RUMINANTES
INTRODUÇÃO
IMPORTÂNCIA
Helmintoses - predileção por localização
específica dentro do hospedeiro
INTRODUÇÃO
Helmintose ruminantes
Perdas econômicas: Queda na produção
- suscetibilidade a outras afecções,
- transmissão de outros agentes infecciosos,
- doenças gastrointestinais e pulmonares,
- morte (filhotes).
INTRODUÇÃO
IMPORTÂNCIA
Helmintoses
❖ Especificidade e suscetibilidade do
hospedeiro
ESPÉCIE, RAÇA, IDADE, IMUNIDADE
ESTADO FISIOLÓGICO (peripuerperal)
ESTADO NUTRICIONAL
Auto cura, óbito ou infecção persistente
Imunidade total adquirida é rara
INTRODUÇÃO
IMPORTÂNCIA
Helmintoses- somatória
• Natureza e extensão de danos variável
• Danos mecânicos: sangramento, obstrução
pulmonar ou intestinal
• Redução absorção de nutrientes
• Alérgenos
• Anemia, hipoproteinemia (edemas)
ORDEM STRONGYLIDA - 3 Super famílias
(estrongilídeos) > gastrointestinais
❖ Trichostrongyloidea
Abomaso e ID Gêneros mais importantes
Haemonchus, Trichostrongylus, Ostertagia,
Cooperia, Nematodirus
❖ Strongyloidea Oesophagostomum
❖ Ancylostomatoidea Bunostomum
❖ Metastrongyloidea ( > vermes pulmonares)
INTRODUÇÃO
Fêmeas - milhares de ovos nas fezes em
condições de calor e umidade nas pastagens
grande número de larvas sobrevive
Ovos embrionados - L1 (poucas horas)
alimentação bactérias - L2 - L3 (forma infectante)
Larvas infectantes podem sobreviver semanas a
meses em condições climáticas desfavoráveis
Introdução
Hipobiose - é um artifício usado
pelos parasitas para evitar
condições climáticas adversas às
suas progênies e permanecer
sexualmente imaturos até que
haja boas condições para seu
desenvolvimento - resistência ao
tratamento!
INTRODUÇÃO
Nematóides - Diagnóstico
INTRODUÇÃO
Nematóides – Diagnóstico OPG (contagem de
ovos por grama de fezes)
INTRODUÇÃO
Nematóides – Diagnóstico
Identificação larval:
- cultura fecal e fixação em solução clareadora
Peças bucais, morfologia da cutícula
INTRODUÇÃO
Nematóides – Diagnóstico
Identificação larval
Antiparasitário de amplo espectro
* resistência aos antihelmínticos
Benzimidazóis (todos estágios): albendazol, fembendazol, levamizol
Ivermectina, doramectina, moxidectina, eprinomectrina...
Medicar os animais e transferir para um pasto
seguro
Helmintose - tratamento
Medidas preventivas- manejo estratégico
• Rotação de pastagem
• Segregar animais anêmicos
• Drenagem de campos alagadiços
• Desinfecção de instalações
• Incinerar vísceras de animais mortos
INTRODUÇÃO
Medidas preventivas- manejo
• Evitar superlotação
• Oferecer nutrição adequada
• Separar jovens de adultos
• Quarentena de animais recém
introduzidos
• Cochos e bebedouros nas áreas de maior
concentração (evitar açudes, fornecer
água tratada)
• Raças resistentes
INTRODUÇÃO
INTRODUÇÃO
Larvas de terceiro estágio de Trichostrongylideos
Larvas de terceiro estágio de Trichostrongylideos
ORDEM STRONGYLIDA- ovos
estrongilídeos ou tipo "estrongilo"
Ovos de superfície lisa, elípticos, morulados
ORDEM STRONGYLIDA
Ovo - L1 1-2 dias
L1 e L2 se alimentam de bactérias das fezes
L3 mantem cutícula até infectar hospedeiro ~ 1
semana
L3 L2 e L1
(fezes)
Gastroenterites parasitárias em
ruminantes
Abomaso
Superfamília:Trichostrongyloidea
Morfologia
Conhecido como
"vermelhinho" ou
"bengala de barbeiro“,
1-3 cm
Haemonchus spp
HEMONCOSE
Agente: Haemonchus spp
Hospedeiros: ruminantes (bovinos, ovinos e
caprinos)
Localização: abomaso
Haemonchus contortus (ovinos, caprinos)
Haemonchus placei (bovinos)
Haemonchus similis (bovinos e ovinos)
Abomaso
HEMONCOSE
Importância
Distribuição mundial
TODO Brasil
Elevada frequência-
Alta patogenicidade
Principais parasitas de ruminantes
Grande perda econômica (ovinos de clima tropical)
Abomaso
HEMONCOSE
Patogenia Abomasite parasitária hemorrágica
São parasitas hematófagos, produzem
anticoagulante - anemia hemorrágica aguda
ou crônica; hipoproteinemia
Abomaso
CICLO
HEMONCOSE
Ciclo evolutivo direto
infecção oral
(ingestão L3)
Oviposição diária
5-10.000 ovos
HEMONCOSE
Ciclo evolutivo direto
Condições climáticas favoráveis X condições
climáticas desfavoráveis: sobrevivência larval
1-3 meses!
Ovo até forma infectante( L3) 4-6 dias
PPP ~ 21 dias
Hipobiose
Abomaso
HEMONCOSE - Manifestações clínicas
Anemia acentuada (mais frequente filhotes)
Hiperaguda, aguda ou crônica
Vários graus de edema (submandibular e ascite)
Letargia e fraqueza muscular, dispneia - ÓBITO
Geralmente apetite normal, fezes bem
formadas, ocasionalmente fezes com coloração
marrom escura (melena), perda de peso, lã
Abomaso
HAEMONCOSE
Anemia
Abomaso
Método FAMACHA
 Desenvolvido por um pesquisador sul-
africano devido a grande
disseminação de resistência anti-
helmíntica, sendo uma alternativa a
ser utilizada a campo de fácil
aquisição, interpretação e manuseio.
 Classifica a anemia em graus através
da análise da mucosa ocular em
comparação com cartão específico
com cinco tons de coloração.
HEMONCOSE - FAMACHA- resistência ao
tratamento, Ht < 15
Abomaso
HEMONCOSE
Abomaso
HEMONCOSE Lesões
necroscópicas
Necropsia: carcaça e
mucosas pálidas,
ausência de depósitos de
gordura visceral, edema
submandibular e ascite
Abomaso: presença de
parasitas adultos (1-3
cm), conteúdo abomasal
amarronzado
Abomaso
HEMONCOSE - Diagnóstico
Coproparasitológico: técnica de flutuação
Ovos de parede fina, formato ovóide,
acinzentados
OPG> 10.000
Abomaso
HEMONCOSE - Diagnóstico
Coprocultura – identificação das larvas
(aparelho bucal pequeno e cutícula
Abomaso
Abomaso
Superfamília:Trichostrongyloidea
OSTERTAGIOSE
Ostertagia spp
Ostertagia ostertagi- bovinos
Ostertagia circuncicta- ovinos
Distribuição mundial- principais parasitas de
ruminantes: grande importância regiões com
clima temperado e subtropical
Brasil: região sul e relatos na região sudeste
Abomaso
OSTERTAGIOSE
"Verme marrom do estomago"
pequeno < 14mm
Localização preferencial no hospedeiro: abomaso
Ciclo evolutivo direto
PPP: 21 dias; L3 infectante
Hipobiose > 6 meses
Abomaso
OSTERTAGIOSE
Bovinos jovens e ocasional em adultos
Patogenia ingestão da L3 (água ou pasto), penetram no
interior das glândulas gástricas – destruição de grande
número de glândulas e de células que produzem o
ácido clorídrico, hiperplasia e perda da função
glandular, redução na produção de HCl, aumento do
pH, dificulta digestão proteica
Abomaso
OSTERTAGIOSE
Manifestações clínicas
Perda de peso - pelagem opaca e seca, redução do
apetite e hipoproteinemia - ascite e edema
submandibular, anemia
Diarreia aquosa intensa/ pode ou não ser contínua,
pode sujar pele da região perianal e membros
pélvicos
Tipo 1 diarreia intensa contínua
Tipo 2 diarreia intermitente
Abomaso
Teladorsagia spp ou
Ostertagia circuncicta
Ostertagia circuncicta
Diagnóstico Necropsia- linfonodos regionais
aumentados; ausência de depósitos de gordura;
nódulos branco acizentados no abomaso
OPG, sazonalidade (histórico - sul), achados
patológicos, cultura larval, identificação do
parasita adulto (marrom, < 14mm)-.
OSTERTAGIOSE
Abomaso
OSTERTAGIOSE
Abomaso
Edema e hiperemia das pregas do abomaso; parasita
pode sair por um orifício
Aspecto de " couro marroquino“ patognomônico
OSTERTAGIOSE
Abomaso
Superfamília:Trichostrongyloidea
Abomaso
TRICHONSTRONGILOSE
Trichostrongylus axei
Parasita bem pequeno (<7 mm)
Raramente é o patógeno primário, geralmente
ocorre associado a outras parasitoses do trato
gastrointestinal
Importante em regiões subtropicais (Brasil)
Localização – abomaso
Ampla variedade de hospedeiros: ruminantes,
equinos, suínos
Abomaso
Patogenia
L3 penetram na mucosa abomasal – forma
túneis
Destruição da mucosa e glândulas- edema e
hemorragia na parede abomasal
Perda de proteínas plasmáticas
Mudança de pH e ↑ da permeabilidade da
mucosa
TRICHONSTRONGILOSE
Abomaso
Manifestações clínicas
• Maioria assintomáticas
• Infecções maciças –
perda de peso e diarreia
(verde brilhante)
• Atração de moscas
varejeiras (miíases)
TRICHONSTRONGILOSE
Abomaso
TRICHONSTRONGILOSE
Diagnóstico
Necropsia: abomasite
(atrofia de vilosidades),
úlceras de mucosa
abomasal, carcaça sem
gordura
Lavagem e raspagens da
mucosa, utilização de
lupas ou microscopia
Exame OPG e cultura de
fezes
Abomaso
Superfamília:Trichostrongyloidea
Intestino delgado
TRICHOSTRONGILOSE
Trichostrongylus spp.
Diversas espécies: Trichostrongylus colubriformis,
Trichostrongylus longispiculares
Parasita vermelho acastanhado claro, filiforme, ~
8mm*
Distribuição: mundial
Localização de predileção: Intestino delgado
Hospedeiros: ruminantes
*Parasitas de tamanho variável, até 25mm
Intestino delgado
Patogenia
Larvas penetram mucosa (túneis) e provocam
atrofia vilosidades intestinais, aumento células
caliciformes (muco)
Ciclo direto típico
PPP 2-3 semanas
TRICHOSTRONGILOSE
Intestino delgado
Manifestações clínicas
• Perda de peso
• Surtos de enterite (infecções maciças), perda de
peso, hipoproteinemia
• Imunidade lentamente adquirida, pode diminuir
imunidade no período próximo ao parto
TRICHOSTRONGILOSE
Intestino delgado
Diagnóstico
• Necropsia - mucosa intestinal inflamada e
espessada com presença de muco
• OPG ovos típicos de estrôngilos
• Cultivo larval e identificação adulto (digestão do ID
com salina morna para liberação larval)
Intestino delgado
TRICHOSTRONGILOSE
COOPERIOSE
Cooperia spp
Distribuição: mundial
Localização de predileção: intestino delgado
Hospedeiros: ruminantes
Parasitas pequenos < 9mm, cavidade bucal muito
pequena, forma de vírgula
Algumas espécie são específicas outras não
Algumas espécies são mais patogênicas que outras
para determinadas espécies
Intestino delgado
COOPERIOSE
Cooperia spp
Principais espécies:
- Cooperia oncophora – bovinos e ovinos.
- Cooperia punctata – bovinos e ovinos.
- Cooperia pectinata – bovinos.
- Cooperia curticei – ovinos.
Intestino delgado
Patogenia
Lesão ~Trichostrongylus spp. migração nas
criptas intestinais
PPP 3 semanas
Hipobiose
Imunidade parcial após 1 ano de infecção
COOPERIOSE
Intestino delgado
Manifestações clínicas
• Maioria são assintomáticos, perda de apetite
ou baixo ganho de peso
• Enterite catarral intermitente (infecções maciças)
e edema submandibular (hipoproteinemia)
COOPERIOSE
Intestino delgado
Diagnóstico
Necropsia - atrofia e edema das vilosidades
intestinais
OPG, cultivo larval e identificação adulto
COOPERIOSE
Intestino delgado
Fonte: Foreyt,
Superfamília
Trichinelloidea
Muellerius capillaris
Morfologia: adulto 1 - 3 cm,
cor castanho
Ciclo de vida indireto
Hospedeiro intermediário:
lesma e caramujo
(após ingestão dos ovos,
L1-L3 no HI)
Hospedeiro definitivo:
pequenos ruminantes -
larva migra dos capilares
até linfonodos e pulmão
Traqueia e pulmão
➢ Ovinos e Caprinos
➢ Fezes: L1
➢ HI: moluscos gasterópodes (mais de 40 espécies)
SMGennari
Muellerius capillaris
ECLOSÃO DAS LARVAS
TECIDO PULMONAR
MIGRAM VIAS AEREAS
FARINGE
DEGLUTIDAS
ELIMINADAS - FEZES
L1
( AMBIENTE)
INGERIDA POR MOLUSCO
(L1 – L2 – L3 )
OVINOS
INGEREM MOLUSCO ( L3 )
L3
ATRVESSA A PAREDE
INTESTINAL
VIA LINFÁTICA
GÂNGLIOS
MESENTÉRICOS
MUDA - L4
MUDA – L5
PULMÕES
CIRCULAÇÃO
ppp - 6 SEMANAS
ADULTOS
Muellerius capillaris
• Geralmente - achado de necropsia
• Adultos no tecido pulmonar
• Formação de nódulos
• Calcificação dos nódulos
• Lesões nodulares na superfície do pulmão
SMGennari
Muellerius capillaris
Diagnóstico
Baerman
L1 Muellerius sp
SMGennari
Muellerius capillaris
Vermes pulmonares ruminantes
Super família Trichostrongyloidea
Família Dictyocaulinae
DICTIOCAULOSE ou bronquite parasitária
Hospedeiros ruminantes e equinos
Dictyocaulus arnfield (asnos, equinos)
Dictyocaulus viviparus (bovinos, búfalos)
Dictyocaulus filaria (ovinos e caprinos)
Características morfológicas: 5-8 cm, coloração
branca
Distribuição mundial, em climas temperados com
grande precipitação pluvial (Sul Brasil)
Traqueia e pulmão
DICTIOCAULOSE
Broncopneumonia parasitária de ruminantes
Acomete principalmente animais jovens
(bovinos)
Pequenos ruminantes infecções maciças ou
associadas com outros nematelmintos
Traqueia e pulmão
DICTIOCAULOSE
Ciclo de vida: direto fêmea ovovivíparas (ovo
com L1)
No ambiente: L1-L3 (5 dias)
Traqueia e pulmão
Fungo Pilobolus sp
(1 semana, até 3 metros)
DICTIOCAULOSE
Ciclo de vida:
Ingestão oral (L3) - intestino- penetra na mucosa, L4
migra via linfática ou por vasos sanguíneos até
pulmões (maturidade sexual)
Postura dos ovos larvados (L1) brônquios e bronquíolos
Ovos podem ser expelidos pela cavidade oral ou nasal
(expectoração)
Ou deglutidos e eliminados nas fezes (L1). Geralmente
larva eclode no tubo digestório antes de ser eliminada
nas fezes
Traqueia e pulmão
Manifestações clínicas
Mais frequentes em filhotes
Infecção leve - tosse intermitente após exercícios
Tosse, espirro, corrimento nasal mucosa, febre
Taquipnéia e desconforto respiratório grave
Cianose, prostração e decúbito lateral, óbito
Atelectasia (colapso total ou parcial do pulmão ou do
lóbulo pulmonar)
DICTIOCAULOSE
Traqueia e pulmão
DICTIOCAULOSE
Diagnóstico:
- Detecção de larvas pela técnica de
Baerman
- ELISA soroconversão 4-6 semanas, título
persiste por 4-7 meses
Após 1 mês de evolução (PPP)
Traqueia e pulmão
DICTIOCAULOSE
Exame histopatológico edema pulmonar,
exsudato purulento e hepatização pulmonar,
linfonodos regionais aumentados
Vacina? Europa
Traqueia e pulmão
Obrigada!!!
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=528

Nematelmintos ruminantes 2021