ESTRUTURA MUSICAL 
Professora 
Andrea Dressler 
A L G U N S C O N C E I T O S B Á S I C O S S O B R E O S E L E M E N T O S 
Q U E F A Z E M P A R T E D A E S T R U T U R A M U S I C A L
JÁ VIMOS QUE 
A MÚSICA É 
UM FENÔMENO UNIVERSAL 
E NÃO 
UMA LINGUAGEM UNIVERSA 
L. 
OU SEJA, 
A MÚSICA PODE ESTAR 
PRESENTE EM QUALQUER 
LUGAR DO PLANETA, 
MAS NÃO SE COMUNICA 
NEM PRECISA SER, 
NECESSARIAMENTE, 
COMPREENDIDA DA MESMA 
FORMA EM TODAS AS 
PARTES.
A P R E N D E M O S 
Q U E , A N T E S D A 
M Ú S I C A , E X I S T E 
O S O M . 
O S S O N S P O D E M S E R 
C L A S S I F I C A D O S D E A C O R D O 
C O M S U A S P R O P R I E D A D E S 
( O U Q U A L I D A D E S ) 
Q U E S Ã O : 
A A LT U R A , 
A I N T E N S I D A D E , 
A D U R A Ç Ã O 
E O T I M B R E . 
O S S O N S S Ã O R E P R E S E N TA D O S P E L A S 
N O TA S M U S I C A I S . 
E , P O R F I M , 
V I M O S Q U E PA R A A M Ú S I C A E X I S T I R , 
T R Ê S E L E M E N T O S B Á S I C O S S E 
R E L A C I O N A M : 
A M E L O D I A , 
O R I T M O 
E A H A R M O N I A .
VAMOS CONHECER 
AGORA OUTROS 
CONCEITOS: 
ELEMENTOS QUE 
ESTRUTURAM A MUSICA
1. A ESCRITA MUSICAL (OU NOTAÇÃO MUSICAL) 
Grande parte do desenvolvimento da notação musical deriva do trabalho do monge católico italiano 
Guido d’Arezzo, durante a Idade Média. Ele criou os nomes pelos quais as notas são conhecidas atualmente 
(Dó, Ré, Mi, Fá, Sol, Lá, Si). Os nomes foram retirados das sílabas iniciais do “Hino a São João Batista” , 
chamado Ut queant laxis. 
Essas sete notas ouvidas sucessivamente formam uma série de sons aos quais dá-se o nome de escala.
2. O PENTAGRAMA (OU PAUTA MUSICAL) 
É o sistema de notação com pautas moderno. Consiste em um sistema gráfico que utiliza símbolos escritos sobre 
uma pauta de 5 linhas paralelas e equidistantes e que formam entre si quatro espaços onde ficam os símbolos que 
indicam as notas musicais. Exemplo: 
Por que é tão importante? Por que simboliza a representação da nota musical. Essa nota, por sua vez, 
representa um único som e sua duração e altura. Além disso pode representar as variações de intensidade, expressão 
ou técnicas de execução de um instrumento musical. Assim, por meio da pauta, qualquer pessoa em qualquer época 
pode tocar uma música escrita há muito tempo! 
E o ritmo? Em um pauta musical, além da indicação das alturas, necessitamos indicar também o tempo de 
emissão de cada nota, ou seja, o seu ritmo. Para isso usamos as figuras de duração que indicam quanto tempo 
devemos emitir determinado som.
3. ACENTUAÇÃO MUSICAL 
O ritmo da música é o que vai determinar o estilo musical (ou gênero), ou seja, se é uma 
música erudita, se é rock, se é sertanejo, etc. Por isso, depois de saber o tempo de duração de cada 
som é preciso saber o momento exato em que cada nota deve ser destacada para dar o ritmo da 
música. 
Para entender melhor pense em uma música escrita, e não instrumental apenas. Geralmente, 
quando cantamos uma música as notas que são acentuadas, ou seja, cantadas fortemente, são 
associadas à acentuação das palavras que compõem sua letra. As acentuações determinam a 
intensidade do som e alterna-se entre sons fortes e fracos. 
Essa alternação é chamada de pulsação. Uma pulsação regular pode ter acentuações que se 
repetem de maneira regular. 
Por exemplo:
 Acentos que se repetem a cada dois pulsos regulares: 
Vamos comparar essa pulsão com as palavras de 2 sílabas em que a 1ª sílaba é mais forte que a segunda. Por exemplo: Ca sa – Ca 
ma- Ca rro- Bo la- Ba la etc. 
 Acentos que se repetem a cada três pulsos regulares: 
Essa pulsação de 3 em 3 pulsos pode ser comparada a palavras com 3 sílabas onde a primeira sílaba é mais forte que a segunda e 
terceira. Por exemplo: Cár cere – Sí laba – Mé dico etc. 
 Acentos que se repetem a cada quatro pulsos regulares: 
Nas pulsações de 4 em 4 podemos pensar em duas palavras com acento na 1ª sílaba. Por exemplo: Be la casa – Bar co verde – Me 
sa grande etc. 
Notou? Ao cantar e enfatizar as sílabas das palavras você está determinando o compasso da música. O mesmo acontece ao 
tocar as notas musicais.
4. COMPASSO MUSICAL 
Compasso é uma forma de expressar a regularidade da pulsação. 
Existem várias fórmulas de compasso: 
 o compasso de dois tempos e é um compasso binário; 
 o compasso de três tempos e é um compasso ternário; 
 o compasso de quatro tempos e é um compasso quaternário; 
Cada um desses compassos ainda podem ser classificados como simples ou compostos.
5. ESTRUTURA E FORMA MUSICAL 
Todos esses conceitos apresentados até aqui são importantes para que você saiba identificar 
em uma música todas as partes que constituem a sua estrutura musical. Toda vez que ouvimos, 
tocamos ou cantamos uma música, percebemos que ela possui partes que se repetem ou partes 
que se contrastam. 
Para entendermos melhor, vamos analisar a cantiga Escravos de Jó: 
Escravos de Jó jogavam caxangá 
Tira, bota deixa o Zé Pereira ficar 
Guerreiros com guerreiros fazem zigue zigue zá! 
Nessa cantiga de roda a mesma melodia se repete várias vezes, não é mesmo?
As formas musicais podem ser expressas com símbolos gráficos ou com letras do alfabeto. 
Assim podemos representar a música Escravos de Jó como uma forma A A A (...) 
 Quando, ao invés de repetir a melodia (a mesma ideia musical), resolvemos criar uma parte contrast 
ante, a música passa a ter duas partes e então chamamos essa estrutura de forma binária. 
A forma binária pode ser abreviada pelas letras A (primeira parte) e B (parte contrastante). 
Então temos uma forma: A B 
 A forma ternária é uma extensão da forma binária. 
Também possui uma parte inicial A e uma parte contrastante, a parte B. 
A diferença é que a música termina com um retorno à parte A. Assim temos: A B A 
 Além da forma binárias e ternária temos ainda outra que ao invés de possuir somente uma parte 
contrastante, pode ter mais partes contrastantes. 
É a chamada forma rondó, que pode ser representada assim: A B A C A D A (...)
PRA FIXAR: 
BINÁRIA 
AB 
TERNÁRIA 
ABA 
RONDÓ 
ABACADA
6. TEXTURA (OU TESSITURA) MUSICAL 
Em música chamamos de textura a maneira como os sons são organizados numa música. Pense num tecido, cheio 
de fibras e linhas. Na música a textura é como um tecido composto por sons, as linhas, que dão a liga na música e formam 
o todo 
 Quando ouvimos só uma pessoa cantando (ou um coro em uníssono) ou um único instrumento soando, dizemos que a 
música possui uma textura monofônica. 
Exemplo: canto gregoriano (típico da idade média) 
 Quando existem mais vozes cantando junto, formando um bloco sonoro único, dizemos que esta música possui uma textura 
homofônica. 
Exemplo: uma banda de rock 
 E quando uma melodia é acompanhada de uma ou mais melodias simultâneas, chamamos de polifônica. 
Exemplo: os estilos polifônicos mais conhecidos são o cânone e a fuga – do período barroco
BIBLIOGRAFIA 
A P O S T I L A D E M Ú S I C A D O P O R T A L D E E D U C A Ç Ã O M U S I C A L 
D O C O L É G I O P E D R O I I 
E L A B O R A D O P O R : 
P R O F ª M Ô N I C A L E M E 
P R O F ª M I L E N A T I B Ú R C I O 
P R O F ª I S A B E L C R I S T I N A B O R G E S D E M E D E I R O S

Teoria Musical - Conceitos Estruturais

  • 1.
    ESTRUTURA MUSICAL Professora Andrea Dressler A L G U N S C O N C E I T O S B Á S I C O S S O B R E O S E L E M E N T O S Q U E F A Z E M P A R T E D A E S T R U T U R A M U S I C A L
  • 2.
    JÁ VIMOS QUE A MÚSICA É UM FENÔMENO UNIVERSAL E NÃO UMA LINGUAGEM UNIVERSA L. OU SEJA, A MÚSICA PODE ESTAR PRESENTE EM QUALQUER LUGAR DO PLANETA, MAS NÃO SE COMUNICA NEM PRECISA SER, NECESSARIAMENTE, COMPREENDIDA DA MESMA FORMA EM TODAS AS PARTES.
  • 3.
    A P RE N D E M O S Q U E , A N T E S D A M Ú S I C A , E X I S T E O S O M . O S S O N S P O D E M S E R C L A S S I F I C A D O S D E A C O R D O C O M S U A S P R O P R I E D A D E S ( O U Q U A L I D A D E S ) Q U E S Ã O : A A LT U R A , A I N T E N S I D A D E , A D U R A Ç Ã O E O T I M B R E . O S S O N S S Ã O R E P R E S E N TA D O S P E L A S N O TA S M U S I C A I S . E , P O R F I M , V I M O S Q U E PA R A A M Ú S I C A E X I S T I R , T R Ê S E L E M E N T O S B Á S I C O S S E R E L A C I O N A M : A M E L O D I A , O R I T M O E A H A R M O N I A .
  • 4.
    VAMOS CONHECER AGORAOUTROS CONCEITOS: ELEMENTOS QUE ESTRUTURAM A MUSICA
  • 5.
    1. A ESCRITAMUSICAL (OU NOTAÇÃO MUSICAL) Grande parte do desenvolvimento da notação musical deriva do trabalho do monge católico italiano Guido d’Arezzo, durante a Idade Média. Ele criou os nomes pelos quais as notas são conhecidas atualmente (Dó, Ré, Mi, Fá, Sol, Lá, Si). Os nomes foram retirados das sílabas iniciais do “Hino a São João Batista” , chamado Ut queant laxis. Essas sete notas ouvidas sucessivamente formam uma série de sons aos quais dá-se o nome de escala.
  • 6.
    2. O PENTAGRAMA(OU PAUTA MUSICAL) É o sistema de notação com pautas moderno. Consiste em um sistema gráfico que utiliza símbolos escritos sobre uma pauta de 5 linhas paralelas e equidistantes e que formam entre si quatro espaços onde ficam os símbolos que indicam as notas musicais. Exemplo: Por que é tão importante? Por que simboliza a representação da nota musical. Essa nota, por sua vez, representa um único som e sua duração e altura. Além disso pode representar as variações de intensidade, expressão ou técnicas de execução de um instrumento musical. Assim, por meio da pauta, qualquer pessoa em qualquer época pode tocar uma música escrita há muito tempo! E o ritmo? Em um pauta musical, além da indicação das alturas, necessitamos indicar também o tempo de emissão de cada nota, ou seja, o seu ritmo. Para isso usamos as figuras de duração que indicam quanto tempo devemos emitir determinado som.
  • 7.
    3. ACENTUAÇÃO MUSICAL O ritmo da música é o que vai determinar o estilo musical (ou gênero), ou seja, se é uma música erudita, se é rock, se é sertanejo, etc. Por isso, depois de saber o tempo de duração de cada som é preciso saber o momento exato em que cada nota deve ser destacada para dar o ritmo da música. Para entender melhor pense em uma música escrita, e não instrumental apenas. Geralmente, quando cantamos uma música as notas que são acentuadas, ou seja, cantadas fortemente, são associadas à acentuação das palavras que compõem sua letra. As acentuações determinam a intensidade do som e alterna-se entre sons fortes e fracos. Essa alternação é chamada de pulsação. Uma pulsação regular pode ter acentuações que se repetem de maneira regular. Por exemplo:
  • 8.
     Acentos quese repetem a cada dois pulsos regulares: Vamos comparar essa pulsão com as palavras de 2 sílabas em que a 1ª sílaba é mais forte que a segunda. Por exemplo: Ca sa – Ca ma- Ca rro- Bo la- Ba la etc.  Acentos que se repetem a cada três pulsos regulares: Essa pulsação de 3 em 3 pulsos pode ser comparada a palavras com 3 sílabas onde a primeira sílaba é mais forte que a segunda e terceira. Por exemplo: Cár cere – Sí laba – Mé dico etc.  Acentos que se repetem a cada quatro pulsos regulares: Nas pulsações de 4 em 4 podemos pensar em duas palavras com acento na 1ª sílaba. Por exemplo: Be la casa – Bar co verde – Me sa grande etc. Notou? Ao cantar e enfatizar as sílabas das palavras você está determinando o compasso da música. O mesmo acontece ao tocar as notas musicais.
  • 9.
    4. COMPASSO MUSICAL Compasso é uma forma de expressar a regularidade da pulsação. Existem várias fórmulas de compasso:  o compasso de dois tempos e é um compasso binário;  o compasso de três tempos e é um compasso ternário;  o compasso de quatro tempos e é um compasso quaternário; Cada um desses compassos ainda podem ser classificados como simples ou compostos.
  • 10.
    5. ESTRUTURA EFORMA MUSICAL Todos esses conceitos apresentados até aqui são importantes para que você saiba identificar em uma música todas as partes que constituem a sua estrutura musical. Toda vez que ouvimos, tocamos ou cantamos uma música, percebemos que ela possui partes que se repetem ou partes que se contrastam. Para entendermos melhor, vamos analisar a cantiga Escravos de Jó: Escravos de Jó jogavam caxangá Tira, bota deixa o Zé Pereira ficar Guerreiros com guerreiros fazem zigue zigue zá! Nessa cantiga de roda a mesma melodia se repete várias vezes, não é mesmo?
  • 11.
    As formas musicaispodem ser expressas com símbolos gráficos ou com letras do alfabeto. Assim podemos representar a música Escravos de Jó como uma forma A A A (...)  Quando, ao invés de repetir a melodia (a mesma ideia musical), resolvemos criar uma parte contrast ante, a música passa a ter duas partes e então chamamos essa estrutura de forma binária. A forma binária pode ser abreviada pelas letras A (primeira parte) e B (parte contrastante). Então temos uma forma: A B  A forma ternária é uma extensão da forma binária. Também possui uma parte inicial A e uma parte contrastante, a parte B. A diferença é que a música termina com um retorno à parte A. Assim temos: A B A  Além da forma binárias e ternária temos ainda outra que ao invés de possuir somente uma parte contrastante, pode ter mais partes contrastantes. É a chamada forma rondó, que pode ser representada assim: A B A C A D A (...)
  • 12.
    PRA FIXAR: BINÁRIA AB TERNÁRIA ABA RONDÓ ABACADA
  • 13.
    6. TEXTURA (OUTESSITURA) MUSICAL Em música chamamos de textura a maneira como os sons são organizados numa música. Pense num tecido, cheio de fibras e linhas. Na música a textura é como um tecido composto por sons, as linhas, que dão a liga na música e formam o todo  Quando ouvimos só uma pessoa cantando (ou um coro em uníssono) ou um único instrumento soando, dizemos que a música possui uma textura monofônica. Exemplo: canto gregoriano (típico da idade média)  Quando existem mais vozes cantando junto, formando um bloco sonoro único, dizemos que esta música possui uma textura homofônica. Exemplo: uma banda de rock  E quando uma melodia é acompanhada de uma ou mais melodias simultâneas, chamamos de polifônica. Exemplo: os estilos polifônicos mais conhecidos são o cânone e a fuga – do período barroco
  • 14.
    BIBLIOGRAFIA A PO S T I L A D E M Ú S I C A D O P O R T A L D E E D U C A Ç Ã O M U S I C A L D O C O L É G I O P E D R O I I E L A B O R A D O P O R : P R O F ª M Ô N I C A L E M E P R O F ª M I L E N A T I B Ú R C I O P R O F ª I S A B E L C R I S T I N A B O R G E S D E M E D E I R O S