FILOSOFIA E FELICIDADE
Professor: Higor Camargo Disciplina: Filosofia
INTRODUÇÃO
• A palavra filosofia quer dizer “amor à sabedoria”. Philo quer dizer “amizade,
amor fraterno”, sophia quer dizer “sabedoria”.
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• Assim, a filosofia apresentava-se como um conhecimento superior que conduzia à
vida boa, isto é, que indicava como viver para ser feliz. E o filósofo se
reconhecia como aquele que buscava, praticava e ensinava um método, um
caminho para a felicidade.
• Sabedoria, para os gregos, não era apenas um grande saber teórico, mas
principalmente prático.
• A filosofia, nessa época, buscava atender ao que consideravam o objetivo supremo
da vida humana: a felicidade.
FINALIDADE ÚLTIMA DA FILOSOFIA
• Em sua origem histórica, a relação da filosofia com a felicidade era fundamental,
pois a vida boa seria a finalidade última da investigação filosófica.
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FINALIDADE ÚLTIMA DA FILOSOFIA
Filosofar para quê?
Para pensar melhor sobre tudo: os fatos, as pessoas, a vida.
Pensar melhor sobre tudo para quê?
Para encontrar soluções aos problemas da existência – a minha e a de outras pessoas.
Encontrar essas soluções serve para quê?
Para ter menos problemas, ficar mais tranquilo e viver melhor.
Viver melhor para quê?
Para me sentir bem, em paz comigo mesmo e com o mundo.
Sentir-se assim para quê?
Para ser feliz.
Ser feliz para quê?
Não sei. Talvez para deixar as pessoas que me cercam felizes também.
Deixá-las felizes para quê?
Para que eu fique feliz com a felicidade delas.
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FINALIDADE ÚLTIMA DA FILOSOFIA
• Vemos que, no final, as respostas começam a ser circulares. Voltam sempre ao
mesmo ponto, ou seja, à ideia desse sentimento de bem-estar, de satisfação
consigo mesmo e com a vida, ligada também à sensação de plenitude, de já ter
tudo e não precisar de mais nada. Essa é uma boa descrição da felicidade.
• Portanto, finalidade última é aquela que está por detrás de todas as finalidades
mais imediatas e conscientes de uma ação. Geralmente inconsciente, ela é o
motivo fundamental de uma conduta.
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FINALIDADE ÚLTIMA DE TODOS OS ATOS
• Usando da mesma lógica contida nessa sequência de perguntas, podemos supor
que a felicidade é igualmente a finalidade última de todos os nossos atos, mesmo
de ações que parecem “ruins” por algum tempo, ou daquelas que realmente nos
fazem mal e aos outros. Consciente ou inconscientemente, a pessoa está buscando,
por meio dessa ação, trazer, preservar, aumentar seu bem-estar, ou mesmo evitar,
acabar com uma dor, um sofrimento, uma tristeza.
• Assim, afirmar que a felicidade é a finalidade última de todos os atos não é dizer
que todo e qualquer ato traz felicidade. Como diz o ditado popular: “Nem tudo o
que reluz é ouro”.
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COMO VIVER PARA SER FELIZ?
O que disseram os sábios gregos?
Avancemos um pouco mais em nossa investigação sobre a felicidade, colocando-nos
agora algumas questões:
• Se o que nos move é, em última instância, o desejo de ser feliz, mas nem todo ato
traz felicidade, como alcançar nosso objetivo?
• Considerando a fragilidade e a vulnerabilidade humanas, como devemos agir para
levar uma vida feliz ou, ao menos, não infeliz?
• Quais são as fontes da felicidade?
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FONTES DA FELICIDADE
Que elementos, condições ou coisas tornam um indivíduo feliz? De acordo com
textos antigos, os elementos mais desejados e perseguidos pelas pessoas em geral
durante a Antiguidade eram (e você perceberá que continuam sendo):
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FONTES DA FELICIDADE
• bens materiais e riqueza – sempre estiveram entre as fontes mais cobiçadas e
pelas quais as pessoas mais se esforçam;
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FONTES DA FELICIDADE
• status social, poder, glória e fama – pode-se até matar por eles, mesmo quando
as pessoas não são tão conscientes do valor que lhes dão;
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FONTES DA FELICIDADE
• prazeres da mesa e da cama – fontes básicas do bem-estar corporal e emocional,
boa parcela da humanidade dedica-se regularmente e com avidez a eles;
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FONTES DA FELICIDADE
• saúde – valorizada por muitos, principalmente quando falta, mas perseguida pelos
mais moderados ou disciplinados;
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FONTES DA FELICIDADE
• amor e amizade – considerados importantes pela maioria, mas com frequência
relegados a um segundo plano em termos de prioridade.
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EPICURO: O CAMINHO DO PRAZER
• Epicuro (341-271 a.C.) recomendava o caminho do prazer. Para o filósofo,
felicidade é o prazer resultante da satisfação dos desejos, como crê a maioria das
pessoas.
• Propôs uma filosofia conhecida como Epicurismo, que buscava a felicidade e a
tranquilidade como objetivos centrais. Ele acreditava que a dor e o sofrimento
poderiam ser minimizados por meio de várias estratégias.
• Todos os seres buscam o prazer e fogem da dor e que, para sermos felizes,
devemos gerar, primeiramente, as condições materiais e psicológicas que nos
permitam experimentar apenas o prazer na vida. E prazer, para ele, é sobretudo
ausência de dor.
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EPICURO: O CAMINHO DO PRAZER
1. BUSCAR A MODERAÇÃO
• Epicuro argumentava que o prazer não deveria ser buscado em excesso, pois isso
poderia levar a dores futuras. Ele defendia uma vida moderada e equilibrada,
evitando tanto os excessos como a privação extrema.
EXEMPLOS:
• Ao invés de comer grandes quantidades de comida, procure ter uma alimentação
equilibrada, com porções adequadas.
• Em vez de passar horas em frente à tela do computador ou do celular, estabeleça
um tempo limitado para uso desses dispositivos e reserve também momentos para
outras atividades.
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EPICURO: O CAMINHO DO PRAZER
2. EVITAR DESEJOS DESNECESSÁRIOS
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Isso significa fazer uma distinção entre os desejos, que, para o filósofo, podiam
ser classificados em três tipos:
• naturais e necessários (essenciais) – como os desejos de comer, beber e
dormir;
• naturais e desnecessários (supérfluo) – como os desejos de comer alimentos
refinados, tomar bebidas especiais e caras e dormir em lençóis luxuosos etc.;
• não naturais e desnecessários (prejudiciais) – como os desejos de riqueza,
fama e poder.
EPICURO: O CAMINHO DO PRAZER
2. EVITAR DESEJOS DESNECESSÁRIOS
EXEMPLOS:
• Em vez de gastar dinheiro em roupas ou acessórios da moda que você não precisa,
direcione seu dinheiro para coisas essenciais ou invista em experiências
significativas, como viagens ou cursos.
• Ao se deparar com um impulso de compra, questione-se se realmente é algo
necessário ou se é apenas um desejo passageiro.
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EPICURO: O CAMINHO DO PRAZER
3. CULTIVAR AMIZADES E RELACIONAMENTOS SAUDÁVEIS
• O filósofo enfatizava a importância das amizades virtuosas e dos relacionamentos
significativos. Ele acreditava que o convívio com amigos verdadeiros trazia
alegria, apoio emocional e uma sensação de pertencimento, contribuindo para
evitar a dor.
EXEMPLOS:
• Dedique tempo para estar com seus amigos, fazer atividades juntos e fortalecer os
laços.
• Mostre apoio e empatia para aqueles que você se importa, esteja presente quando
eles precisarem e seja um bom ouvinte.
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EPICURO: O CAMINHO DO PRAZER
4. APRECIAR OS PRAZERES SIMPLES
• Epicuro valorizava os prazeres simples da vida.
EXEMPLOS:
• Reserve um tempo para desfrutar de uma refeição tranquila, saboreando cada
mordida e apreciando os sabores.
• Faça caminhadas em parques, praias ou em áreas verdes, conectando-se com a
natureza e apreciando a beleza ao seu redor.
Professor: Higor Camargo Disciplina: Filosofia
EPICURO: O CAMINHO DO PRAZER
5. ACEITAR A FINITUDE
• Epicuro considerava que o medo da morte e o temor em relação ao desconhecido
eram fontes significativas de dor. Ele argumentava que aceitar a finitude da vida e
compreender que a morte é parte natural do ciclo da existência poderia diminuir a
angústia relacionada a essas questões.
EXEMPLOS:
• Reflita sobre a transitoriedade da existência e busque aproveitar o momento
presente, valorizando as experiências e os relacionamentos.
• Em vez de temer a morte, foque em viver uma vida significativa e cultivar um
legado positivo através das suas ações e contribuições.
Professor: Higor Camargo Disciplina: Filosofia
EPICURO: O CAMINHO DO PRAZER
5. ACEITAR A FINITUDE
[...] quando estamos vivos, é a morte que não está presente; ao contrário,
quando a morte está presente, nós é que não estamos. (Carta sobre a
felicidade [a Meneceu], p. 27-28.)
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ESTOICOS: AMOR AO DESTINO
• Corrente filosófica antiga conhecida como estoicismo. Essa
palavra deriva do grego stoá, “pórtico” ou “galeria de colunas”.
Era neste local que Zenão de Cício (335-264 a.C), fundador da
escola, ensinava aos seus alunos.
• Para o estoico, é feliz aquele que vive de acordo com a ordem
cósmica, aceitando e amando o próprio destino nela inscrito.
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ESTOICOS: AMOR AO DESTINO
1. COMPREENDER A ORDEM CÓSMICA
• O estoicismo concebe o universo como kósmos, “universo ordenado e
harmonioso”, composto de um princípio passivo (a matéria) e de um
princípio ativo, racional, inteligente (o chamado logos), que permeia, anima
e conecta todas as suas partes.
• Esse princípio ativo ou inteligência universal – que os estoicos chamavam
de providência – regeria toda a realidade, equivalendo ao que se pode
denominar Deus.
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ESTOICOS: AMOR AO DESTINO
1. COMPREENDER A ORDEM CÓSMICA
• Para os estóicos, compreender a ordem cósmica significa entender que o
universo possui uma organização e uma harmonia intrínsecas. Eles
acreditavam que tudo no universo segue leis naturais e divinas que
determinam como as coisas acontecem.
• Imagine que você está jogando um jogo de quebra-cabeça. Cada peça tem
um lugar específico onde se encaixa corretamente, e todas juntas formam
uma imagem completa. Compreender a ordem cósmica é como entender
que cada peça desse quebra-cabeça tem um papel importante e contribui
para o quadro geral.
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ESTOICOS: AMOR AO DESTINO
1. COMPREENDER A ORDEM CÓSMICA
• Da mesma forma, os estóicos acreditavam que cada evento em nossas vidas
e no mundo tem um propósito dentro da ordem cósmica. Mesmo que não
possamos ver o quadro completo, eles enfatizavam a importância de confiar
que cada peça, por mais desafiadora ou difícil que seja, faz parte de um
plano maior.
• Isso não significa que devemos ser passivos ou aceitar tudo sem questionar.
Pelo contrário, compreender a ordem cósmica nos encoraja a agir de acordo
com a razão e a virtude, buscando a sabedoria e a serenidade em nossas
escolhas e ações.
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ESTOICOS: AMOR AO DESTINO
2. ACEITAÇÃO DO DESTINO
• Reconhecer que nem tudo está sob nosso controle e que devemos aceitar
as circunstâncias da vida de forma serena, encontrando virtude e significado
mesmo nas adversidades.
• Exemplo: Imagine que você está estudando para uma prova importante,
mas, devido a uma doença repentina, fica impossibilitado de comparecer ao
exame. Em vez de se lamentar e se sentir derrotado, a aceitação do destino
envolveria reconhecer que a doença está fora do seu controle, mas você
pode encontrar virtude na maneira como lida com a situação. Em vez de se
desesperar, você pode procurar maneiras de se recuperar e se preparar para
o próximo desafio acadêmico.
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ESTOICOS: AMOR AO DESTINO
3. CONTROLAR PENSAMENTOS E PAIXÕES
Os estoicos procuraram orientar a conduta das pessoas
estabelecendo a seguinte distinção entre as coisas:
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ESTOICOS: AMOR AO DESTINO
3. CONTROLAR PENSAMENTOS E PAIXÕES
• boas – são aquelas que dependem de nós e que devemos
querer e buscar durante a vida para sermos felizes. Trata-se das
virtudes, como ser prudente, justo, corajoso;
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ESTOICOS: AMOR AO DESTINO
3. CONTROLAR PENSAMENTOS E PAIXÕES
• más – são as coisas que dependem de nós, mas que, ao
contrário, devemos evitar durante a vida se queremos ser
felizes. Trata-se dos vícios e das paixões, como ser
imprudente, injusto, covarde, guloso, raivoso;
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ESTOICOS: AMOR AO DESTINO
3. CONTROLAR PENSAMENTOS E PAIXÕES
• indiferentes – são as que não dependem de nós e com as
quais não devemos nos preocupar, sob pena de gerar
infelicidade. É o caso da morte, do poder, da saúde ou doença,
da riqueza ou pobreza, entre outras.
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filosofia e felicidade - epicuro e estoicismo

  • 1.
    FILOSOFIA E FELICIDADE Professor:Higor Camargo Disciplina: Filosofia
  • 2.
    INTRODUÇÃO • A palavrafilosofia quer dizer “amor à sabedoria”. Philo quer dizer “amizade, amor fraterno”, sophia quer dizer “sabedoria”. Professor: Higor Camargo Disciplina: Filosofia • Assim, a filosofia apresentava-se como um conhecimento superior que conduzia à vida boa, isto é, que indicava como viver para ser feliz. E o filósofo se reconhecia como aquele que buscava, praticava e ensinava um método, um caminho para a felicidade. • Sabedoria, para os gregos, não era apenas um grande saber teórico, mas principalmente prático. • A filosofia, nessa época, buscava atender ao que consideravam o objetivo supremo da vida humana: a felicidade.
  • 3.
    FINALIDADE ÚLTIMA DAFILOSOFIA • Em sua origem histórica, a relação da filosofia com a felicidade era fundamental, pois a vida boa seria a finalidade última da investigação filosófica. Professor: Higor Camargo Disciplina: Filosofia
  • 4.
    FINALIDADE ÚLTIMA DAFILOSOFIA Filosofar para quê? Para pensar melhor sobre tudo: os fatos, as pessoas, a vida. Pensar melhor sobre tudo para quê? Para encontrar soluções aos problemas da existência – a minha e a de outras pessoas. Encontrar essas soluções serve para quê? Para ter menos problemas, ficar mais tranquilo e viver melhor. Viver melhor para quê? Para me sentir bem, em paz comigo mesmo e com o mundo. Sentir-se assim para quê? Para ser feliz. Ser feliz para quê? Não sei. Talvez para deixar as pessoas que me cercam felizes também. Deixá-las felizes para quê? Para que eu fique feliz com a felicidade delas. Professor: Higor Camargo Disciplina: Filosofia
  • 5.
    FINALIDADE ÚLTIMA DAFILOSOFIA • Vemos que, no final, as respostas começam a ser circulares. Voltam sempre ao mesmo ponto, ou seja, à ideia desse sentimento de bem-estar, de satisfação consigo mesmo e com a vida, ligada também à sensação de plenitude, de já ter tudo e não precisar de mais nada. Essa é uma boa descrição da felicidade. • Portanto, finalidade última é aquela que está por detrás de todas as finalidades mais imediatas e conscientes de uma ação. Geralmente inconsciente, ela é o motivo fundamental de uma conduta. Professor: Higor Camargo Disciplina: Filosofia
  • 6.
    FINALIDADE ÚLTIMA DETODOS OS ATOS • Usando da mesma lógica contida nessa sequência de perguntas, podemos supor que a felicidade é igualmente a finalidade última de todos os nossos atos, mesmo de ações que parecem “ruins” por algum tempo, ou daquelas que realmente nos fazem mal e aos outros. Consciente ou inconscientemente, a pessoa está buscando, por meio dessa ação, trazer, preservar, aumentar seu bem-estar, ou mesmo evitar, acabar com uma dor, um sofrimento, uma tristeza. • Assim, afirmar que a felicidade é a finalidade última de todos os atos não é dizer que todo e qualquer ato traz felicidade. Como diz o ditado popular: “Nem tudo o que reluz é ouro”. Professor: Higor Camargo Disciplina: Filosofia
  • 7.
    COMO VIVER PARASER FELIZ? O que disseram os sábios gregos? Avancemos um pouco mais em nossa investigação sobre a felicidade, colocando-nos agora algumas questões: • Se o que nos move é, em última instância, o desejo de ser feliz, mas nem todo ato traz felicidade, como alcançar nosso objetivo? • Considerando a fragilidade e a vulnerabilidade humanas, como devemos agir para levar uma vida feliz ou, ao menos, não infeliz? • Quais são as fontes da felicidade? Professor: Higor Camargo Disciplina: Filosofia
  • 8.
    FONTES DA FELICIDADE Queelementos, condições ou coisas tornam um indivíduo feliz? De acordo com textos antigos, os elementos mais desejados e perseguidos pelas pessoas em geral durante a Antiguidade eram (e você perceberá que continuam sendo): Professor: Higor Camargo Disciplina: Filosofia
  • 9.
    FONTES DA FELICIDADE •bens materiais e riqueza – sempre estiveram entre as fontes mais cobiçadas e pelas quais as pessoas mais se esforçam; Professor: Higor Camargo Disciplina: Filosofia
  • 10.
    FONTES DA FELICIDADE •status social, poder, glória e fama – pode-se até matar por eles, mesmo quando as pessoas não são tão conscientes do valor que lhes dão; Professor: Higor Camargo Disciplina: Filosofia
  • 11.
    FONTES DA FELICIDADE •prazeres da mesa e da cama – fontes básicas do bem-estar corporal e emocional, boa parcela da humanidade dedica-se regularmente e com avidez a eles; Professor: Higor Camargo Disciplina: Filosofia
  • 12.
    FONTES DA FELICIDADE •saúde – valorizada por muitos, principalmente quando falta, mas perseguida pelos mais moderados ou disciplinados; Professor: Higor Camargo Disciplina: Filosofia
  • 13.
    FONTES DA FELICIDADE •amor e amizade – considerados importantes pela maioria, mas com frequência relegados a um segundo plano em termos de prioridade. Professor: Higor Camargo Disciplina: Filosofia
  • 14.
    EPICURO: O CAMINHODO PRAZER • Epicuro (341-271 a.C.) recomendava o caminho do prazer. Para o filósofo, felicidade é o prazer resultante da satisfação dos desejos, como crê a maioria das pessoas. • Propôs uma filosofia conhecida como Epicurismo, que buscava a felicidade e a tranquilidade como objetivos centrais. Ele acreditava que a dor e o sofrimento poderiam ser minimizados por meio de várias estratégias. • Todos os seres buscam o prazer e fogem da dor e que, para sermos felizes, devemos gerar, primeiramente, as condições materiais e psicológicas que nos permitam experimentar apenas o prazer na vida. E prazer, para ele, é sobretudo ausência de dor. Professor: Higor Camargo Disciplina: Filosofia
  • 15.
    EPICURO: O CAMINHODO PRAZER 1. BUSCAR A MODERAÇÃO • Epicuro argumentava que o prazer não deveria ser buscado em excesso, pois isso poderia levar a dores futuras. Ele defendia uma vida moderada e equilibrada, evitando tanto os excessos como a privação extrema. EXEMPLOS: • Ao invés de comer grandes quantidades de comida, procure ter uma alimentação equilibrada, com porções adequadas. • Em vez de passar horas em frente à tela do computador ou do celular, estabeleça um tempo limitado para uso desses dispositivos e reserve também momentos para outras atividades. Professor: Higor Camargo Disciplina: Filosofia
  • 16.
    EPICURO: O CAMINHODO PRAZER 2. EVITAR DESEJOS DESNECESSÁRIOS Professor: Higor Camargo Disciplina: Filosofia Isso significa fazer uma distinção entre os desejos, que, para o filósofo, podiam ser classificados em três tipos: • naturais e necessários (essenciais) – como os desejos de comer, beber e dormir; • naturais e desnecessários (supérfluo) – como os desejos de comer alimentos refinados, tomar bebidas especiais e caras e dormir em lençóis luxuosos etc.; • não naturais e desnecessários (prejudiciais) – como os desejos de riqueza, fama e poder.
  • 17.
    EPICURO: O CAMINHODO PRAZER 2. EVITAR DESEJOS DESNECESSÁRIOS EXEMPLOS: • Em vez de gastar dinheiro em roupas ou acessórios da moda que você não precisa, direcione seu dinheiro para coisas essenciais ou invista em experiências significativas, como viagens ou cursos. • Ao se deparar com um impulso de compra, questione-se se realmente é algo necessário ou se é apenas um desejo passageiro. Professor: Higor Camargo Disciplina: Filosofia
  • 18.
    EPICURO: O CAMINHODO PRAZER 3. CULTIVAR AMIZADES E RELACIONAMENTOS SAUDÁVEIS • O filósofo enfatizava a importância das amizades virtuosas e dos relacionamentos significativos. Ele acreditava que o convívio com amigos verdadeiros trazia alegria, apoio emocional e uma sensação de pertencimento, contribuindo para evitar a dor. EXEMPLOS: • Dedique tempo para estar com seus amigos, fazer atividades juntos e fortalecer os laços. • Mostre apoio e empatia para aqueles que você se importa, esteja presente quando eles precisarem e seja um bom ouvinte. Professor: Higor Camargo Disciplina: Filosofia
  • 19.
    EPICURO: O CAMINHODO PRAZER 4. APRECIAR OS PRAZERES SIMPLES • Epicuro valorizava os prazeres simples da vida. EXEMPLOS: • Reserve um tempo para desfrutar de uma refeição tranquila, saboreando cada mordida e apreciando os sabores. • Faça caminhadas em parques, praias ou em áreas verdes, conectando-se com a natureza e apreciando a beleza ao seu redor. Professor: Higor Camargo Disciplina: Filosofia
  • 20.
    EPICURO: O CAMINHODO PRAZER 5. ACEITAR A FINITUDE • Epicuro considerava que o medo da morte e o temor em relação ao desconhecido eram fontes significativas de dor. Ele argumentava que aceitar a finitude da vida e compreender que a morte é parte natural do ciclo da existência poderia diminuir a angústia relacionada a essas questões. EXEMPLOS: • Reflita sobre a transitoriedade da existência e busque aproveitar o momento presente, valorizando as experiências e os relacionamentos. • Em vez de temer a morte, foque em viver uma vida significativa e cultivar um legado positivo através das suas ações e contribuições. Professor: Higor Camargo Disciplina: Filosofia
  • 21.
    EPICURO: O CAMINHODO PRAZER 5. ACEITAR A FINITUDE [...] quando estamos vivos, é a morte que não está presente; ao contrário, quando a morte está presente, nós é que não estamos. (Carta sobre a felicidade [a Meneceu], p. 27-28.) Professor: Higor Camargo Disciplina: Filosofia
  • 22.
    ESTOICOS: AMOR AODESTINO • Corrente filosófica antiga conhecida como estoicismo. Essa palavra deriva do grego stoá, “pórtico” ou “galeria de colunas”. Era neste local que Zenão de Cício (335-264 a.C), fundador da escola, ensinava aos seus alunos. • Para o estoico, é feliz aquele que vive de acordo com a ordem cósmica, aceitando e amando o próprio destino nela inscrito. Professor: Higor Camargo Disciplina: Filosofia
  • 23.
    ESTOICOS: AMOR AODESTINO 1. COMPREENDER A ORDEM CÓSMICA • O estoicismo concebe o universo como kósmos, “universo ordenado e harmonioso”, composto de um princípio passivo (a matéria) e de um princípio ativo, racional, inteligente (o chamado logos), que permeia, anima e conecta todas as suas partes. • Esse princípio ativo ou inteligência universal – que os estoicos chamavam de providência – regeria toda a realidade, equivalendo ao que se pode denominar Deus. Professor: Higor Camargo Disciplina: Filosofia
  • 24.
    ESTOICOS: AMOR AODESTINO 1. COMPREENDER A ORDEM CÓSMICA • Para os estóicos, compreender a ordem cósmica significa entender que o universo possui uma organização e uma harmonia intrínsecas. Eles acreditavam que tudo no universo segue leis naturais e divinas que determinam como as coisas acontecem. • Imagine que você está jogando um jogo de quebra-cabeça. Cada peça tem um lugar específico onde se encaixa corretamente, e todas juntas formam uma imagem completa. Compreender a ordem cósmica é como entender que cada peça desse quebra-cabeça tem um papel importante e contribui para o quadro geral. Professor: Higor Camargo Disciplina: Filosofia
  • 25.
    ESTOICOS: AMOR AODESTINO 1. COMPREENDER A ORDEM CÓSMICA • Da mesma forma, os estóicos acreditavam que cada evento em nossas vidas e no mundo tem um propósito dentro da ordem cósmica. Mesmo que não possamos ver o quadro completo, eles enfatizavam a importância de confiar que cada peça, por mais desafiadora ou difícil que seja, faz parte de um plano maior. • Isso não significa que devemos ser passivos ou aceitar tudo sem questionar. Pelo contrário, compreender a ordem cósmica nos encoraja a agir de acordo com a razão e a virtude, buscando a sabedoria e a serenidade em nossas escolhas e ações. Professor: Higor Camargo Disciplina: Filosofia
  • 26.
    ESTOICOS: AMOR AODESTINO 2. ACEITAÇÃO DO DESTINO • Reconhecer que nem tudo está sob nosso controle e que devemos aceitar as circunstâncias da vida de forma serena, encontrando virtude e significado mesmo nas adversidades. • Exemplo: Imagine que você está estudando para uma prova importante, mas, devido a uma doença repentina, fica impossibilitado de comparecer ao exame. Em vez de se lamentar e se sentir derrotado, a aceitação do destino envolveria reconhecer que a doença está fora do seu controle, mas você pode encontrar virtude na maneira como lida com a situação. Em vez de se desesperar, você pode procurar maneiras de se recuperar e se preparar para o próximo desafio acadêmico. Professor: Higor Camargo Disciplina: Filosofia
  • 27.
    ESTOICOS: AMOR AODESTINO 3. CONTROLAR PENSAMENTOS E PAIXÕES Os estoicos procuraram orientar a conduta das pessoas estabelecendo a seguinte distinção entre as coisas: Professor: Higor Camargo Disciplina: Filosofia
  • 28.
    ESTOICOS: AMOR AODESTINO 3. CONTROLAR PENSAMENTOS E PAIXÕES • boas – são aquelas que dependem de nós e que devemos querer e buscar durante a vida para sermos felizes. Trata-se das virtudes, como ser prudente, justo, corajoso; Professor: Higor Camargo Disciplina: Filosofia
  • 29.
    ESTOICOS: AMOR AODESTINO 3. CONTROLAR PENSAMENTOS E PAIXÕES • más – são as coisas que dependem de nós, mas que, ao contrário, devemos evitar durante a vida se queremos ser felizes. Trata-se dos vícios e das paixões, como ser imprudente, injusto, covarde, guloso, raivoso; Professor: Higor Camargo Disciplina: Filosofia
  • 30.
    ESTOICOS: AMOR AODESTINO 3. CONTROLAR PENSAMENTOS E PAIXÕES • indiferentes – são as que não dependem de nós e com as quais não devemos nos preocupar, sob pena de gerar infelicidade. É o caso da morte, do poder, da saúde ou doença, da riqueza ou pobreza, entre outras. Professor: Higor Camargo Disciplina: Filosofia