Comunicação Organizacional
      Avanços e Desafios



       Prof. Dr. João José Azevedo Curvello
      Brasília (DF) – 29 de Setembro de 2010
Metáforas Organizacionais
Mercados, Organizações e Sociedades são Redes
Auto-
Auto-Organizadas e Emergentes de Comunicação
Cenários Empresariais
  Novo capitalismo baseado no
  consumo, numa nova ordem
  burocrática e na capacitação
  permanente (Sennet)
  Organizações em rede
  Informacionalismo (Castells)
  Novo Cidadão: exigente, ativista,
  informado
  Comunicação baseada em lógicas
  inesperadas
  Decisões levam em conta direitos e
  valores como honestidade, ética e
  responsabilidade social
  Estratégia só faz sentido se agregar
  valor à sociedade (Wolfgang Mewes)
Comunicação


  A comunicação tem um papel fundamental
  na construção do sentido na sociedade e
  nos ambientes organizacionais
  É pela comunicação que as organizações,
  como sistemas sociais, realizam sua
  autoconstrução
  É pela comunicação que podemos
  conhecer a identidade de uma
  organização (Luhmann, Rodríguez, Restrepo,
  Leydesdorff, Holmström)
Comunicação como Sistema

 A comunicação é uma realidade
 emergente que surge por meio de uma
 síntese de três seleções diferentes:
   seleção de informação
   seleção da expressão desta informação
   compreensão seletiva desta informação e/ou
   compreensão seletiva do mal entendimento
   desta expressão e de sua informação (LUHMANN,
   2007).
Conversações

A maneira como uma
organização conversa condiciona:
   As possibilidades de
  desempenho
   O nível de efetividade que
  alcança
   Sua viabilidade, seu êxito ou
  seu fracasso (Echeverría)
Riscos e improbabilidades da Comunicação




                                           Nada garante que,
  Nada garante que     Nada garante que,    entendendo,
   o receptor acesse    após acessar,
   a informação                            concorde a
                        entenda a
                        mensagem           ponto de agir


     Acesso              Entendimento            Ação
O Modelo da Pirâmide da Qualidade em Comunicação
Ed Robertson (FEDEX)




                                               Critérios de influência
                                         Conduta afetiva, atitudes, valores


                                                     Critérios de pertinência
                                                    Informação relevante para o
                                                       desempenho da função

                                                         Critérios de atenção
                                               Informação compreensível, sintética,
                                                        com credibilidade


                                                             Critérios logísticos
                                                  Informação oportuna, bem distribuída
                                                              e chamativa



              In: HOLTZ, Shel. Corporate conversations: a guide to crafting effective and appropriate internal
              communications. AMACOM, 2004 – pág. 15.
Processo de Gestão da Identidade


                         DISCURSOS

             IMAGEM




                      RELAÇÕES




            IDENTIDADE
Modelo Informacional




    Empresa            Públicos
Modelo de Consulta




               Baseia-se na definição prévia
     Empresa    dos temas sobre os quais a     Públicos
               organização solicitará que os
                     públicos opinem.
Modelo de Participação Ativa


Empresa                 Stakeholders




                 Colaboradores
Modelo de Rede de Relacionamentos


                                Mídia
    Soc. Civil




                 Empresa        Trabalhador




     Cliente


                           Parceiros
Modelos

  Transferência de Informação
        (metáfora do encanamento)
  Transacional
        (feedback como sinalização do resultado)
  Controle Estratégico
        (comunicador como estrategista)
  Equilíbrio entre Criatividade e Sujeição
        (mediação de tensões)
  Espaços de Diálogo
        (equilíbrio expressivo)

  EISENBERG, Eric M. e GOODALL, Jr. H.L. Organizational communication:balancing, creativity and constraint. Second edition, New York,
  USA: St Martin’s Press, 1997.
Desafios
Superar a linearidade dos
planos e ações;
Ousar em criar espaços de
conversação e deixar fluir
pensamentos e expressões;
Conhecer as lógicas dos
jogos de competição e de
cooperação;
Renovar o ferramental
tradicional, as mídias, os
processos, as rotinas.
Desafios

           “Para inovar e ter êxito, a nova
           colaboração em massa precisa
           se tornar parte do roteiro e do
           léxico de todos os líderes.
           Aprender como interagir e criar
           em conjunto com um grupo
           mutante de parceiros auto-
           organizados está se tornando
           uma habilidade essencial, tão
           importante como a elaboração de
           orçamentos, P&D e
           planejamento.”

              Fonte: Tapscott, Don & Williams,
              Anthony D. - Wikinomics, Como a
              colaboração em massa pode mudar o
              seu negócio
Desafios

           Pensar a realidade como
           uma trama de processos
           fluidos, complexos e (às
           vezes) caóticos;
           Saber trabalhar com
           seres humanos como
           atores relacionais;
           Ver as organizações e
           corporações como
           sistemas complexos
           organizantes;
Desafios

           Manejar a inteligência conectiva
           para gerar ambientes flexíveis
           que ajudem à cocriação e à co-
           evolução; que provoquem
           inovação, sentido e significação.

           Pensar a estratégia de
           comunicação como uma forma de
           tecer, tramar ou mesmo
           destramar essa rede em busca
           de outra configuração mais
           propícia para nossas metas e
           ambições.

           Fonte: Pérez, Rafael e Massoni, Sandra, Hacia
           una teoria general de la estrategia. Barcelona:
           Ariel, 2009)
Muito obrigado ☺




       Prof. Dr. João José Azevedo Curvello
                curvello@pos.ucb.br
                   @joaocurvello
          www.acaocomunicativa.pro.br
          www.poscomunicacao.ucb.br

Curvello Confiarp2010

  • 1.
    Comunicação Organizacional Avanços e Desafios Prof. Dr. João José Azevedo Curvello Brasília (DF) – 29 de Setembro de 2010
  • 2.
  • 3.
    Mercados, Organizações eSociedades são Redes Auto- Auto-Organizadas e Emergentes de Comunicação
  • 4.
    Cenários Empresariais Novo capitalismo baseado no consumo, numa nova ordem burocrática e na capacitação permanente (Sennet) Organizações em rede Informacionalismo (Castells) Novo Cidadão: exigente, ativista, informado Comunicação baseada em lógicas inesperadas Decisões levam em conta direitos e valores como honestidade, ética e responsabilidade social Estratégia só faz sentido se agregar valor à sociedade (Wolfgang Mewes)
  • 5.
    Comunicação Acomunicação tem um papel fundamental na construção do sentido na sociedade e nos ambientes organizacionais É pela comunicação que as organizações, como sistemas sociais, realizam sua autoconstrução É pela comunicação que podemos conhecer a identidade de uma organização (Luhmann, Rodríguez, Restrepo, Leydesdorff, Holmström)
  • 6.
    Comunicação como Sistema A comunicação é uma realidade emergente que surge por meio de uma síntese de três seleções diferentes: seleção de informação seleção da expressão desta informação compreensão seletiva desta informação e/ou compreensão seletiva do mal entendimento desta expressão e de sua informação (LUHMANN, 2007).
  • 7.
    Conversações A maneira comouma organização conversa condiciona: As possibilidades de desempenho O nível de efetividade que alcança Sua viabilidade, seu êxito ou seu fracasso (Echeverría)
  • 8.
    Riscos e improbabilidadesda Comunicação Nada garante que, Nada garante que Nada garante que, entendendo, o receptor acesse após acessar, a informação concorde a entenda a mensagem ponto de agir Acesso Entendimento Ação
  • 9.
    O Modelo daPirâmide da Qualidade em Comunicação Ed Robertson (FEDEX) Critérios de influência Conduta afetiva, atitudes, valores Critérios de pertinência Informação relevante para o desempenho da função Critérios de atenção Informação compreensível, sintética, com credibilidade Critérios logísticos Informação oportuna, bem distribuída e chamativa In: HOLTZ, Shel. Corporate conversations: a guide to crafting effective and appropriate internal communications. AMACOM, 2004 – pág. 15.
  • 10.
    Processo de Gestãoda Identidade DISCURSOS IMAGEM RELAÇÕES IDENTIDADE
  • 11.
    Modelo Informacional Empresa Públicos
  • 12.
    Modelo de Consulta Baseia-se na definição prévia Empresa dos temas sobre os quais a Públicos organização solicitará que os públicos opinem.
  • 13.
    Modelo de ParticipaçãoAtiva Empresa Stakeholders Colaboradores
  • 14.
    Modelo de Redede Relacionamentos Mídia Soc. Civil Empresa Trabalhador Cliente Parceiros
  • 15.
    Modelos Transferênciade Informação (metáfora do encanamento) Transacional (feedback como sinalização do resultado) Controle Estratégico (comunicador como estrategista) Equilíbrio entre Criatividade e Sujeição (mediação de tensões) Espaços de Diálogo (equilíbrio expressivo) EISENBERG, Eric M. e GOODALL, Jr. H.L. Organizational communication:balancing, creativity and constraint. Second edition, New York, USA: St Martin’s Press, 1997.
  • 16.
    Desafios Superar a linearidadedos planos e ações; Ousar em criar espaços de conversação e deixar fluir pensamentos e expressões; Conhecer as lógicas dos jogos de competição e de cooperação; Renovar o ferramental tradicional, as mídias, os processos, as rotinas.
  • 17.
    Desafios “Para inovar e ter êxito, a nova colaboração em massa precisa se tornar parte do roteiro e do léxico de todos os líderes. Aprender como interagir e criar em conjunto com um grupo mutante de parceiros auto- organizados está se tornando uma habilidade essencial, tão importante como a elaboração de orçamentos, P&D e planejamento.” Fonte: Tapscott, Don & Williams, Anthony D. - Wikinomics, Como a colaboração em massa pode mudar o seu negócio
  • 18.
    Desafios Pensar a realidade como uma trama de processos fluidos, complexos e (às vezes) caóticos; Saber trabalhar com seres humanos como atores relacionais; Ver as organizações e corporações como sistemas complexos organizantes;
  • 19.
    Desafios Manejar a inteligência conectiva para gerar ambientes flexíveis que ajudem à cocriação e à co- evolução; que provoquem inovação, sentido e significação. Pensar a estratégia de comunicação como uma forma de tecer, tramar ou mesmo destramar essa rede em busca de outra configuração mais propícia para nossas metas e ambições. Fonte: Pérez, Rafael e Massoni, Sandra, Hacia una teoria general de la estrategia. Barcelona: Ariel, 2009)
  • 20.
    Muito obrigado ☺ Prof. Dr. João José Azevedo Curvello curvello@pos.ucb.br @joaocurvello www.acaocomunicativa.pro.br www.poscomunicacao.ucb.br