Conselho Nacional do Café – CNC
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Assessoria de Comunicação: (61) 3226-2269 / 8114-6632
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CLIPPING – 27/10/2016
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Quebra no conilon: mesmo com alta no preço há dúvida se receita vale a pena
CaféPoint
27/10/2016
Thais Fernandes
“Ninguém jamais imaginaria que o café conilon chegasse a 500 reais. Agora já
ultrapassou”, reflete João Galimberti, gerente de mercado da Coopeavi, a
Cooperativa Agropecuária Centro Serrana. O movimento do conilon, o café
robusta cultivado no Brasil, impressionou analistas nas últimas semanas.
Contudo, para os produtores, as perceptivas ainda não são tão animadoras.
Segundo Galimberti, a recente seca de 2015 e 2016 não se encaixa em nada visto em outra
época do conilon no Estado do Espírito Santo. “Não podemos comparar. Alguns falam que há
50 anos que não se via uma escassez desta proporção no estado. Vínhamos com uma
produção em torno de 9 milhões de sacas em 2015 e, agora, vamos a 5 milhões. Uma coisa
absurda”.
Os dados mais recentes da Conab apontam para uma produção capixaba de café conilon
estimada em 5,38 milhões de sacas, um decréscimo de 30,67% em relação à safra 2015.
A queda vertiginosa, foi apontada também durante a Pesquisa CaféPoint Colheita Cafeeira
Safra 2016. Os dados, informados pelos próprios cafeicultores, mostram que 57% deles veem
quebra de até 80% em suas lavouras nesta safra.
Os preços cotados na região da Coopeavi acompanharam a alta do tipo em todo País, batendo
recordes em diversas ocasiões. Mas, o que esses valores representam para o produtor? “A
produção vai cair e os preços subiram. Mesmo com a subida, o produtor olha para a produção,
custos e a receita e tem dúvidas se vai valer a pena”, pontua João Galimberti.
O acompanhamento da Cooperativa apontou que a maior parte dos grãos colhidos na safra
2016 já está negociada.
“Estamos trabalhando com a base de que 70% da produção no Espírito Santo na safra 2016 já
está comercializada. Já em Rondônia e na Bahia, em torno de 80% comprometida. Ou seja,
existem produtores que conseguiram segurar café, mas são só os mais capitalizados”.
Segundo o gerente, o resultado é que, tomando como referência os dados da Conab, restariam
cerca de 3 milhões de sacas de café conilon para ser comercializadas pelo Brasil.
Futuro da produção
No que fiz respeito à necessidade de prorrogação para o pagamento de dívidas contraídas por
produtores no estado, a Coopeavi informou que já renegociou os prazos seus associados.
“Porém, esses limites nesse momento são mais baixos. Estamos aguardando janeiro e março
para saber se poderemos aumentar”.
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Já sobre a área plantada, a Cooperativa ainda não tem dados para a próxima safra, mas
agentes do sul da Bahia tem reportado que as compras de mudas praticamente já tomaram
toda capacidade de produção dos viveiristas locais.
“Já para o Espírito Santo, nas áreas onde houve necessidade de lavouras serem arrancadas,
devido a seca, principalmente Norte e Noroeste do estado, são áreas em que o clima não
favoreceu. Vão todos aguardar para o plantio de abril”, pontua lembrando que a atenção
desses produtores está todo voltada para o clima nos próximos meses.
A única certeza entre os cafeicultores, até aqui, tem sido as barreiras a superar. “Nós temos um
cenário de muitos desafios, porque vai depender de como o clima vai se comportar nos
próximos dias. E, nós sabemos que o mercado interno de conilon tem dado sustentabilidade e
suporte, mas é muito difícil falar sobre isso porque a gente sabe das dificuldades que a
indústria já está passando, também”.
João Galimberti afirma que não sabe em qual nível a indústria nacional vai conseguir substituir
o blend do conilon pelo arábica. “É uma incógnita”. A Coopeavi lembra que para os produtores
a análise ainda tem sido mais interna do que em um ambiente geral. “Temos avaliado da
seguinte forma: a expectativa do produtor é de preços mais altos porque ele está olhando pra
dentro da porteira. Então, faz todo sentido imaginar que os preços tendem a continuar subindo,
mas é preciso observar outras variáveis”.
A cotação local, na segunda-feira, dia 24, apresentava valores de conilon, girando em R$510,
superiores ao arábica natural, em torno de R$500. “A produção de arábica teve uma produção
boa nesta safra. Porém, como o cenário do conilon é ruim, nós acreditamos que isso vai dar
uma sustentação para o arábica, que vai ter uma maior demanda no mercado interno”.
Procafé: recepa mecanizada em cafeeiros adensados
Fundação Procafé
27/10/2016
J.B. Matiello, engenheiro agrônomo da Fundação Procafé
A recepa é um tipo de poda em cafeeiros que só deve ser usado em ultimo caso, quando não
existir outra alternativa, pois promove perda de produtividade na lavoura, já que as plantas
podadas demoram a recuperar sua copa.
Nos cafezais no sistema adensado é comum, de tempos em tempos, visando a reabertura da
lavoura e recomposição da ramagem produtiva dos cafeeiros fechados, efetuar a recepa. No
entanto, ocorrem dificuldades na execução da operação dessa poda, de forma mecanizada,
através do uso de recepadeira tratorizada, devido ao fechamento da lavoura e pelo pequeno
espaço nas ruas do cafezal. Também fica difícil manejar os resíduos da poda.
Na presente nota técnica apresenta-se uma nova maneira para facilitar o corte mecanizado na
recepa das plantas adensadas, bem como o manejo dos resíduos cortados. Para demonstrar
como se pode mecanizar, ao máximo, a recepa nas condições de cafezais adensados toma-se
o exemplo de uma lavoura no espaçamento de 1,8 X 0,5 m, fechada e necessitando da poda.
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O procedimento a utilizar consiste em:
1º - Iniciar cortando, com motosserra, uma a cada duas linhas de cafeeiros, com corte o mais
baixo possível, a cerca de 15 cm do solo.
2º - Sobre essa linha entra o trator, a cavaleiro, com roçadeira ou trincha, operando com o
implemento mais alto do chão, para triturar as plantas cortadas, sem prejudicar os pequenos
tocos de cafeeiros.
3º - Com a abertura da área, passa-se, agora, o trator normal, com a recepadeira mecanizada,
para recepar a linha vizinha, que tinha ficado sem cortar.
4º - No final, passa-se, com trator estreito, uma trincha ou roçadeira, para finalizar a trituração
dos galhos.
Como no cafezal adensado a recepa ocorre em ciclos mais curtos, os troncos são normalmente
finos, o que ocorre, ainda, pelo próprio adensamento, assim o trabalho com roçadeira ou
trincha fica bom, deixando o terreno livre, sem necessidade de retirada de material lenhoso, o
que é vantajoso, pois economiza mão de obra e, ao mesmo tempo, deixa os resíduos na área,
como adubo.
Pode-se ver uma linha de cafeeiros recepados e com plantas trituradas, no caso com roçadeira
operando mais alta do chão. Estão assinalados os troncos cortados baixos. As linhas laterais
ainda estão sem cortar.
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Detalhe do tronco cortado baixo, a cerca de 15 cm do solo e residuos rebaixados por
passagem de roçadeira.
Operação do trator, com recepadeira, para recepa das linhas de cafeeiros restantes.
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Tradição exportadora coloca Paraná como líder do País em sete produtos
Agência de Notícias do Paraná
27/10/2016
O Paraná liderou, nos primeiros nove meses do ano,
as exportações de sete produtos no País, todos do
agronegócio. O Estado é o maior exportador de óleo
de soja bruto, de óleo de soja refinado, de carne de
frango in natura, de adubos e fertilizantes, café
solúvel (foto: arquivo Abics), madeira compensada e
madeira laminada, de acordo com levantamento
realizado pelo Instituto Paranaense de
Desenvolvimento Econômico Social (Ipardes), com
dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).
“O Paraná tem tradição exportadora, graças, principalmente, ao agronegócio”, diz Julio Suzuki
Júnior, diretor presidente Ipardes. “As vendas externas têm, proporcionalmente, uma
participação maior na economia estadual do que a média no Brasil. As exportações
representam 12% da economia paranaense, contra de 9% a 10% da economia brasileira”,
explica.
De acordo com ele, a diversificação da economia do Estado nos últimos anos também gerou
boas colocações em outros produtos, com a segunda colocação nas exportações de
automóveis, tratores, máquinas de terraplanagem e perfuração e motores para veículos.
O Paraná tem uma representação maior nas exportações brasileiras do que na economia como
um todo. De janeiro a setembro, as exportações do Paraná representaram 8,5% do total
embarcado pelo País. O Estado, porém, representa cerca de 6% do Produto Interno Bruto (PIB)
brasileiro.
RANKING – De janeiro a setembro, o Estado respondeu por 35,4% das exportações de frango
in natura, com US$ 1,62 bilhão, à frente de Santa Catarina, com 21,3% (US$ 971,6 milhões) e
Rio Grande do Sul, com 17,3% (US$ 791,5 milhões).
A participação mais expressiva, no entanto, é em madeira compensada, com 70,9% (US$
248,4 milhões), à frente de Santa Catarina, com 26,6% (US$ 93,1 milhões) e Pará, com 1,3%
(US$ 4,63 milhões) do total embarcado pelo país.
Na madeira laminada, o Estado exportou US$ 8,5 milhões, o que representou 43,3% do total,
seguido por Santa Catarina, com 25,1% (US$ 4,96 milhões) e Rondônia, com 14,6% (US$ 2,89
milhões).
Em café solúvel, o Paraná somou embarques de US$ 214,4 milhões, ou 52,7% do total,
seguido por São Paulo. com 38,9% (US$ 158,54 milhões) e Espírito Santo, com 7,8% (US$
31,72 milhões).
COMPLEXO SOJA – Em óleo de soja bruto, o Estado representou 44,2% do total embarcado
pelo País, com US$ 309,9 milhões, seguido pelo Rio Grande do Sul, com 22,6% (US$ 158,6
milhões), e Mato Grosso, com 15,6% ( US$ 109,5 milhões). Os embarques de óleo de soja
refinado do Paraná somaram US$ 25,1 milhões de janeiro a setembro, 37% do total. Em
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segundo lugar ficou Mato Grosso, com 24,8%( US$ 16,8 milhões) e Goiás, com 21,8% (US$
14,8 milhões).
TODOS OS PRODUTOS – Incluindo todos os produtos, as exportações do Paraná chegaram a
US$ 11,85 bilhões nos primeiros nove meses do ano, 2,2% superiores ao mesmo período do
ano passado.
O ritmo de crescimento nos últimos meses diminuiu com o fim da safra de soja e com o efeito
do câmbio sobre as exportações. Ainda assim, o resultado do Paraná é melhor do que o do
Brasil, que registrou uma redução de 3,55% nas exportações até setembro, para US$ 139,4
milhões.
MERCADOS – Os três maiores mercados do Paraná aumentaram suas encomendas nos
primeiros nove meses do ano. A China ampliou em 10,11% as suas compras, que somaram
US$ 3,16 bilhões. A Argentina importou 30,57% mais do Paraná, com um volume acumulado
de US$ 1,07 bilhão. Os Estados Unidos, por sua vez, aumentaram 7,72%, para US$ 580,1
milhões.
As importações, impactadas pelo câmbio e a queda no consumo no mercado interno, seguiram
com queda nos primeiros nove meses do ano no Paraná. Passaram de US$ 9,86 bilhões para
US$ 8,21 bilhões, com retração de 16,7%.
Café: exportações de El Salvador têm queda de 17,3% na temporada 2015/16
Agência SAFRAS
27/10/2016
Lessandro Carvalho
As exportações de café de El Salvador chegaram a 485.046 sacas de 60
quilos na temporada 2015/16, tendo queda de 17,3% no comparativo com
a temporada anterior, quando os embarques ficaram em 586.661 sacas.
As informações partem do Conselho Salvadorenho de Café, noticiou a
Thomson Reuters. A queda nos embarques ocorre devido à prolongada
seca que atingiu regiões produtoras de El Salvador, prejudicando a produção.
Ruanda: produção de café de janeiro a agosto diminui 8% e atinge 2,91 mil toneladas
Agência Estado
27/10/2016
A produção de café em Ruanda diminuiu 8% no acumulado de janeiro a agosto deste ano, para
2.915 toneladas (48,6 mil sacas de 60 kg), por causa da falta de chuvas e da bienalidade
negativa da cultura, informou nesta quinta-feira o Conselho Nacional de Exportação Agrícola do
país. Já a receita com os embarques foi pressionada pelo recuo nos preços internacionais da
commodity e diminuiu 16% no período, para US$ 27 milhões.
Ruanda é um pequeno produtor de café, mesmo para os padrões africanos, mas cultiva
variedades de arábica de alta qualidade, que são vendidas principalmente para Estados
Unidos, Japão e Europa. Segundo fontes da indústria local, o ciclo de bienalidade negativa
pode fazer com que a safra do país fique abaixo das 20 mil toneladas (330 mil sacas) de 2015.
Fonte: Dow Jones Newswires.

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    Conselho Nacional doCafé – CNC SCN Quadra 01, Bl. “C”, Ed. Brasília Trade Center, 11º andar, sala 1.101 - CEP 70711-902 – Brasília (DF) Assessoria de Comunicação: (61) 3226-2269 / 8114-6632 E-mail: imprensa@cncafe.com.br / www.twitter.com/pauloandreck Já sobre a área plantada, a Cooperativa ainda não tem dados para a próxima safra, mas agentes do sul da Bahia tem reportado que as compras de mudas praticamente já tomaram toda capacidade de produção dos viveiristas locais. “Já para o Espírito Santo, nas áreas onde houve necessidade de lavouras serem arrancadas, devido a seca, principalmente Norte e Noroeste do estado, são áreas em que o clima não favoreceu. Vão todos aguardar para o plantio de abril”, pontua lembrando que a atenção desses produtores está todo voltada para o clima nos próximos meses. A única certeza entre os cafeicultores, até aqui, tem sido as barreiras a superar. “Nós temos um cenário de muitos desafios, porque vai depender de como o clima vai se comportar nos próximos dias. E, nós sabemos que o mercado interno de conilon tem dado sustentabilidade e suporte, mas é muito difícil falar sobre isso porque a gente sabe das dificuldades que a indústria já está passando, também”. João Galimberti afirma que não sabe em qual nível a indústria nacional vai conseguir substituir o blend do conilon pelo arábica. “É uma incógnita”. A Coopeavi lembra que para os produtores a análise ainda tem sido mais interna do que em um ambiente geral. “Temos avaliado da seguinte forma: a expectativa do produtor é de preços mais altos porque ele está olhando pra dentro da porteira. Então, faz todo sentido imaginar que os preços tendem a continuar subindo, mas é preciso observar outras variáveis”. A cotação local, na segunda-feira, dia 24, apresentava valores de conilon, girando em R$510, superiores ao arábica natural, em torno de R$500. “A produção de arábica teve uma produção boa nesta safra. Porém, como o cenário do conilon é ruim, nós acreditamos que isso vai dar uma sustentação para o arábica, que vai ter uma maior demanda no mercado interno”. Procafé: recepa mecanizada em cafeeiros adensados Fundação Procafé 27/10/2016 J.B. Matiello, engenheiro agrônomo da Fundação Procafé A recepa é um tipo de poda em cafeeiros que só deve ser usado em ultimo caso, quando não existir outra alternativa, pois promove perda de produtividade na lavoura, já que as plantas podadas demoram a recuperar sua copa. Nos cafezais no sistema adensado é comum, de tempos em tempos, visando a reabertura da lavoura e recomposição da ramagem produtiva dos cafeeiros fechados, efetuar a recepa. No entanto, ocorrem dificuldades na execução da operação dessa poda, de forma mecanizada, através do uso de recepadeira tratorizada, devido ao fechamento da lavoura e pelo pequeno espaço nas ruas do cafezal. Também fica difícil manejar os resíduos da poda. Na presente nota técnica apresenta-se uma nova maneira para facilitar o corte mecanizado na recepa das plantas adensadas, bem como o manejo dos resíduos cortados. Para demonstrar como se pode mecanizar, ao máximo, a recepa nas condições de cafezais adensados toma-se o exemplo de uma lavoura no espaçamento de 1,8 X 0,5 m, fechada e necessitando da poda.
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    Conselho Nacional doCafé – CNC SCN Quadra 01, Bl. “C”, Ed. Brasília Trade Center, 11º andar, sala 1.101 - CEP 70711-902 – Brasília (DF) Assessoria de Comunicação: (61) 3226-2269 / 8114-6632 E-mail: imprensa@cncafe.com.br / www.twitter.com/pauloandreck O procedimento a utilizar consiste em: 1º - Iniciar cortando, com motosserra, uma a cada duas linhas de cafeeiros, com corte o mais baixo possível, a cerca de 15 cm do solo. 2º - Sobre essa linha entra o trator, a cavaleiro, com roçadeira ou trincha, operando com o implemento mais alto do chão, para triturar as plantas cortadas, sem prejudicar os pequenos tocos de cafeeiros. 3º - Com a abertura da área, passa-se, agora, o trator normal, com a recepadeira mecanizada, para recepar a linha vizinha, que tinha ficado sem cortar. 4º - No final, passa-se, com trator estreito, uma trincha ou roçadeira, para finalizar a trituração dos galhos. Como no cafezal adensado a recepa ocorre em ciclos mais curtos, os troncos são normalmente finos, o que ocorre, ainda, pelo próprio adensamento, assim o trabalho com roçadeira ou trincha fica bom, deixando o terreno livre, sem necessidade de retirada de material lenhoso, o que é vantajoso, pois economiza mão de obra e, ao mesmo tempo, deixa os resíduos na área, como adubo. Pode-se ver uma linha de cafeeiros recepados e com plantas trituradas, no caso com roçadeira operando mais alta do chão. Estão assinalados os troncos cortados baixos. As linhas laterais ainda estão sem cortar.
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    Conselho Nacional doCafé – CNC SCN Quadra 01, Bl. “C”, Ed. Brasília Trade Center, 11º andar, sala 1.101 - CEP 70711-902 – Brasília (DF) Assessoria de Comunicação: (61) 3226-2269 / 8114-6632 E-mail: imprensa@cncafe.com.br / www.twitter.com/pauloandreck Detalhe do tronco cortado baixo, a cerca de 15 cm do solo e residuos rebaixados por passagem de roçadeira. Operação do trator, com recepadeira, para recepa das linhas de cafeeiros restantes.
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    Conselho Nacional doCafé – CNC SCN Quadra 01, Bl. “C”, Ed. Brasília Trade Center, 11º andar, sala 1.101 - CEP 70711-902 – Brasília (DF) Assessoria de Comunicação: (61) 3226-2269 / 8114-6632 E-mail: imprensa@cncafe.com.br / www.twitter.com/pauloandreck Tradição exportadora coloca Paraná como líder do País em sete produtos Agência de Notícias do Paraná 27/10/2016 O Paraná liderou, nos primeiros nove meses do ano, as exportações de sete produtos no País, todos do agronegócio. O Estado é o maior exportador de óleo de soja bruto, de óleo de soja refinado, de carne de frango in natura, de adubos e fertilizantes, café solúvel (foto: arquivo Abics), madeira compensada e madeira laminada, de acordo com levantamento realizado pelo Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico Social (Ipardes), com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex). “O Paraná tem tradição exportadora, graças, principalmente, ao agronegócio”, diz Julio Suzuki Júnior, diretor presidente Ipardes. “As vendas externas têm, proporcionalmente, uma participação maior na economia estadual do que a média no Brasil. As exportações representam 12% da economia paranaense, contra de 9% a 10% da economia brasileira”, explica. De acordo com ele, a diversificação da economia do Estado nos últimos anos também gerou boas colocações em outros produtos, com a segunda colocação nas exportações de automóveis, tratores, máquinas de terraplanagem e perfuração e motores para veículos. O Paraná tem uma representação maior nas exportações brasileiras do que na economia como um todo. De janeiro a setembro, as exportações do Paraná representaram 8,5% do total embarcado pelo País. O Estado, porém, representa cerca de 6% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro. RANKING – De janeiro a setembro, o Estado respondeu por 35,4% das exportações de frango in natura, com US$ 1,62 bilhão, à frente de Santa Catarina, com 21,3% (US$ 971,6 milhões) e Rio Grande do Sul, com 17,3% (US$ 791,5 milhões). A participação mais expressiva, no entanto, é em madeira compensada, com 70,9% (US$ 248,4 milhões), à frente de Santa Catarina, com 26,6% (US$ 93,1 milhões) e Pará, com 1,3% (US$ 4,63 milhões) do total embarcado pelo país. Na madeira laminada, o Estado exportou US$ 8,5 milhões, o que representou 43,3% do total, seguido por Santa Catarina, com 25,1% (US$ 4,96 milhões) e Rondônia, com 14,6% (US$ 2,89 milhões). Em café solúvel, o Paraná somou embarques de US$ 214,4 milhões, ou 52,7% do total, seguido por São Paulo. com 38,9% (US$ 158,54 milhões) e Espírito Santo, com 7,8% (US$ 31,72 milhões). COMPLEXO SOJA – Em óleo de soja bruto, o Estado representou 44,2% do total embarcado pelo País, com US$ 309,9 milhões, seguido pelo Rio Grande do Sul, com 22,6% (US$ 158,6 milhões), e Mato Grosso, com 15,6% ( US$ 109,5 milhões). Os embarques de óleo de soja refinado do Paraná somaram US$ 25,1 milhões de janeiro a setembro, 37% do total. Em
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    Conselho Nacional doCafé – CNC SCN Quadra 01, Bl. “C”, Ed. Brasília Trade Center, 11º andar, sala 1.101 - CEP 70711-902 – Brasília (DF) Assessoria de Comunicação: (61) 3226-2269 / 8114-6632 E-mail: imprensa@cncafe.com.br / www.twitter.com/pauloandreck segundo lugar ficou Mato Grosso, com 24,8%( US$ 16,8 milhões) e Goiás, com 21,8% (US$ 14,8 milhões). TODOS OS PRODUTOS – Incluindo todos os produtos, as exportações do Paraná chegaram a US$ 11,85 bilhões nos primeiros nove meses do ano, 2,2% superiores ao mesmo período do ano passado. O ritmo de crescimento nos últimos meses diminuiu com o fim da safra de soja e com o efeito do câmbio sobre as exportações. Ainda assim, o resultado do Paraná é melhor do que o do Brasil, que registrou uma redução de 3,55% nas exportações até setembro, para US$ 139,4 milhões. MERCADOS – Os três maiores mercados do Paraná aumentaram suas encomendas nos primeiros nove meses do ano. A China ampliou em 10,11% as suas compras, que somaram US$ 3,16 bilhões. A Argentina importou 30,57% mais do Paraná, com um volume acumulado de US$ 1,07 bilhão. Os Estados Unidos, por sua vez, aumentaram 7,72%, para US$ 580,1 milhões. As importações, impactadas pelo câmbio e a queda no consumo no mercado interno, seguiram com queda nos primeiros nove meses do ano no Paraná. Passaram de US$ 9,86 bilhões para US$ 8,21 bilhões, com retração de 16,7%. Café: exportações de El Salvador têm queda de 17,3% na temporada 2015/16 Agência SAFRAS 27/10/2016 Lessandro Carvalho As exportações de café de El Salvador chegaram a 485.046 sacas de 60 quilos na temporada 2015/16, tendo queda de 17,3% no comparativo com a temporada anterior, quando os embarques ficaram em 586.661 sacas. As informações partem do Conselho Salvadorenho de Café, noticiou a Thomson Reuters. A queda nos embarques ocorre devido à prolongada seca que atingiu regiões produtoras de El Salvador, prejudicando a produção. Ruanda: produção de café de janeiro a agosto diminui 8% e atinge 2,91 mil toneladas Agência Estado 27/10/2016 A produção de café em Ruanda diminuiu 8% no acumulado de janeiro a agosto deste ano, para 2.915 toneladas (48,6 mil sacas de 60 kg), por causa da falta de chuvas e da bienalidade negativa da cultura, informou nesta quinta-feira o Conselho Nacional de Exportação Agrícola do país. Já a receita com os embarques foi pressionada pelo recuo nos preços internacionais da commodity e diminuiu 16% no período, para US$ 27 milhões. Ruanda é um pequeno produtor de café, mesmo para os padrões africanos, mas cultiva variedades de arábica de alta qualidade, que são vendidas principalmente para Estados Unidos, Japão e Europa. Segundo fontes da indústria local, o ciclo de bienalidade negativa pode fazer com que a safra do país fique abaixo das 20 mil toneladas (330 mil sacas) de 2015. Fonte: Dow Jones Newswires.