O documento fornece informações sobre:
1) O professor Avelino discutirá projeções cartográficas;
2) O professor Bruno Balbino descreverá o imperialismo;
3) O professor Blênio Marcos definirá fontes de energia.
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GEOGRAFIA
O professor Avelino
com ‘Projeções
Cartográficas’
HISTÓRIA
O professor Bruno
Balbino descreve
‘Imperialismo’
GEOGRAFIA
O professor Blênio
Marcos define
‘Fontes de Energia’
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TÔ NA ÁREA Prof. Sávio Marcelus
ENEM considerada a padroeira dos
professores.
novos números, o Brasil man-
teve a posição e permaneceu no
O Ministério da Educação e Cultura (MEC) vai apli- grupo dos países com alto de-
car o Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM-2009) SALÁRIO senvolvimento humano. Já, a
nos dias 5 e 6 de dezembro. O anúncio foi feito pelo Segundo pesquisa patrocinada China foi o país que registrou
ministro da Educação, Fernando Haddad, depois de pela Organização das Nações o maior aumento, subindo se-
reunião com o ministro da Justiça, Tarso Genro, que ofe- Unidas para Educação e Cul- te posições, seguida pela Co-
receu apoio da Polícia Federal e da Força Nacional de tura (UNESCO), metade dos lômbia e pelo Peru, que me-
Segurança para aplicação das provas. A nova data, além professores do Brasil ganha lhoraram cinco posições no
de provocar o adiamento de vestibulares em pelo me- menos de R$ 720,00, com sa- ranking.
nos seis universidades federais e seis estaduais, tam- lários baixos e formação defi-
bém vai adiar a realização de dois grandes concursos ciente. Essa é a realidade de BOLSA EMPRESA
públicos federais: IBGE e Receita Federal. 2.803.761 brasileiros. O que É um programa adotado por
chama mais atenção é a situa- empresas que visam a investir
ção do Nordeste. A realidade na capacitação dos funcioná-
salarial é pior ainda, pois se- rios. A companhia financia os
NOVAS DATAS tários de Educação (CONSED), gundo a pesquisa esse índice estudos do contratado através
As instituições de ensino su- pois a entidade vai apresentar salarial é de R$ 420,00. Falta de bolsas parciais ou integrais,
perior que vão utilizar o Exa- um pedido formal às institui- vontade política, e que só po- permitindo o crescimento pro-
me Nacional do Ensino Médio ções federais que vão utilizar o derá vir da melhor forma pos- fissional do empregado e qua-
como forma de selecionar no- Enem como forma de seleção sível através da articulação da lificação de mão-de-obra para
vos alunos estão dispostas a fa- de novos alunos para que man- União, dos Estados e dos Mu- a empresa.
zer mudanças em seus calen- tenham a adesão ao exame na- nicípios. Sem essa articulação,
dários desde que não haja atra- cional, mesmo com atraso da com certeza, teremos ainda REGRAS PARA A BOLSA
so no início das aulas em 2010. prova. Com uma nota de apoio muitos problemas. Como a iniciativa de custear a
O adiamento do Enem prova- ao Ministério da Educação e graduação do funcionário par-
velmente vai coincidir com ves- Cultura, manifestando apoio RANKING te da empresa, cada grupo em-
tibulares de universidades fe- ao Enem e lamentando os acon- De acordo com pesquisa pu- presarial possui as próprias re-
derais. Com isso, o MEC apre- tecimentos e defendendo a to- blicada pela Organização das gras de seleção. A dica para
sentou um levantamento com tal apuração dos fatos. Nações Unidas (ONU), e que quem quer se candidatar a es-
as datas de todas as seleções do relata o Índice de Desenvolvi- se tipo de bolsa é investir num
país. Devido à data do novo DIA DO PROFESSOR mento Humano (IDH), a No- curso relacionado a sua área
exame ser de responsabilidade A criação da data se deu em ruega é o país onde a vida das de atuação na companhia pa-
do Ministério da Educação e virtude de D. Pedro I, no ano pessoas é melhor. Já, o Brasil ra compensar a qualificação re-
Cultura, as universidades terão de 1827, ter decretado que to- ficou em 75ª posição no ran- cebida.
apenas de se adequar. Qualquer da vila, cidade ou lugarejo do king de 182 países avaliados pe-
mudança do processo seletivo Brasil criasse as primeiras esco- lo IDH, com a inclusão de An- QUANTIDADE DE BOLSAS
será de plena responsabilida- las primárias do país, que fo- dorra e Liechtenstein pela pri- A quantidade de bolsas ofere-
de de todas as universidades, ram chamadas de "Escolas de meira vez e a volta do Afega- cidas varia conforme a compa-
que poderão, inclusive, deixar Primeiras Letras". Comemora- nistão, que havia saído do ín- nhia. Tudo depende do acor-
de utilizar as notas do Enem, do mundialmente no dia dice em 1996. O IDH brasi- do feito entre patrões e empre-
como é o caso da Universida- 05/10, no Brasil o feriado foi leiro subiu levemente, de 0,808 gados. Para requerer o benefí-
de do Estado do RN (UERN). instituído nacionalmente por para 0, 813. Mas, mesmo assim, cio, consulte o setor de recur-
meio do decreto 52.682/63, as- o país, que no ano passado ocu- sos humanos ou de treinamen-
DEFESA sinado pelo então presidente pava a 70ª posição no ranking to do grupo em que você tra-
O MEC deve contar com o to- da República João Goulart, em do Pnud, após uma revisão do balha para ficar por dentro das
tal apoio dos representantes do 1963, e tendo como base reli- índice, passou a ser o 75º (com condições para concorrer a es-
Conselho Nacional de Secre- giosa Santa Tereza d'Ávilla, IDH de 0,808). Agora, com os se tipo de bolsa.
EDIÇÃO ESPECIAL DO JORNAL DE FATO • NÃO PODE SER VENDIDO SEPARADAMENTE
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EDITOR GERAL DIAGRAMAÇÃO
William Robson Telêmaco Sandino
COORDENAÇÃO PEDAGÓGICA IMPRESSÃO
Sávio Marcellus Gráfica de Fato
SANTOS EDITORA DE JORNAIS LTDA • Redação e oficinas: Avenida Rio Branco, 2203, Centro, Mossoró-RN - CEP: 59.611-400
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Sábado, 10 de outubro de 2009 3
LÍNGUA PORTUGUESA
PROJEÇÕES CARTOGRÁFICAS
Projeção cartográfica é a re- Marcos Garcia
presentação de uma superfície
esférica (a Terra) num plano (o
mapa), ou seja, trata-se de um
"sistema plano de meridianos e
paralelos sobre os quais pode ser
desenhado um mapa" (Erwin
Raisz. Cartografia geral. P. 58).
O grande problema da car-
tografia consiste em ter de repre-
sentar uma superfície esférica
num plano, pois, como é sabi-
do, a esfera é um sólido não- de-
senvolvível, isto é, não-achatáv-
el ou não planificável. Assim,
sempre que achatarmos uma es-
fera, necessariamente ela sofre-
AVELINO
rá alterações ou deformações. SOUZA
Experimente, por exemplo,
cortar uma laranja ao meio e Professor colaborador
depois pressionar (achatar) uma
dessas partes sobre uma super-
fície plana. Isso quer dizer que
todas as projeções apresentam nas ou azimutais. A projeção cônica resulta A projeção azimutal resul-
deformações, que podem ser em da projeção do globo terrestre so- ta da projeção da superfície ter-
relação às distâncias, às áreas ou A projeção cilíndrica resul- bre um cone, que posteriormen- restre sobre um plano a partir
aos ângulos. Assim, cabe ao car- ta da projeção dos paralelos e me- te é planificado. Esse tipo de pro- de um determinado ponto (pon-
tógrafo escolher o tipo de pro- ridianos sobre um cilindro en- jeção: to de vista). De acordo com Er-
jeção que melhor atenda aos ob- volvente, que é posteriormente win Raisz (famoso cartógrafo
jetivos do mapa. desenvolvido (planificado). Esse americano), as projeções azimu-
tipo de projeção: tais são de três tipos: polar, equa-
Obs: A melhor forma torial e oblíqua. Elas são utiliza-
de representar a das para confeccionar mapas es-
Terra é através peciais, principalmente os náu-
do Globo Terrestre ticos e aeronáuticos, isso porque
Os tipos de propriedades é do tipo Eqüidistante, fato que
geométricas que caracterizam as facilita o cálculo com precisão
projeções cartográficas, em suas das distâncias entre os diversos
relações entre a esfera (Terra) e pontos da Terra.
um plano, que é o mapa, são:
a) Conformes - conservam as
formas, porém distorcem as
áreas. Ex: Mercator
b) Equivalentes - conservam
as áreas, mas distorcem as for-
mas. Ex: Peters apresenta os paralelos re- apresenta paralelos circu-
c) Equidistantes - conservam tos e horizontais e os meridia- lares e meridianos radiais, isto é,
as distâncias, mas distorcem for- nos retos e verticais; retas que se originam de um úni-
mas e áreas acarreta um crescimento co ponto;
(deformação) exagerado das re- é usado principalmente pa-
A maior parte das projeções giões de elevadas latitudes; ra a representação de países ou re-
hoje existentes deriva dos três é o mais utilizado para a giões de latitudes intermediárias, Vejamos, a seguir, alguns dos
tipos ou métodos originais, a representação total da Terra (ma- embora possa ser utilizado para
saber: cilíndricas, cônicas e pla- pas-múndi). outras latitudes. CONTINUA...
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4 Jornal de Fato
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mais conhecidos tipos de projeção cartográfica.
Projeção de Mercator
Nesta projeção os meridianos e os paralelos são linhas retas que
se cortam em ângulos retos. Publicada pela primeira vez no auge
das grandes navegações, a projeção de Mercator valoriza as áreas de
média e de baixa latitude, dando a elas um tamanho maior do que
o real Nela as regiões polares aparecem muito exageradas. Essa pro-
jeção é do tipo cilíndrica, conforme e eurocêntrica
Projeção Cilíndrica Equivalente de Peters
Projeção de Mollweide
Nesta projeção os paralelos são linhas retas e os meridianos, li-
nhas curvas. Sua área é
proporcional à da
esfera terrestre,
tendo a for-
ma elíptica.
As zonas
centrais
apresent am
Projeções de Mercator, cilíndrica e conforme grande exatidão,
tanto em área como
Projeção de Peters em configuração, mas as ex-
Outra projeção muito utilizada para planisférios é a de Arno Pe- tremidades apresentam grandes distorções.
ters, que data de 1973. Essa projeção valoriza as áreas pobres da Ter-
ra, fazendo com elas apareçam em suas proporções reais. Sua base Vale salientar que destacamos aqui, apenas alguns tipos de
é cilíndrica equivalente, e determina uma distribuição dos parale- projeções cartográficas, pelo menos as mais usadas e também co-
los com intervalos decrescentes desde o Equador até os pólos, co- bradas nos vestibulares, porém existem diversos outros tipos de
mo podemos observar no mapa a seguir. projeções.
Exercícios
01 02 (Ufscar)
Todo mapa é confeccionado num determinado sistema de
projeção. Observe o mapa a seguir e assinale o tipo de proje-
ção em que foi desenhado.
Durante os anos 1970, esse mapa era visto como uma rea-
a) Cônica ção simbólica dos países subdesenvolvidos - o Sul geoeconô-
b) Cilíndrica mico - contra a cartografia tradicional, em especial a projeção
c) Policônica
d) Circular CONTINUA...
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Sábado, 10 de outubro de 2009 5
de Mercator, que mostra o norte "acima" do sul e a Europa no e) As projeções cartográficas permitem que, na constru-
centro. Mas essa idéia logo foi abandonada por falta de con- ção dos mapas temáticos, os meridianos e os paralelos terres-
sistência. tres sejam transformados de uma realidade tridimensional
Analise as seguintes afirmativas sobre essa questão: para uma realidade bidimensional.
I. A projeção de Peters mostra a proporção exata de cada
área sem distorcer os seus formatos. 04
II. O impacto político-ideológico de se colocar o sul "aci- Observe as representações do continente africano, realiza-
ma" do norte é diminuído ou anulado pelo fato de que a das por meio das projeções de Mercator e de Peters.
imensa maioria dos países está no hemisfério norte, sendo o
sul mais oceânico.
III. Tanto faz colocar o norte ou o sul na parte de cima do
mapa, pois a posição mais correta para analisar um mapa é na
horizontal, estando ele sobre uma mesa.
IV. A projeção de Peters é melhor para a navegação do que
a de Mercator.
As afirmativas corretas são:
a) I e II.
b) II e III.
c) III e IV.
d) I e IV.
Adaptado de Oswald Freyer - Eimbeke, p.40)
03
Os conhecimentos sobre projeções cartográficas e uso de Assinale a alternativa correta:
mapas possibilitam afirmar:
a) Na projeção de Peters, as distâncias entre os paralelos
a) A projeção azimutal fornece uma visão eurocêntrica do crescem à medida em que se afastam do Equador, gerando um
mundo e, por isso, ela não é mais utilizada. aumento exagerado das áreas localizadas próximas aos pólos.
b) As distorções da representação, nas projeções cilíndri- b) A projeção de Mercator não se presta para a compara-
cas, são maiores no Equador e menores nos pólos. ção de superfícies ou para medir distâncias, uma vez que foi
c) A projeção de Peters é a única que não pretende privile- criada para atender às necessidades de navegação do século XVI.
giar nenhum continente, porque ela reproduz rigorosamente c) Tanto a projeção de Mercator como a de Peters falseiam
a realidade. a superfície dos continentes, seja pela deformação latitudinal
d) A projeção cônica só pode ser utilizada para represen- (Mercator) ou pela deformação longitudinal (Peters).
tar grandes regiões, porque as distorções são pequenas entre d) Por situar a África no centro, a projeção de Peters tor-
os trópicos, não representando, portanto, a realidade das na a África maior do que de fato ela é, se comparada aos de-
áreas mapeadas. mais continentes.
LÍNGUA PORTUGUESA
A INVENÇÃO DO ORIENTALISMO: O ORIENTE COMO ESPELHO DO OCIDENTE
Muitas vezes acreditamos os pares, de comer, de cheirar, tra? Por que selecionamos chei- tier é desnaturalizar algo tido
que as palavras, as coisas, as de sentir e de se identificar co- ros e odores?Por que somos cha- como naturalizado, dado, de-
ideias, os sentimentos, os hábi- mo nordestino, brasileiro, po- mados de nordestinos? Por que sencarnado, fixo, ou seja, mos-
tos e os costumes são elemen- tiguar, mossoroense, é algo na- somos sul-americanos? Por que trar através do conhecimento
tos naturalizados e que desde tural e, portanto, a-histórico. somos Ocidentais e outros são histórico que o mundo e tudo
sempre existiram como um a Dificilmente nos indagamos Orientais? aquilo que está inserido nele,
priori. Geralmente somos leva- por que comemos assim e não Esse conjunto de indagações desde as vestimentas, passando
dos a pensar que a nossa ma- assado? Por que nos vestimos chega para nós historiadores co-
neira de amar, de relacionar com de uma maneira e não de ou- mo objeto de estudo. Nosso mé- CONTINUA...
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CIANOMAGENTAAMARELOPRETO
6 Jornal de Fato
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pelos hábitos gastronômicos
Marcos Garcia
até as identidades locais, regio-
nais e nacionais, é, na verda-
de, uma construção política,
econômica, cultural, e, abso-
lutamente, histórica. Nesse sen-
tido, queremos esboçar breve-
mente nesse texto uma histó-
ria dos conceitos, isto é, de co-
mo uma determinada ideia for-
mulada pelo discurso e, portan-
to, transformado em conheci-
mento se constituiu como uma
dada maneira de ver e de dizer
sobre o Ocidente, o Oriente e
o Orientalismo, conceitos es-
tes que foram 'inventados' e lo-
calizados historicamente. BRUNO
Partiremos daqui!
O Oriente é um conceito,
BALBINO
uma construção discursiva, Professor colaborador
uma ideia, elaborada pelo pen-
samento europeu desde a Ida-
de Média, mas que ganhou for-
ça com o Imperialismo fran-
cês e inglês no século XIX. O mo tempo em que escamoteou não para por aí. O referido ter- ma de dominação típica do im-
que a Europa chama de Orien- as diferenças locais através de mo possui várias definições: perialismo europeu do século
te era a região colonial adja- um movimento de homogenei- uma delas se expressa numa for- XIX.
cente ao seu mundo, rica em zação. Dessa representação do ma de pensamento ou de uma Foi no século XIX que sur-
civilizações que os europeus Oriente surgiu o conceito de tradição na qual se baseiam es- giram os termos "orientalismo"
consideravam seu próprio pas- "orientalismo". critores e artistas, sobretudo da e "orientalistas" para designar
sado. Era a região hoje identi- O Orientalismo nasceu co- Europa, agrupados num com- os estudiosos que traduziam os
ficada como Oriente Médio, mo campo de estudo que en- plexo de determinadas ideias textos orientais para o Inglês.
o Egito e o mundo árabe. Essa globa um conjunto de conhe- que se acreditam constituir o A prática de tradução nesse mo-
vastíssima área, imaginada geo- cimentos e de disciplinas espe- Oriente. E por último, o orien- mento da história européia era
graficamente, permitiu a gene- cializadas em estudar o Orien- talismo é uma forma de nego-
ralização dessa região, ao mes- te. Entretanto, seu significado ciar com o Oriente, uma for- CONTINUA...
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vestibular Jornal de Fato
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motivada pela noção de que a
conquista colonial necessitava
de um conhecimento do povo
conquistado. Desta forma, a re-
lação entre o Oriente e Ociden-
te, via o pensamento calcado
no orientalismo, passou a ser
de dominação. O Ocidente
criou uma visão distorcida do
Oriente como o Outro, numa
tentativa de diferenciação que
servia os interesses do colonia-
lismo permeando graus varia-
dos de uma complexa hegemo-
nia do primeiro em detrimen-
to ao segundo. A construção do
Oriente pela Europa, se deu pri-
meiro como ideia e depois co-
mo realidade política baseada
na conquista e na colonização.
Era preciso reunir um conjun-
to de saberes acadêmicos sobre
o Oriente para que possibilitas-
se -através do saber- uma for-
ma de colonização.
É válido destacar também
que a invenção do conceito
Oriente não serviu somente co-
CONTINUA... O Concerto da Concubina do Grão-Turco, Carle Vanloo, 1737
CIANOMAGENTAAMARELOPRETO
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mo uma tentativa de impor uma
certa autoridade no jogo do po-
der entre as duas espacialida-
des (Oriente e Ocidente). A cul-
tura européia ganhou força e
identidade comparando-se com
o Oriente como uma espécie de
identidade substituta e até mes-
mo subterrânea, clandestina.
Dessa maneira, para que exista
um Ocidente, mesmo que na
imaginação de seus integrantes,
é preciso que exista também um
Oriente.
As duas entidades geográfi-
cas imaginadas apóiam-se atra-
vés de um espelho que reflete
uma à outra. O Ocidente pro-
duziu um conjunto de imagens
estereotipadas para representar
o que considerava ser a cultura
ocidental- ou seja, a cultura do
Oriente Médio e do mundo ára-
be. O Oriente era entendido co-
mo sensual com seus haréns, des-
pótico, violento e primitivo.
Nesse sentido, o orientalismo do
século XIX foi responsável por
construir obras eruditas sobre
costumes árabes e egípcios e tam-
bém por produzir uma enxur-
rada de literatura popular na
França, Inglaterra e Alemanha
sobre os estereótipos orientais.
No início do século XX, a des-
coberta da tumba de Tutanca-
mon no Egito, por exemplo, fas- Oriente x Ocidente
cinou o público europeu e gerou
uma onda orientalista na mo-
da e nos móveis. Várias versões Estes conceitos produzem efei- de um jogo de espelho como o portante destacar que o Orien-
d'As mil e uma noites foram pu- tos de dizibilidade e visibilida- benevolente, o fiel, o cristão, o te nunca foi passivo a essa cons-
blicadas nesse período. Tal su- de que se constituem como uma promotor da paz. trução e até hoje resiste à domi-
cesso se deveu à popularização nova maneira de olhar para o Em breves palavras, concluí- nação cultural do Ocidente.
do discurso orientalista que en- Oriente através do signo dos ata- mos que: o Oriente é uma inven- Dessa maneira, podemos per-
fatizava o Oriente como sen- ques terroristas e do radicalis- ção do Ocidente e, portanto, ceber que a invenção dos espa-
sual e mágico. O fascínio e a mo religioso. Nesse sentido, apa- não existe como civilização nem ços perpassa por relações de po-
sensualidade caracterizaram no rece uma reorganização da geo- mesmo como região. Ambos são der que tentam homogeneizar
início do século XX imagens e grafia imaginária, de um lado, construções Históricas. O representar o Outro. Como nos
discursos sobre um espaço exó- o Ocidente representado pelos Oriente é um conjunto de ideias, mostra o crítico literário pales-
tico e Outro. Entretanto, os sen- EUA, apresentados como cora- visões, imagens, textos, tipos hu- tino Edwar Said a representação
tidos criados para o Oriente fo- josos e defensores dos valores manos, representações domina- do Oriente é obra do Ocidente
ram sendo, ao longo do tempo, humanos e democráticos e do do por preconceitos, construí- e que o orientalismo é exterior
resignificados através de uma outro, o mundo oriental, ten- dos pelo Ocidente como forma e afastado do Oriente dependen-
nova conjuntura política e eco- do como representante o mun- de se identificar como superior. do mais do Ocidente que do pró-
nômica pautada em outros ní- do islâmico. Assim, as imagens Ao considerar o Oriente primi- prio mundo oriental. As manei-
veis de Imperialismo e de novas do exótico, do sensual e do ma- tivo, violento, despótico, o Oci- ras de representar o Outro, isto
formas de negociar - sobretudo, ravilhoso, dantes criadas pelo dente, ao mesmo tempo, está se é, o Oriente, tornam-o visível,
com o aparecimento de novos período oitocentista, foram sen- considerando avançado, demo- claro e "lá" no discurso sobre ele.
agentes como os EUA - com o do cambiados por novos este- crático, esclarecido. O Ociden- É no discurso sobre o outro que
mundo oriental. reótipos alçadas por novas con- te se constrói a partir da Euro- se tenta legitimar e apontar as
Atualmente, as formas que dições geopolíticas. O Oriente pa, e mais tarde pelos EUA, co- suas próprias diferenças, em su-
se estabelecem no diálogo en- passa a ser o inimigo, o infiel, mo um discurso que identifica ma, apresentar o Oriente como
tre Ocidente e Oriente se con- o radical, o não-cristão, o fun- o Oriente como o Outro, co- o outro e o "lá" para se identi-
tornam pelas expressões do ter- damentalista. Em posição opos- mo a oposição, como o que o ficar a partir dele a diferença
rorismo e do fundamentalismo. ta o Ocidente se define através Ocidente não deveria ser. É im- do mundo ocidental.
9.
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LÍNGUA PORTUGUESA
FONTES DE ENERGIA DO BRASIL
Energia é a capacidade de
Marcos Garcia
produzir trabalho. Na história,
a descoberta de novas fontes
energéticas e o aumento do con-
sumo de energia sempre acom-
panharam a ampliação da ca-
pacidade produtiva das socie-
dades.
O aumento do consumo e a
diversificação das fontes respon-
deram às mudanças das neces-
sidades sociais. O homem pri-
mitivo limitava o seu consumo
energético às necessidades pos-
tas pelo preparo dos alimentos.
Mais tarde, necessidades vincu-
ladas ao conforto doméstico e
à produção agrícola ou indus-
BLÊNIO
trial, passaram a predominar. Há MARCOS
quase dois séculos as necessida-
des energéticas foram ampliadas Professor colaborador
pela evolução das técnicas de
produção e de transportes. O ho-
mem do século XIX consumia
quase quarenta vezes a energia carboneto formado pela decom- derópolis, Araranguá e Urussan- brás empresa estatal monopolis-
despendida pelo homem primi- posição de restos vegetais que so- ga. O carvão extraído é do tipo ta, em 1953.
tivo. O homem atual consome freram um lento processo de so- hulha, de baixa qualidade com Contudo, até o início de 1970,
mais de três vezes a energia des- lidificação. Milhões de anos fo- grande concentração de cinzas e os maiores investimentos da Pe-
pendida no tempo da revolu- ram necessários para que ele fos- enxofre. O transporte é feito pe- trobras concentravam-se em seu
ção industrial. Essa explosão do se constiuído. A transformação la estrada de ferro Dona Teresa parque de refino. As reservas do
consumo energético é um fenô- da matéria vegetal em carvão só Cristina até o porto de Imbitu- Recôncavo Baiano e da bacia se-
meno característico dos países se completa em ambientes propí- ba, em Santa Catarina, e de lá dimentar do Nordeste já eram co-
desenvovidos. cios. É necessário que haja pou- vai para o porto de Angra dos nhecidas e exploradas, mas o pre-
Atualmente, os recursos ca oxigenação, pois isso dificul- Reis, onde é misturado ao carvão ço do petróleo no mercado in-
energéticos mais utilizados no ta a ação de bactérias aeróbias, importado e posteriormente uti- terncaional era baixo demais pa-
mundo são o carvão mineral, o impedindo a decomposição to- lizado nas siderúrgicas concen- ra justificar grandes investimen-
petróleo, a água e o átomo; jun- tal dos vegetais. Nos ambientes tradas no Sudeste. tos em pesquisa e prospecção do
tos eles correspondem a mais tropicais, a vegetação é mais exu- Petróleo: é um hidrocarbone- óleo no Brasil.
de 90% da oferta mundial de berante, porém a maior quanti- to que se apresenta sob a forma A extração de petróleo no sub-
energia. A utilização de qualquer dade de oxigênio disponível faz fluída, formado por restos vege- solo dos oceanos é uma ativida-
um deles acarreta danos ambien- com que a ação bacteriana de- tais e animais em ambientes ma- de cara e exposta a muitos ris-
tais: o petróleo e o carvão, além componha os restos vegetais an- rinhos. Os restos dos animais e cos. Mesmo assim, atualmente
de extremamente poluentes, tes da sua carbonização. As maio- vegetais microscópicos (plânc- 70% do petróleo extraídono Bra-
contribuem para o aquecimen- res reservas carboníferas do glo- ton) que vivem na superfície, são sil provém da plataforma conti-
to do planeta; as usinas hidrelé- bo estão localizadas nas zonas depositados junto com lama e nental. O grande destaque é o
tricas exigem a inundação de vas- temeperadas. areia no fundo do mar. Essa fon- estado do Rio de Janeiro, onde
tas áreas, o que pode ser bastan- No Brasil, o carvão é encon- te passou a ser encarada como se localizamas dezoito platafor-
te grave em regiões florestadas; trado na bacia sedimentar do Pa- fator estratégico durante o Esta- mas da Bacia de Campos.
a energia nuclear, além do risco raná, destacando-se nela as se- do Novo (1937-1945). O naciona- Atualmente, no contexto da
de acidentes, gera resíduos com guintes localidades: vale do Rio lismo industrialista de Getúlio abertura da economia brasilei-
grande poder de contaminação. Cinzas no Paraná, vale do Jacuí Vargas foi responsável pela cria- ra, o monopólio da Petrobras foi
no Rio Grande do Sul e princi- ção do Conselho Nacional do Pe- rompido. A Agência Nacional
O potencial palmente vale do Tubarão em tróleo (CNP), em 1938. Mais do Petróleo (ANP), estabeleci-
energético do Brasil Santa Catarina, nos municípios tarde, no pós-guerra, também se-
CONTINUA...
Carvão Mineral: é um hidro- de Crisciúma, Lauro Muller, Si- ria Vargas, o criador da Petro-
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da em 1998, concedeu áreas de não se resolveu o que fazer com cidade para as regiões Sudeste e mento da produção de álcool
prospecção para empresas trans- o material radiativo, estocado Sul. Nela estão instalados cerca de cana-de-açúcar, o Proálcool
nacionais. Assim, um sistema em depósitos "provisórios". de 70% do potencial gerador na- previa a concessão de uma série
misto - estatal e privado - pas- cional. O Sudeste conta ainda de benefícios financeiros aos
sou a vigorar no setor petrolífe- A Energia Hidréletrica com a hidrelétrica de Três Ma- plantadores de cana e aos pro-
ro do país. A capacidade instalada do rias, na Bacia do São Francisco prietários de usinas, principal-
Brasil para a produção de ele- e as usinas de Salto Grande e mente os da região Sudeste. ao
As Usinas Nucleares tricidade é de aproximadamen- Mascarenhas no Rio Doce. Em mesmo tempo, as indústrias au-
A história das usinas termo- te 58.140 MW, e as usinas hidre- meados da década de 1970, abriu- tomobilísticas foram incentiva-
nucleares no Brasil começou em létricas são responsáveis por se mais uma onde de investimen- das a passar a produzir carros
1969, quando o governo com- mais de 90% desse total. O al- tos no setor elétrico, desta vez movidos a álcool e, aos usuá-
prou da empresa norte-ameri- to potencial hidrelétrico brasi- destinados à construção de hi- rios desses automóveis, foram
cana Westinghouse a usina de leiro é determinado pela conjun- drelétricas de grande porte em concedidos benefícios fiscais.
Angra I, com capacidade de 600 ção de dois fatores: o volume regiões distantes dos mercados O auge do Proálcool ocorreu
MW, alimentada por urânio en- de águas e o relevo. As elevadas urbano-industriais. Em 1975 foi em 1986, quando o consumo de
riquecido. Como o acordo de médias pluviométricas, decor- assinado um tratado associando álcool combustível ultrapassou
venda não previa a transferência rentes do predomínio de climas o Brasil ao Paraguai na constru- o de gasolina automotiva. Entre-
a tecnologia de enriquecimento, equatoriais e tropicais no terri- ção de Itaipu, uma das maiores tanto, a redução dos preços in-
o Brasil precisava importar dos tório, e a disposição dos diviso- usinas hidrelétricas do mundo. ternacionais do petróleo colo-
países desenvolvidos o urânio a res de águas que delimitam as Na região Nordeste, a cons- cou limites para a substituição
ser consumido na usina. principais bacias hidrográficas trução de usinas hidrelétricas na da gasolina, acabando por arras-
Em 1975, o general Ernesto brasileiras têm como resultado Bacia do São Francisco integrou tar o próprio Proálcool para uma
Geisel assinou um acordo com a existência de muitos rios cau- o plano de desenvolvimento re- crise. A Guerra do Golfo, em
a Alemanha para a construção dalosos e planálticos no país. gional implantado pelo gover- 1991, e a subsequente diminui-
de reatores nucleares que gera- Nas bacias do Amazonas, Tocan- no federal na década de 1960. as- ção da influência da Opep rea-
riam 10.400 MW em 1990 e tins e Paraná encontra-se a maior sim nasceram as usinas do siste- cenderam o debate em torno do
75.000 MW no ano 2000. o cus- parte do potencial hidrelétrico ma Centrais Hidrelétricas do São futuro do combustível automo-
to dos reatores atingiria trinta nacional. Francisco (Chesf), completado bilístico no Brasil.
bilhões de dólares, cerca de d- nas décadas de 1980 e 1990 pelas Os críticos do Proálcool ten-
uas vezes o preço de Itaipu, cu- Distribuição geográfica usinas de Itaparica e Xingó. dem a insistir no elevado custo
ja capacidade ultrapassa os do potencial instalado econômico dos subsídios, defen-
12.000 MW. O acordo Nuclear A concentração espacial da O Programa Nacional dendo uma atitude liberal em
Basil-Alemanha jamais chegaria indústria no Brasil reflete-se na do Álcool - Proálcool relação à questão energética, que
a ser completado. Dos oitos rea- concentração espacial da deman- O Proálcool foi lançado em deveria se regulada pelas leis de
tores previstos, apenas dois - An- da energética. A região Sudeste, 1975, no contexto da primeira mercado. Alguns deles também
gra II e III, iniciariam a fase de pólo industrial do país, é respon- crise do petróleo, deveria contri- enxergam no programa uma in-
construção. Além da energia, as sável por cerca de 50% do con- buir para aliviar a conta de im- fluência negativa para o setor
usinas geram também uma sumo total da eletricidade. As re- portações do país e reduzir a de- agrícola, já que a lucratividade
imensa quantidade de resíduos giões Sul e Nordeste ocupam, res- pendência em relação ao petró- artificial do cultivo de cana-de-
radioativos. Esse é um dos prin- pectivamente, o segundo e ter- leo. O programa tinha como me- açúcar para as usinas alcoolei-
cipais alvos da crítica dos am- ceiro lugares. ta a substituição paulatina da ga- ras estaria desviando terras ap-
bientalistas com relação às usi- A Bacia do Paraná é a prin- solina pelo álcool nos carros de tas para a produção de alimen-
nas nucleares brasileiras: ainda cipal fornecedora de hidreletri- passeio. Para incentivar o au- tos e matérias-primas industriais.
Exercícios
01 é realizada basicamente em poços ter- energia e sua utilização no Brasil permi-
O petróleo é um recurso básico para restres, sendo que a maior parte está lo- tem afirmar:
a moderna sociedade industrial. Assi- calizada na bacia sedimentar amazôni-
nale o que for correto sobre as caracte- ca. a) As mais modernas fontes de ener-
rísticas desse recurso natural. d) O petróleo é a matéria-prima bá- gia, utilizadas amplamente no Brasil, são
sica para inúmeros tipos de indústrias a maremotriz e a solar.
a) Os inúmeros derivados do petró- químicas, como de plásticos, de asfalto b) O carvão vegetal produzido na re-
leo produzidos pela indústria petroquí- e de borracha sintética. gião Nordeste possui alto teor de com-
mica são biodegradáveis, ou seja, não tra- e) As maiores reservas mundiais de bustão e é utilizado nas indústrias side-
zem problemas para o ambiente. petróleo conhecidas na atualidade lo- rúrgicas da região.
b) Como se trata de uma riqueza na- calizam-se na América Central, particu- c) O petróleo foi elemento básico na
tural renovável, o petróleo jamais se es- larmente, em Cuba. produção de energia no Brasil, todavia
gotará. foi plenamente substituído pelo álcool.
c) No Brasil, a extração do petróleo 02
Os conhecimentos sobre fontes de CONTINUA...
11.
vestibular Jornal de Fato
Sábado, 10 de outubro de 2009 11
d) A utilização de lenha como fon- 05 e) As entidades ambientalistas in-
te de energia foi totalmente substituí- Um problema ainda não resolvido ternacionais argumentam que as termoe-
da pelo gás vindo da Bolívia. da geração nuclear de eletricidade é a létricas, que utilizam carvão vegetal, cau-
e) No Brasil, mais de 85% da ener- destinação dos rejeitos radiativos, o cha- sam menos impactos ambientais à Flo-
gia elétrica consumida são geradas nas mado "lixo atômico". Os rejeitos mais resta Amazônica do que as hidroelétri-
usinas hidrelétricas. ativos ficam por um período em pisci- cas.
nas de aço inoxidável nas próprias usi-
03 nas antes de ser, como os demais rejei- 07
Algumas fontes de energia, com o tos, acondicionados em tambores que O Brasil apresenta elevado potencial
petróleo e o carvão mineral são consi- são dispostos em áreas cercadas ou en- hidrelétrico determinado pela interação
deradas não renováveis. Isso preocu- cerrados em depósitos subterrâneos se- entre regime pluvial e relevo. Sobre as
pa, e tem levado alguns países a adota- cos, como antigas minas de sal. A com- usinas hidrelétricas instaladas no terri-
rem medidas no sentido de: plexidade do problema do lixo atômi- tório brasileiro, pode-se afirmar que
co, comparativamente a outros lixos
a) parar de usar essas fontes, prote- com substâncias tóxicas, se deve ao fa- I. localizam-se em áreas com gran-
lando assim seu esgotamento. to de de volume de águas f luviais, inf luen-
b) investir mais em fontes de ener- ciado pelo clima e com predomínio de
gia renováveis, visando a diminuir a de- a) emitir radiações nocivas, por mi- relevo do tipo planalto.
pendência em relação aos recursos não lhares de anos, em um processo que II. concentram-se em função da de-
renováveis. não tem como ser interrompido artifi- manda urbano-industrial, da viabilida-
c) proibir o consumo desse tipo de cialmente. de econômica e das políticas públicas
energia como combustível, reservado o b) acumular-se em quantidades bem que definem o modelo energético.
seu uso apenas como matéria prima. maiores do que o lixo industrial conven- III. ocasionam impactos que provo-
d) limitar a comercialização desses cional, faltando assim locais para reu- cam a perda de solos agricultáveis e a
recursos, encarecendo o preço dos pro- nir tanto material. remoção das populações ribeirinhas.
dutos deles derivados. c) ser constituído de materiais or-
e) substituí-las totalmente por ou- gânicos que podem contaminar mui- Está correto o que se afirma em:
tras fontes de energia. tas espécies vivas, incluindo os próprios
seres humanos. a) I, apenas.
04 d) exalar continuamente gases ve- b) I e II, apenas.
Atualmente, um dos objetivos da Pe- nenosos, que tornariam o ar irrespirá- c) I e III, apenas.
trobrás é aumentar, até 2010, a partici- vel por milhares de anos. d) II e III, apenas.
pação do gás natural dos atuais 7,5% e) emitir radiações e gases que po- e) I, II e III.
para 12%. dem destruir a camada de ozônio e agra-
Sobre esse combustível, é correto var o efeito estufa. 08
afirmar que As crises de petróleo dos anos 70 le-
06 varam o Brasil a ampliar sua produção
a) a descoberta de reservas no Re- Assinale a alternativa que aponta, interna e a estimular a busca de fontes
côncavo Baiano deve tornar o país au- corretamente, uma dificuldade para o alternativas de energia, como o álcool,
to-suficiente e beneficiar os setores au- aproveitamento dos rios da Bacia Ama- na tentativa de substituir parcialmente
tomotivo e residencial, principais con- zônica, no que se refere à geração de ener- o consumo do petróleo.
sumidores de gás. gia elétrica. NÃO é conseqüência e/ou ref lexo
b) novos acordos com a Venezuela ambiental do uso do álcool como fon-
e com o Equador devem ampliar a ofer- a) A baixa declividade ao longo de te alternativa:
ta de gás natural e propiciar a instala- seus cursos, que, ao serem represados,
ção de novas usinas termelétricas. causam grande impacto com o alaga- a) O álcool substitui a gasolina, mas
c) a instabilidade política do nos- mento de grandes áreas florestadas. não o óleo diesel, que é a base do trans-
so maior fornecedor preocupa princi- b) A navegação, uma das principais porte de carga e dos equipamentos agrí-
palmente o setor industrial que con- formas de deslocamento na região ama- colas no País.
some cerca de metade do gás ofereci- zônica, é limitada em represas utiliza- b) A substituição de lavouras de pro-
do. das para geração de energia elétrica. dução de alimentos pela monocultura
d) a Bolívia, nossa principal forne- c) A economia da região amazôni- canavieira favoreceu a concentração da
cedora de gás natural, tem subsidiado ca, baseada no extrativismo mineral, propriedade da terra.
a construção de novos gasodutos com vegetal, na pecuária extensiva e ainda a c) A utilização de queimadas nos
o objetivo de aumentar o consumo bra- ausência de indústrias, não gera gran- canaviais facilita o corte, mas favorece
sileiro do combustível. de consumo de energia elétrica. a mineralização do solo, afetando a pro-
e) as usinas térmicas brasileiras, d) O clima Equatorial, predominan- dutividade.
abastecidas com o gás boliviano, tra- te na região amazônica, apresenta uma d) As empresas usineiras, por inte-
balham com capacidade máxima e con- estação seca no inverno, que reduz a resse de proteção ambiental, impedem,
somem pouco mais da metade do com- vazão dos rios e inviabiliza a produção como padrão de comportamento, que
bustível importado. de energia elétrica. o vinhoto se torne agente de poluição.