BEM-ESTAR NA
PRODUÇÃO DE RUMINANTES
Bióloga e zootecnista: Juliana Costa Velho de Abreu
Tópicos principais:
1. Comportamento;
2. Relação homem – animal
3. Pontos de maior estresse na produção de leite e carne;
4. Boas práticas na ordenha, castração, transporte, marcação e etc.
5. Sistema de produção;
6. Enriquecimento ambiental;
7. Seleção por temperamento.
Comportamento
O que é?
• Tudo que um ser é capaz de fazer;
• Mesmo quando aparentemente não está fazendo nada, esse
"nada", também representa um tipo de comportamento e
tem sua função;
• É parte de um organismo tanto quanto sua pele, suas
asas etc.
O Comportamento
• Ruminar;
• Defecar e urinar em excesso;
• Andar em grupo;
• Liderança e dominância;
• Pastejo;
• Proteção de filhotes;
Visão dos bovinos.
O Comportamento
CAUSA
• Alterações no meio ambiente,
presença de lesão, doenças, tensão
RESPOSTA
• Alterações fisiológicas das condições
físicas e psicológicas do animal
CONSEQUÊNCIA
• Modificações no
comportamento
Ruminação
• Processo altamente necessário para uma boa digestão;
• 6 a 8h por dia ruminando;
• Cerca de 200 litros
de saliva por dia;
• Estresse x Ruminação
• Os ruminantes só ruminam quando estão tranquilos!
Urinar e defecar
• Defecação em excesso e/ou
em conjunto é um sinal de
estresse; • Quanto menos as vacas
defecarem e urinarem
na ordenha, melhor para
o bem-estar delas,
melhor para a higiene
do leite e melhor para o
ordenhador.
Sala de ordenha
Foto: Abreu, 2010
Liderança e dominância
• O líder é geralmente o mais velho;
• O dominante é em geral o mais forte,
maior e com chifres;
A visão dos ruminantes
Na natureza, bubalinos, bovinos, caprinos e ovinos são presa.
A visão
• A qualidade da imagem chega a ser 50x menor que a dos
humanos! (Cavazos, 2011).
• Pouca habilidade para perceber a profundidade ao nível do
chão;
Brete de Manejo
•Manchas escuras são mais
profundas do que as mais claras;
•Um pequeno buraco, sombra
ou alteração da textura do chão
é visto como um abismo;
•Param e baixam suas cabeças
para observar um objeto
estranho no chão (posição em
que conseguem até 360º de
visibilidade
• Sendo assim, foram criadas formas de manejo positivo
Relação homem – animal
Domesticação
• Caprinos e ovinos: cerca de 7.000 anos a.C
• Bovinos: 6.000 a.C.
• Búfalos: 2.500 a 1.400 a.C.
http://stravaganzastravaganza.blogspot.com.br/2011/05/caprinos-historia-e-mitologia.html
Humanos e Animais
Imprevisíveis, capazes de
muitos movimentos
desconhecidos e inesperados
aos animais
Previsíveis, de fácil manejo e
precisam de rotina.
Humanos e Animais
http://www.revistaberro.com.br/?materias/ler,1926
•Animais associam pessoas
e as reconhecem de acordo
com seus hábitos, cor da
roupa, tom de voz e etc.;
•Podem generalizar certos
tipos de comportamentos a
todos os seres humanos.
Interação humano – animal
Pontos de maior estresse na
produção de leite e carne
Perdas econômicas
• Castração: mortes, inflamações,
gastos com remédios, perda de peso,
ESTRESSE.
• Marcação: inflamações, perda de
peso, diminuição da alimentação,
doenças.
• Manejo na ordenha: estresse gera
queda de até 20% do leite; dificuldade
e atraso da ordenha.
• Transporte: carcaças machucadas,
couro perfurado, carne mal
remunerada.
• Manejo no brete: rendimento dos
cortes, tempo gasto, nº de mão-de-
obra, qualidade da carcaça.
Manejo de bezerros
• 75% das perdas até um ano de idade ocorrem durante o
período neonatal (até 28 dias de idade)!
• Maiores causas:
• Não ingestão do colostro;
• Dificuldade de encontrar
o teto;
• Diarreia;
• Desidratação;
• Complicações na cura do umbigo, castração, etc;
• Acidentes.
Abate
• Os manejos do abate vão desde o embarque na
propriedade até a entrada no frigorífico.
• Perdas de até 3% do peso vivo;
Diferença entre embarque convencional com
choque e embarque com boas práticas
Fonte: Boas práticas de Manejo Embarque, 2008.
Transporte
Queda no caminhão
Fonte: Boas práticas de Manejo Transporte, 2010.
• Agressões diretas;
• Formação de novos grupos;
• Instalações inadequadas;
• Transporte inadequado
Perdas econômicas
• As peças machucadas são
mutiladas, rejeitadas e até
jogadas fora. Um prejuízo
grande.
• A carcaça inteira pode ser
desclassificada.
• 39,6% das lesões
encontradas nas
carcaças, foram
produzidas na
fazenda.
Perdas já quantificada
acima de R$ 8,00 por
cabeça abatida!
http://www.fepaf.org.br/Cont_Default.aspx?pub=725
Vacinação
Fonte: Boas práticas de Manejo Vacinação, 2006.
•É de extrema importância conter os animais para vacinação
(Adriano Páscoa, 2012, GRUPO ETCO).
tem maior controle;
menos acidentes;
não tem paralisação no meio do processo.
Castração • Hemorragias;
• Inflamações;
• Muita dor;
• Perda de apetite/perda
de peso;
• ESTRESSE;
• Necessidade de mais
mão-de-obra;
• Trauma de manejo no
brete;
• Morte!
Descorna/mochação
Ideal bovinos: 30 dias pós- nascimento;
Caprinos e ovinos: 7 dias – macho
10 dias - fêmeas
Doenças
• Animais estressados tendem a ser mais susceptíveis a doenças,
principalmente de origem infecciosa;
• O estresse é mais facilmente observado em rebanhos que
apresentam alta incidência de mastite clínica.
http://www.portaldoagronegocio.com.br/conteudo.php?id=38638
Estimativas feitas no Brasil
calcularam perdas de 17% do
volume total de produção de
leite em decorrência da
doença!
Manejo na ordenha
• Queda de até 20% na produção de leite (leite residual);
• Sensibilidade auditiva umas 15 vezes superior à nossa;
• Perdas financeiras
por estresse e leite
contaminado.
O ambiente
• No dia-a-dia da fazenda os animais invariavelmente enfrentam
situações que causam desconforto, calor ou frio, radiação solar,
moscas e predadores; tais condições podem, em conjunto ou
isoladamente, levar os animais ao estresse (PARANHOS DA COSTA,
2000).
O ambiente
• As raças melhor
adaptadas geralmente
apresentam respostas
adequadas à enfrentar
situações de estresse
ambiental.
Boas práticas no manejo
Boas práticas
• Evitar sons inesperados
porque eles podem ser
altamente estressantes para
os bovinos; “O segredo é
manter o gado
calmo. Gado agitado
é muito mais difícil
de lidar” Pesquisadora,
PhD. Temple Grandin.
Boas práticas no curral
• Eliminar distrações do animal irá facilitar a sua
movimentação;
• Rampas de carregamento ou bretes devem ter laterais sólidas
para evitar sombras no solo ou evitar que os animais enxerguem
pessoas transitando nas laterais;
Boas práticas no curral
• Instalações de manejo pintadas com cor
uniforme;
• Minimize as sombras e pontos brilhantes ou
luminosos nas instalações;
• Lâmpadas voltadas para rampas ou
portões/cancelas irão facilitar a entrada dos
animais;
Instalações
•A passagem pelo curral pode ser uma das
coisas mais estressantes para o gado;
•O animal fica traumatizado;
•Rampas e bretes: laterais sólidas
http://www.grandinlivestockhandlingsystems.com/ranch/ranch.html
Curral racional - antiestresse
Curral racional - antiestresse
Manejo de bezerros
• Os procedimentos para
identificação, cura do
umbigo, aplicação de
vermífugo e pesagem dos
bezerros devem ser
efetuados no dia seguinte ao
parto;
• Diminui os riscos de
rejeição materna e da
vaca pisotear o bezerro;
Fonte: Boas práticas de Manejo Bezerros ao nascimento, 2006.
Evite o manejo agressivo
Fonte: Boas práticas de Manejo Bezerros ao nascimento, 2006.
• Estudos comprovam:
• Uso de afago em bezerros bubalinos favorece a interação
positiva do animal com o tratador, diminuindo o medo e as
respostas de fuga.
Boas práticas
Toledo, 2007.
Boas práticas
• Limitar a visão periférica dos animais para reduzir as
tentativas de escape e o nível de estresse;
• Portões e cancelas revestidas com borracha reduzem os
ruídos;
• Evite pisos escorregadios na sala de ordenha e no curral;
• Uso de sons de baixa intensidade como música
instrumental.
Boas práticas
• Para os mais mansos, o uso suave de uma bandeira ou
de uma vara com chocalho geralmente é suficiente
para convencê-los a se mover.
Boas práticas
• Os ruminantes são
motivados a manter
contato visual com
seus companheiros
de rebanho;
• Permitir que os
animais sigam o
líder.
Boas práticas na formação de lotes
• Formar lotes pequenos;
• Animais da mesma idade;
• Mesmo tamanho/peso;
• Não mudar os animais de lote;
• Inserir novos membros com cautela;
• Garantir que todos se alimentem;
• Atenção ao lote recém
formado.
Atenção ao tamanho do cocho e
bebedouros
Tamanho ideal: 0,60 a 0,80 m
por animal (bovino)
A água
Limpa, incolor, sem sabor,
fácil acesso e sempre ao sol.
Fonte: Gersonsobreira.blogspot.com.br
Bovinos preferem a água de 25 a
32ºC (Mc Dowell, 2003).
Casqueamento
Tosquia
Búfalos
precisam de água
Caprinos e ovinos
• Não suportam chão molhado e ventos fortes;
• Causa de
muitas mortes
em neonatos!
Abate humanitário
• Deve garantir o bem-estar dos
animais desde o embarque na
propriedade rural até o manejo no
frigorífico;
• Caminhões adaptados;
 Pistolas pneumáticas;
• Humanitário?
Sistemas de produção
Sistema extensivo
• Boi verde;
• Liberdade de expressar os comportamentos até o limite
da cerca;
• Chuva, vento, calor, predadores;
• Pouco manejado;
• Animais rústicos;
• Conforto?
Convencional
x
Silvipastoril
Conforto térmico
• Sombras naturais (árvores) dão maior conforto do
que as artificiais (tela sombrite, telha cerâmica,
amianto, metal galvanizado, etc.);
• As sombras em pastagens são a forma mais
econômica de proporcionar conforto e bem-estar
térmico animal.
Sombrite
Pode não parecer mas o
sombrite pode significar um
ganho de 2,5 mil a três mil
arrobas em cada lote.
Influências do clima
Normal
• Sem sinais de estresse
Estresse severo
• Aumento da permanência em pé;
• Animais permanecem em grupo;
Fonte: Simpósio Nacional de bovinocultura leiteira, 2010 – CD-ROOM
Sistema intensivo
• Relação íntima do tratador e animal;
• Controle da temperatura, alimento, higiene,
doenças, pragas (ratos, moscas, etc);
• Pequenos espaços (expressar comportamento
natural?);
• Superlotação (nem sempre);
Sistemas intensivos
http://www.milkpoint.com.br
Aspersão
Matarazzo, S.V. 2010. SIMLEITE
Confinamento
Bezerreiros
Estereotipias
• Movimentos repetitivos, regulares, de mesma forma
e, aparentemente, sem possuir nenhum propósito
útil. (Kiley-Worthington 1977)
Pastejo
Ovinos: varia de
4,5 a 14,5 h/dia;
•Bovinos: 8h a
13h/dia.
Estereotipias
Mordendo a baia
Lambendo a parede
Cross-sucking
Malafaia et al, 2011
Sistemas intensivos: enriquecimento ambiental
• Degraus, objetos interativos
http://www.agripoint.com.br/default.asp?actA=2&noticiaID=61025
• Recuperar o comportamento que o animal
demonstra na natureza.
Enriquecimento ambiental
• Objetos para interação
http://www.agripoint.com.br/default.asp?actA=2&noticiaID=61025
www. trofobloc.com.br
www.woodgreen.org.uk
Enriquecimento com alimento
Palhada no aprisco
Fonte: nordesterural.com.br
Coçador automático
Fonte: delaval.com
http://informedfarmers.com
Seleção por temperamento
• Com base na distância de fuga;
Foto: Honorato, 2006 - Dissertação
• Por exemplo: uma novilha permite que se chegue bem perto -
outra, não.
Obrigada!

bem-estar.2021 (2).pdf

  • 1.
    BEM-ESTAR NA PRODUÇÃO DERUMINANTES Bióloga e zootecnista: Juliana Costa Velho de Abreu
  • 2.
    Tópicos principais: 1. Comportamento; 2.Relação homem – animal 3. Pontos de maior estresse na produção de leite e carne; 4. Boas práticas na ordenha, castração, transporte, marcação e etc. 5. Sistema de produção; 6. Enriquecimento ambiental; 7. Seleção por temperamento.
  • 3.
  • 4.
    O que é? •Tudo que um ser é capaz de fazer; • Mesmo quando aparentemente não está fazendo nada, esse "nada", também representa um tipo de comportamento e tem sua função; • É parte de um organismo tanto quanto sua pele, suas asas etc.
  • 5.
    O Comportamento • Ruminar; •Defecar e urinar em excesso; • Andar em grupo; • Liderança e dominância; • Pastejo; • Proteção de filhotes; Visão dos bovinos.
  • 6.
    O Comportamento CAUSA • Alteraçõesno meio ambiente, presença de lesão, doenças, tensão RESPOSTA • Alterações fisiológicas das condições físicas e psicológicas do animal CONSEQUÊNCIA • Modificações no comportamento
  • 7.
    Ruminação • Processo altamentenecessário para uma boa digestão; • 6 a 8h por dia ruminando; • Cerca de 200 litros de saliva por dia; • Estresse x Ruminação • Os ruminantes só ruminam quando estão tranquilos!
  • 8.
    Urinar e defecar •Defecação em excesso e/ou em conjunto é um sinal de estresse; • Quanto menos as vacas defecarem e urinarem na ordenha, melhor para o bem-estar delas, melhor para a higiene do leite e melhor para o ordenhador. Sala de ordenha Foto: Abreu, 2010
  • 9.
    Liderança e dominância •O líder é geralmente o mais velho; • O dominante é em geral o mais forte, maior e com chifres;
  • 10.
    A visão dosruminantes Na natureza, bubalinos, bovinos, caprinos e ovinos são presa.
  • 11.
    A visão • Aqualidade da imagem chega a ser 50x menor que a dos humanos! (Cavazos, 2011). • Pouca habilidade para perceber a profundidade ao nível do chão;
  • 12.
    Brete de Manejo •Manchasescuras são mais profundas do que as mais claras; •Um pequeno buraco, sombra ou alteração da textura do chão é visto como um abismo; •Param e baixam suas cabeças para observar um objeto estranho no chão (posição em que conseguem até 360º de visibilidade
  • 13.
    • Sendo assim,foram criadas formas de manejo positivo
  • 14.
  • 15.
    Domesticação • Caprinos eovinos: cerca de 7.000 anos a.C • Bovinos: 6.000 a.C. • Búfalos: 2.500 a 1.400 a.C. http://stravaganzastravaganza.blogspot.com.br/2011/05/caprinos-historia-e-mitologia.html
  • 16.
    Humanos e Animais Imprevisíveis,capazes de muitos movimentos desconhecidos e inesperados aos animais Previsíveis, de fácil manejo e precisam de rotina.
  • 17.
    Humanos e Animais http://www.revistaberro.com.br/?materias/ler,1926 •Animaisassociam pessoas e as reconhecem de acordo com seus hábitos, cor da roupa, tom de voz e etc.; •Podem generalizar certos tipos de comportamentos a todos os seres humanos.
  • 18.
  • 19.
    Pontos de maiorestresse na produção de leite e carne
  • 20.
    Perdas econômicas • Castração:mortes, inflamações, gastos com remédios, perda de peso, ESTRESSE. • Marcação: inflamações, perda de peso, diminuição da alimentação, doenças. • Manejo na ordenha: estresse gera queda de até 20% do leite; dificuldade e atraso da ordenha. • Transporte: carcaças machucadas, couro perfurado, carne mal remunerada. • Manejo no brete: rendimento dos cortes, tempo gasto, nº de mão-de- obra, qualidade da carcaça.
  • 21.
    Manejo de bezerros •75% das perdas até um ano de idade ocorrem durante o período neonatal (até 28 dias de idade)! • Maiores causas: • Não ingestão do colostro; • Dificuldade de encontrar o teto; • Diarreia; • Desidratação; • Complicações na cura do umbigo, castração, etc; • Acidentes.
  • 22.
    Abate • Os manejosdo abate vão desde o embarque na propriedade até a entrada no frigorífico. • Perdas de até 3% do peso vivo;
  • 23.
    Diferença entre embarqueconvencional com choque e embarque com boas práticas Fonte: Boas práticas de Manejo Embarque, 2008.
  • 24.
    Transporte Queda no caminhão Fonte:Boas práticas de Manejo Transporte, 2010. • Agressões diretas; • Formação de novos grupos; • Instalações inadequadas; • Transporte inadequado
  • 25.
    Perdas econômicas • Aspeças machucadas são mutiladas, rejeitadas e até jogadas fora. Um prejuízo grande. • A carcaça inteira pode ser desclassificada. • 39,6% das lesões encontradas nas carcaças, foram produzidas na fazenda. Perdas já quantificada acima de R$ 8,00 por cabeça abatida! http://www.fepaf.org.br/Cont_Default.aspx?pub=725
  • 26.
    Vacinação Fonte: Boas práticasde Manejo Vacinação, 2006. •É de extrema importância conter os animais para vacinação (Adriano Páscoa, 2012, GRUPO ETCO). tem maior controle; menos acidentes; não tem paralisação no meio do processo.
  • 27.
    Castração • Hemorragias; •Inflamações; • Muita dor; • Perda de apetite/perda de peso; • ESTRESSE; • Necessidade de mais mão-de-obra; • Trauma de manejo no brete; • Morte!
  • 28.
    Descorna/mochação Ideal bovinos: 30dias pós- nascimento; Caprinos e ovinos: 7 dias – macho 10 dias - fêmeas
  • 29.
    Doenças • Animais estressadostendem a ser mais susceptíveis a doenças, principalmente de origem infecciosa; • O estresse é mais facilmente observado em rebanhos que apresentam alta incidência de mastite clínica. http://www.portaldoagronegocio.com.br/conteudo.php?id=38638 Estimativas feitas no Brasil calcularam perdas de 17% do volume total de produção de leite em decorrência da doença!
  • 30.
    Manejo na ordenha •Queda de até 20% na produção de leite (leite residual); • Sensibilidade auditiva umas 15 vezes superior à nossa; • Perdas financeiras por estresse e leite contaminado.
  • 31.
    O ambiente • Nodia-a-dia da fazenda os animais invariavelmente enfrentam situações que causam desconforto, calor ou frio, radiação solar, moscas e predadores; tais condições podem, em conjunto ou isoladamente, levar os animais ao estresse (PARANHOS DA COSTA, 2000).
  • 32.
    O ambiente • Asraças melhor adaptadas geralmente apresentam respostas adequadas à enfrentar situações de estresse ambiental.
  • 33.
  • 34.
    Boas práticas • Evitarsons inesperados porque eles podem ser altamente estressantes para os bovinos; “O segredo é manter o gado calmo. Gado agitado é muito mais difícil de lidar” Pesquisadora, PhD. Temple Grandin.
  • 35.
    Boas práticas nocurral • Eliminar distrações do animal irá facilitar a sua movimentação; • Rampas de carregamento ou bretes devem ter laterais sólidas para evitar sombras no solo ou evitar que os animais enxerguem pessoas transitando nas laterais;
  • 36.
    Boas práticas nocurral • Instalações de manejo pintadas com cor uniforme; • Minimize as sombras e pontos brilhantes ou luminosos nas instalações; • Lâmpadas voltadas para rampas ou portões/cancelas irão facilitar a entrada dos animais;
  • 37.
    Instalações •A passagem pelocurral pode ser uma das coisas mais estressantes para o gado; •O animal fica traumatizado; •Rampas e bretes: laterais sólidas http://www.grandinlivestockhandlingsystems.com/ranch/ranch.html
  • 38.
    Curral racional -antiestresse
  • 39.
    Curral racional -antiestresse
  • 40.
    Manejo de bezerros •Os procedimentos para identificação, cura do umbigo, aplicação de vermífugo e pesagem dos bezerros devem ser efetuados no dia seguinte ao parto; • Diminui os riscos de rejeição materna e da vaca pisotear o bezerro; Fonte: Boas práticas de Manejo Bezerros ao nascimento, 2006.
  • 41.
    Evite o manejoagressivo Fonte: Boas práticas de Manejo Bezerros ao nascimento, 2006.
  • 42.
    • Estudos comprovam: •Uso de afago em bezerros bubalinos favorece a interação positiva do animal com o tratador, diminuindo o medo e as respostas de fuga. Boas práticas Toledo, 2007.
  • 43.
    Boas práticas • Limitara visão periférica dos animais para reduzir as tentativas de escape e o nível de estresse; • Portões e cancelas revestidas com borracha reduzem os ruídos; • Evite pisos escorregadios na sala de ordenha e no curral; • Uso de sons de baixa intensidade como música instrumental.
  • 44.
    Boas práticas • Paraos mais mansos, o uso suave de uma bandeira ou de uma vara com chocalho geralmente é suficiente para convencê-los a se mover.
  • 45.
    Boas práticas • Osruminantes são motivados a manter contato visual com seus companheiros de rebanho; • Permitir que os animais sigam o líder.
  • 46.
    Boas práticas naformação de lotes • Formar lotes pequenos; • Animais da mesma idade; • Mesmo tamanho/peso; • Não mudar os animais de lote; • Inserir novos membros com cautela; • Garantir que todos se alimentem; • Atenção ao lote recém formado.
  • 47.
    Atenção ao tamanhodo cocho e bebedouros Tamanho ideal: 0,60 a 0,80 m por animal (bovino)
  • 48.
    A água Limpa, incolor,sem sabor, fácil acesso e sempre ao sol. Fonte: Gersonsobreira.blogspot.com.br Bovinos preferem a água de 25 a 32ºC (Mc Dowell, 2003).
  • 49.
  • 50.
  • 51.
  • 52.
    Caprinos e ovinos •Não suportam chão molhado e ventos fortes; • Causa de muitas mortes em neonatos!
  • 53.
    Abate humanitário • Devegarantir o bem-estar dos animais desde o embarque na propriedade rural até o manejo no frigorífico; • Caminhões adaptados;  Pistolas pneumáticas; • Humanitário?
  • 54.
  • 55.
    Sistema extensivo • Boiverde; • Liberdade de expressar os comportamentos até o limite da cerca; • Chuva, vento, calor, predadores; • Pouco manejado; • Animais rústicos; • Conforto?
  • 56.
  • 57.
    Conforto térmico • Sombrasnaturais (árvores) dão maior conforto do que as artificiais (tela sombrite, telha cerâmica, amianto, metal galvanizado, etc.); • As sombras em pastagens são a forma mais econômica de proporcionar conforto e bem-estar térmico animal.
  • 58.
    Sombrite Pode não parecermas o sombrite pode significar um ganho de 2,5 mil a três mil arrobas em cada lote.
  • 59.
    Influências do clima Normal •Sem sinais de estresse Estresse severo • Aumento da permanência em pé; • Animais permanecem em grupo; Fonte: Simpósio Nacional de bovinocultura leiteira, 2010 – CD-ROOM
  • 60.
    Sistema intensivo • Relaçãoíntima do tratador e animal; • Controle da temperatura, alimento, higiene, doenças, pragas (ratos, moscas, etc); • Pequenos espaços (expressar comportamento natural?); • Superlotação (nem sempre);
  • 61.
  • 62.
  • 63.
  • 64.
  • 65.
    Estereotipias • Movimentos repetitivos,regulares, de mesma forma e, aparentemente, sem possuir nenhum propósito útil. (Kiley-Worthington 1977) Pastejo Ovinos: varia de 4,5 a 14,5 h/dia; •Bovinos: 8h a 13h/dia.
  • 66.
    Estereotipias Mordendo a baia Lambendoa parede Cross-sucking Malafaia et al, 2011
  • 67.
    Sistemas intensivos: enriquecimentoambiental • Degraus, objetos interativos http://www.agripoint.com.br/default.asp?actA=2&noticiaID=61025 • Recuperar o comportamento que o animal demonstra na natureza.
  • 68.
    Enriquecimento ambiental • Objetospara interação http://www.agripoint.com.br/default.asp?actA=2&noticiaID=61025 www. trofobloc.com.br www.woodgreen.org.uk
  • 69.
  • 70.
    Palhada no aprisco Fonte:nordesterural.com.br
  • 71.
  • 72.
    Seleção por temperamento •Com base na distância de fuga; Foto: Honorato, 2006 - Dissertação • Por exemplo: uma novilha permite que se chegue bem perto - outra, não.
  • 73.