Lição 5 – 02 de maio de 2010

                       O Poder da Intercessão

                                         Autor deste subsídio: Pastor Ronaldo Batista.
                                                                  Mestre em Teologia.
                                                            Convites: (21) 3904-3738
                                                         rb-pereira1966@hotmail.com




ESBOÇO DA LIÇÃO

Introdução
I. O que é a intercessão
II. Jeremias intercede por Judá
III. Por que devemos interceder
Conclusão



Texto áureo:

"E, quanto a mim, longe de mim que eu peque contra o Senhor, deixando de orar por vós; antes,
vos ensinarei o caminho bom e direito (1 Samuel 12:23)."


INTRODUÇÃO

Será que a intercessão tem poder, então qual é? É o poder de tocar o coração de Deus
convencendo-o a liberar ou estender a sua misericórdia de várias maneiras: curando,
trazendo arrependimento e libertando, etc. Você já pensou mais profundamente porque
Deus se recusou em ouvir Jeremias. Por que ele foi teimoso em interceder? São segredos
bíblicos que essa lição se ocupa em responder.

       I. O QUE É A INTERCESSÃO

   1. Definição

       A princípio, interceder é pedir em favor de alguém. No caso da oração, a
intercessão pode assumir alguns contornos interessantes, que vão além do pedir em favor
de. A intercessão faz com que o intercessor, assuma a culpa dos outros, embora não
seja sua, ele a confessa como sendo participante daquele pecado. Leia atentamente
Jeremias 14.7 e vide também Daniel 9.4-7. O intercessor pode orar em favor de pagãos
como os de Sodoma e Gomorra como fez Abraão, Gn 18.23-33. É capaz de interceder
por pessoas que não mereçam a sua oração, como fez Jó em 42.8 e 10. O que nos leva a
concluir que a intercessão é um ato de amor resignado, principalmente nessas
circunstâncias: momentos de oposição, de incompreensão e de perseguição.

   2. A eficácia da oração intercessória

       Muito da eficácia da intercessão reside na perseverança. Jeremias permaneceu
intercedendo pelo seu povo ainda que não via mudança aparente; Noé também agiu pela

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fé como intercessor, Ez 14.20; Samuel, vendo o povo pecando ao pedir um rei não os
desamparou com sua intercessão, 1Sm 12.19-25; Moisés com a sua oração ousada
disse: “perdoa o seu pecado; se não, risca-me, peço-te do teu livro” Ex 32.32.
        Senhor professor, é bom que lembremos aos nossos alunos que Deus, não
depende das nossas orações, para vencer o diabo e o pecado. Pois, Ele é Deus
onipotente, transcendente e que não precisa ser servido por nenhuma criatura sua, Atos
17.25. E nem mesmo precisa delas, todavia ele opera por leis que decidiu soberanamente
intervir mediante a intercessão do seu povo.

       II. JEREMIAS INTERCEDE POR JUDÁ

   1. A intercessão

       O lado prático da intercessão de Jeremias nos ensina que não devemos desistir
dos nossos parentes, amigos e compatriotas pelo fato de viverem atolados no pecado.
Incontáveis são os resultados em cônjuges, filhos e vizinhos que foram contemplados
pela intercessão perseverante de alguém ou uma igreja, e que, como resultado sofreram
uma tremenda mudança. O marido ou esposa que deixou o lar, mas retornaram como
fruto da intercessão. Filhos envolvidos com amigos e em drogas, mas que ao verem a
intercessão perseverante de um pai e ou uma mãe abandonaram as vias tortuosas e
caminhos de morte que antes trafegavam.

   2. Deus rejeita a intercessão de Jeremias

        Uma coisa muito séria deve ser esclarecida nesse aspecto. Pensemos, porque
Deus rejeitou a oração de Jeremias? Foi apenas porque o povo estava pecando
desenfreadamente? Isso aí é o mais evidente, mas não foi apenas por isso. É claro que
Jeremias era um profeta fervoroso e que intercedia poderosamente pelo seu povo, mas
Deus não atende a Jeremias porque não havia mais ninguém que se ocupasse de tal
ofício, esse é um lado real da questão. Como será isso? Bem, partindo do critério de Deus
usado para livrar a Sodoma e Gomorra do juízo, era ter o número mínimo de justos
necessários, que lá estivessem para que evitasse o terrível castigo que os aguardava.
Não havendo esse número mínimo, Deus trouxe seu juízo sem escapatórias, Gn 18.23-
33. Bem sabemos que lá só havia Ló, que teve de ser resgatado às pressas com sua
família, Gn 19.16-17. De igual modo foi a população noética que sofreu o juízo diluviano,
mesmo sendo Noé um poderoso intercessor, Ez 14.20. Por outro lado, Nínive não teve
intercessor, apenas Jonas, o pregador reclamão que denunciou o iminente juízo divino.
Como todos se arrependeram, todos escaparam, Jn 3.10.

   3. A persistência da intercessão de Jeremias

        Há pelo menos menos três textos em que o Senhor Deus, diz a Jeremias: “não
ores por este povo”, Jeremias 7.16; 11.14. “Ainda que Moisés e Samuel se pusessem
diante de mim, não seria a minha alma com este povo”, Jr 15.1. Como vimos acima, o que
Deus queria agora era um arrependimento profundo dos judeus, como houve nos
ninivitas. A força intercessória naquele momento para tapar a brecha pecaminosa era
insuficiente, como já explicamos. Todavia, coube a Jeremias permanecer em sua posição
de intercessor. Ainda que os resultados de sua oração só viessem muitos anos depois,
com os filhos e netos daquela geração.


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        Caros professores, Deus está despertando o povo brasileiro para um compromisso
sério com o retorno a Palavra, a oração e conversão pessoal. Ele conta com o sacerdócio
legítimo da sua Igreja, para que esta nação seja transformada. Será que Deus pode
rejeitar a oração de seu povo, como fez com Jeremias, Noé e Abraão? Claro que sim, daí
a necessidade de não apenas intercedermos, mas sermos eficazes, ousados e
perseverantes anunciadores das Boas Novas. Pois, só interceder, em certa época não
resolve, note que Paulo disse a Timóteo sobre a necessidade de oração (1Tm 2.1-7), mas
também dele cumprir o ministério de um evangelista, 2Tm 4.5. Pois, prevendo mudanças
em seu espírito naquela época, sentindo que ondas de perseguições estavam por vir, foi
por isso que orientou a Timóteo a agir assim.


       III. POR QUE DEVEMOS INTERCEDER

    1. É uma recomendação bíblica

        Abraão orou por Abimeleque e sua mulher e servas e Deus as sarou da
esterilidade, Gn 20.17-18. O rei Ezequias orou pelo povo de Israel e Deus os curou, 2
Crônicas 30:18-20, etc. No Novo Testamento somos convocados, como Igreja, a exercer
o ofício intercessório de nosso sacerdócio. O Senhor Jesus ensinou os seus discípulos
como perseverar na intercessão em favor de um amigo, Lc 11.5-8; devemos orar por
todos os santos, Ef 6.18; Cl 4.2; por todas as autoridades, 1Tm 2.1-7; uns pelos outros
para a cura, Tg 5.16.

    2. É uma demonstração de amor cristão

       Orar por nós é uma necessidade, mas orar pelos outros é um ato de amor. Jó orou
pelos seus amigos; o Senhor Jesus orou pelos seus ofensores, Lc 23.34. Este é um nível
de maturidade que Deus espera de nós, principalmente em tempos de oposição, 1Pe
2.20-23; 3.9.

    3. É um exercício de Piedade

        A oração é um excelente exercício, como bem disse Spurgeon: “A oração é a
melhor ginástica para a alma”. O exercício físico traz muitos benefícios ao organismo:
aumenta a aptidão física, melhora a saúde, reforça a musculatura, aperfeiçoa as
habilidades atléticas, etc. Agora pense nessa ginástica da alma: aumenta nossa aptidão
espiritual, melhora nossa saúde, reforça e aperfeiçoa nossas habilidades a serviço de
Deus e dos outros, pois piedade é o amor demonstrado ao próximo e a nossa pátria, que
inclui a intercessão.


CONCLUSÃO

Creio sinceramente que Deus tem orientado seus servos na condução destas lições da
CPAD. Pois, é importante que estejamos atentos ao momento que vivemos, neste tempo
chamado pós-modernidade. Cheio de pluralismo e relativismo moderno, quando então
precisamos reforçar as bases em torno da Palavra, isto é, da leitura e estudo
perseverante. Bem como utilizá-la como base para as nossas orações, ou seja, orarmos


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de acordo com ela. O que Deus quer é que ajamos preventivamente, pois senão, pode
chegar a uma situação de não haver mais jeito, como foi nos dias de Jeremias.




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    Lição 5 –02 de maio de 2010 O Poder da Intercessão Autor deste subsídio: Pastor Ronaldo Batista. Mestre em Teologia. Convites: (21) 3904-3738 rb-pereira1966@hotmail.com ESBOÇO DA LIÇÃO Introdução I. O que é a intercessão II. Jeremias intercede por Judá III. Por que devemos interceder Conclusão Texto áureo: "E, quanto a mim, longe de mim que eu peque contra o Senhor, deixando de orar por vós; antes, vos ensinarei o caminho bom e direito (1 Samuel 12:23)." INTRODUÇÃO Será que a intercessão tem poder, então qual é? É o poder de tocar o coração de Deus convencendo-o a liberar ou estender a sua misericórdia de várias maneiras: curando, trazendo arrependimento e libertando, etc. Você já pensou mais profundamente porque Deus se recusou em ouvir Jeremias. Por que ele foi teimoso em interceder? São segredos bíblicos que essa lição se ocupa em responder. I. O QUE É A INTERCESSÃO 1. Definição A princípio, interceder é pedir em favor de alguém. No caso da oração, a intercessão pode assumir alguns contornos interessantes, que vão além do pedir em favor de. A intercessão faz com que o intercessor, assuma a culpa dos outros, embora não seja sua, ele a confessa como sendo participante daquele pecado. Leia atentamente Jeremias 14.7 e vide também Daniel 9.4-7. O intercessor pode orar em favor de pagãos como os de Sodoma e Gomorra como fez Abraão, Gn 18.23-33. É capaz de interceder por pessoas que não mereçam a sua oração, como fez Jó em 42.8 e 10. O que nos leva a concluir que a intercessão é um ato de amor resignado, principalmente nessas circunstâncias: momentos de oposição, de incompreensão e de perseguição. 2. A eficácia da oração intercessória Muito da eficácia da intercessão reside na perseverança. Jeremias permaneceu intercedendo pelo seu povo ainda que não via mudança aparente; Noé também agiu pela Subsídios – Lições Bíblicas Página 1
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    Lição 5 –02 de maio de 2010 de acordo com ela. O que Deus quer é que ajamos preventivamente, pois senão, pode chegar a uma situação de não haver mais jeito, como foi nos dias de Jeremias. Subsídios – Lições Bíblicas Página 4