Conselho Nacional do Café – CNC
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CLIPPING – 25/07/2017
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Governo cria grupo para estudar longevidade do Funcafé
Canal Rural
25/07/2017
Diferentemente dos produtores de outras culturas, os cafeicultores contam com recursos
exclusivos para financiamento da safra. O dinheiro vem do chamado Funcafé (Fundo de
Defesa da Economia Cafeeira), que existe desde 1986. Naquela época, o fundo foi abastecido
com recursos de um tributo que incidia sobre a exportação do grão e com a venda de estoques
públicos e privados de café. Mas, desde 2005, ele se sustenta apenas com a cobrança de juros
aplicados nos empréstimos aos produtores. O Ministério da Agricultura afirma que o formato é
sustentável.
“Se nós tomarmos em 2010 o fundo em relação a hoje, nós tivemos um crescimento de quase
70%, porque há uma apropriação do diferencial da taxa de juros e a remuneração ao agente
financeiro. Além disso, enquanto não são entregues ao produtor, os recursos repassados aos
bancos são rentabilizados na Selic. Portanto concede ao fundo uma capacidade de se
alavancar por ele mesmo”, diz Silvio Farnese, diretor do Departamento de Café, Cana-de-
Açúcar e Agroenergia do Ministério da Agricultura.
Mesmo assim, existe a preocupação de que o Funcafé deixe de existir caso as taxas de juros
caiam muito nas próximas safras. Por isso, a pedido do setor produtivo, o Ministério da
Agricultura criou um grupo de trabalho que vai estudar quais são os caminhos para manter o
fundo funcionando nos próximos anos. Os resultados do levantamento devem ser
apresentados em outubro.
“Tem vários recursos. Pode vir dinheiro público, quem sabe alguma sugestão nesse sentido se
tiver trânsito na área fazendária ou no crédito rural. É preciso estabelecer alguns parâmetros
para o café dentro do Funcafé, para fortalecê-lo, mas nós não temos ainda ideia do que fazer”,
afirma Farnese.
Nesta safra, o valor ofertado para custeio, estocagem, comercialização e capital de giro é de
R$ 4,9 bilhões, 5,6% a mais do que o disponibilizado na temporada passada. As taxas de juros
variam entre 8,5% e 11,25% ao ano. Segundo o presidente do Conselho Nacional do Café, a
principal vantagem é o acesso ao crédito.
“Ele é mais fácil de ser aplicado. Ele é mais ágil. Ele tem acesso,
principalmente, para os pequenos produtores. Isso facilita,
efetivamente, antecipar uma política de sustentação de preços
também. Aquele café que nós colhemos em três, quatro meses, nós
queremos colocar no mercado ao longo de 12 meses. Com esse
período, precisávamos, então, de um suporte pra financiar esse café
na mão do produtor. Essa é uma das missões do Funcafé, afirma
Silas Brasileiro, presidente do CNC (Conselho Nacional do Café).
Para acessar os recursos, o produtor pode procurar bancos ou
cooperativas que repassam valores do fundo. “As operações são
bancárias. O Funcafé só repassa dinheiro aos agentes financeiros.
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Nós hoje temos 34 agentes financeiros, sete deles são novos, o que mostra o interesse do
próprio setor bancário em aplicar recursos do fundo”, diz Brasileiro.
“Nós temos aplicado todo o recurso que é disponibilizado no orçamento. Às vezes algumas
críticas que surgem são de produtores que não teriam crédito em nenhum estabelecimento
bancário. Então, quando alguém fala que procurou recursos do Funcafé e não conseguiu,
normalmente não teria no Banco do Brasil, Bradesco ou Itaú”, completa o presidente do CNC.
A indústria também é beneficiada pelo Funcafé, já que há linhas de capital de giro específicas
para financiar indústrias de torrefação e café solúvel.
Colheita de café dos cooperados da Cooxupé avança para 67,45%
P1 / Ascom CNC
25/07/2017
Os trabalhos de colheita dos cooperados
da Cooperativa Regional de Cafeicultores
em Guaxupé (Cooxupé) atingiram
67,45% do total esperado na safra 2017,
o que implica uma evolução em relação à
colheita nesta mesma época do ano
passado, que atingira 59,46%.
A área de atuação com a colheita dos cooperados da Cooxupé mais avançada é o Sul de
Minas, onde os trabalhos chegaram a 67,72%. No Cerrado Mineiro, o percentual alcançado é
de 67,09 pontos, enquanto, em São Paulo, foram colhidos 66,56% do total previsto.
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Colheita de café chegou a até 75% no cerrado de Minas Gerais
Agência SAFRAS
25/07/2017
Lessandro Carvalho
A colheita de café da safra nova 2017/18 no cerrado mineiro
alcançou a faixa de 70% a 75% do total na semana passada
(21/07). A avaliação é do presidente da Federação dos
Cafeicultores do Cerrado, Francisco Sérgio de Assis. Na semana
anterior, a colheita estava em cerca de 50% a 55%.
A Companhia Nacional do Abastecimento (Conab) estima a
produção do cerrado mineiro de café este ano em 4,542 milhões de
sacas de 60 quilos, com diminuição de 38,6% contra o ano anterior,
quando a Conab aponta que foram colhidas 7,401 milhões de
sacas. Mas Francisco Sérgio indica que haverá ainda uma quebra
de 10% a 12% em relação a esta estimativa, o que jogaria a safra
da região para baixo, em torno de 4,0 a 4,1 milhões de sacas. A safra está apresentando
quebra no rendimento, com alta catação, em média 22%.
Francisco Sérgio indica que houve falta de chuvas em fevereiro e março, especialmente, com
altas temperaturas, prejudicando a produção. O cerrado mineiro não teve maiores problemas
com o frio dessa última massa de ar polar, com as temperaturas ficando entre 12 e 26 graus,
afirma.
Dulcerrado: Edição do Produtor de julho destaca o trabalho das mulheres na cafeicultura
Ascom Expocaccer
25/07/2017
No dia 19 de julho, a Dulcerrado
Cafés Especiais do Produtor lançou
nova edição, tendo como
protagonista, o café da produtora
Virginia Helena Crivelenti Ferrero
dos Santos.
O lançamento teve início com a
apresentação do documentário, o
qual relatou a história da produtora
e de sua família na cafeicultura,
história que inicia-se em 1910,
quando seus antecessores
migraram da Itália para a região da
Mogiana, na cidade de Altinópolis, em São Paulo, para se dedicarem ao café e, assim,
disseminaram a cultura em diversos cinturões produtores.
Dentista de formação, Virgínia, em 1999, rendeu-se aos encantos do café e, desde então, suas
atividades estão voltadas para o Grupo Famiglia Ferrero, somando forças com o seu irmão
Wagner.
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“Fiquei muito feliz de ser homenageada e de ver o café do grupo sendo reconhecido. É um
trabalho em conjunto da família, na qual tenho muito orgulho de fazer parte. Atualmente atuo
na área administrativa e meu irmão Wagner Ferrero, que é o responsável pela qualidade dos
cafés, mas fico muito feliz em ver todo o nosso trabalho sendo reconhecido pela Cafeteria
Dulcerado”, comenta a produtora.
Destaque feminino
Para Virginia é um orgulho representar as mulheres que atuam na cafeicultura incenivando e
promovendo a coragem em outras mulheres para entrar nesse universo, que também é
feminino.
“Fico satisfeita de estar inserida no grupo de mulheres da cafeicultura e fico extremamente
orgulhosa de saber que tenho outras companheiras que já estão nesse mercado, outras que
estão entrando e hoje posso representá-las”, destaca Virgínia.
Poliana Gonçalves, gestora da Cafeteria destaca a participação do grupo Famiglia Ferrero
quando o assunto é café de qualidade: “É uma família que já vem sendo homenageada com
outras edições do produtor e o principal motivo dessa escolha, é a qualidade do trabalho que
eles vem desenvolvendo. Além desse reconhecimento, eles vem conquistando diversos
prêmios de qualidade”, destaca ao referenciar as premiações e as excelentes classificações em
concursos de qualidade de café e também de sustentabilidade, com destaque para a primeira
colocação na categoria Cereja Descascado no IV Prêmio Região do Cerrado Mineiro.
O café e sua harmonização
Poliana Gonçalves fala sobre o café da produtora que será servido pelo período de um mês na
Dulcerrado: O café dessa edição não é diferente das demais, ele apresenta nuances bastantes
exóticas, voltadas para o aspectos cítricos que, surpreendentemente, combinam e harmonizam
muito bem com chocolate”.
Produzido na Fazenda Caixetas, na microrregião do Pântano, o café da variedade Mundo Novo
promete agradar os apreciadores de café. "É mais uma edição do produtor que vai surpreender
o paladar dos clientes da Cafeteria Dulcerrado e também vai apresentar a diversidade de cafés
existentes nas microrregiões do Cerrado Mineiro. O café da Virginia será exposto na
Dulcerrado durante o período de um mês e será servido nas versões espresso e filtrado, e
aproveito para convidar a todos para experimentar esse delicioso café”.
Mais sobre o lançamento Edição do Produtor de julho pode ser conferido no endereço
eletrônico: www.facebook.com.br/dulcerradocafesespeciaisdoprodutor.
Vamos ouvir sobre café?
Blog do HAVE A COFFEE
25/07/2017
Por Eduardo Frota / fotos: Pedro Hummel
Prepare uma xícara do seu grão favorito, separe os fones de ouvido e deixe livre alguns
megabytes no seu computador, tablet ou celular. A novidade é bem bacana: o país que é o
maior produtor de café do mundo agora tem o primeiro podcast exclusivamente sobre o
assunto – o COFFEA!
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Para quem não conhece o termo, a gente explica. Podcast é uma conversa gravada em
formato de arquivo de áudio, que pode ser baixado e ouvido em qualquer dispositivo com
acesso a internet, a qualquer momento. Em outros países, como o maior comprador de café do
mundo, os Estados Unidos, os podcasts já foram adotados como uma importante fonte de
informação e conteúdo.
COFFEA no bule
Quem está por trás da empreitada é a jornalista Kelly
Stein, uma apaixonada por café que assina matérias
especiais para grandes revistas do Brasil e do
mundo, como a Espresso, a STIR Tea&Coffee e a
Barista Magazine. Foi ela quem, anos atrás, editou o
blog Mexido de Ideias, tornando-o uma referência
gastronômica na internet. Foi lá, inclusive, que Kelly
começou a se aprofundar no mundo do café.
– “Costumo dizer que foi o café que me escolheu, e
não o contrário. Fui estudar fora do país e quando voltei sabia que queria escrever sobre
gastronomia. Fui chamada por uma agência digital para produzir conteúdo para uma marca de
café, mesmo não estando, na época, familiarizada com o assunto. Inclusive, pensava que
estaria sem emprego em pouco tempo, já que não imaginava que houvesse tanto assunto pra
pauta” – brinca Kelly.
A ideia era que o público acompanhasse as descobertas a cada texto. Deu certo: pouco tempo
depois, o blog se transformou em um sucesso na web. Não demorou muito, o conteúdo ganhou
novos suportes, como um canal no YouTube com milhares de assinantes.
A relação de Kelly com o Mexido de Ideias durou três intensos anos. Foi quando ela decidiu
que estava na hora de ter um espaço próprio para falar sobre café. Inicialmente, montou um
plano de negócios para criar uma revista, mas percebeu que o projeto era inviável. Tudo
mudou quando alguns amigos a convidaram para participar de um famoso podcast.
Amadurecendo a ideia do COFFEA – Kelly foi falar sobre café em uma edição do Ultra Geek
– um divertido programa da Rede Geek que abrange temas do universo nerd, com pautas
sobre ciências, entretenimento, tecnologia e cultura pop. A participação dela foi tão bacana,
que rendeu uma segunda gravação, bastante elogiada pelo público. Estava ali a centelha que
faltava para criar algo diferente.
Nascia a ideia do COFFEA – o primeiro podcast brasileiro sobre café, com matérias da porteira
para dentro e da porteira para fora, como a própria Kelly define. Ou seja, assuntos relevantes
para toda a cadeia produtiva que envolve o café: do produtor ao consumidor, passando por
baristas e especialistas. Ciência, produção, tecnologia, comportamento, história, consumo e
novidades estão na pauta dos programas, publicados a cada duas semanas e apresentados
em dois idiomas, português e inglês, com temas diferentes para cada um, uma vez que o
interesse nacional é diferente do internacional.
– “Resolvi fazer episódios em inglês porque sempre que viajo para fora do país percebo o
interesse que o café brasileiro desperta no público. Além disso, há muita desinformação sobre
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a produção nacional. Assisti a algumas palestras internacionais que apresentavam dados
inconsistentes e conteúdos equivocados sobre o nosso café.” – explica Kelly.
Uma colheita coletiva dos frutos
Assim como o bom café, o COFFEA
começa a amadurecer e a ganhar
corpo. Trata-se de um modelo de
negócio ousado. Nele, foi investido
muito trabalho. Por trás do programa
há toda uma rede de colaboradores,
que vão desde a consultoria de
identidade sonora prestada pela Rede
Geek, até a conceituação visual criada
pelo estúdio Siamo, que bolou a
fantástica logo na qual um grão de café
se transforma em microfone.
Como se trata de jornalismo independente, o COFFEA está aberto ao financiamento de um
conteúdo de qualidade feito pelos próprios ouvintes – ou seja, quem ajuda a manter os custos
de produção dos episódios somos todos nós, apaixonados por café. Quem curtir o trabalho
jornalístico desenvolvido por Kelly pode contribuir com o equivalente a um espresso por mês –
uma sacada bem bacana para viabilizar o negócio.
De ouvidos bem abertos
Criar um podcast sobre café tem dois desafios: em
primeiro lugar, acostumar o público brasileiro com o
formato; depois, fazer com que o programa também
seja ouvido na zona rural. Por isso, Kelly faz questão
de viajar pelas fazendas produtoras ensinando como
fazer para baixar e ouvir os episódios em diferentes
aparelhos eletrônicos.
O local onde você está lendo esta matéria tem
conexão com a internet? Então aproveite e passe lá no COFFEA. Para ouvir o conteúdo já
disponível, além de saber como colaborar com o financiamento dos próximos programas, basta
acessar
Conheça: www.portalcoffea.com (acesse e ouça os áudios)
Produtores de café recebem os primeiros certificados internacionais do IMA e UTZ
Agência Minas
25/07/2017
Os primeiros produtores de café certificados pelo Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA) e pela
organização holandesa UTZ receberam nesta segunda-feira (24/7) os certificados emitidos
pelas duas entidades. A entrega ocorreu em Poços de Caldas em evento que reuniu
produtores rurais, autoridades e lideranças do agronegócio. Até o momento o IMA e UTZ já
certificaram 31 produtores e outros estão em fase de adequação às normas para requerer a
mesma certificação.
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O certificado recebido pelos produtores é resultado de uma parceria entre o Programa Certifica
Minas Café (CMC) e a UTZ, uma das maiores organizações de certificação do mundo. A
logomarca da UTZ está presente em mais de 13 mil marcas de produtos em 130 países. O
número de certificações UTZ em 2016 foi suficiente, por exemplo, para a produção de 38
bilhões de xícaras de café, 3 bilhões de xícaras de chá e 15 bilhões de barras de chocolate.
Para conceder o seu selo, a UTZ reconheceu a equivalência entre a sua certificação e aquela
realizada pelo Programa Certifica Minas Café (CMC), iniciativa do Governo de Minas. A posse
desse certificado concede aos cafeicultores um novo e importante valor agregado que confere
à sua produção maior competitividade e acesso aos mercados nacional e internacional,
inclusive possibilitando melhores preços para o seu produto.
Essa certificação da UTZ é gratuita. Se fosse fazer por uma empresa privada cada produtor
gastaria, em média, 5 mil reais. Os produtores certificados até o momento respondem por uma
área produtiva de cerca de 7 mil hectares de café.
Sustentabilidade
Para receber o certificado os produtores passaram por auditoria realizada pelo Instituto Mineiro
de Agropecuária (IMA) e cumpriram 28 itens obrigatórios em cinco áreas: lavoura,
rastreabilidade, responsabilidade ambiental e social, capacitação e gestão da propriedade.
É necessário também que o produtor obtenha uma pontuação mínima de 80 pontos no
cumprimento da norma de certificação.
Entre as normas obrigatórias se incluem a exigência de condição sanitária comprovada dos
viveiros comerciais de café existentes na propriedade, o não desmatamento na área, o
tratamento de resíduos poluentes de atividades agroindustriais, a proibição do uso de mão de
obra infantil e a outorga da água usada na irrigação.
O diretor-geral do IMA Marcílio de Sousa Magalhães ressaltou a importância do certificado
como uma oportunidade não apenas de melhorar o produto, mas a gestão da propriedade, uma
vez que no processo de certificação o produtor assume uma nova visão de como gerir a sua
produção não somente pelo aspecto mercadológico e de sustentabilidade, mas também de
administração.
O secretário de Estado Adjunto da Agricultura de Minas, Amarildo Kalil, ressaltou a importância
da parceria entre a Seapa , responsável pela implementação do Certifica Minas Café, o IMA e a
Emater-MG, cujos extensionistas dão o apoio e a orientação necessários para os produtores no
processo de adequação da sua propriedade às normas e requisitos exigidos pela certificação.
Menos agrotóxico
O produtor Luiz Fernando Ribeiro de Lima, do município de Areado, considera que além de
agregar valor ao produto, “a certificação dará uma visão mais consciente do mercado
internacional, que exige um produto cada vez mais natural, com menos aplicação de
agrotóxicos e, por consequência, um café mais sustentável, preservando o meio ambiente.
Nós, como pequenos produtores, passamos a ser mais reconhecidos lá fora e, por meio do
IMA, recebemos este incentivo” , disse.
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Para Manuel Barbosa Junqueira, produtor em Poços de Caldas e primeiro cafeicultor a se
inscrever no programa, “o certificado vai melhorar os procedimentos da produção diária e na
organização e administração da fazenda. Com isso, vamos agregar mais valor ao nosso
produto, com mais competitividade no mercado e acesso mais fácil ao comércio”.
Como participar
Para ingressar no Programa Certifica Minas Café e UTZ é necessário que o interessado
procure inicialmente uma unidade da Emater-MG para obter as informações e iniciar o
processo de adequação da sua propriedade visando a certificação. Após a adequação, esse
produtor é indicado ao IMA para ser auditado.
Informações completas também pode ser obtidas no site www.ima.mg.gov.br.
Certifica Minas Café
O Programa Certifica Minas Café tem como principal foco as boas práticas de produção e a
responsabilidade socioambiental na produção de café e certificou 1230 propriedades cafeeiras
em 2016. É coordenado pela Secretaria de Agricultura de Minas (Seapa) e executado pelo IMA
e Emater-MG.
O IMA é o Organismo de Certificação do Programa. Realiza as auditorias de conformidade nas
propriedades cafeeiras, emite certificados e autorizações para o uso do selo do Programa
CMC. É através da auditoria do IMA que a certificação se consolida, dando aos produtores a
possibilidade de diferenciar seus produtos.
A Emater-MG realiza a assistência técnica direta aos produtores, auxiliando-os na forma
correta de realizar os registros de rastreabilidade e as adequações técnicas e estruturais para
conseguirem cumprir as normas de certificação do CMC.
A Seapa articula ações junto aos entes federados e demais instâncias de Governo, visando à
execução do CMC e dá apoio logístico à execução dos objetivos da certificação.
Índia: exportação de café da Índia deve recuar 20% neste ano
Agência Estado
25/07/2017
As exportações de café da Índia devem recuar até 20% neste ano para 220,67 mil toneladas
(3,67 milhões de sacas de 60 kg), influenciadas pelo recuo nos preços internacionais, que tem
levado os compradores a buscarem o grão em outros países a cotações mais baixas.
Tal recuo, segundo o chefe da Associação de Exportações de Café da Índia, Ramesh Rajah,
"vai se intensificar nos próximos meses".
A Índia, sexto maior produtor de café do mundo, exporta principalmente para a Itália, Alemanha
e Bélgica. O país produz e exporta as duas variedades, arábica e robusta, além de exportar
também café instantâneo. Fonte: Dow Jones Newswires.
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Uganda: embarque de café avança 62% em junho na comparação anual
Agência Estado
25/07/2017
As exportações de café da Uganda avançaram 62% em junho na comparação com o mesmo
mês do ano passado, para 430,6 mil sacas de 60 kg, alcançando o maior nível em um único
mês durante a atual safra. Ante o mês anterior, as exportações avançaram 3%, segundo dados
da Autoridade de Desenvolvimento de Café do país, divulgados nesta terça-feira.
O melhor desempenho, segundo o governo, reflete as chuvas favoráveis em regiões produtoras
e plantações maduras. O país é o maior exportador de café da África.
Este foi o oitavo aumento mensal consecutivo. No acumulado da temporada 2016/17, que
começou em outubro, as exportações atingiram 3,43 milhões de sacas, um incremento de 36%
na comparação com 2,53 milhões de sacas reportadas em igual período do ano safra anterior.
O valor total acumulado das exportações avançou 66%, para US$ 401 milhões. O café é o
principal produto de exportação do país.
Uganda produz principalmente a variedade robusta, amplamente utilizada na fabricação de
cafés instantâneos e expressos. Na atual temporada, as exportações do país podem superar a
estimativa de 3,8 milhões de sacas. Fonte: Dow Jones Newswires.

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    Conselho Nacional doCafé – CNC SCN Quadra 01, Bl. “C”, Ed. Brasília Trade Center, 11º andar, sala 1.101 - CEP 70711-902 – Brasília (DF) Assessoria de Comunicação: (61) 3226-2269 / 8114-6632 E-mail: imprensa@cncafe.com.br / www.twitter.com/pauloandreck Nós hoje temos 34 agentes financeiros, sete deles são novos, o que mostra o interesse do próprio setor bancário em aplicar recursos do fundo”, diz Brasileiro. “Nós temos aplicado todo o recurso que é disponibilizado no orçamento. Às vezes algumas críticas que surgem são de produtores que não teriam crédito em nenhum estabelecimento bancário. Então, quando alguém fala que procurou recursos do Funcafé e não conseguiu, normalmente não teria no Banco do Brasil, Bradesco ou Itaú”, completa o presidente do CNC. A indústria também é beneficiada pelo Funcafé, já que há linhas de capital de giro específicas para financiar indústrias de torrefação e café solúvel. Colheita de café dos cooperados da Cooxupé avança para 67,45% P1 / Ascom CNC 25/07/2017 Os trabalhos de colheita dos cooperados da Cooperativa Regional de Cafeicultores em Guaxupé (Cooxupé) atingiram 67,45% do total esperado na safra 2017, o que implica uma evolução em relação à colheita nesta mesma época do ano passado, que atingira 59,46%. A área de atuação com a colheita dos cooperados da Cooxupé mais avançada é o Sul de Minas, onde os trabalhos chegaram a 67,72%. No Cerrado Mineiro, o percentual alcançado é de 67,09 pontos, enquanto, em São Paulo, foram colhidos 66,56% do total previsto.
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    Conselho Nacional doCafé – CNC SCN Quadra 01, Bl. “C”, Ed. Brasília Trade Center, 11º andar, sala 1.101 - CEP 70711-902 – Brasília (DF) Assessoria de Comunicação: (61) 3226-2269 / 8114-6632 E-mail: imprensa@cncafe.com.br / www.twitter.com/pauloandreck Colheita de café chegou a até 75% no cerrado de Minas Gerais Agência SAFRAS 25/07/2017 Lessandro Carvalho A colheita de café da safra nova 2017/18 no cerrado mineiro alcançou a faixa de 70% a 75% do total na semana passada (21/07). A avaliação é do presidente da Federação dos Cafeicultores do Cerrado, Francisco Sérgio de Assis. Na semana anterior, a colheita estava em cerca de 50% a 55%. A Companhia Nacional do Abastecimento (Conab) estima a produção do cerrado mineiro de café este ano em 4,542 milhões de sacas de 60 quilos, com diminuição de 38,6% contra o ano anterior, quando a Conab aponta que foram colhidas 7,401 milhões de sacas. Mas Francisco Sérgio indica que haverá ainda uma quebra de 10% a 12% em relação a esta estimativa, o que jogaria a safra da região para baixo, em torno de 4,0 a 4,1 milhões de sacas. A safra está apresentando quebra no rendimento, com alta catação, em média 22%. Francisco Sérgio indica que houve falta de chuvas em fevereiro e março, especialmente, com altas temperaturas, prejudicando a produção. O cerrado mineiro não teve maiores problemas com o frio dessa última massa de ar polar, com as temperaturas ficando entre 12 e 26 graus, afirma. Dulcerrado: Edição do Produtor de julho destaca o trabalho das mulheres na cafeicultura Ascom Expocaccer 25/07/2017 No dia 19 de julho, a Dulcerrado Cafés Especiais do Produtor lançou nova edição, tendo como protagonista, o café da produtora Virginia Helena Crivelenti Ferrero dos Santos. O lançamento teve início com a apresentação do documentário, o qual relatou a história da produtora e de sua família na cafeicultura, história que inicia-se em 1910, quando seus antecessores migraram da Itália para a região da Mogiana, na cidade de Altinópolis, em São Paulo, para se dedicarem ao café e, assim, disseminaram a cultura em diversos cinturões produtores. Dentista de formação, Virgínia, em 1999, rendeu-se aos encantos do café e, desde então, suas atividades estão voltadas para o Grupo Famiglia Ferrero, somando forças com o seu irmão Wagner.
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    Conselho Nacional doCafé – CNC SCN Quadra 01, Bl. “C”, Ed. Brasília Trade Center, 11º andar, sala 1.101 - CEP 70711-902 – Brasília (DF) Assessoria de Comunicação: (61) 3226-2269 / 8114-6632 E-mail: imprensa@cncafe.com.br / www.twitter.com/pauloandreck “Fiquei muito feliz de ser homenageada e de ver o café do grupo sendo reconhecido. É um trabalho em conjunto da família, na qual tenho muito orgulho de fazer parte. Atualmente atuo na área administrativa e meu irmão Wagner Ferrero, que é o responsável pela qualidade dos cafés, mas fico muito feliz em ver todo o nosso trabalho sendo reconhecido pela Cafeteria Dulcerado”, comenta a produtora. Destaque feminino Para Virginia é um orgulho representar as mulheres que atuam na cafeicultura incenivando e promovendo a coragem em outras mulheres para entrar nesse universo, que também é feminino. “Fico satisfeita de estar inserida no grupo de mulheres da cafeicultura e fico extremamente orgulhosa de saber que tenho outras companheiras que já estão nesse mercado, outras que estão entrando e hoje posso representá-las”, destaca Virgínia. Poliana Gonçalves, gestora da Cafeteria destaca a participação do grupo Famiglia Ferrero quando o assunto é café de qualidade: “É uma família que já vem sendo homenageada com outras edições do produtor e o principal motivo dessa escolha, é a qualidade do trabalho que eles vem desenvolvendo. Além desse reconhecimento, eles vem conquistando diversos prêmios de qualidade”, destaca ao referenciar as premiações e as excelentes classificações em concursos de qualidade de café e também de sustentabilidade, com destaque para a primeira colocação na categoria Cereja Descascado no IV Prêmio Região do Cerrado Mineiro. O café e sua harmonização Poliana Gonçalves fala sobre o café da produtora que será servido pelo período de um mês na Dulcerrado: O café dessa edição não é diferente das demais, ele apresenta nuances bastantes exóticas, voltadas para o aspectos cítricos que, surpreendentemente, combinam e harmonizam muito bem com chocolate”. Produzido na Fazenda Caixetas, na microrregião do Pântano, o café da variedade Mundo Novo promete agradar os apreciadores de café. "É mais uma edição do produtor que vai surpreender o paladar dos clientes da Cafeteria Dulcerrado e também vai apresentar a diversidade de cafés existentes nas microrregiões do Cerrado Mineiro. O café da Virginia será exposto na Dulcerrado durante o período de um mês e será servido nas versões espresso e filtrado, e aproveito para convidar a todos para experimentar esse delicioso café”. Mais sobre o lançamento Edição do Produtor de julho pode ser conferido no endereço eletrônico: www.facebook.com.br/dulcerradocafesespeciaisdoprodutor. Vamos ouvir sobre café? Blog do HAVE A COFFEE 25/07/2017 Por Eduardo Frota / fotos: Pedro Hummel Prepare uma xícara do seu grão favorito, separe os fones de ouvido e deixe livre alguns megabytes no seu computador, tablet ou celular. A novidade é bem bacana: o país que é o maior produtor de café do mundo agora tem o primeiro podcast exclusivamente sobre o assunto – o COFFEA!
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    Conselho Nacional doCafé – CNC SCN Quadra 01, Bl. “C”, Ed. Brasília Trade Center, 11º andar, sala 1.101 - CEP 70711-902 – Brasília (DF) Assessoria de Comunicação: (61) 3226-2269 / 8114-6632 E-mail: imprensa@cncafe.com.br / www.twitter.com/pauloandreck Para quem não conhece o termo, a gente explica. Podcast é uma conversa gravada em formato de arquivo de áudio, que pode ser baixado e ouvido em qualquer dispositivo com acesso a internet, a qualquer momento. Em outros países, como o maior comprador de café do mundo, os Estados Unidos, os podcasts já foram adotados como uma importante fonte de informação e conteúdo. COFFEA no bule Quem está por trás da empreitada é a jornalista Kelly Stein, uma apaixonada por café que assina matérias especiais para grandes revistas do Brasil e do mundo, como a Espresso, a STIR Tea&Coffee e a Barista Magazine. Foi ela quem, anos atrás, editou o blog Mexido de Ideias, tornando-o uma referência gastronômica na internet. Foi lá, inclusive, que Kelly começou a se aprofundar no mundo do café. – “Costumo dizer que foi o café que me escolheu, e não o contrário. Fui estudar fora do país e quando voltei sabia que queria escrever sobre gastronomia. Fui chamada por uma agência digital para produzir conteúdo para uma marca de café, mesmo não estando, na época, familiarizada com o assunto. Inclusive, pensava que estaria sem emprego em pouco tempo, já que não imaginava que houvesse tanto assunto pra pauta” – brinca Kelly. A ideia era que o público acompanhasse as descobertas a cada texto. Deu certo: pouco tempo depois, o blog se transformou em um sucesso na web. Não demorou muito, o conteúdo ganhou novos suportes, como um canal no YouTube com milhares de assinantes. A relação de Kelly com o Mexido de Ideias durou três intensos anos. Foi quando ela decidiu que estava na hora de ter um espaço próprio para falar sobre café. Inicialmente, montou um plano de negócios para criar uma revista, mas percebeu que o projeto era inviável. Tudo mudou quando alguns amigos a convidaram para participar de um famoso podcast. Amadurecendo a ideia do COFFEA – Kelly foi falar sobre café em uma edição do Ultra Geek – um divertido programa da Rede Geek que abrange temas do universo nerd, com pautas sobre ciências, entretenimento, tecnologia e cultura pop. A participação dela foi tão bacana, que rendeu uma segunda gravação, bastante elogiada pelo público. Estava ali a centelha que faltava para criar algo diferente. Nascia a ideia do COFFEA – o primeiro podcast brasileiro sobre café, com matérias da porteira para dentro e da porteira para fora, como a própria Kelly define. Ou seja, assuntos relevantes para toda a cadeia produtiva que envolve o café: do produtor ao consumidor, passando por baristas e especialistas. Ciência, produção, tecnologia, comportamento, história, consumo e novidades estão na pauta dos programas, publicados a cada duas semanas e apresentados em dois idiomas, português e inglês, com temas diferentes para cada um, uma vez que o interesse nacional é diferente do internacional. – “Resolvi fazer episódios em inglês porque sempre que viajo para fora do país percebo o interesse que o café brasileiro desperta no público. Além disso, há muita desinformação sobre
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    Conselho Nacional doCafé – CNC SCN Quadra 01, Bl. “C”, Ed. Brasília Trade Center, 11º andar, sala 1.101 - CEP 70711-902 – Brasília (DF) Assessoria de Comunicação: (61) 3226-2269 / 8114-6632 E-mail: imprensa@cncafe.com.br / www.twitter.com/pauloandreck a produção nacional. Assisti a algumas palestras internacionais que apresentavam dados inconsistentes e conteúdos equivocados sobre o nosso café.” – explica Kelly. Uma colheita coletiva dos frutos Assim como o bom café, o COFFEA começa a amadurecer e a ganhar corpo. Trata-se de um modelo de negócio ousado. Nele, foi investido muito trabalho. Por trás do programa há toda uma rede de colaboradores, que vão desde a consultoria de identidade sonora prestada pela Rede Geek, até a conceituação visual criada pelo estúdio Siamo, que bolou a fantástica logo na qual um grão de café se transforma em microfone. Como se trata de jornalismo independente, o COFFEA está aberto ao financiamento de um conteúdo de qualidade feito pelos próprios ouvintes – ou seja, quem ajuda a manter os custos de produção dos episódios somos todos nós, apaixonados por café. Quem curtir o trabalho jornalístico desenvolvido por Kelly pode contribuir com o equivalente a um espresso por mês – uma sacada bem bacana para viabilizar o negócio. De ouvidos bem abertos Criar um podcast sobre café tem dois desafios: em primeiro lugar, acostumar o público brasileiro com o formato; depois, fazer com que o programa também seja ouvido na zona rural. Por isso, Kelly faz questão de viajar pelas fazendas produtoras ensinando como fazer para baixar e ouvir os episódios em diferentes aparelhos eletrônicos. O local onde você está lendo esta matéria tem conexão com a internet? Então aproveite e passe lá no COFFEA. Para ouvir o conteúdo já disponível, além de saber como colaborar com o financiamento dos próximos programas, basta acessar Conheça: www.portalcoffea.com (acesse e ouça os áudios) Produtores de café recebem os primeiros certificados internacionais do IMA e UTZ Agência Minas 25/07/2017 Os primeiros produtores de café certificados pelo Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA) e pela organização holandesa UTZ receberam nesta segunda-feira (24/7) os certificados emitidos pelas duas entidades. A entrega ocorreu em Poços de Caldas em evento que reuniu produtores rurais, autoridades e lideranças do agronegócio. Até o momento o IMA e UTZ já certificaram 31 produtores e outros estão em fase de adequação às normas para requerer a mesma certificação.
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    Conselho Nacional doCafé – CNC SCN Quadra 01, Bl. “C”, Ed. Brasília Trade Center, 11º andar, sala 1.101 - CEP 70711-902 – Brasília (DF) Assessoria de Comunicação: (61) 3226-2269 / 8114-6632 E-mail: imprensa@cncafe.com.br / www.twitter.com/pauloandreck O certificado recebido pelos produtores é resultado de uma parceria entre o Programa Certifica Minas Café (CMC) e a UTZ, uma das maiores organizações de certificação do mundo. A logomarca da UTZ está presente em mais de 13 mil marcas de produtos em 130 países. O número de certificações UTZ em 2016 foi suficiente, por exemplo, para a produção de 38 bilhões de xícaras de café, 3 bilhões de xícaras de chá e 15 bilhões de barras de chocolate. Para conceder o seu selo, a UTZ reconheceu a equivalência entre a sua certificação e aquela realizada pelo Programa Certifica Minas Café (CMC), iniciativa do Governo de Minas. A posse desse certificado concede aos cafeicultores um novo e importante valor agregado que confere à sua produção maior competitividade e acesso aos mercados nacional e internacional, inclusive possibilitando melhores preços para o seu produto. Essa certificação da UTZ é gratuita. Se fosse fazer por uma empresa privada cada produtor gastaria, em média, 5 mil reais. Os produtores certificados até o momento respondem por uma área produtiva de cerca de 7 mil hectares de café. Sustentabilidade Para receber o certificado os produtores passaram por auditoria realizada pelo Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA) e cumpriram 28 itens obrigatórios em cinco áreas: lavoura, rastreabilidade, responsabilidade ambiental e social, capacitação e gestão da propriedade. É necessário também que o produtor obtenha uma pontuação mínima de 80 pontos no cumprimento da norma de certificação. Entre as normas obrigatórias se incluem a exigência de condição sanitária comprovada dos viveiros comerciais de café existentes na propriedade, o não desmatamento na área, o tratamento de resíduos poluentes de atividades agroindustriais, a proibição do uso de mão de obra infantil e a outorga da água usada na irrigação. O diretor-geral do IMA Marcílio de Sousa Magalhães ressaltou a importância do certificado como uma oportunidade não apenas de melhorar o produto, mas a gestão da propriedade, uma vez que no processo de certificação o produtor assume uma nova visão de como gerir a sua produção não somente pelo aspecto mercadológico e de sustentabilidade, mas também de administração. O secretário de Estado Adjunto da Agricultura de Minas, Amarildo Kalil, ressaltou a importância da parceria entre a Seapa , responsável pela implementação do Certifica Minas Café, o IMA e a Emater-MG, cujos extensionistas dão o apoio e a orientação necessários para os produtores no processo de adequação da sua propriedade às normas e requisitos exigidos pela certificação. Menos agrotóxico O produtor Luiz Fernando Ribeiro de Lima, do município de Areado, considera que além de agregar valor ao produto, “a certificação dará uma visão mais consciente do mercado internacional, que exige um produto cada vez mais natural, com menos aplicação de agrotóxicos e, por consequência, um café mais sustentável, preservando o meio ambiente. Nós, como pequenos produtores, passamos a ser mais reconhecidos lá fora e, por meio do IMA, recebemos este incentivo” , disse.
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    Conselho Nacional doCafé – CNC SCN Quadra 01, Bl. “C”, Ed. Brasília Trade Center, 11º andar, sala 1.101 - CEP 70711-902 – Brasília (DF) Assessoria de Comunicação: (61) 3226-2269 / 8114-6632 E-mail: imprensa@cncafe.com.br / www.twitter.com/pauloandreck Para Manuel Barbosa Junqueira, produtor em Poços de Caldas e primeiro cafeicultor a se inscrever no programa, “o certificado vai melhorar os procedimentos da produção diária e na organização e administração da fazenda. Com isso, vamos agregar mais valor ao nosso produto, com mais competitividade no mercado e acesso mais fácil ao comércio”. Como participar Para ingressar no Programa Certifica Minas Café e UTZ é necessário que o interessado procure inicialmente uma unidade da Emater-MG para obter as informações e iniciar o processo de adequação da sua propriedade visando a certificação. Após a adequação, esse produtor é indicado ao IMA para ser auditado. Informações completas também pode ser obtidas no site www.ima.mg.gov.br. Certifica Minas Café O Programa Certifica Minas Café tem como principal foco as boas práticas de produção e a responsabilidade socioambiental na produção de café e certificou 1230 propriedades cafeeiras em 2016. É coordenado pela Secretaria de Agricultura de Minas (Seapa) e executado pelo IMA e Emater-MG. O IMA é o Organismo de Certificação do Programa. Realiza as auditorias de conformidade nas propriedades cafeeiras, emite certificados e autorizações para o uso do selo do Programa CMC. É através da auditoria do IMA que a certificação se consolida, dando aos produtores a possibilidade de diferenciar seus produtos. A Emater-MG realiza a assistência técnica direta aos produtores, auxiliando-os na forma correta de realizar os registros de rastreabilidade e as adequações técnicas e estruturais para conseguirem cumprir as normas de certificação do CMC. A Seapa articula ações junto aos entes federados e demais instâncias de Governo, visando à execução do CMC e dá apoio logístico à execução dos objetivos da certificação. Índia: exportação de café da Índia deve recuar 20% neste ano Agência Estado 25/07/2017 As exportações de café da Índia devem recuar até 20% neste ano para 220,67 mil toneladas (3,67 milhões de sacas de 60 kg), influenciadas pelo recuo nos preços internacionais, que tem levado os compradores a buscarem o grão em outros países a cotações mais baixas. Tal recuo, segundo o chefe da Associação de Exportações de Café da Índia, Ramesh Rajah, "vai se intensificar nos próximos meses". A Índia, sexto maior produtor de café do mundo, exporta principalmente para a Itália, Alemanha e Bélgica. O país produz e exporta as duas variedades, arábica e robusta, além de exportar também café instantâneo. Fonte: Dow Jones Newswires.
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    Conselho Nacional doCafé – CNC SCN Quadra 01, Bl. “C”, Ed. Brasília Trade Center, 11º andar, sala 1.101 - CEP 70711-902 – Brasília (DF) Assessoria de Comunicação: (61) 3226-2269 / 8114-6632 E-mail: imprensa@cncafe.com.br / www.twitter.com/pauloandreck Uganda: embarque de café avança 62% em junho na comparação anual Agência Estado 25/07/2017 As exportações de café da Uganda avançaram 62% em junho na comparação com o mesmo mês do ano passado, para 430,6 mil sacas de 60 kg, alcançando o maior nível em um único mês durante a atual safra. Ante o mês anterior, as exportações avançaram 3%, segundo dados da Autoridade de Desenvolvimento de Café do país, divulgados nesta terça-feira. O melhor desempenho, segundo o governo, reflete as chuvas favoráveis em regiões produtoras e plantações maduras. O país é o maior exportador de café da África. Este foi o oitavo aumento mensal consecutivo. No acumulado da temporada 2016/17, que começou em outubro, as exportações atingiram 3,43 milhões de sacas, um incremento de 36% na comparação com 2,53 milhões de sacas reportadas em igual período do ano safra anterior. O valor total acumulado das exportações avançou 66%, para US$ 401 milhões. O café é o principal produto de exportação do país. Uganda produz principalmente a variedade robusta, amplamente utilizada na fabricação de cafés instantâneos e expressos. Na atual temporada, as exportações do país podem superar a estimativa de 3,8 milhões de sacas. Fonte: Dow Jones Newswires.