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"Louvai ao SENHOR, porque
ele é bom; porque a sua
benignidade é para sempre.“
(Sl 136.1)
"E o SENHOR estava com José, e foi varão próspero [...]." (Gn 39.2)
A nossa fé em Deus leva-nos a
adorá-lo em meio às crises e
dificuldades.
Terça - 2 Cr 20.4: Um pedido de socorro em meio à crise
Reuniu-se, pois, o povo, vindo de todas as cidades de Judá para buscar a ajuda do Senhor.
Quarta - 2 Cr 20.9: Clamor e angústia em meio à crise
‘Se alguma desgraça nos atingir, seja o castigo da espada, seja a peste, seja a fome, nós nos
colocaremos em tua presença diante deste templo, pois ele leva o teu nome, e clamaremos a ti em
nossa angústia, e tu nos ouvirás e nos salvarás.
Segunda - 2 Cr 20.3: O medo diante da crise
Alarmado, Josafá decidiu consultar o Senhor e proclamou um jejum em todo o reino de Judá.
Sexta - 2 Cr 20.15: O socorro de Deus em meio à crise
Ele disse: "Escutem, todos os que vivem em Judá e em Jerusalém e o rei Josafá! Assim lhes diz
o Senhor: ‘Não tenham medo nem fiquem desanimados por causa desse exército enorme. Pois a
batalha não é de vocês, mas de Deus.
Sábado - 2 Cr 20.17: Deus se faz presente em meio às crises
Vocês não precisarão lutar nessa batalha. Tomem suas posições; permaneçam firmes e vejam o
livramento que o Senhor lhes dará, ó Judá, ó Jerusalém. Não tenham medo nem se desanimem.
Saiam para enfrentá-los amanhã, e o Senhor estará com vocês’ ".
Quinta - 2 Cr 20.12: Mantendo os olhos em Deus em meio à
crise
Ó nosso Deus, não irás tu julgá-los? Pois não temos força para enfrentar esse exército imenso
que está nos atacando. Não sabemos o que fazer, mas os nossos olhos se voltam para ti".
1 - E sucedeu que, depois disso, os filhos de Moabe,
e os filhos de Amom, e, com eles, alguns outros dos
amonitas vieram à peleja contra Josafá.
2 - Então, vieram alguns que deram aviso a Josafá,
dizendo: Vem contra ti uma grande multidão dalém
do mar e da Síria; e eis que já estão em Hazazom-
Tamar, que é En-Gedi.
3 - Então, Josafá temeu e pôs-se a buscar o
SENHOR; e apregoou jejum em todo o Judá.
4 - E Judá se ajuntou, para pedir socorro ao
SENHOR; também de todas as cidades de Judá
vieram para buscarem o SENHOR.
5 - E pôs-se Josafá em pé na congregação de Judá e
de Jerusalém, na Casa do SENHOR, diante do pátio
novo.
6 - E disse: Ah! SENHOR, Deus de nossos pais,
porventura, não és tu Deus nos céus? Pois tu és
dominador sobre todos os reinos das gentes, e na tua
mão há força e poder, e não há quem te possa
resistir.
7 - Porventura, ó Deus nosso, não lançaste tu fora os
moradores desta terra, de diante do teu povo de
Israel, e não a deste à semente de Abraão, teu
amigo, para sempre?
8 - E habitaram nela e edificaram nela um
santuário ao teu nome, dizendo:
9 - Se algum mal nos sobrevier, espada, juízo, peste
ou fome, nós nos apresentaremos diante desta casa e
diante de ti; pois teu nome está nesta casa; e
clamaremos a ti na nossa angústia, e tu nos ouvirás
e livrarás.
10 - Agora, pois, eis que os filhos de Amom e de
Moabe e os das montanhas de Seir, pelos quais não
permitiste que passasse Israel, quando vinham da
terra do Egito, mas deles se desviaram e não o
destruíram,
11 - eis que nos dão o pago, vindo para lançar-nos
fora da herança que nos fizeste herdar.
12 - Ah! Deus nosso, porventura, não os julgarás?
Porque em nós não há força perante esta grande
multidão que vem contra nós, e não sabemos nós o
que faremos; porém os nossos olhos estão postos em
ti.
•I. Apresentar um panorama do reino do Norte e
do Sul;
•II. Mostrar quem foi o rei Josafá;
•III. Enfatizar Enfatizar a trajetória do rei Josafá
e seus inimigos.
Ressalvar que a nossa fé nos faz adorar a
Deus em meio às crises.
Ressaltar que Deus deu a José sabedoria para gerenciar a crise da fome no Egito.
A nossa fé nos faz adorar a
Deus em tempos de crises.
Na lição de hoje estudaremos a respeito da crise
política que o rei Josafá teve que enfrentar. Nações
inimigas se levantaram para atacar Judá e diante da força
delas, Josafá não teria como escapar. Então, ele decide
buscar o Senhor em oração e jejum. Deus é o nosso
socorro. Em tempos de crise, faça como o rei, busque ao
Todo-Poderoso. O Senhor ouviu e respondeu a oração de
Josafá enviando o seu socorro. Não tente resolver as
situações difíceis sozinho, ore, busque a Deus e você verá o
livramento do Senhor. Diante da vitória contra os seus
inimigos, Josafá exalta e adora ao Senhor. Seu coração foi
afligido pelo temor, mas o tempo de cantar chegou. Assim,
como Deus deu o livramento a Judá, Ele dará o livramento
a você, confie.
Na lição de hoje, estudaremos a respeito da pior
crise que o rei Josafá teve que enfrentar. Com a história de
Josafá, aprendemos que, em meio às crises, devemos orar e
buscar o socorro de Deus. Veremos que o rei jejuou, orou e
confessou sua incapacidade para resolver tal situação.
Josafá teve fé. Por isso, recebeu a vitória. Em um gesto de
gratidão, ele louva e adora ao Senhor.
O rei Josafá ou Jeosafat (que significa “YAWEH é Juiz”) foi o 4º rei de
Judá e reinou durante 25 anos. Era filho de Asa e Azuba. Durante o seu reinado,
houve grande combate à idolatria, pois destruiu os altos, quebrou as estátuas, e
outros. Conquistou Edom e fez reformas militares, políticas e religiosas. Um fato
interessante sobre Josafá é que assim como Asa seu pai foi fiel ao Senhor, Josafá
também foi fiel ao Senhor (2Cr 17.3-5). Josafá buscou ao Senhor de todo coração
e fez uma limpeza em Judá, abolindo a idolatria do meio do povo, levantando
levitas e príncipes para ensinar a nação as leis de Deus, e o mais glorioso é o que
diz a Palavra (2Cr 17.9). Quando a Palavra de Deus é pregada o avivamento é
certo, vidas são transformadas, verdadeiros adoradores se levantam para glorificar
e exaltar o nome do Senhor, a nação cresce e prospera (2Cr 17.10-12). No
contexto histórico o reino de Israel estava dividido, reinava Josafá em Judá e, ao
mesmo tempo, reinava Acabe sobre Israel. Não eram tempos de paz, tanto é que
Josafá fortaleceu o exército de Judá, posto que estava sempre esperando um
ataque de Israel. O reino dividido não agradava ao coração de Deus, mas foi
consequência do pecado de toda a nação. Josafá foi um rei competente e fiel ao
Senhor, temido e respeitado pelos povos que rodeavam seus domínios, inclusive
os filisteus, que mandaram presentes quando Josafá foi coroado; na verdade, estes
povos temiam o que o Deus de Israel poderia fazer, agora que o rei era fiel a Ele!
I. REINO DO NORTE E DO
SUL
Os livros dos Reis e das Crônicas apresentam a
história da divisão entre as tribos do Norte e do Sul em
Israel. O reino do Norte era formado por dez tribos e a
capital era Samaria. O reino do Sul era formado por
duas tribos, Judá e Benjamim, e a capital era
Jerusalém. No dias de Roboão, filho de Salomão e
Naamá, mulher amonita, o reino enfraqueceu. Com o
enfraquecimento econômico do reino de Israel,
Roboão resolve aumentar a carga tributária, que já
era pesada desde os tempos de Salomão. Por causa
desse encargo que Roboão não quis aliviar, as tribos
do Norte de Israel romperam com as tribos do Sul (2
Cr 10.1-15).
Há três motivos para a divisão do reino. De forma muito
resumida tem-se que: pouco antes da morte de Salomão, em 931 a.C.,
Deus enviou Aías para profetizar contra a casa de Davi por causa da
idolatria de Salomão (1Rs 11.29-31). A profecia era de que o reino de
Israel seria dividido, e que 10 tribos seriam governadas por alguém de
fora da casa de Davi. Apenas uma tribo deveria ser deixada para a casa
de Davi. Isso, naturalmente, totaliza 11 tribos, enquanto houve 12. A
razão para isso é que a tribo de Benjamin uniu-se com a casa de Judá e
eles, aparentemente, tornaram-se uma tribo. O primeiro motivo: O
pecado de Salomão e do povo de Israel, esquecendo-se de Deus e
voltando-se para a abominável idolatria, foi a principal razão pela qual o
reino foi dividido. Deus avisou o seu povo, por meio de Moisés, Josué e
Samuel de que o pecado traria a destruição. Seriam derrotados não por
alguma força externa, mas por terem se esquecido de Deus. Segundo
motivo: a atitude do filho de Salomão, Reoboão, que se tornara rei após
a morte do pai, aumentando sobremaneira a carga tributária. Pediram
que o novo rei lhes aliviasse a carga. Porém, Reoboão ignorou o sábio
conselho dos anciãos e consultou os seus jovens e inexperientes amigos.
Após três dias, ele respondeu: “... Meu pai agravou o vosso jugo, porém
eu ainda aumentarei o vosso jugo; meu pai vos castigou com açoites,
porém eu vos castigarei com escorpiões” (1Rs 12.14). Então o povo
rebelou-se e estabeleceu o reino do norte, sob o governo de Jeroboão,
ex-oficial de Salomão. O terceiro motivo foi a Inveja entre as Tribos: a
grande rivalidade entre Judá e Efraim é percebida no relato bíblico.
Enquanto obedeceram a Deus, imperou a unidade, mas, quando
deixaram de fazê-lo, a divisão tornou-se inevitável. O Reino Unido de
Israel chegou ao fim, após cento e vinte anos de monarquia e três
governos, Saul (1053- 1013 a.C.), Davi (1013- 973 a.C) e Salomão
(973- 933 a.C).
O Reino do Norte conseguiu sobreviver por
aproximadamente 200 anos. Foi governado por
diferentes reis. Na sua grande maioria, os monarcas são
identificados pela seguinte expressão: "era mau" aos
olhos de Deus. A maldade dos governantes levou o povo
de Deus a experimentar diferentes crises: políticas,
sociais e religiosas.
O Reino do Norte resultou de insatisfação por erros
cometidos da parte de Salomão e seu filho, Roboão. No Norte, Jeroboão
I(primeiro rei) resolveu afastar um povo do outro instituindo um sistema
de adoração misto - idolatria misturada com a adoração ao Criador. Elias
e Eliseu exerceram seus ministérios no reino do Norte. 20 reis se
revezaram no trono e foram contra Deus. Por fim, chegou a uma
situação insustentável, e eles se separaram definitivamente de Deus,
daquele que os podia proteger, e a saga desse reino terminou em
completa ruína. O Reino do Norte entrou em escravidão por volta de 722
a.C., cerca de 730 anos depois que saíram do Egito.
Segundo o Guia do Leitor da Bíblia, este
reino foi regido por 19 reis que pertenciam à família
de Davi. Judá também enfrentou muitas crises e
teve que lutar com os mesmos inimigos do Reino do
Norte. Ambos os reinos sofreram crises
ameaçadoras e graves.
Judá não foi muito melhor, mas teve alguns reis bons no meio de
muitos ruins. Os esforços de Ezequias e alguns outros bons reis foram
motivos para Deus adiar o castigo do reino do sul, mas 135 anos depois da
queda de Israel, seu vizinho ao sul caiu aos babilônicos por causa dos
mesmos erros. Por cerca de 209 anos, Deus deu a Judá, por causa de Davi,
bons governantes e sua idolatria não foi tão grave quanto a de Israel. Deste
modo, a casa de Judá continuou na região por mais tempo do que Israel. Judá
foi tomada escrava em partes, mas foi provavelmente por volta de 586 a.C.,
um pouco mais de 136 anos depois da escravidão de Israel, que a última
parte da tribo de Judá caiu em escravidão. Essa foi tomada por
Nabucodonosor, o rei da Babilônia.
A invasão dos moabitas
Os moabitas e os amonitas começaram a se levantar contra Judá desde
os dias de Davi. Ao invés de amonitas a Septuaginta traz o termo
Meunim, um povo de Seir. A invasão veio do leste ou do sudeste. Dalém
do mar é uma referência ao mar Morto. Josafá conclamou o povo à
oração e ao jejum em todo o território de Judá, a fim de buscar a ajuda
e a direção de Deus.
Em momentos de crise, a oração é uma fonte de força capaz de nos
fazer recordar experiências prévias em que fomos ajudados por Deus. O
rei invocou o Deus de seus pais, e relembrou libertações ocorridas no
passado, diante do pátio novo. Este seria o pátio externo, provavelmente
renovado ou reconstruído desde os dias de Salomão. Sob a sombra do
Templo, Josafá se lembrou e citou a oração de seu tataravô, na ocasião
em que o local santificado havia sido dedicado (2 Cr 6.28-31).
O rei e seu povo se depararam com o tipo de dilema que todos nós
enfrentamos mais de uma vez na vida; e não sabemos nós o que
faremos. Mas ele, também tinha o recurso para a solução do problema.
Este meio está à disposição de todo o verdadeiro servo de Deus: Os
nossos olhos estão postos em ti. Seguindo uma liderança temente e
obediente ao Senhor, as esposas (e também as crianças) permaneceram
perante o Senhor com os seus maridos e com o seu rei" (Comentário
Bíblico Beacon. Vol 2. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2005, p. 461).
Josafá
"Com 35 de idade ele se tornou co-regente com seu pai Asa,
até a morte deste em 870, e governou por 25 anos (1 Rs
22.42). Sua mãe era Azuba, filha de Sili. Ele foi
contemporâneo de Acabe, e Jeorão de Israel. Fez uma
aliança com Israel casando seu filho Jeorão com Atalia, a
filha de Acabe e Jezabel (2 Rs 8.18). Apesar deste ato ter
aberto a porta à adoração a Baal no reino de Judá, ele foi
considerado um bom rei." Para conhecer mais leia, Dicionário Bíblico Wycliffe, CPAD,
p.1089
II. O REI JOSAFÁ
Ele foi o quarto rei de Judá. Com 35 anos de
idade, foi co-regente com seu pai, Asa, por três anos
(1 Rs 22.41-50). Certamente ele teve como
referencial de governo a espiritualidade do seu pai.
Seu governo foi próspero. As Escrituras Sagradas
afirmam que Deus era com ele, pois "andou nos
primeiros caminhos de Davi, seu pai" (2 Cr 17.3).
Josafá desfez os altares aos deuses que foram
erguidos nos montes. Infelizmente, o Reino de Judá
tomou o caminho da idolatria, seguindo o mau
exemplo do rei Acabe e da rainha Jezabel.
Josafá foi rei em Judá por volta de 870-845 a.C. Para conhecer
mais detalhadamente como foi seu reinado, leia 2Cr 17.1 a 21. Ele se
preocupou com a segurança política do seu reino, fortalecendo-o por
causa do perigo dos inimigos. Também promoveu uma reforma
judiciária, nomeando juízes para todas as grandes cidades do reino (2Cr
19.5), deixando a Justiça mais acessível ao povo. Foi um administrador
muito hábil. Além dessa visão de administrador, o rei Josafá passou para
a história também como um dos reis de Judá que promoveu reformas
religiosas. Ele acabou com a adoração pagã. Sua estratégia para levar o
povo a uma verdadeira reforma religiosa foi o ensino da Lei. Josafá
escolheu pessoas competentes e determinou que fossem de cidade em
cidade, ensinando ao povo (2Cr 17.7-9). Como resultado, houve
consciência de pecado e abandono da infidelidade.
No terceiro ano de seu reinado, Josafá
ordenou aos levitas e sacerdotes que fossem às
cidades de Judá e ensinassem o "livro da Lei do
Senhor". De cidade em cidade, esses homens
reuniam o povo nas praças, uma vez que não havia
sinagogas nem templos fora de Jerusalém, e ali
ensinavam as pessoas.
A figura de Josafá, normalmente, está associada a guerra,
jejum, oração e, sobretudo, louvor. Todavia, devemos nos lembrar de
que ele foi também um homem altamente dedicado à educação bíblica;
criou um vasto programa nacional de ensino do povo, para tornar a lei
do Senhor conhecida, entendida e praticada por todos em Judá. Por
causa disso, o seu reinado desfrutou de uma genuína prosperidade. O
fato de termos mais que quatro capítulos no segundo livro das Crônicas
(2Cr 17-20) sobre Josafá demonstra a importância do seu reinado como
exemplo para o povo de Deus.
Os príncipes, os levitas e sacerdotes
ensinavam ao povo a Lei de Deus (2 Cr 17.7,8). O
ensino promoveu um grande temor no coração de
todos (2 Cr 17.10). O temor a Deus é o princípio da
sabedoria. Um povo que teme a Deus se tornará
próspero.
Josafá queria ter o seu coração na mão do Senhor, como diz o
Livro de Provérbios, como ribeiros de águas, assim é o coração do rei na
mão do Senhor. E foi justamente o que aconteceu. A Bíblia Sagrada
confirma esse fato ao registrar que o coração de Josafá foi ousado em buscar
a presença de Deus. Do grande avivamento que o Rei Asa havia iniciado no
meio do povo de Deus, Josafá tomou dali aquele cajado, não deixou que
caísse e prosseguiu, fazendo a obra gigantesca de avivamento a que o seu pai
havia se dedicado. Ele entendia que o povo precisava saber o porquê era
necessário abandonar a idolatria; compreendia que não bastava dizer ao povo
que era preciso abandonar os ídolos; era preciso fazê-los entender que o
Senhor era o único Deus. Josafá resolveu, então, enviar seus príncipes com
os levitas para ensinarem nas cidades de Judá: Levaram consigo o Livro da
Lei de Deus, o SENHOR, e foram por todas as cidades de Judá, ensinando a
Lei a todo o povo (2Cr 17.9). Essa sua atitude agradou a Deus, que muito
abençoou a sua vida e o seu reino, dando-lhe enorme tranqüilidade (2Cr
17.10) e imensa prosperidade (2Cr 17.11).
Josafá
Ele foi contemporâneo de Acabe, Acazias, e Jorão de Israel. Fez uma
aliança com Israel casando seu filho Jeorão com Atalia, a filha de
Acabe e Jezabel (2 Rs 8.18). Apesar deste ato ter aberto a porta à
adoração a Baal no reino de Judá, ele foi considerado um bom rei.
No terceiro ano do seu reinado, ele conduziu algumas reformas para
melhorar a situação religiosa, instruindo pessoalmente o seu povo e
enviando levitas com os livros da lei para ensinar nas cidades de Judá
(2 Cr 17.7-9). Os filisteus e os árabes lhe pagavam tributos (vv. 10,11), e
ele mais tarde fortificou as cidades de seu reino.
Durante os últimos cinco anos de seu reinado, Josafá teve seu filho
Jeorão reinando junto a si (2 Rs 8.16 com 1.17). Josafá morreu com
sessenta anos de idade, e foi sepultado na cidade de Davi (1 Rs 22.50)"
(Dicionário Bíblico Wycliff. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2009, pp. 1088-1089)
III. JOSAFÁ E SEUS
INIMIGOS
Josafá tornou-se rico e próspero, mas deixou
de buscar ao Senhor e passou a agir por si mesmo,
confiando apenas na sua capacidade e nos seus
bens. Ele fez uma aliança com Acabe, um rei
perverso que, juntamente com sua esposa,
estabeleceu o culto a Baal no Reino do Norte. A
aliança, selada por meio do casamento com uma das
filhas de Acabe, lhe traria derrota moral, física e
espiritual. Deus usou Jeú para repreendê-lo. O
profeta mostrou ao rei Josafá o quanto a aliança
que ele havia feito com Acabe aborrecera ao Senhor
(2 Cr 19.2). Alianças feitas sem a orientação e a
permissão de Deus sempre trazem prejuízos.
Ao lermos o primeiro e o segundo versículos do capítulo
dezoito, ficamos bastante surpresos com a estranha conduta do então
piedoso e próspero Josafá. O texto bíblico declara que ele se tornou
aliado do rei Acabe, de Israel, por laços de casamento (2Cr 18.1). O rei
de Judá “caiu na armadilha de misturar-se por casamento com a família
do ímpio rei Acabe, monarca de Israel, a nação do norte”. A mistura que
Satanás não conseguiu fazer por outra maneira, conseguiu através da
união conjugal do filho (Jeorão) de uma família piedosa com a filha
(Atalia) de uma família perversa. O livro dos Salmos afirma que um
abismo chama outro abismo (42.7). Foi o que aconteceu com Josafá.
Tempos depois, ele foi até a cidade de Samaria visitar Acabe (2Cr 18.2),
que lhe pediu para ser seu aliado numa guerra contras os sírios. Agora,
pasme com a incrível resposta de Josafá: Serei como tu és, o meu povo,
como o teu povo; iremos, contigo, à peleja (2Cr 18.3). Ele sabia que
Acabe era praticante de idolatria e matador de profetas, mas disse: Serei
como tu és! Vemos nisto a astúcia de Satanás, a antiga serpente, o
sedutor de todo o mundo (Ap 12.9), sendo empregada para corromper
Josafá.
Os amonitas, os edomitas e os moabitas
uniram forças para invadir Judá, cruzando o mar
em direção a En-Gedi. Eles formaram um exército
com muitos soldados, cavalos e armas. Então,
Josafá temeu os seus inimigos. O seu medo o levou
a buscar a Deus com jejum. Infelizmente, muitos só
se lembram de buscar a Deus quando estão
cercados pelas dificuldades. Não deixe para buscar
a Deus somente nos tempos de crise; busque-o
sempre.
Uma prova muito clara da mudança de conduta de Josafá encontra-se
no vigésimo capítulo. Ao enfrentar o ameaçador e inumerável exército dos
moabitas, amonitas e meunitas, Josafá imediatamente buscou socorro divino;
conclamou a nação inteira a se unir em uma gigantesca reunião de jejum e oração
(2Cr 20.1-11); não buscou ajuda de qualquer outro rei, nem confiou eu seu
poderio militar; em vez disso, mostrou humilhação e dependência diante de
Deus: porque em nós não há força para resistirmos a essa grande multidão que
vem contra nós, e não sabemos nós o que fazer; porém os nossos olhos estão
postos em ti (2Cr 20.12). Josafá não foi como seu pai, que não recorreu ao
Senhor na hora da prova (2Cr 16.12). A resposta de Deus não demorou. O profeta
Jaaziel lhe transmitiu uma palavra de grande consolação da parte de Deus: Não
temais, nem vos assusteis por causa desta grande multidão, pois a peleja não é
vossa, mas de Deus (2Cr 20.15). O Senhor deu instruções sobre como Josafá
deveria enfrentar os inimigos, e garantiu o seu sucesso sem a necessidade de
pelejar nesta batalha (2Cr 20.16-29). Todas as forças inimigas se voltaram umas
contra as outras e o exército de Judá marchou vitoriosamente de volta para casa:
Assim, o reino de Josafá teve paz, porque Deus lhe dera repouso por todos os
lados (2Cr 20.30). O rei Josafá mostrou o que pode acontecer quando um líder
deposita total confiança no Senhor.
Ele precisou agir rápido, pois um grande
exército formado por vários inimigos vinha em sua
direção. No momento de aflição e desespero, Josafá
invocou o nome do Senhor, e apregoou um jejum (2
Cr 20.3). A oração e o jejum nos ajudam a vencer as
crises. Era uma nação inteira buscando a Deus.
Nenhum crente deve duvidar do poder da oração. O
povo se humilhou diante de Deus, mostrando sua
total dependência do Senhor. O objetivo era buscar
o socorro e a misericórdia de Deus diante do
iminente ataque do inimigo. Não há crise que não
possa ser vencida quando oramos, jejuamos e
confiamos no Senhor. Davi, em um dos seus
cânticos, declarou: "Uns confiam em carros, e
outros, em cavalos, mas nós faremos menção do
nome do Senhor, nosso Deus" (Sl 20.7). É tempo de
invocarmos o nome do Senhor em favor da nossa
nação. Precisamos orar e jejuar a fim de que a crise
política e econômica seja solucionada. Jesus
declarou que determinadas castas de demônios só
podem ser expelidas pela "oração e pelo jejum" (Mt
17.21). Deus mandou o profeta dizer ao povo que
eles não precisariam lutar nem temer, pois Ele
mesmo sairia e pelejaria em favor deles(2 Cr 20.17).
Josafá e seus súditos creram na Palavra de Deus e
adoraram e louvaram ao Senhor (2 Cr 20.18,19).
Houve grande júbilo e a certeza da vitória que o
Senhor daria ao seu povo. Quando os exércitos
inimigos se aproximaram de Jerusalém e ouviram o
som dos louvores, dizem as Escrituras Sagradas que
eles caíram em emboscadas e se destruíram uns aos
outros, sem que ninguém do povo precisasse fazer
qualquer coisa. Os exércitos inimigos foram
desbaratados porque Deus os confundiu (2 Cr 20.24).
Aprendemos que o inimigo não pode resistir ao povo
de Deus quando há oração, jejum e verdadeira
adoração.
Josafá não era somente um conhecedor da palavra de Deus;
ele se esforçava para viver o ensino da palavra de Deus: ele andou nos
seus mandamentos e não segundo as obras de Israel (2Cr 17.5). Outro
exemplo de prática da palavra de Deus está em 2Cr 20.14-21, em que
lemos que Josafá madrugou-se para praticar a palavra de Deus. Ele,
portanto, tentou viver o que pregava. Não era um homem perfeito; tinha
os seus defeitos e as suas fraquezas. Não se pode negar, porém, que
Josafá era um homem esforçado e dedicado aos propósitos da aliança do
Senhor. Quando advertido, humilhava-se, consertava-se, retornando à
palavra do Senhor (2Cr 19.1-11; 1Rs 22.49). Todos nós estamos sujeitos
a momentos de ansiedade e medo e, como o rei Josafá, precisamos
aprender a colocar sempre os nossos olhos em Deus. O que fez Josafá:
1- Buscou ao Senhor. Vs 3,4 “Então, Josafá teve medo e se pôs a buscar
ao SENHOR; e apregoou jejum em todo o Judá. Judá se congregou para
pedir socorro ao SENHOR; também de todas as cidades de Judá veio
gente para buscar ao SENHOR.” (Jr 29.13-14);
2- Apregoou um santo jejum. Vs 3 (Veja Joel 2.15);
3- Foi ao templo para pedir socorro ao Senhor. Vs 5 “Pôs-se Josafá em
pé, na
congregação de Judá e de Jerusalém, na Casa do SENHOR, diante do
pátio novo,” (Veja Hb 10.25);
4- Clamou ao Senhor. Vs 6a “…e disse: Ah! SENHOR, Deus de nossos
pais, porventura, não és tu Deus nos céus? Não és tu que dominas sobre
todos os reinos dos povos? Na tua mão, está a força e o poder, e não há
quem te possa resistir.” (Veja Sl 50.15).
Em 853 a.C., Acabe o persuadiu a se ajuntar a Israel em uma
tentativa de desarraigar Ramote-Gileade da Síria. Acabe foi
mortalmente ferido, mas Josafá sobreviveu (1 Rs 22.1-38). Ele foi
severamente reprovado pelo profeta Jeú por ter se associado ao
rei Acabe (2 Cr 19.1,2). Judá ocupou uma clara posição
subordinada, mas a aliança foi, temporamente, a fonte da força
de ambos os reinos. Em seu retorno, Josafá novamente
encorajou a adoração ao Senhor Jeová (1 Cr 19.4).
Ele havia previamente fortalecido as defesas de Judá e trazido
Edom ao seu controle. Isto lhe deu o comando das rotas de
caravanas da Arábia e lhe trouxe uma riqueza adicional (2 Cr
17.5; 18.1). Josafá tentou construir uma frota de navios em
Eziom-Geber com a cooperação de Acazias, rei de Israel, mas os
navios foram destruídos. Josafá recusou quaisquer novas
parcerias, provavelmente com medo da invasão de seu território e
pelo fato de ter sido repreendido por se unir a Acazias (1 Rs
22.48,49)" (Dicionário Bíblico Wycliff. 1. ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2009, p. 1089).
O que fazer quando uma nação se divide? Quando a aliança que
outrora a unia se faz quebrada? Foi o que aconteceu com o Israel
do período posterior ao reino do rei Salomão. Mediante a decisão
do rei Roboão, filho de Salomão, em aumentar mais vezes o
imposto que já era pesado, houve uma rixa inevitável entre as dez
tribos do Norte e as duas do Sul. O reino se dividiu, por
consequência, a religião também. Agora não haveria somente Judá
e Jerusalém, haveria Israel e Samaria. A divisão foi tão aguda que
persistiria até a época de Jesus: "Jesus enviou estes doze e lhes
ordenou, dizendo: Não ireis pelo caminho das gentes, nem
entrareis em cidade de samaritanos" (Mt 10.5). Sa- maritanos e
judeus não se davam, pois devido ao acúmulo de rixas e de
desentendimentos irreparáveis em relação à Lei, ambos os grupos
optaram pela divisão. Os samaritanos passaram aceitar como
escritos inspirados o Pentateuco, e os profetas foram por eles
rejeitados por causa da sua origem do sul. Os samaritanos também
não aceitavam que o verdadeiro templo ficava em Jerusalém nem
que o monte verdadeiro chamava-se Sião. Para eles, Samaria era a
capital sagrada e o Monte Gerezim, o monte do único templo. Claro
que para chegar a esse ponto foi necessário um trabalho complexo
de aculturação religiosa. Jeroboão foi a pessoa fundamental para
construir a religião dos samaritanos (1 Rs 12.26-33). Nesse contexto
de lutas e desentendimentos étnicos, surge o rei Josafá de Judá.
Podemos classificar o reino do rei Josafá como um dos
instrumentos importantíssimo para um reavivamento espiritual
para a nação de Israel. A característica desse reinado ressalta is só.
O cuidado com a instrução do povo em relação à Lei de Deus,
ordenando os levitas e sacerdotes que ensinassem publicamente a
Palavra da Lei. O resultado foi o temor do Senhor sobre ã nação e
sobre os reinos ao redor de Judá (2 Cr 17.7-10). Assim como as
Escrituras mostram que num contexto de idolatria e imoralidade
Deus pode reavivar o seu povo, a História da Igreja também mostra
que em momentos difíceis da Igreja, Deus restabeleceu seus
"púlpitos", a Palavra teve primazia e um desejo incomensurável de
buscar a Deus em oração devorava os corações dos irmãos. Isso
aconteceu na Inglaterra, na Grã-Bretanha, na América, na África,
na China, na Manchúria, na Coreia, na India e em muitos outros
lugares. E possível um grande avivamento em meio à crise!
A história de Josafá é uma história de proezas. Ele
buscou ao Senhor em jejum, oração e adoração e Deus lhe
concedeu a vitória em tempos de crise. Se você está
enfrentando, como o rei Josafá, uma terrível crise, não
desanime. Não se renda diante das ameaças do inimigo.
Ore, jejue, adore e veja o livramento do Senhor.
O reino do Norte era formado por dez tribos e a capital era
Samaria.próximos.
Josafá era filho de Asa.
Sim, embora tenha feito aliança com Acabe.
No momento de aflição e desespero, Josafá invoca o nome do
Senhor (2 Cr 20.4). Ele apregoou um jejum e oração.
Com Acabe.
Resposta pessoal.
Resposta pessoal.
Adorando a Deus em Meio a Calamidade - Lição 10 - 4ºTrimestre 2016

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Adorando a Deus em Meio a Calamidade - Lição 10 - 4ºTrimestre 2016

  • 1.
  • 2. "Louvai ao SENHOR, porque ele é bom; porque a sua benignidade é para sempre.“ (Sl 136.1) "E o SENHOR estava com José, e foi varão próspero [...]." (Gn 39.2)
  • 3. A nossa fé em Deus leva-nos a adorá-lo em meio às crises e dificuldades.
  • 4. Terça - 2 Cr 20.4: Um pedido de socorro em meio à crise Reuniu-se, pois, o povo, vindo de todas as cidades de Judá para buscar a ajuda do Senhor. Quarta - 2 Cr 20.9: Clamor e angústia em meio à crise ‘Se alguma desgraça nos atingir, seja o castigo da espada, seja a peste, seja a fome, nós nos colocaremos em tua presença diante deste templo, pois ele leva o teu nome, e clamaremos a ti em nossa angústia, e tu nos ouvirás e nos salvarás. Segunda - 2 Cr 20.3: O medo diante da crise Alarmado, Josafá decidiu consultar o Senhor e proclamou um jejum em todo o reino de Judá.
  • 5. Sexta - 2 Cr 20.15: O socorro de Deus em meio à crise Ele disse: "Escutem, todos os que vivem em Judá e em Jerusalém e o rei Josafá! Assim lhes diz o Senhor: ‘Não tenham medo nem fiquem desanimados por causa desse exército enorme. Pois a batalha não é de vocês, mas de Deus. Sábado - 2 Cr 20.17: Deus se faz presente em meio às crises Vocês não precisarão lutar nessa batalha. Tomem suas posições; permaneçam firmes e vejam o livramento que o Senhor lhes dará, ó Judá, ó Jerusalém. Não tenham medo nem se desanimem. Saiam para enfrentá-los amanhã, e o Senhor estará com vocês’ ". Quinta - 2 Cr 20.12: Mantendo os olhos em Deus em meio à crise Ó nosso Deus, não irás tu julgá-los? Pois não temos força para enfrentar esse exército imenso que está nos atacando. Não sabemos o que fazer, mas os nossos olhos se voltam para ti".
  • 6. 1 - E sucedeu que, depois disso, os filhos de Moabe, e os filhos de Amom, e, com eles, alguns outros dos amonitas vieram à peleja contra Josafá. 2 - Então, vieram alguns que deram aviso a Josafá, dizendo: Vem contra ti uma grande multidão dalém do mar e da Síria; e eis que já estão em Hazazom- Tamar, que é En-Gedi. 3 - Então, Josafá temeu e pôs-se a buscar o SENHOR; e apregoou jejum em todo o Judá. 4 - E Judá se ajuntou, para pedir socorro ao SENHOR; também de todas as cidades de Judá vieram para buscarem o SENHOR. 5 - E pôs-se Josafá em pé na congregação de Judá e
  • 7. de Jerusalém, na Casa do SENHOR, diante do pátio novo. 6 - E disse: Ah! SENHOR, Deus de nossos pais, porventura, não és tu Deus nos céus? Pois tu és dominador sobre todos os reinos das gentes, e na tua mão há força e poder, e não há quem te possa resistir. 7 - Porventura, ó Deus nosso, não lançaste tu fora os moradores desta terra, de diante do teu povo de Israel, e não a deste à semente de Abraão, teu amigo, para sempre? 8 - E habitaram nela e edificaram nela um santuário ao teu nome, dizendo:
  • 8. 9 - Se algum mal nos sobrevier, espada, juízo, peste ou fome, nós nos apresentaremos diante desta casa e diante de ti; pois teu nome está nesta casa; e clamaremos a ti na nossa angústia, e tu nos ouvirás e livrarás. 10 - Agora, pois, eis que os filhos de Amom e de Moabe e os das montanhas de Seir, pelos quais não permitiste que passasse Israel, quando vinham da terra do Egito, mas deles se desviaram e não o destruíram, 11 - eis que nos dão o pago, vindo para lançar-nos fora da herança que nos fizeste herdar. 12 - Ah! Deus nosso, porventura, não os julgarás?
  • 9. Porque em nós não há força perante esta grande multidão que vem contra nós, e não sabemos nós o que faremos; porém os nossos olhos estão postos em ti.
  • 10. •I. Apresentar um panorama do reino do Norte e do Sul; •II. Mostrar quem foi o rei Josafá; •III. Enfatizar Enfatizar a trajetória do rei Josafá e seus inimigos. Ressalvar que a nossa fé nos faz adorar a Deus em meio às crises. Ressaltar que Deus deu a José sabedoria para gerenciar a crise da fome no Egito.
  • 11. A nossa fé nos faz adorar a Deus em tempos de crises.
  • 12. Na lição de hoje estudaremos a respeito da crise política que o rei Josafá teve que enfrentar. Nações inimigas se levantaram para atacar Judá e diante da força delas, Josafá não teria como escapar. Então, ele decide buscar o Senhor em oração e jejum. Deus é o nosso socorro. Em tempos de crise, faça como o rei, busque ao Todo-Poderoso. O Senhor ouviu e respondeu a oração de Josafá enviando o seu socorro. Não tente resolver as situações difíceis sozinho, ore, busque a Deus e você verá o livramento do Senhor. Diante da vitória contra os seus inimigos, Josafá exalta e adora ao Senhor. Seu coração foi afligido pelo temor, mas o tempo de cantar chegou. Assim, como Deus deu o livramento a Judá, Ele dará o livramento a você, confie.
  • 13. Na lição de hoje, estudaremos a respeito da pior crise que o rei Josafá teve que enfrentar. Com a história de Josafá, aprendemos que, em meio às crises, devemos orar e buscar o socorro de Deus. Veremos que o rei jejuou, orou e confessou sua incapacidade para resolver tal situação. Josafá teve fé. Por isso, recebeu a vitória. Em um gesto de gratidão, ele louva e adora ao Senhor.
  • 14. O rei Josafá ou Jeosafat (que significa “YAWEH é Juiz”) foi o 4º rei de Judá e reinou durante 25 anos. Era filho de Asa e Azuba. Durante o seu reinado, houve grande combate à idolatria, pois destruiu os altos, quebrou as estátuas, e outros. Conquistou Edom e fez reformas militares, políticas e religiosas. Um fato interessante sobre Josafá é que assim como Asa seu pai foi fiel ao Senhor, Josafá também foi fiel ao Senhor (2Cr 17.3-5). Josafá buscou ao Senhor de todo coração e fez uma limpeza em Judá, abolindo a idolatria do meio do povo, levantando levitas e príncipes para ensinar a nação as leis de Deus, e o mais glorioso é o que diz a Palavra (2Cr 17.9). Quando a Palavra de Deus é pregada o avivamento é certo, vidas são transformadas, verdadeiros adoradores se levantam para glorificar e exaltar o nome do Senhor, a nação cresce e prospera (2Cr 17.10-12). No contexto histórico o reino de Israel estava dividido, reinava Josafá em Judá e, ao mesmo tempo, reinava Acabe sobre Israel. Não eram tempos de paz, tanto é que Josafá fortaleceu o exército de Judá, posto que estava sempre esperando um ataque de Israel. O reino dividido não agradava ao coração de Deus, mas foi consequência do pecado de toda a nação. Josafá foi um rei competente e fiel ao Senhor, temido e respeitado pelos povos que rodeavam seus domínios, inclusive os filisteus, que mandaram presentes quando Josafá foi coroado; na verdade, estes povos temiam o que o Deus de Israel poderia fazer, agora que o rei era fiel a Ele!
  • 15. I. REINO DO NORTE E DO SUL
  • 16. Os livros dos Reis e das Crônicas apresentam a história da divisão entre as tribos do Norte e do Sul em Israel. O reino do Norte era formado por dez tribos e a capital era Samaria. O reino do Sul era formado por duas tribos, Judá e Benjamim, e a capital era Jerusalém. No dias de Roboão, filho de Salomão e Naamá, mulher amonita, o reino enfraqueceu. Com o enfraquecimento econômico do reino de Israel, Roboão resolve aumentar a carga tributária, que já era pesada desde os tempos de Salomão. Por causa desse encargo que Roboão não quis aliviar, as tribos do Norte de Israel romperam com as tribos do Sul (2 Cr 10.1-15).
  • 17. Há três motivos para a divisão do reino. De forma muito resumida tem-se que: pouco antes da morte de Salomão, em 931 a.C., Deus enviou Aías para profetizar contra a casa de Davi por causa da idolatria de Salomão (1Rs 11.29-31). A profecia era de que o reino de Israel seria dividido, e que 10 tribos seriam governadas por alguém de fora da casa de Davi. Apenas uma tribo deveria ser deixada para a casa de Davi. Isso, naturalmente, totaliza 11 tribos, enquanto houve 12. A razão para isso é que a tribo de Benjamin uniu-se com a casa de Judá e eles, aparentemente, tornaram-se uma tribo. O primeiro motivo: O pecado de Salomão e do povo de Israel, esquecendo-se de Deus e voltando-se para a abominável idolatria, foi a principal razão pela qual o reino foi dividido. Deus avisou o seu povo, por meio de Moisés, Josué e Samuel de que o pecado traria a destruição. Seriam derrotados não por alguma força externa, mas por terem se esquecido de Deus. Segundo motivo: a atitude do filho de Salomão, Reoboão, que se tornara rei após a morte do pai, aumentando sobremaneira a carga tributária. Pediram
  • 18. que o novo rei lhes aliviasse a carga. Porém, Reoboão ignorou o sábio conselho dos anciãos e consultou os seus jovens e inexperientes amigos. Após três dias, ele respondeu: “... Meu pai agravou o vosso jugo, porém eu ainda aumentarei o vosso jugo; meu pai vos castigou com açoites, porém eu vos castigarei com escorpiões” (1Rs 12.14). Então o povo rebelou-se e estabeleceu o reino do norte, sob o governo de Jeroboão, ex-oficial de Salomão. O terceiro motivo foi a Inveja entre as Tribos: a grande rivalidade entre Judá e Efraim é percebida no relato bíblico. Enquanto obedeceram a Deus, imperou a unidade, mas, quando deixaram de fazê-lo, a divisão tornou-se inevitável. O Reino Unido de Israel chegou ao fim, após cento e vinte anos de monarquia e três governos, Saul (1053- 1013 a.C.), Davi (1013- 973 a.C) e Salomão (973- 933 a.C).
  • 19. O Reino do Norte conseguiu sobreviver por aproximadamente 200 anos. Foi governado por diferentes reis. Na sua grande maioria, os monarcas são identificados pela seguinte expressão: "era mau" aos olhos de Deus. A maldade dos governantes levou o povo de Deus a experimentar diferentes crises: políticas, sociais e religiosas.
  • 20. O Reino do Norte resultou de insatisfação por erros cometidos da parte de Salomão e seu filho, Roboão. No Norte, Jeroboão I(primeiro rei) resolveu afastar um povo do outro instituindo um sistema de adoração misto - idolatria misturada com a adoração ao Criador. Elias e Eliseu exerceram seus ministérios no reino do Norte. 20 reis se revezaram no trono e foram contra Deus. Por fim, chegou a uma situação insustentável, e eles se separaram definitivamente de Deus, daquele que os podia proteger, e a saga desse reino terminou em completa ruína. O Reino do Norte entrou em escravidão por volta de 722 a.C., cerca de 730 anos depois que saíram do Egito.
  • 21. Segundo o Guia do Leitor da Bíblia, este reino foi regido por 19 reis que pertenciam à família de Davi. Judá também enfrentou muitas crises e teve que lutar com os mesmos inimigos do Reino do Norte. Ambos os reinos sofreram crises ameaçadoras e graves.
  • 22. Judá não foi muito melhor, mas teve alguns reis bons no meio de muitos ruins. Os esforços de Ezequias e alguns outros bons reis foram motivos para Deus adiar o castigo do reino do sul, mas 135 anos depois da queda de Israel, seu vizinho ao sul caiu aos babilônicos por causa dos mesmos erros. Por cerca de 209 anos, Deus deu a Judá, por causa de Davi, bons governantes e sua idolatria não foi tão grave quanto a de Israel. Deste modo, a casa de Judá continuou na região por mais tempo do que Israel. Judá foi tomada escrava em partes, mas foi provavelmente por volta de 586 a.C., um pouco mais de 136 anos depois da escravidão de Israel, que a última parte da tribo de Judá caiu em escravidão. Essa foi tomada por Nabucodonosor, o rei da Babilônia.
  • 23. A invasão dos moabitas Os moabitas e os amonitas começaram a se levantar contra Judá desde os dias de Davi. Ao invés de amonitas a Septuaginta traz o termo Meunim, um povo de Seir. A invasão veio do leste ou do sudeste. Dalém do mar é uma referência ao mar Morto. Josafá conclamou o povo à oração e ao jejum em todo o território de Judá, a fim de buscar a ajuda e a direção de Deus. Em momentos de crise, a oração é uma fonte de força capaz de nos fazer recordar experiências prévias em que fomos ajudados por Deus. O rei invocou o Deus de seus pais, e relembrou libertações ocorridas no passado, diante do pátio novo. Este seria o pátio externo, provavelmente renovado ou reconstruído desde os dias de Salomão. Sob a sombra do Templo, Josafá se lembrou e citou a oração de seu tataravô, na ocasião em que o local santificado havia sido dedicado (2 Cr 6.28-31). O rei e seu povo se depararam com o tipo de dilema que todos nós enfrentamos mais de uma vez na vida; e não sabemos nós o que faremos. Mas ele, também tinha o recurso para a solução do problema.
  • 24. Este meio está à disposição de todo o verdadeiro servo de Deus: Os nossos olhos estão postos em ti. Seguindo uma liderança temente e obediente ao Senhor, as esposas (e também as crianças) permaneceram perante o Senhor com os seus maridos e com o seu rei" (Comentário Bíblico Beacon. Vol 2. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2005, p. 461).
  • 25. Josafá "Com 35 de idade ele se tornou co-regente com seu pai Asa, até a morte deste em 870, e governou por 25 anos (1 Rs 22.42). Sua mãe era Azuba, filha de Sili. Ele foi contemporâneo de Acabe, e Jeorão de Israel. Fez uma aliança com Israel casando seu filho Jeorão com Atalia, a filha de Acabe e Jezabel (2 Rs 8.18). Apesar deste ato ter aberto a porta à adoração a Baal no reino de Judá, ele foi considerado um bom rei." Para conhecer mais leia, Dicionário Bíblico Wycliffe, CPAD, p.1089
  • 26. II. O REI JOSAFÁ
  • 27. Ele foi o quarto rei de Judá. Com 35 anos de idade, foi co-regente com seu pai, Asa, por três anos (1 Rs 22.41-50). Certamente ele teve como referencial de governo a espiritualidade do seu pai. Seu governo foi próspero. As Escrituras Sagradas afirmam que Deus era com ele, pois "andou nos primeiros caminhos de Davi, seu pai" (2 Cr 17.3). Josafá desfez os altares aos deuses que foram erguidos nos montes. Infelizmente, o Reino de Judá tomou o caminho da idolatria, seguindo o mau exemplo do rei Acabe e da rainha Jezabel.
  • 28. Josafá foi rei em Judá por volta de 870-845 a.C. Para conhecer mais detalhadamente como foi seu reinado, leia 2Cr 17.1 a 21. Ele se preocupou com a segurança política do seu reino, fortalecendo-o por causa do perigo dos inimigos. Também promoveu uma reforma judiciária, nomeando juízes para todas as grandes cidades do reino (2Cr 19.5), deixando a Justiça mais acessível ao povo. Foi um administrador muito hábil. Além dessa visão de administrador, o rei Josafá passou para a história também como um dos reis de Judá que promoveu reformas religiosas. Ele acabou com a adoração pagã. Sua estratégia para levar o povo a uma verdadeira reforma religiosa foi o ensino da Lei. Josafá escolheu pessoas competentes e determinou que fossem de cidade em cidade, ensinando ao povo (2Cr 17.7-9). Como resultado, houve consciência de pecado e abandono da infidelidade.
  • 29. No terceiro ano de seu reinado, Josafá ordenou aos levitas e sacerdotes que fossem às cidades de Judá e ensinassem o "livro da Lei do Senhor". De cidade em cidade, esses homens reuniam o povo nas praças, uma vez que não havia sinagogas nem templos fora de Jerusalém, e ali ensinavam as pessoas.
  • 30. A figura de Josafá, normalmente, está associada a guerra, jejum, oração e, sobretudo, louvor. Todavia, devemos nos lembrar de que ele foi também um homem altamente dedicado à educação bíblica; criou um vasto programa nacional de ensino do povo, para tornar a lei do Senhor conhecida, entendida e praticada por todos em Judá. Por causa disso, o seu reinado desfrutou de uma genuína prosperidade. O fato de termos mais que quatro capítulos no segundo livro das Crônicas (2Cr 17-20) sobre Josafá demonstra a importância do seu reinado como exemplo para o povo de Deus.
  • 31. Os príncipes, os levitas e sacerdotes ensinavam ao povo a Lei de Deus (2 Cr 17.7,8). O ensino promoveu um grande temor no coração de todos (2 Cr 17.10). O temor a Deus é o princípio da sabedoria. Um povo que teme a Deus se tornará próspero.
  • 32. Josafá queria ter o seu coração na mão do Senhor, como diz o Livro de Provérbios, como ribeiros de águas, assim é o coração do rei na mão do Senhor. E foi justamente o que aconteceu. A Bíblia Sagrada confirma esse fato ao registrar que o coração de Josafá foi ousado em buscar a presença de Deus. Do grande avivamento que o Rei Asa havia iniciado no meio do povo de Deus, Josafá tomou dali aquele cajado, não deixou que caísse e prosseguiu, fazendo a obra gigantesca de avivamento a que o seu pai havia se dedicado. Ele entendia que o povo precisava saber o porquê era necessário abandonar a idolatria; compreendia que não bastava dizer ao povo que era preciso abandonar os ídolos; era preciso fazê-los entender que o Senhor era o único Deus. Josafá resolveu, então, enviar seus príncipes com os levitas para ensinarem nas cidades de Judá: Levaram consigo o Livro da Lei de Deus, o SENHOR, e foram por todas as cidades de Judá, ensinando a Lei a todo o povo (2Cr 17.9). Essa sua atitude agradou a Deus, que muito abençoou a sua vida e o seu reino, dando-lhe enorme tranqüilidade (2Cr 17.10) e imensa prosperidade (2Cr 17.11).
  • 33. Josafá Ele foi contemporâneo de Acabe, Acazias, e Jorão de Israel. Fez uma aliança com Israel casando seu filho Jeorão com Atalia, a filha de Acabe e Jezabel (2 Rs 8.18). Apesar deste ato ter aberto a porta à adoração a Baal no reino de Judá, ele foi considerado um bom rei. No terceiro ano do seu reinado, ele conduziu algumas reformas para melhorar a situação religiosa, instruindo pessoalmente o seu povo e enviando levitas com os livros da lei para ensinar nas cidades de Judá (2 Cr 17.7-9). Os filisteus e os árabes lhe pagavam tributos (vv. 10,11), e ele mais tarde fortificou as cidades de seu reino. Durante os últimos cinco anos de seu reinado, Josafá teve seu filho Jeorão reinando junto a si (2 Rs 8.16 com 1.17). Josafá morreu com sessenta anos de idade, e foi sepultado na cidade de Davi (1 Rs 22.50)" (Dicionário Bíblico Wycliff. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2009, pp. 1088-1089)
  • 34. III. JOSAFÁ E SEUS INIMIGOS
  • 35. Josafá tornou-se rico e próspero, mas deixou de buscar ao Senhor e passou a agir por si mesmo, confiando apenas na sua capacidade e nos seus bens. Ele fez uma aliança com Acabe, um rei perverso que, juntamente com sua esposa, estabeleceu o culto a Baal no Reino do Norte. A aliança, selada por meio do casamento com uma das filhas de Acabe, lhe traria derrota moral, física e espiritual. Deus usou Jeú para repreendê-lo. O profeta mostrou ao rei Josafá o quanto a aliança que ele havia feito com Acabe aborrecera ao Senhor (2 Cr 19.2). Alianças feitas sem a orientação e a permissão de Deus sempre trazem prejuízos.
  • 36. Ao lermos o primeiro e o segundo versículos do capítulo dezoito, ficamos bastante surpresos com a estranha conduta do então piedoso e próspero Josafá. O texto bíblico declara que ele se tornou aliado do rei Acabe, de Israel, por laços de casamento (2Cr 18.1). O rei de Judá “caiu na armadilha de misturar-se por casamento com a família do ímpio rei Acabe, monarca de Israel, a nação do norte”. A mistura que Satanás não conseguiu fazer por outra maneira, conseguiu através da união conjugal do filho (Jeorão) de uma família piedosa com a filha (Atalia) de uma família perversa. O livro dos Salmos afirma que um abismo chama outro abismo (42.7). Foi o que aconteceu com Josafá. Tempos depois, ele foi até a cidade de Samaria visitar Acabe (2Cr 18.2), que lhe pediu para ser seu aliado numa guerra contras os sírios. Agora, pasme com a incrível resposta de Josafá: Serei como tu és, o meu povo, como o teu povo; iremos, contigo, à peleja (2Cr 18.3). Ele sabia que Acabe era praticante de idolatria e matador de profetas, mas disse: Serei como tu és! Vemos nisto a astúcia de Satanás, a antiga serpente, o sedutor de todo o mundo (Ap 12.9), sendo empregada para corromper Josafá.
  • 37. Os amonitas, os edomitas e os moabitas uniram forças para invadir Judá, cruzando o mar em direção a En-Gedi. Eles formaram um exército com muitos soldados, cavalos e armas. Então, Josafá temeu os seus inimigos. O seu medo o levou a buscar a Deus com jejum. Infelizmente, muitos só se lembram de buscar a Deus quando estão cercados pelas dificuldades. Não deixe para buscar a Deus somente nos tempos de crise; busque-o sempre.
  • 38. Uma prova muito clara da mudança de conduta de Josafá encontra-se no vigésimo capítulo. Ao enfrentar o ameaçador e inumerável exército dos moabitas, amonitas e meunitas, Josafá imediatamente buscou socorro divino; conclamou a nação inteira a se unir em uma gigantesca reunião de jejum e oração (2Cr 20.1-11); não buscou ajuda de qualquer outro rei, nem confiou eu seu poderio militar; em vez disso, mostrou humilhação e dependência diante de Deus: porque em nós não há força para resistirmos a essa grande multidão que vem contra nós, e não sabemos nós o que fazer; porém os nossos olhos estão postos em ti (2Cr 20.12). Josafá não foi como seu pai, que não recorreu ao Senhor na hora da prova (2Cr 16.12). A resposta de Deus não demorou. O profeta Jaaziel lhe transmitiu uma palavra de grande consolação da parte de Deus: Não temais, nem vos assusteis por causa desta grande multidão, pois a peleja não é vossa, mas de Deus (2Cr 20.15). O Senhor deu instruções sobre como Josafá deveria enfrentar os inimigos, e garantiu o seu sucesso sem a necessidade de pelejar nesta batalha (2Cr 20.16-29). Todas as forças inimigas se voltaram umas contra as outras e o exército de Judá marchou vitoriosamente de volta para casa: Assim, o reino de Josafá teve paz, porque Deus lhe dera repouso por todos os lados (2Cr 20.30). O rei Josafá mostrou o que pode acontecer quando um líder deposita total confiança no Senhor.
  • 39. Ele precisou agir rápido, pois um grande exército formado por vários inimigos vinha em sua direção. No momento de aflição e desespero, Josafá invocou o nome do Senhor, e apregoou um jejum (2 Cr 20.3). A oração e o jejum nos ajudam a vencer as crises. Era uma nação inteira buscando a Deus. Nenhum crente deve duvidar do poder da oração. O povo se humilhou diante de Deus, mostrando sua total dependência do Senhor. O objetivo era buscar o socorro e a misericórdia de Deus diante do iminente ataque do inimigo. Não há crise que não possa ser vencida quando oramos, jejuamos e
  • 40. confiamos no Senhor. Davi, em um dos seus cânticos, declarou: "Uns confiam em carros, e outros, em cavalos, mas nós faremos menção do nome do Senhor, nosso Deus" (Sl 20.7). É tempo de invocarmos o nome do Senhor em favor da nossa nação. Precisamos orar e jejuar a fim de que a crise política e econômica seja solucionada. Jesus declarou que determinadas castas de demônios só podem ser expelidas pela "oração e pelo jejum" (Mt 17.21). Deus mandou o profeta dizer ao povo que eles não precisariam lutar nem temer, pois Ele mesmo sairia e pelejaria em favor deles(2 Cr 20.17).
  • 41. Josafá e seus súditos creram na Palavra de Deus e adoraram e louvaram ao Senhor (2 Cr 20.18,19). Houve grande júbilo e a certeza da vitória que o Senhor daria ao seu povo. Quando os exércitos inimigos se aproximaram de Jerusalém e ouviram o som dos louvores, dizem as Escrituras Sagradas que eles caíram em emboscadas e se destruíram uns aos outros, sem que ninguém do povo precisasse fazer qualquer coisa. Os exércitos inimigos foram desbaratados porque Deus os confundiu (2 Cr 20.24). Aprendemos que o inimigo não pode resistir ao povo de Deus quando há oração, jejum e verdadeira adoração.
  • 42. Josafá não era somente um conhecedor da palavra de Deus; ele se esforçava para viver o ensino da palavra de Deus: ele andou nos seus mandamentos e não segundo as obras de Israel (2Cr 17.5). Outro exemplo de prática da palavra de Deus está em 2Cr 20.14-21, em que lemos que Josafá madrugou-se para praticar a palavra de Deus. Ele, portanto, tentou viver o que pregava. Não era um homem perfeito; tinha os seus defeitos e as suas fraquezas. Não se pode negar, porém, que Josafá era um homem esforçado e dedicado aos propósitos da aliança do Senhor. Quando advertido, humilhava-se, consertava-se, retornando à palavra do Senhor (2Cr 19.1-11; 1Rs 22.49). Todos nós estamos sujeitos a momentos de ansiedade e medo e, como o rei Josafá, precisamos aprender a colocar sempre os nossos olhos em Deus. O que fez Josafá: 1- Buscou ao Senhor. Vs 3,4 “Então, Josafá teve medo e se pôs a buscar ao SENHOR; e apregoou jejum em todo o Judá. Judá se congregou para pedir socorro ao SENHOR; também de todas as cidades de Judá veio gente para buscar ao SENHOR.” (Jr 29.13-14); 2- Apregoou um santo jejum. Vs 3 (Veja Joel 2.15);
  • 43. 3- Foi ao templo para pedir socorro ao Senhor. Vs 5 “Pôs-se Josafá em pé, na congregação de Judá e de Jerusalém, na Casa do SENHOR, diante do pátio novo,” (Veja Hb 10.25); 4- Clamou ao Senhor. Vs 6a “…e disse: Ah! SENHOR, Deus de nossos pais, porventura, não és tu Deus nos céus? Não és tu que dominas sobre todos os reinos dos povos? Na tua mão, está a força e o poder, e não há quem te possa resistir.” (Veja Sl 50.15).
  • 44. Em 853 a.C., Acabe o persuadiu a se ajuntar a Israel em uma tentativa de desarraigar Ramote-Gileade da Síria. Acabe foi mortalmente ferido, mas Josafá sobreviveu (1 Rs 22.1-38). Ele foi severamente reprovado pelo profeta Jeú por ter se associado ao rei Acabe (2 Cr 19.1,2). Judá ocupou uma clara posição subordinada, mas a aliança foi, temporamente, a fonte da força de ambos os reinos. Em seu retorno, Josafá novamente encorajou a adoração ao Senhor Jeová (1 Cr 19.4). Ele havia previamente fortalecido as defesas de Judá e trazido Edom ao seu controle. Isto lhe deu o comando das rotas de caravanas da Arábia e lhe trouxe uma riqueza adicional (2 Cr 17.5; 18.1). Josafá tentou construir uma frota de navios em Eziom-Geber com a cooperação de Acazias, rei de Israel, mas os navios foram destruídos. Josafá recusou quaisquer novas parcerias, provavelmente com medo da invasão de seu território e pelo fato de ter sido repreendido por se unir a Acazias (1 Rs 22.48,49)" (Dicionário Bíblico Wycliff. 1. ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2009, p. 1089).
  • 45. O que fazer quando uma nação se divide? Quando a aliança que outrora a unia se faz quebrada? Foi o que aconteceu com o Israel do período posterior ao reino do rei Salomão. Mediante a decisão do rei Roboão, filho de Salomão, em aumentar mais vezes o imposto que já era pesado, houve uma rixa inevitável entre as dez tribos do Norte e as duas do Sul. O reino se dividiu, por consequência, a religião também. Agora não haveria somente Judá e Jerusalém, haveria Israel e Samaria. A divisão foi tão aguda que persistiria até a época de Jesus: "Jesus enviou estes doze e lhes ordenou, dizendo: Não ireis pelo caminho das gentes, nem entrareis em cidade de samaritanos" (Mt 10.5). Sa- maritanos e judeus não se davam, pois devido ao acúmulo de rixas e de desentendimentos irreparáveis em relação à Lei, ambos os grupos optaram pela divisão. Os samaritanos passaram aceitar como escritos inspirados o Pentateuco, e os profetas foram por eles rejeitados por causa da sua origem do sul. Os samaritanos também não aceitavam que o verdadeiro templo ficava em Jerusalém nem
  • 46. que o monte verdadeiro chamava-se Sião. Para eles, Samaria era a capital sagrada e o Monte Gerezim, o monte do único templo. Claro que para chegar a esse ponto foi necessário um trabalho complexo de aculturação religiosa. Jeroboão foi a pessoa fundamental para construir a religião dos samaritanos (1 Rs 12.26-33). Nesse contexto de lutas e desentendimentos étnicos, surge o rei Josafá de Judá. Podemos classificar o reino do rei Josafá como um dos instrumentos importantíssimo para um reavivamento espiritual para a nação de Israel. A característica desse reinado ressalta is só. O cuidado com a instrução do povo em relação à Lei de Deus, ordenando os levitas e sacerdotes que ensinassem publicamente a Palavra da Lei. O resultado foi o temor do Senhor sobre ã nação e sobre os reinos ao redor de Judá (2 Cr 17.7-10). Assim como as Escrituras mostram que num contexto de idolatria e imoralidade Deus pode reavivar o seu povo, a História da Igreja também mostra que em momentos difíceis da Igreja, Deus restabeleceu seus "púlpitos", a Palavra teve primazia e um desejo incomensurável de
  • 47. buscar a Deus em oração devorava os corações dos irmãos. Isso aconteceu na Inglaterra, na Grã-Bretanha, na América, na África, na China, na Manchúria, na Coreia, na India e em muitos outros lugares. E possível um grande avivamento em meio à crise!
  • 48. A história de Josafá é uma história de proezas. Ele buscou ao Senhor em jejum, oração e adoração e Deus lhe concedeu a vitória em tempos de crise. Se você está enfrentando, como o rei Josafá, uma terrível crise, não desanime. Não se renda diante das ameaças do inimigo. Ore, jejue, adore e veja o livramento do Senhor.
  • 49. O reino do Norte era formado por dez tribos e a capital era Samaria.próximos. Josafá era filho de Asa. Sim, embora tenha feito aliança com Acabe.
  • 50. No momento de aflição e desespero, Josafá invoca o nome do Senhor (2 Cr 20.4). Ele apregoou um jejum e oração. Com Acabe. Resposta pessoal. Resposta pessoal.