SlideShare uma empresa Scribd logo
CAPITAL SOCIAL E CONHECIMENTO: COMO AS
RELAÇÕES INTERPESSOAIS PERMITEM A
CRIAÇÃO DO CONHECIMENTO EM UMA
EMPRESA DE DESENVOLVIMENTO DE
SOFTWARE
KM Brasil – Paper 95
Carlos O. Quandt
Paulo R. Pereira Jr.
Rosilda R. do Vale
PPAD/PUCPR
Resumo
• Esta pesquisa apresenta uma verificação empírica, tanto
da influência do capital social na criação do
conhecimento, quanto o reforço da criação do
conhecimento sobre o capital social, em uma empresa de
desenvolvimento de software.
Apresentação
• Fundamentação Teórica
• Contextualização
• Coleta e Análise dos dados
• Considerações Finais
A criação do conhecimento
• De forma integral, o modelo de Nonaka e Takeuchi (1997)
a respeito da criação do conhecimento, considera as
relações interpessoais como mecanismos para o
conhecimento fluir na organização, e criar novo
conhecimento, conhecimento este que pode permitir a
organização se adaptar às novas circunstâncias do
ambiente, assim como obter desempenho superior.
Capital Social
• Nas reflexões de Bourdieu (1986), o capital social é visto
como a possessão de relações – formais ou informais –
que permite a mobilização de crédito para um
determinado ganho.
• Nas reflexões de Lin (1999), como o acesso aos recursos
por meio das relações sociais, também a mobilização
destes recursos para determinados retornos
instrumentais, como ganhos financeiros, poder e
reputação, ou retornos expressivos, como saúde física e
mental e satisfação.
Capital Social - Dimensões
• As reflexões a respeito do capital social seguiram duas
tradições distintas (MORAN, 2005), a imersão
estrutural, que diz a respeito da posição do individuo na
rede de relações e configuração da rede de relações, e a
imersão relacional, que diz a respeito do conteúdo das
relações, como confiança, normas e obrigações.
Capital Social - Dimensões
• Nahapiet e Ghoshal (1998) utilizaram destas duas
tradições para conceituar três dimensões do capital social
relacionadas à criação do conhecimento, sendo a
dimensão estrutural respectiva à tradição a respeito da
posição do individuo na rede de relações e configuração
da rede de relações, e as dimensões relacional e
cognitiva respectivas às reflexões a respeito do
conteúdo das relações.
Dimensão Relacional
• A dimensão relacional do capital social se refere ao nível
de confiança desenvolvido entre as pessoas durante as
interações, sendo este nível de confiança descrito a partir
de normas, obrigações, confiança e identificação
sensibilização de atores em relação a seus objetivos
coletivos. (CHAN; CHOW, 2008).
Dimensão Relacional
• O nível de confiança influencia as expectativas de haver
um comportamento positivo por parte daquele que recebe
desta confiança, criando assim uma relação positiva entre
a confiança e o compartilhamento do conhecimento.
De forma que o compartilhamento do conhecimento é
mais propenso a existir entre indivíduos confiáveis.
• H1: A confiança está positivamente relacionada com a
atitude de compartilhar conhecimento.
Dimensão Cognitiva
• Segundo Tsai e Ghoshal (1998), a visão compartilhada,
como parte da dimensão cognitiva do capital social,
incorpora os objetivos coletivos e as aspirações dos
membros de uma organização. Quando os membros da
organização têm as mesmas percepções sobre como
interagir com o outro, eles podem evitar possíveis mal-
entendidos na comunicação, além de terem mais
oportunidades para trocar ideias ou compartilhar outros
recursos livremente.
• H2: A visão compartilhada está positivamente
relacionada com a atitude de compartilhar
conhecimento.
Dimensão Estrutural
• Para Chow e Chan (2008), a dimensão estrutural envolve as
relações sociais cujas conexões podem ser mensuradas por
meio de padrões da estrutura da rede, assim como a
densidade, conectividade e hierarquia, tornando possível
verificar como os indivíduos se relacionam.
• Para Dekker e Hendriks (2011), a centralidade, como uma das
formas da estrutura social, considera a posição do indivíduo
como conectado a muitos outros indivíduos como elemento
potencial para a comunicação, de forma a favorecer o
compartilhamento do conhecimento.
• H3: A centralidade está positivamente relacionada com a
atitude de compartilhar conhecimento.
Criação de Conhecimento como Reforço
ao Capital Social
• Como forma a contribuir com a reflexão de Nahapiet e Ghoshal
(1998), a respeito da criação do conhecimento como forma de
reforço ao capital social, visto que, conforme Bourdieu (1986),
o capital social aumenta com o uso, diferente do capital
econômico, permitindo o entendimento de que a ação de
compartilhar conhecimento, e pela percepção do valor obtido
do compartilhamento do conhecimento, reforce o capital social.
• H4: A confiança é reforçada pelo valor percebido do
compartilhamento do conhecimento.
• H5: A visão compartilhada é reforçada pelo valor
percebido do compartilhamento do conhecimento.
Criação do conhecimento
Confiança
Centralidade
Visão
Atitude Valor Percebido
Capital Social
Contextualização
• Empresa desenvolvimento e suporte de
softwares customizáveis, em Curitiba-PR
• 8 anos de atuação no mercado nacional e em
expansão no mercado internacional.
• 27 membros
Coleta de dados
• Questionários
• Cinco principais relações interpessoais de cada membro
da organização (135 observações).
• Matriz Afirmativas/Relações
• Escala Likert (5 pontos, concordância).
Matriz Afirmativas/Relações
Dilma Marina Aécio Zé Luiz
Afirmativa1 5 2 1 3 1
Afirmativa2 4 5 5 4 5
Afirmativa3 2 4 2 2 5
Afirmativa4 5 4 5 1 3
Centralidade (UCINET)
Análise dos dados - Correlações
***: p. valor < 0.01, **: p. valor < 0.05
1 2 3 4 5 6
1 Visão
2 Confiança 0.435
***
3 Centralidade -0.192
**
-0.197
**
4 Atitude 0.353
***
0.224
***
-0.081
5 Valor Percebido 0.334
***
0.464
***
-0.076 0.675
***
6 Ref. Visão 0.459
***
0.457
***
-0.134 0.305
***
0.431
***
7 Ref. Confiança 0.407
***
0.476
***
-0.129 0.410
***
0.615
***
0.548
***
Criação do conhecimento
Confiança
Centralidade
Visão
Atitude Valor Percebido
Capital Social
***: p. valor < 0.01
Considerações finais
• Conforme as expectativas de contribuir empiricamente
com o modelo de Nahapiet e Ghoshal (1998) de forma
integral, a presente pesquisa conseguiu apresentar o
desenvolvimento do conhecimento como forma de reforço
à dimensão relacional do capital social, relação não
considerada em pesquisas anteriores.
Considerações finais
• Entretanto, a centralidade não apresentou relevância
direta no desenvolvimento do conhecimento na
organização, mas apresentou-se significativamente
relacionada à dimensão relacional e cognitiva do capital
social, mesmo que negativamente – de forma que quão
mais central o indivíduo na rede de relações, menor a
confiança e a visão compartilhada que ele estabelece
com os outros indivíduos.
Considerações finais
• Por estas evidências, as organizações podem adotar
estratégias para estimular a visão compartilhada e
relações de confiança entre os funcionários, permitindo
mecanismos para o conhecimento fluir na organização, e
criar novo conhecimento, também reforçando a visão
compartilhada e relações de confiança entre os
funcionários.
Futuras pesquisas
• A partir da análise de rede, adicionar outros elementos da
dimensão estrutural para expansão do modelo de
Nahapiet e Ghoshal (1998).
• Número indivíduos e organizações participantes.

Mais conteúdo relacionado

Semelhante a CAPITAL SOCIAL E CONHECIMENTO: COMO AS RELAÇÕES INTERPESSOAIS PERMITEM A CRIAÇÃO DO CONHECIMENTO EM UMA EMPRESA DE DESENVOLVIMENTO DE SOFTWARE

Apostila rev 2010
Apostila rev 2010 Apostila rev 2010
Apostila rev 2010
Gabriel Castelo Branco
 
KM Brasil 2011 Estratégia e Conhecimento um Modelo Básico
KM Brasil 2011 Estratégia e Conhecimento um Modelo BásicoKM Brasil 2011 Estratégia e Conhecimento um Modelo Básico
KM Brasil 2011 Estratégia e Conhecimento um Modelo Básico
Claudia Aparecida de Azevedo
 
Aula 01 recursos humano
Aula 01 recursos humanoAula 01 recursos humano
Aula 01 recursos humano
Homero Alves de Lima
 
C:\Documents And Settings\ProprietáRio Yyy 3 X9 O69 Ej4 Bc\Ambiente De Trabal...
C:\Documents And Settings\ProprietáRio Yyy 3 X9 O69 Ej4 Bc\Ambiente De Trabal...C:\Documents And Settings\ProprietáRio Yyy 3 X9 O69 Ej4 Bc\Ambiente De Trabal...
C:\Documents And Settings\ProprietáRio Yyy 3 X9 O69 Ej4 Bc\Ambiente De Trabal...
Silvério Cabrita Silva da Conceição
 
Adultos voluntários para associações sem fins lucrativos
Adultos voluntários para associações sem fins lucrativosAdultos voluntários para associações sem fins lucrativos
Adultos voluntários para associações sem fins lucrativos
Silvério Cabrita Silva da Conceição
 
Atuacao em Rede
Atuacao em RedeAtuacao em Rede
Atuacao em Rede
Adeildo Caboclo
 
GESTÃO DO CONHECIMENTO EMPRESARIAL
GESTÃO DO CONHECIMENTO EMPRESARIALGESTÃO DO CONHECIMENTO EMPRESARIAL
GESTÃO DO CONHECIMENTO EMPRESARIAL
Carlos Benjoino Bidu
 
Comunicação empresarial
Comunicação empresarialComunicação empresarial
Comunicação empresarial
B&R Consultoria Empresarial
 
6 gestãodoconhecimento
6 gestãodoconhecimento6 gestãodoconhecimento
6 gestãodoconhecimento
Izabela Leite
 
Aula 2 cibercultura: informação e conhecimento
Aula 2 cibercultura: informação e conhecimentoAula 2 cibercultura: informação e conhecimento
Aula 2 cibercultura: informação e conhecimento
Carlos Alves
 
Liderança e Gestão do Capital Intelectual
Liderança e Gestão do Capital IntelectualLiderança e Gestão do Capital Intelectual
Liderança e Gestão do Capital Intelectual
Carlos Eduardo Damian Leite
 
As 5 etapas da transformação cultural
As 5 etapas da transformação culturalAs 5 etapas da transformação cultural
As 5 etapas da transformação cultural
MrioKojima
 
Monografia portais corporativos e a gestao estrategica do conhecimento
Monografia portais corporativos e a gestao estrategica do conhecimentoMonografia portais corporativos e a gestao estrategica do conhecimento
Monografia portais corporativos e a gestao estrategica do conhecimento
Antonio Roberto
 
Sistemas de Informação - Inteligencia coletiva parte 3
Sistemas de Informação - Inteligencia coletiva parte 3Sistemas de Informação - Inteligencia coletiva parte 3
Sistemas de Informação - Inteligencia coletiva parte 3
Paulo Sérgio Ramão
 
O Uso Da Informação E O Ciclo Da Informação Nas Organizações
O Uso Da Informação E O Ciclo Da Informação Nas OrganizaçõesO Uso Da Informação E O Ciclo Da Informação Nas Organizações
O Uso Da Informação E O Ciclo Da Informação Nas Organizações
Leonardo Moraes
 
Fis4 Sylvia Bojunga e Valéria Flores
Fis4 Sylvia Bojunga e Valéria FloresFis4 Sylvia Bojunga e Valéria Flores
Fis4 Sylvia Bojunga e Valéria Flores
Instituto Hartmann Regueira
 
Conhecimento e colaboracao
Conhecimento e colaboracaoConhecimento e colaboracao
Conhecimento e colaboracao
Jose Claudio Terra
 
Reciprocidade e confiança apresentação
Reciprocidade e confiança apresentaçãoReciprocidade e confiança apresentação
Reciprocidade e confiança apresentação
Diólia de Carvalho Graziano
 
Gestão do conhecimento - SBGC e Correios
Gestão do conhecimento - SBGC e CorreiosGestão do conhecimento - SBGC e Correios
Gestão do conhecimento - SBGC e Correios
Nei Grando
 
Introdução da Gestão do Conhecimento nas Organizações
Introdução da Gestão do Conhecimento nas OrganizaçõesIntrodução da Gestão do Conhecimento nas Organizações
Introdução da Gestão do Conhecimento nas Organizações
Sociedade Brasileira de Gestão do Conhecimento
 

Semelhante a CAPITAL SOCIAL E CONHECIMENTO: COMO AS RELAÇÕES INTERPESSOAIS PERMITEM A CRIAÇÃO DO CONHECIMENTO EM UMA EMPRESA DE DESENVOLVIMENTO DE SOFTWARE (20)

Apostila rev 2010
Apostila rev 2010 Apostila rev 2010
Apostila rev 2010
 
KM Brasil 2011 Estratégia e Conhecimento um Modelo Básico
KM Brasil 2011 Estratégia e Conhecimento um Modelo BásicoKM Brasil 2011 Estratégia e Conhecimento um Modelo Básico
KM Brasil 2011 Estratégia e Conhecimento um Modelo Básico
 
Aula 01 recursos humano
Aula 01 recursos humanoAula 01 recursos humano
Aula 01 recursos humano
 
C:\Documents And Settings\ProprietáRio Yyy 3 X9 O69 Ej4 Bc\Ambiente De Trabal...
C:\Documents And Settings\ProprietáRio Yyy 3 X9 O69 Ej4 Bc\Ambiente De Trabal...C:\Documents And Settings\ProprietáRio Yyy 3 X9 O69 Ej4 Bc\Ambiente De Trabal...
C:\Documents And Settings\ProprietáRio Yyy 3 X9 O69 Ej4 Bc\Ambiente De Trabal...
 
Adultos voluntários para associações sem fins lucrativos
Adultos voluntários para associações sem fins lucrativosAdultos voluntários para associações sem fins lucrativos
Adultos voluntários para associações sem fins lucrativos
 
Atuacao em Rede
Atuacao em RedeAtuacao em Rede
Atuacao em Rede
 
GESTÃO DO CONHECIMENTO EMPRESARIAL
GESTÃO DO CONHECIMENTO EMPRESARIALGESTÃO DO CONHECIMENTO EMPRESARIAL
GESTÃO DO CONHECIMENTO EMPRESARIAL
 
Comunicação empresarial
Comunicação empresarialComunicação empresarial
Comunicação empresarial
 
6 gestãodoconhecimento
6 gestãodoconhecimento6 gestãodoconhecimento
6 gestãodoconhecimento
 
Aula 2 cibercultura: informação e conhecimento
Aula 2 cibercultura: informação e conhecimentoAula 2 cibercultura: informação e conhecimento
Aula 2 cibercultura: informação e conhecimento
 
Liderança e Gestão do Capital Intelectual
Liderança e Gestão do Capital IntelectualLiderança e Gestão do Capital Intelectual
Liderança e Gestão do Capital Intelectual
 
As 5 etapas da transformação cultural
As 5 etapas da transformação culturalAs 5 etapas da transformação cultural
As 5 etapas da transformação cultural
 
Monografia portais corporativos e a gestao estrategica do conhecimento
Monografia portais corporativos e a gestao estrategica do conhecimentoMonografia portais corporativos e a gestao estrategica do conhecimento
Monografia portais corporativos e a gestao estrategica do conhecimento
 
Sistemas de Informação - Inteligencia coletiva parte 3
Sistemas de Informação - Inteligencia coletiva parte 3Sistemas de Informação - Inteligencia coletiva parte 3
Sistemas de Informação - Inteligencia coletiva parte 3
 
O Uso Da Informação E O Ciclo Da Informação Nas Organizações
O Uso Da Informação E O Ciclo Da Informação Nas OrganizaçõesO Uso Da Informação E O Ciclo Da Informação Nas Organizações
O Uso Da Informação E O Ciclo Da Informação Nas Organizações
 
Fis4 Sylvia Bojunga e Valéria Flores
Fis4 Sylvia Bojunga e Valéria FloresFis4 Sylvia Bojunga e Valéria Flores
Fis4 Sylvia Bojunga e Valéria Flores
 
Conhecimento e colaboracao
Conhecimento e colaboracaoConhecimento e colaboracao
Conhecimento e colaboracao
 
Reciprocidade e confiança apresentação
Reciprocidade e confiança apresentaçãoReciprocidade e confiança apresentação
Reciprocidade e confiança apresentação
 
Gestão do conhecimento - SBGC e Correios
Gestão do conhecimento - SBGC e CorreiosGestão do conhecimento - SBGC e Correios
Gestão do conhecimento - SBGC e Correios
 
Introdução da Gestão do Conhecimento nas Organizações
Introdução da Gestão do Conhecimento nas OrganizaçõesIntrodução da Gestão do Conhecimento nas Organizações
Introdução da Gestão do Conhecimento nas Organizações
 

Mais de . .

Cooperação Internacional e o compartilhamento de Conhecimento entre pesquisad...
Cooperação Internacional e o compartilhamento de Conhecimento entre pesquisad...Cooperação Internacional e o compartilhamento de Conhecimento entre pesquisad...
Cooperação Internacional e o compartilhamento de Conhecimento entre pesquisad...
. .
 
Aspectos sociais e tecnológicos das atividades de inovação
Aspectos sociais e tecnológicos das atividades de inovaçãoAspectos sociais e tecnológicos das atividades de inovação
Aspectos sociais e tecnológicos das atividades de inovação
. .
 
O Perfil dos Municípios Brasileiros em Relação ao Uso e à Infraestrutura de TIC
O Perfil dos Municípios Brasileiros em Relação ao Uso e à Infraestrutura de TICO Perfil dos Municípios Brasileiros em Relação ao Uso e à Infraestrutura de TIC
O Perfil dos Municípios Brasileiros em Relação ao Uso e à Infraestrutura de TIC
. .
 
Claudinéia Kudlawicz - Dimensões e Espaços da Inovação Social
Claudinéia Kudlawicz - Dimensões e Espaços da Inovação SocialClaudinéia Kudlawicz - Dimensões e Espaços da Inovação Social
Claudinéia Kudlawicz - Dimensões e Espaços da Inovação Social
. .
 
PPGCOOP 2014
PPGCOOP 2014PPGCOOP 2014
PPGCOOP 2014
. .
 
Projeto - Os fatores que influenciam na aprendizagem e no comprometimento org...
Projeto - Os fatores que influenciam na aprendizagem e no comprometimento org...Projeto - Os fatores que influenciam na aprendizagem e no comprometimento org...
Projeto - Os fatores que influenciam na aprendizagem e no comprometimento org...
. .
 
Governo móvel em administrações públicas brasileiras
Governo móvel em administrações públicas brasileirasGoverno móvel em administrações públicas brasileiras
Governo móvel em administrações públicas brasileiras
. .
 
Balas 2014 - Relationship Between Collaboration and Innovativeness: A Case St...
Balas 2014 - Relationship Between Collaboration and Innovativeness: A Case St...Balas 2014 - Relationship Between Collaboration and Innovativeness: A Case St...
Balas 2014 - Relationship Between Collaboration and Innovativeness: A Case St...
. .
 
Balas 2014 - The relationship between knowledge management, innovation and re...
Balas 2014 - The relationship between knowledge management, innovation and re...Balas 2014 - The relationship between knowledge management, innovation and re...
Balas 2014 - The relationship between knowledge management, innovation and re...
. .
 
Redes sociais online como fonte de informação
Redes sociais online como fonte de informaçãoRedes sociais online como fonte de informação
Redes sociais online como fonte de informação
. .
 
Projetos em andamento do grupo de pesquisa - GCI2 - 2014 04-08
Projetos em andamento do grupo de pesquisa - GCI2 - 2014 04-08Projetos em andamento do grupo de pesquisa - GCI2 - 2014 04-08
Projetos em andamento do grupo de pesquisa - GCI2 - 2014 04-08
. .
 
Mobilidade Internacional de pesquisadores como estratégia de compartilhamento...
Mobilidade Internacional de pesquisadores como estratégia de compartilhamento...Mobilidade Internacional de pesquisadores como estratégia de compartilhamento...
Mobilidade Internacional de pesquisadores como estratégia de compartilhamento...
. .
 

Mais de . . (12)

Cooperação Internacional e o compartilhamento de Conhecimento entre pesquisad...
Cooperação Internacional e o compartilhamento de Conhecimento entre pesquisad...Cooperação Internacional e o compartilhamento de Conhecimento entre pesquisad...
Cooperação Internacional e o compartilhamento de Conhecimento entre pesquisad...
 
Aspectos sociais e tecnológicos das atividades de inovação
Aspectos sociais e tecnológicos das atividades de inovaçãoAspectos sociais e tecnológicos das atividades de inovação
Aspectos sociais e tecnológicos das atividades de inovação
 
O Perfil dos Municípios Brasileiros em Relação ao Uso e à Infraestrutura de TIC
O Perfil dos Municípios Brasileiros em Relação ao Uso e à Infraestrutura de TICO Perfil dos Municípios Brasileiros em Relação ao Uso e à Infraestrutura de TIC
O Perfil dos Municípios Brasileiros em Relação ao Uso e à Infraestrutura de TIC
 
Claudinéia Kudlawicz - Dimensões e Espaços da Inovação Social
Claudinéia Kudlawicz - Dimensões e Espaços da Inovação SocialClaudinéia Kudlawicz - Dimensões e Espaços da Inovação Social
Claudinéia Kudlawicz - Dimensões e Espaços da Inovação Social
 
PPGCOOP 2014
PPGCOOP 2014PPGCOOP 2014
PPGCOOP 2014
 
Projeto - Os fatores que influenciam na aprendizagem e no comprometimento org...
Projeto - Os fatores que influenciam na aprendizagem e no comprometimento org...Projeto - Os fatores que influenciam na aprendizagem e no comprometimento org...
Projeto - Os fatores que influenciam na aprendizagem e no comprometimento org...
 
Governo móvel em administrações públicas brasileiras
Governo móvel em administrações públicas brasileirasGoverno móvel em administrações públicas brasileiras
Governo móvel em administrações públicas brasileiras
 
Balas 2014 - Relationship Between Collaboration and Innovativeness: A Case St...
Balas 2014 - Relationship Between Collaboration and Innovativeness: A Case St...Balas 2014 - Relationship Between Collaboration and Innovativeness: A Case St...
Balas 2014 - Relationship Between Collaboration and Innovativeness: A Case St...
 
Balas 2014 - The relationship between knowledge management, innovation and re...
Balas 2014 - The relationship between knowledge management, innovation and re...Balas 2014 - The relationship between knowledge management, innovation and re...
Balas 2014 - The relationship between knowledge management, innovation and re...
 
Redes sociais online como fonte de informação
Redes sociais online como fonte de informaçãoRedes sociais online como fonte de informação
Redes sociais online como fonte de informação
 
Projetos em andamento do grupo de pesquisa - GCI2 - 2014 04-08
Projetos em andamento do grupo de pesquisa - GCI2 - 2014 04-08Projetos em andamento do grupo de pesquisa - GCI2 - 2014 04-08
Projetos em andamento do grupo de pesquisa - GCI2 - 2014 04-08
 
Mobilidade Internacional de pesquisadores como estratégia de compartilhamento...
Mobilidade Internacional de pesquisadores como estratégia de compartilhamento...Mobilidade Internacional de pesquisadores como estratégia de compartilhamento...
Mobilidade Internacional de pesquisadores como estratégia de compartilhamento...
 

CAPITAL SOCIAL E CONHECIMENTO: COMO AS RELAÇÕES INTERPESSOAIS PERMITEM A CRIAÇÃO DO CONHECIMENTO EM UMA EMPRESA DE DESENVOLVIMENTO DE SOFTWARE

  • 1. CAPITAL SOCIAL E CONHECIMENTO: COMO AS RELAÇÕES INTERPESSOAIS PERMITEM A CRIAÇÃO DO CONHECIMENTO EM UMA EMPRESA DE DESENVOLVIMENTO DE SOFTWARE KM Brasil – Paper 95 Carlos O. Quandt Paulo R. Pereira Jr. Rosilda R. do Vale PPAD/PUCPR
  • 2. Resumo • Esta pesquisa apresenta uma verificação empírica, tanto da influência do capital social na criação do conhecimento, quanto o reforço da criação do conhecimento sobre o capital social, em uma empresa de desenvolvimento de software.
  • 3. Apresentação • Fundamentação Teórica • Contextualização • Coleta e Análise dos dados • Considerações Finais
  • 4. A criação do conhecimento • De forma integral, o modelo de Nonaka e Takeuchi (1997) a respeito da criação do conhecimento, considera as relações interpessoais como mecanismos para o conhecimento fluir na organização, e criar novo conhecimento, conhecimento este que pode permitir a organização se adaptar às novas circunstâncias do ambiente, assim como obter desempenho superior.
  • 5. Capital Social • Nas reflexões de Bourdieu (1986), o capital social é visto como a possessão de relações – formais ou informais – que permite a mobilização de crédito para um determinado ganho. • Nas reflexões de Lin (1999), como o acesso aos recursos por meio das relações sociais, também a mobilização destes recursos para determinados retornos instrumentais, como ganhos financeiros, poder e reputação, ou retornos expressivos, como saúde física e mental e satisfação.
  • 6. Capital Social - Dimensões • As reflexões a respeito do capital social seguiram duas tradições distintas (MORAN, 2005), a imersão estrutural, que diz a respeito da posição do individuo na rede de relações e configuração da rede de relações, e a imersão relacional, que diz a respeito do conteúdo das relações, como confiança, normas e obrigações.
  • 7. Capital Social - Dimensões • Nahapiet e Ghoshal (1998) utilizaram destas duas tradições para conceituar três dimensões do capital social relacionadas à criação do conhecimento, sendo a dimensão estrutural respectiva à tradição a respeito da posição do individuo na rede de relações e configuração da rede de relações, e as dimensões relacional e cognitiva respectivas às reflexões a respeito do conteúdo das relações.
  • 8. Dimensão Relacional • A dimensão relacional do capital social se refere ao nível de confiança desenvolvido entre as pessoas durante as interações, sendo este nível de confiança descrito a partir de normas, obrigações, confiança e identificação sensibilização de atores em relação a seus objetivos coletivos. (CHAN; CHOW, 2008).
  • 9. Dimensão Relacional • O nível de confiança influencia as expectativas de haver um comportamento positivo por parte daquele que recebe desta confiança, criando assim uma relação positiva entre a confiança e o compartilhamento do conhecimento. De forma que o compartilhamento do conhecimento é mais propenso a existir entre indivíduos confiáveis. • H1: A confiança está positivamente relacionada com a atitude de compartilhar conhecimento.
  • 10. Dimensão Cognitiva • Segundo Tsai e Ghoshal (1998), a visão compartilhada, como parte da dimensão cognitiva do capital social, incorpora os objetivos coletivos e as aspirações dos membros de uma organização. Quando os membros da organização têm as mesmas percepções sobre como interagir com o outro, eles podem evitar possíveis mal- entendidos na comunicação, além de terem mais oportunidades para trocar ideias ou compartilhar outros recursos livremente. • H2: A visão compartilhada está positivamente relacionada com a atitude de compartilhar conhecimento.
  • 11. Dimensão Estrutural • Para Chow e Chan (2008), a dimensão estrutural envolve as relações sociais cujas conexões podem ser mensuradas por meio de padrões da estrutura da rede, assim como a densidade, conectividade e hierarquia, tornando possível verificar como os indivíduos se relacionam. • Para Dekker e Hendriks (2011), a centralidade, como uma das formas da estrutura social, considera a posição do indivíduo como conectado a muitos outros indivíduos como elemento potencial para a comunicação, de forma a favorecer o compartilhamento do conhecimento. • H3: A centralidade está positivamente relacionada com a atitude de compartilhar conhecimento.
  • 12. Criação de Conhecimento como Reforço ao Capital Social • Como forma a contribuir com a reflexão de Nahapiet e Ghoshal (1998), a respeito da criação do conhecimento como forma de reforço ao capital social, visto que, conforme Bourdieu (1986), o capital social aumenta com o uso, diferente do capital econômico, permitindo o entendimento de que a ação de compartilhar conhecimento, e pela percepção do valor obtido do compartilhamento do conhecimento, reforce o capital social. • H4: A confiança é reforçada pelo valor percebido do compartilhamento do conhecimento. • H5: A visão compartilhada é reforçada pelo valor percebido do compartilhamento do conhecimento.
  • 14. Contextualização • Empresa desenvolvimento e suporte de softwares customizáveis, em Curitiba-PR • 8 anos de atuação no mercado nacional e em expansão no mercado internacional. • 27 membros
  • 15. Coleta de dados • Questionários • Cinco principais relações interpessoais de cada membro da organização (135 observações). • Matriz Afirmativas/Relações • Escala Likert (5 pontos, concordância).
  • 16. Matriz Afirmativas/Relações Dilma Marina Aécio Zé Luiz Afirmativa1 5 2 1 3 1 Afirmativa2 4 5 5 4 5 Afirmativa3 2 4 2 2 5 Afirmativa4 5 4 5 1 3
  • 18. Análise dos dados - Correlações ***: p. valor < 0.01, **: p. valor < 0.05 1 2 3 4 5 6 1 Visão 2 Confiança 0.435 *** 3 Centralidade -0.192 ** -0.197 ** 4 Atitude 0.353 *** 0.224 *** -0.081 5 Valor Percebido 0.334 *** 0.464 *** -0.076 0.675 *** 6 Ref. Visão 0.459 *** 0.457 *** -0.134 0.305 *** 0.431 *** 7 Ref. Confiança 0.407 *** 0.476 *** -0.129 0.410 *** 0.615 *** 0.548 ***
  • 19. Criação do conhecimento Confiança Centralidade Visão Atitude Valor Percebido Capital Social ***: p. valor < 0.01
  • 20. Considerações finais • Conforme as expectativas de contribuir empiricamente com o modelo de Nahapiet e Ghoshal (1998) de forma integral, a presente pesquisa conseguiu apresentar o desenvolvimento do conhecimento como forma de reforço à dimensão relacional do capital social, relação não considerada em pesquisas anteriores.
  • 21. Considerações finais • Entretanto, a centralidade não apresentou relevância direta no desenvolvimento do conhecimento na organização, mas apresentou-se significativamente relacionada à dimensão relacional e cognitiva do capital social, mesmo que negativamente – de forma que quão mais central o indivíduo na rede de relações, menor a confiança e a visão compartilhada que ele estabelece com os outros indivíduos.
  • 22. Considerações finais • Por estas evidências, as organizações podem adotar estratégias para estimular a visão compartilhada e relações de confiança entre os funcionários, permitindo mecanismos para o conhecimento fluir na organização, e criar novo conhecimento, também reforçando a visão compartilhada e relações de confiança entre os funcionários.
  • 23. Futuras pesquisas • A partir da análise de rede, adicionar outros elementos da dimensão estrutural para expansão do modelo de Nahapiet e Ghoshal (1998). • Número indivíduos e organizações participantes.