Melhoramento genético na Produção
    de Bovinos Corte no Brasil

  Gerson Barreto Mourão
     Zootecnista pela Universidade Federal de Lavras
    Mestre pela Universidade Federal de Minas Gerais
  Livre Docente e Doutor pela Universidade de São Paulo
         Professor Associado do LZT - ESALQ/USP
O direcionamento:
                                             2


 Quais são os objetivos? Qual o mercado?
 Criar animais “puros” ou fazer cruzamentos?
 Qual a melhor raça?
 Qual o melhor cruzamento?
 O que fazer com as fêmeas F1 (“meio-sangue”),
  abater todas ou utilizá-las na reprodução?
 Quais são nossos sistemas de produção?
 Vamos continuar usando as DEPs?
 Genômica e marcadores moleculares?

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A resposta a cada uma dessas questões
       passa pelo aumento de produtividade, de
           lucratividade e sustentabilidade.
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Qual é o produto? Qual o sistema?
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Qual é o produto? Qual o sistema?
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Qual é o produto? Qual o sistema?
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Qual é o produto? Qual o sistema?
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Qual é o produto? Qual o sistema?
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Qual é o produto? Qual o sistema?
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O que o consumidor deseja?
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No fundo o produto é...
                                              11




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Conhecendo o produto e o cliente . . .
                                              12




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Não era
                                  comercial!

                         190

                                   150

                                              99




                                                   (2010)




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Produção Mundial de Carne Bovina
                               (em milhares de toneladas)
                                                          14


                             AINDA FALTA EFICIÊNCIA NA PRODUÇÃO




              Fontes: USDA
              (1) Estimativa (2) Incluí Carne de Búfalo




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Para produzir:
                                              15


 Portanto:
   Para serem obtidos esses ganhos, é necessário agir em todos os
    pontos da cadeia produtiva.

      O uso de material genético de alta qualidade é uma
       NECESSIDADE




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Para que servem os reprodutores e matrizes?
                                              16


        São nossas máquinas
        Devem produzir os nossos produtos, os bezerros
        Esses produtos devem ser adequados aos sistemas de
         produção e às condições de ambiente que temos
        Os reprodutores e matrizes são máquinas de fazer
         gametas (espermatozóides e óvulos), portanto, valem
         o valor de seus gametas
        Se valem o valor de seus gametas, temos que
         conhecer isso....



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O que influencia o desempenho dos animais?


                                              Alimentação
              Instalações                                   Nutrição


     Qualidade de
     Mão-de-Obra
                                                                Manejo


             Outros efeitos                                  Saúde
              de ambiente
                                              Genética

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Precoces x Tardios

                     600

                     500                                            Precoces
                     400                                            Tardios
          Peso, kg




                     300

                     200

                     100

                      0
                           40   240     440   640       840       1040   1240   1440

                                                    Idade, dias

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A avaliação genética
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                              P = A + D + I + E + GE

 Procedimento de análise dos dados de produção dos
   animais, com uso de metodologia estatística
   adequada, para:
      Separar os efeitos genéticos aditivos (A) dos dos demais efeitos
       (D+I+E)
      Ordenar (rankear) os animais segundo o valor genético aditivo
       de cada um, para fins de seleção




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DEP: O que significa?

                              P = A + D + I + E + GE

 DEP = diferença esperada na progênie
 Ferramenta AUXILIAR de seleção
 Exemplo:
      Touro A = +12 kg x Touro B= -3 kg de peso ao abate
      Diferença entre eles: 15 kg/filho (em média)
      Se for peso ao abate = 15 kg/filho x 5 anos x 30 filhos/ano = 2250
       kg de peso vivo x R$3,00
      R$6.750,00 de receita adicional na vida útil do touro= Valor
       diferencial do touro A, em relação ao touro B
 DEP significa dinheiro no bolso do criador!


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A evolução das metodologias de estimação do
                valor genético
                       21


 História
      Avaliação visual (>1.000 anos)
      Medições (pesos, dimensões, tempos, etc.) (>100 anos)
      Medições ajustadas (>60 anos)
      Índices (desvios de grupos, > 40 anos)
      DEPs com baixa acurácia (“Quad. Mínimos”, >30 anos)
      DEPs com média acurácia (“Modelos touro”, >25 anos)
      DEPs com alta acurácia (“Modelos Animais”, ~10 anos)
      Auxiliares de seleção, seleção assistida por marcadores
       genéticos, biologia molecular, finalmente, ficando disponível
      Seleção genômica
 Aumento da Confiança



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Seleção - Sumário de Touros
            DEP = diferença Esperada na Progênie
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 O valor genético de um animal
   É calculado separadamente para cada característica

   Depende de medidas tomadas no próprio animal, nos parentes
    e outros animais com eles relacionados.
 A determinação do valor genético
   muito mais acurada para touros com muitos filhos em
    diferentes rebanhos.
 O cálculo do mérito genético de vacas
   é deficiente: em geral, vivem dentro de um só rebanho

   produzem um número limitado de filhos




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Seleção - Sumário de Touros
            DEP = diferença Esperada na Progênie
                                              23


 Efeitos do meio ambiente
   provocam um desvio na expressão do genótipo, que o touro
    imprime nas filhos, fenotipicamente, positivo ou negativo, em
    relação a uma base genética predeterminada.
 A base genética
   Ponto de referência usado para avaliar o mérito dos animais

   Quase nunca conhecida!

 O objetivo básico da DEP
   Ordenar os touros de acordo com o seu genótipo




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Seleção - Sumário de Touros
            DEP = diferença Esperada na Progênie
                                              24


 Um touro com um DEP de +20 kg para PD não dará
  origem a filhos que produzirão +20 kg a mais do que
  os demais bezerros do rebanho/raça.
 A interpretação correta é a de que seus filhos
  produzirão em média +20 kg a mais do que a média
  dos filhos dos touros usados na base genética.
 Acurácia
      É o grau de confiança das DEPs
      Um touro precisa ter cerca de 50 filhos em 50 rebanhos para
       ter cerca 80% de acurácia para PD.


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Seleção - Sumário de Touros
            DEP = diferença Esperada na Progênie
                                              25


 Se a acurácia da DEP for >90%
   A DEP do touro apresentará pequenas variações no futuro.

   Se for menor que 70% mudará mais (ex.: touros Jovens).

 A direção dessa mudança é desconhecida, podendo
  melhorar, piorar ou permanecer inalterada.
 O uso de touros jovens representa risco e
  oportunidade.
      A acurácia define o número de doses de sêmen a serem
       utilizadas.



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Seleção - Sumário de Touros
            DEP = diferença Esperada na Progênie
                                              26


 Os valores das DEPs
   Tendem a mudar na medida em que mais filhos são avaliados

   Quanto maior o número de filhos
        Maior a confiança nas DEPs
        Menor mudança no futuro.

 Sumários de touros
   são publicações periódicas (anuais) e atualizadas.

   Touro positivo/negativo. Por que?




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Seleção - Sumário de Touros
            DEP = diferença Esperada na Progênie
                                              27


 A Base Genética
      ponto de referência para o cálculo da DEP
        É sempre atualizada
        Muda com o processo genético: implica em valores crescentes de
         produção.
 A alteração da base genética
      não modifica o mérito biológico dos touros, mas facilita a
       comparação entre eles
 É importante salientar que uma base atualizada inclui
   animais de maior mérito genético.
      Portanto, alguns animais com DEP positiva antes da mudança,
       podem se tornar negativos.
      O valor genético biológico do animal não muda, o que muda é o
       ponto de referência a partir do qual esse valor é calculado.


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Relação entre acurácia de uma estimativa de valor genético de um animal
e o risco de utilizar-se ou não tal animal como reprodutor na propriedade.
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  Acurácia                                    Causa                      Risco

                    Poucas informações a respeito do animal, animal em
0,30 a 0,50            geral muito jovem (acurácia baixa, diminui o      Alto
                                  intervalo de gerações)

                    Número razoável de informações, reprodutor jovem,
0,51 a 0,90            com 10 a 20 filhos testados (acurácia média,   Médio
                              intervalo de gerações médio)

                    Número suficiente de informações, animal com mais
  acima de             de 20 filhos ou filhas testados (acurácia alta,   Baixo
    0,90                 aumenta muito o intervalo de gerações)




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Os resultados na fazenda e na
                         indústria
                                              29




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Como selecionar?
                                              38


 De acordo com o “olho” do proprietário?
    [observando o fenótipo dos animais (padrão racial,
    pelagem, tamanho, conformação)]?
   Pelo “Pedigree”?
   Pelo peso?
   Outra forma?
   Que tal conhecermos mais, um pouco antes de
    decidir?!!!!



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E como se deve selecionar um reprodutor?
                                              39


 Para que servem as avaliações genéticas, as DEPs, os
   sumários de touros e vacas?
      São as verdadeiras “especificações técnicas”de nossas
       máquinas;
      São nossas ferramentas auxiliares, nossos critérios de escolha;
      Dão uma idéia, quando comparadas aos estimativas dos outros
       reprodutores disponíveis, do valor médio dos gametas de um
       reprodutor, comparado aos demais.




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E como se deve selecionar um reprodutor?
                                              40


 Quais são os pontos fortes do seu rebanho?
   Reforce-os, usando reprodutores ou sêmen com DEPs
    adequadas ao rebanho e ao sistema de produção. Exemplo:
    precocidade sexual e ambiente


 Quais são os pontos fracos de seu rebanho?
   Use reprodutores ou sêmen que “consertem” os defeitos de
    suas matrizes, sempre lembrando que os reprodutores devem
    ser adequados ao sistema de produção.




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A colheita de dados fenotípicos
                                              41



                 ESSENCIAL!


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Colheita de pesos e mensuração com
                  aparelhos de ultrassom
                                                42

 Medidas na “entrada” do
 confinamento
    Peso
    EGS e AOL




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Coleta de amostras pós-abate
                                                43




                                                     Leitura de PH


                                       Identificação da
                                           Carcaça




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Coleta de amostras pós-abate
                                              44




                                                   AOL na 5ª e 12ª costela



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Coleta de amostras pós-abate
                                              45

 Mensuração da área de
   olho de lombo (AOL)




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Coleta de amostras pós-abate
                                              46




 MEDIÇÃO DA ESPESSURA
  DE GORDURA (EGS) EM
      MILÍMETROS
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Coleta de amostras pós-abate
                                              47
                                                   Avaliação de marmoreio,
                                                     com base em cartões
                                                           referência




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Coleta de amostras pós-abate
                                              48




     PORCIONAMENTO DE 4 AMOSTRAS DO CONTRA PARA TEMPOS DISTINTOS DE
      MATURAÇÃO: 7, 14 e 21 DIAS MAIS UMA AMOSTRA PARA COMPOSIÇÃO DA
                                    CARNE
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Atividades em laboratórios de carne
                                              49




                                                   Assado de forma padronizada
                                                          (71ºC interno)
                                                       Pesagem pós assar
                                                      (Com e Sem exsudato)
                                                      Resfriamento até 20ºC

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Atividades em laboratórios de carne
                “Shear Force” ou Força de Cisalhamento
                                              50




                                                   8 réplicas
                                                   (medidas)
Prof. Dr. Gerson Barreto Mourão - ESALQ/USP
Análises Quantitativas

 Após as coletas dos dados, o processo é seguido de
   análises estatísticas sejam sob abordagem tradicional
   em genética quantitativa ou para descoberta e
   identificação de marcadores genéticos




Prof. Dr. Gerson Barreto Mourão - ESALQ/USP
                                                           51
Distribuição dos valores mensurados
                                                                                  52




                          AOL - in vivo ("entrada" confinamento) - 21m Nel
              25

              20

              15
         No




              10

              5

              0
                   39,0
                          46,0
                                 49,2
                                        51,8
                                               53,9
                                                      56,0
                                                             58,1
                                                                    60,2
                                                                           62,3
                                                                                   64,4
                                                                                          66,5
                                                                                                 68,6
                                                                                                        70,7
                                                                                                               72,8
                                                                                                                      74,9
                                                                                                                             77,1
                                                                                                                                    79,3
                                                                                                                                           81,8
                                                                                                                                                  85,4
                                                                                  Valor




Prof. Dr. Gerson Barreto Mourão - ESALQ/USP
Distribuição dos valores mensurados
                                                                                      53
                                                                                                          Marmoreio Carcaça
                                        AOL Carcaça                                        350
     50                                                                                    300
                                                                                           250
     40
                                                                                           200
     30
                                                                                           150
     20                                                                                    100
No




     10                                                                                     50
      0                                                                                      0
                                                                                                 SL SL SL SL SL SL SM SM SM SM SM MT MT MT
 -10
     56

          59

               62

                    65
                          68

                                   71

                                         74

                                              77

                                                   80

                                                        83

                                                              86

                                                                       89

                                                                            92

                                                                                 95

                                                                                      98
                                                                                           Total 288 88 102 1 82 5 41 13 5 11 4   3   4   1
 -20
Valor
                                                                                                    Dias Mat. % < 4,54
                                    EGS Carcaça
 200                                                                                                  7 dias   16%
 150                                                                                                 14 dias   38%
 100                                                                                                 21 dias   58%
No




     50
                                                                                                  Touros         No         %
      0
                                                                                                  Macio           6       13,6%
                                                                                                  Médio          12       27,3%
 -50
          0    1     2         3        4     5    6     7         8        9    10   11          Duro           26       59,1%
 Total    2    14    88    156 127 105             66    40    32           9    8     2          Total          44
Prof. Dr. Gerson Barreto Mourão - ESALQ/USP
Distribuição: Maciez aos 7 dias
                                              54




                     Carne macia




                                                   Fonte: Rezende, 2008

Prof. Dr. Gerson Barreto Mourão - ESALQ/USP
Distribuição: Maciez aos 14 dias
                                                 55



                                   Carne macia



                     Carne macia




                                                      Fonte: Rezende, 2008

Prof. Dr. Gerson Barreto Mourão - ESALQ/USP
Distribuição: Maciez aos 21 dias
                                                     56

                                       Carne macia




                     Carne macia




                                                          Fonte: Rezende, 2008

Prof. Dr. Gerson Barreto Mourão - ESALQ/USP
Distribuição: Colesterol
                                              57




                                                   Fonte: Rezende, 2008

Prof. Dr. Gerson Barreto Mourão - ESALQ/USP
Avaliações genéticas atuais
                                                    58

                     Pedigree                             Avaliação
                                                            Av.
                                                          Genética
                                                            Gen.
                                              Fenótipos


                                                                             Avaliação do
                                              Fenótipos               DEPs      Mérito
                                                                              Genético


                                              Fenótipos
                        Progênie




Prof. Dr. Gerson Barreto Mourão - ESALQ/USP
O futuro das avaliações genéticas
                                                    59
                     Pedigree                              Avaliação
                                                           Genética
                                          Fenótipos
                                          Testes DNA

                                                                                Avaliação
                                                                              mais precisa
                                              Fenótipos
                                              Testes DNA
                                                                       DEPs   (precoce) do
                                                                                 Mérito
                                                                                Genético
                                              Fenótipos
                                              Testes
                        Progênie
                                              DNA




Prof. Dr. Gerson Barreto Mourão - ESALQ/USP
Considerações
                                              60


 Seleção e acasalamentos
   Fundamental para o aumento de produção!

 Genômica
   Traz mais um conjunto de valor para o criador aumentar a
    velocidade de ganho
   Identificação de paternidade
   Permitirá escolher com maior precisão os animais que servirão
    como reprodutores
 Podem se tornar
   Fonte apoio ao manejo
   Uniformização dos lotes




Prof. Dr. Gerson Barreto Mourão - ESALQ/USP
Considerações

 Marcadores SNPs
   poderão ser utilizados amplamente em novas aplicações, que
    agreguem valor ao produto
 O grande perigo no uso dessa ferramenta!
   Utilização de marcadores não validados nas populações e nas
    condições de criação existentes no Brasil
   Isso também vale para os valores das DEPs e PTAs

 A seleção genômica chegou para ficar!




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                                                                  61
Bibliografia

 LUCHIARI FILHO, A.; MOURÃO, G. B. Melhoramento, raças
   e seus cruzamentos na pecuária de corte brasileira.
   Pirassununga: Albino Luchiari Filho, 2006, 142 p.

 BOURDON, R.M. Understanding Animal Breeding, 2ª Ed., Prentice-
  Hall, 2000, 538 p.
 ELER, J.P. Teorias e Métodos em Melhoramento Genético Animal II.
  Seleção, FZEA, 2008, 210 p.
 KINGHORN B. et al. Melhoramento Animal: Uso de novas tecnologias.
  1ª. Ed., FEALQ, 2006, 367 p.
 PEREIRA, J.C.C. Melhoramento genético aplicado à produção animal.
  4ª. ed., FEPMVZ Editora, 2008, 555 p.




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Muito obrigado!
Prof. Dr. Gerson Barreto Mourão
Universidade de São Paulo - USP
Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” - ESALQ
Departamento de Zootecnia – LZT
Cx. Postal 9 - 13.418-900
Piracicaba, SP

e.mail:
                                                                                 Melhoramento
gbmourao@usp.br                                                                    genético




            Agradecimentos: Prof. Dr. José Bento Sterman Ferraz (FZEA/USP) e Fernanda Marcondes de Rezende (FZEA/USP) pela cessão de fotos e dados.




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Aula melhoramento bovinos corte parte 1 2012

  • 1.
    Melhoramento genético naProdução de Bovinos Corte no Brasil Gerson Barreto Mourão Zootecnista pela Universidade Federal de Lavras Mestre pela Universidade Federal de Minas Gerais Livre Docente e Doutor pela Universidade de São Paulo Professor Associado do LZT - ESALQ/USP
  • 2.
    O direcionamento: 2  Quais são os objetivos? Qual o mercado?  Criar animais “puros” ou fazer cruzamentos?  Qual a melhor raça?  Qual o melhor cruzamento?  O que fazer com as fêmeas F1 (“meio-sangue”), abater todas ou utilizá-las na reprodução?  Quais são nossos sistemas de produção?  Vamos continuar usando as DEPs?  Genômica e marcadores moleculares? Prof. Dr. Gerson Bareto Mourão - ESALQ/USP
  • 3.
    A resposta acada uma dessas questões passa pelo aumento de produtividade, de lucratividade e sustentabilidade. 3 Prof. Dr. Gerson Barreto Mourão - ESALQ/USP
  • 4.
    Qual é oproduto? Qual o sistema? 4 Prof. Dr. Gerson Barreto Murão - ESALQ/USP
  • 5.
    Qual é oproduto? Qual o sistema? 5 Prof. Dr. Gerson Barreto Mourão - ESALQ/USP
  • 6.
    Qual é oproduto? Qual o sistema? 6 Prof. Dr. Gerson Barreto Mourão - ESALQ/USP
  • 7.
    Qual é oproduto? Qual o sistema? 7 Prof. Dr. Gerson Barreto Mourão - ESALQ/USP
  • 8.
    Qual é oproduto? Qual o sistema? 8 Prof. Dr. Gerson Barreto Mourão - ESALQ/USP
  • 9.
    Qual é oproduto? Qual o sistema? 9 Prof. Dr. Gerson Barreto Mourão - ESALQ/USP
  • 10.
    O que oconsumidor deseja? 10 Prof. Dr. Gerson Barreto Mourão - ESALQ/USP
  • 11.
    No fundo oproduto é... 11 Prof. Dr. Gerson Barreto Mourão - ESALQ/USP
  • 12.
    Conhecendo o produtoe o cliente . . . 12 Prof. Dr. Gerson Barreto Mourão - ESALQ/USP
  • 13.
    Não era comercial! 190 150 99 (2010) Prof. Dr. Gerson Barreto Mourão - ESALQ/USP
  • 14.
    Produção Mundial deCarne Bovina (em milhares de toneladas) 14 AINDA FALTA EFICIÊNCIA NA PRODUÇÃO Fontes: USDA (1) Estimativa (2) Incluí Carne de Búfalo Prof. Dr. Gerson Barreto Mourão - ESALQ/USP
  • 15.
    Para produzir: 15  Portanto:  Para serem obtidos esses ganhos, é necessário agir em todos os pontos da cadeia produtiva.  O uso de material genético de alta qualidade é uma NECESSIDADE Prof. Dr. Gerson Barreto Mourão - ESALQ/USP
  • 16.
    Para que servemos reprodutores e matrizes? 16  São nossas máquinas  Devem produzir os nossos produtos, os bezerros  Esses produtos devem ser adequados aos sistemas de produção e às condições de ambiente que temos  Os reprodutores e matrizes são máquinas de fazer gametas (espermatozóides e óvulos), portanto, valem o valor de seus gametas  Se valem o valor de seus gametas, temos que conhecer isso.... Prof. Dr. Gerson Barreto Mourão - ESALQ/USP
  • 17.
    O que influenciao desempenho dos animais? Alimentação Instalações Nutrição Qualidade de Mão-de-Obra Manejo Outros efeitos Saúde de ambiente Genética Prof. Dr. Gerson Barreto Mourão - ESALQ/USP 17
  • 18.
    Precoces x Tardios 600 500 Precoces 400 Tardios Peso, kg 300 200 100 0 40 240 440 640 840 1040 1240 1440 Idade, dias Prof. Dr. Gerson Barreto Mourão - ESALQ/USP
  • 19.
    A avaliação genética 19 P = A + D + I + E + GE  Procedimento de análise dos dados de produção dos animais, com uso de metodologia estatística adequada, para:  Separar os efeitos genéticos aditivos (A) dos dos demais efeitos (D+I+E)  Ordenar (rankear) os animais segundo o valor genético aditivo de cada um, para fins de seleção Prof. Dr. Gerson Barreto Mourão - ESALQ/USP
  • 20.
    DEP: O quesignifica? P = A + D + I + E + GE  DEP = diferença esperada na progênie  Ferramenta AUXILIAR de seleção  Exemplo:  Touro A = +12 kg x Touro B= -3 kg de peso ao abate  Diferença entre eles: 15 kg/filho (em média)  Se for peso ao abate = 15 kg/filho x 5 anos x 30 filhos/ano = 2250 kg de peso vivo x R$3,00  R$6.750,00 de receita adicional na vida útil do touro= Valor diferencial do touro A, em relação ao touro B  DEP significa dinheiro no bolso do criador! Prof. Dr. Gerson Barreto Mourão - ESALQ/USP 20
  • 21.
    A evolução dasmetodologias de estimação do valor genético 21  História  Avaliação visual (>1.000 anos)  Medições (pesos, dimensões, tempos, etc.) (>100 anos)  Medições ajustadas (>60 anos)  Índices (desvios de grupos, > 40 anos)  DEPs com baixa acurácia (“Quad. Mínimos”, >30 anos)  DEPs com média acurácia (“Modelos touro”, >25 anos)  DEPs com alta acurácia (“Modelos Animais”, ~10 anos)  Auxiliares de seleção, seleção assistida por marcadores genéticos, biologia molecular, finalmente, ficando disponível  Seleção genômica  Aumento da Confiança Prof. Dr. Gerson Barreto Mourão - ESALQ/USP
  • 22.
    Seleção - Sumáriode Touros DEP = diferença Esperada na Progênie 22  O valor genético de um animal  É calculado separadamente para cada característica  Depende de medidas tomadas no próprio animal, nos parentes e outros animais com eles relacionados.  A determinação do valor genético  muito mais acurada para touros com muitos filhos em diferentes rebanhos.  O cálculo do mérito genético de vacas  é deficiente: em geral, vivem dentro de um só rebanho  produzem um número limitado de filhos Prof. Dr. Gerson Barreto Mourão - ESALQ/USP
  • 23.
    Seleção - Sumáriode Touros DEP = diferença Esperada na Progênie 23  Efeitos do meio ambiente  provocam um desvio na expressão do genótipo, que o touro imprime nas filhos, fenotipicamente, positivo ou negativo, em relação a uma base genética predeterminada.  A base genética  Ponto de referência usado para avaliar o mérito dos animais  Quase nunca conhecida!  O objetivo básico da DEP  Ordenar os touros de acordo com o seu genótipo Prof. Dr. Gerson Barreto Mourão - ESALQ/USP
  • 24.
    Seleção - Sumáriode Touros DEP = diferença Esperada na Progênie 24  Um touro com um DEP de +20 kg para PD não dará origem a filhos que produzirão +20 kg a mais do que os demais bezerros do rebanho/raça.  A interpretação correta é a de que seus filhos produzirão em média +20 kg a mais do que a média dos filhos dos touros usados na base genética.  Acurácia  É o grau de confiança das DEPs  Um touro precisa ter cerca de 50 filhos em 50 rebanhos para ter cerca 80% de acurácia para PD. Prof. Dr. Gerson Barreto Mourão - ESALQ/USP
  • 25.
    Seleção - Sumáriode Touros DEP = diferença Esperada na Progênie 25  Se a acurácia da DEP for >90%  A DEP do touro apresentará pequenas variações no futuro.  Se for menor que 70% mudará mais (ex.: touros Jovens).  A direção dessa mudança é desconhecida, podendo melhorar, piorar ou permanecer inalterada.  O uso de touros jovens representa risco e oportunidade.  A acurácia define o número de doses de sêmen a serem utilizadas. Prof. Dr. Gerson Barreto Mourão - ESALQ/USP
  • 26.
    Seleção - Sumáriode Touros DEP = diferença Esperada na Progênie 26  Os valores das DEPs  Tendem a mudar na medida em que mais filhos são avaliados  Quanto maior o número de filhos  Maior a confiança nas DEPs  Menor mudança no futuro.  Sumários de touros  são publicações periódicas (anuais) e atualizadas.  Touro positivo/negativo. Por que? Prof. Dr. Gerson Barreto Mourão - ESALQ/USP
  • 27.
    Seleção - Sumáriode Touros DEP = diferença Esperada na Progênie 27  A Base Genética  ponto de referência para o cálculo da DEP  É sempre atualizada  Muda com o processo genético: implica em valores crescentes de produção.  A alteração da base genética  não modifica o mérito biológico dos touros, mas facilita a comparação entre eles  É importante salientar que uma base atualizada inclui animais de maior mérito genético.  Portanto, alguns animais com DEP positiva antes da mudança, podem se tornar negativos.  O valor genético biológico do animal não muda, o que muda é o ponto de referência a partir do qual esse valor é calculado. Prof. Dr. Gerson Barreto Mourão - ESALQ/USP
  • 28.
    Relação entre acuráciade uma estimativa de valor genético de um animal e o risco de utilizar-se ou não tal animal como reprodutor na propriedade. 28 Acurácia Causa Risco Poucas informações a respeito do animal, animal em 0,30 a 0,50 geral muito jovem (acurácia baixa, diminui o Alto intervalo de gerações) Número razoável de informações, reprodutor jovem, 0,51 a 0,90 com 10 a 20 filhos testados (acurácia média, Médio intervalo de gerações médio) Número suficiente de informações, animal com mais acima de de 20 filhos ou filhas testados (acurácia alta, Baixo 0,90 aumenta muito o intervalo de gerações) Prof. Dr. Gerson Barreto Mourão - ESALQ/USP
  • 29.
    Os resultados nafazenda e na indústria 29 Prof. Dr. Gerson Barreto Mourão - ESALQ/USP
  • 30.
    30 Prof. Dr. GersonBarreto Mourão - ESALQ/USP
  • 31.
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  • 32.
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  • 33.
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  • 34.
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  • 35.
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  • 36.
    36 Prof. Dr. GersonBarreto Mourão - ESALQ/USP
  • 37.
    37 Prof. Dr. GersonBarreto Mourão - ESALQ/USP
  • 38.
    Como selecionar? 38  De acordo com o “olho” do proprietário? [observando o fenótipo dos animais (padrão racial, pelagem, tamanho, conformação)]?  Pelo “Pedigree”?  Pelo peso?  Outra forma?  Que tal conhecermos mais, um pouco antes de decidir?!!!! Prof. Dr. Gerson Barreto Mourão - ESALQ/USP
  • 39.
    E como sedeve selecionar um reprodutor? 39  Para que servem as avaliações genéticas, as DEPs, os sumários de touros e vacas?  São as verdadeiras “especificações técnicas”de nossas máquinas;  São nossas ferramentas auxiliares, nossos critérios de escolha;  Dão uma idéia, quando comparadas aos estimativas dos outros reprodutores disponíveis, do valor médio dos gametas de um reprodutor, comparado aos demais. Prof. Dr. Gerson Barreto Mourão - ESALQ/USP
  • 40.
    E como sedeve selecionar um reprodutor? 40  Quais são os pontos fortes do seu rebanho?  Reforce-os, usando reprodutores ou sêmen com DEPs adequadas ao rebanho e ao sistema de produção. Exemplo: precocidade sexual e ambiente  Quais são os pontos fracos de seu rebanho?  Use reprodutores ou sêmen que “consertem” os defeitos de suas matrizes, sempre lembrando que os reprodutores devem ser adequados ao sistema de produção. Prof. Dr. Gerson Barreto Mourão - ESALQ/USP
  • 41.
    A colheita dedados fenotípicos 41 ESSENCIAL! Prof. Dr. Gerson Barreto Mourão - ESALQ/USP
  • 42.
    Colheita de pesose mensuração com aparelhos de ultrassom 42  Medidas na “entrada” do confinamento  Peso  EGS e AOL Prof. Dr. Gerson Barreto Mourão - ESALQ/USP
  • 43.
    Coleta de amostraspós-abate 43 Leitura de PH Identificação da Carcaça Prof. Dr. Gerson Barreto Mourão - ESALQ/USP
  • 44.
    Coleta de amostraspós-abate 44 AOL na 5ª e 12ª costela Prof. Dr. Gerson Barreto Mourão - ESALQ/USP
  • 45.
    Coleta de amostraspós-abate 45  Mensuração da área de olho de lombo (AOL) Prof. Dr. Gerson Barreto Mourão - ESALQ/USP
  • 46.
    Coleta de amostraspós-abate 46 MEDIÇÃO DA ESPESSURA DE GORDURA (EGS) EM MILÍMETROS Prof. Dr. Gerson Barreto Mourão - ESALQ/USP
  • 47.
    Coleta de amostraspós-abate 47 Avaliação de marmoreio, com base em cartões referência Prof. Dr. Gerson Barreto Mourão - ESALQ/USP
  • 48.
    Coleta de amostraspós-abate 48 PORCIONAMENTO DE 4 AMOSTRAS DO CONTRA PARA TEMPOS DISTINTOS DE MATURAÇÃO: 7, 14 e 21 DIAS MAIS UMA AMOSTRA PARA COMPOSIÇÃO DA CARNE Prof. Dr. Gerson Barreto Mourão - ESALQ/USP
  • 49.
    Atividades em laboratóriosde carne 49 Assado de forma padronizada (71ºC interno) Pesagem pós assar (Com e Sem exsudato) Resfriamento até 20ºC Prof. Dr. Gerson Barreto Mourão - ESALQ/USP
  • 50.
    Atividades em laboratóriosde carne “Shear Force” ou Força de Cisalhamento 50 8 réplicas (medidas) Prof. Dr. Gerson Barreto Mourão - ESALQ/USP
  • 51.
    Análises Quantitativas  Apósas coletas dos dados, o processo é seguido de análises estatísticas sejam sob abordagem tradicional em genética quantitativa ou para descoberta e identificação de marcadores genéticos Prof. Dr. Gerson Barreto Mourão - ESALQ/USP 51
  • 52.
    Distribuição dos valoresmensurados 52 AOL - in vivo ("entrada" confinamento) - 21m Nel 25 20 15 No 10 5 0 39,0 46,0 49,2 51,8 53,9 56,0 58,1 60,2 62,3 64,4 66,5 68,6 70,7 72,8 74,9 77,1 79,3 81,8 85,4 Valor Prof. Dr. Gerson Barreto Mourão - ESALQ/USP
  • 53.
    Distribuição dos valoresmensurados 53 Marmoreio Carcaça AOL Carcaça 350 50 300 250 40 200 30 150 20 100 No 10 50 0 0 SL SL SL SL SL SL SM SM SM SM SM MT MT MT -10 56 59 62 65 68 71 74 77 80 83 86 89 92 95 98 Total 288 88 102 1 82 5 41 13 5 11 4 3 4 1 -20 Valor Dias Mat. % < 4,54 EGS Carcaça 200 7 dias 16% 150 14 dias 38% 100 21 dias 58% No 50 Touros No % 0 Macio 6 13,6% Médio 12 27,3% -50 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 Duro 26 59,1% Total 2 14 88 156 127 105 66 40 32 9 8 2 Total 44 Prof. Dr. Gerson Barreto Mourão - ESALQ/USP
  • 54.
    Distribuição: Maciez aos7 dias 54 Carne macia Fonte: Rezende, 2008 Prof. Dr. Gerson Barreto Mourão - ESALQ/USP
  • 55.
    Distribuição: Maciez aos14 dias 55 Carne macia Carne macia Fonte: Rezende, 2008 Prof. Dr. Gerson Barreto Mourão - ESALQ/USP
  • 56.
    Distribuição: Maciez aos21 dias 56 Carne macia Carne macia Fonte: Rezende, 2008 Prof. Dr. Gerson Barreto Mourão - ESALQ/USP
  • 57.
    Distribuição: Colesterol 57 Fonte: Rezende, 2008 Prof. Dr. Gerson Barreto Mourão - ESALQ/USP
  • 58.
    Avaliações genéticas atuais 58 Pedigree Avaliação Av. Genética Gen. Fenótipos Avaliação do Fenótipos DEPs Mérito Genético Fenótipos Progênie Prof. Dr. Gerson Barreto Mourão - ESALQ/USP
  • 59.
    O futuro dasavaliações genéticas 59 Pedigree Avaliação Genética Fenótipos Testes DNA Avaliação mais precisa Fenótipos Testes DNA DEPs (precoce) do Mérito Genético Fenótipos Testes Progênie DNA Prof. Dr. Gerson Barreto Mourão - ESALQ/USP
  • 60.
    Considerações 60  Seleção e acasalamentos  Fundamental para o aumento de produção!  Genômica  Traz mais um conjunto de valor para o criador aumentar a velocidade de ganho  Identificação de paternidade  Permitirá escolher com maior precisão os animais que servirão como reprodutores  Podem se tornar  Fonte apoio ao manejo  Uniformização dos lotes Prof. Dr. Gerson Barreto Mourão - ESALQ/USP
  • 61.
    Considerações  Marcadores SNPs  poderão ser utilizados amplamente em novas aplicações, que agreguem valor ao produto  O grande perigo no uso dessa ferramenta!  Utilização de marcadores não validados nas populações e nas condições de criação existentes no Brasil  Isso também vale para os valores das DEPs e PTAs  A seleção genômica chegou para ficar! Prof. Dr. Gerson Barreto Mourão - ESALQ/USP 61
  • 62.
    Bibliografia  LUCHIARI FILHO,A.; MOURÃO, G. B. Melhoramento, raças e seus cruzamentos na pecuária de corte brasileira. Pirassununga: Albino Luchiari Filho, 2006, 142 p.  BOURDON, R.M. Understanding Animal Breeding, 2ª Ed., Prentice- Hall, 2000, 538 p.  ELER, J.P. Teorias e Métodos em Melhoramento Genético Animal II. Seleção, FZEA, 2008, 210 p.  KINGHORN B. et al. Melhoramento Animal: Uso de novas tecnologias. 1ª. Ed., FEALQ, 2006, 367 p.  PEREIRA, J.C.C. Melhoramento genético aplicado à produção animal. 4ª. ed., FEPMVZ Editora, 2008, 555 p. Prof. Dr. Gerson Barreto Mourão - ESALQ/USP
  • 63.
    Muito obrigado! Prof. Dr.Gerson Barreto Mourão Universidade de São Paulo - USP Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” - ESALQ Departamento de Zootecnia – LZT Cx. Postal 9 - 13.418-900 Piracicaba, SP e.mail: Melhoramento gbmourao@usp.br genético Agradecimentos: Prof. Dr. José Bento Sterman Ferraz (FZEA/USP) e Fernanda Marcondes de Rezende (FZEA/USP) pela cessão de fotos e dados. Prof. Dr. Gerson Barreto Mourão - ESALQ/USP