Fundamentos da  Psicologia Social Teoria e Pesquisa em Psicologia Social Marcos Emanoel Pereira Departamento de Psicologia / Programa de Pós-Graduação em Psicologia Universidade Federal da Bahia
Pressuposto básico
Pressuposto básico Toda e qualquer disciplina depende de uma clara definição de três elementos
Pressuposto básico Toda e qualquer disciplina depende de uma clara definição de três elementos Objeto
Pressuposto básico Toda e qualquer disciplina depende de uma clara definição de três elementos Objeto Métodos
Pressuposto básico Toda e qualquer disciplina depende de uma clara definição de três elementos Objeto Métodos Matrizes teóricas
Qual o lugar do  ser humano?
Qual o lugar do  ser humano? Concepção de ser humano
Qual o lugar do  ser humano? A antropologia filosófica Concepção de ser humano
Qual o lugar do  ser humano? A antropologia filosófica Concepção de ser humano Ausência de um modelo hegemônico
Fragmentação
Fragmentação Objeto de estudo
Fragmentação Objeto de estudo Métodos de investigação
Fragmentação Objeto de estudo Métodos de investigação Matrizes teóricas
Alternativas
Alternativas Ecletismo
Alternativas Ecletismo Reducionismo
Alternativas Ecletismo Reducionismo Complementarismo
O reducionismo
O reducionismo social
O reducionismo social psicológico
O reducionismo social psicológico biológico
O reducionismo social psicológico biológico físico
Complementarismo
Complementarismo Metodológico
Complementarismo Metodológico métodos  quantitativos métodos  qualitativos
Complementarismo Metodológico métodos  quantitativos métodos  qualitativos
Complementarismo Metodológico métodos  quantitativos métodos  qualitativos
Complementarismo Metodológico métodos  quantitativos métodos  qualitativos explicação
Complementarismo Metodológico métodos  quantitativos métodos  qualitativos explicação compreensão
Complementarismo O complementarismo conceitual de Rychlak (1986)
Complementarismo O complementarismo conceitual de Rychlak (1986) physikos
Complementarismo O complementarismo conceitual de Rychlak (1986) physikos bios
Complementarismo O complementarismo conceitual de Rychlak (1986) physikos cogito bios
Complementarismo O complementarismo conceitual de Rychlak (1986) physikos cogito bios socius
Complementarismo O complementarismo conceitual de Rychlak (1986) physikos cogito bios socius
Complementarismo O complementarismo conceitual de Rychlak (1986) physikos cogito bios socius
Complementarismo O complementarismo conceitual de Rychlak (1986) physikos cogito bios socius
Complementarismo O complementarismo conceitual de Rychlak (1986) physikos cogito bios socius
Complementarismo O perspectivismo de Doise (1986) nível intra-individual de análise
Complementarismo O perspectivismo de Doise (1986) nível inter-individual de análise
Complementarismo O perspectivismo de Doise (1986) nível intragrupal de análise
Complementarismo O perspectivismo de Doise (1986) nível intergrupal de análise
Complementarismo O perspectivismo de Doise (1986) nível posicional de análise
Complementarismo O realismo crítico de Bashkar (1978)
Complementarismo O realismo crítico de Bashkar (1978) Dimensão intransitiva
Complementarismo O realismo crítico de Bashkar (1978) Dimensão intransitiva referente às proposições a respeito do mundo e das  coisas nele  encontradas
Complementarismo O realismo crítico de Bashkar (1978) Dimensão intransitiva Dimensão transitiva referente às proposições a respeito do mundo e das  coisas nele  encontradas
Complementarismo O realismo crítico de Bashkar (1978) Dimensão intransitiva Dimensão transitiva referente às proposições a respeito do mundo e das  coisas nele  encontradas  esclarecer as estratégias adotadas pelos pesquisadores para o estudo do mundo real
Complementarismo Dimensão intransitiva é essencial estabelecer uma separação entre o mundo das aparências e uma série de mecanismos, cuja prova de existência é difícil de ser estabelecida, mas cujos efeitos justificam e devem ser necessariamente incluídos em qualquer tentativa de explicação dos eventos que ocorrem no mundo físico e social
Complementarismo Dimensão intransitiva Uma visão estratificada do mundo real passa a ser uma conseqüência inevitável da aceitação que a realidade pode ser apreendida em diferentes níveis.
Complementarismo Dimensão intransitiva “ empirical” o nível empírico dos eventos observados ordinariamente
Complementarismo Dimensão intransitiva “ actual” nível dos fluxos tais como se apresentam “ empirical” o nível empírico dos eventos observados ordinariamente
Complementarismo Dimensão intransitiva “ real” o nível dos entes “realmente” reais   “ actual” nível dos fluxos tais como se apresentam “ empirical” o nível empírico dos eventos observados ordinariamente
Complementarismo empírico corresponde à experiência usual das pessoas no seu dia a dia qualquer concepção de ciência que adote como objetivo último obter um conhecimento preciso deste nível de realidade encontra-se condenada à esterilidade, pois jamais chegará a alcançar a inteligibilidade plena no trato do seu objeto de estudo
Complementarismo actual se refere a um fluxo de acontecimento, geralmente produzido em condições de laboratório, com a finalidade explícita de isolar e avaliar os mecanismos que se manifestam no nível do real A experimentação como exemplo
Complementarismo real se refere aos mecanismos, geralmente ocultos, a serem identificados pelo cientista e considerados na explicação do comportamento
Complementarismo real Fonte: Thagard, 2006  Transformação de moléculas  Reações bioquímicas  Conexões  físicas  Moléculas, tais como neuro-transmissores e proteínas  Molecular  Atividade cerebral Excitação, inibição  Conexões sinápticas  Neurônios, grupos de neurônios  Neurais  Inferências  Processos computacionais  Associações, implicações  Representações mentais  Cognitivo  Influência, decisão grupal   Comunicação  Associações, afiliações  Entes e grupos sociais  Social  Mudanças   Interações   Relações   Componentes Mecanismos
Complementarismo Dimensão transitiva procura enfrentar as discussões, introduzidas por algumas correntes atuais da filosofia da ciência, a respeito do caráter histórico e social do conhecimento científico
Complementarismo Dimensão transitiva O conhecimento, embora tenha por referência objetos que pré-existem e independem do estudioso, deve ser tratado como um produto social e uma vez que a ciência é uma prática social, o conhecimento resultante deve ser entendido como algo intrinsecamente material, embora apreendido sob a lógica desta prática.
Complementarismo O sistematismo de Bunge A caracterização de qualquer domínio de conhecimento científico deve ser precedida pela discussão dos problemas relacionados com a questão ontológica, referente à natureza dos objetos submetidos a investigação, e com a questão epistemológica, relativa aos princípios e procedimentos adotados pelo investigador.
Complementarismo O sistematismo de Bunge A obra de Mario Bunge merece destaque no que concerne a esta discussão no âmbito das ciências sociais, pois aponta para duas direções divergentes de tratamento da questão, mostra as fragilidades destes modelos e apresenta uma síntese que representa bem a solução alternativa encontrada por muitos estudiosos (Bunge,  1987)
Complementarismo O sistematismo de Bunge
Complementarismo O sistematismo de Bunge Atomismo
Complementarismo O sistematismo de Bunge Atomismo Holismo
Complementarismo O sistematismo de Bunge Atomismo Holismo Sistematismo
Pressupostos ontológicos sociedade não pode atuar diretamente sobre o indivíduos, mas sim  indiretamente , pois a ação individual é determinada também pela posição social do indivíduo  as relações entre duas sociedades envolvem duas totalidades e as  mudanças sociais são supra-individuais   as sociedades  não podem agir  diretamente sobre os grupos  relações  entre  indivíduos e sociedade  existem propriedades que decorrem dos agregados, assim como propriedades emergentes  existem, sendo irredutíveis aos indivíduos  não   existem  propriedades   emergentes ou globais  um s istema concreto  de indivíduos interconectados  sociedade deveria ser considerada como uma  totalidade  que transcende aos seus membros  a sociedade deve ser considerada uma  coleção de indivíduos  - qualquer supraindividualidade é uma ficção  pressupostos ontológicos  Sistematismo   Holismo   Individualismo   Característica
Pressupostos metodológicos devem ser testadas  a partir de  observações  realizadas com indivíduos  n ão podem ser testadas  ou, no máximo, contrastadas com dados globais  exclusivamente a  observação   de comportamentos   individuais  teste das hipóteses e avaliação das teorias   interações  entre  os indivíduos e  as totalidades  em termos de  unidades supra-individuais,  tais como o Estado, ou de forças supra-individuais, tais como a consciência coletiva ou a organização social   levando em consideração exclusivamente as  ações e intenções individuais   explicação   o estudo dos f atores socialmente relevantes dos indivíduos , bem como as p ropriedades e mudanças dos grupos  sociais entendidos como totalidades  estudo das  propriedades e mudanças globais   o estudo dos  indivíduos   pressupostos   metodológicos   Sistematismo   Holismo   Individualismo   Característica
Complementarismo O sistematismo de Bunge Atomismo o estado de um sistema social é uma f unção dos estados dos componentes individuais 
Complementarismo O sistematismo de Bunge Atomismo o estado de um sistema social é uma f unção dos estados dos componentes individuais    Holismo   o estado de um indivíduo é uma  função do estado da sociedade  em que ele vive
Complementarismo O sistematismo de Bunge Atomismo o estado de um sistema social é uma f unção dos estados dos componentes individuais    Holismo   o estado de um indivíduo é uma  função do estado da sociedade  em que ele vive   Sistematismo   o estado de um sistema social é uma  função das propriedades dos seus componentes individuais, sendo o inverso igualmente verdadeiro
O sistematismo A análise de um sistema deve levar em consideração três elementos fundamentais o contexto a organização estrutural  os componentes
O sistematismo A análise de um sistema deve levar em consideração três elementos fundamentais o contexto a organização estrutural  os componentes O modelo sistêmico incorpora estes três elementos; o  modelo atomista retira a importância da estrutura; o modelo holista desconsidera os componentes do sistema.
O sistematismo (a) composição diferente, mesmo contexto, mesma estrutura (b) mesma composição, mesmo contexto, estruturas diferentes (c) composição diferente, mesmo contexto, estruturas diferentes (d) composição diferente, contextos diferente, estruturas diferentes
O sistematismo Os  conceitos oriundos das tradições individualistas e holistas podem ser importantes para a compreensão dos fenômenos sociais, mas se o objetivo for extrapolar os limites da compreensão e envolver a explicação, é imprescindível que se leve em consideração conceitos oriundos de uma perspectiva relacional Ritzer e Gindoff (1992)
O sistematismo Três modalidades distintas de sistematismo
O sistematismo Três modalidades distintas de sistematismo micro -> macro  concede prioridade aos fenômenos microssociais e que pode ser identificado com a psicologia social psicológica
O sistematismo Três modalidades distintas de sistematismo micro -> macro  concede prioridade aos fenômenos microssociais e que pode ser identificado com a psicologia social psicológica   macro -> micro  ressalta os fenômenos macrossociais e que pode ser identificado com a psicologia social sociológica
O sistematismo Três modalidades distintas de sistematismo micro -> macro  concede prioridade aos fenômenos microssociais e que pode ser identificado com a psicologia social psicológica   macro -> micro  ressalta os fenômenos macrossociais e que pode ser identificado com a psicologia social sociológica  dialético  situado em um ponto médio, que não acentua qualquer uma das perspectivas; pode ser identificado nas abordagens emergentes da psicologia social e da sociologia   Alvaro e Garrido (2003)
Referências Alvaro, J. e Garrido, A. (2003).  Psicologia social: perspectivas psicologicas y sociologicas. Mc-Graw-Hill/Interamericana de España Bhasker, R. (1978). A realist theory of science. Hassocks, Sussex: Harvester Press Bunge, M.(1980).  Epistemologia - Curso de atualização. SP: T. A. Queiroz Bunge, M. & Ardila, R. (2002). Filosofía de la psicología.  México: Siglo Veintiuno Editores   Doise, W. (1986). Levels of explanation in social psychology. Cambridge: Cambridge University Press. Ritzer, G. e Gindoff, P. (1992) Methodological relationalism: lessons for and from social psychology. Social Psychology Quarterly, 55, 2, 128-140.   Rychlak, J. (1993). A suggested principle of complementarity for psychology. American Psychologist, 48, 9, 933-942. Thagard, P. (2006). Hot Thought. Mechanisms and Applications of Emotional Cognition. Cambridge, Mass: MIT Press

Fundamentos da Psicologia Social

  • 1.
    Fundamentos da Psicologia Social Teoria e Pesquisa em Psicologia Social Marcos Emanoel Pereira Departamento de Psicologia / Programa de Pós-Graduação em Psicologia Universidade Federal da Bahia
  • 2.
  • 3.
    Pressuposto básico Todae qualquer disciplina depende de uma clara definição de três elementos
  • 4.
    Pressuposto básico Todae qualquer disciplina depende de uma clara definição de três elementos Objeto
  • 5.
    Pressuposto básico Todae qualquer disciplina depende de uma clara definição de três elementos Objeto Métodos
  • 6.
    Pressuposto básico Todae qualquer disciplina depende de uma clara definição de três elementos Objeto Métodos Matrizes teóricas
  • 7.
    Qual o lugardo ser humano?
  • 8.
    Qual o lugardo ser humano? Concepção de ser humano
  • 9.
    Qual o lugardo ser humano? A antropologia filosófica Concepção de ser humano
  • 10.
    Qual o lugardo ser humano? A antropologia filosófica Concepção de ser humano Ausência de um modelo hegemônico
  • 11.
  • 12.
  • 13.
    Fragmentação Objeto deestudo Métodos de investigação
  • 14.
    Fragmentação Objeto deestudo Métodos de investigação Matrizes teóricas
  • 15.
  • 16.
  • 17.
  • 18.
  • 19.
  • 20.
  • 21.
  • 22.
    O reducionismo socialpsicológico biológico
  • 23.
    O reducionismo socialpsicológico biológico físico
  • 24.
  • 25.
  • 26.
    Complementarismo Metodológico métodos quantitativos métodos qualitativos
  • 27.
    Complementarismo Metodológico métodos quantitativos métodos qualitativos
  • 28.
    Complementarismo Metodológico métodos quantitativos métodos qualitativos
  • 29.
    Complementarismo Metodológico métodos quantitativos métodos qualitativos explicação
  • 30.
    Complementarismo Metodológico métodos quantitativos métodos qualitativos explicação compreensão
  • 31.
    Complementarismo O complementarismoconceitual de Rychlak (1986)
  • 32.
    Complementarismo O complementarismoconceitual de Rychlak (1986) physikos
  • 33.
    Complementarismo O complementarismoconceitual de Rychlak (1986) physikos bios
  • 34.
    Complementarismo O complementarismoconceitual de Rychlak (1986) physikos cogito bios
  • 35.
    Complementarismo O complementarismoconceitual de Rychlak (1986) physikos cogito bios socius
  • 36.
    Complementarismo O complementarismoconceitual de Rychlak (1986) physikos cogito bios socius
  • 37.
    Complementarismo O complementarismoconceitual de Rychlak (1986) physikos cogito bios socius
  • 38.
    Complementarismo O complementarismoconceitual de Rychlak (1986) physikos cogito bios socius
  • 39.
    Complementarismo O complementarismoconceitual de Rychlak (1986) physikos cogito bios socius
  • 40.
    Complementarismo O perspectivismode Doise (1986) nível intra-individual de análise
  • 41.
    Complementarismo O perspectivismode Doise (1986) nível inter-individual de análise
  • 42.
    Complementarismo O perspectivismode Doise (1986) nível intragrupal de análise
  • 43.
    Complementarismo O perspectivismode Doise (1986) nível intergrupal de análise
  • 44.
    Complementarismo O perspectivismode Doise (1986) nível posicional de análise
  • 45.
    Complementarismo O realismocrítico de Bashkar (1978)
  • 46.
    Complementarismo O realismocrítico de Bashkar (1978) Dimensão intransitiva
  • 47.
    Complementarismo O realismocrítico de Bashkar (1978) Dimensão intransitiva referente às proposições a respeito do mundo e das coisas nele encontradas
  • 48.
    Complementarismo O realismocrítico de Bashkar (1978) Dimensão intransitiva Dimensão transitiva referente às proposições a respeito do mundo e das coisas nele encontradas
  • 49.
    Complementarismo O realismocrítico de Bashkar (1978) Dimensão intransitiva Dimensão transitiva referente às proposições a respeito do mundo e das coisas nele encontradas esclarecer as estratégias adotadas pelos pesquisadores para o estudo do mundo real
  • 50.
    Complementarismo Dimensão intransitivaé essencial estabelecer uma separação entre o mundo das aparências e uma série de mecanismos, cuja prova de existência é difícil de ser estabelecida, mas cujos efeitos justificam e devem ser necessariamente incluídos em qualquer tentativa de explicação dos eventos que ocorrem no mundo físico e social
  • 51.
    Complementarismo Dimensão intransitivaUma visão estratificada do mundo real passa a ser uma conseqüência inevitável da aceitação que a realidade pode ser apreendida em diferentes níveis.
  • 52.
    Complementarismo Dimensão intransitiva“ empirical” o nível empírico dos eventos observados ordinariamente
  • 53.
    Complementarismo Dimensão intransitiva“ actual” nível dos fluxos tais como se apresentam “ empirical” o nível empírico dos eventos observados ordinariamente
  • 54.
    Complementarismo Dimensão intransitiva“ real” o nível dos entes “realmente” reais “ actual” nível dos fluxos tais como se apresentam “ empirical” o nível empírico dos eventos observados ordinariamente
  • 55.
    Complementarismo empírico correspondeà experiência usual das pessoas no seu dia a dia qualquer concepção de ciência que adote como objetivo último obter um conhecimento preciso deste nível de realidade encontra-se condenada à esterilidade, pois jamais chegará a alcançar a inteligibilidade plena no trato do seu objeto de estudo
  • 56.
    Complementarismo actual serefere a um fluxo de acontecimento, geralmente produzido em condições de laboratório, com a finalidade explícita de isolar e avaliar os mecanismos que se manifestam no nível do real A experimentação como exemplo
  • 57.
    Complementarismo real serefere aos mecanismos, geralmente ocultos, a serem identificados pelo cientista e considerados na explicação do comportamento
  • 58.
    Complementarismo real Fonte:Thagard, 2006 Transformação de moléculas Reações bioquímicas Conexões físicas Moléculas, tais como neuro-transmissores e proteínas Molecular Atividade cerebral Excitação, inibição Conexões sinápticas Neurônios, grupos de neurônios Neurais Inferências Processos computacionais Associações, implicações Representações mentais Cognitivo Influência, decisão grupal Comunicação Associações, afiliações Entes e grupos sociais Social Mudanças Interações Relações Componentes Mecanismos
  • 59.
    Complementarismo Dimensão transitivaprocura enfrentar as discussões, introduzidas por algumas correntes atuais da filosofia da ciência, a respeito do caráter histórico e social do conhecimento científico
  • 60.
    Complementarismo Dimensão transitivaO conhecimento, embora tenha por referência objetos que pré-existem e independem do estudioso, deve ser tratado como um produto social e uma vez que a ciência é uma prática social, o conhecimento resultante deve ser entendido como algo intrinsecamente material, embora apreendido sob a lógica desta prática.
  • 61.
    Complementarismo O sistematismode Bunge A caracterização de qualquer domínio de conhecimento científico deve ser precedida pela discussão dos problemas relacionados com a questão ontológica, referente à natureza dos objetos submetidos a investigação, e com a questão epistemológica, relativa aos princípios e procedimentos adotados pelo investigador.
  • 62.
    Complementarismo O sistematismode Bunge A obra de Mario Bunge merece destaque no que concerne a esta discussão no âmbito das ciências sociais, pois aponta para duas direções divergentes de tratamento da questão, mostra as fragilidades destes modelos e apresenta uma síntese que representa bem a solução alternativa encontrada por muitos estudiosos (Bunge, 1987)
  • 63.
  • 64.
  • 65.
    Complementarismo O sistematismode Bunge Atomismo Holismo
  • 66.
    Complementarismo O sistematismode Bunge Atomismo Holismo Sistematismo
  • 67.
    Pressupostos ontológicos sociedadenão pode atuar diretamente sobre o indivíduos, mas sim indiretamente , pois a ação individual é determinada também pela posição social do indivíduo as relações entre duas sociedades envolvem duas totalidades e as mudanças sociais são supra-individuais as sociedades não podem agir diretamente sobre os grupos relações entre indivíduos e sociedade existem propriedades que decorrem dos agregados, assim como propriedades emergentes existem, sendo irredutíveis aos indivíduos não  existem propriedades  emergentes ou globais um s istema concreto de indivíduos interconectados sociedade deveria ser considerada como uma totalidade que transcende aos seus membros a sociedade deve ser considerada uma coleção de indivíduos - qualquer supraindividualidade é uma ficção pressupostos ontológicos Sistematismo Holismo Individualismo Característica
  • 68.
    Pressupostos metodológicos devemser testadas a partir de observações realizadas com indivíduos n ão podem ser testadas ou, no máximo, contrastadas com dados globais exclusivamente a observação  de comportamentos  individuais teste das hipóteses e avaliação das teorias interações entre os indivíduos e as totalidades em termos de unidades supra-individuais, tais como o Estado, ou de forças supra-individuais, tais como a consciência coletiva ou a organização social  levando em consideração exclusivamente as ações e intenções individuais explicação o estudo dos f atores socialmente relevantes dos indivíduos , bem como as p ropriedades e mudanças dos grupos sociais entendidos como totalidades estudo das propriedades e mudanças globais o estudo dos indivíduos pressupostos  metodológicos Sistematismo Holismo Individualismo Característica
  • 69.
    Complementarismo O sistematismode Bunge Atomismo o estado de um sistema social é uma f unção dos estados dos componentes individuais 
  • 70.
    Complementarismo O sistematismode Bunge Atomismo o estado de um sistema social é uma f unção dos estados dos componentes individuais  Holismo   o estado de um indivíduo é uma função do estado da sociedade em que ele vive
  • 71.
    Complementarismo O sistematismode Bunge Atomismo o estado de um sistema social é uma f unção dos estados dos componentes individuais  Holismo   o estado de um indivíduo é uma função do estado da sociedade em que ele vive Sistematismo   o estado de um sistema social é uma função das propriedades dos seus componentes individuais, sendo o inverso igualmente verdadeiro
  • 72.
    O sistematismo Aanálise de um sistema deve levar em consideração três elementos fundamentais o contexto a organização estrutural os componentes
  • 73.
    O sistematismo Aanálise de um sistema deve levar em consideração três elementos fundamentais o contexto a organização estrutural os componentes O modelo sistêmico incorpora estes três elementos; o modelo atomista retira a importância da estrutura; o modelo holista desconsidera os componentes do sistema.
  • 74.
    O sistematismo (a)composição diferente, mesmo contexto, mesma estrutura (b) mesma composição, mesmo contexto, estruturas diferentes (c) composição diferente, mesmo contexto, estruturas diferentes (d) composição diferente, contextos diferente, estruturas diferentes
  • 75.
    O sistematismo Os conceitos oriundos das tradições individualistas e holistas podem ser importantes para a compreensão dos fenômenos sociais, mas se o objetivo for extrapolar os limites da compreensão e envolver a explicação, é imprescindível que se leve em consideração conceitos oriundos de uma perspectiva relacional Ritzer e Gindoff (1992)
  • 76.
    O sistematismo Trêsmodalidades distintas de sistematismo
  • 77.
    O sistematismo Trêsmodalidades distintas de sistematismo micro -> macro concede prioridade aos fenômenos microssociais e que pode ser identificado com a psicologia social psicológica
  • 78.
    O sistematismo Trêsmodalidades distintas de sistematismo micro -> macro concede prioridade aos fenômenos microssociais e que pode ser identificado com a psicologia social psicológica macro -> micro ressalta os fenômenos macrossociais e que pode ser identificado com a psicologia social sociológica
  • 79.
    O sistematismo Trêsmodalidades distintas de sistematismo micro -> macro concede prioridade aos fenômenos microssociais e que pode ser identificado com a psicologia social psicológica macro -> micro ressalta os fenômenos macrossociais e que pode ser identificado com a psicologia social sociológica dialético situado em um ponto médio, que não acentua qualquer uma das perspectivas; pode ser identificado nas abordagens emergentes da psicologia social e da sociologia Alvaro e Garrido (2003)
  • 80.
    Referências Alvaro, J.e Garrido, A. (2003). Psicologia social: perspectivas psicologicas y sociologicas. Mc-Graw-Hill/Interamericana de España Bhasker, R. (1978). A realist theory of science. Hassocks, Sussex: Harvester Press Bunge, M.(1980).  Epistemologia - Curso de atualização. SP: T. A. Queiroz Bunge, M. & Ardila, R. (2002). Filosofía de la psicología. México: Siglo Veintiuno Editores Doise, W. (1986). Levels of explanation in social psychology. Cambridge: Cambridge University Press. Ritzer, G. e Gindoff, P. (1992) Methodological relationalism: lessons for and from social psychology. Social Psychology Quarterly, 55, 2, 128-140. Rychlak, J. (1993). A suggested principle of complementarity for psychology. American Psychologist, 48, 9, 933-942. Thagard, P. (2006). Hot Thought. Mechanisms and Applications of Emotional Cognition. Cambridge, Mass: MIT Press