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entrevista Por Patrícia Malta de Alencar patricia@novomeio.com.br Fotos Divulgação 
A concorrência acirra-da 
no varejo de autopeças 
é uma realidade que torna 
o desafio de vender ainda 
maior. Como potencializar as 
vendas e oferecer mais itens 
e melhor atendimento para 
um novo ou o mesmo clien-te? 
Seguramente um dos 
elementos prioritários é fugir 
da armadilha da comoditiza-ção. 
O cliente quando não 
percebe diferenças relevan-tes 
no atendimento, tende a 
migrar a sua atenção para o 
produto e os preços pratica-dos. 
“Entender a necessida-de 
e focar no relacionamento 
com os clientes, para ofere-cer 
as soluções são ações 
determinantes na busca de 
uma vantagem competitiva 
e, consequente no aumento 
das vendas”, sugere o es-pecialista 
em vendas, Erik 
Penna. Autor dos livros “A 
divertida arte de vender” e 
“Motivação nota 10” e co- 
-autor dos livros “Gigantes 
das vendas” e “Gigantes 
da motivação”. “São ferra-mentas 
importantes para os 
profissionais que pretendem 
construir vendas com resul-tados 
de alto impacto”, diz. 
Formado em Economia pela 
Universidade de Taubaté, 
pós-graduado em Admi-nistração 
e Marketing pela 
Universidade Paulista com 
MBA em Gestão de Pesso-as 
pela Fundação Getúlio 
Vargas (GV), Penna aborda 
o assunto baseado em ex-periências 
vivenciadas como 
executivo de vendas, moti-vador 
de equipes e gestor 
corporativo. Em dezembro 
ele apresentará ferramentas 
modernas de Vendas e Aten-dimento 
a Clientes, no Con-gresso 
Internacional de Ven-das 
em Lisboa, em Portugal. 
Em entrevista exclusiva para 
o Jornal Novo Varejo o 
consultor sugere como os 
varejistas de autopeças po-dem 
aumentar a receita e ter 
vantagens competitivas para 
atuar nesse mercado. 
Novo Varejo - Os varejis-tas 
de autopeças sofrem 
com a demanda inelásti-ca. 
Como potencializar as 
vendas nesse segmento? 
Erik Penna - Num mercado 
cada vez mais competitivo e 
sob uma demanda inelástica, 
o caminho é apostar na 
diferenciação de servi-ços. 
A excelência no 
atendimento, um 
relacionamen-to 
transparente 
com os clientes 
e a conveniên-cia 
são fatores 
determinantes 
na busca de uma 
vantagem compe-titiva 
e consequente 
aumento nas vendas. 
Confesso que isso não é tão 
fácil de fazer, ainda bem, afi-nal 
veja o que Walt Disney 
disse: “Eu gosto é do impos-sível 
porque lá a concorrên-cia 
é menor”. 
NV - Quais seriam os ca-minhos 
para isso? 
EP – É oferecer um serviço 
diferenciado que atende a 
necessidade do cliente e ao 
mesmo tempo agrega valor e 
potencializa as vendas. Por 
exemplo, certa vez, fui com-prar 
uma peça para um auto-móvel 
e liguei em duas lojas. 
O vendedor da primeira loja 
atendeu de forma regular e 
limitou-se a responder ape-nas 
o preço. Já o segundo 
profissional foi mais cordial, 
escutou atentamente a mi-nha 
necessidade, apresen-tou 
as possibilidades para 
resolver o problema e su-geriu, 
por um valor a mais, 
entregar a peça na minha 
residência. Dá para imaginar 
em qual loja eu comprei a 
peça? Isso é diferenciação, 
conveniência para o cliente 
e qualidade no atendimento. 
NV - E como o varejista 
pode aumentar as vendas? 
EP – É preciso empregar 
uma forma mais inteligente 
de vender. Atualmente, a 
maioria dos varejistas ofer-ta 
aos clientes soluções 
para seus problemas, mas 
somente os campeões ofe-recem 
soluções e ideias. 
Vender ideia é vender algo 
que o cliente nem sabe que 
precisa, mas que quando 
o vendedor aprende a es-cutar 
atentamente, conse-gue 
expor como 
um verdadeiro 
consultor as me-lhores 
alternativas 
para ele. Desta forma, 
conquista credibilidade, 
amplia o ticket médio e au-menta 
as vendas. 
NV – O varejista venderia 
mais se permitir que o clien-te 
tenha acesso às peças? 
EP – Sim. Essa ferramen-ta 
funciona para ampliar as 
vendas e já é muito utilizada 
nos Estados Unidos. É a dis-posição 
dos produtos numa 
loja de sistema de autosser-viço, 
com espaço amplo, ar 
condicionado, produtos à 
mostra em corredores lar-gos 
e sinalizados. Isso pode 
fazer o cliente sempre com-prar 
alguns itens a mais do 
que o normal. 
NV - Qual o conselho para o 
varejista que sofre com a falta 
de mão de obra qualificada? 
EP – Invista no capital hu-mano. 
Jim Collins no seu 
livro “Empresas Feitas para 
Vencer”, afirma que o princi-pal 
ativo de uma empresa é 
contratar as pessoas certas. 
Portanto, contrate criteriosa-mente, 
qualifique seu pesso-al 
continuamente e crie uma 
política de retenção de talen-tos 
na sua empresa. Alguns 
empresários são reticentes 
em capacitar os funcionários 
e depois perdê-los para o 
mercado. Vale a pena correr 
esse risco, até porque muito 
pior será se não qualificá-los 
e eles permanecerem na em-presa 
atendendo inadequa-damente 
e perdendo clientes. 
NV - Hoje o varejista e o 
Luciana Duarte luciana.duarte@novomeio.com.br Foto Divulgação 
Como vender mais 
e melhor no varejo 
Investir no capital humano e no relacionamento 
com o cliente pode resultar em vantagens competitivas 
agosto de 2014 
Eu gosto 
é do impossível 
porque lá a 
concorrência 
é menor 
Vender 
ideia é vender algo 
que o cliente nem 
sabe que precisa
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entrevista Por Patrícia Malta de Alencar patricia@novomeio.com.br Fotos Divulgação agosto de 2014 
distribuidor de autopeças 
muitas vezes vendem para 
o mesmo cliente. Como 
estabelecer a convivência 
saudável e competitivida-de 
entre ambos? 
EP – É vital uma convivên-cia 
harmoniosa em que uma 
vê a importância e a gran-deza 
da outra e olha para o 
próprio negócio verificando 
onde requer uma atuação 
mais efetiva. O distribuidor 
deve praticar um mark-up 
diferenciado para suas ven-das 
aos varejistas e aos 
mecânicos. Além de buscar 
parcerias e campanhas em 
conjunto com o varejista 
para maximizar o resulta-do 
de ambos. O varejis-ta 
precisa aperfeiçoar-se 
no atendimento utilizando 
seus profissionais como 
verdadeiros consultores 
dos clientes. Esta ação o 
diferenciaria do comércio 
eletrônico praticado pelo 
distribuidor, além de entrar 
de uma vez por todas no 
mundo tecnológico, para 
ser facilmente encontrado 
na internet (sites e redes 
sociais) e, com isso, expan-dir 
suas vendas. 
NV - Como os softwares 
de gestão pode contribuir 
para o varejista obter me-lhores 
resultados? 
EP – A tecnologia deve ser 
encarada como aliada e 
não inimiga. Ferramentas 
de gestão como softwares 
colaboram e muito na men-suração 
dos resultados, 
análises gerenciais, além 
de contribuir com valiosas 
informações que propiciam 
um melhor relacionamento 
com o cliente. Lembre-se: o 
que não é medido não pode 
ser gerenciado. 
NV - Como o varejista deve 
O caminho 
é apostar na 
diferenciação 
de serviços 
gerenciar essas informações? 
EP – É importante cuidar 
para que os gestores não 
fiquem somente ocupados 
em questões operacionais 
da empresa esquecendo, 
assim, da parte estratégi-ca. 
Os empresários devem 
reservar um tempo periodi-camente 
para pensar nas 
inovações a trilhar, afinal, o 
ciclo de vida de um negócio 
que antes era de 30 anos, 
atualmente fica em torno de 
5. É preciso reinventar-se 
constantemente ou ficare-mos 
fora do jogo. 
NV - Qual o modelo ideal: 
fazer uso de programas de 
capacitação ou manter os 
negócios apenas no âmbito 
da experiência adquirida? 
EP – O ideal é mesclar o 
conhecimento adquirido 
pelos mais experientes com 
“sangue novo” e a vontade 
dos mais jovens. Quan-do 
você recorre a 
programas de ca-pacitação 
poderá 
somar sabedo-ria 
à renova-ção 
na equipe. 
Lembre-se, só 
conquista a 
excelência com 
t r e i n a m e n t o 
constante. Pen-se, 
qual foi a última 
vez que você parou 
para treinar toda sua equi-pe? 
Seu grande diferencial 
pode ser a diferenciação de 
serviços, e você só conse-guirá 
atingir esse objetivo 
qualificando continuamente 
seu pessoal. 
NV - E qual o segredo do 
vendedor imbatível? 
EP – O segredo é surpre-ender 
o cliente, ou seja, 
prestar um serviço melhor 
ARTIGO 
Roberto Shinyashiki é empresário, palestrante e Doutor em Administração de Empresas, pela Faculdade de Economia, 
Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo (FEA/USP). 
Praticar a arte de vender requer 
mais do que simples técnicas ou 
só determinação. Requer também 
motivação, planejamento, dedica-ção 
e garra. Requer paixão, muito 
treino e muita vontade de vencer. 
E trabalho em equipe. 
Podemos até comparar a situação 
com a arte do futebol. E assim 
como no futebol, as vendas dentro 
de uma empresa são uma questão 
de trabalho em conjunto, de todos 
os colaboradores da empresa. 
De nada vale fazer tudo para ga-nhar 
um campeonato se não exis-tir 
uma equipe motivada, unida, 
preparada e consciente de cada 
lance, apaixonada pelo que faz e 
motivada para se aprimorar, para 
aprender sempre. Além, é claro, 
de um treinador capaz e um téc-nico 
experiente para liderar o time 
na direção certa. 
No futebol, campeão é aquele 
que mais faz gols. No dia a dia de 
vendas, campeão é aquele que se 
apaixona pelo seu trabalho, cur-te 
planejar, decidir e realizar os 
seus objetivos. 
O campeão em vendas tem prazer 
em ajudar as pessoas com quem 
trabalha e sabe que a vitória virá 
quando a equipe toda der o seu 
melhor. Mesmo aquelas pessoas 
em sua empresa que não estão 
diretamente envolvidas em vendas 
também contribuem para que as 
vendas se realizem cada vez mais. 
Engana-se quem pensa que a vi-tória 
em vendas depende apenas 
do seu desempenho individual. 
Todos somos vendedores. Sempre 
que conversamos com alguém, 
estamos vendendo alguma coi-sa: 
nossa competência, nossas 
ideias, nossos projetos ou mesmo 
um produto. E assim é dentro da 
empresa. Toda apresentação é 
uma venda, todo relacionamento 
com clientes e com clientes em 
potencial vende algo relativo à 
nossa empresa. 
Os resultados em vendas são a 
soma de todas as ações, de todos 
os colaboradores da empresa. 
Portanto, nosso desafio, como 
vendedores que somos, é fazer 
sempre uma apresentação con-vincente 
o bastante para que to-dos 
acreditem em nossa empresa 
e em sua capacidade de promover 
uma transformação positiva na 
vida de nossos clientes. 
Para o bom vendedor, a prioridade 
é aprender a administrar equipes, 
a planejar e estabelecer metas, a 
motivar seu pessoal a agir, a ana-lisar 
o mercado e a concorrência e 
tirar lições a partir dai. 
Para motivar as pessoas de sua 
equipe, para ajudá-las a agir na 
direção certa, o bom vendedor 
precisa saber como “dar uma 
ordem” para que o cérebro delas 
busque fazer o que é preciso. 
Uma frase forte e bem colocada é 
capaz de levar um time de futebol 
a ganhar uma partida impossível, 
ou uma equipe de vendas a reali-zar 
uma meta aparentemente fora 
de alcance. Uma frase do tipo: 
“Vocês lutaram todo o campeona-to 
para chegar até aqui. Agora fal-ta 
muito pouco. Eu confio em vo-cês. 
Vão lá e ganhem esse jogo!” 
pode definir o campeonato. 
Um vendedor campeão sempre se 
apaixona pela nova oportunidade 
de vendas que surge e sempre se 
prepara para atender bem o a atu-al 
cliente, sem perder de vista o 
próximo cliente. 
O vendedor campeão se atreve 
a caminhar por caminhos novos, 
experimentar novas sensações, 
curtir novas emoções, plantar no-vas 
sementes, colher os frutos de 
sementes que plantou ao longo do 
tempo. Sem nunca se esquecer de 
valorizar todo o apoio que recebe 
de sua equipe. 
Segredos para o sucesso na área de vendas 
Os resultados em vendas 
são a soma de todas as ações, de 
todos os colaboradores da empresa 
do que ele espera não só 
na realização da venda, 
mas no pós venda. Isso 
vira realidade quando o 
vendedor ama sua profis-são, 
conhece muito bem 
o produto que vende, 
qualifica-se continuamen-te, 
atua com a paixão do 
começo e busca por meio 
da venda consultiva o en-cantar 
o cliente.

COMO VENDER MAIS E MELHOR NO VAREJO

  • 1.
    10 entrevista PorPatrícia Malta de Alencar patricia@novomeio.com.br Fotos Divulgação A concorrência acirra-da no varejo de autopeças é uma realidade que torna o desafio de vender ainda maior. Como potencializar as vendas e oferecer mais itens e melhor atendimento para um novo ou o mesmo clien-te? Seguramente um dos elementos prioritários é fugir da armadilha da comoditiza-ção. O cliente quando não percebe diferenças relevan-tes no atendimento, tende a migrar a sua atenção para o produto e os preços pratica-dos. “Entender a necessida-de e focar no relacionamento com os clientes, para ofere-cer as soluções são ações determinantes na busca de uma vantagem competitiva e, consequente no aumento das vendas”, sugere o es-pecialista em vendas, Erik Penna. Autor dos livros “A divertida arte de vender” e “Motivação nota 10” e co- -autor dos livros “Gigantes das vendas” e “Gigantes da motivação”. “São ferra-mentas importantes para os profissionais que pretendem construir vendas com resul-tados de alto impacto”, diz. Formado em Economia pela Universidade de Taubaté, pós-graduado em Admi-nistração e Marketing pela Universidade Paulista com MBA em Gestão de Pesso-as pela Fundação Getúlio Vargas (GV), Penna aborda o assunto baseado em ex-periências vivenciadas como executivo de vendas, moti-vador de equipes e gestor corporativo. Em dezembro ele apresentará ferramentas modernas de Vendas e Aten-dimento a Clientes, no Con-gresso Internacional de Ven-das em Lisboa, em Portugal. Em entrevista exclusiva para o Jornal Novo Varejo o consultor sugere como os varejistas de autopeças po-dem aumentar a receita e ter vantagens competitivas para atuar nesse mercado. Novo Varejo - Os varejis-tas de autopeças sofrem com a demanda inelásti-ca. Como potencializar as vendas nesse segmento? Erik Penna - Num mercado cada vez mais competitivo e sob uma demanda inelástica, o caminho é apostar na diferenciação de servi-ços. A excelência no atendimento, um relacionamen-to transparente com os clientes e a conveniên-cia são fatores determinantes na busca de uma vantagem compe-titiva e consequente aumento nas vendas. Confesso que isso não é tão fácil de fazer, ainda bem, afi-nal veja o que Walt Disney disse: “Eu gosto é do impos-sível porque lá a concorrên-cia é menor”. NV - Quais seriam os ca-minhos para isso? EP – É oferecer um serviço diferenciado que atende a necessidade do cliente e ao mesmo tempo agrega valor e potencializa as vendas. Por exemplo, certa vez, fui com-prar uma peça para um auto-móvel e liguei em duas lojas. O vendedor da primeira loja atendeu de forma regular e limitou-se a responder ape-nas o preço. Já o segundo profissional foi mais cordial, escutou atentamente a mi-nha necessidade, apresen-tou as possibilidades para resolver o problema e su-geriu, por um valor a mais, entregar a peça na minha residência. Dá para imaginar em qual loja eu comprei a peça? Isso é diferenciação, conveniência para o cliente e qualidade no atendimento. NV - E como o varejista pode aumentar as vendas? EP – É preciso empregar uma forma mais inteligente de vender. Atualmente, a maioria dos varejistas ofer-ta aos clientes soluções para seus problemas, mas somente os campeões ofe-recem soluções e ideias. Vender ideia é vender algo que o cliente nem sabe que precisa, mas que quando o vendedor aprende a es-cutar atentamente, conse-gue expor como um verdadeiro consultor as me-lhores alternativas para ele. Desta forma, conquista credibilidade, amplia o ticket médio e au-menta as vendas. NV – O varejista venderia mais se permitir que o clien-te tenha acesso às peças? EP – Sim. Essa ferramen-ta funciona para ampliar as vendas e já é muito utilizada nos Estados Unidos. É a dis-posição dos produtos numa loja de sistema de autosser-viço, com espaço amplo, ar condicionado, produtos à mostra em corredores lar-gos e sinalizados. Isso pode fazer o cliente sempre com-prar alguns itens a mais do que o normal. NV - Qual o conselho para o varejista que sofre com a falta de mão de obra qualificada? EP – Invista no capital hu-mano. Jim Collins no seu livro “Empresas Feitas para Vencer”, afirma que o princi-pal ativo de uma empresa é contratar as pessoas certas. Portanto, contrate criteriosa-mente, qualifique seu pesso-al continuamente e crie uma política de retenção de talen-tos na sua empresa. Alguns empresários são reticentes em capacitar os funcionários e depois perdê-los para o mercado. Vale a pena correr esse risco, até porque muito pior será se não qualificá-los e eles permanecerem na em-presa atendendo inadequa-damente e perdendo clientes. NV - Hoje o varejista e o Luciana Duarte luciana.duarte@novomeio.com.br Foto Divulgação Como vender mais e melhor no varejo Investir no capital humano e no relacionamento com o cliente pode resultar em vantagens competitivas agosto de 2014 Eu gosto é do impossível porque lá a concorrência é menor Vender ideia é vender algo que o cliente nem sabe que precisa
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    12 entrevista PorPatrícia Malta de Alencar patricia@novomeio.com.br Fotos Divulgação agosto de 2014 distribuidor de autopeças muitas vezes vendem para o mesmo cliente. Como estabelecer a convivência saudável e competitivida-de entre ambos? EP – É vital uma convivên-cia harmoniosa em que uma vê a importância e a gran-deza da outra e olha para o próprio negócio verificando onde requer uma atuação mais efetiva. O distribuidor deve praticar um mark-up diferenciado para suas ven-das aos varejistas e aos mecânicos. Além de buscar parcerias e campanhas em conjunto com o varejista para maximizar o resulta-do de ambos. O varejis-ta precisa aperfeiçoar-se no atendimento utilizando seus profissionais como verdadeiros consultores dos clientes. Esta ação o diferenciaria do comércio eletrônico praticado pelo distribuidor, além de entrar de uma vez por todas no mundo tecnológico, para ser facilmente encontrado na internet (sites e redes sociais) e, com isso, expan-dir suas vendas. NV - Como os softwares de gestão pode contribuir para o varejista obter me-lhores resultados? EP – A tecnologia deve ser encarada como aliada e não inimiga. Ferramentas de gestão como softwares colaboram e muito na men-suração dos resultados, análises gerenciais, além de contribuir com valiosas informações que propiciam um melhor relacionamento com o cliente. Lembre-se: o que não é medido não pode ser gerenciado. NV - Como o varejista deve O caminho é apostar na diferenciação de serviços gerenciar essas informações? EP – É importante cuidar para que os gestores não fiquem somente ocupados em questões operacionais da empresa esquecendo, assim, da parte estratégi-ca. Os empresários devem reservar um tempo periodi-camente para pensar nas inovações a trilhar, afinal, o ciclo de vida de um negócio que antes era de 30 anos, atualmente fica em torno de 5. É preciso reinventar-se constantemente ou ficare-mos fora do jogo. NV - Qual o modelo ideal: fazer uso de programas de capacitação ou manter os negócios apenas no âmbito da experiência adquirida? EP – O ideal é mesclar o conhecimento adquirido pelos mais experientes com “sangue novo” e a vontade dos mais jovens. Quan-do você recorre a programas de ca-pacitação poderá somar sabedo-ria à renova-ção na equipe. Lembre-se, só conquista a excelência com t r e i n a m e n t o constante. Pen-se, qual foi a última vez que você parou para treinar toda sua equi-pe? Seu grande diferencial pode ser a diferenciação de serviços, e você só conse-guirá atingir esse objetivo qualificando continuamente seu pessoal. NV - E qual o segredo do vendedor imbatível? EP – O segredo é surpre-ender o cliente, ou seja, prestar um serviço melhor ARTIGO Roberto Shinyashiki é empresário, palestrante e Doutor em Administração de Empresas, pela Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo (FEA/USP). Praticar a arte de vender requer mais do que simples técnicas ou só determinação. Requer também motivação, planejamento, dedica-ção e garra. Requer paixão, muito treino e muita vontade de vencer. E trabalho em equipe. Podemos até comparar a situação com a arte do futebol. E assim como no futebol, as vendas dentro de uma empresa são uma questão de trabalho em conjunto, de todos os colaboradores da empresa. De nada vale fazer tudo para ga-nhar um campeonato se não exis-tir uma equipe motivada, unida, preparada e consciente de cada lance, apaixonada pelo que faz e motivada para se aprimorar, para aprender sempre. Além, é claro, de um treinador capaz e um téc-nico experiente para liderar o time na direção certa. No futebol, campeão é aquele que mais faz gols. No dia a dia de vendas, campeão é aquele que se apaixona pelo seu trabalho, cur-te planejar, decidir e realizar os seus objetivos. O campeão em vendas tem prazer em ajudar as pessoas com quem trabalha e sabe que a vitória virá quando a equipe toda der o seu melhor. Mesmo aquelas pessoas em sua empresa que não estão diretamente envolvidas em vendas também contribuem para que as vendas se realizem cada vez mais. Engana-se quem pensa que a vi-tória em vendas depende apenas do seu desempenho individual. Todos somos vendedores. Sempre que conversamos com alguém, estamos vendendo alguma coi-sa: nossa competência, nossas ideias, nossos projetos ou mesmo um produto. E assim é dentro da empresa. Toda apresentação é uma venda, todo relacionamento com clientes e com clientes em potencial vende algo relativo à nossa empresa. Os resultados em vendas são a soma de todas as ações, de todos os colaboradores da empresa. Portanto, nosso desafio, como vendedores que somos, é fazer sempre uma apresentação con-vincente o bastante para que to-dos acreditem em nossa empresa e em sua capacidade de promover uma transformação positiva na vida de nossos clientes. Para o bom vendedor, a prioridade é aprender a administrar equipes, a planejar e estabelecer metas, a motivar seu pessoal a agir, a ana-lisar o mercado e a concorrência e tirar lições a partir dai. Para motivar as pessoas de sua equipe, para ajudá-las a agir na direção certa, o bom vendedor precisa saber como “dar uma ordem” para que o cérebro delas busque fazer o que é preciso. Uma frase forte e bem colocada é capaz de levar um time de futebol a ganhar uma partida impossível, ou uma equipe de vendas a reali-zar uma meta aparentemente fora de alcance. Uma frase do tipo: “Vocês lutaram todo o campeona-to para chegar até aqui. Agora fal-ta muito pouco. Eu confio em vo-cês. Vão lá e ganhem esse jogo!” pode definir o campeonato. Um vendedor campeão sempre se apaixona pela nova oportunidade de vendas que surge e sempre se prepara para atender bem o a atu-al cliente, sem perder de vista o próximo cliente. O vendedor campeão se atreve a caminhar por caminhos novos, experimentar novas sensações, curtir novas emoções, plantar no-vas sementes, colher os frutos de sementes que plantou ao longo do tempo. Sem nunca se esquecer de valorizar todo o apoio que recebe de sua equipe. Segredos para o sucesso na área de vendas Os resultados em vendas são a soma de todas as ações, de todos os colaboradores da empresa do que ele espera não só na realização da venda, mas no pós venda. Isso vira realidade quando o vendedor ama sua profis-são, conhece muito bem o produto que vende, qualifica-se continuamen-te, atua com a paixão do começo e busca por meio da venda consultiva o en-cantar o cliente.