Mateus J.R. Paranhos da Costa
Departamento de Zootecnia, FCAV/UNESP,
Jaboticabal-SP
mpcosta@fcav.unesp.br
Melhores práticas no bem-estar animal
na pecuária brasileira:
Exemplos, aprendizados e pesquisas recentes
Resultado obtidos com a adoção de boas práticas de manejo
(Programa Garantia de Origem Carrefour – MS)
Problemas de manejo e suas consequências
antes
jun/00
jun-
set/00
Oct-00 Nov-00
Dec-00 Jan-01
Feb-01
Mar-01
Apr-01
Porcentagem
20,0
11,8
5.3
3.9 3.5
2.9
1.8
1.3 1.30.0
2.0
4.0
6.0
8.0
10.0
12.0
14.0
16.0
18.0
20.0
Percentagem de carcaças com hematomas graves
Estratégia
- Identificar um problema
- Buscar uma solução
- Aplicar a solução
Resultados da implantação de boas práticas de manejo
ABORDAGEM POSITIVA
- Usando bons exemplos em lugar de críticas
-  Abordando as associações positivas
entre bem-estar animal com bem-estar
humano, com saúde animal, com produção
animal, com eficiência do trabalho e com
sustentabilidade...
ESTRATÉGIA ADOTADA
Caracterização de processos
Identificar um problema
Buscar soluções para o problema
Aplicar a solução encontrada
MANUAIS
BOAS PRÁTICAS DE MANEJO
Boas práticas de manejo: Bezerros ao nascimento
Boas práticas de manejo: Vacinação
Boas práticas de manejo: Embarque
Boas práticas de manejo: Identificação
Boas práticas de manejo: Transporte
Boas práticas de manejo: Curral projeto e construção
Boas práticas de manejo: Manejo no curral
Boas práticas de manejo: Desmama
Boas práticas de manejo: No confinamento
disponível em preparação
PROGRAMA DE BEM-ESTAR DE BOVINOS DE CORTE
BOAS PRÁTICAS NO MANEJO
CURRALPLANEJAMENTO E CONSTRUÇÃO
Exemplo de curral com piquetes em seu entorno
O piso do curral
Origem dos problemas
• Acúmulo de água
• Excesso de pisoteio
• Falta de manutenção
• Condições climáticas associadas às condições do terreno
Uma solução para resolver o problema de lama nos currais
ü  Simples, barato e confortável para os animais
ü  Solução para áreas de trânsito mais intensivo
BOAS PRÁTICAS NO MANEJO
BEZERROS NO CURRAL
Bem-Estar e Ética na Produção Animal
Problemas no manejo de bezerros no curral
Condução e contenção de bezerros jovens
A condução de bezerros ao curral
não é algo simples de se fazer:
•  os bezerros são facilmente
assustados pelas pessoas,
•  eles usualmente não entendem as
indicações de manejo,
•  as dimensões das instalações e
equipamentos não são adequadas
para seus tamanhos.
O uso de uma “tábua de manejo” é
recomendada para conduzir bezerros
jovens da seringa para o tronco
coletivo e no tronco coletivo
(aplicável a bezerros de até 150 kg)
Recomendada para o manejo de bezerros jovens (até 150kg)
SIMPLES, EFICIENTE E DE BAIXO CUSTO
Desmama lado a lado – momento da separação
Fazenda Pajussara, Paragominas-PA
Ganhos de peso no período de 30 dias pós desmama (com creep-feeding)
Fazenda Pajussara e Retiro, Paragominas-PA
Separação	
  repen+na	
  e	
  total	
  
Ganho de peso pós desmama (kg) - 60 dias
230
235
240
245
250
255
260
265
270
Machos Fêmeas
Peso na desmama (8,4 meses) kg
Resultados – Fazenda Bonita, Paragominas-PA
TEMPERAMENTO DOS BOVINOS
Pesquisas
Fazenda Mundo Novo – Uberaba-MG
Distância de fuga
Velocidade de fuga
VELOCIDADE DE SAÍDA
Trait σ²a σ²e h²
FS 0.303 0.552 0.354
TS 0.024 0.133 0.152
CS 0.117 0.502 0.189
MOV 0.249 1.094 0.185
Estimates of variance components and
heritability for FS, TS, CS, MOV
(Sant'Anna, et al. 2013. J. Anim. Sci. 91:1–6)
862	
  females	
  with	
  genomic	
  and	
  phenotypic	
  
informa7on	
  for	
  flight	
  seedy	
  (FS)	
  	
  
Ongoing project (preliminary data_)
Cromossomos 7, 10 e 18
-3,00
-2,00
-1,00
0,00
1,00
2,00
3,00
1980
1982
1984
1986
1988
1990
1992
1994
1996
1998
Year of birth
EPD
Ano do nascimento
DEP
Médias das diferenças esperadas de progênie (DEP) e tendência
genética para distancia de fuga (em escores) em função do ano de
nascimento, Fazenda Mundo Novo
(quanto maior o escore, melhor o temperamento)
Matsunaga et al., (2002)
Fazenda São Dimas, São Miguel do Araguaia-GO
Interações positivas e suas consequências
Pesquisa:
46 novilhas (24 Nelore e 22 cruzadas)
idade 24,94±3,49 meses
2 tratamentos
(com e sem condicionamento)
protocolo de IATF
% DE NOVILHA PRENHES
- Condicionadas 30,43%
-  Não condicionadas 17,39%
(13.04% a + para o grupo condicionado)
Rueda,2012
Redução na
velocidade
de fuga
0
0.5
1
1.5
2
2.5
3
3.5
Santa Maria São Luiz Joaíma
Flight	
  speed,	
  m/s	
  
Fazendas
MF MPFEfeito de diferentes
frequências de manejo
sobre o temperamento
de bovinos de corte
A chance relativa das vacas com baixo escore de velocidade de fuga (FSS)
emprenharem foi 1,45 maior que as vacas com alto escore de FSS (P < 0,05)
Rueda	
  e	
  col.	
  Impact	
  of	
  the	
  temperament	
  of	
  beef	
  cows	
  on	
  the	
  handling	
  and	
  pregnancy	
  rate	
  
to	
  fixed-­‐+me	
  AI.	
  (subme+do	
  para	
  publicação	
  em	
  2014).	
  
y = 0.0017x + 1.1358
R² = 0.32579
0
0.5
1
1.5
2
2.5
3
3.5
4
4.5
0 100 200 300 400 500 600 700 800
Flightspeed,m/s
Time taken to perfom AI, s
Vacas com pior temperamento requerem maior tempo para IA
(medido da inserção do aplicador até a sua retirada)
Rueda	
  e	
  col.	
  Impact	
  of	
  the	
  temperament	
  of	
  beef	
  cows	
  on	
  the	
  handling	
  and	
  pregnancy	
  rate	
  
to	
  fixed-­‐+me	
  AI.	
  (subme+do	
  para	
  publicação	
  em	
  2014).	
  
CONFINAMENTO
Pesquisa
Pesquisa
Avaliação do espaço disponível por bovino no confinamento
Condições
- 3 tratamentos (6 m²/animal, 12 m²/animal, 24 m²/animal)
- 150 bovinos por lote (3 lotes/tratamento)
- 30 cm de cocho/bovino
Medidas
- Ganho de peso
- Rendimento da carcaça
- Bem-estar animal (Welfare Quality®)
- Profundidade da lama
- Poeira
- Avaliações do comportamento
- Avaliação das glândulas adrenais
- Avaliação das carcaças
Macitelli e col., em preparação
Resultados preliminares
16.7
2.7
6.0
2.7
9.0
0.0
2.7
0.71.0
0.0
2.7
1.3
0
2
4
6
8
10
12
14
16
18
Bronquite Efisema
pulmonar
Nefrite Cisto
urinário
Porcentagensdeocorrências
6m 12m 24m
Enfisema
Macitelli e col., em preparação
Ganho de peso
Kg/dia
NúmerodeAnimais
Redução do número de Animais
Com menores desempenho
Elevação do número de animais com ganhos semelhantes
Distribuição das médias de ganhos de peso por dia no período de
confinamento para cada tratamento
0
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
13
14
0.4 0.5 0.6 0.7 0.8 0.9 1 1.1 1.2 1.3 1.4 1.5 1.6 1.7 1.8 1.9 2 2.1 2.2 2.3 2.4 2.5 2.6 2.7 2.9 3
Porcentagemdeanimais
GMD (kg/d)
6 m/animal 12 m/animal 24 m/animal
Macitelliecol.,empreparação
Pesquisa
50
Mateus Paranhos da Costa
(mpcosta@fcav.unesp.br)
Obrigado
www.grupoetco.org.br
Cuide bem dos seus animais, simplesmente porque isto é bom!

[Palestra] Mateus Paranhos: Melhores práticas no bem-estar animal na pecuária brasileira - exemplos, aprendizados e pesquisas recentes.

  • 1.
    Mateus J.R. Paranhosda Costa Departamento de Zootecnia, FCAV/UNESP, Jaboticabal-SP mpcosta@fcav.unesp.br Melhores práticas no bem-estar animal na pecuária brasileira: Exemplos, aprendizados e pesquisas recentes
  • 2.
    Resultado obtidos coma adoção de boas práticas de manejo (Programa Garantia de Origem Carrefour – MS) Problemas de manejo e suas consequências antes jun/00 jun- set/00 Oct-00 Nov-00 Dec-00 Jan-01 Feb-01 Mar-01 Apr-01 Porcentagem 20,0 11,8 5.3 3.9 3.5 2.9 1.8 1.3 1.30.0 2.0 4.0 6.0 8.0 10.0 12.0 14.0 16.0 18.0 20.0 Percentagem de carcaças com hematomas graves Estratégia - Identificar um problema - Buscar uma solução - Aplicar a solução Resultados da implantação de boas práticas de manejo
  • 3.
    ABORDAGEM POSITIVA - Usando bonsexemplos em lugar de críticas -  Abordando as associações positivas entre bem-estar animal com bem-estar humano, com saúde animal, com produção animal, com eficiência do trabalho e com sustentabilidade...
  • 4.
    ESTRATÉGIA ADOTADA Caracterização deprocessos Identificar um problema Buscar soluções para o problema Aplicar a solução encontrada
  • 5.
    MANUAIS BOAS PRÁTICAS DEMANEJO Boas práticas de manejo: Bezerros ao nascimento Boas práticas de manejo: Vacinação Boas práticas de manejo: Embarque Boas práticas de manejo: Identificação Boas práticas de manejo: Transporte Boas práticas de manejo: Curral projeto e construção Boas práticas de manejo: Manejo no curral Boas práticas de manejo: Desmama Boas práticas de manejo: No confinamento disponível em preparação PROGRAMA DE BEM-ESTAR DE BOVINOS DE CORTE
  • 6.
    BOAS PRÁTICAS NOMANEJO CURRALPLANEJAMENTO E CONSTRUÇÃO
  • 9.
    Exemplo de curralcom piquetes em seu entorno
  • 10.
    O piso docurral Origem dos problemas • Acúmulo de água • Excesso de pisoteio • Falta de manutenção • Condições climáticas associadas às condições do terreno
  • 11.
    Uma solução pararesolver o problema de lama nos currais ü  Simples, barato e confortável para os animais ü  Solução para áreas de trânsito mais intensivo
  • 13.
    BOAS PRÁTICAS NOMANEJO BEZERROS NO CURRAL Bem-Estar e Ética na Produção Animal
  • 14.
    Problemas no manejode bezerros no curral
  • 15.
    Condução e contençãode bezerros jovens A condução de bezerros ao curral não é algo simples de se fazer: •  os bezerros são facilmente assustados pelas pessoas, •  eles usualmente não entendem as indicações de manejo, •  as dimensões das instalações e equipamentos não são adequadas para seus tamanhos. O uso de uma “tábua de manejo” é recomendada para conduzir bezerros jovens da seringa para o tronco coletivo e no tronco coletivo (aplicável a bezerros de até 150 kg)
  • 16.
    Recomendada para omanejo de bezerros jovens (até 150kg) SIMPLES, EFICIENTE E DE BAIXO CUSTO
  • 21.
    Desmama lado alado – momento da separação Fazenda Pajussara, Paragominas-PA
  • 22.
    Ganhos de pesono período de 30 dias pós desmama (com creep-feeding) Fazenda Pajussara e Retiro, Paragominas-PA Separação  repen+na  e  total  
  • 23.
    Ganho de pesopós desmama (kg) - 60 dias 230 235 240 245 250 255 260 265 270 Machos Fêmeas Peso na desmama (8,4 meses) kg Resultados – Fazenda Bonita, Paragominas-PA
  • 24.
  • 25.
    Fazenda Mundo Novo– Uberaba-MG Distância de fuga
  • 26.
  • 27.
    Trait σ²a σ²eh² FS 0.303 0.552 0.354 TS 0.024 0.133 0.152 CS 0.117 0.502 0.189 MOV 0.249 1.094 0.185 Estimates of variance components and heritability for FS, TS, CS, MOV (Sant'Anna, et al. 2013. J. Anim. Sci. 91:1–6) 862  females  with  genomic  and  phenotypic   informa7on  for  flight  seedy  (FS)     Ongoing project (preliminary data_) Cromossomos 7, 10 e 18
  • 28.
    -3,00 -2,00 -1,00 0,00 1,00 2,00 3,00 1980 1982 1984 1986 1988 1990 1992 1994 1996 1998 Year of birth EPD Anodo nascimento DEP Médias das diferenças esperadas de progênie (DEP) e tendência genética para distancia de fuga (em escores) em função do ano de nascimento, Fazenda Mundo Novo (quanto maior o escore, melhor o temperamento) Matsunaga et al., (2002)
  • 29.
    Fazenda São Dimas,São Miguel do Araguaia-GO Interações positivas e suas consequências
  • 30.
    Pesquisa: 46 novilhas (24Nelore e 22 cruzadas) idade 24,94±3,49 meses 2 tratamentos (com e sem condicionamento) protocolo de IATF % DE NOVILHA PRENHES - Condicionadas 30,43% -  Não condicionadas 17,39% (13.04% a + para o grupo condicionado) Rueda,2012 Redução na velocidade de fuga
  • 31.
    0 0.5 1 1.5 2 2.5 3 3.5 Santa Maria SãoLuiz Joaíma Flight  speed,  m/s   Fazendas MF MPFEfeito de diferentes frequências de manejo sobre o temperamento de bovinos de corte
  • 32.
    A chance relativadas vacas com baixo escore de velocidade de fuga (FSS) emprenharem foi 1,45 maior que as vacas com alto escore de FSS (P < 0,05) Rueda  e  col.  Impact  of  the  temperament  of  beef  cows  on  the  handling  and  pregnancy  rate   to  fixed-­‐+me  AI.  (subme+do  para  publicação  em  2014).  
  • 33.
    y = 0.0017x+ 1.1358 R² = 0.32579 0 0.5 1 1.5 2 2.5 3 3.5 4 4.5 0 100 200 300 400 500 600 700 800 Flightspeed,m/s Time taken to perfom AI, s Vacas com pior temperamento requerem maior tempo para IA (medido da inserção do aplicador até a sua retirada) Rueda  e  col.  Impact  of  the  temperament  of  beef  cows  on  the  handling  and  pregnancy  rate   to  fixed-­‐+me  AI.  (subme+do  para  publicação  em  2014).  
  • 34.
  • 35.
    Pesquisa Avaliação do espaçodisponível por bovino no confinamento Condições - 3 tratamentos (6 m²/animal, 12 m²/animal, 24 m²/animal) - 150 bovinos por lote (3 lotes/tratamento) - 30 cm de cocho/bovino Medidas - Ganho de peso - Rendimento da carcaça - Bem-estar animal (Welfare Quality®) - Profundidade da lama - Poeira - Avaliações do comportamento - Avaliação das glândulas adrenais - Avaliação das carcaças
  • 36.
    Macitelli e col.,em preparação Resultados preliminares
  • 37.
  • 38.
    Ganho de peso Kg/dia NúmerodeAnimais Reduçãodo número de Animais Com menores desempenho Elevação do número de animais com ganhos semelhantes
  • 39.
    Distribuição das médiasde ganhos de peso por dia no período de confinamento para cada tratamento 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 0.4 0.5 0.6 0.7 0.8 0.9 1 1.1 1.2 1.3 1.4 1.5 1.6 1.7 1.8 1.9 2 2.1 2.2 2.3 2.4 2.5 2.6 2.7 2.9 3 Porcentagemdeanimais GMD (kg/d) 6 m/animal 12 m/animal 24 m/animal Macitelliecol.,empreparação Pesquisa
  • 40.
  • 41.
    Mateus Paranhos daCosta (mpcosta@fcav.unesp.br) Obrigado www.grupoetco.org.br Cuide bem dos seus animais, simplesmente porque isto é bom!