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Continente teve influências dos europeus e dos árabes em suas
receitas




O leite de coco é típico da culinária africana




Muitas nações contribuíram para a formação da gastronomia
africana, em especial a da África do Sul. Na Idade Média, por
exemplo, os árabes levaram diversas iguarias para o país. Já na
época da colonização, foi a vez de os europeus darem seus
"pitacos". Segundo a chef Fabiana Cesana, do bistrô Cezano, de
São Paulo, o país sofreu influência britânica. As tribos que
habitavam o local na mesma época contribuíram para formar o
extenso cardápio típico do país.

A gastronomia sul-africana possui algumas peculiaridades. É de lá que vem a
marula, fruta que dá origem ao famoso e saboroso licor, e também outros
alimentos conhecidos aqui no Brasil, como o leite de coco, o azeite-de-dendê, o
cuscuz, o quiabo, a galinha d’angola e a pimenta malagueta, entre outros. De
acordo com o livro Gastronomia no Brasil e no Mundo, de Guta Chaves e Dolores
Freixa (ed. Senac, R$ 42), o café também é originário da África, da província de
Kaffa, e os responsáveis por sua difusão no mundo foram os árabes.

Uma das receitas típicas sul-africanas é o bobotie (espécie de torta). De acordo
com o livro Um Mundo de Receitas, de Abigail Johnson Dodge (ed. Publifolha, R$
47), a receita original era similar à torta inglesa e os colonizadores holandeses a
levaram para a África do Sul em 1650. Os escravos que trabalhavam nas
embarcações misturaram temperos nativos à torta, criando a bobotie sul-africana
atual.
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Mas o destaque mesmo fica por conta da carne de avestruz. A ave é uma das mais
consumidas na África do Sul, servida não só em restaurantes, mas também em
receitas caseiras, como tortas, sopas e filés. A carne de avestruz é 66% mais
magra que a carne bovina e tem três vezes menos colesterol do que o frango ou o
peru. A nutricionista Márcia Bissoli diz que, além de baixo valor calórico, é
comparada a alguns cortes de peixes.

- O alimento possui características únicas, como, por exemplo, alto teor de
ferro, ômega-6, apenas 1% de gordura e baixa taxa de colesterol. Por tudo isso, é
considerada um alimento funcional, ou seja, além de nutritiva traz benefícios a
saúde.

Culinária brasileira tem fortes traços da África

Fabiana diz que é difícil caracterizar uma única tendência da culinária africana,
pois o continente é enorme.

- Cada região tem um tempero diferente. Ao norte, consomem muito cordeiro,
açafrão, cúrcuma etc. Já no Egito a comida é diferente, à base de leguminosas.

Para se ter uma ideia do que é típico do continente, é só pensar na culinária
baiana. Assim como os países da Europa, a África exerceu um papel muito
importante na formação da gastronomia brasileira. De todas as regiões, a
Bahia foi a que mais cultivou e manteve as receitas e costumes africanos. O
acarajé, o vatapá e o caruru também são típicos da África. Essas receitas eram
usadas como oferendas a entidades africanas.

Segundo o livro Gastronomia no Brasil e no Mundo, um costume africano da
época colonial conservado até hoje em Salvador é o tabuleiro da baiana. Na
colonização, as negras escravas que trabalhavam para as "sinhás" vendiam
salgados e doces em tabuleiros.

A publicação também conta que os coqueiros que embelezam nossas praias e nos
dão a água de coco são uma contribuição africana. A fruta agradou tanto que,
desde os tempos da colonização, o coco virou ingrediente indispensável em
muitos pratos.
Assim como os povos indígenas, os africanos não conheciam a fritura e tinham
por costume preparar assados, cozidos e guisados.
De acordo com o livro Um Mundo de Receitas, vários pratos africanos levam
batata-doce, inhame e banana-da-terra. Nos países ao sul banhados pelo litoral,
como a África do Sul e a Nigéria, o peixe é bastante consumido.
A comida africana reflete as tradições nativas da África, assim como influências
árabes, européias e asiáticas. O continente africano é a segunda maior massa de terra
do planeta e berço de milhares de tribos, etnias e grupos sociais. Essa diversidade
reflete-se na cozinha africana, no uso de ingredientes básicos assim como na
preparação e técnicas culinárias.

Elementos tradicionais da comida africana

Há diferenças significativas nas técnicas culinárias e nos hábitos de comer e beber do
continente entre as regiões norte, leste, oeste, sul e central. Porém, em quase todas
as culturas africanas, a culinária usa uma combinação de frutas disponíveis
localmente, grãos, vegetais, leite e carne. Em algumas partes da África, a comida
tradicional tem predominância de leite, coalhada e soro de leite. Entretanto, em boa
parte da África tropical, o leite de vaca é raro.

Vegetais na culinária africana

Vegetais ocupam um papel importante na culinária africana, sendo a principal fonte de
vitaminas e fazendo parte de vários pratos constituídos de milho, mandioca, inhame e feijão.
Esses vegetais também fornecem fonte secundária de proteínas. Em geral, folhas verdes e
hastes jovens são coletadas, lavadas, cortadas e preparadas no vapor ou fervidas em
combinação com especiarias e outros vegetais como cebola e tomate.

A maioria dos vegetais mais importantes na comida africana tem origem fora da África. Milho,
feijão, mandioca e abóbora são originários das Américas e foram introduzidos na África pelos
europeus no século 16. A maior parte do vegetais verdes africanos são resistentes à seca. A
comida africana tradicional provê uma dieta variada geralmente rica em vitaminas e sais
minerais, incluindo vitamina A, ferro e cálcio.

   Por volta do século 16 a alimentação cotidiana na África, que foi incorporada à comida
   brasileira pelos escravos, incluía arroz, feijão, sorgo, milho e cuscuz. A carne era
   predominantes de caça (antílopes, gazelas, búfalos e aves). Os alimentos eram preparados
   assados, tostados ou cozidos. Como tempero utilizava-se pimentas e óleos vegetais como
   o azeite-de-dendê.

   A alimentação dos escravos nas propriedades ricas incluía canjica, feijão-preto, toucinho,
   carne-seca, laranjas, bananas, farinha de mandioca e o que conseguisse pescar e caçar; e
   nas pobres era de farinha, laranja e banana. Os temperos utilizados na comida eram o
   açafrão, o óleo de dendê e o leite de coco. O cuscuz já era conhecido na África antes da
   chegada dos portugueses ao Brasil, e tem origem no norte da África, entre os berberes. No
   Brasil, o cuscuz é consumido doce, feito com leite e leite de coco, a não ser o cuscuz
   paulista, consumido com ovos cozidos, cebola, alho, cheiro-verde e outros legumes. O leite
   de coco é usado para regar peixes, mariscos, arroz-de-coco, cuscuz, mungunzá e outras
   iguarias.
Muitos colonizadores passavam pela África devido as rotas marítimas que ligavam o Oriente e
Ocidente. Sendo assim, a comida típica da África recebeu influência de diversas partes do
mundo, além da própria cultura dos nativos. Os escravos sul-africanos por exemplo, que
retornavam da Inglaterra, ensinavam o que aprenderam, assim como os africanos que viviam
no oriente no período medieval. Existem também pratos exóticos, como o grilo frito. O bobotie
é um prato feito com cozido de carne moída, leite, castanhas, pão, cebola, damascos, passas,
curry (tempero forte). Essa é a comida típica preferida de Nelson Mandela.

Normalmente, a maioria dos trabalhos relacionados à alimentação na África, são um trabalho
feminino. Desde a "plantação" ou "shambas" (como são chamados os campos de plantio),
passando pela capina, plantio e colheita, até as atividades que incluem cozinhar e servir
alimentos. Mas em algumas regiões, a mulher fica encarregada dos pratos doces, enquanto o
homem prepara a carne. Tradicionalmente, a cozinha na África fica pro lado de fora da casa, ou
em uma construção separada dos quartos e salas. Até hoje, a comida mais típica na Africa
encontrada na casa do nativo, são carnes com vegetais, temperadas fortemente em uma larga
panela preta. A panela normalmente fica em cima de três pedras dispostas em triângulo, e o
fogo consome lentamente três pedaços de madeira para cozinhar os alimentos.

Comida típica do africano:

Legumes:
Batata doce
Quiabo
Melancia
Mandioca
Amendoins
Repolho
Amendoins

Carnes:
Frango
Carne de porco
Bife
Variedade de peixes locais

Plantas:
Alho
Pimenta Melegueta - "West Africa" (substituto de cardamomo)
Cravos-da-índia
Pimenta Preta
Cardamomo
Noz-Moscada
Curcuma
Arroz Mix
Caril em pó
Outras comidas típicas:
Limão
Arroz
O Lado mais belo de África - Parte 2: Pessoas e Culturas


A África tem uma incrível diversidade cultural e um património humano inestimável,
fruto da confluência de alguns dos povos e civilizações mais antigas e que receberam
diversas influências recebidas de outros países.



Aqui cresceram ou passaram grandes civilizações como os Egípcios dos faraós, os
Persas de Alexandre, o Grande, os Gregos, os Romanos e os Muçulmanos que se
misturaram com os primeiros habitantes do continente.

Séculos mais tarde, foi a época das colonizações pelas potências europeias como
Alemanha, Espanha, França, Portugal, Bélgica, Holanda e Grã-Bretanha que por sua
vez traziam outros povos como os Indianos que foram habitar as colônias inglesas na
África.

Cada povo trazia um modo de vida, uma comida, uma crença, um jeito próprio de viver
que aos poucos foram se misturando e enraizando com a África.

A África exibe muitas cores de pele, religiões e crenças, línguas e dialetos, costumes e
tradições que refletem os diferentes povos que habitam suas terras.

Mesmo sendo tão diversa, ainda consegue manter uma integridade comum como a
espiritualidade, a música, a comida, o agregado familiar e o casamento, para citar
apenas alguns.

A religião é uma parte muito importante da cultura africana. No centro desta tradição
encontra-se a crença num Ser Supremo, conhecido por diferentes nomes e com
diferentes representações entre seus vários povos e grupos.
Existe uma profunda reverência e respeito aos antepassados e mais sábios que,
mesmo depois da morte, se crêem presentes e ativos nas vidas des seus
descendentes.

As crenças traduzem-se em diversos ritos de passagem, especialmente em sacrificios
físicos que se tornam eternos vistos nos rostos de muitos, jamais negando sua origem.
Assim como a narração de contos e lendas, passadas de geração a geração não
deixando ninguém esquecer de sua história, de sua origem, do seu passado.

A religião predominante em Africa é o Islamismo, seguido do Cristianismo, que
convivem lado a lado com as religiões tradicionais africanas e em menor escala com o
Hinduísmo, o Baha'i e o Judaísmo.



Entre os povos e grupos étnicos africanos destaca-se o povo Maasai, do Quénia e
Tanzânia. Povo semi-nómado com uma sociedade patriarcal e moniteísta que acredita
num Deus supremo, Engai. Utilizam como línguas o Swahili e o Inglês, embora a sua
língua principal seja o Maa.


Os Beduínos, "aqueles que vivem no deserto", predominantemente Árabes e
tradicionalmente ligados à criação de camelos.
Característicos de regiões do norte de África, como o Egito ou o Sudão, organizam-se
em tribos ou clãs e de acordo com hierarquias de lealdade segundo o parentesco.


Também no Norte de África habita o povo Berbere, muito heterogéneo e falante da
língua Berbere, mas também de outras variantes de Árabe ou até mesmo Francês.
Predominam hoje, sobretudo, no Egito, Marrocos, Argélia, Líbia, Mali e Nigéria.


Os Tuareg habitam o Norte da África, em particular o Níger, Argélia e a Líbia.
Apelidados pelos Árabes de "abandonados por Deus", devido à sua resistência inicial
ao Islamismo, praticam hoje esta religião.
Falam quatro dialetos que distinguem as diferentes etnias dentro do povo Tuareg,
sendo o principal o Tamajaq. São conhecidos como guerreiros de reputação feroz,
comerciantes (sobretudo de produtos de luxo) e viajantes do deserto do Saara.


Na África do Sul são os Zulu, "povo do Céu", do grupo Bantu, o maior grupo étnico,
com mais de 10 milhões de pessoas, embora habitem também no Zimbabwe, Zâmbia
e Moçambique. Falam sobretudo o Zulu e são, na sua maioria, cristãos, ainda que
mantenham, frequentemente, as suas crenças de culto mais antigas. Os Zulu crêem,
por exemplo, que todas as adversidades resultam de algum feitiço, "mau olhado" ou
ofensa aos espíritos.

Na Etiópia sobressaem os Amhara, que representam cerca de 30,2% da população
total do país.
O Amhara é a primeira língua de cerca de 27 milhões de pessoas.
A religião tem um papel muito importante, predominando o cristianismo embora
também exista uma minoria Islâmica (18,1%) e ortodoxa.
Na cultura Amhara, é tradição a mãe e a criança permanecerem em casa durante 40
dias após o nascimento de um rapaz ou 80 dias, caso se trate de uma menina, antes
de se realizar o batismo.
Nos casamentos realizados pela igreja não pode existir divórcio.


Os Fulani encontram-se na África Ocidental, espalhados por dez países, entre os
quais Níger, Mali e Camarões. São um grupo étnico muito vasto, que inclui vários
grupos, e falam primariamente o Fulfulde, assim como Hausa e Tamajaq (de forma
menos significativa). Praticam o Islamismo e são, originalmente, um povo nómada
ligado ao pastoreio e comércio.
Entre os Fulani, o número de cabeças de gado que uma pessoa possui serve de
medida à sua riqueza. São um grupo muito orgulhoso e encontram-se organizados
segundo um sistema de quatro castas: nobreza, comerciantes, ferreiros e
descendentes de escravos dos Fulani mais abastados. A beleza assume grande
relevância para os Fulani, tal como a coragem e ausência de medo.

A comida africana é tão diversificada como os grupos étnicos existentes.
A base dos alimentos são os cereais, frutas e vegetais característicos de cada região
e, em alguns locais, leite e carne.

Na África Central, são comuns a mandioca, o amendoim e a banana-da-terra,
enquanto que na África Oriental são mais utilizados o milho e a banana verde; as
especiarias e a romã (herdadas da cozinha árabe); o caril e as lentilhas (trazidos pelos
Ingleses da Índia) e vários frutos e legumes, pimenta e o porco (trazidos pelos
Portugueses).
Na Eritreia, Etiópia e Somália são pratos típicos os tsebhis (guisados), servidos com
injera (tipo de pão) e hilbet (pasta feita de legumes como lentilhas), assim como o
xalwo (espécie de pão doce com especiarias).

Nestes países é comum as pessoas comerem à mesa de um mesmo prato colocado
no centro.

No Norte de África são conhecidos os couscous, as especiarias como a canela,
gengibre e noz-moscada e uma pastelaria muito particular, à base de açúcar e
amêndoa.

No Sul de África a comida é mais heterogénea. Alguns dos pratos e comidas típicas
incluem fufu (espécie de massa consistente feita de vegetais como mandioca), arroz
Jollof, suya (género de kebab de carne grelhada picante vendido nas ruas), vários
tipos de feijão, entre outros.

A cozinha africana, ainda bastante desconhecida, oferece um leque muito
amplo de pratos de grande sabor e variedade.
Saborear as iguarias típicas de um país é entrar na sua cultura, na sua
história e na sua tradição através do paladar, do olfato, e até do tato, uma vez
que a maioria dos petiscos africanos se comem com a mão. Além disso,
partilhar a mesa é a maneira mais usual de brindar a generosa hospitalidade
africana.
A tradição culinária da África Ocidental assenta em produtos básicos, que
incluem a mandioca, o milho e as especiarias, e no uso abundante de
pimentão. Em toda a região está muito difundido o maffè, típico do Mali, que
consta de carne picada com verdura e molho de amendoim.




Por volta do século 16 a alimentação cotidiana na
África, que foi incorporada à comida brasileira pelos
escravos, incluía arroz, feijão, sorgo, milho e cuscuz.

A banana , o café, a pimenta malagueta e o azeite de dendê vieram da África
Este texto está escrito nos termos do novo acordo ortográfico.
A cozinha africana, ainda bastante desconhecida, oferece um leque muito amplo de
pratos de grande sabor e variedade. Em África, as refeições, mais do que a satisfação de
uma necessidade fisiológica, traduzem um momento de encontro, de celebração, de
festa, de homenagem.

Saborear as iguarias típicas de um país é entrar na sua cultura, na sua história e na sua
tradição através do paladar, do olfato, e até do tato, uma vez que, a maioria dos petiscos
africanos se comem com a mão. Além disso, partilhar a mesa é a maneira mais usual de
brindar a generosa hospitalidade africana, sempre disposta a repartir do que há com os
convidados, os peregrinos, os estrangeiros.

A tradição culinária da África Ocidental assenta em produtos básicos, que incluem a
mandioca, o milho e as especiarias, e no uso abundante de pimentão. Em toda a região
está muito difundido o maffè, típico do Mali, que consta de carne picada com verdura e
molho de amendoim.

No Senegal, o prato tradicional é o tieboudienne, elaborado com peixe, arroz e verduras.
Também a yassa (manjar à base de frango com molho de cebola, limão e pimentos e
servido com arroz fervido) é típica do Senegal, da Costa do Marfim, do Burkina Faso e do
Mali. Nos mercados é assaz comum o cheiro a manteiga de karité, utilizada para fritar e
temperar.

O boarake, pitéu preparado com peixe, folha de mandioca e óleo de palma, é outro dos
pratos amplamente disseminados em toda a África Ocidental.

No Togo, come-se bastante a mutsella, que mais não é que peixe com verdura e
especiarias, e o yekumé (frango picante).

Na África Central, a base da alimentação é a mandioca. Com ela faz-se o famoso fufú
(mandioca fermentada e moída em farinha, para ser misturada com água a ferver, numa
perspectiva de a transformar numa massa compacta). Costuma acompanhar-se a
mandioca com verduras cortadas e trituradas, temperadas com azeite, molho de tomate
e cebola.

A cozinha da região costeira da África Oriental caracteriza-se pela influência recebida do
Oriente, principalmente o Quénia, a Tanzânia, a África do Sul e o Madagáscar, onde
inúmeros pratos tradicionais são enriquecidos com molhos e especiarias importados da
Índia, da China, da Arábia, do Iémen e do Líbano.
Um dos aperitivos mais habituais nesta região é o sambusa, um triângulo de massa frita
recheado de carne picada e aromatizada.

Na Etiópia há um prato nacional e exclusivo: a enjerá, um género de crepe ou massa de
pizza, de cor cinza e consistência esponjosa e cujo sabor é um pouco ácido, produzido a
partir de farinha de tef, um cereal cultivado quase unicamente neste país. O wet é a
guarnição que melhor combina com a enjerá. Pode ser de frango, borrego ou vaca, com
um molho picante (berberé) composto por pimentão picante, ervas e especiarias várias,
ou de verduras, batatas, tomates, favas ou pimentos. O wet mais apreciado é o de
borrego (sega wet), reservado a celebrações especiais.
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Autor: Maria Bijóias (todos os textos)
Tema: Alimentação
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Comentários
        Luis Andre Caxeta Da Silva 14-07-2009 às 23:17:41
O modo africano de cozinhar e temperar incorporou elementos culinários e pratos
típicos portugueses e indígenas, transformando as receitas originais e dando forma à
cozinha brasileira. Da dieta portuguesa vieram, por exemplo, as galinhas e os ovos. Em
princípio, eram dados apenas a negros doentes, pois se acreditava que fossem
alimentos revigorantes. Aos poucos, a galinha passou a ser incluída nas receitas afro-
brasileiras que nasciam, como o vatapá e o xinxim, e que resistem até hoje,
principalmente nos cardápios regionais.
No que se refere aos ingredientes africanos que vieram para o Brasil durante a
colonização, trazidos pelos traficantes de escravos e comerciantes, esses constituem
hoje importantes elementos da cultura brasileira. Seu consumo é popular e sua imagem
constitui parcela importante dos ícones do imaginário do país. Vieram da África, entre
outros, o coco, a banana, o café, a pimenta malagueta e o azeite-de-dendê. Sobre este,
dizia Camara Cascudo: “O azeite-de-dendê acompanhou o negro como o arroz ao
asiático e o doce ao árabe”. No Nordeste, são também populares o inhame, o quiabo, o
gengibre, o amendoim, a melancia e o jiló .
pratos típicos africanos:



É extremamente difícil analisar e separar as verdadeiras comidas tradicionais africanas, já que
o país sempre contou com uma enorme dominação de países europeus e asiáticos. Mas sua
cultura na arte de cozinhar está certamente em pratos únicos e irresistíveis, como os feitos a
partir de alimentos essencialmente particulares de sua cultura local, como os legumes, frutas,
carnes e grãos, esses semelhantes à produção no Brasil por serem muito cultivados em
regiões tropicais.

O milho e as nozes são as principais fontes de preparação das refeições, sejam elas doces ou
salgadas, as frutas tornam-se únicas no modo de produção e cultivo, gerando sempre uma boa
exportação, e não deixando muitos alimentos nas regiões mais pobres da África.

Ainda hoje na culinária mundial são muitos os adeptos a produtos que foram trazidos
por escravos africanos como forma de tempero e maior aprimoramento dos típicos
pratos já existentes. O famoso óleo de dendê, o leite de coco, a noz moscada, todos
esses são produtos típicos africanos que atualmente são indispensáveis em muitos
pratos mundiais.
O leite de coco e o dendê são marcas da comida baiana aqui no Brasil, principalmente
na preparação de muquecas a base de frutos do mar, como camarões ou até mesmo
peixes. Por incrível que pareça são todos alimentos de base africana que reinam em
uma vasta culinária por muitos continentes.

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Culinária da áfrica

  • 1. Continente teve influências dos europeus e dos árabes em suas receitas O leite de coco é típico da culinária africana Muitas nações contribuíram para a formação da gastronomia africana, em especial a da África do Sul. Na Idade Média, por exemplo, os árabes levaram diversas iguarias para o país. Já na época da colonização, foi a vez de os europeus darem seus "pitacos". Segundo a chef Fabiana Cesana, do bistrô Cezano, de São Paulo, o país sofreu influência britânica. As tribos que habitavam o local na mesma época contribuíram para formar o extenso cardápio típico do país. A gastronomia sul-africana possui algumas peculiaridades. É de lá que vem a marula, fruta que dá origem ao famoso e saboroso licor, e também outros alimentos conhecidos aqui no Brasil, como o leite de coco, o azeite-de-dendê, o cuscuz, o quiabo, a galinha d’angola e a pimenta malagueta, entre outros. De acordo com o livro Gastronomia no Brasil e no Mundo, de Guta Chaves e Dolores Freixa (ed. Senac, R$ 42), o café também é originário da África, da província de Kaffa, e os responsáveis por sua difusão no mundo foram os árabes. Uma das receitas típicas sul-africanas é o bobotie (espécie de torta). De acordo com o livro Um Mundo de Receitas, de Abigail Johnson Dodge (ed. Publifolha, R$ 47), a receita original era similar à torta inglesa e os colonizadores holandeses a levaram para a África do Sul em 1650. Os escravos que trabalhavam nas embarcações misturaram temperos nativos à torta, criando a bobotie sul-africana atual.
  • 2. Confira também Veja todas as receitas Veja todas as notícias do portal Mas o destaque mesmo fica por conta da carne de avestruz. A ave é uma das mais consumidas na África do Sul, servida não só em restaurantes, mas também em receitas caseiras, como tortas, sopas e filés. A carne de avestruz é 66% mais magra que a carne bovina e tem três vezes menos colesterol do que o frango ou o peru. A nutricionista Márcia Bissoli diz que, além de baixo valor calórico, é comparada a alguns cortes de peixes. - O alimento possui características únicas, como, por exemplo, alto teor de ferro, ômega-6, apenas 1% de gordura e baixa taxa de colesterol. Por tudo isso, é considerada um alimento funcional, ou seja, além de nutritiva traz benefícios a saúde. Culinária brasileira tem fortes traços da África Fabiana diz que é difícil caracterizar uma única tendência da culinária africana, pois o continente é enorme. - Cada região tem um tempero diferente. Ao norte, consomem muito cordeiro, açafrão, cúrcuma etc. Já no Egito a comida é diferente, à base de leguminosas. Para se ter uma ideia do que é típico do continente, é só pensar na culinária baiana. Assim como os países da Europa, a África exerceu um papel muito importante na formação da gastronomia brasileira. De todas as regiões, a Bahia foi a que mais cultivou e manteve as receitas e costumes africanos. O acarajé, o vatapá e o caruru também são típicos da África. Essas receitas eram usadas como oferendas a entidades africanas. Segundo o livro Gastronomia no Brasil e no Mundo, um costume africano da época colonial conservado até hoje em Salvador é o tabuleiro da baiana. Na colonização, as negras escravas que trabalhavam para as "sinhás" vendiam salgados e doces em tabuleiros. A publicação também conta que os coqueiros que embelezam nossas praias e nos dão a água de coco são uma contribuição africana. A fruta agradou tanto que, desde os tempos da colonização, o coco virou ingrediente indispensável em muitos pratos. Assim como os povos indígenas, os africanos não conheciam a fritura e tinham por costume preparar assados, cozidos e guisados. De acordo com o livro Um Mundo de Receitas, vários pratos africanos levam batata-doce, inhame e banana-da-terra. Nos países ao sul banhados pelo litoral, como a África do Sul e a Nigéria, o peixe é bastante consumido.
  • 3. A comida africana reflete as tradições nativas da África, assim como influências árabes, européias e asiáticas. O continente africano é a segunda maior massa de terra do planeta e berço de milhares de tribos, etnias e grupos sociais. Essa diversidade reflete-se na cozinha africana, no uso de ingredientes básicos assim como na preparação e técnicas culinárias. Elementos tradicionais da comida africana Há diferenças significativas nas técnicas culinárias e nos hábitos de comer e beber do continente entre as regiões norte, leste, oeste, sul e central. Porém, em quase todas as culturas africanas, a culinária usa uma combinação de frutas disponíveis localmente, grãos, vegetais, leite e carne. Em algumas partes da África, a comida tradicional tem predominância de leite, coalhada e soro de leite. Entretanto, em boa parte da África tropical, o leite de vaca é raro. Vegetais na culinária africana Vegetais ocupam um papel importante na culinária africana, sendo a principal fonte de vitaminas e fazendo parte de vários pratos constituídos de milho, mandioca, inhame e feijão. Esses vegetais também fornecem fonte secundária de proteínas. Em geral, folhas verdes e hastes jovens são coletadas, lavadas, cortadas e preparadas no vapor ou fervidas em combinação com especiarias e outros vegetais como cebola e tomate. A maioria dos vegetais mais importantes na comida africana tem origem fora da África. Milho, feijão, mandioca e abóbora são originários das Américas e foram introduzidos na África pelos europeus no século 16. A maior parte do vegetais verdes africanos são resistentes à seca. A comida africana tradicional provê uma dieta variada geralmente rica em vitaminas e sais minerais, incluindo vitamina A, ferro e cálcio. Por volta do século 16 a alimentação cotidiana na África, que foi incorporada à comida brasileira pelos escravos, incluía arroz, feijão, sorgo, milho e cuscuz. A carne era predominantes de caça (antílopes, gazelas, búfalos e aves). Os alimentos eram preparados assados, tostados ou cozidos. Como tempero utilizava-se pimentas e óleos vegetais como o azeite-de-dendê. A alimentação dos escravos nas propriedades ricas incluía canjica, feijão-preto, toucinho, carne-seca, laranjas, bananas, farinha de mandioca e o que conseguisse pescar e caçar; e nas pobres era de farinha, laranja e banana. Os temperos utilizados na comida eram o açafrão, o óleo de dendê e o leite de coco. O cuscuz já era conhecido na África antes da chegada dos portugueses ao Brasil, e tem origem no norte da África, entre os berberes. No Brasil, o cuscuz é consumido doce, feito com leite e leite de coco, a não ser o cuscuz paulista, consumido com ovos cozidos, cebola, alho, cheiro-verde e outros legumes. O leite de coco é usado para regar peixes, mariscos, arroz-de-coco, cuscuz, mungunzá e outras iguarias.
  • 4. Muitos colonizadores passavam pela África devido as rotas marítimas que ligavam o Oriente e Ocidente. Sendo assim, a comida típica da África recebeu influência de diversas partes do mundo, além da própria cultura dos nativos. Os escravos sul-africanos por exemplo, que retornavam da Inglaterra, ensinavam o que aprenderam, assim como os africanos que viviam no oriente no período medieval. Existem também pratos exóticos, como o grilo frito. O bobotie é um prato feito com cozido de carne moída, leite, castanhas, pão, cebola, damascos, passas, curry (tempero forte). Essa é a comida típica preferida de Nelson Mandela. Normalmente, a maioria dos trabalhos relacionados à alimentação na África, são um trabalho feminino. Desde a "plantação" ou "shambas" (como são chamados os campos de plantio), passando pela capina, plantio e colheita, até as atividades que incluem cozinhar e servir alimentos. Mas em algumas regiões, a mulher fica encarregada dos pratos doces, enquanto o homem prepara a carne. Tradicionalmente, a cozinha na África fica pro lado de fora da casa, ou em uma construção separada dos quartos e salas. Até hoje, a comida mais típica na Africa encontrada na casa do nativo, são carnes com vegetais, temperadas fortemente em uma larga panela preta. A panela normalmente fica em cima de três pedras dispostas em triângulo, e o fogo consome lentamente três pedaços de madeira para cozinhar os alimentos. Comida típica do africano: Legumes: Batata doce Quiabo Melancia Mandioca Amendoins Repolho Amendoins Carnes: Frango Carne de porco Bife Variedade de peixes locais Plantas: Alho Pimenta Melegueta - "West Africa" (substituto de cardamomo) Cravos-da-índia Pimenta Preta Cardamomo Noz-Moscada Curcuma Arroz Mix Caril em pó Outras comidas típicas: Limão Arroz
  • 5. O Lado mais belo de África - Parte 2: Pessoas e Culturas A África tem uma incrível diversidade cultural e um património humano inestimável, fruto da confluência de alguns dos povos e civilizações mais antigas e que receberam diversas influências recebidas de outros países. Aqui cresceram ou passaram grandes civilizações como os Egípcios dos faraós, os Persas de Alexandre, o Grande, os Gregos, os Romanos e os Muçulmanos que se misturaram com os primeiros habitantes do continente. Séculos mais tarde, foi a época das colonizações pelas potências europeias como Alemanha, Espanha, França, Portugal, Bélgica, Holanda e Grã-Bretanha que por sua vez traziam outros povos como os Indianos que foram habitar as colônias inglesas na África. Cada povo trazia um modo de vida, uma comida, uma crença, um jeito próprio de viver que aos poucos foram se misturando e enraizando com a África. A África exibe muitas cores de pele, religiões e crenças, línguas e dialetos, costumes e tradições que refletem os diferentes povos que habitam suas terras. Mesmo sendo tão diversa, ainda consegue manter uma integridade comum como a espiritualidade, a música, a comida, o agregado familiar e o casamento, para citar apenas alguns. A religião é uma parte muito importante da cultura africana. No centro desta tradição encontra-se a crença num Ser Supremo, conhecido por diferentes nomes e com diferentes representações entre seus vários povos e grupos. Existe uma profunda reverência e respeito aos antepassados e mais sábios que, mesmo depois da morte, se crêem presentes e ativos nas vidas des seus descendentes. As crenças traduzem-se em diversos ritos de passagem, especialmente em sacrificios físicos que se tornam eternos vistos nos rostos de muitos, jamais negando sua origem. Assim como a narração de contos e lendas, passadas de geração a geração não deixando ninguém esquecer de sua história, de sua origem, do seu passado. A religião predominante em Africa é o Islamismo, seguido do Cristianismo, que convivem lado a lado com as religiões tradicionais africanas e em menor escala com o Hinduísmo, o Baha'i e o Judaísmo. Entre os povos e grupos étnicos africanos destaca-se o povo Maasai, do Quénia e Tanzânia. Povo semi-nómado com uma sociedade patriarcal e moniteísta que acredita num Deus supremo, Engai. Utilizam como línguas o Swahili e o Inglês, embora a sua língua principal seja o Maa. Os Beduínos, "aqueles que vivem no deserto", predominantemente Árabes e tradicionalmente ligados à criação de camelos.
  • 6. Característicos de regiões do norte de África, como o Egito ou o Sudão, organizam-se em tribos ou clãs e de acordo com hierarquias de lealdade segundo o parentesco. Também no Norte de África habita o povo Berbere, muito heterogéneo e falante da língua Berbere, mas também de outras variantes de Árabe ou até mesmo Francês. Predominam hoje, sobretudo, no Egito, Marrocos, Argélia, Líbia, Mali e Nigéria. Os Tuareg habitam o Norte da África, em particular o Níger, Argélia e a Líbia. Apelidados pelos Árabes de "abandonados por Deus", devido à sua resistência inicial ao Islamismo, praticam hoje esta religião. Falam quatro dialetos que distinguem as diferentes etnias dentro do povo Tuareg, sendo o principal o Tamajaq. São conhecidos como guerreiros de reputação feroz, comerciantes (sobretudo de produtos de luxo) e viajantes do deserto do Saara. Na África do Sul são os Zulu, "povo do Céu", do grupo Bantu, o maior grupo étnico, com mais de 10 milhões de pessoas, embora habitem também no Zimbabwe, Zâmbia e Moçambique. Falam sobretudo o Zulu e são, na sua maioria, cristãos, ainda que mantenham, frequentemente, as suas crenças de culto mais antigas. Os Zulu crêem, por exemplo, que todas as adversidades resultam de algum feitiço, "mau olhado" ou ofensa aos espíritos. Na Etiópia sobressaem os Amhara, que representam cerca de 30,2% da população total do país. O Amhara é a primeira língua de cerca de 27 milhões de pessoas. A religião tem um papel muito importante, predominando o cristianismo embora também exista uma minoria Islâmica (18,1%) e ortodoxa. Na cultura Amhara, é tradição a mãe e a criança permanecerem em casa durante 40 dias após o nascimento de um rapaz ou 80 dias, caso se trate de uma menina, antes de se realizar o batismo. Nos casamentos realizados pela igreja não pode existir divórcio. Os Fulani encontram-se na África Ocidental, espalhados por dez países, entre os quais Níger, Mali e Camarões. São um grupo étnico muito vasto, que inclui vários grupos, e falam primariamente o Fulfulde, assim como Hausa e Tamajaq (de forma menos significativa). Praticam o Islamismo e são, originalmente, um povo nómada ligado ao pastoreio e comércio. Entre os Fulani, o número de cabeças de gado que uma pessoa possui serve de medida à sua riqueza. São um grupo muito orgulhoso e encontram-se organizados segundo um sistema de quatro castas: nobreza, comerciantes, ferreiros e descendentes de escravos dos Fulani mais abastados. A beleza assume grande relevância para os Fulani, tal como a coragem e ausência de medo. A comida africana é tão diversificada como os grupos étnicos existentes. A base dos alimentos são os cereais, frutas e vegetais característicos de cada região e, em alguns locais, leite e carne. Na África Central, são comuns a mandioca, o amendoim e a banana-da-terra, enquanto que na África Oriental são mais utilizados o milho e a banana verde; as especiarias e a romã (herdadas da cozinha árabe); o caril e as lentilhas (trazidos pelos Ingleses da Índia) e vários frutos e legumes, pimenta e o porco (trazidos pelos Portugueses).
  • 7. Na Eritreia, Etiópia e Somália são pratos típicos os tsebhis (guisados), servidos com injera (tipo de pão) e hilbet (pasta feita de legumes como lentilhas), assim como o xalwo (espécie de pão doce com especiarias). Nestes países é comum as pessoas comerem à mesa de um mesmo prato colocado no centro. No Norte de África são conhecidos os couscous, as especiarias como a canela, gengibre e noz-moscada e uma pastelaria muito particular, à base de açúcar e amêndoa. No Sul de África a comida é mais heterogénea. Alguns dos pratos e comidas típicas incluem fufu (espécie de massa consistente feita de vegetais como mandioca), arroz Jollof, suya (género de kebab de carne grelhada picante vendido nas ruas), vários tipos de feijão, entre outros. A cozinha africana, ainda bastante desconhecida, oferece um leque muito amplo de pratos de grande sabor e variedade. Saborear as iguarias típicas de um país é entrar na sua cultura, na sua história e na sua tradição através do paladar, do olfato, e até do tato, uma vez que a maioria dos petiscos africanos se comem com a mão. Além disso, partilhar a mesa é a maneira mais usual de brindar a generosa hospitalidade africana. A tradição culinária da África Ocidental assenta em produtos básicos, que incluem a mandioca, o milho e as especiarias, e no uso abundante de pimentão. Em toda a região está muito difundido o maffè, típico do Mali, que consta de carne picada com verdura e molho de amendoim. Por volta do século 16 a alimentação cotidiana na África, que foi incorporada à comida brasileira pelos escravos, incluía arroz, feijão, sorgo, milho e cuscuz. A banana , o café, a pimenta malagueta e o azeite de dendê vieram da África
  • 8. Este texto está escrito nos termos do novo acordo ortográfico. A cozinha africana, ainda bastante desconhecida, oferece um leque muito amplo de pratos de grande sabor e variedade. Em África, as refeições, mais do que a satisfação de uma necessidade fisiológica, traduzem um momento de encontro, de celebração, de festa, de homenagem. Saborear as iguarias típicas de um país é entrar na sua cultura, na sua história e na sua tradição através do paladar, do olfato, e até do tato, uma vez que, a maioria dos petiscos africanos se comem com a mão. Além disso, partilhar a mesa é a maneira mais usual de brindar a generosa hospitalidade africana, sempre disposta a repartir do que há com os convidados, os peregrinos, os estrangeiros. A tradição culinária da África Ocidental assenta em produtos básicos, que incluem a mandioca, o milho e as especiarias, e no uso abundante de pimentão. Em toda a região está muito difundido o maffè, típico do Mali, que consta de carne picada com verdura e molho de amendoim. No Senegal, o prato tradicional é o tieboudienne, elaborado com peixe, arroz e verduras. Também a yassa (manjar à base de frango com molho de cebola, limão e pimentos e servido com arroz fervido) é típica do Senegal, da Costa do Marfim, do Burkina Faso e do Mali. Nos mercados é assaz comum o cheiro a manteiga de karité, utilizada para fritar e temperar. O boarake, pitéu preparado com peixe, folha de mandioca e óleo de palma, é outro dos pratos amplamente disseminados em toda a África Ocidental. No Togo, come-se bastante a mutsella, que mais não é que peixe com verdura e especiarias, e o yekumé (frango picante). Na África Central, a base da alimentação é a mandioca. Com ela faz-se o famoso fufú (mandioca fermentada e moída em farinha, para ser misturada com água a ferver, numa perspectiva de a transformar numa massa compacta). Costuma acompanhar-se a mandioca com verduras cortadas e trituradas, temperadas com azeite, molho de tomate e cebola. A cozinha da região costeira da África Oriental caracteriza-se pela influência recebida do Oriente, principalmente o Quénia, a Tanzânia, a África do Sul e o Madagáscar, onde inúmeros pratos tradicionais são enriquecidos com molhos e especiarias importados da Índia, da China, da Arábia, do Iémen e do Líbano. Um dos aperitivos mais habituais nesta região é o sambusa, um triângulo de massa frita recheado de carne picada e aromatizada. Na Etiópia há um prato nacional e exclusivo: a enjerá, um género de crepe ou massa de pizza, de cor cinza e consistência esponjosa e cujo sabor é um pouco ácido, produzido a partir de farinha de tef, um cereal cultivado quase unicamente neste país. O wet é a guarnição que melhor combina com a enjerá. Pode ser de frango, borrego ou vaca, com um molho picante (berberé) composto por pimentão picante, ervas e especiarias várias, ou de verduras, batatas, tomates, favas ou pimentos. O wet mais apreciado é o de borrego (sega wet), reservado a celebrações especiais. Textos relacionados: Alimentos Saudáveis Macrobiótica ou Vegetariana? Prefira o natural! Ver próximo texto...
  • 9. Autor: Maria Bijóias (todos os textos) Tema: Alimentação Ajude-nos a manter o site actualizado Deixe o seu comentário Comentários Luis Andre Caxeta Da Silva 14-07-2009 às 23:17:41 O modo africano de cozinhar e temperar incorporou elementos culinários e pratos típicos portugueses e indígenas, transformando as receitas originais e dando forma à cozinha brasileira. Da dieta portuguesa vieram, por exemplo, as galinhas e os ovos. Em princípio, eram dados apenas a negros doentes, pois se acreditava que fossem alimentos revigorantes. Aos poucos, a galinha passou a ser incluída nas receitas afro- brasileiras que nasciam, como o vatapá e o xinxim, e que resistem até hoje, principalmente nos cardápios regionais. No que se refere aos ingredientes africanos que vieram para o Brasil durante a colonização, trazidos pelos traficantes de escravos e comerciantes, esses constituem hoje importantes elementos da cultura brasileira. Seu consumo é popular e sua imagem constitui parcela importante dos ícones do imaginário do país. Vieram da África, entre outros, o coco, a banana, o café, a pimenta malagueta e o azeite-de-dendê. Sobre este, dizia Camara Cascudo: “O azeite-de-dendê acompanhou o negro como o arroz ao asiático e o doce ao árabe”. No Nordeste, são também populares o inhame, o quiabo, o gengibre, o amendoim, a melancia e o jiló . pratos típicos africanos: É extremamente difícil analisar e separar as verdadeiras comidas tradicionais africanas, já que o país sempre contou com uma enorme dominação de países europeus e asiáticos. Mas sua cultura na arte de cozinhar está certamente em pratos únicos e irresistíveis, como os feitos a partir de alimentos essencialmente particulares de sua cultura local, como os legumes, frutas, carnes e grãos, esses semelhantes à produção no Brasil por serem muito cultivados em regiões tropicais. O milho e as nozes são as principais fontes de preparação das refeições, sejam elas doces ou salgadas, as frutas tornam-se únicas no modo de produção e cultivo, gerando sempre uma boa exportação, e não deixando muitos alimentos nas regiões mais pobres da África. Ainda hoje na culinária mundial são muitos os adeptos a produtos que foram trazidos por escravos africanos como forma de tempero e maior aprimoramento dos típicos pratos já existentes. O famoso óleo de dendê, o leite de coco, a noz moscada, todos esses são produtos típicos africanos que atualmente são indispensáveis em muitos pratos mundiais. O leite de coco e o dendê são marcas da comida baiana aqui no Brasil, principalmente na preparação de muquecas a base de frutos do mar, como camarões ou até mesmo peixes. Por incrível que pareça são todos alimentos de base africana que reinam em uma vasta culinária por muitos continentes.