Cadeias de valor
globais
Brasília, 10/08/2016
Encontro dos Gerentes da Indústria dos
Sebrae UFs e Nacional
Renato da Fonseca
Roteiro
2
1. Fragmentação da produção
2. Cadeia de valor global
3. Serviços na cadeia de valor global
4. Brasil nas cadeias de valor globais
5. Fatores determinantes da decisão de globalizar
6. Fatores de sucesso para entrar em uma cadeia de valor global
Fragmentação da produção: um pouco de história
3
Comércio
interindústria
de bens
Comércio
intraindústria
de bens
Comércio
intraindústria
de insumos,
partes e
peças
Comércio de
serviços
Cadeia
Global de
Valor
IDE: a fábrica se move
Especialização vertical no comércio
Especialização vertical em FDI
Redes de inovação
Cadeia de valor
4
A cadeia de valor descreve todas as atividades necessárias para trazer
um produto ou serviço, desde sua concepção, através das diferentes fases
de produção, à sua entrega aos consumidores finais e descarte após o uso.
(Park, Nayyar & Low. Supply chain perspectives and Issues: a
literature review. WTO/Fung Global. 2013)
P&D
Design
Desenvolvimento
do produto
Insumos Produção
Marketing
Venda
Distribuição
Pós-venda
(manutenção
, reparo, etc.)
Descarte
Reciclagem
Reúso
Fragmentação da produção: conceito
5
Intrafirma
integral
Intrafirma
modular
Interfirmas
modular
Cadeia
de Valor
Global
Fonte: Tim Sturgeon.
Modularização da produção permite a pulverização
Cadeia de valor global
6
Como a cadeia de valor pode estar localizada em uma única localização
geográfica ou ligada entre múltiplas localizações, inclusive em diferentes
países, é apropriado o uso do termo global para compreendermos todas as
possibilidades.
Fornecedor
doméstico
intragrupo
Fornecedor
internacional
intragrupo
Fornecedor
doméstico
externo ao grupo
Fornecedor
international
externo ao grupo
Quatro opções
de
fornecimento
Cadeia de valor global
7
P&D
Design
Desenvolvimento
do produto
Insumos Produção
Marketing
Venda
Distribuição
Pós-venda
(manutenção,
reparo, etc.)
Descarte
Reciclagem
Reúso
Fornecedor
doméstico
intragrupo
Fornecedor
internacional
intragrupo
Fornecedor
doméstico
externo ao
grupo
Fornecedor
international
externo ao
grupo
Quatro opções
de
fornecimento
Fornecedor
doméstico
intragrupo
Fornecedor
internacional
intragrupo
Fornecedor
doméstico
externo ao
grupo
Fornecedor
international
externo ao
grupo
Quatro opções
de
fornecimento
Fornecedor
doméstico
intragrupo
Fornecedor
internacional
intragrupo
Fornecedor
doméstico
externo ao
grupo
Fornecedor
international
externo ao
grupo
Quatro opções
de
fornecimento
Fornecedor
doméstico
intragrupo
Fornecedor
internacional
intragrupo
Fornecedor
doméstico
externo ao
grupo
Fornecedor
international
externo ao
grupo
Quatro opções
de
fornecimento
Fornecedor
doméstico
intragrupo
Fornecedor
internacional
intragrupo
Fornecedor
doméstico
externo ao
grupo
Fornecedor
international
externo ao
grupo
Quatro opções
de
fornecimento
Fornecedor
doméstico
intragrupo
Fornecedor
internacional
intragrupo
Fornecedor
doméstico
externo ao
grupo
Fornecedor
international
externo ao
grupo
Quatro opções
de
fornecimento
Fonte: Park, Nayyar & Low. Supply chain perspectives and Issues: a literature review. WTO/Fung Global. 2013.
Serviços na cadeia de valor global
8
• Serviços são críticos, mas muitas vezes são pouco reconhecidos como
parte do fenômeno de crescimento da globalização
• Os avanços nos serviços de transportes e sobretudo de comunicação e da
tecnologia da informação são indispensáveis para a globalização das
cadeias de bens e serviços
• Os serviços são responsáveis pela ligação das diferentes atividades de
uma cadeia de valor. As vezes chamados de cola que mantém a cadeia
unida e funcionando.
• Note-se que os serviços sempre estiveram presentes, mas a pulverização
das cadeias os tem tornado cada vez mais aparentes.
• O grande desafio é mensurar os serviços
Papel dos serviços na cadeia de valor
9Fonte: Park, Nayyar & Low. Supply chain perspectives and Issues: a literature review. WTO/Fung Global. 2013. p. 130.
Serviços de tecnologia da informação e comunicação (TIC)
• Tem a características de condutor de serviços. De permitir que alguns
serviços sejam oferecidos à distância e que partes da produção sejam
realizadas em outros locais.
Serviços potencialmente conduzidos por TIC
• São serviços que podem ser providos por meio de redes de TIC
(Telecomunicações, serviços de informática, marketing e venda, serviços
de informação, serviços financeiro e de seguros, contabilidade e gestão,
serviços de licenças, engenharia, serviços técnicos e P&D, educação.
Serviços que não podem ser conduzidos por TIC
• Transporte e serviços de viagem e outros que precisam ser prestados
pessoalmente ou em local específico:
Há diferentes tipos de empresas líderes
EMPRESA LÍDER DO
PRODUTO
GLOBAL BUYER
Ford,
Unilever,
Apple,
Embraer,
Petrobras
illy café,
Nike, Zara
VAREJISTA
Walmart
EMPRESA LÍDER DO
PRODUTO
VAREJISTA
Empresas líderes
• Seleção de fornecedores e organização da CVG
• Empresas multinacionais (escolha de locais para redução de custo, acesso
a mercados).
• Movimentos recentes: multinacionais de países emergentes, pequena
empresa global e start-ups que nascem global; P&D global.
Há diferentes tipos de empresas líderes
11
LÍDER DE PLATAFORMA
TECNOLÓGICA
GLOBAL SUPPLIERS
Intel, Apple,
Microsoft,
Qualcomm, SAP,
Google, TOTVS
Flextronics,
Foxconn,
Halliburton, Lear,
WEG, Embraco
LÍDER DE PLATAFORMA
TECNOLÓGICA
Fornecedores globais
• Consolidação de poucas e grandes
empresas fornecedoras
• Múltiplos clientes
• Algum envolvimento em design de
produto e P&D
Líderes de plataforma
• Hardware e software
• Padrões mundiais
• Plataformas para desenvolvimento de
produtos, integradoras
Cadeia de valor global do iPod da Apple
12
Desenhado
em
Cupertino,
CA
Montado na
China
Caso emblemático 1: baixo custo de montagem e produção globalmente fragmentada (30 GB, US$300)
Fonte: Sturgeon, T. Global Value Chains In Latin America: Experiences and Challenges, Apresentação BID e INTAL, 2012
Com partes e
componentes de vários
países
Vendido no mundo
todo
Cadeia de valor global
13
Fonte: Sturgeon, T. Global Value Chains In Latin America: Experiences and Challenges, Apresentação BID e INTAL, 2012
Cadeia de vestuário
regional - Europa
Cadeia de vestuário –
Europa e Ásia
Atividades terceirizadas internacionalmente
14
Fonte: Statistics Denmark.
19
26
4
15
30
15
0
15
Total
Manufatura, extrativa e SIUP
Construção
Comércio e transporte
Informática e comunicação
Financeiro e seguros
Imóveis
Outros serviços
Percentual das empresas dinamarquesas que terceirizam internacionalmente
por setor de atividade
2009 - 2011
Atividades terceirizadas internacionalmente
15*
Fonte: Statistics Denmark.
8
15
17
18
30
32
54
Outras funções
Marketing, vendas e pós-vendas
Distribuição e logística
P&D e engenharia
Administração e gestão
Serviços de TIC
Atividade primária da empresa*
Tipo de atividades terceirizadas internacionalmente pelas empresas dinamarquesas
Percentual das empresas que terceirizam internacionalmente
2009 - 2011
Funções
de apoio
* Produção de bens ou serviços finais. Definida
como core business function na sondagem.
Smile Curve
16Fonte: World Economic Forum. The Shifting Geography of Global Value Chains: Implications for Developing Countries and Trade Policy. 2012
Stan Shih’s Smile Curve A interpretação dessa
curva merece cuidado.
O eixo vertical não mostra
a participação de cada
atividade no valor
adicionado do produto
final
Falsa dicotomia:
manufatura X serviço.
Não há serviços sem a
manufatura e não haverá
manufatura sem serviços.
São todos etapas da
cadeia de valor
Divisão do valor do produto
17
Os serviços respondem por uma fatia considerável do preço final de um
produto
Fonte: Park, Nayyar & Low. Supply chain perspectives and
Issues: a literature review. WTO/Fung Global. 2013.
Cadeia de valor global: mensuração
18Fonte: WTO. World Trade Report. 2013.
Exportações mundiais de manufaturados
26%Partes e
componentes
Outros
manufaturados
Participação da CVG no
comércio
“Em 2011, quase metade do
comércio mundial de bens e
serviços (49%) se deu dentro
das cadeias de valor globais,
percentual que era 36% em
1995.”
WTO, International Trade Statistics, 2015
Indícios de crescimento das CVG
US$ bilhões
Cadeia de valor global
19Source: Blyde, J. (ed.). Synchronized Factories: Latin America and the Caribbean in the Era of Global Value Chains. IBD. 2014, p. 25.
Três cadeias de
valor globais:
1) Europa;
2) Asia
3) América do
Norte
Integração vertical entre matriz e filial internacional
O Brasil nas cadeias de valor globais
20
Brasil está praticamente isolado das CVGs
• Foco no mercado
• Restrições a importações e o aumento
• Multinacionais vieram para atender o mercado doméstico
• Poucas empresas brasileiras internacionalizadas
• Política econômica e industrial voltada para dentro
• Busca por industrialização verticalmente integrada (setores ao invés de
etapas da produção)
• Exportar é bom, mas importar é ruim
• Investimento brasileiro direto no exterior ainda visto como ruim
• Custo Brasil
• Elevado custo de transação (burocracia elevada, infraestrutura
ineficiente, insegurança jurídica)
• Baixa qualidade da educação (baixa qualidade da mão de obra e
gerencial)
Brasil: cadeia aeronáutica
21
• Graúna Aerospace: pequena empresas de ex-funcionários da Embraer
que produz componentes (pequenas peças metálicas usinadas de
precisão). Conhecimento veio com os sócios.
• Consórcio de exportação HTA (Apex) => certificações, escala.
• Dificuldades de atuar como consórcio => fusão com duas outras
empresas (apoio do BNDES): escala e desenvolvimento de competência
• Passa a fornecer para empresas para outras empresas do mundo
• Queda da demanda no mundo => crise, demissões, ?
Graúna e a CGV da Embraer
Fonte: Cafaggi et all. “Accessing the global value chain in a changing institutional environment: comparing aeronautics and coffe”. BID. 2012. citado em Blyde, J.S. (coord)
Fábricas sincronizadas: A América Latina e o Caribe na era das cadeias globais de valor. BID. 2014. Sturgeon et all. A Indústria Brasileira e as Cadeias Globais de Valor: uma
análise com base nas indústrias aeronáutica, de eletrônicos e de dispositivos médicos. Elsevier. CNI. 2014.
Brasil: café
22
• Brasil: café é um commodity. Alta qualidade do café, mas baixa
qualidade no manuseio, processamento.
• A marca italiana illycafè vem buscar grãos no Brasil e cria um concurso
para selecionar os melhores.
• Consegue seus grãos, mas não transfere tecnologia
• Associação Brasileira de Cafés Especiais => capacitação e certificação
• Daterra se interessa e investe em qualidade e sustentabilidade
• Parceria com a illycaffè: pesquisa e desenvolvimento
• Inicia venda para a illy, mas hoje exporta quase toda a produção e
vende apenas 2% para a illycaffè
Daterra e a CGV da illycaffè
Fonte: Cafaggi et all. “Accessing the global value chain in a changing institutional environment: comparing aeronautics and coffe”. BID. 2012. citado em Blyde, J.S. (coord)
Fábricas sincronizadas: A América Latina e o Caribe na era das cadeias globais de valor. BID. 2014.
Fatores determinantes da decisão de globalizar
23
Fatores que afetam a decisão de terceirização em outros países
• Modularização da atividade (padronização, codificação)
• Tipo de atividade (core, crítica e commodity)
• Custo do trabalho
• Oferta de capital humano
• Tamanho do mercado potencial do país receptor do investimento
24
Fatores que afetam a decisão de terceirização em outros países
• Legislação e normas (segurança jurídica, burocracia, protecionismo e
políticas de conteúdo local, tributação, certificação)
• Ferramentas de tecnologia da informação e comunicação
(TIC)disponível
• Infraestrutura
• Estabilidade política e econômica (volatilidade da taxa de câmbio)
Fatores determinantes da decisão de globalizar
25
Regularidades empíricas (estudos de caso, BID)
• Exposição prévia a práticas e/ou mercados internacionais
• Escolha dos segmentos-alvos do mercado com base em alguma forma
de vantagem comparativa
• Acumulação meticulosa de competências e uso de certificações
como prova de proficiência
• Associativismo: as empresas alavancaram recursos e colaboraram com
os seus pares para enfrentar desafios comuns
• Aprendizado continuado: continuar a aprender e melhorar as
capacidades mesmo após entrar em uma CGV
Fatores de sucesso para entrar nas cadeias
Source: Blyde, J. (ed.). Synchronized Factories: Latin America and the Caribbean in the Era of Global Value Chains. IBD. 2014, p. 25.
Renato da Fonseca
rfonseca@cni.org.br

Cadeias de valor globais

  • 1.
    Cadeias de valor globais Brasília,10/08/2016 Encontro dos Gerentes da Indústria dos Sebrae UFs e Nacional Renato da Fonseca
  • 2.
    Roteiro 2 1. Fragmentação daprodução 2. Cadeia de valor global 3. Serviços na cadeia de valor global 4. Brasil nas cadeias de valor globais 5. Fatores determinantes da decisão de globalizar 6. Fatores de sucesso para entrar em uma cadeia de valor global
  • 3.
    Fragmentação da produção:um pouco de história 3 Comércio interindústria de bens Comércio intraindústria de bens Comércio intraindústria de insumos, partes e peças Comércio de serviços Cadeia Global de Valor IDE: a fábrica se move Especialização vertical no comércio Especialização vertical em FDI Redes de inovação
  • 4.
    Cadeia de valor 4 Acadeia de valor descreve todas as atividades necessárias para trazer um produto ou serviço, desde sua concepção, através das diferentes fases de produção, à sua entrega aos consumidores finais e descarte após o uso. (Park, Nayyar & Low. Supply chain perspectives and Issues: a literature review. WTO/Fung Global. 2013) P&D Design Desenvolvimento do produto Insumos Produção Marketing Venda Distribuição Pós-venda (manutenção , reparo, etc.) Descarte Reciclagem Reúso
  • 5.
    Fragmentação da produção:conceito 5 Intrafirma integral Intrafirma modular Interfirmas modular Cadeia de Valor Global Fonte: Tim Sturgeon. Modularização da produção permite a pulverização
  • 6.
    Cadeia de valorglobal 6 Como a cadeia de valor pode estar localizada em uma única localização geográfica ou ligada entre múltiplas localizações, inclusive em diferentes países, é apropriado o uso do termo global para compreendermos todas as possibilidades. Fornecedor doméstico intragrupo Fornecedor internacional intragrupo Fornecedor doméstico externo ao grupo Fornecedor international externo ao grupo Quatro opções de fornecimento
  • 7.
    Cadeia de valorglobal 7 P&D Design Desenvolvimento do produto Insumos Produção Marketing Venda Distribuição Pós-venda (manutenção, reparo, etc.) Descarte Reciclagem Reúso Fornecedor doméstico intragrupo Fornecedor internacional intragrupo Fornecedor doméstico externo ao grupo Fornecedor international externo ao grupo Quatro opções de fornecimento Fornecedor doméstico intragrupo Fornecedor internacional intragrupo Fornecedor doméstico externo ao grupo Fornecedor international externo ao grupo Quatro opções de fornecimento Fornecedor doméstico intragrupo Fornecedor internacional intragrupo Fornecedor doméstico externo ao grupo Fornecedor international externo ao grupo Quatro opções de fornecimento Fornecedor doméstico intragrupo Fornecedor internacional intragrupo Fornecedor doméstico externo ao grupo Fornecedor international externo ao grupo Quatro opções de fornecimento Fornecedor doméstico intragrupo Fornecedor internacional intragrupo Fornecedor doméstico externo ao grupo Fornecedor international externo ao grupo Quatro opções de fornecimento Fornecedor doméstico intragrupo Fornecedor internacional intragrupo Fornecedor doméstico externo ao grupo Fornecedor international externo ao grupo Quatro opções de fornecimento Fonte: Park, Nayyar & Low. Supply chain perspectives and Issues: a literature review. WTO/Fung Global. 2013.
  • 8.
    Serviços na cadeiade valor global 8 • Serviços são críticos, mas muitas vezes são pouco reconhecidos como parte do fenômeno de crescimento da globalização • Os avanços nos serviços de transportes e sobretudo de comunicação e da tecnologia da informação são indispensáveis para a globalização das cadeias de bens e serviços • Os serviços são responsáveis pela ligação das diferentes atividades de uma cadeia de valor. As vezes chamados de cola que mantém a cadeia unida e funcionando. • Note-se que os serviços sempre estiveram presentes, mas a pulverização das cadeias os tem tornado cada vez mais aparentes. • O grande desafio é mensurar os serviços
  • 9.
    Papel dos serviçosna cadeia de valor 9Fonte: Park, Nayyar & Low. Supply chain perspectives and Issues: a literature review. WTO/Fung Global. 2013. p. 130. Serviços de tecnologia da informação e comunicação (TIC) • Tem a características de condutor de serviços. De permitir que alguns serviços sejam oferecidos à distância e que partes da produção sejam realizadas em outros locais. Serviços potencialmente conduzidos por TIC • São serviços que podem ser providos por meio de redes de TIC (Telecomunicações, serviços de informática, marketing e venda, serviços de informação, serviços financeiro e de seguros, contabilidade e gestão, serviços de licenças, engenharia, serviços técnicos e P&D, educação. Serviços que não podem ser conduzidos por TIC • Transporte e serviços de viagem e outros que precisam ser prestados pessoalmente ou em local específico:
  • 10.
    Há diferentes tiposde empresas líderes EMPRESA LÍDER DO PRODUTO GLOBAL BUYER Ford, Unilever, Apple, Embraer, Petrobras illy café, Nike, Zara VAREJISTA Walmart EMPRESA LÍDER DO PRODUTO VAREJISTA Empresas líderes • Seleção de fornecedores e organização da CVG • Empresas multinacionais (escolha de locais para redução de custo, acesso a mercados). • Movimentos recentes: multinacionais de países emergentes, pequena empresa global e start-ups que nascem global; P&D global.
  • 11.
    Há diferentes tiposde empresas líderes 11 LÍDER DE PLATAFORMA TECNOLÓGICA GLOBAL SUPPLIERS Intel, Apple, Microsoft, Qualcomm, SAP, Google, TOTVS Flextronics, Foxconn, Halliburton, Lear, WEG, Embraco LÍDER DE PLATAFORMA TECNOLÓGICA Fornecedores globais • Consolidação de poucas e grandes empresas fornecedoras • Múltiplos clientes • Algum envolvimento em design de produto e P&D Líderes de plataforma • Hardware e software • Padrões mundiais • Plataformas para desenvolvimento de produtos, integradoras
  • 12.
    Cadeia de valorglobal do iPod da Apple 12 Desenhado em Cupertino, CA Montado na China Caso emblemático 1: baixo custo de montagem e produção globalmente fragmentada (30 GB, US$300) Fonte: Sturgeon, T. Global Value Chains In Latin America: Experiences and Challenges, Apresentação BID e INTAL, 2012 Com partes e componentes de vários países Vendido no mundo todo
  • 13.
    Cadeia de valorglobal 13 Fonte: Sturgeon, T. Global Value Chains In Latin America: Experiences and Challenges, Apresentação BID e INTAL, 2012 Cadeia de vestuário regional - Europa Cadeia de vestuário – Europa e Ásia
  • 14.
    Atividades terceirizadas internacionalmente 14 Fonte:Statistics Denmark. 19 26 4 15 30 15 0 15 Total Manufatura, extrativa e SIUP Construção Comércio e transporte Informática e comunicação Financeiro e seguros Imóveis Outros serviços Percentual das empresas dinamarquesas que terceirizam internacionalmente por setor de atividade 2009 - 2011
  • 15.
    Atividades terceirizadas internacionalmente 15* Fonte:Statistics Denmark. 8 15 17 18 30 32 54 Outras funções Marketing, vendas e pós-vendas Distribuição e logística P&D e engenharia Administração e gestão Serviços de TIC Atividade primária da empresa* Tipo de atividades terceirizadas internacionalmente pelas empresas dinamarquesas Percentual das empresas que terceirizam internacionalmente 2009 - 2011 Funções de apoio * Produção de bens ou serviços finais. Definida como core business function na sondagem.
  • 16.
    Smile Curve 16Fonte: WorldEconomic Forum. The Shifting Geography of Global Value Chains: Implications for Developing Countries and Trade Policy. 2012 Stan Shih’s Smile Curve A interpretação dessa curva merece cuidado. O eixo vertical não mostra a participação de cada atividade no valor adicionado do produto final Falsa dicotomia: manufatura X serviço. Não há serviços sem a manufatura e não haverá manufatura sem serviços. São todos etapas da cadeia de valor
  • 17.
    Divisão do valordo produto 17 Os serviços respondem por uma fatia considerável do preço final de um produto Fonte: Park, Nayyar & Low. Supply chain perspectives and Issues: a literature review. WTO/Fung Global. 2013.
  • 18.
    Cadeia de valorglobal: mensuração 18Fonte: WTO. World Trade Report. 2013. Exportações mundiais de manufaturados 26%Partes e componentes Outros manufaturados Participação da CVG no comércio “Em 2011, quase metade do comércio mundial de bens e serviços (49%) se deu dentro das cadeias de valor globais, percentual que era 36% em 1995.” WTO, International Trade Statistics, 2015 Indícios de crescimento das CVG US$ bilhões
  • 19.
    Cadeia de valorglobal 19Source: Blyde, J. (ed.). Synchronized Factories: Latin America and the Caribbean in the Era of Global Value Chains. IBD. 2014, p. 25. Três cadeias de valor globais: 1) Europa; 2) Asia 3) América do Norte Integração vertical entre matriz e filial internacional
  • 20.
    O Brasil nascadeias de valor globais 20 Brasil está praticamente isolado das CVGs • Foco no mercado • Restrições a importações e o aumento • Multinacionais vieram para atender o mercado doméstico • Poucas empresas brasileiras internacionalizadas • Política econômica e industrial voltada para dentro • Busca por industrialização verticalmente integrada (setores ao invés de etapas da produção) • Exportar é bom, mas importar é ruim • Investimento brasileiro direto no exterior ainda visto como ruim • Custo Brasil • Elevado custo de transação (burocracia elevada, infraestrutura ineficiente, insegurança jurídica) • Baixa qualidade da educação (baixa qualidade da mão de obra e gerencial)
  • 21.
    Brasil: cadeia aeronáutica 21 •Graúna Aerospace: pequena empresas de ex-funcionários da Embraer que produz componentes (pequenas peças metálicas usinadas de precisão). Conhecimento veio com os sócios. • Consórcio de exportação HTA (Apex) => certificações, escala. • Dificuldades de atuar como consórcio => fusão com duas outras empresas (apoio do BNDES): escala e desenvolvimento de competência • Passa a fornecer para empresas para outras empresas do mundo • Queda da demanda no mundo => crise, demissões, ? Graúna e a CGV da Embraer Fonte: Cafaggi et all. “Accessing the global value chain in a changing institutional environment: comparing aeronautics and coffe”. BID. 2012. citado em Blyde, J.S. (coord) Fábricas sincronizadas: A América Latina e o Caribe na era das cadeias globais de valor. BID. 2014. Sturgeon et all. A Indústria Brasileira e as Cadeias Globais de Valor: uma análise com base nas indústrias aeronáutica, de eletrônicos e de dispositivos médicos. Elsevier. CNI. 2014.
  • 22.
    Brasil: café 22 • Brasil:café é um commodity. Alta qualidade do café, mas baixa qualidade no manuseio, processamento. • A marca italiana illycafè vem buscar grãos no Brasil e cria um concurso para selecionar os melhores. • Consegue seus grãos, mas não transfere tecnologia • Associação Brasileira de Cafés Especiais => capacitação e certificação • Daterra se interessa e investe em qualidade e sustentabilidade • Parceria com a illycaffè: pesquisa e desenvolvimento • Inicia venda para a illy, mas hoje exporta quase toda a produção e vende apenas 2% para a illycaffè Daterra e a CGV da illycaffè Fonte: Cafaggi et all. “Accessing the global value chain in a changing institutional environment: comparing aeronautics and coffe”. BID. 2012. citado em Blyde, J.S. (coord) Fábricas sincronizadas: A América Latina e o Caribe na era das cadeias globais de valor. BID. 2014.
  • 23.
    Fatores determinantes dadecisão de globalizar 23 Fatores que afetam a decisão de terceirização em outros países • Modularização da atividade (padronização, codificação) • Tipo de atividade (core, crítica e commodity) • Custo do trabalho • Oferta de capital humano • Tamanho do mercado potencial do país receptor do investimento
  • 24.
    24 Fatores que afetama decisão de terceirização em outros países • Legislação e normas (segurança jurídica, burocracia, protecionismo e políticas de conteúdo local, tributação, certificação) • Ferramentas de tecnologia da informação e comunicação (TIC)disponível • Infraestrutura • Estabilidade política e econômica (volatilidade da taxa de câmbio) Fatores determinantes da decisão de globalizar
  • 25.
    25 Regularidades empíricas (estudosde caso, BID) • Exposição prévia a práticas e/ou mercados internacionais • Escolha dos segmentos-alvos do mercado com base em alguma forma de vantagem comparativa • Acumulação meticulosa de competências e uso de certificações como prova de proficiência • Associativismo: as empresas alavancaram recursos e colaboraram com os seus pares para enfrentar desafios comuns • Aprendizado continuado: continuar a aprender e melhorar as capacidades mesmo após entrar em uma CGV Fatores de sucesso para entrar nas cadeias Source: Blyde, J. (ed.). Synchronized Factories: Latin America and the Caribbean in the Era of Global Value Chains. IBD. 2014, p. 25.
  • 26.