Niterói
27/07 a 08/08/18
www.dizjornal.com
Zona Sul, Oceânica e Centro de Niterói
2ª Quinzena
Nº 203
de Julho
Ano 10
de 2018
ThaisBrotto*Makeup:ClaudioCosta*Foto:JulioCerino
Edição Online Para Um Milhão e Oitocentos Mil Leitores
Circula por 15 dias 16 Mil Exemplares Impressos
Diz: A Verdade Escrita
Diretor Responsável: Edgard Fonseca
Página 03
do Caos.
Manobras
na Beira
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Informes
Expediente
Edgard Fonseca Comunicação Ltda.
R Otavio Carneiro 143/704 - Niterói/RJ.
Diretor/Editor: Edgard Fonseca
Registro Profíssional MT 29931/RJ
Distribuição, circulação e logística:
Ernesto Guadelupe
Diagramação: Eri Alencar
Impressão: Tribuna | Tiragem 16.000 exemplares
Redação do Diz
R. Cônsul Francisco Cruz, nº 3 Centro - Niterói,
RJ - Tel: 3628-0552 |9613-8634
CEP 24.020-270
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responsabilidade dos autores.
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DG
Catavento é lançado no
Campo de São Bento
Neste domingo, dia 28, será lançado o
CD infantil “Catavento”, de autoria de
Gustavo Stephan.
Catavento é o primeiro trabalho musical de
Stephan, com influência de Milton Nasci-
mento, Bia Bedran, Beatles, Caetano Ve-
loso, Palavra Cantada, Bach, entre outros;
e quase todas as letras e músicas são de
Gustavo.
Apresentado por Bia Bedran, o CD Cata-
Apesar do bom relacionamento com ou-
tros candidatos a presidência da Ordem
dos Advogados da Seccional do Rio de Ja-
neiro, o advogado Claudio Vianna, começa
a reconhecer seus parceiros nas próximas
eleições da Ordem; onde ele também é can-
didato na Seccional de Niterói. Por absoluta
espontaneidade e afinidade com Luciano
Bandeira começaram a conversar e afirmar
apoio, um ao outro. Já se conhecem de lon-
ga data, e Claudio é incansável nas suas afir-
mações a respeito da determinação e cará-
ter do Bandeira. Ele disse: “O que faz com
Afinidades e Princípios
vento traz para as crianças de todas as ida-
des canções que estimulam a curiosidade,
a inteligência, o afeto e as percepções do
universo infantil.
No lançamento haverá um show gratuito,
no “II Arraial do Paschoal”, a partir das
13h30, no Centro Cultural Paschoal Car-
los Magno, no Campo de São Bento, em
Niterói.
que eu tenha identificação com Luciano é
sua objetividade e coerência. Por mais que
esteja se preparando para uma eleição, ele
rejeita especulações e meias verdades. Com
ele é o que tem quer ser, da forma que deve
ser, independente de agradar ou não. Ele é
verdadeiro! Vai se eleger com este “arsenal
de princípios”. E isso faz com que eu me
alinhe com ele. É que eu também desejo
isso. Efetividade para o coletivo, adaptando
divergências sem desequilíbrios e favoreci-
mentos. O melhor para todos, com amplo
diálogo, mas com firmeza nos princípios.”
Claudio Vianna e Luciano Bandeira
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Documento
Manobras na Beira do Caos
A pergunta que todos nós fazemos é: “o que faremos para sairmos da situação que nos encontramos? Que tipo de país é este, que não conseguimos decodificá-lo, compre-
ender o mal que nos aterroriza, que desconfiamos das instituições públicas e em grande parte das particulares também?
Acreditamos que o primeiro passo é buscar informação; assim podermos analisar e entender os fatos da atualidade, embasados num conhecimento do passado. É preciso en-
tender que se ficamos inertes nos tornamos alvo fixo, e mais fácil de ser capturado e aniquilado. É urgente reagir e criar movimentos contínuos de resistência. Ou caminhamos
em grupos organizados ou seremos engolidos pelas “feras da atualidade”.
V
amos elencar as principais razões que
nos levou ao atual quadro de desalento
e de dificuldades crescentes.
Voltemos no tempo para reconhecermos o
caminho percorrido. Vamos tomar por base a
nossa origem. Fomos colônia, dependentes e
submissos a poderes externos e fomos espo-
liados sistematicamente, até chegarmos aos
tempos da “Independência do Brasil”. Uma in-
dependência sem apoio popular, principalmente
porque na época a população tinha em torno de
80% de escravos, que não tinham direitos, nem
voz. Restavam as elites, e muitos ainda mantiam
interesses e alianças com os colonizadores.
Demoramos a fazer a primeira constituição
e Pedro I, um monarca útil aos interesses da
época, mas, muito autoritário, desconsiderou
a primeira versão e com seus pares elaborou
outra, que contemplava seus interesses. Ele
não era político e suas atitudes desagradavam
à maioria. Sofria acirrado combate por parte
dos jornalistas da época, O seu desgaste como
monarca indefinido e ainda com interesses em
Portugal, o fez desistir do Brasil, passando o
trono para o filho de cinco anos, o D, Pedro II.
O país foi governado até a sua maioridade por
Regentes, com especial atuação de José Bonifá-
cio de Andrada e Silva.
Pedro II foi um monarca mais educado e pre-
parado, período em que a Nação evoluiu cultu-
ralmente, tornou-se economicamente próspera
e reconheceu direitos e deveres. Destacou-se
no cenário internacional e foram quase seis
décadas de aprovação da grande maioria. Os
dois filhos homens de Pedro II morreram, res-
tando-lhe apenas a sucessão por uma filha, que
também não tinha interesse em reinar. Pedro II
envelheceu e a sua saúde precária o fez entre-
gar a regência da Nação nas mãos da sua filha
Isabel, que tomou decisões importantes como
a Abolição da Escravatura, fato que contribuiu
para a decadência e queda da monarquia.
Improvisadamente proclamaram a Repú-
blica, onde apareceram grandes dificul-
dades administrativas, políticas e sociais.
A partir de 1917, com o evento
da Revolução Russa, deu-se inicio aos reflexos
do comunismo no mundo e a essa influência
passou a existir no Brasil. No auge, o impé-
rio soviético chegou a comandar 40 países
no mundo. Eram severos nas suas iniciativas
e, para varrer o passado executaram o czar
Nicolau II, sua mulher, seu filho, suas quatro
filhas, e funcionário, em julho de 1918. O
comunismo inspirou-se nas idéias do filóso-
fo alemão Karl Marx (1818-1883), que pre-
gava a união dos operários do mundo para
criar uma nova sociedade, sem Estado e sem
classes, com base na propriedade coletiva dos
meios de produção. Embora, na prática, os di-
rigentes soviéticos sempre alimentaram práticas
contrárias a estes princípios e sempre viveram
em castas, na mais perfeita opulência. A ré-
gua da igualdade proletária era para o povo.
Para quem “comandava”, o luxo sempre foi a
marca determinante. Estas práticas se repetiram
em outras nações comunistas, como é o caso
de Fidel Castro, em Cuba, que sempre acumu-
lou fortunas, ou mesmo o mais recente, Hugo
Chaves da Venezuela. O uso da força sempre
foi um instrumento de manutenção do poder e
nunca aceitaram conviver com idéias que ques-
tionassem ou ameaçassem o poder absoluto.
Em 1919 foi criada a Internacional Socialista
e em 1922, em Niterói foi fundado o primeiro
Partido Comunista no Brasil, o PCB. Desde esta
época o Brasil se debate como idas e vindas
desse montante ideológico. Ele sempre causou
controvérsias por ser contra ao capitalismo, ain-
da que democrático. O comunismo, por ser um
regime autoritário e dominador, gerou conflitos
por toda nossa história recente. Concomitante-
mente, surgiram na Europa os movimentos Fas-
cistas e Nazistas, de extrema direita. Eles tam-
bém tiveram lugar no Brasil, e o jornalista Plínio
Salgado criou o partido Integralista, movimento
de extrema direita que combatia frontalmente o
comunismo. O comunismo se fortalece e através
de Luis Carlos Prestes partem para uma tomada
de poder que se chamou “Intentona Comunis-
ta”. Na época o presidente Getúlio Vargas, que
flertava com o Fascismo e o Nazismo, consegue
abafar a revolta, mandando prender os revol-
tosos, fato que lhe possibilitou dar um golpe e
criou o Estado Novo. Este foi um período de
muitas paixões ideológicas, e Getúlio apesar de
ditador, tinha a simpatia de grande parte da po-
pulação pobre do Brasil. Como toda ditadura,
reprimiu e sacrificou muita gente, mas, perdeu
o controle, que o levou a uma situação de im-
passe que ele resolveu com um tiro no próprio
peito. Após este período configurou-se a lide-
rança de um jovem político mineiro, chamado
Juscelino Kubitschek, que fez um governo de
grandes transformações, incluindo a constru-
ção de Brasília, a nova capital Federal. Nesse
período, sofreu tentativas de golpes, a inflação
cresceu e apareceram denúncias de corrupção.
Baseado nessas dificuldades propiciou o sur-
gimento da figura culta e autoritária de Janio
Quadros, com sua retórica moralizadora, onde
o símbolo de campanha que era uma vassoura,
que iria simbolicamente varrer do Planalto toda
“sujeira e corrupção” existente no governo de
Juscelino. Era a consagração da UDN (União
Democrática Nacional), que de forma populis-
ta fascinou multidões. Janio Quadros venceu
as eleições, mas como era radical e autoritário,
consequentemente, sem apoio do Congresso,
não conseguiu governar o que resultou na sua
tumultuada renúncia. O vice de Janio era João
Goulart, de idéias socialistas, Ele era cunhado
de outro líder de esquerda, o governador Leo-
nel Brizola. A postura insegura e ameaçadora
de Jango, e o crescimento de movimentos so-
cialistas, resultaram no golpe militar de 1964,
com a deposição e deportação de João Goulart.
Iniciou-se ali um período de mais de duas dé-
cadas de repressão política e social, com gra-
ves seqüelas no tecido social brasileiro. Veio a
abertura e redemocratização do país, elegen-
do Tancredo Neves para presidente, que por
razões misteriosas “adoeceu” e morreu sem
tomar posse. Após novo momento de incerte-
zas, assume o vice, José Sarney. O Brasil estava
esfacelado econômica e financeiramente, resul-
tando em planos mirabolantes, inclusive com
a troca da moeda brasileira, de Cruzeiro para
Cruzado, que mais tarde daria lugar ao Real.
Passamos pelo governo de Fernando Collor,
com confisco da poupança Nacional e falhas de
comportamento que resultou no impedimento
do presidente. Como tinha um vice legalmente
eleito, Itamar Franco (tido como “meio doido”),
assumiu a presidência e fez, apesar de muitos
desacertos, o governo mais sério e propositivo
do período pós ditadura militar.
Chegou a vez do PT. O discurso era de espe-
rança e transformações, onde o povo, princi-
palmente os mais pobres seriam os maiores
contemplados. Esse discurso, com todas as
marcações da cartilha comunista, pôs em prá-
tica os ideais neo-comunistas, advindos desde
o início dos anos noventa, no pós queda do
muro de Berlim e conseqüente esfacelamento
da União Soviética. Para compensar a queda
e fracasso comunista, Lula, Fidel Casto, Hugo
Chaves e outras lideranças na America Latina
criam o “Foro de São Paulo”; que consiste da
criação de um estado socialista único composto
por países da região, com estrutura e filosofia
comunista. Rebatizaram a nova entidade com o
nome de República Bolivariana.
O plano consiste em favorecer e fortalecer os
aliados, quebrar a estrutura familiar e social
dos países, para que individualizados, ninguém
faça resistência ao novo modelo de “República
Bolivariana”. A inspiração deste modelo vem
sendo gestado desde o início dos anos noven-
ta, inspirados nas teorias do filósofo Antonio
Gramsci. Ele defendia que a tomada de poder
deve ser por cooptação intelectual, e criação de
um modelo educacional conveniente. Para ele,
o modelo de guerra, é sangrento, oneroso, e
com muitas baixas de ambos os lados e sem-
pre com a possibilidade de perder o confronto.
Assim foi elaborado um Plano de Tomada de
Poder, liderado por José Dirceu e outros in-
telectuais aliados, usando a figura popular do
Lula, como uma espécie de ícone, produzido
por ideólogos, marqueteiros e publicitários. A
cristalização dessa imagem custou milhões em
comunicação. Se observarmos, veremos que
desde que Lula assumiu, a organização tratou
desestruturar o Estado, sucatear e espoliar as
estatais, quebrar o sistema financeiro, e apode-
rar-se de tudo que pudessem. Desviar recursos
nacionais para outros países do pacto (Foro de
São Paulo), incluindo financiar republiquetas
ditatoriais africanas para criação de locais de
esconderijo, em caso de necessidade de fuga,
ou dar sumiço em opositores; ocupar todos os
postos chaves do país, para aparelhar e con-
fundir, até mesmo a Constituição, incluindo
desmoralizar o Congresso e os Tribunais Supe-
riores. Nessa empreitada de aparelhamento eles
iniciaram pelas escolas e universidades, criando
uma geração de “cerebralmente lavados”. Esta
cooptação inclui professores, artistas, intelectu-
ais, jornalistas, para reverberar ao máximo as
teorias do processo. Estes “soldados” serão os
responsáveis pela formação intelectual condi-
cionada de uma geração inteira, desprovida de
valores morais, de definição sexual, sem desejos
de agregar parentes ou mesmo um desinteresse
e desrespeito pelo “conceito de família”. “Cria-
ram, com pretextos “aparentemente nobres”, o
Estatuto de Desarmamento”. Com isso obtive-
ram uma população inteiramente desarmada e
incapaz de reagir em caso de golpe de Estado.
Armaram os chamados “Movimentos Sociais”
constituindo-se em milícias camponesas e ago-
ra, também urbanas. Também fazem pactos
com organizações criminosas para promover
desordem social e imposição pelo medo.
A única e inesperada situação que os conduziu
a falhar foi o desejo e delírios de riqueza que os
dirigentes da organização passaram a ter. Per-
deram a dimensão do apoderamento e enrique-
cimento pessoal. Todos se locupletaram pesso-
almente de forma tão desmedida que causaram
desequilíbrio no sistema; e tiveram a má sorte
da criação e eficiência da Operação Lavajato.
Operação judicial que já prendeu e desmontou
boa parte desse sistema cruel. Este fato novo
não estava nos planos da grande Organização
que se tornou gananciosa, viciada e sem limites.
Perderam a dimensão, o senso grupal e objeti-
vo, como todos os ditadores, intoxicados ao
enriquecerem assustadoramente, sentindo-se
imperadores onipotentes!
Este é o panorama que nos ameaça atualmente.
A serpente pensante, apesar de condenado a
mais de 30 anos de cadeia, está solto e tra-
mando um golpe. Este ainda é um braço ativo
da organização, implantado no STF, que está
garantindo a liberdade do “capo”. A cartilha
comportamental dessa organização os conduz
a mudar de direção toda vez que perderem uma
disputa, minando a credibilidade dos pleitos, e
acusando os opositores sem critérios lógicos,
que tudo é uma conspiração contra eles e que
tudo se resume num golpe! Pois este é o princi-
pal cerne do seu pensamento: o grande golpe.
Niterói
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- A Sala de Cultura Leila Diniz (Rua Prof. Heitor Carrilho,
81 - Centro, Niterói) realiza o Programa Aprendiz/Música
na Escola, dia 25 de julho, 4ª feira, às 12h30. Entrada
franca.
- A Sala Carlos Couto (Anexo do Teatro Municipal de Ni-
terói - Rua XV de Novembro, nº 35
- A Galeria de Arte La Salle (Rua Gastão Gonçalves, nº 79
- Santa Rosa) expõe, em parceria com o Museu da Vida/
Fiocruz, "Nós no mundo". Visitação gratuita de 2ª a 6ª, das
9 às 21 horas; sábados, das 9 às 14 horas.
- Centro) apre-
senta "Mundo
Giramundo", ex-
posição de bone-
cos da trinca Ál-
varo Apocalypse,
Tereza Veloso e
Madu. A visitação
é gratuita e fica
até 31 de julho.
4
Cultura
Paulo Roberto Cecchetti cecchettipaulo@gmail.com
annaperet@gmail.com
DIZ pra mim... (que eu conto)
Anna Carolina Peret
Edição na internet para Hum milhão e 800 mil leitores
Verde & Amarelo
C
omo venho tentando ressaltar em
meus textos, que o mercado cine-
matográfico brasileiro tem se forta-
lecido - e muito! - nos últimos tempos. É
notório, não apenas pelo número de filmes
nacionais que chegam aos cinemas, mas
também pelo tempo que lá permanecem,
com boas audiências e críticas favoráveis.
Ou seja, podemos concluir que houve um
salto não apenas quantitativo, mas também
(e, principalmente), qualitativo nas produ-
ções. Se, outrora, precisávamos de legisla-
ção que agia de forma compulsória a man-
ter os longas nacionais sendo projetados
nas salas de todo país, hoje, o público pa-
rece gostar cada vez mais que esses filmes
sejam, de fato, cada vez mais, fortalecidos,
difundidos e ofertados.
A meu ver, esta já é uma grande vitória! Po-
rém, fico extremamente feliz quando perce-
bo que o Brasil mostra, dia-a-dia, que real-
mente nasceu para a Sétima Arte. E vemos
isso quando somos impactados por produ-
ções das mais diversas vertentes, invadindo
o cenário de forma destemida e com muito
tutano. É raro eu não ir ao cinema e não
constatar que há, pelo menos, um bom
filme brazuca em cartaz. Os mais jovens
podem não dar conta disso, todavia, quero
deixar bem claro: acreditem, meus ami-
gos, isso não foi sempre assim! Há bem
pouco tempo atrás, película nacional
era rara e, geralmente, rotulada e olha-
da “de lado” por todos. Ainda bem que
esta situação está mudando!
Uma boa prova disso é poder (com
sorriso no rosto) falar aqui sobre mais
um longa nacional que me enche de
orgulho: “Uma Quase Dupla”. Al-
guns críticos andam dizendo que este
é apenas mais uma produção para chamar
atenção dos fãs e atrair divisas. Sim, pode
até ser. Foi, inclusive, dessa forma, que o
mercado cinematográfico norte-americano
chegou onde está. E, diga-se de passagem,
tornando-se uma indústria milionária, que
emprega muito.
O que quero perguntar é: qual o problema
haver lucro derivado do Cinema, se ele é
capaz de gerar empregos e ser uma parte
expressiva da economia? Eu entendo que,
filosoficamente falando, a finalidade da Arte
não deve ser o lucro. E eu apoio essa ideia.
Por outro lado, se der lucro e ajudar o meu
povo, que mal tem?
Pois bem, voltando a falar de “Uma Qua-
se Dupla”: eu amei a película! A direção
conta com a experiência de Marcus Baldini,
responsável por “Bruna Surfistinha” e “Os
Homens São de Marte... E é Para Lá que
Eu Vou”. E o casal de protagonistas, sim-
plesmente, encanta. Não apenas pela fama
e pelo currículo que ambos possuem indi-
vidualmente, mas também pela química que
rolou entre Tatá Werneck e Cauã Reymond.
A atriz já é conhecida por sua inegável veia
cômica. Cauã, por outro lado, vem de uma
carreira mais diversificada, porém, deixa
clara aqui a sua qualidade cênica em co-
médias.
Durante o longa, nota-se que, mesmo com
um roteiro afiado, a dupla de protagonistas
teve a liberdade de fazer uso da improvisa-
ção, o que confere fluidez às cenas. Alguns
espectadores sentiram exagero na tentativa
de provocar o riso. Eu não percebi. Talvez,
por estar acostumada com a comédia ame-
ricana, vejo o humor nacional como sendo
bem mais brando, mesmo quando se tenta
fazer rir. E, quem conhece a atriz Tatá Wer-
neck, sabe muito bem que sua postura é a
de uma atriz de stand up. Nota-se, inclusi-
ve, a todo o momento, que é ela que está
no comando das cenas. Talvez, mais do que
o próprio diretor. Cauã, de forma bastante
confortável, se delicia neste embalo cênico.
Tatá “chama” Cauã para um baile, o con-
duz na dança cinematográfica e lhe entrega
uma boa parceria, neste filme que acaba por
surpreender a platéia. Vale também desta-
car o elenco de apoio que, assim como a
dupla principal, dá um colorido às cenas,
não passando despercebido. Aplausos para
as atuações de Louise Cardoso, Ary França,
Alejandro Claveaux, Luciana Paes e Augus-
to Madeira.
E eu fico maravilhada em poder dirigir meus
textos a criticas de filmes nacionais. É cla-
ro que amo o cinema europeu, por exem-
plo, e fico feliz em poder degustá-lo. Por
outro lado, é tão bom saber que há uma
arte crescente em nosso próprio território.
É representatividade brasileira no cinema,
de forma não forçosa, mas sim, legítima.
Faço votos de que evolua e conquiste mais
e mais espaço!
- O Centro Cultural Correios Niterói (Av. Visconde do Rio
Branco, nº 481 - Centro), vem apresentando inúmeras ex-
posições com destaque para: "A arte do objeto", de Clau-
tenes Aquino, até 02 de agosto; "Potências periféricas", de
Marcelo Resende, até 18 de agosto; "Quarto de Hipólita",
de Júnia Azevedo, até 08 de setembro; "Ferro", de Ricardo
Hachiya, até 29 de setembro. Visitação gratuita, das 11 às
18 horas.
- A pianista internacional
Lícia Lucas se apresenta
na Fundação Cultural Ava-
tar (Rua Pereira Nunes, nº
141 - Ingá) tocando Listz,
Brahms, Chopin e Men-
delssohn. Dia 29 de julho,
domingo, às 12 horas.
Entrada com doações de
alimentos não perecíveis.
Imperdível!
- O Cine Jazz exibe o filme "Keith Jarrett - Live in New York"
no Solar do Jambeiro (Rua Presidente Domiciano, nº 195
- Ingá) dia 31 de julho, 3ª feira, às 19 horas. Ao final da
apresentação o pianista Rafael Vernet fará um recital.
- O neo acadêmico Jordão Pablo de Pão, eleito recente-
mente para a Academia Niteroiense de Letras/ANL, autor
do livro "O Mar do Meu Velho", passa a ocupar a cadeira
nº 13, anteriormente ocupada pelo saudoso Emanoel de
Bragança Macedo Soares.
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Edgard Fonsecaedgardfonseca22@hotmail.com
Tomou posse na nossa Academia Nite-
roiense de Letras o novo confrade Jor-
dão Pablo de Pão. Vai ocupar a cadeira
13 que pertenceu ao jornalista e historiador
Emmanuel Bragança de Macedo Soares.
Pablo além de escritor é produtor cultural.
Fez festa bonita no Solar do Jambeiro, onde
ele tem muita intimidade, pois já teve pas-
sagem na administração de eventos na casa.
O vereador Leonardo Giordano lhe conce-
deu a Medalha José Cândido de Carvalho.
Salve!
Um Novo
Confrade
Nas Ruas Por
Onde Andei
Nas Ruas Por Onde Andei é o nome do
espetáculo de Tereza Mazeli, que se-
gundo ela, traz canções que falam do tem-
po que vivemos e que vive em todos nós,
lugares, amores e sonhos. Será no Teatro
Municipal de Niterói, dia 16 de agosto,
quinta feira, às 19h. Duração de 80 min.
de voz e doçura. Ingressos a $30 reais, in-
teira. Censura Livre.
A
partir dessa semana acontecerá a
definição das campanhas eleitorais.
As convenções partidárias se reali-
zam, os candidatos a vice de presidente e
governadores serão definidos e os demais
candidatos a deputados e senadores serão
confirmados. O prazo limite é 05 de agosto,
Esta redução do prazo das campanhas para
45 dias é uma verdadeira armadilha para os
eleitores e para candidatos novos. Como se
tornar conhecido e angariar votos em pou-
cos dias? Como se não bastasse o sistema
eleitoral que é injusto e mascara o real de-
sejo do eleitor. Muitas vezes votamos em
um candidato, mas elegemos outro, que não
votaríamos ou nem conhecemos. A necessi-
dade de uma reformulação geral do sistema
eleitoral é uma necessidade imperiosa. A
grande questão é que os velhos dominado-
res do pleito eleitoral conspiram para que
mudanças não sejam feitas e se perpetuem
no controle da situação. Se assim não fos-
se não teríamos mais um Renan Calheiros,
cheio de inquéritos e processos nas costas,
mas, ao invés de ser punido, continua no po-
der e dando as cartas. É o principal exemplo
do coronelismo moderno.
Teremos certamente uma eleição a ser lem-
brada historicamente. Não por méritos, mas
por dissabores que virão de qualquer forma.
O eleitor menos politizado não quer nem
ouvir falar em políticos, e de forma reativa
se nega a ir votar, ou anula o voto, contri-
buindo, ainda que sem saber, para manu-
tenção das “velhas raposas canalhas”. Os
mais ou menos informados, aceitam votar, e
muitas vezes julgam mal por desconhecer o
conteúdo, e se tornam massa de manobra
para modismos reativos e oportunistas. Daí,
malandramente, surge as manobras, e princi-
palmente as campanhas enganadoras, ou até
mesmo equivocadas.
Vejamos: um candidato como o Bolsonaro,
surfa na onda dos milhões de insatisfeitos,
que se sentem enganados e se revoltaram
contra o modelo corrupto e sem escrúpu-
los dos petistas, que depois desta longa
aparelhagem cruel e da dilapidação do pa-
trimônio público, e dos conceitos de moral
e ética, ainda se apresentam com salvado-
res do povo. Desta forma, pessoas que não
são simpatizantes da direita, ou nem tem
conhecimento disso, se identificam com o
discurso moralista e reformador, ainda que
o candidato, não possua base de conheci-
mento técnico e político para afetuar as “tais
mudanças”. O discurso reativo do Bolsona-
ro é apenas oportuno diante da negação do
modelo existente, que levou o país a esta
situação de penúria econômica, financeira e
moral. Qualquer um que se apresente como
Possibilidades no Ar
anti-PT vai angariar seguidores e muitos
eleitores. É a figura do oposto. Entretanto,
neste caso, num país de grande extensão,
com as dificuldades existentes, tanto do mo-
delo eleitoral, como a falta de recursos para
apresentar uma proposta de governo em
toda sua extensão territorial, não vai conse-
guir aglutinar votos suficientes para vencer
um pleito complicado como este; além da
falta de estrutura corporativa e partidária do
PSL. Até o momento Bolsonaro dispõe ape-
nas de oito segundos de TV e Rádio para
os mínimos 45 dias de campanha. É muito
pouco. E com apenas os recursos do fundo
partidário, não dá para fazer uma campanha
deste porte. Conta-se apenas com as redes
sociais, que não são suficientes e eficazes
para tudo. Este público eleitoral da internet
tem um limite, e está sujeito a mudanças de
última hora, pelas mais diferentes razões.
Este eleitorado “fiel” ao discurso do Jair Bol-
sonaro tenta compará-lo a Jânio Quadros,
na sua “inflexibilidade moral”. Existem dife-
renças clássicas: Jânio era muito mais culto
e as suas decisões eram pensadas, (o que
não quer dizer que acertava tudo). Bolsona-
ro, além de limitado culturalmente, é muito
mais radical, o que não lhe permite vislum-
brar outras alternativas viáveis. No mais, não
se administra um país como o Brasil, com
autoritarismo verbal. (É bom lembrar-se da
experiência nefasta do Fernando Collor. Sem
apoio do Congresso, caiu).
Para fazer o que o Bolsonaro diz que irá fa-
zer, terá que ter apoio de armas e dar um
golpe de Estado. Fechar o Congresso, dis-
solver as Cortes Superiores e implantar um
regime de força e exceção. Tornando-se um
ditador, que seria um desastre, vai errar mais
do acertar.
O Ciro Gomes é um camaleão convenien-
te, um ser mutante. A sua trajetória política
desde a origem foi a do autoritarismo de di-
reita. Iniciou a carreira política no PDS (Par-
tido Democrático Social), legenda sucessora
da Aliança Renovadora Nacional (Arena),
partido que dava sustentação à Ditadura
Militar Brasileira. Nesses 36 anos de mili-
tância já passou por sete partidos diferentes
(PMBD, PSDB, PPS, PSB, PROS e agora
PDT). Apresenta-se de forma oportunista
como defensor do Lula e já declarou que só
a sua vitoria nas eleições vai tirar o Lula da
cadeia. É claro que ele torce para que o Lula
continue preso. Se saísse estragaria os seus
planos eleitorais. Mas, na intenção de coop-
tar o eleitorado petista apresenta-se como
“homem de esquerda vocacionado”, o que é
uma piada. Essa é a mais incoerente postura.
Ciro só conhece e reconhece atitudes rea-
cionárias, por seu passado, por sua família,
por históricos comportamentos explosivos.
Ele tem uma natureza agressiva e apesar da
experiência política, (já foi deputado Estadu-
al e Federal, prefeito, governador, ministro
da Fazenda (Itamar Franco) e ministro da
Integração Social de Lula), comete erros
elementares de conduta. É advogado e pro-
fessor, tem preparo intelectual, mas, falta-lhe
equilíbrio emocional. Dispara frases impró-
prias e impopulares, costuma xingar os ad-
versários e responde a processos por injúria.
Desta vez, apesar de todas as críticas que
são feitas, Geraldo Alkimim, está fazendo
política e campanha para ganhar eleição.
Não está se preocupando com a “qualida-
de” dos aliados e está fazendo uma ampla
e promissora aliança. Está fazendo o mes-
mo que fez Dilma e Lula. Faz uma frente de
partidos, ganha corpo eleitoral, aumenta o
tempo de TV e rádio e vai ter apoios em to-
das as partes do país. Já perdeu uma eleição
para presidente e dela tirou ensinamentos.
É um homem experiente em administração
pública e já governou duas vezes o maior e
mais complexo Estado brasileiro, que é São
Paulo, mais potente que inúmeros países no
mundo. Ele sempre teve oposição dentro do
próprio PSDB, que forças, como Fernando
Henrique Cardoso, embora não demonstre,
sempre “puxa-lhe o tapete”. Aprendeu a en-
frentar problemas e mostra-se determinado.
Esta nova postura, apesar de perigosa e difa-
mante, o levará certamente para o segundo
turno. Se ganhar, administram-se as alianças,
cumprindo os acordos. Se pisarem fora da
linha, quebra-se o acordo e destitui-se o
desviante.
O Álvaro Dias é um bom candidato, mas,
está num partido pequeno, sem expressão
nacional e as suas alianças, até o momento,
são insuficientes para enfrentar uma campa-
nha pelo Brasil. Mas se chegasse ao segundo
turno poderia vencer a eleição por seu perfil
firme, preparado e que inspira confiança.
Jordão Pablo de Pão e Liane Arêas
Tereza Mazelli
Geraldo Alkimim
Niterói
27/07 a 08/08/18
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Fernando Mello - fmelloadv@gmail.com
Fernando de Farias Mello
Fernando Mello, Advogado
www.fariasmelloberanger.com.br
e-mail: fmelloadv@gmail.com
Eleições Plin Plin
F
azendo uma pequena análise preli-
minar dos atuais candidatos à pre-
sidência da República, do nosso
querido e tropical Brasil, cheguei a con-
clusões que, mesmos parciais e passíveis
de emendas, demonstram enorme incoe-
rência e vícios nos eleitores.
Primeiramente, e muito interessante, é
que a história detona a validade de várias
pesquisas eleitorais e todos os endinhei-
rados institutos como, Ibope, Datafolha
e etc. Eles acham que sempre pensamos
que “estamos sendo levados a acreditar”
que tal candidato vai bem, quando esses
institutos de pesquisas deveriam forjar
uma realidade mesmo.
A maior empresa de pesquisas do país é
a TV Globo. Com aquele lance de pedir
durante os telejornais que os seus teles-
pectadores gravem um vídeo informando
“o Brasil que eu quero” foi a maior pes-
quisa de perfil dos eleitores da história.
Totalmente de graça, fornecida com o
tempo e custo o daqueles que gravaram
seus vídeos e enviaram para a emissora.
Cuidado, hein, tem que gravar na hori-
zontal... Hahahahah.
A Globo não investiu nenhum centavo e
ainda pode vender os perfis para os can-
didatos.
Outra questão é que a mídia sempre ten-
tou, e com sucesso, escolher os pré-can-
didatos, induzindo o eleitor, lentamente e
de forma quase imperceptível, a votar no
candidato de sua preferência. A TV Glo-
bo se comportou assim na eleição da Dil-
ma e agora está bastante comprometida
a derrubar o Bolsonaro ao mesmo tempo
em que não desiste do presidiário Lula.
Mas, antes de iniciar
a sua campanha para
o seu candidato à
presidência da Repú-
blica, a Globo precisa
derrubar o péssimo,
horrível e @!#$%!
do Marcello Crivella,
amarra cachorro do
tio Edir Macedo,
que faz um “gover-
no” fundamentalista
evangélico que visa
o poder e uma futura
candidatura à presi-
dência, num futuro
próximo.
Com sinceridade,
fiquei com relativa
pena dos cariocas
quando a eleição
para prefeito do Rio
foi para o segundo
turno com o Freixo.
Quanta falta de op-
ção! Deu no que deu.
Nem sei se seria pior
com o Freixo, que
tem uma visão míope
da cidade e de seus
eleitores. Mas a Glo-
bo insiste em Lula,
mesmo sabendo que
o seu status de presi-
diário não lhe permitirá concorrer; mas a
Globo quer porque quer saber quem ele
apontará. Está difícil para o Lula porque a
grande maioria dos seus escolhidos está
enrolada com processos criminais espa-
lhados pelo Brasil.
E o Ibope, Datafolha, Sensus, Vox Populi?
Será que já escolheram os seus candida-
tos? Ou será que já foram escolhidos por
eles? Na verdade, com a Rede Globo ou
não, com os institutos de pesquisas ou
não, quem está aí são as velhas e sempre
eleitas “raposas” da política brasileira.
Todos representam a mesmice política,
o continuísmo do mal, o feudo político,
o falso socialismo, o isolamento do mer-
cado global, o excesso de impostos e o
Estado que tem tantas estatais que até
fabrica preservativos/camisinha estatal; a
Natex dá prejuízo e está fechando as por-
tas. Isso sem contar que de forma inédita,
uma empresa monopolista dá prejuízos,
como Correios, verdadeiro armário em-
butido com 1000 portas e 10 mil cabides
de empregos. O que chamo de “velharia
política” engloba os atuais governantes,
que não dispensam as mordomias e que
andam de helicóptero, mas seus hospitais
públicos agonizam sem macas, médicos
e leitos.
São esses que não podem ser reeleitos.
Muito menos os que estão presos.
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Conexões erialencar.arte@gmail.com
E! Games
dizjornal@hotmail.com
Geek & Game
A
conteceu no último fim de semana,
a Geek & Games, um festival de
cultura pop dedicado a criadores
e consumidores do mundo dos games. Na
programação diversos games, atores, in-
fluenciadores digitais, escritores e até mes-
mo quadrinistas.
Os amantes de literatura, HQs, mangás e
super-heróis, além de gamers, cosplayers
e jogadores de games off-line, como tabu-
leiro e cartas, puderam “trocar figurinhas”
em espaços pensados especialmente para
todos eles. Em 2017, aproximadamente
30 mil pessoas passaram pelo evento; ain-
da sem números oficiais, mas ao que tudo
indica, essa marca foi superada esse ano.
A programação apresentou as mais dife-
renciadas áreas, com jogos de tabuleiro,
quadrinhos, quadrinistas exibindo seus de-
senhos feitos na hora, concurso de cosplay,
área infantil e disputas de e-sports em telão.
No espaço denominado: “Área Geek Sta-
tion” aconteceu bate-papos, discussões
e performances durante os três dias do
evento; e contou com a presença de ato-
res internacionais, quadrinistas consagra-
dos e celebridades do mundo digital, como
youtubers das mais diversas áreas: games,
cinema, séries, humor, anime e cosplayers.
Entre eles: Tom Wlaschiha - O Homem Sem
Face JaqenH’ghar da série Game ofThro-
nes, Edgar Vivar - Seu Barriga/ Nhonho da
série mexicana Chaves e Ana de laMacorra
- A Paty da série mexicana Chaves.
O festival ainda possibilitou o conhecido
“Meet&Greet”, um dos espaços mais aguar-
dados por todos os fãs, e onde estes pu-
deram registrar um momento especial com
o seus ídolos: dentre eles vale ressaltar a
presença de Ana de laMacorra, Edgar Vivar,
Tom Wlaschiha, Anderson Gaveta, Affonso
Solano; ainda, Charles Emmanuel, Ricardo
Juarez e Ed Gama, AuthenticGames, Casa
do Kame, Mikannn e Haru, Castro Bro-
thers, Choque de Cultura, Cid Cidoso (Não
salvo), Detonator, Eduardo Spohr, Diogo
Andrade, Affonso Solano, Vivi Maurey, Fri-
ni Georgakopoulos, Luiza Trigo, Luciano
Cunha (O Doutrinador), Matando Robôs
Gigantes & Garotas Geeks, Muca Muriço-
ca, Rodney Buchemi, Cris Peter, Fernando
Caruso, Guilherme Balbi, Tauz. Uffa!
Defunto Pobre
Amorte da uma médica brasileira, Raynéia Gabrielle Lima,
na Nicarágua, assassinada por agente paramilitar virou
caso de contenda diplomática, onde o Itamarati pede se-
veras explicações às autoridades daquele país. Entretanto,
todo dia, ou pelo menos um dia ou outro, morre gente aqui
no Brasil, especialmente no Rio de Janeiro, sem que tenha,
ao menos, uma solução policial, apresentando os culpados,
e uma Justiça Imparcial e severa punindo estas indesejáveis
atuações. Fora o caso da vereadora Mariele Franco e seu
motorista, que ganhou projeção nacional, (e muita gente
está usando política e eleitoralmente esta morte), os casos cotidianos, de pobre viventes
em comunidades, vítimas do fogo cruzado, ou ainda policiais militares, caem no esque-
cimento.
Há uma ligeira comoção, protestos pasteurizados, e no dia seguinte, “que venha o próxi-
mo”, vítima da nossa complacência com bandidos, milicianos, ou outra categoria extermi-
nadora, ainda não catalogada.
É a historia prática de só se queimar vela com “defunto importante”; pelo menos no
conteúdo do fato. O resto (que é considerado resto) que se dane. Defunto pobre não dá
mídia. Lamentavelmente!
Mundos Diferentes Misturados
Quando comprei a minha casa no bairro de São
Francisco, neste pedaço onde moro, já existia a
Comunidade da Grota. Os episódios ruins apareciam
pontualmente e não preocupavam. Hoje com o tráfi-
co implantado, e dominante, a coisa mudou. De vez
em quando, e outra também, acontecem tiroteios,
interditam o acesso (e ninguém é doido de passar
por lá), e até mesmo os Postos de Saúde da Prefei-
tura, fecham. Os funcionários para se resguardarem,
vão embora.
Já tentei vender o imóvel e ir para outro lugar, mas, com essa mistura de bairro de classe
média, com comunidade, tráfico de drogas e tiros, não consigo um preço que me dê
condições de comprar outro imóvel em lugar seguro. Quem se dispõe a pagar, oferece
ninharia. Ou seja: trabalhei para construir um patrimônio, que hoje, pela insegurança e
criminalidade, não vale quase nada! Apesar disso, o IPTU nada mudou. Pelo contrário.
Todo ano aumenta o valor. Quem aguenta isso?
Futuras Eleições
Enquanto o prefeito de Niterói, Rodrigo Neves, se prepara para concorrer nas eleições
de 2020 a cidade está largada e muito suja. Como ele não vai poder concorrer em Ni-
terói, pois já foi prefeito duas vezes, a solução para não sair da política, é concorrer à vaga
de prefeito de São Gonçalo. Acreditem ou não, é o que mais se comenta nos ambientes
da política de rua. Talvez se explique o desinteresse pela cidade de Niterói. Fica prefeito
de um município enorme, fica dois anos e aí, vem candidato a governador.
Dessa vez, com o Estado falido e a Lavajato na porta, preferiu se proteger, ficando quieto
no seu canto até passar a tempestade de denúncias e processos.
Isto é Brasil! Isto é o pobre Rio de Janeiro.
Niterói
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Renda Fina
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Edição na internet para Hum milhão e 800 mil leitores
Internet
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Aniversariantes da Edição
Claudio Vianna Elaine Resende Ernesto Guadelupe Gabriel Moura Dandan Amora Sonia Andradelima
Posse na Academia Niteroiense de Letras
Dados Desprotegidos
U
m site intitulado “Tudo sobre
todos” está sob investigação do
Ministério Público do Distrito
Federal, sob a acusação de vender infor-
mações dos cidadãos brasileiros (nome,
endereços, CPF, data de nascimento, pa-
rentes, empresas, perfis em redes sociais
e nomes de vizinhos). Segundo o MP, a
página cobra partir de R$ 30 por um pa-
cote de consulta e venda de dados.
O site vendas Mercado Livre bloqueou a
conta utilizada pela página para comer-
cialização dos dados. Além da suspensão
o Mercado Livre repassou ao Ministério
Público os dados cadastrais utilizados
pelo site “Tudo sobre todos”. Os dados
fornecidos pelo Mer-
cado Livre indicam
que o domínio está
registrado na Suécia,
agora o MP tentará
localizar os respon-
sáveis pela manuten-
ção do site.
O inquérito civil foi
instaurado no dia 22
de junho, e segundo
a justiça a prática
é ilegal, por ferir o
Marco Civil da Inter-
net que assegura aos
cidadãos os “direitos
de inviolabilidade da intimidade e da vida
privada, bem como o direito de não for-
necimento a terceiros dos dados pessoais.
Será que a justiça sabe que o Google e
o Facebook violam essas regras todos os
dias e ninguém faz nada?
Os acusados, o site “Tudo sobre todos”,
alegam não ferir qualquer lei e desconhe-
cer o motivo da investigação. Alegam ain-
da que o site é quase “filantrópico”, pois
com o serviço prestado, ajudam centenas
de pessoas a encontrarem seus familiares
e amigos. Alegando ser possível ler diver-
sos relatos de famílias que se reencontra-
ram graças ao site.
Alberto Araújo
Discurso de Posse Jordão Pablo do Pão na ANL Marcia Pessanha, Waldenir de Bragança, Liane Arêas e Jordão Pablo do Pão
Tomou posse na Academia Niteroiense de Letras o novo acadêmico Jordão Pablo de Pão, em cerimônia festiva no Solar do Jambeiro, no dia 25 passado. Na oportunidade, lançou o
livro “O Mar de meu Velho” e ainda recebeu uma a Medalha José Cândido de Carvalho, da Câmara dos Vereadores de Niterói, através do vereador Leonardo Giordano. Foi uma
festa muito prestigiada por intelectuais, artistas e sociedade do município.

Diz Jornal - Edição 203

  • 1.
    Niterói 27/07 a 08/08/18 www.dizjornal.com ZonaSul, Oceânica e Centro de Niterói 2ª Quinzena Nº 203 de Julho Ano 10 de 2018 ThaisBrotto*Makeup:ClaudioCosta*Foto:JulioCerino Edição Online Para Um Milhão e Oitocentos Mil Leitores Circula por 15 dias 16 Mil Exemplares Impressos Diz: A Verdade Escrita Diretor Responsável: Edgard Fonseca Página 03 do Caos. Manobras na Beira
  • 2.
    Niterói 27/07 a 08/08/18 www.dizjornal.com 2 Informes Expediente EdgardFonseca Comunicação Ltda. R Otavio Carneiro 143/704 - Niterói/RJ. Diretor/Editor: Edgard Fonseca Registro Profíssional MT 29931/RJ Distribuição, circulação e logística: Ernesto Guadelupe Diagramação: Eri Alencar Impressão: Tribuna | Tiragem 16.000 exemplares Redação do Diz R. Cônsul Francisco Cruz, nº 3 Centro - Niterói, RJ - Tel: 3628-0552 |9613-8634 CEP 24.020-270 dizjornal@hotmail.com www.dizjornal.com Os artigos assinados são de integral e absoluta responsabilidade dos autores. Edição na internet para Hum milhão e 800 mil leitores Distribuidora Guadalupe 25 Anos de bons serviços Jornais Alternativos - Revistas - Folhetos - Encartes Demonstração de Placas Sinalizadoras Entrega de Encomendas e Entregas Seletivas Niterói - Rio de Janeiro - São Gonçalo - Itaboraí - Teresópolis - Petrópolis - Maricá - Macaé guadajornalista1@gmail.com 21 - 98111-0289 96474-3808 | 96467-3995 97407-97707 DG Catavento é lançado no Campo de São Bento Neste domingo, dia 28, será lançado o CD infantil “Catavento”, de autoria de Gustavo Stephan. Catavento é o primeiro trabalho musical de Stephan, com influência de Milton Nasci- mento, Bia Bedran, Beatles, Caetano Ve- loso, Palavra Cantada, Bach, entre outros; e quase todas as letras e músicas são de Gustavo. Apresentado por Bia Bedran, o CD Cata- Apesar do bom relacionamento com ou- tros candidatos a presidência da Ordem dos Advogados da Seccional do Rio de Ja- neiro, o advogado Claudio Vianna, começa a reconhecer seus parceiros nas próximas eleições da Ordem; onde ele também é can- didato na Seccional de Niterói. Por absoluta espontaneidade e afinidade com Luciano Bandeira começaram a conversar e afirmar apoio, um ao outro. Já se conhecem de lon- ga data, e Claudio é incansável nas suas afir- mações a respeito da determinação e cará- ter do Bandeira. Ele disse: “O que faz com Afinidades e Princípios vento traz para as crianças de todas as ida- des canções que estimulam a curiosidade, a inteligência, o afeto e as percepções do universo infantil. No lançamento haverá um show gratuito, no “II Arraial do Paschoal”, a partir das 13h30, no Centro Cultural Paschoal Car- los Magno, no Campo de São Bento, em Niterói. que eu tenha identificação com Luciano é sua objetividade e coerência. Por mais que esteja se preparando para uma eleição, ele rejeita especulações e meias verdades. Com ele é o que tem quer ser, da forma que deve ser, independente de agradar ou não. Ele é verdadeiro! Vai se eleger com este “arsenal de princípios”. E isso faz com que eu me alinhe com ele. É que eu também desejo isso. Efetividade para o coletivo, adaptando divergências sem desequilíbrios e favoreci- mentos. O melhor para todos, com amplo diálogo, mas com firmeza nos princípios.” Claudio Vianna e Luciano Bandeira
  • 3.
    Niterói 27/07 a 08/08/18 www.dizjornal.com 3 Documento Manobrasna Beira do Caos A pergunta que todos nós fazemos é: “o que faremos para sairmos da situação que nos encontramos? Que tipo de país é este, que não conseguimos decodificá-lo, compre- ender o mal que nos aterroriza, que desconfiamos das instituições públicas e em grande parte das particulares também? Acreditamos que o primeiro passo é buscar informação; assim podermos analisar e entender os fatos da atualidade, embasados num conhecimento do passado. É preciso en- tender que se ficamos inertes nos tornamos alvo fixo, e mais fácil de ser capturado e aniquilado. É urgente reagir e criar movimentos contínuos de resistência. Ou caminhamos em grupos organizados ou seremos engolidos pelas “feras da atualidade”. V amos elencar as principais razões que nos levou ao atual quadro de desalento e de dificuldades crescentes. Voltemos no tempo para reconhecermos o caminho percorrido. Vamos tomar por base a nossa origem. Fomos colônia, dependentes e submissos a poderes externos e fomos espo- liados sistematicamente, até chegarmos aos tempos da “Independência do Brasil”. Uma in- dependência sem apoio popular, principalmente porque na época a população tinha em torno de 80% de escravos, que não tinham direitos, nem voz. Restavam as elites, e muitos ainda mantiam interesses e alianças com os colonizadores. Demoramos a fazer a primeira constituição e Pedro I, um monarca útil aos interesses da época, mas, muito autoritário, desconsiderou a primeira versão e com seus pares elaborou outra, que contemplava seus interesses. Ele não era político e suas atitudes desagradavam à maioria. Sofria acirrado combate por parte dos jornalistas da época, O seu desgaste como monarca indefinido e ainda com interesses em Portugal, o fez desistir do Brasil, passando o trono para o filho de cinco anos, o D, Pedro II. O país foi governado até a sua maioridade por Regentes, com especial atuação de José Bonifá- cio de Andrada e Silva. Pedro II foi um monarca mais educado e pre- parado, período em que a Nação evoluiu cultu- ralmente, tornou-se economicamente próspera e reconheceu direitos e deveres. Destacou-se no cenário internacional e foram quase seis décadas de aprovação da grande maioria. Os dois filhos homens de Pedro II morreram, res- tando-lhe apenas a sucessão por uma filha, que também não tinha interesse em reinar. Pedro II envelheceu e a sua saúde precária o fez entre- gar a regência da Nação nas mãos da sua filha Isabel, que tomou decisões importantes como a Abolição da Escravatura, fato que contribuiu para a decadência e queda da monarquia. Improvisadamente proclamaram a Repú- blica, onde apareceram grandes dificul- dades administrativas, políticas e sociais. A partir de 1917, com o evento da Revolução Russa, deu-se inicio aos reflexos do comunismo no mundo e a essa influência passou a existir no Brasil. No auge, o impé- rio soviético chegou a comandar 40 países no mundo. Eram severos nas suas iniciativas e, para varrer o passado executaram o czar Nicolau II, sua mulher, seu filho, suas quatro filhas, e funcionário, em julho de 1918. O comunismo inspirou-se nas idéias do filóso- fo alemão Karl Marx (1818-1883), que pre- gava a união dos operários do mundo para criar uma nova sociedade, sem Estado e sem classes, com base na propriedade coletiva dos meios de produção. Embora, na prática, os di- rigentes soviéticos sempre alimentaram práticas contrárias a estes princípios e sempre viveram em castas, na mais perfeita opulência. A ré- gua da igualdade proletária era para o povo. Para quem “comandava”, o luxo sempre foi a marca determinante. Estas práticas se repetiram em outras nações comunistas, como é o caso de Fidel Castro, em Cuba, que sempre acumu- lou fortunas, ou mesmo o mais recente, Hugo Chaves da Venezuela. O uso da força sempre foi um instrumento de manutenção do poder e nunca aceitaram conviver com idéias que ques- tionassem ou ameaçassem o poder absoluto. Em 1919 foi criada a Internacional Socialista e em 1922, em Niterói foi fundado o primeiro Partido Comunista no Brasil, o PCB. Desde esta época o Brasil se debate como idas e vindas desse montante ideológico. Ele sempre causou controvérsias por ser contra ao capitalismo, ain- da que democrático. O comunismo, por ser um regime autoritário e dominador, gerou conflitos por toda nossa história recente. Concomitante- mente, surgiram na Europa os movimentos Fas- cistas e Nazistas, de extrema direita. Eles tam- bém tiveram lugar no Brasil, e o jornalista Plínio Salgado criou o partido Integralista, movimento de extrema direita que combatia frontalmente o comunismo. O comunismo se fortalece e através de Luis Carlos Prestes partem para uma tomada de poder que se chamou “Intentona Comunis- ta”. Na época o presidente Getúlio Vargas, que flertava com o Fascismo e o Nazismo, consegue abafar a revolta, mandando prender os revol- tosos, fato que lhe possibilitou dar um golpe e criou o Estado Novo. Este foi um período de muitas paixões ideológicas, e Getúlio apesar de ditador, tinha a simpatia de grande parte da po- pulação pobre do Brasil. Como toda ditadura, reprimiu e sacrificou muita gente, mas, perdeu o controle, que o levou a uma situação de im- passe que ele resolveu com um tiro no próprio peito. Após este período configurou-se a lide- rança de um jovem político mineiro, chamado Juscelino Kubitschek, que fez um governo de grandes transformações, incluindo a constru- ção de Brasília, a nova capital Federal. Nesse período, sofreu tentativas de golpes, a inflação cresceu e apareceram denúncias de corrupção. Baseado nessas dificuldades propiciou o sur- gimento da figura culta e autoritária de Janio Quadros, com sua retórica moralizadora, onde o símbolo de campanha que era uma vassoura, que iria simbolicamente varrer do Planalto toda “sujeira e corrupção” existente no governo de Juscelino. Era a consagração da UDN (União Democrática Nacional), que de forma populis- ta fascinou multidões. Janio Quadros venceu as eleições, mas como era radical e autoritário, consequentemente, sem apoio do Congresso, não conseguiu governar o que resultou na sua tumultuada renúncia. O vice de Janio era João Goulart, de idéias socialistas, Ele era cunhado de outro líder de esquerda, o governador Leo- nel Brizola. A postura insegura e ameaçadora de Jango, e o crescimento de movimentos so- cialistas, resultaram no golpe militar de 1964, com a deposição e deportação de João Goulart. Iniciou-se ali um período de mais de duas dé- cadas de repressão política e social, com gra- ves seqüelas no tecido social brasileiro. Veio a abertura e redemocratização do país, elegen- do Tancredo Neves para presidente, que por razões misteriosas “adoeceu” e morreu sem tomar posse. Após novo momento de incerte- zas, assume o vice, José Sarney. O Brasil estava esfacelado econômica e financeiramente, resul- tando em planos mirabolantes, inclusive com a troca da moeda brasileira, de Cruzeiro para Cruzado, que mais tarde daria lugar ao Real. Passamos pelo governo de Fernando Collor, com confisco da poupança Nacional e falhas de comportamento que resultou no impedimento do presidente. Como tinha um vice legalmente eleito, Itamar Franco (tido como “meio doido”), assumiu a presidência e fez, apesar de muitos desacertos, o governo mais sério e propositivo do período pós ditadura militar. Chegou a vez do PT. O discurso era de espe- rança e transformações, onde o povo, princi- palmente os mais pobres seriam os maiores contemplados. Esse discurso, com todas as marcações da cartilha comunista, pôs em prá- tica os ideais neo-comunistas, advindos desde o início dos anos noventa, no pós queda do muro de Berlim e conseqüente esfacelamento da União Soviética. Para compensar a queda e fracasso comunista, Lula, Fidel Casto, Hugo Chaves e outras lideranças na America Latina criam o “Foro de São Paulo”; que consiste da criação de um estado socialista único composto por países da região, com estrutura e filosofia comunista. Rebatizaram a nova entidade com o nome de República Bolivariana. O plano consiste em favorecer e fortalecer os aliados, quebrar a estrutura familiar e social dos países, para que individualizados, ninguém faça resistência ao novo modelo de “República Bolivariana”. A inspiração deste modelo vem sendo gestado desde o início dos anos noven- ta, inspirados nas teorias do filósofo Antonio Gramsci. Ele defendia que a tomada de poder deve ser por cooptação intelectual, e criação de um modelo educacional conveniente. Para ele, o modelo de guerra, é sangrento, oneroso, e com muitas baixas de ambos os lados e sem- pre com a possibilidade de perder o confronto. Assim foi elaborado um Plano de Tomada de Poder, liderado por José Dirceu e outros in- telectuais aliados, usando a figura popular do Lula, como uma espécie de ícone, produzido por ideólogos, marqueteiros e publicitários. A cristalização dessa imagem custou milhões em comunicação. Se observarmos, veremos que desde que Lula assumiu, a organização tratou desestruturar o Estado, sucatear e espoliar as estatais, quebrar o sistema financeiro, e apode- rar-se de tudo que pudessem. Desviar recursos nacionais para outros países do pacto (Foro de São Paulo), incluindo financiar republiquetas ditatoriais africanas para criação de locais de esconderijo, em caso de necessidade de fuga, ou dar sumiço em opositores; ocupar todos os postos chaves do país, para aparelhar e con- fundir, até mesmo a Constituição, incluindo desmoralizar o Congresso e os Tribunais Supe- riores. Nessa empreitada de aparelhamento eles iniciaram pelas escolas e universidades, criando uma geração de “cerebralmente lavados”. Esta cooptação inclui professores, artistas, intelectu- ais, jornalistas, para reverberar ao máximo as teorias do processo. Estes “soldados” serão os responsáveis pela formação intelectual condi- cionada de uma geração inteira, desprovida de valores morais, de definição sexual, sem desejos de agregar parentes ou mesmo um desinteresse e desrespeito pelo “conceito de família”. “Cria- ram, com pretextos “aparentemente nobres”, o Estatuto de Desarmamento”. Com isso obtive- ram uma população inteiramente desarmada e incapaz de reagir em caso de golpe de Estado. Armaram os chamados “Movimentos Sociais” constituindo-se em milícias camponesas e ago- ra, também urbanas. Também fazem pactos com organizações criminosas para promover desordem social e imposição pelo medo. A única e inesperada situação que os conduziu a falhar foi o desejo e delírios de riqueza que os dirigentes da organização passaram a ter. Per- deram a dimensão do apoderamento e enrique- cimento pessoal. Todos se locupletaram pesso- almente de forma tão desmedida que causaram desequilíbrio no sistema; e tiveram a má sorte da criação e eficiência da Operação Lavajato. Operação judicial que já prendeu e desmontou boa parte desse sistema cruel. Este fato novo não estava nos planos da grande Organização que se tornou gananciosa, viciada e sem limites. Perderam a dimensão, o senso grupal e objeti- vo, como todos os ditadores, intoxicados ao enriquecerem assustadoramente, sentindo-se imperadores onipotentes! Este é o panorama que nos ameaça atualmente. A serpente pensante, apesar de condenado a mais de 30 anos de cadeia, está solto e tra- mando um golpe. Este ainda é um braço ativo da organização, implantado no STF, que está garantindo a liberdade do “capo”. A cartilha comportamental dessa organização os conduz a mudar de direção toda vez que perderem uma disputa, minando a credibilidade dos pleitos, e acusando os opositores sem critérios lógicos, que tudo é uma conspiração contra eles e que tudo se resume num golpe! Pois este é o princi- pal cerne do seu pensamento: o grande golpe.
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    Niterói 27/07 a 08/08/18 www.dizjornal.com -A Sala de Cultura Leila Diniz (Rua Prof. Heitor Carrilho, 81 - Centro, Niterói) realiza o Programa Aprendiz/Música na Escola, dia 25 de julho, 4ª feira, às 12h30. Entrada franca. - A Sala Carlos Couto (Anexo do Teatro Municipal de Ni- terói - Rua XV de Novembro, nº 35 - A Galeria de Arte La Salle (Rua Gastão Gonçalves, nº 79 - Santa Rosa) expõe, em parceria com o Museu da Vida/ Fiocruz, "Nós no mundo". Visitação gratuita de 2ª a 6ª, das 9 às 21 horas; sábados, das 9 às 14 horas. - Centro) apre- senta "Mundo Giramundo", ex- posição de bone- cos da trinca Ál- varo Apocalypse, Tereza Veloso e Madu. A visitação é gratuita e fica até 31 de julho. 4 Cultura Paulo Roberto Cecchetti cecchettipaulo@gmail.com annaperet@gmail.com DIZ pra mim... (que eu conto) Anna Carolina Peret Edição na internet para Hum milhão e 800 mil leitores Verde & Amarelo C omo venho tentando ressaltar em meus textos, que o mercado cine- matográfico brasileiro tem se forta- lecido - e muito! - nos últimos tempos. É notório, não apenas pelo número de filmes nacionais que chegam aos cinemas, mas também pelo tempo que lá permanecem, com boas audiências e críticas favoráveis. Ou seja, podemos concluir que houve um salto não apenas quantitativo, mas também (e, principalmente), qualitativo nas produ- ções. Se, outrora, precisávamos de legisla- ção que agia de forma compulsória a man- ter os longas nacionais sendo projetados nas salas de todo país, hoje, o público pa- rece gostar cada vez mais que esses filmes sejam, de fato, cada vez mais, fortalecidos, difundidos e ofertados. A meu ver, esta já é uma grande vitória! Po- rém, fico extremamente feliz quando perce- bo que o Brasil mostra, dia-a-dia, que real- mente nasceu para a Sétima Arte. E vemos isso quando somos impactados por produ- ções das mais diversas vertentes, invadindo o cenário de forma destemida e com muito tutano. É raro eu não ir ao cinema e não constatar que há, pelo menos, um bom filme brazuca em cartaz. Os mais jovens podem não dar conta disso, todavia, quero deixar bem claro: acreditem, meus ami- gos, isso não foi sempre assim! Há bem pouco tempo atrás, película nacional era rara e, geralmente, rotulada e olha- da “de lado” por todos. Ainda bem que esta situação está mudando! Uma boa prova disso é poder (com sorriso no rosto) falar aqui sobre mais um longa nacional que me enche de orgulho: “Uma Quase Dupla”. Al- guns críticos andam dizendo que este é apenas mais uma produção para chamar atenção dos fãs e atrair divisas. Sim, pode até ser. Foi, inclusive, dessa forma, que o mercado cinematográfico norte-americano chegou onde está. E, diga-se de passagem, tornando-se uma indústria milionária, que emprega muito. O que quero perguntar é: qual o problema haver lucro derivado do Cinema, se ele é capaz de gerar empregos e ser uma parte expressiva da economia? Eu entendo que, filosoficamente falando, a finalidade da Arte não deve ser o lucro. E eu apoio essa ideia. Por outro lado, se der lucro e ajudar o meu povo, que mal tem? Pois bem, voltando a falar de “Uma Qua- se Dupla”: eu amei a película! A direção conta com a experiência de Marcus Baldini, responsável por “Bruna Surfistinha” e “Os Homens São de Marte... E é Para Lá que Eu Vou”. E o casal de protagonistas, sim- plesmente, encanta. Não apenas pela fama e pelo currículo que ambos possuem indi- vidualmente, mas também pela química que rolou entre Tatá Werneck e Cauã Reymond. A atriz já é conhecida por sua inegável veia cômica. Cauã, por outro lado, vem de uma carreira mais diversificada, porém, deixa clara aqui a sua qualidade cênica em co- médias. Durante o longa, nota-se que, mesmo com um roteiro afiado, a dupla de protagonistas teve a liberdade de fazer uso da improvisa- ção, o que confere fluidez às cenas. Alguns espectadores sentiram exagero na tentativa de provocar o riso. Eu não percebi. Talvez, por estar acostumada com a comédia ame- ricana, vejo o humor nacional como sendo bem mais brando, mesmo quando se tenta fazer rir. E, quem conhece a atriz Tatá Wer- neck, sabe muito bem que sua postura é a de uma atriz de stand up. Nota-se, inclusi- ve, a todo o momento, que é ela que está no comando das cenas. Talvez, mais do que o próprio diretor. Cauã, de forma bastante confortável, se delicia neste embalo cênico. Tatá “chama” Cauã para um baile, o con- duz na dança cinematográfica e lhe entrega uma boa parceria, neste filme que acaba por surpreender a platéia. Vale também desta- car o elenco de apoio que, assim como a dupla principal, dá um colorido às cenas, não passando despercebido. Aplausos para as atuações de Louise Cardoso, Ary França, Alejandro Claveaux, Luciana Paes e Augus- to Madeira. E eu fico maravilhada em poder dirigir meus textos a criticas de filmes nacionais. É cla- ro que amo o cinema europeu, por exem- plo, e fico feliz em poder degustá-lo. Por outro lado, é tão bom saber que há uma arte crescente em nosso próprio território. É representatividade brasileira no cinema, de forma não forçosa, mas sim, legítima. Faço votos de que evolua e conquiste mais e mais espaço! - O Centro Cultural Correios Niterói (Av. Visconde do Rio Branco, nº 481 - Centro), vem apresentando inúmeras ex- posições com destaque para: "A arte do objeto", de Clau- tenes Aquino, até 02 de agosto; "Potências periféricas", de Marcelo Resende, até 18 de agosto; "Quarto de Hipólita", de Júnia Azevedo, até 08 de setembro; "Ferro", de Ricardo Hachiya, até 29 de setembro. Visitação gratuita, das 11 às 18 horas. - A pianista internacional Lícia Lucas se apresenta na Fundação Cultural Ava- tar (Rua Pereira Nunes, nº 141 - Ingá) tocando Listz, Brahms, Chopin e Men- delssohn. Dia 29 de julho, domingo, às 12 horas. Entrada com doações de alimentos não perecíveis. Imperdível! - O Cine Jazz exibe o filme "Keith Jarrett - Live in New York" no Solar do Jambeiro (Rua Presidente Domiciano, nº 195 - Ingá) dia 31 de julho, 3ª feira, às 19 horas. Ao final da apresentação o pianista Rafael Vernet fará um recital. - O neo acadêmico Jordão Pablo de Pão, eleito recente- mente para a Academia Niteroiense de Letras/ANL, autor do livro "O Mar do Meu Velho", passa a ocupar a cadeira nº 13, anteriormente ocupada pelo saudoso Emanoel de Bragança Macedo Soares.
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    Niterói 27/07 a 08/08/18 www.dizjornal.com 5 EdgardFonsecaedgardfonseca22@hotmail.com Tomou posse na nossa Academia Nite- roiense de Letras o novo confrade Jor- dão Pablo de Pão. Vai ocupar a cadeira 13 que pertenceu ao jornalista e historiador Emmanuel Bragança de Macedo Soares. Pablo além de escritor é produtor cultural. Fez festa bonita no Solar do Jambeiro, onde ele tem muita intimidade, pois já teve pas- sagem na administração de eventos na casa. O vereador Leonardo Giordano lhe conce- deu a Medalha José Cândido de Carvalho. Salve! Um Novo Confrade Nas Ruas Por Onde Andei Nas Ruas Por Onde Andei é o nome do espetáculo de Tereza Mazeli, que se- gundo ela, traz canções que falam do tem- po que vivemos e que vive em todos nós, lugares, amores e sonhos. Será no Teatro Municipal de Niterói, dia 16 de agosto, quinta feira, às 19h. Duração de 80 min. de voz e doçura. Ingressos a $30 reais, in- teira. Censura Livre. A partir dessa semana acontecerá a definição das campanhas eleitorais. As convenções partidárias se reali- zam, os candidatos a vice de presidente e governadores serão definidos e os demais candidatos a deputados e senadores serão confirmados. O prazo limite é 05 de agosto, Esta redução do prazo das campanhas para 45 dias é uma verdadeira armadilha para os eleitores e para candidatos novos. Como se tornar conhecido e angariar votos em pou- cos dias? Como se não bastasse o sistema eleitoral que é injusto e mascara o real de- sejo do eleitor. Muitas vezes votamos em um candidato, mas elegemos outro, que não votaríamos ou nem conhecemos. A necessi- dade de uma reformulação geral do sistema eleitoral é uma necessidade imperiosa. A grande questão é que os velhos dominado- res do pleito eleitoral conspiram para que mudanças não sejam feitas e se perpetuem no controle da situação. Se assim não fos- se não teríamos mais um Renan Calheiros, cheio de inquéritos e processos nas costas, mas, ao invés de ser punido, continua no po- der e dando as cartas. É o principal exemplo do coronelismo moderno. Teremos certamente uma eleição a ser lem- brada historicamente. Não por méritos, mas por dissabores que virão de qualquer forma. O eleitor menos politizado não quer nem ouvir falar em políticos, e de forma reativa se nega a ir votar, ou anula o voto, contri- buindo, ainda que sem saber, para manu- tenção das “velhas raposas canalhas”. Os mais ou menos informados, aceitam votar, e muitas vezes julgam mal por desconhecer o conteúdo, e se tornam massa de manobra para modismos reativos e oportunistas. Daí, malandramente, surge as manobras, e princi- palmente as campanhas enganadoras, ou até mesmo equivocadas. Vejamos: um candidato como o Bolsonaro, surfa na onda dos milhões de insatisfeitos, que se sentem enganados e se revoltaram contra o modelo corrupto e sem escrúpu- los dos petistas, que depois desta longa aparelhagem cruel e da dilapidação do pa- trimônio público, e dos conceitos de moral e ética, ainda se apresentam com salvado- res do povo. Desta forma, pessoas que não são simpatizantes da direita, ou nem tem conhecimento disso, se identificam com o discurso moralista e reformador, ainda que o candidato, não possua base de conheci- mento técnico e político para afetuar as “tais mudanças”. O discurso reativo do Bolsona- ro é apenas oportuno diante da negação do modelo existente, que levou o país a esta situação de penúria econômica, financeira e moral. Qualquer um que se apresente como Possibilidades no Ar anti-PT vai angariar seguidores e muitos eleitores. É a figura do oposto. Entretanto, neste caso, num país de grande extensão, com as dificuldades existentes, tanto do mo- delo eleitoral, como a falta de recursos para apresentar uma proposta de governo em toda sua extensão territorial, não vai conse- guir aglutinar votos suficientes para vencer um pleito complicado como este; além da falta de estrutura corporativa e partidária do PSL. Até o momento Bolsonaro dispõe ape- nas de oito segundos de TV e Rádio para os mínimos 45 dias de campanha. É muito pouco. E com apenas os recursos do fundo partidário, não dá para fazer uma campanha deste porte. Conta-se apenas com as redes sociais, que não são suficientes e eficazes para tudo. Este público eleitoral da internet tem um limite, e está sujeito a mudanças de última hora, pelas mais diferentes razões. Este eleitorado “fiel” ao discurso do Jair Bol- sonaro tenta compará-lo a Jânio Quadros, na sua “inflexibilidade moral”. Existem dife- renças clássicas: Jânio era muito mais culto e as suas decisões eram pensadas, (o que não quer dizer que acertava tudo). Bolsona- ro, além de limitado culturalmente, é muito mais radical, o que não lhe permite vislum- brar outras alternativas viáveis. No mais, não se administra um país como o Brasil, com autoritarismo verbal. (É bom lembrar-se da experiência nefasta do Fernando Collor. Sem apoio do Congresso, caiu). Para fazer o que o Bolsonaro diz que irá fa- zer, terá que ter apoio de armas e dar um golpe de Estado. Fechar o Congresso, dis- solver as Cortes Superiores e implantar um regime de força e exceção. Tornando-se um ditador, que seria um desastre, vai errar mais do acertar. O Ciro Gomes é um camaleão convenien- te, um ser mutante. A sua trajetória política desde a origem foi a do autoritarismo de di- reita. Iniciou a carreira política no PDS (Par- tido Democrático Social), legenda sucessora da Aliança Renovadora Nacional (Arena), partido que dava sustentação à Ditadura Militar Brasileira. Nesses 36 anos de mili- tância já passou por sete partidos diferentes (PMBD, PSDB, PPS, PSB, PROS e agora PDT). Apresenta-se de forma oportunista como defensor do Lula e já declarou que só a sua vitoria nas eleições vai tirar o Lula da cadeia. É claro que ele torce para que o Lula continue preso. Se saísse estragaria os seus planos eleitorais. Mas, na intenção de coop- tar o eleitorado petista apresenta-se como “homem de esquerda vocacionado”, o que é uma piada. Essa é a mais incoerente postura. Ciro só conhece e reconhece atitudes rea- cionárias, por seu passado, por sua família, por históricos comportamentos explosivos. Ele tem uma natureza agressiva e apesar da experiência política, (já foi deputado Estadu- al e Federal, prefeito, governador, ministro da Fazenda (Itamar Franco) e ministro da Integração Social de Lula), comete erros elementares de conduta. É advogado e pro- fessor, tem preparo intelectual, mas, falta-lhe equilíbrio emocional. Dispara frases impró- prias e impopulares, costuma xingar os ad- versários e responde a processos por injúria. Desta vez, apesar de todas as críticas que são feitas, Geraldo Alkimim, está fazendo política e campanha para ganhar eleição. Não está se preocupando com a “qualida- de” dos aliados e está fazendo uma ampla e promissora aliança. Está fazendo o mes- mo que fez Dilma e Lula. Faz uma frente de partidos, ganha corpo eleitoral, aumenta o tempo de TV e rádio e vai ter apoios em to- das as partes do país. Já perdeu uma eleição para presidente e dela tirou ensinamentos. É um homem experiente em administração pública e já governou duas vezes o maior e mais complexo Estado brasileiro, que é São Paulo, mais potente que inúmeros países no mundo. Ele sempre teve oposição dentro do próprio PSDB, que forças, como Fernando Henrique Cardoso, embora não demonstre, sempre “puxa-lhe o tapete”. Aprendeu a en- frentar problemas e mostra-se determinado. Esta nova postura, apesar de perigosa e difa- mante, o levará certamente para o segundo turno. Se ganhar, administram-se as alianças, cumprindo os acordos. Se pisarem fora da linha, quebra-se o acordo e destitui-se o desviante. O Álvaro Dias é um bom candidato, mas, está num partido pequeno, sem expressão nacional e as suas alianças, até o momento, são insuficientes para enfrentar uma campa- nha pelo Brasil. Mas se chegasse ao segundo turno poderia vencer a eleição por seu perfil firme, preparado e que inspira confiança. Jordão Pablo de Pão e Liane Arêas Tereza Mazelli Geraldo Alkimim
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    Niterói 27/07 a 08/08/18 www.dizjornal.com 6 FernandoMello - fmelloadv@gmail.com Fernando de Farias Mello Fernando Mello, Advogado www.fariasmelloberanger.com.br e-mail: fmelloadv@gmail.com Eleições Plin Plin F azendo uma pequena análise preli- minar dos atuais candidatos à pre- sidência da República, do nosso querido e tropical Brasil, cheguei a con- clusões que, mesmos parciais e passíveis de emendas, demonstram enorme incoe- rência e vícios nos eleitores. Primeiramente, e muito interessante, é que a história detona a validade de várias pesquisas eleitorais e todos os endinhei- rados institutos como, Ibope, Datafolha e etc. Eles acham que sempre pensamos que “estamos sendo levados a acreditar” que tal candidato vai bem, quando esses institutos de pesquisas deveriam forjar uma realidade mesmo. A maior empresa de pesquisas do país é a TV Globo. Com aquele lance de pedir durante os telejornais que os seus teles- pectadores gravem um vídeo informando “o Brasil que eu quero” foi a maior pes- quisa de perfil dos eleitores da história. Totalmente de graça, fornecida com o tempo e custo o daqueles que gravaram seus vídeos e enviaram para a emissora. Cuidado, hein, tem que gravar na hori- zontal... Hahahahah. A Globo não investiu nenhum centavo e ainda pode vender os perfis para os can- didatos. Outra questão é que a mídia sempre ten- tou, e com sucesso, escolher os pré-can- didatos, induzindo o eleitor, lentamente e de forma quase imperceptível, a votar no candidato de sua preferência. A TV Glo- bo se comportou assim na eleição da Dil- ma e agora está bastante comprometida a derrubar o Bolsonaro ao mesmo tempo em que não desiste do presidiário Lula. Mas, antes de iniciar a sua campanha para o seu candidato à presidência da Repú- blica, a Globo precisa derrubar o péssimo, horrível e @!#$%! do Marcello Crivella, amarra cachorro do tio Edir Macedo, que faz um “gover- no” fundamentalista evangélico que visa o poder e uma futura candidatura à presi- dência, num futuro próximo. Com sinceridade, fiquei com relativa pena dos cariocas quando a eleição para prefeito do Rio foi para o segundo turno com o Freixo. Quanta falta de op- ção! Deu no que deu. Nem sei se seria pior com o Freixo, que tem uma visão míope da cidade e de seus eleitores. Mas a Glo- bo insiste em Lula, mesmo sabendo que o seu status de presi- diário não lhe permitirá concorrer; mas a Globo quer porque quer saber quem ele apontará. Está difícil para o Lula porque a grande maioria dos seus escolhidos está enrolada com processos criminais espa- lhados pelo Brasil. E o Ibope, Datafolha, Sensus, Vox Populi? Será que já escolheram os seus candida- tos? Ou será que já foram escolhidos por eles? Na verdade, com a Rede Globo ou não, com os institutos de pesquisas ou não, quem está aí são as velhas e sempre eleitas “raposas” da política brasileira. Todos representam a mesmice política, o continuísmo do mal, o feudo político, o falso socialismo, o isolamento do mer- cado global, o excesso de impostos e o Estado que tem tantas estatais que até fabrica preservativos/camisinha estatal; a Natex dá prejuízo e está fechando as por- tas. Isso sem contar que de forma inédita, uma empresa monopolista dá prejuízos, como Correios, verdadeiro armário em- butido com 1000 portas e 10 mil cabides de empregos. O que chamo de “velharia política” engloba os atuais governantes, que não dispensam as mordomias e que andam de helicóptero, mas seus hospitais públicos agonizam sem macas, médicos e leitos. São esses que não podem ser reeleitos. Muito menos os que estão presos.
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    Niterói 27/07 a 08/08/18 www.dizjornal.com 7 Conexõeserialencar.arte@gmail.com E! Games dizjornal@hotmail.com Geek & Game A conteceu no último fim de semana, a Geek & Games, um festival de cultura pop dedicado a criadores e consumidores do mundo dos games. Na programação diversos games, atores, in- fluenciadores digitais, escritores e até mes- mo quadrinistas. Os amantes de literatura, HQs, mangás e super-heróis, além de gamers, cosplayers e jogadores de games off-line, como tabu- leiro e cartas, puderam “trocar figurinhas” em espaços pensados especialmente para todos eles. Em 2017, aproximadamente 30 mil pessoas passaram pelo evento; ain- da sem números oficiais, mas ao que tudo indica, essa marca foi superada esse ano. A programação apresentou as mais dife- renciadas áreas, com jogos de tabuleiro, quadrinhos, quadrinistas exibindo seus de- senhos feitos na hora, concurso de cosplay, área infantil e disputas de e-sports em telão. No espaço denominado: “Área Geek Sta- tion” aconteceu bate-papos, discussões e performances durante os três dias do evento; e contou com a presença de ato- res internacionais, quadrinistas consagra- dos e celebridades do mundo digital, como youtubers das mais diversas áreas: games, cinema, séries, humor, anime e cosplayers. Entre eles: Tom Wlaschiha - O Homem Sem Face JaqenH’ghar da série Game ofThro- nes, Edgar Vivar - Seu Barriga/ Nhonho da série mexicana Chaves e Ana de laMacorra - A Paty da série mexicana Chaves. O festival ainda possibilitou o conhecido “Meet&Greet”, um dos espaços mais aguar- dados por todos os fãs, e onde estes pu- deram registrar um momento especial com o seus ídolos: dentre eles vale ressaltar a presença de Ana de laMacorra, Edgar Vivar, Tom Wlaschiha, Anderson Gaveta, Affonso Solano; ainda, Charles Emmanuel, Ricardo Juarez e Ed Gama, AuthenticGames, Casa do Kame, Mikannn e Haru, Castro Bro- thers, Choque de Cultura, Cid Cidoso (Não salvo), Detonator, Eduardo Spohr, Diogo Andrade, Affonso Solano, Vivi Maurey, Fri- ni Georgakopoulos, Luiza Trigo, Luciano Cunha (O Doutrinador), Matando Robôs Gigantes & Garotas Geeks, Muca Muriço- ca, Rodney Buchemi, Cris Peter, Fernando Caruso, Guilherme Balbi, Tauz. Uffa! Defunto Pobre Amorte da uma médica brasileira, Raynéia Gabrielle Lima, na Nicarágua, assassinada por agente paramilitar virou caso de contenda diplomática, onde o Itamarati pede se- veras explicações às autoridades daquele país. Entretanto, todo dia, ou pelo menos um dia ou outro, morre gente aqui no Brasil, especialmente no Rio de Janeiro, sem que tenha, ao menos, uma solução policial, apresentando os culpados, e uma Justiça Imparcial e severa punindo estas indesejáveis atuações. Fora o caso da vereadora Mariele Franco e seu motorista, que ganhou projeção nacional, (e muita gente está usando política e eleitoralmente esta morte), os casos cotidianos, de pobre viventes em comunidades, vítimas do fogo cruzado, ou ainda policiais militares, caem no esque- cimento. Há uma ligeira comoção, protestos pasteurizados, e no dia seguinte, “que venha o próxi- mo”, vítima da nossa complacência com bandidos, milicianos, ou outra categoria extermi- nadora, ainda não catalogada. É a historia prática de só se queimar vela com “defunto importante”; pelo menos no conteúdo do fato. O resto (que é considerado resto) que se dane. Defunto pobre não dá mídia. Lamentavelmente! Mundos Diferentes Misturados Quando comprei a minha casa no bairro de São Francisco, neste pedaço onde moro, já existia a Comunidade da Grota. Os episódios ruins apareciam pontualmente e não preocupavam. Hoje com o tráfi- co implantado, e dominante, a coisa mudou. De vez em quando, e outra também, acontecem tiroteios, interditam o acesso (e ninguém é doido de passar por lá), e até mesmo os Postos de Saúde da Prefei- tura, fecham. Os funcionários para se resguardarem, vão embora. Já tentei vender o imóvel e ir para outro lugar, mas, com essa mistura de bairro de classe média, com comunidade, tráfico de drogas e tiros, não consigo um preço que me dê condições de comprar outro imóvel em lugar seguro. Quem se dispõe a pagar, oferece ninharia. Ou seja: trabalhei para construir um patrimônio, que hoje, pela insegurança e criminalidade, não vale quase nada! Apesar disso, o IPTU nada mudou. Pelo contrário. Todo ano aumenta o valor. Quem aguenta isso? Futuras Eleições Enquanto o prefeito de Niterói, Rodrigo Neves, se prepara para concorrer nas eleições de 2020 a cidade está largada e muito suja. Como ele não vai poder concorrer em Ni- terói, pois já foi prefeito duas vezes, a solução para não sair da política, é concorrer à vaga de prefeito de São Gonçalo. Acreditem ou não, é o que mais se comenta nos ambientes da política de rua. Talvez se explique o desinteresse pela cidade de Niterói. Fica prefeito de um município enorme, fica dois anos e aí, vem candidato a governador. Dessa vez, com o Estado falido e a Lavajato na porta, preferiu se proteger, ficando quieto no seu canto até passar a tempestade de denúncias e processos. Isto é Brasil! Isto é o pobre Rio de Janeiro.
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    Niterói 27/07 a 08/08/18 www.dizjornal.com RendaFina 8 Edição na internet para Hum milhão e 800 mil leitores Internet Laio Brenner - dizjornal@hotmail.com Aniversariantes da Edição Claudio Vianna Elaine Resende Ernesto Guadelupe Gabriel Moura Dandan Amora Sonia Andradelima Posse na Academia Niteroiense de Letras Dados Desprotegidos U m site intitulado “Tudo sobre todos” está sob investigação do Ministério Público do Distrito Federal, sob a acusação de vender infor- mações dos cidadãos brasileiros (nome, endereços, CPF, data de nascimento, pa- rentes, empresas, perfis em redes sociais e nomes de vizinhos). Segundo o MP, a página cobra partir de R$ 30 por um pa- cote de consulta e venda de dados. O site vendas Mercado Livre bloqueou a conta utilizada pela página para comer- cialização dos dados. Além da suspensão o Mercado Livre repassou ao Ministério Público os dados cadastrais utilizados pelo site “Tudo sobre todos”. Os dados fornecidos pelo Mer- cado Livre indicam que o domínio está registrado na Suécia, agora o MP tentará localizar os respon- sáveis pela manuten- ção do site. O inquérito civil foi instaurado no dia 22 de junho, e segundo a justiça a prática é ilegal, por ferir o Marco Civil da Inter- net que assegura aos cidadãos os “direitos de inviolabilidade da intimidade e da vida privada, bem como o direito de não for- necimento a terceiros dos dados pessoais. Será que a justiça sabe que o Google e o Facebook violam essas regras todos os dias e ninguém faz nada? Os acusados, o site “Tudo sobre todos”, alegam não ferir qualquer lei e desconhe- cer o motivo da investigação. Alegam ain- da que o site é quase “filantrópico”, pois com o serviço prestado, ajudam centenas de pessoas a encontrarem seus familiares e amigos. Alegando ser possível ler diver- sos relatos de famílias que se reencontra- ram graças ao site. Alberto Araújo Discurso de Posse Jordão Pablo do Pão na ANL Marcia Pessanha, Waldenir de Bragança, Liane Arêas e Jordão Pablo do Pão Tomou posse na Academia Niteroiense de Letras o novo acadêmico Jordão Pablo de Pão, em cerimônia festiva no Solar do Jambeiro, no dia 25 passado. Na oportunidade, lançou o livro “O Mar de meu Velho” e ainda recebeu uma a Medalha José Cândido de Carvalho, da Câmara dos Vereadores de Niterói, através do vereador Leonardo Giordano. Foi uma festa muito prestigiada por intelectuais, artistas e sociedade do município.