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"E apareceu-lhe o SENHOR e
disse: Não desças ao Egito.
Habita na terra que eu te
disser."
(Gn 26.2)
Em tempos de crises financeiras
não se volte às coisas deste
mundo, mas busque a
suficiência do Pai Celeste.
Terça - Gn 26.5 - Obedecendo a voz de Deus e os seus
preceitos em meio à crise
Porquanto Abraão obedeceu à minha voz, e guardou o meu mandado, os meus preceitos, os
meus estatutos, e as minhas leis.
Quarta - Gn 26.19 - Encontrando águas vivas em meio à
crise
Cavaram, pois, os servos de Isaque naquele vale, e acharam ali um poço de águas vivas.
Segunda - Gn 26.3,4 – A promessa de Deus em meio a crise
Peregrina nesta terra, e serei contigo, e te abençoarei; porque a ti e à tua descendência darei
todas estas terras, e confirmarei o juramento que tenho jurado a Abraão teu pai;
E multiplicarei a tua descendência como as estrelas dos céus, e darei à tua descendência todas
estas terras; e por meio dela serão benditas todas as nações da terra;
Sexta - Gn 26.22 - A bênção do Senhor em meio à crise
E partiu dali, e cavou outro poço, e não porfiaram sobre ele; por isso chamou-o Reobote, e
disse: Porque agora nos alargou o Senhor, e crescemos nesta terra.
Sábado - Gn 26.24 - Em meio à crise não temas, confie em
Deus
E apareceu-lhe o Senhor naquela mesma noite, e disse: Eu sou o Deus de Abraão teu pai; não
temas, porque eu sou contigo, e abençoar-te-ei, e multiplicarei a tua descendência por amor de
Abraão meu servo.
Quinta- Gn 26.21 - Cavando poços em meio à crise
Então cavaram outro poço, e também porfiaram sobre ele; por isso chamou-o Sitna.
1 - E havia fome na terra, além da primeira fome, que foi nos
dias de Abraão; por isso, foi-se Isaque a Abimeleque, rei dos
filisteus, em Gerar.
2 - E apareceu-lhe o SENHOR e disse: Não desças ao Egito.
Habita na terra que eu te disser;
3 - peregrina nesta terra, e serei contigo e te abençoarei;
porque a ti e à tua semente darei todas estas terras e
confirmarei o juramento que tenho jurado a Abraão, teu pai.
4 - E multiplicarei a tua semente como as estrelas dos céus e
darei à tua semente todas estas terras. E em tua semente
serão benditas todas as nações da terra,
5 - porquanto Abraão obedeceu à minha voz e guardou o meu
mandado, os meus preceitos, os meus estatutos e as minhas
leis.
6 - Assim, habitou Isaque em Gerar.
•I. Apontar o porquê de Isaque ter descido ao
Egito;
•II. Ressaltar a crise que Isaque teve que
enfrentar com seus vizinhos;
•III. Explicar porque é preciso "cavar poços" em
tempos de crise.
Ressaltar a suficiência divina em tempos de
crise.
Em meio às crises o crente
pode ver a suficiência divina..
Na lição de hoje estudaremos a respeito da ida de
Isaque para o Egito e as crises que o filho da promessa teve
que enfrentar ali. Deus tinha feito uma promessa a Abraão e
seus descendentes, mas isso, não significava que eles não
enfrentariam obstáculos e crises. Isaque também teve que
enfrentar a tensão da esterilidade de sua esposa. Enfrentou a
crise da falta de alimentos e de água; além de vizinhos
invejosos e perversos. Mesmo enfrentando problemas com
seus vizinhos, Isaque não deixou de trabalhar, de investir e
crer na provisão divina. Seus inimigos, por diversas vezes
entulharam seus poços, mas ele continuou crendo. A fé fez
com que ele cavasse vários poços. Em tudo Isaque pode ver a
suficiência divina. Se você está atravessando uma crise, seja
ela financeira, familiar, ministerial ou espiritual; não desista!
Continue “cavando seus poços”, trabalhando e crendo. Pois
você também verá a provisão de Deus.
Na lição de hoje veremos, que assim como no
tempo de Abraão, a terra estava enfrentando
novamente um período de escassez. Então Isaque, o
filho da promessa, foi buscar pastagem no território de
Abimeleque, perto da fronteira com o Egito. Porém,
Deus apareceu ao seu servo e disse-lhe que não deveria
descer ao Egito. O Senhor também renovou-lhe as
promessas dadas a Abraão. Canaã deveria ser a casa de
Isaque e não o Egito. Canaã celestial é a nossa casa,
estamos indo para lá. Por isso não se deixe seduzir
pelas riquezas deste mundo.
Deus é o nosso provedor, aquele que provê e que fornece o que é
necessário tanto para a nossa vida física, como para a nossa vida espiritual. A
bíblia diz: (Fui moço, e agora sou velho; mas nunca vi desamparado o justo, nem
a sua semente a mendigar o pão. Salmos 37:25). Deus, o nosso provedor não
desampara aquele que pratica e vive na sua justiça. Haverá em algumas ocasiões
períodos em que enfrentaremos situações de crises, mas elas não vêm para
fugirmos ou nos desesperarmos e sim para tirarmos grandes lições para a nossa
vida e termos mais confiança nesse Deus que cuida de nós. Se não passássemos
por provações jamais alcançaríamos experiências necessárias para o nosso
crescimento espiritual. Isso deve ser ensinado a todos que professam a fé cristã,
para que saibam como se comportar nos momentos de adversidade, pois nenhum
cristão está livre disso.
I. ISAQUE VAI PARA
GERAR POR CAUSA DA
FOME
A decisão de descer ao Egito parecia ser a
melhor opção. Em tempos de fome e escassez, as
pessoas tendem a tomar decisões que envolvem
mudança. Querem mudar de localidade, de país, de
emprego, tentando escapar da crise. Não existe nada
de errado em querer mudar e livrar-se das
dificuldades. Porém, toda mudança deve ser feita
com a orientação de Deus. Nunca tome decisões sem
antes orar e consultar ao Senhor. Ouça a voz do Pai
Celeste. Temos um Deus que fala e que tem prazer
em nos orientar. Ele não nos quer andando de um
lado para o outro sem direção.
Ao que tudo indica, Isaque e Rebeca estavam habitando em
Beer-Laai-Roi (Gn. 25.11), sendo assim, viajaram cerca de cento e dez
quilômetros noroeste, a fim de encontrarem melhores condições de vida.
A fuga das adversidades é uma tendência normal para os seres humanos,
mas não há outra maneira de crescer na fé, a não ser por meio das
adversidades. Conforme destacou Paulo, “a tribulação produz
perseverança; e a perseverança, experiência (Rm. 5.3,4). É bem verdade
que durante o sofrimento desejamos, como o salmista Davi, “asas como
da pomba”, para poder voar “e achar pouso” (Sl. 55.6). Mas se
quisermos deixar de ser simples pombas, e nos tornar águias que voam
mais alto, precisamos subir cada vez mais (Is. 40.31).
Havia fome na terra. A crise estava instalada,
mas os céus não estavam e não estarão jamais em
crise. O Senhor apareceu a Isaque e renovou-lhe as
promessas que haviam sido feitas ao seu pai. Mesmo
em tempos de escassez, o filho da promessa ouve a voz
de Deus que lhe assegura: "Serei contigo e te
abençoarei" (Gn 26.3). O Deus de Isaque é o nosso
Deus. Ele não mudou e também deseja abençoar sua
vida. Não importa se um país está em meio a uma crise
política e econômica. Para Deus não existem
impossíveis.
A história de vez em quando se repete, não necessariamente do
mesmo modo. Em se tratando de provações, nenhuma pessoa está livre de
passar por elas (Tg. 1.1-18). O próprio Jesus declarou que no mundo
teríamos aflições (Jo. 16.33), mas que deveríamos ter ânimo, e depositar
nossa confiança em Deus. Isaque, o filho do patriarca Abraão, seguiu os
passos do seu progenitor. A palavra “pai” é repetida seis vezes ao longo
desse texto. Isso nos ensina que, de certo modo, somos tentados a repetir os
equívocos dos nossos ancestrais. Isaque, assim como aconteceu com Abraão
(Gn. 12.10-13.4), também enfrentou o problema da fome. Aquele desceu
para o Egito, Isaque, de igual modo, fugiu para Gerar, a capital dos filisteus,
a fim de buscar o auxílio de Abimeleque.
Assim como seu pai, Isaque era obediente. Se
Deus estava dizendo que não era para descer ao Egito,
ele obedeceu. A obediência a Deus nos faz prosperar,
mesmo em tempos de crises. As escolhas erradas e a
desobediência geram maldição (Dt 29.21). Se você
deseja contar com a provisão divina até chegar à
Canaã Celestial, seja obediente. Não se importe com o
que as pessoas dizem a seu respeito; obedeça a Deus.
Embora Isaque estivesse já em terras filisteias, em Gerar,
obedeceu a DEUS não descendo ao Egito. DEUS providenciaria meios
de o fazer voltar a Canaã. Vivamos em obediência a DEUS, o que ELE
nos mandar assim o faremos. (1 Pe 1.2)
“O concerto de Deus com Isaque
Deus procurou estabelecer o concerto abraâmico com cada
geração seguinte, a partir de Isaque, filho de Abraão (Gn 17.21).
Noutras palavras, não bastava que Isaque tivesse por pai a Abraão;
ele, também, precisava aceitar pela fé as promessas de Deus.
Somente então é que Deus diria: ‘Eu sou contigo, e abençoar-te-ei, e
multiplicarei a tua semente’ (Gn 26.24). Durante os vinte primeiros
anos do seu casamento, Isaque e Rebeca não tiveram filhos. Rebeca
permaneceu estéril até que Isaque orou ao Senhor, pedindo que sua
esposa concebesse. Esse fato demonstra que o cumprimento do
concerto não se dá por meios naturais, mas somente pela ação
graciosa de Deus, em resposta à oração e busca da sua face. Isaque
tinha de ser obediente para continuar a receber as bênçãos do
concerto. Quando uma fome assolou a terra de Canaã, por exemplo,
Deus proibiu Isaque de descer ao Egito, e o mandou ficar onde
estava. Se obedecesse a Deus, teria a promessa divina: ‘[...]
confirmarei o juramento que tenho jurado a Abraão, teu pai’ (Gn
26.3)” (Bíblia de Estudo Pentecostal. RJ: CPAD, 1995, p.73).
FOME
“Uma condição de extrema escassez de comida. A
história bíblica menciona vários casos de fome durante
os dias de Abraão (Gn 12.10), Isaque (Gn 26.1), José (Gn
41.56,57), Elimeleque e Noemi (Rt 1.1), Davi (2Sm 21.1),
Elias (1Rs 18.2), Eliseu (2Rs 6.25) e do cerco final de
Jerusalém (2Rs 25.3). Em seu sermão do monte das
Oliveiras, o Senhor Jesus predisse que haverá fome
durante o período de tribulação no final dos tempos (Mt
24.7), e o Apocalipse faz alusão à fome que virá sobre a
Grande Babilônia (Ap 18.8)”. Para conhecer mais leia,
Dicionário Bíblico Wycliffe CPAD, p.815.
II. CRISE COM OS
VIZINHOS
Depois de ouvir a voz de Deus dizendo-lhe para
não descer ao Egito, Isaque se estabeleceu em Gerar. Os
homens daquele lugar se encantaram com a beleza de
Rebeca (Gn 26.7), e perguntaram a Isaque quem era ela.
Com medo de ser morto, Isaque disse que ela era sua
irmã (Gn 26.7). A atitude de Isaque foi semelhante à de
seu pai (Gn 12.13). Parece que a confiança que Isaque
tinha em Deus falhou nesse momento. Isso nos mostra
que somos humanos, imperfeitos. Estamos sujeitos a
errar nos momentos de crises. Isaque errou. Abimeleque
mostrou a Isaque o perigo que ele havia corrido, pois
qualquer um daquele lugar poderia ter tomado Rebeca
como mulher, cometendo um grande delito.
Em gerar, terra dos filisteus, cujo rei tinha por título honorífico
Abimeleque, Isaque, fora da vontade de DEUS, mente ao povo do lugar
dizendo que sua esposa, Rebeca, era sua irmã, devido ao medo de que o
matassem por causa de sua esposa. Certamente Isaque pensava estar
fazendo certo ao imitar o erro de seu pai, tanto no egito, quanto em
Gerar, antes (Gn 12; 20). Descoberto pelo rei Abimeleque quando
acariciava sua esposa, Isaque passe por um vexame, mas prossegue em
sua jornada de volta ao lugar de sua bênção final (DEUS providenciaria
meios de o fazer voltar a Canaã). Como é triste um crente ser
repreendido por um descrente! A mentira é arma de Satanás, não
podemos usar as armnas dele, mas sim, as armas de DEUS, que são:
Verdade, Nome de JESUS, Certeza de Salvação, Palavra de DEUS,
oração, jejum, Paz, etc...
Isaque semeou em sua terra até mesmo em
tempos de fome, tendo que lidar com a inveja de seus
vizinhos (Gn 26.12). Semear envolve esforço, fé, e
Isaque fez sua parte. Muitos querem prosperar, mas
não querem semear no Reino de Deus. Pessoas que
já não dão seus dízimos nem suas ofertas, mas
querem colher. Mesmo em tempos de crise
econômica, não deixe de semear, pois ao seu tempo
você colherá. Deus abençoou as sementes de Isaque
e a colheita foi farta (Gn 26.12).
Isaque não recebe presentes do rei Abimeleque como fez
Abraão (Gn 12.16; 20.14), mas planta e DEUS o abençoa de tal maneira
que colhe cem vezes o que plantou (Gn 26.12). Tudo o que fazemos para
DEUS ELE mesmo nos recompensará. Se não recebermos aqui na terra,
por certo, receberemos no céu, "portanto, meus amados irmãos, sede
firmes e constantes, sempre abundantes na obra do Senhor, sabendo que
o vosso trabalho não é vão no Senhor". (1 Coríntios 15:58).
Os filisteus, ao verem a prosperidade de Isaque, o
invejaram. Muitas pessoas não suportam ver a prosperidade
alheia. A Palavra de Deus nos ensina que a inveja é a podridão
dos ossos: "O coração com saúde é a vida da carne, mas a
inveja é a podridão dos ossos" (Pv 14.30). O crente não pode se
deixa levar pela inveja e pela maldade. Isaque teve de lidar com
a maldade e a inveja de seus vizinhos. Mas, em meio ao ódio e
a inveja, ele sempre demonstrou uma atitude correta. Não
queira vingar-se dos invejosos. Coloque tudo diante do Senhor
e aja como um servo do Senhor.
Isaque não sabia, mas DEUS permitiu que seus vizinhos, os
filisteus, se enchessem de inveja e expulsassem Isaque dali. Para isso
exigiram que Isaque lhes desse o poço que havia desentupido e que
antes Abraão, seu pai, tinha abertto e que os mesmos filisteus o tinham
entupido.
A inveja tem sido uma poderosa arma de Satanás contra a obra
de DEUS. Por inveja Isaque foi expulso de Gerar e arredores, por inveja
José foi vendido, por inveja JESUS foi entregue a morte, etc... Porque
também nós éramos noutro tempo insensatos, desobedientes,
extraviados, servindo a várias concupiscências e deleites, vivendo em
malícia e inveja, odiosos, odiando-nos uns aos outros. Tito 3:3
“Deus manteve sua promessa de abençoar Isaque. Os vizinhos filisteus
ficaram enciumados porque tudo que Isaque fazia parecia dar certo, e
assim tentaram livrar-se dele. A inveja é uma força divisória, potente o
suficiente para despedaçar a mais poderosa nação ou os amigos mais
íntimos.
A desolada área de Gerar estava localizada na extremidade de um
deserto. A água era tão preciosa quanto o ouro. Se alguém cavasse um
poço, estava reivindicando aquela terra. Alguns poços possuíam trancas
para que os ladrões não roubassem água. Encher o poço de água com
sujeira era um ato de guerra, e também considerado um dos crimes
mais sérios que poderiam existir. Isaque tinha razão em revidar quando
os filisteus arruinaram seus poços, mas ele escolheu manter a paz. Ao
final, os filisteus o respeitaram por sua paciência” (Bíblia de Estudo
Aplicação Pessoal. RJ: CPAD, p.26).
III. CAVANDO POÇOS EM
TEMPOS DE CRISE
A água nessa região era escassa, por isso, tinha
um grande valor, pois era essencial para a agricultura,
para o rebanho e para as famílias. Ter um poço d'água
era como ter um poço de petróleo ou uma mina de
ouro. Isaque, a princípio, utiliza os poços que foram
cavados por seu pai e que os filisteus haviam tapado
(Gn 26.18). Logo os pastores daquela região
contenderam com os pastores de Isaque, reivindicando
aquelas águas.
É interessante notar que os mesmos poços reabertos por
Isaque, foram os mesmos poços abertos por seu pai Abraão, quando por
esse mesmo caminho ali esteve, sendo que seus nomes foram
atualizados com os mesmos nomes dados por Abraão a eles, antes.
Devemos tomar cuidado para não repetirmos os mesmos erros de nossos
antepassados. Assim que, se alguém está em CRISTO, nova criatura é;
as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo. 2 Coríntios 5:17
Isaque não se intimida com a oposição de
seus vizinhos, e cava outro poço. Porém, mais uma
vez os pastores de Gerar contendem, dizendo que a
água era deles. Isaque dá ao poço o nome de Eseque,
que significa contenda. Isaque não queria
contender com os homens de Gerar. Suas atitudes
demonstram seu temperamento manso. Mansidão é
uma das qualidades do fruto do Espírito Santo (Gl
5.22). Contudo, ser manso não é ser covarde ou
passivo. Ser manso é ser controlado, guiado pelo
Espírito Santo.
Poço da Contenda. este é o nome dado àquele poço devido aos
filisteus terem contendido por causa deste poço com Isaque. Isaque
soube se conter para não entrar em guerra contra seus vizinhos,
certamente seria morto junto com seus servos e esposa e filhos. estava
em muito menos número e em terra alheia. Ora, o fruto da justiça
semeia-se na paz, para os que exercitam a paz. Tiago 3:18
Isaque não desiste dos seus poços. Ele cava outro poço e
mais uma vez é bem-sucedido, pois Deus o estava abençoando.
Quando o Senhor está conosco e decide nos abençoar, ninguém
pode nos impedir. Os vizinhos de Isaque mais uma vez reivindicam
aquelas águas. Então o poço foi chamado de Sitna, inimizade. A
inveja gera contenda e inimizades. A Palavra de Deus nos exorta a
evitar as contendas: "E ao servo do Senhor não convém
contender, mas, sim, ser manso para com todos, apto para ensinar,
sofredor" (2 Tm 2.24).
Abimeleque deve ter ficado impressionado com as
atitudes de Isaque e com sua força e prosperidade. Ele foi até
Isaque com mais dois amigos, Ausate e Ficol, e publicamente
reconhece que Deus estava com Isaque (Gn 26.26-28). Isaque,
diplomaticamente, prepara um banquete para aqueles homens,
selando assim um acordo de paz.
Poço de inimizade ou de Acusação. Este é o nome dado a este
poço devido à insistência dos filisteus em tomarem de Isaque a posse de
mais este poço. Agora não era só inveja, mas uma declaração de
inimizade, de acusação de posse indevida. Queriam Isaque fora de seus
termos para que ele não os matasse no futuro, devido ao crescimento de
seu povo com as bênçãos de DEUS sobre ele.
Isaque ainda reabriria mais dois poços, o de Reobote
(alaragemnto da terra diante de si) e o de Berseba (Juramentos,
abundância).
Isaque faz aliança com Abimeleque (Gn 26.30,31), da mesma
maneira que seu pai fez quando, antes, ali esteve (Gn 21.27). Essas
alianças foram danosas ao povo de DEUS e até hoje o são. Não
deveriam se feitas. O povo de DEUS deve ser santo, só deve fazer
aliança com povo de DEUS, nunca com inimigos.
Por três vezes Isaque e seus homens cavaram novos poços.
Quando as duas primeiras disputas surgiram, Isaque partiu.
Finalmente, houve espaço suficiente para todos. Ao invés de
dar início a um grande conflito, Isaque comprometeu-se com a
paz. Você estaria disposto a abandonar uma importante
posição ou possessão valiosa para manter a paz? Peça a Deus
sabedoria para saber quando se retirar e quando ficar e lutar.
Com seus inimigos tentando fazer um tratado de paz, Isaque
foi rápido em responder, tomando a oportunidade uma
celebração” (Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal. RJ: CPAD,
p.27).
“
Deus, o nosso Provedor“
Embora o homem tenha o livre-arbítrio, Deus é soberano. Soberania
e livre-arbítrio sempre viveram inúmeras tensões no campo da
teologia. Entretanto, quando levamos em conta a teologia bíblica
defrontamo-nos com textos que nos mostram Deus respeitando o
livre-arbítrio do ser humano, noutro momento lançando às favas o
livre-arbítrio. Ora, Ele é um Deus soberano, eterno, majestoso e
Senhor de todas as coisas.
Compreendendo a natureza soberana do Deus eterno, é que
devemos olhar para os problemas deste mundo. No Brasil, a crise
financeira está assolando todas as classes sociais. Mas uma crise
como essa não acontece da noite para o dia.
Há uma série de decisões macro e microeconômicas que se
tomadas equivocadamente trarão prejuízos irreparáveis a uma
nação. Na esfera da economia doméstica, igualmente. Se não houver
uma consciência de se a nossa despesa for maior que a nossa receita,
brevemente entraremos num colapso econômico. Foi isso o que
ocorreu com o nosso país e todos os dias ocorre com inúmeras
famílias. Má gestão e decisões equivocadas são as razões das
principais crises financeiras. Percebe como o livre-arbítrio interfere
nas coisas mais comezinhas da vida? Ora, não há solução mágica.
Entretanto, é bem verdade que problemas financeiros
assaltam muitas vidas de surpresa. O desemprego, ou problema de
saúde. Enfim, muitos servos de Deus entram numa provação
causticante onde só perceberam que entraram em crise tempos
depois, pois não imaginariam de modo algum o que viria pela frente.
Aqui entra a soberania de Deus. Quando não há mais solução visível,
nem perspectiva de auxílios externos, Deus age em nosso favor e
derrama da sua misericórdia para conosco.
Quantos testemunhos bíblicos e da história da Igreja nos
mostram a ação de um Deus que prover as necessidades dos seus
filhos! É o cumprimento de uma bela promessa do nosso Senhor
quando ensinava o Sermão do Monte: “Portanto, não vos inquieteis,
dizendo: Que comeremos? Que beberemos? Ou: Com que nos
vestiremos? Porque os gentios é que procuram todas estas coisas;
pois vosso Pai celeste sabe que necessitais de todas elas; buscai,
pois, em primeiro lugar, o seu reino e a sua justiça, e todas estas
coisas vos serão acrescentadas” (Mt 6.31,32).
São muitas pessoas que têm provado da provisão de Deus
nos momentos de angústias e tribulações. Nossa parte é priorizar o
Reino de Deus e a sua justiça, e o nosso Pai Celestial agirá em nosso
favor.
Isaque é um exemplo de homem obediente a Deus,
humilde, gentil e manso. Não ter ido para o Egito foi um
ato de obediência e fé. Ele mostrou confiar na provisão
divina, mesmo em tempos de escassez. Isaque confiou em
Deus, fez a sua parte, semeou a terra, cavou poços e
experimentou a bênção e o milagre em sua vida.
Ele pretendia descer ao Egito.
As escolhas erradas e a desobediência geram maldição (Dt
29.21).
Ele mentiu dizendo que Rebeca era sua irmã.
Semear envolve esforço e fé.
Eseque (significa contenda) e Sitna (inimizade).
Deus o nosso provedor - Lição 06 - 4º Trimestre 2016

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Deus o nosso provedor - Lição 06 - 4º Trimestre 2016

  • 1.
  • 2. "E apareceu-lhe o SENHOR e disse: Não desças ao Egito. Habita na terra que eu te disser." (Gn 26.2)
  • 3. Em tempos de crises financeiras não se volte às coisas deste mundo, mas busque a suficiência do Pai Celeste.
  • 4. Terça - Gn 26.5 - Obedecendo a voz de Deus e os seus preceitos em meio à crise Porquanto Abraão obedeceu à minha voz, e guardou o meu mandado, os meus preceitos, os meus estatutos, e as minhas leis. Quarta - Gn 26.19 - Encontrando águas vivas em meio à crise Cavaram, pois, os servos de Isaque naquele vale, e acharam ali um poço de águas vivas. Segunda - Gn 26.3,4 – A promessa de Deus em meio a crise Peregrina nesta terra, e serei contigo, e te abençoarei; porque a ti e à tua descendência darei todas estas terras, e confirmarei o juramento que tenho jurado a Abraão teu pai; E multiplicarei a tua descendência como as estrelas dos céus, e darei à tua descendência todas estas terras; e por meio dela serão benditas todas as nações da terra;
  • 5. Sexta - Gn 26.22 - A bênção do Senhor em meio à crise E partiu dali, e cavou outro poço, e não porfiaram sobre ele; por isso chamou-o Reobote, e disse: Porque agora nos alargou o Senhor, e crescemos nesta terra. Sábado - Gn 26.24 - Em meio à crise não temas, confie em Deus E apareceu-lhe o Senhor naquela mesma noite, e disse: Eu sou o Deus de Abraão teu pai; não temas, porque eu sou contigo, e abençoar-te-ei, e multiplicarei a tua descendência por amor de Abraão meu servo. Quinta- Gn 26.21 - Cavando poços em meio à crise Então cavaram outro poço, e também porfiaram sobre ele; por isso chamou-o Sitna.
  • 6. 1 - E havia fome na terra, além da primeira fome, que foi nos dias de Abraão; por isso, foi-se Isaque a Abimeleque, rei dos filisteus, em Gerar. 2 - E apareceu-lhe o SENHOR e disse: Não desças ao Egito. Habita na terra que eu te disser; 3 - peregrina nesta terra, e serei contigo e te abençoarei; porque a ti e à tua semente darei todas estas terras e confirmarei o juramento que tenho jurado a Abraão, teu pai. 4 - E multiplicarei a tua semente como as estrelas dos céus e darei à tua semente todas estas terras. E em tua semente serão benditas todas as nações da terra, 5 - porquanto Abraão obedeceu à minha voz e guardou o meu mandado, os meus preceitos, os meus estatutos e as minhas leis. 6 - Assim, habitou Isaque em Gerar.
  • 7. •I. Apontar o porquê de Isaque ter descido ao Egito; •II. Ressaltar a crise que Isaque teve que enfrentar com seus vizinhos; •III. Explicar porque é preciso "cavar poços" em tempos de crise. Ressaltar a suficiência divina em tempos de crise.
  • 8. Em meio às crises o crente pode ver a suficiência divina..
  • 9. Na lição de hoje estudaremos a respeito da ida de Isaque para o Egito e as crises que o filho da promessa teve que enfrentar ali. Deus tinha feito uma promessa a Abraão e seus descendentes, mas isso, não significava que eles não enfrentariam obstáculos e crises. Isaque também teve que enfrentar a tensão da esterilidade de sua esposa. Enfrentou a crise da falta de alimentos e de água; além de vizinhos invejosos e perversos. Mesmo enfrentando problemas com seus vizinhos, Isaque não deixou de trabalhar, de investir e crer na provisão divina. Seus inimigos, por diversas vezes entulharam seus poços, mas ele continuou crendo. A fé fez com que ele cavasse vários poços. Em tudo Isaque pode ver a suficiência divina. Se você está atravessando uma crise, seja ela financeira, familiar, ministerial ou espiritual; não desista! Continue “cavando seus poços”, trabalhando e crendo. Pois você também verá a provisão de Deus.
  • 10. Na lição de hoje veremos, que assim como no tempo de Abraão, a terra estava enfrentando novamente um período de escassez. Então Isaque, o filho da promessa, foi buscar pastagem no território de Abimeleque, perto da fronteira com o Egito. Porém, Deus apareceu ao seu servo e disse-lhe que não deveria descer ao Egito. O Senhor também renovou-lhe as promessas dadas a Abraão. Canaã deveria ser a casa de Isaque e não o Egito. Canaã celestial é a nossa casa, estamos indo para lá. Por isso não se deixe seduzir pelas riquezas deste mundo.
  • 11. Deus é o nosso provedor, aquele que provê e que fornece o que é necessário tanto para a nossa vida física, como para a nossa vida espiritual. A bíblia diz: (Fui moço, e agora sou velho; mas nunca vi desamparado o justo, nem a sua semente a mendigar o pão. Salmos 37:25). Deus, o nosso provedor não desampara aquele que pratica e vive na sua justiça. Haverá em algumas ocasiões períodos em que enfrentaremos situações de crises, mas elas não vêm para fugirmos ou nos desesperarmos e sim para tirarmos grandes lições para a nossa vida e termos mais confiança nesse Deus que cuida de nós. Se não passássemos por provações jamais alcançaríamos experiências necessárias para o nosso crescimento espiritual. Isso deve ser ensinado a todos que professam a fé cristã, para que saibam como se comportar nos momentos de adversidade, pois nenhum cristão está livre disso.
  • 12. I. ISAQUE VAI PARA GERAR POR CAUSA DA FOME
  • 13. A decisão de descer ao Egito parecia ser a melhor opção. Em tempos de fome e escassez, as pessoas tendem a tomar decisões que envolvem mudança. Querem mudar de localidade, de país, de emprego, tentando escapar da crise. Não existe nada de errado em querer mudar e livrar-se das dificuldades. Porém, toda mudança deve ser feita com a orientação de Deus. Nunca tome decisões sem antes orar e consultar ao Senhor. Ouça a voz do Pai Celeste. Temos um Deus que fala e que tem prazer em nos orientar. Ele não nos quer andando de um lado para o outro sem direção.
  • 14. Ao que tudo indica, Isaque e Rebeca estavam habitando em Beer-Laai-Roi (Gn. 25.11), sendo assim, viajaram cerca de cento e dez quilômetros noroeste, a fim de encontrarem melhores condições de vida. A fuga das adversidades é uma tendência normal para os seres humanos, mas não há outra maneira de crescer na fé, a não ser por meio das adversidades. Conforme destacou Paulo, “a tribulação produz perseverança; e a perseverança, experiência (Rm. 5.3,4). É bem verdade que durante o sofrimento desejamos, como o salmista Davi, “asas como da pomba”, para poder voar “e achar pouso” (Sl. 55.6). Mas se quisermos deixar de ser simples pombas, e nos tornar águias que voam mais alto, precisamos subir cada vez mais (Is. 40.31).
  • 15. Havia fome na terra. A crise estava instalada, mas os céus não estavam e não estarão jamais em crise. O Senhor apareceu a Isaque e renovou-lhe as promessas que haviam sido feitas ao seu pai. Mesmo em tempos de escassez, o filho da promessa ouve a voz de Deus que lhe assegura: "Serei contigo e te abençoarei" (Gn 26.3). O Deus de Isaque é o nosso Deus. Ele não mudou e também deseja abençoar sua vida. Não importa se um país está em meio a uma crise política e econômica. Para Deus não existem impossíveis.
  • 16. A história de vez em quando se repete, não necessariamente do mesmo modo. Em se tratando de provações, nenhuma pessoa está livre de passar por elas (Tg. 1.1-18). O próprio Jesus declarou que no mundo teríamos aflições (Jo. 16.33), mas que deveríamos ter ânimo, e depositar nossa confiança em Deus. Isaque, o filho do patriarca Abraão, seguiu os passos do seu progenitor. A palavra “pai” é repetida seis vezes ao longo desse texto. Isso nos ensina que, de certo modo, somos tentados a repetir os equívocos dos nossos ancestrais. Isaque, assim como aconteceu com Abraão (Gn. 12.10-13.4), também enfrentou o problema da fome. Aquele desceu para o Egito, Isaque, de igual modo, fugiu para Gerar, a capital dos filisteus, a fim de buscar o auxílio de Abimeleque.
  • 17. Assim como seu pai, Isaque era obediente. Se Deus estava dizendo que não era para descer ao Egito, ele obedeceu. A obediência a Deus nos faz prosperar, mesmo em tempos de crises. As escolhas erradas e a desobediência geram maldição (Dt 29.21). Se você deseja contar com a provisão divina até chegar à Canaã Celestial, seja obediente. Não se importe com o que as pessoas dizem a seu respeito; obedeça a Deus.
  • 18. Embora Isaque estivesse já em terras filisteias, em Gerar, obedeceu a DEUS não descendo ao Egito. DEUS providenciaria meios de o fazer voltar a Canaã. Vivamos em obediência a DEUS, o que ELE nos mandar assim o faremos. (1 Pe 1.2)
  • 19. “O concerto de Deus com Isaque Deus procurou estabelecer o concerto abraâmico com cada geração seguinte, a partir de Isaque, filho de Abraão (Gn 17.21). Noutras palavras, não bastava que Isaque tivesse por pai a Abraão; ele, também, precisava aceitar pela fé as promessas de Deus. Somente então é que Deus diria: ‘Eu sou contigo, e abençoar-te-ei, e multiplicarei a tua semente’ (Gn 26.24). Durante os vinte primeiros anos do seu casamento, Isaque e Rebeca não tiveram filhos. Rebeca permaneceu estéril até que Isaque orou ao Senhor, pedindo que sua esposa concebesse. Esse fato demonstra que o cumprimento do concerto não se dá por meios naturais, mas somente pela ação graciosa de Deus, em resposta à oração e busca da sua face. Isaque tinha de ser obediente para continuar a receber as bênçãos do concerto. Quando uma fome assolou a terra de Canaã, por exemplo, Deus proibiu Isaque de descer ao Egito, e o mandou ficar onde estava. Se obedecesse a Deus, teria a promessa divina: ‘[...] confirmarei o juramento que tenho jurado a Abraão, teu pai’ (Gn 26.3)” (Bíblia de Estudo Pentecostal. RJ: CPAD, 1995, p.73).
  • 20. FOME “Uma condição de extrema escassez de comida. A história bíblica menciona vários casos de fome durante os dias de Abraão (Gn 12.10), Isaque (Gn 26.1), José (Gn 41.56,57), Elimeleque e Noemi (Rt 1.1), Davi (2Sm 21.1), Elias (1Rs 18.2), Eliseu (2Rs 6.25) e do cerco final de Jerusalém (2Rs 25.3). Em seu sermão do monte das Oliveiras, o Senhor Jesus predisse que haverá fome durante o período de tribulação no final dos tempos (Mt 24.7), e o Apocalipse faz alusão à fome que virá sobre a Grande Babilônia (Ap 18.8)”. Para conhecer mais leia, Dicionário Bíblico Wycliffe CPAD, p.815.
  • 21. II. CRISE COM OS VIZINHOS
  • 22. Depois de ouvir a voz de Deus dizendo-lhe para não descer ao Egito, Isaque se estabeleceu em Gerar. Os homens daquele lugar se encantaram com a beleza de Rebeca (Gn 26.7), e perguntaram a Isaque quem era ela. Com medo de ser morto, Isaque disse que ela era sua irmã (Gn 26.7). A atitude de Isaque foi semelhante à de seu pai (Gn 12.13). Parece que a confiança que Isaque tinha em Deus falhou nesse momento. Isso nos mostra que somos humanos, imperfeitos. Estamos sujeitos a errar nos momentos de crises. Isaque errou. Abimeleque mostrou a Isaque o perigo que ele havia corrido, pois qualquer um daquele lugar poderia ter tomado Rebeca como mulher, cometendo um grande delito.
  • 23. Em gerar, terra dos filisteus, cujo rei tinha por título honorífico Abimeleque, Isaque, fora da vontade de DEUS, mente ao povo do lugar dizendo que sua esposa, Rebeca, era sua irmã, devido ao medo de que o matassem por causa de sua esposa. Certamente Isaque pensava estar fazendo certo ao imitar o erro de seu pai, tanto no egito, quanto em Gerar, antes (Gn 12; 20). Descoberto pelo rei Abimeleque quando acariciava sua esposa, Isaque passe por um vexame, mas prossegue em sua jornada de volta ao lugar de sua bênção final (DEUS providenciaria meios de o fazer voltar a Canaã). Como é triste um crente ser repreendido por um descrente! A mentira é arma de Satanás, não podemos usar as armnas dele, mas sim, as armas de DEUS, que são: Verdade, Nome de JESUS, Certeza de Salvação, Palavra de DEUS, oração, jejum, Paz, etc...
  • 24. Isaque semeou em sua terra até mesmo em tempos de fome, tendo que lidar com a inveja de seus vizinhos (Gn 26.12). Semear envolve esforço, fé, e Isaque fez sua parte. Muitos querem prosperar, mas não querem semear no Reino de Deus. Pessoas que já não dão seus dízimos nem suas ofertas, mas querem colher. Mesmo em tempos de crise econômica, não deixe de semear, pois ao seu tempo você colherá. Deus abençoou as sementes de Isaque e a colheita foi farta (Gn 26.12).
  • 25. Isaque não recebe presentes do rei Abimeleque como fez Abraão (Gn 12.16; 20.14), mas planta e DEUS o abençoa de tal maneira que colhe cem vezes o que plantou (Gn 26.12). Tudo o que fazemos para DEUS ELE mesmo nos recompensará. Se não recebermos aqui na terra, por certo, receberemos no céu, "portanto, meus amados irmãos, sede firmes e constantes, sempre abundantes na obra do Senhor, sabendo que o vosso trabalho não é vão no Senhor". (1 Coríntios 15:58).
  • 26. Os filisteus, ao verem a prosperidade de Isaque, o invejaram. Muitas pessoas não suportam ver a prosperidade alheia. A Palavra de Deus nos ensina que a inveja é a podridão dos ossos: "O coração com saúde é a vida da carne, mas a inveja é a podridão dos ossos" (Pv 14.30). O crente não pode se deixa levar pela inveja e pela maldade. Isaque teve de lidar com a maldade e a inveja de seus vizinhos. Mas, em meio ao ódio e a inveja, ele sempre demonstrou uma atitude correta. Não queira vingar-se dos invejosos. Coloque tudo diante do Senhor e aja como um servo do Senhor.
  • 27. Isaque não sabia, mas DEUS permitiu que seus vizinhos, os filisteus, se enchessem de inveja e expulsassem Isaque dali. Para isso exigiram que Isaque lhes desse o poço que havia desentupido e que antes Abraão, seu pai, tinha abertto e que os mesmos filisteus o tinham entupido. A inveja tem sido uma poderosa arma de Satanás contra a obra de DEUS. Por inveja Isaque foi expulso de Gerar e arredores, por inveja José foi vendido, por inveja JESUS foi entregue a morte, etc... Porque também nós éramos noutro tempo insensatos, desobedientes, extraviados, servindo a várias concupiscências e deleites, vivendo em malícia e inveja, odiosos, odiando-nos uns aos outros. Tito 3:3
  • 28. “Deus manteve sua promessa de abençoar Isaque. Os vizinhos filisteus ficaram enciumados porque tudo que Isaque fazia parecia dar certo, e assim tentaram livrar-se dele. A inveja é uma força divisória, potente o suficiente para despedaçar a mais poderosa nação ou os amigos mais íntimos. A desolada área de Gerar estava localizada na extremidade de um deserto. A água era tão preciosa quanto o ouro. Se alguém cavasse um poço, estava reivindicando aquela terra. Alguns poços possuíam trancas para que os ladrões não roubassem água. Encher o poço de água com sujeira era um ato de guerra, e também considerado um dos crimes mais sérios que poderiam existir. Isaque tinha razão em revidar quando os filisteus arruinaram seus poços, mas ele escolheu manter a paz. Ao final, os filisteus o respeitaram por sua paciência” (Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal. RJ: CPAD, p.26).
  • 29. III. CAVANDO POÇOS EM TEMPOS DE CRISE
  • 30. A água nessa região era escassa, por isso, tinha um grande valor, pois era essencial para a agricultura, para o rebanho e para as famílias. Ter um poço d'água era como ter um poço de petróleo ou uma mina de ouro. Isaque, a princípio, utiliza os poços que foram cavados por seu pai e que os filisteus haviam tapado (Gn 26.18). Logo os pastores daquela região contenderam com os pastores de Isaque, reivindicando aquelas águas.
  • 31. É interessante notar que os mesmos poços reabertos por Isaque, foram os mesmos poços abertos por seu pai Abraão, quando por esse mesmo caminho ali esteve, sendo que seus nomes foram atualizados com os mesmos nomes dados por Abraão a eles, antes. Devemos tomar cuidado para não repetirmos os mesmos erros de nossos antepassados. Assim que, se alguém está em CRISTO, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo. 2 Coríntios 5:17
  • 32. Isaque não se intimida com a oposição de seus vizinhos, e cava outro poço. Porém, mais uma vez os pastores de Gerar contendem, dizendo que a água era deles. Isaque dá ao poço o nome de Eseque, que significa contenda. Isaque não queria contender com os homens de Gerar. Suas atitudes demonstram seu temperamento manso. Mansidão é uma das qualidades do fruto do Espírito Santo (Gl 5.22). Contudo, ser manso não é ser covarde ou passivo. Ser manso é ser controlado, guiado pelo Espírito Santo.
  • 33. Poço da Contenda. este é o nome dado àquele poço devido aos filisteus terem contendido por causa deste poço com Isaque. Isaque soube se conter para não entrar em guerra contra seus vizinhos, certamente seria morto junto com seus servos e esposa e filhos. estava em muito menos número e em terra alheia. Ora, o fruto da justiça semeia-se na paz, para os que exercitam a paz. Tiago 3:18
  • 34. Isaque não desiste dos seus poços. Ele cava outro poço e mais uma vez é bem-sucedido, pois Deus o estava abençoando. Quando o Senhor está conosco e decide nos abençoar, ninguém pode nos impedir. Os vizinhos de Isaque mais uma vez reivindicam aquelas águas. Então o poço foi chamado de Sitna, inimizade. A inveja gera contenda e inimizades. A Palavra de Deus nos exorta a evitar as contendas: "E ao servo do Senhor não convém contender, mas, sim, ser manso para com todos, apto para ensinar, sofredor" (2 Tm 2.24). Abimeleque deve ter ficado impressionado com as atitudes de Isaque e com sua força e prosperidade. Ele foi até Isaque com mais dois amigos, Ausate e Ficol, e publicamente reconhece que Deus estava com Isaque (Gn 26.26-28). Isaque, diplomaticamente, prepara um banquete para aqueles homens, selando assim um acordo de paz.
  • 35. Poço de inimizade ou de Acusação. Este é o nome dado a este poço devido à insistência dos filisteus em tomarem de Isaque a posse de mais este poço. Agora não era só inveja, mas uma declaração de inimizade, de acusação de posse indevida. Queriam Isaque fora de seus termos para que ele não os matasse no futuro, devido ao crescimento de seu povo com as bênçãos de DEUS sobre ele. Isaque ainda reabriria mais dois poços, o de Reobote (alaragemnto da terra diante de si) e o de Berseba (Juramentos, abundância). Isaque faz aliança com Abimeleque (Gn 26.30,31), da mesma maneira que seu pai fez quando, antes, ali esteve (Gn 21.27). Essas alianças foram danosas ao povo de DEUS e até hoje o são. Não deveriam se feitas. O povo de DEUS deve ser santo, só deve fazer aliança com povo de DEUS, nunca com inimigos.
  • 36. Por três vezes Isaque e seus homens cavaram novos poços. Quando as duas primeiras disputas surgiram, Isaque partiu. Finalmente, houve espaço suficiente para todos. Ao invés de dar início a um grande conflito, Isaque comprometeu-se com a paz. Você estaria disposto a abandonar uma importante posição ou possessão valiosa para manter a paz? Peça a Deus sabedoria para saber quando se retirar e quando ficar e lutar. Com seus inimigos tentando fazer um tratado de paz, Isaque foi rápido em responder, tomando a oportunidade uma celebração” (Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal. RJ: CPAD, p.27). “
  • 37. Deus, o nosso Provedor“ Embora o homem tenha o livre-arbítrio, Deus é soberano. Soberania e livre-arbítrio sempre viveram inúmeras tensões no campo da teologia. Entretanto, quando levamos em conta a teologia bíblica defrontamo-nos com textos que nos mostram Deus respeitando o livre-arbítrio do ser humano, noutro momento lançando às favas o livre-arbítrio. Ora, Ele é um Deus soberano, eterno, majestoso e Senhor de todas as coisas. Compreendendo a natureza soberana do Deus eterno, é que devemos olhar para os problemas deste mundo. No Brasil, a crise financeira está assolando todas as classes sociais. Mas uma crise como essa não acontece da noite para o dia. Há uma série de decisões macro e microeconômicas que se tomadas equivocadamente trarão prejuízos irreparáveis a uma nação. Na esfera da economia doméstica, igualmente. Se não houver uma consciência de se a nossa despesa for maior que a nossa receita, brevemente entraremos num colapso econômico. Foi isso o que ocorreu com o nosso país e todos os dias ocorre com inúmeras famílias. Má gestão e decisões equivocadas são as razões das
  • 38. principais crises financeiras. Percebe como o livre-arbítrio interfere nas coisas mais comezinhas da vida? Ora, não há solução mágica. Entretanto, é bem verdade que problemas financeiros assaltam muitas vidas de surpresa. O desemprego, ou problema de saúde. Enfim, muitos servos de Deus entram numa provação causticante onde só perceberam que entraram em crise tempos depois, pois não imaginariam de modo algum o que viria pela frente. Aqui entra a soberania de Deus. Quando não há mais solução visível, nem perspectiva de auxílios externos, Deus age em nosso favor e derrama da sua misericórdia para conosco. Quantos testemunhos bíblicos e da história da Igreja nos mostram a ação de um Deus que prover as necessidades dos seus filhos! É o cumprimento de uma bela promessa do nosso Senhor quando ensinava o Sermão do Monte: “Portanto, não vos inquieteis, dizendo: Que comeremos? Que beberemos? Ou: Com que nos vestiremos? Porque os gentios é que procuram todas estas coisas; pois vosso Pai celeste sabe que necessitais de todas elas; buscai, pois, em primeiro lugar, o seu reino e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas” (Mt 6.31,32).
  • 39. São muitas pessoas que têm provado da provisão de Deus nos momentos de angústias e tribulações. Nossa parte é priorizar o Reino de Deus e a sua justiça, e o nosso Pai Celestial agirá em nosso favor.
  • 40. Isaque é um exemplo de homem obediente a Deus, humilde, gentil e manso. Não ter ido para o Egito foi um ato de obediência e fé. Ele mostrou confiar na provisão divina, mesmo em tempos de escassez. Isaque confiou em Deus, fez a sua parte, semeou a terra, cavou poços e experimentou a bênção e o milagre em sua vida.
  • 41. Ele pretendia descer ao Egito. As escolhas erradas e a desobediência geram maldição (Dt 29.21). Ele mentiu dizendo que Rebeca era sua irmã.
  • 42. Semear envolve esforço e fé. Eseque (significa contenda) e Sitna (inimizade).