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Silvia Lane
Monitora: Maryanna Frota
Disciplina: Psicologia Social I
Prof: Márcio Acserald
 “Quase nenhuma ação humana tem por
sujeito um indivíduo isolado. O sujeito da
ação é um grupo, um „Nós‟, mesmo se a
estrutura atual da sociedade pelo fenômeno
da reificação, tende a encobrir esse „Nós‟ e a
transformá-lo numa soma de várias
individualidades distintas e fechadas umas às
outras.”
Lucien Goldman, 1947.
 Relação entre Psicologia e Psicologia Social deve ser
entendida numa perspectiva histórica.
 Década de 50, sistematizações em termos de
Psicologia Social surgem dentro de duas tendências
predominantes:
 1) tradição pragmática dos EU, visava alterar e/ou
criar atitudes, interferir nas relações grupais p/
harmoniza-las e garantir a produtividade do grupo,
atuação caracterizada pela minimização de
conflitos, tornando os homens “felizes”
reconstrutores da humanidade depois da
destruição da segunda Guerra Mundial.
 2) Tradição filosófica européia, procura conhecimentos c/ raízes
na fenomenologia, buscando modelos científicos totalizantes
que evitem novas catástrofes mundiais, c/ Lewin e sua teoria de
Campo.
 Na França, a tradição psicanalítica é retomada após o movimento
de 68 e critica a psicologia social norte-americana c/ uma
ciência ideológica, reprodutora dos interesses da classe
dominante, e produto de condições históricas específicas, o que
invalida a transposição tal e qual deste conhecimento para
outros países, em outras condições histórico-sociais.
 Movimento tem repercussões na Inglaterra, Israel e Tajfell
criticam o positivismo, que em nome da objetividade perdeu o
ser humano.
 Na América Latina, Terceiro Mundo, dependente econômica e
culturalmente, a Psicologia Social oscila entre o pragmatismo
norte-americano e a visão abrangente de um homem que só era
compreendido filosoficamente ou sociologicamente, ou seja, um
homem abstrato.
 1976- Congressos interamericanos de Psicologia
(Miami) – críticas e novas propostas.
 Associação Venezuelana de PS, grupo da Venezuela
(AVEPSO) coexistindo c/ a Associação Latino-Americana
de Psicologia Social (ALAPSO). Psicólogos brasileiros
também faziam suas críticas, procurando novos rumos
para uma PS que atendesse à nossa realidade.
 1979 – Lima-Peru, propostas concretas de uma Psi S em
bases materialista-históricas e voltadas p/ trabalhos
comunitários.
 Primeiro passo p/ superação da crise: constatação da
tradição biológica da psicologia. Indivíduo considerado
um organismo que interage no meio físico, sendo que
os processos psi (o que ocorre “dentro” dele) são
assumidos c/ causas que explicam seu comportamento.
Logo bastaria conhecer o que ocorre “dentro dele”
quando ele se defronta c/ estímulos do meio.
 Porém o homem fala, pensa, aprende e ensina,
transforma a natureza; o homem é cultura, é história.
Seu organismo é uma infra-estrutura que permite o
desenvolvimento de uma superestrutura que é social e,
portanto histórica. Esta desconsideração da Psicologia
em geral, do ser humano c/ produto histórico-social é
que a torna uma ciência que reproduziu a ideologia
dominante de uma sociedade.
 É indiscutível que o reforço aumenta a probabilidade de
ocorrência de um cpto, assim c/ a punição extingue
cptos. Porém em que condições sociais ocorre a apdz e
o que ela significa no conjunto das relações sociais que
definem concretamente o indivíduo na sociedade em
que ele vive.
 O ser humano traz consigo sua dimensão social e
histórica que não pode ser descartada, sob o risco de
termos uma visão distorcida (ideológica) de seu cpto.
 O positivismo na procura da objetividade dos fatos perdera o humano,
enquanto descrição de cpto não dava conta do ser humano agente de
mudança, sujeito da história.
 A psicanálise enfatizava a história do indivíduo, a sociologia recuperava,
através do materialismo histórico, a especificidade de uma totalidade
histórica concreta na análise de cada sociedade.
 A ideologia, c/ produto histórico se cristaliza nas instituições e traz
consigo uma concepção de homem necessária p/ reproduzir relações
sociais fundamentais p/ a manutenção das relações de produção da vida
material, gerando uma contradição fundamental, que ao ser superada
produz uma nova sociedade, qualitativamente diferente da anterior.
 Porém, p/ que esta contradição não negue a todo o momento a sociedade
que produz, é necessária a mediação ideológica, ou seja, valores,
explicações tidas c/ verdadeiras que reproduzam as relações sociais
necessárias p/ a manutenção das relações de produção.
 Assim quando as ciências humanas se atêm apenas na descrição, seja
macro ou microssocial, das relações entre os homens e das instituições,
sem considerar a sociedade c/ produto histórico-dialético, elas não
conseguem captar a mediação ideológica e a reproduzem c/ fatos
inerentes à “natureza” do homem.
 Os teóricos esqueceram-se que este homem, junto c/ os outros, ao
transformar a natureza, se transformava ao longo da história.
 Positivismo- contradição entre objetividade e subjetividade,
perdeu o humano, produto e produtor da história, se tornou
necessário recuperar o subjetivismo enquanto materialidade
psicológica.
 A dualidade físico x psíquico implica uma concepção idealista de
ser humano, ou então caímos num organicismo onde homem e
máquina são imagem e semelhança.
 Tornou-se necessária uma nova dimensão espaço-temporal p/
se apreender o Indivíduo c/ um ser concreto, manifestação de
sua totalidade histórico-social – uma psicologia social que
partisse da materialidade histórica produzida por e produtora de
homens.
 Dentro desse materialismo histórico e da lógica dialética –
pressupostos p/ a reconstrução de um conhecimento que atenda
à realidade social e ao cotidiano de cada indivíduo e que permita
a intervenção efetiva na rede de relações sociais que define cada
indivíduo – objeto da Psicologia Social.
 Pesquisador-produto-histórico parte de uma
visão de mundo e do homem comprometida e
neste sentido não há possibilidade de se gerar
um conhecimento “neutro”, nem um
conhecimento do outro que não interfira na sua
existência. Pesquisador e pesquisado se definem
p/ relações sociais que tanto podem ser
reprodutoras c/ transformadoras das condições
sociais onde ambos se inserem, conscientes ou
não, sempre a pesquisa implica intervenção, ação
de uns sobre os outros.
 LANE, S. T. M e CODO, W. (orgs.). Psicologia social: o homem em
movimento. São Paulo: Brasiliense, 1984.
 (2012, 08). A psicologia social e uma nova concepção do homem
para a psicologia resumo e resenha. TrabalhosFeitos.com.
Retirado 08, 2012, de
http://www.trabalhosfeitos.com/ensaios/a-Psicologia-Social-e-
Uma-Nova/324347.html
* Vídeos utilizados:
 Silvia Lane - Estilo em Movimento
 Sociologia - Aula 06 - O que é Positivismo?
OBRIGADA!
Bons estudos,
Maryanna Frota.

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Slide: A psicologia social e uma nova concepção do homem para a psicologia

  • 1. Silvia Lane Monitora: Maryanna Frota Disciplina: Psicologia Social I Prof: Márcio Acserald
  • 2.  “Quase nenhuma ação humana tem por sujeito um indivíduo isolado. O sujeito da ação é um grupo, um „Nós‟, mesmo se a estrutura atual da sociedade pelo fenômeno da reificação, tende a encobrir esse „Nós‟ e a transformá-lo numa soma de várias individualidades distintas e fechadas umas às outras.” Lucien Goldman, 1947.
  • 3.  Relação entre Psicologia e Psicologia Social deve ser entendida numa perspectiva histórica.  Década de 50, sistematizações em termos de Psicologia Social surgem dentro de duas tendências predominantes:  1) tradição pragmática dos EU, visava alterar e/ou criar atitudes, interferir nas relações grupais p/ harmoniza-las e garantir a produtividade do grupo, atuação caracterizada pela minimização de conflitos, tornando os homens “felizes” reconstrutores da humanidade depois da destruição da segunda Guerra Mundial.
  • 4.  2) Tradição filosófica européia, procura conhecimentos c/ raízes na fenomenologia, buscando modelos científicos totalizantes que evitem novas catástrofes mundiais, c/ Lewin e sua teoria de Campo.  Na França, a tradição psicanalítica é retomada após o movimento de 68 e critica a psicologia social norte-americana c/ uma ciência ideológica, reprodutora dos interesses da classe dominante, e produto de condições históricas específicas, o que invalida a transposição tal e qual deste conhecimento para outros países, em outras condições histórico-sociais.  Movimento tem repercussões na Inglaterra, Israel e Tajfell criticam o positivismo, que em nome da objetividade perdeu o ser humano.  Na América Latina, Terceiro Mundo, dependente econômica e culturalmente, a Psicologia Social oscila entre o pragmatismo norte-americano e a visão abrangente de um homem que só era compreendido filosoficamente ou sociologicamente, ou seja, um homem abstrato.
  • 5.  1976- Congressos interamericanos de Psicologia (Miami) – críticas e novas propostas.  Associação Venezuelana de PS, grupo da Venezuela (AVEPSO) coexistindo c/ a Associação Latino-Americana de Psicologia Social (ALAPSO). Psicólogos brasileiros também faziam suas críticas, procurando novos rumos para uma PS que atendesse à nossa realidade.  1979 – Lima-Peru, propostas concretas de uma Psi S em bases materialista-históricas e voltadas p/ trabalhos comunitários.  Primeiro passo p/ superação da crise: constatação da tradição biológica da psicologia. Indivíduo considerado um organismo que interage no meio físico, sendo que os processos psi (o que ocorre “dentro” dele) são assumidos c/ causas que explicam seu comportamento. Logo bastaria conhecer o que ocorre “dentro dele” quando ele se defronta c/ estímulos do meio.
  • 6.  Porém o homem fala, pensa, aprende e ensina, transforma a natureza; o homem é cultura, é história. Seu organismo é uma infra-estrutura que permite o desenvolvimento de uma superestrutura que é social e, portanto histórica. Esta desconsideração da Psicologia em geral, do ser humano c/ produto histórico-social é que a torna uma ciência que reproduziu a ideologia dominante de uma sociedade.  É indiscutível que o reforço aumenta a probabilidade de ocorrência de um cpto, assim c/ a punição extingue cptos. Porém em que condições sociais ocorre a apdz e o que ela significa no conjunto das relações sociais que definem concretamente o indivíduo na sociedade em que ele vive.  O ser humano traz consigo sua dimensão social e histórica que não pode ser descartada, sob o risco de termos uma visão distorcida (ideológica) de seu cpto.
  • 7.  O positivismo na procura da objetividade dos fatos perdera o humano, enquanto descrição de cpto não dava conta do ser humano agente de mudança, sujeito da história.  A psicanálise enfatizava a história do indivíduo, a sociologia recuperava, através do materialismo histórico, a especificidade de uma totalidade histórica concreta na análise de cada sociedade.  A ideologia, c/ produto histórico se cristaliza nas instituições e traz consigo uma concepção de homem necessária p/ reproduzir relações sociais fundamentais p/ a manutenção das relações de produção da vida material, gerando uma contradição fundamental, que ao ser superada produz uma nova sociedade, qualitativamente diferente da anterior.  Porém, p/ que esta contradição não negue a todo o momento a sociedade que produz, é necessária a mediação ideológica, ou seja, valores, explicações tidas c/ verdadeiras que reproduzam as relações sociais necessárias p/ a manutenção das relações de produção.  Assim quando as ciências humanas se atêm apenas na descrição, seja macro ou microssocial, das relações entre os homens e das instituições, sem considerar a sociedade c/ produto histórico-dialético, elas não conseguem captar a mediação ideológica e a reproduzem c/ fatos inerentes à “natureza” do homem.  Os teóricos esqueceram-se que este homem, junto c/ os outros, ao transformar a natureza, se transformava ao longo da história.
  • 8.  Positivismo- contradição entre objetividade e subjetividade, perdeu o humano, produto e produtor da história, se tornou necessário recuperar o subjetivismo enquanto materialidade psicológica.  A dualidade físico x psíquico implica uma concepção idealista de ser humano, ou então caímos num organicismo onde homem e máquina são imagem e semelhança.  Tornou-se necessária uma nova dimensão espaço-temporal p/ se apreender o Indivíduo c/ um ser concreto, manifestação de sua totalidade histórico-social – uma psicologia social que partisse da materialidade histórica produzida por e produtora de homens.  Dentro desse materialismo histórico e da lógica dialética – pressupostos p/ a reconstrução de um conhecimento que atenda à realidade social e ao cotidiano de cada indivíduo e que permita a intervenção efetiva na rede de relações sociais que define cada indivíduo – objeto da Psicologia Social.
  • 9.  Pesquisador-produto-histórico parte de uma visão de mundo e do homem comprometida e neste sentido não há possibilidade de se gerar um conhecimento “neutro”, nem um conhecimento do outro que não interfira na sua existência. Pesquisador e pesquisado se definem p/ relações sociais que tanto podem ser reprodutoras c/ transformadoras das condições sociais onde ambos se inserem, conscientes ou não, sempre a pesquisa implica intervenção, ação de uns sobre os outros.
  • 10.  LANE, S. T. M e CODO, W. (orgs.). Psicologia social: o homem em movimento. São Paulo: Brasiliense, 1984.  (2012, 08). A psicologia social e uma nova concepção do homem para a psicologia resumo e resenha. TrabalhosFeitos.com. Retirado 08, 2012, de http://www.trabalhosfeitos.com/ensaios/a-Psicologia-Social-e- Uma-Nova/324347.html * Vídeos utilizados:  Silvia Lane - Estilo em Movimento  Sociologia - Aula 06 - O que é Positivismo?