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Pequena História da Música


  A música é considerada a arte mais antiga e a mais primitiva de todas.
Desenvolveu-se a partir dos principais ritmos e vibrações do mundo. É por isso
que se costuma ouvir dizer que “a música na terra é tão antiga como o
homem”.
  Numa tentativa de te facilitar o estudo da música, vou reconstituir a sua
história passando por todas as épocas, ou seja, desde a Pré-história até à
música moderna do século XX.
Pré-história



       Sabe-se que o homem primitivo teve desde muito cedo necessidade de
comunicar. Para isso usava, por exemplo, sinais sonoros como: gritos, sons
corporais, batimentos com pedras ou com ramos de árvores, etc. No fundo, o
homem pré-histórico tinha como principal objectivo o de imitar a natureza e não
o de fazer música. Mas desde o momento que o homem começou a produzir
sons com a intenção de fazer música, pode-se afirmar que se deu início ao
longo percurso da história da música.


       Assim o homem começou a fazer uso da música nas suas cerimónias e
rituais, como por exemplo, na evocação das forças da natureza, no culto dos
mortos, no decorrer da caça,


      Começou por usar apenas a voz e os diversos sons corporais e, mais
tarde, também introduziu gradualmente instrumentos (flautas, ramos de árvores
perfurados, paus, pedras) que construía para usar nas suas músicas e danças,
numa tentativa de agradar mais aos deuses.


      Depois de descobrir a beleza e a funcionalidade da música o homem
nunca mais se separou dela.
Antiguidade (até 400 d.C.)


  A música assumiu um papel central nas diversas actividades diárias das
grandes civilizações da antiguidade, nomeadamente no Egipto, Grécia e
Roma.


Egipto
  O Egipto, situado a nordeste de África, caracteriza-se essencialmente pelos
seus monumentos como as pirâmides e as esfinges. No Egipto fazia-se música
tanto no palácio do faraó como no trabalho do campo ou ainda no culto dos
mortos. Eram normalmente as mulheres que tocavam.
  A música tinha uma origem divina e estava muito ligada ao culto dos deuses
   Instrumentos:
   Os instrumentos usados eram essencialmente harpas, liras, flautas,
alaúdes e instrumentos de percussão.


Grécia
  A Grécia aparece muito ligada à poesia e à escrita que, a par com a música,
participavam como forma de expressão nos teatros. A civilização grega teve
um papel fundamental para a evolução da história da música ocidental, sendo
de destacar o seu contributo essencialmente em relação ao ritmo e à notação
musical.
Sabe-se que em Atenas se realizavam anualmente concursos de canto e
que as peças de teatro eram acompanhadas por música.
  Os gregos já tinham noção do culto da música como arte e como ciência,
pois a música era tão valorizada que fazia parte das quatro disciplinas
essenciais para a educação dos jovens.
  Foi também na Grécia Antiga que surgiu o órgão.
  Instrumentos:
   Os instrumentos usados por esta civilização são o aulos, a lira e os
instrumentos de percussão:
       O aulos: é um instrumento de dois tubos separados com o mesmo
comprimento e soprados ao mesmo tempo.
       A lira: é um instrumento de cordas com caixa de ressonância.
       Os instrumentos de percussão:
                  Tímpanos
             T    Címbalos
             C    Sistros


Roma
  Toda a música do império romano foi influenciada pela dos gregos. Em
Roma, as lutas dos gladiadores eram acompanhadas por trombetas. A música
estava sempre presente nas casas dos homens e mulheres com muito
dinheiro. Nas ruas davam-se pequenos espectáculos de malabarismo e de
acrobacia que eram sempre acompanhados por flautas e pandeiretas.
  Destaca-se nesta cultura a invenção do órgão hidráulico.
  O órgão hidráulico é um tipo de órgão que funcionava a água.
Idade Média (de 1400 a 1450)


  Com a queda do Império Romano e a implantação do cristianismo, a igreja
passa a ter um papel fundamental para o desenvolvimento e evolução da
música, pois são os monges que, nos mosteiros e depois dos gregos,
continuam a desenvolver a escrita e a teoria musical.
  São os cânticos litúrgicos vocais e de transmissão oral que fazem parte do
repertório mais usado na musica da Idade Média. Estes cantos litúrgicos
variavam nas suas interpretações consoante a raça, a cultura, os ritos e os
hábitos musicais dos diversos povos.
  Sentindo necessidade de unificar e de fortalecer o cristianismo, São Gregório
Magno, monge beneditino e eleito papa em 590, compilou e seleccionou uma
série de cânticos litúrgicos com qualidade e dignos de culto. Foi neste sentido
que reuniu alguns cânticos já existentes e outros de sua própria autoria numa
colectânea que intitulou de Antifonário.
   A esta forma de cantar deu-se o nome de Canto Gregoriano, que era
basicamente uma forma de oração para demonstrar o amor a Deus. Este canto
tinha uma melodia simples que seguia o ritmo das palavras.
   Nesta época começa a haver uma grande separação entre a música
religiosa e a música popular. Uma das grandes diferenças entre elas está nos
instrumentos que são usados em ambas. Na igreja apenas o órgão era
permitido, enquanto na música não religiosa ou chamada profana usavam-se: a
rabeca, o saltério, o alaúde, a charamela, a flauta, a gaita de foles, a
sanfona, a harpa, os pratos, os pandeiros, os tambores,...
   A língua usada nos cantos da igreja era o Latim, enquanto na música
popular eram os dialectos próprios de cada região.
Os menestréis eram cantores, músicos e malabaristas que andavam de
terra em terra juntamente com os saltimbancos.
  Os trovadores eram nobres que compunham música e poesia tendo como
tema preferido, para as suas composições, o amor.
  A notação musical serviu no início apenas para auxiliar a memória de quem
cantava, mas, ao longo dos tempos, tornou-se cada vez mais precisa. Numa
fase inicial eram colocados pequenos símbolos chamados neumas.
  Mais tarde e de forma progressiva foram introduzidas as linhas até se chegar
ao conjunto das 4 que foram inventadas por Guido D’Arezzo, conhecido como
sendo um grande teórico da música na Idade Média.
  Mas, a partir do século XI, o uso da pauta tornou-se habitual.
Renascimento (de 1450 a 1600)

  O período renascentista é caracterizado pela mudança de pensamento do
homem perante o mundo. Sabe-se desde logo que esta mudança vai também
influenciar a arte. O homem do renascimento já não vive apenas dominado
pelos valores da igreja, agora encontra valores nele próprio e na natureza. A
igreja também se tornou menos rígida e permitiu uma troca maior entre a
música sacra e a música profana.

  É nesta altura também que os donos das cortes e homens ricos concedem
oportunidades de trabalho aos compositores e aos músicos, promovendo
festas, audições e acontecimentos culturais.

  Neste período, as obras musicais que se desenvolvem são essencialmente
vocais, ou melhor, a música vocal polifónica é a composição mais comum.

Música vocal polifónica: composição vocal com diferentes vozes que cantam
em simultâneo, na qual cada uma das vozes canta uma melodia diferente das
restantes.

   As formas vocais mais importantes deste período são: os madrigais, a
missa, e o motete.

      Os madrigais: composição coral elaborada de origem italiana que, com
      base num pequeno poema, podia ser acompanhada por diversos
      instrumentos. Geralmente era tocado nas reuniões sociais palacianas e
      em espectáculos teatrais.
A missa: composição e interpretação vocal de carácter religioso que
      podia ser acompanhada pelos instrumentos musicais da época.

      O motete: composição com base no texto sagrado. É um género vocal
      que recorre à técnica da imitação (essencialmente no séc. XVI), ou seja,
      as vozes imitam-se entre si.

   É também no renascimento que, apesar de se continuar a utilizar os
instrumentos para duplicar, reforçar ou substituir as vozes, se começou a
desenvolver uma música composta para ser tocada por instrumentos musicais,
destacando-se o alaúde e as violas de gamba.
Barroco (de 1600 a 1750)

  Barroco é o período em que a música instrumental atinge, pela primeira vez,
a mesma importância que a música vocal.

  A música do barroco é exuberante, de ritmo energético e frases melódicas
longas muito bem organizadas. Neste contexto os compositores fazem uso de
um contraponto com grandes contrastes tímbricos.

  O violino é o instrumento que mais se afirmou devido à evolução da sua
construção e logo da sua execução. Também os instrumentos de tecla sofrem
grandes evoluções, nomeadamente o cravo que aparece como instrumento
solista, e não apenas como acompanhante.

  A orquestra também, por sua vez, toma maiores proporções e uma forma
mais estruturada. Dá-se também um aperfeiçoamento técnico dos músicos,
assim como um maior acesso à música por parte do público em geral.

  A ópera e o ballet são formas musicais, orquestrais e vocais que surgem e
se desenvolvem com grande autonomia.

  A suite que também é outro género deste período, é uma sucessão de
diferentes peças musicais com andamentos de dança.

  Entre os compositores mais famosos destaca-se: Johann Sebastian Bach.
Classicismo (1750/ 1810)

  No período clássico a música torna-se mais leve e menos complicada que no
barroco. Agora a música revela uma extrema suavidade e beleza com grande
equilíbrio e perfeição estética.

   No classicismo é a melodia com acompanhamento de acordes que
predomina. As frases melódicas são curtas, claras e bem definidas, sentindo-se
o princípio, meio e fim de cada uma. Há também uma maior variação em
relação à dinâmica das obras musicais, surge o sforzatto, o crescendo e
diminuendo. A sonoridade resultante de todas estas características é bastante
tonal.

   O cravo cai em desuso para dar lugar ao piano que o irá substituir
definitivamente. Também a orquestra toma maiores proporções ao mesmo
tempo que diversifica os seus instrumentos.

   Desenvolvem-se grandes géneros instrumentais como: a forma sonata, o
quarteto de cordas, a sinfonia e o concerto.
Romantismo (de 1810 a 1910)

   Este período caracteriza-se pela liberdade de expressão e de sentimentos.
Também as alterações políticas e sociais provocadas pela revolução francesa
de 1789 fazem surgir sentimentos nacionalistas (daqui o surgimento da música
folclórica).

  Assim, Paris junta-se a Viena e tornam-se os principais centros de música da
Europa. Neste contexto os compositores do Romantismo procuravam suscitar,
através da música, os seus sentimentos e afetos em relação à sociedade da
época.

   Surgem assim compositores como Schubert, Mendelsson, ou Chopin e
instrumentistas como Liszt (no piano) e Paganini (no violino).

  Os compositores também conseguem libertar-se da tutela dos nobres que os
empregavam e passam a compor por conta própria.

   Com a ascensão da burguesia os concertos públicos tornam-se mais
frequentes e, como consequência disto, surgem grandes salas de espetáculos
e concertos.

   As melodias românticas são mais líricas e as harmonias mais contrastantes,
dando assim um resultado sonoro com uma maior variedade de sonoridades,
dinâmicas e timbres. Também as obras musicais tomam maiores proporções
tanto a nível sonoro com a nível de duração. É importante referir também que,
devido a uma melhor qualidade dos instrumentos e dos executantes, a
orquestra atingiu grande qualidade sonora e quantidade de músicos.

   Por outro lado, a literatura exerceu uma enorme influência sobre a música
romântica, facto este que se comprova com o aparecimento do Lied e do
poema sinfónico.

   O Romantismo desenvolveu o virtuosismo na execução instrumental que
atingiu elevados graus de dificuldade e técnica instrumental levando os
músicos a tornarem-se figuras públicas de destaque.
Música Moderna – século XX

  O século XX surgiu como a era das experiências, da procura de novas
técnicas e de novos caminhos para a arte em geral.

  Como o Romantismo explorou ao máximo as possibilidades tonais, o século
XX trouxe para a música mudanças em relação à sonoridade, que resultaram
da aplicação de novas técnicas de composição e de instrumentos com sons
inovadores e tecnológicos. Neste contexto surgem assim os primeiros
instrumentos eletrónicos (guitarra eléctrica e sintetizador) ligados, numa
primeira fase, à música Pop e Rock e, numa segunda, a outros géneros
musicais.

  Há uma maior tendência para valorizar as culturas extra-europeias, mas, é
de referir, que este fator foi impulsionado pela evolução dos meios de
comunicação. Outro facto importante, foi o aparecimento da gravação que abriu
um novo mundo para a produção musical.

   A procura de novas sonoridades fez com que alguns compositores
explorassem sons de variados objetos e utensílios para os transformar em
instrumentos musicais.

  Também os instrumentos convencionais são transformados e devidamente
preparados de forma a alargar as suas possibilidades tímbricas e sonoras,
pois, é importante saber que o timbre é talvez o parâmetro da música mais
valorizado deste período.
Houve então uma renovação na linguagem musical devido à procura de
novos timbres, novas harmonias, novas melodias e novos ritmos assim como o
aparecimento de novos métodos de composição musical.

  Com a procura e o desenvolvimento de novos sons, a forma de composição
musical foi progressivamente abandonando o uso das oito notas da escala.
Com isto, deu-se a ausência da tonalidade definida, a que se chamou de
atonalidade, e começaram a escrever-se obras a partir da utilização de uma
série de 12 notas que consiste na técnica do dodecafonimo.




                 Ludwig van Beethoven
Retrato feito por Joseph Karl Stieler em 1820

Nome completo Ludwig van Beethoven

  Nascimento    16 de Dezembro de 1770
                Bonn, Nordrhein-Westfalen
                   Alemanha

    Morte       26 de Março de 1827 (56 anos)
                Viena, Estado de Viena
                   Áustria

  Ocupação      compositor e pianista erudito

  Assinatura

               Wolfgang Amadeus Mozart




Nome completo Johann Chrysostom Wolfgang Amadeus
              Mozart

 Nascimento     27 de Janeiro de 1756
Salzburgo, Salzburgo
               Áustria

 Morte     5 de Dezembro de 1791 (35 anos)
           Viena, Estado de Viena
               Áustria

Ocupação   compositor e pianista erudito

Período    Classicismo
musical
Frédéric Chopin




A única fotografia conhecida de Chopin, provavelmente feita
            por Louis-Auguste Bisson em 1849

  Nome completo       Fryderyk Franciszek Szopen

    Nascimento        1 de Março de 1810[1]
                      Żelazowa Wola, Mazóvia
                          Polónia

       Morte          17 de Outubro de 1849 (39 anos)
                      Paris, Île-de-France
                          França

     Ocupação         compositor e pianista

  Período musical     Romantismo

    Assinatura
Johann Sebastian Bach




     Retrato feito por Elias Gottlob Haussmann em 1748

  Nascimento    21 de março de 1685
                Eisenach

    Morte       28 de julho de 1750 (65 anos)
                Leipzig

  Ocupação      compositor, violinista, organista e cravista
                erudito

Período musical Barroco




                                   Carl Orff
Impulsionador da Música na Escola




Vida
Carl Orff Nasceu em Munique a 10 de Julho de 1895 e morreu a 29 de Março
de 1982. foi um compositor alemão, um dos mais destacados do século XX, famoso
sobretudo pela cantata Carmina Burana.
       A sua maior contribuição, contudo, situa-se na área da pedagogia musical, com o
Método Orff de ensino musical, baseado na percussão e no canto. Orff criou um centro
de educação musical para crianças e leigos em 1925, no qual trabalhou até a data do seu
falecimento.
       Orff estudou na Academia de Música de Munique até 1914. Serviu então às
forças armadas durante a Primeira Guerra Mundial. Posteriormente, actuou nas óperas
de Mannheim e Darmstadt, retornando depois a Munique, para continuar os seus
estudos musicais.
       Em 1925 foi co-fundador da Guenther School, para actividades físicas, musicais
e de dança em Munique, na qual trabalhou com principiantes em música até o fim de
sua vida. Pelo constante contacto com crianças, desenvolveu as suas teorias de educação
musical neste período.


•




Trabalho musical

       Carl Orff é mais conhecido pelo trabalho musical Carmina Burana (1937), uma
cantata encenada. É a primeira de uma trilogia intitulada Trionfi, que também inclui
Catulli Carmina e Trionfo di Afrodite. Estas composições reflectem o seu interesse pela
poesia medieval alemã. Apesar de moderno, em algumas das suas composições, Orff
soube capturar o espírito da era medieval na sua trilogia..
        Como facto histórico, Carmina Burana é provavelmente a peça mais famosa da
Alemanha nazi.
       O último trabalho de Orff, De Temporum Fine Comoedia (Uma peça para o
final dos tempos), teve sua apresentação no festival de música de Salzburg em 20 de
Agosto de 1973, executada por Herbert von Karajan com a Orquestra Sinfônica e de
Coro de Colônia.
Trabalho pedagógico

       Ao longo da sua vida, Orff trabalhou bastante com crianças, usando a música
como uma ferramenta educacional. Nos círculos pedagógicos, Orff é lembrado pela
abordagem da educação musical, desenvolvida junto com Gunild Keetman e
consubstanciada no seu método Orff-Schulwerk (1930-35). A simplicidade dos seus
instrumentos   permite que mesmo crianças não iniciadas possam executar peças
musicais com facilidade. O termo Schulwerk em alemão significa tarefa (ou trabalho)
escolar.




Almeida, António Victorino d'




António Victorino Goulart de Medeiros e Almeida (1940-) compôs a sua primeira peça
aos cinco anos e apresentou-se pela primeira vez como pianista e compositor aos sete
anos. Concluíu o curso superior de piano do Conservatório Nacional, estudando com
Campos Coelho. Estudou composição com Artur Santos e Joly Braga Santos. Partiu
como bolseiro para Viena de Áustria, sendo aluno de Karl Schiske e completanto uma
pós-graduação com a mais alta classificação, sendo por isso premiado pelo Ministério
da Cultura Austríaco. Estudou ainda com Friedrich Cehra, Dieter Kaufman e direcção
de orquestra com Koslik. Foi político e diplomata e desenvolveu trabalhos para a
televisão e a rádio. É autor de vários livros e também realizou cinema.

Lopes-Graça, Fernando
Fernando Lopes-Graça (1906-1994) iniciou o seu percurso musical como pianista, aos
catorze anos, do Cine-Teatro de Tomar. Frequentou o Conservatório Nacional onde
estudou com Adriano Meira e Vianna da Motta (piano), Tomás Borba e Luís de Freitas
Branco (composição e ciências musicais). Concluíu em 1931 o curso superior de
Composição com a mais alta classificação. É preso e desterrado para Alpiarça devido à
sua oposição ao regime. É pelas mesmas razões inibido de usar uma bolsa de estudo que
lhe fora entretanto oferecida para se deslocar a Paris, mas parte ainda assim a expensas
suas, ampliando os seus conhecimentos com Koechlin. É autor de uma vasta obra
literária sobre música portuguesa e pioneiro na recuperação do folclore português.

Branco, Luís de Freitas




                                     foto retirada de | photo from geneall



   Luís Maria da Costa de Freitas Branco (1890-1955), nascendo num meio familiar
propício a uma sólida formação cultural, estuda com Augusto Machado, Tomás Borba e
      Désiré Pâque. Aos vinte anos viaja até Berlim e, depois, Paris. Estuda com
 Humperdinck, conhece Debussy e mantem-se a par da melhor música europeia. É tido
como uma figura incontornável do modernismo português pela qualidade vanguardística
 de obras como Paraísos Artificiais ou Vathek. Mais tarde, enveredará por um caminho
de maior inspiração clássica, de que são exemplo as quatro sinfonias - e onde também é
           notório um profundo interesse pelo passado polifónico português.
~~~



  Stemming from a family background favourable to a solid cultural education, Luís
Maria da Costa de Freitas Branco (1890-1955), studies with Augusto Machado, Tomás
Borba e Désiré Pâque. At age twenty, he travels to Berlin and to Paris successively. He
  studies with Humperdinck, meets Debussy and keeps himself familiar with the best
European music. Freitas Branco is seen as an insurmountable figure of the Portuguese
    modernism due to his vanguardist works, such as Paraísos Artificiais (Artificial
     Paradises) or Vathek. Later, he would follow a path inspired by the classical
 tradition, which gives form to the four symphonies, and where a deep interest for the
                       Portuguese polyphonic past is notorious.




Keil, Alfredo




Alfredo Keil (1850-1907)
notabilizou-se como músico e
como pintor e em ambas as artes foi
reconhecido internacionalmente. As
suas obras demonstram uma
intenção nacionalista e foi o
primeiro compositor romântico a
escrever uma ópera cantada em
português. Estudou piano com
Óscar de la Cinna e composição
com Ernesto Vieira e António
Soares e manteve laços de amizade com Massenet. As suas óperas chegaram a ser
apresentadas em Rio de Janeiro e no Teatro Régio de Turim. O Ultimato Inglês
inspirou-lhe a composição d'A Portugueza, marcha que viria mais tarde a ser o hino
nacional português. Foi igualmente um célebre coleccionador de instrumentos musicais.


Michael Jackson

Michael Jackson

Michael Joseph Jackson (Gary, 29 de agosto de 1958 – Los Angeles, 25 de Junho de
2009) foi um cantor, compositor, ator, dançarino, publicitário, escritor, produtor,
diretor, poeta, instrumentista, estilista, ilusionista e empresário estadunidense.

Começou a cantar e a dançar aos cinco anos de idade, iniciando-se na carreira
profissional aos onze anos como vocalista dos Jackson 5; começou logo depois uma
carreira solo em 1971, permanecendo como membro do grupo. Apelidado nos anos
seguintes de "King of Pop" ("Rei da música Popular"), cinco de seus álbuns de estúdio
se tornaram os mais vendidos mundialmente de todos os tempos: Off the Wall (1979),
Thriller (1982), Bad (1987), Dangerous (1991) e HIStory: Past, Present and Future –
Book I (1995). Lançou-se em carreira solo no início da década de 1970, ainda pela
Motown, gravadora responsável pelo sucesso do grupo formado por ele e os irmãos. Em
idade adulta, gravou o álbum mais vendido da história, Thriller.

No início dos anos 1980, tornou-se uma figura dominante na música rock[1] e música
popular e o primeiro cantor afro-americano a receber exibição constante na MTV. A
popularidade de seus vídeos musicais transmitidos pela MTV, como "Beat It", "Billie
Jean" e "Thriller" são creditados como a causa da transformação do vídeo musical em
forma de promoção musical e também de ter tornado o então novo canal famoso.
Vídeos como "Black or White" e "Scream" mantiveram a alta rotatividade dos vídeos de
Jackson durante a década de 1990. Foi o criador de um estilo totalmente novo de dança,
utilizando especialmente os pés. Com suas performances no palco e clipes, Jackson
popularizou uma série de complexas técnicas de dança, como o Robot e o Moonwalk.
Seu estilo diferente e único de cantar, bem como a sonoridade de suas músicas
influenciaram uma série de artistas nos ramos do hip hop, dance e R&B.


                       Elvis Presley
Elvis Presley (1970)

                 Informação geral

Nome completo    Elvis Aaron Presley

                 Elvis, O rei do Rock, Elvis the Pelvis,
Apelido
                 The Hillbilly Cat

Data de
                 8 de Janeiro de 1935
nascimento

                 Americana e Européia (Irlanda ou
Origem
                 Escócia)

País                 Estados Unidos

Data de morte    16 de Agosto de 1977 (42 anos)

                 Rock and roll
                 Rockabilly
Gêneros
                 Rhythm and blues
                 Gospel

Instrumentos     Guitarra, violão, piano e baixo

Período em       amadora: (jul 1953 - ju 1954)
atividade        profissional: (jul 1954 - ago 1977)

Gravadoras       Sun Records, RCA, Sony/BMG

Página oficial   Sítio oficial
História da Música

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História da Música

  • 1. Pequena História da Música A música é considerada a arte mais antiga e a mais primitiva de todas. Desenvolveu-se a partir dos principais ritmos e vibrações do mundo. É por isso que se costuma ouvir dizer que “a música na terra é tão antiga como o homem”. Numa tentativa de te facilitar o estudo da música, vou reconstituir a sua história passando por todas as épocas, ou seja, desde a Pré-história até à música moderna do século XX.
  • 2. Pré-história Sabe-se que o homem primitivo teve desde muito cedo necessidade de comunicar. Para isso usava, por exemplo, sinais sonoros como: gritos, sons corporais, batimentos com pedras ou com ramos de árvores, etc. No fundo, o homem pré-histórico tinha como principal objectivo o de imitar a natureza e não o de fazer música. Mas desde o momento que o homem começou a produzir sons com a intenção de fazer música, pode-se afirmar que se deu início ao longo percurso da história da música. Assim o homem começou a fazer uso da música nas suas cerimónias e rituais, como por exemplo, na evocação das forças da natureza, no culto dos mortos, no decorrer da caça, Começou por usar apenas a voz e os diversos sons corporais e, mais tarde, também introduziu gradualmente instrumentos (flautas, ramos de árvores perfurados, paus, pedras) que construía para usar nas suas músicas e danças, numa tentativa de agradar mais aos deuses. Depois de descobrir a beleza e a funcionalidade da música o homem nunca mais se separou dela.
  • 3. Antiguidade (até 400 d.C.) A música assumiu um papel central nas diversas actividades diárias das grandes civilizações da antiguidade, nomeadamente no Egipto, Grécia e Roma. Egipto O Egipto, situado a nordeste de África, caracteriza-se essencialmente pelos seus monumentos como as pirâmides e as esfinges. No Egipto fazia-se música tanto no palácio do faraó como no trabalho do campo ou ainda no culto dos mortos. Eram normalmente as mulheres que tocavam. A música tinha uma origem divina e estava muito ligada ao culto dos deuses Instrumentos: Os instrumentos usados eram essencialmente harpas, liras, flautas, alaúdes e instrumentos de percussão. Grécia A Grécia aparece muito ligada à poesia e à escrita que, a par com a música, participavam como forma de expressão nos teatros. A civilização grega teve um papel fundamental para a evolução da história da música ocidental, sendo de destacar o seu contributo essencialmente em relação ao ritmo e à notação musical.
  • 4. Sabe-se que em Atenas se realizavam anualmente concursos de canto e que as peças de teatro eram acompanhadas por música. Os gregos já tinham noção do culto da música como arte e como ciência, pois a música era tão valorizada que fazia parte das quatro disciplinas essenciais para a educação dos jovens. Foi também na Grécia Antiga que surgiu o órgão. Instrumentos: Os instrumentos usados por esta civilização são o aulos, a lira e os instrumentos de percussão: O aulos: é um instrumento de dois tubos separados com o mesmo comprimento e soprados ao mesmo tempo. A lira: é um instrumento de cordas com caixa de ressonância. Os instrumentos de percussão: Tímpanos T Címbalos C Sistros Roma Toda a música do império romano foi influenciada pela dos gregos. Em Roma, as lutas dos gladiadores eram acompanhadas por trombetas. A música estava sempre presente nas casas dos homens e mulheres com muito dinheiro. Nas ruas davam-se pequenos espectáculos de malabarismo e de acrobacia que eram sempre acompanhados por flautas e pandeiretas. Destaca-se nesta cultura a invenção do órgão hidráulico. O órgão hidráulico é um tipo de órgão que funcionava a água.
  • 5. Idade Média (de 1400 a 1450) Com a queda do Império Romano e a implantação do cristianismo, a igreja passa a ter um papel fundamental para o desenvolvimento e evolução da música, pois são os monges que, nos mosteiros e depois dos gregos, continuam a desenvolver a escrita e a teoria musical. São os cânticos litúrgicos vocais e de transmissão oral que fazem parte do repertório mais usado na musica da Idade Média. Estes cantos litúrgicos variavam nas suas interpretações consoante a raça, a cultura, os ritos e os hábitos musicais dos diversos povos. Sentindo necessidade de unificar e de fortalecer o cristianismo, São Gregório Magno, monge beneditino e eleito papa em 590, compilou e seleccionou uma série de cânticos litúrgicos com qualidade e dignos de culto. Foi neste sentido que reuniu alguns cânticos já existentes e outros de sua própria autoria numa colectânea que intitulou de Antifonário. A esta forma de cantar deu-se o nome de Canto Gregoriano, que era basicamente uma forma de oração para demonstrar o amor a Deus. Este canto tinha uma melodia simples que seguia o ritmo das palavras. Nesta época começa a haver uma grande separação entre a música religiosa e a música popular. Uma das grandes diferenças entre elas está nos instrumentos que são usados em ambas. Na igreja apenas o órgão era permitido, enquanto na música não religiosa ou chamada profana usavam-se: a rabeca, o saltério, o alaúde, a charamela, a flauta, a gaita de foles, a sanfona, a harpa, os pratos, os pandeiros, os tambores,... A língua usada nos cantos da igreja era o Latim, enquanto na música popular eram os dialectos próprios de cada região.
  • 6. Os menestréis eram cantores, músicos e malabaristas que andavam de terra em terra juntamente com os saltimbancos. Os trovadores eram nobres que compunham música e poesia tendo como tema preferido, para as suas composições, o amor. A notação musical serviu no início apenas para auxiliar a memória de quem cantava, mas, ao longo dos tempos, tornou-se cada vez mais precisa. Numa fase inicial eram colocados pequenos símbolos chamados neumas. Mais tarde e de forma progressiva foram introduzidas as linhas até se chegar ao conjunto das 4 que foram inventadas por Guido D’Arezzo, conhecido como sendo um grande teórico da música na Idade Média. Mas, a partir do século XI, o uso da pauta tornou-se habitual.
  • 7. Renascimento (de 1450 a 1600) O período renascentista é caracterizado pela mudança de pensamento do homem perante o mundo. Sabe-se desde logo que esta mudança vai também influenciar a arte. O homem do renascimento já não vive apenas dominado pelos valores da igreja, agora encontra valores nele próprio e na natureza. A igreja também se tornou menos rígida e permitiu uma troca maior entre a música sacra e a música profana. É nesta altura também que os donos das cortes e homens ricos concedem oportunidades de trabalho aos compositores e aos músicos, promovendo festas, audições e acontecimentos culturais. Neste período, as obras musicais que se desenvolvem são essencialmente vocais, ou melhor, a música vocal polifónica é a composição mais comum. Música vocal polifónica: composição vocal com diferentes vozes que cantam em simultâneo, na qual cada uma das vozes canta uma melodia diferente das restantes. As formas vocais mais importantes deste período são: os madrigais, a missa, e o motete. Os madrigais: composição coral elaborada de origem italiana que, com base num pequeno poema, podia ser acompanhada por diversos instrumentos. Geralmente era tocado nas reuniões sociais palacianas e em espectáculos teatrais.
  • 8. A missa: composição e interpretação vocal de carácter religioso que podia ser acompanhada pelos instrumentos musicais da época. O motete: composição com base no texto sagrado. É um género vocal que recorre à técnica da imitação (essencialmente no séc. XVI), ou seja, as vozes imitam-se entre si. É também no renascimento que, apesar de se continuar a utilizar os instrumentos para duplicar, reforçar ou substituir as vozes, se começou a desenvolver uma música composta para ser tocada por instrumentos musicais, destacando-se o alaúde e as violas de gamba.
  • 9. Barroco (de 1600 a 1750) Barroco é o período em que a música instrumental atinge, pela primeira vez, a mesma importância que a música vocal. A música do barroco é exuberante, de ritmo energético e frases melódicas longas muito bem organizadas. Neste contexto os compositores fazem uso de um contraponto com grandes contrastes tímbricos. O violino é o instrumento que mais se afirmou devido à evolução da sua construção e logo da sua execução. Também os instrumentos de tecla sofrem grandes evoluções, nomeadamente o cravo que aparece como instrumento solista, e não apenas como acompanhante. A orquestra também, por sua vez, toma maiores proporções e uma forma mais estruturada. Dá-se também um aperfeiçoamento técnico dos músicos, assim como um maior acesso à música por parte do público em geral. A ópera e o ballet são formas musicais, orquestrais e vocais que surgem e se desenvolvem com grande autonomia. A suite que também é outro género deste período, é uma sucessão de diferentes peças musicais com andamentos de dança. Entre os compositores mais famosos destaca-se: Johann Sebastian Bach.
  • 10. Classicismo (1750/ 1810) No período clássico a música torna-se mais leve e menos complicada que no barroco. Agora a música revela uma extrema suavidade e beleza com grande equilíbrio e perfeição estética. No classicismo é a melodia com acompanhamento de acordes que predomina. As frases melódicas são curtas, claras e bem definidas, sentindo-se o princípio, meio e fim de cada uma. Há também uma maior variação em relação à dinâmica das obras musicais, surge o sforzatto, o crescendo e diminuendo. A sonoridade resultante de todas estas características é bastante tonal. O cravo cai em desuso para dar lugar ao piano que o irá substituir definitivamente. Também a orquestra toma maiores proporções ao mesmo tempo que diversifica os seus instrumentos. Desenvolvem-se grandes géneros instrumentais como: a forma sonata, o quarteto de cordas, a sinfonia e o concerto.
  • 11. Romantismo (de 1810 a 1910) Este período caracteriza-se pela liberdade de expressão e de sentimentos. Também as alterações políticas e sociais provocadas pela revolução francesa de 1789 fazem surgir sentimentos nacionalistas (daqui o surgimento da música folclórica). Assim, Paris junta-se a Viena e tornam-se os principais centros de música da Europa. Neste contexto os compositores do Romantismo procuravam suscitar, através da música, os seus sentimentos e afetos em relação à sociedade da época. Surgem assim compositores como Schubert, Mendelsson, ou Chopin e instrumentistas como Liszt (no piano) e Paganini (no violino). Os compositores também conseguem libertar-se da tutela dos nobres que os empregavam e passam a compor por conta própria. Com a ascensão da burguesia os concertos públicos tornam-se mais frequentes e, como consequência disto, surgem grandes salas de espetáculos e concertos. As melodias românticas são mais líricas e as harmonias mais contrastantes, dando assim um resultado sonoro com uma maior variedade de sonoridades, dinâmicas e timbres. Também as obras musicais tomam maiores proporções tanto a nível sonoro com a nível de duração. É importante referir também que, devido a uma melhor qualidade dos instrumentos e dos executantes, a orquestra atingiu grande qualidade sonora e quantidade de músicos. Por outro lado, a literatura exerceu uma enorme influência sobre a música romântica, facto este que se comprova com o aparecimento do Lied e do poema sinfónico. O Romantismo desenvolveu o virtuosismo na execução instrumental que atingiu elevados graus de dificuldade e técnica instrumental levando os músicos a tornarem-se figuras públicas de destaque.
  • 12. Música Moderna – século XX O século XX surgiu como a era das experiências, da procura de novas técnicas e de novos caminhos para a arte em geral. Como o Romantismo explorou ao máximo as possibilidades tonais, o século XX trouxe para a música mudanças em relação à sonoridade, que resultaram da aplicação de novas técnicas de composição e de instrumentos com sons inovadores e tecnológicos. Neste contexto surgem assim os primeiros instrumentos eletrónicos (guitarra eléctrica e sintetizador) ligados, numa primeira fase, à música Pop e Rock e, numa segunda, a outros géneros musicais. Há uma maior tendência para valorizar as culturas extra-europeias, mas, é de referir, que este fator foi impulsionado pela evolução dos meios de comunicação. Outro facto importante, foi o aparecimento da gravação que abriu um novo mundo para a produção musical. A procura de novas sonoridades fez com que alguns compositores explorassem sons de variados objetos e utensílios para os transformar em instrumentos musicais. Também os instrumentos convencionais são transformados e devidamente preparados de forma a alargar as suas possibilidades tímbricas e sonoras, pois, é importante saber que o timbre é talvez o parâmetro da música mais valorizado deste período.
  • 13. Houve então uma renovação na linguagem musical devido à procura de novos timbres, novas harmonias, novas melodias e novos ritmos assim como o aparecimento de novos métodos de composição musical. Com a procura e o desenvolvimento de novos sons, a forma de composição musical foi progressivamente abandonando o uso das oito notas da escala. Com isto, deu-se a ausência da tonalidade definida, a que se chamou de atonalidade, e começaram a escrever-se obras a partir da utilização de uma série de 12 notas que consiste na técnica do dodecafonimo. Ludwig van Beethoven
  • 14. Retrato feito por Joseph Karl Stieler em 1820 Nome completo Ludwig van Beethoven Nascimento 16 de Dezembro de 1770 Bonn, Nordrhein-Westfalen Alemanha Morte 26 de Março de 1827 (56 anos) Viena, Estado de Viena Áustria Ocupação compositor e pianista erudito Assinatura Wolfgang Amadeus Mozart Nome completo Johann Chrysostom Wolfgang Amadeus Mozart Nascimento 27 de Janeiro de 1756
  • 15. Salzburgo, Salzburgo Áustria Morte 5 de Dezembro de 1791 (35 anos) Viena, Estado de Viena Áustria Ocupação compositor e pianista erudito Período Classicismo musical
  • 16. Frédéric Chopin A única fotografia conhecida de Chopin, provavelmente feita por Louis-Auguste Bisson em 1849 Nome completo Fryderyk Franciszek Szopen Nascimento 1 de Março de 1810[1] Żelazowa Wola, Mazóvia Polónia Morte 17 de Outubro de 1849 (39 anos) Paris, Île-de-France França Ocupação compositor e pianista Período musical Romantismo Assinatura
  • 17. Johann Sebastian Bach Retrato feito por Elias Gottlob Haussmann em 1748 Nascimento 21 de março de 1685 Eisenach Morte 28 de julho de 1750 (65 anos) Leipzig Ocupação compositor, violinista, organista e cravista erudito Período musical Barroco Carl Orff
  • 18. Impulsionador da Música na Escola Vida
  • 19. Carl Orff Nasceu em Munique a 10 de Julho de 1895 e morreu a 29 de Março de 1982. foi um compositor alemão, um dos mais destacados do século XX, famoso sobretudo pela cantata Carmina Burana. A sua maior contribuição, contudo, situa-se na área da pedagogia musical, com o Método Orff de ensino musical, baseado na percussão e no canto. Orff criou um centro de educação musical para crianças e leigos em 1925, no qual trabalhou até a data do seu falecimento. Orff estudou na Academia de Música de Munique até 1914. Serviu então às forças armadas durante a Primeira Guerra Mundial. Posteriormente, actuou nas óperas de Mannheim e Darmstadt, retornando depois a Munique, para continuar os seus estudos musicais. Em 1925 foi co-fundador da Guenther School, para actividades físicas, musicais e de dança em Munique, na qual trabalhou com principiantes em música até o fim de sua vida. Pelo constante contacto com crianças, desenvolveu as suas teorias de educação musical neste período. • Trabalho musical Carl Orff é mais conhecido pelo trabalho musical Carmina Burana (1937), uma cantata encenada. É a primeira de uma trilogia intitulada Trionfi, que também inclui Catulli Carmina e Trionfo di Afrodite. Estas composições reflectem o seu interesse pela poesia medieval alemã. Apesar de moderno, em algumas das suas composições, Orff soube capturar o espírito da era medieval na sua trilogia.. Como facto histórico, Carmina Burana é provavelmente a peça mais famosa da Alemanha nazi. O último trabalho de Orff, De Temporum Fine Comoedia (Uma peça para o final dos tempos), teve sua apresentação no festival de música de Salzburg em 20 de Agosto de 1973, executada por Herbert von Karajan com a Orquestra Sinfônica e de Coro de Colônia.
  • 20. Trabalho pedagógico Ao longo da sua vida, Orff trabalhou bastante com crianças, usando a música como uma ferramenta educacional. Nos círculos pedagógicos, Orff é lembrado pela abordagem da educação musical, desenvolvida junto com Gunild Keetman e consubstanciada no seu método Orff-Schulwerk (1930-35). A simplicidade dos seus instrumentos permite que mesmo crianças não iniciadas possam executar peças musicais com facilidade. O termo Schulwerk em alemão significa tarefa (ou trabalho) escolar. Almeida, António Victorino d' António Victorino Goulart de Medeiros e Almeida (1940-) compôs a sua primeira peça aos cinco anos e apresentou-se pela primeira vez como pianista e compositor aos sete anos. Concluíu o curso superior de piano do Conservatório Nacional, estudando com Campos Coelho. Estudou composição com Artur Santos e Joly Braga Santos. Partiu como bolseiro para Viena de Áustria, sendo aluno de Karl Schiske e completanto uma pós-graduação com a mais alta classificação, sendo por isso premiado pelo Ministério da Cultura Austríaco. Estudou ainda com Friedrich Cehra, Dieter Kaufman e direcção de orquestra com Koslik. Foi político e diplomata e desenvolveu trabalhos para a televisão e a rádio. É autor de vários livros e também realizou cinema. Lopes-Graça, Fernando
  • 21. Fernando Lopes-Graça (1906-1994) iniciou o seu percurso musical como pianista, aos catorze anos, do Cine-Teatro de Tomar. Frequentou o Conservatório Nacional onde estudou com Adriano Meira e Vianna da Motta (piano), Tomás Borba e Luís de Freitas Branco (composição e ciências musicais). Concluíu em 1931 o curso superior de Composição com a mais alta classificação. É preso e desterrado para Alpiarça devido à sua oposição ao regime. É pelas mesmas razões inibido de usar uma bolsa de estudo que lhe fora entretanto oferecida para se deslocar a Paris, mas parte ainda assim a expensas suas, ampliando os seus conhecimentos com Koechlin. É autor de uma vasta obra literária sobre música portuguesa e pioneiro na recuperação do folclore português. Branco, Luís de Freitas foto retirada de | photo from geneall Luís Maria da Costa de Freitas Branco (1890-1955), nascendo num meio familiar propício a uma sólida formação cultural, estuda com Augusto Machado, Tomás Borba e Désiré Pâque. Aos vinte anos viaja até Berlim e, depois, Paris. Estuda com Humperdinck, conhece Debussy e mantem-se a par da melhor música europeia. É tido como uma figura incontornável do modernismo português pela qualidade vanguardística de obras como Paraísos Artificiais ou Vathek. Mais tarde, enveredará por um caminho de maior inspiração clássica, de que são exemplo as quatro sinfonias - e onde também é notório um profundo interesse pelo passado polifónico português.
  • 22. ~~~ Stemming from a family background favourable to a solid cultural education, Luís Maria da Costa de Freitas Branco (1890-1955), studies with Augusto Machado, Tomás Borba e Désiré Pâque. At age twenty, he travels to Berlin and to Paris successively. He studies with Humperdinck, meets Debussy and keeps himself familiar with the best European music. Freitas Branco is seen as an insurmountable figure of the Portuguese modernism due to his vanguardist works, such as Paraísos Artificiais (Artificial Paradises) or Vathek. Later, he would follow a path inspired by the classical tradition, which gives form to the four symphonies, and where a deep interest for the Portuguese polyphonic past is notorious. Keil, Alfredo Alfredo Keil (1850-1907) notabilizou-se como músico e como pintor e em ambas as artes foi reconhecido internacionalmente. As suas obras demonstram uma intenção nacionalista e foi o primeiro compositor romântico a escrever uma ópera cantada em português. Estudou piano com Óscar de la Cinna e composição com Ernesto Vieira e António
  • 23. Soares e manteve laços de amizade com Massenet. As suas óperas chegaram a ser apresentadas em Rio de Janeiro e no Teatro Régio de Turim. O Ultimato Inglês inspirou-lhe a composição d'A Portugueza, marcha que viria mais tarde a ser o hino nacional português. Foi igualmente um célebre coleccionador de instrumentos musicais. Michael Jackson Michael Jackson Michael Joseph Jackson (Gary, 29 de agosto de 1958 – Los Angeles, 25 de Junho de 2009) foi um cantor, compositor, ator, dançarino, publicitário, escritor, produtor, diretor, poeta, instrumentista, estilista, ilusionista e empresário estadunidense. Começou a cantar e a dançar aos cinco anos de idade, iniciando-se na carreira profissional aos onze anos como vocalista dos Jackson 5; começou logo depois uma carreira solo em 1971, permanecendo como membro do grupo. Apelidado nos anos seguintes de "King of Pop" ("Rei da música Popular"), cinco de seus álbuns de estúdio se tornaram os mais vendidos mundialmente de todos os tempos: Off the Wall (1979), Thriller (1982), Bad (1987), Dangerous (1991) e HIStory: Past, Present and Future – Book I (1995). Lançou-se em carreira solo no início da década de 1970, ainda pela Motown, gravadora responsável pelo sucesso do grupo formado por ele e os irmãos. Em idade adulta, gravou o álbum mais vendido da história, Thriller. No início dos anos 1980, tornou-se uma figura dominante na música rock[1] e música popular e o primeiro cantor afro-americano a receber exibição constante na MTV. A popularidade de seus vídeos musicais transmitidos pela MTV, como "Beat It", "Billie Jean" e "Thriller" são creditados como a causa da transformação do vídeo musical em forma de promoção musical e também de ter tornado o então novo canal famoso. Vídeos como "Black or White" e "Scream" mantiveram a alta rotatividade dos vídeos de Jackson durante a década de 1990. Foi o criador de um estilo totalmente novo de dança, utilizando especialmente os pés. Com suas performances no palco e clipes, Jackson popularizou uma série de complexas técnicas de dança, como o Robot e o Moonwalk. Seu estilo diferente e único de cantar, bem como a sonoridade de suas músicas influenciaram uma série de artistas nos ramos do hip hop, dance e R&B. Elvis Presley
  • 24. Elvis Presley (1970) Informação geral Nome completo Elvis Aaron Presley Elvis, O rei do Rock, Elvis the Pelvis, Apelido The Hillbilly Cat Data de 8 de Janeiro de 1935 nascimento Americana e Européia (Irlanda ou Origem Escócia) País Estados Unidos Data de morte 16 de Agosto de 1977 (42 anos) Rock and roll Rockabilly Gêneros Rhythm and blues Gospel Instrumentos Guitarra, violão, piano e baixo Período em amadora: (jul 1953 - ju 1954) atividade profissional: (jul 1954 - ago 1977) Gravadoras Sun Records, RCA, Sony/BMG Página oficial Sítio oficial