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Unidade 8
RESPOSTAS DAS SUGESTÕES DE AVALIAÇÃO – HISTÓRIA – 7o
ANO
1.	 É possível citar as seguintes razões para a escolha do açúcar como principal
atividade econômica no Brasil:
•	 Portugal já tinha experiência com a produção açucareira em suas ilhas do
Atlântico;
•	 Portugal contava com banqueiros e grupos comerciais europeus que podiam
financiar o início do cultivo e, depois, comercializar o produto na Europa;
•	 havia terra farta em sua colônia na América, especialmente na faixa litorânea
do Nordeste, região favorecida pela maior proximidade da metrópole, pela
disponibilidade de terras aráveis e pela existência de rios navegáveis, que
facilitavam o transporte do açúcar.
2.	 O mapa faz referência à produção de cana nos séculos XVI e XVII no Brasil
colonial. Nota-se que a produção é litorânea e, no século XVI, ocupava
principalmente a região Nordeste. No século seguinte, a produção passa a
ocupar também a região Sudeste.
3.	
Quando as capitanias hereditárias foram criadas, a Coroa incumbiu os
donatários de distribuir sesmarias aos colonos, para que eles as exploras-
sem economicamente. Essas propriedades ou parte delas ocupavam grandes
áreas, chamadas latifúndios. Caso o detentor dessas propriedades não ti-
vesse condições de explorá-la totalmente, ele podia ceder o uso de terras em
troca de pagamento. Esse regime ficou conhecido como arrendamento.
4.
(C) Lavradores que eram obrigados a moer a cana em um determinado engenho.
(A) Proprietários que possuíam engenhos.
(D)  Lavradores que podiam moer a cana em qualquer engenho.
(E) Plantavam cana nas terras que arrendavam de outros fazendeiros e eram
obrigados a moê-la no engenho do dono da terra.
(B)  Fazendeiros que não tinham engenhos.
5.	 Alternativa D.
Correção: Os holandeses podiam atracar nos portos das colônias portuguesas
para comprar e revender o produto, além de transportá-lo, refiná-lo e distribuí-
lo na Europa.
6.
(F) A União Ibérica teve origem na aliança solicitada por Portugal para se
fortalecer politicamente.
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Correção: A União Ibérica originou-se a partir de uma crise sucessória em
Portugal, pois dom Henrique morrera sem herdeiros diretos, permitindo a
Filipe II da Espanha reclamar o trono.
(V) O rei espanhol Filipe II, que descendia da casa real portuguesa por parte de
mãe, invadiu o vizinho reino português, derrotou pretendentes ao trono e
assumiu o poder.
(V) O reinado de Filipe II estendia-se aos Países Baixos (Holanda e Bélgica).
(F) A região dos Países Baixos (Holanda e Bélgica) aceitou passivamente a
dominação católica da coroa espanhola e as obrigações tributárias impostas.
Correção: Algumas províncias dos Países Baixos, descontentes com o domínio
católico e com a cobrança de pesados tributos, lutavam para se tornar
independentes da Espanha.
(V) A proibição de Filipe II ao comércio da Holanda com as colônias lusitanas
revoltou os holandeses, que invadiram e conquistaram territórios pertencentes
à Espanha, inclusive na América portuguesa.
7.
a)	Os senhores de engenho aceitaram o governo holandês ao perceber que seu
maior interesse era o comércio do açúcar.
b)	Os holandeses garantiram o apoio dos senhores de engenho promovendo
melhorias nas áreas dominadas. A cidade do Recife, sede da administração
holandesa, ganhou ares de cidade europeia, com a introdução de novos
hábitos e costumes e uma política de tolerância religiosa e cultural. Seguidores
do calvinismo, missionários holandeses realizaram um intenso trabalho de
conversão dos índios à igreja reformada, especialmente com os potiguares.
Maurício de Nassau, principal autoridade holandesa no Nordeste entre 1637 e
1644, fez alianças e concedeu empréstimos aos fazendeiros, a fim de retomar
rapidamente a produção de açúcar prejudicada pela guerra.
8.	 O número 1 representa a senzala, que era a moradia dos escravos. Essa
construção, quase sempre precária, contava com divisórias de palha trançada
ou pau a pique, o que dificultava a privacidade.
	 O número 2 representa a casa-grande, que era a residência dos senhores de
engenho e de sua família. Atenção especial era dada ao oratório doméstico ou
à capela, onde ficavam os santos de devoção da família. Em alguns engenhos,
a capela ocupava um prédio próprio, porém era mais comum ela ser integrada à
casa-grande.
	 O número 3 representa a casa de engenho, local onde se fabricava o açúcar.
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9.
             a) F E I T O R E S            
                     b) S E N Z A L A      
               c) C A S A - G R A N D E    
         d) M E S T R E * D E * A Ç Ú C A R
                 e) L A D I N O S          
f) C A S A * D E * E N G E N H O            
             g) P U R G A D O R            
10.
a)	O capitão do mato anda em um cavalo ao lado do escravo, conduzindo-o
amarrado. Na imagem, ele também é negro, portanto, sua provável origem
social é escrava, podendo ser um liberto ou filho de escravos libertos.
b)	Os castigos provavelmente seriam físicos e eram aplicados para punir os
escravos por desobediência e para servir de exemplo aos outros. Os principais
instrumentos de tortura eram chicotes, gargalheiras, máscaras de flandres,
algemas, correntes e palmatórias.
c)	Alguns escravos evitavam ter filhos ou entravam em um estado de profunda
tristeza e apatia, chamada banzo, que muitas vezes os levava à morte. Outros
reagiam de forma violenta: roubando os pertences do senhor, ou assassinando
feitores, capitães do mato e familiares do senhor.
11.
(F) A escravidão só passou a ser conhecida na África após a chegada dos
europeus no século XV.
Correção: No século XV, a escravidão era praticada em vários reinos africanos.
(V) Os primeiros europeus a desembarcarem na África foram os portugueses,
que construíram feitorias ao longo do litoral e procuraram monopolizar a rede
comercial africana.
(V)	 Em troca de ouro, marfim e escravos, os portugueses ofereciam tecidos,
tabaco, metais, ferramentas, aguardente, cavalos e armas.
(F) Durante todo o período escravocrata apenas os europeus capturaram
africanos para transformá-los em escravos.
Correção: No início eram os mercadores portugueses que capturavam os
africanos. Mais tarde, os próprios chefes africanos passaram a organizar
violentas invasões ao interior.
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(F)	 Por serem considerados mercadorias muito valiosas, os escravos eram
transportados em boas condições para que chegassem ao seu destino fortes
e saudáveis e aptos para trabalhar.
Correção: Os escravos eram trazidos ao Brasil em péssimas condições e o
índice de mortalidade era elevado.
12.
(B) A violência da escravidão explica por que as taxas de mortalidade dos
africanos no Brasil eram elevadas. Por esse motivo, o tráfico negreiro era uma
atividade fundamental na reposição da mão de obra.
(A) Os filhos dos senhores brincavam com as crianças negras, geralmente filhos
dos escravos domésticos que serviam à família dos fazendeiros.
(A) Muitas vezes, crianças brancas dividiam o leite materno com crianças negras,
pois era comum a presença da ama de leite entre as famílias coloniais.
(B) A violência da escravidão também se expressava no grande número de
mestiços. A maioria deles era gerada de uniões fora do casamento, em
que proprietários brancos submetiam escravas negras. Os senhores não
reconheciam seus filhos nascidos de uma escrava, mantendo-os na condição
de cativos.
(A) Era prática comum de homens brancos, inclusive proprietários de terras,
manterem relações sexuais com mulatas ou negras, principalmente escravas,
as quais geravam filhos mestiços.
(B) A legislação proibia que um senhor matasse, mutilasse ou castigasse
demasiadamente um escravo. No entanto, essas práticas eram comuns.
Sabe-se que os raros casos denunciados quase sempre acabaram na
absolvição do fazendeiro.
13.
a)	A imagem 2 é a que melhor se relaciona às ideias de Gilberto Freyre, porque
mostra uma relação harmoniosa, pacífica e integradora entre senhores e
escravos.
b)	A imagem 1 é a que melhor se relaciona às ideias de Jacob Gorender, porque
mostra a grande violência física a que eram submetidos os escravos para
serem dominados.
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14.
a)
Atividade Região em que se destacou
pau-brasil área litorânea, do nordeste
ao sudeste do Brasil.
cana-de-açúcar área litorânea, do nordeste
ao sudeste do Brasil
pecuária Mais ao interior da colônia nas regiões
Nordeste e Sul do Brasil.
tabaco atividade litorânea na região nordeste.
mineração Mais ao interior na região Sudeste, embora
apenas no século XVIII ela venha a ganhar
destaque na região Centro-Oeste.
drogras do sertão região do atual estado do Amazonas.
b)	Pecuária, mineração ou drogas do sertão.
15.
(C) Produto usado principalmente na confecção de redes para dormir e tecidos
rústicos para os escravos e para a população mais pobre.
(A) Nas propriedades, os animais eram utilizados de diversas maneiras: como
meio de tração e para obter o couro, a carne e o leite.
(D) A maior parte dos produtos na colônia tinha origem na cultura indígena, como
a mandioca, o milho e o feijão.
(B) Planta nativa da América, era um produto destinado aos mercados europeus,
nos quais o número de consumidores era crescente. Além disso, era usado na
África como moeda de troca na aquisição de escravos.

Hist 7 resp

  • 1.
    1 Cópiaautorizada. Unidade 8 RESPOSTAS DASSUGESTÕES DE AVALIAÇÃO – HISTÓRIA – 7o ANO 1. É possível citar as seguintes razões para a escolha do açúcar como principal atividade econômica no Brasil: • Portugal já tinha experiência com a produção açucareira em suas ilhas do Atlântico; • Portugal contava com banqueiros e grupos comerciais europeus que podiam financiar o início do cultivo e, depois, comercializar o produto na Europa; • havia terra farta em sua colônia na América, especialmente na faixa litorânea do Nordeste, região favorecida pela maior proximidade da metrópole, pela disponibilidade de terras aráveis e pela existência de rios navegáveis, que facilitavam o transporte do açúcar. 2. O mapa faz referência à produção de cana nos séculos XVI e XVII no Brasil colonial. Nota-se que a produção é litorânea e, no século XVI, ocupava principalmente a região Nordeste. No século seguinte, a produção passa a ocupar também a região Sudeste. 3. Quando as capitanias hereditárias foram criadas, a Coroa incumbiu os donatários de distribuir sesmarias aos colonos, para que eles as exploras- sem economicamente. Essas propriedades ou parte delas ocupavam grandes áreas, chamadas latifúndios. Caso o detentor dessas propriedades não ti- vesse condições de explorá-la totalmente, ele podia ceder o uso de terras em troca de pagamento. Esse regime ficou conhecido como arrendamento. 4. (C) Lavradores que eram obrigados a moer a cana em um determinado engenho. (A) Proprietários que possuíam engenhos. (D)  Lavradores que podiam moer a cana em qualquer engenho. (E) Plantavam cana nas terras que arrendavam de outros fazendeiros e eram obrigados a moê-la no engenho do dono da terra. (B)  Fazendeiros que não tinham engenhos. 5. Alternativa D. Correção: Os holandeses podiam atracar nos portos das colônias portuguesas para comprar e revender o produto, além de transportá-lo, refiná-lo e distribuí- lo na Europa. 6. (F) A União Ibérica teve origem na aliança solicitada por Portugal para se fortalecer politicamente.
  • 2.
    2 Cópiaautorizada. Correção: A UniãoIbérica originou-se a partir de uma crise sucessória em Portugal, pois dom Henrique morrera sem herdeiros diretos, permitindo a Filipe II da Espanha reclamar o trono. (V) O rei espanhol Filipe II, que descendia da casa real portuguesa por parte de mãe, invadiu o vizinho reino português, derrotou pretendentes ao trono e assumiu o poder. (V) O reinado de Filipe II estendia-se aos Países Baixos (Holanda e Bélgica). (F) A região dos Países Baixos (Holanda e Bélgica) aceitou passivamente a dominação católica da coroa espanhola e as obrigações tributárias impostas. Correção: Algumas províncias dos Países Baixos, descontentes com o domínio católico e com a cobrança de pesados tributos, lutavam para se tornar independentes da Espanha. (V) A proibição de Filipe II ao comércio da Holanda com as colônias lusitanas revoltou os holandeses, que invadiram e conquistaram territórios pertencentes à Espanha, inclusive na América portuguesa. 7. a) Os senhores de engenho aceitaram o governo holandês ao perceber que seu maior interesse era o comércio do açúcar. b) Os holandeses garantiram o apoio dos senhores de engenho promovendo melhorias nas áreas dominadas. A cidade do Recife, sede da administração holandesa, ganhou ares de cidade europeia, com a introdução de novos hábitos e costumes e uma política de tolerância religiosa e cultural. Seguidores do calvinismo, missionários holandeses realizaram um intenso trabalho de conversão dos índios à igreja reformada, especialmente com os potiguares. Maurício de Nassau, principal autoridade holandesa no Nordeste entre 1637 e 1644, fez alianças e concedeu empréstimos aos fazendeiros, a fim de retomar rapidamente a produção de açúcar prejudicada pela guerra. 8. O número 1 representa a senzala, que era a moradia dos escravos. Essa construção, quase sempre precária, contava com divisórias de palha trançada ou pau a pique, o que dificultava a privacidade. O número 2 representa a casa-grande, que era a residência dos senhores de engenho e de sua família. Atenção especial era dada ao oratório doméstico ou à capela, onde ficavam os santos de devoção da família. Em alguns engenhos, a capela ocupava um prédio próprio, porém era mais comum ela ser integrada à casa-grande. O número 3 representa a casa de engenho, local onde se fabricava o açúcar.
  • 3.
    3 Cópiaautorizada. 9.             a) F E I T O R E S                                  b) S E N Z A L A                      c) C A S A - G R A N D E              d) M E S T R E * D E * A Ç Ú C A R                  e) L A D I N O S           f) C A S A * D E * E N G E N H O                          g) P U R G A D O R             10. a) O capitão do mato anda em um cavalo ao lado do escravo, conduzindo-o amarrado. Na imagem, ele também é negro, portanto, sua provável origem social é escrava, podendo ser um liberto ou filho de escravos libertos. b) Os castigos provavelmente seriam físicos e eram aplicados para punir os escravos por desobediência e para servir de exemplo aos outros. Os principais instrumentos de tortura eram chicotes, gargalheiras, máscaras de flandres, algemas, correntes e palmatórias. c) Alguns escravos evitavam ter filhos ou entravam em um estado de profunda tristeza e apatia, chamada banzo, que muitas vezes os levava à morte. Outros reagiam de forma violenta: roubando os pertences do senhor, ou assassinando feitores, capitães do mato e familiares do senhor. 11. (F) A escravidão só passou a ser conhecida na África após a chegada dos europeus no século XV. Correção: No século XV, a escravidão era praticada em vários reinos africanos. (V) Os primeiros europeus a desembarcarem na África foram os portugueses, que construíram feitorias ao longo do litoral e procuraram monopolizar a rede comercial africana. (V)  Em troca de ouro, marfim e escravos, os portugueses ofereciam tecidos, tabaco, metais, ferramentas, aguardente, cavalos e armas. (F) Durante todo o período escravocrata apenas os europeus capturaram africanos para transformá-los em escravos. Correção: No início eram os mercadores portugueses que capturavam os africanos. Mais tarde, os próprios chefes africanos passaram a organizar violentas invasões ao interior.
  • 4.
    4 Cópiaautorizada. (F)  Por serem consideradosmercadorias muito valiosas, os escravos eram transportados em boas condições para que chegassem ao seu destino fortes e saudáveis e aptos para trabalhar. Correção: Os escravos eram trazidos ao Brasil em péssimas condições e o índice de mortalidade era elevado. 12. (B) A violência da escravidão explica por que as taxas de mortalidade dos africanos no Brasil eram elevadas. Por esse motivo, o tráfico negreiro era uma atividade fundamental na reposição da mão de obra. (A) Os filhos dos senhores brincavam com as crianças negras, geralmente filhos dos escravos domésticos que serviam à família dos fazendeiros. (A) Muitas vezes, crianças brancas dividiam o leite materno com crianças negras, pois era comum a presença da ama de leite entre as famílias coloniais. (B) A violência da escravidão também se expressava no grande número de mestiços. A maioria deles era gerada de uniões fora do casamento, em que proprietários brancos submetiam escravas negras. Os senhores não reconheciam seus filhos nascidos de uma escrava, mantendo-os na condição de cativos. (A) Era prática comum de homens brancos, inclusive proprietários de terras, manterem relações sexuais com mulatas ou negras, principalmente escravas, as quais geravam filhos mestiços. (B) A legislação proibia que um senhor matasse, mutilasse ou castigasse demasiadamente um escravo. No entanto, essas práticas eram comuns. Sabe-se que os raros casos denunciados quase sempre acabaram na absolvição do fazendeiro. 13. a) A imagem 2 é a que melhor se relaciona às ideias de Gilberto Freyre, porque mostra uma relação harmoniosa, pacífica e integradora entre senhores e escravos. b) A imagem 1 é a que melhor se relaciona às ideias de Jacob Gorender, porque mostra a grande violência física a que eram submetidos os escravos para serem dominados.
  • 5.
    5 Cópiaautorizada. 14. a) Atividade Região emque se destacou pau-brasil área litorânea, do nordeste ao sudeste do Brasil. cana-de-açúcar área litorânea, do nordeste ao sudeste do Brasil pecuária Mais ao interior da colônia nas regiões Nordeste e Sul do Brasil. tabaco atividade litorânea na região nordeste. mineração Mais ao interior na região Sudeste, embora apenas no século XVIII ela venha a ganhar destaque na região Centro-Oeste. drogras do sertão região do atual estado do Amazonas. b) Pecuária, mineração ou drogas do sertão. 15. (C) Produto usado principalmente na confecção de redes para dormir e tecidos rústicos para os escravos e para a população mais pobre. (A) Nas propriedades, os animais eram utilizados de diversas maneiras: como meio de tração e para obter o couro, a carne e o leite. (D) A maior parte dos produtos na colônia tinha origem na cultura indígena, como a mandioca, o milho e o feijão. (B) Planta nativa da América, era um produto destinado aos mercados europeus, nos quais o número de consumidores era crescente. Além disso, era usado na África como moeda de troca na aquisição de escravos.