Lição 13
INTRODUÇÃO 
Depois de estudarmos os principais 
assuntos da Epístola de Tiago, nessa 
última lição do trimestre, chegamos às 
seções finais da carta (vv.7-20). Nessa 
ocasião, analisaremos os ensinos 
práticos e atuais que o meio-irmão do 
Senhor escreveu para os seus leitores. 
São conselhos bíblicos práticos, perenes 
e necessários ao nosso relacionamento 
com Deus e a uma boa convivência na 
igreja local bem como em sociedade.
1. O valor da paciência e da perseverança (vv.7,8). 
No versículo sete Tiago evoca uma imagem agrícola 
para exemplificar o valor da paciência e da 
perseverança. Tal imagem é comum aos 
destinatários de sua época. O líder da Igreja em 
Jerusalém nos ensina que tanto a paciência quanto 
a perseverança são valores que devem ser 
cultivados, não em alguns momentos, mas durante 
a vida toda. A fim de vencermos as dificuldades, 
privações, inquietações e sofrimentos da existência 
terrena, precisaremos da paciência e da 
perseverança. Essas características também estão 
relacionadas à nossa esperança na vinda do 
Senhor. Sejamos pacientes e perseverantes em 
aguardá-la, pois ela, conforme nos diz as Escrituras, 
está próxima (Fp 4.5; Hb 10.25,37; 1 Jo 2.18; Ap 
22.10,12,20).
2. O valor da tolerância de uns para com os 
outros (v.9). 
Mais uma vez a Palavra do Senhor reitera o 
cuidado com a língua, pois se não soubermos 
usá-la acabaremos por cometer falsos 
julgamentos contra as pessoas. No versículo 
nove, Tiago adverte-nos acerca do dia do juízo 
divino. O Juiz está às portas! Ele sim julgará com 
retidão e, justamente por isso, não podemos nos 
ocupar emitindo opiniões e comentários falsos 
contra quaisquer pessoas, quer sejam estas 
parte da igreja, quer não.
3. Aflição, sofrimento e juramento (vv.10-12). 
O ensino desses três versículos, primeiramente, alude à 
aflição e a paciência dos profetas que falaram em 
nome do Senhor. De igual modo, posteriormente, trata 
da paciência de Jó e o fim que o Senhor lhe concedeu 
após tamanha aflição e sofrimento (Ez 14.14,20; Hb 
11.23-38). Os crentes a quem Tiago escreveu sentiam-se 
orgulhosos por ser comparados aos personagens do 
Antigo Testamento. Ao experimentar as aflições, eles 
sabiam que assim como Deus concedera graça a Jó (Jó 
42.10-17), da mesma forma daria a eles. No versículo 
doze, após o exemplo do poder de Deus em relação 
aos seus servos, os profetas e Jó, Tiago admoesta-nos a 
que não caiamos no erro de jurar pelo céu ou pela terra. 
Nossas palavras não são poderosas para garantir o 
juramento. Não! Tudo depende de Deus e da sua 
vontade. Tiago nos ensina que não devemos fazer tais 
juramentos, pois a palavra do discípulo de Jesus deve se 
resumir ao sim ou ao não (Mt 5.33-37). Isto deve ser 
suficiente!
1. Oração e cânticos (Tg 5.13). 
Diante das adversidades, ou nos períodos 
de bonança, a Bíblia nos recomenda a 
adorar a Deus. Se estivermos tristes e 
angustiados, devemos buscar o Senhor em 
oração; se estivermos alegres, devemos 
cantar louvores a Deus. Em ambas as 
situações, Deus deve ser adorado! Como 
é bom sermos acolhidos pelo Senhor. Se 
tivermos de chorar, choremos na presença 
dEle; se tivermos de cantar, entoemos 
louvores diante dEle. Dessa maneira, 
seremos maravilhosamente consolados 
pelo Criador.
2. A oração da fé (vv. 14,15). 
A orientação de se chamar os presbíteros, ou anciãos da 
comunidade cristã, para orar por um enfermo e ungi-lo 
com azeite, denota a ideia de respeito que os crentes 
tinham com esses ministros. Os presbíteros serviam ao 
povo de Deus com alegria. Isso também indica que a 
atitude de ungir o enfermo com o óleo não deve ser 
banalizada em nosso meio. Hoje, as pessoas ungem bens 
materiais, bairros e até cidades. Isso é esoterismo! A base 
bíblica em o Novo Testamento fala do acolhimento ao 
enfermo para que ele seja curado. É a "oração da fé" que, 
além de curar o doente, faz com que ele sinta igualmente 
o perdão dos seus pecados.
3. Oração e confissão (v.16-18). 
Esse é um texto maravilhoso, mas infelizmente, 
desprezado por muitos. Ele rechaça a "confissão 
entre os irmãos". É um incentivo a koinonia, ou 
seja, à união e ao amor fraternal entre os salvos. 
Como todos somos pecadores, em vez de 
acusarmo-nos uns aos outros, devemos realizar 
confissões públicas para ajudarmo-nos 
mutuamente. Uma vez confessada a nossa culpa 
e tendo orado uns pelos outros, seremos sarados. 
Tiago lança ainda mão do conhecido profeta 
Elias, para mostrar que até mesmo um homem 
como ele, que foi usado poderosamente por 
Deus, era igual a nós e sujeito às mesmas 
paixões. Todavia, o profeta orou e Deus ouviu o 
seu clamor. De fato, a oração de um justo pode 
muito em seus efeitos.
1. O cuidado de uns para com os 
outros (v.19). 
Nos versículos finais da epístola, a 
conversão é ilustrada como literalmente 
retornar à verdade original da qual 
alguém um dia se afastou. A mensagem 
é bem clara: só podemos alcançar 
quem se desviou da verdade se formos 
em busca de tal pessoa. Para ir 
precisamos exercer um cuidado 
especial e amoroso de uns para com os 
outros (Fp 2.4).
2. A proximidade do ensino de 
Tiago com o de Jesus. 
É importante ressaltarmos que o 
ensino da Epístola de Tiago 
encontra-se em plena harmonia 
com o Evangelho de Jesus (Mc 
12.30,31). Com muita clareza 
percebemos que o fio condutor 
que perpassa toda a epístola é 
justamente o da Lei do Amor: 
"Amarás o Senhor teu Deus de todo 
o coração" e o "o teu próximo 
como a ti mesmo".
Conclusão. 
Chegamos ao fim do estudo 
panorâmico e conciso da Epístola de 
Tiago. Que cada professor e, 
igualmente cada aluno, não 
importando a idade, cresça mais e mais 
em Cristo, para a glória e o louvor de 
Deus Pai. O nosso desejo é que a Igreja 
do Senhor cresça diariamente no temor 
de Deus, em sua santidade, 
demonstrando a fé em Cristo Jesus 
através das boas obras, pois esta é a 
vontade do nosso Pai (Tg 1.22,23,25).
Lourinaldo@outlook.com
ACESSE O NOSSO SITE 
www.escola-dominical.com 
Produção dos slides 
Pr. Ismael Pereira de Oliveira 
& 
Lourinaldo Serafim

LIÇÃO 13 – A ATUALIDADE DOS ÚLTIMOS CONSELHOS DE TIAGO

  • 1.
  • 8.
    INTRODUÇÃO Depois deestudarmos os principais assuntos da Epístola de Tiago, nessa última lição do trimestre, chegamos às seções finais da carta (vv.7-20). Nessa ocasião, analisaremos os ensinos práticos e atuais que o meio-irmão do Senhor escreveu para os seus leitores. São conselhos bíblicos práticos, perenes e necessários ao nosso relacionamento com Deus e a uma boa convivência na igreja local bem como em sociedade.
  • 10.
    1. O valorda paciência e da perseverança (vv.7,8). No versículo sete Tiago evoca uma imagem agrícola para exemplificar o valor da paciência e da perseverança. Tal imagem é comum aos destinatários de sua época. O líder da Igreja em Jerusalém nos ensina que tanto a paciência quanto a perseverança são valores que devem ser cultivados, não em alguns momentos, mas durante a vida toda. A fim de vencermos as dificuldades, privações, inquietações e sofrimentos da existência terrena, precisaremos da paciência e da perseverança. Essas características também estão relacionadas à nossa esperança na vinda do Senhor. Sejamos pacientes e perseverantes em aguardá-la, pois ela, conforme nos diz as Escrituras, está próxima (Fp 4.5; Hb 10.25,37; 1 Jo 2.18; Ap 22.10,12,20).
  • 12.
    2. O valorda tolerância de uns para com os outros (v.9). Mais uma vez a Palavra do Senhor reitera o cuidado com a língua, pois se não soubermos usá-la acabaremos por cometer falsos julgamentos contra as pessoas. No versículo nove, Tiago adverte-nos acerca do dia do juízo divino. O Juiz está às portas! Ele sim julgará com retidão e, justamente por isso, não podemos nos ocupar emitindo opiniões e comentários falsos contra quaisquer pessoas, quer sejam estas parte da igreja, quer não.
  • 15.
    3. Aflição, sofrimentoe juramento (vv.10-12). O ensino desses três versículos, primeiramente, alude à aflição e a paciência dos profetas que falaram em nome do Senhor. De igual modo, posteriormente, trata da paciência de Jó e o fim que o Senhor lhe concedeu após tamanha aflição e sofrimento (Ez 14.14,20; Hb 11.23-38). Os crentes a quem Tiago escreveu sentiam-se orgulhosos por ser comparados aos personagens do Antigo Testamento. Ao experimentar as aflições, eles sabiam que assim como Deus concedera graça a Jó (Jó 42.10-17), da mesma forma daria a eles. No versículo doze, após o exemplo do poder de Deus em relação aos seus servos, os profetas e Jó, Tiago admoesta-nos a que não caiamos no erro de jurar pelo céu ou pela terra. Nossas palavras não são poderosas para garantir o juramento. Não! Tudo depende de Deus e da sua vontade. Tiago nos ensina que não devemos fazer tais juramentos, pois a palavra do discípulo de Jesus deve se resumir ao sim ou ao não (Mt 5.33-37). Isto deve ser suficiente!
  • 19.
    1. Oração ecânticos (Tg 5.13). Diante das adversidades, ou nos períodos de bonança, a Bíblia nos recomenda a adorar a Deus. Se estivermos tristes e angustiados, devemos buscar o Senhor em oração; se estivermos alegres, devemos cantar louvores a Deus. Em ambas as situações, Deus deve ser adorado! Como é bom sermos acolhidos pelo Senhor. Se tivermos de chorar, choremos na presença dEle; se tivermos de cantar, entoemos louvores diante dEle. Dessa maneira, seremos maravilhosamente consolados pelo Criador.
  • 21.
    2. A oraçãoda fé (vv. 14,15). A orientação de se chamar os presbíteros, ou anciãos da comunidade cristã, para orar por um enfermo e ungi-lo com azeite, denota a ideia de respeito que os crentes tinham com esses ministros. Os presbíteros serviam ao povo de Deus com alegria. Isso também indica que a atitude de ungir o enfermo com o óleo não deve ser banalizada em nosso meio. Hoje, as pessoas ungem bens materiais, bairros e até cidades. Isso é esoterismo! A base bíblica em o Novo Testamento fala do acolhimento ao enfermo para que ele seja curado. É a "oração da fé" que, além de curar o doente, faz com que ele sinta igualmente o perdão dos seus pecados.
  • 24.
    3. Oração econfissão (v.16-18). Esse é um texto maravilhoso, mas infelizmente, desprezado por muitos. Ele rechaça a "confissão entre os irmãos". É um incentivo a koinonia, ou seja, à união e ao amor fraternal entre os salvos. Como todos somos pecadores, em vez de acusarmo-nos uns aos outros, devemos realizar confissões públicas para ajudarmo-nos mutuamente. Uma vez confessada a nossa culpa e tendo orado uns pelos outros, seremos sarados. Tiago lança ainda mão do conhecido profeta Elias, para mostrar que até mesmo um homem como ele, que foi usado poderosamente por Deus, era igual a nós e sujeito às mesmas paixões. Todavia, o profeta orou e Deus ouviu o seu clamor. De fato, a oração de um justo pode muito em seus efeitos.
  • 28.
    1. O cuidadode uns para com os outros (v.19). Nos versículos finais da epístola, a conversão é ilustrada como literalmente retornar à verdade original da qual alguém um dia se afastou. A mensagem é bem clara: só podemos alcançar quem se desviou da verdade se formos em busca de tal pessoa. Para ir precisamos exercer um cuidado especial e amoroso de uns para com os outros (Fp 2.4).
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    2. A proximidadedo ensino de Tiago com o de Jesus. É importante ressaltarmos que o ensino da Epístola de Tiago encontra-se em plena harmonia com o Evangelho de Jesus (Mc 12.30,31). Com muita clareza percebemos que o fio condutor que perpassa toda a epístola é justamente o da Lei do Amor: "Amarás o Senhor teu Deus de todo o coração" e o "o teu próximo como a ti mesmo".
  • 35.
    Conclusão. Chegamos aofim do estudo panorâmico e conciso da Epístola de Tiago. Que cada professor e, igualmente cada aluno, não importando a idade, cresça mais e mais em Cristo, para a glória e o louvor de Deus Pai. O nosso desejo é que a Igreja do Senhor cresça diariamente no temor de Deus, em sua santidade, demonstrando a fé em Cristo Jesus através das boas obras, pois esta é a vontade do nosso Pai (Tg 1.22,23,25).
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    ACESSE O NOSSOSITE www.escola-dominical.com Produção dos slides Pr. Ismael Pereira de Oliveira & Lourinaldo Serafim