurando- lhe a formação comum indispensável para o exercício da cidadania e fornecer-lhe meios para progredir no trabalho e em estudos posteriores”. Seção II 1.2. Da Educação Infantil 27
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    Proposta Curricular Voll A educação infantil deverá se organizar de forma que os alunos construam as seguintes capacidades: ∙ Brincar, ampliando suas capacidades expressivas e simbólicas, reelaborando significados sobre o mundo, sobre os contextos e as relações entre os seres humanos; ∙ Ampliar o conhecimento sobre seu próprio corpo, suas possibilidades de atuação no espaço, bem como desenvolver e valorizar hábitos de cuidado com a saúde e bem estar; ∙ Construir uma imagem positiva de si, com confiança em suas capacidades, atuando cada vez mais de forma autônoma nas situações cotidianas; ∙ Conhecer diferentes manifestações culturais como constitutivas de valores e princípios, demonstrando respeito e valorizando a diversidade; ∙ Construir e ampliar as relações sociais, aprendendo a articular seus interesses e pontos de vista com os demais, respeitando as diferenças e desenvolvendo atitudes cooperativas; ∙ Valorizar e desenvolver atitudes de preservação do meio ambiente, reconhecendo- se como integrante, dependente e agente transformador do mesmo; ∙ Construir e apropriar-se do conhecimento organizado nas diferentes linguagens (corporal, musical, plástica, oral e escrita), utilizando-as para expressar suas idéias, sentimentos, necessidades e desejos, ampliando sua rede de significações; ∙ Aprender a buscar informações de forma autônoma, exercitando sua curiosidade frente ao objeto de conhecimento. 2. Levantamento dos Objetivos Gerais e Específicos Objetivo Geral da Escola ∙ Propiciar situações de cuidados, brincadeiras e aprendizagens orientadas de forma integrada, que contribuam para o desenvolvimento das capacidades de apropriação e conhecimento das potencialidades corporais, emocionais, sociais, cognitivas, éticas e estéticas das crianças, colaborando para que sejam autônomos, críticos, solidários e participativos. ∙ Garantir situações educativas planejadas para que as crianças exercitem suas capacidades de pensar, sentir e atuar, ampliando as suas hipóteses acerca do mundo ao qual pertencem. 28
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    ∙ Estabelecer comos pais uma relação de parceria, de co-responsabilidade, construindo vínculos com as famílias através da participação nas discussões da escola, construindo uma relação de confiança, respeito e colaboração baseada na reciprocidade. ∙ Envolver a equipe escolar na construção do Projeto Político Pedagógico, proporcionando momentos de reflexão coletiva para que se apropriem dos assuntos tratados, incorporando os conteúdos dentro da rotina ∙ Cuidar para que o grupo se constitua enquanto equipe, valorizando o profissional nas relações que estabelece no coletivo escolar. Objetivos da Educação Infantil – 0 a 3 A definição dos objetivos visa ampliar a possibilidade de concretização das intenções educativas, uma vez que as capacidades se expressam por meio de diversos comportamentos e as aprendizagens que convergem para ela podem ser de naturezas diversas. Ao estabelecer objetivos nesses termos, o professor amplia suas possibilidades de atendimento à diversidade apresentada pelas crianças, podendo considerar diferentes habilidades, interesses e maneiras de aprender no desenvolvimento de cada capacidade. Embora as crianças desenvolvam suas capacidades de maneira heterogênea, a educação tem por função criar condições para o desenvolvimento integral de todas as crianças, considerando, também, as possibilidades de aprendizagem que apresentam nas diferentes faixas etárias. Para que isso ocorra, faz-se necessário uma atuação que propicie o desenvolvimento de capacidades envolvendo aquelas de ordem física, afetiva, cognitiva, ética, estética, de relação interpessoal e inserção social. A descrição a seguir esclarece as dimensões de aprendizagem mais detalhadamente, porém, todas elas que se intercambiam, se entrelaçam e se associam nas relações que os sujeitos estabelecem com o mundo. Desta forma, as capacidades de imaginar, criar, inventar, pensar, agir, sentir, expressar-se se associam às demais dimensões didaticamente separadas. “As crianças pequenas solicitam aos educadores uma pedagogia sustentada nas relações, nas interações e em práticas educativas intencionalmente voltadas para suas experiências cotidianas e seus processos de aprendizagem no espaço coletivo, diferente de uma intencionalidade pedagógica voltada para resultados individualizados nas diferentes áreas do conhecimento. Para evitar o risco de fazer da educação infantil uma escola “elementar” simplificada, torna-se necessário reunir forças e investir na proposição de outro tipo de estabelecimento educacional. Um estabelecimento que tenha como foco a criança e como opção pedagógica ofertar uma experiência de infância potente, diversificada, qualificada, aprofundada, complexificada, sistematizada, na qual a qualidade seja discutida e socialmente partilhada, ou seja, uma instituição aberta à família e à sociedade.” Parágrafo do texto (da UFRGS) que subsidiou as diretrizes nacionais 29
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    As capacidades deordem física estão associadas à possibilidade de apropriação e conhecimento das potencialidades corporais, ao auto conhecimento, ao uso do corpo na expressão das emoções, ao deslocamento com segurança. As capacidades de ordem cognitiva estão associadas ao desenvolvimento dos recursos para pensar, o uso e apropriação de formas de representação e comunicação envolvendo resolução de problemas. As capacidades de ordem afetiva estão associadas à construção da auto-estima, às atitudes no convívio social, à compreensão de si mesmo e dos outros. As capacidades de ordem estética estão associadas às possibilidades de produção artística e apreciação desta produção oriundas de diferentes culturas. As capacidades de ordem ética estão associadas à possibilidade de construção de valores que norteiam a ação das crianças. As capacidades de relação interpessoal estão associadas às possibilidades de estabelecimento de condições para o convívio social. Isso implica aprender a conviver com as diferenças de temperamentos, de intenções, de hábitos e costumes, de cultura etc. As capacidades de inserção social estão associadas à possibilidade de cada criança perceber-se como membro participante de um grupo de uma comunidade e de uma sociedade. (RCNEI,1998). Objetivos da Educação Infantil – 4 a 5 Os objetivos devem garantir que as crianças desenvolvam as seguintes capacidades:  Desenvolver uma imagem positiva de si, atuando de forma cada vez mais independente, com confiança em suas capacidades e percepção de suas limitações;  Descobrir e conhecer progressivamente seu próprio corpo, suas potencialidades e seus limites, desenvolvendo e valorizando hábitos de cuidado com a própria saúde e bem- estar;  Estabelecer vínculos afetivos e de troca com adultos e crianças, fortalecendo sua auto-estima e ampliando gradativamente suas possibilidades de comunicação e interação social;  Estabelecer e ampliar cada vez mais as relações sociais, aprendendo aos poucos a articular seus interesses e pontos de vista com os demais, respeitando a diversidade e desenvolvendo atitudes de ajuda e colaboração;  Observar e explorar o ambiente com atitude de curiosidade, percebendo-se cada vez mais como integrante, dependente e agente transformador do meio ambiente e valorizando atitudes que contribuam para sua conservação;  Brincar, expressando emoções, sentimentos, pensamentos, desejos e necessidades;  Utilizar as diferentes linguagens (corporal, musical, plástica, oral e escrita) ajustadas às diferentes intenções e situações de comunicação, de forma a compreender e ser compreendido, expressar suas idéias, sentimentos, necessidades e desejos e 30
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    avançar no seuprocesso de construção de significados, enriquecendo cada vez mais sua capacidade expressiva;  Conhecer algumas manifestações culturais, demonstrando atitudes de interesse, respeito e participação frente a elas e valorizando a diversidade. (RCN) 3. Levantamento dos Objetivos e Conteúdos por Área do Conhecimento Áreas de Conhecimento e Temas – Educação infantil  Língua Portuguesa  Matemática  Corpo e Movimento  Ciências e Educação Ambiental  Artes Visuais e Música  Brincar 31
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    LÍNGUA PORTUGUESA –ORALIDADE OBJETIVO CONTEÚDOS ESTRATÉGIAS AVALIAÇÂO - ampliar gradativamente suas - uso da linguagem oral para conversar, - organizar situações e disparadores de - amplia seu vocabulário, descreve possibilidades de comunicação e brincar, comunicar e expressar desejos, diálogos para que as crianças características, narra situações e fatos, expressão, interessando-se por opiniões, idéias, preferências, conversem, tais como, rodas de argumenta, opina, expressa-se. conhecer vários gêneros orais e necessidades e sentimentos e relatar conversa ou brincadeiras de faz -de- - incorpora novas expressões . escritos e participando de diversas suas vivências nas diversas situações conta. - percebe quando o professor está lendo situações de intercâmbio social nas de interação presentes no cotidiano. - cantar, declamar poesias, dizer ou falando. quais possam contar suas vivências, - elaboração de perguntas e respostas parlendas, contar fatos, descrever - reconhece o tipo de leitura que o ouvir as de outras pessoas, elaborar e de acordo com os diversos contextos de ações, dizer textos de brincadeiras professor está fazendo. responder perguntas. que participa. infantis etc., aproximando-a mais dos - consegue se comunicar dentro de um - participação em situações que aspectos formais da língua. contexto social. envolvem a necessidade de explicar e - jogos de contar em situações de - consegue transmitir recados. argumentar suas idéias e pontos de parceria com o adulto; jogos de - consegue esperar a sua vez e escutar vista. perguntar: o adulto inicialmente assume o “outro” dando seqüência à conversa. - relatos de experiências vividas e a condução dos relatos, estimulando a - tem interesse em fazer o reconto das narração de fatos em seqüência seguir as perguntas e respostas histórias escutadas. temporal e causal. propiciando a alternância entre os - reconto de histórias conhecidas com a sujeitos falantes e outras estratégias que aproximação às características da propiciem exposições, narrações, história original no que se refere à argumentações e descrições. descrição de personagens, cenários e - elaborar entrevistas objetos, com ou sem ajuda do - apresentações orais ao vivo, de textos professor. memorizados, nas quais as crianças - conhecimento e reprodução oral de reproduzam os mais diferentes gêneros, jogos verbais como parlendas, como histórias, poesias etc., em adivinhas, quadrinhas, poemas e situações que envolvem o público. canções. - preparar fitas de áudio ou vídeo para a gravação de poesias, músicas, histórias etc. 32
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    LINGUA PORTUGUESA -LEITURA OBJETIVO CONTEÚDOS ESTRATÉGIAS AVALIAÇÃO - familiarizar-se com a escrita por meio - Participação nas situações em que os - Situações onde o educador lê diversos observar se a criança: do manuseio de livros, revistas e outros adultos lêem textos de diferentes gêneros textuais e também situações que - pede que o professor leia portadores de texto e da vivência de gêneros, como contos, poemas, notícias as crianças lêem. - procura livros de história ou outros diversas situações nas quais seu uso se de jornal, informativos, parlendas, trava- - Ler para os alunos poesias, trava- textos no acervo faça necessário. língua etc. línguas, jogos de palavras, memorizados - considera as ilustrações ou outros - interessar-se por escrever e ler palavras - Participação em situações que as e repetidos, ressaltando aspectos indícios para antecipar o conteúdo dos e textos ainda que não de forma crianças leiam, ainda que não o façam sonoros da linguagem como ritmo e textos, utilizando diferentes estratégias convencional aproximando-se, cada vez convencionalmente. Esta “leitura” realiza- rimas. de leitura. mais, da compreensão de como funciona se de duas formas: pelo ajuste da leitura - Leitura pelo professor de um mesmo - realiza comentários sobre o que leram a escrita convencional; do texto que sabe de cor aos segmentos gênero, destacando as características ou escutaram. - Escutar textos lidos, apreciando a escritos e pela combinação de próprias deste. - compartilha com os outros o efeito que leitura feita pelos professores. estratégias de antecipação (a partir de - O professor poderá comentar a leitura produziu. - Reconhecer seu nome escrito, sabendo informações obtidas no contexto, por previamente o assunto do qual trata o - recomenda a seus companheiros a identificá-lo nas diversas situações do meio de pistas), com índices providos texto; fazer com que as crianças leitura que os interessou. cotidiano. pelo próprio texto. levantem hipóteses a partir do título; - tem interesse em folhear e ler o seu - Escolher os livros para ler e apreciar - Observação e manuseio de materiais oferecer informações que situem a caderno de textos. impressos, como livros, revistas, histórias leitura; criar um certo suspense; lembrar - acompanha a leitura com o dedo, em quadrinhos etc., previamente de outros textos conhecidos. ajustando a fala à escrita. apresentados ao grupo. - Criar situações nas quais as próprias - tem um repertório de palavras estáveis - Valorização da leitura como fonte de crianças leiam, como, por exemplo, com e procura auxílio em textos conhecidos prazer e entretenimento. textos memorizados, nos quais elas para escrever outras palavras. tentam localizar onde estão escritas determinadas palavras ou situações nas quais precisam descobrir o significado do texto apoiando- se nos mais diversos elementos, como as figuras, a diagramação, no conhecimento sobre as características próprias do gênero etc. - reconto de história pelas crianças: elas podem contar histórias conhecidas com a ajuda do professor. 33
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    LINGUA PORTUGUESA –ESCRITA OBJETIVO CONTEUDOS ESTRATÉGIAS AVALIAÇÃO - Favorecer o contato da criança com a - participação em situações cotidianas -Produzir oralmente textos com destino - tem interesse por escrever seu nome e o de leitura e escrita a partir da nas quais se faz necessário e escrito, tendo o professor como outras pessoas. intermediação com um parceiro mais significativo o uso da escrita escriba. - recorre à escrita ou propõe que se recorra experiente; - escrita do próprio nome em situações - testemunhar a utilização que se faz quando tem de se dirigir a um destinatário - Compreender que o que se fala pode em que isso é necessário. da escrita em diferentes ausente; revela conhecimentos sobre outras ser escrito; - produção de textos individuais e / ou circunstâncias, considerando as situações escritas usadas socialmente. - Familiarizar-se com a escrita através coletivos ditados oralmente ao condições nas quais é produzida: para - contribui para a produção de texto coletivo e de diferentes portadores; professor para diversos fins. que, para quem, onde e como. faz comentários pertinentes. - Refletir acerca da língua escrita - prática de escrita de próprio punho, - reelaborar textos produzidos - escreve do seu “jeito” com desenvoltura. voltada para o sistema alfabético de utilizando o conhecimento de que coletivamente, com o apoio do - busca utilizar expressões mais adequadas escrita, refletindo sobre a quantidade, dispõem, no momento, sobre o sistema professor tornando o texto melhor. qualidade das letras, reflexão do de escrita em língua materna. - realizar ditados entre pares: uma sistema, suas regularidades; - respeito à produção própria e alheia. criança dita e a outra escreve. Reconhecer a função social da escrita - Propor atividades que evidenciem o através da leitura de portadores caráter social da escrita: escrever listas conhecidos pela comunidade, com alguma finalidade (de compra, divulgados dentro do espaço escolar e de brinquedos que gostam, de amigos no município; para a festa de aniversário, de coisas - Produzir textos convencionais que precisam para um passeio etc.), (professor como escriba) ou não cartazes para informar algo, bilhetes convencionais inseridos em contexto para os pais para avisá-los quanto a de uso social (passeios, discussões, alguma coisa, cartões de felicitações pesquisa e os ficcionais como um etc. bilhete para cinderela, a receita da - atividades cujo desafio seja o vovó da chapeuzinho vermelho, etc... ) como escrever: lacunados, forca, caça- palavras, etc. 34
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    Práticas de leiturae escrita Justificativa As parlendas e adivinhas são excelentes gêneros para o trabalho de Leitura e Escrita por serem textos facilmente memorizados pelas crianças, que os repetem com prazer em situações de brincadeiras. Uma vez memorizados, as crianças realizam a leitura utilizando estratégias de antecipação através de indícios (pistas que favorecem a leitura e a interpretação do portador e seu conteúdo escrito). Nas propostas de escrita trazem excelentes resultados, já que a criança não precisa preocupar-se com a produção do texto (com o que escrever), mas, sim com sistema de escrita (como escrever). Orientações Didáticas a) Sempre que iniciar o trabalho com um gênero, fazer com as crianças um levantamento sobre o que elas sabem sobre eles. Em roda de conversa, dar exemplos incentivando-as a dizer outros que sejam do seu conhecimento. b) Produzir com as crianças uma lista de parlendas (ou adivinhas) conhecidas por elas. Deixar essa listagem afixada em local visível para ser acompanhada por todos. c) Envolver a família enviando para casa uma pesquisa na qual os pais escrevam uma parlenda ou adivinha conhecida por eles. Ao propor a pesquisa deve-se ter o cuidado de ilustrar com exemplo, informando sobre o trabalho que será 35
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    desenvolvido com osalunos. É importante esclarecer que a participação da família dá um significado maior ao trabalho. d) Ler todas as pesquisas devolvidas, lembrando e incentivando tanto a criança como a família a participar. É importante incluir na listagem as parlendas/adivinhas diferentes daquelas trazidas na roda de conversa pelos alunos. e) Memorizar é essencial para que todos possam trabalhar com o texto. Por isso devemos repetir os textos em diferentes situações: durante a entrada coletiva no salão, nos momentos de brincadeiras, no Corpo e Movimento, nas movimentações dentro da escola, no parque, na sala de aula, na roda de música... f) Uma vez memorizado, passamos para a escrita do texto, que pode ser feita em cartaz, tendo a professora como escriba, e os alunos como relatores. Nessa etapa é importante que a professora faça comentários sobre o processo de escrita e as diferenças com o falar: “Ditem mais devagar, pois eu demoro mais para escrever do que vocês para falar”; “Vou deixar um espaço, pois agora vou escrever outra palavra”; “Agora é ponto, vou para a linha de baixo”; etc. Fazer a leitura do texto no cartaz, com os ajustes de fala à escrita, Esta é uma orientação importante porque dará condições para que a criança faça a leitura. g) É importante que cada criança tenha seu texto impresso com a letra maiúscula em bastão, com tamanho e espaços apropriados, pois isso facilita a leitura e o reconhecimento das palavras e das letras. Para que continuem tendo contato com os textos, os alunos devem colá-los em seus cadernos de textos, fazendo assim uma coletânea que pode ou não conter ilustrações. h) A professora deve acompanhar as crianças durante a leitura, observando, sugerindo estratégias, questionando e encorajando-as a ler. Depois da primeira leitura, é importante variar as propostas: em duplas, em grupos de mesinha, só de meninas, etc. i) Problematizar nas leituras seguintes, perguntando, por exemplo, depois de ter trabalhado no texto algumas palavras escolhidas pelo grupo: “começa igual ao nome de Fernando”, “é legal porque adoro pastéis”; etc, relacionando o texto a algo mais próximo e significativo da criança estabelecendo relações entre o texto e os conhecimentos vividos. Numa próxima leitura, trazer questões como: “onde está escrito pastéis? Vamos ler a parlenda para encontrar?” Brincar de STOP, ler o texto com o apoio do dedo e quando a professora fala “stop” todos param com o dedo ou ditado cantado com canções escritas, tendo o mesmo procedimento investigativo com as crianças. Depois todos verificam se acertaram, primeiro através de pista (começa com a letra P de Paulo, tem 7 letras ,etc) depois comparando com a palavra apontada pela professora no cartaz socializando suas justificativas e refletindo sobre a língua escrita. 36
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    j) É importanteque as atividades de escrita sejam realizadas alternadamente: em grupo, em duplas e individualmente. A diversidade de conhecimentos e do processo de desenvolvimento de cada um na escrita e leitura colabora para o desenvolvimento de todos. É muito positivo ter o cuidado de agrupá-los segundo o princípio da zona proximal de conhecimento, o que propiciará avanços em suas hipóteses. k) Durante a escrita do texto, não se deve esquecer de incentivar as crianças a escrever como pensam e a pesquisar nos materiais disponíveis. Andar pela sala desafiando-as é muito importante, pois, é função de quem ensina estar atento para que as crianças avancem. Neste momento, nunca é demais desmistificar o certo/errado e enaltecer a tentativa em si, a participação, a vontade e o esforço de cada criança em aprender. l) Outras possibilidades podem ser planejadas, como a investigação de textos sem a prévia memorização, destacando a estrutura, os aspectos gráficos, índices, elementos de gêneros que podem ser suscitados na exploração do texto. Prática de produção de texto Justificativa É muito importante que além das atividades de reflexão sobre o sistema alfabético da língua escrita, as crianças conheçam diferentes portadores de diferentes gêneros, e possam criar textos nos gêneros estudados tendo a professora ou outra pessoa como escriba. Sem a preocupação com o código que ainda não dominam, as crianças podem também escrever de acordo com suas hipóteses, dentro de um determinado gênero: cartaz, bilhete, etc. Aqui o objetivo é o letramento das crianças, para que possam, além de decodificar textos, tornarem-se usuárias competentes da língua escrita. Orientações Didáticas a) As crianças podem aprender a escrever produzindo oralmente textos com destino escrito. Nessas situações o professor é o escriba. b) A criança pode aprender a escrever fazendo-o da forma que sabe, escrevendo de próprio punho segundo suas hipóteses. Para isso é importante que o professor planeje momentos em que a criança possa escrever dessa forma. c) É necessário que o aluno tenha acesso à diversidade de textos escritos, testemunhando a utilização que se faz da escrita em diferentes circunstâncias, considerando as condições nas quais foram escritos: para quê, para quem, por quem, onde e como. 37
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    d) O trabalhocom produção de textos deve se constituir em uma prática continuada, na qual se reproduzem contextos cotidianos em que escrever tem sentido. e) Deve-se buscar a maior similaridade possível com as práticas de uso social, como escrever para não esquecer, escrever para enviar uma mensagem, escrever para que a mensagem atinja um número grande de pessoas, etc. f) Ditar um texto para a professora ou outro colega é uma forma de viabilizar a produção de textos antes das crianças saberem grafá-las (é em atividades desse tipo que elas iniciam a participação no processo de produção de texto, construindo conhecimentos sobre essa linguagem antes mesmo de conseguirem escrever autonomamente.) g) A professora pode chamar a atenção dos alunos sobre a estrutura do texto, negociar significados e propor a substituição do uso excessivo de “e”. “aí”, “daí”, por conectivos mais adequados à linguagem escrita e de expressões como “de repente”, “um dia”, “muitos anos depois”, etc. h) A reelaboração dos textos produzidos, realizada coletivamente com o apoio da professora, leva a criança a perceber a escrita como processo. i) As crianças e o professor podem melhorar o texto acrescentando, retirando, deslocando ou transformando alguns trechos com o objetivo de torná-lo mais legível, mais claro ou mais agradável ao leitor. j)A atividade de reescrita deve ser feita em vários momentos distintos, em dia consecutivos ou alternados. A produção final só estará pronta quando todos concordarem. 38
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    MATEMÁTICA – NÚMEROSE SISTEMA DE NUMERAÇÃO OBJETIVO CONTEUDOS ESTRATÉGIAS AVALIAÇÃO - Utilizar os conhecimentos Seqüência numérica oral; - Dizer diretamente o anterior e o Observar se a criança: matemáticos para resolver problemas - Quantificações numéricas ou seguinte de um número sem recitar a - realiza contagem em seqüência numérica do seu cotidiano ou nas situações de contagens; série desde o início; (regularidades de 1 em 1, 5 em 5, 10 em 10). aprendizagem relacionadas à - Relações entre quantidades; - Registrar de forma espontânea e - faz correspondência biunívoca ou deixa de quantificação e à exploração do - Ordenação e operações convencional os números; contar algum objeto, ou conta um objeto mais espaço; (a natureza das quatro operações) - Tenha êxito nas quantificações, de uma vez. - Reconhecer e valorizar a matemática -Cálculos mentais e estimativas relacionando o número à quantidade; - utiliza a contagem na resolução de situações como uma ferramenta necessária ao - Notação numérica: produção e - Continuar a série oralmente, a partir problemas, como por exemplo na distribuição seu cotidiano; interpretação de escritas numéricas e de um número dado, em um sentido ou de materiais; - Desenvolver estratégias próprias para características da numeração falada e em outro; - usa e expressa posições relativas a pessoas resolver problemas do seu interesse e escrita. - Ler números que estejam ordenados e objetos (número ordinais/noção de ordem). curiosidade com a matemática; -Situações-problemas desafiadoras na série numérica e posteriormente à - reconhece o antecessor e o sucessor sem - Utilizar a linguagem oral para onde as crianças possam levantar e escrita de números isolados; recitar a série desde o início. comunicar hipóteses processos e socializar hipóteses ampliando suas - Dizer onde há um número maior ou - continua a série oralmente a partir de um resultados, desenvolvidos em estratégias de resolução; menor de objetos nas diferentes número dado em ordem crescente ou contextos matemáticos; - Ler, escrever, comparar, operar, coleções possibilitando estimativas e decrescente. - Identificar e utilizar elementos da ordenar números aprendendo as usando a contagem como estratégias - resolve situações problemas em relação à linguagem matemática ou próximo regularidades do sistema de para a resolução de problemas; comparação de quantidades de objetos e desta, tais como: símbolos numéricos numeração. - Contar de 2 em 2, 5 em 5, 10 em 10, outras situações em que coloque em jogo os ou marcas e signos alternativos para como apoio fundamental para o seus saberes, explicitando as próprias registro de quantidades, sinais de cálculo; estratégias. operações, representação de figuras e - Conhecimento dos diferentes Registro: observar se a criança formas; portadores numéricos escritos (como - diferencia número de letras. estão organizados, para que servem) - usa desenho ou marcas. - desenha o próprio objeto. - se utiliza de numerais. - utiliza um único numeral para representar o total de objetos ou escreve a ordem numérica até o número total. - faz uso de algum portador numérico como ponto de apoio para registrar quantidades. Portadores numéricos: observar se a criança ⇒ reconhece a função social e diferencia os vários portadores trabalhados- - Observa regularidades do sistema numérico 39
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    MATEMÁTICA – GRANDEZASE MEDIDAS OBJETIVO CONTEUDOS ESTRATÉGIAS AVALIAÇÃO - considerando a construção de noções Comparação de grandezas; - Utilizar as medidas padrões - Conhece e compreende os procedimentos de de medida e relações simples de - Noções de medidas: comprimento, convencionais, utilizando-se dos medir explorando estratégias pessoais e grandezas e medidas em situações peso, volume, tempo; instrumentos de forma correta; instrumentos convencionais; - Compara grandezas e medidas explorando cotidianas; aprender a lidar com - Experiências com dinheiro através de - Realizar experiências com medidas diferentes procedimentos convencionais e não dinheiro; comparar grandezas; marcar brincadeiras. não convencionais (palmos, palitos, convencionais; e construir a noção de tempo. - Relação parte-todo etc.); - Estabelece relações entre grandezas e - Utilizar a balança de dois pratos para medidas utilizando de estratégias perceber a relação de peso entre convencionais e não convencionais; diferentes elementos (pedras, livros, - Compreende que o todo pode ser dividido em etc.) partes menores; - Realizar experiências com a noção de capacidade de volume observando as outras formas de medidas não padronizadas. - Realizar corretamente (de acordo com a classe) a marcação no calendário; - Conhecer e se familiarizar com instrumentos utilizados para medir o tempo (relógios, cronômetros, etc.) 40
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    MATEMÁTICA – ESPAÇOE FORMA OBJETIVO CONTEUDOS ESTRATÉGIAS AVALIAÇÃO - ter confiança em sua capacidade - Representar e construir objetos a - Explorar o espaço ao seu redor, - Verbaliza posições em relação a objetos e para lidar com situações matemáticas partir de um modelo; conseguindo assim maior coordenação pessoas. desconhecidas utilizando - Criar um objeto a partir dos de movimento, organizando - explicita e representa a posição de pessoas e conhecimentos prévios. conhecimentos previamente mentalmente seus deslocamentos, objetos tendo um ponto de referência. - situar-se e deslocar-se no espaço, a adquiridos; antecipando-os; - situa-se e desloca-se no espaço a partir de partir de pontos de referência; - Reconstruir objetos divididos em - Representar e construir figuras pontos de referência. - explicitar e representar a posição de partes; geométricas tridimensionais e - Descreve e representa pequenos trajetos pessoas e objetos, tendo um ponto de - Localizar-se no tempo e espaço, bidimensionais; observando pontos de referência. referência; tendo a noção do espaço que seu - Utilizar argila ou massa de modelar, - Identifica propriedades geométricas de - explorar e identificar propriedades corpo necessita tendo como referência para construção de figuras objetos e figuras. geométricas de objetos e figuras; outro objeto; tridimensionais; - representar objetos; - Representação de posições com - Representar utilizando suportes e - descrever e representar pequenos vocabulário pertinente em diversas meios, formas geométricas dos percursos e trajetos, observando situações; objetos; pontos de referência; - Identificação de propriedades - Observar, comparar e nomear as geométricas de objetos e figuras; diferenças e semelhanças entre - Representações bidimensionais e objetos; tridimensionais de objetos; - Resolver problemas em variadas - Identificação de pontos de referência situações cotidianas envolvendo para situar-se e deslocar-se no percursos e trajetórias; espaço; - Elaborar, interpretar, representar e - Representação de pequenos apropriar-se de símbolos como percursos e trajetos. elemento indicador do progresso do seu pensamento geométrico. 41
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    Jogos com regras/ sistema de numeração Justificativa Os jogos de construção e de regras são atividades que auxiliam no trabalho com a área de matemática. Para tanto, é preciso ter intencionalidade e planejamento por parte da professora. O desenvolvimento nos jogos depende da autonomia da criança. É importante que em todo o tempo didático o aluno tenha oportunidade de iniciativa e tomada de decisão para que ao jogar, desenvolva a capacidade de coordenar pontos de vista com outras crianças e criar estratégias para ganhar. Quando a criança aprende a jogar as intervenções se modificam após as crianças terem aprendido as regras do jogo, cabendo à professora elaborar perguntas e propostas que aumentem os desafios oferecidos às crianças, pois, à professora cabe estimular o pensamento. Para tanto, é preciso garantir que o aluno saiba falar (ao falar a criança elabora o que fez). Algumas orientações didáticas são importantes para melhorar o trabalho com jogos. Jogos com regras Orientações didáticas a) Introduzir o jogo de maneira clara e breve. Levantar os conhecimentos prévios das crianças sobre o jogo. b) Observar as crianças e seus saberes de forma a fazer intervenções apropriadas às suas necessidades. c) A professora poderá jogar com os alunos e depois observá-los a fim de intervir. d) Observar se o aluno está jogando de modo intuitivo, espacial ou lógico intervindo para que o aluno avance construindo conhecimentos e aprendizagens significativas. 42
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    e) Incentivar eenriquecer a troca entre as crianças, favorecendo a socialização das descobertas, possibilitando aos alunos defender ou corrigir seu ponto de vista. f) É mais indicado priorizar jogos durante o ano para que sejam bem trabalhados. Existem muitos jogos apropriados para as diferentes faixas etárias e as crianças também podem criá-los. g) Elencar jogos que possibilitem o uso de estratégias e não só aqueles que dependem de sorte/azar. Conhecer os jogos e definir quais conteúdos podem ser trabalhados com eles, de forma a planejar ações com os mesmos, escalonando desafios em sequencias didáticas. b) Ouvir o que as crianças têm a dizer sobre como estão jogando ou porque jogam daquela maneira. Isso faz saber em que etapa elas estão e como podemos desafiá-la. Conhecer as crianças para desafiá-las com novas propostas. c) Pensar em parcerias onde alguns jogam bem e outros não, para que exista cooperação cognitiva. d) Usar estratégias de jogos anteriormente trabalhados para ensinar novos jogos. e) Estimular a jogarem cada vez melhor. É interessante que as crianças inventem seus próprios jogos depois de terem jogado bastante. f) Respeitar e socializar o conhecimento que as crianças trazem de casa sobre como jogar, como registrar, as estratégias para ganhar e etc. g) Propor o jogo em um momento tranqüilo, observando em que momento da rotina se desenvolverá. h) Organizar o espaço com as próprias crianças, tanto antes quanto depois da brincadeira. Com isso são trabalhados conteúdos procedimentais e atitudinais. i) Conduzir as atividades de jogos de modo que os alunos sintam a necessidade de registro. j) Propor situações de registro para que haja avanços para as formas mais elaboradas e convencionais. Sistema de numeração 43
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    Orientações didáticas a) Propor atividades que criem a necessidade de uso do sistema de numeração escrita. b) Criar situações que envolvam problemas numéricos nos quais as crianças sejam incentivadas a buscar estratégias próprias de resolução, socializando-as e ampliando possibilidades. c) Organizar situações significativas de aprendizagem que considerem as hipóteses das crianças sobre os números. d) Favorecer e incentivar as crianças a buscarem diferentes materiais e recursos para a solução dos desafios que lhes são lançados. e) Aproximar as propostas de trabalho na escola, das práticas sociais reais, organizando diferentes espaços na rotina nos quais as crianças se coloquem como usuárias do sistema de numeração: brincadeiras simbólicas, jogos, etc. f) Organizar diferentes agrupamentos para a realização das atividades (duplas, trios, subgrupos, coletivos), com o objetivo de favorecer a circulação de informações e de conhecimentos matemáticos entre as crianças. g) Validar sempre no grupo a construção de conhecimentos socializando e registrando as conquistas da classe. h) Considerar e valorizar as respostas das crianças solicitando que justifiquem seus conhecimentos e produções, respeitando a lógica própria do seu pensamento. i) Socializar as diferentes estratégias utilizadas pelas crianças na solução dos problemas numéricos, propiciando trocas, comparações e reformulações de hipóteses. j) Definir o objetivo que se deseja atingir em cada etapa do trabalho para que a aprendizagem possa ser avaliada e para que possam ser lançados novos desafios. k) Os problemas lançados às crianças precisam promover novos conhecimentos e não só fazê-las usar aqueles que já possuem. 44
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    CORPO E MOVIMENTO OBJETIVO CONTEUDOS ESTRATÉGIAS AVALIAÇÃO - Ampliar as possibilidades expressivas - Utilização expressiva intencional do - Jogos e brincadeiras com fantasias a Observar se a criança: do próprio movimento, utilizando movimento nas situações cotidianas e fim de que as crianças assumam - consegue adequar os gestos e movimentos gestos diversos e o ritmo corporal nas em suas brincadeiras. papéis, e se vejam em espelhos. às necessidades (força, velocidade, suas brincadeiras, danças, jogos e - Percepção de estruturas rítmicas - Jogos de interação, de imitação e o resistência, ritmo); demais situações de interação. para expressar-se corporalmente por reconhecimento do corpo - tem um bom repertório de movimentos; - Explorar diferentes qualidades meio da dança, brincadeiras e outros - Reconhecimento dos sinais vitais do - apresenta uma postura de equilíbrio em dinâmicas do movimento, como força, movimentos. corpo e de suas alterações, como a atividades de percurso ou outras que exijam o velocidade, resistência, flexibilidade, - Valorização e ampliação das respiração, os batimentos cardíacos, as mesmo; conhecendo gradativamente os limites possibilidades estéticas do movimento sensações de prazer, - se expressa através da dança e do e as potencialidades de seu corpo. pelo conhecimento e utilização de - Exercício de imaginação e criatividade movimento conforme diferentes ritmos - Controlar gradualmente o próprio diferentes modalidades de dança. representando experiências vividas por apresentados; movimento, aperfeiçoando seus - Percepção das sensações, limites, meio do movimento, por exemplo, - realiza os movimentos: subir/descer, recursos de deslocamento e ajustando potencialidades, sinais vitais e balançar como uma folha, derreter escorregar, pendurar-se, rastejar, suas habilidades motoras para integridade do próprio corpo. como um sorvete, etc. abaixar/levantar, etc., de acordo com a utilização em jogos, brincadeiras, - Participação em brincadeiras e jogos - Danças, brincadeiras de roda, habilidade exigida pela atividade; danças e demais situações. que envolvam correr, subir, descer, cirandas, oportunizando à criança a - apresenta uma postura adequada às - Utilizar os movimentos de preensão, escorregar, pendurar-se, movimentar- realização de movimentos de diferentes diferentes solicitações das brincadeiras e jogos encaixe, lançamentos etc., para se, dançar etc., para ampliar qualidades expressivas e rítmicas. (se segue os “comandos”); ampliar suas possibilidades de gradualmente o conhecimento e o Brincadeiras de lutar, correr, saltar, - possui noção de orientação espacial, manuseio dos diferentes materiais e controle sobre o corpo e movimento. dançar, subir e descer de árvores ou reconhecendo as diferentes dimensões do objetos. - Utilização dos recursos de obstáculos, jogar bola, rodar bambolês espaço (altura, largura e profundidade) e saiba - Apropriar-se progressivamente da deslocamentos e das habilidades de etc. se localizar no mesmo (lateralidade); imagem global de seu corpo, força, velocidade, resistência e - Pesquisa sobre os diferentes modos - acata as regras dos jogos e brincadeiras e conhecendo e cada vez mais uma flexibilidade nos jogos e brincadeiras de brincar, dançar, pular corda, sendo competitiva, aceita a relação de ganhar atitude de interesse e cuidado com o dos quais participa. considerando diferentes qualidades de e perder; próprio corpo. - Valorização de suas conquistas movimento. - transfere suas conquistas e conhecimentos corporais. - Jogos de regras e mesmo para as atividades do dia a dia; - Manipulação de materiais, objetos e competições, cuidando para que - tem interesse pelas atividades de corpo e brinquedos diversos para ocorram de modo saudável e dentro movimento. aperfeiçoamento de suas habilidades das possibilidades do próprio corpo da manuais. criança. - Jogos e brincadeiras de roda, circuitos motores etc. 45
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    Ciências e EducaçãoAmbiental OBJETIVO CONTEUDOS ESTRATÉGIAS AVALIAÇÃO - Possibilitar às crianças formular - Participação em atividade que Observar e avaliar: questões, buscar respostas, imaginar envolvam histórias, brincadeiras, jogos - as atitudes da criança frente ao conteúdo soluções, formular explicações, e canções que digam respeito às trabalhado. expressar opiniões, interpretações e tradições culturais de sua comunidade - o nível de interesse e curiosidade que a concepções de mundo, confrontando e de outras; criança demonstra pelo assunto. seu modo de pensar com as demais - Conhecimento de modos de ser, viver - se as questões levantadas pela criança são crianças e adultos, relacionando os e trabalhar de alguns grupos sociais do pertinentes ao tema abordado. seus conhecimentos e idéias a presente e do passado; - se a criança ao confrontar suas hipóteses contextos mais amplos, construindo, - Identificação de alguns papéis sociais com o conhecimento culturalmente produzido, portanto, conceitos cada vez mais existentes em seus grupos de convívio, elabora novas conclusões. elaborados. dentro e fora da instituição; - se a criança expressa seus conhecimentos - Valorização do patrimônio cultural do com coerência através de relatos orais, seu grupo social e interesse por desenhos, gráficos, registro escrito, etc. conhecer diferentes formas de - se generaliza os procedimentos expressão cultural desenvolvidos durante os estudos como pesquisas (livros, revistas, jornais, mapas, Organização dos grupos e seu vídeo, etc), experimentos, observação direta e modo de ser, viver e trabalhar registro, utilizando-os na busca de conhecimentos sobre qualquer outro tema - curiosidade pelo mundo social e - Pesquisas e entrevistas com pais, dessa área. natural, formulando perguntas, parentes e pessoas relacionadas à - se percebe os processos de transformação imaginando soluções para história do bairro, ou cidade, para dos seres e dos objetos através de compreendê-lo, manifestando opiniões contextualizar a aprendizagem, experiências e observação. próprias sobre os acontecimentos, partindo do que é próximo à criança; buscando informações e confrontando - Tematizar hábitos e costumes que as idéias; crianças vivenciam no seu dia a dia, - relações entre o modo de vida como alimentação, vestimenta, música, característico de seu grupo social e de jogos e brincadeiras, para que as outros grupos; crianças estabeleçam relações entre - relações entre o meio e as formas de suas vivências e de outros grupos ou vida que ali se estabelecem, gerações 46
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    valorizando sua importânciapara a - Jogos e brincadeiras do repertório preservação das espécies e para a cultural e folclórico: brincadeiras de qualidade da vida humana. pegar, esconder, de roda, etc. Os lugares e suas paisagens: Roda de conversa com utilização de - Observação da paisagem local (rios, fotos, cartões postais de paisagens vegetação, construções, florestas, locais ou distantes; campos, dunas, açudes, mar, - Observação de locais próximos e montanha, etc.); seus elementos, utilizando binóculos, - Utilização com a ajuda dos adultos, máquinas fotográficas, ou registrando de fotos, relatos e outros registros para com desenhos, etc.; a observação de mudanças ocorridas - Trabalhar com textos informativos, nas paisagens ao longo do tempo; literários, músicas, documentários e - Valorização de atitudes e filmes que façam referências a outras preservação dos espaços coletivos e paisagens; do meio ambiente. - Entrevistas com pessoas da comunidade sobre as mudanças dos locais próximos; - Atividades com representações como plantas de rua, mapas, globos, croquis, etc para reconhecimento da função social desses portadores; - Brincadeiras de pistas como caça ao tesouro, e seus registros para que a criança represente graficamente o espaço. Objetos e processos de transformação: - Participação em atividades que - Atividades de confecção de envolvam processos de confecção de brinquedos e jogos com diferentes objetos; materiais (sucata, madeira, tecido, - Reconhecimento de algumas papel, etc.) características de objetos produzidos - Oferecer diferentes materiais e propor em diferentes épocas e por diferentes a resolução de problemas com a grupos sociais; construção de uma ponte, cabana, e - Conhecimento de algumas experimentos diversos; 47
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    propriedades dos objetos:refletir, - Pesquisas em livros, enciclopédias e ampliar ou inverter imagens, produzir, documentários sobre diferentes objetos transmitir ou ampliar sons, construídos pela humanidade e sua propriedades ferromagnéticas etc.: transformação ao longo das épocas; - Cuidados no uso dos objetos do - Investigação através de cotidiano, relacionados à segurança e experimentos, montagem e prevenção de acidentes, e à sua desmontagem de objetos do interesse conservação. das crianças (ex: brinquedos à pilha, -exploração das transformações físicas engrenagem do relógio, etc.) ou químicas de alimentos e materiais -transformações de materiais, diversos ingredientes, alimentos, etc. e observação e registro pelas crianças. Seres vivos - Estabelecimento de algumas relações - Criação e cultivo de pequenos entre diferentes espécies de seres animais e plantas, para observação, vivos, suas características e suas comparação e estabelecimento de necessidades vitais; relações; - Conhecimento dos cuidados básicos - Roda de conversa sobre animais que de pequenos animais e vegetais por as crianças têm em casa e os cuidados meio da sua criação e cultivo; que se deve ter com eles; - Conhecimento de algumas espécies - Atividades para reconhecimento do da fauna e da flora brasileira e próprio corpo, suas limitações e mundial; cuidados; - Percepção dos cuidados necessários - Pesquisa em livros e enciclopédias à preservação da vida e do ambiente; sobre as características dos seres - Valorização da vida nas situações vivos e suas relações com o meio que impliquem cuidados prestados a ambiente (habitat, alimentação, cadeia animais e plantas; alimentar, etc); - Percepção dos cuidados com o - Nas atividades de rotina trabalhar corpo, à prevenção de acidentes e à com os cuidados do corpo, saúde e saúde em geral; bem estar - Valorização de atitudes relacionadas - mapear interesses e possibilidades à saúde e ao bem estar individual e de trabalho considerando as crianças, coletivo. suas histórias, experiências e 48
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    - Realizar procedimentosde pesquisa, potencialidades. como formulação de questões a partir do que os alunos revelem interesse em aprender, levantando suas hipóteses, busca, localização e seleção de informações e socialização da pesquisa. Fenômenos da Natureza - Observação de fenômenos da - Estabelecimento de relações entre os natureza que ocorrem no dia a dia: sol, fenômenos da natureza de diferentes chuva, arco-íris, etc; regiões (relevo, rios, chuvas, secas, - Pesquisa em livros, revistas, jornais e etc.) e as formas de vida dos grupos enciclopédias alguns fenômenos sociais que ali vivem; ocorridos em outras regiões como, por - Participação em diferentes atividades exemplo, neve, furacão, vulcões, etc, envolvendo a observação e a pesquisa assim como de fenômenos sobre a ação de luz, calor, som, força relacionados à astronomia; e movimento. - Atividades culinárias envolvendo experimentos com o calor (fogo); - Jogos e experimentos com luz e sombra, fontes sonoras, força e movimento, onde haja observação e registro das conclusões. 49
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    Artes Visuais eMúsica MÚSICA OBJETIVO CONTEUDOS ESTRATÉGIAS AVALIAÇÃO - Explorar e identificar elementos da - Reconhecimento e utilização Jogos de diferenciação entre o barulho Observar se a criança se música para se expressar, interagir expressiva, em contextos musicais das e música, que levem a criança a - tem prazer em participar de fato das atividades com os outros e ampliar seu diferentes características geradas pelo entender a música como interferência propostas conhecimento do mundo. silêncio e pelos sons: altura (graves e intencional que organiza som e silêncio - reconhece em diferentes contextos musicais as - Perceber e expressar sensações, agudos), duração (curtos e longos), e que comunica. (Jogo de estátua) características dos sons. sentimentos e pensamentos, por meio intensidade (fortes e fracos) e timbre - Valer-se das vozes dos animais, sons - participa de jogos e brincadeiras que envolvam de improvisações, composições e (característica que distingue e dos objetos e máquinas, dos dança ou improvisação musical. interpretações musicais. personaliza cada som). instrumentos musicais, do próprio - tem um bom repertório de músicas (memória - Reconhecimento e utilização das corpo em contextos de situações musical) variações de velocidade e densidade musicais. - tem interesse em produzir sons com objetos, na organização e realização de - Utilizar-se de instrumentos musicais se cria nas oficinas de instrumentos. algumas produções musicais tocados de maneiras diferentes, como, - Participação em jogos e brincadeiras por exemplo, um tambor. Apreciação musical: observar se a criança que envolvam a dança e/ou a - Jogos de imitação com ritmo, sempre - tem interesse em escutar música de gêneros, improvisação musical. tomando o cuidado de observar como estilos ou épocas diferentes. - Repertório de canções para as crianças percebem a proposta e - tece comentários sobre a música proposta ou desenvolver a memória musica. não insistindo se elas não conseguem estabelece relações com outras já apreciadas. - Escuta de obras musicais de diversos fazer com precisão. - percebe qual é o tema da música ou a frase gêneros, estilos, épocas e culturas, da - Fazer gestos e movimentos corporais musical que se repete. produção musical brasileira e de outros pois o corpo traduz em movimentos os - reconhece algum instrumento nos momentos povos e países. diferentes sons que percebe. de escuta das músicas, - Reconhecimento de elementos Movimentos de flexão, balanceio, - diferencia nas melodias cantadas os tipos de musicais básicos: frases, partes, torção, e de locomoção como saltitar, vozes ( feminina, masculina, coral). elementos que repetem etc. (a forma). correr, etc.,estabelecem relações - Informações sobre as obras ouvidas diretas com os diferentes gestos e sobre seus compositores para iniciar sonoros. seus conhecimentos sobre a produção - Jogos de improvisação a partir de musical. roteiro extra musical, como por - produção e reflexão sobre os exemplo, nas histórias que as crianças contextos sonoros criados pelas tocam com suavidade para não crianças. acordar ninguém que dorme, produzem impulsos sonoros imitando a 50
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    chuva, realizam ritmosde galope representando o tratar dos cavalos etc. - Jogos de improvisação que estimulam a memória auditiva e musical assim como a percepção da direção do som no espaço. - Criação de pequenas canções tendo como base a experiência musical das crianças, como por exemplo, num trabalho com rimas, as crianças poderão fazer pequenas canções tendo como base os seus próprios nomes, dos amigos, de frutas, cores etc. - Oficina de instrumentos musicais criados pelas crianças , podendo fazer música a seguir. Escutar músicas sem texto, apresentando composições ou peças breves, danças e aquelas criadas para a apreciação musical infantil. - Escutar músicas de outros países, regiões bem como da música tradicional popular. - Completar a escuta da obra musical apresentando informações relativas ao contexto histórico de sua criação, época, seu compositor, intérpretes, etc. - Fazer o registro musical utilizando outras formas de notação musical que não a escrita convencional, como por exemplo, desenhos ou códigos que possam ser lidos e decodificados pelo grupo (sons curtos ou longos, fortes ou fracos, etc.) 51
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    Artes Visuais MÚSICA OBJETIVO CONTEUDOS ESTRATÉGIAS AVALIAÇÃO Ampliar os conhecimentos de mundo que Quanto ao Fazer artístico Desenho livre, sem intervenções diretas, Observar se avaliação: possuem, manipulando diferentes objetos e - Criação de desenhos, pinturas, colagens, explorando diversos materiais e utilizando de materiais, explorando suas características, modelagens a partir de seu próprio repertório e suportes de diferentes tamanhos e texturas, - Falar em avaliação para Artes pode parecer utópico ou propriedades e possibilidades de manuseio e da utilização de elementos da linguagem das como papéis, cartolina, lixa, areia etc. pouco provável dada a dificuldade de mensuração. O que é entrando em contato com formas diversas de Artes Visuais: ponto, forma, cor, volume, espaço, - A partir dos desenhos das crianças, que elas certo ou errado no fazer artístico? Como seria então possível expressão. textura etc. façam o mesmo desenho em escala maior ou estabelecer critérios em se tratando de algo tão subjetivo? - Utilizar diversos materiais gráficos e plásticos - Exploração e utilização de alguns menor, possibilitando que ela reflita sobre o seu sobre diferentes superfícies para ampliar suas procedimentos necessários para desenhar, desenho e organize de maneira diferente os O processo avaliativo passa por três etapas e o professor possibilidades de expressão e comunicação. pintar, modelar etc. pontos, traçados e espaços do papel. poderá: - Interessar-se pelas próprias produções, pelas - Exploração e aprofundamento das - Desenhos utilizando papéis com algum tipo de de outras crianças e pelas diversas obras possibilidades oferecidas pelos diversos intervenção, como por exemplo, um risco, um No âmbito individual: artísticas (regionais, nacionais ou internacionais) materiais, instrumentos e suportes necessários recorte, uma colagem de parte de uma figura percurso criador da criança; com as quais entram em contato, ampliando os para o fazer artístico. etc. forma que a criança utiliza os materiais, seu conhecimento do mundo e da cultura. - Exploração dos espaços bidimensionais e - Desenho a partir da observação de diversas procedimentos, atitudes e avanços apresentados. - Produzir trabalhos de arte, utilizando a tridimensionais na realização de seus projetos situações, cenas, pessoas e objetos. Um linguagem do desenho, da pintura, da artísticos. exemplo seria o desenho de alguma parte do Em grupo modelagem, da colagem, da construção, - Organização e cuidados com os materiais no corpo vista pela criança, observando as => observar se socializam as boas idéias; desenvolvendo o gosto, o cuidado e o respeito espaço físico da sala e em outros espaços. características comuns a todas as pessoas e o forma das produções e as soluções encontradas, sempre se a pelo processo de produção e criação. - Respeito e cuidado com os objetos produzidos que particulariza o seu; observar movimentos que foi combinado antes. - Participar de situações coletivas de individualmente e em grupo. corporais tentando representá-lo. organização do espaço, em sala de aula, no - Valorização das produções de diferentes - Que desenhem livremente colocando diversos Na auto avaliação: ateliê, em espaços expositivos dentro e fora da grupos sociais – arte infantil, arte indígena, arte materiais e auxiliar as crianças para que => observar como comparam suas próprias soluções com as escola. popular, artes de diferentes épocas e imagens desenvolvam as suas próprias propostas, dos outros colegas. - Praticar ações de cuidados com os materiais do cotidiano, de suas próprias produções, das de indicando materiais mais adequados para cada ⇒ a roda da conversa pode ser um espaço adequado gráficos e plásticos sobre diferentes superfícies outras crianças e da produção de arte em geral. uma delas. para avaliação quando contempla a apreciação dos para ampliar suas possibilidades de expressão e - Produções tridimensionais em várias etapas, trabalhos de todos (socialização). pois elas exigem diversas comunicação. ⇒ outro observável é o envolvimento da criança naquilo - Sentir prazer na realização de trabalhos Quanto à apreciação ações como colagens, pintura etc. que está fazendo, seu empenho e interesse. artísticos. - Conhecimento da diversidade de produções - Organizar exposições dos trabalhos das - cabe também ao professor observar como o aluno - Participar de rodas de apreciação das mais artísticas, como desenhos, pinturas, esculturas, crianças em conjunto com a turma, facilitando a sintetizou as experiências vividas durante o processo, variadas imagens, das suas próprias e dos construções, fotografias, colagens, ilustrações, cada aluno a percepção do seu processo envolvendo a percepção, a emoção e o pensamento. colegas. cinema etc. evolutivo e do desenrolar das etapas de - é fundamental também reconhecer os valores estéticos dos - Explorar os mais variados movimentos gestuais - Apreciação das suas produções, das dos trabalho. alunos. A produção final é o término de um caminho, mas é, para produzir desenhos e pinturas. outros e de diferentes grupos sociais por meio - Leitura de imagens elaborando perguntas que também, o provável início de um outro, uma vez que pode - Utilizar, conhecer e diferenciar diversos meios, da observação e leitura de alguns elementos da instiguem a observação, interesse e descoberta tornar o estímulo gerador de um novo processo. suportes e instrumentos. linguagem plástica. das crianças como “ Como o artista consegui - Descobrir diferentes possibilidades e - Observação dos elementos constituintes da essas cores?”, “O que você acha que foi mais experimentar combinações na utilização dos linguagem visual: ponto, linha, cor, forma, difícil ele pintar?”, “Como você acha que ele materiais plásticos nos planos bi e volume, contrastes, luz, texturas. conseguiu esse efeito na tela?”, tridimensionais. - Leitura de obras de arte a partir da observação, - Rodas de apreciação de obras, a descrição 52
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    - Exercitar escolhasde materiais e modalidades narração, descrição e interpretação de imagens daquilo que está sendo observado, auxiliando-as artísticas. e objetos. nas verbalizações e permitindo que sejam - Conhecer e comparar diferentes modalidades - Apreciação das Artes Visuais e autoras das próprias interpretações. artísticas – desenho, pintura, escultura, colagem estabelecimento de correlação com experiências - Observação de imagens figurativas fixas ou em ,entre outras. pessoais. movimento e de produções abstratas. - Entrar em contato com elementos da - Que falem sobre as suas próprias criações e linguagem visual – linha, cor, forma, textura, luz escutem as observações dos colegas sobre seus e sombra, volume. trabalhos. Brincar OBJETIVO CONTEUDOS ESTRATÉGIAS AVALIAÇÃO 53
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    - Agrupar-se empequenas equipes Brincar com papéis ou faz de conta Criação de brincadeiras compostas de - representar papéis como se fora um adulto, criando um enredo ou tema, brincando, vários papéis, assumidos durante o outra criança, um boneco, um animal, etc. e comunicando-se e atribuindo processo, que se organizam e que brincar com os companheiros de forma significados diversos a ações e interagem em torno de um enredo complementar. objetos. comum, tais como circo, a casinha, o - manipular e dirigir objetos ou bonecos tais - Interagir através da utilização de uma casamento, uma viagem como fantoches ou figuras representativas de linguagem simbólica explicitada pelo interplanetária, o posto de saúde, a histórias ou enredos televisivos para os quais uso verbal diferenciado ou de sinais e livraria, a pescaria, etc. são atribuídas características singulares. gestos corporais próprios ao brincar. - Inclusão de objetos reais cujo - utilizar-se de objetos substitutos ou - Interagir com base na ajuda mútua, significado é modificado em função dos brinquedos atribuindo-lhes significados atento às ações dos colegas e enredos com os quais se brinca como diferentes em função do enredo da brincadeira. respeitando as diferentes idéias por exemplo , na utilização de uma - participar de jogos coletivos corporais ou de criadas durante a brincadeira. mesa virada de pernas para cima jogos de tabuleiro que impliquem no respeito - Imitar e representar as interações fazendo de conta que é um barco; de algumas regras. presentes na sociedade na qual vivem, - Inclusão de trajes e acessórios para =>conhecer e participar de alguns jogos e escolhendo papéis que lhe sejam mais caracterização dos papéis, tais como brincadeiras interessantes. fantasias, chapéus, luvas, panos, - Brincar de forma alternada com carteiras, vestidos, calças, colares, etc. papéis que representem o bem e o - Organização dos espaços em função mal, a força e a fraqueza, a coragem e dos espaços nos quais se brinca, a covardia, o homem e a mulher, a criando cenários particulares tais como criança e o adulto, a bela e a fera, etc. circo, palco para cavalo, salão de - Aceitar a liderança e ser líder quando cabeleireiros, guichê de correio, etc. necessário. - Manipulação de pequenos bonecos e - Explicitar sentimentos, alternando a ou fantoches e marionetes para representação de papéis e criação de brincadeiras imaginadas; manipulando os pares de - Construção de objetos, brinquedos, ausente/presente, bom/mau, marionetes para brincadeira; feio/bonito, grande/pequeno,etc. - Imitação de situações complexas e - Questionar e refletir sobre os mais próximas das situações reais, tais assuntos trabalhados em outras áreas, como o brincar de fazer uma peça de acionando a memória voluntária para teatro, organizar uma venda, brincar de estabilizar seus conhecimentos casar, etc. prévios. - Discussão sobre brincadeira, - Respeitar regras, mudando-as e efetuando autocrítica para negociando-as de comum acordo com aperfeiçoamento dos papéis e dos 54
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    seus colegas. enredos criados; - Resolver os conflitos surgidos através - Agrupamentos baseados na ajuda do diálogo com os colegas ou pedir mútua e na complexidade de ações ajuda para o educador de forma a simbólicas reais. manter a continuidade da brincadeira. - Conhecimento e denominação das Brincar com materiais de diferentes formas de peças de matéria construção plástica, madeira, etc, tais como placas, pequenas vigas, ladrilhos, cilindros, cubos, prismas e arcos, utilizados em atividades de construção no plano tridimensional. - Familiarização com placas diferentes segundo a forma e dimensões: compridas e curtas, largas e estreitas, quadradas e retangulares, grandes e pequenas, etc, de maneira a que as crianças possam estabelecer relações de equivalência entre elas e utiliza-se destas para construir formas que desejam, como por exemplo, construir um cubo com dois primas triangulares ou aumentar uma superfície desejada mediante a união de várias peças planas de igual espessura. - Conhecimento e utilização dos materiais mais adequados para construir partes desejadas de suas 55
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    construções, tal comoutilizar peças para fazer paredes ou janelas e portas de um castelo ou peças determinadas a para a construção de uma cerca de um pequeno galinheiro; - Utilização do material para construção de cenários temáticos de brincadeiras, tais, como um pequeno curral, a casinha de bonecas, uma nave espacial, uma cama de ursinhos, uma gaiola para passarinhos, um avião, etc. - Utilização de regras em brincadeiras Brincar com regras de perseguir, procurar e pegar tais como Dona Polenta, Ajuda-Ajuda, Gato e Rato, Elefante Colorido, Morto-Vivo; jogos de atirar como Amarelinha, Pião, jogos de correr como Corrida de Bastão, Chicote Queimado, etc. - Utilização de regras em jogos de adivinhas, de pegas e parlendas; - Conhecimento e participação em jogos tradicionais de transmissão oral: brincadeiras de roda, jogos com bolas, etc; - Inclusão de acessórios adequados para jogar: brinquedos tradicionais ou materiais esportivos tais como cordas, bolas, pião, pipa, etc. - Participação em momentos de discussão e definição do espaço e número de participantes em função do tipo de jogo utilizado. - Determinação do tempo e do espaço a ser utilizado. 56
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    - Conhecimento eutilização de jogos de tabuleiro baseados em regras de estratégia como Batalha Naval, Fecha- Caixa, jogos de percurso, etc. - Participação na definição de critérios para ganhadores e perdedores. 57
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    Orientações Didáticas O brincar é uma das atividades fundamentais para o desenvolvimento e a educação das crianças pequenas. Nas brincadeiras são dadas condições para que as crianças desenvolvam capacidades importantes tais como a atenção, a imitação, a memória e a imaginação. Amadurecem também algumas competências para a vida coletiva, através da interação e utilização de experiência de regras e papéis sociais. a) Observar o brincar oferecendo materiais adequados, espaços estruturados permitindo o enriquecimento das competências imaginativas e organizacionais dos alunos. b) Permitir que as crianças escolham entre as diferentes opções oferecidas, a fim de que elas possam elaborar de forma independente e pessoal os seus conhecimentos e seu próprio estilo de trabalho futuro. c) Estimular a imaginação das crianças, induzindo-as a raciocinar, e a buscar procedimentos para dar solução aos seus problemas através da comparação, da contraposição, tirando suas próprias conclusões. d) Levar em conta que determinados temas que as crianças trazem revelam suas impressões, preocupações, dúvidas, angústias e fantasias sobre a vida que levam e que precisam entender; garantindo o espaço da vivência e da troca simbólica de experiências difíceis para as crianças. A oferta de materiais tais como fantasias, brinquedos organizados em cantos na sala, a leitura de contos assim como a intervenção verbal e gestual, no auxílio da criação de personagens e enredos e na discussão de regras pelas crianças são fundamentais. e) Os educadores podem compartilhar da brincadeira das crianças, fornecendo- lhes espaço, tempo e material à medida em que são solicitados ou sugeridos. f) A participação do educador nas situações de brincar, deve orientar-se pela escuta, observação e solicitação de ajuda das crianças, cabendo também 58
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    intervenções para ensinara brincar, a convidar e inserir colegas, materiais e até participar diretamente em alguns momentos. g) O educador pode participar diretamente da brincadeira cumprindo um papel determinado pelas crianças ou indiretamente fazendo algumas perguntas dirigidas a uma ou duas crianças, colocando-lhes novos problemas e hipóteses a serem solucionados. h) O brincar exige do educador a elaboração de um programa claro e organizado da rotina diária, do espaço, do tempo, das atividades e dos materiais que são propostos, pois isso evidencia o seu papel educativo. i) Para que a brincadeira torne-se uma prática cotidiana, o educador pode organizar em sua sala um canto separado por uma cortina ou biombo, no qual algumas crianças poderão se esconder, fantasiar-se, brincar sozinhas ou em grupo, brincar de casinha, etc. j) Organizar os materiais dentro de uma lógica, por exemplo, as maquiagens próximas ao espelho, as panelinhas próximas ao fogão e à pia, etc. k) É importante que as crianças possam participar da organização do material depois de brincar. l) Organizar situações nas quais as crianças poderão conversar sobre suas brincadeiras, lembrar-se dos papéis assumidos por si e pelos colegas, dos materiais e dos brinquedos usados assim como do enredo e da seqüência de ações. Nesses momentos, lembrar-se sobre o que, com quem e com o quê brincaram poderá ajudar as crianças a organizarem seu pensamento e emoções, criando condições para o enriquecimento do brincar, garantindo também momentos de planejamento da próxima brincadeira com as crianças, organizando espaço e materiais. m) É importante que o educador mantenha a atividade de construção na rotina permanente, desenvolvendo-a várias vezes na semana. n) Nos jogos de construção o educador poderá sugerir a criação de novas formas, e ampliar para todas as crianças a descoberta ou produção de uma ou outra criança, refazendo os passos necessários para sua elaboração. o) Não usar os jogos de construção apenas sobre as mesas. Fazer combinados para que as crianças espalhem os materiais pelo chão da sala possibilitando a construção de cidades, pontes, parques, rios etc. p) O educador poderá planejar projetos utilizando os materiais de construção, como por exemplo, na elaboração de um cenário para determinada brincadeira, ou a construção de maquete sobre algum assunto pesquisado em outras áreas do conhecimento. q) Os jogos com regras implicam em repetições de gestos e ações cujas regularidades são inicialmente compartilhados e gradativamente disputados com adultos e outras crianças. Deve ser organizado pelo educador de maneira a que todos se sintam capazes de brincar, estimulados para dar o máximo de si. r) Ensinar brincadeiras compostas de movimentos corporais regulares como no caso do Serra-Serrador, ou Bamba-la lão, por exemplo, de forma a que as crianças possam compreender, fazer antecipações e coordenar ações para mais tarde ter condutas estratégicas em jogos mais elaborados. Exercitar regras e regularidades 59
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    ajuda as criançasa desenvolverem sua auto-estima, descobrindo seus limites e possibilidades. s) Os jogos que envolvem disputa demandam um clima de respeito e ajuda mútua entre as crianças e entre elas e os educadores, de maneira a que compreendam que saber ganhar e perder está associado a competências, habilidades, capacidades de atenção e compreensão das próprias regras que podem ser aprendidas e que não são inatas. Nessa perspectiva, a competição deve ser trabalhada como uma característica da vida coletiva e não como um estímulo ao individualismo. t) Manter vários jogos de regras e materiais para brincadeiras tradicionais à disposição das crianças, para que elas utilizem os recursos em momentos livres ou organizados em atividades permanentes e fixas durante determinados dias da semana. u) Pode-se desenvolver projetos com brincadeiras tradicionais, envolvendo a coleta do acervo da comunidade, pesquisando junto aos pais e familiares, em livros e junto a especialistas, brincadeiras antigas, de outras civilizações ou países. v) Desenvolver projetos de comparação das regras de jogos diferentes, constatando-se regularidades e pequenas mudanças que definem classes de jogos. 4. Rotina “A rotina representa, também, a estrutura sobre a qual será organizado o tempo didático, ou seja, o trabalho educativo realizado com as crianças. A rotina deve envolver os cuidados, as brincadeiras e as situações de aprendizagem orientadas” (RCN Vol. 1 p.54). Ao longo dos anos construímos uma rotina que leva em conta momentos coletivos - da sala e da escola - e individuais – da sala e dos alunos. A rede municipal de ensino de São Bernardo do Campo propõe que o trabalho pedagógico de uma unidade escolar seja organizado em diferentes modalidades, que citaremos a seguir. PROJETOS “Conjunto de atividades que trabalham com conhecimentos específicos construídos a partir de um dos eixos de trabalho ao redor de um produto final que se quer obter.” (RCN Vol. 1 p. 57). Sendo de interesse da turma, num contexto de uso social, aprofundando conteúdos de uma área de conhecimento, desenvolvendo procedimentos de pesquisa, comparação, etc. 60
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    ATIVIDADES SEQUENCIADAS “São planejadas e orientadas com objetivo de promover uma atividade específica e definida. São seqüenciadas com intenção de oferecer desafios com graus diferentes de complexidade para que as crianças possam ir paulatinamente resolvendo problemas a partir de diferentes proposições.” (RCN Vol. 1 p. 56) Contemplando as áreas de conhecimento não trabalhadas em projetos específicos ou em atividades mais dirigidas pelo professor. ATIVIDADES PERMANENTES “São aquelas que respondem às necessidades básicas de cuidados, aprendizagens e de prazer para as crianças, cujos conteúdos necessitam de constância. A escolha dos conteúdos que definem o tipo de atividades permanentes a serem realizados com freqüência regular diária, semanal, quinzenal ou mensal em cada grupo de crianças, depende das prioridades elencadas a partir da proposta curricular”. (RCNs Vol. 1 p. 55). Cada professora elaborou uma proposta de grade que norteará seus trabalhos, apontando qual a rotina e periodicidade das atividades permanentes. O trabalho pedagógico com intencionalidade educativa requer o planejamento cuidadoso do educador, a fim de que tenha significado para criança, não ocorrendo de forma estanque ou ainda espontânea. a) Entrada e Saída O portão é aberto no início dos períodos (7h30 às 7h40 e 13h às 13h10) pela equipe de apoio e as crianças se encaminham sozinhas para as salas de aula. As professoras recebem seus alunos nas salas, muitas vezes com o espaço organizado com atividades diversificadas. O portão é aberto às 11h20 e às 16h50 e os responsáveis buscam as crianças nas portas externas das salas de aula. Esse é um momento em que os pais conversam com as professoras. b) Parque Dada a importância desse momento para as crianças tivemos o cuidado de garantir que seja uma atividade diária para todos. Como o espaço do parque só comporta uma turma de alunos por vez o tempo é reduzido em algumas turmas de 6 anos e para o integral no período da tarde. 61
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    c) Refeições Lanche servidona escola para todos os alunos. Almoço e Colação – (leite com bolacha ou sucrilhos ou pão com margarina) somente para o semi. No espaço de refeitório existem mesas (acompanhadas pelas cadeiras necessárias) e 02 turmas lancham ao mesmo tempo. O recheio dos lanches é preparado pelas merendeiras e em cada mesa é colocado num pote. Dependendo do recheio são utilizadas pazinhas ou colheres. As crianças se encaminham para a mesa de escolha com a caneca plástica e um guardanapo de papel, itens que são disponibilizados em uma mesa de apoio, que fica no centro do refeitório. Servem-se nas quantidades que desejam e ao término do lanche, depositam as canecas vazias na mesa de apoio. As crianças são acompanhadas pelas merendeiras e professoras, cabendo prioritariamente à professora a realização das intervenções necessárias à formação pessoal e social da criança nesse momento. O cardápio da escola e seus respectivos ingredientes vêm determinados pela Seção de Merenda Escolar da prefeitura; o que inviabiliza a alteração do mesmo. A Avaliação Mensal sobre a merenda e sua aceitação pelas crianças da escola é encaminhada para a SEC 3. A partir das discussões sobre a necessidade de oferecer opções de escolha para as crianças neste momento, a SEC 3 nos autorizou a servir pão com margarina para aquelas que não gostam do recheio do dia, e bolacha nos dias que o cardápio prevê canjica e arroz doce. Faz parte das estratégias o professor propiciar momentos de experimentação para além da hora do lanche, nos quais as crianças possam experimentar diferentes sabores, texturas, novos alimentos e redescobrir gosto de alimentos já conhecidos, mas nunca experimentados, socializar troca de impressões sobre o alimento, entre outras ações que incentivem as crianças se aventurarem pelo mundo da degustação. Também é importante que a professora como junto com as crianças, atentando-se para a importância de ser um bom modelo e referencial para os alunos. Temos por 62
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    principio o incentivoe nunca a imposição. Caso a criança não queira aquele lanche outra opção poderá lhe ser oferecida, como sugerido no parágrafo acima. A turma do integral recebe a refeição preparada pelas merendeiras e tem a mesma organização dos restaurantes de “self-service”. Na avaliação de todo o grupo, esse modelo tem sido excelente para as crianças que utilizam os talheres apropriados – facas, garfos e colheres – servindo-se nas quantidades que julgam satisfazê-las e sendo incentivadas a experimentar verduras e legumes do cardápio. A rotina e a organização do tempo didático são objetos de reflexão contínua no grupo da escola e nos planos de aula as professoras consideram as características de suas turmas e os diferentes tempos das crianças. Nos acompanhamentos dos instrumentos metodológicos das educadoras, no caso, do planejamento, sempre trazemos como questionamento a importância da Rotina para a construção da autonomia da criança. d) Cuidados Justificativa Este é um dos conteúdos que integra os RCNs no eixo da Formação Pessoal e Social da Criança. Já tivemos época na Educação Infantil onde os cuidados eram o foco central do trabalho na escola, entendida como local de cuidados e espaço compensatório das deficiências quanto às orientações das famílias. Vivemos mais recentemente a idéia de que os cuidados caberiam exclusivamente à família não sendo vistos como conteúdo de excelência pedagógica. Acreditamos que a criança nesta faixa etária precisa ser orientada 63
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    e cuidada pelosprofessores, uma vez que não têm autonomia suficiente para realizar as várias atividades que envolvem os cuidados consigo mesmas. Esses cuidados não precisam ser executados pelo professor, mas são imprescindíveis a orientação constante e o seu acompanhamento próximo. Certamente, se cuidadas e orientadas de forma respeitosa as crianças desenvolverão mais rapidamente as habilidades e atitudes referentes a esse conteúdo, tornando-se mais autônomas. Orientações didáticas  Alguns procedimentos (que se traduzem em orientação didática) tomados por parte do professor, se fazem necessários para que os alunos, tanto do regular como do integral, possam ter na rotina escolar, momentos agradáveis em relação aos cuidados com a higiene do corpo como um todo. Afinal, passar horas em outro local, que não seja a nossa casa, prevê que os adultos que a rodeiam tomem certas atitudes em prol do seu bem estar.  Orientar os alunos quanto às condições do tempo (frio/ calor). A criança necessita ser avisada para pôr ou tirar o agasalho em muitos momentos do dia.  Acompanhar a hora da escovação dos dentes. Procedimentos básicos como: encher o copo e fechar a torneira; pouco creme dental na escova; repor escovas que ficam gastas; não engolir o creme dental; não usar a escova do amigo pois a mesma é de uso pessoal.  O uso dos sanitários também necessita de muita orientação: lavar as mãos após o uso dos mesmos; apertar a descarga; cuidar para não molhar o chão e a roupa; uso do papel higiênico; etc.  As crianças do integral precisam de cuidados em relação ao corpo mais específicos por estarem um maior número de horas na escola. O repouso logo após o almoço, é indispensável para quebrar a rotina de um período para outro. Mesmo que a criança não durma, o fato de deitar e ouvir música provoca uma sensação de relaxamento. Com o passar do tempo as crianças vão se apropriando dos hábitos, atribuindo significado as suas ações tornam-se, portanto, mais autônomas. Antes de deitar as meninas se preocupam em tirar da cabeça tiaras, prendedores, etc. para melhor repousar. Quando uma determinada roupa não é adequada para o repouso, sugere- se que seja tirada. Quando retornam para as outras atividades estão com mais disposição e concentração. A ausência do repouso os deixa irritados, sem paciência e acabam por adormecer no final do período em meio às atividades.  Outros aspectos são relevantes em relação ao integral: a troca dos tênis por chinelos e de roupas após o regular oferece aquela sensação que se tem quando se 64
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    chega em casa.A atenção deve ser redobrada em se tratando dos períodos de mal estar físico como: febres, tosses, vômitos e outras indisposições passageiras. Às vezes, é preciso ministrar remédios prescritos pelo médico também em função do período que permanecem na escola.  Nas situações de pequenos acidentes, como tombos com joelhos esfolados, galos na cabeça, etc., cabe ao professor providenciar o conforto para criança, além de lavar o machucado lavando o local com água e sabão. Tomar cuidado com crianças alérgicas a medicamentos convencionais e conversar com elas sobre essa questão (conscientizá-las). Acidentes mais graves necessitam dos pais bem como de providências mais rápidas, nesses casos a forma de comunicação com as famílias é feita por telefone.  O corpo manifesta através dos gestos, da temperatura, dos movimentos suas necessidades e precisa ser atendido. A criança em idade pré-escolar precisa ser respeitada em relação às suas necessidades de movimentar-se através das várias atividades que proporcionamos. É importante prever no planejamento momentos de contenção e expansão, sempre alternados, pois um compensa o outro.  A preparação para saída deve receber uma atenção especial, pois é um momento de fechamento do dia, onde a criança precisa estar com seus pertences para esperar a pessoa que vêm buscá-las e deve ser um momento tranqüilo. Já as crianças que ficarão também devem ser preparadas para continuar na escola de maneira produtiva e prazerosa.  Devemos nos lembrar sempre que os cuidados referem-se tanto aos aspectos relacionais que envolvem a dimensão afetiva quanto aos aspectos biológicos do corpo a qualidade da alimentação e saúde. 65
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    e) Brinquedoteca Justificativa No jogo simbólico as crianças constroem uma ponte entre a fantasia e a realidade buscando imitar, imaginar, representar e comunicar o que está ao seu redor. Brincar de “faz –de- conta” promove o desenvolvimento físico-cognitivo-afetivo-social e lingüístico da criança além de estimular a criatividade e revelar ao professor a interpretação que ela faz da realidade. Sendo assim as crianças através do jogo simbólico têm a oportunidade de expressar seus sentimentos. Através do lúdico a criança re-significa situações do seu cotidiano lidando melhor com as mesmas e tornam-se autoras de seus papéis, escolhendo elaborando e colocando em prática suas fantasias e conhecimentos. 66
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    Orientações didáticas  Brincar nesse espaço tem finalidade em si mesmo. Não pode ser estratégia para outra coisa. A criança decide como vai brincar.  O modo de organização dos materiais no espaço tem relação direta com o tempo de duração e a qualidade da brincadeira proposta pelo professor. Pense nisto considerando o seu planejamento e horários.  Reconhecer as brincadeiras e jogos como um espaço de investigação e construção de conhecimentos sobre diferentes aspectos do meio social e cultural em que as crianças vivem.  Levar em conta a capacidade de compreensão das crianças em relação às regras.  O trabalho com cantos simbólicos é mais apropriado do que o famoso baú de brinquedos onde está tudo misturado.  Tornar a brincadeira mais elaborada é incrementá-la com novos objetos e/ou fazer intervenções.  O espaço tem que convidar para brincar. Deve também proporcionar a interação entre as crianças e delas com o conhecimento. Por isso precisa ser planejado pelo professor. 67
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     É importanteconsiderar os “cantos” e a quantidade de crianças que brincarão nos espaços, mediando situações de conflito nas quais um número maior de crianças disputam um mesmo objeto.  É importante conhecer as preferências das crianças para montar os “cantos” e brinquedos para enriquecer a brincadeira. É fundamental como informar a crianças quais os objetos que existem em cada canto.  O melhor espaço para brincadeira é aquele na qual as crianças podem transformar o arranjo dos objetos pois, do contrário, o material oferecido vira um entrave e empobrece a brincadeira, por exemplo: a casa não pode estar “pronta” conforme o sonho de casa ideal do adulto outra sugestão é elencar os itens para mobília para depois construírem juntos  A melhor intervenção na brincadeira é aquela na qual o professor entra no jogo como parte integrante dele compreendendo a sua lógica segundo o pensamento infantil.  Quando os brinquedos são mais próximos do real permitem às crianças que vivenciem personagens e situações a partir das suas experiências pessoais.  Na brincadeira a criança se apropria de outras formas de situações do seu cotidiano e amplia o seu conhecimento pessoal.  Inicialmente procure informar o que existe em cada canto e seus vários objetos, pois os objetos são semelhantes e podem confundir muito as crianças no momento de guardá-los.  É importante avisar os alunos alguns minutos antes que a brincadeira está no fim e que logo os brinquedos serão guardados. Deste modo, considere no seu horário o tempo necessário para mostrar o espaço para as crianças antes de iniciar a brincadeira para que elas possam organizá-lo ao término do horário.  É essencial que as crianças aprendam a cuidar dos brinquedos. Esse é um conteúdo atitudinal e procedimental que deve ser ensinado e estimulado pela professora. f) Atividades diversificadas 68
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    Justificativa Segundo os RCNs, o exercício da cidadania é um processo que se inicia desde a infância, quando se oferecem oportunidades de escolha e auto-governo. Quanto mais pudermos propiciar às crianças situações em que possam escolher entre vários materiais e atividades a serem realizadas, maior será a capacidade de tomada de decisão, que ocorrerá com tranqüilidade e segurança. A atividade diversificada vem ao encontro desse objetivo, uma vez que visa, na rotina, um momento de escolha e prazer, visto que a criança se envolve em uma atividade com a qual tem afinidade. É também um espaço para que o professor, através da observação, conheça melhor seus alunos, suas preferências, o que consegue realizar sem esforços, e o que necessita de ajuda para fazer. Orientações Didáticas  Primeiramente, a criança tem que conhecer a proposta da atividade como também os combinados para escolha e permanência nos grupos. A roda de conversa é uma boa estratégia para tanto.  O professor também tem que ter o cuidado de selecionar os materiais para que todos sejam do interesse das crianças.  Possibilitar às crianças que participem da seleção e organização dos materiais e propostas.  Observar a necessidade de substituir os materiais (ou a proposta) quando esgotar o interesse das crianças.  Ao propor um jogo, acompanhar um grupo de crianças para construir regras, estimular a formação de estratégias e proporcionar confronto entre pontos de vista diferentes.  Garantir que as crianças tenham momentos de livre escolha. 69
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     Observar otempo de duração das atividades.  O professor pode organizar as atividades de modo a contemplar alguns conteúdos das áreas de conhecimento que entenda importante para o grupo, como por exemplo: Canto da Leitura, da escrita, da Matemática, dos Kits de Arte, etc.  Esse momento permitirá a observação mais apurada das professoras nos grupos menores de alunos que estiverem desenvolvendo uma atividade que necessite da sua intervenção mais cuidadosa.  Organizar o espaço de modo a atender a atividade que o grupo está realizando, podendo agrupar mesinhas, delimitar o espaço no chão e movimentar o mobiliário.  Respeitar a escolha do aluno sempre que possível, pois a sua intervenção está na seleção dos materiais e propostas, ao ensinar um jogo e a usar um material novo, por exemplo de artes, a ensinar e ampliar as possibilidades de brincar e usar os matérias e no cumprimento dos combinados. a) Combinar com os alunos como será as escolhas, movimentação do grupo, participação, por exemplo: ”a gente pode mudar de atividade escolhida no mesmo dia?”, “como nós vamos fazer se todos quiserem fazer a mesma atividade no mesmo dia?, “se eu não quiser participar de nenhuma atividade o que poderei fazer?”, etc. g) Roda de música Justificativa Segundo os RCNs o trabalho com música na educação infantil envolve o fazer musical e a apreciação musical. O fazer musical se dá através da exploração de materiais sonoros convencionais ou confeccionados pela própria criança, a fim de reconhecer e utilizar as características do som (altura, duração, intensidade e timbre), e ampliar o repertório de canções desenvolvendo a memória musical. A apreciação musical possibilita ampliar o repertório de músicas nacionais, instrumentais, de outras épocas e de diferentes culturas, conhecendo compositores e suas obras, reconhecendo instrumentos e melodias. 70
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    É importante queo professor reconheça a música como linguagem expressiva e se disponibilize em trabalhar de forma intencional para que a criança construa conhecimentos a respeito desta arte. Na Roda de Música, que ocorre semanalmente, é necessário que o professor priorize um dos aspectos a ser trabalhado em música, sabendo, entretanto, que também é necessário garantir na rotina outros momentos intencionais do trabalho com música. Orientações Didáticas a) Conheça bem a música antes de ensiná-la. Tanto a letra quanto a melodia precisam ser dominadas pelo professor, pois só conseguimos ensinar aquilo que conhecemos bem. b) Explore várias formas de apresentar o texto e a melodia da música. Para tornar o aprendizado melhor fale o texto com ritmo, cante uma frase e peça às crianças que a repitam em eco, etc. c) Cante usando como recursos materiais bonecos ou fantoches. d) Use uma tonalidade adequada para a voz da criança. e) Cuide da voz da criança. Não lhe peça que cante “mais alto”, forçando a voz aos berros. f) Acrescente um instrumento para dar colorido à música. Comece com o corpo, que é um excelente instrumento sonoro. Utilize palmas, batidas dos pés, estalos nos dedos, as palmas nas coxas, etc.. Outros instrumentos como o tambor, o triângulo, os guizos e o pandeiro, podem enriquecer a música. g) Escolha sempre um repertório de boa qualidade, propiciando a escuta de gêneros, estilos e ritmos variados, tendo o cuidado de não oferecer somente músicas do repertório “infantil”. h) Sempre que possível, identifique os instrumentos utilizados na obra ouvida, para enriquecer e ampliar os conhecimentos referentes à produção musical. i) Nas rodas de apreciação você pode observar as vozes como instrumentos. “Elas são masculinas ou femininas?”, “Só uma pessoa está cantando ou há mais de uma pessoa?”, “A música é só cantada (à capela)?”, “Há frases cantadas por uma só voz? É um coral?” “ Há vozes de crianças? “,etc. j) Proponha a escuta de músicas sem texto (só instrumental) para que as crianças sejam guiadas pela sensibilidade, imaginação e sensações que as músicas possam lhes sugerir. 71
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    k) Traga paraa escuta a produção musical de várias regiões do país, a fim de resgatar e aproximar as crianças dos valores musicais de sua cultura maneiras de interpretar o mundo. l) Garanta a presença da música na rotina diária, escuta e canto, de forma permanente. m) Informe as crianças sobre o contexto da obra: época, compositor, intérpretes, enfim, aquilo que julgar importante para a ampliação do conhecimento dela. n) Alie à música outras formas de expressão (por exemplo, a dança, desenho, artes visuais, etc.). o) Promova oficinas de construção de instrumentos. p) Atente para os conhecimentos da criança - veja o que ela é capaz de fazer. q) Propicie a participação ativa das crianças nas decisões de sonorização dos improvisos. r) Todo o conteúdo deve ser trabalhado em situações expressivas e significativas para as crianças - forma lúdica. s) Escolha e prepare o ambiente no qual a atividade musical se desenvolverá, pois ela exige concentração e silêncio para a escuta. t) Use jogos de atenção, memória auditiva e musical, discriminando e classificando os sons. u) Dê exemplo cantando e falando com as crianças. v) As atividades musicais devem ser permanentes, duas a três vezes por semana, ou na realização de projetos. w) É interessante utilizar os jogos musicais da cultura infantil: acalantos, parlendas, rodas cantadas e brincadeiras que utilizem a música ( por ex. a dança das cadeiras). x) Repita a brincadeira várias vezes, pois isso colabora para que progressivamente a criança se aproprie da estrutura/gestual e textual da brincadeira. Isso favorece a criação de padrões que contribuirão para que ela desenvolva sua própria musicalidade. y) A repetição contribui também que ela se aproprie da brincadeira aumentando sua auto- estima. 72
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    h) Ateliê Justificativa Artes Visuaissão uma das formas mais importantes se expressão e comunicação humana, e que, por si só, justifica sua presença no contexto da educação infantil em particular. Sendo assim todos os seus conteúdos se tornam mais elaborados e significativos quando utilizamos um espaço adequado à altura e à disposição das crianças. O espaço do Ateliê deixou de existir com essa estrutura desde 2002. Entretanto, mantivemos as mesas e armários com os materiais de Artes no galpão para o desenvolvimento do fazer artístico com as crianças de acordo com os R.C.Ns para educação infantil. Entregamos também para as professoras toalhas de plástico para revestir as mesas nas atividades planejadas com meios úmidos. Cada professora recebe um Kit de materiais de artes para a utilização tanto nas mesas que servem de bancadas no espaço do galpão, quanto nas próprias salas de aula (meios secos). Adquirimos carrinhos de meios úmidos (01 para cada agrupamento de 3 salas), 03 carrinhos de secagem e um armário para meios secos. Como os carrinhos têm rodas podem ser deslocados até as salas de aula, que têm seus espaços reorganizados mediante a necessidade de movimento e criação dos alunos. As Artes Visuais são uma das formas mais importantes de expressão e comunicação humana, e que, por si só, justifica sua presença no contexto da educação infantil em particular. Sendo assim todos os seus conteúdos se tornam mais elaborados e significativos quando utilizamos um ambiente adequado com pias, bancadas, cavaletes, armários e estantes com materiais adequados ‘a altura e ‘a disposição das crianças. É interessante um local para exposição e secagem e mesmo apreciação das produções das crianças. O espaço do Ateliê deixou de existir com essa estrutura desde o ano passado. Entretanto, mantivemos as mesas e o armário com os materiais de artes no galpão para o desenvolvimento do fazer artístico com as crianças conforme os RCN’s. 73
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    Orientações Didáticas a) Terclareza dos objetivos ao propor uma atividade de artes visuais. b) Proporcionar o envolvimento da turma através de atividades significativas. c) Partir do levantamento de hipóteses que a criança tenha a respeito da atividade, do material, procurando criar situações desafiadoras de pesquisa e descoberta. d) Apresentar boas imagens para as crianças, usando da linguagem técnica específica do estilo em estudo para que as crianças se apropriem de seu uso adequadamente. A interferência planejada do educador é essencial para que a criança conheça conteúdos de história da arte, apreciação estética e criação (produção individual ou coletiva). e) O professor deve estar atento quanto à adequação dos materiais (meios e suportes) nas propostas de produções das crianças procurando selecioná-los a partir da linguagem com a qual se pretende trabalhar. f) Produzir e realizar releituras de obras com as crianças, intervindo a partir de observáveis próprios de artes como as linhas, posições das figuras, cor, massa, cor quente, fria, figura central, fundo, luz, sombra, etc. g) Socializar o uso de diferentes materiais criando espaço para que a socialização das informações ocorra no grupo tanto no momento da produção quanto depois dela. Rodas de conversa para a socialização constituem uma excelente proposta para tanto. h) Propor a realização de trabalhos tanto individuais quanto em grupo atentando para a socialização das observações e comentários feitos pelos alunos. i) Planejar a organização do espaço e dos materiais de modo a favorecer o movimento e a autonomia dos alunos, utilizando diferentes espaços da escola (internos e externos). 74
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    j) Ensinar procedimentose desenvolver atitudes tais como: cuidar dos materiais, usá-los de modo adequado, como e onde guardá-los depois de usados e como deixar o espaço ao término da atividade. k) O espaço deve garantir a exposição das produções das crianças, para que possam ser re-significadas em outros momentos em que forem apreciados. l) É importante que a criança respeite a sua produção e a de seus colegas da mesma forma que a sua produção deve ser respeitada pelo professor. m)Na organização do tempo didático a professora deverá considerar a capacidade de concentração e domínio corporal da criança no planejamento. n) No tempo da atividade devem ser considerados os momentos de arrumação (cuidados) do espaço pelas crianças sob a orientação direta do professor (conteúdos procedimentais e atitudinais). o) A avaliação da professora não pode se ater à categorização dos alunos em “criativos”, “pouco criativos”, ou “dotados e não dotados”. A avaliação é processual, sistemática e cumpre a finalidade de subsidiar as observações dos professores para que sejam feitas as intervenções mais adequadas ao desenvolvimento de cada aluno. p) A professora deve criar oportunidade para que o aluno reflita a partir da proposta de trabalho sobre o seu próprio processo, sobre o resultado final e das demais produções. i) Caderno de desenho 75
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    Justificativa Embora todas asmodalidades artísticas devam ser contempladas pela professora a fim de diversificar a ação das crianças na experimentação de materiais, o desenho destaca-se no fazer artístico e na construção das demais linguagens visuais. O desenvolvimento progressivo no desenho implica mudanças significativas que no início dizem respeito à passagem dos rabiscos iniciais da garatuja para construções cada vez mais elaboradas. Essa passagem é possível graças às interações da criança com o ato de desenhar, com os desenhos de outras crianças e também da apreciação de obras de arte. O Caderno de Desenho é um portador de excelência para registrar essa trajetória. É importante que a criança fale com seus colegas e com a professora sobre suas produções, explicando o quê fez e como o fez. Nesse momento o professor pode intervir incentivando a criança a falar e pensar sobre novas formas do fazer artístico. Orientações Didáticas a) A professora deve ter uma boa proposta de trabalho para o uso desse portador em especial. 76
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    b) O usodo caderno de desenho requer o ensino de conteúdos atitudinais e procedimentais próprios, tais como: o manuseio ao folheá-lo, cuidados com a organização (uma folha em seguida da outra, folha de guarda), limpeza, lateralidade, etc. c) Devem ser propostos tipos diferentes de desenho: desenho de observação, iniciado, livre, com meios diferentes (principalmente secos), com carbono, etc. d) É importante que a criança tenha a oportunidade de fazer seu trabalho em mais de um dia. e) A criação da criança é livre, mas com isso não queremos dizer que a professora não possa propor temas. f) Ao observar a criança durante a atividade a professora pode intervir sugerindo meios ou suportes mais adequados à idéia que ela pretende desenvolver. g) Observe o uso adequado dos materiais oferecidos de modo a não gerar desperdício. Este é um conteúdo procedimental importante. h) As Rodas de Apreciação das produções das crianças são espaços didáticos importantes, pois nelas conversam sobre o que fizeram e observam as soluções dadas pelos amigos. A professora pode problematizar soluções que julgar mais interessantes para as aprendizagens. i) As produções das crianças devem ser expostas para apreciação. A professora deve prever essa etapa no seu planejamento. j) É mais fácil iniciar no caderno com meios secos (giz, lápis, etc.) e depois propor meios aquosos (cola, guache, etc.), colagens e outras linguagens, pois o portador não favorece a mobilidade que esses meios podem requerer. k) A organização do espaço, inclusive visualmente, é fundamental. Os materiais devem estar bem localizados e distribuídos esteticamente pelo espaço de modo que as crianças tenham acesso e localizem facilmente o que querem utilizar. l) A intervenção didática promove o avanço no processo de criação do aluno. Para tanto, é preciso que a professora observe as crianças durante a atividade e não apenas se detenha ao produto final. m) É importante oferecer à criança momentos de apreciação e reflexão sobre seus próprios trabalhos e os de seus amigos, deixe que ela folheie seu caderno, converse com o amigo ao lado sobre o que fez, participe das rodas de apreciação etc. 77
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    j) Roda dehistória Justificativa Como propõe o Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil, nós educadores, devemos organizar nossa prática de forma a promover, em Linguagem oral e Escrita, algumas capacidades nas crianças. Dentre elas estão: “Ampliar gradativamente suas possibilidades de comunicação e expressão, interessando- se por conhecer vários gêneros orais e escritos e participando de diversas situações de intercâmbio social, nas quais possa contar suas vivências, ouvir as de outra pessoa, elaborar e responder perguntas”. “Familiarizar-se com a escrita por meio do manuseio de livros, revistas, e outros portadores de textos e da vivência de diversas situações nas quais seu uso se faça necessário.” “Escutar textos lidos, apreciando a leitura feita pelo professor” (ou outro leitor); “Escolher os livros para ler e apreciar”. Nos R.C.N. os conteúdos de Língua Portuguesa estão separados em três blocos: Falar e escutar, Práticas de leitura e Práticas de escrita. Desses blocos, dois tem conteúdos que contemplam os objetivos supra- citados. São eles “Falar e Escutar” e “Práticas de leitura”. Em falar e escutar encontramos: “Reconto de Histórias conhecidas, com aproximação às características da história original no que se refere à descrição de personagens, cenários e objetos, com ou sem ajuda do professor”. Em Práticas de Leitura, os conteúdos são: “Participar de situações em que os adultos lêem textos de diferentes gêneros, como contos, poemas, notícias de jornais, informativos, etc.”, “Observação e manuseio de materiais impressos, como livros, revistas, histórias em quadrinhos, etc., previamente apresentados ao grupo”, “ Valorização da leitura como fonte de prazer e entretenimento.”. 78
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    Acreditando na importânciaque o alcance desses objetivos tem para o acesso ao mundo letrado pelas crianças, e para garantir os conteúdos citados, o grupo de educadores desta escola estabeleceu em sua rotina dois momentos específicos: “A Roda de História”, com freqüência diária, e a “Biblioteca Circulante”, realizada quinzenalmente alternando com os empréstimos da BEI. Esta alternância deve-se ao fato de mantermos um acervo considerável para as diferentes atividades desenvolvidas na BEI ou através dela, sem que haja prejuízo nas contações e projetos desenvolvidos na U.E. Nas Rodas de História, o professor prepara uma seqüência, que pode ser: por gênero, autor, temas, personagem, etc. Aqui o aluno tem acesso à boa literatura, pois dispomos de um excelente acervo de livros da BEI adquiridos pela APM da escola.. Orientações Didáticas a) Oferecer textos de boa qualidade literária. b) Criar um ambiente agradável que convide à escuta e mobilize as expectativas das crianças. c) Ler a história selecionada com antecedência, pois conhecer o enredo não é o bastante para garantir a realização da leitura pelo professor com ritmo e entonação - condições essenciais para que a história “ouvida” seja interessante. d) Garantir que as crianças possam ouvir a história tal qual está escrita, sem simplificações que infantilizem o texto, imprimindo ritmo à narrativa e dando uma idéia correta do que significa ler, atribuindo assim significado e compreensão ao texto. e) Ler o texto sem interrupções, ainda que as crianças não decifrem todas as palavras, pois muitas vezes o contexto dará conta do significado das palavras desconhecidas. f) Permitir que as crianças olhem para o texto e para as ilustrações enquanto a história é lida. g) Repetir a história mais vezes para as crianças, se elas pedirem, pois além de favorecer as atividades de leitura e escrita, ouvi-la novamente constitui um prazer legítimo para a criança. h) Antes de iniciar a leitura da história, fazer combinados de respeito à professora e aos colegas, de silêncio e participação nesse momento, para não interrompê-la a todo instante. 79
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    k) Biblioteca Circulante OrientaçõesDidáticas a) Dispor de um acervo na sala com livros de literatura infantil de boa qualidade para as turmas do infantil II. b) Proporcionar às crianças a escolha dos livros para levar para casa. c) Favorecer a troca de sugestões na escolha dos livros entre as crianças. d) Garantir espaço no retorno dos livros para que a criança possa expressar seus sentimentos em relação à história (se gostou ou não, se quer recontar, enfim, sua opinião deve ser respeitada e ouvida na medida em que expressar essa necessidade). e) No desenvolvimento da atividade, buscar aproximá-la ao máximo possível da prática social. f) Manter a regularidade semanal no empréstimo dos livros. g) Cuidar dos livros, mostrando com se faz ao ler, o modo de folhear, de não sujar as páginas etc. h) Buscar o envolvimento dos pais na atividade, pedindo que leiam as histórias para os seus filhos. Obs : Segue o texto afixado na parte interna da pasta de biblioteca de cada criança. EMEB MARIANA BENVINDA DA COSTA – 2012 ORIENTAÇÕES SOBRE O EMPRÉSTIMO DOS LIVROS DA BIBLIOTECA ESCOLAR INTERATIVA “LUIZ GONZAGA” AO PAI / MÃE OU RESPONSÁVEL  ÀS 6ªs feiras os alunos levarão um livro da nossa biblioteca. É muito importante que a história seja lida ou contada para a criança. 80
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     O livrodeverá ser devolvido sempre às 2ª feiras. Caso haja algum imprevisto e não possa devolver na 2ª feira, faça o mais rápido possível. Caso contrário o empréstimo será suspenso.  Você também poderá ser nosso parceiro ajudando no trabalho com a biblioteca, orientando a criança sobre os cuidados que devemos ter com os livros: não rasgar, não cortar, nem rabiscar. Manusear com as mãos limpas e secas. Guardar em local apropriado.  Caso o livro seja danificado de alguma forma, devolver mesmo assim e comunicar à professora. Se extraviado comunique também.  A pasta que servirá para transportar o livro também deve ser cuidada, pois será utilizada o ano todo, semanalmente.  Contamos com a sua colaboração e parceria como parceiros nesta atividade tão importante. ALUNO_______________________________________ PROFª.___________________ Infantil____________ l) BIBLIOTECA INTERATIVA O espaço já está integrado na rotina escolar desde abril de 2005. A partir de 2007, quando tivemos pessoal do programa REBI na escola, iniciamos o empréstimo sistemático do acervo para os alunos. A Auxiliar da BEI, Suelen trabalha dois dias da semana em nossa escola: às 2ª feiras atende a comunidade durante todo o dia, às 6ª feiras atende aos alunos/equipe escolar para a realização do empréstimo semanal . 81
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    4. Avaliação dasAprendizagens dos Alunos 4.1. Educação Infantil A avaliação do desenvolvimento e aprendizagens dos alunos é processual e contínua. Aos professores, cabe tornar a proposta cada vez mais desafiadora, possibilitando aos alunos a construção de novos conhecimentos, contribuindo para o seu desenvolvimento emocional e social. 0s professores observam, registram e planejam o trabalho desenvolvido com os alunos. São dois relatórios de avaliação individual das aprendizagens produzidos pelas professoras onde constam além das aprendizagens, intervenções e encaminhamentos. Os relatórios são lidos nas reuniões de pais e, em sendo documento, permanecem na escola 82
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    Os relatórios deavaliação das turmas de 6 anos são enviados com portfólios atividades/ avaliações (de língua portuguesa, matemática, artes...) no final do ano letivo para as escolas em que nossos alunos cursarão 1º ano. As famílias tem acesso à todas as atividades que as crianças desenvolvem e ao final do ano, algumas dessas são selecionadas para compor o portifólio. 5. Acompanhamento dos Instrumentos Metodológicos 5.1- Planejamento Destinamos mensalmente um HTPC para planejamento ou relatórios, as professoras se reúnem por faixa etária e organizam a rotina através do planejamento semanal ou quinzenal baseados nos projetos, atividades seqüenciadas e permanentes, tendo o PPP como referência. 5.2- Registro Com o planejamento as professoras entregam um registro contando sobre os conteúdos trabalhados, a organização estrutural da aula, a intencionalidade, o foco de trabalho, a relação dos alunos, atividades realizadas, aprendizagens dos alunos, intervenções, dificuldades dos alunos e da professora, sua reflexão sobre o assunto abordado subsidiando o replanejamento. Esses registros são acompanhados pela coordenadora pedagógica através de leitura e devolutiva, encaminhamento ou intervenção quinzenalmente. As professoras fazem um registro individual dos alunos com observáveis das aprendizagens para terem subsídios para a produção dos relatórios no final de cada semestre. 5.3- Organização dos registros da ação formativa da equipe gestora: As sínteses dos encontros dos HTPCs e Reuniões Pedagógicas são registrados em livros ata específico por uma professora que é lido e assinado por todos os presentes. 6. Reunião com Pais e Adaptação 6.1 – Reunião com pais A parceria família / escola é fundamental para o acompanhamento e o desenvolvimento da criança. Assim, entendemos as reuniões de pais como sendo oportunidades muito favoráveis para firmarmos esse vínculo que é construído diariamente. Durante o ano letivo são realizadas quatro reuniões de pais. Na primeira reunião os pais são recebidos no refeitório onde toda a equipe escolar é apresentada. Posteriormente cada família dirige-se a sala de aula de seu filho (a) para a reunião com a professora/auxiliares de educação quando for ao caso. 83
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    A primeira reuniãode pais prioriza o acolhimento de todos, os pais devem se sentir bem-vindos na escola, reconhecendo nesse espaço um momento de troca, confiança e parceria. O planejamento deste primeiro momento visa contemplar um espaço para apresentação dos pais entre si e da professora para esse novo grupo. O espaço escolar deve ser apresentado a todos para que se familiarizem com os ambientes e com as opções educacionais existentes na Unidade Escolar. É importante conversar sobre as expectativas dos pais quanto o trabalho da escola bem como um convite inicial à participação do conselho de escola As reuniões coletivas devem assumir um caráter formativo para os pais. Cada turma escolherá um tema de acordo com o projeto didático ou necessidade pedagógica da sala. Para tanto é feito um planejamento, pensando em introdução/acolhimento, desenvolvimento da reunião e objetivos, avaliação e recursos utilizados. O registro da reunião poderá ser feito pelo professor da classe ou por algum pai presente e tem por objetivo elencar as principais discussões, encaminhamentos e temas para a próxima reunião. As reuniões individuais ocorrem no final de cada semestre e os pais têm a oportunidade de ouvir sobre o desenvolvimento de seu filho em um encontro individual. Cada educador (professor e auxiliar em educação) fica em um espaço disponível atendendo aos pais em horário agendado. O atendimento dura em média 15 minutos para cada pai e é usado como apoio o relatório individual feito pelos educadores no final de cada semestre. Nesse relatório aparece o desenvolvimento global de cada criança, bem como as interferências feitas e sugestões pedagógicas para o avanço do aluno. Acreditamos que os pais consigam a partir dessas reuniões acompanharem o desenvolvimento de seu filho (a), fazendo ligações entre o que a criança está aprendendo na escola e dar sua contribuição no processo ensino-aprendizagem. No final de 2011 realizamos uma reunião com as famílias dos alunos novos para apresentarmos as dependências da escola e o PPP da Unidade Escolar. Ficamos felizes com o número de participantes, que foi em torno de 120 entre pais/responsáveis. Expusemos através de Power point parte das atividades desenvolvidas na escola, tendo como foco as rotinas realizadas pelas turmas em 2011. Explicamos os primeiros dias da adaptação, a primeira reunião de pais e abrimos para dúvidas trazidas pelas famílias. Entre as dúvidas apresentadas estava a questão de uso de fralda, chupeta e mamadeiras, se os pais poderiam acompanhar os primeiros dias das crianças na escola no período de adaptação, quando seria a vinda do uniforme, cardápio servido para as turmas, quem seria a professora da classe e a gratuidade do transporte escolar. 84
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    6.2 - Acolhimento O acolhimento do inicio do ano é um momento especial para escola, criança e família. Porque é inicio de um vinculo de relações. O acolhimento da criança e de sua família precisa ser muito planejado, sobretudo no ingresso da criança pequena no Infantil II e III que muitas vezes está deixando o convívio familiar pela primeira vez e vindo para a vida escolar. Na primeira reunião de pais, fazemos apresentação dos educadores, dos funcionários, dos espaços e fazemos combinados para que adultos e crianças se sintam menos angustiados com essa nova realidade. O choro faz parte desse processo, já que são muitos os sentimentos envolvidos e muitas das crianças não conseguem ainda dizer o que sentem. Portanto, nossa sugestão é o número de crianças e permanência delas no espaço escolar vá aumentando gradativamente para que o educador e as crianças tenham esse contato inicial de forma mais fácil e tranqüila. Assim a criança não irá se assustar com tanto movimento e os educadores podem dar colo ou lhe dar outro tipo de apoio. Contamos também com a parceria dos pais que nos dão “dicas” nos tratos ou nos enviam objetos de apego para acalmar as crianças. O conhecimento do espaço físico, introdução da rotina irá ocorrer aos poucos, quando a criança utilizar as áreas externas, o banheiro, o refeitório e principalmente a sala de aula e objetos contidos nela. Para as crianças do infantil IV e V esse período também vem acompanhado do choro e insegurança. Este deve ser um momento que priorize a recepção de todos os alunos, pois independente da idade as crianças muitas vezes estão frente a um novo grupo e nova professora. Pensar em atividades de exploração dos espaços da escola, ludicidade, prazer, reconhecimento do grupo e da equipe escolar pode garantir o bem estar da criança nesse novo espaço bem como um vinculo de confiança e afetividade. É através da organização das atividades acima relatadas que o professor observa às relações que são desenvolvidas no grupo, as afinidades, os saberes, os interesses e outros aspectos imprescindíveis para o planejamento do início do ano letivo. Esses momentos são fundamentais para conhecermos melhor as famílias e mostrarmos o trabalho que realizamos com seus filhos. A característica de nossa comunidade é gostar de participações interativas, portanto nosso planejamento está voltado para atividades significativas e que representem parte do universo da rotina que temos com nossos pequenos. 85
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    Avaliamos que aspropostas realizadas em sala de aula, nem sempre dão conta da necessidade de espaço para serem desenvolvidas, portanto teremos que ter esse cuidado ao planejarmos essas atividades, visto que a possibilidade de ampliação física não é algo possível. É preciso replanejarmos atividades pensando no espaço que temos, propormos mais salas com as mesmas atividades e explorarmos mais o refeitório e brinquedoteca. Em 2012 a organização desse período aconteceu da seguinte forma: Para as turmas de Infantil II e III: - No período de 06/02/2012 a 10/02/2012 as turmas foram divididas em dois agrupamentos, sendo o primeiro das 7h30min às 9h30min e o segundo das 9h30min às 11h30min e à tarde das 13h às 15h e das 15h às 17h; - Na semana de 13/02/2012 a 17/02/2012 e nos dias 23/02/2012 e 24/02/2012 todas as crianças fizeram o horário das 7h30min às 9h30min e das 13h às 15h, ficando o horário das 9h30min às 11h30min e das 15h às 17h para entrevistas individuais e escalonadas com as famílias; - Nos casos em que se fez necessário uma pessoa da família pode acompanhar os primeiros momentos da rotina com a criança para que a mesma pudesse sentir-se segura no espaço escolar. Para as turmas de IV e V: - Fizemos o acolhimento de todas as crianças no período de 6/02/2012 a 10/02/2012, com horário das 7h30min às 9h30min e das 13h às 15h, ficando o horário das 9h30min às 11h30min e das 15h às 17h para entrevistas individuais e escalonadas com as famílias; - A semana de 14/02/2012 a 18/02/2012 foi destinada para continuidade do período de adaptação apenas para os alunos cujas famílias e escola sentirem necessidade; Na Reunião pedagógica de março/2012 com enfoque no PPP, tiramos encaminhamentos para a adaptação 2013, cujos apontamentos foram: - A Entrada/saída tanto dos perueiros como dos pais e responsáveis acontecerá pela porta do lado externo das salas de aula; - Antes do início das aulas a equipe gestora realizará uma reunião com os transportadores para orientações e combinados gerais; - Faremos uma conversa com as famílias para evitarmos que as crianças, principalmente do transporte, iniciem as aulas sem o crachá de identificação; - No caso da adaptação das turmas de infantil II e III, faz-se necessário haver intervalo de 10 minutos entre um agrupamento; - Diferenciar os horários de entrada do transporte e dos pais; - Self servisse acontecerá desde o primeiro dia para as turmas de infantil IV e V, para as turmas de infantil II e III o lanche será servido pronto até o final da adaptação; - As fichas de saída que não forem preenchidas na primeira semana deverão ser entregues para equipe gestora, para que providenciemos contato telefônico com as famílias. 7. Atendimento Educacional Especializado (A.E.E) “O princípio de equiparação de oportunidades entre pessoas com ou sem deficiência significa que as necessidades de todo o indivíduo devem ser levadas em conta com o 86
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    mesmo grau deimportância. Todos os recursos devem ser empregados de maneira que garantam iguais oportunidades de participação de todas as pessoas.” (Poéticas da diferença – p. 14) O trabalho realizado pelo A.E.E, conduzido por professor especializado, possui serviço de natureza pedagógica, para atender alunos com deficiências, transtornos globais de desenvolvimento e altas habilidades / superdotação. Este atendimento, visa favorecer a aprendizagem do aluno, considerando a proposta curricular de sua faixa etária, buscando e investigando o interesse e necessidades dos mesmos. É organizado de forma a oportunizar intervenções mais individualizadas e constantes do professor. O professor de A.E.E fará um trabalho compartilhado com o professor em sala de aula, planejando e desenvolvendo propostas junto a turma. Também poderá construir materiais adaptados de acordo com as necessidades e fará intervenções pontuais junto ao professor para auxiliá-lo no trabalho com o aluno. Juntamente com o coordenador pedagógico fará atendimento às famílias, para conhecermos o histórico do aluno, seus atendimentos, a melhor forma de trabalharmos em parceria com a família x Escola. Todos os atendimentos, encaminhamentos, e discussões devem estar registradas na ficha R.A.E. “Se uma criança não pode aprender da maneira ensinada, é melhor ensiná-la da maneira que pode aprender.” (Marion Welchmann) 8. Projetos coletivos da Unidade Escolar 8.1 - Baú de histórias: Temas: Contos de fadas e circo O Baú de histórias chegou à nossa escola com o intuito de revitalizar a contação de histórias através do imaginário infantil. Longo o caminho que ainda temos para trilhar e atingirmos os objetivos a que nos propusermos. Para o próximo ano temos como desafio a escolha de novas temáticas, o uso social do caderno de registros que conta a história desse grupo com esse projeto, a manutenção e cuidados com o acervo construído, a passagem do uso apenas como brinquedo para o uso nas diferentes linguagens artísticas, oral e escrita. Os profes 87
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    sores sugerem queo uso seja quinzenal e o tema modificado a cada trimestre. BAÚ LITERÁRIO OBJETIVOS PARA O PROFESSOR: • Possibilitar a escuta de diferentes tipos de textos, acerca da mesma temática, autor, coleção, editora, etc.; • Utilizar a diversidade de objetos como meio enriquecedor do contar e ouvir, possibilitando ao aluno ampliar seu universo imaginário; • Propiciar a exploração, dramatização, recontos, a partir dos objetos contidos na caixa, desenvolvendo com o aluno um elo entre a história e os mesmos; • Compartilhar histórias, livros, opiniões e sentimentos, tornando a leitura uma experiência significativa. TEMA: O Baú literário terá um tema diferenciado trimestralmente. A proposta é conciliar a leitura em torno de um assunto e proporcionar o encontro da criança com diferentes elementos ligados a este universo temático. DURAÇÃO / FREQUÊNCIA: Cada turma ficará duas horas com o baú em um dia da semana, tempo suficiente para contar / ler histórias e deixar as crianças se aproximarem dos elementos que contém no baú, garantindo assim a magia de interagir em um tempo determinado com os objetos da caixa, não perdendo o encantamento e interesse por esses elementos. Cada educador irá definir a melhor hora do seu período de uso do baú para levar para sala. CONFERÊNCIA: Dentro da caixa existe uma lista com todos os pertences. É necessário, a conferência junto ao grupo antes de devolver o baú para a BEI a fim de preservarmos em equipe a quantidade de itens. PRESERVAÇÃO: Faz-se necessário dividir com as crianças procedimentos de cuidado com os enfeites do baú e seus pertences. RETIRADA / DEVOLUÇÃO: Cada turma é responsável pela busca e devolução do baú temático na BEI, que será sua guardiã. REGISTRO O Baú possui um caderno, cuja finalidade é documentar as experiências vividas com o mesmo. Nele poderão ser registradas indicações de leituras para outras turmas, impressão dos alunos em relação as histórias ouvidas e uso dos objetos, convite entre turmas para uma contação compartilhada, desenhos das crianças sobre o que mais gostaram nessa experiência, fotos das atividades desenvolvidas, entre outras propostas. O professor será o escriba da turma, registrando as falas das crianças e suas intencionalidades e importância na comunicação. ALGUMAS ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS / POSSIBILIDADES DE TRABALHO: 1. Apresentação do Projeto, objetivos e explicação do que contém a caixa; 88
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    2. Roda deconversa para levantar com os alunos as hipóteses sobre tipos de histórias dentro do baú; 3. Apresentação dos livros: escolher com os alunos e registrar em uma lista quais e quantos livros serão lidos a cada encontro; 4. Tipos de Leitura / Reconto (Tanto para o professor como o aluno): A partir do livro, Livro e objetos, Contação com objetos, Fantasiar-se para contar, etc. 5. O professor precisa se familiarizar com os livros do baú, sobretudo os que serão lidos / contados; 6. Planejar momento para leitura e exploração dos livros contidos na caixa; 7. Socialização das histórias lidas pelas crianças; 8 Propor uma mesa na diversificada para exploração dos livros e objetos; 9. Propor as crianças que para o próximo encontro tragam livros / objetos relacionados ao tema; 10. Deixar bilhetinhos no baú para próxima turma (indicação de livro, comentários, impressões, etc.); 11. Dramatizar a história preferida da turma utilizando os objetos como recursos da arte cênica; 12. Escolher um livro entre vários e perguntar aos alunos através de uma charadinha qual é o livro; 13. Pela capa do livro a professora pergunta aos alunos quais objetos poderia usar ou fantasiar-se; 14. Convidar pais / responsáveis para uma apresentação / leitura / dramatização da(s) história(s) escolhida(s); 15. Convidar outra turma para leitura compartilhada (leitura em dupla ou uma turma apresenta o livro para outra) 8.2 – O Nordeste também é aqui! Justificativa No ano de 2011 realizamos uma pesquisa com as famílias sobre o local de origem, grau de escolaridade, hábitos culturais, expectativas para o ano letivo, entre outras importante informações, que estão organizadas nesse documento no item caracterização da comunidade Escolar. Essas pesquisas nos trouxeram a informação que a maioria dos pais de nossos alunos, são oriundos do próprio ABC, mas que seus avós em grande parte são da região 89
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    nordestina e comoa própria equipe escolar vivencia, nos meses de julho de dezembro, recesso e férias escolares, muitos alunos vão visitar seus parentes em Pernambuco, Bahia, Recife entre tantos outros. Assim foram pensadas ações valorizando a cultura local, dando lugar a saberes culturais da comunidade. Outra informação importante a compor nosso olhar foi a questão da acessibilidade ao lazer, muitas famílias tem como opção a visita a casa de parentes, igreja, assistir televisão e frequentar parques públicos, reduzindo muito o acesso a cultura. Juntamente ao acesso a essas informações fomos contagiados com a com o centenário de Nascimento de Luiz Gonzaga, patrono de nossa Biblioteca Interativa. Com tantos bons motivos a equipe gestora propôs ao grupo de professores um estudo/projeto sobre a cultura nordestina com vários vieses, que atendessem as Objetivos - Conhecer a cultura nordestina, costumes, música, pintura, artesanato; - Socializar entre as turmas e com a comunidade os estudos pelas crianças; Conteúdos - Cultura nordestina; - Manifestações em múltiplas linguagens; - Saberes da comunidade a serem socializados durante o projeto; Etapas - Apresentação do projeto à equipe escolar em reunião pedagógica, para apreciação e deliberação sobre a temática; - Nutrição com a apresentação dos vídeos: O Coronel e o Lobisomem e Pavão Misterioso; - Apresentação do acervo inicial sobre a temática, coletado pela equipe gestora e Suellen da Biblioteca; - Pesquisa realizada pelos professores sobre a temática para socialização em Reunião pedagógica; - Escrita dos projetos em parceria entre as turmas - Foco de trabalho de cada turma: Infantil II – Infantil III – Conhecendo o Nordeste através de Luiz Gonzaga Infantil IV – Cantigas de roda da cultura Nordestina Infantil V – O retrato do Nordeste através da poesia e da arte - Dia da família: 23/06/2012 – 08/12/2012- Mostra Cultural sobre a temática 8.3. Mostra Cultural e dia da família Esses momentos são fundamentais para conhecermos melhor as famílias e mostrarmos o trabalho que realizamos com seus filhos. A característica de nossa comunidade é gostar de participações interativas, portanto nosso planejamento está voltado para atividades significativas e que representem parte do universo da rotina que temos com nossos pequenos. Avaliamos que as propostas realizadas em sala de aula, nem sempre dão conta da necessidade de espaço para serem desenvolvidas, portanto teremos que ter esse 90
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    cuidado ao planejarmosessas atividades, visto que a possibilidade de ampliação física não é algo possível. É preciso replanejarmos atividades pensando no espaço que temos, propormos mais salas com as mesmas atividades e explorarmos mais o refeitório e brinquedoteca. A equipe avalia como positiva a realização da Mostra Cultural em outubro, tempo suficiente para o desenvolvimento dos projetos e evita o desgaste dos últimos meses do ano em que todos estão mais cansados. Apontam a dificuldade que temos para armazenarmos as produções das crianças e também a necessidade de um tempo maior para organizarmos a exposição (arrumação das salas/espaços) Fica aqui uma reflexão para o próximo ano: Será que os projetos prioritariamente necessitam de grandes produções bi e tridimensionais para atingirmos os objetivos propostos no PPP? Exposições são a única forma de apresentação de nossos projetos à comunidade? Que outras linguagens podem ser envolvidas no desenvolvimento de projetos e organização da Mostra Cultural? Em 2012 será comemorado o centenário de nascimento de Luis Gonzaga. A gestão lançou como proposta, pensarmos nesse tema, visto que em homenagem ao cantor nossa BEI leva seu nome e também seria uma excelente oportunidade para pensarmos em linguagens pouco exploradas por nós! Outro ponto a nos debruçarmos em 2012 é a questão da autoria das crianças nas produções. Temos por objetivo nos desligarmos dos desenhos estereotipados, desenhos para modelo, pintar e reproduzir. Para o próximo ano os projetos prioritariamente deverão apontar para as perguntas que as crianças fazem sobre o mundo em que vivem, a forma como representam esse olhar e o respeito a seu jeito de se expressar e estar no mundo. Os professores apontam que é preciso pensar nas atividades relacionando-as com os espaços que temos na disponíveis Unidade Escolar, para que não nos frustremos com o resultado de nossos projetos. Que é preciso diminuir o uso de papéis e outros materiais e pensar em atividades interativas com famílias e alunos. IV. REFERÊNCIAS - Proposta Curricular PMSBC - Vol. I - Proposta Curricular PMSBC - Vol. II (Ed. Infantil) - Referencial Curricular Nacional (Ed. Infantil) V. ANEXOS 91
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    1. Descrição daEstrutura Física da Escola No prédio dispomos dos seguintes espaços: o 08 salas de aula (comportam 28 alunos de acordo com a legislação) o 01 sala de diretoria o 01 sala de secretaria o 02 banheiros grandes infantis para meninos e meninas o 02 banheiros sociais (masculino e feminino) o 01 sala de professores o 01 almoxarifado o 01 brinquedoteca (espaço adaptado e transformado quando necessário em palco) o 01 refeitório que comporta 02 turmas por refeição o 01 galpão anexo ao refeitório o 01 biblioteca interativa o 02 banheiros infantis próximos à biblioteca (masculino e feminino) o 01 banheiro adaptado próximo à biblioteca o 01 almoxarifado para a biblioteca interativa o 01 área de serviço o 01 cozinha e 01 despensa o 02 banheiros com chuveiro (masculino e feminino) o 01 parque com areia e brinquedos cercado por um alambrado, comportando o espaço 01 turma por vez o 02 espaços externos livres - 01 na frente e outro na lateral direita do prédio o 01 pequena área coberta anexa ao parque. o 01 casa com morador (antiga zeladoria). Embora a área construída seja aparentemente grande, temos uma enorme dificuldade quanto às áreas externas disponíveis. Isso exige de nossa parte grande flexibilidade para transformar os espaços internos comuns galpão/ palco de acordo com as necessidades previstas na rotina e outras atividades propostas no calendário escolar. 2. Materiais Pedagógicos e Equipamentos Temos adquirido equipamentos e demais bens ao longo dos anos com recursos próprios da APM e com os recursos provenientes do repasse de verba dos Convênios (de 2000 a 2008). Nos últimos dois anos, adquirimos bens permanentes que julgamos necessários com recursos próprios da APM. 92
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    Para uso diárioda escola, contamos com: - Mesas de trabalho na diretoria, secretaria e sala dos professores; - Armários de aço e revestidos de fórmica para uso na secretaria, sala dos professores, banheiros, salas de aula, almoxarifado, galpão, etc; - Computadores, impressoras e mesas para atendimento na Secretaria, na BEI e sala dos professores; - Rádio gravador CD para uso na BEI, em sala de aula e na brinquedoteca; - Televisão de 29’ com tela plana; - Microsystem para uso na BEI; - Amplificador e caixas acústicas; - Microfones; - Retroprojetor e tela; - Projetor de Slides; - Filmadora; - Câmera fotográfica digital; - Gravador de voz, - MP-3 - Filmadora; - Copiadoras para uso em atividades internas(Minolta e Kyocera); - Mimeógrafo; - Refiladoras de papel e guilhotina; - Mesas e cadeiras infantis revestidas de fórmica em todas as salas de aula; - Mesas de professora e cadeira para adulto nas salas de aula; - Mesas com 4 lugares e cadeiras infantis para as crianças nas refeições feitas no galpão; - Mesas de 3mx 0,70cm para uso no refeitório (apoio para o self-service); - Armários para meios secos e úmidos - material de artes. - Carrinhos de secagem; - Quadros murais; - Mobiliário e um excelente acervo de livros (3964 títulos), DVDs (135 unidades), CDs(137 títulos) e CD-ROM(41) na BEI; - Mobiliário da Brinquedoteca de acordo com a proposta do Programa; - Tanquinho; - Centrífuga de roupas; - Fogão industrial, geladeiras, liquidificador industrial e doméstico, processador de alimentos, batedeira doméstica, balança de cozinha, forno elétrico, forno microondas, - Parque infantil com escorregadores, teia de aranha, casa do tarzan gangorras e balanças; - Ventiladores de teto no galpão e portáteis para uso eventual em outros espaços; - Materiais para atividades de corpo e movimento: banco sueco, plinto, colchões; - Cavaletes infantis para pintura; - Aparelho de Telefone/ Fax e aparelhos telefônicos para utilização na Secretaria, Diretoria e na BEI; 93
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    - Pen-drive parauso na BEI; - Máquina de lavar tipo WAP; - Enceradeiras industriais; - Escadas de alumínio; - Filtro central de água e filtros de purificação de água no coxinho dos alunos e na cozinha; - dois ventiladores de parede na brinquedoteca - uma refresqueira 94
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