Manual de Manejo de Matrizes
2008Edição Atualizada
PREFÁCIO
Manual
O objetivo deste manual é contribuir com informações técnicas ao corpo do-
cente de universidades e técnicos de granjas de matrizes que trabalham com
a linhagem Ross para obter o mais elevado desempenho de seus lotes. Não
pretendemos fornecer informações definitivas sobre todos ou cada um dos as-
pectos do manejo de matrizes, mas chamar a atenção a respeito dos aspectos
importantes que possam afetar o desempenho das aves.
Considerando que as técnicas de manejo contidas neste manual são mais
apropriadas para se alcançar um desempenho consistente na manutenção da
saúde e bem-estar das aves, e que esta é a melhor informação disponível até o
presente momento, o efeito da utilização destas técnicas pode, entretanto, não
ser garantido, uma vez que o desempenho pode ser substancialmente afetado
por vários fatores.
Desempenho
São muito os fatores que podem afetar o desempenho, tais como o manejo das
matrizes, seu estado de saúde, as condições da granja, condições climáticas,
entre outros.As metas contidas neste manual indicam os níveis de desempenho
que podem ser alcançados sob boas condições ambientais e de manejo.
Variações de desempenho podem ocorrer devido a diversas causas, entre as
quais, a forma física, composição, níveis de energia dos alimentos e temperatura
ambiente do aviário.
As informações apresentadas neste manual não devem ser consideradas como
especifícações e sim “objetivos a alcançar”.
Departamento de Serviços Técnicos - Marketing
Para mais informações sobre como adquirir e manejar matrizes Ross, favor
comunicar-se com o Departamento de Serviços Técnicos da Aviagen.
Aviagen do Brasil
Rua Dr. Emílio Ribas, 174 - 4º Andar
CEP: 13.025-140 - Campinas, SP
Fone: (19) 3303 7071
Fax: (19) 3303 7080
E-mail: contato@aviagen.com
www.aviagen.com.br
Edição: Agosto/2008
Produção e Editoração:
Um Design
(19) 3252-2074
Campinas - SP
INTRODUÇÃO
A Aviagen responde pelo produto Ross, seleciona-
do para obter tanto nas matrizes quanto nos fran-
gos características que atendam às necessidades
de diferentes setores, como o dos produtores de
pintos de corte, frangos e o dos abatedouros.
O genótipo Ross têm sido selecionado para produ-
zir a máxima quantidade de pintos viáveis, combi-
nando um nível elevado de postura, incubabilidade
e fertilidade.
Isso, associado à linha macho de rápido crescimento,
resulta em um frango de boa eficiência alimentar, alto
rendimento e com qualidade superior para produção
de carne.
O programa de seleção previlegia as aves mais
vigorosas, com pernas fortes e alta resistência do
aparelho cardio-vascular.
Os frangos são desenvolvidos para ter alto rendi-
mento de carcaça, alta produção de carne e um
baixo número de carcaças depreciadas.
O frango Ross tem um crescimento muito rápido,
com conversão alimentar excepcional e um alto
rendimento de carne, satisfazendo as necessidades
dos produtores que necessitam versatilidade de pro-
duto, como frango inteiro, cortes e processados.
Neste manual apresentamos um resumo das
melhores práticas para o manejo dos lotes de
reprodutoras Ross, o qual está direcionado a pro-
dutores que necessitem alto número de pintos de
corte (sexados) e que atendam a diversos tipos de
segmentos com o produto final.
As integrações por todo o mundo preferem o frango
Ross, pois ele oferece maior valor agregado em
todos os aspectos de seus negócios.
COMO USAR ESTE MANUAL
COMO ENCONTRAR UM TÓPICO
Nas extremidades do manual aparecem indica-
dores impressos que indicam ao leitor a seção e
tópico que está lendo.
O índice que aparece na página seguinte mostra
o título de cada seção e sub-seção.
PONTOS-CHAVE
Em locais apropriados, pontos-chave
foram incluídos para dar ênfase aos
aspectos importantes do manejo. Eles
são evidenciados com um visto azul na
margem esquerda do texto.
PONTOS IMPORTANTES FORAM ENFATIZA-
DOS COM ESTE SINAL E EM NEGRITO.
OBJETIVOS DE DESEMPENHO
Os objetivos de desempenho encontram-se em
um encarte anexo a este manual. Desse modo, a
sua atualização periódica torna-se possível sem
alteração do manual.
ESPECIFICAÇÕES NUTRICIONAIS
As especificações nutricionais também encontram-
se em um encarte anexo a este manual. Desse
modo, a sua atualização periódica torna-se
possível sem alteração do manual.
Índice Pág.
Cria 6
Controle de Peso Corporal e Alimentação 11
Medida de Peso Corporal e Uniformidade 12
Controle de Alimentação para Manejo do Peso Corporal 15
Classificação para Atingir a Uniformidade das Fêmeas 17
Classificação para Atingira Uniformidade dos Machos 19
Manejos Específicos Requeridos para Machos e Fêmeas 20
Seção 1
Recria
0 - 98 dias (0 - 14 semanas)
6
Seção 1: Recria 0 a 98 dias (0 a 14 semanas)
CRIA
OBJETIVOS
Assegurar uma progressão de crescimento forte, de um a
sete dias, para atingir o peso corporal padrão e assegurar
que seja mantida a curva de crescimento contínua até vinte
e oito dias (4 semanas).
Conseguir o sucesso do lote a partir do primeiro
dia de vida, desenvolver o apetite, promover um bom em-
penamento e manter a uniformidade dentro do lote.
PRINCÍPIOS
Fornecer para os pintos temperatura correta, umidade
relativa recomendada, ração e água de boa qualidade e
densidade apropriada. Os altos níveis de desempenho no
período de postura estão na dependência de altos padrões
de manejo nos primeiros estágios da vida das aves.
PROCESSAMENTO DOS PINTOS
Os procedimentos realizados no lote, tanto no incubatório
quanto na granja nos primeiros dias de vida, têm interferên-
cia direta no bem-estar dos pintos. Esses procedimentos
incluem corte da crista, corte dos dedos ou da espora dos
machos e debicagem de fêmeas e machos.Anecessidade
de qualquer um desses procedimentos deve ser revisada
freqüentemente e estes devem ser específicos para cada
lote.
PROCESSAMENTO DE MACHOS MATRIZES NO INCUBATÓRIO
Para prevenir lesões nas fêmeas durante o acasalamento,
recomenda-se a remoção da unha do dedo posterior de cada
pé do pinto macho e cauterização da espora no incubatório.
O corte da crista não é recomendado. A presença de machos
com crista intacta torna a alimentação separada por sexo
mais efetiva e mais precoce. Isso também ajudará a manter
a fertilidade em lotes mais velhos. As cristas intactas são,
contudo, mais susceptíveis a lesões causadas pelo equipa-
mento e por brigas.
DEBICAGEM
Normalmente as aves são debicadas entre cinco e sete
dias de idade usando-se para tal um debicador de pre-
cisão. É recomendável que os pintos estejam confortáveis
e sejam alimentados antes da debicagem. A debicagem
requer alto nível de habilidade, concentração e precisão
e deve ser sempre feita por pessoal treinado. O objetivo
deve ser sempre o de remover a mínima quantidade do
bico, minimizando o estresse dos pintos. A troca da lâmina
do debicador deve ser feita a cada 5.000 pintos.
DEVE-SE TER MUITO CUIDADO PARA A OBTENÇÃO UMA
PERFEITA CAUTERIZAÇÃO DURANTE O PROCESSO
DE DEBICAGEM, PARA REDUZIR A POSSIBILIDADE DE
INFECÇÃO.
O fornecimento de suplemento vitamínico na água por um
breve período, antes e depois da debicagem, ajudará o
processo de cicatrização.
É essencial que somente pessoal treinado e equipamento
correto sejam empregados na debicagem; e isso deve ser
feito sob a orientação de um técnico habilitado.
PREPARO DO AVIÁRIO
Os aviários e equipamentos devem estar limpos, desinfeta-
dos e montados em tempo hábil para que as campânulas
possam ser ligadas e a temperatura atinja o nível desejável
24 horas antes da chegada dos pintos (veja também Hi-
giene e Saúde dasAves, Seção 4, pág. 60).Atemperatura
deve ser tomada à altura dos pintos. Se o tempo não for
suficiente para que a temperatura do piso atinja a tempe-
ratura do aviário, há o perigo de os pintos passarem frio. O
comportamento dos pintos é o mais importante indicador de
temperatura. O responsável pelo manejo (tratador) tem que
estar atento às mudanças no comportamento dos pintos.
Cama nova deve ser colocada numa espessura de 10 cm,
exceto se a alimentação no chão for praticada. Nesse caso,
a espessura da cama não deve ultrapassar 4 cm. O excesso
de cama pode criar um problema de afundamento levando
alguns pintos a enterrarem-se na mesma.
Aúnica iluminação artificial necessária no aviário será a do
local dos círculos, que podem ser de 4 a 5 m de diâmetro
para 1.500 pintos. A luz artificial deve ser brilhante de 80
- 100 lux. O restante do aviário pode estar escurecido ou
fracamente iluminado. A área iluminada do aviário deve
ser aumentada na proporção da área ocupada. Para
as primeiras 48 horas, a iluminação deve ser contínua,
dependendo da condição e comportamento dos pintos.
Em seguida um programa de iluminação designado para
controlar o desenvolvimento físico e maturidade do lote
deve ser adotado. (Veja Iluminação, seção 4, pág 49)
0 a 98 dias (0 a 14 semanas) Seção 1: Recria
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0 a 98 dias (0 a 14 semanas) Seção 1: Recria
PREPARO DA ÁREA DE CRIA
A localização da área de cria (círculo de proteção) no
centro do aviário facilita uma distribuição uniforme dos
pintos. Esse princípio se aplica a sistemas de aquecimento
com campânulas ou aquecimento central. O desenho de
um típico círculo de proteção para 1.000 pintos com 1 dia
de idade é mostrado no Diagrama 1. A montagem dos
círculos deve ser planejada de forma que pintos obtidos
de lotes de avós de diferentes idades sejam alojados se-
paradamente. Pintos produzidos por lotes de avós jovens
terão maior oportunidade de atingir o peso médio do lote
se mantidos separados nos primeiros 14 - 21 dias (2 - 3
semanas). Recomenda-se, nessa época, destinar áreas
para se fazer a classificação (seleção) das aves.
Logo após sua chegada os pintos devem ser imediatamente
distribuídos nos círculos de proteção. Nunca se deve colocar
todos os pintos dentro de um mesmo círculo. As caixas de
pintos vazias devem ser removidas do aviário e destruídas o
mais rápido possível. Deve-se tomar muito cuidado para que
um número igual de pintos seja distribuído em cada círculo.
Na chegada à granja, os pintos necessitam de água e ração
fresca. Deve-se permitir um período de adaptação de no
máximo 1 - 2 horas após o alojamento dos pintos e, en-
tão, estes devem ser alimentados. A quantidade de ração
fornecida diariamente deve ser o suficiente para consumo
em um dia, de modo a se evitar problemas associados à
ração envelhecida. Pequenas quantidades de alimento
devem ser fornecidas freqüentemente (isto é, 5 - 6 vezes
por dia) para estimular o consumo.
Quando os círculos forem sendo abertos, o restante da
iluminação artificial deverá ser ligada para acompanhar
estas novas áreas.
TEMPERATURA DURANTE A CRIA
O ambiente do aviário deve ter a mesma temperatura dos
círculos 24 horas antes da chegada dos pintos.
CRIA EM SISTEMA DE AQUECIMENTO COM CÍRCULOS DE
PROTEÇÃO
A temperatura inicial sob as campânulas deve ser de
29 - 31ºC. Depois disso, a temperatura sob as campâ-
nulas deve ser reduzida em média de 0,2 - 0,3ºC por
dia (Veja tabela 1).
A temperatura inicial do aviário deve ser de 25 - 27ºC e
deve ser reduzida em linha com a temperatura da cam-
pânula até atingir a temperatura final do aviário de 20
- 22ºC aos 24 - 27 dias. O diagrama 2 ilustra o gradiente
de temperatura em um aviário com campânulas.
O comportamento dos pintos deve ser contínua e cuidadosa-
mente observado durante todo o período de cria, porque ele
é o melhor indicador da temperatura correta (Veja Diagrama
3). Termômetros devem ser colocados na altura dos pintos
por todo o aviário. A distribuição irregular dos pintos dentro
dos círculos é um indicador de temperaturas incorretas.
8
Seção 1: Recria 0 a 98 dias (0 a 14 semanas)
Círculos de proteção devem ser usados para controlar a
movimentação dos pintos. A área dos círculos deve ser
gradativamente aumentada a partir de 3 dias de idade até
5 - 7 dias, quando os círculos devem ser removidos.
CRIA EM SISTEMA DE AQUECIMENTO CENTRAL OU TÚNEL
Nos casos em que o sistema de aquecimento central ou
túnel é utilizado, a temperatura inicial de cria à altura dos
pintos deve ser de 29 - 31ºC. A temperatura do aviário
deve ser reduzida gradativamente, em resposta ao com-
portamento e condições das aves, até atingir a temperatura
estável de 21ºC, aos 24 dias (Veja Tabela 1).
Neste sistema é mais difícil usar o comportamento dos
pintos como um indicador de conforto térmico, em função
de que não se têm pontos de aquecimento definidos.
Freqüentemente o barulho feito pelas aves pode ser a
única indicação de estresse. Os pintos, dada a oportu-
nidade, aglomerar-se-ão em áreas onde a temperatura
é mais próxima de seu requerimento. Alguns cuidados
são necessários na interpretação do comportamento dos
pintos. Eles podem aglomerar-se em uma área do aviário,
porque o resto do aviário está muito quente. Geralmente,
a boa distribuição dos pintos significa que a temperatura
é satisfatória.
BARULHO EXCESSIVO DOS PINTOS É UM SINAL DE
DESCONFORTO TÉRMICO.
SE OS PINTOS SOFREREM DESCONFORTO TÉRMICO
NOS PRIMEIROS DIAS, ESTES NÃO TERÃO UM
BOM COMEÇO. A INGESTÃO DE ALIMENTO E O
DESENVOLVIMENTO PRECOCE SERÃO PREJUDICADOS
E O EMPENAMENTO SERÁ IRREGULAR E LENTO.
ALTAS TEMPERATURAS
Sob condições de alta temperatura ambiental, a aclima-
tação capacitará as aves a viver bem sob temperaturas
de operação (veja abaixo a definição) acima de 28 - 30ºC,
considerando-se a densidade, a velocidade do ar/venti-
lação e a umidade. Sistemas de refrigeração evaporativos,
nebulização de alta pressão e/ou operação de ventiladores
dentro dos aviários, são usados para redução da tem-
peratura do aviário. Em galpões com as laterais abertas
com cortinas em áreas de altas flutuações de temperatura
diárias, surgem situações em que a temperatura de cria
pode ultrapassar a faixa dada na tabela 1. Em tais casos
é aceitável a redução da temperatura em 0,5 - 0,8ºC por
dia de 1 - 10 dias. Entretanto, de 11 - 21 dias, a redução
diária deve ser limitada a 0,3ºC.
TEMPERATURA DE OPERAÇÃO
A temperatura de operação é definida como a tempe-
ratura mínima do aviário mais 2/3 da diferença entre as
temperaturas mínima e máxima do aviário. Este conceito
é muito importante onde ocorrem flutuações significativas
de temperaturas diárias.
Veja o exemplo abaixo:
Ex.: Temperatura mínima do aviário: 16ºC
Temperatura máxima do aviário: 28ºC
Temperatura de operação =
[ (28-16) x 2
/3
] + 16 = 24ºC
UMIDADE RELATIVA
A umidade relativa do ar na incubadora, no final do
processo de incubação, será alta (i.e. 90%). Aviários
com aquecimento central, especialmente aqueles onde
bebedouros nipple são usados, podem ter umidade tão
baixa quanto 25%. Aviários mais tradicionais equipados
com campânulas e superfícies de água abertas em be-
bedouros pendulares (tipo sino) apresentam níveis muito
0 a 98 dias (0 a 14 semanas) Seção 1: Recria
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0 a 98 dias (0 a 14 semanas) Seção 1: Recria
mais elevados de umidade relativa, geralmente acima de
50%. Para minimizar a desidratação dos pintos, o nível
de umidade relativa para os primeiros 3 - 4 dias deve ser
de no mínimo 70%. Após este período crítico, a umidade
relativa variando entre 50 - 60% é aceitável.
Se o aviário for equipado com nebulizadores para resfria-
mento nos períodos de altas temperaturas do verão, esses
podem ser usados para elevar a umidade relativa aos
níveis desejados para o alojamento. Se não, a colocação
de recipientes com água, em frente aos aquecedores,
propiciará níveis de umidade relativa entre 70 - 80%. Pintos
mantidos sob níveis de umidade relativa apropriados são
menos susceptíveis à desidratação e, geralmente, têm um
início de vida melhor e mais uniforme.
UMIDADE ABAIXO DE 50% DURANTE O PERÍODO DE
CRIA TEM EFEITO ADVERSO SIGNIFICATIVO SOBRE
O CRESCIMENTO, DESENVOLVIMENTO, VIABILIDADE
E UNIFORMIDADE DO LOTE.
DENSIDADE
0 A 28 DIAS (0 A 4 SEMANAS)
O espaço útil de piso para as aves deve ser aumentado
progressivamente de tal forma que, aos 28 dias (4 sema-
nas), as aves estejam sob densidade de 7 - 10 aves/ m2
.
ESPAÇO DE COMEDOURO E BEBEDOURO
Para os primeiros 2 - 3 dias de vida recomenda-se 5 cm de
espaço de comedouro (calha) por ave ou 1 comedouro inicial
para 80 aves. O primeiro fornecimento de alimento deve ser
feito em bandejas de alimentação ou em papéis, ocupando
25% da área de cria. Os 5 cm de espaço de comedouro são
adequados até 35 dias, 10 cm até 70 diase,apósisso,15cm
poraveserãonecessários.Diferentessistemasdealimentação
e quantidade de ração a ser fornecida são discutidos mais
detalhadamenteemControledePesoCorporaleAlimentação
(pág. 11). É recomendável oferecer alimento triturado ou
farelado nos primeiros 21 dias (3 semanas).
Se houver disponibilidade de mais de uma linha de comedouro
dotipocalha,entãoascalhasdevemseroperadasemdireções
opostas. O tempo de distribuição de ração pode ser reduzido
pela colocação de uma caçamba suplementar contendo ração
suficienteparaenchermetadedascalhas,nametadedopercur-
sodeumavoltadocomedouro.Aquantidadederação,otempo
de distribuição e o tempo de consumo devem ser monitorados
rotineiramente, em vários pontos do comedouro.
A água é um nutriente essencial para o crescimento e de-
senvolvimento.As aves devem ter acesso ilimitado à água.
Espaço adequado de bebedouros para 1000 pintos de um
dia é fornecido por 6 bebedouros padrão tipo sino, cada
um com 40 cm de diâmetro, mais 12 bebedouros infantis.
Os bebedouros devem ser posicionados estrategicamente
para assegurar que os pintos não tenham que andar mais
que 1 metro para ter acesso a água nas primeiras 24 horas.
A água deve ser limpa e fresca. Sob temperaturas da fase
de cria, bactérias podem multiplicar-se muito rapidamente
em sistemas de bebedouros abertos.
INTERAÇÃO ENTRE TEMPERATURA E UMIDADE
Todos os animais perderão calor para o ambiente por
evaporação da umidade do trato respiratório e através
da pele. Em alta umidade relativa (UR), ocorrerá uma
menor perda evaporativa aumentando a sua temperatura
corporal. A temperatura sentida pelo animal é dependente
da temperatura do bulbo seco e da umidade relativa. Uma
elevada UR aumenta a temperatura aparente, em parti-
cular a temperatura do bulbo seco, enquanto a UR baixa
diminui a temperatura aparente.Atabela 1 de temperatura
(página 7) assume uma variação de Umidade Relativa
entre 60 e 70%.
A tabela 2 mostra um padrão de temperatura em bulbo
seco esperada para alcançar uma curva de temperatura
alvo de acordo com a Umidade Relativa. As informações
contidas na tabela 2 podem ser usadas em situações onde
a UR varia do esperado (60 a 70%).
VENTILAÇÃO
Os pintos têm que ser mantidos sob temperatua correta
com adequado suprimento de ar fresco. É uma boa prática
estabelecer um sistema de ventilação mínima durante a cria.
Isso renovaria o oxigênio e removeria o dióxido de carbono e
gases venenosos produzidos pelos pintos e, possivelmente,
pelo sistema de aquecimento.
TEMPERATURA DO BULBO SECO REQUERIDA
PARAALCANÇAR O ALVO DE TEMPERATURA
APARENTE EQUIVALENTE A VARIAÇÃO DA
UMIDADE RELATIVA.
MÁ QUALIDADE DOAR DEVIDO À UMABAIXAVENTILAÇÃO
DURANTE A CRIA PODE CAUSAR DANOS À SUPERFÍCIE
DO PULMÃO, FAZENDO COM QUE A AVE SEJA MAIS SUS-
CEPTÍVEL À DOENÇAS RESPIRATÓRIAS
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Seção 1: Recria 0 a 98 dias (0 a 14 semanas)
Os bebedouros suplementares devem ser gradualmente
substituídos a partir de 3 - 4 dias. A partir de 21 dias, o
espaço de bebedouro deve ser:
 Bebedouros automáticos pendulares (1/80 aves) ou
de calha - 1,5 cm / ave
 Nipple - um para cada 8 - 12 aves
PONTOS-CHAVE
Prepare, limpe e desinfete os aviários e equipamentos
com boa antecedência à chegada dos pintos.
Assegure-se que o aviário atinja a temperatura e umi-
dade relativa corretas 24 horas antes da chegada dos
pintos.
Assegure-se que os pintos tenham acesso imediato
a água e ração frescas.
Use o comportamento dos pintos como um indicador
satisfatório de temperatura da cria.
Reponha ração freqüentemente durante o período de
cria.
Verifique e ajuste comedouros e bebedouros no mí-
nimo seis vezes ao dia.
SE ALGUMA ANORMALIDADE NO COMPORTAMENTO DOS
PINTOS OCORRER OU SEAMORTALIDADE EXCEDERA0,5%
EM 7 DIAS, ENTÃO TODOS OS FATORES DE MANEJO DEVEM
SER REAVALIADOS O MAIS RAPIDAMENTE POSSÍVEL.
0 a 98 dias (0 a 14 semanas) Seção 1: Recria
11
0 a 98 dias (0 a 14 semanas) Seção 1: Recria
desenvolvimento
volvimento de diferentes órgãos e tecidos, ocorrendo em
seqüência de acordo com a idade da ave. Em cada fase
de crescimento, o técnico tem que considerar o órgão
ou tecido que está se desenvolvendo naquele momento.
O Diagrama 6 indica as importantes considerações de
manejo em cada idade e segue as fases de crescimento
mostradas no Diagrama 5.
Em resumo, o período de recria das matrizes de corte
Ross pode ser dividido em estágios durante os quais os
principais eventos fisiológicos são:
 0 - 28 dias (0 - 4 semanas) - bom e uniforme desenvol-
vimento dos tecidos corporais, órgãos internos, sistema
imunológico, empenamento, esqueleto e apetite.
 29 - 70 dias (4 - 10 semanas) - crescimento para atingir
apropriado peso corporal, de acordo com a idade e com
manutenção de boa uniformidade.
 71 - 105 (10 - 15 semanas) - transição entre a fase de
crescimento e de reprodução.
 105 dias até inicio da postura (15 semanas até início
da postura) - aves alcançam a maturidade sexual.
As técnicas essenciais para um bom manejo de recria
incluem medidas exatas de peso corporal, uniformidade,
controle do arraçoamento para controle de peso corporal
e classificação para controlar a uniformidade.
CONTROLE DE PESO
CORPORAL E ALIMENTAÇÃO
OBJETIVOS
Controlar o desenvolvimento das matrizes durante todo
o período de recria para maximizar seu desempenho
reprodutivo.
Estabelecer e manter o peso corporal padrão por idade
e uma boa uniformidade do lote por meio de cuidadoso
controle do fornecimento e distribuição do alimento.
PRINCÍPIOS
As matrizes de corte Ross exibem, como os frangos, o
mesmo potencial de crescimento rápido e ótima conver-
são alimentar. Criar as matrizes Ross na curva padrão
de peso permite que machos e fêmeas atinjam um ótimo
desempenho e bem-estar.
Para atingir os objetivos do período de recria, o técnico
responsável pelo lote tem que criar as aves no padrão
de peso de acordo com a idade, mantendo total controle
por meio de cuidadosas amostragens de peso corporal e
ajustes no fornecimento de alimento.
Cuidadosa e apropriada classificação ajudará na obtenção
de uma boa uniformidade. O Diagrama 5 mostra como
as aves crescem em cada uma das fases, com desen-
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Seção 1: Recria 0 a 98 dias (0 a 14 semanas)
MEDIDA DE PESO CORPORAL
E UNIFORMIDADE
OBJETIVOS
Obter uma estimativa correta de peso corporal e a variabili-
dade dentro de cada população, de tal forma que decisões
adequadas possam ser tomadas sobre o fornecimento de
alimento.
AMOSTRAGEM DE PESO
O crescimento e o desenvolvimento de um lote são ava-
liados e controlados por meio de amostragens represen-
tativas de aves e pela comparação dos resultados com o
peso padrão para a idade.
Vários tipos de balanças (i.e. precisão mínima de 20 g)
estão disponíveis e podem ser utilizadas para pesar as
aves. Balanças mecânicas convencionais ou digitais
exigem trabalho mais intenso; registros dos pesos e os
cálculos são feitos manualmente. Balanças automáticas,
já disponíveis no mercado, registram os pesos das aves
individualmente e os cálculos estatísticos do lote são feitos
automaticamente. Ambos os tipos podem ser usados com
sucesso, mas somente um deles deverá ser usado para
pesagens repetidas de um mesmo lote.
Todos os sistemas de medidas requerem calibragem e os
pesos para aferí-las devem estar sempre disponíveis para
se verificar a precisão da balança. Uma aferição deve ser
feita no começo e no final de cada amostragem de peso.
A amostragem de peso deve ser feita semanalmente, a partir
do 1º dia de vida. Aos 0, 7 e 14 dias (0, 1 e 2 semanas) de
idade,asamostragenspodemserfeitasemmassa,pesando-
se de 10-20 aves por vez. A amostragem total não pode ser
menorque5%dolote.Emlotesqueapresentaremproblemas
precoces de crescimento, pesagens intermediárias devem
ser feitas.
A partir de 21 dias (3 semanas) de idade, as aves amos-
tradas devem ser selecionadas aleatoriamente e pesadas
individualmente. Grupos de cerca 50 aves por box devem
ser separadas por meio de grades de arame e pesadas in-
dividualmente. Todas as aves presas têm que ser pesadas
para eliminar qualquer preferência seletiva. Se os boxes
excederem a 1000 aves, duas amostragens de peso têm
que ser feitas em diferentes pontos do box.
As aves devem ser pesadas no mesmo dia da semana
e no mesmo horário. O objetivo é obter, por meio de
amostragens precisas, uma representação verdadeira do
crescimento e desenvolvimento do lote. O peso de cada
ave deve ser registrado numa ficha, a medida que as aves
são pesadas (Veja Diagrama 7).
Imediatamente após a pesagem, os seguintes parâmetros
devem ser calculados:
- Peso médio do lote
- Variação de peso no lote
- Distribuição de peso no lote
- Uniformidade + ou - 10% .
-% de coeficiente de variação (% CV)
0 a 98 dias (0 a 14 semanas) Seção 1: Recria
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0 a 98 dias (0 a 14 semanas) Seção 1: Recria
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Seção 1: Recria 0 a 98 dias (0 a 14 semanas)
CALCULANDO O PESO MÉDIO
Com base nos dados apresentados no Diagrama 7, calcu-
lamos o peso médio seguindo os passos abaixo:
a. pesagem individual de uma amostra significativa do
lote e registro em formulário (5% do lote);
b. contagem do número de aves pesadas (120 indiví-
duos);
c. multiplicação do número de indivíduos em cada faixa
pelo peso da faixa;
d. somar todos os valores de cada faixa ( = 64860 g);
e. divisão do valor da soma pelo o número de indivíduos
pesados ( 648120/120 = 540g) para obtenção do peso
médio do lote.
O peso médio deve ser marcado no gráfico de acordo com
a idade e todas as decisões que impliquem em alterações
nos níveis alimentares têm que estar baseadas no desvio
do peso médio em relação ao peso padrão.
CALCULANDO A UNIFORMIDADE
Na prática, a uniformidade é calculada de duas maneiras:
por estimativa de aproximadamente 10% sobre o peso
médio e/ou pelo Coeficiente de Variação.
UNIFORMIDADE APROXIMADA DE ± 10%
Com base na amostragem do diagrama 7, calculamos
esta uniformidade tomando o número de indivíduos que
estiverem na faixa compreendida entre ± 10% do peso
médio 540g (65 aves) e o dividimos pelo número total de
indivíduos amostrados (120). Essa uniformidade é expres-
sa em percentagem (65/120* 100 = 54,2%).
COEFICIENTE DE VARIAÇÃO
O coeficiente de variação (CV %) é um método matemático
que expressa a uniformidade de um lote. O método preciso
para o cálculo é demonstrado a seguir:
Desvio padrão x 100= C V %
Peso médio
O desvio padrão pode ser calculado por calculadora cientí-
fica ou balança eletrônica. Na ausência de uma calculadora
científica, a seguinte fórmula simplificada pode ser usada
para estimar a % CV.
Variação de peso x 100 = CV%
Peso médio * F
A variação é definida como a diferença de peso entre a
ave mais pesada e a ave mais leve. F é uma constante e
depende do tamanho da amostragem. (Tabela 3).
Apenas um método de cálculo deve ser usado durante
todo o período de recria, porque os resultados numéricos
obtidos serão ligeiramente diferentes, dependendo do
método usado.
Comparando-se os dois métodos descritos para se calcular
uniformidade: %CV e uniformidade ± 10%. Acreditamos
que % CV dê uma visão melhor de como está o lote, pois
este leva em conta as aves muito leves e as aves muito
pesadas, extremos da população de matrizes que reque-
rem atenção e manejo especiais. Enquanto a uniformidade
± 10% apenas avalia o percentual de aves próximas do
peso médio. ATabela 4 ilustra a relação aproximada entre
% CV e o método tradicional de cálculo de uniformidade
(± 10% do peso médio) em populações com distribuição
normal de peso.
CASO UMA AMOSTRAGEM DE PESO PRODUZA DADOS
INCONSISTENTESEMRELAÇÃOÀSPESAGENSANTERIORES
EÀSEXPECTATIVAS,UMASEGUNDAAMOSTRAGEMDEVESER
FEITA IMEDIATAMENTE. ESTA SERVIRÁ PARA VERIFICAÇÃO
DO RESULTADO ANTERIOR ANTES DE QUALQUER TOMADA
DE DECISÃO, COM RELAÇÃO A VOLUME DE RAÇÃO A SER
FORNECIDO AO LOTE. ALÉM DISSO, PODERÁ IDENTIFICAR
PROBLEMAS ESPECÍFICOS COMO: QUANTIDADE DE
ALIMENTO ERRADA, FALHAS NOS BEBEDOUROS, SALDO DE
AVES INCORRETO, DOENÇAS, ETC.
0 a 98 dias (0 a 14 semanas) Seção 1: Recria
15
0 a 98 dias (0 a 14 semanas) Seção 1: Recria
PONTOS-CHAVE
Inicie as pesagens semanais com 1 dia de idade e
continue, semanalmente, no mínimo durante todo
o período de recria.
Pese individualmente as aves da amostragem, a
partir de 3 semanas.
Pese as aves sempre no mesmo dia da semana e no
mesmo horário, durante todo o período de recria.
Calcule o peso médio do lote e a uniformidade. Re-
gistre e marque-os em um gráfico de peso corporal,
de acordo com a idade.
Calcule a quantidade de alimento a ser fornecida
para as aves baseado-se no desvio do peso médio
em relação ao peso padrão. Utilize o programa de
alimentação apenas como um guia.
CONTROLE DA ALIMENTAÇÃO PARA
MANEJO DO PESO CORPORAL
OBJETIVOS
Alcançar o peso corporal padrão durante toda a vida da
matriz.Assegurar o correto crescimento e desenvolvimen-
to, permitindo as aves atingir maturidade sexual uniforme
e coordenada, dentro e entre os sexos.
Minimizar a variação de peso e estrutura corporal dentro
do lote, criando aves de mais fácil manejo.
PRINCÍPIOS
As correções de peso corporal são atingidas por meio de
ajustes no fornecimento do alimento. Esse fornecimento
pode ser mantido ou aumentado, mas nunca diminuído du-
rante o período de recria (em casos de erros na quantidade
fornecida de alimento, a recomendaçao deve ser revista).
Uma boa distribuição de alimento, que permita a todas as
aves ter acesso ao alimento, ao mesmo tempo, é essencial,
porque as aves estão sob restrição alimentar.
A boa uniformidade é tão importante quanto atingir o
peso corporal padrão. Um dos primeiros indicadores de
problemas durante a recria é, freqüentemente, o declínio
da uniformidade.
Outro importante aspecto do crescimento uniforme é um
bom desenvolvimento de esqueleto. O início da matu-
ridade sexual depende da composição corporal. Lote
com uniformidade de peso corporal, mas com tamanho
de esqueleto variável terá composição corporal variável.
Aves de tais lotes não responderão, de uma maneira
uniforme, a mudanças no programa de luz e no manejo
da alimentação.
Recriar aves no peso corporal padrão e atingir a correta
composição corporal são importantes fatores para se
alcançar um crescimento precoce do esqueleto.
CONTROLE DO FORNECIMENTO DE ALIMENTO
PROCEDIMENTOS
Todas as decisões a respeito do fornecimento de alimento
devem ser baseadas no peso corporal médio do box, em
relação ao padrão. O fornecimento de alimento pode ser
mantido ou aumentado, mas nunca diminuído durante o
período de recria.
O equipamento de pesagem do alimento bem aferido é
essencial para permitir o exato fornecimento de alimento
para as aves.
O espaço de comedouro adequado deve ser providenciado
durante o período de recria, como mostrado na Tabela 5.
Para manter uma boa uniformidade em lotes jovens, as
aves devem ser alimentadas à vontade, por tempo sufi-
ciente para atingir ou exceder o peso padrão aos 14 dias.
Isso deve seguido por pequenos e regulares aumentos de
ração, como mostrado na Tabela 6.
Exemplo: Entre 1 e 21 dias de idade as aves não devem
permanecer com a mesma quantidade de ração por mais
de 4 dias.
A quantidade diária de alimento deve ser registrada por
ave, para monitoramento do consumo. A quantidade de
alimento também deve ser monitorada para cada lote,
levando-se em conta alterações no tamanho do lote.
A disposição do comedouro deve ser tal, que cada cate-
goria de aves possa ser alimentada de acordo com sua
necessidade. O alimento deve ser distribuído para cada
lote separadamente, no máximo em 3 minutos.
16
Seção 1: Recria 0 a 98 dias (0 a 14 semanas)
Equipamento Equipamento
Como uma alternativa aos sistemas de comedouros con-
vencionais, a alimentação no chão, com ração peletizada,
pode oferecer certas vantagens. Essas incluem rapidez
e uniformidade de distribuição do alimento, aumento na
uniformidade do lote, melhoria da condição da cama e
redução nos danos físicos das pernas. O alimento pode
ser distribuído manualmente ou pelo uso de um sistema
giratório suspenso. Como acontece com todos os sistemas
e técnicas de alimentação, um alto grau de qualificação é
requerido para permitir que todo o potencial da alimentação
no chão possa ser atingido.
Os seguintes pontos devem ser considerados quando a
alimentação no chão for usada:
- De 14 - 41 dias (2 - 6 semanas), a área de alimentação
no chão deve ser gradualmente expandida com o uso
de uma boa qualidade de peletes com diâmetro de 2,5
mm e comprimento de 3 - 4 mm;
- A partir de 42 dias (6 semanas), peletes de boa qua-
lidade com diâmetro de 4 mm e comprimento de 5 - 7
mm devem ser lançados manualmente ou pelo sistema
giratório suspenso;
- Mais luz para aviários escuros, isto é, 20 lux, deve ser
usada durante o período de alimentação;
- Aprofundidade da cama não deve exceder 4 cm; e uma
boa condição de cama tem que ser mantida;
- As aves deverão estar acostumadas com os comedou-
ros a serem usados no período de postura até 140 dias
(20 semanas) para minimizar o estresse da mudança de
sistema de alimentação.As grades de exclusão somen-
te deverão ser colocadas 3 dias após a transferência.
O ideal é que as aves sejam alimentadas todos os dias.
Contudo, situações aparecem, por uma variedade de
razões, em que um volume de alimento não é compatível
com a distribuição. O volume de alimento requerido pelas
aves para assegurar a taxa de crescimento correta é muito
pequeno para atingir a distribuição de alimento uniforme
por todo o sistema de alimentação. O alimento tem que
ser distribuído uniformemente para a manutenção do peso
corporal e a uniformidade do lote.
O diagrama 8 nos ajuda a escolher o melhor programa
de alimentação para o lote. Nele estamos levando em
consideração equipamentos (comedouro, aviários, etc) e
manejo. Analisando o diagrama, verificamos que quanto
melhor forem manejo e equipamento, mais próximos da
alimentação diária devemos trabalhar. E para manejo
ruim e equipamento deficiente, devemos trabalhar mais
próximos do programa de alimentação “skip a day“.
Os esquemas de alimentação mais frequentemente usa-
dos (Tabela 7).
PONTOS-CHAVE
 Nunca diminua o fornecimento de ração durante
a recria.
 O fornecimento de alimento deve ser mantido
ou aumentado.
 Use equipamentos de pesagem de alimentos
aferidos.
 Dê às aves o correto espaço de comedouro.
 Distribua o alimento em, no máximo, 3 minutos
por lote.
0 a 98 dias (0 a 14 semanas) Seção 1: Recria
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0 a 98 dias (0 a 14 semanas) Seção 1: Recria
CLASSIFICAÇÃO PARA ATINGIR A
UNIFORMIDADE DAS FÊMEAS
OBJETIVO
Classificar o lote em duas ou três diferentes categorias de
pesos corporais, entre 4 – 5 semanas de idade, para que o
manejo de cada classe seja determinado durante o período
de crescimento, o que resultará em uma boa uniformidade
do lote.
PRINCÍPIOS
Um lote uniforme será mais fácil para manejar, porque a
maioria das aves terão uma semelhante situação fisiológi-
ca e responderão às mudanças em níveis de alimentação
ou de luz, quando necessário. Um lote uniforme reagirá
aos estímulos de alimentos, com bons resultados.
Com um dia de vida, um lote exibe uma normal distribuição
( i.e. forma de sino) com baixo % CV. (Ver Diagrama 9).
Aves em crescimento tem respostas diferentes a vacina-
ção, doenças e competição pelo alimento, tendendo a um
aumento de % CV. Conforme o lote cresce, há um aumento
do número de aves pequenas, com peso inferior ao peso
médio do lote, causando uma distribuição à esquerda do
diagrama. As razões disso podem ser: baixa qualidade do
pinto; inadequadas distribuição e qualidade do alimento, da
temperatura, e da umidade; reação às vacinas, debicagem
mal feita e doenças.
Na seqüência, para melhorar a uniformidade do lote, as aves
pequenas devem ser identificadas e pesadas separadamen-
te. Todas as aves devem ser alimentadas para atingir o peso
corporal padrão até 9 semanas. Ter um lote todo uniforme é
melhor do que pequenos grupos uniformes.
Se o tamanho dos boxes do aviário de produção forem
maiores do que o do aviário de recria, as aves de diferentes
categorias de peso serão misturadas, involuntariamente,
após a transferência; por isso é muito importante que as
aves sejam recriadas para atingir um mesmo peso corporal
na época da transferência.
PROCEDIMENTOS
A seleção é mais bem conduzida quando o lote está entre 28
– 35 dias de idade, período em que geralmente a uniformida-
de do lote se encontra com CV entre 10 –14 %. Geralmente a
seleção não terá sucesso se for realizada antes dos 28 dias
de idade. Se for feita após 35 dias (5 semanas) , o tempo
para recuperar a uniformidade do lote será reduzido.
Na maioria dos casos, a seleção é feita quando o CV do lote
está próximo de 12%. Normalmente, no alojamento, um box
vazio já é separado visando-se a seleção da quarta semana.
Nomínimotrêsboxesemcadaaviáriodevemestardisponíveis
para machos e fêmeas.Adisponibilidade de boxes móveis fa-
cilitaoprocedimentodeseleçãodolote.Osucessodaseleção
pode ser garantido pelos procedimentos que seguem:
- Fazer uma amostragem significativa do lote, cerca de
10% das aves.
- Registrar no formulário de pesagem o peso de todas
as aves.
- Para fêmeas com CV menor que 12 % apenas duas
categorias de aves devem ser separadas (leve e pesa-
da). Se o CV for maior que 12 %, 3 categorias devem
ser separadas (leve, média e pesada).
- Para os machos, sugerimos a separação em 3 categorias
de peso, ficando cada uma delas com aproximadamente
33% das aves (leve, médio e pesado).
- AporcentagemdeCVdevesercalculada.Opontodecorte
deve ser estabelecido para estimativa da área necessária
a cada categoria de peso. A tabela 8 indica os pontos de
corte para 3 tipos de CV. Os pesos críticos para cada
lote podem ser estimados no diagrama 10.
- O CV pós-seleção de cada categoria pode ser estima-
do com a amostra de peso tomada para a seleção. O
objetivo é alcançar um CV de 8% ou menos, para que
a uniformidade entre as categorias permaneça estável
e a resposta seja prevista.
18
Seção 1: Recria 0 a 98 dias (0 a 14 semanas)
Após o estabelecimento do ponto de corte é possível estimar
a densidade de cada categoria e determinar o tamanho dos
boxes. Todas as aves devem ser manejadas e colocadas
em suas respectivas categorias. É recomendado, para ga-
rantir o bom resultado da seleção, que todas as aves sejam
pesadas durante o processo. As que estiverem próximas,
na linha de corte, deverão ser alocadas na categoria da %
de CV mais baixo.
A classificação é feita mais eficientemente com 3 ou 4 ba-
lanças (equipes). É importante que as aves sejam contadas
e que as quantidades de alimento sejam corretas. As den-
sidades por box, os espaços de comedouro e bebedouro
deverão ser rotineiramente ajustados ao se movimentarem
as divisórias (tamanho dos boxes). É muito importante
checar espaço de comedouro, rapidez e uniformidade na
distribuição da ração.
Cada categoria deverá ser repesada após o procedimento
de seleção para confirmar a média do peso corporal e
a uniformidade projetadas para ajuste da quantidade de
alimento.
MANEJO PÓS-CLASSIFICAÇÃO
Na classificação, o lote é dividido em duas ou três cate-
gorias de pesos (leve, médio e pesado). O objetivo é que
cada categoria de peso alcance o peso padrão aos 63 dias
(9 semanas) de idade. Se isso é alcançado, as aves dos
diversos boxes poderão ser facilmente combinadas no aca-
salamento, criando-se com isso uma boa uniformidade.
O procedimento seguinte recomendado para pós-classi-
ficação é o do controle do peso corporal (Veja também o
Diagrama 11).
CATEGORIA DE FÊMEAS LEVES
Duas situações devem ser consideradas:
1 – As fêmeas leves são aquelas que o peso médio
pós-classificação é de até 50 gramas abaixo do peso
médio geral; o objetivo é alcançar o padrão até 63 dias
(9 semanas).
2 – As fêmeas leve-leves são aquelas onde o peso encon-
tra-se aproximadamente 100g abaixo do peso médio geral.
O objetivo é alcançar o padrão até 63 dias (9 semanas).
CATEGORIA DE FÊMEAS MÉDIAS
Geralmente, as fêmeas médias ficam 50 gramas acima do
peso padrão, depois da classificação. O objetivo é alcançar
o padrão até 42 a 49 dias (6 – 7 semanas).
CATEGORIA DAS FÊMEAS PESADAS
As fêmeas pesadas geralmente ficam 100 gramas acima
do peso médio geral. O objetivo é redesenhar a curva de
peso para alcançar o padrão até 56 – 63 dias (8 – 9 se-
manas). Se as aves permanecerem acima do peso com
9 semanas, elas devem ser levadas acima do padrão
em uma curva paralela. A tentativa de trazê-las de volta
para o padrão pode comprometer a sua condição corpo-
ral. O ideal é que cada categoria tenha o seu sistema de
alimentação independente.
Se a classificação for bem feita e se não houver problema
subseqüente na qualidade de alimento, espaço de come-
douro ou distribuição do alimento (e na ausência de doen-
ça), a necessidade de se fazer outra seleção será menor.
Caso a uniformidade piore após as 10 semanas de idade,
o recomendado é fazer uma seleção para separação das
aves com carcaças pequenas, dentro da mesma categoria.
0 a 98 dias (0 a 14 semanas) Seção 1: Recria
19
0 a 98 dias (0 a 14 semanas) Seção 1: Recria
Esta seleção deverá ser feita pelo peso e, para as aves
pequenas, deverá ser redesenhada uma curva de peso
corporal, que alcance o padrão até 23 semanas de idade.
Essa não é uma seleção para recuperação das carcaças
e sim para ajuste na curva de peso corporal.
CLASSIFICAÇÃO PARA ATINGIR A
UNIFORMIDADE DOS MACHOS
Recomendamos que os machos sejam divididos em
três categorias de peso: pesados, médios e leves. Cada
categoria deve ficar com cerca de 33%. Os machos
mais leves do lote devem ser descartados (3 a 5%).
Este procedimento visa retirar os machos com canelas
curtas.
CATEGORIA DOS MACHOS MÉDIOS E LEVES
Geralmente os machos médios e leves estão próximos do
peso padrão e por isso devem seguir o mesmo.
CATEGORIA DOS MACHOS PESADOS
Se os machos estiverem acima do padrão de peso corpo-
ral, recomendamos que estes sejam recriados, mantendo-
se a diferença em gramas do padrão, até encontrar o
padrão às 30 semanas de idade.
NÃO FORÇAR OS MACHOS QUE ESTIVEREM ACIMA DO
PADRÃO DE PESO CORPORAL VOLTAREM AO PESO
PADRÃO DURANTE A FASE DE RECRIA.
PONTOS-CHAVE
 Seleção de fêmeas e machos entre 4 a 5 sema-
nas de idade.
 Separação em duas classes, se CV for menor
que 12%; e, em 3 classes, se o CV for maior
que 12%.
 Depois da seleção, cada classe deverá ter a
% CV de 8 ou menos.
 Determinação de novas curvas de crescimento
para cada classe depois da seleção.
 Não movimentar aves entre categorias diferen-
tes de peso após 98 dias.
20
Seção 1: Recria 0 a 98 dias (0 a 14 semanas)
MANEJOS ESPECÍFICOS REQUERIDOS
PARA MACHOS E FÊMEAS
OBJETIVOS
Prover machos e fêmeas com seus requerimentos bási-
cos, durante cada fase de recria, para prepará-los para
maturidade sexual.
PRINCÍPIOS
Os princípios para manejo de machos e fêmeas na recria
são os mesmos, embora seus padrões de pesos sejam
diferentes.Apesar dos machos constituírem uma pequena
porcentagem em termos de número de aves, eles formarão
50% de uma geração. O manejo dos machos na recria
requer mais atenção para o sucesso dos resultados.
Recomendamos que machos e fêmeas sejam recriados
separadamente desde o primeiro dia de vida até o acasala-
mento com 22 – 23 semanas. Quando se misturam machos
e fêmeas jovens, o crescimento e desenvolvimento varia de
acordo com as diferentes habilidades de cada população
específica na competição pelo alimento.
Mas, se por outras razões eles precisarem ser acasalados
na fase de recria, isto nunca poderá ser feito antes dos
42 dias de idade (6 semanas), porque antes dessa idade
eles ainda não atingiram o correto desenvolvimento de
carcaça. Nesse caso de acasalamento precoce, o peso
corporal das fêmeas será o indicador para o fornecimento
de alimento.
FASE DE CRIA: DE 0 - 28 DIAS
Objetivos fisiológicos estão detalhados nos diagramas 5
e 6 nas páginas 11 e 12.
OBJETIVOS
Garantir bom desenvolvimento e tamanho da carcaça,
do sistema imunológico, da função cardiovascular, do
empenamento e apetite. Obter a melhor uniformidade
possível.
PRINCÍPIOS
O objetivo de um desenvolvimento corporal precoce na
fase de cria só poderá ser alcançado pelo uso do sistema
de alimentação “à vontade”, com um alimento de boa
qualidade desde o primeiro dia de vida . O alimento con-
sumido deverá ser registrado desde o 1º dia de vida, para
que ocorra uma transição suave entre a “alimentação à
vontade” para “alimentação controlada”.
Para maximizar o desempenho, as aves devem ser criadas
no padrão de peso corporal ou um pouco acima deste, dos
7 aos 14 dias. Lotes que não atingem o padrão tendem a
perder a uniformidade. Para garantir que os pintos atinjam
o peso padrão na cria, a ração inicial na forma triturada
deve ser fornecida do primeiro dia até 21-28 dias (3 - 4
semanas, ver Nutrição, Seção 4, página 43). Se as aves
estiverem de 20 a 40 gramas acima do padrão aos 28 dias,
a ração crescimento I pode ser introduzida. Deverão ser
recomendadas duas pesagens semanais nos lotes em que
o desenvolvimento corporal não foi alcançado durante a
transição da ração Inicial para ração crescimento I.
Um bom parâmetro para medir o desenvolvimento do
apetite dos pintos é monitorar a proporção de pintos com
o papo cheio. Aos 3 dias, 100% dos pintos devem estar
com os papos cheios.
Se existir alguma evidência de que as aves não estão
crescendo de acordo com o peso corporal padrão, então a
luz artificial deve ser mantida, interrompendo-se a redução
programada (Veja Iluminação, Seção 4, página 50).
A uniformidade do lote poderá também ser melhorada
nesse período, por meio de pequenos aumentos durante
a semana, ao invés de se fazerem aumentos semanais.
DESENVOLVIMENTO CORPORALABAIXO DO PADRÃO PARA
A IDADE DURANTE A FASE INICIAL DA CRIA OU SINAIS DE
FALTA DE APETITE REQUEREM UMA AÇÃO IMEDIATA.
RECRIA DE 28 - 70 DIAS (4 - 10 SEMANAS)
Objetivos fisiológicos estão detalhados nos diagramas 5
e 6 nas páginas 11 e 12.
OBJETIVOS
Trazer todo o lote para o peso corporal esperado aos 70
dias (10 semanas) e com boa uniformidade .
PRINCÍPIOS
No período de 28–70 dias (4 – 10 semanas), o crescimento
e o desenvolvimento das aves são rápidos. É essencial
utilizar-se os incrementos de alimento para se obter um bom
controle do ganho de peso corporal. Durante esse estágio,
pequenas mudanças na quantidade de alimento consumido
poderão ter grandes efeitos sobre o peso corporal. Por essa
razão, o monitoramento do peso corporal é importante. O
programa de alimentação é apenas um guia da quantidade
de alimento requerida, sua alteração deverá ser orientada
pelo desvio do peso corporal médio do peso padrão e da
quantidade de alimento fornecida no período.
Caso seja necessário fazer classificação para recuperação
de carcaça, essa deverá ser feita dentro desse período
(Ver Classificação para Atingir Uniformidade, página 17).
As diferentes categorias de peso deverão ser manejadas
separadamente, isto é, não se devem misturar aves de
diferentes categorias.
0 a 98 dias (0 a 14 semanas) Seção 1: Recria
21
0 a 98 dias (0 a 14 semanas) Seção 1: Recria
O período de 42 a 91 dias (6 – 13 semanas) é crucial no
desenvolvimento dos machos. Durante esse período, há
rápido desenvolvimento de pernas (músculos, ligamentos e
ossos). Um desvio forte do peso médio do lote em relação
ao peso padrão, principalmente se for abaixo deste padrão,
pode causar problemas subseqüentes com a viabilidade
e a performance dos machos adultos.
RECRIA DE 70 - 105 DIAS (10 - 15 SEMANAS)
Objetivos fisiológicos estão detalhados nos diagramas 5
e 6 nas páginas 11 e 12.
OBJETIVOS
Manter o apropriado perfil de crescimento e uniformidade
do lote durante o período que antecede a transição da fase
de recria para a fase de maturidade sexual.
PRINCÍPIOS
O crescimento durante essa fase não responde a grandes
incrementos na quantidades de alimento fornecido. O peso
médio do lote deve seguir o peso padrão. Pequenos au-
mentos na quantidade do alimento são necessários (1 – 2
gramas / ave / dia).
Em situações em que aves estão 100 gramas acima do
peso padrão, uma nova curva de peso padrão deverá ser
traçada percentualmente paralela à linha recomendada
(Ver diagrama 12).
Essasavesdeverãoalcançaromesmoganhodepeso sema-
nal do padrão. Em machos, os órgãos sexuais começam a se
desenvolveraos70dias(10semanas).Situaçõesdeestresse
ou interrupção no crescimento a partir desse período afetará
o crescimento testicular e reduzirá a fertilidade do adulto.
PONTOS-CHAVE
Criar machos e fêmeas separados até o acasala-
mento.
Alcançar o mais rapidamente possível o peso
corporal padrão para facilitar crescimento bem
sucedido.
Assegurar, semanalmente, que as aves alcancem
o peso padrão corporal.
Usar pequenos, mas regulares aumentos de
alimento para promover uma boa uniformidade
precoce.
22
Seção 1: Recria 0 a 98 dias (0 a 14 semanas)
EQUIPAMENTOS E AMBIENTE
O aviário e os equipamentos devem prover para as aves
um ambiente uniforme em termos de iluminação, ventilação
e temperatura. Muitos fatores afetam o crescimento de
matrizes neste período, incluindo os seguintes:
· Densidade de alojamento: uma densidade de aloja-
mento ótima depende da qualidade e do sistema de
alojamento em uso. A densidade de alojamento está
mostrada em Aviário e Ambiente, Seção 4, Tabela 15,
página 40.
· Temperatura do aviário: a temperatura será influencia-
da pelo tipo de aviário, nível de ventilação e capacidade
do aviário em resfriar o ar (paredes de resfriamento).
É desejável que as flutuações na temperatura sejam
mantidas em uma faixa de temperatura de operação
nunca menor que 14°C e maior que 26°C. Uma faixa
ótima situa-se entre 20 - 22°C.
· Tamanho dos boxes: os boxes devem ser de tama-
nhos ajustáveis. O alimento deve ser distribuído em,
no máximo, 3 minutos. Essas condições devem ser
avaliadas antes do procedimento de classificação.
· Manejo de Água: as necessidades exatas de água
não podem ser facilmente definidas para todas as
situações, já que essas podem ser influenciadas por
vários fatores como: programa de alimentação, tempe-
ratura, umidade, etc. O consumo deve ser registrado
diariamente. Variações incomuns ou extremas podem
indicar possíveis problemas de saúde, que devem ser
investigados a fundo.
Com as reprodutoras Ross 308, atualmente usa-se res-
trição de água na recria e produção (ver Manejo de água,
seção 4, página 48).
É importante lembrar que a necessidade de ingestão
de água aumentará em cerca de 6,5%, a cada 1ºC
acima da temperatura ambiente de 21°C. Entre as
aves com grande potencial de apetite pode ocorrer
excesso de consumo de água, especialmente durante
o período de 42-154 dias (6-22 semanas).
Nessas circunstâncias o papo incha com água e pode
exercer pressão sobre a traquéia, causando a morte
por asfixia.
Em condições de consumo excessivo de água, para pre-
venir estresse e mortalidade, pode-se fazer o controle do
seu fornecimento.Aágua deve ser fornecida à vontade, por
um período contínuo igual à metade da duração do dia e
deve estar disponível para as aves pelo menos 15 minutos
antes do início da alimentação. Esse procedimento pode
ser aplicado durante o período de 5 semanas de idade até
a produção do primeiro ovo, após o que deve-se aumentar
o fornecimento, gradativamente, até retornar a ad libitum,
aos 5% de produção.
· Pedriscos: é boa prática de manejo fornecer às
aves pedrisco de granito a partir de 42 dias de idade
(6 semanas). O tamanho do pedrisco deve ser de,
aproximadamente, 5 mm e o volume calculado de 500
g/100 aves/semana. O pedrisco auxiliará na maceração
do material de cama e penas que venham a ser con-
sumidos pelas aves. Sem a presença de pedrisco na
moela, tais materiais poderão resultar em problemas
de impactação.
· Poleiros: É boa prática de manejo instalar poleiros
durante o período de recria com o objetivo de treinar e
ambientar as fêmeas com os ninhos. Um número sufi-
ciente de poleiros para 20% do lote deve ser colocado
nos boxes das fêmeas em recria com idade entre 28 e
42 dias (4 e 6 semanas). Fazer um tripé com a forma
da letra “A “ com 3 poleiros.
Índice Pág.
Manejo de Fêmeas 24
98 - 133 dias (14 - 19 semanas)
Manejo de Machos 25
98 - 133 dias (14 - 19 semanas)
Procedimentos de Manejo 26
Manejo de Fêmeas no Período Pré-Pico 28
133 - 224 dias (19 - 32 semanas)
Manejo de Machos no Período Pré-Pico 32
133 - 224 dias (19 - 32 semanas)
Seção 2
Manejo Entrando em Produção
98 - 224 dias (14 - 32 semanas)
Seção 2: Manejo entrando em produção 98 a 224 dias (14 a 32 semanas)
24
MANEJO DE FÊMEAS
98-133 DIAS
(14-19 SEMANAS)
OBJETIVO
Preparar as fêmeas para as demandas fisiológicas imi-
nentes relacionadas com a maturidade sexual. Minimizar
a variação no alcance da maturidade sexual na população
de fêmeas.
PRINCÍPIOS
O período de 98-133 dias (14-19 semanas) é crucial para
influenciar a entrada em produção (i.é. idade aos 5% de
produção/galinha/dia), o tamanho dos primeiros ovos, a
produção de ovos incubáveis, o requerimento absoluto
de alimento pré-pico e potencial de um pico de produção.
Durante esse período, o aumento da quantidade de ali-
mento é utilizado para acelerar o crescimento sem reduzir
a uniformidade e para alcançar o incremento de ganho de
peso semanal.
PROCEDIMENTOS
Após a 15ª semana, acréscimos de alimento são realizados
de forma crescente, para assegurar o requerido aumento
na velocidade do crescimento. Esse aumento do alimento
é feito sem considerar o peso corporal. O aumento inicial
do peso corporal resulta das mudanças fisiológicas para a
maturidade sexual. A curva de crescimento, detalhada no
encarte OBJETIVOS DE DESEMPENHO, tem sido dese-
nhada para alcançar essas metas. Aumentos nas quanti-
dades de alimento permitem que a curva de crescimento
seja seguida e resulte em ótimos níveis de produção.
A mudança da ração de crescimento para pré-postura
deverá ser feita aos 134 dias (20 semanas) com o objetivo
de suprir os requerimentos nutricionais das aves para que
elas alcancem a maturidade sexual.
Aos 105 dias (15 semanas), o técnico do lote deve com-
parar o peso corporal com o padrão de peso corporal e
redesenhar a curva até 161 dias (23 semanas), seguindo o
perfil descrito nos Objetivos de Desempenho. Os incremen-
tos semanais no peso corporal asseguram que a transição
fisiológica seja adequada ao alcançar a maturidade sexual
e maturidade física ao redor dos 217 dias (31 semanas).
A nova curva deverá ser desenhada paralela ao gráfico de
peso corporal padrão, de acordo com a idade.
Antes dos 98 dias (14 semanas), o aumento semanal
de alimento pode ser mantido ou aumentado. Contu-
do, após 105 dias (15 semanas), o fornecimento de
alimento semanal é sempre aumentado, normalmente,
entre 7-10%.
A alimentação diária deverá ser praticada a partir dos 105
dias (15 semanas), se possível, e no mais tardar aos 119
dias (17 semanas). É de suma importância que as aves
estejam próximas da maturidade sexual, i.e., ao redor dos
161 dias (23 semanas). O lote não deve perceber nenhuma
redução no suprimento nutricional diário de alimento. Isto
pode ocorrer se, por exemplo, a mudança para “alimen-
tação diária” for atrasada. Redução no suprimento diário
de nutrientes nesse período, é uma freqüente causa de
perda de uniformidade.
O técnico responsável pelo lote deve anotar e compensar
alterações de energia entre diferentes rações e.g. cresci-
mento, pré-postura e postura.
É comum a prática de transferir aves de um aviário de
recria para um aviário de produção. Considerações de-
vem ser feitas para a hora da transferência, bem como
um estímulo de alimento, tendo em vista a garantia de
uma transição suave para a maturidade sexual. Espaço
de comedouro não pode ser reduzido e não deve haver
menos de 15 cm de espaço de comedouro por fêmea. A
uniformidade do lote pode ser perdida rapidamente se o
espaço de comedouro for reduzido. Os programas de luz
dos aviários de recria e de produção devem ser sincroni-
zados. Um aumento na quantidade de alimento fornecido
antes e depois da transferência ajudam a compensar o
estresse relacionado a esta atividade. A idade ideal para
a realização da transferência é entre 154 e 161 dias (22-23
semanas), quando o lote está bem estabilizado na direção
da maturidade sexual.
O aumento no peso corporal e o desenvolvimento das
características secundárias de maturidade sexual devem
ser usados como indicadores do progresso do lote.
Cuidados com a iluminação, intensidade e fotoperíodo são
essenciais para maximizar o desempenho. (Ver Iluminação
seção 4, página 49).
Quando o lote é alojado em aviários abertos no período
fora de estação, a tabela de peso corporal e o programa
de luz para lotes fora de estação deverão ser usados. (Ver
Iluminação seção 4, página 50).
98 a 224 dias (14 a 32 semanas) Seção 2: Manejo entrando em produção
25
SE O INCREMENTO NO GANHO DE PESO NÃO ESTÁ
ALINHADO COM O PADRÃO, ENTÃO O DESENVOLVIMENTO
DA MATURIDADE SEXUAL SERÁ AFETADO. SE O
PESO CORPORAL ESTIVER 5% ABAIXO DO PADRÃO,
AO REDOR DOS 119 DIAS (17 SEMANAS), ENTÃO O
DESEMPENHO REPRODUTIVO FUTURO SERÁ REDUZIDO,
COMO TAMBÉM A UNIFORMIDADE DE MATURIDADE
SEXUAL ESTARÁ PERDIDA. FALHAS EM ENCONTRAR
O REQUERIDO INCREMENTO DE GANHO SEMANAL
AO REDOR DE 133 DIAS (19 SEMANAS), SÃO A CAUSA
COMUM DE DESEMPENHOS POBRES. DIMINUIÇÃO NO
CRESCIMENTO E NO DESENVOLVIMENTO OVARIANO
PODEM OCASIONAR:
- ATRASO NA ENTRADA EM PRODUÇÃO
- TAMANHO INICIAL DE OVO PEQUENO
- AUMENTO NO PERCENTUAL DE OVOS REJEITADOS /
FORMATOS IRREGULARES
- REDUÇÃO NA FERTILIDADE
- AUMENTO NO NÚMERO DE AVES EM CHÔCO
- PERDA DE UNIFORMIDADE.
LOTES QUE EXCEDEM O PESO CORPORAL EM MAIS
DE QUE 5% NESSE PERÍODO PERDEM UNIFORMIDADE
SEXUAL E DE PESO CORPORAL, LEVANDO A:
- ENTRADA PRECOCE EM PRODUÇÃO
- AUMENTO NO TAMANHO DO OVO E OVOS DE DUAS
GEMAS
- APROVEITAMENTO DE OVOS REDUZIDO
- PICOS E OVOS TOTAIS REDUZIDOS
- AO AUMENTO DO CONSUMO DE ALIMENTO EM
PRODUÇÃO
- FERTILIDADE REDUZIDA POR TODA A VIDA
- AUMENTO DA MORTALIDADE, DEVIDA A PROLAPSO.
MANEJO DE MACHOS
98-133 DIAS
(14-19 SEMANAS)
OBJETIVO
Assegurar um desenvolvimento dos machos para a ob-
tenção de uma ótima condição física e capacidade repro-
dutiva durante todo o período de reprodução. Minimizar
a variação de maturidade sexual dentro da população de
machos.
PRINCÍPIOS
Atenção: os requerimentos de manejo dos machos devem
ter a mesma prioridade dada às fêmeas. Por essa razão,
as recomendações e observações feitas para os manejos
das fêmeas nesse período são igualmente relevantes
para a população de machos. Como nas fêmeas, a partir
dos 105 dias (15 semanas) os esforços devem ser feitos
para que os machos acompanhem a curva padrão e que
tenham uniformidade com maturidade sexual coordenada,
ao mesmo tempo que as fêmeas.
PROCEDIMENTO
O alvo de peso corporal deve ser redesenhado se o peso
corporal do lote desviar-se por mais ou menos 5%, aos
98 dias (14 semanas). A curva deve ser redesenhada no
gráfico de peso corporal, paralelamente à curva padrão.
Quando lotes fora de estação são alojados em aviários
abertos, os machos tornam-se sexualmente maduros
antes das fêmeas. Ajustes podem ser requeridos por
essa razão, pois temos que assegurar a coordenação da
maturidade sexual entre machos e fêmeas. Isso pode ser
conseguido por:
· Atraso nos estímulos de luz para os machos;
· Atraso no acasalamento ou ainda redução da relação
inicial;
· Introdução de machos depois da época normalmente
recomendada (Ver acasalamento, página 26).
A UNIFORMIDADE DE MATURIDADE SEXUAL É MAIS
FÁCIL DE SER PERDIDA ENTRE 105-133 DIAS (15-19
SEMANAS) SE A TRANSIÇÃO SUAVE DE GANHO DE PESO
CORPORAL E UNIFORMIDADE DE PESO CORPORAL
DO LOTE NÃO SEGUIREM O ALVO DE CURVA DE PESO
CORPORAL PADRÃO.
Seção 2: Manejo entrando em produção 98 a 224 dias (14 a 32 semanas)
26
PONTOS-CHAVE:
FÊMEAS E MACHOS
 Redesenhar a curva de peso corporal se o lote
estiver abaixo ou acima do peso, aos 98 dias (14
semanas).
 Alcançar a uniformidade de peso corporal e sexual
dentro e entre os sexos.
 Assegurar que o lote siga o perfil de padrão de
peso corporal, com ganhos semanais de peso,
para alcançar a maturidade sexual.
 Prevenir desvios do peso corporal do padrão,
particularmente ao redor dos 133 dias (19 sema-
nas).
 Trocar a ração de crescimento para pré-postura
aos 134 dias (20 semanas). Se ocorrer uma alte-
ração nos níveis de energia, faça as alterações
apropriadas na quantidade de alimento.
 Siga as recomendações do programa de ilumina-
ção (Ver Iluminação, seção 4 , página 49).
PROCEDIMENTOS DE MANEJO
Durante o período de 154-161 dias (22-23 semanas),
machos e fêmeas são acasalados e técnicas de manejo
adicionais são necessárias. Para garantir que os machos e
fêmeas mantenham uma ótima condição reprodutiva para
entrar em reprodução, deve-se prestar atenção a proce-
dimentos de acasalamento, manejo da relação macho/
fêmea e equipamento.
ACASALAMENTO
Cuidados precisam ser tomados para que machos e fê-
meas estejam sexualmente maduros. Se existir variação
de maturidade sexual dentro da população de machos,
os maduros devem ser acasalados e os imaturos deverão
ser acasalados depois, quando estiverem prontos. Um
outro manejo possível seria acasalar 5% dos machos na
23ª semana de idade, 2% na 24ª semana e o restante na
25ª semana.
MACHOS IMATUROS NÃO DEVEM SER ACASALADOS
O acasalamento entre 161-168 dias de idade (23-24 sema-
nas) pode assegurar melhor controle de peso.Antes disso,
vários machos serão capazes de comer nos comedouros
das fêmeas. Dessa forma, a estimativa de consumo de
alimento fica imprecisa.
RELAÇÃO DE ACASALAMENTO
No acasalamento, os machos selecionados devem ter
uniformidade de peso corporal, sem anormalidades físicas,
com pernas e dedos retos, um bom empenamento, boa
postura e boa musculatura. As características de maturi-
dade sexual (coloração da face e crista, crescimento de
crista e barbela) devem indicar que os machos seleciona-
dos estão igualmente uniformes e em boas condições de
maturidade sexual.
Para garantir a manutenção da boa fertilidade, cada lote
requererá um número ótimo de machos sexualmente
ativos. Como a taxa de produção declina a medida que
o lote envelhece, o número de machos requeridos para
manter a fertilidade se reduz. A Tabela 9 indica uma típica
variação de relação machos/fêmeas durante o período de
produção.
Essas relações de acasalamento são somente um guia e
deverão ser ajustadas de acordo com as circunstâncias
locais e desempenho do lote.
AMOSTRAGEM DE PESO DOS MACHOS
Depois do acasalamento, monitorar o peso corporal dos
machos. O manejo recomendado é fundamental para
o sucesso reprodutivo do plantel. O monitoramento de
peso deve ter freqüência semanal até o descarte do lote.
As amostras de peso devem ser representativas (10-15%
do plantel de machos). Nesse procedimento os machos
são tocados e fechados aleatóriamente, com o auxílio de
uma cerca, em no mínimo 3 pontos distintos do aviário.
Todos os machos capturados devem ser pesados. O peso
médio, a uniformidade e o %CV devem ser calculados e
dispostos em gráficos para melhor visualização e avaliação
dos ganhos de peso.
154 - 161 22
98 a 224 dias (14 a 32 semanas) Seção 2: Manejo entrando em produção
27
O uso da grade de arame pode evitar o acesso dos ma-
chos aos comedouros do tipo prato ou tubulares; quando
usamos grades nos tubulares, devemos fazer todos os
esforços para reduzir ao mínimo seu balanço.
As grades dos comedouros das fêmeas devem ser diaria-
mente checadas para verificar se não estão danificadas,
fora de lugar ou se existem falhas.
EQUIPAMENTO DOS MACHOS
O sucesso da alimentação separada depende de um bom
manejo do equipamento de alimentação e uniformidade na
distribuição do alimento. Existem três tipos de comedouros
geralmente utilizados:
1. Comedouro tipo prato automático
2. Tubulares
3. Calhas manuais suspensas
Todos os três tipos usam a mesma técnica: depois da ali-
mentação, são suspensos para impedir o acesso de todas
as aves, reabastecidos com a ração e, depois, abaixados
no próximo trato.
Não interessa qual o equipamento utilizado, o essencial é
que cada macho tenha um mínimo de 20 cm de espaço de
comedouro, e que a distribuição de alimento seja uniforme.
Quando trabalhamos com machos com crista inteira, de-
vemos estar certos de que a crista não está restringindo o
acesso aos seus comedouros. Quando comedouros do tipo
tubulares são utilizados, é importante que a quantidade de
ração depositada em cada um seja a mesma e que eles não
pendam para um dos lados. O uso de comedouros do tipo
calha suspensa tem tido sucesso para a alimentação dos
machos, porque a quantidade de ração pode ser pesada e
nivelada manualmente, para cada calha, garantindo, assim,
a mesma quantidade de ração por macho.
É importante que, para qualquer tipo de sistema utilizado,
a altura do comedouro deve ser corretamente ajustada
para limitar o acesso das fêmeas e permitir que todos os
machos comam. Deve-se tomar cuidado com a altura da
cama embaixo dos comedouros. A altura correta depende
da altura dos machos e do modelo do comedouro, i.e.,
da profundidade da calha ou do prato. A altura da borda
do comedouro deve estar na faixa de 50-60 cm acima da
cama. O melhor método de se garantir a altura correta é
a observação e os ajustes regulares.
Deve-se evitar o fornecimento de muito espaço de come-
douro, porque os machos se tornam mais agressivos, o
que possibilita às fêmeas comer no comedouro deles. É
benéfico atrasar a alimentação dos machos até que a distri-
buição de alimento das fêmeas tenha sido completada.
O acompanhamento periódico do processo de alimentação é
de suma importância para segurança de que as aves de am-
bos os sexos estejam sendo alimentadas separadamente.
EQUIPAMENTO DE ALIMENTAÇÃO
SEPARADA POR SEXOS
Desse período em diante, machos e fêmeas devem ser
alimentados em sistemas de alimentação separados.
Isso permite um controle efetivo do peso corporal e da
uniformidade de cada sexo. As técnicas de alimentação
separada por sexos estão baseadas na diferença de tama-
nho entre machos e fêmeas. A técnica requer um manejo
aprimorado, um equipamento apropriado bem ajustado e
com manutenção correta.
EQUIPAMENTO DAS FÊMEAS
A maioria das fêmeas são alimentadas em um sistema de
comedouro tipo calha. O mais efetivo e apropriado sistema
de restrição do acesso dos machos é a grade, que exclui
os machos devido à largura de sua cabeça (Ver diagrama
13). A largura mínima da grade é de 45 mm. O objetivo
é permitir às fêmeas o livre acesso ao seu comedouro e
restringí-lo à maioria dos machos. A adição de um arame
ou de um tubo de PVC horizontal no ápice da grade res-
tringe ainda mais os machos e permite que a medida da
grade seja 2-3 mm mais larga.
O uso de machos sem crista cortada em combinação com
a grade de 45 mm de largura e o arame horizontal (barra
ou cano) garante que mais de 95% dos machos não te-
nham acesso à ração do comedouro das fêmeas a partir
dos 175 dias (25 semanas). É recomendado que, quando
for usada grade de restrição dos machos, a largura da
abertura da grade seja 45 mm e a altura da grade de 70
mm. O uso das barras (cano) tem uma adicional vantagem
na eficiência da grade.
Muitas das grades originalmente instaladas tem a largura
inferior/igual a 42mm. Há um perigo nestas grades estreitas
pois estas podem impedir um número significante de fêmeas
se alimentar e causar níveis de produção reduzidos.
As fêmeas devem ter no mínimo 15 cm de espaço de
comedouro por ave, uma necessidade de espaço físico
que deve ser respeitada.
Seção 2: Manejo entrando em produção 98 a 224 dias (14 a 32 semanas)
28
PONTOS-CHAVE
Fazer acasalamento aos 154-161 dias (22-23
semanas) de idade.
Adotar e seguir a tabela de relação macho/fêmea
de acasalamento.
Fazer amostragem de averiguação de peso dos
machos semanalmente.
Observar o comportamento durante a alimentação
para assegurar-se de que os sexos estão sendo
alimentados separadamente, se os comedouros
dos machos estão na altura correta e se o espaço
de comedouro é adequado.
EQUIPAMENTO DE ALIMENTAÇÃO MANEJADO
INCORRETAMENTE E DISTRIBUIÇÃO DE RAÇÃO
IRREGULAR SÃO AS MAIORES CAUSAS DE DEPRESSÃO
NA PRODUÇÃO DE OVOS E NA FERTILIDADE.
MANEJO DE FÊMEAS NO
PERÍODO PRÉ-PICO
133-224 DIAS (19-32 SEMANAS)
Duas fases que requerem diferentes manejos podem ser
identificadas:
- Primeira foto-estimulação até 5% de produção
- 5% de produção até o pico de postura
MANEJO DE FÊMEAS DA
PRIMEIRA FOTOESTIMULAÇÃO
ATÉ 5% DE PRODUÇÃO
OBJETIVOS
Trazer as fêmeas para a produção por estimulação, e dando
suporte à produção de ovos pelo uso de alimento e luz.
PRINCÍPIOS
As fêmeas devem crescer seguindo a curva de peso corpo-
ral padrão e com o programa de luz recomendado, até que
o lote tenha entrado em produção, i.e., 5% de produção/
galinha/dia (Ver Iluminação, seção 4, página 49). Aumen-
tos regulares de alimento (semanalmente) são essenciais
para um apropriado ganho de peso, adequada condição
corporal e período de entrada em produção de ovos.
O programa de luz deve ser implementado para dar su-
porte e estimular as fêmeas durante esse período. Pode
ser alterado de acordo com a maturidade sexual das aves.
Não se recomenda mudanças muito fortes; normalmente
as alterações antecipam ou atrasam o programa em uma
semana (Ver Iluminação, Seção 4, página 49). Água deve
ser fornecida à vontade. A ração pré-postura deve ser
substituída pela ração postura junto com o primeiro ovo.
PROCEDIMENTOS
O espaço entre os ossos pélvicos (abertura pélvica) é
medido para determinação do estado de desenvolvimento
sexual das fêmeas. Em situações normais, a abertura pél-
vica se desenvolve como o apresentado na Tabela 10.
A abertura pélvica deve ser monitorada regularmente
para se conhecer o desenvolvimento do lote durante o
período.
Se as aves não ganham o peso corporal esperado, se a
uniformidade diminuir ou se as aves demorarem mais para
comer o alimento fornecido, deve-se tentar determinar a
causa do problema o mais rapidamente possível.
PROBLEMAS COM O ALIMENTO, ÁGUA OU DOENÇAS
NESSE ESTÁGIO TÊM UM EFEITO DEVASTADOR NA
ENTRADA EM PRODUÇÃO E, CONSEQÜENTEMENTE, NO
DESEMPENHO DO LOTE.
PONTOS-CHAVE
Seguir o programa de iluminação recomendado.
Alcançar o peso corporal padrão pelo ganho
semanal de peso correto, semanalmente.
Fornecer água potável com livre acesso.
Monitorar a uniformidade, peso corporal e tempo
de consumo, com tomadas de atitude rápidas.
Mudar da ração “pré-postura” para “postura” ao
primeiro ovo.
98 a 224 dias (14 a 32 semanas) Seção 2: Manejo entrando em produção
29
MANEJO DE FÊMEAS DE 5% DE PRODUÇÃO
GALINHA/DIA ATÉ PICO
OBJETIVOS
Promover o desempenho reprodutivo das fêmeas com
ênfase nas seguintes características: tamanho dos primei-
ros ovos, qualidade do ovo, nível do pico de produção e
persistência da postura.
PRINCÍPIOS
Observações sobre o desenvolvimento das aves no perí-
odo pré-pico têm demonstrado a importância de se con-
seguir o peso corporal correto durante o início da postura,
para a maximização da produção de ovos e eclodibilidade.
As aves alimentadas com mais alimento do que requerem
para a produção de ovos, desenvolvem uma estrutura de
ovário anormal e ganham excesso de peso, resultando em
ovos de baixa qualidade e baixa eclodibilidade. Excesso de
ovos de duas gemas e mortalidade causada por peritonite
(postura intra-abdominal) ou por prolapso também são
causados por super-alimentação durante esse período.
As aves devem ser alimentadas para que os requerimentos
nutricionais relacionados com o aumento de produção de
ovos e crescimento corporal sejam atendidos. Em uma
situação ideal, deveria ser possível medir diariamente
as mudanças na produção e peso corporal para ajuste
do alimento a cada dia. A decisão sobre a quantidade de
alimento requerido em cada estágio depende da freqüência
de observação e da tendência de certas características
medidas em um curto período:
- Peso corporal
- Condição corporal
- Quantidade de alimento
- Tempo de consumo
- Produção de ovos
- Peso de ovo
PROCEDIMENTO
O procedimento para determinação de um modelo de
aumento de alimento é guiado pela uniformidade de peso
corporal e condição corporal aos 140 dias (20 semanas).
Essas características vão determinar a quantidade de
alimento do primeiro estímulo pré produção a ser dado.
(Ver Tabela 11). Se a % CV do lote for < 10, o primeiro
estímulo de alimento deve ser aos 5% de produção. Se
a % CV > 10, então o primeiro estímulo de alimento deve
ser atrasado para os 10% de produção.
O máximo de Energia Metabolizável (EM) consumido no
pico de produção é determinado inicialmente como mos-
trado na Nutrição, Seção 4, página 43, atualmente em
462 kcal EM /dia. A diferença da quantidade de alimento
fornecido antes do primeiro ovo e o fornecido no pico
permite estabelecer um perfil. O procedimento é então
ajustado para cada lote, individualmente, dependendo
do peso corporal, da produção de ovos e da temperatura
ambiental. Monitoramento do ganho de peso, da produção
diária e do peso dos ovos é vital. Lotes uniformes entram
em produção rapidamente e os níveis de alimento devem
ser ajustados para dar apropriado suporte para as aves
nesse estágio. Pequenos, mas freqüentes incrementos
de alimento devem ser usados para prevenir o excesso
de ganho de peso.
Um manejo apropriado das aves em início de produção
requer observação freqüente dos importantes parâmetros
de produção, como os mostrado na Tabela 12 (próxima
página).
É de suma importância que os dados absolutos e as ten-
dências de peso corporal e peso de ovo sejam utilizados
em combinação para determinar os incrementos de alimen-
to. Por exemplo, se o peso do ovo e/ou o peso corporal é/
são considerado(s) desviados da curva esperada, então
o incremento de alimento deve ser atrasado ou adiantado,
conforme as necessidades.
Incrementos de alimento ao redor da quantidade máxima
podem ser requeridos para lotes de alta produção. Um
adicional de 5 g/ave/dia (14 kcal) pode ser fornecido depois
da avaliação de ambos os dados: absoluto e tendência.
O alimento deve ser ajustado de acordo com a temperatu-
ra: retirada de 3,8 kcal EM para cada 1°C em temperatura
operacional acima de 28°C e acréscimo de 5,8 kcal EM
para cada 1°C abaixo de 15°C.
As circunstâncias vão variar para cada lote, dependendo
das condições de desempenho e do ambiente. O programa
mais apropriado deve ser definido pelo uso dos princípios
descritos acima e dos equipamentos e instalações dispo-
níveis. O exemplo a seguir mostra como um programa
de alimentação pode ser utilizado para um lote em parti-
cular, levando em consideração o histórico do lote, o tipo
de aviário, a composição do alimento e o conhecimento
prático do técnico.
Abaixo temos um exemplo de programa de alimentação.
Seção 2: Manejo entrando em produção 98 a 224 dias (14 a 32 semanas)
30
O INCREMENTO ABAIXO OU ACIMA DO ESPERADO DO
PESO DO OVO E/OU NO PESO CORPORAL DAS FÊMEAS
INDICAM ESTÍMULOS INCORRETOS DE ALIMENTO.
FALHAS NA CORREÇÃO RESULTARÃO EM UM BAIXO
PICO DE PRODUÇÃO.
PONTOS-CHAVE
 Crescimento de fêmeas dentro do programado
em todas as fases.
 Estímulo à produção de ovos desde os 5% de
produção/galinha/dia.
 Definição do programa de incremento de alimen-
to baseado na % CV, quantidade de alimento
antes do início de produção, nível de energia
da ração e temperatura ambiente.
 Utilização de pequenos, mas constantes incre-
mentos de alimento
 Monitorar peso médio corporal, uniformidade e
ganho de peso a cada duas semanas.
 Pesagem e registro dos ovos diariamente, a
partir de 5 % de produção/galinha/dia.
 Atuação rápida quando ocorrerem inadequados
ou excessivos ganhos de peso de ovo, produ-
ção e/ou peso corporal, por meio de adianta-
mento ou atraso dos incremento de ração.
 Atenção às alterações no tempo de consumo.
PESO DE OVO E CONTROLE DA ALIMENTAÇÃO
OBJETIVO
Usar o peso de ovo para determinar se o estímulo de
alimento está sendo adequado para uma ótima produção
de ovos.
PRINCÍPIOS
A tendência do ganho de peso diário dos ovos serve
como um indicador sensível da adequação do total
de nutrientes ingeridos. O incremento de alimento
é ajustado de acordo com os desvios do perfil de peso
de ovo.
PROCEDIMENTOS
Uma amostra de 240 a 360 ovos deve ser pesada em
grupo. Esses ovos devem ser coletados diretamente dos
ninhos na segunda coleta do dia. Os ovos muito peque-
nos, os de duas gemas e os ovos anormais (i.e., de casca
98 a 224 dias (14 a 32 semanas) Seção 2: Manejo entrando em produção
31
mole) são rejeitados. O peso médio é obtido pela divisão
do peso total pelo número de ovos pesados. O peso diário
é, então, plotado no gráfico com a curva de peso padrão
diário de ovo. É importante que a escala do gráfico seja
grande o bastante para que a variação diária seja clara-
mente visualizada.
Nos lotes que estão recebendo a quantidade correta de
alimento, o peso de ovo crescerá, normalmente, paralelo
ao padrão de curva de peso de ovo, o qual em uma deter-
minada idade depende do peso corporal e da maturidade
sexual, e pode estar acima, abaixo ou no padrão. Se o lote
foi subalimentado, o tamanho do ovo manter-se-á durante
um período de 4-5 dias, como o esperado. A correção
pode ser feita por antecipação do próximo incremento de
alimento. Se a quantidade de pico de alimento prevista já
tiver sido alcançada, então um estímulo extra de alimento
de 3g/ave/dia deve ser fornecido.
O peso médio diário oscilará dia a dia, devido
às variações na amostragem e influências ambientais. O
efeito da oscilação no peso de ovo é amenizado se os
pontos médios entre os dias consecutivos forem ligados
no gráfico para produzir ambos: uma tendência e um perfil
da projeção (Ver diagrama 14, ao lado).
Uma queda na tendência, em 5 dias, pode resultar na
redução dos níveis de pico de produção. Pequenas que-
das no peso de ovo podem ocorrer, particularmente em
lotes de altas produções, entre 50-70% de produção por
galinha alojada.
TOMADA DE DECISÕES COM RELAÇÃO À PEQUENAS
QUEDAS DE PESO DE OVO, AO REDOR DE 75% DE PRODU-
ÇÃOGALINHA/DIA,NÃOÉRECOMENDADOPOISAPARTIR
DESSE PONTO PODE ACORRER UM GANHO DE PESO
CORPORAL EXCESSIVO.
PONTOS-CHAVE
Ajustes no alimento ingerido baseados nos des-
vios à curva padrão de peso de ovos.
Pesagem de amostras por grupo de ovos
e registro diário, desde os 5% de produção /
galinha/dia.
Monitoramento da tendência de peso diário de
ovos plotando-a em gráficos com escalas gran-
des.
Pronta atuação nas tendências de queda no peso
diário de ovos via aumento da quantidade de
alimento concedido.
Seção 2: Manejo entrando em produção 98 a 224 dias (14 a 32 semanas)
32
MANEJO DE MACHOS NO PERÍODO
PRÉ PICO 133 - 224 DIAS
(19 -32 SEMANAS)
OBJETIVO
Manejar o número de machos e seu peso corporal para
maximizar a fertilidade inicial.
PRINCÍPIOS
O peso corporal alvo é alcançado por monitoramento do
peso corporal real e ajuste na quantidade de alimento.
O controle do mesmo nesse período pode ser difícil,
porque os machos conseguem comer nos comedouros
das fêmeas.
O sucesso do procedimento de acasalamento depende
da retirada, por observação, do excedente de machos do
lote e das condições das fêmeas.
PROCEDIMENTOS
Alimentação do Macho: Após o acasalamento, os obje-
tivos de produção de machos e fêmeas são mais fáceis
de ser conseguidos se o equipamento e as técnicas da
alimentação separada por sexo são bem utilizados. Os
machos são mais facilmente excluídos dos comedouros
das fêmeas se as cristas deles não forem cortadas.
Para evitar o acesso dos machos aos comedouros das
fêmeas, pode-se usar mangueiras ou conduites plásticos
de 1/2” amarrados internamente nas gradinhas, como mos-
trado no diagrama 15. Quando a crista dos galos atingirem
tamanho suficiente que não permita o acesso ao comedouro
das fêmeas as mangueiras devem ser retiradas.
O peso médio e o ganho de peso devem ser monitorados
semanalmente como também a quantidade de alimento
colocada nos comedouros dos machos, que devem ter a
altura regulada. Então, a taxa de crescimento requerida
será alcançada. O fornecimento de alimento pode variar
consideravelmente (i.e., de 100 -170 g de alimento/macho/
dia), dependendo da quantidade de alimento que eles
conseguem retirar do comedouro das fêmeas.
Os machos requerem 20 cm de espaço de comedouro por
ave e os comedouros devem ser distribuídos em linha por
todo o comprimento do aviário. A proporção de espaço e
a disponibilidade de comedouros devem ser mantidas de
acordo com o decréscimo do número de machos ao longo
da vida do lote.
COMEDOUROS POUCO EFICIENTES PARA FAZER A
ALIMENTAÇÃO SEPARADA POR SEXO REDUZEM A
PRECISÃO DO FORNECIMENTO DO ALIMENTO PARA
MACHOS E FÊMEAS. OS PROBLEMASAPARECERÃO SE OS
SEGUINTES PONTOS ESTIVEREM INADEQUADOS :
- CRISTA DOS MACHOS (CORTADA)
- LARGURA E ALTURA DA GRADE
- PRECISÃO DA INSTALAÇÃO DA GRADE
- FECHAMENTO DAS CAÇAMBAS SUPLEMENTARES E
CURVAS
- ALTURA DO COMEDOURO DO MACHO
A eficiência do comedouro requer uma atenção contínua
e por isso ele deve ser checado duas vezes por semana.
Atenção maior ao lote deve ser dada quando todos os ma-
chos (100%) não conseguem mais comer nos comedouros
das fêmeas. Isto ocorre tipicamente aos 189 - 224 dias (28
- 32 semanas) de idade para machos com crista cortada
e 175 - 203 dias (25 -29 semanas) para os machos com
crista intacta. Nesse ponto, um incremento do alimento é
requerido para manter o crescimento esperado. O tamanho
do incremento vai variar de lote a lote, mas recomenda-se
um aumento de 5-10 g alimento/macho/dia, seguido de
uma amostragem de peso corporal intermediária (meio da
semana) para monitorar a evolução. É muito importante
que os machos e fêmeas não tenham redução de nutrien-
tes no período pré-pico.
Falhas na detecção do momento em que os machos são
totalmente excluídos dos comedouros das fêmeas são uma
causa comum de pequenas perdas de peso no período
pré-pico e têm sérias implicações para a fertilidade. É
improvável que o peso corporal dos machos seja mantido
com uma quantidade inferior a 130 g/ave/dia. Os machos
podem iniciar a perda de peso se receberem menos de 130
g/ave/dia em seus comedouros, quando já não conseguem
mais comer nos comedouros das fêmeas.
Se os machos roubam ração das fêmeas, particularmente
quando o lote está entre 50% de produção/galinha/dia e o
pico, pode reduzir significativamente os níveis de desem-
penho destas. O técnico do lote deve estar atento aos
fatores que indicam quando está ocorrendo uma pequena
perda de peso corporal nas fêmeas, ou uma alteração no
peso diário de ovo , condição da ave , etc.
Os machos e fêmeas podem ser encorajados a usar os
seus próprios comedouros se os machos forem alimenta-
dos depois das fêmeas. Isso pode ser conseguido com o
Cano de PVC de ½”
DIAGRAMA 15: BLOQUEIO DO ACESSO DOS MACHOS
AO COMEDOURO DAS FÊMEAS.
98 a 224 dias (14 a 32 semanas) Seção 2: Manejo entrando em produção
33
abaixamento dos comedouros dos machos depois que o
alimento das fêmeas já estiver distribuído.
PROBLEMAS COM O EQUIPAMENTO E A DISTRIBUIÇÃO DE
ALIMENTO PODEM DEPRIMIR SERIAMENTE A PRODUÇÃO
DE OVOS E SÊMEN; A AVERIGUAÇÃO PODE OCORRER
MAIS FACILMENTE SE O TÉCNICO RESPONSÁVEL PELO
LOTE ACOMPANHAR A DISTRIBUIÇÃO DE ALIMENTO. O
ACOMPANHAMENTO DA ALIMENTAÇÃO DEVE SER UMA
PRÁTICA ROTINEIRA.
Excesso de coberturas: O excesso de machos leva a
excesso de coberturas, coberturas interrompidas e com-
portamento anormal. Nos lotes em que ocorrem excesso
de coberturas haverá redução da fertilidade, da eclodibi-
lidade e do número de ovos. Nos estágios iniciais, após
o acasalamento, é normal observar-se desgaste (quebra)
das penas no dorso próximo à cauda, e na parte posterior
da cabeça das fêmeas. Quando o quadro progride para re-
moção das penas é sinal de que há excesso de coberturas.
Se a relação de acasalamento não for reduzida, a condição
irá piorando com a perda de penas do dorso, arranhaduras
e cortes na pele, e problemas secundários, como perda
da condição das fêmeas e redução da produção de ovos.
O excesso de machos também pode ser indicado quando
eles têm um excesso de penas danificadas.
Quando há excesso de machos a competição pelas fêmeas
impede uma ótima manutenção de número de coberturas. Os
machos excedentes devem ser removidos rapidamente ou
haverá uma significativa perda de persistência de fertilidade.
O lote deve ser examinado duas vezes por semana, a partir
de 189 dias (27 semanas), para se verificarem sinais de ex-
cesso de coberturas. Mesmo quando o número de machos
estádentrodorecomendado,umexcessodecoberturaspode
ser observado ao redor de 196 dias (28 semanas) de idade e
tornar-se muito evidente aos 210 dias (30 semanas).
Com excesso de coberturas, a remoção de machos deve ser
aceleradacomretiradainicialde0,5macho/100fêmeasecon-
tinuidade da seqüência do programa de retirada de machos.
A retirada de machos deve ser um processo contínuo. O
número de machos a ser removido semanalmente para
se conseguir a relação de acasalamento esperada deve
ser calculada (Ver Tabela 9, página 26).
A QUALQUER MOMENTO EM QUE OCORRER UM
EXCESSO DE COBERTURA DEVE-SE REALIZAR UMA
RETIRADA DE MACHOS.
Remover o Excesso de Machos para Otimizar a Relação
deAcasalamento: Com o passar da idade, menos machos
são requeridos para manter a fertilidade (Ver tabela 9).
Quando se removem machos, grande ênfase deve ser dada
ao padrão de relação de acasalamento e ao monitoramento
de sinais de excesso de coberturas no lote.
Monitorar a condição dos machos semanalmente é uma
boa prática. Uma média de coloração de cloaca deve ser
obtida subjetivamente por pessoal experiente e dividida em
3 grupos de coloração: alta, média e baixa.Aproporção de
machos dentro de cada coloração deve ser estimada.
Quando machos forem selecionados para remoção, convém
retirar as aves das categorias de coloração baixa e média.
Monitorando a Condição dos Machos: A dispersão de
machos dentro do lote significa que a aplicação das técnicas
de manejo para machos pode ser mais difícil do que para
as fêmeas. Boas práticas de rotinas são essenciais para se
reconhecerem mudanças nas condições dos machos. As
características que requer maior atenção são:
- Esperteza e atividade - o lote deve ser observado
várias vezes ao dia para se verificar atividade de co-
berturas, alimentação, local de descanso e distribuição
durante o dia, e um pouco antes do apagar das luzes;
- Condição física - coloração da face, crista e barbela,
condição da barbela e crista (i.e., firme ou flácida) são
importantes indicadores da condição física. Deve-se
fazer uma avaliação do tônus muscular, conformação
da musculatura do peito, proeminência do osso da
quilha e manter cuidadosa detecção de sinais de
deterioração dos machos. As condições das pernas,
articulações e pés devem ser observadas. Camas
úmidas causam lesões no coxim plantar, levando
a risco de infecção e desconforto, que reduzirão o
bem-estar e a atividade de cobertura;
- Empenamento - a observação tanto em machos
quanto em fêmeas das condições das penas, perdas
parciais de penas, parte posterior do pescoço sem
penas ou machucado é muito importante;
- Tempo de consumo do alimento - variação no com-
portamento individual dos machos deve ser observa-
da e registrada. É importante que qualquer mudança
dentro do lote seja identificada e trabalhada;
- Amostragem de peso corporal - o peso corporal mé-
dio e a uniformidade devem ser medidos e registrados.
As variações no peso corporal médio semanal devem
ser comparadas com o padrão para se verificar se o
ganho de peso corporal semanal é aceitável. A quan-
tidade de alimento deve ser ajustada, se necessário;
- Coloração da cloaca - a coloração avermelhada
intensa é muito útil para avaliar a atividade dos
machos do lote. Machos trabalhando em ótimas
taxas apresentarão cloaca com coloração muito
avermelhada. O objetivo é promover e manter essa
condição em todos os machos ativos, durante toda
a vida do lote. Em qualquer época que se apresen-
tar excesso de coberturas, os machos com cloaca
pálida devem ser retirados;
Seção 2: Manejo entrando em produção 98 a 224 dias (14 a 32 semanas)
34
- Sub-alimentação - isto é mais comum a partir de
245 dias (35 semanas) de maneira geral, mas tam-
bém pode ocorrer mais cedo. Os machos podem,
de repente, parecer lerdos e apáticos, mostrando
redução de atividade sexual e cantando menos. Se
esses sintomas não forem detectados e as condições
progredirem, as cristas tornam-se flácidas e ocorre a
perda do tônus muscular. Depois haverá a perda da
conformação da musculatura do peito, da coloração
da face e os machos entram em muda de penas.
Em adição, a coloração da cloaca se tornará menos
avermelhada e a variação dentro da população será
aumentada. Esse último estágio é sério e um número
significativo de aves não se recuperará. Na observa-
ção da combinação desses sintomas, a quantidade de
alimento fornecida deve ser aumentada imediatamen-
te, de 3-5 g/ave/dia. O tempo de consumo, espaço
de comedouro por ave e a eficiência do processo de
alimentação separada por sexo devem ser checados.
Mudança na textura da ração deve ser considerada
para permitir que os machos muito ativos tenham tem-
po suficiente para consumir os nutrientes adequados
(tamanho do pelete ou triturado). A curva do ganho
de peso corporal médio semanal deve ser verificada,
com repesagem do lote em caso de dúvida. Os ma-
chos mais ativos trabalharão por um período curto,
usando as suas reservas corporais, mas os outros
cessarão a atividade sexual. A correção imediata é
essencial.
- Machos muito pesados - se o controle de peso
dos machos não for bem executado, uma parte da
população poderá ficar muito acima do peso. Isto
causará um aumento de lesões nas fêmeas durante
a cópula ou aumentará o número de freqüência de
cópulas incompletas. Frequentemente muitas fêmeas
começarão a evitar a cópula se este tipo de macho
estiver presente. Ocorrendo isto os machos com
excesso de peso devem ser removidos.
PONTOS-CHAVE
Promover o crescimento dos machos dentro do
padrão de peso corporal com boa uniformidade do
lote.
Utilizar a alimentação separada por sexo com os
equipamentos certos e bem mantidos.
Monitorar, no mínimo semanalmente, o peso
médio corporal e ganho de peso; e duas vezes
por semana desde o acasalamento até os machos
não conseguirem mais comer ração dos come-
douros das fêmeas.
Fornecer a quantidade de alimento requerida para
que os machos atinjam o peso corporal padrão.
Qualquer pequena queda no peso corporal deles
tem sérias implicações para a fertilidade.
Monitorar, as fêmeas a partir de 189 dias (27
semanas) de idade, para detecção de sinais de
excesso de coberturas.
Em qualquer ocorrência de excesso de co-
berturas, reduzir o número de machos em 0,5
macho/100 fêmeas e reajustar as futuras relações
de acasalamento.
Seguir, semanalmente, a rotina de avaliação dos
machos no lote e individualmente. Manter uma re-
lação ótima de acasalamento, fazendo a retirada
individual dos machos com base nas condições
corporais.
Observar e monitorar a atividade, esperteza, con-
dição física, empenamento, tempo de consumo
e coloração da cloaca.
Retirar primeiro os machos com baixa coloração
cloacal e, depois, os de coloração média. Cloaca
com coloração intensa indicam que os machos
estão com boa atividade sexual.
Remover os machos com excesso de peso
quando estiverem ocorrendo lesões nas fêmeas
decorrente da cópula.
NUTRIÇÃO DE MACHOS
Ver Nutrição, Seção 4, página 47
PROGRAMA DE ILUMINAÇÃO
Ver Iluminação, Seção 4 , página 49
98 a 224 dias (14 a 32 semanas) Seção 2: Manejo entrando em produção
35
Índice Pág.
Manejo de Fêmeas no Período Pós-Pico 36
224 - 476 dias (32 - 68 semanas)
Manejo de Machos no Período Pós-Pico 38
224 - 476 dias (32 - 68 semanas)
Seção 3
Manejo em Produção
224 - 476 dias (32 - 68 semanas)
Seção 3: Manejo em produção 224 a 476 dias (32 a 68 semanas)
36
DIAGRAMA 16:
(%)
(%)
MANEJO DE FÊMEAS
NO PERÍODO PÓS-PICO
224-476 DIAS
(32 - 68 SEMANAS)
OBJETIVOS
Maximizar a produção dos ovos incubáveis, garantindo
persistência dos altos níveis da produção dos ovos.
PRINCÍPIOS
Os lotes de matrizes normalmente atingem a maturidade
sexual e cessam o crescimento ao redor dos 217-224
dias (31-32 semanas). As aves continuam a ganhar peso,
mas pela deposição da gordura e crescimento dos outros
tecidos corpóreos. A taxa de acúmulo de gordura é a
chave para controlar a produção de ovos no período de
pós-pico. O consumo alimentar é ajustado de acordo com
o peso corpóreo e produção de ovos, para regular a taxa
de acúmulo de gordura.
O pico de produção de ovos é geralmente alcançado por
volta de 217 dias (31 semanas) de idade. Um pouco de-
pois, por volta dos 238 dias (34 semanas), ocorre o pico
de massa de ovo.
Ex. massa do ovo = peso médio de ovo X % produção do ovo
100
Durante o período de 224-238 dias (32-34 semanas),
ocorre o requerimento máximo de nutrientes para a pro-
dução de ovos . Em algum ponto desse período, a redução
alimentar deverá começar.
O momento certo para iniciar a redução de alimento de-
penderá da história do lote e condição corporal da ave.
Há, portanto, necessidade de remover o excesso de ali-
mento, antes que aves comecem a deposição de excesso
de gordura. Para permanecer saudável e vigorosa após
os 210 dias (30 semanas), as aves devem ganhar peso
corporal numa média de 15-20g/ave/semana.
PROCEDIMENTOS
Os níveis de alimento devem ser reduzidos para controle
do ganho de peso corporal da fêmea, do tamanho do ovo
e para melhoria da persistência de produção no período
pós-pico. O momento e a quantidade da redução de ali-
mento dependerão de:
- peso corporal e variação de peso corporal desde o
início da produção
- produção diária de ovos e tendência
- peso diário de ovos e tendência do peso dos ovos
- nível de saúde dos lotes
- temperatura ambiente
- composição (ex. nível de energia e de proteína) e
qualidade do alimento
- quantidade do alimento (ex. energia recebida) no pico
- histórico do lote (ex. recria e desempenho pré-pico).
224 a 476 dias (32 a 68 semanas) Seção 3: Manejo em produção
37
Começar a redução de alimento após o pico de massa de
ovo.
Retirar 1 grama de alimento (2,8 kcal) a cada 2 semanas.
Manter a retirada até o descarte do lote.
Ex: Um lote com volume máximo de alimento em
165g/ave/dia (462 kcal EM/ave) e o nível estimado de alimen-
to no final do período é de 150 g/ave/dia (420 kcal EM/ave),
então a quantidade total de alimento a se retirar será de 22 g.
Remover 11 g (ou seja, 50% de 22%) até 294 dias (42
semanas) como mostra a tabela 14 e retirar os 11 gramas
restantes até o descarte do lote.
Energia
(kcal EM/ave/dia)
Uma vez que existe variação nas características men-
cionadas acima, entre todos os lotes, o programa de
redução de alimento também variará para cada lote.
Basicamente, um programa deve ser iniciado após o pico
de postura (31ª semana), mas não depois do pico da mas-
sa de ovos (34ª semana), pois após a 35ª semana, com o
excesso de alimento a deposição de gordura.
Abaixo segue um exemplo de programa de retirada de
alimento (tabela 14).
Na maioria das situações, a quantidade total de alimento
removido será de aproximadamente 50 kcal/ave.
O controle de peso corporal e a progressão do peso do
ovo devem ser as principais prioridades no período de 224-
476 dias (32-68 semanas). Isso é alcançado pela redução
alimentar programada, a qual é decidida de acordo com as
observações e medidas da condição corporal das aves e
produção de ovos. Rotinas devem ser estabelecidas para
permitir o monitoramento:
- Peso corporal e variação de peso corporal de 15-20 g/
ave/semana, avaliados a cada 2 semanas.
- Peso de ovo diário e variação no peso de ovo em
comparação com o padrão de peso de ovo.
- Condição corporal (ex. tonicidade e volume de massa
muscular); gordura; condição e cobertura de penas;
condição das patas e pernas; coloração facial, de crista e
barbela; aspectos que indicam atividade reprodutiva.
Em temperaturas extremas, é necessário ajustar quan-
tidade de alimento de acordo com os requerimentos de
energia da ave.
FALHAS NO CONTROLE DO PESO CORPORAL A PARTIR
DE 224 DIAS (32 SEMANAS) PODEM REDUZIR SIGNIFICA-
TIVAMENTE A PERSISTÊNCIA DE POSTURA, TAMANHO DO
OVO, QUALIDADE DA CASCA E FERTILIDADE DA FÊMEA,
DEPOIS DE 294 DIAS (42 SEMANAS).
PONTOS-CHAVE:
Seguir um programa de redução de alimento.
Começar a redução de alimento no período do
pico, até 3 semanas depois do pico, dependen-
do da condição corporal da ave, peso corporal,
quantidade de alimento e temperatura.
Planejar uma redução de, no mínimo, 50% do
alimento total, a ser retirado até 294 dias (42
semanas).
Fazerreduçãodeenergiadeaproximadamente50kcal
EM/ave entre o pico de produção e o descarte
do lote.
Fazer, semanalmente, ajustes na quantidade de
alimento de acordo com as observações do peso
corporal , peso do ovo, massa do ovo e condição
corporal da ave.
Ajustar a quantidade de alimento em resposta às
mudanças na temperatura ambiente.
Seção 3: Manejo em produção 224 a 476 dias (32 a 68 semanas)
38
MANEJO DE MACHOS
NO PERÍODO PÓS-PICO
224-476 DIAS
(32-68 SEMANAS)
OBJETIVO
Controlar o número (relação machos/fêmeas) e peso corpo-
ral dos machos para manter persistência da fertilidade.
PRINCÍPIOS E PROCEDIMENTOS
Os princípios e procedimentos usados para manejar ma-
chos no período pós-pico são similares àqueles descritos
para o período pré-pico (Ver Manejo de Machos Pré-Pico,
133-224 dias, Seção 2, página 32). Deve-se dar particular
ênfase à otimização das taxas de acasalamento, uniformi-
dade, condição física e controle de peso corporal.
No período pós-pico, o peso corporal é controlado pelo
ajuste da quantidade de alimento para que o perfil da
curva de peso padrão seja alcançado. Após 224 dias (32
semanas) de idade, o ganho de peso corporal semanal
deve ser de 30 g. Os dados de peso corporal devem ser
usados em conjunto com as recomendações de manejo
descritas na Seção 2, para decisão sobre um fornecimento
de alimento que satisfaça os requerimentos das aves.
A quantidade de ração, normalmente fornecida para os
machos, varia de 140 a 160 g por macho. Mesmo em
plantéis com ganhos de peso constantes (ao redor de 30g/
semanal), o alimento deve ser incrementado pelo menos
uma vez ao mês, na proporção de 1 a 2 gramas a cada
3-4 semanas.
Uma ótima taxa machos/fêmeas deve ser mantida,
removendo-se os machos, individualmente, de acordo com
suas condições físicas (Seção 2, página 33). Os machos
rejeitados deverão ser pesados para, só depois, serem
descartados. Dessa forma poderemos estimar o efeito da
remoção deles no peso médio geral do lote.
PONTOS-CHAVE:
Alimentar aves para que alcancem o perfil de
peso corporal.
Otimizar a taxa machos/fêmeas de acasala-
mento, removendo, individualmente, os machos
de acordo com sua condição física.
Controlar o ganho de peso dos machos seguindo
o padrão de peso corporal. Pequenos incremen-
tos de alimento podem ser necessários para que
se mantenham peso corporal e uniformidade.
224 a 476 dias (32 a 68 semanas) Seção 3: Manejo em produção
39
Índice Pág.
Aviário e Ambiente 40
Nutrição 43
Iluminação 49
Cuidados com os Ovos Incubáveis 56
Higiene e Saúde das Aves 60
Seção 4
Requerimentos Ambientais Específicos
Seção 4: Requerimentos Ambientais Específicos
40
AVIÁRIO E AMBIENTE
OBJETIVO
Fornecer um ambiente protegido no qual a temperatura,
a umidade e a luz natural possam ser controladas. Ga-
rantir um nível de controle que otimize o desempenho
reprodutivo e não comprometa a saúde e bem-estar
das aves. Essas devem ter acesso individual a água
e alimento.
PRINCÍPIOS
Ovos incubáveis são comercialmente produzidos em
uma grande variedade de climas em todo o mundo. O
clima dita o tipo de sistema de alojamento (i.e. galpão
aberto, ambiente controlado) escolhido para o lote de
matrizes. As especificações técnicas do sistema de
alojamento devem ser definidas de forma que as aves
sejam mantidas sob apropriadas condições de ambiente.
Essas devem levar em conta o bem-estar das aves, os
alvos de desempenho, os materiais disponíveis e as limi-
tações financeiras. Facilidade e efetividade do controle
ambiental são também fatores muito importantes.
LOCAL DE ACESSO
O local deve ser escolhido tendo em vista a biossegurança
e o acesso dos funcionários, os quais devem ter, à sua
disposição, acomodações adequadas e banheiros (Veja
Higiene e Saúde das Aves, pág. 60).
PROJETO DO AVIÁRIO
No projeto do aviário devem-se considerar:
- Clima: extremos de temperatura e umidade podem
indicar que tipo de galpão é mais apropriado (i.e.,
aberto ou fechado).
- Regulamentação e leis locais: essas podem es-
tipular restrições importantes ao projeto (ex. altura,
cor, material etc.) e devem ser consultadas o quanto
antes.
- Biossegurança: o tamanho, a localização relativa e
o projeto do aviário devem ser feitos para minimizar
a transmissão de patógenos entre os lotes e dentro
deles. Devem-se adotar uma política de alojamento
de idade única e procedimentos efetivos de limpeza
entre lotes (Veja Higiene e Saúde dasAves, pág. 60).
Deve-se seguir a legislação nacional quanto à cons-
trução de novas granjas avícolas no que diz respeito
a aspectos de biossegurança (isolamento,distâncias
mínimas, etc).
- Manejo Desejado: maior sucesso no manejo do
lote é atingido quando se usa aviário com ambiente
controlado ou aviários escuros (blackout) durante o
período de recria. O tipo de aviário usado durante o
período de postura vai depender de clima e latitude.
- Função: o tipo de aviário vai depender do seu pro-
pósito: recria, produção ou duplo propósito (i.e. de
um dia até o descarte).
- Número de aves desejado: o número de ovos
incubáveis por semana determina o número de
matrizes a serem alojadas. O número e o tamanho
dos aviários devem-se adequar à densidade de alo-
jamento (veja Tabela 15), espaço de comedouros e
capacidade do sistema de ventilação/resfriamento.
- Topografia local e ventos predominantes: esses
fatores naturais têm particular importância para
aviários abertos. Eles devem ser observados para
minimizar a incidência direta da luz solar e otimizar
ventilação e resfriamento. A existência de locais
próximos sujeitos a doenças transmissíveis por via
aérea, deve também ser levado em consideração.
- Custo e disponibilidade de energia: aviários com
ambiente controlado exigem uma razoável fonte de
energia para fornecer eletricidade para ventilação,
aquecimento, iluminação e mecanismos de alimen-
tação.
- Tipo de solo: solos expansivos (ex.: arenosos) exi-
gem fundações apropriadas para prevenir problemas
estruturais.
- Piso: piso de concreto liso com acabamento resis-
tente é essencial para facilitar a limpeza e propiciar
uma boa desinfecção. Uma área de concreto de
1–3 metros, em volta do aviário, inibirá a entrada de
roedores (Veja também Higiene e Saúde das Aves,
pág. 60).
- Drenagem: drenos são apropriados para drenar a
água de chuva e também para facilitar a limpeza do
aviário (biossegurança).
Seção 4: Requerimentos Ambientais Específicos
41
AMBIENTE
AVIÁRIOS ESCUROS (BLACKOUT)
Aviários com ambiente controlado têm vantagens sobre os
aviários abertos, especialmente durante a recria, uma vez
que limitam as influências de ambiente, facilitam o controle
da maturidade e do peso corporal auxiliando na produção
de lotes uniformes.Aviários de ambiente controlado devem
considerar os seguintes fatores:
- À prova de luz: a intensidade de luz não deve ex-
ceder 0,4 lux em um aviário escuro (com as luzes
apagadas). Em termos práticos, 4 lux de intensidade
luminosa é o mínimo necessário para a leitura de um
jornal. Para se medir com precisão a intensidade
luminosa é necessário um medidor de luz (luxíme-
tro).
- Isolamento térmico: bom isolamento prevenirá
flutuações de temperatura do aviário. Um isolamento
eficiente é fornecido por 3 cm de poliuretano no
telhado.
- Exclusão de ventos: a eliminação de ventos e de
intensidade de luz são ambos conseguidos com as
mesmas características do projeto.
- Iluminação: a luz, cuja intensidade deve ser con-
trolada, principalmente no período de recria, deve
ser igualmente distribuída por todo o aviário (Veja
iluminação, seção 4, pág. 49).
- Ventilação: o sistema de ventilação deve ser capaz
de fornecer a quantidade de ar fresco necessário e
remover gases e subprodutos gasosos transporta-
dos pelo ar. A ventilação também contribui para o
controle de temperatura e umidade, especialmente
em condições quentes e deve prover um ambiente
uniforme para as aves sendo livre de correntes de ar.
A taxa de ventilação depende da taxa de metabolis-
mo das aves que é determinada pelo peso corporal,
taxa de produção de ovos e taxa de crescimento. E
ainda, onde existem emissão de amônia, a taxa de
ventilação tem que ser aumentada.As taxas mínimas
e máximas de ventilação de matrizes devem ser
mantidas como:
Taxa de ventilação mínima (m3/segundo/kg0,75)
1,6 até 2,0* x 10-4
Taxa de ventilação máxima (m3/segundo/kg0,75)
1,55 x 10-3
*A taxa mais alta é requerida para controlar a emis-
são de amônia.
Fonte: Serviço de Assistência Técnica e Desenvolvimento Agrícola do Reino
Unido
A taxa mínima de ventilação é a quantidade de ar
requerida por hora para suprir oxigênio às aves e
manter a qualidade do ar.
Em situações de climas frios, a taxa de ventilação
máxima é a quantidade de ar requerida por hora para
remover o calor metabólico tal que a temperatura den-
tro do prédio é mantida nunca maior que 3oC acima
da temperatura externa em uma circunstância normal
e o ar que entra no sistema evaporativo for usado.
Este modelo pode ser usado para calcular as taxas
mínimas e máximas de ventilação (m3/segundo ou
m3/hora) para lotes de matrizes com diferentes pesos
corporais.(Ver apêncide 6, pag. 78).
Em situações de climas quentes onde o efeito da
sensação térmica é usado para aumentar a perda de
calor (eg. Ventilação em túnel) das aves, existe um
benefício em exceder a taxa máxima de ventilação
para alcançar a velocidade do ar desejada dentro
do aviário. A tabela 16 mostra o efeito da sensação
térmica em diferentes velocidades de ar e diferentes
temperaturas.
- Sistema de resfriamento: em climas quentes,
aviários escuros (fechados) exigem um sistema de
resfriamento para abaixar a temperatura ambiente.
Isso é normalmente feito pela evaporação de água.
Resfriamento evaporativo é empregado em condi-
ções de calor, isto é, temperaturas acima de 27°C,
com objetivo de manter as aves em temperatura de
operação dentro da faixa de 20 a 27ºC. A eficácia
depende da umidade relativa do ar. Sistemas de
resfriamento evaporativo, comumente usados em
aviários escuros (fechados), são descritos na Tabela
17, e ilustrados nos Diagramas 16 e 17.
Seção 4: Requerimentos Ambientais Específicos
42
Pendular 1/80 1/60
AVIÁRIOS ABERTOS
Quando se utilizam aviários abertos, deverá se dar parti-
cular atenção ao programa de luz. (Veja Iluminação, pág.
50). A combinação de um ambiente controlado (escuro)
na recria e um aviário aberto na postura permite maior
controle do que em um aviário aberto de um dia de idade
até o descarte do lote.
Aviários abertos dependem do fluxo de ar natural para
movimentação do ar no aviário. Eles devem ser constru-
ídos com uma largura específica, isto é, 9–12 m e uma
altura mínima de 2,5 m de pé direito, para garantir uma
adequada circulação do ar.
Sob a maioria das condições práticas, a ventilação na-
tural no aviário aberto fornecerá às aves um ambiente
adequado. A circulação do ar é controlada pela variação
da altura da cortina. Ventiladores podem ser usados para
complementar a ventilação natural e aumentar o controle
de temperatura dentro do aviário. As cortinas devem ser
feitas de material translúcido para permitir a passagem da
luz natural (durante o dia). Cortinas pretas são usadas em
situações em que é necessário excluir a luz do dia (ex.
aviário escuro (blackout) durante a recria).
EQUIPAMENTOS
O manejo eficiente de um lote de matrizes requer uma
atenção especial aos equipamentos.
POLEIROS
É uma boa prática de manejo instalar poleiros durante
a fase de recria visando estimular e treinar as aves a se
acostumarem com os ninhos. Um número suficiente de
poleiros deve prover 3cm/ave alojada (suficiente para
20% das aves alojadas) na recria a partir de 28-42 dias
(4-6 semanas) de idade.
ESPAÇO DE COMEDOURO
O espaço de comedouro por ave é determinado pelo ta-
manho da ave e aumentará a medida que a ave se torna
mais velha. (Veja Tabela 18). Um fornecimento eficiente de
alimento não depende somente do espaço de comedouro,
mas também do tempo de distribuição (Veja Controle da
Alimentação para Manejo do Peso Corporal, Seção 1,
páginas 15 e 16).
EQUIPAMENTO PARA ALIMENTAÇÃO SEPARADA POR SEXOS
Detalhes deste tipo de equipamento são fornecidos no
Manejo Entrando em Produção, Seção 2, página 27.
ESPAÇO DE BEBEDOURO E DISPONIBILIDADE DE ÁGUA
Necessidade de bebedouros extras na fase inicial é apre-
sentado em RECRIA (Seção 1, página 9). A necessidade
de bebedouros é influenciada pela temperatura ambiente.
Recomendações gerais para espaço de bebedouro são
apresentadas na Tabela 19, logo abaixo.
Maior espaço de bebedouros pode ser necessário em
condições de temperaturas extremas.
Recomenda-se uma fonte reserva para fornecimento de
água em caso de emergência.
ESTOCAGEM E MANUSEIO DOS OVOS
Informações sobre ninhos, coleta automática de ovos,
armazenagem e manuseio dos ovos são fornecidas em
Cuidados com os Ovos Incubáveis, página 56.
DIAGRAMA 17:
DIAGRAMA 18:
Seção 4: Requerimentos Ambientais Específicos
43
NUTRIÇÃO
OBJETIVO
Fornecer dietas balanceadas que atendam às exigências
nutricionais de reprodutoras pesadas Ross em todos os
seus estágios de desenvolvimento e produção para ma-
ximizar seu potencial reprodutivo.
PRINCÍPIOS
A alimentação de reprodutoras pesadas é um fator essen-
cial na manutenção da uniformidade e do peso corporal
próximo do padrão. A composição das rações, o manejo
alimentar e o manejo geral devem ser considerados juntos
na avaliação do desempenho das reprodutoras pesadas.
A superalimentação no início do ciclo de postura irá in-
duzir crescimento exagerado de folículos ovarianos. O
fornecimento de excesso de energia metabolizável, em
qualquer estágio, irá afetar adversamente a produção. Se
qualquer outro nutriente for limitante e estiver causando
baixo desempenho, deve-se considerar a possibilidade de
reformular o alimento.
MATÉRIAS-PRIMAS
As matérias-primas devem ser de boa qualidade com valor
nutritivo previsível e uniforme e livres de contaminação por
resíduos químicos, toxinas microbianas e patógenos. Eles
devem ser armazenados sob condições controladas, a fim
de manter sua integridade físico-química e microbiológica.
As instalações de armazenamento devem ser protegidas
contra insetos, roedores e aves silvestres, os quais são
vetores potenciais de doenças.
Diversas matérias primas são adequadas para a alimenta-
ção de reprodutoras pesadas. A disponibilidade e o preço
usualmente determinam a escolha. Entretanto, algumas
considerações gerais devem ser feitas:
- O milho apresenta vantagens técnicas sobre o trigo, em
termos desempenho durante o período de postura. As
razões para tal fato não são inteiramente claras. Um
achado consistente é a melhoria da qualidade das cas-
cas dos ovos em dietas baseadas em milho. Algumas
das principais vantagens são uma maior produção de
ovos incubáveis e aumento da eclodibilidade;
- As gorduras suplementares devem apresentar boa
qualidade e serem utilizadas moderadamente durante
todos os estágios.Acombinação de ingredientes fibro-
sos de baixo custo com gorduras não é recomendada
em qualquer estágio de vida das reprodutoras pesa-
das;
- Os efeitos da gordura da dieta sobre a composição
dos lipídios da gema são complexos. As gorduras
de peixe afetam negativamente o desempenho. Da
mesma forma, qualquer gordura que contenha ácido
estercúlico (óleo de algodão) deve ser evitada. Produ-
tos da oxidação de gorduras e ácidos graxos na forma
trans, presentes nos óleos vegetais, são indesejáveis
na nutrição de reprodutoras pesadas.
PROCESSAMENTO DO ALIMENTO
As reprodutoras pesadas podem ser satisfatoriamente
alimentadas com rações fareladas, peletizadas e tritura-
das, desde que um bom manejo alimentar seja praticado
em cada caso.
Com ingredientes adequados e bom manejo, uma ração
farelada é a primeira escolha, acarretando períodos de
ingestão mais longos e melhor oportunidade de todas as
aves se alimentarem. Entretanto, ingredientes pulverulen-
tos podem tornar necessário o uso de rações extrusadas.
Alguns sistemas de manejo, como a alimentação em piso,
exigem péletes de elevada qualidade (dureza).
O tratamento térmico de rações já faz parte de alguns
programas de biosseguridade. Quando as rações são
submetidas a tratamento térmico, atenção especial deve
ser dada às perdas vitamínicas e a possível destruição
de outros componentes da dieta (enzimas). Pode haver
também alterações no valor nutritivo das rações devido a
mudanças estruturais nas mesmas.Arecontaminação das
rações, após o tratamento térmico, constitui um sério risco
e a utilização de produtos químicos e/ou ácidos orgânicos
é freqüentemente necessário como forma preventiva.
RAÇÕES PRONTAS
O tempo transcorrido desde a fabricação até o forneci-
mento das rações às aves deve ser o mais curto possível.
Isso é particularmente importante sob condições de alta
temperatura e umidade, as quais aceleram as perdas
vitamínicas, entre outras alterações.
O controle de qualidade é essencial. Um programa
de monitoramento da qualidade das rações prontas
deve ser definido em comum acordo com o fornece-
dor das mesmas, devendo incluir:
- método de amostragem;
- freqüência de amostragem;
- comparação com especificações nutricionais;
- testes de contaminação;
- estocagem das amostras.
EQUIPAMENTO DE EMERGÊNCIA
No planejamento de uma unidade de produção, deve-se in-
cluir um sistema de alarme para alertar sobre a ocorrência de
falhas nos equipamentos. O alarme deve alertar sobre queda
de energia e temperaturas extremas. Sistemas alternativos
de segurança devem estar disponíveis onde for possível (ex.
geradores de energia elétrica).
Seção 4: Requerimentos Ambientais Específicos
44
VARIAÇÃO NAS RAÇÕES FORNECIDAS
O desempenho das reprodutoras pesadas pode ser
seriamente comprometido a menos que a composição
nutricional das rações seja claramente especificada e
detalhadamente controlada. A variação em torno da es-
pecificação alvo apresenta inúmeras causas. Os teores
de energia e proteína dos principais ingredientes das
rações (milho, farelo de soja, farelo de trigo, etc.) podem
variar consideravelmente. Para evitar redução do aporte
de energia metabolizável, os nutricionistas podem utilizar
matrizes de ingredientes com suficiente margem de se-
gurança. Isto significa que os níveis médios de nutrientes
podem estar acima da especificação e o aporte de ener-
gia metabolizável superestimado. O uso de enzimas nas
rações destinadas a reprodutoras pesadas pode afetar
ainda mais a disponibilidade de energia.
A Tabela 20 apresenta limites realistas de variação entre
os diversos lotes de rações postura inicial e os possíveis
efeitos adversos do excesso e da escassez de nutrientes
específicos. O aporte dos diversos nutrientes deve ser
avaliado em conjunto.
SUPRIMENTO DE NUTRIENTES
Na prática, o suprimento de nutrientes para matrizes pe-
sadas é controlado por meio da composição do alimento
e a quantidade ingerida. Devemos sempre considerar o
conjunto de ingredientes.
É também fundamental que a ingestão diária de nutrientes
seja considerada, a fim de se assegurar ações corretivas a
qualquer momento.Asemelhança dos fatores ambientais,
a ingestão diária de nutrientes (energia, aminoácidos,
minerais, etc.) determina o desempenho do lote, o qual
deve ser considerado quando mudanças na composição
das rações são cogitadas.
APORTE DE ENERGIA
Referências para estabelecimento da ingestão de ração e
seus devidos ajustes, em conformidade com o desempe-
nho das aves, são discutidas em seções anteriores deste
manual. Para efeito de recomendações de fornecimento
de ração neste manual, considerou-se o nível de energia
metabolizável das rações em 2.800 kcal/kg.
SE NÍVEIS DE ENERGIA METABOLIZÁVEL DIFERENTES DE
2.800 KCAL/KG FOREM UTILIZADOS, A QUANTIDADE DE
RAÇÃO DEVERÁ SER DEVIDAMENTE AJUSTADA.
O aporte energético diário de 462 kcal/ave atende satisfa-
toriamente as necessidades de manutenção, crescimento
e produção de reprodutoras pesadas na fase de pico pro-
dutivo. Isso pode ser atingido pelo fornecimento de 165
g ração/ave/dia, quando o nível de energia metabolizável
da ração é 2.800 kcal/kg. O ajuste do aporte de energia
baseia-se fortemente na observação das respostas das
aves, notadamente o peso corporal e o tamanho dos ovos
produzidos.
Seção 4: Requerimentos Ambientais Específicos
45
Em condições de estresse calórico, é preferível fornecer
pequenas quantidades de fontes protéicas de alta quali-
dade do que grandes quantidades de fontes protéicas de
baixa qualidade.
Aeficiência de utilização de aminoácidos sintéticos (metio-
nina e lisina) pode ser reduzida em reprodutoras pesadas,
quando alimentadas uma única vez ao dia.
Os níveis de sete aminoácidos limitantes em dietas
práticas são listados nas especificações nutricionais no
encarte. Os níveis estão expressos em aminoácidos totais
e digestíveis.
A Tabela 21 apresenta as recomendações diárias de ami-
noácidos essenciais para reprodutoras pesadas.
Estes aportes diários de aminoácidos são suficientes
para assegurar os alvos de desempenho descritos neste
manual.Aingestão alvo de aminoácidos pode ser utilizada
como guia para decisão acerca da composição e consumo
de ração. Deve-se destacar, entretanto, que essa ingestão
deve sempre ser considerada simultaneamente ao consu-
mo de energia metabolizável.
MACROMINERAIS
Para manter o balanço de cálcio, as aves exigem de 4 a
5 gramas diárias desse elemento, a partir da produção
do primeiro ovo. Tal exigência é atendida pela mudança
da dieta pré-postura (1,2% de cálcio) para a de postura
(3,0% de cálcio), imediatamente após a produção do
primeiro ovo.
A ingestão alvo de 4 a 5 gramas diárias de cálcio deve ser
mantida durante todo o período de postura.Algum aumento
na calcificação das cascas dos ovos pode ser esperado,
quando a ingestão de cálcio atinge 5 gramas diárias por
ave alojada. Para tanto, a estratégia recomendada consiste
no fornecimento de ração com nível constante e modera-
do (3,0%), sendo parte da suplementação de cálcio para
formação da casca do ovo oriunda da utilização de fontes
com granulometria mais grosseira.
A principal razão para o uso de fontes mais grosseiras
de cálcio refere-se ao tempo de alimentação. A maioria
das reprodutoras pesadas recebe alimento apenas
Um maior volume de alimento deve ser fornecido quando
a energia for limitante. Quando outro nutriente for o fator
limitante, o fornecimento de quantidades adicionais de
ração pode resultar em ingestão excessiva de energia e
desenvolvimento exacerbado do ovário. Se o aporte de
energia é adequado e outro nutriente está abaixo dos
níveis recomendados, a ração deve ser reformulada.
A escolha do nível de energia na ração é, primeiramente,
uma decisão econômica. Entretanto, outras restrições, além
do custo, podem apresentar forte influência. Os seguintes
aspectos devem ser considerados na tomada de decisão:
- Em condições de alimentação controlada, a densidade
energética ótima das rações vai variar de acordo com
os custos dos ingredientes;
- O limite amplo dos níveis de energia pode não ser
possível na prática, devido as restrições de uso de
gorduras suplementares. Essas restrições podem in-
cluir fatores nutricionais como previamente discutido,
ou fatores operacionais (exigências de equipamento
para peletização);
- A escolha de um nível de energia pode ser mais am-
plamente influenciado pela restrições operacionais de
produção. A ração é exigida de acordo com o progra-
ma de arraçoamento em uso. Portanto, em sistemas
que utilizam ração farelada, considerações acerca da
pulverulência podem nortear o uso de ingredientes e a
escolha do nível de energia. Em produtos peletizados,
a demanda por qualidade de peletes é freqüentemente
dominante.
Uma vez resolvidos esses fatores gerais, que afe-
tam a escolha do nível de energia, as necessida-
des particulares de cada lote devem ser consideradas:
- Os níveis de energia de diferentes rações não devem
variar amplamente. Mudanças de ração devem ser
cuidadosamente controladas, especialmente durante
a transição da pré-postura para a postura, e durante
as fases 1 e 2 do período de postura;
- Quando formulações a mínimo custo são utilizadas,
grandes variações na composição e no nível de energia
entre as partidas de ração devem ser evitadas.
PROTEÍNA E AMINOÁCIDOS
O nível de proteína na ração deve ser suficiente para
garantir que as exigências de aminoácidos essenciais
sejam atendidas. O teor de proteína bruta exigido para tal
finalidade varia conforme os ingredientes disponíveis.
Em rações destinadas a reprodutoras pesadas, é impor-
tante não exceder o limite de proteína bruta devido aos
efeitos adversos sobre a eclodibilidade. O limite superior
varia conforme a linhagem. Como referência, sugere-se
nível máximo de 15,5% de proteína bruta para aves da
linhagem Ross.
1020
765
950
460
850
700
220
Seção 4: Requerimentos Ambientais Específicos
46
uma vez ao dia, a qual normalmente é fornecida pela
manhã. A exigência metabólica de cálcio concentra-se,
principalmente, no período da noite quando o processo
de calcificação da casca do ovo está em andamento.
Portanto, o fornecimento de alguma fonte suplementar de
cálcio em uma forma menos prontamente disponível, tem
possibilitado melhorar a qualidade das cascas dos ovos.
Aincorporação de altos níveis de calcário finamente moído
é indesejável, pois, em caso de alimentação matinal,
a maioria do cálcio ingerido seria excretado pelos rins,
resultando em estresse para as aves.
Níveis suplementares de fósforo têm sido usados como
parte da prevenção e controle da Síndrome da Morte Súbi-
ta durante o período de postura. Entretanto, se esse níveis
são mantidos ao longo de todo o período de postura, pode
ocorrer redução da espessura das cascas dos ovos, o que
afeta adversamente o desempenho no incubatório.
As aves da linhagem Ross apresentam baixa susceti-
bilidade a Síndrome da Morte Súbita e os efeitos sobre
a espessura das cascas dos ovos tem prioridade na
definição dos níveis de fósforo disponível na dieta.
Arecomendação é da ordem de 0,35% de fósforo disponível
nas rações pré-postura e postura inicial. Controle cuidadoso
dos níveis dietéticos de cálcio e fornecimento adequado de
potássio também desempenham um papel de relevância
no controle dessa síndrome.
MICROMINERAIS
Níveis convencionais de suplementação são reco-
mendados para esses nutrientes. Cuidado deve
ser tomado para assegurar que formas solúveis
de cada mineral sejam incluídas no premix.Alguns ânions,
especialmente o cloro, devem ser levados em considera-
ção na definição do balanço mineral da ração.
VITAMINAS SUPLEMENTARES
A suplementação apropriada de vitaminas depende de
muitos fatores que interagem entre si e o correto curso
de ação reflete as circunstâncias locais. A maior fonte de
variação na suplementação de vitaminas é o tipo de cereal
utilizado. Nesse sentido, recomendações específicas têm
sido feitas para vitamina A, niacina, ácido pantotênico,
piridoxina e biotina.
Os fatores que afetam a estabilidade das vitaminas após
a produção das rações devem ser cuidadosamente ava-
liados e níveis mais elevados de vitaminas utilizados, em
caso de necessidade. O uso separado de suplementos
vitamínicos e minerais e a exclusão de colina dos mesmos
são fortemente recomendados, exceto nos casos em que
o risco de perdas de vitaminas é mínimo e bem controla-
do. Tais medidas aumentam a estabilidade dos premixes
vitamínicos de maneira significativa.
AS PERDAS VITAMÍNICAS DURANTE O PROCESSO DE
FABRICAÇÃO DE RAÇÕES EXIGE ATENÇÃO ESPECIAL,
QUANDO AS DIETAS DE REPRODUTORAS PESADAS
SÃO SUBMETIDAS A TRATAMENTO TÉRMICO POR
RAZÕES DE BIOSSEGURIDADE.
Algumas circunstâncias anormais (estresses, doenças
intercorrentes, etc.) podem justificar a suplementação
de níveis mais elevados de vitaminas do que aqueles
recomendados nas Especificações Nutricionais (encarte).
De maneira geral, é muito mais recomendável a remoção
ou redução de qualquer fator estressante do que do uso
permanente de suplementação vitamínica.
A vitamina E tem muitas funções biológicas que tornam
difícil a definição do nível economicamente ótimo de su-
plementação. A recomendação geral para reprodutoras
pesadas é usar 100 UI/kg de ração para assegurar cerca
de 200 μg/g de tocoferol na gema. Acredita-se que esse
nível suplementar é suficiente para assegurar boas reser-
vas para os pintos.
A necessidade de suplementação adicional depende
do nível e tipo de gordura presente na dieta, do
nível de selênio e da presença de fatores oxidantes
e antioxidantes. O tratamento térmico das rações
resulta em destruição de até 20% da vitamina E
adicionada.
Avitamina E é importante na modulação do sistema imune,
mas não há recomendações nutricionais práticas nesse
sentido. Níveis de até 300 UI/kg têm sido sugeridos para
essa finalidade, mas estes são provavelmente muito one-
rosos para uso rotineiro em lotes comerciais. Há situações
(surtos de doenças) em que níveis mais elevados de
vitamina E são benéficos.
A vitamina C tem um papel de relevância na redução do
impacto do estresse calórico.
PROGRAMAS ALIMENTARES E
ESPECIFICAÇÕES DA DIETA
Os princípios envolvidos no crescimento de reprodutoras
pesadas até a maturidade e na manutenção da produção
de ovos são descritos nas seções 1, 2 e 3. As rações
devem ser desenhadas para atender tais princípios,
acatando as recomendações aqui apresentadas como
ponto de partida para a efetivação de ajustes nutricionais
e econômicos para as condições locais.
Ospesoscorporaisalvodevemseratingidosaolongodetoda
a vida das reprodutoras pesadas isto assegurará um adequa-
do crescimento e desenvolvimento, permitindo a obtenção de
boa uniformidade e maturidade em ambos os sexos.
Seção 4: Requerimentos Ambientais Específicos
47
PERÍODO DE CRIA
A ração inicial deve estimular o apetite e promo-
ver crescimento e desenvolvimento fisiológico
precoce.
A ração inicial será normalmente fornecida até que o peso
corporal alvo seja ultrapassado na segunda e terceira
semanas de vida. A partir daí, a ração crescimento I pode
ser utilizada. A mudança da ração inicial para a ração
crescimento I pode coincidir com a alteração da forma
triturada fina para a triturada média. A ração inicial deve
ser fornecida preferencialmente, na forma triturada fina.
Durante a mudança da ração inicial para a crescimento I, o
peso corporal deve ser monitorado cuidadosamente para
assegurar adequado crescimento. Isso é especialmente
importante quando esta transição envolve uma forma
diferente de ração.
PERÍODO DE RECRIA
Durante o período de crescimento, as taxas diárias de
ganho de peso são baixas e as exigências nutricionais
expressas em relação ao consumo alimentar não são
muito altas. Não obstante, é muito importante manter bom
padrão de qualidade das rações nesse período e evitar o
uso de ingredientes de baixa qualidade.
Os níveis de energia devem ser determinados pelas cir-
cunstâncias econômicas vigentes na região. Na fase de
crescimento, os aportes de ração são baixos e o manejo
deve ser simplificado pelo uso de rações de baixa densi-
dade nutricional.
TRANSIÇÃO À MATURIDADE SEXUAL
O uso de ração pré-postura a partir dos 133 dias (20
semanas) de idade é fortemente recomendado. Ela irá
fornecer aminoácidos e outros nutrientes para desen-
volvimento satisfatório do trato reprodutivo. Níveis adi-
cionais de cálcio podem ser fornecidos para assegurar
máximo desenvolvimento da medula óssea. A provisão
de quantidades adicionais de vitaminas irá maximizar
as reservas corporais antes do início da produção de
ovos. O nível de energia na ração pré-postura deve
ser similar ao da ração postura inicial.
As rações devem ser formuladas para atender as especifi-
cações nutricionais e ser consistentes ao longo do tempo.
Mudanças bruscas na composição das rações e outras
alterações que possam reduzir o consumo voluntário
das mesmas devem ser evitadas. Isto é especialmente
importante durante o período pré-postura. É conveniente
que o mesmo suplemento vitamínico-mineral seja usado
nas rações pré-postura e postura.
A MUDANÇA DA RAÇÃO NÃO DEVE COINCIDIR COM UMA
MOVIMENTAÇÃO DO LOTE ENTRE AVIÁRIOS OU OUTRO
MANEJO DE IMPORTÂNCIA COMO VACINAÇÕES.
PERÍODO DE POSTURA
As recomendações nutricionais da ração postura apresen-
tadas no encarte são suficientes para garantir bom desem-
penho produtivo em lotes bem recriados e uniformes. O
desempenho durante a fase de produção é freqüentemente
influenciado pela alimentação e o manejo adotado nos
estágios anteriores.
O BAIXO DESEMPENHO PRODUTIVO DURANTE O PERÍODO
DE POSTURA É, FREQÜENTEMENTE, REFLEXO DE UMA
SUPERALIMENTAÇÃO NO ESTÁGIO IMEDIATAMENTE
ANTERIOR DAVIDADASAVES. UM SUPRIMENTO DE RAÇÃO
ADICIONAL PARA AVES NESSAS CONDIÇÕES TENDE A
EXACERBAR O PROBLEMA, AO INVÉS DE SOLUCIONÁ-LO.
ALIMENTAÇÃO POR FASE DURANTE A POSTURA
Em geral, o uso de mais de um tipo de ração de postura
é desnecessário. Sob algumas circunstâncias, os reque-
rimentos nutricionais podem mudar durante o ciclo de
postura, justificando o uso de duas rações. Os níveis de
aminoácidos, cálcio, fósforo e ácido linoléico são freqüen-
temente mudados na alimentação por fases.
Existem poucas mudanças nas exigências de aminoá-
cidos. Estas exigências tendem a aumentar após o pico
produtivo, atingindo o máximo em torno de 55 semanas de
idade. As exigências de cálcio aumentam em aves mais
velhas, e podem ser atendidas pelo uso de fontes suple-
mentares grosseiras sobre a cama e não pelo aumento
da concentração deste mineral na ração.
Se o peso dos ovos estiver muito alto, é indicada redução
no teor de ácido linoléico e, provavelmente, de alguns ami-
noácidos. Não obstante, ovos excessivamente grandes são
resultado de superalimentação em algum estágio da vida
das reprodutoras pesadas e recomenda-se que seja
evitado.
NUTRIÇÃO DE MACHOS
O uso de rações específicas para machos durante o
período de postura pode apresentar benefícios em
termos de manutenção da condição fisiológica e da
fertilidade.
No entanto, a prática amplamente disseminada de ali-
mentar galos com a mesma ração das fêmeas, indica não
haver efeitos prejudiciais ao desempenho destes galos.
Seção 4: Requerimentos Ambientais Específicos
48
12 - 14
2600 - 2800
0,45 - 0,55
0,38 - 0,46
0,8 - 1,2
0,3 - 0,4
0,8 - 1,20
Essa prática evita custos adicionais e a inconveniência
de separar os processos fabris, controle de qualidade e
armazenamento de dois produtos distintos.
Deve-se ter muito cuidado com uma ingestão excessiva de
proteína e cálcio pelos machos. Se a ingestão alimentar
é mais alta que a normalmente preconizada para manu-
tenção de peso corporal e condição fisiológica, o uso de
rações separadas deve ser considerado.
As recomendações nutricionais para rações específicas
para machos são apresentadas na Tabela 22.
PEDRISCOS
Constitui boa prática de manejo o fornecimento de pedris-
cos (5 mm) a partir de 6 semanas de idade, na proporção
de 0,5 kg/100 aves alojadas/semana. Isto auxilia na
maceração de materiais provenientes da cama (penas)
que as aves normalmente consomem. Problemas de
impactação podem resultar se não houver a presença de
pedriscos na moela.
ALIMENTAÇÃO DE CAMA
O fornecimento de grãos inteiros e duros ou péletes tem
uma série de benefícios para as aves e para a qualidade
da cama. Tal prática deve ser limitada a 0,5 kg/100 aves/
semana e deve ser levada em consideração no cálculo do
aporte de ração. Os ingredientes utilizados na alimentação
de cama devem ser submetidos às mesmas precauções
de biosseguridade da ração principal.
MANEJO DA ÁGUA
Há vários fatores que podem afetar os requisitos de consu-
mo de água (por exemplo: dieta, temperatura e umidade).
Portanto as necessidades diárias de água variam e não
se podem definir com precisão. Há que ter um registro
do consumo diário. Variações extremas e inusitadas do
consumo de água podem indicar possíveis problemas de
saúde, dos quais devem ser investigados.
A temperatura ideal da água a ser fornecida para as re-
produtoras deve ser entre 10 e 12°C. Água muito fria ou
muito quente (30°C) reduz o consumo. Em épocas quentes
deve-se fazer o “Flush” (renovar a água da tubulação dos
bebedouros) para assegurar que a água fornecida esteja
em temperatura mais fria possível.
Temperatura acima dos 21°C, os requerimentos de água
aumentam aproximadamente em 6,5% a cada grau Celsius
de incremento. O consumo excessivo de água é muito
comum em aves em crescimento, sobretudo em idades
avanças (6–22 sem).
A utilização de um programa de restrição de água durante
a fase de recria e de postura podem ajudar a manter a
qualidade da cama, melhorar a digestão, baixar a umidade
contribuindo para a saúde entérica do plantel.
Durante a fase de recria, em dias com ração, a água deve
estar disponível por um período contínuo de 3 a 4 horas.
Iniciando de ½ a 1 hora antes do trato e terminando de 1 a
2 horas após o consumo total da ração. Também se deve
fornecer água por dois ou três períodos de 30 minutos
durante o período da tarde. Em dias sem alimento, deve-
se fornecer água logo pela manhã por 30 a 60 minutos,
além de fornecimentos de 30 minutos por três ou quatro
vezes ao dia.
Na fase de postura, deve-se fornecer água de forma
contínua desde 30 minutos antes do trato até 1 a 2 horas
após o término do consumo de alimento. Também se deve
fornecer água por 30 minutos a tarde e novamente por 30
minutos antes de apagar as luzes.
Os papos das aves devem estar com consistência suave
e ceder ao toque com facilidade, depois de um período de
consumo de água. Se o consumo de água for inadequado
os papos estarão duros e poderão estar compactados, o
qual poderá causar necroses por compressão.
Se a temperatura é ≥ 30°C, deve-se fornecer água por pelo
menos 20 minutos a cada hora. Com temperaturas supe-
riores a 32°C a restrição de água deve ser suspensa.
Seção 4: Requerimentos Ambientais Específicos
49
ILUMINAÇÃO
OBJETIVO
Utilizar a resposta das aves ao fotoperíodo e a in-
tensidade da luz para que a maturidade sexual e
o subseqüente desempenho reprodutivo possam
ser estimulados e controlados para obter-se máxima
produtividade.
PRINCÍPIO
Para se atingir altos níveis de desempenho da matriz Ross
é necessária uma combinação ideal de técnicas integradas
de manejo durante o período de recria. O fotoperíodo e a
intensidade da luz durante a vida das matrizes exercem
importante papel no desenvolvimento do sistema reproduti-
vo e ambos deverão ser considerados para se estabelecer
programas efetivos de luz. É a diferença do fotoperíodo e
da intensidade da luz entre a recria e a postura que controla
e estimula o desenvolvimento dos ovários e testículos. A
resposta aos aumentos do fotoperíodo e da intensidade
da luz também depende do desenvolvimento correto do
peso corporal durante a recria, da boa uniformidade do
lote e da nutrição correta.
PROGRAMAS DE LUZ INCORRETOS RESULTARÃO EM
SUPER OU SUB-ESTIMULAÇÃO DO LOTE
Com relação a programas de luz, existem quatro com-
binações básicas de ambiente que podem ocorrer nas
instalações de recria e postura:
Situação 1: Ambiente com iluminação controlada na recria
e ambiente com iluminação controlada na
postura (escuro / blackout)
Situação 2: Aviário aberto na recria e aviário aberto na
postura
Situação 3: Ambiente com iluminação controlada na
recria (escuro / blackout) e aviário aberto na
postura
Situação 4: Ambiente sombreado (sombrite) na recria e
aviário aberto na postura
SITUAÇÃO 1
AMBIENTE C/ ILUMINAÇÃO CONTROLADA NA RECRIA E
AMBIENTE C/ ILUMINAÇÃO CONTROLADA NA POSTURA
(ESCURO / BLACKOUT)
É essencial que ambos os aviários, o de recria e o de pos-
tura, sejam totalmente à prova de luz (escuro ou blackout)
e que toda luz fornecida seja artificial. Os resultados sa-
tisfatórios desse sistema são dependentes da capacidade
Seção 4: Requerimentos Ambientais Específicos
50
de fornecer luz artificial sem interferência da luz natural (à
prova de luz). Cuidados devem ser tomados para evitar
infiltrações de raios luminosos através de passagens de
ar, fendas, caixilhos, cortinas, etc. Em termos práticos,
isso significa que a intensidade de luz durante o período
de escuro deve ser inferior a 0,4 lux. Testes regulares
devem ser realizados para checar a eficiência do sistema
que garante o escuro (à prova de luz).
AS AVES SÃO MUITO SENSÍVIES AO FOTOPERÍODO.
QUALQUER INFILTRAÇÃO DE LUZ NATURAL DEVE
SER IMEDIATAMENTE CORRIGIDA PARA GARANTIR O
CORRETO FOTOPERÍODO
As aves devem ser submetidas a um fotoperíodo constante
de 7 a 9 horas diárias aos 21 dias (3 semanas), no máxi-
mo. A intensidade de luz deve estar entre 15 e 20 lux. O
fotoperíodo não deve ser aumentado durante o restante
da fase de recria, isto é, até 132 dias (19 semanas).
O primeiro aumento de luz na fase pré-postura deve
ocorrer 4 semanas antes da data prevista para o início da
postura. Por exemplo, se o objetivo for 5% de postura no
169o
dia (25ª semana), o primeiro aumento de luz deverá
ocorrer no 141o
dia (Veja tabela 23).
SUPER-ESTIMULAÇÃO DE LOTES DESUNIFORMES PODE
GERAR PROBLEMAS COMO CHOCO E PROLAPSO
A tamanho do primeiro aumento de luz da fase pré-postura
depende da uniformidade do lote por volta dos 126 dias de
idade (18 semanas). Lotes desuniformes devem receber um
aumento menor afim de evitar-se a super estimulação das
aves leves ou pesadas, e assim problemas tais como prolap-
so e choco. Os aumentos de luz recomendados, conforme
a uniformidade, são mostrados nas tabelas 23 e 24.
Os machos criados na curva de peso corporal padrão da
Ross e segundo o programa de iluminação recomendado,
não necessitarão de um aumento no fotoperíodo ou de
intensificação de luz antes das fêmeas.Asincronização da
maturidade sexual de ambos os sexos é garantida quando
as aves se desenvolvem seguindo a curva de peso corporal
padrão com boa uniformidade (Veja Manejo Entrando em
Produção, Seção 2, página 24).
INTENSIDADE DA LUZ
É vital que a intensidade de luz seja aumentada em com-
binação com o fotoperíodo. É por meio da combinação de
aumentos simultâneos do fotoperíodo e intensidade de luz
que a maturidade sexual é estimulada e, conseqüente-
mente, a postura. A intensidade mínima exigida no aviário
de postura é de 60 lux. O número de ovos e a atividade
dos machos podem ser melhorados quando se aumenta
a intensidade da luz para 100-150 lux.
SITUAÇÃO 2
AVIÁRIO ABERTO NA RECRIA E
AVIÁRIO ABERTO NA POSTURA
Quando se utilizam aviários abertos para recria e postura,
é necessário que se adote um programa de luz que leve
em consideração as mudanças sazonais do fotoperíodo
natural e da intensidade da luz. Na recria com aviários
abertos há 4 situações básicas que ocorrem entre 0 e 133
dias (0-19 semanas):
- Aumento natural do fotoperíodo;
- Aumento seguido de decréscimo natural do fotoperíodo;
- Decréscimo natural do fotoperíodo;
- Decréscimo seguido de aumento natural do fotoperíodo.
Essas mudanças no fotoperíodo natural também podem
ser ilustradas como demonstrado no Diagrama 18. Para
cada mês de alojamento, diferentes cores indicam o pa-
drão de aumento e decréscimo de horas no fotoperíodo
durante a recria.
Por exemplo, um lote nascido em abril no hemisfério sul,
ou em outubro no hemisfério norte, terá decréscimo natu-
ral do fotoperíodo de até 10-12 semanas, depois haverá
aumento natural do fotoperíodo.
O princípio básico das técnicas do Programa de Ilu-
minação, indicado no Diagrama 19, é utilização de luz
artificial para contrabalançar a influência das mudanças
naturais que ocorrem no fotoperíodo. O objetivo consiste
em controlar o início da postura durante o ano, evitando-
se, assim, grandes flutuações sazonais da idade do lote
ao primeiro ovo.
ILUMINAÇÃO ARTIFICIAL E INTENSIDADE DE LUZ
É de suma importância que a intensidade e a uniformidade
de distribuição da luz, proveniente do sistema artificial de
iluminação, sejam suficientes para assegurar um estímulo
adequado. A intensidade mínima exigida é de 30 lux. Em
geral, a intensidade de luz natural no Brasil é alta durante
todo o ano; assim é particularmente importante que a
iluminação artificial utilizada, quer para recria, quer para
postura, também seja de alta intensidade para assegurar
níveis satisfatórios de desempenho. As flutuações sazo-
nais do início de postura resultam não só da mudança
do fotoperíodo natural durante a recria, mas também da
mudança sazonal na intensidade da luz.
AS AVES PODEM NÃO RESPONDER A ESTÍMULOS DE LUZ
DE BAIXA INTENSIDADE, QUANDO RECRIADAS COM LUZ
NATURAL DE ALTA INTENSIDADE.
Seção 4: Requerimentos Ambientais Específicos
51
Em aviários de recria abertos, o efeito da intensidade da
luz natural pode ser reduzido significativamente se for
possível controlar-se a quantidade de luz que entra nos
aviários. O uso de redes de plástico de horticultura, som-
brite, pode ser muito útil. Elas reduzem a quantidade de luz
que entra nos aviários, enquanto permitem uma ventilação
adequada. Devem ser removidas na ocasião do primeiro
aumento de luz, para estímulo à postura. A prática de se
pintar em preto o interior dos galpões de recria também
pode ser usada, contanto que o lote seja transferido, no fim
da recria, para outro galpão e galpão de postura. A pintura
externa do telhado em branco, pode prevenir problemas
associados às altas temperaturas internas.
VARIAÇÕES SAZONAIS
Variações sazonais são graduais, sendo difícil estabe-
lecer, para certos meses se são de estação ou fora de
estação. Alguns meses não são nem de uma, nem de
outra estação.Alatitude também influi nos efeitos sazonais.
(Veja Diagrama 20, pág. 54). Para simplificar, os meses
encontram-se classificados na Tabela 25 como: de estação
e fora de estação.
LOTES FORA DE ESTAÇÃO
O efeito de fotoperíodo natural e da intensidade de luz
irão retardar a idade ao primeiro ovo dos lotes nascidos
entre agosto a fevereiro. Lotes de fora de estação entram
atrasados em postura, e tendem a ter um pico de postura
menor com menor previsibilidade da produção que a do
lote de estação. Para controlar este efeito é necessário:
- Escurecimento do aviário de recria (pintar interior preto),
se o lote for transferido para o aviário de produção
- Criação das fêmeas de fora de estação em um padrão
de peso mais pesado.
A combinação do aumento de peso corporal e escureci-
mento do aviário ajudarão a sobrepujar os efeitos de fora
de estação.
LOTES DE ESTAÇÃO
Lotes de estação devem ser criados no padrão alvo de
crescimento, e o primeiro estímulo de luz dado aos 155
dias de idade (23 semanas). Veja Diagrama 19.
Março
Abril
Maio
Junho
Julho*
Agosto
Setembro
Outubro
Novembro
Dezembro
Janeiro*
Fevereiro*
DIAGRAMA 19:
Seção 4: Requerimentos Ambientais Específicos
52
DIAGRAMA 20:
Seção 4: Requerimentos Ambientais Específicos
53
SITUAÇÃO 3
AMBIENTE COM ILUMINAÇÃO CONTROLADA
NA RECRIA (ESCURO / BLAKCOUT)
E AVIÁRIO ABERTO NA POSTURA
Aviários totalmente escuros (blackout) exclusivos para a re-
cria que permitem total controle do fotoperíodo e têm, ain-
da, o benefício da postura em aviários abertos. O controle
da iluminação durante a recria também resolve o problema
associado aos lotes de fora de estação, (isto é, atraso na
produção de ovos, alto peso da fêmea, desuniformidade e
alto consumo de alimento). Quando blackout é usado para
recria de lotes de estação deve-se tomar cuidado para não
superestimular as aves quando transferidas para os aviá-
rios abertos. O aumento da freqüência de ovos anormais,
prolapso, choco, peritonite (postura interna) etc., pode
ser evitado seguindo-se o programa de luz apresentado
nas Tabelas 26 e 27, bem como também se assegurar um
correto peso corporal e boa uniformidade.
PROBLEMAS COMO CHOCO E PROLAPSO PODEM
SER RESULTADO DA SUPERESTIMULAÇÃO EM LOTES
NÃO UNIFORMES
As aves devem ser submetidas a um fotoperíodo cons-
tante a partir de 21 dias (3 semanas), e recriadas em
uma intensidade de luz entre 05 e 20 lux. O fotoperíodo
deve ser constante entre 8 ou 9 horas, dependendo do
estímulo que será fornecido quando o lote for transferido
para o galpão aberto. Em latitudes onde os problemas
associados à superestimulação (isto é, prolapso, choco,
alta mortalidade pré-pico) persistem, pode ser necessário
recriar as aves em um fotoperíodo constante de 9 horas.
Veja Tabela 26.
O primeiro incremento no fotoperíodo deve ser, no mínimo,
fornecido no 155º dia (23 semanas). Esta é a idade que
o lote é transferido para o aviário aberto, ou as cortinas
blackout são abertas (isto é, lotes que são alojados no
mesmo aviário do primeiro dia ao descarte). A intensi-
dade da luz artificial usada durante a produção deve ser
superior a 30 lux.
Exemplo: Se o fotoperíodo aos 155º dias (23 semanas)
for de 12 horas, deve-se proporcionar 8 horas de luz por
dia, de maneira constante, dos 10 aos 154 dias. Aos 155
dias (23 semanas), deve-se aumentar o fotoperíodo para
12 horas (luz natural). Os aumentos subseqüentes na
quantidade de luz deverão combinar a luz natural com luz
artificial, dependendo da estação.
SITUAÇÃO 4
AMBIENTE SOMBREADO (SOMBRITE)
NA RECRIA E AVIÁRIO ABERTO NA POSTURA
Aviários escurecidos parcialmente (sombrite) durante a
fase de recria sem controle do fotoperíodo, e com apenas
controle da intensidade de luz (Veja Programas de Ilumi-
nação, pág. 55, Tabelas 28 e 29).
Se a postura não alcançar níveis satisfatórios, será neces-
sário aumentar o estímulo depois de atingidas 16 horas
de iluminação. Em geral, não se obtém benefícios com
fotoperíodos maiores que 17 horas.
DIAGRAMA 21:
Seção 4: Requerimentos Ambientais Específicos
54
Seção 4: Requerimentos Ambientais Específicos
55
Seção 4: Requerimentos Ambientais Específicos
56
CUIDADOS COM OS
OVOS INCUBÁVEIS
OBJETIVO
Fornecer e manter condições ambientais para garantir que
o ovo alcance e mantenha seu potencial de eclodibilidade,
desde a postura até a incubação.
PRINCÍPIOS
Para a produção de pintos com boa qualidade e uniformida-
de, é necessário que os ovos incubáveis sejam processados
de forma apropriada. Cuidados nos procedimentos de cole-
ta, desinfecção, resfriamento, armazenagem e incubação
são fundamentais para que o desenvolvimento embrionário
não seja comprometido.
COLETA E HIGIENE DO OVO INCUBÁVEL
NINHOS
Sabe-se que ovos limpos mantêm um potencial maior de
eclodibilidade do que aqueles sujos ou contaminados;
portanto, os ninhos têm papel importante no processo de
produção de pintos de qualidade. Os ninhos devem ter de-
senho apropriado.As fêmeas preferem os que apresentem
características, tais como, limpeza, cama seca, pouca luz
e isolamento. Os ninhos devem estar localizados onde as
aves possam usá-los e, ao mesmo tempo, estar a uma altu-
ra que evite a sua contaminação pela cama e pelas fezes.
As aves deverão ser treinadas para usar os ninhos antes
do início da produção. A colocação de poleiros durante o
período de recria auxiliará no treinamento (Veja Recria
0-98 dias (0-14 semanas) Seção 1 , página 20).
A serragem do ninho deverá ser mantida limpa e seca.
Do mesmo modo, a serragem da cama também deverá
ser limpa e fresca, possibilitando que as galinhas tenham
sempre os pés limpos ao entrar nos ninhos.
AS FÊMEAS FARÃO A POSTURA NO CHÃO SE ELAS NÃO
ENCONTRAREM UM NINHO ADEQUADO OU SE EXISTIREM
POUCOS NINHOS PARA AS FÊMEAS.
Desenho dos Ninhos: Normalmente, os ninhos são pro-
jetados com 2 andares e cada “ boca “ atende a 4 aves. O
ninho deve ter, aproximadamente, as seguintes medidas:
40 cm de largura x 30 cm de profundidade x 30 cm de altu-
ra. O ninho também deve ser bem ventilado, porém devem
ser evitados correntes de ar. O poleiro inferior não deve
estar a mais de 45 cm acima da cama O poleiro inferior
deve ser, no mínimo, 10 cm mais comprido do que o poleiro
superior. O ninho deve ter, se possível, fundo removível e
a frente com altura suficiente para segurar a cama.
COLETA MANUAL
Os ovos devem ser coletados freqüentemente e, logo
após a coleta, devem ser desinfetados e resfriados o mais
rápido possível. As coletas freqüentes reduzirão trincas
e quebra de ovos provocadas pela fêmea no ninho. As
coletas manuais devem ser feitas, pelo menos, 6 vezes
ao dia, de tal maneira que não haja mais do que 25% do
número total de ovos em uma única coleta. Durante a
coleta podem ser utilizadas bandejas de incubação ou
bandejas de plástico. Não é recomendado o uso de ces-
tas, porque aumenta a possibilidade de trincas na casca.
As coletas e estocagem de ovos de chão e de ovos sujos
deve ser feita separadamente das de ovos limpos. Ovos
sujos não devem ser incubados e devem ser manejados
e armazenados separadamente.
Durante a coleta, recomenda-se lavagem e desinfecção das
mãos entre lotes e/ou lados do aviário. Ovos de cama devem
sempre ser coletados após coleta dos ovos de ninho.
PONTOS-CHAVE
 A resposta ao estímulo de luz é maximizada quando o
peso da recria é ideal, a uniformidade boa e a nutrição
correta.
 Assegurar que os aviários escuros (blackout) sejam à
prova de luz de maneira a não permitir uma intensidade
superior a 0,4 lux.
 Fornecer às aves um fotoperiodo constante a partir de
21 dias no máximo (em aviários escuros).
 Recriar aves na intensidade luminosa de 05
a 20 lux em aviários escuros (blackout).
 Aves não respondem a fotoperíodos maiores
que 17 horas.
 Usar padrões de peso de fora de estação nas situações
em que não há controle de luz durante a recria ou pos-
tura.
 Assegurar o sincronismo da maturidade sexual entre
machos e fêmeas, recriando-os no mesmo programa
de luz.
Seção 4: Requerimentos Ambientais Específicos
57
COLETA AUTOMATIZADA
Acoleta em ninhos automáticos deve ser feita, pelo menos,
5 vezes ao dia. Os ovos postos no piso deverão ser cole-
tados, pelo menos, 8 vezes ao dia, devido ao alto risco de
contaminação. Os tapetes, esteiras e poleiros dos ninhos
devem ser mantidos limpos.
QUANDO SÃO UTILIZADOS SISTEMAS DE LIMPEZA E
DESINFECÇÃO DE ESTEIRAS, DEVE-SEASSEGURAR QUEA
ESTEIRA ESTEJA SECA ANTES DE SE INICIAR A COLETA.
A utilização de ninho automático reduz o número de fun-
cionários para coleta de ovos. Como em qualquer sistema
automático, a eficácia deve ser monitorada. Devem ser
adotadas práticas de manejo que assegurem o máximo
de produção de ovos no ninho. Esse tipo de ninho requer
uma manutenção periódica para evitarem-se problemas
durante a coleta dos ovos.
OVOS DE CAMA
O número de ovos de cama pode ser reduzido com:
· Colocação de poleiros na recria a partir de 42 dias
(6 semanas);
· Poleiros dos ninhos bem projetados e em perfeito
estado de conservação;
· Machos e fêmeas atingindo a maturidade sexual na
mesma época;
· Distribuição uniforme de luz e com uma intensidade
superior a 30 lux;
· Espaço de comedouro por fêmea (Mínimo 15 cm por ave);
· Ajuste do programa de luz de acordo com o peso
corporal;
· Manejo efetivo da porcentagem de acasalamento;
· Excesso de cobertura pode ocasionar um aumento na
postura de chão;
· O alimento deve ser fornecido no máximo 3 horas após
as luzes terem sido acesas, isto evitará que as aves
sejam alimentadas no momento de maior postura.
DESINFECÇÃO DE OVOS INCUBÁVEIS
A desinfecção dos ovos deverá ocorrer antes que estes
esfriem, pois, a medida que o ovo esfria, o seu conteúdo
se contrai e alguns microrganismos, que se encontram na
superfície da casca, são sugados para seu interior através
dos poros. Existe uma variedade de métodos utilizados na
desinfecção dos ovos incubáveis.
Afumigação com formalina continua sendo o método prefe-
rido, mas, em muitos casos, não satisfaz aos regulamentos
locais de segurança do operador.
A Tabela 30 é um sumário da efetividade dos diferentes
métodos de desinfecção.
As áreas de estocagem dos ovos e os veículos de trans-
porte devem ser sempre mantidos limpos. As condições
de higiene devem ser preservadas durante todos os
processos de manuseio do ovo. Ovos desinfetados são
vulneráveis à recontaminação bacteriana e fúngica caso
os depósitos de ovos não estejam sujeitos a um eficaz e
constante programa de lavagem e desinfecção.As cascas
dos ovos não podem ser molhadas após a desinfecção,
já que isso facilita o acesso de microrganismos através
da casca.
A colocação de desinfetante no sistema de aspersão da
sala de ovos reduzirá os níveis de contaminação, mas deve
ser feito de maneira que não molhe os ovos.
A RECONTAMINAÇÃO DOS OVOS DESINFECTADOS PODE
OCORRER POR:
- ÁGUA SUJA NOS UMIDIFICADORES.
- PÁS DOS VENTILADORES, GRADES E ENTRADAS DE
AR DOS RESFRIADORES SUJAS.
- SISTEMA DE VENTILAÇÃO QUE CONDUZ AR SUJO DA
ÁREA DE CLASSIFICAÇÃO DOS OVOS PARA A ÁREA DE
ESTOCAGEM.
- PORTA DO DEPÓSITO DE OVOS MAL FECHADA.
Seção 4: Requerimentos Ambientais Específicos
58
RESFRIAMENTO DOS OVOS
No desenvolvimento embrionário, a divisão da célula fica
mais lenta a uma temperatura abaixo de 26°C e pára com-
pletamente aos 21°C. Se a divisão da célula continuar por
5 horas após a postura, os ovos perdem a eclodibilidade,
tendo como resultado o aumento nas mortes embrionárias
precoces.
Os ovos deverão ser uniformemente resfriados para uma
temperatura de 20-21°C, em um período de 4 horas após
a coleta. Coletas freqüentes farão com que os ovos atinjam
o zero fisiológico no mesmo estágio de desenvolvimento
embrionário.
Um perfil de resfriamento deverá ser determinado para
cada sala de ovo. Fichas para controle de temperatura são
imprescindíveis e permitem a identificação dos estágios
que precisam de ajustes.
ESTOCAGEM DOS OVOS
Durante a estocagem dos ovos é muito importante que a
temperatura e a umidade não sofram variações. Durante
o período em que os ovos permanecerem na estocagem,
é importante manter uma boa ventilação entre os ovos
e evitar fazer grandes pilhas de bandejas ou colocá-las
muito próximas umas das outras, pois isso prejudicará a
movimentação do ar. A ventilação deve ser feita de forma
lenta mas em grande volume. Poderão ocorrer variações
na temperatura se o ar for movimentado muito rápido ou
se existir obstáculo para a ventilação.
A temperatura e a umidade devem ser mantidas durante
o transporte e a estocagem, para que seja obtido um
máximo de eclodibilidade. Condições apropriadas são
determinadas pelo tempo de estocagem como demons-
trado na Tabela 31.
É igualmente importante atingir temperaturas homogêneas
no controle de todo o sistema de produção, desde o ninho
até as incubadoras.
Uma correta movimentação do ar nas áreas de arma-
zenagem, como previamente descrito, é essencial para
alcançar e manter a variação mínima de umidade e tem-
peratura (± 1°C) durante todo o período. Essas condições
são conseguidas se os equipamentos de aquecimento/
resfriamento e umidificação forem adequados.
Os depósitos devem ser bem isolados e impermeabilizados
com material de fácil desinfecção . O local deve ser amplo
o bastante para acomodar os volumes esperados de ovos e
para atender às exigências de acomodação. Com respeito
à altura, o teto do depósito deverá ficar a aproximadamente
1,5 m acima dos ovos estocados.
É importante que, uma vez estabelecidas, a temperatura
e a umidade sejam mantidas estáveis.
PROBLEMAS DE ECLOSÃO NORMALMENTE OCORREM
DEVIDO A VARIAÇÕES DE TEMPERATURA E UMIDADE
DURANTE A COLETA E ESTOCAGEM DE OVOS.
CUIDADOS DEVEM SER TOMADOS PARA ASSEGURAR
QUE A TEMPERATURA E A UMIDADE DE ESTOCAGEM
SEJAM MANTIDAS DURANTE A TRANSFERÊNCIA PARA
O INCUBATÓRIO.
INCUBAÇÃO
PRÉ- AQUECIMENTO
Antes de os ovos serem incubados, devem ser pré-aque-
cidos na sala de “adaptação” ou de pré-aquecimento,
por um período de 6 a 8 horas, a uma temperatura
média de 23°C.
O pré-aquecimento na incubadora pode ser vantajoso,
devido a um melhor movimento de ar entre os ovos e um
aumento gradual da temperatura, o que ajudará a evitar
a condensação.
LIMPEZA DAS INCUBADOURAS
As condições ambientais dentro das incubadoras
são ideais para a multiplicação de microorganismos. Os
pintos podem se infectar através dos pulmões com Staphylo-
coccus aureus, que pode mais tarde provocar o desenvolvi-
mento de Necrose da Cabeça do Fêmur nas aves.
A incubação de ovos de cama poderá aumentar os níveis
de contaminação dentro da incubadora. A ocorrência de
contaminação cruzada poderá aumentar se ovos de ninhos
forem colocados na mesma máquina que os ovos de cama.
Portanto, se for realmente necessária a incubação de ovos
de cama, isto deverá ser feito em máquina separada.
RESÍDUOS DE NASCIMENTO E PENUGEM SÃO AS
MAIORES FONTES DE CONTAMINAÇÃO CRUZADA
DENTRO DOS INCUBATÓRIOS.
Contaminações cruzadas podem ser reduzidas por meio
de fumigação dos nascedouros com formaldeído assim
que os ovos começarem a ser bicados (Tabela 32).
Seção 4: Requerimentos Ambientais Específicos
59
ATINGINDO ÓTIMO
DESEMPENHO NO INCUBATÓRIO
Amortalidade embrionária normalmente segue uma curva
padrão. A análise dessa mortalidade e a identificação de
anormalidades no desenvolvimento embrionário são dados
importantes para melhorar a eclosão.
No geral, entretanto, as causas principais de perdas na
incubação são as seguintes:
- Mortalidade embrionária nos 8 primeiros dias de in-
cubação normalmente é causada por problemas na
granja, na estocagem e/ou nas primeiras horas de
incubação.
- Mortalidade entre 8 e 16 dias pode ser devida a conta-
minação, a problemas nutricionais nos pais ou, ainda,
a problemas na incubação dos ovos.
- Perdas entre 17 e 21 dias são normalmente provocadas
por problemas nas condições de incubação.
Os padrões de mortalidade embrionária variam de acordo
com a idade do lote (Veja Tabela 33).
Normalmente ocorre uma perda de peso nos ovos devido
à evaporação de água através da casca. Espera-se que
ocorra uma perda de aproximadamente 12-13% do peso
inicial devido à evaporação entre o início da incubação e
a transferência. O manejo da incubação deve ser ajustado
para que a perda de peso esteja dentro desses índices.
Para que se tenha um bom desempenho na incubação,
devem ser feitas observações detalhadas nos dados de
mortalidade embrionária e perda de peso dos ovos. Tais
medidas devem fazer parte do Programa de Controle de
Qualidade do incubatório.
Para obtenção de resultados satisfatórios no incubatório, é
necessária a adoção de medidas em função das observa-
ções feitas e sobre os resultados de eclosão, mortalidade
embrionária e peso dos ovos.
Tais medidas devem ser incluídas no programa de quali-
dade do incubatório.
Informações obtidas no momento do nascimento não pode-
rão ser usadas para corrigir problemas nesse nascimento.
Estas informações devem ser usadas nas incubações sub-
seqüentes, de maneira que os problemas sejam sanados
antes do nascimento.
PONTOS-CHAVE
Escolher um desenho adequado do ninho para
evitar ovos de chão. Os ninhos devem ser su-
ficientemente altos para evitar a contaminação
com cama.
Treinar as aves para entrar nos ninhos por meio
de colocação de poleiros na recria.
Coletar ovos freqüentemente durante o dia; estes
devem ser desinfetados, resfriados e estocados
o mais rápido possível, após a coleta.
Fazer a desinfecção dos ovos de forma que a
cutícula não seja afetada; manter os ovos secos
e não os submetê-los a temperaturas extremas.
Estocar os ovos a uma temperatura de 21º C (Zero
Fisiológico) até 4 horas após a coleta.
A temperatura e a Umidade ideais para armaze-
nagem dos ovos dependerá do tempo de esto-
cagem. Devem-se evitar variações grandes na
temperatura e na umidade.
Evitar empilhar mais do que cinco bandejas
de ovos.
Fornecer uma boa ventilação para os ovos esto-
cados. Realizar uma circulação suave de ar.
Organizar a coleta, seleção, desinfecção e resfria-
mento de forma que os ovos sejam transferidos,
sem atraso, para o incubatório.
Estabelecer um programa de controle de qua-
lidade dos ovos desde o ninho até o final da
incubação.
Fazer com que os ovos percam apenas 12-13%
do seu peso entre o início da incubação e a
transferência para os nascedouros.
Seção 4: Requerimentos Ambientais Específicos
60
HIGIENE E SAÚDE DAS AVES
OBJETIVO
Alcançar as melhores condições higiênicas possíveis den-
tro do ambiente da granja e minimizar os efeitos adversos
de doenças. Atingir ótimo desempenho e bem-estar das
aves, bem como fornecer garantias de biosseguridade para
criadores e consumidores do produto final (frangos).
As matrizes Ross de um dia de idade são produzidas em
ambientes nos quais são seguidos rígidos protocolos de
biosseguridade, que garantem a manutenção de um nível
de saúde o mais alto possível. A manutenção de um bom
nível de saúde é essencial para se maximizar o desempe-
nho reprodutivo das matrizes, e a qualidade e a aceitação
dos produtos finais (frangos).
A RELAÇÃO ENTRE MANEJO E
OCORRÊNCIA DE ENFERMIDADES
A incidência e a severidade de muitas enfermidades são
afetadas, muitas vezes, pela magnitude de fatores estres-
santes aos quais as aves são submetidas. Os sistemas
de manejo descritos neste manual foram desenhados
para maximizar a produção e, ao mesmo tempo, manter
mínimo o nível de estresse dos lotes de matrizes Ross.
Quando, em determinadas situações, é impossível eli-
minar um agente patogênico, seus efeitos deletérios na
produtividade das aves podem ser bastante diminuídos
pela simples diminuição do nível de estresse oriundo de
outras fontes.
Muitos fatores interagem para aumentar a sintomatologia
observada como resultado de uma infecção. Quando esti-
vermos definindo medidas de controle para as enfermida-
des, é muito importante levarmos em conta a possibilidade
de ocorrência de um aumento de situações de estresse
para aves (ou infecções) tais como:
- Manejo inadequado da alimentação e outros fatores,
os quais podem precipitar a ocorrência de tendinites
estafilocóccicas.
- Maturidade sexual precoce e/ou desuniforme, que pode
estar associada à ocorrência de peritonite, aumento do
número de ovos de duas gemas e septicemias por E.
coli.
- Densidade de aves por m2
, biosseguridade, vacinação
e doenças imunossupressoras (por exemplo, Doença
de Marek, Doença de Gumboro e Anemia Infecciosa
das Galinhas) podem afetar muito a severidade de
outras enfermidades.
INSPEÇÃO DAS AVES
É essencial que se realizem inspeções de rotina nas aves
para uma detecção precoce de enfermidades e/ou de situ-
ações de desconforto para elas. Todos os lotes deveriam,
idealmente, ser inspecionados, pelo menos duas vezes ao
dia por um funcionário experiente e atento. Esse funcionário
deve observar o lote de aves a uma distância de aproxima-
damente 3 metros das aves. A intensidade da luz deve ser
suficiente para que as aves sejam bem visíveis.
PROGRAMA DE HIGIENE
A utilização rigorosa de um amplo programa de higiene é
essencial para se alcançar bons níveis de produtividade
e saúde nos lotes de matrizes. Esse programa deverá
estar voltado para:
- limpeza do aviário;
- higiene do aviário;
- destino das aves mortas.
LIMPEZA DO AVIÁRIO
OBJETIVO
Eliminar produtos residuais de lotes de aves anteriores
e garantir que o ambiente não esteja contaminado com
microrganismos patogênicos que poderiam afetar a saúde,
bem-estar e desempenho reprodutivo do novo lote.
A fim de se obter uma limpeza perfeita, é necessária uma
área externa de concreto para lavagem e armazenamento
de equipamentos removíveis. Recomenda-se o uso de
lavagem sob pressão.
PROCEDIMENTO
Controle de Insetos: Assim que as aves tenham sido
removidas do aviário, e enquanto o ambiente ainda estiver
quente, a cama, equipamentos e todas as superfícies do
aviário deverão ser pulverizadas com inseticida apropriado.
Os insetos são transmissores de doenças e deverão ser
destruídos antes que migrem para o madeiramento, ou
outros materiais. Uma nova aplicação do inseticida deverá
ocorrer antes da desinfecção.
Remoção da Cama: Deve-se escolher, de preferência, um
dia sem vento para a remoção da cama. Deve-se desligar
todo o sistema de ventilação e sistema elétrico para, em
seguida, adotarem-se os seguintes procedimentos:
Pulverização Prévia: uma pulverização de baixa pressão
deve ser aplicada no interior do aviário, do teto para o chão,
com o intuito de remover a poeira do ar antes da remoção
da cama e dos equipamentos;
Seção 4: Requerimentos Ambientais Específicos
61
Remoção do Equipamento: todos os equipamentos e
acessórios (bebedouros, comedouros, poleiros, ninhos,
divisórias, etc) devem ser retirados do aviário e colocados
numa área externa de concreto;
Remoção da Poeira: toda a poeira e teias devem ser
retiradas dos ventiladores, vigas e bordas. A melhor
maneira de fazê-lo é por meio de escovação, para que a
poeira caia sobre a cama; em aviários abertos, as cortinas
devem estar fechadas e deve-se tomar o devido cuidado
para garantir que toda a poeira existente no interior das
cortinas seja removida;
Remoção da Cama: devem ser colocados no interior do
aviário os recipientes (caçambas, carrinhos, etc.) que serão
usados para a retirada da cama;
a) A carga deve ser bem coberta com uma lona, antes
de sair do núcleo, a fim de se evitar que a poeira e os
resíduos da cama se espalhem por vários locais;
b) Os pneus dos veículos devem ser limpos e desinfetados
antes de sair do núcleo;
c) O objetivo final é remover completamente toda a cama
e resíduos de dentro do aviário e da área do núcleo;
Remoção da Cama: a cama deverá ser transportada para
uma distância mínima de 1,5 km da granja e depositada
das seguintes maneiras:
- espalhada em terra de cultura, antes da aração ou
gradeação;
- enterrada em um buraco no chão, ou em um aterro
para lixo orgânico;
- empilhada e deixada para fermentar, por aquecimento
por pelo menos um mês.
Cama fresca não deve ser espalhada em áreas utilizadas
para pastagens.
A CAMA NÃO DEVE SER ARMAZENADA NA GRANJA, NEM
ESPALHADA EM ÁREAS PRÓXIMAS.
Lavação: Inicialmente, toda a parte elétrica deve ser
desligada. Uma lavadora de alta pressão e detergente
deverão ser usados para remover a sujeira e os resíduos
remanescentes.Todo o equipamento que foi transportado
para a área externa de concreto deve ser lavado.
No interior do aviário, atenção especial deve ser dada aos
seguintes locais:
- caixas de ventiladores;
- hélices de ventiladores;
- ventiladores;
- parte superior das vigas;
- bordas, cantos;
- tubos de água;
- pontos elétricos;
- forro (em aviários escuros).
A fim de que as áreas de difícil acesso recebam uma lava-
gem adequada, é recomendável a utilização de andaimes
e lanternas para uma checagem detalhada.Aparte externa
dos aviários também deverá ser lavada:
- ventiladores;
- calhas, drenos;
- superfícies de concreto.
Em aviários abertos, tanto a parte interna, como a externa
das cortinas deverão ser lavadas. Todos os materiais que
não possam ser lavados, como o papelão por exemplo,
deverão ser destruídos.
ASSIM QUE A LAVAGEM TENHA SIDO CONCLUÍDA, NÃO
DEVERÁ HAVER MAIS NENHUMA SUJEIRA, POEIRA,
RESÍDUOSOUCAMAVISÍVEIS.UMALAVAGEMAPROPRIADA
REQUER TEMPO E ATENÇÃO PARA OS DETALHES.
Vários detergentes industriais estão disponíveis no mer-
cado. As instruções de uso devem ser seguidas de acor-
do com o fabricante de cada detergente (modo de usar,
diluição, etc.). Todas as salas e áreas do núcleo devem ser
também lavadas e desinfetadas, tais como a sala de ovos,
refeitório, depósitos, etc.
LIMPEZA DOS SISTEMAS DE BEBEDOUROS E COMEDOUROS
Todo o equipamento existente no interior do aviário deve
ser inteiramente lavado e desinfetado. É essencial que,
após a lavagem, o equipamento seja guardado em local
coberto.
Sistema de abastecimento de água (bebedouros):
· drenar todos os tanques, caixas d’água e tubos;
· remover a sujeira e sedimentos do interior dos tanques
e caixas d’água;
· lavar, com detergente, o interior, a parte externa,
tampas, torneiras , bebedouros (pendular) e todos os
tubos e conexões;
· encher os tanques, caixas d’água e encanamentos
com uma solução de hipoclorito de sódio, deixando
descansar por 24 horas. Drenar o sistema e enxaguar
com água limpa para retirada completa dos resíduos
de detergente e desinfetante.
Sistema de alimentação (comedouros):
· lavar e desinfetar todo o equipamento de alimentação
(calhas, correntes, comedouros suspensos);
· esvaziar as caixas, silos, tubos e conexões;
· limpar e vedar todas as aberturas;
· fumigar sempre que possível. Devem-se respeitar
todas as normas e regulamentos de saúde pública
e da segurança no trabalho durante o processo de
fumigação.
Seção 4: Requerimentos Ambientais Específicos
62
REPAROS E MANUTENÇÃO
Com o aviário limpo e vazio tem-se a oportunidade ideal
para processar reparos estruturais e manutenções:
· Consertar rachaduras, ou fendas no piso, com concre-
to/cimento.
· Reparar colunas e reboque de paredes com cimento.
· Consertar ou trocar qualquer parte de parede, ou teto,
que esteja quebrada.
· Pintar ou caiar locais que necessitem de tais re-
paros.
· Assegurar que todas as portas estejam fechando bem.
Em se tratando de aviários com piso de terra batida, onde
a desinfecção eficiente é quase impossível, é importante
assegurar que o chão esteja nivelado. Caso seja neces-
sário, deve-se trazer terra adicional para promover o
nivelamento adequado. Os padrões modernos de higiene
na indústria alimentícia indicam que piso de concreto é
considerado uma especificação absolutamente essencial
na construção de aviários.
CONTROLE DE ROEDORES E PÁSSAROS SILVESTRES
Um item muito importante é a prevenção da entrada de animais
roedores e pássaros silvestres, pois estes são transmissores de
doenças, além de consumirem ração das aves. Para isso, os
seguintes procedimentos devem ser adotados:
- verificar se existem buracos em paredes, painéis e
tetos e, caso necessário, fazer o devido reparo;
- verificar se todas as portas fecham bem, sem deixar
frestas;
- verificar possíveis vazamentos no sistema de alimen-
tação. Comida de fácil acesso atrai animais indesejá-
veis;
- em aviários abertos, a construção deve ser telada, à
prova de pássaros e animais silvestres, e reparada
sempre que necessário;
- construir uma área de concreto de 1,5 a 3 metros de
largura ao redor do aviário para desencorajar a apro-
ximação de roedores da instalação;
DESINFECÇÃO
A desinfecção deve ocorrer somente após a conclusão de
uma limpeza minuciosa e após a realização de todos os
consertos. Os desinfetantes são ineficientes na presença
de sujeira e matéria orgânica.
Na utilização de desinfetantes, sempre devem ser segui-
das as instruções do fabricante. O desinfetante deverá
ser aplicado com a ajuda de um pulverizador, ou bomba
de pressão.
Métodos de desinfecção com espuma podem
ser utilizados em instalações modernas, com superfícies
impermeáveis/impenetráveis. Esses métodos propiciam um
maior tempo de contato e, consequentemente, uma maior
eficácia da desinfecção.
Se as instalações permitirem, é aconselhável aumentar
as temperaturas internas dos aviários após serem her-
meticamente fechados para aumentar a efetividade da
desinfecção.
FUMIGAÇÃO
A fumigação é um processo muito eficiente mas bastante
perigoso, tanto para as aves quanto para o homem. Os
operadores devem estar vestidos com roupas próprias
de proteção, p.ex.: respiradores, máscaras e luvas. Dois
operadores devem estar sempre presentes para casos
de emergência.
AS LEIS DE SAÚDE PÚBLICA E SEGURANÇA DO
TRABALHO DEVEM SER CONSULTADAS ANTES DO
USO DO PROCESSO DE FUMIGAÇÃO.
A fumigação deve ser efetuada logo após a desinfecção,
quando as superfícies ainda estiverem úmidas. Os avi-
ários devem estar a uma temperatura ambiente de pelo
menos 21°C. A fumigação é ineficiente quando realizada
em temperaturas baixas e com umidade relativa inferior a
65%. Portas, lanternins, exaustores, ventiladores e janelas
devem ser hermeticamente fechados.
As instruções do fabricante a respeito do uso do fu-
migador e dos produtos químicos usados deverão ser
seguidas à risca. Após a fumigação, o aviário deverá ser
mantido lacrado por 24 horas e sinais de “PROIBIDA A
ENTRADA” deverão ser afixados nas portas.
O aviário deverá ser totalmente ventilado antes que alguém
possa ali entrar novamente. Após a colocação da marava-
lha, todo o processo de fumigação deverá ser repetido.
ÁREAS EXTERNAS
É vital que as áreas externas também sejam totalmente
limpas. O ideal é que os aviários sejam rodeados por uma
calçada de 1,5 a 3 m de concreto. Quando isto não for
possível, a área deverá:
- ser livre de vegetação;
- ser livre de máquinas e equipamentos que não estejam
sendo utilizados;
- ter uma superfície plana e nivelada;
- ser bem drenada, livre de poças d’água.
Deve-se prestar atenção especial às seguintes áreas:
- sob ventiladores e exaustores;
- vias de acesso;
- áreas próximas às portas.
Todas as áreas externas de concreto devem ser lavadas
e desinfetadas de forma tão detalhada quanto as áreas
internas.
Seção 4: Requerimentos Ambientais Específicos
63
AVALIAÇÃO DA LIMPEZA DA GRANJA E EFICIÊNCIA DA
DESINFECÇÃO
É muito importante que o processo de limpeza e desinfeção
do aviário seja monitorado por meio de amostragem (su-
abes de arrasto) e contagem total de bactérias presentes
no meio ambiente. Um número mínimo de amostras a
serem tomadas são:
- 4 amostras das paredes;
- 4 amostras do piso;
- 4 amostras das colunas de sustentação;
- 20 amostras de ninhos.
Para paredes, colunas e ninhos aceita-se um padrão má-
ximo de 500 Unidades Formadoras de Colônia (UFC) por
100 cm2
e, para pisos, aceita-se 5000 UFC por 100 cm2
.
Uma análise de tendência dos resultados permitirá um
monitoramento efetivo da desinfecção, para que eventuais
tomadas de decisão em relação ao processo de limpeza
e desinfecção possam ocorrer.
É extremamente recomendável que um monitoramento
para detectar a presença de salmonelas no aviário também
seja efetuado. Para isto, o seguinte número de amostras
devem ser tomadas (suabes de arrasto):
- 4 amostras do piso;
- 4 amostras das paredes;
- uma amostra do reservatório interno de ração;
- 20 amostras de ninhos;
- 02 amostras de fissuras e reentrâncias na estrutura do
aviário.
- Ralos de escoamento
Após a limpeza e desinfecção efetiva, não deve ocorrer
isolamento de qualquer espécie de salmonela.
BIOSSEGURIDADE DA GRANJA
OBJETIVO
É importante implementar normas e procedimentos que
visam à prevenção de introdução de agentes patogênicos
que possam afetar a saúde, o bem-estar e o desempenho
reprodutivo do lote de aves, ou a qualidade de seus pro-
dutos, isto é, dos ovos incubáveis e dos pintos.
A saúde das aves do lote e de seus produtos podem ser
afetadas por patógenos específicos de aves tais como,
Mycoplasma sp, Salmonella pullorum e S. gallinarum. A
presença de agentes que possam afetar as aves e os ho-
mens (enfermidades classificadas como zoonoses), como
as salmonelas, podem afetar, também, tanto a viabilidade
da progênie das aves, quanto a aceitabilidade da carne
de frango pelos consumidores finais. A fim de minimizar
as chances de infecções por patógenos e para manter um
bom status de saúde dos plantéis, as seguintes precauções
básicas devem ser seguidas:
PONTOS-CHAVE
 A adoção de uma política de idade única no mes-
mo núcleo.
Somente visitantes essenciais deverão ter acesso
à granja. Todos devem assinar o livro de visitantes
e registrar visitas prévias a outras granjas.
 Todos os funcionários e visitantes devem tomar
banho e trocar de roupa para ter acesso a cada
um dos aviários.
 É obrigatória a lavagem das mãos com sabão
desinfetante.
 Um pedilúvio, contendo desinfetante, que deverá
ser renovado todos os dias, ou de acordo com as
especificações do fabricante, deve estar presente
na entrada de cada aviário.
 Procedimentos rigorosos de lavagem e desinfec-
ção devem ser empregados em todos os veículos
que necessitem ter acesso à granja.
 Deve-se evitar o acesso de pássaros silvestres
e roedores às dependências dos aviários.
 O alimento deve ser fornecido por um fabricante
que empregue procedimentos efetivos de contro-
le de salmonela, seja nos ingredientes das rações
ou na ração final.
RAÇÕES NÃO TRATADAS SÃO FONTES PRINCIPAIS DE
SALMONELAS, AS QUAIS, NEM SEMPRE, PODERÃO SER
DETECTADAS POR MEIO DE EXAMES BACTERIOLÓGI-
COS DAS RAÇÕES PRONTAS. TODO O ALIMENTO DEVE
SER ASSUMIDO COMO CONTAMINADO POR ALGUM SO-
ROTIPO DE SALMONELA. A PELETIZAÇÃO, POR SI SÓ,
NÃO É UM MÉTODO EFICAZ DE DESCONTAMINAÇÃO DE
RAÇÕES, POIS MAIOR TEMPO DE EXPOSIÇÃO AO CALOR
É REQUERIDO PARA UMA COMPLETA ELIMINAÇÃO DOS
CONTAMINANTES NA RAÇÃO.
Misturas de ácidos orgânicos com formaldeído podem ser
adicionados à ração pra auxiliar a prevenir uma possível
recontaminação das rações, após o tratamento térmico.
No entanto, é importante que se tomem precauções para
diminuir, ao máximo, a possibilidade de recontaminação do
alimento a ser fornecido às aves (por exemplo, elevadores
da fábrica e caminhões de transporte exclusivos, silos de
armazenagem exclusivos, etc.).
QUALIDADE DA ÁGUA
A boa qualidade da água é uma característica essencial
para o manejo de reprodutoras pesadas.
A água deve ser limpa, desprovida de matéria orgânica
ou quaisquer outros contaminantes em suspensão. Ela
deve ser monitorada para assegurar pureza e ausência
de patógenos. Em particular, a água deve ser livre de
Seção 4: Requerimentos Ambientais Específicos
64
PROCEDIMENTO
Todas as aves descartadas ou mortas devem ser remo-
vidas imediatamente; e suas carcaças eliminadas o mais
rápido possível. Os métodos mais satisfatórios de elimina-
ção são a incineração ou a deposição em fossas sépticas.
Incineração a gás, queimadores a óleo ou combustíveis
sólidos são eficazes e higiênicos, porém dispendiosos, já
que as carcaças demoram a queimar completamente.
NÃO É RECOMENDADA A REMOÇÃO DA MORTALIDADE
DIÁRIA PARA VALAS ABERTAS OU PARCIALMENTE
COBERTAS DE TERRA. AS VALAS PODEM ATRAIR
ANIMAIS SILVESTRES, QUE IRÃO SE ALIMENTAR DAS
CARCAÇAS DAS AVES E PODEM AGIR COMO FONTES
DE CONTAMINAÇÃO E VETORES DE DOENÇAS.
As fossas para destino das aves mortas constituem um dos
métodos mais acessíveis e eficazes quando construídas
adequadamente, com um telhado sólido e uma tampa de
encaixe firme e exato.As carcaças entrarão em decompo-
sição, sem a adição de qualquer produto químico, desde
que as fossas sejam mantidas secas. Áreas com lençóis
freáticos próximos à superfície não são adequadas para
esse método. Enfim, o tipo e normas para a construção
destas fossas devem seguir a legislação ambiental de
cada estado.
CONTROLE DA SAÚDE DO LOTE
CONTROLE DE DOENÇAS E VACINAÇÃO
OBJETIVO DO CONTROLE DE DOENÇAS
Minimizar os efeitos adversos da doença na saúde e bem-
estar das aves e de seus descendentes.
PROCEDIMENTO
Muitas das doenças de aves podem ser prevenidas com
um bom manejo e um alto padrão de higiene.
Um dos primeiros sinais de doença é, freqüentemente, a
queda no consumo de água ou ração. Uma boa prática
de manejo é manter controles diários do consumo de
água e ração. Caso haja a suspeita de algum problema, a
primeira providência a ser tomada é mandar as aves para
exame laboratorial (necrópsia) e entrar em contato com o
veterinário responsável pela granja.
Um tratamento apropriado e imediato, em casos de apa-
recimento de alguma doença, pode minimizar os efeitos
prejudiciais à saúde, bem-estar e desempenho reprodutivo
das aves e, também, minimizar os efeitos na saúde, bem-
estar e qualidade dos descendentes.
OBJETIVOS DA VACINAÇÃO
Expor as aves a uma forma do organismo da doença (antí-
geno), que promoverá um estímulo imunológico efetivo, e
que irá protegê-las de subseqüentes desafios das doenças
pseudomonas e não apresentar mais que 1 coliforme/
ml em qualquer análise efetuada. Amostras consecu-
tivas não devem conter coliformes em mais de 5% das
amostras. Escherichia coli não deve estar presente.
Os padrões de composição da água são apresentados na
Tabela 34. Cuidados especiais devem ser tomados com a
água procedente de poços, pois a mesma pode apresentar
níveis excessivos de nitrato e altas contagens micro-
bianas, devido à contaminação por efluentes agrícolas.
Onde as contagens bacterianas são altas, a causa deve
ser estabelecida e o problema solucionado com a maior
brevidade possível. Recomenda-se clorar a água de modo
que seja alcançada a concentração de 3 ppm na saída dos
bebedouros. A luz ultravioleta também pode ser usada
para desinfetar a água. Neste sistema deve-se seguir as
recomendações do fabricante do equipamento.
Água dura ou água com elevadas concentrações de ferro (> 3
mg/l) pode causar entupimento das válvulas dos bebedouros
e das tubulações. O sedimento pode entupir canos e, onde
isso é problema, a água deve ser filtrada por filtros de 40 a 50
micra.Águacontendoaltosníveisdeferronãodeveserusada
para lavar ou desinfetar os ovos.
Para informações mais detalhadas a respeito de conceitos,
políticas e normas de biosseguridade, consulte o Manual
de Biosseguridade Ross ou o Departamento. de Serviços
Veterinários da Aviagen do Brasil.
DESTINO DE AVES MORTAS
OBJETIVO
Remover rotineiramente do aviário carcaças de aves
descartadas, ou mortas, a fim de se evitar a multiplicação
de microrganismos patogênicos e a possível transmissão
de doenças para as aves saudáveis.
Seção 4: Requerimentos Ambientais Específicos
65
e/ou fornecer proteção passiva, adquirida maternalmente,
pela progênie das matrizes.
PROGRAMAS DE VACINAÇÃO
Doenças comuns, incluindo Doença de Marek (DM), Bouba
(varíola aviária), Doença de Newcastle (DN), Encefalomielite
Aviária (EA ou Tremor Epidêmico), Bronquite Infecciosa (BI),
Doença de Gumboro (DG), Anemia Infecciosa das Galinhas
(AIG) e Rinotraqueíte Aviária (RA) devem ser consideradas,
quandoumprogramadevacinaçãoforelaborado.Entretanto,
as vacinas necessárias irão variar de granja para granja, e um
programa adequado para cada unidade deverá ser planejado
pelo veterinário, que usará seu conhecimento da incidência e
prevalência de doenças no país ou na região específica.
A vacinação é um importante auxiliar da biosseguridade do
sistema. A proteção contra cada doença deve ser especifica-
mente avaliada quando se desenhar a estratégia de contro-
le. As vacinas utilizadas no programa de vacinação devem
ser somente aquelas absolutamente necessárias para as
áreas onde cada sistema de produção específico já está
localizado. Isto fará com que os gastos com vacinas sejam
menores, que as aves sejam menos estressadas e, por-
tanto, respondam melhor às vacinas utilizadas. As vacinas
devem ser adquiridas apenas de fabricantes com excelente
reputação no mercado nacional e/ou internacional.
TIPOS DE VACINAS
Existem duas formas básicas de vacinas na avicultura,
vacinas vivas ou inativadas (mortas). Elas podem ser
combinadas em alguns programas de vacinação para
promover um maior estímulo imunológico. Cada tipo de
vacina tem seu uso e vantagens específicas.
Vacinas Inativadas (mortas): Elas são compostas de
um alto nível de organismos inativos (antígenos), tendo,
freqüentemente, como adjuvante uma emulsão de óleo ou
um hidróxido de alumínio. O adjuvante ajuda a melhorar
a absorção do antígeno pelo sistema imunológico da ave,
por um período de tempo mais prolongado. As vacinas
mortas podem conter antígenos inativos múltiplos, para
diversas doenças. As vacinas mortas são administradas
individualmente, por meio de injeção subcutânea ou in-
tramuscular.
Vacinas Vivas: Estas são produzidas a partir de orga-
nismos vivos, normalmente vírus, especificos da doença.
Entretanto, esses organismos são substancialmente mo-
dificados (atenuados), de maneira que se multiplicarão
dentro do organismo da ave e o induzirá a uma resposta
imunológica sem causar a doença. Normalmente, as va-
cinas vivas contêm antígeno para somente uma doença,
mas não é raro encontrar uma vacina combinada contendo
vários tipos de antígenos virais.
Em princípio, quando se aplicam vários tipos de vacinas
vivas para uma doença específica, normalmente, a mais
modificada (mais atenuada) é administrada primeiro, se-
guida das vacinas vivas “mais fortes”, quando disponíveis.
Esse princípio é freqüentemente usado para a vacinação
viva contra a Doença de Newcastle, quando se prevê o
desafio natural da doença no campo.
Ocasionalmente, as vacinas não atenuadas são usadas
nos programas de avicultura, tanto através de administra-
ção por um meio não natural (p.ex. através da membrana
da asa, como no caso da Bouba Aviária), ou através da
exposição das aves à vacina, durante o período em que
a doença clínica não ocorre (p.ex. a exposição das aves
ao vírus da Anemia Infeciosas das Galinhas durante a
recria).
As vacinas vivas são usualmente administradas ao lote
através da água, de pulverização ou pela aplicação de go-
tas oculares. Ocasionalmente, as vacinas vivas são injeta-
das, como por exemplo contra a Doença de Marek, Bouba
Aviária, Anemia Infecciosa das Galinhas e Reovírus.
Vacinas bacterianas vivas comerciais não são muito
comuns, mas é possível encontrá-las para controle de
infecções por salmonelas e micoplasmas. Esse tipo de
vacina pode perfeitamente ter seu lugar em determinados
sistemas de produção. Além disso, a utilização de alguns
produtos comerciais para exclusão competitiva também
pode ser importante para a prevenção de contaminações
dos lotes por salmonelas e, possivelmente, por outras
infecções bacterianas no estágio inicial da vida do lote, ou
após tratamentos com antibióticos, durante a vida dele.
Vacinações combinadas (vivas e inativadas): O méto-
do mais eficaz para alcançar altos e uniformes níveis de
anticorpos contra uma doença específica é o uso de uma
ou mais vacinas vivas contendo o antígeno específico,
seguidas de vacina com o antígeno morto. Esse tipo de
programa de vacinação é rotineiramente usado para várias
doenças como: Bronquite Infecciosa, Doença de Gumboro
e Doença de Newcastle, assegurando proteção ativa e
produção de níveis altos e uniformes de anticorpos mater-
nais, que serão transferidos passivamente para a progênie.
As vacinas vivas “preparam” o sistema imunológico das
aves para uma resposta muito mais eficaz, se comparadas
às vacinas com antígeno inativado. Uma última dose da
vacina viva deve ser aplicada ao lote entre 4-6 semanas
antes que a vacina inativada seja administrada.
Seção 4: Requerimentos Ambientais Específicos
66
Anemia Infecciosa das Galinhas (AIG): No Brasil atual-
mente, existe somente uma vacina disponível que é viva
e normalmente, aplicada via intramuscular ao final da fase
de recria. Na Europa, existe uma outra vacina viva aplicada
via água de bebida na idade entre 6-12 semanas.
Infecções por Reovirus: As infecções por Reovirus têm
sido associadas a inúmeras situações clínicas, sendo a
Artrite Viral a mais comum. Combinações de vacinas vivas
e inativadas podem ser usadas para proteger a ave, evitar
a transmissão vertical e passar os anticorpos maternais
ao embrião. Deve-se estar atento à necessidade da in-
trodução da vacinação viva de Reovirus no programa de
vacinação das matrizes, especialmente se for administrada
em estágios precoces da vida da ave. Algumas vacinas
vivas contra Reovirus podem ter o potencial de induzir à
doença clínica, principalmente em aves mais jovens.
Cólera Aviária (Pasteurela multocida) e Coriza Aviária
(Haemophilus paragallinarum): Estas são enfermidades
causadas por bactérias e, em regiões ou granjas onde são
consideradas endêmicas, o controle pode ser melhorado
com o uso de vacinas inativadas, as quais, geralmente,
contêm várias cepas dos organismos de modo a aumentar
o nível de proteção. O esquema de vacinação geralmente
é feito com duas injeções da vacina inativada com 28 e 42
dias (4 e 6 semanas) de intervalo, administradas durante
o período de recria. O uso de vacinas inativadas contra
doenças bacterianas permite, se necessário, a utilização
estratégica de drogas antibacterianas, sem afetar a eficácia
do programa de vacinação. Vacinas bacterianas vivas são
bastante incomuns e seriam certamente afetadas pelo uso
de drogas antibacterianas.
Síndrome da Queda da Postura 1976 (EDS ´76): Essa
enfermidade viral é comum em algumas partes do mundo
e o seu controle pode ser melhorado com a utilização de
uma única dose de uma vacina inativada com adjuvante
oleoso, geralmente administrada entre 98 e 126 dias de
idade (14 e 18 semanas).
Coccidiose:ACoccidiose pode ser controlada com a utili-
zação de agentes coccidiostáticos, normalmente existentes
nas dietas, durante o período de recria. Entretanto, devido
ao aumento da resistência dos coccídios aos agentes, o
uso de vacinas em matrizes para o controle da coccidiose
já está amplamente difundido. Vacinas vivas atenuadas e
não atenuadas encontram-se disponíveis para o combate
da coccidiose.As vacinas são normalmente administradas
durante a primeira semana de vida. Um ponto fundamental
no uso de vacinas vivas é que o processo de administração
da vacina contra coccidiose tem que ser o mais uniforme
possível, para que todas as aves sejam expostas a dose
similar de antígeno. Além disso, deve-se evitar que ex-
posição inadvertida das aves a qualquer substância com
atividade coccidiostática durante um prazo mínimo de 21
dias (3 semanas) após a vacinação.
PROGRAMAS ESPECÍFICOS DE VACINAÇÃO
Doença de Marek (DM): As vacinas contra a DM são
vacinas vivas e encontram-se disponíveis em 3 sorotipos
diferentes. Todas as matrizes devem ser vacinadas contra
a DM com 1 dia de idade. Geralmente, a vacina é composta
por uma combinação do Vírus Herpes dos Perus (HVT),
vacina sorotipo 3, e o vírus atenuado da DM, que é uma
vacina sorotipo 1. O mais comum dos vírus atenuados da
DM é o da cepa Rispens. Em alguns países, como por
exemplo os Estados Unidos, a vacina utilizada no primeiro
dia de vida é uma combinação do sorotipo 3 (HVT) e do
sorotipo 2 (SB1).
Doença de Newcastle (DN): A vacinação com a cepa viva
de média intensidade HB1 é normalmente seguida pela
vacina com a cepa mais forte La Sota. A vacina com a
linhagem La Sota não está licenciada em todos os países,
como por exemplo no Reino Unido, e ainda em alguns
países que não vacinam contra a DN (por exemplo, a Di-
namarca, Suécia e Finlândia). No Brasil, ambas as cepas
do vírus estão disponíveis e são usadas.
Bronquite Infecciosa (BI):Avacina viva contendo a cepa
H120 é normalmente usada para uma estimulação inicial
do sistema imunológico das aves. A cepa H52 é menos
atenuada e não deve ser administrada em aves não vaci-
nadas. Além disso, o uso da cepa H52 pode interferir na
resposta imunológica das aves a uma vacina inativada,
quando o programa de vacinação prevê o uso de vacinas
vivas e inativadas.
Doença de Gumboro (DG): Uma grande variedade de
vacinas vivas contra a DG está disponível para a esti-
mulação inicial do sistema imunológico das aves. Em
matrizes, cepas intermediárias devem ser administradas
para estimulação inicial. Geralmente não é necessário o
uso de cepas mais fortes em matrizes.
DN/BI/DG: Nesses casos administra-se uma vacina ina-
tivada contendo os antígenos das doenças DN/BI/DG via
intramuscular, aos 126 dias de idade do lote (18 semanas),
ou no período de transferência para o aviário de postura.
Atualmente, vacinas inativadas contendo outros antígenos
estão disponíveis comercialmente.
Pneumovírus Aviário: Novamente, combinações de vaci-
nas vivas e mortas são consideradas as mais eficazes na
proteção das matrizes e de seus descendentes.
Encefalomielite Aviária (EA) (Tremor Epidêmico): Uma
dose única de uma vacina viva adaptada, administrada
às aves por meio da água, ou associada a bouba aviária,
via membrana da asa, entre 56 e 84 dias de idade (8 e
12 semanas), pode conferir proteção por toda a vida das
matrizes.
Seção 4: Requerimentos Ambientais Específicos
67
CONTROLE DE VERMES (HELMINTOS)
É importante que se faça controle de vermes intestinais
(helmintos), aos quais as aves estão expostas. Rotineira-
mente, as aves devem receber duas doses de vermífugos
durante o período de recria. O monitoramento da eficiência
do programa de controle, por meio da necrópsia de aves
selecionadas, poderá indicar a necessidade de um trata-
mento adicional com vermífugos na idade aproximada de
154 dias (22 semanas).
DOENÇAS NÃO-INFECCIOSAS
Algumas doenças não-infecciosas podem ser confundidas
com infecções virais:
Tendinitecominfecçãosecundáriaporestafilococus:Esta
pode ser causada por anormalidades de desenvolvimento
da ave. Fatores que afetam a incidência dessa doença são:
a) curva de crescimento, b) nível de atividade, c) desenho
das instalações, d) programa de nutrição e e) programa
de luz. Uma movimentação desnecessária das aves e/ou
um manejo inadequado da alimentação podem precipitar a
ocorrência de problemas como tendinites estafilocóccicas.
Elas são rotineiramente confundidas com tendinites/artrites
associadas à infecção por Reovírus.
Síndrome da Cabeça Inchada: Equipamentos inadequa-
dos para a separação da alimentação de machos e fêmeas
podem ser responsáveis por ferimentos na cabeça das
aves, os quais podem, erradamente, ser confundidos com
a Síndrome da Cabeça Inchada, associada com infecções
pelo pneumovírus aviário.
Síndrome da Morte Súbita: Esta pode ocorrer em lotes
de matrizes pesadas ao redor do pico de produção e pode
ser perfeitamente controlada via nutrição. A origem dessa
condição é uma anormalidade do metabolismo mineral.
Sugerimos que o balanço eletrolítico seja corrigido na dieta
postura I para 235 mEq/kg obtido pela equação de Mongin
(Na+K-Cl). Para obter esta adequação, os níveis na dieta
de Potássio deve estar ao redor de 0,82%, de Sódio míni-
mo de 0,18% e de Cloretos - mínimo de 0,20% e máximo
de 0,25%, conforme mencionado no ítem recomendações
nutricionais deste manual. Estes níveis são facilmente atin-
gidos ao utilizarmos na formulação bicarbonato de sódio,
carbonato de potássio e o sal comum. Também sugerimos
verificar o nível mínimo 0,4% de fósforo disponível nesta
mesma dieta. Ressalta-se que o uso de farinha de carne
nas formulações e o uso de ingredientes alternativos ao
farelo de soja, normalmente comprometem de forma ne-
gativa o equilíbrio eletrolítico da dieta.
TetâniaHipocalcêmica:ATetânia Hipocalcêmica refere-se
à paralisia e morte causadas por uma depleção de cálcio
na corrente sangüínea. As aves começam a ficar ofegan-
tes, depois letárgicas e imóveis antes de morrer. O início
da doença é geralmente repentino com rápida evolução
até a morte. A Tetânia Hipocalcêmica é comum em lotes
não uniformes que são alimentados com dietas ricas em
cálcio nas semanas que precedem o início da postura. Por
isto sugerimos o uso de uma dieta pré postura do início
da 20a
semana até o primeiro ovo, com no máximo 1,5%
de cálcio. Para maiores detalhes, veja o Aviagen Tecno-
logia de Maio/2002 (“Prevenção e Tratamento da Tetânia
Hipocalcênica em Matrizes de Corte”).
PROGRAMA DE MONITORAMENTO
DA SAÚDE DAS AVES
OBJETIVOS
Confirmar a ausência de patógenos específicos que pos-
sam afetar a saúde, o bem-estar e desempenho reprodu-
tivo das aves e de seus descendentes.
Identificar precocemente a presença de doenças, de
modo que se possam introduzir medidas de controle para
minimizar os efeitos prejudiciais, tanto ao lote de matrizes,
quanto aos seus descendentes.
SALMONELA
A Salmonella pullorum e a S. gallinarum, patógenos
específicos de aves, são monitoradas pela pesquisa de
anticorpos específicos no sangue por meio de testes de
aglutinação rádida. O teste pode ser realizado tanto na
granja, usando o próprio sangue, quanto no laboratório,
com o soro do sangue.
A presença de outras espécies de salmonelas, além das
S. pullorum e a S. gallinarum, é usualmente detectada
por meio de análises bacteriológicas na própria ave, em
amostras de meio ambiente e no próprio produto (pintos
de 1 dia) coletados no incubatório. Essas salmonelas
podem afetar tanto as aves como o homem (causando as
zoonoses).ASalmonella enteritidis e a S. typhimurium são
de particular importância, pois podem ser verticalmente
transmitidas para os descendentes das matrizes e causar
sérias infecções alimentares no homem.
Entretanto, atualmente existem testes de ELISA (imuno-
enzimático) específicos que podem, assim como o teste
de aglutinação rápida para S. pullorum e S. gallinarum,
detectar anticorpos específicos no soro das aves. Aves de
descarte, suabes de cloaca, fezes cecais frescas, cama
do aviário, suabes de arrasto e suabes de pó do meio am-
biente são os principais tipos de amostras que devem ser
usados para monitorar a presença de salmonela nos lotes
de matrizes. As amostras a serem tomadas no incubatório
incluem pintos mortos no ovo, pintos refugos/ruins, papel
das bandejas do nascedouro (quando disponíveis), forro
das caixas de transporte de pintos de 1 dia e penugem
dos nascedouros.
Essas amostras podem ser agrupadas, formando um
conjunto no qual amostragens de um único tipo podem ser
misturadas e transformadas em uma única amostra, para
facilitar processamento e análise no laboratório.
Seção 4: Requerimentos Ambientais Específicos
68
MICOPLASMOSES
Amostras de sangue tomadas dos lotes de matrizes devem
ser rotineiramente monitoradas por meio de um teste de
soro aglutinação rápida específico e/ou testes comerciais
de ELISA para detectar a presença de anticorpos contra
Mycoplasma gallisepticum e M. synoviae e/ou testes de
PCR (Polymerase Chain Reaction) que detectam partes
específicas da genoma destas bactérias em amostras de
suabe traqueal.
SÍNDROME DA QUEDA DA POSTURA 1976 (EDS`76)
Quando houver necessidade de que o lote de matrizes esteja
livre da presença de EDS, testes de Inibição da Hemoaglu-
tinação e/ou testes comerciais de ELISA pode ser usados
para monitoramento das aves. Quando a água de bebida
das aves é retirada de represas ou de açudes aos quais
aves aquáticas silvestres têm acesso, é importante utilizar
um programa de desinfecção dessa água.
OUTRAS DOENÇAS
O monitoramento sorológico para a detecção de outras
doenças pode ser realizado tanto eventualmente, como
com maior freqüência, quando ocorrerem sinais clínicos
e/ou uma queda na produção, para confirmar a presença
de uma doença específica. Esse tipo de monitoramen-
to sorológico pode incluir, inclusive, aqueles lotes que
tenham sido previamente vacinados para a verificação
da presença de um tipo de anticorpos maior do que o
normalmente esperado em um lote vacinado. Exemplos
disso são a Doença de Newcastle, a Bronquite Infecciosa
e a Rinotraqueíte Aviária.
AMOSTRAGEM PARA O MONITORAMENTO DA PRESENÇA
DE DOENÇAS
No monitoramento da grande maioria das doenças em
uma determinada população de aves, o objetivo deve ser
detectar uma prevalência da doença de 5%, com 95%
de segurança de que uma ou mais aves positivas serão
detectadas. Para os tamanhos de população, que são
normalmente utilizados em lotes de matrizes (acima de
500 aves), uma amostra mínima de aproximadamente 60
aves deve ser tomada para o monitoramento do lote. De
modo geral, um monitoramento mais abrangente é reali-
zado quando o lote atinge a idade de 140 -154 dias (20-22
semanas), especialmente para micoplasmas e salmonelas.
Normalmente, 10% do lote ou um número mínimo de 100
aves são testadas naquela idade crítica. A freqüência dos
testes vai variar de acordo com a doença específica e/ou
com as exigências do mercado regional.
LEGISLAÇÃO NACIONAL
No Brasil hoje, o controle da saúde dos rebanhos avícolas
comerciais, para alguns patógenos específicos é feito sob
uma legislação nacional específica intitulada ‘’Programa
Nacional de Sanidade Avícola (PNSA)’’. Detalhes desta
legislação podem ser facilmente obtidos nos escritórios
regionais do Ministério da Agricultura, Pecuárria e Abas-
tecimento (MAPA).
MONITORAMENTO DA EFICÁCIA DOS PROGRAMAS
DE VACINAÇÃO
OBJETIVO
Monitorar a eficácia dos programas de vacinação por meio
de sorologias para mensuração dos títulos de anticorpos,
realizados ao longo de toda a vida do lote.
PROCEDIMENTO
A eficiência do monitoramento dos programas de vacina-
ção é muito importante, porque as vacinações induzem
tanto a uma proteção ativa às aves, como a uma proteção
passiva, que é passada para os descendentes por meio
dos anticorpos maternais.
O monitoramento é realizado por meio da medida dos
níveis de um anticorpo específico em aves individuais,
bem como por meio da variação da resposta imunológica
dentro do grupo de aves amostradas. Geralmente, um
número mínimo de 20 amostras de sangue é tomado
para a realização dos vários testes quantitativos dispo-
níveis, incluindo a Inibição da Hemoaglutinação, teste de
difusão em agar-gel e testes comerciais ELISA. Os testes
ELISA são indicados por terem uma maior sensibilidade,
especificidade e repetibilidade, além de serem facilmente
automatizados, o que permite uma maior eficiência das
sorologias realizadas no laboratório.
Sorologia de rotina (logo após o início da postura), após a
administraçãodavacinainativadaintramuscularpodepermitir
uma boa estimativa da imunidade passiva, que será transmi-
tida à progênie, durante todo o período da postura. Reações
cruzadas na sorologia para micoplasma são freqüentemente
vistasemamostrastomadasemtornode2a3semanasapós
a administração da vacina inativada intramuscular. Portanto,
esse tipo de sorologia deve ser evitado nessa época.
Índice Pág.
Apêndice 1: 70
Registros
Apêndice 2: 71
Tabelas de Conversão
Apêndice 3: 73
Objetivos Críticos de Acordo com a Idade
Apêndice 4: 74
Solução de Problemas de Incubação e suas Possíveis Causas
Apêndice 5: 75
Problemas Causados por Deficiência de Vitaminas
Apêndice 6: 76
Taxas de Ventilação
Apêndice 7: 77
Informações Úteis de Manejo
Apêndices
Apêndices
70
Registros anotados e comparados com os alvos de des-
empenho constituem uma ajuda essencial ao manejo. Os
registros necessários são os seguintes :
RECRIA
Linhagem
Número de aves alojadas
Área de piso e densidade de alojamento
Data de nascimento
Ração/ave - semanal e acumulada
Mortalidade - semanal e acumulada
Peso corporal médio, CV , uniformidade e idade à pesa-
gem
Temperaturas - mínima e máxima diária
Consumo diário de água
POSTURA
Linhagem
Número de aves alojadas
Área de piso e densidade de alojamento
Produção de ovos - diária, semanal e acumulada por
fêmea
Ovos incubáveis - produção diária, semanal e acumulada
por fêmea
Ração/ave - diária e acumulada
Peso corporal médio - macho e fêmea - semanal
Peso médio do ovo - diário e semanal
Massa do ovo - diário e semanal
Mortalidade - macho e fêmea
Infertilidade - eclosão dos ovos férteis - % de pintos de
primeira qualidade
Temperaturas do aviário - externa e interna
Temperatura ambiente - mínima e máxima
Consumo diário de água
MANEJOS EM GERAL
Programa de Luz
Vacinação - data, dosagem e duração
Medicações - data, dosagem, tipo e duração
Visitas veterinárias - data e relatório veterinário
Desinfecção - produtos utilizados na limpeza e índice de
contaminacão pós desinfeccção
Equipamentos - índices de defeitos
PADRÕES A SEREM OBSERVADOS
Peso corporal semanal - macho e fêmea
Produção de ovos - número e peso
Produção de ovos incubáveis
Eclodibilidade e infertilidade
Peso e massa do ovo - semanal
APÊNDICE 2: TABELAS DE CONVERSÃOAPÊNDICE 1: REGISTROS
Apêndices
71
COMPRIMENTO
1 metro (m) = 3,281 pés
1 pé = 0,305 metros (m)
1 centímetro (cm) = 0,394 polegadas
1 polegada = 2,54 centímetros (cm)
ÁREA
1 metro quadrado (m2
) = 10,76 pés quadrados
1 pé quadrado = 0,093 metros quadrados (m2
)
VOLUME
1 litro (l) = 0,22 galões
1 galão = 4,54 litros (l)
1 galão = 1,2 galões americanos (USA)
1 metro cúbico (m3
) = 35,31 pés cúbicos
1 pé cúbico = 0,028 metros cúbicos (m3
)
PESO
1 quilograma (kg) = 2,205 libras
1 libra = 0,454 quilogramas (Kg)
1 grama (g) = 0,035 onças (oz)
1 onça (oz) = 28,35 gramas (g)
ENERGIA
1 caloria (cal) = 4,18 joules (J)
1 Joule (J) = 0,239 calorias (cal)
1 quilocaloria por quilograma (kcal/Kg)
=4,18Megajoulesporquilograma
(MJ/Kg)
1 Megajoule por quilograma (MJ/Kg)
= 108 calorias por libra
1 Joule (J) = 0,735 pés de libra
1 pé de libra = 1,36 Joules (J)
1 Joule (J) = 0,00095 Unidades Térmicas
Britânicas (UTB)
1 Unidade Térmica Britânica (UTB) = 1055 joules (J)
PRESSÃO
1 Newton por metro quadrado ou Pascal (N/m2
)
= 0,000145 libras por polegada quadrada
1 libra por polegada quadrada (psi)
= 6895 Newtons por metro quadrado ou Pascal (N/m2
)
DENSIDADE
1 pé quadrado por ave
= 10,76 aves por metro quadrado (ave/m2
).
1 ave por metro quadrado (ave/m2
)
= 10,76 pés quadrados por ave
5 aves por metro quadrado (ave/m2
)
= 2,15 pés quadrados por ave
7 aves por metro quadrado (ave/m2
)
= 1,54 pés quadrados por ave
1 quilograma por metro quadrado
= 0,205 libras por pé quadrado
1 libra por pé quadrado
= 4,878 quilogramas por metro quadrado (Kg/m2
)
TEMPERATURA
Temperatura (°C) = 5/9 (Temperatura em °F - 32)
Temperatura (°F) = 32 + 9/5 (Temperatura °C)
APÊNDICE 2: TABELAS DE CONVERSÃOAPÊNDICE 2: TABELAS DE CONVERSÃO
Apêndices
72
VENTILAÇÃO
1 C.F.M. (ft3/m) = 1,699 C.M.H. (m3
/h)
1 C.M.H. = 0,589 C.F.M. (ft3
/m)
C.M.H. = metros cúbicos por hora
C.F.M. = pés cúbicos por horas
ISOLAMENTO
O valor U medido em Watts por metro quadrado por graus
centígrados (W/m2
/°C).
LUZ
1 pé vela = 10,76 lux
Uma fórmula simples para calcular o número de lâmpadas
necessárias para um aviário é o seguinte:
Número de lâmpadas =
área de piso (m2
) x máximo de luz necessário
Watts de lâmpada x fator K
Fator K depende dos watts da lâmpada, como segue:
*Essa fórmula é para bulbos de tungstênio a uma altura
de 2 metros do nível das aves. Lâmpadas fluorescentes
fornecem 3 a 5 vezes mais o número de lux por watts que
as lâmpadas de tungstênio.
Apêndices
73
APÊNDICE 3: OBJETIVOS CRÍTICOS DE ACORDO COM A IDADE
Visando alcaçar o máximo de pintos por fêmeas alojada, é essencial entender os requerimentos das matrizes em cada
estágio de sua vida. Os objetivos críticos em cada idade das matrizes estão resumidos abaixo:
Apêndices
74
APÊNDICE 4: SOLUÇÃO DE PROBLEMAS DE INCUBAÇÃO E SUAS POSSÍVEIS CAUSAS
Apêndices
75
APÊNDICE 5: PROBLEMAS CAUSADOS POR DEFICIÊNCIA DE VITAMINAS
Apêndices
76
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APÊNDICE 7: iNFORMAÇÕES ÚTEIS DE MANEJOAPÊNDICE 6: TAXAS DE VENTILAÇÃO
Apêndices
77
APÊNDICE 7: INFORMAÇÕES ÚTEIS DE MANEJO
154 - 161 22
Pendular 1/80 1/60
Para maiores detalhes, veja página 40
Para maiores detalhes, veja página 26
Para maiores detalhes, veja página 42
Para maiores detalhes, veja página 42
Apêndices
78
-
-
-
-
-
49
50
51
54
54
55
55
57
58
59
59
64
71
72
ÍNDICE DE TABELAS
Apêndices
79
32
51
52
53
15 Bloqueio do acesso dos machos ao comedouro das fêmeas
Esfriamento a base de cortinas úmids em galpões com ambiente controlado
-
íNDICE DE DIAGRAMAS

Manual de Manejo de Matrizes Ross

  • 1.
    Manual de Manejode Matrizes 2008Edição Atualizada
  • 2.
    PREFÁCIO Manual O objetivo destemanual é contribuir com informações técnicas ao corpo do- cente de universidades e técnicos de granjas de matrizes que trabalham com a linhagem Ross para obter o mais elevado desempenho de seus lotes. Não pretendemos fornecer informações definitivas sobre todos ou cada um dos as- pectos do manejo de matrizes, mas chamar a atenção a respeito dos aspectos importantes que possam afetar o desempenho das aves. Considerando que as técnicas de manejo contidas neste manual são mais apropriadas para se alcançar um desempenho consistente na manutenção da saúde e bem-estar das aves, e que esta é a melhor informação disponível até o presente momento, o efeito da utilização destas técnicas pode, entretanto, não ser garantido, uma vez que o desempenho pode ser substancialmente afetado por vários fatores. Desempenho São muito os fatores que podem afetar o desempenho, tais como o manejo das matrizes, seu estado de saúde, as condições da granja, condições climáticas, entre outros.As metas contidas neste manual indicam os níveis de desempenho que podem ser alcançados sob boas condições ambientais e de manejo. Variações de desempenho podem ocorrer devido a diversas causas, entre as quais, a forma física, composição, níveis de energia dos alimentos e temperatura ambiente do aviário. As informações apresentadas neste manual não devem ser consideradas como especifícações e sim “objetivos a alcançar”. Departamento de Serviços Técnicos - Marketing Para mais informações sobre como adquirir e manejar matrizes Ross, favor comunicar-se com o Departamento de Serviços Técnicos da Aviagen. Aviagen do Brasil Rua Dr. Emílio Ribas, 174 - 4º Andar CEP: 13.025-140 - Campinas, SP Fone: (19) 3303 7071 Fax: (19) 3303 7080 E-mail: contato@aviagen.com www.aviagen.com.br Edição: Agosto/2008 Produção e Editoração: Um Design (19) 3252-2074 Campinas - SP
  • 3.
    INTRODUÇÃO A Aviagen respondepelo produto Ross, seleciona- do para obter tanto nas matrizes quanto nos fran- gos características que atendam às necessidades de diferentes setores, como o dos produtores de pintos de corte, frangos e o dos abatedouros. O genótipo Ross têm sido selecionado para produ- zir a máxima quantidade de pintos viáveis, combi- nando um nível elevado de postura, incubabilidade e fertilidade. Isso, associado à linha macho de rápido crescimento, resulta em um frango de boa eficiência alimentar, alto rendimento e com qualidade superior para produção de carne. O programa de seleção previlegia as aves mais vigorosas, com pernas fortes e alta resistência do aparelho cardio-vascular. Os frangos são desenvolvidos para ter alto rendi- mento de carcaça, alta produção de carne e um baixo número de carcaças depreciadas. O frango Ross tem um crescimento muito rápido, com conversão alimentar excepcional e um alto rendimento de carne, satisfazendo as necessidades dos produtores que necessitam versatilidade de pro- duto, como frango inteiro, cortes e processados. Neste manual apresentamos um resumo das melhores práticas para o manejo dos lotes de reprodutoras Ross, o qual está direcionado a pro- dutores que necessitem alto número de pintos de corte (sexados) e que atendam a diversos tipos de segmentos com o produto final. As integrações por todo o mundo preferem o frango Ross, pois ele oferece maior valor agregado em todos os aspectos de seus negócios. COMO USAR ESTE MANUAL COMO ENCONTRAR UM TÓPICO Nas extremidades do manual aparecem indica- dores impressos que indicam ao leitor a seção e tópico que está lendo. O índice que aparece na página seguinte mostra o título de cada seção e sub-seção. PONTOS-CHAVE Em locais apropriados, pontos-chave foram incluídos para dar ênfase aos aspectos importantes do manejo. Eles são evidenciados com um visto azul na margem esquerda do texto. PONTOS IMPORTANTES FORAM ENFATIZA- DOS COM ESTE SINAL E EM NEGRITO. OBJETIVOS DE DESEMPENHO Os objetivos de desempenho encontram-se em um encarte anexo a este manual. Desse modo, a sua atualização periódica torna-se possível sem alteração do manual. ESPECIFICAÇÕES NUTRICIONAIS As especificações nutricionais também encontram- se em um encarte anexo a este manual. Desse modo, a sua atualização periódica torna-se possível sem alteração do manual.
  • 5.
    Índice Pág. Cria 6 Controlede Peso Corporal e Alimentação 11 Medida de Peso Corporal e Uniformidade 12 Controle de Alimentação para Manejo do Peso Corporal 15 Classificação para Atingir a Uniformidade das Fêmeas 17 Classificação para Atingira Uniformidade dos Machos 19 Manejos Específicos Requeridos para Machos e Fêmeas 20 Seção 1 Recria 0 - 98 dias (0 - 14 semanas)
  • 6.
    6 Seção 1: Recria0 a 98 dias (0 a 14 semanas) CRIA OBJETIVOS Assegurar uma progressão de crescimento forte, de um a sete dias, para atingir o peso corporal padrão e assegurar que seja mantida a curva de crescimento contínua até vinte e oito dias (4 semanas). Conseguir o sucesso do lote a partir do primeiro dia de vida, desenvolver o apetite, promover um bom em- penamento e manter a uniformidade dentro do lote. PRINCÍPIOS Fornecer para os pintos temperatura correta, umidade relativa recomendada, ração e água de boa qualidade e densidade apropriada. Os altos níveis de desempenho no período de postura estão na dependência de altos padrões de manejo nos primeiros estágios da vida das aves. PROCESSAMENTO DOS PINTOS Os procedimentos realizados no lote, tanto no incubatório quanto na granja nos primeiros dias de vida, têm interferên- cia direta no bem-estar dos pintos. Esses procedimentos incluem corte da crista, corte dos dedos ou da espora dos machos e debicagem de fêmeas e machos.Anecessidade de qualquer um desses procedimentos deve ser revisada freqüentemente e estes devem ser específicos para cada lote. PROCESSAMENTO DE MACHOS MATRIZES NO INCUBATÓRIO Para prevenir lesões nas fêmeas durante o acasalamento, recomenda-se a remoção da unha do dedo posterior de cada pé do pinto macho e cauterização da espora no incubatório. O corte da crista não é recomendado. A presença de machos com crista intacta torna a alimentação separada por sexo mais efetiva e mais precoce. Isso também ajudará a manter a fertilidade em lotes mais velhos. As cristas intactas são, contudo, mais susceptíveis a lesões causadas pelo equipa- mento e por brigas. DEBICAGEM Normalmente as aves são debicadas entre cinco e sete dias de idade usando-se para tal um debicador de pre- cisão. É recomendável que os pintos estejam confortáveis e sejam alimentados antes da debicagem. A debicagem requer alto nível de habilidade, concentração e precisão e deve ser sempre feita por pessoal treinado. O objetivo deve ser sempre o de remover a mínima quantidade do bico, minimizando o estresse dos pintos. A troca da lâmina do debicador deve ser feita a cada 5.000 pintos. DEVE-SE TER MUITO CUIDADO PARA A OBTENÇÃO UMA PERFEITA CAUTERIZAÇÃO DURANTE O PROCESSO DE DEBICAGEM, PARA REDUZIR A POSSIBILIDADE DE INFECÇÃO. O fornecimento de suplemento vitamínico na água por um breve período, antes e depois da debicagem, ajudará o processo de cicatrização. É essencial que somente pessoal treinado e equipamento correto sejam empregados na debicagem; e isso deve ser feito sob a orientação de um técnico habilitado. PREPARO DO AVIÁRIO Os aviários e equipamentos devem estar limpos, desinfeta- dos e montados em tempo hábil para que as campânulas possam ser ligadas e a temperatura atinja o nível desejável 24 horas antes da chegada dos pintos (veja também Hi- giene e Saúde dasAves, Seção 4, pág. 60).Atemperatura deve ser tomada à altura dos pintos. Se o tempo não for suficiente para que a temperatura do piso atinja a tempe- ratura do aviário, há o perigo de os pintos passarem frio. O comportamento dos pintos é o mais importante indicador de temperatura. O responsável pelo manejo (tratador) tem que estar atento às mudanças no comportamento dos pintos. Cama nova deve ser colocada numa espessura de 10 cm, exceto se a alimentação no chão for praticada. Nesse caso, a espessura da cama não deve ultrapassar 4 cm. O excesso de cama pode criar um problema de afundamento levando alguns pintos a enterrarem-se na mesma. Aúnica iluminação artificial necessária no aviário será a do local dos círculos, que podem ser de 4 a 5 m de diâmetro para 1.500 pintos. A luz artificial deve ser brilhante de 80 - 100 lux. O restante do aviário pode estar escurecido ou fracamente iluminado. A área iluminada do aviário deve ser aumentada na proporção da área ocupada. Para as primeiras 48 horas, a iluminação deve ser contínua, dependendo da condição e comportamento dos pintos. Em seguida um programa de iluminação designado para controlar o desenvolvimento físico e maturidade do lote deve ser adotado. (Veja Iluminação, seção 4, pág 49)
  • 7.
    0 a 98dias (0 a 14 semanas) Seção 1: Recria 7 0 a 98 dias (0 a 14 semanas) Seção 1: Recria PREPARO DA ÁREA DE CRIA A localização da área de cria (círculo de proteção) no centro do aviário facilita uma distribuição uniforme dos pintos. Esse princípio se aplica a sistemas de aquecimento com campânulas ou aquecimento central. O desenho de um típico círculo de proteção para 1.000 pintos com 1 dia de idade é mostrado no Diagrama 1. A montagem dos círculos deve ser planejada de forma que pintos obtidos de lotes de avós de diferentes idades sejam alojados se- paradamente. Pintos produzidos por lotes de avós jovens terão maior oportunidade de atingir o peso médio do lote se mantidos separados nos primeiros 14 - 21 dias (2 - 3 semanas). Recomenda-se, nessa época, destinar áreas para se fazer a classificação (seleção) das aves. Logo após sua chegada os pintos devem ser imediatamente distribuídos nos círculos de proteção. Nunca se deve colocar todos os pintos dentro de um mesmo círculo. As caixas de pintos vazias devem ser removidas do aviário e destruídas o mais rápido possível. Deve-se tomar muito cuidado para que um número igual de pintos seja distribuído em cada círculo. Na chegada à granja, os pintos necessitam de água e ração fresca. Deve-se permitir um período de adaptação de no máximo 1 - 2 horas após o alojamento dos pintos e, en- tão, estes devem ser alimentados. A quantidade de ração fornecida diariamente deve ser o suficiente para consumo em um dia, de modo a se evitar problemas associados à ração envelhecida. Pequenas quantidades de alimento devem ser fornecidas freqüentemente (isto é, 5 - 6 vezes por dia) para estimular o consumo. Quando os círculos forem sendo abertos, o restante da iluminação artificial deverá ser ligada para acompanhar estas novas áreas. TEMPERATURA DURANTE A CRIA O ambiente do aviário deve ter a mesma temperatura dos círculos 24 horas antes da chegada dos pintos. CRIA EM SISTEMA DE AQUECIMENTO COM CÍRCULOS DE PROTEÇÃO A temperatura inicial sob as campânulas deve ser de 29 - 31ºC. Depois disso, a temperatura sob as campâ- nulas deve ser reduzida em média de 0,2 - 0,3ºC por dia (Veja tabela 1). A temperatura inicial do aviário deve ser de 25 - 27ºC e deve ser reduzida em linha com a temperatura da cam- pânula até atingir a temperatura final do aviário de 20 - 22ºC aos 24 - 27 dias. O diagrama 2 ilustra o gradiente de temperatura em um aviário com campânulas. O comportamento dos pintos deve ser contínua e cuidadosa- mente observado durante todo o período de cria, porque ele é o melhor indicador da temperatura correta (Veja Diagrama 3). Termômetros devem ser colocados na altura dos pintos por todo o aviário. A distribuição irregular dos pintos dentro dos círculos é um indicador de temperaturas incorretas.
  • 8.
    8 Seção 1: Recria0 a 98 dias (0 a 14 semanas) Círculos de proteção devem ser usados para controlar a movimentação dos pintos. A área dos círculos deve ser gradativamente aumentada a partir de 3 dias de idade até 5 - 7 dias, quando os círculos devem ser removidos. CRIA EM SISTEMA DE AQUECIMENTO CENTRAL OU TÚNEL Nos casos em que o sistema de aquecimento central ou túnel é utilizado, a temperatura inicial de cria à altura dos pintos deve ser de 29 - 31ºC. A temperatura do aviário deve ser reduzida gradativamente, em resposta ao com- portamento e condições das aves, até atingir a temperatura estável de 21ºC, aos 24 dias (Veja Tabela 1). Neste sistema é mais difícil usar o comportamento dos pintos como um indicador de conforto térmico, em função de que não se têm pontos de aquecimento definidos. Freqüentemente o barulho feito pelas aves pode ser a única indicação de estresse. Os pintos, dada a oportu- nidade, aglomerar-se-ão em áreas onde a temperatura é mais próxima de seu requerimento. Alguns cuidados são necessários na interpretação do comportamento dos pintos. Eles podem aglomerar-se em uma área do aviário, porque o resto do aviário está muito quente. Geralmente, a boa distribuição dos pintos significa que a temperatura é satisfatória. BARULHO EXCESSIVO DOS PINTOS É UM SINAL DE DESCONFORTO TÉRMICO. SE OS PINTOS SOFREREM DESCONFORTO TÉRMICO NOS PRIMEIROS DIAS, ESTES NÃO TERÃO UM BOM COMEÇO. A INGESTÃO DE ALIMENTO E O DESENVOLVIMENTO PRECOCE SERÃO PREJUDICADOS E O EMPENAMENTO SERÁ IRREGULAR E LENTO. ALTAS TEMPERATURAS Sob condições de alta temperatura ambiental, a aclima- tação capacitará as aves a viver bem sob temperaturas de operação (veja abaixo a definição) acima de 28 - 30ºC, considerando-se a densidade, a velocidade do ar/venti- lação e a umidade. Sistemas de refrigeração evaporativos, nebulização de alta pressão e/ou operação de ventiladores dentro dos aviários, são usados para redução da tem- peratura do aviário. Em galpões com as laterais abertas com cortinas em áreas de altas flutuações de temperatura diárias, surgem situações em que a temperatura de cria pode ultrapassar a faixa dada na tabela 1. Em tais casos é aceitável a redução da temperatura em 0,5 - 0,8ºC por dia de 1 - 10 dias. Entretanto, de 11 - 21 dias, a redução diária deve ser limitada a 0,3ºC. TEMPERATURA DE OPERAÇÃO A temperatura de operação é definida como a tempe- ratura mínima do aviário mais 2/3 da diferença entre as temperaturas mínima e máxima do aviário. Este conceito é muito importante onde ocorrem flutuações significativas de temperaturas diárias. Veja o exemplo abaixo: Ex.: Temperatura mínima do aviário: 16ºC Temperatura máxima do aviário: 28ºC Temperatura de operação = [ (28-16) x 2 /3 ] + 16 = 24ºC UMIDADE RELATIVA A umidade relativa do ar na incubadora, no final do processo de incubação, será alta (i.e. 90%). Aviários com aquecimento central, especialmente aqueles onde bebedouros nipple são usados, podem ter umidade tão baixa quanto 25%. Aviários mais tradicionais equipados com campânulas e superfícies de água abertas em be- bedouros pendulares (tipo sino) apresentam níveis muito
  • 9.
    0 a 98dias (0 a 14 semanas) Seção 1: Recria 9 0 a 98 dias (0 a 14 semanas) Seção 1: Recria mais elevados de umidade relativa, geralmente acima de 50%. Para minimizar a desidratação dos pintos, o nível de umidade relativa para os primeiros 3 - 4 dias deve ser de no mínimo 70%. Após este período crítico, a umidade relativa variando entre 50 - 60% é aceitável. Se o aviário for equipado com nebulizadores para resfria- mento nos períodos de altas temperaturas do verão, esses podem ser usados para elevar a umidade relativa aos níveis desejados para o alojamento. Se não, a colocação de recipientes com água, em frente aos aquecedores, propiciará níveis de umidade relativa entre 70 - 80%. Pintos mantidos sob níveis de umidade relativa apropriados são menos susceptíveis à desidratação e, geralmente, têm um início de vida melhor e mais uniforme. UMIDADE ABAIXO DE 50% DURANTE O PERÍODO DE CRIA TEM EFEITO ADVERSO SIGNIFICATIVO SOBRE O CRESCIMENTO, DESENVOLVIMENTO, VIABILIDADE E UNIFORMIDADE DO LOTE. DENSIDADE 0 A 28 DIAS (0 A 4 SEMANAS) O espaço útil de piso para as aves deve ser aumentado progressivamente de tal forma que, aos 28 dias (4 sema- nas), as aves estejam sob densidade de 7 - 10 aves/ m2 . ESPAÇO DE COMEDOURO E BEBEDOURO Para os primeiros 2 - 3 dias de vida recomenda-se 5 cm de espaço de comedouro (calha) por ave ou 1 comedouro inicial para 80 aves. O primeiro fornecimento de alimento deve ser feito em bandejas de alimentação ou em papéis, ocupando 25% da área de cria. Os 5 cm de espaço de comedouro são adequados até 35 dias, 10 cm até 70 diase,apósisso,15cm poraveserãonecessários.Diferentessistemasdealimentação e quantidade de ração a ser fornecida são discutidos mais detalhadamenteemControledePesoCorporaleAlimentação (pág. 11). É recomendável oferecer alimento triturado ou farelado nos primeiros 21 dias (3 semanas). Se houver disponibilidade de mais de uma linha de comedouro dotipocalha,entãoascalhasdevemseroperadasemdireções opostas. O tempo de distribuição de ração pode ser reduzido pela colocação de uma caçamba suplementar contendo ração suficienteparaenchermetadedascalhas,nametadedopercur- sodeumavoltadocomedouro.Aquantidadederação,otempo de distribuição e o tempo de consumo devem ser monitorados rotineiramente, em vários pontos do comedouro. A água é um nutriente essencial para o crescimento e de- senvolvimento.As aves devem ter acesso ilimitado à água. Espaço adequado de bebedouros para 1000 pintos de um dia é fornecido por 6 bebedouros padrão tipo sino, cada um com 40 cm de diâmetro, mais 12 bebedouros infantis. Os bebedouros devem ser posicionados estrategicamente para assegurar que os pintos não tenham que andar mais que 1 metro para ter acesso a água nas primeiras 24 horas. A água deve ser limpa e fresca. Sob temperaturas da fase de cria, bactérias podem multiplicar-se muito rapidamente em sistemas de bebedouros abertos. INTERAÇÃO ENTRE TEMPERATURA E UMIDADE Todos os animais perderão calor para o ambiente por evaporação da umidade do trato respiratório e através da pele. Em alta umidade relativa (UR), ocorrerá uma menor perda evaporativa aumentando a sua temperatura corporal. A temperatura sentida pelo animal é dependente da temperatura do bulbo seco e da umidade relativa. Uma elevada UR aumenta a temperatura aparente, em parti- cular a temperatura do bulbo seco, enquanto a UR baixa diminui a temperatura aparente.Atabela 1 de temperatura (página 7) assume uma variação de Umidade Relativa entre 60 e 70%. A tabela 2 mostra um padrão de temperatura em bulbo seco esperada para alcançar uma curva de temperatura alvo de acordo com a Umidade Relativa. As informações contidas na tabela 2 podem ser usadas em situações onde a UR varia do esperado (60 a 70%). VENTILAÇÃO Os pintos têm que ser mantidos sob temperatua correta com adequado suprimento de ar fresco. É uma boa prática estabelecer um sistema de ventilação mínima durante a cria. Isso renovaria o oxigênio e removeria o dióxido de carbono e gases venenosos produzidos pelos pintos e, possivelmente, pelo sistema de aquecimento. TEMPERATURA DO BULBO SECO REQUERIDA PARAALCANÇAR O ALVO DE TEMPERATURA APARENTE EQUIVALENTE A VARIAÇÃO DA UMIDADE RELATIVA. MÁ QUALIDADE DOAR DEVIDO À UMABAIXAVENTILAÇÃO DURANTE A CRIA PODE CAUSAR DANOS À SUPERFÍCIE DO PULMÃO, FAZENDO COM QUE A AVE SEJA MAIS SUS- CEPTÍVEL À DOENÇAS RESPIRATÓRIAS
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    10 Seção 1: Recria0 a 98 dias (0 a 14 semanas) Os bebedouros suplementares devem ser gradualmente substituídos a partir de 3 - 4 dias. A partir de 21 dias, o espaço de bebedouro deve ser:  Bebedouros automáticos pendulares (1/80 aves) ou de calha - 1,5 cm / ave  Nipple - um para cada 8 - 12 aves PONTOS-CHAVE Prepare, limpe e desinfete os aviários e equipamentos com boa antecedência à chegada dos pintos. Assegure-se que o aviário atinja a temperatura e umi- dade relativa corretas 24 horas antes da chegada dos pintos. Assegure-se que os pintos tenham acesso imediato a água e ração frescas. Use o comportamento dos pintos como um indicador satisfatório de temperatura da cria. Reponha ração freqüentemente durante o período de cria. Verifique e ajuste comedouros e bebedouros no mí- nimo seis vezes ao dia. SE ALGUMA ANORMALIDADE NO COMPORTAMENTO DOS PINTOS OCORRER OU SEAMORTALIDADE EXCEDERA0,5% EM 7 DIAS, ENTÃO TODOS OS FATORES DE MANEJO DEVEM SER REAVALIADOS O MAIS RAPIDAMENTE POSSÍVEL.
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    0 a 98dias (0 a 14 semanas) Seção 1: Recria 11 0 a 98 dias (0 a 14 semanas) Seção 1: Recria desenvolvimento volvimento de diferentes órgãos e tecidos, ocorrendo em seqüência de acordo com a idade da ave. Em cada fase de crescimento, o técnico tem que considerar o órgão ou tecido que está se desenvolvendo naquele momento. O Diagrama 6 indica as importantes considerações de manejo em cada idade e segue as fases de crescimento mostradas no Diagrama 5. Em resumo, o período de recria das matrizes de corte Ross pode ser dividido em estágios durante os quais os principais eventos fisiológicos são:  0 - 28 dias (0 - 4 semanas) - bom e uniforme desenvol- vimento dos tecidos corporais, órgãos internos, sistema imunológico, empenamento, esqueleto e apetite.  29 - 70 dias (4 - 10 semanas) - crescimento para atingir apropriado peso corporal, de acordo com a idade e com manutenção de boa uniformidade.  71 - 105 (10 - 15 semanas) - transição entre a fase de crescimento e de reprodução.  105 dias até inicio da postura (15 semanas até início da postura) - aves alcançam a maturidade sexual. As técnicas essenciais para um bom manejo de recria incluem medidas exatas de peso corporal, uniformidade, controle do arraçoamento para controle de peso corporal e classificação para controlar a uniformidade. CONTROLE DE PESO CORPORAL E ALIMENTAÇÃO OBJETIVOS Controlar o desenvolvimento das matrizes durante todo o período de recria para maximizar seu desempenho reprodutivo. Estabelecer e manter o peso corporal padrão por idade e uma boa uniformidade do lote por meio de cuidadoso controle do fornecimento e distribuição do alimento. PRINCÍPIOS As matrizes de corte Ross exibem, como os frangos, o mesmo potencial de crescimento rápido e ótima conver- são alimentar. Criar as matrizes Ross na curva padrão de peso permite que machos e fêmeas atinjam um ótimo desempenho e bem-estar. Para atingir os objetivos do período de recria, o técnico responsável pelo lote tem que criar as aves no padrão de peso de acordo com a idade, mantendo total controle por meio de cuidadosas amostragens de peso corporal e ajustes no fornecimento de alimento. Cuidadosa e apropriada classificação ajudará na obtenção de uma boa uniformidade. O Diagrama 5 mostra como as aves crescem em cada uma das fases, com desen-
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    12 Seção 1: Recria0 a 98 dias (0 a 14 semanas) MEDIDA DE PESO CORPORAL E UNIFORMIDADE OBJETIVOS Obter uma estimativa correta de peso corporal e a variabili- dade dentro de cada população, de tal forma que decisões adequadas possam ser tomadas sobre o fornecimento de alimento. AMOSTRAGEM DE PESO O crescimento e o desenvolvimento de um lote são ava- liados e controlados por meio de amostragens represen- tativas de aves e pela comparação dos resultados com o peso padrão para a idade. Vários tipos de balanças (i.e. precisão mínima de 20 g) estão disponíveis e podem ser utilizadas para pesar as aves. Balanças mecânicas convencionais ou digitais exigem trabalho mais intenso; registros dos pesos e os cálculos são feitos manualmente. Balanças automáticas, já disponíveis no mercado, registram os pesos das aves individualmente e os cálculos estatísticos do lote são feitos automaticamente. Ambos os tipos podem ser usados com sucesso, mas somente um deles deverá ser usado para pesagens repetidas de um mesmo lote. Todos os sistemas de medidas requerem calibragem e os pesos para aferí-las devem estar sempre disponíveis para se verificar a precisão da balança. Uma aferição deve ser feita no começo e no final de cada amostragem de peso. A amostragem de peso deve ser feita semanalmente, a partir do 1º dia de vida. Aos 0, 7 e 14 dias (0, 1 e 2 semanas) de idade,asamostragenspodemserfeitasemmassa,pesando- se de 10-20 aves por vez. A amostragem total não pode ser menorque5%dolote.Emlotesqueapresentaremproblemas precoces de crescimento, pesagens intermediárias devem ser feitas. A partir de 21 dias (3 semanas) de idade, as aves amos- tradas devem ser selecionadas aleatoriamente e pesadas individualmente. Grupos de cerca 50 aves por box devem ser separadas por meio de grades de arame e pesadas in- dividualmente. Todas as aves presas têm que ser pesadas para eliminar qualquer preferência seletiva. Se os boxes excederem a 1000 aves, duas amostragens de peso têm que ser feitas em diferentes pontos do box. As aves devem ser pesadas no mesmo dia da semana e no mesmo horário. O objetivo é obter, por meio de amostragens precisas, uma representação verdadeira do crescimento e desenvolvimento do lote. O peso de cada ave deve ser registrado numa ficha, a medida que as aves são pesadas (Veja Diagrama 7). Imediatamente após a pesagem, os seguintes parâmetros devem ser calculados: - Peso médio do lote - Variação de peso no lote - Distribuição de peso no lote - Uniformidade + ou - 10% . -% de coeficiente de variação (% CV)
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    0 a 98dias (0 a 14 semanas) Seção 1: Recria 13 0 a 98 dias (0 a 14 semanas) Seção 1: Recria
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    14 Seção 1: Recria0 a 98 dias (0 a 14 semanas) CALCULANDO O PESO MÉDIO Com base nos dados apresentados no Diagrama 7, calcu- lamos o peso médio seguindo os passos abaixo: a. pesagem individual de uma amostra significativa do lote e registro em formulário (5% do lote); b. contagem do número de aves pesadas (120 indiví- duos); c. multiplicação do número de indivíduos em cada faixa pelo peso da faixa; d. somar todos os valores de cada faixa ( = 64860 g); e. divisão do valor da soma pelo o número de indivíduos pesados ( 648120/120 = 540g) para obtenção do peso médio do lote. O peso médio deve ser marcado no gráfico de acordo com a idade e todas as decisões que impliquem em alterações nos níveis alimentares têm que estar baseadas no desvio do peso médio em relação ao peso padrão. CALCULANDO A UNIFORMIDADE Na prática, a uniformidade é calculada de duas maneiras: por estimativa de aproximadamente 10% sobre o peso médio e/ou pelo Coeficiente de Variação. UNIFORMIDADE APROXIMADA DE ± 10% Com base na amostragem do diagrama 7, calculamos esta uniformidade tomando o número de indivíduos que estiverem na faixa compreendida entre ± 10% do peso médio 540g (65 aves) e o dividimos pelo número total de indivíduos amostrados (120). Essa uniformidade é expres- sa em percentagem (65/120* 100 = 54,2%). COEFICIENTE DE VARIAÇÃO O coeficiente de variação (CV %) é um método matemático que expressa a uniformidade de um lote. O método preciso para o cálculo é demonstrado a seguir: Desvio padrão x 100= C V % Peso médio O desvio padrão pode ser calculado por calculadora cientí- fica ou balança eletrônica. Na ausência de uma calculadora científica, a seguinte fórmula simplificada pode ser usada para estimar a % CV. Variação de peso x 100 = CV% Peso médio * F A variação é definida como a diferença de peso entre a ave mais pesada e a ave mais leve. F é uma constante e depende do tamanho da amostragem. (Tabela 3). Apenas um método de cálculo deve ser usado durante todo o período de recria, porque os resultados numéricos obtidos serão ligeiramente diferentes, dependendo do método usado. Comparando-se os dois métodos descritos para se calcular uniformidade: %CV e uniformidade ± 10%. Acreditamos que % CV dê uma visão melhor de como está o lote, pois este leva em conta as aves muito leves e as aves muito pesadas, extremos da população de matrizes que reque- rem atenção e manejo especiais. Enquanto a uniformidade ± 10% apenas avalia o percentual de aves próximas do peso médio. ATabela 4 ilustra a relação aproximada entre % CV e o método tradicional de cálculo de uniformidade (± 10% do peso médio) em populações com distribuição normal de peso. CASO UMA AMOSTRAGEM DE PESO PRODUZA DADOS INCONSISTENTESEMRELAÇÃOÀSPESAGENSANTERIORES EÀSEXPECTATIVAS,UMASEGUNDAAMOSTRAGEMDEVESER FEITA IMEDIATAMENTE. ESTA SERVIRÁ PARA VERIFICAÇÃO DO RESULTADO ANTERIOR ANTES DE QUALQUER TOMADA DE DECISÃO, COM RELAÇÃO A VOLUME DE RAÇÃO A SER FORNECIDO AO LOTE. ALÉM DISSO, PODERÁ IDENTIFICAR PROBLEMAS ESPECÍFICOS COMO: QUANTIDADE DE ALIMENTO ERRADA, FALHAS NOS BEBEDOUROS, SALDO DE AVES INCORRETO, DOENÇAS, ETC.
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    0 a 98dias (0 a 14 semanas) Seção 1: Recria 15 0 a 98 dias (0 a 14 semanas) Seção 1: Recria PONTOS-CHAVE Inicie as pesagens semanais com 1 dia de idade e continue, semanalmente, no mínimo durante todo o período de recria. Pese individualmente as aves da amostragem, a partir de 3 semanas. Pese as aves sempre no mesmo dia da semana e no mesmo horário, durante todo o período de recria. Calcule o peso médio do lote e a uniformidade. Re- gistre e marque-os em um gráfico de peso corporal, de acordo com a idade. Calcule a quantidade de alimento a ser fornecida para as aves baseado-se no desvio do peso médio em relação ao peso padrão. Utilize o programa de alimentação apenas como um guia. CONTROLE DA ALIMENTAÇÃO PARA MANEJO DO PESO CORPORAL OBJETIVOS Alcançar o peso corporal padrão durante toda a vida da matriz.Assegurar o correto crescimento e desenvolvimen- to, permitindo as aves atingir maturidade sexual uniforme e coordenada, dentro e entre os sexos. Minimizar a variação de peso e estrutura corporal dentro do lote, criando aves de mais fácil manejo. PRINCÍPIOS As correções de peso corporal são atingidas por meio de ajustes no fornecimento do alimento. Esse fornecimento pode ser mantido ou aumentado, mas nunca diminuído du- rante o período de recria (em casos de erros na quantidade fornecida de alimento, a recomendaçao deve ser revista). Uma boa distribuição de alimento, que permita a todas as aves ter acesso ao alimento, ao mesmo tempo, é essencial, porque as aves estão sob restrição alimentar. A boa uniformidade é tão importante quanto atingir o peso corporal padrão. Um dos primeiros indicadores de problemas durante a recria é, freqüentemente, o declínio da uniformidade. Outro importante aspecto do crescimento uniforme é um bom desenvolvimento de esqueleto. O início da matu- ridade sexual depende da composição corporal. Lote com uniformidade de peso corporal, mas com tamanho de esqueleto variável terá composição corporal variável. Aves de tais lotes não responderão, de uma maneira uniforme, a mudanças no programa de luz e no manejo da alimentação. Recriar aves no peso corporal padrão e atingir a correta composição corporal são importantes fatores para se alcançar um crescimento precoce do esqueleto. CONTROLE DO FORNECIMENTO DE ALIMENTO PROCEDIMENTOS Todas as decisões a respeito do fornecimento de alimento devem ser baseadas no peso corporal médio do box, em relação ao padrão. O fornecimento de alimento pode ser mantido ou aumentado, mas nunca diminuído durante o período de recria. O equipamento de pesagem do alimento bem aferido é essencial para permitir o exato fornecimento de alimento para as aves. O espaço de comedouro adequado deve ser providenciado durante o período de recria, como mostrado na Tabela 5. Para manter uma boa uniformidade em lotes jovens, as aves devem ser alimentadas à vontade, por tempo sufi- ciente para atingir ou exceder o peso padrão aos 14 dias. Isso deve seguido por pequenos e regulares aumentos de ração, como mostrado na Tabela 6. Exemplo: Entre 1 e 21 dias de idade as aves não devem permanecer com a mesma quantidade de ração por mais de 4 dias. A quantidade diária de alimento deve ser registrada por ave, para monitoramento do consumo. A quantidade de alimento também deve ser monitorada para cada lote, levando-se em conta alterações no tamanho do lote. A disposição do comedouro deve ser tal, que cada cate- goria de aves possa ser alimentada de acordo com sua necessidade. O alimento deve ser distribuído para cada lote separadamente, no máximo em 3 minutos.
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    16 Seção 1: Recria0 a 98 dias (0 a 14 semanas) Equipamento Equipamento Como uma alternativa aos sistemas de comedouros con- vencionais, a alimentação no chão, com ração peletizada, pode oferecer certas vantagens. Essas incluem rapidez e uniformidade de distribuição do alimento, aumento na uniformidade do lote, melhoria da condição da cama e redução nos danos físicos das pernas. O alimento pode ser distribuído manualmente ou pelo uso de um sistema giratório suspenso. Como acontece com todos os sistemas e técnicas de alimentação, um alto grau de qualificação é requerido para permitir que todo o potencial da alimentação no chão possa ser atingido. Os seguintes pontos devem ser considerados quando a alimentação no chão for usada: - De 14 - 41 dias (2 - 6 semanas), a área de alimentação no chão deve ser gradualmente expandida com o uso de uma boa qualidade de peletes com diâmetro de 2,5 mm e comprimento de 3 - 4 mm; - A partir de 42 dias (6 semanas), peletes de boa qua- lidade com diâmetro de 4 mm e comprimento de 5 - 7 mm devem ser lançados manualmente ou pelo sistema giratório suspenso; - Mais luz para aviários escuros, isto é, 20 lux, deve ser usada durante o período de alimentação; - Aprofundidade da cama não deve exceder 4 cm; e uma boa condição de cama tem que ser mantida; - As aves deverão estar acostumadas com os comedou- ros a serem usados no período de postura até 140 dias (20 semanas) para minimizar o estresse da mudança de sistema de alimentação.As grades de exclusão somen- te deverão ser colocadas 3 dias após a transferência. O ideal é que as aves sejam alimentadas todos os dias. Contudo, situações aparecem, por uma variedade de razões, em que um volume de alimento não é compatível com a distribuição. O volume de alimento requerido pelas aves para assegurar a taxa de crescimento correta é muito pequeno para atingir a distribuição de alimento uniforme por todo o sistema de alimentação. O alimento tem que ser distribuído uniformemente para a manutenção do peso corporal e a uniformidade do lote. O diagrama 8 nos ajuda a escolher o melhor programa de alimentação para o lote. Nele estamos levando em consideração equipamentos (comedouro, aviários, etc) e manejo. Analisando o diagrama, verificamos que quanto melhor forem manejo e equipamento, mais próximos da alimentação diária devemos trabalhar. E para manejo ruim e equipamento deficiente, devemos trabalhar mais próximos do programa de alimentação “skip a day“. Os esquemas de alimentação mais frequentemente usa- dos (Tabela 7). PONTOS-CHAVE  Nunca diminua o fornecimento de ração durante a recria.  O fornecimento de alimento deve ser mantido ou aumentado.  Use equipamentos de pesagem de alimentos aferidos.  Dê às aves o correto espaço de comedouro.  Distribua o alimento em, no máximo, 3 minutos por lote.
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    0 a 98dias (0 a 14 semanas) Seção 1: Recria 17 0 a 98 dias (0 a 14 semanas) Seção 1: Recria CLASSIFICAÇÃO PARA ATINGIR A UNIFORMIDADE DAS FÊMEAS OBJETIVO Classificar o lote em duas ou três diferentes categorias de pesos corporais, entre 4 – 5 semanas de idade, para que o manejo de cada classe seja determinado durante o período de crescimento, o que resultará em uma boa uniformidade do lote. PRINCÍPIOS Um lote uniforme será mais fácil para manejar, porque a maioria das aves terão uma semelhante situação fisiológi- ca e responderão às mudanças em níveis de alimentação ou de luz, quando necessário. Um lote uniforme reagirá aos estímulos de alimentos, com bons resultados. Com um dia de vida, um lote exibe uma normal distribuição ( i.e. forma de sino) com baixo % CV. (Ver Diagrama 9). Aves em crescimento tem respostas diferentes a vacina- ção, doenças e competição pelo alimento, tendendo a um aumento de % CV. Conforme o lote cresce, há um aumento do número de aves pequenas, com peso inferior ao peso médio do lote, causando uma distribuição à esquerda do diagrama. As razões disso podem ser: baixa qualidade do pinto; inadequadas distribuição e qualidade do alimento, da temperatura, e da umidade; reação às vacinas, debicagem mal feita e doenças. Na seqüência, para melhorar a uniformidade do lote, as aves pequenas devem ser identificadas e pesadas separadamen- te. Todas as aves devem ser alimentadas para atingir o peso corporal padrão até 9 semanas. Ter um lote todo uniforme é melhor do que pequenos grupos uniformes. Se o tamanho dos boxes do aviário de produção forem maiores do que o do aviário de recria, as aves de diferentes categorias de peso serão misturadas, involuntariamente, após a transferência; por isso é muito importante que as aves sejam recriadas para atingir um mesmo peso corporal na época da transferência. PROCEDIMENTOS A seleção é mais bem conduzida quando o lote está entre 28 – 35 dias de idade, período em que geralmente a uniformida- de do lote se encontra com CV entre 10 –14 %. Geralmente a seleção não terá sucesso se for realizada antes dos 28 dias de idade. Se for feita após 35 dias (5 semanas) , o tempo para recuperar a uniformidade do lote será reduzido. Na maioria dos casos, a seleção é feita quando o CV do lote está próximo de 12%. Normalmente, no alojamento, um box vazio já é separado visando-se a seleção da quarta semana. Nomínimotrêsboxesemcadaaviáriodevemestardisponíveis para machos e fêmeas.Adisponibilidade de boxes móveis fa- cilitaoprocedimentodeseleçãodolote.Osucessodaseleção pode ser garantido pelos procedimentos que seguem: - Fazer uma amostragem significativa do lote, cerca de 10% das aves. - Registrar no formulário de pesagem o peso de todas as aves. - Para fêmeas com CV menor que 12 % apenas duas categorias de aves devem ser separadas (leve e pesa- da). Se o CV for maior que 12 %, 3 categorias devem ser separadas (leve, média e pesada). - Para os machos, sugerimos a separação em 3 categorias de peso, ficando cada uma delas com aproximadamente 33% das aves (leve, médio e pesado). - AporcentagemdeCVdevesercalculada.Opontodecorte deve ser estabelecido para estimativa da área necessária a cada categoria de peso. A tabela 8 indica os pontos de corte para 3 tipos de CV. Os pesos críticos para cada lote podem ser estimados no diagrama 10. - O CV pós-seleção de cada categoria pode ser estima- do com a amostra de peso tomada para a seleção. O objetivo é alcançar um CV de 8% ou menos, para que a uniformidade entre as categorias permaneça estável e a resposta seja prevista.
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    18 Seção 1: Recria0 a 98 dias (0 a 14 semanas) Após o estabelecimento do ponto de corte é possível estimar a densidade de cada categoria e determinar o tamanho dos boxes. Todas as aves devem ser manejadas e colocadas em suas respectivas categorias. É recomendado, para ga- rantir o bom resultado da seleção, que todas as aves sejam pesadas durante o processo. As que estiverem próximas, na linha de corte, deverão ser alocadas na categoria da % de CV mais baixo. A classificação é feita mais eficientemente com 3 ou 4 ba- lanças (equipes). É importante que as aves sejam contadas e que as quantidades de alimento sejam corretas. As den- sidades por box, os espaços de comedouro e bebedouro deverão ser rotineiramente ajustados ao se movimentarem as divisórias (tamanho dos boxes). É muito importante checar espaço de comedouro, rapidez e uniformidade na distribuição da ração. Cada categoria deverá ser repesada após o procedimento de seleção para confirmar a média do peso corporal e a uniformidade projetadas para ajuste da quantidade de alimento. MANEJO PÓS-CLASSIFICAÇÃO Na classificação, o lote é dividido em duas ou três cate- gorias de pesos (leve, médio e pesado). O objetivo é que cada categoria de peso alcance o peso padrão aos 63 dias (9 semanas) de idade. Se isso é alcançado, as aves dos diversos boxes poderão ser facilmente combinadas no aca- salamento, criando-se com isso uma boa uniformidade. O procedimento seguinte recomendado para pós-classi- ficação é o do controle do peso corporal (Veja também o Diagrama 11). CATEGORIA DE FÊMEAS LEVES Duas situações devem ser consideradas: 1 – As fêmeas leves são aquelas que o peso médio pós-classificação é de até 50 gramas abaixo do peso médio geral; o objetivo é alcançar o padrão até 63 dias (9 semanas). 2 – As fêmeas leve-leves são aquelas onde o peso encon- tra-se aproximadamente 100g abaixo do peso médio geral. O objetivo é alcançar o padrão até 63 dias (9 semanas). CATEGORIA DE FÊMEAS MÉDIAS Geralmente, as fêmeas médias ficam 50 gramas acima do peso padrão, depois da classificação. O objetivo é alcançar o padrão até 42 a 49 dias (6 – 7 semanas). CATEGORIA DAS FÊMEAS PESADAS As fêmeas pesadas geralmente ficam 100 gramas acima do peso médio geral. O objetivo é redesenhar a curva de peso para alcançar o padrão até 56 – 63 dias (8 – 9 se- manas). Se as aves permanecerem acima do peso com 9 semanas, elas devem ser levadas acima do padrão em uma curva paralela. A tentativa de trazê-las de volta para o padrão pode comprometer a sua condição corpo- ral. O ideal é que cada categoria tenha o seu sistema de alimentação independente. Se a classificação for bem feita e se não houver problema subseqüente na qualidade de alimento, espaço de come- douro ou distribuição do alimento (e na ausência de doen- ça), a necessidade de se fazer outra seleção será menor. Caso a uniformidade piore após as 10 semanas de idade, o recomendado é fazer uma seleção para separação das aves com carcaças pequenas, dentro da mesma categoria.
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    0 a 98dias (0 a 14 semanas) Seção 1: Recria 19 0 a 98 dias (0 a 14 semanas) Seção 1: Recria Esta seleção deverá ser feita pelo peso e, para as aves pequenas, deverá ser redesenhada uma curva de peso corporal, que alcance o padrão até 23 semanas de idade. Essa não é uma seleção para recuperação das carcaças e sim para ajuste na curva de peso corporal. CLASSIFICAÇÃO PARA ATINGIR A UNIFORMIDADE DOS MACHOS Recomendamos que os machos sejam divididos em três categorias de peso: pesados, médios e leves. Cada categoria deve ficar com cerca de 33%. Os machos mais leves do lote devem ser descartados (3 a 5%). Este procedimento visa retirar os machos com canelas curtas. CATEGORIA DOS MACHOS MÉDIOS E LEVES Geralmente os machos médios e leves estão próximos do peso padrão e por isso devem seguir o mesmo. CATEGORIA DOS MACHOS PESADOS Se os machos estiverem acima do padrão de peso corpo- ral, recomendamos que estes sejam recriados, mantendo- se a diferença em gramas do padrão, até encontrar o padrão às 30 semanas de idade. NÃO FORÇAR OS MACHOS QUE ESTIVEREM ACIMA DO PADRÃO DE PESO CORPORAL VOLTAREM AO PESO PADRÃO DURANTE A FASE DE RECRIA. PONTOS-CHAVE  Seleção de fêmeas e machos entre 4 a 5 sema- nas de idade.  Separação em duas classes, se CV for menor que 12%; e, em 3 classes, se o CV for maior que 12%.  Depois da seleção, cada classe deverá ter a % CV de 8 ou menos.  Determinação de novas curvas de crescimento para cada classe depois da seleção.  Não movimentar aves entre categorias diferen- tes de peso após 98 dias.
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    20 Seção 1: Recria0 a 98 dias (0 a 14 semanas) MANEJOS ESPECÍFICOS REQUERIDOS PARA MACHOS E FÊMEAS OBJETIVOS Prover machos e fêmeas com seus requerimentos bási- cos, durante cada fase de recria, para prepará-los para maturidade sexual. PRINCÍPIOS Os princípios para manejo de machos e fêmeas na recria são os mesmos, embora seus padrões de pesos sejam diferentes.Apesar dos machos constituírem uma pequena porcentagem em termos de número de aves, eles formarão 50% de uma geração. O manejo dos machos na recria requer mais atenção para o sucesso dos resultados. Recomendamos que machos e fêmeas sejam recriados separadamente desde o primeiro dia de vida até o acasala- mento com 22 – 23 semanas. Quando se misturam machos e fêmeas jovens, o crescimento e desenvolvimento varia de acordo com as diferentes habilidades de cada população específica na competição pelo alimento. Mas, se por outras razões eles precisarem ser acasalados na fase de recria, isto nunca poderá ser feito antes dos 42 dias de idade (6 semanas), porque antes dessa idade eles ainda não atingiram o correto desenvolvimento de carcaça. Nesse caso de acasalamento precoce, o peso corporal das fêmeas será o indicador para o fornecimento de alimento. FASE DE CRIA: DE 0 - 28 DIAS Objetivos fisiológicos estão detalhados nos diagramas 5 e 6 nas páginas 11 e 12. OBJETIVOS Garantir bom desenvolvimento e tamanho da carcaça, do sistema imunológico, da função cardiovascular, do empenamento e apetite. Obter a melhor uniformidade possível. PRINCÍPIOS O objetivo de um desenvolvimento corporal precoce na fase de cria só poderá ser alcançado pelo uso do sistema de alimentação “à vontade”, com um alimento de boa qualidade desde o primeiro dia de vida . O alimento con- sumido deverá ser registrado desde o 1º dia de vida, para que ocorra uma transição suave entre a “alimentação à vontade” para “alimentação controlada”. Para maximizar o desempenho, as aves devem ser criadas no padrão de peso corporal ou um pouco acima deste, dos 7 aos 14 dias. Lotes que não atingem o padrão tendem a perder a uniformidade. Para garantir que os pintos atinjam o peso padrão na cria, a ração inicial na forma triturada deve ser fornecida do primeiro dia até 21-28 dias (3 - 4 semanas, ver Nutrição, Seção 4, página 43). Se as aves estiverem de 20 a 40 gramas acima do padrão aos 28 dias, a ração crescimento I pode ser introduzida. Deverão ser recomendadas duas pesagens semanais nos lotes em que o desenvolvimento corporal não foi alcançado durante a transição da ração Inicial para ração crescimento I. Um bom parâmetro para medir o desenvolvimento do apetite dos pintos é monitorar a proporção de pintos com o papo cheio. Aos 3 dias, 100% dos pintos devem estar com os papos cheios. Se existir alguma evidência de que as aves não estão crescendo de acordo com o peso corporal padrão, então a luz artificial deve ser mantida, interrompendo-se a redução programada (Veja Iluminação, Seção 4, página 50). A uniformidade do lote poderá também ser melhorada nesse período, por meio de pequenos aumentos durante a semana, ao invés de se fazerem aumentos semanais. DESENVOLVIMENTO CORPORALABAIXO DO PADRÃO PARA A IDADE DURANTE A FASE INICIAL DA CRIA OU SINAIS DE FALTA DE APETITE REQUEREM UMA AÇÃO IMEDIATA. RECRIA DE 28 - 70 DIAS (4 - 10 SEMANAS) Objetivos fisiológicos estão detalhados nos diagramas 5 e 6 nas páginas 11 e 12. OBJETIVOS Trazer todo o lote para o peso corporal esperado aos 70 dias (10 semanas) e com boa uniformidade . PRINCÍPIOS No período de 28–70 dias (4 – 10 semanas), o crescimento e o desenvolvimento das aves são rápidos. É essencial utilizar-se os incrementos de alimento para se obter um bom controle do ganho de peso corporal. Durante esse estágio, pequenas mudanças na quantidade de alimento consumido poderão ter grandes efeitos sobre o peso corporal. Por essa razão, o monitoramento do peso corporal é importante. O programa de alimentação é apenas um guia da quantidade de alimento requerida, sua alteração deverá ser orientada pelo desvio do peso corporal médio do peso padrão e da quantidade de alimento fornecida no período. Caso seja necessário fazer classificação para recuperação de carcaça, essa deverá ser feita dentro desse período (Ver Classificação para Atingir Uniformidade, página 17). As diferentes categorias de peso deverão ser manejadas separadamente, isto é, não se devem misturar aves de diferentes categorias.
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    0 a 98dias (0 a 14 semanas) Seção 1: Recria 21 0 a 98 dias (0 a 14 semanas) Seção 1: Recria O período de 42 a 91 dias (6 – 13 semanas) é crucial no desenvolvimento dos machos. Durante esse período, há rápido desenvolvimento de pernas (músculos, ligamentos e ossos). Um desvio forte do peso médio do lote em relação ao peso padrão, principalmente se for abaixo deste padrão, pode causar problemas subseqüentes com a viabilidade e a performance dos machos adultos. RECRIA DE 70 - 105 DIAS (10 - 15 SEMANAS) Objetivos fisiológicos estão detalhados nos diagramas 5 e 6 nas páginas 11 e 12. OBJETIVOS Manter o apropriado perfil de crescimento e uniformidade do lote durante o período que antecede a transição da fase de recria para a fase de maturidade sexual. PRINCÍPIOS O crescimento durante essa fase não responde a grandes incrementos na quantidades de alimento fornecido. O peso médio do lote deve seguir o peso padrão. Pequenos au- mentos na quantidade do alimento são necessários (1 – 2 gramas / ave / dia). Em situações em que aves estão 100 gramas acima do peso padrão, uma nova curva de peso padrão deverá ser traçada percentualmente paralela à linha recomendada (Ver diagrama 12). Essasavesdeverãoalcançaromesmoganhodepeso sema- nal do padrão. Em machos, os órgãos sexuais começam a se desenvolveraos70dias(10semanas).Situaçõesdeestresse ou interrupção no crescimento a partir desse período afetará o crescimento testicular e reduzirá a fertilidade do adulto. PONTOS-CHAVE Criar machos e fêmeas separados até o acasala- mento. Alcançar o mais rapidamente possível o peso corporal padrão para facilitar crescimento bem sucedido. Assegurar, semanalmente, que as aves alcancem o peso padrão corporal. Usar pequenos, mas regulares aumentos de alimento para promover uma boa uniformidade precoce.
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    22 Seção 1: Recria0 a 98 dias (0 a 14 semanas) EQUIPAMENTOS E AMBIENTE O aviário e os equipamentos devem prover para as aves um ambiente uniforme em termos de iluminação, ventilação e temperatura. Muitos fatores afetam o crescimento de matrizes neste período, incluindo os seguintes: · Densidade de alojamento: uma densidade de aloja- mento ótima depende da qualidade e do sistema de alojamento em uso. A densidade de alojamento está mostrada em Aviário e Ambiente, Seção 4, Tabela 15, página 40. · Temperatura do aviário: a temperatura será influencia- da pelo tipo de aviário, nível de ventilação e capacidade do aviário em resfriar o ar (paredes de resfriamento). É desejável que as flutuações na temperatura sejam mantidas em uma faixa de temperatura de operação nunca menor que 14°C e maior que 26°C. Uma faixa ótima situa-se entre 20 - 22°C. · Tamanho dos boxes: os boxes devem ser de tama- nhos ajustáveis. O alimento deve ser distribuído em, no máximo, 3 minutos. Essas condições devem ser avaliadas antes do procedimento de classificação. · Manejo de Água: as necessidades exatas de água não podem ser facilmente definidas para todas as situações, já que essas podem ser influenciadas por vários fatores como: programa de alimentação, tempe- ratura, umidade, etc. O consumo deve ser registrado diariamente. Variações incomuns ou extremas podem indicar possíveis problemas de saúde, que devem ser investigados a fundo. Com as reprodutoras Ross 308, atualmente usa-se res- trição de água na recria e produção (ver Manejo de água, seção 4, página 48). É importante lembrar que a necessidade de ingestão de água aumentará em cerca de 6,5%, a cada 1ºC acima da temperatura ambiente de 21°C. Entre as aves com grande potencial de apetite pode ocorrer excesso de consumo de água, especialmente durante o período de 42-154 dias (6-22 semanas). Nessas circunstâncias o papo incha com água e pode exercer pressão sobre a traquéia, causando a morte por asfixia. Em condições de consumo excessivo de água, para pre- venir estresse e mortalidade, pode-se fazer o controle do seu fornecimento.Aágua deve ser fornecida à vontade, por um período contínuo igual à metade da duração do dia e deve estar disponível para as aves pelo menos 15 minutos antes do início da alimentação. Esse procedimento pode ser aplicado durante o período de 5 semanas de idade até a produção do primeiro ovo, após o que deve-se aumentar o fornecimento, gradativamente, até retornar a ad libitum, aos 5% de produção. · Pedriscos: é boa prática de manejo fornecer às aves pedrisco de granito a partir de 42 dias de idade (6 semanas). O tamanho do pedrisco deve ser de, aproximadamente, 5 mm e o volume calculado de 500 g/100 aves/semana. O pedrisco auxiliará na maceração do material de cama e penas que venham a ser con- sumidos pelas aves. Sem a presença de pedrisco na moela, tais materiais poderão resultar em problemas de impactação. · Poleiros: É boa prática de manejo instalar poleiros durante o período de recria com o objetivo de treinar e ambientar as fêmeas com os ninhos. Um número sufi- ciente de poleiros para 20% do lote deve ser colocado nos boxes das fêmeas em recria com idade entre 28 e 42 dias (4 e 6 semanas). Fazer um tripé com a forma da letra “A “ com 3 poleiros.
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    Índice Pág. Manejo deFêmeas 24 98 - 133 dias (14 - 19 semanas) Manejo de Machos 25 98 - 133 dias (14 - 19 semanas) Procedimentos de Manejo 26 Manejo de Fêmeas no Período Pré-Pico 28 133 - 224 dias (19 - 32 semanas) Manejo de Machos no Período Pré-Pico 32 133 - 224 dias (19 - 32 semanas) Seção 2 Manejo Entrando em Produção 98 - 224 dias (14 - 32 semanas)
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    Seção 2: Manejoentrando em produção 98 a 224 dias (14 a 32 semanas) 24 MANEJO DE FÊMEAS 98-133 DIAS (14-19 SEMANAS) OBJETIVO Preparar as fêmeas para as demandas fisiológicas imi- nentes relacionadas com a maturidade sexual. Minimizar a variação no alcance da maturidade sexual na população de fêmeas. PRINCÍPIOS O período de 98-133 dias (14-19 semanas) é crucial para influenciar a entrada em produção (i.é. idade aos 5% de produção/galinha/dia), o tamanho dos primeiros ovos, a produção de ovos incubáveis, o requerimento absoluto de alimento pré-pico e potencial de um pico de produção. Durante esse período, o aumento da quantidade de ali- mento é utilizado para acelerar o crescimento sem reduzir a uniformidade e para alcançar o incremento de ganho de peso semanal. PROCEDIMENTOS Após a 15ª semana, acréscimos de alimento são realizados de forma crescente, para assegurar o requerido aumento na velocidade do crescimento. Esse aumento do alimento é feito sem considerar o peso corporal. O aumento inicial do peso corporal resulta das mudanças fisiológicas para a maturidade sexual. A curva de crescimento, detalhada no encarte OBJETIVOS DE DESEMPENHO, tem sido dese- nhada para alcançar essas metas. Aumentos nas quanti- dades de alimento permitem que a curva de crescimento seja seguida e resulte em ótimos níveis de produção. A mudança da ração de crescimento para pré-postura deverá ser feita aos 134 dias (20 semanas) com o objetivo de suprir os requerimentos nutricionais das aves para que elas alcancem a maturidade sexual. Aos 105 dias (15 semanas), o técnico do lote deve com- parar o peso corporal com o padrão de peso corporal e redesenhar a curva até 161 dias (23 semanas), seguindo o perfil descrito nos Objetivos de Desempenho. Os incremen- tos semanais no peso corporal asseguram que a transição fisiológica seja adequada ao alcançar a maturidade sexual e maturidade física ao redor dos 217 dias (31 semanas). A nova curva deverá ser desenhada paralela ao gráfico de peso corporal padrão, de acordo com a idade. Antes dos 98 dias (14 semanas), o aumento semanal de alimento pode ser mantido ou aumentado. Contu- do, após 105 dias (15 semanas), o fornecimento de alimento semanal é sempre aumentado, normalmente, entre 7-10%. A alimentação diária deverá ser praticada a partir dos 105 dias (15 semanas), se possível, e no mais tardar aos 119 dias (17 semanas). É de suma importância que as aves estejam próximas da maturidade sexual, i.e., ao redor dos 161 dias (23 semanas). O lote não deve perceber nenhuma redução no suprimento nutricional diário de alimento. Isto pode ocorrer se, por exemplo, a mudança para “alimen- tação diária” for atrasada. Redução no suprimento diário de nutrientes nesse período, é uma freqüente causa de perda de uniformidade. O técnico responsável pelo lote deve anotar e compensar alterações de energia entre diferentes rações e.g. cresci- mento, pré-postura e postura. É comum a prática de transferir aves de um aviário de recria para um aviário de produção. Considerações de- vem ser feitas para a hora da transferência, bem como um estímulo de alimento, tendo em vista a garantia de uma transição suave para a maturidade sexual. Espaço de comedouro não pode ser reduzido e não deve haver menos de 15 cm de espaço de comedouro por fêmea. A uniformidade do lote pode ser perdida rapidamente se o espaço de comedouro for reduzido. Os programas de luz dos aviários de recria e de produção devem ser sincroni- zados. Um aumento na quantidade de alimento fornecido antes e depois da transferência ajudam a compensar o estresse relacionado a esta atividade. A idade ideal para a realização da transferência é entre 154 e 161 dias (22-23 semanas), quando o lote está bem estabilizado na direção da maturidade sexual. O aumento no peso corporal e o desenvolvimento das características secundárias de maturidade sexual devem ser usados como indicadores do progresso do lote. Cuidados com a iluminação, intensidade e fotoperíodo são essenciais para maximizar o desempenho. (Ver Iluminação seção 4, página 49). Quando o lote é alojado em aviários abertos no período fora de estação, a tabela de peso corporal e o programa de luz para lotes fora de estação deverão ser usados. (Ver Iluminação seção 4, página 50).
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    98 a 224dias (14 a 32 semanas) Seção 2: Manejo entrando em produção 25 SE O INCREMENTO NO GANHO DE PESO NÃO ESTÁ ALINHADO COM O PADRÃO, ENTÃO O DESENVOLVIMENTO DA MATURIDADE SEXUAL SERÁ AFETADO. SE O PESO CORPORAL ESTIVER 5% ABAIXO DO PADRÃO, AO REDOR DOS 119 DIAS (17 SEMANAS), ENTÃO O DESEMPENHO REPRODUTIVO FUTURO SERÁ REDUZIDO, COMO TAMBÉM A UNIFORMIDADE DE MATURIDADE SEXUAL ESTARÁ PERDIDA. FALHAS EM ENCONTRAR O REQUERIDO INCREMENTO DE GANHO SEMANAL AO REDOR DE 133 DIAS (19 SEMANAS), SÃO A CAUSA COMUM DE DESEMPENHOS POBRES. DIMINUIÇÃO NO CRESCIMENTO E NO DESENVOLVIMENTO OVARIANO PODEM OCASIONAR: - ATRASO NA ENTRADA EM PRODUÇÃO - TAMANHO INICIAL DE OVO PEQUENO - AUMENTO NO PERCENTUAL DE OVOS REJEITADOS / FORMATOS IRREGULARES - REDUÇÃO NA FERTILIDADE - AUMENTO NO NÚMERO DE AVES EM CHÔCO - PERDA DE UNIFORMIDADE. LOTES QUE EXCEDEM O PESO CORPORAL EM MAIS DE QUE 5% NESSE PERÍODO PERDEM UNIFORMIDADE SEXUAL E DE PESO CORPORAL, LEVANDO A: - ENTRADA PRECOCE EM PRODUÇÃO - AUMENTO NO TAMANHO DO OVO E OVOS DE DUAS GEMAS - APROVEITAMENTO DE OVOS REDUZIDO - PICOS E OVOS TOTAIS REDUZIDOS - AO AUMENTO DO CONSUMO DE ALIMENTO EM PRODUÇÃO - FERTILIDADE REDUZIDA POR TODA A VIDA - AUMENTO DA MORTALIDADE, DEVIDA A PROLAPSO. MANEJO DE MACHOS 98-133 DIAS (14-19 SEMANAS) OBJETIVO Assegurar um desenvolvimento dos machos para a ob- tenção de uma ótima condição física e capacidade repro- dutiva durante todo o período de reprodução. Minimizar a variação de maturidade sexual dentro da população de machos. PRINCÍPIOS Atenção: os requerimentos de manejo dos machos devem ter a mesma prioridade dada às fêmeas. Por essa razão, as recomendações e observações feitas para os manejos das fêmeas nesse período são igualmente relevantes para a população de machos. Como nas fêmeas, a partir dos 105 dias (15 semanas) os esforços devem ser feitos para que os machos acompanhem a curva padrão e que tenham uniformidade com maturidade sexual coordenada, ao mesmo tempo que as fêmeas. PROCEDIMENTO O alvo de peso corporal deve ser redesenhado se o peso corporal do lote desviar-se por mais ou menos 5%, aos 98 dias (14 semanas). A curva deve ser redesenhada no gráfico de peso corporal, paralelamente à curva padrão. Quando lotes fora de estação são alojados em aviários abertos, os machos tornam-se sexualmente maduros antes das fêmeas. Ajustes podem ser requeridos por essa razão, pois temos que assegurar a coordenação da maturidade sexual entre machos e fêmeas. Isso pode ser conseguido por: · Atraso nos estímulos de luz para os machos; · Atraso no acasalamento ou ainda redução da relação inicial; · Introdução de machos depois da época normalmente recomendada (Ver acasalamento, página 26). A UNIFORMIDADE DE MATURIDADE SEXUAL É MAIS FÁCIL DE SER PERDIDA ENTRE 105-133 DIAS (15-19 SEMANAS) SE A TRANSIÇÃO SUAVE DE GANHO DE PESO CORPORAL E UNIFORMIDADE DE PESO CORPORAL DO LOTE NÃO SEGUIREM O ALVO DE CURVA DE PESO CORPORAL PADRÃO.
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    Seção 2: Manejoentrando em produção 98 a 224 dias (14 a 32 semanas) 26 PONTOS-CHAVE: FÊMEAS E MACHOS  Redesenhar a curva de peso corporal se o lote estiver abaixo ou acima do peso, aos 98 dias (14 semanas).  Alcançar a uniformidade de peso corporal e sexual dentro e entre os sexos.  Assegurar que o lote siga o perfil de padrão de peso corporal, com ganhos semanais de peso, para alcançar a maturidade sexual.  Prevenir desvios do peso corporal do padrão, particularmente ao redor dos 133 dias (19 sema- nas).  Trocar a ração de crescimento para pré-postura aos 134 dias (20 semanas). Se ocorrer uma alte- ração nos níveis de energia, faça as alterações apropriadas na quantidade de alimento.  Siga as recomendações do programa de ilumina- ção (Ver Iluminação, seção 4 , página 49). PROCEDIMENTOS DE MANEJO Durante o período de 154-161 dias (22-23 semanas), machos e fêmeas são acasalados e técnicas de manejo adicionais são necessárias. Para garantir que os machos e fêmeas mantenham uma ótima condição reprodutiva para entrar em reprodução, deve-se prestar atenção a proce- dimentos de acasalamento, manejo da relação macho/ fêmea e equipamento. ACASALAMENTO Cuidados precisam ser tomados para que machos e fê- meas estejam sexualmente maduros. Se existir variação de maturidade sexual dentro da população de machos, os maduros devem ser acasalados e os imaturos deverão ser acasalados depois, quando estiverem prontos. Um outro manejo possível seria acasalar 5% dos machos na 23ª semana de idade, 2% na 24ª semana e o restante na 25ª semana. MACHOS IMATUROS NÃO DEVEM SER ACASALADOS O acasalamento entre 161-168 dias de idade (23-24 sema- nas) pode assegurar melhor controle de peso.Antes disso, vários machos serão capazes de comer nos comedouros das fêmeas. Dessa forma, a estimativa de consumo de alimento fica imprecisa. RELAÇÃO DE ACASALAMENTO No acasalamento, os machos selecionados devem ter uniformidade de peso corporal, sem anormalidades físicas, com pernas e dedos retos, um bom empenamento, boa postura e boa musculatura. As características de maturi- dade sexual (coloração da face e crista, crescimento de crista e barbela) devem indicar que os machos seleciona- dos estão igualmente uniformes e em boas condições de maturidade sexual. Para garantir a manutenção da boa fertilidade, cada lote requererá um número ótimo de machos sexualmente ativos. Como a taxa de produção declina a medida que o lote envelhece, o número de machos requeridos para manter a fertilidade se reduz. A Tabela 9 indica uma típica variação de relação machos/fêmeas durante o período de produção. Essas relações de acasalamento são somente um guia e deverão ser ajustadas de acordo com as circunstâncias locais e desempenho do lote. AMOSTRAGEM DE PESO DOS MACHOS Depois do acasalamento, monitorar o peso corporal dos machos. O manejo recomendado é fundamental para o sucesso reprodutivo do plantel. O monitoramento de peso deve ter freqüência semanal até o descarte do lote. As amostras de peso devem ser representativas (10-15% do plantel de machos). Nesse procedimento os machos são tocados e fechados aleatóriamente, com o auxílio de uma cerca, em no mínimo 3 pontos distintos do aviário. Todos os machos capturados devem ser pesados. O peso médio, a uniformidade e o %CV devem ser calculados e dispostos em gráficos para melhor visualização e avaliação dos ganhos de peso. 154 - 161 22
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    98 a 224dias (14 a 32 semanas) Seção 2: Manejo entrando em produção 27 O uso da grade de arame pode evitar o acesso dos ma- chos aos comedouros do tipo prato ou tubulares; quando usamos grades nos tubulares, devemos fazer todos os esforços para reduzir ao mínimo seu balanço. As grades dos comedouros das fêmeas devem ser diaria- mente checadas para verificar se não estão danificadas, fora de lugar ou se existem falhas. EQUIPAMENTO DOS MACHOS O sucesso da alimentação separada depende de um bom manejo do equipamento de alimentação e uniformidade na distribuição do alimento. Existem três tipos de comedouros geralmente utilizados: 1. Comedouro tipo prato automático 2. Tubulares 3. Calhas manuais suspensas Todos os três tipos usam a mesma técnica: depois da ali- mentação, são suspensos para impedir o acesso de todas as aves, reabastecidos com a ração e, depois, abaixados no próximo trato. Não interessa qual o equipamento utilizado, o essencial é que cada macho tenha um mínimo de 20 cm de espaço de comedouro, e que a distribuição de alimento seja uniforme. Quando trabalhamos com machos com crista inteira, de- vemos estar certos de que a crista não está restringindo o acesso aos seus comedouros. Quando comedouros do tipo tubulares são utilizados, é importante que a quantidade de ração depositada em cada um seja a mesma e que eles não pendam para um dos lados. O uso de comedouros do tipo calha suspensa tem tido sucesso para a alimentação dos machos, porque a quantidade de ração pode ser pesada e nivelada manualmente, para cada calha, garantindo, assim, a mesma quantidade de ração por macho. É importante que, para qualquer tipo de sistema utilizado, a altura do comedouro deve ser corretamente ajustada para limitar o acesso das fêmeas e permitir que todos os machos comam. Deve-se tomar cuidado com a altura da cama embaixo dos comedouros. A altura correta depende da altura dos machos e do modelo do comedouro, i.e., da profundidade da calha ou do prato. A altura da borda do comedouro deve estar na faixa de 50-60 cm acima da cama. O melhor método de se garantir a altura correta é a observação e os ajustes regulares. Deve-se evitar o fornecimento de muito espaço de come- douro, porque os machos se tornam mais agressivos, o que possibilita às fêmeas comer no comedouro deles. É benéfico atrasar a alimentação dos machos até que a distri- buição de alimento das fêmeas tenha sido completada. O acompanhamento periódico do processo de alimentação é de suma importância para segurança de que as aves de am- bos os sexos estejam sendo alimentadas separadamente. EQUIPAMENTO DE ALIMENTAÇÃO SEPARADA POR SEXOS Desse período em diante, machos e fêmeas devem ser alimentados em sistemas de alimentação separados. Isso permite um controle efetivo do peso corporal e da uniformidade de cada sexo. As técnicas de alimentação separada por sexos estão baseadas na diferença de tama- nho entre machos e fêmeas. A técnica requer um manejo aprimorado, um equipamento apropriado bem ajustado e com manutenção correta. EQUIPAMENTO DAS FÊMEAS A maioria das fêmeas são alimentadas em um sistema de comedouro tipo calha. O mais efetivo e apropriado sistema de restrição do acesso dos machos é a grade, que exclui os machos devido à largura de sua cabeça (Ver diagrama 13). A largura mínima da grade é de 45 mm. O objetivo é permitir às fêmeas o livre acesso ao seu comedouro e restringí-lo à maioria dos machos. A adição de um arame ou de um tubo de PVC horizontal no ápice da grade res- tringe ainda mais os machos e permite que a medida da grade seja 2-3 mm mais larga. O uso de machos sem crista cortada em combinação com a grade de 45 mm de largura e o arame horizontal (barra ou cano) garante que mais de 95% dos machos não te- nham acesso à ração do comedouro das fêmeas a partir dos 175 dias (25 semanas). É recomendado que, quando for usada grade de restrição dos machos, a largura da abertura da grade seja 45 mm e a altura da grade de 70 mm. O uso das barras (cano) tem uma adicional vantagem na eficiência da grade. Muitas das grades originalmente instaladas tem a largura inferior/igual a 42mm. Há um perigo nestas grades estreitas pois estas podem impedir um número significante de fêmeas se alimentar e causar níveis de produção reduzidos. As fêmeas devem ter no mínimo 15 cm de espaço de comedouro por ave, uma necessidade de espaço físico que deve ser respeitada.
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    Seção 2: Manejoentrando em produção 98 a 224 dias (14 a 32 semanas) 28 PONTOS-CHAVE Fazer acasalamento aos 154-161 dias (22-23 semanas) de idade. Adotar e seguir a tabela de relação macho/fêmea de acasalamento. Fazer amostragem de averiguação de peso dos machos semanalmente. Observar o comportamento durante a alimentação para assegurar-se de que os sexos estão sendo alimentados separadamente, se os comedouros dos machos estão na altura correta e se o espaço de comedouro é adequado. EQUIPAMENTO DE ALIMENTAÇÃO MANEJADO INCORRETAMENTE E DISTRIBUIÇÃO DE RAÇÃO IRREGULAR SÃO AS MAIORES CAUSAS DE DEPRESSÃO NA PRODUÇÃO DE OVOS E NA FERTILIDADE. MANEJO DE FÊMEAS NO PERÍODO PRÉ-PICO 133-224 DIAS (19-32 SEMANAS) Duas fases que requerem diferentes manejos podem ser identificadas: - Primeira foto-estimulação até 5% de produção - 5% de produção até o pico de postura MANEJO DE FÊMEAS DA PRIMEIRA FOTOESTIMULAÇÃO ATÉ 5% DE PRODUÇÃO OBJETIVOS Trazer as fêmeas para a produção por estimulação, e dando suporte à produção de ovos pelo uso de alimento e luz. PRINCÍPIOS As fêmeas devem crescer seguindo a curva de peso corpo- ral padrão e com o programa de luz recomendado, até que o lote tenha entrado em produção, i.e., 5% de produção/ galinha/dia (Ver Iluminação, seção 4, página 49). Aumen- tos regulares de alimento (semanalmente) são essenciais para um apropriado ganho de peso, adequada condição corporal e período de entrada em produção de ovos. O programa de luz deve ser implementado para dar su- porte e estimular as fêmeas durante esse período. Pode ser alterado de acordo com a maturidade sexual das aves. Não se recomenda mudanças muito fortes; normalmente as alterações antecipam ou atrasam o programa em uma semana (Ver Iluminação, Seção 4, página 49). Água deve ser fornecida à vontade. A ração pré-postura deve ser substituída pela ração postura junto com o primeiro ovo. PROCEDIMENTOS O espaço entre os ossos pélvicos (abertura pélvica) é medido para determinação do estado de desenvolvimento sexual das fêmeas. Em situações normais, a abertura pél- vica se desenvolve como o apresentado na Tabela 10. A abertura pélvica deve ser monitorada regularmente para se conhecer o desenvolvimento do lote durante o período. Se as aves não ganham o peso corporal esperado, se a uniformidade diminuir ou se as aves demorarem mais para comer o alimento fornecido, deve-se tentar determinar a causa do problema o mais rapidamente possível. PROBLEMAS COM O ALIMENTO, ÁGUA OU DOENÇAS NESSE ESTÁGIO TÊM UM EFEITO DEVASTADOR NA ENTRADA EM PRODUÇÃO E, CONSEQÜENTEMENTE, NO DESEMPENHO DO LOTE. PONTOS-CHAVE Seguir o programa de iluminação recomendado. Alcançar o peso corporal padrão pelo ganho semanal de peso correto, semanalmente. Fornecer água potável com livre acesso. Monitorar a uniformidade, peso corporal e tempo de consumo, com tomadas de atitude rápidas. Mudar da ração “pré-postura” para “postura” ao primeiro ovo.
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    98 a 224dias (14 a 32 semanas) Seção 2: Manejo entrando em produção 29 MANEJO DE FÊMEAS DE 5% DE PRODUÇÃO GALINHA/DIA ATÉ PICO OBJETIVOS Promover o desempenho reprodutivo das fêmeas com ênfase nas seguintes características: tamanho dos primei- ros ovos, qualidade do ovo, nível do pico de produção e persistência da postura. PRINCÍPIOS Observações sobre o desenvolvimento das aves no perí- odo pré-pico têm demonstrado a importância de se con- seguir o peso corporal correto durante o início da postura, para a maximização da produção de ovos e eclodibilidade. As aves alimentadas com mais alimento do que requerem para a produção de ovos, desenvolvem uma estrutura de ovário anormal e ganham excesso de peso, resultando em ovos de baixa qualidade e baixa eclodibilidade. Excesso de ovos de duas gemas e mortalidade causada por peritonite (postura intra-abdominal) ou por prolapso também são causados por super-alimentação durante esse período. As aves devem ser alimentadas para que os requerimentos nutricionais relacionados com o aumento de produção de ovos e crescimento corporal sejam atendidos. Em uma situação ideal, deveria ser possível medir diariamente as mudanças na produção e peso corporal para ajuste do alimento a cada dia. A decisão sobre a quantidade de alimento requerido em cada estágio depende da freqüência de observação e da tendência de certas características medidas em um curto período: - Peso corporal - Condição corporal - Quantidade de alimento - Tempo de consumo - Produção de ovos - Peso de ovo PROCEDIMENTO O procedimento para determinação de um modelo de aumento de alimento é guiado pela uniformidade de peso corporal e condição corporal aos 140 dias (20 semanas). Essas características vão determinar a quantidade de alimento do primeiro estímulo pré produção a ser dado. (Ver Tabela 11). Se a % CV do lote for < 10, o primeiro estímulo de alimento deve ser aos 5% de produção. Se a % CV > 10, então o primeiro estímulo de alimento deve ser atrasado para os 10% de produção. O máximo de Energia Metabolizável (EM) consumido no pico de produção é determinado inicialmente como mos- trado na Nutrição, Seção 4, página 43, atualmente em 462 kcal EM /dia. A diferença da quantidade de alimento fornecido antes do primeiro ovo e o fornecido no pico permite estabelecer um perfil. O procedimento é então ajustado para cada lote, individualmente, dependendo do peso corporal, da produção de ovos e da temperatura ambiental. Monitoramento do ganho de peso, da produção diária e do peso dos ovos é vital. Lotes uniformes entram em produção rapidamente e os níveis de alimento devem ser ajustados para dar apropriado suporte para as aves nesse estágio. Pequenos, mas freqüentes incrementos de alimento devem ser usados para prevenir o excesso de ganho de peso. Um manejo apropriado das aves em início de produção requer observação freqüente dos importantes parâmetros de produção, como os mostrado na Tabela 12 (próxima página). É de suma importância que os dados absolutos e as ten- dências de peso corporal e peso de ovo sejam utilizados em combinação para determinar os incrementos de alimen- to. Por exemplo, se o peso do ovo e/ou o peso corporal é/ são considerado(s) desviados da curva esperada, então o incremento de alimento deve ser atrasado ou adiantado, conforme as necessidades. Incrementos de alimento ao redor da quantidade máxima podem ser requeridos para lotes de alta produção. Um adicional de 5 g/ave/dia (14 kcal) pode ser fornecido depois da avaliação de ambos os dados: absoluto e tendência. O alimento deve ser ajustado de acordo com a temperatu- ra: retirada de 3,8 kcal EM para cada 1°C em temperatura operacional acima de 28°C e acréscimo de 5,8 kcal EM para cada 1°C abaixo de 15°C. As circunstâncias vão variar para cada lote, dependendo das condições de desempenho e do ambiente. O programa mais apropriado deve ser definido pelo uso dos princípios descritos acima e dos equipamentos e instalações dispo- níveis. O exemplo a seguir mostra como um programa de alimentação pode ser utilizado para um lote em parti- cular, levando em consideração o histórico do lote, o tipo de aviário, a composição do alimento e o conhecimento prático do técnico. Abaixo temos um exemplo de programa de alimentação.
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    Seção 2: Manejoentrando em produção 98 a 224 dias (14 a 32 semanas) 30 O INCREMENTO ABAIXO OU ACIMA DO ESPERADO DO PESO DO OVO E/OU NO PESO CORPORAL DAS FÊMEAS INDICAM ESTÍMULOS INCORRETOS DE ALIMENTO. FALHAS NA CORREÇÃO RESULTARÃO EM UM BAIXO PICO DE PRODUÇÃO. PONTOS-CHAVE  Crescimento de fêmeas dentro do programado em todas as fases.  Estímulo à produção de ovos desde os 5% de produção/galinha/dia.  Definição do programa de incremento de alimen- to baseado na % CV, quantidade de alimento antes do início de produção, nível de energia da ração e temperatura ambiente.  Utilização de pequenos, mas constantes incre- mentos de alimento  Monitorar peso médio corporal, uniformidade e ganho de peso a cada duas semanas.  Pesagem e registro dos ovos diariamente, a partir de 5 % de produção/galinha/dia.  Atuação rápida quando ocorrerem inadequados ou excessivos ganhos de peso de ovo, produ- ção e/ou peso corporal, por meio de adianta- mento ou atraso dos incremento de ração.  Atenção às alterações no tempo de consumo. PESO DE OVO E CONTROLE DA ALIMENTAÇÃO OBJETIVO Usar o peso de ovo para determinar se o estímulo de alimento está sendo adequado para uma ótima produção de ovos. PRINCÍPIOS A tendência do ganho de peso diário dos ovos serve como um indicador sensível da adequação do total de nutrientes ingeridos. O incremento de alimento é ajustado de acordo com os desvios do perfil de peso de ovo. PROCEDIMENTOS Uma amostra de 240 a 360 ovos deve ser pesada em grupo. Esses ovos devem ser coletados diretamente dos ninhos na segunda coleta do dia. Os ovos muito peque- nos, os de duas gemas e os ovos anormais (i.e., de casca
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    98 a 224dias (14 a 32 semanas) Seção 2: Manejo entrando em produção 31 mole) são rejeitados. O peso médio é obtido pela divisão do peso total pelo número de ovos pesados. O peso diário é, então, plotado no gráfico com a curva de peso padrão diário de ovo. É importante que a escala do gráfico seja grande o bastante para que a variação diária seja clara- mente visualizada. Nos lotes que estão recebendo a quantidade correta de alimento, o peso de ovo crescerá, normalmente, paralelo ao padrão de curva de peso de ovo, o qual em uma deter- minada idade depende do peso corporal e da maturidade sexual, e pode estar acima, abaixo ou no padrão. Se o lote foi subalimentado, o tamanho do ovo manter-se-á durante um período de 4-5 dias, como o esperado. A correção pode ser feita por antecipação do próximo incremento de alimento. Se a quantidade de pico de alimento prevista já tiver sido alcançada, então um estímulo extra de alimento de 3g/ave/dia deve ser fornecido. O peso médio diário oscilará dia a dia, devido às variações na amostragem e influências ambientais. O efeito da oscilação no peso de ovo é amenizado se os pontos médios entre os dias consecutivos forem ligados no gráfico para produzir ambos: uma tendência e um perfil da projeção (Ver diagrama 14, ao lado). Uma queda na tendência, em 5 dias, pode resultar na redução dos níveis de pico de produção. Pequenas que- das no peso de ovo podem ocorrer, particularmente em lotes de altas produções, entre 50-70% de produção por galinha alojada. TOMADA DE DECISÕES COM RELAÇÃO À PEQUENAS QUEDAS DE PESO DE OVO, AO REDOR DE 75% DE PRODU- ÇÃOGALINHA/DIA,NÃOÉRECOMENDADOPOISAPARTIR DESSE PONTO PODE ACORRER UM GANHO DE PESO CORPORAL EXCESSIVO. PONTOS-CHAVE Ajustes no alimento ingerido baseados nos des- vios à curva padrão de peso de ovos. Pesagem de amostras por grupo de ovos e registro diário, desde os 5% de produção / galinha/dia. Monitoramento da tendência de peso diário de ovos plotando-a em gráficos com escalas gran- des. Pronta atuação nas tendências de queda no peso diário de ovos via aumento da quantidade de alimento concedido.
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    Seção 2: Manejoentrando em produção 98 a 224 dias (14 a 32 semanas) 32 MANEJO DE MACHOS NO PERÍODO PRÉ PICO 133 - 224 DIAS (19 -32 SEMANAS) OBJETIVO Manejar o número de machos e seu peso corporal para maximizar a fertilidade inicial. PRINCÍPIOS O peso corporal alvo é alcançado por monitoramento do peso corporal real e ajuste na quantidade de alimento. O controle do mesmo nesse período pode ser difícil, porque os machos conseguem comer nos comedouros das fêmeas. O sucesso do procedimento de acasalamento depende da retirada, por observação, do excedente de machos do lote e das condições das fêmeas. PROCEDIMENTOS Alimentação do Macho: Após o acasalamento, os obje- tivos de produção de machos e fêmeas são mais fáceis de ser conseguidos se o equipamento e as técnicas da alimentação separada por sexo são bem utilizados. Os machos são mais facilmente excluídos dos comedouros das fêmeas se as cristas deles não forem cortadas. Para evitar o acesso dos machos aos comedouros das fêmeas, pode-se usar mangueiras ou conduites plásticos de 1/2” amarrados internamente nas gradinhas, como mos- trado no diagrama 15. Quando a crista dos galos atingirem tamanho suficiente que não permita o acesso ao comedouro das fêmeas as mangueiras devem ser retiradas. O peso médio e o ganho de peso devem ser monitorados semanalmente como também a quantidade de alimento colocada nos comedouros dos machos, que devem ter a altura regulada. Então, a taxa de crescimento requerida será alcançada. O fornecimento de alimento pode variar consideravelmente (i.e., de 100 -170 g de alimento/macho/ dia), dependendo da quantidade de alimento que eles conseguem retirar do comedouro das fêmeas. Os machos requerem 20 cm de espaço de comedouro por ave e os comedouros devem ser distribuídos em linha por todo o comprimento do aviário. A proporção de espaço e a disponibilidade de comedouros devem ser mantidas de acordo com o decréscimo do número de machos ao longo da vida do lote. COMEDOUROS POUCO EFICIENTES PARA FAZER A ALIMENTAÇÃO SEPARADA POR SEXO REDUZEM A PRECISÃO DO FORNECIMENTO DO ALIMENTO PARA MACHOS E FÊMEAS. OS PROBLEMASAPARECERÃO SE OS SEGUINTES PONTOS ESTIVEREM INADEQUADOS : - CRISTA DOS MACHOS (CORTADA) - LARGURA E ALTURA DA GRADE - PRECISÃO DA INSTALAÇÃO DA GRADE - FECHAMENTO DAS CAÇAMBAS SUPLEMENTARES E CURVAS - ALTURA DO COMEDOURO DO MACHO A eficiência do comedouro requer uma atenção contínua e por isso ele deve ser checado duas vezes por semana. Atenção maior ao lote deve ser dada quando todos os ma- chos (100%) não conseguem mais comer nos comedouros das fêmeas. Isto ocorre tipicamente aos 189 - 224 dias (28 - 32 semanas) de idade para machos com crista cortada e 175 - 203 dias (25 -29 semanas) para os machos com crista intacta. Nesse ponto, um incremento do alimento é requerido para manter o crescimento esperado. O tamanho do incremento vai variar de lote a lote, mas recomenda-se um aumento de 5-10 g alimento/macho/dia, seguido de uma amostragem de peso corporal intermediária (meio da semana) para monitorar a evolução. É muito importante que os machos e fêmeas não tenham redução de nutrien- tes no período pré-pico. Falhas na detecção do momento em que os machos são totalmente excluídos dos comedouros das fêmeas são uma causa comum de pequenas perdas de peso no período pré-pico e têm sérias implicações para a fertilidade. É improvável que o peso corporal dos machos seja mantido com uma quantidade inferior a 130 g/ave/dia. Os machos podem iniciar a perda de peso se receberem menos de 130 g/ave/dia em seus comedouros, quando já não conseguem mais comer nos comedouros das fêmeas. Se os machos roubam ração das fêmeas, particularmente quando o lote está entre 50% de produção/galinha/dia e o pico, pode reduzir significativamente os níveis de desem- penho destas. O técnico do lote deve estar atento aos fatores que indicam quando está ocorrendo uma pequena perda de peso corporal nas fêmeas, ou uma alteração no peso diário de ovo , condição da ave , etc. Os machos e fêmeas podem ser encorajados a usar os seus próprios comedouros se os machos forem alimenta- dos depois das fêmeas. Isso pode ser conseguido com o Cano de PVC de ½” DIAGRAMA 15: BLOQUEIO DO ACESSO DOS MACHOS AO COMEDOURO DAS FÊMEAS.
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    98 a 224dias (14 a 32 semanas) Seção 2: Manejo entrando em produção 33 abaixamento dos comedouros dos machos depois que o alimento das fêmeas já estiver distribuído. PROBLEMAS COM O EQUIPAMENTO E A DISTRIBUIÇÃO DE ALIMENTO PODEM DEPRIMIR SERIAMENTE A PRODUÇÃO DE OVOS E SÊMEN; A AVERIGUAÇÃO PODE OCORRER MAIS FACILMENTE SE O TÉCNICO RESPONSÁVEL PELO LOTE ACOMPANHAR A DISTRIBUIÇÃO DE ALIMENTO. O ACOMPANHAMENTO DA ALIMENTAÇÃO DEVE SER UMA PRÁTICA ROTINEIRA. Excesso de coberturas: O excesso de machos leva a excesso de coberturas, coberturas interrompidas e com- portamento anormal. Nos lotes em que ocorrem excesso de coberturas haverá redução da fertilidade, da eclodibi- lidade e do número de ovos. Nos estágios iniciais, após o acasalamento, é normal observar-se desgaste (quebra) das penas no dorso próximo à cauda, e na parte posterior da cabeça das fêmeas. Quando o quadro progride para re- moção das penas é sinal de que há excesso de coberturas. Se a relação de acasalamento não for reduzida, a condição irá piorando com a perda de penas do dorso, arranhaduras e cortes na pele, e problemas secundários, como perda da condição das fêmeas e redução da produção de ovos. O excesso de machos também pode ser indicado quando eles têm um excesso de penas danificadas. Quando há excesso de machos a competição pelas fêmeas impede uma ótima manutenção de número de coberturas. Os machos excedentes devem ser removidos rapidamente ou haverá uma significativa perda de persistência de fertilidade. O lote deve ser examinado duas vezes por semana, a partir de 189 dias (27 semanas), para se verificarem sinais de ex- cesso de coberturas. Mesmo quando o número de machos estádentrodorecomendado,umexcessodecoberturaspode ser observado ao redor de 196 dias (28 semanas) de idade e tornar-se muito evidente aos 210 dias (30 semanas). Com excesso de coberturas, a remoção de machos deve ser aceleradacomretiradainicialde0,5macho/100fêmeasecon- tinuidade da seqüência do programa de retirada de machos. A retirada de machos deve ser um processo contínuo. O número de machos a ser removido semanalmente para se conseguir a relação de acasalamento esperada deve ser calculada (Ver Tabela 9, página 26). A QUALQUER MOMENTO EM QUE OCORRER UM EXCESSO DE COBERTURA DEVE-SE REALIZAR UMA RETIRADA DE MACHOS. Remover o Excesso de Machos para Otimizar a Relação deAcasalamento: Com o passar da idade, menos machos são requeridos para manter a fertilidade (Ver tabela 9). Quando se removem machos, grande ênfase deve ser dada ao padrão de relação de acasalamento e ao monitoramento de sinais de excesso de coberturas no lote. Monitorar a condição dos machos semanalmente é uma boa prática. Uma média de coloração de cloaca deve ser obtida subjetivamente por pessoal experiente e dividida em 3 grupos de coloração: alta, média e baixa.Aproporção de machos dentro de cada coloração deve ser estimada. Quando machos forem selecionados para remoção, convém retirar as aves das categorias de coloração baixa e média. Monitorando a Condição dos Machos: A dispersão de machos dentro do lote significa que a aplicação das técnicas de manejo para machos pode ser mais difícil do que para as fêmeas. Boas práticas de rotinas são essenciais para se reconhecerem mudanças nas condições dos machos. As características que requer maior atenção são: - Esperteza e atividade - o lote deve ser observado várias vezes ao dia para se verificar atividade de co- berturas, alimentação, local de descanso e distribuição durante o dia, e um pouco antes do apagar das luzes; - Condição física - coloração da face, crista e barbela, condição da barbela e crista (i.e., firme ou flácida) são importantes indicadores da condição física. Deve-se fazer uma avaliação do tônus muscular, conformação da musculatura do peito, proeminência do osso da quilha e manter cuidadosa detecção de sinais de deterioração dos machos. As condições das pernas, articulações e pés devem ser observadas. Camas úmidas causam lesões no coxim plantar, levando a risco de infecção e desconforto, que reduzirão o bem-estar e a atividade de cobertura; - Empenamento - a observação tanto em machos quanto em fêmeas das condições das penas, perdas parciais de penas, parte posterior do pescoço sem penas ou machucado é muito importante; - Tempo de consumo do alimento - variação no com- portamento individual dos machos deve ser observa- da e registrada. É importante que qualquer mudança dentro do lote seja identificada e trabalhada; - Amostragem de peso corporal - o peso corporal mé- dio e a uniformidade devem ser medidos e registrados. As variações no peso corporal médio semanal devem ser comparadas com o padrão para se verificar se o ganho de peso corporal semanal é aceitável. A quan- tidade de alimento deve ser ajustada, se necessário; - Coloração da cloaca - a coloração avermelhada intensa é muito útil para avaliar a atividade dos machos do lote. Machos trabalhando em ótimas taxas apresentarão cloaca com coloração muito avermelhada. O objetivo é promover e manter essa condição em todos os machos ativos, durante toda a vida do lote. Em qualquer época que se apresen- tar excesso de coberturas, os machos com cloaca pálida devem ser retirados;
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    Seção 2: Manejoentrando em produção 98 a 224 dias (14 a 32 semanas) 34 - Sub-alimentação - isto é mais comum a partir de 245 dias (35 semanas) de maneira geral, mas tam- bém pode ocorrer mais cedo. Os machos podem, de repente, parecer lerdos e apáticos, mostrando redução de atividade sexual e cantando menos. Se esses sintomas não forem detectados e as condições progredirem, as cristas tornam-se flácidas e ocorre a perda do tônus muscular. Depois haverá a perda da conformação da musculatura do peito, da coloração da face e os machos entram em muda de penas. Em adição, a coloração da cloaca se tornará menos avermelhada e a variação dentro da população será aumentada. Esse último estágio é sério e um número significativo de aves não se recuperará. Na observa- ção da combinação desses sintomas, a quantidade de alimento fornecida deve ser aumentada imediatamen- te, de 3-5 g/ave/dia. O tempo de consumo, espaço de comedouro por ave e a eficiência do processo de alimentação separada por sexo devem ser checados. Mudança na textura da ração deve ser considerada para permitir que os machos muito ativos tenham tem- po suficiente para consumir os nutrientes adequados (tamanho do pelete ou triturado). A curva do ganho de peso corporal médio semanal deve ser verificada, com repesagem do lote em caso de dúvida. Os ma- chos mais ativos trabalharão por um período curto, usando as suas reservas corporais, mas os outros cessarão a atividade sexual. A correção imediata é essencial. - Machos muito pesados - se o controle de peso dos machos não for bem executado, uma parte da população poderá ficar muito acima do peso. Isto causará um aumento de lesões nas fêmeas durante a cópula ou aumentará o número de freqüência de cópulas incompletas. Frequentemente muitas fêmeas começarão a evitar a cópula se este tipo de macho estiver presente. Ocorrendo isto os machos com excesso de peso devem ser removidos. PONTOS-CHAVE Promover o crescimento dos machos dentro do padrão de peso corporal com boa uniformidade do lote. Utilizar a alimentação separada por sexo com os equipamentos certos e bem mantidos. Monitorar, no mínimo semanalmente, o peso médio corporal e ganho de peso; e duas vezes por semana desde o acasalamento até os machos não conseguirem mais comer ração dos come- douros das fêmeas. Fornecer a quantidade de alimento requerida para que os machos atinjam o peso corporal padrão. Qualquer pequena queda no peso corporal deles tem sérias implicações para a fertilidade. Monitorar, as fêmeas a partir de 189 dias (27 semanas) de idade, para detecção de sinais de excesso de coberturas. Em qualquer ocorrência de excesso de co- berturas, reduzir o número de machos em 0,5 macho/100 fêmeas e reajustar as futuras relações de acasalamento. Seguir, semanalmente, a rotina de avaliação dos machos no lote e individualmente. Manter uma re- lação ótima de acasalamento, fazendo a retirada individual dos machos com base nas condições corporais. Observar e monitorar a atividade, esperteza, con- dição física, empenamento, tempo de consumo e coloração da cloaca. Retirar primeiro os machos com baixa coloração cloacal e, depois, os de coloração média. Cloaca com coloração intensa indicam que os machos estão com boa atividade sexual. Remover os machos com excesso de peso quando estiverem ocorrendo lesões nas fêmeas decorrente da cópula. NUTRIÇÃO DE MACHOS Ver Nutrição, Seção 4, página 47 PROGRAMA DE ILUMINAÇÃO Ver Iluminação, Seção 4 , página 49
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    98 a 224dias (14 a 32 semanas) Seção 2: Manejo entrando em produção 35 Índice Pág. Manejo de Fêmeas no Período Pós-Pico 36 224 - 476 dias (32 - 68 semanas) Manejo de Machos no Período Pós-Pico 38 224 - 476 dias (32 - 68 semanas) Seção 3 Manejo em Produção 224 - 476 dias (32 - 68 semanas)
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    Seção 3: Manejoem produção 224 a 476 dias (32 a 68 semanas) 36 DIAGRAMA 16: (%) (%) MANEJO DE FÊMEAS NO PERÍODO PÓS-PICO 224-476 DIAS (32 - 68 SEMANAS) OBJETIVOS Maximizar a produção dos ovos incubáveis, garantindo persistência dos altos níveis da produção dos ovos. PRINCÍPIOS Os lotes de matrizes normalmente atingem a maturidade sexual e cessam o crescimento ao redor dos 217-224 dias (31-32 semanas). As aves continuam a ganhar peso, mas pela deposição da gordura e crescimento dos outros tecidos corpóreos. A taxa de acúmulo de gordura é a chave para controlar a produção de ovos no período de pós-pico. O consumo alimentar é ajustado de acordo com o peso corpóreo e produção de ovos, para regular a taxa de acúmulo de gordura. O pico de produção de ovos é geralmente alcançado por volta de 217 dias (31 semanas) de idade. Um pouco de- pois, por volta dos 238 dias (34 semanas), ocorre o pico de massa de ovo. Ex. massa do ovo = peso médio de ovo X % produção do ovo 100 Durante o período de 224-238 dias (32-34 semanas), ocorre o requerimento máximo de nutrientes para a pro- dução de ovos . Em algum ponto desse período, a redução alimentar deverá começar. O momento certo para iniciar a redução de alimento de- penderá da história do lote e condição corporal da ave. Há, portanto, necessidade de remover o excesso de ali- mento, antes que aves comecem a deposição de excesso de gordura. Para permanecer saudável e vigorosa após os 210 dias (30 semanas), as aves devem ganhar peso corporal numa média de 15-20g/ave/semana. PROCEDIMENTOS Os níveis de alimento devem ser reduzidos para controle do ganho de peso corporal da fêmea, do tamanho do ovo e para melhoria da persistência de produção no período pós-pico. O momento e a quantidade da redução de ali- mento dependerão de: - peso corporal e variação de peso corporal desde o início da produção - produção diária de ovos e tendência - peso diário de ovos e tendência do peso dos ovos - nível de saúde dos lotes - temperatura ambiente - composição (ex. nível de energia e de proteína) e qualidade do alimento - quantidade do alimento (ex. energia recebida) no pico - histórico do lote (ex. recria e desempenho pré-pico).
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    224 a 476dias (32 a 68 semanas) Seção 3: Manejo em produção 37 Começar a redução de alimento após o pico de massa de ovo. Retirar 1 grama de alimento (2,8 kcal) a cada 2 semanas. Manter a retirada até o descarte do lote. Ex: Um lote com volume máximo de alimento em 165g/ave/dia (462 kcal EM/ave) e o nível estimado de alimen- to no final do período é de 150 g/ave/dia (420 kcal EM/ave), então a quantidade total de alimento a se retirar será de 22 g. Remover 11 g (ou seja, 50% de 22%) até 294 dias (42 semanas) como mostra a tabela 14 e retirar os 11 gramas restantes até o descarte do lote. Energia (kcal EM/ave/dia) Uma vez que existe variação nas características men- cionadas acima, entre todos os lotes, o programa de redução de alimento também variará para cada lote. Basicamente, um programa deve ser iniciado após o pico de postura (31ª semana), mas não depois do pico da mas- sa de ovos (34ª semana), pois após a 35ª semana, com o excesso de alimento a deposição de gordura. Abaixo segue um exemplo de programa de retirada de alimento (tabela 14). Na maioria das situações, a quantidade total de alimento removido será de aproximadamente 50 kcal/ave. O controle de peso corporal e a progressão do peso do ovo devem ser as principais prioridades no período de 224- 476 dias (32-68 semanas). Isso é alcançado pela redução alimentar programada, a qual é decidida de acordo com as observações e medidas da condição corporal das aves e produção de ovos. Rotinas devem ser estabelecidas para permitir o monitoramento: - Peso corporal e variação de peso corporal de 15-20 g/ ave/semana, avaliados a cada 2 semanas. - Peso de ovo diário e variação no peso de ovo em comparação com o padrão de peso de ovo. - Condição corporal (ex. tonicidade e volume de massa muscular); gordura; condição e cobertura de penas; condição das patas e pernas; coloração facial, de crista e barbela; aspectos que indicam atividade reprodutiva. Em temperaturas extremas, é necessário ajustar quan- tidade de alimento de acordo com os requerimentos de energia da ave. FALHAS NO CONTROLE DO PESO CORPORAL A PARTIR DE 224 DIAS (32 SEMANAS) PODEM REDUZIR SIGNIFICA- TIVAMENTE A PERSISTÊNCIA DE POSTURA, TAMANHO DO OVO, QUALIDADE DA CASCA E FERTILIDADE DA FÊMEA, DEPOIS DE 294 DIAS (42 SEMANAS). PONTOS-CHAVE: Seguir um programa de redução de alimento. Começar a redução de alimento no período do pico, até 3 semanas depois do pico, dependen- do da condição corporal da ave, peso corporal, quantidade de alimento e temperatura. Planejar uma redução de, no mínimo, 50% do alimento total, a ser retirado até 294 dias (42 semanas). Fazerreduçãodeenergiadeaproximadamente50kcal EM/ave entre o pico de produção e o descarte do lote. Fazer, semanalmente, ajustes na quantidade de alimento de acordo com as observações do peso corporal , peso do ovo, massa do ovo e condição corporal da ave. Ajustar a quantidade de alimento em resposta às mudanças na temperatura ambiente.
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    Seção 3: Manejoem produção 224 a 476 dias (32 a 68 semanas) 38 MANEJO DE MACHOS NO PERÍODO PÓS-PICO 224-476 DIAS (32-68 SEMANAS) OBJETIVO Controlar o número (relação machos/fêmeas) e peso corpo- ral dos machos para manter persistência da fertilidade. PRINCÍPIOS E PROCEDIMENTOS Os princípios e procedimentos usados para manejar ma- chos no período pós-pico são similares àqueles descritos para o período pré-pico (Ver Manejo de Machos Pré-Pico, 133-224 dias, Seção 2, página 32). Deve-se dar particular ênfase à otimização das taxas de acasalamento, uniformi- dade, condição física e controle de peso corporal. No período pós-pico, o peso corporal é controlado pelo ajuste da quantidade de alimento para que o perfil da curva de peso padrão seja alcançado. Após 224 dias (32 semanas) de idade, o ganho de peso corporal semanal deve ser de 30 g. Os dados de peso corporal devem ser usados em conjunto com as recomendações de manejo descritas na Seção 2, para decisão sobre um fornecimento de alimento que satisfaça os requerimentos das aves. A quantidade de ração, normalmente fornecida para os machos, varia de 140 a 160 g por macho. Mesmo em plantéis com ganhos de peso constantes (ao redor de 30g/ semanal), o alimento deve ser incrementado pelo menos uma vez ao mês, na proporção de 1 a 2 gramas a cada 3-4 semanas. Uma ótima taxa machos/fêmeas deve ser mantida, removendo-se os machos, individualmente, de acordo com suas condições físicas (Seção 2, página 33). Os machos rejeitados deverão ser pesados para, só depois, serem descartados. Dessa forma poderemos estimar o efeito da remoção deles no peso médio geral do lote. PONTOS-CHAVE: Alimentar aves para que alcancem o perfil de peso corporal. Otimizar a taxa machos/fêmeas de acasala- mento, removendo, individualmente, os machos de acordo com sua condição física. Controlar o ganho de peso dos machos seguindo o padrão de peso corporal. Pequenos incremen- tos de alimento podem ser necessários para que se mantenham peso corporal e uniformidade.
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    224 a 476dias (32 a 68 semanas) Seção 3: Manejo em produção 39 Índice Pág. Aviário e Ambiente 40 Nutrição 43 Iluminação 49 Cuidados com os Ovos Incubáveis 56 Higiene e Saúde das Aves 60 Seção 4 Requerimentos Ambientais Específicos
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    Seção 4: RequerimentosAmbientais Específicos 40 AVIÁRIO E AMBIENTE OBJETIVO Fornecer um ambiente protegido no qual a temperatura, a umidade e a luz natural possam ser controladas. Ga- rantir um nível de controle que otimize o desempenho reprodutivo e não comprometa a saúde e bem-estar das aves. Essas devem ter acesso individual a água e alimento. PRINCÍPIOS Ovos incubáveis são comercialmente produzidos em uma grande variedade de climas em todo o mundo. O clima dita o tipo de sistema de alojamento (i.e. galpão aberto, ambiente controlado) escolhido para o lote de matrizes. As especificações técnicas do sistema de alojamento devem ser definidas de forma que as aves sejam mantidas sob apropriadas condições de ambiente. Essas devem levar em conta o bem-estar das aves, os alvos de desempenho, os materiais disponíveis e as limi- tações financeiras. Facilidade e efetividade do controle ambiental são também fatores muito importantes. LOCAL DE ACESSO O local deve ser escolhido tendo em vista a biossegurança e o acesso dos funcionários, os quais devem ter, à sua disposição, acomodações adequadas e banheiros (Veja Higiene e Saúde das Aves, pág. 60). PROJETO DO AVIÁRIO No projeto do aviário devem-se considerar: - Clima: extremos de temperatura e umidade podem indicar que tipo de galpão é mais apropriado (i.e., aberto ou fechado). - Regulamentação e leis locais: essas podem es- tipular restrições importantes ao projeto (ex. altura, cor, material etc.) e devem ser consultadas o quanto antes. - Biossegurança: o tamanho, a localização relativa e o projeto do aviário devem ser feitos para minimizar a transmissão de patógenos entre os lotes e dentro deles. Devem-se adotar uma política de alojamento de idade única e procedimentos efetivos de limpeza entre lotes (Veja Higiene e Saúde dasAves, pág. 60). Deve-se seguir a legislação nacional quanto à cons- trução de novas granjas avícolas no que diz respeito a aspectos de biossegurança (isolamento,distâncias mínimas, etc). - Manejo Desejado: maior sucesso no manejo do lote é atingido quando se usa aviário com ambiente controlado ou aviários escuros (blackout) durante o período de recria. O tipo de aviário usado durante o período de postura vai depender de clima e latitude. - Função: o tipo de aviário vai depender do seu pro- pósito: recria, produção ou duplo propósito (i.e. de um dia até o descarte). - Número de aves desejado: o número de ovos incubáveis por semana determina o número de matrizes a serem alojadas. O número e o tamanho dos aviários devem-se adequar à densidade de alo- jamento (veja Tabela 15), espaço de comedouros e capacidade do sistema de ventilação/resfriamento. - Topografia local e ventos predominantes: esses fatores naturais têm particular importância para aviários abertos. Eles devem ser observados para minimizar a incidência direta da luz solar e otimizar ventilação e resfriamento. A existência de locais próximos sujeitos a doenças transmissíveis por via aérea, deve também ser levado em consideração. - Custo e disponibilidade de energia: aviários com ambiente controlado exigem uma razoável fonte de energia para fornecer eletricidade para ventilação, aquecimento, iluminação e mecanismos de alimen- tação. - Tipo de solo: solos expansivos (ex.: arenosos) exi- gem fundações apropriadas para prevenir problemas estruturais. - Piso: piso de concreto liso com acabamento resis- tente é essencial para facilitar a limpeza e propiciar uma boa desinfecção. Uma área de concreto de 1–3 metros, em volta do aviário, inibirá a entrada de roedores (Veja também Higiene e Saúde das Aves, pág. 60). - Drenagem: drenos são apropriados para drenar a água de chuva e também para facilitar a limpeza do aviário (biossegurança).
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    Seção 4: RequerimentosAmbientais Específicos 41 AMBIENTE AVIÁRIOS ESCUROS (BLACKOUT) Aviários com ambiente controlado têm vantagens sobre os aviários abertos, especialmente durante a recria, uma vez que limitam as influências de ambiente, facilitam o controle da maturidade e do peso corporal auxiliando na produção de lotes uniformes.Aviários de ambiente controlado devem considerar os seguintes fatores: - À prova de luz: a intensidade de luz não deve ex- ceder 0,4 lux em um aviário escuro (com as luzes apagadas). Em termos práticos, 4 lux de intensidade luminosa é o mínimo necessário para a leitura de um jornal. Para se medir com precisão a intensidade luminosa é necessário um medidor de luz (luxíme- tro). - Isolamento térmico: bom isolamento prevenirá flutuações de temperatura do aviário. Um isolamento eficiente é fornecido por 3 cm de poliuretano no telhado. - Exclusão de ventos: a eliminação de ventos e de intensidade de luz são ambos conseguidos com as mesmas características do projeto. - Iluminação: a luz, cuja intensidade deve ser con- trolada, principalmente no período de recria, deve ser igualmente distribuída por todo o aviário (Veja iluminação, seção 4, pág. 49). - Ventilação: o sistema de ventilação deve ser capaz de fornecer a quantidade de ar fresco necessário e remover gases e subprodutos gasosos transporta- dos pelo ar. A ventilação também contribui para o controle de temperatura e umidade, especialmente em condições quentes e deve prover um ambiente uniforme para as aves sendo livre de correntes de ar. A taxa de ventilação depende da taxa de metabolis- mo das aves que é determinada pelo peso corporal, taxa de produção de ovos e taxa de crescimento. E ainda, onde existem emissão de amônia, a taxa de ventilação tem que ser aumentada.As taxas mínimas e máximas de ventilação de matrizes devem ser mantidas como: Taxa de ventilação mínima (m3/segundo/kg0,75) 1,6 até 2,0* x 10-4 Taxa de ventilação máxima (m3/segundo/kg0,75) 1,55 x 10-3 *A taxa mais alta é requerida para controlar a emis- são de amônia. Fonte: Serviço de Assistência Técnica e Desenvolvimento Agrícola do Reino Unido A taxa mínima de ventilação é a quantidade de ar requerida por hora para suprir oxigênio às aves e manter a qualidade do ar. Em situações de climas frios, a taxa de ventilação máxima é a quantidade de ar requerida por hora para remover o calor metabólico tal que a temperatura den- tro do prédio é mantida nunca maior que 3oC acima da temperatura externa em uma circunstância normal e o ar que entra no sistema evaporativo for usado. Este modelo pode ser usado para calcular as taxas mínimas e máximas de ventilação (m3/segundo ou m3/hora) para lotes de matrizes com diferentes pesos corporais.(Ver apêncide 6, pag. 78). Em situações de climas quentes onde o efeito da sensação térmica é usado para aumentar a perda de calor (eg. Ventilação em túnel) das aves, existe um benefício em exceder a taxa máxima de ventilação para alcançar a velocidade do ar desejada dentro do aviário. A tabela 16 mostra o efeito da sensação térmica em diferentes velocidades de ar e diferentes temperaturas. - Sistema de resfriamento: em climas quentes, aviários escuros (fechados) exigem um sistema de resfriamento para abaixar a temperatura ambiente. Isso é normalmente feito pela evaporação de água. Resfriamento evaporativo é empregado em condi- ções de calor, isto é, temperaturas acima de 27°C, com objetivo de manter as aves em temperatura de operação dentro da faixa de 20 a 27ºC. A eficácia depende da umidade relativa do ar. Sistemas de resfriamento evaporativo, comumente usados em aviários escuros (fechados), são descritos na Tabela 17, e ilustrados nos Diagramas 16 e 17.
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    Seção 4: RequerimentosAmbientais Específicos 42 Pendular 1/80 1/60 AVIÁRIOS ABERTOS Quando se utilizam aviários abertos, deverá se dar parti- cular atenção ao programa de luz. (Veja Iluminação, pág. 50). A combinação de um ambiente controlado (escuro) na recria e um aviário aberto na postura permite maior controle do que em um aviário aberto de um dia de idade até o descarte do lote. Aviários abertos dependem do fluxo de ar natural para movimentação do ar no aviário. Eles devem ser constru- ídos com uma largura específica, isto é, 9–12 m e uma altura mínima de 2,5 m de pé direito, para garantir uma adequada circulação do ar. Sob a maioria das condições práticas, a ventilação na- tural no aviário aberto fornecerá às aves um ambiente adequado. A circulação do ar é controlada pela variação da altura da cortina. Ventiladores podem ser usados para complementar a ventilação natural e aumentar o controle de temperatura dentro do aviário. As cortinas devem ser feitas de material translúcido para permitir a passagem da luz natural (durante o dia). Cortinas pretas são usadas em situações em que é necessário excluir a luz do dia (ex. aviário escuro (blackout) durante a recria). EQUIPAMENTOS O manejo eficiente de um lote de matrizes requer uma atenção especial aos equipamentos. POLEIROS É uma boa prática de manejo instalar poleiros durante a fase de recria visando estimular e treinar as aves a se acostumarem com os ninhos. Um número suficiente de poleiros deve prover 3cm/ave alojada (suficiente para 20% das aves alojadas) na recria a partir de 28-42 dias (4-6 semanas) de idade. ESPAÇO DE COMEDOURO O espaço de comedouro por ave é determinado pelo ta- manho da ave e aumentará a medida que a ave se torna mais velha. (Veja Tabela 18). Um fornecimento eficiente de alimento não depende somente do espaço de comedouro, mas também do tempo de distribuição (Veja Controle da Alimentação para Manejo do Peso Corporal, Seção 1, páginas 15 e 16). EQUIPAMENTO PARA ALIMENTAÇÃO SEPARADA POR SEXOS Detalhes deste tipo de equipamento são fornecidos no Manejo Entrando em Produção, Seção 2, página 27. ESPAÇO DE BEBEDOURO E DISPONIBILIDADE DE ÁGUA Necessidade de bebedouros extras na fase inicial é apre- sentado em RECRIA (Seção 1, página 9). A necessidade de bebedouros é influenciada pela temperatura ambiente. Recomendações gerais para espaço de bebedouro são apresentadas na Tabela 19, logo abaixo. Maior espaço de bebedouros pode ser necessário em condições de temperaturas extremas. Recomenda-se uma fonte reserva para fornecimento de água em caso de emergência. ESTOCAGEM E MANUSEIO DOS OVOS Informações sobre ninhos, coleta automática de ovos, armazenagem e manuseio dos ovos são fornecidas em Cuidados com os Ovos Incubáveis, página 56. DIAGRAMA 17: DIAGRAMA 18:
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    Seção 4: RequerimentosAmbientais Específicos 43 NUTRIÇÃO OBJETIVO Fornecer dietas balanceadas que atendam às exigências nutricionais de reprodutoras pesadas Ross em todos os seus estágios de desenvolvimento e produção para ma- ximizar seu potencial reprodutivo. PRINCÍPIOS A alimentação de reprodutoras pesadas é um fator essen- cial na manutenção da uniformidade e do peso corporal próximo do padrão. A composição das rações, o manejo alimentar e o manejo geral devem ser considerados juntos na avaliação do desempenho das reprodutoras pesadas. A superalimentação no início do ciclo de postura irá in- duzir crescimento exagerado de folículos ovarianos. O fornecimento de excesso de energia metabolizável, em qualquer estágio, irá afetar adversamente a produção. Se qualquer outro nutriente for limitante e estiver causando baixo desempenho, deve-se considerar a possibilidade de reformular o alimento. MATÉRIAS-PRIMAS As matérias-primas devem ser de boa qualidade com valor nutritivo previsível e uniforme e livres de contaminação por resíduos químicos, toxinas microbianas e patógenos. Eles devem ser armazenados sob condições controladas, a fim de manter sua integridade físico-química e microbiológica. As instalações de armazenamento devem ser protegidas contra insetos, roedores e aves silvestres, os quais são vetores potenciais de doenças. Diversas matérias primas são adequadas para a alimenta- ção de reprodutoras pesadas. A disponibilidade e o preço usualmente determinam a escolha. Entretanto, algumas considerações gerais devem ser feitas: - O milho apresenta vantagens técnicas sobre o trigo, em termos desempenho durante o período de postura. As razões para tal fato não são inteiramente claras. Um achado consistente é a melhoria da qualidade das cas- cas dos ovos em dietas baseadas em milho. Algumas das principais vantagens são uma maior produção de ovos incubáveis e aumento da eclodibilidade; - As gorduras suplementares devem apresentar boa qualidade e serem utilizadas moderadamente durante todos os estágios.Acombinação de ingredientes fibro- sos de baixo custo com gorduras não é recomendada em qualquer estágio de vida das reprodutoras pesa- das; - Os efeitos da gordura da dieta sobre a composição dos lipídios da gema são complexos. As gorduras de peixe afetam negativamente o desempenho. Da mesma forma, qualquer gordura que contenha ácido estercúlico (óleo de algodão) deve ser evitada. Produ- tos da oxidação de gorduras e ácidos graxos na forma trans, presentes nos óleos vegetais, são indesejáveis na nutrição de reprodutoras pesadas. PROCESSAMENTO DO ALIMENTO As reprodutoras pesadas podem ser satisfatoriamente alimentadas com rações fareladas, peletizadas e tritura- das, desde que um bom manejo alimentar seja praticado em cada caso. Com ingredientes adequados e bom manejo, uma ração farelada é a primeira escolha, acarretando períodos de ingestão mais longos e melhor oportunidade de todas as aves se alimentarem. Entretanto, ingredientes pulverulen- tos podem tornar necessário o uso de rações extrusadas. Alguns sistemas de manejo, como a alimentação em piso, exigem péletes de elevada qualidade (dureza). O tratamento térmico de rações já faz parte de alguns programas de biosseguridade. Quando as rações são submetidas a tratamento térmico, atenção especial deve ser dada às perdas vitamínicas e a possível destruição de outros componentes da dieta (enzimas). Pode haver também alterações no valor nutritivo das rações devido a mudanças estruturais nas mesmas.Arecontaminação das rações, após o tratamento térmico, constitui um sério risco e a utilização de produtos químicos e/ou ácidos orgânicos é freqüentemente necessário como forma preventiva. RAÇÕES PRONTAS O tempo transcorrido desde a fabricação até o forneci- mento das rações às aves deve ser o mais curto possível. Isso é particularmente importante sob condições de alta temperatura e umidade, as quais aceleram as perdas vitamínicas, entre outras alterações. O controle de qualidade é essencial. Um programa de monitoramento da qualidade das rações prontas deve ser definido em comum acordo com o fornece- dor das mesmas, devendo incluir: - método de amostragem; - freqüência de amostragem; - comparação com especificações nutricionais; - testes de contaminação; - estocagem das amostras. EQUIPAMENTO DE EMERGÊNCIA No planejamento de uma unidade de produção, deve-se in- cluir um sistema de alarme para alertar sobre a ocorrência de falhas nos equipamentos. O alarme deve alertar sobre queda de energia e temperaturas extremas. Sistemas alternativos de segurança devem estar disponíveis onde for possível (ex. geradores de energia elétrica).
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    Seção 4: RequerimentosAmbientais Específicos 44 VARIAÇÃO NAS RAÇÕES FORNECIDAS O desempenho das reprodutoras pesadas pode ser seriamente comprometido a menos que a composição nutricional das rações seja claramente especificada e detalhadamente controlada. A variação em torno da es- pecificação alvo apresenta inúmeras causas. Os teores de energia e proteína dos principais ingredientes das rações (milho, farelo de soja, farelo de trigo, etc.) podem variar consideravelmente. Para evitar redução do aporte de energia metabolizável, os nutricionistas podem utilizar matrizes de ingredientes com suficiente margem de se- gurança. Isto significa que os níveis médios de nutrientes podem estar acima da especificação e o aporte de ener- gia metabolizável superestimado. O uso de enzimas nas rações destinadas a reprodutoras pesadas pode afetar ainda mais a disponibilidade de energia. A Tabela 20 apresenta limites realistas de variação entre os diversos lotes de rações postura inicial e os possíveis efeitos adversos do excesso e da escassez de nutrientes específicos. O aporte dos diversos nutrientes deve ser avaliado em conjunto. SUPRIMENTO DE NUTRIENTES Na prática, o suprimento de nutrientes para matrizes pe- sadas é controlado por meio da composição do alimento e a quantidade ingerida. Devemos sempre considerar o conjunto de ingredientes. É também fundamental que a ingestão diária de nutrientes seja considerada, a fim de se assegurar ações corretivas a qualquer momento.Asemelhança dos fatores ambientais, a ingestão diária de nutrientes (energia, aminoácidos, minerais, etc.) determina o desempenho do lote, o qual deve ser considerado quando mudanças na composição das rações são cogitadas. APORTE DE ENERGIA Referências para estabelecimento da ingestão de ração e seus devidos ajustes, em conformidade com o desempe- nho das aves, são discutidas em seções anteriores deste manual. Para efeito de recomendações de fornecimento de ração neste manual, considerou-se o nível de energia metabolizável das rações em 2.800 kcal/kg. SE NÍVEIS DE ENERGIA METABOLIZÁVEL DIFERENTES DE 2.800 KCAL/KG FOREM UTILIZADOS, A QUANTIDADE DE RAÇÃO DEVERÁ SER DEVIDAMENTE AJUSTADA. O aporte energético diário de 462 kcal/ave atende satisfa- toriamente as necessidades de manutenção, crescimento e produção de reprodutoras pesadas na fase de pico pro- dutivo. Isso pode ser atingido pelo fornecimento de 165 g ração/ave/dia, quando o nível de energia metabolizável da ração é 2.800 kcal/kg. O ajuste do aporte de energia baseia-se fortemente na observação das respostas das aves, notadamente o peso corporal e o tamanho dos ovos produzidos.
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    Seção 4: RequerimentosAmbientais Específicos 45 Em condições de estresse calórico, é preferível fornecer pequenas quantidades de fontes protéicas de alta quali- dade do que grandes quantidades de fontes protéicas de baixa qualidade. Aeficiência de utilização de aminoácidos sintéticos (metio- nina e lisina) pode ser reduzida em reprodutoras pesadas, quando alimentadas uma única vez ao dia. Os níveis de sete aminoácidos limitantes em dietas práticas são listados nas especificações nutricionais no encarte. Os níveis estão expressos em aminoácidos totais e digestíveis. A Tabela 21 apresenta as recomendações diárias de ami- noácidos essenciais para reprodutoras pesadas. Estes aportes diários de aminoácidos são suficientes para assegurar os alvos de desempenho descritos neste manual.Aingestão alvo de aminoácidos pode ser utilizada como guia para decisão acerca da composição e consumo de ração. Deve-se destacar, entretanto, que essa ingestão deve sempre ser considerada simultaneamente ao consu- mo de energia metabolizável. MACROMINERAIS Para manter o balanço de cálcio, as aves exigem de 4 a 5 gramas diárias desse elemento, a partir da produção do primeiro ovo. Tal exigência é atendida pela mudança da dieta pré-postura (1,2% de cálcio) para a de postura (3,0% de cálcio), imediatamente após a produção do primeiro ovo. A ingestão alvo de 4 a 5 gramas diárias de cálcio deve ser mantida durante todo o período de postura.Algum aumento na calcificação das cascas dos ovos pode ser esperado, quando a ingestão de cálcio atinge 5 gramas diárias por ave alojada. Para tanto, a estratégia recomendada consiste no fornecimento de ração com nível constante e modera- do (3,0%), sendo parte da suplementação de cálcio para formação da casca do ovo oriunda da utilização de fontes com granulometria mais grosseira. A principal razão para o uso de fontes mais grosseiras de cálcio refere-se ao tempo de alimentação. A maioria das reprodutoras pesadas recebe alimento apenas Um maior volume de alimento deve ser fornecido quando a energia for limitante. Quando outro nutriente for o fator limitante, o fornecimento de quantidades adicionais de ração pode resultar em ingestão excessiva de energia e desenvolvimento exacerbado do ovário. Se o aporte de energia é adequado e outro nutriente está abaixo dos níveis recomendados, a ração deve ser reformulada. A escolha do nível de energia na ração é, primeiramente, uma decisão econômica. Entretanto, outras restrições, além do custo, podem apresentar forte influência. Os seguintes aspectos devem ser considerados na tomada de decisão: - Em condições de alimentação controlada, a densidade energética ótima das rações vai variar de acordo com os custos dos ingredientes; - O limite amplo dos níveis de energia pode não ser possível na prática, devido as restrições de uso de gorduras suplementares. Essas restrições podem in- cluir fatores nutricionais como previamente discutido, ou fatores operacionais (exigências de equipamento para peletização); - A escolha de um nível de energia pode ser mais am- plamente influenciado pela restrições operacionais de produção. A ração é exigida de acordo com o progra- ma de arraçoamento em uso. Portanto, em sistemas que utilizam ração farelada, considerações acerca da pulverulência podem nortear o uso de ingredientes e a escolha do nível de energia. Em produtos peletizados, a demanda por qualidade de peletes é freqüentemente dominante. Uma vez resolvidos esses fatores gerais, que afe- tam a escolha do nível de energia, as necessida- des particulares de cada lote devem ser consideradas: - Os níveis de energia de diferentes rações não devem variar amplamente. Mudanças de ração devem ser cuidadosamente controladas, especialmente durante a transição da pré-postura para a postura, e durante as fases 1 e 2 do período de postura; - Quando formulações a mínimo custo são utilizadas, grandes variações na composição e no nível de energia entre as partidas de ração devem ser evitadas. PROTEÍNA E AMINOÁCIDOS O nível de proteína na ração deve ser suficiente para garantir que as exigências de aminoácidos essenciais sejam atendidas. O teor de proteína bruta exigido para tal finalidade varia conforme os ingredientes disponíveis. Em rações destinadas a reprodutoras pesadas, é impor- tante não exceder o limite de proteína bruta devido aos efeitos adversos sobre a eclodibilidade. O limite superior varia conforme a linhagem. Como referência, sugere-se nível máximo de 15,5% de proteína bruta para aves da linhagem Ross. 1020 765 950 460 850 700 220
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    Seção 4: RequerimentosAmbientais Específicos 46 uma vez ao dia, a qual normalmente é fornecida pela manhã. A exigência metabólica de cálcio concentra-se, principalmente, no período da noite quando o processo de calcificação da casca do ovo está em andamento. Portanto, o fornecimento de alguma fonte suplementar de cálcio em uma forma menos prontamente disponível, tem possibilitado melhorar a qualidade das cascas dos ovos. Aincorporação de altos níveis de calcário finamente moído é indesejável, pois, em caso de alimentação matinal, a maioria do cálcio ingerido seria excretado pelos rins, resultando em estresse para as aves. Níveis suplementares de fósforo têm sido usados como parte da prevenção e controle da Síndrome da Morte Súbi- ta durante o período de postura. Entretanto, se esse níveis são mantidos ao longo de todo o período de postura, pode ocorrer redução da espessura das cascas dos ovos, o que afeta adversamente o desempenho no incubatório. As aves da linhagem Ross apresentam baixa susceti- bilidade a Síndrome da Morte Súbita e os efeitos sobre a espessura das cascas dos ovos tem prioridade na definição dos níveis de fósforo disponível na dieta. Arecomendação é da ordem de 0,35% de fósforo disponível nas rações pré-postura e postura inicial. Controle cuidadoso dos níveis dietéticos de cálcio e fornecimento adequado de potássio também desempenham um papel de relevância no controle dessa síndrome. MICROMINERAIS Níveis convencionais de suplementação são reco- mendados para esses nutrientes. Cuidado deve ser tomado para assegurar que formas solúveis de cada mineral sejam incluídas no premix.Alguns ânions, especialmente o cloro, devem ser levados em considera- ção na definição do balanço mineral da ração. VITAMINAS SUPLEMENTARES A suplementação apropriada de vitaminas depende de muitos fatores que interagem entre si e o correto curso de ação reflete as circunstâncias locais. A maior fonte de variação na suplementação de vitaminas é o tipo de cereal utilizado. Nesse sentido, recomendações específicas têm sido feitas para vitamina A, niacina, ácido pantotênico, piridoxina e biotina. Os fatores que afetam a estabilidade das vitaminas após a produção das rações devem ser cuidadosamente ava- liados e níveis mais elevados de vitaminas utilizados, em caso de necessidade. O uso separado de suplementos vitamínicos e minerais e a exclusão de colina dos mesmos são fortemente recomendados, exceto nos casos em que o risco de perdas de vitaminas é mínimo e bem controla- do. Tais medidas aumentam a estabilidade dos premixes vitamínicos de maneira significativa. AS PERDAS VITAMÍNICAS DURANTE O PROCESSO DE FABRICAÇÃO DE RAÇÕES EXIGE ATENÇÃO ESPECIAL, QUANDO AS DIETAS DE REPRODUTORAS PESADAS SÃO SUBMETIDAS A TRATAMENTO TÉRMICO POR RAZÕES DE BIOSSEGURIDADE. Algumas circunstâncias anormais (estresses, doenças intercorrentes, etc.) podem justificar a suplementação de níveis mais elevados de vitaminas do que aqueles recomendados nas Especificações Nutricionais (encarte). De maneira geral, é muito mais recomendável a remoção ou redução de qualquer fator estressante do que do uso permanente de suplementação vitamínica. A vitamina E tem muitas funções biológicas que tornam difícil a definição do nível economicamente ótimo de su- plementação. A recomendação geral para reprodutoras pesadas é usar 100 UI/kg de ração para assegurar cerca de 200 μg/g de tocoferol na gema. Acredita-se que esse nível suplementar é suficiente para assegurar boas reser- vas para os pintos. A necessidade de suplementação adicional depende do nível e tipo de gordura presente na dieta, do nível de selênio e da presença de fatores oxidantes e antioxidantes. O tratamento térmico das rações resulta em destruição de até 20% da vitamina E adicionada. Avitamina E é importante na modulação do sistema imune, mas não há recomendações nutricionais práticas nesse sentido. Níveis de até 300 UI/kg têm sido sugeridos para essa finalidade, mas estes são provavelmente muito one- rosos para uso rotineiro em lotes comerciais. Há situações (surtos de doenças) em que níveis mais elevados de vitamina E são benéficos. A vitamina C tem um papel de relevância na redução do impacto do estresse calórico. PROGRAMAS ALIMENTARES E ESPECIFICAÇÕES DA DIETA Os princípios envolvidos no crescimento de reprodutoras pesadas até a maturidade e na manutenção da produção de ovos são descritos nas seções 1, 2 e 3. As rações devem ser desenhadas para atender tais princípios, acatando as recomendações aqui apresentadas como ponto de partida para a efetivação de ajustes nutricionais e econômicos para as condições locais. Ospesoscorporaisalvodevemseratingidosaolongodetoda a vida das reprodutoras pesadas isto assegurará um adequa- do crescimento e desenvolvimento, permitindo a obtenção de boa uniformidade e maturidade em ambos os sexos.
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    Seção 4: RequerimentosAmbientais Específicos 47 PERÍODO DE CRIA A ração inicial deve estimular o apetite e promo- ver crescimento e desenvolvimento fisiológico precoce. A ração inicial será normalmente fornecida até que o peso corporal alvo seja ultrapassado na segunda e terceira semanas de vida. A partir daí, a ração crescimento I pode ser utilizada. A mudança da ração inicial para a ração crescimento I pode coincidir com a alteração da forma triturada fina para a triturada média. A ração inicial deve ser fornecida preferencialmente, na forma triturada fina. Durante a mudança da ração inicial para a crescimento I, o peso corporal deve ser monitorado cuidadosamente para assegurar adequado crescimento. Isso é especialmente importante quando esta transição envolve uma forma diferente de ração. PERÍODO DE RECRIA Durante o período de crescimento, as taxas diárias de ganho de peso são baixas e as exigências nutricionais expressas em relação ao consumo alimentar não são muito altas. Não obstante, é muito importante manter bom padrão de qualidade das rações nesse período e evitar o uso de ingredientes de baixa qualidade. Os níveis de energia devem ser determinados pelas cir- cunstâncias econômicas vigentes na região. Na fase de crescimento, os aportes de ração são baixos e o manejo deve ser simplificado pelo uso de rações de baixa densi- dade nutricional. TRANSIÇÃO À MATURIDADE SEXUAL O uso de ração pré-postura a partir dos 133 dias (20 semanas) de idade é fortemente recomendado. Ela irá fornecer aminoácidos e outros nutrientes para desen- volvimento satisfatório do trato reprodutivo. Níveis adi- cionais de cálcio podem ser fornecidos para assegurar máximo desenvolvimento da medula óssea. A provisão de quantidades adicionais de vitaminas irá maximizar as reservas corporais antes do início da produção de ovos. O nível de energia na ração pré-postura deve ser similar ao da ração postura inicial. As rações devem ser formuladas para atender as especifi- cações nutricionais e ser consistentes ao longo do tempo. Mudanças bruscas na composição das rações e outras alterações que possam reduzir o consumo voluntário das mesmas devem ser evitadas. Isto é especialmente importante durante o período pré-postura. É conveniente que o mesmo suplemento vitamínico-mineral seja usado nas rações pré-postura e postura. A MUDANÇA DA RAÇÃO NÃO DEVE COINCIDIR COM UMA MOVIMENTAÇÃO DO LOTE ENTRE AVIÁRIOS OU OUTRO MANEJO DE IMPORTÂNCIA COMO VACINAÇÕES. PERÍODO DE POSTURA As recomendações nutricionais da ração postura apresen- tadas no encarte são suficientes para garantir bom desem- penho produtivo em lotes bem recriados e uniformes. O desempenho durante a fase de produção é freqüentemente influenciado pela alimentação e o manejo adotado nos estágios anteriores. O BAIXO DESEMPENHO PRODUTIVO DURANTE O PERÍODO DE POSTURA É, FREQÜENTEMENTE, REFLEXO DE UMA SUPERALIMENTAÇÃO NO ESTÁGIO IMEDIATAMENTE ANTERIOR DAVIDADASAVES. UM SUPRIMENTO DE RAÇÃO ADICIONAL PARA AVES NESSAS CONDIÇÕES TENDE A EXACERBAR O PROBLEMA, AO INVÉS DE SOLUCIONÁ-LO. ALIMENTAÇÃO POR FASE DURANTE A POSTURA Em geral, o uso de mais de um tipo de ração de postura é desnecessário. Sob algumas circunstâncias, os reque- rimentos nutricionais podem mudar durante o ciclo de postura, justificando o uso de duas rações. Os níveis de aminoácidos, cálcio, fósforo e ácido linoléico são freqüen- temente mudados na alimentação por fases. Existem poucas mudanças nas exigências de aminoá- cidos. Estas exigências tendem a aumentar após o pico produtivo, atingindo o máximo em torno de 55 semanas de idade. As exigências de cálcio aumentam em aves mais velhas, e podem ser atendidas pelo uso de fontes suple- mentares grosseiras sobre a cama e não pelo aumento da concentração deste mineral na ração. Se o peso dos ovos estiver muito alto, é indicada redução no teor de ácido linoléico e, provavelmente, de alguns ami- noácidos. Não obstante, ovos excessivamente grandes são resultado de superalimentação em algum estágio da vida das reprodutoras pesadas e recomenda-se que seja evitado. NUTRIÇÃO DE MACHOS O uso de rações específicas para machos durante o período de postura pode apresentar benefícios em termos de manutenção da condição fisiológica e da fertilidade. No entanto, a prática amplamente disseminada de ali- mentar galos com a mesma ração das fêmeas, indica não haver efeitos prejudiciais ao desempenho destes galos.
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    Seção 4: RequerimentosAmbientais Específicos 48 12 - 14 2600 - 2800 0,45 - 0,55 0,38 - 0,46 0,8 - 1,2 0,3 - 0,4 0,8 - 1,20 Essa prática evita custos adicionais e a inconveniência de separar os processos fabris, controle de qualidade e armazenamento de dois produtos distintos. Deve-se ter muito cuidado com uma ingestão excessiva de proteína e cálcio pelos machos. Se a ingestão alimentar é mais alta que a normalmente preconizada para manu- tenção de peso corporal e condição fisiológica, o uso de rações separadas deve ser considerado. As recomendações nutricionais para rações específicas para machos são apresentadas na Tabela 22. PEDRISCOS Constitui boa prática de manejo o fornecimento de pedris- cos (5 mm) a partir de 6 semanas de idade, na proporção de 0,5 kg/100 aves alojadas/semana. Isto auxilia na maceração de materiais provenientes da cama (penas) que as aves normalmente consomem. Problemas de impactação podem resultar se não houver a presença de pedriscos na moela. ALIMENTAÇÃO DE CAMA O fornecimento de grãos inteiros e duros ou péletes tem uma série de benefícios para as aves e para a qualidade da cama. Tal prática deve ser limitada a 0,5 kg/100 aves/ semana e deve ser levada em consideração no cálculo do aporte de ração. Os ingredientes utilizados na alimentação de cama devem ser submetidos às mesmas precauções de biosseguridade da ração principal. MANEJO DA ÁGUA Há vários fatores que podem afetar os requisitos de consu- mo de água (por exemplo: dieta, temperatura e umidade). Portanto as necessidades diárias de água variam e não se podem definir com precisão. Há que ter um registro do consumo diário. Variações extremas e inusitadas do consumo de água podem indicar possíveis problemas de saúde, dos quais devem ser investigados. A temperatura ideal da água a ser fornecida para as re- produtoras deve ser entre 10 e 12°C. Água muito fria ou muito quente (30°C) reduz o consumo. Em épocas quentes deve-se fazer o “Flush” (renovar a água da tubulação dos bebedouros) para assegurar que a água fornecida esteja em temperatura mais fria possível. Temperatura acima dos 21°C, os requerimentos de água aumentam aproximadamente em 6,5% a cada grau Celsius de incremento. O consumo excessivo de água é muito comum em aves em crescimento, sobretudo em idades avanças (6–22 sem). A utilização de um programa de restrição de água durante a fase de recria e de postura podem ajudar a manter a qualidade da cama, melhorar a digestão, baixar a umidade contribuindo para a saúde entérica do plantel. Durante a fase de recria, em dias com ração, a água deve estar disponível por um período contínuo de 3 a 4 horas. Iniciando de ½ a 1 hora antes do trato e terminando de 1 a 2 horas após o consumo total da ração. Também se deve fornecer água por dois ou três períodos de 30 minutos durante o período da tarde. Em dias sem alimento, deve- se fornecer água logo pela manhã por 30 a 60 minutos, além de fornecimentos de 30 minutos por três ou quatro vezes ao dia. Na fase de postura, deve-se fornecer água de forma contínua desde 30 minutos antes do trato até 1 a 2 horas após o término do consumo de alimento. Também se deve fornecer água por 30 minutos a tarde e novamente por 30 minutos antes de apagar as luzes. Os papos das aves devem estar com consistência suave e ceder ao toque com facilidade, depois de um período de consumo de água. Se o consumo de água for inadequado os papos estarão duros e poderão estar compactados, o qual poderá causar necroses por compressão. Se a temperatura é ≥ 30°C, deve-se fornecer água por pelo menos 20 minutos a cada hora. Com temperaturas supe- riores a 32°C a restrição de água deve ser suspensa.
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    Seção 4: RequerimentosAmbientais Específicos 49 ILUMINAÇÃO OBJETIVO Utilizar a resposta das aves ao fotoperíodo e a in- tensidade da luz para que a maturidade sexual e o subseqüente desempenho reprodutivo possam ser estimulados e controlados para obter-se máxima produtividade. PRINCÍPIO Para se atingir altos níveis de desempenho da matriz Ross é necessária uma combinação ideal de técnicas integradas de manejo durante o período de recria. O fotoperíodo e a intensidade da luz durante a vida das matrizes exercem importante papel no desenvolvimento do sistema reproduti- vo e ambos deverão ser considerados para se estabelecer programas efetivos de luz. É a diferença do fotoperíodo e da intensidade da luz entre a recria e a postura que controla e estimula o desenvolvimento dos ovários e testículos. A resposta aos aumentos do fotoperíodo e da intensidade da luz também depende do desenvolvimento correto do peso corporal durante a recria, da boa uniformidade do lote e da nutrição correta. PROGRAMAS DE LUZ INCORRETOS RESULTARÃO EM SUPER OU SUB-ESTIMULAÇÃO DO LOTE Com relação a programas de luz, existem quatro com- binações básicas de ambiente que podem ocorrer nas instalações de recria e postura: Situação 1: Ambiente com iluminação controlada na recria e ambiente com iluminação controlada na postura (escuro / blackout) Situação 2: Aviário aberto na recria e aviário aberto na postura Situação 3: Ambiente com iluminação controlada na recria (escuro / blackout) e aviário aberto na postura Situação 4: Ambiente sombreado (sombrite) na recria e aviário aberto na postura SITUAÇÃO 1 AMBIENTE C/ ILUMINAÇÃO CONTROLADA NA RECRIA E AMBIENTE C/ ILUMINAÇÃO CONTROLADA NA POSTURA (ESCURO / BLACKOUT) É essencial que ambos os aviários, o de recria e o de pos- tura, sejam totalmente à prova de luz (escuro ou blackout) e que toda luz fornecida seja artificial. Os resultados sa- tisfatórios desse sistema são dependentes da capacidade
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    Seção 4: RequerimentosAmbientais Específicos 50 de fornecer luz artificial sem interferência da luz natural (à prova de luz). Cuidados devem ser tomados para evitar infiltrações de raios luminosos através de passagens de ar, fendas, caixilhos, cortinas, etc. Em termos práticos, isso significa que a intensidade de luz durante o período de escuro deve ser inferior a 0,4 lux. Testes regulares devem ser realizados para checar a eficiência do sistema que garante o escuro (à prova de luz). AS AVES SÃO MUITO SENSÍVIES AO FOTOPERÍODO. QUALQUER INFILTRAÇÃO DE LUZ NATURAL DEVE SER IMEDIATAMENTE CORRIGIDA PARA GARANTIR O CORRETO FOTOPERÍODO As aves devem ser submetidas a um fotoperíodo constante de 7 a 9 horas diárias aos 21 dias (3 semanas), no máxi- mo. A intensidade de luz deve estar entre 15 e 20 lux. O fotoperíodo não deve ser aumentado durante o restante da fase de recria, isto é, até 132 dias (19 semanas). O primeiro aumento de luz na fase pré-postura deve ocorrer 4 semanas antes da data prevista para o início da postura. Por exemplo, se o objetivo for 5% de postura no 169o dia (25ª semana), o primeiro aumento de luz deverá ocorrer no 141o dia (Veja tabela 23). SUPER-ESTIMULAÇÃO DE LOTES DESUNIFORMES PODE GERAR PROBLEMAS COMO CHOCO E PROLAPSO A tamanho do primeiro aumento de luz da fase pré-postura depende da uniformidade do lote por volta dos 126 dias de idade (18 semanas). Lotes desuniformes devem receber um aumento menor afim de evitar-se a super estimulação das aves leves ou pesadas, e assim problemas tais como prolap- so e choco. Os aumentos de luz recomendados, conforme a uniformidade, são mostrados nas tabelas 23 e 24. Os machos criados na curva de peso corporal padrão da Ross e segundo o programa de iluminação recomendado, não necessitarão de um aumento no fotoperíodo ou de intensificação de luz antes das fêmeas.Asincronização da maturidade sexual de ambos os sexos é garantida quando as aves se desenvolvem seguindo a curva de peso corporal padrão com boa uniformidade (Veja Manejo Entrando em Produção, Seção 2, página 24). INTENSIDADE DA LUZ É vital que a intensidade de luz seja aumentada em com- binação com o fotoperíodo. É por meio da combinação de aumentos simultâneos do fotoperíodo e intensidade de luz que a maturidade sexual é estimulada e, conseqüente- mente, a postura. A intensidade mínima exigida no aviário de postura é de 60 lux. O número de ovos e a atividade dos machos podem ser melhorados quando se aumenta a intensidade da luz para 100-150 lux. SITUAÇÃO 2 AVIÁRIO ABERTO NA RECRIA E AVIÁRIO ABERTO NA POSTURA Quando se utilizam aviários abertos para recria e postura, é necessário que se adote um programa de luz que leve em consideração as mudanças sazonais do fotoperíodo natural e da intensidade da luz. Na recria com aviários abertos há 4 situações básicas que ocorrem entre 0 e 133 dias (0-19 semanas): - Aumento natural do fotoperíodo; - Aumento seguido de decréscimo natural do fotoperíodo; - Decréscimo natural do fotoperíodo; - Decréscimo seguido de aumento natural do fotoperíodo. Essas mudanças no fotoperíodo natural também podem ser ilustradas como demonstrado no Diagrama 18. Para cada mês de alojamento, diferentes cores indicam o pa- drão de aumento e decréscimo de horas no fotoperíodo durante a recria. Por exemplo, um lote nascido em abril no hemisfério sul, ou em outubro no hemisfério norte, terá decréscimo natu- ral do fotoperíodo de até 10-12 semanas, depois haverá aumento natural do fotoperíodo. O princípio básico das técnicas do Programa de Ilu- minação, indicado no Diagrama 19, é utilização de luz artificial para contrabalançar a influência das mudanças naturais que ocorrem no fotoperíodo. O objetivo consiste em controlar o início da postura durante o ano, evitando- se, assim, grandes flutuações sazonais da idade do lote ao primeiro ovo. ILUMINAÇÃO ARTIFICIAL E INTENSIDADE DE LUZ É de suma importância que a intensidade e a uniformidade de distribuição da luz, proveniente do sistema artificial de iluminação, sejam suficientes para assegurar um estímulo adequado. A intensidade mínima exigida é de 30 lux. Em geral, a intensidade de luz natural no Brasil é alta durante todo o ano; assim é particularmente importante que a iluminação artificial utilizada, quer para recria, quer para postura, também seja de alta intensidade para assegurar níveis satisfatórios de desempenho. As flutuações sazo- nais do início de postura resultam não só da mudança do fotoperíodo natural durante a recria, mas também da mudança sazonal na intensidade da luz. AS AVES PODEM NÃO RESPONDER A ESTÍMULOS DE LUZ DE BAIXA INTENSIDADE, QUANDO RECRIADAS COM LUZ NATURAL DE ALTA INTENSIDADE.
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    Seção 4: RequerimentosAmbientais Específicos 51 Em aviários de recria abertos, o efeito da intensidade da luz natural pode ser reduzido significativamente se for possível controlar-se a quantidade de luz que entra nos aviários. O uso de redes de plástico de horticultura, som- brite, pode ser muito útil. Elas reduzem a quantidade de luz que entra nos aviários, enquanto permitem uma ventilação adequada. Devem ser removidas na ocasião do primeiro aumento de luz, para estímulo à postura. A prática de se pintar em preto o interior dos galpões de recria também pode ser usada, contanto que o lote seja transferido, no fim da recria, para outro galpão e galpão de postura. A pintura externa do telhado em branco, pode prevenir problemas associados às altas temperaturas internas. VARIAÇÕES SAZONAIS Variações sazonais são graduais, sendo difícil estabe- lecer, para certos meses se são de estação ou fora de estação. Alguns meses não são nem de uma, nem de outra estação.Alatitude também influi nos efeitos sazonais. (Veja Diagrama 20, pág. 54). Para simplificar, os meses encontram-se classificados na Tabela 25 como: de estação e fora de estação. LOTES FORA DE ESTAÇÃO O efeito de fotoperíodo natural e da intensidade de luz irão retardar a idade ao primeiro ovo dos lotes nascidos entre agosto a fevereiro. Lotes de fora de estação entram atrasados em postura, e tendem a ter um pico de postura menor com menor previsibilidade da produção que a do lote de estação. Para controlar este efeito é necessário: - Escurecimento do aviário de recria (pintar interior preto), se o lote for transferido para o aviário de produção - Criação das fêmeas de fora de estação em um padrão de peso mais pesado. A combinação do aumento de peso corporal e escureci- mento do aviário ajudarão a sobrepujar os efeitos de fora de estação. LOTES DE ESTAÇÃO Lotes de estação devem ser criados no padrão alvo de crescimento, e o primeiro estímulo de luz dado aos 155 dias de idade (23 semanas). Veja Diagrama 19. Março Abril Maio Junho Julho* Agosto Setembro Outubro Novembro Dezembro Janeiro* Fevereiro* DIAGRAMA 19:
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    Seção 4: RequerimentosAmbientais Específicos 52 DIAGRAMA 20:
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    Seção 4: RequerimentosAmbientais Específicos 53 SITUAÇÃO 3 AMBIENTE COM ILUMINAÇÃO CONTROLADA NA RECRIA (ESCURO / BLAKCOUT) E AVIÁRIO ABERTO NA POSTURA Aviários totalmente escuros (blackout) exclusivos para a re- cria que permitem total controle do fotoperíodo e têm, ain- da, o benefício da postura em aviários abertos. O controle da iluminação durante a recria também resolve o problema associado aos lotes de fora de estação, (isto é, atraso na produção de ovos, alto peso da fêmea, desuniformidade e alto consumo de alimento). Quando blackout é usado para recria de lotes de estação deve-se tomar cuidado para não superestimular as aves quando transferidas para os aviá- rios abertos. O aumento da freqüência de ovos anormais, prolapso, choco, peritonite (postura interna) etc., pode ser evitado seguindo-se o programa de luz apresentado nas Tabelas 26 e 27, bem como também se assegurar um correto peso corporal e boa uniformidade. PROBLEMAS COMO CHOCO E PROLAPSO PODEM SER RESULTADO DA SUPERESTIMULAÇÃO EM LOTES NÃO UNIFORMES As aves devem ser submetidas a um fotoperíodo cons- tante a partir de 21 dias (3 semanas), e recriadas em uma intensidade de luz entre 05 e 20 lux. O fotoperíodo deve ser constante entre 8 ou 9 horas, dependendo do estímulo que será fornecido quando o lote for transferido para o galpão aberto. Em latitudes onde os problemas associados à superestimulação (isto é, prolapso, choco, alta mortalidade pré-pico) persistem, pode ser necessário recriar as aves em um fotoperíodo constante de 9 horas. Veja Tabela 26. O primeiro incremento no fotoperíodo deve ser, no mínimo, fornecido no 155º dia (23 semanas). Esta é a idade que o lote é transferido para o aviário aberto, ou as cortinas blackout são abertas (isto é, lotes que são alojados no mesmo aviário do primeiro dia ao descarte). A intensi- dade da luz artificial usada durante a produção deve ser superior a 30 lux. Exemplo: Se o fotoperíodo aos 155º dias (23 semanas) for de 12 horas, deve-se proporcionar 8 horas de luz por dia, de maneira constante, dos 10 aos 154 dias. Aos 155 dias (23 semanas), deve-se aumentar o fotoperíodo para 12 horas (luz natural). Os aumentos subseqüentes na quantidade de luz deverão combinar a luz natural com luz artificial, dependendo da estação. SITUAÇÃO 4 AMBIENTE SOMBREADO (SOMBRITE) NA RECRIA E AVIÁRIO ABERTO NA POSTURA Aviários escurecidos parcialmente (sombrite) durante a fase de recria sem controle do fotoperíodo, e com apenas controle da intensidade de luz (Veja Programas de Ilumi- nação, pág. 55, Tabelas 28 e 29). Se a postura não alcançar níveis satisfatórios, será neces- sário aumentar o estímulo depois de atingidas 16 horas de iluminação. Em geral, não se obtém benefícios com fotoperíodos maiores que 17 horas. DIAGRAMA 21:
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    Seção 4: RequerimentosAmbientais Específicos 56 CUIDADOS COM OS OVOS INCUBÁVEIS OBJETIVO Fornecer e manter condições ambientais para garantir que o ovo alcance e mantenha seu potencial de eclodibilidade, desde a postura até a incubação. PRINCÍPIOS Para a produção de pintos com boa qualidade e uniformida- de, é necessário que os ovos incubáveis sejam processados de forma apropriada. Cuidados nos procedimentos de cole- ta, desinfecção, resfriamento, armazenagem e incubação são fundamentais para que o desenvolvimento embrionário não seja comprometido. COLETA E HIGIENE DO OVO INCUBÁVEL NINHOS Sabe-se que ovos limpos mantêm um potencial maior de eclodibilidade do que aqueles sujos ou contaminados; portanto, os ninhos têm papel importante no processo de produção de pintos de qualidade. Os ninhos devem ter de- senho apropriado.As fêmeas preferem os que apresentem características, tais como, limpeza, cama seca, pouca luz e isolamento. Os ninhos devem estar localizados onde as aves possam usá-los e, ao mesmo tempo, estar a uma altu- ra que evite a sua contaminação pela cama e pelas fezes. As aves deverão ser treinadas para usar os ninhos antes do início da produção. A colocação de poleiros durante o período de recria auxiliará no treinamento (Veja Recria 0-98 dias (0-14 semanas) Seção 1 , página 20). A serragem do ninho deverá ser mantida limpa e seca. Do mesmo modo, a serragem da cama também deverá ser limpa e fresca, possibilitando que as galinhas tenham sempre os pés limpos ao entrar nos ninhos. AS FÊMEAS FARÃO A POSTURA NO CHÃO SE ELAS NÃO ENCONTRAREM UM NINHO ADEQUADO OU SE EXISTIREM POUCOS NINHOS PARA AS FÊMEAS. Desenho dos Ninhos: Normalmente, os ninhos são pro- jetados com 2 andares e cada “ boca “ atende a 4 aves. O ninho deve ter, aproximadamente, as seguintes medidas: 40 cm de largura x 30 cm de profundidade x 30 cm de altu- ra. O ninho também deve ser bem ventilado, porém devem ser evitados correntes de ar. O poleiro inferior não deve estar a mais de 45 cm acima da cama O poleiro inferior deve ser, no mínimo, 10 cm mais comprido do que o poleiro superior. O ninho deve ter, se possível, fundo removível e a frente com altura suficiente para segurar a cama. COLETA MANUAL Os ovos devem ser coletados freqüentemente e, logo após a coleta, devem ser desinfetados e resfriados o mais rápido possível. As coletas freqüentes reduzirão trincas e quebra de ovos provocadas pela fêmea no ninho. As coletas manuais devem ser feitas, pelo menos, 6 vezes ao dia, de tal maneira que não haja mais do que 25% do número total de ovos em uma única coleta. Durante a coleta podem ser utilizadas bandejas de incubação ou bandejas de plástico. Não é recomendado o uso de ces- tas, porque aumenta a possibilidade de trincas na casca. As coletas e estocagem de ovos de chão e de ovos sujos deve ser feita separadamente das de ovos limpos. Ovos sujos não devem ser incubados e devem ser manejados e armazenados separadamente. Durante a coleta, recomenda-se lavagem e desinfecção das mãos entre lotes e/ou lados do aviário. Ovos de cama devem sempre ser coletados após coleta dos ovos de ninho. PONTOS-CHAVE  A resposta ao estímulo de luz é maximizada quando o peso da recria é ideal, a uniformidade boa e a nutrição correta.  Assegurar que os aviários escuros (blackout) sejam à prova de luz de maneira a não permitir uma intensidade superior a 0,4 lux.  Fornecer às aves um fotoperiodo constante a partir de 21 dias no máximo (em aviários escuros).  Recriar aves na intensidade luminosa de 05 a 20 lux em aviários escuros (blackout).  Aves não respondem a fotoperíodos maiores que 17 horas.  Usar padrões de peso de fora de estação nas situações em que não há controle de luz durante a recria ou pos- tura.  Assegurar o sincronismo da maturidade sexual entre machos e fêmeas, recriando-os no mesmo programa de luz.
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    Seção 4: RequerimentosAmbientais Específicos 57 COLETA AUTOMATIZADA Acoleta em ninhos automáticos deve ser feita, pelo menos, 5 vezes ao dia. Os ovos postos no piso deverão ser cole- tados, pelo menos, 8 vezes ao dia, devido ao alto risco de contaminação. Os tapetes, esteiras e poleiros dos ninhos devem ser mantidos limpos. QUANDO SÃO UTILIZADOS SISTEMAS DE LIMPEZA E DESINFECÇÃO DE ESTEIRAS, DEVE-SEASSEGURAR QUEA ESTEIRA ESTEJA SECA ANTES DE SE INICIAR A COLETA. A utilização de ninho automático reduz o número de fun- cionários para coleta de ovos. Como em qualquer sistema automático, a eficácia deve ser monitorada. Devem ser adotadas práticas de manejo que assegurem o máximo de produção de ovos no ninho. Esse tipo de ninho requer uma manutenção periódica para evitarem-se problemas durante a coleta dos ovos. OVOS DE CAMA O número de ovos de cama pode ser reduzido com: · Colocação de poleiros na recria a partir de 42 dias (6 semanas); · Poleiros dos ninhos bem projetados e em perfeito estado de conservação; · Machos e fêmeas atingindo a maturidade sexual na mesma época; · Distribuição uniforme de luz e com uma intensidade superior a 30 lux; · Espaço de comedouro por fêmea (Mínimo 15 cm por ave); · Ajuste do programa de luz de acordo com o peso corporal; · Manejo efetivo da porcentagem de acasalamento; · Excesso de cobertura pode ocasionar um aumento na postura de chão; · O alimento deve ser fornecido no máximo 3 horas após as luzes terem sido acesas, isto evitará que as aves sejam alimentadas no momento de maior postura. DESINFECÇÃO DE OVOS INCUBÁVEIS A desinfecção dos ovos deverá ocorrer antes que estes esfriem, pois, a medida que o ovo esfria, o seu conteúdo se contrai e alguns microrganismos, que se encontram na superfície da casca, são sugados para seu interior através dos poros. Existe uma variedade de métodos utilizados na desinfecção dos ovos incubáveis. Afumigação com formalina continua sendo o método prefe- rido, mas, em muitos casos, não satisfaz aos regulamentos locais de segurança do operador. A Tabela 30 é um sumário da efetividade dos diferentes métodos de desinfecção. As áreas de estocagem dos ovos e os veículos de trans- porte devem ser sempre mantidos limpos. As condições de higiene devem ser preservadas durante todos os processos de manuseio do ovo. Ovos desinfetados são vulneráveis à recontaminação bacteriana e fúngica caso os depósitos de ovos não estejam sujeitos a um eficaz e constante programa de lavagem e desinfecção.As cascas dos ovos não podem ser molhadas após a desinfecção, já que isso facilita o acesso de microrganismos através da casca. A colocação de desinfetante no sistema de aspersão da sala de ovos reduzirá os níveis de contaminação, mas deve ser feito de maneira que não molhe os ovos. A RECONTAMINAÇÃO DOS OVOS DESINFECTADOS PODE OCORRER POR: - ÁGUA SUJA NOS UMIDIFICADORES. - PÁS DOS VENTILADORES, GRADES E ENTRADAS DE AR DOS RESFRIADORES SUJAS. - SISTEMA DE VENTILAÇÃO QUE CONDUZ AR SUJO DA ÁREA DE CLASSIFICAÇÃO DOS OVOS PARA A ÁREA DE ESTOCAGEM. - PORTA DO DEPÓSITO DE OVOS MAL FECHADA.
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    Seção 4: RequerimentosAmbientais Específicos 58 RESFRIAMENTO DOS OVOS No desenvolvimento embrionário, a divisão da célula fica mais lenta a uma temperatura abaixo de 26°C e pára com- pletamente aos 21°C. Se a divisão da célula continuar por 5 horas após a postura, os ovos perdem a eclodibilidade, tendo como resultado o aumento nas mortes embrionárias precoces. Os ovos deverão ser uniformemente resfriados para uma temperatura de 20-21°C, em um período de 4 horas após a coleta. Coletas freqüentes farão com que os ovos atinjam o zero fisiológico no mesmo estágio de desenvolvimento embrionário. Um perfil de resfriamento deverá ser determinado para cada sala de ovo. Fichas para controle de temperatura são imprescindíveis e permitem a identificação dos estágios que precisam de ajustes. ESTOCAGEM DOS OVOS Durante a estocagem dos ovos é muito importante que a temperatura e a umidade não sofram variações. Durante o período em que os ovos permanecerem na estocagem, é importante manter uma boa ventilação entre os ovos e evitar fazer grandes pilhas de bandejas ou colocá-las muito próximas umas das outras, pois isso prejudicará a movimentação do ar. A ventilação deve ser feita de forma lenta mas em grande volume. Poderão ocorrer variações na temperatura se o ar for movimentado muito rápido ou se existir obstáculo para a ventilação. A temperatura e a umidade devem ser mantidas durante o transporte e a estocagem, para que seja obtido um máximo de eclodibilidade. Condições apropriadas são determinadas pelo tempo de estocagem como demons- trado na Tabela 31. É igualmente importante atingir temperaturas homogêneas no controle de todo o sistema de produção, desde o ninho até as incubadoras. Uma correta movimentação do ar nas áreas de arma- zenagem, como previamente descrito, é essencial para alcançar e manter a variação mínima de umidade e tem- peratura (± 1°C) durante todo o período. Essas condições são conseguidas se os equipamentos de aquecimento/ resfriamento e umidificação forem adequados. Os depósitos devem ser bem isolados e impermeabilizados com material de fácil desinfecção . O local deve ser amplo o bastante para acomodar os volumes esperados de ovos e para atender às exigências de acomodação. Com respeito à altura, o teto do depósito deverá ficar a aproximadamente 1,5 m acima dos ovos estocados. É importante que, uma vez estabelecidas, a temperatura e a umidade sejam mantidas estáveis. PROBLEMAS DE ECLOSÃO NORMALMENTE OCORREM DEVIDO A VARIAÇÕES DE TEMPERATURA E UMIDADE DURANTE A COLETA E ESTOCAGEM DE OVOS. CUIDADOS DEVEM SER TOMADOS PARA ASSEGURAR QUE A TEMPERATURA E A UMIDADE DE ESTOCAGEM SEJAM MANTIDAS DURANTE A TRANSFERÊNCIA PARA O INCUBATÓRIO. INCUBAÇÃO PRÉ- AQUECIMENTO Antes de os ovos serem incubados, devem ser pré-aque- cidos na sala de “adaptação” ou de pré-aquecimento, por um período de 6 a 8 horas, a uma temperatura média de 23°C. O pré-aquecimento na incubadora pode ser vantajoso, devido a um melhor movimento de ar entre os ovos e um aumento gradual da temperatura, o que ajudará a evitar a condensação. LIMPEZA DAS INCUBADOURAS As condições ambientais dentro das incubadoras são ideais para a multiplicação de microorganismos. Os pintos podem se infectar através dos pulmões com Staphylo- coccus aureus, que pode mais tarde provocar o desenvolvi- mento de Necrose da Cabeça do Fêmur nas aves. A incubação de ovos de cama poderá aumentar os níveis de contaminação dentro da incubadora. A ocorrência de contaminação cruzada poderá aumentar se ovos de ninhos forem colocados na mesma máquina que os ovos de cama. Portanto, se for realmente necessária a incubação de ovos de cama, isto deverá ser feito em máquina separada. RESÍDUOS DE NASCIMENTO E PENUGEM SÃO AS MAIORES FONTES DE CONTAMINAÇÃO CRUZADA DENTRO DOS INCUBATÓRIOS. Contaminações cruzadas podem ser reduzidas por meio de fumigação dos nascedouros com formaldeído assim que os ovos começarem a ser bicados (Tabela 32).
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    Seção 4: RequerimentosAmbientais Específicos 59 ATINGINDO ÓTIMO DESEMPENHO NO INCUBATÓRIO Amortalidade embrionária normalmente segue uma curva padrão. A análise dessa mortalidade e a identificação de anormalidades no desenvolvimento embrionário são dados importantes para melhorar a eclosão. No geral, entretanto, as causas principais de perdas na incubação são as seguintes: - Mortalidade embrionária nos 8 primeiros dias de in- cubação normalmente é causada por problemas na granja, na estocagem e/ou nas primeiras horas de incubação. - Mortalidade entre 8 e 16 dias pode ser devida a conta- minação, a problemas nutricionais nos pais ou, ainda, a problemas na incubação dos ovos. - Perdas entre 17 e 21 dias são normalmente provocadas por problemas nas condições de incubação. Os padrões de mortalidade embrionária variam de acordo com a idade do lote (Veja Tabela 33). Normalmente ocorre uma perda de peso nos ovos devido à evaporação de água através da casca. Espera-se que ocorra uma perda de aproximadamente 12-13% do peso inicial devido à evaporação entre o início da incubação e a transferência. O manejo da incubação deve ser ajustado para que a perda de peso esteja dentro desses índices. Para que se tenha um bom desempenho na incubação, devem ser feitas observações detalhadas nos dados de mortalidade embrionária e perda de peso dos ovos. Tais medidas devem fazer parte do Programa de Controle de Qualidade do incubatório. Para obtenção de resultados satisfatórios no incubatório, é necessária a adoção de medidas em função das observa- ções feitas e sobre os resultados de eclosão, mortalidade embrionária e peso dos ovos. Tais medidas devem ser incluídas no programa de quali- dade do incubatório. Informações obtidas no momento do nascimento não pode- rão ser usadas para corrigir problemas nesse nascimento. Estas informações devem ser usadas nas incubações sub- seqüentes, de maneira que os problemas sejam sanados antes do nascimento. PONTOS-CHAVE Escolher um desenho adequado do ninho para evitar ovos de chão. Os ninhos devem ser su- ficientemente altos para evitar a contaminação com cama. Treinar as aves para entrar nos ninhos por meio de colocação de poleiros na recria. Coletar ovos freqüentemente durante o dia; estes devem ser desinfetados, resfriados e estocados o mais rápido possível, após a coleta. Fazer a desinfecção dos ovos de forma que a cutícula não seja afetada; manter os ovos secos e não os submetê-los a temperaturas extremas. Estocar os ovos a uma temperatura de 21º C (Zero Fisiológico) até 4 horas após a coleta. A temperatura e a Umidade ideais para armaze- nagem dos ovos dependerá do tempo de esto- cagem. Devem-se evitar variações grandes na temperatura e na umidade. Evitar empilhar mais do que cinco bandejas de ovos. Fornecer uma boa ventilação para os ovos esto- cados. Realizar uma circulação suave de ar. Organizar a coleta, seleção, desinfecção e resfria- mento de forma que os ovos sejam transferidos, sem atraso, para o incubatório. Estabelecer um programa de controle de qua- lidade dos ovos desde o ninho até o final da incubação. Fazer com que os ovos percam apenas 12-13% do seu peso entre o início da incubação e a transferência para os nascedouros.
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    Seção 4: RequerimentosAmbientais Específicos 60 HIGIENE E SAÚDE DAS AVES OBJETIVO Alcançar as melhores condições higiênicas possíveis den- tro do ambiente da granja e minimizar os efeitos adversos de doenças. Atingir ótimo desempenho e bem-estar das aves, bem como fornecer garantias de biosseguridade para criadores e consumidores do produto final (frangos). As matrizes Ross de um dia de idade são produzidas em ambientes nos quais são seguidos rígidos protocolos de biosseguridade, que garantem a manutenção de um nível de saúde o mais alto possível. A manutenção de um bom nível de saúde é essencial para se maximizar o desempe- nho reprodutivo das matrizes, e a qualidade e a aceitação dos produtos finais (frangos). A RELAÇÃO ENTRE MANEJO E OCORRÊNCIA DE ENFERMIDADES A incidência e a severidade de muitas enfermidades são afetadas, muitas vezes, pela magnitude de fatores estres- santes aos quais as aves são submetidas. Os sistemas de manejo descritos neste manual foram desenhados para maximizar a produção e, ao mesmo tempo, manter mínimo o nível de estresse dos lotes de matrizes Ross. Quando, em determinadas situações, é impossível eli- minar um agente patogênico, seus efeitos deletérios na produtividade das aves podem ser bastante diminuídos pela simples diminuição do nível de estresse oriundo de outras fontes. Muitos fatores interagem para aumentar a sintomatologia observada como resultado de uma infecção. Quando esti- vermos definindo medidas de controle para as enfermida- des, é muito importante levarmos em conta a possibilidade de ocorrência de um aumento de situações de estresse para aves (ou infecções) tais como: - Manejo inadequado da alimentação e outros fatores, os quais podem precipitar a ocorrência de tendinites estafilocóccicas. - Maturidade sexual precoce e/ou desuniforme, que pode estar associada à ocorrência de peritonite, aumento do número de ovos de duas gemas e septicemias por E. coli. - Densidade de aves por m2 , biosseguridade, vacinação e doenças imunossupressoras (por exemplo, Doença de Marek, Doença de Gumboro e Anemia Infecciosa das Galinhas) podem afetar muito a severidade de outras enfermidades. INSPEÇÃO DAS AVES É essencial que se realizem inspeções de rotina nas aves para uma detecção precoce de enfermidades e/ou de situ- ações de desconforto para elas. Todos os lotes deveriam, idealmente, ser inspecionados, pelo menos duas vezes ao dia por um funcionário experiente e atento. Esse funcionário deve observar o lote de aves a uma distância de aproxima- damente 3 metros das aves. A intensidade da luz deve ser suficiente para que as aves sejam bem visíveis. PROGRAMA DE HIGIENE A utilização rigorosa de um amplo programa de higiene é essencial para se alcançar bons níveis de produtividade e saúde nos lotes de matrizes. Esse programa deverá estar voltado para: - limpeza do aviário; - higiene do aviário; - destino das aves mortas. LIMPEZA DO AVIÁRIO OBJETIVO Eliminar produtos residuais de lotes de aves anteriores e garantir que o ambiente não esteja contaminado com microrganismos patogênicos que poderiam afetar a saúde, bem-estar e desempenho reprodutivo do novo lote. A fim de se obter uma limpeza perfeita, é necessária uma área externa de concreto para lavagem e armazenamento de equipamentos removíveis. Recomenda-se o uso de lavagem sob pressão. PROCEDIMENTO Controle de Insetos: Assim que as aves tenham sido removidas do aviário, e enquanto o ambiente ainda estiver quente, a cama, equipamentos e todas as superfícies do aviário deverão ser pulverizadas com inseticida apropriado. Os insetos são transmissores de doenças e deverão ser destruídos antes que migrem para o madeiramento, ou outros materiais. Uma nova aplicação do inseticida deverá ocorrer antes da desinfecção. Remoção da Cama: Deve-se escolher, de preferência, um dia sem vento para a remoção da cama. Deve-se desligar todo o sistema de ventilação e sistema elétrico para, em seguida, adotarem-se os seguintes procedimentos: Pulverização Prévia: uma pulverização de baixa pressão deve ser aplicada no interior do aviário, do teto para o chão, com o intuito de remover a poeira do ar antes da remoção da cama e dos equipamentos;
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    Seção 4: RequerimentosAmbientais Específicos 61 Remoção do Equipamento: todos os equipamentos e acessórios (bebedouros, comedouros, poleiros, ninhos, divisórias, etc) devem ser retirados do aviário e colocados numa área externa de concreto; Remoção da Poeira: toda a poeira e teias devem ser retiradas dos ventiladores, vigas e bordas. A melhor maneira de fazê-lo é por meio de escovação, para que a poeira caia sobre a cama; em aviários abertos, as cortinas devem estar fechadas e deve-se tomar o devido cuidado para garantir que toda a poeira existente no interior das cortinas seja removida; Remoção da Cama: devem ser colocados no interior do aviário os recipientes (caçambas, carrinhos, etc.) que serão usados para a retirada da cama; a) A carga deve ser bem coberta com uma lona, antes de sair do núcleo, a fim de se evitar que a poeira e os resíduos da cama se espalhem por vários locais; b) Os pneus dos veículos devem ser limpos e desinfetados antes de sair do núcleo; c) O objetivo final é remover completamente toda a cama e resíduos de dentro do aviário e da área do núcleo; Remoção da Cama: a cama deverá ser transportada para uma distância mínima de 1,5 km da granja e depositada das seguintes maneiras: - espalhada em terra de cultura, antes da aração ou gradeação; - enterrada em um buraco no chão, ou em um aterro para lixo orgânico; - empilhada e deixada para fermentar, por aquecimento por pelo menos um mês. Cama fresca não deve ser espalhada em áreas utilizadas para pastagens. A CAMA NÃO DEVE SER ARMAZENADA NA GRANJA, NEM ESPALHADA EM ÁREAS PRÓXIMAS. Lavação: Inicialmente, toda a parte elétrica deve ser desligada. Uma lavadora de alta pressão e detergente deverão ser usados para remover a sujeira e os resíduos remanescentes.Todo o equipamento que foi transportado para a área externa de concreto deve ser lavado. No interior do aviário, atenção especial deve ser dada aos seguintes locais: - caixas de ventiladores; - hélices de ventiladores; - ventiladores; - parte superior das vigas; - bordas, cantos; - tubos de água; - pontos elétricos; - forro (em aviários escuros). A fim de que as áreas de difícil acesso recebam uma lava- gem adequada, é recomendável a utilização de andaimes e lanternas para uma checagem detalhada.Aparte externa dos aviários também deverá ser lavada: - ventiladores; - calhas, drenos; - superfícies de concreto. Em aviários abertos, tanto a parte interna, como a externa das cortinas deverão ser lavadas. Todos os materiais que não possam ser lavados, como o papelão por exemplo, deverão ser destruídos. ASSIM QUE A LAVAGEM TENHA SIDO CONCLUÍDA, NÃO DEVERÁ HAVER MAIS NENHUMA SUJEIRA, POEIRA, RESÍDUOSOUCAMAVISÍVEIS.UMALAVAGEMAPROPRIADA REQUER TEMPO E ATENÇÃO PARA OS DETALHES. Vários detergentes industriais estão disponíveis no mer- cado. As instruções de uso devem ser seguidas de acor- do com o fabricante de cada detergente (modo de usar, diluição, etc.). Todas as salas e áreas do núcleo devem ser também lavadas e desinfetadas, tais como a sala de ovos, refeitório, depósitos, etc. LIMPEZA DOS SISTEMAS DE BEBEDOUROS E COMEDOUROS Todo o equipamento existente no interior do aviário deve ser inteiramente lavado e desinfetado. É essencial que, após a lavagem, o equipamento seja guardado em local coberto. Sistema de abastecimento de água (bebedouros): · drenar todos os tanques, caixas d’água e tubos; · remover a sujeira e sedimentos do interior dos tanques e caixas d’água; · lavar, com detergente, o interior, a parte externa, tampas, torneiras , bebedouros (pendular) e todos os tubos e conexões; · encher os tanques, caixas d’água e encanamentos com uma solução de hipoclorito de sódio, deixando descansar por 24 horas. Drenar o sistema e enxaguar com água limpa para retirada completa dos resíduos de detergente e desinfetante. Sistema de alimentação (comedouros): · lavar e desinfetar todo o equipamento de alimentação (calhas, correntes, comedouros suspensos); · esvaziar as caixas, silos, tubos e conexões; · limpar e vedar todas as aberturas; · fumigar sempre que possível. Devem-se respeitar todas as normas e regulamentos de saúde pública e da segurança no trabalho durante o processo de fumigação.
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    Seção 4: RequerimentosAmbientais Específicos 62 REPAROS E MANUTENÇÃO Com o aviário limpo e vazio tem-se a oportunidade ideal para processar reparos estruturais e manutenções: · Consertar rachaduras, ou fendas no piso, com concre- to/cimento. · Reparar colunas e reboque de paredes com cimento. · Consertar ou trocar qualquer parte de parede, ou teto, que esteja quebrada. · Pintar ou caiar locais que necessitem de tais re- paros. · Assegurar que todas as portas estejam fechando bem. Em se tratando de aviários com piso de terra batida, onde a desinfecção eficiente é quase impossível, é importante assegurar que o chão esteja nivelado. Caso seja neces- sário, deve-se trazer terra adicional para promover o nivelamento adequado. Os padrões modernos de higiene na indústria alimentícia indicam que piso de concreto é considerado uma especificação absolutamente essencial na construção de aviários. CONTROLE DE ROEDORES E PÁSSAROS SILVESTRES Um item muito importante é a prevenção da entrada de animais roedores e pássaros silvestres, pois estes são transmissores de doenças, além de consumirem ração das aves. Para isso, os seguintes procedimentos devem ser adotados: - verificar se existem buracos em paredes, painéis e tetos e, caso necessário, fazer o devido reparo; - verificar se todas as portas fecham bem, sem deixar frestas; - verificar possíveis vazamentos no sistema de alimen- tação. Comida de fácil acesso atrai animais indesejá- veis; - em aviários abertos, a construção deve ser telada, à prova de pássaros e animais silvestres, e reparada sempre que necessário; - construir uma área de concreto de 1,5 a 3 metros de largura ao redor do aviário para desencorajar a apro- ximação de roedores da instalação; DESINFECÇÃO A desinfecção deve ocorrer somente após a conclusão de uma limpeza minuciosa e após a realização de todos os consertos. Os desinfetantes são ineficientes na presença de sujeira e matéria orgânica. Na utilização de desinfetantes, sempre devem ser segui- das as instruções do fabricante. O desinfetante deverá ser aplicado com a ajuda de um pulverizador, ou bomba de pressão. Métodos de desinfecção com espuma podem ser utilizados em instalações modernas, com superfícies impermeáveis/impenetráveis. Esses métodos propiciam um maior tempo de contato e, consequentemente, uma maior eficácia da desinfecção. Se as instalações permitirem, é aconselhável aumentar as temperaturas internas dos aviários após serem her- meticamente fechados para aumentar a efetividade da desinfecção. FUMIGAÇÃO A fumigação é um processo muito eficiente mas bastante perigoso, tanto para as aves quanto para o homem. Os operadores devem estar vestidos com roupas próprias de proteção, p.ex.: respiradores, máscaras e luvas. Dois operadores devem estar sempre presentes para casos de emergência. AS LEIS DE SAÚDE PÚBLICA E SEGURANÇA DO TRABALHO DEVEM SER CONSULTADAS ANTES DO USO DO PROCESSO DE FUMIGAÇÃO. A fumigação deve ser efetuada logo após a desinfecção, quando as superfícies ainda estiverem úmidas. Os avi- ários devem estar a uma temperatura ambiente de pelo menos 21°C. A fumigação é ineficiente quando realizada em temperaturas baixas e com umidade relativa inferior a 65%. Portas, lanternins, exaustores, ventiladores e janelas devem ser hermeticamente fechados. As instruções do fabricante a respeito do uso do fu- migador e dos produtos químicos usados deverão ser seguidas à risca. Após a fumigação, o aviário deverá ser mantido lacrado por 24 horas e sinais de “PROIBIDA A ENTRADA” deverão ser afixados nas portas. O aviário deverá ser totalmente ventilado antes que alguém possa ali entrar novamente. Após a colocação da marava- lha, todo o processo de fumigação deverá ser repetido. ÁREAS EXTERNAS É vital que as áreas externas também sejam totalmente limpas. O ideal é que os aviários sejam rodeados por uma calçada de 1,5 a 3 m de concreto. Quando isto não for possível, a área deverá: - ser livre de vegetação; - ser livre de máquinas e equipamentos que não estejam sendo utilizados; - ter uma superfície plana e nivelada; - ser bem drenada, livre de poças d’água. Deve-se prestar atenção especial às seguintes áreas: - sob ventiladores e exaustores; - vias de acesso; - áreas próximas às portas. Todas as áreas externas de concreto devem ser lavadas e desinfetadas de forma tão detalhada quanto as áreas internas.
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    Seção 4: RequerimentosAmbientais Específicos 63 AVALIAÇÃO DA LIMPEZA DA GRANJA E EFICIÊNCIA DA DESINFECÇÃO É muito importante que o processo de limpeza e desinfeção do aviário seja monitorado por meio de amostragem (su- abes de arrasto) e contagem total de bactérias presentes no meio ambiente. Um número mínimo de amostras a serem tomadas são: - 4 amostras das paredes; - 4 amostras do piso; - 4 amostras das colunas de sustentação; - 20 amostras de ninhos. Para paredes, colunas e ninhos aceita-se um padrão má- ximo de 500 Unidades Formadoras de Colônia (UFC) por 100 cm2 e, para pisos, aceita-se 5000 UFC por 100 cm2 . Uma análise de tendência dos resultados permitirá um monitoramento efetivo da desinfecção, para que eventuais tomadas de decisão em relação ao processo de limpeza e desinfecção possam ocorrer. É extremamente recomendável que um monitoramento para detectar a presença de salmonelas no aviário também seja efetuado. Para isto, o seguinte número de amostras devem ser tomadas (suabes de arrasto): - 4 amostras do piso; - 4 amostras das paredes; - uma amostra do reservatório interno de ração; - 20 amostras de ninhos; - 02 amostras de fissuras e reentrâncias na estrutura do aviário. - Ralos de escoamento Após a limpeza e desinfecção efetiva, não deve ocorrer isolamento de qualquer espécie de salmonela. BIOSSEGURIDADE DA GRANJA OBJETIVO É importante implementar normas e procedimentos que visam à prevenção de introdução de agentes patogênicos que possam afetar a saúde, o bem-estar e o desempenho reprodutivo do lote de aves, ou a qualidade de seus pro- dutos, isto é, dos ovos incubáveis e dos pintos. A saúde das aves do lote e de seus produtos podem ser afetadas por patógenos específicos de aves tais como, Mycoplasma sp, Salmonella pullorum e S. gallinarum. A presença de agentes que possam afetar as aves e os ho- mens (enfermidades classificadas como zoonoses), como as salmonelas, podem afetar, também, tanto a viabilidade da progênie das aves, quanto a aceitabilidade da carne de frango pelos consumidores finais. A fim de minimizar as chances de infecções por patógenos e para manter um bom status de saúde dos plantéis, as seguintes precauções básicas devem ser seguidas: PONTOS-CHAVE  A adoção de uma política de idade única no mes- mo núcleo. Somente visitantes essenciais deverão ter acesso à granja. Todos devem assinar o livro de visitantes e registrar visitas prévias a outras granjas.  Todos os funcionários e visitantes devem tomar banho e trocar de roupa para ter acesso a cada um dos aviários.  É obrigatória a lavagem das mãos com sabão desinfetante.  Um pedilúvio, contendo desinfetante, que deverá ser renovado todos os dias, ou de acordo com as especificações do fabricante, deve estar presente na entrada de cada aviário.  Procedimentos rigorosos de lavagem e desinfec- ção devem ser empregados em todos os veículos que necessitem ter acesso à granja.  Deve-se evitar o acesso de pássaros silvestres e roedores às dependências dos aviários.  O alimento deve ser fornecido por um fabricante que empregue procedimentos efetivos de contro- le de salmonela, seja nos ingredientes das rações ou na ração final. RAÇÕES NÃO TRATADAS SÃO FONTES PRINCIPAIS DE SALMONELAS, AS QUAIS, NEM SEMPRE, PODERÃO SER DETECTADAS POR MEIO DE EXAMES BACTERIOLÓGI- COS DAS RAÇÕES PRONTAS. TODO O ALIMENTO DEVE SER ASSUMIDO COMO CONTAMINADO POR ALGUM SO- ROTIPO DE SALMONELA. A PELETIZAÇÃO, POR SI SÓ, NÃO É UM MÉTODO EFICAZ DE DESCONTAMINAÇÃO DE RAÇÕES, POIS MAIOR TEMPO DE EXPOSIÇÃO AO CALOR É REQUERIDO PARA UMA COMPLETA ELIMINAÇÃO DOS CONTAMINANTES NA RAÇÃO. Misturas de ácidos orgânicos com formaldeído podem ser adicionados à ração pra auxiliar a prevenir uma possível recontaminação das rações, após o tratamento térmico. No entanto, é importante que se tomem precauções para diminuir, ao máximo, a possibilidade de recontaminação do alimento a ser fornecido às aves (por exemplo, elevadores da fábrica e caminhões de transporte exclusivos, silos de armazenagem exclusivos, etc.). QUALIDADE DA ÁGUA A boa qualidade da água é uma característica essencial para o manejo de reprodutoras pesadas. A água deve ser limpa, desprovida de matéria orgânica ou quaisquer outros contaminantes em suspensão. Ela deve ser monitorada para assegurar pureza e ausência de patógenos. Em particular, a água deve ser livre de
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    Seção 4: RequerimentosAmbientais Específicos 64 PROCEDIMENTO Todas as aves descartadas ou mortas devem ser remo- vidas imediatamente; e suas carcaças eliminadas o mais rápido possível. Os métodos mais satisfatórios de elimina- ção são a incineração ou a deposição em fossas sépticas. Incineração a gás, queimadores a óleo ou combustíveis sólidos são eficazes e higiênicos, porém dispendiosos, já que as carcaças demoram a queimar completamente. NÃO É RECOMENDADA A REMOÇÃO DA MORTALIDADE DIÁRIA PARA VALAS ABERTAS OU PARCIALMENTE COBERTAS DE TERRA. AS VALAS PODEM ATRAIR ANIMAIS SILVESTRES, QUE IRÃO SE ALIMENTAR DAS CARCAÇAS DAS AVES E PODEM AGIR COMO FONTES DE CONTAMINAÇÃO E VETORES DE DOENÇAS. As fossas para destino das aves mortas constituem um dos métodos mais acessíveis e eficazes quando construídas adequadamente, com um telhado sólido e uma tampa de encaixe firme e exato.As carcaças entrarão em decompo- sição, sem a adição de qualquer produto químico, desde que as fossas sejam mantidas secas. Áreas com lençóis freáticos próximos à superfície não são adequadas para esse método. Enfim, o tipo e normas para a construção destas fossas devem seguir a legislação ambiental de cada estado. CONTROLE DA SAÚDE DO LOTE CONTROLE DE DOENÇAS E VACINAÇÃO OBJETIVO DO CONTROLE DE DOENÇAS Minimizar os efeitos adversos da doença na saúde e bem- estar das aves e de seus descendentes. PROCEDIMENTO Muitas das doenças de aves podem ser prevenidas com um bom manejo e um alto padrão de higiene. Um dos primeiros sinais de doença é, freqüentemente, a queda no consumo de água ou ração. Uma boa prática de manejo é manter controles diários do consumo de água e ração. Caso haja a suspeita de algum problema, a primeira providência a ser tomada é mandar as aves para exame laboratorial (necrópsia) e entrar em contato com o veterinário responsável pela granja. Um tratamento apropriado e imediato, em casos de apa- recimento de alguma doença, pode minimizar os efeitos prejudiciais à saúde, bem-estar e desempenho reprodutivo das aves e, também, minimizar os efeitos na saúde, bem- estar e qualidade dos descendentes. OBJETIVOS DA VACINAÇÃO Expor as aves a uma forma do organismo da doença (antí- geno), que promoverá um estímulo imunológico efetivo, e que irá protegê-las de subseqüentes desafios das doenças pseudomonas e não apresentar mais que 1 coliforme/ ml em qualquer análise efetuada. Amostras consecu- tivas não devem conter coliformes em mais de 5% das amostras. Escherichia coli não deve estar presente. Os padrões de composição da água são apresentados na Tabela 34. Cuidados especiais devem ser tomados com a água procedente de poços, pois a mesma pode apresentar níveis excessivos de nitrato e altas contagens micro- bianas, devido à contaminação por efluentes agrícolas. Onde as contagens bacterianas são altas, a causa deve ser estabelecida e o problema solucionado com a maior brevidade possível. Recomenda-se clorar a água de modo que seja alcançada a concentração de 3 ppm na saída dos bebedouros. A luz ultravioleta também pode ser usada para desinfetar a água. Neste sistema deve-se seguir as recomendações do fabricante do equipamento. Água dura ou água com elevadas concentrações de ferro (> 3 mg/l) pode causar entupimento das válvulas dos bebedouros e das tubulações. O sedimento pode entupir canos e, onde isso é problema, a água deve ser filtrada por filtros de 40 a 50 micra.Águacontendoaltosníveisdeferronãodeveserusada para lavar ou desinfetar os ovos. Para informações mais detalhadas a respeito de conceitos, políticas e normas de biosseguridade, consulte o Manual de Biosseguridade Ross ou o Departamento. de Serviços Veterinários da Aviagen do Brasil. DESTINO DE AVES MORTAS OBJETIVO Remover rotineiramente do aviário carcaças de aves descartadas, ou mortas, a fim de se evitar a multiplicação de microrganismos patogênicos e a possível transmissão de doenças para as aves saudáveis.
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    Seção 4: RequerimentosAmbientais Específicos 65 e/ou fornecer proteção passiva, adquirida maternalmente, pela progênie das matrizes. PROGRAMAS DE VACINAÇÃO Doenças comuns, incluindo Doença de Marek (DM), Bouba (varíola aviária), Doença de Newcastle (DN), Encefalomielite Aviária (EA ou Tremor Epidêmico), Bronquite Infecciosa (BI), Doença de Gumboro (DG), Anemia Infecciosa das Galinhas (AIG) e Rinotraqueíte Aviária (RA) devem ser consideradas, quandoumprogramadevacinaçãoforelaborado.Entretanto, as vacinas necessárias irão variar de granja para granja, e um programa adequado para cada unidade deverá ser planejado pelo veterinário, que usará seu conhecimento da incidência e prevalência de doenças no país ou na região específica. A vacinação é um importante auxiliar da biosseguridade do sistema. A proteção contra cada doença deve ser especifica- mente avaliada quando se desenhar a estratégia de contro- le. As vacinas utilizadas no programa de vacinação devem ser somente aquelas absolutamente necessárias para as áreas onde cada sistema de produção específico já está localizado. Isto fará com que os gastos com vacinas sejam menores, que as aves sejam menos estressadas e, por- tanto, respondam melhor às vacinas utilizadas. As vacinas devem ser adquiridas apenas de fabricantes com excelente reputação no mercado nacional e/ou internacional. TIPOS DE VACINAS Existem duas formas básicas de vacinas na avicultura, vacinas vivas ou inativadas (mortas). Elas podem ser combinadas em alguns programas de vacinação para promover um maior estímulo imunológico. Cada tipo de vacina tem seu uso e vantagens específicas. Vacinas Inativadas (mortas): Elas são compostas de um alto nível de organismos inativos (antígenos), tendo, freqüentemente, como adjuvante uma emulsão de óleo ou um hidróxido de alumínio. O adjuvante ajuda a melhorar a absorção do antígeno pelo sistema imunológico da ave, por um período de tempo mais prolongado. As vacinas mortas podem conter antígenos inativos múltiplos, para diversas doenças. As vacinas mortas são administradas individualmente, por meio de injeção subcutânea ou in- tramuscular. Vacinas Vivas: Estas são produzidas a partir de orga- nismos vivos, normalmente vírus, especificos da doença. Entretanto, esses organismos são substancialmente mo- dificados (atenuados), de maneira que se multiplicarão dentro do organismo da ave e o induzirá a uma resposta imunológica sem causar a doença. Normalmente, as va- cinas vivas contêm antígeno para somente uma doença, mas não é raro encontrar uma vacina combinada contendo vários tipos de antígenos virais. Em princípio, quando se aplicam vários tipos de vacinas vivas para uma doença específica, normalmente, a mais modificada (mais atenuada) é administrada primeiro, se- guida das vacinas vivas “mais fortes”, quando disponíveis. Esse princípio é freqüentemente usado para a vacinação viva contra a Doença de Newcastle, quando se prevê o desafio natural da doença no campo. Ocasionalmente, as vacinas não atenuadas são usadas nos programas de avicultura, tanto através de administra- ção por um meio não natural (p.ex. através da membrana da asa, como no caso da Bouba Aviária), ou através da exposição das aves à vacina, durante o período em que a doença clínica não ocorre (p.ex. a exposição das aves ao vírus da Anemia Infeciosas das Galinhas durante a recria). As vacinas vivas são usualmente administradas ao lote através da água, de pulverização ou pela aplicação de go- tas oculares. Ocasionalmente, as vacinas vivas são injeta- das, como por exemplo contra a Doença de Marek, Bouba Aviária, Anemia Infecciosa das Galinhas e Reovírus. Vacinas bacterianas vivas comerciais não são muito comuns, mas é possível encontrá-las para controle de infecções por salmonelas e micoplasmas. Esse tipo de vacina pode perfeitamente ter seu lugar em determinados sistemas de produção. Além disso, a utilização de alguns produtos comerciais para exclusão competitiva também pode ser importante para a prevenção de contaminações dos lotes por salmonelas e, possivelmente, por outras infecções bacterianas no estágio inicial da vida do lote, ou após tratamentos com antibióticos, durante a vida dele. Vacinações combinadas (vivas e inativadas): O méto- do mais eficaz para alcançar altos e uniformes níveis de anticorpos contra uma doença específica é o uso de uma ou mais vacinas vivas contendo o antígeno específico, seguidas de vacina com o antígeno morto. Esse tipo de programa de vacinação é rotineiramente usado para várias doenças como: Bronquite Infecciosa, Doença de Gumboro e Doença de Newcastle, assegurando proteção ativa e produção de níveis altos e uniformes de anticorpos mater- nais, que serão transferidos passivamente para a progênie. As vacinas vivas “preparam” o sistema imunológico das aves para uma resposta muito mais eficaz, se comparadas às vacinas com antígeno inativado. Uma última dose da vacina viva deve ser aplicada ao lote entre 4-6 semanas antes que a vacina inativada seja administrada.
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    Seção 4: RequerimentosAmbientais Específicos 66 Anemia Infecciosa das Galinhas (AIG): No Brasil atual- mente, existe somente uma vacina disponível que é viva e normalmente, aplicada via intramuscular ao final da fase de recria. Na Europa, existe uma outra vacina viva aplicada via água de bebida na idade entre 6-12 semanas. Infecções por Reovirus: As infecções por Reovirus têm sido associadas a inúmeras situações clínicas, sendo a Artrite Viral a mais comum. Combinações de vacinas vivas e inativadas podem ser usadas para proteger a ave, evitar a transmissão vertical e passar os anticorpos maternais ao embrião. Deve-se estar atento à necessidade da in- trodução da vacinação viva de Reovirus no programa de vacinação das matrizes, especialmente se for administrada em estágios precoces da vida da ave. Algumas vacinas vivas contra Reovirus podem ter o potencial de induzir à doença clínica, principalmente em aves mais jovens. Cólera Aviária (Pasteurela multocida) e Coriza Aviária (Haemophilus paragallinarum): Estas são enfermidades causadas por bactérias e, em regiões ou granjas onde são consideradas endêmicas, o controle pode ser melhorado com o uso de vacinas inativadas, as quais, geralmente, contêm várias cepas dos organismos de modo a aumentar o nível de proteção. O esquema de vacinação geralmente é feito com duas injeções da vacina inativada com 28 e 42 dias (4 e 6 semanas) de intervalo, administradas durante o período de recria. O uso de vacinas inativadas contra doenças bacterianas permite, se necessário, a utilização estratégica de drogas antibacterianas, sem afetar a eficácia do programa de vacinação. Vacinas bacterianas vivas são bastante incomuns e seriam certamente afetadas pelo uso de drogas antibacterianas. Síndrome da Queda da Postura 1976 (EDS ´76): Essa enfermidade viral é comum em algumas partes do mundo e o seu controle pode ser melhorado com a utilização de uma única dose de uma vacina inativada com adjuvante oleoso, geralmente administrada entre 98 e 126 dias de idade (14 e 18 semanas). Coccidiose:ACoccidiose pode ser controlada com a utili- zação de agentes coccidiostáticos, normalmente existentes nas dietas, durante o período de recria. Entretanto, devido ao aumento da resistência dos coccídios aos agentes, o uso de vacinas em matrizes para o controle da coccidiose já está amplamente difundido. Vacinas vivas atenuadas e não atenuadas encontram-se disponíveis para o combate da coccidiose.As vacinas são normalmente administradas durante a primeira semana de vida. Um ponto fundamental no uso de vacinas vivas é que o processo de administração da vacina contra coccidiose tem que ser o mais uniforme possível, para que todas as aves sejam expostas a dose similar de antígeno. Além disso, deve-se evitar que ex- posição inadvertida das aves a qualquer substância com atividade coccidiostática durante um prazo mínimo de 21 dias (3 semanas) após a vacinação. PROGRAMAS ESPECÍFICOS DE VACINAÇÃO Doença de Marek (DM): As vacinas contra a DM são vacinas vivas e encontram-se disponíveis em 3 sorotipos diferentes. Todas as matrizes devem ser vacinadas contra a DM com 1 dia de idade. Geralmente, a vacina é composta por uma combinação do Vírus Herpes dos Perus (HVT), vacina sorotipo 3, e o vírus atenuado da DM, que é uma vacina sorotipo 1. O mais comum dos vírus atenuados da DM é o da cepa Rispens. Em alguns países, como por exemplo os Estados Unidos, a vacina utilizada no primeiro dia de vida é uma combinação do sorotipo 3 (HVT) e do sorotipo 2 (SB1). Doença de Newcastle (DN): A vacinação com a cepa viva de média intensidade HB1 é normalmente seguida pela vacina com a cepa mais forte La Sota. A vacina com a linhagem La Sota não está licenciada em todos os países, como por exemplo no Reino Unido, e ainda em alguns países que não vacinam contra a DN (por exemplo, a Di- namarca, Suécia e Finlândia). No Brasil, ambas as cepas do vírus estão disponíveis e são usadas. Bronquite Infecciosa (BI):Avacina viva contendo a cepa H120 é normalmente usada para uma estimulação inicial do sistema imunológico das aves. A cepa H52 é menos atenuada e não deve ser administrada em aves não vaci- nadas. Além disso, o uso da cepa H52 pode interferir na resposta imunológica das aves a uma vacina inativada, quando o programa de vacinação prevê o uso de vacinas vivas e inativadas. Doença de Gumboro (DG): Uma grande variedade de vacinas vivas contra a DG está disponível para a esti- mulação inicial do sistema imunológico das aves. Em matrizes, cepas intermediárias devem ser administradas para estimulação inicial. Geralmente não é necessário o uso de cepas mais fortes em matrizes. DN/BI/DG: Nesses casos administra-se uma vacina ina- tivada contendo os antígenos das doenças DN/BI/DG via intramuscular, aos 126 dias de idade do lote (18 semanas), ou no período de transferência para o aviário de postura. Atualmente, vacinas inativadas contendo outros antígenos estão disponíveis comercialmente. Pneumovírus Aviário: Novamente, combinações de vaci- nas vivas e mortas são consideradas as mais eficazes na proteção das matrizes e de seus descendentes. Encefalomielite Aviária (EA) (Tremor Epidêmico): Uma dose única de uma vacina viva adaptada, administrada às aves por meio da água, ou associada a bouba aviária, via membrana da asa, entre 56 e 84 dias de idade (8 e 12 semanas), pode conferir proteção por toda a vida das matrizes.
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    Seção 4: RequerimentosAmbientais Específicos 67 CONTROLE DE VERMES (HELMINTOS) É importante que se faça controle de vermes intestinais (helmintos), aos quais as aves estão expostas. Rotineira- mente, as aves devem receber duas doses de vermífugos durante o período de recria. O monitoramento da eficiência do programa de controle, por meio da necrópsia de aves selecionadas, poderá indicar a necessidade de um trata- mento adicional com vermífugos na idade aproximada de 154 dias (22 semanas). DOENÇAS NÃO-INFECCIOSAS Algumas doenças não-infecciosas podem ser confundidas com infecções virais: Tendinitecominfecçãosecundáriaporestafilococus:Esta pode ser causada por anormalidades de desenvolvimento da ave. Fatores que afetam a incidência dessa doença são: a) curva de crescimento, b) nível de atividade, c) desenho das instalações, d) programa de nutrição e e) programa de luz. Uma movimentação desnecessária das aves e/ou um manejo inadequado da alimentação podem precipitar a ocorrência de problemas como tendinites estafilocóccicas. Elas são rotineiramente confundidas com tendinites/artrites associadas à infecção por Reovírus. Síndrome da Cabeça Inchada: Equipamentos inadequa- dos para a separação da alimentação de machos e fêmeas podem ser responsáveis por ferimentos na cabeça das aves, os quais podem, erradamente, ser confundidos com a Síndrome da Cabeça Inchada, associada com infecções pelo pneumovírus aviário. Síndrome da Morte Súbita: Esta pode ocorrer em lotes de matrizes pesadas ao redor do pico de produção e pode ser perfeitamente controlada via nutrição. A origem dessa condição é uma anormalidade do metabolismo mineral. Sugerimos que o balanço eletrolítico seja corrigido na dieta postura I para 235 mEq/kg obtido pela equação de Mongin (Na+K-Cl). Para obter esta adequação, os níveis na dieta de Potássio deve estar ao redor de 0,82%, de Sódio míni- mo de 0,18% e de Cloretos - mínimo de 0,20% e máximo de 0,25%, conforme mencionado no ítem recomendações nutricionais deste manual. Estes níveis são facilmente atin- gidos ao utilizarmos na formulação bicarbonato de sódio, carbonato de potássio e o sal comum. Também sugerimos verificar o nível mínimo 0,4% de fósforo disponível nesta mesma dieta. Ressalta-se que o uso de farinha de carne nas formulações e o uso de ingredientes alternativos ao farelo de soja, normalmente comprometem de forma ne- gativa o equilíbrio eletrolítico da dieta. TetâniaHipocalcêmica:ATetânia Hipocalcêmica refere-se à paralisia e morte causadas por uma depleção de cálcio na corrente sangüínea. As aves começam a ficar ofegan- tes, depois letárgicas e imóveis antes de morrer. O início da doença é geralmente repentino com rápida evolução até a morte. A Tetânia Hipocalcêmica é comum em lotes não uniformes que são alimentados com dietas ricas em cálcio nas semanas que precedem o início da postura. Por isto sugerimos o uso de uma dieta pré postura do início da 20a semana até o primeiro ovo, com no máximo 1,5% de cálcio. Para maiores detalhes, veja o Aviagen Tecno- logia de Maio/2002 (“Prevenção e Tratamento da Tetânia Hipocalcênica em Matrizes de Corte”). PROGRAMA DE MONITORAMENTO DA SAÚDE DAS AVES OBJETIVOS Confirmar a ausência de patógenos específicos que pos- sam afetar a saúde, o bem-estar e desempenho reprodu- tivo das aves e de seus descendentes. Identificar precocemente a presença de doenças, de modo que se possam introduzir medidas de controle para minimizar os efeitos prejudiciais, tanto ao lote de matrizes, quanto aos seus descendentes. SALMONELA A Salmonella pullorum e a S. gallinarum, patógenos específicos de aves, são monitoradas pela pesquisa de anticorpos específicos no sangue por meio de testes de aglutinação rádida. O teste pode ser realizado tanto na granja, usando o próprio sangue, quanto no laboratório, com o soro do sangue. A presença de outras espécies de salmonelas, além das S. pullorum e a S. gallinarum, é usualmente detectada por meio de análises bacteriológicas na própria ave, em amostras de meio ambiente e no próprio produto (pintos de 1 dia) coletados no incubatório. Essas salmonelas podem afetar tanto as aves como o homem (causando as zoonoses).ASalmonella enteritidis e a S. typhimurium são de particular importância, pois podem ser verticalmente transmitidas para os descendentes das matrizes e causar sérias infecções alimentares no homem. Entretanto, atualmente existem testes de ELISA (imuno- enzimático) específicos que podem, assim como o teste de aglutinação rápida para S. pullorum e S. gallinarum, detectar anticorpos específicos no soro das aves. Aves de descarte, suabes de cloaca, fezes cecais frescas, cama do aviário, suabes de arrasto e suabes de pó do meio am- biente são os principais tipos de amostras que devem ser usados para monitorar a presença de salmonela nos lotes de matrizes. As amostras a serem tomadas no incubatório incluem pintos mortos no ovo, pintos refugos/ruins, papel das bandejas do nascedouro (quando disponíveis), forro das caixas de transporte de pintos de 1 dia e penugem dos nascedouros. Essas amostras podem ser agrupadas, formando um conjunto no qual amostragens de um único tipo podem ser misturadas e transformadas em uma única amostra, para facilitar processamento e análise no laboratório.
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    Seção 4: RequerimentosAmbientais Específicos 68 MICOPLASMOSES Amostras de sangue tomadas dos lotes de matrizes devem ser rotineiramente monitoradas por meio de um teste de soro aglutinação rápida específico e/ou testes comerciais de ELISA para detectar a presença de anticorpos contra Mycoplasma gallisepticum e M. synoviae e/ou testes de PCR (Polymerase Chain Reaction) que detectam partes específicas da genoma destas bactérias em amostras de suabe traqueal. SÍNDROME DA QUEDA DA POSTURA 1976 (EDS`76) Quando houver necessidade de que o lote de matrizes esteja livre da presença de EDS, testes de Inibição da Hemoaglu- tinação e/ou testes comerciais de ELISA pode ser usados para monitoramento das aves. Quando a água de bebida das aves é retirada de represas ou de açudes aos quais aves aquáticas silvestres têm acesso, é importante utilizar um programa de desinfecção dessa água. OUTRAS DOENÇAS O monitoramento sorológico para a detecção de outras doenças pode ser realizado tanto eventualmente, como com maior freqüência, quando ocorrerem sinais clínicos e/ou uma queda na produção, para confirmar a presença de uma doença específica. Esse tipo de monitoramen- to sorológico pode incluir, inclusive, aqueles lotes que tenham sido previamente vacinados para a verificação da presença de um tipo de anticorpos maior do que o normalmente esperado em um lote vacinado. Exemplos disso são a Doença de Newcastle, a Bronquite Infecciosa e a Rinotraqueíte Aviária. AMOSTRAGEM PARA O MONITORAMENTO DA PRESENÇA DE DOENÇAS No monitoramento da grande maioria das doenças em uma determinada população de aves, o objetivo deve ser detectar uma prevalência da doença de 5%, com 95% de segurança de que uma ou mais aves positivas serão detectadas. Para os tamanhos de população, que são normalmente utilizados em lotes de matrizes (acima de 500 aves), uma amostra mínima de aproximadamente 60 aves deve ser tomada para o monitoramento do lote. De modo geral, um monitoramento mais abrangente é reali- zado quando o lote atinge a idade de 140 -154 dias (20-22 semanas), especialmente para micoplasmas e salmonelas. Normalmente, 10% do lote ou um número mínimo de 100 aves são testadas naquela idade crítica. A freqüência dos testes vai variar de acordo com a doença específica e/ou com as exigências do mercado regional. LEGISLAÇÃO NACIONAL No Brasil hoje, o controle da saúde dos rebanhos avícolas comerciais, para alguns patógenos específicos é feito sob uma legislação nacional específica intitulada ‘’Programa Nacional de Sanidade Avícola (PNSA)’’. Detalhes desta legislação podem ser facilmente obtidos nos escritórios regionais do Ministério da Agricultura, Pecuárria e Abas- tecimento (MAPA). MONITORAMENTO DA EFICÁCIA DOS PROGRAMAS DE VACINAÇÃO OBJETIVO Monitorar a eficácia dos programas de vacinação por meio de sorologias para mensuração dos títulos de anticorpos, realizados ao longo de toda a vida do lote. PROCEDIMENTO A eficiência do monitoramento dos programas de vacina- ção é muito importante, porque as vacinações induzem tanto a uma proteção ativa às aves, como a uma proteção passiva, que é passada para os descendentes por meio dos anticorpos maternais. O monitoramento é realizado por meio da medida dos níveis de um anticorpo específico em aves individuais, bem como por meio da variação da resposta imunológica dentro do grupo de aves amostradas. Geralmente, um número mínimo de 20 amostras de sangue é tomado para a realização dos vários testes quantitativos dispo- níveis, incluindo a Inibição da Hemoaglutinação, teste de difusão em agar-gel e testes comerciais ELISA. Os testes ELISA são indicados por terem uma maior sensibilidade, especificidade e repetibilidade, além de serem facilmente automatizados, o que permite uma maior eficiência das sorologias realizadas no laboratório. Sorologia de rotina (logo após o início da postura), após a administraçãodavacinainativadaintramuscularpodepermitir uma boa estimativa da imunidade passiva, que será transmi- tida à progênie, durante todo o período da postura. Reações cruzadas na sorologia para micoplasma são freqüentemente vistasemamostrastomadasemtornode2a3semanasapós a administração da vacina inativada intramuscular. Portanto, esse tipo de sorologia deve ser evitado nessa época.
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    Índice Pág. Apêndice 1:70 Registros Apêndice 2: 71 Tabelas de Conversão Apêndice 3: 73 Objetivos Críticos de Acordo com a Idade Apêndice 4: 74 Solução de Problemas de Incubação e suas Possíveis Causas Apêndice 5: 75 Problemas Causados por Deficiência de Vitaminas Apêndice 6: 76 Taxas de Ventilação Apêndice 7: 77 Informações Úteis de Manejo Apêndices
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    Apêndices 70 Registros anotados ecomparados com os alvos de des- empenho constituem uma ajuda essencial ao manejo. Os registros necessários são os seguintes : RECRIA Linhagem Número de aves alojadas Área de piso e densidade de alojamento Data de nascimento Ração/ave - semanal e acumulada Mortalidade - semanal e acumulada Peso corporal médio, CV , uniformidade e idade à pesa- gem Temperaturas - mínima e máxima diária Consumo diário de água POSTURA Linhagem Número de aves alojadas Área de piso e densidade de alojamento Produção de ovos - diária, semanal e acumulada por fêmea Ovos incubáveis - produção diária, semanal e acumulada por fêmea Ração/ave - diária e acumulada Peso corporal médio - macho e fêmea - semanal Peso médio do ovo - diário e semanal Massa do ovo - diário e semanal Mortalidade - macho e fêmea Infertilidade - eclosão dos ovos férteis - % de pintos de primeira qualidade Temperaturas do aviário - externa e interna Temperatura ambiente - mínima e máxima Consumo diário de água MANEJOS EM GERAL Programa de Luz Vacinação - data, dosagem e duração Medicações - data, dosagem, tipo e duração Visitas veterinárias - data e relatório veterinário Desinfecção - produtos utilizados na limpeza e índice de contaminacão pós desinfeccção Equipamentos - índices de defeitos PADRÕES A SEREM OBSERVADOS Peso corporal semanal - macho e fêmea Produção de ovos - número e peso Produção de ovos incubáveis Eclodibilidade e infertilidade Peso e massa do ovo - semanal APÊNDICE 2: TABELAS DE CONVERSÃOAPÊNDICE 1: REGISTROS
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    Apêndices 71 COMPRIMENTO 1 metro (m)= 3,281 pés 1 pé = 0,305 metros (m) 1 centímetro (cm) = 0,394 polegadas 1 polegada = 2,54 centímetros (cm) ÁREA 1 metro quadrado (m2 ) = 10,76 pés quadrados 1 pé quadrado = 0,093 metros quadrados (m2 ) VOLUME 1 litro (l) = 0,22 galões 1 galão = 4,54 litros (l) 1 galão = 1,2 galões americanos (USA) 1 metro cúbico (m3 ) = 35,31 pés cúbicos 1 pé cúbico = 0,028 metros cúbicos (m3 ) PESO 1 quilograma (kg) = 2,205 libras 1 libra = 0,454 quilogramas (Kg) 1 grama (g) = 0,035 onças (oz) 1 onça (oz) = 28,35 gramas (g) ENERGIA 1 caloria (cal) = 4,18 joules (J) 1 Joule (J) = 0,239 calorias (cal) 1 quilocaloria por quilograma (kcal/Kg) =4,18Megajoulesporquilograma (MJ/Kg) 1 Megajoule por quilograma (MJ/Kg) = 108 calorias por libra 1 Joule (J) = 0,735 pés de libra 1 pé de libra = 1,36 Joules (J) 1 Joule (J) = 0,00095 Unidades Térmicas Britânicas (UTB) 1 Unidade Térmica Britânica (UTB) = 1055 joules (J) PRESSÃO 1 Newton por metro quadrado ou Pascal (N/m2 ) = 0,000145 libras por polegada quadrada 1 libra por polegada quadrada (psi) = 6895 Newtons por metro quadrado ou Pascal (N/m2 ) DENSIDADE 1 pé quadrado por ave = 10,76 aves por metro quadrado (ave/m2 ). 1 ave por metro quadrado (ave/m2 ) = 10,76 pés quadrados por ave 5 aves por metro quadrado (ave/m2 ) = 2,15 pés quadrados por ave 7 aves por metro quadrado (ave/m2 ) = 1,54 pés quadrados por ave 1 quilograma por metro quadrado = 0,205 libras por pé quadrado 1 libra por pé quadrado = 4,878 quilogramas por metro quadrado (Kg/m2 ) TEMPERATURA Temperatura (°C) = 5/9 (Temperatura em °F - 32) Temperatura (°F) = 32 + 9/5 (Temperatura °C) APÊNDICE 2: TABELAS DE CONVERSÃOAPÊNDICE 2: TABELAS DE CONVERSÃO
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    Apêndices 72 VENTILAÇÃO 1 C.F.M. (ft3/m)= 1,699 C.M.H. (m3 /h) 1 C.M.H. = 0,589 C.F.M. (ft3 /m) C.M.H. = metros cúbicos por hora C.F.M. = pés cúbicos por horas ISOLAMENTO O valor U medido em Watts por metro quadrado por graus centígrados (W/m2 /°C). LUZ 1 pé vela = 10,76 lux Uma fórmula simples para calcular o número de lâmpadas necessárias para um aviário é o seguinte: Número de lâmpadas = área de piso (m2 ) x máximo de luz necessário Watts de lâmpada x fator K Fator K depende dos watts da lâmpada, como segue: *Essa fórmula é para bulbos de tungstênio a uma altura de 2 metros do nível das aves. Lâmpadas fluorescentes fornecem 3 a 5 vezes mais o número de lux por watts que as lâmpadas de tungstênio.
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    Apêndices 73 APÊNDICE 3: OBJETIVOSCRÍTICOS DE ACORDO COM A IDADE Visando alcaçar o máximo de pintos por fêmeas alojada, é essencial entender os requerimentos das matrizes em cada estágio de sua vida. Os objetivos críticos em cada idade das matrizes estão resumidos abaixo:
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    Apêndices 74 APÊNDICE 4: SOLUÇÃODE PROBLEMAS DE INCUBAÇÃO E SUAS POSSÍVEIS CAUSAS
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    Apêndices 75 APÊNDICE 5: PROBLEMASCAUSADOS POR DEFICIÊNCIA DE VITAMINAS
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    Apêndices 77 APÊNDICE 7: INFORMAÇÕESÚTEIS DE MANEJO 154 - 161 22 Pendular 1/80 1/60 Para maiores detalhes, veja página 40 Para maiores detalhes, veja página 26 Para maiores detalhes, veja página 42 Para maiores detalhes, veja página 42
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    Apêndices 79 32 51 52 53 15 Bloqueio doacesso dos machos ao comedouro das fêmeas Esfriamento a base de cortinas úmids em galpões com ambiente controlado - íNDICE DE DIAGRAMAS