O 'Auto da Barca do Inferno', de Gil Vicente, é uma peça alegórica que aborda a moralidade e a crítica social na transição entre a vida e a morte, representada por barcas guiadas por um anjo e um diabo. Através de personagens-tipo que simbolizam classes sociais e vícios, como o fidalgo e o onzeneiro, Vicente denuncia os comportamentos corruptos de sua época, utilizando humor para moralizar a sociedade. A estrutura da peça é processional, composta por quadros que revelam o julgamento das almas com base em suas ações em vida.