O documento discute aspectos da produção e interpretação da linguagem, abordando os componentes essenciais da comunicação, as funções da linguagem, gêneros textuais e barreiras na comunicação oral.
Linguagem e Interpretaçãode Textos
ORALIDADE
– Materialização: som
– Organização: turnos tópicos (assunto)
– Situação: realização
– Meio/Suporte: canal de comunicação
Exemplo: (entrevista professor Luciano Zamberlan a respeito de pesquisa do
consumo feminino do sapato)
– http://www.unijui.edu.br/comunica/entrevistas-em-audio
4.
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ORALIDADE – síntese
A) Situação discursiva: formal, informal
B) Evento de fala: casual, espontâneo, profissional, institucional
C) Tema do evento: casual, prévio
D) Objetivo do evento: nenhum, prévio
E) Grau de preparo necessário para efetivação do evento: nenhum, pouco,
muito
5.
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ORALIDADE – síntese
F) Participantes: idade, sexo, posição social, formação, profissão, etc.
G) Relação entre participantes: amigos, conhecidos, inimigos, desconhecidos,
parentes, etc.
H) Canal utilizado para a realização do evento: face a face, telefone, rádio,
televisão, internet. (FÁVERO, ANDRADE, AQUINO, 2005, p.18)
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COMPONENTES ESSENCIAIS DA COMUNICÃÇÃO
Veja. Carta ao leitor.
13 de fevereiro de
2013.
13.
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ORALIDADE – Gênero Entrevista
Vídeo: João Dória entrevista Eike Batista, no Programa Show
Business.
14.
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ESCRITA
Parágrafo: Unidade composta por um ou mais períodos reunidos em torno de
ideias estritamente relacionadas. Unidade de sentido completo.
Tipos de parágrafos: narrativo – descritivo – dissertativo
15.
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ESCRITA
Parágrafo: narrativo (núcleo da ideia: episódio ou fragmento de um episódio)
Foram só 73 segundos de voo. O ônibus espacial Challenger havia arrancado,
aparentemente com sucesso, da base do cabo Canaveral, na Flórica, e já estava
a 16 quilômetros de altitude, quando sobreveio uma tragédia: a nave
transformou-se abruptamente em uma bola de fogo. (ISTOÉ, dez. 1986).
16.
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ESCRITA
Parágrafo: descritivo (retrato de uma paisagem/ser em determinado instante)
A Catedral de Brasília é um dos prédios que mais me agradam na arquitetura da
nova capital. É diferente de todas as catedrais já construídas. Com a galeria de
acesso em sombra e a nave colorida, ela estabelece um jogo, um contraste de
luz que a todos surpreende; cria com a nave transparente uma ligação visual
inovadora entre ela e os espaços infinitos; tem na sua concepção arquitetural um
movimento de ascensão que a caracteriza e não apresenta fachadas diferentes
como as velhas catedrais. (NIEMAYER, O. A catedral e as cadeiras in: Folha de
S.Paulo, 20 de maio de 1992).
17.
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ESCRITA
Parágrafo: dissertativo (ideia-núcleo ou ideia principal)
A sociedade industrial moderna destruiu a imagem de coerência e estética da
cidade. A persistência do discurso cultural identificado com a qualidade do
entorno construído que permitia a progressiva articulação de diferentes
manifestações artísticas – a praça da Annunziata no centro medieval de
Florenza ou a coexistência de estilos sucessivos na praça São Marcos de
Veneza -, se desintegra ante a extensão da agressiva volumetria das edificações
e a nítida segregação territorial dos grupos sociais que nela habitam. Quem
planeja e realiza a cidade atual? São os especuladores, empresários,
incorporadores, engenheiros, proprietários de terra e os desamparados. Resta
pouco espaço para o Estado e para os urbanistas e projetistas que representam
a vanguarda do saber profissional.(SEGRE, R. Havana: o resgate social da
memória, 1992, p. 102).
18.
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Parágrafo: dissertativo
Veja. Carta ao leitor.
13 de fevereiro de
2013.
19.
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Parágrafo: dissertativo – Exercício
Leia a notícia, cujo título é Pastor Feliciano manda prender manifestante que
o chamou de 'racista’ ,e escreva um parágrafo dissertativo.
20.
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ESCRITA
Características do parágrafo:
- Unidade
- Coerência
- Concisão
- Clareza
21.
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ESCRITA
Gêneros textuais: materialização do discurso – escrita.
– Alguns gêneros da esfera empresarial.
22.
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FUNÇÕES DA LINGUAGEM: intenções de seu produtor (múltiplas), que
podem ser explícitas ou implícitas.
– Convencer
– Informar
– Solicitar informação
– Descrever um processo ...
23.
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Exercício sobre Funções
da Linguagem:
Qual é a função do texto
ao lado?
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Compreensão de textos orais
Pesquisas realizadas com estudantes americanos revelaram que o tempo
desses estudantes está assim divido: (16h)
Ouvindo: 42% Falando: 32%
Lendo: 15% Escrevendo: 11%
28.
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Compreensão de textos orais
> Ouvir – ato responsivo ativo.
> A compreensão de um texto não se dá somente na apreensão de significados,
compreender uma sentença ou um texto exige também uma contextualização
cognitiva.
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Compreensão de textos orais
Até que ponto compreender textos
é um ato criativo ? Quais os seus limites?
Para a compreensão de textos orais exige-se
muita capacidade inferencial (raciocínio lógico)
o que parece não faltar as pessoas, haja vista
o fato de ser mais comum as pessoas se
entenderem do que se mal-entenderem.
31.
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Compreensão de textos orais
O que é inferência? De acordo com o Dicionário Aulete:
1. Ação ou resultado de inferir
2. Raciocínio por meio do qual se conclui a partir de indícios
3. Lóg. operação intelectual que consiste em estabelecer uma conclusão a partir
das premissas de que se parte.
32.
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Compreensão de textos orais
Inferência
O Governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, declarou o seguinte, a respeito
da escolha do candidato do PSDB às eleições presidenciais que ocorrerão em
2014: precisamos pôr o pé na estrada, amassar barro, decidir as questões de
forma mais democrática, permitir a participação popular.
33.
Linguagem e Interpretaçãode Textos
Compreensão de textos orais
Inferência
O Governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, declarou o seguinte, a respeito
da escolha do candidato do PSDB às eleições presidenciais que ocorrerão em
2014: precisamos pôr o pé na estrada, amassar barro, decidir as questões de
forma mais democrática, permitir a participação popular.
34.
Linguagem e Interpretaçãode Textos
Compreensão de textos orais
Alguns gêneros orais.
- Conversa
- Telejornal (notícia – editorial)
35.
Linguagem e Interpretaçãode Textos
Compreensão de textos orais
Alguns gêneros orais.
Jornal Nacional – Notícia - 09/03/12
36.
Linguagem e Interpretaçãode Textos
Compreensão de textos orais
Alguns gêneros orais.
Jornal do SBT– Editorial –
José Nêumanne Pinto - 021/12/11
37.
Linguagem e Interpretaçãode Textos
Compreensão de textos orais
- Barreiras na comunicação oral – o caso da língua
- Observar a situação de comunicação
-Uso inadequado da língua portuguesa (norma culta – popular)
- Uso de vocabulário inadequado para a situação comunicativa
- Regras de polidez
38.
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Barreiras na comunicação oral.
Teoria da Polidez (BROWN e LEVINSON, 1987)
Atos de linguagem são potencialmente ameaçadores das faces dos
interlocutores. As faces são, contraditoriamente, alvos de ameaças
permanentes e objeto de um desejo de preservação.
39.
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Barreiras na comunicação.
Teoria da Polidez (BROWN e LEVINSON, 1987)
(1) atos ameaçadores da face negativa do emissor: promessas, pelas quais
empenhamo-nos em fazer, em um futuro próximo ou distante, qualquer coisa que
evite lesar o nosso próprio território;
(2) atos ameaçadores da face positiva do emissor: confissões, desculpas,
autocríticas e outros comportamentos auto-degradantes;
(3) atos ameaçadores da face negativa do destinatário: ofensas, agressões,
perguntas “indiscretas”, pedidos, solicitações, ordens, proibições, conselhos e
outros atos que são, de alguma forma, contrários e impositivos;
(4) atos ameaçadores da face positiva do destinatário: críticas, refutações,
censuras, insultos, escárnios e outros comportamentos vexatórios.
40.
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Barreiras na comunicação.
Teoria da Polidez (BROWN e LEVINSON, 1987)
Estratégias de polidez (positiva) – Satisfazer aspirações do interlocutor
1. Perceba o outro. Mostre-se interessado pelos desejos e necessidades do outro.
2. Exagere o interesse, a aprovação e a simpatia pelo outro.
3. Intensifique o interesse pelo outro.
4. Use marcas de identidade de grupo.
5. Procure acordo.
6. Evite desacordo.
7. Pressuponha, declare pontos em comum.
8. Faça piadas.
9. Explicite e pressuponha os conhecimentos sobre os desejos do outro.
10. Ofereça, prometa.
11. Seja otimista.
12. Inclua o ouvinte na atividade.
13. Dê ou peça razões, explicações.
14. Simule ou explicite reciprocidade.
15. Dê presentes.
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Barreiras na comunicação.
Teoria da Polidez (BROWN e LEVINSON, 1987)
Estratégias de polidez (negativa) – Evitam imposições ao interlocutor
1. Seja convencionalmente indireto.
2. Seja evasivo, não se comprometa.
3. Seja pessimista.
4. Minimize a imposição.
5. Mostre respeito.
6. Peça desculpas.
7. Impessoalize o falante e o ouvinte. Evite os pronomes "eu" e "você".
10. Vá diretamente como se estivesse assumindo o débito, ou como se não
estivesse endividando o ouvinte.
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Barreiras na comunicação.
Teoria da Polidez (BROWN e LEVINSON, 1987)
Estratégias de polidez (indiretividade). Permitem ameaçar a face evitando
responsabilidades.
1. Dê pistas e sugestões indiretas
2. Presuponha.
3. Minimize a expressão, não diga tudo.
4. Use tautologias.
5. Use contradições.
6. Seja irônico.
7. Use metáforas.
8. Faça perguntas retóricas.
9. Seja ambíguo.
10. Seja vago.
11. Seja incompleto, use elipse.
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Barreiras na comunicação.
Teoria da Polidez (BROWN e LEVINSON, 1987)
Agora assista ao vídeo em que o apresentador Ronnie Von conversa com uma
professora de comunicação verbal, Eunice Mendes, sobre questões de linguagem e
tente perceber uso da teoria da polidez.
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Barreiras na comunicação.
- Físicas / mecânicas
- Fisiológicas
- Semânticas
- Psicológicas
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Barreiras na comunicação.
- Semânticas
Em evento com Alckmin, Aécio chama golpe de 64 de 'revolução'
Após fala, neto de Tancredo minimiza uso do termo e critica ditadura. (Folha
de S.Paulo)
O governo da presidente Dilma detesta admitir que está fazendo
privatização. Então diz sempre que não está privatizando, mas sim fazendo
concessões à iniciativa privada. É bom explicar isso melhor. (OGlobo)
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Barreiras na comunicação (Ruído Semântico)
Hoje vou tratar a respeito de ruídos na comunicação. Quando nos comunicamos,
precisamos estar atentos a muitos aspectos para que nossa comunicação seja
eficaz. Caso isso não aconteça, podem surgir ruídos físicos, fisiológicos, semânticos
e psicológicos. Vou ater-me ao ruído semântico. Recentemente, o senador Aécio
Neves, em um discurso em um Congresso Estadual de Municípios paulistas tratou a
instauração da ditadura brasileira de 64 como ‘ revolução’. Causou um ruído muito
grande pelo fato de a palavra ‘revolução’, naquela situação de comunicação, não
possuir sentido compartilhado entre os interlocutores (emissor e receptor). Revolução
tem várias acepções, todas com ideologias diferentes e nem sempre partilhadas
pelas pessoas que se comunicam. Uma das acepções da palavra ‘revolução’ é de
“movimento súbito e generalizado, de caráter social e político, por meio do qual uma
grande parte do povo procura conquistar, pela força, o governo do país a fim de dar-
lhe outra direção”. A ditadura militar não foi um levante do povo, mas de uma camada
muito restrita de pessoas (militares), o que, por essa acepção aqui tratada, a palavra
revolução não se encaixaria.Rapidamente, o senador, presidenciável, tratou de
explicar-se. Moral da história: um ruído semântico pode fazer um político, ou
qualquer um, projetar uma imagem negativa de si. É isso.
47.
Linguagem e Interpretaçãode Textos
Compreensão de textos orais
Barreiras na
comunicação oral -
o caso da paralinguagem
48.
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Compreensão de textos orais
Barreiras na
comunicação oral -
o caso da
paralinguagem
49.
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Compreensão de textos orais
Barreiras na comunicação oral – o caso da língua
Vídeo: Falhas na
comunicação oral
50.
Linguagem e Interpretaçãode Textos
Compreensão de textos orais e escritos
-Recursos persuasivos na oralidade e escrita
-Persuasão: De acordo com o dicionário Michaelis: Levar à persuasão ou à
convicção; levar ou induzir a fazer, a aceitar ou a crer; aconselhar; acreditar,
convencer-se, cuidar, julgar; admitir como verdadeiro, aceitar como certo.
Portanto, argumentar é defender uma ideia, um ponto de vista, uma tese,
apresentando razões para que se possa admitir como verdadeiro, certo. O
argumento, utilizado para convencer o outro, é considerado como provas
(raciocínio, dados, fatos ...)
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Linguagem e Interpretaçãode Textos
Compreensão de textos orais e escritos
-Recursos persuasivos na oralidade e escrita
-Tipos de argumento: Citação
É um argumento ancorado, geralmente, em uma autoridade no assunto tema
da argumentação.
"Reading is important. If you know how to read then the whole world opens
up to you." —President Obama at The White House Easter Egg Roll:
(publicado no facebook em 02/04/2013)
52.
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Compreensão de textos orais e escritos
-Recursos persuasivos na oralidade e escrita
-Tipos de argumento: Por comprovação
É um argumento que é apresentado mas em forma de dados, fatos,
estatísticas. Todas essas informações devem ser coerentes com o fato/ideia
que se tenta provar.
“No Gênesis, a Bíblia conta que Noé, quando saiu da Arca, embebedou-se e
ficou nu. O filho mais novo dele, Cam, riu do pai e contou o que havia visto
aos dois irmãos. Quando Noé soube da história, em vez de puxar a orelha
dele, lançou uma maldição sobre o filho de Cam, Canaã. Disse que Canaã
seria escravo”. (Marco Feliciano à Revista Veja, 20/03/13, sobre a acusação
de ato discriminatório contra negros africanos)
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Compreensão de textos orais e escritos
-Recursos persuasivos na oralidade e escrita
-Tipos de argumento: Por comprovação
Em média, 30% das crianças no 4° ou 5° ano de escola ainda não podem ser
consideradas alfabetizadas. Esse foi o resultado apontado pela avaliação Prova
Brasil, realizada com crianças do 5º ao 9º ano do ensino fundamental.
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Linguagem e Interpretaçãode Textos
Compreensão de textos orais e escritos
-Recursos persuasivos na oralidade e escrita
-Tipos de argumento: Raciocínio lógico
É uma estratégia de raciocínio baseada em causa/efeito ou consequência.
Sobre o aumento da inflação:
... Mais uma vez, os alimentos foram os grandes responsáveis da inflação, devido
a problemas climáticos. Subiram menos em março, mas ainda respondem por
mais da metade do IPCA.... (G1.com.br, 10/04/13) (causa)
... Ou seja, há fortes indícios de que a demanda final vinda do consumo está
caindo e que isto pode ser um efeito da forte aceleração da inflação dos últimos
meses... (Ricardo Gallo, 14/04/13 – Portal IG) – (efeito)