Linguagem escrita e deficiência em
compreensão auditiva
 A maioria das crianças com distúrbios de compreensão
auditiva verbal tem problemas de linguagem escrita.
 Muitas crianças podem copiar e algumas conseguem
memorizar configurações visuais para soletrar
corretamente palavras simples, mas o conteúdo e a sintaxe
de um modo geral são deficientes.
 Problemas severos de discriminação auditiva podem
refletir tanto na escrita quanto na fala. Se uma criança for
incapaz de distinguir as diferenças entre desejo e despejo
ela poderá compreender mal o sentido, articular
incorretamente ou escrever as palavras de modo errado.
 A terapia para afasia não começa com a escrita, mas sim
com a compreensão verbal auditiva.
Linguagem escrita e deficiências em
linguagem expressiva oral
 As crianças com problemas de linguagem expressiva oral
geralmente têm distúrbios de escrita, aquelas com desordens
de sintaxe oral tendem a escrever do modo que falam, pois
não dominam estrutura gramatical correta para ambas as
formas, elas omitem palavras ou terminações de palavras,
usam tempos de verbos e pronomes inadequados, ou
distorcem a ordem das palavras dentro da sentença.
Linguagem escrita e distúrbios de leitura
 A criança que não consegue ler, não é capaz de escrever. Ela pode ser
capaz de copiar mas não consegue usar símbolos escritos para
comunicação deliberada.
 Todos os tipos de dislexia impedem a aquisição de linguagem escrita e
soletração, mas o efeito varia com a natureza e o grau do
envolvimento.
 Na dislexia visual, os erros estão relacionados a discriminação,
sequências ou memórias visuais.
 A dislexia auditiva omite sílabas contidas em palavras porque
não distingue todas as partes dentro do todo. Outras percebem
mal e portanto escrevem errado.
Distúrbios de linguagem escrita
Certos distúrbios de aprendizagem somente ocorrem na forma
escrita; outras formas de comportamento verbal permanecem
intactas. São três tipos principais de distúrbios mais frequêntes
observados:
 Desordem de integração visual-motora
 Deficiência em revisualização
 Deficiência de formulação e sintaxe
Disgrafia
A disgrafia é uma desordem resultante de um distúrbio de
integração visual motora. A criança com esse tipo de
envolvimento não tem um defeito visual nem tampouco motor,
mas ela não consegue transmitir as informações visuais ao
sistema motor, ela vê o que quer escrever mas não consegue
idealizar o plano motor, é incapaz de escrever ou copiar letras,
palavras, números. É essa capacidade de copiar que diferencia
a disgrafia de outras desordens de escrita.
 Disgrafia é um tipo de apraxia que afeta o sistem visual-
motor, mas a apraxia também pode ocorrer no sistema
audiomotor e nesse caso a linguagem falada é afetada.
 Uma criança com apraxia para a fala não é
necessariamente apráxica para a escrita. De modo
semelhante, a criança com disgrafia não tem
necessariamente dificuldade para falar.
 As crianças com disgrafia não são capazes de fazer associações visuais-
motoras ou de beneficiar de experiências semelhantes, portanto, elas não
conseguem escrever.
 Há muitos graus de disgrafia. As crianças com envolvimento mais grave
são incapazes de segurar adequadamente um lápis ou de traçar uma linha
reta.
 Algumas crianças são capazes de fazer desenhos simples, mas não de
copiar desenhos que exigem uma série de movimentos complexos e
recíprocos.
 As vezes, as crianças disgráficas mais velhas
reproduzem legivelmente uma palavra, mas
distorcem a sequência de movimentos quando
escrevem.
Delineamento do problema
 Antes de iniciar um programa de terapia é necessário saber precisamente
o que a criança consegue ou não fazer e saber como ela aprende.
 Os professores precisam saber como as crianças se desempenham e como
elas procuram executar uma tarefa.
 A observação do modo pelo qual segura o lápis, a sua postura e a
sequência de movimentos usados para copiar uma figura são itens
importantes ao se esquematizar procedimentos educaionais a serem
aplicados na terapia.
Habilidades de pré-escrita
 Segurar os instrumentos de escrita
 Posição do papel
 Postura
Discriminação Visual:
É importante verificar se a criança consegue diferenciar uma
letra de outra. Se ela não conseguir distinguir semelhanças e
diferenças nas palavras, ela não as escreverá corretamente,
pois uma desordem de recepção afetará a expressão.
 Do visual para o auditivo e para o visual-motor: Apresente um padrão
visual nítido; prossiga com uma descrição verbal auditiva detalhada do
plano do movimento; faça com que ela observe e imite.
 Do cenestésico para o visual- motor: Faça com que feche os olhos; guie
os seus dedos e mãos de acordo com o padrão de movimento desejado;
faça com que abra seus olhos e observe o que faz.
 Do cenestésico para o auditivo e do auditivo para o visual – motor:
Siga os procedimentos esquematizados anteriormente, mas
enquanto a criança tem os seus olhos fechados. Verbalize o
padrão do movimento com ela. Para baixo – vire para a direita,
atravesse – suba. Faça com que abra os olhos e continue o
padrão.
 Pede-se ás crianças em idade escolar que copiem desenhos geométricos e
formas de pré – letras, incluem linhas horizontais, verticais e angulares,
círculos, quadrados, triângulos..etc. As crianças de sete anos ou mais são
capazes de copiar essas figuras. As vezes, crianças que tem boas
capacidades auditivas desempenham melhor quando se dá o nome da figura.
Por exemplo, algumas crianças não conseguem fazer os desenhos até que se
diga que representam uma bola, uma caixa, uma arvore de natal, ou um
anzol.
 Aprendizagem visual.
 Aprendizagem Cinestésica
 Coordenação dos padrões
 Trabalhar os padrões de movimentos grosseiros para refinados. Faça figuras
grandes antes de trabalhar com desenhos pequenos em papéis com linhas
estreitas.
 Encorajar o desenvolvimento de movimentos ordenados. Ensine a desenhar
linhas e figuras usando uma sequência regular de movimentos de cada direção
adequada. Se as crianças não aprenderem a sequencia correta, sua escrita
frequentemente será lenta, trabalhosa e incorreta . Acrescente pistas de
direção, tais como setas, a fim de ilustrar o plano de movimento.
 Trabalhar os padrões de movimentos grosseiros para refinados. Faça figuras
grandes antes de trabalhar com desenhos pequenos em papéis com linhas
estreitas.
 Encorajar o desenvolvimento de movimentos ordenados. Ensine a desenhar
linhas e figuras usando uma sequência regular de movimentos de cada direção
adequada. Se as crianças não aprenderem a sequencia correta, sua escrita
frequentemente será lenta, trabalhosa e incorreta . Acrescente pistas de direção,
tais como setas, a fim de ilustrar o plano de movimento.
• Movimentos ordenados
por setas
 Reforçar padrões visuais- motores por meio de repetição. Os padrões motores
para a escrita devem tornar-se automáticos a ponto de tornar desnecessária a
concentração na formação de letras isoladas ao se expressar ideias.
 Usar materiais com os quais se possa obter bom “feedback” visual. A criança
precisa ter oportunidade para ver o que faz . Para coordenar padrões visuais
motores recomenda-se materiais como tinta para a pintura a dedo, areia
molhada, moldes, lápis. A tinta e a areia oferecem estimulação tátil, ao usar a
pintura a dedo, faça com que a criança feche os olhos, guie a sua mão na direção
adequada e faça com que pinte a figura com o dedo indicador.
 Ensinar o plano do movimento através de instruções verbais. Repetindo ”para
baixo” “diagonal” “para cima” enquanto traça a figura. Os padrões rítmicos ajudam
as crianças a estabelecer a integração visual-motora e a desenvolver a fluência
uniforme da escrita. O uso desse processo depende da facilidade verbal da
criança e de sua facilidade para compreender a palavra falada. Não é usado com
as crianças que ficam frustradas com a estimulação auditiva. A criança que se
distrai com estímulos auditivos tende a ouvir os padrões auditivos ao invés de se
concentrar no plano visual-motor. Se as crianças forem incapazes de tolerar
instruções verbais, reduza a estimulação auditiva e de ênfase aos métodos
cenestésico- táteis
• Moldes
• Desenhar estradas
• Traçar sobre as marcas de dobras
• Traças com papel de seda
• Unir pontos para formar figuras
• Moldes
• Desenhar estradas
 Dificuldade para aprender a deixar espaço
adequado entre as palavras, algumas não deixam
qualquer espaço entre as palavras e outras deixam
espaços irregulares
 Coloque anagramas ou letras recortadas no flanelógrafo ou na
carteira.
 Prepares exercícios para melhorar o espaçamento.
 Assim que as crianças consigam identificar erros e organizar
palavras corretamente , peça-lhes que escrevam sentenças.
Disgrafia
Disgrafia
Disgrafia

Disgrafia

  • 2.
    Linguagem escrita edeficiência em compreensão auditiva  A maioria das crianças com distúrbios de compreensão auditiva verbal tem problemas de linguagem escrita.  Muitas crianças podem copiar e algumas conseguem memorizar configurações visuais para soletrar corretamente palavras simples, mas o conteúdo e a sintaxe de um modo geral são deficientes.
  • 3.
     Problemas severosde discriminação auditiva podem refletir tanto na escrita quanto na fala. Se uma criança for incapaz de distinguir as diferenças entre desejo e despejo ela poderá compreender mal o sentido, articular incorretamente ou escrever as palavras de modo errado.  A terapia para afasia não começa com a escrita, mas sim com a compreensão verbal auditiva.
  • 4.
    Linguagem escrita edeficiências em linguagem expressiva oral  As crianças com problemas de linguagem expressiva oral geralmente têm distúrbios de escrita, aquelas com desordens de sintaxe oral tendem a escrever do modo que falam, pois não dominam estrutura gramatical correta para ambas as formas, elas omitem palavras ou terminações de palavras, usam tempos de verbos e pronomes inadequados, ou distorcem a ordem das palavras dentro da sentença.
  • 6.
    Linguagem escrita edistúrbios de leitura  A criança que não consegue ler, não é capaz de escrever. Ela pode ser capaz de copiar mas não consegue usar símbolos escritos para comunicação deliberada.  Todos os tipos de dislexia impedem a aquisição de linguagem escrita e soletração, mas o efeito varia com a natureza e o grau do envolvimento.  Na dislexia visual, os erros estão relacionados a discriminação, sequências ou memórias visuais.
  • 8.
     A dislexiaauditiva omite sílabas contidas em palavras porque não distingue todas as partes dentro do todo. Outras percebem mal e portanto escrevem errado.
  • 9.
    Distúrbios de linguagemescrita Certos distúrbios de aprendizagem somente ocorrem na forma escrita; outras formas de comportamento verbal permanecem intactas. São três tipos principais de distúrbios mais frequêntes observados:  Desordem de integração visual-motora  Deficiência em revisualização  Deficiência de formulação e sintaxe
  • 10.
    Disgrafia A disgrafia éuma desordem resultante de um distúrbio de integração visual motora. A criança com esse tipo de envolvimento não tem um defeito visual nem tampouco motor, mas ela não consegue transmitir as informações visuais ao sistema motor, ela vê o que quer escrever mas não consegue idealizar o plano motor, é incapaz de escrever ou copiar letras, palavras, números. É essa capacidade de copiar que diferencia a disgrafia de outras desordens de escrita.
  • 11.
     Disgrafia éum tipo de apraxia que afeta o sistem visual- motor, mas a apraxia também pode ocorrer no sistema audiomotor e nesse caso a linguagem falada é afetada.  Uma criança com apraxia para a fala não é necessariamente apráxica para a escrita. De modo semelhante, a criança com disgrafia não tem necessariamente dificuldade para falar.
  • 12.
     As criançascom disgrafia não são capazes de fazer associações visuais- motoras ou de beneficiar de experiências semelhantes, portanto, elas não conseguem escrever.  Há muitos graus de disgrafia. As crianças com envolvimento mais grave são incapazes de segurar adequadamente um lápis ou de traçar uma linha reta.  Algumas crianças são capazes de fazer desenhos simples, mas não de copiar desenhos que exigem uma série de movimentos complexos e recíprocos.
  • 14.
     As vezes,as crianças disgráficas mais velhas reproduzem legivelmente uma palavra, mas distorcem a sequência de movimentos quando escrevem.
  • 15.
    Delineamento do problema Antes de iniciar um programa de terapia é necessário saber precisamente o que a criança consegue ou não fazer e saber como ela aprende.  Os professores precisam saber como as crianças se desempenham e como elas procuram executar uma tarefa.  A observação do modo pelo qual segura o lápis, a sua postura e a sequência de movimentos usados para copiar uma figura são itens importantes ao se esquematizar procedimentos educaionais a serem aplicados na terapia.
  • 16.
    Habilidades de pré-escrita Segurar os instrumentos de escrita  Posição do papel  Postura
  • 17.
    Discriminação Visual: É importanteverificar se a criança consegue diferenciar uma letra de outra. Se ela não conseguir distinguir semelhanças e diferenças nas palavras, ela não as escreverá corretamente, pois uma desordem de recepção afetará a expressão.
  • 18.
     Do visualpara o auditivo e para o visual-motor: Apresente um padrão visual nítido; prossiga com uma descrição verbal auditiva detalhada do plano do movimento; faça com que ela observe e imite.  Do cenestésico para o visual- motor: Faça com que feche os olhos; guie os seus dedos e mãos de acordo com o padrão de movimento desejado; faça com que abra seus olhos e observe o que faz.
  • 19.
     Do cenestésicopara o auditivo e do auditivo para o visual – motor: Siga os procedimentos esquematizados anteriormente, mas enquanto a criança tem os seus olhos fechados. Verbalize o padrão do movimento com ela. Para baixo – vire para a direita, atravesse – suba. Faça com que abra os olhos e continue o padrão.
  • 20.
     Pede-se áscrianças em idade escolar que copiem desenhos geométricos e formas de pré – letras, incluem linhas horizontais, verticais e angulares, círculos, quadrados, triângulos..etc. As crianças de sete anos ou mais são capazes de copiar essas figuras. As vezes, crianças que tem boas capacidades auditivas desempenham melhor quando se dá o nome da figura. Por exemplo, algumas crianças não conseguem fazer os desenhos até que se diga que representam uma bola, uma caixa, uma arvore de natal, ou um anzol.
  • 22.
     Aprendizagem visual. Aprendizagem Cinestésica  Coordenação dos padrões
  • 24.
     Trabalhar ospadrões de movimentos grosseiros para refinados. Faça figuras grandes antes de trabalhar com desenhos pequenos em papéis com linhas estreitas.  Encorajar o desenvolvimento de movimentos ordenados. Ensine a desenhar linhas e figuras usando uma sequência regular de movimentos de cada direção adequada. Se as crianças não aprenderem a sequencia correta, sua escrita frequentemente será lenta, trabalhosa e incorreta . Acrescente pistas de direção, tais como setas, a fim de ilustrar o plano de movimento.
  • 25.
     Trabalhar ospadrões de movimentos grosseiros para refinados. Faça figuras grandes antes de trabalhar com desenhos pequenos em papéis com linhas estreitas.  Encorajar o desenvolvimento de movimentos ordenados. Ensine a desenhar linhas e figuras usando uma sequência regular de movimentos de cada direção adequada. Se as crianças não aprenderem a sequencia correta, sua escrita frequentemente será lenta, trabalhosa e incorreta . Acrescente pistas de direção, tais como setas, a fim de ilustrar o plano de movimento.
  • 26.
  • 27.
     Reforçar padrõesvisuais- motores por meio de repetição. Os padrões motores para a escrita devem tornar-se automáticos a ponto de tornar desnecessária a concentração na formação de letras isoladas ao se expressar ideias.  Usar materiais com os quais se possa obter bom “feedback” visual. A criança precisa ter oportunidade para ver o que faz . Para coordenar padrões visuais motores recomenda-se materiais como tinta para a pintura a dedo, areia molhada, moldes, lápis. A tinta e a areia oferecem estimulação tátil, ao usar a pintura a dedo, faça com que a criança feche os olhos, guie a sua mão na direção adequada e faça com que pinte a figura com o dedo indicador.
  • 28.
     Ensinar oplano do movimento através de instruções verbais. Repetindo ”para baixo” “diagonal” “para cima” enquanto traça a figura. Os padrões rítmicos ajudam as crianças a estabelecer a integração visual-motora e a desenvolver a fluência uniforme da escrita. O uso desse processo depende da facilidade verbal da criança e de sua facilidade para compreender a palavra falada. Não é usado com as crianças que ficam frustradas com a estimulação auditiva. A criança que se distrai com estímulos auditivos tende a ouvir os padrões auditivos ao invés de se concentrar no plano visual-motor. Se as crianças forem incapazes de tolerar instruções verbais, reduza a estimulação auditiva e de ênfase aos métodos cenestésico- táteis
  • 29.
    • Moldes • Desenharestradas • Traçar sobre as marcas de dobras • Traças com papel de seda • Unir pontos para formar figuras
  • 30.
  • 31.
  • 35.
     Dificuldade paraaprender a deixar espaço adequado entre as palavras, algumas não deixam qualquer espaço entre as palavras e outras deixam espaços irregulares
  • 37.
     Coloque anagramasou letras recortadas no flanelógrafo ou na carteira.  Prepares exercícios para melhorar o espaçamento.  Assim que as crianças consigam identificar erros e organizar palavras corretamente , peça-lhes que escrevam sentenças.