A Ciência Através dos Tempos Séculos XVIII e XIX Universidade do Estado de Minas Gerias FaE – CBH NF6A Grupo: Bárbara Mello; Camila Júlia; Débora Malaguth; Felipe dos Santos Gomes; Isabela Pereira.
Século XVIII O Século das Luzes
“ Séculos das Luzes” Os Tempos de “Iluminismo” A humanidade havia aprendido sobre o universo, com um novo modo de ver o mundo, chega à conclusão, que o pensamento não precisa mais de limites ou tutores, negando a teologia na construção dos saberes, desligando a ciência da igreja. Conhecimento era dito como fator chave para a virtuosidade e felicidade.
Iluminismo para Kant O filósofo Kant, define o que é Iluminismo: “ A saída do homem de sua menoridade, da qual ele é o próprio responsável. (...) “Sapere aude!” Tenha coragem de usar seu próprio entendimento” ( WEFFORT,  2006, p. 83).
Iluminismo Séc. XVIII “ Kant, portanto, define o Iluminismo como aquilo que permite ao homem pensar por si mesmo e repensar as decisões dos outros.” (CHASSOT, 2004, p. 165) O nome “iluminismo” fez uma alusão ao período vivido até então, desde a Idade Média, período este de trevas, no qual o poder e o controle da Igreja regravam a cultura e a sociedade.
Iluminismo Séc. XVIII O Iluminismo assim, advindo do racionalismo e do empirismo do século XVII, concebe suas reflexões filosóficas. O Iluminismo tem como plano de fundo e contexto histórico a Europa na: (1760 a 1830) -Primeira Fase da Revolução Industrial. (1789) - Revolução Francesa.
O Iluminismo defendia A liberdade econômica, sem a intervenção do Estado; O avanço da ciência e da Razão; O predomínio da burguesia e dos seus ideais.
Principais pensadores iluministas: Montesquieu (1689-1755) – fez parte da primeira geração de iluministas. Sua obra principal foi “O espírito das leis”. Antes mesmo da sociologia surgir, Montesquieu levantou questões sociológicas, e foi considerado um dos precursores da sociologia. Voltaire (1694-1778) – Critico da religião e da Monarquia, Voltaire é o homem símbolo do movimento iluminista. Foi um grande agitador, polêmico e propagandista das idéias iluministas. Segundo historiadores, as correspondências de Voltaire eram concluídas sempre com o mesmo termo: 
Principais pensadores iluministas Diderot (1713-1784) – Dedicou parte de sua vida à organização da primeira Enciclopédia, sendo essa a sua principal contribuição. D’Alembert (1717-1783) – Escreveu e ajudou na organização da enciclopédia. Rousseau (1712-1778) – redigiu alguns verbetes para a Enciclopédia. Suas idéias eram por vezes contrárias as dos seus colegas iluministas, o que lhe rendeu a fama de briguento. Sua principal obra foi “Discurso sobre a origem e os fundamentos da desigualdade entre os homens”.
Conhecimento no Iluminismo O enciclopedismo e os enciclopedistas; Lavoisier e a química moderna; A Revolução Industrial.
O enciclopedismo e os enciclopedistas  1750 A Enciclopédia considerada da obra fundamental do Século das Luzes, lançada em 1750, tinha como objetivo reunir os conhecimentos dispersos no planeta, para expor seu sistema para todos os homens e transmiti-los através das gerações.
A Revolução Industrial   1760
A Revolução Industrial   1760 A sociedade européia ocidental passou, a partir de meados do século XVIII, por um processo de transformação global que marcou o estabelecimento do sistema capitalista como modo de produção predominante. Essa transformação atingiu todos os níveis da sociedade e teve no nível econômico sua concretização na Revolução Industrial.
A Revolução Industrial   1760 Dessa maneira a Revolução Industrial deve ser entendida como um conjunto de transformações ocorridas na indústria, na agricultura, nos transportes, nos bancos, no comércio, nas comunicações, ou seja, em toda a economia, que se tornou capitalista. Esse processo envolveu a própria sociedade, que se dividiu em duas classes principais: a burguesia, proprietária dos meios de produção e o proletariado, que para subsistir tem que vender o único bem que possui: sua força de trabalho.
A Revolução Industrial   1760 Num sentido mais restrito a Revolução Industrial representou o processo de mecanização das indústrias, ocorrido primeiramente na Inglaterra, em fins do século XVIII e depois em outros países como a França, Alemanha e os Estados Unidos. De acordo com esse conceito, a partir da máquina a vapor houve uma revolução industrial que, em sua evolução, teve várias fases. No entanto, vários autores citam três revoluções industriais, sendo que a primeira ocorreu, mais ou menos, entre 1760 e 1870, a segunda entre 1870 e 1945 e a terceira a partir de 1970 até os nossos dias.
A Revolução Industrial   1760 A Revolução Industrial representou a concretização do sistema capitalista, na medida em que alterou profundamente o dia-a-dia dos homens e de sua forma de vida.
Consequências da Revolução Industrial  1760 A afirmação do capitalismo como modo de produção dominante e da burguesia e do proletariado como classes básicas na nova estrutura social. A utilização constante de máquinas e a maior divisão técnica do trabalho com o conseqüente aumento da produção e da produtividade, o que impôs o alargamento dos mercados. A falência das antigas corporações e manufaturas, a proletarização dos antigos artesãos e o surgimento de uma questão social, uma vez que as condições do proletariado eram precárias.
Conseqüências da Revolução Industrial  1760 O aumento da produção e da urbanização e a redução de população rural em conseqüência da Revolução Agrícola que diminuiu a necessidade de muita mão de obra nos meios rurais. Em virtude da Questão Social, surgimento de ideologias que contestavam o sistema, com o socialismo e o anarquismo.
Lavoisier e a química moderna  1789 A química chega ao século XVIII ainda marcada pela alquimia. 1789 Antoine Laurent de Lavoisier  (1743-1794) foi o responsável pela Revolução Química no século XVIII, onde a química passou a ser tratada como ciência. E com a sua obra: publi Tratado Elementar da Química publicado em 1789 (Traité élémentaire de chimie),  cação considerada marco da Química Moderna.
A freqüente utilização da balança pode ser considerada uma das principais características do trabalho de pesquisa de Lavoisier. Isso o levou à descoberta da importância fundamental da massa da matéria em estudos químicos, o que fez concluir que a soma das massas dos reagentes é igual à soma das massas dos produtos de uma reação, ou seja, a famosa "Lei da conservação das massas".
Lavoisier foi o primeiro a realizar a análise de substâncias orgânicas, queimando-as em oxigênio e pesando a água e o gás carbônico formados. Foi assim, um precursor da química orgânica. Criou uma nomenclatura das substâncias químicas semelhante à que ainda está em uso; surgiram, assim, os compostos do oxigênio, enxofre e fósforo, respectivamente. Deve-se a ele também a conclusão de que a água é uma substância composta, formada por hidrogênio e oxigênio. Isso, na época, foi surpreendente, pois a água era tida como substância simples, ou seja, impossível de se decompor. A partir da publicação do "Tratado Elementar da Química" até o dia de sua morte, ele se dedicou ao estudo da fisiologia, realizando, entre outras, pesquisas relativas à respiração e à transpiração.
Referências CHASSOT, A.  A ciência através dos tempos  (2. ed.) São Paulo: Moderna, 2004. WEFFORT, Francisco Correia (Org.).  Os Clássicos da Polític a. v. 2. 11ª Ed. 2006.
Século XIX A Ciência se consolida.
Século XIX A   migração do criacionismo para o evolucionismo de Darwin, a eletricidade e Marx, a ciência nas relações sociais.
A química: da análise à síntese. O tratamento quantitativo dos fenômenos químicos, a investigação química; 1803 -  John Dalton (1766-1844), buscando explicar as propriedades dos gases, propõe que estes deveriam ser formados por átomos, que se diferenciam apenas no seu tamanho.
A química: da análise à síntese. 1869 -  A tabela periódica é legitimada mundialmente, com base nos trabalhos de Dmitri Ivanovitch Mendeleiv(1834-1907). Fundamental para o entendimento da química até os dias de hoje. Em conseqüência de todos os avanços surge a indústria química. Cosméticos, pólvora, diferentes explosivos, adubos entre outros;
A química: da análise à síntese.
A física: a eletricidade muda a maneira de viver O estudo mais desenvolvido no campo da física foi sobre a eletricidade e o eletromagnetismo, dando continuidades as contribuições de Galileu, Newton, Leibnz entre outros;
A física: a eletricidade muda a maneira de viver 1784  - Coulomb, estudou a repulsão entre cargas opostas, Lei de Coulomb; Luigi Galvani (1737-1798) fez as primeiras experiências sobre condução elétrica;
A física: a eletricidade muda a maneira de viver 1800  – Em 20 de março de 1800 o italiano Alexandre Volta descobriu a pilha elétrica, que recebeu este nome, já que as primeiras pilhas eram formadas por moedas empilhadas, e a unidade de corrente elétrica, chamada volt é em sua homenagem;
A física: a eletricidade muda a maneira de viver Outros nomes foram importantes para a evolução nos estudos da eletricidade no século XIX como, Georg S. Ohm (1787-1854) estudou a unidade de resistência elétrica ohm, o dinamarquês Hans Christian Oersted (1777-1851) estudou o campo magnético, o francês André Marie Ampère (1775-1836) a unidade de intensidade de corrente, o ampère.
A física: a eletricidade muda a maneira de viver O britânico Michael Faraday: contribuições no campo da eletroquímica e criador das leis da eletrólise de Faraday. Fez diversas descobertas como: motores e geradores elétricos, os trens e bondes elétricos, o suprimento de eletricidade pública, as centenas de inventos patenteados pelo estadunidense Thomas Alva Edison e o telefone elétrico inventado pelo estadunidense Alexander Graham Bell.
A física: a eletricidade muda a maneira de viver James Clerk Maxwell: escreveu o célebre Tratado sobre eletricidade e magnetismo. Britânico Lord Kelvin: fez uma série de estudos na busca de soluções matemáticas para os fenômenos elétricos.   Alemão Heinrich Hertz: descobriu as ondas eletromagnéticas, cuja unidade de freqüência recebeu seu nome, hertz.
Charles Darwin: “A sobrevivência dos mais adeptos” Assim como outros revolucionários, Charles Robert Darwin (1809-1882) foi conhecido como o “Newton da Biologia”.   Filho de médico, Darwin ingressou na Universidade de Edimburgo para estudar medicina. Mas desistiu de ser médico e tornou-se naturalista da armada inglesa. Como naturalista estudou a floresta tropical brasileira, o pampa argentino, a vegetação andina, etc., destacando a ilha de Galápagos, no sudeste do Pacífico, onde observou nos animais características próprias de adaptação ao isolamento geográfico, o que divergia do Criacionismo e inalteração das espécies.
Charles Darwin: “A sobrevivência dos mais adeptos” Em 1842, Darwin tinha o primeiro rascunho, com 35 páginas, o qual se tornaria A origem das espécies. Mais tarde, com 230 páginas, procurou explicar o aparecimento e o desaparecimento das espécies, sua modificação e adaptação ao longo do tempo.   Após ler O Ensaio sobre o princípio da população, Darwin encontrou em Malthus a explicação de que a taxa de aumento da humanidade era reduzida por fatores como doenças, guerras, acidentes e carestia , controlando populações vegetais e animais. Assim nasceu a teoria darwiniana da “seleção natural”, destacando a sobrevivência dos mais aptos.
Charles Darwin: “A sobrevivência dos mais adeptos” Darwin cria a obra “Da origem das espécies por meio da seleção natural, ou a preservação das raças favorecidas na luta pela vida”, a qual passou a ser conhecida com o nome “A origem das espécies”. Nesse trabalho, Darwin destaca: a importância da relação sexual na seleção natural, na qual só os machos mais bonitos e vigorosos deixarão maior descendência e que todas as formas de vida tiveram origem numa primordial.  
Charles Darwin: “A sobrevivência dos mais adeptos” Ao contrário do que muitos pensam, Darwin não criou a teoria evolucionista, mas contribuiu com dados para demonstrá-la. Se a nova teoria fosse aceita, o relato bíblico da criação seria posto em questão. Com isso, a Igreja Católica considerou a tese darwiniana perigosa. Houve indagações e comentários de vários críticos como, por exemplo, se somos descendentes do macaco por parte de avó ou avô e se as variedades de nabos tendem a virar homens. É evidente que também o Darwinismo teve e tem mau uso como,por exemplo, a idéia de raça superior e detentora de poderes sobre as outras, o que levou à muitas barbáries.
Charles Darwin: “A sobrevivência dos mais adeptos” Outros biólogos importantes: Jean-Baptiste de Monet, cavaleiro de Lamarck (1744-1829) contribuiu com a lei do Uso e Desuso e Gregor Johann Mendel (1822-1884) fundador dos primeiros trabalhos baseados em hereditariedade e cruzamento entre pares, o que mais tarde culminou na lei de Mendel.
Karl Marx: um profeta muito amado e muito odiado Idealizador de uma sociedade com uma distribuição de renda justa e equilibrada, o economista, cientista social e revolucionário socialista alemão Karl Heinrich Marx, nasceu na data de 05 de maio de 1818, cursou Filosofia, Direito e História nas Universidades de Bonn e Berlim e foi um dos seguidores das idéias de Hegel.
Karl Marx: um profeta muito amado e muito odiado Karl Marx utilizou como laboratório-social a Inglaterra, no período do séc. XIV até o final do séc. XIX, sempre em favor do movimento operário. Um pensador do século XIX, que marcou o século XX de maneira decisiva.
Karl Marx: um profeta muito amado e muito odiado “ Assim como Darwin descobriu a lei da evolução na natureza orgânica, Marx descobriu a lei da evolução na história humana”. (CHASSOT, 2004 p. 205)
Karl Marx: um profeta muito amado e muito odiado O marxismo de Marx, foi um instrumento crítico da análise crítica da história, em uma tentativa de compreender a evolução da humanidade à partir da LUTA DE CLASSES. Sua obra abrange não só a história, mas a ciência, a política, economia e etc.
Karl Marx: um profeta muito amado e muito odiado 1867  - A LUTA DE CLASSES,  e as tentativas de suprimi-las ou diminuí-las são a tônica de  O Capital.
Karl Marx: um profeta muito amado e muito odiado A  principal obra de Marx, no qual ele expõe todos os seus argumentos contra o capitalismo a fim de demonstrar como o seu fim é inevitável. Os conceitos de  valor  e de  mais-valia  são o ponto chave de  O Capital.
Referências CHASSOT, A.  A ciência através dos tempos  (2. ed.) São Paulo: Moderna, 2004.

Linha do tempo ciencias

  • 1.
    A Ciência Atravésdos Tempos Séculos XVIII e XIX Universidade do Estado de Minas Gerias FaE – CBH NF6A Grupo: Bárbara Mello; Camila Júlia; Débora Malaguth; Felipe dos Santos Gomes; Isabela Pereira.
  • 2.
    Século XVIII OSéculo das Luzes
  • 3.
    “ Séculos dasLuzes” Os Tempos de “Iluminismo” A humanidade havia aprendido sobre o universo, com um novo modo de ver o mundo, chega à conclusão, que o pensamento não precisa mais de limites ou tutores, negando a teologia na construção dos saberes, desligando a ciência da igreja. Conhecimento era dito como fator chave para a virtuosidade e felicidade.
  • 4.
    Iluminismo para KantO filósofo Kant, define o que é Iluminismo: “ A saída do homem de sua menoridade, da qual ele é o próprio responsável. (...) “Sapere aude!” Tenha coragem de usar seu próprio entendimento” ( WEFFORT, 2006, p. 83).
  • 5.
    Iluminismo Séc. XVIII“ Kant, portanto, define o Iluminismo como aquilo que permite ao homem pensar por si mesmo e repensar as decisões dos outros.” (CHASSOT, 2004, p. 165) O nome “iluminismo” fez uma alusão ao período vivido até então, desde a Idade Média, período este de trevas, no qual o poder e o controle da Igreja regravam a cultura e a sociedade.
  • 6.
    Iluminismo Séc. XVIIIO Iluminismo assim, advindo do racionalismo e do empirismo do século XVII, concebe suas reflexões filosóficas. O Iluminismo tem como plano de fundo e contexto histórico a Europa na: (1760 a 1830) -Primeira Fase da Revolução Industrial. (1789) - Revolução Francesa.
  • 7.
    O Iluminismo defendiaA liberdade econômica, sem a intervenção do Estado; O avanço da ciência e da Razão; O predomínio da burguesia e dos seus ideais.
  • 8.
    Principais pensadores iluministas:Montesquieu (1689-1755) – fez parte da primeira geração de iluministas. Sua obra principal foi “O espírito das leis”. Antes mesmo da sociologia surgir, Montesquieu levantou questões sociológicas, e foi considerado um dos precursores da sociologia. Voltaire (1694-1778) – Critico da religião e da Monarquia, Voltaire é o homem símbolo do movimento iluminista. Foi um grande agitador, polêmico e propagandista das idéias iluministas. Segundo historiadores, as correspondências de Voltaire eram concluídas sempre com o mesmo termo: 
  • 9.
    Principais pensadores iluministasDiderot (1713-1784) – Dedicou parte de sua vida à organização da primeira Enciclopédia, sendo essa a sua principal contribuição. D’Alembert (1717-1783) – Escreveu e ajudou na organização da enciclopédia. Rousseau (1712-1778) – redigiu alguns verbetes para a Enciclopédia. Suas idéias eram por vezes contrárias as dos seus colegas iluministas, o que lhe rendeu a fama de briguento. Sua principal obra foi “Discurso sobre a origem e os fundamentos da desigualdade entre os homens”.
  • 10.
    Conhecimento no IluminismoO enciclopedismo e os enciclopedistas; Lavoisier e a química moderna; A Revolução Industrial.
  • 11.
    O enciclopedismo eos enciclopedistas  1750 A Enciclopédia considerada da obra fundamental do Século das Luzes, lançada em 1750, tinha como objetivo reunir os conhecimentos dispersos no planeta, para expor seu sistema para todos os homens e transmiti-los através das gerações.
  • 12.
  • 13.
    A Revolução Industrial 1760 A sociedade européia ocidental passou, a partir de meados do século XVIII, por um processo de transformação global que marcou o estabelecimento do sistema capitalista como modo de produção predominante. Essa transformação atingiu todos os níveis da sociedade e teve no nível econômico sua concretização na Revolução Industrial.
  • 14.
    A Revolução Industrial 1760 Dessa maneira a Revolução Industrial deve ser entendida como um conjunto de transformações ocorridas na indústria, na agricultura, nos transportes, nos bancos, no comércio, nas comunicações, ou seja, em toda a economia, que se tornou capitalista. Esse processo envolveu a própria sociedade, que se dividiu em duas classes principais: a burguesia, proprietária dos meios de produção e o proletariado, que para subsistir tem que vender o único bem que possui: sua força de trabalho.
  • 15.
    A Revolução Industrial 1760 Num sentido mais restrito a Revolução Industrial representou o processo de mecanização das indústrias, ocorrido primeiramente na Inglaterra, em fins do século XVIII e depois em outros países como a França, Alemanha e os Estados Unidos. De acordo com esse conceito, a partir da máquina a vapor houve uma revolução industrial que, em sua evolução, teve várias fases. No entanto, vários autores citam três revoluções industriais, sendo que a primeira ocorreu, mais ou menos, entre 1760 e 1870, a segunda entre 1870 e 1945 e a terceira a partir de 1970 até os nossos dias.
  • 16.
    A Revolução Industrial 1760 A Revolução Industrial representou a concretização do sistema capitalista, na medida em que alterou profundamente o dia-a-dia dos homens e de sua forma de vida.
  • 17.
    Consequências da RevoluçãoIndustrial 1760 A afirmação do capitalismo como modo de produção dominante e da burguesia e do proletariado como classes básicas na nova estrutura social. A utilização constante de máquinas e a maior divisão técnica do trabalho com o conseqüente aumento da produção e da produtividade, o que impôs o alargamento dos mercados. A falência das antigas corporações e manufaturas, a proletarização dos antigos artesãos e o surgimento de uma questão social, uma vez que as condições do proletariado eram precárias.
  • 18.
    Conseqüências da RevoluçãoIndustrial 1760 O aumento da produção e da urbanização e a redução de população rural em conseqüência da Revolução Agrícola que diminuiu a necessidade de muita mão de obra nos meios rurais. Em virtude da Questão Social, surgimento de ideologias que contestavam o sistema, com o socialismo e o anarquismo.
  • 19.
    Lavoisier e aquímica moderna 1789 A química chega ao século XVIII ainda marcada pela alquimia. 1789 Antoine Laurent de Lavoisier (1743-1794) foi o responsável pela Revolução Química no século XVIII, onde a química passou a ser tratada como ciência. E com a sua obra: publi Tratado Elementar da Química publicado em 1789 (Traité élémentaire de chimie), cação considerada marco da Química Moderna.
  • 20.
    A freqüente utilizaçãoda balança pode ser considerada uma das principais características do trabalho de pesquisa de Lavoisier. Isso o levou à descoberta da importância fundamental da massa da matéria em estudos químicos, o que fez concluir que a soma das massas dos reagentes é igual à soma das massas dos produtos de uma reação, ou seja, a famosa "Lei da conservação das massas".
  • 21.
    Lavoisier foi oprimeiro a realizar a análise de substâncias orgânicas, queimando-as em oxigênio e pesando a água e o gás carbônico formados. Foi assim, um precursor da química orgânica. Criou uma nomenclatura das substâncias químicas semelhante à que ainda está em uso; surgiram, assim, os compostos do oxigênio, enxofre e fósforo, respectivamente. Deve-se a ele também a conclusão de que a água é uma substância composta, formada por hidrogênio e oxigênio. Isso, na época, foi surpreendente, pois a água era tida como substância simples, ou seja, impossível de se decompor. A partir da publicação do "Tratado Elementar da Química" até o dia de sua morte, ele se dedicou ao estudo da fisiologia, realizando, entre outras, pesquisas relativas à respiração e à transpiração.
  • 22.
    Referências CHASSOT, A. A ciência através dos tempos  (2. ed.) São Paulo: Moderna, 2004. WEFFORT, Francisco Correia (Org.). Os Clássicos da Polític a. v. 2. 11ª Ed. 2006.
  • 23.
    Século XIX ACiência se consolida.
  • 24.
    Século XIX A migração do criacionismo para o evolucionismo de Darwin, a eletricidade e Marx, a ciência nas relações sociais.
  • 25.
    A química: daanálise à síntese. O tratamento quantitativo dos fenômenos químicos, a investigação química; 1803 - John Dalton (1766-1844), buscando explicar as propriedades dos gases, propõe que estes deveriam ser formados por átomos, que se diferenciam apenas no seu tamanho.
  • 26.
    A química: daanálise à síntese. 1869 - A tabela periódica é legitimada mundialmente, com base nos trabalhos de Dmitri Ivanovitch Mendeleiv(1834-1907). Fundamental para o entendimento da química até os dias de hoje. Em conseqüência de todos os avanços surge a indústria química. Cosméticos, pólvora, diferentes explosivos, adubos entre outros;
  • 27.
    A química: daanálise à síntese.
  • 28.
    A física: aeletricidade muda a maneira de viver O estudo mais desenvolvido no campo da física foi sobre a eletricidade e o eletromagnetismo, dando continuidades as contribuições de Galileu, Newton, Leibnz entre outros;
  • 29.
    A física: aeletricidade muda a maneira de viver 1784 - Coulomb, estudou a repulsão entre cargas opostas, Lei de Coulomb; Luigi Galvani (1737-1798) fez as primeiras experiências sobre condução elétrica;
  • 30.
    A física: aeletricidade muda a maneira de viver 1800 – Em 20 de março de 1800 o italiano Alexandre Volta descobriu a pilha elétrica, que recebeu este nome, já que as primeiras pilhas eram formadas por moedas empilhadas, e a unidade de corrente elétrica, chamada volt é em sua homenagem;
  • 31.
    A física: aeletricidade muda a maneira de viver Outros nomes foram importantes para a evolução nos estudos da eletricidade no século XIX como, Georg S. Ohm (1787-1854) estudou a unidade de resistência elétrica ohm, o dinamarquês Hans Christian Oersted (1777-1851) estudou o campo magnético, o francês André Marie Ampère (1775-1836) a unidade de intensidade de corrente, o ampère.
  • 32.
    A física: aeletricidade muda a maneira de viver O britânico Michael Faraday: contribuições no campo da eletroquímica e criador das leis da eletrólise de Faraday. Fez diversas descobertas como: motores e geradores elétricos, os trens e bondes elétricos, o suprimento de eletricidade pública, as centenas de inventos patenteados pelo estadunidense Thomas Alva Edison e o telefone elétrico inventado pelo estadunidense Alexander Graham Bell.
  • 33.
    A física: aeletricidade muda a maneira de viver James Clerk Maxwell: escreveu o célebre Tratado sobre eletricidade e magnetismo. Britânico Lord Kelvin: fez uma série de estudos na busca de soluções matemáticas para os fenômenos elétricos.   Alemão Heinrich Hertz: descobriu as ondas eletromagnéticas, cuja unidade de freqüência recebeu seu nome, hertz.
  • 34.
    Charles Darwin: “Asobrevivência dos mais adeptos” Assim como outros revolucionários, Charles Robert Darwin (1809-1882) foi conhecido como o “Newton da Biologia”.   Filho de médico, Darwin ingressou na Universidade de Edimburgo para estudar medicina. Mas desistiu de ser médico e tornou-se naturalista da armada inglesa. Como naturalista estudou a floresta tropical brasileira, o pampa argentino, a vegetação andina, etc., destacando a ilha de Galápagos, no sudeste do Pacífico, onde observou nos animais características próprias de adaptação ao isolamento geográfico, o que divergia do Criacionismo e inalteração das espécies.
  • 35.
    Charles Darwin: “Asobrevivência dos mais adeptos” Em 1842, Darwin tinha o primeiro rascunho, com 35 páginas, o qual se tornaria A origem das espécies. Mais tarde, com 230 páginas, procurou explicar o aparecimento e o desaparecimento das espécies, sua modificação e adaptação ao longo do tempo.   Após ler O Ensaio sobre o princípio da população, Darwin encontrou em Malthus a explicação de que a taxa de aumento da humanidade era reduzida por fatores como doenças, guerras, acidentes e carestia , controlando populações vegetais e animais. Assim nasceu a teoria darwiniana da “seleção natural”, destacando a sobrevivência dos mais aptos.
  • 36.
    Charles Darwin: “Asobrevivência dos mais adeptos” Darwin cria a obra “Da origem das espécies por meio da seleção natural, ou a preservação das raças favorecidas na luta pela vida”, a qual passou a ser conhecida com o nome “A origem das espécies”. Nesse trabalho, Darwin destaca: a importância da relação sexual na seleção natural, na qual só os machos mais bonitos e vigorosos deixarão maior descendência e que todas as formas de vida tiveram origem numa primordial.  
  • 37.
    Charles Darwin: “Asobrevivência dos mais adeptos” Ao contrário do que muitos pensam, Darwin não criou a teoria evolucionista, mas contribuiu com dados para demonstrá-la. Se a nova teoria fosse aceita, o relato bíblico da criação seria posto em questão. Com isso, a Igreja Católica considerou a tese darwiniana perigosa. Houve indagações e comentários de vários críticos como, por exemplo, se somos descendentes do macaco por parte de avó ou avô e se as variedades de nabos tendem a virar homens. É evidente que também o Darwinismo teve e tem mau uso como,por exemplo, a idéia de raça superior e detentora de poderes sobre as outras, o que levou à muitas barbáries.
  • 38.
    Charles Darwin: “Asobrevivência dos mais adeptos” Outros biólogos importantes: Jean-Baptiste de Monet, cavaleiro de Lamarck (1744-1829) contribuiu com a lei do Uso e Desuso e Gregor Johann Mendel (1822-1884) fundador dos primeiros trabalhos baseados em hereditariedade e cruzamento entre pares, o que mais tarde culminou na lei de Mendel.
  • 39.
    Karl Marx: umprofeta muito amado e muito odiado Idealizador de uma sociedade com uma distribuição de renda justa e equilibrada, o economista, cientista social e revolucionário socialista alemão Karl Heinrich Marx, nasceu na data de 05 de maio de 1818, cursou Filosofia, Direito e História nas Universidades de Bonn e Berlim e foi um dos seguidores das idéias de Hegel.
  • 40.
    Karl Marx: umprofeta muito amado e muito odiado Karl Marx utilizou como laboratório-social a Inglaterra, no período do séc. XIV até o final do séc. XIX, sempre em favor do movimento operário. Um pensador do século XIX, que marcou o século XX de maneira decisiva.
  • 41.
    Karl Marx: umprofeta muito amado e muito odiado “ Assim como Darwin descobriu a lei da evolução na natureza orgânica, Marx descobriu a lei da evolução na história humana”. (CHASSOT, 2004 p. 205)
  • 42.
    Karl Marx: umprofeta muito amado e muito odiado O marxismo de Marx, foi um instrumento crítico da análise crítica da história, em uma tentativa de compreender a evolução da humanidade à partir da LUTA DE CLASSES. Sua obra abrange não só a história, mas a ciência, a política, economia e etc.
  • 43.
    Karl Marx: umprofeta muito amado e muito odiado 1867 - A LUTA DE CLASSES, e as tentativas de suprimi-las ou diminuí-las são a tônica de O Capital.
  • 44.
    Karl Marx: umprofeta muito amado e muito odiado A principal obra de Marx, no qual ele expõe todos os seus argumentos contra o capitalismo a fim de demonstrar como o seu fim é inevitável. Os conceitos de valor e de mais-valia são o ponto chave de O Capital.
  • 45.
    Referências CHASSOT, A. A ciência através dos tempos  (2. ed.) São Paulo: Moderna, 2004.