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GASTROENTERITE
VERMINÓTICA DOS
RUMINANTES
Prof.: Maria Alice de
Sene Moreira
SINONÍMIA
 Verminose gastro-intestinal
 Helmintose
 Trichostrongilose
CONCEITO
Parasitose causada por
nematódeos e cestódeos
IMPORTÂNCIA
Prejuízos
Redução na
produção de
leite
Redução no
ganho de
peso
Redução
desempenho
reprodutivo Interferem
na resposta
imunológica
Mortalidade
(2 a 10%)
ETIOLOGIA NO ABOMASO
Haemonchus contortus
Haemonchus placei
Ostertagiaspp.
Trichostrongylus axei
ETIOLOGIA NO INTESTINO
DELGADO
Cooperia punctata
C. pectinata
C. spatulata
C. curticei
Bunostomum spp.
Trichostrongylus
colubriformis
Strongyloides
papillosus
Toxocara
vitulorum
Nematodirus spp.
Moniezia
benedeni
M. expansa
ETIOLOGIA NO INTESTINO
GROSSO
Oesophagostomum spp
Trichuris spp.
 Onchocerca gutturosa (N)
ETIOLOGIA NO LIGAMENTO
CERVICAL
Haemonchus contortus
Haemonchus placei
Cooperia punctata
Correspondem
aproximadamente 90% da
carga parasitária dos
bovinos
EPIDEMIOLOGIA
- Cosmopolita
- Depende do clima
SURTOS DE VERMINOSES
Clima
Temperat
ura
5°C: larvas
se
imobiliza
m
22-26°C:
Desenvolvime
nto
> 30°C:
Desenvolvim
ento
acelerado
Umidade
Fator limitante
(100% ideal)
Ovo e L3:
+
resistente
* Maioria das larvas morrem com
30 dias
ANIMAIS SUSCEPTÍVEIS
Bovinos
- Bovinos de leite:
- A partir do 1°mês de vida
- 4-18 meses de idade é mais
acentuada
- Bovinos de corte: -entre a desmama e
aos 2 anos de idade (+ resistentes).
- Animais adultos são mais resistentes
ANIMAIS SUSCEPTÍVEIS
Caprinos e ovinos
- Até 8 semanas de idade: baixas
cargas parasitárias
- Altamente sensíveis:
- Desmama
- Lactação
- Gestação
TRANSMISSÃO
L3 e ovos
podem ficar
viáveis no ½
ambiente
por até 10
m
Prejuízos
45-50/
animal/
ano
Forma de
infecção:
½
ambiente
L3 ou ovo
embrionad
o
contamina
m água
e/ou
pastagemL3 e ovo
são
resistente
s as
condições
do ½
ambiente
Chuvas :
infestação
TRANSMISSÃO
L3 ou ovo
embriona
do nas
fezes
Contamina ½
ambiente
Animal ingere
capim / água
contaminado(
a)
Verme adulto
no animal
TRANSMISSÃO BUNOSTOMUM
Pastagem
contaminada
(L3)
Animal ingere
Parasito
adulto no int
delgado
Fezes
contaminadas
(L3)
Pisa no
bolo fecal
L3 penetra
na pele
Corrente
linfática
Polidermat
ite
TRANSMISSÃO
STRONGYLOIDES
Fêmea
partogêneica
ovipõe
Animal ingere
Parasito
adulto no int
delgado
Fezes
contaminadas
(L3)
Pisa no
bolo fecal
L3 penetra
na pele
Corrente
linfática
Polidermat
ite
Proglótides
nas fezes
Liberação de
ovos
Ácaros
ingerem
ovos
Bovino
ingere
ácaros
Liberação
do cisticerco
no intestino
TRANSMISSÃO MONIEZIA
FATORES QUE INFLUENCIAM
NA EPIDEMIOLOGIA DA
VERMINOSE
- Idade dos animais
- Grau de infecção
- Imunidade
- Reinfecção
- Estado nutricional
- Condições climáticas
- Espécie do parasito
- Manejo
- Topografia
- Hipobiose → larvas em dormência
FATORES QUE INFLUENCIAM
OS EFEITOS DAS
PARASITOSES NOS BOVINOS
- Idade dos hospedeiros
- Taxa de consumo de larvas
infectantes do parasito pelo
hospedeiro
- Localização do parasito no organismo
do hospedeiro
- Estado nutricional
COMO OS PARASITOS
AGRIDEM OS ANIMAIS
- Competição pelo alimento
- Consumo de sangue
- Provocam lesões
- Facilitam infecções secundárias
PATOGENIA
Bovino engole
L3 com a
pastagem
Parasito
adulto e
larvas no TGI
Parasito
adulto fixa na
mucosa
Inflamação e
ulceração da
mucosa
Degeneração de
células secretoras
Células
secretoras
HCL, pepsina
Digestão
↑ pH
↑ Bácterias
X
↓
↓
+ Sangue
Neutraliza pH
↓ absorção
Enterite
↓absorção
P: ossos
frágeis
Enterite
Espessamento
da mucosa
Destruição de
células
absorventes
Atrofia
vilosidades
↓ superfície de
absorção
Piora
conversão
alimentar
↑ peristaltismo
Diarréia
Muco
↓absorção↑
secreção
Parasitos hematófagos ao realizar repasto
sanguíneo provocam lesões
Perda de sangue total
Anemia
Hipoproteinemia
Extravassamento de líquido
Edema submandibular
(papeira)
SINTOMAS
Perda
de
peso
Desidrataç
ão
Anorexi
a
Magrez
a
Anem
ia
Edem
a
Caquex
ia
Morte
Crescime
nto
retardado
Pêlos
arrepiados
e sem
brilho
DIAGNÓSTICO
Basear em
Anamnese Sintomas Laboratorial Necrópsia
Diagnóstico
laboratorial
willis OPG (quantitativo) Coprocultura
CONSIDERAÇÕES SOBRE
OPG
 Não reflete infecção real (reação
hospedeiro e características próprias de
cada espécie)
 Formas imaturas não produzem ovos
(não evidenciáveis por métodos
coprológicos)
 Volume de fezes de animal adulto é ≠
volume fezes animal jovem
 OPG alto: indica número alto de
helmintos
GUIA PARA INTERPRETAÇÃO DA
CONTAGEM DE OVOS DE HELMINTOS
Bovinos Infecção Leve Infecção Moderada Infecção Grave
Infecção mista - 200-700 >700
Haemonchus <200 - >500
Ostertagia <150 - >500
T.axei <50 50-300 >300
Trichostrongylus - - >500
Bunostomum 20 20-100 >100
Cooperia <500 500-3000 >3000
Cooperia punctata <50 200 >200
O.radiatum 50-150 150-500 >500
GUIA PARA INTERPRETAÇÃO DA
CONTAGEM DE OVOS DE HELMINTOS
Ovinos Infecção Leve Infecção Moderada Infecção Grave
Infecção mista - 1000 >2000
Haemonchus <100-2500 2500-8000 >8000
Ostertagia 50-200 200-2000 >3000
T.axei - - >300
Trichostrongylus <100-500 500-2000 >2000
Nematodirus 50-100 100-600 >600
Strongyloides - - >10000
O.columbianum <100-1000 1000-2000 >3000
TRATAMENTO
- Anti-helmíntico: atuar na de
desenvolvimento e na fase adulta
- Resistência
 Haemonchus: benzimidazóis e ivermectina
 Cooperia: ivermectina
- Ação prolongada: período residual
- Dose: ↑ intoxicar / ↓ resistência
- Via de aplicação: respeitar → veículo
PRINCIPAIS GRUPOS DE ANTI-
HELMINTICOS USADOS CONTRA OS
NEMATÓIDES
GRUPO QUÍMICO DROGAS
PIPERAZINAS Sais de piperazina, dietilcarbamazina
IMIDAZOTIAZÓIS/
TETRA-HIDROPIRIMIDINAS Tetramisol, levamisol, morantel, pirantel
BENZIMIDAZÓIS/
PRÓ-BENZIMIDAZÓIS Tiabendazol, mebendazol, parbendazol,
fenbendazol, oxfenbendazol,
albendazol, oxibendazol, cambendazol,
flubendazol, febantel, tiofanato,
netobimina
AVERMECTINAS/
MILBEMICINAS
Ivermectin, Abamectin, Doramectin,
Moxidectin
DOSAGEM E ATIVIDADE ANTIHELMINTICA DOS
PRODUTOS UTILIZADOS CONTRA
NEMATÓIDES DO SRUMINANTES
PRODUTO DOSE (mg/kg) ADULTO LARVAS OVO VIA
Tiabendazol 44 –66 oral + + -
Fenbendazol 5 –7,5 oral + + +
Albendazol 5 –7,5 oral + + +
Levamisol 7,5 SC + + -
Morantel 10 oral + + -
Ivermectina 200 μg/kg Oral/SC + + -
Abamectina 200 μg/kg SC + + -
Moxidectina 1 SC + + -
Moxidectina 0,2 oral + + -
Doramectina 200 μg/kg IM/SC + + -
CONTROLE
Integrado
Medidas
gerais
Larvas Parasitária
MEDIDAS GERAIS DE
CONTROLE
Alimentação
adequada
Suplementação
mineral na
seca
Água de
qualidade
Higiene
Controle
sanitário
CONTROLE DAS LARVAS
Rotação de
pastagens
Localização dos
piquetes
Manejo do
esterco
Separação por
faixa etária
Superpopulação
CONTROLE DOS PARASITAS
Utilização de produtos químicos
Espectro
de ação
Dose Resistência Época Frequência
CONTROLE
Bovinos de
corte
Bezerros 1-12
m
3m (desmama)
9m
12m
Novilhos 1 a
2,5 anos
Maio/ jul/set
Adultos
Anual (jul ou
ago)
CONTROLE
Bovinos de leite
Bezerros 1-12
m
30 / 60/ 90 / 180 dias
9 e 12 meses
Novilhos 1 a
2,5 anos
Maio/ jul/set
Adultos
Anual (maio e
set)
CONTROLE
Caprinos
Cria
Nascimento
à desmana
Recria
Desmama ao
início da
reprodução
Matrizes Reprodutoras Adultos
30 / 60 /
90
dias
A cada 60
dias
Antes da
cobertura
1 Semana
após parto
4 em 4
meses
Maio / jul
/ set/ jan
CONTROLE
Ovinos
Cria
Nascimento à
desmana
Recria
Desmama ao
início da
reprodução
Carneiros e
ovelhos
Cordeiros e
ovelhas
Adultos
30 / 60 /
90
dias
A cada 60
dias
Antes da
estação
reprodutiva
No
desmame
Maio / jul
/ set/ jan
CONTROLE ESTRÁTEGICO
1. Inicio das águas
2. Meio das secas
3. Inicio da seca
1. Risco de surtos
2. Monitorar com OPG
3. Cultura de larvas
CONTROLE TÁTICO
BRONCOPNEUMONIA
VERMINÓTICA
SINONÍMIA
Dictiocaulose
Vermiose pulmonar
Metastrongilose
Aerulostrongilose
CONCEITO
Verminose pulmonar causada por um
nematódio que acomete animais jovens
(+ frequente) e animais adultos
ETIOLOGIA
 Dictyocaulus
viviparus (bovinos)
 Dictyocaulus filaria
(ovinos e caprinos)
 Dictyocaulus
armfield (equídeos)
EPIDEMIOLOGIA
 Cosmopolita
 Condições climáticas:
Chuvas: + larvas no ambiente
Seca: + parasitos no animal → alimentação
inadequada
 Manejo: não deixar bezerros nas partes mais
baixas do curral (local pra onde escorre o
esterco)
ANIMAIS SUSCEPTÍVEIS
 Jovens ( mais importante) e adultos
 Espécie especifíca
 + frequente é a Dictyocaulose
TRANSMISSÃO
Animal
infectad
o
L1 sai nas
fezes
L3 forma
infectante
L3 é
ingerida
Corrente
linfática
Coração
Pulmão
Ovos na
traquéia
Ovos são
deglutido
Ovos
TGI
IMUNIDADE
Celular
Uma das 1ªs barreiras
Desenvolve quando o
animal entra em contato
com a verminose
A 1ª barreira são os
linfonodos mesentéricos
Humoral
Realizada pelos anticorpos
Reduz nº de parasitos instalados
Infecção e sintomas + brandos
PATOGENIA
Tipos de ações do parasito no
hospedeiro:
1. Traumática: ao chegar no pulmão e
romper capilares
2. Irritativa
3. Mecânica
 penetração e migração larval: 1-7 dias →
normalmente é uma fase sem sinais clínicos e
passa despercebida / se o grau da infecção for
alto pode provocar a morte
PPP: 7-25 dias → dificuldade respiratória,
bronquiolite com presença de exsudato
eosinofílico, bloqueio dos bronquíolos e
pequenos brônquios → dificuldade de
passagem de ar → atelectasia → enfisema →
edema pulmonar
Período patente (período do parasito adulto):
25-55 dias
 25% dos animais que tiveram a infecção
alta → sequela (tosse crônica e dispneia
– devido a epitelização alveolar)
 Na prática pode ocorrer recidivas →
infecção ocorrendo dia a dia
 Hipertermia → normalmente ocorre
quando tem infecção secundária
 É comum infecção secundária associada
SINTOMAS
Tosse
Taquipnéia
Dispnéia
Secreção nasal
Anorexia
Perda de peso
Edema
Enfisema pulmonar
DIAGNÓSTICO
1- Anamnese e sintomas clínicos
 Morbidade alta
 Ao movimentar os animais eles começam a
tossir
2- Exame parasitológico
TRATAMENTO
Bovinos / ovinos / equídeos
- Albendazol: 5-10 mg/Kg VO
- Febendazol: 7,5 mg/Kg VO
- Levamisol: 7,5 mg/Kg VO
- Avermectinas: 200 µg/Kg VO/SC
TRATAMENTO SINTOMÁTICO
 Para animal com respiração ofegante
utilizar um anti-histamínico.
 Fenergan 5mg/10Kg
CONTROLE
Medidas gerais de manejo
Medicação preventiva
Igual a gastroenterite verminótica de
ruminantes
EXERCÍCIO
Um veterinário foi chamado em uma propriedade rural no mês
de janeiro. A propriedade possui a criação de bovinos de leite.
No rebanho havia 32 bezerros de 0-12 meses e destes 11
morreram. As vacas são ordenhadas duas vezes ao dia e os
bezerros mantidos no curral durante o dia e no pasto junto com
as suas mães durante a noite.
Os bezerros não ganham peso, ficam miúdos para a idade, pêlos
arrepiados, alguns não comem bem e começam a emagrecer,
vão ficando fracos, alguns apresentam diarreia e melhoram,
outros chegam a morrem.
Qual o diagnóstico clínico?
Qual o diagnóstico laboratorial poderá ser feito para confirmar
a suspeita clínica?
Qual o tratamento?
ESPIROCERCOSE
ESPIROCERCOSE
Parasitose da parede do esôfago,
estômago e mais raro da aorta.
ETILOGIA
Spirocerca lupi
(nematóide)
EPIDEMIOLOGIA
 Cosmopolita
 No Brasil relativamente frequente
 Sua ocorrência depende de hospedeiro
intermediário
TRANSMISSÃO
Ovo larvado
nas fezes
do cão
Besouro
ingere a
larva
Cão ingere
besouro
Spirocerca
na parede
do esôfago
PATOGENIA
 Lesões no esôfago (principalmente torácico)
 Nódulos firmes e fibrosos e de vários cm
 Obstrução da luz do esôfago → dificuldade de
ingestão de alimentos → regurgitação
 Compressão da traqueia → tosse crônica
 No estômago: lesões similares a do
esôfago
Gastrite crônica com vômitos frequentes
/ Debilidade / Deficiência nutricional
 Na aorta: aneurisma verminótico →
ruptura → morte súbita
DIAGNÓSTICO
 Clínico: histórico e exame clínico
Laboratorial: exame de fezes (pesquisar
ovos larvados) e exame de imagem
TRATAMENTO
 Disofenol 1mL/Kg SC – 2 doses de 10
em 10 dias
 Disonol 50 (Ancylex®)– 1 comprimido p
cada 5 Kg via oral
CONTROLE
 Controlar hábitos alimentares
 Medicação preventiva 1 x /ano

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