Dalila MarcãoDalila Marcão
SuperficiaisSuperficiais Circunscritas/focaisCircunscritas/focais
DifusasDifusas CeluliteCelulite
ErisipelaErisipela
Profundas (necrozantes)Profundas (necrozantes) Fasceíte necrosanteFasceíte necrosante
Miosite necrosanteMiosite necrosante
Outras:Outras: Úlcera de pressãoÚlcera de pressão
Úlcera de estase venosaÚlcera de estase venosa
Pé diabéticoPé diabético
Doença PilonidalDoença Pilonidal
Infeção do Local Cirúrgico (ILC)Infeção do Local Cirúrgico (ILC)
AbcessoAbcesso
FoliculiteFoliculite
FurúnculoFurúnculo
CarbúnculoCarbúnculo
ImpétigoImpétigo
Ectima gangrenosaEctima gangrenosa
LinfangiteLinfangite
LinfadeniteLinfadenite
Hidradenite supurativaHidradenite supurativa
Infeções das Partes MolesInfeções das Partes Moles - Superficiais- SuperficiaisInfeções das Partes MolesInfeções das Partes Moles - Superficiais- Superficiais
ABCESSO
 Etiologia:
- Anaeróbios (+aeróbios);
- Staphylococcus aureus.
 Sinais e sintomas:
 Centro necrótico e edema periférico;Centro necrótico e edema periférico;
 Tumefacção;Tumefacção;
 Flutuação, com pús;Flutuação, com pús;
 Eritema;Eritema;
 Dor;Dor;
 Febre;Febre;
 Mal-estar;Mal-estar;
 Arrepios;Arrepios;
 Linfadenopatia regional;Linfadenopatia regional;
 Fistulização e descarga purulenta...Fistulização e descarga purulenta...
Infeções das Partes MolesInfeções das Partes Moles - Superficiais- SuperficiaisInfeções das Partes MolesInfeções das Partes Moles - Superficiais- Superficiais
Infeções das Partes MolesInfeções das Partes Moles - Superficiais- SuperficiaisInfeções das Partes MolesInfeções das Partes Moles - Superficiais- Superficiais
ABCESSO
 Fatores Predisponentes:
- Foliculite, furúnculo, carbúnculo, celulite;
- Trauma/queimaduras;
- Cateteres intravenosos...
 Diagnóstico
- Clínico;
- Cultura da drenagem.
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ABCESSO
 Tratamento:
- Incisão e Drenagem;
- Antimicrobianos.
 Complicações:
- Extensão local da infeção;
- Gangrena;
- Extensão da infeção à corrente sanguínea.
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ABCESSO
Infeção e inflamação dos folículos pilosos.
 Etiologia:
- Staphylococcus aureus (+++);
- Str. pyogenes, Ps. aeruginosa, Gram (-), fungos...
 Sinais e sintomas:
- Pequena pápula eritematosa/ vesícula/ pústula;
- Queda do pêlo;
- Prurido ou dor.
Foliculite por St. aureus
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FOLICULITE
Infeções das Partes MolesInfeções das Partes Moles - Superficiais- SuperficiaisInfeções das Partes MolesInfeções das Partes Moles - Superficiais- Superficiais
FOLICULITE
 Diagnóstico:
- Clínico – morfologia lesões.
 Tratamento:
- Compressas quentes;
- Boa higiene;
- Antissépticos tópicos;
- Antimicrobianos.
 Complicações:
- Furúnculo.
Infeção necrótica profunda do folículo piloso de uma área restrita.
Frequente drenagem espontânea à superfície da pele.
 Etiologia:
- Staphylococcus aureus (foliculite++).
 Sinais e sintomas:
- Frequente evolução: foliculite → furúncul → abcesso;
- Nódulo profundo e adjacente ao folículo piloso;
- Dor;
- Base eritematosa;
- Centro purulento e flutuante;
- Adenopatia regional.
Infeções das Partes MolesInfeções das Partes Moles - Superficiais- SuperficiaisInfeções das Partes MolesInfeções das Partes Moles - Superficiais- Superficiais
FURÚNCULO
 Tratamento:
- Incisão e drenagem caso haja flutuação;
- Antimicrobianos.
 Complicações:
- Furúnculo recorrente;
- Carbúnculo;
- Celulite;
- Gangrena;
- Fasceíte necrosante;
- Hidradenite supurativa;
- Flebite purulenta...
Infecções das Partes MolesInfecções das Partes Moles - Superficiais- SuperficiaisInfecções das Partes MolesInfecções das Partes Moles - Superficiais- Superficiais
FURÚNCULO
Infecção profunda de um grupo de folículos contíguos que,
separados por septos, drenam por orifícios independentes.
 Etiologia:
- Staphylococcus aureus;
- Bacillus anthracis.
 Sinais e sintomas:
- Massa de trajectos fistulosos (entre folículos infectados);
- Dor, eritema, flutuação;
- Aberturas pustulares;
- Febre;
- Mal-estar;
- Mialgias e linfadenopatias.
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CARBÚNCULO
Infeção por Bacillus anthracis - Antraz
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CARBÚNCULO
Infeções das Partes MolesInfeções das Partes Moles - Superficiais- SuperficiaisInfeções das Partes MolesInfeções das Partes Moles - Superficiais- Superficiais
CARBÚNCULO
 Tratamento:
- Incisão e drenagem caso haja flutuação;
- Antimicrobianos.
 Complicações:
- Feblite purulenta;
- Septicemia.
Infeções das Partes MolesInfeções das Partes Moles - Superficiais- SuperficiaisInfeções das Partes MolesInfeções das Partes Moles - Superficiais- Superficiais
CARBÚNCULO
 Etiologia:
- Staphylococcus aureus;
- Streptococcus pyogenes.
 Sinais e sintomas:
- Eritema;
- Evolução pápulas → vesículas → pústulas;
- Ruptura espontânea → crosta seca amarela dourada;
- Prurido.
 Fatores predisponentes:
- Queimaduras, picadas de insecto, humidade;
- Crianças em más condições de higiene e clima tropical.
Infeções das Partes MolesInfeções das Partes Moles - Superficiais- SuperficiaisInfeções das Partes MolesInfeções das Partes Moles - Superficiais- Superficiais
IMPÉTIGO
 Tratamento:
- Cuidados higiénicos;
- Antibioterapia.
 Complicações:
- Linfadenite/linfagite;
- Celulite;
- Bacteriemia;
- Glomerulonefrite.
Infeções das Partes MolesInfeções das Partes Moles - Superficiais- SuperficiaisInfeções das Partes MolesInfeções das Partes Moles - Superficiais- Superficiais
IMPÉTIGO
 Etiologia
- Idiopática (50%);
- Mecanismos imunológicos.
 Sinais e sintomas:
- Lesão pustular com centro necrótico característico;
- Contorno violáceo;
- Eritema;
- Dor;
- Libertação de exsudado purulento e hemorrágico;
- Febre, mal-estar, mialgias e artralgias.
Infeções das Partes MolesInfeções das Partes Moles - Superficiais- SuperficiaisInfeções das Partes MolesInfeções das Partes Moles - Superficiais- Superficiais
ECTIMA GANGRENOSA
Infeções das Partes MolesInfeções das Partes Moles - Superficiais- SuperficiaisInfeções das Partes MolesInfeções das Partes Moles - Superficiais- Superficiais
ECTIMA GANGRENOSA
 Diagnóstico:
- Clínico – Doenças associadas (DII, AR, Hepatite crónica…);
- Morfologia lesões;
- Exame histológico – exclusão de outras etiologias.
 Tratamento:
- Glicocorticóides;
- Antimicrobianos;
- Imunossupressores;
- Imunoglobulinas i.v.;
- Desbridamento.
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ECTIMA GANGRENOSA
Qualquer idadeQualquer idade
MembrosMembros
 AgentesAgentes
- Streptococcus pyogenesStreptococcus pyogenes (2/3)(2/3)
- Staphylococcus aureusStaphylococcus aureus (1/3)(1/3)
- Pseudomonas aeruginosaPseudomonas aeruginosa (mãos e pés)(mãos e pés)
- Haemophilus influenzaeHaemophilus influenzae (face de(face de
crianças)crianças)
 Fatores predisponentesFatores predisponentes
- Lesões cutâneasLesões cutâneas
- MicosesMicoses
- DiabetesDiabetes
- AlcoolismoAlcoolismo
- ObesidadeObesidade
- GravidezGravidez
- Alterações da drenagem venosa ou linfáticaAlterações da drenagem venosa ou linfática
Infeções das Partes MolesInfeções das Partes Moles - Superficiais- SuperficiaisInfeções das Partes MolesInfeções das Partes Moles - Superficiais- Superficiais
Celulite
 Sinais e sintomasSinais e sintomas
- EritemaEritema
- EdemaEdema
- Aumento de temperatura localAumento de temperatura local
- DorDor
- BolhasBolhas
- AdenomegaliaAdenomegalia
- AbcedaçãoAbcedação
 TerapêuticaTerapêutica
- AntibioterapiaAntibioterapia
- Elevação da área atingidaElevação da área atingida
- Evitar outros traumatismosEvitar outros traumatismos
- Fatores predisponentesFatores predisponentes
 ComplicaçõesComplicações
- Linfangite e linfadeniteLinfangite e linfadenite
- SepticemiaSepticemia
CeluliteCelulite
Infeções das Partes MolesInfeções das Partes Moles - Profundas- ProfundasInfeções das Partes MolesInfeções das Partes Moles - Profundas- Profundas
Conjunto de várias doenças infecciosas distintas mas com
patofisiologia, apresentação clínica e abordagens terapêuticas
semelhantes
 Fatores predisponentes:
- Doenças crónicas e/ou
imunossupressoras (diabetes mellitus,
obesidade grau III, cirrose hepática…);
- Alcoolismo e abuso de outras drogas;
- Neoplasias malignas;
- Úlceras isquémicas e de decúbito;
- Traumatismos cutâneos, cirurgias e
outras portas de entrada.
 Sinais e sintomas precoces:
- Dor severa
- Febre sem outra causa
identificável
- Vesículas da pele
- Edema tenso
- Eritema
- Equimoses focais e/ou
isquemia
- Crepitações
- Parestesias
- Clinicamente semelhante à fasceíte
necrotizante mas a infecção é mais
superficial
- Envolve pele e gordura subcutânea
- Geralmente aparece nas 24h após uma
cirurgia
- A toxicidade não é tão grave como na
miosite necrotizante
- - Não necessita de terapêutica cirurgica
extensa, apenas de desbridamento
Infeções das Partes MolesInfeções das Partes Moles - Profundas- ProfundasInfeções das Partes MolesInfeções das Partes Moles - Profundas- Profundas
Celulite necrotizanteCelulite necrotizante
Infeções das Partes MolesInfeções das Partes Moles - Profundas- ProfundasInfeções das Partes MolesInfeções das Partes Moles - Profundas- Profundas
Miosite necrotizante (gangrena gasosa)
Mortalidade 25-100%Mortalidade 25-100%
♂♂:♀ 1:1:♀ 1:1
Incidência não varia com a idadeIncidência não varia com a idade
 EtiopatogeniaEtiopatogenia
- Tecido muscular com massa desvitalizadaTecido muscular com massa desvitalizada
mínima (cirurgia, trauma)mínima (cirurgia, trauma)
- Colonização porColonização por ClostridiumClostridium ambientalambiental
- Produção de toxinasProdução de toxinas
- Necrose tecidularNecrose tecidular
- Toxicidade cardíacaToxicidade cardíaca
Clostridium perfringens
Clostridium septicum
Clostridium bifermentans
outros
 EtiopatogeniaEtiopatogenia
- Tecido muscular aparentemente normalTecido muscular aparentemente normal
- Colonização porColonização por ClostridiumClostridium da PMNda PMN
intestinalintestinal
- Forte associação com neoplasias GIForte associação com neoplasias GI
- C. septicumC. septicum mais frequente e commais frequente e com
associação mais forte a neoplasiasassociação mais forte a neoplasias
- DorDor
- Febre ligeiraFebre ligeira
- ApatiaApatia
- Edema e exsudação serohemáticaEdema e exsudação serohemática
- Pele adquire tonalidade azul/negraPele adquire tonalidade azul/negra
- Vesículas e bolhas hemorrágicasVesículas e bolhas hemorrágicas
- CrepitaçõesCrepitações
- Odor adocicadoOdor adocicado
 Sinais e sintomasSinais e sintomas
- Taquicardia pouco coerente comTaquicardia pouco coerente com
temperatura corporaltemperatura corporal
- HipotensãoHipotensão
- Falência renalFalência renal
- Melhoria paradoxal do estado deMelhoria paradoxal do estado de
consciênciaconsciência
- Choque cardiogénicoChoque cardiogénico
- HemóliseHemólise
Miosite necrotizante (gangrena gasosa)Miosite necrotizante (gangrena gasosa)
Miosite necrotizante (gangrena gasosa)Miosite necrotizante (gangrena gasosa)
 Sinais e sintomas mais importantesSinais e sintomas mais importantes
- Dor intensaDor intensa
- EdemaEdema
- Vesículas e bolhas hemorrágicasVesículas e bolhas hemorrágicas
- CrepitaçõesCrepitações
- Taquicardia relativaTaquicardia relativa
- Alterações do estado mentalAlterações do estado mental
- Odor adocicadoOdor adocicado
 Estudo analíticoEstudo analítico
 Imagiologia (Rx eTAC)Imagiologia (Rx eTAC)
 Exploração cirúrgicaExploração cirúrgica
Miosite necrotizante (gangrena gasosa)Miosite necrotizante (gangrena gasosa)
 TerapêuticaTerapêutica
- Manutenção dos sinais vitaisManutenção dos sinais vitais
- Antibioterapia (benzilpenincilina,Antibioterapia (benzilpenincilina,
clindamicina, cefalosporinas,clindamicina, cefalosporinas,
cloranfenicol…)cloranfenicol…)
- Desbridamento cirúrgicoDesbridamento cirúrgico
- Oxigénio hiperbáricoOxigénio hiperbárico
 ComplicaçõesComplicações
- Hemólise generalizadaHemólise generalizada
- Coagulação vascular disseminadaCoagulação vascular disseminada
- Falência renalFalência renal
- Síndrome de insuficiência respiratóriaSíndrome de insuficiência respiratória
agudaaguda
- ChoqueChoque
Mortalidade em média 70%Mortalidade em média 70%
♂♂:♀ 3:1:♀ 3:1
38-44 anos38-44 anos
Raramente atinge criançasRaramente atinge crianças
 EtiopatogeniaEtiopatogenia
- Fáscias profundas com algum grau deFáscias profundas com algum grau de
hipóxia (traumatismos, cirurgia recente,hipóxia (traumatismos, cirurgia recente,
comprometimento circulatório…)comprometimento circulatório…)
- Proliferação de bactérias aeróbias gram -Proliferação de bactérias aeróbias gram -
e anaeróbiase anaeróbias
- Comprometimento da função leucócitáriaComprometimento da função leucócitária
pela hipóxiapela hipóxia
- Produção de gases (hidrogénio, metano,Produção de gases (hidrogénio, metano,
azoto…)azoto…)
- Necrose dos tecidos envolventesNecrose dos tecidos envolventes
Staphylococcus aureusStaphylococcus aureus
Bacteroides, Clostridium, PeptostreptococcusBacteroides, Clostridium, Peptostreptococcus
EnterobacteriaceaeEnterobacteriaceae
Bacteroides fragilisBacteroides fragilis
Escherichia coliEscherichia coli
Streptococcus pyogenesStreptococcus pyogenes grupo Agrupo A
Infeções das Partes MolesInfeções das Partes Moles - Profundas- ProfundasInfeções das Partes MolesInfeções das Partes Moles - Profundas- Profundas
Fasceíte necrotizanteFasceíte necrotizante
- Dor e edema sobre lesão inicialDor e edema sobre lesão inicial
- Pode não apresentar qualquerPode não apresentar qualquer
outro sintomaoutro sintoma
- Dor evolui para anestesiaDor evolui para anestesia
- Área eritematosa expansivaÁrea eritematosa expansiva
- Bordos mal definidosBordos mal definidos
- Mal estar geralMal estar geral
 Sinais e sintomasSinais e sintomas
- Pele azulada, acastanhada ou enegrecidaPele azulada, acastanhada ou enegrecida
- NecroseNecrose
- Incisões revelam fáscia com aspecto verde amareladoIncisões revelam fáscia com aspecto verde amarelado
- Extensão muito rápidaExtensão muito rápida
- Produção de gás e crepitaçõesProdução de gás e crepitações
- ChoqueChoque
- Falência orgânica múltiplaFalência orgânica múltipla
FasceFasceííte Necrotizantete Necrotizante
 Sinais e sintomas mais importantesSinais e sintomas mais importantes
- Necrose tecidularNecrose tecidular
- Descargas purulentasDescargas purulentas
- Dor intensaDor intensa
- Produção de gásProdução de gás
- Progressão rápida através deProgressão rápida através de
fásciasfáscias
- Ausência dos sinais inflamatóriosAusência dos sinais inflamatórios
clássicosclássicos
 Estudo analíticoEstudo analítico
 Imagiologia (TAC e RM)Imagiologia (TAC e RM)
 Biópsia tecidularBiópsia tecidular
FasceFasceííte Necrotizantete Necrotizante
 TerapêuticaTerapêutica
- Manutenção dos sinaisManutenção dos sinais
vitaisvitais
- Antibioterapia empíricaAntibioterapia empírica
(cloranfenicol,(cloranfenicol,
cefatriaxona,cefatriaxona,
metronidazol,metronidazol,
gentamicina…)gentamicina…)
- Desbridamento cirúrgicoDesbridamento cirúrgico
agressivoagressivo
- Oxigénio hiperbáricoOxigénio hiperbárico
 ComplicaçõesComplicações
- Choque sépticoChoque séptico
- Colapso cardiovascularColapso cardiovascular
- Falência renalFalência renal
- Cicatrizes inestéticasCicatrizes inestéticas
FasceFasceííte Necrotizantete Necrotizante
Forma de fasceíte necrotizanteForma de fasceíte necrotizante
Períneo, porções proximais dos MI e paredePeríneo, porções proximais dos MI e parede
abdominalabdominal
♂♂ 50-70 anos com comorbilidades50-70 anos com comorbilidades
 Sinais e sintomasSinais e sintomas
- Prodromo de 2-7 dias com febre e letargiaProdromo de 2-7 dias com febre e letargia
- Aumento da dor, edema e eritemaAumento da dor, edema e eritema
- CrepitaCrepitaçção subcutâneaão subcutânea
- Gangrena e drenagem espontânea do conteGangrena e drenagem espontânea do conteúúdodo
purulentopurulento
 TerapêuticaTerapêutica
- Especial atenEspecial atenççãoão àà anatomia doanatomia do
perperííneoneo
 ComplicaComplicaççõesões
- Dor associada a erecDor associada a erecççõesões
Infeções das Partes MolesInfeções das Partes Moles - Profundas- ProfundasInfeções das Partes MolesInfeções das Partes Moles - Profundas- Profundas
Gangrena de Fournier
 Doença Pilonidal
 Úlceras de Pressão
 Úlceras de Estase
 Pé Diabético
 Infeção do Local Cirúrgico
Outras Infeções dos TecidosOutras Infeções dos TecidosOutras Infeções dos TecidosOutras Infeções dos Tecidos
 Infeção adquirida
 Abcesso/seio na região
sacrococcígea, que resulta do
crescimento de pêlos para
dentro da pele
 Homens, brancos, 15-40 anos
Doença PilonidalDoença PilonidalDoença PilonidalDoença Pilonidal
 Complicações:
Recorrência;
Infeção necrotizante;
Degeneração maligna.
Doença PilonidalDoença PilonidalDoença PilonidalDoença Pilonidal
Tratamento
Não cirurgico;
Cirurgico:
 Drenagem
 Excisão
Prognóstico
Excelente
Doença PilonidalDoença PilonidalDoença PilonidalDoença Pilonidal
Resultam de pressão
prolongada nos tecidos moles
sobre os ossos e consequente
necrose isquémica.
A maioria pode ser prevenida.
Úlceras de PressãoÚlceras de PressãoÚlceras de PressãoÚlceras de Pressão
 Prevenção:
Os pontos de pressão devem ser aliviados;
Mudar de posição a cada 2 horas;
Camas com sistemas de flutuação.
Pesquisa diária de possíveis áreas eritematosas.
Úlceras de PressãoÚlceras de PressãoÚlceras de PressãoÚlceras de Pressão
 Tratamento:
Difícil e prolongado
 Desbridamento de todo o tecido desvitalizado
 Recobrir
 Locais cirurgicos devem ficar livres de pressão 2 a 3
semanas
Cura espontânea (úlceras pequenas)
Úlceras de PressãoÚlceras de PressãoÚlceras de PressãoÚlceras de Pressão
Aumento da
susceptibilidade a
infeções por:
Neuropatia diabética
 Diminuição da sensibilidade
dolorosa
 Deformidades ósseas (pé de
Charcot)
Doença arterial periférica
 Isquemia crónica
Imunodeficiência
Pé DiabéticoPé DiabéticoPé DiabéticoPé Diabético
Profilaxia e tratamento
Controlo da diabetes
Uso de calçado adequado
Antibioterapia
Cirurgia
Pé DiabéticoPé DiabéticoPé DiabéticoPé Diabético
Resulta da contaminação bacteriana durante ou
após um procedimento cirúrgico.
Infeção do Local CirúrgicoInfeção do Local CirúrgicoInfeção do Local CirúrgicoInfeção do Local Cirúrgico
 A maioria das feridas cirúrgicas é
contaminada.
 A infeção raramente se desenvolve se:
 a contaminação for mínima,
 a lesão for pequena,
 houver boa perfusão e oxigenação do tecido
subcutâneo,
 não houver espaço morto.
Infeção do Local CirúrgicoInfeção do Local CirúrgicoInfeção do Local CirúrgicoInfeção do Local Cirúrgico
Risco de infeção:
Fatores de risco do
doente
Contaminação da ferida
 Limpa (<2%)
 Limpa-contaminada (2%-
5%)
 Contaminada (5%-30%)
 Infetada
Infeção do Local CirúrgicoInfeção do Local CirúrgicoInfeção do Local CirúrgicoInfeção do Local Cirúrgico
 Clínica:
5º e 10º dias
Febre
Dor
Edema
Infeção do Local CirúrgicoInfeção do Local CirúrgicoInfeção do Local CirúrgicoInfeção do Local Cirúrgico
 Prevenção:
 Cirurgia cuidadosa e limpa;
 Redução da contaminação;
 Promover as defesas do doente.
 Suturas.
Infeção do Local CirúrgicoInfeção do Local CirúrgicoInfeção do Local CirúrgicoInfeção do Local Cirúrgico
 Tratamento:
Abrir a ferida e deixá-la drenar
Antibioterapia nas infeções invasivas
 Prognóstico
Infeção do Local CirúrgicoInfeção do Local CirúrgicoInfeção do Local CirúrgicoInfeção do Local Cirúrgico
Abordagem do doenteAbordagem do doente
com infeção das partes molescom infeção das partes moles
Abordagem do doenteAbordagem do doente
com infeção das partes molescom infeção das partes moles
 Modo de aparecimento;
 Evolução cronológica;
 Dor, prurido, alterações da sensibilidade;
 Escorrências (supurativas, sanguinolentas, serosas);
 Causa aparente…
História Clínica – Doença AtualHistória Clínica – Doença AtualHistória Clínica – Doença AtualHistória Clínica – Doença Atual
 Idade
 Viagens;
 Ocupação profissional;
 Passatempos;
 Cirurgia recente;
 Produtos tópicos;
 Medicação;
 Plantas irritantes;
 Higiene pessoal;
 Alcool e drogas;
História Clínica – ExposiçõesHistória Clínica – ExposiçõesHistória Clínica – ExposiçõesHistória Clínica – Exposições
 Residência;
 Stress fisio/psicológico
 Marisco ou água de mar;
 Parto recente;
 Traumatismo;
 Mordeduras animais ou
humanas;
 Estado imunológico;
 Contacto com animais;
 …
História Clínica – ExposiçõesHistória Clínica – ExposiçõesHistória Clínica – ExposiçõesHistória Clínica – Exposições
 História traumática acidental ou iatrogénica;
 Patologia adjuvante:
 Cardiovascular;
 Respiratória;
 Hepática;
 Endócrina;
 Imunológica;
 Neurológica…
História Clínica – ComorbilidadesHistória Clínica – ComorbilidadesHistória Clínica – ComorbilidadesHistória Clínica – Comorbilidades
 Diabetes mellitus;
 Eczema;
 Psoríase;
 Dermatomicose;
 Bypass com veia safena;
 Linfedema crónico;
 Estáse venosa;
 Antecedentes locais;
 …
História Clínica – ComorbilidadesHistória Clínica – ComorbilidadesHistória Clínica – ComorbilidadesHistória Clínica – Comorbilidades
 Atenuam a clínica, encobrindo a severidade da infeção:
 A DM – estreptococcias e infecção do pé diabético;
 A obesidade - infcção profunda com poucas manifestações cutâneas;
 A cirrose hepática - infeção por V. vulnificus.
ComorbilidadesComorbilidadesComorbilidadesComorbilidades
 A imunossupressão aumenta a vulnerabilidade à infeção, particularmente na
neutropenia e hospitalização recente:
 Colonização por organismos multi-resistentes;
 Pseudomonas - ectima gangrenosa (neutropenia).
ComorbilidadesComorbilidadesComorbilidadesComorbilidades
 Possíveis alterações do quadro clínico:
 Ausência de febre e leucocitose;
 Hiperglicemia marcada e toxicidade sistémica
sugerem infecção agressiva/profunda;
 Ausência de taquicardia;
 História natural: aeróbios/anaeróbios →
estreptococcos do grupo B → grupo A;
 Gás nos tecidos - infeção mista ou Clostridia (as
estreptococcias não produzem gás).
Diabetes MellitusDiabetes MellitusDiabetes MellitusDiabetes Mellitus
ImunidadeImunidade
NeutrófilosNeutrófilos
RegeneraçãoRegeneração
DMDM
HiperglicemiaHiperglicemia
VasculopatiaVasculopatia
europatiaeuropatia
Inflamação:Inflamação:
Eritema;Eritema;
Edema;Edema;
Calor;Calor;
Dor,Dor,
AntibióticosAntibióticos
Diabetes MellitusDiabetes MellitusDiabetes MellitusDiabetes Mellitus
 Exame físico cuidado e consulta precoce de cirurgia;
 A variação da resistência aos antibióticos torna a terapia empírica ineficaz e exige
cultura e antibiograma seriados como guia;
 A doença por Gram (-) em pessoas saudáveis é rara, mas bastante frequente nos
imunocomprometidos.
ComorbilidadesComorbilidadesComorbilidadesComorbilidades
 A relação anatómica dos diferentes tipos de lesões;
 Sinais inflamatórios:
 Eritema, calor, dor e edema.
 Sinais de infeção:
 Flutuação;
 Drenagem;
 Odor…
Exame Físico - PeleExame Físico - PeleExame Físico - PeleExame Físico - Pele
 SimetriaSimetria;
 Crepitações;
 Vesículas/Bolhas;
 Pápulas/Pústulas;
 Nódulos/Densificações;
 Manchas/Cor;
 Úlceras;
 Lacerações…
Exame Físico - PeleExame Físico - PeleExame Físico - PeleExame Físico - Pele
 Sinais de infecção severa:
 Epidermólise;
 Bolhas violáceas;
 Necrose;
 Ulceração cutânea;
 Angeoedema;
 Alterações sensitivas e dor profunda:
 Síndrome do compartimento…
Exame Físico – Sinais de AlertaExame Físico – Sinais de AlertaExame Físico – Sinais de AlertaExame Físico – Sinais de Alerta
 Dor local severa e progressiva;
 Febre;
 Taquicardia/Palpitações;
 Fadiga/Astenia;
 Hipotensão/Afundamento mental;
 Taquipneia/Dispneia;
 …
Toxicidade SistémicaToxicidade SistémicaToxicidade SistémicaToxicidade Sistémica
 Obter amostras para coloração imediata por Gram (morfologia);
 Na suspeita de toxicidade sistémica, realizar:
 Exames culturais específicos e antibiograma;
 Hemocultura (dois ensaios);
 Hemograma;
 Gasimetria;
 Ionograma:
 Bicarbonato;
 Cálcio.
 Creatinina;
 CPK (creatine phosphokinase);
 Glicose;
 Albumina…
Exames LaboratoriaisExames LaboratoriaisExames LaboratoriaisExames Laboratoriais
 Biopsia na celulite:
 Só 20% das culturas é positivo;
 A IF é muito sensível nas estreptococcias, mas cara e complicada.
BiópsiaBiópsiaBiópsiaBiópsia
 Infeção não associada a lesão de entrada:
 50% das fasceítes necrosantes e mionecroses estreptocóccica;
 100% das gangrenas gasosas por C. Septicum;
 Disseminação hematogénia com exteriorização cutânea tardia;
 O dx e tx definitivo precoces reduzem a mortalidade e morbilidade;
 A preparação extemporânea de biopsia cirúrgica reduz:
 O tempo de dx de 6 dias → 21 horas;
 Mortalidade de 72,7% → 12.5%.
BiópsiaBiópsiaBiópsiaBiópsia
 Radiografia simples;
 Ecografia;
 TC;
 RMN;
 …
ImagiologiaImagiologiaImagiologiaImagiologia
Radiografia SimplesRadiografia SimplesRadiografia SimplesRadiografia Simples
 Gás:
 Músculo;
 Tecido subcutâneo.
 Alterações ósseas:
 Osteolíticas;
 Desformações.
 Osteomielite.
EcografiaEcografiaEcografiaEcografia
Abcesso
Fasceíte necrosante complicada com mediastinite.Fasceíte necrosante complicada com mediastinite.
Tomografia ComputorizadaTomografia ComputorizadaTomografia ComputorizadaTomografia Computorizada
Ressonância Magnética NuclearRessonância Magnética NuclearRessonância Magnética NuclearRessonância Magnética Nuclear
Infeção do compartimentoInfeção do compartimento
dos adutores, complicadodos adutores, complicado
por Síndrome depor Síndrome de
Compartimento.Compartimento.
O apoio de Cirurgia pode ser crucial na presença de:
 Sinais de toxicidade sistémica;
 Bolhas arroxeadas, equimose ou epidermólise;
 Sinais de necrose na TC ou RMN;
 Trauma, cirurgia ou parto recentes;
 Evidência de síndrome do compartimento;
 Dor severa progressiva, mesmo se apirética;
 Evidência clínica ou imagiológica de gás nos tecidos…
Diagnóstico CirúrgicoDiagnóstico CirúrgicoDiagnóstico CirúrgicoDiagnóstico Cirúrgico
 Inspeção direta de fáscias e músculos;
 Colheita de material de qualidade superior para:
 Preparação extemporânea e coloração Gram;
 Histopatologia;
 Cultura;
 Antiobiograma…
 Desbridamento cirúrgico imediato do tecido necrótico;
 Melhorar o prognóstico da lesão profunda grave, pouco sintomáticas
e tardiamente diagnosticada.
Diagnóstico CirúrgicoDiagnóstico CirúrgicoDiagnóstico CirúrgicoDiagnóstico Cirúrgico
A inflamação acompanha a infecção, mas é inespecífica e associa-se a
patologia não infecciosa (ex., alergias), podendo mimetizar ou ser causa
adjuvante da infeção;
A histopatologia (imunofluorescência) é útil no dx de processo não
infeccioso, mas a simetria no exame físico é um sinal forte.
Dx DiferencialDx DiferencialDx DiferencialDx Diferencial
OBJETIVOS E ALERTAS:
 Obter (história clínica e exame físico) os elementos chave para
determinar a potencial causacausa da infecção;
 Avaliar (exame físico) a profundidadeprofundidade e a severidadeseveridade da infeção;
 Atentar no potencial de certas terapiasterapias e comorbilidadescomorbilidades alterarem
o quadro clínico clássico;
 Realizar testes laboratoriaistestes laboratoriais para caracterizar e determinar a
etiologiaetiologia da infecção, e guiar a antibioterapiaantibioterapia empírica/definitiva;
 Reconhecer os dados clínicos/laboratoriais de toxicidadetoxicidade
sistémicasistémica;
 Reconhecer que as infecções das partes moles possuem etiologia
variada e podem ser confundidas com doenças não infecciosasconfundidas com doenças não infecciosas.
DiagnósticoDiagnósticoDiagnósticoDiagnóstico
 Angeoedema;
 Febre ou síndrome gripal;
 Taquicardia (exagerada para a temperatura);
 Hipotensão (basal ou ortostática);
 Taquipneia;
 Afundamento mental;
 Progressão rápida da infeção;
 Sinais de necrose: equimose, bolhas
violáceas, epidermólise, crepitações,
ulcerações;
HospitalizaçãoHospitalizaçãoHospitalizaçãoHospitalização
 Linfangite;
 Dor contínua, severa, evolutiva, fixa, de
difícil controlo;
 Evidência de síndrome de compartimento;
 Sinais de I.R.: creatinina e CPK elevadas,
hipoalbuminemia, acidose metabólica;
 Hipocalcemia;
 Hiperglicemia (marcada nos diabéticos);
 Falência multi-orgânica…
HospitalizaçãoHospitalizaçãoHospitalizaçãoHospitalização
 Obter o consentimento informado do paciente (ou responsável legal);
 Assegurar a existência do ambiente domiciliário apropriado;
 Acesso fácil e capacidade de recorrer a cuidados de saúde;
 Disponibilidade de pessoal de enfermagem creditado na administração e.v.
e cuidados médicos 24h por dia…
AmbulatórioAmbulatórioAmbulatórioAmbulatório
Contra-indicações:
 Infeção grave (necrose, disseminação);
 Toxicidade sistémica;
 Diabetes Mellitus;
 Doença arterial oclusiva periférica (DAOP);
 Terapia imunosupressora/corticoterapia;
 Obesidade;
 Doença varicosa grave ou linfedema;
 Prótese;
 Alcoolismo;
 Idade avançada;
 …
AmbulatórioAmbulatórioAmbulatórioAmbulatório
Sem sinais sistémicos ou comorbilidades, usar antibioterapia anti
estafilococcica e estreptococcica:
 Mediante baixo risco de MRSA:
 Nafcilina/dicloxacilina e.v.;
 Cefalosporina oral (cefuroxima, cefpodoxima, cefadroxil…);
 Azitromicina/claritromicina e.v.;
 Ampicilina/sulbactam e.v. e depois amoxicilina/clavulanato oral;
 Nova fluroquinolona (levofloxacina, moxifloxacina…);
 Clindamicina…
Tratamento EmpíricoTratamento EmpíricoTratamento EmpíricoTratamento Empírico
 Mediante alto risco de MRSA:
 Vancomicina e.v.;
 Oxazolidinona (linezolido) e.v. ou oral;
Regime ambulatório:
 Cefalosporina: ceftriaxona (1x dia) ou cefazolina (2x dia
ou 1x dia + probenecide oral);
 Infusão de 24h com outros antibióticos, com acesso i.v.
adequado (ex. catéter venoso central);
 Dar prioridade ao tx ambulatório sempre que possível.
Tratamento EmpíricoTratamento EmpíricoTratamento EmpíricoTratamento Empírico
 Remoção cirúrgica da fáscia friável e músculo escurecido não
sangrante e sem abalos;
 Alargar o desbridamento cirúrgico até atingir tecido viável;
 Reparar possíveis danos vasculares.
Tratamento CirúrgicoTratamento CirúrgicoTratamento CirúrgicoTratamento Cirúrgico
 Amputação:
 Infeção invasiva e virulenta de comportamento maligno;
 Inviabilidade tecidular por lesão vasculonervosa…
Tratamento CirúrgicoTratamento CirúrgicoTratamento CirúrgicoTratamento Cirúrgico
 Cirurgia plástica…
Tratamento CirúrgicoTratamento CirúrgicoTratamento CirúrgicoTratamento Cirúrgico
 Cirúrgico;
 Mecânico;
 Autolítico;
 Enzimático.
DesbridamentoDesbridamentoDesbridamentoDesbridamento
 Fasciotomia
DesbridamentoDesbridamentoDesbridamentoDesbridamento
Na infeção grave com toxicidade sistémica:
 Fluidoterapia na hipotensão, azotemia e acidose metabólica;
 Hipertensores quando sem resposta aos fluidos;
 Monitorização intensiva (UCI);
 Oxigenoterapia;
 Ventilação mecânica;
 Hemodiálise (IRA);
 Oxigénio hiperbárico;
 Plasmaferese;
 Imunoglobulinas IV;
 PCR.
Terapia adjuvanteTerapia adjuvanteTerapia adjuvanteTerapia adjuvante
 Prevenir a infeção secundária a lesão traumática;
 Traumatismo ligeiro:
 Queimaduras, escoriações, abrasões ou lesões de impacto;
 Flora cutânea (S. aureus e estreptococcos do grupo A);
 Limpeza simples com sabão bactericida é suficiente em
pessoas saudáveis.
 Pé diabético:
 Limpeza agressiva e antibioterapia;
 Educar para lesões de causa neuropática, higiene, calçado
protetor, inspeção e tx precoce.
PrevençãoPrevençãoPrevençãoPrevenção
Lesão profundas (esmagamento ou fracturas expostas),
com lesão vascular ou contaminação evidente pelo solo
com:
 Limpeza cirúrgica profunda da ferida;
 Remoção de todo o material estranho;
 Re-anastomose vascular;
 Irrigação abundante com soro fisiológico;
 Antibioterapia;
 Deixar a ferida aberta;
 Assegurar-se da imunização ativa contra o tetano…
PrevençãoPrevençãoPrevençãoPrevenção
Educar os pacientes com comorbilidades adjuvantes nas medidas
de higiene preventivas:
 O pé diabético na DM;
 Bypass da veia safena;
 Linfedema crónico mastectomia, prostatectomia radical e
radioterapia;
 Insuficiência venosa crónica;
 Infecção fúngica crónica dos pés.
PrevençãoPrevençãoPrevençãoPrevenção
 Avaliação cautelosa antes, durante e após o tx, procurando sinais de
recidiva:
 Sinais de drenagem persistente;
 Cultivar a drenagem para identificação do agente e antibiograma;
 Rx ou TC para excluir infecção profunda, corpo estranho ou osteomielite;
 A fisioterapia é vital na recuperação dos sobreviventes sujeitos a limpeza
radical ou amputação;
 A consulta de medicina física e de reabilitação avalia a necessidade de
prótese, reabilitação, reaprendizagem…
SeguimentoSeguimentoSeguimentoSeguimento
Infeções dos tecidos moles

Infeções dos tecidos moles

  • 1.
  • 2.
    SuperficiaisSuperficiais Circunscritas/focaisCircunscritas/focais DifusasDifusas CeluliteCelulite ErisipelaErisipela Profundas(necrozantes)Profundas (necrozantes) Fasceíte necrosanteFasceíte necrosante Miosite necrosanteMiosite necrosante Outras:Outras: Úlcera de pressãoÚlcera de pressão Úlcera de estase venosaÚlcera de estase venosa Pé diabéticoPé diabético Doença PilonidalDoença Pilonidal Infeção do Local Cirúrgico (ILC)Infeção do Local Cirúrgico (ILC) AbcessoAbcesso FoliculiteFoliculite FurúnculoFurúnculo CarbúnculoCarbúnculo ImpétigoImpétigo Ectima gangrenosaEctima gangrenosa LinfangiteLinfangite LinfadeniteLinfadenite Hidradenite supurativaHidradenite supurativa Infeções das Partes MolesInfeções das Partes Moles - Superficiais- SuperficiaisInfeções das Partes MolesInfeções das Partes Moles - Superficiais- Superficiais
  • 3.
    ABCESSO  Etiologia: - Anaeróbios(+aeróbios); - Staphylococcus aureus.  Sinais e sintomas:  Centro necrótico e edema periférico;Centro necrótico e edema periférico;  Tumefacção;Tumefacção;  Flutuação, com pús;Flutuação, com pús;  Eritema;Eritema;  Dor;Dor;  Febre;Febre;  Mal-estar;Mal-estar;  Arrepios;Arrepios;  Linfadenopatia regional;Linfadenopatia regional;  Fistulização e descarga purulenta...Fistulização e descarga purulenta... Infeções das Partes MolesInfeções das Partes Moles - Superficiais- SuperficiaisInfeções das Partes MolesInfeções das Partes Moles - Superficiais- Superficiais
  • 4.
    Infeções das PartesMolesInfeções das Partes Moles - Superficiais- SuperficiaisInfeções das Partes MolesInfeções das Partes Moles - Superficiais- Superficiais ABCESSO
  • 5.
     Fatores Predisponentes: -Foliculite, furúnculo, carbúnculo, celulite; - Trauma/queimaduras; - Cateteres intravenosos...  Diagnóstico - Clínico; - Cultura da drenagem. Infeções das Partes MolesInfeções das Partes Moles - Superficiais- SuperficiaisInfeções das Partes MolesInfeções das Partes Moles - Superficiais- Superficiais ABCESSO
  • 6.
     Tratamento: - Incisãoe Drenagem; - Antimicrobianos.  Complicações: - Extensão local da infeção; - Gangrena; - Extensão da infeção à corrente sanguínea. Infeções das Partes MolesInfeções das Partes Moles - Superficiais- SuperficiaisInfeções das Partes MolesInfeções das Partes Moles - Superficiais- Superficiais ABCESSO
  • 7.
    Infeção e inflamaçãodos folículos pilosos.  Etiologia: - Staphylococcus aureus (+++); - Str. pyogenes, Ps. aeruginosa, Gram (-), fungos...  Sinais e sintomas: - Pequena pápula eritematosa/ vesícula/ pústula; - Queda do pêlo; - Prurido ou dor. Foliculite por St. aureus Infeções das Partes MolesInfeções das Partes Moles - Superficiais- SuperficiaisInfeções das Partes MolesInfeções das Partes Moles - Superficiais- Superficiais FOLICULITE
  • 8.
    Infeções das PartesMolesInfeções das Partes Moles - Superficiais- SuperficiaisInfeções das Partes MolesInfeções das Partes Moles - Superficiais- Superficiais FOLICULITE  Diagnóstico: - Clínico – morfologia lesões.  Tratamento: - Compressas quentes; - Boa higiene; - Antissépticos tópicos; - Antimicrobianos.  Complicações: - Furúnculo.
  • 9.
    Infeção necrótica profundado folículo piloso de uma área restrita. Frequente drenagem espontânea à superfície da pele.  Etiologia: - Staphylococcus aureus (foliculite++).  Sinais e sintomas: - Frequente evolução: foliculite → furúncul → abcesso; - Nódulo profundo e adjacente ao folículo piloso; - Dor; - Base eritematosa; - Centro purulento e flutuante; - Adenopatia regional. Infeções das Partes MolesInfeções das Partes Moles - Superficiais- SuperficiaisInfeções das Partes MolesInfeções das Partes Moles - Superficiais- Superficiais FURÚNCULO
  • 10.
     Tratamento: - Incisãoe drenagem caso haja flutuação; - Antimicrobianos.  Complicações: - Furúnculo recorrente; - Carbúnculo; - Celulite; - Gangrena; - Fasceíte necrosante; - Hidradenite supurativa; - Flebite purulenta... Infecções das Partes MolesInfecções das Partes Moles - Superficiais- SuperficiaisInfecções das Partes MolesInfecções das Partes Moles - Superficiais- Superficiais FURÚNCULO
  • 11.
    Infecção profunda deum grupo de folículos contíguos que, separados por septos, drenam por orifícios independentes.  Etiologia: - Staphylococcus aureus; - Bacillus anthracis.  Sinais e sintomas: - Massa de trajectos fistulosos (entre folículos infectados); - Dor, eritema, flutuação; - Aberturas pustulares; - Febre; - Mal-estar; - Mialgias e linfadenopatias. Infeções das Partes MolesInfeções das Partes Moles - Superficiais- SuperficiaisInfeções das Partes MolesInfeções das Partes Moles - Superficiais- Superficiais CARBÚNCULO
  • 12.
    Infeção por Bacillusanthracis - Antraz Infeções das Partes MolesInfeções das Partes Moles - Superficiais- SuperficiaisInfeções das Partes MolesInfeções das Partes Moles - Superficiais- Superficiais CARBÚNCULO
  • 13.
    Infeções das PartesMolesInfeções das Partes Moles - Superficiais- SuperficiaisInfeções das Partes MolesInfeções das Partes Moles - Superficiais- Superficiais CARBÚNCULO
  • 14.
     Tratamento: - Incisãoe drenagem caso haja flutuação; - Antimicrobianos.  Complicações: - Feblite purulenta; - Septicemia. Infeções das Partes MolesInfeções das Partes Moles - Superficiais- SuperficiaisInfeções das Partes MolesInfeções das Partes Moles - Superficiais- Superficiais CARBÚNCULO
  • 15.
     Etiologia: - Staphylococcusaureus; - Streptococcus pyogenes.  Sinais e sintomas: - Eritema; - Evolução pápulas → vesículas → pústulas; - Ruptura espontânea → crosta seca amarela dourada; - Prurido.  Fatores predisponentes: - Queimaduras, picadas de insecto, humidade; - Crianças em más condições de higiene e clima tropical. Infeções das Partes MolesInfeções das Partes Moles - Superficiais- SuperficiaisInfeções das Partes MolesInfeções das Partes Moles - Superficiais- Superficiais IMPÉTIGO
  • 16.
     Tratamento: - Cuidadoshigiénicos; - Antibioterapia.  Complicações: - Linfadenite/linfagite; - Celulite; - Bacteriemia; - Glomerulonefrite. Infeções das Partes MolesInfeções das Partes Moles - Superficiais- SuperficiaisInfeções das Partes MolesInfeções das Partes Moles - Superficiais- Superficiais IMPÉTIGO
  • 17.
     Etiologia - Idiopática(50%); - Mecanismos imunológicos.  Sinais e sintomas: - Lesão pustular com centro necrótico característico; - Contorno violáceo; - Eritema; - Dor; - Libertação de exsudado purulento e hemorrágico; - Febre, mal-estar, mialgias e artralgias. Infeções das Partes MolesInfeções das Partes Moles - Superficiais- SuperficiaisInfeções das Partes MolesInfeções das Partes Moles - Superficiais- Superficiais ECTIMA GANGRENOSA
  • 18.
    Infeções das PartesMolesInfeções das Partes Moles - Superficiais- SuperficiaisInfeções das Partes MolesInfeções das Partes Moles - Superficiais- Superficiais ECTIMA GANGRENOSA
  • 19.
     Diagnóstico: - Clínico– Doenças associadas (DII, AR, Hepatite crónica…); - Morfologia lesões; - Exame histológico – exclusão de outras etiologias.  Tratamento: - Glicocorticóides; - Antimicrobianos; - Imunossupressores; - Imunoglobulinas i.v.; - Desbridamento. Infeções das Partes MolesInfeções das Partes Moles - Superficiais- SuperficiaisInfeções das Partes MolesInfeções das Partes Moles - Superficiais- Superficiais ECTIMA GANGRENOSA
  • 20.
    Qualquer idadeQualquer idade MembrosMembros AgentesAgentes - Streptococcus pyogenesStreptococcus pyogenes (2/3)(2/3) - Staphylococcus aureusStaphylococcus aureus (1/3)(1/3) - Pseudomonas aeruginosaPseudomonas aeruginosa (mãos e pés)(mãos e pés) - Haemophilus influenzaeHaemophilus influenzae (face de(face de crianças)crianças)  Fatores predisponentesFatores predisponentes - Lesões cutâneasLesões cutâneas - MicosesMicoses - DiabetesDiabetes - AlcoolismoAlcoolismo - ObesidadeObesidade - GravidezGravidez - Alterações da drenagem venosa ou linfáticaAlterações da drenagem venosa ou linfática Infeções das Partes MolesInfeções das Partes Moles - Superficiais- SuperficiaisInfeções das Partes MolesInfeções das Partes Moles - Superficiais- Superficiais Celulite
  • 21.
     Sinais esintomasSinais e sintomas - EritemaEritema - EdemaEdema - Aumento de temperatura localAumento de temperatura local - DorDor - BolhasBolhas - AdenomegaliaAdenomegalia - AbcedaçãoAbcedação  TerapêuticaTerapêutica - AntibioterapiaAntibioterapia - Elevação da área atingidaElevação da área atingida - Evitar outros traumatismosEvitar outros traumatismos - Fatores predisponentesFatores predisponentes  ComplicaçõesComplicações - Linfangite e linfadeniteLinfangite e linfadenite - SepticemiaSepticemia CeluliteCelulite
  • 22.
    Infeções das PartesMolesInfeções das Partes Moles - Profundas- ProfundasInfeções das Partes MolesInfeções das Partes Moles - Profundas- Profundas Conjunto de várias doenças infecciosas distintas mas com patofisiologia, apresentação clínica e abordagens terapêuticas semelhantes  Fatores predisponentes: - Doenças crónicas e/ou imunossupressoras (diabetes mellitus, obesidade grau III, cirrose hepática…); - Alcoolismo e abuso de outras drogas; - Neoplasias malignas; - Úlceras isquémicas e de decúbito; - Traumatismos cutâneos, cirurgias e outras portas de entrada.  Sinais e sintomas precoces: - Dor severa - Febre sem outra causa identificável - Vesículas da pele - Edema tenso - Eritema - Equimoses focais e/ou isquemia - Crepitações - Parestesias
  • 23.
    - Clinicamente semelhanteà fasceíte necrotizante mas a infecção é mais superficial - Envolve pele e gordura subcutânea - Geralmente aparece nas 24h após uma cirurgia - A toxicidade não é tão grave como na miosite necrotizante - - Não necessita de terapêutica cirurgica extensa, apenas de desbridamento Infeções das Partes MolesInfeções das Partes Moles - Profundas- ProfundasInfeções das Partes MolesInfeções das Partes Moles - Profundas- Profundas Celulite necrotizanteCelulite necrotizante
  • 24.
    Infeções das PartesMolesInfeções das Partes Moles - Profundas- ProfundasInfeções das Partes MolesInfeções das Partes Moles - Profundas- Profundas Miosite necrotizante (gangrena gasosa) Mortalidade 25-100%Mortalidade 25-100% ♂♂:♀ 1:1:♀ 1:1 Incidência não varia com a idadeIncidência não varia com a idade  EtiopatogeniaEtiopatogenia - Tecido muscular com massa desvitalizadaTecido muscular com massa desvitalizada mínima (cirurgia, trauma)mínima (cirurgia, trauma) - Colonização porColonização por ClostridiumClostridium ambientalambiental - Produção de toxinasProdução de toxinas - Necrose tecidularNecrose tecidular - Toxicidade cardíacaToxicidade cardíaca Clostridium perfringens Clostridium septicum Clostridium bifermentans outros  EtiopatogeniaEtiopatogenia - Tecido muscular aparentemente normalTecido muscular aparentemente normal - Colonização porColonização por ClostridiumClostridium da PMNda PMN intestinalintestinal - Forte associação com neoplasias GIForte associação com neoplasias GI - C. septicumC. septicum mais frequente e commais frequente e com associação mais forte a neoplasiasassociação mais forte a neoplasias
  • 25.
    - DorDor - FebreligeiraFebre ligeira - ApatiaApatia - Edema e exsudação serohemáticaEdema e exsudação serohemática - Pele adquire tonalidade azul/negraPele adquire tonalidade azul/negra - Vesículas e bolhas hemorrágicasVesículas e bolhas hemorrágicas - CrepitaçõesCrepitações - Odor adocicadoOdor adocicado  Sinais e sintomasSinais e sintomas - Taquicardia pouco coerente comTaquicardia pouco coerente com temperatura corporaltemperatura corporal - HipotensãoHipotensão - Falência renalFalência renal - Melhoria paradoxal do estado deMelhoria paradoxal do estado de consciênciaconsciência - Choque cardiogénicoChoque cardiogénico - HemóliseHemólise Miosite necrotizante (gangrena gasosa)Miosite necrotizante (gangrena gasosa)
  • 26.
    Miosite necrotizante (gangrenagasosa)Miosite necrotizante (gangrena gasosa)  Sinais e sintomas mais importantesSinais e sintomas mais importantes - Dor intensaDor intensa - EdemaEdema - Vesículas e bolhas hemorrágicasVesículas e bolhas hemorrágicas - CrepitaçõesCrepitações - Taquicardia relativaTaquicardia relativa - Alterações do estado mentalAlterações do estado mental - Odor adocicadoOdor adocicado  Estudo analíticoEstudo analítico  Imagiologia (Rx eTAC)Imagiologia (Rx eTAC)  Exploração cirúrgicaExploração cirúrgica
  • 27.
    Miosite necrotizante (gangrenagasosa)Miosite necrotizante (gangrena gasosa)  TerapêuticaTerapêutica - Manutenção dos sinais vitaisManutenção dos sinais vitais - Antibioterapia (benzilpenincilina,Antibioterapia (benzilpenincilina, clindamicina, cefalosporinas,clindamicina, cefalosporinas, cloranfenicol…)cloranfenicol…) - Desbridamento cirúrgicoDesbridamento cirúrgico - Oxigénio hiperbáricoOxigénio hiperbárico  ComplicaçõesComplicações - Hemólise generalizadaHemólise generalizada - Coagulação vascular disseminadaCoagulação vascular disseminada - Falência renalFalência renal - Síndrome de insuficiência respiratóriaSíndrome de insuficiência respiratória agudaaguda - ChoqueChoque
  • 28.
    Mortalidade em média70%Mortalidade em média 70% ♂♂:♀ 3:1:♀ 3:1 38-44 anos38-44 anos Raramente atinge criançasRaramente atinge crianças  EtiopatogeniaEtiopatogenia - Fáscias profundas com algum grau deFáscias profundas com algum grau de hipóxia (traumatismos, cirurgia recente,hipóxia (traumatismos, cirurgia recente, comprometimento circulatório…)comprometimento circulatório…) - Proliferação de bactérias aeróbias gram -Proliferação de bactérias aeróbias gram - e anaeróbiase anaeróbias - Comprometimento da função leucócitáriaComprometimento da função leucócitária pela hipóxiapela hipóxia - Produção de gases (hidrogénio, metano,Produção de gases (hidrogénio, metano, azoto…)azoto…) - Necrose dos tecidos envolventesNecrose dos tecidos envolventes Staphylococcus aureusStaphylococcus aureus Bacteroides, Clostridium, PeptostreptococcusBacteroides, Clostridium, Peptostreptococcus EnterobacteriaceaeEnterobacteriaceae Bacteroides fragilisBacteroides fragilis Escherichia coliEscherichia coli Streptococcus pyogenesStreptococcus pyogenes grupo Agrupo A Infeções das Partes MolesInfeções das Partes Moles - Profundas- ProfundasInfeções das Partes MolesInfeções das Partes Moles - Profundas- Profundas Fasceíte necrotizanteFasceíte necrotizante
  • 29.
    - Dor eedema sobre lesão inicialDor e edema sobre lesão inicial - Pode não apresentar qualquerPode não apresentar qualquer outro sintomaoutro sintoma - Dor evolui para anestesiaDor evolui para anestesia - Área eritematosa expansivaÁrea eritematosa expansiva - Bordos mal definidosBordos mal definidos - Mal estar geralMal estar geral  Sinais e sintomasSinais e sintomas - Pele azulada, acastanhada ou enegrecidaPele azulada, acastanhada ou enegrecida - NecroseNecrose - Incisões revelam fáscia com aspecto verde amareladoIncisões revelam fáscia com aspecto verde amarelado - Extensão muito rápidaExtensão muito rápida - Produção de gás e crepitaçõesProdução de gás e crepitações - ChoqueChoque - Falência orgânica múltiplaFalência orgânica múltipla FasceFasceííte Necrotizantete Necrotizante
  • 30.
     Sinais esintomas mais importantesSinais e sintomas mais importantes - Necrose tecidularNecrose tecidular - Descargas purulentasDescargas purulentas - Dor intensaDor intensa - Produção de gásProdução de gás - Progressão rápida através deProgressão rápida através de fásciasfáscias - Ausência dos sinais inflamatóriosAusência dos sinais inflamatórios clássicosclássicos  Estudo analíticoEstudo analítico  Imagiologia (TAC e RM)Imagiologia (TAC e RM)  Biópsia tecidularBiópsia tecidular FasceFasceííte Necrotizantete Necrotizante
  • 31.
     TerapêuticaTerapêutica - Manutençãodos sinaisManutenção dos sinais vitaisvitais - Antibioterapia empíricaAntibioterapia empírica (cloranfenicol,(cloranfenicol, cefatriaxona,cefatriaxona, metronidazol,metronidazol, gentamicina…)gentamicina…) - Desbridamento cirúrgicoDesbridamento cirúrgico agressivoagressivo - Oxigénio hiperbáricoOxigénio hiperbárico  ComplicaçõesComplicações - Choque sépticoChoque séptico - Colapso cardiovascularColapso cardiovascular - Falência renalFalência renal - Cicatrizes inestéticasCicatrizes inestéticas FasceFasceííte Necrotizantete Necrotizante
  • 32.
    Forma de fasceítenecrotizanteForma de fasceíte necrotizante Períneo, porções proximais dos MI e paredePeríneo, porções proximais dos MI e parede abdominalabdominal ♂♂ 50-70 anos com comorbilidades50-70 anos com comorbilidades  Sinais e sintomasSinais e sintomas - Prodromo de 2-7 dias com febre e letargiaProdromo de 2-7 dias com febre e letargia - Aumento da dor, edema e eritemaAumento da dor, edema e eritema - CrepitaCrepitaçção subcutâneaão subcutânea - Gangrena e drenagem espontânea do conteGangrena e drenagem espontânea do conteúúdodo purulentopurulento  TerapêuticaTerapêutica - Especial atenEspecial atenççãoão àà anatomia doanatomia do perperííneoneo  ComplicaComplicaççõesões - Dor associada a erecDor associada a erecççõesões Infeções das Partes MolesInfeções das Partes Moles - Profundas- ProfundasInfeções das Partes MolesInfeções das Partes Moles - Profundas- Profundas Gangrena de Fournier
  • 33.
     Doença Pilonidal Úlceras de Pressão  Úlceras de Estase  Pé Diabético  Infeção do Local Cirúrgico Outras Infeções dos TecidosOutras Infeções dos TecidosOutras Infeções dos TecidosOutras Infeções dos Tecidos
  • 34.
     Infeção adquirida Abcesso/seio na região sacrococcígea, que resulta do crescimento de pêlos para dentro da pele  Homens, brancos, 15-40 anos Doença PilonidalDoença PilonidalDoença PilonidalDoença Pilonidal
  • 35.
     Complicações: Recorrência; Infeção necrotizante; Degeneraçãomaligna. Doença PilonidalDoença PilonidalDoença PilonidalDoença Pilonidal
  • 36.
    Tratamento Não cirurgico; Cirurgico:  Drenagem Excisão Prognóstico Excelente Doença PilonidalDoença PilonidalDoença PilonidalDoença Pilonidal
  • 37.
    Resultam de pressão prolongadanos tecidos moles sobre os ossos e consequente necrose isquémica. A maioria pode ser prevenida. Úlceras de PressãoÚlceras de PressãoÚlceras de PressãoÚlceras de Pressão
  • 38.
     Prevenção: Os pontosde pressão devem ser aliviados; Mudar de posição a cada 2 horas; Camas com sistemas de flutuação. Pesquisa diária de possíveis áreas eritematosas. Úlceras de PressãoÚlceras de PressãoÚlceras de PressãoÚlceras de Pressão
  • 39.
     Tratamento: Difícil eprolongado  Desbridamento de todo o tecido desvitalizado  Recobrir  Locais cirurgicos devem ficar livres de pressão 2 a 3 semanas Cura espontânea (úlceras pequenas) Úlceras de PressãoÚlceras de PressãoÚlceras de PressãoÚlceras de Pressão
  • 40.
    Aumento da susceptibilidade a infeçõespor: Neuropatia diabética  Diminuição da sensibilidade dolorosa  Deformidades ósseas (pé de Charcot) Doença arterial periférica  Isquemia crónica Imunodeficiência Pé DiabéticoPé DiabéticoPé DiabéticoPé Diabético
  • 41.
    Profilaxia e tratamento Controloda diabetes Uso de calçado adequado Antibioterapia Cirurgia Pé DiabéticoPé DiabéticoPé DiabéticoPé Diabético
  • 42.
    Resulta da contaminaçãobacteriana durante ou após um procedimento cirúrgico. Infeção do Local CirúrgicoInfeção do Local CirúrgicoInfeção do Local CirúrgicoInfeção do Local Cirúrgico
  • 43.
     A maioriadas feridas cirúrgicas é contaminada.  A infeção raramente se desenvolve se:  a contaminação for mínima,  a lesão for pequena,  houver boa perfusão e oxigenação do tecido subcutâneo,  não houver espaço morto. Infeção do Local CirúrgicoInfeção do Local CirúrgicoInfeção do Local CirúrgicoInfeção do Local Cirúrgico
  • 44.
    Risco de infeção: Fatoresde risco do doente Contaminação da ferida  Limpa (<2%)  Limpa-contaminada (2%- 5%)  Contaminada (5%-30%)  Infetada Infeção do Local CirúrgicoInfeção do Local CirúrgicoInfeção do Local CirúrgicoInfeção do Local Cirúrgico
  • 45.
     Clínica: 5º e10º dias Febre Dor Edema Infeção do Local CirúrgicoInfeção do Local CirúrgicoInfeção do Local CirúrgicoInfeção do Local Cirúrgico
  • 46.
     Prevenção:  Cirurgiacuidadosa e limpa;  Redução da contaminação;  Promover as defesas do doente.  Suturas. Infeção do Local CirúrgicoInfeção do Local CirúrgicoInfeção do Local CirúrgicoInfeção do Local Cirúrgico
  • 47.
     Tratamento: Abrir aferida e deixá-la drenar Antibioterapia nas infeções invasivas  Prognóstico Infeção do Local CirúrgicoInfeção do Local CirúrgicoInfeção do Local CirúrgicoInfeção do Local Cirúrgico
  • 48.
    Abordagem do doenteAbordagemdo doente com infeção das partes molescom infeção das partes moles Abordagem do doenteAbordagem do doente com infeção das partes molescom infeção das partes moles
  • 49.
     Modo deaparecimento;  Evolução cronológica;  Dor, prurido, alterações da sensibilidade;  Escorrências (supurativas, sanguinolentas, serosas);  Causa aparente… História Clínica – Doença AtualHistória Clínica – Doença AtualHistória Clínica – Doença AtualHistória Clínica – Doença Atual
  • 50.
     Idade  Viagens; Ocupação profissional;  Passatempos;  Cirurgia recente;  Produtos tópicos;  Medicação;  Plantas irritantes;  Higiene pessoal;  Alcool e drogas; História Clínica – ExposiçõesHistória Clínica – ExposiçõesHistória Clínica – ExposiçõesHistória Clínica – Exposições
  • 51.
     Residência;  Stressfisio/psicológico  Marisco ou água de mar;  Parto recente;  Traumatismo;  Mordeduras animais ou humanas;  Estado imunológico;  Contacto com animais;  … História Clínica – ExposiçõesHistória Clínica – ExposiçõesHistória Clínica – ExposiçõesHistória Clínica – Exposições
  • 52.
     História traumáticaacidental ou iatrogénica;  Patologia adjuvante:  Cardiovascular;  Respiratória;  Hepática;  Endócrina;  Imunológica;  Neurológica… História Clínica – ComorbilidadesHistória Clínica – ComorbilidadesHistória Clínica – ComorbilidadesHistória Clínica – Comorbilidades
  • 53.
     Diabetes mellitus; Eczema;  Psoríase;  Dermatomicose;  Bypass com veia safena;  Linfedema crónico;  Estáse venosa;  Antecedentes locais;  … História Clínica – ComorbilidadesHistória Clínica – ComorbilidadesHistória Clínica – ComorbilidadesHistória Clínica – Comorbilidades
  • 54.
     Atenuam aclínica, encobrindo a severidade da infeção:  A DM – estreptococcias e infecção do pé diabético;  A obesidade - infcção profunda com poucas manifestações cutâneas;  A cirrose hepática - infeção por V. vulnificus. ComorbilidadesComorbilidadesComorbilidadesComorbilidades
  • 55.
     A imunossupressãoaumenta a vulnerabilidade à infeção, particularmente na neutropenia e hospitalização recente:  Colonização por organismos multi-resistentes;  Pseudomonas - ectima gangrenosa (neutropenia). ComorbilidadesComorbilidadesComorbilidadesComorbilidades
  • 56.
     Possíveis alteraçõesdo quadro clínico:  Ausência de febre e leucocitose;  Hiperglicemia marcada e toxicidade sistémica sugerem infecção agressiva/profunda;  Ausência de taquicardia;  História natural: aeróbios/anaeróbios → estreptococcos do grupo B → grupo A;  Gás nos tecidos - infeção mista ou Clostridia (as estreptococcias não produzem gás). Diabetes MellitusDiabetes MellitusDiabetes MellitusDiabetes Mellitus
  • 57.
  • 58.
     Exame físicocuidado e consulta precoce de cirurgia;  A variação da resistência aos antibióticos torna a terapia empírica ineficaz e exige cultura e antibiograma seriados como guia;  A doença por Gram (-) em pessoas saudáveis é rara, mas bastante frequente nos imunocomprometidos. ComorbilidadesComorbilidadesComorbilidadesComorbilidades
  • 59.
     A relaçãoanatómica dos diferentes tipos de lesões;  Sinais inflamatórios:  Eritema, calor, dor e edema.  Sinais de infeção:  Flutuação;  Drenagem;  Odor… Exame Físico - PeleExame Físico - PeleExame Físico - PeleExame Físico - Pele
  • 60.
     SimetriaSimetria;  Crepitações; Vesículas/Bolhas;  Pápulas/Pústulas;  Nódulos/Densificações;  Manchas/Cor;  Úlceras;  Lacerações… Exame Físico - PeleExame Físico - PeleExame Físico - PeleExame Físico - Pele
  • 61.
     Sinais deinfecção severa:  Epidermólise;  Bolhas violáceas;  Necrose;  Ulceração cutânea;  Angeoedema;  Alterações sensitivas e dor profunda:  Síndrome do compartimento… Exame Físico – Sinais de AlertaExame Físico – Sinais de AlertaExame Físico – Sinais de AlertaExame Físico – Sinais de Alerta
  • 62.
     Dor localsevera e progressiva;  Febre;  Taquicardia/Palpitações;  Fadiga/Astenia;  Hipotensão/Afundamento mental;  Taquipneia/Dispneia;  … Toxicidade SistémicaToxicidade SistémicaToxicidade SistémicaToxicidade Sistémica
  • 63.
     Obter amostraspara coloração imediata por Gram (morfologia);  Na suspeita de toxicidade sistémica, realizar:  Exames culturais específicos e antibiograma;  Hemocultura (dois ensaios);  Hemograma;  Gasimetria;  Ionograma:  Bicarbonato;  Cálcio.  Creatinina;  CPK (creatine phosphokinase);  Glicose;  Albumina… Exames LaboratoriaisExames LaboratoriaisExames LaboratoriaisExames Laboratoriais
  • 64.
     Biopsia nacelulite:  Só 20% das culturas é positivo;  A IF é muito sensível nas estreptococcias, mas cara e complicada. BiópsiaBiópsiaBiópsiaBiópsia
  • 65.
     Infeção nãoassociada a lesão de entrada:  50% das fasceítes necrosantes e mionecroses estreptocóccica;  100% das gangrenas gasosas por C. Septicum;  Disseminação hematogénia com exteriorização cutânea tardia;  O dx e tx definitivo precoces reduzem a mortalidade e morbilidade;  A preparação extemporânea de biopsia cirúrgica reduz:  O tempo de dx de 6 dias → 21 horas;  Mortalidade de 72,7% → 12.5%. BiópsiaBiópsiaBiópsiaBiópsia
  • 66.
     Radiografia simples; Ecografia;  TC;  RMN;  … ImagiologiaImagiologiaImagiologiaImagiologia
  • 67.
    Radiografia SimplesRadiografia SimplesRadiografiaSimplesRadiografia Simples  Gás:  Músculo;  Tecido subcutâneo.  Alterações ósseas:  Osteolíticas;  Desformações.  Osteomielite.
  • 68.
  • 69.
    Fasceíte necrosante complicadacom mediastinite.Fasceíte necrosante complicada com mediastinite. Tomografia ComputorizadaTomografia ComputorizadaTomografia ComputorizadaTomografia Computorizada
  • 70.
    Ressonância Magnética NuclearRessonânciaMagnética NuclearRessonância Magnética NuclearRessonância Magnética Nuclear Infeção do compartimentoInfeção do compartimento dos adutores, complicadodos adutores, complicado por Síndrome depor Síndrome de Compartimento.Compartimento.
  • 71.
    O apoio deCirurgia pode ser crucial na presença de:  Sinais de toxicidade sistémica;  Bolhas arroxeadas, equimose ou epidermólise;  Sinais de necrose na TC ou RMN;  Trauma, cirurgia ou parto recentes;  Evidência de síndrome do compartimento;  Dor severa progressiva, mesmo se apirética;  Evidência clínica ou imagiológica de gás nos tecidos… Diagnóstico CirúrgicoDiagnóstico CirúrgicoDiagnóstico CirúrgicoDiagnóstico Cirúrgico
  • 72.
     Inspeção diretade fáscias e músculos;  Colheita de material de qualidade superior para:  Preparação extemporânea e coloração Gram;  Histopatologia;  Cultura;  Antiobiograma…  Desbridamento cirúrgico imediato do tecido necrótico;  Melhorar o prognóstico da lesão profunda grave, pouco sintomáticas e tardiamente diagnosticada. Diagnóstico CirúrgicoDiagnóstico CirúrgicoDiagnóstico CirúrgicoDiagnóstico Cirúrgico
  • 73.
    A inflamação acompanhaa infecção, mas é inespecífica e associa-se a patologia não infecciosa (ex., alergias), podendo mimetizar ou ser causa adjuvante da infeção; A histopatologia (imunofluorescência) é útil no dx de processo não infeccioso, mas a simetria no exame físico é um sinal forte. Dx DiferencialDx DiferencialDx DiferencialDx Diferencial
  • 74.
    OBJETIVOS E ALERTAS: Obter (história clínica e exame físico) os elementos chave para determinar a potencial causacausa da infecção;  Avaliar (exame físico) a profundidadeprofundidade e a severidadeseveridade da infeção;  Atentar no potencial de certas terapiasterapias e comorbilidadescomorbilidades alterarem o quadro clínico clássico;  Realizar testes laboratoriaistestes laboratoriais para caracterizar e determinar a etiologiaetiologia da infecção, e guiar a antibioterapiaantibioterapia empírica/definitiva;  Reconhecer os dados clínicos/laboratoriais de toxicidadetoxicidade sistémicasistémica;  Reconhecer que as infecções das partes moles possuem etiologia variada e podem ser confundidas com doenças não infecciosasconfundidas com doenças não infecciosas. DiagnósticoDiagnósticoDiagnósticoDiagnóstico
  • 75.
     Angeoedema;  Febreou síndrome gripal;  Taquicardia (exagerada para a temperatura);  Hipotensão (basal ou ortostática);  Taquipneia;  Afundamento mental;  Progressão rápida da infeção;  Sinais de necrose: equimose, bolhas violáceas, epidermólise, crepitações, ulcerações; HospitalizaçãoHospitalizaçãoHospitalizaçãoHospitalização
  • 76.
     Linfangite;  Dorcontínua, severa, evolutiva, fixa, de difícil controlo;  Evidência de síndrome de compartimento;  Sinais de I.R.: creatinina e CPK elevadas, hipoalbuminemia, acidose metabólica;  Hipocalcemia;  Hiperglicemia (marcada nos diabéticos);  Falência multi-orgânica… HospitalizaçãoHospitalizaçãoHospitalizaçãoHospitalização
  • 77.
     Obter oconsentimento informado do paciente (ou responsável legal);  Assegurar a existência do ambiente domiciliário apropriado;  Acesso fácil e capacidade de recorrer a cuidados de saúde;  Disponibilidade de pessoal de enfermagem creditado na administração e.v. e cuidados médicos 24h por dia… AmbulatórioAmbulatórioAmbulatórioAmbulatório
  • 78.
    Contra-indicações:  Infeção grave(necrose, disseminação);  Toxicidade sistémica;  Diabetes Mellitus;  Doença arterial oclusiva periférica (DAOP);  Terapia imunosupressora/corticoterapia;  Obesidade;  Doença varicosa grave ou linfedema;  Prótese;  Alcoolismo;  Idade avançada;  … AmbulatórioAmbulatórioAmbulatórioAmbulatório
  • 79.
    Sem sinais sistémicosou comorbilidades, usar antibioterapia anti estafilococcica e estreptococcica:  Mediante baixo risco de MRSA:  Nafcilina/dicloxacilina e.v.;  Cefalosporina oral (cefuroxima, cefpodoxima, cefadroxil…);  Azitromicina/claritromicina e.v.;  Ampicilina/sulbactam e.v. e depois amoxicilina/clavulanato oral;  Nova fluroquinolona (levofloxacina, moxifloxacina…);  Clindamicina… Tratamento EmpíricoTratamento EmpíricoTratamento EmpíricoTratamento Empírico
  • 80.
     Mediante altorisco de MRSA:  Vancomicina e.v.;  Oxazolidinona (linezolido) e.v. ou oral; Regime ambulatório:  Cefalosporina: ceftriaxona (1x dia) ou cefazolina (2x dia ou 1x dia + probenecide oral);  Infusão de 24h com outros antibióticos, com acesso i.v. adequado (ex. catéter venoso central);  Dar prioridade ao tx ambulatório sempre que possível. Tratamento EmpíricoTratamento EmpíricoTratamento EmpíricoTratamento Empírico
  • 81.
     Remoção cirúrgicada fáscia friável e músculo escurecido não sangrante e sem abalos;  Alargar o desbridamento cirúrgico até atingir tecido viável;  Reparar possíveis danos vasculares. Tratamento CirúrgicoTratamento CirúrgicoTratamento CirúrgicoTratamento Cirúrgico
  • 82.
     Amputação:  Infeçãoinvasiva e virulenta de comportamento maligno;  Inviabilidade tecidular por lesão vasculonervosa… Tratamento CirúrgicoTratamento CirúrgicoTratamento CirúrgicoTratamento Cirúrgico
  • 83.
     Cirurgia plástica… TratamentoCirúrgicoTratamento CirúrgicoTratamento CirúrgicoTratamento Cirúrgico
  • 84.
     Cirúrgico;  Mecânico; Autolítico;  Enzimático. DesbridamentoDesbridamentoDesbridamentoDesbridamento
  • 85.
  • 86.
    Na infeção gravecom toxicidade sistémica:  Fluidoterapia na hipotensão, azotemia e acidose metabólica;  Hipertensores quando sem resposta aos fluidos;  Monitorização intensiva (UCI);  Oxigenoterapia;  Ventilação mecânica;  Hemodiálise (IRA);  Oxigénio hiperbárico;  Plasmaferese;  Imunoglobulinas IV;  PCR. Terapia adjuvanteTerapia adjuvanteTerapia adjuvanteTerapia adjuvante
  • 87.
     Prevenir ainfeção secundária a lesão traumática;  Traumatismo ligeiro:  Queimaduras, escoriações, abrasões ou lesões de impacto;  Flora cutânea (S. aureus e estreptococcos do grupo A);  Limpeza simples com sabão bactericida é suficiente em pessoas saudáveis.  Pé diabético:  Limpeza agressiva e antibioterapia;  Educar para lesões de causa neuropática, higiene, calçado protetor, inspeção e tx precoce. PrevençãoPrevençãoPrevençãoPrevenção
  • 88.
    Lesão profundas (esmagamentoou fracturas expostas), com lesão vascular ou contaminação evidente pelo solo com:  Limpeza cirúrgica profunda da ferida;  Remoção de todo o material estranho;  Re-anastomose vascular;  Irrigação abundante com soro fisiológico;  Antibioterapia;  Deixar a ferida aberta;  Assegurar-se da imunização ativa contra o tetano… PrevençãoPrevençãoPrevençãoPrevenção
  • 89.
    Educar os pacientescom comorbilidades adjuvantes nas medidas de higiene preventivas:  O pé diabético na DM;  Bypass da veia safena;  Linfedema crónico mastectomia, prostatectomia radical e radioterapia;  Insuficiência venosa crónica;  Infecção fúngica crónica dos pés. PrevençãoPrevençãoPrevençãoPrevenção
  • 90.
     Avaliação cautelosaantes, durante e após o tx, procurando sinais de recidiva:  Sinais de drenagem persistente;  Cultivar a drenagem para identificação do agente e antibiograma;  Rx ou TC para excluir infecção profunda, corpo estranho ou osteomielite;  A fisioterapia é vital na recuperação dos sobreviventes sujeitos a limpeza radical ou amputação;  A consulta de medicina física e de reabilitação avalia a necessidade de prótese, reabilitação, reaprendizagem… SeguimentoSeguimentoSeguimentoSeguimento

Notas do Editor

  • #51 A pluralidade etiológica e o dx diferencial (bactérias, fungos, parasitas, e vírus) exigem uma história clínica cuidadosa e detalhada quanto às exposições. (ex., história de mordedura de gato sugere infecção por P. multocida ).
  • #52 A pluralidade etiológica e o dx diferencial (bactérias, fungos, parasitas, e vírus) exigem uma história clínica cuidadosa e detalhada quanto às exposições. (ex., história de mordedura de gato sugere infecção por P. multocida ).
  • #56 (iatrogénica ou não)
  • #59 Recorrer a exames laboratoriais e imagiológicos mesmo se a apresentação clínica não sugerir patologia grave.
  • #62 (pele roxa/negra esverdeada)
  • #64 A Gram guia o tx empírico e o dx de infecção grave de clínica frustre: Clostridia ou estreptococcus do grupo A; NOTA A cultura de pele superficial é ambígua devido à flora cutânea;
  • #75 A fasceíte necrosante fulminante estreptococcica associam-se a 30%-70% de mortalidade e 50% não exibe uma porta de entrada evidente. A infecção parece começar profundamente por inoculação hematogénea de um trauma minor (contusão, rotura muscular, torção ligamentar…). A dor severa é a queixa inaugural frequente e motiva a prescrição de narcóticos, protelando o dx até à evidência de bolhas na pele, hipotensão e falência multi orgânica; Terapias:imunossupressão.
  • #87 Remoção de toxinas e de citocinas inflamatórias (?) Substituição de factores plasmático Oxigénio hiperbárico Pressão a 3atm Poderá melhorar a resposta leucocitária Bacteriostático, inibidor do crescimento de anaeróbios e da produção de toxina alfa por Clostridium Pró-angiogénico Não deve adiar o tratamento cirurgico
  • #89 Encerramento de lacerações sob tecido traumatizado (impacto, esmagamento ou fractura cominutiva exposta) aumenta o risco de infecção anaeróbia grave (gangrena gasosa por C. perfringens ); Lesões associadas com comprometimentoi vascular tem o risco mais elevado de infectar com Clostridia , e desenvolver gangrena gasosa.