Direitos de Aprendizagem
Leitura e Escrita em História
Superintendência Regional de Ensino de Caxambu
Programa de Intervenção Pedagógica – PIP
Encontro dos professores de História
“Ler é outro modo de
ouvir”
Marcos Bagno
A Leitura e Escrita em
História
Dimensão
Conceitual
(Saber)
Dimensão
Procedimental
(Saber Fazer)
Dimensão
Atitudinal
(Ser)
(Adaptado Zabala,2002)
A articulação dessas 3 dimensões devem
apresentar um significado para o aluno.
A Leitura e Escrita em
História
Textos
Mas, o que é um
texto?
A Leitura e Escrita em
História
É uma construção, oral ou escrita
caracterizada por um encadeamento de
palavras, organizadas em sequência de
forma a apresentar um significado sobre
um determinado assunto em uma
determinada situação.
(Nery, 2012)
A Leitura e Escrita em
História
Textos são objetos simbólicos que pedem para
ser interpretados. Mais do que decifrar signos e
códigos os leitores procuram compreender os
textos, acompanhando seu encadeamento e
progressão, analisando suas implicações,
aderindo ou não às proposições apresentadas
por seus autores.
As múltiplas possibilidades
de leitura de um texto
Texto
Escrito Oral
Temporal
Mas, o que é
tempo histórico?
As múltiplas possibilidades
de leitura de um texto
“O tempo histórico é produto das
ações, relações e formas de pensar dos
homens, e essas ações variam ao longo
do tempo cronológico”.
As múltiplas possibilidades
de leitura de um texto
Os textos nunca dizem tudo. A compreensão
dos mesmos dependem do trabalho
interpretativo do leitor, o que não significa que
o leitor esteja livre para atribuir qualquer
sentido ao que lê.
O papel do professor é mediar esse processo.
A prática da leitura como
interação entre textos e leitores
o conhecimento do gênero que o texto é
apresentado;
a proficiência leitora acumulada em experiências
anteriores;
a familiaridade com a linguagem usada no texto;
o domínio acerca do assunto tratado;
seus valores e crenças;
os objetivos que orientam a atividade.
O leitor ajusta o texto de acordo com:
Mas, o que é um
gênero textual?
O trabalho com os gêneros do
discurso em História
O gênero é definido como um instrumento para
agir em situações de linguagem. É considerado
como um elemento constitutivo dessa situação.
Uma Unidade do discurso.
(Schneuwly, 1994; 2007)
Ex.: Para se ter notícia tem que ter o Jornal e para
ter o Jornal tem que haver a notícia.
O trabalho com os gêneros do
discurso em História
Os gêneros textuais cumprem funções sociais
específicas, contribuem para a organização de
determinados conteúdos e propiciam esquemas de
interpretação para o leitor.
A estrutura de um poema é distinta da que está
presente em um conto de fadas, em uma carta, em um
artigo científico, em uma reportagem ou em um anúncio
de jornal.
O trabalho com os gêneros do
discurso em História
Domínios sociais de comunicação
Aspectos tipológicos
Exemplos de gêneros orais e escritos
Narrativos, cultura
literária ou ficcional
Contos, fábulas, lendas, narrativas de
aventuras, romance, crônicas
literárias, piadas, etc.
Relatos, documentação
das ações humanas
Relato de viagem, de experiências
vividas, diários, currículos, noticias,
reportagens, históricos, etc.
Argumentativos, discussão de
problemas sociais controversos
Textos de opinião, cartas ao leitor,
assembleias, deliberações, debates
regrados, resenhas criticas, ensaios
Expositivos, transmissão e construção
e saberes
Exposição oral, seminários, palestras,
verbetes, tomada de notas, textos
explicativos,.
Descritivos de ações,
instruções e prescrições
Receita, regulamentos, regras de
jogos, textos prescritivos, instruções
O trabalho com os gêneros do
discurso em História
Dolz,
2007
Como o professor de História
pode trabalhar com
os gêneros textuais?
O trabalho com os gêneros do
discurso em História
“A escolha de um gênero se determina pela
esfera, as necessidades da temática, o conjunto
dos participantes e a vontade enunciativa ou
intenção do interlocutor”.
(Bakhtin, 1979)
O trabalho com os gêneros do
discurso em História
Exemplo
• Esfera (Contexto): Ano de escolaridade, escola pública, nível
socioeconômico. O grupo tem acesso ao conteúdo que irá
trabalhar?
• Conjunto dos Participantes (Público Alvo): 9º ano turma
heterogênea, mais meninas que meninos, faixa etária 13
anos.
• Necessidades da temática (Conteúdo – tópico): Eixo III-
Nação Trabalho e Cidadania no Brasil. Tópico 17 – Revolução
de 1930 no Brasil.
• Vontade enunciativa ou intenção do interlocutor (Objetivo -
Habilidade a ser desenvolvida): Compreender o processo de
crise do sistema oligárquico brasileiro, relacionando-o à
ascensão de novas forças políticas e economicas.
O trabalho com os gêneros do
discurso em História
Qual texto caberá melhor para o trabalho
com a turma descrita anteriormente?
O trabalho com os gêneros do
discurso em História
Texto de livro didático
a respeito dos
antecedentes da
Revolução de 1930
no Brasil
Artigo Científico
Vídeo que
aborda a Crise
de 1929.
Reportagem de
jornal a respeito
do confronto entre
as Coreias.
Mediação entre o texto e o leitor
Texto Contexto
Leitor
ANTES da leitura DURANTE a leitura
DEPOIS da leitura
Procedimentos a serem explorados
na leitura do texto
ANTES DURANTE DEPOIS
Levantamento do
conhecimento prévio dos
alunos sobre o assunto;
Confirmação ou retificação
das antecipações ou
expectativas de sentido
criadas antes ou durante a
leitura;
Construção da síntese
semântica do texto;
Expectativas em função da
apresentação dos textos, da
capa, quarta-capa, orelha
etc.;
Esclarecimento de palavras
desconhecidas a partir de
inferência ou consulta a
dicionário;
Troca de impressões a
respeito dos textos lidos
Antecipação do tema ou
ideia principal a partir do
exame de imagens ou de
saliências gráficas;
Busca de informações
complementares em textos
de apoio subordinados ao
texto principal ou por meio
de consulta a enciclopédias,
Internet e outras fontes.
Avaliação crítica do texto
Saber o que as pessoas daquela
comunidade leem, por que leem,
onde leem,o nível de leitura e que
práticas de leitura desenvolvem.
COMO ORGANIZAR A ESCOLA PARA IMPLEMENTAR
BOAS PRÁTICAS DE LEITURA?
Ensinar a ler e a escrever são tarefas de
todos os componentes curriculares
Trabalhar a linguagem escrita significa
trabalhar também a oralidade.
É tarefa da escola possibilitar aos estudantes
conhecer, reconhecer , ler e compreender
diferentes gêneros de textos.
A QUEM CABE A TAREFA DO ENSINO
DA LEITURA E ESCRITA NA ESCOLA?
1 - Referencial de expectativas para o
desenvolvimento da competência leitora e escritora
no ciclo II do Ensino Fundamental - São Paulo:
SME/DOT 2006
2 – Schneuwly, Dolz. Gêneros Orais e Escritos na
Escola, Mercado das Letras, Campinas 2004.
3- Santos, Milton . Território, Globalização e
Fragmentação. São Paulo: Hucitec, 1994 .
4 – Proposta Curricular de História para o 6º ao 9º
ano do Ensino Fundamental de Minas Gerais –
Minas Gerais: SEE -2005.
Referências Bibliográficas
Material adaptado da equipe PIP CBC – Equipe
Central – História.

Leitura e escrita em História

  • 1.
    Direitos de Aprendizagem Leiturae Escrita em História Superintendência Regional de Ensino de Caxambu Programa de Intervenção Pedagógica – PIP Encontro dos professores de História
  • 2.
    “Ler é outromodo de ouvir” Marcos Bagno
  • 3.
    A Leitura eEscrita em História Dimensão Conceitual (Saber) Dimensão Procedimental (Saber Fazer) Dimensão Atitudinal (Ser) (Adaptado Zabala,2002)
  • 4.
    A articulação dessas3 dimensões devem apresentar um significado para o aluno. A Leitura e Escrita em História Textos
  • 5.
    Mas, o queé um texto? A Leitura e Escrita em História
  • 6.
    É uma construção,oral ou escrita caracterizada por um encadeamento de palavras, organizadas em sequência de forma a apresentar um significado sobre um determinado assunto em uma determinada situação. (Nery, 2012) A Leitura e Escrita em História
  • 7.
    Textos são objetossimbólicos que pedem para ser interpretados. Mais do que decifrar signos e códigos os leitores procuram compreender os textos, acompanhando seu encadeamento e progressão, analisando suas implicações, aderindo ou não às proposições apresentadas por seus autores.
  • 8.
    As múltiplas possibilidades deleitura de um texto Texto Escrito Oral Temporal
  • 9.
    Mas, o queé tempo histórico? As múltiplas possibilidades de leitura de um texto
  • 10.
    “O tempo históricoé produto das ações, relações e formas de pensar dos homens, e essas ações variam ao longo do tempo cronológico”. As múltiplas possibilidades de leitura de um texto
  • 11.
    Os textos nuncadizem tudo. A compreensão dos mesmos dependem do trabalho interpretativo do leitor, o que não significa que o leitor esteja livre para atribuir qualquer sentido ao que lê. O papel do professor é mediar esse processo. A prática da leitura como interação entre textos e leitores
  • 12.
    o conhecimento dogênero que o texto é apresentado; a proficiência leitora acumulada em experiências anteriores; a familiaridade com a linguagem usada no texto; o domínio acerca do assunto tratado; seus valores e crenças; os objetivos que orientam a atividade. O leitor ajusta o texto de acordo com:
  • 13.
    Mas, o queé um gênero textual? O trabalho com os gêneros do discurso em História
  • 14.
    O gênero édefinido como um instrumento para agir em situações de linguagem. É considerado como um elemento constitutivo dessa situação. Uma Unidade do discurso. (Schneuwly, 1994; 2007) Ex.: Para se ter notícia tem que ter o Jornal e para ter o Jornal tem que haver a notícia. O trabalho com os gêneros do discurso em História
  • 15.
    Os gêneros textuaiscumprem funções sociais específicas, contribuem para a organização de determinados conteúdos e propiciam esquemas de interpretação para o leitor. A estrutura de um poema é distinta da que está presente em um conto de fadas, em uma carta, em um artigo científico, em uma reportagem ou em um anúncio de jornal. O trabalho com os gêneros do discurso em História
  • 16.
    Domínios sociais decomunicação Aspectos tipológicos Exemplos de gêneros orais e escritos Narrativos, cultura literária ou ficcional Contos, fábulas, lendas, narrativas de aventuras, romance, crônicas literárias, piadas, etc. Relatos, documentação das ações humanas Relato de viagem, de experiências vividas, diários, currículos, noticias, reportagens, históricos, etc. Argumentativos, discussão de problemas sociais controversos Textos de opinião, cartas ao leitor, assembleias, deliberações, debates regrados, resenhas criticas, ensaios Expositivos, transmissão e construção e saberes Exposição oral, seminários, palestras, verbetes, tomada de notas, textos explicativos,. Descritivos de ações, instruções e prescrições Receita, regulamentos, regras de jogos, textos prescritivos, instruções O trabalho com os gêneros do discurso em História Dolz, 2007
  • 17.
    Como o professorde História pode trabalhar com os gêneros textuais? O trabalho com os gêneros do discurso em História
  • 18.
    “A escolha deum gênero se determina pela esfera, as necessidades da temática, o conjunto dos participantes e a vontade enunciativa ou intenção do interlocutor”. (Bakhtin, 1979) O trabalho com os gêneros do discurso em História
  • 19.
    Exemplo • Esfera (Contexto):Ano de escolaridade, escola pública, nível socioeconômico. O grupo tem acesso ao conteúdo que irá trabalhar? • Conjunto dos Participantes (Público Alvo): 9º ano turma heterogênea, mais meninas que meninos, faixa etária 13 anos. • Necessidades da temática (Conteúdo – tópico): Eixo III- Nação Trabalho e Cidadania no Brasil. Tópico 17 – Revolução de 1930 no Brasil. • Vontade enunciativa ou intenção do interlocutor (Objetivo - Habilidade a ser desenvolvida): Compreender o processo de crise do sistema oligárquico brasileiro, relacionando-o à ascensão de novas forças políticas e economicas. O trabalho com os gêneros do discurso em História
  • 20.
    Qual texto caberámelhor para o trabalho com a turma descrita anteriormente? O trabalho com os gêneros do discurso em História Texto de livro didático a respeito dos antecedentes da Revolução de 1930 no Brasil Artigo Científico Vídeo que aborda a Crise de 1929. Reportagem de jornal a respeito do confronto entre as Coreias.
  • 21.
    Mediação entre otexto e o leitor Texto Contexto Leitor ANTES da leitura DURANTE a leitura DEPOIS da leitura
  • 22.
    Procedimentos a seremexplorados na leitura do texto ANTES DURANTE DEPOIS Levantamento do conhecimento prévio dos alunos sobre o assunto; Confirmação ou retificação das antecipações ou expectativas de sentido criadas antes ou durante a leitura; Construção da síntese semântica do texto; Expectativas em função da apresentação dos textos, da capa, quarta-capa, orelha etc.; Esclarecimento de palavras desconhecidas a partir de inferência ou consulta a dicionário; Troca de impressões a respeito dos textos lidos Antecipação do tema ou ideia principal a partir do exame de imagens ou de saliências gráficas; Busca de informações complementares em textos de apoio subordinados ao texto principal ou por meio de consulta a enciclopédias, Internet e outras fontes. Avaliação crítica do texto
  • 23.
    Saber o queas pessoas daquela comunidade leem, por que leem, onde leem,o nível de leitura e que práticas de leitura desenvolvem. COMO ORGANIZAR A ESCOLA PARA IMPLEMENTAR BOAS PRÁTICAS DE LEITURA?
  • 24.
    Ensinar a lere a escrever são tarefas de todos os componentes curriculares Trabalhar a linguagem escrita significa trabalhar também a oralidade. É tarefa da escola possibilitar aos estudantes conhecer, reconhecer , ler e compreender diferentes gêneros de textos. A QUEM CABE A TAREFA DO ENSINO DA LEITURA E ESCRITA NA ESCOLA?
  • 25.
    1 - Referencialde expectativas para o desenvolvimento da competência leitora e escritora no ciclo II do Ensino Fundamental - São Paulo: SME/DOT 2006 2 – Schneuwly, Dolz. Gêneros Orais e Escritos na Escola, Mercado das Letras, Campinas 2004. 3- Santos, Milton . Território, Globalização e Fragmentação. São Paulo: Hucitec, 1994 . 4 – Proposta Curricular de História para o 6º ao 9º ano do Ensino Fundamental de Minas Gerais – Minas Gerais: SEE -2005. Referências Bibliográficas
  • 26.
    Material adaptado daequipe PIP CBC – Equipe Central – História.