HISTÓRIA DA INDUMENTÁRIA E MODA 
IDADE MODERNA 
A ERA DAS DESCOBERTAS 
PROF. ODAIR TUONO
IDADE MODERNA 
No século XV, a palavra Mode co-meçou 
a ser utilizada em francês, 
designando “modo”, a partir da 
palavra latina Modus que fazia 
referência à medida agrária, mais 
tarde passou a significar “maneira 
de conduzir”. 
• Questionamento ao domínio de 
Deus – Antropocentrismo. 
• Clero, Nobre, Plebeus e Burgue-ses 
– Nova Hierarquia Social. 
• Experiência da realização pessoal 
– Individualismo. 
I. Leonardo da Vinci, estudos.
IDADE MODERNA 
RENASCIMENTO BARROCO ROCOCÓ 
Firenze, séc. XV e XVI 
Revisão dos valores 
da Grécia e Roma An-tiga 
Dinamização comerci-al 
e expansão urbana 
Ascensão da burgue-sia 
Mecenato e a impor-tância 
do artista 
Humanismo e senso 
de pesquisa 
Itália, séc. XVII e XVIII 
Barrueco – espanhol, 
tipo de pérola irregular 
e defeituosa 
Revitalização da reli-giosidade 
Revolução comercial – 
ciclo das grandes na-vegações 
Revolução científica – 
Galileu, Newton 
França, Séc. XVIII 
Rocaille – francês, 
concha 
Iluminismo – com-preensão 
da nature-za 
e sociedade pela 
razão 
Excesso do exagero 
Reflexo de uma so-ciedade 
fútil em de-cadência.
IDADE MODERNA – NOBREZA 
IMPERADOR & IMPERATRIZ 
REI & RAINHA 
PRÍNCIPE & PRINCESA – INFANTE & INFANTA 
ARQUIDUQUE & 
ARQUIDUQUESA 
GRÃO DUQUE & 
GRÃ DUQUESA 
DUQUE & 
DUQUESA 
MARQUÊS & MARQUESA 
CONDE & 
CONDESSA 
VISCONDE & 
VISCONDESSA 
BARÃO & BARONESA 
SENHOR & SENHORA
RENASCIMENTO
RENASCIMENTO 
A corte de Borgonha se incomo-dava 
com as cópias feitas das suas 
roupas pelo burgueses. 
As Cruzadas favoreceram a ativida-de 
comercial dos produtos vindos 
do Oriente. 
Surge o conceito de moda como 
diferenciador social, de sexo (mas-culinas 
curtas e femininas longas) e 
pelo caráter de saxonalidade, um 
gosto prevalecia até não ser cópia-do. 
I. John Peacock.
RENASCIMENTO 
A produção de tecidos evoluiu sur-gindo 
os brocados, veludos, cetins e 
sedas. 
As cortes européias estabeleceram 
uma identidade própria, sendo em 
principio a italiana como a mais in-fluente. 
Os homens utilizavam o gibão – 
que era acolchoado, podendo ou 
não ter mangas, abotoado à frente e 
com uma basque sobre o calção. 
I. Robert Dudley c. 1560, Steven 
van der Muelen.
RENASCIMENTO 
Brocado é um tipo de tecido decorado, 
feitos em seda colorida, e com relevos 
bordados geralmente a ouro ou prata. 
A palavra "brocado", vem do italiano 
broccato, "furar" ou "perfurar" com um 
brocco, "espinho" ou "pequeno prego“. 
O brocado costuma utilizar a técnica de 
trama suplementar, isto é, o brocado 
ornamental é produzido através de uma 
trama suplementar, não-estrutural, que é 
adicionada à trama padrão que mantém 
juntos os fios do urdume. 
O propósito desta técnica é dar a 
aparência de que a costura teria sido 
bordada, na realidade. I. Gloriarte
RENASCIMENTO 
Sobre o gibão utilizavam a jacket 
(túnica aberta), os calções bufantes 
tornaram-se curtos e sobre o órgão 
sexual usavam um suporte para unir 
uma perna à outra. 
O codpiece ou braguette exibia to-da 
a masculinidade e virilidade do 
portador. 
As meias coloridas ou listradas po-deriam 
se diferenciar em cada per-na 
simbolizando um respectivo clã. 
Os sapatos tinham o bico achatado 
e largo oferecendo mais conforto. 
I. Henry VIII, rei da Inglaterra e 
Irlanda, s.d. Hans Holbein, o moço.
RENASCIMENTO 
Influenciados pelos mercenários 
alemães que utilizavam vestimentas 
compostas de recortes ou tiras, 
através das quais um rico tecido 
costurado por baixo ficava visível. 
A moda dos Lansquenets espalho-se 
por toda Europa e as vestimen-tas 
de ambos os sexos eram feitas 
de forma que permitiam a visão do 
tecido utilizado por baixo. 
O Chemise era uma espécie de ca-misa 
leve, geralmente de linho, utili-zada 
por homens ou mulheres para 
proteger a vestimenta superior dos 
suores do corpo. 
I. Retrato de Charles de Solier, Lord 
of Morette – Hans Holbein
RENASCIMENTO 
Utilizava-se um manto ou sobre túnica 
chamada cotehardie e um vestido 
bastante justo denominado vertugado 
conferindo formas rijas ao tronco e a 
cintura que se abria em forma cônica. 
O corpete afunilava a parte superior 
da silhueta feminina, a gola de renda 
branca valorizava o decote eviden-ciando 
o colo. 
Armações feitas de madeira, arame ou 
barbatanas de baleia permitam os 
volume da forma cônica até as 
abóbadas, essa moda inglesa cha-mava 
se farthingale. 
I. Catherine Parr, 1545. Master John. 
VERTUGADO 
COTEHARDIE
RENASCIMENTO 
Surgiu um tipo de gola denominada 
rufo, semelhante a uma grande ro-da, 
em tecido fino e engomado, 
ornadas ou totalmente em renda. 
O gosto excessivo pelo perfumes e 
adornos para cabelo era caracterís-tico 
da época 
A corte do imperador espanhol 
Carlos V, devido a sua tradição 
cultural e religiosa, influenciaram o 
uso da cor preta para ambos os 
sexos. 
I. Rufos exemplos. Elizabeth, Kate 
Blanchet / Fashion RIO, Alessa.
RENASCIMENTO 
Os penteados femininos se torna-ram 
cada vez mais complexos e 
mudaram de forma diversas vezes. 
Penteados em formato de dois co-nes 
na extremidade da cabeça eram 
utilizados com véu. 
Os cabelos loiros podiam ser natu-rais 
ou tingidos. 
Apesar de diversos artifícios as 
roupas masculinas da época foram 
consideradas mais exuberantes que 
as femininas. 
I. Duquesa Battista Sforza, Piero 
della Francesca. Marg. van Eyck, 
Jan van Eyck.
RENASCIMENTO 
Os vestidos eram armados pela far-thingale 
conferindo assim o volume 
das peças que tinham barras que se 
arrastavam pelo chão. 
Visando manter a dama acima da 
sujeira e da lama foi criado o 
calçado denominado chapins ou 
chopines que ficavam encobertos 
pelo vestido, mas eram ricamente 
decorados, podiam medir até cerca 
de 50 cm de altura, aumentando 
sobremaneira a estatura da usuária. 
I. Chapins, exemplos. Séc. XV e 
XVI
RENASCIMENTO 
Artistas do período renascentistas: 
• Rafael Sanzio 
• Sandro Botticelli 
• Ticiano 
• Andre Mantegna 
• Albrecht Dürer 
• Leonardo da Vinci 
• Lucas Cranach 
• Miguel Ângelo Buonarroti 
• Pieter Bruegel 
I. Dama com arminho, séc. XV. 
Leonardo da Vinci.
RENASCIMENTO 
Índice de Filmes: 
• Agonia e Êxtase (1965, EUA). 
• Elizabeth (1998, ING). 
• Para Sempre Cinderela (1998, 
EUA). 
• Mercador de Veneza, O (2004, 
EUA). 
• Rainha Margot, A (1994, FRA/ 
ALE /ITA). 
• Romeu e Julieta (1968, ING/ITA). 
• Shakespeare Apaixonado (1998, 
ING/EUA). 
I. Elizabeth I, rainha da Inglaterra. 
c.1558.
BARROCO
BARROCO 
As cortes entre a França, Inglaterra, 
Espanha e Holanda se revezavam 
na criação de modos e estilos sem-pre 
copiados pela bourgeoisie. 
Na França e Inglaterra a roupa mas-culina 
estava associada aos mos-queteiros 
do rei. 
Plumas, rendas, fitas, brilhos revela-vam 
a extravagância característica 
do período imposto pela moda fran-cesa 
e o Rei Sol. 
I. John Peacock.
BARROCO 
Os trajes da Holanda receberam 
influência espanhola e, juntamente 
com o Protestantismo local, continu-avam 
a usar o preto como sinônimo 
de austeridade. 
A moda masculina da Europa, de 
forma geral, era composta pelo 
gibão mais amplos e largos, soma-dos 
ao culottes com altura abaixo 
do joelho. 
A renda era utilizada, para ambos 
os sexos, nos punhos e golas das 
peças, no conjunto o traje barroco é 
caracterizado pelo excesso visual. 
I. Charles I da Inglaterra c. 1629. 
Daniel Mijtens, o velho. 
LANSQUENETS
BARROCO 
As botas utilizadas pelos mosque-teiros 
na França e cavaleiros na 
Inglaterra ganharam o caráter de 
moda. 
A peruca transformou-se num dos 
elementos mais importante da ele-gância 
masculina. 
Luís XIV, o Rei Sol (1643-1715), 
começou a se impor para o restante 
da Europa com novos padrões 
sociais, criando regras de etiqueta e 
moda. 
I. Luís XIV. Reine des Centfeuilles, 
s.r.
BARROCO 
A moda masculina era mais opulen-ta 
que a feminina. O culotte tornou-se 
bem largo, com bordados e 
rendas, assemelhando-se mais ao 
saiote do que a um calção. 
Por influência oriental os homens 
usavam uma túnica longa em 
tecidos brocados ou veludos, uma 
gravata ou tecido de renda adorna-va 
a chemise. 
Chapéus e meias de seda comple-tavam 
o traje masculino da época. 
I. Lords. Reine des Centfeuilles, s.r.
BARROCO 
O esplendor também era caracterís-tica 
do traje feminino. Usavam uma 
camisa de manga curta e a sobre-camisa 
com decotes de manga até 
o cotovelo. 
O corpete garantia as cinturas finas. 
Escarlate, cereja, azul escuro, rosa, 
azul céu e amarelo pálido eram as 
cores mais evidentes. 
O cabelo apresentava ares de des-penteado 
com rendas, toucas e ar-mações 
de arame para manter em 
pé um volume tão alto que chegava 
a aumentar 20 cm a altura sobre a 
cabeça. 
I. Rubens, s.r.
BARROCO 
Um complemento de uso feminino 
eram as mouches de beauté em 
voga na segunda metade do século 
XVII. 
As mouches eram feitas de seda 
preta com material adesivo para se-rem 
aplicadas ao rosto. 
Os principais motivos eram sóis, 
pombas, carruagens e cupidos que 
conferiam charme e expressão faci-al 
as damas da época. 
I. Dama com detalhe azul. s.r. 
Thomas Gainsborough.
BARROCO 
Artistas do período barroco: 
• Caravaggio 
• Georges de la Tour 
• Jacob Jordaens 
• Givanni Battista Tiepolo 
• Peter Paul Rubens 
• Rembrandt 
• Velásquez 
I. Peter Paul Rubens e Isabella 
Brant, c. 1609-10.
BARROCO 
Índice de Filmes: 
• Filha de D’Artagnan, A. (1994, 
FRA). 
• Homem da Máscara de Ferro 
(1998, EUA). 
• Outro Lado da Nobreza, O 
(1995, EUA). 
• Rei Pasmado e a Rainha Nua. 
(1991 ESP/FRA/POR). 
• Vatel – Um Banquete para o 
Rei (2000, ING/FRA). 
I. Retrato de família (detalhe), 
séc. XVII. Jacob Jordaens.
ROCOCÓ
ROCOCÓ 
A França passa a dominar o cenário 
da moda no final do século XVII, a 
época tenta expressar rigidez, digni-dade 
e seriedade. 
O Rococó visava a graça, o requin-te, 
a alegria, o fantástico, o exótico 
e exuberante. 
O excesso característico do período 
perde lugar a partir da Revolução 
Francesa e as novas regras imposta 
por Napoleão Bonaparte. 
I. Ilustração, John Peacock.
ROCOCÓ 
As vestes masculinas eram com-postas 
pelo culotte justo até o joe-lho, 
camisa, colete, casaca, meias 
brancas e sapatos de saltos. 
Os coletes e casacas (justaucorps) 
eram bordados com abotoamento 
frontal. 
Os cabelos ou perucas amarrados 
atrás em rabo de cavalo, quando 
não eram naturais podiam ser de fi-bras 
vegetais, crina de cavalo ou 
bode. 
O chapéu utilizado era o tricórnio na 
cor preta 
I. Reine des Centfeuilles, s.r.
ROCOCÓ 
Nas peças femininas a flor se tor-nou 
o grande ornamento, naturais 
ou artificiais, utilizadas em vestidos 
ou nos cabelos. 
As saias eram volumosas e os cor-petes 
marcavam a cintura e o busto. 
Os vestidos eram denominado aber-tos 
ou fechados. 
O vestido aberto era composto de 
corpete decotado em formato qua-drado 
com mangas até os cotove-los, 
a sobre-saia deixava aparecer a 
saia de baixo repleta de ornamen-tos. 
I. Marquesa de Pompadour, 1756 
François Boucher.
ROCOCÓ 
As saias ampliaram seus volumes 
na direção lateral através de arma-ções 
de salgueiro ou vime chama-das 
panniers. 
O vestido fechado não possuía a 
sobressaia aberta, rendas, laços e 
motivos inspirados na natureza or-namentavam 
ambos os estilos. 
Era comum aos dois sexos empoar 
o cabelo de branco ou cinza. As 
mulheres enfeitavam-nos com ces-tos 
de frutas, caravelas, cenas pas-torais, 
moinhos de vento, borboletas 
entre outros, estes penteados podi-am 
tem mais de um metro de altura. 
I. Infanta Margarida da Áustria, séc. 
XVII. Velázques
ROCOCÓ 
Artistas do período rococó: 
• François Boucher 
• Jean-Antoine Watteau 
• Jean-Baptiste-Siméon Chardin 
• Jean-Honoré Fragonard 
• Thomas Gainsborough 
I. O passeio matinal, 1785. 
Thomas Gainsborough.
ROCOCÓ 
Índice de Filmes: 
• Amadeus (1984, EUA). 
• Enigma do Colar, O (2001, EUA). 
• Ligações Perigosas (1988, EUA). 
• Marquise (1997, FRA/ESP/SUI). 
• Moça com Brinco de Pérola. 
(2003, ING). 
• Pacto dos Lobos (2001, FRA). 
• Piratas do Caribe (2003, EUA). 
I. Madame de Pompadour, 1759. 
François Boucher.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 
ABRIL, Editora. Enciclopédia Multimídia da Arte Universal. São Paulo: 
Alphabetum Edições Multimídia, 1997. 
BRAGA, João. História da Moda: uma narrativa. São Paulo: Editora Anhembi 
Morumbi, 2004. 
BOUCHER, François. A History of Costume in the West. Nova York: Thames and 
Hudson Ltd., 1987. 
LAVER, James. A roupa e a moda uma história concisa. São Paulo: Companhia 
das Letras, 1996. 
PEACOCK, John. The Chronicle of Western Costume. Londres: Thames and 
Hudson Ltd., 1991. 
POLLINI, Denise. Breve História da Moda. São Paulo: Editora Claridade, 2007.

Idade Moderna - Novas Descobertas

  • 1.
    HISTÓRIA DA INDUMENTÁRIAE MODA IDADE MODERNA A ERA DAS DESCOBERTAS PROF. ODAIR TUONO
  • 2.
    IDADE MODERNA Noséculo XV, a palavra Mode co-meçou a ser utilizada em francês, designando “modo”, a partir da palavra latina Modus que fazia referência à medida agrária, mais tarde passou a significar “maneira de conduzir”. • Questionamento ao domínio de Deus – Antropocentrismo. • Clero, Nobre, Plebeus e Burgue-ses – Nova Hierarquia Social. • Experiência da realização pessoal – Individualismo. I. Leonardo da Vinci, estudos.
  • 3.
    IDADE MODERNA RENASCIMENTOBARROCO ROCOCÓ Firenze, séc. XV e XVI Revisão dos valores da Grécia e Roma An-tiga Dinamização comerci-al e expansão urbana Ascensão da burgue-sia Mecenato e a impor-tância do artista Humanismo e senso de pesquisa Itália, séc. XVII e XVIII Barrueco – espanhol, tipo de pérola irregular e defeituosa Revitalização da reli-giosidade Revolução comercial – ciclo das grandes na-vegações Revolução científica – Galileu, Newton França, Séc. XVIII Rocaille – francês, concha Iluminismo – com-preensão da nature-za e sociedade pela razão Excesso do exagero Reflexo de uma so-ciedade fútil em de-cadência.
  • 4.
    IDADE MODERNA –NOBREZA IMPERADOR & IMPERATRIZ REI & RAINHA PRÍNCIPE & PRINCESA – INFANTE & INFANTA ARQUIDUQUE & ARQUIDUQUESA GRÃO DUQUE & GRÃ DUQUESA DUQUE & DUQUESA MARQUÊS & MARQUESA CONDE & CONDESSA VISCONDE & VISCONDESSA BARÃO & BARONESA SENHOR & SENHORA
  • 5.
  • 6.
    RENASCIMENTO A cortede Borgonha se incomo-dava com as cópias feitas das suas roupas pelo burgueses. As Cruzadas favoreceram a ativida-de comercial dos produtos vindos do Oriente. Surge o conceito de moda como diferenciador social, de sexo (mas-culinas curtas e femininas longas) e pelo caráter de saxonalidade, um gosto prevalecia até não ser cópia-do. I. John Peacock.
  • 7.
    RENASCIMENTO A produçãode tecidos evoluiu sur-gindo os brocados, veludos, cetins e sedas. As cortes européias estabeleceram uma identidade própria, sendo em principio a italiana como a mais in-fluente. Os homens utilizavam o gibão – que era acolchoado, podendo ou não ter mangas, abotoado à frente e com uma basque sobre o calção. I. Robert Dudley c. 1560, Steven van der Muelen.
  • 8.
    RENASCIMENTO Brocado éum tipo de tecido decorado, feitos em seda colorida, e com relevos bordados geralmente a ouro ou prata. A palavra "brocado", vem do italiano broccato, "furar" ou "perfurar" com um brocco, "espinho" ou "pequeno prego“. O brocado costuma utilizar a técnica de trama suplementar, isto é, o brocado ornamental é produzido através de uma trama suplementar, não-estrutural, que é adicionada à trama padrão que mantém juntos os fios do urdume. O propósito desta técnica é dar a aparência de que a costura teria sido bordada, na realidade. I. Gloriarte
  • 9.
    RENASCIMENTO Sobre ogibão utilizavam a jacket (túnica aberta), os calções bufantes tornaram-se curtos e sobre o órgão sexual usavam um suporte para unir uma perna à outra. O codpiece ou braguette exibia to-da a masculinidade e virilidade do portador. As meias coloridas ou listradas po-deriam se diferenciar em cada per-na simbolizando um respectivo clã. Os sapatos tinham o bico achatado e largo oferecendo mais conforto. I. Henry VIII, rei da Inglaterra e Irlanda, s.d. Hans Holbein, o moço.
  • 10.
    RENASCIMENTO Influenciados pelosmercenários alemães que utilizavam vestimentas compostas de recortes ou tiras, através das quais um rico tecido costurado por baixo ficava visível. A moda dos Lansquenets espalho-se por toda Europa e as vestimen-tas de ambos os sexos eram feitas de forma que permitiam a visão do tecido utilizado por baixo. O Chemise era uma espécie de ca-misa leve, geralmente de linho, utili-zada por homens ou mulheres para proteger a vestimenta superior dos suores do corpo. I. Retrato de Charles de Solier, Lord of Morette – Hans Holbein
  • 11.
    RENASCIMENTO Utilizava-se ummanto ou sobre túnica chamada cotehardie e um vestido bastante justo denominado vertugado conferindo formas rijas ao tronco e a cintura que se abria em forma cônica. O corpete afunilava a parte superior da silhueta feminina, a gola de renda branca valorizava o decote eviden-ciando o colo. Armações feitas de madeira, arame ou barbatanas de baleia permitam os volume da forma cônica até as abóbadas, essa moda inglesa cha-mava se farthingale. I. Catherine Parr, 1545. Master John. VERTUGADO COTEHARDIE
  • 12.
    RENASCIMENTO Surgiu umtipo de gola denominada rufo, semelhante a uma grande ro-da, em tecido fino e engomado, ornadas ou totalmente em renda. O gosto excessivo pelo perfumes e adornos para cabelo era caracterís-tico da época A corte do imperador espanhol Carlos V, devido a sua tradição cultural e religiosa, influenciaram o uso da cor preta para ambos os sexos. I. Rufos exemplos. Elizabeth, Kate Blanchet / Fashion RIO, Alessa.
  • 13.
    RENASCIMENTO Os penteadosfemininos se torna-ram cada vez mais complexos e mudaram de forma diversas vezes. Penteados em formato de dois co-nes na extremidade da cabeça eram utilizados com véu. Os cabelos loiros podiam ser natu-rais ou tingidos. Apesar de diversos artifícios as roupas masculinas da época foram consideradas mais exuberantes que as femininas. I. Duquesa Battista Sforza, Piero della Francesca. Marg. van Eyck, Jan van Eyck.
  • 14.
    RENASCIMENTO Os vestidoseram armados pela far-thingale conferindo assim o volume das peças que tinham barras que se arrastavam pelo chão. Visando manter a dama acima da sujeira e da lama foi criado o calçado denominado chapins ou chopines que ficavam encobertos pelo vestido, mas eram ricamente decorados, podiam medir até cerca de 50 cm de altura, aumentando sobremaneira a estatura da usuária. I. Chapins, exemplos. Séc. XV e XVI
  • 15.
    RENASCIMENTO Artistas doperíodo renascentistas: • Rafael Sanzio • Sandro Botticelli • Ticiano • Andre Mantegna • Albrecht Dürer • Leonardo da Vinci • Lucas Cranach • Miguel Ângelo Buonarroti • Pieter Bruegel I. Dama com arminho, séc. XV. Leonardo da Vinci.
  • 16.
    RENASCIMENTO Índice deFilmes: • Agonia e Êxtase (1965, EUA). • Elizabeth (1998, ING). • Para Sempre Cinderela (1998, EUA). • Mercador de Veneza, O (2004, EUA). • Rainha Margot, A (1994, FRA/ ALE /ITA). • Romeu e Julieta (1968, ING/ITA). • Shakespeare Apaixonado (1998, ING/EUA). I. Elizabeth I, rainha da Inglaterra. c.1558.
  • 17.
  • 18.
    BARROCO As cortesentre a França, Inglaterra, Espanha e Holanda se revezavam na criação de modos e estilos sem-pre copiados pela bourgeoisie. Na França e Inglaterra a roupa mas-culina estava associada aos mos-queteiros do rei. Plumas, rendas, fitas, brilhos revela-vam a extravagância característica do período imposto pela moda fran-cesa e o Rei Sol. I. John Peacock.
  • 19.
    BARROCO Os trajesda Holanda receberam influência espanhola e, juntamente com o Protestantismo local, continu-avam a usar o preto como sinônimo de austeridade. A moda masculina da Europa, de forma geral, era composta pelo gibão mais amplos e largos, soma-dos ao culottes com altura abaixo do joelho. A renda era utilizada, para ambos os sexos, nos punhos e golas das peças, no conjunto o traje barroco é caracterizado pelo excesso visual. I. Charles I da Inglaterra c. 1629. Daniel Mijtens, o velho. LANSQUENETS
  • 20.
    BARROCO As botasutilizadas pelos mosque-teiros na França e cavaleiros na Inglaterra ganharam o caráter de moda. A peruca transformou-se num dos elementos mais importante da ele-gância masculina. Luís XIV, o Rei Sol (1643-1715), começou a se impor para o restante da Europa com novos padrões sociais, criando regras de etiqueta e moda. I. Luís XIV. Reine des Centfeuilles, s.r.
  • 21.
    BARROCO A modamasculina era mais opulen-ta que a feminina. O culotte tornou-se bem largo, com bordados e rendas, assemelhando-se mais ao saiote do que a um calção. Por influência oriental os homens usavam uma túnica longa em tecidos brocados ou veludos, uma gravata ou tecido de renda adorna-va a chemise. Chapéus e meias de seda comple-tavam o traje masculino da época. I. Lords. Reine des Centfeuilles, s.r.
  • 22.
    BARROCO O esplendortambém era caracterís-tica do traje feminino. Usavam uma camisa de manga curta e a sobre-camisa com decotes de manga até o cotovelo. O corpete garantia as cinturas finas. Escarlate, cereja, azul escuro, rosa, azul céu e amarelo pálido eram as cores mais evidentes. O cabelo apresentava ares de des-penteado com rendas, toucas e ar-mações de arame para manter em pé um volume tão alto que chegava a aumentar 20 cm a altura sobre a cabeça. I. Rubens, s.r.
  • 23.
    BARROCO Um complementode uso feminino eram as mouches de beauté em voga na segunda metade do século XVII. As mouches eram feitas de seda preta com material adesivo para se-rem aplicadas ao rosto. Os principais motivos eram sóis, pombas, carruagens e cupidos que conferiam charme e expressão faci-al as damas da época. I. Dama com detalhe azul. s.r. Thomas Gainsborough.
  • 24.
    BARROCO Artistas doperíodo barroco: • Caravaggio • Georges de la Tour • Jacob Jordaens • Givanni Battista Tiepolo • Peter Paul Rubens • Rembrandt • Velásquez I. Peter Paul Rubens e Isabella Brant, c. 1609-10.
  • 25.
    BARROCO Índice deFilmes: • Filha de D’Artagnan, A. (1994, FRA). • Homem da Máscara de Ferro (1998, EUA). • Outro Lado da Nobreza, O (1995, EUA). • Rei Pasmado e a Rainha Nua. (1991 ESP/FRA/POR). • Vatel – Um Banquete para o Rei (2000, ING/FRA). I. Retrato de família (detalhe), séc. XVII. Jacob Jordaens.
  • 26.
  • 27.
    ROCOCÓ A Françapassa a dominar o cenário da moda no final do século XVII, a época tenta expressar rigidez, digni-dade e seriedade. O Rococó visava a graça, o requin-te, a alegria, o fantástico, o exótico e exuberante. O excesso característico do período perde lugar a partir da Revolução Francesa e as novas regras imposta por Napoleão Bonaparte. I. Ilustração, John Peacock.
  • 28.
    ROCOCÓ As vestesmasculinas eram com-postas pelo culotte justo até o joe-lho, camisa, colete, casaca, meias brancas e sapatos de saltos. Os coletes e casacas (justaucorps) eram bordados com abotoamento frontal. Os cabelos ou perucas amarrados atrás em rabo de cavalo, quando não eram naturais podiam ser de fi-bras vegetais, crina de cavalo ou bode. O chapéu utilizado era o tricórnio na cor preta I. Reine des Centfeuilles, s.r.
  • 29.
    ROCOCÓ Nas peçasfemininas a flor se tor-nou o grande ornamento, naturais ou artificiais, utilizadas em vestidos ou nos cabelos. As saias eram volumosas e os cor-petes marcavam a cintura e o busto. Os vestidos eram denominado aber-tos ou fechados. O vestido aberto era composto de corpete decotado em formato qua-drado com mangas até os cotove-los, a sobre-saia deixava aparecer a saia de baixo repleta de ornamen-tos. I. Marquesa de Pompadour, 1756 François Boucher.
  • 30.
    ROCOCÓ As saiasampliaram seus volumes na direção lateral através de arma-ções de salgueiro ou vime chama-das panniers. O vestido fechado não possuía a sobressaia aberta, rendas, laços e motivos inspirados na natureza or-namentavam ambos os estilos. Era comum aos dois sexos empoar o cabelo de branco ou cinza. As mulheres enfeitavam-nos com ces-tos de frutas, caravelas, cenas pas-torais, moinhos de vento, borboletas entre outros, estes penteados podi-am tem mais de um metro de altura. I. Infanta Margarida da Áustria, séc. XVII. Velázques
  • 31.
    ROCOCÓ Artistas doperíodo rococó: • François Boucher • Jean-Antoine Watteau • Jean-Baptiste-Siméon Chardin • Jean-Honoré Fragonard • Thomas Gainsborough I. O passeio matinal, 1785. Thomas Gainsborough.
  • 32.
    ROCOCÓ Índice deFilmes: • Amadeus (1984, EUA). • Enigma do Colar, O (2001, EUA). • Ligações Perigosas (1988, EUA). • Marquise (1997, FRA/ESP/SUI). • Moça com Brinco de Pérola. (2003, ING). • Pacto dos Lobos (2001, FRA). • Piratas do Caribe (2003, EUA). I. Madame de Pompadour, 1759. François Boucher.
  • 33.
    REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ABRIL,Editora. Enciclopédia Multimídia da Arte Universal. São Paulo: Alphabetum Edições Multimídia, 1997. BRAGA, João. História da Moda: uma narrativa. São Paulo: Editora Anhembi Morumbi, 2004. BOUCHER, François. A History of Costume in the West. Nova York: Thames and Hudson Ltd., 1987. LAVER, James. A roupa e a moda uma história concisa. São Paulo: Companhia das Letras, 1996. PEACOCK, John. The Chronicle of Western Costume. Londres: Thames and Hudson Ltd., 1991. POLLINI, Denise. Breve História da Moda. São Paulo: Editora Claridade, 2007.