AUTO DA BARCA DO
INFERNO
Gil Vicente
TEXTO DRAMÁTICO
Não há narrador
Possui didascálias – Informações cénicas (movimentação das
personagens, guarda-roupa, adereços,...)
O teatro vicentino não tem divisão em cenas e atos.
AUTO DA BARCA DO INFERNO
A Ação
Julgamento das almas;
Consiste num desfile de almas –
personagens-tipo – perante os
juízes
 São personagens estáticas, que
representam uma classe social ou
profissional
Os juízes são
omniscientes
Anjo – Bem
O Espaço
Cais: onde se encontram as
almas.
Barcos: onde estão os juízes
Rio: deve ser obrigatoriamente
atravessado, levando as almas
para o paraíso ou o inferno.
Personagen
s
alegóricas
Nota: Como a maior parte das
personagens – tipo são pecadores, o seu
destino é o inferno. Daí, o Diabo ter um
companheiro ( haverá mais passageiros
na barca do inferno)
AUTO DA BARCA DO INFERNO
As personagens
São personagens- tipo.
Transportam consigo objetos
simbólicos que simbolizam os
seus pecados e classe social
O Parvo - o tolo vicentino - não
traz nada, pois não tem pecados.
Os Cavaleiros de Cristo trazem
objetos que simbolizam a sua
morte por Cristo.
O Tempo
As almas são julgadas aós a sua
morte.
Tempo da viagem- está um bom
tempo para a viagem, como se vê
no quadro inicial do Diabo e do
seu Companheiro.
AUTO DA BARCA DO INFERNO
Objetivo
Esta peça é um auto de
moralidade.
Gil Vicente pretende criticar e
moralizar a sociedade
quinhentista pelos seus pecados
e forma de vida.
Cómicos – “ Rivendo castigat
mores”
- de Linguagem: Recurso a Ironia
 calão de algumas personagens
 uso do Latim
-de Situação: episódios
cómicos
-de Caráter: o parvo e algumas
personagens, pelo seu caráter,
tornam-se cómicas.
AUTO DA BARCA DO INFERNO
Recursos estilisticos e
linguagem
Predominância da Ironia e do Eufemismo
Linguagem – Português antigo, palavras em desuso – Arcaísmos
Alegoria- representação de uma realidade abstrata através de uma
realidade concreta, por meio de analogias, metáforas, imagens e
comparações.
- obra literária ou artistíca que representa simbolicamente uma ideia
abstrata.

Auto da barca do inferno

  • 1.
    AUTO DA BARCADO INFERNO Gil Vicente
  • 2.
    TEXTO DRAMÁTICO Não hánarrador Possui didascálias – Informações cénicas (movimentação das personagens, guarda-roupa, adereços,...) O teatro vicentino não tem divisão em cenas e atos.
  • 3.
    AUTO DA BARCADO INFERNO A Ação Julgamento das almas; Consiste num desfile de almas – personagens-tipo – perante os juízes  São personagens estáticas, que representam uma classe social ou profissional Os juízes são omniscientes Anjo – Bem O Espaço Cais: onde se encontram as almas. Barcos: onde estão os juízes Rio: deve ser obrigatoriamente atravessado, levando as almas para o paraíso ou o inferno. Personagen s alegóricas Nota: Como a maior parte das personagens – tipo são pecadores, o seu destino é o inferno. Daí, o Diabo ter um companheiro ( haverá mais passageiros na barca do inferno)
  • 4.
    AUTO DA BARCADO INFERNO As personagens São personagens- tipo. Transportam consigo objetos simbólicos que simbolizam os seus pecados e classe social O Parvo - o tolo vicentino - não traz nada, pois não tem pecados. Os Cavaleiros de Cristo trazem objetos que simbolizam a sua morte por Cristo. O Tempo As almas são julgadas aós a sua morte. Tempo da viagem- está um bom tempo para a viagem, como se vê no quadro inicial do Diabo e do seu Companheiro.
  • 5.
    AUTO DA BARCADO INFERNO Objetivo Esta peça é um auto de moralidade. Gil Vicente pretende criticar e moralizar a sociedade quinhentista pelos seus pecados e forma de vida. Cómicos – “ Rivendo castigat mores” - de Linguagem: Recurso a Ironia  calão de algumas personagens  uso do Latim -de Situação: episódios cómicos -de Caráter: o parvo e algumas personagens, pelo seu caráter, tornam-se cómicas.
  • 6.
    AUTO DA BARCADO INFERNO Recursos estilisticos e linguagem Predominância da Ironia e do Eufemismo Linguagem – Português antigo, palavras em desuso – Arcaísmos Alegoria- representação de uma realidade abstrata através de uma realidade concreta, por meio de analogias, metáforas, imagens e comparações. - obra literária ou artistíca que representa simbolicamente uma ideia abstrata.