IDADE MÉDIA (500d.C - 1450)
IDADE MÉDIA (500d.C. – 1450) Dão-se profundas alterações na sociedade. Começam a surgir centros económicos e sociais que mais tarde se vão transformar em grandes cidades. Ao longo de séculos, os cantos litúrgicos foram sendo transmitidos oralmente, ocasionando interpretações variadas conforme os povos, as suas culturas e os seus hábitos musicais. Foi então que o Papa Gregório Magno sentindo a necessidade de unificar e fortalecer o Cristianismo, reuniu alguns cânticos religiosos e outros que compôs numa colectânea a que deu o nome de A ntifonário . Ao modo de cantar destes cânticos deu-se o nome de  Canto Gregoriano . As escolas de canto cristão funcionavam nos conventos e mosteiros.
O Papa S. Gregório Magno, século VI, fez uma selecção de cânticos religiosos e outros que compôs, com base em textos religiosos, numa colectânea a que deu o nome de  Antifonário. Ao modo de cantar destes cânticos em forma de oração, deu-se o nome de   CANTO GREGORIANO  .( Aud.28 CD2 Oficina da música 6º ano) Foi a primeira música a ser escrita, podendo assim ser transmitida com precisão ao longo de gerações. O Canto gregoriano é uma forma coral monódica e sem acompanhamento instrumental, sem compasso, sem tempo forte ou fraco, com ritmo e possuía tantos modos quantas as notas da escala . Só no Sec.XII a polifonia aparece para ornamentar o Canto Gregoriano assim como são a introduzidos progressivamente outros instrumentos musicais além do Órgão.
Desenvolvimento da notação musical. No canto gregoriano era utilizada a escrita musical  NEUMÁTICA. Este tipo de escrita utilizava sinais (pontos, vírgulas, travessões, etc.) que apenas indicava a direcção da linha melódica. Era como um auxiliar de memória. O Monge Guido D’Arezzo (991-1050) sugeriu o uso de uma pauta musical formada por quatro linhas. Este monge apontava para as articulações dos dedos com a palma da mão virada para os seus alunos. Cada uma das articulações representava uma nota musical. Os alunos cantavam as notas com os intervalos apresentados pelo seu professor.
Escrita neumática
O Monge e professor italiano GUIDO D,AREZZO (991-1050d.C.) sugeriu o uso da pauta com 4 linhas e atribuiu nome às notas, usando as primeiras sílabas de cada verso de um hino a S. João Baptista - «Sancte Ioannes».
Notação musical SANCTE IOANNES Ut   queant laxis    Re sonare fibris     Mi ra gestorum     Fa muli tuorum,     Sol ve polluti     La bii reatum,   Só mais tarde se introduziu o Si com a junção das primeiras letras de   S ancte  I oannes.
Este poema significa: S.João Para que teus servos, Possam ressoar claramente As maravilhas dos teus feitos Limpa os nossos lábios impuros Ó S.João
MÚSICA PROFANA A partir do século XI desenvolveu-se a música popular (profana), muitas vezes ligadas à dança. A música profana era executada não só pelo povo, como também pela aristocracia. O POVO - cantavam e dançavam melodias e ritmos associados ao trabalho,  Canções de Ofício. As canções da aristocracia eram executadas pelos  Trovadores, Menetréis e Jograis.
Música Profana (CD 2 aud.29 -Oficina da Música 6º Ano) Trovadores – eram normalmente nobres letrados que escreviam os seus próprios poemas e respectivas músicas.  Menestréis – eram cantores e poetas da corte. Jograis – eram cantores, instrumentistas e acrobatas tinham a função de distrair e divertir as pessoas. Andavam de terra em terra a apresentar os seus espectáculos onde incluíam também animais amestrados. Os temas da música trovadoresca eram o amor, a natureza e as  cruzadas.
INSTRUMENTOS MUSICAIS Órgão: além do órgão da igreja, havia o órgão portátil, que podia ser carregado. Rebeca: instrumento em forma de pêra, com 3 cordas para serem friccionadas por um arco. Viela de roda: instrumento no qual uma roda movida a manivela fazia as cordas vibrarem, e um teclado em conexão com as cordas melódicas respondia pela diferenciação dos sons.   Cítola ou cistre: instrumento de 4 cordas de arame Viela: maior que as violas modernas, possuía um cavalete achatado.
 
Saltério: dotado de cordas que eram tocadas com bicos-de-pena, um em cada mão  Charamela: instrumento de sopro e palheta dupla, antepassado do oboé.  Galubé e tamboril: flauta e tambor de duas faces, tocados por uma só pessoa.
 

Os Instrumentos na Idade Média

  • 1.
  • 2.
    IDADE MÉDIA (500d.C.– 1450) Dão-se profundas alterações na sociedade. Começam a surgir centros económicos e sociais que mais tarde se vão transformar em grandes cidades. Ao longo de séculos, os cantos litúrgicos foram sendo transmitidos oralmente, ocasionando interpretações variadas conforme os povos, as suas culturas e os seus hábitos musicais. Foi então que o Papa Gregório Magno sentindo a necessidade de unificar e fortalecer o Cristianismo, reuniu alguns cânticos religiosos e outros que compôs numa colectânea a que deu o nome de A ntifonário . Ao modo de cantar destes cânticos deu-se o nome de Canto Gregoriano . As escolas de canto cristão funcionavam nos conventos e mosteiros.
  • 3.
    O Papa S.Gregório Magno, século VI, fez uma selecção de cânticos religiosos e outros que compôs, com base em textos religiosos, numa colectânea a que deu o nome de Antifonário. Ao modo de cantar destes cânticos em forma de oração, deu-se o nome de CANTO GREGORIANO .( Aud.28 CD2 Oficina da música 6º ano) Foi a primeira música a ser escrita, podendo assim ser transmitida com precisão ao longo de gerações. O Canto gregoriano é uma forma coral monódica e sem acompanhamento instrumental, sem compasso, sem tempo forte ou fraco, com ritmo e possuía tantos modos quantas as notas da escala . Só no Sec.XII a polifonia aparece para ornamentar o Canto Gregoriano assim como são a introduzidos progressivamente outros instrumentos musicais além do Órgão.
  • 4.
    Desenvolvimento da notaçãomusical. No canto gregoriano era utilizada a escrita musical NEUMÁTICA. Este tipo de escrita utilizava sinais (pontos, vírgulas, travessões, etc.) que apenas indicava a direcção da linha melódica. Era como um auxiliar de memória. O Monge Guido D’Arezzo (991-1050) sugeriu o uso de uma pauta musical formada por quatro linhas. Este monge apontava para as articulações dos dedos com a palma da mão virada para os seus alunos. Cada uma das articulações representava uma nota musical. Os alunos cantavam as notas com os intervalos apresentados pelo seu professor.
  • 5.
  • 6.
    O Monge eprofessor italiano GUIDO D,AREZZO (991-1050d.C.) sugeriu o uso da pauta com 4 linhas e atribuiu nome às notas, usando as primeiras sílabas de cada verso de um hino a S. João Baptista - «Sancte Ioannes».
  • 7.
    Notação musical SANCTEIOANNES Ut queant laxis Re sonare fibris Mi ra gestorum Fa muli tuorum, Sol ve polluti La bii reatum, Só mais tarde se introduziu o Si com a junção das primeiras letras de S ancte I oannes.
  • 8.
    Este poema significa:S.João Para que teus servos, Possam ressoar claramente As maravilhas dos teus feitos Limpa os nossos lábios impuros Ó S.João
  • 9.
    MÚSICA PROFANA Apartir do século XI desenvolveu-se a música popular (profana), muitas vezes ligadas à dança. A música profana era executada não só pelo povo, como também pela aristocracia. O POVO - cantavam e dançavam melodias e ritmos associados ao trabalho, Canções de Ofício. As canções da aristocracia eram executadas pelos Trovadores, Menetréis e Jograis.
  • 10.
    Música Profana (CD2 aud.29 -Oficina da Música 6º Ano) Trovadores – eram normalmente nobres letrados que escreviam os seus próprios poemas e respectivas músicas. Menestréis – eram cantores e poetas da corte. Jograis – eram cantores, instrumentistas e acrobatas tinham a função de distrair e divertir as pessoas. Andavam de terra em terra a apresentar os seus espectáculos onde incluíam também animais amestrados. Os temas da música trovadoresca eram o amor, a natureza e as cruzadas.
  • 11.
    INSTRUMENTOS MUSICAIS Órgão:além do órgão da igreja, havia o órgão portátil, que podia ser carregado. Rebeca: instrumento em forma de pêra, com 3 cordas para serem friccionadas por um arco. Viela de roda: instrumento no qual uma roda movida a manivela fazia as cordas vibrarem, e um teclado em conexão com as cordas melódicas respondia pela diferenciação dos sons. Cítola ou cistre: instrumento de 4 cordas de arame Viela: maior que as violas modernas, possuía um cavalete achatado.
  • 12.
  • 13.
    Saltério: dotado decordas que eram tocadas com bicos-de-pena, um em cada mão Charamela: instrumento de sopro e palheta dupla, antepassado do oboé. Galubé e tamboril: flauta e tambor de duas faces, tocados por uma só pessoa.
  • 14.