Fisiologia da motricidade


                          Fisiologia da motricidade
                                           a- pronas
                                1.1 – Movimento dos íons
   1 Organização geral dos sistemas motores
                         1.2 Bases iônicas do potencial de repouso
   2 Níveis de organização
                                   a – potencial de equilíbrio
        a- Controle motor espinhal
                  b – permeabilidade iônica relativa ao potencial de repouso
                    -Receptores Musculares
                     2       Propriedades do potencial de ação
                    -Reflexos musculares
                       3      Condução do potencial de ação
        b- Controle motor supra-espinhal
            - tronco cerebral
            - córtex motor
         c- Cerebelo e gânglios da base

1 – Organização geral dos sistemas motores

       Os músculos, sob o comando do sistema nervoso, são capazes de realizar
fundamentalmente três tipos de movimentos que são basicamente movimentos reflexos,
movimentos rítmicos ou automáticos e movimentos voluntários. Como exemplo dos
primeiros, podemos citar o reflexo patelar, o reflexo de retirada por dor e a deglutição.
Esses movimentos são os mais simples, dependem das informações sensoriais e muito
pouco do controle motor voluntário. Os movimentos rítmicos ou voluntários são mais
complexos e dependem geralmente, do ato voluntário para seu início e seu término.
Como exemplo podemos citar o caminhar, a mastigação e a respiração. Os movimentos
voluntários são os mais complexos, são muito diversificados e altamente dependentes
do aprendizado, como o movimento de escrever e falar.

2 – Níveis de organização
       No sistema nervoso, três níveis de organização são identificáveis, incluindo a
medula espinhal, o tronco cerebral e o córtex motor. De modo geral, a medula espinhal
contém a maquinaria responsável pela realização dos movimentos reflexos e rítmicos, e
os níveis superiores para os movimentos voluntários. No tronco cerebral diversos
sistemas motores podem ser identificados e incluem, genericamente, um sistema medial
e um lateral, envolvidos respectivamente em controle postural e movimentos distais. O
córtex cerebral representa o nível mais alto do comando motor, e é onde os movimentos
voluntários são organizados.
        Em todos os níveis de controle motor as aferências sensoriais fornecem
 informações essenciais para a realização dos movimentos.

        Além dos componentes diretamente envolvidos no controle motor (medula
espinhal, tronco cerebral e córtex espinhal) e que formam a estrutura básica para a
realização dos três tipos de movimentos, o sistema motor inclui também os gânglios da
base e o cerebelo. Os gânglios da base recebem conexões de todo o córtex e se projeta
para as áreas do córtex envolvidas com o planejamento da ação motora. O cerebelo por
sua vez atua no movimento pela comparação das informações originárias do córtex
motor com as informações geradas por receptores sensoriais ligadas às atividades
musculares.


Nathalia Fuga – Fisiologia I                                                   Página 1
Fisiologia da motricidade



           Organização geral do Sistema Motor



                               Áreas motoras do córtex cerebral


                                  Tálamo
     Gânglios da base

                                                Tronco cerebral

                                                                                 Informações
           Cerebelo
                                                                                  sensoriais

                                               Medula espinhal




                                                Contração muscular
                                                   e movimento

a – controle motor espinhal

       A medula espinhal contém os elementos mínimos necessários para a execução
de tarefas motoras simples, como os reflexos. Esses movimentos requerem para sua
execução um arco reflexo incluindo receptores sensoriais, vias aferentes, interneurônios
em número variável e motoneurônio, que representam as vias eferentes que propiciarão
o movimento. O reflexo mais simples é o reflexo de estiramento ou miotático que se
                                         inicia nos receptores sensoriais de
                                         estiramento muscular (fusos musculares) e
                                         tem como função básica a manutenção de
                                         tônus muscular por meio da contração
                                         mantida produzida pelo estiramento das
                                         fibras musculares, gerada, por exemplo, pela
                                         gravidade.

                                             - Receptores musculares -
                                             Os fusos musculares são receptores
                                      mecânicos que se relacionam com a
                                      propriocepção e cujos aferentes farão
                                      contatos sinápticos na medula espinhal com
                                      os motoneurônios alfa. Os aferentes
sensoriais são ativados pelo aumento do comprimento das fibras musculares. Um

Nathalia Fuga – Fisiologia I                                                  Página 2
Fisiologia da motricidade

     aspecto fundamental da fisiologia dos fusos musculares é seu controle pelo sistema
     nervoso central por meio dos motoneurônios gama. As fibras intrafusais são inervadas
     por esses motoneurônios especificamente nas suas extremidades. Assim, quando o
     motoneurônio gama está ativo ele estira as fibras intrafusais aumentando a atividade dos
     aferentes.
             Outro conjunto importante de receptores sensoriais importantes no controle
     muscular      inclui  os     receptores
     tendinosos de Golgi. O estiramento das
     fibras colágenas tendinosas pela
     contração muscular produz abertura dos
     canais iônicos fazendo com que as
     fibras     aferentes  disparem.     Os
     receptores de Golgi medem, portanto o
     grau de tensão muscular, levando essas
     informações para o sistema nervoso
     central.


O órgão tendinoso de Golgi ou corpúsculo tendinoso de Golgi é um receptor sensorial
proprioceptivo que está localizado nas inserções das fibras musculares com os tendões dos músculos
esqueléticos. Este mecanorreceptor está disposto em série com o músculo. A contração muscular é o
estímulo que mais gera ativação elétrica desta estrutura.
Fuso muscular é um receptor sensorial proprioceptivo em forma de fuso composta por feixes de
fibras musculares modificadas contidas dentro de uma cápsula fibrosa. Estão dispostos
paralelamente às fibras musculares extrafusais (do músculo em que está inserido) e respondem às
variações no comprimento (estiramento ou contração) das fibras musculares.

     - Reflexos medulares –
     O reflexo miotático ou de estiramento se inicia com o estiramento muscular e
     consequente ativação dos fusos neuromusculares. As fibras Ia veiculam informações
     dos fusos ao sistema nervoso entrando na medula espinhal pelas raízes ventrais. Alguns
     ramos fazem sinapse
     excitatória com o
     motoneurônio      que
     inerva esse mesmo
     músculo e inibitória
     com o músculo
     sinergista, enquanto
     outros ramos, através
     de     interneurônios
     vão     propiciar   a
     inibição          dos
     músculos
     antagonistas.




     Nathalia Fuga – Fisiologia I                                                  Página 3
Fisiologia da motricidade

        Outros reflexos como os extensores e flexores são mais complexos em termos de
circuitaria intra-espinhal envolvendo um grande número de interneurônios e de
músculos. Por exemplo, o reflexo de retirada que é um mecanismo de defesa contra um
estímulo nocivo. Dessa forma, a medula espinhal contém circuitos integrativos básicos
para a organização dos movimentos e os sinais sensoriais originários dos sistemas acima
da medula (tronco cerebral e córtex), modulam os circuitos fundamentais para gerar
movimento complexo e ajustados para a demanda de cada espécie.

b – controle motor supra-espinhal
       Os sistemas motores de controle supra-espinhais têm acesso à medula espinhal
por meio de duas vias principais que constituem o sistema lateral e o ventromedial. O
sistema lateral está envolvido no controle voluntário da musculatura distal pelo córtex, e
o ventromedial está envolvido no controle da postura e locomoção pelo tronco cerebral.

-Córtex motor -
        O sistema lateral se inicia no córtex motor, e é constituído de várias áreas, sendo
as mais importantes o córtex motor primário, o córtex pré-motor e a área suplementar,
mas inclui também áreas associativas do córtex frontal e parietal. O movimento
voluntário envolve áreas corticais e subcorticais. A área motora primária possui uma
estreita relação espacial entre a sua superfície e a área do corpo que ela comanda. Essa
relação é chamada de mapa somatotópico, sua estimulação produz movimentos em
membros contralaterais a estimulação. O córtex pré-motor ou córtex motor secundário
produz movimentos complexos e bilaterais. A área motora suplementar está envolvida
no controle da musculatura distal. As áreas pré-frontais e associativas parietais
representam os níveis mais elevados de controle motor, onde o planejamento e as
decisões mais elaboradas ocorrem.

-Tronco cerebral -
        O sistema medial inclui tratos descendentes que se originam no tronco cerebral,
são eles:
    a- vestibuloespinhal e tectoespinhal: relacionados a musculatura da cabeça e
        pescoço
    b- reticuloespinhal: controlam músculos do tronco e os músculos proximais dos
        membros.



                                         c – cerebelo e gânglios da base
                                                Cabe ao córtex motor planejar, à
                                         medula e aos sistemas troncoencefálicos
                                         comandarem os movimentos, mas é
                                         fundamental a participação de estruturas que
                                         regulam o movimento por meio de informações
                                         provenientes do córtex cerebral e de receptores
                                         sensoriais periféricos, essas estruturas são
                                         fundamentalmente os gânglios da base e o
                                         cerebelo.




Nathalia Fuga – Fisiologia I                                                     Página 4
Fisiologia da motricidade

        O cerebelo está encarregado de fazer
ajustes nos movimentos por meio de conexões com
o córtex motor e núcleos motores do tronco
cerebral. As lesões cerebelares não produzem
bloqueio de movimentos, mas comprometem a
execução da maioria dos movimentos voluntários e
rítmicos. Os circuitos cerebelares parecem
especialmente adequados para a detecção das
diferenças entre a atividade produzida pelos
geradores de movimento (intenção) e o resultado
dessa atividade entre músculos, tendões e
articulações    (ação).    Esse     circuito   de
retroalimentação é fundamental para execução
correta do movimento, ajustando força, direção e
velocidade.
        Os gânglios da base integram informações sensório-motoras corticais, via
múltiplos canais atuando em paralelo. Seus componentes recebem aferências de
praticamente todo o córtex cerebral, mas somente através de núcleos talâmicos enviam
projeções para o córtex frontal. Lesões em componentes dos gânglios da base podem
gerar além de déficits motores, sensíveis alterações cognitivas, sugerindo que essas
estruturas processam informações motoras vinculadas à algum tipo de significado
motivacional.




Nathalia Fuga – Fisiologia I                                               Página 5

Fisiologia da motricidade

  • 1.
    Fisiologia da motricidade Fisiologia da motricidade a- pronas 1.1 – Movimento dos íons 1 Organização geral dos sistemas motores 1.2 Bases iônicas do potencial de repouso 2 Níveis de organização a – potencial de equilíbrio a- Controle motor espinhal b – permeabilidade iônica relativa ao potencial de repouso -Receptores Musculares 2 Propriedades do potencial de ação -Reflexos musculares 3 Condução do potencial de ação b- Controle motor supra-espinhal - tronco cerebral - córtex motor c- Cerebelo e gânglios da base 1 – Organização geral dos sistemas motores Os músculos, sob o comando do sistema nervoso, são capazes de realizar fundamentalmente três tipos de movimentos que são basicamente movimentos reflexos, movimentos rítmicos ou automáticos e movimentos voluntários. Como exemplo dos primeiros, podemos citar o reflexo patelar, o reflexo de retirada por dor e a deglutição. Esses movimentos são os mais simples, dependem das informações sensoriais e muito pouco do controle motor voluntário. Os movimentos rítmicos ou voluntários são mais complexos e dependem geralmente, do ato voluntário para seu início e seu término. Como exemplo podemos citar o caminhar, a mastigação e a respiração. Os movimentos voluntários são os mais complexos, são muito diversificados e altamente dependentes do aprendizado, como o movimento de escrever e falar. 2 – Níveis de organização No sistema nervoso, três níveis de organização são identificáveis, incluindo a medula espinhal, o tronco cerebral e o córtex motor. De modo geral, a medula espinhal contém a maquinaria responsável pela realização dos movimentos reflexos e rítmicos, e os níveis superiores para os movimentos voluntários. No tronco cerebral diversos sistemas motores podem ser identificados e incluem, genericamente, um sistema medial e um lateral, envolvidos respectivamente em controle postural e movimentos distais. O córtex cerebral representa o nível mais alto do comando motor, e é onde os movimentos voluntários são organizados. Em todos os níveis de controle motor as aferências sensoriais fornecem informações essenciais para a realização dos movimentos. Além dos componentes diretamente envolvidos no controle motor (medula espinhal, tronco cerebral e córtex espinhal) e que formam a estrutura básica para a realização dos três tipos de movimentos, o sistema motor inclui também os gânglios da base e o cerebelo. Os gânglios da base recebem conexões de todo o córtex e se projeta para as áreas do córtex envolvidas com o planejamento da ação motora. O cerebelo por sua vez atua no movimento pela comparação das informações originárias do córtex motor com as informações geradas por receptores sensoriais ligadas às atividades musculares. Nathalia Fuga – Fisiologia I Página 1
  • 2.
    Fisiologia da motricidade Organização geral do Sistema Motor Áreas motoras do córtex cerebral Tálamo Gânglios da base Tronco cerebral Informações Cerebelo sensoriais Medula espinhal Contração muscular e movimento a – controle motor espinhal A medula espinhal contém os elementos mínimos necessários para a execução de tarefas motoras simples, como os reflexos. Esses movimentos requerem para sua execução um arco reflexo incluindo receptores sensoriais, vias aferentes, interneurônios em número variável e motoneurônio, que representam as vias eferentes que propiciarão o movimento. O reflexo mais simples é o reflexo de estiramento ou miotático que se inicia nos receptores sensoriais de estiramento muscular (fusos musculares) e tem como função básica a manutenção de tônus muscular por meio da contração mantida produzida pelo estiramento das fibras musculares, gerada, por exemplo, pela gravidade. - Receptores musculares - Os fusos musculares são receptores mecânicos que se relacionam com a propriocepção e cujos aferentes farão contatos sinápticos na medula espinhal com os motoneurônios alfa. Os aferentes sensoriais são ativados pelo aumento do comprimento das fibras musculares. Um Nathalia Fuga – Fisiologia I Página 2
  • 3.
    Fisiologia da motricidade aspecto fundamental da fisiologia dos fusos musculares é seu controle pelo sistema nervoso central por meio dos motoneurônios gama. As fibras intrafusais são inervadas por esses motoneurônios especificamente nas suas extremidades. Assim, quando o motoneurônio gama está ativo ele estira as fibras intrafusais aumentando a atividade dos aferentes. Outro conjunto importante de receptores sensoriais importantes no controle muscular inclui os receptores tendinosos de Golgi. O estiramento das fibras colágenas tendinosas pela contração muscular produz abertura dos canais iônicos fazendo com que as fibras aferentes disparem. Os receptores de Golgi medem, portanto o grau de tensão muscular, levando essas informações para o sistema nervoso central. O órgão tendinoso de Golgi ou corpúsculo tendinoso de Golgi é um receptor sensorial proprioceptivo que está localizado nas inserções das fibras musculares com os tendões dos músculos esqueléticos. Este mecanorreceptor está disposto em série com o músculo. A contração muscular é o estímulo que mais gera ativação elétrica desta estrutura. Fuso muscular é um receptor sensorial proprioceptivo em forma de fuso composta por feixes de fibras musculares modificadas contidas dentro de uma cápsula fibrosa. Estão dispostos paralelamente às fibras musculares extrafusais (do músculo em que está inserido) e respondem às variações no comprimento (estiramento ou contração) das fibras musculares. - Reflexos medulares – O reflexo miotático ou de estiramento se inicia com o estiramento muscular e consequente ativação dos fusos neuromusculares. As fibras Ia veiculam informações dos fusos ao sistema nervoso entrando na medula espinhal pelas raízes ventrais. Alguns ramos fazem sinapse excitatória com o motoneurônio que inerva esse mesmo músculo e inibitória com o músculo sinergista, enquanto outros ramos, através de interneurônios vão propiciar a inibição dos músculos antagonistas. Nathalia Fuga – Fisiologia I Página 3
  • 4.
    Fisiologia da motricidade Outros reflexos como os extensores e flexores são mais complexos em termos de circuitaria intra-espinhal envolvendo um grande número de interneurônios e de músculos. Por exemplo, o reflexo de retirada que é um mecanismo de defesa contra um estímulo nocivo. Dessa forma, a medula espinhal contém circuitos integrativos básicos para a organização dos movimentos e os sinais sensoriais originários dos sistemas acima da medula (tronco cerebral e córtex), modulam os circuitos fundamentais para gerar movimento complexo e ajustados para a demanda de cada espécie. b – controle motor supra-espinhal Os sistemas motores de controle supra-espinhais têm acesso à medula espinhal por meio de duas vias principais que constituem o sistema lateral e o ventromedial. O sistema lateral está envolvido no controle voluntário da musculatura distal pelo córtex, e o ventromedial está envolvido no controle da postura e locomoção pelo tronco cerebral. -Córtex motor - O sistema lateral se inicia no córtex motor, e é constituído de várias áreas, sendo as mais importantes o córtex motor primário, o córtex pré-motor e a área suplementar, mas inclui também áreas associativas do córtex frontal e parietal. O movimento voluntário envolve áreas corticais e subcorticais. A área motora primária possui uma estreita relação espacial entre a sua superfície e a área do corpo que ela comanda. Essa relação é chamada de mapa somatotópico, sua estimulação produz movimentos em membros contralaterais a estimulação. O córtex pré-motor ou córtex motor secundário produz movimentos complexos e bilaterais. A área motora suplementar está envolvida no controle da musculatura distal. As áreas pré-frontais e associativas parietais representam os níveis mais elevados de controle motor, onde o planejamento e as decisões mais elaboradas ocorrem. -Tronco cerebral - O sistema medial inclui tratos descendentes que se originam no tronco cerebral, são eles: a- vestibuloespinhal e tectoespinhal: relacionados a musculatura da cabeça e pescoço b- reticuloespinhal: controlam músculos do tronco e os músculos proximais dos membros. c – cerebelo e gânglios da base Cabe ao córtex motor planejar, à medula e aos sistemas troncoencefálicos comandarem os movimentos, mas é fundamental a participação de estruturas que regulam o movimento por meio de informações provenientes do córtex cerebral e de receptores sensoriais periféricos, essas estruturas são fundamentalmente os gânglios da base e o cerebelo. Nathalia Fuga – Fisiologia I Página 4
  • 5.
    Fisiologia da motricidade O cerebelo está encarregado de fazer ajustes nos movimentos por meio de conexões com o córtex motor e núcleos motores do tronco cerebral. As lesões cerebelares não produzem bloqueio de movimentos, mas comprometem a execução da maioria dos movimentos voluntários e rítmicos. Os circuitos cerebelares parecem especialmente adequados para a detecção das diferenças entre a atividade produzida pelos geradores de movimento (intenção) e o resultado dessa atividade entre músculos, tendões e articulações (ação). Esse circuito de retroalimentação é fundamental para execução correta do movimento, ajustando força, direção e velocidade. Os gânglios da base integram informações sensório-motoras corticais, via múltiplos canais atuando em paralelo. Seus componentes recebem aferências de praticamente todo o córtex cerebral, mas somente através de núcleos talâmicos enviam projeções para o córtex frontal. Lesões em componentes dos gânglios da base podem gerar além de déficits motores, sensíveis alterações cognitivas, sugerindo que essas estruturas processam informações motoras vinculadas à algum tipo de significado motivacional. Nathalia Fuga – Fisiologia I Página 5