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ÁLCOOL
Matéria-Prima Moagem Caldo
Destilaria
Produção
Direta
Álcool
Neutro
Álcool
Anidro
Álcool
Hidratado
Fermentação
Álcool
Hidratado
PROCESSO DE FABRICAÇÃO
 O álcool etílico ou etanol pode ser obtido a partir de vegetais ricos em
açúcar, como a cana-de-açúcar, a beterraba e as frutas do amido,
extrato da mandioca, do arroz e do milho, e da celulose extraída da
matéria principalmente dos eucaliptos.
 A maior parte do álcool produzido é obtida através da cana-de-açúcar.
A mandioca também é utilizada em menor escala.
 1 hectare de cana-de-açúcar produz 3.350 litros de álcool
 1 hectare de mandioca produz 2.550 litros de álcool
 1 hectare eucalipto possui em média 20 tonelada, que produz 2.100
litros 
 Preparação do solo para o plantio utilizando todas as técnicas e
verificação do pH, etc. Assim a cana-de-açúcar passa pelas fases de
crescimento e maturação.
 O período da safra ocorre de Abril a Dezembro, no frio e seca, a
quantidade de açúcar, aumenta muito.Caso não ocorra, a própria
planta consome o açúcar que produziu, diminuindo a quantidade de
álcool obtida. Após o corte é transportada a usina, lavada, tirando a
sujeira mais grossa, é picada e, finalmente moída. 
Matéria-Prima
MOAGEM
 O objetivo desta etapa é aumentar a capacidade
das moendas através da diminuição do tamanho
da cana através dos picadores, e rompimento da
estrutura da cana através dos desfibradores,
facilitando a extração do caldo e moagem.
CALDO
 Para remover as impurezas grossas, o caldo é inicialmente
peneirado, e em seguida tratado com agentes químicos, para
coagular parte da matéria coloidal (ceras, graxas, proteínas,
gomas, pectinas, corantes), precipitar certas impurezas
(silicatos, sulfatos, ácidos orgânicos, Ca, Mg, K, Na) e
modificar o pH.
 Existem cinco métodos utilizados no processo de clarificação do
caldo de cana. Eles são os seguintes:
 1. Caleação ou calagem.
 2. Sulfitação do caldo contra alguns microrganismos e
prevenção do amarelamento do açúcar.
 3. Fosfatação (uso de ácido fosfórico (P2O5)
 4. Carbonatação (uso de anidrido carbônico (CO2)
 5. Uso de óxido de magnésio.
 Após essa fase de tratamento o caldo pode ser resfriado até
aproximadamente 30°C e seguir diretamente para o preparo
para fermentação, mas como o maior objetivo das usinas e a
produção de açúcar, o método de produção escolhido para este
trabalho é o do reaproveitamento do melaço extraído na
centrifugação.
FERMENTAÇÃO
 A fermentação é contínua e agitada, consistindo de 4
estágios em série. Com três dornas no primeiro
estágio, duas dornas no segundo, uma dorna no
terceiro e no quarto. Com exceção do primeiro, o
restante tem agitador mecânico.
 Ocorre a transformação dos açúcares em etanol.
 Utiliza-se uma levedura especial para fermentação
alcoólica.
 No processo há desprendimento de gás carbônico e
calor.
 São necessárias dornas bem fechadas para recuperar
o álcool arrastado pelo gás carbônico e o uso de
trocadores de calor para manter a temperatura ideal.
A fermentação é regulada para 28 a 3OºC.
 Esse caldo contém cerca de 9,5% de álcool.
 O tempo de fermentação é de 6 a 8 horas.
 E a mistura recebe o nome de vinho fermentado.
 A levedura é recuperada do processo por
centrifugação, em separadores que separam o
fermento do vinho.
 O vinho irá para os aparelhos de destilação onde
o álcool é separado, concentrado e purificado.
 O fermento, com uma concentração de
aproximadamente 60%, é enviado às cubas de
tratamento.
 O fermento a 60% é diluído a 25% com adição de
água. Regula-se o pH em torno de 2,8 a 3,0
adicionando-se ácido sulfúrico que também tem
efeito desfloculante e bacteriostático.
 O tratamento é contínuo e tem um tempo de
retenção de aproximadamente uma hora.
 O fermento tratado volta ao primeiro estágio
para começar um novo ciclo fermentativo.
DESTILAÇÃO
 O vinho com teor de 9,5% de álcool onde é enviado aos
aparelhos de destilação.
 O álcool está presente no vinho e outros componentes
que são separados por destilação. O álcool neutro é o
produto de maior produção.
 O álcool neutro é destinado à indústria de perfumaria,
bebidas e farmacêuticas.
 Componentes do mosto
 Mosto Componentes Melaço Misto Caldo
 Na destilação do vinho resulta um subproduto
importante, a vinhaça. A vinhaça, rica em água,
matéria orgânica, nitrogênio, potássio e fósforo, são
utilizados na lavoura para irrigação da cana, na
chamada fertirrigação.
TIPOS DE ÁLCOOL
 Álcool anidro: Denominação do álcool com um
teor alcoólico superior a 99,3° INPM, em geral
utilizado para misturar à gasolina (BAROUD,
2006).
 Álcool Hidratado: Denominação do álcool com
graduação alcoólica em torno de 93,2° INPM, em
geral utilizado como combustível automotivo.
 Álcool Potável: Álcool etílico que pode ser
adicionado a produtos alimentares.INPM
(Instituto Nacional de Pesos e Medidas):
Percentual de álcool (em peso) de uma mistura
hidro alcoólica à temperatura padrão de 20°C.
MEDIDAS DE CONTROLE, ANTECIPE OS
RISCOS .
Numa usina de álcool, os processos são dinâmicos e devem
estar monitorados, principalmente para impedir a entrada de
novos riscos, por exemplo, em razão de ampliações, novas
tecnologias e novas construções. Também é fundamental que
seja feito o gerenciamento da mudança, seja de equipamentos,
materiais e insumos, seja de métodos de trabalho, dentre outros
que podem ir alterando o tipo de risco ocupacional, causando
acidentes e doenças. É preciso que o processo de trabalho seja
visto sob a ótica da prevenção de acidentes, para antecipar os
riscos. É importante estar preparado para os riscos gerados por
essas mudanças. Levantar os riscos previamente e desenvolver
formas de neutralizá-los é uma ação proativa que vai gerar
redução de acidentes e gastos. Agindo preventivamente, há
como preparar e melhorar o local de trabalho, informar e
capacitar os trabalhadores sobre os riscos presentes no
processo de produção de álcool.
VOCÊ SABE QUAIS SÃO AS
PRINCIPAIS CAUSAS DE
ACIDENTES E DOENÇAS EM
UMA USINA DE ÁLCOOL?
INCÊNDIO
Para evitar que isso aconteça,é importante que se
faça uma inspeção periódica nas áreas, que se classifique
e sinalize essas áreas, mantendo um controle sobre
fontes de ignição (chamas, faíscas, fagulhas,eletricidade
estática, dentre outros). Defina os tipos de proteção (à
prova de explosão, intrinsecamente seguro, segurança
aumentada,dentre outros) para os equipamentos que
podem entrar nessas áreas e mantenha uma proteção
ativa de combate a incêndio que possua rede de
hidrantes e extintores portáteis e carretas, além de uma
Brigada de Incêndio.
DICAS PARA CONSULTAR
As Normas Regulamentadoras 23 (NR-23) e 10 (NR 10) do Ministério do
Trabalho e Emprego
trazem outras orientações importantes sobre proteção contra
incêndios e áreas classificadas, respectivamente.
EXPLOSÃO
Uma usina de álcool precisa de vapor para o processo e a
geração de energia. Para este fim, são instaladas caldeiras
aquatubulares que queimam bagaço de cana e produzem vapor. O
risco de explosão existe por causa de vários fatores, dentre eles falta
de água, corrosão, incrustação, superaquecimento, defeitos de
soldagem. Para evitar que isso aconteça, é necessário um conjunto
de medidas, que começa por um projeto de caldeira baseado em
normas, uma fabricação que possua rastreabilidade e ensaios não
destrutivos, um operador de caldeiras atuante com conhecimento,
habilidade e experiência, uma manutenção preditiva e preventiva
eficaz, além de inspeções de segurança regulares feitas por
profissional habilitado.
DICAS PARA CONSULTAR
A Norma Regulamentadora 13 (NR-13) do
Ministério do Trabalho e Emprego traz
outras orientações importantes sobre
Caldeiras e Vasos de Pressão.
EXPOSIÇÃO AO RUÍDO
Nos processos de uma usina de álcool, existem vários
equipamentos com nível de pressão sonora elevados, podendo
acarretar nos trabalhadores deslocamento temporário do limiar
auditivo, surdez profissional, dor de cabeça, irritabilidade, vertigem,
cansaço excessivo,insônia, zumbido no ouvido, dentre outros. Para
evitar que isso aconteça, é importante que a empresa elabore um
Programa de Preservação de Perdas Auditivas (PPPA) que contemple
as seguintes fases: monitoramento do ruído, medidas de engenharia e
administrativas, seleção de protetores auditivos,educação e
motivação, controle de registros, exames audiológicos e avaliação da
eficácia.É importante que o trabalhador que entrar nesses locais use o
protetor auditivo.
DICAS PARA CONSULTAR
A Norma Regulamentadora 7
(NR-7) do Ministério do Trabalho
e Emprego traz outras
orientações importantes sobre
ruído.
CHOQUE ELÉTRICO
Hoje, toda empresa precisa de eletricidade para seus processos. No
caso da usina de álcool, isso também ocorre, o que pode gerar
acidentes com lesões grave se permanentes, inclusive morte. Para
evitar que isso aconteça, é importante que a empresa elabore um
Prontuário Elétrico, que deverá conter:
• Conjunto de procedimentos e instruções técnicas e
administrativas de segurança e saúde;
•„ Especificações dos equipamentos de proteção coletiva e
individual, além do ferramental;
•„ Documentação comprobatória da qualificação, da habilitação, da
capacitação e da autorização dos trabalhadores e dos treinamentos
realizados;
•„ Resultados dos testes de isolação elétrica realizados em
equipamentos de proteção individual e coletiva;
•„ Certificação dos equipamentos e dos materiais elétricos em áreas
classificadas; e relatórios técnicos de inspeções realizadas.
-> Importante: serviços com eletricidade só podem ser realizados por
eletricistas autorizados.
CHOQUE ELÉTRICOCHOQUE ELÉTRICO
DICAS PARA CONSULTAR
A Norma Regulamentadora 10 (NR-10) do
Ministério do Trabalho e Emprego traz outras
orientações importantes em instalações e
serviços em eletricidade.
Outros Riscos.Outros Riscos.
- Quedas de níveis diferentes. O que fazer?
Elaborar um Procedimento para Trabalho em Altura que inclua a
Permissão de Trabalho em Altura com uso de cinto pará-quedista,
talabarte e trava-quedas e treinamento teórico e prático, dentre outras
medidas de controle.
- Acidentes em espaço confinado. O que fazer?
Elaborar um Procedimento para Trabalho em Espaços
Confinados que inclua a Permissão para Entrada e Trabalho (PET)
com recursos e capacitação dos trabalhadores, dentre outras
medidas de controle.
- Adoção de posturas incorretas. O que fazer?
Um Programa de Ergonomia que tenha ações preventivas para
que o trabalhador não adquira lombalgias, dentre outras medidas de
controle.
- Exposições à cal virgem e ao bagaço de cana. O que fazer?
Implementar um Programa de Proteção Respiratória, incluindo o
fornecimento dos respiradores, e um Programa de Prevenção de
Riscos Ambientais (PPRA) que inclua medidas de proteção da pele e
dos olhos dos trabalhadores, dentre outras medidas de controle.
- Exposição à radiação não ionizante.
Os trabalhadores que atuam no cultivo e no corte da cana-de-
açúcar estão expostos à radiação solar. A luz solar é a fonte principal
de raios ultravioletas (UV), que provocam danos na pele e nos olhos.
Forneça vestimentas adequadas para a proteção do sol, Além de
protetores para a pele.
- Exposição a agrotóxicos.
Os trabalhadores que trabalham com a cana estão expostos a
diversos tipos de agrotóxicos que têm gerado inúmeros casos de
intoxicações acidentais e ocupacionais. Esses riscos devem estar
reconhecidos no Programa de Prevenção de Riscos Ambientais (PPRA),
no qual devem estar incluídas medidas de proteção (ex.: roupas
protetoras) para os trabalhadores, dentre outras medidas de controle
(ex.: lavagem de roupa contaminada). O monitoramento pelo Programa
de Controle Médico de Saúde Ocupacional (PCMSO) é imprescindível,
atuando na prevenção e na promoção da saúde.
 PRIORIZE OS EQUIPAMENTOS DE PROTEÇAO COLETIVA (EPC)
As soluções de prevenção desenvolvidas por meio de Equipamentos
de Proteção Coletiva (EPC) são geralmente mais eficazes e
econômicas. Portanto, elas devem ser sempre priorizadas na empresa.
Além das medidas de controle já mencionadas, opte por comprar
caldeiras, máquinas e equipamentos que já venham com os dispositivos
de segurança. Elas podem até custar um pouco mais caro, mas a longo
prazo você fará economia.
 QUANDO NECESSÁRIO, FORNEÇA EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO
INDIVIDUAL (EPI) E DEIXE CLARO QUE O USO É OBRIGATÓRIO.
EPI, (Equipamentos de Proteção Individual) não evitam acidentes,
mas evitam ou diminuem as lesões que estes podem causar. A
legislação brasileira é clara nas obrigações das empresas de não
apenas fornecer os EPI, mas OBRIGAR O USO. A postura do
empresário é muito importante para que o uso ocorra. Mas lembre-
se,cada atividade precisa de um EPI específico, cada trabalhador tem
um tipo físico diferente, e o EPI precisa ser adequado a cada um.
Promova treinamento para que seus trabalhadores entendam a
importância do seu uso, aprendam a usar e a conservar os EPI de
maneira adequada.
Os EPI´s mais comuns utilizados são:
SELECIONE E CONTRATE PESSOAS COM
CONHECIMENTO COMPATÍVEL COM AS ATIVIDADES.
Muitos acidentes ocorrem pela falta de conhecimento
e experiência dos trabalhadores, especialmente em
atividades mais especializadas. Em certos casos, como, por exemplo,
acidentes com máquinas, isso pode trazer transtornos ainda maiores, por
envolver clientes, instalações e mesmo outras pessoas. Leve em conta
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Fabricação do alcool

  • 3.  O álcool etílico ou etanol pode ser obtido a partir de vegetais ricos em açúcar, como a cana-de-açúcar, a beterraba e as frutas do amido, extrato da mandioca, do arroz e do milho, e da celulose extraída da matéria principalmente dos eucaliptos.  A maior parte do álcool produzido é obtida através da cana-de-açúcar. A mandioca também é utilizada em menor escala.  1 hectare de cana-de-açúcar produz 3.350 litros de álcool  1 hectare de mandioca produz 2.550 litros de álcool  1 hectare eucalipto possui em média 20 tonelada, que produz 2.100 litros   Preparação do solo para o plantio utilizando todas as técnicas e verificação do pH, etc. Assim a cana-de-açúcar passa pelas fases de crescimento e maturação.  O período da safra ocorre de Abril a Dezembro, no frio e seca, a quantidade de açúcar, aumenta muito.Caso não ocorra, a própria planta consome o açúcar que produziu, diminuindo a quantidade de álcool obtida. Após o corte é transportada a usina, lavada, tirando a sujeira mais grossa, é picada e, finalmente moída.  Matéria-Prima
  • 4. MOAGEM  O objetivo desta etapa é aumentar a capacidade das moendas através da diminuição do tamanho da cana através dos picadores, e rompimento da estrutura da cana através dos desfibradores, facilitando a extração do caldo e moagem.
  • 5. CALDO  Para remover as impurezas grossas, o caldo é inicialmente peneirado, e em seguida tratado com agentes químicos, para coagular parte da matéria coloidal (ceras, graxas, proteínas, gomas, pectinas, corantes), precipitar certas impurezas (silicatos, sulfatos, ácidos orgânicos, Ca, Mg, K, Na) e modificar o pH.  Existem cinco métodos utilizados no processo de clarificação do caldo de cana. Eles são os seguintes:  1. Caleação ou calagem.  2. Sulfitação do caldo contra alguns microrganismos e prevenção do amarelamento do açúcar.  3. Fosfatação (uso de ácido fosfórico (P2O5)  4. Carbonatação (uso de anidrido carbônico (CO2)  5. Uso de óxido de magnésio.  Após essa fase de tratamento o caldo pode ser resfriado até aproximadamente 30°C e seguir diretamente para o preparo para fermentação, mas como o maior objetivo das usinas e a produção de açúcar, o método de produção escolhido para este trabalho é o do reaproveitamento do melaço extraído na centrifugação.
  • 6. FERMENTAÇÃO  A fermentação é contínua e agitada, consistindo de 4 estágios em série. Com três dornas no primeiro estágio, duas dornas no segundo, uma dorna no terceiro e no quarto. Com exceção do primeiro, o restante tem agitador mecânico.  Ocorre a transformação dos açúcares em etanol.  Utiliza-se uma levedura especial para fermentação alcoólica.  No processo há desprendimento de gás carbônico e calor.  São necessárias dornas bem fechadas para recuperar o álcool arrastado pelo gás carbônico e o uso de trocadores de calor para manter a temperatura ideal. A fermentação é regulada para 28 a 3OºC.  Esse caldo contém cerca de 9,5% de álcool.  O tempo de fermentação é de 6 a 8 horas.  E a mistura recebe o nome de vinho fermentado.
  • 7.  A levedura é recuperada do processo por centrifugação, em separadores que separam o fermento do vinho.  O vinho irá para os aparelhos de destilação onde o álcool é separado, concentrado e purificado.  O fermento, com uma concentração de aproximadamente 60%, é enviado às cubas de tratamento.  O fermento a 60% é diluído a 25% com adição de água. Regula-se o pH em torno de 2,8 a 3,0 adicionando-se ácido sulfúrico que também tem efeito desfloculante e bacteriostático.  O tratamento é contínuo e tem um tempo de retenção de aproximadamente uma hora.  O fermento tratado volta ao primeiro estágio para começar um novo ciclo fermentativo.
  • 8. DESTILAÇÃO  O vinho com teor de 9,5% de álcool onde é enviado aos aparelhos de destilação.  O álcool está presente no vinho e outros componentes que são separados por destilação. O álcool neutro é o produto de maior produção.  O álcool neutro é destinado à indústria de perfumaria, bebidas e farmacêuticas.  Componentes do mosto  Mosto Componentes Melaço Misto Caldo  Na destilação do vinho resulta um subproduto importante, a vinhaça. A vinhaça, rica em água, matéria orgânica, nitrogênio, potássio e fósforo, são utilizados na lavoura para irrigação da cana, na chamada fertirrigação.
  • 9. TIPOS DE ÁLCOOL  Álcool anidro: Denominação do álcool com um teor alcoólico superior a 99,3° INPM, em geral utilizado para misturar à gasolina (BAROUD, 2006).  Álcool Hidratado: Denominação do álcool com graduação alcoólica em torno de 93,2° INPM, em geral utilizado como combustível automotivo.  Álcool Potável: Álcool etílico que pode ser adicionado a produtos alimentares.INPM (Instituto Nacional de Pesos e Medidas): Percentual de álcool (em peso) de uma mistura hidro alcoólica à temperatura padrão de 20°C.
  • 10. MEDIDAS DE CONTROLE, ANTECIPE OS RISCOS . Numa usina de álcool, os processos são dinâmicos e devem estar monitorados, principalmente para impedir a entrada de novos riscos, por exemplo, em razão de ampliações, novas tecnologias e novas construções. Também é fundamental que seja feito o gerenciamento da mudança, seja de equipamentos, materiais e insumos, seja de métodos de trabalho, dentre outros que podem ir alterando o tipo de risco ocupacional, causando acidentes e doenças. É preciso que o processo de trabalho seja visto sob a ótica da prevenção de acidentes, para antecipar os riscos. É importante estar preparado para os riscos gerados por essas mudanças. Levantar os riscos previamente e desenvolver formas de neutralizá-los é uma ação proativa que vai gerar redução de acidentes e gastos. Agindo preventivamente, há como preparar e melhorar o local de trabalho, informar e capacitar os trabalhadores sobre os riscos presentes no processo de produção de álcool.
  • 11. VOCÊ SABE QUAIS SÃO AS PRINCIPAIS CAUSAS DE ACIDENTES E DOENÇAS EM UMA USINA DE ÁLCOOL?
  • 12. INCÊNDIO Para evitar que isso aconteça,é importante que se faça uma inspeção periódica nas áreas, que se classifique e sinalize essas áreas, mantendo um controle sobre fontes de ignição (chamas, faíscas, fagulhas,eletricidade estática, dentre outros). Defina os tipos de proteção (à prova de explosão, intrinsecamente seguro, segurança aumentada,dentre outros) para os equipamentos que podem entrar nessas áreas e mantenha uma proteção ativa de combate a incêndio que possua rede de hidrantes e extintores portáteis e carretas, além de uma Brigada de Incêndio. DICAS PARA CONSULTAR As Normas Regulamentadoras 23 (NR-23) e 10 (NR 10) do Ministério do Trabalho e Emprego trazem outras orientações importantes sobre proteção contra incêndios e áreas classificadas, respectivamente.
  • 13. EXPLOSÃO Uma usina de álcool precisa de vapor para o processo e a geração de energia. Para este fim, são instaladas caldeiras aquatubulares que queimam bagaço de cana e produzem vapor. O risco de explosão existe por causa de vários fatores, dentre eles falta de água, corrosão, incrustação, superaquecimento, defeitos de soldagem. Para evitar que isso aconteça, é necessário um conjunto de medidas, que começa por um projeto de caldeira baseado em normas, uma fabricação que possua rastreabilidade e ensaios não destrutivos, um operador de caldeiras atuante com conhecimento, habilidade e experiência, uma manutenção preditiva e preventiva eficaz, além de inspeções de segurança regulares feitas por profissional habilitado. DICAS PARA CONSULTAR A Norma Regulamentadora 13 (NR-13) do Ministério do Trabalho e Emprego traz outras orientações importantes sobre Caldeiras e Vasos de Pressão.
  • 14. EXPOSIÇÃO AO RUÍDO Nos processos de uma usina de álcool, existem vários equipamentos com nível de pressão sonora elevados, podendo acarretar nos trabalhadores deslocamento temporário do limiar auditivo, surdez profissional, dor de cabeça, irritabilidade, vertigem, cansaço excessivo,insônia, zumbido no ouvido, dentre outros. Para evitar que isso aconteça, é importante que a empresa elabore um Programa de Preservação de Perdas Auditivas (PPPA) que contemple as seguintes fases: monitoramento do ruído, medidas de engenharia e administrativas, seleção de protetores auditivos,educação e motivação, controle de registros, exames audiológicos e avaliação da eficácia.É importante que o trabalhador que entrar nesses locais use o protetor auditivo. DICAS PARA CONSULTAR A Norma Regulamentadora 7 (NR-7) do Ministério do Trabalho e Emprego traz outras orientações importantes sobre ruído.
  • 15. CHOQUE ELÉTRICO Hoje, toda empresa precisa de eletricidade para seus processos. No caso da usina de álcool, isso também ocorre, o que pode gerar acidentes com lesões grave se permanentes, inclusive morte. Para evitar que isso aconteça, é importante que a empresa elabore um Prontuário Elétrico, que deverá conter: • Conjunto de procedimentos e instruções técnicas e administrativas de segurança e saúde; •„ Especificações dos equipamentos de proteção coletiva e individual, além do ferramental; •„ Documentação comprobatória da qualificação, da habilitação, da capacitação e da autorização dos trabalhadores e dos treinamentos realizados; •„ Resultados dos testes de isolação elétrica realizados em equipamentos de proteção individual e coletiva; •„ Certificação dos equipamentos e dos materiais elétricos em áreas classificadas; e relatórios técnicos de inspeções realizadas. -> Importante: serviços com eletricidade só podem ser realizados por eletricistas autorizados.
  • 16. CHOQUE ELÉTRICOCHOQUE ELÉTRICO DICAS PARA CONSULTAR A Norma Regulamentadora 10 (NR-10) do Ministério do Trabalho e Emprego traz outras orientações importantes em instalações e serviços em eletricidade. Outros Riscos.Outros Riscos. - Quedas de níveis diferentes. O que fazer? Elaborar um Procedimento para Trabalho em Altura que inclua a Permissão de Trabalho em Altura com uso de cinto pará-quedista, talabarte e trava-quedas e treinamento teórico e prático, dentre outras medidas de controle. - Acidentes em espaço confinado. O que fazer? Elaborar um Procedimento para Trabalho em Espaços Confinados que inclua a Permissão para Entrada e Trabalho (PET) com recursos e capacitação dos trabalhadores, dentre outras medidas de controle.
  • 17. - Adoção de posturas incorretas. O que fazer? Um Programa de Ergonomia que tenha ações preventivas para que o trabalhador não adquira lombalgias, dentre outras medidas de controle. - Exposições à cal virgem e ao bagaço de cana. O que fazer? Implementar um Programa de Proteção Respiratória, incluindo o fornecimento dos respiradores, e um Programa de Prevenção de Riscos Ambientais (PPRA) que inclua medidas de proteção da pele e dos olhos dos trabalhadores, dentre outras medidas de controle. - Exposição à radiação não ionizante. Os trabalhadores que atuam no cultivo e no corte da cana-de- açúcar estão expostos à radiação solar. A luz solar é a fonte principal de raios ultravioletas (UV), que provocam danos na pele e nos olhos. Forneça vestimentas adequadas para a proteção do sol, Além de protetores para a pele.
  • 18. - Exposição a agrotóxicos. Os trabalhadores que trabalham com a cana estão expostos a diversos tipos de agrotóxicos que têm gerado inúmeros casos de intoxicações acidentais e ocupacionais. Esses riscos devem estar reconhecidos no Programa de Prevenção de Riscos Ambientais (PPRA), no qual devem estar incluídas medidas de proteção (ex.: roupas protetoras) para os trabalhadores, dentre outras medidas de controle (ex.: lavagem de roupa contaminada). O monitoramento pelo Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional (PCMSO) é imprescindível, atuando na prevenção e na promoção da saúde.  PRIORIZE OS EQUIPAMENTOS DE PROTEÇAO COLETIVA (EPC) As soluções de prevenção desenvolvidas por meio de Equipamentos de Proteção Coletiva (EPC) são geralmente mais eficazes e econômicas. Portanto, elas devem ser sempre priorizadas na empresa. Além das medidas de controle já mencionadas, opte por comprar caldeiras, máquinas e equipamentos que já venham com os dispositivos de segurança. Elas podem até custar um pouco mais caro, mas a longo prazo você fará economia.
  • 19.  QUANDO NECESSÁRIO, FORNEÇA EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL (EPI) E DEIXE CLARO QUE O USO É OBRIGATÓRIO. EPI, (Equipamentos de Proteção Individual) não evitam acidentes, mas evitam ou diminuem as lesões que estes podem causar. A legislação brasileira é clara nas obrigações das empresas de não apenas fornecer os EPI, mas OBRIGAR O USO. A postura do empresário é muito importante para que o uso ocorra. Mas lembre- se,cada atividade precisa de um EPI específico, cada trabalhador tem um tipo físico diferente, e o EPI precisa ser adequado a cada um. Promova treinamento para que seus trabalhadores entendam a importância do seu uso, aprendam a usar e a conservar os EPI de maneira adequada.
  • 20. Os EPI´s mais comuns utilizados são: SELECIONE E CONTRATE PESSOAS COM CONHECIMENTO COMPATÍVEL COM AS ATIVIDADES. Muitos acidentes ocorrem pela falta de conhecimento e experiência dos trabalhadores, especialmente em atividades mais especializadas. Em certos casos, como, por exemplo, acidentes com máquinas, isso pode trazer transtornos ainda maiores, por envolver clientes, instalações e mesmo outras pessoas. Leve em conta também que para algumas funções há necessidade de que o trabalhador comprove que recebeu treinamento para realizá-las.