Leonardo Rangel
Tratamento Cirúrgico do 

Câncer Inicial de Laringe
Dr. Leonardo Rangel
Leonardo Rangel
! 6% dos tumores malignos
! Sexo masculino
! Quarta a sexta décadas de vida
! Relação com etilismo e tabagismo
! Tipo histológico
!CEC (95%)
Leonardo Rangel
Supraglote
!T1 - Tumor limitado a uma sub-localização
anatômica da supraglote, com mobilidade
normal da corda vocal
!T2 - Tumor que invade a mucosa de mais de
uma sub-localização anatômica adjacente da
supraglote ou a glote ou região externa à
supraglote (p. ex., a mucosa da base da língua,
a valécula, a parede medial do seio piriforme),
sem fixação da laringe
Leonardo Rangel
Glote
! T1 - Tumor limitado à(s) corda(s) vocal(ais) (pode envolver
a comissura anterior ou posterior), com mobilidade
normal da(s) corda(s)

T1a   Tumor limitado a uma corda vocal

T1b  Tumor que envolve ambas as cordas vocais
! T2 - Tumor que se estende à supraglote e/ou subglote, e/
ou com mobilidade diminuída da corda vocal
! T3 - Tumor limitado à laringe, com fixação da corda vocal
e/ou que invade o espaço para-glótico, e/ou com erosão
mínima da cartilagem tireóide (p. ex., córtex interna)
Leonardo Rangel
OBJETIVOS:
!Ressecção do tumor preservando máximo da função
sem comprometer %cura
!Deglutição
!Respiração
!Fonação
!Proteção da Via aérea
Leonardo Rangel
! Cirurgia endoscópica
! Laringectomias parciais
! Laringectomias sub-totais
! Laringectomia total
Leonardo Rangel
Cirurgia Endoscópica da Laringe
Leonardo Rangel
CIRURGIA ENDOSCÓPICA
Avanços técnicos
Laringoscópios
Óticas 0º/30º/70º
Material
microcirúrgico
Laser/CO2
Ferris RL, Simental A. Operat Tech Otolaryngol – Head Neck Surg 2003;14(1):3-11.
Leonardo Rangel
CIRURGIA ENDOSCÓPICA
Ressec. End. Laser
Leonardo Rangel
CIRURGIA ENDOSCÓPICA
Indicações
Tumores Glóticos ou supraglóticos
Estágios I ou II
Leve/moderada diminuição da mobilidade
Ø fixação na comissura anterior
Pequena extensão supra e/ou subglótica
Ferris RL, Simental A. Operat Tech Otolaryngol – Head Neck Surg 2003;14(1):3-11.
Leonardo Rangel
CIRURGIA ENDOSCÓPICA
Tumores Glóticos
Tis, T1 e T2
Tto pescoço quando
extensão supraglótica
ou subglótica
Traqueostomia é raro
Média: 2 ressecções
Myers EM et al. Ann Otol Rhinol Laryngol 1994;103:28-30.
Leonardo Rangel
CIRURGIA ENDOSCÓPICA
Contra-indicações
Extensão subglótica >5mm
Fixação de CV
Extensão para aritenóide
Envolvimento do seio piriforme
Extensão pós-cricóide
Invasão de cartilagem
Invasão grosseira da comissura anterior (TC)
Ferris RL, Simental A. Operat Tech Otolaryngol – Head Neck Surg 2003;14(1):3-11.
Leonardo Rangel
CIRURGIA ENDOSCÓPICA
" Subepitelial (I)
" Subligamentar (II)
" Transmuscular (III)
" Total (IV)
" Estendida (V)
Va - Prega contralateral
Vb - aritenóide
Vc- Falsa Prega
Vd - Subglote
Comissura Anterior (VI)
Leonardo Rangel
CIRURGIA ENDOSCÓPICA
Cordectomia Tipo I
Dx e Terapêutico
Laringite Crônica
Tumor “in situ”
Leonardo Rangel
CIRURGIA ENDOSCÓPICA
Cordectomia Tipo II
Dx e Terapêutico
Ceratose recorrente
T1
Leonardo Rangel
CIRURGIA ENDOSCÓPICA
Cordectomia Tipo III
Terapêutico
T1
T2 com diminuição
moderada de mobilidade
Comissura anterior
(Cordectomia III)
Leonardo Rangel
CIRURGIA ENDOSCÓPICA
Autor Ano
N
pacientes
Classificação
SobrevidaAj
ustada
Recorrência
Local
RESGATE
L.TOTAL
Eckel 1992 67 T1-T2 100% 6 (9%) 6 (9%)
Steiner 1993 130 T1-T2 100% 10 (8%) 1 (1%)
Rudert 1995 106 T1-T2 100% 10 (9%) 3 (3%)
Moreau 1996 97 T1-T2 97% 0 (0%) 0 (0%)
Moreau PR. Laryngoscope 2000;110(6):1000-6.
Leonardo Rangel
CIRURGIA ENDOSCÓPICA
Cirurgia
Repouso Vocal
Antibiótico
Dexametasona
Protetor gástrico
Video Laringoscopia
40 dias após Cirurgia
Sem Evidência de Doença
Com Evidência de Doença
Controle por Video Laringoscopia
Micro Cirurgia Resgate
RxT/Cirurgia
3 m 6 m 12 m
semestral / 5 anos
Leonardo Rangel
Laringectomias Parciais
Leonardo Rangel
Objetivos :
# Ressecção de parte do órgão
# Preservação da respiração normal
# Preservação da deglutição
# Preservação da voz
LARINGECTOMIAS PARCIAIS
Leonardo Rangel
! Verticais (tumores glóticos)
! Horizontal (tumores supraglóticos)
LARINGECTOMIAS PARCIAIS
Leonardo Rangel
TIPOS:
!Cordectomia (laringo-fissura)
!Fronto-lateral
!Fronto-anterior
!Hemilaringectomia
L. ParciaisVerticais
Leonardo Rangel
" T1
1/3 médio de CV
" Traqueostomia
" ~ RxT/Endoscopia
Cordectomia por Laringofissura
Leonardo Rangel
Cordectomia por Laringofissura
Leonardo Rangel
!T1b glótico (comissura)
!CV oposta de 1-2 mm
! Ressecção de :
! CV,
! falsa corda
! ventrículo
! cartilagem
Freitas EQ. Cirurgia conservadora para câncer
glótico. In: Dias FL, Noronha MJ. Câncer de
Laringe: uma abordagem multidisciplinar. 1997 p.
160-4.
Fronto - Lateral
Leonardo Rangel
Fronto - Lateral
Leonardo Rangel
Fronto - Lateral
Leonardo Rangel
Fronto - Lateral
Leonardo Rangel
Fronto - Lateral
Leonardo Rangel
! T1/T2 glótico anterior
! Quilha sintética
Fronto - Anterior
Leonardo Rangel
" T1/T2 glótico
" Extensão a aritenóide
sem fixação
" Reconstrução
Hemilaringectomia
Leonardo Rangel
Hemilaringectomia
Leonardo Rangel
Hemilaringectomia
Leonardo Rangel
Hemilaringectomia
Leonardo Rangel
Extensão Sub-glótica
Leonardo Rangel
RECONSTRUÇÃO:
! Falsa corda vocal
! Músculo (esterno-hióideo)
! Retalho mio-cutâneo (platisma)
! Epiglote
Laringectomias Verticais
Leonardo Rangel
Hemilaringectomia
Leonardo Rangel
Reconstrução com falsa corda
Fronto-lateral
Leonardo Rangel
TARDIAS:
!Dificuldades de decanulização
!Aspiração
!Disfonia acentuada
Complicações
IMEDIATAS:
!Hemorragia
!Infecção
Leonardo Rangel
Sobrevida Global - 161 pacientes (1976-1986)
3 anos 91%
5 anos 85%
7 anos 78%
Depts. of Otorhinolaryngology, Mayo Clinic Rochester, Mayo Clinica Scottsdale,
and Mayo Foundation, Rochester
Jon V. Thomas, Kerry D. Olsen, Lawrence W. Desanto, H.Bram Neel, Vera Suman
Resultados
LARINGECTOMIAS PARCIAIS VERTICAIS

Leonardo Rangel
!Microcirurgia
Endoscópica à Laser



!Laringectomia Parcial
Supracricóidea (CHEP)

Alternativas de Tratamento
Leonardo Rangel
CONCLUSÃO
! Casos bem selecionados de tumores glóticos T1 e
T2 com mobilidade preservada
Indicações:
Leonardo Rangel
Laringectomia
Horizontal Supraglótica
Leonardo Rangel
! Conceito
! Histórico
!Alonzo, 1947
!Ogura, 1958
!Som, 1959
Laringectomia
Supra-glótica
" Indicações
" T1-T2 supraglótico
" T3 selecionados:
Espaço pré-epiglótico
P. medial s. piriforme
Mucosa da valécula
Laringectomia Supra-glótica
Leonardo Rangel
! Contra-indicações
- Invasão do ventrículo de Morgani
- Comprometimento da comissura anterior
- Fixação de cordas vocais
- Invasão de cartilagem tireóide
- Comprometimento do ápice do seio piriforme
- Invasão do espaço interaritenóideo ou pós-cricóide
- Diminuição da mobilidade da língua
- Comprometimento de ambas aritenóides
Laringectomia Supra-glótica
Leonardo Rangel
! 25 – 50% - metástases linfáticas ao diagnóstico
! Taxas de metástases ;T2 - 39% ,T3 e T4 até 65%
! EC bilateral reduz falha regional de 21 p/ 7%
! Conduta no INCa :
- ECL bilateral em N0
- ECRM em N+ s/ extravasamento capsular
- ECR em N+ c/ extravasamento capsular
- RxT adjuvante
Tratamento do pescoço
Laringectomia
Supra-glótica
Leonardo Rangel
Técnica
Laringectomia Horizontal Supraglótica
Leonardo Rangel
L. Supra-glótica / técnica cirúrgica
Leonardo Rangel
L. Supra-glótica / técnica cirúrgica
Leonardo Rangel
L. Supra-glótica / técnica cirúrgica
Leonardo Rangel
Leonardo Rangel
! Ampliações
!Ressecção de uma aritenóide
!Seio piriforme
!Base de língua (até 1 cm das papilas
circunvaladas)
L. Supra-glótica
Leonardo Rangel
! Cuidados pós-operatórios
!Proteção da sutura
!Decanulização
!Reabilitação vocal
!Reintrodução da ingesta oral
L. Supra-glótica
Leonardo Rangel
Autor Ano Nº de casos 3 anos 5 anos
! Alajamo 1991 361 88,1%
! Bocca 1983 403 75,0%
! Ogura 1975 177 76,0%
! Piquet 1984 105 64,0% 47,5%
! Shah 1988 78 85,0% 72,0%
! Suarez 1995 193 74,3%
L. Supra-glótica
Leonardo Rangel
!Laringectomia Supra-Cricóidea
!Laringectomia Quase Total
( Near-Total Laryngectomy )
Laringectomias Sub-totais
Leonardo Rangel
Laringectomia Supracricóidea
! Majer E., Rieder W.: Technique de laryngectomie permettant de
conserver la permeabilité respiratoire. Ann Otolaryngol
76:677-681, 1959.
! Labayle J., Bismuth R.: La laryngectomie totale avec
reconstruction. Ann Otolaryngol 88:219-228, 1971.
! Piquet J.J.,Desaulty A , Decroix G: La crico-hyoido-epiglotto-
pexie. Technique opératoire et résultats fonctionnels. Ann
Otolaryngol 91:681-686, 1974.
! Laccourreye H, Laccourreye O, Weinstein G, et al: Supracricoid
laryngectomy with cricohyoidoepiglottopexy; A partial
procedure for glottic carcinoma. Ann Otol Rhinol Laryngol
99:421-426,1990.
Histórico:
Leonardo Rangel
! CHEP – Tumores glóticos
! CHP - Tumores supraglóticos ou tumores
glóticos com extensão para supraglote
Indicações :
! T1b glote (comissura)
! T1-T2 glote com área de displasia grave
! T2 glote uni ou bilateral
! T3 glote
! Tumores supraglóticos ! glóticos
LPSC
Leonardo Rangel
Emprego:
procedimento funcional adequado para tratar
câncer glótico moderadamente avançado.
Preservação de Funções:
! Fonação
! Respiração nasal
! Deglutição
(evita traqueostomia definitiva)
LPSC
Leonardo Rangel
! Quais as estruturas
laríngeas removidas?
LPSC
Leonardo Rangel
LPSC 

Estruturas cartilaginosas
Leonardo Rangel
LPSC 

Espaços para-glóticos
Leonardo Rangel
!Vídeo-laringoscopia
!Tomografia computadorizada
!Ressonância magnética
LPSC



avaliação da extensão
tumoral
Leonardo Rangel
!TÉCNICA
LPSC
Leonardo Rangel
Leonardo Rangel
Leonardo Rangel
Leonardo Rangel
Leonardo Rangel
metástase cervical oculta - 30%
# unilateral 17/44 38%
# bilateral 06/32 18%
Revista Bras. de Cirurgia de Cab. e Pesc. Vol.19 nº 2, MAI./AGO. 1995
Câncer de Laringe
T3 e T4 / N0

INCA – RJ ( 1981-1989 )

Análise de 76 casos
Leonardo Rangel
Leonardo Rangel
Leonardo Rangel
Leonardo Rangel
Leonardo Rangel
Leonardo Rangel
Leonardo Rangel
Leonardo Rangel
Leonardo Rangel
Leonardo Rangel
LPSC
Articulação crico-tireóidea
Leonardo Rangel
Leonardo Rangel
Leonardo Rangel
Leonardo Rangel
Leonardo Rangel
Leonardo Rangel
Leonardo Rangel
Leonardo Rangel
LPSC
Leonardo Rangel
Leonardo Rangel
LPSC
Leonardo Rangel
! A incisão de abertura superior da laringe deve
ser exatamente ao nível do pecíolo.
! No lado do tumor, a mucosa subglótica ao nível
da cricóide, deve ser descolada juntamente com
o pericôndrio interno.
! É necessário a preservação do nervo laríngeo
(recorrente) e de uma aritenóide no lado
normal.
! A aproximação da cartilagem cricóide ao osso
hióide deve ser efetuada num mesmo nível.
LPSC
sumário dos pontos chaves
Leonardo Rangel
! Fixação da aritenóide
! Invasão profunda da comissura
! Extensão subglótica anterior maior do que 7mm
! Extensão subglótica posterior maior do que
5mm
! Extensão ao teto do ventrículo
Contra-indicações
Leonardo Rangel
! Pneumonia ( por aspiração )
! Mucosa redundante ( seio piriforme )
! Ptose da epiglote
! Encurvamento da epiglote (em forma de U)
! Rotura da pexia
! Estenose laríngea
COMPLICAÇÕES
Leonardo Rangel
Leonardo Rangel
Leonardo Rangel
!decanulização,
!respiração
!fonação
idade avançada
edema de aritenóide
LPSC
morbidade
Leonardo Rangel
dec. degl. fonação
! Piquet et al. 28d 23d 28d
! Laccourreye et al. 09d 16d 28d
! Lefebvre et al. 19d 15d 21d
Advances in Otolaryngology-Head and Neck Surgery 1998; 12:1-15.
LPSC – CHEP
resultados funcionais
Leonardo Rangel
AUTOR N estágio
Rec. local
%
Sobrevida
%
Seg. mín.
%
Laccourreye
et al,1990(18) 68 T1-T4 0,0
71,4
3 anos
18
mêses
Laccourreye et al,
1993(25) 19 T3 5,6 84,2 5 anos
Chevalier e
Piquet,1994
(22)
61 T1-T4 3,3 79,0 5 anos
de Vicenttis et al,
1996 (20) 70 T1-T4 7,1 91,0 3 anos
LPSC – CHEP
Leonardo Rangel
# RESULTADOS FUNCIONAIS E
TERAPÊUTICOS
LPSC – CHEP
INCA – RJ (1995 – 1999)
Análise de 50 casos
Leonardo Rangel
! decanulização 33d (08 – 120d)
! deglutição 38d (07 – 120d)
! fonação 33d (08 – 120d)
LPSC – CHEP
INCA – RJ (1995 – 1999)
Análise de 50 casos
Leonardo Rangel
! pneumonia por aspiração 02 casos 04%
! mucosa redundante 05 casos 10%
! rotura da pexia 01 caso 02%
! fístula 01 caso 02%
! estenose laríngea 02casos 04%
LPSC – CHEP
INCA – RJ (1995 – 1999)
Análise de 50 casos
Leonardo Rangel
!T2 88% 3 anos
!T3 72% 3 anos
LPSC – CHEP
INCA – RJ (1995 – 1999)
Análise de 50 casos
Leonardo Rangel
! O procedimento é exequivel em casos
selecionados de tumores glóticos T2 e T3
! A sobrevida global é comparável à das cirurgias
mais alargadas quando indicadas em situações
idênticas
! A recuperação da respiração, deglutição e da
fonação é obtida na maioria dos pacientes
(96% - 48 pacientes)
LPSC – CHEP
INCA – RJ (1995 – 1999)
Análise de 50 casos
Leonardo Rangel
204 Casos
LPV 85
CHEP 119
Controle Local (10 anos)
69,3% (p< .0001)
94,6%
Annals Oct 2000
Ollivier Laccourreye,MD,Laurent Laccourreye,MD, Dominique
Garcia,MD, Raimundo Gutierrez-Fonseca,MD, Daniel Brasnu,MD,
Gregory Weinstein,MD.
Vertical Partial Laryngectomy Versus Supracricoid Partial Laryngectomy 



For Selected Carcinomas Of The Vocal Cord Classified As T2N0
Laringectomia quase total (near-
total laryngectomy)
Mayo Clinic – 1974
Bruce Pearson
Remoção quase total
do órgão
Preservação da voz e
da deglutição
Traqueostomia
definitiva
Laringectomia quase total
Indicações
Tumor T3 ou T4 restrito a um lado da laringe
#glote
# supraglote
# sub-glote
# seio piriforme
contra-indicações
# tumor com extensão bilateral
# comprometimento do espaço inter-aritenóideo
# extensão circunferencial da subglote
Complicações
# aritenóide imóvel
# estenose do “shunt”
# deiscência do “shunt”
# estenose do traqueostoma
# fístula
! Bronco-aspiração
! Dificuldades para a retirada da SNG
Complicações Tardias
vantagens
# possibilidade de preservação da voz
# dispensa o uso de prótese
# baixo custo
Desvantagens
# permanência do traqueostoma
(difícil manuseio)
# dificuldade de coordenação motora
(mão-respiração-voz)
Técnica
Leonardo Rangel
Leonardo Rangel
Leonardo Rangel
Leonardo Rangel
Leonardo Rangel
Leonardo Rangel
Leonardo Rangel
Leonardo Rangel
Leonardo Rangel
Leonardo Rangel

Cancer de Laringe Precoce