produtos, iniciada pelo Cepea em mar/10 e em
jan/11, nesta ordem. Essa pesquisa do Cepea é
realizada diariamente com laticínios e
atacadistas e tem o apoio financeiro da
Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB)
e da Confederação Brasileira de Cooperativas de
Laticínios (CBCL).
– Em julho, o preço bruto pago
ao produtor de Goiás atingiu R$ 1,1285/litro,
alta de 4,7% em relação a junho (5,1
centavos/litro) e novamente foi o maior valor
dentre os estados que compõem a “média Brasil”.
No estado de São Paulo, onde a média foi de R$
1,0772/litro, o acréscimo foi de 3,1% (ou 3,2
centavos/litro); em Minas Gerais, o reajuste foi
de 3,2% (3,3 centavos), com o litro alcançando
R$ 1,0714.
Em Santa Catarina, a alta foi de 6,5% (6,3
centavos/litro), com a média atingindo R$
1,0333/litro em julho. No Paraná, o preço subiu
AO PRODUTOR
PRODUÇÃO CRESCE, MAS PREÇO SOBE; NO ANO, ALTA É DE QUASE 20%
O preço do leite pago ao produtor teve novo
reajuste em julho, acumulando sucessivas altas ao
longo de todo o primeiro semestre de 2013 e
sendo o maior patamar desde setembro/07, em
termos reais (descontando a inflação do período).
O preço bruto do leite pago ao produtor (que
inclui frete e impostos) calculado pelo Centro de
Estudos Avançados em Economia Aplicada
(Cepea), da Esalq/USP, alcançou R$
1,0544/litro em julho – média ponderada pelo
volume captado em junho nos estados de GO,
MG, PR, RS, SC, SP e BA. Em relação ao mês
anterior, a média registrou alta de 3,6% (ou de
3,7 centavos/litro) e, frente a julho/12, o
aumento, em termos reais, é 17%. O preço líquido
apresentou o mesmo comportamento, chegando
a R$ 0,9798/litro, elevação de 4% (ou de 4,8
centavos/litro) em relação a junho/13. Desde o
início deste ano, o aumento no preço bruto já é de
18% em termos nominais e de 14,4% em termos
reais.
Segundo pesquisadores do Cepea, esse novo
aumento no preço do leite esteve mais atrelado à
firme demanda do que a produção. Isso porque,
em junho, a captação de leite chegou a aumentar
no Brasil – 6,73%, conforme o Índice de
Captação de Leite (ICAP-Leite) do Cepea – depois
de registrar consecutivas quedas desde o início
deste ano. A maior produção, por sua vez, se
deve às boas condições de desenvolvimento das
pastagens de inverno e também ao maior poder
de compra do produtor de leite frente à
alimentação concentrada.
No Sul do Brasil, a produção chegou a avançar
10,5%. Em Minas Gerais, o aumento na
captação de maio para junho foi de 5,2%, em
Goiás, de 4,5% e em São Paulo, de 3,1%.
Por outro lado, agentes relataram que o frio
intenso em algumas regiões, principalmente no
Sul, tem prejudicado bastante o desenvolvimento
das pastagens de inverno, o que pode afetar a
produção de leite em julho. A estratégia de parte
dos produtores tem sido o uso da silagem – para
os que produziram o alimento – e o aumento do
uso de ração no cocho.
Para o próximo mês, a expectativa de
representantes de laticínios/cooperativas
consultados pelo Cepea continua sendo de alta
nos preços, mas o mercado já sinaliza um pouco
mais de estabilidade que no mês anterior. Entre os
compradores ouvidos pelo Cepea, 56%, que
representam 51,6% do leite amostrado,
acreditam que haverá novo aumento de preços
em agosto e 40,4% (que representam 47,1% do
volume captado) indicam estabilidade. Somente
3,7% dos agentes (que representam 1,3% do
volume) sinalizam queda para agosto.
Mesmo com a captação de junho em um patamar
superior ao de junho de 2012, indústrias alegam
que a oferta de matéria-prima tem sido
insuficiente para o atual ritmo de venda de
derivados. A demanda aquecida ainda tem sido
o principal motivo para esta queixa. Com isso, os
preços dos produtos lácteos continuam subindo
com força. Alguns representantes dessas
empresas contatados pelo Cepea indicam que a
demanda tende a aumentar mais ainda no início
de agosto com a volta às aulas.
Em relação aos preços dos derivados no atacado
de São Paulo, a oferta de matéria-prima abaixo
da demanda, que continua bastante aquecida,
tem alavancado as cotações, principalmente do
leite UHT e do queijo muçarela. Até o dia 29 de
julho, o leite UHT e o queijo muçarela registraram
médias de R$ 2,29/litro e de R$ 12,63/kg
(aumentos de 5,4% e de 2,4% em relação a
junho), respectivamente, sendo os maiores
patamares nominais das séries histórias desses
ICAP-L/Cepea - Índice de Captação de Leite - JUNHO/13. (Base 100=Junho/2004)
Uma publicação do CEPEA - ESALQ/USP | Ano 19 nº 221 | Agosto 2013
Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada - ESALQ/USP
Forte demanda interna favorece alta de
52% nas importações
Preço de lácteos atingem
os maiores patamares de
três anos
Menor produtividade brasileira
e demanda aquecida elevam
importações de lácteos
pág. 07
4,3% (4,2 centavos/litro) e a média passou para
R$ 1,0179/litro. Os estados que tiveram as
menores médias continuaram sendo Bahia e Rio
Grande do Sul. O preço bruto no primeiro teve
incremento de 3,6% (ou 3,7 centavos/litro) e no
segundo, de 4% (ou 3,7 centavos/litro), com as
médias a R$ 0,9995 e a R$ 0,9672/litro,
respectivamente.
Quanto aos estados que não compõem a “média
Brasil” do Cepea, os preços também subiram. O
maior patamar foi verificado no Rio de Janeiro,
onde o litro alcançou R$ 1,1109, aumento de 5%
(ou de 5,3 centavos/litro). Na sequência esteve o
Espírito Santo, com média estadual de R$
1,0473/litro, com alta de 5,4% (5,4
centavos/litro). No Ceará, os valores
permaneceram praticamente estáveis, com leve
aumento de 0,2% (0,02 centavo/litro) e média a
R$0,9992/litro. Em Mato Grosso do Sul, o preço
pago ao produtor aumentou 4,8% (ou 4,4
centavos/litro), com o litro a R$ 0,9601.
Flávia Romanelli - Mtb: 27540
Sul / Sudoeste de Minas
1,0497
1,1019
1,0584
1,1371
1,0986
1,1273
1,1209
1,0487
1,1983
1,0815
1,0814
1,1386
1,2244
1,1201
1,1384
1,1630
1,0449
1,2697
1,3105
1,0734
1,1439
1,2141
1,2269
1,2227
0,9333
1,0920
1,0800
1,1315
1,2334
1,1184
1,1944
0,9539
1,1600
1,1400
1,2532
1,1157
1,1388
1,0305
1,0772
1,0680
0,9849
1,0667
1,0220
0,7807
0,8295
0,7924
1,0782
0,9626
0,9377
0,9259
0,8630
0,8946
1,0800
1,0953
1,1109
0,8879
0,9909
0,9601
1,1584
1,0473
1,0985
0,9892
0,9695
0,9992
1,1688
1,0489
1,1172
0,8636
1,0479
1,0221
1,1626
1,0375
1,0728
0,9707
1,0218
0,9978
0,9262
0,9982
0,9487
0,6836
0,7218
0,6776
0,9915
0,8877
0,8761
0,8685
0,8125
0,8269
1,0150
1,0262
1,0345
0,7924
0,8811
0,8435
1,0699
0,9706
1,0334
0,9303
0,9166
0,9297
6,90%
6,16%
4,99%
2,06%
10,93%
4,80%
4,73%
5,41%
0,39%
-0,44%
-0,08%
0,23%
6,58%
6,12%
4,88%
0,99%
10,44%
4,34%
4,98%
5,74%
0,09%
-0,29%
-0,23%
-0,59%
0,8201
0,7531
0,8236
0,8525
0,8004
0,8502
1,0470
0,9441
0,7360
0,8470
0,9181
0,9069
1,1063
1,0283
0,9333
0,9818
0,8865
1,0472
1,0387
0,9234
0,9677
0,9737
0,9487
0,9569
0,7842
0,9884
0,8700
0,9223
0,9629
0,9836
0,9672
1,0444
0,9727
1,0333
1,1073
0,9972
1,0113
0,9972
1,0179
1,0773
1,1947
1,0744
1,0772
1,1007
1,0034
1,1486
1,1580
0,9995
1,0714
1,1512
1,1175
1,1285
0,8489
1,0560
0,9995
1,0544
0,9618
0,9865
0,9714
1,0615
1,0075
1,0501
1,0540
0,9727
1,0881
0,9896
0,9972
1,0678
1,1338
1,0602
1,0670
1,0856
0,9723
1,1087
1,1221
1,0007
1,0542
1,1342
1,1684
1,1572
0,8501
1,0113
1,0080
1,0507
0,7374
0,6456
0,7421
0,7834
0,7138
0,7791
0,9818
0,8736
0,6361
0,7605
0,8386
0,8411
1,0183
0,9694
0,8649
0,9136
0,8176
0,9586
0,9460
0,8575
0,8963
0,9136
0,8772
0,8891
0,6768
0,9101
0,7929
0,8494
0,8770
0,8710
0,8824
0,9710
0,8810
0,9579
1,0407
0,9240
0,9053
0,9073
0,9356
1,0076
1,1050
1,0125
1,0034
1,0215
0,9317
1,0553
1,0594
0,9461
0,9956
1,0725
1,0722
1,0723
0,7680
0,9763
0,9295
0,9798
3,63%
4,60%
3,99%
6,49%
2,76%
6,47%
2,39%
8,08%
3,38%
2,16%
4,32%
5,10%
4,36%
0,50%
3,09%
0,99%
0,98%
4,71%
4,09%
0,72%
3,17%
3,26%
5,54%
4,76%
5,80%
3,98%
3,62%
3,60%
4,12%
4,06%
4,35%
6,79%
2,61%
6,89%
4,22%
6,60%
2,90%
-0,22%
3,43%
5,99%
4,89%
0,53%
3,38%
1,00%
1,11%
5,03%
4,73%
2,34%
3,46%
3,79%
8,23%
6,73%
8,56%
4,18%
4,43%
4,01%
Jul/Jun Jul/Jun
JULHO /13
JUNHO /13
Equipe Leite:
Paulo Moraes Ozaki - Pesquisador Projeto Leite
Ana Paula Negri, Jacqueline Barbieri,
Marcel Moscatelli de Souza,
Gressa Amanda Chinelato e Natália Salaro Grigol
Por Gressa Amanda Chinelato e Marcel Moscatelli de Souza, graduandos em Eng. Agronômica Esalq/USP; equipe Leite Cepea
AUMENTO NO VALOR DO CONCENTRADO NÃO DIMINUI PODER
DE COMPRA DO PRODUTOR
Dentre os insumos da pecuária leiteira
acompanhados pelo Cepea no estado de São
Paulo, o concentrado foi o que teve a maior
elevação no preço de junho/13 para julho/13,
de 4,3%. O maior poder de compra do produtor
de leite em relação à alimentação concentrada
neste ano aumentou a demanda por este insumo
neste período de entressafra de pastagens. Além
disso, a recente instabilidade no preço do farelo
de soja, que é um dos principais componentes da
alimentação concentrada, também impulsionou
os valores da ração.
O pecuarista de leite não está abrindo mão da
alimentação do animal. Assim, mesmo com o
aumento nos preços do concentrado, a
valorização do preço do leite pago ao produtor
permitiu que os investimentos continuassem
firmes. Isso acabou comprometendo menos a
rentabilidade final do sistema, em um período
que a suplementação animal é importante para
manter a produção leiteira. As relações de troca
de leite por milho ou por farelo de soja em julho
tiveram diminuições de 30,5% e de 23,7%,
respectivamente, frente a julho/12.
A elevação nos gastos com concentrado, que
possui grande importância no cálculo dos custos
de produção, impulsionou também o COE e o
COT no estado paulista, que subiram 1,5% e
1,2%, nesta ordem. Por outro lado, itens como
material de ordenha, medicamentos e
manutenção de forrageiras perenes caíram frente
ao mês anterior. Esse cenário, no entanto, não foi
suficiente para conter o aumento nos custos, já
que, juntos, esses insumos representam apenas
5% dos gastos da propriedade.
Fonte:Cepea
Relação de troca do milho e do farelo de soja entre jul/2012 e jul/2013
Jun/13
Mai/13
Jun/12
Jun/13
Mai/13
Jun/12
Jun/13
Mai/13
Jun/12
Jun/13
Mai/13
Jun/12
(130g de Fósforo)
7,2 litros/frasco 10 ml
8,7 litros/frasco 10 ml
9,2 litros/frasco 10 ml
69,8 litros/sc 25 kg
73,8 litros/sc 25 kg
81,5 litros/sc 25 kg
47,3 litros/litro de herbicida
51,4 litros/litro de herbicida
59,7 litros/litro de herbicida
Jun/13
Mai/13
Jun/12
Jun/13
Mai/13
Jun/12
649,4 litros/tonelada
607,2 litros/tonelada
721,5 litros/tonelada
1505,8 litros/tonelada
1404,5 litros/tonelada
1793,8 litros/tonelada
12,9 litros/frasco 50 ml
14,1 litros/frasco 50 ml
16,0 litros/frasco 50 ml
FORTE DEMANDA INTERNA FAVORECE ALTA DE 52% NAS IMPORTAÇÕES
Por Natália Salaro Grigol, Analista de Mercado equipe Leite Cepea
Ainda que o volume de leite captado tenha
aumentado, esta elevação na produção foi
insuficiente para suprir a demanda brasileira, que
segue forte mesmo diante de altos preços. Assim,
o volume de importações total de lácteos cresceu
52% em julho comparado ao mês anterior,
totalizando 113, 9 milhões de litros. As
exportações, por sua vez, registraram queda de
8% em relação a junho, contribuindo para o
déficit da balança comercial brasileira.
Dados do Ministério do Desenvolvimento,
Indústria e Comércio Exterior (MDIC) do mês de
julho mostram que as importações da Argentina e
do Uruguai, principais fornecedores do mercado
brasileiro, registraram expressivos acréscimos de
31% e 72%, respectivamente, frente a junho de
2013.
As importações de leite em pó continuam
elevadas, atingindo 83,8 milhões de litros, alta
de 58% em relação ao mês anterior. Além do
incremento do volume da Argentina (28%) e
Uruguai (59%), destaca-se a volta dos Estados
Unidos, que desde agosto de 2011 não
participava da pauta brasileira de importações
de leite em pó. Em relação às compras externas
de queijos, houve acréscimo de 32% comparado
a junho. O volume ofertado pela Argentina
cresceu 39% e corresponde a 71% do volume
total e pelo Uruguai, 75% (19,6% do total).
Quanto aos demais países, houve queda na
participação.
A participação do Uruguai nas importações
brasileiras merece destaque: o país registrou
elevação em todas as categorias de produtos.
Ainda que a Argentina tenha elevado o volume
exportado ao Brasil neste mês e continue sendo o
primeiro país no ranking, a intensidade do
aumento das aquisições uruguaias diminuiu a
diferença entre os dois países. Em junho, a
Argentina era responsável por 57,4% das
importações brasileiras e o Uruguai por 32%.
Neste mês, a Argentina respondeu por 49% das
importações enquanto que o Uruguai ampliou sua
participação para 36,2%.
O aumento expressivo das importações também
reflete outra realidade: os produtos importados
são mais competitivos do que os nacionais,
mesmo com o dólar valorizado. O preço pago ao
produtor brasileiro atinge um dos patamares mais
caros do mundo, como resultado da baixa
produtividade e do ganho em escala, que ainda é
pequeno comparado aos outros países. Em julho,
o preço pago ao produtor no Brasil foi de US$
0,4681/litro, enquanto que o Instituto Nacional
de la Leche (Inale) do Uruguai estima que o valor
do leite pago ao produtor uruguaio neste período
fique nos mesmos patamares do de junho, de US$
0,4062/litro. A diferença de 15% é determinante
para a competitividade do produtor.
– As expectativas
positivas em relação à nova temporada da Nova
Zelândia estão surtindo efeito nas negociações de
mercados futuros, de modo que os preços dos
derivados estão estáveis, mas ainda favoráveis
aos produtores.
Segundo dados do Departamento de Agricultura
dos Estados Unidos (USDA) entre 1º de julho e 2
de agosto, a média do leite em pó desnatado foi
de US$ 4.150/tonelada na Europa e de US$
4.525,00/t na Oceania (altas de 1% e de 3% em
relação a junho, respectivamente). Já o leite em
pó integral teve média de US$ 4.729/t na Europa
e, na Oceania, de US$ 4.892/t (queda de 1% e
alta de 1% frente ao mês passado,
respectivamente).
– Comparado a junho, o Índice de
Preços de Exportação de Lácteos do Cepea (IPE-L)
registrou queda de 2,7% em dólar, com a média a
US$ 3,35/kg. Já em Real, o IPE-L fechou em alta
de 0,8% frente ao mês anterior, com média de R$
7,54/kg em julho. Os preços da manteiga,
iogurte e leite condensado apresentaram
aumentos de 7,8%, 54% e de 3,1%,
respectivamente. Já as cotações de doce de leite,
soro de leite e leite fluido tiveram quedas, de
27,7%, 4,3% e 1%.
PREÇOS INTERNACIONAIS
IPE-L/Cepea
US$ 4.892
US$ 4.729
US$ 4.525
US$ 4.150
US$ 2.863
US$ 3.129
US$ 2.825
US$ 2.763
+ 71%
+ 37%
+ 60%
+ 50%
Dados referem-se à média entre 1º de julho e 2 de agosto de 2013; para 2012, foram considerados dados de período semelhante
Volume exportado de lácteos (em equivalente leite)¹
Jun - Jul (%) Participação no total exp. em Jul/13 Jul/12 – Jul/13 (%)
7.671
985
4.352
1.705
588
-8%
-28%
-7%
-4%
41%
-
1%
57%
22%
8%
6%
-34%
4%
3%
-34%
Total de janeiro a jul/13 frente ao mesmo período de 2012: 8%
Jul/13
Volume importado de lácteos (em equivalente leite)¹
Jun - Jul (%)Jul/13 Participação no total imp. em Jul/13 Jul/12 – Jul/13 (%)
²
113.950
83.766
25.321
3.677
1.797
52%
58%
32%
193%
7%
-
73,5%
22,2%
3,2%
-
81%
-
63%
818%
-24%
Total de janeiro a jul/13 frente ao mesmo período de 2012: -13,1%
Notas: (1) Consideram-se os produtos do Capítulo 4 da NCM mais leite modificado e doce de leite;
(2) O soro de leite é medido em quilos, não sendo convertido em litro.
PREÇOS DE LÁCTEOS ATINGEM OS MAIORES PATAMARES DE TRÊS ANOS
Por Ana Paula Negri, graduanda em Ciências dos Alimentos, e Jacqueline Betim Barbieri,
graduanda em Eng. Agronômica – Esalq/USP; equipe Leite Cepea
Os preços médios do leite UHT e do leite spot
registrados em junho pelo Cepea (Centros de
Estudos Avançados em Economia Aplicada)
atingiram os maiores patamares dos últimos três
anos, em termos reais (deflacionados pelo IPCA).
Na média nacional, que engloba os estados de
São Paulo, Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do
Sul e Goiás, o leite UHT teve média de R$
2,05/litro e o leite negociado no mercado spot
(entre empresas), de R$ 1,14/litro. Para o queijo
muçarela, o preço médio de junho, de R$
13,90/quilo, foi o terceiro maior da série do
Cepea – iniciada em julho de 2004 –, também
considerando-se os efeitos da inflação do
período.
O movimento de alta foi sustentado
principalmente pela demanda, que se manteve
aquecida mesmo em uma época de férias
escolares. Segundo colaboradores consultados
pelo Cepea, nem a maior oferta de matéria-
prima, que aumentou em junho depois de
registrar consecutivas quedas desde o início do
ano, foi suficiente para suprir o forte consumo e
interromper as altas de preços. O Índice de
Captação de Leite (ICAP-Leite) do Cepea subiu
6,7% em junho, comparando-se ao mês anterior,
impulsionado pelo bom desenvolvimento das
pastagens de inverno no Sul do País, pelo maior
poder de compra do produtor de leite frente à
alimentação concentrada e pela utilização de
silagens no restante do Brasil.
Quanto aos preços de julho, no atacado paulista,
o leite UHT teve média de R$ 2,29/litro (inclui
frete e impostos), também a maior da série do
Cepea – neste caso, iniciada em março de 2010
–, em termos reais. Em relação a junho, houve
aumento de 4,2% e frente a julho/12, de 20%. O
queijo muçarela, por sua vez, se valorizou 2,25%
frente a junho, cotado a R$ 12,67/kg, em média,
em relação a julho/12, o aumento foi de 13,3%.
Essa pesquisa é diária e realizada pelo Cepea
com o apoio da OCB (Organização das
Cooperativas Brasileiras) e da CBCL
(Confederação Brasileira de Cooperativas de
Laticínios).
Com o retorno das aulas, a expectativa de
agentes do mercado lácteo é de manutenção dos
altos patamares de preços em agosto.
As maiores altas de
junho no mercado de derivados lácteos foram
para o leite UHT e o leite em pó (400g), de 3,2%
e 3,4%, respectivamente, em relação ao mês
anterior, com as médias nacionais passando
MERCADO EM JUNHO:
para R$ 2,05/litro e R$ 13,23/quilo. Para os
queijos prato e muçarela, os preços médios foram
de R$ 14,49/kg e de R$ 13,90/kg, altas de
2,3% e 2,5%, nesta mesma ordem.
A manteiga teve aumento de 1,6% na mesma
comparação, com o quilo indo para R$ 12,17,
enquanto o preço médio do leite pasteurizado
subiu 0,5%, a R$ 1,54/litro.
Fonte:Cepea/ESALQ-USPFonte:Cepea/ESALQ-USP
Preços médios nacionais do leite UHT e do leite cru – integral (início – julho/2004), em termos reais.
Série do preço médio nacional do queijo muçarela (início – julho/2004), em temos reais.
1,58
2,09
12,62
13,23
13,10
13,25
1,46
2,03
14,54
13,84
13,04
13,08
1,66
2,11
14,73
14,14
12,10
13,50
1,47
1,94
15,33
14,97
10,65
13,65
1,53
2,08
15,21
13,31
11,94
12,70
1,54
2,05
14,49
13,90
12,17
13,23
3,8%
2,0%
0,5%
0,1%
-1,1%
1,9%
-0,8%
4,0%
2,7%
3,8%
4,0%
9,0%
0,0%
3,8%
2,4%
1,2%
8,0%
5,0%
-0,8%
0,6%
4,7%
4,3%
0,0%
0,0%
0,4%
5,8%
0,9%
3,2%
-2,3%
1,4%
0,5%
3,2%
2,3%
2,5%
1,6%
3,4%
Fonte:Cepea/ESALQ-USP
Preços médios dos derivados praticados em JUNHO e as variações em relação ao mês anterior
em jul/13 jun/13 jul/12
R$ 2,29/litro
R$ 12,67/kg
4,2%
2,51%
28,00%
20,90%
Fonte: Cepea – OCB/CBCL
MENOR PRODUTIVIDADE BRASILEIRA E DEMANDA AQUECIDA
ELEVAM IMPORTAÇÕES DE LÁCTEOS
Por Paulo Moraes Ozaki, analista de mercado da Equipe Leite - Cepea
O forte consumo de lácteos tem sido apontado
como o principal fator impulsionador dos preços
destes produtos, segundo agentes de mercado
consultados pelo Cepea, já que a oferta de leite
no campo neste primeiro semestre avançou 2,6%
em relação ao mesmo período do ano passado
(de acordo com o Índice de Captação de Leite do
Cepea – ICAP-Leite). A baixa produtividade
brasileira também é um fator agravante deste
quadro. Esta incapacidade de suprimento da
demanda interna aumentou em 52% as
importações de lácteos em julho, principalmente
dos vizinhos Argentina e Uruguai, onde os preços
pagos aos produtores no primeiro semestre foram
22% e 11% menores que os brasileiros,
respectivamente.
Historicamente estes países são os principais
fornecedores de leite em pó e queijos do Brasil,
representando, juntos, mais de 90% do volume
total importado. Quando comparados aos
produtos nacionais, entraram no País em média
37% e 34% mais baratos no primeiro semestre,
mesmo com a alta do dólar, além de apresentar
qualidade muito superior a dos derivados
brasileiros, segundo agentes do setor.
A produção de leite destes países somada em
2011 não chegava nem à metade do volume
produzido no Brasil, segundo os últimos dados
disponíveis da FAO. Em contrapartida, a
produtividade por vaca na Argentina era mais
que o triplo da brasileira (1.382
litros/vaca/ano), enquanto que a do Uruguai
praticamente o dobro.
A maior produtividade no campo sugere melhor
tecnificação e especialização da produção
leiteira dos produtores vizinhos. Além disso, a
maior qualidade da matéria-prima favorece um
melhor rendimento da indústria barateando a
produção dos laticínios, o que torna a cadeia do
leite destes países mais competitiva em relação à
brasileira. Esse cenário afeta diretamente a
população do Brasil, que paga valores maiores
nas gôndolas dos supermercados em
comparação com outros países da América do Sul.
Por outro lado, caso as importações aumentem
ainda mais, e mantenham o mesmo patamar de
preços, as cotações internas podem começar a
diminuir nos próximos meses e prejudicar a cadeia
do leite brasileira.
Produtividade por vaca na Argentina, Uruguai e Brasil.
Evolução dos preços nominais pagos aos produtores no Brasil, Argentina e Uruguai.
A colheita da segunda safra avançou de forma
satisfatória no Brasil, porém os problemas logísticos
e de qualidade do produto se intensificaram em
julho. Nos Estados Unidos, as condições das
lavouras melhoraram, o que sinaliza que a produção
pode gerar grande excedente exportável. O
Ministério da Agricultura, Pecuária e Pesca argentino
indica expressivo crescimento na produção deste
ano. Com isso, esses dois países devem participar de
forma significativa nas transações internacionais, o
que pode limitar os embarques brasileiros do grão.
Nesse cenário, as cotações do milho seguiram em
forte queda no Brasil, principalmente nas regiões
produtoras, como as praças do Paraná, do sul de
Mato Grosso do Sul, de São Paulo e de Goiás. Na
média das regiões acompanhadas pelo Cepea, os
preços caíram quase 9% no mês tanto no mercado
de balcão (recebido pelo produtor) quanto no de
lotes (negociações entre empresas com o produto
limpo e seco). Dentre as regiões que apresentaram
desvalorizações acima desta média, estiveram: oeste
do Paraná (com expressivo recuo de 21,1% no
mercado de balcão e de 19,3% no de lotes em julho),
a região goiana de Rio Verde (11% e 14,7%,
respectivamente), o norte do Paraná (18,8% e
16,7%) e a praça sul-mato-grossense de Dourados
(11,8% e 16,6%). Para as regiões de Mato Grosso,
as intervenções governamentais contribuíram para
amenizar as perdas em julho.
O Indicador ESALQ/BM&FBovespa, referente à
região de Campinas (SP), caiu expressivos 7,4% em
julho, fechando a R$ 24,22/sc de 60 kg no dia 31.
Se considerados os negócios também em Campinas,
mas cujos prazos de pagamento são descontados
pela taxa de desconto NPR, o preço médio à vista foi
de R$ 23,87/sc no último dia do mês, queda de
7,2% em julho.
MILHO: Preços do grão caem 9%, em média
FARELO DE SOJA: Após expressivas altas, valores
cedem em julho
No início de julho, os preços do farelo de soja
vinham atingindo patamares recordes na Bolsa de
Chicago, elevando, consequentemente, os preços
brasileiros. A menor produção interna do derivado
frente ao ano anterior também contribuiu para
sustentar dos preços internos no período. Entretanto,
as condições climáticas favoráveis às lavouras de
soja dos EUA e o interesse de venda de estoques por
parte de produtores norte-americanos pressionaram
as cotações dos grãos e dos derivados no final de
julho.
Na Bolsa de Chicago (CME/CBOT), o contrato
Ago/13 teve queda de 11,3% entre 28 de junho e
31 de julho, a US$ 435,10/tonelada curta (US$
479,61/t) no dia 31 de julho.
No Brasil, além da influência externa, a demanda
por farelo de soja recuou em julho. Agentes
consultados pelo Cepea apontaram que estavam
com contratos para o médio prazo e também
aguardavam possível continuidade das quedas de
preços do grão e do derivado. Na média das
regiões acompanhadas pelo Cepea, as cotações do
farelo caíram 1% entre 28 de junho e 31 de julho.
Referente aos embarques, o Brasil exportou cerca de
1,3 milhão de toneladas de farelo de soja em julho,
aumento de 23,1% em relação a junho e de 4%
frente a julho/12. Nos sete primeiros meses de
2013, foram embarcadas 7,44 milhões de
toneladas, volume 13,7% inferior ao registrado no
mesmo período do ano passado – segundo dados
da Secex.
32,30
31,91
30,29
25,97
25,57
26,01
24,61
1012,45
903,48
792,12
744,91
815,40
1.007,55
1.023,87
Abril
Junho
Julho
Maio

Boletim do leite 221

  • 1.
    produtos, iniciada peloCepea em mar/10 e em jan/11, nesta ordem. Essa pesquisa do Cepea é realizada diariamente com laticínios e atacadistas e tem o apoio financeiro da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) e da Confederação Brasileira de Cooperativas de Laticínios (CBCL). – Em julho, o preço bruto pago ao produtor de Goiás atingiu R$ 1,1285/litro, alta de 4,7% em relação a junho (5,1 centavos/litro) e novamente foi o maior valor dentre os estados que compõem a “média Brasil”. No estado de São Paulo, onde a média foi de R$ 1,0772/litro, o acréscimo foi de 3,1% (ou 3,2 centavos/litro); em Minas Gerais, o reajuste foi de 3,2% (3,3 centavos), com o litro alcançando R$ 1,0714. Em Santa Catarina, a alta foi de 6,5% (6,3 centavos/litro), com a média atingindo R$ 1,0333/litro em julho. No Paraná, o preço subiu AO PRODUTOR PRODUÇÃO CRESCE, MAS PREÇO SOBE; NO ANO, ALTA É DE QUASE 20% O preço do leite pago ao produtor teve novo reajuste em julho, acumulando sucessivas altas ao longo de todo o primeiro semestre de 2013 e sendo o maior patamar desde setembro/07, em termos reais (descontando a inflação do período). O preço bruto do leite pago ao produtor (que inclui frete e impostos) calculado pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP, alcançou R$ 1,0544/litro em julho – média ponderada pelo volume captado em junho nos estados de GO, MG, PR, RS, SC, SP e BA. Em relação ao mês anterior, a média registrou alta de 3,6% (ou de 3,7 centavos/litro) e, frente a julho/12, o aumento, em termos reais, é 17%. O preço líquido apresentou o mesmo comportamento, chegando a R$ 0,9798/litro, elevação de 4% (ou de 4,8 centavos/litro) em relação a junho/13. Desde o início deste ano, o aumento no preço bruto já é de 18% em termos nominais e de 14,4% em termos reais. Segundo pesquisadores do Cepea, esse novo aumento no preço do leite esteve mais atrelado à firme demanda do que a produção. Isso porque, em junho, a captação de leite chegou a aumentar no Brasil – 6,73%, conforme o Índice de Captação de Leite (ICAP-Leite) do Cepea – depois de registrar consecutivas quedas desde o início deste ano. A maior produção, por sua vez, se deve às boas condições de desenvolvimento das pastagens de inverno e também ao maior poder de compra do produtor de leite frente à alimentação concentrada. No Sul do Brasil, a produção chegou a avançar 10,5%. Em Minas Gerais, o aumento na captação de maio para junho foi de 5,2%, em Goiás, de 4,5% e em São Paulo, de 3,1%. Por outro lado, agentes relataram que o frio intenso em algumas regiões, principalmente no Sul, tem prejudicado bastante o desenvolvimento das pastagens de inverno, o que pode afetar a produção de leite em julho. A estratégia de parte dos produtores tem sido o uso da silagem – para os que produziram o alimento – e o aumento do uso de ração no cocho. Para o próximo mês, a expectativa de representantes de laticínios/cooperativas consultados pelo Cepea continua sendo de alta nos preços, mas o mercado já sinaliza um pouco mais de estabilidade que no mês anterior. Entre os compradores ouvidos pelo Cepea, 56%, que representam 51,6% do leite amostrado, acreditam que haverá novo aumento de preços em agosto e 40,4% (que representam 47,1% do volume captado) indicam estabilidade. Somente 3,7% dos agentes (que representam 1,3% do volume) sinalizam queda para agosto. Mesmo com a captação de junho em um patamar superior ao de junho de 2012, indústrias alegam que a oferta de matéria-prima tem sido insuficiente para o atual ritmo de venda de derivados. A demanda aquecida ainda tem sido o principal motivo para esta queixa. Com isso, os preços dos produtos lácteos continuam subindo com força. Alguns representantes dessas empresas contatados pelo Cepea indicam que a demanda tende a aumentar mais ainda no início de agosto com a volta às aulas. Em relação aos preços dos derivados no atacado de São Paulo, a oferta de matéria-prima abaixo da demanda, que continua bastante aquecida, tem alavancado as cotações, principalmente do leite UHT e do queijo muçarela. Até o dia 29 de julho, o leite UHT e o queijo muçarela registraram médias de R$ 2,29/litro e de R$ 12,63/kg (aumentos de 5,4% e de 2,4% em relação a junho), respectivamente, sendo os maiores patamares nominais das séries histórias desses ICAP-L/Cepea - Índice de Captação de Leite - JUNHO/13. (Base 100=Junho/2004) Uma publicação do CEPEA - ESALQ/USP | Ano 19 nº 221 | Agosto 2013 Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada - ESALQ/USP Forte demanda interna favorece alta de 52% nas importações Preço de lácteos atingem os maiores patamares de três anos Menor produtividade brasileira e demanda aquecida elevam importações de lácteos pág. 07
  • 2.
    4,3% (4,2 centavos/litro)e a média passou para R$ 1,0179/litro. Os estados que tiveram as menores médias continuaram sendo Bahia e Rio Grande do Sul. O preço bruto no primeiro teve incremento de 3,6% (ou 3,7 centavos/litro) e no segundo, de 4% (ou 3,7 centavos/litro), com as médias a R$ 0,9995 e a R$ 0,9672/litro, respectivamente. Quanto aos estados que não compõem a “média Brasil” do Cepea, os preços também subiram. O maior patamar foi verificado no Rio de Janeiro, onde o litro alcançou R$ 1,1109, aumento de 5% (ou de 5,3 centavos/litro). Na sequência esteve o Espírito Santo, com média estadual de R$ 1,0473/litro, com alta de 5,4% (5,4 centavos/litro). No Ceará, os valores permaneceram praticamente estáveis, com leve aumento de 0,2% (0,02 centavo/litro) e média a R$0,9992/litro. Em Mato Grosso do Sul, o preço pago ao produtor aumentou 4,8% (ou 4,4 centavos/litro), com o litro a R$ 0,9601. Flávia Romanelli - Mtb: 27540 Sul / Sudoeste de Minas 1,0497 1,1019 1,0584 1,1371 1,0986 1,1273 1,1209 1,0487 1,1983 1,0815 1,0814 1,1386 1,2244 1,1201 1,1384 1,1630 1,0449 1,2697 1,3105 1,0734 1,1439 1,2141 1,2269 1,2227 0,9333 1,0920 1,0800 1,1315 1,2334 1,1184 1,1944 0,9539 1,1600 1,1400 1,2532 1,1157 1,1388 1,0305 1,0772 1,0680 0,9849 1,0667 1,0220 0,7807 0,8295 0,7924 1,0782 0,9626 0,9377 0,9259 0,8630 0,8946 1,0800 1,0953 1,1109 0,8879 0,9909 0,9601 1,1584 1,0473 1,0985 0,9892 0,9695 0,9992 1,1688 1,0489 1,1172 0,8636 1,0479 1,0221 1,1626 1,0375 1,0728 0,9707 1,0218 0,9978 0,9262 0,9982 0,9487 0,6836 0,7218 0,6776 0,9915 0,8877 0,8761 0,8685 0,8125 0,8269 1,0150 1,0262 1,0345 0,7924 0,8811 0,8435 1,0699 0,9706 1,0334 0,9303 0,9166 0,9297 6,90% 6,16% 4,99% 2,06% 10,93% 4,80% 4,73% 5,41% 0,39% -0,44% -0,08% 0,23% 6,58% 6,12% 4,88% 0,99% 10,44% 4,34% 4,98% 5,74% 0,09% -0,29% -0,23% -0,59% 0,8201 0,7531 0,8236 0,8525 0,8004 0,8502 1,0470 0,9441 0,7360 0,8470 0,9181 0,9069 1,1063 1,0283 0,9333 0,9818 0,8865 1,0472 1,0387 0,9234 0,9677 0,9737 0,9487 0,9569 0,7842 0,9884 0,8700 0,9223 0,9629 0,9836 0,9672 1,0444 0,9727 1,0333 1,1073 0,9972 1,0113 0,9972 1,0179 1,0773 1,1947 1,0744 1,0772 1,1007 1,0034 1,1486 1,1580 0,9995 1,0714 1,1512 1,1175 1,1285 0,8489 1,0560 0,9995 1,0544 0,9618 0,9865 0,9714 1,0615 1,0075 1,0501 1,0540 0,9727 1,0881 0,9896 0,9972 1,0678 1,1338 1,0602 1,0670 1,0856 0,9723 1,1087 1,1221 1,0007 1,0542 1,1342 1,1684 1,1572 0,8501 1,0113 1,0080 1,0507 0,7374 0,6456 0,7421 0,7834 0,7138 0,7791 0,9818 0,8736 0,6361 0,7605 0,8386 0,8411 1,0183 0,9694 0,8649 0,9136 0,8176 0,9586 0,9460 0,8575 0,8963 0,9136 0,8772 0,8891 0,6768 0,9101 0,7929 0,8494 0,8770 0,8710 0,8824 0,9710 0,8810 0,9579 1,0407 0,9240 0,9053 0,9073 0,9356 1,0076 1,1050 1,0125 1,0034 1,0215 0,9317 1,0553 1,0594 0,9461 0,9956 1,0725 1,0722 1,0723 0,7680 0,9763 0,9295 0,9798 3,63% 4,60% 3,99% 6,49% 2,76% 6,47% 2,39% 8,08% 3,38% 2,16% 4,32% 5,10% 4,36% 0,50% 3,09% 0,99% 0,98% 4,71% 4,09% 0,72% 3,17% 3,26% 5,54% 4,76% 5,80% 3,98% 3,62% 3,60% 4,12% 4,06% 4,35% 6,79% 2,61% 6,89% 4,22% 6,60% 2,90% -0,22% 3,43% 5,99% 4,89% 0,53% 3,38% 1,00% 1,11% 5,03% 4,73% 2,34% 3,46% 3,79% 8,23% 6,73% 8,56% 4,18% 4,43% 4,01% Jul/Jun Jul/Jun JULHO /13 JUNHO /13 Equipe Leite: Paulo Moraes Ozaki - Pesquisador Projeto Leite Ana Paula Negri, Jacqueline Barbieri, Marcel Moscatelli de Souza, Gressa Amanda Chinelato e Natália Salaro Grigol
  • 4.
    Por Gressa AmandaChinelato e Marcel Moscatelli de Souza, graduandos em Eng. Agronômica Esalq/USP; equipe Leite Cepea AUMENTO NO VALOR DO CONCENTRADO NÃO DIMINUI PODER DE COMPRA DO PRODUTOR Dentre os insumos da pecuária leiteira acompanhados pelo Cepea no estado de São Paulo, o concentrado foi o que teve a maior elevação no preço de junho/13 para julho/13, de 4,3%. O maior poder de compra do produtor de leite em relação à alimentação concentrada neste ano aumentou a demanda por este insumo neste período de entressafra de pastagens. Além disso, a recente instabilidade no preço do farelo de soja, que é um dos principais componentes da alimentação concentrada, também impulsionou os valores da ração. O pecuarista de leite não está abrindo mão da alimentação do animal. Assim, mesmo com o aumento nos preços do concentrado, a valorização do preço do leite pago ao produtor permitiu que os investimentos continuassem firmes. Isso acabou comprometendo menos a rentabilidade final do sistema, em um período que a suplementação animal é importante para manter a produção leiteira. As relações de troca de leite por milho ou por farelo de soja em julho tiveram diminuições de 30,5% e de 23,7%, respectivamente, frente a julho/12. A elevação nos gastos com concentrado, que possui grande importância no cálculo dos custos de produção, impulsionou também o COE e o COT no estado paulista, que subiram 1,5% e 1,2%, nesta ordem. Por outro lado, itens como material de ordenha, medicamentos e manutenção de forrageiras perenes caíram frente ao mês anterior. Esse cenário, no entanto, não foi suficiente para conter o aumento nos custos, já que, juntos, esses insumos representam apenas 5% dos gastos da propriedade. Fonte:Cepea Relação de troca do milho e do farelo de soja entre jul/2012 e jul/2013 Jun/13 Mai/13 Jun/12 Jun/13 Mai/13 Jun/12 Jun/13 Mai/13 Jun/12 Jun/13 Mai/13 Jun/12 (130g de Fósforo) 7,2 litros/frasco 10 ml 8,7 litros/frasco 10 ml 9,2 litros/frasco 10 ml 69,8 litros/sc 25 kg 73,8 litros/sc 25 kg 81,5 litros/sc 25 kg 47,3 litros/litro de herbicida 51,4 litros/litro de herbicida 59,7 litros/litro de herbicida Jun/13 Mai/13 Jun/12 Jun/13 Mai/13 Jun/12 649,4 litros/tonelada 607,2 litros/tonelada 721,5 litros/tonelada 1505,8 litros/tonelada 1404,5 litros/tonelada 1793,8 litros/tonelada 12,9 litros/frasco 50 ml 14,1 litros/frasco 50 ml 16,0 litros/frasco 50 ml
  • 5.
    FORTE DEMANDA INTERNAFAVORECE ALTA DE 52% NAS IMPORTAÇÕES Por Natália Salaro Grigol, Analista de Mercado equipe Leite Cepea Ainda que o volume de leite captado tenha aumentado, esta elevação na produção foi insuficiente para suprir a demanda brasileira, que segue forte mesmo diante de altos preços. Assim, o volume de importações total de lácteos cresceu 52% em julho comparado ao mês anterior, totalizando 113, 9 milhões de litros. As exportações, por sua vez, registraram queda de 8% em relação a junho, contribuindo para o déficit da balança comercial brasileira. Dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) do mês de julho mostram que as importações da Argentina e do Uruguai, principais fornecedores do mercado brasileiro, registraram expressivos acréscimos de 31% e 72%, respectivamente, frente a junho de 2013. As importações de leite em pó continuam elevadas, atingindo 83,8 milhões de litros, alta de 58% em relação ao mês anterior. Além do incremento do volume da Argentina (28%) e Uruguai (59%), destaca-se a volta dos Estados Unidos, que desde agosto de 2011 não participava da pauta brasileira de importações de leite em pó. Em relação às compras externas de queijos, houve acréscimo de 32% comparado a junho. O volume ofertado pela Argentina cresceu 39% e corresponde a 71% do volume total e pelo Uruguai, 75% (19,6% do total). Quanto aos demais países, houve queda na participação. A participação do Uruguai nas importações brasileiras merece destaque: o país registrou elevação em todas as categorias de produtos. Ainda que a Argentina tenha elevado o volume exportado ao Brasil neste mês e continue sendo o primeiro país no ranking, a intensidade do aumento das aquisições uruguaias diminuiu a diferença entre os dois países. Em junho, a Argentina era responsável por 57,4% das importações brasileiras e o Uruguai por 32%. Neste mês, a Argentina respondeu por 49% das importações enquanto que o Uruguai ampliou sua participação para 36,2%. O aumento expressivo das importações também reflete outra realidade: os produtos importados são mais competitivos do que os nacionais, mesmo com o dólar valorizado. O preço pago ao produtor brasileiro atinge um dos patamares mais caros do mundo, como resultado da baixa produtividade e do ganho em escala, que ainda é pequeno comparado aos outros países. Em julho, o preço pago ao produtor no Brasil foi de US$ 0,4681/litro, enquanto que o Instituto Nacional de la Leche (Inale) do Uruguai estima que o valor do leite pago ao produtor uruguaio neste período fique nos mesmos patamares do de junho, de US$ 0,4062/litro. A diferença de 15% é determinante para a competitividade do produtor. – As expectativas positivas em relação à nova temporada da Nova Zelândia estão surtindo efeito nas negociações de mercados futuros, de modo que os preços dos derivados estão estáveis, mas ainda favoráveis aos produtores. Segundo dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) entre 1º de julho e 2 de agosto, a média do leite em pó desnatado foi de US$ 4.150/tonelada na Europa e de US$ 4.525,00/t na Oceania (altas de 1% e de 3% em relação a junho, respectivamente). Já o leite em pó integral teve média de US$ 4.729/t na Europa e, na Oceania, de US$ 4.892/t (queda de 1% e alta de 1% frente ao mês passado, respectivamente). – Comparado a junho, o Índice de Preços de Exportação de Lácteos do Cepea (IPE-L) registrou queda de 2,7% em dólar, com a média a US$ 3,35/kg. Já em Real, o IPE-L fechou em alta de 0,8% frente ao mês anterior, com média de R$ 7,54/kg em julho. Os preços da manteiga, iogurte e leite condensado apresentaram aumentos de 7,8%, 54% e de 3,1%, respectivamente. Já as cotações de doce de leite, soro de leite e leite fluido tiveram quedas, de 27,7%, 4,3% e 1%. PREÇOS INTERNACIONAIS IPE-L/Cepea US$ 4.892 US$ 4.729 US$ 4.525 US$ 4.150 US$ 2.863 US$ 3.129 US$ 2.825 US$ 2.763 + 71% + 37% + 60% + 50% Dados referem-se à média entre 1º de julho e 2 de agosto de 2013; para 2012, foram considerados dados de período semelhante Volume exportado de lácteos (em equivalente leite)¹ Jun - Jul (%) Participação no total exp. em Jul/13 Jul/12 – Jul/13 (%) 7.671 985 4.352 1.705 588 -8% -28% -7% -4% 41% - 1% 57% 22% 8% 6% -34% 4% 3% -34% Total de janeiro a jul/13 frente ao mesmo período de 2012: 8% Jul/13 Volume importado de lácteos (em equivalente leite)¹ Jun - Jul (%)Jul/13 Participação no total imp. em Jul/13 Jul/12 – Jul/13 (%) ² 113.950 83.766 25.321 3.677 1.797 52% 58% 32% 193% 7% - 73,5% 22,2% 3,2% - 81% - 63% 818% -24% Total de janeiro a jul/13 frente ao mesmo período de 2012: -13,1% Notas: (1) Consideram-se os produtos do Capítulo 4 da NCM mais leite modificado e doce de leite; (2) O soro de leite é medido em quilos, não sendo convertido em litro.
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    PREÇOS DE LÁCTEOSATINGEM OS MAIORES PATAMARES DE TRÊS ANOS Por Ana Paula Negri, graduanda em Ciências dos Alimentos, e Jacqueline Betim Barbieri, graduanda em Eng. Agronômica – Esalq/USP; equipe Leite Cepea Os preços médios do leite UHT e do leite spot registrados em junho pelo Cepea (Centros de Estudos Avançados em Economia Aplicada) atingiram os maiores patamares dos últimos três anos, em termos reais (deflacionados pelo IPCA). Na média nacional, que engloba os estados de São Paulo, Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do Sul e Goiás, o leite UHT teve média de R$ 2,05/litro e o leite negociado no mercado spot (entre empresas), de R$ 1,14/litro. Para o queijo muçarela, o preço médio de junho, de R$ 13,90/quilo, foi o terceiro maior da série do Cepea – iniciada em julho de 2004 –, também considerando-se os efeitos da inflação do período. O movimento de alta foi sustentado principalmente pela demanda, que se manteve aquecida mesmo em uma época de férias escolares. Segundo colaboradores consultados pelo Cepea, nem a maior oferta de matéria- prima, que aumentou em junho depois de registrar consecutivas quedas desde o início do ano, foi suficiente para suprir o forte consumo e interromper as altas de preços. O Índice de Captação de Leite (ICAP-Leite) do Cepea subiu 6,7% em junho, comparando-se ao mês anterior, impulsionado pelo bom desenvolvimento das pastagens de inverno no Sul do País, pelo maior poder de compra do produtor de leite frente à alimentação concentrada e pela utilização de silagens no restante do Brasil. Quanto aos preços de julho, no atacado paulista, o leite UHT teve média de R$ 2,29/litro (inclui frete e impostos), também a maior da série do Cepea – neste caso, iniciada em março de 2010 –, em termos reais. Em relação a junho, houve aumento de 4,2% e frente a julho/12, de 20%. O queijo muçarela, por sua vez, se valorizou 2,25% frente a junho, cotado a R$ 12,67/kg, em média, em relação a julho/12, o aumento foi de 13,3%. Essa pesquisa é diária e realizada pelo Cepea com o apoio da OCB (Organização das Cooperativas Brasileiras) e da CBCL (Confederação Brasileira de Cooperativas de Laticínios). Com o retorno das aulas, a expectativa de agentes do mercado lácteo é de manutenção dos altos patamares de preços em agosto. As maiores altas de junho no mercado de derivados lácteos foram para o leite UHT e o leite em pó (400g), de 3,2% e 3,4%, respectivamente, em relação ao mês anterior, com as médias nacionais passando MERCADO EM JUNHO: para R$ 2,05/litro e R$ 13,23/quilo. Para os queijos prato e muçarela, os preços médios foram de R$ 14,49/kg e de R$ 13,90/kg, altas de 2,3% e 2,5%, nesta mesma ordem. A manteiga teve aumento de 1,6% na mesma comparação, com o quilo indo para R$ 12,17, enquanto o preço médio do leite pasteurizado subiu 0,5%, a R$ 1,54/litro. Fonte:Cepea/ESALQ-USPFonte:Cepea/ESALQ-USP Preços médios nacionais do leite UHT e do leite cru – integral (início – julho/2004), em termos reais. Série do preço médio nacional do queijo muçarela (início – julho/2004), em temos reais. 1,58 2,09 12,62 13,23 13,10 13,25 1,46 2,03 14,54 13,84 13,04 13,08 1,66 2,11 14,73 14,14 12,10 13,50 1,47 1,94 15,33 14,97 10,65 13,65 1,53 2,08 15,21 13,31 11,94 12,70 1,54 2,05 14,49 13,90 12,17 13,23 3,8% 2,0% 0,5% 0,1% -1,1% 1,9% -0,8% 4,0% 2,7% 3,8% 4,0% 9,0% 0,0% 3,8% 2,4% 1,2% 8,0% 5,0% -0,8% 0,6% 4,7% 4,3% 0,0% 0,0% 0,4% 5,8% 0,9% 3,2% -2,3% 1,4% 0,5% 3,2% 2,3% 2,5% 1,6% 3,4% Fonte:Cepea/ESALQ-USP Preços médios dos derivados praticados em JUNHO e as variações em relação ao mês anterior em jul/13 jun/13 jul/12 R$ 2,29/litro R$ 12,67/kg 4,2% 2,51% 28,00% 20,90% Fonte: Cepea – OCB/CBCL
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    MENOR PRODUTIVIDADE BRASILEIRAE DEMANDA AQUECIDA ELEVAM IMPORTAÇÕES DE LÁCTEOS Por Paulo Moraes Ozaki, analista de mercado da Equipe Leite - Cepea O forte consumo de lácteos tem sido apontado como o principal fator impulsionador dos preços destes produtos, segundo agentes de mercado consultados pelo Cepea, já que a oferta de leite no campo neste primeiro semestre avançou 2,6% em relação ao mesmo período do ano passado (de acordo com o Índice de Captação de Leite do Cepea – ICAP-Leite). A baixa produtividade brasileira também é um fator agravante deste quadro. Esta incapacidade de suprimento da demanda interna aumentou em 52% as importações de lácteos em julho, principalmente dos vizinhos Argentina e Uruguai, onde os preços pagos aos produtores no primeiro semestre foram 22% e 11% menores que os brasileiros, respectivamente. Historicamente estes países são os principais fornecedores de leite em pó e queijos do Brasil, representando, juntos, mais de 90% do volume total importado. Quando comparados aos produtos nacionais, entraram no País em média 37% e 34% mais baratos no primeiro semestre, mesmo com a alta do dólar, além de apresentar qualidade muito superior a dos derivados brasileiros, segundo agentes do setor. A produção de leite destes países somada em 2011 não chegava nem à metade do volume produzido no Brasil, segundo os últimos dados disponíveis da FAO. Em contrapartida, a produtividade por vaca na Argentina era mais que o triplo da brasileira (1.382 litros/vaca/ano), enquanto que a do Uruguai praticamente o dobro. A maior produtividade no campo sugere melhor tecnificação e especialização da produção leiteira dos produtores vizinhos. Além disso, a maior qualidade da matéria-prima favorece um melhor rendimento da indústria barateando a produção dos laticínios, o que torna a cadeia do leite destes países mais competitiva em relação à brasileira. Esse cenário afeta diretamente a população do Brasil, que paga valores maiores nas gôndolas dos supermercados em comparação com outros países da América do Sul. Por outro lado, caso as importações aumentem ainda mais, e mantenham o mesmo patamar de preços, as cotações internas podem começar a diminuir nos próximos meses e prejudicar a cadeia do leite brasileira. Produtividade por vaca na Argentina, Uruguai e Brasil. Evolução dos preços nominais pagos aos produtores no Brasil, Argentina e Uruguai.
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    A colheita dasegunda safra avançou de forma satisfatória no Brasil, porém os problemas logísticos e de qualidade do produto se intensificaram em julho. Nos Estados Unidos, as condições das lavouras melhoraram, o que sinaliza que a produção pode gerar grande excedente exportável. O Ministério da Agricultura, Pecuária e Pesca argentino indica expressivo crescimento na produção deste ano. Com isso, esses dois países devem participar de forma significativa nas transações internacionais, o que pode limitar os embarques brasileiros do grão. Nesse cenário, as cotações do milho seguiram em forte queda no Brasil, principalmente nas regiões produtoras, como as praças do Paraná, do sul de Mato Grosso do Sul, de São Paulo e de Goiás. Na média das regiões acompanhadas pelo Cepea, os preços caíram quase 9% no mês tanto no mercado de balcão (recebido pelo produtor) quanto no de lotes (negociações entre empresas com o produto limpo e seco). Dentre as regiões que apresentaram desvalorizações acima desta média, estiveram: oeste do Paraná (com expressivo recuo de 21,1% no mercado de balcão e de 19,3% no de lotes em julho), a região goiana de Rio Verde (11% e 14,7%, respectivamente), o norte do Paraná (18,8% e 16,7%) e a praça sul-mato-grossense de Dourados (11,8% e 16,6%). Para as regiões de Mato Grosso, as intervenções governamentais contribuíram para amenizar as perdas em julho. O Indicador ESALQ/BM&FBovespa, referente à região de Campinas (SP), caiu expressivos 7,4% em julho, fechando a R$ 24,22/sc de 60 kg no dia 31. Se considerados os negócios também em Campinas, mas cujos prazos de pagamento são descontados pela taxa de desconto NPR, o preço médio à vista foi de R$ 23,87/sc no último dia do mês, queda de 7,2% em julho. MILHO: Preços do grão caem 9%, em média FARELO DE SOJA: Após expressivas altas, valores cedem em julho No início de julho, os preços do farelo de soja vinham atingindo patamares recordes na Bolsa de Chicago, elevando, consequentemente, os preços brasileiros. A menor produção interna do derivado frente ao ano anterior também contribuiu para sustentar dos preços internos no período. Entretanto, as condições climáticas favoráveis às lavouras de soja dos EUA e o interesse de venda de estoques por parte de produtores norte-americanos pressionaram as cotações dos grãos e dos derivados no final de julho. Na Bolsa de Chicago (CME/CBOT), o contrato Ago/13 teve queda de 11,3% entre 28 de junho e 31 de julho, a US$ 435,10/tonelada curta (US$ 479,61/t) no dia 31 de julho. No Brasil, além da influência externa, a demanda por farelo de soja recuou em julho. Agentes consultados pelo Cepea apontaram que estavam com contratos para o médio prazo e também aguardavam possível continuidade das quedas de preços do grão e do derivado. Na média das regiões acompanhadas pelo Cepea, as cotações do farelo caíram 1% entre 28 de junho e 31 de julho. Referente aos embarques, o Brasil exportou cerca de 1,3 milhão de toneladas de farelo de soja em julho, aumento de 23,1% em relação a junho e de 4% frente a julho/12. Nos sete primeiros meses de 2013, foram embarcadas 7,44 milhões de toneladas, volume 13,7% inferior ao registrado no mesmo período do ano passado – segundo dados da Secex. 32,30 31,91 30,29 25,97 25,57 26,01 24,61 1012,45 903,48 792,12 744,91 815,40 1.007,55 1.023,87 Abril Junho Julho Maio