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Um Blogue no 1º ciclo, porquê e para quê?
      Introdução

       A construção de um modelo pedagógico tem sido, ao longo dos nossos últimos
anos, alvo de constantes mutações, de reflexões e de co-construções, sustentada em três
pilares motrizes da nossa acção pedagógica: na reflexão/formação na acção, no
desenvolvimento sócio-moral dos alunos e na sua plena participação na gestão do
currículo escolar. Portanto, os alunos responsabilizam-se por colaborarem com o
professor no planeamento das actividades curriculares, por se interajudarem nas
aprendizagens que decorrem de projectos de estudo, de investigação e de intervenção e
por participarem na sua avaliação: na condução da sua vida escolar.

       Este propósito assenta numa negociação cooperada dos juízos de apreciação e do
controlo dos objectivos assumidos nos planos curriculares colectivos e nos planos de
acção individuais de trabalho de aprendizagem, que servem para registo e que
monitorizam o que se pretende a cada nível de aprendizagem, visto aqui como etapas
fundamentais de aprendizagem - transferabilidade (Fénix). A organização do trabalho e o
exercício do poder partilhados transformarão os nossos alunos em pessoas implicadas e,
ao mesmo tempo, co-responsabilizam-se sobre a tarefa.

       Simultaneamente, esta experiência de socialização com os valores democráticos
suporta o sustentáculo do trabalho e do desenho curricular na turma, “entendidas como
comunidades de aprendizagem”, num envolvimento cultural (currículo) agregador e
cultivador de novos valores pedagógicos: uma audiência que ultrapassa e rompe as
fronteiras da escola. Este processo de interdependência educativa tem-se revelado como a
melhor estrutura social para aquisição de competências essenciais.

       Na aprendizagem solidária, interdependente do outro, o sucesso de um aluno
contribui para o sucesso do conjunto de todos em geral e deste em particular. A inter-ajuda
pedagógica, a pares ou em pequenos grupos para atingirem o mesmo fim, contraria a
tradição individualista e competitiva da escola, da vida e das instituições centralistas e
oligárquicas. Pressupõe que cada um, no grupo, só pode atingir o seu objectivo se cada um
estabelecer circuitos múltiplos, multiculores e multifacetados de comunicação, que
estimulem o desenvolvimento de formas variadas de representação e de construção
interactiva/activa/participada dos conhecimentos.

       Esta matriz comunicativa (postagem) radica em canais de comunicação das
aprendizagens e de fruição dos produtos culturais (desenvolvimento curricular), para que
todos consigam e possam aceder à informação. As trocas sistemáticas de argumentos e
comentários concretizam a dimensão social das aprendizagens e o sentido solidário da
construção cultural dos saberes e das competências instrumentais que os expressam (a
produção textual). As atitudes, os valores e as competências sociais e éticas que a
democracia integra (compromisso social de escola) na minha sala de aula constroem-se,
em cooperação verdadeira e racional.




      Prof. João Pedro Chanoca                                                     Página 1
O blogue; conceito e funcionalidade

       Esta postura de diálogo é o instrumento fundamental de construção de projectos
comuns e diferenciados. As mudanças estratégicas e práticas na sala de aula ainda têm um
longo caminho a percorrer, isto porque, muitas vezes, precisamos de um simples impulso,
abanão ou empurrão para avançar em direcções e alternativas um pouco mais profundas
e submersas: passar das ferramentas de comunicação unilaterais para uma aprendizagem
mais biunívoca, online, que estimule os alunos, que apoie e promova comunidades
criativas. Ser capaz de expressar as suas próprias ideias, partilhar e desenvolver um
espírito crítico na forma e no modo como se lê o mundo é uma das fontes mais
importantes da nova consciencialização e alfabetização escolar para este século XXI.

       O Blogue (a postagem”1, a edição de imagens estáticas e em movimento, os sons e o
podcasting2) proporciona-nos a produção de novos espaços de discussão sobre as
aprendizagens mais significativas do desenvolvimento curricular, do estudo do meio ao
desenvolvimento das competências linguísticas, do pensamento crítico à capacidade de
diálogo, à argumentação e à persuasão. Paralelamente, promove oportunidades únicas,
quando os alunos passam a ser geradores das suas aprendizagens, mais do que simples
consumidores, um pouco passivos e acríticos. O Blogue e todas as suas ferramentas de
auxílio3 e, muito concretamente, o podcasting4, dão aos alunos instrumentos e ferramentas
para uma nova audiência5 para as suas ideias, opiniões e produções, o que acarreta, por
sua vez, um aumento considerável nos níveis de exigência, de interesse e de motivação
para a aprendizagem.
       A edição de um blogue, visto como um novo espaço cooperativo de escrita e de
leitura colaborativa (aprendizagem), é, ao mesmo tempo, a ligação directa com a
informação. Parece-nos, pois, o espaço perfeito para introduzir os alunos no mundo
potencial de comunicação, num mundo de aprendizagem em rede e, finalmente introduzi-
los nas aprendizagens de um nova competência textual: a leitura e a escrita com novos e
inéditos objectivos.
        • Mas, como podemos preparar as nossas salas de aula, muitas vezes antagónicas
em termos de espaço físico, num espaço capaz de se tornar num sítio de aprendizagem
reflectida e com a forte possibilidade de auto-sustentar estes processos?
       • Quais são as expectativas de que precisámos para que analisemos o aceitável e o
inaceitável em termos de conteúdos a colocar ao serviço dessa aprendizagem?




1
   “Blogar”, do inglês Blogging, criar, alimentar e cuidar de um blogue.
2
  Ver em http://estatudopertodenos.blogspot.com/2011/04/o-nosso-album.html
3
  Idem.
4
   Para nós este termo idealiza o nosso conceito de Audiolivro.
5
  Uma nova audiência, por oposição à tradicional audiência escolar: os colegas e professor.
        Prof. João Pedro Chanoca                                                              Página 2
De facto, este texto servirá para conceptualizar6 algumas ideias-guia que
prevaleceram na construção e estruturação de um blogue na minha turma, tendo como
base de trabalho os seguintes parâmetros:
        A - Introduzir os alunos num novo mundo novo: Blogue
                a) Esquema e plano de acção:
                         a. Introdução
                         b. Plano de Segurança
                         c. Compromisso da turma
                         d. Escrita relevante: o que devemos/podemos colocar e divulgar no
                            nosso blogue.
        B - Criação de um blogue: mas como e para quê?
                a) Logística da formatação/construção dos posts7
                b) Diferença entre uma audiência mundial8 e a “tradicional e hermética”
                   escrita e leitura em sala de aula
                c) Como criar uma comunidade de partilha sobre as nossas aprendizagens
                   através do blogue da turma?
                d) Avaliação e autoavaliação do aluno sobre o trabalho produzido.
       Assim, a ponderação sobre cada um destes temas e o seu planeamento diário levar-
nos-á a uma reflexão sobre as acções futuras: reflexão sobre a acção e na acção.


                A – Esquema de planificação: Plano de acção?
      1º. Saber, antecipadamente, que criar um Blogue é mais do que criar
colaborativamente, um espaço estático e fechado com os alunos.
       • Fomentar a solidariedade e o compromisso educativo com a criação de uma
aprendizagem em comunidade, que permite aos alunos documentar e divulgar o seu
trabalho e as suas actividades em tempo real e, globalmente apresentar e desenvolver um
diálogo argumentativo com os seus colegas; colaborar nesses processos de aprendizagem
colaborativa (ouvir e ser ouvido), permitindo ainda, uma reflexão permanente sobre os
seus trabalhos e sobre a sua aprendizagem imediata e, paralelamente, a conexão
dialogante das suas ideias aos pensamentos críticos dos outros.




6
  Ajudar outros a encontrarem um caminho.
7
  Post, postagem, texto ou mensagem relevante a ser colocada no blogue.
8
  Intercâmbio de experiências com outras escolas no planeta: EUA, Grécia, Argentina, Canadá, Brasil, Holanda…

        Prof. João Pedro Chanoca                                                                     Página 3
Leitura e escrita “tradicional” e unívoca        Escrita e leitura de um post

                  Comunicação unívoca                              Diálogo biunívoco
                  Um único estilo de leitura                       Colaboração
                  As decisões estão no professor e este decide
                                                                   Reflexão
          que informação a repassar
                 Os    alunos       estão      desligados     da
                                                                   Conexão
          aprendizagem
                  Os alunos não estão envolvidos nas tarefas       Criação
                 Os alunos não estão               ligados    às
                                                                   A nossa aprendizagem
          aprendizagens dos colegas da turma
                                                                   Aprendizagem colaborativa
                  Aprendizagem individual
                                                                   Inter-ajuda pedagógica



        Pensamos que o post no 1º ciclo apresenta-se como um grandioso recurso de
aprendizagem, sendo assim, o nosso plano de acção para a acção em sala de aula está
dividido em cinco partes interactuantes, com o objectivo de apresentar aos alunos uma
ideia clara e operativa do que pretendemos. Assim temos:
      1º - Conhecimentos prévios: o que sabem acerca de blogues e da Net?
                         Entender quais os fundamentos básicos de um blogue: para que
                          servem e como utilizá-los?
                         Conceito de Blogue como instrumento de leitura e escrita
                          colaborativa;
             a) Segurança da Internet;
                           Preservação das suas identidades.
             b) Bullying e ciberbullyng;
                           Comportamento responsável e as orientações para esse
                            comportamento;
             c) Processos de (re)escrita e de (re)leitura, o antes e o pós-
                comentário/leitura/escrita;
             d) Processo de escrita (escrita, reescrita e edição) de um post (produção
                textual).




      Prof. João Pedro Chanoca                                                                    Página 4
Neste sentido, surgem-nos quatro                         etapas       a    ter     em      conta      na
estruturação/composição de um blogue:




        B - Introdução do plano de aula para o início da estruturação de um blogue




      1. Proporcionar aos alunos a exploração das ideias que têm acerca da noção de
Blogue, o que significa e para que serve um Blogue de turma, de escola…?;
      2. Desenvolver a sua própria lista de coisas que os alunos conhecem acerca dos
blogues e de escrita, dos post, que tipos de post vemos com mais frequência…?;
      3. Orientar os alunos para o entendimento do que é editar, criar e alimentar um
Blogue:
                               leitura e escrita: produção textual;
                               uma conversação: reflexão do que se pretende com o texto,
                                imagens e ligações (hiperligações e demais ferramentas9);




        9
          Construir com os alunos uma “caixa de ferramentas” a utilizar, entre as quais teremos, edição, media e
áudio-video, PhotoStory, Vuvox, Audacity, entre muitas outras… Ver o meu ppt: 20 ferramentas para um post .

        Prof. João Pedro Chanoca                                                                       Página 5
 a comunicação com uma audiência maior, o fazer parte das
                           redes globais: intercâmbio global com outras escolas à volta
                           do Mundo;
                          que assuntos deve abordar o nosso blogue?
                          construir um portfólio (caminho) de aprendizagens, de
                           trabalho, de pensamentos, de sentimentos, da sua vida
                           escolar…
      4. Conhecer e perceber exemplos de Blogue escolares. Divisão da turma em grupos
para explorar diversas ligações, por nós diagnosticadas: guião de exploração de blogues,
mas com uma atenção especial a:
      • Saber para que anos são ou foram construídos os blogues?
      • A sua escrita:
           Que temas são discutidos nesses blogues e como o são apresentados?
           Que tipos de texto apresentam: guiões de exploração utilizados?
      • Comentários:
         Como fazem os comentários e se estes têm algo a ver com os post?
           Os alunos têm a seu cargo o próprio blogue ou este é gerido só pelo
            professor e feito por adultos para adultos?
         Os alunos podem colocar os seus textos ou são filtrados, sem actividade
          recíproca, pelos professores? Podem colocar comentários?
      • Segurança online: os alunos usão os seus nomes verdadeiros? Que outras
informações pessoais nos dão esses blogues?
      • Que tipo de ligações existem nesses Blogues?
         Se são ligações comerciais?
         Outro objectivo não previsto…


      C – Plano de Segurança




      O Mundo online dá-nos a oportunidade de aceder democrática e solidariamente a
informações nunca antes partilhadas, a comunicar com os outros, a entreter-nos, a ligar-
nos com pessoas de outros países e culturas, com outras escolas, por isso o nosso título:
Está tudo Perto de Nós.
      Prof. João Pedro Chanoca                                                   Página 6
Quando nos ligamos com estes sítios, temos sempre que desempenhar um papel
inteligente, pré e pró-activo para nos mantermos e precavermos contra ataques
maliciosos.
      Eis algumas orientações trabalhadas (a trabalhar) com os alunos:
      1. Nunca publicar as seguintes informações:
          O nosso endereço verdadeiro
          Sobrenome e moradas dos autores
          Senhas e endereços, e-mail pessoal…
          Número de telefone particular
          Descrição física detalhada
          Localização detalhada da nossa localização, onde pode ser encontrado,
           determinados dias, sítios e horas
          Fotografias de si
      E,
            Pensar e reflectir com os colegas antes de colocar algo na Net: tornar claro
             que o que está escrito é adequado para colocar online.
            Ser cauteloso sobre as mensagens de correio electrónico que nos enviam
             sobre qualquer assunto ou pessoa, nunca dar informações pessoais e nunca
             organizar ou aceitar reuniões secretas. Dialogar com o professor e pais
             imediatamente, sempre que este tipo de situações ocorra.
            Ter em atenção que o trabalho que fazemos na Net nunca é privado.
            Nunca dizer ou escrever qualquer coisa via correio electrónico, chats,
             blogues, ou wikis que não foi discutido na escola, com os colegas e
             professor.
            Garantir que o nosso trabalho nos orgulha e que foi antes partilhado com os
             nossos colegas e professor.
            As maiúsculas são consideradas “GRITOS”.
              Nunca utilizar o computador para prejudicar outros ou utilizar os
               comentários para praguejar.
      Já acerca da Identidade Online, pessoal e colectiva:
              O que queremos que se saiba acerca da nossa escola? O que se pode colocar
               online e o que não se pode colocar?
              Deveremos criar uma identidade específica? Avatares, alcunhas ou
               nicknames?


      D - Pensar e reflectir antes de colocar algo, texto, imagem, filme ou outro trabalho
no nosso Blogue
      Prof. João Pedro Chanoca                                                    Página 7
Para decidirmos se algo que vamos colocar Blogue é um bom trabalho, honesto e
integro, devemos pensar e reflectir com a turma, em que é que este trabalho pode
acrescentar ou ilustrar algo sobre a nossa turma, escola ou comunidade. Construir uma
“consciência virtual”, isto é, ler e comentar em grande grupo algo antes de o colocar no
blogue.


      E - Bullying Online:
           Falar e identificar três papéis desempenhados no bullying:
                A vítima
                O agressor
                O espectador
           Construir uma consciência de como o cyberbullying pode afectar-nos
           Manter sempre presente que atrás de cada utilizador online, avatar ou
            identidade virtual poderá estar uma pessoa real com sentimentos
            (maliciosos ou não).
           Discutir com os alunos como reconhecer e evitar cyberbullying.
           Ensinar e reflectir sobre o que fazer, caso assistamos a cyberbullying
                  •   Abandonar imediatamente a rede ou actividade onde está a
                      acontecer o Bullying
                  •   Bloquear os e-mails ou as mensagens instantâneas recebidas dos
                      autores de bullying e nunca responder.
                  •   Registar todas as mensagens e enviá-las ao nosso fornecedor de
                      Internet. A maioria de prestadores destes serviços tem políticas
                      sobre os utilizadores maliciosos.
                  •   Dialogar com pessoas confiáveis, professor, pais e familiares e alertar
                      a polícia quando o bullying envolve ameaças à integridade física.
           Mais actividades que podemos desenvolver:
                  •   Deixar que os alunos decidam sobre a sua identidade virtual
                  •   Os alunos deverão criar, ilustrar, ou ter uma imagem que os
                      identifique e nunca uma foto.
                  •   Criar uma lista das keywords dos nossos alunos e nessa lista englobar
                      o que significa estar seguro online.


      F – Plano de aula – Compromissos entre a turma
      1º Diferença entre o compromisso social e o compromisso escolar
       Este tipo de Blogue, que potencializamos, promove uma espécie de sala de aula
virtual de trabalhos comunitários com uma influência positiva e directa na aprendizagem

      Prof. João Pedro Chanoca                                                       Página 8
dos alunos. Enquanto esperamos que o conteúdo de um texto, comentário ou reflexão seja
ou não significativo para essa aprendizagem, há ainda outra dimensão de compromisso.
Os alunos devem estar conscientes e saber que os compromissos assumidos na sala de
aula transpõem os muros da escola através do nosso blogue e deverão estar sempre
presentes nessa construção. Isto quer dizer que os compromissos escolares são sempre
cumpridos.
       Mas este tipo de compromisso precisa de ser discutido, praticado e revisto a toda a
hora. Paralelamente, é importante deixar que os alunos saibam quais são as suas
expectativas e capacidades sobre os seus conhecimentos explícitos, das regras de escrita e
como se deve escrever. É preciso comunicar claramente quais são as nossas expectativas
para com os alunos e destes com eles mesmos.
      Poderemos elencar da seguinte forma o início de qualquer reflexão:
                  •   Este fez-me pensar...
                  •   Pergunto-me por que razão...•
                  •   A tua escrita permite-me ter uma opinião sobre...
                  •   O presente post é relevante porque...
                  •   A tua escrita fez com que eu investigasse mais esse assunto...
                  •   Quem me dera…
                  •   Compreendemos...
                  •   Isso é importante porque...
                  •   Outra coisa a considerar é…
                  •   Descobri que ...


      F- A escrita colaborativa e reflexiva


             Estamos finalmente preparados para a escrita de textos com os nossos
      alunos.
      Até agora estivemos a pensar na preparação dos alunos para:
                  •   explorar outros blogues
                  •   falar em segurança online e no cyberbullying
                  •   perceber a diferença entre os compromissos entre a aprendizagem
                      escolar e a social
       Como compromisso, falar com os alunos sobre a diferença entre a escrita social e a
escolar. Um Blogue educativo não é, por princípio, uma ferramenta de socialização, mas
sim de inter-ajuda pedagógica entre os alunos e o professor e aposta no crescimento dos
nossos alunos enquanto pessoas. O trabalho dos professores sustentará o foco do trabalho
com blogues num enfoque colaborativo, ajudando os alunos a construir um pensamento


      Prof. João Pedro Chanoca                                                         Página 9
critico e a suscitar dúvidas e questões que possam promover uma aprendizagem
significante e construtiva.
       Estes serão, quanto a mim, os principais pontos de trabalho para o início de
trabalho num blogue:
         1. Dar a cada aluno um espaço virtual onde este regista o trabalho que se pretende
fazer.
      2. Cada aluno escolherá uma alcunha e escreverá uma nota. Todos os alunos irão
escrever o mesmo e colocá-los-ão num local visível de todos.
       3. Dar início ao trabalho de postagem, com o tema o escolhido por eles, dentro dos
temas que estamos a tratar na escola ou do seu interesse e pedir-lhes que incluam uma
ilustração, para posterior reflexão com os colegas.
         4. Dar tempo para que os alunos leiam as produções de cada um.
       5. Recordar e manter os compromissos assumidos com a turma e pedir que
utilizem uma outra cor que identifique os comentários (orais ou escritos) para responder
aos post de algum colega. A referida observação será sempre assinada com a sua alcunha.
         6. Repetir os passos 3 a 5 com o tempo necessário.
       7. Ler com a turma os comentários que fizemos aos diversos trabalhos, discutir e
rever os textos e registar os comentários mais referenciados. Discutir quais os textos que
receberam mais comentários por parte da turma.
         8. Recordar aos alunos que o professor modera os trabalhos e os comentários.


         Então é chegada a hora de passar de papel e lápis para o Blogue.
       Mostrar toda a logística de formatação de um Blogue. Dialogar sobre o título, o tipo
de texto, as várias secções, o como inserir links, fotos e filmes. Criar um portfólio (caixa de
ferramentas) de aplicações que nos permitam colocar online as nossas produções e
estamos prontos para avançar para a sua projecção no papel.
       O escrever os nossos textos para os colocar online passa a abrir um novo mundo
para a turma. Muito provavelmente será a primeira vez que os leitores dos nossos (e
deles) trabalhos irá ser alguém diferente do que é habitualmente: o professor e,
possivelmente, os pais. Assim, temos que entender este novo manancial de potenciais
leitores, uma audiência mundial, poderão ter efeitos positivos nos nossos trabalhos.
       Mas de que forma é que estas produções poderão fazer a ponte entre o currículo e
o trabalho do blogue?
       O trabalho do blogue, as produções que fazemos, ligará cada sujeito com as suas
aprendizagens. Os textos criados poderão falar de qualquer tema, ou tópico, ou conteúdo
estudado. A diversão começa quando os nossos alunos unem aquilo que nas salas de aula
aprendem, sobre a escrita, o que é obviamente a envolvência de qualquer conteúdo, com o
que o necessitam apreender em termos sociais: uma possível leitura do mundo.
         Perguntamos, que tipo de escrita queremos que os nossos os alunos pratiquem?

         Prof. João Pedro Chanoca                                                     Página 10
•   Persuasiva
                      •   Descritiva
                      •   Expositora
                      •   Poética
                      •   Investigação
                      •   Narrativa
                      •   Hypertexto…
       Aqui estão alguns pontos e orientações para quando se desenvolve a nossa própria
aula de escrita colaborativa.
                  o garantir que o seu trabalho é o melhor que pode ser;
                  o   pensar antes de se colocar o post: o que está escrito é adequado para
                      colocar online?;
                  o   dizer sempre a verdade no seu post;
                  o exprimir os assuntos de acordo com as reflexões da turma,
                  o tentar a ligação com outras ideias ou recursos, com outras questões e
                    tentar chegar a mais explicações e aumentar seu conteúdo e
                    vocabulário;
                  o é, no fundo, a sua pós-aprendizagem;
                  o tornar a sua escrita fisicamente aliciante. Acrescentando uma
                    imagem, utilizar as marcas textuais e uma articulação de modo
                    apropriado;
                  o citar as fontes e obras que vamos utilizar. Nunca utilizar o plágio ou
                    plagiar conteúdos da Internet;
                  o   partilhar os seus conhecimentos com os colegas, transmitir algo
                      novo que descobriu para que os colegas possam beneficiar desses
                      novos conhecimentos,
                  o cuidadosamente, rever e reescrever colaborativamente os trabalhos
                    antes de os colocar online e usar e potenciar as aprendizagens
                    gramaticais.
E acima de tudo, quando pretendemos produzir um trabalho devemos:
      1. Estruturar a escrita, organizá-la e direccioná-la para os objectivos do trabalho.
      2. Apresentar um esquema detalhado das suas ideias: storytelling.
       3. Utilizar um discurso simples e objectivo para que a sua escrita (e posterior
leitura) seja interessante.
      4. Utilizar um bom nível vocabular.
      5. Editar a pontuação e a gramática.


      Prof. João Pedro Chanoca                                                      Página 11
Começar e criar um Blogue.
      Quando queremos alojar um blogue, poderemos optar por diferentes locais. As
opções mais populares são o EndNot, o WordPress e o Blogger.
        No nosso caso optamos pelo Blogger, por nos parecer mais prático e simples.
Poderemos especificar os passos: se pretender criar novos utilizadores com opção de
edição clique sobre Os utilizadores e “Acrescentar novo Utilizador”. Indique um nome de
utilizador para cada novo utilizador. Lembrar que o nome de utilizador é visível no Blogue
quando a postagem é realizada. Não é preciso incluir o primeiro ou último nome, nem o
endereço.
       Construa um e-mail de escola para cada um dos seus alunos (atenção ao que
referimos anteriormente): pois com o Gmail, um professor pode ter 30 contas e-mail e
serão todos entregues no seu e-mail. Portanto, se a sua conta é professor@gmail.com, tudo
o que precisa de fazer é acrescentar uma “alcunha do aluno” antes do símbolo @, para
fazer uma ligação conta. Por isso, o e-mail enviado ao professor irá parar directamente a
“alcunha do aluno” @gmail.com para professor@gmail.com. Colocar uma senha de cada
vez. Existem diferentes papéis que podem ser atribuídos a cada utilizador:
      • Administrador - alguém que tenha acesso a todas as características da
administração
      • Editor - alguém que pode publicar um post, gerir o blogue, bem como conseguir
postar…
       • Autor - alguém que pode publicar e só gerir os seus próprios post.
       • Colaborador - alguém que pode escrever e gerir os seus post, mas não publicar
post
       • Assinante - alguém que pode ler comentários/comentário/receber notícias
       Para a criação do nosso Blogue, as funções referidas deverão ser atribuídas e o
professor deverá ser sempre o administrador do Blogue. Cada aluno irá receber o seu
próprio nome de utilizador e terá o papel de colaborador. Como contribuintes, os alunos
poderão colocar os seus post, mas não têm autoridade para moderar e gerir o blogue.
Logo que o seu posto esteja colocado, é apresentado ao administrador para que seja
efectuada a sua revisão final. O administrador ou editor vai ter de aprovar a publicação
antes da sua publicação online…




       Prof. João Pedro Chanoca                                                  Página 12

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Porquê blogar - Um Blogue no 1º ciclo, porquê e para quê?

  • 1. Um Blogue no 1º ciclo, porquê e para quê? Introdução A construção de um modelo pedagógico tem sido, ao longo dos nossos últimos anos, alvo de constantes mutações, de reflexões e de co-construções, sustentada em três pilares motrizes da nossa acção pedagógica: na reflexão/formação na acção, no desenvolvimento sócio-moral dos alunos e na sua plena participação na gestão do currículo escolar. Portanto, os alunos responsabilizam-se por colaborarem com o professor no planeamento das actividades curriculares, por se interajudarem nas aprendizagens que decorrem de projectos de estudo, de investigação e de intervenção e por participarem na sua avaliação: na condução da sua vida escolar. Este propósito assenta numa negociação cooperada dos juízos de apreciação e do controlo dos objectivos assumidos nos planos curriculares colectivos e nos planos de acção individuais de trabalho de aprendizagem, que servem para registo e que monitorizam o que se pretende a cada nível de aprendizagem, visto aqui como etapas fundamentais de aprendizagem - transferabilidade (Fénix). A organização do trabalho e o exercício do poder partilhados transformarão os nossos alunos em pessoas implicadas e, ao mesmo tempo, co-responsabilizam-se sobre a tarefa. Simultaneamente, esta experiência de socialização com os valores democráticos suporta o sustentáculo do trabalho e do desenho curricular na turma, “entendidas como comunidades de aprendizagem”, num envolvimento cultural (currículo) agregador e cultivador de novos valores pedagógicos: uma audiência que ultrapassa e rompe as fronteiras da escola. Este processo de interdependência educativa tem-se revelado como a melhor estrutura social para aquisição de competências essenciais. Na aprendizagem solidária, interdependente do outro, o sucesso de um aluno contribui para o sucesso do conjunto de todos em geral e deste em particular. A inter-ajuda pedagógica, a pares ou em pequenos grupos para atingirem o mesmo fim, contraria a tradição individualista e competitiva da escola, da vida e das instituições centralistas e oligárquicas. Pressupõe que cada um, no grupo, só pode atingir o seu objectivo se cada um estabelecer circuitos múltiplos, multiculores e multifacetados de comunicação, que estimulem o desenvolvimento de formas variadas de representação e de construção interactiva/activa/participada dos conhecimentos. Esta matriz comunicativa (postagem) radica em canais de comunicação das aprendizagens e de fruição dos produtos culturais (desenvolvimento curricular), para que todos consigam e possam aceder à informação. As trocas sistemáticas de argumentos e comentários concretizam a dimensão social das aprendizagens e o sentido solidário da construção cultural dos saberes e das competências instrumentais que os expressam (a produção textual). As atitudes, os valores e as competências sociais e éticas que a democracia integra (compromisso social de escola) na minha sala de aula constroem-se, em cooperação verdadeira e racional. Prof. João Pedro Chanoca Página 1
  • 2. O blogue; conceito e funcionalidade Esta postura de diálogo é o instrumento fundamental de construção de projectos comuns e diferenciados. As mudanças estratégicas e práticas na sala de aula ainda têm um longo caminho a percorrer, isto porque, muitas vezes, precisamos de um simples impulso, abanão ou empurrão para avançar em direcções e alternativas um pouco mais profundas e submersas: passar das ferramentas de comunicação unilaterais para uma aprendizagem mais biunívoca, online, que estimule os alunos, que apoie e promova comunidades criativas. Ser capaz de expressar as suas próprias ideias, partilhar e desenvolver um espírito crítico na forma e no modo como se lê o mundo é uma das fontes mais importantes da nova consciencialização e alfabetização escolar para este século XXI. O Blogue (a postagem”1, a edição de imagens estáticas e em movimento, os sons e o podcasting2) proporciona-nos a produção de novos espaços de discussão sobre as aprendizagens mais significativas do desenvolvimento curricular, do estudo do meio ao desenvolvimento das competências linguísticas, do pensamento crítico à capacidade de diálogo, à argumentação e à persuasão. Paralelamente, promove oportunidades únicas, quando os alunos passam a ser geradores das suas aprendizagens, mais do que simples consumidores, um pouco passivos e acríticos. O Blogue e todas as suas ferramentas de auxílio3 e, muito concretamente, o podcasting4, dão aos alunos instrumentos e ferramentas para uma nova audiência5 para as suas ideias, opiniões e produções, o que acarreta, por sua vez, um aumento considerável nos níveis de exigência, de interesse e de motivação para a aprendizagem. A edição de um blogue, visto como um novo espaço cooperativo de escrita e de leitura colaborativa (aprendizagem), é, ao mesmo tempo, a ligação directa com a informação. Parece-nos, pois, o espaço perfeito para introduzir os alunos no mundo potencial de comunicação, num mundo de aprendizagem em rede e, finalmente introduzi- los nas aprendizagens de um nova competência textual: a leitura e a escrita com novos e inéditos objectivos. • Mas, como podemos preparar as nossas salas de aula, muitas vezes antagónicas em termos de espaço físico, num espaço capaz de se tornar num sítio de aprendizagem reflectida e com a forte possibilidade de auto-sustentar estes processos? • Quais são as expectativas de que precisámos para que analisemos o aceitável e o inaceitável em termos de conteúdos a colocar ao serviço dessa aprendizagem? 1 “Blogar”, do inglês Blogging, criar, alimentar e cuidar de um blogue. 2 Ver em http://estatudopertodenos.blogspot.com/2011/04/o-nosso-album.html 3 Idem. 4 Para nós este termo idealiza o nosso conceito de Audiolivro. 5 Uma nova audiência, por oposição à tradicional audiência escolar: os colegas e professor. Prof. João Pedro Chanoca Página 2
  • 3. De facto, este texto servirá para conceptualizar6 algumas ideias-guia que prevaleceram na construção e estruturação de um blogue na minha turma, tendo como base de trabalho os seguintes parâmetros: A - Introduzir os alunos num novo mundo novo: Blogue a) Esquema e plano de acção: a. Introdução b. Plano de Segurança c. Compromisso da turma d. Escrita relevante: o que devemos/podemos colocar e divulgar no nosso blogue. B - Criação de um blogue: mas como e para quê? a) Logística da formatação/construção dos posts7 b) Diferença entre uma audiência mundial8 e a “tradicional e hermética” escrita e leitura em sala de aula c) Como criar uma comunidade de partilha sobre as nossas aprendizagens através do blogue da turma? d) Avaliação e autoavaliação do aluno sobre o trabalho produzido. Assim, a ponderação sobre cada um destes temas e o seu planeamento diário levar- nos-á a uma reflexão sobre as acções futuras: reflexão sobre a acção e na acção. A – Esquema de planificação: Plano de acção? 1º. Saber, antecipadamente, que criar um Blogue é mais do que criar colaborativamente, um espaço estático e fechado com os alunos. • Fomentar a solidariedade e o compromisso educativo com a criação de uma aprendizagem em comunidade, que permite aos alunos documentar e divulgar o seu trabalho e as suas actividades em tempo real e, globalmente apresentar e desenvolver um diálogo argumentativo com os seus colegas; colaborar nesses processos de aprendizagem colaborativa (ouvir e ser ouvido), permitindo ainda, uma reflexão permanente sobre os seus trabalhos e sobre a sua aprendizagem imediata e, paralelamente, a conexão dialogante das suas ideias aos pensamentos críticos dos outros. 6 Ajudar outros a encontrarem um caminho. 7 Post, postagem, texto ou mensagem relevante a ser colocada no blogue. 8 Intercâmbio de experiências com outras escolas no planeta: EUA, Grécia, Argentina, Canadá, Brasil, Holanda… Prof. João Pedro Chanoca Página 3
  • 4. Leitura e escrita “tradicional” e unívoca Escrita e leitura de um post Comunicação unívoca Diálogo biunívoco Um único estilo de leitura Colaboração As decisões estão no professor e este decide Reflexão que informação a repassar Os alunos estão desligados da Conexão aprendizagem Os alunos não estão envolvidos nas tarefas Criação Os alunos não estão ligados às A nossa aprendizagem aprendizagens dos colegas da turma Aprendizagem colaborativa Aprendizagem individual Inter-ajuda pedagógica Pensamos que o post no 1º ciclo apresenta-se como um grandioso recurso de aprendizagem, sendo assim, o nosso plano de acção para a acção em sala de aula está dividido em cinco partes interactuantes, com o objectivo de apresentar aos alunos uma ideia clara e operativa do que pretendemos. Assim temos: 1º - Conhecimentos prévios: o que sabem acerca de blogues e da Net?  Entender quais os fundamentos básicos de um blogue: para que servem e como utilizá-los?  Conceito de Blogue como instrumento de leitura e escrita colaborativa; a) Segurança da Internet;  Preservação das suas identidades. b) Bullying e ciberbullyng;  Comportamento responsável e as orientações para esse comportamento; c) Processos de (re)escrita e de (re)leitura, o antes e o pós- comentário/leitura/escrita; d) Processo de escrita (escrita, reescrita e edição) de um post (produção textual). Prof. João Pedro Chanoca Página 4
  • 5. Neste sentido, surgem-nos quatro etapas a ter em conta na estruturação/composição de um blogue: B - Introdução do plano de aula para o início da estruturação de um blogue 1. Proporcionar aos alunos a exploração das ideias que têm acerca da noção de Blogue, o que significa e para que serve um Blogue de turma, de escola…?; 2. Desenvolver a sua própria lista de coisas que os alunos conhecem acerca dos blogues e de escrita, dos post, que tipos de post vemos com mais frequência…?; 3. Orientar os alunos para o entendimento do que é editar, criar e alimentar um Blogue:  leitura e escrita: produção textual;  uma conversação: reflexão do que se pretende com o texto, imagens e ligações (hiperligações e demais ferramentas9); 9 Construir com os alunos uma “caixa de ferramentas” a utilizar, entre as quais teremos, edição, media e áudio-video, PhotoStory, Vuvox, Audacity, entre muitas outras… Ver o meu ppt: 20 ferramentas para um post . Prof. João Pedro Chanoca Página 5
  • 6.  a comunicação com uma audiência maior, o fazer parte das redes globais: intercâmbio global com outras escolas à volta do Mundo;  que assuntos deve abordar o nosso blogue?  construir um portfólio (caminho) de aprendizagens, de trabalho, de pensamentos, de sentimentos, da sua vida escolar… 4. Conhecer e perceber exemplos de Blogue escolares. Divisão da turma em grupos para explorar diversas ligações, por nós diagnosticadas: guião de exploração de blogues, mas com uma atenção especial a: • Saber para que anos são ou foram construídos os blogues? • A sua escrita:  Que temas são discutidos nesses blogues e como o são apresentados?  Que tipos de texto apresentam: guiões de exploração utilizados? • Comentários:  Como fazem os comentários e se estes têm algo a ver com os post?  Os alunos têm a seu cargo o próprio blogue ou este é gerido só pelo professor e feito por adultos para adultos?  Os alunos podem colocar os seus textos ou são filtrados, sem actividade recíproca, pelos professores? Podem colocar comentários? • Segurança online: os alunos usão os seus nomes verdadeiros? Que outras informações pessoais nos dão esses blogues? • Que tipo de ligações existem nesses Blogues?  Se são ligações comerciais?  Outro objectivo não previsto… C – Plano de Segurança O Mundo online dá-nos a oportunidade de aceder democrática e solidariamente a informações nunca antes partilhadas, a comunicar com os outros, a entreter-nos, a ligar- nos com pessoas de outros países e culturas, com outras escolas, por isso o nosso título: Está tudo Perto de Nós. Prof. João Pedro Chanoca Página 6
  • 7. Quando nos ligamos com estes sítios, temos sempre que desempenhar um papel inteligente, pré e pró-activo para nos mantermos e precavermos contra ataques maliciosos. Eis algumas orientações trabalhadas (a trabalhar) com os alunos: 1. Nunca publicar as seguintes informações:  O nosso endereço verdadeiro  Sobrenome e moradas dos autores  Senhas e endereços, e-mail pessoal…  Número de telefone particular  Descrição física detalhada  Localização detalhada da nossa localização, onde pode ser encontrado, determinados dias, sítios e horas  Fotografias de si E,  Pensar e reflectir com os colegas antes de colocar algo na Net: tornar claro que o que está escrito é adequado para colocar online.  Ser cauteloso sobre as mensagens de correio electrónico que nos enviam sobre qualquer assunto ou pessoa, nunca dar informações pessoais e nunca organizar ou aceitar reuniões secretas. Dialogar com o professor e pais imediatamente, sempre que este tipo de situações ocorra.  Ter em atenção que o trabalho que fazemos na Net nunca é privado.  Nunca dizer ou escrever qualquer coisa via correio electrónico, chats, blogues, ou wikis que não foi discutido na escola, com os colegas e professor.  Garantir que o nosso trabalho nos orgulha e que foi antes partilhado com os nossos colegas e professor.  As maiúsculas são consideradas “GRITOS”.  Nunca utilizar o computador para prejudicar outros ou utilizar os comentários para praguejar. Já acerca da Identidade Online, pessoal e colectiva:  O que queremos que se saiba acerca da nossa escola? O que se pode colocar online e o que não se pode colocar?  Deveremos criar uma identidade específica? Avatares, alcunhas ou nicknames? D - Pensar e reflectir antes de colocar algo, texto, imagem, filme ou outro trabalho no nosso Blogue Prof. João Pedro Chanoca Página 7
  • 8. Para decidirmos se algo que vamos colocar Blogue é um bom trabalho, honesto e integro, devemos pensar e reflectir com a turma, em que é que este trabalho pode acrescentar ou ilustrar algo sobre a nossa turma, escola ou comunidade. Construir uma “consciência virtual”, isto é, ler e comentar em grande grupo algo antes de o colocar no blogue. E - Bullying Online:  Falar e identificar três papéis desempenhados no bullying:  A vítima  O agressor  O espectador  Construir uma consciência de como o cyberbullying pode afectar-nos  Manter sempre presente que atrás de cada utilizador online, avatar ou identidade virtual poderá estar uma pessoa real com sentimentos (maliciosos ou não).  Discutir com os alunos como reconhecer e evitar cyberbullying.  Ensinar e reflectir sobre o que fazer, caso assistamos a cyberbullying • Abandonar imediatamente a rede ou actividade onde está a acontecer o Bullying • Bloquear os e-mails ou as mensagens instantâneas recebidas dos autores de bullying e nunca responder. • Registar todas as mensagens e enviá-las ao nosso fornecedor de Internet. A maioria de prestadores destes serviços tem políticas sobre os utilizadores maliciosos. • Dialogar com pessoas confiáveis, professor, pais e familiares e alertar a polícia quando o bullying envolve ameaças à integridade física.  Mais actividades que podemos desenvolver: • Deixar que os alunos decidam sobre a sua identidade virtual • Os alunos deverão criar, ilustrar, ou ter uma imagem que os identifique e nunca uma foto. • Criar uma lista das keywords dos nossos alunos e nessa lista englobar o que significa estar seguro online. F – Plano de aula – Compromissos entre a turma 1º Diferença entre o compromisso social e o compromisso escolar Este tipo de Blogue, que potencializamos, promove uma espécie de sala de aula virtual de trabalhos comunitários com uma influência positiva e directa na aprendizagem Prof. João Pedro Chanoca Página 8
  • 9. dos alunos. Enquanto esperamos que o conteúdo de um texto, comentário ou reflexão seja ou não significativo para essa aprendizagem, há ainda outra dimensão de compromisso. Os alunos devem estar conscientes e saber que os compromissos assumidos na sala de aula transpõem os muros da escola através do nosso blogue e deverão estar sempre presentes nessa construção. Isto quer dizer que os compromissos escolares são sempre cumpridos. Mas este tipo de compromisso precisa de ser discutido, praticado e revisto a toda a hora. Paralelamente, é importante deixar que os alunos saibam quais são as suas expectativas e capacidades sobre os seus conhecimentos explícitos, das regras de escrita e como se deve escrever. É preciso comunicar claramente quais são as nossas expectativas para com os alunos e destes com eles mesmos. Poderemos elencar da seguinte forma o início de qualquer reflexão: • Este fez-me pensar... • Pergunto-me por que razão...• • A tua escrita permite-me ter uma opinião sobre... • O presente post é relevante porque... • A tua escrita fez com que eu investigasse mais esse assunto... • Quem me dera… • Compreendemos... • Isso é importante porque... • Outra coisa a considerar é… • Descobri que ... F- A escrita colaborativa e reflexiva Estamos finalmente preparados para a escrita de textos com os nossos alunos. Até agora estivemos a pensar na preparação dos alunos para: • explorar outros blogues • falar em segurança online e no cyberbullying • perceber a diferença entre os compromissos entre a aprendizagem escolar e a social Como compromisso, falar com os alunos sobre a diferença entre a escrita social e a escolar. Um Blogue educativo não é, por princípio, uma ferramenta de socialização, mas sim de inter-ajuda pedagógica entre os alunos e o professor e aposta no crescimento dos nossos alunos enquanto pessoas. O trabalho dos professores sustentará o foco do trabalho com blogues num enfoque colaborativo, ajudando os alunos a construir um pensamento Prof. João Pedro Chanoca Página 9
  • 10. critico e a suscitar dúvidas e questões que possam promover uma aprendizagem significante e construtiva. Estes serão, quanto a mim, os principais pontos de trabalho para o início de trabalho num blogue: 1. Dar a cada aluno um espaço virtual onde este regista o trabalho que se pretende fazer. 2. Cada aluno escolherá uma alcunha e escreverá uma nota. Todos os alunos irão escrever o mesmo e colocá-los-ão num local visível de todos. 3. Dar início ao trabalho de postagem, com o tema o escolhido por eles, dentro dos temas que estamos a tratar na escola ou do seu interesse e pedir-lhes que incluam uma ilustração, para posterior reflexão com os colegas. 4. Dar tempo para que os alunos leiam as produções de cada um. 5. Recordar e manter os compromissos assumidos com a turma e pedir que utilizem uma outra cor que identifique os comentários (orais ou escritos) para responder aos post de algum colega. A referida observação será sempre assinada com a sua alcunha. 6. Repetir os passos 3 a 5 com o tempo necessário. 7. Ler com a turma os comentários que fizemos aos diversos trabalhos, discutir e rever os textos e registar os comentários mais referenciados. Discutir quais os textos que receberam mais comentários por parte da turma. 8. Recordar aos alunos que o professor modera os trabalhos e os comentários. Então é chegada a hora de passar de papel e lápis para o Blogue. Mostrar toda a logística de formatação de um Blogue. Dialogar sobre o título, o tipo de texto, as várias secções, o como inserir links, fotos e filmes. Criar um portfólio (caixa de ferramentas) de aplicações que nos permitam colocar online as nossas produções e estamos prontos para avançar para a sua projecção no papel. O escrever os nossos textos para os colocar online passa a abrir um novo mundo para a turma. Muito provavelmente será a primeira vez que os leitores dos nossos (e deles) trabalhos irá ser alguém diferente do que é habitualmente: o professor e, possivelmente, os pais. Assim, temos que entender este novo manancial de potenciais leitores, uma audiência mundial, poderão ter efeitos positivos nos nossos trabalhos. Mas de que forma é que estas produções poderão fazer a ponte entre o currículo e o trabalho do blogue? O trabalho do blogue, as produções que fazemos, ligará cada sujeito com as suas aprendizagens. Os textos criados poderão falar de qualquer tema, ou tópico, ou conteúdo estudado. A diversão começa quando os nossos alunos unem aquilo que nas salas de aula aprendem, sobre a escrita, o que é obviamente a envolvência de qualquer conteúdo, com o que o necessitam apreender em termos sociais: uma possível leitura do mundo. Perguntamos, que tipo de escrita queremos que os nossos os alunos pratiquem? Prof. João Pedro Chanoca Página 10
  • 11. Persuasiva • Descritiva • Expositora • Poética • Investigação • Narrativa • Hypertexto… Aqui estão alguns pontos e orientações para quando se desenvolve a nossa própria aula de escrita colaborativa. o garantir que o seu trabalho é o melhor que pode ser; o pensar antes de se colocar o post: o que está escrito é adequado para colocar online?; o dizer sempre a verdade no seu post; o exprimir os assuntos de acordo com as reflexões da turma, o tentar a ligação com outras ideias ou recursos, com outras questões e tentar chegar a mais explicações e aumentar seu conteúdo e vocabulário; o é, no fundo, a sua pós-aprendizagem; o tornar a sua escrita fisicamente aliciante. Acrescentando uma imagem, utilizar as marcas textuais e uma articulação de modo apropriado; o citar as fontes e obras que vamos utilizar. Nunca utilizar o plágio ou plagiar conteúdos da Internet; o partilhar os seus conhecimentos com os colegas, transmitir algo novo que descobriu para que os colegas possam beneficiar desses novos conhecimentos, o cuidadosamente, rever e reescrever colaborativamente os trabalhos antes de os colocar online e usar e potenciar as aprendizagens gramaticais. E acima de tudo, quando pretendemos produzir um trabalho devemos: 1. Estruturar a escrita, organizá-la e direccioná-la para os objectivos do trabalho. 2. Apresentar um esquema detalhado das suas ideias: storytelling. 3. Utilizar um discurso simples e objectivo para que a sua escrita (e posterior leitura) seja interessante. 4. Utilizar um bom nível vocabular. 5. Editar a pontuação e a gramática. Prof. João Pedro Chanoca Página 11
  • 12. Começar e criar um Blogue. Quando queremos alojar um blogue, poderemos optar por diferentes locais. As opções mais populares são o EndNot, o WordPress e o Blogger. No nosso caso optamos pelo Blogger, por nos parecer mais prático e simples. Poderemos especificar os passos: se pretender criar novos utilizadores com opção de edição clique sobre Os utilizadores e “Acrescentar novo Utilizador”. Indique um nome de utilizador para cada novo utilizador. Lembrar que o nome de utilizador é visível no Blogue quando a postagem é realizada. Não é preciso incluir o primeiro ou último nome, nem o endereço. Construa um e-mail de escola para cada um dos seus alunos (atenção ao que referimos anteriormente): pois com o Gmail, um professor pode ter 30 contas e-mail e serão todos entregues no seu e-mail. Portanto, se a sua conta é professor@gmail.com, tudo o que precisa de fazer é acrescentar uma “alcunha do aluno” antes do símbolo @, para fazer uma ligação conta. Por isso, o e-mail enviado ao professor irá parar directamente a “alcunha do aluno” @gmail.com para professor@gmail.com. Colocar uma senha de cada vez. Existem diferentes papéis que podem ser atribuídos a cada utilizador: • Administrador - alguém que tenha acesso a todas as características da administração • Editor - alguém que pode publicar um post, gerir o blogue, bem como conseguir postar… • Autor - alguém que pode publicar e só gerir os seus próprios post. • Colaborador - alguém que pode escrever e gerir os seus post, mas não publicar post • Assinante - alguém que pode ler comentários/comentário/receber notícias Para a criação do nosso Blogue, as funções referidas deverão ser atribuídas e o professor deverá ser sempre o administrador do Blogue. Cada aluno irá receber o seu próprio nome de utilizador e terá o papel de colaborador. Como contribuintes, os alunos poderão colocar os seus post, mas não têm autoridade para moderar e gerir o blogue. Logo que o seu posto esteja colocado, é apresentado ao administrador para que seja efectuada a sua revisão final. O administrador ou editor vai ter de aprovar a publicação antes da sua publicação online… Prof. João Pedro Chanoca Página 12