https://www.comprerural.com/imagens
NEMATELMINTOS
Equinos (Equus caballus)
Asininos: Equus asininus
https://agro20.com.br/asininos/
Asininos
▪ Jumento, jegue e asno - diferentes nomes depende da região
Asininos
▪ Muares: mula e burro, híbridos
estéreis, originados do cruzamento
entre o jumento e a égua (mula é a
fêmea, burro é o macho) ou Bardoto,
é resultante do cruzamento da
jumenta com o cavalo
▪ Animais de grande importância rural,
devido sua resistência e docilidade.
Se parecem com os cavalos, só que
as orelhas são mais compridas.
INTRODUÇÃO
IMPORTÂNCIA - propósito de criação
▪ Cavalos de salto, corrida, reprodução e trabalho (transporte)
▪ Parasitoses gastrointestinais
▪ Gastos com medicamentos, perdas econômicas
▪ Lesões de pele: Habronemose
▪ Aneurisma e síndrome cólica: Strongylus vulgaris
Helmintos mais comuns de equinos
• Strongyloidea - pequenos estrongilos e grandes
estrongilos
• Ascarida - Parascaris equorum
• Oxyurida - Oxiurideos
• Trichostrongyloidea - Trichostrongylus axei, T. westeri
• Spirurida - Habronema sp, Draschia, Thelazia
• Vermes Pulmonares
Helmintos de equinos
https://www.docsity.com/pt/pequenos-e-grandes-estrogilos-em-equinos
Foreyt, 2005
INTRODUÇÃO
Manifestações clínicas variam de acordo com:
• Número de parasitos
• Idade
• Potencial patogênico da espécie infectante
• Imunidade
• Estado nutricional e condições de higiene
Estrongilídeos
Grandes estrôngilos
- Strongylus vulgaris, Strongylus edentatus
Strongylus equinus
Pequenos estrôngilos (ciatostomíneos)
- Cyathostomum spp - mais de 40 espécies
Strongyloidea
Strongylus spp
Intestino grosso
Conhecidos como grandes estrôngilos
Fêmeas 3- 4 cm, machos 2 - 2,8 cm
• Hospedeiros – equinos e asininos
• Localização: ceco e cólon
• Espécies - diferenciação por tamanho, presença ou
ausência e forma dos dentes
o Strongylus vulgaris
o Strongylus edentatus
o Strongylus equinus
Strongylus vulgaris
Estrongilídeo mais patogênico
ciclo evolutivo direto – L3 infectante
L4 e L5: migração por artérias
(inflamação e espessamento
(aneurisma e trombos) da artéria
mesentérica cranial) - necrose
Período pré patente: 7-8 meses
Intestino grosso
https://www.researchgate.net/figure/
Foreyt, 2005
Strongylus vulgaris
Intestino grosso
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788527731959/cfi/6/74!/4/2@0:0
Foreyt, 2005
Strongylus vulgaris
Manifestações clínicas:
• Arterite, trombose, embolia e aneurisma (larvas)
• Redução do fluxo sanguíneo – ceco e cólon
• Cólica (↓ fluxo sg + presença de adultos – hemorragia)
• Anemia (parasitas adultos, danos a mucosa,
NÃO SÃO hematófagos!)
Intestino grosso
https://ainfo.cnptia.embrapa.br/digital/bitstream/item/170094/1/IV-ENISAP.pdf
Strongylus edentatus
Migração larval pelo parênquima hepático >
Atingem peritônio e ligamentos hepáticos >
Penetração no IG – formam nódulos > se rompem e liberam
adultos
Manifestações clínicas:
Necrose, hemorragia e fibrose hepática
Hemorragia peritoneal
Intestino grosso
https://www.researchgate.net/figure/
file:///C:/Users/F%C3%A1tima%20Martins/Downloads/2828-9300-1-PB.pdf
Strongylus equinus
Incidência menor e menor patogenicidade em
comparação aos outros grandes estrongilídeos
Migração larval em fígado e pâncreas
Cistos na parede do IG – liberação de adultos
Intestino grosso
Manifestações clínicas:
Diarreia, anorexia, perda de peso, edema
Larvas – causam formação de nódulos por onde
migram
Adultos – causam úlceras intestinais por causa
dos seus dentes
Cyathostomum spp
“Pequenos estrôngilos” 5- 12 mm
Ciclo evolutivo direto L3 (infectante) – invadem a mucosa do IG
Hipobiose prolongada (L4)
Manifestação clínica:
Súbito início de diarreia, periódicas, rápida perda de peso, cólicas
recorrentes moderadas e edema periférico
Intestino grosso
Cyathostomum spp
Manifestações clínicas
Hiperplasia da mucosa do IG
Hemorragia devido a hematofagia
Diarreia, anorexia, edema e anemia
Primavera – maior número de L4 saindo da hipobiose
Enterite catarro-hemorrágica / linfonodos aumentados
L4 com coloração vermelha na luz intestinal
Intestino grosso
Diagnóstico
Presença de ovos nas fezes (flutuação)
Presença de larvas nas fezes (Baermann)
Cyathostomum spp
https://parasitipedia.net/index.php?option=com_content&view=article&id=3140&Itemid=3451
Parasitos de estômago dos equinos
• Trichostrongylus axei
• Habronema muscae
• Draschia megastoma
Estômago
Trichostrongylus axei
Localização: estômago
Hospedeiro: equinos e ruminantes
Acomete equinos que pastejam em áreas
comuns com ruminantes
Ciclo evolutivo direto L3 e ovos embrionados
Alta capacidade de sobrevivência em
condições adversas
Existe evidência de hipobiose
Estômago
https://www.researchgate.net/figure/
Trichostrongylus axei
Manifestações clínicas
Anorexia, perda de peso e pelos arrepiados
Diarreia escura (ruptura de capilares – sangue)
odor desagradável
Perda de peso, inapetência
Redução no crescimento
Estômago
Trichostrongylus axei
Presença das larvas nas glândulas gástricas,
gastrite catarral com úlceras
Estômago
https://www.google.com.br/search?q=Trichostrongylus+axei+estomago&tbm=isch&ved=2ahUKEwjTmYjw4qToAhX0CbkGHbIABAIQ2-cCegQIABAA&oq
Habronema muscae e Draschia megastoma
"ferida de verão"
INTRODUÇÃO
Habronemose gástrica e cutânea são morfologicamente
semelhantes.
Hospedeiros definitivos: equinos e asininos
Hospedeiros intermediários: Muscídeos (Muscae domestica e
Stomox calcitrans - mosca dos estábulos)
Distribuição mundial
Estômago/ cutâneo
Habronema muscae e Draschia megastoma
"ferida de verão"
Identificação morfológica:
Brancos, delgados com 1 a 2,5 cm
de comprimento
Adultos eliminam ovos larvados ou
larvas (L1) nas fezes
Período pré patente: 2 meses
Estômago/ cutâneo
https://www.researchgate.net/figure/
http://r1.ufrrj.br/wp/iv/1023/spirurida/
Habronema
Ciclo evolutivo indireto - forma
cutânea - granulomas
HI: mosca
Deposição de larvas - só chega
forma adulta se ingerida
(estômago)
Estômago/ cutâneo
Habronema muscae e Draschia megastoma
"ferida de verão"
https://www.researchgate.net/figure/
Fêmeas adultas no estômago - postura de ovos > fezes.
Nas fezes há também larvas de muscideos (HI).
Larvas das moscas nas fezes ingerem os ovos de
Draschia e da Habronema.
Dentro das larvas da mosca - ovos eclodem - desenvolvimento das
larvas da mosca e do parasito.
A larva da mosca passa a adulta e a larva de
Habronema/Draschia é L3.
Ingestão do HI pelo equino - digestão da mosca e a L3 é liberada no
estômago - penetra nas glândulas estomacais sofrendo a muda para
L4 e depois voltam à luz, onde fazem a muda para L5 e atingem a
maturidade, ocasionando a habronemose gástrica
Habronema muscae e Draschia megastoma
"ferida de verão”
CICLO
Ciclo errático - moscas ao pousarem em feridas abertas na
pele do equino depositam as larvas e temos a Habronemose
cutânea.
As lesões aparecem nos olhos, escroto e patas.
Essas larvas ficam na ferida se alimentando, provocando uma
resposta inflamatória local e uma reação granulomatosa, na tentativa
de englobar as larvas, formando uma lesão granulomatosa intensa e
a ferida não cicatriza normalmente (o que chama atenção do
proprietário), levando ao aparecimento dos sinais clínicos.
Habronema muscae e Draschia megastoma
"ferida de verão"
Manifestações clínicas:
• Conjuntivite granulomatosa
• Dermatite com tecido de granulação (L3): ferida de verão -
ferida que não cicatriza.
• Adultos: estômago – gastrite catarral crônica
• Draschia: gastrite nodular (resposta inflamatória) – obstrução
Carcinoma espinocelular gástrico e abscessos
Estômago/ cutâneo
Habronema muscae e Draschia megastoma
"ferida de verão"
Estômago/ cutâneo
https://cavalus.com.br/saude-animal/habronemose-cutanea-equina
Estômago/ cutâneo
https://cavalus.com.br/saude-animal/habronemose-cutanea-equina
Estomago/ cutâneo
https://www.google.com.br/search?q=habronemose
Habronema ou Draschia megastoma
"ferida de verão"
Diagnóstico clínico:
❖ Habronemose cutânea - ferida que não cicatriza apesar
dos tratamentos, ferida de verão, cresce em extensão,
granuloma exuberante e conjuntivite persistente
❖ Habronemose gástrica - gastrite catarral, cargas
intensas podem levar a ulceração gástrica
Estomago/ cutâneo
Diagnóstico
Coproparasitológico (forma gástrica): ovos alongados e com parede fina;
Histológico: presença da larva na ferida cutânea,
Histórico: verão
Tratamento e medidas preventivas
Higiene (afastar moscas), vermifugação regular (impede eliminação
dos ovos de Habronema)
Tratamento oral ou injetável e tópico
Estomago/ cutâneo
Habronema ou Draschia megastoma
"ferida de verão"
https://www.google.com.br/search?q=habronemose
Parascaris equorum
(ascarídeo de equinos)
Hospedeiros: equinos e asininos
Localização: Intestino delgado
Distribuição: mundial
Mais frequente em equinos com menos de 18 meses,
animais lactentes e desmamados são mais sensíveis.
Adultos são mais resistentes
Intestino delgado
Parascaris equorum
➢ Identificação morfológica:
– helminto grande e branco, 40cm de comprimento (é o único
parasita de equinos com este tamanho)
– ovos esféricos acastanhados com casca espessa com escavações
Intestino delgado
https://www.google.com.br/search?q=Parascaris+equorum&tbm=isch&ved
Parascaris equorum
Ciclo evolutivo direto:
Ingestão de ovos larvados (L2) 10 a 14 dias > liberação de L2 no ID
que penetra a mucosa e vai para o fígado, pulmão, traquéia e ID
Intestino delgado
Período pré patente
10 semanas
https://www.google.com.br/search?q=Parascaris+equorum&tbm=isch&ved
Parascaris equorum
Patogenia e manifestações clínicas:
• Hemorragias nos pulmões e fígado durante migração larval –
tosse e dispneia
• Febre, anorexia, pelagem seca e sem brilho, retardo no
crescimento de potros
• Enterite (diarreia fétida e constipação alternadas), cólica,
obstrução dos ductos biliares e intestino; perfurações
intestinais (peritonite e morte).
Intestino delgado
Parascaris equorum
Diagnóstico:
Ovos esféricos acastanhados, casca grossa com escavações
(fêmeas são muito fecundas); ovos extremamente resistentes no
ambiente
Histopatológico
Intestino delgado
https://www.google.com.br/search?q=Parascaris+equorum&tbm=isch&ved
Oxyuris equi
Hospedeiros: equinos e asininos
Localização: ceco, cólon e reto
Distribuição: mundial
Características morfológicas:
• fêmea branca e grande, 10 cm de
comprimento;
• macho cerca de 1 cm de comprimento.
• Ovos são ovais, amarelos e levemente
achatados, com um tampão em uma das
extremidades.
Intestino grosso
https://www.google.com.br/search?q=Oxyuris+equi&tbm=isch&ved
Oxyuris equi
Adultos localizados na luz do
cólon, após fertilização fêmea
migra para o ânus e coloca os
ovos no períneo
Ovos - larvados L3 (4 dias)
Período pré patente 5 meses.
Associado à falta de higiene –
água, solo e alimentos
Intestino grosso
Ciclo de vida:
https://www.google.com.br/search?q=Oxyuris+equi&tbm=isch&ved
Oxyuris equi
Manifestações clínicas:
• Inquietação e falta de apetite
• Migração de fêmeas adultas para a
região perianal - prurido e hiperemia
da região perianal - escarificação da
pele, infecções bacterianas 2ªárias
“Cauda de rato”, perda de pelos
• Inflamação do IG
Intestino grosso
https://www.google.com.br/search?q=Oxyuris+equi&tbm=isch&ved
Oxyuris equi
Diagnóstico:
• Larvas podem provocar erosão da mucosa do IG
• Ovos são ovais, amarelos e levemente achatados, com um
tampão em uma das extremidades
Intestino grosso
https://www.google.com.br/search?q=Oxyuris+equi&tbm=isch&ved
Strongyloides westeri
• Acomete animais jovens –
lactentes e desmamados
• Parasitos finos como fios de
cabelo, 6-9 mm de comprimento
• Único nematóide capaz de
realizar ciclos reprodutivos
parasitários e de vida livre
• Ingestão da L3 no leite/colostro
• Adultos (fêmeas) no ID
Intestino delgado
https://www.google.com.br/search?q=Strongyloides+westeri&tbm=isch&ved
Strongyloides westeri
• PPP: 7-10 dias,
• Fêmea pode ovipor em
vida livre.
• Migração pela traqueia e
pulmões.
• Penetração via cutânea ou
via oral
Intestino delgado
https://www.google.com.br/search?q=Strongyloides+westeri&tbm=isch&ved
Strongyloides westeri
Manifestações clínicas:
• Infecções moderadas são apatogênicas
• Infecções graves podem levar a morte de potros
• Pleurite hemorrágica – dispneia (migração larval)
• Enterite catarral – diminuição da absorção
• Diarreia leitosa/amarelada, anorexia e perda de peso
Intestino delgado
https://www.google.com.br/search?q=Stro
ngyloides+westeri&tbm=isch&ved
Diagnóstico clínico:
• Anamnese detalhada da propriedade
• Dados climáticos e tipo de controle das doenças
• Cólica intestinal, subdesenvolvimento de animais jovens,
falta de apetite, emagrecimento e diarreia
• Desidratação e anemia
• Lesões de pele e alterações respiratórias
Intestino delgado
Strongyloides westeri
Diagnóstico:
• Exames
coproparasitológicos – ovos
larvados nas fezes
• Cultura de larvas em fezes
• Necropsia: Método mais
preciso.
• Eutanasiar o animal mais
debilitado a fim de
diagnóstico.
Intestino delgado
Strongyloides westeri
https://www.google.com.br/search?q=Strongyloides+westeri&tbm=isch&ved
• Link para o vídeo a seguir:
https://www.youtube.com/watch?v=31Lcb5G_bbI
Nematelmintos equinos 2021
Nematelmintos equinos 2021

Nematelmintos equinos 2021

  • 1.
  • 2.
  • 3.
    Asininos ▪ Jumento, jeguee asno - diferentes nomes depende da região
  • 4.
    Asininos ▪ Muares: mulae burro, híbridos estéreis, originados do cruzamento entre o jumento e a égua (mula é a fêmea, burro é o macho) ou Bardoto, é resultante do cruzamento da jumenta com o cavalo ▪ Animais de grande importância rural, devido sua resistência e docilidade. Se parecem com os cavalos, só que as orelhas são mais compridas.
  • 5.
    INTRODUÇÃO IMPORTÂNCIA - propósitode criação ▪ Cavalos de salto, corrida, reprodução e trabalho (transporte) ▪ Parasitoses gastrointestinais ▪ Gastos com medicamentos, perdas econômicas ▪ Lesões de pele: Habronemose ▪ Aneurisma e síndrome cólica: Strongylus vulgaris
  • 6.
    Helmintos mais comunsde equinos • Strongyloidea - pequenos estrongilos e grandes estrongilos • Ascarida - Parascaris equorum • Oxyurida - Oxiurideos • Trichostrongyloidea - Trichostrongylus axei, T. westeri • Spirurida - Habronema sp, Draschia, Thelazia • Vermes Pulmonares
  • 7.
  • 8.
  • 9.
    INTRODUÇÃO Manifestações clínicas variamde acordo com: • Número de parasitos • Idade • Potencial patogênico da espécie infectante • Imunidade • Estado nutricional e condições de higiene
  • 10.
    Estrongilídeos Grandes estrôngilos - Strongylusvulgaris, Strongylus edentatus Strongylus equinus Pequenos estrôngilos (ciatostomíneos) - Cyathostomum spp - mais de 40 espécies Strongyloidea
  • 11.
    Strongylus spp Intestino grosso Conhecidoscomo grandes estrôngilos Fêmeas 3- 4 cm, machos 2 - 2,8 cm • Hospedeiros – equinos e asininos • Localização: ceco e cólon • Espécies - diferenciação por tamanho, presença ou ausência e forma dos dentes o Strongylus vulgaris o Strongylus edentatus o Strongylus equinus
  • 12.
    Strongylus vulgaris Estrongilídeo maispatogênico ciclo evolutivo direto – L3 infectante L4 e L5: migração por artérias (inflamação e espessamento (aneurisma e trombos) da artéria mesentérica cranial) - necrose Período pré patente: 7-8 meses Intestino grosso https://www.researchgate.net/figure/ Foreyt, 2005
  • 13.
  • 14.
    Strongylus vulgaris Manifestações clínicas: •Arterite, trombose, embolia e aneurisma (larvas) • Redução do fluxo sanguíneo – ceco e cólon • Cólica (↓ fluxo sg + presença de adultos – hemorragia) • Anemia (parasitas adultos, danos a mucosa, NÃO SÃO hematófagos!) Intestino grosso
  • 15.
  • 16.
    Strongylus edentatus Migração larvalpelo parênquima hepático > Atingem peritônio e ligamentos hepáticos > Penetração no IG – formam nódulos > se rompem e liberam adultos Manifestações clínicas: Necrose, hemorragia e fibrose hepática Hemorragia peritoneal Intestino grosso
  • 17.
  • 18.
    Strongylus equinus Incidência menore menor patogenicidade em comparação aos outros grandes estrongilídeos Migração larval em fígado e pâncreas Cistos na parede do IG – liberação de adultos Intestino grosso
  • 19.
    Manifestações clínicas: Diarreia, anorexia,perda de peso, edema Larvas – causam formação de nódulos por onde migram Adultos – causam úlceras intestinais por causa dos seus dentes
  • 20.
    Cyathostomum spp “Pequenos estrôngilos”5- 12 mm Ciclo evolutivo direto L3 (infectante) – invadem a mucosa do IG Hipobiose prolongada (L4) Manifestação clínica: Súbito início de diarreia, periódicas, rápida perda de peso, cólicas recorrentes moderadas e edema periférico Intestino grosso
  • 21.
    Cyathostomum spp Manifestações clínicas Hiperplasiada mucosa do IG Hemorragia devido a hematofagia Diarreia, anorexia, edema e anemia Primavera – maior número de L4 saindo da hipobiose Enterite catarro-hemorrágica / linfonodos aumentados L4 com coloração vermelha na luz intestinal Intestino grosso
  • 22.
    Diagnóstico Presença de ovosnas fezes (flutuação) Presença de larvas nas fezes (Baermann) Cyathostomum spp https://parasitipedia.net/index.php?option=com_content&view=article&id=3140&Itemid=3451
  • 23.
    Parasitos de estômagodos equinos • Trichostrongylus axei • Habronema muscae • Draschia megastoma Estômago
  • 24.
    Trichostrongylus axei Localização: estômago Hospedeiro:equinos e ruminantes Acomete equinos que pastejam em áreas comuns com ruminantes Ciclo evolutivo direto L3 e ovos embrionados Alta capacidade de sobrevivência em condições adversas Existe evidência de hipobiose Estômago https://www.researchgate.net/figure/
  • 25.
    Trichostrongylus axei Manifestações clínicas Anorexia,perda de peso e pelos arrepiados Diarreia escura (ruptura de capilares – sangue) odor desagradável Perda de peso, inapetência Redução no crescimento Estômago
  • 26.
    Trichostrongylus axei Presença daslarvas nas glândulas gástricas, gastrite catarral com úlceras Estômago https://www.google.com.br/search?q=Trichostrongylus+axei+estomago&tbm=isch&ved=2ahUKEwjTmYjw4qToAhX0CbkGHbIABAIQ2-cCegQIABAA&oq
  • 27.
    Habronema muscae eDraschia megastoma "ferida de verão" INTRODUÇÃO Habronemose gástrica e cutânea são morfologicamente semelhantes. Hospedeiros definitivos: equinos e asininos Hospedeiros intermediários: Muscídeos (Muscae domestica e Stomox calcitrans - mosca dos estábulos) Distribuição mundial Estômago/ cutâneo
  • 28.
    Habronema muscae eDraschia megastoma "ferida de verão" Identificação morfológica: Brancos, delgados com 1 a 2,5 cm de comprimento Adultos eliminam ovos larvados ou larvas (L1) nas fezes Período pré patente: 2 meses Estômago/ cutâneo https://www.researchgate.net/figure/ http://r1.ufrrj.br/wp/iv/1023/spirurida/
  • 29.
    Habronema Ciclo evolutivo indireto- forma cutânea - granulomas HI: mosca Deposição de larvas - só chega forma adulta se ingerida (estômago) Estômago/ cutâneo Habronema muscae e Draschia megastoma "ferida de verão" https://www.researchgate.net/figure/
  • 30.
    Fêmeas adultas noestômago - postura de ovos > fezes. Nas fezes há também larvas de muscideos (HI). Larvas das moscas nas fezes ingerem os ovos de Draschia e da Habronema. Dentro das larvas da mosca - ovos eclodem - desenvolvimento das larvas da mosca e do parasito. A larva da mosca passa a adulta e a larva de Habronema/Draschia é L3. Ingestão do HI pelo equino - digestão da mosca e a L3 é liberada no estômago - penetra nas glândulas estomacais sofrendo a muda para L4 e depois voltam à luz, onde fazem a muda para L5 e atingem a maturidade, ocasionando a habronemose gástrica Habronema muscae e Draschia megastoma "ferida de verão” CICLO
  • 31.
    Ciclo errático -moscas ao pousarem em feridas abertas na pele do equino depositam as larvas e temos a Habronemose cutânea. As lesões aparecem nos olhos, escroto e patas. Essas larvas ficam na ferida se alimentando, provocando uma resposta inflamatória local e uma reação granulomatosa, na tentativa de englobar as larvas, formando uma lesão granulomatosa intensa e a ferida não cicatriza normalmente (o que chama atenção do proprietário), levando ao aparecimento dos sinais clínicos. Habronema muscae e Draschia megastoma "ferida de verão"
  • 32.
    Manifestações clínicas: • Conjuntivitegranulomatosa • Dermatite com tecido de granulação (L3): ferida de verão - ferida que não cicatriza. • Adultos: estômago – gastrite catarral crônica • Draschia: gastrite nodular (resposta inflamatória) – obstrução Carcinoma espinocelular gástrico e abscessos Estômago/ cutâneo Habronema muscae e Draschia megastoma "ferida de verão"
  • 33.
  • 34.
  • 35.
  • 36.
    Habronema ou Draschiamegastoma "ferida de verão" Diagnóstico clínico: ❖ Habronemose cutânea - ferida que não cicatriza apesar dos tratamentos, ferida de verão, cresce em extensão, granuloma exuberante e conjuntivite persistente ❖ Habronemose gástrica - gastrite catarral, cargas intensas podem levar a ulceração gástrica Estomago/ cutâneo
  • 37.
    Diagnóstico Coproparasitológico (forma gástrica):ovos alongados e com parede fina; Histológico: presença da larva na ferida cutânea, Histórico: verão Tratamento e medidas preventivas Higiene (afastar moscas), vermifugação regular (impede eliminação dos ovos de Habronema) Tratamento oral ou injetável e tópico Estomago/ cutâneo Habronema ou Draschia megastoma "ferida de verão"
  • 38.
  • 40.
    Parascaris equorum (ascarídeo deequinos) Hospedeiros: equinos e asininos Localização: Intestino delgado Distribuição: mundial Mais frequente em equinos com menos de 18 meses, animais lactentes e desmamados são mais sensíveis. Adultos são mais resistentes Intestino delgado
  • 41.
    Parascaris equorum ➢ Identificaçãomorfológica: – helminto grande e branco, 40cm de comprimento (é o único parasita de equinos com este tamanho) – ovos esféricos acastanhados com casca espessa com escavações Intestino delgado https://www.google.com.br/search?q=Parascaris+equorum&tbm=isch&ved
  • 42.
    Parascaris equorum Ciclo evolutivodireto: Ingestão de ovos larvados (L2) 10 a 14 dias > liberação de L2 no ID que penetra a mucosa e vai para o fígado, pulmão, traquéia e ID Intestino delgado Período pré patente 10 semanas https://www.google.com.br/search?q=Parascaris+equorum&tbm=isch&ved
  • 43.
    Parascaris equorum Patogenia emanifestações clínicas: • Hemorragias nos pulmões e fígado durante migração larval – tosse e dispneia • Febre, anorexia, pelagem seca e sem brilho, retardo no crescimento de potros • Enterite (diarreia fétida e constipação alternadas), cólica, obstrução dos ductos biliares e intestino; perfurações intestinais (peritonite e morte). Intestino delgado
  • 44.
    Parascaris equorum Diagnóstico: Ovos esféricosacastanhados, casca grossa com escavações (fêmeas são muito fecundas); ovos extremamente resistentes no ambiente Histopatológico Intestino delgado https://www.google.com.br/search?q=Parascaris+equorum&tbm=isch&ved
  • 45.
    Oxyuris equi Hospedeiros: equinose asininos Localização: ceco, cólon e reto Distribuição: mundial Características morfológicas: • fêmea branca e grande, 10 cm de comprimento; • macho cerca de 1 cm de comprimento. • Ovos são ovais, amarelos e levemente achatados, com um tampão em uma das extremidades. Intestino grosso https://www.google.com.br/search?q=Oxyuris+equi&tbm=isch&ved
  • 46.
    Oxyuris equi Adultos localizadosna luz do cólon, após fertilização fêmea migra para o ânus e coloca os ovos no períneo Ovos - larvados L3 (4 dias) Período pré patente 5 meses. Associado à falta de higiene – água, solo e alimentos Intestino grosso Ciclo de vida: https://www.google.com.br/search?q=Oxyuris+equi&tbm=isch&ved
  • 47.
    Oxyuris equi Manifestações clínicas: •Inquietação e falta de apetite • Migração de fêmeas adultas para a região perianal - prurido e hiperemia da região perianal - escarificação da pele, infecções bacterianas 2ªárias “Cauda de rato”, perda de pelos • Inflamação do IG Intestino grosso https://www.google.com.br/search?q=Oxyuris+equi&tbm=isch&ved
  • 48.
    Oxyuris equi Diagnóstico: • Larvaspodem provocar erosão da mucosa do IG • Ovos são ovais, amarelos e levemente achatados, com um tampão em uma das extremidades Intestino grosso https://www.google.com.br/search?q=Oxyuris+equi&tbm=isch&ved
  • 49.
    Strongyloides westeri • Acometeanimais jovens – lactentes e desmamados • Parasitos finos como fios de cabelo, 6-9 mm de comprimento • Único nematóide capaz de realizar ciclos reprodutivos parasitários e de vida livre • Ingestão da L3 no leite/colostro • Adultos (fêmeas) no ID Intestino delgado https://www.google.com.br/search?q=Strongyloides+westeri&tbm=isch&ved
  • 50.
    Strongyloides westeri • PPP:7-10 dias, • Fêmea pode ovipor em vida livre. • Migração pela traqueia e pulmões. • Penetração via cutânea ou via oral Intestino delgado https://www.google.com.br/search?q=Strongyloides+westeri&tbm=isch&ved
  • 51.
    Strongyloides westeri Manifestações clínicas: •Infecções moderadas são apatogênicas • Infecções graves podem levar a morte de potros • Pleurite hemorrágica – dispneia (migração larval) • Enterite catarral – diminuição da absorção • Diarreia leitosa/amarelada, anorexia e perda de peso Intestino delgado https://www.google.com.br/search?q=Stro ngyloides+westeri&tbm=isch&ved
  • 52.
    Diagnóstico clínico: • Anamnesedetalhada da propriedade • Dados climáticos e tipo de controle das doenças • Cólica intestinal, subdesenvolvimento de animais jovens, falta de apetite, emagrecimento e diarreia • Desidratação e anemia • Lesões de pele e alterações respiratórias Intestino delgado Strongyloides westeri
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    Diagnóstico: • Exames coproparasitológicos –ovos larvados nas fezes • Cultura de larvas em fezes • Necropsia: Método mais preciso. • Eutanasiar o animal mais debilitado a fim de diagnóstico. Intestino delgado Strongyloides westeri https://www.google.com.br/search?q=Strongyloides+westeri&tbm=isch&ved
  • 54.
    • Link parao vídeo a seguir: https://www.youtube.com/watch?v=31Lcb5G_bbI