AS FORÇAS ARMADAS TÊM O DEVER SAGRADO DE IMPEDIR,
A QUALQUER CUSTO, A IMPLANTAÇÃO DO COMUNISMO NO BRASIL.
A Marcha da Família
com Deus pela Liberdade
Honras fúnebres aos mortos da Intentona Comunista de 1935
Gen Ex FERNANDO AZEVEDO E SILVA
Ministro de Estado da Defesa
ILQUES BARBOSA JUNIOR
Almirante de Esquadra
Comandante da Marinha
Gen Ex EDSON LEAL PUJOL
Comandante do Exército
Ten Brig Ar ANTONIO C. M. BERMUDEZ
Comandante da Aeronáutica
Brasília, DF, 31 de março de 2019
Marcha da Família com Deus, pela Liberdade. Mais de 500 mil paulistanos
vão às ruas para pedir a intervenção das Forças Armadas em defesa da
Constituição e dos princípios democráticos.
Publicado na Folha de S.Paulo,
sexta-feira, 20 de março de 1964
As Forças Armadas participam
da história da nossa gente, sem-
pre alinhadas com as suas legítimas
aspirações. O 31 de Março de 1964
foiumepisódiosimbólicodessaiden-
tificação, dando ensejo ao cumpri-
mento da Constituição Federal de
1946, quando o Congresso Nacio-
nal, em 2 de abril, declarou a vacân-
cia do cargo de Presidente da Re-
pública e realizou, no dia 11, a elei-
ção indireta do Presidente Castello
Branco, que tomou posse no dia 15.
Enxergar o Brasil daquela épo-
ca em perspectiva histórica nos ofe-
rece a oportunidade de constatar a
verdade e, principalmente, de exer-
citar o maior ativo humano - a capa-
cidade de aprender.
Desde o início da formação da
nacionalidade, ainda no período co-
lonial, passando pelos processos de
Presidente Castello Branco
independência, de afirmação da so-
berania e de consolidação territorial,
até a adoção do modelo republica-
no, o País vivenciou, com maior ou
menor nível de conflitos, evolução
civilizatória que o trouxe até o alvo-
recer do Século XX.
O início do século passado re-
presentou para a sociedade brasi-
leira o despertar para os fenôme-
nos da industrialização, da urbani-
zação e da modernização, que havi-
am produzido desequilíbrios de po-
der, notadamente no continente eu-
ropeu.
Como resultado do impacto
político, econômico e social, a
humanidade se viu envolvida
na Primeira Guerra Mun-
dial e assistiu ao avanço
de ideologias totalitárias,
em ambos os extremos
do espectro ideológico.
Como faces de uma mes-
ma moeda, tanto o co-
munismo quanto o na-
zifascismo passaram a
constituir as principais
ameaças à liberdade e à
democracia.
Contra esses radicalis-
mos, o povo brasileiro teve
que defender a democracia
com seus cidadãos fardados.
Em 1935, foram desarticulados os
amotinados da Intentona Comunis-
ta. Na Segunda Guerra Mundial, fo-
ram derrotadas as forças do Eixo,
com a participação da Marinha do
Brasil, no patrulhamento do Atlânti-
co Sul e Caribe; do Exército Brasi-
leiro, com a Força Expedicionária
Brasileira, nos campos de batalha
da Itália; e da Força Aérea Brasi-
leira, nos céus europeus.
A geração que empreendeu
essa defesa dos ideais de liberdade,
com o sacrifício de muitos brasilei-
ros, voltaria a ser testada no pós-
guerra.Apolarizaçãoprovocada pe-
la Guerra Fria, entre as democra-
cias e o bloco comunista, afetou to-
das as regiões do globo, provocando
conflitos de natureza revolucioná-
ria no continente americano, a par-
tir da década de 1950.
O 31 de março de 1964 estava
inserido no ambiente da Guerra Fria,
que se refletia pelo mundo e pene-
trava no País. As famílias no
Brasil estavam alarmadas e co-
locaram-se em marcha. Dian-
te de um cenário de graves
convulsões, foi interrompida
a escalada em direção ao to-
talitarismo. As Forças Ar-
madas, atendendo ao cla-
mor da ampla maioria da
população e da imprensa
brasileira, assumiram o
papel de estabilização da-
quele processo.
Em 1979, um pacto de pa-
cificação foi configurado na Lei
da Anistia e viabilizou a transi-
ção para uma democracia que
se estabeleceu definitiva e
enriquecida com os apren-
dizados daqueles tempos
difíceis. As lições aprendidas com a
História foram transformadas em
ensinamentos para as novas gera-
ções. Como todo processo históri-
co, o período que se seguiu experi-
mentou avanços.
As Forças Armadas, como ins-
tituições brasileiras, acompanharam
essas mudanças. Em estrita obser-
vância ao regramento democrático,
vêm mantendo o foco na sua missão
constitucional e subordinadas ao po-
der constitucional, com o propósito
de manter a paz e a estabilidade,
para que as pessoas possam cons-
truir suas vidas.
Cinquenta e cinco anos passa-
dos, a Marinha, o Exército e a Ae-
ronáutica reconhecem o papel de-
sempenhado por aqueles que, ao se
depararem com os desafios própri-
os da época, agiram conforme os
anseios da Nação Brasileira. Mais
que isso, reafirmam o compromisso
com a liberdade e a democracia, pe-
las quais têm lutado ao longo da
História.
atinge a massa crítica. A partir daí, a
situação política se torna instável e a
qualquer momento pode dar início ao
que, em Física Nuclear se denomina
reação em cadeia, ou em Meteorologia,
descarga elétrica. Em Física, a reação
em cadeia se dá pela interação entre os
átomos. Na revolução, é a interação
entre indivíduos nas redes sociais.
Se existir doutrina, organização e
estratégia, a revolução pode ser diri-
gida de modo construtivo. Se não, acon-
tece de qualquer jeito, às vezes como
catástrofe.
Pois bem: a revolução de 2018
aconteceu de qualquer jeito, porque
não havia doutrina, nem organização,
nem estratégia (refiro-me a estratégia
revolucionária, não a marketing eleito-
ral). Mas não foi catastrófica porque se
canalizou pelas vias da constituição,
pois o eleitorado de Bolsonaro é ordei-
ro por natureza.
Ao votar nele, o povo disse um
sonoro NÃO à degeneração geral do
País. E Bolsonaro recebeu um mandato
em branco, sem definição da sua mis-
são nem instruções
sobre como vaicumpri-
la. Para mais dificultar
as coisas, ele e sua
equipe juraram cum-
prir a constituição de
1988. Essa é a contra-
dição fundamental do
novo governo. Se fi-
zermos uma lista de
tudo o que os eleitores
rejeitam, veremos que
pode ser sintetizada
num só tópico: rejeita
o espírito e os princí-
pios da constituição de
1988, a qual é o sus-
tentáculo do atual sis-
tema político. E agora?
Ainda é cedo pa-
ra fazer extrapolações
sobre o futuro do no-
vo governo. Mas já dá
para entender pelo me-
nos o jogo de forças.
Dum lado, temos
a decadente oligarquia
política, que ainda do-
mina boa parte do po-
der. Como perdedora, odeia o novo go-
verno e está disposta a derrubá-lo na
primeira oportunidade.
Do lado oposto, temos a massa de
eleitores de Bolsonaro, que continua a
cobrar as ações esperadas do novo go-
verno, as quais praticamente resultari-
am na supressão dessa mesma oligar-
quia política. É bom ter em mente que
esses eleitores são a maioria do povo, e
são a sua melhor parte, porque – repetin-
do – são os que trabalham, estudam e
sustentam o Brasil. Não se confundem
com a ralé mercenária arregimentada pe-
los “movimentos sociais” ou pelas máfias
sindicais. É justo, portanto, chamar essa
maioria simplesmente de povo, na
conotação do artigo 1º, parágrafo único,
da constituição em vigor:
Todo o poder emana do povo, que
o exerce por meio de representantes
* A. C. Portinari
Greggio
* Economista
"Hércules estrangula Anteu -
estátua italiana da Renascença,
autor desconhecido. Para entender
o significado, o leitor deve ler o
último parágrafo deste artigo."
As eleições de 2018
foram muito além
do usual rodízio de no-
mes e cargos. A vitória
de Bolsonaro foi uma revolução, mas
parece que quase ninguém entendeu a
mensagem dos eleitores. Vejamos os fa-
tos. Quem ganhou a eleição presiden-
cial? Foi Jair Bolsonaro, pessoa física.
Ganhou e, com seu prestígio individual,
arrastou ao poder novos governadores
e grande número de parlamentares.
Ganhou e conseguiu mudar o jogo de
forças do sistema político. Sua vitória
foi tão mais impressionante porque, sem
partido, sem financiadores, sem equi-
pe, contra todo o aparato do poder –
políticos, mídia, universidades, inte-
lectualha, artistas, ongues, sindicatos,
professores, institutos de pesquisas, nar-
cotraficantes, direituzumanos, grupos
terroristas, agentes estrangeiros e trai-
dores infiltrados por toda a parte – contra
tudo isso, ele venceu as eleições, e só
não obteve maioria mais absoluta devi-
do às caixas pretas eletrônicas.
Bolsonaro não é o agente causa-
dor dessa revolução. Revoluções não
acontecem pela ação de um indivíduo,
nem sequer por causa de uma ideia. Co-
mo acontecem, então? De modo pareci-
do com os mecanismos econômicos do
mercado. Exemplo: a gilete. A lâmina de
barbear foi inventada por King C. Gil-
lette em 1901. Nesse ano, vendeu cerca
de 200 lâminas. Dez anos depois, a em-
presa tinha fábricas no Canadá e na
Europa e vendia mais de 50 milhões de
lâminas por ano. Qual a razão do suces-
so? A ideia? Ideias não são suficientes.
Em 1901 foram registradas cerca de 30
mil patentes nos Estados Unidos. A
maioria nunca saiu do papel. O elemen-
to principal do sucesso foi a existência
de um público consumidor de milhões
de pessoas cansadas de usar navalhas
ou de ir ao barbeiro. King Gillette não
criou esse público. Ele já existia. Gillette
percebeu a necessidade e criou a solu-
ção. Sem o público, nada teria aconteci-
do.
Assim aconteceu com Bolsonaro.
Desde 1990 ele, por convicção, mar-
chou contra a maré esquerdista que de-
vastava o Brasil. Defendia o Exército e
o regime militar, sem vacilar nem mesmo
em casos extremos como o DOI-CODI e
seu comandante, o Cel Ustra. Assim
militou 27 anos. Certamente não espe-
rava chegar a Presidente. Contentava-
se com o baixo clero do Congresso. O
público da sua revolução ainda não
existia.
Mas o caos aumentava. Crime, cor-
rupção, espertezas, ignorância, sujeira,
cidades pichadas, ruas imundas, povo
mal-ajambrado, vulgaridade, deprava-
ção. A “cultura” – livros, teatro, cine-
ma, jornais, tevê – invertia os valores e
glorificava o crime, o vício, a prostitui-
ção, a sujeira, a ignorância. Pederastas
e anormais eram exemplos de conduta.
Criminosos dominavam as ruas, prote-
gidos pelo Estado. O rebotalho da soci-
edade era recrutado para invadir pro-
priedades, depredar prédios públicos e
ocupar vias públicas.
JAIR ENTRE MOURÃO E CARLOS. QUEM VAI GANHAR?
Governo Bolsonaro é uma revolução inacabada, sem saída e sem volta.
Foi nesse cenário que um difuso
sentimento de revolta cresceu nas men-
tes e nos corações da população pro-
dutiva e ordeira de todo o Brasil. A
oligarquia – políticos, intelectualha e a
mídia a eles associada – convicta de
que controlava a opinião pública, des-
considerava essa revolta. Na sua arro-
gância, não imaginava que o povo ti-
vesse capacidade para se auto organi-
zar. Para essa elite corrupta, “povo” era
a massa amorfa que ela manipulava nos
“movimentos sociais” ou comprava
com bolsa-família. Se prestasse aten-
ção nas manifestações da Direita nas
ruas, teria percebido que não era esse
mesmo “povo”. Era a melhor parte da
nossa população – os que estudam, tra-
balham e sustentam o País. Essa é a clas-
se produtora, que sempre soube se auto
organizar. Afinal, vivemos numa eco-
nomia de mercado, um sistema maravi-
lhosamente coordenado e sincroniza-
do, espontaneamente criado pelos pro-
dutores. A oligarquia parasitária é que
se ilude com a crença de que nada pode
existir sem a intervenção do Estado.
Foi esse senti-
mento de revolta que
criou o público dese-
joso de uma revolu-
ção.
Mas revoluções
construtivas só po-
dem acontecer se,
além do povo, conta-
rem com teoria revo-
lucionária, organi-
zação e estratégia.
Prestem atenção na
ordem desses três fa-
tores. A primeira e
mais importante é a
teoria, a doutrina re-
volucionária. Sem
ela, não há como ter
organização; e sem
organização, nenhu-
ma estratégia é pos-
sível.
Isso não signi-
fica que, sem esses
três elementos, a re-
volução não possa
acontecer. Ao con-
trário: acontece de
qualquer jeito. É fenômeno espontâ-
neo, surgido da vontade popular, que
não se confunde com vontades indivi-
duais. E a vontade popular deriva de
fatores psicossociais – ou seja, de clima
de profunda insatisfação, suficiente
para mobilizar a opinião pública. Peço a
atenção do leitor para esses fatos. Re-
voluções são fenômenos tão objetivos
quanto tempestades, terremotos, eclip-
ses. Nenhum partido político pode criá-
las do nada. Os que tentaram, erraram e
pagaram caro.
As revoluções obedecem a certas
leis. Tal como as tempestades ou explo-
sões atômicas, podem ser previstas.
Elas se formam gradativamente. A insa-
tisfação se dissemina pela população e
aos poucos se acumula. Mais e mais
pessoas se juntam à coorte dos revolta-
dos, até o ponto em que seu número
eleitos ou diretamente, nos termos des-
ta Constituição.
Certo, a constituição limita o exer-
cício direto da vontade popular. Mas o
princípio da soberania popular é a base
das constituições ditas democráticas.
A vontade popular não pode, portanto,
ser ignorada impunemente, especial-
mente quando se trata de revoluções
em andamento, como é o caso do Brasil.
Neste ponto, podemos descrever
o novo governo brasileiro em termos de
Realpolitik. Bolsonaro se encontra na
infeliz posição de marisco na briga en-
tre o rochedo e o mar bravo. Em não
havendo doutrina revolucionária, seu
governo povoado de militares é uma
tecnocracia competente, mas sem élan
revolucionário. Cordiais, conciliadores,
desfazem a imagem do militar truculento
e golpista inventada pelas esquerdas.
E, é claro, a oligarquia derrotada perde
o medo e começa a ensaiar o mesmo jo-
go de sempre, adaptado às novas con-
dições. Do outro lado, nas ruas, o povo
que o elegeu espera impaciente.
Carlos Bolsonaro, do outro lado,
é a voz da maioria, cada vez menos si-
lenciosa, que elegeu seu pai. Jair, no
meio, tem a contragosto sido obrigado
a bancar o conciliador e a engolir sapos
– exatamente como os políticos que derro-
tou. Nas mais recentes aparições, nota-se
que está pouco à vontade, e sem aquele
falar enérgico, direto, que fez dele um
ídolo popular.
O novo governo atravessa uma
crise de identidade, a mãe de todas as
crises, como diriam os árabes. Assumiu
o poder, mas ainda não decidiu o que é.
De facto, é um governo revolucionário.
De jure, é mais um governo gerado sob
a constituição de 1988.
Será possível governar sob essa
constituição e ao mesmo tempo atender
à vontade do povo que os elegeu?
Não sei responder. Mas uma coi-
sa é certa: é uma revolução. Se a vonta-
de do povo se frustrar, não imaginem que
este se recolherá e se conformará. O pro-
cesso vai prosseguir aos trancos e bar-
rancos. Os próximos anos serão tumultu-
ados. Resta saber se o novo governo vai
canalizar e conduzir o processo, ou vai
ser soterrado pela ruptura da barragem,
como aconteceu em Brumadinho.
Para arrematar. As multidões cha-
mavam Bolsonaro de “mito”. Se fosse o
caso de levar a sério, qual seria o mito
adequado? Na antiga Grécia havia um sob
medida: o mito do gigante Anteu, filho da
deusaGea,ouTerra.Anteuerainvencível
porque jamais se cansava. Sua mãe lhe
transmitia inesgotável energia pelos pés.
Um dia, Hércules o desafiou. A luta se
prolongou por dias. Hércules começou a
fraquejar. Seria derrotado, se não tivesse
uma ideia: ergueu Anteu no ar, sem permi-
tir que seus pés tocassem o solo. Anteu
perdeu as forças e Hércules o estrangu-
lou. Essa fábula ensina uma lição que
Bolsonaro deveria considerar. Tal como
Anteu, ele tira sua força diretamente do
povo. Se não encontra apoio no sistema
político, deveria considerar as suas ba-
ses, e jamais permitir que o separem
delas.
8Nº 263 - Abril/2019 2
AS FORÇAS ARMADAS TÊM O DEVER SAGRADO DE IMPEDIR,
A QUALQUER CUSTO, A IMPLANTAÇÃO DO COMUNISMO NO BRASIL.
BELO HORIZONTE, 30 DE ABRIL DE 2019 - ANO XXIV - Nº 263
Site: www.jornalinconfidencia.com.br
E-mail: jornal@jornalinconfidencia.com.br
PÁGINA 9
PÁGINA 36 PÁGINA 23
O QUE HÁ DE
ERRADO COM O
ENEM?
O PAPEL DAS
MULHERES
EM 1964 PÁGINA 5
25 ANOS DO LANÇAMENTO
DO JORNAL INCONFIDÊNCIA
Nº 01/ 94 Belo Horizonte, MG Março/ 94
PASSAGEM DE COMANDO
DA 4ª REGIÃO MILITAR
Na manhã de 10 de abril, o General de Divisão Altair José Polsin, ao
assumir o Comando da 4ª RM recebeu os cumprimentos do General de
Exército Walter Sérgio Braga Netto, Comandante Militar do Leste
- Companheiros, também estamos
presentes!
- O Grupo Inconfidência!
- Os figos estão maduros!
A situação já é insuportável.
Até quando, senhores, até quando
devemos tolerar-vos?
O que fizeste com o nosso País?
Um país extenso de 5 milhões de
Km², rico em recursos naturais de toda
ordem; rico em sua gente simples mas
trabalhadora; gente sofrida e pacien-
te, iludida e chacinada por vossas pro-
messas não cumpridas. O tema é Orwel-
liano pois os porcos estão ricos e gor-
dos e são “mais iguais que os seus
iguais”. Senhores, traístes vossas pro-
messas, traístes o vosso povo e traís-
tes nossa Pátria.
Porque fizestes isso?
Não vos preocupastes com a nossa
segurança - as Forças Armadas estão
sucateadas e ameaçadas em sua ope-
racionalidade e em sua estabilidade
familiar, não vos preocupastes com a
nossa justiça; ela é pesada e lenta, não
vos preocupastes com a nossa honra e
o nosso orgulho no concerto das Na-
ções - somos tomados por bárbaros;
não vos preocupastes com nossos va-
lores fundamentais - educação, alimen-
tação e saúde, há muito desemprego,
muita fome e falência da assistência
sanitária e de saúde e o Estado econo-
micamente desorganizado está falido;
não vos preocupastes com a integri-
dade do Território Nacional - já se en-
saiam os separatismos; enfim, para
que vos pagamos? Porque pedistes o
nosso voto?
Os novos Centuriões já nos ob-
servam - pois nosso organismo está
doente e enfraquecido. Montam-se ba-
sesmilitaresestrangeiras na nossa fron-
teira. Os jornais já anunciam perigos
1º MANIFESTO DO GRUPO INCONFIDÊNCIA
QUOUSQUE TANDEM...? ATÉ QUANDO...?
de Golpes. O que tendes feito? Por que
deixastes chegar a esta situação? O
que tendes feito?
Estais ricos com as burras cheias.
Cuidais mais do vosso lucro de vos-
so ganho que do País e do Povo a quem
tudo deveis.
Porque nos traístes, senhores?
Profanastes o templo negociando
de maneira espúria a Nação e a Pátria.
Destruístes a Ordem Moral e a Or-
dem Ética.
Por que fizestes isso, senhores?
Pedistes o nosso voto e falastes abu-
sivamente em desenvolvimento e con-
fiamos em vós. Não tivemos um retor-
no digno.
Não cumpristes o que prometestes.
As nossas esperanças esvaíram-se.
A Ordem Social está ameaçada -
destruístes a Classe Média.
Não foi para isto que vos conce-
demos a nossa confiança. Fomos ven-
didos por vossos interesses.
Ou será que sois mesmo incompe-
tentes para o trato da Coisa Pública?
E logo mais voltareis a pedir mais
uma vez o nosso voto e a nossa con-
fiança.
Vemos enojados o vosso rosto co-
rado e bem nutrido, as vossas mãos bem
tratadas e o cinismo do vosso riso fa-
risaico.
Vejam senhores, a corrupção, o rou-
bo, a sonegação dos compromissos com
o Estado e outros escândalos, arreben-
taram os esgotos. Tudo cheira mal.
Ah! Senhores, já não tendes o direi-
to de pedir.
Tudo é lamentável!
Companheiros! Estamos presentes!
Os figos estão maduros!
GRUPO INCONFIDÊNCIA
60 patriotas civis e militares.
SUPREMO TRIBUNAL
O amigo do amigo de meu pai
FEDERAL
CARTA ABERTA
AO GOVERNADOR
ZEMA
55º ANIVERSÁRIO DA
CONTRARREVOLUÇÃO
DE 31 DE MARÇO
DE 1964
São Paulo Rio de JaneiroPÁGINA 14
8Nº 263 - Abril/2019 4
* Maria Lucia
Victor Barbosa
*Professora, escritora, socióloga, autora entre outros livros de "O Voto da Pobreza e a Pobreza do
Voto – a Ética da Malandragem", Editora Zahar e "América Latina – Em busca do Paraíso Perdido",
Editora Saraiva. - mlucia@sercomtel.com.br - www.maluvibar.blogspot.com.br
MARCO ANTÔNIO FELÍCIO
General de Brigada - PhD em Ciência Política e Estratégia
marco.felicio@yahoo.com
OTempo21/04
O TIRO SAIU PELA CULATRA!
“Contribuir para a defesa da Democracia e da liberdade, traduzindo um País com
projeção de poder e soberano, deve ser o nosso NORTE!”
Em 1830, Simón
Bolívar, não o
inventado por Hugo
Chávez, mas o verda-
deiro, chegou a certas
conclusões entre elas as seguintes:
1. América Latina é para nós in-
governável.
2. A única coisa a fazer na América
Latina é emigrar.
3. Se acontecesse que uma parte
do mundo voltasse ao caos primitivo,
isso seria a última metamorfose da Amé-
rica Latina.
Olhando nossa situação a impres-
são é a de que o Brasil vai se inserindo no
pensamento de Bolívar. Vejamos porquê:
Nas eleições passadas quase 58
milhõesdebrasileirosescolheramumpre-
sidente como se fosse uma esperança em
dias melhores, quando estaríamos livres
dos males causados pelos governos pe-
tistas, especialmente, a corrupção, a re-
cessão, a violência, a impunidade.
Os que votaram em Bolsonaro
foram chamados de extrema direita, fas-
cistas, nazistas, conservadores. Natu-
ralmente, tais “xingamentos” não pas-
savam de um falso palavreado para aba-
ter o adversário.
Antes da posse Bolsonaro come-
çou a ser cobrado de modo nunca antes
havido com relação a outros presiden-
tes. Havia uma obsessão com relação a
reforma da Previdência prometida por
Lula, Dilma, Fernando Henrique e nun-
ca realizada.
É O BRASIL INGOVERNÁVEL?
Logo que foi empossado o gover-
no, através do ministro da Economia Pau-
lo Guedes, apresentou ao Congresso um
projeto de reforma da Previdência. Quan-
to ao notável juiz e agora ministro da
Justiça, Sérgio Moro, ofereceu aos brasi-
leiros um excelente projeto anticrime.
Infelizmente, no Congresso duas
frentes capitaneadas
pelo presidente da Câ-
maratêmfreadoosim-
portantes projetos.
São elas a frente de
derrotados dos parti-
dos de esquerda e a
frente dos inconfor-
mados com a perda do
“toma lá dá cá. Afinal,
o Congresso sempre
foi um balcão de ne-
gócios, tendo chegan-
do ao auge quando o então presidente,
Lula da Silva, comprou deputados confi-
gurando-se assim o escândalo do men-
salão arquitetado pelo então poderoso
José Dirceu.
Levando-se em consideração as ex-
ceções que sempre existem, os parlamen-
tares tradicionalmente se dedicam a pro-
jetos pessoais ou medíocres e não aos
que beneficiam o Brasil. E ao perceber
que a tradição deixou de existir deram o
troco no Executivo. Vejamos dois exem-
plos da revanche conforme mostrado pelo
O Estado de S. Paulo (30/03/2019);
“Orçamento impositivo – Propos-
ta aprovada na Câmara engessa parte
maior do Orçamento e torna obrigatório
o pagamento de despesas atualmente
passíveis de adiamento.
“Medidas provisórias – Pela pro-
posta. medidas perdem a validade mais
rápidoeoprazoparaa Câmara e o Senado
votarem separadamente é maior – hoje
há um prezo único de 120 dias”.
Lembro ainda, que
recentemente sete minis-
tros do presidente foram
convidados pelo Congres-
so para apresentar seus
planos. O que se viu foi um
espetáculo de linchamen-
to verbal calcado no mes-
mo ódio existente nos lin-
chamentos físicos. Inclu-
sive, não faltou a habitual
falta de compostura da se-
nadora Kátia Abreu.
O Legislativo compõe com o Judi-
ciário e o Executivo a tríade fundamental
da democracia e, em sã consciência nin-
guém está querendo o desaparecimento
dos Poderes. O clamor popular quando se
volta contra o Congresso quer apenas
que os parlamentares legislem para Bem
Comum, fim último da política; assumam
um comportamento de acordo com a res-
ponsabilidade de terem sido escolhidos
como tomadores de decisões e deem o
exemplo de competência e honestidade.
Lamentavelmente, o Congresso está bem
longe disso e no momento se compraz em
conduz o país para a ingovernabilidade.
O STF também concentra a descren-
ça e a revolta popular com relação às
atitudesecomportamentos,principalmen-
te de certos componentes da mais alta
corte da Justiça. Como disse um dos mi-
nistros do Supremo, Luís Roberto Barro-
so: “O STF pode perder sua legitimidade
e provocar uma crise institucional se não
corresponder aos anseios da sociedade”.
Claramente isso já está acontecendo
Quanto a imprensa deve ser livre,
como é usual nas democracias, para ex-
por opiniões contrárias ou favoráveis
relativas a sociedade, a política e a eco-
nomia. Entretanto, o que se nota é uma
oposição sem tréguas ao presidente da
República. Possivelmente, se ele espir-
rar será duramente criticado.
Lula se queixava diuturnamente e
sem razão da mídia e tudo bem. Bolsonaro
está sendo desconstruído. Paira no ar a
palavra impeachment. Correm boatos que
em abril o STF livrará Lula da cadeia.
Ligando uma coisa com outra a perspec-
tiva não é nada boa.
Por tudo isso a ingovernabilidade
avança e diante de tal situação muitos
brasileiros já emigraram. A continuar des-
se jeito, se uma parte do mundo voltar ao
caos primitivo, isso será a última meta-
morfose do Brasil. Os venezuelanos que
o digam. (Escrito em 28/03)
Infelizmente, no Congresso duas frentes capitaneadas pelo presidente da Câmara têm freado os importantes projetos.
São elas a frente de derrotados dos partidos de esquerda e a frente dos inconformados com a perda do "toma lá dá cá”.
Por longo tempo, com investigações,
denúncias, julgamentos e conde-
nações, inerentes ao que se chamou de
“mensalão” e “petrolão”, tivemos situ-
ações prenhes de corrupção e de des-
vio de dinheiro público. Tais situações
envolveram, principalmente, políticos
e empresários, manchando os poderes
da República. Surgiram, então, mossas
na imagem do STF, tendo em vista a con-
duta de alguns dos seus ministros, em
oposição aos demais e ao sentimento
de grande parcela da população no to-
cante às suas decisões.
As sessões do plenário, transmi-
tidas ao vivo pela televisão, muito con-
tribuíram para tais mossas, principal-
mente, quando das agressões mútuas,
de cunho moral, entre os ministros en-
volvidos, com pesadas ofensas de ca-
ráter. Mossas, também, quando um Juiz,
que deveria se colocar como impedido,
em face de seu relacionamento e/ou
vínculo anterior com o réu, tornava-se
partícipe ativo do julgamento e mostra-
va-se benevolente para com tal réu.
Tais ocorrências, sem dúvida, que-
bram a ética e a liturgia inerentes à função
e à conduta dos respectivos ministros,
quebras inaceitáveis para aquela que se
diz a Suprema Corte do País, abrindo o
caminho para críticas pesadas e variadas,
oriundas de versados em Direito e, tam-
bém, do cidadão comum, com sentimen-
tos e níveis de educação e de
cultura diferenciados.
Críticas que lhes per-
mite a Democracia existente
e a Lei que assegura a liber-
dade de expressão. Para os
excessos, há leis específicas.
Nesse aspecto, tor-
nou-se emblemático o atri-
bulado impedimento de Dil-
ma. No Congresso, a respec-
tiva sentença proferida pelo
então presidente do STF, foi
motivo de contestação por
parte de juristas e de decep-
ção de grande parcela da po-
pulação, esta abalada pela
grave crise moral, ética e
cívica imperante. Insegura
quanto aos destinos do País,
ladeira abaixo.
De forma clara, viu-se
favorecimento,decunhoide-
ológico, à petista Dilma, manipulando-se
a Lei, evitando-se que Dilma perdesse
seus direitos políticos. Os demais minis-
tros do STF, calados, consentiram o mal
feito. A indagação e crítica geral à época,
era: Onde está a segurança jurídica, tão
esperada e necessária, provida pelo STF?
Com o advento da legal, necessária
e audaciosa operação “Lava Jato”, con-
trariando interesses espúrios, privilegi-
ando a Lei e tornando-se protagonista
das ações, despertaram, seus integran-
tes, forte apoio da população. Enfrenta-
ram todos os obstáculos criados, não só
daqueles que estavam na mira da opera-
ção, mas, também, de muitos que deveri-
am com eles cerrar fileiras. Estes, embora
o sucesso alcançado pela “Lava Jato”,
tentaram, e ainda o fazem, cerceá-los de
diversas formas. Incluso taxando-os de
inexperientes radicais no uso da Lei e de
outras coisa mais. Entre os acusadores
estão ministros do STF, na contramão do
que pensam os brasileiros do bem, os de-
negrindo em sessões plenárias e, por ve-
zes, liberando os que foram presos pelos
“inexperientes radicais”.
Embora, não seja advogado, baseio-
me,também,noqueescrevemefalamcon-
ceituados juristas. Assim, sei que cabe,
constitucionalmente, ao STF, como guar-
dião da Lei, processar e julgar e que, para
isso, tem que ouvir o Ministério Público,
órgão defensor da ordem jurídica. Sei,
também, que existe uma hierarquia das
leis. Jamais, um regimento poderá propor
algo que contrarie a lei.
Como diz a Imprensa, creio que a
preocupação maior, do Ministro Toffoli
e seus inquéritos, é por estar citado na
“Lava Jato” e ver seu nome nos jornais.
Preocupação menor com as justas críti-
cas, ao STF, oriundas da população,
pois, com a abertura de inquérito, ile-
galmente, ameaça o cidadão e amordaça
a Imprensa. Tais críticas, sem dúvida,
atingem a imagem do STF.
Como não criticá-lo, principalmen-
te, agora, após censurar à Imprensa e
constranger cidadãos de bem, como o
general Paulo Chagas, com imensa fo-
lha de serviços prestados à Nação, tra-
tado como se bandido fosse, ao sofrer
buscas e apreensões, pela Polícia, em
seu lar?
O tiro saiu pela culatra!
Lula se queixava
diuturnamente e sem razão
da mídia e tudo bem.
Bolsonaro está sendo
desconstruído. Paira no ar a
palavra impeachment.
Correm boatos que em abril
o STF livrará Lula da
cadeia. Ligando uma coisa
com outra a perspectiva
não é nada boa.
4
Nº 263 - Abril/2019 5
*Aileda
de Mattos Oliveira
*Professora Universitária, ESG/2010, Doutora em Língua Portuguesa, ADESG 2008,
Acadêmica Fundadora da Academia Brasiliera de Defesa e Membro do CEBRES e
Acadêmica AHIMTB - ailedamo@gmail.com
*Aristóteles
Drummond
* Jornalista - Vice- Presidente da ACM/RJ
aristotelesdrummond@mls.com.br
www.aristotelesdrummond.com.br
Quando, nos textos, falo em “ali-
cerces da educação”, não estou
fazendo retórica para tornar o artigo
mais estético; falo em “alicerces” no
sentido literal, fundamentos que sus-
tentam o planejamento educacional:
objetivos, filosofia de trabalho, currí-
culos dos diversos níveis de aprendiza-
do rigorosamente observados, tempo,
horário, recursos didático-pedagógi-
cos, livros didáticos, qualificação de
professores e, por fim, alunos. Esses
elos não podem ficar soltos, mas, sim,
comporem uma formação em cadeia
que chegue ao polo oposto, ao alvo da
Educação, ao final da linha, ao ALU-
NO, de maneira eficaz.
Não há outro jeito, senão reerguer
novamente as bases que o PT destruiu,
intencionalmente, para que crianças e
adolescentes se tornassem produtos
primários de uma estupenda manipu-
lação ideológica. Não há como remen-
dar a Educação no estado em que se
encontra. Temos que refazê-la.
Os que estão do lado de fora do
magistério só veem as consequências
desse estrago, nas cenas de alunos agre-
dindo professores, de erotismo em
salas de aula, e acreditam que, sim-
plesmente, poderão reverter a situa-
ção caótica, a partir da reintegração des-
ses alunos ao meio social. Mas como
fazer isso, se é pela Educação que se
consegue esse milagre? Permanece-
mos, então, num círculo vicioso.
Essa experiência somente é posi-
tiva, quando as escolas passam a ser
MAS, QUEM SE IMPORTA?
Aos Professores preocupados com a leitura, em benefício do próprio desenvolvimento cognitivo para melhor serem
transmissores de conhecimentos aos seus alunos, cumprimento-os. Aos Professores, que além do apreço aos livros
mantêm o comportamento adequado a um docente, tanto na linguagem quanto na postura, continuem firmes, pois
a Educação brasileira precisa de pessoas comprometidas como vocês para tirá-la do vazio programático em que se
encontra. Portanto, este texto não lhes é dirigido, mas somente àqueles que fizeram da Educação uma instituição sem
prioridade, tanto que qualquer um pode ser ministro da pasta. É lamentável que não se encontre um sério especialista da área.
Omovimento de 64
tem sido debati-
do pela sociedade bra-
sileira, agora com mais liberdade e me-
nos patrulhamento. Tanto que o docu-
mentário do Brasil Paralelo “1964 O
Brasil entre Armas e livros” contou com
centenas de milhares de assistentes,
nos cinemas e no seu site, logo nos pri-
meiros dias.
Muita coisa foi revelada, lembra-
da e registrada com fontes e materiais
sólidos. Os contrários, até aqui, têm se
limitado a registrar a ação da repressão,
que respondia ao terrorismo com vigor.
Claro que não SE costuma lembrar que
o Brasil era a 46ª economia mundial e
21 anos depois era a 8ª.
Vivi intensamente aqueles anos,
jovem jornalista em O Jornal, que era o
órgão líder dos Diários Associados, de
Assis Chateaubriand. Fundei e dirigi o
movimento da juventude que atuou no
Rio, Minas e São Paulo, o Grupo de
Ação Patriótica, cujo papel está regis-
trado em muitos livros sobre o polêmi-
co movimento. Nos 50 anos de 64, pu-
O PAPEL DAS MULHERES EM 1964
bliquei, pela Resistên-
cia Cultural, o livro Um
Caldeirão Chamado
1964.
Tenho notado, no
entanto, uma certa la-
cuna no importante, e
diria até decisivo, papel
da mulher brasileira na
mobilização das forças
vivas da sociedade no
sentido de pressionar os
militares para a inevitá-
vel intervenção, dada a
gravidade e os riscos
que o país corria naqueles dias.
Foram as mulheres que se orga-
nizaram, a começar pelo Rio, com a
Campanha da Mulher Pela Democracia
(CAMDE), liderada por uma dona de
casa de classe média, Amélia Molina
Bastos, que, depois de o movimento
sair vitorioso, retornou a sua vida fa-
miliar. Tinha ao seu lado outras bravas
senhoras, como D. Eudoxia Ribeiro
Dantas. Em São Paulo, a decisiva Mar-
cha da Família com Deus Pela Liberda-
de, que reuniu quase dois milhões de
brasileiros nas ruas, foi comandada pes-
soalmente pela sra. Leonor Mendes de
Barros, mulher do governador, por três
vezes, Adhemar de Barros, e um dos ar-
tífices do movimento. E teve a seu lado
mulheres admiráveis, como Maria Pa-
checo e Chaves, Maria Mesquita Mota
e Silva e a vereadora Dulce Sales, entre
outras.
A representação política das mu-
lheres era expressiva e majoritariamen-
te favorável ao movimento, como os
casos das cariocas Sandra Cavalcanti
e Ligia Lessa Bastos. Em fevereiro,
as mulheres mineiras já haviam pro-
movido uma manifestação em Belo Ho-
rizonte, que redundou no impedimen-
to de um comício do então deputado
Leonel Brizola.
A cortina de silêncio que procura
deixar o movimento somente alvo de
críticas, e todas na mesma direção, im-
pede que se recorde que foi no período
que o Brasil teve uma primeira mulher
no Senado, Eunice Michiles (ARENA-
Amazonas), e a primeira ministra de Es-
tado, Ester de Figueiredo Ferraz, da
Educação, com o presidente João Fi-
gueiredo.
Por último – mas não menos im-
portante, sem dúvida –, a eleição do pre-
sidente Bolsonaro teve acolhida no elei-
torado feminino, sensibilizado por sua
defesa da família e dos princípios cris-
tãos. Não há como se negar fatos!
Que notas são estas? Que notas são estas?
1969 2018
A ministra Esther de Figueiredo Ferraz em audiência
com o presidente João Figueiredo.
militarizadas, entregues à direção da
Polícia Militar, por já terem os seus in-
tegrantes, por formação, um planeja-
mento disciplinar tanto comportamental
quanto curricular, aos quais diretor,
professores e alunos devem-se enqua-
drar.
Temos que entender, reitero, que
o planejamento educacional tem como
OBJETO o ALUNO, meta a ser atingi-
da, para que, a partir dos conhecimen-
tos recebidos, torne-se SUJEITO na
sociedade, um SER pensante, respon-
sável, com personalidade, cônscio de
seus deveres para ocupar o seu espaço
no mercado de trabalho, com consci-
ência do que sabe fazer e consciência
de fazer bem o que sabe fazer.
Por essa razão, não deve a políti-
ca partidária introduzir-se no âmbito da
Educação e transformar diretores, pro-
fessores e alunos em instrumentos de
satisfação pessoal e das ambições de
poder do mandatário do momento, que
faz refletir na Educação a inutilidade
dos livros e a satisfação em viver na
ignorância (Lula); que faz a Educação
espelhar-se no seu raciocínio alógico,
como reprodução de um pensamento
irracional (Dilma).
Não se constrói uma casa pela
cumeeira, mas pela sapata. Assim é a
Educação. Portanto, não podemos, sim-
plificar a situação e enchermos as salas
de aparelhos de ar condicionado e de
computadores, construir novas esco-
las e recheá-las de quadras de esportes,
para atrair o aluno ao lazer e não aos
estudos, se não, simultaneamente, ar-
regaçarmos as mangas para um sério
trabalho de base. Se quisermos alunos
atentos, qualifiquemos os professores;
hoje, copiadores dos textos do Google,
esquecendo-se dos direitos autorais a
que têm direito, aqueles que elabora-
ram os trabalhos copiados; hoje, co-
metendo os mesmos erros gramaticais
praticados pelos alunos, oralmente e na
escrita; hoje, sentados em cima da me-
sa, achando que, fazendo o que eles fa-
zem, conquistam as suas graças.
Qualquer que seja o ministro do
momento, não pense que somente cur-
sos técnicos estão em consonância com
as necessidades atuais. Um grande téc-
nico que não sabe redigir um manual de
um aparelho, como costuma acontecer;
que não sabe transmitir o que diz ter
aprendido, não resolverá a questão do
desenvolvimento de que tanto precisa o
país. Há que ter, paralelamente, disci-
plinas humanísticas; há que ter o ensi-
no da língua e de interpretação, por-
que o ser humano não pode continuar
um mero autômato na atual visão de
‘modernidade’. O pragmatismo que vi-
sa somente ao lucro material substi-
tuiu nessa nossa ‘civilização’ o conhe-
cimento, que constrói para a vida do
espírito o acervo cultural que abrirá
as portas do mundo.
Mas, quem se importa com isso?
Tenho notado, no entanto, uma certa lacuna no importante, e diria até decisivo, papel da mulher brasileira na
mobilização das forças vivas da sociedade no sentido de pressionar os militares para a inevitável intervenção,
dada a gravidade e os riscos que o país corria naqueles dias.
5
8Nº 263 - Abril/2019 6
“Conspira contra sua própria grandeza, o povo que não cultiva seus feitos heróicos”
FEB - FORÇA EXPEDICIONÁRIA BRASILEIRA
*Marcos Moretzsohn
Renault Coelho
* Presidente da Associação Nacional dos Veteranos da Força Expedicionária Brasileira –
Regional BH - Membro da Academia de História Militar Terrestre do Brasil - Sócio Correspondente
do Instituto de Geografia e História Militar do Brasil - Pesquisador Associado ao CEPHiMEx
6
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O SERVIÇO POSTAL DA FEB
OServiço Postal a FEB foi criado em 26 de abril de
1944, três meses antes do embarque da tropa
para o T.O. da Itália, através do Decreto-Lei nº 6.438.
Foi regulamentado pela Portaria nº 6.413, do mesmo
mês e ano.
Seguiu o padrão norte-americano e aproveitou
a expertise de mais de cem anos de bons serviços do
Departamento de Correios e Telégrafos – DCT.
Tinha o objetivo de manter a comunicação entre os
integrantes da Força Expedicionária Brasileira, já front
da Itália, e a mãe Pátria, mantendo alto o moral da tropa
através do envio e recebimento de cartas, cartões pos-
tais, pacotes de encomendas, jornais e telegramas.
A sua estrutura física era assim formada:
Correio Coletor Sul => Sediado no Rio de
Janeiro, DF, era encarregado da censura e tráfego de
correspondências dos estados do centro e do sul do
Brasil.
Correio Coletor Norte => Sediado em Na-
tal, RGN, era encarregado da censura e tráfego de corres-
pondências dos estados do norte e nordeste do Brasil.
Correio Regulador => Inicialmente
sediado na cidade de Nápoles e posteriormente trans-
ferido para Livorno, era encarregado da censura e da
distribuição das correspondências para os soldados
brasileiros em solo italiano.
Estação Postal da 1ª DIE => Responsável
pelo recebimento, conferência, protocolo, separação e
distribuição junto ao QG da Divisão.
Estação Postal de Staffoli =>
Responsável pelo recebimento, conferên-
cia, protocolo, separação e distribuição
junto ao Depósito de Pessoal e órgãos não
divisionários da FEB.
As cartas demoravam de 8 a 15 dias,
em média, desde a sua postagem até o
destino final. Muitas vezes esse tempo era
excedido em decorrência da ação dos cen-
sores e da perda de tempo na separação das
cartas que, desobedeciam às instruções
previamente dadas no sentido de se padro-
nizar o preenchimento dos envelopes. O
aproveitamento do navio que transportou
o 5º e último Escalão da FEB para levar os
malotes postais, também causou atrasos
na recepção das correspondências.
As encomendas pessoais (agasa-
lhos, utensílios, alimentos e lembranças
em geral) eram acondicionadas em caixas de madeiras
de dimensões pré-estabelecidas. O tempo médio para
entrega dos volumes podia variar entre 15 dias, até 3
meses. 38 mil exemplares do jornal “O Globo Expedi-
cionário” e mais de 22 mil do “Boletim da LBA” foram
transportados como “encomendas”.
O serviço de transmissão de mensagens tele-
gráficas (via rádio) só teve início a partir de setembro
de 1944. Foi operado pela RCA Communication Inc.,
e mais tarde também pela Cableand Wireless Limited.
Os textos dessas mensagens eram
construídos com no máximo 3 fra-
ses fixas e previamente autoriza-
das, como as vemos a seguir:
(46) Todos bem em casa., (61)
Mais do que nunca estás agora em
meu pensamento. e, (135) Muito
feliz em saber de ti meu amor. Os
soldados brasileiros tinham ao
todo 142 mensagens prontas e aprovadas para serem
utilizadas em seus telegramas.
O envio de cartas e encomendas era completa-
mente gratuito. Foi estipulado um valor simbólico
apenas para a cobrança das mensagens telegráficas.
No intuito de impedir a difusão de notícias que
pudessem prejudicar o estado moral da tropa, as opera-
ções de guerra e a segurança nacional, todas as corres-
pondências (exceto as oficiais e as enviadas por gene-
rais) passavam por uma rígida equipe de censores civis
e militares que eliminavam informações sobre operações
militares, movimentação de tropas do país ou de aliados,
aeronáutica, navios e informações de navegação, con-
dições meteorológicas, fortificações e defesa da cos-
ta e dados sobre a produção industrial do país.
Desde a sua criação, até o retorno do último esca-
lão da FEB, o Serviço Postal contabilizou os seguintes
resultados:
Cartas recebidas da Itália: 1.372.910
Cartas enviadas para a Itália: 1.135.197
Tráfego total de cartas: 2.508.087, per-
fazendo uma média de 7.600 unidades por
dia e 100,32 por expedicionário.
Telegramas recebidos/expedidos pelo
Correio Regulador (Itália): 196.338
Número de encomendas recebidas na
Itália: 57.392
Número de encomendas enviadas para
o Brasil: 29.414
Número de encomendas enviadas pela
LBA: 18.045
Os expressivos números acima evi-
denciam o excelente trabalho realizado pelo
Serviço Postal da FEB, mantendo os nos-
sos soldados e suas respectivas famílias in-
formadas de notícias que abrandavam a du-
reza da guerra e diminuíam a distância entre
entes queridos.
Nº 263 - Abril/2019 7
P T N U N C A M A I SP T N U N C A M A I SP T N U N C A M A I SP T N U N C A M A I SP T N U N C A M A I S
QUE PARTIDO É ESSE?
PT - O PARTIDO MAIS CORRUPTO E MENTIROSO DA HISTÓRIA UNIVERSAL
7
JPC Notícias
CONTRA ESSES FATOS NÃO
EXISTEM ARGUMENTOS
A BOA E A MÁ NOTÍCIA
ENTENDA DE UMA VEZ
POR TODAS PORQUE A
REDE GLOBO QUER
DERRUBAR O GOVERNO
JAIR BOLSONARO:
DOSCINCOSÓRESTAUMA:AGRANDEMENTIROSA
Eu fui a primeira mulher a governar o Bra-
sil. MENTIRA: foi a Princesa Isabel, quan-
do D. Pedro II se ausentou, na ida para a Eu-
ropa.
Eu ordenei a compra da refinaria de Pa-
sadena por mais de U$ 1 bilhão. e desconhecia
que um ano antes ela tinha custado U$ 400
milhões. MENTIRA. E essa super- avaliação
foi para aonde?
Eu disse que a situação econômica do Bra-
sil estava muito boa. MENTIRA. A verdade
é que houve omissão, através das pedaladas
fiscais.
Eu nunca recebi caixa 2 para as minhas
campanhas à presidência da República. MEN-
TIRA. O super-ministro Antônio Palocci,
coordenador da sua campanha eleitoral, afir-
mou que ela recebeu milhões de reais das
empreiteirasenvolvidascomamegacorrupção
apurada na Operação Lava-Jato.
ESQUECERAM DE MIM NÚMERO DOIS - O FILME
Não se trata do filme que foi um sucesso nas bilheterias, mas de dois figuraços que ainda
devem muito à Justiça brasileira, e já deveriam estar presos:
1 - A ex- presidente Dilma Rousseff que na época do Governo Lula , autorizou a compra
superfaturada por U$360.000.000 (trezentos e sessenta milhões de dólares) da Refinaria de
Pasadena, conhecida como a "Ferruginha". Um ano antes, ela tinha sido adquirida por
U$42.500.000 (quarenta e dois milhões e quinhentos mil dólares) pela belga Astra Oil.
Isso sem falar nos U$150.000.000 (cento e cinquenta milhões de dólares) que o empresário
Joesley Batista, do frigorífico J&B , depositou no exterior, para comprar apoio de aliados e
financiar a campanha dela para a presidência da República, em 2010, segundo a delação premiada
do ex-super ministro Antônio Palocci (coordenador da sua campanha).
2 - O ex- senador Lindberg Farias que rapinou os cofres públicos do município de Nova
Iguaçu, quando era prefeito.
Esses corruptos acima destruíram o Estado do Rio de Janeiro, que tem o recorde nacional
de prisão de ex-governadores (Cabral, Pezão, Garotinho, Rosinha e Moreira Franco).
Porque deve 2,4
bilhões ao INSS e
nestegoverno,terá
que pagar;
Porque deve 2,1 bilhões para a
Receita Federal e neste governo,
terá que pagar;
Porque deve 760 milhões de ICMS
e neste governo, terá que pagar!
Você consegue compreender o
desespero dos Diretores, “jornalis-
tas”, “apresentadores” e “artistas”
da Rede Globo ao atacar Jair
Bolsonaro constantemente?
Na década de 60 durante o regime militar
eu lutei para implantar de novo a democracia.
MENTIRA. Ela pegou em armas para que o
Brasil se tornasse uma ditadura sindicalista e
comunista, nos moldes de Cuba, da antiga
União das Repúblicas Socialistas Soviéticas
(URSS) e da China.
Eu fui muito honesta durante a minha
gestão na presidência da República? MENTI-
RA. Na realidade ela deixou o PT e seus aliados
cometerem a maior corrupção do mundo.
Eu sofri impeachment injustamente. MEN-
TIRA. Além disso o ministro do STF rasgou
a Constituição Federal, impedindo a cassação
de seus direitos políticos, por improbidade ad-
ministrativa e corrupção.
Eu estou percorrendo o mundo inteiro di-
zendo que eu sofri um golpe de estado? MEN-
TIRA. Tenha dignidade e fale a verdade sobre
o que realmente aconteceu!
SE A LAVA JATO
PRENDER A DILMA,
PODE PEDIR MÚSICA PARA
O MINISTRO DA JUSTIÇA
SERGIO MORO
Pode e deve ser “fake news”,
mas não deixa de ser verda-
de. Além de ser o presidente
mais corruPTo da história
universal, também é o maior
mentiroso e traidor da Pátria
amada Brasil !!!
8Nº 263 - Abril/2019 8
* Luiz Felipe
Schittini
* TEN CEL PMERJ
Instrutor de Deontologia, Chefia Militar, Gestão do EM e Trabalho de Comando das Academia de Polícia
Militar D.João VI e Escola Superior da PMERJ no período de 2000 à 2012. E-mail: fschittini@gmail.com
No dia 7 de abril de 2011
um ex-aluno adentrou
na Escola Municipal Tas-
so da Silveira, no bairro de
Realengo, situado na zona oeste da cida-
de do Rio de Janeiro, armado com 2 revól-
veres e matou 12 alunos e feriu 13. Passa-
dos quase 8 anos a tragédia novamente se
repete no dia 13 de março de 2019, na
Escola Estadual Prof. Raul Brasil, na cida-
de de Suzano- SP, onde 2 alunos invadem
a escola, matando 8 discentes, 1 profes-
sora e 1 inspetora. No dia seguinte, um
adolescente esfaqueou outro no CIEP Sér-
gio Carvalho, no bairro de Campo Grande,
na cidade do Rio de Janeiro. Em 15 de
março de 2019 há duas notícias falsas: um
atentado no CIEP Asp. Francisco Mega,
em Magalhães Bastos - RJ e outro no
Centro Universitário de Barra-Mansa-RJ.
Vários especialistas na área edu-
cacional foram ouvidos e elencaram as
causas da exacerbação da violência nas
escolas brasileiras:
1º ) A desestruturação das famílias.
2° ) As faltas de diálogo, atenção
e amor dos pais ou responsáveis pelas
crianças e adolescentes.
3° ) A ausência de limites que de-
vem ser dados aos jovens.
4° ) O desconhecimento total do
significado das palavras respeito ao se-
melhante, cordialidade, amizade, com-
preensão e empatia( colocar-se no lu-
gar do outro. E se fosse comigo, como
procederia diante da situação?).
5º) Excesso do uso da internet por
parte de menores que encontram eco no
narcisismo, ódio, intolerância , fabrica-
ção de artefatos explosivos, compras de
armas e drogas. Estudos recentes corro-
boram que são mais acessadas assuntos
relacionados à mutilações, confecção de
A ESCOLA É O REFLEXO DA SOCIEDADE
Conversem muito com os seus filhos e os orientem, senão outros o farão de uma maneira maléfica
Surpreendeu-me a leitura de ótimo livro, “CRIME.GOV”
escrito por dois delegados da Polícia Federal, Jorge Pon-
tes e Márcio Anselmo, muito bem prefaciado pelo ministro
Luiz Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal.
Aqui estou neste artigo para apenas dizer que o reputo
como leitura obrigatória para os que se interessam pelos ru-
mos da justiça, das investigações processuais e consequên-
cias penais do crime institucionalizado, aquele patrocinado
por políticas e políticos infames. Crimes que sempre exis-
tiram depredaram a Petrobras e ampliaram-se criminosa-
mente pelo conluio entre e com as maiores empresas nacio-
nais, privadas e estatais, prestadoras de serviços e de obras
públicas.
Como bem disse o ministro Barroso no Prefácio, o li-
vro serve como didático curso intensivo sobre o funciona-
mento da criminalidade política no Brasil. Mostra como o
dinheiro público alimenta a estrutura de corrupção, enri-
quecendo criminosos, aumentando lucros das empresas e fi-
nanciando campanhas eleitorais.
A leitura torna claro estar na base de crimes comuns
e institucionalizados a existência de pérfido vetor prepon-
derante - a perpetuação no poder legislativo, fazendo as leis,
os que delas se beneficiam para a prática de crimes.
Grandes os obstáculos encontra a Polícia Federal no combate aos cri-
mes. Um deles foi a nomeação de Fernando Segovia para diretor da própria
Polícia Federal por Temer, presidente da República, envolvido em vários in-
quéritos, particularmente o dos portos. Evidente busca de proteção funcio-
nal, que não tardou na tentativa de desfigurar-se a captura da conhecida mala
* Rodolpho
Heggendorn
Donner
CRIME INSTITUCIONALIZADO
Crimes que sempre existiram depredaram a Petrobras e ampliaram-se criminosamente pelo conluio entre
e com as maiores empresas nacionais, privadas e estatais, prestadoras de serviços e de obras públicas.
explosivos, suicídios, jogos de desafios à
vida, perigosos e terrorismo.
6º) Acessos indiscriminados a jo-
gos de videogames cada vez mais violen-
tos, em que matar alguém, ganha bônus.
7º ) Um individualismo cada vez
mais crescente na sociedade. Poucos que-
rem compartilhar os acontecimentos bons
e ruins. A infeliz frase: " É preciso levar
vantagem em tudo " numa sociedade do-
ente sob o ponto de vista moral predomi-
na. Pouquíssimas pessoas apresentam o
espírito altruísta e o egoísmo predomina.
8º ) Excessos de bullying nas salas
de aulas, no recreio e fora delas. As víti-
mas são submetidas à uma carga de cha-
cotas,injúrias,calúniasedifamações,qua-
se que diuturnamente. E a maior parte
ocorre nas redes sociais.
Vivemos numa sociedade em que as
crianças logo ao nascerem recebem dos
pais IPhone, laptop, tablet que se tornam
verdadeiras babás eletrônicas. O diálogo
saudável entre pais e filhos está pouco a
pouco se esvaindo. Na hora do recreio
não há mais brincadeiras de pular corda,
amarelinha, queimada e esconde- escon-
de como outrora. As crianças e adoles-
centes ficam isolados, centrados, fixado
nos celulares, alheias à realidade, perdi-
das e quando não, reunidas em grupinhos
,parabulircomumavítimapre-escolhida,
já dentro das salas de aulas.
E ao chegarem no período da matu-
ridade ficam sem conteúdo, se informan-
do superficialmente por WhatsApp, Fa-
cebook e Memes. Apresentam dificulda-
des em compartilhar experiências, pen-
samentos e opiniões, não estando mais
acostumados às atividades de grupos
como ouvir e dar opiniões.
Chega-se à conclusão de que a fal-
ta de autoridade e de educação são os
grandes geradores da violência. O bra-
sileiro tem muito medo de exercer a au-
toridade e para organizar uma sociedade
tem que haver a mesma. No nosso país ela
é confundida como autoritarismo. O
Brasil está bastante desorganizado por
causa desse receio por parte dos gover-
nantes, pais, professores e da própria
polícia. As crianças são criadas como
pudessem fazer tudo e hoje é difícil ver
um pai ou uma mãe dando limites, ensi-
nando os filhos a respeitarem o próxi-
mo, inclusive os seus professores. Há
casos de docentes sofrerem agressões
psicológicas e físicas por parte de alu-
nos. Sei de um caso em que o professor
apreendeu um celular de um discente
que estava atrapalhando a aula e de-
pois respondeu por um inquérito poli-
cial referente à constrangimento de me-
nor. Essa falta de limites está criando
gerações que acham que podem tudo,
praticantes de vandalismos e sem ne-
nhum senso de cidadania.
Pitágoras afirmou há mais de 2.000
anos: "Eduquem as crianças e não será
necessário punir os homens". Sábias
também foram as palavras do monge
beneditino Dom Lourenço de Almeida
Prado, OSB- RJ, numa reunião com pais
de alunos no Colégio São Bento, na
década de 70: " É preciso ter a coragem
de não ir na onda (da moda, do consu-
mismo desenfreado, dos maus exem-
plos de falsos ídolos, das extravagânci-
as, de modelos preconizados pela mídia
televisiva). Conversem muito com os
seus filhos e os orientem, senão outros o
farão de uma maneira maléfica'.
O maior desafio do Presidente Bol-
sonaro será de reorganizar a sociedade
brasileira, semi- destruída por gover-
nantes sem caráter, princípios morais e
corruptos. Só será conseguido pela Edu-
cação baseada em princípios morais,
éticos e religiosos.
contendo a propina de 500 mil destinada a Temer, transportada pelo depu-
tado Loures, hoje preso.
Prejudiciais à ação da justiça são os vazamentos. Um bom exemplo bem
detalhado foi o planejamento e consequente pedido de
prisão de Fernando Sarney, sua mulher, Teresa Murad, e
outros investigados, com pedidos de busca e apreensão.
Encastelados na casa do pai, não foi difícil obter um ha-
beas corpus, com óbvia ajuda do ex-presidente.
Interessantes também as análises de aparentemen-
te inocentes declarações, como a do então ministro Car-
los Marum, dizendo estar o país fazendo opção pelo com-
bate à corrupção em lugar de combater bandidos. Nada
menos do que tentativa de afastar a Polícia Federal do en-
calço de políticos suspeitos de corrupção.
Muito importante saber que para o Estado de direi-
to o perigo não está no ato criminoso em si, mas na pos-
sibilidade que o crime institucional tem ao seu alcance,
diante do poderio financeiro que influencia a vida co-
mum, a justiça e a administração pública em geral. Daí
a importância do relato oferecido pelos autores.
Em tempo: Livro emprestado. Não conheço pes-
soalmente os autores e nem tenho qualquer relação de
amizade ou interesse comercial com eles e a editora. Sei
apenas que hoje pertencem à equipe de trabalho do ministro SÉRGIO MORO.
Minha certeza é a de que conhecer os fatos narrados no livro sobre os crimes
institucionais é de interesse dos que se preocupam pelos rumos do nosso país.
É o caso do que se publica no jornal Inconfidência.
8
* Coronel - Psicólogo
Nº 263 - Abril/2019 9
*Rayanne Gabrielle
da Silva
* Especialista em História Militar, licenciada
em História, graduanda em Administração e
professora da rede estadual de ensino do
Rio Grande do Norte.
Nos últimos dias, o Governo Federal
anunciou a criação de uma comissão
verificadora do tom usado pelo Exame
Nacional do Ensino Médio (ENEM) para
elaborar as questões a serem respondi-
das por milhões de estudantes nas pro-
vas de novembro. O motivo? Minimizar,
senão extinguir, a influência da ideologia
esquerdizante presente no certame.
Tal verificação por parte do atual
governo não deveria surpreender, pois se
trata do cumprimento de uma das várias
promessas de campanha feitas pelo pre-
sidente Bolsonaro em prol do rechaço do
domínio da esquerda no âmbito educacio-
nal. Como também se era de esperar, as rea-
ções foram das mais controversas, com as
críticas nada construtivas por parte da opo-
sição ao acusar o Planalto de censura.
Porém, o que há de errado com o
ENEM? Pior: o governo age corretamente
ao dar uma “espiadinha” na prova antes
de ela ser impressa e distribuída para re-
solução?
Em primeiro lugar, não há nada de
errado com a prova, mas sim de equivoca-
O QUE HÁ DE ERRADO COM O ENEM?
Um alerta: é preciso minimizar o esquerdismo da prova sem ampliar o direitismo.
Ou a atual gestão se tornará aquilo, sob outra roupagem, que tanto condenou.
Se há uma citação
sobre Karl Marx, por
que não falar de
Raymond Aron,
sociólogo francês
crítico ao
comunismo?
A finalidade des-
tas breves consi-
derações é a de acres-
centar alguns insu-
mos acerca da não caracterização do Mo-
vimento Cívico-Militar, deflagrado em Mi-
nas Gerais, em 1964, como golpe ou pos-
terior ditadura (‘militar’ ou ‘civil-militar’,
que levou o País aos ‘anos de chumbo’),
sendo certo que o assunto é polêmico.
O nosso presidente Jair Bolsonaro
vem, a esse respeito, assinalando, de há
muito, notáveis aspectos, máxime os ati-
nentes ao campo político-ideológico.
Dentre outros, destaco quatro deles: 1) o
Congresso, na madrugada de 2 de abril
de 1964, em sessão secreta, depôs o se-
nhor João Goulart, da presidência do Bra-
sil, eis que o presidente do Congresso Na-
cional, senador Auro de Moura Andra-
de, em face da ausência do presidente,
proclamou a vacância do cargo. O presi-
dente da Câmara dos Deputados, depu-
tado Ranieri Mazzili, ’ipso facto’, segun-
do preceitos constitucionais, assumiu
a curul presidencial. Diga-se que o Con-
gresso, por meio de decreto, anulou, em
2013, “de modo infantil”, como decla-
rou o então deputado Bolsonaro, a dita
sessão (presidida por Renan Calheiros!!!),
em um canhestro e ideológico revisionis-
mo histórico. Ora: a História não pode ser
modificada/manipulada ao sabor dos tem-
pos e ao capricho de alguns (à ocasião, dis-
se Bolsonaro: “Lenin apagava fotos. O
Congresso hoje em dia apaga fatos”...);
2) em 11 de abril, também como previa a
Constituição de 1946, o Parlamento ele-
geu o marechal Castello Branco, inclusi-
ve com os votos de Juscelino Kubits-
chek e Ulisses Guimarães; 3) Castello
Branco tomou posse em 15 de abril - e
não em 31 de março, como muitos pensam
- recebendo a presidência, do deputado
Ranieri Mazzili (governou de 2 a 15 de
abril), tudo, repita-se, segundo regras cons-
titucionais vigentes; 4) outrossim, o
presidente assinala que ‘toda a Impren-
sa queria que João Goulart saísse, exce-
to o “Última Hora”. De fato, basta que
compulsemos os jornalões da grande
imprensa de então e as mais famosas
revistas - ‘O Cruzeiro’, ‘Manchete’ e ‘Fa-
tos e Fotos’ -, para evidenciarmos o re-
púdio da Nação ao governicho de Gou-
lart. Idem, quanto à Igreja Católica (a
CNBB, a ‘Ação Católica’, etc); entida-
des como a OAB e outras; as classes pro-
dutoras/empresariais; a maioria dos par-
A CONTRARREVOLUÇÃO DE 1964: GOLPE? DITADURA?
* Manoel Soriano Neto
do. Por ser um exame que preza pela multi-
disciplinaridade entre as áreas de co-
nhecimento e pela pluralidade de ideias,
o ENEM deveria abarcar uma gama equi-
librada de autores contrários à esquerda,
apresentando aos candidatos a variedade
de opiniões e ideias inerentes ao proces-
so de aprendizagem. Se há uma citação
sobre Karl Marx, por que
não falar de Raymond Aron,
sociólogo francês crítico ao
comunismo?
Em segundo, não vejo
problema em o chefe do Exe-
cutivo Federal ter acesso à
prova, apesar de essa pos-
tura levar à visão de censu-
ra. Contudo, eliminar ques-
tões acusadas de serem de esquerda não
resolverá o impasse, cuja resolução tor-
na-se bem simples pelo o que já foi ex-
posto. A prova precisa ser equilibrada,
assim como precisa ser debatido, nas sa-
las de aula de todo o país, visões distin-
tas de pensamento, algo que, infelizmen-
te, não ocorre.
Por fim, a própria esquerda, inde-
pendentemente de partido, se contradiz
ao perceber os ventos da mudança so-
bre o exame. Ao falar sobre diversidade
de ideias, discorda, até mesmo ignora,
direitistas e centristas, como se em nada
eles contribuíssem para o conhecimento.
A intolerância começa nas universida-
des, mais precisamente
nos cursos de Ciências Hu-
manas, cuja força ideoló-
gica das massas e lutas
sociais é significativa.
Na esteira da polê-
mica, a antiga presidente
do INEP, Maria Inês Fini,
respondeu ao presidente
recém-eleito, em novembro
de 2018, que o “Governo não manda no
ENEM”, dando plena autonomia à prova.
Soa estranho, pois a seleção nada mais é
do que uma política de Estado para fins de
ingresso de milhões de estudantes nos
cursos de níveis técnico e superior em to-
do o país. Assim, estaria errado o presi-
dente acompanhar o processo?
Não custa nada fa-
zer alguns poucas e sin-
gelas sugestões: diver-
sificar as leituras feitas sobre óticas di-
vergentes nas universidades, formando
profissionais com bom senso e crítica coe-
rente; dialogar de forma consciente com
estudantes nas salas de aula dos níveis
público e privado, sem formar membros
de comitês político-ideológicos; criticar,
de maneira construtiva, as diversas opi-
niões, condenando àquelas que machu-
cam os direitos humanos mais profun-
dos; aprender e ensinar o respeito e a to-
lerância a todos.
Infelizmente, são medidas de len-
ta aplicação e conscientização. No en-
tanto, vai um alerta: é preciso minimizar
o esquerdismo da prova sem ampliar o
direitismo. Ou a atual gestão se tornará
aquilo, sob outra roupagem, que tanto
condenou.
* Coronel, Historiador Militar e Advogado
msorianoneto@hotmail.com
O ALMIRANTE Cândido Aragão volta
ao Comando-Geral do Corpo de
Fuzileiros Navais, carregado em triunfo
nos ombros dos marujos amotinados
lamentares, além da esmagadora maio-
ria das Forças Armadas. Aduziria mais
que os governadores de quase todos os
estados apoiaram, irrestritamente, a Con-
trarrevolução (à exceção dos de Pernam-
buco, Miguel Arraes, e de Sergipe, Seixas
Dória, ambos depostos ao se deflagrar
a Revolução; acrescente-se que o gover-
nador do estado do Rio de Janeiro, Bad-
ger da Silveira, sofreu ‘impeachment’ da
Câmara Legislativa Estadual, no mês de
maio). Urge que mencionemos os no-
mes dos governadores dos principais
estados brasileiros que aderiram, com
as suas Polícias Militares, incondicional-
mente, à Contrarrevolução: Magalhães
Pinto (MG); Adhemar de Barros (SP); Car-
los Lacerda (Guanabara); Nei Braga (PR);
Celso Ramos (SC); Ildo Meneghetti
(RS), Mauro Borges (GO) e Virgílio Tá-
vora (CE). É de perguntar-se, então:
será que “50% da população apoiavam
Jango” (sabendo-se
que foi essa mesma
população que elegeu
os citados governado-
res, prefeitos e congres-
sistas?; e enfrentou as
constantes greves po-
líticas, a hiperinflação
e o desabastecimento?;
que assistiu à quebra
da disciplina e da hie-
rarquia nas FFAA, es-
timulada - pasme-se -
por seu Comandante
Supremo?; e, indigna-
da, saiu às ruas, espon-
taneamente, nas histó-
ricas e grandiosas ‘Mar-
chas da Família com
Deus e pela Liberda-
de’?), como assevera, com base em ‘pes-
quisa do IBOPE em oito capitais brasi-
leiras’, entre 9 e 26 de março de 1964, o
jornal Folha de São Paulo, de 29 de março
do presente ano??
Destarte, a Nova Ordem implanta-
da - autoritária, como não poderia dei-
xar de ser -, não foi um golpe de Estado
e sim uma inexorável e premente exigên-
cia do povo brasileiro, de quem, conso-
ante mandamento constitucional, todo
o poder deve emanar. Cumpriu-se à ris-
ca preceitos da Lei Magna, diferentemen-
te de ditaduras, como a do ‘Estado No-
vo’ varguista, v.g.; e mais: o regime só
se protraiu no tempo, por 21 anos, em
vista de ações terroristas e da luta ar-
mada (guerrilhas) desencadeadas por
esquerdopatas, a começar com o atenta-
do no Aeroporto dos Guararapes (PE),
no ano de 1966. Daí inferir-se, não apenas
pelo que foi antes expendido, ser INEVI-
TÁVEL a ocorrência do memorável 31 de
Março de 1964 (um contragolpe preven-
tivo!) a fim de se pôr cobro a uma caóti-
ca comoção social que levaria o País à
guerra civil...
Isto posto, apresentarei uma tese/
teoria que aprendi quando estudava
Direito. Dizem (a ser conferido) que ela
foi trazida ao Brasil pelo jurista de tomo,
o português Marcello Caetano. Ele foi
deposto da presidência de Portugal, por
ocasião da ‘Revolução dos Cravos’, em
1974, veio para o Brasil, tendo sido con-
tratado como professor pelas Faculda-
des Estácio de Sá (RJ).
Ao proferir uma palestra sobre o
31 de Março, no Batalhão da Guarda Pre-
sidencial – Batalhão
Duque de Caxias (Bra-
sília-DF), fiz uma su-
cinta explanação so-
bre o assunto e o va-
loroso coronel Kepler
Bastos, comandante
da Unidade, entusi-
asmou-se pelo tema
e me incentivou a es-
crever sobre o mesmo,
como farei a seguir.
O único Orga-
nismo Internacional
que trata da análise
dos governos em to-
do o mundo, se de ‘es-
trutura democrática’
ou ‘de estrutura to-
talitária’ - para usar-
mos as expressões por ele utilizadas - é
o Tribunal (ou Corte) Internacional de
Justiça da ONU (o ‘Pretório Egrégio’ des-
ta Organização, que não deve ser con-
fundido com o Tribunal Penal Interna-
cional) sediado em Haia, na Holanda,
também conhecido como ‘Tribunal ou
Corte de Haia’. Esta Corte preconiza co-
mo sendo ‘de estrutura democrática’,
aqueles países que obedecem a seis fun-
damentos básicos: três deles são os pi-
lares da democracia grega e os demais,
típicos das modernas democracias. Dos
gregos, são considerados os princípios
1) da ‘isonomia legal’ (“todos são iguais
perante a lei”); 2) da ‘isotimia’ (princí-
pio da representatividade: “todos têm
o direito de exercer funções públicas e
administrativas e de constituir um seu
representante ou paráclito”, como um ad-
vogado, um prefeito, um deputado, etc) e
3) da ‘isagoria’ ou ‘isegoria’ (em alusão
às ‘ágoras’, locais em que os gregos dis-
cutiam os seus problemas, coletivamen-
te, por meio da dita ‘democracia direta’,
vale dizer, “a liberdade de reunião e de
expressão, desde que não atentatórias às
leis estabelecidas”, etc., etc. Frise-se que
este direito é negado aos democratas,
pelos profitentes da ideologia marxis-
ta-leninista). Da democracia moderna
exsurgem três outras condicionantes:
1) ‘a existência de eleições’ (independen-
temente se diretas ou indiretas); 2) o ‘plu-
ralismo partidário’ (em oposição ao par-
tido único dos regimes totalitários) e 3)
a ‘rotatividade no poder’. Pois bem: o Bra-
sil, ao tempo dos governos militares, cum-
priu tais resoluções, tanto que o mencio-
nado Tribunal, à época, NÃO nos clas-
sificou como país ‘de estrutura totali-
tária’. Inegavelmente, como não pode-
ria ser de outra forma, por causa da mui
conturbada atmosfera político-social vi-
venciada, como afirmamos no início des-
ta matéria, esses governos foram auto-
ritários, de força, às vezes de exceção,
porém jamais se constituíram em uma
ditadura, como as de Cuba, Coreia do
Norte, Venezuela e outras. Os parâme-
tros técnico-jurídicos quanto a isso,
existem, pois, e sempre têm que existir,
como linhas atrás expusemos (que in-
cluem, sim, as liberdades de expressão
e de imprensa), para que não prevaleça
o subjetivismo amador, irresponsável e
inconsequente, como sói acontecer entre
nós, desafortunadamente.
O presidente americano Jimmy
Carter foi um ferrenho detrator da tese em
comento (quando veio ao Brasil da ‘dita-
dura Geisel’, recusou as galas devidas e
embarcou sozinho no automóvel do Car-
deal Evaristo Arns...). Mas, com o passar
do tempo, na presidência de Reagan, foi
mudada radicalmente aquela política e os
EUA passaram a conviver, harmonica-
mente, com países de regime autoritário.
Em conclusão e por derradeiro,
em que pese a minha pequenez jurídica,
se me perguntarem se houve golpe
em1964 e se os governos militares fo-
ram ditatoriais, ouso responder, convic-
tamente, com um rotundo NÃO!!
9
8Nº 263 - Abril/2019 10
Cel Osmar José
de Barros Ribeiro
* Coronel, Historiador Militar e Advogado msorianoneto@hotmail.com
(continua)
* Manoel Soriano Neto
“Árdua é a missão de desenvolver e defender a
Amazônia. Muito mais difícil, porém, foi a de nossos
antepassados em conquistá-la e mantê-la.”
General Rodrigo Octávio / 1º Comandante Militar da Amazônia (1968/1970)
AMAZÔNIA – O GRANDE DESAFIO(XIX)
Aos 86 anos de idade posso declarar,
em alto e bom som, que não devo
favor a político algum. Tudo o que sou
(ou penso ser) devo ao Exército Brasilei-
ro que, desde 1950, me recebeu em seus
quadros. Nunca pedi favores e sempre
me foi cobrado estudo, responsabilida-
de, cumprimento dos deveres comuns a
todos os que se orgulham da farda.
Da mesma forma que todos os que
tiveram e tem a honra de vestir o unifor-
me militar, busquei cumprir todas as
missões recebidas da melhor forma. E
a recompensa sempre foi e sempre será
a satisfação do dever cumprido. Isso
está muito acima e além da remunera-
ção que nos cabe e da compreensão de
muitos brasileiros, políticos ou não.
Desde o final dos governos milita-
Prosseguiremos na análise do me-
gaprojeto‘Corredor Triplo A’, tam-
bém chamado de ‘ecológico’, ‘ambien-
tal’, ‘biológico mesoamericano’, ‘AAA’
ou ‘Corredor de la Anaconda’ (pois o
seu formato geográfico se assemelha
ao da enorme cobra – vide ilustração).
Em face de este projeto ser atentatório
à Soberania Nacional, como denunciou
o presidente Bolsonaro, ainda quando
candidato à presidência da República,
o Brasil desistiu de sediar, no presente
ano, a Conferência Climática das Na-
ções Unidas (COP-25, ou seja, ‘Confe-
rência das Partes - 25’), eis que o as-
sunto lá seria discutido.
O ideólogo deste nefasto empre-
endimento, que visa à internaciona-
lização e ao permanente monitoramen-
to alienígena da Pan-Amazônia, foi o
antropólogo nova-iorquino, naturali-
zado colombiano, Martin Von Hilde-
brand, tido como ‘especialista em di-
versidade biocultural’. Ele também foi
o criador, em 1990, da ONG ‘Funda-
ción Gaia Amazônia’ (FGA), sediada
na Colômbia, e se mancomunou, em
seus propósitos, com o ex-presiden-
te colombiano Juan Manuel Santos.
Na gigantesca área projetada - 200 mi-
lhões de hectares – vivem 30 milhões
de pessoas e 385 povos indígenas de
oito países sul-americanos! Diga-se
que a citada (FGA) é a filial colombia-
na da ONG britânica ‘Gaia Interna-
tional’ (ligada à realeza britânica) a
qual concebeu o ‘‘Triplo A’. Esta Orga-
nização sobrevive com doações gover-
namentais e de fundações privadas e
auxílio de alguns países. No Brasil,
fazem parte da FGA, o ‘Instituto Socio-
ambiental’ (ISA) e o ‘Instituto do Ho-
mem e do Meio Ambiente’ (Imazon),
ambos adeptos da divisão suprana-
cional da Amazônia, por meio da ação
de ongueiros nacionais e estrangei-
ros (muitos, sabidamente espiões e
predadores). Por isso, eles devem ser
observados, constantemente, ‘com lu-
pa', até por que servem aos deletérios
desígnios de cobiça, da parte de na-
ções hegemônicas, no constante uso
do ‘soft power’ – o ‘poder suave’...
Para finalizar, anote-se que o
escopo maior do Corredor em comen-
to, seria, basicamente, o de conectar
os ecossistemas e biomas andino, ama-
zônico e atlântico, abrangendo gran-
de parte de nossa Amazônia, especial-
mente todo o estado de Roraima, com
suas riquezas minerais e reservas in-
dígenas (Ianomami e Raposa Serra do
Sol, de suas ‘orelhas’). Aduza-se que
esta pobre Unidade da Federação pos-
sui cerca de 90% de seu território pra-
ticamente ‘engessado’ por uma car-
comida política ambientalista/indige-
nista, altamente prejudicial ao desen-
volvimento, restando pouca terra a
ser disponibilizada, quadro dramáti-
co que precisa ser revertido com ur-
gência!
Como arremate, assinale-se que
certa e recerta foi a decisão brasileira
em não aceitar e condenar a concre-
tização do famigerado megaprojeto
“Corredor Triplo A”! A luta continua!
Este jornal, com muita ufania,
está publicando em sua capa, a Or-
dem do Dia do Ministério da Defesa,
co-assinada pelos comandantes das
três Forças! Rendamos graças a Deus!
Ela é Histórica, após quase vinte (!)
anos de omissão - ‘silêncio obsequio-
so’ - quanto ao Movimento Cívico-
Militar de 31 de Março de 1964, quan-
do o sobredito ministério era ocupa-
do por notórias personalidades, pro-
positadamente escolhidas, em face de
seu cariz esquerdista. Incontáveis
massas críticas de militares, mormen-
te os jovens anualmente incorpora-
dos, em especial nos estabelecimen-
tos de ensino, ficaram sem saber a
posição oficial das FFAA acerca da
memorável Contrarrevolução Demo-
crática. Que isso, em anos vindou-
ros, jamais se repita! Idem, em rela-
ção à covarde e traiçoeira Intentona Co-
munista de 1935...
PROJETO TRIPLO A
SOBRE MILITARES
res, durante os quais nenhuma benesse
nos foi concedida, os militares foram
jogados na vala comum e tratados como
um traste que deveria ser colocado no
escaninho dos desimportantes, parti-
cularmente quando dos malfadados
anos petistas. Estes, na verdade, sem-
pre tentaram reduzir a importância e a
necessidade das Forças Armadas. No
entanto, sempre que precisaram, eles
as usaram.
Hoje, quando se procura corrigir
erros antigos, os políticos se insurgem.
Talvez fosse bom lembrar-lhes e aos
demais setores da sociedade que se vol-
tam contra os militares que, como bem
afirmou o ex-presidente norte-ameri-
cano Barack Obama, sem elas não exis-
tiria democracia.
Muitos analistas e comentaristas
se insurgem contra a utilização
da expressão "velha política" dado o seu
indisfarçável sentido pejorativo. Argu-
mentam que a política pode ser velha e,
ainda assim, voltada para a realização
do Bem Comum. Não deixam de ter ra-
zão, muito embora a expressão venha a
significar, hoje em dia, a crítica aos mé-
todos e processos de governo que, de
há muito tempo, vem re-
gendo os destinos do
Brasil e travando o nos-
so desenvolvimento.
Para Maquiavel,
política vem a ser a arte
de conquistar, manter
e exercer o poder, o go-
verno. E tal "arte" tem
a ver com a forma pela
qual o governo se propõe a enfrentar
toda sorte de problemas, tanto com re-
lação aos do próprio Estado quanto em
relação aos demais países. Política po-
de, ainda, ser a orientação ou o compor-
tamento governamental quanto a maté-
rias de interesse público os mais diver-
sos tais como saúde, educação, segu-
rança, finanças, etc., traçando normas
voltadas para os interesses da socieda-
de como um todo.
Sendo a política "a arte de conquis-
tar, manter e exercer o poder, o governo"
é mister, neste artigo, prestar homena-
gem a José Bonifácio de Andrada e Silva,
cognominado Patriarca da Independên-
ciaporseupapeldecisivonaIndependên-
cia do Brasil. Dele, no prefácio do livro
"O homem que inventou o Brasil – Um
retrato de José Bonifácio de Andrada e
Silva"(CapaxDei,GeraldoLuisLino,Rio
de Janeiro, 2019), diz Aldo Rebelo, ele
próprio um político e jornalista, já testado
no exercício de elevadas funções nos
Poderes Legislativo e Executivo:
Só um espírito superior arrostaria
com ambição tão grandiosa: conservar
a unidade territorial de um continente, a
América Portuguesa, em uma época de
fragmentações territoriais nos proces-
sos de descolonização; e ao mesmo tem-
A RÉGUA DO PATRIOTISMO
NA POLÍTICA
Sendo a política "a arte de conquistar, manter e
exercer o poder, o governo" é mister, neste artigo,
prestar homenagem a José Bonifácio de Andrada e
Silva, cognominado Patriarca da Independência por
seu papel decisivo na Independência do Brasil.
po instalar uma monarquia constitucio-
nal, quando o mundo festejava o ideal
republicano referenciado na mais pro-
missora das repúblicas, os Estados Uni-
dos da América. A genialidade de Boni-
fácio se afirmou na negação da cópia
dos modelos da época e na busca de um
caminho próprio, que preenchesse as
condições e as necessidades do Brasil de
seu tempo. O pensamento do Patriarca
guarda grande atua-
lidade, quando hoje,
no Brasil, direita e es-
querda nada mais fa-
zem que tentar repro-
duzir, em diferentes
planos, padrões ide-
ológicos e culturais
importados da gran-
de nação do Norte. ...
Geraldo Luis Lino presta um re-
levante serviço, ao exaltar no perfil
biográfico de José Bonifácio a sua qua-
lidade maior de patriota extremoso e
dedicado. Talvez, seja exatamente este,
o patriotismo, o sentimento mais ne-
cessário e, quem sabe, o único com ca-
pacidade de reduzir o coeficiente de
atrito entre classes, corporações e gru-
pos sociais que se agitam em busca de
objetivos próprios, desprezando os in-
teresses comuns.
Os políticos do grupo conhecido
como "Centrão" e que se aprimoram na
arte de chantagear o Poder Executivo na
busca de posições que possam ser usa-
das como moeda de troca deveriam, em
lugar do "toma lá, dá cá" da velha política
e espelhando-se no exemplo do Patriarca,
buscar a unidade do Estado, o bem-estar
e a prosperidade de todos os cidadãos, a
defesa dos direitos e o pleno exercício do
dever por todos e cada um dos brasileiros.
Ao político, independente de par-
tidos e de orientações ideológicas, cabe
pautar suas ações pelo exercício da éti-
ca da responsabilidade, sempre consi-
derando as consequências das medi-
das que esposa.
E tais medidas podem e devem ser
medidas pela régua do patriotismo.
Os políticos do grupo
conhecido como
"Centrão" se aprimoram
na arte de chantagear o
Poder Executivo na busca
de posições que possam
ser usadas como moeda
de troca.
Nº 263 - Abril/2019 11
* Ipojuca
Pontes
* Ex-secretário nacional da Cultura, é cineasta, destacado documentarista
do cinema nacional, jornalista, escritor, cronista e um dos grandes pensadores
brasileiros de todos os tempos.
Bernard Shaw, dramaturgo irlandês e
amigo pessoal de Joseph Stalin, o
“Pai do Povo”, se esmerava em afirmar
que o jornalismo é “a segunda profis-
são mais antiga do mundo”, de certo mo-
do antecipando Ingmar Bergman, o ci-
neasta sueco que disse estar a ativida-
de cinematográfica (por vezes, uma for-
ma de jornalismo) inserida “no ramo da
prostituição”.
Não há dúvida: até hoje prevalece
em boa parte da mídia brasileira o exercí-
cio prático, teórico e contínuo da inex-
pugnável imprensa marrom (“imprimeur
marrom”, como são classificados os jor-
nais do gênero na França). Façamos um
breve relato de fatos em torno do assunto.
Vejam só: já no final dos anos 20, Mário
Rodrigues, pai de Nelson Rodrigues e
dono do jornal “A Crítica”, foi enquadra-
do como um iniciado na prática desse tipo
de jornalismo, depois de explorar nas pri-
meiras páginas do jornal, escandalosa-
mente, o rumoroso caso de adultério do
casal Sylvia Serafim - João Thibau. À
época, julgando-se ultrajada pela explo-
ração sensacionalista, a mulher armou-se
de um revólver e dirigiu-se à redação de
“A Crítica” para matar o seu proprietário.
Não o encontrando, matou com tiro cer-
teiro o filho de Mário, o ilustrador Roberto
Rodrigues, que tinha desenhado para o
jornal, em traços toscos, cena íntima da
mulher atracada ao seu (dela, lá) dentista.
Já Carlos Lacerda, fundador da
“Tribuna da Imprensa”, passou a cha-
mar Amaral Neto de “Amoral Nato”,
depois que o antigo companheiro de re-
dação fundou a revista “Maquis” (1957-
1962) para cortejar a imprensa marrom
com reportagens escandalosas sobre o
sórdido mundo político da época.
No universo do “beautiful people”
e do showbiz dos anos 50, por sua vez,
imperava a revista “Escândalo”, explo-
rando a vida íntima de personagens co-
mo Ilka Soares, Cauby Peixoto, Angela
Maria, Nelson Gonçalves, Tenente Ban-
deira, o deputado Barreto Pinto, Leo-
poldo Heitor, entre outros, todos trata-
dos pela revista na base do porrete, da
calúnia e da maledicência.
Há algum tempo, cerca de duas dé-
IMPRENSA MARROM, JORNALISMO VERMELHO
O jornalismo vermelho é mil vezes pior do que a prática da imprensa marrom. Do ponto de vista clínico, ele é tão degenerescente
quanto o estrôncio e mais daninho do que a dengue, a febre amarela, a zika, a chikungunya e a psicopatia, juntas.
cadas atrás, tivemos o escabroso caso da
Escola Base de São Paulo, em que a Rede
Globo foi condenada a pagar R$ 1,35
milhão por danos morais sofridos por
Icushiro Shimara, sua esposa Maria Apa-
recida e o motorista Maurício Monteiro,
tratados pela emissora como pedófilos
(tudo, sem provas ou qualquer tipo de
defesa). No noticiário, chegou-se a afir-
mar que os donos da Escola Base, além de
drogar as crianças e fotografá-las nuas,
usaram o interior de uma kombi à guisa
de motel destinado a orgias.
A Justiça, no entan-
to, considerou os indíci-
os apresentados pela
Rede Globo como falsos e
infundados. Os acusados
foram inocentados pela
unanimidade dos juízes
da 7ª Câmara de Direito
Privado de SP. Mas, a es-
sa altura, suas vidas já es-
tavam arruinadas e a Es-
cola Base destruída.
(Tratando do fenô-
meno“imprensamarrom”,
o grande cronista – nos dois sentidos da
palavra – Antonio Maria garantia que o
jornalismo pode ser uma profissão ren-
dosa, não só pelo que se publica, mas,
em especial, pelo que NÃO se publica –
e citava exemplos).
De fato, a “imprensa marrom” é
uma aberração moral, uma espécie de
câncer que deveria ser denunciada a
qualquer tempo e hora, para o bem da
existência humana na face de terra.
Mas... e quanto ao “jornalismo verme-
lho” atuando ferozmente no Brasil?
O jornalismo vermelho é mil vezes
pior do que a prática da imprensa mar-
rom. Do ponto de vista clínico, ele é tão
degenerescente quanto o estrôncio e
mais daninho do que a dengue, a febre
amarela, a zika, a chikungunya e a psico-
patia, juntas.
Como analisei em meia dúzia de
artigos, ele se manifesta como uma vi-
rose ideológica que, em vez de febre,
vômito ou diarréia, transmite mentiras,
invencionices sem o menor cabimento,
interpretações deformadas e juízos de
valor totalmente infundados ou tenden-
ciosos. Seus ativistas, agentes de uma
guerra patrocinada pelo comunismo in-
ternacional, são militantes renitentes
no ofício doentio de desinformar e con-
trainformar, aberrações catalogadas pe-
la antiga KGB soviética como armas fun-
damentais para manutenção da sabota-
gem revolucionária.
No Brasil, cujo Presidente, eleito
pelo voto de cerca de 60 milhões de leito-
res, já se declarou contra a vigência dos
socialismos de FHC, Lula e Dilma, a cava-
ção do jornalismo verme-
lho é ostensiva. Querem
uma evidência? Semana
passada, na Globo “Fake”
News, a desinformante
Eliane Cantanhêde “chu-
tou” a demissão do minis-
tro da Educação, Vélez
Rodrigues, na base do
mais cínico terror midiáti-
co, sem que tal coisa ti-
vesse ocorrido até então.
Outra evidência? O
fofoqueiroAncelmoGois,
autoproclamado “protegido” da KGB e
integrante da fanatizada tropa de choque
de“OGlobo”,diariamenteprocuradetratar
Bolsonaro e seus filhos. No domingo,
criticou o Presidente por
querer “desconstruir”
muita coisa no País.
Gois, que tem no “metade” mafio-
so Luiz Carlos Barreto um padrão de
decência, na certa ignora que o “descons-
trucionismo” é uma sandice cultivada
no seio do esquerdismo acadêmico para
tentar desestruturar, via Derrida, os va-
lores da cultura ocidental. Gois é a Juju
da fofocagem global.
Quanto a “desconstruir” os rastros
do comunismo corrupto e ateu venerados
pelos esquerdistas – bem, esta é uma
obrigação de todo cidadão que preze a
democracia e tenha condições de fazê-lo.
A propósito, só para continuar na
área da fofocagem global, Roberto Irineu
Marinho, presidente do Conselho Admi-
nistrativo de Grupo Globo, passou a usar
barba no melhor estilo Fidel Castro. Tudo,
no momento em que se fala muito na
debandada de assinantes do jornal e na
crise de faturamento da Rede Globo,
que já não recebe verbas públicas com
a mesma facilidade do passado. (Embo-
ra, segundo o jornalista Paulo Henrique
Amorim, os Marinho controlem empre-
sas as mais variadas e tenham cerca de
dois bilhões de dólares aplicados no
mercado financeiro).
PS1 – Na internet, mãe e pai da democracia digital, circula a seguinte
historieta, elucidativa: Trump, o Papa e Bolsonaro estavam num barco no meio
do lago. De repente, uma rajada de vento impulsiona o chapelete do Papa para
fora do barco e cai na água.
- Vai você, Trump! – ouve-se uma voz.
- Como?! Eu tenho câimbras!
- Tá bem, eu vou – diz Bolsonaro.
E, em seguida, anda sobre as águas, apanha o chapelete, volta ao barco e
o entrega ao Papa.
Manchete de um jornal vermelho tupiniquim, no outro dia:
BOLSONARO NÃO SABE NADAR!
PS2 – O meio artístico sempre surpreende. Um leitor me segura pelo braço
e pergunta se são verdadeiras as duras declarações de Nana Caymmi sobre as
relações orais, íntimas, de Caetano, Gil e Chico com o presidiário Lula.
Manerei. E fiz ver ao leitor que a cantora, filha do gigante Dorival, talvez
tenha usado uma figura de linguagem, no sentido em que o “baba-ovo”, por
exemplo, não passa de um bajulador contumaz.
ARMAS EM FUNERAL
GENERAL DE DIVISÃO FRANCISCO BATISTA TORRES DE MELO
24 de dezembro de 1924 31 de março de 2019
Faleceu aos 94 anos em Fortaleza, mesma cidade onde
nasceu e viveu a maior parte de sua vida. Foi velado
com todas as honras, no comando da 10ª Região Militar,
onde foi comandante. Um verdadeiro exemplo de militar
a ser seguido, tendo se dedicado inteiramente, duran-
te toda a sua vida ao Exército Brasileiro. Aos 12 anos in-
gressou no Colégio Militar de Fortaleza (1936/39) e a
seguir na Escola Preparatória de Cadetes de Fortaleza.
Cursou a Academia Militar das Agulhas Negras, tendo
sido declarado Aspirante a Oficial em dezembro de 1946,
na Arma de Infantaria. Possuía todos os cursos regula-
res do Exército (AMAN, EsAO, ECEME) e ainda o Curso
de Comunicação Social do Centro de Estudos de Pessoal
(CEP) realizado em 1968 e da EsNI – Escola Nacional de
Informações (1973). Foi promovido aos postos de major,
tenente-coronel e coronel por merecimento, alcançou o
generalato como general de Brigada a 25 de março de
1978 e general de Divisão em 31 de março de 1984, sendo
transferido para a Reserva após mais de 44 anos de ser-
viço, em 04 de janeiro de 1988.
Em 1964, como major era comandante da Polícia
Militar do Piauí (1963/1967), tendo também comandado
o CPOR de Fortaleza, as Brigadas Mista de Corumbá e
Escola (Vila Militar), a 10ª e 12ª Regiões Militares, as Di-
retorias de Transporte e de Inativos e Pensionistas, as
Polícias Militares de São Paulo e do Piauí e ainda foi ins-
trutor em diversas organizações militares.
Também atuou com grande sucesso no meio civil
tendo presidido o Lar Torres de Melo, abrigo para ido-
sos criado pela sua família em Fortaleza, teve destacada
atuação como Grão Mestre da Maçonaria e empresário
vencedor. Participou e dirigiu o importante e patriótico
Grupo Guararapes, onde constantemente defendia os
maiores interesses da Pátria Brasileira. Foi Provedor da
Santa Casa de Fortaleza.
Participou da constituição de quartéis e moradias
para oficiais e praças, visando seu bem estar e propor-
cionando-lhes as melhores condições para o desempe-
nho de suas funções.
Recebeu, merecidamente, as principais condeco-
rações do Exército, das Polícias Militares e de diversas
outras instituições.
Deixa 6 filhos: Edite, Candida, Batista, Fernando,
Sandra e Lúcio, do 1º casamento com a Sra Maria do
Socorro, 13 netos e 7 bisnetos e viúva, a esposa de seu
2º casamento, Sra Maria Helena Aguiar Torres de Melo.
Abençoado e iluminado seja!
Que Deus o tenha!
A “imprensa marrom”
é uma aberração moral,
uma espécie de câncer
que deveria ser
denunciada a qualquer
tempo e hora.
* * *
Mas... e quanto ao
“jornalismo vermelho”
atuando ferozmente
no Brasil?
8Nº 263 - Abril/2019 12
* Luís Mauro
Ferreira Gomes
O autor é Coronel-Aviador, Presidente da Academia Brasileira de Defesa,
Vice-Presidente do Centro Brasileiro de Estudos Estratégicos e Membro Efetivo do
Instituto de Geografia e História Militar do Brasil.
Cel José Batista
Pinheiro
Já escrevemos mais de 23 (vinte e três)
apreciações sobre o Fundo de Saúde
do Exército – FUSEX e vamos continuar
escrevendo. Até agora não obtivemos o
necessário interesse das autoridades e,
até, de muitos companheiros de classe
sobre alguns aspectos fundamentais do
funcionamento do mesmo, que poderia se
transformarnumexemplarmodelo de ges-
tão e atendimento médico-hospitalar da
classe militar. O plano pioneiro foi criado
em 1978 na plenitude dos governos mili-
tares para reforçar o orçamento dos hos-
pitais militares no atendimento ao pesso-
al da reserva, reformados e pensionistas.
Foi baixada uma portaria do Ministro do
Exército criando o fundo e estipulando
um desconto obrigatório em folha de pa-
gamento (ativa, reserva e pensionistas)
proporcional aos postos e graduações do
pessoal. O dinheiro arrecadado foi incor-
porado ao título não orçamentário, então
existente, denominado “Fundo do Exérci-
FUSEX – OS RECURSOS ESTÃO À DERIVA
to” regido pelo próprio Exército. Depois,
o plano foi aplicado às outras Forças Ar-
madas (MB e FAB).
Com a mudança da ordem adminis-
trativa no Brasil, a extinção do Ministério
doExércitotransformadoemComandodo
Exércitoeareformafinanceiranogoverno
FHC, a arrecadação descontada do bolso
do militar (dinheiro particular) foi dire-
cionada ao Tesouro Nacional transfor-
mando-se em “recurso orçamentário pú-
blico”. Atualmente, os recursos do FU-
SEX pertencem aos cofres da União
administrados pelas atuais autoridades
fazendárias, com o Brasil em ritmo de
falência financeira. O funcionamento
do FUSEX nas OMS é regido pelas IG
30-32 e outras portarias emanadas pela
atual DGP (DCIPAS).
Apenas vamos repetir, o FUSEX
está à deriva: não tem sede própria, não
tem endereço, não tem patrimônio ma-
terial, não tem direção, não tem estatu-
to e os recursos arrecadados não ren-
dem nenhum centavo no mercado fi-
nanceiro, fica tudo para o governo. Por-
tanto, o patrimônio financeiro (nosso
dinheiro descontado em folha) fica per-
tencendo à União. As autoridades da
Fazenda é quem manobram o nosso des-
conto e fazem o repasse às OMS a seu
critério. Há uma omissão geral, nenhum
órgão dos Comados
Militares ou do Minis-
tério da Fazenda pres-
tam qualquer informa-
ção sobre o emprego
desse dinheiro descon-
tado do nosso bolso, o que seria lícito e
obrigatório.
Fazemos um apelo ao Exmo. Sr. Ge-
neral de Exército Fernando Azevedo e
Silva, Ministro da Defesa, pois não es-
tamos mais com um ministro civil do Par-
tido dos Trabalhadores que ignorava de
propósito as necessidades das nossas
Forças Armadas, em nomear uma comis-
são para revisar o processo de emprego
dos recursos do FUSEX que nunca sofre-
ram um estudo de atualização nos últimos
41 anos de sua existência. É lamentável o
nosso atraso em relação aos bem sucedi-
dos planos de saúde civis, criados muitos
anos depois do nosso.
(Rio de Janeiro, 13.03.2019)
Pergunta ao ministro da Defesa:
“ PARAONDE VAI O NOSSO DINHEIRO RECOLHIDO
PELO FUSEX? Quando será regulamentado?
Não estamos mais em governos petistas!”.
Há 55 anos, as Forças Armadas brasi-
leiras, em cumprimento a seu de-
ver constitucional, atenderam ao cha-
mado da nossa sociedade, e, usando os
meios de que dispunham, garantiram o
sucesso do movimento cívico que inter-
rompeu o golpe de Estado em progresso,
praticado pelo, então, presidente da Re-
pública, o senhor João Belchior Mar-
ques Goulart, vulgo Jango, para implan-
tar, aqui, uma ditadura “sindicalista”.
Mais uma vez, fomos salvos por
nossos militares de vivermos uma trági-
ca experiência comunista, que nos cus-
taria, pelo menos, centenas de milha-
res, provavelmente, milhões de vidas
inocentes, como aconteceu na Rússia e
nos países por ela dominados sob a ban-
deira da União das Repúblicas Socialis-
tas Soviéticas, em Cuba e em todos as
nações que sucumbiram a regimes ins-
pirados nessa ideologia nefasta.
Depois de muitos anos em que os
governos petistas proibiram que fosse
comemorado esse movimento relevan-
te de nossa História, conhecido como
“Revolução de 31 de Março”, temos,
pela primeira vez, um Presidente não
contaminado ideologicamente, nem
acovardado diante do patrulhamento das
barulhentas forças de esquerda, mas que,
ao contrário, determinou ao Ministro
da Defesa que as Forças Armadas fa-
çam as "comemorações devidas" à re-
ferida Revolução de 31 de Março.
A militância de esquerda infiltrada,
profundamente, na estrutura do Estado,
pequena, mas muito atuante e sem limites,
também sem nenhum compromisso com a
verdade, desesperou-se ao ver desmoro-
nar-se o castelo de cartas que construiu
ao longo das últimas três décadas e pen-
sava ser uma fortaleza inexpugnável na
defesa da ditadura comunista, que, mais
uma vez, tentara implantar.
Como sempre, erraram. Preocupa-
ram-setantoemdesmoralizareneutralizar
as Forças Armadas, que consideravam
ser as únicas Instituições capazes de im-
pedir a marcha para o “socialismo”, que
não viram o surgimento de uma nova ge-
ração de brasileiros, entre dezessete e
quarenta anos, estudantes, empresários
e profissionais liberais, muito bem prepa-
rados, politicamente conservadores e eco-
nomicamente liberais, que rejeitaram to-
COMEMOREMOS, SIM, A REVOLUÇÃO DE 31 DE MARÇO!
das as ideias esquerdistas, até então
disseminadas, e foram às ruas, levando
ao impeachment a presidente Dilma
Rousseff, ao fim da dinastia petista e,
finalmente, à eleição do Presidente Jair
Messias Bolsonaro.
Militantes políticos, perplexos, de
vários matizes de esquerda, que não acre-
ditavam no que viam, nem entendiam o
que estava acontecendo, perceberam que
as tão temidas Forças Armadas voltaram
à cena, não por meio de uma intervenção
militar, mas trazidas por um governo elei-
to, que confiava nelas e delas precisava.
Do desespero, partiram para uma
reação furiosa nos meios de comunica-
ção controlados por eles, contra o novo
Governo e contra todas as medidas que
pretendia adotar.
Diante da ordem para comemorar
o dia 31 de março, tentaram convencer
os brasileiros, com argumentos sim-
plistas, que omitiam todas as circuns-
tâncias envolvidas, de que, realmente,
houvera um golpe de Estado em 1964, o
que é negado por Bolsonaro e por todas
as pessoas que viveram naquela época
e não eram comunistas, terroristas, sub-
versivas, nem corruptas.
Ainda hoje, alegam que estamos
querendo “reviver o passado”, os “anos
de chumbo”, que somos “viúvos da dita-
dura”, regime que não existiu.
Conseguiram, também, que a Ad-
vocacia Geral da União, em um grave
desserviço à Nação Brasileira, entrasse
com um pedido de liminar para que fosse
proibida aquela justa comemoração.
A Juíza da 6.ª Vara da Justiça Fe-
deral em Brasília, Dr.ª Ivani Silva da
Luz, atendeu ao pedido de liminar apre-
sentado, usando, em sua sentença, to-
dos os clássicos chavões adotadas pela
militância de esquerda, quando se refe-
re ao que chamam de golpe de 1964,
deixando-nos a convicção de que é mui-
to mais uma militante política do que a
Juíza que deveria ser.
Aliminarfoicassada,eanormalida-
de, restabelecida.
Consta, ain-
da, que o Ministé-
rio Público Fede-
ral extrapolou sua
competência, para
recomendar que as
Forças Armadas
não cumprissem a
ordem presidencial
recebida. Essa re-
comendação, sim,
é absolutamente
inconstitucional e
tão absurda, que
nãopoderia sercon-
siderada coisa sé-
ria. Como incitação
à insubordinação,
deveria ser tratada
comocrime.
Alguns políticos, que dizem apoi-
ar Bolsonaro, também se manifestaram
contra as comemorações do dia 31 de
Março. Disseram que era preciso deixar
de “olhar para o retrovisor”. Ainda que
sejam “velhas raposas”, não passam de
pessoas oportunistas, mas muito ingê-
nuas, elas, sim, “olhando para o retro-
visor, pois, ainda acham que ser contra
os Militares e a Revolução de 1964 lhes
dá dividendos políticos. Os brasileiros
não estão, nem um pouco mais, preocupa-
dos com isso. Já perceberam que as ideias
de PT, PSDB e outros partidos de es-
querda menos expressivos são o verda-
deiro perigo que nos ameaça.
O Presidente Bolsonaro não deve
dar maior atenção ao que dizem esses
falsos aliados, nem ao
que vociferam os pe-
tistas, os peessedebis-
tas e seus cúmplices de
sempre ou eventuais.
NestafasedenossaHis-
tória, eles, simplesmente, falam somente
para si mesmos e para seus militantes e
seguidores tradicionais. A grande mai-
oria deles é contra tudo aquilo em que
acreditamos e jamais mudarão de posi-
ção, mas não representam nenhum pe-
rigo para nós, porquanto, embora radi-
cais, são poucos, e as políticas que pro-
põem são as mesmas que os brasileiros
rejeitaram, quando elegeram o Presi-
dente Bolsonaro. Não há ideias novas
nem inovadoras.
Fazer pequenas concessões a es-
ses agitadores, que só querem tumultu-
ar, somente serve para fortalecê-los e
nenhum benefício nos traz.
Do que, verdadeiramente, ameaça
o novo Governo, voltaremos a tratar na
quarta e última parte da série de artigos
intitulada “Caminho Acidentado, mas
certo e único”.
Em sendo assim, também nós, co-
mo muitos outros brasileiros patriotas,
podemos dizer, como o fez Roberto Ma-
rinho na abertura de seu memorável edi-
torial de 7 de outubro de 1984:
“Participamos da Revolução de
1964, identificados com os anseios na-
cionais de preservação das Instituições
democráticas, ameaçadas pela radicali-
zação ideológica, greves, desordem soci-
al e corrupção generalizada”.
Vergonhosamente, seus herdei-
ros viriam a vender a honra de quem
tudo lhes deu, em troca das migalhas
milionárias oferecidas pelos governos
da dita nova república, que quase des-
truíram o Brasil, mas, felizmente, fene-
ceram, esperamos que para sempre, sem
deixar saudade.
Como já dissemos em um artigo,
“até hoje, comem, bebem, vestem e mo-
ram, muito bem, do legado do patriarca
que agora renegam”.
Comemoremos, sim, ostensiva-
mente e sem eufemismos, a Revolução
de 31 de Março de 1964!
O nosso articulista Cel.-Av. Luís Mauro Ferreira Gomes e seu colega
de turma Brig. João Carlos Fernandes Cardoso cumprimentam o novo
Comandante da Aeronáutica, Ten.-Brig. do Ar Antonio Carlos
Moretti Bermudez, e sua esposa, durante a cerimônia de posse, na
Base Aérea de Brasília".
Nº 263 - Abril/2019 13
*Coronel, Administrador, Membro da AHMTB
Ao final de 1.999, a revista “Dever de
casa”, com a imagem Marechal Deo-
doro na capa, destaca em certo trecho: “O
“herói” dos massacres, Luiz Alves de Li-
ma e Silva, foi recompensado por matar
rebeles do Norte e do Sul do país, rece-
bendo os títulos de barão e em seguida de
Duque de Caxias — ele é o patrono do
Exército Brasileiro.”
A cada um cabe eleger os seus he-
róis. Mas, denegrir aqueles que lutaram
na defesa dos interesses nacionais, que
mantiveram esta Nação em berço esplên-
dido. Gigante pela própria natureza que
não foi “de graça”, nem foi esfacelado co-
mo a América espanhola. Caxias é um dos
baluartes da Unidade Nacional.
Sobre tal fato escrevemos texto con-
traditório à desconstrução tipicamente
marxista, publicado n’O FAROL em junho
de 2000, epigrafado, “Iconoclastas da na-
cionalidade”. Repulsa às cunhas que agri-
dem a monolítica Nação forjada com luta,
sangue, combatentes mortos, feridos e mu-
tilados. Não podem ser esquecidos viúvas
e órfãos.
Ainda que tirem as poeiras dos po-
rões, abram alas e criem heróis dos barra-
cões, não os façam gerar outras nações
que dividam o Laço Verde-Amarelo. Não
apelem pro nada. E a Nação, salve, salve,
não vire pó, nem farelo.
Multidões vestem a camisa “ca-
narinho” — pra frente Brasil — Salve a
seleção! Multidões bradam, “a minha Ban-
deira jamais será vermelha”. Vestem ver-
de-amarelo para extirpar comunistas cor-
ruptos do poder; aos milhões exigindo
a prisão do pixuleco. Saúdam heróis que
defenderam a Pátria nos campos de ba-
talha.
Nem do inimigo “tem sangue retinto
pisado”. Tem honra e glória atrás de tan-
tos heróis emoldurados.
O Duque de Caxias, magnânimo e
pacificador, foi um desses vencedores que
expulsaram invasores. A eles a grandiosa
Nação deve os louros das vitórias e a he-
rança herdada que todos usufruem, inclu-
sive os que conspurcam suas imagens na
vida mundana que levam.
Nascido em 25 de agosto de 1803, o
Duque teve o seu batismo de fogo na Guer-
ra da Independência (Bahia/1823), com 20
* Ernesto Caruso
ICONOCLASTAS DA NACIONALIDADE II
anos incompletos. A seguir lutou na Guer-
ra da Cisplatina (1825-1828).
Foi precursor do abolicionismo
ao alforriar os negros — bravos lancei-
ros farrapos — integrando-os ao Exérci-
to, na pacificação do Sul; longa guerra
fratricida de 1835 a 1845 que ameaçava
fraturar a unidade territorial consolida-
da. Caxias deixa uma lição ao proferir emo-
cionante proclamação de brasilidade
aos gaúchos: "Abracemo-nos e unamo-
nos para marcharmos não peito a peito,
mas ombro a ombro, em defesa da Pátria
que é a nossa mãe comum.”.
Coragem e bravura não faltaram a
Caxias em defesa da Pátria; fiel juramento
dos militares, se preciso for, com o sacri-
fício da própria vida.
A História do Patrono do Exército se
passou em grande parte nas operações de
guerra, em barracas de campanha com o
desconforto para dormir, com frio ou ca-
lor, se alimentar quando possível, em mar-
chas forçadas para o combate, atacar e de-
fender, socorrer os feridos, enterrar os mor-
tos com sofrimento, pesar e orações. Dia
e noite sob as agruras da guerra.
Não se compara aos barracões do
samba que tem seus méritos, reconheci-
mento artístico, estandarte de ouro, enre-
do nota 10. Cada um no seu quadrado.
Sambistas e jurados sem compro-
misso com a História, “Com versos que o
livro apagou/ Desde 1500/ Tem mais inva-
são do que descobrimento/ Tem sangue.../
Mulheres, tamoios, mulatos/... Não veio
do céu/ Nem das mãos de Isabel...”
“Quem foi de aço nos anos de chum-
bo”, padrão Marighella, abusou das prá-
ticas terroristas, carro-bomba, explodiu, as-
saltou e matou/mutilou inocentes, como
Orlando Lovechio, Mário Kozel Filho e
até “justiçamento” dos comparsas julga-
dos “traíras”.
Em 9 de dezembro de 1868, Caxias
tinha 65 anos, quando a cavalo e com a
espada em riste, irrompeu sobre a Ponte
de Itororó arrostando o ferrenho inimigo,
vencendo-o a caminho da vitória final.
(Vale citar que hoje se discute a idade de
65 anos para a aposentadoria).
Verso por verso, o Hino a Caxias (le-
tra, D. Aquino Correa) diz tudo: Salve,
Duque Glorioso e sagrado/ Ó Caxias in-
victo e gentil! Salve, flor de estadista e sol-
dado!/ Salve, herói militar do Brasil./ Do
teu gládio sem par, forte e brando,/ O arco
de ouro da paz se forjou,/ Que as provín-
cias do Império estreitan-
do/ À unidade da Pátria sal-
vou.
Mas, não é só com Ca-
xias. É ampla a frente de desconstrução
daqueles que fizeram História. “Gerar ou-
tros é preciso”. Cantores que morreram
de overdose, políticos feitores dos “direi-
tos humanos”. Enfumaçar a Princesa Isa-
bel e iluminar Zumbi dos Palmares. Pior,
ao invés de se homenagear o considerado
líder combatente do escravismo, se culti-
va uma consciência como parâmetro que
vai se contrapor a outra e incentivar a con-
tenda.
Dia desses, em canal a versar sobre
história, apresentado por brasileiros, o
alvo era Santos Dumont. A chacota pre-
valeceu nos comentários de que o avião
de Dumont se deslocava aos saltos (1906),
em posição contrária ao que se entendeu
posteriormente como normal, enquanto
os entrevistados norte-americanos justi-
ficavam a primazia da invenção aos ir-
mãos Wright (1903), em vôo sigiloso por-
quanto pretendiam registrar o invento co-
mo propriedade.
Até a sexualidade do Pai da Avia-
ção, brasileiro, foi comentada, como se
trouxesse alguma contribuição ao deba-
te. Isto, nesta época cujo tema ideolo-
gia de gênero perambula no topo.
Em suma, o que seríamos nós sem
o descobrimento, denominação genéri-
ca e histórica? Seríamos ainda tribos
com gente pelada, arco e flecha, comen-
do caça, aipim/mandioca? Cada uma com
línguas e dialetos distintos? Sem a abo-
minável escravidão, com as contribui-
ções trazidas da África? Sem a migra-
ção de gente pobre de origem euro-
péia? Ainda japoneses, árabes, judeus,
etc?
Seríamos esta Nação Mestiça, gi-
gante pela própria natureza?
O problema não está no Cabral de
1.500, mas nos cabrais do ano 2.000, lu-
las, dirceus, pezões, garotinhos... e par-
ceiros que fazem igual ou pior do que os
genocidas históricos trotskistas ninan-
do gente que se acha grande.
Meus heróis não morreram de
overdose (Hamilton Mourão).
Os ferroviários da extinta
RFFSA, estimulados pelas
infelizes, e desonestas interven-
ções da VALEC em sua vida de
aposentados, a maioria, e ativos
uns poucos, se entregaram com
afinco na campanha a favor do
candidato JAIR MESSIAS BOL-
SONARO para Presidente do
BRASIL.
Engenheiros, advogados,
área médica e administrativa, jor-
nalistas, sindicalistas da FNTF
e outros, aposentados e lideres
da AARFFSA maquinistas,
pessoal das estações, via per-
manente, oficinas, socorro e
seus familiares, do Rio de Janei-
ro, Minas Gerais, São Paulo e
demais Estados, do Sul, Norte,
Nordeste e Centro Oeste, atende-
ram a convocação dos princi-
pais líderes da categoria.
Desde sua criação polí-
tica institucional em 1972, a es-
tatal VALEC, Engenharia e Fer-
rovias S.A. criada para cons-
truir a Ferrovia Norte Sul, se ca-
racterizou por quadros com ine-
quívoca falta de expertise no
modal ferroviário; e o que é pior,
BOLSONARO, FERROVIÁRIOS E VALEC* Geraldo de Castro Filho
por servir de cabide de empregos para polítichiqueiros co-
locarem assessores corruptos portadores de profundo des-
peito e desapreço pelos abnegados técnicos ferroviá-
rios de carreira, que diga-se de passagem, sempre luta-
ram contra o descaso criminoso e contra o inequívoco fa-
vorecimento ao modal rodoviário dos diversos governo
civís.
Os ferroviários, aos longo dos séculos e desde a pri-
meira ferrovia brasileira, construíram o progresso, viabi-
lizaram o surgimento de novas cidades no entorno de seus
trechos de linhas, incrementaram os
transportes de passageiros e princi-
palmente dos enormes volumes de
cargas de produção agrícola, mine-
ral, insumos e material e equipamen-
tos industriais, tanto para o consu-
mo interno, como para as valiosas ex-
portações do Brasil.
Desde a década de 1980, o “sis-
tema ferroviários brasileiro”, foi en-
gessado pelos quadros do Ministé-
rio dos Transportes e Departamento
Nacional de Infra Estrutura e Trans-
porte (DENIT) que historicamente
focam e priorizam Obras Rodoviá-
rias, com “extraordinária incompetência”. basta observar o
estado degradado e precário das rodovias que cortam
nosso Brasil, responsáveis por recordes mundiais de
acidentes com perdas de vidas humanas preciosas.
Em 2008 a partir da Lei nº 11.772/2008 foi atribuída
a VALEC a função de construir, explorar e coordenar a
infra estrutura ferroviária. Com tal reformulação assimi-
lou o DNA politichiqueiro do Governo Federal que in-
dicou gestores e gerentes corruptos e ineficientes que,
a partir da instituição dos “Plano Nacional de Logística
e Transporte’ (PNLT) e do “Programa de Aceleração do
Crescimento” (PAC) gastaram muito e inauguraram qua-
se nada, no modal ferroviário
OS gestores da VALEC se caracterizam por criar
um novo e muito bem remunerado Plano de Cargos e
Salários para os servidores da NOVA ESTATAL, des-
vinculado dos Planos de Car-
gos e Salários dos Ferroviários
da RFFSA, eliminando possibi-
lidades de paradigmas, dispa-
rando e distorcendo a diferença
entre os valores dos salários
das categorias e criminosamen-
te lutando contra qualquer rea-
juste minimante justo e pelo
menos igual à inflação do perío-
do nos dissídio da classe, crian-
do enorme diferença entre os pro-
vimentos das categorias VALEC
x RFFSA, deixando defasados
os direitos dos aposentados e
ferroviários autênticos.
Daí originou a esmagadora preferência dos 60 mil
ferroviários e respectivas famílias (x 10) da extinta RFFSA
pela candidatura do eleito, cristão honesto e justo ci-
dadão, Jair Messias Bolsonaro..
* Engº. Ferroviário
8Nº 263 - Abril/2019 14
Como fazemos anualmente desde março de 2004,
editamos pela 16ª vez a Edição Histórica sobre
o Movimento Cívico- Militar que relata a verdadeira
História Militar e do Brasil. Desta vez, foram impres-
sos somente 2 mil exemplares em papel jornal com 32
páginas, sendo somente 4 a cores em virtude da nos-
sa deficiente situação financeira. Bons tempos aque-
les quando editávamos 20/25 mil exemplares que eram
retirados da gráficas, sob nossas supervisão, pelo en-
tão DEP (hoje DECEX) e transportados para o Rio de
Janeiro e distribuídos para todas as escolas militares de
formação, especialização, aperfeiçoamento e de Al-
tos Estudos, para os alunos do último ano dos Co-
légios Militares e ainda para os CPOR/NPOR. Tínha-
mos apoio dos generais de Exército Clovis Jacy Bur-
mann (FHE/Poupex) e Paulo Cesar de Castro (DEP/
55º ANIVERSÁRIO DA CONTRARREVOLUÇÃO
DE 31 DE MARÇO DE 1964
DECEX), ambos, infelizmente já falecidos. Desta vez,
não pudemos repetir a distribuição de anos anterio-
res, mas esta Edição Histórica está à disposição de
quem se interessar em nossos sites do Grupo e deste
jornal a saber: www.grupoinconfidencia.com.br e
www.jornalinconfidencia.com.br.
Mesmo assim, conseguimos enviar algumas de-
zenas de jornais para a Escola Preparatória de Cade-
tes, Colégio Militar de Porto Alegre, CIAAR, PAMA,
CMSul, PMMG e Colégios Tiradentes, Circulo Mili-
tar/BH, Clube de Subtenentes e Sargentos/BH, Vilas
Militares de Oficiais e de Sargentos em BH, Abemifa,
Faculdade de Sabará, Reserva Encouraçada em Santa
Maria, e ainda para algumas escolas públicas em Mi-
nas Gerais. Constantemente recebemos mensagens e
telefonemas dizendo que essas 3 edições históricas
(31 de Março, Caxias e Intentona Comunista) deve-
riam ser impressas e distribuídas pelo próprio Exér-
cito, com o que concordamos plenamente. Mas dele,
só recebemos o fogo amigo!
Julgamos que os custos dessas edições históri-
cas, como acontecia anteriomente, poderiam (deveri-
am) ser assumidos pelo Comando do Exército/DECEX/
CCOMSEX de acordo com opiniões e mensagens re-
cebidas e ainda mais, por não visarmos qualquer lucro,
somente divulgar a verdadeira História Militar e do
Brasil, deturpada constantemente pelos livros didá-
ticos e pela mídia venal e vendida. A seguir, algumas
notícias sobre a realização de eventos em comemoração
a 31 de março, determinado pelo presidente Bolsona-
ro, relembrado pelo Ministro da Defesa, em Ordem do
Dia e pelo Comandante do Exército, general Pujol.
BELO HORIZONTE/MG
A18 de Março recebemos um convite do deputado estadual coronel PMMG Sandro
Lúcio Fonseca, recentemente eleito pela primeira vez pelo PSL, para comparecer
ao seu gabinete na Assembleia Legislativa, a fim de tratar sobre as possíveis sole-
nidades de 31 de março a serem realizadas nesta capital. E assim o fizemos no dia
seguinte, tendo como acompanhantes a professora universitária advogada Maria da
Conceição Campos, os coronéis Luiz Carlos Loureiro e Mauricio Lúcio Teixeira, o
engenheiro Marcos Renault, presidente da ANVFEB/BH e o capitão José de Barros
Filho, presidente da ABEMIFA e combatente da guerrilha da Araguaia.
Fomos recebidos gentil e atenciosamente pela chefe de gabinete Margarete
Machado e levamos para distribuição os jornais Inconfidência nos
261 e 262, este
a edição histórica do movimento cívico-militar de 31 de março de 1964 e a do Du-
que de Caxias, como também as revistas históricas O Cruzeiro e Manchete.
O Deputado Sandro desejava saber qual seria a programação do dia 31 de março
em BH. Dissemos que todo ano é realizada uma palestra no Círculo Militar, com a
apresentação daqueles que participaram do movimento Brasil afora, mas neste ano,
apesar da programação prevista para o dia 4 de abril (convite no jornal), não seria
mais realizada por motivos alheios à nossa vontade. Seria então programada uma
nova data, após a passagem de comando do general de divisão Henrique Nolas-
co, Comandante da 4ª
Região Militar a 10 de
abril.
Tambémlembra-
mos do nosso pres-
sentimento de que o
comandante do Exér-
cito, general Pujol de-
terminaria a realização
de formaturas relem-
brando e cultuando na
data de 31 de março, a
verdadeiraHistóriaMi-
litar e do Brasil. Aguar-
daríamosentão, uma data mais próxima ao dia 31, o que se concretizou com a Ordem
do Dia expedida pelo Ministro da Defesa, general de Exército Fernando Azevedo
e Silva. Ao término, fotos e cumprimentos.
Ao sairmos, nos deparamos em outro gabinete, o do deputado estadual Bru-
no Engler, também do PSL o 3º mais votado com 120 mil votos e de constante pre-
sença em nossas palestras, vestindo uma camisa com a foto do coronel Ustra, uma
enorme bandeira brasileira estendida na parede de entrada e sobre ela, Bolsonaro17.
Ali paramos para cumprimentar o deputado Bruno pela sua patriótica manifesta-
ção, por iniciativa do Capitão Barros que já mantinha relacionamento com ele,
através de outras palestras. E a luta continua...
VISITA NA ASSEMBLEIA
Engenheiro Marcos Renault, Coronéis Maurício e Miguez, Professora Conceição,
Deputado Sandro, Capitão Barros e Coronel Loureiro
A Edição Histórica entregue ao Deputado Sandro
PRESENÇAS
CONFIRMADAS:
No dia 31 de março, o deputado estadual Coronel Sandro, juntamente com
os deputados Junio Amaral, Bruno Engler e apoiadores da direita, promoveram
um ato público de comemoração a Contrarrevolução de 1964, quando os militares
chegaram ao poder no Brasil. Com faixas e ao som de canções e hinos das Forças
Armadas, os participantes do ato negam que o Brasil tenha passado por uma di-
tadura. Qual a ditadura que promove eleições e dá posse à oposição? Eles argu-
mentam que existia liberdade de entrar e sair do país, não havia ditador e sim vá-
rios líderes militares que evitaram o comunismo no Brasil.
HELENA GRECO X CASTELLO BRANCO
Capitão Barros ladeado pelos Dep.Federal
Júnio Amaral e Dep. Estadual Bruno Engler
O ato ocorreu no Elevado Dona
Helena Greco, que liga a Avenida Bias
Fortes, no Centro, à Região Noroeste
da cidade, anteriormente chamado Ele-
vado Castello Branco, em homenagem
ao primeiro presidente do período mili-
tar. Os manifestantes pediram que a troca
do nome, feita em 2014, seja revogada.
CHURRASCO NO CÍRCULO
MILITAR/BH A 31 DE MARÇO
Os diretores Rubens Prates Macedo
e Cel Adalberto Menezes
Os Coronéis Orcine de Abreu Ferreira
e Manoel Magno Lisboa
Nº 263 - Abril/2019 15
JUIZ DE FORA/MG
FORTALEZA/CE
SANTA MARIA/RS
Acomemoração do 31 de Março foi realizada no Quartel da 10ªRM, cujo
comandante é o Gen-Div Cunha Matos, na 6ª feira, dia 29 de Março, cons-
tando de uma excelente palestra dos antecedentes e causas que motivaram A
REVOLUÇÃO REDENTORA. Palestrante: General de Exército Domingos Gazzineo,
muito aplaudido pelos presentes (cerca de 200 militares da ativa e da Reserva).
Em seguida, no pátio do Quartel aconteceu a leitura da ORDEM DO DIA e
as tropas das diversas OM da Ativa desfilaram com muito garbo e vibração em
continência ao Comandante da Região Militar.Estiveram presentes muitos milita-
res que participaram do 31 de Março em Fortaleza, dentre os quais o Ex- Governador
Adauto Bezerra e muitos militares hoje reformados.
COMEMORAÇÃO NA 10ª RM
Em 27 de março a Guarnição de Santa Maria relembrou os acontecimentos de
31 de março de 1964 quando o PopulaãoBrasileira e as Forças Armadas
impediram que o comunismo dominasse o Brasil.
A solenidade foi realizada no quartel do 3º GAAP, Regimento Mallet, com
a presença dos Comandantes da 6ª Bda Inf Bld e de todas OM da Guarnição,
componentes da Reserva Ativa, coordenada pelo Cel. Frederico Guido Bieri e
constou de: • Apresentação da tropa ao Gen Div Mauro SINOTT Lopes, Coman-
dante da 3ª Divisão de Exército • Canto do Hino Nacional • Leitura da Ordem do
Dia do Ministro da Defesa • Desfile da Reserva Encouraçada e da Tropa da 3ª DE.
VOLTANDO AO PASSADO
Gen Div Mauro SINOTT lendo a Ordem do Dia
Reserva Encouraçada pronta para o desfile
Tropa da 3ª DE
Nossa representante em Juiz de Fora/MG, Graça Gazola mais uma vez fez a
entrega da Edição Histórica de 31 de março aos seguintes destinatários:
No SENAC, embora a biblioteca estivesse sem representante temporaria-
mente, os exemplares foram entregues à Professora Lucimara.
No Círculo Militar, na Secretaria, os exempla-
res foram colocados na sala de reunião do Clube.
NaEscolaEstadualDuquedeCaxias,emmãos,
para a Diretora Silma Veloso.
Finalizando, no SESC, cuja biblioteca também
está passando por reformas, mas foi muito bem aceito.
COMEMORAÇÃO
"Na data de hoje, 31 de março, tenho o prazer de celebrar o dia em que o
honrado Exército Brasileiro libertou o nosso Brasil de um mal que causa terror em
todo o mundo, o comunismo. Meu muito obrigado aos nossos heróis militares
patriotas de 1964", disse o deputado estadual Coronel Sandro através de suas
redes sociais.
Ainda segundo os manifestantes, 1964 foi um movimento cívico pedido pela
própria população, com ação dos militares, para evitar o avanço do comunismo.
Uma faixa usada na manifestação carrega os dizeres: “Parabéns militares. Graças
a vocês o Brasil não é Cuba. ”
Exposição no Círculo Militar/BH
8Nº 263 - Abril/2019 16
25 Anos de Lutas na Defesa do Brasil
GRUPO INCONFIDÊNCIA
Marcha da Família com Deus pela Liberdade
Dia 06 de abril de 2019, a TV Globo publicou uma pesquisa feita pelo
Data Folha, relativa à aprovação ou não da celebração do evento de 31
de março de 1964. Os resultados expostos demonstraram rejeição popular.
Na proximidade daquele acontecimento, Prestes informou à URSS que
o Brasil estava maduro para tornar-se uma nação comunista.
Pouco tempo antes da citada data, “Marchas da Família com Deus
pela Liberdade” feitas no País,
reunindo milhares de pessoas,
exigiram que as Forças Arma-
das saíssem às ruas para im-
pedirtalintento.Como se cons-
tata, 1964 não foi um movimen-
to militar e sim, cívico-militar,
no qual o povo participou inten-
samente.
A partir daquela época, a
mídia empenhou-se em dene-
grir a imagem dos militares, rea-
lizando uma verdadeira lava-
gem cerebral no povo, que pas-
sou a posicionar-se radicalmen-
te contra aqueles.
Passados 55 anos do fato,
poucos hoje conhecem as re-
ais razões das Forças Arma-
das, que vitoriosas, impediram que o Brasil se tornasse uma 2ª Cuba
atrelada à União Soviética.
Com o silêncio daquelas, após a ação, a mídia passou a instilar no
cidadão o ódio aos militares e, na ausência de outra versão, criou a “ver-
dade” que a maioria agora repete.
O Grupo Globo, porta-voz dos governos petistas marxistas de Lula
e Dilma, apoiam incondicionalmente a esquerda comunista brasileira,
cumprindo seu papel na destruição da família tradicional, por meio de
novelas focadas na desagregação de tal núcleo, do BBB e outros, e da
propagação da Ideologia de Gênero que visa, em sua essência, transfor-
mar as meninas em lésbicas e os meninos em homossexuais.
Fica a pergunta: por que o Data Folha, instituto intimamente liga-
do à Globo, empresa que se diz defensora da democracia, não se mani-
festou quando a Câmara dos Deputados comemorou os 100 anos da
Revolução Russa de 1917, que instituiu mundialmente um regime ge-
nocida no qual todos são escravos?
PESQUISA SOBRE A CONVENIÊNCIA DA COMEMORAÇÃO
DO MOVIMENTO DE 31 DE MARÇO DE 1964
Reynaldo De Biasi Silva Rocha – Cel Reformado do Exército
Presidente do Grupo Inconfidência
Na última legislatura, a Câmara dos Deputados não deixou passar desper-
cebidas duas efemérides mundiais: com sessões solenes, comemorou e lembrou
o centenário da Revolução Russa e os 200 anos de nascimento de Karl Marx,
Apesar de algumas repercussões contrárias: o Ministério Público, à época, não
encontrou motivos legais para frustrar o direito àquelas livres manifestações.
Deveria, pois, ser assegurado à iniciativa do governo em lembrar o 31 de março
de 1964 o direito às mesmas liberdades de expressões e de reunião. É o que se
espera em uma sociedade democrática e plural.(O GLOBO 31/03)
* Ex-presidente do Clube Naval
PORTO ALEGRE/RS
Flagrantes do jantar comemorativo da Revolução de 31 de março de 1964,
no dia 03 de abril de 2019, em Porto Alegre/RS
Ojantar Comemortivo foi realizado no dia 03 de abril, na Churrascaria PARILLA
DEL SUR. Compareceram, aproximadamente, 160 pessoas. Os Coronéis
CAMINHA e ALMEIDA, todos os anos promovem encontros semelhantes com
adesão expressiva de militares da reserva e de civis.
O TEN CEL ZUCCO, recentemente eleito Deputado Estadual esteve presen-
te ao evento.
Mais uma vez, expressivo grupo de patriotas - senhoras, civis e militares da
reserva - reuniu-se em jantar de confraternização para relembrar e comemorar o mo-
vimento cívico-militar ocorrido, há 55 anos, que interrompeu a escalada comuno-
sindical incentivada pelo governo presidido pelo presidente JOÃO GOULART.
Hoje, os simpatizantes do credo marxista e os adeptos da cartilha de ANTÔNIO
GRAMSCI, reforçados por parcela significativa de diversos órgãos de imprensa
que, no passado distante, apoiaram e exigiram a queda do inepto presidente, mu-
daram, estranhamente, a versão e a interpretação dos fatos e, agora, insistem em
caracterizar a oportuna e salvadora intervenção militar como “GOLPE”.
Tentam, por maneiras diversas e orquestradas, indispor as Forças Armadas com
a sociedade brasileira por terem impedido que a bagunça instalada no governo se
alastrasse, perigosamente, para o interior dos quartéis.
Merece destaque, portanto, a disposição e a virtuosa mobilização de grande
parte da comunidade gaúcha e porto-alegrense em relembrar, todos os anos, o im-
portante fato histórico, responsável pela preservação e manutenção dos valores
democráticos tão caros aos brasileiros.
Viva o 31 de março de 1964.
JANTAR COMEMORATIVO
ALMIRANTE PAULO FREDERICO S. DOBBIN*
Rio de Janeiro/RJ
Prezado Cel. Miguez,
Gostei. Depois de muitos anos, 31 de março será comemorado pelo povo.
Com homenagem ao grande brasileiro que foi o Marechal Castello.
Conheci-o, conversei com ele algumas vezes, e era homem dotado de visão
do longo prazo e da realidade das diversas regiões do Brasil.
O Marechal era exemplar. A única infelicidade dele foi cassar Juscelino. Mas,
temos que compreender o homem público nas circunstâncias do tempo em que viveu.
Se os militares não tivessem abolido os líderes populistas, como regra geral, não
teriam conseguido viabilizar a Revolução. JK era amigo de minha família e foi
sacrificado num confronto inevitável de forças políticas. Meu abraço. (30/03)
GOLPE DE 64
DESEMBARGADOR
JOSÉ TARCÍZIO DE ALMEIDA MELO
Belo Horizonte/MG
COMEMORAÇÃO DE 31 DE MARÇO
Integrante das Forças Armadas, fiéis
ao dispositivo constitucional de de-
fender a Pátria, o Exército Brasileiro
confunde-se com o próprio povo. No
caminho histórico de quatro séculos,
a voz do soldado brasileiro se fez ou-
vir em defesa da Pátria nas batalhas
dos Guararapes e do Tuiuti, contra os
invasores estrangeiros, na II Guerra
Mundial, contra o nazifacismo, e na
chamada Revolução de Mar/64, com
o apoio do povo nas ruas e das outras
Forças, impediu a comunização do nos-
so país.
Essa é a verdadeira História, que
os vencidos e seguidores da ideologia
tentam deformar e impedir de lembrar
a data.
Democraticamente, rendemos
COMEMORANDO E FAZENDO
JUSTIÇA A 31 DE MARÇO/64
Capitão Emerson Rogério de Oliveira
nossa homenagem aos “velhos solda-
dos” que, em 1964, fiéis ao seu jura-
mento de amor à Pátria e identificados
com os anseios do povo brasileiro, em
especial das mulheres, que exigiu a pre-
sença das Forças Armadas na rua, de-
fenderam e souberam manter, com ris-
cos e sacrifícios da própria vida, as ins-
tituições democráticas, a lei e a ordem,
ameaçadas perigosamente pelo comu-
nismo internacional.
A primeira tentativa comunista
se deu em 1935, quando houve derra-
mamento de sangue na invasão de quar-
téis, a segunda em 1964, sem haver
um único tiro disparado, a terceira, a
arma usada foi o voto. Nossa Bandei-
ra continua verde, amarela, azul e bran-
ca. Fiquemos vigilantes...
Protestos pouco numerosos foram registrados ontem em diversas cidades do país
em defesa da operação. Lava Jato. Os atos criticavam a decisão do STF (Supremo
Tribunal Federal) que mandou a apuração de caixa 2 para a Justiça Eleitoral. Em Bra-
sília/DF, 50 pessoas protestaram em frente ao prédio do STF. Em São Paulo, um grupo
de manifestantes se reuniu debaixo de chuva na avenida Paulista. No Rio de Janeiro/RJ, o
ato se concentrou na avenida Atlántica. (Metro - 18/03)
PROTESTOS
ATOS DEFENDEM A LAVA JATO
EM DIVERSAS CAPITAIS
Nº 263 - Abril/2019 17
Acabou o car-
naval. As es-
colas campeãs já
são conhecidas.
Maravilha! Lenta-
mente, o Brasil saiu
da ressaca e co-
meçou a andar. Não assisti os desfiles.
Não tenho mais paciência… Só vi pe-
quenos pedaços mostrados em telejor-
nais.
Em São Paulo, vi Jesus levar uma
baita surra de satanás. Ficou por isso
mesmo. Da CNBB, nenhuma palavra em
sua defesa. Nos-
sos bispos nem
parecem cristãos.
O assunto não é
comeles. Será que
acreditam mesmo
em Cristo? Quan-
do lhes convém,
eles permanecem
calados.Suaomis-
são tem sabor de
concordância. Po-
bre, mas sempre esperta, igreja católi-
ca…
A mim me chocaram as cenas mos-
tradas pela campeã carioca. A comis-
são de frente já revelava o que viria a
seguir. Transformava algumas de nos-
sas notáveis figuras históricas em anões.
Logo depois, Caxias era tratado
como um carniceiro, provavelmente nu-
ma crítica à sua participação na Guerra
do Paraguai. Convém relembrar, só de
passagem, que naquele conflito morre-
* Hamilton Bonat
(*) General da Reserva, ocupa a Cadeira
número 19 da Academia de Letras José de
Alencar/Curitiba/PR
MANGUEIRA, A VINGANÇA
ram simplesmente cerca de sessenta mil
brasileiros.
Mais atrás, em um dos carros, lia-
se “ditadura assassina”, em alusão ao
período dos presidentes militares. O
alvo, obviamente, era o Exército.
Fiquei imaginando tratar-se de uma
reação ao governo recém-empossado,
até que caiu a minha ficha. As Forças
Armadas receberam a missão de inter-
vir no Rio em 2018, atrapalhando o mi-
lionário negócio do tráfico… Eureka!
Vinguemo-nos dos milicos! E nada
melhor do que um desfile de escola de
samba para a vingan-
ça ser completa. Afi-
nal, trata-se de uma
manifestação cultural.
Ai de quem criticá-la.
Quem criticar
terá contra si todos os
intectualóides tupi-
niquins, parte signifi-
cativa da imprensa,
todo o meio artístico,
alémdeparceladaclas-
se mé-dia carioca, cujos filhos dependem
do fornecimento de crack, de cocaína, de
maconha e de outros quetais.
Pensando bem, creio que a CNBB
tem um pouco de razão…
Enquanto isso, os bombeiros con-
tinuavam procurando corpos em Bru-
madinho. Mas deixa prá lá. Nossos he-
róis são outros.
PATIFE VERÍSSIMO
DE CORPO INTEIRO
Aos gênios da raça que censura-
ram meu artigo repudiando insultos do
pulha e safado Luiz Veríssimo, a Collor
e Bolsonaro, mas publicado, na íntegra,
no portal Diário do Poder, transcrevo
tópico final do artiguete do patife, no
Globo de ontem, quinta : "Entre as cons-
pirações circulando por aí, a mais baca-
na é a teoria do policial bom- o general
Mourão só esperando a vez de substi-
tuir o policial mau, o Bolsonaro, que
ninguém acredita que vá durar. Já esta-
ria tudo combinado". (29/03)
OPOSIÇÃO VOCIFERANTE
Meliantes da oposição continuam
vociferando. Adeptos do quanto pior,
melhor. Ficaram décadas no poder e não
resolveram os graves problemas da previ-
dência. Arruinaram o Brasil. Farsantes,
destemperados, obscuros e arrogantes.
Sem argumentos para dialogar, partem
para ofensas e baixarias. Rastejam suas
mediocridades como se ainda estives-
sem no Poder. É a eterna pantomima
dos asnos. Reféns das migalhas do noti-
ciário. Receberam com desaforos o mi-
nistro da Fazenda, Paulo Guedes, na
Comissão de Constituição e Justiça da
Câmara. As grosserias começaram com
o deputado petista Zeca Dirceu. Forte
indício de que a genética não falha ja-
mais. Como não é moleque nem vassalo
da burrice nem da intolerância, Guedes
retrucou as sandices e insultos no tom
que as circunstâncias exigiam. (04/04)
Frangos de macumba
“Bolsonaro vai colocar a embaixa-
da brasileira em Jerusalém. Os árabes não
comprarão mais frangos do Brasil!”
Bobagem. Os árabes são homens de
negócio, visam o lucro. Se a importação de
galináceos é um bom negócio, compram até
frangos de macumba!
China
“Bolsonaro diz que a China não quer
comprar do Brasil, quer comprar o Brasil”
O expansionismo chinês não é de hoje
que vem sendo denunciado pela imprensa
mundial. Primeiro visou todos os países situ-
ados no Mar da China. Milha a milha já chegou
ao Caribe, onde investe bilhões de dólares
arrematando tudo. Só falta o Atlântico Sul e
o nosso Centro Oeste. Pretende chegar com
toda a força.
Holocausto
“Bolsonaro
é a favor de que
Israel perdoe o ho-
locausto.”
Bolsonaro
deu mole, escor-
regou na maione-
se. O holocausto é
imperdoável. Caiu
na real e pronta-
mente pediu des-
culpas ao amigo
Netanyahu. Quem
não erra uma vez?
Falta articulação
“Bolsonaro disse que entregou o Pro-
jeto da reforma da previdência na Câmara.
Agora é com os parlamentares”. Rodrigo
Maia contestou dizendo que “falta articu-
lação”.
Sim, o Bolsonaro fez o dever de casa:
entregou o processo a Rodrigo Maia, a quem
competia dar andamento. O que o Maia que-
ria, que o Bolsonaro, substituindo o office
boy, fosse correndo entrega-lo na CCJ e, a
seguir, fosse de gabinete em gabinete anga-
riar votos para um projeto que é, antes de
tudo, de interesse da Nação? Bolsonaro res-
pondeu: “O que é articulação? O que falta
eu fazer? Não vou dar cargos e nem dinheiro
pra ninguém, vocês tem que aprender a aten-
der os anseios da sociedade sem pedir ou
querer nada em troca, a velha política mor-
reu”. A resposta do Bolsonaro obrigou o
Presidente da Câmara a descer do salto alto
e se mexer. Está dando certo.
FHC, comunista desde sempre
“FHC diz que o Bolsonaro é atrasado.”
FHC, quem diria, comunista de fama
antiga, até hoje imbuído das mesmas ideias que
animavam a turma do Lenine no alvorecer do
século passado, tem o desplante de se dizer
antenado com o futuro. Está obedecendo a re-
ceita do bolo: acuse os oponentes de fazer a
mesma coisa que você faz.
Vídeo escatológico
“A imprensa entendeu ser inaceitá-
vel a crítica do Presidente à transmissão de
um vídeo escatológico em que um carnava-
lesco aparece urinando na cara do outro.”
“Também entendeu ser inaceitável que o
Presidente tenha mandado retirar do ar
uma propaganda mercadológica do Banco
do Brasil onde figuras andróginas e
quetais realizam danças pseudo culturais.”
Bolsonaro é o Presidente de todos os
brasileiros, é o Supremo Magistrado da Na-
ção. Tem o direito e a obrigação de zelar pe-
la família e pela moral judaico-cristã. Se não
zelasse, aí sim, é que estaria incorrendo em
falta grave.
Os filhos do Presidente
“Os filhos do Bolsonaro defenden-
do o pai constituem um governo paralelo.”
Muito antes da eleição do pai, eles eram
políticos eleitos pelo povo, tendo a obrigação
de lutar pelo povo. Com muito mais razão,
A VÃ TENTATIVA DE DESCONSTRUIR O MITOCel Aeronáutica Lúcio Wandeck
Nenhuma das impropriedades (e que tais) atribuídas ao
Presidente Bolsonaro tem qualquer significado demeritório.
Ninguém tem o direito de exigir perfectibilidade do presidente.
Bolsonaro é humano.
defendem o pai contra tudo aquilo que iden-
tificam como sendo oposição. Estão de pa-
rabéns.
Olavo de Carvalho
“Bolsonaro prestigiou Olavo de Car-
valho ao mesmo tempo em que Olavo disse
que os militares não são preparados: “o
ideólogo disse que a última contribuição
das escolas militares foram as obras de
Euclides da Cunha. Desde então, as he-
ranças das escolas militares são "cabelo
pintado e voz empostada" e “os milicos
entregaram o país aos comunistas.”
Olavo está sempre em busca de pa-
lanque. Disse asneira porque não sabe que
os currículos das escolas militares são mui-
to superiores aos de qualquer faculdade
tupiniquim. Não sabe, também, que o ge-
neral Mourão não
pinta o cabelo. He-
rança genética. Já
viu índio de cabe-
los brancos? Quan-
to à voz empos-
tada, a voz de co-
mando, os milita-
res modulam-na
na laringe para que
toda a tropa for-
mada escute-a. Ola-
vo faz o papel de
metralhadora gira-
tória. Atira, acer-
ta, erra, diz verda-
des e asneiras.
Prestou um gran-
de serviço à causa do desmonte do PT, des-
nudou implacavelmente o comunismo, mas,
às vezes, daltônico e língua solta, confunde
verde-oliva com verde-abacate e borra a
fralda e borra a farda. Precisa operar cata-
rata e refrescar as ideias nas cataratas.
Quem são os descontentes?
Em resumo, em torno de supostas
impropriedades (e tome-se por improprie-
dade qualquer palavra ou gesto que desagra-
de pelo menos a uma só pessoa) cria-se todo
um bla-bla-bla de imprecações contra o Pre-
sidente da República.
- Descontentes são todos aqueles
que vinham mamando com sofreguidão bo-
vina nas tetas da Nação. Agora, compor-
tam-se nos muitos currais até então desti-
nados à gastança à tripla-forra como se fos-
sem bezerros desmamados à força. Não se
dão conta de que os tempos são outros, os
úberes oficiais foram substituídos pelos
UBERs nossos rodando em cada cidade.
- Descontentes são os órfãos da Lei
Rouanet que se esbaldaram a não mais po-
der com essa modalidade esdrúxula de trans-
ferência de recursos públicos para o bolso
de artistas. Bolsonaro cortou indecentes pa-
trocínios de 60 milhões de reais reduzindo-
os para um milhão. Se os governos anterio-
res tivessem feito a mesma coisa, 1483 pro-
jetos teriam sido barrados. Essa gente está
descontente: as mamas secaram!
- Descontentes são todos aqueles
que perderam o protagonismo político e o
sonho do poder eterno sem culpas porque
davam como certo que transformariam o
Brasil em uma Venezuela. O sonhado des-
file do Maduro, passando em revista a Guarda
Presidencial e subindo a rampa do Planalto,
desvaneceu-se.
- Descontentes são todos os que
temiam a visita do japonês da Federal e ago-
ra, quando veem um cabo e dois soldados
atravessando a Praça dos Três Poderes, se
acoitam atrás das togas e mandam instaurar
inquérito.
Acabou o toma-la-da-cá, a maracutaia
livre e solta, o enriquecimento sem causa, a
insegurança jurídica dos acostumados ao
tapete vermelho e às cascatas de camarão.
O povo não vai mais pagar essa conta!
Agora mudou a figura do estadista.
(28/04)
BOLSONARO NELES!
VICENTE LIMONGI NETTO*
Brasilía/DF
MOURÃO EXALTA
A ZONA FRANCA
Homenageado em Manaus, na Fe-
deração das Indústrias do Amazonas, o
cordial e simpático vice-presidente Ha-
milton Mourão foi categórico ao afir-
mar que a zona franca é prioridade do
governo Bolsonaro. Boas falas.
RATOS NAS REDES
E NOS IMPRESSOS
Outro verme sem cérebro, Juca
Kfouri, como de hábito acordou azedo
e infeliz. Prometeu, então, ao espelho
quebrado que tem em casa, que vai con-
sultar um outro psiquiatra. O mais re-
cente desistiu. O médico foi seco e cruel
com o estrume ambulante: "Kfouri, você
é caso perdido e irrecuperável. Vai ven-
der banana na avenida Paulista!". Há
pouca chance de salvar a alma podre do
rebotalho da crônica esportiva. Todos
os poros do asno estão inchados de in-
veja. Inveja de homens.A pior delas.
Inveja e raiva dos dirigentes da CBF que
não lhe dão nenhuma importância. In-
veja dos que trabalham pelo futebol.
Inveja dos que dormem em paz. Com a
consciência tranquila. O contrário da
existência de Kfouri. Que segue ordens
do diabo asqueroso e torpe que carrega
no coração.(disse coração? Vá lá, vá lá,
vá lá). Juca tem espírito fraco, Chora
acreditando que no fundo do coração
ainda tenha um pouco de decência.
Será? Os editores da Folha de São Pau-
lo ainda acreditam em papai-noel.
* Jornalista. Trabalhou no O Globo, Última Hora de Brasília, TV-Brasilia, Ministério da Justiça,
Confederação Nacional da Agricultura, Universidade de Brasília, Senado Federal e Suframa. Tem face e
blog. É sócio da ABI há 50 anos. É servidor aposentado do Senado. (limonginetto@hotmail.com)
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8Nº 263 - Abril/2019 18
Opresidente da escola de samba Mangueira Estação Primeira , o carnavalesco e
mais quem contribuiu para o agravo contra a memória do Duque de Caxias não
podem ficar sujeitos somente à censura moral e a pronunciamentos de desagravo.
Caxias é o Patrono do Exército.
Quaisquer aleivosias, injúrias, falsidades assacadas contra o Patrono atin-
gem o nosso Exército.
Reza a LSN - Lei de Segurança Nacional (http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/
leis/L7170.htm): "Art. 22 - Fazer, em público, propaganda:
I - de processos violentos ou ilegais para alteração da ordem política ou social;
- II - de discriminação racial, de luta pela violência entre as classes sociais, de
perseguição religiosa; - III - de guerra; - IV - de qualquer dos crimes previstos nesta
Lei. Pena: detenção, de 1 a 4 anos.
§1º-Apenaéaumentadadeumterçoquandoapropagandaforfeitaemlocal
de trabalho ou por meio de rádio ou televisão.
§ 2º - Sujeita-se à mesma pena quem distribui ou redistribui:
a) fundos destinados a realizar a propaganda de que trata este artigo;
b) ostensiva ou clandestinamente boletins ou panfletos contendo a mesma
propaganda.
§ 3º - Não constitui propaganda criminosa a exposição, a crítica ou o debate
de quaisquer doutrinas.
Art. 23 - Incitar: I - à subversão da ordem política ou social; - II - à
animosidade entre as Forças Armadas ou entre estas e as classes sociais ou as
instituições civis; - III - à luta com violência entre as classes sociais; - IV - à
prática de qualquer dos crimes previstos nesta Lei. Pena: reclusão, de 1 a 4 anos."
Sendo assim, cabe à Polícia Federal, de ofício instaurar inquérito policial,
não para revelar a prática do crime porque o delito já foi televisionado para o Brasil
e para o mundo, mas sim para identificar claramente os autores.
Se a PF mantiver-se inerte, cabe ao Ministro da Justiça determinar a abertura
de IP. Uma vez encerrada essa fase, caberá ao Ministério Público Militar oferecer
denúncia.
Os criminosos terão de ser julgados por Tribunal Militar, não cabendo
nenhuma modalidade de foro especial.
Há anos, principalmente durante os governos petistas, as Forças Armadas
foram vilipendiadas por toda a sorte de desclassificados.
Chegou a hora do basta!
Que todos aqueles que vilipendiarem a história das Forças Armadas e todos
aqueles que caluniarem o Presidente da República, o do Senado Federal, o da
Câmara dos Deputados ou do STF, imputando-lhes fato definido como crime ou
fato ofensivo à reputação, sejam incursos nos crimes tipificados na LSN e
levados à barra do Tribunal Militar.
* Coronel da Aeronáutica / Advogado
CARNAVAL / 2019
DESAGRAVO AO DUQUE DE CAXIAS
INSTAURAÇÃO DE PROCESSO PENAL
* Lúcio Wandeck
Mangueira criticou Duque de Caxias na
última alegoria de seu desfile
No segundo dia de desfiles no sambó-
dromo do Rio a Mangueira foi para ave-
nida com um enredo fantasioso e falacioso2
sobre personagens da nossa História Pátria
(“História pra ninar gente grande”), com o
claro objetivo de fazer uma narrativa de
“páginas ausentes” da história do Brasil,
revisando narrativas oficiais que foram
ensinadas ao longo de gerações para os bra-
sileiros.3
O carnavalesco da escola de samba
estação primeira de mangueira, Leandro
Vieira, responsável pelo enredo, o conside-
ra “...um recado político para o País todo,
que tem que entender que isso aqui é impor-
tante....”.
Basta verificar o seu perfil nas redes
sociais, para descobrirmos que, a par da sua
formação artística, estão sempre presentes
as suas principais influências culturais: Cae-
tano Veloso, Jean Willys, Bethânia, Chico
Buarque, Lecy Brandão e outros da chama-
da esquerda “caviar”.
O Vereador Tarciso Motta. Profes-
sor de História do Colégio Pedro II. Mem-
bro da Comissão de Educação e Cultura da
Câmara Municipal e presidente do PSOL
Carioca, é o autor do texto representado no
carro alegórico do desfile, onde o Duque de
Caxias aparece pisando sobre cadáveres, nu-
ma cena de guerra.
No facebook ele relata a sua intenção
de forma muito clara e contundente:
”Por detrás do retrato emoldurado
de Duque de Caxias, tem mesmo muito san-
gue retinto e pisado. É a história que a his-
tória não conta, que tive a honra de poder
partilhar não só com uma sala de aula, mas
com uma avenida inteira. O texto que escre-
vi tornou-se, honrosamente, parte de um
dos carros alegóricos da Estação Primeira
de Mangueira. Que tenhamos coragem de
desafiar, dentro e fora da Marquês de Sa-
pucaí, a historiografia que esconde o geno-
cídio do nosso povo.
“Luís Alves de Lima e Silva, o Duque
de Caxias, foi um general conservador com
muito poder no século XIX. Patrono do
exército brasileiro, ganhou o título de “O
Pacificador”, por liderar tropas em diver-
sas revoltas e guerras na América Latina.
Mas, para os brasileiros pobres do Impé-
rio, devia se chamar “Passa e Fica a Dor”.
Para Caxias e os poderosos do Império,
pacificar era calar pobres, negros e índios,
garantindo a tranquilidade da casa-gran-
de. Foi assim com balaios e quilombolas
mortos no Maranhão (1838-1841), com os
lanceiros negros massacrados na Farrou-
pilha gaúcha (1835-1845) e com negros e
indigenas mortos na Guerra do Paraguai
(1864-1870). Sua estratégia era simples:
para as elites, negociação; para os traba-
lhadores, bala de canhão. Não era paz que
ele levava. Paz sem voz, é medo.”
Me valho da mesma indignação, ema-
nada pelo respeitado Círculo Monárquico
do Rio de Janeiro, ao sofrer ataque semelhan-
te, neste fatídico desfile, à excelsa figura da
Princesa IZABEL.
Aqui estamos para externar o nosso
mais profundo repúdio a esse enredo da es-
cola de samba da mangueira, que retrata a
imagem do Patrono do Exército de forma
distorcida, desrespeitosa e sem o menor com-
promisso com a verdade histórica. Sua con-
cepção [...] nasceu de uma mente doentia e
obtusa, desconhecedora da cultura e da his-
tória de seu próprio país. Reconhecemos
nesse episódio, um ato desesperado advindo
daqueles que desejam que o Brasil fique
eternamente agrilhoado nas algemas da
miséria intelectual,4
Uma pesquisa como essa, que se vale
de meia dúzia de documentos bem posteri-
ores aos fatos, julgando os personagens do
passado com valores atuais e sem levar em
consideracão as percepcões dos contempo-
raneos do herói, não vale nada. Trata-se ape-
nas de mais uma opinião pessoal. Se seguir-
mos esse tipo de linha metodológica, adota-
da por esses estudiosos desnorteados, ima-
DESAGRAVO AO DUQUE DE CAXIAS
PATRONO DO EXÉRCITO BRASILEIRO
(Desinformação, uma arma da Guerra de 5ª geração)
* Antonio Ferreira Sobrinho1
Foto: Antonio Scorza / Agência O Globo
1 - Chefe da Seção de Pesquisas Históricas do Centro de Estudos e Pesquisas de História Militar do Exército Brasileiro
(CEPHiMEx). Possui Graduação em Ciências Militares na Academia Militar das Agulhas Negras (AMAN), 1971. Mestrado em
Aplicações Militares na Escola de Aperfeiçoamento de Oficiais (EsAO),1982. Doutorado em Aplicações, Planejamento e
Estudos Militares na Escola de Comando e Estado-Maior do Exército (ECEME), 1986 e Pós-Graduação Lato Sensu em
História Militar na Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro(UNIRIO), 2008. É membro efetivo da Federação de
Academias de História Militar Terrestre do Brasil (FAHIMTB), da Asociación Cultural Mandu’ Ara do Paraguai e sócio emérito
do Instituto de Geografia e História Militar do Brasil (IGHMB).
2 - AMAN 71 em 07/03/2019
3 - Fernanda Rouvenat, G1 Rio. Em 05/03/2019.
4 - Nota de desagravo do Circulo Monárquico do Rio de Janeiro. AMAN 71 em 06/03/2019
5 - Cel Wellington Corlet dos Santos
6 - Manoel Soriano Neto, Cel Ref, Historiador Militar, ex-Chefe do CDocEx.Em Direita Brasil
7 - Aristóteles Borges Cel Rfdo PMBA.
8 - http://www.eb.mil.br/patronos
ginem o que seria dito de Napoleão Bona-
parte, George Washington, Alexandre o Gran-
de, Felipe II da Macedonia, Erwin Rommel,
Gen Moltke, Gen Patton, Gen Eisenhower,
Gen Mac Arthur, Gen Montgomery, Gen
Wellington, Ramses II, Xerxes, Leonidas e
outros tantos da Historia Universal?????5
Ao negar o valor dado pelo reconhe-
cimento historiográfico oficial ao nosso Du-
que de Ferro, o Prof. Tarciso Motta despre-
zou a importância simbólica desse persona-
gem na conjuntura política e no regime de
historicidade no qual adquiriu fisionomia.
Esse grande brasileiro não apenas teve a
chance de decidir o futuro do país, como
encarnou o espírito e as contradições de sua
época.
Na expectativa de se contrapor aos
juízos revisionistas emanados pelo mestre
Tarciso Motta, rememoraremos, na sequên-
cia, os traços humanos personalíssimos e
aspectos singulares da edificante existência
do ínclito Soldado, narrados impecávelmen-
te pelo Cel Soriano:6
1. Luiz Alves de Lima e Silva pautou
a sua vida pela inteireza de caráter, arrojo,
acendrado patriotismo, fervorosa religio-
sidade e inexcedível exação no cumprimen-
to do dever.
2. Na concessão da anistia aos ven-
cidos, ao término da Revolução Farrou-
pilha, aflorou, sobejamente, o sentimento
de generosidade do “Pacificador”. Ele con-
cedeu a liberdade aos escravos farroupilhas,
incorporando os que assim desejassem ao
Exército Imperial, e tratou com extrema
bondade os derrotados, sendo escolhido,
pelos próprios gaúchos, para Presidente
da Província e por eles indicado para Sena-
dor. Por conta disso, o saudoso jornalista
e acadêmico Barbosa Lima Sobrinho, con-
cedeu-lhe a notável honorificência de
“Patrono da Anistia” e o eminente histori-
ador militar, Coronel Cláudio Moreira Ben-
to, o cognominou de “Pioneiro Abolicio-
nista”.
3. Ainda com referência à grandeza
de espírito de Caxias, observe-se, em seu
Testamento, como está expressa uma de
suas vontades: “Declaro que deixo ao meu
criado Luiz Alves, quatrocentos mil réis e toda
a roupa de meu uso”. Diga-se que esse criado
era um índio que ele trouxera, ainda jovem, do
Maranhão, após a Balaiada, adotando-o e
dando-lhe o próprio nome; ressalte-se que ele
foi a primeira pessoa lembrada, no dito
Testamento, no qual, somente ao depois,
são mencionados familiares e amigos ínti-
mos do venerando Marechal...
4. Quando da Guerra do Paraguai,
o Generalíssimo executou audaciosas ma-
nobras como a de envolvimento e cerco, em
conjunto com a Marinha, e que redundou na
queda da “inexpugnável” Fortaleza de Hu-
maitá; como a “marcha de flanco” empre-
endida pelos nossos três Corpos de Exérci-
to através de uma estrada, de cerca de 11
km, construída sobre o Grão-Chaco e as
operações da “Dezembrada”, no começo
das quais se travou a memorável batalha
de Itororó. No fragor dessa refrega, o Mar-
quês de Caxias, aos 65 anos de idade, parte
em direção à ponte sobre o arroio Itororó,
sabre em punho e a galope de carga, após
bradar: “Sigam-me os que forem brasilei-
ros!” (consigne-se que o marcial apelo do
Comandante-em-Chefe era tãosomente
anímico, ao sentimento de brasilidade, posto
que apenas tropas brasileiras participa-
ram da batalha).
O carnaval, caracterizado outrora
como uma festa de grande alegria e civiliza-
da expansão comportamental, vêm sendo
campo fértil para exageros imorais e
destrutivos, tolerados pela sociedade brasilei-
ra em virtude da ditadura perniciosa do poli-
ticamente correto. Fica aqui o nosso protesto
contra essas agressões desconstrutoras de
valores e civismo, que invadem dissimula-
damente nossos lares através de eventos de
entretenimento e folhetins gerados em re-
dações e produzidos em estúdios, plenos de
ideologias que repudiamos7
.
O Exército Brasileiro se posiciona
claramente sobre a representatividade das
suas personalidades históricas mais desta-
cadas, quando os designa como patronos
(chefe militar ou personalidade civil esco-
lhida como figura tutelar de uma força ar-
mada, de uma arma, de uma unidade, etc.,
cujo nome mantém vivas as tradições mili-
tares e o culto cívico aos heróis)8
.
A mais autêntica homenagem que se
pode prestar aos grandes vultos da Pátria é
manter viva a lembrança de seus feitos,
interpretar os acontecimentos de que parti-
ciparam e recolher os dignos exemplos que
nos legaram. No caso específico do Duque
de Caxias, a sua pessoa representa a Ins-
tituição por conta das “magistrais lições
que emanam de sua incomum existência,
constituindo a imortal seiva que robustece
crenças, revigora forças para a travessia
do presente e inspira a busca do futuro”.
Foto: Antonio Scorza / Agência O Globo
Nº 263 - Abril/2019 19
Gosto muito do Carnaval. E também do
Rio de Janeiro, cidade onde tenho inú-
meros parentes e amigos.
Contudo, não posso deixar de di-
zer algumas verdades.
Os desavisados, que assistiram no
Carnaval de 2019 ao desfile da Estação
Primeira de Mangueira, deslumbraram-se
com a apologia da democracia, da mo-
ralidade, da não-violência, da defesa das
minorias oprimidas e da igualdade social.
Talvez até tenham imaginado que a
agremiação carnavalesca verde e rosa fos-
se dirigida por um monastério ou um con-
vento de freiras.
De quebra, os foliões ofenderam gra-
vemente a memória de um dos maiores e
mais honrados heróis da Pátria, o Duque
da Caxias. Pautava-se pela coragem na de-
fesa do território e da integridade nacio-
nais. Pelo tratamento sempre respeitoso
conferido aos inimigos derrotados, ficou
conhecido como O Pacificador.
Eu não sou desavisado. Lembro-me
perfeitamente da condenação, pela cora-
josa juíza Denise Frossard, de 14 grandes
contraventores do jogo do bicho na capi-
tal fluminense. Era o ano de 1993.
Ainda um jovem magistrado interio-
rano, tive a vã ilusão de que aquele seria
um grande passo para o moralização dos
costumes na Cidade Maravilhosa e – quiçá
– em todo o Brasil.
O desembargador José Augusto de
Araújo Neto, na época um dos promoto-
res de justiça que assinaram a denúncia
contra os bicheiros, explicou a estratégia
do Ministério Público:
- A atividade principal dos ban-
queiros era o jogo do bicho. E jogo não
é crime. É contravenção. Como eles ja-
mais seriam condenados por isso, opta-
mos por mostrar que, para exercer a
atividade, praticavam outros atos, es-
tes criminosos, como corrupção e homi-
cídios (O Globo, 21.10.2012).
O jogo do bicho sobreviveu, conti-
nua influente na sociedade fluminense e
comanda notoriamente o dito “maior es-
petáculo da Terra”: o desfile das escolas
de samba no Sambódromo carioca.
O Morro da Mangueira, berço da es-
cola de samba campeã, vive sob o terror
do tráfico de drogas: “Três assassinatos,
o comércio fechado por ordem de bandi-
dos e até um PM rendido por criminosos
nos últimos dias são um cenário que a Uni-
dade de Polícia Pacificadora (UPP) deve-
ria ter deixado no passado. Ameaçadas
por traficantes, 20 pessoas que trabalha-
vam com Ivo Meirelles, presidente da ver-
*Rogério Medeiros
Garcia de Lima
A MAIOR FARSA DA TERRA
* Desembargador do Tribunal de Justiça/MG,
doutor pela UFMG, professor universitário,
Vice-presidente do TRE/MG
de e rosa, deixaram a favela e estão escon-
didas nas casas de parentes e amigos. O
clima de tensão fez a PM reforçar o efe-
tivo no morro” (O Globo, 21.02.2013).
É triste constatar que boa parcela
da elite carioca convive bem com o trá-
fico de entorpecentes. Defende bandidos e
consome drogas ilícitas. Há o “serviço” de
entrega domiciliar nos endereços nobres de
Ipanema e do Leblon.
Paradoxalmente, essa elite se ves-
te de branco e participa de passeatas pe-
la “paz” na orla elegante das praias da
zona sul. Os manifestantes soltam pom-
bas brancas e entoam jingles politicamen-
te corretos.
Cito Olavo de Carvalho:
“A colaboração desses senhores dia-
léticos para o crescimento da crimina-
lidade no Rio foi bem mais longe do que
a simples preparação psicológica por
meio da literatura, do teatro e do cine-
ma: foram exemplares da sua espécie que,
no presídio da Ilha Grande, ensinaram
aos futuros chefes do Comando Verme-
lho a estratégia e as táticas de guerrilha
que os transformaram numa organização
paramilitar, capaz de representar ame-
aça para a segurança nacional. Pouco
importa que, ao fazerem isso, os militan-
tes presos tivessem em vista a futura in-
tegração dos bandidos na estratégia re-
volucionária, ou que, agindo às tontas,
simplesmente desejassem uma vingança
suicida contra a ditadura que os derro-
tara: o que importa é que, ensinando guer-
rilha aos bandidos, agiram de maneira
coerente com os ensinamentos de Mar-
cuse e Hobsbawm – então muito influen-
tes nas nossas esquerdas -, os quais, até
mesmo contrariando o velho Marx, exal-
tavam o potencial revolucinário do Lum-
penproletariat.
“Nenhum desses servidores da His-
tória sente o menor remorso, a menor per-
turbação da consciência, ao ver que suas
lições foram aprendidas, que suas teori-
as viraram prática, que sua ciência da
revolução armou o braço que hoje ater-
roriza com assaltos e homicídios a popu-
lação carioca. Não: eles nada fizeram
senão acelerar a dialética histórica – e
não existe mal senão em opor-se à Histó-
ria. Com a consciência mais limpa deste
mundo, eles continuam a culpar os ou-
tros: o capitalismo, a política econômi-
ca do governo, a polícia,
e a verberar como ‘reacio-
nários’ e ‘fascistas’ os ci-
dadãos, ricos e pobres,
que querem ver os assas-
sinos e traficantes na
cadeia. (...)
“É mais que sabi-
do que artistas e intelec-
tuais são um dos mais ri-
cos mercados consumi-
dores de tóxicos e que não
desejam perder seus for-
necedores: quando de-
fendem a descriminaliza-
ção dos tóxicos, advogam
em causa própria. Mas
eles não são apenas con-
sumidores: são propa-
gandistas. Quem tem um
pouco de memória há de
lembrar que neste país a moda das dro-
gas, na década de 1960, não começou
nas classes baixas, mas nas universida-
des, nos grupos de teatro, nos círculos de
psicólogos, rodeada do prestígio de um
vício elegante e iluminador” (O imbecil
coletivo: atualidades inculturais brasilei-
ras, p. 118 e 120).
Talvez inconscientemente, Zuenir
Ventura, homem de bem, escritor e jorna-
lista consagrado, deixou-se contaminar
por esse clima de condescendência.
Após frequentar a “comunidade”
de Vigário Geral por dez meses, publicou
o célebre livro Cidade partida (Compa-
nhia das Letras, 1994).
Relatou o seu encontro com Djal-
ma, um mecânico honesto, sem antece-
dentes criminais e irmão do traficante
Flávio Negão, líder da comunidade. Apa-
nhou muito da polícia, mas não entre-
gou o parente:
“‘Eu sou otário e ele é bandido, mas
a polícia confunde tudo’, revelou. (...)
‘É capaz de mor-
rer pelo irmão, repete
mais uma vez, aliás,
sem necessidade. Já
convence só em mos-
trar a boca com os res-
tos dos dentes que a
polícia quebrou. ‘Me
bateram tanto que eu
desmaiei duas vezes’.
“- O senhor vai ver, meu irmão é
muito bom. Ele escolheu o caminho dele,
entrou nesse negócio. Mas é correto, jus-
to e valente. Só não admite traição. Quan-
do isso acontece, ele é duro.
“Palavra de irmão. Ele admite que
o negócio seja muito rentável. ‘Mas que
que adianta? O Flávio é um prisioneiro,
não pode sair daqui’. O irmão dá uma
informação inesperada, que seria con-
firmada depois por outras pessoas: o ge-
rente do tráfico de Vigário Geral não
fuma maconha, não bebe álcool nem chei-
ra cocaína, a exemplo do falecido chefe do
tráfico colombiano, Pablo Escobar. ‘O ví-
cio dele é a Coca-Cola. Se tomar um copo
de cerveja, fica de porre’, informa Djalma”.
Flávio Negão, assim, tornou-se um
sujeito muito palatável...
Não quero ser “desmancha praze-
res”. Mas alguém já viu passeata, na orla
de Ipanema, em protesto pela morte de
vítimas inocentes de assaltos violentos
ou de policiais honestos, mortos no cum-
primento do dever?
Não quero ser tampouco “desman-
cha folia”. Contudo, alguém já viu escola
de samba carioca prestar essas homena-
gens aqui reclamadas? Eu nunca vi.
E, para azedar mais ainda a pândega
momesca, li recentemente um texto do jor-
nalista Fábio Zanini, onde destaca que a
direita não tem espaço na folia. E indago:
será o Carnaval o novo palanque da es-
querda? O front da guerrilha urbana pós-
moderna? O laboratório tropical da domi-
nação cultural de Antonio Gramsci?
Desavisados, brasileiros e estran-
geiros pagam caro para aplaudir os desfi-
les na Passarela do Samba. Acreditam que
fazem justiça social...
Se os tempos são mesmo de mudan-
ça, é hora de o ano começar no Brasil em
1º de janeiro - e não depois do Carnaval.
É tempo de os brasileiros canaliza-
rem a energia dirigida à folia para cons-
truir um país desenvolvido e decente. Sem
encenarem a “maior farsa da Terra”.
Um verdadeiro achincalhe a impor-
tantes vultos de nossa História ! Nem nos
"áureos" tempos do PT assistimos a cena
tão aviltante – ainda mais reverenciada com
DEZ em todos os quesitos !.,.. É, mesmo,
fruto da PROFUNDA IGNORÂNCIA DE
NOSSO POVO e de SEUS REPRESEN-
TANTES POLÍTICOS. Mas tudo AMPLA-
MENTE COBERTO PELA MÍDIA DOMI-
NADA E RESSENTIDA COMAÚLTIMA
TUNDAELEITORAL!
Imaginem, agora, os professores co-
munistazinhos, em sala de aula, amparan-
do seus comentários deletérios no "EXEM-
PLO" dado pela "historiografia moder-
na" da Mangueira !!!...
Pobre Brasil! É cada vez mais profun-
do o fosso que nos afasta das nações civi-
lizadas e organizadas do planeta!... (11/03)
GEN BDA CÉSAR AUGUSTO
NICODEMUS DE SOUZA
Curitiba/PR
DESAGRAVO AO DUQUE DE CAXIAS
e à PRINCESA ISABEL
ESCOLA DE SAMBA MANGUEIRA
Ocarnaval não é sério, a começar pelos seus grandes patrocinadores, os banqueiros
do jogo do bicho, os verdadeiros megafinanciadores do tráfico de drogas. Eles têm
como seus aliados políticos corruptos. Um exemplo concreto é o presidente da Mangueira,
o deputado estadual do RJ, Chiquinho , que está preso por desvios de dinheiro público,
que foram injetados no desfile da agremiação.
Observem os absurdos apresentado no des-
file da Mangueira, campeã do desfile de 2019:
1 - Denegriram a imagem de Duque de Caxias,
patrono do Exército Brasileiro.
2 - Denegriram a imagem excelsa da libertadora
dos escravos, a Princesa Isabel.
3 - Achincalharam a figura de D. Pedro I,
responsável pela nossa Independência.
4 - Descaracterizaram o jesuíta Padre Anchieta,
que teve um papel importante no início do nosso país.
Quem esteve por trás dessa anomalia histórica,
foi o vereador Tarcísio Motta, presidente do PSOL
carioca e professor de estória do Colégio Pedro II.
Felizmente houve um desagravo do Centro de
Estudos de História Militar do Exército Brasileiro e do Centro Monárquico Brasileiro. E a
CNBB vai apresentar um ou não? Não se esqueçam também que em São Paulo, a escola de
Samba Unidos da Gaviel apresentou uma alegoria, que satanás dava uma surra em Jesus
Cristo. Vai ficar por isso mesmo ! Noto que estão muito preocupados com a Teologia da
Libertação e com a defesa dos partidos de esquerda, principalmente o PT. (12/03)
TEN CEL PMERJ LUIZ FELIPE SCHITTINI
Rio de Janeiro/RJ
A CAMPEÃ CARNAVALESCA DAS MENTIRAS
PAULO REINALDO
FONSECA FRANCO
Rio de Janeiro/RJ
Sátiras políticas e protes-
tos bem-humorados sempre fi-
zeram parte do carnaval. No
entanto, a Mangueira extrapo-
lou ao apresentar na Sapucaí
um enredo um tanto quanto po-
lêmico e duvidoso, no qual pro-
curou desconstruir figuras e
fatos da História sedimentada
do Brasil. O carnavalesco che-
gou ao ponto de colocar o pa-
trono do Exército brasileiro, Du-
que de Caxias, em papel que
nunca se atribuiu a ele nos li-
vros escolares: o de repressor
em chefe de revoltas popula-
res. ( O GLOBO -07/03)
MANGUEIRA
NR: Um desacato e ofensa ao
Brasil e às Forças Armadas.
Merecem ser julgados e
condenados pelo Superior
Tribunal Militar (STM)
tanto o carnavalesco
como a Mangueira.
8Nº 263 - Abril/2019 20
Durante a Conferência Internacional de Mulheres Traba-
lhadoras, realizada na Dinamarca em 1910, a jornalista,
professora e política alemã, Clara Zetkin, propôs que todas as
mulheres do mundo se unissem, em uma mesma data, para dar
voz às suas lutas e reivindicações. A proposta foi aprovada por
unanimidade. Assim, surgiu o Dia Internacional da Mulher,
comemorado em 1911.
Passados 108 anos, as homenageadas, na semana em que se
comemora o Dia Internacional da Mulher, em 2019, represen-
tam centenas de mulheres de diferentes áreas, servidoras do Es-
tado de Minas Gerais, que atuaram na tragédia em Brumadinho,
com o rompimento da Barragem 1 da Mina do Feijão. Cada uma
delas contribuiu, de maneira especial, em todo o trabalho reali-
zado, ajudando as vítimas e seus familiares.
Conheça um pouco destas mulheres, que formaram - e ain-
da formam - a força feminina em Brumadinho; já que muitas
continuam trabalhando no local da tragédia.
MAJOR KARLA LESSA ALVARENGA LEAL
Piloto do Corpo de Bombeiros
Amajor Karla ficou
conhecida, nacio-
nal e internacionalmen-
te, após o resgate de uma
sobrevivente de Bruma-
dinho, mostrado ao vivo
por uma emissora de TV.
Recebe até hoje mensa-
gens via rede social de
pessoas que elogiam sua
postura profissional e
habilidade no resgate dramático. “As pessoas me ligaram do Oiapoque ao Chuí”,
brinca. Teve até o caso de uma senhora de 82 anos, do interior do Rio de Janei-
ro, que, após ver as imagens do resgate, ligou para o batalhão para convidá-
la para almoçar.
“É o meu trabalho, mas a repercussão e o fato de ter sido ao vivo mos-
trou para todos como é importante estar no lugar e hora certos. Isso é muito gra-
tificante”, comenta.
Naquele dia, ela foi a primeira a chegar ao local da tragédia, com mais
cinco bombeiros. Diante da extensão da tragédia, não teve dúvidas e decidiu,
em conjunto com os colegas, deixar o helicóptero o mais leve possível para
fazer o maior número de resgates.
Além do treinamento, sinergia e habilidade, a bombeiro fala que é pre-
ciso ter medo, pois ele é quem limita a segurança das vítimas e dela própria.
Apesar da gravidade da tragédia em Brumadinho, a major lembra que já es-
teve em situações de risco de morte, até mesmo com possibilidade de pane,
no momento de um resgate. “Não ter medo é perigoso”, alerta. Major Karla diz
que espera que outras mulheres não desistam de sonhos e busquem realizar
o que quiserem. “Podemos tudo”, conclui.
“A tragédia de Brumadinho foi, com certeza, a ação de maior enver-
ELAS FIZERAM A DIFERENÇA N
Servidoras estaduais, de áreas diversas, representam as c
gadura de que participei. Não só pelo número de mortos, mas também pela enor-
me carga emocional exigida”, diz a major, piloto do Corpo de Bombeiros e
primeira comandante de aeronaves do Brasil. Ingressou na corporação de-
pois de ouvir a palestra de um bombeiro cadete na UFMG, onde cursava En-
genharia Química. Não teve dúvidas: trancou a matrícula e se inscreveu no
concurso público para Formação de Oficiais do Corpo de Bombeiros.
Nesses 20 anos, a major Karla passou por vários treinamentos, até se
decidir, em 2009, se tornar piloto. Novamente se inscreveu em um concurso
interno, sendo aprovada, após ser submetida a testes físicos, psicológicos,
práticos e teóricos.
Casada, diz que a maternidade ainda não faz falta. “Foi opção não ter
filhos. O meu trabalho, talvez, ficasse muito mais difícil, por saber que em
casa, além do marido, deixei um filho”, diz, admitindo que nada é definitivo.
SARGENTO PM GISELE BERTUCCI
Polícia Militar Rodoviária
A sargento Ber-
tucci considera
Brumadinho o pior
local onde atuou, pe-
lo número de mor-
tos e pela situação
vivida por todos. Ela
chegou cerca de uma
hora após o rompi-
mento da barragem
e foi a responsável pe-
lo cerco e bloqueio de carros nas rodovias de acesso ao local da tragédia. Além
disso, ficou incumbida de impedir que familiares, moradores e curiosos che-
gassem próximo da região afetada. “Nessa hora, as pessoas, por mais que quei-
ram ajudar, acabam prejudicando. E podem aumentar o número de vítimas”,
diz.
O que parece ser fácil, segundo ela, provoca reações inesperadas e me-
xem com o coração de qualquer um. A sargento lembrou o caso de um se-
nhor que, apareceu pedindo para que o deixassem passar, pois precisava sal-
var sua família. Chegou a se ajoelhar e implorar pelo amor de Deus para que
o liberassem. A sargento Bertucci ressalta que, mesmo impactada diante da-
quela situação, tem que fazer o seu trabalho. Felizmente, depois foi informa-
da que todos os familiares daquele senhor aflito se salvaram.
“A mulher tem mais sensibilidade do que os homens, mas, em situações co-
mo a da tragédia de Brumadinho, temos de nos manter serenas para evitar que
os sentimentos aflorem, além do normal. Todas nós sofremos com o impacto de
tragédias como essas”. Desta forma, a 3º sargento Gisele Bertucci resumiu sua
participação no pós- rompimento da barragem em Brumadinho.
“Minha área de atuação sempre foi Saúde, mas, desde 2016, estou no
Batalhão de Polícia Militar Rodoviária”, conta. Ela está na Polícia Militar,
desde 2009, incentivada pelo marido, também militar. “ Ser policial me mos-
trou que poderia ajudar a um grupo maior, sempre quis servir de alguma for-
ma. Na Polícia Militar, me encontrei”, confessa.
Assim como a major Karla Lessa, Bertucci também optou por não ter
filhos. “O mundo está muito violento e, depois de fazer parto em uma viatu-
ra, realmente vi que não era para mim”, justifica.
Fotos: Gil Leonardi/Imprensa MG
Fotos: Renato Cobucci/Imprensa MG
Nº 263 - Abril/2019 21
NA TRAGÉDIA DE BRUMADINHO
centenas de mulheres que ajudaram vítimas e familiares
FERNANDA DE OLIVEIRA COSTA
Policial Civil
Segurar um fuzil de
quase seis quilos
e ficar na porta de um
helicóptero, dando
apoio aéreo em ope-
rações policiais e em
tragédias, como a de
Brumadinho.Estetem
sido o dia a dia da po-
licial civil Fernanda
de Oliveira Costa, 36
anos, nove deles na corporação. Sua rotina, nos últimos 40 dias, tem sido um
revezamento com colegas, em Brumadinho, dando segurança aérea aos que
trabalham em terra. Muitos a chamam de os olhos da operação ou observa-
dora aérea.
Com função totalmente operacional, Fernanda diz que sempre quis ser
policial, e que, curiosamente, fez um curso de comissária de voo sem imagi-
nar que iria se tornar uma tripulante de aeronave. “Minha função é ficar de
olho no movimento no entorno dos locais onde a ação se desenrola”, explica.
Normalmente, são áreas de risco, pelo próprio tipo do acidente. Fernanda
ressalta que é necessária a contenção, pela Polícia Civil, das pessoas que que-
rem se aproximar. “Atuo como segurança armada nessas situações, onde po-
de haver um descontrole da população que cause tumulto. O helicóptero é
também usado pelos bombeiros, como foi, nos resgates”, destaca.
A policial tem um filho de 20 anos. Ela conta que o rapaz, por ser in-
dependente, entende os horários e as necessidades que ela tem em se ausen-
tar. “Ele não quis seguir a carreira policial, mas escolheu a medicina, que,
de alguma forma, também tem como objetivo ajudar ao próximo”.
LUCINÉIA CARVALHAIS
Médica infectologista
“No momento de dor, a sensibilidade das mulheres, com certeza, acal-
ma o coração de quem está sofrendo”, diz a médica infectologista Lucinéia
Carvalhais, sobre seu trabalho no IML/Acadepol, durante o serviço de iden-
tificação das vítimas do rompimento da barragem em Brumadinho. Ela fez
parte do Grupo de Resposta Rápida da Saúde, que reuniu 95 profissionais, en-
tre enfermeiros, médicos e psicólogos, que ficaram de prontidão, acolhendo
familiares das vítimas da tragédia, inicialmente, durante três dias. Sem des-
canso.
Lucinéia, que trabalha no Hospital Eduardo de Menezes, como infec-
tologista, desde 1998, conta que o grupo multidisciplinar é preparado para
atender rapidamente, em casos de sinistros e ocorrências como essas. Além
do apoio emocional, os integrantes foram os responsáveis pela coleta de ma-
terial genético para identificação dos mortos. “Foram momentos dolorosos.
Não temos como prever qual será a reação das pessoas. Nesse momento, o fa-
to de ser mulher faz com que a percepção de acolhimento, de abraço, seja real”,
relata.
Acostumada a trabalhar sob intensa carga emocional, a médica garante
que está preparada: “Estamos num hospital referência e sempre preparados
para atuar, até no caso de um surto de ebola”.
Lucinéia diz que, coincidentemente, 95% da equipe envolvida no tra-
balho de Brumadinho foi composta por mulheres e que a maioria foi recru-
tada via rede social, através de grupos da saúde. “O rompimento ocorreu no
início da tarde do dia 25 de janeiro. Na manhã seguinte, dia 26, o grupo es-
tava completo. Essa é nossa função: responder rapidamente em casos de epi-
demias, acidentes de grandes proporções e estar sempre preparados para atuar”,
garante.
MARCELA OLIVEIRA DO CARMO
Analista Técnica da Cedec
Agilidade, conhecimento e capacidade de análise em meio à crise. Estas
são características que um profissional da Coordenadoria Estadual de
Defesa Civil (Cedec-MG) precisa ter para atuar em situações como a tragé-
dia de Brumadinho. E Marcela de Oliveira do Carmo, analista técnica de pro-
cessos para casos de calamidade pública, tem essas características de so-
bra. Ela é a responsável por colher documentos junto ao município, Estado,
diversos órgãos e elaborar um processo que justifique a decretação do es-
tado de calamidade pública.
O trabalho, segundo ela, tem que ser feito com muito cuidado pois, além
de ser obrigatório, é ele que vai definir se o governo federal vai liberar verbas
emergenciais. Essa documentação também é usada para justificar o uso das
Forças Nacionais em caso de tragédia ou calamidade pública.
Marcela do Carmo explica que toda a documentação é enviada para a De-
fesa Civil Nacional. Lá os documentos passam por avaliação criteriosa e são,
ou não, aprovados. Ela conta que, no caso de Brumadinho, o pedido de decre-
tação do estado de calamidade pública, feito pelo governador Romeu Zema,
teve aprovação ágil e unânime.
Fotos: Gil Leonardi/Imprensa MG
Foto: Marco Evangelista/Imprensa MG
Foto: Renato Cobucci/Imprensa MG
Publicado pela Secretaria do Governo/MG
8Nº 263 - Abril/2019 22
JORNAL INCONFIDÊNCIA
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Ao Senhor Carlos Cláudio Miguez Suarez
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NR: Oportunamente entregaremos à Biblioteca Nacional, como
fazemos anualmente, a coletânea / 2018 e o livro da autoria deste
Editor intitulado “O 4º GA75 Cav e a Contrarrevolução de 1964 no
Rio Grande do Sul”, comprovando a Verdadeira História do Brasil.
Abril/2019
Estas revistas podem serem encontradas nos seguintes locais:
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2 - Martins Livreiro - Rua Riachuelo, 1291 Centro - Porto Alegre/RS - 3 - jornal@jornalinconfidencia.com.br
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O CRUZEIRO
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exemplar destas revistas, envie mais R$ 20,00,
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Cel Adalberto Guimarães Menezes - Belo Horizonte/MG, Adv Adilson José Joaquim Pereira -
São Caetano do Sul/SP, Cap Adriano Pires Ribas - Curitiba/PR, Cap Darcy Neves da Costa - Juiz
de Fora/MG, Francisco Cesideo Gomes - Fortaleza/CE, Cel Frederico Guido Bieri - Santa Maria/
RS, Médico Ten R/2 FAB Ivo Engueroff - São Leopoldo/RS, Apos. João Alfredo Castelo Branco -
São Paulo/SP, Cel João Severo da Rocha Brasil - Santa Maria/RS, Cel BMRS Lauro Prestes Neto
- Triunfo/RS, Engº Luciano Pinho De Biasi Rocha - Belo Horizonte/MG, Cel Luiz Ernani Caminha
Giorgis - Porto Alegre/RS, Pens. Maria Auxiliadora Wanderley Vieira Marques - Belo Horizon-
te/MG, Cel Nodier Cavalcante - Santa Maria/RS, Func. Público Ricardo Bieri - Santa Maria/RS,
Odontólogo Yolando Kaiser Baptista - Curitiba/PR
Nº 263 - Abril/2019 23
Pablo Vittar é cotado como "mulher"
mais sexy, Thammy Gretchen é cotada
como "homem" mais sexy e agora só falta
o Tiririca ganhar um assento na Academia
Brasileira de Letras e a Jojo Todynho ga-
nhar o concurso de Miss Brasil. Isso não
é nada para um país que tem um presidiá-
rio analfabeto como Doutor Honoris Cau-
sa e um Presidente da Suprema Corte que
nunca foi Juiz.
Vivemos no país do espelho, onde
as imagens são invertidas pela grande mí-
dia comprometida com a esquerda. Uma par-
cela do povo idolatra e pe-
de a liberdade de um cor-
rupto que não só roubou
dinheiro, mas também os
sonhos das pessoas, e
ainda chamam de "crimi-
noso" o Juiz que o con-
denou pelos crimes.
Mulheres escre-
vem cartas de amor para
um ex-goleiro matador de
mulher; gays idolatram
Che Guevara que mata-
va gays e ativistas negros endeusam um
líder de quilombo que mantinha escra-
vos negros, mas esquecem de todos os
brancos abolicionistas que lutaram pela
liberdade dos escravos, sobretudo daque-
la que a assinou.
Que maravilha de país! Guerrilhei-
ros recebem pensão como prêmio por as-
saltos, assassinatos e sequestros e um fu-
zil nas mãos de um bandido não represen-
ta qualquer ameaça.
Enquanto isso nossos policiais são
mortos aos borbotões. Mas o que espe-
rar de uma gente que transformou Mariel-
le em heroína, mas esqueceu da profes-
sorinha que morreu queimada depois
de salvar várias crianças de um incêndio
criminoso? Isso fora os que acharam um
absurdo uma policial matar um bandido
que ameaçava mães na porta de uma es-
cola.
Invasores de terras matam gado, des-
troem laboratórios e queimam casas em
UM BRASIL DO LADO DE LÁ
DO ESPELHO
nome da "justiça social", e manifestantes
queimam carros, depredam patrimônio
público e saqueiam lojas pedindo "ordem".
Tempos atrás foi por causa de um aumen-
to de vinte centavos nas passagens, mas
são os mesmos que clamam pela liberda-
de de quem lhes roubou bilhões de reais,
e quando roubou, ficaram calados.
Nas universidades, que deveriam
ensinar os alunos a serem produtivos, dou-
trinam com base nas filosofias de um va-
gabundo improdutivo chamado Marx, e
que viveu a vida inteira às custas da mu-
lher, rica. Mulheres gri-
tam contra o feminicí-
dio, mas defendem a
morte de inocentes no
ventre.
Aqui os militan-
tes que pregam a paz
são os que praticam o
ódio e os políticos que
falam em liberdade são
os que aprisionam os
humildes na ignorân-
cia. Até o que veio pe-
dir o fim das "fake news" foi o que mais
se utilizou de mentiras em sua campa-
nha.
Aqui, meu filho, comunistas falam
em igualdade morando em mansões, vo-
ando de primeira classe, comendo em res-
taurantes caros e com rolex no pulso. Lu-
tam contra o capitalismo tirando férias na
Disney ou Nova York, e fazendo discur-
sos tomando um scotch 20 anos no baixo
Leblon. É lá que fazem defesas apaixona-
das da "democracia" de Cuba, onde não
tem eleições desde 1959 e nem é permi-
tido existir oposição. É onde empunham
suas bandeiras contra a ditadura e defen-
dem a liberdade de expressão, mas re-
verenciam Maduro, que condena seus
opositores às masmorras, retira toda a
liberdade de expressão e pune com a mor-
te os manifestantes. Puxa... Que românti-
co!
Esse foi o legado deixado pelp PT e
esquerda depois de longos 14 anos.
Ao que tudo indica, o nefasto governo do
Fernando Henrique continua fazendo
escola. Somente os desmemoriados = vo-
luntários ou involuntários = ignoram como
os servidores públicos, a começar pelos fe-
derais, foram massacrados durante nove
anos por um congelamento salarial tenebro-
so. O governante social=democrata, leitor
no passado das arengas mar-
xistas, meteu os pés pelas mãos,
chamou idosos de vagabun-
dos, comprou deputados e se-
nadores a 200 mil por cabeça,
para alterarem a Carta Magna,
e assim conseguiu ser reeleito.
Mas os familiares viviam
um dolce farniente, em esta-
tais inclusive. Aposentados,
pensionistas, então, mostra-
vam um doloroso sofrimento.
Em Brasília, no império do FHC com o au-
xílio de outro carrasco chamado Bresser
Pereira, houve até o suicídio de um humil-
de servidor federal, que deixou uma la-
cônica carta de despedida, mostrando as
dívidas sem poder pagar e os pedidos de
empréstimos tentados sem êxito.
O governo militar, em todo o seu
período, jamais tratou os servidores civis
dessa forma, anualmente esses tinham o
aumento nos vencimentos. Aliás, o perío-
do de Collor trouxe também pavor para o
funcionalismo, houve um mês em que os
salários tiveram grande atraso. Agora, a
Marcelo Rates Quaranta
*Só espero, sinceramente,
que estejamos entrando
numa nova fase, e que o
Brasil comece a sair dessa
inversão maldita, passando
a trilhar por uma estrada
reta e decente, porque
nunca antes se viu um país
pegando um atalho tão
curto para a decadência.*
SERVIDOR PÚBLICO /
ETERNO SOFREDOR*Zair Augusto Cançado
equipe econômica do governo está levando
os servidores da União a novo estado de-
pressivo. É a mesma história de nivelar por
baixo. Servidores de nível superior inclusi-
ve. Há dois anos que o funcionalismo não
tem aumento salarial.
Repete-se o desespero de aposenta-
dos e pensionistas, estes gastam boa parte
dos salários com remédios,
que já aumentaram os preços.
Planos de saúde, nas mãos de
grupos poderosos, aumentan-
do anualmente um absurdo
nos reajustes, numa permissi-
vidade sem limites da Agência
Nacional de Saúde.
Quem votou no candi-
dato Bolsonaro==inclusive mi-
lhões de idosos==ativos ou
inativos da previdência social
esperam que o presidente os livre de outro
massacre tipo FHC. Não podem ser bodes
espiatórios. O Brasil novo que desejamos
depois das bandalheiras que duraram 20
anos, deve cobrar dos poderosos devedo-
res e a rigor quem vive de parcos salários,
nem deviam pagar Imposto de Renda. E que
o Exército Brasileiro, braço forte, mão amiga,
faça valer o seu valioso apoio para o povo
sofredor, pois encaramos o movimento de-
mocrático das FFAA nesse sentido. E só os
imbecis e mal intencionados destorcem a
imagem delas. (Rio de Janeiro - 05/04)
*Jornalista e Radialista
O governo militar,
em todo o seu
período, jamais
tratou os servidores
civis dessa forma,
anualmente esses
tinham o aumento
nos vencimentos.
Para: José Paulo de Andrade
Assunto: Notícia de “O GLOBO” – 31 de março.
Com referência aos seus comentários de hoje, encaminho 2 exemplares do
Jornal INCONFIDÊNCIA, de BH – Edição Histórica. Peço a sua especial atenção
para o texto e foto da pág 26 do nº 248 também anexo. Cumprimentos e admiração
do João Alfredo Castelo Branco. Anexos: 3 jornais. (26/03)
CORONEL MIGUEZ
José Paulo de Andrade é o apresentador do programa matinal “O Pulo do Gato”
de notícias e prestação de serviços, tem enorme audiência na Radio Bandeirantes. É
muito admirado e querido pelos ouvintes, tem informado que o movimento Cívico
Militar de Março de 64, salvou o Brasil de um desastre. É crítico da atual postura da
Rede Globo.
Prezado Coronel Miguez
Além daquele documento (ver envelope amarelo, estou enviando, para sua
apreciação, cópias ou recortes de noticias publicadas em jornais daqui de
São Paulo):
1. Comentários sobre montagem de focos de Guerrilha Castrista no Brasil,
já em 1961/1962.
2. Cobertura das manifestações de 17.03.19 em defesa da Lava Jato, informo
que as rádios Bandeirantes e Jovem Pan deram bom destaque às atividades. A JP
até mencionou a de BH.
3. Questão de 31 de março.
4. Publicação de carta de leitora sobre “os cem dias do Gov Bolsonaro”.
5. Cópia de carta enviando exemplares do Jornal Inconfidência (Ed. Histórica
31 de Março) ao radialista José Paulo de Andrade (RB). Grato pela atenção. (29/03)
APOSENTADO JOÃO ALFREDO
CASTELO BRANCO
SÃO PAULO/SP
Receba os cumprimentos, saudações e abraço do João Alfredo
e-mail telebran@hotmail.com
NR: João Alfredo é nosso colaborador e representante em São Paulo.
Com a decisão, ontem, por 6x5 votos, os ministros do STF (Supremo Tribunal
Federal) desconstruíram o entendimento da força-tarefa da Lava Jato, con-
firmado em dezembro de condenações, de que caixa dois em campanha eleitoral
é pagamento de propina, antecipada ou não.
Dez em cada dez réus da Lava Jato, a serem julgados ou já condenados,
devem ter varado a noite comemorando. (30/04)
DECISÃO DO STFSTFSTFSTFSTF É A
DESCONSTRUÇÃO DA LAVA JATO
“Atos
públicos em
defesa da
Lava Jato e
contra o STF
ocorreram
em 40
cidades.”
Foto alusiva ao texto do correspondente de São Paulo. Mas,
a bem da verdade, é preciso dizer que a mídia muito pouco
difundiu a manifestações contra o STF e a favor da Lava-jato.
(07/04)
8Nº 263 - Abril/2019 24
Adespeito de uma duvidosa pes-
quisa acerca da popularidade do
Presidente publicada pelo execrável
Instituto que colaborou com a fraude
contra Bolsonaro nas eleições de 2018
e comprada pelo “Sistema Goebells”,
sopra sobre o Brasil, de norte ao sul,
um ar benigno, isto é, uma segura bri-
sa de esperança. As camadas mais aqui-
nhoadas da população estão sentindo
e prevendo a chegada de um bom tem-
po, conquanto seja realmente uma sen-
sação recente. Os mais pobres não,
por conta do enorme sofrimento que
lhes foi imposto há mais de três dé-
cadas. Todavia, avalio que, em razão
de uma intuição natural, o povão já des-
confie da chegada de um clima de mu-
dança como nunca visto anteriormente.
A rigor, temos que considerar que
o caminho longo e extremamente difí-
cil que ainda temos pela frente até que
o Brasil se veja livre do perigo em que
foi lançado é realmente o que devemos
trilhar, sem dúvida. Por mais
que os maus e a vermelhada
tentem, por mais que o an-
tigo establishement trame e
resista o projeto Bolsonaro
não vai dar para trás. Muito
pelo contrário, só vai avan-
çar. Depois do sucesso es-
trondoso da nova aliança
entre o Brasil e os Estados
Unidos, o mundo livre e ci-
vilizado vai acolher de bra-
ços abertos o ressurgimen-
to do “Gigante da América
do Sul”.
O “Sistema Goebells”
escondeu o quanto pôde as
notícias relativas ao encontro Brasil/
Estados Unidos. Contudo, como ma-
téria desinfluente e secundária, se viu
obrigada a veicular: i) a nova posi-
ção do País no cenário internacional,
compatível com sua liderança e prota-
gonismo geopolítico e econômico; ii)
os acordos comerciais celebrados nas
áreas da agricultura, de tecnologia, de
segurança etc. Também escondeu tudo
quanto ao retorno da confiança inter-
nacional que nos traz os megas inves-
tidores, além da nova colaboração que
se firmará entre o Ministério de Sergio
Moro com a poderosa CIA americana
que já deixou os corruptos daqui de
cabelo em pé. Como gato sobre brasas,
passou por cima das deferências espe-
cialíssimas oferecidas pelo Governo
americano ao Chefe de Estado Brasilei-
ro e a sua comitiva, tal como a hospe-
dagem na Blair House, o mais reser-
vado hotel do Mundo e tudo às expen-
sas do Governo da EUA, sem falar na
inédita reunião no Salão Oval da Casa
Branca, da indicação do Brasil para o
status de aliado próximo da OTAN e
do apoio de Trump para a entrada do
Brasil na OCDE, o “clube dos países
ricos”.
A entrada do Brasil na OCDE, lar-
gando de mão a OMC dominada pelos
socialistas, por assim dizer, carimba o
Brasil como um país que é visto com
outros olhos pelos grandes investido-
res estrangeiros. O status de aliado pró-
ximo da OTAN (Organização do Tra-
* José Maurício de BarcellosA PÁTRIA É O LIMITE
tado do Atlântico Norte) e no futuro
como membro pleno da Aliança, nos
leva a benefícios na cooperação mili-
tar, na compra de equipamentos norte-
americanos ou de outros aliados da
OTAN, na venda de material bélico bra-
sileiro, na venda de aeronaves da Em-
braer e em diversos outros negócios.
Respondam-me os energúmenos da es-
querda: quem de Sarney a Temer con-
seguiria tanto em tão pouco tempo?
Sem embargo de tudo, penso que
não temos ainda o melhor dos cená-
rios, porém considero que um Planal-
to cooptado pela gentalha de Lula e de
Dilmaistoseráagora,nomínimo, impen-
sável. Estamos longe também de ter um
Congresso livre de bandidos de colari-
nho branco, mas o legislativo prisionei-
ro de Sarney, de Renan ou de um Eduar-
do Cunha, por exemplo, penso que nun-
ca mais teremos. Ainda nos envergo-
nhamos muito do Judiciário que nos ata-
zana e mantém a sociedade em sobres-
saltos, mas é certo que esse poder no
qual mandam e desmandam – que mais
desmandam do que mandam e ou bem
decidem – os execráveis “Mandarins
Solta Bandidos” está com os dias con-
tados.
Falando do executivo, a perse-
guição doentia é tão grande que ultra-
passou as barreiras domésticas. A Fox
News entrevistou Bolsonaro durante
sua visita aos Estados Unidos e, ao in-
vés de tratar de assuntos importantes
relativos a esta histórica visita de um
Presidente Brasileiro à Nação mais po-
derosa do Mundo (digo assim para a
“esquerdalha” arder de ódio), por mui-
to tempo se ocupou das detrações e das
mentiras assacadas contra o Capitão.
O Brasil é quem perde com isto, porém
aqueles bandidos pouco se importam.
Até sobre o caso do assassinato de uma
insignificante parlamentar municipal,
ocorrido por conta de briga de quadri-
lhas de traficantes ou milicianos o Pre-
sidente foi questionado no exterior e
obrigado a esclarecer.
O alvo não é só o Presidente. Sua
equipe é diariamente detratada e há
uma trama sórdida no sentido de disse-
minar a intriga e a cizânia no meio da
mesma. Desde logo alerto que vão se
dar muito mal com os generais de Bol-
sonaro que, por enquanto, estão, com
humildade, pedindo que a extrema im-
prensa pare de incitar o Congresso pa-
ra a prática da maldita negociata em tro-
ca de cargos por votos, mas só por en-
quanto, porque depois…(Confira-se na
“Live da Semana” do Presidente: www.
youtube.com/watch?v=PL4v3EJYPl0#
action=share.
Os patifes estão tontos com o su-
cesso surpreendente deste governo.
As duas mais importantes reformas es-
truturais vão ser aprovadas, os investi-
dores estão festejando o fim do atraso
socialista e da corrupção sistêmica da
“petralhada”; a bolsa bate o Record his-
tórico dos 100 mil e como se ainda não
bastasse o Professor Paulo Guedes dis-
cursando em Washington, na US Cham-
ber of Commerce (a Câmara de Comér-
cio Americana), deu mais uma vez um
show internacional desmistificando as
burras críticas no sentido de que a po-
lítica externa deste governo iria estupi-
damente se subjugar ao tal surrado e
démodé“imperialismoyankee”,desmo-
ralizando completamente os “esqui-
zoides azevedos” e os “barbichinhas de
souza” da vida que, junto ao “dementão
magnóli” da “Goebells”, torcem de-
sesperadamente contra o Brasil, por
pura inveja do grande Chanceler de Bol-
sonaro e profundo despeito em rela-
ção ao extraordinário Olavo de Car-
valho. Fazer o quê? Os cães não pa-
ram de ladrar.
Os vermelhos não conseguem
enxergar a grandiosidade do “Projeto
Bolsonaro”, que há muito vem sendo
gestado. Estou rindo a bandeiras des-
pregadas dos bobocas que insistem em
criticar a atuação dos competentes fi-
lhos de Bolsonaro. Gostavam mais dos
filhos de Lula. São bons políticos, legí-
timos representantes do povo e com mui-
to voto. Muitos votos. Donald Trump
chamou Eduardo Bolsonaro para o his-
tórico encontro Brasil/Estados Unidos
no Salão Oval da Casa Branca e pes-
soalmente elogiou a atuação política
do garoto. Vai engolindo “petralhada”
e adeus ao “Foro de São Paulo” de
FHC, de Lula, de Zé Dirceu, de Cas-
tro, de Chávez, de Maduro e de outros
que tais.
Conquanto o nosso Congresso
não se revele totalmente confiável ain-
da, penso que os soldados de Bolso-
naro e principalmente a nova geração
de parlamentares não vão decepcio-
nar. Pode escorregar aqui ou acolá;
pode um debiloide dar um “ataque de
pelanca”, mas não terá coragem nem
autoridade moral para desafiar quem
tem a legitimidade e a força. Muita
força.
O problema maior é o Judiciário.
Isto sim é preocupante na medida em
que a lei, a ordem e a estabilidade ju-
rídica estão sendo petulantemente de-
safiadas pelos asseclas dos presiden-
tes corruptos que os nomearam para a
Suprema Corte. Depois da decisão re-
lativaaojulgamentodoscrimesconexos
com o de caixa dois, que rapidamente
beneficiou o “bandidinho Lindbergh”;
à vista do crime de injúria e de difama-
ção perpetrado por um “Mandarim Sol-
ta Bandido” em cadeia nacional e no
Plenário do STF, bem como da petu-
lante manobra de um ex-serviçal do
bandidaço Zé Dirceu, objetivando coa-
gir toda uma classe de Operadores do
Direito tanto quanto constranger quem
exige que se instale a Operação Lava
Toga, não paira a menor dúvida de que
o lado podre do Judiciário partiu para
o confronto e quer colocar na rua não
só o “Ogro Encarcerado”, mas todos
os bandidos de colarinho branco pre-
sos pelo Brasil afora. Eis aí
o sinal claro que os verme-
lhos ansiavam para defla-
grar a tal prometida resis-
tência que começa por vio-
lar a vontade soberana do
povo que majoritariamente
elegeu Jair Bolsonaro.
Não temo as bazófias
brandidas por indicados de
corruptos ou mais propria-
mente as vãs ameaças de
umlambaiodo“GrandeCor-
rupto dos Porões do Jabu-
ru”, preso dias atrás. O ata-
que do STF contra a segu-
rança jurídica no País e sua
afronta à Operação Lava Jato, atra-
vés de um Decreto do Presidente do
STF que “analfa” algum em direito as-
sinaria na medida em que manda ins-
taurar um inquérito violando frontal-
mente a vedação constitucional rela-
tiva ao “juizado de inquisição”, são
medidas que vão ser atalhadas, de uma
forma ou de outra. O destemido Del-
tan Dallagnol é profundo conhecedor
do direito, um verdadeiro gênio a ser-
viço do Brasil e arquitetou um novo
procedimento para a Lava Jato com
relação ao famigerado caixa dois. Além
disso, confio no herói nacional Ser-
gio Moro porque todas as vezes que
o Supremo tentou pular a cerca ele
abateu os “puladores” ainda no ar. Ago-
ra, com a palavra o Presidente Jair Bol-
sonaro.
A nova era é maravilhosamente
promissora. Entretanto não podemos
continuar permitindo que sejamos in-
sultados o tempo todo. Está chegando
a hora Senhor Presidente! E chega mui-
to mais cedo do que se esperava A luta
dos seus quase 60 milhões de apoiadores
foi terrível. O Capitão e os seus filhos
são quem melhor sabem disto. Há que
se por limites naquela gente do mau e
a Pátria é o limite porque o Brasil está
realmente acima de todos. É a Pátria,
somente a ela, que o Senhor e os cida-
dãos de honra deste País um dia jura-
ram lealdade.
* Ex Consultor Jurídico da CPRM-MME é advogado.
FONTE: Coluna ¨DIARIO DO PODER¨,
Jornalista Claudio Humberto
Nº 263 - Abril/2019 25
Turma aspirante méga
15 de fevereiro de 1955 - 64 anos - 15 de fevereiro de 2019
A23 de março, sábado, a Turma reuniu-se no Rio de Janeiro, no Clube Militar,
sede Lagoa, pela 12ª vez para mais um almoço de confraternização realizado
anualmente pela quarta vez consecutiva e não mais em Resende, na AMAN,
atendendo à proposta apresentada na reunião dos 60 anos pelo Castro Neves, em
virtude da dificuldade de deslocamento e da provecta idade de todos os seus
componentes e familiares.
Anteriormente, a reunião era realizada na AMAN de 5 em 5 anos, e na última
de 2015, constatando-se uma pequena presença passou a ser anual no Rio de
Janeiro, onde mora a maioria dos integrantes da Turma.
Desta vez compareceram 21, sendo 16 residentes no estado do Rio de
Janeiro, dois de São Paulo (Castro Neves e Daniotti), um de Juiz de Fora/MG
(Reis), o Bicalho de Brasília e ainda de For-
taleza/CE o Renato Darcy, muitos acom-
panhados de suas esposas e filhos. São
eles:
INFANTARIA: Pimenta e Mariza;
Sarahyba e Adely.
CAVALARIA: Athos e Maria Alice.
ARTILHARIA: Bicalho; Castro Ne-
ves e Maria de Lourdes; Daniotti com seu
filho; Gilberto e Lia; Gurjão; Landeiro;
Lauro Fortuna e Ivany; Macedo e Leony;
Paula Valle e Shirley; Renato Darcy e
esposa; Segadas; Spangenberg; Sodré e
Elba; Szechir.
ENGENHARIA/CT: Ney Corrêa e
sua filha Alice; Priess; Reis; Schendel e
Adilea.
Ainda presente familiares do com-
Priess, Landeiro, Spangenberg, Gurjão e Szechir
panheiro Toledo Camargo, de
Itu/SP que já partiu. Usaram
da palavra, primeiramente o
Spangenberg. e a seguir o Pi-
menta, organizador do even-
to.
Spangemberg agrade-
ceu a presença de todos, des-
tacou o trabalho do Athos e
Maria Alice pela organização
da maioria das reuniões ante-
riores e homenageou os com-
panheiros falecidos.
Pimenta lançou as ideias
básicas para a comemoração,
em 2020, dos 65 anos propon-
do uma reunião no meio da se-
mana no Rio com visita à For-
taleza de Santa Cruz e ao Mu-
seu de Arte Contemporânea (MAC), ambos em Niterói, e no sábado 15 de março,
visita para reminiscências à AMAN.
Os remanescentes da Turma Aspirante Méga agradeceram ao Pimenta a opor-
tunidade de se reunirem mais uma vez, relembrando “causos” passados, apelidos
inesquecíveis, contando histórias acontecidas no desempenho das atividades
militares e debatendo a atual situação de nosso país, demonstrando a alegria que
hoje todos sentem, pois em 1964, eram jovens capitães e participaram espontânea
e patrioticamente do movimento cívico-militar. O diretor do CIEP (Centro Inte-
grado De Educação Pública) Aspirante Francisco Méga, localizado nas proximi-
dades da Vila Militar/Magalhães Bastos, professor Fernando Frederico de Olivei-
ra, apesar de ter recebido um convite pessoal do
Spangenberg para participar do almoço, não com-
pareceu em virtude de imprevistos surgidos de
última hora. Gostaríamos de lembrar que essa Es-
cola estadual, ao que parece, é a única existente no
Brasil com o nome do herói da FEB Aspirante
Francisco Méga, merecendo ser relembrada e pre-
servada. Finalizando, após a distribuição dos jor-
nais Inconfidênciia nº 261 e 262, este a Edição
Histórica do Movimento Cívico – Militar de 31 de
março de 1964 que não pode esquecido nem deixar
de ser comemorado, Pimenta agradeceu a presença
de todos e já os convocando para a próxima reu-
nião em 2020 / 65º anivesário, ficando a organiza-
ção novamente a seu cargo.
A seguir, fotografias, abraços e despedi-
das...
Até a próxima!
Sodré, Athos e Maria Alice
Naquela quinta-feira dia 06 de se-
tembro, véspera do feriado de in-
dependência do Brasil, Juiz de Fora es-
tava ansiosa pela visita, do então can-
didato à presidência, Jair Bolsonaro.
Naquele dia, Bolsonaro ao chegar
à cidade visitou o hospital Ascomcer e
seguiu para um almoço empresarial que
surpreendeu a todos com a adesão em
massa! O empresário Aloisio Vascon-
celos, presidente da Associação Co-
mercial de JF, tinha a alegria no coração
pelo grande sucesso do evento.
Como não poderia deixar de ser,
sendo uma tradição em nossa cidade,
nosso futuro presidente chegou à frente
da Câmara Municipal e emocionou-se ao
ver tamanha multidão que o aguardava! A
maior já vista em nossa cidade! Durante
sua descida pelo calçadão, sofre uma ten-
tativa de homicídio com uma facada no
abdômen superior e é levado rapidamente
para a Santa Casa de Juiz de Fora.
Neste hospital, recebe atendimento
inicial onde se constata a gravidade da
lesão e risco iminente de morte.
Neste momento, sou chamado pe-
lo anestesiologista Dr. Edy Prata e lá
CANDIDATO BOLSONARO FOI ESFAQUEADO EM JUIZ DE FORA* Dr. Paulo Gonçalves Jr.
Flagrante do momento em que o candidato
foi esfaqueado
Foto: Raysa Leite
chegando, iniciei com a máxima urgên-
cia, o atendimento necessário.
A emoção é grande para todos,
mas para mim era enorme! Ironicamen-
te, fui ao almoço empresarial com minha
família para chegar perto do
"mito", sem sucesso devido
ao grande número de partici-
pantes e, agora, via meu ídolo
com risco iminente de morte!
No centro cirúrgico , o tu-
multo e a comoção de todos to-
mava conta: policiais federais e
amigos como o empresário Gui-
lherme e o Deputado Marcelo
Álvaro, exprimiam em suas fa-
ces a angústia de toda uma
nação.
Chamou atenção a presença e for-
ça do filho Carlos que acompanhou o
pai durante o atendimento.
Com a chegada da equipe cirúrgi-
ca comandada pelo Dr. Luís H. Borsato,
retirei-me do caso, mas fiquei à disposi-
ção caso fosse necessário a minha in-
tervenção como Cirurgião Vascular.
Ao executarem a laparotomia, foi
evidenciada volumosa quantidade de
sangue e um importante sangramento
ativo em posição dos grandes vasos do
abdômen, momento em que fui chamado a
intervir. Deus nos iluminou e, juntos ,
conseguimos "estancar" a hemorragia e a
cirurgia seguiu no controle das lesões
do intestino delgado e grosso, sendo ne-
cessária a colostomia para minimizar o
risco de morte por infecção posterior.
No dia 04 de outubro de 2018, em
visita à residência do paciente, no Rio de
Janeiro, acompanhado do anestesista
Dr. Rodrigo Quinet, do empresário Alo-
ísio Vasconcelos presidente da Associa-
ção Comercial e do PSL em JF, da jor-
nalista e assessora de imprensa do PSL,
Rose Almeida, e do Deputado Federal
Marcelo Álvaro Antônio, o qual tornou
possível o nosso encontro, pude conhe-
cer o agora eleito Presidente do Brasil, Jair
Messias Bolsonaro! Nosso presidente
abriu as portas de sua casa nos receben-
do com uma simplicidade e simpatia que
nos encheu de confiança e alegria! Disse
ele: "o Brasil tem jeito e juntos seremos
uma grande nação;" o coração bateu for-
te pois essa era nossa esperança e ex-
pectativa! Em seguida, mais emoção ao
ouvi-lo dizer: "Juiz de Fora não é a ci-
dade onde sofri um atentado, Juiz de Fora
agora é minha segunda terra natal."
Terminamos nossa visita como se
fôssemos amigos de longa data, tama-
nho foi nosso acolhimento e, graças a
Deus, temos hoje um presidente eleito
com uma vitória esmagadora que quase
morre em busca do sonho de um Brasil
verde e amarelo. Bolsonaro, para mu-
dar, de verdade, o Brasil.
(Publicado no Informativo da AMIR/JF)
* Cirurgião Vascular e Endovascular,
médico integrante da equipe que atendeu
Jair Bolsonaro em Juiz de Fora.
8Nº 263 - Abril/2019 26
CAIXA POSTAL
CEL AMÉRICO AMERICANO
Garanhuns/PE
Renovação de Assinaturas
Remeto a importância de R$ 500.00,
referente à renovação das 2 assinaturas do
Inconfidência, conforme os 2 cupons ora pre-
enchidos. A diferença entre o somatório das
2 assinaturas e o total depositado, ou seja
(500 - 300 = 200) corresponde a uma singela
doação.
Acuso o recebimento de 2 prestimosas
revistas, O Cruzeiro e Manchete, que rela-
tam minuciosamente a verdade sobre o Mo-
vimento de Março de 64. A matéria é tão ins-
trutiva que eu as estou lendo pela segunda
vez.
Esta correspondência pode ser divulga-
da no Inconfidência.
Saudações da Caserna (12/03)
ADV ALCYONE SAMICO
Rio de Janeiro/RJ
Inconfidência nº 261
Ante vossos olhos a nova edição (nº261,
ano XXIV) do jornal que reúne em si todo o
expressar do amor à Pátria Brasileira dos que
comungamdomesmoideal queexsurge deseu
Editor/Redator Coronel Carlos Miguez, e que
redundou, ainda desta feita, no fazer panejar
gloriosamente o pavilhão verde-amarelo. Re-
conheçam o valor que representam as edições
do Jornal Inconfidência, unam-se aos ideais
que imantam o Cel. Miguez e expressem o seu
apoio com o preenchimento do CUPOM à
página nº 16. (15/03)
TANIA TAVARES
São Paulo/SP
Intimidação?
O ministro Dias Toffoli, quer intimidar
não só os membros do Ministério Publico,
mas também a mídia e a população que dis-
cordar de alguns ministros do STF? Isto é
censura! (15/03)
* * *
Coincidências!
Aos cuidados do Diretor(a) de Redação
1) "Quando Temer ia votar a reforma da
Previdência apareceu Janot/ Joesley e pa-
rou tudo. Agora podiam esperar a votação
para depois prender temporariamente o
Temer e Cia. Acontece que os funcionários
públicos com altos salários sentem-se pre-
judicados e "ferram" a reforma."
2) " Mandar prender o sogro do Presi-
dente da Câmara numa horas destas? Socor-
ro!" (22/03)
* * *
Tiro no pé
O ministro Dias Toffoli, ao permitir en-
trevista com o presidiário Luiz Inácio-Lula,
mais parece revanchismo pueril. Será que ele
tem a dimensão do que pode ocorrer se presos
da Lava Jato, políticos, traficantes, coman-
dantes do crime organizado famosos, etc...
também quiserem dar entrevistas? O ministro
não vai conceder? E o Art, 5º da Constituição
Federal de 1988, que diz que todos são iguais
perante a Lei? (19/04)
* * *
Entrevistas
E se a fila para dar entrevista for: Mar-
cos Valério, Eduardo Cunha, Sérgio Cabral,
Fernandinho Beira-Mar, Marcola, Gim Ar-
gelo, João Santana..., o ministro Toffoli vai
seguir o artigo 5º da Constituição dita cida-
dã? (19/04)
ADERVAL PIRES
Rio de Janeiro/RJ
Congresso contra
previdência de militares
A explicação que sobre o soldo reprimido
dos militares é tal qual a dos aposentados do
INSS. A nossa defasagem desde o tempo do
FHC é mais de 100%, então se eles fossem
corrigir agora iria ser uma briga de foice, por-
que aumento real só se dá para os políticos e
o pessoal do Judiciário, isso sem falar nos
demais servidores públicos. Os nossos ami-
gos Oswaldo Colombo e Ricardo Bergamini
cansam de demonstrar isso, mas eles não
dão bola, o que importa é que o deles esta
seguro e pronto. O resto que se exploda co-
mo já dizia o Justo Veríssimo personagem
do Chico Anisio. (21/03)
JORNALISTA FLAVIO PINTO RAMOS
A minha suspeita se confirma: Com sol-
dos defasados e sem correções a nova
estruturação das carreiras militares só agrada
Maia é o chefe do poder da República mais importante, pois representa o povo di-
retamente, de onde emana todo o poder, no sistema de Montesqauieu, d' o espírito das
leis, que norteou a Constituição dos Estados Unidos, 1876, e, depois, a Revolução France-
sa, de 1789.
Maia tem a caneta que nomeia milhares de cargos no Congresso Nacional, que tem um
orçamento de uma cidade de porte médio.
Agora diz que a reforma da previdência é problema particular de Bolsonaro.
Será que pensava que Bolsonaro impediria a prisão do seu sogro, ex-governador do
RJ? ou que impediria os avanços do combate à criminalidade, com o anteprojeto de Ser-
gio Moro? ou que seguraria as obras malfeitas do seu pai, como a da encosta que desabou
no Rio, matando pessoas?
Ele não está sabendo namorar, para ganhar o noivado e, quem sabe, casar-se. Precisa
emagrecer, deixar de chupar pirulito, comer lanchinhos, e cuidar do novo governo, antitese
do antigo "governo velho", onde o os Deputados somente andam mediante mimos, do
tomaladacá. Por isso Janio Quadros renunciou alegando "forças ocultas".
A Reforma da Previdência é uma ação do Estado Brasileiro e não do Governo Bolso-
naro. Ou faz isso ou a vaca vai pro brejo ... (22/03)
* * *
O QUE OS OUTROS NÃO FIZERAM EM MAIS DE 20 ANOS O
GOVERNO BOLSONARO ESTÁ FAZENDO HÁ 2 MESES
Agora nós entendemos os motivos da irritação dos comunistas contra Bolsonaro. É que
ele segue a linha dos 5 generais que tiraram o país do buraco, em 64, e o deixaram
próspero nas mãos de Tancredo/Sarney.
Agora retoma-se, com uma cúpula estrelada e se tentam derrubá-lo batendo de
frente, vão ter que enfrentar um Mourão por detrás, e aí fica bem difícil.
A ferrovia vai resolver ingente problema de escoamento do agronegócio, o carro
chefe da economia, com logística de primeiro mundo. Somado às melhorias dos aero-
portos, ora privatizados. Isso irrita os comunas, pois perdem seu caldo de culturua,
do "quanto pior, melhor", esvazia os discursos esquerdopartistas, inconsequentes,
patológicos e doentios. (13/03)
ADV JOSEVAL CARNEIRO
Salvador/BA
no que os prejudica, os militares das FFAA e
auxiliares, aumentando o tempo de serviço e as
contribuições compulsórias.
A demanda reprimida dos soldos que es-
tourou agora é mais uma prova da má fé, se as
atualizações tivessem sido graduais, mesmo
sem aumento real esse impacto não teria sido
sentido e as famílias de militares já teriam
recebido as atualizações.
O Congresso Nacional é dominado ma-
joritariamente por maus planejadores e a
maioria dos que têm curso superior é de ad-
vogados. Poucos são os diplomados em áreas
matemáticas.
Por outro lado, eles querem Forças Arma-
das fracas, um pensamento com o ranço da
esquerda.
Nunca se fala dos verdadeiros vilões,
que recebem das Receitas da União sem ne-
nhuma contrapartida. Os 16 estados do Nor-
te e do Nordeste que nunca pagaram nenhu-
ma contribuição para a Receita Federal e
vivem de repasses a fundo perdido. Os 10
estados que sustentam o Brasil, encabeça-
dos por São Paulo é que pagam a conta.
Nunca se falou, até agora que Bolsonaro
abriu a boca, dos bilhões que custam ao erário
para manter militantes indicados inabilitados
tecnicamente em cargos de confiança.
O Congresso barganha com o Executivo
como sempre fez, de forma sórdida. O Presi-
dente da Câmara de Deputados investigado
pela Lava jato posa de conciliador, mas pelas
costas faz pressão velada.
Tudo era culpa dos militares, que por
questões legais de disciplina nunca pude-
ram se manifestar.
CEL CLÉO CARNEIRO BAETA NEVES
Niterói/RJ
Recebimeno de exemplares da Edição
Histórica de 31 de Março
Caros companheiros Coronéis Reynaldo
de Biasi e Carlos Claudio Miguez
Com imensa satisfação recebi quatro (!!!)
exemplares do número histórico celebrante do
nosso Movimento de 31 de Março de 1964.
Orgulhosamente farei sua distribuição
entre amigos do EB e da Marinha de Guerra
de nosso grupo "GAROTOS DE ICARAÍ"
bem como civis e rotarianos (Clube Niterói
Norte-o maior daqui) que comungam de
nossos ideais por um Brasil maior isento de
corruptos!!! (23/03)
IZABEL AVALLONE
São Paulo/SP
Foque nas reformas
O post do presidente Bolsonaro causou
perplexidade às raposas que ficam à espreita
para pegar alguma fala e replicar. Da forma
como as coisas estão se encaminhando, até um
bom dia de Bolsonaro pode dar pano pra manga.
Vivemos tempos de muita hipocrisia, dependen-
do de quem fala, o assunto tem um peso. Quando
foi para crianças tocarem um homem nu, nao se
ouviu barulho. Quando um presidente dá enfase
à família, aos valores morais é criticado. Se eu
pudessedarumconselhoaopresidentediriaaele
para deixar seus ministros trabalharem e não
ficar perdendo tempo respondendo as provo-
cações de gente que não quer que o Brasil
mude. Foque nas reformas. Governe para to-
dos. Uma hora essa gente cansa e será obrigada a
ver as mudanças que certamente virão. (08/03)
* * *
Os políticos presos
Lula pode comemorar, já não é o único ex-
presidente a ser preso. Temer também está
preso. Eles não são presos políticos, são polí-
ticos presos e sabem muito o bem o que fize-
ram e o quanto receberam. Por outro lado a
população também comemora, mas quer mais,
além da prisão, essa gente precisa devolver o
que roubou. Basta olhar a situação do Brasil,
sem educação, sem saúde, sem segurança, po-
rém cercado de corruptos, ladravazes sem ver-
gonha na cara. Quantoqueremapostarqueagora
vãodizerqueavotaçãodaReformadaPrevidên-
cia pode ser prejudicada devido a essas prisões.
Afinal,osogrodeRodrigoMaia,MoreiraFranco
também foi preso. Será que isso explica o ataque
de Maia a Moro? Tudo é possível quando o as-
sunto é dinheiro e poder. (21/03)
* * *
Uma fala para dentro
Não assisti a entrevista do presidiário por-
que,emprimeirolugarelenãoémelhordoqueos
outros presos, e, se ele pode, todos os presos
podem ser entrevistados, em segundo lugar por-
que o que sai daquela boca é ódio, sede de
vingança, sentimentos presentes na alma de
quem não faz uma autocritica e acha que o
povo é bobo. Um discurso ultrapassado. Sem
contar a sede da cachaça Ouvi um audio onde
ele diz que o país está sendo governado por
um bando de malucos. Temos um presidente
que já fez diversas mudanças no país, montou
osmelhoresministérios,desataquesparaPaulo
Guedes, Sergio Moro e Tarcísio Freitas, vem
cumprindo o que prometeu, porém ainda é
cedo para termos uma avaliação do novo qua-
dro. Prefiro esse bando de malucos a um bando
de ladroes que destruiu nosso país. Causa
arrepio ver como a imprensa se comportou em
quase duas décadas, mantendo-se calada e
nunca ousou contrariar Lula. Nunca se viu
uma manchete " Lula roubou o país por quase
2 décadas". Nao fosse o trabalho da Lava Jato,
isso estaria encoberto. O resultado, está aí.
Nada como o tempo para mostrar a forma co-
mo uma imprensa pode adiar os problemas de
um governo quando, se beneficia dele. Quem
sempre perde é o cidadão que convive com
aqueles que torcem para um Brasil pior. Uma
coisa ficou evidente, Lula fala para dentro.
Dentro de si e de suas paredes. Pronto, apa-
guem os holofotes. (27/04)
CEL REYNALDO BIASI
Belo Horizonte/MG
Brasil e USA
Quanto ao artigo “O novo centro mundial
da geopolítica energética”, do general Marco
Antônio Felício (Opinião, 10.3), a meta do
Foro de São Paulo era criar uma grande pátria
comunista, na qual o Brasil deixaria de ser
soberano. A eleição de Bolsonaro destruiu
esse sonho mas ainda há um grande caminho
a ser percorrido, pois o inimigo tradicional,
vivo e sedento de uma revanche, estará atuan-
te e não desistirá de seus malignos desíg-
nios. (O TEMPO 12/03)
PAULO REINALDO FONSECA FRANCO
Rio de Janeiro/RJ
Carnaval - Mangueira
Sátiras políticas e protestos bem-humo-
rados sempre fizeram parte do carnaval. No
entanto, a Mangueira extrapolou ao apre-
sentar na Sapucaí um enredo um tanto quanto
polêmico e duvidoso, no qual procurou des-
construir figuras e fatos da História sedi-
mentada do Brasil. O carnavalesco chegou
ao ponto de colocar o patrono do Exército
brasileiro, Duque de Caxias, em papel que
nunca se atribuiu a ele nos livros escolares:
o de repressor em chefe de revoltas po-
pulares. (O GLOBO -07/03)
LÉO SIMININI
Dias Toffoli
Manifestação contra o Supremo
Na abertura do II Seminário Macro Cri-
minalidade, realizado em Belo Horizonte, fi-
cou marcado por protestos. Cerca de 30 inte-
grantes do Movimento Brasil Livre (MBL) e
do Direita Minas se dirigiram ao evento e
gritaram palavras de ordem contra o STF e
seu presidente, Dias Toffoli, um dos respon-
sáveis pelo discurso de abertura. Munidos de
faixas e cartazes, os manifestantes pediram a
saída de Toffoli do cargo, Outros ministros
também foram alvos do ato. Os manifestantes
colocaram adesivos na boca e mostraram re-
volta pelo fato de o STF ter definido em vo-
tação apertada 6 a 5 - que determinados cri-
mes abordados pela Lava Jato farão parte da
alçada da Justiça Eleitoral.
Toffoli não falou com a imprensa. Porém,
em seu discurso, deixou o que seria um recado
para os procuradores da Lava Jato: É necessá-
rio que aja ação do Estado em proteção da
sociedade. O que não pode haver são excessos
e heróis”, afirmou. “Não é ação de heróis que
resolve os problemas da sociedade. Mas sim
as instituições. Nós passamos, as instituições
ficam”, concluiu. (O TEMPO 19/03)
CEL ANTÔNIO GONÇALVES MEIRA
Rio de Janeiro/RJ
A Previdência dos Militares
Este texto de autoria do Professor e
Perito criminal Gerhard Erich Boehme, foi
transcrito de “O Avaiano”, mensário da Tur-
ma Avaí (AMAN/1956) e também publica-
do no Jornal Inconfidência, faz tempo.
Podemos acrescentar que o apoio à Família
Militar é ainda mais antigo e fundamentado.
Vem, pelo menos, de 1827, com a concessão
do chamado Meio Soldo. Sempre com gerência
eficiente. Hoje, abril de 2019, um coronel com
sessenta e cinco anos de contribuição para
assistência a suas dependentes com uma recei-
ta bruta de cerca de R$ 21.000,00, lega uma
pensão de valor equivalente e para isso con-
tribui com cerca de R$ 2400,00, incluída a cota
de 3% para assistência médica. Em termos de
cálculo atual, não é pouco. Os militares não
pedem caridade do Estado, mas o que lhes é,
legitimamente devido!
JORNALISTA GRAÇA SALGUEIRO
Recife/Pe
Comunicado
Bom dia, meu querido amigo,
Lamento decepcioná-lo, mas este mês
não poderei enviar meu artigo, pois estou
com tendinite no braço direito e impossibi-
litada de escrever.
Pedi a meu filho que redigisse essa nota,
aproveitando que ele veio aqui me visitar.
Espero que compreenda e me perdoe,
ficando a promessa de no próximo número lhe
apresentar, como sempre, um artigo com in-
formações que a mídia não divulga. (27/04)
NR: Ciente. Aguardemos seu artigo
na próxima edição e desejamos pronta recu-
peração e lembrando que foi a primeira vez
em doze anos que não será publicado.
Nº 263 - Abril/2019 27
CARTAS RECEBIDAS DURANTE OS MÊSES DE MARÇO/ABRIL DOS NOSSOS ASSINANTES:
APOSENTADO BENONE AUGUSTO DE PAIVA
São Paulo/SP
PROFESSORA MARA MONTEZUMA ASSAF
São Paulo/SP
From: BENONE PAIVA
To: benone paiva; Jornal Pequeno - MA; A TRIBUNA / ES; Opinião Pública; Estado de Minas; Diário do Sul; Hoje em Dia; Jornal
Corporativo - RJ; Jornal do Comércio - Porto Alegre; Gazeta do Povo; JORNAL INCONFIDÊNCIA; Gazeta Popular - Campinas/SP; Jornal da
Cidade - Bauru/SP; Jornal de Piracicaba /SP; tribuna@tribunaribeirao.com.br; O Estado do Maranhão - MA; Correio Brasiliense - DF; Jornal de
Brasília; redator@jornaldelaguna.com.br; Diário Catarinense; Folha de Londrina; Zero Hora (RS); Pioneiro - Caxias do Sul;
mailto:redacao@ofarroupilha.com.br; mailto: diariopopular@diariopopular.com.br; palavradoleitor@dgabc.com.br;
darwin@odiariodemogi.com.br; cartas@valor.com.br
From: MARA MONTEZUMA ASSAF
To: DIÁRIO DO COMÉRCIO; DIÁRIO DO GRANDE ABC; FOLHA DE SÃO PAULO; JORNAL AGORA; VALOR ECONÔMICO; CORREIO POPULAR
- Campinas; Jornal da Cidade - Bauru/SP; Jornal da Cidade - Pindamonhangaba ; Jornal de Piracicaba /SP; Jornal Tribuna de Ituverava / SP;
Jornal Tribuna de Ribeirão Preto / SP ; Folha de Pernambuco; Jornal Pequeno - MA ; O Estado do Maranhão - MA; A GAZETA / ES;
Correio do Estado (MS) ; Diário da Manhã - GO ; Diário do Sul; Estado de Minas; Jornal Corporativo - RJ; Jornal de Brasília; Jornal
do Comércio - Porto Alegre; Jornal Gazeta do Povo (PR); JORNAL INCONFIDÊNCIA; Jornal O GLOBO; Tribuna de Minas
montezuma.scriba@gmail.combenonepaiva@gmail.com
A FARSA DO IBOPE CONTINUA
É incrível como os institutos de pesquisas continuam manipulando os resultados de acordo
com a vontade do corruptor! São constantemente desmentidos pelos fatos e mesmo assim
continuam com o seu objetivo parcial de acordo com os seus interesses e encomendas re-
cebidas... Na última eleição, o IBOPE, DATA-FOLHA e outros institutos apoiados pelo O
Globo, Estadão e Folha de São Paulo registravam 32 pontos para o Bolsonaro, teve 46,5 e no
segundo turno perderia para qualquer outro candidato, mesmo com a ocultação midiática do
enorme apoio popular ao Bolsonaro nunca vista na história de todas as eleições brasileiras.
Mas a mídia omissa e desmamada das tetas da viúva continua com os seus arranjos de-
nominados de pesquisas. O Brasil precisa mudar esse comportamento e determinar um tra-
balho limpo e imparcial para a boa informação dos brasileiros. (26/03)
31 DE MARÇO
No dia 31 de março de 1964 eu tinha 28 anos, era sargento do Exército servindo no
10º G Can 75 AR, Campo Grande, MS. Essa unidade era comandada pelo coronel Newton
Ourique de Oliveira e subordinada ao comando da QG da 4ª DC situado bem a frente ao
G Can, e comandado pelo saudoso general Emiio Garrastazu Médici, Foi um período de
muito sacrifício para todos os militares do mais alto posto até os soldados. Muitos
serviços e permanência direta nos quarteis,
Eu senti o baque dessa revolução, não estava gostando, mas com correr dos tempos,
vendo a administração pública do país pelos militares comecei entender o sacrifício e com
o tempo ver as grandes realizações feitas no país que duram até hoje para os incrédulos
verem e fiz comparação da pobreza que era o nosso Brasil antes e com um enorme pro-
gresso registado na história do país, marcando num período, 64/85, o maior desenvolvi-
mento sócio-econômico de toda a história republicana brasileira com honestidade, com-
petência e patriotismo. Saudosa e histórica época para o Brasil! (27/03)
TOGA TAPANDO A CORRUPÇÃO
Pensamento sábio e filosófico devidamente reconhecido pelo mundo político: "Quan-
do a toga se corrompe, somente a farda poderá resolver". Claramente o Brasil está pas-
sando por esta infelicidade, teremos a compreensão e decisão dos 3 poderes ou a farda
precisará intervir nessa área? (29/03)
PERGUNTO À MÍDIA
Eu pergunto principalmente aos principais órgãos da imprensa brasileira falada e escrita:
Estadão, Globo, Folha de SP, TVs e rádios qual o motivo da mídia estar se omitindo em divulgar
as boas realizações do governo Bolsonaro? Eu sei por meio das redes sociais de várias decisões
e iniciativas muito importante para o país e para os brasileiros tomadas pelo governo Bol-
sonaro. Ele é um anti-corrupto, combate ferozmente os amigos do alheio, está eliminando mui-
tos penduricalhos e economizando gastos supérfluos para colocar a casa em ordem bagunçada
nos últimos 34 anos. Os brasileiros estão notando os fatos do momento, não entendemos a
vossa postura. De que lado vocês estão e tem coragem de responder? (29/03)
QUEM SABE?
Não sei se feliz ou infelizmente ainda não conheço os Estados Unidos e como é o nível de
vida humana naquele país. Ouço muitos petistas, esquerdistas, comunistas, falar muito mal
e rogar pragas na terra do Tio San. Pelo que ouço desses detratores, lá deve ser horrível! Mas,
ao mesmo tempo fico encucado sabendo sobre os passeios de artistas petistas, comunistas,
esquerdistas como o Chico Buarque, Caetano Veloso, Gilberto Gil, José de Abreu e tantos ou-
tros até a Manoela comunista declarada sempre vão passear à Nova Iorque, Los Angeles, Paris, Etc.
Nunca fiquei sabendo que algum desses foram para Havana em Cuba, Venezuela e Coréia do Norte,
nem fiquei sabendo que alguém fugindo de perseguições políticas em seus países procuras-
sem Cuba para se refugiarem. Porque será, se a ilha do Fidel é um paraíso? (04/04)
AVALIAÇÃO PRESIDENCIAL PELO DATA-FOICE DE SP
Bom dia digníssimos editores da FALHA DE SÃO PAULO, vocês são como o lobo, perde
o pelo mas não perde o vício. Ainda não chegaram a conclusão que a mentira está destruindo
o que lhes restam da grande parte conquistado no tempo de um ladrão que foi equivocadamente
eleito presidente pelos brasileiros mal informados e que deixou este país semidestruído?
Sim, eu entendo a vossa opinião de que o BOLSONARO é ruim, eu também acho, afi-
nal, ele entrou como presidente muito imponente e impedindo a liberdade dos corruptos
da pátria: mídia, políticos, empresários, artistas, etc. continuar sugando os recursos dos
impostos pagos pelos contribuintes. Que maldade do Bolsonaro!
Vocês tem razão sim, dele estar mal avaliado pelo DATA-FOICE DE SP, ele não está
deixando roubar, bom mesmo era o Lularápio que roubava e deixava roubar. Que belezura! Mas
não se esqueça que o povo acordou, estão firme na internet e nada mais acreditam nas mentiras
midiáticas. Se o Bolsonaro deixasse roubar como era feito em tempos esquerdistas, ele estaria
bem avaliado como era o Lularápio, mas agora estaria também onde o Lularápio está. (07/04)
INSTITUTOS DE PESQUISAS
Fico até revoltado ao ver sempre as pesquisas tendenciosas e de muita má fé devi-
damente comprovada com os resultados de eleições passadas desde 1985 para cá feitas
principalmente pelo "DATA-FOLHA e IBOPE" e outros institutos seguidores dessa mes-
ma linha de desinformação.
Qualquer cidadão de boa fé nota claramente os desvios de informações destes insti-
tutos desejando impor mudança de opinião pública para o lado dos seus interesses e não
para informar a verdade.
Ainda me causa profunda estranheza a JOVEM PAN e a BAND não fazer aquelas en-
quetes que faziam antigamente até o ano de 1985 acertando sempre na mosca e desmas-
carando os maus institutos que erravam sempre.
Não consigo entender porque estas duas emissoras pararam com o excelente trabalho
de informação que faziam levando a verdade de informação aos ouvintes.
Porque pararam? Fizeram acordo com os institutos ou foram proibidos falar a verdade? (19/04)
O SILÊNCIO DA BAND E DA JOVEM PAN
Os institutos de pesquisas DATA-FALHA DE SP e IBOPE continuam blefando desaver-
gonhadamente em suas pesquisas fajutas e a mídia omissa e corrupta os aplaudem entu-
siasmadamente. Porque a JOVEM PAN e a BAND se calaram com o fim das suas antigas
enquetes que acertavam sempre na mosca e nada explicam publicamente? (25/04)
APESAR DE BOLSONARO?
Fernando Henrique Cardoso tentando jogar para si e Lula alguma purpurina de glória caso
a Reforma da Previdência seja aprovada no mandado de Bolsonaro: "A reforma da Previdência
vem passando a cada mandato, cada um faz um pouquinho". É feia a sua atitude pois, tivesse
tido ele a coragem de fazer a lição de casa naquele momento, não estaríamos agora com a corda
no pescoço na beira do cadafalso. Diz ele que a reforma deve avançar, apesar de Bolsonaro. Que
mesquinhez, ele deveria esconder um pouco o fato de os tucanos serem irmãos xipófagos dos
petralhas. FHC diz esperar que a reforma vá passar, pois segundo ele, o Brasil cresce por can-
saço. Não, nunca por cansaço, pois as urnas mostraram que os brasileiros estão mais alertas
do que nunca! O Brasil cresce, primeiro porque estão fechando-se os ralos por onde escoava
nossa riqueza para países "hermanos"; cresce movido pela esperança de superarmos a esbórnia
que os governos anteriores fizeram neste nosso país, o Brasil cresce por causa desta maioria
de brasileiros que não jogaram a toalha para os adversário, mestres na corrupção e no roubo
movidos por uma ideologia que não privilegia a Pátria, mas o implantação do comunismo no
mundo. O Brasil cresce por causa destes que "não largam a rapadura jamais"! Nós somos o Brasil
que vai crescer! Viva 31 de março de 1964! (14/04)
CENSURA
Ministro do STF determina à revista Cruzoé e ao site O Antagonista que retire do ar re-
portagem "o amigo do amigo de meu pai" que faz ligações do ministro do STF Dias Toffoli
baseada em delação de Marcelo Odebrecht em processo da Lava Jato. Clara demonstração de
censura e de corporativismo dos togados contra a liberdade de imprensa e de expressão. São
intocáveis? São impolutos? Ou são apenas homens que também estão sujeiros ao erro, à
prevaricação?
E também me surpreende que diante do bárbaro incêndio sofrido na catedral de Notre Da-
me de Paris, mais do que uma joia da civilização, um ícone de toda a cristandade, a impren-
sa divulgue que o YouTube tenha vinculado , por erro, este incêndio com o ataque às Torres
Gêmeas de Nova York, e tenha retirado do ar esta suposição. Por que? Não se pode mais
expressar uma opinião antes que as investigações sejam concluídas? E, conhecendo o poder do
POLITICAMENTE CORRETO, quem nos garante que a verdade verdadeira surgirá? Pode ter
sido um curto circuito, e pode não ser, não é?Afinal, a França hoje é o maior ninho de cobras
em toda a Europa e a civilização judaico-cristã, a nossa, está em perigo, e de forma consentida
por todos os governos da União Européia, que se recusam a expressar a verdade. Os muçul-
manos estão a praticar a Jihad, disseminação da fé islâmica, não mais com luta como durante
a Guerra Santa recomendada por Maomé, através da qual dominaram a Península Ibérica
por 800 anos, mas agora, pacificamente, se refugiando em vários países do mundo e se
multiplicando biblicamente, e ocasionalmente praticando terrorismo, mas isso não se
pode comentar, porque não é politicamente correto. Pronto, falei! (16/04)
LULA AGUARDA A PRIMAVERA!
Parece que não provocou muito impacto o fato de Lula ter sua pena diminuída pelo
Superior Tribunal de Justiça, apesar de que isto resulte no fato de que em pouco mais de
5 meses ele poder gozar de prisão domiciliar. Acontece que a perseverança dos advogados
de Lula, tipo "água mole em pedra dura tanto bate até que fura" ter dado resultado, pro-
vocando a primeira trinca no muro aparentemente inabalável da Justiça. Com certeza foi
uma grande vitória para o inominável, e demonstrou que é possível sim levar este crimi-
noso para fora da prisão. Basta persistir. Agora estamos reféns do julgamento do sítio
de Atibaia correr com celeridade, pois setembro está aí, e o periga de Lula sair da prisão
junto com as primeiras flores da primavera. Que ironia! (25/04)
PUBLICIDADE DE ESTATAIS
O uso de publicidade nas estatais sempre serviu ao ideário do governo que ocupasse
o poder. Divulgou sempre, nos últimos 20 anos, e com a concordância de todos os órgãos
e veículos de comunicação, propostas contidas dentro da cartilha da esquerda e da ideia
escravocrata do politicamente correto. Foi assim que a teoria de gênero, a descriminalização
da maconha, do aborto entraram no imaginário da população através de propagandas nada
subliminares. Ninguém protestou. Bastou, entretanto, Bolsonaro mandar tirar do ar a
propaganda do Banco do Brasil - uma peça publicitária que não era uma obra de arte e muito
menos uma expressão de opinião da estatal , mas sim um produto encomendado e pago
pelo cliente (o Governo) - devendo, portanto, adequar-se ao que o cliente quer - e esta peça
de propaganda não se adequava - para o mundo da militância em todas as instâncias, inclusive
midiática, cair em cima. CENSURA!!! Só que enquanto veiculava o que fosse de interesse da
esquerda, tudo bem. De agora em diante, e por no mínimo 4 anos, uma estatal não vai afrontar
valores que são caros a este governo que chegou legitimamente ao poder e à maioria da
população que o elegeu. O ideal da família tradicional brasileira , que tanto prezamos, se
tornou um modelo execrado pela esquerda, mas lutaremos por ele, porque somos legiti-
mamente reacionários a lutar a favor do que acreditamos ser o melhor para nós. Gostem
ou não. (26/04)
RURALISTAS ARMADOS
Chegavam pelas estradas qual nuvem de gafanhotos portanto bandeiras do MST, foices,
enxadas, facões, - e sabe-se que armas de fogo também mas de maneira mais velada. Invadiam
as fazendas, roubavam gado,o que não roubavam aleijavam, passavam com máquinas destru-
indo plantações, destruindo maquinários, e como no caso de um amigo meu, sua casa, que era
sua residencia principal que continha todas as memórias de uma vida inteira, foi queimada e
derrubada até o chão. Não sobrou uma foto, um registro pessoal. Isto era o que acontecia nos
últimos 15 a 20 anos com o beneplácito do governo petista. Agora o atual governo quer liberar
arma para proprietário rural e livrá-lo de pena caso atire em invasor. E por que não? Propriedade
privada é cláusula pétrea na Constituição, e como disse Bolsonaro, "é sagrada e ponto final".
O proprietário rural vai esperar que invadam suas terras e destruam sua propriedade sem
reação? E é isso, uma reação portanto legítima! Aliás, esse discurso que há tempos nos repetem
comocucosdequenãodevemosreagirdiantedeumassaltocaiuacalharnomeiodacriminalidade
que desde então se sentiu confortável e já à espera de que nos rendamos como cordeiros. E ainda
assim, nos matam. A defesa da própria vida e dos seus bens é instintiva, natural e saudável.
O que não é natural é render-se sem luta. Não faço uso de armas, nem farei, mas defendo
o direito do porte e uso para todos que se qualifiquem. Chega de berrar como cabrito no sa-
crifício, vamos à reação. (30/04)
8Nº 263 - Abril/2019 28
Embora o jornal tenha sido lançado no mês de março de 1994, a data
oficial de fundação do nosso Grupo é 26 de maio.
Pretendemos comemorá-lo aqui em BH, na última semana do mês
de maio, em local e data a ser informado oportunamente. Estamos ten-
tando fazer um contato com o vice-presidente general Hamilton Mourão
a fim de convidá-lo para abrilhantar o evento, do qual muito nos orgu-
lhamos. Aguardemos.
Agradecimento pela Edição Histórica
de 31 de março de 1964/nº 262
CEL FAB LÚCIO WANDECK
Rio de Janeiro/RJ
Senhor Coronel Carlos Cláudio Miguez
À cada novo número do Inconfidência o amigo se supera, mas dessa vez não
há superlativo que defina a excelência do que publicou nessa histórica edição co-
memorativa da Gloriosa Revolução Democrática de 1964.
É muito difícil, principalmente para quem não lida com arte gráfica, imaginar
quão hercúlea foi a sua tarefa que resultou nessa primorosa publicação.
Você se excedeu, sobrelevou-se, sobrepujou-se nesta edição.
Conteúdo, diagramação, temas, cores, ninguém faria melhor!
Compartilhando com você e com outros milhões de brasileiros o mesmo ideal
cívico democrático, permita-nos externar, em meu nome e em nome dos seus leitores,
o nosso mais elevado reconhecimento. Respeitosamente.
Jornal Inconfidência
Acho que devemos ter um momento de reflexão e montarmos uma homenagem
ao nosso grande Cel Miguez, que vem mantendo com bravura, determinação e pa-
triotismo este jornal, que foi um singular núcleo de resistência democrática, de
defesa dos valores militares e cívicos, de abrigar os autores ignorados pela chama-
da grande midia, sempre pela verdade histórica. A vitória eleitoral e a salvação na-
cional muito devem ao Cel Miguez, sem cujo esforço talvez os inimigos da pátria e da
democracia teriam conseguido fazer do Brasil uma republica bolivariana.
Vamos cuidar disso e poderia ser em Brasília e quem sabe no Congresso Nacional.
Prezado Lúcio Wandeck
Os meus mais sinceros agradecimentos pelas suas palavras referentes a
Edição Histórica de 31 de março. Realmente, sem qualquer auto-promoção,
não preciso disso nesta altura da vida, uma verdadeira “master piece” como
a consideram os nossos amigos articulistas e companheiros de luta.
Sinceramente, é um exemplo esfregado na cara dessa mídia venal e ven-
dida, particularmente para a Rede Globo, que a apoiou integralmente através
de Roberto Marinho e que cresceu a partir dos anos de 1964.
Na nossa modesta opinião deveria ser distribuída pelas Forças Armadas
(Marinha, Exército e Aeronáutica), a fim de que TODOS os seus integrantes
conheçam a verdadeira História Militar e do Brasil!
25 ANOS DA FUNDAÇÃO DO
GRUPO INCONFIDÊNCIA!!
○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○
JORNALISTA ARISTÓTELES DRUMMOND
Rio de Janeiro/RJ
Aberto ao debate de onde e o que fazer. Acho apenas que Brasília é a capital
da Nação salva. Pode ser no Clube do Exército de lá também. É almoço ou coquetel
para colocar seis ministros pelo menos.... Aristóteles
Caro Aristóteles Drummond:
Concordo plenamente com você, apenas, não considero o Congresso
Nacional um local higienizado nem preocupado realmente com os assuntos
brasileiros. Acredito que Belo Horizonte, como a ‘casa’ do Cel. Miguez, seja
o local mais adequado à homenagem.
Vocês leem as notícias do Jornal Inconfidência em outros jornais? O
Jornal Inconfidência vai fazer vinte e cinco anos de existência. Bodas de Prata
com a verdade. Sejam assinantes. Aileda
PROFESSORA AILEDA DE MATTOS OLIVEIRA
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Prezado Aristóteles
Grato, muito grato também a você pelas suas palavras. Fico até constran-
gido em publicá-las, mas, não posso deixar de fazê-lo, sem qualquer modéstia,
pois é uma opinião da grande maioria de nossos leitores.
Realmente, temos a certeza que colaboramos intensamente para a nossa
vitória eleitoral, além de divulgar a verdadeira História Militar e do Brasil. Jamais
poderíamos imaginar, embora o desejássemos, que Jair Bolsonaro e Hamilton
Mourão fossem eleitos presidente e vice presidente do Brasil. Ambos, foram as
duas pessoas que mais prestigiamos em nosso jornal durante este quarto de
século e merecidamente foram eleitos pelos 58 milhões de eleitores, que almejam
a recuperação e a superação do nosso Brasil.
A seguir, a opinião da professora universitária Aileda de Mattos Oliveira, nos-
sa articulista. Agradeço de público a ambos e a todos aqueles que enviaram mensa-
gens e me telefonaram cumprimentando pela campanha eleitoral e Edição Histórica.
Na minha opinião, nem Brasília, nem BH!
Anualmente nos reunimos em junho no Rio, no Clube Militar/Lagoa, para
entregar as coletâneas e tecer comentários sobre o que vem ocorrendo em nosso
país. Julgo que devemos fazer o mesmo neste ano.
Aos nossos leitores, os agradecimentos e cumprimentos deste Editor.
CEL CARLOS CLAUDIO MIGUEZ
Cumprimentando o grande guerreiro do Inconfidência estimo que continue,
como até agora, nesta luta pelo bem do Brasil e de seu povo e que o teu norte seja
sempre estar a frente nesta guerra contra os insanos que ainda frequentam a nossa
terra. Venceremos .
Um grande abraço e votos de alegrias, paz e amor junto a sua família.
CEL ARY MOREIRA PINTO
Porto Alegre/RSInterrupção de pagamento
O ministro da Economia advertiu que a não aprovação da reforma da Pre-
vidência pode ocasionar a interrupção do pagamento dos vencimentos do fun-
cionalismo federal. Encareço ao ministro que, de maneira diversa do ocorrido no
Estado do Rio de Janeiro, os servidores do Legislativo e do Judiciário também arquem
com o sacrifício, incluindo os parlamentares e os juízes. (30/04) mbaldi69@globo.com
MINISTÉRIO PÚBLICO CRITICA
CELEBRAÇÃO DO GOLPE MILITAR DE 64
“Os militares depuseram o Jango a pedido da população civil, devido à guerra fria.
Nem tudo foi bom, mas o menor dos males”. (E.S.P 27/03) Salomon Mizrahi
Rio de Janeiro/RJ
CEL MARCO ANTONIO ESTEVES BALBI
Nascido em Niterói, Ernâni do Ama-
ral Peixoto começou a subir na vi-
da quando trocou o posto de ajudante-
de-ordens do presidente da República
pelo ofício de genro de Getúlio Vargas.
Sem saber direito a diferença entre a
proa e a popa, foi promovido a almiran-
te. Os opositores, chamavam-no de Al-
mirante de Bidê.
Em 1937, o noivo de Alzirinha
ganhou do futuro sogro o cargo de in-
terventor federal no Estado do Rio de
Janeiro (e ganhou do povo o apelido
de Alzirão).
Até morrer no fim dos anos 80,
Amaral Peixoto seria deputado federal,
senador e um dos mais poderosos diri-
gentes partidários da história política
brasileira.
Piauiense de Teresina, Wellington
Moreira Franco começou a subir na vida
quando deixou de ser só mais um na
multidão de jovens políticos ambicio-
sos para assumir o emprego de genro de
Amaral Peixoto. Sempre monitorado pe-
lo sogro, foi sucessivamente eleito de-
putado federal, prefeito de Niterói e go-
vernador do Rio.
Só em 1989, quando chegaram si-
multaneamente ao fim a agonia do patri-
arca e o casamento com Celina Vargas do
Amaral Peixoto, Moreira Franco passou
HISTÓRIAS DE POLITICHIQUEIROS
Jornalista Augusto Nunes
a perseguir caminhos próprios. Nenhum
deles logrou resgatá-lo dos papéis de
coadjuvante.
Depois da vitória de Leonel Bri-
zola na sucessão de Moreira Franco,
ganhou do adversário impiedoso o
apelido de Angorá. O achado fez tanto
sucesso que foi mantido pelos execu-
tivos da Odebrecht encarregados de
identificar com codinomes os fregue-
ses do departamento de propinas des-
montado pela Lava Jato. Angorá é
mais criativo que Botafogo, como é
conhecido nos porões da empreiteira
o deputado Rodrigo Maia, genro de
Moreira Franco. Nascido no Chile,
onde o pai vivia exilado, o botafoguen-
se militante começou a carreira de ca-
çador de votos no colo do hoje verea-
dor César Maia. Mas está na presidên-
cia da Câmara também por ter Morei-
ra Franco como sogro.
Essa frondosa árvore genealó-
gica, plantada há mais de cem anos,
rende frutos altamente lucrativos des-
de a ascensão política do almirante
que não comandou sequer uma canoa.
Mas já foi condenada à morte pelo Bra-
sil da Lava Jato. A galharia atulhada
de sogros, genros e agregados será tri-
turada pelas motosserras tripuladas
por informantes da Odebrecht.
Para quem gosta de História e se preocupa em dar
novos rumos à política brasileira!
Para conhecimento do Ministério Público:
Em resposta a Bolsonaro, órgão da Procuradoria diz que
“festejar é incompatível com Estado de Direito” (E.S.P 27/03)
O“golpe” só é chamado assim por aqueles comunistas, petistas, corruptos,
membros do Foro de São Paulo, da UNASUL e adeptos de Fidel Castro, Prestes,
Nicólas Maduro, Che Guevara, Lula e Dilma.
O “golpe” salvou o Brasil, impedindo que se tornasse um país comunista co-
mo era o desejo de Luiz Carlos Prestes e passando a ser a 8ª economia mundial
tendo o apoio da sociedade brasileira e da Igreja conforme está devidamente com-
provado pela mídia da época: jornais, revistas, televisão e rádios.
Por que motivo esse mesmo MP jamais fez comentários sobre a Sessão Solene
de 27 de março de 2012 ocorrida no Senado celebrando os 90 anos do PCdoB -
Partido Comunista do Brasil? E ainda as ocorridas na Câmara dos Deputados ho-
menageando Karl Marx em 06 de junho de 2018 e ao Centenário da Revolução Rus-
sa em 24 de outubro de 2017? E não denunciou o ex-ministro Tarso Genro e o ex-
presidente Lula por crime de lesa-Pátria, por acoitarem o italiano homicida confes-
so Cesare Battisti no Brasil como “asilado político”. Era a sua obrigação.
Nº 263 - Abril/2019 29
PREZADO GOVERNADOR ZEMA:
Anteriormente já havia tentado um contato sobre esse assunto e não obtive
resposta. Em consequência, tomo a iniciativa de lhe enviar essa Carta Aberta, que
será publicada em nosso jornal Inconfidência deste mês. Julgo, salvo melhor
juízo, que se forem tomadas as devidas providências, seu governo terá todo apoio
da população mineira, principalmente do funcionalismo público, em particular do
professorado estadual que recebe o pior salário da país e em atraso.
À sua esclarecida apreciação. Att., Cel Carlos Claudio Miguez
Senhor GoSenhor GoSenhor GoSenhor GoSenhor Govvvvvererererernador Rnador Rnador Rnador Rnador Romeu Zema,omeu Zema,omeu Zema,omeu Zema,omeu Zema,
Não sei se é de seu conhecimento, mas o Estado de Minas Gerais, durante os
anos 1999 a 2002, sofreu um imenso prejuízo em suas contas, com o pa-
gamento indevido feito aos então ocupantes do cargo de deputados estaduais.
A situação, que agrediu a sociedade mineira e teve repercussão nacional, foi
alvo de ação popular, a qual perdura por 18 (dezoito) anos, sem solução na 2ª
Vara de Fazenda Pública Estadual, em Belo Horizonte.
Os valores devidos, se corrigidos e pagos, serviriam para ajudar a tapar o
buraco das contas públicas mineiras, pois, segundo estimativas, superam duzen-
tos milhões de reais.
Gostaria que Vossa Excelência solicitasse à sua Advocacia-Geral o acom-
panhamento da causa, pois, contrariando todos os padrões processuais toleráveis,
o andamento do processo é outra forma de afrontar nossa sociedade.
A AGE, do Governo de Minas, poderia concordar com a pretensão do au-
tor popular e buscar o ressarcimento ao erário. Não é possível que esse rom-
bo vai continuar impune.
É preciso reconhecer, aliás, que a Constituição Federal foi extremamente
generosa com o Poder Legislativo, destinando-lhe parcela do orçamento (duodé-
cimo) superior a suas necessidades.
Vemos hoje o Poder Executivo inchado, quebrado, com a responsabilidade
de pagar todas as contas e, de outro lado, Legislativos ricos, esbanjando rique-
zas, com realidades totalmente diferentes.
Nesse quadro e por conta dessa discrepância, a sociedade paga uma quan-
tidade absurda e desnecessária de assessores para deputados, sendo que a am-
pla maioria trabalha “nas bases”, ou seja, fazendo campanha política para o par-
lamentar.
A verdade é que grande parte dos assessores são “fantasmas”, enquanto
a outra é obrigada a repartir parte de seus vencimentos com seus chefes.
Da mesma forma, os parlamentares têm o direito à totalidade das “verbas
indenizatórias”, com pagamento de combustível, hospedagem, alimentação, pas-
sagens, consultorias, advogados, suprimentos de informática e, pasme Vossa Ex-
celência, até para os serviços de correios.
É impressionante como Suas Excelências, deputados de todo o Brasil,
comem em restaurantes tão caros, rodam seus veículos a lugares tão distan-
tes, mês a mês, além de comprarem computador e equipamentos durante todo
o mandato.
Isso sem falar da quantidade de cartas que enviam para os eleitores, para
que estes sejam informados sobre a grandeza da atividade parlamentar.
E há aqueles que pagam, com dinheiro público, empresas de informática
para criação de páginas virtuais. Não importa se ninguém acessa esses per-
fis, nem se sabe se existem na realidade. O importante é que a verba indeniza-
tória cobra esse tipo de despesa e, por isso mesmo, pode-se gastar sem dó nem
piedade.
Senhor Governador Romeu Zema, se Vossa Excelência quer representar
uma novidade na política, está na hora de fazer diferente. Vamos inovar de verda-
de e comprar essa briga. Nossos recursos, tão caros, tão suados, são diariamente
solapados por esse bando de gente que não tem compromisso com ninguém, a
não ser com si próprios e com o mandato.
O primeiro passo é exigir a devolução dos salários indevidos.
Os outros passos, tão importantes quanto, serão dados oportunamente.
Mas não podemos deixar de caminhar.
Em busca de um país mais justo, mais sério, mais honesto.
Em nome da população mineira e de seus funcionários. Atenciosamente,
Cel Carlos Claudio Miguez
Editor do Jornal Inconfidência
CARTA ABERTA AO GOVERNADOR
DE MINAS GERAIS
Charge publicada há 16 anos em fevereiro,de 2003,
que continua válida e atual.
ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DE MINAS GERAIS
VERGONHA NACIONAL
OLDACK ESTEVES
NR: Alguém acredi-
ta que o Ministério
Público de Minas
Gerais, tomará as
providências para a
restituição dos 200
milhões de reais (va-
lor atualizado) rece-
bidos ilicitamente
pelos parlamentares
mineiros na legisla-
tura 1999/2002?
Lucro dos 4 maiores bancos em 2018 bate recorde R$69 bilhões!
Lucro do Itaú é o maior da história entre bancos
ITAÚ/UNIBANCO -------------------------------------------- R$ 24,977 BILHÕES
BRADESCO ----------------------------------------------------- R$ 19,085 BILHÕES
BANCO DO BRASIL ---------------------------------------- R$ 12,862 BILHÕES
SANTANDER -------------------------------------------------- R$ 12,166 BILHÕES
E a população, principalmente os menos favorecidos é extorquida, não só
pelos bancos como também pelas financeiras. Os juros cobrado nos empréstimos
e utilização do cartão de crédito é o maior do mundo!
Vejamos o meu caso, que posso comprovar. Tenho conta corrente no Banco do
Brasil, há mais de 47 anos. Durante uns 44 anos jamais fui cobrado por manutenção
de conta. Recentemente, sem eu pedir, me trocaram de agência e me deram um cartão
Ouro Card/Estilo e hoje pago mensalmente Tarifa Pacote de Serviços R$68,57 descon-
tado na minha conta corrente. E ainda pagamento pela utilização do cartão de crédito!!
No meu extrato: taxa cheque especial 11,82% am 282,15% aa, tributos (IOF)
0,38% + 0,0082% ad, custo efetivo total 12,45% am 316,70% aa, Tarifa Máxima
Conta Especial 12,49% p/voce: 11,82%.
Está muito bem caracterizado o Assalto Institucionalizado. Felizmente
jamais entrei no vermelho. Mas, os que necessitaram? Também gostaria de saber
se onde são depositados os salários, o banco pode cobrar a Tarifa Pacote de Ser-
viços mensalmente. Quem deixa o saldo bancário aplicado recebe aproximada-
mente 1% ao mês, enquanto o banco cobra 12% a qualquer empréstimo ou para
quem entra no vermelho. Mas existem os privilegiados como Luciano Huck que
comprou jatinho com a ajuda do BNDES com empréstimo de R$17,7 milhões com
juros de 3% (!!!) ao ano (!!!) e amortização em 114 meses!
Enquanto isso, os menos favorecidos são assaltados e não podem honrar
os compromissos de pagamentos de seus empréstimos.
Faço aqui uma consulta/proposta ao competente Ministro da Fazenda Paulo
Guedes: Que tal abrir uma carteira de empréstimos a 2% ao mês para a população mais
carente através do Banco do Brasil e da CEF? Os compromissos seriam honrados
e esvasiaria outros bancos que seriam obrigados a diminuir seus juros escorchan-
tes como também as financeiras que deitam e rolam, sem deixar de receber seus
financiamentos através dos empréstimos consignados dos usuários.
Quosque Tandem?
ASSALTO INSTITUCIONALIZADO
Super Notícia – 08 de abril de 2019.
Aposentado vira alvo de assédio de bancos. Bancos ligam para
oferecer empréstimo consignado. Embora a insistência das institui-
ções financeiras seja grande, a oportunidade de ter um crédito livre e
fácil acaba sendo atrativa para muitos aposentados.
É fácil pegar mas, se torna difícil cumprir com esse débito.
Emprestamos dinheiro e
recebemos através de
descontos em folha...
Son Salvador
Charge publicada no Inconfidência nº 82 em 27 de maio de 2005
Major Olimpio
(PSL/SP)
Às vezes no
Congresso me
sinto dentro
de um
presídio, pra
onde olho só
tem bandido...
PAULO SERGIO ARISI
Porto Alegre/RS
O Brasil todo sabe tudo sobre a reforma da Previdência,
menos os 513 deputados e os 81 senadores. Pode? (E.S.P 27/03)
8Nº 263 - Abril/2019 30
Este livro
poderá ser
adquirido
por
R$ 30,00
(postagem
inclusa)
nos
seguintes
endereços:
De autoria do Prof. Rogério Cezar Pereira Gomes, é fruto
de vinte anos de pesquisa sobre as consequências
negativas do Concílio Vaticano II sobre a Igreja e a so-
ciedade atemporal. Em especial, o autor aponta o papel da
Virgem Maria, nesse contexto sob a denominação de Nos-
sa Senhora de Fátima, em período marcado por crises so-
ciais, econômicas e religiosas no mundo. O conteúdo tem
como base o pensamento defendido por Plínio Corrêa de
Oliveira, fundador da TFP – Tradição, Família e Propriedade – a quem conheceu pes-
soalmente e do qual é um modesto discípulo.
O autor nasceu em Ouro Preto, em 01 de agosto de 1949, é professor aposentado e
tem uma visão bastante crítica quanto ao tema abordado. O livro possui 408 páginas,
edição de luxo, pode ser adquirido sob encomenda por solicitação à sua assessora,
jornalista Mestra em Letras, Elisabeth Maria de Souza Camilo, através do e-mail
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A verdadeira História do mandato do
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LIVRARIA INCONFIDÊNCIA
Aos universitários que estudam a Língua
Portuguesa no Curso de Letras; aos pro-
fessores que a lecionam em qualquer nível
escolar; às pessoas que já estão em outro pa-
tamar da vida, mas, igualmente, a apreciam,
comunico que lançarei o livro “Ser ou não ...
uma questão verbal”, sem receio de me afogar
na correnteza que está levando de roldão as
coisas belas, porque já não estão mais na
moda, e preocupar-se com a nossa Língua é
uma dessas coisas que segue no fluxo da
enxurrada.
A pequena obra trata do verbo ser, na fi-
losofia; na Bíblia; nas normas gramaticais; na
visão da linguística, e reconhece o seu fim trágico, reduzido a nada, sem sig-
nificação, pelo falante brasileiro, principalmente, o carioca.
Considerado verbo substantivo, e falo sobre isso em suas páginas, há, no
final da obra, um contraponto com os verbos adjetivos e por qual razão são
assim chamados.
Não ficou esquecido o Particípio, na forma Passiva, sempre ao lado do verboser,
mas não com valor de verbo, e sim, de adjetivo. Por que será?
Se essas sucintas informações não forem suficientes para aguçar o interesse de
quem receber ou ler este Convite, convido-o a comparecer ao lançamento, apenas,
para conversarmos sobre a Língua, trocarmos ideias sobre um assunto, hoje, fora
de linha de consumo, e da dificuldade em ser, atualmente, professor dessa matéria.
O importante é que falemos sobre a Língua Portuguesa, para lembrarmos
que ela existe, apesar dos negligentes Ministros da Educação.
Autora: Prof.ª Aileda de Mattos Oliveira
Dia: 16 de maio de 2019, quinta-feira - Horário: 14:00 horas
Local: Clube de Aeronáutica, Centro (Sala Nero Moura – 2.º andar)
Praça Marechal Âncora, 15, próximo à Praça Quinze
R$ 30,00 R$ 30,00
CONVITE INFORMAL
Está sendo elaborado o livro sobre a ativa participação do Coronel Amerino
Raposo Filho na Segunda Guerra Mundial e na Contrarrevolução de 1964. Sobre
esta última fase de nossa História, são narrados acontecimentos ocorridos em Uru-
guaiana (RS), que desencadearam ações e, se executadas, a Contrarrevolução se-
ria também vitoriosa, mas com outros protagonistas.
A redação da obra está a cargo da Prof.ª Aileda que se baseia, inteiramente,
nos depoimentos do Coronel Amerino. Esperamos que, em breve, possamos vê-la
editada. A VERDADEIRA HISTÓRIA MILITAR E DO BRASIL!
NOTA SOBRE LIVRO
BRASIL: SEMPRE
De autoria do ex-Sargento do Exército, o hoje
Advogado Marco Pollo Giordani, lançado
com grande sucesso em 1986 em Porto Alegre/RS.
Tudo o que você precisa saber sobre a Con-
trarrevolução de 31 de Março de 1964: tudo o que
você precisa saber sobre "torturadores e tortura-
dos"; tudo o que você precisa saber sobre a verda-
deira Verdade Histórica desse Movimento salvador
da pátria; tudo o que você precisa saber sobre os
descaminhos criminosos dos governos esquerdis-
tas que sucederam o regime militar; tudo o que você
precisa saber sobre os terroristas que intentaram
contra o Brasil, matando mais de uma centena de
inocentes, sequestrando embaixadores, assaltando
bancos, a mando de Cuba; tudo o que você pre-
cisa saber sobre quem era quem nesse período decisivo para o Brasil, tudo isso
está na obra mais completa sobre esse assunto: Brasil: sempre, em segunda
Edição, 2014, ampliada e atualizada, em comemoração aos cinquenta anos da
Contrarrevolução. Por óbvio, você não encontrará esse livro nas Livrarias, e somente
existe uma possibilidade de você adquirir essa obra imprescindível para saber tudo
a respeito, fazendo seu pedido para o seguinte e-mail: carancho49@gmail.com - O
livro contém 712 páginas e foi confeccionado com papel de primeira linha na
maior e melhor Gráfica do RGSUl: a Palloti. O preço total, incluindo-se as custas
de Correios, é de R$100,00. Restam poucos exemplares.
Sigam o Jornal
os que forem brasileiros!
Advogado Alcyone Samico
Fruto da sua pesquisa em 26 anos de existência da nefasta
organização, a Jornalista Graça Salgueiro expõe de manei-
ra clara e objetiva as origens do Foro, a sua atuação nestas três
décadas e a situação atual, destacando as lideranças, o modus
operandi e as fontes de recursos.
Ressalta a forma traiçoeira, vil e deletéria do Foro em
prejuízo da democracia, das instituições e da célula-mater da
sociedade - a família.
O FORO DE SÃO PAULO
O Foro de São Paulo: A Mais Perigosa Organização
Revolucionária das Américas, poderá ser adquirido pelo
e-mail: g.salgueiro@terra.com.br
O CEL CARLOS ALBERTO BRILHANTE USTRA
vive na nossa memória e no seu livro, levando aos jovens a
história da luta armada das décadas de 60 e 70, que os
subversivos e corruptos tentam deturpar.
A História que a esquerda não quer que o Brasil
conheça Prefácio e epílogo do General Luiz Eduardo
Rocha Paiva e homenagem póstuma do General Paulo
Chagas. Sucesso de vendas há nove anos, 4º livro mais
vendido em junho e julho do ano passado. Para adquiri-lo,
por R$ 85,00 (frete incluso) faça seu pedido pelo e-mail
averdadesufocada@terra.com.br ou pelo tel.
(61) 3468-6576.
A VERDADE SUFOCADA
Cel Lauer Péricles dos Santos Araujo
Nº 263 - Abril/2019 31
Editado pelo jornalista Aristóteles Drummond apresenta e comprova a Verdadei-
ra História Militar e do Brasil nos 49 anos da Contrarrevolução de 31 de março de
1964. Foi impresso em fevereiro de 2013 e divulga inúmeras fotografias dos partici-
pantes do Movimento Cívico-Militar, manchetes e artigos dos principais jornais e
revistas, então em circulação no Brasil. Na orelha do livro, o texto abaixo:
Tenho dedicado os últimos anos a não permitir que a verdade histórica
seja escondida ou deturpada e os mais jovens tenham consciência do que foram
os acontecimentos anteriores e posteriores ao movi-
mento cívico-militar de 1964.
E contamos com a colaboração do jornalista
Aristóteles Drummond, que é testemunha da história
de vez que fez e se manteve fiel ao movimento que
salvou o Brasil do comunismo. E nos levou a anos de
progresso, políticas sociais sólidas e ordem. Logo,
este livro – que tem compromisso com a verdade e a
retomada de um Brasil com valores morais e cívicos
respeitados, e cujo personagem principal é este bra-
sileiro sem medo- é um instrumento desta luta de
verdadeira salvação nacional. Não podemos cons-
truir o futuro mentindo e interpretando de forma de-
sonesta o passado, O movimento de 64 terá um lugar de honra na História do
Brasil. Não tenho dúvidas!
Cel Carlos Claudio Miguez - Editor do Jornal Inconfidência
UM CALDEIRÃO CHAMADO 1964
Parecidas na sua gênese, totalmente di-
versas em seus desdobramentos. Co-
meçaram sob atmosfera contaminada pe-
los gases pestilentos do comunismo. Na
primeira, os fluidos aterradores do comu-
nismo russo-chinês-cubano. Na segun-
da, o canto da sereia, suave, atraente e mor-
tal, do gramscismo. A primeira se fez pe-
las armas, a segunda pelo voto. Na pri-
meira muitos conspiraram. Na segunda,
um lobo solitário vislumbrou a chance e
desferiu o golpe. Em ambas, um forte es-
pancamento da fera comunista, mas não
sua tão desejada morte. A fera tem sete
vidas.
A Revolução de 64, melhor dizendo,
a Contrarrevolução de 64, surgiu no am-
biente da Guerra Fria, quando União So-
viética e China queriam, cada uma a seu
modo mas sempre pelas armas, implantar
o comunismo no Brasil. Tal plano implica-
ria em converter o nosso alegre e genero-
so povo num simulacro de nação, homens
e mulheres sujeitos a peias e vínculos de
toda sorte, sob códigos e
leis vindos de fora. Servi-
dão, enfim, à semelhança
da pequena Cuba, ou dos
países da Europa Orien-
tal, escondidos e reprimi-
dos por trás da Cortina de
Ferro. Seríamos marione-
tes controladas pelos de-
dos gigantescos de Mos-
cou. De Pequim nem tan-
to, pois a China era atra-
sada e pobre. Era apenas
atrevida.
Liderado por um
presidente fraco, João
Goulart, que, se não comunista, era por
eles profundamente influenciado, ia o Bra-
sil caminhando em marcha batida para o
precipício. Ao lado da doutrinação ideo-
lógica, o pessoal da estrela vermelha pre-
parava sua “tropa” com total liberdade e
já em adiantado estágio. No Sul, Leonel
Brizola cuidava dos “Grupos dos 11” e no
Nordeste, Francisco Julião adestrava as
“Ligas Camponesas”. Apesar da desor-
dem total reinante no País, o Movimen-
to Militar só aconteceu quando o Pre-
sidente incitou os militares à indiscipli-
na, nos famosos e decisivos comícios
da Central do Brasil e do Automóvel
Clube, no Rio. Abusou. Golpeou a estru-
tura das FAs. Antes, o Marechal Cordei-
ro de Farias, um dos artífices do movi-
mento, já tinha sido interpelado pelas
mulheres de São Paulo, como ele mes-
mo conta: “Disseram-me as mulheres,
em tom de forte cobrança: ‘Que mais pre-
cisamos fazer pra que os senhores vão
pra rua?”’ E os militares foram pra rua
em 31 de março, com apoio dos três mais
importantes governadores da época: Car-
los Lacerda, da Guanabara, Magalhães
Pinto, de Minas, e Ademar de Barros, de
São Paulo.
AS DUAS REVOLUÇÕES
Coronel Affonso Taboza
A segunda revolução nasceu e cres-
ceu de forma absolutamente imprová-
vel: pelas mãos de um homem só, de um
certo capitão do Exército tido como
rebelde. Detentor de mandato na Câma-
ra dos Deputados, o jovem capitão, ci-
ente de que enfrentaria grandes pelejas,
já entrou naquela Casa com luvas de box.
Valeu-lhe a rebeldia natural já demons-
trada no Exército, razão de sua entrada
beligerante na política e consequente pas-
sagem para a inatividade militar. Sem ela
e sua imensa coragem, não teria consegui-
do enfrentar, desde os primeiros tempos,
sozinho, a carga de ataques às FAs den-
tro do Congresso. Ataques que nunca dei-
xou sem resposta. Nos últimos três ou qua-
tro anos, achando que nada mais teria a
fazer na Câmara após tanto tempo, lançou
a grande cartada, por todos recebida com
ceticismo: seria candidato à Presidência
da República. E foi pra rua, numa pregação
cívica vigorosa, desnudando as fraque-
zas deste país, na larga faixa que vai da
criminalidade à corrupção,
e dos costumes ao desas-
tre da economia. Tão impor-
tante quanto era a denún-
cia da infiltração comunis-
ta em todas as áreas, no
seio do funcionalismo pú-
blico e nas universidades.
Tão forte a pregação que,
à sua passagem, abriam-
se as portas dos armários
de onde saíam os escondi-
dos, rios de gente se jun-
tavam engrossando o cau-
dal até formar mares de on-
dulante massa verde e
amarela. O vocábulo DIREITA deixou
de ser palavrão e o “politicamente cor-
reto” passou a ser uma besteira desco-
munal. Bolsonaro revolucionou o País
e o encantou com a beleza da sua since-
ridade, da sua fala direta e cortante co-
mo as facas Tramontina. O resultado não
podia ser outro: vitória acachapante do
Capitão sobre as hostes desnorteadas
da esquerda que, desde os tempos de
FHC, sorrateira e lentamente destruíam
o País.
A Revolução de 64 encontrou o
País em frangalhos e lhe restaurou a ale-
gria de viver, além de trazê-lo da qua-
dragésima oitava para a oitava posição
na escala das economias mundiais. A Re-
volução de 2019 terá efeitos benéficos
longevos, pois cravada no voto direto
universal. Por suas características e
pela forma como aconteceu, podemos
classificá-la, talvez, como a mais impor-
tante reviravolta política ocorrida no
Brasil. O País, dopado e subjugado pelo
marxismo cultural, acorda de repente ao
toque de alvorada comandado por um
audaz capitão e redescobre a liberdade.
Disposto a mantê-la como o bem mais
caro.
LIVROS RECEBIDOS
Livro de autoria do Cel. Affonso Taboza e
lançado no Encontro anual da TURMA
MARECHAL FLORIANO PEIXOTO, em
novembro de 2017, em Fotaleza. Pedidos pelo
email ataboza@gmail.com ou pelo Whatsapp
(85) 98857.6650. O livro custará ao interessado
o valor da impressão na gráfica (R$11,00) mais
a tarifa dos correios, que dependerá do destino.
Não haverá lucro para o autor. Nosso interesse
é transmitir a interessados a visão daqueles
importantes fatos históricos, ou seja,
a Verdadeira História Militar e do Brasil, hoje
tão deturpada pela mídia venal e vendida e
pelos livros didáticos.
AS FORÇAS ARMADAS
e a REDENÇÃO DO PAÍS
A Revolução de 1964
encontrou o País em
frangalhos e lhe restaurou
a alegria de viver, além de
trazê-lo da quadragésima
oitava para a oitava
posição na escala das
economias mundiais.
* * *
A Revolução de 2019
terá efeitos benéficos
longevos, pois cravada no
voto direto universal.
CAXIAS
Ante a tropa, em Itororó
E já sob fogo à vontade
Levou seus soldados à vitória
Aos sessenta e quatro anos de idade.
Pacificador em São Paulo,
Em Minas e no Maranhão,
No Sul, com chave de ouro,
Selou sua obra de união.
Nosso Brigadeiro-Barão
Foi Conde, Duque e Senador.
Do Império era grão-Senhor.
Apóstolo da liberdade,
General e estadista de escol,
Do Brasil é o soldado maior.
Mais um livro editado pelo Capitão Adriano Pires Ribas,
à disposição de nossos leitores.
“SOBRE HERESIAS,
HETERODOXIAS E UTOPIAS
DO CONCÍLIO VATICANO II
(1962-1965)
E O TRIUNFO FATIMISTA
DA IGREJA”
Agradecemos
ao professor
Rogério
Cezar
Pereira
Gomes e o
colocamos
à disposição
de nossos
leitores
Esse livro de
289 páginas de
autoria do Cel
Licio Maciel
relata a
GUERRILHA
DO
ARAGUAIA, da
qual participou
e foi ferido, quase falecendo.
Pode ser adquirido por
R$ 35,00 (inclusa a postagem)
através do e-mail:
liciomaciel@gmail.com
Quem adquirir o livro impresso,
também o receberá pela internet.
Recebemos do jornalista e nosso articulista Aristóte-
les Drummond essa obra prima intitulada MINAS.
O texto tem por finalidade apresentar fatos, foto-
grafias e personalidades da História Mineira para conhe-
cimento e consulta dos que se interessam, onde são re-
constituídos os movimentos que deram ao Estado de
Minas sua posição central no desenvolvimento do
país.
É a História de Minas, que sempre lutou pela li-
berdade e independência do Brasil, apresentando episó-
dios acontecidos em suas religiosidades relembrando
Tiradentes, Marília e Dirceu, Aleijadinho, JK, Itamar
Franco, Aureliano Chaves e Magalhães Pinto e sua pro-
clamação em 31 de março de 1964. Ali, são apresentados
sua História, Cultura, Personalidades e Turismo.
Nossos cumprimentos ao autor.
MINAS
8Nº 263 - Abril/2019 32
MUSEU MILITMUSEU MILITMUSEU MILITMUSEU MILITMUSEU MILITAR TCEL ALEXANDRE AMENDOLAAR TCEL ALEXANDRE AMENDOLAAR TCEL ALEXANDRE AMENDOLAAR TCEL ALEXANDRE AMENDOLAAR TCEL ALEXANDRE AMENDOLA* Cap Davi Martins Corrêa
* Responsável pela apresentação deste texto e organização e manutenção do Museu
Sendo o então 5°RAM
a unidade que forne-
ceu o maior contingente
para formar a Artilharia
da Força Expedicionária
Brasileira (153 homens)
não poderia deixar de ha-
ver um espaço para ho-
menagear nossos heróis
da FEB, sem dúvida al-
guma, os maiores brasi-
leiros só século XX.
Em seu interior es-
tão expostos, equipamen-
tos de uso individual, ca-
pacetes, peças de farda-
mento da época, quadros, fotografias, livros e mapas, tudo pertinente ao assunto.
Dentro de expositores alguns exemplares de armamentos americanos (usados por
nossos homens) e alemães (capturados por nossos homens), com destaque especial
para a Metralhadora MG42, que devido a sua cadência de tiro (1100 tiro por minuto)
recebeu de nossos “pracinhas” o apelido de “lourdinha”. Isso se deu por analogia,
pois havia no Serviço de Intendência do Exército, no Rio de Janeiro, uma carismática
costureira chamada Maria de Lurdes, que além de ser muita rápida com sua “SINGER”
era muito querida e respeitada pelos integrantes da FEB que partiram para o “Front”
da Cidade Maravilhosa, pois ela fizera ou fiscalizara a feitura dos fardamentos
daqueles homens, além de hipotecar-lhes a amizade e compreensão, e quando a
tropa do 4°BE Cmd, em 1944, ao montar uma ponte sobre o Rio Arno teve seu
batismo de fogo atacada de surpresa por uma rajada de MG 42, alguém da tropa
exclamou:”parece a máquina da Lourdinha”, e a partir daí, por desconhecerem a
sua nomenclatura, cada vez que ela entrava em ação era assim identificada.
Há, também, dentro de um mostruário, um recipiente de vinho com terra de
Montese, a mais sangrenta refrega da FEB, com um saldo de 111 mortos de 11°RI.
SALA FAMÍLIA MALLET
Asaga da Família Mal-
let é perfeitamente
entendida e estudada nes-
ta sala, por um período de
1000 anos, desde a con-
quista da Inglaterra pelo
Rei Haroldo, da qual par-
ticipou GUILLAUME DE
MALLET.
Mallet quer dizer
martelo grande, e no Bra-
sil, liderados por Antoiné
Mallet, fugindo da sanha
absolutista e belicosa de
Napoleão Bonaparte, eles
apartaram em 1818, quan-
do E mílio Luiz Mallet, que já tinha 17 anos, já havia sido Cadete na Academia Militar
de Saint Cyr, em Paris.
Era uma família de tradições republicanas e aqui, mesmo sendo um regime
monárquico, respeitaram as regras do jogo e exerceram pioneirismo, tais como a
criação no Rio de Janeiro, do primeiro feminino no Brasil, que ainda funciona,
criaram a primeira Atafona do pais, industria dotada de maquinismo de engrena-
gens impulsionada por tração animal, que industrializava a mandioca, fabricando,
entre coisas, farinha daquele tubérculo, e anos mais tarde, no Rio Grande do Sul,
Emílio Luiz Mallet seria o primeiro empresário no Brasil a usar o carvão mineral
como combustível em sua olaria do Quebracho em Bagé.
Os objetos aqui dispostos em ordem didática contam toda essa história e
formam uma coleção variada que vão desde utensílios do dia a dia nas lidas rural,
cartas fotografias, artigos militares, quadros com a lendária figura do “Eterno
Comandante” no posto de Major, montado a cavalo de gala do mesmo, que nos
foi doada pelo Curso de Artilharia da AMAN.
SALAS HISTÓRIA DO REGIMENTO
E DA BATALHA DE TUIUTI
O 3°Grupo de Artilharia de
Campanha Autopropul-
sado- (3°GAC-AP)- “Regimento
Mallet” é o mesmo Corpo de Ar-
tilharia de Campanha, de 04 de
maiode1831,criadonaRegência
de Feijó, aquartelado à época na
cidade gaúcha de Rio Pardo. E,
portanto, a mais antiga unidade
de Artilharia de Campanha de
Exército Brasileiro, com quase
dois séculos de operacionalida-
de ininterrupta em prol do Brasil.
Em 1835, por ocasião da eclosão da Revolução Farroupilha, aderiu aos ideais
republicanos do Rio Grande do Sul, lutando por dez anos pela derrubada do Império,
e em 1845 após a pacificação feita por Caxias com a assinatura da Paz de Ponche Verde,
retornou ao seio do Exército, anistiado. Em 1846 foi transferido de Rio Pardo para São
Gabriel, instalando-se na “Caserna de Bravos”, hoje ocupada pelo 6°BE Cmb. Dai
passando sob se Portão Monumental o Regimento partiu para todas as guerras que
o Brasil se envolveu dali para frente, vencendo dezenas de combate, 31 deles Paraguai.
Fato digno de nota na história da OM, é que foi em suas fileiras que Emílio
Luiz Mallet retornou ao Exército depois de 20 anos fora, atingindo por uma lei
injusta que o desmobilizou.
Isso ocorreu no ao de 1851 e seu reingresso se deu no posto de capitão, sendo
que o Ministro da Guerra à época havia concluído o curso da Academia Militar do
Brasil com ele, sendo o que se diz no linguajar de hoje, “aspirante da mesmo turma”.
A atuação de Emílio Luiz Mallet e do Regimento a partir de então se fundem
e nunca mais vão se separar- se nem mesmo em 1867 quando ele é promovido a
Brigadeiro (General de Brigada) e vai comandar a 1º Brigada de Artilharia, pois
está é a GU enquadrante do amado RA Cav.
Cessado o período das Guerras do Prata, o Regimento continua seu trajeto
evolutivo e participa de todos os movimentos internos republicanos e pós-republi-
cano, e sua cronologia pode ser assim resumida:
- 04 de maio de 1831 - Criação como Corpo de Artilharia de Campanha em
Rio Pardo- RS;
- 1846 - Transferido para São Gabriel- RS;
- 1851 - É transformado em Regimento de Artilharia a Cavalo e recebe em
suas fileiras o Capitão Emílio Luiz Mallet. Logo após intervém no Uruguai contra
Aguirre e na Argentina contra Rosas e foi no Uruguai que os artilheiros ganharam
o apodo de Bois de Botas;
- 1864 - Sob o comando do TC Mallet intervém no Uruguai contra Oribe e
de Montevidéu parte para a Guerra do Paraguai;
- 1874 - 1° Regimento de Artilharia a Cavalo;
- 1888 - 1° Regimento de Artilharia de Campanha;
- 1909 - 4° Regimento de Artilharia de Montada (4°RAM);
- 1919 - 5° Regimento de Artilharia Montada (5°RAM)
- 1926 - É transferido para Santa Maria- RS;
-1932 - Recebeu denominação patronímica e estandarte;
-1951 - 3° Regimento de Artilharia 75- Auto Rebocado;
-1961 - 3° Regimento de Obuses;
-1968 - 3° Grupo de Obuses;
-1971 - 3° Grupo de Artilharia de Campanha Auto Propulsado.
Desde sua criação ate 18 de abril de 1874 não tinha número, pois era a única,
apesar disso em 1851 e 1867 a 1870 teve provisoriamente o n° 1 por causa da criação
de alguns regimentos provisórios que foram desmobilizados, após as guerras.
São varias atuações da mesmo Unidade sob diferentes denominações, e
destas a mais brilhante foi em Tuiuti, que veremos em capítulo especial, mas po-
demos ver que o espaço destinado a História do Boi de Botas no-la contar, no
sentido antihorário, desde o Corpo de Artilharia de Campanha até os dias de hoje.
TUIUTI
Foi a maior batalha campal já travada na América Latina! Envolveu quatro
Exércitos de nações, quais sejam, Exército Imperial Brasileiro do Uruguai e
Exército de Argentina, aliados pelo Tratado da Tríplice Aliança, e do lado
contrário o Exército Paraguai.
As forças da Tríplice Aliança espremida numa planície pantanosa entre a
Lagoa do Potreiro Pires e um bosque, separado por uns 100 metros de espaço
vazio que formava um gargalo, estava fadada a um massacre se o velho Coman-
dante não tivesse providenciado a construção de um fosso atrás do qual o 1°
RACav, com seus “fogos de horror”, como lhe chamaram os paraguaios, desba-
ratou 22 cargas da Cavalaria, guarani, aniquilando-a e levando o Cel Marcó, que
as comandou a morte, que foi consumida de modo bárbaro, a pauladas.
Os materiais aqui expostos e a maquete do tereno de Tuiuti nos mostram que
ela foi uma batalha de resultados estratégicos: Se Lopez vencesse poderia impor
um armísticio à Tríplice Aliança, pois o Paraguai não tinha mais reservas a
mobilizar, e se perdesse perderia a guerra e foi o que aconteceu, pois a partir dai
sua resistência foi suicida e criminosa até 01 de março de 1870.
SALA DA FEB
PARTE II - REGIMENTO MALLET
Nº 263 - Abril/2019 33
O patriotismo do brasileiro Jaime Tomaz
de Aquino, fe-lo erigir em sua fazenda,
no estado do Ceará, estátuas em tamanho
natural de várias personalidades da nossa
história inclusive uma de Tiradentes
TIRADENTES
Alferes Joaquim José da Silva Xavier,
o Tiradentes, Protomártir da Inde-
pendência e Pa-
trono de todas
as Polícias Ci-
vis e Militares
doBrasil.Elefoi
batizado no dia
12 de novembro
de1746, e como
foi também o
Arauto da Li-
berdade, isto é,
o inconfidente
que mais pro-
pagou a sobe-
rania do Brasil.
Os estados de
Minas Gerais e
Rio de Janeiro
declararam em Lei que todo dia 12 de
novembro seja considerado o Dia da
Liberdade. A data exata de seu nasci-
mento não é conhecida. Muitos brasi-
leiros morreram pela nossa indepen-
dência, mas ele foi o primeiro a doar seu
sangue pela criação de uma pátria.
Tiradentes foi o personagem mais
importante da Inconfidência Mineira e,
é preciso ficar bem claro que esse mo-
vimento foi o primeiro cuja finalidade
principal era lutar pela soberania do
Brasil. Ele jamais denunciou nenhum
dos companheiros e era por todos eles
considerado, não o chefe, mas o conju-
rado com mais qualidades e virtudes
dentre todos eles.
*Adalberto Guimarães Menezes
Ruínas da Fazenda do Pombal, onde Tiradentes nasceu, torrão situado a pequenas
distâncias das cidades de São João del Rey, Tiradentes e Ritápolis
* Coronel, Historiador, membro do IHG/MG,
Diretor Cultural do Círculo Militar/BH
"Foi percorrendo as montanhas
de Minas, conhecendo as suas rique-
zas, que passei a desejar a sua liber-
dade e resolvi me dedicar por inteiro
a esse trabalho.
Havendo armas e gente, nós, en-
trincheirados atrás das serras, resis-
tiremos eternamente.
A Nova República que se estabe-
lecesse deveria ter bandeira, que como
a de Portugal tinha nas suas por armas
○ ○ ○
PALAVRAS DE TIRADENTES
as cinco chagas, deviam as da nova Re-
pública ter um triângulo, significan-
do as três pessoas da Santíssima Trin-
dade.
Sempre disse aos Ministros, quan-
do por inúmeras vezes fui ante o tribu-
nal, que em mim só fizessem justiça.
Não quero levar atrás de mim tantos
infelizes.
Parece que não há mais homens
nestas Minas, somente uns vis como-
distas. Se eu não encontrar quem me
ajude, hei de armar uma meada tal que
em dez, vinte ou cem anos se não há de
desembaraçar.
Tudo é uma quimera. Não sou
pessoa que tenha figura, nem vali-
mento, nem riqueza, para poder persu-
adir um povo tão grande a semelhante
coisa.
Desejaria ter mais dez vidas e
podê-las dar por todos eles. Se Deus
me ouvira, eu só morreria, e não eles."
○ ○ ○
○ ○ ○
○ ○ ○
○ ○ ○
○ ○ ○
8Nº 263 - Abril/2019 34
Eo que fez essa mulher pelo Brasil, para ter seu nome em diversas escolas
públicas? Em 1923, com 15 anos, inscreveu-se no partido comunista alemão
em Munique, mesmo sendo de origem Judia. Em 1925, mudou-se para Berlim, onde
e quando torna-se agente comunista. Em 1926, o local que Olga trabalhava como
datilógrafa foi identificado como “aparelho comunista” e invadido pela polícia
alemã, prendendo várias pessoas entre as quais se encontravam ela e o seu na-
morado Otto Braun, tendo ficado presa por três meses. Em abril de 1928, o partido
invade a prisão para libertá-los, sendo Olga
usada para enganar os guardas. Libertados
os prisioneiros, Olga foge com o namorado
para a URSS (Rússia).
Documentos oficiais do governo sovi-
ético, informam estar ela casada com o russo
B.P.Nikitin quando veio para o Brasil, com
Luiz Carlos Prestes.
Em 1932 foi recrutada para o serviço
secreto do Exército Soviético, o que só acon-
tecia com agentes altamente capacitados.
Sabia pilotar aviões e era páraquedista.
Em7denovembrode1931,
Prestes acompanhado da mãe
e de quatro irmãs chega a Mos-
cou. Havia sido contatado pro-
vavelmente em 1927, na Bolí-
via, onde se asilou após a dis-
solução da Coluna Miguel Cos-
ta, onde fora Chefe do Estado
Maior, que os comunistas pas-
saram a designar como Coluna
Prestes. Em Moscou, foram coordenadas ações pré-revolucionárias
com a finalidade de implantar um regime comunista em diversos
países, dentre os quais, o Brasil, o gigante da América do Sul. Para
cá vieram inúmeros casais com a finalidade de ajudar na preparação
do levante, a intentona comunista de 1935!
A intentona comunista fracassou (como agora o FSP- Foro de
São Paulo, com a eleição de Bolsonaro) e a polícia começou a caçar
os implicados, no que foi muito auxiliada pelo grande arquivo apre-
endido com Prestes quando foi preso a 5 de março de 1935, junto com
Olga.
Olga foi então julgada e deportada em agosto do mesmo ano
para a Alemanha Nazista, com o agravante dela ser judia. Na prisão
deu à luz a filha que esperava de Prestes, Anita Leocádia Prestes. Teriam
se casado? Traiu seu marido russo como traíra sua pátria alemã?
Nascida a criança em novembro, três meses após a sua depor-
tação, ficou com a mãe na prisão por quase um ano, quando a entre-
garam à mãe e uma irmã de Prestes. Olga foi executada em uma câmara
de gás em 1942.
Olga foi considerada uma heroína e bem mereceu o que a Ale-
manha Oriental, satélite da União Soviética, a homenageasse dando
o nome a 83 escolas, 7 ruas e 1 praça!
Heroína, sim, mas do partido comunista e não do Brasil.
Olga Benário permaneceu em solo brasileiro por somente 17 meses, sempre
ao lado de Prestes, desertor do Exército Brasileiro, traidor da Pátria por declarar
que lutaria pela Rússia (União Soviética) contra o Brasil, caso necessário. Che-
garam ao Brasil em fins de março ou início de abril, fixando residência no Rio de
Janeiro até serem presos em 05 de março de 1936. Concluíram que foram que foram
traídos e se convenceram que a traição partira de Elvira Capello Coloni, codinome
Elza, semi-analfabeta de apenas 18 anos, amante do subversivo “Miranda”. Ela
OLGA BENÁRIO
Olga Benário, após prestar depoimento no Rio de Janeiro,
em 1936, acompanhada por um policial
Getúlio Vargas e Luís Carlos Prestes em comício no Estádio de São Januário em 1950
Este livro não foi feito para favorecer
alguns em detrimento de outros, nem
para retomar debates e pontos de vista
totalmente ultrapassados com o fim da
Guerra Fria. No entanto, é inevitável
que alguns mitos, imagens, carreiras e
reputações – e crenças – saiam profun-
damente abalados ao final destas pá-
ginas. Berlim, setembro de 1993
William Waack
Nosso comentário
Acredite se quiser: existe no Brasil somente uma única Escola com o nome
do Aspirante Méga, enquanto pelo país afora, dezenas de escolas, principalmen-
te no Rio de Janeiro têm o nome da comunista e traidora Olga Benário Prestes.
Por quê? Com a palavra o Ministério e as Secretarias de EDUCAÇÃO!!!
foi atraída ao novo esconderijo e lá “julgada” por Prestes e Pavel. Com a concor-
dância de Olga foi justiçada por estrangulamento com um fio elétrico por “Cabeção”
e teve alguns ossos do seu corpo quebrados para caber dentro de um saco. Foi
enterrada no quintal do próprio esconderijo, onde
mais tarde foi encontrada.( Ler o Inconfidência nº 258
– Edição Histórica da Intentona Comunsita).
Em 1945 Prestes foi solto e pouco tempo depois
estava ao lado de Getúlio Vargas em palanques de
campanha eleitoral. Já se esquecera de que fora Ge-
túlio o responsável pela deportação de Olga. Dá no-
jo!!.
O que, afinal, Olga fez pelo Brasil?
Todas as escolas públicas com o nome de Olga
Benário deveriam ser mudados para Maria Quitéria
ou Joana Angélica, estas sim, heroínas brasileiras! Se
não acontece a vitória de Bolsonaro era de se esperar
novas escolas com o nome de Dilma e Gleici Hoffmann.
Se o então governador da Bahia, o corrupto Jaques
Wagner mudou o nome da Escola Estadual Presiden-
te Emilio Garrastazu Médici para o do terrorista e
assassino Carlos Marighella, porque não fazê-lo ago-
ra o mesmo nas escolas Olga Benário?
Com a palavra o Ministério da Educação!
NR: Apresentação baseada em artigo in-titu-
lado “Olga Benário” de autoria do historiador e
diretor cultural do Círculo Militar de Belo Hori-
zonte, Cel Adalberto Guimarães Menezes, a quem
agradecemos essa oportunidade de apresentar a
verdadeira História do Brasil, tão deturpada pela
mídia venal e vendida. Como comprovação do ex-
posto, leia o livro “Camaradas” de autoria do jor-
nalista Willian Waack, baseado nos arquivos so-
viéticos.
Adeputada Ana Paula Siqueira (Re-
de) apresentou um projeto de lei
(PL 46/2019) que autoriza que escolas de
ensino público que tenham nome com
homenagem a pessoas violadoras dos di-
reitos humanos possam ter novas deno-
minações e garante a participação das
comunidades escolares no processo de
escolha. O projeto estava na pauta da Co-
missão de Constituição e Justiça e rece-
beu parecer favorável do relator Dalmo
Ribeiro (PSDB), mas o deputado Bruno
Engler (PSL) pediu vista. “É interessante
que esse projeto tenha sido apreciado tão
próximo do aniversário do golpe militar. E
mais curioso ainda que o deputado, do
DIREITOS HUMANOS
○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○
partido do presidente Bolsonaro, que pe-
diu para se comemorar a data, tenha pe-
dido vista”. Lamentou Ana Paula.
Bruno Engler (PSL) (o 3º deputa-
do estadual mais votado em Minas Ge-
rais com 120 mil votos) pediu vista. “É
interessante tenha pedido vista”, la-
menta Ana Paula.
Seria interessante que o presidente
Bolsonaro determinasse às suas lideran-
ças no Senado e Câmara de Deputados
que também apresentassem projetos de
lei que retirassem os nomes de traidores,
guerrilheiros e corruptos não só das es-
colas públicas, com a supervisão do Mi-
nistério e Secretarias de Educação.
○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○
’Um homem que lutou pela democracia’,
diz Jaques Wagner sobre medida.
Nova fachada com nome de
Carlos Marighella é inaugurada
Foto: Mateus Pereira/GOVBA
Para o governador, a mu-
dança enaltece a me-
mória de Marighella, mais do
que gera sentimento de "ódio"
em relação ao presidente mi-
litar que emprestou nome
à unidade de ensino por
42 anos. "Não estamos plan-
tando ódio contra ninguém
com essa mudança de no-
me. Estamos plantando o
amor por Carlos Marighella,
um homem que lutou pela
democracia, que lutou pela
liberdade do povo brasilei-
ro", disse. DÁ NOJO!
Publicado no Inconfidência nº 248 de fevereiro de 2018
Jaques Wagner,
quando governador
incentivando os
integrantes do MST
NR: Aguardemos o desenrolar da investigação da propina da Are-
na Fonte Nova, como também recomendamos a quem de direito, inves-
tigar os 13 principais escândalos de seu governo.
Nº 263 - Abril/2019 35
Por que intelectuais, jornalistas, historiadores, pro-
fessores e escritores tem tanto ódio dos militares
brasileiros?
A razão jamais divulgada, até hoje, é essa.
Uma semana depois de assumirem o governo, os
militares patrocinaram uma emenda constitucional
que se tornaria o maior erro deles.
Promoveram a emenda constitucional número 9 de
22 Julho de 1964, e logo aprovada 81 dias depois.
Essa emenda passou a obrigar todo jornalista,
escritor e professor deste país a pagarem imposto de
renda, algo que nenhum destes faziam desde 1934.
Pasmem.
Este é um dos segredos mais bem guardado pelos
nossos professores de história, a ponto de nem os
novos militares, jornalistas, professores de história e
escritores de hoje sabem o que ocorreu de fato.
Além de serem isentos do IR, jornalistas tinham
financiamento imobiliário grátis, vôos de avião grá-
tis, viviam como reis.
Nenhum livro de história, nenhum jornalista de
esquerda jamais irá lhes lembrar que o Artigo 113, da
Constituição de 1934 e repetido no artigo 203 da
Constituição de 1946, rezava o seguinte.
203 .“Nenhum imposto gravará diretamente a
profissão de escritor, jornalista ou professor.”
Por 30 anos foi uma farra, algumas faculdades vendi-
am diplomas de jornalista “até arcebispo era jornalista.”
Por 30 anos esse favoritismo classista era um nó
na garganta de nossos médicos, enfermeiras, bom-
beiros, polícias e militares, que se sacrificavam pelos
outros sem reconhecimento.
Que mérito especiais tinham esses privilegia-
dos, além a de poderem chantagear governos, que
muitos faziam.
Especialmente os privilegiados de esquerda, pois
o Imposto de Renda é o imposto que por definição
distribui a renda dos mais ricos para os mais pobres.
Hipocrisia intelectual maior não há.
Até a família Mesquita entrou na justiça pleitean-
do a isenção dos lucros do Estadão, alegando que os
lucros advinham de suas profissões de jornalistas.
Só que com esta medida os militares de 1964
antagonizaram, em menos de dois meses de poder,
toda a elite intelectual deste país.
Antagonizaram aqueles que até hoje fazem o
coração e as mentes dos jovens.
“Grande parte dos jornalistas que tiveram suas
crônicas coletadas para este livro, Alceu de Amoroso
Lima, Antônio Callado, Carlos Drummond de Andrade,
Carlos Heitor Cony, Edmundo Moniz, Nelson Ro-
drigues, Otto Lara Resende, Otto Maria Carpeaux,
entre outros, foram aqueles que logo se arrependeram
do apoio dado ao golpe.”
Essa gente apoiou a luta pela democracia, ela só
se tornou golpe depois da PEC que tirou seus privi-
légios classista.
MOTIVOS DO ÓDIO DE FORMADORES DE OPINIÃO SOBRE MILITARES.
E TEM IGNORANTE QUE NUNCA SE PERGUNTOU OS MOTIVOS
A História Não Contada de 1964
“Jornalistas apoiaram o regime, mas antes dele
fazer aniversário de um ano, já eram adversários do
regime que ajudaram a instalar”, continua Alzira Alves.
Só por que mexeram no bolso dos jornalistas e
historiadores, dos intelectuais a professores, numa me-
dida justa, democrática, e que combateu a má distribui-
ção da renda, que esses canalhas incentivavam.
Se os militares fossem de fato de direita, como
jornalistas, professores de história e escritores não pa-
raram de divulgar, eles teriam feito o contrário.
Eles se incluíram nesta lista classista.
Mas foram éticos e não o fizeram.
Jornalistas também não pagavam imposto pre-
dial1, imposto de transmissão1, imposto complemen-
tar2, isenção em viagens de navio, transporte gratuito ou
com desconto nas estradas de ferro da União, 50% de
desconto no valor das passagens aéreas e nas casas de
diversões. 3,4
Devido a estas isenções na compra de casa pró-
pria, a maioria dos jornalistas tinha pesadas dívidas,
e a queda de 15% nos seus salários causou sérios pro-
blemas financeiros e familiares.
Some-se a inflação galopante que se seguiu, o
baixo crescimento do PIB, e levaria uns 10 a 15 anos
para esses jornalistas, escritores e professores recu-
perarem o padrão de vida que tinham antes.
O “golpe” que os militares causaram foi esse.
Contra os intelectuais e não contra a nação.
Não é de se espantar que passados 50 anos os
militares continuam sendo perseguidos por comissões
da verdade, reportagens, e tudo o mais, apesar dos
militares hoje serem outros.
Foi uma desfeita e tanto.
Colocaram estas classes a nu, calhordas que todos
eram, por que todos se beneficiaram sem exceção.
Em 2013, a Revista Exame da Editora Abril, co-
menta esta isenção da seguinte forma.
“A isenção (infelizmente) foi revogada em 1964,
por meio da Emenda Constitucional nº 9 de 22 de julho
de 1964.”
Infelizmente? A Exame achava essa isenção jus-
ta? Mesmo 40 anos depois?
Alberto Dines, do Observatório de Imprensa,
em 2012 comenta:
“Getúlio, muito inteligentemente, atuou para
melhorar o padrão social do jornalista. A legislação
do Getúlio nos deu grandes vantagens.”
Alberto Dines apoia ainda hoje esse previlégio?
Em discurso no dia do Professor na Associação do
Ensino Superior, seu presidente conclama:
“Os professores mais antigos devem sentir sau-
dades dos tempos em que os professores eram respei-
tados e valorizados, como acontecia, por exemplo,
durante a vigência da Constituição Federal de 1946
artigo 203.”
Por que então os militares foram tão burros, segun-
do Alberto Dines, de se indispor justamente com a im-
prensa?
De serem acusados de desrespeitar e não valo-
rizar os professores deste país?
Por que foram fazer esta medida logo no início,
quando ainda estavam com outros problemas para resol-
ver, e não cinco anos depois, por exemplo?
Por que pretendiam ficar pouquíssimo tempo.
Castello Branco de fato pretendia ficar 18 meses,
somente até o fim de mandato de João Goulart.
Essa PEC é a maior prova disso, mas antes de irem
embora, era preciso corrigir essa malandragem classista.
Agora vem o pior.
Foi esta súbita mudança de tom dos jornalistas,
professores de Sociologia, História, Política e Ciências
Sociais, que assustou a ala mais radical do Exército a não
devolver o poder como Castello pretendia .
Foi essa hostilidade, e os preparativos feitos em
Ibiúna por José Serra e José Dirceu, que mostraram que
a democracia continuava em risco.
Quero deixar bem claro que não conheço nenhum
militar, tudo aqui é fruto de pesquisa na Internet.
Notas de Rodapé.
1. Art 27 – Durante o prazo de quinze anos, a contar
da instalação da Assembleia Constituinte, o imóvel ad-
quirido, para sua residência, por jornalista que outro não
possua, será isento do imposto de transmissão e, en-
quanto servir ao fim previsto neste artigo, do respectivo
imposto predial.
2.LEINº986,DE20DEDEZEMBRODE1949.
3. Jânio de Freitas “Até a década de 60, os jorna-
listas gozaram do privilégio, por exemplo, de não pagar
Imposto de Renda e de só pagar 50% das passagens
aéreas. Uma das consequências, para citar uma de tan-
tas, era o grotesco princípio de gratidão que proibia
publicar-se o nome da companhia de avião acidentado.”
4. Alberto Dines “O Sindicato dos Jornalistas do
Rio de Janeiro era uma agência de viagens. Era uma
corrupção tremenda.”
5. Antes da regulamentação, todo mundo era
“jornalista”. Todos queriam os mesmos privilégios
da isenção do Imposto de Renda e desconto de 50%
nas passagens aéreas. Até o Arcebispo tinha carteira
de jornalista.
NR: Não sabemos quem é o autor dessa obra prima, mesmo a tendo recebido de diversos leitores. Nem este editor sabia dessa história.
Comentário do jornalista Alexandre Garcia,
em sua coluna desta sexta-feira
“Por 201 votos a 38 está aprovada uma lei que permite que
o dono da casa, da propriedade rural ou da empresa defenda a
sua propriedade passando chumbo no invasor mal intenciona-
do, ainda que desarmado. Não importa o número de tiros que
você der, nem a consequência: a lei vai interpretar isso como legítima defesa.
Só que não é no Brasil, é na Itália, o berço do direito romano. Um dos autores
dessa mudança, o ministro do Interior, Matteo Salvini, disse que agora vai ser ainda
mais perigoso ser ladrão na Itália. Aqui no Brasil o perigoso é ser policial.”
LEI DA BALA
NR: Considerando que o jornalista Alexandre Garcia é um exemplo a
ser seguido, gostaríamos de tê-lo como nosso articulista permanente. Cons-
tantemente divulgamos seus artigos, após publicados em outros meios de
comunicação. Estamos tentando um contato com ele através de nossos rela-
cionamentos em Brasília. Se algum leitor puder nos ajudar a concretizar esse
convite, faça contato conosco. Desde já, agradecemos.
O artigo 113 da
Constituição de 1934 e
repetido no artigo 203
da Constituição de 1946,
rezava o seguinte.
“Nenhum imposto
gravará diretamente a
profissão de escritor,
jornalista ou professor.”
Getúlio Vargas governou
de 1930 a 1945
○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○
PARAQUEDISTAS DA
MARINHA, EXÉRCITO E AERONÁUTICA
Sgt Batista / Força Aérea Brasileira
KC - 390 O NOVO HÉRCULES
Todos estão convidados para o almoço no
dia 10 de maio de 2019 às 12h na Sede do Clube Militar,
Lagoa Rodrigo de Freitas.
Apoio
Brigada Paraquedista
Comando da Brigada
Relações Públicas
Clube Militar
Paraquedista 9820 Cel
Amilcar Borges Gonçalves
BRASIL ACIMA
DE TUDO!
8Nº 263 - Abril/2019 36
SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL
O amigo do amigo de meu pai
“O Ministro José Antonio Dias Toffoli tomou
posse no STF no dia 23 de outubro de 2009
e assumiu a Presidência daquela Alta Corte
no mês de Setembro de 2018"
MINISTRO DIAS TOFFOLI
NÃO TEM DOUTORADO
NÃO TEM MESTRADO
NÃO TEM PÓS GRADUAÇÃO
REPROVADO EM DOIS
CONCURSOS PARA JUÍZ
ADVOGADO DO PT EM
1998, 2002 E 2006
INDICADO MINISTRO DO STF
POR DILMA
Nestes 25 anos de existência deste
jornal, jamais recebemos tanta
correspondência (e-mails, telefone-
mas, charges, artigos, cartas, etc)
como estas relativas ao STF e ao
amigo do amigo de meu pai. Se fosse
feita uma pesquisa, até mesmo pela
PTV Globo, o resultado seria devas-
tador, contra o amigo do amigo de
meu pai, Gilmar Mendes, Ricardo
Lewandowski e Alexandre de Mo-
raes. Considerando o recebido, jul-
gamos que o mais sensato e democrá-
tico seria ocupar o cargo de ministro
do STF mediante concurso público
com validade de 5 anos. À considera-
ção de nossos leitores... E porque não
processar desde já, Toffoli, Gilmar,
Moraes e Lewandowski?
CURRÍCULO DO ATUAL PRESIDENTE DO STF
A justiça brasileira
NÃO é lenta. É você
que é pobre. O Lula,
que é bem RICO, teve
145 habeas corpus
analisados,
mobilizando 178 juizes
em 44 instâncias
pulando na frente de
3.730.138 processos.
Enquanto isso você
espera 8 anos para a
Justiça decidir que o
SUS deve lhe dar o
remédio que salvará
sua vida!
Nº 263 - Abril/2019 37
* Humberto de
Luna Freire Filho
* Médico
Cidadão brasileiro sem
medo de corruptos.
Hoje sábado,
dia 16 de
março, o jornal
O Estado de São
Paulo resolveu
dar espaço para
um corrupto, ad-
vogado de porta
decadeia,incom-
petente, reprova-
do duas vezes em concurso para a ma-
gistratura, ex empregado do crápula José
Dirceu, condenado em primeira instân-
cia por roubo, em processo que transi-
tou na 2ª Vara Cível do Estado do Ama-
pá, e que hoje infelizmente ocupa a
presidência da mais alta corte do país,
indicado por outro ladrão dos cofres pú-
blico e hoje presidiário, Luiz Inácio Lula
da Silva, vulgo Lula.
O jornal, em manchete de primei-
ríssima página escreveu.” Toffoli vê mo-
vimento para assassinar reputações no
país”. Não é sem motivo que, com o apoio
de uma imprensa podre, esse indivíduo
crie coragem inclusive para ameaçar a
sociedade que não concorda com a po-
dridão reinante na casa que ele preside.
Disse ele:”Esse assassinato de reputa-
ção que acontece hoje nas mídias so-
ciais, impulsionado por interesses es-
cusos e financiado sabe-se lá por quem,
deve ser apurado com veemência e pu-
nido”.
Sugiro na condição de assinante
que sou há 35 anos, que amanhã, domin-
go, o Estadão publique, dando o mesmo
destaque, uma matéria com a seguinte
O RÉU QUE VIROU JUIZ
A FAMA JÁ VEM DE LONGA DATA
Dias Toffoli não sabia nem responder perguntas básicas quando
sabatinado no Senado para o posto de ministro do STF
IMAGEM: Imprensa Viva
IMAGEM: DCM – Diário do Centro do Mundo
SUPREMO TRIBUNAL FEDERALSUPREMO TRIBUNAL FEDERAL
manchete: “A Sociedade vê movimento
na alta corte para assassinar a operação
Lava Jato” Poderá ser matéria escrita por
um editorialista da casa, por que não,
afinalaimprensaquandoséria,existe para
comentar e divulgar fatos sem se compro-
meter com interesse escusos, como temos
visto ultimamente na grande mídia
Agora, queria dar uma resposta
muito pessoal ao que insinuou o pseudo
ministro em suas alucinações visuais e
talvez, também, auditivas. Eu utilizo as
redes sociais e lá escrevo e comento o que
manda a minha consciência. Sou um pro-
fissional da saúde, não sou gigolô do go-
verno, não sou financiado por ninguém,
não faço parte de milícias digitais (aliás
isso só existe na cabeça desse corrupto
em seus surtos alucinógenos), não sou
político, nem tenho nenhuma pretensão
nesse sentido. Sou apenas mais um bra-
sileiro que exerce seu direito de cidadão.
Não tenho medo de ameaças, sou
homem com H e não mudo o que digo
por medo ou conveniência; o que eu
falo está falado e repito, se necessário
for, em qualquer ocasião, situação e lu-
gar. Vou continuar fazendo minhas crí-
ticas a essa corrupção
institucionalizada, es-
se mar da lama onde pa-
tina uma nata de cor-
ruptos coordenados
em parte por uma Jus-
tiça não menos corrup-
ta da qual você, José
Antonio Dias Toffoli,
faz parte.
ENTENDEM AGORA
PORQUE O ENTÃO
PRESIDENTE COSTA E
SILVA EM DEZEMBRO DE
1965 MANDOU PRENDER
VÁRIOS MINISTROS DO
STF E FECHOU-O?
TER COMO CHEFE DO
PODER JUDICIÁRIO
ALGUÉM QUE PRETENDE
CALAR UM GENERAL,
MAS DÁ VOZ A UM
PRESIDIÁRIO,
É O FIM DE UM PAÍS!
A apresentação destas duas páginas não seguem qualquer sequência.
Foram apresentadas aleatoriamente de acordo com o recebido.
O empreiteiro Marcelo Odebrecht
entregou à Polícia Federal (PF) um
documento no qual explica a identidade
de alguns codinomes citados em e-mails
apreendidos em seu computador. No ma-
terial enviado à Lava Jato, em Curitiba
ele diz que "amigo do amigo do meu pai"
refere-se ao ministro Dias Toffoli, pre-
sidente do Supremo Tribunal Federal
(STF). O codinome foi citado em um e-
mail de 13 de julho de 2007 enviado por
Marcelo aos executivos Adriano Maia
e Irineu Meireles.
À época, Toffoli era Advogado-
Geral da União (AGU) no go-
verno do ex-presidente Luiz
Inácio Lula da Silva. Quem le-
vantou o assunto com exclu-
sividade, provocando des-
conforto e um mar de silencio
no STF, foi a revista Crusoé,
na última quinta-feira. Segun-
do a matéria, Marcelo Ode-
brecht pergunta a Irineu Mei-
reles e a Adriano Maia, seus
subordinados: "afinal, vocês
fecharam com o amigo do amigo do meu
pai"? É Adriano quem responde, duas
horas depois: "em curso".
A conversa foi concluída no rol dos
esclarecimentos solicitados a Marcelo.
Eles queriam saber entre outras coisas,
quem é o tal "amigo do amigo do meu pai".
E pediram que Marcelo explicasse, " com
o detalhamento possível", os "assuntos
lícitos e ilícitos tratados, assim como a
identificação de eventuais codinomes".
A resposta de Marcelo foi surpre-
endente, diz Crusoé. No documento
enviadoàLavaJato,eleescreveu: "a men-
sagem amigo do meu amigo se refere a
José Antonio Dias Toffoli. E prossegue
dizendo que maiores detalhes podem
ser fornecidos à Lava Jato pelo próprio
Adriano Maia, pois foi ele quem condu-
ziu as tratativas na AGU".
Adriano Maia, ex-advogado da
Odebrecht, onde era diretor jurídico, se
desligou da empresa em 2018. O nome
dele já constava de depoimentos de Mar-
celo em delação premiada. Adriano, se-
gundo Marcelo, tinha conhecimento do
pagamento de propinas para aprovar em
Brasília medidas provisórias de interesse
da Odebrecht. E cita, entre outros casos,
a MP do "Refis da Crise", que permitiu a
renegociação de dívidas bilionárias após
"acertos pouco ortodoxos" com os ex-
ministros Guido Mantega e Antonio Pa-
locci, de acordo com a revista.
REPORTAGEM INTEGRAL
QUE FOI CENSURADA
Em outros inquéritos da Lava Jato
o nome de Adriano Maia aparece na tro-
ca de mensagens com Marcelo. Em uma
dessas mensagens, de 2007, Marcelo
orienta Adriano a estreitar relações com
DiasToffolinaAdvocacia-GeraldaUnião.
A Odebrecht estava de olho para ganhar
a licitação para construção e operação da
hidrelétrica de Santo Antonio, no Rio
Madeira. "Toffoli, no comando da AGU
montou uma força tarefa com mais de 100
funcionários para responder, na justiça,
às ações que envolviam o leilão da usi-
na. Esse leilão", salienta Crusoé.
O leilão aconteceu em dezembro
de 2007, cinco meses após a mensagem
em que Marcelo pergunta aos dois su-
bordinados se eles "fecharam com o
amigo do amigo do meu pai". O leilão foi
vencido por um consórcio formado pela
Odebrecht, Furnas, Andrade Gutierrez
e Cemig.
A procuradora-geral da República,
Raquel Dodge, recebeu uma cópia do ma-
terial em que o nome de Toffoli é citado
para que ela estude se é caso ou não de
investigar o ministro do STF. Por integrar
amaisaltacortedeJustiçadopaís,Toffoli,
que é o atual presidente do STF, é deten-
tor de foro privilegiado. Ou seja, só ela e
a PGR podem investigá-lo.
Em 2003, Toffoli foi escolhido sub-
chefe da Casa Civil no governo de Lula
e ficou no cargo até julho de 2005. Em
2007 foi nomeado por Lula chefe da
AGU. Em 2009, Lula o pôs no cargo mais
cobiçado do mundo jurídico nacional, o
de ministro do STF.
Nas planilhas de propina da Ode-
brecht, Lula aparace com o codinome
"amigo de meu pai". Procurado por
Crusoé para explicar a citação de seu
nome e codinome por Marcelo Ode-
brech, o presidente do STF não respon-
deu. Não se sabe, também, se Raquel
Dodge pretende ouvir Toffoli antes de
decidir que atitude irá tomar.
O Brasil está cada dia mais divertido.
Jornalista Políbio Braga
Lagostas, camarões, ba-
calhau acompanhados
de champanhe, vinhos sele-
cionados e uísque 12 anos
estão no cardápio do STF,
somando um milhão de reais.
E os petistas comendo san-
duíche de mortadela...
Ricardo Lewandowski
autorizou esta estapafúr-
dia compra e quem o indi-
cou para o STF concedeu
entrevistas à imprensa bra-
sileira e internacional. E um
Fernandinho Beira Mar
também tem o mesmo di-
reito?
STF
8Nº 263 - Abril/2019 38
BOLETIM DAS BAIAS
O Brasil precisa mais de algo para envergonhá-lo?
VERGONHA DO MUNDO ESSE
“STF” DO BRASIL!
José Marcio Castro Alves
PILOTO DO AVIÃO QUE
LEVOU LULA
Piloto do Governo do Estado do Paraná se recusa
a cumprimentar Lula durante o embarque para
São Paulo, após justiça autorizar saída para compare-
cer ao funeral do neto de 7 anos, falecido em decor-
rência de uma meningite
Questionado sobre o episódio o piloto respondeu:
- Minha função é pilotar o avião com segurança,
independente da "carga" transportada e da rota de-
terminada pelo operador. Isso eu faço com seriedade
e profissionalismo. Cumprimentar um presidiário con-
denado por corrupção, por quem eu tenho desprezo,
não faz parte das minhas obrigações e, por minha livre
decisão, decidi não fazê-lo.
Não vejo motivo para polêmica: foi uma decisão
pessoal e me responsabilizo pelas consequências que
possam advir. Nada e nem ninguém tem o direito de
interferir ou modificar minha decisão.
O Jornal francês Le Monde publicou esta charge
mostrando o Tribunal de exceção brasileiro com
os homens de toga assassinando a Justiça e o
povo assistindo a tudo com a camisa de futebol.
Essa tal de internet é legal pra caramba.
De vez em quando a gente acha umas
coisas bacanas, tipo essa
Ex-presidente Lula descansa com a família em
Atibaia antes de retornar tratamento contra o câncer
Falta "articulação" da parte do Bolsonaro
Agrande imprensa brasileira não faz oposição, simples
mente, ao Governo Bolsonaro. Faz, mesmo, é obstru-
ção! Orquestrada, unânime, retórica, sem quaisquer registro
de aplauso, estimulo, entendimento!
Não é exceção “O GLOBO”, o maior jornal do país,
inclusive com a sua revista semanal “Época” de excelên-
cia gráfica.
Inobstante, “O GLOBO” apresentou na sua edição de 17
de abril, um caderno de 30 (trinta) páginas encapado com
papel especial, um relatório da ELETROBRAS/FURNAS,
com duas demonstrações financeiras e atividades da admi-
nistração. Tudo relativo ao exercício de 2018. (O jornal im-
primiu 110 mil exemplares!)
Quanto terá custado a publicação desse relatório? Pare-
ce-me que já não circula mais a edição impressa do Diário
Oficial da União, destino, outrora, dessa publicidade.
Até mesmo duvidamos se ainda existe o Diário Oficial
da União impresso.
A nossa perplexidade se fundamenta na especulação de
preços no espaço de “O GLOBO”. Um aviso religioso ou
fúnebre lá custa, em uma coluna de três centímetros de altura
entre mil e trezentos e mil e setecentos reais!
O nosso mensário o “INCONFIDÊNCIA”, luta com tro-
peços de financiamento para ser mantido em circulação e não
goza dessas atenções de publicidade de órgãos oficiais.
Em resumo! A oposição ao governo Bolsonaro ou sua
obstrução sistemática na grande imprensa está sendo cus-
teada pelo próprio governo! Acredite quem quiser.
NR: Por que motivo não foi publicado em um jornal
de menor circulação no Rio de Janeiro (O Dia, Extra e
outros ) que seria muito mais em conta para o anunciante.
Haveria interesse de ELETROBRAS/FURNAS ajudar a
Rede Globo? Para ser investigado e não mais repetido!
Com essa declaração infeliz, esse idiota vai levar
um tombo, pior do que seu antecessor Eduardo
Cunha. É uma questão de tempo!
NR: O que mais poderia se esperar do Rodrigo “Mala”?
Ex tucano, que votou em ex-petista em 1989 e, no
bronco Fernando Haddad em outubro, defende liberdade
do ladrão renegando Estado de Direito, que ele presidiu
e condenou o outro duas vezes e em duas instâncias.
Fernando Henrique, que votou em Lula, travestido de
Fernando Haddad, na última eleição presidencial, não se
cansa de reclamar da prisão fake de Lula, hospedado no DPF
de Curitiba, mormente agora quando essa privação parcial de
liberdade completa um ano e também de criticar Bolsonaro em
tentativas insistentes de boicotar o seu governo, comprome-
tido com o fim da crise econômica na qual o Brasil afundou
depois de quatro gestões do PT e mas dois em aliança com o
MDB e a cumplicidade de seu PSDB, que recebeu propinas de
corrupteiras para fazer oposição fajuta ao statu quo. Faria
melhor se explicasse a compra da reeleição, o desempenho de
seu ex-advogado geral Gilmar Mendes no STF e os 130 milhões
de reais nas contas do tucano Paulo Preto, peixinho de Aloysio
Nunes e de José Serra, na Suíça. Direto ao as sunto. Inté. E
Deus é mais! (O ESP – 08/ABR/2019)
RENDOSA PUBLICIDADE
CEL ANTÔNIO GONÇALVES MEIRA
Rio de Janeiro/RJ
LULA É LADRÃO, SE MANCA,
FERNANDO HENRIQUE!
Jornalista José Nêumanne
SÍTIO EM ATIBAIA
A torre de trans-
missão para tele-
fone celular localiza-
da nas proximidades
do sítio e a adega ali
instalada paga pelos
contribuintes com es-
toque maior do que a
Lidador não perten-
cem ao ex-presidente
Lula...
Aguardamos a
Operação Lava-Jato...
○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○
Nunca um presidente foi tão examinado sobre
cadapalavraquefala,humilhadodiuturnamente
pela mídia, caluniado, ridicularizado, insultado,
esfaqueado e ameaçado de morte, incluindo
seus filhos também atacados e vexados. Além
dastentativasdedenegriraimagemdaprimeira-
dama, tudo pelo lado podre da mídia globalista
e inconsequente.
Lula está com a família em seu sítio
em Atibaia no interior de São Paulo,
onde passará o final de ano.
Mitos de Batina
(Pe. Leonardo Henrique Wagner)
Nº 263 - Abril/2019 39
A TIRANIA DAS MINORIAS
Cali (Colômbia), 10/04/19 – A questão indígena
vem ganhando grande relevância em razão da
convocação de um Sínodo sobre a Amazônia, a ser
realizado neste ano em Roma. Com efeito, a ala pro-
gressista da Igreja tornou-se porta-voz das reinvin-
dicações indígenas, muitas delas injustas e despro-
porcionadas, que mais parecem obedecer a slogans
políticos da extrema esquerda. Por anos a fio os ín-
dios colombianos foram manipulados pelas FARC e
outras organizações ligadas ao narcotráfico, tornando-
as instrumentos dóceis da guerra política e da impuni-
dade diante dos contínuos ultrajes feitos à nação.
Duranteomêsdemarçoeos primeiros dias de abril,
irrompeu uma manifestação indígena de grandes propor-
ções, paralisando várias regiões do sudoeste do país,
com bloqueios de estradas que ligam cinco estados da
região e com o vizinho Equador. Os protestos só termi-
naram com mais uma promessa de o governo repassar
aos índios cerca de 300 milhões de dólares, que supos-
tamente acalmariam os ânimos deles. No entanto, as
perdas econômicas foram consideráveis, tanto para os
produtores quanto para os comerciantes e exportadores.
A manipulação dos índios os transformou numa
ameaça real para o Estado. De modo irresponsável, os
últimos presidentes cederam às chantagens deles, con-
tabilizando hoje cerca de 40 bloqueios a rodovias nos
últimos 20 anos. A classe política crê que cedendo e
* Eugenio Trujillo Villegas
A Guarda indígena, ala radical do movimento
indigenista na Colômbia
Indígenas bloqueiam a rodovia entre as cidades de Cali e Pasto
Protestos indígenas infiltrados pela guerrilla das FARC
fazendo promessas, a questão se resolve. Pasmem,
mas uma das reinvindicações indígenas é que lhes se-
jam entregues 41.000 hectares de terras no Departa-
mento do Cauca, que hoje estão em mãos de empre-
sários e são altamente produtivas.
Para cada manifestação, o governo lhes cede mi-
lhares de hectares de terra, outros são desapropriados
e entregues aos índios, enquanto outras terras são in-
vadidas, terminando com a expulsão de seus legítimos
proprietários. Nesse processo de chantagens crimino-
sas, o país já repassou a eles uns 10 milhões de hec-
tares, extensão maior do que as terras produtivas em
mãos particulares. É inconcebível que menos de dois
milhões de índios ocupem tal extensão de terras e
nada produzem – produzem, sim, cocaína! – enquan-
to em apenas oito milhões de hectares, os particulares
alimentam cerca de 50 milhões de colombianos e ainda
exportam commodities, criam empregos e contribuem
para o desenvolvimento da nação.
Como explicar tamanho absurdo? – Esta minoria
de índios busca direitos que ela não merece. Estimu-
lados por guerrilheiros marxistas, pela esquerda ca-
tólica e narcotraficantes, esses índios vêm contribu-
indo para implantar uma ditadura que negará aos
cidadãos honestos o direito ao trabalho, à proprieda-
de privada e à liberdade de ir e vir. Cada vez que lhes
apraz, eles paralisam o país ou parte dele, destroem
empresas agrícolas e industriais, gerando traumatis-
mos sem nome.
Por que a esquerda mundial que tanto fala em
direitos e liberdades coarcta a liberdade dos colombia-
nos ao apoiar tumultos políticos dessa natureza? Será
que as minorias radicais decidiram impor de vez a tirania
contra as maiorias incapazes de se defender? E o Gover-
no embora saiba que a força motriz desses movimentos
– as FARC e o narcotráfico – tem por objetivo atear fogo
no país, age como se a realidade não existisse.
Ademais, os líderes da esquerda, incluindo os ex-
chefes das FARC, que agora são “nobres” congressis-
tas, estavam presentes nessas negociações com os che-
fes indígenas, galvanizando os protestos a fim de esten-
dê-los a todo o país, com exigências cada vez mais ra-
dicais. Onde estão os bispos, ferrenhos defensores dos
direitos humanos? Não dizem uma só palavra sobre isso?
Não têm voz para defender os cidadãos honestos?
De uma coisa estamos certos, é que os protestos
indígenas serão ainda potencializados com a realização
do Sínodo sobre a Amazônia. Essa é a triste conclusão,
embora muitos sigam dormindo tranquilamente enquan-
to arde a barba do vizinho.
(*) Diretor: Sociedade Colombiana Tradición y Acción
PALESTRA NA COLÔMBIA E
DEFESA DA JUSTIÇA BRASILEIRA
Proferi hoje (28/03) minha pales-
traemCali,Colômbia(fotoanexa).
Falei de improviso e resumi o
texto que preparei e será publicado
pela Universidad Libre.
O público entendeu o meu sur-
rado portunhol; e ainda me pediu
para falar meia hora além do tempo
regulamentar, sobre o Poder Judi-
ciário.
Desmistifiquei certas prega-
ções contra determinadas decisões
da justiça brasileira.
Aplaudiram-me.
Que bom ter conseguido es-
clarecer!
Ao final recebi efusivo cum-
primento do amigo e coordenador
Professor Jaime Angel.
Grato aos colombianos.
Em anexo, texto integral da pa-
lestra, redigido com auxilio da assessora Laís.
A parte final acrescentei ontem, depois de “encontrar-me” com o líder político
assassinado Jorge Gaidán, citado nas memórias de Gabriel García Márquez.
Desembargador Rogério Medeiros Garcia de Lima
EaíRoberto,
como está o GLOBO
Sob Nova
Direção?
João...
Sãoincompetentes...
Se renderam ao PT,
me negaram e me
traíram.
Na terra como no céu... passo certo.
Acorja de comunas que se apossou
da Rede Globo, após a morte de
ROBERTO MARINHO é que vem dan-
do a orientação marxista/leninista
e especialmente GRAMCISTA
que fixa a linha doutrinária que
seguem rigorosamente. E
não é de agora que isso vem
acontecendo. As redações
jornalísticas, televisivas e ra-
dialistas, deitam e rolam, ci-
tando a toda hora as palavras “di-
tadura” e “tortura”, principalmente
suas repórteres, essas sim, não tiram
a dita-dura da boca e perguntamos algu-
ma ditadura promove eleições e dá pos-
se à oposição?
Urge que façamos um boicote
completo aos patrocinadores dos pro-
gramas da Rede Globo mostrando
nossa total insatisfação com sua li-
nha de conduta!
Publicado no Inconfidência nº 248 de fevereiro de 2018
ANO XXXVII - Rio de Janeiro, 6ª feira, 14 de junho de 1963 - Nº 11.381
FUNDAÇÃO DE IRINEU MARINHO
Diretor-Redator-Chefe: Roberto Marinho
Diretor-Secretário: Ricardo Marinho
Diretor-Tesoureiro: Herbert Moses
Diretor-Substituto: Rogério Marinho
Em manifesto à Nação oito destacadas entidades de objetivos patrióticos alertam
o povo brasileiro contra a ação, cada dia mais ostensiva, de elementos notoriamen-
te comunistas em atividade de vital importância para a economia nacional. Ressaltam,
ainda, que uma série de circunstâncias indica claramente um fato: a revolução comu-
nista, no Brasil, não virá: já veio. Por isso, conclamam os democratas a cerrar fileiras
contra os agitadores, a protestar contra medidas que visam ao esmagamento da ini-
ciativa privada e a defender a Constituição. Êsse documento vai publicado na íntegra,
na terceira página.
OITO ENTIDADES DEMOCRATAS ALERTAM O PAÍS:
A REVOLUÇÃO COMUNISTA NÃO VIRÁ; JÁ VEIO
NR: Para conhecimento dos três filhos de Roberto Marinho.
“Estaremos sempre solidários com aqueles que, na hora da agressão
e da adversidade, cumpriram o duro dever de se oporem à agitadores e
terroristas de armas na mão, para que a Nação não fosse levada à anarquia”.
Brasília, 31 de março de 1981
General-de-Exército Walter Pires de Carvalho e Albuquerque
Ministro do Exército
HONRA MILITAR
NR: Foi, como tenente-coronel, o chefe do Estado-Maior do 'Destacamento Tiradentes',
comandado pelo general Muricy, na Contrarrevolução de 31 de Março de 1964).
8Nº 263 - Abril/2019 40
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EXPEDIENTE
Editor/Redator: Coronel Carlos Claudio Miguez
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É IMPOSSÍVEL ESCREVER
CORRUPTO SEM PT
NÃO VOTO EM
Em julho de 2005, um assessor do então deputado estadual
José Nobre Guimarães (PT/CE) foi preso no aeroporto em
São Paulo pela Polícia Federal, com US$ 100 mil e R$ 200
mil escondidos na cueca e na mala.
O nobre deputado é irmão de José Genuíno (PT/SP) e foi
eleito deputado federal. Essa cueca do PT permanecerá
pendurada até o caso ser investigado e os corruPTos
julgados, condenados e presos.
Hoje é o líder do PT na Câmara de Deputados!
Não podia ser outro!
Foto de um Suplicante
A Polícia quer saber qual delas tem
codinome FEIAFEIAFEIAFEIAFEIA na lista ODEBRECHTODEBRECHTODEBRECHTODEBRECHTODEBRECHT
Esse será, um dos maiores problemas da PF e da Lava
Jato... uma missão quase impossível, uma tarefa difícil
um enigma maior do que as pirâmides do Egito...
O grande perigo de hoje não é mais
o NAZISMO. É O JORNAZISMO
Quem sabe os
esquerdistas e
petistas, a
procura de
uma
verdadeira e
bem sucedida
democracia,
resolvem
atravessar a
fronteira!
PARABÉNS,
LULA!!!
1 ano de cadeia,
desejamos que
essa data se repita
por muitos e
muitos anos!!!
O QUE ELE QUER DIZER COM ISTO?

Inconfidência n°263

  • 1.
    AS FORÇAS ARMADASTÊM O DEVER SAGRADO DE IMPEDIR, A QUALQUER CUSTO, A IMPLANTAÇÃO DO COMUNISMO NO BRASIL. A Marcha da Família com Deus pela Liberdade Honras fúnebres aos mortos da Intentona Comunista de 1935 Gen Ex FERNANDO AZEVEDO E SILVA Ministro de Estado da Defesa ILQUES BARBOSA JUNIOR Almirante de Esquadra Comandante da Marinha Gen Ex EDSON LEAL PUJOL Comandante do Exército Ten Brig Ar ANTONIO C. M. BERMUDEZ Comandante da Aeronáutica Brasília, DF, 31 de março de 2019 Marcha da Família com Deus, pela Liberdade. Mais de 500 mil paulistanos vão às ruas para pedir a intervenção das Forças Armadas em defesa da Constituição e dos princípios democráticos. Publicado na Folha de S.Paulo, sexta-feira, 20 de março de 1964 As Forças Armadas participam da história da nossa gente, sem- pre alinhadas com as suas legítimas aspirações. O 31 de Março de 1964 foiumepisódiosimbólicodessaiden- tificação, dando ensejo ao cumpri- mento da Constituição Federal de 1946, quando o Congresso Nacio- nal, em 2 de abril, declarou a vacân- cia do cargo de Presidente da Re- pública e realizou, no dia 11, a elei- ção indireta do Presidente Castello Branco, que tomou posse no dia 15. Enxergar o Brasil daquela épo- ca em perspectiva histórica nos ofe- rece a oportunidade de constatar a verdade e, principalmente, de exer- citar o maior ativo humano - a capa- cidade de aprender. Desde o início da formação da nacionalidade, ainda no período co- lonial, passando pelos processos de Presidente Castello Branco independência, de afirmação da so- berania e de consolidação territorial, até a adoção do modelo republica- no, o País vivenciou, com maior ou menor nível de conflitos, evolução civilizatória que o trouxe até o alvo- recer do Século XX. O início do século passado re- presentou para a sociedade brasi- leira o despertar para os fenôme- nos da industrialização, da urbani- zação e da modernização, que havi- am produzido desequilíbrios de po- der, notadamente no continente eu- ropeu. Como resultado do impacto político, econômico e social, a humanidade se viu envolvida na Primeira Guerra Mun- dial e assistiu ao avanço de ideologias totalitárias, em ambos os extremos do espectro ideológico. Como faces de uma mes- ma moeda, tanto o co- munismo quanto o na- zifascismo passaram a constituir as principais ameaças à liberdade e à democracia. Contra esses radicalis- mos, o povo brasileiro teve que defender a democracia com seus cidadãos fardados. Em 1935, foram desarticulados os amotinados da Intentona Comunis- ta. Na Segunda Guerra Mundial, fo- ram derrotadas as forças do Eixo, com a participação da Marinha do Brasil, no patrulhamento do Atlânti- co Sul e Caribe; do Exército Brasi- leiro, com a Força Expedicionária Brasileira, nos campos de batalha da Itália; e da Força Aérea Brasi- leira, nos céus europeus. A geração que empreendeu essa defesa dos ideais de liberdade, com o sacrifício de muitos brasilei- ros, voltaria a ser testada no pós- guerra.Apolarizaçãoprovocada pe- la Guerra Fria, entre as democra- cias e o bloco comunista, afetou to- das as regiões do globo, provocando conflitos de natureza revolucioná- ria no continente americano, a par- tir da década de 1950. O 31 de março de 1964 estava inserido no ambiente da Guerra Fria, que se refletia pelo mundo e pene- trava no País. As famílias no Brasil estavam alarmadas e co- locaram-se em marcha. Dian- te de um cenário de graves convulsões, foi interrompida a escalada em direção ao to- talitarismo. As Forças Ar- madas, atendendo ao cla- mor da ampla maioria da população e da imprensa brasileira, assumiram o papel de estabilização da- quele processo. Em 1979, um pacto de pa- cificação foi configurado na Lei da Anistia e viabilizou a transi- ção para uma democracia que se estabeleceu definitiva e enriquecida com os apren- dizados daqueles tempos difíceis. As lições aprendidas com a História foram transformadas em ensinamentos para as novas gera- ções. Como todo processo históri- co, o período que se seguiu experi- mentou avanços. As Forças Armadas, como ins- tituições brasileiras, acompanharam essas mudanças. Em estrita obser- vância ao regramento democrático, vêm mantendo o foco na sua missão constitucional e subordinadas ao po- der constitucional, com o propósito de manter a paz e a estabilidade, para que as pessoas possam cons- truir suas vidas. Cinquenta e cinco anos passa- dos, a Marinha, o Exército e a Ae- ronáutica reconhecem o papel de- sempenhado por aqueles que, ao se depararem com os desafios própri- os da época, agiram conforme os anseios da Nação Brasileira. Mais que isso, reafirmam o compromisso com a liberdade e a democracia, pe- las quais têm lutado ao longo da História.
  • 2.
    atinge a massacrítica. A partir daí, a situação política se torna instável e a qualquer momento pode dar início ao que, em Física Nuclear se denomina reação em cadeia, ou em Meteorologia, descarga elétrica. Em Física, a reação em cadeia se dá pela interação entre os átomos. Na revolução, é a interação entre indivíduos nas redes sociais. Se existir doutrina, organização e estratégia, a revolução pode ser diri- gida de modo construtivo. Se não, acon- tece de qualquer jeito, às vezes como catástrofe. Pois bem: a revolução de 2018 aconteceu de qualquer jeito, porque não havia doutrina, nem organização, nem estratégia (refiro-me a estratégia revolucionária, não a marketing eleito- ral). Mas não foi catastrófica porque se canalizou pelas vias da constituição, pois o eleitorado de Bolsonaro é ordei- ro por natureza. Ao votar nele, o povo disse um sonoro NÃO à degeneração geral do País. E Bolsonaro recebeu um mandato em branco, sem definição da sua mis- são nem instruções sobre como vaicumpri- la. Para mais dificultar as coisas, ele e sua equipe juraram cum- prir a constituição de 1988. Essa é a contra- dição fundamental do novo governo. Se fi- zermos uma lista de tudo o que os eleitores rejeitam, veremos que pode ser sintetizada num só tópico: rejeita o espírito e os princí- pios da constituição de 1988, a qual é o sus- tentáculo do atual sis- tema político. E agora? Ainda é cedo pa- ra fazer extrapolações sobre o futuro do no- vo governo. Mas já dá para entender pelo me- nos o jogo de forças. Dum lado, temos a decadente oligarquia política, que ainda do- mina boa parte do po- der. Como perdedora, odeia o novo go- verno e está disposta a derrubá-lo na primeira oportunidade. Do lado oposto, temos a massa de eleitores de Bolsonaro, que continua a cobrar as ações esperadas do novo go- verno, as quais praticamente resultari- am na supressão dessa mesma oligar- quia política. É bom ter em mente que esses eleitores são a maioria do povo, e são a sua melhor parte, porque – repetin- do – são os que trabalham, estudam e sustentam o Brasil. Não se confundem com a ralé mercenária arregimentada pe- los “movimentos sociais” ou pelas máfias sindicais. É justo, portanto, chamar essa maioria simplesmente de povo, na conotação do artigo 1º, parágrafo único, da constituição em vigor: Todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes * A. C. Portinari Greggio * Economista "Hércules estrangula Anteu - estátua italiana da Renascença, autor desconhecido. Para entender o significado, o leitor deve ler o último parágrafo deste artigo." As eleições de 2018 foram muito além do usual rodízio de no- mes e cargos. A vitória de Bolsonaro foi uma revolução, mas parece que quase ninguém entendeu a mensagem dos eleitores. Vejamos os fa- tos. Quem ganhou a eleição presiden- cial? Foi Jair Bolsonaro, pessoa física. Ganhou e, com seu prestígio individual, arrastou ao poder novos governadores e grande número de parlamentares. Ganhou e conseguiu mudar o jogo de forças do sistema político. Sua vitória foi tão mais impressionante porque, sem partido, sem financiadores, sem equi- pe, contra todo o aparato do poder – políticos, mídia, universidades, inte- lectualha, artistas, ongues, sindicatos, professores, institutos de pesquisas, nar- cotraficantes, direituzumanos, grupos terroristas, agentes estrangeiros e trai- dores infiltrados por toda a parte – contra tudo isso, ele venceu as eleições, e só não obteve maioria mais absoluta devi- do às caixas pretas eletrônicas. Bolsonaro não é o agente causa- dor dessa revolução. Revoluções não acontecem pela ação de um indivíduo, nem sequer por causa de uma ideia. Co- mo acontecem, então? De modo pareci- do com os mecanismos econômicos do mercado. Exemplo: a gilete. A lâmina de barbear foi inventada por King C. Gil- lette em 1901. Nesse ano, vendeu cerca de 200 lâminas. Dez anos depois, a em- presa tinha fábricas no Canadá e na Europa e vendia mais de 50 milhões de lâminas por ano. Qual a razão do suces- so? A ideia? Ideias não são suficientes. Em 1901 foram registradas cerca de 30 mil patentes nos Estados Unidos. A maioria nunca saiu do papel. O elemen- to principal do sucesso foi a existência de um público consumidor de milhões de pessoas cansadas de usar navalhas ou de ir ao barbeiro. King Gillette não criou esse público. Ele já existia. Gillette percebeu a necessidade e criou a solu- ção. Sem o público, nada teria aconteci- do. Assim aconteceu com Bolsonaro. Desde 1990 ele, por convicção, mar- chou contra a maré esquerdista que de- vastava o Brasil. Defendia o Exército e o regime militar, sem vacilar nem mesmo em casos extremos como o DOI-CODI e seu comandante, o Cel Ustra. Assim militou 27 anos. Certamente não espe- rava chegar a Presidente. Contentava- se com o baixo clero do Congresso. O público da sua revolução ainda não existia. Mas o caos aumentava. Crime, cor- rupção, espertezas, ignorância, sujeira, cidades pichadas, ruas imundas, povo mal-ajambrado, vulgaridade, deprava- ção. A “cultura” – livros, teatro, cine- ma, jornais, tevê – invertia os valores e glorificava o crime, o vício, a prostitui- ção, a sujeira, a ignorância. Pederastas e anormais eram exemplos de conduta. Criminosos dominavam as ruas, prote- gidos pelo Estado. O rebotalho da soci- edade era recrutado para invadir pro- priedades, depredar prédios públicos e ocupar vias públicas. JAIR ENTRE MOURÃO E CARLOS. QUEM VAI GANHAR? Governo Bolsonaro é uma revolução inacabada, sem saída e sem volta. Foi nesse cenário que um difuso sentimento de revolta cresceu nas men- tes e nos corações da população pro- dutiva e ordeira de todo o Brasil. A oligarquia – políticos, intelectualha e a mídia a eles associada – convicta de que controlava a opinião pública, des- considerava essa revolta. Na sua arro- gância, não imaginava que o povo ti- vesse capacidade para se auto organi- zar. Para essa elite corrupta, “povo” era a massa amorfa que ela manipulava nos “movimentos sociais” ou comprava com bolsa-família. Se prestasse aten- ção nas manifestações da Direita nas ruas, teria percebido que não era esse mesmo “povo”. Era a melhor parte da nossa população – os que estudam, tra- balham e sustentam o País. Essa é a clas- se produtora, que sempre soube se auto organizar. Afinal, vivemos numa eco- nomia de mercado, um sistema maravi- lhosamente coordenado e sincroniza- do, espontaneamente criado pelos pro- dutores. A oligarquia parasitária é que se ilude com a crença de que nada pode existir sem a intervenção do Estado. Foi esse senti- mento de revolta que criou o público dese- joso de uma revolu- ção. Mas revoluções construtivas só po- dem acontecer se, além do povo, conta- rem com teoria revo- lucionária, organi- zação e estratégia. Prestem atenção na ordem desses três fa- tores. A primeira e mais importante é a teoria, a doutrina re- volucionária. Sem ela, não há como ter organização; e sem organização, nenhu- ma estratégia é pos- sível. Isso não signi- fica que, sem esses três elementos, a re- volução não possa acontecer. Ao con- trário: acontece de qualquer jeito. É fenômeno espontâ- neo, surgido da vontade popular, que não se confunde com vontades indivi- duais. E a vontade popular deriva de fatores psicossociais – ou seja, de clima de profunda insatisfação, suficiente para mobilizar a opinião pública. Peço a atenção do leitor para esses fatos. Re- voluções são fenômenos tão objetivos quanto tempestades, terremotos, eclip- ses. Nenhum partido político pode criá- las do nada. Os que tentaram, erraram e pagaram caro. As revoluções obedecem a certas leis. Tal como as tempestades ou explo- sões atômicas, podem ser previstas. Elas se formam gradativamente. A insa- tisfação se dissemina pela população e aos poucos se acumula. Mais e mais pessoas se juntam à coorte dos revolta- dos, até o ponto em que seu número eleitos ou diretamente, nos termos des- ta Constituição. Certo, a constituição limita o exer- cício direto da vontade popular. Mas o princípio da soberania popular é a base das constituições ditas democráticas. A vontade popular não pode, portanto, ser ignorada impunemente, especial- mente quando se trata de revoluções em andamento, como é o caso do Brasil. Neste ponto, podemos descrever o novo governo brasileiro em termos de Realpolitik. Bolsonaro se encontra na infeliz posição de marisco na briga en- tre o rochedo e o mar bravo. Em não havendo doutrina revolucionária, seu governo povoado de militares é uma tecnocracia competente, mas sem élan revolucionário. Cordiais, conciliadores, desfazem a imagem do militar truculento e golpista inventada pelas esquerdas. E, é claro, a oligarquia derrotada perde o medo e começa a ensaiar o mesmo jo- go de sempre, adaptado às novas con- dições. Do outro lado, nas ruas, o povo que o elegeu espera impaciente. Carlos Bolsonaro, do outro lado, é a voz da maioria, cada vez menos si- lenciosa, que elegeu seu pai. Jair, no meio, tem a contragosto sido obrigado a bancar o conciliador e a engolir sapos – exatamente como os políticos que derro- tou. Nas mais recentes aparições, nota-se que está pouco à vontade, e sem aquele falar enérgico, direto, que fez dele um ídolo popular. O novo governo atravessa uma crise de identidade, a mãe de todas as crises, como diriam os árabes. Assumiu o poder, mas ainda não decidiu o que é. De facto, é um governo revolucionário. De jure, é mais um governo gerado sob a constituição de 1988. Será possível governar sob essa constituição e ao mesmo tempo atender à vontade do povo que os elegeu? Não sei responder. Mas uma coi- sa é certa: é uma revolução. Se a vonta- de do povo se frustrar, não imaginem que este se recolherá e se conformará. O pro- cesso vai prosseguir aos trancos e bar- rancos. Os próximos anos serão tumultu- ados. Resta saber se o novo governo vai canalizar e conduzir o processo, ou vai ser soterrado pela ruptura da barragem, como aconteceu em Brumadinho. Para arrematar. As multidões cha- mavam Bolsonaro de “mito”. Se fosse o caso de levar a sério, qual seria o mito adequado? Na antiga Grécia havia um sob medida: o mito do gigante Anteu, filho da deusaGea,ouTerra.Anteuerainvencível porque jamais se cansava. Sua mãe lhe transmitia inesgotável energia pelos pés. Um dia, Hércules o desafiou. A luta se prolongou por dias. Hércules começou a fraquejar. Seria derrotado, se não tivesse uma ideia: ergueu Anteu no ar, sem permi- tir que seus pés tocassem o solo. Anteu perdeu as forças e Hércules o estrangu- lou. Essa fábula ensina uma lição que Bolsonaro deveria considerar. Tal como Anteu, ele tira sua força diretamente do povo. Se não encontra apoio no sistema político, deveria considerar as suas ba- ses, e jamais permitir que o separem delas. 8Nº 263 - Abril/2019 2
  • 3.
    AS FORÇAS ARMADASTÊM O DEVER SAGRADO DE IMPEDIR, A QUALQUER CUSTO, A IMPLANTAÇÃO DO COMUNISMO NO BRASIL. BELO HORIZONTE, 30 DE ABRIL DE 2019 - ANO XXIV - Nº 263 Site: www.jornalinconfidencia.com.br E-mail: jornal@jornalinconfidencia.com.br PÁGINA 9 PÁGINA 36 PÁGINA 23 O QUE HÁ DE ERRADO COM O ENEM? O PAPEL DAS MULHERES EM 1964 PÁGINA 5 25 ANOS DO LANÇAMENTO DO JORNAL INCONFIDÊNCIA Nº 01/ 94 Belo Horizonte, MG Março/ 94 PASSAGEM DE COMANDO DA 4ª REGIÃO MILITAR Na manhã de 10 de abril, o General de Divisão Altair José Polsin, ao assumir o Comando da 4ª RM recebeu os cumprimentos do General de Exército Walter Sérgio Braga Netto, Comandante Militar do Leste - Companheiros, também estamos presentes! - O Grupo Inconfidência! - Os figos estão maduros! A situação já é insuportável. Até quando, senhores, até quando devemos tolerar-vos? O que fizeste com o nosso País? Um país extenso de 5 milhões de Km², rico em recursos naturais de toda ordem; rico em sua gente simples mas trabalhadora; gente sofrida e pacien- te, iludida e chacinada por vossas pro- messas não cumpridas. O tema é Orwel- liano pois os porcos estão ricos e gor- dos e são “mais iguais que os seus iguais”. Senhores, traístes vossas pro- messas, traístes o vosso povo e traís- tes nossa Pátria. Porque fizestes isso? Não vos preocupastes com a nossa segurança - as Forças Armadas estão sucateadas e ameaçadas em sua ope- racionalidade e em sua estabilidade familiar, não vos preocupastes com a nossa justiça; ela é pesada e lenta, não vos preocupastes com a nossa honra e o nosso orgulho no concerto das Na- ções - somos tomados por bárbaros; não vos preocupastes com nossos va- lores fundamentais - educação, alimen- tação e saúde, há muito desemprego, muita fome e falência da assistência sanitária e de saúde e o Estado econo- micamente desorganizado está falido; não vos preocupastes com a integri- dade do Território Nacional - já se en- saiam os separatismos; enfim, para que vos pagamos? Porque pedistes o nosso voto? Os novos Centuriões já nos ob- servam - pois nosso organismo está doente e enfraquecido. Montam-se ba- sesmilitaresestrangeiras na nossa fron- teira. Os jornais já anunciam perigos 1º MANIFESTO DO GRUPO INCONFIDÊNCIA QUOUSQUE TANDEM...? ATÉ QUANDO...? de Golpes. O que tendes feito? Por que deixastes chegar a esta situação? O que tendes feito? Estais ricos com as burras cheias. Cuidais mais do vosso lucro de vos- so ganho que do País e do Povo a quem tudo deveis. Porque nos traístes, senhores? Profanastes o templo negociando de maneira espúria a Nação e a Pátria. Destruístes a Ordem Moral e a Or- dem Ética. Por que fizestes isso, senhores? Pedistes o nosso voto e falastes abu- sivamente em desenvolvimento e con- fiamos em vós. Não tivemos um retor- no digno. Não cumpristes o que prometestes. As nossas esperanças esvaíram-se. A Ordem Social está ameaçada - destruístes a Classe Média. Não foi para isto que vos conce- demos a nossa confiança. Fomos ven- didos por vossos interesses. Ou será que sois mesmo incompe- tentes para o trato da Coisa Pública? E logo mais voltareis a pedir mais uma vez o nosso voto e a nossa con- fiança. Vemos enojados o vosso rosto co- rado e bem nutrido, as vossas mãos bem tratadas e o cinismo do vosso riso fa- risaico. Vejam senhores, a corrupção, o rou- bo, a sonegação dos compromissos com o Estado e outros escândalos, arreben- taram os esgotos. Tudo cheira mal. Ah! Senhores, já não tendes o direi- to de pedir. Tudo é lamentável! Companheiros! Estamos presentes! Os figos estão maduros! GRUPO INCONFIDÊNCIA 60 patriotas civis e militares. SUPREMO TRIBUNAL O amigo do amigo de meu pai FEDERAL CARTA ABERTA AO GOVERNADOR ZEMA 55º ANIVERSÁRIO DA CONTRARREVOLUÇÃO DE 31 DE MARÇO DE 1964 São Paulo Rio de JaneiroPÁGINA 14
  • 4.
    8Nº 263 -Abril/2019 4 * Maria Lucia Victor Barbosa *Professora, escritora, socióloga, autora entre outros livros de "O Voto da Pobreza e a Pobreza do Voto – a Ética da Malandragem", Editora Zahar e "América Latina – Em busca do Paraíso Perdido", Editora Saraiva. - mlucia@sercomtel.com.br - www.maluvibar.blogspot.com.br MARCO ANTÔNIO FELÍCIO General de Brigada - PhD em Ciência Política e Estratégia marco.felicio@yahoo.com OTempo21/04 O TIRO SAIU PELA CULATRA! “Contribuir para a defesa da Democracia e da liberdade, traduzindo um País com projeção de poder e soberano, deve ser o nosso NORTE!” Em 1830, Simón Bolívar, não o inventado por Hugo Chávez, mas o verda- deiro, chegou a certas conclusões entre elas as seguintes: 1. América Latina é para nós in- governável. 2. A única coisa a fazer na América Latina é emigrar. 3. Se acontecesse que uma parte do mundo voltasse ao caos primitivo, isso seria a última metamorfose da Amé- rica Latina. Olhando nossa situação a impres- são é a de que o Brasil vai se inserindo no pensamento de Bolívar. Vejamos porquê: Nas eleições passadas quase 58 milhõesdebrasileirosescolheramumpre- sidente como se fosse uma esperança em dias melhores, quando estaríamos livres dos males causados pelos governos pe- tistas, especialmente, a corrupção, a re- cessão, a violência, a impunidade. Os que votaram em Bolsonaro foram chamados de extrema direita, fas- cistas, nazistas, conservadores. Natu- ralmente, tais “xingamentos” não pas- savam de um falso palavreado para aba- ter o adversário. Antes da posse Bolsonaro come- çou a ser cobrado de modo nunca antes havido com relação a outros presiden- tes. Havia uma obsessão com relação a reforma da Previdência prometida por Lula, Dilma, Fernando Henrique e nun- ca realizada. É O BRASIL INGOVERNÁVEL? Logo que foi empossado o gover- no, através do ministro da Economia Pau- lo Guedes, apresentou ao Congresso um projeto de reforma da Previdência. Quan- to ao notável juiz e agora ministro da Justiça, Sérgio Moro, ofereceu aos brasi- leiros um excelente projeto anticrime. Infelizmente, no Congresso duas frentes capitaneadas pelo presidente da Câ- maratêmfreadoosim- portantes projetos. São elas a frente de derrotados dos parti- dos de esquerda e a frente dos inconfor- mados com a perda do “toma lá dá cá. Afinal, o Congresso sempre foi um balcão de ne- gócios, tendo chegan- do ao auge quando o então presidente, Lula da Silva, comprou deputados confi- gurando-se assim o escândalo do men- salão arquitetado pelo então poderoso José Dirceu. Levando-se em consideração as ex- ceções que sempre existem, os parlamen- tares tradicionalmente se dedicam a pro- jetos pessoais ou medíocres e não aos que beneficiam o Brasil. E ao perceber que a tradição deixou de existir deram o troco no Executivo. Vejamos dois exem- plos da revanche conforme mostrado pelo O Estado de S. Paulo (30/03/2019); “Orçamento impositivo – Propos- ta aprovada na Câmara engessa parte maior do Orçamento e torna obrigatório o pagamento de despesas atualmente passíveis de adiamento. “Medidas provisórias – Pela pro- posta. medidas perdem a validade mais rápidoeoprazoparaa Câmara e o Senado votarem separadamente é maior – hoje há um prezo único de 120 dias”. Lembro ainda, que recentemente sete minis- tros do presidente foram convidados pelo Congres- so para apresentar seus planos. O que se viu foi um espetáculo de linchamen- to verbal calcado no mes- mo ódio existente nos lin- chamentos físicos. Inclu- sive, não faltou a habitual falta de compostura da se- nadora Kátia Abreu. O Legislativo compõe com o Judi- ciário e o Executivo a tríade fundamental da democracia e, em sã consciência nin- guém está querendo o desaparecimento dos Poderes. O clamor popular quando se volta contra o Congresso quer apenas que os parlamentares legislem para Bem Comum, fim último da política; assumam um comportamento de acordo com a res- ponsabilidade de terem sido escolhidos como tomadores de decisões e deem o exemplo de competência e honestidade. Lamentavelmente, o Congresso está bem longe disso e no momento se compraz em conduz o país para a ingovernabilidade. O STF também concentra a descren- ça e a revolta popular com relação às atitudesecomportamentos,principalmen- te de certos componentes da mais alta corte da Justiça. Como disse um dos mi- nistros do Supremo, Luís Roberto Barro- so: “O STF pode perder sua legitimidade e provocar uma crise institucional se não corresponder aos anseios da sociedade”. Claramente isso já está acontecendo Quanto a imprensa deve ser livre, como é usual nas democracias, para ex- por opiniões contrárias ou favoráveis relativas a sociedade, a política e a eco- nomia. Entretanto, o que se nota é uma oposição sem tréguas ao presidente da República. Possivelmente, se ele espir- rar será duramente criticado. Lula se queixava diuturnamente e sem razão da mídia e tudo bem. Bolsonaro está sendo desconstruído. Paira no ar a palavra impeachment. Correm boatos que em abril o STF livrará Lula da cadeia. Ligando uma coisa com outra a perspec- tiva não é nada boa. Por tudo isso a ingovernabilidade avança e diante de tal situação muitos brasileiros já emigraram. A continuar des- se jeito, se uma parte do mundo voltar ao caos primitivo, isso será a última meta- morfose do Brasil. Os venezuelanos que o digam. (Escrito em 28/03) Infelizmente, no Congresso duas frentes capitaneadas pelo presidente da Câmara têm freado os importantes projetos. São elas a frente de derrotados dos partidos de esquerda e a frente dos inconformados com a perda do "toma lá dá cá”. Por longo tempo, com investigações, denúncias, julgamentos e conde- nações, inerentes ao que se chamou de “mensalão” e “petrolão”, tivemos situ- ações prenhes de corrupção e de des- vio de dinheiro público. Tais situações envolveram, principalmente, políticos e empresários, manchando os poderes da República. Surgiram, então, mossas na imagem do STF, tendo em vista a con- duta de alguns dos seus ministros, em oposição aos demais e ao sentimento de grande parcela da população no to- cante às suas decisões. As sessões do plenário, transmi- tidas ao vivo pela televisão, muito con- tribuíram para tais mossas, principal- mente, quando das agressões mútuas, de cunho moral, entre os ministros en- volvidos, com pesadas ofensas de ca- ráter. Mossas, também, quando um Juiz, que deveria se colocar como impedido, em face de seu relacionamento e/ou vínculo anterior com o réu, tornava-se partícipe ativo do julgamento e mostra- va-se benevolente para com tal réu. Tais ocorrências, sem dúvida, que- bram a ética e a liturgia inerentes à função e à conduta dos respectivos ministros, quebras inaceitáveis para aquela que se diz a Suprema Corte do País, abrindo o caminho para críticas pesadas e variadas, oriundas de versados em Direito e, tam- bém, do cidadão comum, com sentimen- tos e níveis de educação e de cultura diferenciados. Críticas que lhes per- mite a Democracia existente e a Lei que assegura a liber- dade de expressão. Para os excessos, há leis específicas. Nesse aspecto, tor- nou-se emblemático o atri- bulado impedimento de Dil- ma. No Congresso, a respec- tiva sentença proferida pelo então presidente do STF, foi motivo de contestação por parte de juristas e de decep- ção de grande parcela da po- pulação, esta abalada pela grave crise moral, ética e cívica imperante. Insegura quanto aos destinos do País, ladeira abaixo. De forma clara, viu-se favorecimento,decunhoide- ológico, à petista Dilma, manipulando-se a Lei, evitando-se que Dilma perdesse seus direitos políticos. Os demais minis- tros do STF, calados, consentiram o mal feito. A indagação e crítica geral à época, era: Onde está a segurança jurídica, tão esperada e necessária, provida pelo STF? Com o advento da legal, necessária e audaciosa operação “Lava Jato”, con- trariando interesses espúrios, privilegi- ando a Lei e tornando-se protagonista das ações, despertaram, seus integran- tes, forte apoio da população. Enfrenta- ram todos os obstáculos criados, não só daqueles que estavam na mira da opera- ção, mas, também, de muitos que deveri- am com eles cerrar fileiras. Estes, embora o sucesso alcançado pela “Lava Jato”, tentaram, e ainda o fazem, cerceá-los de diversas formas. Incluso taxando-os de inexperientes radicais no uso da Lei e de outras coisa mais. Entre os acusadores estão ministros do STF, na contramão do que pensam os brasileiros do bem, os de- negrindo em sessões plenárias e, por ve- zes, liberando os que foram presos pelos “inexperientes radicais”. Embora, não seja advogado, baseio- me,também,noqueescrevemefalamcon- ceituados juristas. Assim, sei que cabe, constitucionalmente, ao STF, como guar- dião da Lei, processar e julgar e que, para isso, tem que ouvir o Ministério Público, órgão defensor da ordem jurídica. Sei, também, que existe uma hierarquia das leis. Jamais, um regimento poderá propor algo que contrarie a lei. Como diz a Imprensa, creio que a preocupação maior, do Ministro Toffoli e seus inquéritos, é por estar citado na “Lava Jato” e ver seu nome nos jornais. Preocupação menor com as justas críti- cas, ao STF, oriundas da população, pois, com a abertura de inquérito, ile- galmente, ameaça o cidadão e amordaça a Imprensa. Tais críticas, sem dúvida, atingem a imagem do STF. Como não criticá-lo, principalmen- te, agora, após censurar à Imprensa e constranger cidadãos de bem, como o general Paulo Chagas, com imensa fo- lha de serviços prestados à Nação, tra- tado como se bandido fosse, ao sofrer buscas e apreensões, pela Polícia, em seu lar? O tiro saiu pela culatra! Lula se queixava diuturnamente e sem razão da mídia e tudo bem. Bolsonaro está sendo desconstruído. Paira no ar a palavra impeachment. Correm boatos que em abril o STF livrará Lula da cadeia. Ligando uma coisa com outra a perspectiva não é nada boa. 4
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    Nº 263 -Abril/2019 5 *Aileda de Mattos Oliveira *Professora Universitária, ESG/2010, Doutora em Língua Portuguesa, ADESG 2008, Acadêmica Fundadora da Academia Brasiliera de Defesa e Membro do CEBRES e Acadêmica AHIMTB - ailedamo@gmail.com *Aristóteles Drummond * Jornalista - Vice- Presidente da ACM/RJ aristotelesdrummond@mls.com.br www.aristotelesdrummond.com.br Quando, nos textos, falo em “ali- cerces da educação”, não estou fazendo retórica para tornar o artigo mais estético; falo em “alicerces” no sentido literal, fundamentos que sus- tentam o planejamento educacional: objetivos, filosofia de trabalho, currí- culos dos diversos níveis de aprendiza- do rigorosamente observados, tempo, horário, recursos didático-pedagógi- cos, livros didáticos, qualificação de professores e, por fim, alunos. Esses elos não podem ficar soltos, mas, sim, comporem uma formação em cadeia que chegue ao polo oposto, ao alvo da Educação, ao final da linha, ao ALU- NO, de maneira eficaz. Não há outro jeito, senão reerguer novamente as bases que o PT destruiu, intencionalmente, para que crianças e adolescentes se tornassem produtos primários de uma estupenda manipu- lação ideológica. Não há como remen- dar a Educação no estado em que se encontra. Temos que refazê-la. Os que estão do lado de fora do magistério só veem as consequências desse estrago, nas cenas de alunos agre- dindo professores, de erotismo em salas de aula, e acreditam que, sim- plesmente, poderão reverter a situa- ção caótica, a partir da reintegração des- ses alunos ao meio social. Mas como fazer isso, se é pela Educação que se consegue esse milagre? Permanece- mos, então, num círculo vicioso. Essa experiência somente é posi- tiva, quando as escolas passam a ser MAS, QUEM SE IMPORTA? Aos Professores preocupados com a leitura, em benefício do próprio desenvolvimento cognitivo para melhor serem transmissores de conhecimentos aos seus alunos, cumprimento-os. Aos Professores, que além do apreço aos livros mantêm o comportamento adequado a um docente, tanto na linguagem quanto na postura, continuem firmes, pois a Educação brasileira precisa de pessoas comprometidas como vocês para tirá-la do vazio programático em que se encontra. Portanto, este texto não lhes é dirigido, mas somente àqueles que fizeram da Educação uma instituição sem prioridade, tanto que qualquer um pode ser ministro da pasta. É lamentável que não se encontre um sério especialista da área. Omovimento de 64 tem sido debati- do pela sociedade bra- sileira, agora com mais liberdade e me- nos patrulhamento. Tanto que o docu- mentário do Brasil Paralelo “1964 O Brasil entre Armas e livros” contou com centenas de milhares de assistentes, nos cinemas e no seu site, logo nos pri- meiros dias. Muita coisa foi revelada, lembra- da e registrada com fontes e materiais sólidos. Os contrários, até aqui, têm se limitado a registrar a ação da repressão, que respondia ao terrorismo com vigor. Claro que não SE costuma lembrar que o Brasil era a 46ª economia mundial e 21 anos depois era a 8ª. Vivi intensamente aqueles anos, jovem jornalista em O Jornal, que era o órgão líder dos Diários Associados, de Assis Chateaubriand. Fundei e dirigi o movimento da juventude que atuou no Rio, Minas e São Paulo, o Grupo de Ação Patriótica, cujo papel está regis- trado em muitos livros sobre o polêmi- co movimento. Nos 50 anos de 64, pu- O PAPEL DAS MULHERES EM 1964 bliquei, pela Resistên- cia Cultural, o livro Um Caldeirão Chamado 1964. Tenho notado, no entanto, uma certa la- cuna no importante, e diria até decisivo, papel da mulher brasileira na mobilização das forças vivas da sociedade no sentido de pressionar os militares para a inevitá- vel intervenção, dada a gravidade e os riscos que o país corria naqueles dias. Foram as mulheres que se orga- nizaram, a começar pelo Rio, com a Campanha da Mulher Pela Democracia (CAMDE), liderada por uma dona de casa de classe média, Amélia Molina Bastos, que, depois de o movimento sair vitorioso, retornou a sua vida fa- miliar. Tinha ao seu lado outras bravas senhoras, como D. Eudoxia Ribeiro Dantas. Em São Paulo, a decisiva Mar- cha da Família com Deus Pela Liberda- de, que reuniu quase dois milhões de brasileiros nas ruas, foi comandada pes- soalmente pela sra. Leonor Mendes de Barros, mulher do governador, por três vezes, Adhemar de Barros, e um dos ar- tífices do movimento. E teve a seu lado mulheres admiráveis, como Maria Pa- checo e Chaves, Maria Mesquita Mota e Silva e a vereadora Dulce Sales, entre outras. A representação política das mu- lheres era expressiva e majoritariamen- te favorável ao movimento, como os casos das cariocas Sandra Cavalcanti e Ligia Lessa Bastos. Em fevereiro, as mulheres mineiras já haviam pro- movido uma manifestação em Belo Ho- rizonte, que redundou no impedimen- to de um comício do então deputado Leonel Brizola. A cortina de silêncio que procura deixar o movimento somente alvo de críticas, e todas na mesma direção, im- pede que se recorde que foi no período que o Brasil teve uma primeira mulher no Senado, Eunice Michiles (ARENA- Amazonas), e a primeira ministra de Es- tado, Ester de Figueiredo Ferraz, da Educação, com o presidente João Fi- gueiredo. Por último – mas não menos im- portante, sem dúvida –, a eleição do pre- sidente Bolsonaro teve acolhida no elei- torado feminino, sensibilizado por sua defesa da família e dos princípios cris- tãos. Não há como se negar fatos! Que notas são estas? Que notas são estas? 1969 2018 A ministra Esther de Figueiredo Ferraz em audiência com o presidente João Figueiredo. militarizadas, entregues à direção da Polícia Militar, por já terem os seus in- tegrantes, por formação, um planeja- mento disciplinar tanto comportamental quanto curricular, aos quais diretor, professores e alunos devem-se enqua- drar. Temos que entender, reitero, que o planejamento educacional tem como OBJETO o ALUNO, meta a ser atingi- da, para que, a partir dos conhecimen- tos recebidos, torne-se SUJEITO na sociedade, um SER pensante, respon- sável, com personalidade, cônscio de seus deveres para ocupar o seu espaço no mercado de trabalho, com consci- ência do que sabe fazer e consciência de fazer bem o que sabe fazer. Por essa razão, não deve a políti- ca partidária introduzir-se no âmbito da Educação e transformar diretores, pro- fessores e alunos em instrumentos de satisfação pessoal e das ambições de poder do mandatário do momento, que faz refletir na Educação a inutilidade dos livros e a satisfação em viver na ignorância (Lula); que faz a Educação espelhar-se no seu raciocínio alógico, como reprodução de um pensamento irracional (Dilma). Não se constrói uma casa pela cumeeira, mas pela sapata. Assim é a Educação. Portanto, não podemos, sim- plificar a situação e enchermos as salas de aparelhos de ar condicionado e de computadores, construir novas esco- las e recheá-las de quadras de esportes, para atrair o aluno ao lazer e não aos estudos, se não, simultaneamente, ar- regaçarmos as mangas para um sério trabalho de base. Se quisermos alunos atentos, qualifiquemos os professores; hoje, copiadores dos textos do Google, esquecendo-se dos direitos autorais a que têm direito, aqueles que elabora- ram os trabalhos copiados; hoje, co- metendo os mesmos erros gramaticais praticados pelos alunos, oralmente e na escrita; hoje, sentados em cima da me- sa, achando que, fazendo o que eles fa- zem, conquistam as suas graças. Qualquer que seja o ministro do momento, não pense que somente cur- sos técnicos estão em consonância com as necessidades atuais. Um grande téc- nico que não sabe redigir um manual de um aparelho, como costuma acontecer; que não sabe transmitir o que diz ter aprendido, não resolverá a questão do desenvolvimento de que tanto precisa o país. Há que ter, paralelamente, disci- plinas humanísticas; há que ter o ensi- no da língua e de interpretação, por- que o ser humano não pode continuar um mero autômato na atual visão de ‘modernidade’. O pragmatismo que vi- sa somente ao lucro material substi- tuiu nessa nossa ‘civilização’ o conhe- cimento, que constrói para a vida do espírito o acervo cultural que abrirá as portas do mundo. Mas, quem se importa com isso? Tenho notado, no entanto, uma certa lacuna no importante, e diria até decisivo, papel da mulher brasileira na mobilização das forças vivas da sociedade no sentido de pressionar os militares para a inevitável intervenção, dada a gravidade e os riscos que o país corria naqueles dias. 5
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    8Nº 263 -Abril/2019 6 “Conspira contra sua própria grandeza, o povo que não cultiva seus feitos heróicos” FEB - FORÇA EXPEDICIONÁRIA BRASILEIRA *Marcos Moretzsohn Renault Coelho * Presidente da Associação Nacional dos Veteranos da Força Expedicionária Brasileira – Regional BH - Membro da Academia de História Militar Terrestre do Brasil - Sócio Correspondente do Instituto de Geografia e História Militar do Brasil - Pesquisador Associado ao CEPHiMEx 6 Visite o Museu da FEB Aberto ao público de 2ª a 6ª feira de 09:30 às 16:30 h. Sábado / Domingo de 09:30 às 13:00 h. Belo Horizonte - Rua Tupis, 723 - Centro Agendamos visitas e palestras somente no Museu. Tel. (31) 3224-9891 Juiz de Fora - Rua Howian, 40 - Centro São João Del Rei - Área do Círculo Militar - Centro PRESTIGIE NOSSOS VETERANOS COM A SUA VISITA www.anvfeb.com.br O SERVIÇO POSTAL DA FEB OServiço Postal a FEB foi criado em 26 de abril de 1944, três meses antes do embarque da tropa para o T.O. da Itália, através do Decreto-Lei nº 6.438. Foi regulamentado pela Portaria nº 6.413, do mesmo mês e ano. Seguiu o padrão norte-americano e aproveitou a expertise de mais de cem anos de bons serviços do Departamento de Correios e Telégrafos – DCT. Tinha o objetivo de manter a comunicação entre os integrantes da Força Expedicionária Brasileira, já front da Itália, e a mãe Pátria, mantendo alto o moral da tropa através do envio e recebimento de cartas, cartões pos- tais, pacotes de encomendas, jornais e telegramas. A sua estrutura física era assim formada: Correio Coletor Sul => Sediado no Rio de Janeiro, DF, era encarregado da censura e tráfego de correspondências dos estados do centro e do sul do Brasil. Correio Coletor Norte => Sediado em Na- tal, RGN, era encarregado da censura e tráfego de corres- pondências dos estados do norte e nordeste do Brasil. Correio Regulador => Inicialmente sediado na cidade de Nápoles e posteriormente trans- ferido para Livorno, era encarregado da censura e da distribuição das correspondências para os soldados brasileiros em solo italiano. Estação Postal da 1ª DIE => Responsável pelo recebimento, conferência, protocolo, separação e distribuição junto ao QG da Divisão. Estação Postal de Staffoli => Responsável pelo recebimento, conferên- cia, protocolo, separação e distribuição junto ao Depósito de Pessoal e órgãos não divisionários da FEB. As cartas demoravam de 8 a 15 dias, em média, desde a sua postagem até o destino final. Muitas vezes esse tempo era excedido em decorrência da ação dos cen- sores e da perda de tempo na separação das cartas que, desobedeciam às instruções previamente dadas no sentido de se padro- nizar o preenchimento dos envelopes. O aproveitamento do navio que transportou o 5º e último Escalão da FEB para levar os malotes postais, também causou atrasos na recepção das correspondências. As encomendas pessoais (agasa- lhos, utensílios, alimentos e lembranças em geral) eram acondicionadas em caixas de madeiras de dimensões pré-estabelecidas. O tempo médio para entrega dos volumes podia variar entre 15 dias, até 3 meses. 38 mil exemplares do jornal “O Globo Expedi- cionário” e mais de 22 mil do “Boletim da LBA” foram transportados como “encomendas”. O serviço de transmissão de mensagens tele- gráficas (via rádio) só teve início a partir de setembro de 1944. Foi operado pela RCA Communication Inc., e mais tarde também pela Cableand Wireless Limited. Os textos dessas mensagens eram construídos com no máximo 3 fra- ses fixas e previamente autoriza- das, como as vemos a seguir: (46) Todos bem em casa., (61) Mais do que nunca estás agora em meu pensamento. e, (135) Muito feliz em saber de ti meu amor. Os soldados brasileiros tinham ao todo 142 mensagens prontas e aprovadas para serem utilizadas em seus telegramas. O envio de cartas e encomendas era completa- mente gratuito. Foi estipulado um valor simbólico apenas para a cobrança das mensagens telegráficas. No intuito de impedir a difusão de notícias que pudessem prejudicar o estado moral da tropa, as opera- ções de guerra e a segurança nacional, todas as corres- pondências (exceto as oficiais e as enviadas por gene- rais) passavam por uma rígida equipe de censores civis e militares que eliminavam informações sobre operações militares, movimentação de tropas do país ou de aliados, aeronáutica, navios e informações de navegação, con- dições meteorológicas, fortificações e defesa da cos- ta e dados sobre a produção industrial do país. Desde a sua criação, até o retorno do último esca- lão da FEB, o Serviço Postal contabilizou os seguintes resultados: Cartas recebidas da Itália: 1.372.910 Cartas enviadas para a Itália: 1.135.197 Tráfego total de cartas: 2.508.087, per- fazendo uma média de 7.600 unidades por dia e 100,32 por expedicionário. Telegramas recebidos/expedidos pelo Correio Regulador (Itália): 196.338 Número de encomendas recebidas na Itália: 57.392 Número de encomendas enviadas para o Brasil: 29.414 Número de encomendas enviadas pela LBA: 18.045 Os expressivos números acima evi- denciam o excelente trabalho realizado pelo Serviço Postal da FEB, mantendo os nos- sos soldados e suas respectivas famílias in- formadas de notícias que abrandavam a du- reza da guerra e diminuíam a distância entre entes queridos.
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    Nº 263 -Abril/2019 7 P T N U N C A M A I SP T N U N C A M A I SP T N U N C A M A I SP T N U N C A M A I SP T N U N C A M A I S QUE PARTIDO É ESSE? PT - O PARTIDO MAIS CORRUPTO E MENTIROSO DA HISTÓRIA UNIVERSAL 7 JPC Notícias CONTRA ESSES FATOS NÃO EXISTEM ARGUMENTOS A BOA E A MÁ NOTÍCIA ENTENDA DE UMA VEZ POR TODAS PORQUE A REDE GLOBO QUER DERRUBAR O GOVERNO JAIR BOLSONARO: DOSCINCOSÓRESTAUMA:AGRANDEMENTIROSA Eu fui a primeira mulher a governar o Bra- sil. MENTIRA: foi a Princesa Isabel, quan- do D. Pedro II se ausentou, na ida para a Eu- ropa. Eu ordenei a compra da refinaria de Pa- sadena por mais de U$ 1 bilhão. e desconhecia que um ano antes ela tinha custado U$ 400 milhões. MENTIRA. E essa super- avaliação foi para aonde? Eu disse que a situação econômica do Bra- sil estava muito boa. MENTIRA. A verdade é que houve omissão, através das pedaladas fiscais. Eu nunca recebi caixa 2 para as minhas campanhas à presidência da República. MEN- TIRA. O super-ministro Antônio Palocci, coordenador da sua campanha eleitoral, afir- mou que ela recebeu milhões de reais das empreiteirasenvolvidascomamegacorrupção apurada na Operação Lava-Jato. ESQUECERAM DE MIM NÚMERO DOIS - O FILME Não se trata do filme que foi um sucesso nas bilheterias, mas de dois figuraços que ainda devem muito à Justiça brasileira, e já deveriam estar presos: 1 - A ex- presidente Dilma Rousseff que na época do Governo Lula , autorizou a compra superfaturada por U$360.000.000 (trezentos e sessenta milhões de dólares) da Refinaria de Pasadena, conhecida como a "Ferruginha". Um ano antes, ela tinha sido adquirida por U$42.500.000 (quarenta e dois milhões e quinhentos mil dólares) pela belga Astra Oil. Isso sem falar nos U$150.000.000 (cento e cinquenta milhões de dólares) que o empresário Joesley Batista, do frigorífico J&B , depositou no exterior, para comprar apoio de aliados e financiar a campanha dela para a presidência da República, em 2010, segundo a delação premiada do ex-super ministro Antônio Palocci (coordenador da sua campanha). 2 - O ex- senador Lindberg Farias que rapinou os cofres públicos do município de Nova Iguaçu, quando era prefeito. Esses corruptos acima destruíram o Estado do Rio de Janeiro, que tem o recorde nacional de prisão de ex-governadores (Cabral, Pezão, Garotinho, Rosinha e Moreira Franco). Porque deve 2,4 bilhões ao INSS e nestegoverno,terá que pagar; Porque deve 2,1 bilhões para a Receita Federal e neste governo, terá que pagar; Porque deve 760 milhões de ICMS e neste governo, terá que pagar! Você consegue compreender o desespero dos Diretores, “jornalis- tas”, “apresentadores” e “artistas” da Rede Globo ao atacar Jair Bolsonaro constantemente? Na década de 60 durante o regime militar eu lutei para implantar de novo a democracia. MENTIRA. Ela pegou em armas para que o Brasil se tornasse uma ditadura sindicalista e comunista, nos moldes de Cuba, da antiga União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS) e da China. Eu fui muito honesta durante a minha gestão na presidência da República? MENTI- RA. Na realidade ela deixou o PT e seus aliados cometerem a maior corrupção do mundo. Eu sofri impeachment injustamente. MEN- TIRA. Além disso o ministro do STF rasgou a Constituição Federal, impedindo a cassação de seus direitos políticos, por improbidade ad- ministrativa e corrupção. Eu estou percorrendo o mundo inteiro di- zendo que eu sofri um golpe de estado? MEN- TIRA. Tenha dignidade e fale a verdade sobre o que realmente aconteceu! SE A LAVA JATO PRENDER A DILMA, PODE PEDIR MÚSICA PARA O MINISTRO DA JUSTIÇA SERGIO MORO Pode e deve ser “fake news”, mas não deixa de ser verda- de. Além de ser o presidente mais corruPTo da história universal, também é o maior mentiroso e traidor da Pátria amada Brasil !!!
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    8Nº 263 -Abril/2019 8 * Luiz Felipe Schittini * TEN CEL PMERJ Instrutor de Deontologia, Chefia Militar, Gestão do EM e Trabalho de Comando das Academia de Polícia Militar D.João VI e Escola Superior da PMERJ no período de 2000 à 2012. E-mail: fschittini@gmail.com No dia 7 de abril de 2011 um ex-aluno adentrou na Escola Municipal Tas- so da Silveira, no bairro de Realengo, situado na zona oeste da cida- de do Rio de Janeiro, armado com 2 revól- veres e matou 12 alunos e feriu 13. Passa- dos quase 8 anos a tragédia novamente se repete no dia 13 de março de 2019, na Escola Estadual Prof. Raul Brasil, na cida- de de Suzano- SP, onde 2 alunos invadem a escola, matando 8 discentes, 1 profes- sora e 1 inspetora. No dia seguinte, um adolescente esfaqueou outro no CIEP Sér- gio Carvalho, no bairro de Campo Grande, na cidade do Rio de Janeiro. Em 15 de março de 2019 há duas notícias falsas: um atentado no CIEP Asp. Francisco Mega, em Magalhães Bastos - RJ e outro no Centro Universitário de Barra-Mansa-RJ. Vários especialistas na área edu- cacional foram ouvidos e elencaram as causas da exacerbação da violência nas escolas brasileiras: 1º ) A desestruturação das famílias. 2° ) As faltas de diálogo, atenção e amor dos pais ou responsáveis pelas crianças e adolescentes. 3° ) A ausência de limites que de- vem ser dados aos jovens. 4° ) O desconhecimento total do significado das palavras respeito ao se- melhante, cordialidade, amizade, com- preensão e empatia( colocar-se no lu- gar do outro. E se fosse comigo, como procederia diante da situação?). 5º) Excesso do uso da internet por parte de menores que encontram eco no narcisismo, ódio, intolerância , fabrica- ção de artefatos explosivos, compras de armas e drogas. Estudos recentes corro- boram que são mais acessadas assuntos relacionados à mutilações, confecção de A ESCOLA É O REFLEXO DA SOCIEDADE Conversem muito com os seus filhos e os orientem, senão outros o farão de uma maneira maléfica Surpreendeu-me a leitura de ótimo livro, “CRIME.GOV” escrito por dois delegados da Polícia Federal, Jorge Pon- tes e Márcio Anselmo, muito bem prefaciado pelo ministro Luiz Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal. Aqui estou neste artigo para apenas dizer que o reputo como leitura obrigatória para os que se interessam pelos ru- mos da justiça, das investigações processuais e consequên- cias penais do crime institucionalizado, aquele patrocinado por políticas e políticos infames. Crimes que sempre exis- tiram depredaram a Petrobras e ampliaram-se criminosa- mente pelo conluio entre e com as maiores empresas nacio- nais, privadas e estatais, prestadoras de serviços e de obras públicas. Como bem disse o ministro Barroso no Prefácio, o li- vro serve como didático curso intensivo sobre o funciona- mento da criminalidade política no Brasil. Mostra como o dinheiro público alimenta a estrutura de corrupção, enri- quecendo criminosos, aumentando lucros das empresas e fi- nanciando campanhas eleitorais. A leitura torna claro estar na base de crimes comuns e institucionalizados a existência de pérfido vetor prepon- derante - a perpetuação no poder legislativo, fazendo as leis, os que delas se beneficiam para a prática de crimes. Grandes os obstáculos encontra a Polícia Federal no combate aos cri- mes. Um deles foi a nomeação de Fernando Segovia para diretor da própria Polícia Federal por Temer, presidente da República, envolvido em vários in- quéritos, particularmente o dos portos. Evidente busca de proteção funcio- nal, que não tardou na tentativa de desfigurar-se a captura da conhecida mala * Rodolpho Heggendorn Donner CRIME INSTITUCIONALIZADO Crimes que sempre existiram depredaram a Petrobras e ampliaram-se criminosamente pelo conluio entre e com as maiores empresas nacionais, privadas e estatais, prestadoras de serviços e de obras públicas. explosivos, suicídios, jogos de desafios à vida, perigosos e terrorismo. 6º) Acessos indiscriminados a jo- gos de videogames cada vez mais violen- tos, em que matar alguém, ganha bônus. 7º ) Um individualismo cada vez mais crescente na sociedade. Poucos que- rem compartilhar os acontecimentos bons e ruins. A infeliz frase: " É preciso levar vantagem em tudo " numa sociedade do- ente sob o ponto de vista moral predomi- na. Pouquíssimas pessoas apresentam o espírito altruísta e o egoísmo predomina. 8º ) Excessos de bullying nas salas de aulas, no recreio e fora delas. As víti- mas são submetidas à uma carga de cha- cotas,injúrias,calúniasedifamações,qua- se que diuturnamente. E a maior parte ocorre nas redes sociais. Vivemos numa sociedade em que as crianças logo ao nascerem recebem dos pais IPhone, laptop, tablet que se tornam verdadeiras babás eletrônicas. O diálogo saudável entre pais e filhos está pouco a pouco se esvaindo. Na hora do recreio não há mais brincadeiras de pular corda, amarelinha, queimada e esconde- escon- de como outrora. As crianças e adoles- centes ficam isolados, centrados, fixado nos celulares, alheias à realidade, perdi- das e quando não, reunidas em grupinhos ,parabulircomumavítimapre-escolhida, já dentro das salas de aulas. E ao chegarem no período da matu- ridade ficam sem conteúdo, se informan- do superficialmente por WhatsApp, Fa- cebook e Memes. Apresentam dificulda- des em compartilhar experiências, pen- samentos e opiniões, não estando mais acostumados às atividades de grupos como ouvir e dar opiniões. Chega-se à conclusão de que a fal- ta de autoridade e de educação são os grandes geradores da violência. O bra- sileiro tem muito medo de exercer a au- toridade e para organizar uma sociedade tem que haver a mesma. No nosso país ela é confundida como autoritarismo. O Brasil está bastante desorganizado por causa desse receio por parte dos gover- nantes, pais, professores e da própria polícia. As crianças são criadas como pudessem fazer tudo e hoje é difícil ver um pai ou uma mãe dando limites, ensi- nando os filhos a respeitarem o próxi- mo, inclusive os seus professores. Há casos de docentes sofrerem agressões psicológicas e físicas por parte de alu- nos. Sei de um caso em que o professor apreendeu um celular de um discente que estava atrapalhando a aula e de- pois respondeu por um inquérito poli- cial referente à constrangimento de me- nor. Essa falta de limites está criando gerações que acham que podem tudo, praticantes de vandalismos e sem ne- nhum senso de cidadania. Pitágoras afirmou há mais de 2.000 anos: "Eduquem as crianças e não será necessário punir os homens". Sábias também foram as palavras do monge beneditino Dom Lourenço de Almeida Prado, OSB- RJ, numa reunião com pais de alunos no Colégio São Bento, na década de 70: " É preciso ter a coragem de não ir na onda (da moda, do consu- mismo desenfreado, dos maus exem- plos de falsos ídolos, das extravagânci- as, de modelos preconizados pela mídia televisiva). Conversem muito com os seus filhos e os orientem, senão outros o farão de uma maneira maléfica'. O maior desafio do Presidente Bol- sonaro será de reorganizar a sociedade brasileira, semi- destruída por gover- nantes sem caráter, princípios morais e corruptos. Só será conseguido pela Edu- cação baseada em princípios morais, éticos e religiosos. contendo a propina de 500 mil destinada a Temer, transportada pelo depu- tado Loures, hoje preso. Prejudiciais à ação da justiça são os vazamentos. Um bom exemplo bem detalhado foi o planejamento e consequente pedido de prisão de Fernando Sarney, sua mulher, Teresa Murad, e outros investigados, com pedidos de busca e apreensão. Encastelados na casa do pai, não foi difícil obter um ha- beas corpus, com óbvia ajuda do ex-presidente. Interessantes também as análises de aparentemen- te inocentes declarações, como a do então ministro Car- los Marum, dizendo estar o país fazendo opção pelo com- bate à corrupção em lugar de combater bandidos. Nada menos do que tentativa de afastar a Polícia Federal do en- calço de políticos suspeitos de corrupção. Muito importante saber que para o Estado de direi- to o perigo não está no ato criminoso em si, mas na pos- sibilidade que o crime institucional tem ao seu alcance, diante do poderio financeiro que influencia a vida co- mum, a justiça e a administração pública em geral. Daí a importância do relato oferecido pelos autores. Em tempo: Livro emprestado. Não conheço pes- soalmente os autores e nem tenho qualquer relação de amizade ou interesse comercial com eles e a editora. Sei apenas que hoje pertencem à equipe de trabalho do ministro SÉRGIO MORO. Minha certeza é a de que conhecer os fatos narrados no livro sobre os crimes institucionais é de interesse dos que se preocupam pelos rumos do nosso país. É o caso do que se publica no jornal Inconfidência. 8 * Coronel - Psicólogo
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    Nº 263 -Abril/2019 9 *Rayanne Gabrielle da Silva * Especialista em História Militar, licenciada em História, graduanda em Administração e professora da rede estadual de ensino do Rio Grande do Norte. Nos últimos dias, o Governo Federal anunciou a criação de uma comissão verificadora do tom usado pelo Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) para elaborar as questões a serem respondi- das por milhões de estudantes nas pro- vas de novembro. O motivo? Minimizar, senão extinguir, a influência da ideologia esquerdizante presente no certame. Tal verificação por parte do atual governo não deveria surpreender, pois se trata do cumprimento de uma das várias promessas de campanha feitas pelo pre- sidente Bolsonaro em prol do rechaço do domínio da esquerda no âmbito educacio- nal. Como também se era de esperar, as rea- ções foram das mais controversas, com as críticas nada construtivas por parte da opo- sição ao acusar o Planalto de censura. Porém, o que há de errado com o ENEM? Pior: o governo age corretamente ao dar uma “espiadinha” na prova antes de ela ser impressa e distribuída para re- solução? Em primeiro lugar, não há nada de errado com a prova, mas sim de equivoca- O QUE HÁ DE ERRADO COM O ENEM? Um alerta: é preciso minimizar o esquerdismo da prova sem ampliar o direitismo. Ou a atual gestão se tornará aquilo, sob outra roupagem, que tanto condenou. Se há uma citação sobre Karl Marx, por que não falar de Raymond Aron, sociólogo francês crítico ao comunismo? A finalidade des- tas breves consi- derações é a de acres- centar alguns insu- mos acerca da não caracterização do Mo- vimento Cívico-Militar, deflagrado em Mi- nas Gerais, em 1964, como golpe ou pos- terior ditadura (‘militar’ ou ‘civil-militar’, que levou o País aos ‘anos de chumbo’), sendo certo que o assunto é polêmico. O nosso presidente Jair Bolsonaro vem, a esse respeito, assinalando, de há muito, notáveis aspectos, máxime os ati- nentes ao campo político-ideológico. Dentre outros, destaco quatro deles: 1) o Congresso, na madrugada de 2 de abril de 1964, em sessão secreta, depôs o se- nhor João Goulart, da presidência do Bra- sil, eis que o presidente do Congresso Na- cional, senador Auro de Moura Andra- de, em face da ausência do presidente, proclamou a vacância do cargo. O presi- dente da Câmara dos Deputados, depu- tado Ranieri Mazzili, ’ipso facto’, segun- do preceitos constitucionais, assumiu a curul presidencial. Diga-se que o Con- gresso, por meio de decreto, anulou, em 2013, “de modo infantil”, como decla- rou o então deputado Bolsonaro, a dita sessão (presidida por Renan Calheiros!!!), em um canhestro e ideológico revisionis- mo histórico. Ora: a História não pode ser modificada/manipulada ao sabor dos tem- pos e ao capricho de alguns (à ocasião, dis- se Bolsonaro: “Lenin apagava fotos. O Congresso hoje em dia apaga fatos”...); 2) em 11 de abril, também como previa a Constituição de 1946, o Parlamento ele- geu o marechal Castello Branco, inclusi- ve com os votos de Juscelino Kubits- chek e Ulisses Guimarães; 3) Castello Branco tomou posse em 15 de abril - e não em 31 de março, como muitos pensam - recebendo a presidência, do deputado Ranieri Mazzili (governou de 2 a 15 de abril), tudo, repita-se, segundo regras cons- titucionais vigentes; 4) outrossim, o presidente assinala que ‘toda a Impren- sa queria que João Goulart saísse, exce- to o “Última Hora”. De fato, basta que compulsemos os jornalões da grande imprensa de então e as mais famosas revistas - ‘O Cruzeiro’, ‘Manchete’ e ‘Fa- tos e Fotos’ -, para evidenciarmos o re- púdio da Nação ao governicho de Gou- lart. Idem, quanto à Igreja Católica (a CNBB, a ‘Ação Católica’, etc); entida- des como a OAB e outras; as classes pro- dutoras/empresariais; a maioria dos par- A CONTRARREVOLUÇÃO DE 1964: GOLPE? DITADURA? * Manoel Soriano Neto do. Por ser um exame que preza pela multi- disciplinaridade entre as áreas de co- nhecimento e pela pluralidade de ideias, o ENEM deveria abarcar uma gama equi- librada de autores contrários à esquerda, apresentando aos candidatos a variedade de opiniões e ideias inerentes ao proces- so de aprendizagem. Se há uma citação sobre Karl Marx, por que não falar de Raymond Aron, sociólogo francês crítico ao comunismo? Em segundo, não vejo problema em o chefe do Exe- cutivo Federal ter acesso à prova, apesar de essa pos- tura levar à visão de censu- ra. Contudo, eliminar ques- tões acusadas de serem de esquerda não resolverá o impasse, cuja resolução tor- na-se bem simples pelo o que já foi ex- posto. A prova precisa ser equilibrada, assim como precisa ser debatido, nas sa- las de aula de todo o país, visões distin- tas de pensamento, algo que, infelizmen- te, não ocorre. Por fim, a própria esquerda, inde- pendentemente de partido, se contradiz ao perceber os ventos da mudança so- bre o exame. Ao falar sobre diversidade de ideias, discorda, até mesmo ignora, direitistas e centristas, como se em nada eles contribuíssem para o conhecimento. A intolerância começa nas universida- des, mais precisamente nos cursos de Ciências Hu- manas, cuja força ideoló- gica das massas e lutas sociais é significativa. Na esteira da polê- mica, a antiga presidente do INEP, Maria Inês Fini, respondeu ao presidente recém-eleito, em novembro de 2018, que o “Governo não manda no ENEM”, dando plena autonomia à prova. Soa estranho, pois a seleção nada mais é do que uma política de Estado para fins de ingresso de milhões de estudantes nos cursos de níveis técnico e superior em to- do o país. Assim, estaria errado o presi- dente acompanhar o processo? Não custa nada fa- zer alguns poucas e sin- gelas sugestões: diver- sificar as leituras feitas sobre óticas di- vergentes nas universidades, formando profissionais com bom senso e crítica coe- rente; dialogar de forma consciente com estudantes nas salas de aula dos níveis público e privado, sem formar membros de comitês político-ideológicos; criticar, de maneira construtiva, as diversas opi- niões, condenando àquelas que machu- cam os direitos humanos mais profun- dos; aprender e ensinar o respeito e a to- lerância a todos. Infelizmente, são medidas de len- ta aplicação e conscientização. No en- tanto, vai um alerta: é preciso minimizar o esquerdismo da prova sem ampliar o direitismo. Ou a atual gestão se tornará aquilo, sob outra roupagem, que tanto condenou. * Coronel, Historiador Militar e Advogado msorianoneto@hotmail.com O ALMIRANTE Cândido Aragão volta ao Comando-Geral do Corpo de Fuzileiros Navais, carregado em triunfo nos ombros dos marujos amotinados lamentares, além da esmagadora maio- ria das Forças Armadas. Aduziria mais que os governadores de quase todos os estados apoiaram, irrestritamente, a Con- trarrevolução (à exceção dos de Pernam- buco, Miguel Arraes, e de Sergipe, Seixas Dória, ambos depostos ao se deflagrar a Revolução; acrescente-se que o gover- nador do estado do Rio de Janeiro, Bad- ger da Silveira, sofreu ‘impeachment’ da Câmara Legislativa Estadual, no mês de maio). Urge que mencionemos os no- mes dos governadores dos principais estados brasileiros que aderiram, com as suas Polícias Militares, incondicional- mente, à Contrarrevolução: Magalhães Pinto (MG); Adhemar de Barros (SP); Car- los Lacerda (Guanabara); Nei Braga (PR); Celso Ramos (SC); Ildo Meneghetti (RS), Mauro Borges (GO) e Virgílio Tá- vora (CE). É de perguntar-se, então: será que “50% da população apoiavam Jango” (sabendo-se que foi essa mesma população que elegeu os citados governado- res, prefeitos e congres- sistas?; e enfrentou as constantes greves po- líticas, a hiperinflação e o desabastecimento?; que assistiu à quebra da disciplina e da hie- rarquia nas FFAA, es- timulada - pasme-se - por seu Comandante Supremo?; e, indigna- da, saiu às ruas, espon- taneamente, nas histó- ricas e grandiosas ‘Mar- chas da Família com Deus e pela Liberda- de’?), como assevera, com base em ‘pes- quisa do IBOPE em oito capitais brasi- leiras’, entre 9 e 26 de março de 1964, o jornal Folha de São Paulo, de 29 de março do presente ano?? Destarte, a Nova Ordem implanta- da - autoritária, como não poderia dei- xar de ser -, não foi um golpe de Estado e sim uma inexorável e premente exigên- cia do povo brasileiro, de quem, conso- ante mandamento constitucional, todo o poder deve emanar. Cumpriu-se à ris- ca preceitos da Lei Magna, diferentemen- te de ditaduras, como a do ‘Estado No- vo’ varguista, v.g.; e mais: o regime só se protraiu no tempo, por 21 anos, em vista de ações terroristas e da luta ar- mada (guerrilhas) desencadeadas por esquerdopatas, a começar com o atenta- do no Aeroporto dos Guararapes (PE), no ano de 1966. Daí inferir-se, não apenas pelo que foi antes expendido, ser INEVI- TÁVEL a ocorrência do memorável 31 de Março de 1964 (um contragolpe preven- tivo!) a fim de se pôr cobro a uma caóti- ca comoção social que levaria o País à guerra civil... Isto posto, apresentarei uma tese/ teoria que aprendi quando estudava Direito. Dizem (a ser conferido) que ela foi trazida ao Brasil pelo jurista de tomo, o português Marcello Caetano. Ele foi deposto da presidência de Portugal, por ocasião da ‘Revolução dos Cravos’, em 1974, veio para o Brasil, tendo sido con- tratado como professor pelas Faculda- des Estácio de Sá (RJ). Ao proferir uma palestra sobre o 31 de Março, no Batalhão da Guarda Pre- sidencial – Batalhão Duque de Caxias (Bra- sília-DF), fiz uma su- cinta explanação so- bre o assunto e o va- loroso coronel Kepler Bastos, comandante da Unidade, entusi- asmou-se pelo tema e me incentivou a es- crever sobre o mesmo, como farei a seguir. O único Orga- nismo Internacional que trata da análise dos governos em to- do o mundo, se de ‘es- trutura democrática’ ou ‘de estrutura to- talitária’ - para usar- mos as expressões por ele utilizadas - é o Tribunal (ou Corte) Internacional de Justiça da ONU (o ‘Pretório Egrégio’ des- ta Organização, que não deve ser con- fundido com o Tribunal Penal Interna- cional) sediado em Haia, na Holanda, também conhecido como ‘Tribunal ou Corte de Haia’. Esta Corte preconiza co- mo sendo ‘de estrutura democrática’, aqueles países que obedecem a seis fun- damentos básicos: três deles são os pi- lares da democracia grega e os demais, típicos das modernas democracias. Dos gregos, são considerados os princípios 1) da ‘isonomia legal’ (“todos são iguais perante a lei”); 2) da ‘isotimia’ (princí- pio da representatividade: “todos têm o direito de exercer funções públicas e administrativas e de constituir um seu representante ou paráclito”, como um ad- vogado, um prefeito, um deputado, etc) e 3) da ‘isagoria’ ou ‘isegoria’ (em alusão às ‘ágoras’, locais em que os gregos dis- cutiam os seus problemas, coletivamen- te, por meio da dita ‘democracia direta’, vale dizer, “a liberdade de reunião e de expressão, desde que não atentatórias às leis estabelecidas”, etc., etc. Frise-se que este direito é negado aos democratas, pelos profitentes da ideologia marxis- ta-leninista). Da democracia moderna exsurgem três outras condicionantes: 1) ‘a existência de eleições’ (independen- temente se diretas ou indiretas); 2) o ‘plu- ralismo partidário’ (em oposição ao par- tido único dos regimes totalitários) e 3) a ‘rotatividade no poder’. Pois bem: o Bra- sil, ao tempo dos governos militares, cum- priu tais resoluções, tanto que o mencio- nado Tribunal, à época, NÃO nos clas- sificou como país ‘de estrutura totali- tária’. Inegavelmente, como não pode- ria ser de outra forma, por causa da mui conturbada atmosfera político-social vi- venciada, como afirmamos no início des- ta matéria, esses governos foram auto- ritários, de força, às vezes de exceção, porém jamais se constituíram em uma ditadura, como as de Cuba, Coreia do Norte, Venezuela e outras. Os parâme- tros técnico-jurídicos quanto a isso, existem, pois, e sempre têm que existir, como linhas atrás expusemos (que in- cluem, sim, as liberdades de expressão e de imprensa), para que não prevaleça o subjetivismo amador, irresponsável e inconsequente, como sói acontecer entre nós, desafortunadamente. O presidente americano Jimmy Carter foi um ferrenho detrator da tese em comento (quando veio ao Brasil da ‘dita- dura Geisel’, recusou as galas devidas e embarcou sozinho no automóvel do Car- deal Evaristo Arns...). Mas, com o passar do tempo, na presidência de Reagan, foi mudada radicalmente aquela política e os EUA passaram a conviver, harmonica- mente, com países de regime autoritário. Em conclusão e por derradeiro, em que pese a minha pequenez jurídica, se me perguntarem se houve golpe em1964 e se os governos militares fo- ram ditatoriais, ouso responder, convic- tamente, com um rotundo NÃO!! 9
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    8Nº 263 -Abril/2019 10 Cel Osmar José de Barros Ribeiro * Coronel, Historiador Militar e Advogado msorianoneto@hotmail.com (continua) * Manoel Soriano Neto “Árdua é a missão de desenvolver e defender a Amazônia. Muito mais difícil, porém, foi a de nossos antepassados em conquistá-la e mantê-la.” General Rodrigo Octávio / 1º Comandante Militar da Amazônia (1968/1970) AMAZÔNIA – O GRANDE DESAFIO(XIX) Aos 86 anos de idade posso declarar, em alto e bom som, que não devo favor a político algum. Tudo o que sou (ou penso ser) devo ao Exército Brasilei- ro que, desde 1950, me recebeu em seus quadros. Nunca pedi favores e sempre me foi cobrado estudo, responsabilida- de, cumprimento dos deveres comuns a todos os que se orgulham da farda. Da mesma forma que todos os que tiveram e tem a honra de vestir o unifor- me militar, busquei cumprir todas as missões recebidas da melhor forma. E a recompensa sempre foi e sempre será a satisfação do dever cumprido. Isso está muito acima e além da remunera- ção que nos cabe e da compreensão de muitos brasileiros, políticos ou não. Desde o final dos governos milita- Prosseguiremos na análise do me- gaprojeto‘Corredor Triplo A’, tam- bém chamado de ‘ecológico’, ‘ambien- tal’, ‘biológico mesoamericano’, ‘AAA’ ou ‘Corredor de la Anaconda’ (pois o seu formato geográfico se assemelha ao da enorme cobra – vide ilustração). Em face de este projeto ser atentatório à Soberania Nacional, como denunciou o presidente Bolsonaro, ainda quando candidato à presidência da República, o Brasil desistiu de sediar, no presente ano, a Conferência Climática das Na- ções Unidas (COP-25, ou seja, ‘Confe- rência das Partes - 25’), eis que o as- sunto lá seria discutido. O ideólogo deste nefasto empre- endimento, que visa à internaciona- lização e ao permanente monitoramen- to alienígena da Pan-Amazônia, foi o antropólogo nova-iorquino, naturali- zado colombiano, Martin Von Hilde- brand, tido como ‘especialista em di- versidade biocultural’. Ele também foi o criador, em 1990, da ONG ‘Funda- ción Gaia Amazônia’ (FGA), sediada na Colômbia, e se mancomunou, em seus propósitos, com o ex-presiden- te colombiano Juan Manuel Santos. Na gigantesca área projetada - 200 mi- lhões de hectares – vivem 30 milhões de pessoas e 385 povos indígenas de oito países sul-americanos! Diga-se que a citada (FGA) é a filial colombia- na da ONG britânica ‘Gaia Interna- tional’ (ligada à realeza britânica) a qual concebeu o ‘‘Triplo A’. Esta Orga- nização sobrevive com doações gover- namentais e de fundações privadas e auxílio de alguns países. No Brasil, fazem parte da FGA, o ‘Instituto Socio- ambiental’ (ISA) e o ‘Instituto do Ho- mem e do Meio Ambiente’ (Imazon), ambos adeptos da divisão suprana- cional da Amazônia, por meio da ação de ongueiros nacionais e estrangei- ros (muitos, sabidamente espiões e predadores). Por isso, eles devem ser observados, constantemente, ‘com lu- pa', até por que servem aos deletérios desígnios de cobiça, da parte de na- ções hegemônicas, no constante uso do ‘soft power’ – o ‘poder suave’... Para finalizar, anote-se que o escopo maior do Corredor em comen- to, seria, basicamente, o de conectar os ecossistemas e biomas andino, ama- zônico e atlântico, abrangendo gran- de parte de nossa Amazônia, especial- mente todo o estado de Roraima, com suas riquezas minerais e reservas in- dígenas (Ianomami e Raposa Serra do Sol, de suas ‘orelhas’). Aduza-se que esta pobre Unidade da Federação pos- sui cerca de 90% de seu território pra- ticamente ‘engessado’ por uma car- comida política ambientalista/indige- nista, altamente prejudicial ao desen- volvimento, restando pouca terra a ser disponibilizada, quadro dramáti- co que precisa ser revertido com ur- gência! Como arremate, assinale-se que certa e recerta foi a decisão brasileira em não aceitar e condenar a concre- tização do famigerado megaprojeto “Corredor Triplo A”! A luta continua! Este jornal, com muita ufania, está publicando em sua capa, a Or- dem do Dia do Ministério da Defesa, co-assinada pelos comandantes das três Forças! Rendamos graças a Deus! Ela é Histórica, após quase vinte (!) anos de omissão - ‘silêncio obsequio- so’ - quanto ao Movimento Cívico- Militar de 31 de Março de 1964, quan- do o sobredito ministério era ocupa- do por notórias personalidades, pro- positadamente escolhidas, em face de seu cariz esquerdista. Incontáveis massas críticas de militares, mormen- te os jovens anualmente incorpora- dos, em especial nos estabelecimen- tos de ensino, ficaram sem saber a posição oficial das FFAA acerca da memorável Contrarrevolução Demo- crática. Que isso, em anos vindou- ros, jamais se repita! Idem, em rela- ção à covarde e traiçoeira Intentona Co- munista de 1935... PROJETO TRIPLO A SOBRE MILITARES res, durante os quais nenhuma benesse nos foi concedida, os militares foram jogados na vala comum e tratados como um traste que deveria ser colocado no escaninho dos desimportantes, parti- cularmente quando dos malfadados anos petistas. Estes, na verdade, sem- pre tentaram reduzir a importância e a necessidade das Forças Armadas. No entanto, sempre que precisaram, eles as usaram. Hoje, quando se procura corrigir erros antigos, os políticos se insurgem. Talvez fosse bom lembrar-lhes e aos demais setores da sociedade que se vol- tam contra os militares que, como bem afirmou o ex-presidente norte-ameri- cano Barack Obama, sem elas não exis- tiria democracia. Muitos analistas e comentaristas se insurgem contra a utilização da expressão "velha política" dado o seu indisfarçável sentido pejorativo. Argu- mentam que a política pode ser velha e, ainda assim, voltada para a realização do Bem Comum. Não deixam de ter ra- zão, muito embora a expressão venha a significar, hoje em dia, a crítica aos mé- todos e processos de governo que, de há muito tempo, vem re- gendo os destinos do Brasil e travando o nos- so desenvolvimento. Para Maquiavel, política vem a ser a arte de conquistar, manter e exercer o poder, o go- verno. E tal "arte" tem a ver com a forma pela qual o governo se propõe a enfrentar toda sorte de problemas, tanto com re- lação aos do próprio Estado quanto em relação aos demais países. Política po- de, ainda, ser a orientação ou o compor- tamento governamental quanto a maté- rias de interesse público os mais diver- sos tais como saúde, educação, segu- rança, finanças, etc., traçando normas voltadas para os interesses da socieda- de como um todo. Sendo a política "a arte de conquis- tar, manter e exercer o poder, o governo" é mister, neste artigo, prestar homena- gem a José Bonifácio de Andrada e Silva, cognominado Patriarca da Independên- ciaporseupapeldecisivonaIndependên- cia do Brasil. Dele, no prefácio do livro "O homem que inventou o Brasil – Um retrato de José Bonifácio de Andrada e Silva"(CapaxDei,GeraldoLuisLino,Rio de Janeiro, 2019), diz Aldo Rebelo, ele próprio um político e jornalista, já testado no exercício de elevadas funções nos Poderes Legislativo e Executivo: Só um espírito superior arrostaria com ambição tão grandiosa: conservar a unidade territorial de um continente, a América Portuguesa, em uma época de fragmentações territoriais nos proces- sos de descolonização; e ao mesmo tem- A RÉGUA DO PATRIOTISMO NA POLÍTICA Sendo a política "a arte de conquistar, manter e exercer o poder, o governo" é mister, neste artigo, prestar homenagem a José Bonifácio de Andrada e Silva, cognominado Patriarca da Independência por seu papel decisivo na Independência do Brasil. po instalar uma monarquia constitucio- nal, quando o mundo festejava o ideal republicano referenciado na mais pro- missora das repúblicas, os Estados Uni- dos da América. A genialidade de Boni- fácio se afirmou na negação da cópia dos modelos da época e na busca de um caminho próprio, que preenchesse as condições e as necessidades do Brasil de seu tempo. O pensamento do Patriarca guarda grande atua- lidade, quando hoje, no Brasil, direita e es- querda nada mais fa- zem que tentar repro- duzir, em diferentes planos, padrões ide- ológicos e culturais importados da gran- de nação do Norte. ... Geraldo Luis Lino presta um re- levante serviço, ao exaltar no perfil biográfico de José Bonifácio a sua qua- lidade maior de patriota extremoso e dedicado. Talvez, seja exatamente este, o patriotismo, o sentimento mais ne- cessário e, quem sabe, o único com ca- pacidade de reduzir o coeficiente de atrito entre classes, corporações e gru- pos sociais que se agitam em busca de objetivos próprios, desprezando os in- teresses comuns. Os políticos do grupo conhecido como "Centrão" e que se aprimoram na arte de chantagear o Poder Executivo na busca de posições que possam ser usa- das como moeda de troca deveriam, em lugar do "toma lá, dá cá" da velha política e espelhando-se no exemplo do Patriarca, buscar a unidade do Estado, o bem-estar e a prosperidade de todos os cidadãos, a defesa dos direitos e o pleno exercício do dever por todos e cada um dos brasileiros. Ao político, independente de par- tidos e de orientações ideológicas, cabe pautar suas ações pelo exercício da éti- ca da responsabilidade, sempre consi- derando as consequências das medi- das que esposa. E tais medidas podem e devem ser medidas pela régua do patriotismo. Os políticos do grupo conhecido como "Centrão" se aprimoram na arte de chantagear o Poder Executivo na busca de posições que possam ser usadas como moeda de troca.
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    Nº 263 -Abril/2019 11 * Ipojuca Pontes * Ex-secretário nacional da Cultura, é cineasta, destacado documentarista do cinema nacional, jornalista, escritor, cronista e um dos grandes pensadores brasileiros de todos os tempos. Bernard Shaw, dramaturgo irlandês e amigo pessoal de Joseph Stalin, o “Pai do Povo”, se esmerava em afirmar que o jornalismo é “a segunda profis- são mais antiga do mundo”, de certo mo- do antecipando Ingmar Bergman, o ci- neasta sueco que disse estar a ativida- de cinematográfica (por vezes, uma for- ma de jornalismo) inserida “no ramo da prostituição”. Não há dúvida: até hoje prevalece em boa parte da mídia brasileira o exercí- cio prático, teórico e contínuo da inex- pugnável imprensa marrom (“imprimeur marrom”, como são classificados os jor- nais do gênero na França). Façamos um breve relato de fatos em torno do assunto. Vejam só: já no final dos anos 20, Mário Rodrigues, pai de Nelson Rodrigues e dono do jornal “A Crítica”, foi enquadra- do como um iniciado na prática desse tipo de jornalismo, depois de explorar nas pri- meiras páginas do jornal, escandalosa- mente, o rumoroso caso de adultério do casal Sylvia Serafim - João Thibau. À época, julgando-se ultrajada pela explo- ração sensacionalista, a mulher armou-se de um revólver e dirigiu-se à redação de “A Crítica” para matar o seu proprietário. Não o encontrando, matou com tiro cer- teiro o filho de Mário, o ilustrador Roberto Rodrigues, que tinha desenhado para o jornal, em traços toscos, cena íntima da mulher atracada ao seu (dela, lá) dentista. Já Carlos Lacerda, fundador da “Tribuna da Imprensa”, passou a cha- mar Amaral Neto de “Amoral Nato”, depois que o antigo companheiro de re- dação fundou a revista “Maquis” (1957- 1962) para cortejar a imprensa marrom com reportagens escandalosas sobre o sórdido mundo político da época. No universo do “beautiful people” e do showbiz dos anos 50, por sua vez, imperava a revista “Escândalo”, explo- rando a vida íntima de personagens co- mo Ilka Soares, Cauby Peixoto, Angela Maria, Nelson Gonçalves, Tenente Ban- deira, o deputado Barreto Pinto, Leo- poldo Heitor, entre outros, todos trata- dos pela revista na base do porrete, da calúnia e da maledicência. Há algum tempo, cerca de duas dé- IMPRENSA MARROM, JORNALISMO VERMELHO O jornalismo vermelho é mil vezes pior do que a prática da imprensa marrom. Do ponto de vista clínico, ele é tão degenerescente quanto o estrôncio e mais daninho do que a dengue, a febre amarela, a zika, a chikungunya e a psicopatia, juntas. cadas atrás, tivemos o escabroso caso da Escola Base de São Paulo, em que a Rede Globo foi condenada a pagar R$ 1,35 milhão por danos morais sofridos por Icushiro Shimara, sua esposa Maria Apa- recida e o motorista Maurício Monteiro, tratados pela emissora como pedófilos (tudo, sem provas ou qualquer tipo de defesa). No noticiário, chegou-se a afir- mar que os donos da Escola Base, além de drogar as crianças e fotografá-las nuas, usaram o interior de uma kombi à guisa de motel destinado a orgias. A Justiça, no entan- to, considerou os indíci- os apresentados pela Rede Globo como falsos e infundados. Os acusados foram inocentados pela unanimidade dos juízes da 7ª Câmara de Direito Privado de SP. Mas, a es- sa altura, suas vidas já es- tavam arruinadas e a Es- cola Base destruída. (Tratando do fenô- meno“imprensamarrom”, o grande cronista – nos dois sentidos da palavra – Antonio Maria garantia que o jornalismo pode ser uma profissão ren- dosa, não só pelo que se publica, mas, em especial, pelo que NÃO se publica – e citava exemplos). De fato, a “imprensa marrom” é uma aberração moral, uma espécie de câncer que deveria ser denunciada a qualquer tempo e hora, para o bem da existência humana na face de terra. Mas... e quanto ao “jornalismo verme- lho” atuando ferozmente no Brasil? O jornalismo vermelho é mil vezes pior do que a prática da imprensa mar- rom. Do ponto de vista clínico, ele é tão degenerescente quanto o estrôncio e mais daninho do que a dengue, a febre amarela, a zika, a chikungunya e a psico- patia, juntas. Como analisei em meia dúzia de artigos, ele se manifesta como uma vi- rose ideológica que, em vez de febre, vômito ou diarréia, transmite mentiras, invencionices sem o menor cabimento, interpretações deformadas e juízos de valor totalmente infundados ou tenden- ciosos. Seus ativistas, agentes de uma guerra patrocinada pelo comunismo in- ternacional, são militantes renitentes no ofício doentio de desinformar e con- trainformar, aberrações catalogadas pe- la antiga KGB soviética como armas fun- damentais para manutenção da sabota- gem revolucionária. No Brasil, cujo Presidente, eleito pelo voto de cerca de 60 milhões de leito- res, já se declarou contra a vigência dos socialismos de FHC, Lula e Dilma, a cava- ção do jornalismo verme- lho é ostensiva. Querem uma evidência? Semana passada, na Globo “Fake” News, a desinformante Eliane Cantanhêde “chu- tou” a demissão do minis- tro da Educação, Vélez Rodrigues, na base do mais cínico terror midiáti- co, sem que tal coisa ti- vesse ocorrido até então. Outra evidência? O fofoqueiroAncelmoGois, autoproclamado “protegido” da KGB e integrante da fanatizada tropa de choque de“OGlobo”,diariamenteprocuradetratar Bolsonaro e seus filhos. No domingo, criticou o Presidente por querer “desconstruir” muita coisa no País. Gois, que tem no “metade” mafio- so Luiz Carlos Barreto um padrão de decência, na certa ignora que o “descons- trucionismo” é uma sandice cultivada no seio do esquerdismo acadêmico para tentar desestruturar, via Derrida, os va- lores da cultura ocidental. Gois é a Juju da fofocagem global. Quanto a “desconstruir” os rastros do comunismo corrupto e ateu venerados pelos esquerdistas – bem, esta é uma obrigação de todo cidadão que preze a democracia e tenha condições de fazê-lo. A propósito, só para continuar na área da fofocagem global, Roberto Irineu Marinho, presidente do Conselho Admi- nistrativo de Grupo Globo, passou a usar barba no melhor estilo Fidel Castro. Tudo, no momento em que se fala muito na debandada de assinantes do jornal e na crise de faturamento da Rede Globo, que já não recebe verbas públicas com a mesma facilidade do passado. (Embo- ra, segundo o jornalista Paulo Henrique Amorim, os Marinho controlem empre- sas as mais variadas e tenham cerca de dois bilhões de dólares aplicados no mercado financeiro). PS1 – Na internet, mãe e pai da democracia digital, circula a seguinte historieta, elucidativa: Trump, o Papa e Bolsonaro estavam num barco no meio do lago. De repente, uma rajada de vento impulsiona o chapelete do Papa para fora do barco e cai na água. - Vai você, Trump! – ouve-se uma voz. - Como?! Eu tenho câimbras! - Tá bem, eu vou – diz Bolsonaro. E, em seguida, anda sobre as águas, apanha o chapelete, volta ao barco e o entrega ao Papa. Manchete de um jornal vermelho tupiniquim, no outro dia: BOLSONARO NÃO SABE NADAR! PS2 – O meio artístico sempre surpreende. Um leitor me segura pelo braço e pergunta se são verdadeiras as duras declarações de Nana Caymmi sobre as relações orais, íntimas, de Caetano, Gil e Chico com o presidiário Lula. Manerei. E fiz ver ao leitor que a cantora, filha do gigante Dorival, talvez tenha usado uma figura de linguagem, no sentido em que o “baba-ovo”, por exemplo, não passa de um bajulador contumaz. ARMAS EM FUNERAL GENERAL DE DIVISÃO FRANCISCO BATISTA TORRES DE MELO 24 de dezembro de 1924 31 de março de 2019 Faleceu aos 94 anos em Fortaleza, mesma cidade onde nasceu e viveu a maior parte de sua vida. Foi velado com todas as honras, no comando da 10ª Região Militar, onde foi comandante. Um verdadeiro exemplo de militar a ser seguido, tendo se dedicado inteiramente, duran- te toda a sua vida ao Exército Brasileiro. Aos 12 anos in- gressou no Colégio Militar de Fortaleza (1936/39) e a seguir na Escola Preparatória de Cadetes de Fortaleza. Cursou a Academia Militar das Agulhas Negras, tendo sido declarado Aspirante a Oficial em dezembro de 1946, na Arma de Infantaria. Possuía todos os cursos regula- res do Exército (AMAN, EsAO, ECEME) e ainda o Curso de Comunicação Social do Centro de Estudos de Pessoal (CEP) realizado em 1968 e da EsNI – Escola Nacional de Informações (1973). Foi promovido aos postos de major, tenente-coronel e coronel por merecimento, alcançou o generalato como general de Brigada a 25 de março de 1978 e general de Divisão em 31 de março de 1984, sendo transferido para a Reserva após mais de 44 anos de ser- viço, em 04 de janeiro de 1988. Em 1964, como major era comandante da Polícia Militar do Piauí (1963/1967), tendo também comandado o CPOR de Fortaleza, as Brigadas Mista de Corumbá e Escola (Vila Militar), a 10ª e 12ª Regiões Militares, as Di- retorias de Transporte e de Inativos e Pensionistas, as Polícias Militares de São Paulo e do Piauí e ainda foi ins- trutor em diversas organizações militares. Também atuou com grande sucesso no meio civil tendo presidido o Lar Torres de Melo, abrigo para ido- sos criado pela sua família em Fortaleza, teve destacada atuação como Grão Mestre da Maçonaria e empresário vencedor. Participou e dirigiu o importante e patriótico Grupo Guararapes, onde constantemente defendia os maiores interesses da Pátria Brasileira. Foi Provedor da Santa Casa de Fortaleza. Participou da constituição de quartéis e moradias para oficiais e praças, visando seu bem estar e propor- cionando-lhes as melhores condições para o desempe- nho de suas funções. Recebeu, merecidamente, as principais condeco- rações do Exército, das Polícias Militares e de diversas outras instituições. Deixa 6 filhos: Edite, Candida, Batista, Fernando, Sandra e Lúcio, do 1º casamento com a Sra Maria do Socorro, 13 netos e 7 bisnetos e viúva, a esposa de seu 2º casamento, Sra Maria Helena Aguiar Torres de Melo. Abençoado e iluminado seja! Que Deus o tenha! A “imprensa marrom” é uma aberração moral, uma espécie de câncer que deveria ser denunciada a qualquer tempo e hora. * * * Mas... e quanto ao “jornalismo vermelho” atuando ferozmente no Brasil?
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    8Nº 263 -Abril/2019 12 * Luís Mauro Ferreira Gomes O autor é Coronel-Aviador, Presidente da Academia Brasileira de Defesa, Vice-Presidente do Centro Brasileiro de Estudos Estratégicos e Membro Efetivo do Instituto de Geografia e História Militar do Brasil. Cel José Batista Pinheiro Já escrevemos mais de 23 (vinte e três) apreciações sobre o Fundo de Saúde do Exército – FUSEX e vamos continuar escrevendo. Até agora não obtivemos o necessário interesse das autoridades e, até, de muitos companheiros de classe sobre alguns aspectos fundamentais do funcionamento do mesmo, que poderia se transformarnumexemplarmodelo de ges- tão e atendimento médico-hospitalar da classe militar. O plano pioneiro foi criado em 1978 na plenitude dos governos mili- tares para reforçar o orçamento dos hos- pitais militares no atendimento ao pesso- al da reserva, reformados e pensionistas. Foi baixada uma portaria do Ministro do Exército criando o fundo e estipulando um desconto obrigatório em folha de pa- gamento (ativa, reserva e pensionistas) proporcional aos postos e graduações do pessoal. O dinheiro arrecadado foi incor- porado ao título não orçamentário, então existente, denominado “Fundo do Exérci- FUSEX – OS RECURSOS ESTÃO À DERIVA to” regido pelo próprio Exército. Depois, o plano foi aplicado às outras Forças Ar- madas (MB e FAB). Com a mudança da ordem adminis- trativa no Brasil, a extinção do Ministério doExércitotransformadoemComandodo Exércitoeareformafinanceiranogoverno FHC, a arrecadação descontada do bolso do militar (dinheiro particular) foi dire- cionada ao Tesouro Nacional transfor- mando-se em “recurso orçamentário pú- blico”. Atualmente, os recursos do FU- SEX pertencem aos cofres da União administrados pelas atuais autoridades fazendárias, com o Brasil em ritmo de falência financeira. O funcionamento do FUSEX nas OMS é regido pelas IG 30-32 e outras portarias emanadas pela atual DGP (DCIPAS). Apenas vamos repetir, o FUSEX está à deriva: não tem sede própria, não tem endereço, não tem patrimônio ma- terial, não tem direção, não tem estatu- to e os recursos arrecadados não ren- dem nenhum centavo no mercado fi- nanceiro, fica tudo para o governo. Por- tanto, o patrimônio financeiro (nosso dinheiro descontado em folha) fica per- tencendo à União. As autoridades da Fazenda é quem manobram o nosso des- conto e fazem o repasse às OMS a seu critério. Há uma omissão geral, nenhum órgão dos Comados Militares ou do Minis- tério da Fazenda pres- tam qualquer informa- ção sobre o emprego desse dinheiro descon- tado do nosso bolso, o que seria lícito e obrigatório. Fazemos um apelo ao Exmo. Sr. Ge- neral de Exército Fernando Azevedo e Silva, Ministro da Defesa, pois não es- tamos mais com um ministro civil do Par- tido dos Trabalhadores que ignorava de propósito as necessidades das nossas Forças Armadas, em nomear uma comis- são para revisar o processo de emprego dos recursos do FUSEX que nunca sofre- ram um estudo de atualização nos últimos 41 anos de sua existência. É lamentável o nosso atraso em relação aos bem sucedi- dos planos de saúde civis, criados muitos anos depois do nosso. (Rio de Janeiro, 13.03.2019) Pergunta ao ministro da Defesa: “ PARAONDE VAI O NOSSO DINHEIRO RECOLHIDO PELO FUSEX? Quando será regulamentado? Não estamos mais em governos petistas!”. Há 55 anos, as Forças Armadas brasi- leiras, em cumprimento a seu de- ver constitucional, atenderam ao cha- mado da nossa sociedade, e, usando os meios de que dispunham, garantiram o sucesso do movimento cívico que inter- rompeu o golpe de Estado em progresso, praticado pelo, então, presidente da Re- pública, o senhor João Belchior Mar- ques Goulart, vulgo Jango, para implan- tar, aqui, uma ditadura “sindicalista”. Mais uma vez, fomos salvos por nossos militares de vivermos uma trági- ca experiência comunista, que nos cus- taria, pelo menos, centenas de milha- res, provavelmente, milhões de vidas inocentes, como aconteceu na Rússia e nos países por ela dominados sob a ban- deira da União das Repúblicas Socialis- tas Soviéticas, em Cuba e em todos as nações que sucumbiram a regimes ins- pirados nessa ideologia nefasta. Depois de muitos anos em que os governos petistas proibiram que fosse comemorado esse movimento relevan- te de nossa História, conhecido como “Revolução de 31 de Março”, temos, pela primeira vez, um Presidente não contaminado ideologicamente, nem acovardado diante do patrulhamento das barulhentas forças de esquerda, mas que, ao contrário, determinou ao Ministro da Defesa que as Forças Armadas fa- çam as "comemorações devidas" à re- ferida Revolução de 31 de Março. A militância de esquerda infiltrada, profundamente, na estrutura do Estado, pequena, mas muito atuante e sem limites, também sem nenhum compromisso com a verdade, desesperou-se ao ver desmoro- nar-se o castelo de cartas que construiu ao longo das últimas três décadas e pen- sava ser uma fortaleza inexpugnável na defesa da ditadura comunista, que, mais uma vez, tentara implantar. Como sempre, erraram. Preocupa- ram-setantoemdesmoralizareneutralizar as Forças Armadas, que consideravam ser as únicas Instituições capazes de im- pedir a marcha para o “socialismo”, que não viram o surgimento de uma nova ge- ração de brasileiros, entre dezessete e quarenta anos, estudantes, empresários e profissionais liberais, muito bem prepa- rados, politicamente conservadores e eco- nomicamente liberais, que rejeitaram to- COMEMOREMOS, SIM, A REVOLUÇÃO DE 31 DE MARÇO! das as ideias esquerdistas, até então disseminadas, e foram às ruas, levando ao impeachment a presidente Dilma Rousseff, ao fim da dinastia petista e, finalmente, à eleição do Presidente Jair Messias Bolsonaro. Militantes políticos, perplexos, de vários matizes de esquerda, que não acre- ditavam no que viam, nem entendiam o que estava acontecendo, perceberam que as tão temidas Forças Armadas voltaram à cena, não por meio de uma intervenção militar, mas trazidas por um governo elei- to, que confiava nelas e delas precisava. Do desespero, partiram para uma reação furiosa nos meios de comunica- ção controlados por eles, contra o novo Governo e contra todas as medidas que pretendia adotar. Diante da ordem para comemorar o dia 31 de março, tentaram convencer os brasileiros, com argumentos sim- plistas, que omitiam todas as circuns- tâncias envolvidas, de que, realmente, houvera um golpe de Estado em 1964, o que é negado por Bolsonaro e por todas as pessoas que viveram naquela época e não eram comunistas, terroristas, sub- versivas, nem corruptas. Ainda hoje, alegam que estamos querendo “reviver o passado”, os “anos de chumbo”, que somos “viúvos da dita- dura”, regime que não existiu. Conseguiram, também, que a Ad- vocacia Geral da União, em um grave desserviço à Nação Brasileira, entrasse com um pedido de liminar para que fosse proibida aquela justa comemoração. A Juíza da 6.ª Vara da Justiça Fe- deral em Brasília, Dr.ª Ivani Silva da Luz, atendeu ao pedido de liminar apre- sentado, usando, em sua sentença, to- dos os clássicos chavões adotadas pela militância de esquerda, quando se refe- re ao que chamam de golpe de 1964, deixando-nos a convicção de que é mui- to mais uma militante política do que a Juíza que deveria ser. Aliminarfoicassada,eanormalida- de, restabelecida. Consta, ain- da, que o Ministé- rio Público Fede- ral extrapolou sua competência, para recomendar que as Forças Armadas não cumprissem a ordem presidencial recebida. Essa re- comendação, sim, é absolutamente inconstitucional e tão absurda, que nãopoderia sercon- siderada coisa sé- ria. Como incitação à insubordinação, deveria ser tratada comocrime. Alguns políticos, que dizem apoi- ar Bolsonaro, também se manifestaram contra as comemorações do dia 31 de Março. Disseram que era preciso deixar de “olhar para o retrovisor”. Ainda que sejam “velhas raposas”, não passam de pessoas oportunistas, mas muito ingê- nuas, elas, sim, “olhando para o retro- visor, pois, ainda acham que ser contra os Militares e a Revolução de 1964 lhes dá dividendos políticos. Os brasileiros não estão, nem um pouco mais, preocupa- dos com isso. Já perceberam que as ideias de PT, PSDB e outros partidos de es- querda menos expressivos são o verda- deiro perigo que nos ameaça. O Presidente Bolsonaro não deve dar maior atenção ao que dizem esses falsos aliados, nem ao que vociferam os pe- tistas, os peessedebis- tas e seus cúmplices de sempre ou eventuais. NestafasedenossaHis- tória, eles, simplesmente, falam somente para si mesmos e para seus militantes e seguidores tradicionais. A grande mai- oria deles é contra tudo aquilo em que acreditamos e jamais mudarão de posi- ção, mas não representam nenhum pe- rigo para nós, porquanto, embora radi- cais, são poucos, e as políticas que pro- põem são as mesmas que os brasileiros rejeitaram, quando elegeram o Presi- dente Bolsonaro. Não há ideias novas nem inovadoras. Fazer pequenas concessões a es- ses agitadores, que só querem tumultu- ar, somente serve para fortalecê-los e nenhum benefício nos traz. Do que, verdadeiramente, ameaça o novo Governo, voltaremos a tratar na quarta e última parte da série de artigos intitulada “Caminho Acidentado, mas certo e único”. Em sendo assim, também nós, co- mo muitos outros brasileiros patriotas, podemos dizer, como o fez Roberto Ma- rinho na abertura de seu memorável edi- torial de 7 de outubro de 1984: “Participamos da Revolução de 1964, identificados com os anseios na- cionais de preservação das Instituições democráticas, ameaçadas pela radicali- zação ideológica, greves, desordem soci- al e corrupção generalizada”. Vergonhosamente, seus herdei- ros viriam a vender a honra de quem tudo lhes deu, em troca das migalhas milionárias oferecidas pelos governos da dita nova república, que quase des- truíram o Brasil, mas, felizmente, fene- ceram, esperamos que para sempre, sem deixar saudade. Como já dissemos em um artigo, “até hoje, comem, bebem, vestem e mo- ram, muito bem, do legado do patriarca que agora renegam”. Comemoremos, sim, ostensiva- mente e sem eufemismos, a Revolução de 31 de Março de 1964! O nosso articulista Cel.-Av. Luís Mauro Ferreira Gomes e seu colega de turma Brig. João Carlos Fernandes Cardoso cumprimentam o novo Comandante da Aeronáutica, Ten.-Brig. do Ar Antonio Carlos Moretti Bermudez, e sua esposa, durante a cerimônia de posse, na Base Aérea de Brasília".
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    Nº 263 -Abril/2019 13 *Coronel, Administrador, Membro da AHMTB Ao final de 1.999, a revista “Dever de casa”, com a imagem Marechal Deo- doro na capa, destaca em certo trecho: “O “herói” dos massacres, Luiz Alves de Li- ma e Silva, foi recompensado por matar rebeles do Norte e do Sul do país, rece- bendo os títulos de barão e em seguida de Duque de Caxias — ele é o patrono do Exército Brasileiro.” A cada um cabe eleger os seus he- róis. Mas, denegrir aqueles que lutaram na defesa dos interesses nacionais, que mantiveram esta Nação em berço esplên- dido. Gigante pela própria natureza que não foi “de graça”, nem foi esfacelado co- mo a América espanhola. Caxias é um dos baluartes da Unidade Nacional. Sobre tal fato escrevemos texto con- traditório à desconstrução tipicamente marxista, publicado n’O FAROL em junho de 2000, epigrafado, “Iconoclastas da na- cionalidade”. Repulsa às cunhas que agri- dem a monolítica Nação forjada com luta, sangue, combatentes mortos, feridos e mu- tilados. Não podem ser esquecidos viúvas e órfãos. Ainda que tirem as poeiras dos po- rões, abram alas e criem heróis dos barra- cões, não os façam gerar outras nações que dividam o Laço Verde-Amarelo. Não apelem pro nada. E a Nação, salve, salve, não vire pó, nem farelo. Multidões vestem a camisa “ca- narinho” — pra frente Brasil — Salve a seleção! Multidões bradam, “a minha Ban- deira jamais será vermelha”. Vestem ver- de-amarelo para extirpar comunistas cor- ruptos do poder; aos milhões exigindo a prisão do pixuleco. Saúdam heróis que defenderam a Pátria nos campos de ba- talha. Nem do inimigo “tem sangue retinto pisado”. Tem honra e glória atrás de tan- tos heróis emoldurados. O Duque de Caxias, magnânimo e pacificador, foi um desses vencedores que expulsaram invasores. A eles a grandiosa Nação deve os louros das vitórias e a he- rança herdada que todos usufruem, inclu- sive os que conspurcam suas imagens na vida mundana que levam. Nascido em 25 de agosto de 1803, o Duque teve o seu batismo de fogo na Guer- ra da Independência (Bahia/1823), com 20 * Ernesto Caruso ICONOCLASTAS DA NACIONALIDADE II anos incompletos. A seguir lutou na Guer- ra da Cisplatina (1825-1828). Foi precursor do abolicionismo ao alforriar os negros — bravos lancei- ros farrapos — integrando-os ao Exérci- to, na pacificação do Sul; longa guerra fratricida de 1835 a 1845 que ameaçava fraturar a unidade territorial consolida- da. Caxias deixa uma lição ao proferir emo- cionante proclamação de brasilidade aos gaúchos: "Abracemo-nos e unamo- nos para marcharmos não peito a peito, mas ombro a ombro, em defesa da Pátria que é a nossa mãe comum.”. Coragem e bravura não faltaram a Caxias em defesa da Pátria; fiel juramento dos militares, se preciso for, com o sacri- fício da própria vida. A História do Patrono do Exército se passou em grande parte nas operações de guerra, em barracas de campanha com o desconforto para dormir, com frio ou ca- lor, se alimentar quando possível, em mar- chas forçadas para o combate, atacar e de- fender, socorrer os feridos, enterrar os mor- tos com sofrimento, pesar e orações. Dia e noite sob as agruras da guerra. Não se compara aos barracões do samba que tem seus méritos, reconheci- mento artístico, estandarte de ouro, enre- do nota 10. Cada um no seu quadrado. Sambistas e jurados sem compro- misso com a História, “Com versos que o livro apagou/ Desde 1500/ Tem mais inva- são do que descobrimento/ Tem sangue.../ Mulheres, tamoios, mulatos/... Não veio do céu/ Nem das mãos de Isabel...” “Quem foi de aço nos anos de chum- bo”, padrão Marighella, abusou das prá- ticas terroristas, carro-bomba, explodiu, as- saltou e matou/mutilou inocentes, como Orlando Lovechio, Mário Kozel Filho e até “justiçamento” dos comparsas julga- dos “traíras”. Em 9 de dezembro de 1868, Caxias tinha 65 anos, quando a cavalo e com a espada em riste, irrompeu sobre a Ponte de Itororó arrostando o ferrenho inimigo, vencendo-o a caminho da vitória final. (Vale citar que hoje se discute a idade de 65 anos para a aposentadoria). Verso por verso, o Hino a Caxias (le- tra, D. Aquino Correa) diz tudo: Salve, Duque Glorioso e sagrado/ Ó Caxias in- victo e gentil! Salve, flor de estadista e sol- dado!/ Salve, herói militar do Brasil./ Do teu gládio sem par, forte e brando,/ O arco de ouro da paz se forjou,/ Que as provín- cias do Império estreitan- do/ À unidade da Pátria sal- vou. Mas, não é só com Ca- xias. É ampla a frente de desconstrução daqueles que fizeram História. “Gerar ou- tros é preciso”. Cantores que morreram de overdose, políticos feitores dos “direi- tos humanos”. Enfumaçar a Princesa Isa- bel e iluminar Zumbi dos Palmares. Pior, ao invés de se homenagear o considerado líder combatente do escravismo, se culti- va uma consciência como parâmetro que vai se contrapor a outra e incentivar a con- tenda. Dia desses, em canal a versar sobre história, apresentado por brasileiros, o alvo era Santos Dumont. A chacota pre- valeceu nos comentários de que o avião de Dumont se deslocava aos saltos (1906), em posição contrária ao que se entendeu posteriormente como normal, enquanto os entrevistados norte-americanos justi- ficavam a primazia da invenção aos ir- mãos Wright (1903), em vôo sigiloso por- quanto pretendiam registrar o invento co- mo propriedade. Até a sexualidade do Pai da Avia- ção, brasileiro, foi comentada, como se trouxesse alguma contribuição ao deba- te. Isto, nesta época cujo tema ideolo- gia de gênero perambula no topo. Em suma, o que seríamos nós sem o descobrimento, denominação genéri- ca e histórica? Seríamos ainda tribos com gente pelada, arco e flecha, comen- do caça, aipim/mandioca? Cada uma com línguas e dialetos distintos? Sem a abo- minável escravidão, com as contribui- ções trazidas da África? Sem a migra- ção de gente pobre de origem euro- péia? Ainda japoneses, árabes, judeus, etc? Seríamos esta Nação Mestiça, gi- gante pela própria natureza? O problema não está no Cabral de 1.500, mas nos cabrais do ano 2.000, lu- las, dirceus, pezões, garotinhos... e par- ceiros que fazem igual ou pior do que os genocidas históricos trotskistas ninan- do gente que se acha grande. Meus heróis não morreram de overdose (Hamilton Mourão). Os ferroviários da extinta RFFSA, estimulados pelas infelizes, e desonestas interven- ções da VALEC em sua vida de aposentados, a maioria, e ativos uns poucos, se entregaram com afinco na campanha a favor do candidato JAIR MESSIAS BOL- SONARO para Presidente do BRASIL. Engenheiros, advogados, área médica e administrativa, jor- nalistas, sindicalistas da FNTF e outros, aposentados e lideres da AARFFSA maquinistas, pessoal das estações, via per- manente, oficinas, socorro e seus familiares, do Rio de Janei- ro, Minas Gerais, São Paulo e demais Estados, do Sul, Norte, Nordeste e Centro Oeste, atende- ram a convocação dos princi- pais líderes da categoria. Desde sua criação polí- tica institucional em 1972, a es- tatal VALEC, Engenharia e Fer- rovias S.A. criada para cons- truir a Ferrovia Norte Sul, se ca- racterizou por quadros com ine- quívoca falta de expertise no modal ferroviário; e o que é pior, BOLSONARO, FERROVIÁRIOS E VALEC* Geraldo de Castro Filho por servir de cabide de empregos para polítichiqueiros co- locarem assessores corruptos portadores de profundo des- peito e desapreço pelos abnegados técnicos ferroviá- rios de carreira, que diga-se de passagem, sempre luta- ram contra o descaso criminoso e contra o inequívoco fa- vorecimento ao modal rodoviário dos diversos governo civís. Os ferroviários, aos longo dos séculos e desde a pri- meira ferrovia brasileira, construíram o progresso, viabi- lizaram o surgimento de novas cidades no entorno de seus trechos de linhas, incrementaram os transportes de passageiros e princi- palmente dos enormes volumes de cargas de produção agrícola, mine- ral, insumos e material e equipamen- tos industriais, tanto para o consu- mo interno, como para as valiosas ex- portações do Brasil. Desde a década de 1980, o “sis- tema ferroviários brasileiro”, foi en- gessado pelos quadros do Ministé- rio dos Transportes e Departamento Nacional de Infra Estrutura e Trans- porte (DENIT) que historicamente focam e priorizam Obras Rodoviá- rias, com “extraordinária incompetência”. basta observar o estado degradado e precário das rodovias que cortam nosso Brasil, responsáveis por recordes mundiais de acidentes com perdas de vidas humanas preciosas. Em 2008 a partir da Lei nº 11.772/2008 foi atribuída a VALEC a função de construir, explorar e coordenar a infra estrutura ferroviária. Com tal reformulação assimi- lou o DNA politichiqueiro do Governo Federal que in- dicou gestores e gerentes corruptos e ineficientes que, a partir da instituição dos “Plano Nacional de Logística e Transporte’ (PNLT) e do “Programa de Aceleração do Crescimento” (PAC) gastaram muito e inauguraram qua- se nada, no modal ferroviário OS gestores da VALEC se caracterizam por criar um novo e muito bem remunerado Plano de Cargos e Salários para os servidores da NOVA ESTATAL, des- vinculado dos Planos de Car- gos e Salários dos Ferroviários da RFFSA, eliminando possibi- lidades de paradigmas, dispa- rando e distorcendo a diferença entre os valores dos salários das categorias e criminosamen- te lutando contra qualquer rea- juste minimante justo e pelo menos igual à inflação do perío- do nos dissídio da classe, crian- do enorme diferença entre os pro- vimentos das categorias VALEC x RFFSA, deixando defasados os direitos dos aposentados e ferroviários autênticos. Daí originou a esmagadora preferência dos 60 mil ferroviários e respectivas famílias (x 10) da extinta RFFSA pela candidatura do eleito, cristão honesto e justo ci- dadão, Jair Messias Bolsonaro.. * Engº. Ferroviário
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    8Nº 263 -Abril/2019 14 Como fazemos anualmente desde março de 2004, editamos pela 16ª vez a Edição Histórica sobre o Movimento Cívico- Militar que relata a verdadeira História Militar e do Brasil. Desta vez, foram impres- sos somente 2 mil exemplares em papel jornal com 32 páginas, sendo somente 4 a cores em virtude da nos- sa deficiente situação financeira. Bons tempos aque- les quando editávamos 20/25 mil exemplares que eram retirados da gráficas, sob nossas supervisão, pelo en- tão DEP (hoje DECEX) e transportados para o Rio de Janeiro e distribuídos para todas as escolas militares de formação, especialização, aperfeiçoamento e de Al- tos Estudos, para os alunos do último ano dos Co- légios Militares e ainda para os CPOR/NPOR. Tínha- mos apoio dos generais de Exército Clovis Jacy Bur- mann (FHE/Poupex) e Paulo Cesar de Castro (DEP/ 55º ANIVERSÁRIO DA CONTRARREVOLUÇÃO DE 31 DE MARÇO DE 1964 DECEX), ambos, infelizmente já falecidos. Desta vez, não pudemos repetir a distribuição de anos anterio- res, mas esta Edição Histórica está à disposição de quem se interessar em nossos sites do Grupo e deste jornal a saber: www.grupoinconfidencia.com.br e www.jornalinconfidencia.com.br. Mesmo assim, conseguimos enviar algumas de- zenas de jornais para a Escola Preparatória de Cade- tes, Colégio Militar de Porto Alegre, CIAAR, PAMA, CMSul, PMMG e Colégios Tiradentes, Circulo Mili- tar/BH, Clube de Subtenentes e Sargentos/BH, Vilas Militares de Oficiais e de Sargentos em BH, Abemifa, Faculdade de Sabará, Reserva Encouraçada em Santa Maria, e ainda para algumas escolas públicas em Mi- nas Gerais. Constantemente recebemos mensagens e telefonemas dizendo que essas 3 edições históricas (31 de Março, Caxias e Intentona Comunista) deve- riam ser impressas e distribuídas pelo próprio Exér- cito, com o que concordamos plenamente. Mas dele, só recebemos o fogo amigo! Julgamos que os custos dessas edições históri- cas, como acontecia anteriomente, poderiam (deveri- am) ser assumidos pelo Comando do Exército/DECEX/ CCOMSEX de acordo com opiniões e mensagens re- cebidas e ainda mais, por não visarmos qualquer lucro, somente divulgar a verdadeira História Militar e do Brasil, deturpada constantemente pelos livros didá- ticos e pela mídia venal e vendida. A seguir, algumas notícias sobre a realização de eventos em comemoração a 31 de março, determinado pelo presidente Bolsona- ro, relembrado pelo Ministro da Defesa, em Ordem do Dia e pelo Comandante do Exército, general Pujol. BELO HORIZONTE/MG A18 de Março recebemos um convite do deputado estadual coronel PMMG Sandro Lúcio Fonseca, recentemente eleito pela primeira vez pelo PSL, para comparecer ao seu gabinete na Assembleia Legislativa, a fim de tratar sobre as possíveis sole- nidades de 31 de março a serem realizadas nesta capital. E assim o fizemos no dia seguinte, tendo como acompanhantes a professora universitária advogada Maria da Conceição Campos, os coronéis Luiz Carlos Loureiro e Mauricio Lúcio Teixeira, o engenheiro Marcos Renault, presidente da ANVFEB/BH e o capitão José de Barros Filho, presidente da ABEMIFA e combatente da guerrilha da Araguaia. Fomos recebidos gentil e atenciosamente pela chefe de gabinete Margarete Machado e levamos para distribuição os jornais Inconfidência nos 261 e 262, este a edição histórica do movimento cívico-militar de 31 de março de 1964 e a do Du- que de Caxias, como também as revistas históricas O Cruzeiro e Manchete. O Deputado Sandro desejava saber qual seria a programação do dia 31 de março em BH. Dissemos que todo ano é realizada uma palestra no Círculo Militar, com a apresentação daqueles que participaram do movimento Brasil afora, mas neste ano, apesar da programação prevista para o dia 4 de abril (convite no jornal), não seria mais realizada por motivos alheios à nossa vontade. Seria então programada uma nova data, após a passagem de comando do general de divisão Henrique Nolas- co, Comandante da 4ª Região Militar a 10 de abril. Tambémlembra- mos do nosso pres- sentimento de que o comandante do Exér- cito, general Pujol de- terminaria a realização de formaturas relem- brando e cultuando na data de 31 de março, a verdadeiraHistóriaMi- litar e do Brasil. Aguar- daríamosentão, uma data mais próxima ao dia 31, o que se concretizou com a Ordem do Dia expedida pelo Ministro da Defesa, general de Exército Fernando Azevedo e Silva. Ao término, fotos e cumprimentos. Ao sairmos, nos deparamos em outro gabinete, o do deputado estadual Bru- no Engler, também do PSL o 3º mais votado com 120 mil votos e de constante pre- sença em nossas palestras, vestindo uma camisa com a foto do coronel Ustra, uma enorme bandeira brasileira estendida na parede de entrada e sobre ela, Bolsonaro17. Ali paramos para cumprimentar o deputado Bruno pela sua patriótica manifesta- ção, por iniciativa do Capitão Barros que já mantinha relacionamento com ele, através de outras palestras. E a luta continua... VISITA NA ASSEMBLEIA Engenheiro Marcos Renault, Coronéis Maurício e Miguez, Professora Conceição, Deputado Sandro, Capitão Barros e Coronel Loureiro A Edição Histórica entregue ao Deputado Sandro PRESENÇAS CONFIRMADAS: No dia 31 de março, o deputado estadual Coronel Sandro, juntamente com os deputados Junio Amaral, Bruno Engler e apoiadores da direita, promoveram um ato público de comemoração a Contrarrevolução de 1964, quando os militares chegaram ao poder no Brasil. Com faixas e ao som de canções e hinos das Forças Armadas, os participantes do ato negam que o Brasil tenha passado por uma di- tadura. Qual a ditadura que promove eleições e dá posse à oposição? Eles argu- mentam que existia liberdade de entrar e sair do país, não havia ditador e sim vá- rios líderes militares que evitaram o comunismo no Brasil. HELENA GRECO X CASTELLO BRANCO Capitão Barros ladeado pelos Dep.Federal Júnio Amaral e Dep. Estadual Bruno Engler O ato ocorreu no Elevado Dona Helena Greco, que liga a Avenida Bias Fortes, no Centro, à Região Noroeste da cidade, anteriormente chamado Ele- vado Castello Branco, em homenagem ao primeiro presidente do período mili- tar. Os manifestantes pediram que a troca do nome, feita em 2014, seja revogada. CHURRASCO NO CÍRCULO MILITAR/BH A 31 DE MARÇO Os diretores Rubens Prates Macedo e Cel Adalberto Menezes Os Coronéis Orcine de Abreu Ferreira e Manoel Magno Lisboa
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    Nº 263 -Abril/2019 15 JUIZ DE FORA/MG FORTALEZA/CE SANTA MARIA/RS Acomemoração do 31 de Março foi realizada no Quartel da 10ªRM, cujo comandante é o Gen-Div Cunha Matos, na 6ª feira, dia 29 de Março, cons- tando de uma excelente palestra dos antecedentes e causas que motivaram A REVOLUÇÃO REDENTORA. Palestrante: General de Exército Domingos Gazzineo, muito aplaudido pelos presentes (cerca de 200 militares da ativa e da Reserva). Em seguida, no pátio do Quartel aconteceu a leitura da ORDEM DO DIA e as tropas das diversas OM da Ativa desfilaram com muito garbo e vibração em continência ao Comandante da Região Militar.Estiveram presentes muitos milita- res que participaram do 31 de Março em Fortaleza, dentre os quais o Ex- Governador Adauto Bezerra e muitos militares hoje reformados. COMEMORAÇÃO NA 10ª RM Em 27 de março a Guarnição de Santa Maria relembrou os acontecimentos de 31 de março de 1964 quando o PopulaãoBrasileira e as Forças Armadas impediram que o comunismo dominasse o Brasil. A solenidade foi realizada no quartel do 3º GAAP, Regimento Mallet, com a presença dos Comandantes da 6ª Bda Inf Bld e de todas OM da Guarnição, componentes da Reserva Ativa, coordenada pelo Cel. Frederico Guido Bieri e constou de: • Apresentação da tropa ao Gen Div Mauro SINOTT Lopes, Coman- dante da 3ª Divisão de Exército • Canto do Hino Nacional • Leitura da Ordem do Dia do Ministro da Defesa • Desfile da Reserva Encouraçada e da Tropa da 3ª DE. VOLTANDO AO PASSADO Gen Div Mauro SINOTT lendo a Ordem do Dia Reserva Encouraçada pronta para o desfile Tropa da 3ª DE Nossa representante em Juiz de Fora/MG, Graça Gazola mais uma vez fez a entrega da Edição Histórica de 31 de março aos seguintes destinatários: No SENAC, embora a biblioteca estivesse sem representante temporaria- mente, os exemplares foram entregues à Professora Lucimara. No Círculo Militar, na Secretaria, os exempla- res foram colocados na sala de reunião do Clube. NaEscolaEstadualDuquedeCaxias,emmãos, para a Diretora Silma Veloso. Finalizando, no SESC, cuja biblioteca também está passando por reformas, mas foi muito bem aceito. COMEMORAÇÃO "Na data de hoje, 31 de março, tenho o prazer de celebrar o dia em que o honrado Exército Brasileiro libertou o nosso Brasil de um mal que causa terror em todo o mundo, o comunismo. Meu muito obrigado aos nossos heróis militares patriotas de 1964", disse o deputado estadual Coronel Sandro através de suas redes sociais. Ainda segundo os manifestantes, 1964 foi um movimento cívico pedido pela própria população, com ação dos militares, para evitar o avanço do comunismo. Uma faixa usada na manifestação carrega os dizeres: “Parabéns militares. Graças a vocês o Brasil não é Cuba. ” Exposição no Círculo Militar/BH
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    8Nº 263 -Abril/2019 16 25 Anos de Lutas na Defesa do Brasil GRUPO INCONFIDÊNCIA Marcha da Família com Deus pela Liberdade Dia 06 de abril de 2019, a TV Globo publicou uma pesquisa feita pelo Data Folha, relativa à aprovação ou não da celebração do evento de 31 de março de 1964. Os resultados expostos demonstraram rejeição popular. Na proximidade daquele acontecimento, Prestes informou à URSS que o Brasil estava maduro para tornar-se uma nação comunista. Pouco tempo antes da citada data, “Marchas da Família com Deus pela Liberdade” feitas no País, reunindo milhares de pessoas, exigiram que as Forças Arma- das saíssem às ruas para im- pedirtalintento.Como se cons- tata, 1964 não foi um movimen- to militar e sim, cívico-militar, no qual o povo participou inten- samente. A partir daquela época, a mídia empenhou-se em dene- grir a imagem dos militares, rea- lizando uma verdadeira lava- gem cerebral no povo, que pas- sou a posicionar-se radicalmen- te contra aqueles. Passados 55 anos do fato, poucos hoje conhecem as re- ais razões das Forças Arma- das, que vitoriosas, impediram que o Brasil se tornasse uma 2ª Cuba atrelada à União Soviética. Com o silêncio daquelas, após a ação, a mídia passou a instilar no cidadão o ódio aos militares e, na ausência de outra versão, criou a “ver- dade” que a maioria agora repete. O Grupo Globo, porta-voz dos governos petistas marxistas de Lula e Dilma, apoiam incondicionalmente a esquerda comunista brasileira, cumprindo seu papel na destruição da família tradicional, por meio de novelas focadas na desagregação de tal núcleo, do BBB e outros, e da propagação da Ideologia de Gênero que visa, em sua essência, transfor- mar as meninas em lésbicas e os meninos em homossexuais. Fica a pergunta: por que o Data Folha, instituto intimamente liga- do à Globo, empresa que se diz defensora da democracia, não se mani- festou quando a Câmara dos Deputados comemorou os 100 anos da Revolução Russa de 1917, que instituiu mundialmente um regime ge- nocida no qual todos são escravos? PESQUISA SOBRE A CONVENIÊNCIA DA COMEMORAÇÃO DO MOVIMENTO DE 31 DE MARÇO DE 1964 Reynaldo De Biasi Silva Rocha – Cel Reformado do Exército Presidente do Grupo Inconfidência Na última legislatura, a Câmara dos Deputados não deixou passar desper- cebidas duas efemérides mundiais: com sessões solenes, comemorou e lembrou o centenário da Revolução Russa e os 200 anos de nascimento de Karl Marx, Apesar de algumas repercussões contrárias: o Ministério Público, à época, não encontrou motivos legais para frustrar o direito àquelas livres manifestações. Deveria, pois, ser assegurado à iniciativa do governo em lembrar o 31 de março de 1964 o direito às mesmas liberdades de expressões e de reunião. É o que se espera em uma sociedade democrática e plural.(O GLOBO 31/03) * Ex-presidente do Clube Naval PORTO ALEGRE/RS Flagrantes do jantar comemorativo da Revolução de 31 de março de 1964, no dia 03 de abril de 2019, em Porto Alegre/RS Ojantar Comemortivo foi realizado no dia 03 de abril, na Churrascaria PARILLA DEL SUR. Compareceram, aproximadamente, 160 pessoas. Os Coronéis CAMINHA e ALMEIDA, todos os anos promovem encontros semelhantes com adesão expressiva de militares da reserva e de civis. O TEN CEL ZUCCO, recentemente eleito Deputado Estadual esteve presen- te ao evento. Mais uma vez, expressivo grupo de patriotas - senhoras, civis e militares da reserva - reuniu-se em jantar de confraternização para relembrar e comemorar o mo- vimento cívico-militar ocorrido, há 55 anos, que interrompeu a escalada comuno- sindical incentivada pelo governo presidido pelo presidente JOÃO GOULART. Hoje, os simpatizantes do credo marxista e os adeptos da cartilha de ANTÔNIO GRAMSCI, reforçados por parcela significativa de diversos órgãos de imprensa que, no passado distante, apoiaram e exigiram a queda do inepto presidente, mu- daram, estranhamente, a versão e a interpretação dos fatos e, agora, insistem em caracterizar a oportuna e salvadora intervenção militar como “GOLPE”. Tentam, por maneiras diversas e orquestradas, indispor as Forças Armadas com a sociedade brasileira por terem impedido que a bagunça instalada no governo se alastrasse, perigosamente, para o interior dos quartéis. Merece destaque, portanto, a disposição e a virtuosa mobilização de grande parte da comunidade gaúcha e porto-alegrense em relembrar, todos os anos, o im- portante fato histórico, responsável pela preservação e manutenção dos valores democráticos tão caros aos brasileiros. Viva o 31 de março de 1964. JANTAR COMEMORATIVO ALMIRANTE PAULO FREDERICO S. DOBBIN* Rio de Janeiro/RJ Prezado Cel. Miguez, Gostei. Depois de muitos anos, 31 de março será comemorado pelo povo. Com homenagem ao grande brasileiro que foi o Marechal Castello. Conheci-o, conversei com ele algumas vezes, e era homem dotado de visão do longo prazo e da realidade das diversas regiões do Brasil. O Marechal era exemplar. A única infelicidade dele foi cassar Juscelino. Mas, temos que compreender o homem público nas circunstâncias do tempo em que viveu. Se os militares não tivessem abolido os líderes populistas, como regra geral, não teriam conseguido viabilizar a Revolução. JK era amigo de minha família e foi sacrificado num confronto inevitável de forças políticas. Meu abraço. (30/03) GOLPE DE 64 DESEMBARGADOR JOSÉ TARCÍZIO DE ALMEIDA MELO Belo Horizonte/MG COMEMORAÇÃO DE 31 DE MARÇO Integrante das Forças Armadas, fiéis ao dispositivo constitucional de de- fender a Pátria, o Exército Brasileiro confunde-se com o próprio povo. No caminho histórico de quatro séculos, a voz do soldado brasileiro se fez ou- vir em defesa da Pátria nas batalhas dos Guararapes e do Tuiuti, contra os invasores estrangeiros, na II Guerra Mundial, contra o nazifacismo, e na chamada Revolução de Mar/64, com o apoio do povo nas ruas e das outras Forças, impediu a comunização do nos- so país. Essa é a verdadeira História, que os vencidos e seguidores da ideologia tentam deformar e impedir de lembrar a data. Democraticamente, rendemos COMEMORANDO E FAZENDO JUSTIÇA A 31 DE MARÇO/64 Capitão Emerson Rogério de Oliveira nossa homenagem aos “velhos solda- dos” que, em 1964, fiéis ao seu jura- mento de amor à Pátria e identificados com os anseios do povo brasileiro, em especial das mulheres, que exigiu a pre- sença das Forças Armadas na rua, de- fenderam e souberam manter, com ris- cos e sacrifícios da própria vida, as ins- tituições democráticas, a lei e a ordem, ameaçadas perigosamente pelo comu- nismo internacional. A primeira tentativa comunista se deu em 1935, quando houve derra- mamento de sangue na invasão de quar- téis, a segunda em 1964, sem haver um único tiro disparado, a terceira, a arma usada foi o voto. Nossa Bandei- ra continua verde, amarela, azul e bran- ca. Fiquemos vigilantes... Protestos pouco numerosos foram registrados ontem em diversas cidades do país em defesa da operação. Lava Jato. Os atos criticavam a decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) que mandou a apuração de caixa 2 para a Justiça Eleitoral. Em Bra- sília/DF, 50 pessoas protestaram em frente ao prédio do STF. Em São Paulo, um grupo de manifestantes se reuniu debaixo de chuva na avenida Paulista. No Rio de Janeiro/RJ, o ato se concentrou na avenida Atlántica. (Metro - 18/03) PROTESTOS ATOS DEFENDEM A LAVA JATO EM DIVERSAS CAPITAIS
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    Nº 263 -Abril/2019 17 Acabou o car- naval. As es- colas campeãs já são conhecidas. Maravilha! Lenta- mente, o Brasil saiu da ressaca e co- meçou a andar. Não assisti os desfiles. Não tenho mais paciência… Só vi pe- quenos pedaços mostrados em telejor- nais. Em São Paulo, vi Jesus levar uma baita surra de satanás. Ficou por isso mesmo. Da CNBB, nenhuma palavra em sua defesa. Nos- sos bispos nem parecem cristãos. O assunto não é comeles. Será que acreditam mesmo em Cristo? Quan- do lhes convém, eles permanecem calados.Suaomis- são tem sabor de concordância. Po- bre, mas sempre esperta, igreja católi- ca… A mim me chocaram as cenas mos- tradas pela campeã carioca. A comis- são de frente já revelava o que viria a seguir. Transformava algumas de nos- sas notáveis figuras históricas em anões. Logo depois, Caxias era tratado como um carniceiro, provavelmente nu- ma crítica à sua participação na Guerra do Paraguai. Convém relembrar, só de passagem, que naquele conflito morre- * Hamilton Bonat (*) General da Reserva, ocupa a Cadeira número 19 da Academia de Letras José de Alencar/Curitiba/PR MANGUEIRA, A VINGANÇA ram simplesmente cerca de sessenta mil brasileiros. Mais atrás, em um dos carros, lia- se “ditadura assassina”, em alusão ao período dos presidentes militares. O alvo, obviamente, era o Exército. Fiquei imaginando tratar-se de uma reação ao governo recém-empossado, até que caiu a minha ficha. As Forças Armadas receberam a missão de inter- vir no Rio em 2018, atrapalhando o mi- lionário negócio do tráfico… Eureka! Vinguemo-nos dos milicos! E nada melhor do que um desfile de escola de samba para a vingan- ça ser completa. Afi- nal, trata-se de uma manifestação cultural. Ai de quem criticá-la. Quem criticar terá contra si todos os intectualóides tupi- niquins, parte signifi- cativa da imprensa, todo o meio artístico, alémdeparceladaclas- se mé-dia carioca, cujos filhos dependem do fornecimento de crack, de cocaína, de maconha e de outros quetais. Pensando bem, creio que a CNBB tem um pouco de razão… Enquanto isso, os bombeiros con- tinuavam procurando corpos em Bru- madinho. Mas deixa prá lá. Nossos he- róis são outros. PATIFE VERÍSSIMO DE CORPO INTEIRO Aos gênios da raça que censura- ram meu artigo repudiando insultos do pulha e safado Luiz Veríssimo, a Collor e Bolsonaro, mas publicado, na íntegra, no portal Diário do Poder, transcrevo tópico final do artiguete do patife, no Globo de ontem, quinta : "Entre as cons- pirações circulando por aí, a mais baca- na é a teoria do policial bom- o general Mourão só esperando a vez de substi- tuir o policial mau, o Bolsonaro, que ninguém acredita que vá durar. Já esta- ria tudo combinado". (29/03) OPOSIÇÃO VOCIFERANTE Meliantes da oposição continuam vociferando. Adeptos do quanto pior, melhor. Ficaram décadas no poder e não resolveram os graves problemas da previ- dência. Arruinaram o Brasil. Farsantes, destemperados, obscuros e arrogantes. Sem argumentos para dialogar, partem para ofensas e baixarias. Rastejam suas mediocridades como se ainda estives- sem no Poder. É a eterna pantomima dos asnos. Reféns das migalhas do noti- ciário. Receberam com desaforos o mi- nistro da Fazenda, Paulo Guedes, na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara. As grosserias começaram com o deputado petista Zeca Dirceu. Forte indício de que a genética não falha ja- mais. Como não é moleque nem vassalo da burrice nem da intolerância, Guedes retrucou as sandices e insultos no tom que as circunstâncias exigiam. (04/04) Frangos de macumba “Bolsonaro vai colocar a embaixa- da brasileira em Jerusalém. Os árabes não comprarão mais frangos do Brasil!” Bobagem. Os árabes são homens de negócio, visam o lucro. Se a importação de galináceos é um bom negócio, compram até frangos de macumba! China “Bolsonaro diz que a China não quer comprar do Brasil, quer comprar o Brasil” O expansionismo chinês não é de hoje que vem sendo denunciado pela imprensa mundial. Primeiro visou todos os países situ- ados no Mar da China. Milha a milha já chegou ao Caribe, onde investe bilhões de dólares arrematando tudo. Só falta o Atlântico Sul e o nosso Centro Oeste. Pretende chegar com toda a força. Holocausto “Bolsonaro é a favor de que Israel perdoe o ho- locausto.” Bolsonaro deu mole, escor- regou na maione- se. O holocausto é imperdoável. Caiu na real e pronta- mente pediu des- culpas ao amigo Netanyahu. Quem não erra uma vez? Falta articulação “Bolsonaro disse que entregou o Pro- jeto da reforma da previdência na Câmara. Agora é com os parlamentares”. Rodrigo Maia contestou dizendo que “falta articu- lação”. Sim, o Bolsonaro fez o dever de casa: entregou o processo a Rodrigo Maia, a quem competia dar andamento. O que o Maia que- ria, que o Bolsonaro, substituindo o office boy, fosse correndo entrega-lo na CCJ e, a seguir, fosse de gabinete em gabinete anga- riar votos para um projeto que é, antes de tudo, de interesse da Nação? Bolsonaro res- pondeu: “O que é articulação? O que falta eu fazer? Não vou dar cargos e nem dinheiro pra ninguém, vocês tem que aprender a aten- der os anseios da sociedade sem pedir ou querer nada em troca, a velha política mor- reu”. A resposta do Bolsonaro obrigou o Presidente da Câmara a descer do salto alto e se mexer. Está dando certo. FHC, comunista desde sempre “FHC diz que o Bolsonaro é atrasado.” FHC, quem diria, comunista de fama antiga, até hoje imbuído das mesmas ideias que animavam a turma do Lenine no alvorecer do século passado, tem o desplante de se dizer antenado com o futuro. Está obedecendo a re- ceita do bolo: acuse os oponentes de fazer a mesma coisa que você faz. Vídeo escatológico “A imprensa entendeu ser inaceitá- vel a crítica do Presidente à transmissão de um vídeo escatológico em que um carnava- lesco aparece urinando na cara do outro.” “Também entendeu ser inaceitável que o Presidente tenha mandado retirar do ar uma propaganda mercadológica do Banco do Brasil onde figuras andróginas e quetais realizam danças pseudo culturais.” Bolsonaro é o Presidente de todos os brasileiros, é o Supremo Magistrado da Na- ção. Tem o direito e a obrigação de zelar pe- la família e pela moral judaico-cristã. Se não zelasse, aí sim, é que estaria incorrendo em falta grave. Os filhos do Presidente “Os filhos do Bolsonaro defenden- do o pai constituem um governo paralelo.” Muito antes da eleição do pai, eles eram políticos eleitos pelo povo, tendo a obrigação de lutar pelo povo. Com muito mais razão, A VÃ TENTATIVA DE DESCONSTRUIR O MITOCel Aeronáutica Lúcio Wandeck Nenhuma das impropriedades (e que tais) atribuídas ao Presidente Bolsonaro tem qualquer significado demeritório. Ninguém tem o direito de exigir perfectibilidade do presidente. Bolsonaro é humano. defendem o pai contra tudo aquilo que iden- tificam como sendo oposição. Estão de pa- rabéns. Olavo de Carvalho “Bolsonaro prestigiou Olavo de Car- valho ao mesmo tempo em que Olavo disse que os militares não são preparados: “o ideólogo disse que a última contribuição das escolas militares foram as obras de Euclides da Cunha. Desde então, as he- ranças das escolas militares são "cabelo pintado e voz empostada" e “os milicos entregaram o país aos comunistas.” Olavo está sempre em busca de pa- lanque. Disse asneira porque não sabe que os currículos das escolas militares são mui- to superiores aos de qualquer faculdade tupiniquim. Não sabe, também, que o ge- neral Mourão não pinta o cabelo. He- rança genética. Já viu índio de cabe- los brancos? Quan- to à voz empos- tada, a voz de co- mando, os milita- res modulam-na na laringe para que toda a tropa for- mada escute-a. Ola- vo faz o papel de metralhadora gira- tória. Atira, acer- ta, erra, diz verda- des e asneiras. Prestou um gran- de serviço à causa do desmonte do PT, des- nudou implacavelmente o comunismo, mas, às vezes, daltônico e língua solta, confunde verde-oliva com verde-abacate e borra a fralda e borra a farda. Precisa operar cata- rata e refrescar as ideias nas cataratas. Quem são os descontentes? Em resumo, em torno de supostas impropriedades (e tome-se por improprie- dade qualquer palavra ou gesto que desagra- de pelo menos a uma só pessoa) cria-se todo um bla-bla-bla de imprecações contra o Pre- sidente da República. - Descontentes são todos aqueles que vinham mamando com sofreguidão bo- vina nas tetas da Nação. Agora, compor- tam-se nos muitos currais até então desti- nados à gastança à tripla-forra como se fos- sem bezerros desmamados à força. Não se dão conta de que os tempos são outros, os úberes oficiais foram substituídos pelos UBERs nossos rodando em cada cidade. - Descontentes são os órfãos da Lei Rouanet que se esbaldaram a não mais po- der com essa modalidade esdrúxula de trans- ferência de recursos públicos para o bolso de artistas. Bolsonaro cortou indecentes pa- trocínios de 60 milhões de reais reduzindo- os para um milhão. Se os governos anterio- res tivessem feito a mesma coisa, 1483 pro- jetos teriam sido barrados. Essa gente está descontente: as mamas secaram! - Descontentes são todos aqueles que perderam o protagonismo político e o sonho do poder eterno sem culpas porque davam como certo que transformariam o Brasil em uma Venezuela. O sonhado des- file do Maduro, passando em revista a Guarda Presidencial e subindo a rampa do Planalto, desvaneceu-se. - Descontentes são todos os que temiam a visita do japonês da Federal e ago- ra, quando veem um cabo e dois soldados atravessando a Praça dos Três Poderes, se acoitam atrás das togas e mandam instaurar inquérito. Acabou o toma-la-da-cá, a maracutaia livre e solta, o enriquecimento sem causa, a insegurança jurídica dos acostumados ao tapete vermelho e às cascatas de camarão. O povo não vai mais pagar essa conta! Agora mudou a figura do estadista. (28/04) BOLSONARO NELES! VICENTE LIMONGI NETTO* Brasilía/DF MOURÃO EXALTA A ZONA FRANCA Homenageado em Manaus, na Fe- deração das Indústrias do Amazonas, o cordial e simpático vice-presidente Ha- milton Mourão foi categórico ao afir- mar que a zona franca é prioridade do governo Bolsonaro. Boas falas. RATOS NAS REDES E NOS IMPRESSOS Outro verme sem cérebro, Juca Kfouri, como de hábito acordou azedo e infeliz. Prometeu, então, ao espelho quebrado que tem em casa, que vai con- sultar um outro psiquiatra. O mais re- cente desistiu. O médico foi seco e cruel com o estrume ambulante: "Kfouri, você é caso perdido e irrecuperável. Vai ven- der banana na avenida Paulista!". Há pouca chance de salvar a alma podre do rebotalho da crônica esportiva. Todos os poros do asno estão inchados de in- veja. Inveja de homens.A pior delas. Inveja e raiva dos dirigentes da CBF que não lhe dão nenhuma importância. In- veja dos que trabalham pelo futebol. Inveja dos que dormem em paz. Com a consciência tranquila. O contrário da existência de Kfouri. Que segue ordens do diabo asqueroso e torpe que carrega no coração.(disse coração? Vá lá, vá lá, vá lá). Juca tem espírito fraco, Chora acreditando que no fundo do coração ainda tenha um pouco de decência. Será? Os editores da Folha de São Pau- lo ainda acreditam em papai-noel. * Jornalista. Trabalhou no O Globo, Última Hora de Brasília, TV-Brasilia, Ministério da Justiça, Confederação Nacional da Agricultura, Universidade de Brasília, Senado Federal e Suframa. Tem face e blog. É sócio da ABI há 50 anos. É servidor aposentado do Senado. (limonginetto@hotmail.com) ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○
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    8Nº 263 -Abril/2019 18 Opresidente da escola de samba Mangueira Estação Primeira , o carnavalesco e mais quem contribuiu para o agravo contra a memória do Duque de Caxias não podem ficar sujeitos somente à censura moral e a pronunciamentos de desagravo. Caxias é o Patrono do Exército. Quaisquer aleivosias, injúrias, falsidades assacadas contra o Patrono atin- gem o nosso Exército. Reza a LSN - Lei de Segurança Nacional (http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/ leis/L7170.htm): "Art. 22 - Fazer, em público, propaganda: I - de processos violentos ou ilegais para alteração da ordem política ou social; - II - de discriminação racial, de luta pela violência entre as classes sociais, de perseguição religiosa; - III - de guerra; - IV - de qualquer dos crimes previstos nesta Lei. Pena: detenção, de 1 a 4 anos. §1º-Apenaéaumentadadeumterçoquandoapropagandaforfeitaemlocal de trabalho ou por meio de rádio ou televisão. § 2º - Sujeita-se à mesma pena quem distribui ou redistribui: a) fundos destinados a realizar a propaganda de que trata este artigo; b) ostensiva ou clandestinamente boletins ou panfletos contendo a mesma propaganda. § 3º - Não constitui propaganda criminosa a exposição, a crítica ou o debate de quaisquer doutrinas. Art. 23 - Incitar: I - à subversão da ordem política ou social; - II - à animosidade entre as Forças Armadas ou entre estas e as classes sociais ou as instituições civis; - III - à luta com violência entre as classes sociais; - IV - à prática de qualquer dos crimes previstos nesta Lei. Pena: reclusão, de 1 a 4 anos." Sendo assim, cabe à Polícia Federal, de ofício instaurar inquérito policial, não para revelar a prática do crime porque o delito já foi televisionado para o Brasil e para o mundo, mas sim para identificar claramente os autores. Se a PF mantiver-se inerte, cabe ao Ministro da Justiça determinar a abertura de IP. Uma vez encerrada essa fase, caberá ao Ministério Público Militar oferecer denúncia. Os criminosos terão de ser julgados por Tribunal Militar, não cabendo nenhuma modalidade de foro especial. Há anos, principalmente durante os governos petistas, as Forças Armadas foram vilipendiadas por toda a sorte de desclassificados. Chegou a hora do basta! Que todos aqueles que vilipendiarem a história das Forças Armadas e todos aqueles que caluniarem o Presidente da República, o do Senado Federal, o da Câmara dos Deputados ou do STF, imputando-lhes fato definido como crime ou fato ofensivo à reputação, sejam incursos nos crimes tipificados na LSN e levados à barra do Tribunal Militar. * Coronel da Aeronáutica / Advogado CARNAVAL / 2019 DESAGRAVO AO DUQUE DE CAXIAS INSTAURAÇÃO DE PROCESSO PENAL * Lúcio Wandeck Mangueira criticou Duque de Caxias na última alegoria de seu desfile No segundo dia de desfiles no sambó- dromo do Rio a Mangueira foi para ave- nida com um enredo fantasioso e falacioso2 sobre personagens da nossa História Pátria (“História pra ninar gente grande”), com o claro objetivo de fazer uma narrativa de “páginas ausentes” da história do Brasil, revisando narrativas oficiais que foram ensinadas ao longo de gerações para os bra- sileiros.3 O carnavalesco da escola de samba estação primeira de mangueira, Leandro Vieira, responsável pelo enredo, o conside- ra “...um recado político para o País todo, que tem que entender que isso aqui é impor- tante....”. Basta verificar o seu perfil nas redes sociais, para descobrirmos que, a par da sua formação artística, estão sempre presentes as suas principais influências culturais: Cae- tano Veloso, Jean Willys, Bethânia, Chico Buarque, Lecy Brandão e outros da chama- da esquerda “caviar”. O Vereador Tarciso Motta. Profes- sor de História do Colégio Pedro II. Mem- bro da Comissão de Educação e Cultura da Câmara Municipal e presidente do PSOL Carioca, é o autor do texto representado no carro alegórico do desfile, onde o Duque de Caxias aparece pisando sobre cadáveres, nu- ma cena de guerra. No facebook ele relata a sua intenção de forma muito clara e contundente: ”Por detrás do retrato emoldurado de Duque de Caxias, tem mesmo muito san- gue retinto e pisado. É a história que a his- tória não conta, que tive a honra de poder partilhar não só com uma sala de aula, mas com uma avenida inteira. O texto que escre- vi tornou-se, honrosamente, parte de um dos carros alegóricos da Estação Primeira de Mangueira. Que tenhamos coragem de desafiar, dentro e fora da Marquês de Sa- pucaí, a historiografia que esconde o geno- cídio do nosso povo. “Luís Alves de Lima e Silva, o Duque de Caxias, foi um general conservador com muito poder no século XIX. Patrono do exército brasileiro, ganhou o título de “O Pacificador”, por liderar tropas em diver- sas revoltas e guerras na América Latina. Mas, para os brasileiros pobres do Impé- rio, devia se chamar “Passa e Fica a Dor”. Para Caxias e os poderosos do Império, pacificar era calar pobres, negros e índios, garantindo a tranquilidade da casa-gran- de. Foi assim com balaios e quilombolas mortos no Maranhão (1838-1841), com os lanceiros negros massacrados na Farrou- pilha gaúcha (1835-1845) e com negros e indigenas mortos na Guerra do Paraguai (1864-1870). Sua estratégia era simples: para as elites, negociação; para os traba- lhadores, bala de canhão. Não era paz que ele levava. Paz sem voz, é medo.” Me valho da mesma indignação, ema- nada pelo respeitado Círculo Monárquico do Rio de Janeiro, ao sofrer ataque semelhan- te, neste fatídico desfile, à excelsa figura da Princesa IZABEL. Aqui estamos para externar o nosso mais profundo repúdio a esse enredo da es- cola de samba da mangueira, que retrata a imagem do Patrono do Exército de forma distorcida, desrespeitosa e sem o menor com- promisso com a verdade histórica. Sua con- cepção [...] nasceu de uma mente doentia e obtusa, desconhecedora da cultura e da his- tória de seu próprio país. Reconhecemos nesse episódio, um ato desesperado advindo daqueles que desejam que o Brasil fique eternamente agrilhoado nas algemas da miséria intelectual,4 Uma pesquisa como essa, que se vale de meia dúzia de documentos bem posteri- ores aos fatos, julgando os personagens do passado com valores atuais e sem levar em consideracão as percepcões dos contempo- raneos do herói, não vale nada. Trata-se ape- nas de mais uma opinião pessoal. Se seguir- mos esse tipo de linha metodológica, adota- da por esses estudiosos desnorteados, ima- DESAGRAVO AO DUQUE DE CAXIAS PATRONO DO EXÉRCITO BRASILEIRO (Desinformação, uma arma da Guerra de 5ª geração) * Antonio Ferreira Sobrinho1 Foto: Antonio Scorza / Agência O Globo 1 - Chefe da Seção de Pesquisas Históricas do Centro de Estudos e Pesquisas de História Militar do Exército Brasileiro (CEPHiMEx). Possui Graduação em Ciências Militares na Academia Militar das Agulhas Negras (AMAN), 1971. Mestrado em Aplicações Militares na Escola de Aperfeiçoamento de Oficiais (EsAO),1982. Doutorado em Aplicações, Planejamento e Estudos Militares na Escola de Comando e Estado-Maior do Exército (ECEME), 1986 e Pós-Graduação Lato Sensu em História Militar na Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro(UNIRIO), 2008. É membro efetivo da Federação de Academias de História Militar Terrestre do Brasil (FAHIMTB), da Asociación Cultural Mandu’ Ara do Paraguai e sócio emérito do Instituto de Geografia e História Militar do Brasil (IGHMB). 2 - AMAN 71 em 07/03/2019 3 - Fernanda Rouvenat, G1 Rio. Em 05/03/2019. 4 - Nota de desagravo do Circulo Monárquico do Rio de Janeiro. AMAN 71 em 06/03/2019 5 - Cel Wellington Corlet dos Santos 6 - Manoel Soriano Neto, Cel Ref, Historiador Militar, ex-Chefe do CDocEx.Em Direita Brasil 7 - Aristóteles Borges Cel Rfdo PMBA. 8 - http://www.eb.mil.br/patronos ginem o que seria dito de Napoleão Bona- parte, George Washington, Alexandre o Gran- de, Felipe II da Macedonia, Erwin Rommel, Gen Moltke, Gen Patton, Gen Eisenhower, Gen Mac Arthur, Gen Montgomery, Gen Wellington, Ramses II, Xerxes, Leonidas e outros tantos da Historia Universal?????5 Ao negar o valor dado pelo reconhe- cimento historiográfico oficial ao nosso Du- que de Ferro, o Prof. Tarciso Motta despre- zou a importância simbólica desse persona- gem na conjuntura política e no regime de historicidade no qual adquiriu fisionomia. Esse grande brasileiro não apenas teve a chance de decidir o futuro do país, como encarnou o espírito e as contradições de sua época. Na expectativa de se contrapor aos juízos revisionistas emanados pelo mestre Tarciso Motta, rememoraremos, na sequên- cia, os traços humanos personalíssimos e aspectos singulares da edificante existência do ínclito Soldado, narrados impecávelmen- te pelo Cel Soriano:6 1. Luiz Alves de Lima e Silva pautou a sua vida pela inteireza de caráter, arrojo, acendrado patriotismo, fervorosa religio- sidade e inexcedível exação no cumprimen- to do dever. 2. Na concessão da anistia aos ven- cidos, ao término da Revolução Farrou- pilha, aflorou, sobejamente, o sentimento de generosidade do “Pacificador”. Ele con- cedeu a liberdade aos escravos farroupilhas, incorporando os que assim desejassem ao Exército Imperial, e tratou com extrema bondade os derrotados, sendo escolhido, pelos próprios gaúchos, para Presidente da Província e por eles indicado para Sena- dor. Por conta disso, o saudoso jornalista e acadêmico Barbosa Lima Sobrinho, con- cedeu-lhe a notável honorificência de “Patrono da Anistia” e o eminente histori- ador militar, Coronel Cláudio Moreira Ben- to, o cognominou de “Pioneiro Abolicio- nista”. 3. Ainda com referência à grandeza de espírito de Caxias, observe-se, em seu Testamento, como está expressa uma de suas vontades: “Declaro que deixo ao meu criado Luiz Alves, quatrocentos mil réis e toda a roupa de meu uso”. Diga-se que esse criado era um índio que ele trouxera, ainda jovem, do Maranhão, após a Balaiada, adotando-o e dando-lhe o próprio nome; ressalte-se que ele foi a primeira pessoa lembrada, no dito Testamento, no qual, somente ao depois, são mencionados familiares e amigos ínti- mos do venerando Marechal... 4. Quando da Guerra do Paraguai, o Generalíssimo executou audaciosas ma- nobras como a de envolvimento e cerco, em conjunto com a Marinha, e que redundou na queda da “inexpugnável” Fortaleza de Hu- maitá; como a “marcha de flanco” empre- endida pelos nossos três Corpos de Exérci- to através de uma estrada, de cerca de 11 km, construída sobre o Grão-Chaco e as operações da “Dezembrada”, no começo das quais se travou a memorável batalha de Itororó. No fragor dessa refrega, o Mar- quês de Caxias, aos 65 anos de idade, parte em direção à ponte sobre o arroio Itororó, sabre em punho e a galope de carga, após bradar: “Sigam-me os que forem brasilei- ros!” (consigne-se que o marcial apelo do Comandante-em-Chefe era tãosomente anímico, ao sentimento de brasilidade, posto que apenas tropas brasileiras participa- ram da batalha). O carnaval, caracterizado outrora como uma festa de grande alegria e civiliza- da expansão comportamental, vêm sendo campo fértil para exageros imorais e destrutivos, tolerados pela sociedade brasilei- ra em virtude da ditadura perniciosa do poli- ticamente correto. Fica aqui o nosso protesto contra essas agressões desconstrutoras de valores e civismo, que invadem dissimula- damente nossos lares através de eventos de entretenimento e folhetins gerados em re- dações e produzidos em estúdios, plenos de ideologias que repudiamos7 . O Exército Brasileiro se posiciona claramente sobre a representatividade das suas personalidades históricas mais desta- cadas, quando os designa como patronos (chefe militar ou personalidade civil esco- lhida como figura tutelar de uma força ar- mada, de uma arma, de uma unidade, etc., cujo nome mantém vivas as tradições mili- tares e o culto cívico aos heróis)8 . A mais autêntica homenagem que se pode prestar aos grandes vultos da Pátria é manter viva a lembrança de seus feitos, interpretar os acontecimentos de que parti- ciparam e recolher os dignos exemplos que nos legaram. No caso específico do Duque de Caxias, a sua pessoa representa a Ins- tituição por conta das “magistrais lições que emanam de sua incomum existência, constituindo a imortal seiva que robustece crenças, revigora forças para a travessia do presente e inspira a busca do futuro”. Foto: Antonio Scorza / Agência O Globo
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    Nº 263 -Abril/2019 19 Gosto muito do Carnaval. E também do Rio de Janeiro, cidade onde tenho inú- meros parentes e amigos. Contudo, não posso deixar de di- zer algumas verdades. Os desavisados, que assistiram no Carnaval de 2019 ao desfile da Estação Primeira de Mangueira, deslumbraram-se com a apologia da democracia, da mo- ralidade, da não-violência, da defesa das minorias oprimidas e da igualdade social. Talvez até tenham imaginado que a agremiação carnavalesca verde e rosa fos- se dirigida por um monastério ou um con- vento de freiras. De quebra, os foliões ofenderam gra- vemente a memória de um dos maiores e mais honrados heróis da Pátria, o Duque da Caxias. Pautava-se pela coragem na de- fesa do território e da integridade nacio- nais. Pelo tratamento sempre respeitoso conferido aos inimigos derrotados, ficou conhecido como O Pacificador. Eu não sou desavisado. Lembro-me perfeitamente da condenação, pela cora- josa juíza Denise Frossard, de 14 grandes contraventores do jogo do bicho na capi- tal fluminense. Era o ano de 1993. Ainda um jovem magistrado interio- rano, tive a vã ilusão de que aquele seria um grande passo para o moralização dos costumes na Cidade Maravilhosa e – quiçá – em todo o Brasil. O desembargador José Augusto de Araújo Neto, na época um dos promoto- res de justiça que assinaram a denúncia contra os bicheiros, explicou a estratégia do Ministério Público: - A atividade principal dos ban- queiros era o jogo do bicho. E jogo não é crime. É contravenção. Como eles ja- mais seriam condenados por isso, opta- mos por mostrar que, para exercer a atividade, praticavam outros atos, es- tes criminosos, como corrupção e homi- cídios (O Globo, 21.10.2012). O jogo do bicho sobreviveu, conti- nua influente na sociedade fluminense e comanda notoriamente o dito “maior es- petáculo da Terra”: o desfile das escolas de samba no Sambódromo carioca. O Morro da Mangueira, berço da es- cola de samba campeã, vive sob o terror do tráfico de drogas: “Três assassinatos, o comércio fechado por ordem de bandi- dos e até um PM rendido por criminosos nos últimos dias são um cenário que a Uni- dade de Polícia Pacificadora (UPP) deve- ria ter deixado no passado. Ameaçadas por traficantes, 20 pessoas que trabalha- vam com Ivo Meirelles, presidente da ver- *Rogério Medeiros Garcia de Lima A MAIOR FARSA DA TERRA * Desembargador do Tribunal de Justiça/MG, doutor pela UFMG, professor universitário, Vice-presidente do TRE/MG de e rosa, deixaram a favela e estão escon- didas nas casas de parentes e amigos. O clima de tensão fez a PM reforçar o efe- tivo no morro” (O Globo, 21.02.2013). É triste constatar que boa parcela da elite carioca convive bem com o trá- fico de entorpecentes. Defende bandidos e consome drogas ilícitas. Há o “serviço” de entrega domiciliar nos endereços nobres de Ipanema e do Leblon. Paradoxalmente, essa elite se ves- te de branco e participa de passeatas pe- la “paz” na orla elegante das praias da zona sul. Os manifestantes soltam pom- bas brancas e entoam jingles politicamen- te corretos. Cito Olavo de Carvalho: “A colaboração desses senhores dia- léticos para o crescimento da crimina- lidade no Rio foi bem mais longe do que a simples preparação psicológica por meio da literatura, do teatro e do cine- ma: foram exemplares da sua espécie que, no presídio da Ilha Grande, ensinaram aos futuros chefes do Comando Verme- lho a estratégia e as táticas de guerrilha que os transformaram numa organização paramilitar, capaz de representar ame- aça para a segurança nacional. Pouco importa que, ao fazerem isso, os militan- tes presos tivessem em vista a futura in- tegração dos bandidos na estratégia re- volucionária, ou que, agindo às tontas, simplesmente desejassem uma vingança suicida contra a ditadura que os derro- tara: o que importa é que, ensinando guer- rilha aos bandidos, agiram de maneira coerente com os ensinamentos de Mar- cuse e Hobsbawm – então muito influen- tes nas nossas esquerdas -, os quais, até mesmo contrariando o velho Marx, exal- tavam o potencial revolucinário do Lum- penproletariat. “Nenhum desses servidores da His- tória sente o menor remorso, a menor per- turbação da consciência, ao ver que suas lições foram aprendidas, que suas teori- as viraram prática, que sua ciência da revolução armou o braço que hoje ater- roriza com assaltos e homicídios a popu- lação carioca. Não: eles nada fizeram senão acelerar a dialética histórica – e não existe mal senão em opor-se à Histó- ria. Com a consciência mais limpa deste mundo, eles continuam a culpar os ou- tros: o capitalismo, a política econômi- ca do governo, a polícia, e a verberar como ‘reacio- nários’ e ‘fascistas’ os ci- dadãos, ricos e pobres, que querem ver os assas- sinos e traficantes na cadeia. (...) “É mais que sabi- do que artistas e intelec- tuais são um dos mais ri- cos mercados consumi- dores de tóxicos e que não desejam perder seus for- necedores: quando de- fendem a descriminaliza- ção dos tóxicos, advogam em causa própria. Mas eles não são apenas con- sumidores: são propa- gandistas. Quem tem um pouco de memória há de lembrar que neste país a moda das dro- gas, na década de 1960, não começou nas classes baixas, mas nas universida- des, nos grupos de teatro, nos círculos de psicólogos, rodeada do prestígio de um vício elegante e iluminador” (O imbecil coletivo: atualidades inculturais brasilei- ras, p. 118 e 120). Talvez inconscientemente, Zuenir Ventura, homem de bem, escritor e jorna- lista consagrado, deixou-se contaminar por esse clima de condescendência. Após frequentar a “comunidade” de Vigário Geral por dez meses, publicou o célebre livro Cidade partida (Compa- nhia das Letras, 1994). Relatou o seu encontro com Djal- ma, um mecânico honesto, sem antece- dentes criminais e irmão do traficante Flávio Negão, líder da comunidade. Apa- nhou muito da polícia, mas não entre- gou o parente: “‘Eu sou otário e ele é bandido, mas a polícia confunde tudo’, revelou. (...) ‘É capaz de mor- rer pelo irmão, repete mais uma vez, aliás, sem necessidade. Já convence só em mos- trar a boca com os res- tos dos dentes que a polícia quebrou. ‘Me bateram tanto que eu desmaiei duas vezes’. “- O senhor vai ver, meu irmão é muito bom. Ele escolheu o caminho dele, entrou nesse negócio. Mas é correto, jus- to e valente. Só não admite traição. Quan- do isso acontece, ele é duro. “Palavra de irmão. Ele admite que o negócio seja muito rentável. ‘Mas que que adianta? O Flávio é um prisioneiro, não pode sair daqui’. O irmão dá uma informação inesperada, que seria con- firmada depois por outras pessoas: o ge- rente do tráfico de Vigário Geral não fuma maconha, não bebe álcool nem chei- ra cocaína, a exemplo do falecido chefe do tráfico colombiano, Pablo Escobar. ‘O ví- cio dele é a Coca-Cola. Se tomar um copo de cerveja, fica de porre’, informa Djalma”. Flávio Negão, assim, tornou-se um sujeito muito palatável... Não quero ser “desmancha praze- res”. Mas alguém já viu passeata, na orla de Ipanema, em protesto pela morte de vítimas inocentes de assaltos violentos ou de policiais honestos, mortos no cum- primento do dever? Não quero ser tampouco “desman- cha folia”. Contudo, alguém já viu escola de samba carioca prestar essas homena- gens aqui reclamadas? Eu nunca vi. E, para azedar mais ainda a pândega momesca, li recentemente um texto do jor- nalista Fábio Zanini, onde destaca que a direita não tem espaço na folia. E indago: será o Carnaval o novo palanque da es- querda? O front da guerrilha urbana pós- moderna? O laboratório tropical da domi- nação cultural de Antonio Gramsci? Desavisados, brasileiros e estran- geiros pagam caro para aplaudir os desfi- les na Passarela do Samba. Acreditam que fazem justiça social... Se os tempos são mesmo de mudan- ça, é hora de o ano começar no Brasil em 1º de janeiro - e não depois do Carnaval. É tempo de os brasileiros canaliza- rem a energia dirigida à folia para cons- truir um país desenvolvido e decente. Sem encenarem a “maior farsa da Terra”. Um verdadeiro achincalhe a impor- tantes vultos de nossa História ! Nem nos "áureos" tempos do PT assistimos a cena tão aviltante – ainda mais reverenciada com DEZ em todos os quesitos !.,.. É, mesmo, fruto da PROFUNDA IGNORÂNCIA DE NOSSO POVO e de SEUS REPRESEN- TANTES POLÍTICOS. Mas tudo AMPLA- MENTE COBERTO PELA MÍDIA DOMI- NADA E RESSENTIDA COMAÚLTIMA TUNDAELEITORAL! Imaginem, agora, os professores co- munistazinhos, em sala de aula, amparan- do seus comentários deletérios no "EXEM- PLO" dado pela "historiografia moder- na" da Mangueira !!!... Pobre Brasil! É cada vez mais profun- do o fosso que nos afasta das nações civi- lizadas e organizadas do planeta!... (11/03) GEN BDA CÉSAR AUGUSTO NICODEMUS DE SOUZA Curitiba/PR DESAGRAVO AO DUQUE DE CAXIAS e à PRINCESA ISABEL ESCOLA DE SAMBA MANGUEIRA Ocarnaval não é sério, a começar pelos seus grandes patrocinadores, os banqueiros do jogo do bicho, os verdadeiros megafinanciadores do tráfico de drogas. Eles têm como seus aliados políticos corruptos. Um exemplo concreto é o presidente da Mangueira, o deputado estadual do RJ, Chiquinho , que está preso por desvios de dinheiro público, que foram injetados no desfile da agremiação. Observem os absurdos apresentado no des- file da Mangueira, campeã do desfile de 2019: 1 - Denegriram a imagem de Duque de Caxias, patrono do Exército Brasileiro. 2 - Denegriram a imagem excelsa da libertadora dos escravos, a Princesa Isabel. 3 - Achincalharam a figura de D. Pedro I, responsável pela nossa Independência. 4 - Descaracterizaram o jesuíta Padre Anchieta, que teve um papel importante no início do nosso país. Quem esteve por trás dessa anomalia histórica, foi o vereador Tarcísio Motta, presidente do PSOL carioca e professor de estória do Colégio Pedro II. Felizmente houve um desagravo do Centro de Estudos de História Militar do Exército Brasileiro e do Centro Monárquico Brasileiro. E a CNBB vai apresentar um ou não? Não se esqueçam também que em São Paulo, a escola de Samba Unidos da Gaviel apresentou uma alegoria, que satanás dava uma surra em Jesus Cristo. Vai ficar por isso mesmo ! Noto que estão muito preocupados com a Teologia da Libertação e com a defesa dos partidos de esquerda, principalmente o PT. (12/03) TEN CEL PMERJ LUIZ FELIPE SCHITTINI Rio de Janeiro/RJ A CAMPEÃ CARNAVALESCA DAS MENTIRAS PAULO REINALDO FONSECA FRANCO Rio de Janeiro/RJ Sátiras políticas e protes- tos bem-humorados sempre fi- zeram parte do carnaval. No entanto, a Mangueira extrapo- lou ao apresentar na Sapucaí um enredo um tanto quanto po- lêmico e duvidoso, no qual pro- curou desconstruir figuras e fatos da História sedimentada do Brasil. O carnavalesco che- gou ao ponto de colocar o pa- trono do Exército brasileiro, Du- que de Caxias, em papel que nunca se atribuiu a ele nos li- vros escolares: o de repressor em chefe de revoltas popula- res. ( O GLOBO -07/03) MANGUEIRA NR: Um desacato e ofensa ao Brasil e às Forças Armadas. Merecem ser julgados e condenados pelo Superior Tribunal Militar (STM) tanto o carnavalesco como a Mangueira.
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    8Nº 263 -Abril/2019 20 Durante a Conferência Internacional de Mulheres Traba- lhadoras, realizada na Dinamarca em 1910, a jornalista, professora e política alemã, Clara Zetkin, propôs que todas as mulheres do mundo se unissem, em uma mesma data, para dar voz às suas lutas e reivindicações. A proposta foi aprovada por unanimidade. Assim, surgiu o Dia Internacional da Mulher, comemorado em 1911. Passados 108 anos, as homenageadas, na semana em que se comemora o Dia Internacional da Mulher, em 2019, represen- tam centenas de mulheres de diferentes áreas, servidoras do Es- tado de Minas Gerais, que atuaram na tragédia em Brumadinho, com o rompimento da Barragem 1 da Mina do Feijão. Cada uma delas contribuiu, de maneira especial, em todo o trabalho reali- zado, ajudando as vítimas e seus familiares. Conheça um pouco destas mulheres, que formaram - e ain- da formam - a força feminina em Brumadinho; já que muitas continuam trabalhando no local da tragédia. MAJOR KARLA LESSA ALVARENGA LEAL Piloto do Corpo de Bombeiros Amajor Karla ficou conhecida, nacio- nal e internacionalmen- te, após o resgate de uma sobrevivente de Bruma- dinho, mostrado ao vivo por uma emissora de TV. Recebe até hoje mensa- gens via rede social de pessoas que elogiam sua postura profissional e habilidade no resgate dramático. “As pessoas me ligaram do Oiapoque ao Chuí”, brinca. Teve até o caso de uma senhora de 82 anos, do interior do Rio de Janei- ro, que, após ver as imagens do resgate, ligou para o batalhão para convidá- la para almoçar. “É o meu trabalho, mas a repercussão e o fato de ter sido ao vivo mos- trou para todos como é importante estar no lugar e hora certos. Isso é muito gra- tificante”, comenta. Naquele dia, ela foi a primeira a chegar ao local da tragédia, com mais cinco bombeiros. Diante da extensão da tragédia, não teve dúvidas e decidiu, em conjunto com os colegas, deixar o helicóptero o mais leve possível para fazer o maior número de resgates. Além do treinamento, sinergia e habilidade, a bombeiro fala que é pre- ciso ter medo, pois ele é quem limita a segurança das vítimas e dela própria. Apesar da gravidade da tragédia em Brumadinho, a major lembra que já es- teve em situações de risco de morte, até mesmo com possibilidade de pane, no momento de um resgate. “Não ter medo é perigoso”, alerta. Major Karla diz que espera que outras mulheres não desistam de sonhos e busquem realizar o que quiserem. “Podemos tudo”, conclui. “A tragédia de Brumadinho foi, com certeza, a ação de maior enver- ELAS FIZERAM A DIFERENÇA N Servidoras estaduais, de áreas diversas, representam as c gadura de que participei. Não só pelo número de mortos, mas também pela enor- me carga emocional exigida”, diz a major, piloto do Corpo de Bombeiros e primeira comandante de aeronaves do Brasil. Ingressou na corporação de- pois de ouvir a palestra de um bombeiro cadete na UFMG, onde cursava En- genharia Química. Não teve dúvidas: trancou a matrícula e se inscreveu no concurso público para Formação de Oficiais do Corpo de Bombeiros. Nesses 20 anos, a major Karla passou por vários treinamentos, até se decidir, em 2009, se tornar piloto. Novamente se inscreveu em um concurso interno, sendo aprovada, após ser submetida a testes físicos, psicológicos, práticos e teóricos. Casada, diz que a maternidade ainda não faz falta. “Foi opção não ter filhos. O meu trabalho, talvez, ficasse muito mais difícil, por saber que em casa, além do marido, deixei um filho”, diz, admitindo que nada é definitivo. SARGENTO PM GISELE BERTUCCI Polícia Militar Rodoviária A sargento Ber- tucci considera Brumadinho o pior local onde atuou, pe- lo número de mor- tos e pela situação vivida por todos. Ela chegou cerca de uma hora após o rompi- mento da barragem e foi a responsável pe- lo cerco e bloqueio de carros nas rodovias de acesso ao local da tragédia. Além disso, ficou incumbida de impedir que familiares, moradores e curiosos che- gassem próximo da região afetada. “Nessa hora, as pessoas, por mais que quei- ram ajudar, acabam prejudicando. E podem aumentar o número de vítimas”, diz. O que parece ser fácil, segundo ela, provoca reações inesperadas e me- xem com o coração de qualquer um. A sargento lembrou o caso de um se- nhor que, apareceu pedindo para que o deixassem passar, pois precisava sal- var sua família. Chegou a se ajoelhar e implorar pelo amor de Deus para que o liberassem. A sargento Bertucci ressalta que, mesmo impactada diante da- quela situação, tem que fazer o seu trabalho. Felizmente, depois foi informa- da que todos os familiares daquele senhor aflito se salvaram. “A mulher tem mais sensibilidade do que os homens, mas, em situações co- mo a da tragédia de Brumadinho, temos de nos manter serenas para evitar que os sentimentos aflorem, além do normal. Todas nós sofremos com o impacto de tragédias como essas”. Desta forma, a 3º sargento Gisele Bertucci resumiu sua participação no pós- rompimento da barragem em Brumadinho. “Minha área de atuação sempre foi Saúde, mas, desde 2016, estou no Batalhão de Polícia Militar Rodoviária”, conta. Ela está na Polícia Militar, desde 2009, incentivada pelo marido, também militar. “ Ser policial me mos- trou que poderia ajudar a um grupo maior, sempre quis servir de alguma for- ma. Na Polícia Militar, me encontrei”, confessa. Assim como a major Karla Lessa, Bertucci também optou por não ter filhos. “O mundo está muito violento e, depois de fazer parto em uma viatu- ra, realmente vi que não era para mim”, justifica. Fotos: Gil Leonardi/Imprensa MG Fotos: Renato Cobucci/Imprensa MG
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    Nº 263 -Abril/2019 21 NA TRAGÉDIA DE BRUMADINHO centenas de mulheres que ajudaram vítimas e familiares FERNANDA DE OLIVEIRA COSTA Policial Civil Segurar um fuzil de quase seis quilos e ficar na porta de um helicóptero, dando apoio aéreo em ope- rações policiais e em tragédias, como a de Brumadinho.Estetem sido o dia a dia da po- licial civil Fernanda de Oliveira Costa, 36 anos, nove deles na corporação. Sua rotina, nos últimos 40 dias, tem sido um revezamento com colegas, em Brumadinho, dando segurança aérea aos que trabalham em terra. Muitos a chamam de os olhos da operação ou observa- dora aérea. Com função totalmente operacional, Fernanda diz que sempre quis ser policial, e que, curiosamente, fez um curso de comissária de voo sem imagi- nar que iria se tornar uma tripulante de aeronave. “Minha função é ficar de olho no movimento no entorno dos locais onde a ação se desenrola”, explica. Normalmente, são áreas de risco, pelo próprio tipo do acidente. Fernanda ressalta que é necessária a contenção, pela Polícia Civil, das pessoas que que- rem se aproximar. “Atuo como segurança armada nessas situações, onde po- de haver um descontrole da população que cause tumulto. O helicóptero é também usado pelos bombeiros, como foi, nos resgates”, destaca. A policial tem um filho de 20 anos. Ela conta que o rapaz, por ser in- dependente, entende os horários e as necessidades que ela tem em se ausen- tar. “Ele não quis seguir a carreira policial, mas escolheu a medicina, que, de alguma forma, também tem como objetivo ajudar ao próximo”. LUCINÉIA CARVALHAIS Médica infectologista “No momento de dor, a sensibilidade das mulheres, com certeza, acal- ma o coração de quem está sofrendo”, diz a médica infectologista Lucinéia Carvalhais, sobre seu trabalho no IML/Acadepol, durante o serviço de iden- tificação das vítimas do rompimento da barragem em Brumadinho. Ela fez parte do Grupo de Resposta Rápida da Saúde, que reuniu 95 profissionais, en- tre enfermeiros, médicos e psicólogos, que ficaram de prontidão, acolhendo familiares das vítimas da tragédia, inicialmente, durante três dias. Sem des- canso. Lucinéia, que trabalha no Hospital Eduardo de Menezes, como infec- tologista, desde 1998, conta que o grupo multidisciplinar é preparado para atender rapidamente, em casos de sinistros e ocorrências como essas. Além do apoio emocional, os integrantes foram os responsáveis pela coleta de ma- terial genético para identificação dos mortos. “Foram momentos dolorosos. Não temos como prever qual será a reação das pessoas. Nesse momento, o fa- to de ser mulher faz com que a percepção de acolhimento, de abraço, seja real”, relata. Acostumada a trabalhar sob intensa carga emocional, a médica garante que está preparada: “Estamos num hospital referência e sempre preparados para atuar, até no caso de um surto de ebola”. Lucinéia diz que, coincidentemente, 95% da equipe envolvida no tra- balho de Brumadinho foi composta por mulheres e que a maioria foi recru- tada via rede social, através de grupos da saúde. “O rompimento ocorreu no início da tarde do dia 25 de janeiro. Na manhã seguinte, dia 26, o grupo es- tava completo. Essa é nossa função: responder rapidamente em casos de epi- demias, acidentes de grandes proporções e estar sempre preparados para atuar”, garante. MARCELA OLIVEIRA DO CARMO Analista Técnica da Cedec Agilidade, conhecimento e capacidade de análise em meio à crise. Estas são características que um profissional da Coordenadoria Estadual de Defesa Civil (Cedec-MG) precisa ter para atuar em situações como a tragé- dia de Brumadinho. E Marcela de Oliveira do Carmo, analista técnica de pro- cessos para casos de calamidade pública, tem essas características de so- bra. Ela é a responsável por colher documentos junto ao município, Estado, diversos órgãos e elaborar um processo que justifique a decretação do es- tado de calamidade pública. O trabalho, segundo ela, tem que ser feito com muito cuidado pois, além de ser obrigatório, é ele que vai definir se o governo federal vai liberar verbas emergenciais. Essa documentação também é usada para justificar o uso das Forças Nacionais em caso de tragédia ou calamidade pública. Marcela do Carmo explica que toda a documentação é enviada para a De- fesa Civil Nacional. Lá os documentos passam por avaliação criteriosa e são, ou não, aprovados. Ela conta que, no caso de Brumadinho, o pedido de decre- tação do estado de calamidade pública, feito pelo governador Romeu Zema, teve aprovação ágil e unânime. Fotos: Gil Leonardi/Imprensa MG Foto: Marco Evangelista/Imprensa MG Foto: Renato Cobucci/Imprensa MG Publicado pela Secretaria do Governo/MG
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    8Nº 263 -Abril/2019 22 JORNAL INCONFIDÊNCIA 3ª Parte Assuntos Gerais e Administrativos Assinatura anual A. VIA POSTAL - Recortar (ou xerocar) e preencher o cupom abaixo, anexando cheque bancário nominal e cruzado, no valor de R$ 150,00, em favor do Jornal Inconfidência e remetê-los para para Rua Xingu, 497 - Alto Santa Lúcia – CEP 30360-690 – Belo Horizonte – MG - Não enviar dinheiro. B. VIA BANCÁRIA - Depositar ou transferir para o Banco do Brasil o valor de R$150,00 – agência 0643-2 - c/c 128.172-0 e por e-mail, enviar o quadro preenchido e o comprovante do pagamento para jornal@jornalinconfidencia.com.br, e ainda o cupom citado e o xerox do pagamento para Rua Xingu, 497 - Alto Santa Lúcia - CEP 30360-690 - Belo Horizonte - MG. C. Valores superiores serão muito bem recebidos. D. Informações - e-mail: jornal@jornalinconfidencia.com.br. Fone: (31) 3344-1500 E. Renovação da Assinatura – a cargo do interessado (idem providências acima). ATENÇÃO: Verifique no canto inferior direito da etiqueta de endereçamento postal, o mês/ano do vencimento. E RENOVE!!!E RENOVE!!!E RENOVE!!!E RENOVE!!!E RENOVE!!! PROFISSÃO/POSTO/ GRADUAÇÃO: NOMECOMPLETO: ENDEREÇO: BAIRRO: CEP: CIDADE: UF: E-MAIL: TEL: Autorizo a publicação do meu nome SIM NÃO ASSINAASSINAASSINAASSINAASSINATURAS RECEBIDASTURAS RECEBIDASTURAS RECEBIDASTURAS RECEBIDASTURAS RECEBIDAS 01/02/18 316342 R$ 150,00 Belo Horizonte/MG 16/02/18 900056 R$ 300,00 Belo Horizonte/MG 03/04/18 588298 R$ 200,00 Santa Maria/RS 03/05/18 515382 R$ 150,00 Juiz de Fora/MG 30/05/18 601894 R$ 300,00 Rubens Alexandre B. Luciola / RJ 26/09/18 130313 R$ 500,00 João Álvaro de ???? 07/01/19 046203 R$ 150,00 Jair B. Furtado - Fortaleza/CE 10/01/19 600104 R$ 150,00 Belo Horizonte/MG 12/03/19 103745 R$ 150,00 João Pessoa/PB 19/03/19 500328 R$ 100,00 Ouro Preto/MG 25/04/19 800136 R$ 200,00 Porto Alegre/RS Data Nº Doc. Banco Brasil Valor Local do Depósito/Identificação DEPÓSITOS NÃO IDENTIFICADOS OU SEM ENDEREÇO Março/2019 Lembramos que a data (mês/ano) de vencimento da assinatura é encontrada no canto inferior direito da etiqueta de endereçamento postal. CNPJ: 11.843.412/0001-00 EXPEDIÇÃO DE JORNAIS Informamos que desta edição nº 263 de 30 deabril serão enviados dois exemplares para os assinantes/associados, a fim de que um deles seja encaminhado a um parente, um amigo, um (a) professor (a), com o pedido para que o divulguem e também façam uma assinatura do INCONFIDÊNCIA. Este jornal impresso é enviado pelo correio para todos os nossos assinantes e ainda para diversos outros destinatários. Por e-mail somente para aqueles que já nos informaram o seu endereço eletrônico. Outros assinantes que não o estão recebendo pela internet e possuem e- mails, basta informá-los a fim de serem encamihados. Constribuições espontâneas Econ Afrânio Ferreira Bressan - Rio de Janeiro/RJ, Cel Américo Americano Corrêa - Garanhuns/PE, Desemb. Antônio Fernando Guimarães - Belo Horizonte/MG, Aposent Antônio Sebastião Zanetti - Franca/SP, Cel Ary Moreira Pinto - Porto Alegre/RS, ASMIR - Associação de Militares da Reserva - João Pessoa/PB, Apos. Caetano Jacob - Brodowiski/SP, Gen Bda Carlos Augusto Fernandes dos Santos - Porto Alegre/RS, Adv Carlos Rogério Couto Baptista - Rio de Janeiro/RJ, Gen Bda Cesar Augusto Nicodemus de Souza - Curitiba/PR, Cap Davi Martins Corrêa - Santa Maria/RS, Adv Edelberto Augusto Gomes Lima - Belo Horizonte/MG, Cel Fernando Barros e Azevedo - Rio de Janeiro/RJ, Engº Geraldo Carvalho da Silva - Sete Lagoas/MG, Engº Geraldo de Castro Filho - Lagoa Santa/MG, Ten Gilberto Bergenmaier - Porto Alegre/RS, Agente DF Hamilton Campos - Tremembé/SP, Tcel José Bastos de Souza - Vitória/ES, 3º Sgt José Leite Ferreira - Garanhuns/PE, Engº José Augusto Roth - Porto Alegre/ RS, Adv José Levi Mello Amaral - Porto Alegre/RS, Engº José Eduardo Starling Soares - Belo Horizonte/ MG, Gen Div José Mario Facioli - Batatais/SP, Cap Laureci Henrique Sotello Lara - Porto Alegre/RS, Cel Linelson de Souza Gonçalves - Brasília/DF, Cel Av Luis Mauro Ferreira Gomes - Rio de Janeiro/RJ, Cel Makoto Kayano - Indianópolis/SP, Profº Mara Montezuma Assaf - São Paulo/SP, Adv Marco Pollo Giordani - Porto Alegre/RS, Desemb. Marcos Henrique Caldeira Brant - Belo Horizonte/MG, Pens Maria Helena Holanda Fontenelle - Rio de Janeiro/RJ, Adv Maria de Lourdes Lucchin - Porto Alegre/ RS, Cel Maynard José Pereira - Porto Alegre/RS, Cel Miguel Neto Armando - Belo Horizonte/MG, Cel Miguel Teixeira de Carvalho - Porto Alegre/RS, Cel Orcine de Abreu Ferreira - Belo Horizonte/MG, Cap Corveta Renato Brito de Almeida - Curitiba/PR, Gen Ex Rubens Bayma Denys - Rio de Janeiro/RJ, Adv Sergio Luiz Baciquetto - Erechim/RS, Cel Sidônio Dias Barroso - Belo Horizonte/MG, Cel Sylvio Julio Homem de Carvalho - Juiz de Fora/MG, + 1 civil e 2 sem identificação Advogado Alcyone Samico, Cel Américo Americano Corrêa, Econ Antonio Carlos Portinari Greggio, Gen Bda Cesar Augsuto Nicodemus de Souza, Juiz Décio de carvalho Mitre, Cel Fernando Barros e Azevedo, Aposentando João Alfredo Castelo Branco, Gen Div José Mario Faciolli, Cel Av Luis Mauro Ferreira Gomes, Desembargador Marcos Henrique Caldeira Brant, Cel Nodier Cavalcanti, Cel Sidônio Barroso Dias Centro de Processamento e Preservação Coordenadoria de Serviços Bibliográficos – Divisão de Depósito Legal Recibon.961/19 Ao Senhor Carlos Cláudio Miguez Suarez Jornal Inconfidência Rio de Janeiro, 03 de abril de 2019. Recebemos o material enviado a esta Fundação, conforme listagem abaixo, em cumprimento à legislação vigente de Depósito Legal. Agradecemos esta importante contribuiçãoparaapreservaçãoeaguardadaColeção“MemóriaNacional”,compostapela produção intelectual do país. Atenciosamente, ALESSANDRA MORAES Chefe da Divisão de Depósito Legal Avenida Rio Branco, nº 219 - 3º andar - Centro - Rio de Janeiro - RJ Cep: 20040-008. Tels.: (21) 2220-1892 / 3095-3950 / 3095-3951 - E-mail: ddl@bn.gov.br MATERIAL RECEBIDO: Jornal Inconfidência: 2019/01/31: 24(260) 2019/02/28: 24(261) 2019/03/31: 24(262) Recebemos 02 exemplares das edições ns. 260-262. Não recebemos documento (carta/nota fiscal ou ofício) junto com o material. Aira Silva Assistente em Documentação - Setor de Controle de Recebimento Divisão de Depósito Legal Fundação BIBLIOTECA NACIONAL Av.Rio Branco, 219 – 3º andar – Centro/RJ Telefones: + 55 21 2220 1899 / 2220 1892 / 3095 3951 aira.silva@bn.gov.br www.bn.gov.br ::: bndigital.bn.gov.br NR: Oportunamente entregaremos à Biblioteca Nacional, como fazemos anualmente, a coletânea / 2018 e o livro da autoria deste Editor intitulado “O 4º GA75 Cav e a Contrarrevolução de 1964 no Rio Grande do Sul”, comprovando a Verdadeira História do Brasil. Abril/2019 Estas revistas podem serem encontradas nos seguintes locais: 1 - Banca de Jornais na Av. Olegário Maciel, 1741, em frente ao Hotel Platinum, em Belo Horizonte/MG 2 - Martins Livreiro - Rua Riachuelo, 1291 Centro - Porto Alegre/RS - 3 - jornal@jornalinconfidencia.com.br Av. Barão Homem de Melo, nº 4.500 Conj. 1501 - Bairro Estoril Cep: 30450-250 - Belo Horizonte/MG Telefone (PABX): 31 2516-6380 À DISPOSIÇÃO DE NOSSOS LEITORES O CRUZEIRO EXTRA Ao fazer ou renovar a sua assinatura, se desejar receber via postal, um Edições Históricas da Revolução de 1964 MANCHETE exemplar destas revistas, envie mais R$ 20,00, por cada uma delas. Cel Adalberto Guimarães Menezes - Belo Horizonte/MG, Adv Adilson José Joaquim Pereira - São Caetano do Sul/SP, Cap Adriano Pires Ribas - Curitiba/PR, Cap Darcy Neves da Costa - Juiz de Fora/MG, Francisco Cesideo Gomes - Fortaleza/CE, Cel Frederico Guido Bieri - Santa Maria/ RS, Médico Ten R/2 FAB Ivo Engueroff - São Leopoldo/RS, Apos. João Alfredo Castelo Branco - São Paulo/SP, Cel João Severo da Rocha Brasil - Santa Maria/RS, Cel BMRS Lauro Prestes Neto - Triunfo/RS, Engº Luciano Pinho De Biasi Rocha - Belo Horizonte/MG, Cel Luiz Ernani Caminha Giorgis - Porto Alegre/RS, Pens. Maria Auxiliadora Wanderley Vieira Marques - Belo Horizon- te/MG, Cel Nodier Cavalcante - Santa Maria/RS, Func. Público Ricardo Bieri - Santa Maria/RS, Odontólogo Yolando Kaiser Baptista - Curitiba/PR
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    Nº 263 -Abril/2019 23 Pablo Vittar é cotado como "mulher" mais sexy, Thammy Gretchen é cotada como "homem" mais sexy e agora só falta o Tiririca ganhar um assento na Academia Brasileira de Letras e a Jojo Todynho ga- nhar o concurso de Miss Brasil. Isso não é nada para um país que tem um presidiá- rio analfabeto como Doutor Honoris Cau- sa e um Presidente da Suprema Corte que nunca foi Juiz. Vivemos no país do espelho, onde as imagens são invertidas pela grande mí- dia comprometida com a esquerda. Uma par- cela do povo idolatra e pe- de a liberdade de um cor- rupto que não só roubou dinheiro, mas também os sonhos das pessoas, e ainda chamam de "crimi- noso" o Juiz que o con- denou pelos crimes. Mulheres escre- vem cartas de amor para um ex-goleiro matador de mulher; gays idolatram Che Guevara que mata- va gays e ativistas negros endeusam um líder de quilombo que mantinha escra- vos negros, mas esquecem de todos os brancos abolicionistas que lutaram pela liberdade dos escravos, sobretudo daque- la que a assinou. Que maravilha de país! Guerrilhei- ros recebem pensão como prêmio por as- saltos, assassinatos e sequestros e um fu- zil nas mãos de um bandido não represen- ta qualquer ameaça. Enquanto isso nossos policiais são mortos aos borbotões. Mas o que espe- rar de uma gente que transformou Mariel- le em heroína, mas esqueceu da profes- sorinha que morreu queimada depois de salvar várias crianças de um incêndio criminoso? Isso fora os que acharam um absurdo uma policial matar um bandido que ameaçava mães na porta de uma es- cola. Invasores de terras matam gado, des- troem laboratórios e queimam casas em UM BRASIL DO LADO DE LÁ DO ESPELHO nome da "justiça social", e manifestantes queimam carros, depredam patrimônio público e saqueiam lojas pedindo "ordem". Tempos atrás foi por causa de um aumen- to de vinte centavos nas passagens, mas são os mesmos que clamam pela liberda- de de quem lhes roubou bilhões de reais, e quando roubou, ficaram calados. Nas universidades, que deveriam ensinar os alunos a serem produtivos, dou- trinam com base nas filosofias de um va- gabundo improdutivo chamado Marx, e que viveu a vida inteira às custas da mu- lher, rica. Mulheres gri- tam contra o feminicí- dio, mas defendem a morte de inocentes no ventre. Aqui os militan- tes que pregam a paz são os que praticam o ódio e os políticos que falam em liberdade são os que aprisionam os humildes na ignorân- cia. Até o que veio pe- dir o fim das "fake news" foi o que mais se utilizou de mentiras em sua campa- nha. Aqui, meu filho, comunistas falam em igualdade morando em mansões, vo- ando de primeira classe, comendo em res- taurantes caros e com rolex no pulso. Lu- tam contra o capitalismo tirando férias na Disney ou Nova York, e fazendo discur- sos tomando um scotch 20 anos no baixo Leblon. É lá que fazem defesas apaixona- das da "democracia" de Cuba, onde não tem eleições desde 1959 e nem é permi- tido existir oposição. É onde empunham suas bandeiras contra a ditadura e defen- dem a liberdade de expressão, mas re- verenciam Maduro, que condena seus opositores às masmorras, retira toda a liberdade de expressão e pune com a mor- te os manifestantes. Puxa... Que românti- co! Esse foi o legado deixado pelp PT e esquerda depois de longos 14 anos. Ao que tudo indica, o nefasto governo do Fernando Henrique continua fazendo escola. Somente os desmemoriados = vo- luntários ou involuntários = ignoram como os servidores públicos, a começar pelos fe- derais, foram massacrados durante nove anos por um congelamento salarial tenebro- so. O governante social=democrata, leitor no passado das arengas mar- xistas, meteu os pés pelas mãos, chamou idosos de vagabun- dos, comprou deputados e se- nadores a 200 mil por cabeça, para alterarem a Carta Magna, e assim conseguiu ser reeleito. Mas os familiares viviam um dolce farniente, em esta- tais inclusive. Aposentados, pensionistas, então, mostra- vam um doloroso sofrimento. Em Brasília, no império do FHC com o au- xílio de outro carrasco chamado Bresser Pereira, houve até o suicídio de um humil- de servidor federal, que deixou uma la- cônica carta de despedida, mostrando as dívidas sem poder pagar e os pedidos de empréstimos tentados sem êxito. O governo militar, em todo o seu período, jamais tratou os servidores civis dessa forma, anualmente esses tinham o aumento nos vencimentos. Aliás, o perío- do de Collor trouxe também pavor para o funcionalismo, houve um mês em que os salários tiveram grande atraso. Agora, a Marcelo Rates Quaranta *Só espero, sinceramente, que estejamos entrando numa nova fase, e que o Brasil comece a sair dessa inversão maldita, passando a trilhar por uma estrada reta e decente, porque nunca antes se viu um país pegando um atalho tão curto para a decadência.* SERVIDOR PÚBLICO / ETERNO SOFREDOR*Zair Augusto Cançado equipe econômica do governo está levando os servidores da União a novo estado de- pressivo. É a mesma história de nivelar por baixo. Servidores de nível superior inclusi- ve. Há dois anos que o funcionalismo não tem aumento salarial. Repete-se o desespero de aposenta- dos e pensionistas, estes gastam boa parte dos salários com remédios, que já aumentaram os preços. Planos de saúde, nas mãos de grupos poderosos, aumentan- do anualmente um absurdo nos reajustes, numa permissi- vidade sem limites da Agência Nacional de Saúde. Quem votou no candi- dato Bolsonaro==inclusive mi- lhões de idosos==ativos ou inativos da previdência social esperam que o presidente os livre de outro massacre tipo FHC. Não podem ser bodes espiatórios. O Brasil novo que desejamos depois das bandalheiras que duraram 20 anos, deve cobrar dos poderosos devedo- res e a rigor quem vive de parcos salários, nem deviam pagar Imposto de Renda. E que o Exército Brasileiro, braço forte, mão amiga, faça valer o seu valioso apoio para o povo sofredor, pois encaramos o movimento de- mocrático das FFAA nesse sentido. E só os imbecis e mal intencionados destorcem a imagem delas. (Rio de Janeiro - 05/04) *Jornalista e Radialista O governo militar, em todo o seu período, jamais tratou os servidores civis dessa forma, anualmente esses tinham o aumento nos vencimentos. Para: José Paulo de Andrade Assunto: Notícia de “O GLOBO” – 31 de março. Com referência aos seus comentários de hoje, encaminho 2 exemplares do Jornal INCONFIDÊNCIA, de BH – Edição Histórica. Peço a sua especial atenção para o texto e foto da pág 26 do nº 248 também anexo. Cumprimentos e admiração do João Alfredo Castelo Branco. Anexos: 3 jornais. (26/03) CORONEL MIGUEZ José Paulo de Andrade é o apresentador do programa matinal “O Pulo do Gato” de notícias e prestação de serviços, tem enorme audiência na Radio Bandeirantes. É muito admirado e querido pelos ouvintes, tem informado que o movimento Cívico Militar de Março de 64, salvou o Brasil de um desastre. É crítico da atual postura da Rede Globo. Prezado Coronel Miguez Além daquele documento (ver envelope amarelo, estou enviando, para sua apreciação, cópias ou recortes de noticias publicadas em jornais daqui de São Paulo): 1. Comentários sobre montagem de focos de Guerrilha Castrista no Brasil, já em 1961/1962. 2. Cobertura das manifestações de 17.03.19 em defesa da Lava Jato, informo que as rádios Bandeirantes e Jovem Pan deram bom destaque às atividades. A JP até mencionou a de BH. 3. Questão de 31 de março. 4. Publicação de carta de leitora sobre “os cem dias do Gov Bolsonaro”. 5. Cópia de carta enviando exemplares do Jornal Inconfidência (Ed. Histórica 31 de Março) ao radialista José Paulo de Andrade (RB). Grato pela atenção. (29/03) APOSENTADO JOÃO ALFREDO CASTELO BRANCO SÃO PAULO/SP Receba os cumprimentos, saudações e abraço do João Alfredo e-mail telebran@hotmail.com NR: João Alfredo é nosso colaborador e representante em São Paulo. Com a decisão, ontem, por 6x5 votos, os ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) desconstruíram o entendimento da força-tarefa da Lava Jato, con- firmado em dezembro de condenações, de que caixa dois em campanha eleitoral é pagamento de propina, antecipada ou não. Dez em cada dez réus da Lava Jato, a serem julgados ou já condenados, devem ter varado a noite comemorando. (30/04) DECISÃO DO STFSTFSTFSTFSTF É A DESCONSTRUÇÃO DA LAVA JATO “Atos públicos em defesa da Lava Jato e contra o STF ocorreram em 40 cidades.” Foto alusiva ao texto do correspondente de São Paulo. Mas, a bem da verdade, é preciso dizer que a mídia muito pouco difundiu a manifestações contra o STF e a favor da Lava-jato. (07/04)
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    8Nº 263 -Abril/2019 24 Adespeito de uma duvidosa pes- quisa acerca da popularidade do Presidente publicada pelo execrável Instituto que colaborou com a fraude contra Bolsonaro nas eleições de 2018 e comprada pelo “Sistema Goebells”, sopra sobre o Brasil, de norte ao sul, um ar benigno, isto é, uma segura bri- sa de esperança. As camadas mais aqui- nhoadas da população estão sentindo e prevendo a chegada de um bom tem- po, conquanto seja realmente uma sen- sação recente. Os mais pobres não, por conta do enorme sofrimento que lhes foi imposto há mais de três dé- cadas. Todavia, avalio que, em razão de uma intuição natural, o povão já des- confie da chegada de um clima de mu- dança como nunca visto anteriormente. A rigor, temos que considerar que o caminho longo e extremamente difí- cil que ainda temos pela frente até que o Brasil se veja livre do perigo em que foi lançado é realmente o que devemos trilhar, sem dúvida. Por mais que os maus e a vermelhada tentem, por mais que o an- tigo establishement trame e resista o projeto Bolsonaro não vai dar para trás. Muito pelo contrário, só vai avan- çar. Depois do sucesso es- trondoso da nova aliança entre o Brasil e os Estados Unidos, o mundo livre e ci- vilizado vai acolher de bra- ços abertos o ressurgimen- to do “Gigante da América do Sul”. O “Sistema Goebells” escondeu o quanto pôde as notícias relativas ao encontro Brasil/ Estados Unidos. Contudo, como ma- téria desinfluente e secundária, se viu obrigada a veicular: i) a nova posi- ção do País no cenário internacional, compatível com sua liderança e prota- gonismo geopolítico e econômico; ii) os acordos comerciais celebrados nas áreas da agricultura, de tecnologia, de segurança etc. Também escondeu tudo quanto ao retorno da confiança inter- nacional que nos traz os megas inves- tidores, além da nova colaboração que se firmará entre o Ministério de Sergio Moro com a poderosa CIA americana que já deixou os corruptos daqui de cabelo em pé. Como gato sobre brasas, passou por cima das deferências espe- cialíssimas oferecidas pelo Governo americano ao Chefe de Estado Brasilei- ro e a sua comitiva, tal como a hospe- dagem na Blair House, o mais reser- vado hotel do Mundo e tudo às expen- sas do Governo da EUA, sem falar na inédita reunião no Salão Oval da Casa Branca, da indicação do Brasil para o status de aliado próximo da OTAN e do apoio de Trump para a entrada do Brasil na OCDE, o “clube dos países ricos”. A entrada do Brasil na OCDE, lar- gando de mão a OMC dominada pelos socialistas, por assim dizer, carimba o Brasil como um país que é visto com outros olhos pelos grandes investido- res estrangeiros. O status de aliado pró- ximo da OTAN (Organização do Tra- * José Maurício de BarcellosA PÁTRIA É O LIMITE tado do Atlântico Norte) e no futuro como membro pleno da Aliança, nos leva a benefícios na cooperação mili- tar, na compra de equipamentos norte- americanos ou de outros aliados da OTAN, na venda de material bélico bra- sileiro, na venda de aeronaves da Em- braer e em diversos outros negócios. Respondam-me os energúmenos da es- querda: quem de Sarney a Temer con- seguiria tanto em tão pouco tempo? Sem embargo de tudo, penso que não temos ainda o melhor dos cená- rios, porém considero que um Planal- to cooptado pela gentalha de Lula e de Dilmaistoseráagora,nomínimo, impen- sável. Estamos longe também de ter um Congresso livre de bandidos de colari- nho branco, mas o legislativo prisionei- ro de Sarney, de Renan ou de um Eduar- do Cunha, por exemplo, penso que nun- ca mais teremos. Ainda nos envergo- nhamos muito do Judiciário que nos ata- zana e mantém a sociedade em sobres- saltos, mas é certo que esse poder no qual mandam e desmandam – que mais desmandam do que mandam e ou bem decidem – os execráveis “Mandarins Solta Bandidos” está com os dias con- tados. Falando do executivo, a perse- guição doentia é tão grande que ultra- passou as barreiras domésticas. A Fox News entrevistou Bolsonaro durante sua visita aos Estados Unidos e, ao in- vés de tratar de assuntos importantes relativos a esta histórica visita de um Presidente Brasileiro à Nação mais po- derosa do Mundo (digo assim para a “esquerdalha” arder de ódio), por mui- to tempo se ocupou das detrações e das mentiras assacadas contra o Capitão. O Brasil é quem perde com isto, porém aqueles bandidos pouco se importam. Até sobre o caso do assassinato de uma insignificante parlamentar municipal, ocorrido por conta de briga de quadri- lhas de traficantes ou milicianos o Pre- sidente foi questionado no exterior e obrigado a esclarecer. O alvo não é só o Presidente. Sua equipe é diariamente detratada e há uma trama sórdida no sentido de disse- minar a intriga e a cizânia no meio da mesma. Desde logo alerto que vão se dar muito mal com os generais de Bol- sonaro que, por enquanto, estão, com humildade, pedindo que a extrema im- prensa pare de incitar o Congresso pa- ra a prática da maldita negociata em tro- ca de cargos por votos, mas só por en- quanto, porque depois…(Confira-se na “Live da Semana” do Presidente: www. youtube.com/watch?v=PL4v3EJYPl0# action=share. Os patifes estão tontos com o su- cesso surpreendente deste governo. As duas mais importantes reformas es- truturais vão ser aprovadas, os investi- dores estão festejando o fim do atraso socialista e da corrupção sistêmica da “petralhada”; a bolsa bate o Record his- tórico dos 100 mil e como se ainda não bastasse o Professor Paulo Guedes dis- cursando em Washington, na US Cham- ber of Commerce (a Câmara de Comér- cio Americana), deu mais uma vez um show internacional desmistificando as burras críticas no sentido de que a po- lítica externa deste governo iria estupi- damente se subjugar ao tal surrado e démodé“imperialismoyankee”,desmo- ralizando completamente os “esqui- zoides azevedos” e os “barbichinhas de souza” da vida que, junto ao “dementão magnóli” da “Goebells”, torcem de- sesperadamente contra o Brasil, por pura inveja do grande Chanceler de Bol- sonaro e profundo despeito em rela- ção ao extraordinário Olavo de Car- valho. Fazer o quê? Os cães não pa- ram de ladrar. Os vermelhos não conseguem enxergar a grandiosidade do “Projeto Bolsonaro”, que há muito vem sendo gestado. Estou rindo a bandeiras des- pregadas dos bobocas que insistem em criticar a atuação dos competentes fi- lhos de Bolsonaro. Gostavam mais dos filhos de Lula. São bons políticos, legí- timos representantes do povo e com mui- to voto. Muitos votos. Donald Trump chamou Eduardo Bolsonaro para o his- tórico encontro Brasil/Estados Unidos no Salão Oval da Casa Branca e pes- soalmente elogiou a atuação política do garoto. Vai engolindo “petralhada” e adeus ao “Foro de São Paulo” de FHC, de Lula, de Zé Dirceu, de Cas- tro, de Chávez, de Maduro e de outros que tais. Conquanto o nosso Congresso não se revele totalmente confiável ain- da, penso que os soldados de Bolso- naro e principalmente a nova geração de parlamentares não vão decepcio- nar. Pode escorregar aqui ou acolá; pode um debiloide dar um “ataque de pelanca”, mas não terá coragem nem autoridade moral para desafiar quem tem a legitimidade e a força. Muita força. O problema maior é o Judiciário. Isto sim é preocupante na medida em que a lei, a ordem e a estabilidade ju- rídica estão sendo petulantemente de- safiadas pelos asseclas dos presiden- tes corruptos que os nomearam para a Suprema Corte. Depois da decisão re- lativaaojulgamentodoscrimesconexos com o de caixa dois, que rapidamente beneficiou o “bandidinho Lindbergh”; à vista do crime de injúria e de difama- ção perpetrado por um “Mandarim Sol- ta Bandido” em cadeia nacional e no Plenário do STF, bem como da petu- lante manobra de um ex-serviçal do bandidaço Zé Dirceu, objetivando coa- gir toda uma classe de Operadores do Direito tanto quanto constranger quem exige que se instale a Operação Lava Toga, não paira a menor dúvida de que o lado podre do Judiciário partiu para o confronto e quer colocar na rua não só o “Ogro Encarcerado”, mas todos os bandidos de colarinho branco pre- sos pelo Brasil afora. Eis aí o sinal claro que os verme- lhos ansiavam para defla- grar a tal prometida resis- tência que começa por vio- lar a vontade soberana do povo que majoritariamente elegeu Jair Bolsonaro. Não temo as bazófias brandidas por indicados de corruptos ou mais propria- mente as vãs ameaças de umlambaiodo“GrandeCor- rupto dos Porões do Jabu- ru”, preso dias atrás. O ata- que do STF contra a segu- rança jurídica no País e sua afronta à Operação Lava Jato, atra- vés de um Decreto do Presidente do STF que “analfa” algum em direito as- sinaria na medida em que manda ins- taurar um inquérito violando frontal- mente a vedação constitucional rela- tiva ao “juizado de inquisição”, são medidas que vão ser atalhadas, de uma forma ou de outra. O destemido Del- tan Dallagnol é profundo conhecedor do direito, um verdadeiro gênio a ser- viço do Brasil e arquitetou um novo procedimento para a Lava Jato com relação ao famigerado caixa dois. Além disso, confio no herói nacional Ser- gio Moro porque todas as vezes que o Supremo tentou pular a cerca ele abateu os “puladores” ainda no ar. Ago- ra, com a palavra o Presidente Jair Bol- sonaro. A nova era é maravilhosamente promissora. Entretanto não podemos continuar permitindo que sejamos in- sultados o tempo todo. Está chegando a hora Senhor Presidente! E chega mui- to mais cedo do que se esperava A luta dos seus quase 60 milhões de apoiadores foi terrível. O Capitão e os seus filhos são quem melhor sabem disto. Há que se por limites naquela gente do mau e a Pátria é o limite porque o Brasil está realmente acima de todos. É a Pátria, somente a ela, que o Senhor e os cida- dãos de honra deste País um dia jura- ram lealdade. * Ex Consultor Jurídico da CPRM-MME é advogado. FONTE: Coluna ¨DIARIO DO PODER¨, Jornalista Claudio Humberto
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    Nº 263 -Abril/2019 25 Turma aspirante méga 15 de fevereiro de 1955 - 64 anos - 15 de fevereiro de 2019 A23 de março, sábado, a Turma reuniu-se no Rio de Janeiro, no Clube Militar, sede Lagoa, pela 12ª vez para mais um almoço de confraternização realizado anualmente pela quarta vez consecutiva e não mais em Resende, na AMAN, atendendo à proposta apresentada na reunião dos 60 anos pelo Castro Neves, em virtude da dificuldade de deslocamento e da provecta idade de todos os seus componentes e familiares. Anteriormente, a reunião era realizada na AMAN de 5 em 5 anos, e na última de 2015, constatando-se uma pequena presença passou a ser anual no Rio de Janeiro, onde mora a maioria dos integrantes da Turma. Desta vez compareceram 21, sendo 16 residentes no estado do Rio de Janeiro, dois de São Paulo (Castro Neves e Daniotti), um de Juiz de Fora/MG (Reis), o Bicalho de Brasília e ainda de For- taleza/CE o Renato Darcy, muitos acom- panhados de suas esposas e filhos. São eles: INFANTARIA: Pimenta e Mariza; Sarahyba e Adely. CAVALARIA: Athos e Maria Alice. ARTILHARIA: Bicalho; Castro Ne- ves e Maria de Lourdes; Daniotti com seu filho; Gilberto e Lia; Gurjão; Landeiro; Lauro Fortuna e Ivany; Macedo e Leony; Paula Valle e Shirley; Renato Darcy e esposa; Segadas; Spangenberg; Sodré e Elba; Szechir. ENGENHARIA/CT: Ney Corrêa e sua filha Alice; Priess; Reis; Schendel e Adilea. Ainda presente familiares do com- Priess, Landeiro, Spangenberg, Gurjão e Szechir panheiro Toledo Camargo, de Itu/SP que já partiu. Usaram da palavra, primeiramente o Spangenberg. e a seguir o Pi- menta, organizador do even- to. Spangemberg agrade- ceu a presença de todos, des- tacou o trabalho do Athos e Maria Alice pela organização da maioria das reuniões ante- riores e homenageou os com- panheiros falecidos. Pimenta lançou as ideias básicas para a comemoração, em 2020, dos 65 anos propon- do uma reunião no meio da se- mana no Rio com visita à For- taleza de Santa Cruz e ao Mu- seu de Arte Contemporânea (MAC), ambos em Niterói, e no sábado 15 de março, visita para reminiscências à AMAN. Os remanescentes da Turma Aspirante Méga agradeceram ao Pimenta a opor- tunidade de se reunirem mais uma vez, relembrando “causos” passados, apelidos inesquecíveis, contando histórias acontecidas no desempenho das atividades militares e debatendo a atual situação de nosso país, demonstrando a alegria que hoje todos sentem, pois em 1964, eram jovens capitães e participaram espontânea e patrioticamente do movimento cívico-militar. O diretor do CIEP (Centro Inte- grado De Educação Pública) Aspirante Francisco Méga, localizado nas proximi- dades da Vila Militar/Magalhães Bastos, professor Fernando Frederico de Olivei- ra, apesar de ter recebido um convite pessoal do Spangenberg para participar do almoço, não com- pareceu em virtude de imprevistos surgidos de última hora. Gostaríamos de lembrar que essa Es- cola estadual, ao que parece, é a única existente no Brasil com o nome do herói da FEB Aspirante Francisco Méga, merecendo ser relembrada e pre- servada. Finalizando, após a distribuição dos jor- nais Inconfidênciia nº 261 e 262, este a Edição Histórica do Movimento Cívico – Militar de 31 de março de 1964 que não pode esquecido nem deixar de ser comemorado, Pimenta agradeceu a presença de todos e já os convocando para a próxima reu- nião em 2020 / 65º anivesário, ficando a organiza- ção novamente a seu cargo. A seguir, fotografias, abraços e despedi- das... Até a próxima! Sodré, Athos e Maria Alice Naquela quinta-feira dia 06 de se- tembro, véspera do feriado de in- dependência do Brasil, Juiz de Fora es- tava ansiosa pela visita, do então can- didato à presidência, Jair Bolsonaro. Naquele dia, Bolsonaro ao chegar à cidade visitou o hospital Ascomcer e seguiu para um almoço empresarial que surpreendeu a todos com a adesão em massa! O empresário Aloisio Vascon- celos, presidente da Associação Co- mercial de JF, tinha a alegria no coração pelo grande sucesso do evento. Como não poderia deixar de ser, sendo uma tradição em nossa cidade, nosso futuro presidente chegou à frente da Câmara Municipal e emocionou-se ao ver tamanha multidão que o aguardava! A maior já vista em nossa cidade! Durante sua descida pelo calçadão, sofre uma ten- tativa de homicídio com uma facada no abdômen superior e é levado rapidamente para a Santa Casa de Juiz de Fora. Neste hospital, recebe atendimento inicial onde se constata a gravidade da lesão e risco iminente de morte. Neste momento, sou chamado pe- lo anestesiologista Dr. Edy Prata e lá CANDIDATO BOLSONARO FOI ESFAQUEADO EM JUIZ DE FORA* Dr. Paulo Gonçalves Jr. Flagrante do momento em que o candidato foi esfaqueado Foto: Raysa Leite chegando, iniciei com a máxima urgên- cia, o atendimento necessário. A emoção é grande para todos, mas para mim era enorme! Ironicamen- te, fui ao almoço empresarial com minha família para chegar perto do "mito", sem sucesso devido ao grande número de partici- pantes e, agora, via meu ídolo com risco iminente de morte! No centro cirúrgico , o tu- multo e a comoção de todos to- mava conta: policiais federais e amigos como o empresário Gui- lherme e o Deputado Marcelo Álvaro, exprimiam em suas fa- ces a angústia de toda uma nação. Chamou atenção a presença e for- ça do filho Carlos que acompanhou o pai durante o atendimento. Com a chegada da equipe cirúrgi- ca comandada pelo Dr. Luís H. Borsato, retirei-me do caso, mas fiquei à disposi- ção caso fosse necessário a minha in- tervenção como Cirurgião Vascular. Ao executarem a laparotomia, foi evidenciada volumosa quantidade de sangue e um importante sangramento ativo em posição dos grandes vasos do abdômen, momento em que fui chamado a intervir. Deus nos iluminou e, juntos , conseguimos "estancar" a hemorragia e a cirurgia seguiu no controle das lesões do intestino delgado e grosso, sendo ne- cessária a colostomia para minimizar o risco de morte por infecção posterior. No dia 04 de outubro de 2018, em visita à residência do paciente, no Rio de Janeiro, acompanhado do anestesista Dr. Rodrigo Quinet, do empresário Alo- ísio Vasconcelos presidente da Associa- ção Comercial e do PSL em JF, da jor- nalista e assessora de imprensa do PSL, Rose Almeida, e do Deputado Federal Marcelo Álvaro Antônio, o qual tornou possível o nosso encontro, pude conhe- cer o agora eleito Presidente do Brasil, Jair Messias Bolsonaro! Nosso presidente abriu as portas de sua casa nos receben- do com uma simplicidade e simpatia que nos encheu de confiança e alegria! Disse ele: "o Brasil tem jeito e juntos seremos uma grande nação;" o coração bateu for- te pois essa era nossa esperança e ex- pectativa! Em seguida, mais emoção ao ouvi-lo dizer: "Juiz de Fora não é a ci- dade onde sofri um atentado, Juiz de Fora agora é minha segunda terra natal." Terminamos nossa visita como se fôssemos amigos de longa data, tama- nho foi nosso acolhimento e, graças a Deus, temos hoje um presidente eleito com uma vitória esmagadora que quase morre em busca do sonho de um Brasil verde e amarelo. Bolsonaro, para mu- dar, de verdade, o Brasil. (Publicado no Informativo da AMIR/JF) * Cirurgião Vascular e Endovascular, médico integrante da equipe que atendeu Jair Bolsonaro em Juiz de Fora.
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    8Nº 263 -Abril/2019 26 CAIXA POSTAL CEL AMÉRICO AMERICANO Garanhuns/PE Renovação de Assinaturas Remeto a importância de R$ 500.00, referente à renovação das 2 assinaturas do Inconfidência, conforme os 2 cupons ora pre- enchidos. A diferença entre o somatório das 2 assinaturas e o total depositado, ou seja (500 - 300 = 200) corresponde a uma singela doação. Acuso o recebimento de 2 prestimosas revistas, O Cruzeiro e Manchete, que rela- tam minuciosamente a verdade sobre o Mo- vimento de Março de 64. A matéria é tão ins- trutiva que eu as estou lendo pela segunda vez. Esta correspondência pode ser divulga- da no Inconfidência. Saudações da Caserna (12/03) ADV ALCYONE SAMICO Rio de Janeiro/RJ Inconfidência nº 261 Ante vossos olhos a nova edição (nº261, ano XXIV) do jornal que reúne em si todo o expressar do amor à Pátria Brasileira dos que comungamdomesmoideal queexsurge deseu Editor/Redator Coronel Carlos Miguez, e que redundou, ainda desta feita, no fazer panejar gloriosamente o pavilhão verde-amarelo. Re- conheçam o valor que representam as edições do Jornal Inconfidência, unam-se aos ideais que imantam o Cel. Miguez e expressem o seu apoio com o preenchimento do CUPOM à página nº 16. (15/03) TANIA TAVARES São Paulo/SP Intimidação? O ministro Dias Toffoli, quer intimidar não só os membros do Ministério Publico, mas também a mídia e a população que dis- cordar de alguns ministros do STF? Isto é censura! (15/03) * * * Coincidências! Aos cuidados do Diretor(a) de Redação 1) "Quando Temer ia votar a reforma da Previdência apareceu Janot/ Joesley e pa- rou tudo. Agora podiam esperar a votação para depois prender temporariamente o Temer e Cia. Acontece que os funcionários públicos com altos salários sentem-se pre- judicados e "ferram" a reforma." 2) " Mandar prender o sogro do Presi- dente da Câmara numa horas destas? Socor- ro!" (22/03) * * * Tiro no pé O ministro Dias Toffoli, ao permitir en- trevista com o presidiário Luiz Inácio-Lula, mais parece revanchismo pueril. Será que ele tem a dimensão do que pode ocorrer se presos da Lava Jato, políticos, traficantes, coman- dantes do crime organizado famosos, etc... também quiserem dar entrevistas? O ministro não vai conceder? E o Art, 5º da Constituição Federal de 1988, que diz que todos são iguais perante a Lei? (19/04) * * * Entrevistas E se a fila para dar entrevista for: Mar- cos Valério, Eduardo Cunha, Sérgio Cabral, Fernandinho Beira-Mar, Marcola, Gim Ar- gelo, João Santana..., o ministro Toffoli vai seguir o artigo 5º da Constituição dita cida- dã? (19/04) ADERVAL PIRES Rio de Janeiro/RJ Congresso contra previdência de militares A explicação que sobre o soldo reprimido dos militares é tal qual a dos aposentados do INSS. A nossa defasagem desde o tempo do FHC é mais de 100%, então se eles fossem corrigir agora iria ser uma briga de foice, por- que aumento real só se dá para os políticos e o pessoal do Judiciário, isso sem falar nos demais servidores públicos. Os nossos ami- gos Oswaldo Colombo e Ricardo Bergamini cansam de demonstrar isso, mas eles não dão bola, o que importa é que o deles esta seguro e pronto. O resto que se exploda co- mo já dizia o Justo Veríssimo personagem do Chico Anisio. (21/03) JORNALISTA FLAVIO PINTO RAMOS A minha suspeita se confirma: Com sol- dos defasados e sem correções a nova estruturação das carreiras militares só agrada Maia é o chefe do poder da República mais importante, pois representa o povo di- retamente, de onde emana todo o poder, no sistema de Montesqauieu, d' o espírito das leis, que norteou a Constituição dos Estados Unidos, 1876, e, depois, a Revolução France- sa, de 1789. Maia tem a caneta que nomeia milhares de cargos no Congresso Nacional, que tem um orçamento de uma cidade de porte médio. Agora diz que a reforma da previdência é problema particular de Bolsonaro. Será que pensava que Bolsonaro impediria a prisão do seu sogro, ex-governador do RJ? ou que impediria os avanços do combate à criminalidade, com o anteprojeto de Ser- gio Moro? ou que seguraria as obras malfeitas do seu pai, como a da encosta que desabou no Rio, matando pessoas? Ele não está sabendo namorar, para ganhar o noivado e, quem sabe, casar-se. Precisa emagrecer, deixar de chupar pirulito, comer lanchinhos, e cuidar do novo governo, antitese do antigo "governo velho", onde o os Deputados somente andam mediante mimos, do tomaladacá. Por isso Janio Quadros renunciou alegando "forças ocultas". A Reforma da Previdência é uma ação do Estado Brasileiro e não do Governo Bolso- naro. Ou faz isso ou a vaca vai pro brejo ... (22/03) * * * O QUE OS OUTROS NÃO FIZERAM EM MAIS DE 20 ANOS O GOVERNO BOLSONARO ESTÁ FAZENDO HÁ 2 MESES Agora nós entendemos os motivos da irritação dos comunistas contra Bolsonaro. É que ele segue a linha dos 5 generais que tiraram o país do buraco, em 64, e o deixaram próspero nas mãos de Tancredo/Sarney. Agora retoma-se, com uma cúpula estrelada e se tentam derrubá-lo batendo de frente, vão ter que enfrentar um Mourão por detrás, e aí fica bem difícil. A ferrovia vai resolver ingente problema de escoamento do agronegócio, o carro chefe da economia, com logística de primeiro mundo. Somado às melhorias dos aero- portos, ora privatizados. Isso irrita os comunas, pois perdem seu caldo de culturua, do "quanto pior, melhor", esvazia os discursos esquerdopartistas, inconsequentes, patológicos e doentios. (13/03) ADV JOSEVAL CARNEIRO Salvador/BA no que os prejudica, os militares das FFAA e auxiliares, aumentando o tempo de serviço e as contribuições compulsórias. A demanda reprimida dos soldos que es- tourou agora é mais uma prova da má fé, se as atualizações tivessem sido graduais, mesmo sem aumento real esse impacto não teria sido sentido e as famílias de militares já teriam recebido as atualizações. O Congresso Nacional é dominado ma- joritariamente por maus planejadores e a maioria dos que têm curso superior é de ad- vogados. Poucos são os diplomados em áreas matemáticas. Por outro lado, eles querem Forças Arma- das fracas, um pensamento com o ranço da esquerda. Nunca se fala dos verdadeiros vilões, que recebem das Receitas da União sem ne- nhuma contrapartida. Os 16 estados do Nor- te e do Nordeste que nunca pagaram nenhu- ma contribuição para a Receita Federal e vivem de repasses a fundo perdido. Os 10 estados que sustentam o Brasil, encabeça- dos por São Paulo é que pagam a conta. Nunca se falou, até agora que Bolsonaro abriu a boca, dos bilhões que custam ao erário para manter militantes indicados inabilitados tecnicamente em cargos de confiança. O Congresso barganha com o Executivo como sempre fez, de forma sórdida. O Presi- dente da Câmara de Deputados investigado pela Lava jato posa de conciliador, mas pelas costas faz pressão velada. Tudo era culpa dos militares, que por questões legais de disciplina nunca pude- ram se manifestar. CEL CLÉO CARNEIRO BAETA NEVES Niterói/RJ Recebimeno de exemplares da Edição Histórica de 31 de Março Caros companheiros Coronéis Reynaldo de Biasi e Carlos Claudio Miguez Com imensa satisfação recebi quatro (!!!) exemplares do número histórico celebrante do nosso Movimento de 31 de Março de 1964. Orgulhosamente farei sua distribuição entre amigos do EB e da Marinha de Guerra de nosso grupo "GAROTOS DE ICARAÍ" bem como civis e rotarianos (Clube Niterói Norte-o maior daqui) que comungam de nossos ideais por um Brasil maior isento de corruptos!!! (23/03) IZABEL AVALLONE São Paulo/SP Foque nas reformas O post do presidente Bolsonaro causou perplexidade às raposas que ficam à espreita para pegar alguma fala e replicar. Da forma como as coisas estão se encaminhando, até um bom dia de Bolsonaro pode dar pano pra manga. Vivemos tempos de muita hipocrisia, dependen- do de quem fala, o assunto tem um peso. Quando foi para crianças tocarem um homem nu, nao se ouviu barulho. Quando um presidente dá enfase à família, aos valores morais é criticado. Se eu pudessedarumconselhoaopresidentediriaaele para deixar seus ministros trabalharem e não ficar perdendo tempo respondendo as provo- cações de gente que não quer que o Brasil mude. Foque nas reformas. Governe para to- dos. Uma hora essa gente cansa e será obrigada a ver as mudanças que certamente virão. (08/03) * * * Os políticos presos Lula pode comemorar, já não é o único ex- presidente a ser preso. Temer também está preso. Eles não são presos políticos, são polí- ticos presos e sabem muito o bem o que fize- ram e o quanto receberam. Por outro lado a população também comemora, mas quer mais, além da prisão, essa gente precisa devolver o que roubou. Basta olhar a situação do Brasil, sem educação, sem saúde, sem segurança, po- rém cercado de corruptos, ladravazes sem ver- gonha na cara. Quantoqueremapostarqueagora vãodizerqueavotaçãodaReformadaPrevidên- cia pode ser prejudicada devido a essas prisões. Afinal,osogrodeRodrigoMaia,MoreiraFranco também foi preso. Será que isso explica o ataque de Maia a Moro? Tudo é possível quando o as- sunto é dinheiro e poder. (21/03) * * * Uma fala para dentro Não assisti a entrevista do presidiário por- que,emprimeirolugarelenãoémelhordoqueos outros presos, e, se ele pode, todos os presos podem ser entrevistados, em segundo lugar por- que o que sai daquela boca é ódio, sede de vingança, sentimentos presentes na alma de quem não faz uma autocritica e acha que o povo é bobo. Um discurso ultrapassado. Sem contar a sede da cachaça Ouvi um audio onde ele diz que o país está sendo governado por um bando de malucos. Temos um presidente que já fez diversas mudanças no país, montou osmelhoresministérios,desataquesparaPaulo Guedes, Sergio Moro e Tarcísio Freitas, vem cumprindo o que prometeu, porém ainda é cedo para termos uma avaliação do novo qua- dro. Prefiro esse bando de malucos a um bando de ladroes que destruiu nosso país. Causa arrepio ver como a imprensa se comportou em quase duas décadas, mantendo-se calada e nunca ousou contrariar Lula. Nunca se viu uma manchete " Lula roubou o país por quase 2 décadas". Nao fosse o trabalho da Lava Jato, isso estaria encoberto. O resultado, está aí. Nada como o tempo para mostrar a forma co- mo uma imprensa pode adiar os problemas de um governo quando, se beneficia dele. Quem sempre perde é o cidadão que convive com aqueles que torcem para um Brasil pior. Uma coisa ficou evidente, Lula fala para dentro. Dentro de si e de suas paredes. Pronto, apa- guem os holofotes. (27/04) CEL REYNALDO BIASI Belo Horizonte/MG Brasil e USA Quanto ao artigo “O novo centro mundial da geopolítica energética”, do general Marco Antônio Felício (Opinião, 10.3), a meta do Foro de São Paulo era criar uma grande pátria comunista, na qual o Brasil deixaria de ser soberano. A eleição de Bolsonaro destruiu esse sonho mas ainda há um grande caminho a ser percorrido, pois o inimigo tradicional, vivo e sedento de uma revanche, estará atuan- te e não desistirá de seus malignos desíg- nios. (O TEMPO 12/03) PAULO REINALDO FONSECA FRANCO Rio de Janeiro/RJ Carnaval - Mangueira Sátiras políticas e protestos bem-humo- rados sempre fizeram parte do carnaval. No entanto, a Mangueira extrapolou ao apre- sentar na Sapucaí um enredo um tanto quanto polêmico e duvidoso, no qual procurou des- construir figuras e fatos da História sedi- mentada do Brasil. O carnavalesco chegou ao ponto de colocar o patrono do Exército brasileiro, Duque de Caxias, em papel que nunca se atribuiu a ele nos livros escolares: o de repressor em chefe de revoltas po- pulares. (O GLOBO -07/03) LÉO SIMININI Dias Toffoli Manifestação contra o Supremo Na abertura do II Seminário Macro Cri- minalidade, realizado em Belo Horizonte, fi- cou marcado por protestos. Cerca de 30 inte- grantes do Movimento Brasil Livre (MBL) e do Direita Minas se dirigiram ao evento e gritaram palavras de ordem contra o STF e seu presidente, Dias Toffoli, um dos respon- sáveis pelo discurso de abertura. Munidos de faixas e cartazes, os manifestantes pediram a saída de Toffoli do cargo, Outros ministros também foram alvos do ato. Os manifestantes colocaram adesivos na boca e mostraram re- volta pelo fato de o STF ter definido em vo- tação apertada 6 a 5 - que determinados cri- mes abordados pela Lava Jato farão parte da alçada da Justiça Eleitoral. Toffoli não falou com a imprensa. Porém, em seu discurso, deixou o que seria um recado para os procuradores da Lava Jato: É necessá- rio que aja ação do Estado em proteção da sociedade. O que não pode haver são excessos e heróis”, afirmou. “Não é ação de heróis que resolve os problemas da sociedade. Mas sim as instituições. Nós passamos, as instituições ficam”, concluiu. (O TEMPO 19/03) CEL ANTÔNIO GONÇALVES MEIRA Rio de Janeiro/RJ A Previdência dos Militares Este texto de autoria do Professor e Perito criminal Gerhard Erich Boehme, foi transcrito de “O Avaiano”, mensário da Tur- ma Avaí (AMAN/1956) e também publica- do no Jornal Inconfidência, faz tempo. Podemos acrescentar que o apoio à Família Militar é ainda mais antigo e fundamentado. Vem, pelo menos, de 1827, com a concessão do chamado Meio Soldo. Sempre com gerência eficiente. Hoje, abril de 2019, um coronel com sessenta e cinco anos de contribuição para assistência a suas dependentes com uma recei- ta bruta de cerca de R$ 21.000,00, lega uma pensão de valor equivalente e para isso con- tribui com cerca de R$ 2400,00, incluída a cota de 3% para assistência médica. Em termos de cálculo atual, não é pouco. Os militares não pedem caridade do Estado, mas o que lhes é, legitimamente devido! JORNALISTA GRAÇA SALGUEIRO Recife/Pe Comunicado Bom dia, meu querido amigo, Lamento decepcioná-lo, mas este mês não poderei enviar meu artigo, pois estou com tendinite no braço direito e impossibi- litada de escrever. Pedi a meu filho que redigisse essa nota, aproveitando que ele veio aqui me visitar. Espero que compreenda e me perdoe, ficando a promessa de no próximo número lhe apresentar, como sempre, um artigo com in- formações que a mídia não divulga. (27/04) NR: Ciente. Aguardemos seu artigo na próxima edição e desejamos pronta recu- peração e lembrando que foi a primeira vez em doze anos que não será publicado.
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    Nº 263 -Abril/2019 27 CARTAS RECEBIDAS DURANTE OS MÊSES DE MARÇO/ABRIL DOS NOSSOS ASSINANTES: APOSENTADO BENONE AUGUSTO DE PAIVA São Paulo/SP PROFESSORA MARA MONTEZUMA ASSAF São Paulo/SP From: BENONE PAIVA To: benone paiva; Jornal Pequeno - MA; A TRIBUNA / ES; Opinião Pública; Estado de Minas; Diário do Sul; Hoje em Dia; Jornal Corporativo - RJ; Jornal do Comércio - Porto Alegre; Gazeta do Povo; JORNAL INCONFIDÊNCIA; Gazeta Popular - Campinas/SP; Jornal da Cidade - Bauru/SP; Jornal de Piracicaba /SP; tribuna@tribunaribeirao.com.br; O Estado do Maranhão - MA; Correio Brasiliense - DF; Jornal de Brasília; redator@jornaldelaguna.com.br; Diário Catarinense; Folha de Londrina; Zero Hora (RS); Pioneiro - Caxias do Sul; mailto:redacao@ofarroupilha.com.br; mailto: diariopopular@diariopopular.com.br; palavradoleitor@dgabc.com.br; darwin@odiariodemogi.com.br; cartas@valor.com.br From: MARA MONTEZUMA ASSAF To: DIÁRIO DO COMÉRCIO; DIÁRIO DO GRANDE ABC; FOLHA DE SÃO PAULO; JORNAL AGORA; VALOR ECONÔMICO; CORREIO POPULAR - Campinas; Jornal da Cidade - Bauru/SP; Jornal da Cidade - Pindamonhangaba ; Jornal de Piracicaba /SP; Jornal Tribuna de Ituverava / SP; Jornal Tribuna de Ribeirão Preto / SP ; Folha de Pernambuco; Jornal Pequeno - MA ; O Estado do Maranhão - MA; A GAZETA / ES; Correio do Estado (MS) ; Diário da Manhã - GO ; Diário do Sul; Estado de Minas; Jornal Corporativo - RJ; Jornal de Brasília; Jornal do Comércio - Porto Alegre; Jornal Gazeta do Povo (PR); JORNAL INCONFIDÊNCIA; Jornal O GLOBO; Tribuna de Minas montezuma.scriba@gmail.combenonepaiva@gmail.com A FARSA DO IBOPE CONTINUA É incrível como os institutos de pesquisas continuam manipulando os resultados de acordo com a vontade do corruptor! São constantemente desmentidos pelos fatos e mesmo assim continuam com o seu objetivo parcial de acordo com os seus interesses e encomendas re- cebidas... Na última eleição, o IBOPE, DATA-FOLHA e outros institutos apoiados pelo O Globo, Estadão e Folha de São Paulo registravam 32 pontos para o Bolsonaro, teve 46,5 e no segundo turno perderia para qualquer outro candidato, mesmo com a ocultação midiática do enorme apoio popular ao Bolsonaro nunca vista na história de todas as eleições brasileiras. Mas a mídia omissa e desmamada das tetas da viúva continua com os seus arranjos de- nominados de pesquisas. O Brasil precisa mudar esse comportamento e determinar um tra- balho limpo e imparcial para a boa informação dos brasileiros. (26/03) 31 DE MARÇO No dia 31 de março de 1964 eu tinha 28 anos, era sargento do Exército servindo no 10º G Can 75 AR, Campo Grande, MS. Essa unidade era comandada pelo coronel Newton Ourique de Oliveira e subordinada ao comando da QG da 4ª DC situado bem a frente ao G Can, e comandado pelo saudoso general Emiio Garrastazu Médici, Foi um período de muito sacrifício para todos os militares do mais alto posto até os soldados. Muitos serviços e permanência direta nos quarteis, Eu senti o baque dessa revolução, não estava gostando, mas com correr dos tempos, vendo a administração pública do país pelos militares comecei entender o sacrifício e com o tempo ver as grandes realizações feitas no país que duram até hoje para os incrédulos verem e fiz comparação da pobreza que era o nosso Brasil antes e com um enorme pro- gresso registado na história do país, marcando num período, 64/85, o maior desenvolvi- mento sócio-econômico de toda a história republicana brasileira com honestidade, com- petência e patriotismo. Saudosa e histórica época para o Brasil! (27/03) TOGA TAPANDO A CORRUPÇÃO Pensamento sábio e filosófico devidamente reconhecido pelo mundo político: "Quan- do a toga se corrompe, somente a farda poderá resolver". Claramente o Brasil está pas- sando por esta infelicidade, teremos a compreensão e decisão dos 3 poderes ou a farda precisará intervir nessa área? (29/03) PERGUNTO À MÍDIA Eu pergunto principalmente aos principais órgãos da imprensa brasileira falada e escrita: Estadão, Globo, Folha de SP, TVs e rádios qual o motivo da mídia estar se omitindo em divulgar as boas realizações do governo Bolsonaro? Eu sei por meio das redes sociais de várias decisões e iniciativas muito importante para o país e para os brasileiros tomadas pelo governo Bol- sonaro. Ele é um anti-corrupto, combate ferozmente os amigos do alheio, está eliminando mui- tos penduricalhos e economizando gastos supérfluos para colocar a casa em ordem bagunçada nos últimos 34 anos. Os brasileiros estão notando os fatos do momento, não entendemos a vossa postura. De que lado vocês estão e tem coragem de responder? (29/03) QUEM SABE? Não sei se feliz ou infelizmente ainda não conheço os Estados Unidos e como é o nível de vida humana naquele país. Ouço muitos petistas, esquerdistas, comunistas, falar muito mal e rogar pragas na terra do Tio San. Pelo que ouço desses detratores, lá deve ser horrível! Mas, ao mesmo tempo fico encucado sabendo sobre os passeios de artistas petistas, comunistas, esquerdistas como o Chico Buarque, Caetano Veloso, Gilberto Gil, José de Abreu e tantos ou- tros até a Manoela comunista declarada sempre vão passear à Nova Iorque, Los Angeles, Paris, Etc. Nunca fiquei sabendo que algum desses foram para Havana em Cuba, Venezuela e Coréia do Norte, nem fiquei sabendo que alguém fugindo de perseguições políticas em seus países procuras- sem Cuba para se refugiarem. Porque será, se a ilha do Fidel é um paraíso? (04/04) AVALIAÇÃO PRESIDENCIAL PELO DATA-FOICE DE SP Bom dia digníssimos editores da FALHA DE SÃO PAULO, vocês são como o lobo, perde o pelo mas não perde o vício. Ainda não chegaram a conclusão que a mentira está destruindo o que lhes restam da grande parte conquistado no tempo de um ladrão que foi equivocadamente eleito presidente pelos brasileiros mal informados e que deixou este país semidestruído? Sim, eu entendo a vossa opinião de que o BOLSONARO é ruim, eu também acho, afi- nal, ele entrou como presidente muito imponente e impedindo a liberdade dos corruptos da pátria: mídia, políticos, empresários, artistas, etc. continuar sugando os recursos dos impostos pagos pelos contribuintes. Que maldade do Bolsonaro! Vocês tem razão sim, dele estar mal avaliado pelo DATA-FOICE DE SP, ele não está deixando roubar, bom mesmo era o Lularápio que roubava e deixava roubar. Que belezura! Mas não se esqueça que o povo acordou, estão firme na internet e nada mais acreditam nas mentiras midiáticas. Se o Bolsonaro deixasse roubar como era feito em tempos esquerdistas, ele estaria bem avaliado como era o Lularápio, mas agora estaria também onde o Lularápio está. (07/04) INSTITUTOS DE PESQUISAS Fico até revoltado ao ver sempre as pesquisas tendenciosas e de muita má fé devi- damente comprovada com os resultados de eleições passadas desde 1985 para cá feitas principalmente pelo "DATA-FOLHA e IBOPE" e outros institutos seguidores dessa mes- ma linha de desinformação. Qualquer cidadão de boa fé nota claramente os desvios de informações destes insti- tutos desejando impor mudança de opinião pública para o lado dos seus interesses e não para informar a verdade. Ainda me causa profunda estranheza a JOVEM PAN e a BAND não fazer aquelas en- quetes que faziam antigamente até o ano de 1985 acertando sempre na mosca e desmas- carando os maus institutos que erravam sempre. Não consigo entender porque estas duas emissoras pararam com o excelente trabalho de informação que faziam levando a verdade de informação aos ouvintes. Porque pararam? Fizeram acordo com os institutos ou foram proibidos falar a verdade? (19/04) O SILÊNCIO DA BAND E DA JOVEM PAN Os institutos de pesquisas DATA-FALHA DE SP e IBOPE continuam blefando desaver- gonhadamente em suas pesquisas fajutas e a mídia omissa e corrupta os aplaudem entu- siasmadamente. Porque a JOVEM PAN e a BAND se calaram com o fim das suas antigas enquetes que acertavam sempre na mosca e nada explicam publicamente? (25/04) APESAR DE BOLSONARO? Fernando Henrique Cardoso tentando jogar para si e Lula alguma purpurina de glória caso a Reforma da Previdência seja aprovada no mandado de Bolsonaro: "A reforma da Previdência vem passando a cada mandato, cada um faz um pouquinho". É feia a sua atitude pois, tivesse tido ele a coragem de fazer a lição de casa naquele momento, não estaríamos agora com a corda no pescoço na beira do cadafalso. Diz ele que a reforma deve avançar, apesar de Bolsonaro. Que mesquinhez, ele deveria esconder um pouco o fato de os tucanos serem irmãos xipófagos dos petralhas. FHC diz esperar que a reforma vá passar, pois segundo ele, o Brasil cresce por can- saço. Não, nunca por cansaço, pois as urnas mostraram que os brasileiros estão mais alertas do que nunca! O Brasil cresce, primeiro porque estão fechando-se os ralos por onde escoava nossa riqueza para países "hermanos"; cresce movido pela esperança de superarmos a esbórnia que os governos anteriores fizeram neste nosso país, o Brasil cresce por causa desta maioria de brasileiros que não jogaram a toalha para os adversário, mestres na corrupção e no roubo movidos por uma ideologia que não privilegia a Pátria, mas o implantação do comunismo no mundo. O Brasil cresce por causa destes que "não largam a rapadura jamais"! Nós somos o Brasil que vai crescer! Viva 31 de março de 1964! (14/04) CENSURA Ministro do STF determina à revista Cruzoé e ao site O Antagonista que retire do ar re- portagem "o amigo do amigo de meu pai" que faz ligações do ministro do STF Dias Toffoli baseada em delação de Marcelo Odebrecht em processo da Lava Jato. Clara demonstração de censura e de corporativismo dos togados contra a liberdade de imprensa e de expressão. São intocáveis? São impolutos? Ou são apenas homens que também estão sujeiros ao erro, à prevaricação? E também me surpreende que diante do bárbaro incêndio sofrido na catedral de Notre Da- me de Paris, mais do que uma joia da civilização, um ícone de toda a cristandade, a impren- sa divulgue que o YouTube tenha vinculado , por erro, este incêndio com o ataque às Torres Gêmeas de Nova York, e tenha retirado do ar esta suposição. Por que? Não se pode mais expressar uma opinião antes que as investigações sejam concluídas? E, conhecendo o poder do POLITICAMENTE CORRETO, quem nos garante que a verdade verdadeira surgirá? Pode ter sido um curto circuito, e pode não ser, não é?Afinal, a França hoje é o maior ninho de cobras em toda a Europa e a civilização judaico-cristã, a nossa, está em perigo, e de forma consentida por todos os governos da União Européia, que se recusam a expressar a verdade. Os muçul- manos estão a praticar a Jihad, disseminação da fé islâmica, não mais com luta como durante a Guerra Santa recomendada por Maomé, através da qual dominaram a Península Ibérica por 800 anos, mas agora, pacificamente, se refugiando em vários países do mundo e se multiplicando biblicamente, e ocasionalmente praticando terrorismo, mas isso não se pode comentar, porque não é politicamente correto. Pronto, falei! (16/04) LULA AGUARDA A PRIMAVERA! Parece que não provocou muito impacto o fato de Lula ter sua pena diminuída pelo Superior Tribunal de Justiça, apesar de que isto resulte no fato de que em pouco mais de 5 meses ele poder gozar de prisão domiciliar. Acontece que a perseverança dos advogados de Lula, tipo "água mole em pedra dura tanto bate até que fura" ter dado resultado, pro- vocando a primeira trinca no muro aparentemente inabalável da Justiça. Com certeza foi uma grande vitória para o inominável, e demonstrou que é possível sim levar este crimi- noso para fora da prisão. Basta persistir. Agora estamos reféns do julgamento do sítio de Atibaia correr com celeridade, pois setembro está aí, e o periga de Lula sair da prisão junto com as primeiras flores da primavera. Que ironia! (25/04) PUBLICIDADE DE ESTATAIS O uso de publicidade nas estatais sempre serviu ao ideário do governo que ocupasse o poder. Divulgou sempre, nos últimos 20 anos, e com a concordância de todos os órgãos e veículos de comunicação, propostas contidas dentro da cartilha da esquerda e da ideia escravocrata do politicamente correto. Foi assim que a teoria de gênero, a descriminalização da maconha, do aborto entraram no imaginário da população através de propagandas nada subliminares. Ninguém protestou. Bastou, entretanto, Bolsonaro mandar tirar do ar a propaganda do Banco do Brasil - uma peça publicitária que não era uma obra de arte e muito menos uma expressão de opinião da estatal , mas sim um produto encomendado e pago pelo cliente (o Governo) - devendo, portanto, adequar-se ao que o cliente quer - e esta peça de propaganda não se adequava - para o mundo da militância em todas as instâncias, inclusive midiática, cair em cima. CENSURA!!! Só que enquanto veiculava o que fosse de interesse da esquerda, tudo bem. De agora em diante, e por no mínimo 4 anos, uma estatal não vai afrontar valores que são caros a este governo que chegou legitimamente ao poder e à maioria da população que o elegeu. O ideal da família tradicional brasileira , que tanto prezamos, se tornou um modelo execrado pela esquerda, mas lutaremos por ele, porque somos legiti- mamente reacionários a lutar a favor do que acreditamos ser o melhor para nós. Gostem ou não. (26/04) RURALISTAS ARMADOS Chegavam pelas estradas qual nuvem de gafanhotos portanto bandeiras do MST, foices, enxadas, facões, - e sabe-se que armas de fogo também mas de maneira mais velada. Invadiam as fazendas, roubavam gado,o que não roubavam aleijavam, passavam com máquinas destru- indo plantações, destruindo maquinários, e como no caso de um amigo meu, sua casa, que era sua residencia principal que continha todas as memórias de uma vida inteira, foi queimada e derrubada até o chão. Não sobrou uma foto, um registro pessoal. Isto era o que acontecia nos últimos 15 a 20 anos com o beneplácito do governo petista. Agora o atual governo quer liberar arma para proprietário rural e livrá-lo de pena caso atire em invasor. E por que não? Propriedade privada é cláusula pétrea na Constituição, e como disse Bolsonaro, "é sagrada e ponto final". O proprietário rural vai esperar que invadam suas terras e destruam sua propriedade sem reação? E é isso, uma reação portanto legítima! Aliás, esse discurso que há tempos nos repetem comocucosdequenãodevemosreagirdiantedeumassaltocaiuacalharnomeiodacriminalidade que desde então se sentiu confortável e já à espera de que nos rendamos como cordeiros. E ainda assim, nos matam. A defesa da própria vida e dos seus bens é instintiva, natural e saudável. O que não é natural é render-se sem luta. Não faço uso de armas, nem farei, mas defendo o direito do porte e uso para todos que se qualifiquem. Chega de berrar como cabrito no sa- crifício, vamos à reação. (30/04)
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    8Nº 263 -Abril/2019 28 Embora o jornal tenha sido lançado no mês de março de 1994, a data oficial de fundação do nosso Grupo é 26 de maio. Pretendemos comemorá-lo aqui em BH, na última semana do mês de maio, em local e data a ser informado oportunamente. Estamos ten- tando fazer um contato com o vice-presidente general Hamilton Mourão a fim de convidá-lo para abrilhantar o evento, do qual muito nos orgu- lhamos. Aguardemos. Agradecimento pela Edição Histórica de 31 de março de 1964/nº 262 CEL FAB LÚCIO WANDECK Rio de Janeiro/RJ Senhor Coronel Carlos Cláudio Miguez À cada novo número do Inconfidência o amigo se supera, mas dessa vez não há superlativo que defina a excelência do que publicou nessa histórica edição co- memorativa da Gloriosa Revolução Democrática de 1964. É muito difícil, principalmente para quem não lida com arte gráfica, imaginar quão hercúlea foi a sua tarefa que resultou nessa primorosa publicação. Você se excedeu, sobrelevou-se, sobrepujou-se nesta edição. Conteúdo, diagramação, temas, cores, ninguém faria melhor! Compartilhando com você e com outros milhões de brasileiros o mesmo ideal cívico democrático, permita-nos externar, em meu nome e em nome dos seus leitores, o nosso mais elevado reconhecimento. Respeitosamente. Jornal Inconfidência Acho que devemos ter um momento de reflexão e montarmos uma homenagem ao nosso grande Cel Miguez, que vem mantendo com bravura, determinação e pa- triotismo este jornal, que foi um singular núcleo de resistência democrática, de defesa dos valores militares e cívicos, de abrigar os autores ignorados pela chama- da grande midia, sempre pela verdade histórica. A vitória eleitoral e a salvação na- cional muito devem ao Cel Miguez, sem cujo esforço talvez os inimigos da pátria e da democracia teriam conseguido fazer do Brasil uma republica bolivariana. Vamos cuidar disso e poderia ser em Brasília e quem sabe no Congresso Nacional. Prezado Lúcio Wandeck Os meus mais sinceros agradecimentos pelas suas palavras referentes a Edição Histórica de 31 de março. Realmente, sem qualquer auto-promoção, não preciso disso nesta altura da vida, uma verdadeira “master piece” como a consideram os nossos amigos articulistas e companheiros de luta. Sinceramente, é um exemplo esfregado na cara dessa mídia venal e ven- dida, particularmente para a Rede Globo, que a apoiou integralmente através de Roberto Marinho e que cresceu a partir dos anos de 1964. Na nossa modesta opinião deveria ser distribuída pelas Forças Armadas (Marinha, Exército e Aeronáutica), a fim de que TODOS os seus integrantes conheçam a verdadeira História Militar e do Brasil! 25 ANOS DA FUNDAÇÃO DO GRUPO INCONFIDÊNCIA!! ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ JORNALISTA ARISTÓTELES DRUMMOND Rio de Janeiro/RJ Aberto ao debate de onde e o que fazer. Acho apenas que Brasília é a capital da Nação salva. Pode ser no Clube do Exército de lá também. É almoço ou coquetel para colocar seis ministros pelo menos.... Aristóteles Caro Aristóteles Drummond: Concordo plenamente com você, apenas, não considero o Congresso Nacional um local higienizado nem preocupado realmente com os assuntos brasileiros. Acredito que Belo Horizonte, como a ‘casa’ do Cel. Miguez, seja o local mais adequado à homenagem. Vocês leem as notícias do Jornal Inconfidência em outros jornais? O Jornal Inconfidência vai fazer vinte e cinco anos de existência. Bodas de Prata com a verdade. Sejam assinantes. Aileda PROFESSORA AILEDA DE MATTOS OLIVEIRA ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ Prezado Aristóteles Grato, muito grato também a você pelas suas palavras. Fico até constran- gido em publicá-las, mas, não posso deixar de fazê-lo, sem qualquer modéstia, pois é uma opinião da grande maioria de nossos leitores. Realmente, temos a certeza que colaboramos intensamente para a nossa vitória eleitoral, além de divulgar a verdadeira História Militar e do Brasil. Jamais poderíamos imaginar, embora o desejássemos, que Jair Bolsonaro e Hamilton Mourão fossem eleitos presidente e vice presidente do Brasil. Ambos, foram as duas pessoas que mais prestigiamos em nosso jornal durante este quarto de século e merecidamente foram eleitos pelos 58 milhões de eleitores, que almejam a recuperação e a superação do nosso Brasil. A seguir, a opinião da professora universitária Aileda de Mattos Oliveira, nos- sa articulista. Agradeço de público a ambos e a todos aqueles que enviaram mensa- gens e me telefonaram cumprimentando pela campanha eleitoral e Edição Histórica. Na minha opinião, nem Brasília, nem BH! Anualmente nos reunimos em junho no Rio, no Clube Militar/Lagoa, para entregar as coletâneas e tecer comentários sobre o que vem ocorrendo em nosso país. Julgo que devemos fazer o mesmo neste ano. Aos nossos leitores, os agradecimentos e cumprimentos deste Editor. CEL CARLOS CLAUDIO MIGUEZ Cumprimentando o grande guerreiro do Inconfidência estimo que continue, como até agora, nesta luta pelo bem do Brasil e de seu povo e que o teu norte seja sempre estar a frente nesta guerra contra os insanos que ainda frequentam a nossa terra. Venceremos . Um grande abraço e votos de alegrias, paz e amor junto a sua família. CEL ARY MOREIRA PINTO Porto Alegre/RSInterrupção de pagamento O ministro da Economia advertiu que a não aprovação da reforma da Pre- vidência pode ocasionar a interrupção do pagamento dos vencimentos do fun- cionalismo federal. Encareço ao ministro que, de maneira diversa do ocorrido no Estado do Rio de Janeiro, os servidores do Legislativo e do Judiciário também arquem com o sacrifício, incluindo os parlamentares e os juízes. (30/04) mbaldi69@globo.com MINISTÉRIO PÚBLICO CRITICA CELEBRAÇÃO DO GOLPE MILITAR DE 64 “Os militares depuseram o Jango a pedido da população civil, devido à guerra fria. Nem tudo foi bom, mas o menor dos males”. (E.S.P 27/03) Salomon Mizrahi Rio de Janeiro/RJ CEL MARCO ANTONIO ESTEVES BALBI Nascido em Niterói, Ernâni do Ama- ral Peixoto começou a subir na vi- da quando trocou o posto de ajudante- de-ordens do presidente da República pelo ofício de genro de Getúlio Vargas. Sem saber direito a diferença entre a proa e a popa, foi promovido a almiran- te. Os opositores, chamavam-no de Al- mirante de Bidê. Em 1937, o noivo de Alzirinha ganhou do futuro sogro o cargo de in- terventor federal no Estado do Rio de Janeiro (e ganhou do povo o apelido de Alzirão). Até morrer no fim dos anos 80, Amaral Peixoto seria deputado federal, senador e um dos mais poderosos diri- gentes partidários da história política brasileira. Piauiense de Teresina, Wellington Moreira Franco começou a subir na vida quando deixou de ser só mais um na multidão de jovens políticos ambicio- sos para assumir o emprego de genro de Amaral Peixoto. Sempre monitorado pe- lo sogro, foi sucessivamente eleito de- putado federal, prefeito de Niterói e go- vernador do Rio. Só em 1989, quando chegaram si- multaneamente ao fim a agonia do patri- arca e o casamento com Celina Vargas do Amaral Peixoto, Moreira Franco passou HISTÓRIAS DE POLITICHIQUEIROS Jornalista Augusto Nunes a perseguir caminhos próprios. Nenhum deles logrou resgatá-lo dos papéis de coadjuvante. Depois da vitória de Leonel Bri- zola na sucessão de Moreira Franco, ganhou do adversário impiedoso o apelido de Angorá. O achado fez tanto sucesso que foi mantido pelos execu- tivos da Odebrecht encarregados de identificar com codinomes os fregue- ses do departamento de propinas des- montado pela Lava Jato. Angorá é mais criativo que Botafogo, como é conhecido nos porões da empreiteira o deputado Rodrigo Maia, genro de Moreira Franco. Nascido no Chile, onde o pai vivia exilado, o botafoguen- se militante começou a carreira de ca- çador de votos no colo do hoje verea- dor César Maia. Mas está na presidên- cia da Câmara também por ter Morei- ra Franco como sogro. Essa frondosa árvore genealó- gica, plantada há mais de cem anos, rende frutos altamente lucrativos des- de a ascensão política do almirante que não comandou sequer uma canoa. Mas já foi condenada à morte pelo Bra- sil da Lava Jato. A galharia atulhada de sogros, genros e agregados será tri- turada pelas motosserras tripuladas por informantes da Odebrecht. Para quem gosta de História e se preocupa em dar novos rumos à política brasileira! Para conhecimento do Ministério Público: Em resposta a Bolsonaro, órgão da Procuradoria diz que “festejar é incompatível com Estado de Direito” (E.S.P 27/03) O“golpe” só é chamado assim por aqueles comunistas, petistas, corruptos, membros do Foro de São Paulo, da UNASUL e adeptos de Fidel Castro, Prestes, Nicólas Maduro, Che Guevara, Lula e Dilma. O “golpe” salvou o Brasil, impedindo que se tornasse um país comunista co- mo era o desejo de Luiz Carlos Prestes e passando a ser a 8ª economia mundial tendo o apoio da sociedade brasileira e da Igreja conforme está devidamente com- provado pela mídia da época: jornais, revistas, televisão e rádios. Por que motivo esse mesmo MP jamais fez comentários sobre a Sessão Solene de 27 de março de 2012 ocorrida no Senado celebrando os 90 anos do PCdoB - Partido Comunista do Brasil? E ainda as ocorridas na Câmara dos Deputados ho- menageando Karl Marx em 06 de junho de 2018 e ao Centenário da Revolução Rus- sa em 24 de outubro de 2017? E não denunciou o ex-ministro Tarso Genro e o ex- presidente Lula por crime de lesa-Pátria, por acoitarem o italiano homicida confes- so Cesare Battisti no Brasil como “asilado político”. Era a sua obrigação.
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    Nº 263 -Abril/2019 29 PREZADO GOVERNADOR ZEMA: Anteriormente já havia tentado um contato sobre esse assunto e não obtive resposta. Em consequência, tomo a iniciativa de lhe enviar essa Carta Aberta, que será publicada em nosso jornal Inconfidência deste mês. Julgo, salvo melhor juízo, que se forem tomadas as devidas providências, seu governo terá todo apoio da população mineira, principalmente do funcionalismo público, em particular do professorado estadual que recebe o pior salário da país e em atraso. À sua esclarecida apreciação. Att., Cel Carlos Claudio Miguez Senhor GoSenhor GoSenhor GoSenhor GoSenhor Govvvvvererererernador Rnador Rnador Rnador Rnador Romeu Zema,omeu Zema,omeu Zema,omeu Zema,omeu Zema, Não sei se é de seu conhecimento, mas o Estado de Minas Gerais, durante os anos 1999 a 2002, sofreu um imenso prejuízo em suas contas, com o pa- gamento indevido feito aos então ocupantes do cargo de deputados estaduais. A situação, que agrediu a sociedade mineira e teve repercussão nacional, foi alvo de ação popular, a qual perdura por 18 (dezoito) anos, sem solução na 2ª Vara de Fazenda Pública Estadual, em Belo Horizonte. Os valores devidos, se corrigidos e pagos, serviriam para ajudar a tapar o buraco das contas públicas mineiras, pois, segundo estimativas, superam duzen- tos milhões de reais. Gostaria que Vossa Excelência solicitasse à sua Advocacia-Geral o acom- panhamento da causa, pois, contrariando todos os padrões processuais toleráveis, o andamento do processo é outra forma de afrontar nossa sociedade. A AGE, do Governo de Minas, poderia concordar com a pretensão do au- tor popular e buscar o ressarcimento ao erário. Não é possível que esse rom- bo vai continuar impune. É preciso reconhecer, aliás, que a Constituição Federal foi extremamente generosa com o Poder Legislativo, destinando-lhe parcela do orçamento (duodé- cimo) superior a suas necessidades. Vemos hoje o Poder Executivo inchado, quebrado, com a responsabilidade de pagar todas as contas e, de outro lado, Legislativos ricos, esbanjando rique- zas, com realidades totalmente diferentes. Nesse quadro e por conta dessa discrepância, a sociedade paga uma quan- tidade absurda e desnecessária de assessores para deputados, sendo que a am- pla maioria trabalha “nas bases”, ou seja, fazendo campanha política para o par- lamentar. A verdade é que grande parte dos assessores são “fantasmas”, enquanto a outra é obrigada a repartir parte de seus vencimentos com seus chefes. Da mesma forma, os parlamentares têm o direito à totalidade das “verbas indenizatórias”, com pagamento de combustível, hospedagem, alimentação, pas- sagens, consultorias, advogados, suprimentos de informática e, pasme Vossa Ex- celência, até para os serviços de correios. É impressionante como Suas Excelências, deputados de todo o Brasil, comem em restaurantes tão caros, rodam seus veículos a lugares tão distan- tes, mês a mês, além de comprarem computador e equipamentos durante todo o mandato. Isso sem falar da quantidade de cartas que enviam para os eleitores, para que estes sejam informados sobre a grandeza da atividade parlamentar. E há aqueles que pagam, com dinheiro público, empresas de informática para criação de páginas virtuais. Não importa se ninguém acessa esses per- fis, nem se sabe se existem na realidade. O importante é que a verba indeniza- tória cobra esse tipo de despesa e, por isso mesmo, pode-se gastar sem dó nem piedade. Senhor Governador Romeu Zema, se Vossa Excelência quer representar uma novidade na política, está na hora de fazer diferente. Vamos inovar de verda- de e comprar essa briga. Nossos recursos, tão caros, tão suados, são diariamente solapados por esse bando de gente que não tem compromisso com ninguém, a não ser com si próprios e com o mandato. O primeiro passo é exigir a devolução dos salários indevidos. Os outros passos, tão importantes quanto, serão dados oportunamente. Mas não podemos deixar de caminhar. Em busca de um país mais justo, mais sério, mais honesto. Em nome da população mineira e de seus funcionários. Atenciosamente, Cel Carlos Claudio Miguez Editor do Jornal Inconfidência CARTA ABERTA AO GOVERNADOR DE MINAS GERAIS Charge publicada há 16 anos em fevereiro,de 2003, que continua válida e atual. ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DE MINAS GERAIS VERGONHA NACIONAL OLDACK ESTEVES NR: Alguém acredi- ta que o Ministério Público de Minas Gerais, tomará as providências para a restituição dos 200 milhões de reais (va- lor atualizado) rece- bidos ilicitamente pelos parlamentares mineiros na legisla- tura 1999/2002? Lucro dos 4 maiores bancos em 2018 bate recorde R$69 bilhões! Lucro do Itaú é o maior da história entre bancos ITAÚ/UNIBANCO -------------------------------------------- R$ 24,977 BILHÕES BRADESCO ----------------------------------------------------- R$ 19,085 BILHÕES BANCO DO BRASIL ---------------------------------------- R$ 12,862 BILHÕES SANTANDER -------------------------------------------------- R$ 12,166 BILHÕES E a população, principalmente os menos favorecidos é extorquida, não só pelos bancos como também pelas financeiras. Os juros cobrado nos empréstimos e utilização do cartão de crédito é o maior do mundo! Vejamos o meu caso, que posso comprovar. Tenho conta corrente no Banco do Brasil, há mais de 47 anos. Durante uns 44 anos jamais fui cobrado por manutenção de conta. Recentemente, sem eu pedir, me trocaram de agência e me deram um cartão Ouro Card/Estilo e hoje pago mensalmente Tarifa Pacote de Serviços R$68,57 descon- tado na minha conta corrente. E ainda pagamento pela utilização do cartão de crédito!! No meu extrato: taxa cheque especial 11,82% am 282,15% aa, tributos (IOF) 0,38% + 0,0082% ad, custo efetivo total 12,45% am 316,70% aa, Tarifa Máxima Conta Especial 12,49% p/voce: 11,82%. Está muito bem caracterizado o Assalto Institucionalizado. Felizmente jamais entrei no vermelho. Mas, os que necessitaram? Também gostaria de saber se onde são depositados os salários, o banco pode cobrar a Tarifa Pacote de Ser- viços mensalmente. Quem deixa o saldo bancário aplicado recebe aproximada- mente 1% ao mês, enquanto o banco cobra 12% a qualquer empréstimo ou para quem entra no vermelho. Mas existem os privilegiados como Luciano Huck que comprou jatinho com a ajuda do BNDES com empréstimo de R$17,7 milhões com juros de 3% (!!!) ao ano (!!!) e amortização em 114 meses! Enquanto isso, os menos favorecidos são assaltados e não podem honrar os compromissos de pagamentos de seus empréstimos. Faço aqui uma consulta/proposta ao competente Ministro da Fazenda Paulo Guedes: Que tal abrir uma carteira de empréstimos a 2% ao mês para a população mais carente através do Banco do Brasil e da CEF? Os compromissos seriam honrados e esvasiaria outros bancos que seriam obrigados a diminuir seus juros escorchan- tes como também as financeiras que deitam e rolam, sem deixar de receber seus financiamentos através dos empréstimos consignados dos usuários. Quosque Tandem? ASSALTO INSTITUCIONALIZADO Super Notícia – 08 de abril de 2019. Aposentado vira alvo de assédio de bancos. Bancos ligam para oferecer empréstimo consignado. Embora a insistência das institui- ções financeiras seja grande, a oportunidade de ter um crédito livre e fácil acaba sendo atrativa para muitos aposentados. É fácil pegar mas, se torna difícil cumprir com esse débito. Emprestamos dinheiro e recebemos através de descontos em folha... Son Salvador Charge publicada no Inconfidência nº 82 em 27 de maio de 2005 Major Olimpio (PSL/SP) Às vezes no Congresso me sinto dentro de um presídio, pra onde olho só tem bandido... PAULO SERGIO ARISI Porto Alegre/RS O Brasil todo sabe tudo sobre a reforma da Previdência, menos os 513 deputados e os 81 senadores. Pode? (E.S.P 27/03)
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    8Nº 263 -Abril/2019 30 Este livro poderá ser adquirido por R$ 30,00 (postagem inclusa) nos seguintes endereços: De autoria do Prof. Rogério Cezar Pereira Gomes, é fruto de vinte anos de pesquisa sobre as consequências negativas do Concílio Vaticano II sobre a Igreja e a so- ciedade atemporal. Em especial, o autor aponta o papel da Virgem Maria, nesse contexto sob a denominação de Nos- sa Senhora de Fátima, em período marcado por crises so- ciais, econômicas e religiosas no mundo. O conteúdo tem como base o pensamento defendido por Plínio Corrêa de Oliveira, fundador da TFP – Tradição, Família e Propriedade – a quem conheceu pes- soalmente e do qual é um modesto discípulo. O autor nasceu em Ouro Preto, em 01 de agosto de 1949, é professor aposentado e tem uma visão bastante crítica quanto ao tema abordado. O livro possui 408 páginas, edição de luxo, pode ser adquirido sob encomenda por solicitação à sua assessora, jornalista Mestra em Letras, Elisabeth Maria de Souza Camilo, através do e-mail emscprivacy@yahoo.com.br ou pelos telefones (31) 3551-0033 / (31) 98602-0438 (oi) / (31) 99287-1608. O valor é de R$ 80,00 + o frete. “SOBRE HERESIAS, HETERODOXIAS E UTOPIAS DO CONCÍLIO VATICANO II (1962-1965) E O TRIUNFO FATIMISTA DA IGREJA” jornal@jornalinconfidencia.com.br www.livrariacultura.com.br Porto Alegre: Martins Livreiro Rua Riachuelo, 1291 ivoalmansa@gmail.com A verdadeira História do mandato do Presidente Médici Para adquiri-lo por R$20,00 (remessa postal inclusa) envie seu pedido para O 4º Grupo de Artilharia 75 a Cavalo jornal@jornalinconfidencia.com.br com o comprovante de pagamento (Banco do Brasil – agência 3489-4 c/c 140.724-4) LIVRARIA INCONFIDÊNCIA Aos universitários que estudam a Língua Portuguesa no Curso de Letras; aos pro- fessores que a lecionam em qualquer nível escolar; às pessoas que já estão em outro pa- tamar da vida, mas, igualmente, a apreciam, comunico que lançarei o livro “Ser ou não ... uma questão verbal”, sem receio de me afogar na correnteza que está levando de roldão as coisas belas, porque já não estão mais na moda, e preocupar-se com a nossa Língua é uma dessas coisas que segue no fluxo da enxurrada. A pequena obra trata do verbo ser, na fi- losofia; na Bíblia; nas normas gramaticais; na visão da linguística, e reconhece o seu fim trágico, reduzido a nada, sem sig- nificação, pelo falante brasileiro, principalmente, o carioca. Considerado verbo substantivo, e falo sobre isso em suas páginas, há, no final da obra, um contraponto com os verbos adjetivos e por qual razão são assim chamados. Não ficou esquecido o Particípio, na forma Passiva, sempre ao lado do verboser, mas não com valor de verbo, e sim, de adjetivo. Por que será? Se essas sucintas informações não forem suficientes para aguçar o interesse de quem receber ou ler este Convite, convido-o a comparecer ao lançamento, apenas, para conversarmos sobre a Língua, trocarmos ideias sobre um assunto, hoje, fora de linha de consumo, e da dificuldade em ser, atualmente, professor dessa matéria. O importante é que falemos sobre a Língua Portuguesa, para lembrarmos que ela existe, apesar dos negligentes Ministros da Educação. Autora: Prof.ª Aileda de Mattos Oliveira Dia: 16 de maio de 2019, quinta-feira - Horário: 14:00 horas Local: Clube de Aeronáutica, Centro (Sala Nero Moura – 2.º andar) Praça Marechal Âncora, 15, próximo à Praça Quinze R$ 30,00 R$ 30,00 CONVITE INFORMAL Está sendo elaborado o livro sobre a ativa participação do Coronel Amerino Raposo Filho na Segunda Guerra Mundial e na Contrarrevolução de 1964. Sobre esta última fase de nossa História, são narrados acontecimentos ocorridos em Uru- guaiana (RS), que desencadearam ações e, se executadas, a Contrarrevolução se- ria também vitoriosa, mas com outros protagonistas. A redação da obra está a cargo da Prof.ª Aileda que se baseia, inteiramente, nos depoimentos do Coronel Amerino. Esperamos que, em breve, possamos vê-la editada. A VERDADEIRA HISTÓRIA MILITAR E DO BRASIL! NOTA SOBRE LIVRO BRASIL: SEMPRE De autoria do ex-Sargento do Exército, o hoje Advogado Marco Pollo Giordani, lançado com grande sucesso em 1986 em Porto Alegre/RS. Tudo o que você precisa saber sobre a Con- trarrevolução de 31 de Março de 1964: tudo o que você precisa saber sobre "torturadores e tortura- dos"; tudo o que você precisa saber sobre a verda- deira Verdade Histórica desse Movimento salvador da pátria; tudo o que você precisa saber sobre os descaminhos criminosos dos governos esquerdis- tas que sucederam o regime militar; tudo o que você precisa saber sobre os terroristas que intentaram contra o Brasil, matando mais de uma centena de inocentes, sequestrando embaixadores, assaltando bancos, a mando de Cuba; tudo o que você pre- cisa saber sobre quem era quem nesse período decisivo para o Brasil, tudo isso está na obra mais completa sobre esse assunto: Brasil: sempre, em segunda Edição, 2014, ampliada e atualizada, em comemoração aos cinquenta anos da Contrarrevolução. Por óbvio, você não encontrará esse livro nas Livrarias, e somente existe uma possibilidade de você adquirir essa obra imprescindível para saber tudo a respeito, fazendo seu pedido para o seguinte e-mail: carancho49@gmail.com - O livro contém 712 páginas e foi confeccionado com papel de primeira linha na maior e melhor Gráfica do RGSUl: a Palloti. O preço total, incluindo-se as custas de Correios, é de R$100,00. Restam poucos exemplares. Sigam o Jornal os que forem brasileiros! Advogado Alcyone Samico Fruto da sua pesquisa em 26 anos de existência da nefasta organização, a Jornalista Graça Salgueiro expõe de manei- ra clara e objetiva as origens do Foro, a sua atuação nestas três décadas e a situação atual, destacando as lideranças, o modus operandi e as fontes de recursos. Ressalta a forma traiçoeira, vil e deletéria do Foro em prejuízo da democracia, das instituições e da célula-mater da sociedade - a família. O FORO DE SÃO PAULO O Foro de São Paulo: A Mais Perigosa Organização Revolucionária das Américas, poderá ser adquirido pelo e-mail: g.salgueiro@terra.com.br O CEL CARLOS ALBERTO BRILHANTE USTRA vive na nossa memória e no seu livro, levando aos jovens a história da luta armada das décadas de 60 e 70, que os subversivos e corruptos tentam deturpar. A História que a esquerda não quer que o Brasil conheça Prefácio e epílogo do General Luiz Eduardo Rocha Paiva e homenagem póstuma do General Paulo Chagas. Sucesso de vendas há nove anos, 4º livro mais vendido em junho e julho do ano passado. Para adquiri-lo, por R$ 85,00 (frete incluso) faça seu pedido pelo e-mail averdadesufocada@terra.com.br ou pelo tel. (61) 3468-6576. A VERDADE SUFOCADA Cel Lauer Péricles dos Santos Araujo
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    Nº 263 -Abril/2019 31 Editado pelo jornalista Aristóteles Drummond apresenta e comprova a Verdadei- ra História Militar e do Brasil nos 49 anos da Contrarrevolução de 31 de março de 1964. Foi impresso em fevereiro de 2013 e divulga inúmeras fotografias dos partici- pantes do Movimento Cívico-Militar, manchetes e artigos dos principais jornais e revistas, então em circulação no Brasil. Na orelha do livro, o texto abaixo: Tenho dedicado os últimos anos a não permitir que a verdade histórica seja escondida ou deturpada e os mais jovens tenham consciência do que foram os acontecimentos anteriores e posteriores ao movi- mento cívico-militar de 1964. E contamos com a colaboração do jornalista Aristóteles Drummond, que é testemunha da história de vez que fez e se manteve fiel ao movimento que salvou o Brasil do comunismo. E nos levou a anos de progresso, políticas sociais sólidas e ordem. Logo, este livro – que tem compromisso com a verdade e a retomada de um Brasil com valores morais e cívicos respeitados, e cujo personagem principal é este bra- sileiro sem medo- é um instrumento desta luta de verdadeira salvação nacional. Não podemos cons- truir o futuro mentindo e interpretando de forma de- sonesta o passado, O movimento de 64 terá um lugar de honra na História do Brasil. Não tenho dúvidas! Cel Carlos Claudio Miguez - Editor do Jornal Inconfidência UM CALDEIRÃO CHAMADO 1964 Parecidas na sua gênese, totalmente di- versas em seus desdobramentos. Co- meçaram sob atmosfera contaminada pe- los gases pestilentos do comunismo. Na primeira, os fluidos aterradores do comu- nismo russo-chinês-cubano. Na segun- da, o canto da sereia, suave, atraente e mor- tal, do gramscismo. A primeira se fez pe- las armas, a segunda pelo voto. Na pri- meira muitos conspiraram. Na segunda, um lobo solitário vislumbrou a chance e desferiu o golpe. Em ambas, um forte es- pancamento da fera comunista, mas não sua tão desejada morte. A fera tem sete vidas. A Revolução de 64, melhor dizendo, a Contrarrevolução de 64, surgiu no am- biente da Guerra Fria, quando União So- viética e China queriam, cada uma a seu modo mas sempre pelas armas, implantar o comunismo no Brasil. Tal plano implica- ria em converter o nosso alegre e genero- so povo num simulacro de nação, homens e mulheres sujeitos a peias e vínculos de toda sorte, sob códigos e leis vindos de fora. Servi- dão, enfim, à semelhança da pequena Cuba, ou dos países da Europa Orien- tal, escondidos e reprimi- dos por trás da Cortina de Ferro. Seríamos marione- tes controladas pelos de- dos gigantescos de Mos- cou. De Pequim nem tan- to, pois a China era atra- sada e pobre. Era apenas atrevida. Liderado por um presidente fraco, João Goulart, que, se não comunista, era por eles profundamente influenciado, ia o Bra- sil caminhando em marcha batida para o precipício. Ao lado da doutrinação ideo- lógica, o pessoal da estrela vermelha pre- parava sua “tropa” com total liberdade e já em adiantado estágio. No Sul, Leonel Brizola cuidava dos “Grupos dos 11” e no Nordeste, Francisco Julião adestrava as “Ligas Camponesas”. Apesar da desor- dem total reinante no País, o Movimen- to Militar só aconteceu quando o Pre- sidente incitou os militares à indiscipli- na, nos famosos e decisivos comícios da Central do Brasil e do Automóvel Clube, no Rio. Abusou. Golpeou a estru- tura das FAs. Antes, o Marechal Cordei- ro de Farias, um dos artífices do movi- mento, já tinha sido interpelado pelas mulheres de São Paulo, como ele mes- mo conta: “Disseram-me as mulheres, em tom de forte cobrança: ‘Que mais pre- cisamos fazer pra que os senhores vão pra rua?”’ E os militares foram pra rua em 31 de março, com apoio dos três mais importantes governadores da época: Car- los Lacerda, da Guanabara, Magalhães Pinto, de Minas, e Ademar de Barros, de São Paulo. AS DUAS REVOLUÇÕES Coronel Affonso Taboza A segunda revolução nasceu e cres- ceu de forma absolutamente imprová- vel: pelas mãos de um homem só, de um certo capitão do Exército tido como rebelde. Detentor de mandato na Câma- ra dos Deputados, o jovem capitão, ci- ente de que enfrentaria grandes pelejas, já entrou naquela Casa com luvas de box. Valeu-lhe a rebeldia natural já demons- trada no Exército, razão de sua entrada beligerante na política e consequente pas- sagem para a inatividade militar. Sem ela e sua imensa coragem, não teria consegui- do enfrentar, desde os primeiros tempos, sozinho, a carga de ataques às FAs den- tro do Congresso. Ataques que nunca dei- xou sem resposta. Nos últimos três ou qua- tro anos, achando que nada mais teria a fazer na Câmara após tanto tempo, lançou a grande cartada, por todos recebida com ceticismo: seria candidato à Presidência da República. E foi pra rua, numa pregação cívica vigorosa, desnudando as fraque- zas deste país, na larga faixa que vai da criminalidade à corrupção, e dos costumes ao desas- tre da economia. Tão impor- tante quanto era a denún- cia da infiltração comunis- ta em todas as áreas, no seio do funcionalismo pú- blico e nas universidades. Tão forte a pregação que, à sua passagem, abriam- se as portas dos armários de onde saíam os escondi- dos, rios de gente se jun- tavam engrossando o cau- dal até formar mares de on- dulante massa verde e amarela. O vocábulo DIREITA deixou de ser palavrão e o “politicamente cor- reto” passou a ser uma besteira desco- munal. Bolsonaro revolucionou o País e o encantou com a beleza da sua since- ridade, da sua fala direta e cortante co- mo as facas Tramontina. O resultado não podia ser outro: vitória acachapante do Capitão sobre as hostes desnorteadas da esquerda que, desde os tempos de FHC, sorrateira e lentamente destruíam o País. A Revolução de 64 encontrou o País em frangalhos e lhe restaurou a ale- gria de viver, além de trazê-lo da qua- dragésima oitava para a oitava posição na escala das economias mundiais. A Re- volução de 2019 terá efeitos benéficos longevos, pois cravada no voto direto universal. Por suas características e pela forma como aconteceu, podemos classificá-la, talvez, como a mais impor- tante reviravolta política ocorrida no Brasil. O País, dopado e subjugado pelo marxismo cultural, acorda de repente ao toque de alvorada comandado por um audaz capitão e redescobre a liberdade. Disposto a mantê-la como o bem mais caro. LIVROS RECEBIDOS Livro de autoria do Cel. Affonso Taboza e lançado no Encontro anual da TURMA MARECHAL FLORIANO PEIXOTO, em novembro de 2017, em Fotaleza. Pedidos pelo email ataboza@gmail.com ou pelo Whatsapp (85) 98857.6650. O livro custará ao interessado o valor da impressão na gráfica (R$11,00) mais a tarifa dos correios, que dependerá do destino. Não haverá lucro para o autor. Nosso interesse é transmitir a interessados a visão daqueles importantes fatos históricos, ou seja, a Verdadeira História Militar e do Brasil, hoje tão deturpada pela mídia venal e vendida e pelos livros didáticos. AS FORÇAS ARMADAS e a REDENÇÃO DO PAÍS A Revolução de 1964 encontrou o País em frangalhos e lhe restaurou a alegria de viver, além de trazê-lo da quadragésima oitava para a oitava posição na escala das economias mundiais. * * * A Revolução de 2019 terá efeitos benéficos longevos, pois cravada no voto direto universal. CAXIAS Ante a tropa, em Itororó E já sob fogo à vontade Levou seus soldados à vitória Aos sessenta e quatro anos de idade. Pacificador em São Paulo, Em Minas e no Maranhão, No Sul, com chave de ouro, Selou sua obra de união. Nosso Brigadeiro-Barão Foi Conde, Duque e Senador. Do Império era grão-Senhor. Apóstolo da liberdade, General e estadista de escol, Do Brasil é o soldado maior. Mais um livro editado pelo Capitão Adriano Pires Ribas, à disposição de nossos leitores. “SOBRE HERESIAS, HETERODOXIAS E UTOPIAS DO CONCÍLIO VATICANO II (1962-1965) E O TRIUNFO FATIMISTA DA IGREJA” Agradecemos ao professor Rogério Cezar Pereira Gomes e o colocamos à disposição de nossos leitores Esse livro de 289 páginas de autoria do Cel Licio Maciel relata a GUERRILHA DO ARAGUAIA, da qual participou e foi ferido, quase falecendo. Pode ser adquirido por R$ 35,00 (inclusa a postagem) através do e-mail: liciomaciel@gmail.com Quem adquirir o livro impresso, também o receberá pela internet. Recebemos do jornalista e nosso articulista Aristóte- les Drummond essa obra prima intitulada MINAS. O texto tem por finalidade apresentar fatos, foto- grafias e personalidades da História Mineira para conhe- cimento e consulta dos que se interessam, onde são re- constituídos os movimentos que deram ao Estado de Minas sua posição central no desenvolvimento do país. É a História de Minas, que sempre lutou pela li- berdade e independência do Brasil, apresentando episó- dios acontecidos em suas religiosidades relembrando Tiradentes, Marília e Dirceu, Aleijadinho, JK, Itamar Franco, Aureliano Chaves e Magalhães Pinto e sua pro- clamação em 31 de março de 1964. Ali, são apresentados sua História, Cultura, Personalidades e Turismo. Nossos cumprimentos ao autor. MINAS
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    8Nº 263 -Abril/2019 32 MUSEU MILITMUSEU MILITMUSEU MILITMUSEU MILITMUSEU MILITAR TCEL ALEXANDRE AMENDOLAAR TCEL ALEXANDRE AMENDOLAAR TCEL ALEXANDRE AMENDOLAAR TCEL ALEXANDRE AMENDOLAAR TCEL ALEXANDRE AMENDOLA* Cap Davi Martins Corrêa * Responsável pela apresentação deste texto e organização e manutenção do Museu Sendo o então 5°RAM a unidade que forne- ceu o maior contingente para formar a Artilharia da Força Expedicionária Brasileira (153 homens) não poderia deixar de ha- ver um espaço para ho- menagear nossos heróis da FEB, sem dúvida al- guma, os maiores brasi- leiros só século XX. Em seu interior es- tão expostos, equipamen- tos de uso individual, ca- pacetes, peças de farda- mento da época, quadros, fotografias, livros e mapas, tudo pertinente ao assunto. Dentro de expositores alguns exemplares de armamentos americanos (usados por nossos homens) e alemães (capturados por nossos homens), com destaque especial para a Metralhadora MG42, que devido a sua cadência de tiro (1100 tiro por minuto) recebeu de nossos “pracinhas” o apelido de “lourdinha”. Isso se deu por analogia, pois havia no Serviço de Intendência do Exército, no Rio de Janeiro, uma carismática costureira chamada Maria de Lurdes, que além de ser muita rápida com sua “SINGER” era muito querida e respeitada pelos integrantes da FEB que partiram para o “Front” da Cidade Maravilhosa, pois ela fizera ou fiscalizara a feitura dos fardamentos daqueles homens, além de hipotecar-lhes a amizade e compreensão, e quando a tropa do 4°BE Cmd, em 1944, ao montar uma ponte sobre o Rio Arno teve seu batismo de fogo atacada de surpresa por uma rajada de MG 42, alguém da tropa exclamou:”parece a máquina da Lourdinha”, e a partir daí, por desconhecerem a sua nomenclatura, cada vez que ela entrava em ação era assim identificada. Há, também, dentro de um mostruário, um recipiente de vinho com terra de Montese, a mais sangrenta refrega da FEB, com um saldo de 111 mortos de 11°RI. SALA FAMÍLIA MALLET Asaga da Família Mal- let é perfeitamente entendida e estudada nes- ta sala, por um período de 1000 anos, desde a con- quista da Inglaterra pelo Rei Haroldo, da qual par- ticipou GUILLAUME DE MALLET. Mallet quer dizer martelo grande, e no Bra- sil, liderados por Antoiné Mallet, fugindo da sanha absolutista e belicosa de Napoleão Bonaparte, eles apartaram em 1818, quan- do E mílio Luiz Mallet, que já tinha 17 anos, já havia sido Cadete na Academia Militar de Saint Cyr, em Paris. Era uma família de tradições republicanas e aqui, mesmo sendo um regime monárquico, respeitaram as regras do jogo e exerceram pioneirismo, tais como a criação no Rio de Janeiro, do primeiro feminino no Brasil, que ainda funciona, criaram a primeira Atafona do pais, industria dotada de maquinismo de engrena- gens impulsionada por tração animal, que industrializava a mandioca, fabricando, entre coisas, farinha daquele tubérculo, e anos mais tarde, no Rio Grande do Sul, Emílio Luiz Mallet seria o primeiro empresário no Brasil a usar o carvão mineral como combustível em sua olaria do Quebracho em Bagé. Os objetos aqui dispostos em ordem didática contam toda essa história e formam uma coleção variada que vão desde utensílios do dia a dia nas lidas rural, cartas fotografias, artigos militares, quadros com a lendária figura do “Eterno Comandante” no posto de Major, montado a cavalo de gala do mesmo, que nos foi doada pelo Curso de Artilharia da AMAN. SALAS HISTÓRIA DO REGIMENTO E DA BATALHA DE TUIUTI O 3°Grupo de Artilharia de Campanha Autopropul- sado- (3°GAC-AP)- “Regimento Mallet” é o mesmo Corpo de Ar- tilharia de Campanha, de 04 de maiode1831,criadonaRegência de Feijó, aquartelado à época na cidade gaúcha de Rio Pardo. E, portanto, a mais antiga unidade de Artilharia de Campanha de Exército Brasileiro, com quase dois séculos de operacionalida- de ininterrupta em prol do Brasil. Em 1835, por ocasião da eclosão da Revolução Farroupilha, aderiu aos ideais republicanos do Rio Grande do Sul, lutando por dez anos pela derrubada do Império, e em 1845 após a pacificação feita por Caxias com a assinatura da Paz de Ponche Verde, retornou ao seio do Exército, anistiado. Em 1846 foi transferido de Rio Pardo para São Gabriel, instalando-se na “Caserna de Bravos”, hoje ocupada pelo 6°BE Cmb. Dai passando sob se Portão Monumental o Regimento partiu para todas as guerras que o Brasil se envolveu dali para frente, vencendo dezenas de combate, 31 deles Paraguai. Fato digno de nota na história da OM, é que foi em suas fileiras que Emílio Luiz Mallet retornou ao Exército depois de 20 anos fora, atingindo por uma lei injusta que o desmobilizou. Isso ocorreu no ao de 1851 e seu reingresso se deu no posto de capitão, sendo que o Ministro da Guerra à época havia concluído o curso da Academia Militar do Brasil com ele, sendo o que se diz no linguajar de hoje, “aspirante da mesmo turma”. A atuação de Emílio Luiz Mallet e do Regimento a partir de então se fundem e nunca mais vão se separar- se nem mesmo em 1867 quando ele é promovido a Brigadeiro (General de Brigada) e vai comandar a 1º Brigada de Artilharia, pois está é a GU enquadrante do amado RA Cav. Cessado o período das Guerras do Prata, o Regimento continua seu trajeto evolutivo e participa de todos os movimentos internos republicanos e pós-republi- cano, e sua cronologia pode ser assim resumida: - 04 de maio de 1831 - Criação como Corpo de Artilharia de Campanha em Rio Pardo- RS; - 1846 - Transferido para São Gabriel- RS; - 1851 - É transformado em Regimento de Artilharia a Cavalo e recebe em suas fileiras o Capitão Emílio Luiz Mallet. Logo após intervém no Uruguai contra Aguirre e na Argentina contra Rosas e foi no Uruguai que os artilheiros ganharam o apodo de Bois de Botas; - 1864 - Sob o comando do TC Mallet intervém no Uruguai contra Oribe e de Montevidéu parte para a Guerra do Paraguai; - 1874 - 1° Regimento de Artilharia a Cavalo; - 1888 - 1° Regimento de Artilharia de Campanha; - 1909 - 4° Regimento de Artilharia de Montada (4°RAM); - 1919 - 5° Regimento de Artilharia Montada (5°RAM) - 1926 - É transferido para Santa Maria- RS; -1932 - Recebeu denominação patronímica e estandarte; -1951 - 3° Regimento de Artilharia 75- Auto Rebocado; -1961 - 3° Regimento de Obuses; -1968 - 3° Grupo de Obuses; -1971 - 3° Grupo de Artilharia de Campanha Auto Propulsado. Desde sua criação ate 18 de abril de 1874 não tinha número, pois era a única, apesar disso em 1851 e 1867 a 1870 teve provisoriamente o n° 1 por causa da criação de alguns regimentos provisórios que foram desmobilizados, após as guerras. São varias atuações da mesmo Unidade sob diferentes denominações, e destas a mais brilhante foi em Tuiuti, que veremos em capítulo especial, mas po- demos ver que o espaço destinado a História do Boi de Botas no-la contar, no sentido antihorário, desde o Corpo de Artilharia de Campanha até os dias de hoje. TUIUTI Foi a maior batalha campal já travada na América Latina! Envolveu quatro Exércitos de nações, quais sejam, Exército Imperial Brasileiro do Uruguai e Exército de Argentina, aliados pelo Tratado da Tríplice Aliança, e do lado contrário o Exército Paraguai. As forças da Tríplice Aliança espremida numa planície pantanosa entre a Lagoa do Potreiro Pires e um bosque, separado por uns 100 metros de espaço vazio que formava um gargalo, estava fadada a um massacre se o velho Coman- dante não tivesse providenciado a construção de um fosso atrás do qual o 1° RACav, com seus “fogos de horror”, como lhe chamaram os paraguaios, desba- ratou 22 cargas da Cavalaria, guarani, aniquilando-a e levando o Cel Marcó, que as comandou a morte, que foi consumida de modo bárbaro, a pauladas. Os materiais aqui expostos e a maquete do tereno de Tuiuti nos mostram que ela foi uma batalha de resultados estratégicos: Se Lopez vencesse poderia impor um armísticio à Tríplice Aliança, pois o Paraguai não tinha mais reservas a mobilizar, e se perdesse perderia a guerra e foi o que aconteceu, pois a partir dai sua resistência foi suicida e criminosa até 01 de março de 1870. SALA DA FEB PARTE II - REGIMENTO MALLET
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    Nº 263 -Abril/2019 33 O patriotismo do brasileiro Jaime Tomaz de Aquino, fe-lo erigir em sua fazenda, no estado do Ceará, estátuas em tamanho natural de várias personalidades da nossa história inclusive uma de Tiradentes TIRADENTES Alferes Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes, Protomártir da Inde- pendência e Pa- trono de todas as Polícias Ci- vis e Militares doBrasil.Elefoi batizado no dia 12 de novembro de1746, e como foi também o Arauto da Li- berdade, isto é, o inconfidente que mais pro- pagou a sobe- rania do Brasil. Os estados de Minas Gerais e Rio de Janeiro declararam em Lei que todo dia 12 de novembro seja considerado o Dia da Liberdade. A data exata de seu nasci- mento não é conhecida. Muitos brasi- leiros morreram pela nossa indepen- dência, mas ele foi o primeiro a doar seu sangue pela criação de uma pátria. Tiradentes foi o personagem mais importante da Inconfidência Mineira e, é preciso ficar bem claro que esse mo- vimento foi o primeiro cuja finalidade principal era lutar pela soberania do Brasil. Ele jamais denunciou nenhum dos companheiros e era por todos eles considerado, não o chefe, mas o conju- rado com mais qualidades e virtudes dentre todos eles. *Adalberto Guimarães Menezes Ruínas da Fazenda do Pombal, onde Tiradentes nasceu, torrão situado a pequenas distâncias das cidades de São João del Rey, Tiradentes e Ritápolis * Coronel, Historiador, membro do IHG/MG, Diretor Cultural do Círculo Militar/BH "Foi percorrendo as montanhas de Minas, conhecendo as suas rique- zas, que passei a desejar a sua liber- dade e resolvi me dedicar por inteiro a esse trabalho. Havendo armas e gente, nós, en- trincheirados atrás das serras, resis- tiremos eternamente. A Nova República que se estabe- lecesse deveria ter bandeira, que como a de Portugal tinha nas suas por armas ○ ○ ○ PALAVRAS DE TIRADENTES as cinco chagas, deviam as da nova Re- pública ter um triângulo, significan- do as três pessoas da Santíssima Trin- dade. Sempre disse aos Ministros, quan- do por inúmeras vezes fui ante o tribu- nal, que em mim só fizessem justiça. Não quero levar atrás de mim tantos infelizes. Parece que não há mais homens nestas Minas, somente uns vis como- distas. Se eu não encontrar quem me ajude, hei de armar uma meada tal que em dez, vinte ou cem anos se não há de desembaraçar. Tudo é uma quimera. Não sou pessoa que tenha figura, nem vali- mento, nem riqueza, para poder persu- adir um povo tão grande a semelhante coisa. Desejaria ter mais dez vidas e podê-las dar por todos eles. Se Deus me ouvira, eu só morreria, e não eles." ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○
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    8Nº 263 -Abril/2019 34 Eo que fez essa mulher pelo Brasil, para ter seu nome em diversas escolas públicas? Em 1923, com 15 anos, inscreveu-se no partido comunista alemão em Munique, mesmo sendo de origem Judia. Em 1925, mudou-se para Berlim, onde e quando torna-se agente comunista. Em 1926, o local que Olga trabalhava como datilógrafa foi identificado como “aparelho comunista” e invadido pela polícia alemã, prendendo várias pessoas entre as quais se encontravam ela e o seu na- morado Otto Braun, tendo ficado presa por três meses. Em abril de 1928, o partido invade a prisão para libertá-los, sendo Olga usada para enganar os guardas. Libertados os prisioneiros, Olga foge com o namorado para a URSS (Rússia). Documentos oficiais do governo sovi- ético, informam estar ela casada com o russo B.P.Nikitin quando veio para o Brasil, com Luiz Carlos Prestes. Em 1932 foi recrutada para o serviço secreto do Exército Soviético, o que só acon- tecia com agentes altamente capacitados. Sabia pilotar aviões e era páraquedista. Em7denovembrode1931, Prestes acompanhado da mãe e de quatro irmãs chega a Mos- cou. Havia sido contatado pro- vavelmente em 1927, na Bolí- via, onde se asilou após a dis- solução da Coluna Miguel Cos- ta, onde fora Chefe do Estado Maior, que os comunistas pas- saram a designar como Coluna Prestes. Em Moscou, foram coordenadas ações pré-revolucionárias com a finalidade de implantar um regime comunista em diversos países, dentre os quais, o Brasil, o gigante da América do Sul. Para cá vieram inúmeros casais com a finalidade de ajudar na preparação do levante, a intentona comunista de 1935! A intentona comunista fracassou (como agora o FSP- Foro de São Paulo, com a eleição de Bolsonaro) e a polícia começou a caçar os implicados, no que foi muito auxiliada pelo grande arquivo apre- endido com Prestes quando foi preso a 5 de março de 1935, junto com Olga. Olga foi então julgada e deportada em agosto do mesmo ano para a Alemanha Nazista, com o agravante dela ser judia. Na prisão deu à luz a filha que esperava de Prestes, Anita Leocádia Prestes. Teriam se casado? Traiu seu marido russo como traíra sua pátria alemã? Nascida a criança em novembro, três meses após a sua depor- tação, ficou com a mãe na prisão por quase um ano, quando a entre- garam à mãe e uma irmã de Prestes. Olga foi executada em uma câmara de gás em 1942. Olga foi considerada uma heroína e bem mereceu o que a Ale- manha Oriental, satélite da União Soviética, a homenageasse dando o nome a 83 escolas, 7 ruas e 1 praça! Heroína, sim, mas do partido comunista e não do Brasil. Olga Benário permaneceu em solo brasileiro por somente 17 meses, sempre ao lado de Prestes, desertor do Exército Brasileiro, traidor da Pátria por declarar que lutaria pela Rússia (União Soviética) contra o Brasil, caso necessário. Che- garam ao Brasil em fins de março ou início de abril, fixando residência no Rio de Janeiro até serem presos em 05 de março de 1936. Concluíram que foram que foram traídos e se convenceram que a traição partira de Elvira Capello Coloni, codinome Elza, semi-analfabeta de apenas 18 anos, amante do subversivo “Miranda”. Ela OLGA BENÁRIO Olga Benário, após prestar depoimento no Rio de Janeiro, em 1936, acompanhada por um policial Getúlio Vargas e Luís Carlos Prestes em comício no Estádio de São Januário em 1950 Este livro não foi feito para favorecer alguns em detrimento de outros, nem para retomar debates e pontos de vista totalmente ultrapassados com o fim da Guerra Fria. No entanto, é inevitável que alguns mitos, imagens, carreiras e reputações – e crenças – saiam profun- damente abalados ao final destas pá- ginas. Berlim, setembro de 1993 William Waack Nosso comentário Acredite se quiser: existe no Brasil somente uma única Escola com o nome do Aspirante Méga, enquanto pelo país afora, dezenas de escolas, principalmen- te no Rio de Janeiro têm o nome da comunista e traidora Olga Benário Prestes. Por quê? Com a palavra o Ministério e as Secretarias de EDUCAÇÃO!!! foi atraída ao novo esconderijo e lá “julgada” por Prestes e Pavel. Com a concor- dância de Olga foi justiçada por estrangulamento com um fio elétrico por “Cabeção” e teve alguns ossos do seu corpo quebrados para caber dentro de um saco. Foi enterrada no quintal do próprio esconderijo, onde mais tarde foi encontrada.( Ler o Inconfidência nº 258 – Edição Histórica da Intentona Comunsita). Em 1945 Prestes foi solto e pouco tempo depois estava ao lado de Getúlio Vargas em palanques de campanha eleitoral. Já se esquecera de que fora Ge- túlio o responsável pela deportação de Olga. Dá no- jo!!. O que, afinal, Olga fez pelo Brasil? Todas as escolas públicas com o nome de Olga Benário deveriam ser mudados para Maria Quitéria ou Joana Angélica, estas sim, heroínas brasileiras! Se não acontece a vitória de Bolsonaro era de se esperar novas escolas com o nome de Dilma e Gleici Hoffmann. Se o então governador da Bahia, o corrupto Jaques Wagner mudou o nome da Escola Estadual Presiden- te Emilio Garrastazu Médici para o do terrorista e assassino Carlos Marighella, porque não fazê-lo ago- ra o mesmo nas escolas Olga Benário? Com a palavra o Ministério da Educação! NR: Apresentação baseada em artigo in-titu- lado “Olga Benário” de autoria do historiador e diretor cultural do Círculo Militar de Belo Hori- zonte, Cel Adalberto Guimarães Menezes, a quem agradecemos essa oportunidade de apresentar a verdadeira História do Brasil, tão deturpada pela mídia venal e vendida. Como comprovação do ex- posto, leia o livro “Camaradas” de autoria do jor- nalista Willian Waack, baseado nos arquivos so- viéticos. Adeputada Ana Paula Siqueira (Re- de) apresentou um projeto de lei (PL 46/2019) que autoriza que escolas de ensino público que tenham nome com homenagem a pessoas violadoras dos di- reitos humanos possam ter novas deno- minações e garante a participação das comunidades escolares no processo de escolha. O projeto estava na pauta da Co- missão de Constituição e Justiça e rece- beu parecer favorável do relator Dalmo Ribeiro (PSDB), mas o deputado Bruno Engler (PSL) pediu vista. “É interessante que esse projeto tenha sido apreciado tão próximo do aniversário do golpe militar. E mais curioso ainda que o deputado, do DIREITOS HUMANOS ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ partido do presidente Bolsonaro, que pe- diu para se comemorar a data, tenha pe- dido vista”. Lamentou Ana Paula. Bruno Engler (PSL) (o 3º deputa- do estadual mais votado em Minas Ge- rais com 120 mil votos) pediu vista. “É interessante tenha pedido vista”, la- menta Ana Paula. Seria interessante que o presidente Bolsonaro determinasse às suas lideran- ças no Senado e Câmara de Deputados que também apresentassem projetos de lei que retirassem os nomes de traidores, guerrilheiros e corruptos não só das es- colas públicas, com a supervisão do Mi- nistério e Secretarias de Educação. ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ’Um homem que lutou pela democracia’, diz Jaques Wagner sobre medida. Nova fachada com nome de Carlos Marighella é inaugurada Foto: Mateus Pereira/GOVBA Para o governador, a mu- dança enaltece a me- mória de Marighella, mais do que gera sentimento de "ódio" em relação ao presidente mi- litar que emprestou nome à unidade de ensino por 42 anos. "Não estamos plan- tando ódio contra ninguém com essa mudança de no- me. Estamos plantando o amor por Carlos Marighella, um homem que lutou pela democracia, que lutou pela liberdade do povo brasilei- ro", disse. DÁ NOJO! Publicado no Inconfidência nº 248 de fevereiro de 2018 Jaques Wagner, quando governador incentivando os integrantes do MST NR: Aguardemos o desenrolar da investigação da propina da Are- na Fonte Nova, como também recomendamos a quem de direito, inves- tigar os 13 principais escândalos de seu governo.
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    Nº 263 -Abril/2019 35 Por que intelectuais, jornalistas, historiadores, pro- fessores e escritores tem tanto ódio dos militares brasileiros? A razão jamais divulgada, até hoje, é essa. Uma semana depois de assumirem o governo, os militares patrocinaram uma emenda constitucional que se tornaria o maior erro deles. Promoveram a emenda constitucional número 9 de 22 Julho de 1964, e logo aprovada 81 dias depois. Essa emenda passou a obrigar todo jornalista, escritor e professor deste país a pagarem imposto de renda, algo que nenhum destes faziam desde 1934. Pasmem. Este é um dos segredos mais bem guardado pelos nossos professores de história, a ponto de nem os novos militares, jornalistas, professores de história e escritores de hoje sabem o que ocorreu de fato. Além de serem isentos do IR, jornalistas tinham financiamento imobiliário grátis, vôos de avião grá- tis, viviam como reis. Nenhum livro de história, nenhum jornalista de esquerda jamais irá lhes lembrar que o Artigo 113, da Constituição de 1934 e repetido no artigo 203 da Constituição de 1946, rezava o seguinte. 203 .“Nenhum imposto gravará diretamente a profissão de escritor, jornalista ou professor.” Por 30 anos foi uma farra, algumas faculdades vendi- am diplomas de jornalista “até arcebispo era jornalista.” Por 30 anos esse favoritismo classista era um nó na garganta de nossos médicos, enfermeiras, bom- beiros, polícias e militares, que se sacrificavam pelos outros sem reconhecimento. Que mérito especiais tinham esses privilegia- dos, além a de poderem chantagear governos, que muitos faziam. Especialmente os privilegiados de esquerda, pois o Imposto de Renda é o imposto que por definição distribui a renda dos mais ricos para os mais pobres. Hipocrisia intelectual maior não há. Até a família Mesquita entrou na justiça pleitean- do a isenção dos lucros do Estadão, alegando que os lucros advinham de suas profissões de jornalistas. Só que com esta medida os militares de 1964 antagonizaram, em menos de dois meses de poder, toda a elite intelectual deste país. Antagonizaram aqueles que até hoje fazem o coração e as mentes dos jovens. “Grande parte dos jornalistas que tiveram suas crônicas coletadas para este livro, Alceu de Amoroso Lima, Antônio Callado, Carlos Drummond de Andrade, Carlos Heitor Cony, Edmundo Moniz, Nelson Ro- drigues, Otto Lara Resende, Otto Maria Carpeaux, entre outros, foram aqueles que logo se arrependeram do apoio dado ao golpe.” Essa gente apoiou a luta pela democracia, ela só se tornou golpe depois da PEC que tirou seus privi- légios classista. MOTIVOS DO ÓDIO DE FORMADORES DE OPINIÃO SOBRE MILITARES. E TEM IGNORANTE QUE NUNCA SE PERGUNTOU OS MOTIVOS A História Não Contada de 1964 “Jornalistas apoiaram o regime, mas antes dele fazer aniversário de um ano, já eram adversários do regime que ajudaram a instalar”, continua Alzira Alves. Só por que mexeram no bolso dos jornalistas e historiadores, dos intelectuais a professores, numa me- dida justa, democrática, e que combateu a má distribui- ção da renda, que esses canalhas incentivavam. Se os militares fossem de fato de direita, como jornalistas, professores de história e escritores não pa- raram de divulgar, eles teriam feito o contrário. Eles se incluíram nesta lista classista. Mas foram éticos e não o fizeram. Jornalistas também não pagavam imposto pre- dial1, imposto de transmissão1, imposto complemen- tar2, isenção em viagens de navio, transporte gratuito ou com desconto nas estradas de ferro da União, 50% de desconto no valor das passagens aéreas e nas casas de diversões. 3,4 Devido a estas isenções na compra de casa pró- pria, a maioria dos jornalistas tinha pesadas dívidas, e a queda de 15% nos seus salários causou sérios pro- blemas financeiros e familiares. Some-se a inflação galopante que se seguiu, o baixo crescimento do PIB, e levaria uns 10 a 15 anos para esses jornalistas, escritores e professores recu- perarem o padrão de vida que tinham antes. O “golpe” que os militares causaram foi esse. Contra os intelectuais e não contra a nação. Não é de se espantar que passados 50 anos os militares continuam sendo perseguidos por comissões da verdade, reportagens, e tudo o mais, apesar dos militares hoje serem outros. Foi uma desfeita e tanto. Colocaram estas classes a nu, calhordas que todos eram, por que todos se beneficiaram sem exceção. Em 2013, a Revista Exame da Editora Abril, co- menta esta isenção da seguinte forma. “A isenção (infelizmente) foi revogada em 1964, por meio da Emenda Constitucional nº 9 de 22 de julho de 1964.” Infelizmente? A Exame achava essa isenção jus- ta? Mesmo 40 anos depois? Alberto Dines, do Observatório de Imprensa, em 2012 comenta: “Getúlio, muito inteligentemente, atuou para melhorar o padrão social do jornalista. A legislação do Getúlio nos deu grandes vantagens.” Alberto Dines apoia ainda hoje esse previlégio? Em discurso no dia do Professor na Associação do Ensino Superior, seu presidente conclama: “Os professores mais antigos devem sentir sau- dades dos tempos em que os professores eram respei- tados e valorizados, como acontecia, por exemplo, durante a vigência da Constituição Federal de 1946 artigo 203.” Por que então os militares foram tão burros, segun- do Alberto Dines, de se indispor justamente com a im- prensa? De serem acusados de desrespeitar e não valo- rizar os professores deste país? Por que foram fazer esta medida logo no início, quando ainda estavam com outros problemas para resol- ver, e não cinco anos depois, por exemplo? Por que pretendiam ficar pouquíssimo tempo. Castello Branco de fato pretendia ficar 18 meses, somente até o fim de mandato de João Goulart. Essa PEC é a maior prova disso, mas antes de irem embora, era preciso corrigir essa malandragem classista. Agora vem o pior. Foi esta súbita mudança de tom dos jornalistas, professores de Sociologia, História, Política e Ciências Sociais, que assustou a ala mais radical do Exército a não devolver o poder como Castello pretendia . Foi essa hostilidade, e os preparativos feitos em Ibiúna por José Serra e José Dirceu, que mostraram que a democracia continuava em risco. Quero deixar bem claro que não conheço nenhum militar, tudo aqui é fruto de pesquisa na Internet. Notas de Rodapé. 1. Art 27 – Durante o prazo de quinze anos, a contar da instalação da Assembleia Constituinte, o imóvel ad- quirido, para sua residência, por jornalista que outro não possua, será isento do imposto de transmissão e, en- quanto servir ao fim previsto neste artigo, do respectivo imposto predial. 2.LEINº986,DE20DEDEZEMBRODE1949. 3. Jânio de Freitas “Até a década de 60, os jorna- listas gozaram do privilégio, por exemplo, de não pagar Imposto de Renda e de só pagar 50% das passagens aéreas. Uma das consequências, para citar uma de tan- tas, era o grotesco princípio de gratidão que proibia publicar-se o nome da companhia de avião acidentado.” 4. Alberto Dines “O Sindicato dos Jornalistas do Rio de Janeiro era uma agência de viagens. Era uma corrupção tremenda.” 5. Antes da regulamentação, todo mundo era “jornalista”. Todos queriam os mesmos privilégios da isenção do Imposto de Renda e desconto de 50% nas passagens aéreas. Até o Arcebispo tinha carteira de jornalista. NR: Não sabemos quem é o autor dessa obra prima, mesmo a tendo recebido de diversos leitores. Nem este editor sabia dessa história. Comentário do jornalista Alexandre Garcia, em sua coluna desta sexta-feira “Por 201 votos a 38 está aprovada uma lei que permite que o dono da casa, da propriedade rural ou da empresa defenda a sua propriedade passando chumbo no invasor mal intenciona- do, ainda que desarmado. Não importa o número de tiros que você der, nem a consequência: a lei vai interpretar isso como legítima defesa. Só que não é no Brasil, é na Itália, o berço do direito romano. Um dos autores dessa mudança, o ministro do Interior, Matteo Salvini, disse que agora vai ser ainda mais perigoso ser ladrão na Itália. Aqui no Brasil o perigoso é ser policial.” LEI DA BALA NR: Considerando que o jornalista Alexandre Garcia é um exemplo a ser seguido, gostaríamos de tê-lo como nosso articulista permanente. Cons- tantemente divulgamos seus artigos, após publicados em outros meios de comunicação. Estamos tentando um contato com ele através de nossos rela- cionamentos em Brasília. Se algum leitor puder nos ajudar a concretizar esse convite, faça contato conosco. Desde já, agradecemos. O artigo 113 da Constituição de 1934 e repetido no artigo 203 da Constituição de 1946, rezava o seguinte. “Nenhum imposto gravará diretamente a profissão de escritor, jornalista ou professor.” Getúlio Vargas governou de 1930 a 1945 ○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○ PARAQUEDISTAS DA MARINHA, EXÉRCITO E AERONÁUTICA Sgt Batista / Força Aérea Brasileira KC - 390 O NOVO HÉRCULES Todos estão convidados para o almoço no dia 10 de maio de 2019 às 12h na Sede do Clube Militar, Lagoa Rodrigo de Freitas. Apoio Brigada Paraquedista Comando da Brigada Relações Públicas Clube Militar Paraquedista 9820 Cel Amilcar Borges Gonçalves BRASIL ACIMA DE TUDO!
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    8Nº 263 -Abril/2019 36 SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL O amigo do amigo de meu pai “O Ministro José Antonio Dias Toffoli tomou posse no STF no dia 23 de outubro de 2009 e assumiu a Presidência daquela Alta Corte no mês de Setembro de 2018" MINISTRO DIAS TOFFOLI NÃO TEM DOUTORADO NÃO TEM MESTRADO NÃO TEM PÓS GRADUAÇÃO REPROVADO EM DOIS CONCURSOS PARA JUÍZ ADVOGADO DO PT EM 1998, 2002 E 2006 INDICADO MINISTRO DO STF POR DILMA Nestes 25 anos de existência deste jornal, jamais recebemos tanta correspondência (e-mails, telefone- mas, charges, artigos, cartas, etc) como estas relativas ao STF e ao amigo do amigo de meu pai. Se fosse feita uma pesquisa, até mesmo pela PTV Globo, o resultado seria devas- tador, contra o amigo do amigo de meu pai, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Alexandre de Mo- raes. Considerando o recebido, jul- gamos que o mais sensato e democrá- tico seria ocupar o cargo de ministro do STF mediante concurso público com validade de 5 anos. À considera- ção de nossos leitores... E porque não processar desde já, Toffoli, Gilmar, Moraes e Lewandowski? CURRÍCULO DO ATUAL PRESIDENTE DO STF A justiça brasileira NÃO é lenta. É você que é pobre. O Lula, que é bem RICO, teve 145 habeas corpus analisados, mobilizando 178 juizes em 44 instâncias pulando na frente de 3.730.138 processos. Enquanto isso você espera 8 anos para a Justiça decidir que o SUS deve lhe dar o remédio que salvará sua vida!
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    Nº 263 -Abril/2019 37 * Humberto de Luna Freire Filho * Médico Cidadão brasileiro sem medo de corruptos. Hoje sábado, dia 16 de março, o jornal O Estado de São Paulo resolveu dar espaço para um corrupto, ad- vogado de porta decadeia,incom- petente, reprova- do duas vezes em concurso para a ma- gistratura, ex empregado do crápula José Dirceu, condenado em primeira instân- cia por roubo, em processo que transi- tou na 2ª Vara Cível do Estado do Ama- pá, e que hoje infelizmente ocupa a presidência da mais alta corte do país, indicado por outro ladrão dos cofres pú- blico e hoje presidiário, Luiz Inácio Lula da Silva, vulgo Lula. O jornal, em manchete de primei- ríssima página escreveu.” Toffoli vê mo- vimento para assassinar reputações no país”. Não é sem motivo que, com o apoio de uma imprensa podre, esse indivíduo crie coragem inclusive para ameaçar a sociedade que não concorda com a po- dridão reinante na casa que ele preside. Disse ele:”Esse assassinato de reputa- ção que acontece hoje nas mídias so- ciais, impulsionado por interesses es- cusos e financiado sabe-se lá por quem, deve ser apurado com veemência e pu- nido”. Sugiro na condição de assinante que sou há 35 anos, que amanhã, domin- go, o Estadão publique, dando o mesmo destaque, uma matéria com a seguinte O RÉU QUE VIROU JUIZ A FAMA JÁ VEM DE LONGA DATA Dias Toffoli não sabia nem responder perguntas básicas quando sabatinado no Senado para o posto de ministro do STF IMAGEM: Imprensa Viva IMAGEM: DCM – Diário do Centro do Mundo SUPREMO TRIBUNAL FEDERALSUPREMO TRIBUNAL FEDERAL manchete: “A Sociedade vê movimento na alta corte para assassinar a operação Lava Jato” Poderá ser matéria escrita por um editorialista da casa, por que não, afinalaimprensaquandoséria,existe para comentar e divulgar fatos sem se compro- meter com interesse escusos, como temos visto ultimamente na grande mídia Agora, queria dar uma resposta muito pessoal ao que insinuou o pseudo ministro em suas alucinações visuais e talvez, também, auditivas. Eu utilizo as redes sociais e lá escrevo e comento o que manda a minha consciência. Sou um pro- fissional da saúde, não sou gigolô do go- verno, não sou financiado por ninguém, não faço parte de milícias digitais (aliás isso só existe na cabeça desse corrupto em seus surtos alucinógenos), não sou político, nem tenho nenhuma pretensão nesse sentido. Sou apenas mais um bra- sileiro que exerce seu direito de cidadão. Não tenho medo de ameaças, sou homem com H e não mudo o que digo por medo ou conveniência; o que eu falo está falado e repito, se necessário for, em qualquer ocasião, situação e lu- gar. Vou continuar fazendo minhas crí- ticas a essa corrupção institucionalizada, es- se mar da lama onde pa- tina uma nata de cor- ruptos coordenados em parte por uma Jus- tiça não menos corrup- ta da qual você, José Antonio Dias Toffoli, faz parte. ENTENDEM AGORA PORQUE O ENTÃO PRESIDENTE COSTA E SILVA EM DEZEMBRO DE 1965 MANDOU PRENDER VÁRIOS MINISTROS DO STF E FECHOU-O? TER COMO CHEFE DO PODER JUDICIÁRIO ALGUÉM QUE PRETENDE CALAR UM GENERAL, MAS DÁ VOZ A UM PRESIDIÁRIO, É O FIM DE UM PAÍS! A apresentação destas duas páginas não seguem qualquer sequência. Foram apresentadas aleatoriamente de acordo com o recebido. O empreiteiro Marcelo Odebrecht entregou à Polícia Federal (PF) um documento no qual explica a identidade de alguns codinomes citados em e-mails apreendidos em seu computador. No ma- terial enviado à Lava Jato, em Curitiba ele diz que "amigo do amigo do meu pai" refere-se ao ministro Dias Toffoli, pre- sidente do Supremo Tribunal Federal (STF). O codinome foi citado em um e- mail de 13 de julho de 2007 enviado por Marcelo aos executivos Adriano Maia e Irineu Meireles. À época, Toffoli era Advogado- Geral da União (AGU) no go- verno do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Quem le- vantou o assunto com exclu- sividade, provocando des- conforto e um mar de silencio no STF, foi a revista Crusoé, na última quinta-feira. Segun- do a matéria, Marcelo Ode- brecht pergunta a Irineu Mei- reles e a Adriano Maia, seus subordinados: "afinal, vocês fecharam com o amigo do amigo do meu pai"? É Adriano quem responde, duas horas depois: "em curso". A conversa foi concluída no rol dos esclarecimentos solicitados a Marcelo. Eles queriam saber entre outras coisas, quem é o tal "amigo do amigo do meu pai". E pediram que Marcelo explicasse, " com o detalhamento possível", os "assuntos lícitos e ilícitos tratados, assim como a identificação de eventuais codinomes". A resposta de Marcelo foi surpre- endente, diz Crusoé. No documento enviadoàLavaJato,eleescreveu: "a men- sagem amigo do meu amigo se refere a José Antonio Dias Toffoli. E prossegue dizendo que maiores detalhes podem ser fornecidos à Lava Jato pelo próprio Adriano Maia, pois foi ele quem condu- ziu as tratativas na AGU". Adriano Maia, ex-advogado da Odebrecht, onde era diretor jurídico, se desligou da empresa em 2018. O nome dele já constava de depoimentos de Mar- celo em delação premiada. Adriano, se- gundo Marcelo, tinha conhecimento do pagamento de propinas para aprovar em Brasília medidas provisórias de interesse da Odebrecht. E cita, entre outros casos, a MP do "Refis da Crise", que permitiu a renegociação de dívidas bilionárias após "acertos pouco ortodoxos" com os ex- ministros Guido Mantega e Antonio Pa- locci, de acordo com a revista. REPORTAGEM INTEGRAL QUE FOI CENSURADA Em outros inquéritos da Lava Jato o nome de Adriano Maia aparece na tro- ca de mensagens com Marcelo. Em uma dessas mensagens, de 2007, Marcelo orienta Adriano a estreitar relações com DiasToffolinaAdvocacia-GeraldaUnião. A Odebrecht estava de olho para ganhar a licitação para construção e operação da hidrelétrica de Santo Antonio, no Rio Madeira. "Toffoli, no comando da AGU montou uma força tarefa com mais de 100 funcionários para responder, na justiça, às ações que envolviam o leilão da usi- na. Esse leilão", salienta Crusoé. O leilão aconteceu em dezembro de 2007, cinco meses após a mensagem em que Marcelo pergunta aos dois su- bordinados se eles "fecharam com o amigo do amigo do meu pai". O leilão foi vencido por um consórcio formado pela Odebrecht, Furnas, Andrade Gutierrez e Cemig. A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, recebeu uma cópia do ma- terial em que o nome de Toffoli é citado para que ela estude se é caso ou não de investigar o ministro do STF. Por integrar amaisaltacortedeJustiçadopaís,Toffoli, que é o atual presidente do STF, é deten- tor de foro privilegiado. Ou seja, só ela e a PGR podem investigá-lo. Em 2003, Toffoli foi escolhido sub- chefe da Casa Civil no governo de Lula e ficou no cargo até julho de 2005. Em 2007 foi nomeado por Lula chefe da AGU. Em 2009, Lula o pôs no cargo mais cobiçado do mundo jurídico nacional, o de ministro do STF. Nas planilhas de propina da Ode- brecht, Lula aparace com o codinome "amigo de meu pai". Procurado por Crusoé para explicar a citação de seu nome e codinome por Marcelo Ode- brech, o presidente do STF não respon- deu. Não se sabe, também, se Raquel Dodge pretende ouvir Toffoli antes de decidir que atitude irá tomar. O Brasil está cada dia mais divertido. Jornalista Políbio Braga Lagostas, camarões, ba- calhau acompanhados de champanhe, vinhos sele- cionados e uísque 12 anos estão no cardápio do STF, somando um milhão de reais. E os petistas comendo san- duíche de mortadela... Ricardo Lewandowski autorizou esta estapafúr- dia compra e quem o indi- cou para o STF concedeu entrevistas à imprensa bra- sileira e internacional. E um Fernandinho Beira Mar também tem o mesmo di- reito? STF
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    8Nº 263 -Abril/2019 38 BOLETIM DAS BAIAS O Brasil precisa mais de algo para envergonhá-lo? VERGONHA DO MUNDO ESSE “STF” DO BRASIL! José Marcio Castro Alves PILOTO DO AVIÃO QUE LEVOU LULA Piloto do Governo do Estado do Paraná se recusa a cumprimentar Lula durante o embarque para São Paulo, após justiça autorizar saída para compare- cer ao funeral do neto de 7 anos, falecido em decor- rência de uma meningite Questionado sobre o episódio o piloto respondeu: - Minha função é pilotar o avião com segurança, independente da "carga" transportada e da rota de- terminada pelo operador. Isso eu faço com seriedade e profissionalismo. Cumprimentar um presidiário con- denado por corrupção, por quem eu tenho desprezo, não faz parte das minhas obrigações e, por minha livre decisão, decidi não fazê-lo. Não vejo motivo para polêmica: foi uma decisão pessoal e me responsabilizo pelas consequências que possam advir. Nada e nem ninguém tem o direito de interferir ou modificar minha decisão. O Jornal francês Le Monde publicou esta charge mostrando o Tribunal de exceção brasileiro com os homens de toga assassinando a Justiça e o povo assistindo a tudo com a camisa de futebol. Essa tal de internet é legal pra caramba. De vez em quando a gente acha umas coisas bacanas, tipo essa Ex-presidente Lula descansa com a família em Atibaia antes de retornar tratamento contra o câncer Falta "articulação" da parte do Bolsonaro Agrande imprensa brasileira não faz oposição, simples mente, ao Governo Bolsonaro. Faz, mesmo, é obstru- ção! Orquestrada, unânime, retórica, sem quaisquer registro de aplauso, estimulo, entendimento! Não é exceção “O GLOBO”, o maior jornal do país, inclusive com a sua revista semanal “Época” de excelên- cia gráfica. Inobstante, “O GLOBO” apresentou na sua edição de 17 de abril, um caderno de 30 (trinta) páginas encapado com papel especial, um relatório da ELETROBRAS/FURNAS, com duas demonstrações financeiras e atividades da admi- nistração. Tudo relativo ao exercício de 2018. (O jornal im- primiu 110 mil exemplares!) Quanto terá custado a publicação desse relatório? Pare- ce-me que já não circula mais a edição impressa do Diário Oficial da União, destino, outrora, dessa publicidade. Até mesmo duvidamos se ainda existe o Diário Oficial da União impresso. A nossa perplexidade se fundamenta na especulação de preços no espaço de “O GLOBO”. Um aviso religioso ou fúnebre lá custa, em uma coluna de três centímetros de altura entre mil e trezentos e mil e setecentos reais! O nosso mensário o “INCONFIDÊNCIA”, luta com tro- peços de financiamento para ser mantido em circulação e não goza dessas atenções de publicidade de órgãos oficiais. Em resumo! A oposição ao governo Bolsonaro ou sua obstrução sistemática na grande imprensa está sendo cus- teada pelo próprio governo! Acredite quem quiser. NR: Por que motivo não foi publicado em um jornal de menor circulação no Rio de Janeiro (O Dia, Extra e outros ) que seria muito mais em conta para o anunciante. Haveria interesse de ELETROBRAS/FURNAS ajudar a Rede Globo? Para ser investigado e não mais repetido! Com essa declaração infeliz, esse idiota vai levar um tombo, pior do que seu antecessor Eduardo Cunha. É uma questão de tempo! NR: O que mais poderia se esperar do Rodrigo “Mala”? Ex tucano, que votou em ex-petista em 1989 e, no bronco Fernando Haddad em outubro, defende liberdade do ladrão renegando Estado de Direito, que ele presidiu e condenou o outro duas vezes e em duas instâncias. Fernando Henrique, que votou em Lula, travestido de Fernando Haddad, na última eleição presidencial, não se cansa de reclamar da prisão fake de Lula, hospedado no DPF de Curitiba, mormente agora quando essa privação parcial de liberdade completa um ano e também de criticar Bolsonaro em tentativas insistentes de boicotar o seu governo, comprome- tido com o fim da crise econômica na qual o Brasil afundou depois de quatro gestões do PT e mas dois em aliança com o MDB e a cumplicidade de seu PSDB, que recebeu propinas de corrupteiras para fazer oposição fajuta ao statu quo. Faria melhor se explicasse a compra da reeleição, o desempenho de seu ex-advogado geral Gilmar Mendes no STF e os 130 milhões de reais nas contas do tucano Paulo Preto, peixinho de Aloysio Nunes e de José Serra, na Suíça. Direto ao as sunto. Inté. E Deus é mais! (O ESP – 08/ABR/2019) RENDOSA PUBLICIDADE CEL ANTÔNIO GONÇALVES MEIRA Rio de Janeiro/RJ LULA É LADRÃO, SE MANCA, FERNANDO HENRIQUE! Jornalista José Nêumanne SÍTIO EM ATIBAIA A torre de trans- missão para tele- fone celular localiza- da nas proximidades do sítio e a adega ali instalada paga pelos contribuintes com es- toque maior do que a Lidador não perten- cem ao ex-presidente Lula... Aguardamos a Operação Lava-Jato... ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ Nunca um presidente foi tão examinado sobre cadapalavraquefala,humilhadodiuturnamente pela mídia, caluniado, ridicularizado, insultado, esfaqueado e ameaçado de morte, incluindo seus filhos também atacados e vexados. Além dastentativasdedenegriraimagemdaprimeira- dama, tudo pelo lado podre da mídia globalista e inconsequente. Lula está com a família em seu sítio em Atibaia no interior de São Paulo, onde passará o final de ano. Mitos de Batina (Pe. Leonardo Henrique Wagner)
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    Nº 263 -Abril/2019 39 A TIRANIA DAS MINORIAS Cali (Colômbia), 10/04/19 – A questão indígena vem ganhando grande relevância em razão da convocação de um Sínodo sobre a Amazônia, a ser realizado neste ano em Roma. Com efeito, a ala pro- gressista da Igreja tornou-se porta-voz das reinvin- dicações indígenas, muitas delas injustas e despro- porcionadas, que mais parecem obedecer a slogans políticos da extrema esquerda. Por anos a fio os ín- dios colombianos foram manipulados pelas FARC e outras organizações ligadas ao narcotráfico, tornando- as instrumentos dóceis da guerra política e da impuni- dade diante dos contínuos ultrajes feitos à nação. Duranteomêsdemarçoeos primeiros dias de abril, irrompeu uma manifestação indígena de grandes propor- ções, paralisando várias regiões do sudoeste do país, com bloqueios de estradas que ligam cinco estados da região e com o vizinho Equador. Os protestos só termi- naram com mais uma promessa de o governo repassar aos índios cerca de 300 milhões de dólares, que supos- tamente acalmariam os ânimos deles. No entanto, as perdas econômicas foram consideráveis, tanto para os produtores quanto para os comerciantes e exportadores. A manipulação dos índios os transformou numa ameaça real para o Estado. De modo irresponsável, os últimos presidentes cederam às chantagens deles, con- tabilizando hoje cerca de 40 bloqueios a rodovias nos últimos 20 anos. A classe política crê que cedendo e * Eugenio Trujillo Villegas A Guarda indígena, ala radical do movimento indigenista na Colômbia Indígenas bloqueiam a rodovia entre as cidades de Cali e Pasto Protestos indígenas infiltrados pela guerrilla das FARC fazendo promessas, a questão se resolve. Pasmem, mas uma das reinvindicações indígenas é que lhes se- jam entregues 41.000 hectares de terras no Departa- mento do Cauca, que hoje estão em mãos de empre- sários e são altamente produtivas. Para cada manifestação, o governo lhes cede mi- lhares de hectares de terra, outros são desapropriados e entregues aos índios, enquanto outras terras são in- vadidas, terminando com a expulsão de seus legítimos proprietários. Nesse processo de chantagens crimino- sas, o país já repassou a eles uns 10 milhões de hec- tares, extensão maior do que as terras produtivas em mãos particulares. É inconcebível que menos de dois milhões de índios ocupem tal extensão de terras e nada produzem – produzem, sim, cocaína! – enquan- to em apenas oito milhões de hectares, os particulares alimentam cerca de 50 milhões de colombianos e ainda exportam commodities, criam empregos e contribuem para o desenvolvimento da nação. Como explicar tamanho absurdo? – Esta minoria de índios busca direitos que ela não merece. Estimu- lados por guerrilheiros marxistas, pela esquerda ca- tólica e narcotraficantes, esses índios vêm contribu- indo para implantar uma ditadura que negará aos cidadãos honestos o direito ao trabalho, à proprieda- de privada e à liberdade de ir e vir. Cada vez que lhes apraz, eles paralisam o país ou parte dele, destroem empresas agrícolas e industriais, gerando traumatis- mos sem nome. Por que a esquerda mundial que tanto fala em direitos e liberdades coarcta a liberdade dos colombia- nos ao apoiar tumultos políticos dessa natureza? Será que as minorias radicais decidiram impor de vez a tirania contra as maiorias incapazes de se defender? E o Gover- no embora saiba que a força motriz desses movimentos – as FARC e o narcotráfico – tem por objetivo atear fogo no país, age como se a realidade não existisse. Ademais, os líderes da esquerda, incluindo os ex- chefes das FARC, que agora são “nobres” congressis- tas, estavam presentes nessas negociações com os che- fes indígenas, galvanizando os protestos a fim de esten- dê-los a todo o país, com exigências cada vez mais ra- dicais. Onde estão os bispos, ferrenhos defensores dos direitos humanos? Não dizem uma só palavra sobre isso? Não têm voz para defender os cidadãos honestos? De uma coisa estamos certos, é que os protestos indígenas serão ainda potencializados com a realização do Sínodo sobre a Amazônia. Essa é a triste conclusão, embora muitos sigam dormindo tranquilamente enquan- to arde a barba do vizinho. (*) Diretor: Sociedade Colombiana Tradición y Acción PALESTRA NA COLÔMBIA E DEFESA DA JUSTIÇA BRASILEIRA Proferi hoje (28/03) minha pales- traemCali,Colômbia(fotoanexa). Falei de improviso e resumi o texto que preparei e será publicado pela Universidad Libre. O público entendeu o meu sur- rado portunhol; e ainda me pediu para falar meia hora além do tempo regulamentar, sobre o Poder Judi- ciário. Desmistifiquei certas prega- ções contra determinadas decisões da justiça brasileira. Aplaudiram-me. Que bom ter conseguido es- clarecer! Ao final recebi efusivo cum- primento do amigo e coordenador Professor Jaime Angel. Grato aos colombianos. Em anexo, texto integral da pa- lestra, redigido com auxilio da assessora Laís. A parte final acrescentei ontem, depois de “encontrar-me” com o líder político assassinado Jorge Gaidán, citado nas memórias de Gabriel García Márquez. Desembargador Rogério Medeiros Garcia de Lima EaíRoberto, como está o GLOBO Sob Nova Direção? João... Sãoincompetentes... Se renderam ao PT, me negaram e me traíram. Na terra como no céu... passo certo. Acorja de comunas que se apossou da Rede Globo, após a morte de ROBERTO MARINHO é que vem dan- do a orientação marxista/leninista e especialmente GRAMCISTA que fixa a linha doutrinária que seguem rigorosamente. E não é de agora que isso vem acontecendo. As redações jornalísticas, televisivas e ra- dialistas, deitam e rolam, ci- tando a toda hora as palavras “di- tadura” e “tortura”, principalmente suas repórteres, essas sim, não tiram a dita-dura da boca e perguntamos algu- ma ditadura promove eleições e dá pos- se à oposição? Urge que façamos um boicote completo aos patrocinadores dos pro- gramas da Rede Globo mostrando nossa total insatisfação com sua li- nha de conduta! Publicado no Inconfidência nº 248 de fevereiro de 2018 ANO XXXVII - Rio de Janeiro, 6ª feira, 14 de junho de 1963 - Nº 11.381 FUNDAÇÃO DE IRINEU MARINHO Diretor-Redator-Chefe: Roberto Marinho Diretor-Secretário: Ricardo Marinho Diretor-Tesoureiro: Herbert Moses Diretor-Substituto: Rogério Marinho Em manifesto à Nação oito destacadas entidades de objetivos patrióticos alertam o povo brasileiro contra a ação, cada dia mais ostensiva, de elementos notoriamen- te comunistas em atividade de vital importância para a economia nacional. Ressaltam, ainda, que uma série de circunstâncias indica claramente um fato: a revolução comu- nista, no Brasil, não virá: já veio. Por isso, conclamam os democratas a cerrar fileiras contra os agitadores, a protestar contra medidas que visam ao esmagamento da ini- ciativa privada e a defender a Constituição. Êsse documento vai publicado na íntegra, na terceira página. OITO ENTIDADES DEMOCRATAS ALERTAM O PAÍS: A REVOLUÇÃO COMUNISTA NÃO VIRÁ; JÁ VEIO NR: Para conhecimento dos três filhos de Roberto Marinho. “Estaremos sempre solidários com aqueles que, na hora da agressão e da adversidade, cumpriram o duro dever de se oporem à agitadores e terroristas de armas na mão, para que a Nação não fosse levada à anarquia”. Brasília, 31 de março de 1981 General-de-Exército Walter Pires de Carvalho e Albuquerque Ministro do Exército HONRA MILITAR NR: Foi, como tenente-coronel, o chefe do Estado-Maior do 'Destacamento Tiradentes', comandado pelo general Muricy, na Contrarrevolução de 31 de Março de 1964).
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    8Nº 263 -Abril/2019 40 Os artigos assinados são de inteira responsabilidade de seus autores. Permitida a reprodução desde que citada a fonte. EXPEDIENTE Editor/Redator: Coronel Carlos Claudio Miguez Jornalista Responsável: 17646/MG Telefone (31) 3344-1500 / 99957-3534 - E-mail: jornal@jornalinconfidencia.com.br Rua Xingu, 497 - Alto Santa Lúcia - CEP 30360-690 - Belo Horizonte - MG Circulação Dirigida Impressão: Sempre Serviços Gráficos Ltda CNPJ: 11.843.412/0001-00 Envelopamento autorizado Pode ser aberto pela ECT www.jornalinconfidencia.com.br Ilustrações: Internet É IMPOSSÍVEL ESCREVER CORRUPTO SEM PT NÃO VOTO EM Em julho de 2005, um assessor do então deputado estadual José Nobre Guimarães (PT/CE) foi preso no aeroporto em São Paulo pela Polícia Federal, com US$ 100 mil e R$ 200 mil escondidos na cueca e na mala. O nobre deputado é irmão de José Genuíno (PT/SP) e foi eleito deputado federal. Essa cueca do PT permanecerá pendurada até o caso ser investigado e os corruPTos julgados, condenados e presos. Hoje é o líder do PT na Câmara de Deputados! Não podia ser outro! Foto de um Suplicante A Polícia quer saber qual delas tem codinome FEIAFEIAFEIAFEIAFEIA na lista ODEBRECHTODEBRECHTODEBRECHTODEBRECHTODEBRECHT Esse será, um dos maiores problemas da PF e da Lava Jato... uma missão quase impossível, uma tarefa difícil um enigma maior do que as pirâmides do Egito... O grande perigo de hoje não é mais o NAZISMO. É O JORNAZISMO Quem sabe os esquerdistas e petistas, a procura de uma verdadeira e bem sucedida democracia, resolvem atravessar a fronteira! PARABÉNS, LULA!!! 1 ano de cadeia, desejamos que essa data se repita por muitos e muitos anos!!! O QUE ELE QUER DIZER COM ISTO?