DERMATOSES
I N T R O D U Ç Ã O
Dermatose é um conjunto de doenças da pele, caracterizada
por manifestações alérgicas persistentes, cujos sintomas de uma
forma geral são formação de bolhas, coceira, inflamações e
escamação da pele
Etiologia fúngica, viral e bacteriana
P I O D E R M I T E S B A C T E R I A N A S
São infecções bacterianas da pele formadoras de pus
• Podem ser primárias ou secundárias
- Primárias: originam-se na pele com aparência prévia normal e são
habitualmente causadas por um único microrganismo.
- Secundárias: originam-se de um distúrbio cutâneo preexistente ou
da ruptura da integridade da pele em consequência de lesão ou
cirurgia.
• Em ambos os casos, vários microrganismos podem ser implicados
(p.ex., Staphylococcus aureus, estreptococos do grupo A).
FOLI C ULI T E
É uma infecção dos folículos pilosos causadas
por bactérias, predominantemente do
tipo estafilococos e pode ser desencadeada
por certos fungos como o Tinea barbae
(foliculite na barba) e por vírus herpes
simples (foliculite herpética)
• Pápulas ou pústulas isoladas ou
múltiplas aparecem próximo aos
folículos pilosos.
Foliculite
Superficial
• São habitualmente causados por estafilococos, embora os agentes etiológicos possam ser
bacilos gram-negativos se houver comprometimento do sis.tema imune
• Costuma afetar a área:
- barba dos homens que se barbeiam
- pernas das mulheres quando elas se depilam
- outras áreas incluem as axilas, o tronco e as nádegas.
A pseudofoliculite da barba (barba encravada) ocorre
predominantemente na face de homens afrodescedentes e de
homens com cabelos encaracolados, em consequência do ato
de se barbear
.
• Os pelos encravados apresentamuma raiz encurvada, quecresce em um ângulo
mais agudo e que perfura a pele, provocando uma reação irritativa.
• Tratamento:
- Evitar barbear-se.
- Uso de loções especiais ou antibióticos ou o emprego de uma escova de mão
para desalojar mecanicamente os pelos.
F U R Ú N C U L O (FOLICULITE P R O F U N D A )
• Furúnculo é uma infecção de pele, em geral
causada pela bactéria Staphylococcus aureus,
que acomete o folículo piloso, a glândula
sebácea e o tecido subcutâneo ao redor.
• Sua principal característica é a formação de
um abscesso
• Constitui uma forma profunda de foliculite.
• A furunculose refere-se a lesões recorrentes.
• A lesão surge especialmente nas regiões com pelos e mais expostas à umidade, pressão e
atrito, ou a substâncias gordurosas que facilitam a obstrução dos folículos pilosos. Face,
pescoço, axilas, coxas e nádegas são as áreas mais vulneráveis.
Furúnculo
Pequena espinha
dolorosa, elevada
e avermelhada.
Com frequência, a infecção
progride e acomete a pele e
o tecido adiposo subjacente,
causando
hipersensibilidade, dor e
celulite circundante.
A área de rubor e
induração representa um
esforço do organismo para
manter a infecção
localizada.
As bactérias
(habitualmente
estafilococos)
produzem necrose
do tecido invadido.
A ponta característica
de um furúnculo
ocorre em poucos
dias.
Quando isso acontece,
o centro torna-se
amarelado ou negro
Furúnculo
“amadureceu”.
C A R B Ú N C U L O
Carbúnculo é uma doença infecciosa aguda
Aparecem mais em áreas onde a pele é espessa e inelástica; a
nuca e as nádegas
• É caracterizada por formar uma bolha indolor, que se
torna
uma úlcera negra uma semana ou duas após a exposição.
• bloco único e profundo com vários pontos de pus
• A infecção cutânea é a menos mortal de todas, mas se não for
tratada, a infecção pode entrar na corrente sanguínea e causar
morte em 20% dos casos
• febre alta, dor, leucocitose
• Os furúnculos e os carbúnculos têm mais tendência a ocorrer em pacientes com
doenças sistêmicas subjacentes, como DM ou neoplasias, bem como naqueles que
recebem terapia imunossupressora para outras doenças.
• São mais prevalentes em climas quentes, particularmente na pele sob roupas
aderentes.
• Cicatrizes
ERISIPELA
É uma infecção cutânea aguda de etiologia
essencialmente estreptocócica (Streptococcus
Pyogenes) por vezes recidivante.
Estreptococo beta-hemolítico do grupo A
• Fatores de risco:
- Linfedema crônico (retenção de líquido pelo bloqueio
de vasos linfáticos)
- Úlcera crónica
- Imunossupressão
- Obesidade
• Quadro clínico
- Início súbito, com febre (38,5-40ºc)
e
arrepios
- 12-24 horas, o aparecimento de placa
eritematosa (vermelha viva), edematosa,
quente e dolorosa, de limites bem
definidos e geralmente localizada a um
membro inferior
• Tratamento
- Antibioterapia (penicilina G )
- Repouso com elevação do membro
- A utilização de antimicrobianos tópicos
CELULITE
• Infecção em geral estafilocócica da
derme profunda e hipoderme.
• Quadro semelhante ao da erisipela,
porém de localização mais profunda,
com limites imprecisos.
Tratamento Clínico
• Ao tratar as infecções estafilocócicas, é importante não romper
nem destruir a parede protetora de induração que localiza a
infecção.
• O furúnculo ou a espinha nunca devem ser espremidos.
• A antibioticoterapia sistêmica, selecionada pela cultura
e antibiograma, é geralmente indicada.
(cloxacilina e a dicloxacilina /cefalosporinas e a eritromicina
também
são efetivas)
• Para promover conforto, aconselha-se o repouso no leito
para pacientes com furúnculos no períneo ou na região
anal, e indica-se um ciclo de antibioticoterapia sistêmica para
evitar a disseminação da infecção.
• Quando o pus é localizado e flutuante, uma pequena
incisão com bisturi pode acelerar a resolução, aliviando a tensão
e garantindo a evacuação direta do pus e dos resíduos. (manter a
Cuidados de Enfermagem
• Os líquidos intravenosos (IV), a redução da febre e outros tratamentos de
suporte estão indicados para pacientes com infecção aguda.
• As compressas quentes e úmidas aceleram a resolução do furúnculo ou
do carbúnculo.
• A pele adjacente pode ser limpa delicadamente com sabão antibacteriano,
e pode-se aplicar uma pomada antibacteriana.
• Os profissionais de enfermagem devem seguir rigorosamente as
precauções padrão para evitar transformar-se em portadores de estafilococos.
do paciente e fornecer um
ambiente
Autocuidado aos Pacientes
• Aumentar a
resistência higiênico.
• Quando as lesões estão drenando ativamente, o colchão e o travesseiro
devem ser cobertos com material plástico e limpos diariamente com
desinfetante; as roupas de cama, as toalhas e as roupas de uso pessoal devem
ser lavadas depois de cada uso, e o paciente deve usar um sabonete e xampu
antibacterianos por um período indefinido,
• Evite ficar tocando e coçando a área;
• A infecção recorrente é evitada com o uso de antibioticoterapia a
longo prazo (mais de cerca de 3 meses).
• O exsudato purulento constitui a fonte de reinfecção ou de
transmissão da infecção para os cuidadores.
DERMATOSES INFLAMATÓRIAS
N Ã O INFECCIOSAS
P S O R Í AS E
• Doenças de pele mais comum
• Não existe nenhuma cura conhecida.
• Acredita-se que resulte de um defeito
hereditário que leva à produção excessiva de
queratina.
• O início pode ser observado em qualquer
idade, porém é mais comum entre 15 e 35
anos.
• T
em tendência a melhorar e, em seguida, a
sofrer recidiva periodicamente durante toda a
vida
Psoríase
Influência
imunológica
Estresse e
ansiedade
agravam a
condição
Traumatismo, as
infecções e alterações
sazonais e
hormonais também
constituem fatores
deflagradores.
As cél. da
camada basal da
pele dividem-se
com rapidez,
Cél. recentemente formadas
movem-se com rapidez para a
superfície da pele que se
tornam como escamas
profusas ou placas de
tecido epidérmico.
Em consequência
do número
aumentado de
células basais e da
rápida passagem
das células
Os eventos normais
da maturação e
crescimento celulares
não podem ocorrer
Impedindo a
formação das
camadas
protetoras
normais da
pele.
• Pode variar
, em gravidade – distúrbio fisicamente
incapacitante e desfigurante.
• Lesões: placas de pele avermelhadas e elevadas,
cobertas com escamas prateadas (acúmulo de pele
viva e morta)
• Quando se desprendem as escamas, produzem
múltiplos pontos hemorrágicos.
• As placas podem ser pruriginosas.
• As unhas também são afetadas
• Características:
-A simetria bilateral
- Os locais particulares do corpo mais afetados por essa condição incluem o couro cabeludo, a
superfície extensora dos cotovelos e joelhos, a parte inferior das costas e a genitália,
bem como as unhas.
• Psoríase eritrodérmica: estado
psoriático esfoliativo, envolve
a da doençaque
toda a
superfície
progressã
o
acomete
corporal.
- O paciente fica
agudamente
doente.
- Aparece em indivíduos com
psoríase crônica após infecções,
após exposição a determinados
medicamentos ou após a
suspensão de
corticosteroides sistêmicos.
Tratamento Clínico
• As metas do tratamento: Resolução das lesões e controlar os ciclos naturais
da doença.
- Remoção delicada das escamas (banhos com óleos e uma escova macia)
-Após o banho aplicação de cremes emolientes ácido salicílico continua
a amolecer as escamas espessas.
• Avaliação do estilo de vida: afetada significativamente pelo estresse.
• Terapia tópica: Utilizado para
diminuir a hiperatividade da epiderme.
A terapia com corticosteroides tópicos
atua para reduzir a inflamação;
• Terapia sistêmica: Indicado nos casos
moderados e graves e nos pacientes em que
o tratamento tópico não foi responsivo;
• Fototerapia: Exposição da pele a fontes
artificiais de luz ultravioleta (UV) em sessões
regulares, com doses de UV adequadas a cada
doente e durante períodos predeterminados.
Cuidados de Enfermagem
Avaliação
• É importante examinar as áreas propensas à psoríase: cotovelos,
joelhos,
couro cabeludo, fenda glútea e todas as unhas
• Avaliação emocional (impacto da doença/ resposta física e psicossocial )
Aumento da Integridade da Pele
• Para evitar lesionar a pele, o paciente é aconselhado a não arranhar as
áreas
afetadas.
• Medidas para evitar o ressecamento da pele (a pele seca agrava a psoríase).
A lavagem muito frequente produz mais dor e descamação.
• A água deve estar morna, não quente, e a pele deve ser seca suavemente
com toques da toalha, em lugar de esfregá-la.
• Os emolientes produzem um efeito hidratante,proporcionando uma
película oclusiva sobre a superfície cutânea.
• Um óleo de banho ou um agente de limpeza emoliente podem aliviar a dor
e
LÚPUS ERITEMATOSO
SISTÊMICO
L Ú P U S E RI T E M ATO S O S I S T Ê M I C O
O LES é o resultado de um
distúrbio da regulação imune,
que determina uma
produção exagerada de
autoanticorpos
(distúrbio imunorregulador)
• Doença sistêmica autoimune
• Início pode ser insidioso
ou agudo.
LES
É produzido por alguma
combinação de fatores
genéticos, fatores
hormonais e fatores
ambientais (p. Ex., Luz
solar, queimaduras
térmicas).
Induzido por substâncias
químicas ou fármacos :
como a hidralazina,
isoniazida, a clorpromazina
e alguns
anticonvulsivantes,
As células B e T
contribuem para a
resposta imune no LES
Manifestações cínicas
• Febre, fadiga, perda de peso, pleurite...
• Comprometimento do sistema musculoesquelético, com
artralgias e artrite
• O edema articular, a hipersensibilidade e a dor com o
movimento da articulação (acompanhados de rigidez matinal.)
• Vários tipos diferentes de manifestações cutâneas
A manifestação cutânea mais comum: uma lesão aguda- exantema
em forma de borboleta estendendo-se pelo nariz e pelas
bochechas (agravam durante as exacerbações da doença sistêmica e
são provocadas pela luz solar ou pela luz ultravioleta artificial.
• As úlceras orais ( mucosa bucal ou o palato duro)
• Lesões papulares, eritematosas
e purpúricas que surgem nas
pontas dos dedos das mãos,
cotovelos, dedos dos pés e
superfícies extensoras dos
antebraços ou laterais da mão,
que podem sofrer necrose
• Fenômeno de Raynaud: episódios
de vasoespasmo e oclusão das
artérias digitais decorrente de
exposição ao frio ou a estresse
emocional.
• Manifestação cardíaca:
pericardite
constitui a mais comum.
• As mulheres: risco de
aterosclerose precoce.
• Comprometimento renal
(nefrite lúpica): os níveis séricos
de creatinina e o exame de urina
são usados na triagem
para
detecção precoce
• O comprometimento renal
pode
levar à hipertensão
• Alterações sutis nos padrões
de
comportamento ou na
capacidade cognitiva
Diagnóstico
• História completa, exame físico e exames de sangue.
• A pele é inspecionada: observadas placas eritematosas cutâneas com uma
escama aderente no couro cabeludo, face ou pescoço.
• Podem-se observar áreas de hiperpigmentação ou de
despigmentação. O paciente deve ser questionado acerca de alterações
cutâneas (visto que elas podem ser transitórias) e, de modo específico, quanto
à sensibilidade à luz solar ou luz ultravioleta artificial.
• O couro cabeludo deve ser inspecionado quanto à alopecia, enquanto a boca
e a garganta são examinadas à procura de ulcerações orais refletindo o
comprometimento gastrintestinal.
cardiovascular
e
• Avaliação
detecção
de
atrito pericárdico, possivelmente
associado
pulmonar : ausculta para
a
a
miocardite e acompanhando os derrames pleurais
• O exame físico pode revelar edema, hipersensibilidade,
calor,
dor ao movimento, rigidez e edema articulares.
o paciente e os familiares
são
• O exame neurológico
: questionados
acerca
de qualquer alteração
comportamental,
incluindo manifestações de neurose ou psicose. Podem
ser
observados sinais de depressão.
• Nenhum exame laboratorial isolado confirma o LES. Com
efeito, o exame de sangue revela a presença de anemia moderada
a grave, trombocitopenia, leucocitose ou leucopenia .
Tratamento clínico
• O tratamento do LES inclui o tratamento da doença aguda
e crônica.
• Monitoramento periódico e o reconhecimento das
alterações
clínicas significativas que exigem ajustes na terapia.
• As metas do tratamento : evitar a perda progressiva da função orgânica,
reduzir a probabilidade de doença aguda, reduzir as incapacidades
relacionadas com a doença e evitar as complicações decorrentes da
terapia.
Terapia Farmacológica
• Os corticosteroides constituem a única medicação mais importante disponível
para o tratamento. São utilizados topicamente para as manifestações cutâneas, em
doses orais baixas para a atividade menor da doença e em altas doses para a
atividade maior da doença.
• A administração intravenosa (IV) de corticosteroides constitui uma alternativa
para o seu uso tradicional oral em doses altas.
• Os AINE utilizados para as manifestações clínicas menores são
frequentemente administrados em conjunto com os corticosteroides, em
um esforço para reduzir as necessidades de corticosteroides.
• Os agentes imunossupressores são usados em virtude de seus efeitos sobre a
função imune. Em geral, esses medicamentos são reservados para pacientes que
apresentam formas graves de LES, que não responderam às terapias
conservadoras.
Cuidado de enfermagem
• Podem produzir alterações notáveis na aparência e
sofrimento considerável para o paciente.
• A exposição ao sol e à luz ultravioleta pode aumentar a
atividade da doença ou provocar uma exacerbação, os
pacientes devem ser ensinados a evitar a exposição ou
a proteger-se com filtro solar e roupas.
• Necessidade de avaliações periódicas (evitar
complicações), bem como de atividades de promoção da
saúde.
• Adesão ao tratamento medicamentoso prescritos

dermatologia, aspectos de infecções dermatologicas

  • 1.
  • 2.
    I N TR O D U Ç Ã O Dermatose é um conjunto de doenças da pele, caracterizada por manifestações alérgicas persistentes, cujos sintomas de uma forma geral são formação de bolhas, coceira, inflamações e escamação da pele Etiologia fúngica, viral e bacteriana
  • 3.
    P I OD E R M I T E S B A C T E R I A N A S São infecções bacterianas da pele formadoras de pus • Podem ser primárias ou secundárias - Primárias: originam-se na pele com aparência prévia normal e são habitualmente causadas por um único microrganismo. - Secundárias: originam-se de um distúrbio cutâneo preexistente ou da ruptura da integridade da pele em consequência de lesão ou cirurgia. • Em ambos os casos, vários microrganismos podem ser implicados (p.ex., Staphylococcus aureus, estreptococos do grupo A).
  • 4.
    FOLI C ULIT E É uma infecção dos folículos pilosos causadas por bactérias, predominantemente do tipo estafilococos e pode ser desencadeada por certos fungos como o Tinea barbae (foliculite na barba) e por vírus herpes simples (foliculite herpética) • Pápulas ou pústulas isoladas ou múltiplas aparecem próximo aos folículos pilosos. Foliculite Superficial
  • 5.
    • São habitualmentecausados por estafilococos, embora os agentes etiológicos possam ser bacilos gram-negativos se houver comprometimento do sis.tema imune • Costuma afetar a área: - barba dos homens que se barbeiam - pernas das mulheres quando elas se depilam - outras áreas incluem as axilas, o tronco e as nádegas. A pseudofoliculite da barba (barba encravada) ocorre predominantemente na face de homens afrodescedentes e de homens com cabelos encaracolados, em consequência do ato de se barbear .
  • 6.
    • Os pelosencravados apresentamuma raiz encurvada, quecresce em um ângulo mais agudo e que perfura a pele, provocando uma reação irritativa. • Tratamento: - Evitar barbear-se. - Uso de loções especiais ou antibióticos ou o emprego de uma escova de mão para desalojar mecanicamente os pelos.
  • 7.
    F U RÚ N C U L O (FOLICULITE P R O F U N D A ) • Furúnculo é uma infecção de pele, em geral causada pela bactéria Staphylococcus aureus, que acomete o folículo piloso, a glândula sebácea e o tecido subcutâneo ao redor. • Sua principal característica é a formação de um abscesso • Constitui uma forma profunda de foliculite. • A furunculose refere-se a lesões recorrentes.
  • 8.
    • A lesãosurge especialmente nas regiões com pelos e mais expostas à umidade, pressão e atrito, ou a substâncias gordurosas que facilitam a obstrução dos folículos pilosos. Face, pescoço, axilas, coxas e nádegas são as áreas mais vulneráveis.
  • 9.
    Furúnculo Pequena espinha dolorosa, elevada eavermelhada. Com frequência, a infecção progride e acomete a pele e o tecido adiposo subjacente, causando hipersensibilidade, dor e celulite circundante. A área de rubor e induração representa um esforço do organismo para manter a infecção localizada. As bactérias (habitualmente estafilococos) produzem necrose do tecido invadido. A ponta característica de um furúnculo ocorre em poucos dias. Quando isso acontece, o centro torna-se amarelado ou negro Furúnculo “amadureceu”.
  • 10.
    C A RB Ú N C U L O Carbúnculo é uma doença infecciosa aguda Aparecem mais em áreas onde a pele é espessa e inelástica; a nuca e as nádegas • É caracterizada por formar uma bolha indolor, que se torna uma úlcera negra uma semana ou duas após a exposição. • bloco único e profundo com vários pontos de pus • A infecção cutânea é a menos mortal de todas, mas se não for tratada, a infecção pode entrar na corrente sanguínea e causar morte em 20% dos casos • febre alta, dor, leucocitose
  • 11.
    • Os furúnculose os carbúnculos têm mais tendência a ocorrer em pacientes com doenças sistêmicas subjacentes, como DM ou neoplasias, bem como naqueles que recebem terapia imunossupressora para outras doenças. • São mais prevalentes em climas quentes, particularmente na pele sob roupas aderentes. • Cicatrizes
  • 12.
    ERISIPELA É uma infecçãocutânea aguda de etiologia essencialmente estreptocócica (Streptococcus Pyogenes) por vezes recidivante. Estreptococo beta-hemolítico do grupo A • Fatores de risco: - Linfedema crônico (retenção de líquido pelo bloqueio de vasos linfáticos) - Úlcera crónica - Imunossupressão - Obesidade
  • 13.
    • Quadro clínico -Início súbito, com febre (38,5-40ºc) e arrepios - 12-24 horas, o aparecimento de placa eritematosa (vermelha viva), edematosa, quente e dolorosa, de limites bem definidos e geralmente localizada a um membro inferior • Tratamento - Antibioterapia (penicilina G ) - Repouso com elevação do membro - A utilização de antimicrobianos tópicos
  • 14.
    CELULITE • Infecção emgeral estafilocócica da derme profunda e hipoderme. • Quadro semelhante ao da erisipela, porém de localização mais profunda, com limites imprecisos.
  • 16.
    Tratamento Clínico • Aotratar as infecções estafilocócicas, é importante não romper nem destruir a parede protetora de induração que localiza a infecção. • O furúnculo ou a espinha nunca devem ser espremidos. • A antibioticoterapia sistêmica, selecionada pela cultura e antibiograma, é geralmente indicada. (cloxacilina e a dicloxacilina /cefalosporinas e a eritromicina também são efetivas) • Para promover conforto, aconselha-se o repouso no leito para pacientes com furúnculos no períneo ou na região anal, e indica-se um ciclo de antibioticoterapia sistêmica para evitar a disseminação da infecção. • Quando o pus é localizado e flutuante, uma pequena incisão com bisturi pode acelerar a resolução, aliviando a tensão e garantindo a evacuação direta do pus e dos resíduos. (manter a
  • 17.
    Cuidados de Enfermagem •Os líquidos intravenosos (IV), a redução da febre e outros tratamentos de suporte estão indicados para pacientes com infecção aguda. • As compressas quentes e úmidas aceleram a resolução do furúnculo ou do carbúnculo. • A pele adjacente pode ser limpa delicadamente com sabão antibacteriano, e pode-se aplicar uma pomada antibacteriana. • Os profissionais de enfermagem devem seguir rigorosamente as precauções padrão para evitar transformar-se em portadores de estafilococos.
  • 18.
    do paciente efornecer um ambiente Autocuidado aos Pacientes • Aumentar a resistência higiênico. • Quando as lesões estão drenando ativamente, o colchão e o travesseiro devem ser cobertos com material plástico e limpos diariamente com desinfetante; as roupas de cama, as toalhas e as roupas de uso pessoal devem ser lavadas depois de cada uso, e o paciente deve usar um sabonete e xampu antibacterianos por um período indefinido, • Evite ficar tocando e coçando a área; • A infecção recorrente é evitada com o uso de antibioticoterapia a longo prazo (mais de cerca de 3 meses). • O exsudato purulento constitui a fonte de reinfecção ou de transmissão da infecção para os cuidadores.
  • 19.
  • 20.
    P S OR Í AS E • Doenças de pele mais comum • Não existe nenhuma cura conhecida. • Acredita-se que resulte de um defeito hereditário que leva à produção excessiva de queratina. • O início pode ser observado em qualquer idade, porém é mais comum entre 15 e 35 anos. • T em tendência a melhorar e, em seguida, a sofrer recidiva periodicamente durante toda a vida
  • 21.
    Psoríase Influência imunológica Estresse e ansiedade agravam a condição Traumatismo,as infecções e alterações sazonais e hormonais também constituem fatores deflagradores. As cél. da camada basal da pele dividem-se com rapidez, Cél. recentemente formadas movem-se com rapidez para a superfície da pele que se tornam como escamas profusas ou placas de tecido epidérmico. Em consequência do número aumentado de células basais e da rápida passagem das células Os eventos normais da maturação e crescimento celulares não podem ocorrer Impedindo a formação das camadas protetoras normais da pele.
  • 22.
    • Pode variar ,em gravidade – distúrbio fisicamente incapacitante e desfigurante. • Lesões: placas de pele avermelhadas e elevadas, cobertas com escamas prateadas (acúmulo de pele viva e morta) • Quando se desprendem as escamas, produzem múltiplos pontos hemorrágicos. • As placas podem ser pruriginosas. • As unhas também são afetadas
  • 23.
    • Características: -A simetriabilateral - Os locais particulares do corpo mais afetados por essa condição incluem o couro cabeludo, a superfície extensora dos cotovelos e joelhos, a parte inferior das costas e a genitália, bem como as unhas.
  • 24.
    • Psoríase eritrodérmica:estado psoriático esfoliativo, envolve a da doençaque toda a superfície progressã o acomete corporal. - O paciente fica agudamente doente. - Aparece em indivíduos com psoríase crônica após infecções, após exposição a determinados medicamentos ou após a suspensão de corticosteroides sistêmicos.
  • 25.
    Tratamento Clínico • Asmetas do tratamento: Resolução das lesões e controlar os ciclos naturais da doença. - Remoção delicada das escamas (banhos com óleos e uma escova macia) -Após o banho aplicação de cremes emolientes ácido salicílico continua a amolecer as escamas espessas. • Avaliação do estilo de vida: afetada significativamente pelo estresse.
  • 26.
    • Terapia tópica:Utilizado para diminuir a hiperatividade da epiderme. A terapia com corticosteroides tópicos atua para reduzir a inflamação; • Terapia sistêmica: Indicado nos casos moderados e graves e nos pacientes em que o tratamento tópico não foi responsivo; • Fototerapia: Exposição da pele a fontes artificiais de luz ultravioleta (UV) em sessões regulares, com doses de UV adequadas a cada doente e durante períodos predeterminados.
  • 27.
    Cuidados de Enfermagem Avaliação •É importante examinar as áreas propensas à psoríase: cotovelos, joelhos, couro cabeludo, fenda glútea e todas as unhas • Avaliação emocional (impacto da doença/ resposta física e psicossocial )
  • 28.
    Aumento da Integridadeda Pele • Para evitar lesionar a pele, o paciente é aconselhado a não arranhar as áreas afetadas. • Medidas para evitar o ressecamento da pele (a pele seca agrava a psoríase). A lavagem muito frequente produz mais dor e descamação. • A água deve estar morna, não quente, e a pele deve ser seca suavemente com toques da toalha, em lugar de esfregá-la. • Os emolientes produzem um efeito hidratante,proporcionando uma película oclusiva sobre a superfície cutânea. • Um óleo de banho ou um agente de limpeza emoliente podem aliviar a dor e
  • 29.
  • 30.
    L Ú PU S E RI T E M ATO S O S I S T Ê M I C O O LES é o resultado de um distúrbio da regulação imune, que determina uma produção exagerada de autoanticorpos (distúrbio imunorregulador) • Doença sistêmica autoimune • Início pode ser insidioso ou agudo.
  • 31.
    LES É produzido poralguma combinação de fatores genéticos, fatores hormonais e fatores ambientais (p. Ex., Luz solar, queimaduras térmicas). Induzido por substâncias químicas ou fármacos : como a hidralazina, isoniazida, a clorpromazina e alguns anticonvulsivantes, As células B e T contribuem para a resposta imune no LES
  • 32.
    Manifestações cínicas • Febre,fadiga, perda de peso, pleurite... • Comprometimento do sistema musculoesquelético, com artralgias e artrite • O edema articular, a hipersensibilidade e a dor com o movimento da articulação (acompanhados de rigidez matinal.) • Vários tipos diferentes de manifestações cutâneas A manifestação cutânea mais comum: uma lesão aguda- exantema em forma de borboleta estendendo-se pelo nariz e pelas bochechas (agravam durante as exacerbações da doença sistêmica e são provocadas pela luz solar ou pela luz ultravioleta artificial. • As úlceras orais ( mucosa bucal ou o palato duro)
  • 33.
    • Lesões papulares,eritematosas e purpúricas que surgem nas pontas dos dedos das mãos, cotovelos, dedos dos pés e superfícies extensoras dos antebraços ou laterais da mão, que podem sofrer necrose • Fenômeno de Raynaud: episódios de vasoespasmo e oclusão das artérias digitais decorrente de exposição ao frio ou a estresse emocional.
  • 34.
    • Manifestação cardíaca: pericardite constituia mais comum. • As mulheres: risco de aterosclerose precoce. • Comprometimento renal (nefrite lúpica): os níveis séricos de creatinina e o exame de urina são usados na triagem para detecção precoce • O comprometimento renal pode levar à hipertensão • Alterações sutis nos padrões de comportamento ou na capacidade cognitiva
  • 36.
    Diagnóstico • História completa,exame físico e exames de sangue. • A pele é inspecionada: observadas placas eritematosas cutâneas com uma escama aderente no couro cabeludo, face ou pescoço. • Podem-se observar áreas de hiperpigmentação ou de despigmentação. O paciente deve ser questionado acerca de alterações cutâneas (visto que elas podem ser transitórias) e, de modo específico, quanto à sensibilidade à luz solar ou luz ultravioleta artificial. • O couro cabeludo deve ser inspecionado quanto à alopecia, enquanto a boca e a garganta são examinadas à procura de ulcerações orais refletindo o comprometimento gastrintestinal.
  • 37.
    cardiovascular e • Avaliação detecção de atrito pericárdico,possivelmente associado pulmonar : ausculta para a a miocardite e acompanhando os derrames pleurais • O exame físico pode revelar edema, hipersensibilidade, calor, dor ao movimento, rigidez e edema articulares. o paciente e os familiares são • O exame neurológico : questionados acerca de qualquer alteração comportamental, incluindo manifestações de neurose ou psicose. Podem ser observados sinais de depressão. • Nenhum exame laboratorial isolado confirma o LES. Com efeito, o exame de sangue revela a presença de anemia moderada a grave, trombocitopenia, leucocitose ou leucopenia .
  • 38.
    Tratamento clínico • Otratamento do LES inclui o tratamento da doença aguda e crônica. • Monitoramento periódico e o reconhecimento das alterações clínicas significativas que exigem ajustes na terapia. • As metas do tratamento : evitar a perda progressiva da função orgânica, reduzir a probabilidade de doença aguda, reduzir as incapacidades relacionadas com a doença e evitar as complicações decorrentes da terapia.
  • 39.
    Terapia Farmacológica • Oscorticosteroides constituem a única medicação mais importante disponível para o tratamento. São utilizados topicamente para as manifestações cutâneas, em doses orais baixas para a atividade menor da doença e em altas doses para a atividade maior da doença. • A administração intravenosa (IV) de corticosteroides constitui uma alternativa para o seu uso tradicional oral em doses altas. • Os AINE utilizados para as manifestações clínicas menores são frequentemente administrados em conjunto com os corticosteroides, em um esforço para reduzir as necessidades de corticosteroides. • Os agentes imunossupressores são usados em virtude de seus efeitos sobre a função imune. Em geral, esses medicamentos são reservados para pacientes que apresentam formas graves de LES, que não responderam às terapias conservadoras.
  • 40.
    Cuidado de enfermagem •Podem produzir alterações notáveis na aparência e sofrimento considerável para o paciente. • A exposição ao sol e à luz ultravioleta pode aumentar a atividade da doença ou provocar uma exacerbação, os pacientes devem ser ensinados a evitar a exposição ou a proteger-se com filtro solar e roupas. • Necessidade de avaliações periódicas (evitar complicações), bem como de atividades de promoção da saúde. • Adesão ao tratamento medicamentoso prescritos