O AGENTE COMUNITÁRIO DE
SAÚDE E A HANSENÍASE
Coordenação das Linhas de Cuidado das Doenças
Crônicas Transmissíveis
Gerência de Doenças Dermatológicas Prevalentes
SMSRJ
Vamos conversar?
Agente comunitário de saúde, qual o
significado que a Hanseníase tem para
você?
Porque o medo de uma doença que já tem
cura?
Acolhimento as pessoas com Hanseníase
• História de isolamento obrigatório
• Afastamento da família
• Deformidade
• Medo de reviver o passado de horror e sofrimento
• Estigma
Pergunte a si mesmo:
Qual o seu medo em relação a essa
doença?
FAMÍLIAS
COMUNIDADE
ESCOLAS
TRABALHO
CUIDADOS
DE SAÚDE
LINHA DE CUIDADO
LEPRA X HANSENÍASE
ESTIGMA
Estigma - “Sinal desencadeador de uma emoção que se manifesta numa conduta de afastamento imediato”.
PORTADOR X
AUTOESTIMA
HANSENÍASE- Como e onde o estigma se manifesta?
A informação cura o medo
Considerações Importantes
A vida não para: reconhecendo e curando a Hanseníase
• A Hanseníase é uma doença infecciosa crônica ,
causada por uma bactéria, Mycobacterium leprae,
também denominada Bacilo de Hansen.
• No Brasil é um grave problema de Saúde Pública.
• O Brasil ocupa o segundo lugar no mundo em número
de casos.
• É de NOTIFICAÇÃO COMPULSÓRIA
Transmissão
• Ocorre principalmente
através das vias aéreas
superiores, pessoa a pessoa
• Contato próximo e
prolongado
Patogenia
• Apenas 10% da população que entra em contato
com a pessoa multibacilar, sem tratamento, pode
desenvolver a hanseníase, por isso a doença é
considerada de baixa patogenicidade
• Somente as formas multibacilares da doença são
contagiosas.
• Não é hereditária.
• Período de incubação longo
Reconhecendo a Hanseníase
• Acomete a pele e nervos periféricos
• Manchas ou lesões de pele com alteração de
sensibilidade
• Falhas de pelo e alteração na produção de suor na
área afetada
• Sensação de choque ou fisgada
• Perda de força muscular
Reconhecendo a Hanseníase
A Suspeição diagnóstica pode ser realizada
por qualquer profissional , mas o
Diagnóstico cabe ao médico.
Diagnóstico Clínico e Classificação
http://www.atlasdermatologico.com.br/disease.jsf?diseaseId=232
Hanseníase
http://www.atlasdermatologico.com.br/disease.jsf?diseaseId=235
Hanseníase
http://www.atlasdermatologico.com.br/disease.jsf?diseaseId=231
Hanseníase
http://www.atlasdermatologico.com.br/disease.jsf?diseaseId=231
Hanseníase
Hanseníase
http://www.atlasdermatologico.com.br/disease.jsf?diseaseId=233
http://www.atlasdermatologico.com.br/disease.jsf?diseaseId=233
Hanseníase
http://www.atlasdermatologico.com.br/disease.jsf?diseaseId=234
Comprometimento neural na Hanseníase
Termos que você deve saber
A classificação operacional define
o tempo de tratamento
• CLASSIFICAÇÃO OPERACIONAL:
Forma como a Organização Mundial da Saúde classifica os tipos de
Hanseníase:
Paucibacilar (PB) - até 5 lesões
Multibacilar (MB) - >5 lesões
É um exame importante para o acompanhamento,
mas...
O DIAGNÓSTICO É CLÍNICO E NÃO
DEPENDE DA BACILOSCOPIA
Baciloscopia Negativa Não afasta o diagnóstico
de Hanseníase
BACILOSCOPIA
Fonte: Hanseníase Manejo diagnóstico e terapêutico
Tratamento
TRATAMENTO ADULTO – Poliquimioterapia única ( PQT-U)
Poliquimioterapia
Única (PQT-U)
Auto-
administrada
Dose
supervisionada
Clofazimina
Clofazimina
Rifampicina
Dapsona
TRATAMENTO CRIANÇA – Peso entre 30 e 50kg –
Poliquimioterapia única infantil ( PQT-U)
O que orientar aos pacientes quanto
aos efeitos da PQT?
Após a primeira dose do tratamento, o
paciente multibacilar na maioria das vezes
deixa de transmitir a doença.
IMPORTANTE seguir tratamento até o fim
ATENÇÃO !!!!!
Drogas, Efeitos colaterais e Orientações
• Rifampicina - Pode ocorrer urina avermelhada ou alaranjada, 24 a 48h
após a tomada da medicação
• Pode ocorrer cefaleia, intolerância gástrica, vômitos - Tratar com
sintomáticos; anemia – avaliação clínica e hematológica
• Clofazimina - Pode ocorrer xerose (ressecamento cutâneo), alteração da
coloração da pele (hiperpigmentação difusa) e constipação. Podemos
utilizar o creme de uréia e/ou óleo mineral no corpo.
• HAS, DM, HIV, tuberculose, alcoolismo, não contraindicam o tratamento
O suporte da família e do ACS é muito
importante para a adesão ao tratamento
Efeitos adversos
A PQT- U É BEM TOLERADA - RARAMENTE CAUSA EFEITOS GRAVES
EM CASO DE QUALQUER EFEITO ADVERSO, A EQUIPE
DEVERÁ SER COMUNICADA IMEDIATAMENTE E O PACIENTE
DEVERÁ SER ACOLHIDO
Passo a passo para o
acompanhamento do paciente
Acompanhamento do paciente
Após o diagnóstico da hanseníase seguir os seguintes passos:
• Notificação da doença
• É recomendado realizar baciloscopia do raspado intradérmico
• Realizar exames complementares
• Passar por avaliação odontológica
• Passar por Avaliação neurológica simplificada e do Grau de
incapacidade
• Tratamento- orientação de tomada, verificação periódica do blister,
alertar situações especiais
• Solicitar a presença dos contatos domiciliares e dos contatos sociais
que tem convivência próxima e prolongada. Vacina BCG?
• Atualização no SINANRio
Exame dos Contatos
Solicitar a presença dos contatos domiciliares e dos contatos sociais que
tem convivência próxima e prolongada para serem examinados e avaliados
quanto a indicação de vacina BCG.
Situações Especiais
Reações Hansênicas e Recidivas
-Indicador epidemiológico em < 15
anos: Ficha-Protocolo de Investigação
Diagnóstica de Casos em Menores de
15 anos
-Acolhimento X estigma/discriminação
na escola e na família.
-Incentivar a participação dos
cuidadores no processo de tratamento.
-Exame dos contatos intradomiciliares.
HANSENÍASE NA INFÂNCIA E NA ADOLESCÊNCIA
Gravidez e Aleitamento
. A gravidez e o aleitamento não
contraindicam o tratamento PQT-U padrão
. A bactéria da Hanseníase não atravessa a
placenta
. A clofazimina aumenta pigmentação pode
alterar a coloração do leite e da pele do RN
. Ofertar à paciente outros métodos
contraceptivos opcionais - diminuição da
ação do anticoncepcional pela Rifampicina
IDOSO
• Diagnóstico
• Regularidade tratamento
• Cuidador domiciliar
• Comorbidades
O que são as reações hansênicas?
• Inflamação do nervo (inchaço)
• As lesões de pele pioram ou
podem surgir novas lesões
• Podem surgir outros
sintomas
• Podem acontecer ANTES,
DURANTE O TRATAMENTO
ou APÓS A CURA
O que é recidiva?
• É um novo adoecimento
• Lesões novas
• Ocorre anos após a cura
Busca Ativa no Território
Perguntas que ajudam a detectar
pessoas que não se percebem doentes
Pergunta-chave:
Você tem mancha ou lesão no corpo?
Quando desconfiar?
• Tem “micoses” que nunca
curam?
• Tem “manchas de alergia” que
não coçam?
• Tem fisgadas nas mãos ou
pés?
• Tem área dormente no corpo?
• Alguma área do corpo com
falha de pelos?
• Alguma área do corpo não
gruda pó?
• O nariz fica entupido ou
ressecado com frequência?
• O olho fica ressecado com
frequência?
• As coisas caem com
facilidade da mão?
• O chinelo sai do pé sem
perceber?
• Teve queimadura que não
sentiu?
Como o ACS pode ajudar?
O ACS e as orientações para o autocuidado
Perguntar se está fazendo:
•Hidratação e lubrificação da pele
• Massagens, Exercícios, quando
orientados, para mãos, pés e olho. Uso
de colírio.
•Cuidados com queimaduras,
ferimentos.
•Fazer repouso da área afetada em
caso de dor.
•Exame diário dos olhos, mãos, ´pés.
•Uso de Luvas antitérmica, sapatos
adequados
Importante enfatizar ao paciente a importância da leitura do conteúdo da caderneta.
Caderneta de Saúde da Pessoa acometida pela Hanseníase
A caderneta deverá ser entregue ao paciente no momento do diagnóstico
e atualizada pelo médico a cada consulta.
O ACS é o olho e o ouvido da equipe na comunidade
• Descontruindo o estigma
• Realizando atividades educativas para divulgar
informações sobre a doença
• Realizando suspeição precoce
• Monitorando o acompanhamento do paciente
• Reforçando as orientações de cuidado dadas pela
equipe
• Sinalizando para equipe as dificuldades do paciente em
seu cotidiano
• Colaborando na diminuição do Abandono - busca de
faltosos
• Sendo elo entre paciente, equipe, família e comunidade
Atividades que ajudam a detectar
pessoas que não se percebem doentes
Para mim
é...
Cartaz da CAP 2.1
Para você,
o que é a
hanseníase?
ACS organizando ação na CAP 5.2
No dia a dia do
serviço...
ACOLHIMENTO
DIÁLOGO
ESCUTA
CONVERSA
INFORMAÇÃO
DIVULGAÇÃO
Bibliografia
BRASIL. Ministério da Saúde. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. PORTARIA GM/MS 3.125 de 7 de outubro de 2010. Brasília. 2010.
BRASIL. Ministério da Saúde. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. RESOLUÇÃO Nº 11. Dispõe sobre o controle da substância Talidomida e do medicamento que a contenha. Mar. 2011.
BRASIL. Ministério da Saúde. Avaliação Neurológica simplificada . Disponível em: http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/avaliacao_neuro_hanseniase.pdf. Acesso em fev.2019.
BRASIL. Ministério da Saúde. Diretrizes para vigilância, atenção eliminação da hanseníase como problema de saúde pública – Brasilia. 2016
BRASIL. Ministério da Saúde. Guia de procedimentos técnicos: baciloscopia em hanseníase. Disponivel em:
http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/guia_procedimentos_tecnicos_corticosteroides_hanseniase.pdf. Acesso em fev.2019.
BRASIL. Ministério da Saúde. Manual de Prevenção de Incapacidades. Disponível em:
http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/manual_prevencao_incapacidades.pdf. Acesso em fev.2019.
BRASIL. Ministério da Saúde. Orientações para uso: corticosteroides em hanseníase. Disponivel em:
http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/orientacoes_para_corticosteroides_hanseniase.pdf. Acesso em fev.2019.
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Coordenação-Geral de Desenvolvimento da Epidemiologia em Serviços. Guia de Vigilância em Saúde : volume único [recurso eletrônico] /
Ministério da Saúde, Secretaria de Vigilância em Saúde, Coordenação-Geral de Desenvolvimento da Epidemiologia em Serviços. – 3ª. Ed. Brasília : Ministério da Saúde, 2019. 740 p. : il.
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de Doenças de Condições Crônicas e Infecções Sexualmente Transmissíveis. Coordenação Geral de Hanseníase e Doenças em
Eliminação. NOTA TÉCNICA No 13/2021-CGDE/.DCCI/SVS/MS - Implantação do Sistema de Investigação da Resistência Antimicrobiana na Hanseníase -SIRH em subtituição ao FormSUS.
Bibliografia
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de Vigilância das Doenças Transmissíveis. Coordenação Geral de Hanseníase e Doenças em Eliminação. Ofício circular
1/2019/CGHDE/DEVIT/SVS/MS. Utilização do formulário eletrõnico – FormSUS, Formulário de investigação dos casos de hanseníase em menores de 15 anos com GIF 2.14.mar.2019.
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de Doenças de Condições Crônicas e Infecções Sexualmente Transmissíveis. Coordenação Geral de Hanseníase e
Doenças em Eliminação. Nota Técnica nº 8/220-CGDE/DCCI/SVS/MS. Vigilância da resistência antimicrobiana em hanseníase. 17 mar. 2020.
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de Vigilância das Doenças Transmissíveis. Guia prático sobre a hanseníase [recurso eletrônico] / Ministério da Saúde,
Secretaria de Vigilância em Saúde, Departamento de Vigilância das Doenças Transmissíveis. – Brasília : Ministério da Saúde, 2017. 68 p. : il.
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de Doenças de Condições Crônicas e Infecções Sexualmente Transmissíveis. Hanseníase no Brasil : caracterização das
incapacidades físicas / Ministério da Saúde, Secretaria de Vigilância em Saúde, Departamento de Doenças de Condições Crônicas e Infecções Sexualmente Transmissíveis – Brasília : Ministério da Saúde,
2020.
às drogas. 1. ed. Rio de Janeiro: SMS, 2020. 44 p. (Série F. Comunicação e Educação em Saúde) (Coleção Guia de Referência Rápida, n. 15)
RIO DE JANEIRO. Secretaria Municipal de Saúde. RIO DE JANEIRO. Secretaria Municipal de Saúde. Subsecretaria de Atenção Primária, Vigilância e Promoção da Saúde. Superintendência de
Atenção Primária. Hanseníase: Reações hansênicas e efeitos adversos Subsecretaria de Atenção Primária, Vigilância e Promoção da Saúde. Superintendência de Atenção Primária. Hanseníase: manejo
diagnóstico e terapêutico. 1. ed. Rio de Janeiro: SMS, 2020. 68 p. (Série F. Comunicação e Educação em Saúde) (Coleção Guia de Referência Rápida, n. 15)
http://www.atlasdermatologico.com.br/disease.jsf?diseaseId=233
http://www.atlasdermatologico.com.br/disease.jsf?diseaseId=231
http://www.atlasdermatologico.com.br/disease.jsf?diseaseId=232
http://www.atlasdermatologico.com.br/disease.jsf?diseaseId=235
➢- Coordenadora de Doenças Crônicas Transmissíveis:
Emanuelle Pereira de Oliveira Corrêa
➢- Gerente das Doenças Dermatológicas Prevalentes
Márcia Cristiana Borges Vilas Bôas
- Técnicas :Cristina Monteiro Bernardes
Denise Alves Silva
Gabriela T. de Oliveira Cardoso
Lia Raquel Araujo
Tatiana Siqueira
Viviani Christini Lima
Equipe Técnica
Gerência da Área Técnica das Doenças
Dermatológicas Prevalentes
Email: dermatologiario.rj@gmail.com
Contato: 21 3971-1639 / 21 3971-3035

o_acs_e_a_hanseniase.pptx

  • 1.
    O AGENTE COMUNITÁRIODE SAÚDE E A HANSENÍASE Coordenação das Linhas de Cuidado das Doenças Crônicas Transmissíveis Gerência de Doenças Dermatológicas Prevalentes SMSRJ
  • 2.
  • 3.
    Agente comunitário desaúde, qual o significado que a Hanseníase tem para você?
  • 4.
    Porque o medode uma doença que já tem cura?
  • 5.
    Acolhimento as pessoascom Hanseníase • História de isolamento obrigatório • Afastamento da família • Deformidade • Medo de reviver o passado de horror e sofrimento • Estigma Pergunte a si mesmo: Qual o seu medo em relação a essa doença?
  • 6.
    FAMÍLIAS COMUNIDADE ESCOLAS TRABALHO CUIDADOS DE SAÚDE LINHA DECUIDADO LEPRA X HANSENÍASE ESTIGMA Estigma - “Sinal desencadeador de uma emoção que se manifesta numa conduta de afastamento imediato”. PORTADOR X AUTOESTIMA HANSENÍASE- Como e onde o estigma se manifesta?
  • 7.
  • 8.
  • 9.
    A vida nãopara: reconhecendo e curando a Hanseníase • A Hanseníase é uma doença infecciosa crônica , causada por uma bactéria, Mycobacterium leprae, também denominada Bacilo de Hansen. • No Brasil é um grave problema de Saúde Pública. • O Brasil ocupa o segundo lugar no mundo em número de casos. • É de NOTIFICAÇÃO COMPULSÓRIA
  • 10.
    Transmissão • Ocorre principalmente atravésdas vias aéreas superiores, pessoa a pessoa • Contato próximo e prolongado
  • 11.
    Patogenia • Apenas 10%da população que entra em contato com a pessoa multibacilar, sem tratamento, pode desenvolver a hanseníase, por isso a doença é considerada de baixa patogenicidade • Somente as formas multibacilares da doença são contagiosas. • Não é hereditária. • Período de incubação longo
  • 12.
    Reconhecendo a Hanseníase •Acomete a pele e nervos periféricos • Manchas ou lesões de pele com alteração de sensibilidade • Falhas de pelo e alteração na produção de suor na área afetada • Sensação de choque ou fisgada • Perda de força muscular
  • 13.
  • 14.
    A Suspeição diagnósticapode ser realizada por qualquer profissional , mas o Diagnóstico cabe ao médico. Diagnóstico Clínico e Classificação
  • 15.
  • 16.
  • 17.
  • 18.
  • 19.
  • 20.
  • 21.
  • 22.
    Termos que vocêdeve saber A classificação operacional define o tempo de tratamento • CLASSIFICAÇÃO OPERACIONAL: Forma como a Organização Mundial da Saúde classifica os tipos de Hanseníase: Paucibacilar (PB) - até 5 lesões Multibacilar (MB) - >5 lesões
  • 23.
    É um exameimportante para o acompanhamento, mas... O DIAGNÓSTICO É CLÍNICO E NÃO DEPENDE DA BACILOSCOPIA Baciloscopia Negativa Não afasta o diagnóstico de Hanseníase BACILOSCOPIA Fonte: Hanseníase Manejo diagnóstico e terapêutico
  • 24.
  • 25.
    TRATAMENTO ADULTO –Poliquimioterapia única ( PQT-U) Poliquimioterapia Única (PQT-U) Auto- administrada Dose supervisionada Clofazimina Clofazimina Rifampicina Dapsona
  • 26.
    TRATAMENTO CRIANÇA –Peso entre 30 e 50kg – Poliquimioterapia única infantil ( PQT-U)
  • 27.
    O que orientaraos pacientes quanto aos efeitos da PQT?
  • 28.
    Após a primeiradose do tratamento, o paciente multibacilar na maioria das vezes deixa de transmitir a doença. IMPORTANTE seguir tratamento até o fim ATENÇÃO !!!!!
  • 29.
    Drogas, Efeitos colateraise Orientações • Rifampicina - Pode ocorrer urina avermelhada ou alaranjada, 24 a 48h após a tomada da medicação • Pode ocorrer cefaleia, intolerância gástrica, vômitos - Tratar com sintomáticos; anemia – avaliação clínica e hematológica • Clofazimina - Pode ocorrer xerose (ressecamento cutâneo), alteração da coloração da pele (hiperpigmentação difusa) e constipação. Podemos utilizar o creme de uréia e/ou óleo mineral no corpo. • HAS, DM, HIV, tuberculose, alcoolismo, não contraindicam o tratamento O suporte da família e do ACS é muito importante para a adesão ao tratamento
  • 30.
    Efeitos adversos A PQT-U É BEM TOLERADA - RARAMENTE CAUSA EFEITOS GRAVES EM CASO DE QUALQUER EFEITO ADVERSO, A EQUIPE DEVERÁ SER COMUNICADA IMEDIATAMENTE E O PACIENTE DEVERÁ SER ACOLHIDO
  • 31.
    Passo a passopara o acompanhamento do paciente
  • 32.
    Acompanhamento do paciente Apóso diagnóstico da hanseníase seguir os seguintes passos: • Notificação da doença • É recomendado realizar baciloscopia do raspado intradérmico • Realizar exames complementares • Passar por avaliação odontológica • Passar por Avaliação neurológica simplificada e do Grau de incapacidade • Tratamento- orientação de tomada, verificação periódica do blister, alertar situações especiais • Solicitar a presença dos contatos domiciliares e dos contatos sociais que tem convivência próxima e prolongada. Vacina BCG? • Atualização no SINANRio
  • 33.
    Exame dos Contatos Solicitara presença dos contatos domiciliares e dos contatos sociais que tem convivência próxima e prolongada para serem examinados e avaliados quanto a indicação de vacina BCG.
  • 34.
  • 35.
    -Indicador epidemiológico em< 15 anos: Ficha-Protocolo de Investigação Diagnóstica de Casos em Menores de 15 anos -Acolhimento X estigma/discriminação na escola e na família. -Incentivar a participação dos cuidadores no processo de tratamento. -Exame dos contatos intradomiciliares. HANSENÍASE NA INFÂNCIA E NA ADOLESCÊNCIA
  • 36.
    Gravidez e Aleitamento .A gravidez e o aleitamento não contraindicam o tratamento PQT-U padrão . A bactéria da Hanseníase não atravessa a placenta . A clofazimina aumenta pigmentação pode alterar a coloração do leite e da pele do RN . Ofertar à paciente outros métodos contraceptivos opcionais - diminuição da ação do anticoncepcional pela Rifampicina
  • 37.
    IDOSO • Diagnóstico • Regularidadetratamento • Cuidador domiciliar • Comorbidades
  • 38.
    O que sãoas reações hansênicas? • Inflamação do nervo (inchaço) • As lesões de pele pioram ou podem surgir novas lesões • Podem surgir outros sintomas • Podem acontecer ANTES, DURANTE O TRATAMENTO ou APÓS A CURA
  • 39.
    O que érecidiva? • É um novo adoecimento • Lesões novas • Ocorre anos após a cura
  • 40.
    Busca Ativa noTerritório
  • 41.
    Perguntas que ajudama detectar pessoas que não se percebem doentes
  • 42.
  • 43.
    Quando desconfiar? • Tem“micoses” que nunca curam? • Tem “manchas de alergia” que não coçam? • Tem fisgadas nas mãos ou pés? • Tem área dormente no corpo? • Alguma área do corpo com falha de pelos? • Alguma área do corpo não gruda pó? • O nariz fica entupido ou ressecado com frequência? • O olho fica ressecado com frequência? • As coisas caem com facilidade da mão? • O chinelo sai do pé sem perceber? • Teve queimadura que não sentiu?
  • 44.
    Como o ACSpode ajudar?
  • 45.
    O ACS eas orientações para o autocuidado Perguntar se está fazendo: •Hidratação e lubrificação da pele • Massagens, Exercícios, quando orientados, para mãos, pés e olho. Uso de colírio. •Cuidados com queimaduras, ferimentos. •Fazer repouso da área afetada em caso de dor. •Exame diário dos olhos, mãos, ´pés. •Uso de Luvas antitérmica, sapatos adequados
  • 46.
    Importante enfatizar aopaciente a importância da leitura do conteúdo da caderneta. Caderneta de Saúde da Pessoa acometida pela Hanseníase A caderneta deverá ser entregue ao paciente no momento do diagnóstico e atualizada pelo médico a cada consulta.
  • 47.
    O ACS éo olho e o ouvido da equipe na comunidade • Descontruindo o estigma • Realizando atividades educativas para divulgar informações sobre a doença • Realizando suspeição precoce • Monitorando o acompanhamento do paciente • Reforçando as orientações de cuidado dadas pela equipe • Sinalizando para equipe as dificuldades do paciente em seu cotidiano • Colaborando na diminuição do Abandono - busca de faltosos • Sendo elo entre paciente, equipe, família e comunidade
  • 48.
    Atividades que ajudama detectar pessoas que não se percebem doentes
  • 49.
    Para mim é... Cartaz daCAP 2.1 Para você, o que é a hanseníase? ACS organizando ação na CAP 5.2 No dia a dia do serviço... ACOLHIMENTO DIÁLOGO ESCUTA CONVERSA INFORMAÇÃO DIVULGAÇÃO
  • 50.
    Bibliografia BRASIL. Ministério daSaúde. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. PORTARIA GM/MS 3.125 de 7 de outubro de 2010. Brasília. 2010. BRASIL. Ministério da Saúde. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. RESOLUÇÃO Nº 11. Dispõe sobre o controle da substância Talidomida e do medicamento que a contenha. Mar. 2011. BRASIL. Ministério da Saúde. Avaliação Neurológica simplificada . Disponível em: http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/avaliacao_neuro_hanseniase.pdf. Acesso em fev.2019. BRASIL. Ministério da Saúde. Diretrizes para vigilância, atenção eliminação da hanseníase como problema de saúde pública – Brasilia. 2016 BRASIL. Ministério da Saúde. Guia de procedimentos técnicos: baciloscopia em hanseníase. Disponivel em: http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/guia_procedimentos_tecnicos_corticosteroides_hanseniase.pdf. Acesso em fev.2019. BRASIL. Ministério da Saúde. Manual de Prevenção de Incapacidades. Disponível em: http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/manual_prevencao_incapacidades.pdf. Acesso em fev.2019. BRASIL. Ministério da Saúde. Orientações para uso: corticosteroides em hanseníase. Disponivel em: http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/orientacoes_para_corticosteroides_hanseniase.pdf. Acesso em fev.2019. BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Coordenação-Geral de Desenvolvimento da Epidemiologia em Serviços. Guia de Vigilância em Saúde : volume único [recurso eletrônico] / Ministério da Saúde, Secretaria de Vigilância em Saúde, Coordenação-Geral de Desenvolvimento da Epidemiologia em Serviços. – 3ª. Ed. Brasília : Ministério da Saúde, 2019. 740 p. : il. BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de Doenças de Condições Crônicas e Infecções Sexualmente Transmissíveis. Coordenação Geral de Hanseníase e Doenças em Eliminação. NOTA TÉCNICA No 13/2021-CGDE/.DCCI/SVS/MS - Implantação do Sistema de Investigação da Resistência Antimicrobiana na Hanseníase -SIRH em subtituição ao FormSUS.
  • 51.
    Bibliografia BRASIL. Ministério daSaúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de Vigilância das Doenças Transmissíveis. Coordenação Geral de Hanseníase e Doenças em Eliminação. Ofício circular 1/2019/CGHDE/DEVIT/SVS/MS. Utilização do formulário eletrõnico – FormSUS, Formulário de investigação dos casos de hanseníase em menores de 15 anos com GIF 2.14.mar.2019. BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de Doenças de Condições Crônicas e Infecções Sexualmente Transmissíveis. Coordenação Geral de Hanseníase e Doenças em Eliminação. Nota Técnica nº 8/220-CGDE/DCCI/SVS/MS. Vigilância da resistência antimicrobiana em hanseníase. 17 mar. 2020. BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de Vigilância das Doenças Transmissíveis. Guia prático sobre a hanseníase [recurso eletrônico] / Ministério da Saúde, Secretaria de Vigilância em Saúde, Departamento de Vigilância das Doenças Transmissíveis. – Brasília : Ministério da Saúde, 2017. 68 p. : il. BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de Doenças de Condições Crônicas e Infecções Sexualmente Transmissíveis. Hanseníase no Brasil : caracterização das incapacidades físicas / Ministério da Saúde, Secretaria de Vigilância em Saúde, Departamento de Doenças de Condições Crônicas e Infecções Sexualmente Transmissíveis – Brasília : Ministério da Saúde, 2020. às drogas. 1. ed. Rio de Janeiro: SMS, 2020. 44 p. (Série F. Comunicação e Educação em Saúde) (Coleção Guia de Referência Rápida, n. 15) RIO DE JANEIRO. Secretaria Municipal de Saúde. RIO DE JANEIRO. Secretaria Municipal de Saúde. Subsecretaria de Atenção Primária, Vigilância e Promoção da Saúde. Superintendência de Atenção Primária. Hanseníase: Reações hansênicas e efeitos adversos Subsecretaria de Atenção Primária, Vigilância e Promoção da Saúde. Superintendência de Atenção Primária. Hanseníase: manejo diagnóstico e terapêutico. 1. ed. Rio de Janeiro: SMS, 2020. 68 p. (Série F. Comunicação e Educação em Saúde) (Coleção Guia de Referência Rápida, n. 15) http://www.atlasdermatologico.com.br/disease.jsf?diseaseId=233 http://www.atlasdermatologico.com.br/disease.jsf?diseaseId=231 http://www.atlasdermatologico.com.br/disease.jsf?diseaseId=232 http://www.atlasdermatologico.com.br/disease.jsf?diseaseId=235
  • 52.
    ➢- Coordenadora deDoenças Crônicas Transmissíveis: Emanuelle Pereira de Oliveira Corrêa ➢- Gerente das Doenças Dermatológicas Prevalentes Márcia Cristiana Borges Vilas Bôas - Técnicas :Cristina Monteiro Bernardes Denise Alves Silva Gabriela T. de Oliveira Cardoso Lia Raquel Araujo Tatiana Siqueira Viviani Christini Lima Equipe Técnica
  • 53.
    Gerência da ÁreaTécnica das Doenças Dermatológicas Prevalentes Email: dermatologiario.rj@gmail.com Contato: 21 3971-1639 / 21 3971-3035