Gerenciar conflitos
Introdução - Gerenciar
conflitos no mundo corporativo
“O conflito é algo criativo, o que é
negativo é o confronto. O conflito é a
divergência de postura, o confronto
é a tentativa de anular a outra
pessoa”.
MÁRIO SÉRGIO CORTELLA
Propósito
Orientar sobre a gestão de
conflitos e conceder ferramentas e
técnicas para dar mais segurança a
você na hora de realizar essa
negociação.
Trilha deste curso
Gerenciar conflitos no mundo corporativo
O que são conflitos e o que é Gestão de Conflitos
Case
Como transformar conflitos em oportunidades
Características dos conflitos
Caracterização do mediador
Gestão de Conflitos: passo a passo
Passo 1 - Entenda o contexto
Passo 2 - Estimule o diálogo
Passo 3 - Busque a solução
Passo 4 - Promova a reflexão
Revisão
Ao fim do curso
▪ Compreensão sobre como
gerenciar conflitos;
▪ Conhecimento sobre técnicas para
negociar em situações de
conflitos;
▪ Condições de
autodesenvolvimento como um
mediador de conflitos.
O que são conflitos e
o que é Gestão de Conflitos
O conflito é inerente à vida
“Todos os organismos vivos buscam o
que se denomina ‘homeostase dinâmica’
(autorregulação), uma tendência a manter
seu estado e, simultaneamente, cumprir o
ciclo vital de sua evolução. Em outras
palavras, o conforto de uma situação já
conhecida, mesmo que traga algumas
preocupações, se antepõe ao desconhecido
de uma futura situação ainda não
vivenciada que necessita sê-lo sob pena de
se sucumbir ao comodismo e à não
evolução. Há, portanto, um conflito
inerente à vida, presente nos organismos,
por meio do qual a evolução se processa”.
(SAMPAIO; BRAGA NETO, 2007, p. 17)
No trabalho
Um desses organismos são as empresas
e instituições. No dia a dia do trabalho
é comum existir o conflito, devido à
divergência de ideias, posicionamentos
e caminhos. A grande questão é como
a organização lida com o conflito, qual
tipo de cultura é implantada:
A busca de uma comunicação assertiva
a partir de possíveis conflitos
ou
O confronto de ideias e que
“vença o melhor”?
1. Falta de entendimento grave ou oposição violenta entre duas ou mais
partes.
2. Encontro violento entre dois ou mais corpos; choque, colisão.
3. POR EXT Discussão veemente ou acalorada; altercação.
4. Encontro de coisas que se opõem ou divergem.
5. Luta armada entre potências ou nações; guerra.
6. PSICOL Conforme a teoria behaviorista, estado provocado pela
coexistência de dois estímulos que desencadeiam reações que se
excluem mutuamente.
7. TEAT No drama, elemento determinante da ação que consiste na
oposição de forças entre duas ou mais personagens ou, às vezes,
entre o protagonista e as forças da natureza.
Fonte: Dicionário Michaelis
https://michaelis.uol.com.br/moderno-portugues/busca/portugues-brasileiro/conflito/
Definição: Conflito
Mudança
“A mudança é a causa-raiz de todos
os conflitos, sejam familiares,
organizacionais, societários,
comunitários, sejam comerciais,
internacionais etc. Quando algo ou
alguém intervém em um sistema,
que pode ser desde um indivíduo
até uma sociedade completa, surge
uma mudança e em consequência
dela algum tipo de conflito”.
(SAMPAIO; BRAGA NETO, 2007, p.
18).
Quando?
Em diversos momentos no trabalho nos deparamos com conflitos ocasionados
pelas mudanças, desde as mais simples às mais complexas.
Ampliação ou
redução de quadro
de pessoal
Contratação de novas
empresas terceiras
Implantação de
novos projetos
Digitalização de processos
Quando?
Uso de espaços
comuns
Expressão de
posicionamentos
em reuniões
Alterações em
normas
Realocação de recursos
Comunicação e conflito
“A comunicação nas inter-relações
reflete os mecanismos de
pensamento envolvidos nos
processos de emissão e recepção
dos estímulos (verbais ou não) e
encontra-se diretamente associada
às construções mentais advindas da
experiência, dos conceitos e
preconceitos e das intenções dos
envolvidos.” (SAMPAIO; BRAGA
NETO, 2007, p. 19).
Vamos refletir juntos
▪ Que tipos de conflitos você
enfrenta no trabalho?
▪ Existe algo que gostaria de mudar
em sua postura nesses conflitos?
▪ Você visualiza oportunidades
nesses conflitos?
Ponderações
Conflitos são inevitáveis
Comunicação assertiva, inspiradora e
empática pode contribuir para um melhor
gerenciamento de conflitos
As técnicas e ferramentas precisam ser
adaptadas aos contextos
Se os conflitos existem, o
que posso fazer?
▪ Gerenciar!
▪ Tudo aquilo que está presente na
rotina do trabalho pode ser
gerenciado. Precisamos assumir o
conflito como parte comum do dia
a dia e a partir disso dedicar tempo
e técnicas específicas para esse
gerenciamento.
O que é gestão de conflitos
no mundo corporativo?
São técnicas e ferramentas que
permitem aos profissionais
administrarem as relações e
possíveis situações conflituosas
com base no respeito mútuo e na
busca de soluções que contribuam
para um equilíbrio no resultado.
Benefícios da gestão de conflitos para a empresa
Clima
organizacional
satisfatório
Ambiente
propício à
inovação
Redução de
desperdícios
(talento, tempo e
outros recursos)
Maior efetividade
na gestão de
mudanças
A fórmula
Empatia
Comunicação
inspiradora Assertividade
Gerenciando
conflitos
Respirar contribui para um melhor gerenciamento dos conflitos
no dia a dia do trabalho.
Respire!
Apresentar
Desafio
O desafio do gerenciamento de conflitos é que apesar de saber as técnicas, só
podemos controlar nossos próprios atos. Mesmo sendo efetivos nessa atividade,
ainda dependemos do bom senso dos outros. E está tudo bem!
Gerenciar conflitos Mais propício a
resultados positivos
Desafio
Gerenciar Conflitos
Compreender o contexto
Ser Propositivo
Transformar
Comportamentos
Clarificar ideias
Respeitar os envolvidos
Estar aberto ao diálogo
O que gerenciar os conflitos pode fazer por você?
Diminuir os
confrontos
Fortalecer os
vínculos e confiança
do grupo
Maior possibilidade
de ser promovido(a)
Entregar mais e
melhores resultados
no trabalho
Estar inserido(a) em
mais oportunidades
A comunicação é uma competência
central para o desenvolvimento das
principais habilidades
comportamentais no dia a dia de
uma organização. É crucial investir
no autodesenvolvimento dessa
característica e, quando possível,
propiciar que os outros também se
desenvolvam.
Comunicação
Pensamento
Sistêmico
Pensamento
Conceitual
Ética
Facilitação
Negociação e
Conflitos
Melhorar resultados no
trabalho
O gerenciamento de conflitos
proporciona ao profissional
melhores resultados nas principais
habilidades técnicas gerais exigidas
de cargos no mercado, garantindo
uma maior efetividade da empresa.
Além disso, as melhores posições
nas organizações tendem a ser
ocupadas por bom comunicadores
e mediadores.
Coleta, Análise e
Comunicação de dados
Acompanhamento
de Ações e Indicadores
Apresentação de
Resultados
Melhoria Contínua
Visão Financeira e
Redução de Custos
Case
A grande virada...
▪ Carla é atualmente Gerente em uma
unidade de uma indústria alimentícia.
Em sua atividade, durante todo o dia,
lida com diversos conflitos e os
administra de forma exemplar. Com
apenas 32 anos contabiliza diversos
projetos de sucesso, bem como
inovações em processos e reduções
de desperdícios importantes com a
equipe que lidera diretamente.
▪ Muitos de seus colegas, gerentes em
outras unidades, admiram a forma
como ela se expressa e consegue lidar
com as situações conflituosas que
porventura surgem em seu caminho.
▪ Mas nem sempre foi assim...
Nossos exemplos
▪ Carla teve uma vida complicada,
permeada por conflitos, desde
pequena. Seus pais tinham muitas
dívidas, brigavam muito por isso.
Separaram-se e Carla ficou dividida
entre os dois lares.
▪ Cresceu sem exemplos diretos de
como lidar com conflitos, apenas
assistindo confrontos. Isso impactava
em sua postura no colégio e a
perseguiu até a faculdade.
▪ Quando se formou, não ficava mais
que 6 meses nos trabalhos que
conseguiu como analista, tudo devido
à sua incapacidade de administrar as
situações que lhe eram interpostas.
A frustração
▪ Quando estava com 28 anos, durante
outro desligamento, recebeu o
feedback assertivo de seu gestor:
“Carla, você é uma ótima técnica em
sua área, poderá um dia ser uma boa
líder, contanto que desenvolva
também suas habilidades
comportamentais, principalmente a
de gerenciar conflitos”.
▪ Naquele momento, Carla recebeu o
feedback como uma agressão. Uma
afronta à sua pessoa. “Quem era ele
para lhe dizer isso?!” E foi embora,
raivosa.
Autodesenvolvimento
▪ Alguns meses sem novas colocações
no mercado, começou a lembrar
daquelas últimas palavras do seu líder
e resolveu fazer um curso de gestão
de conflitos, além de outros
comunicacionais para lhe
instrumentalizar de habilidades
comportamentais condizentes com
seu plano de carreira.
▪ Após alguns meses em busca de seu
autodesenvolvimento, conseguiu uma
nova oportunidade, em uma área
diferente da que estava habituada.
Quase completando 29 anos, foi
contratada como analista em uma
indústria alimentícia.
Aprofundar conhecimentos
e práticas
▪ Carla aprendeu que, para a melhoria
de sua carreira, seria necessário
aprofundar seus conhecimentos e
práticas. A partir disso, refletiu
quanto aos seus aprendizados e
construiu um plano de ação:
Aprendizados
Sua percepção do contexto:
ouvir mais, analisar mais as
informações, perceber o
verbal e não verbal presentes
no dia a dia;
Fortalecimento de vínculos e
diálogos: propiciar uma
comunicação mais assertiva
com as possíveis pessoas
envolvidas com ela em
conflitos;
A busca de soluções: ao participar
em conflitos, buscar a causa-raiz
e propor soluções, inovações e
ajustes importantes sobre as
situações;
Promover reflexões sobre os
aprendizados: ao finalizar
possíveis situações conflituosas,
analisar as lições aprendidas
para melhorar também as
próximas atuações.
Novas posturas
▪ Desde o primeiro momento em que
estava na empresa, Carla procurou:
▪ Identificar os sentimentos e pensamentos
presentes em cada situação conflituosa,
desde as rotineiras até situações mais
complexas que vivenciou, como quando sua
líder foi desligada e não contrataram
ninguém para o lugar, ficando Carla como
responsável das atividades, mesmo sem
receber por isso;
▪ Evitou confrontos, mesmo quando seu
impulso falava mais alto, conseguia respirar
fundo e falar apenas o necessário para o
momento, como da vez em que um colega de
outro setor insinuou que foi ela que
provocou a demissão da própria líder com as
práticas que teve;
Multiplicar o
comportamento conciliador
▪ Olhava para as situações ocorridas e
colocava sempre em reflexão os
motivos para aquilo estar acontecendo
e tentava entender o perfil das pessoas
ali envolvidas, assim como quando,
mesmo após todos os seus esforços
uma outra pessoa, 1 ano depois, foi
contratada para a vaga de liderança do
setor dela. Ela procurou o gerente da
unidade e conversou sobre o tema.
Como feedback, ele disse que algo
melhor ainda estava por vir. Ela
esperou... Dois meses depois, outra
vaga de liderança surgiu, em outro
setor, e o próprio gerente da unidade
anunciou sua promoção para todos,
ressaltando os motivos e valorizando
seus feitos e resiliência;
Multiplicar o
comportamento conciliador
▪ Nessa nova posição, sabendo
da dificuldade natural do ser
humano com conflitos,
instituiu com sua equipe
grupos de discussão sobre
comportamentos e
possibilitou que cada um se
desenvolvesse, estudasse e
auxiliasse no crescimento dos
resultados do setor. Seus
liderados foram promovidos
para novas posições
brevemente;
Uma nova oportunidade
▪ Após apenas 12 meses, o
gerente foi transferido para
outra localidade e Carla se
candidatou à nova vaga com
um e-mail enviado
diretamente para a alta
direção da indústria, com
cópia ao antigo gerente. Em
resposta, o antigo gerente
recomendou a candidatura de
Carla ressaltando sua postura
conciliadora e contributiva
para os resultados da unidade.
Após 15 dias de análise, a
Diretoria convidou Carla para
uma reunião e a promoveu.
Gerenciar conflitos mudou a
carreira da Carla
▪ Carla mudou sua carreira e a
reposicionou por meio de
uma comunicação mais
efetiva, gerenciando de
forma adequada os conflitos
diariamente... E buscando
oportunidades em cada
situação. Em sua trajetória,
visualizamos de forma
específica como ela, mesmo
em acontecimentos difíceis,
conseguiu sobressair e
conquistar sua posição. Mas
não para por aí!
Como gerente
▪ Como gerente da unidade, Carla
implantou mecanismos para que a
cultura conciliadora e voltada ao
fortalecimento das oportunidades
fosse disseminada. Percebeu que
somente profissionais seguros em
suas atividades, abertos ao diálogo
e que buscavam soluções
conjuntas, poderiam entregar
ainda mais resultados.
▪ Carla valorizava cada nova ideia e
solução a partir dos problemas
identificados, com um programa de
“Resolva um problema”, que foi
futuramente expandido para todas
as unidades da indústria por meio
da equipe do RH e de Inovação.
Transforme sua jornada
▪ Essa transformação não é
apenas profissional, ela é
primeiramente pessoal.
Permita-se ter olhos para ver
cada uma das oportunidades
que aparecem em sua
trajetória. O que você viveu
até aqui não é condicionante
do que será no futuro, planeje
quem você quer ser. Uma
parte importante de um bom
profissional, pessoa e cidadão
é lidar com conflitos.
Como transformar conflitos
em oportunidades
O copo está meio cheio ou meio vazio?
O dilema!
Quem é você?
Pessimista
Foco em
problemas
Copo
Meio Vazio
Copo
Meio Cheio
Otimista
Foco em
oportunidades
Quando acontecem
conflitos?
Os conflitos acontecem
principalmente quando existem
desconexões nos processos e
relacionamentos da organização.
Situações não mapeadas ou com
sobreposições podem gerar quebra
no fluxo habitual, gerando
situações de dúvida e desconforto.
▪ Dois tipos de posicionamento possíveis para uma empresa
no ambiente organizacional:
Lembra?
A busca de uma comunicação assertiva
a partir de possíveis conflitos
O confronto de ideias e que
“vença o melhor”
A busca de uma
comunicação assertiva a
partir de possíveis conflitos
▪ Quando a empresa investe em
fortalecer um ambiente
satisfatório, aberto e que fomenta
a divergência pacífica, a
comunicação assertiva torna-se
uma ferramenta crucial no diálogo
entre as diversas partes. Dessa
forma, há a oportunidade do
crescimento mútuo e como
consequência principal a
maximização do atendimento aos
objetivos estratégicos da
organização e o alcance da visão.
O confronto de ideias e que
“vença o melhor”
Já nas empresas que entendem
cada conflito como um confronto e,
em alguns casos, até preferem
ambientes hostis e de discussão
agressiva, há uma tendência ao
adoecimento dos trabalhadores,
um esgotamento da energia vital e,
apesar de qualquer resultado que
se possa obter pela pressão, ele é
temporário e não se sustenta em
médio e longo prazos.
Nesse sentido, a transformação de conflitos em oportunidades perpassa pela
promoção de uma cultura organizacional que:
Cultura de oportunidades
Respeita os
stakeholders
Tem mecanismos
para fortalecer o
clima organizacional
Cultura justa
Nesse sentido, a transformação de conflitos em oportunidades perpassa pela
promoção de uma cultura organizacional que:
Cultura de oportunidades
Ouve as
possibilidades
diversas
Instrumentaliza
as melhorias e
inovações
Valoriza as pessoas
Para alcançar um ambiente de trabalho
voltado às oportunidades
Sociedade torna-se melhor
Clientes e demais stakeholders se encantam
Profissionais se desenvolvem
Empresas se transformam
A primeira coisa é rebater o pensamento inicial de desespero e caos. Passe por
cima desse impulso natural de visualizar os problemas e permita-se enxergar o
que há de positivo nesse acontecimento.
E no dia a dia?
1. Desespero /
Visão Negativa
2. Reflexão 3. Oportunidades
Otimista na medida
Não é sobre ser um otimista
exacerbado. É transformar a sua
visão para enxergar a oportunidade
de mudanças positivas nas
circunstâncias do ambiente
profissional. É permitir-se ter um
olhar de aprendizado, com um
mindset de crescimento, que
vislumbra diversas chances de
fazer mais e melhor.
Não é de um dia
para o outro
É um dia após o outro. A cada dia
permita-se avaliar de quantos
conflitos você participou no
trabalho e qual foi sua postura
inicial, o que refletiu e quais
oportunidades conseguiu perceber
a partir disso. É desenvolvimento
contínuo da sua forma de ver a vida
e os acontecimentos.
Características dos conflitos
Conflito como uma
possibilidade
“Estamos num processo de aprendizado de
convivência e de conflito. [...] Uma
sociedade, assim, como uma família, como
uma universidade, precisa ter o conflito
como sendo uma possibilidade. Mas o
confronto, jamais. O conflito é a
divergência de posturas, o confronto é a
tentativa de anular a outra pessoa ou a
outra perspectiva. E nós estamos ainda
num aprendizado. Por isso, há uma série de
exorbitâncias nesse campo. Nós não nos
acostumamos a ter a convivência de
posturas que sejam diferentes. Por isso
precisamos de racionalizar e oferecer mais
inteligência a esse processo”.
MÁRIO SÉRGIO CORTELLA
Fonte:
https://www.gazetaonline.com.br/noticias/cidades/2016/04/socie
dade-precisa-do-conflito-nao-do-confronto--diz-mario-sergio-
cortella-1013938687.html
Características do conflito
“Conflito latente: presente na
estrutura do conflito, mas não se
encontra manifesto. Ele acarreta
determinado desconforto
interno que exige determinada
mudança sob pena de essa
pessoa se considerar infeliz.
Iniciação: instala-se a
situação de conflito, com a
manifestação de uma
vontade que se contrapõe
a outra vontade.
Busca de equilíbrio do
poder: sucedem-se as
ações das partes.
Equilíbrio do poder:
pode beneficiar
uma ou outra parte.
Ruptura do equilíbrio:
quando uma parte
procura provocar
mudança a seu favor
em detrimento da outra”
Separe as questões
▪ Quando de um conflito, temos
sempre questões emocionais e
racionais envolvidas. É importante
separá-las para lidarmos
profissionalmente com as
ocorrências diárias.
Questões emocionais
As questões emocionais são de
ordem pessoal, como inseguranças,
desejos, situações sociais que vão
além do trabalho.
Convivência pacífica de
sentimentos
Essa “separação” de ambas as
questões durante um conflito
permitirão que razão e emoção
possam conviver pacificamente e
desfrutaremos de resultados
benéficos durante o convívio das
relações profissionais.
Tipos de envolvidos
Participante
Sou um dos lados
do conflito
Tenho interesse
diretamente no
resultado
Mediador
Não estou envolvido
com o conflito
O resultado para os
lados não afetaria
meu percurso
Procure mediar
No ambiente de trabalho,
recomenda-se que você, mesmo
sendo um participante do conflito,
consiga assumir uma figura
mediadora. Tornar-se um
profissional que,
independentemente de sua
posição, consegue refletir sobre as
situações e mediar conflitos para
que a empresa ganhe em resultado
e os profissionais tenham um
convívio benéfico.
Seja constante
Uma única reunião não será
suficiente em alguns casos. A partir
das ferramentas que vamos estudar
neste curso, exercite, pratique e
reflita sobre os resultados obtidos.
Não esmoreça nas primeiras
experiências... Tornar-se um
mediador exige
autodesenvolvimento e melhoria
da comunicação.
Caracterização do mediador
Interesse-se pelos outros
“Você pode fazer mais amigos em um
mês tentando se interessar por
outras pessoas do que em dois anos
tentando fazer com que as pessoas
se interessem por você”.
(CARNEGIE, 2012, p. 171)
A busca da mediação
Tornar-se um profissional
mediador de conflitos não é uma
tarefa fácil. E quando você
consegue virar essa chave, se
transforma em extremamente
desejável para as organizações, por
ser um diferencial. Se a maioria está
habituada ao confronto, quem
gerencia conflitos, quem media
situações difíceis, tem um
diferencial competitivo importante
no mercado.
O oposto...
Agora se você não se esforça para
mediar conflitos, mas pelo
contrário, gera confrontos
constantes na organização, seja por
questões pequenas de
territorialidade (“minha lixeira”) ou
por questões maiores (“não
concordo com a visão da empresa”)
isso pode impedir seu crescimento
profissional.
Escolha a forma
Veja que não há problema nenhum
em querer delimitar espaços ou
mesmo contribuir com a melhoria
da definição estratégica da
empresa, mas tudo fica diferente
com a forma pela qual você faz isso.
Regras fundamentais de comunicação
no ambiente de trabalho
Chame as pessoas
pelo nome
Admita quando
estiver errado
Tenha as
pessoas em
alta conta
Mostre interesse
sincero
Regras fundamentais de comunicação
no ambiente de trabalho
Faça elogios
Mantenha
sua palavra
Mostre sua
gratidão
Você não lê mentes
“Uma segunda barreira envolve a
tentativa de ler a mente da pessoa que
está falando em vez de ouvir o que ela
está tentando dizer. Se alguém diz
‘Realmente gosto de trabalhar aqui’,
você interpreta isso como significando
‘Ele não gosta de trabalhar aqui, mas diz
isso porque tem medo de perder o
emprego’. Isso é leitura de mente, não
audição. Mais uma vez, é concentrar-se
em seus próprios poderes de
interpretação em vez de ouvir o que a
pessoa está dizendo e, pelo menos
naquele momento, dar a ela o benefício
da dúvida.” (CARNEGIE, 2012, p. 140)
Ouvir é imprescindível
para mediar
“O próximo passo é fazer com que a outra
parte saiba que você está ouvindo – o que
também é conhecido como audição ativa.
Se estiverem conversando pessoalmente,
você pode usar linguagem corporal –
contato visual, movimentos concordantes
com a cabeça – em resposta ao que é dito.
Sempre tente adicionar comentários
breves que abordem os pontos que a
pessoa levanta e mostre apreciação e
compreensão por aquilo que a pessoa está
dizendo. Pense nisso como uma maneira
de compartilhar sua compreensão e
atenção com a pessoa que está falando”
(CARNEGIE, 2012, p. 97)
Como é a postura de um mediador no trabalho?
Ouve;
É ético;
Não critica;
Permite o diálogo;
Não se vangloria desses resultados.
Busca soluções equilibradas;
Gestão de Conflitos: passo a passo
Entenda o contexto
Em qualquer situação de conflito,
recomenda-se que o primeiro passo
seja compreender o cenário. Saiba
em que terreno está pisando antes
de fazer qualquer ação.
Estimule o diálogo
Após compreender o contexto,
promova a conversação dos
envolvidos, estimule que cada um
se expresse e ouça para entender
ainda mais.
Ao passo que todos se expressaram, é hora de possibilitar caminhos que
promovam a solução do conflito.
Busque a solução
Promova a reflexão
Ao concluir esse processo, é
essencial refletir com os envolvidos
sobre os ganhos do ocorrido para
que em futuras situações seja ainda
mais factível mediar os conflitos.
Passo a passo
▪ Vamos aprofundar?!
1
2
3
4
Entenda o contexto;
Estimule o diálogo;
Busque a solução;
Promova a reflexão.
Passo 1 - Entenda o contexto
Contextualização
Ao se deparar com um conflito
pense duas vezes antes de intervir
sem entender o contexto. É crucial
dar alguns passos atrás para
compreender o que há como o
“fundo” nesta situação.
Conflito é só o topo
do iceberg
O conflito é apenas a parte visível
daquele momento. Ele retrata
situações pregressas e o contexto
da organização que nem sempre
ficam claros em uma primeira
observação.
Conflito
Situações
pregressas
Contexto da
organização
Visível
Invisível ao
primeiro olhar
Identifique as variáveis
“Uma boa maneira de começar a
analisar uma situação de conflito é
identificar as variáveis, nelas existe
uma possibilidade real de mudança
ou ajuste. Quando você é uma das
partes do conflito, às vezes,
consegue enxergar muitas dessas
áreas e, em outras ocasiões, apenas
algumas.” (CARNEGIE, 2012, p. 172).
Quais variáveis podemos identificar?
Análise do perfil dos envolvidos: quem são as pessoas e como se comportam?
Causa-raiz: o que é a causa principal deste conflito?
“Jurisprudência” da organização: o que já foi feito em situações similares?
Impactos: o que pode resultar deste conflito dependendo das ações tomadas?
Formalização: existem registros sobre o tema ou precisamos formalizar algo?
Análise situacional: como, quando e em quais circunstâncias isso aconteceu?
?
Uma dica muito importante é não se deixar prender demais nas informações
do passado (CARNEGIE, 2012). Para uma condução adequada desse conflito
as informações mais importantes são as do presente ou as questões
prospectadas para o futuro. O passado poderá trazer uma carga emocional
desnecessária para a resolução dessa situação e possivelmente diminuir a
amplitude dos participantes quanto às oportunidades.
Foque no presente
▪ “Aprender: Faça perguntas abertas e fechadas e use perguntas
de sondagem.
▪ Construir relacionamentos: As pessoas geralmente reagem de
maneira positiva se você perguntar o que elas fazem ou o que
elas acham. Se você fizer isso de maneira afirmativa – “Diga-
me do que você mais gosta aqui na empresa” –, ajudará a
construir e manter um diálogo aberto.
▪ Gerenciar: Perguntas retóricas e de condução são úteis aqui
também. Elas podem ajudar as pessoas a refletirem e se
comprometerem com linhas de ação que você pode sugerir:
“Não seria ótimo obter mais qualificação?”.
▪ Evitar mal-entendidos: Use perguntas de sondagem para obter
esclarecimentos, particularmente quando as consequências
são significativas. Cuidado para não chegar a conclusões
apressadas”
Pergunte!
(CARNEGIE, 2012, p. 123)
▪ “Acalmar conflitos: Você pode acalmar um cliente ou um colega
irritado usando perguntas de afunilamento para que ele entre em
mais detalhes do seu descontentamento. Isso não só afastará a
atenção de seu interlocutor das próprias emoções, como pode
ajudar você a identificar pequenas ações ou práticas que pode
realizar. Costuma ser suficiente fazer com que a pessoa sinta que
“ganhou” algo para a irritação diminuir.
▪ Persuadir pessoas: Ninguém gosta de ser repreendido, mas fazer
uma série de perguntas abertas permitirá que a pessoa abrace
mais facilmente as razões subjacentes a seu ponto de vista. “O que
você acha de trazer o pessoal de vendas para a sede, por meio dia,
para que atualizemos seus notebooks?”
▪ Elaborar perguntas com habilidade precisa estar casado com ouvir
com atenção, de modo que você entenda o que a pessoa
realmente quer dizer com suas respostas. Não deixe de dar tempo
suficiente para a pessoa questionada responder. Ela talvez precise
pensar antes, de modo que você não deve interpretar a pausa
como um “sem comentários”. A paciência é uma habilidade
interpessoal.”
Pergunte!
(CARNEGIE, 2012, p. 123)
Seja profissional
“Durante um encontro difícil, seja
profissional. Não perca o autocontrole,
ainda que queira dar a impressão de
que foi exatamente isso o que ocorreu.
Se você deliberadamente aparentou
ter perdido o controle para causar
impressão, tome essa decisão de modo
consciente. Lembre-se que insultos são
essencialmente ineficazes. Ofender as
pessoas é apenas distração. É
improvável que elas escutem o que
você diz. No curto prazo, pode até
sentir alguma satisfação ou
entusiasmo, mas isso vem junto com o
alto preço de uma discussão
prolongada e intensa”.
(CARNEGIE, 2012, p. 132).
Exemplo - Passo 1
O final de semana frustrado
▪ Olinto é um analista de processos e
atua há 6 anos em uma empresa de
software para gestão de pessoas.
▪ Seu líder demandou uma atividade às
17h de uma sexta-feira para ser
entregue na segunda-feira, às 8h,
exatamente quando ele estava
planejando um final de semana em
família, com uma viagem. A atividade
demandaria pelo menos 8 horas de
trabalho, não seria possível conciliar
os dois compromissos: o pessoal e o
profissional.
▪ Aqui há uma situação conflituosa
entre ele o gestor.
Primeiro passo
▪ Olinto ficou muito furioso quando
leu o e-mail. Sentiu-se indignado
com o descaso do gestor que não
lhe consultou antes se era algo
factível ou não, apenas escreveu e
enviou.
▪ Apesar da sua raiva inicial, Olinto
sabe gerenciar conflitos e resolveu
ser seu próprio mediador nessa
situação, pois não haveria ninguém
para lidar com isso por ele.
Começou estruturando seus
pensamentos, separando o que era
emocional e o que era racional.
Possibilidades de pensamentos
Emocionais
Tenho medo de perder
o emprego.
Estou com uns sintomas de
saúde estranhos e não fui ao
médico por trabalhar demais.
Minha família me acha muito
ausente e não realizar essa
viagem vai atrapalhar meu
casamento.
Racionais
A demanda que me foi solicitada
não pode ser executada no
tempo solicitado.
Tenho sido mais demandado
que outros profissionais.
Não recebo o feedback sobre
as demandas que entrego.
Limpeza dos pensamentos
Sabendo que nem todas essas
questões que estava pensando,
mesmo as racionais, são objeto
desse conflito, Olinto “limpou” seus
pensamentos:
Conflito
Situações
pregressas
Contexto da
organização
▪ A demanda que me foi
solicitada não pode
ser executada no
tempo solicitado.
▪ Tenho sido mais
demandado que
outros
profissionais.
▪ Não recebo o
feedback sobre
as demandas
que entrego.
A partir disso, Olinto identificou as variáveis
Causa-raiz:
▪ Recebi uma demanda que não consigo entregar no prazo solicitado devido
aos meus compromissos pessoais.
“Jurisprudência” da organização:
▪ A empresa não se preocupa efetivamente com a vida pessoal dos
profissionais, demandando atividades independentemente de dia e horário.
Análise do perfil dos envolvidos:
▪ Meu líder costuma ser aberto ao diálogo, apesar de não ser muito flexível à
negociação de prazos por querer ser sempre o mais efetivo na empresa.
A partir disso, Olinto identificou as variáveis
Impactos:
▪ Posso ter uma avaliação negativa do meu líder devido aos motivos do pedido
serem pessoais
Análise situacional:
▪ Se eu tivesse sido acionado anteriormente, poderia ter priorizado essa
atividade e entregado de forma antecipada
Formalização:
▪ Recebi por e-mail e há uma confirmação de leitura, não há como alegar
desconhecimento, o que poderia ser pior ainda
?
Passo 2 - Estimule o diálogo
Mentalidades
Colaborativa
▪ Resolver juntos
▪ Todos ganham
Confrontativa
▪ Resolver sozinho
▪ Ganhar a discussão
Comunique-se com clareza
Tenha calma
Seja franco em
relação àquilo
que você precisa
Crie um registro
por escrito
(CARNEGIE, 2012, p. 90)
Dialogue para resolução
“Negociadores habilidosos
começam com um conceito-chave
em mente. Eles sabem que é
importante satisfazer as próprias
necessidades, mas também
entendem o valor de satisfazer a
outra parte. O objetivo é que você
sinta que o conflito foi resolvido
com sucesso e que a outra pessoa
também sinta o mesmo”.
(CARNEGIE, 2012, p. 183)
Crie um ambiente seguro
Como abordamos anteriormente,
para que o diálogo seja efetivo é
crucial que a empresa fortaleça um
ambiente seguro, uma cultura
voltada a visualizar oportunidades
em detrimento de problemas. Seja
parte desse ambiente seguro
propiciando um diálogo efetivo em
seus conflitos.
Recorra ao diálogo
“Ao recorrer ao diálogo o que se tenta
é atender ao reclamo de uma parte em
relação à outra. Nesses casos, não
existe – o terceiro –, imparcial e
independente, pois a busca da solução
se faz apenas por aqueles envolvidos
na controvérsia, que recorrem ao
diálogo e à troca de informações e
impressões. Poderíamos dizer,
portanto, que a negociação é a
primeira instância da tentativa de
resolução de conflitos, pois, uma vez
diante de uma solução que atenda a
ambas as partes, o conflito está
resolvido”.
(SAMPAIO; BRAGA NETO, 2007, p. 7)
Precisa ser um
ganha-ganha!
“Em resumo, você precisa almejar
um resultado em que todos saiam
ganhando. A magia de uma boa
negociação é criar uma situação de
vitória para todos, mesmo se
parecer que um venceu e que o
outro perdeu. A verdade é que,
praticamente, todas as negociações
têm pelo menos alguns elementos
em que todos ganham. O truque é
descobri-los”.
(CARNEGIE, 2012, p. 183)
Opte pela assertividade
“Você ainda pode exercer uma
influência positiva mesmo que a
outra parte do conflito pareça estar
totalmente indisposta à mudança.
Depende de você agir assim. É fato
que seu ego pode colocar-se no
caminho, mas ser flexível até certo
ponto não significa que você
precisa deixar que a outra pessoa
passe por cima de você. Esse é
simplesmente outro exemplo no
qual você pode optar pela
assertividade, em detrimento da
agressividade ou da passividade”.
(CARNEGIE, 2012, p. 172)
Negociação
“Howard Raiffa, autor do célebre livro
Arte e ciência da negociação, por sua
vez, identificou dois tipos de
negociação:
▪ distributiva – na qual as partes com
posições opostas procuram
maximizar seu ganho uma em relação
a outra. Nessa negociação, as partes
visam pura e simplesmente alcançar
seus objetivos.
▪ integrativa – nesta são considerados
e discutidos outros elementos da
inter-relação entre as partes, além
daquele que deu origem à negociação
propriamente dita, tentando integrar
aqueles elementos facilitando as
metas de cada uma das partes”
(SAMPAIO; BRAGA NETO, 2007, p. 7)
Retire as barreiras
ao diálogo
“Na maioria das vezes, explicar
simplesmente a sua posição e
defender seu espaço resolverá a
situação. Contudo, você também
pode ser fortemente tentado a
contra-atacar ou a fugir. Tente
resistir a ambas as tentações.
Quando as pessoas ficam
emocionadas, levantam barreiras
ao diálogo; não deixe que isso
influencie o seu próprio
comportamento”.
(CARNEGIE, 2012, p. 17)
Verbal e não verbal
A resolução de qualquer conflito,
além dos elementos verbais
depende de uma comunicação não
verbal muito assertiva. De nada
adianta respirar fundo e dizer boas
palavras se seu rosto/corpo não
condizem com essa abordagem.
Preocupe-se com todo o contexto
envolvido.
Eu concordo e
acolho o que
você disse.
O uso de “mas”
MAS
MAS
“Use a palavra ‘e’ em vez de ‘mas’. O
uso do ‘mas’ descarta tudo o que foi
dito previamente, ao passo que o ‘e’
envia a mensagem de que você está
interessado na outra parte e que
está buscando um denominador
comum”.
(CARNEGIE, 2012, p. 188)
MAS
MAS
Exemplo - Passo 2
Olinto precisava conversar
sobre, mas como?
Olinto sabia que seu líder costuma
ir embora por volta das 18h às
sextas-feiras, pois tinha atividade
física às 18h30 e o trânsito era
insuportável.
Já eram 17h20, então ele tinha
pouco tempo para estabelecer esse
diálogo. Analisou suas
possibilidades e planejou essa
comunicação.
Possibilidades
E-mail: talvez
ele não leia em
tempo e eu não
consiga o
retorno
Whatsapp:
pode ser muito
impessoal e ele
não visualize
antes de ir
embora.
Pessoalmente:
não sei se ele
poderá me
receber sem
uma agenda
prévia.
Telefone: seria
mais fácil ele
negar meu
pedido se eu
apenas ligar.
Decidiu
▪ Considerando todos os prós e
contras, entendeu que o melhor
cenário seria conversar
pessoalmente, mesmo sendo uma
reunião não prevista.
▪ Falou com a secretária do gestor,
explicou que precisava de
orientações sobre uma demanda
urgente e aguardou na sala de
espera.
Será recebido
Após alguns minutos a secretária
disse ao Olinto que seria recebido
pelo gestor às 17h45, para que ele
retornasse nesse horário.
Olinto saiu e pensou: terei pouco
tempo para falar, mas pelo menos
tenho tempo para me preparar.
Analisou as últimas demandas
recebidas e verificou que a maioria
das urgentes foram repassadas a
ele, tendo trabalhado pelo menos
em 8 finais de semanas dos últimos
3 meses.
!!!
A reunião extraordinária
De posse das informações
necessárias e aberto à conversação
com seu líder, Olinto chegou no
horário combinado e sua entrada
foi autorizada.
Deu um aperto de mãos em seu
líder, que perguntou: “Como posso
ajudá-lo, Olinto?! Recebeu meu e-
mail? Ficou compreensível?”
??
O diálogo
Manteve-se respirando para ter a
calma e iniciou sua fala com
movimentos leves e olhar firme ao
líder, com uma expressão facial serena:
“Sr. Maicon, como sei que o seu tempo
é valioso e que tem compromisso logo
mais, serei o mais objetivo possível.
Recebi sua mensagem e agradeço a
oportunidade e confiança que tem
depositado em meu trabalho,
reconheço que tem dedicado a mim
atividades importantes na empresa”.
Diálogo
E o líder disse: “Mas... Sempre tem
um mas nessas horas” (e sorriu
levemente).
Continuou Olinto: “Não seria um
‘mas’, e sim um pedido...”.
E agora, o que Olinto vai propor?
Que solução vai buscar?
Passo 3 - Busque a solução
Verdade
“Em qualquer comunicação
interpessoal, esteja sempre ciente de
que aquilo que você acredita ser a
verdade é uma questão subjetiva.
Aquilo que você pode considerar
ineficiente, impróprio ou desagradável
pode ser perfeitamente aceitável ou
desejável do ponto de vista de outra
pessoa. Por isso é importante
temperar qualquer feedback que você
der com a ajuda generosa do elogio
sincero. Lembre-se de que a atitude de
quem fala influencia a atitude de quem
ouve, o que, por sua vez, leva à ação
por parte de ambos”.
(CARNEGIE, 2012, p. 88).
Três passos importantes
1
2
3
“Estabeleça um compromisso de seguir uma
abordagem de vitória para todos”.
“Explique claramente o que você quer e por que quer”.
“Tenha uma imagem clara do seu ‘plano B’ ou sua
posição de retirada”.
B
Resolvendo conflitos
Fique calmo
Incentive a
comunicação
Busque uma solução
em que todos saiam
ganhando
Estabeleça as
regras básicas
Responda,
não reaja
Fique calmo
“Pode ser tentador desabafar ou
impor sua autoridade. Mas irritar-
se é arriscar-se a perder o foco e
interessar-se mais pela batalha do
que por um resultado positivo. Se
deseja lidar de maneira eficiente
com o conflito, então você precisa
controlar-se completamente”.
(CARNEGIE, 2012, p. 92-93)
Incentive a comunicação
“O silêncio pode valer ouro, mas é
improvável que o silêncio faça as
coisas caminharem quando há um
conflito. É essencial incentivar a
comunicação verbal e a melhor
maneira de fazer isso é ouvindo
com atenção”.
(CARNEGIE, 2012, p. 92-93)
Busque uma solução em que
todos saiam ganhando
“Quando se começa a partir de uma
situação de conflito, há grandes
chances de que o prognóstico seja
um resultado no qual um perde e
outro ganha”.
(CARNEGIE, 2012, p. 92-93)
Estabeleça as regras básicas
“Quando as pessoas estão medindo
forças, é importante estabelecer
algumas regras básicas ou que se
chegue a um acordo sobre o que é
aceitável. Essas regras básicas
precisam ser aceitas coletivamente,
não podem ser impostas por
ninguém – nem mesmo você”.
(CARNEGIE, 2012, p. 92-93)
Responda, não reaja
“Quando alguém ‘descarrega’ em
cima de você, o desafio é manter o
equilíbrio e a paciência. Não
assuma automaticamente uma
postura defensiva. Dê à outra
pessoa uma oportunidade de
expressar plenamente suas
preocupações e sua raiva. Quando
se controla e não reage
impulsivamente, você obtém muito
poder nessa interação – porque a
pessoa que se irrita sozinha é
sempre a perdedora”.
(CARNEGIE, 2012, p. 92-93)
Exemplo - Passo 3
O pedido de Olinto!
Até então, Olinto havia seguido as
etapas de uma busca para a
solução, entendendo que:
▪ Havia ficado calmo durante todo o processo,
apesar do desespero inicial;
▪ Incentivou a comunicação ao buscar a conversa
com o líder;
▪ E estava disposto a buscar uma solução em que
todos saiam ganhando;
▪ Estabelecendo algumas regras básicas;
▪ E respondendo às possíveis perguntas, sem
reagir, o que poderia tornar o conflito em
confronto;
Lembra?!
▪ E o líder disse: “Mas... Sempre tem
um mas nessas horas” (e sorriu
levemente).
▪ Continuou Olinto: “Não seria um
‘mas’, e sim um pedido...”.
A busca da solução
▪ “Sr. Maicon, avaliei a demanda e ela é
extremamente coerente com o meu
perfil profissional, consigo resolvê-la
em 8 horas contínuas de trabalho.
Seria possível repactuar o prazo de
entrega para segunda-feira às 18h?”
▪ “Olinto, fico feliz que estamos
conversando. O prazo informado é o
ideal para eu receber o material e ter
tempo hábil para estudá-lo,
transformá-lo em slides e apresentá-
lo na reunião da Diretoria às 16h.
Entendo que enviei a demanda de
última hora, mas o pedido chegou
para mim 15 minutos antes do que lhe
enviei”.
8h
(
Os pensamentos
▪ Olinto tinha informações agora que não
sabia antes. O material serviria para uma
reunião na segunda-feira às 16h. Como
ele precisava de 8 horas para fazer o
material e provavelmente o gestor
precisaria, de fato, de 30 minutos para
montar a apresentação e mais 1 hora para
estudá-la, pensou na seguinte proposta.
▪ “Sr. Maicon, considerando que existe
sábado e domingo ainda seria um prazo
mais que razoável, o que acontece é que
agendei há muito tempo uma viagem em
família e não gostaria de frustrá-los.
Sendo assim, tenho uma proposta que
pode resolver para ambos”.
Negociação
▪ “Me desculpe, Olinto, eu não sabia do seu
fim de semana. Eu posso passar a
atividade para outra pessoa, se você
preferir, eu só não confiaria no resultado
como quando você está no comando”.
▪ “Não será necessário delegar a outra
pessoa, Sr. Maicon, farei com o maior
prazer. Tenho um plano. Vou iniciar parte
da atividade hoje, até às 22h, com quatro
horas de trabalho. Na segunda-feira,
chegarei às 06h e vou fazer a outra parte
até às 10h. Como estará duas horas a
mais do que gostaria de receber, vou
construir o material todo online para que
tenha acesso e possa ir se preparando
desde hoje, caso queira, e também vou lhe
entregar, até às 11h, uma proposta de
slides para sua apresentação”.
O aceite
▪ “Bom, olhando desta forma, penso
que podemos conduzir assim. Tem
certeza que não vai atrapalhar seu
final de semana?” – Perguntou o líder.
▪ “Sim, desta forma consigo auxiliá-lo e
ainda estar com a minha família, o que
é muito importante para mim”,
respondeu Olinto.
▪ “Fico feliz por termos uma conversa
tão madura, Olinto. Gostaria que
todos os outros profissionais
tivessem essa mesma postura,
obrigado por isso. Bom trabalho e
bom fim de semana, mande
lembranças à sua família”, finalizou o
líder.
Passo 4 - Promova a reflexão
Aprendizado contínuo
Em qualquer gestão efetiva de um
conflito, os resultados são
benéficos e visíveis a todo o grupo.
Precisamos aprender com os
ganhos dessa situação para
incentivar os demais profissionais
da empresa.
Crie mecanismos
Crie mecanismos de lições
aprendidas que possam registrar,
sem expor os envolvidos, as
principais soluções obtidas a partir
de determinadas situações. Isso
favorecerá para a criação da
“jurisprudência” da organização e
facilitará futuros gerenciamentos
de conflitos.
Reconheça
Sendo ou não líder do grupo que
gerenciou o conflito, valorize os
resultados. Reconheça cada uma
das conquistas e possibilite que
esse feedback seja compartilhado
publicamente. Se for o líder, isso é
tarefa essencial. Valorizar esse
resultado proporcionará novos
ganhos futuros.
Reflita sempre
Se a empresa não tem mecanismos
específicos, utilize os seus. Faça um
check-list diário ou semanal para
acompanhar seus feitos em
resolução de conflitos.
Diário do aprendizado
“Determinada situação aconteceu
comigo, me senti primeiramente
assim, refleti sobre tais questões e
resolvi da seguinte forma”... Essa
nota mental, que pode ser
transformada em um diário de
mediação ou diário de resolução de
conflitos facilitará seu
autodesenvolvimento.
Torne as soluções algo
sustentável
Não deixe de acompanhar se as
decisões e ações tomadas estão
mantidas no dia a dia da
organização e patrocine a sua
continuidade. Esses feitos,
tornando-se sustentáveis, trarão
ainda mais benefícios à empresa e
aos envolvidos.
Exemplo - Passo 4
Quais aprendizados
Olinto teve?
Olinto percebeu que:
▪ Na verdade, seu líder tinha uma opinião
muito positiva sobre ele, o que não
necessariamente era expressado com
frequência. Por isso optou, a partir dali, por
sempre buscar um feedback quando sentisse
necessidade;
▪ Que em todas as situações torna-se possível
conversar, dialogar sobre e tentar chegar a
um ponto comum;
▪ Realizou a atividade de forma ainda mais
satisfatória, pois compreendeu que estava
conciliando vida pessoal e profissional;
▪ Seu líder, após essa entrega, ofereceu a ele
um projeto importante na empresa que
culminou, três meses depois, em sua
primeira promoção na organização, para um
cargo de liderança intermediário, que não
existia ainda, assessorando o Sr. Maicon.
Para cada situação, Olinto passou a registrar o que estava acontecendo e os
resultados obtidos para tentar manter sua prática sempre efetiva. Nesse caso
narrado, foi assim:
Registre... Compreenda!
Acontecimentos
Demanda inviável
para o prazo
solicitado
Postura inicial
Breve indignação,
seguida de reflexão
sobre os pensamentos
emocionais e racionais
Reflexões
Percebeu que era mais
demandado que os
outros e que precisava
de mais feedbacks
sobre sua atuação
Oportunidades
Maior diálogo com o líder;
entrega ainda mais efetiva e
que permitiu conciliar seus
compromissos; participação
em projeto importante;
promoção.
Revisão
Não faça inimigos
“Quando estamos irritados com
pessoas inimigas, damos a elas
poder sobre nós: poder sobre nosso
sono, nosso apetite, nossa pressão
sanguínea, nossa saúde, nossa
felicidade. Nossos inimigos
dançariam de alegria se soubessem
como estão nos preocupando, nos
machucando e se vingando de nós!
Nossa raiva não os fere de modo
algum, mas transformam nossos
dias e noites numa confusão total”.
(CARNEGIE, 2012, p. 183)
Principais pontos
Case
Gerenciar conflitos no mundo corporativo
O que são conflitos e o que é Gestão de Conflitos
Como transformar conflitos em oportunidades
Caracterização do mediador
Características dos conflitos
Principais pontos
Passo 2 - Estimule o diálogo
Gestão de Conflitos: passo a passo
Passo 1 - Entenda o contexto
Passo 3 - Busque a solução
Passo 4 - Promova a reflexão
Parabéns!
▪ Obrigado pela caminhada até aqui!
▪ Desejamos que você possa ser
efetivo no gerenciamento de
conflitos durante sua jornada.
CARNEGIE, D. As cinco habilidades essenciais do relacionamento: como se
expressar, ouvir os outros e resolver conflitos. São Paulo: Companhia Editora
Nacional, 2012.
SAMPAIO, L. R. C.; BRAGA NETO, A. O que é mediação de conflitos. São Paulo:
Brasiliense, 2007.
Referências

Gestão Conflitos por meio da comunicação

  • 1.
  • 2.
  • 3.
    “O conflito éalgo criativo, o que é negativo é o confronto. O conflito é a divergência de postura, o confronto é a tentativa de anular a outra pessoa”. MÁRIO SÉRGIO CORTELLA
  • 4.
    Propósito Orientar sobre agestão de conflitos e conceder ferramentas e técnicas para dar mais segurança a você na hora de realizar essa negociação.
  • 5.
    Trilha deste curso Gerenciarconflitos no mundo corporativo O que são conflitos e o que é Gestão de Conflitos Case Como transformar conflitos em oportunidades Características dos conflitos Caracterização do mediador Gestão de Conflitos: passo a passo Passo 1 - Entenda o contexto Passo 2 - Estimule o diálogo Passo 3 - Busque a solução Passo 4 - Promova a reflexão Revisão
  • 6.
    Ao fim docurso ▪ Compreensão sobre como gerenciar conflitos; ▪ Conhecimento sobre técnicas para negociar em situações de conflitos; ▪ Condições de autodesenvolvimento como um mediador de conflitos.
  • 7.
    O que sãoconflitos e o que é Gestão de Conflitos
  • 8.
    O conflito éinerente à vida “Todos os organismos vivos buscam o que se denomina ‘homeostase dinâmica’ (autorregulação), uma tendência a manter seu estado e, simultaneamente, cumprir o ciclo vital de sua evolução. Em outras palavras, o conforto de uma situação já conhecida, mesmo que traga algumas preocupações, se antepõe ao desconhecido de uma futura situação ainda não vivenciada que necessita sê-lo sob pena de se sucumbir ao comodismo e à não evolução. Há, portanto, um conflito inerente à vida, presente nos organismos, por meio do qual a evolução se processa”. (SAMPAIO; BRAGA NETO, 2007, p. 17)
  • 9.
    No trabalho Um dessesorganismos são as empresas e instituições. No dia a dia do trabalho é comum existir o conflito, devido à divergência de ideias, posicionamentos e caminhos. A grande questão é como a organização lida com o conflito, qual tipo de cultura é implantada: A busca de uma comunicação assertiva a partir de possíveis conflitos ou O confronto de ideias e que “vença o melhor”?
  • 10.
    1. Falta deentendimento grave ou oposição violenta entre duas ou mais partes. 2. Encontro violento entre dois ou mais corpos; choque, colisão. 3. POR EXT Discussão veemente ou acalorada; altercação. 4. Encontro de coisas que se opõem ou divergem. 5. Luta armada entre potências ou nações; guerra. 6. PSICOL Conforme a teoria behaviorista, estado provocado pela coexistência de dois estímulos que desencadeiam reações que se excluem mutuamente. 7. TEAT No drama, elemento determinante da ação que consiste na oposição de forças entre duas ou mais personagens ou, às vezes, entre o protagonista e as forças da natureza. Fonte: Dicionário Michaelis https://michaelis.uol.com.br/moderno-portugues/busca/portugues-brasileiro/conflito/ Definição: Conflito
  • 11.
    Mudança “A mudança éa causa-raiz de todos os conflitos, sejam familiares, organizacionais, societários, comunitários, sejam comerciais, internacionais etc. Quando algo ou alguém intervém em um sistema, que pode ser desde um indivíduo até uma sociedade completa, surge uma mudança e em consequência dela algum tipo de conflito”. (SAMPAIO; BRAGA NETO, 2007, p. 18).
  • 12.
    Quando? Em diversos momentosno trabalho nos deparamos com conflitos ocasionados pelas mudanças, desde as mais simples às mais complexas. Ampliação ou redução de quadro de pessoal Contratação de novas empresas terceiras Implantação de novos projetos Digitalização de processos
  • 13.
    Quando? Uso de espaços comuns Expressãode posicionamentos em reuniões Alterações em normas Realocação de recursos
  • 14.
    Comunicação e conflito “Acomunicação nas inter-relações reflete os mecanismos de pensamento envolvidos nos processos de emissão e recepção dos estímulos (verbais ou não) e encontra-se diretamente associada às construções mentais advindas da experiência, dos conceitos e preconceitos e das intenções dos envolvidos.” (SAMPAIO; BRAGA NETO, 2007, p. 19).
  • 15.
    Vamos refletir juntos ▪Que tipos de conflitos você enfrenta no trabalho? ▪ Existe algo que gostaria de mudar em sua postura nesses conflitos? ▪ Você visualiza oportunidades nesses conflitos?
  • 16.
    Ponderações Conflitos são inevitáveis Comunicaçãoassertiva, inspiradora e empática pode contribuir para um melhor gerenciamento de conflitos As técnicas e ferramentas precisam ser adaptadas aos contextos
  • 17.
    Se os conflitosexistem, o que posso fazer? ▪ Gerenciar! ▪ Tudo aquilo que está presente na rotina do trabalho pode ser gerenciado. Precisamos assumir o conflito como parte comum do dia a dia e a partir disso dedicar tempo e técnicas específicas para esse gerenciamento.
  • 18.
    O que égestão de conflitos no mundo corporativo? São técnicas e ferramentas que permitem aos profissionais administrarem as relações e possíveis situações conflituosas com base no respeito mútuo e na busca de soluções que contribuam para um equilíbrio no resultado.
  • 19.
    Benefícios da gestãode conflitos para a empresa Clima organizacional satisfatório Ambiente propício à inovação Redução de desperdícios (talento, tempo e outros recursos) Maior efetividade na gestão de mudanças
  • 20.
  • 21.
    Respirar contribui paraum melhor gerenciamento dos conflitos no dia a dia do trabalho. Respire! Apresentar
  • 22.
    Desafio O desafio dogerenciamento de conflitos é que apesar de saber as técnicas, só podemos controlar nossos próprios atos. Mesmo sendo efetivos nessa atividade, ainda dependemos do bom senso dos outros. E está tudo bem! Gerenciar conflitos Mais propício a resultados positivos
  • 23.
    Desafio Gerenciar Conflitos Compreender ocontexto Ser Propositivo Transformar Comportamentos Clarificar ideias Respeitar os envolvidos Estar aberto ao diálogo
  • 24.
    O que gerenciaros conflitos pode fazer por você? Diminuir os confrontos Fortalecer os vínculos e confiança do grupo Maior possibilidade de ser promovido(a) Entregar mais e melhores resultados no trabalho Estar inserido(a) em mais oportunidades
  • 25.
    A comunicação éuma competência central para o desenvolvimento das principais habilidades comportamentais no dia a dia de uma organização. É crucial investir no autodesenvolvimento dessa característica e, quando possível, propiciar que os outros também se desenvolvam. Comunicação Pensamento Sistêmico Pensamento Conceitual Ética Facilitação Negociação e Conflitos
  • 26.
    Melhorar resultados no trabalho Ogerenciamento de conflitos proporciona ao profissional melhores resultados nas principais habilidades técnicas gerais exigidas de cargos no mercado, garantindo uma maior efetividade da empresa. Além disso, as melhores posições nas organizações tendem a ser ocupadas por bom comunicadores e mediadores. Coleta, Análise e Comunicação de dados Acompanhamento de Ações e Indicadores Apresentação de Resultados Melhoria Contínua Visão Financeira e Redução de Custos
  • 27.
  • 28.
    A grande virada... ▪Carla é atualmente Gerente em uma unidade de uma indústria alimentícia. Em sua atividade, durante todo o dia, lida com diversos conflitos e os administra de forma exemplar. Com apenas 32 anos contabiliza diversos projetos de sucesso, bem como inovações em processos e reduções de desperdícios importantes com a equipe que lidera diretamente. ▪ Muitos de seus colegas, gerentes em outras unidades, admiram a forma como ela se expressa e consegue lidar com as situações conflituosas que porventura surgem em seu caminho. ▪ Mas nem sempre foi assim...
  • 29.
    Nossos exemplos ▪ Carlateve uma vida complicada, permeada por conflitos, desde pequena. Seus pais tinham muitas dívidas, brigavam muito por isso. Separaram-se e Carla ficou dividida entre os dois lares. ▪ Cresceu sem exemplos diretos de como lidar com conflitos, apenas assistindo confrontos. Isso impactava em sua postura no colégio e a perseguiu até a faculdade. ▪ Quando se formou, não ficava mais que 6 meses nos trabalhos que conseguiu como analista, tudo devido à sua incapacidade de administrar as situações que lhe eram interpostas.
  • 30.
    A frustração ▪ Quandoestava com 28 anos, durante outro desligamento, recebeu o feedback assertivo de seu gestor: “Carla, você é uma ótima técnica em sua área, poderá um dia ser uma boa líder, contanto que desenvolva também suas habilidades comportamentais, principalmente a de gerenciar conflitos”. ▪ Naquele momento, Carla recebeu o feedback como uma agressão. Uma afronta à sua pessoa. “Quem era ele para lhe dizer isso?!” E foi embora, raivosa.
  • 31.
    Autodesenvolvimento ▪ Alguns mesessem novas colocações no mercado, começou a lembrar daquelas últimas palavras do seu líder e resolveu fazer um curso de gestão de conflitos, além de outros comunicacionais para lhe instrumentalizar de habilidades comportamentais condizentes com seu plano de carreira. ▪ Após alguns meses em busca de seu autodesenvolvimento, conseguiu uma nova oportunidade, em uma área diferente da que estava habituada. Quase completando 29 anos, foi contratada como analista em uma indústria alimentícia.
  • 32.
    Aprofundar conhecimentos e práticas ▪Carla aprendeu que, para a melhoria de sua carreira, seria necessário aprofundar seus conhecimentos e práticas. A partir disso, refletiu quanto aos seus aprendizados e construiu um plano de ação:
  • 33.
    Aprendizados Sua percepção docontexto: ouvir mais, analisar mais as informações, perceber o verbal e não verbal presentes no dia a dia; Fortalecimento de vínculos e diálogos: propiciar uma comunicação mais assertiva com as possíveis pessoas envolvidas com ela em conflitos; A busca de soluções: ao participar em conflitos, buscar a causa-raiz e propor soluções, inovações e ajustes importantes sobre as situações; Promover reflexões sobre os aprendizados: ao finalizar possíveis situações conflituosas, analisar as lições aprendidas para melhorar também as próximas atuações.
  • 34.
    Novas posturas ▪ Desdeo primeiro momento em que estava na empresa, Carla procurou: ▪ Identificar os sentimentos e pensamentos presentes em cada situação conflituosa, desde as rotineiras até situações mais complexas que vivenciou, como quando sua líder foi desligada e não contrataram ninguém para o lugar, ficando Carla como responsável das atividades, mesmo sem receber por isso; ▪ Evitou confrontos, mesmo quando seu impulso falava mais alto, conseguia respirar fundo e falar apenas o necessário para o momento, como da vez em que um colega de outro setor insinuou que foi ela que provocou a demissão da própria líder com as práticas que teve;
  • 35.
    Multiplicar o comportamento conciliador ▪Olhava para as situações ocorridas e colocava sempre em reflexão os motivos para aquilo estar acontecendo e tentava entender o perfil das pessoas ali envolvidas, assim como quando, mesmo após todos os seus esforços uma outra pessoa, 1 ano depois, foi contratada para a vaga de liderança do setor dela. Ela procurou o gerente da unidade e conversou sobre o tema. Como feedback, ele disse que algo melhor ainda estava por vir. Ela esperou... Dois meses depois, outra vaga de liderança surgiu, em outro setor, e o próprio gerente da unidade anunciou sua promoção para todos, ressaltando os motivos e valorizando seus feitos e resiliência;
  • 36.
    Multiplicar o comportamento conciliador ▪Nessa nova posição, sabendo da dificuldade natural do ser humano com conflitos, instituiu com sua equipe grupos de discussão sobre comportamentos e possibilitou que cada um se desenvolvesse, estudasse e auxiliasse no crescimento dos resultados do setor. Seus liderados foram promovidos para novas posições brevemente;
  • 37.
    Uma nova oportunidade ▪Após apenas 12 meses, o gerente foi transferido para outra localidade e Carla se candidatou à nova vaga com um e-mail enviado diretamente para a alta direção da indústria, com cópia ao antigo gerente. Em resposta, o antigo gerente recomendou a candidatura de Carla ressaltando sua postura conciliadora e contributiva para os resultados da unidade. Após 15 dias de análise, a Diretoria convidou Carla para uma reunião e a promoveu.
  • 38.
    Gerenciar conflitos mudoua carreira da Carla ▪ Carla mudou sua carreira e a reposicionou por meio de uma comunicação mais efetiva, gerenciando de forma adequada os conflitos diariamente... E buscando oportunidades em cada situação. Em sua trajetória, visualizamos de forma específica como ela, mesmo em acontecimentos difíceis, conseguiu sobressair e conquistar sua posição. Mas não para por aí!
  • 39.
    Como gerente ▪ Comogerente da unidade, Carla implantou mecanismos para que a cultura conciliadora e voltada ao fortalecimento das oportunidades fosse disseminada. Percebeu que somente profissionais seguros em suas atividades, abertos ao diálogo e que buscavam soluções conjuntas, poderiam entregar ainda mais resultados. ▪ Carla valorizava cada nova ideia e solução a partir dos problemas identificados, com um programa de “Resolva um problema”, que foi futuramente expandido para todas as unidades da indústria por meio da equipe do RH e de Inovação.
  • 40.
    Transforme sua jornada ▪Essa transformação não é apenas profissional, ela é primeiramente pessoal. Permita-se ter olhos para ver cada uma das oportunidades que aparecem em sua trajetória. O que você viveu até aqui não é condicionante do que será no futuro, planeje quem você quer ser. Uma parte importante de um bom profissional, pessoa e cidadão é lidar com conflitos.
  • 41.
  • 42.
    O copo estámeio cheio ou meio vazio? O dilema!
  • 43.
    Quem é você? Pessimista Focoem problemas Copo Meio Vazio Copo Meio Cheio Otimista Foco em oportunidades
  • 44.
    Quando acontecem conflitos? Os conflitosacontecem principalmente quando existem desconexões nos processos e relacionamentos da organização. Situações não mapeadas ou com sobreposições podem gerar quebra no fluxo habitual, gerando situações de dúvida e desconforto.
  • 45.
    ▪ Dois tiposde posicionamento possíveis para uma empresa no ambiente organizacional: Lembra? A busca de uma comunicação assertiva a partir de possíveis conflitos O confronto de ideias e que “vença o melhor”
  • 46.
    A busca deuma comunicação assertiva a partir de possíveis conflitos ▪ Quando a empresa investe em fortalecer um ambiente satisfatório, aberto e que fomenta a divergência pacífica, a comunicação assertiva torna-se uma ferramenta crucial no diálogo entre as diversas partes. Dessa forma, há a oportunidade do crescimento mútuo e como consequência principal a maximização do atendimento aos objetivos estratégicos da organização e o alcance da visão.
  • 47.
    O confronto deideias e que “vença o melhor” Já nas empresas que entendem cada conflito como um confronto e, em alguns casos, até preferem ambientes hostis e de discussão agressiva, há uma tendência ao adoecimento dos trabalhadores, um esgotamento da energia vital e, apesar de qualquer resultado que se possa obter pela pressão, ele é temporário e não se sustenta em médio e longo prazos.
  • 48.
    Nesse sentido, atransformação de conflitos em oportunidades perpassa pela promoção de uma cultura organizacional que: Cultura de oportunidades Respeita os stakeholders Tem mecanismos para fortalecer o clima organizacional Cultura justa
  • 49.
    Nesse sentido, atransformação de conflitos em oportunidades perpassa pela promoção de uma cultura organizacional que: Cultura de oportunidades Ouve as possibilidades diversas Instrumentaliza as melhorias e inovações Valoriza as pessoas
  • 50.
    Para alcançar umambiente de trabalho voltado às oportunidades Sociedade torna-se melhor Clientes e demais stakeholders se encantam Profissionais se desenvolvem Empresas se transformam
  • 51.
    A primeira coisaé rebater o pensamento inicial de desespero e caos. Passe por cima desse impulso natural de visualizar os problemas e permita-se enxergar o que há de positivo nesse acontecimento. E no dia a dia? 1. Desespero / Visão Negativa 2. Reflexão 3. Oportunidades
  • 52.
    Otimista na medida Nãoé sobre ser um otimista exacerbado. É transformar a sua visão para enxergar a oportunidade de mudanças positivas nas circunstâncias do ambiente profissional. É permitir-se ter um olhar de aprendizado, com um mindset de crescimento, que vislumbra diversas chances de fazer mais e melhor.
  • 53.
    Não é deum dia para o outro É um dia após o outro. A cada dia permita-se avaliar de quantos conflitos você participou no trabalho e qual foi sua postura inicial, o que refletiu e quais oportunidades conseguiu perceber a partir disso. É desenvolvimento contínuo da sua forma de ver a vida e os acontecimentos.
  • 54.
  • 55.
    Conflito como uma possibilidade “Estamosnum processo de aprendizado de convivência e de conflito. [...] Uma sociedade, assim, como uma família, como uma universidade, precisa ter o conflito como sendo uma possibilidade. Mas o confronto, jamais. O conflito é a divergência de posturas, o confronto é a tentativa de anular a outra pessoa ou a outra perspectiva. E nós estamos ainda num aprendizado. Por isso, há uma série de exorbitâncias nesse campo. Nós não nos acostumamos a ter a convivência de posturas que sejam diferentes. Por isso precisamos de racionalizar e oferecer mais inteligência a esse processo”. MÁRIO SÉRGIO CORTELLA Fonte: https://www.gazetaonline.com.br/noticias/cidades/2016/04/socie dade-precisa-do-conflito-nao-do-confronto--diz-mario-sergio- cortella-1013938687.html
  • 56.
    Características do conflito “Conflitolatente: presente na estrutura do conflito, mas não se encontra manifesto. Ele acarreta determinado desconforto interno que exige determinada mudança sob pena de essa pessoa se considerar infeliz. Iniciação: instala-se a situação de conflito, com a manifestação de uma vontade que se contrapõe a outra vontade. Busca de equilíbrio do poder: sucedem-se as ações das partes. Equilíbrio do poder: pode beneficiar uma ou outra parte. Ruptura do equilíbrio: quando uma parte procura provocar mudança a seu favor em detrimento da outra”
  • 57.
    Separe as questões ▪Quando de um conflito, temos sempre questões emocionais e racionais envolvidas. É importante separá-las para lidarmos profissionalmente com as ocorrências diárias.
  • 58.
    Questões emocionais As questõesemocionais são de ordem pessoal, como inseguranças, desejos, situações sociais que vão além do trabalho.
  • 59.
    Convivência pacífica de sentimentos Essa“separação” de ambas as questões durante um conflito permitirão que razão e emoção possam conviver pacificamente e desfrutaremos de resultados benéficos durante o convívio das relações profissionais.
  • 60.
    Tipos de envolvidos Participante Souum dos lados do conflito Tenho interesse diretamente no resultado Mediador Não estou envolvido com o conflito O resultado para os lados não afetaria meu percurso
  • 61.
    Procure mediar No ambientede trabalho, recomenda-se que você, mesmo sendo um participante do conflito, consiga assumir uma figura mediadora. Tornar-se um profissional que, independentemente de sua posição, consegue refletir sobre as situações e mediar conflitos para que a empresa ganhe em resultado e os profissionais tenham um convívio benéfico.
  • 62.
    Seja constante Uma únicareunião não será suficiente em alguns casos. A partir das ferramentas que vamos estudar neste curso, exercite, pratique e reflita sobre os resultados obtidos. Não esmoreça nas primeiras experiências... Tornar-se um mediador exige autodesenvolvimento e melhoria da comunicação.
  • 63.
  • 64.
    Interesse-se pelos outros “Vocêpode fazer mais amigos em um mês tentando se interessar por outras pessoas do que em dois anos tentando fazer com que as pessoas se interessem por você”. (CARNEGIE, 2012, p. 171)
  • 65.
    A busca damediação Tornar-se um profissional mediador de conflitos não é uma tarefa fácil. E quando você consegue virar essa chave, se transforma em extremamente desejável para as organizações, por ser um diferencial. Se a maioria está habituada ao confronto, quem gerencia conflitos, quem media situações difíceis, tem um diferencial competitivo importante no mercado.
  • 66.
    O oposto... Agora sevocê não se esforça para mediar conflitos, mas pelo contrário, gera confrontos constantes na organização, seja por questões pequenas de territorialidade (“minha lixeira”) ou por questões maiores (“não concordo com a visão da empresa”) isso pode impedir seu crescimento profissional.
  • 67.
    Escolha a forma Vejaque não há problema nenhum em querer delimitar espaços ou mesmo contribuir com a melhoria da definição estratégica da empresa, mas tudo fica diferente com a forma pela qual você faz isso.
  • 68.
    Regras fundamentais decomunicação no ambiente de trabalho Chame as pessoas pelo nome Admita quando estiver errado Tenha as pessoas em alta conta Mostre interesse sincero
  • 69.
    Regras fundamentais decomunicação no ambiente de trabalho Faça elogios Mantenha sua palavra Mostre sua gratidão
  • 70.
    Você não lêmentes “Uma segunda barreira envolve a tentativa de ler a mente da pessoa que está falando em vez de ouvir o que ela está tentando dizer. Se alguém diz ‘Realmente gosto de trabalhar aqui’, você interpreta isso como significando ‘Ele não gosta de trabalhar aqui, mas diz isso porque tem medo de perder o emprego’. Isso é leitura de mente, não audição. Mais uma vez, é concentrar-se em seus próprios poderes de interpretação em vez de ouvir o que a pessoa está dizendo e, pelo menos naquele momento, dar a ela o benefício da dúvida.” (CARNEGIE, 2012, p. 140)
  • 71.
    Ouvir é imprescindível paramediar “O próximo passo é fazer com que a outra parte saiba que você está ouvindo – o que também é conhecido como audição ativa. Se estiverem conversando pessoalmente, você pode usar linguagem corporal – contato visual, movimentos concordantes com a cabeça – em resposta ao que é dito. Sempre tente adicionar comentários breves que abordem os pontos que a pessoa levanta e mostre apreciação e compreensão por aquilo que a pessoa está dizendo. Pense nisso como uma maneira de compartilhar sua compreensão e atenção com a pessoa que está falando” (CARNEGIE, 2012, p. 97)
  • 72.
    Como é apostura de um mediador no trabalho? Ouve; É ético; Não critica; Permite o diálogo; Não se vangloria desses resultados. Busca soluções equilibradas;
  • 73.
    Gestão de Conflitos:passo a passo
  • 74.
    Entenda o contexto Emqualquer situação de conflito, recomenda-se que o primeiro passo seja compreender o cenário. Saiba em que terreno está pisando antes de fazer qualquer ação.
  • 75.
    Estimule o diálogo Apóscompreender o contexto, promova a conversação dos envolvidos, estimule que cada um se expresse e ouça para entender ainda mais.
  • 76.
    Ao passo quetodos se expressaram, é hora de possibilitar caminhos que promovam a solução do conflito. Busque a solução
  • 77.
    Promova a reflexão Aoconcluir esse processo, é essencial refletir com os envolvidos sobre os ganhos do ocorrido para que em futuras situações seja ainda mais factível mediar os conflitos.
  • 78.
    Passo a passo ▪Vamos aprofundar?! 1 2 3 4 Entenda o contexto; Estimule o diálogo; Busque a solução; Promova a reflexão.
  • 79.
    Passo 1 -Entenda o contexto
  • 80.
    Contextualização Ao se depararcom um conflito pense duas vezes antes de intervir sem entender o contexto. É crucial dar alguns passos atrás para compreender o que há como o “fundo” nesta situação.
  • 81.
    Conflito é sóo topo do iceberg O conflito é apenas a parte visível daquele momento. Ele retrata situações pregressas e o contexto da organização que nem sempre ficam claros em uma primeira observação. Conflito Situações pregressas Contexto da organização Visível Invisível ao primeiro olhar
  • 82.
    Identifique as variáveis “Umaboa maneira de começar a analisar uma situação de conflito é identificar as variáveis, nelas existe uma possibilidade real de mudança ou ajuste. Quando você é uma das partes do conflito, às vezes, consegue enxergar muitas dessas áreas e, em outras ocasiões, apenas algumas.” (CARNEGIE, 2012, p. 172).
  • 83.
    Quais variáveis podemosidentificar? Análise do perfil dos envolvidos: quem são as pessoas e como se comportam? Causa-raiz: o que é a causa principal deste conflito? “Jurisprudência” da organização: o que já foi feito em situações similares? Impactos: o que pode resultar deste conflito dependendo das ações tomadas? Formalização: existem registros sobre o tema ou precisamos formalizar algo? Análise situacional: como, quando e em quais circunstâncias isso aconteceu? ?
  • 84.
    Uma dica muitoimportante é não se deixar prender demais nas informações do passado (CARNEGIE, 2012). Para uma condução adequada desse conflito as informações mais importantes são as do presente ou as questões prospectadas para o futuro. O passado poderá trazer uma carga emocional desnecessária para a resolução dessa situação e possivelmente diminuir a amplitude dos participantes quanto às oportunidades. Foque no presente
  • 85.
    ▪ “Aprender: Façaperguntas abertas e fechadas e use perguntas de sondagem. ▪ Construir relacionamentos: As pessoas geralmente reagem de maneira positiva se você perguntar o que elas fazem ou o que elas acham. Se você fizer isso de maneira afirmativa – “Diga- me do que você mais gosta aqui na empresa” –, ajudará a construir e manter um diálogo aberto. ▪ Gerenciar: Perguntas retóricas e de condução são úteis aqui também. Elas podem ajudar as pessoas a refletirem e se comprometerem com linhas de ação que você pode sugerir: “Não seria ótimo obter mais qualificação?”. ▪ Evitar mal-entendidos: Use perguntas de sondagem para obter esclarecimentos, particularmente quando as consequências são significativas. Cuidado para não chegar a conclusões apressadas” Pergunte! (CARNEGIE, 2012, p. 123)
  • 86.
    ▪ “Acalmar conflitos:Você pode acalmar um cliente ou um colega irritado usando perguntas de afunilamento para que ele entre em mais detalhes do seu descontentamento. Isso não só afastará a atenção de seu interlocutor das próprias emoções, como pode ajudar você a identificar pequenas ações ou práticas que pode realizar. Costuma ser suficiente fazer com que a pessoa sinta que “ganhou” algo para a irritação diminuir. ▪ Persuadir pessoas: Ninguém gosta de ser repreendido, mas fazer uma série de perguntas abertas permitirá que a pessoa abrace mais facilmente as razões subjacentes a seu ponto de vista. “O que você acha de trazer o pessoal de vendas para a sede, por meio dia, para que atualizemos seus notebooks?” ▪ Elaborar perguntas com habilidade precisa estar casado com ouvir com atenção, de modo que você entenda o que a pessoa realmente quer dizer com suas respostas. Não deixe de dar tempo suficiente para a pessoa questionada responder. Ela talvez precise pensar antes, de modo que você não deve interpretar a pausa como um “sem comentários”. A paciência é uma habilidade interpessoal.” Pergunte! (CARNEGIE, 2012, p. 123)
  • 87.
    Seja profissional “Durante umencontro difícil, seja profissional. Não perca o autocontrole, ainda que queira dar a impressão de que foi exatamente isso o que ocorreu. Se você deliberadamente aparentou ter perdido o controle para causar impressão, tome essa decisão de modo consciente. Lembre-se que insultos são essencialmente ineficazes. Ofender as pessoas é apenas distração. É improvável que elas escutem o que você diz. No curto prazo, pode até sentir alguma satisfação ou entusiasmo, mas isso vem junto com o alto preço de uma discussão prolongada e intensa”. (CARNEGIE, 2012, p. 132).
  • 88.
  • 89.
    O final desemana frustrado ▪ Olinto é um analista de processos e atua há 6 anos em uma empresa de software para gestão de pessoas. ▪ Seu líder demandou uma atividade às 17h de uma sexta-feira para ser entregue na segunda-feira, às 8h, exatamente quando ele estava planejando um final de semana em família, com uma viagem. A atividade demandaria pelo menos 8 horas de trabalho, não seria possível conciliar os dois compromissos: o pessoal e o profissional. ▪ Aqui há uma situação conflituosa entre ele o gestor.
  • 90.
    Primeiro passo ▪ Olintoficou muito furioso quando leu o e-mail. Sentiu-se indignado com o descaso do gestor que não lhe consultou antes se era algo factível ou não, apenas escreveu e enviou. ▪ Apesar da sua raiva inicial, Olinto sabe gerenciar conflitos e resolveu ser seu próprio mediador nessa situação, pois não haveria ninguém para lidar com isso por ele. Começou estruturando seus pensamentos, separando o que era emocional e o que era racional.
  • 91.
    Possibilidades de pensamentos Emocionais Tenhomedo de perder o emprego. Estou com uns sintomas de saúde estranhos e não fui ao médico por trabalhar demais. Minha família me acha muito ausente e não realizar essa viagem vai atrapalhar meu casamento. Racionais A demanda que me foi solicitada não pode ser executada no tempo solicitado. Tenho sido mais demandado que outros profissionais. Não recebo o feedback sobre as demandas que entrego.
  • 92.
    Limpeza dos pensamentos Sabendoque nem todas essas questões que estava pensando, mesmo as racionais, são objeto desse conflito, Olinto “limpou” seus pensamentos: Conflito Situações pregressas Contexto da organização ▪ A demanda que me foi solicitada não pode ser executada no tempo solicitado. ▪ Tenho sido mais demandado que outros profissionais. ▪ Não recebo o feedback sobre as demandas que entrego.
  • 93.
    A partir disso,Olinto identificou as variáveis Causa-raiz: ▪ Recebi uma demanda que não consigo entregar no prazo solicitado devido aos meus compromissos pessoais. “Jurisprudência” da organização: ▪ A empresa não se preocupa efetivamente com a vida pessoal dos profissionais, demandando atividades independentemente de dia e horário. Análise do perfil dos envolvidos: ▪ Meu líder costuma ser aberto ao diálogo, apesar de não ser muito flexível à negociação de prazos por querer ser sempre o mais efetivo na empresa.
  • 94.
    A partir disso,Olinto identificou as variáveis Impactos: ▪ Posso ter uma avaliação negativa do meu líder devido aos motivos do pedido serem pessoais Análise situacional: ▪ Se eu tivesse sido acionado anteriormente, poderia ter priorizado essa atividade e entregado de forma antecipada Formalização: ▪ Recebi por e-mail e há uma confirmação de leitura, não há como alegar desconhecimento, o que poderia ser pior ainda ?
  • 95.
    Passo 2 -Estimule o diálogo
  • 96.
    Mentalidades Colaborativa ▪ Resolver juntos ▪Todos ganham Confrontativa ▪ Resolver sozinho ▪ Ganhar a discussão
  • 97.
    Comunique-se com clareza Tenhacalma Seja franco em relação àquilo que você precisa Crie um registro por escrito (CARNEGIE, 2012, p. 90)
  • 98.
    Dialogue para resolução “Negociadoreshabilidosos começam com um conceito-chave em mente. Eles sabem que é importante satisfazer as próprias necessidades, mas também entendem o valor de satisfazer a outra parte. O objetivo é que você sinta que o conflito foi resolvido com sucesso e que a outra pessoa também sinta o mesmo”. (CARNEGIE, 2012, p. 183)
  • 99.
    Crie um ambienteseguro Como abordamos anteriormente, para que o diálogo seja efetivo é crucial que a empresa fortaleça um ambiente seguro, uma cultura voltada a visualizar oportunidades em detrimento de problemas. Seja parte desse ambiente seguro propiciando um diálogo efetivo em seus conflitos.
  • 100.
    Recorra ao diálogo “Aorecorrer ao diálogo o que se tenta é atender ao reclamo de uma parte em relação à outra. Nesses casos, não existe – o terceiro –, imparcial e independente, pois a busca da solução se faz apenas por aqueles envolvidos na controvérsia, que recorrem ao diálogo e à troca de informações e impressões. Poderíamos dizer, portanto, que a negociação é a primeira instância da tentativa de resolução de conflitos, pois, uma vez diante de uma solução que atenda a ambas as partes, o conflito está resolvido”. (SAMPAIO; BRAGA NETO, 2007, p. 7)
  • 101.
    Precisa ser um ganha-ganha! “Emresumo, você precisa almejar um resultado em que todos saiam ganhando. A magia de uma boa negociação é criar uma situação de vitória para todos, mesmo se parecer que um venceu e que o outro perdeu. A verdade é que, praticamente, todas as negociações têm pelo menos alguns elementos em que todos ganham. O truque é descobri-los”. (CARNEGIE, 2012, p. 183)
  • 102.
    Opte pela assertividade “Vocêainda pode exercer uma influência positiva mesmo que a outra parte do conflito pareça estar totalmente indisposta à mudança. Depende de você agir assim. É fato que seu ego pode colocar-se no caminho, mas ser flexível até certo ponto não significa que você precisa deixar que a outra pessoa passe por cima de você. Esse é simplesmente outro exemplo no qual você pode optar pela assertividade, em detrimento da agressividade ou da passividade”. (CARNEGIE, 2012, p. 172)
  • 103.
    Negociação “Howard Raiffa, autordo célebre livro Arte e ciência da negociação, por sua vez, identificou dois tipos de negociação: ▪ distributiva – na qual as partes com posições opostas procuram maximizar seu ganho uma em relação a outra. Nessa negociação, as partes visam pura e simplesmente alcançar seus objetivos. ▪ integrativa – nesta são considerados e discutidos outros elementos da inter-relação entre as partes, além daquele que deu origem à negociação propriamente dita, tentando integrar aqueles elementos facilitando as metas de cada uma das partes” (SAMPAIO; BRAGA NETO, 2007, p. 7)
  • 104.
    Retire as barreiras aodiálogo “Na maioria das vezes, explicar simplesmente a sua posição e defender seu espaço resolverá a situação. Contudo, você também pode ser fortemente tentado a contra-atacar ou a fugir. Tente resistir a ambas as tentações. Quando as pessoas ficam emocionadas, levantam barreiras ao diálogo; não deixe que isso influencie o seu próprio comportamento”. (CARNEGIE, 2012, p. 17)
  • 105.
    Verbal e nãoverbal A resolução de qualquer conflito, além dos elementos verbais depende de uma comunicação não verbal muito assertiva. De nada adianta respirar fundo e dizer boas palavras se seu rosto/corpo não condizem com essa abordagem. Preocupe-se com todo o contexto envolvido. Eu concordo e acolho o que você disse.
  • 106.
    O uso de“mas” MAS MAS “Use a palavra ‘e’ em vez de ‘mas’. O uso do ‘mas’ descarta tudo o que foi dito previamente, ao passo que o ‘e’ envia a mensagem de que você está interessado na outra parte e que está buscando um denominador comum”. (CARNEGIE, 2012, p. 188) MAS MAS
  • 107.
  • 108.
    Olinto precisava conversar sobre,mas como? Olinto sabia que seu líder costuma ir embora por volta das 18h às sextas-feiras, pois tinha atividade física às 18h30 e o trânsito era insuportável. Já eram 17h20, então ele tinha pouco tempo para estabelecer esse diálogo. Analisou suas possibilidades e planejou essa comunicação.
  • 109.
    Possibilidades E-mail: talvez ele nãoleia em tempo e eu não consiga o retorno Whatsapp: pode ser muito impessoal e ele não visualize antes de ir embora. Pessoalmente: não sei se ele poderá me receber sem uma agenda prévia. Telefone: seria mais fácil ele negar meu pedido se eu apenas ligar.
  • 110.
    Decidiu ▪ Considerando todosos prós e contras, entendeu que o melhor cenário seria conversar pessoalmente, mesmo sendo uma reunião não prevista. ▪ Falou com a secretária do gestor, explicou que precisava de orientações sobre uma demanda urgente e aguardou na sala de espera.
  • 111.
    Será recebido Após algunsminutos a secretária disse ao Olinto que seria recebido pelo gestor às 17h45, para que ele retornasse nesse horário. Olinto saiu e pensou: terei pouco tempo para falar, mas pelo menos tenho tempo para me preparar. Analisou as últimas demandas recebidas e verificou que a maioria das urgentes foram repassadas a ele, tendo trabalhado pelo menos em 8 finais de semanas dos últimos 3 meses. !!!
  • 112.
    A reunião extraordinária Deposse das informações necessárias e aberto à conversação com seu líder, Olinto chegou no horário combinado e sua entrada foi autorizada. Deu um aperto de mãos em seu líder, que perguntou: “Como posso ajudá-lo, Olinto?! Recebeu meu e- mail? Ficou compreensível?” ??
  • 113.
    O diálogo Manteve-se respirandopara ter a calma e iniciou sua fala com movimentos leves e olhar firme ao líder, com uma expressão facial serena: “Sr. Maicon, como sei que o seu tempo é valioso e que tem compromisso logo mais, serei o mais objetivo possível. Recebi sua mensagem e agradeço a oportunidade e confiança que tem depositado em meu trabalho, reconheço que tem dedicado a mim atividades importantes na empresa”.
  • 114.
    Diálogo E o líderdisse: “Mas... Sempre tem um mas nessas horas” (e sorriu levemente). Continuou Olinto: “Não seria um ‘mas’, e sim um pedido...”. E agora, o que Olinto vai propor? Que solução vai buscar?
  • 115.
    Passo 3 -Busque a solução
  • 116.
    Verdade “Em qualquer comunicação interpessoal,esteja sempre ciente de que aquilo que você acredita ser a verdade é uma questão subjetiva. Aquilo que você pode considerar ineficiente, impróprio ou desagradável pode ser perfeitamente aceitável ou desejável do ponto de vista de outra pessoa. Por isso é importante temperar qualquer feedback que você der com a ajuda generosa do elogio sincero. Lembre-se de que a atitude de quem fala influencia a atitude de quem ouve, o que, por sua vez, leva à ação por parte de ambos”. (CARNEGIE, 2012, p. 88).
  • 117.
    Três passos importantes 1 2 3 “Estabeleçaum compromisso de seguir uma abordagem de vitória para todos”. “Explique claramente o que você quer e por que quer”. “Tenha uma imagem clara do seu ‘plano B’ ou sua posição de retirada”. B
  • 118.
    Resolvendo conflitos Fique calmo Incentivea comunicação Busque uma solução em que todos saiam ganhando Estabeleça as regras básicas Responda, não reaja
  • 119.
    Fique calmo “Pode sertentador desabafar ou impor sua autoridade. Mas irritar- se é arriscar-se a perder o foco e interessar-se mais pela batalha do que por um resultado positivo. Se deseja lidar de maneira eficiente com o conflito, então você precisa controlar-se completamente”. (CARNEGIE, 2012, p. 92-93)
  • 120.
    Incentive a comunicação “Osilêncio pode valer ouro, mas é improvável que o silêncio faça as coisas caminharem quando há um conflito. É essencial incentivar a comunicação verbal e a melhor maneira de fazer isso é ouvindo com atenção”. (CARNEGIE, 2012, p. 92-93)
  • 121.
    Busque uma soluçãoem que todos saiam ganhando “Quando se começa a partir de uma situação de conflito, há grandes chances de que o prognóstico seja um resultado no qual um perde e outro ganha”. (CARNEGIE, 2012, p. 92-93)
  • 122.
    Estabeleça as regrasbásicas “Quando as pessoas estão medindo forças, é importante estabelecer algumas regras básicas ou que se chegue a um acordo sobre o que é aceitável. Essas regras básicas precisam ser aceitas coletivamente, não podem ser impostas por ninguém – nem mesmo você”. (CARNEGIE, 2012, p. 92-93)
  • 123.
    Responda, não reaja “Quandoalguém ‘descarrega’ em cima de você, o desafio é manter o equilíbrio e a paciência. Não assuma automaticamente uma postura defensiva. Dê à outra pessoa uma oportunidade de expressar plenamente suas preocupações e sua raiva. Quando se controla e não reage impulsivamente, você obtém muito poder nessa interação – porque a pessoa que se irrita sozinha é sempre a perdedora”. (CARNEGIE, 2012, p. 92-93)
  • 124.
  • 125.
    O pedido deOlinto! Até então, Olinto havia seguido as etapas de uma busca para a solução, entendendo que: ▪ Havia ficado calmo durante todo o processo, apesar do desespero inicial; ▪ Incentivou a comunicação ao buscar a conversa com o líder; ▪ E estava disposto a buscar uma solução em que todos saiam ganhando; ▪ Estabelecendo algumas regras básicas; ▪ E respondendo às possíveis perguntas, sem reagir, o que poderia tornar o conflito em confronto;
  • 126.
    Lembra?! ▪ E olíder disse: “Mas... Sempre tem um mas nessas horas” (e sorriu levemente). ▪ Continuou Olinto: “Não seria um ‘mas’, e sim um pedido...”.
  • 127.
    A busca dasolução ▪ “Sr. Maicon, avaliei a demanda e ela é extremamente coerente com o meu perfil profissional, consigo resolvê-la em 8 horas contínuas de trabalho. Seria possível repactuar o prazo de entrega para segunda-feira às 18h?” ▪ “Olinto, fico feliz que estamos conversando. O prazo informado é o ideal para eu receber o material e ter tempo hábil para estudá-lo, transformá-lo em slides e apresentá- lo na reunião da Diretoria às 16h. Entendo que enviei a demanda de última hora, mas o pedido chegou para mim 15 minutos antes do que lhe enviei”. 8h (
  • 128.
    Os pensamentos ▪ Olintotinha informações agora que não sabia antes. O material serviria para uma reunião na segunda-feira às 16h. Como ele precisava de 8 horas para fazer o material e provavelmente o gestor precisaria, de fato, de 30 minutos para montar a apresentação e mais 1 hora para estudá-la, pensou na seguinte proposta. ▪ “Sr. Maicon, considerando que existe sábado e domingo ainda seria um prazo mais que razoável, o que acontece é que agendei há muito tempo uma viagem em família e não gostaria de frustrá-los. Sendo assim, tenho uma proposta que pode resolver para ambos”.
  • 129.
    Negociação ▪ “Me desculpe,Olinto, eu não sabia do seu fim de semana. Eu posso passar a atividade para outra pessoa, se você preferir, eu só não confiaria no resultado como quando você está no comando”. ▪ “Não será necessário delegar a outra pessoa, Sr. Maicon, farei com o maior prazer. Tenho um plano. Vou iniciar parte da atividade hoje, até às 22h, com quatro horas de trabalho. Na segunda-feira, chegarei às 06h e vou fazer a outra parte até às 10h. Como estará duas horas a mais do que gostaria de receber, vou construir o material todo online para que tenha acesso e possa ir se preparando desde hoje, caso queira, e também vou lhe entregar, até às 11h, uma proposta de slides para sua apresentação”.
  • 130.
    O aceite ▪ “Bom,olhando desta forma, penso que podemos conduzir assim. Tem certeza que não vai atrapalhar seu final de semana?” – Perguntou o líder. ▪ “Sim, desta forma consigo auxiliá-lo e ainda estar com a minha família, o que é muito importante para mim”, respondeu Olinto. ▪ “Fico feliz por termos uma conversa tão madura, Olinto. Gostaria que todos os outros profissionais tivessem essa mesma postura, obrigado por isso. Bom trabalho e bom fim de semana, mande lembranças à sua família”, finalizou o líder.
  • 131.
    Passo 4 -Promova a reflexão
  • 132.
    Aprendizado contínuo Em qualquergestão efetiva de um conflito, os resultados são benéficos e visíveis a todo o grupo. Precisamos aprender com os ganhos dessa situação para incentivar os demais profissionais da empresa.
  • 133.
    Crie mecanismos Crie mecanismosde lições aprendidas que possam registrar, sem expor os envolvidos, as principais soluções obtidas a partir de determinadas situações. Isso favorecerá para a criação da “jurisprudência” da organização e facilitará futuros gerenciamentos de conflitos.
  • 134.
    Reconheça Sendo ou nãolíder do grupo que gerenciou o conflito, valorize os resultados. Reconheça cada uma das conquistas e possibilite que esse feedback seja compartilhado publicamente. Se for o líder, isso é tarefa essencial. Valorizar esse resultado proporcionará novos ganhos futuros.
  • 135.
    Reflita sempre Se aempresa não tem mecanismos específicos, utilize os seus. Faça um check-list diário ou semanal para acompanhar seus feitos em resolução de conflitos.
  • 136.
    Diário do aprendizado “Determinadasituação aconteceu comigo, me senti primeiramente assim, refleti sobre tais questões e resolvi da seguinte forma”... Essa nota mental, que pode ser transformada em um diário de mediação ou diário de resolução de conflitos facilitará seu autodesenvolvimento.
  • 137.
    Torne as soluçõesalgo sustentável Não deixe de acompanhar se as decisões e ações tomadas estão mantidas no dia a dia da organização e patrocine a sua continuidade. Esses feitos, tornando-se sustentáveis, trarão ainda mais benefícios à empresa e aos envolvidos.
  • 138.
  • 139.
    Quais aprendizados Olinto teve? Olintopercebeu que: ▪ Na verdade, seu líder tinha uma opinião muito positiva sobre ele, o que não necessariamente era expressado com frequência. Por isso optou, a partir dali, por sempre buscar um feedback quando sentisse necessidade; ▪ Que em todas as situações torna-se possível conversar, dialogar sobre e tentar chegar a um ponto comum; ▪ Realizou a atividade de forma ainda mais satisfatória, pois compreendeu que estava conciliando vida pessoal e profissional; ▪ Seu líder, após essa entrega, ofereceu a ele um projeto importante na empresa que culminou, três meses depois, em sua primeira promoção na organização, para um cargo de liderança intermediário, que não existia ainda, assessorando o Sr. Maicon.
  • 140.
    Para cada situação,Olinto passou a registrar o que estava acontecendo e os resultados obtidos para tentar manter sua prática sempre efetiva. Nesse caso narrado, foi assim: Registre... Compreenda! Acontecimentos Demanda inviável para o prazo solicitado Postura inicial Breve indignação, seguida de reflexão sobre os pensamentos emocionais e racionais Reflexões Percebeu que era mais demandado que os outros e que precisava de mais feedbacks sobre sua atuação Oportunidades Maior diálogo com o líder; entrega ainda mais efetiva e que permitiu conciliar seus compromissos; participação em projeto importante; promoção.
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  • 142.
    Não faça inimigos “Quandoestamos irritados com pessoas inimigas, damos a elas poder sobre nós: poder sobre nosso sono, nosso apetite, nossa pressão sanguínea, nossa saúde, nossa felicidade. Nossos inimigos dançariam de alegria se soubessem como estão nos preocupando, nos machucando e se vingando de nós! Nossa raiva não os fere de modo algum, mas transformam nossos dias e noites numa confusão total”. (CARNEGIE, 2012, p. 183)
  • 143.
    Principais pontos Case Gerenciar conflitosno mundo corporativo O que são conflitos e o que é Gestão de Conflitos Como transformar conflitos em oportunidades Caracterização do mediador Características dos conflitos
  • 144.
    Principais pontos Passo 2- Estimule o diálogo Gestão de Conflitos: passo a passo Passo 1 - Entenda o contexto Passo 3 - Busque a solução Passo 4 - Promova a reflexão
  • 145.
    Parabéns! ▪ Obrigado pelacaminhada até aqui! ▪ Desejamos que você possa ser efetivo no gerenciamento de conflitos durante sua jornada.
  • 146.
    CARNEGIE, D. Ascinco habilidades essenciais do relacionamento: como se expressar, ouvir os outros e resolver conflitos. São Paulo: Companhia Editora Nacional, 2012. SAMPAIO, L. R. C.; BRAGA NETO, A. O que é mediação de conflitos. São Paulo: Brasiliense, 2007. Referências