Filosofia da Ciência
Professor Domingos Faria | Colégio Pedro Arrupe
Filosofia 11º Ano
Domingos Faria | CPA | # | φ
Sumário
1. Senso Comum vs. Conhecimento Científico
2. Problema da Demarcação
Critério da Verificabilidade
Critério da Falsificabilidade
3. Problema do Método Científico
Resposta Indutivista
Resposta Falsificacionista
4. Problema da Evolução da Ciência
Perspetiva de Popper
Perspetiva de Kuhn
5. Problema da Objetividade da Ciência
Popper sobre a objetividade
Kuhn sobre a objetividade
6. Críticas à teoria de Kuhn
7. Exercícios
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Senso Comum
vs.
Conhecimento Científico
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Para começar...
José Saramago (1968) "Carta para Josefa, minha avó".
Tarefa:
1. Que tipo de conhecimento possui a avó Josefa? E que tipo de
conhecimento lhe falta?
2. Quais são as principais diferenças entre esses dois tipos de conhecimento?
Carta aos meus Avós - A partir de Saramago
Carta aos meus Avós - A partir de Saramago
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Senso Comum Conhecimento Científico
Como se
apresenta?
Como um corpo de
conhecimentos dispersos e pouco
estruturados.
Como um corpo de
conhecimentos
sistematizados e fortemente
estruturados.
Como se
adquire?
Muitas vezes de forma
espontânea, sendo outras vezes
herdado de gerações anteriores.
Tipicamente é o resultado de
investigação metódica e
organizada.
Qual a
finalidade?
Geralmente procura-se descrever
as coisas com fins práticos.
A finalidade é geralmente
produzir boas teorias
explicativas.
Como é
encarado?
É encarado e transmitido de
forma geralmente dogmática.
É criticamente avaliado e
testado pelos próprios
cientistas.
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Senso
Comum
Ciência
Por vezes Sim Não
Por
vezes
Sim Não
É motivado por necessidades
práticas.
X X
É preciso e rigoroso. X X
É justificado pela experiência
quotidiana.
X X
É estruturado. X X
Dá boas explicações. X X
É uma atividade metódica. X X
É criticamente avaliado. X X
É testável. X X
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Leitura do Texto 9: "Linguagem Comum e Linguagem Científica"
Qual é a distinção entre "senso comum" e "conhecimento científico" de
acordo com o texto?
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A ciência distingue-se do senso comum pelo seu caráter essencialmente
teórico e explicativo, mas também pelo seu elevado grau de sistematização,
pela forma metódica e organizada como se adquire o conhecimento, além
da forma crítica como é avaliado.
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Problema da Demarcação
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Para começar...
Tarefa:
1. Qual a diferença entre ciência e pseudo-ciência?
Céptico positivo | David Marçal | TEDxFCTUNL
Céptico positivo | David Marçal | TEDxFCTUNL
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Problema da Demarcação
Formulação do problema:
O que distingue as teorias científicas das que não são científicas?
Domingos Faria | CPA | # | φ 11 / 94
Problema da Demarcação
Formulação do problema:
O que distingue as teorias científicas das que não são científicas?
Respostas ao problema:
Critério da verificabilidade
Critério da falsificabilidade
Domingos Faria | CPA | # | φ 11 / 94
Problema da Demarcação
Critério da Verificabilidade
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Critério da verificabilidade
Leitura do Texto 10: "Critério da Verificabilidade".
Como se poderá formular o critério da verificabilidade?
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Critério da verificabilidade
Este critério foi proposto pelos filósofos do positivismo lógico:
Domingos Faria | CPA | # | φ 14 / 94
Critério da verificabilidade
Este critério foi proposto pelos filósofos do positivismo lógico:
Uma teoria é científica só se consiste em afirmações empiricamente
verificáveis.
Domingos Faria | CPA | # | φ 14 / 94
Critério da verificabilidade
Este critério foi proposto pelos filósofos do positivismo lógico:
Uma teoria é científica só se consiste em afirmações empiricamente
verificáveis.
Uma afirmação empiricamente verificável é aquela cujo valor de verdade
pode ser estabelecido através da observação.
Domingos Faria | CPA | # | φ 14 / 94
Critério da verificabilidade
Este critério foi proposto pelos filósofos do positivismo lógico:
Uma teoria é científica só se consiste em afirmações empiricamente
verificáveis.
Uma afirmação empiricamente verificável é aquela cujo valor de verdade
pode ser estabelecido através da observação.
Para uma frase ser verificável basta que, em princípio, o seu valor de
verdade possa ser determinado através da observação.
Domingos Faria | CPA | # | φ 14 / 94
Critério da verificabilidade
Este critério foi proposto pelos filósofos do positivismo lógico:
Uma teoria é científica só se consiste em afirmações empiricamente
verificáveis.
Uma afirmação empiricamente verificável é aquela cujo valor de verdade
pode ser estabelecido através da observação.
Para uma frase ser verificável basta que, em princípio, o seu valor de
verdade possa ser determinado através da observação.
Será este um bom critério?
Domingos Faria | CPA | # | φ 14 / 94
Objeções ao critério da verificabilidade
Objeção relacionada com as leis da natureza:
Domingos Faria | CPA | # | φ 15 / 94
Objeções ao critério da verificabilidade
Objeção relacionada com as leis da natureza:
As leis da natureza exprimem-se em frases universais, como "todo o cobre
dilata quando é aquecido".
Domingos Faria | CPA | # | φ 15 / 94
Objeções ao critério da verificabilidade
Objeção relacionada com as leis da natureza:
As leis da natureza exprimem-se em frases universais, como "todo o cobre
dilata quando é aquecido".
Mas não é possível estabelecer a verdade das leis da natureza através da
observação:
Domingos Faria | CPA | # | φ 15 / 94
Objeções ao critério da verificabilidade
Objeção relacionada com as leis da natureza:
As leis da natureza exprimem-se em frases universais, como "todo o cobre
dilata quando é aquecido".
Mas não é possível estabelecer a verdade das leis da natureza através da
observação:
Por exemplo, no caso da «lei» da dilatação, fazer isso implicaria
observar como se comporta todo o cobre do universo quando é
aquecido.
Domingos Faria | CPA | # | φ 15 / 94
Objeções ao critério da verificabilidade
Objeção relacionada com as leis da natureza:
As leis da natureza exprimem-se em frases universais, como "todo o cobre
dilata quando é aquecido".
Mas não é possível estabelecer a verdade das leis da natureza através da
observação:
Por exemplo, no caso da «lei» da dilatação, fazer isso implicaria
observar como se comporta todo o cobre do universo quando é
aquecido.
Nem sequer em princípio se pode realizar todas as observações
necessárias para verificar uma lei da natureza.
Domingos Faria | CPA | # | φ 15 / 94
Objeções ao critério da verificabilidade
Objeção relacionada com as leis da natureza:
As leis da natureza exprimem-se em frases universais, como "todo o cobre
dilata quando é aquecido".
Mas não é possível estabelecer a verdade das leis da natureza através da
observação:
Por exemplo, no caso da «lei» da dilatação, fazer isso implicaria
observar como se comporta todo o cobre do universo quando é
aquecido.
Nem sequer em princípio se pode realizar todas as observações
necessárias para verificar uma lei da natureza.
Assim, o critério da verificabilidade implica que as leis da natureza não
são científicas.
Domingos Faria | CPA | # | φ 15 / 94
Objeções ao critério da verificabilidade
O critério da verificabilidade é autorrefutante:
Domingos Faria | CPA | # | φ 16 / 94
Objeções ao critério da verificabilidade
O critério da verificabilidade é autorrefutante:
Os positivistas lógicos seguem o seguinte critério:
Domingos Faria | CPA | # | φ 16 / 94
Objeções ao critério da verificabilidade
O critério da verificabilidade é autorrefutante:
Os positivistas lógicos seguem o seguinte critério:
As frases têm sentido só se forem analíticas (verdadeiras por
definição) ou capazes de serem verificadas pelas experiência.
Domingos Faria | CPA | # | φ 16 / 94
Objeções ao critério da verificabilidade
O critério da verificabilidade é autorrefutante:
Os positivistas lógicos seguem o seguinte critério:
As frases têm sentido só se forem analíticas (verdadeiras por
definição) ou capazes de serem verificadas pelas experiência.
Porém, esse próprio critério não cumpre os requisitos que ele próprio
estipula.
Domingos Faria | CPA | # | φ 16 / 94
Objeções ao critério da verificabilidade
O critério da verificabilidade é autorrefutante:
Os positivistas lógicos seguem o seguinte critério:
As frases têm sentido só se forem analíticas (verdadeiras por
definição) ou capazes de serem verificadas pelas experiência.
Porém, esse próprio critério não cumpre os requisitos que ele próprio
estipula.
Logo, segundo o critério dos positivistas, o próprio critério da
verificabilidade é sem sentido.
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Problema da Demarcação
Critério da Falsificabilidade
Domingos Faria | CPA | # | φ 17 / 94
Critério da falsificabilidade
Qual é a ideia central do critério da falsificabilidade?
Karl Popper, Science, & Pseudoscience: Crash Course Philo
Karl Popper, Science, & Pseudoscience: Crash Course Philo…
…
Domingos Faria | CPA | # | φ 18 / 94
Critério da falsificabilidade
Este critério foi proposto pelo filósofo Karl Popper:
Domingos Faria | CPA | # | φ 19 / 94
Critério da falsificabilidade
Este critério foi proposto pelo filósofo Karl Popper:
Uma teoria é científica só se for empiricamente falsificável.
Domingos Faria | CPA | # | φ 19 / 94
Critério da falsificabilidade
Este critério foi proposto pelo filósofo Karl Popper:
Uma teoria é científica só se for empiricamente falsificável.
Uma teoria é empiricamente falsificável se, e só se, for possível conceber
um teste experimental que seja capaz de mostrar que a teoria é falsa.
Domingos Faria | CPA | # | φ 19 / 94
Critério da falsificabilidade
Este critério foi proposto pelo filósofo Karl Popper:
Uma teoria é científica só se for empiricamente falsificável.
Uma teoria é empiricamente falsificável se, e só se, for possível conceber
um teste experimental que seja capaz de mostrar que a teoria é falsa.
Consequências:
Domingos Faria | CPA | # | φ 19 / 94
Critério da falsificabilidade
Este critério foi proposto pelo filósofo Karl Popper:
Uma teoria é científica só se for empiricamente falsificável.
Uma teoria é empiricamente falsificável se, e só se, for possível conceber
um teste experimental que seja capaz de mostrar que a teoria é falsa.
Consequências:
Se não pudermos conceber uma observação para refutar uma dada teoria,
então não é falsificável – e, portanto, não é científica.
Domingos Faria | CPA | # | φ 19 / 94
Critério da falsificabilidade
Este critério foi proposto pelo filósofo Karl Popper:
Uma teoria é científica só se for empiricamente falsificável.
Uma teoria é empiricamente falsificável se, e só se, for possível conceber
um teste experimental que seja capaz de mostrar que a teoria é falsa.
Consequências:
Se não pudermos conceber uma observação para refutar uma dada teoria,
então não é falsificável – e, portanto, não é científica.
Teoria falsificável $neq$ teoria falsificada.
Domingos Faria | CPA | # | φ 19 / 94
Critério da falsificabilidade
Este critério foi proposto pelo filósofo Karl Popper:
Uma teoria é científica só se for empiricamente falsificável.
Uma teoria é empiricamente falsificável se, e só se, for possível conceber
um teste experimental que seja capaz de mostrar que a teoria é falsa.
Consequências:
Se não pudermos conceber uma observação para refutar uma dada teoria,
então não é falsificável – e, portanto, não é científica.
Teoria falsificável $neq$ teoria falsificada.
Popper não defende que uma teoria tem de estar falsificada (refutada
pela observação),
Domingos Faria | CPA | # | φ 19 / 94
Critério da falsificabilidade
Este critério foi proposto pelo filósofo Karl Popper:
Uma teoria é científica só se for empiricamente falsificável.
Uma teoria é empiricamente falsificável se, e só se, for possível conceber
um teste experimental que seja capaz de mostrar que a teoria é falsa.
Consequências:
Se não pudermos conceber uma observação para refutar uma dada teoria,
então não é falsificável – e, portanto, não é científica.
Teoria falsificável $neq$ teoria falsificada.
Popper não defende que uma teoria tem de estar falsificada (refutada
pela observação),
mas sim tem de ser falsificável (ou seja, tem de ser possível refutá-la
pela observação).
Domingos Faria | CPA | # | φ 19 / 94
Critério da falsificabilidade
Exemplos de afirmações falsificáveis:
Domingos Faria | CPA | # | φ 20 / 94
Critério da falsificabilidade
Exemplos de afirmações falsificáveis:
1. Amanhã vai chover.
2. Todo o cobre dilata quando é aquecido.
Domingos Faria | CPA | # | φ 20 / 94
Critério da falsificabilidade
Exemplos de afirmações falsificáveis:
1. Amanhã vai chover.
2. Todo o cobre dilata quando é aquecido.
A afirmação (1) seria refutada caso não chova no dia indicado.
Domingos Faria | CPA | # | φ 20 / 94
Critério da falsificabilidade
Exemplos de afirmações falsificáveis:
1. Amanhã vai chover.
2. Todo o cobre dilata quando é aquecido.
A afirmação (1) seria refutada caso não chova no dia indicado.
A afirmação (2) seria refutada pela observação de um pedaço de cobre
que não dilate quando aquecido.
Domingos Faria | CPA | # | φ 20 / 94
Critério da falsificabilidade
Exemplos de afirmações falsificáveis:
1. Amanhã vai chover.
2. Todo o cobre dilata quando é aquecido.
A afirmação (1) seria refutada caso não chova no dia indicado.
A afirmação (2) seria refutada pela observação de um pedaço de cobre
que não dilate quando aquecido.
Exemplos de afirmações não-falsificáveis:
Domingos Faria | CPA | # | φ 20 / 94
Critério da falsificabilidade
Exemplos de afirmações falsificáveis:
1. Amanhã vai chover.
2. Todo o cobre dilata quando é aquecido.
A afirmação (1) seria refutada caso não chova no dia indicado.
A afirmação (2) seria refutada pela observação de um pedaço de cobre
que não dilate quando aquecido.
Exemplos de afirmações não-falsificáveis:
1. Amanhã vai chover ou não vai chover.
2. Há pedaços de cobre que dilatam quando aquecidos.
3. Os nativos de balança têm tendência a adiar a decisões importantes.
Domingos Faria | CPA | # | φ 20 / 94
Critério da falsificabilidade
Exemplos de afirmações falsificáveis:
1. Amanhã vai chover.
2. Todo o cobre dilata quando é aquecido.
A afirmação (1) seria refutada caso não chova no dia indicado.
A afirmação (2) seria refutada pela observação de um pedaço de cobre
que não dilate quando aquecido.
Exemplos de afirmações não-falsificáveis:
1. Amanhã vai chover ou não vai chover.
2. Há pedaços de cobre que dilatam quando aquecidos.
3. Os nativos de balança têm tendência a adiar a decisões importantes.
A afirmação (1) é uma simples verdade lógica.
Domingos Faria | CPA | # | φ 20 / 94
Critério da falsificabilidade
Exemplos de afirmações falsificáveis:
1. Amanhã vai chover.
2. Todo o cobre dilata quando é aquecido.
A afirmação (1) seria refutada caso não chova no dia indicado.
A afirmação (2) seria refutada pela observação de um pedaço de cobre
que não dilate quando aquecido.
Exemplos de afirmações não-falsificáveis:
1. Amanhã vai chover ou não vai chover.
2. Há pedaços de cobre que dilatam quando aquecidos.
3. Os nativos de balança têm tendência a adiar a decisões importantes.
A afirmação (1) é uma simples verdade lógica.
A afirmação (2) não pode ser refutada se observarmos algum cobre
que não dilata. Nenhuma afirmação particular é falsificável
Domingos Faria | CPA | # | φ 20 / 94
Critério da falsificabilidade
Exemplos de afirmações falsificáveis:
1. Amanhã vai chover.
2. Todo o cobre dilata quando é aquecido.
A afirmação (1) seria refutada caso não chova no dia indicado.
A afirmação (2) seria refutada pela observação de um pedaço de cobre
que não dilate quando aquecido.
Exemplos de afirmações não-falsificáveis:
1. Amanhã vai chover ou não vai chover.
2. Há pedaços de cobre que dilatam quando aquecidos.
3. Os nativos de balança têm tendência a adiar a decisões importantes.
A afirmação (1) é uma simples verdade lógica.
A afirmação (2) não pode ser refutada se observarmos algum cobre
que não dilata. Nenhuma afirmação particular é falsificável
A (3) tem uma formulação imprecisa que a torna imune à refutação.
Domingos Faria | CPA | # | φ 20 / 94
Critério da falsificabilidade
Exercícios: as seguintes afirmações são falsificáveis?
Todas as aves usam o voo para se deslocarem.
Domingos Faria | CPA | # | φ 21 / 94
Critério da falsificabilidade
Exercícios: as seguintes afirmações são falsificáveis?
Todas as aves usam o voo para se deslocarem. [Falsificável]
Domingos Faria | CPA | # | φ 21 / 94
Critério da falsificabilidade
Exercícios: as seguintes afirmações são falsificáveis?
Todas as aves usam o voo para se deslocarem. [Falsificável]
Nas próximas semanas poderá haver uma diminuição do consumo.
Domingos Faria | CPA | # | φ 21 / 94
Critério da falsificabilidade
Exercícios: as seguintes afirmações são falsificáveis?
Todas as aves usam o voo para se deslocarem. [Falsificável]
Nas próximas semanas poderá haver uma diminuição do consumo.[Não
falsificável]
Domingos Faria | CPA | # | φ 21 / 94
Critério da falsificabilidade
Exercícios: as seguintes afirmações são falsificáveis?
Todas as aves usam o voo para se deslocarem. [Falsificável]
Nas próximas semanas poderá haver uma diminuição do consumo.[Não
falsificável]
Nenhuma onda pode alcançar o Palácio das Necessidades, em Lisboa.
Domingos Faria | CPA | # | φ 21 / 94
Critério da falsificabilidade
Exercícios: as seguintes afirmações são falsificáveis?
Todas as aves usam o voo para se deslocarem. [Falsificável]
Nas próximas semanas poderá haver uma diminuição do consumo.[Não
falsificável]
Nenhuma onda pode alcançar o Palácio das Necessidades, em Lisboa.
[Falsificável]
Domingos Faria | CPA | # | φ 21 / 94
Critério da falsificabilidade
Exercícios: as seguintes afirmações são falsificáveis?
Todas as aves usam o voo para se deslocarem. [Falsificável]
Nas próximas semanas poderá haver uma diminuição do consumo.[Não
falsificável]
Nenhuma onda pode alcançar o Palácio das Necessidades, em Lisboa.
[Falsificável]
Há ondas de 30 metros na Praia do Norte, na Nazaré.
Domingos Faria | CPA | # | φ 21 / 94
Critério da falsificabilidade
Exercícios: as seguintes afirmações são falsificáveis?
Todas as aves usam o voo para se deslocarem. [Falsificável]
Nas próximas semanas poderá haver uma diminuição do consumo.[Não
falsificável]
Nenhuma onda pode alcançar o Palácio das Necessidades, em Lisboa.
[Falsificável]
Há ondas de 30 metros na Praia do Norte, na Nazaré. [Não falsificável]
Domingos Faria | CPA | # | φ 21 / 94
Critério da falsificabilidade
Exercícios: as seguintes afirmações são falsificáveis?
Todas as aves usam o voo para se deslocarem. [Falsificável]
Nas próximas semanas poderá haver uma diminuição do consumo.[Não
falsificável]
Nenhuma onda pode alcançar o Palácio das Necessidades, em Lisboa.
[Falsificável]
Há ondas de 30 metros na Praia do Norte, na Nazaré. [Não falsificável]
No futuro, o nível médio das águas do mar subirá ou não subirá.
Domingos Faria | CPA | # | φ 21 / 94
Critério da falsificabilidade
Exercícios: as seguintes afirmações são falsificáveis?
Todas as aves usam o voo para se deslocarem. [Falsificável]
Nas próximas semanas poderá haver uma diminuição do consumo.[Não
falsificável]
Nenhuma onda pode alcançar o Palácio das Necessidades, em Lisboa.
[Falsificável]
Há ondas de 30 metros na Praia do Norte, na Nazaré. [Não falsificável]
No futuro, o nível médio das águas do mar subirá ou não subirá. [Não
falsificável]
Domingos Faria | CPA | # | φ 21 / 94
Critério da falsificabilidade
Exercícios: as seguintes afirmações são falsificáveis?
Todas as aves usam o voo para se deslocarem. [Falsificável]
Nas próximas semanas poderá haver uma diminuição do consumo.[Não
falsificável]
Nenhuma onda pode alcançar o Palácio das Necessidades, em Lisboa.
[Falsificável]
Há ondas de 30 metros na Praia do Norte, na Nazaré. [Não falsificável]
No futuro, o nível médio das águas do mar subirá ou não subirá. [Não
falsificável]
Nenhum camelo bebe mais de 200 litros de água num único dia.
Domingos Faria | CPA | # | φ 21 / 94
Critério da falsificabilidade
Exercícios: as seguintes afirmações são falsificáveis?
Todas as aves usam o voo para se deslocarem. [Falsificável]
Nas próximas semanas poderá haver uma diminuição do consumo.[Não
falsificável]
Nenhuma onda pode alcançar o Palácio das Necessidades, em Lisboa.
[Falsificável]
Há ondas de 30 metros na Praia do Norte, na Nazaré. [Não falsificável]
No futuro, o nível médio das águas do mar subirá ou não subirá. [Não
falsificável]
Nenhum camelo bebe mais de 200 litros de água num único dia.
[Falsificável]
Domingos Faria | CPA | # | φ 21 / 94
Critério da falsificabilidade
Exercícios: as seguintes afirmações são falsificáveis?
Todas as aves usam o voo para se deslocarem. [Falsificável]
Nas próximas semanas poderá haver uma diminuição do consumo.[Não
falsificável]
Nenhuma onda pode alcançar o Palácio das Necessidades, em Lisboa.
[Falsificável]
Há ondas de 30 metros na Praia do Norte, na Nazaré. [Não falsificável]
No futuro, o nível médio das águas do mar subirá ou não subirá. [Não
falsificável]
Nenhum camelo bebe mais de 200 litros de água num único dia.
[Falsificável]
As pessoas que acreditam realmente na vitória acabam sempre por vencer.
Domingos Faria | CPA | # | φ 21 / 94
Critério da falsificabilidade
Exercícios: as seguintes afirmações são falsificáveis?
Todas as aves usam o voo para se deslocarem. [Falsificável]
Nas próximas semanas poderá haver uma diminuição do consumo.[Não
falsificável]
Nenhuma onda pode alcançar o Palácio das Necessidades, em Lisboa.
[Falsificável]
Há ondas de 30 metros na Praia do Norte, na Nazaré. [Não falsificável]
No futuro, o nível médio das águas do mar subirá ou não subirá. [Não
falsificável]
Nenhum camelo bebe mais de 200 litros de água num único dia.
[Falsificável]
As pessoas que acreditam realmente na vitória acabam sempre por vencer.
[Não falsificável]
Domingos Faria | CPA | # | φ 21 / 94
Critério da falsificabilidade
Teorias irrefutáveis:
Teoria do desenvolvimento histórico de Karl Marx.
Teoria da psicanálise de Sigmund Freud.
Domingos Faria | CPA | # | φ 22 / 94
Critério da falsificabilidade
Teorias irrefutáveis:
Teoria do desenvolvimento histórico de Karl Marx.
Teoria da psicanálise de Sigmund Freud.
Estas teorias encaram qualquer observação concebível como uma
verificação ou confirmação da teoria.
Domingos Faria | CPA | # | φ 22 / 94
Critério da falsificabilidade
Teorias irrefutáveis:
Teoria do desenvolvimento histórico de Karl Marx.
Teoria da psicanálise de Sigmund Freud.
Estas teorias encaram qualquer observação concebível como uma
verificação ou confirmação da teoria.
Por exemplo, se todas as atitudes humanas concebíveis são interpretadas
como expressando sentimentos de inferioridade, então parece fácil
confirmar a teoria.
Domingos Faria | CPA | # | φ 22 / 94
Critério da falsificabilidade
Teorias irrefutáveis:
Teoria do desenvolvimento histórico de Karl Marx.
Teoria da psicanálise de Sigmund Freud.
Estas teorias encaram qualquer observação concebível como uma
verificação ou confirmação da teoria.
Por exemplo, se todas as atitudes humanas concebíveis são interpretadas
como expressando sentimentos de inferioridade, então parece fácil
confirmar a teoria.
Contudo, um tal ato de confirmar não tem qualquer valor, uma vez que
torna a teoria irrefutável.
Domingos Faria | CPA | # | φ 22 / 94
Critério da falsificabilidade
Graus de falsificabilidade:
1. Amanhã vai chover ou não vai chover.
2. Amanhã vai chover.
3. Amanhã vai chover à tarde.
4. Amanhã vai chover entre as três e as cinco da tarde.
Domingos Faria | CPA | # | φ 23 / 94
Critério da falsificabilidade
Graus de falsificabilidade:
1. Amanhã vai chover ou não vai chover.
2. Amanhã vai chover.
3. Amanhã vai chover à tarde.
4. Amanhã vai chover entre as três e as cinco da tarde.
A afirmação (1) não é falsificável.
Domingos Faria | CPA | # | φ 23 / 94
Critério da falsificabilidade
Graus de falsificabilidade:
1. Amanhã vai chover ou não vai chover.
2. Amanhã vai chover.
3. Amanhã vai chover à tarde.
4. Amanhã vai chover entre as três e as cinco da tarde.
A afirmação (1) não é falsificável. Todas as restantes são falsificáveis, mas
cada uma delas é mais falsificável do que anterior, pois
Domingos Faria | CPA | # | φ 23 / 94
Critério da falsificabilidade
Graus de falsificabilidade:
1. Amanhã vai chover ou não vai chover.
2. Amanhã vai chover.
3. Amanhã vai chover à tarde.
4. Amanhã vai chover entre as três e as cinco da tarde.
A afirmação (1) não é falsificável. Todas as restantes são falsificáveis, mas
cada uma delas é mais falsificável do que anterior, pois envolve mais
riscos de se vir a revelar falsa (dado que contêm mais informação).
Domingos Faria | CPA | # | φ 23 / 94
Critério da falsificabilidade
Graus de falsificabilidade:
1. Amanhã vai chover ou não vai chover.
2. Amanhã vai chover.
3. Amanhã vai chover à tarde.
4. Amanhã vai chover entre as três e as cinco da tarde.
A afirmação (1) não é falsificável. Todas as restantes são falsificáveis, mas
cada uma delas é mais falsificável do que anterior, pois envolve mais
riscos de se vir a revelar falsa (dado que contêm mais informação).
Assim, as teorias com maior grau de falsificabilidade são teorias com
maior grau de informação.
Domingos Faria | CPA | # | φ 23 / 94
Critério da falsificabilidade
Graus de falsificabilidade:
1. Amanhã vai chover ou não vai chover.
2. Amanhã vai chover.
3. Amanhã vai chover à tarde.
4. Amanhã vai chover entre as três e as cinco da tarde.
A afirmação (1) não é falsificável. Todas as restantes são falsificáveis, mas
cada uma delas é mais falsificável do que anterior, pois envolve mais
riscos de se vir a revelar falsa (dado que contêm mais informação).
Assim, as teorias com maior grau de falsificabilidade são teorias com
maior grau de informação.
Ou seja, as teorias informativas são as que correm maiores riscos de ser
refutadas pela observação.
Domingos Faria | CPA | # | φ 23 / 94
Critério da falsificabilidade
Graus de falsificabilidade:
1. Amanhã vai chover ou não vai chover.
2. Amanhã vai chover.
3. Amanhã vai chover à tarde.
4. Amanhã vai chover entre as três e as cinco da tarde.
A afirmação (1) não é falsificável. Todas as restantes são falsificáveis, mas
cada uma delas é mais falsificável do que anterior, pois envolve mais
riscos de se vir a revelar falsa (dado que contêm mais informação).
Assim, as teorias com maior grau de falsificabilidade são teorias com
maior grau de informação.
Ou seja, as teorias informativas são as que correm maiores riscos de ser
refutadas pela observação. Para Popper, em ciência queremos teorias
falsificáveis e muito informativas.
Domingos Faria | CPA | # | φ 23 / 94
Critério da falsificabilidade: exercício
Considere as seguintes afirmações:
1. Todo o cobre dilata quando é aquecido.
2. Todo o metal dilata quando é aquecido.
3. O metal dilata quando é aquecido ou não dilata quando é aquecido.
Qual é a afirmação mais falsificável? E a menos falsificável? Justifica.
Domingos Faria | CPA | # | φ 24 / 94
Critério da falsificabilidade: exercício
Considere as seguintes afirmações:
1. Todo o cobre dilata quando é aquecido.
2. Todo o metal dilata quando é aquecido.
3. O metal dilata quando é aquecido ou não dilata quando é aquecido.
Qual é a afirmação mais falsificável? E a menos falsificável? Justifica.
A proposições (2) é mais informativa (tem mais conteúdo empírico) do que
a (1).
Domingos Faria | CPA | # | φ 24 / 94
Critério da falsificabilidade: exercício
Considere as seguintes afirmações:
1. Todo o cobre dilata quando é aquecido.
2. Todo o metal dilata quando é aquecido.
3. O metal dilata quando é aquecido ou não dilata quando é aquecido.
Qual é a afirmação mais falsificável? E a menos falsificável? Justifica.
A proposições (2) é mais informativa (tem mais conteúdo empírico) do que
a (1).
Assim, (2) tem um grau de falsificabilidade mais elevado (i.e. corre maiores
riscos de ser refutada pela experiência).
Domingos Faria | CPA | # | φ 24 / 94
Critério da falsificabilidade: exercício
Considere as seguintes afirmações:
1. Todo o cobre dilata quando é aquecido.
2. Todo o metal dilata quando é aquecido.
3. O metal dilata quando é aquecido ou não dilata quando é aquecido.
Qual é a afirmação mais falsificável? E a menos falsificável? Justifica.
A proposições (2) é mais informativa (tem mais conteúdo empírico) do que
a (1).
Assim, (2) tem um grau de falsificabilidade mais elevado (i.e. corre maiores
riscos de ser refutada pela experiência).
Por exemplo: a observação de um pedaço de ferro que não dilatasse
ao ser aquecido refutaria (2), mas não refutaria (1).
Domingos Faria | CPA | # | φ 24 / 94
Critério da falsificabilidade: exercício
Ordena, do menor para o maior grau de falsificabilidade, as seguintes
afirmações:
1. Se fizeres trinta testes teóricos com poucos erros e tiveres
aproximadamente quarenta aulas práticas, terás sucesso no exame de
condução.
2. Se te preparares bem, terás sucesso no exame de condução.
3. Se fizeres os trinta testes teóricos do livro Conduzir Sem Acidentes com
menos de 5% de erros e tiveres quarenta aulas práticas, terás sucesso
no exame de condução.
4. Se fizeres muitos testes e tiveres um elevado número de aulas práticas,
terás sucesso no exame de condução.
Domingos Faria | CPA | # | φ 25 / 94
Critério da falsificabilidade: exercício
Ordena, do menor para o maior grau de falsificabilidade, as seguintes
afirmações:
1. Se fizeres trinta testes teóricos com poucos erros e tiveres
aproximadamente quarenta aulas práticas, terás sucesso no exame de
condução.
2. Se te preparares bem, terás sucesso no exame de condução.
3. Se fizeres os trinta testes teóricos do livro Conduzir Sem Acidentes com
menos de 5% de erros e tiveres quarenta aulas práticas, terás sucesso
no exame de condução.
4. Se fizeres muitos testes e tiveres um elevado número de aulas práticas,
terás sucesso no exame de condução.
Ordem: 2, 4, 1, 3
Domingos Faria | CPA | # | φ 25 / 94
Critério da falsificabilidade
De acordo com Popper, as teorias científicas são falsificáveis e podem sê-lo
num grau maior ou menor.
Domingos Faria | CPA | # | φ 26 / 94
Critério da falsificabilidade
De acordo com Popper, as teorias científicas são falsificáveis e podem sê-lo
num grau maior ou menor.
Consideremos as seguintes proposições simples:
Domingos Faria | CPA | # | φ 26 / 94
Critério da falsificabilidade
De acordo com Popper, as teorias científicas são falsificáveis e podem sê-lo
num grau maior ou menor.
Consideremos as seguintes proposições simples:
$P$: O leite pasteurizado conserva-se durante semanas.
$Q$: O calor debilita os pequenos organismos.
$R$: A substância que azeda o leite é produzida por pequenos
organismos.
Domingos Faria | CPA | # | φ 26 / 94
Critério da falsificabilidade
De acordo com Popper, as teorias científicas são falsificáveis e podem sê-lo
num grau maior ou menor.
Consideremos as seguintes proposições simples:
$P$: O leite pasteurizado conserva-se durante semanas.
$Q$: O calor debilita os pequenos organismos.
$R$: A substância que azeda o leite é produzida por pequenos
organismos.
Com base nestas proposições podemos conceber várias teorias...
Domingos Faria | CPA | # | φ 26 / 94
Critério da falsificabilidade
Imaginemos que são apresentadas as seguintes teorias:
T1: O leite pasteurizado conserva-se durante semanas.
T2: O leite pasteurizado conserva-se durante semanas e o calor debilita
os pequenos organismos.
T3: O leite pasteurizado conserva-se durante semanas e o calor debilita
os pequenos organismos e a substância que azeda o leite é produzida
por pequenos organismos.
Domingos Faria | CPA | # | φ 27 / 94
Critério da falsificabilidade
Imaginemos que são apresentadas as seguintes teorias:
T1: O leite pasteurizado conserva-se durante semanas.
T2: O leite pasteurizado conserva-se durante semanas e o calor debilita
os pequenos organismos.
T3: O leite pasteurizado conserva-se durante semanas e o calor debilita
os pequenos organismos e a substância que azeda o leite é produzida
por pequenos organismos.
Qual destas três teorias seria a mais falsificável e, portanto, a mais
interessante para a ciência?
Domingos Faria | CPA | # | φ 27 / 94
Critério da falsificabilidade
Formas proposicionais das teorias apresentadas:
T1: $P$
T2: $(P wedge Q)$
T3: $((P wedge Q) wedge R)$
Domingos Faria | CPA | # | φ 28 / 94
Critério da falsificabilidade
Formas proposicionais das teorias apresentadas:
T1: $P$
T2: $(P wedge Q)$
T3: $((P wedge Q) wedge R)$
$$ begin{array}{@{ }c@{ }@{ }c@{ }@{ }c | c | c@{}@{ }c@{ }@{ }c@{ }@{ }c@{ }@{}c@{ } |
c@{}@{}c@{}@{ }c@{ }@{ }c@{ }@{ }c@{ }@{}c@{}@{ }c@{ }@{ }c@{ }@{}c@{ }} P & Q & R & P & (
& P & wedge & Q & ) & ( & ( & P & wedge & Q & ) & wedge & R & ) hline V & V & V &
color{red}{V} & & V & color{red}{V} & V & & & & V & V & V & & color{red}{V} & V &  V & V & F
& color{red}{V} & & V & color{red}{V} & V & & & & V & V & V & & color{red}{F} & F &  V & F & V
& color{red}{V} & & V & color{red}{F} & F & & & & V & F & F & & color{red}{F} & V &  V & F & F
& color{red}{V} & & V & color{red}{F} & F & & & & V & F & F & & color{red}{F} & F &  F & V & V
& color{red}{F} & & F & color{red}{F} & V & & & & F & F & V & & color{red}{F} & V &  F & V & F
& color{red}{F} & & F & color{red}{F} & V & & & & F & F & V & & color{red}{F} & F &  F & F & V
& color{red}{F} & & F & color{red}{F} & F & & & & F & F & F & & color{red}{F} & V &  F & F & F
& color{red}{F} & & F & color{red}{F} & F & & & & F & F & F & & color{red}{F} & F & 
end{array} $$
Domingos Faria | CPA | # | φ 28 / 94
Critério da falsificabilidade
Resultado da aplicação da tabela de verdade:
Domingos Faria | CPA | # | φ 29 / 94
Critério da falsificabilidade
Resultado da aplicação da tabela de verdade:
A teoria cuja forma proposicional é $((P wedge Q) wedge R)$ é mais
falsificável do que as teorias cujas formas são $(P wedge Q)$ ou
simplesmente $P$.
Domingos Faria | CPA | # | φ 29 / 94
Critério da falsificabilidade
Resultado da aplicação da tabela de verdade:
A teoria cuja forma proposicional é $((P wedge Q) wedge R)$ é mais
falsificável do que as teorias cujas formas são $(P wedge Q)$ ou
simplesmente $P$.
Assim, a teoria mais informativa é a mais falsificável e o grau de
falsificabilidade das teorias depende da informação que proporcionam.
Domingos Faria | CPA | # | φ 29 / 94
Critério da falsificabilidade
Resultado da aplicação da tabela de verdade:
A teoria cuja forma proposicional é $((P wedge Q) wedge R)$ é mais
falsificável do que as teorias cujas formas são $(P wedge Q)$ ou
simplesmente $P$.
Assim, a teoria mais informativa é a mais falsificável e o grau de
falsificabilidade das teorias depende da informação que proporcionam.
Será este critério da falsificabilidade plausível?
Domingos Faria | CPA | # | φ 29 / 94
Objeções ao critério da falsificabilidade
Domingos Faria | CPA | # | φ 30 / 94
Objeções ao critério da falsificabilidade
Nem todas as teorias científicas são falsificáveis:
Domingos Faria | CPA | # | φ 30 / 94
Objeções ao critério da falsificabilidade
Nem todas as teorias científicas são falsificáveis:
Algumas teorias científicas referem-se a objetos que não são diretamente
observáveis.
Domingos Faria | CPA | # | φ 30 / 94
Objeções ao critério da falsificabilidade
Nem todas as teorias científicas são falsificáveis:
Algumas teorias científicas referem-se a objetos que não são diretamente
observáveis.
Nesse caso, não é inteiramente claro que, à partida, seja possível
conceber um teste experimental capaz de mostrar a sua falsidade.
Domingos Faria | CPA | # | φ 30 / 94
Objeções ao critério da falsificabilidade
Nem todas as teorias científicas são falsificáveis:
Algumas teorias científicas referem-se a objetos que não são diretamente
observáveis.
Nesse caso, não é inteiramente claro que, à partida, seja possível
conceber um teste experimental capaz de mostrar a sua falsidade.
Falsificações inconclusivas:
Domingos Faria | CPA | # | φ 30 / 94
Objeções ao critério da falsificabilidade
Nem todas as teorias científicas são falsificáveis:
Algumas teorias científicas referem-se a objetos que não são diretamente
observáveis.
Nesse caso, não é inteiramente claro que, à partida, seja possível
conceber um teste experimental capaz de mostrar a sua falsidade.
Falsificações inconclusivas:
Um insucesso empírico pode ser atribuído quer ao teste, quer a uma das
proposições acessórias da teoria e, por isso, nenhuma teoria científica
pode ser conclusivamente falsificada por uma única observação ou por
uma única experiência.
Domingos Faria | CPA | # | φ 30 / 94
Objeções ao critério da falsificabilidade
Não está de acordo com a prática científica:
Domingos Faria | CPA | # | φ 31 / 94
Objeções ao critério da falsificabilidade
Não está de acordo com a prática científica:
A história da ciência ensina-nos que os cientistas procuram salvar as suas
teorias quando elas enfrentam uma refutação empírica.
Domingos Faria | CPA | # | φ 31 / 94
Objeções ao critério da falsificabilidade
Não está de acordo com a prática científica:
A história da ciência ensina-nos que os cientistas procuram salvar as suas
teorias quando elas enfrentam uma refutação empírica.
Na verdade, face a uma observação ou a um teste experimental cujo
resultado não esteja de acordo com a teoria, os cientistas mais facilmente
põem em causa o teste (ou as condições de realização do teste) do que a
própria teoria.
Domingos Faria | CPA | # | φ 31 / 94
Objeções ao critério da falsificabilidade
Não está de acordo com a prática científica:
A história da ciência ensina-nos que os cientistas procuram salvar as suas
teorias quando elas enfrentam uma refutação empírica.
Na verdade, face a uma observação ou a um teste experimental cujo
resultado não esteja de acordo com a teoria, os cientistas mais facilmente
põem em causa o teste (ou as condições de realização do teste) do que a
própria teoria.
Thomas Kuhn realizou um estudo aprofundado da história da ciência e
constatou que, contrariamente ao que se poderia supor, os cientistas são
muito resistentes à mudança.
Domingos Faria | CPA | # | φ 31 / 94
Síntese
A Falsi cação de Karl Popper
A Falsi cação de Karl Popper
Domingos Faria | CPA | # | φ 32 / 94
Problema do Método Científico
Domingos Faria | CPA | # | φ 33 / 94
Problema do Método Científico
Formulação do problema:
Em que consiste o método científico?
O que caracteriza o método científico?
Domingos Faria | CPA | # | φ 34 / 94
Problema do Método Científico
Formulação do problema:
Em que consiste o método científico?
O que caracteriza o método científico?
Respostas ao problema:
Indutivismo
Falsificacionismo
Domingos Faria | CPA | # | φ 34 / 94
Problema do Método Científico
Resposta Indutivista
Domingos Faria | CPA | # | φ 35 / 94
Resposta Indutivista
Leitura do Texto 11: "O Papel da Indução na Ciência".
Em que consiste o método científico de acordo com o indutivismo?
Domingos Faria | CPA | # | φ 36 / 94
Resposta Indutivista
O indutivista defende que uma teoria científica se desenvolve nos seguintes
momentos fundamentais:
Domingos Faria | CPA | # | φ 37 / 94
Resposta Indutivista
O indutivista defende que uma teoria científica se desenvolve nos seguintes
momentos fundamentais:
1. A observação é o ponto de partida da investigação científica.
2. As teorias científicas são elaboradas mediante um processo de
generalização indutiva.
3. Depois da teoria ter sido elabora, faz-se o seguinte:
Tenta-se encontrar confirmações adicionais para a teoria.
Usa-se a teoria na procura de generalizações indutivas mais vastas.
Domingos Faria | CPA | # | φ 37 / 94
Resposta Indutivista
O indutivista defende que uma teoria científica se desenvolve nos seguintes
momentos fundamentais:
1. A observação é o ponto de partida da investigação científica.
2. As teorias científicas são elaboradas mediante um processo de
generalização indutiva.
3. Depois da teoria ter sido elabora, faz-se o seguinte:
Tenta-se encontrar confirmações adicionais para a teoria.
Usa-se a teoria na procura de generalizações indutivas mais vastas.
Em (1) exprime-se a ideia de que a observação precede a teoria.
Domingos Faria | CPA | # | φ 37 / 94
Resposta Indutivista
O indutivista defende que uma teoria científica se desenvolve nos seguintes
momentos fundamentais:
1. A observação é o ponto de partida da investigação científica.
2. As teorias científicas são elaboradas mediante um processo de
generalização indutiva.
3. Depois da teoria ter sido elabora, faz-se o seguinte:
Tenta-se encontrar confirmações adicionais para a teoria.
Usa-se a teoria na procura de generalizações indutivas mais vastas.
Em (1) exprime-se a ideia de que a observação precede a teoria. Antes de
conceber qualquer teoria, o cientista observa o mundo e regista uma
grande quantidade de factos observacionais.
Domingos Faria | CPA | # | φ 37 / 94
Resposta Indutivista
O indutivista defende que uma teoria científica se desenvolve nos seguintes
momentos fundamentais:
1. A observação é o ponto de partida da investigação científica.
2. As teorias científicas são elaboradas mediante um processo de
generalização indutiva.
3. Depois da teoria ter sido elabora, faz-se o seguinte:
Tenta-se encontrar confirmações adicionais para a teoria.
Usa-se a teoria na procura de generalizações indutivas mais vastas.
Em (1) exprime-se a ideia de que a observação precede a teoria. Antes de
conceber qualquer teoria, o cientista observa o mundo e regista uma
grande quantidade de factos observacionais.
A sua observação deve ser totalmente pura ou isenta.
Domingos Faria | CPA | # | φ 37 / 94
Resposta Indutivista
O indutivista defende que uma teoria científica se desenvolve nos seguintes
momentos fundamentais:
1. A observação é o ponto de partida da investigação científica.
2. As teorias científicas são elaboradas mediante um processo de
generalização indutiva.
3. Depois da teoria ter sido elabora, faz-se o seguinte:
Tenta-se encontrar confirmações adicionais para a teoria.
Usa-se a teoria na procura de generalizações indutivas mais vastas.
Domingos Faria | CPA | # | φ 37 / 94
Resposta Indutivista
O indutivista defende que uma teoria científica se desenvolve nos seguintes
momentos fundamentais:
1. A observação é o ponto de partida da investigação científica.
2. As teorias científicas são elaboradas mediante um processo de
generalização indutiva.
3. Depois da teoria ter sido elabora, faz-se o seguinte:
Tenta-se encontrar confirmações adicionais para a teoria.
Usa-se a teoria na procura de generalizações indutivas mais vastas.
Em (2) exprime-se a ideia de que a passagem da observação para a teoria
se dá mediante inferência indutivas.
Domingos Faria | CPA | # | φ 37 / 94
Resposta Indutivista
O indutivista defende que uma teoria científica se desenvolve nos seguintes
momentos fundamentais:
1. A observação é o ponto de partida da investigação científica.
2. As teorias científicas são elaboradas mediante um processo de
generalização indutiva.
3. Depois da teoria ter sido elabora, faz-se o seguinte:
Tenta-se encontrar confirmações adicionais para a teoria.
Usa-se a teoria na procura de generalizações indutivas mais vastas.
Em (2) exprime-se a ideia de que a passagem da observação para a teoria
se dá mediante inferência indutivas.
As proposições universais que captam leis da natureza são descobertas
por indução.
Domingos Faria | CPA | # | φ 37 / 94
Resposta Indutivista
O indutivista defende que uma teoria científica se desenvolve nos seguintes
momentos fundamentais:
1. A observação é o ponto de partida da investigação científica.
2. As teorias científicas são elaboradas mediante um processo de
generalização indutiva.
3. Depois da teoria ter sido elabora, faz-se o seguinte:
Tenta-se encontrar confirmações adicionais para a teoria.
Usa-se a teoria na procura de generalizações indutivas mais vastas.
Domingos Faria | CPA | # | φ 37 / 94
Resposta Indutivista
O indutivista defende que uma teoria científica se desenvolve nos seguintes
momentos fundamentais:
1. A observação é o ponto de partida da investigação científica.
2. As teorias científicas são elaboradas mediante um processo de
generalização indutiva.
3. Depois da teoria ter sido elabora, faz-se o seguinte:
Tenta-se encontrar confirmações adicionais para a teoria.
Usa-se a teoria na procura de generalizações indutivas mais vastas.
No momento (3) visa-se encontrar mais factos que confirmem a sua teoria.
Domingos Faria | CPA | # | φ 37 / 94
Resposta Indutivista
O indutivista defende que uma teoria científica se desenvolve nos seguintes
momentos fundamentais:
1. A observação é o ponto de partida da investigação científica.
2. As teorias científicas são elaboradas mediante um processo de
generalização indutiva.
3. Depois da teoria ter sido elabora, faz-se o seguinte:
Tenta-se encontrar confirmações adicionais para a teoria.
Usa-se a teoria na procura de generalizações indutivas mais vastas.
No momento (3) visa-se encontrar mais factos que confirmem a sua teoria.
Com isso a teoria ficará confirmada num grau mais elevado.
Domingos Faria | CPA | # | φ 37 / 94
Resposta Indutivista
O indutivista defende que uma teoria científica se desenvolve nos seguintes
momentos fundamentais:
1. A observação é o ponto de partida da investigação científica.
2. As teorias científicas são elaboradas mediante um processo de
generalização indutiva.
3. Depois da teoria ter sido elabora, faz-se o seguinte:
Tenta-se encontrar confirmações adicionais para a teoria.
Usa-se a teoria na procura de generalizações indutivas mais vastas.
No momento (3) visa-se encontrar mais factos que confirmem a sua teoria.
Com isso a teoria ficará confirmada num grau mais elevado.
Além disso, pode partir das leis já descobertas para, também por indução,
encontrar leis ainda mais gerais.
Domingos Faria | CPA | # | φ 37 / 94
Resposta Indutivista
O indutivista defende que uma teoria científica se desenvolve nos seguintes
momentos fundamentais:
1. A observação é o ponto de partida da investigação científica.
2. As teorias científicas são elaboradas mediante um processo de
generalização indutiva.
3. Depois da teoria ter sido elabora, faz-se o seguinte:
Tenta-se encontrar confirmações adicionais para a teoria.
Usa-se a teoria na procura de generalizações indutivas mais vastas.
Domingos Faria | CPA | # | φ 37 / 94
Resposta Indutivista
O indutivista defende que uma teoria científica se desenvolve nos seguintes
momentos fundamentais:
1. A observação é o ponto de partida da investigação científica.
2. As teorias científicas são elaboradas mediante um processo de
generalização indutiva.
3. Depois da teoria ter sido elabora, faz-se o seguinte:
Tenta-se encontrar confirmações adicionais para a teoria.
Usa-se a teoria na procura de generalizações indutivas mais vastas.
Em suma, o indutivista vê a ciência como um corpo de conhecimento
solidamente assente na observação. Todas as teorias científicas resultam de
generalizações indutivas feitas a partir da experiência.
Domingos Faria | CPA | # | φ 37 / 94
Resposta Indutivista
O indutivista defende que uma teoria científica se desenvolve nos seguintes
momentos fundamentais:
1. A observação é o ponto de partida da investigação científica.
2. As teorias científicas são elaboradas mediante um processo de
generalização indutiva.
3. Depois da teoria ter sido elabora, faz-se o seguinte:
Tenta-se encontrar confirmações adicionais para a teoria.
Usa-se a teoria na procura de generalizações indutivas mais vastas.
Em suma, o indutivista vê a ciência como um corpo de conhecimento
solidamente assente na observação. Todas as teorias científicas resultam de
generalizações indutivas feitas a partir da experiência.
Mas será a resposta indutivista uma teoria plausível?
Domingos Faria | CPA | # | φ 37 / 94
Objeções à resposta Indutivista
Domingos Faria | CPA | # | φ 38 / 94
Objeções à resposta Indutivista
Não existe observação pura.
Domingos Faria | CPA | # | φ 38 / 94
Objeções à resposta Indutivista
Não existe observação pura.
O indutivista diz que a investigação científica assenta na observação pura
(i.e. na observação que é conduzida sem influência de quaisquer teorias).
Domingos Faria | CPA | # | φ 38 / 94
Objeções à resposta Indutivista
Não existe observação pura.
O indutivista diz que a investigação científica assenta na observação pura
(i.e. na observação que é conduzida sem influência de quaisquer teorias).
Contudo a observação pura é impossível.
Domingos Faria | CPA | # | φ 38 / 94
Objeções à resposta Indutivista
Não existe observação pura.
O indutivista diz que a investigação científica assenta na observação pura
(i.e. na observação que é conduzida sem influência de quaisquer teorias).
Contudo a observação pura é impossível. Os cientistas são influenciados
de diversas formas por teorias (têm certas expetativas teóricas, aceitam
certos pressupostos teóricos, confiam em certas teorias).
Domingos Faria | CPA | # | φ 38 / 94
Objeções à resposta Indutivista
Não existe observação pura.
O indutivista diz que a investigação científica assenta na observação pura
(i.e. na observação que é conduzida sem influência de quaisquer teorias).
Contudo a observação pura é impossível. Os cientistas são influenciados
de diversas formas por teorias (têm certas expetativas teóricas, aceitam
certos pressupostos teóricos, confiam em certas teorias).
A este propósito Karl Popper (1963) escreve o seguinte:
Há vinte e cinco anos, tentei trazer esta questão a um grupo de estudantes de Física, em
Viena, iniciando uma conferência com as seguintes instruções: “Peguem no lápis e no
papel; observem cuidadosamente e anotem o que observarem!” Eles perguntaram, como
é óbvio, o que é que eu queria que eles observassem. Manifestamente, a instruções
“Observem!” é absurda. (...) A observação é sempre seletiva. Requer um objeto
determinado, uma tarefa definida, um interesse, um ponto de vista, um problema.
Domingos Faria | CPA | # | φ 38 / 94
Objeções à resposta Indutivista
As teorias científicas referem objetos que não são observáveis.
Domingos Faria | CPA | # | φ 39 / 94
Objeções à resposta Indutivista
As teorias científicas referem objetos que não são observáveis.
O indutivista diz que as teorias científicas são generalizações
indutivas formadas a partir da observação de casos
particulares.
Domingos Faria | CPA | # | φ 39 / 94
Objeções à resposta Indutivista
As teorias científicas referem objetos que não são observáveis.
O indutivista diz que as teorias científicas são generalizações
indutivas formadas a partir da observação de casos
particulares.
Contudo, muitas teorias científicas referem objetos como
neutrinos e eletrões, genes e moléculas de ADN.
Domingos Faria | CPA | # | φ 39 / 94
Objeções à resposta Indutivista
As teorias científicas referem objetos que não são observáveis.
O indutivista diz que as teorias científicas são generalizações
indutivas formadas a partir da observação de casos
particulares.
Contudo, muitas teorias científicas referem objetos como
neutrinos e eletrões, genes e moléculas de ADN.
Estes objetos não são observáveis (ou, pelo menos, não eram
observáveis na altura em que foram concebidas as teorias que
os referem).
Domingos Faria | CPA | # | φ 39 / 94
Objeções à resposta Indutivista
As teorias científicas referem objetos que não são observáveis.
O indutivista diz que as teorias científicas são generalizações
indutivas formadas a partir da observação de casos
particulares.
Contudo, muitas teorias científicas referem objetos como
neutrinos e eletrões, genes e moléculas de ADN.
Estes objetos não são observáveis (ou, pelo menos, não eram
observáveis na altura em que foram concebidas as teorias que
os referem).
Por isso, essas teorias não podem ter sido desenvolvidas
mediante simples generalizações indutivas baseadas na
observação.
Domingos Faria | CPA | # | φ 39 / 94
Objeções à resposta Indutivista
A estrutura lógica dos indutivistas de verificação de teorias é falaciosa.
Domingos Faria | CPA | # | φ 40 / 94
Objeções à resposta Indutivista
A estrutura lógica dos indutivistas de verificação de teorias é falaciosa.
No momento (3) procura-se mais factos (previsões) que confirmem a sua
teoria.
Domingos Faria | CPA | # | φ 40 / 94
Objeções à resposta Indutivista
A estrutura lógica dos indutivistas de verificação de teorias é falaciosa.
No momento (3) procura-se mais factos (previsões) que confirmem a sua
teoria.
Mas esse raciocínio tem uma estrutura lógica falaciosa:
Domingos Faria | CPA | # | φ 40 / 94
Objeções à resposta Indutivista
A estrutura lógica dos indutivistas de verificação de teorias é falaciosa.
No momento (3) procura-se mais factos (previsões) que confirmem a sua
teoria.
Mas esse raciocínio tem uma estrutura lógica falaciosa:
Sendo $T$ (teoria) e $P$ (previsão), o indutivista no momento (3) apresenta
o seguinte raciocínio:
1. $(T to P)$
2. $P$
3. $therefore T$
Domingos Faria | CPA | # | φ 40 / 94
Objeções à resposta Indutivista
A estrutura lógica dos indutivistas de verificação de teorias é falaciosa.
No momento (3) procura-se mais factos (previsões) que confirmem a sua
teoria.
Mas esse raciocínio tem uma estrutura lógica falaciosa:
Sendo $T$ (teoria) e $P$ (previsão), o indutivista no momento (3) apresenta
o seguinte raciocínio:
1. $(T to P)$
2. $P$
3. $therefore T$
Esta forma lógica corresponde à falácia da afirmação do consequente.
Domingos Faria | CPA | # | φ 40 / 94
Objeções à resposta Indutivista
Crítica de Hume: a indução é injustificável.
Domingos Faria | CPA | # | φ 41 / 94
Admitindo que a indução é
injustificável (dado que o $PUN$ não
tem justificação), chegamos
facilmente à conclusão de que a
ciência não é digna de crédito.
Objeções à resposta Indutivista
Crítica de Hume: a indução é injustificável.
Domingos Faria | CPA | # | φ 41 / 94
Admitindo que a indução é
injustificável (dado que o $PUN$ não
tem justificação), chegamos
facilmente à conclusão de que a
ciência não é digna de crédito.
1. A indução é injustificável.
2. Se a indução é injustificável, a
ciência não é uma atividade
racional.
3. $therefore$ A ciência não é
uma atividade racional.
Objeções à resposta Indutivista
Crítica de Hume: a indução é injustificável.
Domingos Faria | CPA | # | φ 41 / 94
Admitindo que a indução é
injustificável (dado que o $PUN$ não
tem justificação), chegamos
facilmente à conclusão de que a
ciência não é digna de crédito.
1. A indução é injustificável.
2. Se a indução é injustificável, a
ciência não é uma atividade
racional.
3. $therefore$ A ciência não é
uma atividade racional.
Objeções à resposta Indutivista
Crítica de Hume: a indução é injustificável.
Se quisermos continuar a confiar na ciência e sustentar que a ciência é uma
atividade racional, temos de rejeitar o indutivismo.
Domingos Faria | CPA | # | φ 41 / 94
Objeções à resposta Indutivista
Crítica de Hume: a indução é injustificável.
NO JARDIM DA FILOSOFIA - António Zilhão sobre o proble
NO JARDIM DA FILOSOFIA - António Zilhão sobre o proble…
…
Domingos Faria | CPA | # | φ 42 / 94
Problema do Método Científico
Resposta Falsificacionista
Domingos Faria | CPA | # | φ 43 / 94
Resposta Falsificacionista
Leitura do Texto 12: "A Lógica da Investigação Científica".
Em que consiste o método científico de acordo com o falsificacionismo?
Domingos Faria | CPA | # | φ 44 / 94
Resposta Falsificacionista
Karl Popper, ao defender uma resposta falsificacionista, sustenta que uma
teoria científica se desenvolve nos seguintes momentos fundamentais:
Domingos Faria | CPA | # | φ 45 / 94
Resposta Falsificacionista
Karl Popper, ao defender uma resposta falsificacionista, sustenta que uma
teoria científica se desenvolve nos seguintes momentos fundamentais:
1. Formulação de um problema.
2. Apresentação da teoria como hipótese ou conjetura.
3. Tentativas de refutação da teoria através de testes experimentais.
Domingos Faria | CPA | # | φ 45 / 94
Resposta Falsificacionista
Karl Popper, ao defender uma resposta falsificacionista, sustenta que uma
teoria científica se desenvolve nos seguintes momentos fundamentais:
1. Formulação de um problema.
2. Apresentação da teoria como hipótese ou conjetura.
3. Tentativas de refutação da teoria através de testes experimentais.
Este método é conhecido como "o método das conjeturas e refutações".
Domingos Faria | CPA | # | φ 45 / 94
Resposta Falsificacionista
Karl Popper, ao defender uma resposta falsificacionista, sustenta que uma
teoria científica se desenvolve nos seguintes momentos fundamentais:
1. Formulação de um problema.
2. Apresentação da teoria como hipótese ou conjetura.
3. Tentativas de refutação da teoria através de testes experimentais.
Domingos Faria | CPA | # | φ 45 / 94
Resposta Falsificacionista
Karl Popper, ao defender uma resposta falsificacionista, sustenta que uma
teoria científica se desenvolve nos seguintes momentos fundamentais:
1. Formulação de um problema.
2. Apresentação da teoria como hipótese ou conjetura.
3. Tentativas de refutação da teoria através de testes experimentais.
De acordo com (1), uma teoria científica parte sempre de um problema. Se
não houver problema, a investigação nem sequer arranca.
Domingos Faria | CPA | # | φ 45 / 94
Resposta Falsificacionista
Karl Popper, ao defender uma resposta falsificacionista, sustenta que uma
teoria científica se desenvolve nos seguintes momentos fundamentais:
1. Formulação de um problema.
2. Apresentação da teoria como hipótese ou conjetura.
3. Tentativas de refutação da teoria através de testes experimentais.
De acordo com (1), uma teoria científica parte sempre de um problema. Se
não houver problema, a investigação nem sequer arranca.
Assim, o cientista começa por colocar uma questão cujo interesse e
significado depende de um determinado contexto teórico.
Domingos Faria | CPA | # | φ 45 / 94
Resposta Falsificacionista
Karl Popper, ao defender uma resposta falsificacionista, sustenta que uma
teoria científica se desenvolve nos seguintes momentos fundamentais:
1. Formulação de um problema.
2. Apresentação da teoria como hipótese ou conjetura.
3. Tentativas de refutação da teoria através de testes experimentais.
De acordo com (1), uma teoria científica parte sempre de um problema. Se
não houver problema, a investigação nem sequer arranca.
Assim, o cientista começa por colocar uma questão cujo interesse e
significado depende de um determinado contexto teórico.
Qualquer teoria é sempre uma resposta para algum tipo de problema,
i.e., para algo que precisa de explicação. Não se parte de observações.
Domingos Faria | CPA | # | φ 45 / 94
Resposta Falsificacionista
Karl Popper, ao defender uma resposta falsificacionista, sustenta que uma
teoria científica se desenvolve nos seguintes momentos fundamentais:
1. Formulação de um problema.
2. Apresentação da teoria como hipótese ou conjetura.
3. Tentativas de refutação da teoria através de testes experimentais.
Domingos Faria | CPA | # | φ 45 / 94
Resposta Falsificacionista
Karl Popper, ao defender uma resposta falsificacionista, sustenta que uma
teoria científica se desenvolve nos seguintes momentos fundamentais:
1. Formulação de um problema.
2. Apresentação da teoria como hipótese ou conjetura.
3. Tentativas de refutação da teoria através de testes experimentais.
Perante um dado problema, o cientista só tem uma coisa a fazer:
Domingos Faria | CPA | # | φ 45 / 94
Resposta Falsificacionista
Karl Popper, ao defender uma resposta falsificacionista, sustenta que uma
teoria científica se desenvolve nos seguintes momentos fundamentais:
1. Formulação de um problema.
2. Apresentação da teoria como hipótese ou conjetura.
3. Tentativas de refutação da teoria através de testes experimentais.
Perante um dado problema, o cientista só tem uma coisa a fazer: avançar
com uma primeira tentativa de solução, i.e., uma hipótese ou conjetura.
Domingos Faria | CPA | # | φ 45 / 94
Resposta Falsificacionista
Karl Popper, ao defender uma resposta falsificacionista, sustenta que uma
teoria científica se desenvolve nos seguintes momentos fundamentais:
1. Formulação de um problema.
2. Apresentação da teoria como hipótese ou conjetura.
3. Tentativas de refutação da teoria através de testes experimentais.
Perante um dado problema, o cientista só tem uma coisa a fazer: avançar
com uma primeira tentativa de solução, i.e., uma hipótese ou conjetura.
Essa hipótese ou conjetura é uma mera suposição ou palpite.
Domingos Faria | CPA | # | φ 45 / 94
Resposta Falsificacionista
Karl Popper, ao defender uma resposta falsificacionista, sustenta que uma
teoria científica se desenvolve nos seguintes momentos fundamentais:
1. Formulação de um problema.
2. Apresentação da teoria como hipótese ou conjetura.
3. Tentativas de refutação da teoria através de testes experimentais.
Perante um dado problema, o cientista só tem uma coisa a fazer: avançar
com uma primeira tentativa de solução, i.e., uma hipótese ou conjetura.
Essa hipótese ou conjetura é uma mera suposição ou palpite.
Popper insiste na importância de propor conjeturas ousadas, pois têm um
grau elevado de falsificabilidade, o que significa que são informativas e que
se expõem a um grande risco de seres refutadas.
Domingos Faria | CPA | # | φ 45 / 94
Resposta Falsificacionista
Karl Popper, ao defender uma resposta falsificacionista, sustenta que uma
teoria científica se desenvolve nos seguintes momentos fundamentais:
1. Formulação de um problema.
2. Apresentação da teoria como hipótese ou conjetura.
3. Tentativas de refutação da teoria através de testes experimentais.
Domingos Faria | CPA | # | φ 45 / 94
Resposta Falsificacionista
Karl Popper, ao defender uma resposta falsificacionista, sustenta que uma
teoria científica se desenvolve nos seguintes momentos fundamentais:
1. Formulação de um problema.
2. Apresentação da teoria como hipótese ou conjetura.
3. Tentativas de refutação da teoria através de testes experimentais.
A observação desempenha um papel crucial apenas em (3). Nesse
momento, a teoria é sujeita a testes. Para isso:
Domingos Faria | CPA | # | φ 45 / 94
Resposta Falsificacionista
Karl Popper, ao defender uma resposta falsificacionista, sustenta que uma
teoria científica se desenvolve nos seguintes momentos fundamentais:
1. Formulação de um problema.
2. Apresentação da teoria como hipótese ou conjetura.
3. Tentativas de refutação da teoria através de testes experimentais.
A observação desempenha um papel crucial apenas em (3). Nesse
momento, a teoria é sujeita a testes. Para isso:
É preciso deduzir previsões empíricas da teoria.
Domingos Faria | CPA | # | φ 45 / 94
Resposta Falsificacionista
Karl Popper, ao defender uma resposta falsificacionista, sustenta que uma
teoria científica se desenvolve nos seguintes momentos fundamentais:
1. Formulação de um problema.
2. Apresentação da teoria como hipótese ou conjetura.
3. Tentativas de refutação da teoria através de testes experimentais.
A observação desempenha um papel crucial apenas em (3). Nesse
momento, a teoria é sujeita a testes. Para isso:
É preciso deduzir previsões empíricas da teoria.
Os cientistas procuram fazer observações minuciosas cujos resultados
sejam incompatíveis com aquilo que a teoria prevê.
Domingos Faria | CPA | # | φ 45 / 94
Resposta Falsificacionista
Karl Popper, ao defender uma resposta falsificacionista, sustenta que uma
teoria científica se desenvolve nos seguintes momentos fundamentais:
1. Formulação de um problema.
2. Apresentação da teoria como hipótese ou conjetura.
3. Tentativas de refutação da teoria através de testes experimentais.
A observação desempenha um papel crucial apenas em (3). Nesse
momento, a teoria é sujeita a testes. Para isso:
É preciso deduzir previsões empíricas da teoria.
Os cientistas procuram fazer observações minuciosas cujos resultados
sejam incompatíveis com aquilo que a teoria prevê.
Se as previsões se revelarem incorretas, a teoria será refutada.
Domingos Faria | CPA | # | φ 45 / 94
Resposta Falsificacionista
Karl Popper, ao defender uma resposta falsificacionista, sustenta que uma
teoria científica se desenvolve nos seguintes momentos fundamentais:
1. Formulação de um problema.
2. Apresentação da teoria como hipótese ou conjetura.
3. Tentativas de refutação da teoria através de testes experimentais.
A estrutura lógica da refutação, sendo $T$ (teoria) e $P$ (previsão):
Domingos Faria | CPA | # | φ 45 / 94
[modus tollens].
1. $(T to P)$
2. $neg P$
3. $therefore neg T$
Resposta Falsificacionista
Karl Popper, ao defender uma resposta falsificacionista, sustenta que uma
teoria científica se desenvolve nos seguintes momentos fundamentais:
1. Formulação de um problema.
2. Apresentação da teoria como hipótese ou conjetura.
3. Tentativas de refutação da teoria através de testes experimentais.
A estrutura lógica da refutação, sendo $T$ (teoria) e $P$ (previsão):
Domingos Faria | CPA | # | φ 45 / 94
[modus tollens].
1. $(T to P)$
2. $neg P$
3. $therefore neg T$
Ao ser refutada ou falsificada, $T$
terá de ser substituída por outra
melhor que responda ao mesmo
problema.
Resposta Falsificacionista
Karl Popper, ao defender uma resposta falsificacionista, sustenta que uma
teoria científica se desenvolve nos seguintes momentos fundamentais:
1. Formulação de um problema.
2. Apresentação da teoria como hipótese ou conjetura.
3. Tentativas de refutação da teoria através de testes experimentais.
A estrutura lógica da refutação, sendo $T$ (teoria) e $P$ (previsão):
Domingos Faria | CPA | # | φ 45 / 94
[modus tollens].
1. $(T to P)$
2. $neg P$
3. $therefore neg T$
Ao ser refutada ou falsificada, $T$
terá de ser substituída por outra
melhor que responda ao mesmo
problema.
Resposta Falsificacionista
Karl Popper, ao defender uma resposta falsificacionista, sustenta que uma
teoria científica se desenvolve nos seguintes momentos fundamentais:
1. Formulação de um problema.
2. Apresentação da teoria como hipótese ou conjetura.
3. Tentativas de refutação da teoria através de testes experimentais.
A estrutura lógica da refutação, sendo $T$ (teoria) e $P$ (previsão):
Para Popper a lógica da ciência é dedutiva e não indutiva.
Domingos Faria | CPA | # | φ 45 / 94
Resposta Falsificacionista
Karl Popper, ao defender uma resposta falsificacionista, sustenta que uma
teoria científica se desenvolve nos seguintes momentos fundamentais:
1. Formulação de um problema.
2. Apresentação da teoria como hipótese ou conjetura.
3. Tentativas de refutação da teoria através de testes experimentais.
Para Popper a lógica da ciência é dedutiva e não indutiva.
Domingos Faria | CPA | # | φ 45 / 94
Resposta Falsificacionista
Karl Popper, ao defender uma resposta falsificacionista, sustenta que uma
teoria científica se desenvolve nos seguintes momentos fundamentais:
1. Formulação de um problema.
2. Apresentação da teoria como hipótese ou conjetura.
3. Tentativas de refutação da teoria através de testes experimentais.
Para Popper a lógica da ciência é dedutiva e não indutiva.
Isso permite dar uma resposta ao problema da indução levando por Hume.
Domingos Faria | CPA | # | φ 45 / 94
1. A indução é injustificável (pois, o $PUN$ é
injustificável).
2. Se a indução é injustificável, a ciência não
é uma atividade racional.
3. $therefore$ A ciência não é uma
atividade racional.
Resposta Falsificacionista
Karl Popper, ao defender uma resposta falsificacionista, sustenta que uma
teoria científica se desenvolve nos seguintes momentos fundamentais:
1. Formulação de um problema.
2. Apresentação da teoria como hipótese ou conjetura.
3. Tentativas de refutação da teoria através de testes experimentais.
Para Popper a lógica da ciência é dedutiva e não indutiva.
Isso permite dar uma resposta ao problema da indução levando por Hume.
Domingos Faria | CPA | # | φ 45 / 94
1. A indução é injustificável (pois, o $PUN$ é
injustificável).
2. Se a indução é injustificável, a ciência não
é uma atividade racional.
3. $therefore$ A ciência não é uma
atividade racional.
Popper nega a premissa (2). Pois,
a indução não desempenha
qualquer papel na ciência.
Resposta Falsificacionista
Karl Popper, ao defender uma resposta falsificacionista, sustenta que uma
teoria científica se desenvolve nos seguintes momentos fundamentais:
1. Formulação de um problema.
2. Apresentação da teoria como hipótese ou conjetura.
3. Tentativas de refutação da teoria através de testes experimentais.
Para Popper a lógica da ciência é dedutiva e não indutiva.
Isso permite dar uma resposta ao problema da indução levando por Hume.
Domingos Faria | CPA | # | φ 45 / 94
Resposta Falsificacionista
Karl Popper, ao defender uma resposta falsificacionista, sustenta que uma
teoria científica se desenvolve nos seguintes momentos fundamentais:
1. Formulação de um problema.
2. Apresentação da teoria como hipótese ou conjetura.
3. Tentativas de refutação da teoria através de testes experimentais.
E se as previsões forem corretas? E se a teoria não for refutada?
Domingos Faria | CPA | # | φ 45 / 94
Resposta Falsificacionista
Karl Popper, ao defender uma resposta falsificacionista, sustenta que uma
teoria científica se desenvolve nos seguintes momentos fundamentais:
1. Formulação de um problema.
2. Apresentação da teoria como hipótese ou conjetura.
3. Tentativas de refutação da teoria através de testes experimentais.
E se as previsões forem corretas? E se a teoria não for refutada?
A resposta de Popper é que terá de se continuar a tentar refutá-la com
testes cada vez mais severos.
Domingos Faria | CPA | # | φ 45 / 94
Resposta Falsificacionista
Karl Popper, ao defender uma resposta falsificacionista, sustenta que uma
teoria científica se desenvolve nos seguintes momentos fundamentais:
1. Formulação de um problema.
2. Apresentação da teoria como hipótese ou conjetura.
3. Tentativas de refutação da teoria através de testes experimentais.
E se as previsões forem corretas? E se a teoria não for refutada?
A resposta de Popper é que terá de se continuar a tentar refutá-la com
testes cada vez mais severos.
Se as previsões ocorrerem, não podemos dizer que ela é verdadeira.
Domingos Faria | CPA | # | φ 45 / 94
Resposta Falsificacionista
Karl Popper, ao defender uma resposta falsificacionista, sustenta que uma
teoria científica se desenvolve nos seguintes momentos fundamentais:
1. Formulação de um problema.
2. Apresentação da teoria como hipótese ou conjetura.
3. Tentativas de refutação da teoria através de testes experimentais.
E se as previsões forem corretas? E se a teoria não for refutada?
A resposta de Popper é que terá de se continuar a tentar refutá-la com
testes cada vez mais severos.
Se as previsões ocorrerem, não podemos dizer que ela é verdadeira.
Tudo o que podemos dizer é que, até ao momento, a teoria não foi refutada.
Ou seja, a teoria é corroborada (fortalecida).
Domingos Faria | CPA | # | φ 45 / 94
Resposta Falsificacionista
Karl Popper, ao defender uma resposta falsificacionista, sustenta que uma
teoria científica se desenvolve nos seguintes momentos fundamentais:
1. Formulação de um problema.
2. Apresentação da teoria como hipótese ou conjetura.
3. Tentativas de refutação da teoria através de testes experimentais.
graph LR A(Problema)-->B(Hipótese
/Teoria/) B-->C(Observação
/Testes
experimentais/) C-->D(Resiste
aos testes) D-->E(Corroborada
/Testes
continuam/) C-->F(Não resiste
aos testes) F-->G(Refutada
/Nova
Domingos Faria | CPA | # | φ 46 / 94
Resposta Falsificacionista
Karl Popper, ao defender uma resposta falsificacionista, sustenta que uma
teoria científica se desenvolve nos seguintes momentos fundamentais:
1. Formulação de um problema.
2. Apresentação da teoria como hipótese ou conjetura.
3. Tentativas de refutação da teoria através de testes experimentais.
graph LR A(Problema)-->B(Hipótese
/Teoria/) B-->C(Observação
/Testes
experimentais/) C-->D(Resiste
aos testes) D-->E(Corroborada
/Testes
continuam/) C-->F(Não resiste
aos testes) F-->G(Refutada
/Nova
Domingos Faria | CPA | # | φ 46 / 94
Objeções à resposta Falsificacionista
Domingos Faria | CPA | # | φ 47 / 94
Objeções à resposta Falsificacionista
Não é razoável abandonar uma hipótese ou teoria apenas porque foi
refutada por um teste experimental.
Domingos Faria | CPA | # | φ 47 / 94
Objeções à resposta Falsificacionista
Não é razoável abandonar uma hipótese ou teoria apenas porque foi
refutada por um teste experimental.
Em ciência, além de hipóteses $H$ e previsões $P$, existem outros fatores
envolvidos:
Domingos Faria | CPA | # | φ 47 / 94
Objeções à resposta Falsificacionista
Não é razoável abandonar uma hipótese ou teoria apenas porque foi
refutada por um teste experimental.
Em ciência, além de hipóteses $H$ e previsões $P$, existem outros fatores
envolvidos: instrumentos utilizado $I$, fatores pessoais e sociais $F$, etc.
Domingos Faria | CPA | # | φ 47 / 94
Objeções à resposta Falsificacionista
Não é razoável abandonar uma hipótese ou teoria apenas porque foi
refutada por um teste experimental.
Em ciência, além de hipóteses $H$ e previsões $P$, existem outros fatores
envolvidos: instrumentos utilizado $I$, fatores pessoais e sociais $F$, etc.
Assim, a premissa (1) da estrutura lógica falsificacionista não deve ser
apenas $(H to P)$
Domingos Faria | CPA | # | φ 47 / 94
Objeções à resposta Falsificacionista
Não é razoável abandonar uma hipótese ou teoria apenas porque foi
refutada por um teste experimental.
Em ciência, além de hipóteses $H$ e previsões $P$, existem outros fatores
envolvidos: instrumentos utilizado $I$, fatores pessoais e sociais $F$, etc.
Assim, a premissa (1) da estrutura lógica falsificacionista não deve ser
apenas $(H to P)$, mas sim $(((H wedge I) wedge F) to P)$.
Domingos Faria | CPA | # | φ 47 / 94
Objeções à resposta Falsificacionista
Não é razoável abandonar uma hipótese ou teoria apenas porque foi
refutada por um teste experimental.
Em ciência, além de hipóteses $H$ e previsões $P$, existem outros fatores
envolvidos: instrumentos utilizado $I$, fatores pessoais e sociais $F$, etc.
Assim, a premissa (1) da estrutura lógica falsificacionista não deve ser
apenas $(H to P)$, mas sim $(((H wedge I) wedge F) to P)$.
Problema: nesse caso o método de Popper será inválido:
Domingos Faria | CPA | # | φ 47 / 94
1. $(((H wedge I) wedge F) to
P)$
2. $neg P$
3. $therefore neg H$
Objeções à resposta Falsificacionista
Não é razoável abandonar uma hipótese ou teoria apenas porque foi
refutada por um teste experimental.
Em ciência, além de hipóteses $H$ e previsões $P$, existem outros fatores
envolvidos: instrumentos utilizado $I$, fatores pessoais e sociais $F$, etc.
Assim, a premissa (1) da estrutura lógica falsificacionista não deve ser
apenas $(H to P)$, mas sim $(((H wedge I) wedge F) to P)$.
Problema: nesse caso o método de Popper será inválido:
Domingos Faria | CPA | # | φ 47 / 94
1. $(((H wedge I) wedge F) to
P)$
2. $neg P$
3. $therefore neg H$
Ou seja, caso uma ocorrência
prevista $P$ por uma hipótese $H$
não se confirme, o problema pode
não estar em $H$, mas sim em
algum outro fator, como $I$ ou $F$.
Objeções à resposta Falsificacionista
Não é razoável abandonar uma hipótese ou teoria apenas porque foi
refutada por um teste experimental.
Em ciência, além de hipóteses $H$ e previsões $P$, existem outros fatores
envolvidos: instrumentos utilizado $I$, fatores pessoais e sociais $F$, etc.
Assim, a premissa (1) da estrutura lógica falsificacionista não deve ser
apenas $(H to P)$, mas sim $(((H wedge I) wedge F) to P)$.
Problema: nesse caso o método de Popper será inválido:
Domingos Faria | CPA | # | φ 47 / 94
Objeções à resposta Falsificacionista
O falsificacionismo torna irracional a nossa confiança nas teorias
científicas.
Domingos Faria | CPA | # | φ 48 / 94
Objeções à resposta Falsificacionista
O falsificacionismo torna irracional a nossa confiança nas teorias
científicas.
Popper só dá conta do conhecimento científico negativo e não ao que, em
geral, nos leva a dar importância à Ciência: os seus resultados.
Domingos Faria | CPA | # | φ 48 / 94
Objeções à resposta Falsificacionista
O falsificacionismo torna irracional a nossa confiança nas teorias
científicas.
Popper só dá conta do conhecimento científico negativo e não ao que, em
geral, nos leva a dar importância à Ciência: os seus resultados.
Mas se não tivermos razões muito fortes para acreditar que as teorias
científicas atuais são verdadeiras, não é racional presumir o bom
funcionamento das pontes, aviões, computadores, etc.
Domingos Faria | CPA | # | φ 48 / 94
Objeções à resposta Falsificacionista
O falsificacionismo torna irracional a nossa confiança nas teorias
científicas.
Popper só dá conta do conhecimento científico negativo e não ao que, em
geral, nos leva a dar importância à Ciência: os seus resultados.
Mas se não tivermos razões muito fortes para acreditar que as teorias
científicas atuais são verdadeiras, não é racional presumir o bom
funcionamento das pontes, aviões, computadores, etc.
Por exemplo, se tudo o que pudermos dizer acerca da fiabilidade dos
aviões é que eles foram construídos de acordo com teorias que ainda não
foram refutadas, dificilmente será razoável andar de avião.
Domingos Faria | CPA | # | φ 48 / 94
Devemos confiar nos cientistas?
Domingos Faria | CPA | # | φ
Naomi Oreskes
Naomi Oreskes
Why we should trust scientists
Why we should trust scientists
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Ex. Dicionário de Popper
Completa o seguinte dicionário:
Domingos Faria | CPA | # | φ 50 / 94
Ex. Dicionário de Popper
Completa o seguinte dicionário:
Método das conjeturas e refutações = método
Domingos Faria | CPA | # | φ 50 / 94
Ex. Dicionário de Popper
Completa o seguinte dicionário:
Método das conjeturas e refutações = método crítico.
Domingos Faria | CPA | # | φ 50 / 94
Ex. Dicionário de Popper
Completa o seguinte dicionário:
Método das conjeturas e refutações = método crítico.
Refutação =
Domingos Faria | CPA | # | φ 50 / 94
Ex. Dicionário de Popper
Completa o seguinte dicionário:
Método das conjeturas e refutações = método crítico.
Refutação = falsificação.
Domingos Faria | CPA | # | φ 50 / 94
Ex. Dicionário de Popper
Completa o seguinte dicionário:
Método das conjeturas e refutações = método crítico.
Refutação = falsificação.
Conjetura =
Domingos Faria | CPA | # | φ 50 / 94
Ex. Dicionário de Popper
Completa o seguinte dicionário:
Método das conjeturas e refutações = método crítico.
Refutação = falsificação.
Conjetura = hipótese ou teoria.
Domingos Faria | CPA | # | φ 50 / 94
Ex. Dicionário de Popper
Completa o seguinte dicionário:
Método das conjeturas e refutações = método crítico.
Refutação = falsificação.
Conjetura = hipótese ou teoria.
Raciocínio científico = raciocínio
Domingos Faria | CPA | # | φ 50 / 94
Ex. Dicionário de Popper
Completa o seguinte dicionário:
Método das conjeturas e refutações = método crítico.
Refutação = falsificação.
Conjetura = hipótese ou teoria.
Raciocínio científico = raciocínio dedutivo.
Domingos Faria | CPA | # | φ 50 / 94
Ex. Dicionário de Popper
Completa o seguinte dicionário:
Método das conjeturas e refutações = método crítico.
Refutação = falsificação.
Conjetura = hipótese ou teoria.
Raciocínio científico = raciocínio dedutivo.
Forma lógica do processo de falsificação de teorias = regra
Domingos Faria | CPA | # | φ 50 / 94
Ex. Dicionário de Popper
Completa o seguinte dicionário:
Método das conjeturas e refutações = método crítico.
Refutação = falsificação.
Conjetura = hipótese ou teoria.
Raciocínio científico = raciocínio dedutivo.
Forma lógica do processo de falsificação de teorias = regra modus tollens.
Domingos Faria | CPA | # | φ 50 / 94
Ex. Dicionário de Popper
Completa o seguinte dicionário:
Método das conjeturas e refutações = método crítico.
Refutação = falsificação.
Conjetura = hipótese ou teoria.
Raciocínio científico = raciocínio dedutivo.
Forma lógica do processo de falsificação de teorias = regra modus tollens.
Teoria que passa no teste de falsificação = teoria
Domingos Faria | CPA | # | φ 50 / 94
Ex. Dicionário de Popper
Completa o seguinte dicionário:
Método das conjeturas e refutações = método crítico.
Refutação = falsificação.
Conjetura = hipótese ou teoria.
Raciocínio científico = raciocínio dedutivo.
Forma lógica do processo de falsificação de teorias = regra modus tollens.
Teoria que passa no teste de falsificação = teoria corroborada.
Domingos Faria | CPA | # | φ 50 / 94
Ex. Dicionário de Popper
Completa o seguinte dicionário:
Método das conjeturas e refutações = método crítico.
Refutação = falsificação.
Conjetura = hipótese ou teoria.
Raciocínio científico = raciocínio dedutivo.
Forma lógica do processo de falsificação de teorias = regra modus tollens.
Teoria que passa no teste de falsificação = teoria corroborada.
Teoria que não resiste aos teste = teoria
Domingos Faria | CPA | # | φ 50 / 94
Ex. Dicionário de Popper
Completa o seguinte dicionário:
Método das conjeturas e refutações = método crítico.
Refutação = falsificação.
Conjetura = hipótese ou teoria.
Raciocínio científico = raciocínio dedutivo.
Forma lógica do processo de falsificação de teorias = regra modus tollens.
Teoria que passa no teste de falsificação = teoria corroborada.
Teoria que não resiste aos teste = teoria refutada ou teoria falsificada.
Domingos Faria | CPA | # | φ 50 / 94
Ex. Dicionário de Popper
Completa o seguinte dicionário:
Método das conjeturas e refutações = método crítico.
Refutação = falsificação.
Conjetura = hipótese ou teoria.
Raciocínio científico = raciocínio dedutivo.
Forma lógica do processo de falsificação de teorias = regra modus tollens.
Teoria que passa no teste de falsificação = teoria corroborada.
Teoria que não resiste aos teste = teoria refutada ou teoria falsificada.
Dá um exemplo de uma teoria científica fortemente corroborada:
Domingos Faria | CPA | # | φ 50 / 94
Ex. Dicionário de Popper
Completa o seguinte dicionário:
Método das conjeturas e refutações = método crítico.
Refutação = falsificação.
Conjetura = hipótese ou teoria.
Raciocínio científico = raciocínio dedutivo.
Forma lógica do processo de falsificação de teorias = regra modus tollens.
Teoria que passa no teste de falsificação = teoria corroborada.
Teoria que não resiste aos teste = teoria refutada ou teoria falsificada.
Dá um exemplo de uma teoria científica fortemente corroborada:
A teoria da relatividade; a teoria da eletromagnética, etc...
Domingos Faria | CPA | # | φ 50 / 94
Ex. Dicionário de Popper
Completa o seguinte dicionário:
Método das conjeturas e refutações = método crítico.
Refutação = falsificação.
Conjetura = hipótese ou teoria.
Raciocínio científico = raciocínio dedutivo.
Forma lógica do processo de falsificação de teorias = regra modus tollens.
Teoria que passa no teste de falsificação = teoria corroborada.
Teoria que não resiste aos teste = teoria refutada ou teoria falsificada.
Dá um exemplo de uma teoria científica fortemente corroborada:
A teoria da relatividade; a teoria da eletromagnética, etc...
Dá um exemplo de uma teoria científica falsificada:
Domingos Faria | CPA | # | φ 50 / 94
Ex. Dicionário de Popper
Completa o seguinte dicionário:
Método das conjeturas e refutações = método crítico.
Refutação = falsificação.
Conjetura = hipótese ou teoria.
Raciocínio científico = raciocínio dedutivo.
Forma lógica do processo de falsificação de teorias = regra modus tollens.
Teoria que passa no teste de falsificação = teoria corroborada.
Teoria que não resiste aos teste = teoria refutada ou teoria falsificada.
Dá um exemplo de uma teoria científica fortemente corroborada:
A teoria da relatividade; a teoria da eletromagnética, etc...
Dá um exemplo de uma teoria científica falsificada:
A teoria geocêntrica, etc...
Domingos Faria | CPA | # | φ 50 / 94
Questões de revisão:
1. Explique a perspectiva indutivista do método científico.
2. Por que razão não pode existir «observação pura»?
3. Por que razão nem todas as leis e teorias podem ser descobertas por
indução?
4. Explique a perspectiva falsificacionista do método científico.
5. «Segundo Popper, a ciência nunca produz teorias verdadeiras.» Esta
afirmação é verdadeira? Porquê?
6. Compare o indutivismo com o falsificacionismo no que respeita ao
papel atribuído à observação.
Discussão:
1. O falsificacionismo é mais plausível do que o indutivismo? Porquê?
2. Uma boa teoria sobre o método científico diz-nos como a ciência
funciona de facto ou como a ciência deve funcionar?
Domingos Faria | CPA | # | φ 51 / 94
Problema da Evolução da Ciência
Domingos Faria | CPA | # | φ 52 / 94
Problema da Evolução da Ciência
Formulação do problema:
Como progride a ciência?
Como evolui o conhecimento científico?
As teorias científicas atuais são melhores que as anteriores?
Domingos Faria | CPA | # | φ 53 / 94
Problema da Evolução da Ciência
Formulação do problema:
Como progride a ciência?
Como evolui o conhecimento científico?
As teorias científicas atuais são melhores que as anteriores?
Respostas ao problema:
A perspetiva de Popper - a ciência progride por aproximação à verdade.
A perspetiva de Kuhn - a ciência progride sem um fim definido.
Domingos Faria | CPA | # | φ 53 / 94
Problema da Evolução da Ciência
A perspetiva de Popper
Domingos Faria | CPA | # | φ 54 / 94
A perspetiva de Popper
De acordo com Popper nunca podemos garantir que uma teoria científica é
verdadeira.
Domingos Faria | CPA | # | φ 55 / 94
A perspetiva de Popper
De acordo com Popper nunca podemos garantir que uma teoria científica é
verdadeira.
Mas como podemos pensar que há progresso se não temos qualquer
garantia de que as teorias atuais são verdadeiras?
Domingos Faria | CPA | # | φ 55 / 94
A perspetiva de Popper
De acordo com Popper nunca podemos garantir que uma teoria científica é
verdadeira.
Mas como podemos pensar que há progresso se não temos qualquer
garantia de que as teorias atuais são verdadeiras?
Resposta de Popper:
Domingos Faria | CPA | # | φ 55 / 94
A perspetiva de Popper
De acordo com Popper nunca podemos garantir que uma teoria científica é
verdadeira.
Mas como podemos pensar que há progresso se não temos qualquer
garantia de que as teorias atuais são verdadeiras?
Resposta de Popper:
Não precisamos de saber que as teorias são verdadeiras para haver
progresso.
Domingos Faria | CPA | # | φ 55 / 94
A perspetiva de Popper
De acordo com Popper nunca podemos garantir que uma teoria científica é
verdadeira.
Mas como podemos pensar que há progresso se não temos qualquer
garantia de que as teorias atuais são verdadeiras?
Resposta de Popper:
Não precisamos de saber que as teorias são verdadeiras para haver
progresso.
Basta que as teorias atuais sejam melhores do que anteriores.
Domingos Faria | CPA | # | φ 55 / 94
A perspetiva de Popper
De acordo com Popper nunca podemos garantir que uma teoria científica é
verdadeira.
Mas como podemos pensar que há progresso se não temos qualquer
garantia de que as teorias atuais são verdadeiras?
Resposta de Popper:
Não precisamos de saber que as teorias são verdadeiras para haver
progresso.
Basta que as teorias atuais sejam melhores do que anteriores.
Uma teoria é melhor do que a anterior se resistir aos testes de
falsificabilidade a que a anterior não resistiu.
Domingos Faria | CPA | # | φ 55 / 94
A perspetiva de Popper
As novas teorias, ao ocuparem o lugar das velhas, preservam alguns dos
seus melhores aspetos, ao mesmo tempo que desfazem os seus defeitos.
Domingos Faria | CPA | # | φ 56 / 94
A perspetiva de Popper
As novas teorias, ao ocuparem o lugar das velhas, preservam alguns dos
seus melhores aspetos, ao mesmo tempo que desfazem os seus defeitos.
Mas isto é só possível porque se procuram ativamente os erros.
Domingos Faria | CPA | # | φ 56 / 94
A perspetiva de Popper
As novas teorias, ao ocuparem o lugar das velhas, preservam alguns dos
seus melhores aspetos, ao mesmo tempo que desfazem os seus defeitos.
Mas isto é só possível porque se procuram ativamente os erros.
Analogia com a Evolução das Espécies
Domingos Faria | CPA | # | φ 56 / 94
A perspetiva de Popper
As novas teorias, ao ocuparem o lugar das velhas, preservam alguns dos
seus melhores aspetos, ao mesmo tempo que desfazem os seus defeitos.
Mas isto é só possível porque se procuram ativamente os erros.
Analogia com a Evolução das Espécies
Podemos dizer que o crescimento do nosso conhecimento é o
resultado de um processo muito parecido com aquilo a que Darwin
chamou «selecção natural», ou seja, da selecção natural de
hipóteses: o nosso conhecimento consiste, em cada momento,
naquelas hipóteses que mostraram a sua aptidão (comparativa) ao
sobreviver até agora na sua luta pela existência, uma luta
competitiva que elimina as hipóteses inaptas.
- Karl Popper, Conhecimento Objetivo, 1972.
Domingos Faria | CPA | # | φ 56 / 94
A perspetiva de Popper
As novas teorias, ao ocuparem o lugar das velhas, preservam alguns dos
seus melhores aspetos, ao mesmo tempo que desfazem os seus defeitos.
Mas isto é só possível porque se procuram ativamente os erros.
Analogia com a Evolução das Espécies
Podemos aplicar esta interpretação ao conhecimento dos animais,
ao conhecimento pré-científico e ao conhecimento científico. O que é
peculiar no conhecimento científico é o seguinte: nele torna-se mais
dura a luta pela existência através da crítica consciente e
sistemática das nossas teorias. Deste modo, enquanto o
conhecimento dos animais e o conhecimento pré-científico cresce
sobretudo através da eliminação daqueles que mantêm as hipóteses
inaptas, a crítica científica faz frequentemente as nossas teorias
perecerem em vez de nós, eliminando as nossas crenças antes que
essas crenças conduzam à nossa eliminação.
- Karl Popper, Conhecimento Objetivo, 1972.
Domingos Faria | CPA | # | φ 57 / 94
A perspetiva de Popper
As novas teorias, ao ocuparem o lugar das velhas, preservam alguns dos
seus melhores aspetos, ao mesmo tempo que desfazem os seus defeitos.
Mas isto é só possível porque se procuram ativamente os erros.
Analogia com a Evolução das Espécies
Na perspetiva de Popper, a ciência avança por um processo racional de
eliminação de erros, que consiste na substituição de más teorias por
teorias cada vez melhores.
Domingos Faria | CPA | # | φ 58 / 94
A perspetiva de Popper
As novas teorias, ao ocuparem o lugar das velhas, preservam alguns dos
seus melhores aspetos, ao mesmo tempo que desfazem os seus defeitos.
Mas isto é só possível porque se procuram ativamente os erros.
Analogia com a Evolução das Espécies
Na perspetiva de Popper, a ciência avança por um processo racional de
eliminação de erros, que consiste na substituição de más teorias por
teorias cada vez melhores.
Inspiração em Darwin:
Domingos Faria | CPA | # | φ 58 / 94
A perspetiva de Popper
As novas teorias, ao ocuparem o lugar das velhas, preservam alguns dos
seus melhores aspetos, ao mesmo tempo que desfazem os seus defeitos.
Mas isto é só possível porque se procuram ativamente os erros.
Analogia com a Evolução das Espécies
Na perspetiva de Popper, a ciência avança por um processo racional de
eliminação de erros, que consiste na substituição de más teorias por
teorias cada vez melhores.
Inspiração em Darwin: tal como na luta contra as adversidades do
ambiente só os indivíduos mais resistentes e adaptados sobrevivem, o
mesmo acontece com as teorias científicas.
Domingos Faria | CPA | # | φ 58 / 94
A perspetiva de Popper
As novas teorias, ao ocuparem o lugar das velhas, preservam alguns dos
seus melhores aspetos, ao mesmo tempo que desfazem os seus defeitos.
Mas isto é só possível porque se procuram ativamente os erros.
Analogia com a Evolução das Espécies
Na perspetiva de Popper, a ciência avança por um processo racional de
eliminação de erros, que consiste na substituição de más teorias por
teorias cada vez melhores.
Inspiração em Darwin: tal como na luta contra as adversidades do
ambiente só os indivíduos mais resistentes e adaptados sobrevivem, o
mesmo acontece com as teorias científicas.
A evolução científica é caraterizada como um processo de contínua
aproximação da verdade. Embora a verdade última seja inalcançável.
Domingos Faria | CPA | # | φ 58 / 94
Problema da Evolução da Ciência
A perspetiva de Kuhn
Domingos Faria | CPA | # | φ 59 / 94
A perspetiva de Kuhn
Thomas Kuhn defende que a ciência não tem de progredir em direção a um
fim previamente estabelecido, rejeitando a ideia de que a ciência progride em
direção à verdade.
Domingos Faria | CPA | # | φ 60 / 94
A perspetiva de Kuhn
Thomas Kuhn defende que a ciência não tem de progredir em direção a um
fim previamente estabelecido, rejeitando a ideia de que a ciência progride em
direção à verdade.
Para Kuhn, história da ciência é uma sucessão de paradigmas.
Domingos Faria | CPA | # | φ 60 / 94
A perspetiva de Kuhn
Thomas Kuhn defende que a ciência não tem de progredir em direção a um
fim previamente estabelecido, rejeitando a ideia de que a ciência progride em
direção à verdade.
Para Kuhn, história da ciência é uma sucessão de paradigmas.
O que é um paradigma?
Domingos Faria | CPA | # | φ 60 / 94
A perspetiva de Kuhn
Thomas Kuhn defende que a ciência não tem de progredir em direção a um
fim previamente estabelecido, rejeitando a ideia de que a ciência progride em
direção à verdade.
Para Kuhn, história da ciência é uma sucessão de paradigmas.
O que é um paradigma?
Um paradigma é uma estrutura teórica que oferece uma visão do mundo e
uma forma específica de fazer ciência numa dada área.
Domingos Faria | CPA | # | φ 60 / 94
Um paradigma estabelece:
A perspetiva de Kuhn
Thomas Kuhn defende que a ciência não tem de progredir em direção a um
fim previamente estabelecido, rejeitando a ideia de que a ciência progride em
direção à verdade.
Para Kuhn, história da ciência é uma sucessão de paradigmas.
O que é um paradigma?
Um paradigma é uma estrutura teórica que oferece uma visão do mundo e
uma forma específica de fazer ciência numa dada área.
Domingos Faria | CPA | # | φ 60 / 94
Um paradigma estabelece:
A perspetiva de Kuhn
Thomas Kuhn defende que a ciência não tem de progredir em direção a um
fim previamente estabelecido, rejeitando a ideia de que a ciência progride em
direção à verdade.
Para Kuhn, história da ciência é uma sucessão de paradigmas.
O que é um paradigma?
Um paradigma é uma estrutura teórica que oferece uma visão do mundo e
uma forma específica de fazer ciência numa dada área.
Pressupostos teóricos fundamentais.
Regras para aplicar a teoria à realidade.
Princípios metafísicos.
Domingos Faria | CPA | # | φ 60 / 94
A perspetiva de Kuhn
Como se dá a mudança de paradigma?
Domingos Faria | CPA | # | φ 61 / 94
A perspetiva de Kuhn
Como se dá a mudança de paradigma?
Seguindo Kuhn, o que se passa ao longo da história da ciência é o seguinte:
Domingos Faria | CPA | # | φ 61 / 94
A perspetiva de Kuhn
Como se dá a mudança de paradigma?
Seguindo Kuhn, o que se passa ao longo da história da ciência é o seguinte:
Domingos Faria | CPA | # | φ 61 / 94
A perspetiva de Kuhn
Como se dá a mudança de paradigma?
Seguindo Kuhn, o que se passa ao longo da história da ciência é o seguinte:
1 - Perído de Pré-Ciência:
Domingos Faria | CPA | # | φ 61 / 94
A perspetiva de Kuhn
Como se dá a mudança de paradigma?
Seguindo Kuhn, o que se passa ao longo da história da ciência é o seguinte:
1 - Perído de Pré-Ciência:
Ausência de paradigma.
Domingos Faria | CPA | # | φ 61 / 94
A perspetiva de Kuhn
Como se dá a mudança de paradigma?
Seguindo Kuhn, o que se passa ao longo da história da ciência é o seguinte:
1 - Perído de Pré-Ciência:
Ausência de paradigma.
Sem paradigma não há comunidade científica
Domingos Faria | CPA | # | φ 61 / 94
A perspetiva de Kuhn
Como se dá a mudança de paradigma?
Seguindo Kuhn, o que se passa ao longo da história da ciência é o seguinte:
1 - Perído de Pré-Ciência:
Ausência de paradigma.
Sem paradigma não há comunidade científica (pois é o paradigma que une
todos os praticantes de uma dada área nos mesmos objetivos, valores,
regras, metodologias).
Domingos Faria | CPA | # | φ 61 / 94
A perspetiva de Kuhn
Como se dá a mudança de paradigma?
Seguindo Kuhn, o que se passa ao longo da história da ciência é o seguinte:
1 - Perído de Pré-Ciência:
Ausência de paradigma.
Sem paradigma não há comunidade científica (pois é o paradigma que une
todos os praticantes de uma dada área nos mesmos objetivos, valores,
regras, metodologias).
Sem paradigma não há ciência:
Domingos Faria | CPA | # | φ 61 / 94
A perspetiva de Kuhn
Como se dá a mudança de paradigma?
Seguindo Kuhn, o que se passa ao longo da história da ciência é o seguinte:
1 - Perído de Pré-Ciência:
Ausência de paradigma.
Sem paradigma não há comunidade científica (pois é o paradigma que une
todos os praticantes de uma dada área nos mesmos objetivos, valores,
regras, metodologias).
Sem paradigma não há ciência: há apenas tentativas avulsas de explicar e
de resolver problemas acerca da natureza.
Domingos Faria | CPA | # | φ 61 / 94
A perspetiva de Kuhn
Como se dá a mudança de paradigma?
Seguindo Kuhn, o que se passa ao longo da história da ciência é o seguinte:
2 - Perído de Ciência Normal:
Domingos Faria | CPA | # | φ 62 / 94
A perspetiva de Kuhn
Como se dá a mudança de paradigma?
Seguindo Kuhn, o que se passa ao longo da história da ciência é o seguinte:
2 - Perído de Ciência Normal:
Período em que se estabelece consensualmente um paradigma.
Domingos Faria | CPA | # | φ 62 / 94
A perspetiva de Kuhn
Como se dá a mudança de paradigma?
Seguindo Kuhn, o que se passa ao longo da história da ciência é o seguinte:
2 - Perído de Ciência Normal:
Período em que se estabelece consensualmente um paradigma.
Refere-se aos longos períodos de ciência que decorrem ao abrigo de um
paradigma (como p.e. o geocentrismo de Ptolomeu).
Domingos Faria | CPA | # | φ 62 / 94
A perspetiva de Kuhn
Como se dá a mudança de paradigma?
Seguindo Kuhn, o que se passa ao longo da história da ciência é o seguinte:
2 - Perído de Ciência Normal:
Período em que se estabelece consensualmente um paradigma.
Refere-se aos longos períodos de ciência que decorrem ao abrigo de um
paradigma (como p.e. o geocentrismo de Ptolomeu).
A função do cientista normal é alargar o âmbito e alcance do paradigma,
ao resolver enigmas ou puzzles, sem pôr em causa paradigma.
Domingos Faria | CPA | # | φ 62 / 94
A perspetiva de Kuhn
Como se dá a mudança de paradigma?
Seguindo Kuhn, o que se passa ao longo da história da ciência é o seguinte:
2 - Perído de Ciência Normal:
Período em que se estabelece consensualmente um paradigma.
Refere-se aos longos períodos de ciência que decorrem ao abrigo de um
paradigma (como p.e. o geocentrismo de Ptolomeu).
A função do cientista normal é alargar o âmbito e alcance do paradigma,
ao resolver enigmas ou puzzles, sem pôr em causa paradigma.
Há uma atitude dogmática em relação às hipóteses.
Domingos Faria | CPA | # | φ 62 / 94
A perspetiva de Kuhn
Como se dá a mudança de paradigma?
Seguindo Kuhn, o que se passa ao longo da história da ciência é o seguinte:
2 - Perído de Ciência Normal:
Período em que se estabelece consensualmente um paradigma.
Refere-se aos longos períodos de ciência que decorrem ao abrigo de um
paradigma (como p.e. o geocentrismo de Ptolomeu).
A função do cientista normal é alargar o âmbito e alcance do paradigma,
ao resolver enigmas ou puzzles, sem pôr em causa paradigma.
Há uma atitude dogmática em relação às hipóteses.
Há um progresso cumulativo no interior do paradigma.
Domingos Faria | CPA | # | φ 62 / 94
A perspetiva de Kuhn
Como se dá a mudança de paradigma?
Seguindo Kuhn, o que se passa ao longo da história da ciência é o seguinte:
3 - Perído de Crise Científica:
Domingos Faria | CPA | # | φ 63 / 94
A perspetiva de Kuhn
Como se dá a mudança de paradigma?
Seguindo Kuhn, o que se passa ao longo da história da ciência é o seguinte:
3 - Perído de Crise Científica:
Por vezes os cientistas descobrem que os pressupostos do paradigma não
estão de acordo com aquilo que se observa na natureza.
Domingos Faria | CPA | # | φ 63 / 94
A perspetiva de Kuhn
Como se dá a mudança de paradigma?
Seguindo Kuhn, o que se passa ao longo da história da ciência é o seguinte:
3 - Perído de Crise Científica:
Por vezes os cientistas descobrem que os pressupostos do paradigma não
estão de acordo com aquilo que se observa na natureza.
Quando as tentativas de resolver um enigma fracassam, surge uma
anomalia (considerada como falha da investigação, não do paradigma).
Domingos Faria | CPA | # | φ 63 / 94
A perspetiva de Kuhn
Como se dá a mudança de paradigma?
Seguindo Kuhn, o que se passa ao longo da história da ciência é o seguinte:
3 - Perído de Crise Científica:
Por vezes os cientistas descobrem que os pressupostos do paradigma não
estão de acordo com aquilo que se observa na natureza.
Quando as tentativas de resolver um enigma fracassam, surge uma
anomalia (considerada como falha da investigação, não do paradigma).
Se as anomalias forem resolvidas à luz do paradigma, este é reforçado.
Domingos Faria | CPA | # | φ 63 / 94
A perspetiva de Kuhn
Como se dá a mudança de paradigma?
Seguindo Kuhn, o que se passa ao longo da história da ciência é o seguinte:
3 - Perído de Crise Científica:
Por vezes os cientistas descobrem que os pressupostos do paradigma não
estão de acordo com aquilo que se observa na natureza.
Quando as tentativas de resolver um enigma fracassam, surge uma
anomalia (considerada como falha da investigação, não do paradigma).
Se as anomalias forem resolvidas à luz do paradigma, este é reforçado.
Mas se as anomalias permanecerem sem uma solução satisfatória,
começa-se a perder confiança no paradigma.
Domingos Faria | CPA | # | φ 63 / 94
A perspetiva de Kuhn
Como se dá a mudança de paradigma?
Seguindo Kuhn, o que se passa ao longo da história da ciência é o seguinte:
4 - Perído de Ciência extraordinária:
Domingos Faria | CPA | # | φ 64 / 94
A perspetiva de Kuhn
Como se dá a mudança de paradigma?
Seguindo Kuhn, o que se passa ao longo da história da ciência é o seguinte:
4 - Perído de Ciência extraordinária:
Ao perder-se a confiança no paradigma, dá lugar à crise (i.e., o paradigma
vigente deixa de ser o modelo consensual de fazer ciência).
Domingos Faria | CPA | # | φ 64 / 94
A perspetiva de Kuhn
Como se dá a mudança de paradigma?
Seguindo Kuhn, o que se passa ao longo da história da ciência é o seguinte:
4 - Perído de Ciência extraordinária:
Ao perder-se a confiança no paradigma, dá lugar à crise (i.e., o paradigma
vigente deixa de ser o modelo consensual de fazer ciência).
Uma vez instalada a crise, inicia-se a ciência extraordinária.
Domingos Faria | CPA | # | φ 64 / 94
A perspetiva de Kuhn
Como se dá a mudança de paradigma?
Seguindo Kuhn, o que se passa ao longo da história da ciência é o seguinte:
4 - Perído de Ciência extraordinária:
Ao perder-se a confiança no paradigma, dá lugar à crise (i.e., o paradigma
vigente deixa de ser o modelo consensual de fazer ciência).
Uma vez instalada a crise, inicia-se a ciência extraordinária.
É um período de competição e escolha de teorias, acabando por surgir
uma teoria alternativa que proporciona um novo paradigma.
Domingos Faria | CPA | # | φ 64 / 94
A perspetiva de Kuhn
Como se dá a mudança de paradigma?
Seguindo Kuhn, o que se passa ao longo da história da ciência é o seguinte:
4 - Perído de Ciência extraordinária:
Ao perder-se a confiança no paradigma, dá lugar à crise (i.e., o paradigma
vigente deixa de ser o modelo consensual de fazer ciência).
Uma vez instalada a crise, inicia-se a ciência extraordinária.
É um período de competição e escolha de teorias, acabando por surgir
uma teoria alternativa que proporciona um novo paradigma.
A comunidade científica divide-se entre os conservadores (que defendem
o velho paradigma) e os revolucionários (que defendem o novo).
Domingos Faria | CPA | # | φ 64 / 94
A perspetiva de Kuhn
Como se dá a mudança de paradigma?
Seguindo Kuhn, o que se passa ao longo da história da ciência é o seguinte:
5 - Perído de Ciência normal (novo paradigma):
Domingos Faria | CPA | # | φ 65 / 94
A perspetiva de Kuhn
Como se dá a mudança de paradigma?
Seguindo Kuhn, o que se passa ao longo da história da ciência é o seguinte:
5 - Perído de Ciência normal (novo paradigma):
Quando os partidários do novo paradigma triunfam sobre o antigo opera-
se uma revolução científica (i.e. ocorre uma mudança de paradigma).
Domingos Faria | CPA | # | φ 65 / 94
A perspetiva de Kuhn
Como se dá a mudança de paradigma?
Seguindo Kuhn, o que se passa ao longo da história da ciência é o seguinte:
5 - Perído de Ciência normal (novo paradigma):
Quando os partidários do novo paradigma triunfam sobre o antigo opera-
se uma revolução científica (i.e. ocorre uma mudança de paradigma).
As revoluções científicas não representam uma evolução, num sentido
cumulativo, em direção a uma compreensão mais profunda da realidade
tal como ela objetivamente é.
Domingos Faria | CPA | # | φ 65 / 94
A perspetiva de Kuhn
Como se dá a mudança de paradigma?
Seguindo Kuhn, o que se passa ao longo da história da ciência é o seguinte:
5 - Perído de Ciência normal (novo paradigma):
Quando os partidários do novo paradigma triunfam sobre o antigo opera-
se uma revolução científica (i.e. ocorre uma mudança de paradigma).
As revoluções científicas não representam uma evolução, num sentido
cumulativo, em direção a uma compreensão mais profunda da realidade
tal como ela objetivamente é.
Estabelecido o consenso em torno do novo paradigma, inicia-se um novo
período de ciência normal.
Domingos Faria | CPA | # | φ 65 / 94
A perspetiva de Kuhn
Como se dá a mudança de paradigma?
Domingos Faria | CPA | # | φ
Elaine Morgan
Elaine Morgan
Creio que evoluímos a partir de macacos aquáticos
Creio que evoluímos a partir de macacos aquáticos
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A perspetiva de Kuhn
Na teoria de Kuhn faz sentido falar de progresso científico?
Domingos Faria | CPA | # | φ 67 / 94
A perspetiva de Kuhn
Na teoria de Kuhn faz sentido falar de progresso científico?
Para Kuhn, só faz sentido falar de progresso dentro de um paradigma.
Domingos Faria | CPA | # | φ 67 / 94
A perspetiva de Kuhn
Na teoria de Kuhn faz sentido falar de progresso científico?
Para Kuhn, só faz sentido falar de progresso dentro de um paradigma.
Mas não se poderá dizer que um paradigma é melhor do que outro?
Domingos Faria | CPA | # | φ 67 / 94
A perspetiva de Kuhn
Na teoria de Kuhn faz sentido falar de progresso científico?
Para Kuhn, só faz sentido falar de progresso dentro de um paradigma.
Mas não se poderá dizer que um paradigma é melhor do que outro?
Não!
Domingos Faria | CPA | # | φ 67 / 94
A perspetiva de Kuhn
Na teoria de Kuhn faz sentido falar de progresso científico?
Para Kuhn, só faz sentido falar de progresso dentro de um paradigma.
Mas não se poderá dizer que um paradigma é melhor do que outro?
Não!
Pois, não existe um padrão neutro que permita comparar objetivamente
dois paradigmas entre si e com a realidade no sentido de detetar qual
deles é o melhor.
Domingos Faria | CPA | # | φ 67 / 94
A perspetiva de Kuhn
Na teoria de Kuhn faz sentido falar de progresso científico?
Para Kuhn, só faz sentido falar de progresso dentro de um paradigma.
Mas não se poderá dizer que um paradigma é melhor do que outro?
Não!
Pois, não existe um padrão neutro que permita comparar objetivamente
dois paradigmas entre si e com a realidade no sentido de detetar qual
deles é o melhor.
Esta ideia é a "Tese da Incomensurabilidade":
Domingos Faria | CPA | # | φ 67 / 94
A perspetiva de Kuhn
Na teoria de Kuhn faz sentido falar de progresso científico?
Para Kuhn, só faz sentido falar de progresso dentro de um paradigma.
Mas não se poderá dizer que um paradigma é melhor do que outro?
Não!
Pois, não existe um padrão neutro que permita comparar objetivamente
dois paradigmas entre si e com a realidade no sentido de detetar qual
deles é o melhor.
Esta ideia é a "Tese da Incomensurabilidade": impossibilidade de
comparação de paradigmas, em virtude de não haver entre eles pontos em
comum.
Domingos Faria | CPA | # | φ 67 / 94
A perspetiva de Kuhn
Na teoria de Kuhn faz sentido falar de progresso científico?
Para Kuhn, só faz sentido falar de progresso dentro de um paradigma.
Mas não se poderá dizer que um paradigma é melhor do que outro?
Não!
Pois, não existe um padrão neutro que permita comparar objetivamente
dois paradigmas entre si e com a realidade no sentido de detetar qual
deles é o melhor.
Esta ideia é a "Tese da Incomensurabilidade": impossibilidade de
comparação de paradigmas, em virtude de não haver entre eles pontos em
comum.
Assim, quando ocorre uma revolução científica o novo paradigma não é
melhor nem pior do que o antigo. Eles são simplesmente incomensuráveis.
Domingos Faria | CPA | # | φ 67 / 94
A perspetiva de Kuhn
Por que razão pensa Kuhn que os paradigmas são incomensuráveis?
Domingos Faria | CPA | # | φ 68 / 94
A perspetiva de Kuhn
Por que razão pensa Kuhn que os paradigmas são incomensuráveis?
1 - Argumento baseado na impossibilidade de tradução entre paradigmas:
Domingos Faria | CPA | # | φ 68 / 94
A perspetiva de Kuhn
Por que razão pensa Kuhn que os paradigmas são incomensuráveis?
1 - Argumento baseado na impossibilidade de tradução entre paradigmas:
1. Se os paradigmas são comensuráveis, então não são demasiado
diferentes entre si para poderem ser comparados objectivamente.
2. Mas os paradigmas são demasiado diferentes entre si para poderem ser
comparados objectivamente.
3. Logo, os paradigmas são incomensuráveis.
Domingos Faria | CPA | # | φ 68 / 94
A perspetiva de Kuhn
Por que razão pensa Kuhn que os paradigmas são incomensuráveis?
1 - Argumento baseado na impossibilidade de tradução entre paradigmas:
1. Se os paradigmas são comensuráveis, então não são demasiado
diferentes entre si para poderem ser comparados objectivamente.
2. Mas os paradigmas são demasiado diferentes entre si para poderem ser
comparados objectivamente.
3. Logo, os paradigmas são incomensuráveis.
Justificação de (2):
Domingos Faria | CPA | # | φ 68 / 94
A perspetiva de Kuhn
Por que razão pensa Kuhn que os paradigmas são incomensuráveis?
1 - Argumento baseado na impossibilidade de tradução entre paradigmas:
1. Se os paradigmas são comensuráveis, então não são demasiado
diferentes entre si para poderem ser comparados objectivamente.
2. Mas os paradigmas são demasiado diferentes entre si para poderem ser
comparados objectivamente.
3. Logo, os paradigmas são incomensuráveis.
Justificação de (2):
Para Kuhn, cada paradigma tem os seus próprios conceitos, os seus
próprios problemas e os seus próprios procedimentos para observar o
mundo.
Domingos Faria | CPA | # | φ 68 / 94
A perspetiva de Kuhn
Por que razão pensa Kuhn que os paradigmas são incomensuráveis?
1 - Argumento baseado na impossibilidade de tradução entre paradigmas:
1. Se os paradigmas são comensuráveis, então não são demasiado
diferentes entre si para poderem ser comparados objectivamente.
2. Mas os paradigmas são demasiado diferentes entre si para poderem ser
comparados objectivamente.
3. Logo, os paradigmas são incomensuráveis.
Justificação de (2):
Para Kuhn, cada paradigma tem os seus próprios conceitos, os seus
próprios problemas e os seus próprios procedimentos para observar o
mundo.
É isto que torna impossível compará-los objectivamente.
Domingos Faria | CPA | # | φ 68 / 94
A perspetiva de Kuhn
Por que razão pensa Kuhn que os paradigmas são incomensuráveis?
Domingos Faria | CPA | # | φ 69 / 94
A perspetiva de Kuhn
Por que razão pensa Kuhn que os paradigmas são incomensuráveis?
2 - Argumento baseado na insuficiência dos critérios objetivos:
Domingos Faria | CPA | # | φ 69 / 94
A perspetiva de Kuhn
Por que razão pensa Kuhn que os paradigmas são incomensuráveis?
2 - Argumento baseado na insuficiência dos critérios objetivos:
1. Se os paradigmas são comensuráveis, então é possível justificar a
preferência por um paradigma através de critérios puramente objetivos.
2. Mas não é possível justificar a preferência por um paradigma através de
critérios puramente objetivos.
3. Logo, os paradigmas são incomensuráveis.
Domingos Faria | CPA | # | φ 69 / 94
A perspetiva de Kuhn
Por que razão pensa Kuhn que os paradigmas são incomensuráveis?
2 - Argumento baseado na insuficiência dos critérios objetivos:
1. Se os paradigmas são comensuráveis, então é possível justificar a
preferência por um paradigma através de critérios puramente objetivos.
2. Mas não é possível justificar a preferência por um paradigma através de
critérios puramente objetivos.
3. Logo, os paradigmas são incomensuráveis.
Justificação de (2):
Domingos Faria | CPA | # | φ 69 / 94
A perspetiva de Kuhn
Por que razão pensa Kuhn que os paradigmas são incomensuráveis?
2 - Argumento baseado na insuficiência dos critérios objetivos:
1. Se os paradigmas são comensuráveis, então é possível justificar a
preferência por um paradigma através de critérios puramente objetivos.
2. Mas não é possível justificar a preferência por um paradigma através de
critérios puramente objetivos.
3. Logo, os paradigmas são incomensuráveis.
Justificação de (2):
A escolha de teorias/paradigmas envolve, além de fatores objetivos (como
a exatidão, consistência, simplicidade, alcance, fecundidade), também
factores subjectivos importantes.
Domingos Faria | CPA | # | φ 69 / 94
A perspetiva de Kuhn
Por que razão pensa Kuhn que os paradigmas são incomensuráveis?
2 - Argumento baseado na insuficiência dos critérios objetivos:
1. Se os paradigmas são comensuráveis, então é possível justificar a
preferência por um paradigma através de critérios puramente objetivos.
2. Mas não é possível justificar a preferência por um paradigma através de
critérios puramente objetivos.
3. Logo, os paradigmas são incomensuráveis.
Justificação de (2):
Os critérios de escolha de teorias/paradigmas são vagos e, portanto, a sua
aplicação é muito subjectiva.
Domingos Faria | CPA | # | φ 69 / 94
A perspetiva de Kuhn
Por que razão pensa Kuhn que os paradigmas são incomensuráveis?
2 - Argumento baseado na insuficiência dos critérios objetivos:
1. Se os paradigmas são comensuráveis, então é possível justificar a
preferência por um paradigma através de critérios puramente objetivos.
2. Mas não é possível justificar a preferência por um paradigma através de
critérios puramente objetivos.
3. Logo, os paradigmas são incomensuráveis.
Justificação de (2):
Os critérios de escolha de teorias/paradigmas são vagos e, portanto, a sua
aplicação é muito subjectiva.
Assim, não é possível, por exemplo, determinar com rigor o nível de
simplicidade de uma teoria.
Domingos Faria | CPA | # | φ 69 / 94
A perspetiva de Kuhn - Trabalho
Leitura do Texto 13: "Objetividade, Juízo de Valor e Escolha de Teorias".
Como se escolhem teorias científicas?
Domingos Faria | CPA | # | φ 70 / 94
A perspetiva de Kuhn - Trabalho
1. Para Kuhn, quais são as caraterísticas de uma boa teoria científica?
2. Quais são, segundo Kuhn, as principais dificuldades encontradas ao
utilizar os critérios anteriores para escolher entre teorias diferentes?
3. Segundo Kuhn, que outros factores, além dos cânones, interferem nas
escolhas dos cientistas? Dá exemplos.
4. Qual é a diferença que Kuhn afirma existir entre ele e os seus críticos
acerca dos factores presentes nos períodos de escolha de teorias?
5. Esclareça a distinção, referida por Kuhn, entre o contexto da descoberta
e o contexto da justificação. Dá exemplos.
6. Discussão: Será que o facto de os cientistas discordarem nas suas
escolhas mostra que a ciência não é objectiva? Porquê?
Domingos Faria | CPA | # | φ 71 / 94
A perspetiva de Kuhn
Com base na Tese da Incomensurabilidade pode-se argumentar que não há
uma aproximação à verdade nas mudanças de paradigma:
Domingos Faria | CPA | # | φ 72 / 94
A perspetiva de Kuhn
Com base na Tese da Incomensurabilidade pode-se argumentar que não há
uma aproximação à verdade nas mudanças de paradigma:
1. Os paradigmas são incomensuráveis.
2. Se os paradigmas são incomensuráveis, então não podemos saber se as
teorias científicas atuais estão mais próximas da verdade do que as
suas antecessoras.
3. Logo, não podemos saber se as teorias científicas atuais estão mais
próximas da verdade do que as suas antecessoras.
Domingos Faria | CPA | # | φ 72 / 94
A perspetiva de Kuhn
Com base na Tese da Incomensurabilidade pode-se argumentar que não há
uma aproximação à verdade nas mudanças de paradigma:
1. Os paradigmas são incomensuráveis.
2. Se os paradigmas são incomensuráveis, então não podemos saber se as
teorias científicas atuais estão mais próximas da verdade do que as
suas antecessoras.
3. Logo, não podemos saber se as teorias científicas atuais estão mais
próximas da verdade do que as suas antecessoras.
Assim, durante a ciência normal, o desenvolvimento da ciência é
cumulativo. Mas as revoluções científicas, que resultam na mudança de
paradigma, são episódios de desenvolvimento não cumulativo.
Domingos Faria | CPA | # | φ 72 / 94
Ex. Dicionário de Kuhn
Completa o seguinte dicionário:
Domingos Faria | CPA | # | φ 73 / 94
Ex. Dicionário de Kuhn
Completa o seguinte dicionário:
Pré-ciência =
Domingos Faria | CPA | # | φ 73 / 94
Ex. Dicionário de Kuhn
Completa o seguinte dicionário:
Pré-ciência = o que se passa antes de haver paradigma.
Domingos Faria | CPA | # | φ 73 / 94
Ex. Dicionário de Kuhn
Completa o seguinte dicionário:
Pré-ciência = o que se passa antes de haver paradigma.
Ciência normal =
Domingos Faria | CPA | # | φ 73 / 94
Ex. Dicionário de Kuhn
Completa o seguinte dicionário:
Pré-ciência = o que se passa antes de haver paradigma.
Ciência normal = os longos período de ciência que decorrem ao abrigo de
um paradigma.
Domingos Faria | CPA | # | φ 73 / 94
Ex. Dicionário de Kuhn
Completa o seguinte dicionário:
Pré-ciência = o que se passa antes de haver paradigma.
Ciência normal = os longos período de ciência que decorrem ao abrigo de
um paradigma.
Paradigma =
Domingos Faria | CPA | # | φ 73 / 94
Ex. Dicionário de Kuhn
Completa o seguinte dicionário:
Pré-ciência = o que se passa antes de haver paradigma.
Ciência normal = os longos período de ciência que decorrem ao abrigo de
um paradigma.
Paradigma = Matriz teórica e prática que estrutura e organiza toda a
atividade científica numa dada área disciplinar.
Domingos Faria | CPA | # | φ 73 / 94
Ex. Dicionário de Kuhn
Completa o seguinte dicionário:
Pré-ciência = o que se passa antes de haver paradigma.
Ciência normal = os longos período de ciência que decorrem ao abrigo de
um paradigma.
Paradigma = Matriz teórica e prática que estrutura e organiza toda a
atividade científica numa dada área disciplinar.
Crise científica =
Domingos Faria | CPA | # | φ 73 / 94
Ex. Dicionário de Kuhn
Completa o seguinte dicionário:
Pré-ciência = o que se passa antes de haver paradigma.
Ciência normal = os longos período de ciência que decorrem ao abrigo de
um paradigma.
Paradigma = Matriz teórica e prática que estrutura e organiza toda a
atividade científica numa dada área disciplinar.
Crise científica = acumulação de anomalias que o paradigma é incapaz de
resolver satisfatoriamente.
Domingos Faria | CPA | # | φ 73 / 94
Ex. Dicionário de Kuhn
Completa o seguinte dicionário:
Pré-ciência = o que se passa antes de haver paradigma.
Ciência normal = os longos período de ciência que decorrem ao abrigo de
um paradigma.
Paradigma = Matriz teórica e prática que estrutura e organiza toda a
atividade científica numa dada área disciplinar.
Crise científica = acumulação de anomalias que o paradigma é incapaz de
resolver satisfatoriamente.
Ciência extraordinária =
Domingos Faria | CPA | # | φ 73 / 94
Ex. Dicionário de Kuhn
Completa o seguinte dicionário:
Pré-ciência = o que se passa antes de haver paradigma.
Ciência normal = os longos período de ciência que decorrem ao abrigo de
um paradigma.
Paradigma = Matriz teórica e prática que estrutura e organiza toda a
atividade científica numa dada área disciplinar.
Crise científica = acumulação de anomalias que o paradigma é incapaz de
resolver satisfatoriamente.
Ciência extraordinária = período de grande discussão científica que surge
na sequência de uma crise e que termina com uma revolução científica.
Domingos Faria | CPA | # | φ 73 / 94
Ex. Dicionário de Kuhn
Completa o seguinte dicionário:
Pré-ciência = o que se passa antes de haver paradigma.
Ciência normal = os longos período de ciência que decorrem ao abrigo de
um paradigma.
Paradigma = Matriz teórica e prática que estrutura e organiza toda a
atividade científica numa dada área disciplinar.
Crise científica = acumulação de anomalias que o paradigma é incapaz de
resolver satisfatoriamente.
Ciência extraordinária = período de grande discussão científica que surge
na sequência de uma crise e que termina com uma revolução científica.
Revolução científica =
Domingos Faria | CPA | # | φ 73 / 94
Ex. Dicionário de Kuhn
Completa o seguinte dicionário:
Pré-ciência = o que se passa antes de haver paradigma.
Ciência normal = os longos período de ciência que decorrem ao abrigo de
um paradigma.
Paradigma = Matriz teórica e prática que estrutura e organiza toda a
atividade científica numa dada área disciplinar.
Crise científica = acumulação de anomalias que o paradigma é incapaz de
resolver satisfatoriamente.
Ciência extraordinária = período de grande discussão científica que surge
na sequência de uma crise e que termina com uma revolução científica.
Revolução científica = abandono e substituição de um velho paradigma por
um novo paradigma.
Domingos Faria | CPA | # | φ 73 / 94
Ex. Dicionário de Kuhn
Completa o seguinte dicionário:
Pré-ciência = o que se passa antes de haver paradigma.
Ciência normal = os longos período de ciência que decorrem ao abrigo de
um paradigma.
Paradigma = Matriz teórica e prática que estrutura e organiza toda a
atividade científica numa dada área disciplinar.
Crise científica = acumulação de anomalias que o paradigma é incapaz de
resolver satisfatoriamente.
Ciência extraordinária = período de grande discussão científica que surge
na sequência de uma crise e que termina com uma revolução científica.
Revolução científica = abandono e substituição de um velho paradigma por
um novo paradigma.
Incomensurabilidade =
Domingos Faria | CPA | # | φ 73 / 94
Ex. Dicionário de Kuhn
Completa o seguinte dicionário:
Pré-ciência = o que se passa antes de haver paradigma.
Ciência normal = os longos período de ciência que decorrem ao abrigo de
um paradigma.
Paradigma = Matriz teórica e prática que estrutura e organiza toda a
atividade científica numa dada área disciplinar.
Crise científica = acumulação de anomalias que o paradigma é incapaz de
resolver satisfatoriamente.
Ciência extraordinária = período de grande discussão científica que surge
na sequência de uma crise e que termina com uma revolução científica.
Revolução científica = abandono e substituição de um velho paradigma por
um novo paradigma.
Incomensurabilidade = impossibilidade de comparação de paradigmas, em
virtude de não haver entre eles pontos em comum.
Domingos Faria | CPA | # | φ 73 / 94
Problema da Objetividade da Ciência
Domingos Faria | CPA | # | φ 74 / 94
Problema da Objetividade da Ciência
Formulação do problema:
A ciência é objetiva?
Domingos Faria | CPA | # | φ 75 / 94
Problema da Objetividade da Ciência
Formulação do problema:
A ciência é objetiva?
Para que a ciência seja objetiva exige-se que a avaliação e escolha de
teorias seja feita com base em critérios imparciais, i.e., em critérios que não
sejam baseados em razões ou preferências de caráter pessoal.
Domingos Faria | CPA | # | φ 75 / 94
Problema da Objetividade da Ciência
Formulação do problema:
A ciência é objetiva?
Para que a ciência seja objetiva exige-se que a avaliação e escolha de
teorias seja feita com base em critérios imparciais, i.e., em critérios que não
sejam baseados em razões ou preferências de caráter pessoal.
Respostas ao problema:
Popper sobre a objetividade: a ciência é objetiva.
Kuhn sobre a objetividade: a ciência não é totalmente objetiva.
Domingos Faria | CPA | # | φ 75 / 94
Problema da Objetividade da Ciência
Popper sobre a objetividade
Domingos Faria | CPA | # | φ 76 / 94
Popper sobre a objetividade
Popper defende uma perspetiva racionalista da ciência, considerando que esta
proporciona conhecimento objetivo.
Domingos Faria | CPA | # | φ 77 / 94
Popper sobre a objetividade
Popper defende uma perspetiva racionalista da ciência, considerando que esta
proporciona conhecimento objetivo. Mas se para Popper as teorias
científicas são sempre provisórias, como pode a ciência ser objetiva?
Domingos Faria | CPA | # | φ 77 / 94
Popper sobre a objetividade
Popper defende uma perspetiva racionalista da ciência, considerando que esta
proporciona conhecimento objetivo. Mas se para Popper as teorias
científicas são sempre provisórias, como pode a ciência ser objetiva?
A ciência é objetiva porque:
Domingos Faria | CPA | # | φ 77 / 94
Popper sobre a objetividade
Popper defende uma perspetiva racionalista da ciência, considerando que esta
proporciona conhecimento objetivo. Mas se para Popper as teorias
científicas são sempre provisórias, como pode a ciência ser objetiva?
A ciência é objetiva porque:
A teoria é avaliada por meio de testes cada vez mais severos de
falsificação.
Domingos Faria | CPA | # | φ 77 / 94
Popper sobre a objetividade
Popper defende uma perspetiva racionalista da ciência, considerando que esta
proporciona conhecimento objetivo. Mas se para Popper as teorias
científicas são sempre provisórias, como pode a ciência ser objetiva?
A ciência é objetiva porque:
A teoria é avaliada por meio de testes cada vez mais severos de
falsificação.
Neste caso, uma teoria só se mantém como científica se passar testes
rigorosos e objetivos, os quais podem ser levados a cabo por qualquer
cientista, independentemente das suas convicções pessoais.
Domingos Faria | CPA | # | φ 77 / 94
Popper sobre a objetividade
Popper defende uma perspetiva racionalista da ciência, considerando que esta
proporciona conhecimento objetivo. Mas se para Popper as teorias
científicas são sempre provisórias, como pode a ciência ser objetiva?
A ciência é objetiva porque:
A teoria é avaliada por meio de testes cada vez mais severos de
falsificação.
Neste caso, uma teoria só se mantém como científica se passar testes
rigorosos e objetivos, os quais podem ser levados a cabo por qualquer
cientista, independentemente das suas convicções pessoais.
Neste processo não intervém qualquer aspeto subjetivo.
Domingos Faria | CPA | # | φ 77 / 94
Popper sobre a objetividade
Popper defende uma perspetiva racionalista da ciência, considerando que esta
proporciona conhecimento objetivo. Mas se para Popper as teorias
científicas são sempre provisórias, como pode a ciência ser objetiva?
A ciência é objetiva porque:
A teoria é avaliada por meio de testes cada vez mais severos de
falsificação.
Neste caso, uma teoria só se mantém como científica se passar testes
rigorosos e objetivos, os quais podem ser levados a cabo por qualquer
cientista, independentemente das suas convicções pessoais.
Neste processo não intervém qualquer aspeto subjetivo.
O conhecimento científico é objetivo porque a sua lógica de justificação é
independente de quaisquer sujeitos, dado que nenhum elementos subjetivo
intervém no modo como ele é testado.
Domingos Faria | CPA | # | φ 77 / 94
Popper sobre a objetividade
Popper defende uma perspetiva racionalista da ciência, considerando que esta
proporciona conhecimento objetivo. Mas se para Popper as teorias
científicas são sempre provisórias, como pode a ciência ser objetiva?
A ciência é objetiva porque:
A teoria é avaliada por meio de testes cada vez mais severos de
falsificação.
Neste caso, uma teoria só se mantém como científica se passar testes
rigorosos e objetivos, os quais podem ser levados a cabo por qualquer
cientista, independentemente das suas convicções pessoais.
Neste processo não intervém qualquer aspeto subjetivo.
O conhecimento científico é objetivo porque a sua lógica de justificação é
independente de quaisquer sujeitos, dado que nenhum elementos subjetivo
intervém no modo como ele é testado. Será isto plausível?
Domingos Faria | CPA | # | φ 77 / 94
Problema da Objetividade da Ciência
Kuhn sobre a objetividade
Domingos Faria | CPA | # | φ 78 / 94
Kuhn sobre a objetividade
Tese de Kuhn:
Domingos Faria | CPA | # | φ 79 / 94
Kuhn sobre a objetividade
Tese de Kuhn: Se a escolha entre teorias propostas por paradigmas que
competem entre si depende em grande parte de critérios subjetivos, então a
ciência não é totalmente objetiva.
Domingos Faria | CPA | # | φ 79 / 94
Kuhn sobre a objetividade
Tese de Kuhn: Se a escolha entre teorias propostas por paradigmas que
competem entre si depende em grande parte de critérios subjetivos, então a
ciência não é totalmente objetiva.
Kuhn reconhece que há critério objetivos, mas são insuficientes, tais como:
Domingos Faria | CPA | # | φ 79 / 94
Kuhn sobre a objetividade
Tese de Kuhn: Se a escolha entre teorias propostas por paradigmas que
competem entre si depende em grande parte de critérios subjetivos, então a
ciência não é totalmente objetiva.
Kuhn reconhece que há critério objetivos, mas são insuficientes, tais como:
1. Exatidão: quanto mais exatas forem as previsões, melhor é a teoria.
Domingos Faria | CPA | # | φ 79 / 94
Kuhn sobre a objetividade
Tese de Kuhn: Se a escolha entre teorias propostas por paradigmas que
competem entre si depende em grande parte de critérios subjetivos, então a
ciência não é totalmente objetiva.
Kuhn reconhece que há critério objetivos, mas são insuficientes, tais como:
1. Exatidão: quanto mais exatas forem as previsões, melhor é a teoria.
2. Consistência: quanto mais uma teoria estiver de acordo com outras
amplamente aceites, melhor é.
Domingos Faria | CPA | # | φ 79 / 94
Kuhn sobre a objetividade
Tese de Kuhn: Se a escolha entre teorias propostas por paradigmas que
competem entre si depende em grande parte de critérios subjetivos, então a
ciência não é totalmente objetiva.
Kuhn reconhece que há critério objetivos, mas são insuficientes, tais como:
1. Exatidão: quanto mais exatas forem as previsões, melhor é a teoria.
2. Consistência: quanto mais uma teoria estiver de acordo com outras
amplamente aceites, melhor é.
3. Simplicidade: quanto mais simples for uma teoria, melhor ela é.
Domingos Faria | CPA | # | φ 79 / 94
Kuhn sobre a objetividade
Tese de Kuhn: Se a escolha entre teorias propostas por paradigmas que
competem entre si depende em grande parte de critérios subjetivos, então a
ciência não é totalmente objetiva.
Kuhn reconhece que há critério objetivos, mas são insuficientes, tais como:
1. Exatidão: quanto mais exatas forem as previsões, melhor é a teoria.
2. Consistência: quanto mais uma teoria estiver de acordo com outras
amplamente aceites, melhor é.
3. Simplicidade: quanto mais simples for uma teoria, melhor ela é.
4. Alcance: quanto mais coisas uma teoria conseguir explicar, melhor é.
Domingos Faria | CPA | # | φ 79 / 94
Kuhn sobre a objetividade
Tese de Kuhn: Se a escolha entre teorias propostas por paradigmas que
competem entre si depende em grande parte de critérios subjetivos, então a
ciência não é totalmente objetiva.
Kuhn reconhece que há critério objetivos, mas são insuficientes, tais como:
1. Exatidão: quanto mais exatas forem as previsões, melhor é a teoria.
2. Consistência: quanto mais uma teoria estiver de acordo com outras
amplamente aceites, melhor é.
3. Simplicidade: quanto mais simples for uma teoria, melhor ela é.
4. Alcance: quanto mais coisas uma teoria conseguir explicar, melhor é.
5. Fecundidade: quanto maior for a capacidade para conduzir a novas
descobertas científicas, melhor é a teoria.
Domingos Faria | CPA | # | φ 79 / 94
Kuhn sobre a objetividade
Tese de Kuhn: Se a escolha entre teorias propostas por paradigmas que
competem entre si depende em grande parte de critérios subjetivos, então a
ciência não é totalmente objetiva.
Kuhn reconhece que há critério objetivos, mas são insuficientes, tais como:
1. Exatidão: quanto mais exatas forem as previsões, melhor é a teoria.
2. Consistência: quanto mais uma teoria estiver de acordo com outras
amplamente aceites, melhor é.
3. Simplicidade: quanto mais simples for uma teoria, melhor ela é.
4. Alcance: quanto mais coisas uma teoria conseguir explicar, melhor é.
5. Fecundidade: quanto maior for a capacidade para conduzir a novas
descobertas científicas, melhor é a teoria.
Apesar de tais critérios serem partilhados pelos cientistas, frequentemente
estes divergem na sua aplicação.
Domingos Faria | CPA | # | φ 79 / 94
Kuhn sobre a objetividade
Kuhn reconhece que há critério objetivos, mas são insuficientes.
Apesar de tais critérios serem partilhados pelos cientistas, frequentemente
estes divergem na sua aplicação.
Domingos Faria | CPA | # | φ 80 / 94
Kuhn sobre a objetividade
Kuhn reconhece que há critério objetivos, mas são insuficientes.
Apesar de tais critérios serem partilhados pelos cientistas, frequentemente
estes divergem na sua aplicação. Porquê?
Domingos Faria | CPA | # | φ 80 / 94
Kuhn sobre a objetividade
Kuhn reconhece que há critério objetivos, mas são insuficientes.
Apesar de tais critérios serem partilhados pelos cientistas, frequentemente
estes divergem na sua aplicação. Porquê?
Pois uns cientistas podem dar mais importância a um critério, ao passo
que outros valorizam mais um critério diferente.
Domingos Faria | CPA | # | φ 80 / 94
Kuhn sobre a objetividade
Kuhn reconhece que há critério objetivos, mas são insuficientes.
Apesar de tais critérios serem partilhados pelos cientistas, frequentemente
estes divergem na sua aplicação. Porquê?
Pois uns cientistas podem dar mais importância a um critério, ao passo
que outros valorizam mais um critério diferente.
Dada que os critérios não estabelecem com rigor qual o grau de
simplicidade, de fecundidade, etc, são de algum modo vagos.
Domingos Faria | CPA | # | φ 80 / 94
Kuhn sobre a objetividade
Kuhn reconhece que há critério objetivos, mas são insuficientes.
Apesar de tais critérios serem partilhados pelos cientistas, frequentemente
estes divergem na sua aplicação. Porquê?
Pois uns cientistas podem dar mais importância a um critério, ao passo
que outros valorizam mais um critério diferente.
Dada que os critérios não estabelecem com rigor qual o grau de
simplicidade, de fecundidade, etc, são de algum modo vagos.
Assim, diferentes cientistas podem interpretá-los de modo diferente e
chegar a conclusões diferentes.
Domingos Faria | CPA | # | φ 80 / 94
Kuhn sobre a objetividade
Kuhn reconhece que há critério objetivos, mas são insuficientes.
Apesar de tais critérios serem partilhados pelos cientistas, frequentemente
estes divergem na sua aplicação. Porquê?
Pois uns cientistas podem dar mais importância a um critério, ao passo
que outros valorizam mais um critério diferente.
Dada que os critérios não estabelecem com rigor qual o grau de
simplicidade, de fecundidade, etc, são de algum modo vagos.
Assim, diferentes cientistas podem interpretá-los de modo diferente e
chegar a conclusões diferentes.
Assim, para Kuhn, a ciência não é totalmente objetiva. Pois, há outros
fatores subjetivos (históricos, pessoais e sociais) que a influenciam.
Domingos Faria | CPA | # | φ 80 / 94
Kuhn sobre a objetividade
Kuhn reconhece que há critério objetivos, mas são insuficientes.
Apesar de tais critérios serem partilhados pelos cientistas, frequentemente
estes divergem na sua aplicação. Porquê?
Pois uns cientistas podem dar mais importância a um critério, ao passo
que outros valorizam mais um critério diferente.
Dada que os critérios não estabelecem com rigor qual o grau de
simplicidade, de fecundidade, etc, são de algum modo vagos.
Assim, diferentes cientistas podem interpretá-los de modo diferente e
chegar a conclusões diferentes.
Assim, para Kuhn, a ciência não é totalmente objetiva. Pois, há outros
fatores subjetivos (históricos, pessoais e sociais) que a influenciam.
Será plausível a teoria de Kuhn?
Domingos Faria | CPA | # | φ 80 / 94
Críticas à teoria de Kuhn
Domingos Faria | CPA | # | φ 81 / 94
Críticas à teoria de Kuhn
A ideia de que os paradigmas são incomensuráveis é implausível.
Domingos Faria | CPA | # | φ 82 / 94
Críticas à teoria de Kuhn
A ideia de que os paradigmas são incomensuráveis é implausível.
Essa ideia é contrariada pela própria história da ciência.
Domingos Faria | CPA | # | φ 82 / 94
Críticas à teoria de Kuhn
A ideia de que os paradigmas são incomensuráveis é implausível.
Essa ideia é contrariada pela própria história da ciência.
Por exemplo, a teoria heliocêntrica foi inicialmente proposta por
Copérnico porque permitia explicar precisamente os mesmos fenómenos
observados (movimento aparente de certos planetas, eclipses, estações do
ano, fases da lua, etc) à luz da teoria geocêntrica, mas de modo mais
simples, exato e eficaz.
Domingos Faria | CPA | # | φ 82 / 94
Críticas à teoria de Kuhn
A ideia de que os paradigmas são incomensuráveis é implausível.
Essa ideia é contrariada pela própria história da ciência.
Por exemplo, a teoria heliocêntrica foi inicialmente proposta por
Copérnico porque permitia explicar precisamente os mesmos fenómenos
observados (movimento aparente de certos planetas, eclipses, estações do
ano, fases da lua, etc) à luz da teoria geocêntrica, mas de modo mais
simples, exato e eficaz.
Foi essa vantagem comparativa que levou Copérnico a abandonar a teoria
geocêntrica.
Domingos Faria | CPA | # | φ 82 / 94
Críticas à teoria de Kuhn
A ideia de que os paradigmas são incomensuráveis é implausível.
Essa ideia é contrariada pela própria história da ciência.
Por exemplo, a teoria heliocêntrica foi inicialmente proposta por
Copérnico porque permitia explicar precisamente os mesmos fenómenos
observados (movimento aparente de certos planetas, eclipses, estações do
ano, fases da lua, etc) à luz da teoria geocêntrica, mas de modo mais
simples, exato e eficaz.
Foi essa vantagem comparativa que levou Copérnico a abandonar a teoria
geocêntrica.
De um modo geral, as teorias científicas atuais permitem fazer previsões
mais rigorosas e exatas do que as teorias do passado.
Domingos Faria | CPA | # | φ 82 / 94
Críticas à teoria de Kuhn
A ideia de que os paradigmas são incomensuráveis é implausível.
A objeção pode ser formulada nos seguintes termos:
Domingos Faria | CPA | # | φ 83 / 94
Críticas à teoria de Kuhn
A ideia de que os paradigmas são incomensuráveis é implausível.
A objeção pode ser formulada nos seguintes termos:
1. Se um paradigma resolve as anomalias de outro, então é falso que os
paradigmas são incomensuráveis.
2. Frequentemente um paradigma resolve as anomalias do seu antecessor.
3. Logo, é falso que os paradigmas são incomensuráveis.
Domingos Faria | CPA | # | φ 83 / 94
Críticas à teoria de Kuhn
A ideia de que os paradigmas são incomensuráveis é implausível.
A objeção pode ser formulada nos seguintes termos:
1. Se um paradigma resolve as anomalias de outro, então é falso que os
paradigmas são incomensuráveis.
2. Frequentemente um paradigma resolve as anomalias do seu antecessor.
3. Logo, é falso que os paradigmas são incomensuráveis.
Será esta uma objeção plausível?
Domingos Faria | CPA | # | φ 83 / 94
Críticas à teoria de Kuhn
Kuhn propõe uma conceção relativista da ciência, colocando-a a par de
outro tipo de explicações, como os mitos e lendas (que também oferecem
respostas satisfatórias àqueles que a eles aderem).
Domingos Faria | CPA | # | φ 84 / 94
Críticas à teoria de Kuhn
Kuhn propõe uma conceção relativista da ciência, colocando-a a par de
outro tipo de explicações, como os mitos e lendas (que também oferecem
respostas satisfatórias àqueles que a eles aderem).
Se tudo não passar de conceções do mundo inconciliáveis às quais se
adere pelas mais variadas razões (incluindo motivações psicológica,
ideológicas, religiosas ou políticas), então elas não são diretamente
confrontadas com o mundo, sendo antes construções sociais tão
justificáveis como os mitos e lendas.
Domingos Faria | CPA | # | φ 84 / 94
Críticas à teoria de Kuhn
Kuhn propõe uma conceção relativista da ciência, colocando-a a par de
outro tipo de explicações, como os mitos e lendas (que também oferecem
respostas satisfatórias àqueles que a eles aderem).
Se tudo não passar de conceções do mundo inconciliáveis às quais se
adere pelas mais variadas razões (incluindo motivações psicológica,
ideológicas, religiosas ou políticas), então elas não são diretamente
confrontadas com o mundo, sendo antes construções sociais tão
justificáveis como os mitos e lendas.
Nesse caso, não se entende como pode a ciência ter o prestígio que tem e
nem se entende o crescente sucesso da ciência.
Domingos Faria | CPA | # | φ 84 / 94
Críticas à teoria de Kuhn
Esta última objeção pode ser formulada nos seguintes termos:
Domingos Faria | CPA | # | φ 85 / 94
Críticas à teoria de Kuhn
Esta última objeção pode ser formulada nos seguintes termos:
1. Se os paradigmas são incomensuráveis, então não podemos dizer que
as teorias científicas atuais estão mais próximas da verdade do que as
suas antecessoras.
2. Mas uma vez que as teorias científicas atuais têm uma maior
capacidade de prever o comportamento da Natureza do que as suas
antecessoras, podemos considerar que estão mais próximas da verdade
do que as suas antecessoras.
3. Logo, os paradigmas não são incomensuráveis.
Domingos Faria | CPA | # | φ 85 / 94
Críticas à teoria de Kuhn
Esta última objeção pode ser formulada nos seguintes termos:
1. Se os paradigmas são incomensuráveis, então não podemos dizer que
as teorias científicas atuais estão mais próximas da verdade do que as
suas antecessoras.
2. Mas uma vez que as teorias científicas atuais têm uma maior
capacidade de prever o comportamento da Natureza do que as suas
antecessoras, podemos considerar que estão mais próximas da verdade
do que as suas antecessoras.
3. Logo, os paradigmas não são incomensuráveis.
Será esta uma objeção plausível?
Domingos Faria | CPA | # | φ 85 / 94
Exercícios
Domingos Faria | CPA | # | φ 86 / 94
Exercícios sobre Popper
1. Explica o critério de falsificabilidade de Popper com exemplos.
2. Indica a diferença entre uma teoria ser falsificável e uma teoria ser
falsificada.
3. Será que a afirmação "Por vezes determinados professores enganam-se"
é falsificável? Porquê?
4. Será que a afirmação "Os planetas têm órbitas elípticas" é falsificável?
Porquê?
5. Será que a afirmação "Amanhã vai chover em Lisboa" tem um maior
grau de falsificabilidade do que a afirmação "Amanhã vai chover em
Lisboa às 16 horas"? Porquê?
6. Uma teoria ser falsificável é uma condição suficiente para se ter uma
boa teoria? Justifica.
7. De acordo com Popper, será que podemos estar certos de que uma
teoria é verdadeira? Porquê?
Domingos Faria | CPA | # | φ 87 / 94
Exercícios sobre Kuhn
1. O que caracteriza o período pré-científico?
2. Como se passa da pré-ciência para uma investigação científica propriamente dita?
3. O que é um paradigma?
4. Em que consiste a atividade científica durante o período de ciência normal?
5. Em que circunstâncias se pode considerar que a ciência normal entra em crise?
6. A crise pode abrir caminho para um período de ciência extraordinária. Como se caracteriza
essa fase?
7. O que é uma revolução científica?
8. Em que consiste a tese da incomensurabilidade?
9. Que razões se podem apresentar a favor da tese da incomensurabilidade?
10. Segundo Kuhn, que critérios devemos utilizar na avaliação de paradigmas?
11. Esses critérios são suficientes para ditar a preferência por um paradigma em detrimento de
outro? Porquê?
12. Apresenta uma objeção à teoria de Kuhn.
13. Concordas com a teoria de Thomas Kuhn? Porquê?
Domingos Faria | CPA | # | φ 88 / 94
Exercícios 1 - Popper
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Exercícios 1 - Kuhn
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Exercícios 2 - Popper
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Exercícios 2 - Kuhn
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Dúvidas?!
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Dúvidas?!
domingos.faria@colegiopedroarrupe.pt
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Ensaios Filosóficos
Domingos Faria | CPA | # | φ 94 / 94
Ensaios Filosóficos
Critérios Pontos
Problematização 40 pontos
Argumentação 120 pontos
Rigor conceptual 20 pontos
Autonomia-Criatividade 20 pontos
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Filosofia da Ciência (1).pdf

  • 1.
    Filosofia da Ciência ProfessorDomingos Faria | Colégio Pedro Arrupe Filosofia 11º Ano Domingos Faria | CPA | # | φ
  • 2.
    Sumário 1. Senso Comumvs. Conhecimento Científico 2. Problema da Demarcação Critério da Verificabilidade Critério da Falsificabilidade 3. Problema do Método Científico Resposta Indutivista Resposta Falsificacionista 4. Problema da Evolução da Ciência Perspetiva de Popper Perspetiva de Kuhn 5. Problema da Objetividade da Ciência Popper sobre a objetividade Kuhn sobre a objetividade 6. Críticas à teoria de Kuhn 7. Exercícios Domingos Faria | CPA | # | φ 2 / 94
  • 3.
  • 4.
    Para começar... José Saramago(1968) "Carta para Josefa, minha avó". Tarefa: 1. Que tipo de conhecimento possui a avó Josefa? E que tipo de conhecimento lhe falta? 2. Quais são as principais diferenças entre esses dois tipos de conhecimento? Carta aos meus Avós - A partir de Saramago Carta aos meus Avós - A partir de Saramago Domingos Faria | CPA | # | φ 4 / 94
  • 5.
    Senso Comum ConhecimentoCientífico Como se apresenta? Como um corpo de conhecimentos dispersos e pouco estruturados. Como um corpo de conhecimentos sistematizados e fortemente estruturados. Como se adquire? Muitas vezes de forma espontânea, sendo outras vezes herdado de gerações anteriores. Tipicamente é o resultado de investigação metódica e organizada. Qual a finalidade? Geralmente procura-se descrever as coisas com fins práticos. A finalidade é geralmente produzir boas teorias explicativas. Como é encarado? É encarado e transmitido de forma geralmente dogmática. É criticamente avaliado e testado pelos próprios cientistas. Domingos Faria | CPA | # | φ 5 / 94
  • 6.
    Senso Comum Ciência Por vezes SimNão Por vezes Sim Não É motivado por necessidades práticas. X X É preciso e rigoroso. X X É justificado pela experiência quotidiana. X X É estruturado. X X Dá boas explicações. X X É uma atividade metódica. X X É criticamente avaliado. X X É testável. X X Domingos Faria | CPA | # | φ 6 / 94
  • 7.
    Leitura do Texto9: "Linguagem Comum e Linguagem Científica" Qual é a distinção entre "senso comum" e "conhecimento científico" de acordo com o texto? Domingos Faria | CPA | # | φ 7 / 94
  • 8.
    A ciência distingue-sedo senso comum pelo seu caráter essencialmente teórico e explicativo, mas também pelo seu elevado grau de sistematização, pela forma metódica e organizada como se adquire o conhecimento, além da forma crítica como é avaliado. Domingos Faria | CPA | # | φ 8 / 94
  • 9.
    Problema da Demarcação DomingosFaria | CPA | # | φ 9 / 94
  • 10.
    Para começar... Tarefa: 1. Quala diferença entre ciência e pseudo-ciência? Céptico positivo | David Marçal | TEDxFCTUNL Céptico positivo | David Marçal | TEDxFCTUNL Domingos Faria | CPA | # | φ 10 / 94
  • 11.
    Problema da Demarcação Formulaçãodo problema: O que distingue as teorias científicas das que não são científicas? Domingos Faria | CPA | # | φ 11 / 94
  • 12.
    Problema da Demarcação Formulaçãodo problema: O que distingue as teorias científicas das que não são científicas? Respostas ao problema: Critério da verificabilidade Critério da falsificabilidade Domingos Faria | CPA | # | φ 11 / 94
  • 13.
    Problema da Demarcação Critérioda Verificabilidade Domingos Faria | CPA | # | φ 12 / 94
  • 14.
    Critério da verificabilidade Leiturado Texto 10: "Critério da Verificabilidade". Como se poderá formular o critério da verificabilidade? Domingos Faria | CPA | # | φ 13 / 94
  • 15.
    Critério da verificabilidade Estecritério foi proposto pelos filósofos do positivismo lógico: Domingos Faria | CPA | # | φ 14 / 94
  • 16.
    Critério da verificabilidade Estecritério foi proposto pelos filósofos do positivismo lógico: Uma teoria é científica só se consiste em afirmações empiricamente verificáveis. Domingos Faria | CPA | # | φ 14 / 94
  • 17.
    Critério da verificabilidade Estecritério foi proposto pelos filósofos do positivismo lógico: Uma teoria é científica só se consiste em afirmações empiricamente verificáveis. Uma afirmação empiricamente verificável é aquela cujo valor de verdade pode ser estabelecido através da observação. Domingos Faria | CPA | # | φ 14 / 94
  • 18.
    Critério da verificabilidade Estecritério foi proposto pelos filósofos do positivismo lógico: Uma teoria é científica só se consiste em afirmações empiricamente verificáveis. Uma afirmação empiricamente verificável é aquela cujo valor de verdade pode ser estabelecido através da observação. Para uma frase ser verificável basta que, em princípio, o seu valor de verdade possa ser determinado através da observação. Domingos Faria | CPA | # | φ 14 / 94
  • 19.
    Critério da verificabilidade Estecritério foi proposto pelos filósofos do positivismo lógico: Uma teoria é científica só se consiste em afirmações empiricamente verificáveis. Uma afirmação empiricamente verificável é aquela cujo valor de verdade pode ser estabelecido através da observação. Para uma frase ser verificável basta que, em princípio, o seu valor de verdade possa ser determinado através da observação. Será este um bom critério? Domingos Faria | CPA | # | φ 14 / 94
  • 20.
    Objeções ao critérioda verificabilidade Objeção relacionada com as leis da natureza: Domingos Faria | CPA | # | φ 15 / 94
  • 21.
    Objeções ao critérioda verificabilidade Objeção relacionada com as leis da natureza: As leis da natureza exprimem-se em frases universais, como "todo o cobre dilata quando é aquecido". Domingos Faria | CPA | # | φ 15 / 94
  • 22.
    Objeções ao critérioda verificabilidade Objeção relacionada com as leis da natureza: As leis da natureza exprimem-se em frases universais, como "todo o cobre dilata quando é aquecido". Mas não é possível estabelecer a verdade das leis da natureza através da observação: Domingos Faria | CPA | # | φ 15 / 94
  • 23.
    Objeções ao critérioda verificabilidade Objeção relacionada com as leis da natureza: As leis da natureza exprimem-se em frases universais, como "todo o cobre dilata quando é aquecido". Mas não é possível estabelecer a verdade das leis da natureza através da observação: Por exemplo, no caso da «lei» da dilatação, fazer isso implicaria observar como se comporta todo o cobre do universo quando é aquecido. Domingos Faria | CPA | # | φ 15 / 94
  • 24.
    Objeções ao critérioda verificabilidade Objeção relacionada com as leis da natureza: As leis da natureza exprimem-se em frases universais, como "todo o cobre dilata quando é aquecido". Mas não é possível estabelecer a verdade das leis da natureza através da observação: Por exemplo, no caso da «lei» da dilatação, fazer isso implicaria observar como se comporta todo o cobre do universo quando é aquecido. Nem sequer em princípio se pode realizar todas as observações necessárias para verificar uma lei da natureza. Domingos Faria | CPA | # | φ 15 / 94
  • 25.
    Objeções ao critérioda verificabilidade Objeção relacionada com as leis da natureza: As leis da natureza exprimem-se em frases universais, como "todo o cobre dilata quando é aquecido". Mas não é possível estabelecer a verdade das leis da natureza através da observação: Por exemplo, no caso da «lei» da dilatação, fazer isso implicaria observar como se comporta todo o cobre do universo quando é aquecido. Nem sequer em princípio se pode realizar todas as observações necessárias para verificar uma lei da natureza. Assim, o critério da verificabilidade implica que as leis da natureza não são científicas. Domingos Faria | CPA | # | φ 15 / 94
  • 26.
    Objeções ao critérioda verificabilidade O critério da verificabilidade é autorrefutante: Domingos Faria | CPA | # | φ 16 / 94
  • 27.
    Objeções ao critérioda verificabilidade O critério da verificabilidade é autorrefutante: Os positivistas lógicos seguem o seguinte critério: Domingos Faria | CPA | # | φ 16 / 94
  • 28.
    Objeções ao critérioda verificabilidade O critério da verificabilidade é autorrefutante: Os positivistas lógicos seguem o seguinte critério: As frases têm sentido só se forem analíticas (verdadeiras por definição) ou capazes de serem verificadas pelas experiência. Domingos Faria | CPA | # | φ 16 / 94
  • 29.
    Objeções ao critérioda verificabilidade O critério da verificabilidade é autorrefutante: Os positivistas lógicos seguem o seguinte critério: As frases têm sentido só se forem analíticas (verdadeiras por definição) ou capazes de serem verificadas pelas experiência. Porém, esse próprio critério não cumpre os requisitos que ele próprio estipula. Domingos Faria | CPA | # | φ 16 / 94
  • 30.
    Objeções ao critérioda verificabilidade O critério da verificabilidade é autorrefutante: Os positivistas lógicos seguem o seguinte critério: As frases têm sentido só se forem analíticas (verdadeiras por definição) ou capazes de serem verificadas pelas experiência. Porém, esse próprio critério não cumpre os requisitos que ele próprio estipula. Logo, segundo o critério dos positivistas, o próprio critério da verificabilidade é sem sentido. Domingos Faria | CPA | # | φ 16 / 94
  • 31.
    Problema da Demarcação Critérioda Falsificabilidade Domingos Faria | CPA | # | φ 17 / 94
  • 32.
    Critério da falsificabilidade Qualé a ideia central do critério da falsificabilidade? Karl Popper, Science, & Pseudoscience: Crash Course Philo Karl Popper, Science, & Pseudoscience: Crash Course Philo… … Domingos Faria | CPA | # | φ 18 / 94
  • 33.
    Critério da falsificabilidade Estecritério foi proposto pelo filósofo Karl Popper: Domingos Faria | CPA | # | φ 19 / 94
  • 34.
    Critério da falsificabilidade Estecritério foi proposto pelo filósofo Karl Popper: Uma teoria é científica só se for empiricamente falsificável. Domingos Faria | CPA | # | φ 19 / 94
  • 35.
    Critério da falsificabilidade Estecritério foi proposto pelo filósofo Karl Popper: Uma teoria é científica só se for empiricamente falsificável. Uma teoria é empiricamente falsificável se, e só se, for possível conceber um teste experimental que seja capaz de mostrar que a teoria é falsa. Domingos Faria | CPA | # | φ 19 / 94
  • 36.
    Critério da falsificabilidade Estecritério foi proposto pelo filósofo Karl Popper: Uma teoria é científica só se for empiricamente falsificável. Uma teoria é empiricamente falsificável se, e só se, for possível conceber um teste experimental que seja capaz de mostrar que a teoria é falsa. Consequências: Domingos Faria | CPA | # | φ 19 / 94
  • 37.
    Critério da falsificabilidade Estecritério foi proposto pelo filósofo Karl Popper: Uma teoria é científica só se for empiricamente falsificável. Uma teoria é empiricamente falsificável se, e só se, for possível conceber um teste experimental que seja capaz de mostrar que a teoria é falsa. Consequências: Se não pudermos conceber uma observação para refutar uma dada teoria, então não é falsificável – e, portanto, não é científica. Domingos Faria | CPA | # | φ 19 / 94
  • 38.
    Critério da falsificabilidade Estecritério foi proposto pelo filósofo Karl Popper: Uma teoria é científica só se for empiricamente falsificável. Uma teoria é empiricamente falsificável se, e só se, for possível conceber um teste experimental que seja capaz de mostrar que a teoria é falsa. Consequências: Se não pudermos conceber uma observação para refutar uma dada teoria, então não é falsificável – e, portanto, não é científica. Teoria falsificável $neq$ teoria falsificada. Domingos Faria | CPA | # | φ 19 / 94
  • 39.
    Critério da falsificabilidade Estecritério foi proposto pelo filósofo Karl Popper: Uma teoria é científica só se for empiricamente falsificável. Uma teoria é empiricamente falsificável se, e só se, for possível conceber um teste experimental que seja capaz de mostrar que a teoria é falsa. Consequências: Se não pudermos conceber uma observação para refutar uma dada teoria, então não é falsificável – e, portanto, não é científica. Teoria falsificável $neq$ teoria falsificada. Popper não defende que uma teoria tem de estar falsificada (refutada pela observação), Domingos Faria | CPA | # | φ 19 / 94
  • 40.
    Critério da falsificabilidade Estecritério foi proposto pelo filósofo Karl Popper: Uma teoria é científica só se for empiricamente falsificável. Uma teoria é empiricamente falsificável se, e só se, for possível conceber um teste experimental que seja capaz de mostrar que a teoria é falsa. Consequências: Se não pudermos conceber uma observação para refutar uma dada teoria, então não é falsificável – e, portanto, não é científica. Teoria falsificável $neq$ teoria falsificada. Popper não defende que uma teoria tem de estar falsificada (refutada pela observação), mas sim tem de ser falsificável (ou seja, tem de ser possível refutá-la pela observação). Domingos Faria | CPA | # | φ 19 / 94
  • 41.
    Critério da falsificabilidade Exemplosde afirmações falsificáveis: Domingos Faria | CPA | # | φ 20 / 94
  • 42.
    Critério da falsificabilidade Exemplosde afirmações falsificáveis: 1. Amanhã vai chover. 2. Todo o cobre dilata quando é aquecido. Domingos Faria | CPA | # | φ 20 / 94
  • 43.
    Critério da falsificabilidade Exemplosde afirmações falsificáveis: 1. Amanhã vai chover. 2. Todo o cobre dilata quando é aquecido. A afirmação (1) seria refutada caso não chova no dia indicado. Domingos Faria | CPA | # | φ 20 / 94
  • 44.
    Critério da falsificabilidade Exemplosde afirmações falsificáveis: 1. Amanhã vai chover. 2. Todo o cobre dilata quando é aquecido. A afirmação (1) seria refutada caso não chova no dia indicado. A afirmação (2) seria refutada pela observação de um pedaço de cobre que não dilate quando aquecido. Domingos Faria | CPA | # | φ 20 / 94
  • 45.
    Critério da falsificabilidade Exemplosde afirmações falsificáveis: 1. Amanhã vai chover. 2. Todo o cobre dilata quando é aquecido. A afirmação (1) seria refutada caso não chova no dia indicado. A afirmação (2) seria refutada pela observação de um pedaço de cobre que não dilate quando aquecido. Exemplos de afirmações não-falsificáveis: Domingos Faria | CPA | # | φ 20 / 94
  • 46.
    Critério da falsificabilidade Exemplosde afirmações falsificáveis: 1. Amanhã vai chover. 2. Todo o cobre dilata quando é aquecido. A afirmação (1) seria refutada caso não chova no dia indicado. A afirmação (2) seria refutada pela observação de um pedaço de cobre que não dilate quando aquecido. Exemplos de afirmações não-falsificáveis: 1. Amanhã vai chover ou não vai chover. 2. Há pedaços de cobre que dilatam quando aquecidos. 3. Os nativos de balança têm tendência a adiar a decisões importantes. Domingos Faria | CPA | # | φ 20 / 94
  • 47.
    Critério da falsificabilidade Exemplosde afirmações falsificáveis: 1. Amanhã vai chover. 2. Todo o cobre dilata quando é aquecido. A afirmação (1) seria refutada caso não chova no dia indicado. A afirmação (2) seria refutada pela observação de um pedaço de cobre que não dilate quando aquecido. Exemplos de afirmações não-falsificáveis: 1. Amanhã vai chover ou não vai chover. 2. Há pedaços de cobre que dilatam quando aquecidos. 3. Os nativos de balança têm tendência a adiar a decisões importantes. A afirmação (1) é uma simples verdade lógica. Domingos Faria | CPA | # | φ 20 / 94
  • 48.
    Critério da falsificabilidade Exemplosde afirmações falsificáveis: 1. Amanhã vai chover. 2. Todo o cobre dilata quando é aquecido. A afirmação (1) seria refutada caso não chova no dia indicado. A afirmação (2) seria refutada pela observação de um pedaço de cobre que não dilate quando aquecido. Exemplos de afirmações não-falsificáveis: 1. Amanhã vai chover ou não vai chover. 2. Há pedaços de cobre que dilatam quando aquecidos. 3. Os nativos de balança têm tendência a adiar a decisões importantes. A afirmação (1) é uma simples verdade lógica. A afirmação (2) não pode ser refutada se observarmos algum cobre que não dilata. Nenhuma afirmação particular é falsificável Domingos Faria | CPA | # | φ 20 / 94
  • 49.
    Critério da falsificabilidade Exemplosde afirmações falsificáveis: 1. Amanhã vai chover. 2. Todo o cobre dilata quando é aquecido. A afirmação (1) seria refutada caso não chova no dia indicado. A afirmação (2) seria refutada pela observação de um pedaço de cobre que não dilate quando aquecido. Exemplos de afirmações não-falsificáveis: 1. Amanhã vai chover ou não vai chover. 2. Há pedaços de cobre que dilatam quando aquecidos. 3. Os nativos de balança têm tendência a adiar a decisões importantes. A afirmação (1) é uma simples verdade lógica. A afirmação (2) não pode ser refutada se observarmos algum cobre que não dilata. Nenhuma afirmação particular é falsificável A (3) tem uma formulação imprecisa que a torna imune à refutação. Domingos Faria | CPA | # | φ 20 / 94
  • 50.
    Critério da falsificabilidade Exercícios:as seguintes afirmações são falsificáveis? Todas as aves usam o voo para se deslocarem. Domingos Faria | CPA | # | φ 21 / 94
  • 51.
    Critério da falsificabilidade Exercícios:as seguintes afirmações são falsificáveis? Todas as aves usam o voo para se deslocarem. [Falsificável] Domingos Faria | CPA | # | φ 21 / 94
  • 52.
    Critério da falsificabilidade Exercícios:as seguintes afirmações são falsificáveis? Todas as aves usam o voo para se deslocarem. [Falsificável] Nas próximas semanas poderá haver uma diminuição do consumo. Domingos Faria | CPA | # | φ 21 / 94
  • 53.
    Critério da falsificabilidade Exercícios:as seguintes afirmações são falsificáveis? Todas as aves usam o voo para se deslocarem. [Falsificável] Nas próximas semanas poderá haver uma diminuição do consumo.[Não falsificável] Domingos Faria | CPA | # | φ 21 / 94
  • 54.
    Critério da falsificabilidade Exercícios:as seguintes afirmações são falsificáveis? Todas as aves usam o voo para se deslocarem. [Falsificável] Nas próximas semanas poderá haver uma diminuição do consumo.[Não falsificável] Nenhuma onda pode alcançar o Palácio das Necessidades, em Lisboa. Domingos Faria | CPA | # | φ 21 / 94
  • 55.
    Critério da falsificabilidade Exercícios:as seguintes afirmações são falsificáveis? Todas as aves usam o voo para se deslocarem. [Falsificável] Nas próximas semanas poderá haver uma diminuição do consumo.[Não falsificável] Nenhuma onda pode alcançar o Palácio das Necessidades, em Lisboa. [Falsificável] Domingos Faria | CPA | # | φ 21 / 94
  • 56.
    Critério da falsificabilidade Exercícios:as seguintes afirmações são falsificáveis? Todas as aves usam o voo para se deslocarem. [Falsificável] Nas próximas semanas poderá haver uma diminuição do consumo.[Não falsificável] Nenhuma onda pode alcançar o Palácio das Necessidades, em Lisboa. [Falsificável] Há ondas de 30 metros na Praia do Norte, na Nazaré. Domingos Faria | CPA | # | φ 21 / 94
  • 57.
    Critério da falsificabilidade Exercícios:as seguintes afirmações são falsificáveis? Todas as aves usam o voo para se deslocarem. [Falsificável] Nas próximas semanas poderá haver uma diminuição do consumo.[Não falsificável] Nenhuma onda pode alcançar o Palácio das Necessidades, em Lisboa. [Falsificável] Há ondas de 30 metros na Praia do Norte, na Nazaré. [Não falsificável] Domingos Faria | CPA | # | φ 21 / 94
  • 58.
    Critério da falsificabilidade Exercícios:as seguintes afirmações são falsificáveis? Todas as aves usam o voo para se deslocarem. [Falsificável] Nas próximas semanas poderá haver uma diminuição do consumo.[Não falsificável] Nenhuma onda pode alcançar o Palácio das Necessidades, em Lisboa. [Falsificável] Há ondas de 30 metros na Praia do Norte, na Nazaré. [Não falsificável] No futuro, o nível médio das águas do mar subirá ou não subirá. Domingos Faria | CPA | # | φ 21 / 94
  • 59.
    Critério da falsificabilidade Exercícios:as seguintes afirmações são falsificáveis? Todas as aves usam o voo para se deslocarem. [Falsificável] Nas próximas semanas poderá haver uma diminuição do consumo.[Não falsificável] Nenhuma onda pode alcançar o Palácio das Necessidades, em Lisboa. [Falsificável] Há ondas de 30 metros na Praia do Norte, na Nazaré. [Não falsificável] No futuro, o nível médio das águas do mar subirá ou não subirá. [Não falsificável] Domingos Faria | CPA | # | φ 21 / 94
  • 60.
    Critério da falsificabilidade Exercícios:as seguintes afirmações são falsificáveis? Todas as aves usam o voo para se deslocarem. [Falsificável] Nas próximas semanas poderá haver uma diminuição do consumo.[Não falsificável] Nenhuma onda pode alcançar o Palácio das Necessidades, em Lisboa. [Falsificável] Há ondas de 30 metros na Praia do Norte, na Nazaré. [Não falsificável] No futuro, o nível médio das águas do mar subirá ou não subirá. [Não falsificável] Nenhum camelo bebe mais de 200 litros de água num único dia. Domingos Faria | CPA | # | φ 21 / 94
  • 61.
    Critério da falsificabilidade Exercícios:as seguintes afirmações são falsificáveis? Todas as aves usam o voo para se deslocarem. [Falsificável] Nas próximas semanas poderá haver uma diminuição do consumo.[Não falsificável] Nenhuma onda pode alcançar o Palácio das Necessidades, em Lisboa. [Falsificável] Há ondas de 30 metros na Praia do Norte, na Nazaré. [Não falsificável] No futuro, o nível médio das águas do mar subirá ou não subirá. [Não falsificável] Nenhum camelo bebe mais de 200 litros de água num único dia. [Falsificável] Domingos Faria | CPA | # | φ 21 / 94
  • 62.
    Critério da falsificabilidade Exercícios:as seguintes afirmações são falsificáveis? Todas as aves usam o voo para se deslocarem. [Falsificável] Nas próximas semanas poderá haver uma diminuição do consumo.[Não falsificável] Nenhuma onda pode alcançar o Palácio das Necessidades, em Lisboa. [Falsificável] Há ondas de 30 metros na Praia do Norte, na Nazaré. [Não falsificável] No futuro, o nível médio das águas do mar subirá ou não subirá. [Não falsificável] Nenhum camelo bebe mais de 200 litros de água num único dia. [Falsificável] As pessoas que acreditam realmente na vitória acabam sempre por vencer. Domingos Faria | CPA | # | φ 21 / 94
  • 63.
    Critério da falsificabilidade Exercícios:as seguintes afirmações são falsificáveis? Todas as aves usam o voo para se deslocarem. [Falsificável] Nas próximas semanas poderá haver uma diminuição do consumo.[Não falsificável] Nenhuma onda pode alcançar o Palácio das Necessidades, em Lisboa. [Falsificável] Há ondas de 30 metros na Praia do Norte, na Nazaré. [Não falsificável] No futuro, o nível médio das águas do mar subirá ou não subirá. [Não falsificável] Nenhum camelo bebe mais de 200 litros de água num único dia. [Falsificável] As pessoas que acreditam realmente na vitória acabam sempre por vencer. [Não falsificável] Domingos Faria | CPA | # | φ 21 / 94
  • 64.
    Critério da falsificabilidade Teoriasirrefutáveis: Teoria do desenvolvimento histórico de Karl Marx. Teoria da psicanálise de Sigmund Freud. Domingos Faria | CPA | # | φ 22 / 94
  • 65.
    Critério da falsificabilidade Teoriasirrefutáveis: Teoria do desenvolvimento histórico de Karl Marx. Teoria da psicanálise de Sigmund Freud. Estas teorias encaram qualquer observação concebível como uma verificação ou confirmação da teoria. Domingos Faria | CPA | # | φ 22 / 94
  • 66.
    Critério da falsificabilidade Teoriasirrefutáveis: Teoria do desenvolvimento histórico de Karl Marx. Teoria da psicanálise de Sigmund Freud. Estas teorias encaram qualquer observação concebível como uma verificação ou confirmação da teoria. Por exemplo, se todas as atitudes humanas concebíveis são interpretadas como expressando sentimentos de inferioridade, então parece fácil confirmar a teoria. Domingos Faria | CPA | # | φ 22 / 94
  • 67.
    Critério da falsificabilidade Teoriasirrefutáveis: Teoria do desenvolvimento histórico de Karl Marx. Teoria da psicanálise de Sigmund Freud. Estas teorias encaram qualquer observação concebível como uma verificação ou confirmação da teoria. Por exemplo, se todas as atitudes humanas concebíveis são interpretadas como expressando sentimentos de inferioridade, então parece fácil confirmar a teoria. Contudo, um tal ato de confirmar não tem qualquer valor, uma vez que torna a teoria irrefutável. Domingos Faria | CPA | # | φ 22 / 94
  • 68.
    Critério da falsificabilidade Grausde falsificabilidade: 1. Amanhã vai chover ou não vai chover. 2. Amanhã vai chover. 3. Amanhã vai chover à tarde. 4. Amanhã vai chover entre as três e as cinco da tarde. Domingos Faria | CPA | # | φ 23 / 94
  • 69.
    Critério da falsificabilidade Grausde falsificabilidade: 1. Amanhã vai chover ou não vai chover. 2. Amanhã vai chover. 3. Amanhã vai chover à tarde. 4. Amanhã vai chover entre as três e as cinco da tarde. A afirmação (1) não é falsificável. Domingos Faria | CPA | # | φ 23 / 94
  • 70.
    Critério da falsificabilidade Grausde falsificabilidade: 1. Amanhã vai chover ou não vai chover. 2. Amanhã vai chover. 3. Amanhã vai chover à tarde. 4. Amanhã vai chover entre as três e as cinco da tarde. A afirmação (1) não é falsificável. Todas as restantes são falsificáveis, mas cada uma delas é mais falsificável do que anterior, pois Domingos Faria | CPA | # | φ 23 / 94
  • 71.
    Critério da falsificabilidade Grausde falsificabilidade: 1. Amanhã vai chover ou não vai chover. 2. Amanhã vai chover. 3. Amanhã vai chover à tarde. 4. Amanhã vai chover entre as três e as cinco da tarde. A afirmação (1) não é falsificável. Todas as restantes são falsificáveis, mas cada uma delas é mais falsificável do que anterior, pois envolve mais riscos de se vir a revelar falsa (dado que contêm mais informação). Domingos Faria | CPA | # | φ 23 / 94
  • 72.
    Critério da falsificabilidade Grausde falsificabilidade: 1. Amanhã vai chover ou não vai chover. 2. Amanhã vai chover. 3. Amanhã vai chover à tarde. 4. Amanhã vai chover entre as três e as cinco da tarde. A afirmação (1) não é falsificável. Todas as restantes são falsificáveis, mas cada uma delas é mais falsificável do que anterior, pois envolve mais riscos de se vir a revelar falsa (dado que contêm mais informação). Assim, as teorias com maior grau de falsificabilidade são teorias com maior grau de informação. Domingos Faria | CPA | # | φ 23 / 94
  • 73.
    Critério da falsificabilidade Grausde falsificabilidade: 1. Amanhã vai chover ou não vai chover. 2. Amanhã vai chover. 3. Amanhã vai chover à tarde. 4. Amanhã vai chover entre as três e as cinco da tarde. A afirmação (1) não é falsificável. Todas as restantes são falsificáveis, mas cada uma delas é mais falsificável do que anterior, pois envolve mais riscos de se vir a revelar falsa (dado que contêm mais informação). Assim, as teorias com maior grau de falsificabilidade são teorias com maior grau de informação. Ou seja, as teorias informativas são as que correm maiores riscos de ser refutadas pela observação. Domingos Faria | CPA | # | φ 23 / 94
  • 74.
    Critério da falsificabilidade Grausde falsificabilidade: 1. Amanhã vai chover ou não vai chover. 2. Amanhã vai chover. 3. Amanhã vai chover à tarde. 4. Amanhã vai chover entre as três e as cinco da tarde. A afirmação (1) não é falsificável. Todas as restantes são falsificáveis, mas cada uma delas é mais falsificável do que anterior, pois envolve mais riscos de se vir a revelar falsa (dado que contêm mais informação). Assim, as teorias com maior grau de falsificabilidade são teorias com maior grau de informação. Ou seja, as teorias informativas são as que correm maiores riscos de ser refutadas pela observação. Para Popper, em ciência queremos teorias falsificáveis e muito informativas. Domingos Faria | CPA | # | φ 23 / 94
  • 75.
    Critério da falsificabilidade:exercício Considere as seguintes afirmações: 1. Todo o cobre dilata quando é aquecido. 2. Todo o metal dilata quando é aquecido. 3. O metal dilata quando é aquecido ou não dilata quando é aquecido. Qual é a afirmação mais falsificável? E a menos falsificável? Justifica. Domingos Faria | CPA | # | φ 24 / 94
  • 76.
    Critério da falsificabilidade:exercício Considere as seguintes afirmações: 1. Todo o cobre dilata quando é aquecido. 2. Todo o metal dilata quando é aquecido. 3. O metal dilata quando é aquecido ou não dilata quando é aquecido. Qual é a afirmação mais falsificável? E a menos falsificável? Justifica. A proposições (2) é mais informativa (tem mais conteúdo empírico) do que a (1). Domingos Faria | CPA | # | φ 24 / 94
  • 77.
    Critério da falsificabilidade:exercício Considere as seguintes afirmações: 1. Todo o cobre dilata quando é aquecido. 2. Todo o metal dilata quando é aquecido. 3. O metal dilata quando é aquecido ou não dilata quando é aquecido. Qual é a afirmação mais falsificável? E a menos falsificável? Justifica. A proposições (2) é mais informativa (tem mais conteúdo empírico) do que a (1). Assim, (2) tem um grau de falsificabilidade mais elevado (i.e. corre maiores riscos de ser refutada pela experiência). Domingos Faria | CPA | # | φ 24 / 94
  • 78.
    Critério da falsificabilidade:exercício Considere as seguintes afirmações: 1. Todo o cobre dilata quando é aquecido. 2. Todo o metal dilata quando é aquecido. 3. O metal dilata quando é aquecido ou não dilata quando é aquecido. Qual é a afirmação mais falsificável? E a menos falsificável? Justifica. A proposições (2) é mais informativa (tem mais conteúdo empírico) do que a (1). Assim, (2) tem um grau de falsificabilidade mais elevado (i.e. corre maiores riscos de ser refutada pela experiência). Por exemplo: a observação de um pedaço de ferro que não dilatasse ao ser aquecido refutaria (2), mas não refutaria (1). Domingos Faria | CPA | # | φ 24 / 94
  • 79.
    Critério da falsificabilidade:exercício Ordena, do menor para o maior grau de falsificabilidade, as seguintes afirmações: 1. Se fizeres trinta testes teóricos com poucos erros e tiveres aproximadamente quarenta aulas práticas, terás sucesso no exame de condução. 2. Se te preparares bem, terás sucesso no exame de condução. 3. Se fizeres os trinta testes teóricos do livro Conduzir Sem Acidentes com menos de 5% de erros e tiveres quarenta aulas práticas, terás sucesso no exame de condução. 4. Se fizeres muitos testes e tiveres um elevado número de aulas práticas, terás sucesso no exame de condução. Domingos Faria | CPA | # | φ 25 / 94
  • 80.
    Critério da falsificabilidade:exercício Ordena, do menor para o maior grau de falsificabilidade, as seguintes afirmações: 1. Se fizeres trinta testes teóricos com poucos erros e tiveres aproximadamente quarenta aulas práticas, terás sucesso no exame de condução. 2. Se te preparares bem, terás sucesso no exame de condução. 3. Se fizeres os trinta testes teóricos do livro Conduzir Sem Acidentes com menos de 5% de erros e tiveres quarenta aulas práticas, terás sucesso no exame de condução. 4. Se fizeres muitos testes e tiveres um elevado número de aulas práticas, terás sucesso no exame de condução. Ordem: 2, 4, 1, 3 Domingos Faria | CPA | # | φ 25 / 94
  • 81.
    Critério da falsificabilidade Deacordo com Popper, as teorias científicas são falsificáveis e podem sê-lo num grau maior ou menor. Domingos Faria | CPA | # | φ 26 / 94
  • 82.
    Critério da falsificabilidade Deacordo com Popper, as teorias científicas são falsificáveis e podem sê-lo num grau maior ou menor. Consideremos as seguintes proposições simples: Domingos Faria | CPA | # | φ 26 / 94
  • 83.
    Critério da falsificabilidade Deacordo com Popper, as teorias científicas são falsificáveis e podem sê-lo num grau maior ou menor. Consideremos as seguintes proposições simples: $P$: O leite pasteurizado conserva-se durante semanas. $Q$: O calor debilita os pequenos organismos. $R$: A substância que azeda o leite é produzida por pequenos organismos. Domingos Faria | CPA | # | φ 26 / 94
  • 84.
    Critério da falsificabilidade Deacordo com Popper, as teorias científicas são falsificáveis e podem sê-lo num grau maior ou menor. Consideremos as seguintes proposições simples: $P$: O leite pasteurizado conserva-se durante semanas. $Q$: O calor debilita os pequenos organismos. $R$: A substância que azeda o leite é produzida por pequenos organismos. Com base nestas proposições podemos conceber várias teorias... Domingos Faria | CPA | # | φ 26 / 94
  • 85.
    Critério da falsificabilidade Imaginemosque são apresentadas as seguintes teorias: T1: O leite pasteurizado conserva-se durante semanas. T2: O leite pasteurizado conserva-se durante semanas e o calor debilita os pequenos organismos. T3: O leite pasteurizado conserva-se durante semanas e o calor debilita os pequenos organismos e a substância que azeda o leite é produzida por pequenos organismos. Domingos Faria | CPA | # | φ 27 / 94
  • 86.
    Critério da falsificabilidade Imaginemosque são apresentadas as seguintes teorias: T1: O leite pasteurizado conserva-se durante semanas. T2: O leite pasteurizado conserva-se durante semanas e o calor debilita os pequenos organismos. T3: O leite pasteurizado conserva-se durante semanas e o calor debilita os pequenos organismos e a substância que azeda o leite é produzida por pequenos organismos. Qual destas três teorias seria a mais falsificável e, portanto, a mais interessante para a ciência? Domingos Faria | CPA | # | φ 27 / 94
  • 87.
    Critério da falsificabilidade Formasproposicionais das teorias apresentadas: T1: $P$ T2: $(P wedge Q)$ T3: $((P wedge Q) wedge R)$ Domingos Faria | CPA | # | φ 28 / 94
  • 88.
    Critério da falsificabilidade Formasproposicionais das teorias apresentadas: T1: $P$ T2: $(P wedge Q)$ T3: $((P wedge Q) wedge R)$ $$ begin{array}{@{ }c@{ }@{ }c@{ }@{ }c | c | c@{}@{ }c@{ }@{ }c@{ }@{ }c@{ }@{}c@{ } | c@{}@{}c@{}@{ }c@{ }@{ }c@{ }@{ }c@{ }@{}c@{}@{ }c@{ }@{ }c@{ }@{}c@{ }} P & Q & R & P & ( & P & wedge & Q & ) & ( & ( & P & wedge & Q & ) & wedge & R & ) hline V & V & V & color{red}{V} & & V & color{red}{V} & V & & & & V & V & V & & color{red}{V} & V & V & V & F & color{red}{V} & & V & color{red}{V} & V & & & & V & V & V & & color{red}{F} & F & V & F & V & color{red}{V} & & V & color{red}{F} & F & & & & V & F & F & & color{red}{F} & V & V & F & F & color{red}{V} & & V & color{red}{F} & F & & & & V & F & F & & color{red}{F} & F & F & V & V & color{red}{F} & & F & color{red}{F} & V & & & & F & F & V & & color{red}{F} & V & F & V & F & color{red}{F} & & F & color{red}{F} & V & & & & F & F & V & & color{red}{F} & F & F & F & V & color{red}{F} & & F & color{red}{F} & F & & & & F & F & F & & color{red}{F} & V & F & F & F & color{red}{F} & & F & color{red}{F} & F & & & & F & F & F & & color{red}{F} & F & end{array} $$ Domingos Faria | CPA | # | φ 28 / 94
  • 89.
    Critério da falsificabilidade Resultadoda aplicação da tabela de verdade: Domingos Faria | CPA | # | φ 29 / 94
  • 90.
    Critério da falsificabilidade Resultadoda aplicação da tabela de verdade: A teoria cuja forma proposicional é $((P wedge Q) wedge R)$ é mais falsificável do que as teorias cujas formas são $(P wedge Q)$ ou simplesmente $P$. Domingos Faria | CPA | # | φ 29 / 94
  • 91.
    Critério da falsificabilidade Resultadoda aplicação da tabela de verdade: A teoria cuja forma proposicional é $((P wedge Q) wedge R)$ é mais falsificável do que as teorias cujas formas são $(P wedge Q)$ ou simplesmente $P$. Assim, a teoria mais informativa é a mais falsificável e o grau de falsificabilidade das teorias depende da informação que proporcionam. Domingos Faria | CPA | # | φ 29 / 94
  • 92.
    Critério da falsificabilidade Resultadoda aplicação da tabela de verdade: A teoria cuja forma proposicional é $((P wedge Q) wedge R)$ é mais falsificável do que as teorias cujas formas são $(P wedge Q)$ ou simplesmente $P$. Assim, a teoria mais informativa é a mais falsificável e o grau de falsificabilidade das teorias depende da informação que proporcionam. Será este critério da falsificabilidade plausível? Domingos Faria | CPA | # | φ 29 / 94
  • 93.
    Objeções ao critérioda falsificabilidade Domingos Faria | CPA | # | φ 30 / 94
  • 94.
    Objeções ao critérioda falsificabilidade Nem todas as teorias científicas são falsificáveis: Domingos Faria | CPA | # | φ 30 / 94
  • 95.
    Objeções ao critérioda falsificabilidade Nem todas as teorias científicas são falsificáveis: Algumas teorias científicas referem-se a objetos que não são diretamente observáveis. Domingos Faria | CPA | # | φ 30 / 94
  • 96.
    Objeções ao critérioda falsificabilidade Nem todas as teorias científicas são falsificáveis: Algumas teorias científicas referem-se a objetos que não são diretamente observáveis. Nesse caso, não é inteiramente claro que, à partida, seja possível conceber um teste experimental capaz de mostrar a sua falsidade. Domingos Faria | CPA | # | φ 30 / 94
  • 97.
    Objeções ao critérioda falsificabilidade Nem todas as teorias científicas são falsificáveis: Algumas teorias científicas referem-se a objetos que não são diretamente observáveis. Nesse caso, não é inteiramente claro que, à partida, seja possível conceber um teste experimental capaz de mostrar a sua falsidade. Falsificações inconclusivas: Domingos Faria | CPA | # | φ 30 / 94
  • 98.
    Objeções ao critérioda falsificabilidade Nem todas as teorias científicas são falsificáveis: Algumas teorias científicas referem-se a objetos que não são diretamente observáveis. Nesse caso, não é inteiramente claro que, à partida, seja possível conceber um teste experimental capaz de mostrar a sua falsidade. Falsificações inconclusivas: Um insucesso empírico pode ser atribuído quer ao teste, quer a uma das proposições acessórias da teoria e, por isso, nenhuma teoria científica pode ser conclusivamente falsificada por uma única observação ou por uma única experiência. Domingos Faria | CPA | # | φ 30 / 94
  • 99.
    Objeções ao critérioda falsificabilidade Não está de acordo com a prática científica: Domingos Faria | CPA | # | φ 31 / 94
  • 100.
    Objeções ao critérioda falsificabilidade Não está de acordo com a prática científica: A história da ciência ensina-nos que os cientistas procuram salvar as suas teorias quando elas enfrentam uma refutação empírica. Domingos Faria | CPA | # | φ 31 / 94
  • 101.
    Objeções ao critérioda falsificabilidade Não está de acordo com a prática científica: A história da ciência ensina-nos que os cientistas procuram salvar as suas teorias quando elas enfrentam uma refutação empírica. Na verdade, face a uma observação ou a um teste experimental cujo resultado não esteja de acordo com a teoria, os cientistas mais facilmente põem em causa o teste (ou as condições de realização do teste) do que a própria teoria. Domingos Faria | CPA | # | φ 31 / 94
  • 102.
    Objeções ao critérioda falsificabilidade Não está de acordo com a prática científica: A história da ciência ensina-nos que os cientistas procuram salvar as suas teorias quando elas enfrentam uma refutação empírica. Na verdade, face a uma observação ou a um teste experimental cujo resultado não esteja de acordo com a teoria, os cientistas mais facilmente põem em causa o teste (ou as condições de realização do teste) do que a própria teoria. Thomas Kuhn realizou um estudo aprofundado da história da ciência e constatou que, contrariamente ao que se poderia supor, os cientistas são muito resistentes à mudança. Domingos Faria | CPA | # | φ 31 / 94
  • 103.
    Síntese A Falsi caçãode Karl Popper A Falsi cação de Karl Popper Domingos Faria | CPA | # | φ 32 / 94
  • 104.
    Problema do MétodoCientífico Domingos Faria | CPA | # | φ 33 / 94
  • 105.
    Problema do MétodoCientífico Formulação do problema: Em que consiste o método científico? O que caracteriza o método científico? Domingos Faria | CPA | # | φ 34 / 94
  • 106.
    Problema do MétodoCientífico Formulação do problema: Em que consiste o método científico? O que caracteriza o método científico? Respostas ao problema: Indutivismo Falsificacionismo Domingos Faria | CPA | # | φ 34 / 94
  • 107.
    Problema do MétodoCientífico Resposta Indutivista Domingos Faria | CPA | # | φ 35 / 94
  • 108.
    Resposta Indutivista Leitura doTexto 11: "O Papel da Indução na Ciência". Em que consiste o método científico de acordo com o indutivismo? Domingos Faria | CPA | # | φ 36 / 94
  • 109.
    Resposta Indutivista O indutivistadefende que uma teoria científica se desenvolve nos seguintes momentos fundamentais: Domingos Faria | CPA | # | φ 37 / 94
  • 110.
    Resposta Indutivista O indutivistadefende que uma teoria científica se desenvolve nos seguintes momentos fundamentais: 1. A observação é o ponto de partida da investigação científica. 2. As teorias científicas são elaboradas mediante um processo de generalização indutiva. 3. Depois da teoria ter sido elabora, faz-se o seguinte: Tenta-se encontrar confirmações adicionais para a teoria. Usa-se a teoria na procura de generalizações indutivas mais vastas. Domingos Faria | CPA | # | φ 37 / 94
  • 111.
    Resposta Indutivista O indutivistadefende que uma teoria científica se desenvolve nos seguintes momentos fundamentais: 1. A observação é o ponto de partida da investigação científica. 2. As teorias científicas são elaboradas mediante um processo de generalização indutiva. 3. Depois da teoria ter sido elabora, faz-se o seguinte: Tenta-se encontrar confirmações adicionais para a teoria. Usa-se a teoria na procura de generalizações indutivas mais vastas. Em (1) exprime-se a ideia de que a observação precede a teoria. Domingos Faria | CPA | # | φ 37 / 94
  • 112.
    Resposta Indutivista O indutivistadefende que uma teoria científica se desenvolve nos seguintes momentos fundamentais: 1. A observação é o ponto de partida da investigação científica. 2. As teorias científicas são elaboradas mediante um processo de generalização indutiva. 3. Depois da teoria ter sido elabora, faz-se o seguinte: Tenta-se encontrar confirmações adicionais para a teoria. Usa-se a teoria na procura de generalizações indutivas mais vastas. Em (1) exprime-se a ideia de que a observação precede a teoria. Antes de conceber qualquer teoria, o cientista observa o mundo e regista uma grande quantidade de factos observacionais. Domingos Faria | CPA | # | φ 37 / 94
  • 113.
    Resposta Indutivista O indutivistadefende que uma teoria científica se desenvolve nos seguintes momentos fundamentais: 1. A observação é o ponto de partida da investigação científica. 2. As teorias científicas são elaboradas mediante um processo de generalização indutiva. 3. Depois da teoria ter sido elabora, faz-se o seguinte: Tenta-se encontrar confirmações adicionais para a teoria. Usa-se a teoria na procura de generalizações indutivas mais vastas. Em (1) exprime-se a ideia de que a observação precede a teoria. Antes de conceber qualquer teoria, o cientista observa o mundo e regista uma grande quantidade de factos observacionais. A sua observação deve ser totalmente pura ou isenta. Domingos Faria | CPA | # | φ 37 / 94
  • 114.
    Resposta Indutivista O indutivistadefende que uma teoria científica se desenvolve nos seguintes momentos fundamentais: 1. A observação é o ponto de partida da investigação científica. 2. As teorias científicas são elaboradas mediante um processo de generalização indutiva. 3. Depois da teoria ter sido elabora, faz-se o seguinte: Tenta-se encontrar confirmações adicionais para a teoria. Usa-se a teoria na procura de generalizações indutivas mais vastas. Domingos Faria | CPA | # | φ 37 / 94
  • 115.
    Resposta Indutivista O indutivistadefende que uma teoria científica se desenvolve nos seguintes momentos fundamentais: 1. A observação é o ponto de partida da investigação científica. 2. As teorias científicas são elaboradas mediante um processo de generalização indutiva. 3. Depois da teoria ter sido elabora, faz-se o seguinte: Tenta-se encontrar confirmações adicionais para a teoria. Usa-se a teoria na procura de generalizações indutivas mais vastas. Em (2) exprime-se a ideia de que a passagem da observação para a teoria se dá mediante inferência indutivas. Domingos Faria | CPA | # | φ 37 / 94
  • 116.
    Resposta Indutivista O indutivistadefende que uma teoria científica se desenvolve nos seguintes momentos fundamentais: 1. A observação é o ponto de partida da investigação científica. 2. As teorias científicas são elaboradas mediante um processo de generalização indutiva. 3. Depois da teoria ter sido elabora, faz-se o seguinte: Tenta-se encontrar confirmações adicionais para a teoria. Usa-se a teoria na procura de generalizações indutivas mais vastas. Em (2) exprime-se a ideia de que a passagem da observação para a teoria se dá mediante inferência indutivas. As proposições universais que captam leis da natureza são descobertas por indução. Domingos Faria | CPA | # | φ 37 / 94
  • 117.
    Resposta Indutivista O indutivistadefende que uma teoria científica se desenvolve nos seguintes momentos fundamentais: 1. A observação é o ponto de partida da investigação científica. 2. As teorias científicas são elaboradas mediante um processo de generalização indutiva. 3. Depois da teoria ter sido elabora, faz-se o seguinte: Tenta-se encontrar confirmações adicionais para a teoria. Usa-se a teoria na procura de generalizações indutivas mais vastas. Domingos Faria | CPA | # | φ 37 / 94
  • 118.
    Resposta Indutivista O indutivistadefende que uma teoria científica se desenvolve nos seguintes momentos fundamentais: 1. A observação é o ponto de partida da investigação científica. 2. As teorias científicas são elaboradas mediante um processo de generalização indutiva. 3. Depois da teoria ter sido elabora, faz-se o seguinte: Tenta-se encontrar confirmações adicionais para a teoria. Usa-se a teoria na procura de generalizações indutivas mais vastas. No momento (3) visa-se encontrar mais factos que confirmem a sua teoria. Domingos Faria | CPA | # | φ 37 / 94
  • 119.
    Resposta Indutivista O indutivistadefende que uma teoria científica se desenvolve nos seguintes momentos fundamentais: 1. A observação é o ponto de partida da investigação científica. 2. As teorias científicas são elaboradas mediante um processo de generalização indutiva. 3. Depois da teoria ter sido elabora, faz-se o seguinte: Tenta-se encontrar confirmações adicionais para a teoria. Usa-se a teoria na procura de generalizações indutivas mais vastas. No momento (3) visa-se encontrar mais factos que confirmem a sua teoria. Com isso a teoria ficará confirmada num grau mais elevado. Domingos Faria | CPA | # | φ 37 / 94
  • 120.
    Resposta Indutivista O indutivistadefende que uma teoria científica se desenvolve nos seguintes momentos fundamentais: 1. A observação é o ponto de partida da investigação científica. 2. As teorias científicas são elaboradas mediante um processo de generalização indutiva. 3. Depois da teoria ter sido elabora, faz-se o seguinte: Tenta-se encontrar confirmações adicionais para a teoria. Usa-se a teoria na procura de generalizações indutivas mais vastas. No momento (3) visa-se encontrar mais factos que confirmem a sua teoria. Com isso a teoria ficará confirmada num grau mais elevado. Além disso, pode partir das leis já descobertas para, também por indução, encontrar leis ainda mais gerais. Domingos Faria | CPA | # | φ 37 / 94
  • 121.
    Resposta Indutivista O indutivistadefende que uma teoria científica se desenvolve nos seguintes momentos fundamentais: 1. A observação é o ponto de partida da investigação científica. 2. As teorias científicas são elaboradas mediante um processo de generalização indutiva. 3. Depois da teoria ter sido elabora, faz-se o seguinte: Tenta-se encontrar confirmações adicionais para a teoria. Usa-se a teoria na procura de generalizações indutivas mais vastas. Domingos Faria | CPA | # | φ 37 / 94
  • 122.
    Resposta Indutivista O indutivistadefende que uma teoria científica se desenvolve nos seguintes momentos fundamentais: 1. A observação é o ponto de partida da investigação científica. 2. As teorias científicas são elaboradas mediante um processo de generalização indutiva. 3. Depois da teoria ter sido elabora, faz-se o seguinte: Tenta-se encontrar confirmações adicionais para a teoria. Usa-se a teoria na procura de generalizações indutivas mais vastas. Em suma, o indutivista vê a ciência como um corpo de conhecimento solidamente assente na observação. Todas as teorias científicas resultam de generalizações indutivas feitas a partir da experiência. Domingos Faria | CPA | # | φ 37 / 94
  • 123.
    Resposta Indutivista O indutivistadefende que uma teoria científica se desenvolve nos seguintes momentos fundamentais: 1. A observação é o ponto de partida da investigação científica. 2. As teorias científicas são elaboradas mediante um processo de generalização indutiva. 3. Depois da teoria ter sido elabora, faz-se o seguinte: Tenta-se encontrar confirmações adicionais para a teoria. Usa-se a teoria na procura de generalizações indutivas mais vastas. Em suma, o indutivista vê a ciência como um corpo de conhecimento solidamente assente na observação. Todas as teorias científicas resultam de generalizações indutivas feitas a partir da experiência. Mas será a resposta indutivista uma teoria plausível? Domingos Faria | CPA | # | φ 37 / 94
  • 124.
    Objeções à respostaIndutivista Domingos Faria | CPA | # | φ 38 / 94
  • 125.
    Objeções à respostaIndutivista Não existe observação pura. Domingos Faria | CPA | # | φ 38 / 94
  • 126.
    Objeções à respostaIndutivista Não existe observação pura. O indutivista diz que a investigação científica assenta na observação pura (i.e. na observação que é conduzida sem influência de quaisquer teorias). Domingos Faria | CPA | # | φ 38 / 94
  • 127.
    Objeções à respostaIndutivista Não existe observação pura. O indutivista diz que a investigação científica assenta na observação pura (i.e. na observação que é conduzida sem influência de quaisquer teorias). Contudo a observação pura é impossível. Domingos Faria | CPA | # | φ 38 / 94
  • 128.
    Objeções à respostaIndutivista Não existe observação pura. O indutivista diz que a investigação científica assenta na observação pura (i.e. na observação que é conduzida sem influência de quaisquer teorias). Contudo a observação pura é impossível. Os cientistas são influenciados de diversas formas por teorias (têm certas expetativas teóricas, aceitam certos pressupostos teóricos, confiam em certas teorias). Domingos Faria | CPA | # | φ 38 / 94
  • 129.
    Objeções à respostaIndutivista Não existe observação pura. O indutivista diz que a investigação científica assenta na observação pura (i.e. na observação que é conduzida sem influência de quaisquer teorias). Contudo a observação pura é impossível. Os cientistas são influenciados de diversas formas por teorias (têm certas expetativas teóricas, aceitam certos pressupostos teóricos, confiam em certas teorias). A este propósito Karl Popper (1963) escreve o seguinte: Há vinte e cinco anos, tentei trazer esta questão a um grupo de estudantes de Física, em Viena, iniciando uma conferência com as seguintes instruções: “Peguem no lápis e no papel; observem cuidadosamente e anotem o que observarem!” Eles perguntaram, como é óbvio, o que é que eu queria que eles observassem. Manifestamente, a instruções “Observem!” é absurda. (...) A observação é sempre seletiva. Requer um objeto determinado, uma tarefa definida, um interesse, um ponto de vista, um problema. Domingos Faria | CPA | # | φ 38 / 94
  • 130.
    Objeções à respostaIndutivista As teorias científicas referem objetos que não são observáveis. Domingos Faria | CPA | # | φ 39 / 94
  • 131.
    Objeções à respostaIndutivista As teorias científicas referem objetos que não são observáveis. O indutivista diz que as teorias científicas são generalizações indutivas formadas a partir da observação de casos particulares. Domingos Faria | CPA | # | φ 39 / 94
  • 132.
    Objeções à respostaIndutivista As teorias científicas referem objetos que não são observáveis. O indutivista diz que as teorias científicas são generalizações indutivas formadas a partir da observação de casos particulares. Contudo, muitas teorias científicas referem objetos como neutrinos e eletrões, genes e moléculas de ADN. Domingos Faria | CPA | # | φ 39 / 94
  • 133.
    Objeções à respostaIndutivista As teorias científicas referem objetos que não são observáveis. O indutivista diz que as teorias científicas são generalizações indutivas formadas a partir da observação de casos particulares. Contudo, muitas teorias científicas referem objetos como neutrinos e eletrões, genes e moléculas de ADN. Estes objetos não são observáveis (ou, pelo menos, não eram observáveis na altura em que foram concebidas as teorias que os referem). Domingos Faria | CPA | # | φ 39 / 94
  • 134.
    Objeções à respostaIndutivista As teorias científicas referem objetos que não são observáveis. O indutivista diz que as teorias científicas são generalizações indutivas formadas a partir da observação de casos particulares. Contudo, muitas teorias científicas referem objetos como neutrinos e eletrões, genes e moléculas de ADN. Estes objetos não são observáveis (ou, pelo menos, não eram observáveis na altura em que foram concebidas as teorias que os referem). Por isso, essas teorias não podem ter sido desenvolvidas mediante simples generalizações indutivas baseadas na observação. Domingos Faria | CPA | # | φ 39 / 94
  • 135.
    Objeções à respostaIndutivista A estrutura lógica dos indutivistas de verificação de teorias é falaciosa. Domingos Faria | CPA | # | φ 40 / 94
  • 136.
    Objeções à respostaIndutivista A estrutura lógica dos indutivistas de verificação de teorias é falaciosa. No momento (3) procura-se mais factos (previsões) que confirmem a sua teoria. Domingos Faria | CPA | # | φ 40 / 94
  • 137.
    Objeções à respostaIndutivista A estrutura lógica dos indutivistas de verificação de teorias é falaciosa. No momento (3) procura-se mais factos (previsões) que confirmem a sua teoria. Mas esse raciocínio tem uma estrutura lógica falaciosa: Domingos Faria | CPA | # | φ 40 / 94
  • 138.
    Objeções à respostaIndutivista A estrutura lógica dos indutivistas de verificação de teorias é falaciosa. No momento (3) procura-se mais factos (previsões) que confirmem a sua teoria. Mas esse raciocínio tem uma estrutura lógica falaciosa: Sendo $T$ (teoria) e $P$ (previsão), o indutivista no momento (3) apresenta o seguinte raciocínio: 1. $(T to P)$ 2. $P$ 3. $therefore T$ Domingos Faria | CPA | # | φ 40 / 94
  • 139.
    Objeções à respostaIndutivista A estrutura lógica dos indutivistas de verificação de teorias é falaciosa. No momento (3) procura-se mais factos (previsões) que confirmem a sua teoria. Mas esse raciocínio tem uma estrutura lógica falaciosa: Sendo $T$ (teoria) e $P$ (previsão), o indutivista no momento (3) apresenta o seguinte raciocínio: 1. $(T to P)$ 2. $P$ 3. $therefore T$ Esta forma lógica corresponde à falácia da afirmação do consequente. Domingos Faria | CPA | # | φ 40 / 94
  • 140.
    Objeções à respostaIndutivista Crítica de Hume: a indução é injustificável. Domingos Faria | CPA | # | φ 41 / 94
  • 141.
    Admitindo que aindução é injustificável (dado que o $PUN$ não tem justificação), chegamos facilmente à conclusão de que a ciência não é digna de crédito. Objeções à resposta Indutivista Crítica de Hume: a indução é injustificável. Domingos Faria | CPA | # | φ 41 / 94
  • 142.
    Admitindo que aindução é injustificável (dado que o $PUN$ não tem justificação), chegamos facilmente à conclusão de que a ciência não é digna de crédito. 1. A indução é injustificável. 2. Se a indução é injustificável, a ciência não é uma atividade racional. 3. $therefore$ A ciência não é uma atividade racional. Objeções à resposta Indutivista Crítica de Hume: a indução é injustificável. Domingos Faria | CPA | # | φ 41 / 94
  • 143.
    Admitindo que aindução é injustificável (dado que o $PUN$ não tem justificação), chegamos facilmente à conclusão de que a ciência não é digna de crédito. 1. A indução é injustificável. 2. Se a indução é injustificável, a ciência não é uma atividade racional. 3. $therefore$ A ciência não é uma atividade racional. Objeções à resposta Indutivista Crítica de Hume: a indução é injustificável. Se quisermos continuar a confiar na ciência e sustentar que a ciência é uma atividade racional, temos de rejeitar o indutivismo. Domingos Faria | CPA | # | φ 41 / 94
  • 144.
    Objeções à respostaIndutivista Crítica de Hume: a indução é injustificável. NO JARDIM DA FILOSOFIA - António Zilhão sobre o proble NO JARDIM DA FILOSOFIA - António Zilhão sobre o proble… … Domingos Faria | CPA | # | φ 42 / 94
  • 145.
    Problema do MétodoCientífico Resposta Falsificacionista Domingos Faria | CPA | # | φ 43 / 94
  • 146.
    Resposta Falsificacionista Leitura doTexto 12: "A Lógica da Investigação Científica". Em que consiste o método científico de acordo com o falsificacionismo? Domingos Faria | CPA | # | φ 44 / 94
  • 147.
    Resposta Falsificacionista Karl Popper,ao defender uma resposta falsificacionista, sustenta que uma teoria científica se desenvolve nos seguintes momentos fundamentais: Domingos Faria | CPA | # | φ 45 / 94
  • 148.
    Resposta Falsificacionista Karl Popper,ao defender uma resposta falsificacionista, sustenta que uma teoria científica se desenvolve nos seguintes momentos fundamentais: 1. Formulação de um problema. 2. Apresentação da teoria como hipótese ou conjetura. 3. Tentativas de refutação da teoria através de testes experimentais. Domingos Faria | CPA | # | φ 45 / 94
  • 149.
    Resposta Falsificacionista Karl Popper,ao defender uma resposta falsificacionista, sustenta que uma teoria científica se desenvolve nos seguintes momentos fundamentais: 1. Formulação de um problema. 2. Apresentação da teoria como hipótese ou conjetura. 3. Tentativas de refutação da teoria através de testes experimentais. Este método é conhecido como "o método das conjeturas e refutações". Domingos Faria | CPA | # | φ 45 / 94
  • 150.
    Resposta Falsificacionista Karl Popper,ao defender uma resposta falsificacionista, sustenta que uma teoria científica se desenvolve nos seguintes momentos fundamentais: 1. Formulação de um problema. 2. Apresentação da teoria como hipótese ou conjetura. 3. Tentativas de refutação da teoria através de testes experimentais. Domingos Faria | CPA | # | φ 45 / 94
  • 151.
    Resposta Falsificacionista Karl Popper,ao defender uma resposta falsificacionista, sustenta que uma teoria científica se desenvolve nos seguintes momentos fundamentais: 1. Formulação de um problema. 2. Apresentação da teoria como hipótese ou conjetura. 3. Tentativas de refutação da teoria através de testes experimentais. De acordo com (1), uma teoria científica parte sempre de um problema. Se não houver problema, a investigação nem sequer arranca. Domingos Faria | CPA | # | φ 45 / 94
  • 152.
    Resposta Falsificacionista Karl Popper,ao defender uma resposta falsificacionista, sustenta que uma teoria científica se desenvolve nos seguintes momentos fundamentais: 1. Formulação de um problema. 2. Apresentação da teoria como hipótese ou conjetura. 3. Tentativas de refutação da teoria através de testes experimentais. De acordo com (1), uma teoria científica parte sempre de um problema. Se não houver problema, a investigação nem sequer arranca. Assim, o cientista começa por colocar uma questão cujo interesse e significado depende de um determinado contexto teórico. Domingos Faria | CPA | # | φ 45 / 94
  • 153.
    Resposta Falsificacionista Karl Popper,ao defender uma resposta falsificacionista, sustenta que uma teoria científica se desenvolve nos seguintes momentos fundamentais: 1. Formulação de um problema. 2. Apresentação da teoria como hipótese ou conjetura. 3. Tentativas de refutação da teoria através de testes experimentais. De acordo com (1), uma teoria científica parte sempre de um problema. Se não houver problema, a investigação nem sequer arranca. Assim, o cientista começa por colocar uma questão cujo interesse e significado depende de um determinado contexto teórico. Qualquer teoria é sempre uma resposta para algum tipo de problema, i.e., para algo que precisa de explicação. Não se parte de observações. Domingos Faria | CPA | # | φ 45 / 94
  • 154.
    Resposta Falsificacionista Karl Popper,ao defender uma resposta falsificacionista, sustenta que uma teoria científica se desenvolve nos seguintes momentos fundamentais: 1. Formulação de um problema. 2. Apresentação da teoria como hipótese ou conjetura. 3. Tentativas de refutação da teoria através de testes experimentais. Domingos Faria | CPA | # | φ 45 / 94
  • 155.
    Resposta Falsificacionista Karl Popper,ao defender uma resposta falsificacionista, sustenta que uma teoria científica se desenvolve nos seguintes momentos fundamentais: 1. Formulação de um problema. 2. Apresentação da teoria como hipótese ou conjetura. 3. Tentativas de refutação da teoria através de testes experimentais. Perante um dado problema, o cientista só tem uma coisa a fazer: Domingos Faria | CPA | # | φ 45 / 94
  • 156.
    Resposta Falsificacionista Karl Popper,ao defender uma resposta falsificacionista, sustenta que uma teoria científica se desenvolve nos seguintes momentos fundamentais: 1. Formulação de um problema. 2. Apresentação da teoria como hipótese ou conjetura. 3. Tentativas de refutação da teoria através de testes experimentais. Perante um dado problema, o cientista só tem uma coisa a fazer: avançar com uma primeira tentativa de solução, i.e., uma hipótese ou conjetura. Domingos Faria | CPA | # | φ 45 / 94
  • 157.
    Resposta Falsificacionista Karl Popper,ao defender uma resposta falsificacionista, sustenta que uma teoria científica se desenvolve nos seguintes momentos fundamentais: 1. Formulação de um problema. 2. Apresentação da teoria como hipótese ou conjetura. 3. Tentativas de refutação da teoria através de testes experimentais. Perante um dado problema, o cientista só tem uma coisa a fazer: avançar com uma primeira tentativa de solução, i.e., uma hipótese ou conjetura. Essa hipótese ou conjetura é uma mera suposição ou palpite. Domingos Faria | CPA | # | φ 45 / 94
  • 158.
    Resposta Falsificacionista Karl Popper,ao defender uma resposta falsificacionista, sustenta que uma teoria científica se desenvolve nos seguintes momentos fundamentais: 1. Formulação de um problema. 2. Apresentação da teoria como hipótese ou conjetura. 3. Tentativas de refutação da teoria através de testes experimentais. Perante um dado problema, o cientista só tem uma coisa a fazer: avançar com uma primeira tentativa de solução, i.e., uma hipótese ou conjetura. Essa hipótese ou conjetura é uma mera suposição ou palpite. Popper insiste na importância de propor conjeturas ousadas, pois têm um grau elevado de falsificabilidade, o que significa que são informativas e que se expõem a um grande risco de seres refutadas. Domingos Faria | CPA | # | φ 45 / 94
  • 159.
    Resposta Falsificacionista Karl Popper,ao defender uma resposta falsificacionista, sustenta que uma teoria científica se desenvolve nos seguintes momentos fundamentais: 1. Formulação de um problema. 2. Apresentação da teoria como hipótese ou conjetura. 3. Tentativas de refutação da teoria através de testes experimentais. Domingos Faria | CPA | # | φ 45 / 94
  • 160.
    Resposta Falsificacionista Karl Popper,ao defender uma resposta falsificacionista, sustenta que uma teoria científica se desenvolve nos seguintes momentos fundamentais: 1. Formulação de um problema. 2. Apresentação da teoria como hipótese ou conjetura. 3. Tentativas de refutação da teoria através de testes experimentais. A observação desempenha um papel crucial apenas em (3). Nesse momento, a teoria é sujeita a testes. Para isso: Domingos Faria | CPA | # | φ 45 / 94
  • 161.
    Resposta Falsificacionista Karl Popper,ao defender uma resposta falsificacionista, sustenta que uma teoria científica se desenvolve nos seguintes momentos fundamentais: 1. Formulação de um problema. 2. Apresentação da teoria como hipótese ou conjetura. 3. Tentativas de refutação da teoria através de testes experimentais. A observação desempenha um papel crucial apenas em (3). Nesse momento, a teoria é sujeita a testes. Para isso: É preciso deduzir previsões empíricas da teoria. Domingos Faria | CPA | # | φ 45 / 94
  • 162.
    Resposta Falsificacionista Karl Popper,ao defender uma resposta falsificacionista, sustenta que uma teoria científica se desenvolve nos seguintes momentos fundamentais: 1. Formulação de um problema. 2. Apresentação da teoria como hipótese ou conjetura. 3. Tentativas de refutação da teoria através de testes experimentais. A observação desempenha um papel crucial apenas em (3). Nesse momento, a teoria é sujeita a testes. Para isso: É preciso deduzir previsões empíricas da teoria. Os cientistas procuram fazer observações minuciosas cujos resultados sejam incompatíveis com aquilo que a teoria prevê. Domingos Faria | CPA | # | φ 45 / 94
  • 163.
    Resposta Falsificacionista Karl Popper,ao defender uma resposta falsificacionista, sustenta que uma teoria científica se desenvolve nos seguintes momentos fundamentais: 1. Formulação de um problema. 2. Apresentação da teoria como hipótese ou conjetura. 3. Tentativas de refutação da teoria através de testes experimentais. A observação desempenha um papel crucial apenas em (3). Nesse momento, a teoria é sujeita a testes. Para isso: É preciso deduzir previsões empíricas da teoria. Os cientistas procuram fazer observações minuciosas cujos resultados sejam incompatíveis com aquilo que a teoria prevê. Se as previsões se revelarem incorretas, a teoria será refutada. Domingos Faria | CPA | # | φ 45 / 94
  • 164.
    Resposta Falsificacionista Karl Popper,ao defender uma resposta falsificacionista, sustenta que uma teoria científica se desenvolve nos seguintes momentos fundamentais: 1. Formulação de um problema. 2. Apresentação da teoria como hipótese ou conjetura. 3. Tentativas de refutação da teoria através de testes experimentais. A estrutura lógica da refutação, sendo $T$ (teoria) e $P$ (previsão): Domingos Faria | CPA | # | φ 45 / 94
  • 165.
    [modus tollens]. 1. $(Tto P)$ 2. $neg P$ 3. $therefore neg T$ Resposta Falsificacionista Karl Popper, ao defender uma resposta falsificacionista, sustenta que uma teoria científica se desenvolve nos seguintes momentos fundamentais: 1. Formulação de um problema. 2. Apresentação da teoria como hipótese ou conjetura. 3. Tentativas de refutação da teoria através de testes experimentais. A estrutura lógica da refutação, sendo $T$ (teoria) e $P$ (previsão): Domingos Faria | CPA | # | φ 45 / 94
  • 166.
    [modus tollens]. 1. $(Tto P)$ 2. $neg P$ 3. $therefore neg T$ Ao ser refutada ou falsificada, $T$ terá de ser substituída por outra melhor que responda ao mesmo problema. Resposta Falsificacionista Karl Popper, ao defender uma resposta falsificacionista, sustenta que uma teoria científica se desenvolve nos seguintes momentos fundamentais: 1. Formulação de um problema. 2. Apresentação da teoria como hipótese ou conjetura. 3. Tentativas de refutação da teoria através de testes experimentais. A estrutura lógica da refutação, sendo $T$ (teoria) e $P$ (previsão): Domingos Faria | CPA | # | φ 45 / 94
  • 167.
    [modus tollens]. 1. $(Tto P)$ 2. $neg P$ 3. $therefore neg T$ Ao ser refutada ou falsificada, $T$ terá de ser substituída por outra melhor que responda ao mesmo problema. Resposta Falsificacionista Karl Popper, ao defender uma resposta falsificacionista, sustenta que uma teoria científica se desenvolve nos seguintes momentos fundamentais: 1. Formulação de um problema. 2. Apresentação da teoria como hipótese ou conjetura. 3. Tentativas de refutação da teoria através de testes experimentais. A estrutura lógica da refutação, sendo $T$ (teoria) e $P$ (previsão): Para Popper a lógica da ciência é dedutiva e não indutiva. Domingos Faria | CPA | # | φ 45 / 94
  • 168.
    Resposta Falsificacionista Karl Popper,ao defender uma resposta falsificacionista, sustenta que uma teoria científica se desenvolve nos seguintes momentos fundamentais: 1. Formulação de um problema. 2. Apresentação da teoria como hipótese ou conjetura. 3. Tentativas de refutação da teoria através de testes experimentais. Para Popper a lógica da ciência é dedutiva e não indutiva. Domingos Faria | CPA | # | φ 45 / 94
  • 169.
    Resposta Falsificacionista Karl Popper,ao defender uma resposta falsificacionista, sustenta que uma teoria científica se desenvolve nos seguintes momentos fundamentais: 1. Formulação de um problema. 2. Apresentação da teoria como hipótese ou conjetura. 3. Tentativas de refutação da teoria através de testes experimentais. Para Popper a lógica da ciência é dedutiva e não indutiva. Isso permite dar uma resposta ao problema da indução levando por Hume. Domingos Faria | CPA | # | φ 45 / 94
  • 170.
    1. A induçãoé injustificável (pois, o $PUN$ é injustificável). 2. Se a indução é injustificável, a ciência não é uma atividade racional. 3. $therefore$ A ciência não é uma atividade racional. Resposta Falsificacionista Karl Popper, ao defender uma resposta falsificacionista, sustenta que uma teoria científica se desenvolve nos seguintes momentos fundamentais: 1. Formulação de um problema. 2. Apresentação da teoria como hipótese ou conjetura. 3. Tentativas de refutação da teoria através de testes experimentais. Para Popper a lógica da ciência é dedutiva e não indutiva. Isso permite dar uma resposta ao problema da indução levando por Hume. Domingos Faria | CPA | # | φ 45 / 94
  • 171.
    1. A induçãoé injustificável (pois, o $PUN$ é injustificável). 2. Se a indução é injustificável, a ciência não é uma atividade racional. 3. $therefore$ A ciência não é uma atividade racional. Popper nega a premissa (2). Pois, a indução não desempenha qualquer papel na ciência. Resposta Falsificacionista Karl Popper, ao defender uma resposta falsificacionista, sustenta que uma teoria científica se desenvolve nos seguintes momentos fundamentais: 1. Formulação de um problema. 2. Apresentação da teoria como hipótese ou conjetura. 3. Tentativas de refutação da teoria através de testes experimentais. Para Popper a lógica da ciência é dedutiva e não indutiva. Isso permite dar uma resposta ao problema da indução levando por Hume. Domingos Faria | CPA | # | φ 45 / 94
  • 172.
    Resposta Falsificacionista Karl Popper,ao defender uma resposta falsificacionista, sustenta que uma teoria científica se desenvolve nos seguintes momentos fundamentais: 1. Formulação de um problema. 2. Apresentação da teoria como hipótese ou conjetura. 3. Tentativas de refutação da teoria através de testes experimentais. E se as previsões forem corretas? E se a teoria não for refutada? Domingos Faria | CPA | # | φ 45 / 94
  • 173.
    Resposta Falsificacionista Karl Popper,ao defender uma resposta falsificacionista, sustenta que uma teoria científica se desenvolve nos seguintes momentos fundamentais: 1. Formulação de um problema. 2. Apresentação da teoria como hipótese ou conjetura. 3. Tentativas de refutação da teoria através de testes experimentais. E se as previsões forem corretas? E se a teoria não for refutada? A resposta de Popper é que terá de se continuar a tentar refutá-la com testes cada vez mais severos. Domingos Faria | CPA | # | φ 45 / 94
  • 174.
    Resposta Falsificacionista Karl Popper,ao defender uma resposta falsificacionista, sustenta que uma teoria científica se desenvolve nos seguintes momentos fundamentais: 1. Formulação de um problema. 2. Apresentação da teoria como hipótese ou conjetura. 3. Tentativas de refutação da teoria através de testes experimentais. E se as previsões forem corretas? E se a teoria não for refutada? A resposta de Popper é que terá de se continuar a tentar refutá-la com testes cada vez mais severos. Se as previsões ocorrerem, não podemos dizer que ela é verdadeira. Domingos Faria | CPA | # | φ 45 / 94
  • 175.
    Resposta Falsificacionista Karl Popper,ao defender uma resposta falsificacionista, sustenta que uma teoria científica se desenvolve nos seguintes momentos fundamentais: 1. Formulação de um problema. 2. Apresentação da teoria como hipótese ou conjetura. 3. Tentativas de refutação da teoria através de testes experimentais. E se as previsões forem corretas? E se a teoria não for refutada? A resposta de Popper é que terá de se continuar a tentar refutá-la com testes cada vez mais severos. Se as previsões ocorrerem, não podemos dizer que ela é verdadeira. Tudo o que podemos dizer é que, até ao momento, a teoria não foi refutada. Ou seja, a teoria é corroborada (fortalecida). Domingos Faria | CPA | # | φ 45 / 94
  • 176.
    Resposta Falsificacionista Karl Popper,ao defender uma resposta falsificacionista, sustenta que uma teoria científica se desenvolve nos seguintes momentos fundamentais: 1. Formulação de um problema. 2. Apresentação da teoria como hipótese ou conjetura. 3. Tentativas de refutação da teoria através de testes experimentais. graph LR A(Problema)-->B(Hipótese /Teoria/) B-->C(Observação /Testes experimentais/) C-->D(Resiste aos testes) D-->E(Corroborada /Testes continuam/) C-->F(Não resiste aos testes) F-->G(Refutada /Nova Domingos Faria | CPA | # | φ 46 / 94
  • 177.
    Resposta Falsificacionista Karl Popper,ao defender uma resposta falsificacionista, sustenta que uma teoria científica se desenvolve nos seguintes momentos fundamentais: 1. Formulação de um problema. 2. Apresentação da teoria como hipótese ou conjetura. 3. Tentativas de refutação da teoria através de testes experimentais. graph LR A(Problema)-->B(Hipótese /Teoria/) B-->C(Observação /Testes experimentais/) C-->D(Resiste aos testes) D-->E(Corroborada /Testes continuam/) C-->F(Não resiste aos testes) F-->G(Refutada /Nova Domingos Faria | CPA | # | φ 46 / 94
  • 178.
    Objeções à respostaFalsificacionista Domingos Faria | CPA | # | φ 47 / 94
  • 179.
    Objeções à respostaFalsificacionista Não é razoável abandonar uma hipótese ou teoria apenas porque foi refutada por um teste experimental. Domingos Faria | CPA | # | φ 47 / 94
  • 180.
    Objeções à respostaFalsificacionista Não é razoável abandonar uma hipótese ou teoria apenas porque foi refutada por um teste experimental. Em ciência, além de hipóteses $H$ e previsões $P$, existem outros fatores envolvidos: Domingos Faria | CPA | # | φ 47 / 94
  • 181.
    Objeções à respostaFalsificacionista Não é razoável abandonar uma hipótese ou teoria apenas porque foi refutada por um teste experimental. Em ciência, além de hipóteses $H$ e previsões $P$, existem outros fatores envolvidos: instrumentos utilizado $I$, fatores pessoais e sociais $F$, etc. Domingos Faria | CPA | # | φ 47 / 94
  • 182.
    Objeções à respostaFalsificacionista Não é razoável abandonar uma hipótese ou teoria apenas porque foi refutada por um teste experimental. Em ciência, além de hipóteses $H$ e previsões $P$, existem outros fatores envolvidos: instrumentos utilizado $I$, fatores pessoais e sociais $F$, etc. Assim, a premissa (1) da estrutura lógica falsificacionista não deve ser apenas $(H to P)$ Domingos Faria | CPA | # | φ 47 / 94
  • 183.
    Objeções à respostaFalsificacionista Não é razoável abandonar uma hipótese ou teoria apenas porque foi refutada por um teste experimental. Em ciência, além de hipóteses $H$ e previsões $P$, existem outros fatores envolvidos: instrumentos utilizado $I$, fatores pessoais e sociais $F$, etc. Assim, a premissa (1) da estrutura lógica falsificacionista não deve ser apenas $(H to P)$, mas sim $(((H wedge I) wedge F) to P)$. Domingos Faria | CPA | # | φ 47 / 94
  • 184.
    Objeções à respostaFalsificacionista Não é razoável abandonar uma hipótese ou teoria apenas porque foi refutada por um teste experimental. Em ciência, além de hipóteses $H$ e previsões $P$, existem outros fatores envolvidos: instrumentos utilizado $I$, fatores pessoais e sociais $F$, etc. Assim, a premissa (1) da estrutura lógica falsificacionista não deve ser apenas $(H to P)$, mas sim $(((H wedge I) wedge F) to P)$. Problema: nesse caso o método de Popper será inválido: Domingos Faria | CPA | # | φ 47 / 94
  • 185.
    1. $(((H wedgeI) wedge F) to P)$ 2. $neg P$ 3. $therefore neg H$ Objeções à resposta Falsificacionista Não é razoável abandonar uma hipótese ou teoria apenas porque foi refutada por um teste experimental. Em ciência, além de hipóteses $H$ e previsões $P$, existem outros fatores envolvidos: instrumentos utilizado $I$, fatores pessoais e sociais $F$, etc. Assim, a premissa (1) da estrutura lógica falsificacionista não deve ser apenas $(H to P)$, mas sim $(((H wedge I) wedge F) to P)$. Problema: nesse caso o método de Popper será inválido: Domingos Faria | CPA | # | φ 47 / 94
  • 186.
    1. $(((H wedgeI) wedge F) to P)$ 2. $neg P$ 3. $therefore neg H$ Ou seja, caso uma ocorrência prevista $P$ por uma hipótese $H$ não se confirme, o problema pode não estar em $H$, mas sim em algum outro fator, como $I$ ou $F$. Objeções à resposta Falsificacionista Não é razoável abandonar uma hipótese ou teoria apenas porque foi refutada por um teste experimental. Em ciência, além de hipóteses $H$ e previsões $P$, existem outros fatores envolvidos: instrumentos utilizado $I$, fatores pessoais e sociais $F$, etc. Assim, a premissa (1) da estrutura lógica falsificacionista não deve ser apenas $(H to P)$, mas sim $(((H wedge I) wedge F) to P)$. Problema: nesse caso o método de Popper será inválido: Domingos Faria | CPA | # | φ 47 / 94
  • 187.
    Objeções à respostaFalsificacionista O falsificacionismo torna irracional a nossa confiança nas teorias científicas. Domingos Faria | CPA | # | φ 48 / 94
  • 188.
    Objeções à respostaFalsificacionista O falsificacionismo torna irracional a nossa confiança nas teorias científicas. Popper só dá conta do conhecimento científico negativo e não ao que, em geral, nos leva a dar importância à Ciência: os seus resultados. Domingos Faria | CPA | # | φ 48 / 94
  • 189.
    Objeções à respostaFalsificacionista O falsificacionismo torna irracional a nossa confiança nas teorias científicas. Popper só dá conta do conhecimento científico negativo e não ao que, em geral, nos leva a dar importância à Ciência: os seus resultados. Mas se não tivermos razões muito fortes para acreditar que as teorias científicas atuais são verdadeiras, não é racional presumir o bom funcionamento das pontes, aviões, computadores, etc. Domingos Faria | CPA | # | φ 48 / 94
  • 190.
    Objeções à respostaFalsificacionista O falsificacionismo torna irracional a nossa confiança nas teorias científicas. Popper só dá conta do conhecimento científico negativo e não ao que, em geral, nos leva a dar importância à Ciência: os seus resultados. Mas se não tivermos razões muito fortes para acreditar que as teorias científicas atuais são verdadeiras, não é racional presumir o bom funcionamento das pontes, aviões, computadores, etc. Por exemplo, se tudo o que pudermos dizer acerca da fiabilidade dos aviões é que eles foram construídos de acordo com teorias que ainda não foram refutadas, dificilmente será razoável andar de avião. Domingos Faria | CPA | # | φ 48 / 94
  • 191.
    Devemos confiar noscientistas? Domingos Faria | CPA | # | φ Naomi Oreskes Naomi Oreskes Why we should trust scientists Why we should trust scientists 49 / 94
  • 192.
    Ex. Dicionário dePopper Completa o seguinte dicionário: Domingos Faria | CPA | # | φ 50 / 94
  • 193.
    Ex. Dicionário dePopper Completa o seguinte dicionário: Método das conjeturas e refutações = método Domingos Faria | CPA | # | φ 50 / 94
  • 194.
    Ex. Dicionário dePopper Completa o seguinte dicionário: Método das conjeturas e refutações = método crítico. Domingos Faria | CPA | # | φ 50 / 94
  • 195.
    Ex. Dicionário dePopper Completa o seguinte dicionário: Método das conjeturas e refutações = método crítico. Refutação = Domingos Faria | CPA | # | φ 50 / 94
  • 196.
    Ex. Dicionário dePopper Completa o seguinte dicionário: Método das conjeturas e refutações = método crítico. Refutação = falsificação. Domingos Faria | CPA | # | φ 50 / 94
  • 197.
    Ex. Dicionário dePopper Completa o seguinte dicionário: Método das conjeturas e refutações = método crítico. Refutação = falsificação. Conjetura = Domingos Faria | CPA | # | φ 50 / 94
  • 198.
    Ex. Dicionário dePopper Completa o seguinte dicionário: Método das conjeturas e refutações = método crítico. Refutação = falsificação. Conjetura = hipótese ou teoria. Domingos Faria | CPA | # | φ 50 / 94
  • 199.
    Ex. Dicionário dePopper Completa o seguinte dicionário: Método das conjeturas e refutações = método crítico. Refutação = falsificação. Conjetura = hipótese ou teoria. Raciocínio científico = raciocínio Domingos Faria | CPA | # | φ 50 / 94
  • 200.
    Ex. Dicionário dePopper Completa o seguinte dicionário: Método das conjeturas e refutações = método crítico. Refutação = falsificação. Conjetura = hipótese ou teoria. Raciocínio científico = raciocínio dedutivo. Domingos Faria | CPA | # | φ 50 / 94
  • 201.
    Ex. Dicionário dePopper Completa o seguinte dicionário: Método das conjeturas e refutações = método crítico. Refutação = falsificação. Conjetura = hipótese ou teoria. Raciocínio científico = raciocínio dedutivo. Forma lógica do processo de falsificação de teorias = regra Domingos Faria | CPA | # | φ 50 / 94
  • 202.
    Ex. Dicionário dePopper Completa o seguinte dicionário: Método das conjeturas e refutações = método crítico. Refutação = falsificação. Conjetura = hipótese ou teoria. Raciocínio científico = raciocínio dedutivo. Forma lógica do processo de falsificação de teorias = regra modus tollens. Domingos Faria | CPA | # | φ 50 / 94
  • 203.
    Ex. Dicionário dePopper Completa o seguinte dicionário: Método das conjeturas e refutações = método crítico. Refutação = falsificação. Conjetura = hipótese ou teoria. Raciocínio científico = raciocínio dedutivo. Forma lógica do processo de falsificação de teorias = regra modus tollens. Teoria que passa no teste de falsificação = teoria Domingos Faria | CPA | # | φ 50 / 94
  • 204.
    Ex. Dicionário dePopper Completa o seguinte dicionário: Método das conjeturas e refutações = método crítico. Refutação = falsificação. Conjetura = hipótese ou teoria. Raciocínio científico = raciocínio dedutivo. Forma lógica do processo de falsificação de teorias = regra modus tollens. Teoria que passa no teste de falsificação = teoria corroborada. Domingos Faria | CPA | # | φ 50 / 94
  • 205.
    Ex. Dicionário dePopper Completa o seguinte dicionário: Método das conjeturas e refutações = método crítico. Refutação = falsificação. Conjetura = hipótese ou teoria. Raciocínio científico = raciocínio dedutivo. Forma lógica do processo de falsificação de teorias = regra modus tollens. Teoria que passa no teste de falsificação = teoria corroborada. Teoria que não resiste aos teste = teoria Domingos Faria | CPA | # | φ 50 / 94
  • 206.
    Ex. Dicionário dePopper Completa o seguinte dicionário: Método das conjeturas e refutações = método crítico. Refutação = falsificação. Conjetura = hipótese ou teoria. Raciocínio científico = raciocínio dedutivo. Forma lógica do processo de falsificação de teorias = regra modus tollens. Teoria que passa no teste de falsificação = teoria corroborada. Teoria que não resiste aos teste = teoria refutada ou teoria falsificada. Domingos Faria | CPA | # | φ 50 / 94
  • 207.
    Ex. Dicionário dePopper Completa o seguinte dicionário: Método das conjeturas e refutações = método crítico. Refutação = falsificação. Conjetura = hipótese ou teoria. Raciocínio científico = raciocínio dedutivo. Forma lógica do processo de falsificação de teorias = regra modus tollens. Teoria que passa no teste de falsificação = teoria corroborada. Teoria que não resiste aos teste = teoria refutada ou teoria falsificada. Dá um exemplo de uma teoria científica fortemente corroborada: Domingos Faria | CPA | # | φ 50 / 94
  • 208.
    Ex. Dicionário dePopper Completa o seguinte dicionário: Método das conjeturas e refutações = método crítico. Refutação = falsificação. Conjetura = hipótese ou teoria. Raciocínio científico = raciocínio dedutivo. Forma lógica do processo de falsificação de teorias = regra modus tollens. Teoria que passa no teste de falsificação = teoria corroborada. Teoria que não resiste aos teste = teoria refutada ou teoria falsificada. Dá um exemplo de uma teoria científica fortemente corroborada: A teoria da relatividade; a teoria da eletromagnética, etc... Domingos Faria | CPA | # | φ 50 / 94
  • 209.
    Ex. Dicionário dePopper Completa o seguinte dicionário: Método das conjeturas e refutações = método crítico. Refutação = falsificação. Conjetura = hipótese ou teoria. Raciocínio científico = raciocínio dedutivo. Forma lógica do processo de falsificação de teorias = regra modus tollens. Teoria que passa no teste de falsificação = teoria corroborada. Teoria que não resiste aos teste = teoria refutada ou teoria falsificada. Dá um exemplo de uma teoria científica fortemente corroborada: A teoria da relatividade; a teoria da eletromagnética, etc... Dá um exemplo de uma teoria científica falsificada: Domingos Faria | CPA | # | φ 50 / 94
  • 210.
    Ex. Dicionário dePopper Completa o seguinte dicionário: Método das conjeturas e refutações = método crítico. Refutação = falsificação. Conjetura = hipótese ou teoria. Raciocínio científico = raciocínio dedutivo. Forma lógica do processo de falsificação de teorias = regra modus tollens. Teoria que passa no teste de falsificação = teoria corroborada. Teoria que não resiste aos teste = teoria refutada ou teoria falsificada. Dá um exemplo de uma teoria científica fortemente corroborada: A teoria da relatividade; a teoria da eletromagnética, etc... Dá um exemplo de uma teoria científica falsificada: A teoria geocêntrica, etc... Domingos Faria | CPA | # | φ 50 / 94
  • 211.
    Questões de revisão: 1.Explique a perspectiva indutivista do método científico. 2. Por que razão não pode existir «observação pura»? 3. Por que razão nem todas as leis e teorias podem ser descobertas por indução? 4. Explique a perspectiva falsificacionista do método científico. 5. «Segundo Popper, a ciência nunca produz teorias verdadeiras.» Esta afirmação é verdadeira? Porquê? 6. Compare o indutivismo com o falsificacionismo no que respeita ao papel atribuído à observação. Discussão: 1. O falsificacionismo é mais plausível do que o indutivismo? Porquê? 2. Uma boa teoria sobre o método científico diz-nos como a ciência funciona de facto ou como a ciência deve funcionar? Domingos Faria | CPA | # | φ 51 / 94
  • 212.
    Problema da Evoluçãoda Ciência Domingos Faria | CPA | # | φ 52 / 94
  • 213.
    Problema da Evoluçãoda Ciência Formulação do problema: Como progride a ciência? Como evolui o conhecimento científico? As teorias científicas atuais são melhores que as anteriores? Domingos Faria | CPA | # | φ 53 / 94
  • 214.
    Problema da Evoluçãoda Ciência Formulação do problema: Como progride a ciência? Como evolui o conhecimento científico? As teorias científicas atuais são melhores que as anteriores? Respostas ao problema: A perspetiva de Popper - a ciência progride por aproximação à verdade. A perspetiva de Kuhn - a ciência progride sem um fim definido. Domingos Faria | CPA | # | φ 53 / 94
  • 215.
    Problema da Evoluçãoda Ciência A perspetiva de Popper Domingos Faria | CPA | # | φ 54 / 94
  • 216.
    A perspetiva dePopper De acordo com Popper nunca podemos garantir que uma teoria científica é verdadeira. Domingos Faria | CPA | # | φ 55 / 94
  • 217.
    A perspetiva dePopper De acordo com Popper nunca podemos garantir que uma teoria científica é verdadeira. Mas como podemos pensar que há progresso se não temos qualquer garantia de que as teorias atuais são verdadeiras? Domingos Faria | CPA | # | φ 55 / 94
  • 218.
    A perspetiva dePopper De acordo com Popper nunca podemos garantir que uma teoria científica é verdadeira. Mas como podemos pensar que há progresso se não temos qualquer garantia de que as teorias atuais são verdadeiras? Resposta de Popper: Domingos Faria | CPA | # | φ 55 / 94
  • 219.
    A perspetiva dePopper De acordo com Popper nunca podemos garantir que uma teoria científica é verdadeira. Mas como podemos pensar que há progresso se não temos qualquer garantia de que as teorias atuais são verdadeiras? Resposta de Popper: Não precisamos de saber que as teorias são verdadeiras para haver progresso. Domingos Faria | CPA | # | φ 55 / 94
  • 220.
    A perspetiva dePopper De acordo com Popper nunca podemos garantir que uma teoria científica é verdadeira. Mas como podemos pensar que há progresso se não temos qualquer garantia de que as teorias atuais são verdadeiras? Resposta de Popper: Não precisamos de saber que as teorias são verdadeiras para haver progresso. Basta que as teorias atuais sejam melhores do que anteriores. Domingos Faria | CPA | # | φ 55 / 94
  • 221.
    A perspetiva dePopper De acordo com Popper nunca podemos garantir que uma teoria científica é verdadeira. Mas como podemos pensar que há progresso se não temos qualquer garantia de que as teorias atuais são verdadeiras? Resposta de Popper: Não precisamos de saber que as teorias são verdadeiras para haver progresso. Basta que as teorias atuais sejam melhores do que anteriores. Uma teoria é melhor do que a anterior se resistir aos testes de falsificabilidade a que a anterior não resistiu. Domingos Faria | CPA | # | φ 55 / 94
  • 222.
    A perspetiva dePopper As novas teorias, ao ocuparem o lugar das velhas, preservam alguns dos seus melhores aspetos, ao mesmo tempo que desfazem os seus defeitos. Domingos Faria | CPA | # | φ 56 / 94
  • 223.
    A perspetiva dePopper As novas teorias, ao ocuparem o lugar das velhas, preservam alguns dos seus melhores aspetos, ao mesmo tempo que desfazem os seus defeitos. Mas isto é só possível porque se procuram ativamente os erros. Domingos Faria | CPA | # | φ 56 / 94
  • 224.
    A perspetiva dePopper As novas teorias, ao ocuparem o lugar das velhas, preservam alguns dos seus melhores aspetos, ao mesmo tempo que desfazem os seus defeitos. Mas isto é só possível porque se procuram ativamente os erros. Analogia com a Evolução das Espécies Domingos Faria | CPA | # | φ 56 / 94
  • 225.
    A perspetiva dePopper As novas teorias, ao ocuparem o lugar das velhas, preservam alguns dos seus melhores aspetos, ao mesmo tempo que desfazem os seus defeitos. Mas isto é só possível porque se procuram ativamente os erros. Analogia com a Evolução das Espécies Podemos dizer que o crescimento do nosso conhecimento é o resultado de um processo muito parecido com aquilo a que Darwin chamou «selecção natural», ou seja, da selecção natural de hipóteses: o nosso conhecimento consiste, em cada momento, naquelas hipóteses que mostraram a sua aptidão (comparativa) ao sobreviver até agora na sua luta pela existência, uma luta competitiva que elimina as hipóteses inaptas. - Karl Popper, Conhecimento Objetivo, 1972. Domingos Faria | CPA | # | φ 56 / 94
  • 226.
    A perspetiva dePopper As novas teorias, ao ocuparem o lugar das velhas, preservam alguns dos seus melhores aspetos, ao mesmo tempo que desfazem os seus defeitos. Mas isto é só possível porque se procuram ativamente os erros. Analogia com a Evolução das Espécies Podemos aplicar esta interpretação ao conhecimento dos animais, ao conhecimento pré-científico e ao conhecimento científico. O que é peculiar no conhecimento científico é o seguinte: nele torna-se mais dura a luta pela existência através da crítica consciente e sistemática das nossas teorias. Deste modo, enquanto o conhecimento dos animais e o conhecimento pré-científico cresce sobretudo através da eliminação daqueles que mantêm as hipóteses inaptas, a crítica científica faz frequentemente as nossas teorias perecerem em vez de nós, eliminando as nossas crenças antes que essas crenças conduzam à nossa eliminação. - Karl Popper, Conhecimento Objetivo, 1972. Domingos Faria | CPA | # | φ 57 / 94
  • 227.
    A perspetiva dePopper As novas teorias, ao ocuparem o lugar das velhas, preservam alguns dos seus melhores aspetos, ao mesmo tempo que desfazem os seus defeitos. Mas isto é só possível porque se procuram ativamente os erros. Analogia com a Evolução das Espécies Na perspetiva de Popper, a ciência avança por um processo racional de eliminação de erros, que consiste na substituição de más teorias por teorias cada vez melhores. Domingos Faria | CPA | # | φ 58 / 94
  • 228.
    A perspetiva dePopper As novas teorias, ao ocuparem o lugar das velhas, preservam alguns dos seus melhores aspetos, ao mesmo tempo que desfazem os seus defeitos. Mas isto é só possível porque se procuram ativamente os erros. Analogia com a Evolução das Espécies Na perspetiva de Popper, a ciência avança por um processo racional de eliminação de erros, que consiste na substituição de más teorias por teorias cada vez melhores. Inspiração em Darwin: Domingos Faria | CPA | # | φ 58 / 94
  • 229.
    A perspetiva dePopper As novas teorias, ao ocuparem o lugar das velhas, preservam alguns dos seus melhores aspetos, ao mesmo tempo que desfazem os seus defeitos. Mas isto é só possível porque se procuram ativamente os erros. Analogia com a Evolução das Espécies Na perspetiva de Popper, a ciência avança por um processo racional de eliminação de erros, que consiste na substituição de más teorias por teorias cada vez melhores. Inspiração em Darwin: tal como na luta contra as adversidades do ambiente só os indivíduos mais resistentes e adaptados sobrevivem, o mesmo acontece com as teorias científicas. Domingos Faria | CPA | # | φ 58 / 94
  • 230.
    A perspetiva dePopper As novas teorias, ao ocuparem o lugar das velhas, preservam alguns dos seus melhores aspetos, ao mesmo tempo que desfazem os seus defeitos. Mas isto é só possível porque se procuram ativamente os erros. Analogia com a Evolução das Espécies Na perspetiva de Popper, a ciência avança por um processo racional de eliminação de erros, que consiste na substituição de más teorias por teorias cada vez melhores. Inspiração em Darwin: tal como na luta contra as adversidades do ambiente só os indivíduos mais resistentes e adaptados sobrevivem, o mesmo acontece com as teorias científicas. A evolução científica é caraterizada como um processo de contínua aproximação da verdade. Embora a verdade última seja inalcançável. Domingos Faria | CPA | # | φ 58 / 94
  • 231.
    Problema da Evoluçãoda Ciência A perspetiva de Kuhn Domingos Faria | CPA | # | φ 59 / 94
  • 232.
    A perspetiva deKuhn Thomas Kuhn defende que a ciência não tem de progredir em direção a um fim previamente estabelecido, rejeitando a ideia de que a ciência progride em direção à verdade. Domingos Faria | CPA | # | φ 60 / 94
  • 233.
    A perspetiva deKuhn Thomas Kuhn defende que a ciência não tem de progredir em direção a um fim previamente estabelecido, rejeitando a ideia de que a ciência progride em direção à verdade. Para Kuhn, história da ciência é uma sucessão de paradigmas. Domingos Faria | CPA | # | φ 60 / 94
  • 234.
    A perspetiva deKuhn Thomas Kuhn defende que a ciência não tem de progredir em direção a um fim previamente estabelecido, rejeitando a ideia de que a ciência progride em direção à verdade. Para Kuhn, história da ciência é uma sucessão de paradigmas. O que é um paradigma? Domingos Faria | CPA | # | φ 60 / 94
  • 235.
    A perspetiva deKuhn Thomas Kuhn defende que a ciência não tem de progredir em direção a um fim previamente estabelecido, rejeitando a ideia de que a ciência progride em direção à verdade. Para Kuhn, história da ciência é uma sucessão de paradigmas. O que é um paradigma? Um paradigma é uma estrutura teórica que oferece uma visão do mundo e uma forma específica de fazer ciência numa dada área. Domingos Faria | CPA | # | φ 60 / 94
  • 236.
    Um paradigma estabelece: Aperspetiva de Kuhn Thomas Kuhn defende que a ciência não tem de progredir em direção a um fim previamente estabelecido, rejeitando a ideia de que a ciência progride em direção à verdade. Para Kuhn, história da ciência é uma sucessão de paradigmas. O que é um paradigma? Um paradigma é uma estrutura teórica que oferece uma visão do mundo e uma forma específica de fazer ciência numa dada área. Domingos Faria | CPA | # | φ 60 / 94
  • 237.
    Um paradigma estabelece: Aperspetiva de Kuhn Thomas Kuhn defende que a ciência não tem de progredir em direção a um fim previamente estabelecido, rejeitando a ideia de que a ciência progride em direção à verdade. Para Kuhn, história da ciência é uma sucessão de paradigmas. O que é um paradigma? Um paradigma é uma estrutura teórica que oferece uma visão do mundo e uma forma específica de fazer ciência numa dada área. Pressupostos teóricos fundamentais. Regras para aplicar a teoria à realidade. Princípios metafísicos. Domingos Faria | CPA | # | φ 60 / 94
  • 238.
    A perspetiva deKuhn Como se dá a mudança de paradigma? Domingos Faria | CPA | # | φ 61 / 94
  • 239.
    A perspetiva deKuhn Como se dá a mudança de paradigma? Seguindo Kuhn, o que se passa ao longo da história da ciência é o seguinte: Domingos Faria | CPA | # | φ 61 / 94
  • 240.
    A perspetiva deKuhn Como se dá a mudança de paradigma? Seguindo Kuhn, o que se passa ao longo da história da ciência é o seguinte: Domingos Faria | CPA | # | φ 61 / 94
  • 241.
    A perspetiva deKuhn Como se dá a mudança de paradigma? Seguindo Kuhn, o que se passa ao longo da história da ciência é o seguinte: 1 - Perído de Pré-Ciência: Domingos Faria | CPA | # | φ 61 / 94
  • 242.
    A perspetiva deKuhn Como se dá a mudança de paradigma? Seguindo Kuhn, o que se passa ao longo da história da ciência é o seguinte: 1 - Perído de Pré-Ciência: Ausência de paradigma. Domingos Faria | CPA | # | φ 61 / 94
  • 243.
    A perspetiva deKuhn Como se dá a mudança de paradigma? Seguindo Kuhn, o que se passa ao longo da história da ciência é o seguinte: 1 - Perído de Pré-Ciência: Ausência de paradigma. Sem paradigma não há comunidade científica Domingos Faria | CPA | # | φ 61 / 94
  • 244.
    A perspetiva deKuhn Como se dá a mudança de paradigma? Seguindo Kuhn, o que se passa ao longo da história da ciência é o seguinte: 1 - Perído de Pré-Ciência: Ausência de paradigma. Sem paradigma não há comunidade científica (pois é o paradigma que une todos os praticantes de uma dada área nos mesmos objetivos, valores, regras, metodologias). Domingos Faria | CPA | # | φ 61 / 94
  • 245.
    A perspetiva deKuhn Como se dá a mudança de paradigma? Seguindo Kuhn, o que se passa ao longo da história da ciência é o seguinte: 1 - Perído de Pré-Ciência: Ausência de paradigma. Sem paradigma não há comunidade científica (pois é o paradigma que une todos os praticantes de uma dada área nos mesmos objetivos, valores, regras, metodologias). Sem paradigma não há ciência: Domingos Faria | CPA | # | φ 61 / 94
  • 246.
    A perspetiva deKuhn Como se dá a mudança de paradigma? Seguindo Kuhn, o que se passa ao longo da história da ciência é o seguinte: 1 - Perído de Pré-Ciência: Ausência de paradigma. Sem paradigma não há comunidade científica (pois é o paradigma que une todos os praticantes de uma dada área nos mesmos objetivos, valores, regras, metodologias). Sem paradigma não há ciência: há apenas tentativas avulsas de explicar e de resolver problemas acerca da natureza. Domingos Faria | CPA | # | φ 61 / 94
  • 247.
    A perspetiva deKuhn Como se dá a mudança de paradigma? Seguindo Kuhn, o que se passa ao longo da história da ciência é o seguinte: 2 - Perído de Ciência Normal: Domingos Faria | CPA | # | φ 62 / 94
  • 248.
    A perspetiva deKuhn Como se dá a mudança de paradigma? Seguindo Kuhn, o que se passa ao longo da história da ciência é o seguinte: 2 - Perído de Ciência Normal: Período em que se estabelece consensualmente um paradigma. Domingos Faria | CPA | # | φ 62 / 94
  • 249.
    A perspetiva deKuhn Como se dá a mudança de paradigma? Seguindo Kuhn, o que se passa ao longo da história da ciência é o seguinte: 2 - Perído de Ciência Normal: Período em que se estabelece consensualmente um paradigma. Refere-se aos longos períodos de ciência que decorrem ao abrigo de um paradigma (como p.e. o geocentrismo de Ptolomeu). Domingos Faria | CPA | # | φ 62 / 94
  • 250.
    A perspetiva deKuhn Como se dá a mudança de paradigma? Seguindo Kuhn, o que se passa ao longo da história da ciência é o seguinte: 2 - Perído de Ciência Normal: Período em que se estabelece consensualmente um paradigma. Refere-se aos longos períodos de ciência que decorrem ao abrigo de um paradigma (como p.e. o geocentrismo de Ptolomeu). A função do cientista normal é alargar o âmbito e alcance do paradigma, ao resolver enigmas ou puzzles, sem pôr em causa paradigma. Domingos Faria | CPA | # | φ 62 / 94
  • 251.
    A perspetiva deKuhn Como se dá a mudança de paradigma? Seguindo Kuhn, o que se passa ao longo da história da ciência é o seguinte: 2 - Perído de Ciência Normal: Período em que se estabelece consensualmente um paradigma. Refere-se aos longos períodos de ciência que decorrem ao abrigo de um paradigma (como p.e. o geocentrismo de Ptolomeu). A função do cientista normal é alargar o âmbito e alcance do paradigma, ao resolver enigmas ou puzzles, sem pôr em causa paradigma. Há uma atitude dogmática em relação às hipóteses. Domingos Faria | CPA | # | φ 62 / 94
  • 252.
    A perspetiva deKuhn Como se dá a mudança de paradigma? Seguindo Kuhn, o que se passa ao longo da história da ciência é o seguinte: 2 - Perído de Ciência Normal: Período em que se estabelece consensualmente um paradigma. Refere-se aos longos períodos de ciência que decorrem ao abrigo de um paradigma (como p.e. o geocentrismo de Ptolomeu). A função do cientista normal é alargar o âmbito e alcance do paradigma, ao resolver enigmas ou puzzles, sem pôr em causa paradigma. Há uma atitude dogmática em relação às hipóteses. Há um progresso cumulativo no interior do paradigma. Domingos Faria | CPA | # | φ 62 / 94
  • 253.
    A perspetiva deKuhn Como se dá a mudança de paradigma? Seguindo Kuhn, o que se passa ao longo da história da ciência é o seguinte: 3 - Perído de Crise Científica: Domingos Faria | CPA | # | φ 63 / 94
  • 254.
    A perspetiva deKuhn Como se dá a mudança de paradigma? Seguindo Kuhn, o que se passa ao longo da história da ciência é o seguinte: 3 - Perído de Crise Científica: Por vezes os cientistas descobrem que os pressupostos do paradigma não estão de acordo com aquilo que se observa na natureza. Domingos Faria | CPA | # | φ 63 / 94
  • 255.
    A perspetiva deKuhn Como se dá a mudança de paradigma? Seguindo Kuhn, o que se passa ao longo da história da ciência é o seguinte: 3 - Perído de Crise Científica: Por vezes os cientistas descobrem que os pressupostos do paradigma não estão de acordo com aquilo que se observa na natureza. Quando as tentativas de resolver um enigma fracassam, surge uma anomalia (considerada como falha da investigação, não do paradigma). Domingos Faria | CPA | # | φ 63 / 94
  • 256.
    A perspetiva deKuhn Como se dá a mudança de paradigma? Seguindo Kuhn, o que se passa ao longo da história da ciência é o seguinte: 3 - Perído de Crise Científica: Por vezes os cientistas descobrem que os pressupostos do paradigma não estão de acordo com aquilo que se observa na natureza. Quando as tentativas de resolver um enigma fracassam, surge uma anomalia (considerada como falha da investigação, não do paradigma). Se as anomalias forem resolvidas à luz do paradigma, este é reforçado. Domingos Faria | CPA | # | φ 63 / 94
  • 257.
    A perspetiva deKuhn Como se dá a mudança de paradigma? Seguindo Kuhn, o que se passa ao longo da história da ciência é o seguinte: 3 - Perído de Crise Científica: Por vezes os cientistas descobrem que os pressupostos do paradigma não estão de acordo com aquilo que se observa na natureza. Quando as tentativas de resolver um enigma fracassam, surge uma anomalia (considerada como falha da investigação, não do paradigma). Se as anomalias forem resolvidas à luz do paradigma, este é reforçado. Mas se as anomalias permanecerem sem uma solução satisfatória, começa-se a perder confiança no paradigma. Domingos Faria | CPA | # | φ 63 / 94
  • 258.
    A perspetiva deKuhn Como se dá a mudança de paradigma? Seguindo Kuhn, o que se passa ao longo da história da ciência é o seguinte: 4 - Perído de Ciência extraordinária: Domingos Faria | CPA | # | φ 64 / 94
  • 259.
    A perspetiva deKuhn Como se dá a mudança de paradigma? Seguindo Kuhn, o que se passa ao longo da história da ciência é o seguinte: 4 - Perído de Ciência extraordinária: Ao perder-se a confiança no paradigma, dá lugar à crise (i.e., o paradigma vigente deixa de ser o modelo consensual de fazer ciência). Domingos Faria | CPA | # | φ 64 / 94
  • 260.
    A perspetiva deKuhn Como se dá a mudança de paradigma? Seguindo Kuhn, o que se passa ao longo da história da ciência é o seguinte: 4 - Perído de Ciência extraordinária: Ao perder-se a confiança no paradigma, dá lugar à crise (i.e., o paradigma vigente deixa de ser o modelo consensual de fazer ciência). Uma vez instalada a crise, inicia-se a ciência extraordinária. Domingos Faria | CPA | # | φ 64 / 94
  • 261.
    A perspetiva deKuhn Como se dá a mudança de paradigma? Seguindo Kuhn, o que se passa ao longo da história da ciência é o seguinte: 4 - Perído de Ciência extraordinária: Ao perder-se a confiança no paradigma, dá lugar à crise (i.e., o paradigma vigente deixa de ser o modelo consensual de fazer ciência). Uma vez instalada a crise, inicia-se a ciência extraordinária. É um período de competição e escolha de teorias, acabando por surgir uma teoria alternativa que proporciona um novo paradigma. Domingos Faria | CPA | # | φ 64 / 94
  • 262.
    A perspetiva deKuhn Como se dá a mudança de paradigma? Seguindo Kuhn, o que se passa ao longo da história da ciência é o seguinte: 4 - Perído de Ciência extraordinária: Ao perder-se a confiança no paradigma, dá lugar à crise (i.e., o paradigma vigente deixa de ser o modelo consensual de fazer ciência). Uma vez instalada a crise, inicia-se a ciência extraordinária. É um período de competição e escolha de teorias, acabando por surgir uma teoria alternativa que proporciona um novo paradigma. A comunidade científica divide-se entre os conservadores (que defendem o velho paradigma) e os revolucionários (que defendem o novo). Domingos Faria | CPA | # | φ 64 / 94
  • 263.
    A perspetiva deKuhn Como se dá a mudança de paradigma? Seguindo Kuhn, o que se passa ao longo da história da ciência é o seguinte: 5 - Perído de Ciência normal (novo paradigma): Domingos Faria | CPA | # | φ 65 / 94
  • 264.
    A perspetiva deKuhn Como se dá a mudança de paradigma? Seguindo Kuhn, o que se passa ao longo da história da ciência é o seguinte: 5 - Perído de Ciência normal (novo paradigma): Quando os partidários do novo paradigma triunfam sobre o antigo opera- se uma revolução científica (i.e. ocorre uma mudança de paradigma). Domingos Faria | CPA | # | φ 65 / 94
  • 265.
    A perspetiva deKuhn Como se dá a mudança de paradigma? Seguindo Kuhn, o que se passa ao longo da história da ciência é o seguinte: 5 - Perído de Ciência normal (novo paradigma): Quando os partidários do novo paradigma triunfam sobre o antigo opera- se uma revolução científica (i.e. ocorre uma mudança de paradigma). As revoluções científicas não representam uma evolução, num sentido cumulativo, em direção a uma compreensão mais profunda da realidade tal como ela objetivamente é. Domingos Faria | CPA | # | φ 65 / 94
  • 266.
    A perspetiva deKuhn Como se dá a mudança de paradigma? Seguindo Kuhn, o que se passa ao longo da história da ciência é o seguinte: 5 - Perído de Ciência normal (novo paradigma): Quando os partidários do novo paradigma triunfam sobre o antigo opera- se uma revolução científica (i.e. ocorre uma mudança de paradigma). As revoluções científicas não representam uma evolução, num sentido cumulativo, em direção a uma compreensão mais profunda da realidade tal como ela objetivamente é. Estabelecido o consenso em torno do novo paradigma, inicia-se um novo período de ciência normal. Domingos Faria | CPA | # | φ 65 / 94
  • 267.
    A perspetiva deKuhn Como se dá a mudança de paradigma? Domingos Faria | CPA | # | φ Elaine Morgan Elaine Morgan Creio que evoluímos a partir de macacos aquáticos Creio que evoluímos a partir de macacos aquáticos 66 / 94
  • 268.
    A perspetiva deKuhn Na teoria de Kuhn faz sentido falar de progresso científico? Domingos Faria | CPA | # | φ 67 / 94
  • 269.
    A perspetiva deKuhn Na teoria de Kuhn faz sentido falar de progresso científico? Para Kuhn, só faz sentido falar de progresso dentro de um paradigma. Domingos Faria | CPA | # | φ 67 / 94
  • 270.
    A perspetiva deKuhn Na teoria de Kuhn faz sentido falar de progresso científico? Para Kuhn, só faz sentido falar de progresso dentro de um paradigma. Mas não se poderá dizer que um paradigma é melhor do que outro? Domingos Faria | CPA | # | φ 67 / 94
  • 271.
    A perspetiva deKuhn Na teoria de Kuhn faz sentido falar de progresso científico? Para Kuhn, só faz sentido falar de progresso dentro de um paradigma. Mas não se poderá dizer que um paradigma é melhor do que outro? Não! Domingos Faria | CPA | # | φ 67 / 94
  • 272.
    A perspetiva deKuhn Na teoria de Kuhn faz sentido falar de progresso científico? Para Kuhn, só faz sentido falar de progresso dentro de um paradigma. Mas não se poderá dizer que um paradigma é melhor do que outro? Não! Pois, não existe um padrão neutro que permita comparar objetivamente dois paradigmas entre si e com a realidade no sentido de detetar qual deles é o melhor. Domingos Faria | CPA | # | φ 67 / 94
  • 273.
    A perspetiva deKuhn Na teoria de Kuhn faz sentido falar de progresso científico? Para Kuhn, só faz sentido falar de progresso dentro de um paradigma. Mas não se poderá dizer que um paradigma é melhor do que outro? Não! Pois, não existe um padrão neutro que permita comparar objetivamente dois paradigmas entre si e com a realidade no sentido de detetar qual deles é o melhor. Esta ideia é a "Tese da Incomensurabilidade": Domingos Faria | CPA | # | φ 67 / 94
  • 274.
    A perspetiva deKuhn Na teoria de Kuhn faz sentido falar de progresso científico? Para Kuhn, só faz sentido falar de progresso dentro de um paradigma. Mas não se poderá dizer que um paradigma é melhor do que outro? Não! Pois, não existe um padrão neutro que permita comparar objetivamente dois paradigmas entre si e com a realidade no sentido de detetar qual deles é o melhor. Esta ideia é a "Tese da Incomensurabilidade": impossibilidade de comparação de paradigmas, em virtude de não haver entre eles pontos em comum. Domingos Faria | CPA | # | φ 67 / 94
  • 275.
    A perspetiva deKuhn Na teoria de Kuhn faz sentido falar de progresso científico? Para Kuhn, só faz sentido falar de progresso dentro de um paradigma. Mas não se poderá dizer que um paradigma é melhor do que outro? Não! Pois, não existe um padrão neutro que permita comparar objetivamente dois paradigmas entre si e com a realidade no sentido de detetar qual deles é o melhor. Esta ideia é a "Tese da Incomensurabilidade": impossibilidade de comparação de paradigmas, em virtude de não haver entre eles pontos em comum. Assim, quando ocorre uma revolução científica o novo paradigma não é melhor nem pior do que o antigo. Eles são simplesmente incomensuráveis. Domingos Faria | CPA | # | φ 67 / 94
  • 276.
    A perspetiva deKuhn Por que razão pensa Kuhn que os paradigmas são incomensuráveis? Domingos Faria | CPA | # | φ 68 / 94
  • 277.
    A perspetiva deKuhn Por que razão pensa Kuhn que os paradigmas são incomensuráveis? 1 - Argumento baseado na impossibilidade de tradução entre paradigmas: Domingos Faria | CPA | # | φ 68 / 94
  • 278.
    A perspetiva deKuhn Por que razão pensa Kuhn que os paradigmas são incomensuráveis? 1 - Argumento baseado na impossibilidade de tradução entre paradigmas: 1. Se os paradigmas são comensuráveis, então não são demasiado diferentes entre si para poderem ser comparados objectivamente. 2. Mas os paradigmas são demasiado diferentes entre si para poderem ser comparados objectivamente. 3. Logo, os paradigmas são incomensuráveis. Domingos Faria | CPA | # | φ 68 / 94
  • 279.
    A perspetiva deKuhn Por que razão pensa Kuhn que os paradigmas são incomensuráveis? 1 - Argumento baseado na impossibilidade de tradução entre paradigmas: 1. Se os paradigmas são comensuráveis, então não são demasiado diferentes entre si para poderem ser comparados objectivamente. 2. Mas os paradigmas são demasiado diferentes entre si para poderem ser comparados objectivamente. 3. Logo, os paradigmas são incomensuráveis. Justificação de (2): Domingos Faria | CPA | # | φ 68 / 94
  • 280.
    A perspetiva deKuhn Por que razão pensa Kuhn que os paradigmas são incomensuráveis? 1 - Argumento baseado na impossibilidade de tradução entre paradigmas: 1. Se os paradigmas são comensuráveis, então não são demasiado diferentes entre si para poderem ser comparados objectivamente. 2. Mas os paradigmas são demasiado diferentes entre si para poderem ser comparados objectivamente. 3. Logo, os paradigmas são incomensuráveis. Justificação de (2): Para Kuhn, cada paradigma tem os seus próprios conceitos, os seus próprios problemas e os seus próprios procedimentos para observar o mundo. Domingos Faria | CPA | # | φ 68 / 94
  • 281.
    A perspetiva deKuhn Por que razão pensa Kuhn que os paradigmas são incomensuráveis? 1 - Argumento baseado na impossibilidade de tradução entre paradigmas: 1. Se os paradigmas são comensuráveis, então não são demasiado diferentes entre si para poderem ser comparados objectivamente. 2. Mas os paradigmas são demasiado diferentes entre si para poderem ser comparados objectivamente. 3. Logo, os paradigmas são incomensuráveis. Justificação de (2): Para Kuhn, cada paradigma tem os seus próprios conceitos, os seus próprios problemas e os seus próprios procedimentos para observar o mundo. É isto que torna impossível compará-los objectivamente. Domingos Faria | CPA | # | φ 68 / 94
  • 282.
    A perspetiva deKuhn Por que razão pensa Kuhn que os paradigmas são incomensuráveis? Domingos Faria | CPA | # | φ 69 / 94
  • 283.
    A perspetiva deKuhn Por que razão pensa Kuhn que os paradigmas são incomensuráveis? 2 - Argumento baseado na insuficiência dos critérios objetivos: Domingos Faria | CPA | # | φ 69 / 94
  • 284.
    A perspetiva deKuhn Por que razão pensa Kuhn que os paradigmas são incomensuráveis? 2 - Argumento baseado na insuficiência dos critérios objetivos: 1. Se os paradigmas são comensuráveis, então é possível justificar a preferência por um paradigma através de critérios puramente objetivos. 2. Mas não é possível justificar a preferência por um paradigma através de critérios puramente objetivos. 3. Logo, os paradigmas são incomensuráveis. Domingos Faria | CPA | # | φ 69 / 94
  • 285.
    A perspetiva deKuhn Por que razão pensa Kuhn que os paradigmas são incomensuráveis? 2 - Argumento baseado na insuficiência dos critérios objetivos: 1. Se os paradigmas são comensuráveis, então é possível justificar a preferência por um paradigma através de critérios puramente objetivos. 2. Mas não é possível justificar a preferência por um paradigma através de critérios puramente objetivos. 3. Logo, os paradigmas são incomensuráveis. Justificação de (2): Domingos Faria | CPA | # | φ 69 / 94
  • 286.
    A perspetiva deKuhn Por que razão pensa Kuhn que os paradigmas são incomensuráveis? 2 - Argumento baseado na insuficiência dos critérios objetivos: 1. Se os paradigmas são comensuráveis, então é possível justificar a preferência por um paradigma através de critérios puramente objetivos. 2. Mas não é possível justificar a preferência por um paradigma através de critérios puramente objetivos. 3. Logo, os paradigmas são incomensuráveis. Justificação de (2): A escolha de teorias/paradigmas envolve, além de fatores objetivos (como a exatidão, consistência, simplicidade, alcance, fecundidade), também factores subjectivos importantes. Domingos Faria | CPA | # | φ 69 / 94
  • 287.
    A perspetiva deKuhn Por que razão pensa Kuhn que os paradigmas são incomensuráveis? 2 - Argumento baseado na insuficiência dos critérios objetivos: 1. Se os paradigmas são comensuráveis, então é possível justificar a preferência por um paradigma através de critérios puramente objetivos. 2. Mas não é possível justificar a preferência por um paradigma através de critérios puramente objetivos. 3. Logo, os paradigmas são incomensuráveis. Justificação de (2): Os critérios de escolha de teorias/paradigmas são vagos e, portanto, a sua aplicação é muito subjectiva. Domingos Faria | CPA | # | φ 69 / 94
  • 288.
    A perspetiva deKuhn Por que razão pensa Kuhn que os paradigmas são incomensuráveis? 2 - Argumento baseado na insuficiência dos critérios objetivos: 1. Se os paradigmas são comensuráveis, então é possível justificar a preferência por um paradigma através de critérios puramente objetivos. 2. Mas não é possível justificar a preferência por um paradigma através de critérios puramente objetivos. 3. Logo, os paradigmas são incomensuráveis. Justificação de (2): Os critérios de escolha de teorias/paradigmas são vagos e, portanto, a sua aplicação é muito subjectiva. Assim, não é possível, por exemplo, determinar com rigor o nível de simplicidade de uma teoria. Domingos Faria | CPA | # | φ 69 / 94
  • 289.
    A perspetiva deKuhn - Trabalho Leitura do Texto 13: "Objetividade, Juízo de Valor e Escolha de Teorias". Como se escolhem teorias científicas? Domingos Faria | CPA | # | φ 70 / 94
  • 290.
    A perspetiva deKuhn - Trabalho 1. Para Kuhn, quais são as caraterísticas de uma boa teoria científica? 2. Quais são, segundo Kuhn, as principais dificuldades encontradas ao utilizar os critérios anteriores para escolher entre teorias diferentes? 3. Segundo Kuhn, que outros factores, além dos cânones, interferem nas escolhas dos cientistas? Dá exemplos. 4. Qual é a diferença que Kuhn afirma existir entre ele e os seus críticos acerca dos factores presentes nos períodos de escolha de teorias? 5. Esclareça a distinção, referida por Kuhn, entre o contexto da descoberta e o contexto da justificação. Dá exemplos. 6. Discussão: Será que o facto de os cientistas discordarem nas suas escolhas mostra que a ciência não é objectiva? Porquê? Domingos Faria | CPA | # | φ 71 / 94
  • 291.
    A perspetiva deKuhn Com base na Tese da Incomensurabilidade pode-se argumentar que não há uma aproximação à verdade nas mudanças de paradigma: Domingos Faria | CPA | # | φ 72 / 94
  • 292.
    A perspetiva deKuhn Com base na Tese da Incomensurabilidade pode-se argumentar que não há uma aproximação à verdade nas mudanças de paradigma: 1. Os paradigmas são incomensuráveis. 2. Se os paradigmas são incomensuráveis, então não podemos saber se as teorias científicas atuais estão mais próximas da verdade do que as suas antecessoras. 3. Logo, não podemos saber se as teorias científicas atuais estão mais próximas da verdade do que as suas antecessoras. Domingos Faria | CPA | # | φ 72 / 94
  • 293.
    A perspetiva deKuhn Com base na Tese da Incomensurabilidade pode-se argumentar que não há uma aproximação à verdade nas mudanças de paradigma: 1. Os paradigmas são incomensuráveis. 2. Se os paradigmas são incomensuráveis, então não podemos saber se as teorias científicas atuais estão mais próximas da verdade do que as suas antecessoras. 3. Logo, não podemos saber se as teorias científicas atuais estão mais próximas da verdade do que as suas antecessoras. Assim, durante a ciência normal, o desenvolvimento da ciência é cumulativo. Mas as revoluções científicas, que resultam na mudança de paradigma, são episódios de desenvolvimento não cumulativo. Domingos Faria | CPA | # | φ 72 / 94
  • 294.
    Ex. Dicionário deKuhn Completa o seguinte dicionário: Domingos Faria | CPA | # | φ 73 / 94
  • 295.
    Ex. Dicionário deKuhn Completa o seguinte dicionário: Pré-ciência = Domingos Faria | CPA | # | φ 73 / 94
  • 296.
    Ex. Dicionário deKuhn Completa o seguinte dicionário: Pré-ciência = o que se passa antes de haver paradigma. Domingos Faria | CPA | # | φ 73 / 94
  • 297.
    Ex. Dicionário deKuhn Completa o seguinte dicionário: Pré-ciência = o que se passa antes de haver paradigma. Ciência normal = Domingos Faria | CPA | # | φ 73 / 94
  • 298.
    Ex. Dicionário deKuhn Completa o seguinte dicionário: Pré-ciência = o que se passa antes de haver paradigma. Ciência normal = os longos período de ciência que decorrem ao abrigo de um paradigma. Domingos Faria | CPA | # | φ 73 / 94
  • 299.
    Ex. Dicionário deKuhn Completa o seguinte dicionário: Pré-ciência = o que se passa antes de haver paradigma. Ciência normal = os longos período de ciência que decorrem ao abrigo de um paradigma. Paradigma = Domingos Faria | CPA | # | φ 73 / 94
  • 300.
    Ex. Dicionário deKuhn Completa o seguinte dicionário: Pré-ciência = o que se passa antes de haver paradigma. Ciência normal = os longos período de ciência que decorrem ao abrigo de um paradigma. Paradigma = Matriz teórica e prática que estrutura e organiza toda a atividade científica numa dada área disciplinar. Domingos Faria | CPA | # | φ 73 / 94
  • 301.
    Ex. Dicionário deKuhn Completa o seguinte dicionário: Pré-ciência = o que se passa antes de haver paradigma. Ciência normal = os longos período de ciência que decorrem ao abrigo de um paradigma. Paradigma = Matriz teórica e prática que estrutura e organiza toda a atividade científica numa dada área disciplinar. Crise científica = Domingos Faria | CPA | # | φ 73 / 94
  • 302.
    Ex. Dicionário deKuhn Completa o seguinte dicionário: Pré-ciência = o que se passa antes de haver paradigma. Ciência normal = os longos período de ciência que decorrem ao abrigo de um paradigma. Paradigma = Matriz teórica e prática que estrutura e organiza toda a atividade científica numa dada área disciplinar. Crise científica = acumulação de anomalias que o paradigma é incapaz de resolver satisfatoriamente. Domingos Faria | CPA | # | φ 73 / 94
  • 303.
    Ex. Dicionário deKuhn Completa o seguinte dicionário: Pré-ciência = o que se passa antes de haver paradigma. Ciência normal = os longos período de ciência que decorrem ao abrigo de um paradigma. Paradigma = Matriz teórica e prática que estrutura e organiza toda a atividade científica numa dada área disciplinar. Crise científica = acumulação de anomalias que o paradigma é incapaz de resolver satisfatoriamente. Ciência extraordinária = Domingos Faria | CPA | # | φ 73 / 94
  • 304.
    Ex. Dicionário deKuhn Completa o seguinte dicionário: Pré-ciência = o que se passa antes de haver paradigma. Ciência normal = os longos período de ciência que decorrem ao abrigo de um paradigma. Paradigma = Matriz teórica e prática que estrutura e organiza toda a atividade científica numa dada área disciplinar. Crise científica = acumulação de anomalias que o paradigma é incapaz de resolver satisfatoriamente. Ciência extraordinária = período de grande discussão científica que surge na sequência de uma crise e que termina com uma revolução científica. Domingos Faria | CPA | # | φ 73 / 94
  • 305.
    Ex. Dicionário deKuhn Completa o seguinte dicionário: Pré-ciência = o que se passa antes de haver paradigma. Ciência normal = os longos período de ciência que decorrem ao abrigo de um paradigma. Paradigma = Matriz teórica e prática que estrutura e organiza toda a atividade científica numa dada área disciplinar. Crise científica = acumulação de anomalias que o paradigma é incapaz de resolver satisfatoriamente. Ciência extraordinária = período de grande discussão científica que surge na sequência de uma crise e que termina com uma revolução científica. Revolução científica = Domingos Faria | CPA | # | φ 73 / 94
  • 306.
    Ex. Dicionário deKuhn Completa o seguinte dicionário: Pré-ciência = o que se passa antes de haver paradigma. Ciência normal = os longos período de ciência que decorrem ao abrigo de um paradigma. Paradigma = Matriz teórica e prática que estrutura e organiza toda a atividade científica numa dada área disciplinar. Crise científica = acumulação de anomalias que o paradigma é incapaz de resolver satisfatoriamente. Ciência extraordinária = período de grande discussão científica que surge na sequência de uma crise e que termina com uma revolução científica. Revolução científica = abandono e substituição de um velho paradigma por um novo paradigma. Domingos Faria | CPA | # | φ 73 / 94
  • 307.
    Ex. Dicionário deKuhn Completa o seguinte dicionário: Pré-ciência = o que se passa antes de haver paradigma. Ciência normal = os longos período de ciência que decorrem ao abrigo de um paradigma. Paradigma = Matriz teórica e prática que estrutura e organiza toda a atividade científica numa dada área disciplinar. Crise científica = acumulação de anomalias que o paradigma é incapaz de resolver satisfatoriamente. Ciência extraordinária = período de grande discussão científica que surge na sequência de uma crise e que termina com uma revolução científica. Revolução científica = abandono e substituição de um velho paradigma por um novo paradigma. Incomensurabilidade = Domingos Faria | CPA | # | φ 73 / 94
  • 308.
    Ex. Dicionário deKuhn Completa o seguinte dicionário: Pré-ciência = o que se passa antes de haver paradigma. Ciência normal = os longos período de ciência que decorrem ao abrigo de um paradigma. Paradigma = Matriz teórica e prática que estrutura e organiza toda a atividade científica numa dada área disciplinar. Crise científica = acumulação de anomalias que o paradigma é incapaz de resolver satisfatoriamente. Ciência extraordinária = período de grande discussão científica que surge na sequência de uma crise e que termina com uma revolução científica. Revolução científica = abandono e substituição de um velho paradigma por um novo paradigma. Incomensurabilidade = impossibilidade de comparação de paradigmas, em virtude de não haver entre eles pontos em comum. Domingos Faria | CPA | # | φ 73 / 94
  • 309.
    Problema da Objetividadeda Ciência Domingos Faria | CPA | # | φ 74 / 94
  • 310.
    Problema da Objetividadeda Ciência Formulação do problema: A ciência é objetiva? Domingos Faria | CPA | # | φ 75 / 94
  • 311.
    Problema da Objetividadeda Ciência Formulação do problema: A ciência é objetiva? Para que a ciência seja objetiva exige-se que a avaliação e escolha de teorias seja feita com base em critérios imparciais, i.e., em critérios que não sejam baseados em razões ou preferências de caráter pessoal. Domingos Faria | CPA | # | φ 75 / 94
  • 312.
    Problema da Objetividadeda Ciência Formulação do problema: A ciência é objetiva? Para que a ciência seja objetiva exige-se que a avaliação e escolha de teorias seja feita com base em critérios imparciais, i.e., em critérios que não sejam baseados em razões ou preferências de caráter pessoal. Respostas ao problema: Popper sobre a objetividade: a ciência é objetiva. Kuhn sobre a objetividade: a ciência não é totalmente objetiva. Domingos Faria | CPA | # | φ 75 / 94
  • 313.
    Problema da Objetividadeda Ciência Popper sobre a objetividade Domingos Faria | CPA | # | φ 76 / 94
  • 314.
    Popper sobre aobjetividade Popper defende uma perspetiva racionalista da ciência, considerando que esta proporciona conhecimento objetivo. Domingos Faria | CPA | # | φ 77 / 94
  • 315.
    Popper sobre aobjetividade Popper defende uma perspetiva racionalista da ciência, considerando que esta proporciona conhecimento objetivo. Mas se para Popper as teorias científicas são sempre provisórias, como pode a ciência ser objetiva? Domingos Faria | CPA | # | φ 77 / 94
  • 316.
    Popper sobre aobjetividade Popper defende uma perspetiva racionalista da ciência, considerando que esta proporciona conhecimento objetivo. Mas se para Popper as teorias científicas são sempre provisórias, como pode a ciência ser objetiva? A ciência é objetiva porque: Domingos Faria | CPA | # | φ 77 / 94
  • 317.
    Popper sobre aobjetividade Popper defende uma perspetiva racionalista da ciência, considerando que esta proporciona conhecimento objetivo. Mas se para Popper as teorias científicas são sempre provisórias, como pode a ciência ser objetiva? A ciência é objetiva porque: A teoria é avaliada por meio de testes cada vez mais severos de falsificação. Domingos Faria | CPA | # | φ 77 / 94
  • 318.
    Popper sobre aobjetividade Popper defende uma perspetiva racionalista da ciência, considerando que esta proporciona conhecimento objetivo. Mas se para Popper as teorias científicas são sempre provisórias, como pode a ciência ser objetiva? A ciência é objetiva porque: A teoria é avaliada por meio de testes cada vez mais severos de falsificação. Neste caso, uma teoria só se mantém como científica se passar testes rigorosos e objetivos, os quais podem ser levados a cabo por qualquer cientista, independentemente das suas convicções pessoais. Domingos Faria | CPA | # | φ 77 / 94
  • 319.
    Popper sobre aobjetividade Popper defende uma perspetiva racionalista da ciência, considerando que esta proporciona conhecimento objetivo. Mas se para Popper as teorias científicas são sempre provisórias, como pode a ciência ser objetiva? A ciência é objetiva porque: A teoria é avaliada por meio de testes cada vez mais severos de falsificação. Neste caso, uma teoria só se mantém como científica se passar testes rigorosos e objetivos, os quais podem ser levados a cabo por qualquer cientista, independentemente das suas convicções pessoais. Neste processo não intervém qualquer aspeto subjetivo. Domingos Faria | CPA | # | φ 77 / 94
  • 320.
    Popper sobre aobjetividade Popper defende uma perspetiva racionalista da ciência, considerando que esta proporciona conhecimento objetivo. Mas se para Popper as teorias científicas são sempre provisórias, como pode a ciência ser objetiva? A ciência é objetiva porque: A teoria é avaliada por meio de testes cada vez mais severos de falsificação. Neste caso, uma teoria só se mantém como científica se passar testes rigorosos e objetivos, os quais podem ser levados a cabo por qualquer cientista, independentemente das suas convicções pessoais. Neste processo não intervém qualquer aspeto subjetivo. O conhecimento científico é objetivo porque a sua lógica de justificação é independente de quaisquer sujeitos, dado que nenhum elementos subjetivo intervém no modo como ele é testado. Domingos Faria | CPA | # | φ 77 / 94
  • 321.
    Popper sobre aobjetividade Popper defende uma perspetiva racionalista da ciência, considerando que esta proporciona conhecimento objetivo. Mas se para Popper as teorias científicas são sempre provisórias, como pode a ciência ser objetiva? A ciência é objetiva porque: A teoria é avaliada por meio de testes cada vez mais severos de falsificação. Neste caso, uma teoria só se mantém como científica se passar testes rigorosos e objetivos, os quais podem ser levados a cabo por qualquer cientista, independentemente das suas convicções pessoais. Neste processo não intervém qualquer aspeto subjetivo. O conhecimento científico é objetivo porque a sua lógica de justificação é independente de quaisquer sujeitos, dado que nenhum elementos subjetivo intervém no modo como ele é testado. Será isto plausível? Domingos Faria | CPA | # | φ 77 / 94
  • 322.
    Problema da Objetividadeda Ciência Kuhn sobre a objetividade Domingos Faria | CPA | # | φ 78 / 94
  • 323.
    Kuhn sobre aobjetividade Tese de Kuhn: Domingos Faria | CPA | # | φ 79 / 94
  • 324.
    Kuhn sobre aobjetividade Tese de Kuhn: Se a escolha entre teorias propostas por paradigmas que competem entre si depende em grande parte de critérios subjetivos, então a ciência não é totalmente objetiva. Domingos Faria | CPA | # | φ 79 / 94
  • 325.
    Kuhn sobre aobjetividade Tese de Kuhn: Se a escolha entre teorias propostas por paradigmas que competem entre si depende em grande parte de critérios subjetivos, então a ciência não é totalmente objetiva. Kuhn reconhece que há critério objetivos, mas são insuficientes, tais como: Domingos Faria | CPA | # | φ 79 / 94
  • 326.
    Kuhn sobre aobjetividade Tese de Kuhn: Se a escolha entre teorias propostas por paradigmas que competem entre si depende em grande parte de critérios subjetivos, então a ciência não é totalmente objetiva. Kuhn reconhece que há critério objetivos, mas são insuficientes, tais como: 1. Exatidão: quanto mais exatas forem as previsões, melhor é a teoria. Domingos Faria | CPA | # | φ 79 / 94
  • 327.
    Kuhn sobre aobjetividade Tese de Kuhn: Se a escolha entre teorias propostas por paradigmas que competem entre si depende em grande parte de critérios subjetivos, então a ciência não é totalmente objetiva. Kuhn reconhece que há critério objetivos, mas são insuficientes, tais como: 1. Exatidão: quanto mais exatas forem as previsões, melhor é a teoria. 2. Consistência: quanto mais uma teoria estiver de acordo com outras amplamente aceites, melhor é. Domingos Faria | CPA | # | φ 79 / 94
  • 328.
    Kuhn sobre aobjetividade Tese de Kuhn: Se a escolha entre teorias propostas por paradigmas que competem entre si depende em grande parte de critérios subjetivos, então a ciência não é totalmente objetiva. Kuhn reconhece que há critério objetivos, mas são insuficientes, tais como: 1. Exatidão: quanto mais exatas forem as previsões, melhor é a teoria. 2. Consistência: quanto mais uma teoria estiver de acordo com outras amplamente aceites, melhor é. 3. Simplicidade: quanto mais simples for uma teoria, melhor ela é. Domingos Faria | CPA | # | φ 79 / 94
  • 329.
    Kuhn sobre aobjetividade Tese de Kuhn: Se a escolha entre teorias propostas por paradigmas que competem entre si depende em grande parte de critérios subjetivos, então a ciência não é totalmente objetiva. Kuhn reconhece que há critério objetivos, mas são insuficientes, tais como: 1. Exatidão: quanto mais exatas forem as previsões, melhor é a teoria. 2. Consistência: quanto mais uma teoria estiver de acordo com outras amplamente aceites, melhor é. 3. Simplicidade: quanto mais simples for uma teoria, melhor ela é. 4. Alcance: quanto mais coisas uma teoria conseguir explicar, melhor é. Domingos Faria | CPA | # | φ 79 / 94
  • 330.
    Kuhn sobre aobjetividade Tese de Kuhn: Se a escolha entre teorias propostas por paradigmas que competem entre si depende em grande parte de critérios subjetivos, então a ciência não é totalmente objetiva. Kuhn reconhece que há critério objetivos, mas são insuficientes, tais como: 1. Exatidão: quanto mais exatas forem as previsões, melhor é a teoria. 2. Consistência: quanto mais uma teoria estiver de acordo com outras amplamente aceites, melhor é. 3. Simplicidade: quanto mais simples for uma teoria, melhor ela é. 4. Alcance: quanto mais coisas uma teoria conseguir explicar, melhor é. 5. Fecundidade: quanto maior for a capacidade para conduzir a novas descobertas científicas, melhor é a teoria. Domingos Faria | CPA | # | φ 79 / 94
  • 331.
    Kuhn sobre aobjetividade Tese de Kuhn: Se a escolha entre teorias propostas por paradigmas que competem entre si depende em grande parte de critérios subjetivos, então a ciência não é totalmente objetiva. Kuhn reconhece que há critério objetivos, mas são insuficientes, tais como: 1. Exatidão: quanto mais exatas forem as previsões, melhor é a teoria. 2. Consistência: quanto mais uma teoria estiver de acordo com outras amplamente aceites, melhor é. 3. Simplicidade: quanto mais simples for uma teoria, melhor ela é. 4. Alcance: quanto mais coisas uma teoria conseguir explicar, melhor é. 5. Fecundidade: quanto maior for a capacidade para conduzir a novas descobertas científicas, melhor é a teoria. Apesar de tais critérios serem partilhados pelos cientistas, frequentemente estes divergem na sua aplicação. Domingos Faria | CPA | # | φ 79 / 94
  • 332.
    Kuhn sobre aobjetividade Kuhn reconhece que há critério objetivos, mas são insuficientes. Apesar de tais critérios serem partilhados pelos cientistas, frequentemente estes divergem na sua aplicação. Domingos Faria | CPA | # | φ 80 / 94
  • 333.
    Kuhn sobre aobjetividade Kuhn reconhece que há critério objetivos, mas são insuficientes. Apesar de tais critérios serem partilhados pelos cientistas, frequentemente estes divergem na sua aplicação. Porquê? Domingos Faria | CPA | # | φ 80 / 94
  • 334.
    Kuhn sobre aobjetividade Kuhn reconhece que há critério objetivos, mas são insuficientes. Apesar de tais critérios serem partilhados pelos cientistas, frequentemente estes divergem na sua aplicação. Porquê? Pois uns cientistas podem dar mais importância a um critério, ao passo que outros valorizam mais um critério diferente. Domingos Faria | CPA | # | φ 80 / 94
  • 335.
    Kuhn sobre aobjetividade Kuhn reconhece que há critério objetivos, mas são insuficientes. Apesar de tais critérios serem partilhados pelos cientistas, frequentemente estes divergem na sua aplicação. Porquê? Pois uns cientistas podem dar mais importância a um critério, ao passo que outros valorizam mais um critério diferente. Dada que os critérios não estabelecem com rigor qual o grau de simplicidade, de fecundidade, etc, são de algum modo vagos. Domingos Faria | CPA | # | φ 80 / 94
  • 336.
    Kuhn sobre aobjetividade Kuhn reconhece que há critério objetivos, mas são insuficientes. Apesar de tais critérios serem partilhados pelos cientistas, frequentemente estes divergem na sua aplicação. Porquê? Pois uns cientistas podem dar mais importância a um critério, ao passo que outros valorizam mais um critério diferente. Dada que os critérios não estabelecem com rigor qual o grau de simplicidade, de fecundidade, etc, são de algum modo vagos. Assim, diferentes cientistas podem interpretá-los de modo diferente e chegar a conclusões diferentes. Domingos Faria | CPA | # | φ 80 / 94
  • 337.
    Kuhn sobre aobjetividade Kuhn reconhece que há critério objetivos, mas são insuficientes. Apesar de tais critérios serem partilhados pelos cientistas, frequentemente estes divergem na sua aplicação. Porquê? Pois uns cientistas podem dar mais importância a um critério, ao passo que outros valorizam mais um critério diferente. Dada que os critérios não estabelecem com rigor qual o grau de simplicidade, de fecundidade, etc, são de algum modo vagos. Assim, diferentes cientistas podem interpretá-los de modo diferente e chegar a conclusões diferentes. Assim, para Kuhn, a ciência não é totalmente objetiva. Pois, há outros fatores subjetivos (históricos, pessoais e sociais) que a influenciam. Domingos Faria | CPA | # | φ 80 / 94
  • 338.
    Kuhn sobre aobjetividade Kuhn reconhece que há critério objetivos, mas são insuficientes. Apesar de tais critérios serem partilhados pelos cientistas, frequentemente estes divergem na sua aplicação. Porquê? Pois uns cientistas podem dar mais importância a um critério, ao passo que outros valorizam mais um critério diferente. Dada que os critérios não estabelecem com rigor qual o grau de simplicidade, de fecundidade, etc, são de algum modo vagos. Assim, diferentes cientistas podem interpretá-los de modo diferente e chegar a conclusões diferentes. Assim, para Kuhn, a ciência não é totalmente objetiva. Pois, há outros fatores subjetivos (históricos, pessoais e sociais) que a influenciam. Será plausível a teoria de Kuhn? Domingos Faria | CPA | # | φ 80 / 94
  • 339.
    Críticas à teoriade Kuhn Domingos Faria | CPA | # | φ 81 / 94
  • 340.
    Críticas à teoriade Kuhn A ideia de que os paradigmas são incomensuráveis é implausível. Domingos Faria | CPA | # | φ 82 / 94
  • 341.
    Críticas à teoriade Kuhn A ideia de que os paradigmas são incomensuráveis é implausível. Essa ideia é contrariada pela própria história da ciência. Domingos Faria | CPA | # | φ 82 / 94
  • 342.
    Críticas à teoriade Kuhn A ideia de que os paradigmas são incomensuráveis é implausível. Essa ideia é contrariada pela própria história da ciência. Por exemplo, a teoria heliocêntrica foi inicialmente proposta por Copérnico porque permitia explicar precisamente os mesmos fenómenos observados (movimento aparente de certos planetas, eclipses, estações do ano, fases da lua, etc) à luz da teoria geocêntrica, mas de modo mais simples, exato e eficaz. Domingos Faria | CPA | # | φ 82 / 94
  • 343.
    Críticas à teoriade Kuhn A ideia de que os paradigmas são incomensuráveis é implausível. Essa ideia é contrariada pela própria história da ciência. Por exemplo, a teoria heliocêntrica foi inicialmente proposta por Copérnico porque permitia explicar precisamente os mesmos fenómenos observados (movimento aparente de certos planetas, eclipses, estações do ano, fases da lua, etc) à luz da teoria geocêntrica, mas de modo mais simples, exato e eficaz. Foi essa vantagem comparativa que levou Copérnico a abandonar a teoria geocêntrica. Domingos Faria | CPA | # | φ 82 / 94
  • 344.
    Críticas à teoriade Kuhn A ideia de que os paradigmas são incomensuráveis é implausível. Essa ideia é contrariada pela própria história da ciência. Por exemplo, a teoria heliocêntrica foi inicialmente proposta por Copérnico porque permitia explicar precisamente os mesmos fenómenos observados (movimento aparente de certos planetas, eclipses, estações do ano, fases da lua, etc) à luz da teoria geocêntrica, mas de modo mais simples, exato e eficaz. Foi essa vantagem comparativa que levou Copérnico a abandonar a teoria geocêntrica. De um modo geral, as teorias científicas atuais permitem fazer previsões mais rigorosas e exatas do que as teorias do passado. Domingos Faria | CPA | # | φ 82 / 94
  • 345.
    Críticas à teoriade Kuhn A ideia de que os paradigmas são incomensuráveis é implausível. A objeção pode ser formulada nos seguintes termos: Domingos Faria | CPA | # | φ 83 / 94
  • 346.
    Críticas à teoriade Kuhn A ideia de que os paradigmas são incomensuráveis é implausível. A objeção pode ser formulada nos seguintes termos: 1. Se um paradigma resolve as anomalias de outro, então é falso que os paradigmas são incomensuráveis. 2. Frequentemente um paradigma resolve as anomalias do seu antecessor. 3. Logo, é falso que os paradigmas são incomensuráveis. Domingos Faria | CPA | # | φ 83 / 94
  • 347.
    Críticas à teoriade Kuhn A ideia de que os paradigmas são incomensuráveis é implausível. A objeção pode ser formulada nos seguintes termos: 1. Se um paradigma resolve as anomalias de outro, então é falso que os paradigmas são incomensuráveis. 2. Frequentemente um paradigma resolve as anomalias do seu antecessor. 3. Logo, é falso que os paradigmas são incomensuráveis. Será esta uma objeção plausível? Domingos Faria | CPA | # | φ 83 / 94
  • 348.
    Críticas à teoriade Kuhn Kuhn propõe uma conceção relativista da ciência, colocando-a a par de outro tipo de explicações, como os mitos e lendas (que também oferecem respostas satisfatórias àqueles que a eles aderem). Domingos Faria | CPA | # | φ 84 / 94
  • 349.
    Críticas à teoriade Kuhn Kuhn propõe uma conceção relativista da ciência, colocando-a a par de outro tipo de explicações, como os mitos e lendas (que também oferecem respostas satisfatórias àqueles que a eles aderem). Se tudo não passar de conceções do mundo inconciliáveis às quais se adere pelas mais variadas razões (incluindo motivações psicológica, ideológicas, religiosas ou políticas), então elas não são diretamente confrontadas com o mundo, sendo antes construções sociais tão justificáveis como os mitos e lendas. Domingos Faria | CPA | # | φ 84 / 94
  • 350.
    Críticas à teoriade Kuhn Kuhn propõe uma conceção relativista da ciência, colocando-a a par de outro tipo de explicações, como os mitos e lendas (que também oferecem respostas satisfatórias àqueles que a eles aderem). Se tudo não passar de conceções do mundo inconciliáveis às quais se adere pelas mais variadas razões (incluindo motivações psicológica, ideológicas, religiosas ou políticas), então elas não são diretamente confrontadas com o mundo, sendo antes construções sociais tão justificáveis como os mitos e lendas. Nesse caso, não se entende como pode a ciência ter o prestígio que tem e nem se entende o crescente sucesso da ciência. Domingos Faria | CPA | # | φ 84 / 94
  • 351.
    Críticas à teoriade Kuhn Esta última objeção pode ser formulada nos seguintes termos: Domingos Faria | CPA | # | φ 85 / 94
  • 352.
    Críticas à teoriade Kuhn Esta última objeção pode ser formulada nos seguintes termos: 1. Se os paradigmas são incomensuráveis, então não podemos dizer que as teorias científicas atuais estão mais próximas da verdade do que as suas antecessoras. 2. Mas uma vez que as teorias científicas atuais têm uma maior capacidade de prever o comportamento da Natureza do que as suas antecessoras, podemos considerar que estão mais próximas da verdade do que as suas antecessoras. 3. Logo, os paradigmas não são incomensuráveis. Domingos Faria | CPA | # | φ 85 / 94
  • 353.
    Críticas à teoriade Kuhn Esta última objeção pode ser formulada nos seguintes termos: 1. Se os paradigmas são incomensuráveis, então não podemos dizer que as teorias científicas atuais estão mais próximas da verdade do que as suas antecessoras. 2. Mas uma vez que as teorias científicas atuais têm uma maior capacidade de prever o comportamento da Natureza do que as suas antecessoras, podemos considerar que estão mais próximas da verdade do que as suas antecessoras. 3. Logo, os paradigmas não são incomensuráveis. Será esta uma objeção plausível? Domingos Faria | CPA | # | φ 85 / 94
  • 354.
    Exercícios Domingos Faria |CPA | # | φ 86 / 94
  • 355.
    Exercícios sobre Popper 1.Explica o critério de falsificabilidade de Popper com exemplos. 2. Indica a diferença entre uma teoria ser falsificável e uma teoria ser falsificada. 3. Será que a afirmação "Por vezes determinados professores enganam-se" é falsificável? Porquê? 4. Será que a afirmação "Os planetas têm órbitas elípticas" é falsificável? Porquê? 5. Será que a afirmação "Amanhã vai chover em Lisboa" tem um maior grau de falsificabilidade do que a afirmação "Amanhã vai chover em Lisboa às 16 horas"? Porquê? 6. Uma teoria ser falsificável é uma condição suficiente para se ter uma boa teoria? Justifica. 7. De acordo com Popper, será que podemos estar certos de que uma teoria é verdadeira? Porquê? Domingos Faria | CPA | # | φ 87 / 94
  • 356.
    Exercícios sobre Kuhn 1.O que caracteriza o período pré-científico? 2. Como se passa da pré-ciência para uma investigação científica propriamente dita? 3. O que é um paradigma? 4. Em que consiste a atividade científica durante o período de ciência normal? 5. Em que circunstâncias se pode considerar que a ciência normal entra em crise? 6. A crise pode abrir caminho para um período de ciência extraordinária. Como se caracteriza essa fase? 7. O que é uma revolução científica? 8. Em que consiste a tese da incomensurabilidade? 9. Que razões se podem apresentar a favor da tese da incomensurabilidade? 10. Segundo Kuhn, que critérios devemos utilizar na avaliação de paradigmas? 11. Esses critérios são suficientes para ditar a preferência por um paradigma em detrimento de outro? Porquê? 12. Apresenta uma objeção à teoria de Kuhn. 13. Concordas com a teoria de Thomas Kuhn? Porquê? Domingos Faria | CPA | # | φ 88 / 94
  • 357.
    Exercícios 1 -Popper Domingos Faria | CPA | # | φ Filosofia da Ciência: Popper Edit Saved Beta Filosofia da Ciência: Popper Templates Theme Configure Help Choose a slide type 89 / 94
  • 358.
    Exercícios 1 -Kuhn Domingos Faria | CPA | # | φ Filosofia da Ciência: Kuhn Edit Saved Beta Filosofia da Ciência: Kuhn Templates Theme Configure Help Choose a slide type 90 / 94
  • 359.
    Exercícios 2 -Popper Domingos Faria | CPA | # | φ Filosofia da Ciência: Popper (2) Edit Saved Beta Filosofia da Ciência: Popper (2) Templates Theme Configure Help Choose a slide type 91 / 94
  • 360.
    Exercícios 2 -Kuhn Domingos Faria | CPA | # | φ Filosofia da Ciência: Kuhn (2) Edit Saved Beta Filosofia da Ciência: Kuhn (2) Templates Theme Configure Help Choose a slide type 92 / 94
  • 361.
    Dúvidas?! Domingos Faria |CPA | # | φ 93 / 94
  • 362.
  • 363.
  • 364.
    Ensaios Filosóficos Critérios Pontos Problematização40 pontos Argumentação 120 pontos Rigor conceptual 20 pontos Autonomia-Criatividade 20 pontos Domingos Faria | CPA | # | φ 94 / 94